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FENÔMENOS DE TRANSPORTE Gabriela de Jesus 2FENÔMENOS DE TRANSPORTE SUMÁRIO Esta é uma obra coletiva organizada por iniciativa e direção do CENTRO SUPERIOR DE TECNOLOGIA TECBRASIL LTDA – Faculdades Ftec que, na forma do art. 5º, VIII, h, da Lei nº 9.610/98, a publica sob sua marca e detém os direitos de exploração comercial e todos os demais previstos em contrato. É proibida a reprodução parcial ou integral sem autorização expressa e escrita. CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIFTEC Rua Gustavo Ramos Sehbe n.º 107. Caxias do Sul/ RS REITOR Claudino José Meneguzzi Júnior PRÓ-REITORA ACADÊMICA Débora Frizzo PRÓ-REITOR ADMINISTRATIVO Altair Ruzzarin DIRETORA DE ENSINO A DISTÂNCIA (EAD) Rafael Giovanella Desenvolvido pela equipe de Criações para o ensino a distância (CREAD) Coordenadora e Designer Instrucional Sabrina Maciel Diagramação, Ilustração e Alteração de Imagem Igor Zattera e Gustavo Cunha Revisora INTRODUÇÃO AOS FENÔMENOS DE TRANSPORTE 4 Níveis de observação 7 Estrutura dos fenômenos de transporte 9 Princípios de conservação 10 TRANSFERÊNCIA DA QUANTIDADE DE MOVIMENTO 16 Reologia 18 Estática dos fluidos 29 Equação de Bernoulli 35 TRANSFERÊNCIA DE CALOR 40 Calor 41 Transferência de calor por condução 42 Transferência de calor por convecção 45 Transferência de calor por radiação 46 TRANSFERÊNCIA DE MASSA 53 Concentrações e velocidades 56 Fluxo 60 Coeficiente de difusão 61 Difusão molecular em regime estacionário 70 REFERÊNCIAS 79 3FENÔMENOS DE TRANSPORTE INTRODUÇÃO Prezados alunos, o estudo de mecânica dos f luidos, de transmissão de calor e de transferência de massa é denomi- nado Fenômenos de Transporte. É uma matéria de formação básica dos cursos de engenharia. Normalmente, os fenômenos de transferência de momento, de calor e de massa são desen- volvidos independentemente como ramos da física clássica, porém seu estudo unificado encontrou lugar como uma das ciências fundamentais de engenharia. Essa abordagem é muito abrangente, e há cada dia encontra aplicações em novas áreas, tais como biotecnologia, microeletrônica, nanotecnologia e ciência de polímeros. Frente à essa evolução, abordar os fenômenos de transporte em sua totalidade tem se tornado uma tarefa árdua e muitas vezes impossível. Desta forma, o material a seguir tem por finalidade servir como um material introdutório, trazendo os aspectos fundamentais, de forma que o estudante compreenda que os diferentes fenômenos difusivos da mecânica dos f luidos, da transmissão de calor e da transferência de massa podem ser descritos por um modelo matemático comum, em que a dife- rença está nas grandezas físicas envolvidas e seus respectivos coeficientes de difusão, de forma simples e concisa. 4FENÔMENOS DE TRANSPORTE INTRODUÇÃO AOS FENÔMENOS DE TRANSPORTE Níveis de observação, estrutura dos fenômenos de transporte, princípios de conservação Olá alunos! Para iniciarmos nossa disciplina, vale ressaltar que o estudo dos fenômenos de transporte está inerentemente associado a uma notação detalhada. A seguir será apresentada um resumo da notação utilizada neste e-book, para que vocês possam consultar sempre que houver necessidade. 5FENÔMENOS DE TRANSPORTE Lista de símbolos a aceleração A área c velocidade do som C concentração D diâmetro interno DAB coeficiente de difusão Def coeficiente efetivo de difusão DK coeficiente difusivo de Knudsen E energia F força He número de Henry K constante de Boltzmann K condutividade térmica do meio K índice de consistência m massa M massa molar M número de Mach N número de mol P pressão P quantidade de movimento P perímetro Pi pressão parcial Q calor Q energia de ativação difusional r raio R constante dos gases Rdⁱf resistência difusiva Re número de Reynolds S área superficial T temperatura U energia interna v velocidade V volume v ⃗ velocidade média más- sica V ⃗ velocidade média molar w fração mássica W trabalho x posição xAs fração molar da espécie A na interface junto a fase lí- quida y fração molar yAs fração molar da espé-cie A na interface junto a fase gasosa 6FENÔMENOS DE TRANSPORTE Δ variação ρi concentração mássica ρ massa específica σ��² diâmetro de colisão (Å) Ω� integral de colisão (adimensional) ε�� energia de interação molecular para uma mistura binária εp porosidade τ tortuosidade τ tensão de cisalhamento ϕ esfericidade μ viscosidade dinâmica ou absoluta η viscosidade aparente υ viscosidade cinemática Subscritos abs absoluta atm atmosférica cond condução conv convecção c ponto crítico dif difusão i referente à uma espécie p poro Símbolos gregos 7FENÔMENOS DE TRANSPORTE Com isso já podemos dar início à nossa disciplina. Mas afinal, o que são fenômenos de transporte??? Fenômenos de Transporte é uma área da física aplicada, que pode ser subdividida em três áreas: 1. Transferência da quantidade de movimento → também denominada mecânica dos fluidos, engloba os fenômenos relativos ao transporte da quantidade de movimento (ou “momento”); 2. Transferência de calor → engloba os fenômenos relativos ao transporte de energia; 3. Transferência de matéria → também denominada transferên- cia de massa, engloba os fenômenos relativos ao transporte de massa (de espécies químicas). É usual o estudo dos três fenômenos juntos, por diversas razões, mas vale ressaltar duas delas: Níveis de observação a. Frequentemente acontecem juntos em muitas áreas da indús- tria, da biologia, do meio ambiente, entre outros (a ocorrência de um desses fenômenos isolado é a exceção, não a regra); b. As equações básicas que descrevem matematicamente os três fenômenos estão estreitamente relacionadas, e muitos problemas em uma área podem ser resolvidos por analogia com resultados obtidos em outra área. 8FENÔMENOS DE TRANSPORTE Podemos descrever os fenômenos de transporte em três níveis ou escalas de observação. • Nível macroscópico: a unidade de observação é o equipamen- to ou a peça do material em estudo. Neste nível os compri- mentos são medidos em metros (m) ou em centímetros (cm). • Nível microscópico – a unidade de observação é o elemento material (grão, partícula, gota, entre outros) dentro do sistema em estudo. Neste nível os comprimentos são medidos em milímetros (mm) ou micrometros (μm). • Nível molecular – a unidade de observação é a molécula (ou átomo, ou íon). Neste nível os comprimentos são medidos em nanômetros (nm). Todos os fenômenos observados a nível microscópico ou macroscópico estão relacionados às propriedades e interações em escala molecular. Porém, nesta disciplina vamos nos concentrar nos níveis microscópico e macroscópico. (a) Um sistema de escoamento macroscópico que contém N2 e O2; (b) uma região microscópica dentro do sistema macroscópico, contendo N2 e O2, que estão escoando; (c) uma colisão entre uma molécula de N2 e uma molécula de O2. Fonte: Bird et al., (2004). A desproporção entre o nível microscópico e o nível mole- cular permite considerar os fenômenos de transporte no nível microscópico como se os sistemas estudados fossem infinita- mente divisíveis, isto é, contínuos. As variáveis consideradas (velocidades, temperaturas, concentrações) podem ser supostas como variáveis contínuas da posição no espaço (variável inde- pendente contínua). Conceitos como o gradiente de uma dessas variáveis fazem sentido. Por exemplo: Q = calor adicionado ao sistema Wm = trabalho feito no sistema pelo ambiente, por meio das pás móveis (a) (b) “2” “1” (c) 9FENÔMENOS DE TRANSPORTE é uma quantidade bem definida, qualquer que seja a pre- cisão nas medições de T ou x. A aproximação (ou “hipótese”) do contínuo permite uti- lizar todo o aparelho da análise matemática das funções reais na formulação dos problemas de fenômenos de transporte. Os princípios e leis físicas se traduzem em equações diferenciais,através de um processo de modelagem matemática do universo físico. A solução de complexos problemas físicos fica reduzida à solução de equações matemáticas, tornando-se um problema bem mais simples, ainda que muitos o considerem complicado demais! Estrutura dos fenômenos de transporte Os fenômenos de transporte baseiam-se em certos princípios ou leis fundamentais, chamados princípios de conservação (de movimento, matéria, energia, entre outros). Esses princípios de conservação são leis universais da natureza, válidos para todos os materiais, em todas as circunstâncias particulares. Através da modelagem matemática da realidade física, e a partir dos princípios de conservação, são estabelecidas certas equações diferenciais fundamentais, as equações de variação, que relacionam as taxas de variação (mudança) de certas quan- tidades: velocidade, temperatura, composição, entre outras. O estudo dos fenômenos de transporte consiste na solu- ção dessas equações fundamentais para casos particulares. Na aplicação das equações de variação a sistemas particulares é necessário estabelecer também certas equações (ou relações) constitutivas que definem classes de materiais. As equações 10FENÔMENOS DE TRANSPORTE constitutivas são equivalentes – em certa forma – às equações de estado da termodinâmica. Porém, não relacionam entre si variáveis termodinâmicas, mas as taxas de variação (de movi- mento, calor, matéria) com os gradientes das variáveis corres- pondentes (velocidade, temperatura, concentração). As equações constitutivas não são “leis universais” (como os princípios de conservação), pois existem materiais e condições nas quais são válidas, e outros casos onde não o são. Na formulação das equações constitutivas aparecem certas “constantes” materiais, as propriedades de transporte (viscosidade, condutividade tér- mica, difusividade). No entanto, essas “constantes” nem são constantes, nem dependem, em geral, apenas do material ou das variáveis (termodinâmicas) de estado, mas também das condições dinâmicas do sistema. Princípios de conservação Os princípios de conservação expressam-se através de balan- ços da entidade conservada (A) na forma de taxas (quantidade de A por unidade de tempo): Taxa de aumento de A no sistema= Taxa de entrada de A no sistema - Taxa de saída de A no sistema + Taxa de geração de A no sistema A diferença entre as taxas de entrada e de saída chama-se taxa líquida de entrada. Dessa forma, deve-se definir corretamente a entidade A, estabelecer as formas pelas quais A pode entrar e sair através dos limites do sistema e estabelecer as formas pelas quais A pode ser gerado dentro do sistema. 11FENÔMENOS DE TRANSPORTE Princípio de conservação da massa Este princípio estabelece que a matéria (massa) não pode ser criada nem destruída dentro do sistema. Portanto, para um sistema aberto: Taxa de aumento de massa no sistema = Taxa de entrada de massa no sistema - Taxa de saída de massa no sistema c Este princípio é uma generalização – para um sistema aberto, num meio contínuo e deformável – da chamada segunda lei de Newton da mecânica das partículas rígidas. Lembremos que uma força F aplicada sobre uma partícu- la rígida de massa m causa uma aceleração a, que é a taxa de variação da velocidade instantânea v da partícula na direção da força: que pode ser escrita também como (a massa da partícula é constante): O princípio de conservação da quantidade de movimento diz que a variação de momento de um sistema deve ser igual à soma de todas as forças que atuam sobre o sistema. Para um sistema aberto devem-se considerar as taxas de entrada e saída de quantidade de movimento “arrastada” pela matéria que entra e sai do sistema (o termo técnico é “por convecção”): Taxa de aumento de quantidade de movimento no sistema=- Taxa de entrada de quantidade de movimento no sistema-Taxa de saída de quantidade de movimento no sistema+Soma de todas as forças aplicadas sobre o sistema 12FENÔMENOS DE TRANSPORTE Deve-se levar em consideração todas as forças que atuam sobre o sistema: peso, pressão, atrito, entre outros. Vale res- saltar que tanto a quantidade de movimento quanto as forças são quantidades vetoriais. O balanço de momento origina, portanto, uma equação vetorial. O espaço ordinário comporta três dimensões, e todos os vetores podem ser expressos com três componentes independentes num sistema de coordenadas ortogonais apropriado. Portanto, correspondem ao balanço de momento três equações “normais” (escalares) independentes, uma para cada uma das três componentes do vetor quantidade de movimento (por exemplo, em coordenadas cartesianas: mvx, mvy, mvz). Princípio de conservação da energia Este princípio é uma generalização – para um sistema aberto, num meio contínuo – da primeira lei da termodinâmi- ca. Lembremos que a variação de energia ΔE de um sistema fechado é igual à soma do calor Q e do trabalho W trocado entre o sistema e a vizinhança: ∆E = Q + W A energia total do sistema inclui a energia interna (U) e a energia cinética (1 ⁄2mv2). Da mesma forma que no balanço de quantidade de movimento, para um sistema aberto devem ser levadas em consideração as taxas de entrada e saída de energia por convecção: Taxa de aumento de energia total no sistema=Taxa de entrada de energia total no sistema-Taxa de saída de ener- gia total no sistema+Soma do trabalho das forças aplicadas sobre o sistema Deve-se também levar em consideração o trabalho (reversí- vel ou irreversível) de todas as forças que atuam sobre o sistema. Princípio de conservação da matéria (massa) para uma espécie química 13FENÔMENOS DE TRANSPORTE Este princípio, aplicado a cada uma das espécies químicas presentes, só - tem sentido em misturas multicomponentes. Para a espécie A, na unidade de tempo: Taxa de acumulação de massa de A no sistema=Taxa de entrada de massa de A no sistema-Taxa de saída de massa de A no sistema+Taxa de formação de A por reação química dentro do sistema (1.9) É importante saber que a entrada e a saída de uma de- terminada espécie química do sistema podem acontecer por convecção (“acompanhando” a matéria que entra e sai global- mente do sistema) ou por difusão “molecular” dessa espécie em particular. Além disso, uma espécie química pode ser formada a partir de outras (ou desaparecer, transformada em outras) através de uma reação química. Note que a soma dos balanços de massa para todas as espécies químicas presentes numa mistura é o balanço de matéria total, assim: ∑ (i= N 1) (taxa de geração de Aⁱ) = 0 (onde N é o número total de espécies químicas presentes). Síntese Neste capítulo vimos alguns conceitos fundamentais para o desenvolvimento da disciplina de fenômenos de transporte. Verificamos que os fenômenos de transporte são subdivididos em três áreas: transferência da quantidade de movimento, trans- ferência de calor e transferência de matéria. Também apren- demos que podemos descrever os fenômenos de transporte em três níveis ou escalas de observação: nível macroscópico, nível microscópico e nível molecular. Por fim avaliamos o princípio de conservação para as três áreas dos fenômenos de transporte. 14FENÔMENOS DE TRANSPORTE Exercícios 1. Quais são as áreas em que os fenômenos de transporte estão subdivididos? a. ( ) transferência de movimento, transferência de momento e transferência de massa. b. ( ) transferência de movimento, transferência de momento e transferência de calor. c. ( ) transferência de movimento, transferência de calor e transferência de massa. d. ( ) transferência de momento, transferência de matéria e transferência de massa. e. ( ) transferência de momento, transferência de movimento e transferência de matéria. 2. Os fenômenos de transporte baseiam-se em certos princípios ou leis fundamentais, denominados: a. ( ) princípios dos fenômenos. b. ( ) princípiosde conservação. c. ( ) princípios constitucionais. d. ( ) princípios da proporção em massa. e. ( ) princípios dos transportes. 3. Resumidamente, podemos descrever um balanço de con- servação como: a. ( ) Aumento = entrada – saída – geração. b. ( ) Aumento = entrada + saída – geração. 15FENÔMENOS DE TRANSPORTE c. ( ) Diminuição = entrada – saída + acumulação. d. ( ) Aumento = entrada – saída + geração. e. ( ) Diminuição = entrada + saída + geração. 4. O princípio de conservação da quantidade de movimento é baseado na seguinte lei: a. ( ) Lei de Newton. b. ( ) Lei da gravidade. c. ( ) Lei da conservação de massa e energia. d. ( ) Primeira lei da termodinâmica. e. ( ) Segunda lei da termodinâmica. 5. O princípio da conservação de energia é uma generalização da: a. ( ) Segunda lei da termodinâmica. b. ( ) Lei de Newton. c. ( ) Lei da gravidade. d. ( ) Lei da conservação de massa e energia. e. ( ) Primeira lei da termodinâmica. Gabarito 1. c. 2.b. 3.d. 4.a. 5.e. 16FENÔMENOS DE TRANSPORTE TRANSFERÊNCIA DA QUANTIDADE DE MOVIMENTO Lei de Newton da Viscosidade, reologia, descrição e classificação do movimento dos fluidos, estática dos fluidos, equação de Bernoulli A quantidade de movimento é uma quantidade vetorial definida por: P⃗ = mv⃗ onde P é a quantidade de movimento, m é a massa e v é a velocidade. 17FENÔMENOS DE TRANSPORTE Um fluido está confinado entre duas placas planas, sendo a inferior fixa e a superior em movimento. É aplicada uma força Fx tangencial que provoca o deslocamento da superfície superior com a velocidade v. Devido à condição de não escorregamen- to, a camada de f luido em contato com uma superfície tem a mesma velocidade da superfície. Por isso, a camada superior é arrastada juntamente com a placa e suas moléculas colidem com as moléculas da camada imediatamente anterior, ocorrendo transferência de quantidade de movimento entre as camadas do f luido. Devido às diferentes velocidades das camadas de f luido, estabelece-se entre elas um atrito intenso chamado de tensão de cisalhamento e que tende a se opor ao movimento. As camadas de f luido, ao escoarem com diferentes veloci- dades, estabelecem um perfil de velocidades no seio do f luido. Lei de Newton da Viscosidade É possível observar que a força aplicada é proporcional à velocidade que será impressa à placa superior. Quanto maio esta força, também será maior o deslocamento da placa e, consequentemente, a deformação do f luido. Se a força aplicada dF, ou seja, uma força infinitesimal, a deformação do f luido φ pode ser medida pela tangente do ângulo, uma vez que a deformação também será infinitesimal. O deslocamento b’-b pode ser medido pela equação: a a’ dy dFx du c d φ ∝ = ′ − = Então ( ′ − ) = . . Assim: . ∝ → = ∝ ∝ = − ⃗ = ⃗ − = = = −1 = 0 + = = = 4 = = 0 = 0 ⃗ = ⃗ = ⃗ = ⃗ = . . . ⃗ + = − ( + ) . . ⃗ = − ( ⃗ + ⃗ + ⃗) . . ∝ = ′ − = Então ( ′ − ) = . . Assim: . ∝ → = ∝ ∝ = − ⃗ = ⃗ − = = = −1 = 0 + = = = 4 = = 0 = 0 ⃗ = ⃗ = ⃗ = ⃗ = . . . ⃗ + = − ( + ) . . ⃗ = − ( ⃗ + ⃗ + ⃗) . . 18FENÔMENOS DE TRANSPORTE Neste caso, ambos os termos podem ser chamados de taxa de deformação angular ou gradiente de velocidade. A tensão de cisalhamento que surge entre as camadas de f luido provocada pelo movimento relativo das mesmas é proporcional à taxa de deformação: Trocando-se o sinal de proporcionalidade por um sinal de igualdade e um coeficiente de proporcionalidade temos: onde μ é o fator de proporcionalidade – viscosidade dinâ- mica ou absoluta [Ns/m2]. Portanto, a Lei de Newton da Viscosidade pode ser ex- pressa como: Viscosidade absoluta ou dinâmica (μ) É a medida da resistência do f luido à deformação. É uma função da temperatura. As unidades no SI são Pa.s ou kg/m.s. Outra unidade muito utilizada é o centipoise. O centipoise é derivado do Poise (0,01 P) 1 poise = 1 g/cm.s. Reologia A conceituação mais abrangente de reologia é dada por Vinograd e Malkin (1980) que definiram a reologia como a ciência que se preocupa com a descrição das propriedades me- cânicas dos vários materiais sob varias condições de deforma- ção, quando eles exibem a capacidade de escoar e/ou acumular deformações reversíveis. Objetivos da reologia: a partir da relação entre a tensão ∝ = ′ − = Então ( ′ − ) = . . Assim: . ∝ → = ∝ ∝ = − ⃗ = ⃗ − = = = −1 = 0 + = = = 4 = = 0 = 0 ⃗ = ⃗ = ⃗ = ⃗ = . . . ⃗ + = − ( + ) . . ⃗ = − ( ⃗ + ⃗ + ⃗) . . ∝ = ′ − = Então ( ′ − ) = . . Assim: . ∝ → = ∝ ∝ = − ⃗ = ⃗ − = = = −1 = 0 + = = = 4 = = 0 = 0 ⃗ = ⃗ = ⃗ = ⃗ = . . . ⃗ + = − ( + ) . . ⃗ = − ( ⃗ + ⃗ + ⃗) . . ∝ = ′ − = Então ( ′ − ) = . . Assim: . ∝ → = ∝ ∝ = − ⃗ = ⃗ − = = = −1 = 0 + = = = 4 = = 0 = 0 ⃗ = ⃗ = ⃗ = ⃗ = . . . ⃗ + = − ( + ) . . ⃗ = − ( ⃗ + ⃗ + ⃗) . . ∝ = ′ − = Então ( ′ − ) = . . Assim: . ∝ → = ∝ ∝ = − ⃗ = ⃗ − = = = −1 = 0 + = = = 4 = = 0 = 0 ⃗ = ⃗ = ⃗ = ⃗ = . . . ⃗ + = − ( + ) . . ⃗ = − ( ⃗ + ⃗ + ⃗) . . 19FENÔMENOS DE TRANSPORTE aplicada sobre um corpo e a resposta deste – a deformação – a este esforço, os estudos reológicos terão que decifrar a estru- tura do material e projetar seu comportamento em situações diferentes, do que as usadas durante o teste. A resposta do material à imposição de um esforço externo é a única propriedade confiável para classifica-lo como sendo f luido ou sólido. Todavia, nem sempre os resultados desta classificação são confiáveis. Segundo Lenk (1978) um f lui- do, idealmente, é um corpo que se deforma irreversivelmente como resultado do escoamento. Entretanto, os metais e outros sólidos plásticos escoam e permitem deformações irreversíveis e, notadamente, não são f luidos. O que distingue um sólido plástico de um f luido é que o segundo não resiste ao próprio peso e seu escoamento é majoritariamente viscoso na tempe- ratura ambiente. Desta forma, a análise da relação tensão-deformação não basta para classificar reologicamente um material, é necessário verificar a existência de escoamento em primeiro lugar uma vez que não escoando o material é com certeza um sólido, e por último um tipo de escoamento verificado, se viscoso ou plás- tico. Convém ressaltar que outra característica: a recuperação espontânea ou deformação reversível, antes só relacionada com os sólidos, não pode ser determinante do caráter reológico dos materiais, uma vez que também pode ser apresentada por uma classe especial de f luidos chamados viscoelásticos. Fluidos Newtonianos Este modelo impõe que a viscosidade seja uma propriedade física mutável apenas mediante variação da temperatura e pressão. A viscosidade não depende do cisalhamento aplicado ou do tempo de sua aplicação. Taxa de cisalhamento Fluido Newtoniano Te ns ão d e ci sa lh am en to 20FENÔMENOS DE TRANSPORTE Fenômenos não-Newtonianos Os f luidos que não obedecem à Lei de Newton da Viscosidade são uma parcela significativa dos f luidos reais. Para estes f luidos a viscosidade deixa de ser um coeficiente para se tornar uma propriedade que varia de acordo com as condições com as quais o f luido se depara. Neste caso passa a ser denominada de viscosidade aparente. A dependência da viscosidade aparente com a taxa de deformação e/ou com o tempo, bem como as características ineren- tes aos sólidos (elásticas ou plásticas) quando presentes em f luidos viscosos formam a base do que se convencionou chamar de fenômenos não-Newtonianos. Esses fenômenos são divididos em três categorias: • Independentesdo tempo; • Dependentes do tempo; • Viscoelásticos. Fluidos Reopéticos Dilatantes Pseudoplásticos Plásticos de Bingham Nerschel- Bukley Tixotrópicos Sem tensão de cisalhamento inicial Com tensão de cisalhamento inicial Newtoniano Viscoleláticos Dependentes do tempo Independentes do tempo Não Newtoniano 21FENÔMENOS DE TRANSPORTE Fenômenos não-Newtonianos independentes do tempo Os comportamentos independentes do tempo podem ser incluídos em duas categorias: • Fluido essencialmente viscoso, mas sua viscosidade aparente varia com a taxa de deformação (ou seja, não é representado por uma reta no plano tensão deformação) – fenômenos de potência; • Fluido tem um comportamento plástico antes de escoar como um fluido. 1. Fenômenos da Potência: ao examinar determinados fluidos sob escoamento cisalhante, Ostwald de Waale verificou que os mesmos exibiam um comportamento diferente do proposto por Newton no tocante ao comportamento da viscosidade frente ao cisalhamento aplicado. Ao contrário dos fluidos newtonianos, os fluidos examinados apresentavam uma re- lação tensão de cisalhamento (τ) versus taxa de deformação (dv/dy) não linear em que a inclinação variava também de forma não linear com a taxa de deformação. Tomando como base a Lei de Newton, Ostwald propôs o seguinte modelo: onde: n é o índice de comportamento ou de potência e K é o índice de consistência. Observe que a Equação 2.4 se reduz à Equação 2.2 se n=1, desta forma K=μ. K está relacionado com a viscosidade aparente (η) da se- guinte forma: ∝ = ′ − = Então ( ′ − ) = . . Assim: . ∝ → = ∝ ∝ = − ⃗ = ⃗ − = = = −1 = 0 + = = = 4 = = 0 = 0 ⃗ = ⃗ = ⃗ = ⃗ = . . . ⃗ + = − ( + ) . . ⃗ = − ( ⃗ + ⃗ + ⃗) . . ∝ = ′ − = Então ( ′ − ) = . . Assim: . ∝ → = ∝ ∝ = − ⃗ = ⃗ − = = = −1 = 0 + = = = 4 = = 0 = 0 ⃗ = ⃗ = ⃗ = ⃗ = . . . ⃗ + = − ( + ) . . ⃗ = − ( ⃗ + ⃗ + ⃗) . . 22FENÔMENOS DE TRANSPORTE Quanto mais distante o ín- dice de comportamento estiver de 1, mais distante o f luido es- tará do comportamento new- toniano. Pseudoplasticidade: este é o fenômeno de potência que ocorre mais frequentemente. Este fenômeno faz com que a viscosidade aparente, que a baixas taxas de cisalhamento tem um valor alto, caiam a um valor constante η∞ a partir de um valor crítico da tensão de cisalhamento. Este comportamento pode ser explicado por uma das três razoes que se seguem: • Existência no sistema líquido de partículas assimétricas que estando no repouso, orientadas de forma aleatória, assumem uma direção preferencial na direção do escoamento; • Sistemas líquidos constituídos de moléculas grandes e flexí- veis que passam de uma configuração aleatoriamente enrolada no repouso, para uma orientada na direção do escoamento, assumindo uma forma quase linear; • Existência de moléculas que em repouso se encontram alta- mente solvatadas, tem as camadas de solvatação destruídas pela ação do cisalhamento. Moléculas grandes e f lexíveis, como as moléculas polimé- ricas, devido ao elevado grau de enrolamento produzem vários pontos de contato entre seus segmentos cinéticos ao longo de seu comprimento. Estes pontos de contato atuam de forma a evitar o livre movimento destas moléculas e/ou de seus segmentos, de forma que confere ao sistema uma viscosidade maior em taxas de deformação mais baixas. Na medida em que o cisalhamen- to imposto é capaz de iniciar a eliminação destes pontos de contato, alinhando as moléculas na direção do cisalhamento, a viscosidade aparente do sistema será paulatinamente diminu- Taxa de cisalhamento Newtoniano Pseudoplástico Dilatante Te ns ão d e ci sa lh am en to 23FENÔMENOS DE TRANSPORTE ída até que o equilíbrio seja novamente alcançado. Exemplos: suspensões coloidais, polímeros no estado fundido, soluções poliméricas, polpa de papel em água. Dilatância: é o fenômeno oposto à peseudoplasticidade. Foi observado pela primeira vez por Reynolds ao observar que alguns sistemas se expandiam volumetricamente sob cisalha- mento. Estudando suspenses concentradas em água, Reynolds deduziu que este comportamento anômalo se devia ao fato de que estas suspensões, quando em repouso, apresentavam uma quantidade mínima de vazio e que o liquido era suficiente apenas para preenchê-los. Sob cisalhamento suave, o liquido lubrificava as partículas facilitando seus movimentos relativos. Aumen- tos posteriores na taxa de deformação provocavam expansão no material e aumento na quantidade de vazios. Deste ponto em diante o líquido não era mais suficiente para lubrificar as partículas me movimento. O aumento na viscosidade aparente do sistema era então evidenciado pela necessidade de se au- mentar a tensão de cisalhamento para manter o movimento das partículas. É um fenômeno pouco comum, estando associada às suspensões concentradas de partículas grandes. Exemplo: suspensões de amido e areia. 2. Viscoplasticidade: a. Fluido de Bingham: a viscoplaticidade é um fenômeno caracterizado pela existência de um valor residual para a tensão de cisalhamento, o qual deve ser excedido para que o material apresente um f luxo viscoso. Este compor- tamento é comum às composições altamente concentradas em que a interação partícula-partícula desempenha um papel importante. Sistemas que são considerados líquidos como lamas, polpas de frutas e suspensões concentradas, quando têm sua concentração de sólidos elevada além do valor crítico, favorecem a formação de um “esqueleto” por parte das partículas antes dispersas. Esse “esqueleto” além de ser responsável pela elevação na viscosidade do sistema, impede que o mesmo flua normalmente. Portanto é neces- 24FENÔMENOS DE TRANSPORTE sário destruir este “esqueleto” para que o material realize um escoamento viscoso. onde τ0 é a tensão residual. E μ é a viscosidade plástica. b. Fluido de Herschel-Bulkley (pseudoplástico com tensão inicial): Fenômenos não-Newtonianos dependentes do tempo O efeito do tempo assume grande importância quando a estrutura aleatória dos sistemas líquidos muda de forma gra- dual frente a um campo de cisalhamento. A heterogeneidade no escoamento é caracterizada pela presença de duas ou mais fases que interagem entre si e produzem perturbações locais nas linhas de fluxo. Dentre os fatores que causam a heterogeneidade podem ser citados: forças interfaciais, pontes de hidrogênio e outras interações intermoleculares. Além disto existe a tendên- cia de uma das partes da fase dispersa se cristalizar durante o escoamento, aumentando sua fração volumétrica à custa da fase contínua que lhe providencia volume livre e lubrificação. Estas perturbações aumentam de importância com o aumento de concentração, podendo gerar aumento ou diminuição da viscosidade aparente do sistema dependendo da forma como a estrutura interna do liquido será alterada: se destruída ou ampliada. Os processos caracterizados pela destruição estru- tural pela ação do tempo fazem parte do fenômeno conhecido ∝ = ′ − = Então ( ′ − ) = . . Assim: . ∝ → = ∝ ∝ = − ⃗ = ⃗ − = = = −1 = 0 + = = = 4 = = 0 = 0 ⃗ = ⃗ = ⃗ = ⃗ = . . . ⃗ + = − ( + ) . . ⃗ = − ( ⃗ + ⃗ + ⃗) . . Taxa de cisalhamento Fluido de Bingham Te ns ão d e ci sa lh am en to Taxa de cisalhamento Fluido de Herschel-Bulkley Te ns ão d e ci sa lh am en to 25FENÔMENOS DE TRANSPORTE como tixotropia. Os processos contrários recebem o nome de não-tixotrópicos. 1. Tixotropia: é um fenômeno caracterizado pela diminuição da viscosidade aparente do líquido com o tempo de apli- cação de uma dada taxa de deformação. 2. Fenômenos não-tixotrópicos - Reopéticos: a antitixotropia ou reopexia é perfeitamente explicada pelas teorias aplica- das à tixotropia, só que no sentido inverso. Todavia deveser acrescentado que as partículas da fase dispersa devem possuir uma tendência à aglomeração, a qual é aumentada pela ação do cisalhamento imposto. Fenômenos viscoelásticos São f luidos que têm características viscosas e elásticas. Ou seja, quando submetidos a uma tensão de cisalhamento deformam-se, mas recuperam-se parcialmente da deformação ao cessar o esforço. Exemplo deste tipo de f luidos são as massas e as geleias. Descrição e classificação do movimento dos f luidos Os diferentes tipos de escoamento considerados são clas- sificados pelas características do modo de escoamento e das propriedades do f luido. O campo de escoamento é uma repre- sentação do movimento no espaço em diferentes instantes. A propriedade que descreve o campo de escoamento é a velocidade v(x, y, z, t). note que a velocidade é uma quantidade vetorial e tem componentes na direção x, y e z e pode também várias com o tempo. A representação visual de um campo de escoamento é obtida pela introdução de um material de rastreamento no escoamento e pela sua fotografia (tintas coloridas em água e fumaça no ar). Estas fotografias fornecem as linhas de corrente definidas como uma linha continua que é tangente aos vetores velocidade ao longo do escoamento num dado instante. Como consequência desta definição. Não há escoamento cruzando uma 26FENÔMENOS DE TRANSPORTE linha de corrente. Portanto, a superfície solida ou parede que delimita o escoamento também é uma linha corrente. Quando se observa o caminho de uma dada articula f luida em função do tempo, tem-se a trajetória da partícula. Experiência de Reynolds – Escoamento laminar e turbulento Devido ao efeito da viscosidade, o escoamento de fluidos reais pode ocorrer de dois modos diferentes: o escoamento laminar e o escoamento turbulento. As características destes regimes foram inicialmente descritas por Reynolds, com um dispositivo como o descrito abaixo. A água escoa de um tanque através de um tubo de vidro com abertura em forma de sino, sendo o escoamento controlado pela válvula. Um tubo fino pro- veniente de um reservatório de corante, termina no interior da entrada do tubo de vidro. Reynolds verificou que, para pequenas velocidades de escoamento no tubo de vidro, forma-se um fila- mento estreito e paralelo ao eixo do tubo. Entretanto, abrindo-se mais a válvula, e atingindo-se velocidade maiores, o filamento de corante torna-se ondulado e se interrompe, difundindo-se através da água que escoa no tubo. Reynolds verificou que a velocidade media para a qual o filamento de corante começa a se interromper (chamada velocidade crítica) depende do grau de estabilidade da água no tanque. Uma vez que o movimento caótico das partículas fluidas durante o escoamento produzia difusão do filamento, Reynolds deduziu de sua experiencia que em velocidades baixas isto não deveria ocorrer, e verificou que as partículas fluidas se movimentavam em camadas paralelas, ou laminas, escorregando através de laminas adjacentes, mas não se misturando entre si, este movimento denomina-se esco- amento laminar. Mas para velocidades superiores, o filamento do corante se difunde através do tubo, tornando-se aparente o movimento caótico das partículas fluidas, e neste caso, dizemos que o escoamento é turbulento. Reynolds generalizou as conclusões tiradas de sua experien- cia com a introdução de um termo adimensional Re, definido pela relação: 27FENÔMENOS DE TRANSPORTE onde v é a velocidade nédia no tubo, D é o diâmetro interno do tubo, μ é a viscosidade absoluta ou dinâmica do f luido, υ é a viscosidade cinemática do f luido e ρ é a massa específica do f luido. Reynolds inferiu que certos números podem delimitar a transição entre o regime laminar e o regime turbulento para qualquer f luido. O numero de Reynolds crítico é função da geometria dos contornos. Para: • Dutos cilíndricos – Lc (dimensão característica) = D → Rec = 2300; • Escoamento entre paredes paralelas – Lc = distância entre as paredes → Rec = 1000; • Escoamento em canal aberto – Lc = profundidade da água → Rec = 500; • Ao redor de uma esfera – Lc = diâmetro da esfera → Rec = 1. Quando temos outros tipos de seção transversal, pode-se utilizar o conceito de Diâmetro Hidráulico (DH). onde As é a área da seção formada pelo f luido e P é o perímetro. O número de Reynolds é uma relação entre forças de inercia e forças viscosas. As forças de inercia são perturbadoras, en- quanto as forças viscosas são amortecedoras das perturbações. Escoamento uni, bi e tridimensionais Um escoamento é classificado como uni, bi ou tridimensio- nal em função do número de coordenadas espaciais necessárias para se especificar o campo de velocidade. ∝ = ′ − = Então ( ′ − ) = . . Assim: . ∝ → = ∝ ∝ = − ⃗ = ⃗ − = = = −1 = 0 + = = = 4 = = 0 = 0 ⃗ = ⃗ = ⃗ = ⃗ = . . . ⃗ + = − ( + ) . . ⃗ = − ( ⃗ + ⃗ + ⃗) . . ∝ = ′ − = Então ( ′ − ) = . . Assim: . ∝ → = ∝ ∝ = − ⃗ = ⃗ − = = = −1 = 0 + = = = 4 = = 0 = 0 ⃗ = ⃗ = ⃗ = ⃗ = . . . ⃗ + = − ( + ) . . ⃗ = − ( ⃗ + ⃗ + ⃗) . . 28FENÔMENOS DE TRANSPORTE Escoamento compressível e incompressível Os escoamentos em que as variações na massa especifica são desprezíveis denominam-se incompressíveis. São usual- mente escoamentos de líquidos ou de gases com transferência de calor desprezível, desde que as velocidades sejam pequenas quando comparadas com a velocidade do som. A razão entre a velocidade do escoamento e a velocidade do som (c) é definida como número de Mach. Para M < 0,3 as variações de massa especifica são inferiores a 5% e o escoamento pode ser tratado como incompressível. Escoamentos com M > 0,3 devem ser tratados como compres- síveis (para o ar a velocidade critica é aproximadamente 100 m/s). escoamentos compressíveis acontecem com frequência em aplicações da engenharia. Exemplo: sistemas de ar comprimido, tubulações com gases a altas pressões, controle pneumático, entre outros. Normalmente o escoamento de um liquido será considerado incompressível, uma vez que as velocidades do som nos líquidos são grandes, por exemplo, a velocidade do som na água é cerca de 1500 m/s. Escoamento permanente e não-permanente Escoamento permanente ou estacionário é o escoamento em que as propriedades não mudam com o tempo. Para esco- amento permanente: No escoamento permanente, qualquer propriedade pode variar de um ponto a ponto no campo de escoamento, mas todas as propriedades permanecerão constantes com o tempo, em cada ponto. Escoamento não-permanente, não-estacionário ou transiente é o escoamento em que as propriedades são função do tempo. Em escoamento em regime permanente, as linhas de corrente e as trajetórias são coincidentes. Se o escoamento ∝ = ′ − = Então ( ′ − ) = . . Assim: . ∝ → = ∝ ∝ = − ⃗ = ⃗ − = = = −1 = 0 + = = = 4 = = 0 = 0 ⃗ = ⃗ = ⃗ = ⃗ = . . . ⃗ + = − ( + ) . . ⃗ = − ( ⃗ + ⃗ + ⃗) . . ∝ = ′ − = Então ( ′ − ) = . . Assim: . ∝ → = ∝ ∝ = − ⃗ = ⃗ − = = = −1 = 0 + = = = 4 = = 0 = 0 ⃗ = ⃗ = ⃗ = ⃗ = . . . ⃗ + = − ( + ) . . ⃗ = − ( ⃗ + ⃗ + ⃗) . . 29FENÔMENOS DE TRANSPORTE for uma função do tempo, transiente, as linhas de corrente e as trajetórias são diferentes. Estática dos fluidos Fluido é uma substância que se deforma continuamente sob a ação de uma tensão de cisalhamento, por menor que seja esta tensão. O f luido é considerado estático se todas as partículas não tiverem movimento ou tiverem a mesma velocidade relativa em relação a um referencial de inercia. São considerados estáticos, os f luidos em repouso ou em movimento de corpo rígido. Não há tensão de cisalhamento, só atuam tensões normais – pressão. Equação fundamental da estática dos fluidos Objetivo: determinar o campo de pressões de um f luido. Considerar um campo de f luido de massa dm e lados dx, dy e dz, estacionário em relação ao sistema de coordenadas retangulares. Existem dois tipos de força que podem atuar sobre o f luido: • Forças de campo ou de corpo: são forças desenvolvidas sem o contato físico. Exemplo: gravitacional, magnética. • Forças de superfície ou de contato: incluem todas as forças que agem sobre a superfície do meio através do contato direto (pressão e cisalhamento). Forças de campo ou de corpo: Gravitacional ∝ = ′ − = Então ( ′ − ) = . . Assim: . ∝ → = ∝ ∝ = − ⃗ = ⃗ − = = = −1 = 0 + = = = 4 = = 0 = 0 ⃗ = ⃗ = ⃗ = ⃗ = . . . ⃗ + = − ( + ) . . ⃗ = − ( ⃗ + ⃗ + ⃗) . . 30FENÔMENOS DE TRANSPORTE Forças de contato ou de superfície: A pressão total que atua sobre o elemento é dada pela soma de pressões que atuam nas seis faces do elemento. As forças de pressão são dadas pelo produto dos três itens a seguir: mag- nitude da pressão, área da face onde atua a pressão e o vetor unitário para indicar direção e sentido. • Direção x O mesmo ocorre nas direções y e z. Somando os termos dados nas três direções, obtém-se a força de superfície resultante atuando sobre o elemento de volume. Cancelando os termos comuns com sinais opostos e reagrupando temos: o termo entre parênteses é o gradiente de pressão ou ∇P (operador vetorial). Como no fluido estático atuam somente as forças de campo (gravitacional) e de superfície (pressão), pode-se combinar as Equações 1.12 e 1.15: dF = (ρg - ∇P) dx . dy . dz Se o f luido é estático, a somatória das forças atuantes sobre o corpo é zero. Para a força ser igual a zero, um dos termos da Equação 1.16 deve ser zero. Como o volume não pode ser zero (dx.dy.dz = dV), então: (ρg - ∇P) = 0 ∝ = ′ − = Então ( ′ − ) = . . Assim: . ∝ → = ∝ ∝ = − ⃗ = ⃗ − = = = −1 = 0 + = = = 4 = = 0 = 0 ⃗ = ⃗ = ⃗ = ⃗ = . . . ⃗ + = − ( + ) . . ⃗ = − ( ⃗ + ⃗ + ⃗) . . ∝ = ′ − = Então ( ′ − ) = . . Assim: . ∝ → = ∝ ∝ = − ⃗ = ⃗ − = = = −1 = 0 + = = = 4 = = 0 = 0 ⃗ = ⃗ = ⃗ = ⃗ = . . . ⃗ + = − ( + ) . . ⃗ = − ( ⃗ + ⃗ + ⃗) . . 31FENÔMENOS DE TRANSPORTE A Equação acima tem três componentes escalares que devem ser satisfeitos individualmente. É comum escolher um sistema de eixos coordenados de tal modo que o vetor g esteja alinhado com um dos eixos. Supondo g na direção z (mas em sentido contrário): gx = 0 e gy = 0. Se o f luido é incompressível, temos que ρ é constante e considerando g também constante, chega-se à equação funda- mental da estática dos f luídos: P = ρgh + P₀ Escalas para a medida de pressões As pressões podem ser expressas de duas formas: manomé- trica e absoluta. Quando a medida da pressão é expressa como sendo a diferença entre seu valor e o vácuo absoluto (ausência total de matéria), será chamada de pressão absoluta. Quando a medida da pressão é expressa como sendo a diferença entre seu valor e o valor da pressão atmosférica local é chamada de pressão efetiva ou pressão manométrica. Pªbs = Pmªⁿ + Patm Manometria Uma técnica padrão para a medição da pressão envolve a utilização de colunas de líquidos verticais ou inclinadas. Os dispositivos para a medida de pressão baseados nesta técnica são denominados manômetros. O barômetro de mercúrio é um exemplo deste tipo de manômetro, mas existem muitas outras configurações que foram desenvolvidas em função da aplicação. Os três tipos usuais de manômetros são o tubo piezométrico, o manômetro em U e o com tubo inclinado. = = 0 = − + 2 2 + = [m²/s²=J/kg] + 2 2 + = [m] 32FENÔMENOS DE TRANSPORTE Tubo piezométrico O tipo mais simples de manômetro consiste num tubo vertical aberto no topo e conectado ao recipiente no qual de- sejamos conhecer a pressão. A pressão no ponto A é dada por: PA = ρ₁gh₁ Na equação fundamental da estática dos f luidos temos um termo p0 (pressão de refe- rência). Neste caso, p0 foi des- prezado ou igualado a zero, o que vai determinar que a pres- são medida no ponto A seja uma pressão manométrica ou relativa. Se desejarmos a pres- são em A com valor absoluto, então utilizamos a Equação P = ρgh + P₀ Apesar do tubo piezométrico ser muito simples e preciso, ele apresenta muitas desvantagens. Ele é apropriado nos casos onde a pressão no recipiente é maior que a pressão atmosférica (se não ocorreria sucção do ar para o interior do recipiente) e não muito grande para que a altura da coluna seja razoável. Note que só é possível usar este dispositivo se o f luido do re- cipiente foi liquido. Manômetro de tubo em U Para superar alguns inconvenientes do tubo piezométrico, foi desenvolvido o tubo em U. O f luido que se encontra no tubo do manômetro é chamado de f luido manométrico. Para determinar a pressão PA em função das alturas das várias co- lunas aplicamos o Princípio de Pascal: Todos os pontos de um f luido em repouso que estão à mesma altura, estão submetidos à mesma pressão. 33FENÔMENOS DE TRANSPORTE Pelo principio de Pascal, P2 = P3. Observe que não podemos dizer que P1 é igual a pressão na coluna ao lado, no ponto de mesma elevação, porque temos f luidos diferentes. Podemos então dizer: P₂ = ρA gh₁ + PA e / P₃ = ρm gh₂ + P₀ Igualando P2 e P3 e definindo P0 = Patm=0 PA = -ρA gh₁ + ρm gh₂ Existe uma regra prática que nos permite calcular a pressão em um manômetro de colunas liquidas levando-se em conta que quando nos movemos para cima numa coluna liquida, a pressão cai e quando nos movemos para baixo a pressão sobe. Comece pela pressão na extremidade qualquer do manôme- tro e vá somando todas as colunas ao descer e subtraindo todas as colunas ao subir, igualando à pressão da outra extremidade. Se o manômetro estive com um dos ramos aberto para a atmosfera, podemos igualar esta pressão a zero, desta forma estaremos obtendo uma medida de pressão manométrica na outra extremidade; ou então igualar ao valor da pressão baro- métrica, neste caso estaremos obtendo uma medida da pressão absoluta. O manômetro a seguir também é um manômetro dife- rencial, mas não tem nenhum ramo aberto para a atmosfera. Portanto não é possível determinar o valor da pressão A ou da h1 (1) aberto (2) ɣ2 (�uido de calibre) ɣ1 (3) h2 34FENÔMENOS DE TRANSPORTE pressão B, apenas a diferença entre ambas as pressões. Apli- cando o principio de Pascal, temos que P2 = P3. P₂ = ρ₁ gh₁ + PA e P₃ = ρ₂ gh₂ + ρ₃ gh₃ + PB Portanto, PA - PB = ρ₂ gh₂ + ρ₃ gh₃ - ρ₁ gh₁ Manômetro de tubo inclinado São utilizados para medir pequenas variações de pressão. Uma perna é inclinada de um ângulo θ e a leitura I2 é medida ao longo do tubo inclinado. Nestas condições a diferença de pressão será: PA + ρ₁ gh₁ - ρ₂ gI₂ sinθ - ρ₃ gh₃ = PB Observe que a distância vertical entre os pontos 1 e 2 é I₂ sinθ. Assim, para ângulos relativamente pequenos, a leitura diferencial ao longo do tubo inclinado pode ser feita mesmo que o diferencial de pressão seja pequeno. O manômetro de tubo inclinado é sempre utilizado para medir pequenas dife- renças de pressão em sistemas que contém gases. Nestes casos: PA - PB = ρ₂ gI₂ sinθ A equação pode ser simplificada porque as contribuições das colunas de gases podem ser desprezadas. (1) ɣ 12 ɣ2 ɣ2 3 A B (2) Gás Gás θ 35FENÔMENOS DE TRANSPORTE Equação de Bernoulli Em volumes de controle onde as condições abaixo sejam satisfeitas, pode-se aplicar a equação de Bernoulli. • Escoamento em regime permanente; • Não há trabalho de eixo; • Não há troca de calor; • Escoamento invíscido (não viscoso – sem perdas); • Não há variação de temperatura (variação de energia interna = 0); • Se o fluxo é incompressível. Modificações das hipóteses fundamentais de Bernoulli = = 0 =− + 2 2 + = [m²/s²=J/kg] + 2 2 + = [m] 1. No escoamento de um gás, como em um sistema de ventila- ção, onde a variação de pressão é apenas uma pequena fração da pressão absoluta, o gás pode ser considerado incompres- sível. A equação é utilizada aplicando-se um ρ médio. 2. Para um escoamento não permanente, cujas condições variam gradualmente, como o lento esvaziamento de um reservatório, a equação de Bernoulli pode ser aplicada sem erro apreciável. 3. A equação é utilizada na analise de fluidos reais, despre- zando em primeira aproximação as tensões viscosas para obter resultados teóricos. A equação resultante pode então ser modificada por um coeficiente determinado experimen- talmente, que corrige a equação teórica para que fique em conformidade com o caso real. 36FENÔMENOS DE TRANSPORTE Síntese Neste capítulo vimos alguns conceitos fundamentais que utilizaremos no estudo da mecânica dos f luidos. Alguns de- les são: como descrever os escoamentos, forças (de superfície e de campo) e tensões (cisalhante e normal), tipos de f luidos (newtonianos, não newtonianos — dilatante, pseudoplástico, tixotrópico, reopético, plástico de Bingham e viscosidade (ci- nemática, dinâmica e aparente). Tipos de escoamento (viscoso/ invíscido, laminar/turbulento, compressível/incompressível). Vimos também dois grupos adimensionais muito úteis — o número de Reynolds e o número de Mach. Revisamos os conceitos básicos de estática dos f luidos, que inclui a dedução das equações básicas de estática dos f luidos na forma vetorial e aplicação dessas equações para calcular a variação de pressão em um fluido estático. 37FENÔMENOS DE TRANSPORTE Exercícios 1. Um fluido real apresenta taxa de deformação desde que haja tensão cisalhante. A razão entre a tensão cisalhante aplicada e a correspondente taxa de deformação é uma propriedade importante na descrição do escoamento de fluidos (viscosida- de). A forma de comportamento desta razão pode ser usada para classificar os diversos fluidos, e nomes como fluidos newtonianos e não newtonianos, fluidos pseudoplásticos, fluidos tixotrópicos, entre outros, são utilizados. Um fluido que apresenta a razão entre a tensão cisalhante e a taxa de deformação constante, cujo valor aumenta com o aumento da temperatura, sendo independente do tempo, é um(a): a. ( ) Fluido tixotrópico. b. ( ) Suspensão dilatante. c. ( ) Líquido Newtoniano. d. ( ) Gás Newtoniano. e. ( ) Mistura pseudoplástica. 2. A viscosidade é um parâmetro característico de um fluido, e seu valor depende de várias condições. Sobre a viscosidade de um fluido, constata-se que a. ( ) a viscosidade de um f luido não varia em função da temperatura. b. ( ) em uma temperatura constante, a viscosidade de um f luido formado pela mistura de dois outros f luidos puros é maior que os valores de viscosidade dos f luidos puros. c. ( ) a viscosidade de um f luido formado pela mistura de dois outros f luidos puros depende da quantidade presente de cada um dos f luidos que compõem essa mistura. d. ( ) gases não possuem viscosidade. e. ( ) um f luido formado por moléculas mais polares tem menor viscosidade do que um fluido formado por moléculas menos polares. 38FENÔMENOS DE TRANSPORTE 3. Em relação ao comportamento reológico de fluidos, analise as proposições a seguir: I A viscosidade de um fluido sempre diminui com o aumento da temperatura. II Fluidos nos quais a tensão de cisalhamento não é propor- cional ao quadrado da taxa de deformação são ditos f luidos não newtonianos. III Um fluido plástico de Bingham não escoa quando submetido a uma tensão de cisalhamento inferior a um determinado valor limite. IV Há f luidos não newtonianos nos quais a viscosidade apa- rente varia com o tempo. São corretas APENAS as proposições a. ( ) I e II. b. ( ) II e III. c. ( ) I, II e IV. d. ( ) III e IV. e. ( ) II, III e IV. 4. Ao se analisar as condições de escoamento de fluidos no interior de tubulações, o número adimensional de Reynol- ds é um parâmetro importante pois classifica a natureza do escoamento quanto ao regime laminar e turbulento. As grandezas relacionadas ao número de Reynolds são: a. ( ) Diâmetro do tubo, perda de carga e velocidade do f luido. b. ( ) Perda de carga, viscosidade dinâmica e velocidade do f luido. c. ( ) Velocidade do f luido, viscosidade dinâmica, diâmetro do tubo e perda de carga. d. ( ) Diâmetro do tubo, densidade, velocidade do f luido e viscosidade dinâmica. e. ( ) Diâmetro do tubo, densidade, velocidade do f luido e perda de carga. 39FENÔMENOS DE TRANSPORTE 5. Em um tubo em U, colocam-se dois fluidos imiscíveis de densidades distintas, d1 > d2, como na Figura. Dadas as diferenças de níveis de altura h1 e h2, qual a razão entre as densidades d1/d2? a. ( ) 2h2/h1. b. ( ) 1+h2/h1. c. ( ) 1+h1/h2. d. ( ) (1+h2+h1)/2. e. ( ) 1+h2h1. 6. A figura abaixo representa um manômetro em forma de U, que utiliza o mercúrio como líquido, ρHg = 13,6 g/cm3. Sendo a equação que relaciona a pressão, P, com a altura, z, para um fluido estático incompressível, submetido à acele- ração da gravidade constante, g = 10 m/s2 , dada por dP/ dz = -ρg, e considerando o eixo "z" vertical e para cima, a Pressão manométrica no ponto A é de: a. ( ) 780 Pa. b. ( ) 1360 Pa. c. ( ) 2720 Pa. d. ( ) 2000 Pa. e. ( ) 4000 Pa. Gabarito 1. d. 2. c. 3. d. 4. d. 5. b. 6. c. 40FENÔMENOS DE TRANSPORTE TRANSFERÊNCIA DE CALOR Calor, transferência de calor por condução, transferência de calor por convecção, transferência de calor por radiação. A troca e a transformação de energia são fenômenos que ocorrem constantemente na natureza. Basta esfregarmos as nossas mãos para percebermos o aumento da temperatura delas. Nesse caso, temos uma transformação da energia mecânica em calor. Esse é só um dos muitos exemplos que ocorrem frequen- temente ao nosso redor. Mas o que é CALOR? 41FENÔMENOS DE TRANSPORTE Calor Calor é uma forma de energia, portanto, no Sistema In- ternacional de Unidades, a unidade de calor ou quantidade de calor, cujo símbolo é Q , é a própria unidade de energia, o joule (J). Entretanto, na prática, é usada uma outra unidade de calor, muito antiga (da época do calórico), denominada 1 caloria = 1cal. Por definição, 1 cal é a quantidade de calor que deve ser transferida a 1 grama de água para que sua tempera- tura se eleve de 1ºC. Joule estabeleceu a relação entre estas duas unidades, en- contrando, 1 cal = 4,18 J Por experiência, sabemos que um objeto quente que entra em contato com um frio torna-se mais frio, enquanto o objeto frio é aquecido. Uma visão razoável é que algo é transferido do objeto quente para o frio, e chamamos isto de calor (Q ). Assim, dizemos que o calor sempre f lui de uma temperatura mais alta para uma mais baixa. Isso leva ao conceito de tem- peratura como força motriz para a transferência de energia na forma de calor. A taxa de transferência de calor de um corpo para outro é proporcional à diferença de temperaturas entre os dois corpos; quando não há diferença de temperaturas, não há transferência líquida de calor. Os processos adiabáticos são aqueles onde não ocorre transferência de calor. Como o trabalho, o calor é uma função de linha e apresenta diferencial inexata (δ). ∫1² δQ = Q₂ - Q₁ Calor é a energia transferida de um corpo para outro em virtude, unicamente, de uma diferença de temperatura entre eles. Esse trânsito de energia pode ser processado de três mo- dos diferentes: transferência de calor por condução, convecção e radiação. 42FENÔMENOS DE TRANSPORTE CONDUÇÃO Comida Panela Fogão Atomos TRANSFERÊNCIA DE CALOR Condução: A transferência de calor para o material por contato direto CALOR Cabo Transferência de calor por condução Na menção da palavra condução, devemos imediatamente visualizar conceitos das atividadesatômicas e moleculares, pois são processos nesses níveis que mantêm este modo de transfe- rência de calor. A condução pode ser vista como a transferência de energia das partículas mais energéticas para as menos ener- géticas de uma substância devido às interações entre partículas. O mecanismo físico da condução é mais facilmente ex- plicado através da consideração de um gás e do uso de ideias familiares vindas da termodinâmica. Considere um gás no qual exista um gradiente de temperatura e admita que não haja movimento global, ou macroscópico. O gás pode ocupar o espaço entre duas superfícies que são mantidas a diferentes temperaturas. Associamos a temperatura em qualquer ponto à energia das moléculas do gás na proximidade do ponto. Essa energia está relacionada ao movimento de translação aleatório, assim como aos movimentos internos de rotação e de vibração das moléculas. Temperaturas mais altas estão associadas a energias mo- leculares mais altas. Quando moléculas vizinhas se chocam, como o fazem constantemente, uma transferência de energia das moléculas mais energéticas para as menos energéticas deve ocorrer. Na presença de um gradiente de temperatura, transferência de energia por condução deve, então, ocorrer no sentido da diminuição da temperatura. Isso seria verdade 43FENÔMENOS DE TRANSPORTE mesmo na ausência de colisões, como está evidente na figura abaixo a seguir. Processos de transferência de calor podem ser quantifica- dos através de equações de taxa apropriadas. Essas equações podem ser usadas para calcular a quantidade de energia sendo transferida por unidade de tempo. Para a condução térmica, a equação da taxa é conhecida como lei de Fourier. Para a parede plana unidimensional mostrada na Figura 6. com uma distribuição de temperaturas T(x), a equação da taxa é escrita na forma: A taxa de transferência de calor por condução, qx (W), através de uma parede plana com área A, é, então, o pro- duto do f luxo e da área, Q = q″x · A. Sendo assim, para uma placa plana unidimen- sional a transferência de calor por condução é dada por: onde k é a condutividade térmica (W/m·K). Caso geral: onde ∇ é o operador de soma de vetores. T1 qn qn qn Superfície, T1 Superfície, T2 qn T1 > T2 T3 > T ∞T2 T2 2 1 Fluido em movimento, T ∞ Condução através de um sólido ou de um fluido estacionário Convecção de uma superfície para um fluido em movimento Troca líquida de calor por radiação entre duas superfícies " = 1− 2 = ∆ = − ″ = − ∇ ″ = − (⃗ + ⃗ + ⃗ ) ″ = − (⃗ + ⃗ + ⃗ ) ″ = − (⃗ + ⃗ 1 + ⃗ 1 sin ) = ℎ ∆ = 4 = 4 = ( 4 − 4 ) " = 1− 2 = ∆ = − ″ = − ∇ ″ = − (⃗ + ⃗ + ⃗ ) ″ = − (⃗ + ⃗ + ⃗ ) ″ = − (⃗ + ⃗ 1 + ⃗ 1 sin ) = ℎ ∆ = 4 = 4 = ( 4 − 4 ) " = 1− 2 = ∆ = − ″ = − ∇ ″ = − (⃗ + ⃗ + ⃗ ) ″ = − (⃗ + ⃗ + ⃗ ) ″ = − (⃗ + ⃗ 1 + ⃗ 1 sin ) = ℎ ∆ = 4 = 4 = ( 4 − 4 ) T1 T2 T(x) T x L qnX 44FENÔMENOS DE TRANSPORTE Coordenadas cartesianas: Coordenadas cilíndricas: onde: • r: coordenada radial; • z: coordenada axial; • ϕ: coordenada circunferencial. Coordenadas esféricas: " = 1− 2 = ∆ = − ″ = − ∇ ″ = − (⃗ + ⃗ + ⃗ ) ″ = − (⃗ + ⃗ + ⃗ ) ″ = − (⃗ + ⃗ 1 + ⃗ 1 sin ) = ℎ ∆ = 4 = 4 = ( 4 − 4 ) " = 1− 2 = ∆ = − ″ = − ∇ ″ = − (⃗ + ⃗ + ⃗ ) ″ = − (⃗ + ⃗ + ⃗ ) ″ = − (⃗ + ⃗ 1 + ⃗ 1 sin ) = ℎ ∆ = 4 = 4 = ( 4 − 4 ) " = 1− 2 = ∆ = − ″ = − ∇ ″ = − (⃗ + ⃗ + ⃗ ) ″ = − (⃗ + ⃗ + ⃗ ) ″ = − (⃗ + ⃗ 1 + ⃗ 1 sin ) = ℎ ∆ = 4 = 4 = ( 4 − 4 ) 45FENÔMENOS DE TRANSPORTE onde: • r: coordenada radial; • z: coordenada axial; • ϕ: coordenada circunferencial. Transferência de calor por convecção O modo de transferência de calor por convecção abrange dois mecanismos. Além de transferência de energia devido ao movimento molecular aleatório (difusão), a energia também é transferida através do movimento global, ou macroscópico, do f luido. O termo convecção é costumeiramente usado para fazer referência a esse transporte cumulativo e o termo advecção se refere ao transporte devido ao movimento global do f luido. Descrevemos o modo de transferência de calor por con- vecção como a transferência de energia ocorrendo no interior de um f luido devido aos efeitos combinados da condução e do escoamento global ou macroscópico do f luido. Tipicamente, a energia que está sendo transferida é a energia sensível, ou térmica interna, do f luido. Contudo, em alguns processos convectivos há também troca de calor latente. Essa troca de calor latente é geralmente associada a uma mudança de fase entre os estados líquido e vapor do f luido. A taxa de transferência de calor por convecção é função do contato térmico entre a superfície e o meio que escoa e, portanto, inf luenciado pela natureza do escoamento (Lei do resfriamento de Newton). 46FENÔMENOS DE TRANSPORTE onde h é o coeficiente de transferência de calor por con- vecção (W/m²·K). • Convecção forçada: meio externo movimentando o fluido. • Convecção livre: sem meio externo movimento o fluido e há diferença de densidade. Transferência de calor por radiação Radiação térmica é a energia emitida pela matéria que se encontra a uma temperatura diferente de zero. Ainda que voltemos nossa atenção para a radiação a partir de superfícies sólidas, a emissão também ocorre a partir de gases e líquidos. Independentemente da forma da matéria, a emissão pode ser atribuída a mudanças nas configurações eletrônicas dos átomos ou moléculas que constituem a matéria. A energia do campo de radiação é transportada por ondas eletromagnéticas (ou, alter- nativamente, fótons). Enquanto a transferência de energia por condução ou convecção requer a presença de um meio material, a radiação não necessita dele. Na realidade, a transferência por radiação ocorre mais eficientemente no vácuo. A taxa de transferência de calor por radiação se dá através da transmissão de energia no espaço na forma de ondas ele- tromagnéticas, sendo uma fração da taxa de emissão de um corpo negro perfeito, baseado na Lei de Stefan-Boltzmann: onde ε é a emissividade (adimensional) e é a constante de Stefan Boltzmann (5,6697 × 10-8 W/m² K4). Pode ocorrer de duas formas: 1º Caso – sólido livre " = 1− 2 = ∆ = − ″ = − ∇ ″ = − (⃗ + ⃗ + ⃗ ) ″ = − (⃗ + ⃗ + ⃗ ) ″ = − (⃗ + ⃗ 1 + ⃗ 1 sin ) = ℎ ∆ = 4 = 4 = ( 4 − 4 ) " = 1− 2 = ∆ = − ″ = − ∇ ″ = − (⃗ + ⃗ + ⃗ ) ″ = − (⃗ + ⃗ + ⃗ ) ″ = − (⃗ + ⃗ 1 + ⃗ 1 sin ) = ℎ ∆ = 4 = 4 = ( 4 − 4 ) " = 1− 2 = ∆ = − ″ = − ∇ ″ = − (⃗ + ⃗ + ⃗ ) ″ = − (⃗ + ⃗ + ⃗ ) ″ = − (⃗ + ⃗ 1 + ⃗ 1 sin ) = ℎ ∆ = 4 = 4 = ( 4 − 4 ) " = 1− 2 = ∆ = − ″ = − ∇ ″ = − (⃗ + ⃗ + ⃗ ) ″ = − (⃗ + ⃗ + ⃗ ) ″ = − (⃗ + ⃗ 1 + ⃗ 1 sin ) = ℎ ∆ = 4 = 4 = ( 4 − 4 ) 47FENÔMENOS DE TRANSPORTE 2º Caso – sólido confinado Comparação entre o calor e o trabalho • Ambos são fenômenos transientes. Sistemas jamais possuem calor ou trabalho. Calor e trabalho simplesmente atravessam as fronteiras quando um sistema muda de estado. • Ambos são observados somente na fronteira de sistemas e ambos representam energia atravessando fronteiras. • Ambos são funções de linha (caminho) e tem diferenciais inexatas. " = 1− 2 = ∆ = − ″ = − ∇ ″ = − (⃗ + ⃗ + ⃗ ) ″ = − (⃗ + ⃗ + ⃗ ) ″ = − (⃗ + ⃗ 1 + ⃗ 1 sin ) = ℎ ∆ = 4 = 4 = ( 4 − 4 ) 48FENÔMENOS DE TRANSPORTE Síntese Neste capítulo vimos alguns conceitos fundamentais sobre calor, que é uma energia em trânsito, e como esse trânsito de energia pode ser processado de três modos diferentes:transferência de calor por condução, convecção e radiação. A transferência de calor por condução ocorre quando dois corpos estão em contato direto, a convecção abrange dois mecanismos: movimento molecular aleatório (difusão) e movimento global, ou macroscópico, ou seja, ocorre entre um sólido e um f luido. E por fim, a transferência de calor por radiação, onde a radiação térmica é a energia emitida pela matéria que se encontra a uma temperatura diferente de zero. Também vimos que o entendimento da equação da taxa de condução, lei de Fourier, é essencial. Você deve estar ciente da importância das propriedades termofísicas; com o tempo, você desenvolverá uma percepção dos valores das pro- priedades de muitos materiais reais. Do mesmo modo, você deve reconhecer que a equação do calor é obtida através da aplicação do princípio da conservação de energia em um volume de controle diferencial e que ela é usada para determinar distribuições de temperaturas no interior da matéria. A partir do conhecimento da distribuição, a lei de Fourier pode ser usada para determinar as taxas de transferência de calor correspondentes. É vital uma forte compreensão dos vários tipos de condições de contorno térmicas que são utilizadas em conjunto com a equação do calor. Também analisamos temas fundamentais relacionados aos fenômenos do transporte convectivo e radiação. 49FENÔMENOS DE TRANSPORTE Exercícios 1. Um recipiente cilíndrico de vidro tem área da base relativa- mente pequena se comparada com sua altura. Ele contém água em temperatura ambiente até quase a sua borda e é colocado sobre a chama de um fogão. A transmissão do calor por meio das moléculas da água durante seu aquecimento ocorre apenas por: a. ( ) condução. b. ( ) convecção. c. ( ) irradiação. d. ( ) condução e convecção. e. ( ) convecção e irradiação. 2. Calor é energia térmica em trânsito. A propagação de calor está sempre ocorrendo a nossa volta. Ao abrirmos a geladei- ra, colocarmos gelo em um refrigerante, ao andarmos pelas ruas, ao estarmos em um local refrigerado. A propagação de calor entre dois corpos, isolados termicamente do ambiente externo, se fará do corpo com: a. ( ) maior energia térmica para o corpo de menor ener- gia térmica, até que se atinja o equilíbrio térmico, sendo a quantidade de calor recebida por um dos corpos igual a que foi transmitida pelo outro. b. ( ) menor energia térmica para o corpo de maior ener- gia térmica, até que se atinja o equilíbrio térmico, sendo a quantidade de calor recebida por um dos corpos igual a que foi transmitida pelo outro. 50FENÔMENOS DE TRANSPORTE c. ( ) maior temperatura para o corpo de menor temperatura, até que se atinja o equilíbrio térmico, sendo a quantidade de calor recebida por um dos corpos igual a que foi trans- mitida pelo outro. d. ( ) menor temperatura para o corpo de maior temperatura, até que se atinja o equilíbrio térmico, sendo a quantidade de calor recebida por um dos corpos igual a que foi trans- mitida pelo outro. e. ( ) maior temperatura para o corpo de menor tempera- tura, até que a quantidade de calor dos dois corpos atinja o equilíbrio térmico. 3. Preparar um bom churrasco é uma arte e, em todas as famílias, sempre existe um que se diz bom no preparo. Em algumas casas, a quantidade de carne assada é grande e se come no almoço e no jantar. Para manter as carnes aquecidas o dia todo, alguns utilizam uma caixa de isopor revestida de papel alumínio. Considerando o exposto, assinale a alternativa correta que completa as lacunas das frases a seguir: A caixa de isopor funciona como recipiente adiabático. O isopor tenta ______ a troca de calor com o meio por ________ e o alumínio tenta impedir _________. a. ( ) impedir – convecção – radiação. b. ( ) facilitar – condução – convecção. c. ( ) impedir – condução – radiação. d. ( ) facilitar – convecção – condução. e. ( ) impedir – radiação – condução. 51FENÔMENOS DE TRANSPORTE 4. Marque a alternativa correta a respeito dos processos de transferência de calor. a. ( ) Os processos de propagação de calor por condução e convecção ocorrem em todos os tipos de meios. b. ( ) O processo de radiação ocorre somente no vácuo. c. ( ) A convecção é o processo de propagação de calor que proporciona o efeito das brisas marítimas. d. ( ) A condução térmica ocorre somente em líquidos. e. ( ) A radiação é um processo de transferência de calor que ocorre por meio de ondas eletromagnéticas pertencentes ao espectro visível. 5. A transferência de calor por convecção só é possível: a. ( ) no vácuo. b. ( ) nos sólidos. c. ( ) nos líquidos. d. ( ) nos gases. e. ( ) nos f luidos em geral. 6. Sobre a transferência de calor por condução, é correto afirmar: a. ( ) ocorre somente nos sólidos. b. ( ) pode ocorrer no vácuo. c. ( ) ocorre somente nos líquidos. d. ( ) caracteriza-se pela transmissão de calor entre partí- culas em razão da diferença de temperatura. e. ( ) caracteriza-se pelo transporte de matéria entre regiões de um f luído em razão da diferença de densidade. 52FENÔMENOS DE TRANSPORTE 7. Observe as afirmações a seguir: O Sol aquece a Terra por meio do processo de _____________ térmica; As panelas são feitas de metal porque esses materiais têm maior capacidade de transmissão de calor por _______________; Os aparelhos de ar-condicionado devem ficar na parte superior de uma sala para facilitar o processo de __________________. As palavras que completam as frases acima corretamente de acordo com os princípios físicos dos processos de transmissão de calor são, respectivamente: a. ( ) condução, convecção, radiação; b. ( ) convecção, radiação, condução; c. ( ) radiação, convecção, condução; d. ( ) radiação, condução, convecção; e. ( ) condução, irradiação, convecção. 8. O fluxo de calor que atravessa um isolante térmico, de es- pessura 0,25 cm, condutividade térmica do isolante 0,1 W/m. °C, com temperatura interna de 150 °C e externa de 30 °C é de: a. ( ) 4,8 kW/m2 b. ( ) 0,03 kW/m2 c. ( ) 12,0 kW/m2 d. ( ) 3,0 kW/m2 e. ( ) 1,2 kW/m2 Gabarito 1. b. 2.c. 3.c. 4.c. 5.e. 6.d. 7.d. 8.a. 53FENÔMENOS DE TRANSPORTE TRANSFERÊNCIA DE MASSA Concentrações e velocidades, fluxo, coeficiente de difusão, difusão molecular em regime estacionário. A transferência de massa pode ocorrer em uma mistura de gás, em uma solução líquida, ou uma solução sólida. Sem- pre que há um desequilíbrio em um meio, a natureza tende a redistribuí-lo até que seja estabelecida uma nova condição de equilíbrio. Se definirmos a concentração de uma espécie como a variável de análise do sistema, podemos dizer ocorrerá um f luxo da espécie a partir da região de alta concentração para a região de baixa concentração, para que seja alcançada a condição de equilíbrio. Essa tendência é muitas vezes referida como a força motriz. a seguir apresenta a transferência de uma espécie (sal) de uma região de alta, para uma de baixa concentração. 54FENÔMENOS DE TRANSPORTE A força motriz para a transferência de calor é a diferença de temperatura. Em contraste, a força motriz para a transferência de massa é a diferença de concentração. Se não há diferença de temperatura entre duas regiões, então não ocorrerá transferência de calor. Da mesma forma, se não há nenhuma diferença entre as concentra- ções de uma espécie em diferentes par- tes de um meio, não haverá transferência de massa. O calor é transferido por condução, convecção e radiação. Massa, no entanto, é transferida somente por condução (difusão mássica) e convecção. A taxa de condução de calor em uma direção x é proporcional ao gradiente de temperatura dT/dx nesse sentido, sendo expressa pela lei de Fourier. onde k é a condutividade térmica do meio e A é a área normal a direção da transferência de calor. Da mesma forma, a taxa de difusãomássica de uma espécie química num meio estacionário na direção x é proporcional ao gradiente de con- centração dC/dx nesse sentido, sendo expressa pela lei de Fick. onde DAB é o coeficiente de difusão entre as espécies pre- sentes na mistura e CA é a concentração da espécie na mistura. A Figura 4.3 representa o perfil de temperatura e concentração durante a transferência de calor e massa. Massa Água Massa Água salgada Sal Concentração de calor 70°C 10°C 70% 10% CO₂ Concentração de massa Gradiente de Temperatura A �� � � � −= �� �� �t � Gradiente de Concentração de espécies A A −= �B �� �C�ṁ� �� D A ṁ� �� ,A Mistura A + B A V=VA=VB m=mA+mB p=pA+pB c=cA+cB B YAs XAs Fase gasosa Fase líquida Fronteira Cúbica de corpo centrado (ccc) Cúbica de face centrada (cfc) YA = YA2 NAs NAs = 0 Água Mistura gasosa A + B YA>YB Mistura gasosa A + B YA<YB Ar estagnado ar z = z2 z = z1 ∆z YA = YA1 T, P T, P r₂ r₁ WA, 1 B WA, 2 Massa Água Massa Água salgada Sal Concentração de calor 70°C 10°C 70% 10% CO₂ Concentração de massa Gradiente de Temperatura A �� � � � −= �� �� �t � Gradiente de Concentração de espécies A A −= �B �� �C�ṁ� �� D A ṁ� �� ,A Mistura A + B A V=VA=VB m=mA+mB p=pA+pB c=cA+cB B YAs XAs Fase gasosa Fase líquida Fronteira Cúbica de corpo centrado (ccc) Cúbica de face centrada (cfc) YA = YA2 NAs NAs = 0 Água Mistura gasosa A + B YA>YB Mistura gasosa A + B YA<YB Ar estagnado ar z = z2 z = z1 ∆z YA = YA1 T, P T, P r₂ r₁ WA, 1 B WA, 2 ̇ = − ṁ = − ̇ = ℎ ( − ∞) ṁ = ℎ ( − ∞) = = = ∑ = ∑ = = ⁄ ⁄ = = = = ∑ = ∑ = = ⁄ ⁄ = = = = = ∑ = ∑ = ∑ = ∑ = ∑ = ∑ = ⁄ ⁄ = = = ⃗ = ∑ ⃗⃗=1 ∑ =1 = ∑ ⃗=1 ̇ = − ṁ = − ̇ = ℎ ( − ∞) ṁ = ℎ ( − ∞) = = = ∑ = ∑ = = ⁄ ⁄ = = = = ∑ = ∑ = = ⁄ ⁄ = = = = = ∑ = ∑ = ∑ = ∑ = ∑ = ∑ = ⁄ ⁄ = = = ⃗ = ∑ ⃗⃗=1 ∑ =1 = ∑ ⃗=1 55FENÔMENOS DE TRANSPORTE A convecção é o mecanis- mo de transferência de calor que envolve tanto a condução de calor (difusão molecular), quanto o movimento de f lui- dos. O movimento do f luido aumenta consideravelmente a transferência de calor. No caso limite de o f luido não apresen- tar movimento junto à superfície, a convecção se reduz a con- dução. Da mesma forma, a convecção mássica (ou transferência de massa convectiva) é o mecanismo de transferência de massa entre uma superfície e um fluido em movimento que a envolve. O movimento do f luido também aumenta consideravelmente a transferência de massa, da região de alta concentração (junto à superfície) para a região de baixa concentração (seio da solução f luida). A taxa de calor por convecção é expressa por: onde hconv é o coeficiente de transferência de calor e (Ts- T∞) é a diferença de temperatura através da camada limite térmica. Da mesma forma, a taxa de convecção mássica pode ser expressa como: onde hmass é o coeficiente de transferência de massa. Este coeficiente também pode ser representado pelo símbolo k. Massa Água Massa Água salgada Sal Concentração de calor 70°C 10°C 70% 10% CO₂ Concentração de massa Gradiente de Temperatura A �� � � � −= �� �� �t � Gradiente de Concentração de espécies A A −= �B �� �C�ṁ� �� D A ṁ� �� ,A Mistura A + B A V=VA=VB m=mA+mB p=pA+pB c=cA+cB B YAs XAs Fase gasosa Fase líquida Fronteira Cúbica de corpo centrado (ccc) Cúbica de face centrada (cfc) YA = YA2 NAs NAs = 0 Água Mistura gasosa A + B YA>YB Mistura gasosa A + B YA<YB Ar estagnado ar z = z2 z = z1 ∆z YA = YA1 T, P T, P r₂ r₁ WA, 1 B WA, 2 ̇ = − ṁ = − ̇ = ℎ ( − ∞) ṁ = ℎ ( − ∞) = = = ∑ = ∑ = = ⁄ ⁄ = = = = ∑ = ∑ = = ⁄ ⁄ = = = = = ∑ = ∑ = ∑ = ∑ = ∑ = ∑ = ⁄ ⁄ = = = ⃗ = ∑ ⃗⃗=1 ∑ =1 = ∑ ⃗=1 ̇ = − ṁ = − ̇ = ℎ ( − ∞) ṁ = ℎ ( − ∞) = = = ∑ = ∑ = = ⁄ ⁄ = = = = ∑ = ∑ = = ⁄ ⁄ = = = = = ∑ = ∑ = ∑ = ∑ = ∑ = ∑ = ⁄ ⁄ = = = ⃗ = ∑ ⃗⃗=1 ∑ =1 = ∑ ⃗=1 56FENÔMENOS DE TRANSPORTE Concentrações e velocidades Em base de massa, a concentração é expressa em termos de concentração mássica (ρi), que é a massa por unidade de volume. Considerando-se um pequeno volume V no interior da mistura, as concentrações mássicas de uma espécie (subscrito i) e da mistura (sem subscrito) são dadas por: Portanto, a concentração mássica de uma mistura em uma posição é igual à soma das con- centrações mássicas dos seus cons- tituintes naquele local. A concen- tração mássica pode também ser expressa na forma adimensional, em termos de fração mássica (w): Em base molar, a concentração é expressa em termos de concentração molar, que é a quantidade de matéria (mol) por unidade de volume. Mais uma vez considerando-se um peque- no volume V em um local dentro da mistura, a concentração molar de uma espécie (subscrito i) e da mistura (sem subscrito) nesse local são dadas por: Portanto, a concentração molar de uma mistura em uma posição é igual à soma das concentrações molares dos seus constituintes naquele local. A concentração molar também pode ser expressa na forma adimensional em termos fração molar da espécie i (yi): ̇ = − ṁ = − ̇ = ℎ ( − ∞) ṁ = ℎ ( − ∞) = = = ∑ = ∑ = = ⁄ ⁄ = = = = ∑ = ∑ = = ⁄ ⁄ = = = = = ∑ = ∑ = ∑ = ∑ = ∑ = ∑ = ⁄ ⁄ = = = ⃗ = ∑ ⃗⃗=1 ∑ =1 = ∑ ⃗=1 ̇ = − ṁ = − ̇ = ℎ ( − ∞) ṁ = ℎ ( − ∞) = = = ∑ = ∑ = = ⁄ ⁄ = = = = ∑ = ∑ = = ⁄ ⁄ = = = = = ∑ = ∑ = ∑ = ∑ = ∑ = ∑ = ⁄ ⁄ = = = ⃗ = ∑ ⃗⃗=1 ∑ =1 = ∑ ⃗=1 ̇ = − ṁ = − ̇ = ℎ ( − ∞) ṁ = ℎ ( − ∞) = = = ∑ = ∑ = = ⁄ ⁄ = = = = ∑ = ∑ = = ⁄ ⁄ = = = = = ∑ = ∑ = ∑ = ∑ = ∑ = ∑ = ⁄ ⁄ = = = ⃗ = ∑ ⃗⃗=1 ∑ =1 = ∑ ⃗=1 Massa Água Massa Água salgada Sal Concentração de calor 70°C 10°C 70% 10% CO₂ Concentração de massa Gradiente de Temperatura A �� � � � −= �� �� �t � Gradiente de Concentração de espécies A A −= �B �� �C�ṁ� �� D A ṁ� �� ,A Mistura A + B A V=VA=VB m=mA+mB p=pA+pB c=cA+cB B YAs XAs Fase gasosa Fase líquida Fronteira Cúbica de corpo centrado (ccc) Cúbica de face centrada (cfc) YA = YA2 NAs NAs = 0 Água Mistura gasosa A + B YA>YB Mistura gasosa A + B YA<YB Ar estagnado ar z = z2 z = z1 ∆z YA = YA1 T, P T, P r₂ r₁ WA, 1 B WA, 2 57FENÔMENOS DE TRANSPORTE As concentrações mássica e molar estão relacionadas entre si por: M é massa molar da mistura, definida como: Assim, as frações mássica e molar estão relacionadas por: A baixas pressões, um gás ou mistura de gases pode ser convenientemente aproximada como um gás ideal com erro desprezível. A pressão total (P) da mistura de gases é igual à soma das pressões parciais (Pi) para os diferentes gases pre- sentes na mistura, sendo expressa por: Para uma mistura gasosa a fração molar da espécie i (yi) pode ser obtida por: A concentração molar de uma espécie (Ci), em uma mistura gasosa ideal, pode ser obtida a partir de: A velocidade média mássica de uma mistura (v ⃗) é defi- nida por: ̇ = − ṁ = − ̇ = ℎ ( − ∞) ṁ = ℎ ( − ∞) = = = ∑ = ∑ = = ⁄ ⁄ = = = = ∑ = ∑ = = ⁄ ⁄ = = = = = ∑ = ∑ = ∑ = ∑ = ∑ = ∑ = ⁄ ⁄ = = = ⃗ = ∑ ⃗⃗=1 ∑ =1 = ∑ ⃗=1 ̇ = − ṁ = − ̇ = ℎ ( − ∞) ṁ = ℎ ( − ∞) = = = ∑ = ∑ = = ⁄ ⁄ = = = = ∑ = ∑ = = ⁄ ⁄ = = = = = ∑ = ∑ = ∑ = ∑ = ∑ = ∑= ⁄ ⁄ = = = ⃗ = ∑ ⃗⃗=1 ∑ =1 = ∑ ⃗=1 ̇ = − ṁ = − ̇ = ℎ ( − ∞) ṁ = ℎ ( − ∞) = = = ∑ = ∑ = = ⁄ ⁄ = = = = ∑ = ∑ = = ⁄ ⁄ = = = = = ∑ = ∑ = ∑ = ∑ = ∑ = ∑ = ⁄ ⁄ = = = ⃗ = ∑ ⃗⃗=1 ∑ =1 = ∑ ⃗=1 ̇ = − ṁ = − ̇ = ℎ ( − ∞) ṁ = ℎ ( − ∞) = = = ∑ = ∑ = = ⁄ ⁄ = = = = ∑ = ∑ = = ⁄ ⁄ = = = = = ∑ = ∑ = ∑ = ∑ = ∑ = ∑ = ⁄ ⁄ = = = ⃗ = ∑ ⃗⃗=1 ∑ =1 = ∑ ⃗=1 ̇ = − ṁ = − ̇ = ℎ ( − ∞) ṁ = ℎ ( − ∞) = = = ∑ = ∑ = = ⁄ ⁄ = = = = ∑ = ∑ = = ⁄ ⁄ = = = = = ∑ = ∑ = ∑ = ∑ = ∑ = ∑ = ⁄ ⁄ = = = ⃗ = ∑ ⃗⃗=1 ∑ =1 = ∑ ⃗=1 ̇ = − ṁ = − ̇ = ℎ ( − ∞) ṁ = ℎ ( − ∞) = = = ∑ = ∑ = = ⁄ ⁄ = = = = ∑ = ∑ = = ⁄ ⁄ = = = = = ∑ = ∑ = ∑ = ∑ = ∑ = ∑ = ⁄ ⁄ = = = ⃗ = ∑ ⃗⃗=1 ∑ =1 = ∑ ⃗=1 ̇ = − ṁ = − ̇ = ℎ ( − ∞) ṁ = ℎ ( − ∞) = = = ∑ = ∑ = = ⁄ ⁄ = = = = ∑ = ∑ = = ⁄ ⁄ = = = = = ∑ = ∑ = ∑ = ∑ = ∑ = ∑ = ⁄ ⁄ = = = ⃗ = ∑ ⃗⃗=1 ∑ =1 = ∑ ⃗=1 ̇ = − ṁ = − ̇ = ℎ ( − ∞) ṁ = ℎ ( − ∞) = = = ∑ = ∑ = = ⁄ ⁄ = = = = ∑ = ∑ = = ⁄ ⁄ = = = = = ∑ = ∑ = ∑ = ∑ = ∑ = ∑ = ⁄ ⁄ = = = ⃗ = ∑ ⃗⃗=1 ∑ =1 = ∑ ⃗=1 58FENÔMENOS DE TRANSPORTE Enquanto a velocidade média molar de uma mistura (V⃗) é dada por: Embora a temperatura seja contínua através de uma inter- face (fronteira) gás-líquido, as concentrações são geralmente descontínuas. Para a determinação das concentrações em uma interface gás-líquido vamos considerar a situação apresentada na Figura 4.4, onde yAs representa a fração molar da espécie A na interface junto a fase gasosa, enquanto xAs denota a fração molar da espécie A na interface junto a fase líquida. A fração molar de A para a fase gasosa ideal está relacio- nada com a sua pressão parcial pela lei de Dalton (Equação 4.16). Para a fase líquida, considerando-a uma solução ideal, a condição na interface é dada pela lei de Raoult: A pressão de vapor pode ser obtida por uma equação tipo Antoine (apresentada abaixo). onde: • T: temperatura absoluta (K); • Pivap: pressão de vapor (kPa); • A, B, C: constantes específicas para cada substância. ⃗⃗ = ∑ ⃗⃗=1 ∑ =1 = ∑ ⃗=1 = ln = − ( + ) = = = , , = ( ) [ ] = [ çã ][ ] = [ ] [ ] = [ ] ⃗⃗⃗⃗⃗ = ⃗⃗⃗⃗ + ⃗⃗⃗⃗ = (⃗⃗⃗⃗⃗ − ⃗⃗ ) + ⃗⃗ ⃗⃗⃗ ⃗ = − ∇ ⃗⃗⃗ ⃗ = − ∇ ⃗⃗ = ∑ ⃗⃗⃗⃗=1 ∑ =1 ⃗⃗ = ( ⃗⃗⃗ ⃗⃗ + ⃗⃗⃗⃗⃗) = (⃗⃗⃗⃗⃗ + ⃗⃗⃗ ⃗⃗⃗) ⃗⃗⃗⃗⃗ = − ∇ + (⃗⃗⃗⃗⃗ + ⃗⃗⃗ ⃗⃗⃗) ⃗⃗⃗⃗⃗ = − + (⃗⃗⃗⃗⃗ + ⃗⃗⃗ ⃗⃗⃗) = 0,001858 3 2[ 1 + 1 ] 0,5 2 Ω Ω = ( ε ) σ = + 2 ⃗⃗ = ∑ ⃗⃗=1 ∑ =1 = ∑ ⃗=1 = ln = − ( + ) = = = , , = ( ) [ ] = [ çã ][ ] = [ ] [ ] = [ ] ⃗⃗⃗⃗⃗ = ⃗⃗⃗⃗ + ⃗⃗⃗⃗ = (⃗⃗⃗⃗⃗ − ⃗⃗ ) + ⃗⃗ ⃗⃗⃗ ⃗ = − ∇ ⃗⃗⃗ ⃗ = − ∇ ⃗⃗ = ∑ ⃗⃗⃗⃗=1 ∑ =1 ⃗⃗ = ( ⃗⃗⃗ ⃗⃗ + ⃗⃗⃗⃗⃗) = (⃗⃗⃗⃗⃗ + ⃗⃗⃗ ⃗⃗⃗) ⃗⃗⃗⃗⃗ = − ∇ + (⃗⃗⃗⃗⃗ + ⃗⃗⃗ ⃗⃗⃗) ⃗⃗⃗⃗⃗ = − + (⃗⃗⃗⃗⃗ + ⃗⃗⃗ ⃗⃗⃗) = 0,001858 3 2[ 1 + 1 ] 0,5 2 Ω Ω = ( ε ) σ = + 2 ⃗⃗ = ∑ ⃗⃗=1 ∑ =1 = ∑ ⃗=1 = ln = − ( + ) = = = , , = ( ) [ ] = [ çã ][ ] = [ ] [ ] = [ ] ⃗⃗⃗⃗⃗ = ⃗⃗⃗⃗ + ⃗⃗⃗⃗ = (⃗⃗⃗⃗⃗ − ⃗⃗ ) + ⃗⃗ ⃗⃗⃗ ⃗ = − ∇ ⃗⃗⃗ ⃗ = − ∇ ⃗⃗ = ∑ ⃗⃗⃗⃗=1 ∑ =1 ⃗⃗ = ( ⃗⃗⃗ ⃗⃗ + ⃗⃗⃗⃗⃗) = (⃗⃗⃗⃗⃗ + ⃗⃗⃗ ⃗⃗⃗) ⃗⃗⃗⃗⃗ = − ∇ + (⃗⃗⃗⃗⃗ + ⃗⃗⃗ ⃗⃗⃗) ⃗⃗⃗⃗⃗ = − + (⃗⃗⃗⃗⃗ + ⃗⃗⃗ ⃗⃗⃗) = 0,001858 3 2[ 1 + 1 ] 0,5 2 Ω Ω = ( ε ) σ = + 2 Massa Água Massa Água salgada Sal Concentração de calor 70°C 10°C 70% 10% CO₂ Concentração de massa Gradiente de Temperatura A �� � � � −= �� �� �t � Gradiente de Concentração de espécies A A −= �B �� �C�ṁ� �� D A ṁ� �� ,A Mistura A + B A V=VA=VB m=mA+mB p=pA+pB c=cA+cB B YAs XAs Fase gasosa Fase líquida Fronteira Cúbica de corpo centrado (ccc) Cúbica de face centrada (cfc) YA = YA2 NAs NAs = 0 Água Mistura gasosa A + B YA>YB Mistura gasosa A + B YA<YB Ar estagnado ar z = z2 z = z1 ∆z YA = YA1 T, P T, P r₂ r₁ WA, 1 B WA, 2 59FENÔMENOS DE TRANSPORTE Na hipótese de equilíbrio termodinâmico na interface gás- -líquido, considerando ambas as fases ideais, as equações (4.16) e (4.20) são igualadas, resultando na equação de Raoult-Dalton: A equação de Raoult-Dalton pode ser aplicada para gases muito solúveis em líquidos, tais como amônia em água. Considerando que a fase líquida seja composta somente de A (xAs =1) a fração molar da espécie A na interface será dada por: Para soluções diluídas (xAs ≈ 0), ou seja, para gases pouco solúveis, a lei de Henry pode ser utilizada para determinar a fração molar da espécie A na interface junto a fase líquida. A referida lei estabelece que a fração molar da espécie i junto à fase líquida é proporcional à sua fração molar junto à fase gás, sendo a constante de proporcionalidade o número de Henry (He). Para cada espécie i temos: O número de Henry é inversamente proporcional à pressão total e é também uma função da temperatura. O produto do número de Henry e da pressão total é a constante de Henry (CHe), que para uma determinada espécie é uma função da temperatura. Constantes de Henry (CHe) para soluções aquosas diluídas a pressões moderadas (Pivap/xi,s em atm, ou em bar = 105 Pa) ⃗⃗ = ∑ ⃗⃗=1 ∑ =1 = ∑ ⃗=1 = ln = − ( + ) = = = , , = ( ) [ ] = [ çã ][ ] = [ ] [ ] = [ ] ⃗⃗⃗⃗⃗ = ⃗⃗⃗⃗ + ⃗⃗⃗⃗ = (⃗⃗⃗⃗⃗ − ⃗⃗ ) + ⃗⃗ ⃗⃗⃗ ⃗ = − ∇ ⃗⃗⃗ ⃗ = − ∇ ⃗⃗ = ∑ ⃗⃗⃗⃗=1 ∑ =1 ⃗⃗ = ( ⃗⃗⃗ ⃗⃗ + ⃗⃗⃗⃗⃗) = (⃗⃗⃗⃗⃗ + ⃗⃗⃗ ⃗⃗⃗) ⃗⃗⃗⃗⃗ = − ∇ + (⃗⃗⃗⃗⃗ + ⃗⃗⃗ ⃗⃗⃗) ⃗⃗⃗⃗⃗ = − + (⃗⃗⃗⃗⃗ + ⃗⃗⃗ ⃗⃗⃗) = 0,001858 3 2[ 1 + 1 ] 0,5 2 Ω Ω = ( ε ) σ = + 2 ⃗⃗ = ∑ ⃗⃗=1 ∑ =1 = ∑ ⃗=1 = ln = − ( + ) = = = , , = ( ) [ ] = [ çã ][ ] = [ ] [ ] = [ ] ⃗⃗⃗⃗⃗ = ⃗⃗⃗⃗ + ⃗⃗⃗⃗ = (⃗⃗⃗⃗⃗ − ⃗⃗ ) + ⃗⃗ ⃗⃗⃗ ⃗ = − ∇ ⃗⃗⃗ ⃗ = − ∇ ⃗⃗ = ∑ ⃗⃗⃗⃗=1 ∑ =1 ⃗⃗ = ( ⃗⃗⃗ ⃗⃗ + ⃗⃗⃗⃗⃗) = (⃗⃗⃗⃗⃗ + ⃗⃗⃗ ⃗⃗⃗) ⃗⃗⃗⃗⃗ = − ∇ + (⃗⃗⃗⃗⃗ + ⃗⃗⃗ ⃗⃗⃗) ⃗⃗⃗⃗⃗ = − + (⃗⃗⃗⃗⃗ + ⃗⃗⃗ ⃗⃗⃗) = 0,001858 3 2[ 1 + 1 ] 0,5 2 Ω Ω = ( ε ) σ = + 2 ⃗⃗ = ∑ ⃗⃗=1 ∑ =1 = ∑ ⃗=1 = ln = − ( + ) = = = , , = ( ) [ ] = [ çã ][ ] = [ ] [ ] = [ ] ⃗⃗⃗⃗⃗ = ⃗⃗⃗⃗ + ⃗⃗⃗⃗ = (⃗⃗⃗⃗⃗ − ⃗⃗ ) + ⃗⃗ ⃗⃗⃗ ⃗ = − ∇ ⃗⃗⃗ ⃗ = − ∇ ⃗⃗ = ∑ ⃗⃗⃗⃗=1 ∑ =1 ⃗⃗ = ( ⃗⃗⃗ ⃗⃗ + ⃗⃗⃗⃗⃗) = (⃗⃗⃗⃗⃗ + ⃗⃗⃗ ⃗⃗⃗) ⃗⃗⃗⃗⃗ = − ∇ + (⃗⃗⃗⃗⃗ + ⃗⃗⃗ ⃗⃗⃗) ⃗⃗⃗⃗⃗ = − + (⃗⃗⃗⃗⃗ + ⃗⃗⃗ ⃗⃗⃗) = 0,001858 3 2[ 1 + 1 ] 0,5 2 Ω Ω = ( ε ) σ = + 2 ⃗⃗ = ∑ ⃗⃗=1 ∑ =1 = ∑ ⃗=1 = ln = − ( + ) = = = , , = ( ) [ ] = [ çã ][ ] = [ ] [ ] = [ ] ⃗⃗⃗⃗⃗ = ⃗⃗⃗⃗ + ⃗⃗⃗⃗ = (⃗⃗⃗⃗⃗ − ⃗⃗ ) + ⃗⃗ ⃗⃗⃗ ⃗ = − ∇ ⃗⃗⃗ ⃗ = − ∇ ⃗⃗ = ∑ ⃗⃗⃗⃗=1 ∑ =1 ⃗⃗ = ( ⃗⃗⃗ ⃗⃗ + ⃗⃗⃗⃗⃗) = (⃗⃗⃗⃗⃗ + ⃗⃗⃗ ⃗⃗⃗) ⃗⃗⃗⃗⃗ = − ∇ + (⃗⃗⃗⃗⃗ + ⃗⃗⃗ ⃗⃗⃗) ⃗⃗⃗⃗⃗ = − + (⃗⃗⃗⃗⃗ + ⃗⃗⃗ ⃗⃗⃗) = 0,001858 3 2[ 1 + 1 ] 0,5 2 Ω Ω = ( ε ) σ = + 2 Soluto H2S CO2 O2 H2 CO Ar N2 290 K 440 1280 38000 67000 51000 62000 16000 300 K 560 1710 45000 72000 60000 74000 89000 310 K 700 2170 52000 75000 67000 84000 101000 320 K 830 2720 57000 76000 74000 92000 110000 330 K 980 3220 61000 77000 80000 99000 118000 340 K 1140 – 65000 76000 84000 104000 124000 60FENÔMENOS DE TRANSPORTE Fluxo O fluxo pode ser definido por: Imaginando o escoamento de n espécies químicasem uma solução líquida ou em uma mistura gasosa, existem 3 veloci- dades relacionadas: (i) velocidade da solução ou mistura (V ⃗ ) (ii) velocidade da espécie química A (�A ⃗) (iii) velocidade de difusão (�A ⃗ --- V ⃗ ) O f luxo total da espécie A(NA ⃗), relacionado a um eixo es- tacionário, está relacionado a uma contribuição difusiva (JA ⃗ ) e outra convectiva (JA ⃗ ) , como segue: [f luxo total da espécie A]=[contribuição difusiva]+[contri- buição convectiva] A 1ª lei de Fick relaciona o f luxo molar difusivo (JA ⃗ ) , com o gradiente de concentração da espécie A (∇CA). A constante de proporcionalidade DAB é o coeficiente de difusão. Como a concentração total da solução (C) é constante (Equação 4.10), a 1ª lei de Fick pode ser expressa por: ⃗⃗ = ∑ ⃗⃗=1 ∑ =1 = ∑ ⃗=1 = ln = − ( + ) = = = , , = ( ) [ ] = [ çã ][ ] = [ ] [ ] = [ ] ⃗⃗⃗⃗⃗ = ⃗⃗⃗⃗ + ⃗⃗⃗⃗ = (⃗⃗⃗⃗⃗ − ⃗⃗ ) + ⃗⃗ ⃗⃗⃗ ⃗ = − ∇ ⃗⃗⃗ ⃗ = − ∇ ⃗⃗ = ∑ ⃗⃗⃗⃗=1 ∑ =1 ⃗⃗ = ( ⃗⃗⃗ ⃗⃗ + ⃗⃗⃗⃗⃗) = (⃗⃗⃗⃗⃗ + ⃗⃗⃗ ⃗⃗⃗) ⃗⃗⃗⃗⃗ = − ∇ + (⃗⃗⃗⃗⃗ + ⃗⃗⃗ ⃗⃗⃗) ⃗⃗⃗⃗⃗ = − + (⃗⃗⃗⃗⃗ + ⃗⃗⃗ ⃗⃗⃗) = 0,001858 3 2[ 1 + 1 ] 0,5 2 Ω Ω = ( ε ) σ = + 2 ⃗⃗ = ∑ ⃗⃗=1 ∑ =1 = ∑ ⃗=1 = ln = − ( + ) = = = , , = ( ) [ ] = [ çã ][ ] = [ ] [ ] = [ ] ⃗⃗⃗⃗⃗ = ⃗⃗⃗⃗ + ⃗⃗⃗⃗ = (⃗⃗⃗⃗⃗ − ⃗⃗ ) + ⃗⃗ ⃗⃗⃗ ⃗ = − ∇ ⃗⃗⃗ ⃗ = − ∇ ⃗⃗ = ∑ ⃗⃗⃗⃗=1 ∑ =1 ⃗⃗ = ( ⃗⃗⃗ ⃗⃗ + ⃗⃗⃗⃗⃗) = (⃗⃗⃗⃗⃗ + ⃗⃗⃗ ⃗⃗⃗) ⃗⃗⃗⃗⃗ = − ∇ + (⃗⃗⃗⃗⃗ + ⃗⃗⃗ ⃗⃗⃗) ⃗⃗⃗⃗⃗ = − + (⃗⃗⃗⃗⃗ + ⃗⃗⃗ ⃗⃗⃗) = 0,001858 3 2[ 1 + 1 ] 0,5 2 Ω Ω = ( ε ) σ = + 2 ⃗⃗ = ∑ ⃗⃗=1 ∑ =1 = ∑ ⃗=1 = ln = − ( + ) = = = , , = ( ) [ ] = [ çã ][ ] = [ ] [ ] = [ ] ⃗⃗⃗⃗⃗ = ⃗⃗⃗⃗ + ⃗⃗⃗⃗ = (⃗⃗⃗⃗⃗ − ⃗⃗ ) + ⃗⃗ ⃗⃗⃗ ⃗ = − ∇ ⃗⃗⃗ ⃗ = − ∇ ⃗⃗ = ∑ ⃗⃗⃗⃗=1 ∑ =1 ⃗⃗ = ( ⃗⃗⃗ ⃗⃗ + ⃗⃗⃗⃗⃗) = (⃗⃗⃗⃗⃗ + ⃗⃗⃗ ⃗⃗⃗) ⃗⃗⃗⃗⃗ = − ∇ + (⃗⃗⃗⃗⃗ + ⃗⃗⃗ ⃗⃗⃗) ⃗⃗⃗⃗⃗ = − + (⃗⃗⃗⃗⃗ + ⃗⃗⃗ ⃗⃗⃗) = 0,001858 3 2[ 1 + 1 ] 0,5 2 Ω Ω = ( ε ) σ = + 2 c 61FENÔMENOS DE TRANSPORTE A contribuição convectiva está relacionada à diferença de densidade resultante da variação de concentração ao longo do caminho de difusão, podendo ser representada por: Para uma mistura binária: Assim, f luxo total da espécie A fica: Para a difusão ocorrendo somente na direção z, temos: Coeficiente de difusão Gases Hirschfelder, utilizando a teoria cinética dos gases, propôs a Equação 4.34 para a determinação do coeficiente de difusão em uma mistura binária gasosa, considerando os gases apolares e não reagentes. Onde: ⃗⃗ = ∑ ⃗⃗=1 ∑ =1 = ∑ ⃗=1 = ln = − ( + ) = = = , , = ( ) [ ] = [ çã ][ ] = [ ] [ ] = [ ] ⃗⃗⃗⃗⃗ = ⃗⃗⃗⃗ + ⃗⃗⃗⃗ = (⃗⃗⃗⃗⃗ − ⃗⃗ ) + ⃗⃗ ⃗⃗⃗ ⃗ = − ∇ ⃗⃗⃗ ⃗ = − ∇ ⃗⃗ = ∑ ⃗⃗⃗⃗=1 ∑ =1 ⃗⃗ = ( ⃗⃗⃗ ⃗⃗ + ⃗⃗⃗⃗⃗) = (⃗⃗⃗⃗⃗ + ⃗⃗⃗ ⃗⃗⃗) ⃗⃗⃗⃗⃗ = − ∇ + (⃗⃗⃗⃗⃗ + ⃗⃗⃗ ⃗⃗⃗) ⃗⃗⃗⃗⃗ = − + (⃗⃗⃗⃗⃗ + ⃗⃗⃗ ⃗⃗⃗) = 0,001858 3 2[ 1 + 1 ] 0,5 2 Ω Ω = ( ε ) σ = + 2 ⃗⃗ = ∑ ⃗⃗=1 ∑ =1 = ∑ ⃗=1 = ln = − ( + ) = = = , , = ( ) [ ] = [ çã ][ ] = [ ] [ ] = [ ] ⃗⃗⃗⃗⃗ = ⃗⃗⃗⃗ + ⃗⃗⃗⃗ = (⃗⃗⃗⃗⃗ − ⃗⃗ ) + ⃗⃗ ⃗⃗⃗ ⃗ = − ∇ ⃗⃗⃗ ⃗ = − ∇ ⃗⃗ = ∑ ⃗⃗⃗⃗=1 ∑ =1 ⃗⃗ = ( ⃗⃗⃗ ⃗⃗ + ⃗⃗⃗⃗⃗) = (⃗⃗⃗⃗⃗ + ⃗⃗⃗ ⃗⃗⃗) ⃗⃗⃗⃗⃗ = − ∇ + (⃗⃗⃗⃗⃗ + ⃗⃗⃗ ⃗⃗⃗) ⃗⃗⃗⃗⃗ = − + (⃗⃗⃗⃗⃗ + ⃗⃗⃗ ⃗⃗⃗) = 0,001858 3 2[ 1 + 1 ] 0,5 2 Ω Ω = ( ε ) σ = + 2 ⃗⃗ = ∑ ⃗⃗=1 ∑ =1 = ∑ ⃗=1 = ln = − ( + ) = = = , , = ( ) [ ] = [ çã ][ ] = [ ] [ ] = [ ] ⃗⃗⃗⃗⃗ = ⃗⃗⃗⃗ + ⃗⃗⃗⃗ = (⃗⃗⃗⃗⃗ − ⃗⃗ ) + ⃗⃗ ⃗⃗⃗ ⃗ = − ∇ ⃗⃗⃗ ⃗ = − ∇ ⃗⃗ = ∑ ⃗⃗⃗⃗=1 ∑ =1 ⃗⃗ = ( ⃗⃗⃗ ⃗⃗ + ⃗⃗⃗⃗⃗) = (⃗⃗⃗⃗⃗ + ⃗⃗⃗ ⃗⃗⃗) ⃗⃗⃗⃗⃗ = − ∇ + (⃗⃗⃗⃗⃗ + ⃗⃗⃗ ⃗⃗⃗) ⃗⃗⃗⃗⃗ = − + (⃗⃗⃗⃗⃗ + ⃗⃗⃗ ⃗⃗⃗) = 0,001858 3 2[ 1 + 1 ] 0,5 2 Ω Ω = ( ε ) σ = + 2 ⃗⃗ = ∑ ⃗⃗=1 ∑ =1 = ∑ ⃗=1 = ln = − ( + ) = = = , , = ( ) [ ] = [ çã ][ ] = [ ] [ ] = [ ] ⃗⃗⃗⃗⃗ = ⃗⃗⃗⃗ + ⃗⃗⃗⃗ = (⃗⃗⃗⃗⃗ − ⃗⃗ ) + ⃗⃗ ⃗⃗⃗ ⃗ = − ∇ ⃗⃗⃗ ⃗ = − ∇ ⃗⃗ = ∑ ⃗⃗⃗⃗=1 ∑ =1 ⃗⃗ = ( ⃗⃗⃗ ⃗⃗ + ⃗⃗⃗⃗⃗) = (⃗⃗⃗⃗⃗ + ⃗⃗⃗ ⃗⃗⃗) ⃗⃗⃗⃗⃗ = − ∇ + (⃗⃗⃗⃗⃗ + ⃗⃗⃗ ⃗⃗⃗) ⃗⃗⃗⃗⃗ = − + (⃗⃗⃗⃗⃗ + ⃗⃗⃗ ⃗⃗⃗) = 0,001858 3 2[ 1 + 1 ] 0,5 2 Ω Ω = ( ε ) σ = + 2 ⃗⃗ = ∑ ⃗⃗=1 ∑ =1 = ∑ ⃗=1 = ln = − ( + ) = = = , , = ( ) [ ] = [ çã ][ ] = [ ] [ ] = [ ] ⃗⃗⃗⃗⃗ = ⃗⃗⃗⃗ + ⃗⃗⃗⃗ = (⃗⃗⃗⃗⃗ − ⃗⃗ ) + ⃗⃗ ⃗⃗⃗ ⃗ = − ∇ ⃗⃗⃗ ⃗ = − ∇ ⃗⃗ = ∑ ⃗⃗⃗⃗=1 ∑ =1 ⃗⃗ = ( ⃗⃗⃗ ⃗⃗ + ⃗⃗⃗⃗⃗) = (⃗⃗⃗⃗⃗ + ⃗⃗⃗ ⃗⃗⃗) ⃗⃗⃗⃗⃗ = − ∇ + (⃗⃗⃗⃗⃗ + ⃗⃗⃗ ⃗⃗⃗) ⃗⃗⃗⃗⃗ = − + (⃗⃗⃗⃗⃗ + ⃗⃗⃗ ⃗⃗⃗) = 0,001858 3 2[ 1 + 1 ] 0,5 2 Ω Ω = ( ε ) σ = + 2 ⃗⃗ = ∑ ⃗⃗=1 ∑ =1 = ∑ ⃗=1 = ln = − ( + ) = = = , , = ( ) [ ] = [ çã ][ ] = [ ] [ ] = [ ] ⃗⃗⃗⃗⃗ = ⃗⃗⃗⃗ + ⃗⃗⃗⃗ = (⃗⃗⃗⃗⃗ − ⃗⃗ ) + ⃗⃗ ⃗⃗⃗ ⃗ = − ∇ ⃗⃗⃗ ⃗ = − ∇ ⃗⃗ = ∑ ⃗⃗⃗⃗=1 ∑ =1 ⃗⃗ = ( ⃗⃗⃗ ⃗⃗ + ⃗⃗⃗⃗⃗) = (⃗⃗⃗⃗⃗ + ⃗⃗⃗ ⃗⃗⃗) ⃗⃗⃗⃗⃗ = − ∇ + (⃗⃗⃗⃗⃗ + ⃗⃗⃗ ⃗⃗⃗) ⃗⃗⃗⃗⃗ = − + (⃗⃗⃗⃗⃗ + ⃗⃗⃗ ⃗⃗⃗) = 0,001858 3 2[ 1 + 1 ] 0,5 2 Ω Ω = ( ε ) σ = + 2 62FENÔMENOS DE TRANSPORTE • T: temperatura absoluta (K); • MA, MB: massa molar (g/mol); • P: pressão absoluta (atm); • σAB2: diâmetro de colisão (Å); • ΩD: integral de colisão (adimensional). A integral de colisão é uma função da temperatura T e da energia de interação molecular para uma mistura binária (εAB). Onde k é a constante de Boltzmann (1,38.10-16 ergs/K). Os valores de εA⁄k e s são conhecidos como parâmetros de Lennard-Jones, e são disponíveis para diversos gases. Para uma mistura binária composta de gases apolares estes parâmetros podem ser obtidos a partir das seguintes equações empíricas: Todavia os dados para os referidos parâmetros não são disponíveis para todos os gases. Alternativamente podem ser obtidos através das seguintes relações empíricas: ⃗⃗ = ∑ ⃗⃗=1 ∑ =1 = ∑ ⃗=1 = ln = − ( + ) = = = , , = ( ) [ ] = [ çã ][ ] = [ ] [ ] = [ ] ⃗⃗⃗⃗⃗ = ⃗⃗⃗⃗ + ⃗⃗⃗⃗ = (⃗⃗⃗⃗⃗ − ⃗⃗ ) + ⃗⃗ ⃗⃗⃗ ⃗ = − ∇ ⃗⃗⃗ ⃗ = − ∇ ⃗⃗ = ∑ ⃗⃗⃗⃗=1 ∑ =1 ⃗⃗ = ( ⃗⃗⃗ ⃗⃗ + ⃗⃗⃗⃗⃗) = (⃗⃗⃗⃗⃗ + ⃗⃗⃗ ⃗⃗⃗) ⃗⃗⃗⃗⃗ = − ∇ + (⃗⃗⃗⃗⃗ + ⃗⃗⃗ ⃗⃗⃗) ⃗⃗⃗⃗⃗ = − + (⃗⃗⃗⃗⃗ + ⃗⃗⃗ ⃗⃗⃗) = 0,001858 3 2[ 1 + 1 ] 0,5 2 Ω Ω = ( ε ) σ = + 2 ⃗⃗ = ∑ ⃗⃗=1 ∑ =1 = ∑ ⃗=1 = ln = − ( + ) = = = , , = ( ) [ ] = [ çã ][ ] = [ ] [ ] = [ ] ⃗⃗⃗⃗⃗ = ⃗⃗⃗⃗ + ⃗⃗⃗⃗ = (⃗⃗⃗⃗⃗ − ⃗⃗ ) + ⃗⃗ ⃗⃗⃗ ⃗ = − ∇ ⃗⃗⃗ ⃗ = − ∇ ⃗⃗ = ∑ ⃗⃗⃗⃗=1 ∑ =1 ⃗⃗ = ( ⃗⃗⃗ ⃗⃗ + ⃗⃗⃗⃗⃗) = (⃗⃗⃗⃗⃗ + ⃗⃗⃗ ⃗⃗⃗) ⃗⃗⃗⃗⃗ = − ∇ + (⃗⃗⃗⃗⃗ + ⃗⃗⃗ ⃗⃗⃗) ⃗⃗⃗⃗⃗ = − + (⃗⃗⃗⃗⃗ + ⃗⃗⃗ ⃗⃗⃗) = 0,001858 3 2[ 1 + 1 ] 0,5 2 Ω Ω = ( ε ) σ = + 2 = √ = 1,18 1 3 ⁄ = 0,841 1 3 ⁄ = 2,44 ( ) 1 3 ⁄ = 0,77 = 1,15 2, 2 = 1, 1 ( 1 2 ) ( 2 1 ) 3 2 ⁄ Ω , 1 Ω , 2 = 0,001 1,75 [ 1 + 1 ] 0,5 [(∑ ) 1 3 ⁄ +(∑ ) 1 3 ⁄ ] 2 Ω = Ω 0 + 0,196 2 ∗ δ = ( ) 0,5 = 1,94×10 3 2 ∗ = = ( ) 0,5 = 1,18(1 + 1,3 2) Ω 0 = ( ∗) + exp ( ∗) + exp ( ∗) + exp ( ∗) σ = √ = ( 1,585 1+1,3 2 ) 1 3 ⁄ = √ = 1,18 1 3 ⁄ = 0,841 1 3 ⁄ = 2,44 ( ) 1 3 ⁄ = 0,77 = 1,15 2, 2 = 1, 1 ( 1 2 ) ( 2 1 ) 3 2 ⁄ Ω , 1 Ω , 2 = 0,001 1,75 [ 1 + 1 ] 0,5 [(∑ ) 1 3 ⁄ +(∑ ) 1 3 ⁄ ] 2 Ω = Ω 0 + 0,196 2 ∗ δ = ( ) 0,5 = 1,94×10 3 2 ∗ = = ( ) 0,5 = 1,18(1 + 1,3 2) Ω 0 = ( ∗) + exp( ∗) + exp ( ∗) + exp ( ∗) σ = √ = ( 1,585 1+1,3 2 ) 1 3 ⁄ 63FENÔMENOS DE TRANSPORTE Onde Vb é o volume molar no ponto normal de ebulição (cm3/mol); Vc é volume molar critico (cm3 /mol); Tc é a tem- peratura critica (K), Tb é a temperatura normal de ebulição (K); e Pc é a pressão crítica (atm). Para determinar o coeficiente de difusão a partir de um valor conhecido a uma determinada temperatura e pressão pode-se utilizar a seguinte relação: A correlação de Fuller foi proposta para estimar o coe- ficiente de difusão para sistemas gasosos binários apolares a baixas pressões: Para determinar os termos em v utilizam-se valores ta- belados para algumas moléculas simples, ou ainda, através da análise individual dos elementos presentes na molécula. Brokaw sugeriu um método para estimar o coeficiente de difusão em misturas contendo gases polares. Utiliza-se a equação de Hirschfelder, porém a integral de colisão é obtida a partir da seguinte equação: onde: Sendo μp o momento dipolar em debyes. Ainda: = √ = 1,18 1 3 ⁄ = 0,841 1 3 ⁄ = 2,44 ( ) 1 3 ⁄ = 0,77 = 1,15 2, 2 = 1, 1 ( 1 2 ) ( 2 1 ) 3 2 ⁄ Ω , 1 Ω , 2 = 0,001 1,75 [ 1 + 1 ] 0,5 [(∑ ) 1 3 ⁄ +(∑ ) 1 3 ⁄ ] 2 Ω = Ω 0 + 0,196 2 ∗ δ = ( ) 0,5 = 1,94×10 3 2 ∗ = = ( ) 0,5 = 1,18(1 + 1,3 2) Ω 0 = ( ∗) + exp ( ∗) + exp ( ∗) + exp ( ∗) σ = √ = ( 1,585 1+1,3 2 ) 1 3 ⁄ = √ = 1,18 1 3 ⁄ = 0,841 1 3 ⁄ = 2,44 ( ) 1 3 ⁄ = 0,77 = 1,15 2, 2 = 1, 1 ( 1 2 ) ( 2 1 ) 3 2 ⁄ Ω , 1 Ω , 2 = 0,001 1,75 [ 1 + 1 ] 0,5 [(∑ ) 1 3 ⁄ +(∑ ) 1 3 ⁄ ] 2 Ω = Ω 0 + 0,196 2 ∗ δ = ( ) 0,5 = 1,94×10 3 2 ∗ = = ( ) 0,5 = 1,18(1 + 1,3 2) Ω 0 = ( ∗) + exp ( ∗) + exp ( ∗) + exp ( ∗) σ = √ = ( 1,585 1+1,3 2 ) 1 3 ⁄ = √ = 1,18 1 3 ⁄ = 0,841 1 3 ⁄ = 2,44 ( ) 1 3 ⁄ = 0,77 = 1,15 2, 2 = 1, 1 ( 1 2 ) ( 2 1 ) 3 2 ⁄ Ω , 1 Ω , 2 = 0,001 1,75 [ 1 + 1 ] 0,5 [(∑ ) 1 3 ⁄ +(∑ ) 1 3 ⁄ ] 2 Ω = Ω 0 + 0,196 2 ∗ δ = ( ) 0,5 = 1,94×10 3 2 ∗ = = ( ) 0,5 = 1,18(1 + 1,3 2) Ω 0 = ( ∗) + exp ( ∗) + exp ( ∗) + exp ( ∗) σ = √ = ( 1,585 1+1,3 2 ) 1 3 ⁄ = √ = 1,18 1 3 ⁄ = 0,841 1 3 ⁄ = 2,44 ( ) 1 3 ⁄ = 0,77 = 1,15 2, 2 = 1, 1 ( 1 2 ) ( 2 1 ) 3 2 ⁄ Ω , 1 Ω , 2 = 0,001 1,75 [ 1 + 1 ] 0,5 [(∑ ) 1 3 ⁄ +(∑ ) 1 3 ⁄ ] 2 Ω = Ω 0 + 0,196 2 ∗ δ = ( ) 0,5 = 1,94×10 3 2 ∗ = = ( ) 0,5 = 1,18(1 + 1,3 2) Ω 0 = ( ∗) + exp ( ∗) + exp ( ∗) + exp ( ∗) σ = √ = ( 1,585 1+1,3 2 ) 1 3 ⁄ = √ = 1,18 1 3 ⁄ = 0,841 1 3 ⁄ = 2,44 ( ) 1 3 ⁄ = 0,77 = 1,15 2, 2 = 1, 1 ( 1 2 ) ( 2 1 ) 3 2 ⁄ Ω , 1 Ω , 2 = 0,001 1,75 [ 1 + 1 ] 0,5 [(∑ ) 1 3 ⁄ +(∑ ) 1 3 ⁄ ] 2 Ω = Ω 0 + 0,196 2 ∗ δ = ( ) 0,5 = 1,94×10 3 2 ∗ = = ( ) 0,5 = 1,18(1 + 1,3 2) Ω 0 = ( ∗) + exp ( ∗) + exp ( ∗) + exp ( ∗) σ = √ = ( 1,585 1+1,3 2 ) 1 3 ⁄ 64FENÔMENOS DE TRANSPORTE = √ = 1,18 1 3 ⁄ = 0,841 1 3 ⁄ = 2,44 ( ) 1 3 ⁄ = 0,77 = 1,15 2, 2 = 1, 1 ( 1 2 ) ( 2 1 ) 3 2 ⁄ Ω , 1 Ω , 2 = 0,001 1,75 [ 1 + 1 ] 0,5 [(∑ ) 1 3 ⁄ +(∑ ) 1 3 ⁄ ] 2 Ω = Ω 0 + 0,196 2 ∗ δ = ( ) 0,5 = 1,94×10 3 2 ∗ = = ( ) 0,5 = 1,18(1 + 1,3 2) Ω 0 = ( ∗) + exp ( ∗) + exp ( ∗) + exp ( ∗) σ = √ = ( 1,585 1+1,3 2 ) 1 3 ⁄ = √ = 1,18 1 3 ⁄ = 0,841 1 3 ⁄ = 2,44 ( ) 1 3 ⁄ = 0,77 = 1,15 2, 2 = 1, 1 ( 1 2 ) ( 2 1 ) 3 2 ⁄ Ω , 1 Ω , 2 = 0,001 1,75 [ 1 + 1 ] 0,5 [(∑ ) 1 3 ⁄ +(∑ ) 1 3 ⁄ ] 2 Ω = Ω 0 + 0,196 2 ∗ δ = ( ) 0,5 = 1,94×10 3 2 ∗ = = ( ) 0,5 = 1,18(1 + 1,3 2) Ω 0 = ( ∗) + exp ( ∗) + exp ( ∗) + exp ( ∗) σ = √ = ( 1,585 1+1,3 2 ) 1 3 ⁄ = √ = 1,18 1 3 ⁄ = 0,841 1 3 ⁄ = 2,44 ( ) 1 3 ⁄ = 0,77 = 1,15 2, 2 = 1, 1 ( 1 2 ) ( 2 1 ) 3 2 ⁄ Ω , 1 Ω , 2 = 0,001 1,75 [ 1 + 1 ] 0,5 [(∑ ) 1 3 ⁄ +(∑ ) 1 3 ⁄ ] 2 Ω = Ω 0 + 0,196 2 ∗ δ = ( ) 0,5 = 1,94×10 3 2 ∗ = = ( ) 0,5 = 1,18(1 + 1,3 2) Ω 0 = ( ∗) + exp ( ∗) + exp ( ∗) + exp ( ∗) σ = √ = ( 1,585 1+1,3 2 ) 1 3 ⁄ Onde: Com: A=1,06036; B=0,15610; C=0,19300; D=0,47635; E=1,03587; F=1,52996; G=1,76474; H=3,89411. O diâmetro de colisão (σ��) é determinado por: Com cada componente individual definido por: A transferência de massa em misturas gasosas de diversos componentes pode ser avaliada através da seguinte equação: Onde: • D1-mistura: coeficiente de difusão do componente 1 na mistura gasosa. • D1-n: coeficiente de difusão do componente 1 difundindo através do componente n. • y’ⁿ: fração molar do componente n na mistura gasosa, ava- liado em base livre do componente 1, por exemplo: D1− = 1 2 ′ 1−2 + 3 ′ 1−3 +⋯+ ′ 1− 2 ′ = 2 2+ 3+⋯+ = ( ) = − = = (2− ) = 9,7 × 10 3 ( ) 0,5 = 2 = = 7,4 × 10 −8( )0,5 0,6 = 8,52 × 10 −8( )0,5 1 3 ⁄ [1,4 ( ) 1 3 ⁄ + ( ) ] = 1,25 × 10 −8 0,52 1+ [( 1 0,19 ) − 0,292] = 9,58 − 1,12 = 9,89 × 10 −8 0,093 ( 0,265 0,45 ) = 2,98 × 10 −7 1 0,5473 0,026 = 1,096 × 10 −9 0,7 0,2 0,2 0,4 0 = [ (| 1| + | 2|) 1 2 (| 1| 1 + | 2| 2) ] Wilke e Chang Autor Equação Observações Difusão não-eletrólitos em soluções líquidas diluídas Difusão de eletrólitos em soluções líquidas diluídas Lusis e Ratccli� Hayduk e Minhas Siddiqi e Lucas Siddiqi e Lucas Hayduk e Minhas Φ: parâmetro de associação do solvente. Φ=2,6 (água) Φ=1,9 (metanol) Φ=1,5 (etanol) Φ=1 (demais solventes) Recomendada nas situações onde o soluto são gases dissolvidos, ou quando se trabalha com soluções aquosas. Indicada para solventes orgânicos. Inadequada para água como soluto. Indicada para soluções aquosas. Indicada para solventes orgânicos. Indicada para soluções aquosas. Indicada para solventes polares.R: raio de giro z: valência dos cátions e ânions D1− = 1 2 ′ 1−2 + 3 ′ 1−3 +⋯+ ′ 1− 2 ′ = 2 2+ 3+⋯+ = ( ) = − = = (2− ) = 9,7 × 10 3 ( ) 0,5 = 2 = = 7,4 × 10 −8( )0,5 0,6 = 8,52 × 10 −8( )0,5 1 3 ⁄ [1,4 ( ) 1 3 ⁄ + ( ) ] = 1,25 × 10 −8 0,52 1+ [( 1 0,19 ) − 0,292] = 9,58 − 1,12 = 9,89 × 10 −8 0,093 ( 0,265 0,45 ) = 2,98 × 10 −7 1 0,5473 0,026 = 1,096 × 10 −9 0,7 0,2 0,2 0,4 0 = [ (| 1| + | 2|) 1 2 (| 1| 1 + | 2| 2) ] Wilke e Chang Autor Equação Observações Difusão não-eletrólitos em soluções líquidas diluídas Difusão de eletrólitos em soluções líquidas diluídas Lusis e Ratccli� Hayduk e Minhas Siddiqi e Lucas Siddiqi e Lucas Hayduk e Minhas Φ: parâmetro de associação do solvente. Φ=2,6 (água) Φ=1,9 (metanol) Φ=1,5 (etanol) Φ=1 (demais solventes) Recomendada nas situações onde o soluto são gases dissolvidos, ou quando se trabalha com soluções aquosas. Indicada para solventes orgânicos. Inadequada para água como soluto. Indicada para soluções aquosas. Indicada para solventes orgânicos. Indicada para soluções aquosas. Indicada para solventes polares.R: raio de giro z: valência dos cátions e ânions 65FENÔMENOS DE TRANSPORTE Líquidos Duas teorias são propostas para descrever a difusão de solutos não eletrolíticos em soluções a baixas concentrações, a teoria de Eyring e a teoria hidrodinâmica. Um soluto não eletrolítico é aquele que, em contato com uma solução líquida, não se de- compõe em íons. Os resultados obtidos podem ser arranjados atravésda seguinte forma geral: Onde f(V) é uma função do volume molecular do soluto. Correlações empíricas têm sido propostas a partir da Equação 4.55. A tabela a seguir apresenta algumas das correlações propostas: Tabela a seguir: Correlações para determinação do coeficiente de difusão em líquidos D1− = 1 2 ′ 1−2 + 3 ′ 1−3 +⋯+ ′ 1− 2 ′ = 2 2+ 3+⋯+ = ( ) = − = = (2− ) = 9,7 × 10 3 ( ) 0,5 = 2 = = 7,4 × 10 −8( )0,5 0,6 = 8,52 × 10 −8( )0,5 1 3 ⁄ [1,4 ( ) 1 3 ⁄ + ( ) ] = 1,25 × 10 −8 0,52 1+ [( 1 0,19 ) − 0,292] = 9,58 − 1,12 = 9,89 × 10 −8 0,093 ( 0,265 0,45 ) = 2,98 × 10 −7 1 0,5473 0,026 = 1,096 × 10 −9 0,7 0,2 0,2 0,4 0 = [ (| 1| + | 2|) 1 2 (| 1| 1 + | 2| 2) ] Wilke e Chang Autor Equação Observações Difusão não-eletrólitos em soluções líquidas diluídas Difusão de eletrólitos em soluções líquidas diluídas Lusis e Ratccli� Hayduk e Minhas Siddiqi e Lucas Siddiqi e Lucas Hayduk e Minhas Φ: parâmetro de associação do solvente. Φ=2,6 (água) Φ=1,9 (metanol) Φ=1,5 (etanol) Φ=1 (demais solventes) Recomendada nas situações onde o soluto são gases dissolvidos, ou quando se trabalha com soluções aquosas. Indicada para solventes orgânicos. Inadequada para água como soluto. Indicada para soluções aquosas. Indicada para solventes orgânicos. Indicada para soluções aquosas. Indicada para solventes polares.R: raio de giro z: valência dos cátions e ânions D1− = 1 2 ′ 1−2 + 3 ′ 1−3 +⋯+ ′ 1− 2 ′ = 2 2+ 3+⋯+ = ( ) = − = = (2− ) = 9,7 × 10 3 ( ) 0,5 = 2 = = 7,4 × 10 −8( )0,5 0,6 = 8,52 × 10 −8( )0,5 1 3 ⁄ [1,4 ( ) 1 3 ⁄ + ( ) ] = 1,25 × 10 −8 0,52 1+ [( 1 0,19 ) − 0,292] = 9,58 − 1,12 = 9,89 × 10 −8 0,093 ( 0,265 0,45 ) = 2,98 × 10 −7 1 0,5473 0,026 = 1,096 × 10 −9 0,7 0,2 0,2 0,4 0 = [ (| 1| + | 2|) 1 2 (| 1| 1 + | 2| 2) ] Wilke e Chang Autor Equação Observações Difusão não-eletrólitos em soluções líquidas diluídas Difusão de eletrólitos em soluções líquidas diluídas Lusis e Ratccli� Hayduk e Minhas Siddiqi e Lucas Siddiqi e Lucas Hayduk e Minhas Φ: parâmetro de associação do solvente. Φ=2,6 (água) Φ=1,9 (metanol) Φ=1,5 (etanol) Φ=1 (demais solventes) Recomendada nas situações onde o soluto são gases dissolvidos, ou quando se trabalha com soluções aquosas. Indicada para solventes orgânicos. Inadequada para água como soluto. Indicada para soluções aquosas. Indicada para solventes orgânicos. Indicada para soluções aquosas. Indicada para solventes polares.R: raio de giro z: valência dos cátions e ânions 66FENÔMENOS DE TRANSPORTE O volume molar no ponto normal de ebulição (Vb) pode ser estimado a partir das características da molécula. A tabela abaixo apresenta a contribuição dos átomos presentes na mo- lécula. Quando certas estruturas estão envolvidas na molécula, correções devem ser feitas para a determinação volume molar no ponto normal de ebulição (Vb). As seguintes correções são recomendadas: Sólidos A difusão em um meio sólido é dividida em dois campos de interesse: a difusão de gases ou líquidos em poros do só- lido e a interdifusão de constituintes sólidos por movimento atômico. A primeira classe é mais relevante para a Engenharia Química devido a sua aplicação em catálise heterogênea. A segunda classe é importante para a área da metalurgia, onde se estuda a difusão de átomos no interior de sólidos (exemplo o endurecimento superficial do aço pela penetração de átomos de carbono). A difusão de líquidos e gases através dos poros do sólido pode ocorrer por três mecanismos: Difusão de Fick, Difusão de Knudsen e Difusão Configuracional. Difusão de Fick (ou ordinária) Ocorre quando o livre caminho médio das moléculas di- Elemento Bromo Carbono Cloro Hidrogênio Iodo Nitrogênio (cadeia dupla) Nitrogênio (amina primária) Elemento Nitrogênio (amina secundária) Oxigênio (exceto os casos abaixo) Oxigênio em ésteres metílicos Oxigênio em éteres metílicos Oxigênio em ácidos Enxofre Volume atômico (cm3/mol) 27,0 14,8 21,6 3,7 37,0 15,6 10,5 Volume atômico (cm3/mol) 12,0 7,4 9,1 9,9 12,0 25,6 Piridina Anel benzênico Anel naftalénico Anel antracênico Descontar 6 Descontar 8,5 Descontar 30 Descontar 47,5 67FENÔMENOS DE TRANSPORTE fundentes é bem menor que o diâmetro dos poros. Num gás o livre caminho médio é da ordem de 1000 Å a 1 atm. Nesta condição em poros de 5.000 a 10.000 Å os choques entre as moléculas são muito mais frequentes do que com as paredes do poro, o que caracteriza a difusão de Fick. Assim a difusão é descrita pela 1a lei de Fick, com o coeficiente efetivo de difusão (Def). O coeficiente efetivo de difusão é função da temperatura e pressão, que inf luenciam o coeficiente de difusão (DAB), porém também varia com as propriedades do sólido poroso, tais como a porosidade (εp), a tortuosidade (τ) e a esfericidade (ϕ). Assim, o coeficiente efetivo de difusão é dado por: A tabela ao lado apresenta alguns dados sobre sólidos porosos. A porosidade da partícula varia entre 0,3 e 0,8. A partir de dados experimentais com diversos catalisadores industriais observou-se que em geral τ está entre 3 e 4. Na ausência de informações utilizar tortuosidade igual a 4 e porosidade igual a 0,5. A tortuosidade também pode ser estimada pela seguinte equação: Difusão de Knudsen Ocorre em sólidos com poros menores (entre 10 e 1000 Å), onde o soluto irá colidir preferencialmente com as paredes do poro, de forma que é desprezível o efeito decorrente das colisões entre as moléculas. O coeficiente difusivo de Knudsen (DK) é dado por: D1− = 1 2 ′ 1−2 + 3 ′ 1−3 +⋯+ ′ 1− 2 ′ = 2 2+ 3+⋯+ = ( ) = − = = (2− ) = 9,7 × 10 3 ( ) 0,5 = 2 = = 7,4 × 10 −8( )0,5 0,6 = 8,52 × 10 −8( )0,5 1 3 ⁄ [1,4 ( ) 1 3 ⁄ + ( ) ] = 1,25 × 10 −8 0,52 1+ [( 1 0,19 ) − 0,292] = 9,58 − 1,12 = 9,89 × 10 −8 0,093 ( 0,265 0,45 ) = 2,98 × 10 −7 1 0,5473 0,026 = 1,096 × 10 −9 0,7 0,2 0,2 0,4 0 = [ (| 1| + | 2|) 1 2 (| 1| 1 + | 2| 2) ] Wilke e Chang Autor Equação Observações Difusão não-eletrólitos em soluções líquidas diluídas Difusão de eletrólitos em soluções líquidas diluídas Lusis e Ratccli� Hayduk e Minhas Siddiqi e Lucas Siddiqi e Lucas Hayduk e Minhas Φ: parâmetro de associação do solvente. Φ=2,6 (água) Φ=1,9 (metanol) Φ=1,5 (etanol) Φ=1 (demais solventes) Recomendada nas situações onde o soluto são gases dissolvidos, ou quando se trabalha com soluções aquosas. Indicada para solventes orgânicos. Inadequada para água como soluto. Indicada para soluções aquosas. Indicada para solventes orgânicos. Indicada para soluções aquosas. Indicada para solventes polares.R: raio de giro z: valência dos cátions e ânions D1− = 1 2 ′ 1−2 + 3 ′ 1−3 +⋯+ ′ 1− 2 ′ = 2 2+ 3+⋯+ = ( ) = − = = (2− ) = 9,7 × 10 3 ( ) 0,5 = 2 = = 7,4 × 10 −8( )0,5 0,6 = 8,52 × 10 −8( )0,5 1 3 ⁄ [1,4 ( ) 1 3 ⁄ + ( ) ] = 1,25 × 10 −8 0,52 1+ [( 1 0,19 ) − 0,292] = 9,58 − 1,12 = 9,89 × 10 −8 0,093 ( 0,265 0,45 ) = 2,98 × 10 −7 1 0,5473 0,026 = 1,096 × 10 −9 0,7 0,2 0,2 0,4 0 = [ (| 1| + | 2|) 1 2 (| 1| 1 + | 2| 2) ] Wilke e Chang Autor Equação Observações Difusão não-eletrólitos em soluções líquidas diluídas Difusão de eletrólitos em soluções líquidas diluídas Lusis e Ratccli� Hayduk e Minhas Siddiqi e Lucas Siddiqi e Lucas Hayduk e Minhas Φ: parâmetro de associação do solvente. Φ=2,6 (água) Φ=1,9 (metanol) Φ=1,5 (etanol) Φ=1 (demais solventes) Recomendada nas situações onde o soluto são gases dissolvidos, ou quando se trabalha com soluções aquosas. Indicada para solventes orgânicos. Inadequada para água como soluto. Indicada para soluções aquosas. Indicada para solventes orgânicos. Indicada parasoluções aquosas. Indicada para solventes polares.R: raio de giro z: valência dos cátions e ânions D1− = 1 2 ′ 1−2 + 3 ′ 1−3 +⋯+ ′ 1− 2 ′ = 2 2+ 3+⋯+ = ( ) = − = = (2− ) = 9,7 × 10 3 ( ) 0,5 = 2 = = 7,4 × 10 −8( )0,5 0,6 = 8,52 × 10 −8( )0,5 1 3 ⁄ [1,4 ( ) 1 3 ⁄ + ( ) ] = 1,25 × 10 −8 0,52 1+ [( 1 0,19 ) − 0,292] = 9,58 − 1,12 = 9,89 × 10 −8 0,093 ( 0,265 0,45 ) = 2,98 × 10 −7 1 0,5473 0,026 = 1,096 × 10 −9 0,7 0,2 0,2 0,4 0 = [ (| 1| + | 2|) 1 2 (| 1| 1 + | 2| 2) ] Wilke e Chang Autor Equação Observações Difusão não-eletrólitos em soluções líquidas diluídas Difusão de eletrólitos em soluções líquidas diluídas Lusis e Ratccli� Hayduk e Minhas Siddiqi e Lucas Siddiqi e Lucas Hayduk e Minhas Φ: parâmetro de associação do solvente. Φ=2,6 (água) Φ=1,9 (metanol) Φ=1,5 (etanol) Φ=1 (demais solventes) Recomendada nas situações onde o soluto são gases dissolvidos, ou quando se trabalha com soluções aquosas. Indicada para solventes orgânicos. Inadequada para água como soluto. Indicada para soluções aquosas. Indicada para solventes orgânicos. Indicada para soluções aquosas. Indicada para solventes polares.R: raio de giro z: valência dos cátions e ânions Sólidos Pellets de alumina Sílica gel Sílica alumina Vidro Gases N2, He, CO2 C2H6 He, Ne, Ar, N2 He, Ne, Ar, N2 T(K) 303 323-473 273-323 298 εp 0,812 0,486 0,4 0,31 τ 0,85 3,35 0,725 5,9 rp×1010(m) 96 11 16 30,6 68FENÔMENOS DE TRANSPORTE Onde: • T:temperatura absoluta(K); • MA: massa molar do soluto (g/mol); • rp: raio do poro (cm); • DK: coeficiente difusivo de Knudsen (cm2/s). O raio do poro (rp) pode ser obtido por: onde: • S: área superficial da matriz porosa (cm2/g); • B: massa específica da partícula (g/cm3); Tal como na difusão ordinária, deve ser feita uma corre- ção no coeficiente difusivo de Knudsen (DK) em função das propriedades do sólido: Em função da diversidade dos poros presentes em um sólido podemos ter os dois tipos de difusão ocorrendo simul- taneamente. Assim o coeficiente efetivo de difusão (DAef) será dado por: Difusão Configuracional Ocorre em poros de dimensões moleculares, comuns em zeólitas, de forma que os coeficientes de difusão são várias ordens de grandeza inferiores aos relacionados à difusão or- dinária ou de Knudsen. A difusão em zeólitas ocorre devido aos saltos energéticos do soluto através dos microporos, que são dependentes da temperatura. D1− = 1 2 ′ 1−2 + 3 ′ 1−3 +⋯+ ′ 1− 2 ′ = 2 2+ 3+⋯+ = ( ) = − = = (2− ) = 9,7 × 10 3 ( ) 0,5 = 2 = = 7,4 × 10 −8( )0,5 0,6 = 8,52 × 10 −8( )0,5 1 3 ⁄ [1,4 ( ) 1 3 ⁄ + ( ) ] = 1,25 × 10 −8 0,52 1+ [( 1 0,19 ) − 0,292] = 9,58 − 1,12 = 9,89 × 10 −8 0,093 ( 0,265 0,45 ) = 2,98 × 10 −7 1 0,5473 0,026 = 1,096 × 10 −9 0,7 0,2 0,2 0,4 0 = [ (| 1| + | 2|) 1 2 (| 1| 1 + | 2| 2) ] Wilke e Chang Autor Equação Observações Difusão não-eletrólitos em soluções líquidas diluídas Difusão de eletrólitos em soluções líquidas diluídas Lusis e Ratccli� Hayduk e Minhas Siddiqi e Lucas Siddiqi e Lucas Hayduk e Minhas Φ: parâmetro de associação do solvente. Φ=2,6 (água) Φ=1,9 (metanol) Φ=1,5 (etanol) Φ=1 (demais solventes) Recomendada nas situações onde o soluto são gases dissolvidos, ou quando se trabalha com soluções aquosas. Indicada para solventes orgânicos. Inadequada para água como soluto. Indicada para soluções aquosas. Indicada para solventes orgânicos. Indicada para soluções aquosas. Indicada para solventes polares.R: raio de giro z: valência dos cátions e ânions D1− = 1 2 ′ 1−2 + 3 ′ 1−3 +⋯+ ′ 1− 2 ′ = 2 2+ 3+⋯+ = ( ) = − = = (2− ) = 9,7 × 10 3 ( ) 0,5 = 2 = = 7,4 × 10 −8( )0,5 0,6 = 8,52 × 10 −8( )0,5 1 3 ⁄ [1,4 ( ) 1 3 ⁄ + ( ) ] = 1,25 × 10 −8 0,52 1+ [( 1 0,19 ) − 0,292] = 9,58 − 1,12 = 9,89 × 10 −8 0,093 ( 0,265 0,45 ) = 2,98 × 10 −7 1 0,5473 0,026 = 1,096 × 10 −9 0,7 0,2 0,2 0,4 0 = [ (| 1| + | 2|) 1 2 (| 1| 1 + | 2| 2) ] Wilke e Chang Autor Equação Observações Difusão não-eletrólitos em soluções líquidas diluídas Difusão de eletrólitos em soluções líquidas diluídas Lusis e Ratccli� Hayduk e Minhas Siddiqi e Lucas Siddiqi e Lucas Hayduk e Minhas Φ: parâmetro de associação do solvente. Φ=2,6 (água) Φ=1,9 (metanol) Φ=1,5 (etanol) Φ=1 (demais solventes) Recomendada nas situações onde o soluto são gases dissolvidos, ou quando se trabalha com soluções aquosas. Indicada para solventes orgânicos. Inadequada para água como soluto. Indicada para soluções aquosas. Indicada para solventes orgânicos. Indicada para soluções aquosas. Indicada para solventes polares.R: raio de giro z: valência dos cátions e ânions D1− = 1 2 ′ 1−2 + 3 ′ 1−3 +⋯+ ′ 1− 2 ′ = 2 2+ 3+⋯+ = ( ) = − = = (2− ) = 9,7 × 10 3 ( ) 0,5 = 2 = = 7,4 × 10 −8( )0,5 0,6 = 8,52 × 10 −8( )0,5 1 3 ⁄ [1,4 ( ) 1 3 ⁄ + ( ) ] = 1,25 × 10 −8 0,52 1+ [( 1 0,19 ) − 0,292] = 9,58 − 1,12 = 9,89 × 10 −8 0,093 ( 0,265 0,45 ) = 2,98 × 10 −7 1 0,5473 0,026 = 1,096 × 10 −9 0,7 0,2 0,2 0,4 0 = [ (| 1| + | 2|) 1 2 (| 1| 1 + | 2| 2) ] Wilke e Chang Autor Equação Observações Difusão não-eletrólitos em soluções líquidas diluídas Difusão de eletrólitos em soluções líquidas diluídas Lusis e Ratccli� Hayduk e Minhas Siddiqi e Lucas Siddiqi e Lucas Hayduk e Minhas Φ: parâmetro de associação do solvente. Φ=2,6 (água) Φ=1,9 (metanol) Φ=1,5 (etanol) Φ=1 (demais solventes) Recomendada nas situações onde o soluto são gases dissolvidos, ou quando se trabalha com soluções aquosas. Indicada para solventes orgânicos. Inadequada para água como soluto. Indicada para soluções aquosas. Indicada para solventes orgânicos. Indicada para soluções aquosas. Indicada para solventes polares.R: raio de giro z: valência dos cátions e ânions 1 = 1 + 1 = 0 − , ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗ = − + ( , ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗ + , ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗ ) , = 0 , = − 1− (− 1− ) = 0 (− 1 1− ) = 0 ( 1− 1− 1 ) = ( 1− 2 1− 1 ) − 1 2− 1 ( 1 ) = ( 2 1 ) − 1 2− 1 ∫ , 2 1 = ∫ 2 1 , = 2− 1 ln ( 2 1 ) , = 2− 1 ln( 2 1 ) , = 2− 1 ln ( 2− 1 , ) , = ( 2− 1) ln ( 2− 1 , ) , = ∫0 = , ( 2− 1) ∫ 1( 1) 1( 0) 69FENÔMENOS DE TRANSPORTE Difusão em Sólidos Cristalinos Em processos siderúrgicos muitas vezes é necessária a adição de determinados componentes a ligas metálicas para o ajuste de suas propriedades. Nos sólidos cristalinos os átomos estão arranjados em redes cristalinas, tais como as apresentadas abaixo: A difusão em sólidos cristalinos ocorre devido à energia vibracional dos átomos (teoria de Eyring). O coeficiente de difusão (DAB) pode ser definido como: onde: • D0:coeficiente de difusão dependente somente da interação soluto-átomo da matriz cristalina (cm2/s); • Q: energia de ativação difusional (cal/mol); • R: constante dos gases (1,987 cal/mol.K); • T: temperatura (K). Alguns dados sobre os difundentes e os sólidos cristalinos são apresentados a seguir: Massa Água Massa Água salgada Sal Concentração de calor 70°C 10°C 70% 10% CO₂ Concentração de massa Gradiente de Temperatura A �� � � � −= �� �� �t � Gradiente de Concentração de espécies A A −= �B �� �C�ṁ� �� D A ṁ� �� ,A Mistura A + B A V=VA=VB m=mA+mB p=pA+pB c=cA+cB B YAs XAs Fase gasosa Fase líquida Fronteira Cúbica de corpo centrado (ccc) Cúbica de face centrada (cfc) YA = YA2 NAs NAs = 0 Água Mistura gasosa A + B YA>YB Mistura gasosa A + B YA<YB Ar estagnado ar z = z2 z = z1 ∆z YA = YA1 T, P T, P r₂ r₁ WA, 1 B WA, 2 1 = 1 + 1 = 0 − , ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗ = − + ( , ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗ + , ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗ ) , = 0 , = − 1− (− 1− ) = 0 (− 1 1− ) = 0 ( 1− 1− 1 ) = ( 1− 2 1− 1) − 1 2− 1 ( 1 ) = ( 2 1 ) − 1 2− 1 ∫ , 2 1 = ∫ 2 1 , = 2− 1 ln ( 2 1 ) , = 2− 1 ln( 2 1 ) , = 2− 1 ln ( 2− 1 , ) , = ( 2− 1) ln ( 2− 1 , ) , = ∫0 = , ( 2− 1) ∫ 1( 1) 1( 0) Difundente Carbono Carbono Ferro Ferro Níquel Manganês Raio atômido difundente (Å) 0,77 0,77 1,26 1,24 Sólido cristalino Ferro cfc Ferro cfc Ferro ccc Ferro cfc Ferro ccc Ferro cfc D0 (cm2/s) 0,21 0,0079 0,58 5,8 0,5 0,35 Q (cal/mol) 33.800 18.100 67.900 59.700 66.000 67.500 70FENÔMENOS DE TRANSPORTE Difusão molecular em regime estacionário Difusão através de um filme gasoso inerte e estagnado Muitas aplicações de engenharia envolvem a evaporação na presença de gases não condensáveis, tais como as torres de resfriamento. Neste processo ocorre a difusão de vapor através de um filme gasoso estagnado. A figura ao lado representa esquematicamente o processo. O tubo, parcial- mente preenchido com água, é mantido a temperatura e pres- são constantes. O ar que escoa na superfí- cie superior do tubo possui solubilidade limitada em água, além de ser quimicamente inerte. O vapor de água difunde através do ar estagnado presente acima da sua superfície. O f luxo molar de água (NA,z), referenciado a um eixo estacionário, é dado pela equação abaixo: Tendo em vista que o f luxo molar de A é constante no caminho de difusão (z2-z1), podemos escrever: Tendo em vista que NB,z=0, a equação anterior fica: Massa Água Massa Água salgada Sal Concentração de calor 70°C 10°C 70% 10% CO₂ Concentração de massa Gradiente de Temperatura A �� � � � −= �� �� �t � Gradiente de Concentração de espécies A A −= �B �� �C�ṁ� �� D A ṁ� �� ,A Mistura A + B A V=VA=VB m=mA+mB p=pA+pB c=cA+cB B YAs XAs Fase gasosa Fase líquida Fronteira Cúbica de corpo centrado (ccc) Cúbica de face centrada (cfc) YA = YA2 NAs NAs = 0 Água Mistura gasosa A + B YA>YB Mistura gasosa A + B YA<YB Ar estagnado ar z = z2 z = z1 ∆z YA = YA1 T, P T, P r₂ r₁ WA, 1 B WA, 2 1 = 1 + 1 = 0 − , ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗ = − + ( , ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗ + , ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗ ) , = 0 , = − 1− (− 1− ) = 0 (− 1 1− ) = 0 ( 1− 1− 1 ) = ( 1− 2 1− 1 ) − 1 2− 1 ( 1 ) = ( 2 1 ) − 1 2− 1 ∫ , 2 1 = ∫ 2 1 , = 2− 1 ln ( 2 1 ) , = 2− 1 ln( 2 1 ) , = 2− 1 ln ( 2− 1 , ) , = ( 2− 1) ln ( 2− 1 , ) , = ∫0 = , ( 2− 1) ∫ 1( 1) 1( 0) 1 = 1 + 1 = 0 − , ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗ = − + ( , ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗ + , ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗ ) , = 0 , = − 1− (− 1− ) = 0 (− 1 1− ) = 0 ( 1− 1− 1 ) = ( 1− 2 1− 1 ) − 1 2− 1 ( 1 ) = ( 2 1 ) − 1 2− 1 ∫ , 2 1 = ∫ 2 1 , = 2− 1 ln ( 2 1 ) , = 2− 1 ln( 2 1 ) , = 2− 1 ln ( 2− 1 , ) , = ( 2− 1) ln ( 2− 1 , ) , = ∫0 = , ( 2− 1) ∫ 1( 1) 1( 0) 71FENÔMENOS DE TRANSPORTE Substituindo : Considerando que a concentração total (C) é constante, e a difusão independente da concentração do soluto, a equação fica: Que está sujeita as seguintes condições de contorno: z = z₁ yA = yA₁ z = z₂ yA = yA₂ Integrando duas vezes obtêm-se: - ln(1 - y� ) = C₁ z + C₂ Integrando duas vezes obtêm-se: Por tratar-se de uma mistura binária: yA+yB=1. Desta forma podemos apresentar a equação (4.67) da seguinte forma: O f luxo molar global de A (NA,z) pode ser obtido pela integração da equação (4.64), considerando que : yA+yB=1. Assim obtemos: Como o f luxo molar, a concentração total e a difusividade são constantes no caminho de difusão, obtêm-se: A concentração média logarítmica do componente B (yB,lm) é dada por: 1 = 1 + 1 = 0 − , ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗ = − + ( , ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗ + , ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗ ) , = 0 , = − 1− (− 1− ) = 0 (− 1 1− ) = 0 ( 1− 1− 1 ) = ( 1− 2 1− 1 ) − 1 2− 1 ( 1 ) = ( 2 1 ) − 1 2− 1 ∫ , 2 1 = ∫ 2 1 , = 2− 1 ln ( 2 1 ) , = 2− 1 ln( 2 1 ) , = 2− 1 ln ( 2− 1 , ) , = ( 2− 1) ln ( 2− 1 , ) , = ∫0 = , ( 2− 1) ∫ 1( 1) 1( 0) 1 = 1 + 1 = 0 − , ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗ = − + ( , ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗ + , ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗ ) , = 0 , = − 1− (− 1− ) = 0 (− 1 1− ) = 0 ( 1− 1− 1 ) = ( 1− 2 1− 1 ) − 1 2− 1 ( 1 ) = ( 2 1 ) − 1 2− 1 ∫ , 2 1 = ∫ 2 1 , = 2− 1 ln ( 2 1 ) , = 2− 1 ln( 2 1 ) , = 2− 1 ln ( 2− 1 , ) , = ( 2− 1) ln ( 2− 1 , ) , = ∫0 = , ( 2− 1) ∫ 1( 1) 1( 0) 1 = 1 + 1 = 0 − , ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗ = − + ( , ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗ + , ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗ ) , = 0 , = − 1− (− 1− ) = 0 (− 1 1− ) = 0 ( 1− 1− 1 ) = ( 1− 2 1− 1 ) − 1 2− 1 ( 1 ) = ( 2 1 ) − 1 2− 1 ∫ , 2 1 = ∫ 2 1 , = 2− 1 ln ( 2 1 ) , = 2− 1 ln( 2 1 ) , = 2− 1 ln ( 2− 1 , ) , = ( 2− 1) ln ( 2− 1 , ) , = ∫0 = , ( 2− 1) ∫ 1( 1) 1( 0) 1 = 1 + 1 = 0 − , ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗ = − + ( , ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗ + , ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗ ) , = 0 , = − 1− (− 1− ) = 0 (− 1 1− ) = 0 ( 1− 1− 1 ) = ( 1− 2 1− 1 ) − 1 2− 1 ( 1 ) = ( 2 1 ) − 1 2− 1 ∫ , 2 1 = ∫ 2 1 , = 2− 1 ln ( 2 1 ) , = 2− 1 ln( 2 1 ) , = 2− 1 ln ( 2− 1 , ) , = ( 2− 1) ln ( 2− 1 , ) , = ∫0 = , ( 2− 1) ∫ 1( 1) 1( 0) 1 = 1 + 1 = 0 − , ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗ = − + ( , ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗ + , ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗ ) , = 0 , = − 1− (− 1− ) = 0 (− 1 1− ) = 0 ( 1− 1− 1 ) = ( 1− 2 1− 1 ) − 1 2− 1 ( 1 ) = ( 2 1 ) − 1 2− 1 ∫ , 2 1 = ∫ 2 1 , = 2− 1 ln ( 2 1 ) , = 2− 1 ln( 2 1 ) , = 2− 1 ln ( 2− 1 , ) , = ( 2− 1) ln ( 2− 1 , ) , = ∫0 = , ( 2− 1) ∫ 1( 1) 1( 0) 1 = 1 + 1 = 0 − , ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗ = − + ( , ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗ + , ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗ ) , = 0 , = − 1− (− 1− ) = 0 (− 1 1− ) = 0 ( 1− 1− 1 ) = ( 1− 2 1− 1 ) − 1 2− 1 ( 1 ) = ( 2 1 ) − 1 2− 1 ∫ , 2 1 = ∫ 2 1 , = 2− 1 ln ( 2 1 ) , = 2− 1 ln( 2 1 ) , = 2− 1 ln ( 2− 1 , ) , = ( 2− 1) ln ( 2− 1 , ) , = ∫0 = , ( 2− 1) ∫ 1( 1) 1( 0) 1 = 1 + 1 = 0 − , ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗ = − + ( , ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗ + , ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗ ) , = 0 , = − 1− (− 1− ) = 0 (− 1 1− ) = 0 ( 1− 1− 1 ) = ( 1− 2 1− 1 ) − 1 2− 1 ( 1 ) = ( 2 1 ) − 1 2− 1 ∫ , 2 1 = ∫ 2 1 , = 2− 1 ln ( 2 1 ) , = 2− 1 ln( 2 1 ) , = 2− 1 ln ( 2− 1 , ) , = ( 2− 1) ln ( 2− 1 , ) , = ∫0 = , ( 2− 1) ∫ 1( 1) 1( 0) 72FENÔMENOS DE TRANSPORTE Substituindo em (4.70) chega-se a equação do f luxo de A na direção z: Esta equação pode ser escrita em termos de pressão parcial. Considerando o soluto como um gás ideal, a equação (4.72) fica da seguinte forma: Difusão em Estado Pseudo-Estacionário Na difusão através de um filme estagnado consideramos que não havia variação do caminho de difusão (ΔZ) durante o processo. Porém com o consumo do soluto haverá uma mu- dança no caminho de difusão. Caso a modificação no caminho de difusão seja pequena, em um longo período de tempo, o modelo de difusão pseudo-estacionário pode ser adotado. A figura abaixo apresenta um capilar semi-preenchido por um líquido volátil (A). Supondo que sobre este líquido exista um filme gasoso estagnado, deseja-se avaliar a difusividade de A ao longo do capilar (caminho de difusão). Após um intervalo de tempo considerável, observa-se uma variação do nível do líquido, a partir do topo do capilar, segundo: t = t₀ z = z₁(to) t = t₁ z = z₁(t1) 1 = 1 + 1 = 0 − , ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗ = − + ( , ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗ + , ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗ ) , = 0 , = − 1− (− 1− ) = 0 (− 1 1− ) = 0 ( 1− 1− 1 ) = ( 1− 2 1− 1 ) − 1 2− 1 ( 1 ) = ( 2 1 ) − 1 2− 1 ∫ , 2 1 = ∫ 2 1 , = 2− 1 ln ( 2 1 ) , = 2− 1 ln( 2 1 ) , = 2− 1 ln ( 2− 1 , ) , = ( 2− 1) ln ( 2− 1 , ) , = ∫0 = , ( 2− 1) ∫ 1( 1) 1( 0) 1 = 1 + 1 = 0 − , ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗ = − + ( , ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗ + , ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗ ) , = 0 , = − 1− (− 1− ) = 0 (− 1 1− ) = 0 ( 1− 1− 1 ) = ( 1− 2 1− 1 ) − 1 2− 1 ( 1 ) = ( 2 1 ) − 1 2− 1 ∫ , 2 1 = ∫ 2 1 , = 2− 1 ln ( 2 1 ) , = 2− 1 ln( 2 1 ) , = 2− 1 ln ( 2− 1 , ) , = ( 2− 1) ln ( 2− 1, ) , = ∫0 = , ( 2− 1) ∫ 1( 1) 1( 0) 1 = 1 + 1 = 0 − , ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗ = − + ( , ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗ + , ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗ ) , = 0 , = − 1− (− 1− ) = 0 (− 1 1− ) = 0 ( 1− 1− 1 ) = ( 1− 2 1− 1 ) − 1 2− 1 ( 1 ) = ( 2 1 ) − 1 2− 1 ∫ , 2 1 = ∫ 2 1 , = 2− 1 ln ( 2 1 ) , = 2− 1 ln( 2 1 ) , = 2− 1 ln ( 2− 1 , ) , = ( 2− 1) ln ( 2− 1 , ) , = ∫0 = , ( 2− 1) ∫ 1( 1) 1( 0) 73FENÔMENOS DE TRANSPORTE O fenômeno difusivo ocorre na fase gasosa. O nível do líquido delimita a região de transferência de massa, portanto este nível é a fronteira. Na fronteira a concentração do soluto (A) estará sempre referenciada a sua pressão de vapor (proprie- dade independente do tempo). Assim o f luxo global de matéria é dado pela equação (4.72). A variação temporal do f luxo de matéria do soluto (A) é dada por: Igualando as equações (4.72) e (4.74), separando e inte- grando obtemos: Resultando em: Contradifusão Equimolar Considere dois grandes reservatórios ligados por um canal de comprimento L, como mostrado na figura abaixo: O sistema contém uma mistura binária de gases A e B, a temperatura (T) e pressão (P) uniformes. As concentrações de espécies são mantidas constantes em cada um dos reservatórios de tal forma que você, yA0>yAL e yB0<yBL. Os gradientes de concentração resultantes farão com que a espécie A difunda-se no sentido x positivo e a espécie B na direção oposta. Supondo que os gases possuam comportamento ideal, a concentração molar total da mistura (C) permanecerá constante, ou seja: Massa Água Massa Água salgada Sal Concentração de calor 70°C 10°C 70% 10% CO₂ Concentração de massa Gradiente de Temperatura A �� � � � −= �� �� �t � Gradiente de Concentração de espécies A A −= �B �� �C�ṁ� �� D A ṁ� �� ,A Mistura A + B A V=VA=VB m=mA+mB p=pA+pB c=cA+cB B YAs XAs Fase gasosa Fase líquida Fronteira Cúbica de corpo centrado (ccc) Cúbica de face centrada (cfc) YA = YA2 NAs NAs = 0 Água Mistura gasosa A + B YA>YB Mistura gasosa A + B YA<YB Ar estagnado ar z = z2 z = z1 ∆z YA = YA1 T, P T, P r₂ r₁ WA, 1 B WA, 2 1 = 1 + 1 = 0 − , ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗ = − + ( , ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗ + , ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗ ) , = 0 , = − 1− (− 1− ) = 0 (− 1 1− ) = 0 ( 1− 1− 1 ) = ( 1− 2 1− 1 ) − 1 2− 1 ( 1 ) = ( 2 1 ) − 1 2− 1 ∫ , 2 1 = ∫ 2 1 , = 2− 1 ln ( 2 1 ) , = 2− 1 ln( 2 1 ) , = 2− 1 ln ( 2− 1 , ) , = ( 2− 1) ln ( 2− 1 , ) , = ∫0 = , ( 2− 1) ∫ 1( 1) 1( 0) 1 = 1 + 1 = 0 − , ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗ = − + ( , ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗ + , ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗ ) , = 0 , = − 1− (− 1− ) = 0 (− 1 1− ) = 0 ( 1− 1− 1 ) = ( 1− 2 1− 1 ) − 1 2− 1 ( 1 ) = ( 2 1 ) − 1 2− 1 ∫ , 2 1 = ∫ 2 1 , = 2− 1 ln ( 2 1 ) , = 2− 1 ln( 2 1 ) , = 2− 1 ln ( 2− 1 , ) , = ( 2− 1) ln ( 2− 1 , ) , = ∫0 = , ( 2− 1) ∫ 1( 1) 1( 0) = , ( 2− 1) ( 1( 1) 2 − 1( 0) 2 2 ) + = = − , ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗ = − , ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗ = ( 2− 1) ( 1 + 2) , = 0 − 1 1− 2 = − 1 ( 1− 2) = = ( 2− 1) ̇ = ( 1− 2) = ( 1− 2) , ̇ = 2 ( 1− 2) ln( 2 1 ) = 2 ( 1− 2) ln( 2 1 ) , ̇ = 4 1 2 ( 1− 2) 1− 2 = 4 1 2 ( 1− 2) 1− 2 , ó = , á 74FENÔMENOS DE TRANSPORTE Isto exige que, para cada molécula A que se desloca para a direita, uma molécula B irá deslocar-se para a esquerda. Desta forma, o f luxo molar das espécies A e B devem ser iguais em magnitude e opostos em direção, isto é: Assim a equação (4.33) pode ser expressa como: As condições de contorno são as seguintes: z = z₁ CA = CA₁ z = z₂ CA = CA₂ Separando e integrando, obtemos: O perfil de concentração para a contradifusão equimolar pode ser obtido através da substituição da equação (4.79) na equação diferencial abaixo, que indica que o f luxo molar de A na direção z é constante. Integrando duas vezes, com as condições de contorno apre- sentadas acima, obtemos: A destilação, caso os calores latentes de vaporização sejam equivalentes, é uma operação unitária onde a contradifusão equimolar pode ser aplicada. As equações (4.80) e (4.82) podem ser aplicadas em qual- quer situação onde a contribuição convectiva é nula. Em alguns casos esta contribuição é insignificante, como na difusão de um soluto através de um sólido, ou ainda de um líquido, onde = , ( 2− 1) ( 1( 1) 2 − 1( 0) 2 2 ) + = = − , ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗ = − , ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗ = ( 2− 1) ( 1 + 2) , = 0 − 1 1− 2 = − 1 ( 1− 2) = = ( 2− 1) ̇ = ( 1− 2) = ( 1− 2) , ̇ = 2 ( 1− 2) ln( 2 1 ) = 2 ( 1− 2) ln( 2 1 ) , ̇ = 4 1 2 ( 1− 2) 1− 2 = 4 1 2 ( 1− 2) 1− 2 , ó = , á = , ( 2− 1) ( 1( 1) 2 − 1( 0) 2 2 ) + = = − , ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗ = − , ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗ = ( 2− 1) ( 1 + 2) , = 0 − 1 1− 2 = − 1 ( 1− 2) = = ( 2− 1) ̇ = ( 1− 2) = ( 1− 2) , ̇ = 2 ( 1− 2) ln( 2 1 ) = 2 ( 1− 2) ln( 2 1 ) , ̇ = 4 1 2 ( 1− 2) 1− 2 = 4 1 2 ( 1− 2) 1− 2 , ó = , á = , ( 2− 1) ( 1( 1) 2 − 1( 0) 2 2 ) + = = − , ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗ = − , ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗ = ( 2− 1) ( 1 + 2) , = 0 − 1 1− 2 = − 1 ( 1− 2) = = ( 2− 1) ̇ = ( 1− 2) = ( 1− 2) , ̇ = 2 ( 1− 2) ln( 2 1 ) = 2 ( 1− 2) ln( 2 1 ) , ̇ = 4 1 2 ( 1− 2) 1− 2 = 4 1 2 ( 1− 2) 1− 2 , ó = , á = , ( 2− 1) ( 1( 1) 2 − 1( 0) 2 2 ) + = = − , ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗ = − , ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗ = ( 2− 1) ( 1 + 2) , = 0 − 1 1− 2 = − 1 ( 1− 2) = = ( 2− 1) ̇ = ( 1− 2) = ( 1− 2) , ̇ = 2 ( 1− 2) ln( 2 1 ) = 2 ( 1− 2) ln( 2 1 ) , ̇ = 4 1 2 ( 1− 2) 1− 2 = 4 1 2 ( 1− 2) 1− 2 , ó = , á = , ( 2− 1) ( 1( 1) 2 − 1( 0) 2 2 ) + = = − , ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗ = − , ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗ = ( 2− 1) ( 1 + 2) , = 0 − 1 1− 2 = − 1 ( 1− 2) = = ( 2− 1) ̇ = ( 1− 2) = ( 1− 2) , ̇ = 2 ( 1− 2) ln( 2 1 ) = 2 ( 1− 2) ln( 2 1 ) , ̇ = 4 1 2 ( 1− 2) 1− 2 = 4 1 2 ( 1− 2) 1− 2 , ó = , á = , ( 2− 1) ( 1( 1) 2 − 1( 0) 2 2 ) + = = − , ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗ = − , ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗ = ( 2− 1) ( 1 + 2) , = 0 − 1 1− 2 = − 1 ( 1− 2) = = ( 2− 1) ̇ = ( 1− 2) = ( 1− 2) , ̇ = 2 ( 1− 2) ln( 2 1 ) = 2 ( 1− 2) ln( 2 1 ) , ̇ = 4 1 2 ( 1− 2) 1− 2 = 4 1 2 ( 1− 2) 1− 2 , ó = , á 75FENÔMENOS DE TRANSPORTE a concentração do soluto (CA) é muito menor que a concen- tração total do meio (C). A difusão mássica unidimensional da espécie A através de uma parede plana é representada na figura abaixo: Pode-se observar que o perfil de concentração de A é linear ao longo do caminho de difusão, con- forme previsto pela equação (4.82). A resistência difusiva (Rdif ) é dada por: Rearranjando a equação (4.80) podemos encontrar a taxa molar (NA ) do soluto através de uma parede plana, segundo a equação: As equações abaixo são obtidas para a difusão unidimen- sional, em estado estacionário e sem reação química, de uma espécie A através de um meio sólido. A equação (4.85) des- creve a difusão através de uma superfície cilíndrica, enquanto a equação (4.86) é usada para uma superfície esférica. onde: • L: comprimento do cilindro; • r1: raio interno; • r2:raio externo; A figura ilustra a difusão através de uma superfície esférica. = , ( 2− 1) ( 1( 1) 2 − 1( 0) 2 2 ) + = = − , ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗ = − , ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗ = ( 2− 1) ( 1 + 2) , = 0 − 1 1− 2 = − 1 ( 1− 2) = = ( 2− 1) ̇ = ( 1− 2) = ( 1− 2) , ̇ = 2 ( 1− 2) ln( 2 1 ) = 2 ( 1− 2) ln( 2 1 ) , ̇ = 4 1 2 ( 1− 2) 1− 2 = 4 1 2 ( 1− 2) 1− 2 , ó = , á = , ( 2− 1) ( 1( 1) 2 − 1( 0) 2 2 ) + = = − , ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗ = − , ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗ = ( 2− 1) ( 1 + 2) , = 0 − 1 1− 2 = − 1 ( 1− 2) = = ( 2− 1) ̇ = ( 1− 2) = ( 1− 2) , ̇ = 2 ( 1− 2) ln( 2 1 ) = 2 ( 1− 2) ln( 2 1 ) , ̇ = 4 1 2 ( 1− 2)1− 2 = 4 1 2 ( 1− 2) 1− 2 , ó = , á = , ( 2− 1) ( 1( 1) 2 − 1( 0) 2 2 ) + = = − , ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗ = − , ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗ = ( 2− 1) ( 1 + 2) , = 0 − 1 1− 2 = − 1 ( 1− 2) = = ( 2− 1) ̇ = ( 1− 2) = ( 1− 2) , ̇ = 2 ( 1− 2) ln( 2 1 ) = 2 ( 1− 2) ln( 2 1 ) , ̇ = 4 1 2 ( 1− 2) 1− 2 = 4 1 2 ( 1− 2) 1− 2 , ó = , á Massa Água Massa Água salgada Sal Concentração de calor 70°C 10°C 70% 10% CO₂ Concentração de massa Gradiente de Temperatura A �� � � � −= �� �� �t � Gradiente de Concentração de espécies A A −= �B �� �C�ṁ� �� D A ṁ� �� ,A Mistura A + B A V=VA=VB m=mA+mB p=pA+pB c=cA+cB B YAs XAs Fase gasosa Fase líquida Fronteira Cúbica de corpo centrado (ccc) Cúbica de face centrada (cfc) YA = YA2 NAs NAs = 0 Água Mistura gasosa A + B YA>YB Mistura gasosa A + B YA<YB Ar estagnado ar z = z2 z = z1 ∆z YA = YA1 T, P T, P r₂ r₁ WA, 1 B WA, 2 76FENÔMENOS DE TRANSPORTE A concentração de um gás i (Ci) na interface, junto ao sólido, é proporcional à pressão parcial (Pi) da espécie i nos gases, sendo expressa por: onde: • ζ : solubilidade (kmol. /m3.bar) A tabela abaixo apresenta a solubilidade de alguns gases em sólidos. Síntese Neste capítulo, o transporte de massa foi apresentado. Como a difusão mássica ocorre em misturas, relações fundamentais foram apresentadas para concentrações e velocidades das espé- cies individuais, bem como para a mistura. A propriedade de transporte molecular, DAB, coeficiente de difusão em sistemas gasosos, líquidos e sólidos, foi discutida e equações para sua estimativa foram apresentadas. Os conceitos que embasam o coeficiente de difusão efetivo de gases e de líquidos no inte- rior de materiais também foram apresentados e métodos para estimar esse coeficiente, em sistemas diluídos, foram descritos. = , ( 2− 1) ( 1( 1) 2 − 1( 0) 2 2 ) + = = − , ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗ = − , ⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗⃗ = ( 2− 1) ( 1 + 2) , = 0 − 1 1− 2 = − 1 ( 1− 2) = = ( 2− 1) ̇ = ( 1− 2) = ( 1− 2) , ̇ = 2 ( 1− 2) ln( 2 1 ) = 2 ( 1− 2) ln( 2 1 ) , ̇ = 4 1 2 ( 1− 2) 1− 2 = 4 1 2 ( 1− 2) 1− 2 , ó = , á Gás O2 N2 CO2 He H2 Sólido Borracha Borracha Borracha SiO2 Ni T [K] 298 298 298 293 358 ζ [kmol/m3.bar] 0,00312 0,00156 0,04015 0,00045 0,00901 77FENÔMENOS DE TRANSPORTE Exercícios 1. A taxa de difusão mássica é baseada na: a. ( ) Lei de Newton. b. ( ) Lei de Fourier. c. ( ) Lei de Fick. d. ( ) Lei de Knudsen. e. ( ) Lei de Reynolds. 2. A secagem tem a finalidade de eliminar um líquido volátil contido em um corpo não volátil, fenômeno devido à exis- tência de uma força motriz para transferência de massa. Em relação a esse assunto, julgue o item que se segue. Durante a transferência de massa molecular que ocorre na operação de secagem, o líquido volátil f lui por convecção do interior do sólido até a superfície, onde o meio é mais con- centrado. a. ( ) A alternativa é correta. b. ( ) A alternativa é incorreta. 3. Considerando uma mistura binária dos gases A e B, sendo a massa molar de B o dobro da de A, se a composição dos gases varia ao longo do eixo x, a. ( ) a difusividade de A em B é o dobro da de B em A. b. ( ) a difusividade de B em A é igual à de A em B. c. ( ) a difusividade de A em B é quatro vezes maior que a difusividade de B em A. d. ( ) a difusividade de B em A é duas vezes maior que a de A em B. e. ( ) a difusividade de A em B é a metade da de B em A. 78FENÔMENOS DE TRANSPORTE 4. Acerca dos processos físicos que ocorrem por difusão de massa, julgue o item seguinte. Em geral, a conservação de massa total requer que o so- matório dos f luxos difusivos de todas as espécies seja maior que um. a. ( ) A alternativa é correta. b. ( ) A alternativa é incorreta. 5. Acerca dos processos físicos que ocorrem por difusão de massa, julgue o item seguinte. De acordo com a lei de Fick de difusão binária unidimen- sional, a estimativa do fluxo mássico de uma substância é obtida pela soma do f luxo volumétrico ponderado (bulk motion) com o valor de difusão molecular dessa substância. a. ( ) A alternativa é correta. b. ( ) A alternativa é incorreta. 6. Acerca dos processos físicos que ocorrem por difusão de massa, julgue o item seguinte. Em uma mistura binária, o coeficiente de difusão, expresso em m² /s, tem grande dependência da temperatura e é inver- samente proporcional à pressão do gás. a. ( ) A alternativa é correta. b. ( ) A alternativa é incorreta. Gabarito 1.c. 2.b. 3.b. 4.a. 5.a. 6.a. 79FENÔMENOS DE TRANSPORTE REFERÊNCIAS BERGMAN, Theodore L.; LAVINE, Adrienne S.; INCROPE- RA, Frank P.; DEWITT, David P.. Fundamentos de transferência de calor e de massa. Tradução de Eduardo Mach Queiroz, Fernando Luiz Pellegrini Pessoa. 7ª edição. Rio de Janeiro: LTC, 2017. BIRD, R. Byron; STEWART, Warren E.; LIGHTFOOT, Edwin N.. Fenômenos de Transporte. 2ª Edição. Tradução de Affonso Silva Telles, Carlos Russo, Ricardo Pires Peçanha, Verônica Calado. Rio de Janeiro: LTC, 2004. BRAGA FILHO, Washington. Fenômenos de Transporte para Engenharia. 2ª edição. Rio de Janeiro: LTC, 2012. ÇENGEL, Yunus A.; CIMBALA, John M.. Mecânica dos f luidos: fundamentos e aplicações. Tradução Fábio Saltara, Jorge Luis Baliño, Karl Peter Burr. 3ª edição. Porto Alegre: AMGH, 2015. CANEDO, Eduardo L.. Fenômenos de Transporte. Rio de Janeiro: LTC, 2018. FOX, Robert W.; MCDONALD, Alan T.; PRITCHARD, Philip J.; MITCHELL, John W.. Introdução à mecânica dos f luidos. Tradu- ção Ricardo Nicolau Nassar Koury, Luiz Machado. 9ª edição. Rio de Janeiro: LTC, 2018. KREITH, Frank.; MANGLIK, Raj M.; BOHN, Mark S.. Prin- cípios de transferência de calor. Tradução de Noveritis do Brasil. São Paulo: Cengage Learning, 2014. LIVI, Celso P.. Fundamentos de Fenômenos de Transporte: um texto para cursos básicos. 2ª Edição. Rio de Janeiro: LTC, 2017. POTTER, Merle C.; WIGGERT, David C.. Mecânica dos f luidos. Tradução Antônio Pacini, Ali Tasks Laguage Technology. 3ª Edição. São Paulo: Cengage Learning, 2009. WHITE, Frank M.. Mecânica dos f luidos. Tradução José Carlos Cesar Amorin, Nelson Manzanares Filho. 8ª edição. Porto Alegre: AMGH, 2018. ZABADAL, Jorge S.; RIBEIRO, Vinicius G.. Fenômenos de Trans- porte: fundamentos e métodos. São Paulo: Cengage Learning, 2016. 80FENÔMENOS DE TRANSPORTE Apêndice A – Propriedades Gerais 557 A Apêndice Propriedades Gerais TAbelA A.1 Fatores de Conversão Área (A) 1 mm2 = 1,0 × 10−6 m2 1 m2 = 10,7669 ft2 1 ft2 = 144 in2 1 ft2 = 0,092903 m2 Capacidade térmica (Cp, Cv, C) , entropia específica (s) 1 kJ/(kg × K) = 0,238846 Btu/(lbm × R) 1 Btu/(lbm × R) = 4,1868 kJ/(kg × K) Coeficiente de transferência de calor (h) 1 W/(m2 × K)= 0,17611 Btu/(h × ft2 × R) 1 Btu/(h × ft2 × R) = 5,67826 W/(m2 × K) Comprimento (L) 1 mm = 0,001 m = 0,1 cm 1 m = 3,28084 ft = 39,370 in 1 in = 0,0254 m 1 ft = 12 in Condutividade térmica (k) 1 W/(m × K) = 0,577789 Btu/(h × ft × R) 1 Btu/(h × ft × R) = 1,730735 W/(m × K) Constante universal dos gases R– = N0k = 8,31451 kJ/kmol × K = 1,98589 kcal/kmol × K = 82,0578 atm × L/kmol × K R– = 1.98589 Btu/lbmol × R = 1545,36 lbg × ft/lbmol × R = 0,73024 atm × ft3/lbmol × R = 10,7317 (lbg/in2) × ft3/lbmol × R Energia (E, U) 1 J = 1 N × m = 0,737562 lbf × ft 1 cal (Int.) = 4,1868 J 1 lbf × ft = 1,355818 J = 1,28507 × 10−3 Btu 1 Btu (Int.) = 1,055056 kJ = 778,1693 lbf × ft Energia cinética específica (1/2V 2) 1 m2s2 = 0,001 kJ/kg 1 kJ/kg = 1000 m2/s2 1 ft2/s2 = 3,9941 × 10–5 Btu/lbm 1 Btu/lbm = 25037 ft2/s2 Energia potencial específica (Zg) 1 m × gstd = 9,80665 × 10–3 kJ/kg = 4,21607 × 10–3 Btu/lbm 1 ft × gstd = 1,0 lbf/lbm = 0,001285 Btu/lbm = 0,002989 kJ/kg Energia específica (e, u) 1 kJ/kg = 0,42992Btu/lbm 1 Btu/lbm = 2,326 kJ/kg termo 18.indd 557 06.04.09 10:29:12 558 Fundamentos da Termodinâmica TAbelA A.1 Fatores de Conversão (continuação ) Fluxo de calor (por unidade de área) 1 W/m2 = 0,316998 Btu/(h × ft2) 1 Btu/(h × ft2 ) = 3,15459 W/m2 Força (F) 1 N = 0,224809 lbf 1 kgf = 9,80665 N 1 lbf = 4,448222 N Gravidade g = 9,80665 m/s² g = 32,17405 ft/s² Massa (m) 1 kg = 2,204623 lbm 1 lbm = 0,453592 kg Massa específica (r) 1 kg/m3 = 0,06242797 lbm/ft3 1 lbm/ft3 = 16,01846 kg/m3 Momento (Torque, T) 1 N × m =0,737562 lbm × ft 1 lbm × ft/s = 1,355818 N × m Potência (Q · , W · ) 1 W = 1 J/s = 0,737562 lbf × ft/s 1 kW = 3412,14 Btu/h 1 hp (métrico) = 0,735499 kW 1 tonelada de refrigeração = 3,51685 kW 1 lbf × ft/s = 1,355818 W = 4,62624 Btu/h 1 Btu/s = 1,055056 kW 1 hp (britânico) = 0,7457 kW 1 tonelada de refrigeração = 12 000 Btu/h Pressão (P) 1 Pa = 1 N/m2 1 bar = 1,0 × 105 Pa = 100 kPa 1 atm = 101,325 kPa 1 lbf × (pol)2 = 1 lbf × in2 = 6,894757 kPa 1 atm = 14,69594 lbf × in2 1 torr = 1 mm Hg [0 °C] Quantidade de movimento (mV) 1 kg × m/s = 7,23294 lbm × ft/s = 0,224809 lbf × s 1 lbf × ft = 0,138256 kg × m/s Temperatura (T) 1 K = 1 °C TC = TK − 273,15 TK = TR/1,8 1 R = (5/9) K TF = TR − 459,67 TR = 1,8 TK Velocidade (V) 1 m/s = 3,6 km/h = 3,28084 ft/s = 2,23694 mi/h 1 km/h = 0,27778 m/s = 0,91134 ft/s = 0,62137 mi/h 1 ft/s = 0,681818 mi/h = 0,3048 m/s = 1,09728 km/h 1 mi/h = 1,46667 ft/s = 0,44704 m/s = 1,609344 km/h Volume (V ) 1 m3 = 35,3147 ft3 1 litro = 0,001 m3/kg 1 galão (britânico) = 4,546090 × 10−3 m3 1 ft3 = 2,831685 × 10−2 m3 1 galão (US) = 3,785412 × 10−3 m3 Volume específico (v ) 1 cm3/g = 0,001 m3/kg 1 ft3/lbm = 0,062428 m3/kg 1 m3/kg = 16,01846 ft3/lbm termo 18.indd 558 06.04.09 10:29:12 Anexo Apêndice A – Propriedades Gerais 557 A Apêndice Propriedades Gerais TAbelA A.1 Fatores de Conversão Área (A) 1 mm2 = 1,0 × 10−6 m2 1 m2 = 10,7669 ft2 1 ft2 = 144 in2 1 ft2 = 0,092903 m2 Capacidade térmica (Cp, Cv, C) , entropia específica (s) 1 kJ/(kg × K) = 0,238846 Btu/(lbm × R) 1 Btu/(lbm × R) = 4,1868 kJ/(kg × K) Coeficiente de transferência de calor (h) 1 W/(m2 × K)= 0,17611 Btu/(h × ft2 × R) 1 Btu/(h × ft2 × R) = 5,67826 W/(m2 × K) Comprimento (L) 1 mm = 0,001 m = 0,1 cm 1 m = 3,28084 ft = 39,370 in 1 in = 0,0254 m 1 ft = 12 in Condutividade térmica (k) 1 W/(m × K) = 0,577789 Btu/(h × ft × R) 1 Btu/(h × ft × R) = 1,730735 W/(m × K) Constante universal dos gases R– = N0k = 8,31451 kJ/kmol × K = 1,98589 kcal/kmol × K = 82,0578 atm × L/kmol × K R– = 1.98589 Btu/lbmol × R = 1545,36 lbg × ft/lbmol × R = 0,73024 atm × ft3/lbmol × R = 10,7317 (lbg/in2) × ft3/lbmol × R Energia (E, U) 1 J = 1 N × m = 0,737562 lbf × ft 1 cal (Int.) = 4,1868 J 1 lbf × ft = 1,355818 J = 1,28507 × 10−3 Btu 1 Btu (Int.) = 1,055056 kJ = 778,1693 lbf × ft Energia cinética específica (1/2V 2) 1 m2s2 = 0,001 kJ/kg 1 kJ/kg = 1000 m2/s2 1 ft2/s2 = 3,9941 × 10–5 Btu/lbm 1 Btu/lbm = 25037 ft2/s2 Energia potencial específica (Zg) 1 m × gstd = 9,80665 × 10–3 kJ/kg = 4,21607 × 10–3 Btu/lbm 1 ft × gstd = 1,0 lbf/lbm = 0,001285 Btu/lbm = 0,002989 kJ/kg Energia específica (e, u) 1 kJ/kg = 0,42992 Btu/lbm 1 Btu/lbm = 2,326 kJ/kg termo 18.indd 557 06.04.09 10:29:12 81FENÔMENOS DE TRANSPORTE Apêndice A – Propriedades Gerais 559 TAbelA A.2 Constantes críticas Substância Fórmula Peso molecular Temperatura K Pressão MPa Volume m3/kg Amônia NH3 17,031 405,5 11,35 0,00426 Argônio Ar 39,948 150,8 4,87 0,00188 Bromo Br2 159,808 588 10,30 0,000796 Dióxido de carbono CO2 44,01 304,1 7,38 0,00212 Monóxido de carbono CO 28,01 132,9 3,50 0,00333 Cloro Cl2 70,906 416,9 7,98 0,00175 Flúor F2 37,997 144,3 5,22 0,00174 Hélio He 4,003 5,19 0,227 0,0143 Hidrogênio (normal) H2 2,016 33,2 1,30 0,0323 Criptônio Kr 83,80 209,4 5,50 0,00109 Neônio Ne 20,183 44,4 2,76 0,00206 Óxido nítrico NO 30,006 180 6,48 0,00192 Nitrogênio N2 28,013 126,2 3,39 0,0032 Dióxido de nitrogênio NO2 46,006 431 10,1 0,00365 Óxido nitroso N2O 44,013 309,6 7,24 0,00221 Oxigênio O2 31,999 154,6 5,04 0,00229 Dióxido de enxofre SO2 64,063 430,8 7,88 0,00191 Água H2O 18,015 647,3 22,12 0,00317 Xenônio Xe 131,30 289,7 5,84 0,000902 Acetileno C2H2 26,038 308,3 6,14 0,00433 Benzeno C6H6 78,114 562,2 4,89 0,00332 n-Butano C4H10 58,124 425,2 3,80 0,00439 Difluorcloroetanoa (142b) CH3CCLF2 100,495 410,3 4,25 0,00230 Difluorclorometano (22) CHCLF2 86,469 369,3 4,97 0,00191 Diclorofluoretanoa (141) CH3CCL2F 116,95 481,5 4,54 0,00215 Diclorotrifluoretanoa (123) CHCL2CF3 152,93 456,9 3,67 0,00182 Difluoretanoa (152a) CHF2CH3 66,05 386,4 4,52 0,00272 Difluormetanoa (32) CF2H2 52,024 351,3 5,78 0,00236 Etano C2H6 30,070 305,4 4,88 0,00493 Álcool etílico (etanol) C2H5OH 46,069 513,9 6,14 0,00363 Etileno C2H4 28,054 282,4 5,04 0,00465 n-Heptano C7H16 100,205 540,3 2,74 0,00431 n-Hexano C6H14 86,178 507,5 3,01 0,00429 Metano CH4 16,043 190,4 4,60 0,00615 Álcool metílico (metanol) CH3OH 32,042 512,6 8,09 0,00368 n-Octano C8H18 114,232 568,8 2,49 0,00431 Pentafluoretano (125) CHF2CF3 120,022 339,2 3,62 0,00176 n-Pentano C5H16 72,151 469,7 3,37 0,00421 Propano C3H8 44,094 369,8 4,25 0,00454 Propeno C3H6 42,081 364,9 4,60 0,00430 Refrigerante misto R-410A 72,585 344,5 4,90 0,00218 Tetrafluoretano (134a) CF3CH2F 102,03 374,2 4,06 0,00197 termo 18.indd 559 06.04.09 10:29:12 560 Fundamentos da Termodinâmica TAbelA A.3 Propriedades de alguns sólidos a 25 ºC Sólido Cp, kJ/kg K ρ, kg/m 3 Aço (AISI304) 0,46 7820 Acrílico 1,44 1180 Alumínio 0,9 2700 Areia (seca) 0,8 1500 Asfalto 0,92 2120 Borracha (macia) 1,67 1100 Carbono, diamante 0,51 3250 Carbono, grafite 0,61 2000–2500 Carvão 1,26 1200–1500 Chumbo 0,128 11340 Cobre 0,42 8300 Concreto 0,88 2200 Estanho 0,22 7304 Ferro fundido 0,42 7272 Gelo (0 °C) 2,04 917 Granito 0,89 2750 Lã 1,72 100 Lã de vidro 0,66 20 Latão, 60−40 0,38 8400 Madeira dura 1,26 720 Madeira mole (pinho) 1,38 510 Magnésio, 2% Mn 1,00 1778 Neve, firme 2,1 560 Níquel, 10% Cr 0,44 8666 Ouro 0,13 19300 Papel 1,2 700 Poliestireno 2,3 920 Prata, 99,9% 0,24 10524 PVC 0,96 1380 Sal, rocha 0,92 2100–2500 Silício 0,70 2330 Sódio 1,21 970 Tijolo (comum) 0,84 1800 Tungstênio 0,13 19300 Vidro 0,8 2500 Zinco 0,39 7144 TAbelA A.4 Propriedades de alguns líquidos a 25 ºC (ou à temperatura de fusão, caso seja maior que 25 ºC) Líquido Cp, kJ/kg K ρ, kg/m 3 Água 4,184 997 Amônia 4,8 602 Benzeno 1,72 879 Butano 2,469 556 CCL4 0,83 1584 CO2 2,9 680 Estanho, Sn 0,24 6950 Etanol 2,46 783 Gasolina 2,08 750 Glicerina 2,42 1260 Metanol 2,55 787 n-octano 2,23 692 Óleo (leve) 1,8 910 Óleo de motor 1,9 885 Propano 2,54 510 Querosene 2,0 815 R-12 0,971 1310 R-125 1,41 1191 R-134a 1,43 1206 R-22 1,43 1206 R-32 1,94 961 R-410A 1,69 1059 Metais líquidos Bismuto, Bi 0,14 10040 Chumbo, Pb 0,16 10660 Mercúrio, Hg 0,14 13580 Na/K (56/44) 1,13 887 Potássio, K 0,81 828 Sódio, Na 1,38 929 Zinco, Zn 0,50 6570 termo 18.indd 560 06.04.09 10:29:13 82FENÔMENOS DE TRANSPORTE Apêndice A – Propriedades Gerais 561 TAbelA A.5 Propriedades de vários gases ideais a 25 °C e 100 kPa* Gás Fórmula química Peso molecular R kJ/kg K ρ (kg/m³) Cp0 kJ/kg K Cv0 kJ/kg K k = Cp /Cv Acetileno C2H2 26,038 0,3193 1,05 1,699 1,380 1,231 Água (vapor) H2O 18,015 0,4615 0,0231 1,872 1,410 1,327 Ar 28,97 0,287 1,169 1,004 0,717 1,400 Amônia NH3 17,031 0,4882 0,694 2,130 1,642 1,297 Argônio Ar 39,948 0,2081 1,613 0,520 0,312 1,667 Butano C4H10 58,124 0,1430 2,407 1,716 1,573 1,091 Dióxido de Carbono CO2 44,01 0,1889 1,775 0,842 0,653 1,289 Monóxido de Carbono CO 28,01 0,2968 1,13 1,041 0,744 1,400Etano C2H6 30,07 0,2765 1,222 1,766 1,490 1,186 Etanol C2H5OH 46,069 0,1805 1,883 1,427 1,246 1,145 Etileno C2H4 28,054 0,2964 1,138 1,548 1,252 1,237 Hélio He 4,003 2,0771 0,1615 5,193 3,116 1,667 Hidrogênio H2 2,016 4,1243 0,0813 14,209 10,085 1,409 Metano CH4 16,043 0,5183 0,648 2,254 1,736 1,299 Metanol CH3OH 32,042 0,2595 1,31 1,405 1,146 1,227 Neônio Ne 20,183 0,4120 0,814 1,03 0,618 1,667 Nitrogênio N2 28,013 0,2968 1,13 1,042 0,745 1,400 Óxido nítrico NO 30,006 0,2771 1,21 0,993 0,716 1,387 Óxido nitroso N2O 44,013 0,1889 1,775 0,879 0,690 1,274 n-Octano C8H18 114,23 0,0727 0,092 1,7113 1,638 1,044 Oxigênio O2 31,999 0,2598 1,292 0,9216 0,662 1,393 Propano C3H8 44,094 0,1886 1,808 1,679 1,490 1,126 R-12 CCl2F2 120,914 0,06876 4,98 0,616 0,547 1,126 R-22 CHClF2 86,469 0,09616 3,54 0,658 0,562 1,171 R-32 CF2H2 52,024 0,1598 2,125 0,822 0,662 1,242 R-125 CHF2CF3 120,022 0,06927 4,918 0,791 0,722 1,097 R-134a CF3CH2F 102,03 0,08149 4,20 0,852 0,771 1,106 Dióxido de enxofre SO2 64,059 0,1298 2,618 0,624 0,494 1,263 Trióxido de enxofre SO3 80,053 0,10386 3,272 0,635 0,531 1,196 * ou na pressão de saturação se esta for menor que 100 kPa termo 18.indd 561 06.04.09 10:29:13 562 Fundamentos da Termodinâmica TAbelA A.6 Calor específico a pressão constante de vários gases ideais em função da temperatura Cp0 = C0 + C1θ + C2θ 2 + C3θ 3 kJ/kg K θ = T (Kelvin)/1000 Gás Fórmula C0 C1 C2 C3 Intervalo K Acetileno C2H2 1,03 2,91 −1,92 0,54 50−1200 Água (vapor) H2O 1,79 0,107 0,586 −0,20 50−1200 Amônia NH3 1,60 1,40 1,00 −0,7 50−1200 Ar 1,05 −0,365 0,85 −0,39 50−1200 Argônio Ar 0,52 0 0 0 50−1200 Butano C4H10 0,163 5,70 −1,906 −9,049 50−1200 Dióxido de carbono CO2 0,45 1,67 −1,27 0,39 250−1200 Dióxido de enxofre SO2 0,37 1,05 −0,77 0,21 250−1200 Etano C2H6 0,18 5,92 −2,31 0,29 250−1200 Etanol C2H5OH 0,20 −4,65 −1,82 0,03 250−1200 Etileno C2H4 1,36 5,58 −3,00 0,63 250−1200 Hélio He 5,193 0 0 0 250−1200 Hidrogênio H2 13,46 4,6 −6,85 3,79 250−1200 Metano CH4 1,2 3,25 0,75 −0,71 250−1200 Metanol CH3OH 0,66 2,21 0,81 −0,89 250−1200 Monóxido de carbono CO 1,10 −0,46 1,00 -0,454 250−1200 Neônio Ne 1,03 0 0 0 250−1200 Nitrogênio N2 1,11 −0,48 0,96 −0,42 250−1200 n-octano C8H18 −0,053 6,75 −3,67 0,775 250−1200 Óxido nítrico NO 0,98 −0,031 0,325 −0,14 250−1200 Óxido nitroso N2O 0,49 1,65 −1,31 0,42 250−1200 Oxigênio O2 0,88 −0,0001 0,54 −0,33 250−1200 Propano C3H8 −0,096 6,95 −3,60 0,73 250−1200 R-12 CCl2F2 0,260 1,47 −1,25 0,36 250−500 R-22 CHClF2 0,200 1,87 −1,35 0,35 250−500 R-32 CF2H2 0,227 2,27 −0,93 0,041 250−500 R-125 CHF2CF3 0,305 1,68 −0,284 0 250−500 R-134a C F3CH2F 0,165 2,81 −2,23 1,11 250−500 Trióxido de enxofre SO3 0,24 1,70 −1,50 0,46 250−1200 As funções pressão relativa Pr e volume relativo vr são dependentes da temperatura, calculadas com duas constantes A1 e A2. Pr = exp sT 0 R− A1⎡⎣ ⎤⎦ ; vr = A2t /pR De modo que para um processo isoentrópico (s1 = s2): P2 P1 = Pr2 Pr1 = e sT2 0 / R e sT1 0 / R ≈ T2 T1 ⎛ ⎝ ⎜ ⎞ ⎠ ⎟ Cp / R e v2 v1 = vr2 vr1 ≈ T1 T2 ⎛ ⎝ ⎜ ⎞ ⎠ ⎟ Cv / R Em que as aproximações se devem à hipótese de calor específico constante. termo 18.indd 562 06.04.09 10:29:13 83FENÔMENOS DE TRANSPORTE Apêndice A – Propriedades Gerais 563 TAbelA A.7 Propriedades termodinâmicas do ar (gás ideal; pressão de referência para a entropia é 0,1 MPa ou 1 bar) T [K] u kJ/kg h kJ/kg s0T kJ/kg × K Pr vr 200 142,77 200,17 6,46260 0,2703 493,47 220 157,07 220,22 6,55812 0,3770 389,15 240 171,38 240,27 6,64535 0,5109 313,27 260 185,70 260,32 6,72562 0,6757 256,58 280 200,02 280,39 6,79998 0,8756 213,26 290 207,02 290,43 6,83521 0,9899 195,36 298,15 213,04 298,62 6,86305 1,0907 182,29 300 214,36 300,47 6,86926 1,1146 179,49 320 228,73 320,58 6,93413 1,3972 152,73 340 243,11 340,70 6,99515 1,7281 131,20 360 257,53 360,86 7,05276 2,1123 113,65 380 271,99 381,06 7,10735 2,5548 99,188 400 286,49 401,30 7,15926 3,0612 87,137 420 301,04 421,59 7,20875 3,6373 77,003 440 315,64 441,94 7,25607 4,2897 68,409 460 330,31 462,34 7,30142 5,0233 61,066 480 345,04 482,81 7,34499 5,8466 54,748 500 359,84 503,36 7,38692 6,7663 49,278 520 374,73 523,98 7,42736 7,7900 44,514 540 389,69 544,69 7,46642 8,9257 40,344 560 404,74 565,47 7,50422 10,182 36,676 580 419,87 586,35 7,54084 11,568 33,436 600 435,10 607,32 7,57638 13,092 30,561 620 450,42 628,38 7,61090 14,766 28,001 640 465,83 649,53 7,64448 16,598 25,713 660 481,34 670,78 7,67717 18,600 23,662 680 496,94 692,12 7,70903 20,784 21,818 700 512,64 713,56 7,74010 23,160 20,155 720 528,44 735,10 7,77044 25,742 18,652 740 544,33 756,73 7,80008 28,542 17,289 760 560,32 778,46 7,82905 31,573 16,052 780 576,40 800,28 7,85740 34,851 14,925 800 592,58 822,20 7,88514 38,388 13,897 850 633,42 877,40 7,95207 48,468 11,695 900 674,82 933,15 8,01581 60,520 9,9170 950 716,76 989,44 8,07667 74,815 8,4677 1000 759,19 1046,22 8,13493 91,651 7,2760 1050 802,10 1103,48 8,19081 111,35 6,2885 termo 18.indd 563 06.04.09 10:29:14 564 Fundamentos da Termodinâmica TAbelA A.7 Propriedades termodinâmicas do ar (continuação) T [K] u kJ/kg h kJ/kg s0T kJ/kg × K Pr vr 1100 845,45 1161,18 8,24449 134,25 5,4641 1150 881,21 1219,30 8,29616 160,73 4,7714 1200 933,37 1277,81 8,34596 191,17 4,1859 1250 977,89 1336,68 8,39402 226,02 3,6880 1300 1022,75 1395,89 8,44046 265,72 3,2626 1350 1067,94 1455,43 8,48539 310,74 2,8971 1400 1113,43 1515,27 8,52891 361,62 2,5817 1450 1159,20 1575,40 8,57111 418,89 2,3083 1500 1205,25 1635,80 8,61208 483,16 2,0703 1550 1251,55 1696,47 8,65185 554,96 1,8625 1600 1298,08 1757,33 8,69051 634,97 1,6804 1650 1344,83 1818,44 8,72811 723,86 1,52007 1700 1391,80 1879,76 8,76472 822,33 1,37858 1750 1438,97 1941,28 8,80039 931,14 1,25330 1800 1486,33 2002,99 8,83516 1051,05 1,14204 1850 1533,87 2064,88 8,86908 1182,9 1,04294 1900 1581,59 2126,95 8,90219 1327,5 0,95445 1950 1629,47 2189,19 8,93452 1485,8 0,87521 2000 1677,52 2251,58 8,96611 1658,6 0,80410 2050 1725,71 2314,13 8,99699 1847,1 0,74012 2100 1774,06 2376,82 9,02721 2052,1 0,68242 2150 1822,54 2439,66 9,05678 2274,8 0,63027 2200 1871,16 2502,63 9,08573 2516,2 0,58305 2250 1919,91 2565,73 9,11409 2777,5 0,54020 2300 1968,79 2628,96 9,14189 3059,9 0,50124 2350 2017,79 2692,31 9,16913 3364,6 0,46576 2400 2066,91 2755,78 9,19586 3693,0 0,43338 2450 2116,14 2819,37 9,22208 4046,2 0,40378 2500 2165,48 2883,06 9,24781 4425,8 0,37669 2550 2214,93 2946,86 9,27308 4833,0 0,35185 2600 2264,48 3010,76 9,29790 5269,5 0,32903 2650 2314,13 3074,77 9,32228 5736,7 0,30805 2700 2363,88 3138,87 9,34625 6236,2 0,28872 2750 2413,73 3203,06 9,36980 6769,7 0,27089 2800 2463,66 3267,35 9,39297 7338,7 0,25443 2850 2513,69 3331,73 9,41576 7945,1 0,23921 2900 2563,80 3396,19 9,43818 8590,7 0,22511 2950 2613,99 3460,73 9,46025 9277,2 0,21205 3000 2664,27 3525,36 9,48198 10007,0 0,19992 termo 18.indd 564 06.04.09 10:29:14 84FENÔMENOS DE TRANSPORTE Apêndice A – Propriedades Gerais 565 TAbelA A.8 Propriedades de várias substâncias (gases ideais, entropias a O,1 × MPa) base mássica Nitrogênio, Diatômico (N2) R = 0,2968 kJ/kg × K M = 28,013 kg/kmol Oxigênio, Diatômico (02) R = 0,2598 kJ/kg × K M = 31,999 kg/kmol T (K) u (kJ/kg) h (kJ/kg) S 0T (kJ/kg × K) u (kJ/kg) h (kJ/kg) S 0T (kJ/kg × K) 200 148,39 207,75 6,4250 129,84 181,81 6,0466 250 185,50 259,70 6,6568 162,41 227,37 6,2499 300 222,63 311,67 6,8463 195,20 273,15 6,4168 350 259,80 363,68 7,0067 228,37 319,31 6,5590 400 297,09 415,81 7,1459 262,10 366,03 6,6838 450 334,57 468,13 7,2692 296,52 413,45 6,7954 500 372,35 520,75 7,3800 331,72 461,63 6,8969 550 410,52 573,76 7,4811 367,70 510,61 6,9903 600 449,16 627,24 7,5741 404,46 560,36 7,0768 650 488,34 681,26 7,6606 441,97 610,86 7,1577 700 528,09 735,86 7,7415 480,18 662,06 7,2336 750 568,45 791,05 7,8176 519,02 713,907,3051 800 609,41 846,85 7,8897 558,46 766,33 7,3728 850 650,98 903,26 7,9581 598,44 819,30 7,4370 900 693,13 960,25 8,0232 638,90 872,75 7,4981 950 735,85 1017,81 8,0855 679,80 926,65 7,5564 1000 779,11 1075,91 8,1451 721,11 980,95 7,6121 1100 867,14 1193,62 8,2572 804,80 1090,62 7,7166 1200 957,00 1313,16 8,3612 889,72 1201,53 7,8131 1300 1048,46 1434,31 8,4582 975,72 1313,51 7,9027 1400 1141,35 1556,87 8,5490 1062,67 1426,44 7,9864 1500 1235,50 1680,70 8,6345 1150,48 1540,23 8,0649 1600 1330,72 1805,60 8,7151 1239,10 1654,83 8,1389 1700 1426,89 1931,45 8,7914 1328,49 1770,21 8,2088 1800 1523,90 2058,15 8,8638 1418,63 1886,33 8,2752 1900 1621,66 2185,58 8,9327 1509,50 2003,19 8,3384 2000 1720,07 2313,68 8,9984 1601,10 2120,77 8,3987 2100 1819,08 2442,36 9,0612 1693,41 2239,07 8,4564 2200 1918,62 2571,58 9,1213 1786,44 2358,08 8,5117 2300 2018,63 2701,28 9,1789 1880,17 2477,79 8,5650 2400 2119,08 2831,41 9,2343 1974,60 2598,20 8,6162 2500 2219,93 2961,93 9,2876 2069,71 2719,30 8,6656 2600 2321,13 3092,81 9,3389 2165,50 2841,07 8,7134 2700 2422,66 3224,03 9,3884 2261,94 2963,49 8,7596 2800 2524,50 3355,54 9,4363 2359,01 3086,55 8,8044 2900 2626,62 3487,34 9,4825 2546,70 3210,22 8,8478 3000 2729,00 3619,41 9,5273 2554,97 3334,48 8,8899 termo 18.indd 565 06.04.09 10:29:14 566 Fundamentos da Termodinâmica TAbelA A.8 (continuação) Propriedades de várias substâncias (gases ideais, entropias a O,1 × MPa) base mássica Dióxido de carbono (CO2) R = 0,1889 kJ/kg × K M = 44,010 kg/kmol Água (H2O) R = 0,4615 kJ/kg × K M = 18,015 kg/kmol T (K) u (kJ/kg) h (kJ/kg) S 0T (kJ/kg × K) u (kJ/kg) h (kJ/kg) S 0T (kJ/kg × K) 200 97,49 135,28 4,5439 276,38 368,69 9,7412 250 126,21 173,44 4,7139 345,98 461,36 10,1547 300 157,70 214,38 4,8631 415,87 554,32 10,4936 350 191,78 257,90 4,9972 486,37 647,90 10,7821 400 228,19 303,76 5,1196 557,79 742,40 11,0345 450 266,69 351,70 5,2325 630,40 838,09 11,2600 500 307,06 401,52 5,3375 704,36 935,12 11,4644 550 349,12 453,03 5,4356 779,79 1033,63 11,6522 600 392,72 506,07 5,5279 856,75 1133,67 11,8263 650 437,71 560,51 5,6151 935,31 1235,30 11,9890 700 483,97 616,22 5,6976 1015,49 1338,56 12,1421 750 531,40 673,09 5,7761 1097,35 1443,49 12,2868 800 579,89 731,02 5,8508 1180,90 1550,13 12,4244 850 629,35 789,93 5,9223 1266,19 1658,49 12,5558 900 676,69 849,72 5,9906 1353,23 1768,60 12,6817 950 730,85 910,33 6,0561 1442,03 1880,48 12,8026 1000 782,75 971,67 6,1190 1532,61 1994,13 12,9192 1100 888,55 1096,36 6,2379 1719,05 2226,73 13,1408 1200 996,64 1223,34 6,3483 1912,42 2466,25 13,3492 1300 1106,68 1352,28 6,4515 2112,47 2712,46 13,5462 1400 1218,38 1482,87 6,5483 2318,89 2965,03 13,7334 1500 1331,50 1614,88 6,6394 2531,28 3223,57 13,9117 1600 1445,85 1748,12 6,7254 2749,24 3487,69 14,0822 1700 1561,26 1882,43 6,8068 2972,35 3756,95 14,2454 1800 1677,61 2017,67 6,8841 3200,17 4030,92 14,4020 1900 1794,78 2153,73 6,9577 3432,28 4309,18 14,5524 2000 1912,67 2290,51 7,0278 3668,24 4591,30 14,6971 2100 2031,21 2427,95 7,0949 3908,08 4877,29 14,8366 2200 2150,34 2565,97 7,1591 4151,28 5166,64 14,9712 2300 2270,00 2704,52 7,2206 4397,56 5459,08 15,1012 2400 2390,14 2843,55 7,2798 4646,71 5754,37 15,2269 2500 2510,74 2983,04 7,3368 4898,49 6052,31 15,3485 2600 2631,73 3122,93 7,3917 5152,73 6352,70 15,4663 2700 2753,10 3263,19 7,4446 5409,24 6655,36 15,5805 2800 2874,81 3403,79 7,4957 5667,86 6960,13 15,6914 2900 2996,84 3544,71 7,5452 5928,44 7266,87 15,7990 3000 3119,18 3685,95 7,5931 6190,86 7575,44 15,9036 termo 18.indd 566 06.04.09 10:29:14 85FENÔMENOS DE TRANSPORTE Apêndice A – Propriedades Gerais 567 TAbelA A.9 Propriedades de várias substâncias (gases ideais, entro- pias a O,1 × MPa) base molar Nitrogênio diatômico (N2) h–0f, 298 = 0 kJ/kmol M = 28,013 kg/kmol Nitrogêno monatômico (N) h–0f, 298 = 472 680 kJ/kmol M = 14,007 kg/kmol T (K) (h ––h–0f, 298) kJ/kmol s– 0T kJ/kmol K (h––h–0f, 298) kJ/kmol s– 0T kJ/kmol K 0 –8670 0 –6197 0 100 –5768 159,812 –4119 130,593 200 –2857 179,985 –2040 145,001 298 0 191,609 0 153,300 300 54 191,789 38 153,429 400 2971 200,181 2117 159,409 500 5911 206,740 4196 164,047 600 8894 212,177 6274 167,837 700 11937 216,865 8353 171,041 800 15046 221,016 10431 173,816 900 18223 224,757 12510 176,265 1000 21463 228,171 14589 178,455 1100 24760 231,314 16667 180,436 1200 28109 234,227 18746 182,244 1300 31503 236,943 20825 183,908 1400 34936 239,487 22903 185,448 1500 38405 241,881 24982 186,883 1600 41904 244,139 27060 188,224 1700 45430 246,276 29139 189,484 1800 48979 248,304 31218 190,672 1900 52549 250,234 33296 191,796 2000 56137 252,075 35375 192,863 2200 63362 255,518 39534 194,845 2400 70640 258,684 43695 196,655 2600 77963 261,615 47860 198,322 2800 85323 264,342 52033 199,868 3000 92715 266,892 56218 201,311 3200 100134 269,286 60420 202,667 3400 107577 271,542 64646 203,948 3600 115042 273,675 68902 205,164 3800 122526 275,698 73194 206,325 4000 130027 277,622 77532 207,437 4400 145078 281,209 86367 209,542 4800 160188 284,495 95457 211,519 5200 175352 287,530 104843 213,397 5600 190572 290,349 114550 215,195 6000 205848 292,984 124590 216,926 TAbelA A.9 (continuação) Propriedades de várias substâncias (gases ideais, entro- pias a O,1 × MPa) base molar Oxigênio diatômico (O2) h–0f, 298 = 0 kJ/kmol M = 21,999 kg/kmol Oxigênio monatômico (O) h–0f, 298 = 249 170 kJ/kmol M = 16,00 kg/kmol T (K) (h ––h–0f, 298) kJ/kmol s– 0T kJ/kmol K (h––h–0f, 298) kJ/kmol s– 0T kJ/kmol K 0 –8683 0 –6725 0 100 –5777 173,308 –4518 135,947 200 –2868 193,483 –2186 152,153 298 0 205,148 0 161,059 300 54 205,329 41 161,194 400 3027 213,873 2207 167,431 500 6086 220,693 4343 172,198 600 9245 226,450 6462 176,060 700 12499 231,465 8570 179,310 800 15836 235,920 10671 182,116 900 19241 239,931 12767 184,585 1000 22703 243,579 14860 186,790 1100 26212 246,923 16950 188,783 1200 29761 250,011 19039 190,600 1300 33345 252,878 21126 192,270 1400 36958 255,556 23212 193,816 1500 40600 258,068 25296 195,254 1600 44267 260,434 27381 196,599 1700 47959 262,673 29464 197,862 1800 51674 264,797 31547 199,053 1900 55414 266,819 33630 200,179 2000 59176 268,748 35713 201,247 2200 66770 272,366 39878 203,232 2400 74453 275,708 44045 205,045 2600 82225 278,818 48216 206,714 2800 90080 281,729 52391 208,262 3000 98013 284,466 56574 209,705 3200 106022 287,050 60767 211,058 3400 114101 289,499 64971 212,332 3600 122245 291,826 69190 213,538 3800 130447 294,043 73424 214,682 4000 138705 296,161 77675 215,773 4400 155374 300,133 86234 217,812 4800 172240 303,801 94873 219,691 5200 189312 307,217 103592 221,435 5600 206618 310,423 112391 223,066 6000 224210 313,457 121264 224,597 termo 18.indd 567 06.04.09 10:29:15 568 Fundamentos da Termodinâmica TAbelA A.9 (continuação) Propriedades de várias substâncias (gases ideais, entro- pias a O,1 × MPa) base molar Dióxido de carbono (CO2) h–0f, 298 = –393 522 kJ/kmol M = 44,01 kg/kmol Monóxido de carbono (CO) h–0f, 298 = 110 527 kJ/kmol M = 28,01 kg/kmol T (K) (h ––h–0f, 298) kJ/kmol s– 0T kJ/kmol K (h––h–0f, 298) kJ/kmol s– 0T kJ/kmol K 0 –9364 0 –8671 0 100 –6457 179,010 –5772 165,852 200 –3413 199,976 –2860 186,024 298 0 213,794 0 197,651 300 69 214,024 54 197,831 400 4003 225,314 2977 206,240 500 8305 234,902 5932 212,833 600 12906 243,284 8942 218,321 700 17754 250,752 12021 223,067 800 22806 257,496 15174 227,277 900 28030 263,646 18397 231,074 1000 33397 269,299 21686 234,538 1100 38885 274,528 25031 237,726 1200 44473 279,390 28427 240,679 1300 50148 283,931 31867 243,431 1400 55895 288,190 35343 246,006 1500 61705 292,199 38852 248,426 1600 67569 295,98442388 250,707 1700 73480 299,567 45948 252,866 1800 79432 302,969 49529 254,913 1900 85420 306,207 53128 256,860 2000 91439 309,294 56743 258,716 2200 103562 315,070 64012 262,182 2400 115779 320,384 71326 265,361 2600 128074 325,307 78679 268,302 2800 140435 329,887 86070 271,044 3000 152853 334,170 93504 273,607 3200 165321 338,194 100962 276,012 3400 177836 341,988 108440 278,279 3600 190394 345,576 115938 280,422 3800 202990 348,981 123454 282,454 4000 215624 352,221 130989 284,387 4400 240992 358,266 146108 287,989 4800 266488 363,812 161285 291,290 5200 292112 368,939 176510 294,337 5600 317870 373,711 191782 297,167 6000 343782 378,180 207105 299,809 TAbelA A.9 (continuação) Propriedades de várias substâncias (gases ideais, entro- pias a O,1 × MPa) base molar Água (H2O) h–0f, 298 = –241 826 kJ/kmol M = 18.015 kg/kmol Hidroxila (OH) h–0f, 298 = 38 987 kJ/kmol M = 17,007 kg/kmol T (K) (h ––h–0f, 298) kJ/kmol s– 0T kJ/kmol K (h––h–0f, 298) kJ/kmol s– 0T kJ/kmol K 0 –9904 0 –9172 0 100 –6617 152,386 –6140 149,591 200 –3282 175,488 –2975 171,592 298 O 188,835 0 183,709 300 62 189,043 55 183,894 400 3450 198,787 3034 192,466 500 6922 206,532 5991 199,066 600 10499 213,051 8943 204,448 700 14190 218,739 11902 209,008 800 18002 223,826 14881 212,984 900 21937 228,460 17889 216,526 1000 26000 232,739 20935 219,735 1100 30190 236,732 24024 222,680 1200 34506 240,485 27159 225,408 1300 38941 244,035 30340 227,955 1400 43491 247,406 33567 230,347 1500 48149 250,620 36838 232,604 1600 52907 253,690 40151 234,741 1700 57757 256,631 43502 236,772 1800 62693 259,452 46890 238,707 1900 67706 262,162 50311 240,556 2000 72788 264,769 53763 242,328 2200 83153 269,706 60751 245,659 2400 93741 274,312 67840 248,743 2600 104520 278,625 75018 251,614 2800 115463 282,680 82268 254,301 3000 126548 286,504 89585 256,825 3200 137756 290,120 96960 259,205 3400 149073 293,550 104388 261,456 3600 160484 296,812 111864 263,592 3800 171981 299,919 119382 265,625 4000 183552 302,887 126940 267,563 4400 206892 308,448 142165 271,191 4800 230456 313,573 157522 274,531 5200 254216 318,328 173002 277,629 5600 278161 322,764 188598 280,518 6000 302295 326,926 204309 283,227 termo 18.indd 568 06.04.09 10:29:15 86FENÔMENOS DE TRANSPORTE Apêndice A – Propriedades Gerais 569 TAbelA A.9 (continuação) Propriedades de várias substâncias (gases ideais, entro- pias a O,1 × MPa) base molar Hidrogênio (H2) h–0f, 298 = 0 kJ/kmol M = 2.016 kg/kmol Hidrogênio monatômico (H) h–0f, 298 = 217 999 kJ/kmol M = 1,008 kg/kmol T (K) (h ––h–0f, 298) kJ/kmol s– 0T kJ/kmol K (h––h–0f, 298) kJ/kmol s– 0T kJ/kmol K 0 –8467 0 –6197 0 100 –5467 100,727 –4119 92,009 200 –2774 119,410 –2040 106,417 298 0 130,678 0 114,716 300 53 130,856 38 114,845 400 2961 139,219 2117 120,825 500 5883 145,738 4196 125,463 600 8799 151,078 6274 129,253 700 11730 155,609 8353 132,457 800 14681 159,554 10431 135,233 900 17657 163,060 12510 137,681 1000 20663 166,225 14589 139,871 1100 23704 169,121 16667 141,852 1200 26785 171,798 18746 143,661 1300 29907 174,294 20825 145,324 1400 33073 176,637 22903 146,865 1500 36281 178,849 24982 148,299 1600 39533 180,946 27060 149,640 1700 42826 182,941 29139 150,900 1800 46160 184,846 31218 152,089 1900 49532 186,670 33296 153,212 2000 52942 188,419 35375 154,279 2200 59865 191,719 39532 156,260 2400 66915 194,789 43689 158,069 2600 74082 197,659 47847 159,732 2800 81355 200,355 52004 161,273 3000 88725 202,898 56161 162,707 3200 96187 205,306 60318 164,048 3400 103736 207,593 64475 165,308 3600 111367 209,773 68633 166,497 3800 119077 211,856 72790 167,620 4000 126864 213,851 76947 168,687 4400 142658 217,612 85261 170,668 4800 158730 221,109 93576 172,476 5200 175057 224,379 101890 174,140 5600 191607 227,447 110205 175,681 6000 208332 230,322 118519 177,114 TAbelA A.9 (continuação) Propriedades de várias substâncias (gases ideais, entro- pias a O,1 × MPa) base molar Óxido nítrico (NO) h–0f, 298 = 90 291 kJ/kmol M = 30,006 kg/kmol Dióxido de nitrogênio (NO2) h–0f, 298 = 33 100 kJ/kmol M = 46,005 kg/kmol T (K) (h ––h–0f, 298) kJ/kmol s– 0T kJ/kmol K (h––h–0f, 298) kJ/kmol s– 0T kJ/kmol K 0 –9192 0 –10186 0 100 –6073 177,031 –6861 202,563 200 –2951 198,747 –3495 225,852 298 0 210,759 0 240,034 300 55 210,943 68 240,263 400 3040 219,529 3927 251,342 500 6059 226,263 8099 260,638 600 9144 231,886 12555 268,755 700 12308 236,762 17250 275,988 800 15548 241,088 22138 282,513 900 18858 244,985 27180 288,450 1000 22229 248,536 32344 293,889 1100 25653 251,799 37606 298,904 1200 29120 254,816 42946 303,551 1300 32626 257,621 48351 307,876 1400 36164 260,243 53808 311,920 1500 39729 262,703 59309 315,715 1600 43319 265,019 64846 319,289 1700 46929 267,208 70414 322,664 1800 50557 269,282 76008 325,861 1900 54201 271,252 81624 328,898 2000 57859 273,128 87259 331,788 2200 65212 276,632 98578 337,182 2400 72606 279,849 109948 342,128 2600 80034 282,822 121358 346,695 2800 87491 285,585 132800 350,934 3000 94973 288,165 144267 354,890 3200 102477 290,587 155756 358,597 3400 110000 292,867 167262 362,085 3600 117541 295,022 178783 365,378 3800 125099 297,065 190316 368,495 4000 132671 299,007 201860 371,456 4400 147857 302,626 224973 376,963 4800 163094 305,940 248114 381,997 5200 178377 308,998 271276 386,632 5600 193703 311,838 294455 390,926 6000 209070 314,488 317648 394,926 termo 18.indd 569 06.04.09 10:29:15 570 Fundamentos da Termodinâmica TAbelA A.10 Entalpia de formação e entropia absoluta de várias substâncias a 25ºC e 100 kPa Substância Fórmula M Estado h– 0f kJ/kmol s– 0f kJ/kmol K Acetileno C2H2 26,038 gás +226 731 200,958 Água H2O 18,015 gás −241 826 188,834 Água H2O 18,015 líquido −285 830 69,950 Amônia NH3 17,031 gás −45 720 192,572 Benzeno C6H6 78,114 gás +82 980 269,562 Butano C4H10 58,124 gás −126 200 306,647 Carbono (grafita) C 12,011 sólido 0 5,740 Dióxido de carbono CO2 44,010 gás −393 522 213,795 Dióxido de enxofre SO2 64,059 gás −296 842 248,212 Enxofre S 32,06 sólido 0 32,056 Etano C2H6 30,070 gás −84 740 229,597 Etanol C2H5OH 46,069 gás −235 000 282,444 Etanol C2H5OH 46,069 líquido −277 380 160,554 Eteno C2H4 28,054 gás +52 467 219,330 Heptano C7H16 100,205 gás −187 900 427,805 Hexano C6H14 86,178 gás −167 300 387,979 Metano CH4 16,043 gás −74 873 186,251 Metanol CH3OH 32,042 gás −201 300 239,709 Metanol CH3OH 32,042 líquido −239 220 126,809 Monóxido de carbono CO 28,011 gás −110 527 197,653 Nitrometano CH3NO2 61,04 líquido −113 100 171,80 n-Octano C8H18 114,232 gás −208 600 466,514 n-Octano C8H18 114,232 líquido −250 105 360,575 Óxido de Nitrogênio N2O 44,013 gás +82 050 219,957 Ozônio O3 47,998 gás +142 674 238,932 Pentano C5H12 72,151 gás −146 500 348,945 Peróxido de hidrogênio H2O2 34,015 gás −136 106 232,991 Propano C3H8 44,094 gás −103 900 269,917 Propeno C3H6 42,081 gás +20 430 267,066 Trióxido de enxofre SO3 80,058 gás −395 765 256,769 T-T-Diesel C14,4H24,9 198,06 líquido −174 000 525,90 termo 18.indd 570 06.04.09 10:29:16 87FENÔMENOS DE TRANSPORTE A p ên d ice A – Pro p ried ad es G erais 5 7 1 TAbelA A.11 Logaritmos na base e da constante de equilíbrio K Para a reação vAA + vBB vCC + vDD, a constante de equilíbrio K é definida por: Temp K H2 2H O2 2O N2 2N 2H2O 2H2 + O2 2H2O H2 + 2OH 2CO2 2CO + O2 N2 +O2 2NO N2 + 2O2 2NO2 298 –164,003 –186,963 –367,528 –184,420 –212,075 –207,529 –69,868 –41,355 500 –92,830 –105,623 –213,405 –105,385 –120,331 –115,234 –40,449 –30,725 1000 –39,810 –45,146 –99,146 –46,321 –51,951 –47,052 –18,709 –23,039 1200 –30,878 –35,003 –80,025 –36,363 –40,467 –35,736 –15,082 –21,752 1400 –24,467 –27,741 –66,345 –29,222 –32,244 –27,679 –12,491 –20,826 1600 –19,638 –22,282 –56,069 –23,849 –26,067 –21,656 –10,547 –20,126 1800 –15,868 –18,028 –48,066 –19,658 –21,258 –16,987 –9,035 –19,577 2000–12,841 –14,619 –41,655 –16,299 –17,406 –13,266 –7,825 –19,136 2200 –10,356 –11,826 –36,404 –13,546 –14,253 –10,232 –6,836 –18,773 2400 –8,280 –9,495 –32,023 –11,249 –11,625 –7,715 –6,012 –18,470 2600 –6,519 –7,520 –28,313 –9,303 –9,402 –5,594 –5,316 –18,214 2800 –5,005 –5,826 –25,129 –7,633 –7,496 –3,781 –4,720 –17,994 3000 –3,690 –4,356 –22,367 –6,184 –5,845 –2,217 –4,205 –17,805 3200 –2,538 –3,069 –19,947 –4,916 –4,401 –0,853 –3,755 –17,640 3400 –1,519 –1,932 –17,810 –3,795 –3,128 0,346 –3,359 –17,496 3600 –0,611 –0,922 –15,909 –2,799 –1,996 1,408 –3,008 –17,369 3800 0,201 –0,017 –14,205 –1,906 –0,984 2,355 –2,694 –17,257 4000 0,934 0,798 –12,671 –1,101 –0,074 3,204 –2,413 –17,157 4500 2,483 2,520 –9,423 0,602 1,847 4,985 –1,824 –16,953 5000 3,724 3,898 –6,816 1,972 3,383 6,397 –1,358 –16,797 5500 4,739 5,027 –4,672 3,098 4,639 7,542 –0,980 –16,678 6000 5,587 5,969 –2,876 4,040 5,684 8,488 –0,671 –16,588 Fonte : Consistente com JANAF Thermochemical Tables, 3a edição, Thermal Group, Dow Chemical U.S.A., Mid., MI, 1985. term o 18.indd 571 06.04.09 10:29:16 88FENÔMENOS DE TRANSPORTE 572 Fundamentos da Termodinâmica TAbelA A.12 Funções de escoamento compressível para escoamento isoentrópico unidimensional (gás ideal com calor específico e massa molecular constantes; k = 1,4). M M* A/A* P/P0 r/r0 T/T0 0,0 0,00000 1,00000 1,00000 1,00000 0,1 0,10944 5,82183 0,99303 0,99502 0,99800 0,2 0,21822 2,96352 0,97250 0,98028 0,99206 0,3 0,32572 2,03506 0,93947 0,95638 0,98232 0,4 0,43133 1,59014 0,89561 0,92427 0,96899 0,5 0,53452 1,33984 0,84302 0,88517 0,95238 0,6 0,63481 1,18820 0,78400 0,84045 0,93284 0,7 0,73179 1,09437 0,72093 0,79158 0,91075 0,8 0,82514 1,03823 0,65602 0,73999 0,88652 0,9 0,91460 1,00886 0,59126 0,68704 0,86059 1,0 1,0000 1,00000 0,52828 0,63394 0,83333 1,1 1,0812 1,00793 0,46835 0,58170 0,80515 1,2 1,1583 1,03044 0,41238 0,53114 0,77640 1,3 1,2311 1,06630 0,36091 0,48290 0,74738 1,4 1,2999 1,11493 0,31424 0,43742 0,71839 1,5 1,3646 1,17617 0,27240 0,39498 0,68966 1,6 1,4254 1,25023 0,23527 0,35573 0,66138 1,7 1,4825 1,33761 0.20259 0,31969 0,63371 1,8 1,5360 1,43898 0,17404 0,28682 0,60680 1,9 1,5861 1,55526 0,14924 0,25699 0,58072 2,0 1,6330 1,68750 0,12780 0,23005 0,55556 2,1 1,6769 1,83694 0,10925 0,20580 0,53135 2,2 1.7179 2,00497 0,93422E-01 0,18405 0,50813 2,3 1,7563 2,19313 0,79973E-01 0,16458 0,48591 2,4 1,7922 2,40310 0,68399E-01 0,14720 0,46468 2,5 1,8257 2,63672 0,58528E-01 0,13169 0,44444 2,6 1,8571 2,89598 0,50115E-01 0,11787 0,42517 2,7 1,8865 3,18301 0,42950E-01 0,10557 0,40683 2,8 1,9140 3,50012 0,36848E-01 0,94626E-01 0,38941 2,9 1,9398 3,84977 0,31651E-01 0,84889E-01 0,37286 3,0 1,9640 4,23457 0,27224E-01 0,76226E-01 0,35714 3,5 2,0642 6,78962 0,13111E-01 0,45233E-01 0,28986 4,0 2,1381 10,7188 0,65861E-02 0,27662E-01 0,23810 4,5 2,1936 16,5622 0,34553E-02 0,17449E-01 0,19802 5,0 2,2361 25,0000 0,18900E-02 0,11340E-01 0,16667 6,0 2,2953 53,1798 0,63336E-03 0,51936E-02 0,12195 7,0 2,3333 104,143 0,24156E-03 0,26088E-02 0,09259 8,0 2,3591 190,109 0,10243E-03 0,14135E-02 0,07246 9,0 2,3772 327,198 0,47386E-04 0,81504E-03 0,05814 10,0 2,3905 535,938 0,23563E-04 0,49482E-03 0,04762 2,4495 0,0 0,0 0,0 termo 18.indd 572 06.04.09 10:29:16 Apêndice A – Propriedades Gerais 573 TAbelA A.13 Funções de choque normal para escoamento compressível unidimensional (gás ideal com calor específico e massa molecular constan- tes; k = 1,4). Mx My Py /Px ry /rx Ty /Px P0y /P0x P0y /Px 1,00 1,00000 1,0000 1,0000 1,0000 1,00000 1,8929 1,05 0,95313 1,1196 1,0840 1,0328 0,99985 2,0083 1,10 0,91177 1,2450 1,1691 1,0649 0,99893 2,1328 1,15 0,87502 1,3763 1,2550 1,0966 0,99669 2,2661 1,20 0,84217 1,5133 1,3416 1,1280 0,99280 2,4075 1,25 0,81264 1,6563 1,4286 1,1594 0,98706 2,5568 1,30 0,78596 1,8050 1,5157 1,1909 0,97937 2,7136 1,35 0,76175 1,9596 1,6028 1,2226 0,96974 2,8778 1,40 0,73971 2,1200 1,6897 1,2547 0,95819 3,0492 1,45 0,71956 2,2863 1,7761 1,2872 0,94484 3,2278 1,50 0,70109 2,4583 1,8621 1,3202 0,92979 3,4133 1,55 0,68410 2,6362 1,9472 1,3538 0,91319 3,6057 1,60 0,66844 2,8200 2,0317 1,3880 0,89520 3,8050 1,65 0,65396 3,0096 2,1152 1,4228 0,87599 4,0110 1,70 0,64054 3,2050 2,1977 1,4583 0,85572 4,2238 1,75 0,62809 3,4063 2,2791 1,4946 0,83457 4,4433 1,80 0,61650 3,6133 2,3592 1,5316 0,81268 4,6695 1,85 0,60570 3,8263 2,4381 1,5693 0,79023 4,9023 1,90 0,59562 4,0450 2,5157 1,6079 0,76736 5,1418 1,95 0,58618 4,2696 2,5919 1,6473 0,74420 5,3878 2,00 0,57735 4,5000 2,6667 1,6875 0,72087 5,6404 2,05 0,56906 4,7362 2,7400 1,7285 0,69751 5,8996 2,10 0,56128 4,9783 2,8119 1,7705 0,67420 6,1654 2,15 0,55395 5,2263 2,8823 1,8132 0,54105 6,4377 2,20 0,54706 5,4800 2,9512 1,8569 0,62814 6,7165 2,25 0,54055 5,7396 3,0186 1,9014 0,60553 7,0018 2,30 0,53441 6,0050 3,0845 1,9468 0,58329 7,2937 2,35 0,52861 6,2762 3,1490 1,9931 0,56148 7,5920 2,40 0,52312 6,5533 3,2119 2,0403 0,54014 7,8969 2,45 0,51792 6,8363 3,2733 2,0885 0,51931 8,2083 2,50 0,51299 7,1250 3,3333 2,1375 0,49901 8,5261 2,55 0,50831 7,4196 3,3919 2,1875 0,47928 8,8505 2,60 0,50387 7,7200 3,4490 2,2383 0,46012 9,1813 2,70 0,49563 8,3383 3,5590 2,3429 0,42359 9,8624 2,80 0,48817 8,9800 3,6636 2,4512 0,38946 10,569 2,90 0,48138 9,6450 3,7629 2,5632 0,35773 11,302 3,00 0,47519 10,333 3,8571 2,6790 0,32834 12,061 4,00 0,43496 18,500 4,5714 4,0469 0,13876 21,068 5,00 0,41523 29,000 5,0000 5,8000 0,06172 32,653 10,00 0,38758 116,5 5,7143 20,387 0,00304 129,22 termo 18.indd 573 06.04.09 10:29:16 89FENÔMENOS DE TRANSPORTE Introdução aos fenômenos de transporte Níveis de observação Estrutura dos fenômenos de transporte Princípios de conservação Transferência da quantidade de movimento Reologia Estática dos fluidos Equação de Bernoulli Transferência de calor Calor Transferência de calor por condução Transferência de calor por convecção Transferência de calor por radiação Transferência de massa Concentrações e velocidades Fluxo Coeficiente de difusão Difusão molecular em regime estacionário REFERÊNCIAS