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Lembre-se da história da Swatch, a companhia de relógios suíços que
analisamos no capítulo seis. Num primeiro momento, a Swatch parecia num
beco sem saída. A mudança não era mais uma simples opção. Era um caso
de vida ou morte para a empresa. O contexto forçou a Swatch a mudar. E
como ela procedeu nessa mudança?
O primeiro passo foi reconhecer sua situação. Ela precisou olhar para o
contexto com humildade, honestidade e integridade, e reconhecer as
circunstâncias: ela estava com um enorme problema diante da invasão da
concorrência asiática. Em seguida, ela teve que decidir se ela realmente
queria mudar. Depois, ela teve que fazer uma análise para decidir o que
mudar. Foi nesse estágio que ela definiu criar um relógio que não custasse
mais do que 40 dólares. E, por último, ela precisou confirmar se a mudança
era realmente possível.
O que isso nos ensina sobre processos de mudança? Isso nos coloca
diante de quatro questões fundamentais que definem qualquer processo de
mudança.
— Intencional: por que mudar?
— Cognitivo: o que mudar?
— Motivacional: eu realmente quero mudar?
— Recursos: eu realmente posso mudar?
Somente depois de responder a essas quatro questões, a Swatch pôde
definir um plano estratégico de mudança. Uma vez definido que para se
manter no mercado a empresa deveria oferecer ao cliente um produto
melhor que o asiático por um preço ainda inferior ao oferecido pela
concorrência, ela pôde decidir o que fazer em termos práticos.
Esse modelo também se aplica em nossa vida pessoal. Se uma pessoa
permite ser movida por uma série de eventos, isto é, se ela age como se uma
força predeterminada a forçasse a se mover sem que ela tenha poder de
escolha, ela criará provas reais de que há forças externas que moldam suas
ações e determinam seus resultados. Isso irá bloquear qualquer possibilidade
de mudança. Por isso, para mudar, você precisa primeiro acreditar que seus
resultados dependem de você, e não de forças fora do seu controle.
Em seguida, o próximo passo é decidir se você realmente quer mudar.
Se a resposta for positiva, é necessário iniciar uma rigorosa análise de si
mesmo, de suas ações, pensamentos e sentimentos, para então responder a
primeira pergunta.

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