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A Educação Infantil na Base Nacional Comum Curricular ........................ 1
Orientações gerais e pedagógicas .......................................................... 13
Proposta interdisciplinar ........................................................................ 25
Apresentação e orientações para o trabalho pedagógico ........................ 28
Referências bibliográficas ...................................................................... 93
ÍNDICE
Autoras:
Grace Ribeiro
Tânia Cristina de Camargo Reginato
 – 1
 1 Introdução
A coleção didática do Sistema de Ensino Objetivo para a Educação Infantil é o resultado de uma sólida experiência na 
elaboração de materiais didáticos e em sua efetiva utilização.
Os Cadernos dos alunos oferecem condições inovadoras que visam ao desenvolvimento de habilidades e competências, 
auxiliando-os em suas observações e descobertas – na resolução de problemas, na progressão das capacidades de comu-
nicação (oral e escrita) –, considerando, também, as trocas entre as crianças e entre elas e os adultos.
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) – documento que defi ne as aprendizagens fundamentais que os alunos da Edu-
cação Básica devem desenvolver ao longo da escolaridade – aponta como objetivo da Educação Infantil “ampliar o universo 
de experiências, conhecimentos e habilidades das crianças, diversifi cando e consolidando novas aprendizagens”.
Para alcançar tal objetivo, os profi ssionais que atendem diretamente os alunos nas escolas devem tomar como instru-
mentos de gestão concepções muito importantes sobre criança e educação.
A criança deve ser encarada como um ser competente nas suas ações do cotidiano; quanto ao processo de ensino, é 
preciso se atentar para o fato de que o conhecimento é construído quando o objeto de estudo é questionado, investi-
gado ou descoberto, desencadeando entre os alunos ideias inovadoras, ou ainda, processos criativos inéditos, de for-
ma que possam, gradativamente, desenvolver as competências gerais, defi nidas pela BNCC, tanto cognitivas quanto 
socioemocionais.
 2 Marco teórico curricular
Os direitos da criança e do adolescente, presentes na Constituição de 1988, visam à proteção, à aprendizagem e ao 
desenvolvimento integral do cidadão. 
No Brasil, as crianças e adolescentes têm direito:
• à educação e ao conhecimento;
• à saúde;
• à liberdade de expressão;
• à confi ança e ao respeito;
• à brincadeira e à convivência;
• à interação com o outro e com o ambiente.
A partir desses direitos, foram defi nidas as competências gerais para a Educação Básica, cujo foco é oferecer condi-
ções e oportunidades para que os alunos possam vivenciar tempos e espaços voltados à inclusão social, como também 
à qualidade do trabalho educativo e à integração entre as instituições de ensino de Norte a Sul. Todos devem aprender 
com equidade. Além disso, especifi camente para a Educação Infantil, orientam os trabalhos nas escolas que atendem 
crianças de 4 a 5 anos e 11 meses a partir dos seguintes objetivos:
Os direitos de aprendizagem e desenvolvimento
Com base na legislação, foram defi nidos os seguintes objetivos de aprendizagem e desenvolvimento:
CONVIVER democraticamente com outras crianças e adultos e interagir socialmente 
com o apoio de diferentes linguagens. Ampliar seu conhecimento e respeito em rela-
ção à natureza, à cultura, às singularidades e às diferenças entre as pessoas.
BRINCAR cotidianamente de diversas formas e com diferentes parceiros, interagindo 
com as culturas infantis. Adquirir conhecimentos e desenvolver sua imaginação, criati-
vidade, suas capacidades emocionais, motoras, cognitivas e relacionais.
EXPLORAR movimentos, gestos, sons, palavras, histórias, objetos, elementos da na-
tureza, do ambiente urbano e do campo. Interagir com diferentes grupos e ampliar 
seus saberes e linguagens.
PARTICIPAR com protagonismo, tanto do planejamento quanto da realização das 
atividades recorrentes na vida cotidiana (escolha das brincadeiras, dos materiais e 
dos ambientes), desenvolvendo linguagens e elaborando conhecimentos.
COMUNICAR, com diferentes linguagens, opiniões, sentimentos e desejos, pedidos 
de ajuda, narrativas de experiências, registros de vivências e de conhecimento, ao 
mesmo tempo em que aprende a compreender o que os outros lhe comunicam.
CONHECER-SE e construir sua identidade pessoal e cultural, constituindo uma ima-
gem positiva de si e de seus grupos de pertencimento nas diversas interações e brin-
cadeiras vivenciadas.
iculrr au Edu se r N CA c a a B aç cã ma io o u nIn n ml of i a Ca t l n
2 – 
 3 Pressupostos teóricos – concepções de criança e de educação
Acreditar no potencial da criança é fundamental quando se desempenha o trabalho educativo na escola. Se o professor 
não concebe o aluno como sujeito competente para agir e reagir aos desafios, formal ou informalmente oferecidos, é 
impossível que ele adote uma postura descentralizada e dê voz às crianças, o que é imprescindível para o desenvolvi-
mento de cidadãos atuantes socialmente.
Nesse sentido, não há lugar para a memorização de conceitos ou palavras nas atividades propostas, mas sim – e tão 
somente – para a compreensão dos fenômenos sócio-históricos, científicos e culturais presentes em nossa sociedade.
Isso quer dizer que as crianças não podem ser consideradas meras reprodutoras do saber; elas são produtoras de 
cultura porque pensam, questionam, levantam hipóteses, descobrem e criam o inusitado, tendo em vista resolver pro-
blemas de diferentes naturezas.
Visando ao desenvolvimento de competências e habilidades definidas pela BNCC, a escola deve planejar e organizar 
espaços atrativos, instigantes e desafiantes, como também possibilitar o acesso aos bens culturais, de forma que, gra-
dativamente, os alunos compreendam e interpretem o mundo em que estão inseridos, de maneira única e intransferível, 
para transformá-lo, se assim for necessário.
Os princípios educacionais
Nesse contexto dinâmico, além de aprenderem, as crianças simultaneamente se desenvolvem, principalmente quando 
a escola adota os seguintes princípios como parâmetros para a tomada de decisão no dia a dia institucional:
Políticos: se referem à participação ativa e cooperativa de todos os alunos, nas mais diferentes situações didáticas 
propostas a eles. A ênfase está na integração entre pares ou iguais, de modo que todos tenham condições e oportuni-
dades para realizar trocas intelectuais e de experiências que têm como foco o desenvolvimento do sujeito social.
Éticos: pressupõem ações autônomas e de empatia – tendo em vista aprender a lidar ou mediar conflitos afetivos, 
intelectuais e/ou sociais ao conviver com o outro. Significa, também, criar condições inteligentes de compartilhamento 
de ideias e de tomada de decisão, em favor de ambientes mais saudáveis e justos.
Para chegarmos neste estágio de desenvolvimento, é preciso aprender a fazer escolhas com autonomia e independên-
cia e, ao mesmo tempo, ser empático, isto é, descentralizar-se, colocar-se no lugar do outro para compreendê-lo; reto-
mar seus próprios pensamentos. O exercício é coordenar diferentes pontos de vista e, aí, decidir qual caminho deverá 
seguir com mais segurança – em especial porque a criança parte de suas próprias convicções e não é teleguiada por 
pressões externas, as quais muitas vezes ferem códigos de convivência familiar, social e profissional.
Uma educação com fins éticos, portanto, constrói conhecimento e está preocupada com a humanização, a solidarieda-
de e o viver junto por compreender a interdependência como condição para a evolução do homem com o outro, mas 
também com a natureza e tudo que a humanidade construiu até agora.
Estéticos: têm relação com a valorização da sensibilidade, da criatividade e da ludicidade da criança, assim como da 
diversidade de manifestações artísticas e culturais, potencializando o poder de transformação dos alunos.
Nesse contexto, o papel do professor deve favorecer o desenvolvimento de processos de aprendizagem, em especialao deixar as crianças falarem a partir do que veem, sentem e pensam de forma compartilhada, em favor da progressão 
de processos imagéticos e criativos.
 4 A proposta pedagógica na Educação Infantil
A partir do momento em que foram definidos os objetivos de aprendizagem e desenvolvimentos para as crianças de 0 
a 5 anos de idade, como também eleitas as concepções de criança, educação e os princípios curriculares, foi possível 
definir os fundamentos da Educação Infantil, descritos a seguir.
a) Cuidar
Ações voltadas para o cuidar e o educar na Educação Infantil são indissociáveis. O professor que cuida observa, dá 
atenção, o que lhe oferece condições para conhecer melhor as crianças que se encontram sob sua responsabilidade, 
o que facilita a comunicação que, gradativamente, estabelece com sua turma, tanto em nível individual quanto coleti-
vamente. Ao mesmo tempo, educa em favor da formação de sujeitos mais sensíveis, abertos às diferenças, ouvintes e 
capazes de se abrirem para o mundo, porque sabem que ele é uma notável fonte de saber.
b) Educar – o “aqui e o agora” e a progressão dos processos de aprendizagem e desenvolvimento
O caminho proposto para o desenvolvimento do trabalho educacional ao atender crianças de 0 a 5 anos é carregado 
de experiências desafiadoras, curiosas e instigantes para que o aluno possa vivenciar o “aqui e agora” e aprender ao 
ter a oportunidade de investigar, questionar, criar intimidade com os mais diversos objetos de conhecimento universais 
que organizam a cultura, democraticamente.
Quando as crianças vivenciam o “aqui e agora”, associam as novidades aos seus registros previamente construídos 
e organizados em seus sistemas de representação mental. O aluno aprende ao interagir sensorial e emocionalmente 
com tudo o que há no ambiente, porque seus conhecimentos se expandem ao conflitarem com outras versões.
 – 3
Cada um dos alunos atendidos na Educação Infantil é único, uma vez que seus sistemas de representação são parti-
culares, construídos bem antes de ele entrar na escola.
Na sua maioria, as crianças são receptivas e estão sempre prontas para descobrir, compreender e interpretar o mundo 
em que vivem.
São processos difíceis, porém, há uma grande brecha a ser conservada e valorizada, já que grande parte das crian-
ças é receptiva e todas estão sempre prontas para descobrir, compreender e interpretar o mundo em que vivem. 
Além disso, dificilmente carregam as mazelas do passado ou se preocupam com o futuro, o que contribui para que 
possam vivenciar as propostas que lhes forem apresentadas, de corpo e alma, deixando-se afetar profundamente 
por elas.
Os pequenos aprendem de modo gradativo, principalmente se o professor assumir seu papel de mediador ao aplicar 
procedimentos metodológicos e didáticos capazes de desafiá-los a ter ideias sobre as coisas do mundo.
c) Interagir
Para cumprir o seu papel pedagógico e social, a escola deve respaldar-se filosófica e pedagogicamente a fim de que 
os espaços de aprendizagem e desenvolvimento dos alunos da Educação Infantil sejam geridos pelos princípios da 
ética, da estética e por uma política educacional participativa. Além disso, ela deve planejar e organizar ambientes e 
atividades que possibilitem às crianças envolverem-se com afeto e cooperação entre si.
O ambiente influencia o jeito de ser, pensar e conviver de todos que ali frequentemente se encontram. Em todas as 
propostas de atividades, sejam elas individuais ou coletivas, faz-se necessário que o professor estabeleça com seus 
alunos uma relação de confiança, de forma que todos se sintam à vontade para agir, reagir e ousar ao criar o novo ou 
o muito diferente.
Nas interações em grupo, há de se pensar que o convívio faz parte da vida em sociedade. Todo grupo social, mesmo 
que tenha características estruturais, sociais e culturais institucionalizadas, vive uma complexa rede de relações que 
rotineiramente – e naturalmente – dá margem a conflitos.
Nesse contexto em que se acredita que a criança é capaz, o professor, para contribuir, não pode “fazer por”, mas sim 
incentivar o aluno a produzir a partir do que sabe, do que quer, individualmente ou em pequenos grupos, e oferecer 
condições para que a criatividade emerja sem restrições ou preconceitos.
d) Brincar
Algumas das propostas mais indicadas e adequadas para que as crianças interajam e aprendam são aquelas dedica-
das a jogos, brincadeiras e brinquedos, porque os pequenos são dotados de grande imaginação e assim fazem planos; 
na interação com objetos e pessoas, apropriam-se de novos conhecimentos. Por isso, muitas das atividades propostas 
são lúdicas, o que permite que os alunos da Educação Infantil reelaborem sentimentos, conhecimentos, significados e 
atitudes. 
O brincar se torna, portanto, importante para o desenvolvimento da criança, que a cada minuto se vê envolvida em 
contextos cada vez mais desafiadores; ela constrói sua identidade pela interação com o outro, seja da mesma faixa 
etária ou adulto.
O principal propósito do trabalho educacional voltado às crianças de 0 a 5 anos é não deixar que percam a sensibili-
dade, porque ela é importante para que alunos vivam processos criativos em favor da construção de novos saberes. 
A criança aprende com a vivência das contradições ou das transgressões criadas pelos encontros e desencontros, 
presenças e ausências, barulho e silêncio.
Entre uma condição a outra, as crianças se angustiam, sentem o peso do talvez, do quase e, assim, remanejam ideias, 
mas também criam saídas ao resolverem problemas das mais diferentes naturezas.
Nesse viés, é imprescindível viabilizar as condições para o encontro entre o ético, o estético e o político; espaços para 
que as crianças se envolvam com as propostas que somente com afeto são possíveis de se materializar.
São caminhos possíveis de se trilhar – nem sempre planos ou retos, eles podem ser tortuosos e íngremes –, mas são 
caminhos nos quais se aprende como se faz, sempre, por e pela criança.
Cabe à escola oferecer aos alunos condições para que possam interagir e se integrar, vivenciando práticas 
sociais e divergências de diferentes naturezas. Para enfrentar os desafios, as crianças espontaneamente cons-
troem estratégias para a resolução de problemas – ou aprendem a se conhecer e a lidar consigo mesmas e com 
os colegas.
4 – 
 5 Estrutura organizacional curricular para a Educação Infantil – BNCC
A proposta da BNCC para a Educação Infantil deixa para trás a estruturação do currículo em áreas de conhecimento, for-
mato preconizado pelo Referencial Curricular, e dá destaque para os campos de experiências, os quais têm como base 
as vivências, de forma que a criança possa se expressar e interagir em espaços próprios à imaginação criativa – ao falar 
ou escrever, movimentar seu corpo, fazer explorações artísticas etc.
Os pequenos naturalmente enfrentam os desafios propostos a eles. Com base no conhecimento previamente cons-
truído, agem ou reagem a partir das diferentes situações com as quais se deparam, adquirindo condições para que se 
diferenciem de todos aqueles que os rodeiam.
Os campos de experiências, apresentados a seguir, nutrem-se da iniciativa e curiosidade infantil; partem do universo 
cultural da criança e buscam respeitar seu tempo e seus interesses, ao mesmo tempo que exploram a linguagem ver-
bal, a natureza, as cores, o mundo dos números e os movimentos do corpo de forma lúdica.
 
Traços, sons, cores 
e formas
O eu, o outro e o nós
Corpo, gestos e 
movimentos
Escuta, fala, pensamento e 
imaginação
Espaços, tempos, quantidades, 
relações e transformações
 – 5
Descrição de cada campo de experiências
De acordo com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), a definição e a denominação dos campos de experiências 
também se baseiam no que as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil (DCNEI) dispõem. Os campos 
são inter-relacionados e oferecem condições para o desenvolvimento de um trabalho abrangente e fundamental quando 
traduzidos na prática educativa.Além disso, podem ser concebidos como ferramenta para acompanhar a progressão 
das aprendizagens durante todo o ano e ao final dele. São eles:
O eu, o outro e o nós
O convívio com outras crianças e com adultos leva os pequenos a constituírem um modo próprio de agir, sentir e 
pensar. Ao estabelecerem relações com o outro, descobrem jeitos de ser, estar e conviver, em que as pessoas são 
únicas, diferentes, mas semelhantes.
Ao mesmo tempo, perante o exercício contínuo da escolha, as crianças conquistam sua autonomia quando também lhes 
são dadas condições para que aprendam a cuidar de si e conheçam o valor da reciprocidade e da interdependência entre 
o homem e o ambiente.
Sendo assim, na Educação Infantil, são inúmeras as oportunidades para que as crianças entrem em contato com ou-
tros grupos sociais e culturais, costumes, celebrações e narrativas. Nessas experiências, podem ampliar o modo como 
percebem a si mesmas e o outro, valorizar sua identidade, respeitar e reconhecer as diferenças que nos constituem 
como seres humanos.
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO
Crianças bem pequenas 
(1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses)
Crianças pequenas 
(4 anos a 5 anos e 11 meses)
(EI02EO01) – Demonstrar atitudes de cuidado e solida-
riedade na interação com crianças e adultos.
(EI03EO01) – Demonstrar empatia pelos outros, perce-
bendo que as pessoas têm diferentes sentimentos, ne-
cessidades e maneiras de pensar e agir.
(EI02EO02) – Demonstrar imagem positiva de si e con-
fiança em sua capacidade para enfrentar dificuldades e 
desafios.
(EI03EO02) – Agir de maneira independente, com con-
fiança em suas capacidades, reconhecendo suas con-
quistas e limitações.
(EI02EO03) – Compartilhar os objetos e os espaços com 
crianças da mesma faixa etária e adultos.
(EI03EO03) – Ampliar as relações interpessoais, desen-
volvendo atitudes de participação e cooperação.
(EI02EO04) – Comunicar-se com os colegas e os adultos, 
buscando compreendê-los e fazendo-se compreender.
(EI03EO04) – Comunicar suas ideias e sentimentos a 
pessoas e grupos diversos.
(EI02EO05) – Perceber que as pessoas têm característi-
cas físicas diferentes, respeitando essas diferenças.
(EI03EO05) – Demonstrar valorização das característi-
cas de seu corpo e respeitar as características dos outros 
(crianças e adultos) com os quais convive.
(EI02EO06) – Respeitar regras básicas de convívio social 
nas interações e brincadeiras.
(EI03EO06) – Manifestar interesse e respeito por diferen-
tes culturas e modos de vida.
(EI02EO07) – Resolver conflitos nas interações e brinca-
deiras, com a orientação de um adulto.
(EI03EO07) – Usar estratégias pautadas no respeito mú-
tuo para lidar com conflitos nas interações com crianças 
e adultos.
6 – 
Corpo, gestos e movimentos
Desde cedo, com o corpo, por meio dos sentidos, gestos e movimentos, as crianças exploram o mundo, o espaço e os 
objetos do seu entorno. Estabelecem relações, expressam-se, brincam e produzem conhecimentos sobre si, o outro, o 
universo social e cultural onde estão inseridas.
Por meio das diferentes linguagens – como a música, a dança, o teatro, as brincadeiras de faz de conta, as atividades 
físicas –, as crianças se comunicam e se expressam com o corpo, com a emoção e com a linguagem.
Na Educação Infantil, o corpo das crianças ganha centralidade. Assim, é necessário que a instituição escolar promova 
oportunidades ricas para que os pequenos explorem e vivenciem um amplo repertório para o conhecimento de suas 
potencialidades físicas e motoras.
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO
Crianças bem pequenas 
(1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses)
Crianças pequenas 
(4 anos a 5 anos e 11 meses)
(EI02CG01) – Apropriar-se de gestos e movimentos de 
sua cultura no cuidado de si e nos jogos e brincadeiras.
(EI03CG01) – Criar com o corpo formas diversificadas de 
expressão de sentimentos, sensações e emoções, tanto 
nas situações do cotidiano quanto em brincadeiras, dan-
ça, teatro, música.
(EI02CG02) – Deslocar seu corpo no espaço, orientando-
-se por noções como em frente, atrás, no alto, embaixo, 
dentro, fora etc., ao se envolver em brincadeiras e ativida-
des de diferentes naturezas.
(EI03CG02) – Demonstrar controle e adequação do uso 
de seu corpo em brincadeiras e jogos, escuta e reconto 
de histórias, atividades artísticas, entre outras possibili-
dades.
(EI02CG03) – Explorar formas de deslocamento no es-
paço (pular, saltar, dançar), combinando movimentos e 
seguindo orientações.
(EI03CG03) – Criar movimentos, gestos, olhares e mími-
cas em brincadeiras, jogos e atividades artísticas como 
dança, teatro e música.
(EI02CG04) – Demonstrar progressiva independência no 
cuidado do seu corpo.
(EI03CG04) – Adotar hábitos de autocuidado relacionados 
à higiene, alimentação, conforto e aparência.
(EI02CG05) – Desenvolver progressivamente as habili-
dades manuais, adquirindo controle para desenhar, pin-
tar, rasgar, folhear, entre outros.
(EI03CG05) – Coordenar suas habilidades manuais no 
atendimento adequado a seus interesses e necessidades 
em situações diversas.
Traços, sons, cores e formas
No cotidiano da escola, o contato com diferentes manifestações artísticas, culturais e científicas – portanto, com expe-
riências diversificadas – possibilita às crianças vivenciar várias formas de expressão e diferentes linguagens, as quais 
oferecem condições para a criação de produções autorais.
As quatro linguagens deste campo de experiências
A criança está imersa em um mundo com imagens que são fonte de inúmeras informações. Ao conhecê-las, o aluno 
compreende melhor aquilo que o cerca, pois os símbolos visuais são compostos por formas, cores, linhas e pontos 
que, associados às suas experiências, permitem fazer uma interpretação do que é visto. As manifestações artísticas 
apresentadas a seguir, que se utilizam de um suporte para descrever ideias ou maneiras de compreender o mundo, 
são chamadas de artes visuais.
Desenho: quando as palavras não bastam, o ser humano utiliza o desenho para descrever aquilo que pretende enun-
ciar. Essa forma de expressão tem linguagem própria e faz uso de diferentes materiais para traduzir o que se pensa ou 
sente. Portanto, não há um único padrão estético em que possamos enquadrar o desenho, assim como não há uma 
forma certa ou errada de produzi-lo.
 – 7
Assim, quando as crianças desenham, deve-se considerar a maneira e o jeito peculiar e pessoal de cada uma e, a partir 
dos traços e cores aplicados, intervir, ampliando possibilidades, isto é, apresentando outros jeitos de dar forma a suas 
ideias e colorir suas produções.
Pintura: podemos defini-la como a arte que utiliza cor para a expressão de sentimentos e pensamentos. Ela está inti-
mamente relacionada às experiências e impressões pessoais do artista.
O pincel é um dos instrumentos mais utilizados pelas crianças para a criação de gestos e movimentos.
Escultura: é a técnica que usa diferentes materiais para modelar seres e objetos que não são planos. 
As esculturas são fonte de várias impressões, a partir de sua observação em diferentes ângulos. Suas formas também 
podem ser percebidas pelo tato e o efeito da luz possibilita identificar sombras, contrastes e tons variados.
Há, ainda, as obras em relevo, cujas formas esculpidas estão inseridas num plano, visíveis somente de frente. Elas se 
utilizam de elementos especiais que conferem a sensação de profundidade.
Dança: é uma arte que faz uso da movimentação do corpo, quase sempre de acordo com o ritmo de uma música, para 
a expressão criativa. Por meio da dança, as crianças da Educação Infantil desenvolvem noções de espaço, a tolerância 
com seus pares, a consciência de seu corpo e de suas potencialidades.
Por meio dela é possível entender o homem, compreendendo-o no conjunto de expressões que o determinam dentro 
de um tempo e espaço específicos.
Teatro: é a arte de interpretar personagens e dar vida a histórias.
A finalidade do teatro é a comunicação e, para isso, ele se utiliza dos efeitos mágicos do some da luz. Por meio do 
teatro, o artista pode representar suas ideias, dar uma versão diferente aos fatos, ou ainda dar corpo a personagens.
O teatro é potencialmente eficaz para o ensino e para a aprendizagem, considerando que estimula a criatividade, a 
ação coletiva, a interdisciplinaridade e a pesquisa na formação dos alunos, pois desenvolve simultaneamente aspectos 
físicos, sociais, cognitivos e éticos; promove uma reflexão sobre questões que permeiam o cotidiano e a realidade das 
pessoas.
Música: é a linguagem artística formada pela combinação de sons e ritmos. As crianças se relacionam de forma natural 
e intuitiva com a música, já que os sons funcionam como um dos meios mais importantes para o convívio com o outro.
Quando ouve alguma música, a criança normalmente dança, mas também pode produzir sons para acompanhar o que 
ouve com alegria. Nessa interação com a música, o aluno aprende a apreciar o ritmo, a altura, a intensidade do som, 
entre outros elementos estruturais.
O fazer musical acontece quando há interação entre a música e o ser. A criação musical ocorre por meio de interpreta-
ção, improvisação e composição.
Atividades que devem ser praticadas nas escolas de Educação Infantil:
• Trabalho vocal
• Interpretação e criação de canções
• Criação de brinquedos cantados e rítmicos
• Jogos que reúnem som, movimento e dança
• Jogos de improvisação
• Sonorização de histórias
• Elaboração e execução de arranjos (vocais e instrumentais)
• Invenções musicais (vocais e instrumentais)
• Construção de instrumentos e objetos sonoros
• Registro e notação
• Escuta sonora e musical: escuta atenta, apreciação musical
• Reflexões sobre a produção e a escuta
Além disso, a proposta envolve trabalhar com a voz e descobri-la, tendo em vista unir música e letra formando um 
todo global e harmônico. O repertório deve ser vasto, com músicas de diversas influências, desde aquelas extraídas 
da cultura infantil (acalantos, parlendas, brincadeiras de roda) até as clássicas e – por que não? – as compostas pelas 
próprias crianças.
Permitir que as crianças se movimentem para acompanhar o som de forma livre é uma rica possibilidade de trabalho.
A improvisação na música é especialmente importante às crianças para que possam se expressar livremente, exerci-
tando sua imaginação e capacidade inventiva, adquirindo uma fluência na criação expressiva.
O faz de conta é um recurso válido, seja sonorizando histórias ou usando sons como efeitos especiais para alguma 
narrativa, visto que os pequenos se interessam por tudo aquilo que têm relação direta com algo, especialmente se fizer 
parte de suas criações.
É possível também contar histórias usando a voz, o corpo, objetos e até instrumentos musicais.
8 – 
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO
Crianças bem pequenas 
(1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses)
Crianças pequenas 
(4 anos a 5 anos e 11 meses)
(EI02TS01) – Criar sons com materiais, objetos e instru-
mentos musicais, para acompanhar diversos ritmos de 
música.
(EI03TS01) – Utilizar sons produzidos por materiais, ob-
jetos e instrumentos musicais durante brincadeiras de faz 
de conta, encenações, criações musicais e festas.
(EI02TS02) – Utilizar materiais variados com possibilida-
des de manipulação (argila, massa de modelar), explo-
rando cores, texturas, superfícies, planos, formas e volu-
mes ao criar objetos tridimensionais.
(EI03TS02) – Expressar-se livremente por meio de de-
senho, pintura, colagem, dobradura e escultura, criando 
produções bidimensionais e tridimensionais.
(EI02TS03) – Utilizar diferentes fontes sonoras disponí-
veis no ambiente em brincadeiras cantadas, canções, 
músicas e melodias.
(EI03TS03) – Reconhecer as qualidades do som (inten-
sidade, duração, altura e timbre), utilizando-as em suas 
produções sonoras e ao ouvir músicas e sons.
Escuta, fala, pensamento e imaginação
Na Educação Infantil, é importante promover experiências por meio das quais as crianças possam falar e ouvir, o que 
potencializa sua participação na cultura oral.
O processo de aprendizagem evolui quando os pequenos começam a interagir com o ambiente, com outras crianças, 
com os adultos, famílias etc. Nesse contexto dinâmico, a criança enfrenta diferentes desafios, apresentados pelas pro-
postas que lhes são feitas, como também pelos discursos e imagens que ouve e vê, advindos de diferentes esferas e 
dimensões (inclusive pela TV, rádio, jornais, revistas e livros disponibilizados em diversas situações didáticas).
A ampliação das competências e das habilidades – primordiais para o desenvolvimento social das novas gerações, 
assim como para a construção do conhecimento coletivo – depende das comunidades nas quais as crianças realizam 
intercâmbios.
De início, o pensamento e a linguagem têm origens diversas. Há o pensar sensório-motor e a linguagem não cognitiva, 
como os balbucios. No entanto, todos os elementos da comunicação convergem em favor da progressão do pensa-
mento discursivo.
 – 9
A habilidade de a criança buscar sentido nas coisas que ouve, vê ou toca acontece gradativamente e de forma lenta.
A complexidade advém da multiplicidade de contextos envolvendo significados e significantes culturais diversos. A 
criança, à medida que cresce, é desafiada o tempo todo a buscar as qualidades plásticas da palavra, o ritmo, suas 
modulações, consonâncias, entre outras particularidades com as quais aos poucos ela tem contato.
A princípio, o fato, o objeto, a pessoa (o que ela fala e faz) impressionam. Como resposta a esse novo jeito de ver e 
compreender as coisas do mundo, a criança exprime suas opiniões ao seu modo, usando o corpo, o olhar, o choro, 
fixando-se em suas características essenciais, verbalizando apenas seus elementos mais notáveis. Entretanto, é nesse 
ir e vir conceitual que ela constrói conhecimento e desenvolve-se linguística e cognitivamente.
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO
Crianças bem pequenas 
(1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses)
Crianças pequenas 
(4 anos a 5 anos e 11 meses)
(EI02EF01) – Dialogar com crianças e adultos, expressan-
do seus desejos, necessidades, sentimentos e opiniões.
(EI03EF01) – Expressar ideias, desejos e sentimentos 
sobre suas vivências, por meio da linguagem oral e es-
crita (escrita espontânea), de fotos, desenhos e outras 
formas de expressão.
(EI02EF02) – Identificar e criar diferentes sons e reco-
nhecer rimas e aliterações em cantigas de roda e textos 
poéticos.
(EI03EF02) – Inventar brincadeiras cantadas, poemas e 
canções, criando rimas, aliterações e ritmos.
(EI02EF03) – Demonstrar interesse e atenção ao ouvir 
a leitura de histórias e outros textos, diferenciando escri-
ta de ilustrações e acompanhando, com orientação do 
adulto-leitor, a direção da leitura (de cima para baixo, da 
esquerda para a direita).
(EI03EF03) – Escolher e folhear livros, procurando orien-
tar-se por temas e ilustrações e tentando identificar pala-
vras conhecidas.
(EI02EF04) – Formular e responder a perguntas 
sobre fatos da história narrada, identificando cenários, 
personagens e principais acontecimentos.
(EI03EF04) – Recontar histórias ouvidas e planejar cole-
tivamente roteiros de vídeos e de encenações, definindo 
os contextos, os personagens, a estrutura da história.
(EI02EF05) – Relatar experiências e fatos acontecidos, 
histórias ouvidas, filmes ou peças teatrais assistidos etc.
(EI03EF05) – Recontar histórias ouvidas para a produção 
de reconto escrito, tendo o professor como escriba.
(EI02EF06) – Criar e contar histórias oralmente, com 
base em imagens ou temas sugeridos.
(EI03EF06) – Produzir as próprias histórias orais e 
escritas (escrita espontânea), em situações com função 
social significativa.
(EI02EF07) – Manusear diferentes portadores textuais, 
demonstrando reconhecer seus usos sociais.
(EI03EF07) – Levantar hipóteses sobre gêneros textuais 
veiculados em portadores conhecidos, recorrendo a es-
tratégias de observação gráfica e/ou de leitura.
(EI02EF08) – Manipular textos e participar de situações 
de escutapara ampliar seu contato com diferentes gê-
neros textuais (parlendas, histórias de aventura, tirinhas, 
cartazes de sala, cardápios, notícias etc.).
(EI03EF08) – Selecionar livros e textos de gêneros co-
nhecidos para a leitura de um adulto e/ou para sua pró-
pria leitura (partindo de seu repertório sobre esses textos, 
como a recuperação pela memória, pela leitura das ilus-
trações etc.).
(EI02EF09) – Manusear diferentes instrumentos e supor-
tes de escrita para desenhar, traçar letras e outros sinais 
gráficos.
(EI03EF09) – Levantar hipóteses em relação à lingua-
gem escrita, realizando registros de palavras e textos, por 
meio de escrita espontânea.
10 – 
Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações
As crianças sempre procuram se situar no espaço e no tempo com várias perguntas: “Aonde vamos? É longe? Estamos 
chegando? Mãe, vira ali? Já é noite? Já é hora de dormir?”.
Elas demonstram também curiosidade sobre o mundo físico, o próprio corpo, os fenômenos atmosféricos, os animais, 
as plantas e as transformações da natureza. Além disso, as crianças se deparam, frequentemente, com elementos do 
mundo matemático, como contagem, ordenação, quantidades, dimensões, medidas, pesos e comprimentos, distâncias 
e formas geométricas.
A Educação Infantil precisa promover experiências com as quais as crianças observem e manipulem objetos, investi-
guem e explorem seu entorno, levantem hipóteses e consultem fontes de informação para buscar respostas às suas 
curiosidades e indagações.
Assim, a escola criará oportunidades para a ampliação dos conhecimentos do mundo físico e sociocultural que o aluno 
tem como bagagem. Ele aprende interagindo, explorando, conversando, convivendo e, automaticamente, conhecendo-
-se em todo o processo.
Todos os campos de experiências são essenciais para preparar as crianças para os ensinos seguintes, introduzindo-as 
ao Ensino Fundamental, que, de acordo com a BNCC, foi pensado a partir das aprendizagens já adquiridas na etapa 
anterior.
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO
Crianças bem pequenas 
(1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses)
Crianças pequenas 
(4 anos a 5 anos e 11 meses)
(EI02ET01) – Explorar e descrever semelhanças e dife-
renças entre as características e propriedades dos obje-
tos (textura, massa, tamanho).
(EI03ET01) – Estabelecer relações de comparação entre 
objetos, observando suas propriedades.
(EI02ET02) – Observar, relatar e descrever incidentes do 
cotidiano e fenômenos naturais (luz solar, vento, chuva 
etc.).
(EI03ET02) – Observar e descrever mudanças em dife-
rentes materiais, resultantes de ações sobre eles, em ex-
perimentos envolvendo fenômenos naturais e artificiais.
(EI02ET03) – Compartilhar com outras crianças situa-
ções de cuidado de plantas e animais nos espaços da 
instituição e fora dela.
(EI03ET03) – Identificar e selecionar fontes de informa-
ções, para responder a questões sobre a natureza, seus 
fenômenos, sua conservação.
(EI02ET04) – Identificar relações espaciais (dentro e fora, 
em cima, embaixo, acima, abaixo, entre e do lado) e tem-
porais (antes, durante e depois).
(EI03ET04) – Registrar observações, manipulações e me-
didas, usando múltiplas linguagens (desenho, registro por 
números ou escrita espontânea), em diferentes suportes.
(EI02ET05) – Classificar objetos, considerando determi-
nado atributo (tamanho, peso, cor, forma etc.).
(EI03ET05) – Classificar objetos e figuras de acordo com 
suas semelhanças e diferenças.
(EI02ET06) – Utilizar conceitos básicos de tempo (agora, 
antes, durante, depois, ontem, hoje, amanhã, lento, rápi-
do, depressa, devagar).
(EI03ET06) – Relatar fatos importantes sobre seu nasci-
mento e desenvolvimento, a história dos seus familiares e 
da sua comunidade.
(EI02ET07) – Contar oralmente objetos, pessoas, livros 
etc., em contextos diversos.
(EI03ET07) – Relacionar números às suas respectivas 
quantidades e identificar o antes, o depois e o entre em 
uma sequência.
(EI02ET08) – Registrar com números a quantidade de 
crianças (meninas e meninos, presentes e ausentes) e 
a quantidade de objetos da mesma natureza (bonecas, 
bolas, livros etc.).
(EI03ET08) – Expressar medidas (peso, altura etc.), 
construindo gráficos básicos.
 – 11
Considerações finais
Todas as fichas que compõem os Cadernos da Educação Infantil contam com a presença de todos os campos de ex-
periências inter-relacionados, conforme as orientações da BNCC.
Em cada proposta, é possível identificar que as potencialidades da criança são trabalhadas integralmente. Em sala de 
aula, a criança deve:
 – ser encarada como sujeito da sua ação – e por isso ter liberdade para usar seus conhecimentos prévios ao discutir 
ideias compartilhadas, nos pequenos grupos ou na grande roda;
 – fazer uso das múltiplas linguagens orais (cantar, dançar, dramatizar, debater, posicionar-se, brincar e jogar) ou gráfi-
cas (desenhar, escrever, pintar, recortar e colar) para registrar o conhecimento construído até então ou socializá-lo;
 – ser incentivada a responder ao proposto sempre, e com liberdade, não sendo necessário que o professor/adulto 
faça por ela;
 – escolher livros, brinquedos, ideias, lugares, temas, o que escrever, o que responder, como pintar, sendo encorajada 
a assumir o que selecionou como exercício para conquistar sua autonomia;
 – produzir e expor, inclusive como proposto ao final de cada atividade, explicando o que fez, como e por que fez, 
o que contribuirá para a construção de imagens positivas sobre si e o outro, além de fazer com que entenda seu 
papel na escola com seus amigos e com os adultos;
 – ter inúmeras oportunidades para se inserir no grupo socialmente;
 – ao agrupar-se com seus colegas, fazer trocas generosas de conhecimento e de experiências, mas também muitas 
vezes enfrentar o conflito a partir do que é diferente ou novo;
 – interagir com o outro (crianças e adultos) e com os vários ambientes educacionais presentes na escola, investigan-
do-os;
 – criar condições individuais nos diferentes ambientes a partir dos objetos disponibilizados com imaginação e criati-
vidade;
 – enfrentar desafios de diferentes naturezas e responder pela via da imitação ou por meio da criação de estratégias 
inéditas para superá-los;
 – levantar hipóteses a partir de diferentes circunstâncias;
 – lidar com o imprevisível e o inesperado sem grande desconforto;
 – estabelecer relações entre os conteúdos interdisciplinares e atribuir sentido a eles registrando o conhecimento 
construído com o uso das múltiplas linguagens;
 – sentir prazer ao brincar, mas também ao descobrir formas diferentes de se expressar e validar suas ideias;
 – vivenciar momentos de interatividade, sempre de forma lúdica, envolvente e participativa.
 6 Registros e avaliação
Precisa, antes de mais nada, ser um observador que se observe 
para depois verificar o que há “ao seu redor” e observá-lo.
Sandra Carulli 
Na Educação Infantil, a finalidade básica da avaliação é identificar os níveis de aprendizagem alcançados pelas crian-
ças e, nesse processo, intervir ou tomar medidas educativas que vislumbrem a progressão do que se encontra em 
desenvolvimento.
O caminho que o professor deve percorrer é o seguinte: avaliar, planejar, ajustar, voltar a avaliar, planejar novamente. 
Nesse curso de ação, o docente deve incluir medidas para a aprendizagem de sua turma ou excluir estratégias pouco 
eficazes e que pouco contribuíram para que as crianças pudessem compreender e responder às atividades propostas.
Ao realizar a avaliação dos alunos, não cabe emitir juízo de valores individualizados, porque ela deve ser neutra, sem 
ser mecânica. O mais indicado é levantar hipóteses perguntando-se: o que meus alunos aprenderam? O que não 
aprenderam e por quê? O que eu poderia ter feito para que eles aprendessem mais?
Vale partir do que é físico, para além da subjetividade. Ao avaliar, portanto, não é viável julgar sem fundamentos cien-
tíficos, mas sim pensar em suposições a partir de dados concretos e técnicos, como os registrosdas crianças e, prin-
cipalmente, os objetivos que se pretendeu alcançar.
12 – 
Com regularidade, o professor deve acompanhar o desenvolvimento das atividades, o que dá condições de avaliar 
tanto os aspectos cognitivos quanto os relacionais afetivos: se os alunos concordam, discordam, agem, reagem, criam, 
rejeitam, ouvem, ignoram, acolhem, cooperam entre si, decidem, resolvem, pedem ajuda etc.
Para equacionar processos de aprendizagem e desenvolvimento, o professor precisa olhar para as crianças de forma 
sistêmica e, assim, ter uma leitura clara, objetiva e pedagógica de cada um de seus alunos. Nesse contexto, os indica-
dores observáveis e os objetivos didáticos de cada sequência podem, e muito, contribuir com essa dinâmica, que deve 
ser justa e ética.
Para o sistema de avaliação, seguem os objetivos indicados na BNCC para a Educação Infantil como um todo (essen-
ciais especialmente àqueles que irão ingressar no Ensino Fundamental), os quais poderão servir de parâmetro semes-
tral ou anual para apresentar o nível de aprendizagem e desenvolvimento alcançado pelas crianças.
SÍNTESE DAS APRENDIZAGENS
O eu, o outro e o nós
Respeitar e expressar sentimentos e emoções.
Atuar em grupo e demonstrar interesse em construir novas relações, respeitando a 
diversidade e solidarizando-se com os outros.
Conhecer e respeitar regras de convívio social, manifestando respeito pelo outro.
Corpo, gestos e movimentos
Reconhecer a importância de ações e situações do cotidiano, que contribuem para 
o cuidado de sua saúde e a manutenção de ambientes saudáveis.
Apresentar autonomia nas práticas de higiene, alimentação, vestir-se e no cuidado 
com seu bem-estar, valorizando o próprio corpo. Utilizar o corpo intencionalmente 
(com criatividade, controle e adequação) como instrumento de interação com o 
outro e com o meio. Coordenar suas habilidades manuais.
Traços, sons, cores e formas
Discriminar os diferentes tipos de sons e ritmos e interagir com a música, perce-
bendo-a como forma de expressão individual e coletiva. Expressar-se por meio das 
artes visuais, utilizando diferentes materiais.
Relacionar-se com o outro empregando gestos, palavras, brincadeiras, jogos, 
imitações, observações e expressões corporais.
Escuta, fala, pensamento e 
imaginação
Expressar ideias, desejos e sentimentos em distintas situações de interação, por 
diferentes meios. Argumentar e relatar fatos oralmente, em sequência temporal e 
causal, organizando e adequando sua fala ao contexto em que é produzida. Ouvir, 
compreender, contar, recontar e criar narrativas. Conhecer diferentes gêneros e 
portadores textuais, demonstrando compreensão da função social da escrita e re-
conhecendo a leitura como fonte de prazer e informação.
Espaços, tempos, quantidades, 
relações e transformações
Identificar, nomear adequadamente e comparar as propriedades dos objetos, es-
tabelecendo relações entre eles. Interagir com o meio ambiente e com fenômenos 
naturais ou artificiais, demonstrando curiosidade e cuidado com relação a eles. Uti-
lizar vocabulário relativo às noções de grandeza (maior, menor, igual etc.), espaço 
(dentro e fora) e medidas (comprido, curto, grosso, fino) como meio de comunica-
ção de suas experiências.
Utilizar unidades de medida (dia e noite; dias, semanas, meses e ano) e noções 
de tempo (presente, passado e futuro, antes, agora e depois), para responder a 
necessidades e questões do cotidiano.
Identificar e registrar quantidades por meio de diferentes formas de representação 
(contagens, desenhos, símbolos, escrita de números, organização de gráficos 
básicos etc.).
 – 13
rie pn e eO t da s aç iõ g sae as r ó ic e gg
 1 Orientações gerais aos professores
Apresentamos a seguir orientações específicas para o trabalho com as crianças da Educação Infantil. A partir de temas 
diversos, elas poderão contribuir para o desenvolvimento de uma postura pedagógica enriquecedora.
a) Rotina institucional
A rotina é um instrumento gerencial de grande valor para uma instituição, tendo em vista a organização dos alunos, 
das famílias e dos profissionais que fazem o atendimento às crianças direta ou indiretamente. Ela permite que todos 
se orientem no tempo e no espaço do ambiente educacional, o que possibilita que todos os envolvidos sejam indepen-
dentes e autônomos. 
Cabe a você, professor, criar um espaço dentro da sala de aula para expor a rotina e trabalhar com ela pedagogicamen-
te, abordando-a dia após dia, sem se esquecer de introduzir as necessárias modificações. 
Início do período
A rotina deve ser abrangente, mas também pode ser trabalhada de forma localizada e participativa, por exemplo duran-
te a utilização de recursos diversos: calendário, chamada interativa etc.
Calendário
O calendário é um recurso rico em informações. Com ele, é possível estudar os dias da semana, os meses do ano, os 
feriados e as estações climáticas.
A adoção de uma postura problematizadora é sempre bem-vinda na sala de aula, já que possibilita às crianças levantar 
hipóteses sobre o tempo, o que envolve conceitos de grande complexidade. 
Com o calendário, é possível fazer muitas perguntas: que dia é hoje? Em que mês estamos? Que dia foi ontem? Que 
dia será amanhã?, entre muitas outras.
É importante lembrar que o excesso de questionamentos não é eficaz em se tratando de aprendizagem; é necessário selecio-
nar previamente os pontos que serão destacados naquele dia e quais perguntas vão nortear o desenvolvimento da atividade.
Outras questões podem ser discutidas, porém elas devem ser identificadas e problematizadas a partir do universo cul-
tural dos alunos, e não somente o do professor, pois há uma relativa distância entre um e outro.
As datas comemorativas e os aniversários dos alunos não podem ser esquecidos, mesmo aqueles que caem nos finais 
de semana ou feriados.
Chamada interativa
Na chamada interativa, você sugere que o grupo observe a sala e verifique quem está presente e quem faltou. A lista 
de nomes gravados em placas ou crachás é um material que pode ser aproveitado de forma inovadora, envolvendo 
aspectos da linguagem escrita de maneira lúdica e, portanto, agradável aos alunos.
Sugestões:
 – Preenchimento do quadro com números: Quantos somos? Quantos faltaram?
 – Quadro com as fichas de todos os nomes dos alunos que possibilite a retirada dos nomes daqueles que faltaram.
 – Quadro com bonequinhos confeccionados pelas crianças para a representação delas. Eles devem apresentar o 
nome de cada criança e ser caracterizados por uma imagem, também escolhida por cada aluno.
A chamada interativa faz com que as crianças valorizem a dinâmica da sala de aula e até desejem que todos estejam 
presentes no dia a dia da instituição. Por ser de caráter lúdico, é envolvente e desperta o interesse dos pequenos.
Sugestões de atividades com os crachás de nomes
 – Espalhar os crachás no meio da sala e pedir que cada aluno ache o seu.
 – Misturar os crachás no chão para que separem os nomes dos meninos dos das meninas.
 – Misturar os crachás e sugerir que separem os nomes das crianças que faltaram dos nomes dos alunos presentes.
 – Separar os crachás cujos nomes comecem ou terminem com a mesma letra ou tenham o mesmo número de letras.
 – Brincar de batata quente: os alunos em roda ouvem uma música e ao mesmo tempo passam de mão em mão al-
gum objeto. Quando a música é interrompida, aquele que estiver com o objeto nas mãos deve dizer o seu nome e, 
em seguida, reconhecer entre os crachás aquele que é o seu. 
 – Espalhar os crachás no chão ou sobre uma mesa e pedir que cada aluno, um por vez, escolha um crachá e o en-
tregue a seu dono, que deve colocá-lo de volta no quadro de chamada.
14 – 
 – Sortear um crachá e brincar de adivinhar o nome misterioso, que deve ser mantido escondido por aquele que 
vai comandar a jogada. O líder da partida soletra as letras do nome sorteado: “Te dou um C, te dou um A, te 
dou um I, te dou um O; o que formou?” A turma deve dizer o nome correto – neste caso, CAIO – e o aluno 
chamado pega o seucrachá e coloca-o no quadro de chamada, podendo ser o próximo a cantar as letras de 
outro nome.
 – Brincar de forca com os nomes.
b) A rotina e as atividades do dia
A primeira etapa para a implantação de uma rotina é apresentar como ela está organizada. Para tanto, os nomes dos 
dias da semana devem ser trabalhados com as crianças, como também é necessário discutir por que a rotina é impor-
tante.
Com as crianças organizadas na grande roda, pode-se propor uma “troca de ideias”, tendo como objetivo dar sentido 
à palavra rotina.
Por que a rotina é importante? Por que saber o que vai acontecer no dia é interessante?
Ao longo da discussão, destaque o fato de a rotina oferecer segurança aos alunos, porque eles sabem previamente de 
quais atividades irão participar naquele dia, o que permite que atuem com mais autonomia e tranquilidade no ambiente 
escolar. 
A apresentação das propostas do dia, se realizada com regularidade, pode contribuir especialmente para que, de modo 
gradativo, as crianças construam o conceito de tempo, o qual, como sabemos, é complexo para a faixa etária atendida 
na Educação Infantil.
Como trabalhar os dias da semana
Para o trabalho com os dias da semana, uma possibilidade é afixar na lousa cartazes com os nomes de cada dia escri-
tos com cores diferentes. As cores, além de atraírem a atenção das crianças, ajudam a turma a associar cada coloração 
ao dia correspondente – e com o decorrer do tempo os alunos poderão sozinhos apresentar aos amigos em qual dia 
da semana estão.
As atividades do dia
Diariamente, uma vez destacado em qual dia da semana estão, cabe a você, professor, apresentar as atividades que 
serão desenvolvidas ao longo do período, tanto as envolvendo aos campos de experiências como as de vivência para 
além da sala de aula. Segue um exemplo:
 – Imagens, sons e palavras (Linguagem)
 – Parque
 – Lanche
 – Investigação e descoberta (Matemática)
 – Inglês
 – Saída
Para a apresentação do dia a dia escolar, você deverá confeccionar cartões com os nomes das diferentes atividades 
praticadas na escola – as coordenadas por você e também aquelas sob o comando de especialistas ou próprias do 
cotidiano escolar.
Nos primeiros dias, após a realização de cada uma das propostas, as crianças deverão escolher uma figura que repre-
sente o momento vivido para fazer a colagem dela em papel kraft, previamente afixado no chão da sala de aula para 
facilitar seu manuseio.
Se for possível, fotografe cada painel, faça a impressão das fotos e cole-as junto ao nome da atividade que serviu de 
inspiração.
Além das atividades coligadas aos campos de experiências, é possível apresentar outras, que compõem a rotina de 
cuidados que as crianças precisam ter durante o período de atendimento:
 – Cuidar da mochila, guardando-a no final do período.
 – Cuidar da lancheira e após o uso guardá-la na mochila.
 – Deixar a agenda disponível para ser usada pelo professor e, ao final do período, guardá-la na mochila.
 – Ao final do horário do parque, ainda nesse espaço, sacudir a areia que por ventura tenha ficado no tênis.
 – Lavar as mãos ao sair do parque e sempre manter bons hábitos de higiene.
Certamente, para tudo o que foi pontuado dentro do aspecto rotina institucional, é imprescindível considerarmos a faixa 
etária das crianças e o nível de desenvolvimento do grupo como um todo.
 – 15
c) Os fazeres na Educação Infantil
Modelar, recortar, colar, perfurar, montar, pintar, alinhavar, dançar, cantar, brincar e outros fazeres são condições e 
oportunidades que contribuem para a construção do conhecimento, principalmente quando é proposto que as crianças 
simbolizem, explicitem, produzam e se expressem a partir da discussão de um determinado assunto. As diferentes ati-
vidades propostas favorecem o desenvolvimento intelectual, psicomotor, a expressão corporal, entre outros processos 
de aprendizagem em curso.
Sob o nosso ponto de vista, é indispensável oferecer uma gama considerável de oportunidades para que os alunos 
tenham condições de fazer leituras de mundo a partir de um ou de vários contextos sociais. As crianças devem, mesmo 
em atividades orientadas, ter liberdade para expressar suas ideias e sua visão.
Assim, principalmente quando as propostas forem desafiadoras e os resultados visíveis às crianças, elas começarão a 
compreender que o ambiente educacional planejado está a serviço do seu bem-estar, prazer e aprendizagem, especial-
mente quando têm a oportunidade de trabalhar em pequenos grupos durante a resolução de um problema. 
d) Os materiais e a sua distribuição no espaço físico
Os materiais necessários à realização das atividades devem fazer parte do seu planejamento, professor. Eles precisam 
ser selecionados com antecedência, visando à qualidade, à segurança, à diversidade, à quantidade e à adequação às 
diferentes faixas etárias.
Os materiais devem ser continuamente observados para que não apresentem perigo e estejam sempre disponíveis em 
volume suficiente para todos. O espaço institucional deve ser observado sempre, principalmente no momento em que 
as crianças estiverem se movimentando nos espaços fixos e/ou alternativos, onde devem responder criativamente e 
com espontaneidade às próprias curiosidades ou descobertas.
Assim, materiais diversos devem ser colocados à disposição democraticamente e em lugar de fácil acesso, para que 
as crianças possam, com independência, fazer escolhas. 
No início do semestre, quando forem apresentados os materiais às crianças, é provavél que elas fiquem alvoroçadas 
na tentativa de pegar além do necessário para a realização de alguma tarefa. Cabe então organizar o grupo em uma 
roda e discutir com ele algumas regras, tendo em vista acalmar esse momento. Aos poucos, as crianças vão compre-
endendo que não há necessidade de correr, porque há quantidade o bastante para atender a todos.
Indicamos a seguir alguns materiais que podem ser providenciados, lembrando que a gama de itens é tão grande que 
seria impossível elencar um grupo ideal de objetos neste manual: tecido em grande metragem e seus retalhos, papéis 
de diversas gramaturas, tintas de várias texturas, massinha, argila, cola, palitos, caixas de papelão, latas, embalagens 
vazias, material reciclável, revistas, gibis, jornais, material diversificado (pedras, arame encapado, talheres de plástico, 
figuras recortadas de EVA, feltro, bonequinhos, animais de plástico, argolas etc.), instrumentos como tesoura e estacas 
de madeira, barbante, lã etc.
A criança e a importância da mobilidade no espaço físico – Movimento
Durante as atividades também ocorre, paralelamente, o desenvolvimento da coordenação motora e a expressão corporal.
Um ambiente com recursos didáticos organizados de forma acessível e democrática, isto é, ao alcance das crianças, 
contribui de maneira expressiva para que haja o desenvolvimento a partir da mobilidade no ambiente educacional.
Para se adaptarem aos espaços com que têm contato e aos recursos distribuídos, as crianças devem construir e des-
construir formas e conteúdos, além de usar movimentos variados para alcançar os resultados esperados.
As atividades devem incluir experiências práticas que envolvam os dedos, as mãos, os pés, os cotovelos, o rosto, a 
boca, enfim, o corpo da criança, a qual descobre aos poucos o que é possível fazer ou não com ele. Ao mesmo tempo, 
experimenta diferentes sensações, principalmente quando consegue superar algum desafio durante as propostas no 
dia a dia institucional.
e) Período de adaptação 
Introdução
O ingresso na vida escolar representa um importante acontecimento na vida da criança sob vários aspectos. Essa fase, 
justamente por sua importância, exige que os alunos passem por um período de adaptação, afinal, ao entrarem na escola, 
encontrarão uma gama variada de situações, atividades e oportunidades que até então não haviam vivenciado.
A adaptação faz parte de um processo de sucessivas mudanças, de muito crescimento e amadurecimento para todos 
os que se envolvem nela. Todos os profissionais que trabalhamna instituição, em especial os professores, devem co-
nhecer com intimidade o que acontece com as crianças e suas famílias – e com eles próprios – por ser um período em 
que o cuidado (observar e dar atenção) deve ser contínuo.
As orientações a seguir são importantes porque, além de propícias à socialização das crianças, que entram em contato 
com um ambiente novo e com colegas diferentes, também oferecem a você, professor, a oportunidade de ter ciência 
dos conhecimentos prévios de sua turma de alunos. 
16 – 
Objetivo
Acolher e cuidar das crianças novas, tendo em vista a sua socialização e integração com o ambiente educacional, tanto 
no início do ano como após as férias de julho.
Proposta
A proposta para os períodos de adaptação de fevereiro e agosto prevê a realização de atividades coletivas lúdicas, 
com cantos de interesse, jogos, rodas diversas, entre outras. Nessas situações, as condições são especiais para a 
assimilação abrangente, a apropriação da realidade, a construção de hipóteses e a elaboração de situações-problema 
que visam à compreensão e ao enriquecimento de situações reais de interação entre as crianças.
Alunos
Os sentimentos, as emoções e a individualidade de cada criança são aspectos importantes a serem considerados no 
processo de socialização e integração com o ambiente educacional.
Algumas crianças enfrentam bem esse período; outras nem tanto. Umas são mais independentes, autônomas e curio-
sas sobre quem são as pessoas que de repente as rodeiam e a respeito do lugar onde estão. O contrário disso é o 
estranhamento de tudo e de todos, o que pode ocasionar medo e insegurança, dois sentimentos gerados por uma 
excessiva sensação de abandono ao serem deixadas em um lugar com adultos e crianças nunca vistos até então. O 
desconhecido pode causar ansiedade, passividade, agressividade, insônia ou sonolência, febre inesperada, choro so-
frido, diarreia. Cabe a você, professor, redobrar a atenção a fim de identificar sinais de anormalidade no comportamento 
de seus alunos. 
A criança deve entrar na escola e sentir-se bem, ser reconhecida como única e capaz de resolver problemas; deve ser 
acolhida em seu jeito de ser, estar e conviver e, para tanto, ser estimulada continuamente a se expressar com liberda-
de – seja dançando, falando, encenando, inferindo, desenhando, dizendo não ou sim, defendendo seu espaço como 
sabe e pode.
Embora o período possa ser difícil para os pequenos, ele contribui de forma significativa para o seu fortalecimento 
emocional, considerando que terão que enfrentar, ao longo da vida, situações semelhantes envolvendo a separação 
de pessoas e mudanças. 
Os professores e a equipe de profissionais que organizam o trabalho na escola 
Os profissionais da escola também precisam ter conhecimento prévio sobre as crianças, bem como ter suas angústias 
acolhidas. Por não conhecerem os alunos e suas famílias, eles podem ter medo de errar, de comprometer as condições 
de atendimento diante dos sentimentos de abandono que os alunos experimentam nesse período. 
Sejam os alunos que estão pela primeira vez no ambiente escolar ou aqueles que retornam para mais um ano na pro-
gressão de seus estudos, todos sofrerão e passarão pelas “novidades”, já que encontrarão professores e amigos novos 
– e muitos outros desafios aos quais terão que se adaptar. 
A proposta eleita para os períodos de adaptação de fevereiro e agosto foi organizada contando com a realização de 
atividades coletivas (jogos, brincadeiras e cantigas de roda), com cantos de interesse e o apoio de textos bem lúdicos e 
dinâmicos intencionalmente escolhidos – lembrando que o texto é um recurso rico, usado como disparador em diversos 
contextos. 
Cada ser humano traz consigo a somatória de suas vivências, experiências e modelos de convívio. A escola como um 
todo precisa estar sensível às manifestações individuais dos alunos, de forma a atender prontamente às suas necessi-
dades, com paciência para facilitar e aproximar os alunos do cotidiano escolar, o que possibilita a criação de vínculos 
de confiança e afeto. Também é vital a escuta atenta das dúvidas e inquietações de pais e familiares, sempre visando 
ao bem-estar da criança.
f) A tecnologia na Educação Infantil
Desde a invenção do quadro negro, passando pela chegada do projetor de transparências, da fotocopiadora e do vi-
deocassete, o foco da tecnologia em sala de aula vinha sendo apresentar informações. No século XXI, em razão da 
disseminação de computadores e de programas interativos, o desafio passou a ser outro: como acessar a informação 
de forma democrática, rápida e com praticidade?
Em razão das novas demandas, outros dispositivos tecnológicos foram criados com o objetivo de promover a equidade 
e a qualidade do ensino, além de aproximar a escola do universo do aluno. Por isso, hoje, grande parte das escolas 
dispõe da tecnologia em diferentes equipamentos ou objetos, de forma que os alunos possam ter acesso a essas 
ferramentas desde pequenos, apropriando-se dos comandos que existem em cada um deles: como ligar e desligar 
brinquedos sonoros, acionar luzes ou até manipular computadores e tablets.
A partir dos três anos de idade, a criança passa a se autodefinir e a se diferenciar decisivamente dos seus pares. 
Essa é, sem dúvida, uma das etapas mais importantes em todos os aspectos: psicomotores, sociais e intelectuais. É a 
fase dos porquês sobre o que vê, toca, sente e ouve – com perguntas naturais para o desenvolvimento de processos 
de aprendizagem, características e interesses pessoais.
 – 17
Enquanto escola, assumimos uma grande responsabilidade, porque os alunos buscam o que querem ou o que os atrai, 
num movimento natural exploratório que nunca se acaba – pelo contrário, ele enriquece com qualquer experiência a 
partir de um processo que pode ser sintetizado como imitar/manipular para conhecer/verificar.
Nesse contexto, a informática passa a ser de grande auxílio na construção do conhecimento, em todos os estágios 
do aprendizado. A criança vai, aos poucos, manuseando o computador, explorando-o, conseguindo demonstrar o que 
sabe e o que é capaz de produzir e de encontrar. 
O computador dispõe as informações de maneira clara, objetiva, lógica e atrativa, o que favorece a exploração espontâ-
nea e a autonomia na aprendizagem, como também aumenta o campo visual perceptível e o raciocínio dos pequenos. 
Na pedagogia, ele vem sendo apontado por educadores como um facilitador do desenvolvimento natural da expressão 
simbólica da criança, que usa os caracteres gráficos e a leitura frequente.
Não estamos defendendo a inclusão de aulas de informática no programa das instituições de ensino, mas sim a adoção 
de estratégias pontuais para a inserção do aluno no mundo computacional – com visitas ocasionais ao laboratório, por 
exemplo.
g) Registros – letra bastão e cursiva
Os registros das crianças em diferentes suportes representam individualmente como o conhecimento sobre um deter-
minado assunto está organizado. Em outras palavras, o que é grafado a partir de um disparador são os saberes cons-
truídos pelas crianças até aquele momento.
Portanto, se a produção é um resultado individualizado, não cabe a comparação entre as crianças, mas sim analisar o 
processo vivido por cada aluno individualmente.
Os registros são solicitados, na maioria das vezes, logo após alguma atividade de leitura, brincadeira ou jogo. Eles 
podem ser orais ou gráficos, e oferecem condições para o professor investigar o que seus alunos já sabem fazer e 
ajustar os planejamentos presentes no material didático, dando mais ênfase aos conteúdos identificados como aquém 
do esperado para aquela faixa etária.
É experimentando traços aparentemente sem nexo – as chamadas garatujas – que as crianças pequenas desenham 
e escrevem na tentativa de representar o que interpretaram do mundo à sua volta. Na infância, é particularmente im-
portante explorar sem amarras esse tipo de produção, porque os pequenos estabelecem relações o tempo todo entre 
o conhecimento construídoe as novas informações, conhecendo outras possibilidades de escrever, dançar, falar, de-
senhar, pintar etc. “É com a exploração desses rabiscos que a criança vai construir sua produção autoral”, afirma Rosa 
Iavelberg, livre docente e pesquisadora da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP).
A letra cursiva na Educação Infantil
Traçamos dois objetivos ao pensarmos em escrever este texto: o primeiro foi o de apresentar nossa posição quanto ao 
uso da letra cursiva na Educação Infantil; o segundo, orientar os professores quanto a essa questão, tendo como base 
um dos princípios educacionais presentes na proposta pedagógica do Sistema de Ensino Objetivo, o qual institui que 
as crianças tenham acesso irrestrito à cultura, com adequação às diferentes faixas etárias. 
Segundo o Sistema de Escrita Alfabética (SEA), é necessário que as crianças conheçam textos de diferentes gêneros 
e suportes textuais e usem variados tipos de letras em situações de escrita de palavras e textos (BRASIL, 2012). 
É previsto, portanto, que as crianças aprofundem e consolidem as habilidades de reconhecimento e utilização de letras 
variadas para escrever diferentes discursos ao longo do primeiro ciclo. Cabem aqui algumas perguntas: quando essas 
letras devem ser apresentadas às crianças? Somente no Ensino Fundamental? Ou é possível apresentá-las de forma 
espontânea desde a Educação Infantil?
Por ter ciência de que nada se aprende de uma hora para outra, e que nem existe um sinal que nos aponte o momento 
exato para se ter contato com determinado conhecimento, o Objetivo fez sua opção filosófica e pedagógica acreditando 
que a criança deve conhecer as várias letras, sendo dever da escola apresentá-las.
A escrita em letra cursiva não deve ser motivo de preocupação para as crianças da Educação Infantil 1 e 2, até porque 
não estamos trabalhando sob a luz de concepções de Educação que valorizam o produto pelo treino ou pela memo-
rização. Aqui, o foco está no produto que se materializa ao longo do percurso criativo ou durante a compreensão do 
sistema alfabético. 
No aprendizado da escrita, o que vale é o contato com textos dos mais variados gêneros para que, ao longo do tempo, 
as crianças tenham condições de fazer seus registros espontâneos a partir de seus conhecimentos – ou ainda de suas 
representações mentais – evoluindo da garatuja à letra bastão ou à letra cursiva. 
Faz-se necessário destacar uma diferença fundamental entre o trabalho que deve ser realizado com a letra cursiva e 
a bastão na Educação Infantil e no Ensino Fundamental, principalmente nos primeiros anos dedicados ao processo de 
aprendizagem das técnicas de alfabetização. 
18 – 
Em toda a Educação Infantil, os alunos terão acesso à letra cursiva de forma espontânea, sem que esteja previsto um tra-
balho formal voltado para a aprendizagem dos traçados de cada letra nessa forma. Portanto, a letra cursiva não passa pelo 
viés da obrigatoriedade e deve ser compreendida como possibilidade de escolha dos alunos.
O contato com o traçado da letra cursiva nesse segmento ocorre de maneira espontânea. A ficha do Caderno do aluno 
foi pensada a partir de dois tipos de letras. Acompanhe a descrição a seguir.
A letra bastão
Não há dúvidas de que no processo de construção da escrita as crianças passam por situações permeadas de dúvidas, 
ensaios, erros e acertos, o que pode deixá-las inseguras e, ao mesmo tempo, desafiá-las a ousar escrever o que ainda 
não sabem. 
Dependendo do ambiente e da postura do professor em sala de aula, as crianças escrevem espontaneamente e, para 
facilitar o próprio processo, acabam por optar naturalmente pela letra bastão, porque ainda não conseguem emendar 
as letras e, ao mesmo tempo, dividir a atenção entre o que escrever e como escrever.
Assim, optamos pela letra bastão para escrever os mais variados textos no Caderno do aluno: histó-
rias, poemas, contextualizações de situações-problema, informativos, chamadas especiais, entre outros. 
A opção se justifica porque ela é encontrada no mundo externo em diferentes dimensões, e sua apresentação vai facili-
tar a construção de contextos diversos durante as atividades de leitura, com as quais as crianças terão a oportunidade 
de multiplicar ideias, criar e inovar condições, objetos, lugares etc.
A letra bastão e a cursiva no material didático
A letra cursiva, por sua vez, foi utilizada para escrever os enunciados que são lidos pelos professores, os quais apre-
sentam com objetividade o que as crianças terão que responder durante o desenvolvimento da atividade. Pedagogica-
mente, o ideal é que os professores apresentem ou exponham a letra cursiva aos alunos indiretamente na sua rotina.
Expor os alunos à letra cursiva significa permitir que eles observem você, espontaneamente, enquanto escreve na 
lousa ou em outro suporte, nas mais diferentes situações didáticas. 
Vale destacar aqui que, ao escrever com a letra cursiva, não se deve chamar a atenção dos alunos para os traçados de-
senhados nem mesmo sugerir que façam uso de determinada letra para responder às propostas presentes nas fichas 
do Caderno. Os pequenos devem ser incentivados a fazer seus registros usando letras, números e até desenhando da 
melhor forma que puderem. 
Mesmo que as atividades estejam voltadas para o ensino do traçado da letra cursiva, afirmamos que nada passa desperce-
bido pelas crianças – principalmente o que é diferente – porque nas entrelinhas, indiretamente, o desafio está posto. Assim, 
elas vão comparar, experimentar e explorar outros jeitos e linguagens para expressarem suas ideias. 
As crianças terão, portanto, diferentes percepções sobre a escrita, principalmente pelo confronto entre uma e outra 
forma de escrever, o que contribui de forma significativa para a progressão de diferentes processos de aprendizagem 
e desenvolvimento em curso. 
 – Perceberão que as letras bastão são escritas separadamente, enquanto as cursivas formam um todo pela conti-
nuidade entre elas. 
 – Observarão que as palavras escritas em letra cursiva têm um conjunto de letras emendadas, enquanto as letras 
bastão ficam soltas.
 – Identificarão que o traçado da letra bastão é um e o da cursiva é outro, o que origina movimentos diferenciados com 
a mão ao desenhar formas (mais redondas, fininhas, compridas ou “retinhas” etc.).
A nossa intenção ao inserir a letra cursiva nas fichas do Caderno do aluno foi a de oferecer condições e oportunidades 
para que as crianças façam a passagem de uma letra para outra com mais segurança, devido às representações men-
tais construídas ao longo de toda a Educação Infantil. Além disso, permitir que compreendam as diferentes modalida-
des da escrita como variantes da nossa cultura.
O mais importante é que as crianças se deparem com o desafio de escrever à mão porque, ao final, os movimentos re-
alizados durante os registros contribuem para o desenvolvimento da atenção, para a formação da memória, do sentido 
da escrita, do desenho etc. 
 2 Orientações pedagógicas gerais
a) Base metodológica – por resolução de problemas
A concepção de Educação eleita para a proposta pedagógica do Sistema de Ensino Objetivo formaliza-se quando os 
educandos conseguem estabelecer certa intimidade com o objeto de estudo, seja refletindo, investigando, perguntando, 
respondendo, duvidando, descobrindo – parcial ou totalmente – o mistério a ser desvendado. A cada passo, os alunos 
conseguem superar obstáculos epistemológicos, o que contribui para expandir para que haja aprendizagem efetiva.
 – 19
A metodologia eleita pelo Objetivo, por resolução de problemas, destaca que o desafio é o elemento que dá condições 
para o desenvolvimento de processos de aprendizagem. As questões devem ser instigantes e partir do universo cultural 
do outro e não daquele que questiona.
Ao desafiar os alunos, a mágica do momento está posta, haja vista os múltiplos contextos que se desencadeiam 
no universo mental de cada um dos alunos, com sua bagagem individual de interesses e/ou necessidades. Oaluno movimenta conhecimentos prévios, levanta hipóteses e, em seus conflitos cognitivos, busca soluções para 
resolver o problema gerado pelo desafio proposto. Assim, com a situação-problema e pela interação com o outro, 
há a progressão.
A metodologia por resolução de problemas orienta o professor a provocar seus alunos, fomentando a incerteza 
sobre o que sabem e o que ainda precisam saber. Ao mesmo tempo, o docente deve auxiliar a turma a dissipar 
suas dúvidas: imaginar, buscar saídas de resolução, decidir, registrar e validar o conhecimento que embasou 
sua resposta.
Nesse contexto, além dos benefícios pedagógicos, às crianças se oferece condições para a conquista de sua autono-
mia e independência; elas aprendem a lidar com as diferenças durante as discussões em pequenos grupos, exercitam 
a arte de escolher caminhos e validam ou defendem suas ideias.
Procedimento metodológico – problematização
Você, professor, deve se valer do universo cultural do aluno, a partir do qual pode investigar, pela via das perguntas, o 
que seus alunos desconhecem. Os questionamentos suscitam dúvidas, visando a abrir caminhos e facilitar a aproxima-
ção gradativa com o já convencionalmente construído pela humanidade.
Nessas circunstâncias, você vai experimentar a diversidade; conhecer a cultura compreendida e verbalizada na voz ou 
nos registros produzidos com muita imaginação pelo grupo de crianças pelo qual é responsável.
Os questionamentos possibilitam e fortalecem a parceria entre crianças e adultos; exercitam o pensamento e, portanto, 
viabilizam a criação de ideias.
O tempo entre a pergunta e a resposta
Para atender às crianças, os professores desempenham o papel de mediadores entre o conhecimento científico e o 
conhecimento prévio dos alunos, tomando como principal procedimento metodológico a pergunta. 
Para tanto, é preciso entender que, mesmo que a criança aparentemente ignore alguns questionamentos feitos pelos 
adultos, isso não significa desinteresse ou desatenção, mesmo porque as respostas poderão ser identificadas de várias 
formas: num gesto, um olhar, uma sílaba, um sorriso e até pelo “dar de ombros”, caso nada do que tenha ouvido faça 
sentido a ela.
Além disso, cabe lembrar: ao fazer uma pergunta às crianças, é necessário esperar um tempo para que elas atribuam sen-
tido ao que ouviram e, assim, manifestem alguma reação. Ao adulto também não é aconselhável responder imediatamente 
aos questionamentos feitos em sala de aula, salvo quando atende a bebês.
Se for necessário repetir a pergunta, você deve tentar usar as mesmas palavras selecionadas no primeiro momento. 
Ao questionar com outro vocabulário, as crianças podem perder a referência ou o investimento feito para entender ou 
dar sentido ao que ouviram anteriormente, o que dificulta essa “tradução”.
O fato é que as crianças se comunicam, mas sabemos – e escreveu Foucault – que nenhum discurso é completo. Por 
isso, o aluno pode não conseguir responder literalmente à pergunta, mas vai se esforçar para dar uma resposta coe-
rente se lhe for dado um tempo razoável para que atribua sentido às palavras que ouviu.
Por meio da fala ou do corpo, as crianças sempre respondem. Cabe ao adulto aprender a ler seus sinais, traduzi-los ou 
investigar o que se pretendeu comunicar para, assim, atender às suas necessidades.
Quando houver circunstâncias e propostas nas quais as crianças reajam de modo incomum (com muita energia ou de 
modo apático), cabe fazer uma autoavaliação com o propósito de fazer ajustes na sua prática pedagógica. 
 – A proposta apresentada foi desafiadora?
 – Faltou algum recurso para que as crianças pudessem se envolver e participar?
 – A quantidade de material disponibilizado foi suficiente?
 – Fui claro ao apresentar a proposta? Será que meus alunos entenderam o que deveriam fazer?
 – Instiguei e incentivei meus alunos a perceber a importância daquela atividade?
 – Foi uma proposta que exigiu tempo demais e por isso a turma se desmotivou?
Concluindo, é importante deixar de lado a hipótese de que seus alunos não se interessam por aquilo que você fala ou 
propõe, levando em conta que as crianças são seletivas e acolhem o que vai lhes dar prazer e alegria. Também é im-
portante ter em mente que entre a pergunta e a resposta há um tempo de introspecção e busca por respostas.
20 – 
b) Didática
A didática organiza o todo educacional em função da aprendizagem dos alunos. Ela compreende o planejamento 
abrangente, o qual orienta e explicita a teoria que embasa toda a proposta pedagógica, e as atividades desafiadoras 
conectadas entre si, tendo em vista alcançar um determinado objetivo. Ela indica a forma como os agrupamentos de-
vem ser propostos e os materiais disparadores ou de suporte (incluindo os gráficos, de papelaria e a tecnologia).
Se a metodologia indica o desafio como condição para a aprendizagem, a didática deve caminhar em direção a essa 
premissa, tendo a situação-problema como base.
– Os campos de experiências e a didática
As atividades com os campos de experiências trabalham aspectos pessoais, sociais e culturais, de forma que as crian-
ças futuramente possam enfrentar as demandas da nossa sociedade contemporânea.
Ao pautar os trabalhos na Educação Infantil pelos campos de experiências, subverte-se a lógica disciplinar por área 
de conhecimento, centrando-se em uma perspectiva mais complexa de produção de saberes em que a criança, sus-
tentada pelas relações interpessoais e práticas educativas cotidianas, viverá a progressão de diferentes processos de 
aprendizagem e desenvolvimento.
As crianças aprendem e conseguem se expressar de diferentes formas: brincando, participando, convivendo, exploran-
do e conhecendo-se. Esses verbos, presentes em cada campo de experiências, conduzem um trabalho pedagógico em 
que a criança é sujeito de sua ação.
A proposta prevê uma mudança de paradigmas: o adulto não antecipa respostas, não descobre pelos seus alunos, não os 
apressa. As crianças são instigadas a comparar, defender, resistir, excluir, incluir saberes, como também a cooperar com os 
colegas durante a resolução de um problema.
O trabalho com os campos de experiências consiste em colocar no centro do projeto educativo o fazer e o agir dos 
alunos, transversalizados pela reflexão sobre o objeto de conhecimento. Se atribuem sentido e significado ao que 
aprendem, os pequenos podem representar o saber com propriedade.
Elementos da didática
O sentido clássico do termo didática, arte de ensinar, não atende às especificidades da Educação Infantil. Na verdade, 
podemos “atualizá-lo” a partir de uma perspectiva que pressupõe a didática como construção de contextos e estratégias 
que façam com que o estado de surpresa permaneça na criança, permitindo que ela se lance a experimentar e desco-
brir como é estar no mundo, como as coisas funcionam e como podemos nomeá-las.
Para atender a esse modo de aprender, a didática percorre três princípios considerados importantes: o processo deve ser 
lúdico, significativo e as experiências devem se apresentar conectadas entre si e com a realidade.
A ludicidade:
 – Cada criança tem uma maneira peculiar de descobrir e construir sentidos.
 – A realidade da criança ainda é bastante fragmentada, marcada pelo “aqui e agora”, sendo necessário garantir certa 
continuidade nas tarefas em sala de aula.
 – A produção de sentidos se dá a partir de vivências e não pela transmissão de conhecimentos.
A aprendizagem significativa:
 – Envolve autoria, porque não parte de produtos finais prontos, mas da construção a partir da experiência de cada 
sujeito no mundo.
 – Tem como premissa a eleição, já que conhecer abarca o estado contínuo de eleger algo, de decidir.
 – Engloba a provisoriedade, visto que os significados produzidos não se mostram rígidos, sendo fruto daquilo que se 
pode compreender naquele momento.
Os campos de experiências interconectados:
Não podemos confundir os campos de experiências com a tradição de organizar o currículo por disciplinas, tal como 
estamos acostumados. Parao trabalho escolar, agora é preciso articular os princípios de cada campo, dimensioná-los 
e traduzi-los em práticas sociais e linguagens:
a) nas experiências concretas da vida cotidiana, ou seja, do dia a dia – porque nada é banal e nelas residem situações im-
portantes a serem consideradas e problematizadas com as crianças, tais como as atividades de higiene, alimentação e sono;
b) no convívio com outras crianças e com os adultos;
c) no acesso à cultura, com a necessária articulação entre os saberes das crianças e aqueles que a humanidade já 
sistematizou;
d) na produção de narrativas individuais e coletivas com o uso de diferentes linguagens, já que as crianças aprendem 
porque querem compreender o mundo em que vivem e dar sentido à sua vida. As crianças vivem suas brincadeiras de 
modo narrativo porque formulam e contam histórias ao mesmo tempo em que dramatizam.
 – 21
Para reduzirmos a fragmentação, precisamos ficar atentos à conexão entre as diversas situações que acontecem coti-
dianamente e à maneira como vamos narrando ou pensando a sua continuidade, em favor da ampliação de repertórios 
das crianças pequenas. 
Organizar a escola de Educação Infantil a partir dos campos de experiências significa reconhecer que as crianças têm 
em si o desejo de aprender. Por isso, o adulto deve criar condições para que os alunos coloquem à prova suas “teorias 
provisórias” ou ideias ingênuas.
Pensar nos campos de experiências significa abrir mão de diversas práticas que conhecemos e avançar para o mais 
próximo possível das tradições da humanidade, que são sempre abertas, já que se constroem e também são reinven-
tadas a todo instante. O propósito é instigar a curiosidade e manter o mistério, tendo em vista alimentar o estado de 
surpresa que permite às crianças descobrir como o mundo funciona. 
Para tanto, faz-se necessário que você saiba mediar diferentes contextos e apresentar estratégias lúdicas, contínuas 
e significativas, de maneira que os alunos tenham condições de comprovar ou refutar seus conhecimentos prévios. A 
partir daí, poderão registrar e representar suas ideias com autoria e de diferentes formas.
O caráter lúdico e contínuo das experiências das crianças abre espaço para a produção de significados pessoais, principal-
mente se elas apresentarem dificuldades cada vez mais complexas. A aprendizagem não precisa causar sofrimento – pelo 
contrário, estar na escola deve ser prazeroso – mas deve sobretudo promover a superação de obstáculos, quaisquer que 
sejam eles, no aqui e agora. O seu exercício, enquanto docente, é cuidar da seleção de propostas que, próximas ou 
distantes do universo social e cultural da sua turma, sejam fonte de conhecimento.
Além de produzir, a criança deve ser estimulada a apreciar o que foi feito e apresentar e defender as soluções encon-
tradas. Os registros (por meio de desenho, pintura, escrita, teatro, mímica, colagem, entre outros) devem permitir que 
as crianças se descentralizem, avaliem, ressignifiquem suas ideias, concordando, discordando e propondo soluções. 
O mais importante é impedir a fragmentação, isto é, a falta de vínculo entre os campos de experiências e as práticas 
sociais vigentes, porque possivelmente as crianças terão dificuldade em estabelecer essas relações tão importantes.
Concepção de erro
Faz parte da metodologia por resolução de problemas questionar: como encarar o erro em sala de aula e lidar com a 
distância entre o certo e o errado?
Quando o professor faz uma pergunta bem elaborada, sabe de antemão que vai gerar diferentes respostas. Deve, en-
tão, adotar imediatamente uma postura acolhedora, de forma que seja possível coordenar pontos de vista, que, se não 
forem desprezados, podem oferecer inúmeras oportunidades para que as crianças descubram caminhos assertivos ou 
alternativos de resolução de problemas.
Erros que classificam ou erros que promovem a progressão dos saberes
Na escola de outrora, aprendia-se que existia somente uma resposta certa para cada pergunta; num passado não muito 
distante, o homem foi educado para acertar. A proposta atual, porém, não está mais voltada para o certo ou errado, mas 
sim para a progressão de processos. 
Isso significa que as crianças vão “errar” se o parâmetro for o idealizado pelos professores. Todavia, se a análise partir 
das competências e habilidades iniciais (do que o aluno anteriormente sabia), confrontadas com o que o aluno sabe 
agora, a avaliação terá outro foco, muito mais assertivo e justo.
Durante o período em que o mundo era compreendido como naturalista, o erro era encarado como experimentação e 
sempre se visava à resposta certa, tanto em nível intelectual quanto comportamental. O foco centrava-se nos resulta-
dos/produto e não no processo vivido pelo sujeito.
Mesmo sendo concebida como um espaço de ideias – pelo menos teoricamente – a escola, assim como a sociedade 
em geral, ainda não deixou por completo de viver em função do produto, até porque viabilizar o desenvolvimento de um 
processo de construção de conhecimento não é algo assim tão simples. 
Nesse sentido, como resultado de se insistir na permanência de uma concepção de educação que diverge do que 
é possível encontrar em ambientes educacionais, acredita-se que os alunos continuam errando, mesmo depois de 
exaustivas atividades de fixação ou reforço. A borracha sempre convive com as crianças, porque precisam refazer o 
que não ficou bem escrito, calculado, representado. 
O tempo foi passando e as concepções de educação e de homem mudaram. Hoje, as crianças precisam ser concebi-
das como sujeitos sócio-históricos, o que muda o foco: do produto para o processo. Assim, as escolas devem se voltar 
para o planejamento de um trabalho educacional que ofereça aos alunos vivências de reflexão e expressão, tendo em 
vista a construção gradual dos conceitos envolvidos na tarefa.
Ao se deparar com a aproximação de saberes, o professor pode identificar erros, porém não deve considerá-los como 
simples “desvios”. Também não pode propor exaustivos exercícios de fixação, mas fazer intervenções no processo de 
construção de saberes por meio de perguntas bem elaboradas. A reflexão sobre o objeto de estudo em favor da pro-
gressão de processos de aprendizagem – da linguagem oral e escrita, do sistema decimal e das operações elementa-
res, entre outros saberes – deve visar à compreensão dos conceitos e não à sua memorização.
22 – 
As crianças, ao se depararem com um problema a ser resolvido, passam por fases. Em cada uma delas, apresentarão 
um jeito criativo e particular de ler, escrever, contar, desenhar ou pintar que jamais deve ser considerado como errado, 
mas tão somente como o registro do conhecimento construído por elas até então.
É preciso, portanto, pensar no erro como uma forma de aprendizado, como condição para veicular a informação, revisar 
conteúdos, dar feedbacks. O erro deve servir como suporte de aprendizado e nunca como indicador classificatório que 
somente exclui e impede progressos nos mais diferentes processos em curso.
c) As múltiplas linguagens como estratégias didáticas
As atividades propostas na Educação Infantil devem estar estruturadas em unidades didáticas e ter como base os 
campos de experiências. Porém, visando à espontaneidade e à liberdade, próprias da infância, sugere-se que a escola 
permita e possibilite às crianças a utilização de materiais diversos para a expressão de suas ideias, o que oportunizará 
a escolha entre as múltiplas linguagens.
O Caderno do aluno nem sempre explicita como as crianças devem expor suas ideias, cabendo a você incentivar o uso 
das múltiplas linguagens em virtude da contribuição que cada uma delas oferece para a formação integral das crianças.
O desenho e a escrita
Existe uma grande relação entre o ato de desenhar e a linguagem, falada ou escrita, porque esta é importante para o 
desenvolvimento dos processos de aprendizagem.
As crianças, ao desenharem, não se preocupam com a similaridade entre seus traços e o objeto representado, até 
porque as linhas traçadassão fruto dos seus sistemas de representação, os quais, quando muito, são resultado da 
memorização de partes do todo.
Observe a imagem abaixo:
https://sapawarga.com/animasi/animasi-que-nascem-de-um-ovo/ 
tv-lagartixa-animal-da-semana-ornitorrinco-uma-das-tres-especiesTPhgEiC2mEZULoVqRTKkRkA0rEak6w
Ao propor, por exemplo, que a criança escreva sobre o gato que pulou de uma janela, se ela optar pelo desenho, fará 
movimentos com sua mão para representar o animal pulando e passando pela janela.
Desenhos dessa natureza devem ser compreendidos como uma linguagem, porque podem ser interpretados, isto é, 
podem ser lidos, além de revelarem como o conhecimento está organizado ou estruturado naquele momento.
As múltiplas linguagens e a escrita
As crianças se apropriam da escrita gradativamente. Começam fazendo movimentos com os braços e depois somente 
com uma das mãos; aos poucos criam traços diferenciados de figuras que com o passar do tempo serão substituídos 
por signos que irão compor palavras e pequenas expressões. Para que o progresso seja possível, é necessário que se 
ofereça contato frequente com diferentes gêneros textuais.
 – 23
http://cordelparaiba.blogspot.com/2012/05/
Não precisamos alertar sobre a complexidade desse processo, que não pode ser mecânico, estático; ele deve ser di-
nâmico e desafiante, porque a apropriação da linguagem escrita não segue uma linha contínua.
O segredo está ligado ao interesse das crianças em aprender a ler e escrever, no dia a dia, por isso não se deve de-
senvolver atividades voltadas para a escrita das letras, mas sim para a linguagem da escrita.
A dança, a música e o teatro
Neste manual, você vai conhecer as artes a fundo? Não, porque o foco, ao usarmos linguagens como a dança, a músi-
ca e o teatro na sala de aula, não é trabalhar conteúdos próprios dessas manifestações artísticas, mas sim desenvolver 
capacidades intrinsecamente relacionadas a elas (por exemplo, a coordenação motora na dança, a percepção sonora 
na música). Aqui, portanto o objetivo é favorecer o emprego de estratégias didáticas durante as aulas previstas no 
currículo da instituição.
https://novaescola.org.br/conteudo/199/danca-escola-educacao-pra-la-fisica
ccipintando7.blogspot.com/2015/07/teatro-na-educacao-infantil.html
A dança e a música estimulam áreas do cérebro que aguçam a percepção e desenvolvem a sensibilidade, o raciocínio, 
a concentração, a memória e a coordenação motora. Além disso, por meio delas a criança pode se autoconhecer, de-
senvolver sua expressão corporal e se movimentar com mais flexibilidade e beleza.
Elas podem fazer parte das atividades com jogos, brincadeiras, mímicas, interpretações de musicais, como também inte-
grar propostas que trabalham noções básicas de orientação espacial, tais como “em cima”, “embaixo”, “frente” e “atrás”. 
O teatro é outra linguagem que deve fazer parte do cotidiano das escolas da Educação Infantil. Ao dramatizar um trecho 
de uma história, a criança apresenta a sua leitura sobre determinado assunto.
As múltiplas linguagens – em especial a dança, a música, o teatro e o desenho, com atividades que envolvem objetos 
e diferentes materiais artísticos – oferecem às crianças a oportunidade de descobrir a cultura e criar novos modelos 
culturais, o que vai favorecer diretamente a progressão dos processos de aprendizagem sobre as diversas linguagens 
já criadas pelo homem.
24 – 
A manipulação de objetos e materiais artísticos
É por meio da manipulação de diferentes objetos, a partir do processo de ver, usar, rejeitar, considerar e acolher, que a 
criança consegue estabelecer vínculos.
Os gestos e movimentos correspondem – e muito – à forma como as crianças veem o mundo e sua percepção sobre a 
realidade em qualquer campo de experiências.
www.simplyrealmoms.com/posts/develop.../little-girl-painting/
csqbv.blogspot.com/2013/10/descobrir-pela-arte-creche-1.html
 – 25
Apresentação da proposta
A proposta interdisciplinar é uma das possibilidades didáticas para se organizar o currículo em uma escola. Ela prevê 
uma conversa explícita dos campos de experiência que sustentam o trabalho ao longo de todo o seu desenvolvimento.
Para tanto, deve obedecer a uma estrutura organizacional mínima, incluindo: objetivos comuns, conceitos, conteúdos, 
procedimentos, dados e formas para organizá-los e sistematizá-los no processo de construção de conhecimento. Além 
disso, prevê um ponto principal integrador que pode estar intencionalmente direcionado para uma investigação, seguida 
de descobertas, ou ainda uma intervenção, a partir da necessidade – sentida pelas escolas, professores e alunos – de 
explicar, compreender, intervir, mudar, prever algo que desafia uma disciplina isolada e atrai a atenção de mais de um 
olhar, talvez de vários. (Parâmetros Curriculares Nacionais, 2002)
Nesse sentido, cabe-nos explicar: o que propomos não é um projeto como orientam as teorias voltadas para a elabo-
ração desse recurso didático, até porque, na essência, a participação dos alunos, como mencionado acima, para dar 
conta de uma estrutura, quer interdisciplinar, quer não, é fundamental para que possa ser considerada e concebida 
como projeto.
Em outras palavras, esclarecemos que não seguimos literalmente os procedimentos que definem um projeto interdisci-
plinar e, por isso, o trabalho que aqui é apresentado leva o nome de proposta interdisciplinar.
Tema da proposta: Descobrindo o Brasil
Por que o Brasil foi escolhido como tema
Optou-se por um processo investigativo sobre o Brasil que pudesse oferecer às crianças oportunidades para que elas 
pudessem descobri-lo, em diferentes dimensões, abrangendo o jeito de viver do brasileiro perto do mar, na floresta, na 
cidade, no campo, entre outras possibilidades.
Consideramos de grande importância que as crianças conheçam o país onde moram. Conhecê-lo para concebê-lo como 
pátria cercada de belezas, raízes culturais, tradições, histórias de sucesso e de insucessos; para discutir equívocos, re-
beldias, mas também sugestões que poderão contribuir para a melhoria do jeito de viver do brasileiro.
Para conhecer e descobrir o Brasil, as crianças vão observar, registrar, buscar informações, comparar, estabelecer 
relações, discutir semelhanças e diferenças, de modo que possam compreender, valorizar e respeitar a diversidade da 
nossa cultura.
Sugestão para o desenvolvimento da proposta
Para viabilizar a proposta, é necessário que os responsáveis, coordenadores e professores, façam reuniões regulares, 
de forma que seja possível ir ajustando o que foi previamente planejado (por isso não é um projeto), como também 
combinarem como ele será apresentado aos alunos, isto é, como instigá-los para que falem sobre o Brasil que conhecem 
e o que gostariam de saber sobre ele.
Nesse sentido, cada um dos professores deve coletar essas informações como verdadeiros tesouros, porque as 
crianças vão falar e o que falarem pode-se considerar de interesse coletivo. A partir dessas manifestações, identifique 
o lugar, as brechas para incluir um vídeo, uma imagem, um poema e até uma música, de forma que, de um jeito ou de 
outro, a escola prepare-se para oferecer o que seus alunos pedirem.
Cabe ao coordenador retomar enfaticamente que com as referências da metodologia por resolução de problemas e a 
didática da situação-problema foi possível criar um caminho que prevê o acesso aos bens culturais construídos pela 
humanidade, mas também a descoberta e a criação do novo pelos alunos, a partir do que não está bom, podendo 
melhorar, ou ainda, o que nos falta.
As descobertas pelas crianças, entretanto, só vão ocorrer se o professor conseguir manter o mistério, visando a que 
elas descubram universos nunca imaginados, portanto discursos explicativos por um longo tempo não cabem, porque 
na maioria das vezes ele antecipa informações que poderiam ser verdadeiros achados durante o desenvolvimento da 
proposta.
Uma proposta assim, quando bem planejada, envolve todos os atores da comunidade escolar; por isso, torna-se uma 
estratégiaeficaz para intervir em favor da qualificação de um espaço e/ou pessoas que, uma vez motivadas pelas 
questões que surgem ao longo do desenvolvimento do processo, poderão ampliar o olhar individual e coletivamente, 
em favor da criação de novos modelos culturais de grande interesse por todos.
Proposta interdisciplinar
26 – 
Cabe-nos enfatizar que o que está proposto em todos os cadernos dos alunos nas áreas selecionadas (Arte e Ciência) 
não segue à risca as teorias que orientam a elaboração e o desenvolvimento de um projeto, porque, na essência, está 
prevista a participação dos alunos do planejamento à avaliação, considerada fundamental para que o processo seja 
interdisciplinar.
Campos de experiências que sustentam a proposta do começo ao fim
A organização da estrutura curricular em campos de experiências ofereceu-nos condições para ir além do imediatamente 
visível com as crianças, devido, principalmente, à abrangência cultural e integração que há entre eles.
Ao ter acesso aos bens culturais, permitindo que as crianças descubram e criem o novo de forma ampla, segundo Ana 
Amália Barbosa (Interdisciplinaridade, cap. 9, pág. 105) trabalhar com essa organização curricular exige a seguinte visão:
A vida humana é composta de muitas facetas, muitos ângulos diferentes que interagem. Uma pessoa nunca é apenas 
o seu lado profissional, ou familiar, ou social, mas sim todos esses. Um não se sobrepõe ou é mais importante que 
o outro, pois o profissional precisa do apoio e da estrutura familiar e vice-versa. Assim como nossa vida é repleta de 
diversas facetas, também o é o conhecimento. 
Quando aprendemos algo, aprendemos melhor, ou fixamos melhor na memória, se o relacionarmos a um evento, pes-
soa ou até a outro conhecimento. Raramente as pessoas irão aprender sem fazer relações com conhecimentos já de 
antemão adquiridos. 
Essa integração entre os bens culturais contribuirá e permitirá que as crianças ampliem o seu repertório linguístico, geográfico, 
histórico, artístico e inserido no meio ambiente ou transitando por toda a superfície da Terra, como uma teia sem fim ou começo. 
Embora pareça complexo demais para os menores, afirmamos que essa é uma das formas mais vibrantes que temos, 
didaticamente falando, de oferecer às crianças condições para a progressão de seus processos de aprendizagem, porque 
como destaca Ana Amélia Barbosa (Interdisciplinaridade, cap. 9, pág. 105): A metáfora da rede em construção ajuda-nos 
a expressar a ideia central de nossa proposta: que a cognição se desenvolve por meio de conexões entre pessoas, obje-
tos, conceitos, preconceitos, intuições, símbolos, metáforas, enfim, uma intrincada rede de associações, e que o aprendiz 
é sujeito ativo engajado na construção de sua própria rede de conhecimentos.
Os temas estratégicos
Para o desenvolvimento da proposta de maneira que seja possível manter, com coerência, nosso foco em relação aos 
objetivos propostos, selecionamos alguns temas que abrangem significativamente o jeito de viver do brasileiro em meio 
a uma cultura ainda pouco conhecida e/ou valorizada.
Na Educação Infantil 1, fase 1, optamos por brincadeiras e cantigas da cultura brasileira. Na fase 2, abordamos o jeito 
de viver do brasileiro que mora perto da floresta e do mar. Na Educação Infantil 2, examinamos o jeito de viver no cam-
po e na cidade. Para a Educação Infantil 3, selecionamos temas que pudessem destacar a evolução dos processos 
tecnológicos de comunicação, que, embora ainda pouco acessíveis para muitos, permitiram e provocaram mudanças 
na forma de ver, ser e conviver dos brasileiros.
Para finalizar, não poderíamos deixar de lado o fato de que nós, no Brasil, vivemos impasses diários, porque muito se 
constrói, mas também muito se destrói. Para haver equilíbrio entre essas forças opostas, é preciso um planejamento 
consciente, com respeito pelo país em que vivemos. Assim, no último bimestre da Educação Infantil 3, o tema é a pre-
servação do meio ambiente.
Podemos afirmar que foi com muita coragem que ousamos integrar as áreas, definir os objetivos, escolher os temas 
para toda a Educação Infantil de maneira que fosse possível manter um único fio condutor. Acreditamos na relevância e 
pertinência dos assuntos escolhidos para compor esta proposta, voltada em especial para atender as crianças durante 
o seu primeiro momento educacional formal, considerado como fundamental para a formação de pessoas que vislum-
brem a construção de uma sociedade com mais saber, bem como provida de saúde física e mental.
Organização didática da proposta
O tempo previsto para o desenvolvimento da proposta interdisciplinar é de três anos.
Os alunos da Educação Infantil trabalharão em torno dos temas acima citados, que visam a problematizar a realidade 
em que vivem, articulando conhecimentos culturais, sociais e científicos. Com isso, vislumbramos a interpretação com-
plexa das semelhanças entre os valores sociais que configuram o modo de vida dos diferentes povos no Brasil, assim 
como a influência da tecnologia em favor da preservação do ambiente.
Apresentamos a seguir os objetivos e as expectativas de aprendizagem que marcaram o espaço e o tempo didáticos e 
serviram como base sólida para a criação de uma estrutura, integrando Natureza e Cultura e Imagens, Sons e Palavras 
(Arte e Música), acolhendo e direcionando o trabalho de planejamento para a Educação Infantil 1, 2 e 3.
 – 27
Objetivo geral 
Conhecer e reconhecer-se no tempo e no espaço, tendo como base o conhecimento da cultura de diferentes regiões 
para sentir-se parte integrante e transformadora do universo local e da dimensão planetária.
Objetivos específicos 
Educação Infantil 1
Conhecer jeitos de viver próximo ao mar e à floresta, levando em consideração o tempo, o espaço e as manifestações 
culturais dessas regiões.
– Fase 1
• Etapa 1 (1.o semestre): Brincadeiras e canções da cultura brasileira daqueles que moram perto da floresta
• Etapa 2 (2.o semestre): Brincadeiras e canções da cultura brasileira daqueles que moram perto do mar
– Fase 2
• Etapa 1 (1.o semestre): Jeito de viver perto da floresta
• Etapa 2 (2.o semestre): Jeito de viver perto do mar
Educação Infantil 2
Conhecer jeitos de viver próximo ao campo e à cidade, levando em consideração o tempo, o espaço e as manifesta-
ções culturais dessas regiões.
• Etapa 1 (1.o semestre): Jeito de viver no campo
• Etapa 2 (2.o semestre): Jeito de viver na cidade
Educação Infantil 3
Compreender os efeitos da evolução tecnológica e influências socioculturais no jeito de viver no tempo e no espaço, 
tanto no ambiente natural quanto no criado pelo homem, tendo em vista o cuidado e a preservação da vida.
• Etapa 1 (1.o, 2.o e 3.o bimestres): O homem e a tecnologia
• Etapa 2 (4.o bimestre): O homem e a tecnologia – Preservação do meio ambiente
28 – 
Apresentação e orientações para o trabalho pedagógico
 1 Programação geral
Tendo em vista alcançar os objetivos de desenvolvimento e aprendizagem, predominantemente no campo de Traços, 
sons, cores e formas, foram planejadas atividades para o período de adaptação e sequências didáticas.
 2 Período de adaptação
Em se tratando do primeiro contato das crianças com a escola após as férias, o foco não deve estar no progresso dos 
processos de aprendizagem, mas sim na amenização da separação entre os pequenos e seus familiares.
A criança deve entrar na escola e sentir-se bem, ser reconhecida como única e capaz e ser acolhida em seu jeito de 
ser, estar e conviver no mundo.
Para tal empreendimento ser bem sucedido, a socialização é fundamental, de modo que as crianças possam se perce-
ber diferentes em meio aos seus semelhantes, como também dissipar dúvidas, fantasias e medos.
Julgamos o período de adaptação de extrema importância tanto em relação aos primeiros dias de aula quanto para o 
desenvolvimento da história da criança ao longo de toda a escolaridade. Mesmo que a criança já conheça a escola e os 
professores, ela vive um novo processo de separação dos pais, avós,tios, bem como a mudança de local e da rotina 
das férias.
Assim sendo, para amenizar os impactos da separação, apresentamos a seguir propostas bastante dinâmicas, tendo 
em vista os objetivos a serem alcançados.
Objetivo do período de adaptação
Acolher as crianças por meio da socialização entre pares e iguais, de modo que o processo de separação entre elas e 
seus familiares ocorra com mais tranquilidade.
Orientações didáticas e metodológicas para o período de adaptação do mês de fevereiro
Ao pensarmos na proposta interdisciplinar para a Educação Infantil como um todo, não poderíamos planejar o período 
de adaptação propondo atividades na forma multidisciplinar. 
Nesse sentido, as atividades que seguem integram as áreas de Natureza e Cultura (Ciência) e Arte para um período de 
até um mês, ou cinco aulas por semana.
1.a atividade Brincadeiras de roda
O professor apresenta, na grande roda, a proposta, que envolve cantar e dançar algumas cantigas de roda que fazem 
parte do repertório de canções brasileiras. 
Coloca primeiro a música “Abre a roda tindolelê” e convida as crianças a ouvir, dançar e cantar espontaneamente, fa-
zendo com que esse seja um momento prazeroso.
Em seguida, elas vão ouvir “Pai Francisco”. A participação do professor, cantando e dançando com as crianças nesse 
momento é fundamental. 
Sugerimos também, tendo como base a mesma canção, substituir Pai Francisco pelo nome das crianças.
Por último, a proposta é que ouçam “Sambalelê'', seguindo os mesmos procedimentos mencionados acima.
Para finalizar, o professor deve fixar duas ou três folhas de papel Kraft (conforme o número de alunos) no chão da sala 
de aula e propor que cada um registre o momento mais significativo vivenciado na aula.
launAduE 3c a lç iã to nIn af
 – 29
1. Abre a roda tindolelê
CD: Abre a roda tindolelê – direção e produção de Lydia Hortélio
Abre a roda tindolelê
Abre a roda tindolalá
Abre a roda tindolelê
Tindolelê, tindolalá
E vai andando tindolelê
E vai andando tindolalá
E vai andando tindolelê
Tindolelê, tindolalá
E bate palmas tindolelê
E bate palmas tindolalá
E bate palmas tindolelê
Tindolelê, tindolalá
E dá um giro tindolelê
Torna a girar tindolalá
E dá um giro tindolelê
Tindolelê, tindolalá
Dá um pulinho tindolelê
Outro pulinho tindolalá
Dá um pulinho tindolelê
Tindolelê, tindolalá
E bem baixinho tindolelê
E bem baixinho tindolalá
E bem baixinho tindolelê
Tindolelê, tindolalá
E de trenzinho tindolelê
E de trenzinho tindolalá
E de trenzinho tindolelê 
Tindolelê, tindolalá
E fecha a roda tindolelê
E abre a roda tindolalá
E fecha a roda tindolelê
Tindolelê, tindolalá
2. Pai Francisco
CD: Estrelinhas ou Galinha pintadinha 3
Pai Francisco entrou na roda
Tocando o seu violão
Bi-rim-bãobãobão, bi-rim-bãobãobão! 
Vem de lá Seu Delegado
E Pai Francisco foi pra prisão.
Como ele vem todo requebrado
Parece um boneco desengonçado.
30 – 
3. Samba Lelê
CD: Estrelinhas
Samba Lelê está doente, 
Está com a cabeça quebrada. 
Samba Lelê precisava
De umas dezoito lambadas. 
Samba, samba, samba, ô Lelê
Pisa na barra da saia, ô Lalá (bis) 
Ó morena bonita,
Como é que se namora? 
Põe o lencinho no bolso, 
Deixa a pontinha de fora. 
Ó morena bonita,
Como é que se casa? 
Põe o véu na cabeça, 
Depois dá o fora de casa.
Ó morena bonita, 
Como é que cozinha? 
Bota a panela no fogo, 
Vai conversar com a vizinha. 
Ó morena bonita, 
Onde é que você mora? 
Moro na Praia Formosa, 
Digo adeus e vou embora.
Material: 
 – Aparelho de som
 – Folhas de papel Kraft 
 – Lápis de cor, gizes de cera, canetas hidrográficas, pincéis atômicos de cores variadas etc.
2.a atividade Brincadeiras do campo e da cidade
1. Adoletá
As crianças formam uma roda e, conforme vão cantando, de sílaba em sílaba, vão “passando'' a palma, isto é, uma por 
vez vai batendo na palma da mão do companheiro ao lado. A última a ser atingida sai da brincadeira. Recomeça-se a 
cantiga, e assim vai, até restar só uma criança. 
Adoletá
Le peti, peti, colá,
Le café com chocolá.
Adoletá
Puxa o rabo do tatu
Quem saiu foi tu.
Puxa o rabo da panela
Quem saiu foi ela.
Puxa o rabo do pneu
Quem saiu fui eu.
 – 31
2. Está quente, está frio
O professor esconde um objeto, enquanto as crianças ficam de olhos fechados. Quando disser “Pronto!”, as crianças 
saem a procurar. O professor vai alertando-as, conforme a distância que estiverem do esconderijo: “Está quente” (quan-
do próximo), “Está frio” (quando distanciado), “Está queimando” (quando bem perto). Quem encontrar o objeto será o 
encarregado de escondê-lo na repetição da brincadeira.
3. Galinha gorda
Os alunos se agrupam e o professor, à frente deles, joga a bola para trás. É como se uma noiva fosse jogar o buquê. O 
mestre (professor) diz: “Galinha gorda.” E os alunos: “Gorda é.” Mestre: “Por cima ou por baixo?” Conforme a escolha 
dos participantes, o mestre deverá jogar a bola ou por cima ou por debaixo das pernas. Se a bola cair no chão, eles 
podem pegá-la. Quem pegar a bola é o próximo a jogá-la.
4. Minhoca
É como se fosse uma corrida de ida e volta, mas os participantes, em vez de correrem, arrastam-se pelo chão. Ganha 
quem chegar primeiro.
5. Tango, tango
Os alunos formam uma roda e o mestre (professor) começa a cantar: 
Tango, tango, tango, morena, 
É de carrapicho, 
Vamos jogar (nome da criança)
Na lata do lixo. 
O aluno cujo nome foi citado vai pra dentro da roda e fica dançando. A estrofe é repetida até que todos tenham sido 
chamados.
Em seguida, o mestre chama de volta os alunos, um a um, formando-se a roda novamente: 
Tango, tango, tango, morena, 
É de carrapicho, 
Vamos tirar (nome da criança)
Da lata do lixo. 
3.a atividade Caça ao tesouro – reconhecimento da escola 
A caça ao tesouro é uma brincadeira que estimula a agilidade, a atenção, a concentração, o espírito de equipe e o 
raciocínio lógico. 
Fazer uma caça ao tesouro implica muita reflexão e preparação para se obter um jogo perfeitamente equilibrado e, 
como tal, bem sucedido.
1. Qual formato escolher para a caça ao tesouro?
 – Jogo de pistas: é o formato de caça ao tesouro mais conhecido. A resolução de cada enigma permite que os jo-
gadores descubram o local onde está escondida a pista seguinte. Os jogadores avançam, assim, de esconderijo 
em esconderijo, até a localização final do tesouro. No caso da escola, as crianças deverão encontrar os espaços 
estratégicos dela, tais como: parque, pátio, sala da Direção, sala da Coordenação, refeitório, sala de Arte, sala de 
Informática, quadras etc.
 – Caça ao tesouro com mapa: o ponto de partida é um mapa em que está desenhado o plano do local onde será 
realizado o jogo, neste caso a escola, para levar ao reconhecimento dos espaços dela: parque, pátio, sala da Dire-
ção, sala da Coordenação, refeitório, sala de aula, sala de Informática, quadras etc. As crianças serão conduzidas 
de ponto em ponto, de acordo com as diferentes pistas escondidas pelo organizador. 
2. Os elementos a considerar em uma caça ao tesouro
 – A idade das crianças é o fator que mais influencia a duração de uma caça ao tesouro. As crianças com menos de 6 
anos têm uma capacidade de concentração aproximada de 40 minutos. 
 – Os enigmas deverão ser ajustados à idade das crianças: nem demasiado fáceis, nem demasiado complicados. Encon-
trar a medida certa é um dos desafios mais difíceis para qualquer criador de uma caça ao tesouro.
 – É preciso escolher um tema de acordo com os interesses das crianças. Neste caso do período de adaptação, sugeri-
mos: Descobrindo os espaços da escola.
 – O tesouro é o ponto alto da brincadeira. Uma caixa de sapatos envolvida em papel brilhante vai ser um verdadeiro sucesso. 
O conteúdo pode ser: moedas de ouro falsas, saquinhos com brinquedos, livrinhos para as crianças manusearem.
32 – 
4.a e 5.a atividades Dança 
Atividade 4 – Laboratório em grupo
O professor inicia a aula com os alunos organizados em uma grande roda e, com o propósito de fazer um levantamento 
dos conhecimentos prévios sobre o tema, pergunta-lhes sobre a vida na cidadee no campo.
Partindo dos relatos feitos, o professor deve instigá-los, de modo a realizar o objetivo da aula, que é a criação de uma 
dança para a música “Piriri”, de Luiz Gonzaga, que será então apresentada a eles.
Piriri 
Pra dançar quadria
No sertão é mais mió
Sanfoneiro e violeiro
Tomam conta do forró
Não precisa orquestra
Pra animar a festa
No fungado da sanfona
Vai-se até nascer o sol
Piriri, piriri, piriri
Toca o fole na paioça
Piriri, piriri, piriri
Como é bom São João na roça (duas vezes)
Após escutarem, faz novas indagações. Por exemplo:
 – Vocês já conheciam essa música?
 – O que vocês acharam dela?
 – Lembra algo?
 – Essa música é o forró. Vocês já dançaram forró?
Informação ao professor
O forró é uma dança típica nordestina brasileira. Com um ritmo bem marcado, é muito dançado nas festas juninas 
e outros eventos locais. Deriva do baião, da quadrilha, do xaxado (origem holandesa) e do xote (origem portugue-
sa). É tocado por um trio musical, composto de sanfona, zabumba e triângulo.
Estando os alunos já sensibilizados para o tema, o professor organiza-os no espaço preestabelecido para a execução 
da atividade. Pede que dancem ao som da música, explorando as possibilidades gestuais que ela sugere.
Estimula-os a dançarem ora sozinhos, ora com outro colega.
Feito isso, solicita que formem uma roda e dancem, girando, parando, fazendo os gestos do sanfoneiro e saltitando no 
momento em que se fala “Piriri”. Essa vivência deve se tornar uma grande brincadeira de roda.
Atividade 5 – Criando gestos e movimentos
O professor inicia a aula na grande roda e retoma o que foi dado na aula anterior, perguntando aos alunos sobre o forró 
e os passos que deram para dançá-la.
Em seguida, lê a canção de Luiz Gonzaga pausadamente, frase por frase, e pede aos alunos que digam o que enten-
deram dela. Comenta sobre o sotaque, as diferentes maneiras de se falar nas regiões brasileiras.
Após o entendimento da canção, orienta os alunos a criarem uma dança ou gestos para ela. Na sequência estabelece 
com o grupo quais movimentos serão feitos.
Utilizando a brincadeira da dança das cadeiras, os alunos vão dançar a música fazendo os gestos escolhidos. 
Nas primeiras vezes não se tiram as cadeiras, para que todos interajam na brincadeira. Após algumas repeti-
ções, tira-se uma cadeira a cada pausa na música. Havendo aceitação do grupo, reinicia-se a brincadeira com 
esse novo desafio. 
Ao final do jogo, o professor solicita que façam um registro do que mais gostaram de aprender sobre o forró.
 – 33
6.a e 7.a atividades Arte 
Atividade 6 – Percebendo a arte e refletindo sobre ela
O professor solicita aos alunos que se disponham em círculo e apresenta as imagens de crianças brincando, do artista 
plástico Ivan Cruz, para uma leitura das ideias e estruturas internas da pintura (cores, gestos, movimentos, figura e 
fundo, sombra e luz etc.).
Após essa leitura das imagens, e tendo disposto os materiais previamente pela sala de aula, o professor propõe aos 
alunos a seguinte situação-problema: “Se você fosse o artista e tivesse de pintar crianças brincando, como faria?''
Os alunos vão representar as suas experiências do brincar no espaço bidimensional, trabalhando o espaço, a linha e 
a cor em sua produção.
Ao final, os trabalhos serão expostos para que todos possam apreciá-los e, com a intervenção do professor, identificar 
semelhanças e diferenças entre figuras, cores e formas utilizadas.
Material:
 – Cartolinas brancas cortadas ao meio (ou canson A3)
 – Lápis de cor, gizes de cera, canetas hidrográficas, pincéis atômicos de cores variadas etc.
 
 
34 – 
 
 
 
 – 35
Atividade 7 – Mistura das cores 
Tendo preparado o ambiente e providenciado os materiais necessários para a produção artística, o professor reúne os 
alunos numa grande roda e, a fim de sensibilizá-los para o tema da aula e levantar seus conhecimentos prévios sobre 
as cores, retoma as imagens de Ivan Cruz e faz-lhes perguntas como: 
 – Quais cores vocês estão vendo nos quadros de Ivan Cruz?
 – Quais as cores dos brinquedos que aparecem nos quadros?
 – As casas ao fundo de que cores são?
 – Quais cores usamos para obter o verde? E o laranja? (como exemplos)
Após essa nova leitura das imagens, o professor apresenta aos alunos as cores primárias e, em seguida, solicita que 
se organizem em pequenos grupos para resolver esta situação-problema: “Utilizando estas três cores, vocês vão esco-
lher entre descobrir o verde, o laranja ou o preto.”
Durante essa vivência, o professor pode questionar os alunos quanto às mudanças ocorridas nas cores durante as 
misturas. 
Ao final da atividade, os alunos formam novamente uma grande roda para a socialização das descobertas.
Material:
 – Tinta guache nas cores azul, vermelha e amarela
 – Pincéis
 – Cartolinas brancas cortadas ao meio (ou canson A3)
 – Panos para limpeza
 – Potes com água (para lavar os pincéis)
 – Bandejas de isopor ou pratinhos de sobremesa (para misturar as cores)
 – Palitos de sorvete (para coletar as cores a serem colocadas nas bandejas de isopor)
8.a atividade Cantigas de roda
O professor solicita aos alunos que se disponham em círculo, coloca a canção “Ciranda, cirandinha” e convida-os a 
ouvir, dançar e cantar espontaneamente. Esse deve ser um momento prazeroso.
36 – 
Ciranda, cirandinha
Ciranda, cirandinha,
Vamos todos cirandar!
Vamos dar a meia volta,
Volta e meia vamos dar.
O anel que tu me deste
Era vidro e se quebrou;
O amor que tu me tinhas
Era pouco e se acabou.
Por isso, dona Rosa,
Entre dentro desta roda,
Diga um verso bem bonito,
Diga adeus e vá se embora.
Em seguida, solicita que, de mãos dadas, façam uma grande roda e coloca a música novamente. A participação do 
professor, brincando junto com os alunos nesse momento, é fundamental. 
Na sequência, o professor apresenta outra cantiga – “A caminho de Viseu” – e faz uma leitura com inferência da letra, 
auxiliando assim os alunos a compreendê-la. Pode ser afixada na lousa uma folha de Kraft com a letra da cantiga, para 
que todos possam cantar acompanhando-a.
A caminho de Viseu
Indo eu, indo eu
A caminho de Viseu, (bis)
Encontrei o meu amor,
Ai, Jesus, que lá vou eu! (bis)
Ora zus, truz, truz,
Ora zás, trás, trás,
Ora chega, chega, chega,
Ora arreda lá pra trás!
Indo eu, indo eu
A caminho de Viseu,
Escorreguei, torci um pé,
Ai que tanto me doeu!
Vindo eu, vindo eu
Da cidade de Viseu,
Deixei lá o meu amor,
O que bem me aborreceu!
Após essa etapa, o professor propõe que façam a roda e coloca a música novamente, seguindo os mesmos procedi-
mentos mencionados acima. 
Para finalizar, sugerimos fixar duas ou mais folhas de papel Kraft no chão da sala de aula, conforme o número de alu-
nos, e solicitar que façam um registro da atividade.
Material: 
 – Aparelho de som
 – Papel Kraft
 – Lápis de cor, gizes de cera, canetas hidrográficas, pincéis atômicos de cores variadas etc.
9.a e 10.a atividades Chico Bento: Na roça é diferente! (vídeo)
Esse pode ser encontrado na internet.
1.o passo – Antecipação de significados
Com os alunos dispostos em uma grande roda, o professor pode fazer uso da caixa de surpresa, com imagens de 
personagens, paisagens, bichos, objetos relativos à história a que vão assistir.
O professor pergunta às crianças se conhecem alguma história que tenha essas paisagens, bichos, objetos. Depois 
que elas levantarem suas hipóteses, o professor apresenta o vídeo. Em seguida, explora a história do vídeo, de modo 
que os alunos tornem-se aptos a compreendê-la e interpretá-la.
2.o passo – Compreensão oral
Nesta etapa, o professor faz perguntas para que os alunos busquem na história apresentada as informações 
que nela estão explícitas.
 – 37
Eis outras questões que podem ser utilizadas, na ordem em que se apresentam abaixo, para continuar desafiando os 
alunos:
1. Qual o trecho da história de que você mais gostou?
2. Qual o trecho da história de que você não gostou?
3. Qual trecho foi absolutamente novo paravocê?
4. Qual o trecho mais engraçado?
5. E o mais triste? Etc.
3.o passo – Trocando ideias
Nesta etapa, o professor lança uma pergunta interpretativa sobre algum aspecto da história que se relaciona à vida no 
campo.
11.a e 12.a atividades Dança 
Atividade 11 – Laboratório em grupo
O professor organiza o grupo no centro da sala ou em outro espaço adequado, para a execução da cantiga “A canoa virou''. 
Vamos trabalhar com a cantiga de roda de duas formas. Primeiramente usamos a coreografia tradicional, para que as 
crianças a conheçam, preservando assim a nossa cultura. Após terem vivenciado essa forma de dançar, solicitamos 
que, com base no que a cantiga sugere, elas criem novos passos e movimentos. 
A canoa virou
A canoa virou, 
Por deixá-la virar, 
Foi por causa de (nome da criança) 
Que não soube remar.
Se eu fosse um peixinho 
E soubesse nadar, 
Tirava (nome da criança)
Do fundo do mar.
Em roda e de mãos dadas, as crianças devem girar cantando somente a primeira parte da música, repetindo-a e de 
cada vez dizendo o nome de um colega. O escolhido deve virar-se de costas para o centro da roda, dar as mãos para 
seus colegas vizinhos e continuar girando, acompanhando a música. A estrofe é repetida até que todos tenham sido 
chamados e estejam de costas para o centro da roda. O desafio é não perder o passo.
Ainda girando na roda, começam a cantar a segunda parte da canção, dizendo os nomes dos colegas novamente, 
um a um. Cada escolhido vira-se para o centro da roda. A brincadeira termina quando todos estiverem novamente na 
posição original.
Sugestões de CDs de músicas infantis:
 – Cantigas de roda, Palavra Cantada
 – Cantigas de roda, Helio Zizkind
 – Brinquedos cantados, Bia Bedran
Atividade 12 – Laboratório em grupo
O professor inicia a aula com os alunos organizados em uma grande roda e conversa sobre a brincadeira realizada 
na aula anterior. Em seguida, propõe outra cantiga de roda, apresentando primeiramente a letra, para sensibilizá-los. 
Depois pede ao grupo que crie uma coreografia que represente o que a música está sugerindo.
Pezinho 
Ai bota aqui
Ai bota aqui 
O seu pezinho
O seu pezinho
Bem juntinho com o meu (bis)
E depois
Não vá dizer
Que você se arrependeu! (bis)
38 – 
Os alunos ficam em roda e formam duplas, um de frente para o outro. Cada um bate o pé direito à frente do corpo 
e depois ao lado do pé do seu companheiro, como a música indica. Nas frases finais eles voltam à posição inicial e 
recomeça-se a cantiga, agora com o pé esquerdo.
Sai, piaba
Sai, sai, sai, ô piaba,
Sai da lagoa.
Sai, sai, sai, ô piaba,
Sai da lagoa.
Põe uma mão na cabeça,
A outra na cintura,
Dá um remelexo no corpo
E uma umbigada no outro.
Essa é uma canção tradicional brasileira, cantada em roda, com gestos bem característicos, indicados na própria letra. 
No último verso, o gesto original é a umbigada (umbigo com umbigo), mas o professor pode, nas repetições, ir mudando 
para explorar outras partes do corpo e gestos. Por exemplo: Dá um abraço no outro. Bate o bumbum no outro.
Passa, passa, gavião
Passa, passa, gavião,
Todo mundo passa. 
Os carpinteiros fazem assim,
Os carpinteiros fazem assim,
Assim, assim,
Assim, assim.
Os cavaleiros fazem assim,
Os cavaleiros fazem assim,
Assim, assim,
Assim, assim.
Os sapateiros fazem assim,
Os sapateiros fazem assim,
Assim, assim,
Assim, assim.
Nessa cantiga de roda, as crianças giram em roda cantando e imitando os ofícios mencionados: de carpinteiro, 
cavaleiro e sapateiro.
13.a atividade Canções do campo
O professor deve apresentar, na grande roda, a proposta, que envolve cantar e dançar algumas cantigas de roda que 
lembram o campo. 
Faz uma leitura com inferência da letra de “Alecrim”. Em seguida, cola na lousa uma folha papel Kraft com a letra e 
convida os alunos a ouvir, dançar e cantar espontaneamente, propiciando assim um momento divertido.
Alecrim dourado
Alecrim, alecrim dourado
que nasceu no campo
sem ser semeado.
Foi meu amor (refrão)
que me disse assim
que a flor do campo é o alecrim.
Alecrim, alecrim miúdo
que nasceu no campo
perfumando tudo.
Alecrim, alecrim aos molhos
por causa de ti
choram os meus olhos.
Na sequência, o professor pergunta:
 – O que é o alecrim?
 – Quem já viu o alecrim?
 – Já sentiram seu cheiro?
 – Onde podemos encontrá-lo? 
A canção é tocada novamente e os alunos cantam acompanhando a letra. Depois o professor indaga: 
 – Quem gostaria de ler a parte de que mais gostou?
 – E a de que menos gostou?
 – 39
 – Há algum trecho que vocês acharam engraçado (interessante, estranho etc.)?
 – Quem não entendeu o significado da letra?
Em seguida, colam-se duas ou três folhas de papel Kraft (conforme o número de alunos) no chão da sala de aula e 
solicita-se que cada um registre o momento mais significativo vivenciado.
Após esse momento, os alunos ficam em roda, de mãos dadas, e coloca-se a música novamente. 
Quando esgotar-se a brincadeira e se ainda houver tempo, sugerimos trabalhar com as canções “Boi da cara preta'' e 
“Sapo-cururu'', seguindo os mesmos procedimentos mencionados acima.
Boi da cara preta
Boi, boi, boi
Boi da cara preta
Pega esta criança 
Que tem medo de careta.
Não, não, não
Não, o coitadinho
Ele está chorando,
Porque ele é bonitinho!
Sapo-cururu
Sapo-cururu 
Na beira do rio
Quando o sapo grita, ó Maninha, 
Diz que está com frio
A mulher do sapo 
É quem está lá dentro
Fazen do rendinha, ó Maninha, 
Pro seu casamento.
Para finalizar, o professor pode perguntar aos alunos qual das canções gostaram mais de cantar e dançar e 
por quê.
Podem ser coladas duas ou mais folhas de papel Kraft no chão da sala de aula para que façam um registro das cirandas 
tocadas.
Material: 
 – Aparelho de som
 – Papel Kraft
 – Lápis de cor, gizes de cera, canetas hidrográficas, pincéis atômicos de cores variadas etc.
14.a e 15.a atividades “A festa no céu” – uma história do nosso folclore
Numa primeira etapa, de “antecipação de significados”, com os alunos organizados numa grande roda, o professor 
pode fazer uso da caixa de surpresa com imagens de personagens e objetos dessa história. 
Depois pergunta se conhecem alguma história que tenha os bichos e objetos que mostrou. Após levantarem 
suas hipóteses, o professor pode apresentar o livro. Em seguida, lê ou conta a história. Se a opção for a lei-
tura, para que os alunos possam bem compreendê-la e interpretá-la, o professor pode aplicar as seguintes 
estratégias: 
 – leitura com inferência; 
 – leitura corrida; 
 – leitura silenciosa; 
 – dramatização;
 – jogral;
 – mímica etc.
Na sequência, em lugar de fácil acesso para os alunos, o professor deve deixar quadrados de papel espelho de diver-
sas cores para fazerem a dobradura do animal de que mais gostaram na história.
Eles devem confeccionar as dobraduras sem modelos, sem serem ensinados passo a passo.
Depois que terminarem, vão afixá-las num grande painel para enfeitar a sala ou uma parede da escola.
40 – 
16.a e 17.a atividades Leitura de imagens 
Atividade 16 – Leitura comparativa de imagens
 MARIANO, Luciana. Caminhão de frutas. 2010. Acrílico sobre tela, 50 cm x 70 cm. 
 MARIANO, Luciana. Vida no campo. 2010. Acrílico sobre tela, 50 cm x 70 cm.
 – 41
Previamente, o professor deve providenciar os materiais necessários para a leitura das imagens: telão, data show, ou 
simplesmente as imagens coloridas impressas e plastificadas, se possível, para que os alunos possam manuseá-las 
sem danos a elas. 
Com os alunos reunidos numa grande roda, o professor vai indagar deles sobre a vida no campo e na cidade.
Depois, vai instigando-os para a observação das obras e a comparação dos elementos que para eles definem a vida 
no campo e na cidade. Eles devem poder falar livremente. Dessa forma, formarão um conceito sobre cada uma dessas 
formas de vida. O professor não deve induzi-los à descrição da obra, mas sim à percepção do que existe nela que re-
presenta o que é a vida no campo e o que é a vida na cidade. Essa definiçãode conceitos de vida em um e outro lugar 
vai ajudá-los na hora da produção. 
À medida que os alunos forem relatando, o professor vai registrando na lousa as diferenças entre os dois modos de 
vida, o essencial de cada um deles. 
Ao término da leitura das imagens, eles vão desenhar, pintar, ou fazer uma escultura do jeito de viver de que mais gosta-
ram. Para isso, devem ser oferecidos papéis variados e diferentes materiais de pintura e modelagem.
Material:
 – Cartolinas de várias cores
 – Papéis-cartão de diversas cores
 – Folhas de sulfite brancas e coloridas
 – Color-set colorido
 – Papel Kraft
 – Lápis de cor
 – Giz de cera
 – Tinta plástica
 – Tinta guache
 – Aquarela
 – Tinta para pintura a dedo
 – Pincéis variados
 – Massa de modelar ou argila terracota
 – Panos de limpeza
 – Recipientes para água
Observação: não é necessário ter todos esses materiais. Para essa primeira exploração pictórica, o professor deve es-
colher dentre os de mais fácil aquisição, ou os que a escola já possuir. Apresentamos aqui possibilidades de materiais, 
para que o professor possa escolher os que julgar convenientes para essa aula.
Atividade 17 – Instalação
Para esta aula, o professor precisa providenciar alguns materiais previamente, para que os alunos possam criar um es-
paço em sala de aula que remeta à ideia de campo e de cidade: gravetos, folhas de árvores secas, imagens de tratores, 
de fogão a lenha, de bichos, ou bichos de pelúcia, chapéus de palha, tapetes verdes imitando grama, ou papéis crepom 
cortados em formato de matinho, vassouras de palha, imagens de casas de sítio, lençóis ou TNT para confecção de 
uma cabaninha, redes etc. para a vida no campo; imagens de computadores, paletós, carros, metrô, avião, apartamen-
tos e outros que caracterizem a vida na cidade. 
Primeiramente, o professor solicita aos alunos que escolham em qual lugar eles gostariam de morar. Forma dois gru-
pos: um dos que gostariam de morar na cidade e outro dos que gostariam de morar no campo. Na sala dividida em dois 
ambientes, cada grupo vai criar o espaço da cidade e o do campo, utilizando os materiais oferecidos. Em seguida vão 
usufruir dos ambientes que criaram brincando neles.
Um pouco antes do término da aula, o professor deve reunir os alunos para que contem como foi a escolha 
dos materiais para a construção dos ambientes, quais foram suas referências para essas montagens etc. Para 
concluir, sintetiza os conceitos de vida na cidade e de vida no campo, destacando a importância de cada tipo. 
 
42 – 
 
Da 18.a à 21.a atividade Carnaval 
 9 Marchinhas de Carnaval
O professor pode levar para a aula diversas marchinhas de Carnaval para os alunos ouvirem.
 
Informação ao professor
As marchinhas são executadas nos salões durante a época do Carnaval. Fazem sucesso desde o início do século 
XX. Compostas de melodias simples, com letras irônicas, falam do cotidiano das pessoas, no ritmo de marcha em 
andamento acelerado.
A seguir, apresentamos uma sugestão:
Tomara que chova
Tomara que chova
Três dias sem parar,
Tomara que chova
Três dias sem parar.
A minha grande mágoa
É lá em casa
Não ter água,
Eu preciso me lavar.
De promessa eu ando cheio,
Quando eu conto
A minha vida,
Ninguém quer acreditar.
Trabalho não me cansa,
O que cansa é pensar
Que lá em casa não tem água
Nem pra cozinhar.
O professor deve permitir que os alunos se expressem livremente ao ouvir a marchinha. Em seguida, introduz o tema 
da aula: o Carnaval.
O professor apresenta os instrumentos rítmicos que selecionou previamente: chocalho, pandeiro, ganzá, reco-reco. 
Pede aos alunos que escolham qual quiserem. Realiza-se então um grande baile de Carnaval, em que vão dançar, 
cantar e também tocar acompanhando as marchinhas.
Esse momento pode ser gravado ou filmado, para depois os alunos assistirem.
Como fechamento, os alunos podem registrar o baile de Carnaval, por meio de desenho ou escrita espontânea, em 
folha de papel Kraft.
 – 43
Material: 
 – Aparelho de som
 – Papel Kraft
 – Lápis de cor, gizes de cera, canetas hidrográficas, pincéis atômicos de cores variadas etc.
 – Instrumentos musicais que estiverem disponíveis na escola (por exemplo: chocalho, reco-reco, tambor, coco, guizo)
 – Câmara para filmar ou gravador
 9 História do Carnaval
O carnaval é uma festa popular bastante animada. Sua origem está no entrudo português, em que as pessoas joga-
vam, umas nas outras, água, ovos e farinha. 
O entrudo chegou ao Brasil por volta do século XVII e foi influenciado pelas festas carnavalescas que aconteciam na 
Europa. O pierrô, o Rei Momo e a colombina, de origem europeia, foram introduzidos no nosso Carnaval pelos foliões 
da época.
No começo do século XX, as pessoas já se fantasiavam, decoravam seus carros e, em grupos, desfilavam pelas ruas das 
cidades. 
No século XX, o crescimento do nosso Carnaval ocorreu com a ajuda das marchinhas carnavalescas. As músicas 
deixavam-no cada vez mais animado.
No Rio de Janeiro surgiu a primeira escola de samba, Deixa Falar, criada pelo sambista carioca Ismael Silva. Essa 
antiga escola de samba transformou-se na atual Estácio de Sá. Depois novas escolas de samba surgiram no Rio de 
Janeiro e em São Paulo. 
No Nordeste, mantêm-se as tradições originais, com as pessoas saindo às ruas no ritmo do frevo e do maracatu.
Em Recife, uma das principais atrações são os desfiles de bonecos gigantes.
Em Salvador, as atrações são os trios elétricos, embalados por músicas dançantes de cantores e grupos típicos da região. 
Há também os desfiles dos blocos negros, como o Olodum e o Ilê Aiyê, além dos blocos de rua e do Afoxé Filhos de Gandhi. 
www.suapesquisa.com/carnaval/(adaptado)
O professor vai contar a história do Carnaval para os alunos, ou aplicar as diferentes estratégias de leitura já men-
cionadas neste caderno.
Na sequência, os alunos vão desenhar aquilo de que mais gostaram sobre a história do Carnaval para estampar uma 
camiseta (abadá).
 9 Oficina: Estampa de giz de cera
Material:
 – Giz de cera de cores diferentes
 – Um pedaço de lixa
 – Um camiseta de cor lisa
 – Um pedaço de tecido
 – Um pedaço de papelão
 – Ferro de passar roupa
Procedimentos:
1.o) Solicita-se aos alunos que desenhem na superfície áspera da lixa, com o giz de cera, o que mais apreciaram na 
história do Carnaval. O desenho deve ser pintado bem forte, cobrindo toda a superfície da lixa.
2.o) Colocam-se a lixa com o desenho sobre a camiseta (a superfície áspera com o desenho fica voltada para o teci-
do), um pedaço de tecido sobre a lixa e um pedaço de papelão para proteger o outro lado da camiseta.
3.o) O professor (um adulto) passa algumas vezes o ferro quente sobre o tecido. Retira-se a lixa de cima do tecido, que 
ficará com o desenho feito na lixa.
Observação: Se se desejar fazer a mesma estampa em outra camiseta, deve-se reforçar com giz de cera o desenho 
na lixa. Entretanto aos poucos a lixa vai se gastando e o efeito no tecido vai mudando. 
44 – 
 9 Máscaras de Carnaval
A ideia, nestas aulas, é envolver as crianças neste evento tão característico de nosso país, o Carnaval. No entanto, ele 
tem características próprias em cada localidade, e essas diferenças podem ser exploradas.
Abaixo, apresentamos algumas informações que podem auxiliar o trabalho do professor, que, entretanto, pode ter ou-
tras ideias e fazer uso delas sempre que achar necessário ou conveniente!
 Frevo – Pernambuco
 Carnaval de Parintins 
 
 – 45
 Mamulengos – bonecos gigantes de Olinda
Agora, é a hora de os alunos verem essas imagens e escolherem os tipos de máscaras que querem fazer. Materiais 
variados devem ser oferecidos a eles para fazerem suas máscaras e decorá-las.46 – 
Material:
 – Papel laminado colorido 
 – Papel crepom
 – Papel-celofane
 – Papelão
 – Cartolina
 – Papel-cartão
 – Color-set
 – Retalhos de tecido
 – Cola 
 – Tesoura
 – Lantejoulas
 – Fitilhos
 – Fitas de cetim
 – Botões coloridos e de diversos tamanhos
 – Glitter
 – Purpurina
 – Cordões
 – Palha
 – Ráfia
Observação: não é necessário ter todos esses materiais. O professor deve escolher dentre eles os de mais fácil aqui-
sição, ou os que a escola já possua, para essa primeira exploração tridimensional, Apresentamos acima, possibilidades 
de materiais, para que o professor possa escolher os que julgar convenientes para essa aula.
Orientações didáticas e metodológicas para o período de adaptação do mês de agosto
1.a e 2.a atividades A vinda da família real para o Brasil 
Preparativos no Rio de Janeiro
No Brasil, o representante do rei de Portugal tinha o título de vice-rei. Na época, o vice-rei era o Conde dos Arcos, 
que deu voltas à cabeça para organizar uma recepção devidamente animada e elegante e para preparar alojamentos 
onde instalar tanta gente. Em 1808, viviam na cidade do Rio de Janeiro cerca de 60.000 pessoas.
Chegaram mais 15.000 de um dia para o outro, era uma espécie de avalanche, uma “avalanche humana''. Mas 
o Conde de Arcos não se atrapalhava com facilidade. Começou por despejar o Palácio dos Vice-reis* e mandou 
limpar tudo muito bem para poder funcionar como residência real.
Como esse Palácio não tinha capela e ele sabia que as pessoas da Corte estavam habituadas a ter uma capela priva-
tiva, chamou carpinteiros e ordenou-lhes que construíssem rapidamente uma ponte de madeira ligando diretamente 
o Palácio à Igreja do Carmo, que ficava ao lado.
Quanto a essas medidas, todos aprovaram. Mas como ele requisitou algumas habitações particulares para alojar 
gente da Corte, houve proprietários que ficaram furiosos com o abuso.
No entanto, a maioria da população estava delirante. Nunca uma família real europeia pisara terras da América do 
Sul. Receber reis, rainhas, príncipes e princesas fazia as pessoas sentirem-se como personagens de contos de 
fadas. E a alegria natural dos habitantes do Brasil transformou logo os preparativos em grande festa.
* O Palácio dos Vice-reis ainda hoje existe. É uma casa bonita, situa-se na Praça XV de Novembro e ali funciona um centro de arte.
http://www.geocities.ws/atoleiros/realnobrasil.htm
Na grande roda, o professor faz a leitura do texto acima, aplicando diferentes tipos de estratégias, conforme já mencio-
nado anteriormente neste caderno.
Em seguida, solicita aos alunos que registrem, por meio de desenho ou escrita espontânea, o que eles falariam para 
os membros da família real na sua chegada ao Brasil.
Para finalizar, realiza-se a socialização das produções dos alunos.
3.a e 4.a atividades Como as festas promovidas pela família real eram realizadas
Atividade 3 – Da corte para o povo
1.o momento: na grande roda, o professor lança a seguinte situação-problema aos alunos: “Já sabemos que a família 
real foi recepcionada pelo povo brasileiro em festa, com muita música, pessoas com vestimentas bonitas e vistosas. 
Discutam com seus colegas e respondam: “Além das músicas, o que mais era realizado nas festas para divertir as 
pessoas que as frequentavam?''
 – 47
2.o momento: o professor registra na lousa as hipóteses levantadas pelos alunos.
3.o momento: o professor conta ou lê a história dos saraus, como eles eram organizados e quem eram as 
pessoas que participavam deles. Se for realizada a leitura, devem ser utilizadas as estratégias já mencionadas 
anteriormente.
Os saraus chegaram ao Brasil com a família real, movidos a erudição, requinte e soberba. Hoje, não precisam 
mais de pianos de cauda nem de traje a rigor. Apenas de pessoas que queiram compartilhar arte.
Literatura, música, champanhe e vinhos eram alguns dos ingredientes dos saraus do Brasil do século 19. Então 
privilégio de seleto público, esse tipo de encontro chegou ao Brasil em 1808, com D. João, e seguia os moldes dos 
salões franceses. Inicialmente, eram realizados no Rio de janeiro, mas logo fazendeiros de São Paulo resolveram 
aderir à moda e já na metade do século 19 estavam espalhados por todas as capitais.
Era a realização mais elegante da sociedade, com direito a piano de cauda e frequentada apenas por pessoas “ilumi-
nadas” cultural e financeiramente. A maioria dos saraus tinha participação de poetas e músicos ilustres, mas artistas 
anônimos também gostavam de sondá-los à procura de um mecenas, proteção financeira e social.
Com o tempo, essas reuniões passaram a ser organizadas também por pessoas de influência, interessadas em 
cultura e em bancar estudos e movimentos artísticos. Foi o que Freitas Valle fez quando abriu o salão Villa Kyrial, na 
Vila Mariana, em São Paulo, onde reuniam-se modernistas como Mário de Andrade, Oswald de Andrade e Manuel 
Bandeira. Depois, surgiram outros, mais modestos, como o do próprio Mário, Tarsila do Amaral, Paulo Prado e Dona 
Olívia Guedes Penteado.
Xandra Stefanel
www.redebrasilatual.com.br/revistas/2/da-corte-para-o-povo
4.o momento: o professor diz aos alunos que será realizado um sarau na próxima aula. É importante estabelecer uma 
conversa sobre o sarau, alimentando o desejo, aguçando a curiosidade dos alunos, para que se sintam motivados a 
participar dele.
Atividade 4 – Organização do sarau
1.o momento: com o ambiente previamente organizado em clima de sarau, o professor recepciona os alunos. 
2.o momento: na grande roda, o professor lê algumas poesias previamente selecionadas.
O professor pode convidar os alunos que se sentirem à vontade para declamar uma poesia de que gostem. Nesse 
momento, é interessante que o professor estimule o aluno a declamar a sua poesia favorita, mesmo que seja com as 
próprias palavras.
3.o momento: individualmente, os alunos registram, por meio de desenho ou escrita espontânea, a poesia ou o mo-
mento de que mais gostaram do sarau.
5.a atividade Música sinfônica 
O professor organiza os alunos na grande roda, coloca a Sinfonia n.o 40, de Mozart, e convida-os a ouvi-la com atenção.
Após tocar um trecho da música, conversa com eles sobre o que ouviram, que instrumentos notaram.
Em seguida, o professor solicita que escolham instrumentos rítmicos entre os que colocou no centro da roda e acom-
panhem a sinfonia de Mozart. Além disso, pode indicar um aluno para ser o maestro, que conduzirá a execução ins-
trumental.
Quando terminar a atividade, os alunos poderão registrar em folhas individuais o momento mais significativo da aula.
Material:
 – Aparelho de som
 – Sinfonia n.o 40, de Wolfgang Amadeus Mozart
 – Instrumentos musicais
48 – 
6.a e 7.a atividades Arte 
1.a sugestão
Para essas aulas, será preciso preparar os materiais e adquirir habilidade na confecção dos nós do macramê para 
ensinar as crianças com segurança. Não se trabalhará com nós muito elaborados, são nós simples, para a confecção 
de pulseiras, que no final da feitura formarão um desenho bonito, agradável de se ver e que poderá ser usado tanto 
por meninos como por meninas. Para isso, a variação será a das cores. Os meninos podem optar pelas cores de seus 
times preferidos, por exemplo. 
O primeiro passo é organizar a sala em duplas. Um dos alunos fará o apoio para que o outro possa confeccionar o 
macramê. As duplas podem e devem se revezar nos trabalhos, para que todos aprendam a técnica. 
Trabalha-se com apenas duas cores a princípio, para tornar mais simples o desenho do macramê.
O professor deve lembrar aos alunos que os índios até hoje confeccionam peças com essa técnica de tecelagem, crian-
do pulseiras, colares, enfeites, detalhes de roupas, usando desde fios coloridos, lãs, barbantes, sisal fino e encerado, 
até miçangas e lantejoulas. 
Sugerimos a utilização de barbante colorido, mais fácil de se conseguir. Mas pode-se optar por fios elétricos, usando 
apenas as capas dos fios, ráfia, linhas mercerizadas etc. 
Cada criança deve trabalharcom três fios dobrados ao meio, separados em dois pares de uma cor e dois de outra, e 
dois de outra tonalidade, medindo quatro vezes a circunferência do pulso. Primeiro o professor deve mostrar aos alunos 
como se faz e depois eles iniciam a confecção. 
Sugestões de pontos: 
 9 Trança
1.o passo: Prenda os fios em uma laçada e um nó. Aperte bem, deixando um laço pequeno. Uma das crianças segura 
 os fios pelo laço. Os pares de fios devem ser separados de dois em dois, formando três pares. 
2.o passo: Cruze os pares de fios da direita para a esquerda, passando por cima dos fios centrais.
3.o passo: Pegue os fios da esquerda e passe-os por cima dos fios da direita.
4.o passo: Os fios que ficaram à direita devem passar por cima dos fios centrais.
5.o passo: Os da esquerda sobre os da direita.
6.o passo: Repita esse procedimento até que a trança dê a volta sobre o pulso, fechando com sobra.
7.o passo: Ao terminar a trança, dê um nó bem apertado e corte os fios, deixando uma sobra para fazer a amarração 
 em volta do pulso.
Observação: A trança pode ser feita com duas ou três cores.
 9 Crochê de dedos
1.o passo: Pegue um fio da cor preferida na medida de quatro vezes o tamanho de seu pulso.
2.o passo: Faça um laço e dê um nó.
3.o passo: Abaixo do nó, faça um laço e dê uma leve torcida; faça com que o próprio fio passe por dentro desse laço, 
 formando outro.
4.o passo: Repita a mesma operação até que os fios fiquem curtos, mas com sobra suficiente para amarrá-los.
5.o passo: Faça um último laço, mas desta vez puxe-o, formando um nó. Está pronta sua pulseira.
 9 Nó básico de macramê
1.o passo: Junte dois pares de fios de cores diferentes, dando um nó, de forma a deixar uma laçada acima do nó. 
2.o passo: Peça a um colega que segure os fios pela laçada.
3.o passo: Separe os fios de dois em dois, de forma que os da mesma cor fiquem juntos.
4.o passo: Pegue os fios duplos da direita e passe-os por cima dos fios da esquerda, deixando um laço.
5.o passo: Passe a ponta dos fios da direita por dentro do próprio laço feito e puxe.
6.o passo: Faça o mesmo procedimento com os fios da esquerda.
7.o passo: Alterne esse procedimento ora com os fios da direita ora com os da esquerda, até que a pulseira dê uma 
 volta inteira no seu pulso e sobrem fios para as amarras.
Passe-os por trás dos fios claros e comece tudo de novo, até que os fios fiquem curtos o suficiente para amarrar com 
um nó duplo.
A pulseira deve ser amarrada com um nó duplo no pulso da criança.
 – 49
Material:
 – Barbantes de cores variadas
 – Tesoura 
 – Imagens com o passo a passo para ilustrar o caminho para as crianças.
2.a sugestão:
Costurando ideias!
A sala de aula deve estar preparada com os materiais necessários, levando-se em conta a quantidade de alunos.
Em cada mesa, deve constar: um pedaço de juta, ou tecido de algodão cru, na medida A4, retalhos de tecidos de cores 
diversas, lisos e estampados, agulha sem ponta e lã ou linha de bordado.
O professor pergunta aos alunos se eles se recordam dos estudos do primeiro semestre, em que aprenderam sobre os 
índios, os primeiros habitantes em terras brasileiras e os reis e príncipes que viveram aqui. Pois bem, eles vão escolher 
um desses estilos de vida e representá-lo, como se fosse uma pintura, mas com os recortes de tecido costurados so-
bre a juta ou o tecido de algodão. Antes, porém, eles devem desenhar o que pretendem em uma folha de papel. Esse 
esboço não precisa ser colorido, é apenas uma forma de estruturarem seu pensamento e ter um modelo para seguir e 
repassar para o tecido com colagem e costura.
Assim, pensado o desenho a ser realizado, os alunos terão de recortar o tecido no formato desejado. Se forem fazer 
um castelo, recortar os pedaços de tecido para compô-lo. Se criarem uma aldeia de índios, terão de recortar os tecidos 
no formato de tendas ou tabas, rios e árvores, ou o que mais imaginarem, formando a floresta onde os índios viviam. 
Se quiserem fazer sobre os homens primitivos, cavernas poderão ser criadas utilizando-se tecidos de cor escura, de 
formato arredondado, com uma abertura na frente, por exemplo.
Terminada essa etapa, os alunos deverão colar as peças no tecido (base), compondo o desenho ou a paisagem, para 
em seguida costurá-las, prendendo-as pelas bordas. O ponto pode ser alinhavo, ponto corrido ou chuleado. Pode-se 
também já deixar as peças recortadas em formatos variados para que os alunos possam escolher aqueles que mais 
se adaptem ao que desejam construir. Escolhidas as peças, os alunos montam as imagens, colam os tecidos sobre o 
fundo e costuram-nas posteriormente.
Agora, é só colocar a imaginação para funcionar e começar o trabalho, costurando as ideias! 
O professor não deve esperar um acabamento primoroso. As crianças ainda são pequenas e é natural que seus 
pontos não tenham regularidade e o acabamento seja de tecidos desfiados. Muitas vezes, também, a constru-
ção das imagens não ficará tão nítida. O importante é que os alunos tenham atenção, façam a combinação de 
cores e estampas e pensem a respeito do que querem construir e como farão para concretizar suas ideias. 
Aqui, o produto final é secundário!
http://morandosemgrana.com.br/guia-basico-de-costura-primeiros-passos-e-pontos-basicos-de-costura-manual/
50 – 
Material: 
 – Juta ou algodão cru na medida A4
 – Retalhos de tecidos estampados e lisos
 – Linha de bordado ou lã
 – Agulha sem ponta
 – Cola para tecido ou cola Cascorez de rótulo azul
 – Papel sulfite
 – Lápis preto
http://tudopatchwork.blogspot.com.br/2010/04/bolsa-paisagem-criativa.html
http://asbaronesas.blogspot.com.br/2011/08/retalhos-e-bordados.html
 – 51
8.a, 9.a e 10.a atividades Teatro 
 9 Jogo onomatopeico
Previamente, o professor escolhe uma história ou lenda indígena e confecciona cartazes com personagens, animais, 
objetos e outros elementos que fazem parte dela.
Ao iniciar a aula, o professor organiza os alunos em roda e sensibiliza-os para a proposta mostrando os cartazes provi-
denciados por ele. Pede-lhes que façam os sons onomatopeicos correspondentes a cada um deles.
Como aquecimento, solicita que se desloquem pela sala ou pelo espaço escolhido para a atividade. Em determinado 
momento, mostra uma das imagens e eles devem fazer o som onomatopeico correspondente. Quando for abaixado o 
cartaz, devem fazer silêncio.
Novamente em roda, o professor diz-lhes que deverão prestar muita atenção, pois vão participar da história que ele vai contar.
Nos momentos em que aparecem os personagens, animais ou objetos, o professor para a narração, mostra a imagem em 
questão e pede que façam os sons onomatopeicos correspondentes.
Após essa sensibilização, o professor combina com os alunos que eles vão fazer de conta que são os personagens. 
Pede que eles se espalhem pela sala, devidamente posicionados, e estimula-os a vivenciarem os personagens e ver-
balizarem os sons onomatopeicos correspondentes à imagem apresentada durante a narração da história.
Ao final da atividade, os alunos formam uma roda novamente para a apreciação da atividade. O professor pode per-
guntar-lhes, por exemplo:
– Vocês gostaram?
– Qual o personagem que gostaram de imitar?
– O que foi difícil de fazerem?
– O que foi fácil? etc.
Entrega, em seguida, para cada aluno, uma folha sulfite e pede que represente a parte da história de que mais gostou.
Material:
 – Cartazes com imagens dos personagens, animais, objetos da história escolhida
 – Papel sulfite
 – Lápis de cor, gizes de cera, canetas hidrográficas, pincéis atômicos de cores variadas etc.
 9 Jogo teatral
Previamente, o professor confecciona cartazes com homens e animais pré-históricos em diferentes situações, que pos-
sibilitem a criação de uma história.
Ao iniciar a aula, o professor organiza o grupo em roda e relembra a história interpretada por eles na aula anterior e como 
foi feita essa atividade. Em seguida, diz-lhes que agora são eles que vão criar a sua própria história e interpretá-la.
Para o aquecimento, propõea brincadeira da estátua. Solicita aos alunos que se espalhem pelo espaço determinado, 
desloquem-se por ele e, ao seu sinal, parem no lugar e transformem-se em estátuas, com expressões faciais e corpo-
rais de diferentes sentimentos, como alegria, tristeza, medo, pavor, ira, orgulho, cinismo, desânimo, desprezo e outros, 
de acordo com o seu pedido.
Após o aquecimento, os alunos formam novamente uma roda. Com todos posicionados, o professor mostra os cartazes 
com os homens e animais pré-históricos. Com base nessas imagens o grupo vai criar uma história.
Concluída, o professor lê a história criada e propõe ao grupo que a interprete com sons onomatopeicos e gestos.
Para isso os alunos escolherão um espaço da sala para representar o ambiente da história. Nesse espaço, eles se 
deslocarão criando gestos e sons para representar os homens e animais pré-históricos.
Exploradas essas possibilidades cênicas, o professor diz que vão fazer de conta que são os personagens da história 
criada por eles. Pede que cada um escolha o personagem que quer fazer e crie gestos e sons para representá-lo. 
Dado um tempo para essa conscientização, o professor inicia a narração da história, que é então encenada por eles.
Durante a narração, o professor pode utilizar as imagens para orientar os alunos.
Ao final da atividade, forma-se novamente uma roda para a apreciação da atividade.
Após essa socialização, o professor distribui aos alunos folhas sulfite, para que representem a parte da história de que 
mais gostaram.
Material:
 – Cartazes com figuras de homens e animais pré-históricos em diferentes situações
 – Folhas de papel sulfite
 – Lápis de cor, gizes de cera, canetas hidrográficas, pincéis atômicos de cores variadas etc.
52 – 
 3 Propostas para o desenvolvimento das sequências didáticas
Professor, seguem algumas informações importantes para o desenvolvimento de cada parte das sequências.
Sugerimos a leitura prévia das especifidades didáticas e metodológicas de cada uma delas, que, somadas às suas 
experiências como docente, poderão contribuir e muito para que gradualmente o trabalho educacional alcance níveis 
de qualidade cada vez mais elevados.
Descrição das partes que compõem cada sequência didática
“O fator mais importante que influi na aprendizagem é aquilo que o aluno já sabe. Isto deve ser averiguado e o ensino 
deve depender desses dados”. Ausubel, Novak e Hanesian (1983, apud MIRAS, 2004).
A atividade inicial tem como objetivo levantar conhecimentos prévios, mas também instigar a curiosidade dos alunos 
por meio de desafios que contribuirão para que as demais atividades sejam acolhidas e desenvolvidas sob outras 
perspectivas muito mais significativas. 
Levantar conhecimentos prévios de forma significativa traz como principal premissa oferecer condições de acesso 
a algumas informações que uma vez assimiladas envolvem e instigam os alunos a confrontarem seus saberes e 
decidirem por um determinado caminho.
Para tanto, parte de um contexto representado, principalmente, pela leitura de obras de artes, o que dá sentido à 
situação-problema que é proposta em seguida. Lembrar que não aprendemos por analogia, mas sim quando elaboramos 
uma representação pessoal a partir de um objeto que se quer investigar ou conteúdo que se pretende aprender. Assim, 
com mais facilidade, por estarem envolvidas, as crianças poderão colocar em jogo tudo o que sabem, tendo em vista 
desvendar o mistério.
Ao destacar os conhecimentos prévios das crianças sobre um determinado conteúdo/conceito é possível identificar o 
nível de aprendizagem em que cada uma se encontra e consequentemente será possível fazer ajustes no planejamento, 
se necessário.
Leitura de imagem
Atividades como essa oferecem oportunidade às crianças de se encantar, adquirir noções de estética, ampliar a cultura, 
conhecer diferentes estilos artísticos e analisar os elementos da linguagem visual, como forma, linha, ponto, cor, luz e 
textura, entre outros elementos da estrutura interna do desenho, pintura ou escultura.
Os pequenos são curiosos e adoram a brincadeira de reconhecer formas, figuras e inventar quais foram as razões que 
levaram um determinado artista plástico a criar uma obra de arte.
Cabe ao professor planejar esses momentos, buscando conhecer o artista plástico e a sua obra que será colocada em 
discussão, como também elaborar as perguntas que vão instigar a observação, a descoberta e o interesse das crianças.
As respostas devem ser acolhidas e a discussão fomentada com perguntas como “Qual era o sonho do artista ao criar 
esta obra?” “Qual mensagem ele quis passar àqueles que por ventura viessem a apreciá-la?” “Do que você gosta 
nessa obra?”, “Como é a roupa das pessoas?”, “Que cores foram utilizadas?”, “Como o artista conseguiu tantas cores 
diferentes?”. Essas questões ajudarão os pequenos a realizar uma observação apurada e a descrever e verbalizar as 
impressões que tiveram.
O espaço, o tempo e o contexto ou histórico da obra são densos, na maioria das vezes, às crianças, por isso, deve-se 
adequar o conteúdo e a linguagem a ser adotada, conforme a faixa etária atendida.
O importante é ter em mente que a criança é a figura principal dessa atividade e o professor atua como facilitador e in-
tegrador das falas que emergem do grupo sem fazer pareceres descritivos e definidores da obra. Para tanto, o material 
tem como função disparar a discussão a fim de alcançar o objetivo proposto, que na grande maioria das sequências 
está voltado para os conteúdos da área de Arte.
A ficha onde se encontra a obra de arte apresenta informações sobre o artista. A proposta é que elas sejam lidas pelo 
professor. Deve-se propor uma troca de ideias entre o conteúdo da leitura e a obra de arte, de forma a descobrir as relações 
entre as duas fontes de informação. O ideal é fazer primeiro a leitura da imagem, para em seguida ler o enunciado da ficha. 
Após esse primeiro e importante momento, é possível propor que as crianças conversem sobre o que veem e viram, em 
pequenos grupos. O objetivo é que os pequenos exercitem a arte da interpretação, tendo como base as informações 
a que tiveram acesso num primeiro momento. “Concordam?” “Não concordam?” “Não acreditam?” “Confirmam?” Entre 
outras possibilidades.
Lembre-se de que, ao propor a leitura de imagens em pequenos grupos, é interessante circular entre eles, anotando o 
que falam, bem como suas dúvidas, por exemplo, pois o momento é para identificar o que as crianças sabem ou não. 
Para concluir essa etapa, é necessário reorganizar as crianças na grande roda para que socializem suas hipóteses 
sobre a obra, com base nas perguntas previamente elaboradas. 
 – 53
Após desenvolver o trabalho, tendo como base a contextualização, deve-se apresentar aos alunos a situação-problema 
que será resolvida em pequenos grupos, devendo o professor circular entre eles, de forma a anotar os procedimentos 
de resolução aplicados pelos alunos.
Pedagogicamente, a resposta à situação-problema não deve ser antecipada no coletivo, porque ela foi pensada para 
ser discutida pelas crianças.
É recomendável manter o número ímpar de participantes, pois isso motiva a discussão entre as crianças e inibe a com-
petição entre pares por afinidades e outros interesses, além de favorecer a troca de informações.
Nesse contexto, cujo objetivo é levantar conhecimentos prévios, o professor deve assumir o papel de observador du-
rante o desenvolvimento da atividade inicial, isto é, não deve fazer intervenções. Lembrar que se todos os alunos acer-
tarem a resposta, não haverá razão alguma para desenvolver as atividades selecionadas que compõem a sequência 
didática, portanto, não facilite. Mantenha o mistério.
É importante observar como os alunos aproveitam todo o acervo da contextualização inicial em benefício da resolução 
do problema, enfim, como estabelecem os nexos.
Aspectos que podem ser observados pelo professor nesses momentos:
Lançam mão de seus conhecimentos prévios?
Selecionam e sabem usar novos conhecimentos?
Procuram resolver os problemaspor seus próprios meios?
Para resolver a situação-problema utilizam estratégias criativas ou apenas as convencionais?
Discutem para decidir o que vão fazer?
Produzem de forma cooperativa?
Justificam o que fizeram e por que fizeram ao socializarem o que foi produzido pelo grupo?
Uma vez realizadas as propostas disparadoras que viabilizam discussões, a solução da situação-problema cabe para 
finalizar a socialização de saberes, que tem como propósito a valorização da diversidade cultural, o respeito às diferen-
ças, como também oferecer aos alunos oportunidades para (res) significar suas hipóteses iniciais.
Essa finalização deve ser feita na grande roda, sem intervenções no processo de criação, de forma que as crianças 
possam se sentir acolhidas e incentivadas a falar sobre suas escolhas, os caminhos percorridos e como fizeram seus 
registros para representar suas ideias ou as conclusões a que chegaram.
Ao coordenar as apresentações dos grupos, não comente, compare, aprove ou desaprove quaisquer colocações dos 
alunos. Anote, em um cartaz, as soluções encontradas por eles, para que, ao longo de toda a unidade didática, seja 
possível resgatá-las, a fim de modificá-las, refutá-las, confirmá-las ou complementá-las.
Ao final, faça uma síntese sobre os saberes dos grupos a respeito do assunto discutido.
Depois que a criança enfrentou o desafio de responder à atividade inicial e precisou, para isso, usar todo o seu conhe-
cimento a respeito do conceito que irá permear o trabalho que vem a seguir, ela vai vivenciar diferentes oportunidades 
para avançar no processo de construção desse mesmo objeto de estudo, sendo que a primeira delas é a atividade para 
que ela explore, descubra e vá além do que já sabe fazer.
Como o próprio nome diz, as crianças irão explorar para descobrir o que é e como se faz determinada proposta, por 
exemplo: alternar as linhas traçadas modificando-as exageradamente.
Nesse contexto, o aluno irá deparar com o conceito de linhas, mas não somente retas ou curvas, terá que pensar e 
grafar de modo diferente do que está habituado, arriscar-se a mudar, porém essa experiência irá causar estranhamento e 
desconforto, o que fará com que a criança tente novamente, dessa vez optando pelo que já sabe fazer, pois é mais seguro.
O importante aqui não é responder ao que se pede, mas sim observar como a criança explorou os materiais gráficos e 
o suporte, na tentativa de traçar de uma forma diferente da qual está acostumada.
Um bom exemplo: o objetivo é que as crianças tracem linhas diferentes daquelas utilizadas pelo artista, observadas em 
sua obra de arte, isto é, se ele usou mais linhas retas, longas e finas, poderemos propor aos alunos o inverso disso. 
Essa atividade vai direcioná-los a ousar traçar de um jeito diferente do habitual, ou ainda, possibilitar que reflitam sobre 
as diferentes maneiras de fazer traços para criar as formas que se quer representar. 
Essa é uma proposta para ser desenvolvida nos pequenos grupos. Propõe desafios, tendo em vista a progressão dos conheci-
mentos em relação ao conceito que está sendo construído, prevê a participação efetiva do professor, como observador e como 
mediador, isto é, aquele que intervém no processo de exploração e descoberta, problematizando, tendo em vista que as 
crianças se aproximem, gradativamente, da resposta convencional, portanto, confirmada pela ciência. Além disso, instiga 
para que ousem, tenham ideias e criem, tendo como base a cultura, concebida aqui como matéria-prima. 
54 – 
De quaisquer propostas presentes no caderno do aluno, os professores devem participar com alunos na grande roda, 
de forma que possam compreender qual é a proposta ou o que terão que responder. Em seguida, quase como um 
ritual, as fichas são disponibilizadas em lugar de fácil acesso para cada um pegar a sua, quer dizer, não é o professor 
quem as distribui. 
Após a distribuição das fichas, o professor deve organizar as crianças em duplas e, para acompanhá-las, o docente 
circula entre elas, fazendo intervenções quando necessário. Obs.: a quantidade de participantes por grupo deve ser 
ímpar, para que as discussões ou as trocas intelectuais ocorram com bastante diversidade de opiniões. Por quê? 
Porque se os grupos forem formados com o número par de participantes, ocorre a formação de duplas por afinidade, 
o que dificulta o giro de opiniões, podendo inclusive criar condições de competição entre elas. Um elemento de fora 
pode desequilibrar, divergindo tanto de uma dupla quanto da outra, o que elevaria o padrão de qualidade da discussão.
Após registrarem as ideias, os alunos querem e precisam socializar o que fizeram, para tanto, organize-os na grande 
roda e tenha como aliado o objetivo, orientando a socialização dos saberes para identificar a progressão das crianças 
no proceso. Para tanto, propomos a seguir uma metodologia: ao acompanhá-las na atividade, faça uma pauta, listando 
os pontos frágeis apresentados por elas, de forma que, ao surgir alguma oportunidade durante a socialização, aprovei-
te-a, em favor da evolução delas.
Nesse momento, é possível destacar o que é comum ou muito diferente e, se alguma das produções tiver essa carac-
terística, carece de investigação. É diferente por quê? No tamanho? Na forma? Nas cores? Os traçados unidos criaram 
formas? Quais? Abstratas ou mais voltadas para o real?
O sonho dele no meu
Essa proposta não foi pensada para ser realizada em fichas, até porque, outros suportes podem ser usados pelas 
crianças, conforme a atividade em pauta.
O tema que dispara ou inspira os alunos a produzirem arte passa pelo sonho do artista, pelas relações que estruturam 
a obra de arte, a qualidade dos materiais, as possíveis técnicas, assim como as ressonâncias e os impactos que a obra 
causou em cada um deles.
É importante que o aluno tenha liberdade de escolha, por isso a atividade não deve consistir em uma reprodução da 
obra em destaque, mas sim em uma maneira única de viver a experiência estética, fruto da compreensão, da intimida-
de, dos insights e do contato que os alunos tiveram com a obra.
Afinal, qual é a proposta? Um exemplo pode oferecer condições para se entender o que está por trás do título da ativi-
dade. Veja, tomamos como referência a obra de Van Gogh, Noite Estrelada – Saint-Rémy.
O artista pintou a sua noite, porque tinha para ele um grande significado. Não almejamos que a criança faça uma re-
leitura da obra, mas sim, inspire-se e crie a partir dela. Para tanto, em resumo, os alunos vão se imaginar no lugar do 
artista e desenhar/pintar a noite estrelada que para eles tenham também um grande significado.
A apresentação da proposta, a organização dos grupos e o papel do professor serão detalhadas na proposta Meu sonho 
e eu, a seguir.
O fazer artístico ocorre a partir do sonho da criança. É o que para ela se apresenta e instiga a produção de ideias.
Essa atividade é proposta após o Ateliê, de forma que as crianças possam aplicar as técnicas que descobriram durante 
o seu desenvolvimento.
Inicia-se com uma conversa na grande roda, cuja proposta é discutir sonhos. A partir daí, a criança escolherá entre uma 
ideia e outra e a representará, conforme os conhecimentos adquiridos até então.
É muito comum a criança se sentir insegura, apresentando dificuldades na hora de escolher entre um tema e outro. 
Nesse sentido, cabe ao professor organizar as possibilidades e até explicar algumas delas, porque a insegurança ocor-
re quando faltam informações sobre o que se tem para escolher.
Ateliê
O Ateliê compreende disponibilizar uma grande quantidade e diversidade de materiais de papelaria e gráficos às 
crianças, organizados da seguinte maneira: secos, aquosos, diversos, como também instrumentos para pintar e 
desenhar (pincéis, em especial) e algumas fontes com diferentes imagens de artistas que poderão inspirar as crianças 
a produzirem, ou ainda, a percorrerem os caminhos da criação.
As crianças no ateliê, num primeiro momento, vivenciam atividades voltadas para contextualizar a obra de arte. Buscam 
tambémfazer leituras de antecipação de significados sobre o que viram explícita e implicitamente. Levantam hipóteses 
sobre a escolha de cores, ou ainda, linhas e formas traçadas pelo artista para que ele pudesse se expressar. Além 
disso, respondem quais impactos (ideias, pensamentos, sentimentos) a obra causa – na abstração, ou mesmo quando 
se aproxima do real – nas pessoas que a apreciam, porém, para tanto, o artista, ao produzir artisticamente, aplica e cria 
técnicas, visando a representar o mais fielmente possível seus principais ideais até então.
 – 55
Para que as crianças tenham acesso, descubram e criem técnicas, foram pensadas enquanto estratégias as estações de 
arte. São alguns pontos organizados no Ateliê, que sugerem ações espontâneas em resposta aos desafios propostos, 
de forma que possam experienciar, comparar e validar suas descobertas ao apresentar.
A proposta das estações tem como principal objetivo, portanto, oferecer aos alunos oportunidades inúmeras para 
descobrir nuances, gestos e movimentos, aplicar efeitos de luz e sombra, figura e fundo, conteúdos que compõem as 
estruturas internas do desenho e da pintura.
As orientações pedagógicas didáticas e metodológicas para desenvolver as estações de arte no Ateliê estão no final deste 
caderno, no que diz respeito tanto ao funcionamento, quanto às propostas apresentadas, aos agrupamentos, ao papel do 
professor e à apreciação, que finaliza muitas das atividades presentes nos cadernos dos alunos.
Meu sonho e eu
O fazer artístico a partir do sonho que a criança tem ou vai descobrir é uma proposta posterior às estações de arte, por-
que a intenção, depois de escolhido o motivo para produzir artisticamente, é que os alunos busquem aplicar algumas 
das técnicas experienciadas para traduzir pensamentos e sentimentos.
É muito comum a criança se sentir insegura e por isso apresentar dificuldades na hora da escolha, porque diante de 
muitas opções e sem parâmetros de análise, qualquer pessoa se perde. Nesse sentido, cabe ao professor organizar as 
possibilidades e até explicar algumas delas tendo em vista que os alunos façam escolhas mais conscientes.
Ocorre mais ou menos assim: estamos trabalhando a figura humana, certo? Para conduzir o processo, usamos como 
recurso estratégico as obras de Niki Saint Phalle, famosa por esculpir bonecos em papel machê. A proposta, no caso, 
a partir do objetivo da sequência, seria desenhar a figura humana.
Podemos pedir que as crianças escolham alguém entre as mais diferentes pessoas de diversas faixas etárias e grupos 
sociais, que admirem, tenham medo, gostem ou não, sejam o que gostariam de ser, visando a criar significativas 
condições, porque elas emergirão de dentro para fora, portanto, não serão impostas.
Quanto à forma de agrupar as crianças, já que estamos falando de escolha, a proposta deve ser desenvolvida 
individualmente, porém, nada vai impedir que os alunos conversem para trocar ideias sobre o que estão fazendo. 
O papel do professor também se mantém na mediação entre o conhecimento científico e os prévios de cada um de seus 
alunos durante todo o desenvolvimento da proposta.
Significa ir além do imediatamente visível ou do já mencionado. Envolve apresentar uma informação ou mesmo um jeito 
novo de aplicar o conceito que vem sendo estudado. 
A ideia é criar um impasse, tendo em vista instigar a criatividade, durante o desenvolvimento do fazer artístico. Pode, 
também, apresentar-se como uma atividade que anuncia maior dificuldade, algo propositalmente especial, para que as 
crianças possam descobrir um novo jeito de pintar, desenhar ou esculpir. Por exemplo, os movimentos de um objeto 
(avião) de forma que orientem o olhar daquele que vai apreciá-lo para a esquerda e para a direita. Depois, como o 
fariam se fosse água ou carros caindo de uma ribanceira etc.
Além disso, pode anunciar algo voltado para as novas tecnologias; criar movimentos usando uma história, computador, 
vídeo e outros suportes; levantar hipóteses a partir de outras perspectivas e culturas, trazendo à tona valores e 
costumes diferenciados que influnciarão o fazer artístico, ampliando os sentidos, o jeito de fazer, registrar, concluir e 
principalmente descobrir para criar.
A proposta se estrutura a partir de algumas informações, seguidas de uma situação-problema, onde estão previstos 
os agrupamentos, o acompanhamento do professor problematizador e da apreciação das atividades, que valorizam e 
incentivam as crianças a criar com mais segurança.
Como mediador, o professor deve orientar-se considerando a seguinte premissa: elaborar a pergunta a partir do 
universo cultural da criança, nunca do seu, exemplo:
João diz à professora:
– Vou pintar o céu de azul.
A professora, a partir do que seu aluno falou, pergunta:
– João, por que você optou por pintar o céu de azul? 
– Porque o céu é azul – ele responde.
– João, o céu é azul o tempo todo? – pergunta instigando que ele abra seu leque de possibilidades quanto à cor do céu.
– Ah! À noite o céu não é azul – ele respondeu 
Então, volta a perguntar: 
– Que outras cores tem o céu, João? 
56 – 
Através do contato com as mais diferentes modalidades, ainda utilizadas por muitos grupos de teatro que se 
apresentam em várias regiões do mundo, nossos alunos terão oportunidades únicas para imaginar, criar, realizar e 
avaliar o que e como foi feito, em razão da progressão de processos de aprendizagem na arte de se expressar com 
o corpo, só a face, ou mesmo verbalmente.
Durante as apresentações, o que vai e deve imperar é a improvisação, mesmo que as crianças já tenham participado 
de jogos teatrais e até de laboratórios para representar um determinado personagem, naturalmente, o jeito de ser de 
cada uma vai prevalecer.
Nesse contexto dinâmico, as crianças vão construir conceitos gerais e específicos da dramaturgia, como: cenário, 
figurinos e os limites do espaço onde será feita a apresentação – em um espaço fechado ou aberto –, o que muito 
contribuirá para uma dual transformação, isto é, interna e externa, de cada um dos alunos.
Representar envolve relacionar-se com o outro para conhecer o seu universo cultural, reconhecê-lo, perceber 
como responde, movimenta-se, reage, questiona, ou ainda, como ele dá conta do personagem que escolheu para 
representar.
As discussões sobre o que e como vão fazer possibilitam organizar ideias, planejar e buscar o que precisam para 
aquele momento especial, o mesmo que construir conhecimentos a toda hora. O teatro na escola ganha, portanto, a 
finalidade de promover o crescimento pessoal e o desenvolvimento cultural dos participantes. 
No que tange o processo de aprendizagem, o teatro pode atuar na explicitação de conhecimentos implícitos: a 
criança torna-se consciente do conteúdo e representa-o como um produto da interação entre o que ela já sabe e o 
que ainda poderá aprender.
Essa capacidade de aprendizagem implícita da criança representa o seu potencial para aprender, cabe ao professor 
organizar os meios para provocar o interesse dos seus alunos para agir sobre as coisas do mundo, oferecendo a eles 
a oportunidade de acesso e ampliação da cultura.
O teatro usa a linguagem verbal e corporal, a memorização, a atenção, também a organização espacial. Todas 
exigem a interação social e fazem parte da cultura. Todas implicam a mobilização de aspectos cognitivos, afetivos, 
sociais e motores dos sujeitos; implicam ainda em aprendizagens, exercício repetitivo, construção de conhecimento. 
(OLIVEIRA e STOLTZ, 2010)
Para viabilizar uma proposta como essa, as aulas devem ser iniciadas com um aquecimento corporal e vocal que 
prepara o corpo para a ação que os artistas chamam de laboratório, isto é, hora de investigar e vivenciar diferentes 
formas de atuar quando estão num palco apresentando-se para os colegas, por exemplo.
Um laboratório pode ser desencadeado por uma história curta, contada pelo professor, que pode adquirir diferentes 
modalidades, das mais dramáticas às mais engraçadas e até aquelas em que os atores não se comunicamverbalmente, mas são capazes de dizer tudo por meio da expressão do corpo e da face.
Dependendo do tema, é possível estudar sobre grandes personagens, assistir a um vídeo, discutindo em seguida 
a atuação do artista, seus gestos e seus movimentos. Ou ainda, fotos de outros locais coligados com o que será 
desenvolvido pelas crianças.
É possível também propor jogos teatrais que consistam em um procedimento lúdico com regras explícitas, em que 
haja divisão do grupo em equipes que se alternem ao observar ou jogar. As ações são improvisadas e emergem 
da interação imediata entre os jogadores. O gesto espontâneo, no entanto, adquire significado num contexto de 
comunicação, no caso, entre quem está apresentando e os demais colegas, os quais representam a plateia. 
Uma vez feito o aquecimento, a hora é a da criação em pequenos grupos que serão acompanhados pelos professores, 
que farão intervenções se necessário.
Por fim, cabe organizar o espaço para que os alunos possam se apresentar. O papel do professor aqui é assistir e 
anotar o que ele acredita ser motivo de intervenção.
Obs.: professor, durante as apresentações, não cabe corrigir os alunos, em momento algum. O ambiente deve ser 
pensado para ter o mínimo de estresse, para não prejudicar ou inibir e até paralisar a atuação das crianças.
O teatro oferece aos alunos muitos benefícios, como: interesse maior sobre outras áreas de conhecimento, 
conscientização corporal e um incentivo ao experimentar. Ficam também mais dispostos, centrados e acolhedores 
com os colegas. 
 – 57
Num primeiro momento, a proposta é que as crianças dancem espontaneamente (individual, aos pares, ou em peque-
nos grupos) isto é, improvisem passos, ritmos, cantando (ou não) enquanto acompanham a música.
Em seguida, deve-se aumentar níveis de dificuldade, disponibilizando diferentes materiais para que as crianças 
escolham e dancem com algum deles, investindo assim na criação de gestos e movimentos. 
O espaço da dança é um lugar privilegiado para se conhecer, reconhecer limites e buscar ultrapassá-los. Não vale, por-
tanto, corrigir o que fazem os pequenos ao dançar. É importante fazê-los pensar a dança a partir da sua origem, cultura 
da qual fazem parte e observar como as crianças reagem à música com contextos tão variados.
Cabe ao professor situar os alunos no contexto social (geográfico e histórico) de onde nasceu aquela coreografia ou o 
jeito de dançar das pessoas que a representam, diretamente conectada com a melodia e seu conteúdo, por meio prin-
cipalmente de um vídeo ou mesmo fotos que poderão nos contar muito daquele lugar e daquelas pessoas.
Assistir ao vídeo e comentar: o contexto, os dançarinos, o que usam, como se vestem, como se agrupam, quais gestos 
e movimentos realizam para explicitar o sentido que os dançarinos deram às suas ideias etc.
O momento é para repensar, rever, criticar, problematizar em favor de processos de mudança de si, do outro e dos 
grupos. É a dança contribuindo para o conhecimento próprio, das outras pessoas e do mundo.
A dança é uma linguagem, é ação sobre o mundo e não reflexo deste. É precioso, para tanto, trabalhar as múltiplas 
relações que se estabelecem entre as crianças, a dança e o mundo que nos circunda.
Os indivíduos aprendem a dançar, assim como adquirem autoconhecimento, num movimento que prevê compreensão, 
diálogo, participação em função da transformação dos sujeitos e das relações sociais cotidianas.
As questões sociais do micro, macrocontexto ou globais estão no corpo de quem dança, dado que nossos corpos são 
construídos socialmente, fazendo, contextualizando e apreciando a dança, identificando, assim, a rede de relações que 
existe entre as pessoas e o mundo onde vivem.
Depois de apreciada a dança, inclusive problematizada, é hora de colocar em prática o que foi construído enquanto 
conhecimento e que será explicitado pela imitação do que os alunos viram, ouviram, pensaram/fizeram, mas mesmo assim, 
também improvisarão, ou seja, farão o que sabem envolvidos pela música e também criarão com ousadia outros gestos e 
movimentos, dando ao momento sentido próprio e até recriado, formando a rede social que se estabelece entre pares ou iguais.
Hora de dançar novamente, sozinhos, em duplas, ou até grupos; mas também produzir, discutir, criar, recriar, construir 
e trabalhar as diferentes situações didáticas propostas.
Por fim, o registro deve ser proposto de forma que os alunos o possam fazer escrevendo, desenhando, cortando e colando.
A apreciação das atividades poderá ser feita em pequenos grupos ou na grande roda, destacando, inclusive, os 
melhores momentos propostos durante o desenvolvimento de todas as atividades aqui apresentadas.
Espaço da memória
Para ampliar o conhecimento ou a cultura é preciso democratizá-los, viabilizar o acesso, encantar-se (ou não) com o que 
vê, comentar, questionar, entrando inclusive em diferentes dimensões sociais, históricas, psicológicas, filosóficas e outras.
Segundo Monique Deheinzelin (em seu livro A forme com a vontade de comer) além do alimento propriamente dito, 
deve-se oferecer às crianças condições para que elas, com a ajuda do professor, possa se alimentar de ideias. São elas 
que poderão criar olhares diferenciados para o mundo, reconhecendo suas qualidades, mas também onde poderão 
intervir se necessário.
Pensando nisso, criamos a proposta Espaço da Memória, um momento de acesso ao acervo artístico nas mais diferen-
tes circunstâncias. O mesmo que responder: onde está a Arte no nosso cotidiano? 
Ao pensar em um motivo para ser apreciado nessa situação didática, deve-se levar em conta algumas referências e a 
partir delas escolher o que será levado para a sala de aula. Nesse sentido, pode-se lançar mão de desenhos históricos, 
culturais, estilos e tendências, como também listar os vários contextos onde a arte está presente, porém, não, perce-
bemos a presença dela. Por exemplo: a Arte se faz presente num aparelho de jantar? Mesmo que ele seja branco, é 
possível identificar o viés artístico presente em suas peças? Ou ainda, ver Charles Chaplin e explorar seus gestos e 
movimentos, que diziam muito.
Professor, não precisa levar muita coisa para ser explorada nesse momento da sequência, mas sim, algo que possa ser 
trabalhado, tendo como referência descobrir a arte envolvida: forma, conteúdo, gestos e movimentos, sombras e luzes, 
cores nas suas mais variadas nuances.
Por fim, professor, peça que registrem o que ficou de mais significativo para cada criança durante a exploração que 
fizeram em sala de aula.
Começar na grande roda para que os alunos tenham acesso ao material e às discussões que serão desencadeadas e 
coordenadas pelo professor. O registro pode ser individual.
Mediar o conhecimento prévio de cada aluno e o científico exige muita atenção do professor sobre o conteúdo em 
desenvolvimento, cuidado como sua postura ao coordenar as ideias do grupo, pois não deve desconsiderar nenhuma, 
mas sim aproveitar muitas delas e, por último, saber problematizar a partir do universo dos alunos, na tentativa de 
aproximá-los do conhecimento que intencionalmente se definiu com aprendizagem a ser construída.
58 – 
Segundo o autor Oscar Jara, a realidade é, ao mesmo tempo, mutante e contraditória porque é histórica, produto da 
atividade transformadora e criadora dos seres humanos. 
À medida que se compreende as experiências realizadas com mais profundidade, é possível compartilhar aprendizagens, 
identificar e desencadear processos reflexivos e teóricos que contribuem para a progressão das aprendizagens dos 
alunos.
Não se trata de buscar uma “receita”, ou mesmo um questionário, de forma que seja possível identificar nas respostas 
dos alunos o que eles aprenderam, mas de uma atividade que desafiará as crianças a resolverem um problema, ao 
mesmo tempo em que possibilitará aos alunos que sistematizem a aprendizagem construída até aquele momento. 
A questão metodológica e didática pressupõe que os alunos caminhem no tempo, recordando-se do que fizeram em 
todas as atividades,sem que se apercebam disso, ao responderem à proposta selecionada para esse momento.
É o mesmo que aplicar de fato os conceitos – conforme a fase de construção de conhecimento em que se encontram 
– e produzir, no caso, artisticamente, como condição para organizar o próprio pensamento, fazer a higienização do 
processo, encaixando-o nas estruturas mentais já existentes com convicção.
As propostas desta seção pressupõem criar, recriar, pensar, investigar, repensar o trabalho, a crítica, o julgamento, a 
avaliação, a defesa, a vivência e a escolha de linguagens para representá-la, improvisar, interpretar, articular, comparar 
fatos, ações e as consequências entre o que ocorreu ontem (passado) e o hoje (presente).
Deve-se, por isso, incentivar os alunos a consultar os registros feitos ao longo das experiências vivenciadas a fim de 
que estabeleçam as conexões entre as produções, reflitam e tirem conclusões de forma criativa e inovadora sobre 
aprendizagem.
Aqui a troca intelectual passa a ser importantíssima se as crianças forem estimuladas a comunicar suas ideias dian-
te do desafio proposto, como também, sugerir novos caminhos. Levantarão hipóteses de soluções. Diante de todas 
elas, terão que decidir o melhor caminho a seguir e produzir para detalhar o que entenderam, construíram e, de forma 
consistente, vão falar para justificar a produção, em duplas, ou mesmo individualmente, já que é a sistematização das 
aprendizagens, e estas são individuais. 
O papel do professor será o de observador, ao circular pelas crianças enquanto respondem a proposta. Os dados de 
como as crianças solucionam o problema contribuirão para que ao final, durante a socialização das atividades, o pro-
fessor possa com mais consistência intervir problematizando ideias ou procedimentos aplicados. 
Na socialização das respostas, deixe que seus alunos apresentem livremente o que produziram na atividade do desafio 
final, valorizando e aproveitando o que fizeram, porém, em circunstâncias diversas, cabe problematizar e investigar 
como se deu o processo de resolução, para encontrar pontos frágeis ou conflitos que possam sustentar uma discussão. 
Oficina de arte 
É uma proposta que tem como intenção viver a experiência estética, fruto da compreensão, da intimidade, dos insights 
e do seu contato com a Arte.
Tenha a ideia de que os alunos possam concretizar para confirmar suas formulações particulares, únicas, manifestas 
em textos, pesquisas, avalições do próprio trabalho e dos colegas. Trata-se de uma reflexão pessoal sobre Arte, ou 
ainda, do quanto ela pode contribuir para entender o meio em que vivemos e que a humanidade construiu ao longo de 
toda a sua história. 
O propósito é incentivar com o que é disponibilizado aos alunos, como materiais diversos e inéditos, industrializados 
ou recicláveis, revistas e livros, de forma que eles possam criar livremente, isto é, sem ser direcionados em nenhuma 
de suas escolhas.
Organize o espaço de forma que tudo fique acessível aos alunos, compreendendo: materiais gráficos e de papelaria 
de toda ordem, pinceis, livros, revistas, álbuns etc. A atividade deve ser individual, uma vez que é a concretização ou 
confirmação das suas formulações criadas ao longo de toda a sequência, durante o desenvolvimento da proposta. Para 
fechar todo o trabalho, a sugestão é a grande roda, num nível mais tranquilo, portanto, não problematizador. 
Agora, cabe ao professor listar as dificuldades dos alunos para que na sequência sejam feitos ajustes, de forma que 
seja possível dar ênfase a esta, ou àquela questão, ainda frágeis, mas em desenvolvimento.
Circular entre os alunos organizados individualmente, em duplas ou grupos, e problematizar, é uma estratégia importante 
para atendê-los nas suas necessidades imediatas e particulares.
Apreciação das atividades
Professor, organize uma exposição, orientando os alunos para que passem por todas as produções artísticas criadas a 
partir de suas escolhas individuais. Por fim, proponha uma roda e pergunte qual foi a atividade que eles mais (e menos) 
gostaram e concordaram.
 – 59
 4 Orientações didáticas e metodológicas para o desenvolvimento das sequências didáticas
1.a sequência didática
Atividades de 1 a 16
 O homem e a tecnologia
Intenção educativa
 Traços, sons, cores e formas
 – Expressar-se livremente por meio de desenho, pintura, colagem, dobradura, escultura, etc., evidenciando a fi gura 
 humana e/ou o que a defi ne.
 – Apreciar e participar de produções teatrais e dança.
 – Reconhecer e ampliar possibilidades expressivas do corpo por meio de elementos da dança.
 O eu, o outro e o nós
– Cuidar das relações interpessoais, desenvolvendo atitudes de participação e colaboração.
 Atividade 1 – Ficha 1 – Atividade inicial 
 
Nome:______________________________________________________________ Data:_______/_________/___________
O HOMEM E A TECNOLOGIAFicha
1
(A
)
AGORA, RESPONDA!
Quais traçados os primeiros habitantes e os indígenas traçavam para definir
formas de comunicação, no dia a dia, entre eles?
TANTO OS PRIMEIROS HABITANTES COMO OS INDÍGENAS MANIFESTAVAM SEU JEITO DE SER E DE VIVER, CONFECCIONANDO UTENSÍLIOS E ADORNOS
PARA EXPRESSAR SUA ARTE.
ATIVIDADE INICIAL
Na grande Roda
Em duplas
(Disponível em: <http://www.viafanzine.jor.br/008imagem/evid10.jpg>. 
Acesso em: 15 ago. 2016.)
(Disponível em: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/4/41/Wayana-Aparai_baskets_-
_Memorial_dos_Povos_Ind%C3%ADgenas_-_Brasilia_-_DSC00521.JPG>. 
Acesso em: 15 ago. 2016.)
ARTE_Infantil III_Tiago_2019_Anual.qxp 11/12/2018 15:18 Página 1
60 – 
Na grande roda, apresente às crianças uma pedra e diga que ela representa um período da história da humanidade. 
A partir dela é possível levantar hipóteses sobre diferentes aspectos que compõem a vida do homem na Terra, mais 
especialmente no Brasil.
Instigue para que as crianças apresentem ideias sobre como era esse homem, se ele já se comunicava verbalmente, 
se não, que estratégias usava para, por exemplo, dizer que tinha ido caçar e havia abatido 3 mamutes, onde e como 
ele fazia suas refeições, como se defendia, como andava, se havia transporte nessa época etc.
Depois das hipóteses levantadas, peça às crianças que imitem os homens que viviam naquela época a partir do que 
conversaram inicialmente.
Em seguida, disponibilize a ficha de número 1 e faça a leitura de imagens. Pergunte de pronto: o que podemos com-
preender e interpretar a partir das imagens que foram registradas na pedra? O que o autor do registro quis comunicar? 
Ou ainda, qual era o sonho desse artista? 
Destaque cada objeto artístico e, por meio de perguntas, provoque as crianças para que levantem hipóteses sobre 
como eles conseguiam fazer esses registros na pedra, entre outros aspectos, como também, o artesanato de cestos 
presentes na segunda imagem.
Qual é o foco a ser observado pelo professor? Tanto na primeira quanto na segunda imagem são os traçados de linhas 
que definem formas. O que as crianças sabem sobre pontos e linhas?
Depois de exploradas as imagens, leia o texto fazendo relações sobre as linhas. Em quais direções? Como elas são? 
Deixe as crianças responderem livremente. Não complemente nada e não invista em perguntas que possam levá-las 
à resposta certa.
Leia a proposta da ficha, organize crianças em duplas e circule entre elas. Procure observar o que discutem e a partir do 
que, como também, quais e que procedimentos são aplicados ao fazerem seus registros. Nessa situação didática reali-
zada para levantar conhecimentos prévios, não leve o novo, professor, ouça seus alunos, buscando identificar o que as 
crianças já sabem sobre as diferentes linhas que podem ser traçadas e as formas que podem ser criadas a partir delas.
Lembramos que uma situação-problema possibilita um número grande de respostas, trazendo à tona a diversidade 
cultural presente na sala de aula ou, ainda, os conhecimentos prévios que as crianças têm sobre um assunto.
 Atividades 2 e 3 – Ficha 2 – Exploração e descobertaNome:______________________________________________________________ Data:_______/_________/___________
(A
)
O HOMEM E A TECNOLOGIAFicha
2
Em duplas
OS PRIMEIROS HABITANTES JÁ SABIAM TRAÇAR DIFERENTES LINHAS PARA APRESENTAR PESSOAS, ANIMAIS OU OBJETOS QUE FAZIAM PARTE DA
CULTURA ONDE MORAVAM.
Agora, seguindo os mesmos procedimentos que os primeiros habitantes e
indígenas, registre, usando linhas e formas, uma mensagem aos seus colegas.
ARTE RUPESTRE BRASILEIRA.
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a
Na grande Roda
ARTE_Infantil III_Tiago_2019_Anual.qxp 11/12/2018 15:18 Página 3
 – 61
Apreciação das atividades
Mantenha os alunos em grupos, porém, junte as duplas de forma que possam trocar informações a partir de cada uma 
das produções que fizeram. Circule entre as crianças e, em seguida, reorganize-as na grande roda. Que tipos de linhas 
vocês mais usam para desenhar a figura humana? Mostrem. Logo depois de esgotar as possibilidades, pergunte que 
tipo de linhas vocês usam para desenhar os objetos? Mostrem.
Ao final, elogie seus alunos pela participação ativa que tiveram, para, em seguida, propor que tentem se comunicar 
com o colega sem falar.
Atividade 2
Inicie os trabalhos propondo que formem duplas para que, juntas, desenhem uma linha com o corpo, qualquer que seja 
ela: reta, circular, ondulada, curta e larga, longa e estreita etc. Circule por entre as crianças perguntando a elas que 
curva estão representando.
Proponha que cada dupla imite ou copie a linha traçada com o corpo pelas crianças do lado direito ou do esquerdo. Em 
seguida, pergunte: a que conclusões podemos chegar? Por exemplo, podemos copiar ou imitar o que o outro descobriu 
e produziu? O que ocorre quando descobrimos algo que nos oferece condições para reproduzi-lo? Que nome damos 
a isso? Técnica. Não será fácil as crianças responderem, até porque não se aprende por analogia, mas sim, refletindo 
sobre o objeto de estudo.
A partir daí, os alunos podem começar a entender o conceito de tecnologia, compreendendo por que o homem não 
conseguiria produzir, reproduzir ou mesmo criar se não houvesse uma fórmula, um caminho que orientasse o processo 
de construção de muitos objetos.
Em seguida, distribua a ficha de número 2 e faça uma leitura das imagens. Para iniciar, pergunte: quais linhas foram uti-
lizadas aqui? Reconhecem alguns desses traçados? Reconhecem formas? Quais? Por último, o que vocês acreditam 
que os primeiros habitantes quiseram comunicar com esse conjunto de linhas, pontos e formas?
Obs. A imagem 1 retrata um local de assentamento, porque as cabanas eram construídas em círculos. Áreas de ocu-
pação.
A imagem 2 retrata numerosos zoomorfos pintados com vermelho de hematita, apresentando corpos chapados, ponti-
lhados ou estriados. 
Site referência: www.rupestreweb.bahia.com – acesso: 13/11/2017.
Atividade 3
Inicie o dia levando as crianças para fazer um tour pela escola. Ao retornar para a sala de aula, proponha que as 
crianças, na grande roda, reproduzam com o dedo, as mãos ou o corpo uma das linhas encontradas para, em seguida, 
responder: a linha que vocês escolheram pertence a qual objeto? Tanto para mostrar a linha como o objeto, deixe que 
seus alunos respondam livremente.
Redistribua a ficha de número 2 passando os olhos pelas imagens. Em seguida, leia o parágrafo introdutório, fazendo 
relações entre as descobertas feitas pelas crianças durante a leitura das imagens e sobre o conceito de técnica. 
Leia depois a proposta da ficha, isto é, as crianças terão que desenhar linhas, pontos ou formas para comunicar alguma 
coisa sem fazer uso de números ou palavras. Forme as duplas e circule entre elas, fazendo intervenções se necessário. 
Apreciação das atividades
Coloque uma dupla frente a outra e peça para que cada uma delas leia a mensagem criada pelas crianças. Oriente-os 
de que não devem responder pelo colega, mas sim, ajudá-lo a descobrir o que estava escrito ali. Dê às crianças um 
tempo para, então, reorganizá-las na grande roda. Por fim, pergunte: vocês conseguiram descobrir qual era a mensa-
gem? Qual era? 
Feche o dia destacando as mensagens que você, professor, conseguiu ouvir com mais clareza, já que todas as crian-
ças falaram juntas o que fizeram.
 Atividade 4 – Composição pictórica - O sonho do artista e eu 
Selecione materiais secos e de papelaria para que as crianças possam representar suas ideias.
Apresente a proposta do dia, isto é, se seus alunos estivessem no lugar dos primeiros habitantes que moraram no Bra-
sil, o que escolheriam para representar: a natureza? Os seres vivos? As pessoas? Onde? Homens caçando? Mulheres 
cuidando das crianças? Mulheres colhendo frutos e hortaliças? O que confeccionavam? Ferramentas para caçar ou 
pescar?
Faça uma oficina de leitura ou mostre imagens com algumas das situações acima apresentadas, para que as crianças 
tenham referências para se inspirarem. 
Apresente os materiais e ajude as crianças a representarem suas ideias a partir das opções acima ou outras que você, 
professor, julgar importantes. Forme as duplas e circule entre elas. 
Apreciação das atividades
Organize as crianças na grande roda e as suas produções. Dê a elas um tempo de forma que possam trocar informa-
ções sobre o que fizeram. Em seguida, pergunte: o que vocês representaram e por que escolheram tal motivo? Propo-
nha que cada dupla apresente o que fez.
Por fim, feche os trabalhos destacando quais motivos foram os mais e os menos escolhidos. Por último, agradeça a 
participação ativa de todos eles.
62 – 
 Atividades 5, 6 e 7 – Ficha 3 – Ateliê 
Ficha 
3 O HOMEM E A TECNOLOGIA 
ATELIÊ 
AO TRAÇAR LINHAS RETAS, ONDULADAS, ARREDONDADAS OU MISTAS, DEFINIMOS AS FORMAS DE UM OBJETO OU DE UMA PESSOA, EM 
MOVIMENTO OU NÃO. 
�: ________________ _ 12aía: __ ! __ __,! __ _ 
Atividade 5
Para esta atividade, as estações de arte deverão ser organizadas com antecedência. Serão utilizados materiais gráfi-
cos (secos / aquosos) e de papelaria.
No final deste Caderno, você encontrará orientação para a organização das estações de criação. 
Inicie os trabalhos apresentando imagens de diferentes animais do período histórico em pauta, orientando sobre o 
que as crianças terão que fazer. Informe que, nas mesas, cada aluno deverá escolher uma delas e desenhar o animal, 
conforme as especificações abaixo.
Na primeira estação as crianças vão desenhar o animal parado, na segunda, andando, na terceira, dois animais juntos 
e, por último, dois correndo.
Apresente os materiais, organize as crianças em cada estação conforme a escolha de cada um e circule entre elas, 
intervindo se necessário. 
Finalize os trabalhos do dia dizendo-lhes que no próximo encontro cada um fará sua escolha.
Atividade 6
Mantenha a proposta das estações, porque são as crianças que circularão escolhendo mais uma vez o que querem 
desenhar. Avise que são 4 vagas em cada estação. 
Uma vez escolhidas as estações, circule entre elas, intervindo com boas perguntas para que as crianças ampliem o 
espectro de possibilidades ao traçarem linhas para destacarem que os animais estão andando, parados, correndo etc.
Finalize os trabalhos destacando os progressos que as crianças apresentaram entre uma aula e outra, no que diz res-
peito ao movimento das pernas dos animais. 
Atividade 7
Apreciação das atividades
Reúna os desenhos feitos conforme as propostas das estações. Deixe as crianças à vontade para escolherem o que 
vão apreciar, como também, para se movimentarem entre um conjunto de atividades e outro. Circule entre os grupos 
e ouça o que estão falando. Percebem a diferença de traços que modificam e dão movimento à imagem do animal? 
Peça para as crianças pegarem as produções que fizeram. Reorganize-as na grande roda e converse com elas sobre 
o que foi mais fácil ou mais difícil fazer. Proponha que as crianças imitem os movimentos ao andarem e ao correrem e 
comparem com as produções que fizeram. O que vocês incluiriam, melhorariam etc.?
Por fim, os alunos deverão escolher a produção que mais gostaram de fazer para sercolada na ficha 3.
Feche o dia destacando o que as crianças demostraram terem aprendido.
 – 63
 Atividade 8 – Meu sonho e eu 
Coloque à disposição diferentes materiais de papelaria e gráfi cos para que os alunos possam escolher com quais vão 
desenhar e pintar suas produções.
Organize-os na grande roda e apresente os materiais. Comente que o artista cria a partir de um “sonho”, quer dizer, 
faz suas pinturas ou esculturas para dizer alguma coisa a muitas pessoas: pode ser para reclamar, agradecer, lembrar, 
avisar, sugerir, pedir etc.
Em seguida, pergunte aos alunos qual é o sonho de cada um.
Forme duplas para a realização da atividade e circule por entre elas auxiliando-as no que for preciso.
Por meio de perguntas, instigue os alunos a experimentar outros procedimentos, a ousar fazer diferente.
Apreciação das atividades
Escolha algumas produções e faça perguntas para destacar semelhanças e diferenças. Chame a atenção para as linhas: Como 
foram traçadas? Quais são as suas direções? Quais delas sugerem movimento? Que cores escolheram e por quê?
Finalize dizendo que pensamos e representamos as situações de diferentes maneiras, e que cada espectador 
tem uma opinião e uma sensação diferente da nossa sobre o que foi feito. Portanto, não existe melhor nem pior; 
não há bonito nem feio, apenas diferentes maneiras de se expressar.
 Atividades 9 e 10 – Ficha 4 – Dança 
Atividade 9 
Organize as crianças na grande roda e pergunte: como dançam os indígenas? Peça para que conversem com o colega 
ao lado para saber o que ele acha sobre isso. Deixe que conversem um pouco. Em seguida, convide alguns alunos para 
apresentarem o que sabem sobre os passos que os povos indígenas dão ao dançar.
Em seguida, proponha aos alunos que dancem como os índios numa grande roda. Não coloque música, deixe que 
pensem e criem uma maneira para produzir sons.
Possibilite que brinquem explorando os movimentos do corpo e a voz, auxiliando-os a construir ritmos diversos.
Ao fi nal, apresente-lhes uma palavra qualquer ou o nome de um dos alunos e escreva-o na lousa. Destaque as vogais 
dessa palavra, pedindo aos alunos que digam cada uma delas na sequência, um após o outro.
Exemplo: Carolina - A – O – I – A 
Na grande roda e de mãos dadas, dar início aos trabalhos repetindo as letras A-O-I-A e assim por diante.
Terminada a roda das vogais, distribua a fi cha de número 4. Leia o parágrafo inicial e faça as seguintes perguntas: 
dançar aproxima as pessoas? Dançar faz bem à saúde? Quem aqui gosta de dançar? 
Leia em seguida a proposta da fi cha: traçar para registrar como dançam os indígenas. Organize seus alunos em duplas 
e circule entre elas. 
64 – 
Apreciação das atividades
Na grande roda, peça que cada criança imite o movimento de dança dos indígenas que foi registrado na ficha e congele 
o passo. Se possível, tire fotos e organize um painel com esses momentos incríveis. Se ainda tiver tempo, proponha 
que eles imitem outro passo apresentado pelo colega.
Feche o dia valorizando o empenho dos seus alunos.
Atividade 10
Selecione previamente um vídeo que mostre a dança dos caiapós. 
Iniciar a aula convidando os alunos para irem ao laboratório de informática. Caso não seja possível, selecione alguns 
livros que apresentem imagens dos indígenas dançando. 
Após investigarem como os indígenas dançam, peça para imitarem os passos observados (com as mãos e os pés) 
principalmente sozinhos, em dupla e depois todos juntos.
Reorganize as crianças na grande roda e pergunte o que eles mais gostaram de fazer ou não gostaram. 
Forme pequenos grupos e apresente-lhes as propostas – dançar para homenagear o sol, a lua, as estrelas, as crianças, 
os pais, alguém que vai se casar etc.
Dê um tempo aos alunos, porém, não deixe de circular entre eles para ajudá-los no que for possível. 
Apreciação das atividades 
Organize a sala para que todos possam apreciar o que foi produzido por cada grupo. Oriente as crianças para contarem 
aos colegas quem vão referenciar e por que o escolheram. Não corrija seus alunos. Lembre-se de que o ambiente deve 
ser o mais tranquilo possível, de forma que as crianças se sintam à vontade para representarem o que combinaram.
Feche o dia fazendo uma síntese das ações desenvolvidas e os resultados alcançados pelo grupo todo.
 Atividades 11 e 12 – Ficha 5 – Teatro 
Nome:______________________________________________________________ Data:_______/_________/___________
(A
)
AS LENDAS CONTADAS ORALMENTE PELOS INDÍGENAS FORAM CRIADAS A PARTIR DE SITUAÇÕES
VIVIDAS NO COTIDIANO DAS ALDEIAS.
ESSES MOMENTOS ENCANTADOS OS INSPIRAVAM À REPRESENTAÇÃO, POR MEIO DA DANÇA E DO
CANTO.
O HOMEM E A TECNOLOGIAFicha
5
Um olhar sobre o que se fez ao representar... a lenda Mumuru.
Na grande Roda Em duplas
LENDA
MUMURU, A ESTRELA DOS LAGOS
Maraí, uma jovem e bela índia, muito
amava a natureza. À noite, ficava a
contemplar a chegada da Lua e das
estrelas. Nasceu-lhe, então, um forte
desejo de tornar-se uma estrela.
Perguntou ao pai como surgiam aqueles
pontinhos brilhantes no céu e, com grande
alegria, veio a saber que Jacy, a Lua, ouvia
os desejos das moças e, ao se esconder
atrás das montanhas, transformava-as em
estrelas. 
Muitos dias se passavam sem que a
jovem realizasse seu sonho. Resolveu
então aguardar a chegada da Lua junto aos
peixes do lago. Assim que ela apareceu,
Maraí encantou-se com sua imagem
refletida na água, sendo atraída para dentro
do lago, de onde não mais voltou. 
A pedido dos peixes, pássaros e outros
animais, Maraí não foi levada para o céu.
Jacy transformou-a numa bela planta, que
ganhou o nome de Mumuru, a vitória-régia.
(Lenda indígena. Autor desconhecido.)
ARTE_Infantil III_Tiago_2019_Anual.qxp 11/12/2018 15:18 Página 9
Atividade 11
Para o trabalho com esta ficha, espere os alunos com a sala preparada para a contação de uma história. Coloque um 
tapete no chão e organize-os em uma grande roda.
Inicie a aula contando a lenda Mumuru, a estrela dos lagos. Para que fique mais encantadora para eles, use de sus-
pense, faça vozes diferentes, deixe que os alunos descubram o que vai acontecer, tornando esse momento mágico, 
prazeroso e instigante. 
 – 65
Quando terminar, diga que os indígenas não escreviam suas histórias; por isso, usavam a representação para não 
esquecê-las. Não era exatamente uma encenação, mas uma dança, uma comemoração que acontecia de tempos em 
tempos, mais ou menos como nossas festas juninas, por exemplo.
Ao fi nal, pergunte por que os indígenas sentiam necessidade de contar histórias ou lendas. Apresente-lhes a fi cha e leia 
o texto de forma compartilhada. Informe que quem contava as histórias eram os mais velhos e pergunte por que eram 
eles que tinham essa incumbência.
Finalize esta etapa explicando que os indígenas até hoje conservam sua memória e sua cultura por meio de histórias e 
lendas. 
Atividade 12
Leia novamente Mumuru, a estrela dos lagos, e peça que se organizem para representá-la espontaneamente. Defi na 
em cada um dos pequenos grupos quem será a personagem e leia a lenda para cada um deles, de maneira que pos-
sam representar as principais ideias, inclusive cantando e produzindo sons.
Apreciação das atividades
Organize a sala para que os pequenos grupos apresentem um trecho da história contada por você.
Deixe-os livre para improvisarem. Mesmo que incluam outros detalhes ou novas falas, não se preocupe; saiba, inclusi-
ve, que isso é muito bom. 
Ao fi nal, pergunte-lhes como foi representar um trecho da história, se eles se sentiram como indígenas ou não. 
Feche o dia elogiando seus alunos.
 Atividade 13 – Sem fi cha – Espaço da memória 
O espaço da memória tem como objetivo ampliar o universo cultural das crianças, tendo em vista os conteúdos da Arte. 
Isso signifi ca discutir e apresentar a elas objetos, lugares, imagens que apontem valores e costumes de uma época, 
neste caso, a Arte na aldeia dos Caiapós, que é divulgada tanto em exposições no Brasil quanto no exterior.
Para tanto, sugerimos que você pesquise sobre a vida dos caiapós eescolha algo que possa ser levado para a roda da 
novidade, coligado ao contexto artístico, de forma que aos poucos as crianças possam identifi car a presença da arte 
no contexto social em que vivem.
Neste caso, podem ser apresentados lendas, peças de vestuário, pulseiras, colares, máscaras, adornos em geral, ar-
tesanato como cestarias, utensílios e as tendências regionais.
 Atividade 14 – Ficha 6 – Desafi o fi nal 
Leia o pequeno texto sobre o contato entre indígenas e brancos que introduz a proposta da fi cha. Procure trazer à tona 
como eram os índios e como eles são hoje. Deixe que os alunos levantem hipóteses sobre isso e, também, como as 
mudanças acabaram acontecendo. Organize as crianças em duplas para que possam chegar a algumas conclusões 
66 – 
relacionadas ao indígena que hoje vive no Brasil. Acompanhe-os e auxilie-os sempre que precisarem, em quaisquer 
circunstâncias.
Um cuidado especial deve ser tomado em todas as propostas: não se esqueça de que a aula é de Arte e que temos 
um objetivo a ser alcançado: o aprendizado sobre linhas, movimento, representação da figura humana. Estamos dando 
ênfase a isso porque facilmente “caímos” em outros conteúdos.
Apreciação das atividades
Nesse sentido, faça uma apreciação comparando pontos comuns e diferentes entre os vários desenhos dos indígenas 
de ontem, como também, entre aqueles que representam o indígena de hoje. Observe junto com as crianças as linhas 
utilizadas para dar forma à figura humana e, novamente, identifique as semelhanças e as diferenças no traçado das 
linhas nesta ou naquela produção de seus alunos.
 Atividades 15 e 16 – Oficina de criação 
Entende-se como oficina a atividade em que organizamos a sala de aula com vários materiais, para que a criança pos-
sa escolher o que usar e, além disso, o que criar.
Claro que, ao final de todo um trabalho com as crianças, naturalmente elas ainda estarão envolvidas com o tema. Des-
se modo, direcionarão com mais facilidade a criação para ele, vinculando-a, neste caso, aos indígenas ou aos primeiros 
habitantes do Brasil.
Entretanto, não há obrigatoriedade de que liguem seus desenhos e pinturas ao assunto estudado, o que importa é re-
gistrar o movimento nas imagens da figura humana, seja a representação de um indígena, seja a de uma bailarina, por 
exemplo.
Esse trabalho poderá ser desenvolvido em uma ou duas aulas. Organize uma roda de conversa e discuta com as 
crianças sobre o que poderão produzir. Aproveite todas as ideias, lembrando-lhes que o que forem criar deverá passar 
a impressão de movimento.
Ajude-as nessa etapa de escolha. Ofereça revistas e jornais com imagens diversas que deem ideia de movimento.
Ao decidirem o que vão fazer, circule por entre elas, auxiliando-as no que for preciso.
Apreciação das atividades 
Sugira que organizem uma exposição com todos os trabalhos do bimestre.
Aprecie com seus alunos tudo o que foi produzido nesse período. Incentive, elogie, esclareça e divulgue os trabalhos 
realizados.
2.a sequência didática 
Atividades de 17 a 31
 O homem e a tecnologia
Intenção educativa
 Traços, sons, cores e formas
 – Criar e representar a figura humana em diferentes posições por meio do desenho ou outras linguagens.
 – Criar formas e explorar cores utilizando suportes e materiais gráficos diversos.
 – Apreciar e participar de apresentações de teatro, dança, recitação de poemas ou outras manifestações artísticas.
 Corpo, gestos e movimentos
 – Deslocar-se no espaço, orientando-se por noções como em frente, atrás, dentro, ao participar de atividades sobre 
 diferentes manifestações artísticas.
 – 67
 Atividade 17 – Ficha 7 – Atividade inicial 
Nome:______________________________________________________________ Data:_______/_________/___________
(A
)
A ARTE REGISTRA A HISTÓRIA DE UM POVO, DANDO-NOS A OPORTUNIDADE DE RESGATÁ-LA SEMPRE QUE NECESSÁRIO.
Tente recordar-se de um momento que você viveu com um amigo
e represente-o abaixo.
O HOMEM E A TECNOLOGIAFicha
7 ATIVIDADE INICIAL
Na grande Roda
Em duplas
A FAMÍLIA REAL VALORIZAVA A MÚSICA E AS ARTES PLÁSTICAS
EUROPEIAS. ASSIM, DOM JOÃO VI CONVIDOU ALGUNS
PINTORES FRANCESES PARA REGISTRAR MOMENTOS
HISTÓRICOS DO BRASIL COLONIAL. UM DESSES MESTRES FOI
JEAN-BAPTISTE DEBRET, QUE PINTOU O CASAMENTO DE DOM
PEDRO I E DONA AMÉLIA, USANDO ÓLEO SOBRE TELA.
(Jean-Baptiste Debret. Casamento de Dom Pedro I e Dona Amélia, 1829. Óleo sobre tela.)
ARTE_Infantil III_Tiago_2019_Anual.qxp 11/12/2018 15:18 Página 13
Inicie seus trabalhos com as crianças na grande roda. Comente, então, a partir da imagem da ficha 7, o casamento de 
D. Pedro I com D. Amélia, e preocupe-se em destacar o luxo que foi esse evento; o vestuário, as joias, os penteados 
para os homens e para as mulheres, entre outras possibilidades.
Ao final, pergunte: Quem pintou este quadro?
Comente com as crianças o quanto D. Pedro I se importava com a arte e a valorizava, tendo por isso convidado alguns 
artistas franceses para virem ao Brasil. Um deles foi Debret.
Leia em seguida a situação-problema, que deverá ser resolvida em duplas.
Circule por entre as crianças e acompanhe seus movimentos. Ajude-as a chegar a alguma conclusão para que ela seja 
apresentada à classe toda. Nesse momento de levantamento de conhecimentos prévios, você será um mediador e ob-
servador, analisando todas as informações trazidas pelos alunos, instigando o despertar de novas hipóteses, fazendo 
indagações.
Apreciação das atividades
Organize as crianças na grande roda para apreciar o que fizeram, em especial, os traços que usaram para definir a 
figura humana. Compare os que são comuns ou aqueles que são muito diferentes. 
Provoque as crianças para que identifiquem no próprio desenho o que eles já fariam diferente.
Feche o dia destacando o que eles já sabem fazer ao desenhar a figura humana.
68 – 
 Atividades 18 e 19 – Ficha 8 – Exploração e descoberta 
Nome:______________________________________________________________ Data:_______/_________/___________
(A
)
DEPOIS QUE A FAMÍLIA IMPERIAL CHEGOU AO BRASIL, FORAM CRIADAS NOVAS TECNOLOGIAS, COMO AS XILOGRAVURAS, PRODUZIDAS PELA MADEIRA
ENTALHADA SOBRE O PAPEL, EM BAIXO-RELEVO E ALTO-RELEVO, COMO MOSTRAM AS IMAGENS A SEGUIR.
O HOMEM E A TECNOLOGIAFicha
8
Em duplas
BAIXO-RELEVO.
ALTO-RELEVO.
Desenhe formas vazadas para representar uma situação do seu dia a dia.
Na grande Roda
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Atividade 18
Selecione previamente diferentes formas de expressar a arte: pintura, desenho, escultura, fotografias, vídeos, a xilo-
grafia, entre outras.
Para iniciar, organize as crianças na grande roda, exponha o material que você selecionou e apresente-o. Pergunte se 
eles sabem a diferença entre desenho, pintura e escultura. Ao chegar nas imagens que representam a arte da xilogra-
fia, pergunte o que é e como foram produzidas. Para tanto, nesse caso específico haverá a necessidade de comple-
mentar as informações que as crianças por ventura apresentarem.
Explique à turma que existem diferentes formas de registrar a história de todos nós. Temos o desenho, a pintura, a foto-
grafia, o cinema, a música, o teatro, mas, depois que a família real chegou ao Brasil, em especial no Nordeste, criou-se 
a técnica da xilogravura, muito utilizada para o registro do cotidiano das pessoas.
Aproveite e discuta com as crianças sobre técnicas, partindo da seguinte pergunta: Quando uma pessoa pode fazer uso 
do que o outro criou ou fez? Conduza o grupo de forma que chegue à seguinte conclusão: é preciso haver um caminho 
a ser seguido, a técnica. E qual a importância da técnica para todos nós?
Após uma conversa informal, distribua a ficha para que possam observar as imagens de duas matrizes – em alto e bai-
xo-relevo – utilizadas nas xilogravuras. Detenha-se nos detalhes das figuras e tome-os como referência para elaborar 
perguntas que contribuam para que as crianças descubram a xilogravura e as nuancesentre os seus dois tipos de rele-
vo. Chame a atenção sobre o passo a passo dos artistas para a realização das matrizes até chegarem à carimbagem.
Faça a leitura das imagens para destacar o alto e o baixo relevo. 
Feche o dia destacando e valorizando a Arte da xilogravura como condição para ativar a memória histórica sobre o 
cotidiano de cada um ou de muitos.
Atividade 19
Leia a proposta da ficha, organize as crianças em duplas e circule entre elas. A proposta aqui é que as crianças possam 
desenhar formas vazadas para representarem alguma situação do cotidiano. Vazar significa fazer uma segunda linha 
que acompanha a primeira.
A proposta aqui é que as crianças observem as linhas que definiram as formas para realizar a carimbagem, registrando, 
assim, o cotidiano de cada um deles.
 – 69
Apreciação das atividades
Foque nas situações comuns destacadas pelas produções, as linhas que definiram as formas e que, ao final, criaram 
um contexto. As semelhanças e as diferenças podem ser destacadas.
Feche o dia, destacando os melhores momentos previstos voltados para o desenvolvimento das atividades 18 e 19. 
Socialize as linhas que definiram as formas e que, ao final, criaram um contexto. As semelhanças e as diferenças po-
dem ser destacadas.
 Atividades 20 e 21 – O sonho dele no meu 
Atividade 20
Providencie os materiais de papelaria e gráficos (secos ou aquosos) necessários e em quantidade suficiente.
Este é o momento em que a criança vai se colocar no lugar do artista. No caso, estamos nos referindo a Debret, cuja 
obra que retrata o casamento do Dom Pedro I foi analisada no início desta sequência didática.
Proponha aos alunos que formem uma grande roda, de modo que todos possam se olhar e se ouvir. Traga à tona a 
obra de Debret e informe que ele e outros artistas plásticos foram convidados por Dom Pedro para registrar os eventos 
que aconteciam naquela época com a intenção de manter viva a memória da história do país. Pergunte: Por que Debret 
retratou o casamento de Dom Pedro?
Em seguida, pergunte: O que vocês gostariam de retratar do nosso cotidiano que pudesse manter viva a memória da 
sua escola? O que vocês gostariam de contar, usando a arte, isto é, o desenho e a pintura, para expressar suas ideias, 
sentimentos, pensamentos? Para quem vocês querem contar? Deixe que respondam. Investigue para que possam 
escolher com mais convicção o que querem contar e para quem.
Forme duplas e oriente-as para que possam usar as formas vazadas, simples ou as duas para representar algo que 
marcou a história da dupla na escola.
Atividade 21
Com os alunos novamente organizados na grande roda, peça que as duplas exponham suas produções e que sejam 
feitos comentários.
A cada apresentação questione, traga à tona as formas, as cores, os gestos aplicados para alcançar os efeitos deseja-
dos, o que vai possibilitar, naturalmente, a ressignificação de técnicas utilizadas em diferentes circunstâncias ou, ainda, 
o progresso e a ampliação do conhecimento.
Apreciação das atividades
Depois de apreciarem como os traçados foram definidos para representar os melhores momentos que tiveram na 
escola, destacando semelhanças e diferenças, proponha que desenhem para representar o que eles fazem juntos, 
por exemplo, durante o lanche, quando jogam queimada, quando o horário de saída se aproxima, quando chegam na 
escola ou na sala de aula etc.
 Atividades 22 e 23 – Ficha 9 – Ateliê 
Ficha 
9 O HOMEM E A TECNOLOGIA 
ATELIÊ 
AS XILOGRAVURAS FORAM O MEIO UTILIZADO POR ARTISTAS POPULARES PARA RETRATAR O COTIDIANO DAS PESSOAS QUE MORAVAM NO BRASIL 
NAQUELA ÉPOCA. PARA PRODUZI-LAS, AINDA HOJE, É PRECISO SEGUIR ALGUNS PASSOS: CRIAR O DESENHO; PREPARAR A MATRIZ, TENDO COMO 
SUPORTE A MADEIRA; COBRI-LA COM TINTA; E IMPRIMIR O ENTALHE NO PAPEL. 
�: ________________ _ lQaÍa: __ __,/ __ ___,/ ___ _ 
70 – 
Atividade 22
Prepare as estações e as propostas que serão apresentadas em cada uma delas.
Separe previamente os materiais que serão utilizados nas estações: tinta guache nas cores magenta, azul e amarelo, 
para serem colocadas em todas as estações, tampinhas de vários tamanhos, barbantes, EVA, caixas de ovos, toqui-
nhos de madeira, rolhas de diferentes tamanhos, círculos de vários tamanhos, pvc, diferentes bases/suportes no tama-
nho de 18 cm por 25, entre outros objetos que o professor julgar necessários e adequados para realizar essa tarefa, em 
função da produção de carimbos.
Prenda um papel kraft de bom tamanho ao chão ou à parede de maneira que seja possível receber as carimbagens 
que os alunos produziram.
Na primeira estação – materiais diversos para serem aplicados sobre papel resistente, de forma que seja possível 
transformar parte dele em um carimbo.
Num primeiro momento, as crianças poderão desenhar animais ou objetos quaisquer. Em seguida recortarão os dese-
nhos que mais gostaram de fazer e deverão colá-los sobre uma das bases previamente preparadas pelo professor. Por 
último e com um pincel, pintar as imagens sobrepostas para, em seguida, carimbar no papel kraft já organizado para 
receber essas carimbagens.
Na segunda estação – usar materiais diversos que possam ser colados sobre o papel, como pedaços de barbante, 
EVA, pedaços de tecido, caixas de ovos, papelão, entre outros, para colar sobre a base já disponibilizada pelo professor. 
Por fim, pintar a parte superior dos objetos colados sobre a base para, em seguida, carimbar o motivo produzido no 
kraft previamente preparado.
Na terceira estação – realizar o desenho das mãos em várias direções, um dedo somente, dois dedos para cima, dois 
para baixo etc. Recortar e colar na base. Em seguida pintá-las para carimbá-las no papel kraft.
Na quarta estação – usar tampinhas e rolhas, criar círculos de diferentes tamanhos para, em seguida, usar esse ma-
terial para criar um motivo, colando-os na base disponibilizada pelo professor.
Apreciação das atividades
Neste caso, as crianças apreciarão as carimbagens feitas no kraft, inclusive para ajudá-los na escolha da segunda 
estação que irá acontecer no encontro seguinte.
Feche o dia valorizando o quanto foram criativos ao produzirem seus carimbos.
Atividade 23
As crianças escolherão em qual das estações eles querem participar. Nesse sentido, siga os mesmos procedimentos 
aplicados no primeiro encontro.
Apreciação das atividades
Hora de apreciar todos os carimbos feitos por eles. Procure ajudá-los inclusive a escolher um que possa ser colado na 
ficha como registro da proposta realizada em dois dias, nas estações de arte. 
Por fim, aponte os progressos obtidos por eles, por exemplo, na mistura das cores, na utilização de diferentes materiais 
etc.
 Atividades 24 e 25 – Ficha 10 – Dança 
Nome:______________________________________________________________ Data:_______/_________/___________
(A
)
O MAXIXE SURGIU NO RIO DE JANEIRO HÁ MAIS DE CEM ANOS. FOI MUITO POPULAR NAQUELA
ÉPOCA. NESSA DANÇA MUITO ANIMADA, AS PESSOAS SALTITAVAM E REQUEBRAVAM O CORPO O
TEMPO TODO.
Um olhar sobre o que se fez ao dançar... Maxixe.
O HOMEM E A TECNOLOGIAFicha
10
Em duplas
(Disponível em: <http://www.ernestonazareth150anos.com.br/
app/webroot/files/uploads/ckfinder/images/24(2).jpg>. 
Acesso em: 16 ago. 2016.)
(Disponível em: <http://www.ernestonazareth150anos.com.br/
app/webroot/files/uploads/ckfinder/images/50(1).jpg>. 
Acesso em: 16 ago. 2016.)
Na grande Roda
ARTE_Infantil III_Gabriela_2020_Anual.qxp 26/09/2019 14:11 Página 19
 – 71
Atividade 24
Organize os alunos na grande roda para sensibilizá-los sobre o que vão ouvir – um ritmo brasileiro, o maxixe – e co-
mente que, para dançar, vai ser preciso saltar e requebrar.
Primeiro, deixe que ouçam a música inteira e, logo em seguida, coloque-a novamente para que dancem com esponta-
neidade, individualmente.
Sugerimos os seguintes maxixes de Chiquinha Gonzaga: Atraente, Maxixe da Zeferina e A corte na roça.
Tanto as músicas quanto a dança podem ser encontradas na internet.
Proponha que dancem batendo somente a ponta dos pés no chão, depois os calcanhares, saltandoe girando.
Após terem ouvido e dançado a música por duas vezes, apresente-lhes a seguinte questão: Saltitar e requebrar: como 
se faz isso?
Deixe-os levantar hipóteses e livremente mostrar como fizeram isso.
Depois, sugira que cada criança registre na ficha os movimentos mais interessantes criados ou imitados, individual ou 
coletivamente.
Atividade 25
Após esse registro, espalhe diferentes objetos pela sala, de forma que possam enfeitar o corpo e, novamente, deixe 
que ouçam e dancem espontaneamente.
Também seria interessante que os alunos assistissem a um clipe em que um casal ou casais dançam maxixe e você 
fizesse uma leitura dos movimentos das pernas, braços e corpo utilizados pelos dançarinos.
Você poderia também levantar algumas questões: O que vocês acharam dessa dança? Vocês já viram essa dança em 
algum lugar? Será que conseguiríamos fazer alguns desses passos?
Para finalizar, peça que formem grupos e criem uma coreografia inspirada na dança do maxixe. Para uma apresentação 
formal, organize-os em roda.
Terminadas as apresentações, questione-os para que deem uma opinião sobre o que fizeram e sobre a dança em si. 
Pergunte-lhes o que foi mais fácil, mais gostoso ou mais difícil de fazer e por quê.
 Atividades 26 e 27 – Ficha 11 – Teatro 
Nome:______________________________________________________________ Data:_______/_________/___________
(A
)
COM A VINDA DA FAMÍLIA REAL, AS PEÇAS TEATRAIS, GERALMENTE CÔMICAS E CURTAS, ERAM APRESENTADAS EM PRAÇAS PÚBLICAS POR GRUPOS
DE ATORES QUE MONTAVAM SEUS PALCOS EM QUALQUER LUGAR DAS CIDADES PELAS QUAIS PASSAVAM.
Um olhar sobre o que se fez ao representar... Mambembe.
O HOMEM E A TECNOLOGIAFicha
11
Em pequenos 
grupos
(Disponível em: <http://www.academiadepalhacos.com/#!O Teatro Mambembe do
Doutor Fracassa/zoom/czbx/i0208a>. 
Acesso em: 15 ago. 2016.)
(Disponível em: <http://www.clowns.com.br/wp-content/uploads/
2015/08/tn_658_645_FESTIVAL_DE_TEATRO_-2803.jpg>. 
Acesso em: 15 ago. 2016.)
Na grande Roda
ARTE_Infantil III_Tiago_2019_Anual.qxp 11/12/2018 15:19 Página 21
72 – 
Atividade 26
Apresente a proposta com os alunos numa grande roda, descrevendo rapidamente o que realizarão em duas aulas. 
Para iniciar, pergunte se já ouviram algo sobre o teatro mambembe – uma produção ambulante formada por atores 
amadores, não muito diferente do teatro convencional.
Após a explanação sobre esse tipo de produção teatral, ainda na grande roda, distribua a ficha para que os alunos 
possam acompanhar a leitura do texto e das imagens selecionadas.
Procure fazer as leituras, quaisquer que sejam elas, de forma compartilhada, estratégia que propõe a antecipação de 
significados pelas crianças, bastante importante e adequada para esses momentos. O foco é a compreensão e a inter-
pretação de textos, processo do qual os pequenos podem participar ativamente.
Em seguida, lance a seguinte situação-problema: O que você acha que os atores carregavam de um lado ao outro para 
montar o palco e fazer suas apresentações em praças públicas?
Peça aos alunos que registrem suas hipóteses sobre o que conseguiram descobrir. Para isso, dê-lhes material gráfico 
com certa variedade. Depois, você poderá propor brincadeiras de faz de conta para desenvolver a imaginação, a cons-
trução de personagens, a expressão gestual e a voz, tão importantes em uma apresentação teatral.
Inicie fazendo um aquecimento através do qual os alunos, ao seu comando, imitarão uma personagem. Peça que 
andem pela sala de aula e que, quando você der um sinal, parem e realizem gestos, produzam os sons da personagem 
indicada: um dentista, um policial, um cachorro, um atleta, um gato, um nadador, um tigre etc.
Brincar de faz de conta
Para esta proposta, você deverá ter previamente confeccionado cartazes com imagens que representem situações 
do cotidiano para que os alunos possam imitar o que veem. Exemplos: um bebê chorando, um menino chutando uma 
bola etc.
Explique aos alunos que eles vão brincar de faz de conta: em certos momentos, no meio de uma contação de história, 
você mostrará um cartaz com a imagem de uma ação que deverão representar.
Para a execução da atividade, peça que se espalhem pelo espaço da sala de aula.
Apresentamos a seguir uma sugestão de história.
A roupa do rei
(Conto tradicional do folclore europeu)
Era uma vez um rei tão vaidoso de sua pessoa que só faltava pisar por cima do povo.
Certa vez, procuraram-no uns homens que se diziam tecelões maravilhosos e que fariam uma roupa encantada, a 
mais bonita e rara deste mundo, tendo o dom mágico de só poder ser enxergada por quem fosse filho legítimo.
O rei achou muita graça na proposta e encomendou o traje, dando muito dinheiro para sua feitura. Os homens 
trabalhavam dia e noite num tear vazio, cosendo com linha invisível, um pano que ninguém via. O rei man-
dava sempre ministros visitarem a oficina e eles voltavam deslumbrados, elogiando a roupa e a perícia dos 
alfaiates.
Finalmente, depois de muito dinheiro gasto, o rei recebeu a tal roupa e marcou uma festa pública para ter o gosto de 
mostrá-la ao povo.
Os alfaiates compareceram ao palácio, vestindo o rei de camisas e ceroulas, e cobriram-no com as peças do traje 
encantado, ricamente bordado, mas invisível aos filhos bastardos.
O povo esperou lá fora pela presença do rei e, quando este apareceu, deram muitas palmas. Os alfaiates desapare-
ceram. O rei seguiu com o cortejo, mas, atravessando uma das ruas pobres da cidade, um menino gritou:
– O rei está de camisa!
Toda a gente reparou e viu que realmente o rei estava apenas de camisa e ceroulas. Rebentou uma vaia estrondosa 
e o rei chegou ao palácio morto de vergonha.
Corrigiu-se do seu orgulho e foi daí em diante um rei cordial e simples.
Texto retirado do site: <http://sitededicas.ne10.uol.com.br/conto-a-roupa-do-rei.htm>. Acesso em nov. 2013.
 – 73
Atividade 27
Após essa atividade, proponha uma apresentação em grupos, em forma de teatro mambembe.
Auxilie cada agrupamento quanto à distribuição dos papéis e escolha do local para a encenação. Além disso, providen-
cie objetos que poderão ser utilizados pelos grupos na composição do cenário.
Determine um tempo para os ensaios. Lembre-se de que não devem ser feitos treinos exaustivos. Incentive a improvi-
sação e a espontaneidade por parte de todos.
Os grupos se apresentarão no local da escola escolhido, para as pessoas que nele estiverem. É interessante delimitar 
o espaço onde será apresentada a história, dando, assim, importância ao proposto.
Depois que todos se apresentarem, organize-os na grande roda para discutirem sobre o que fizeram. Pergunte-lhes por 
exemplo: Do que vocês mais gostaram? O que não gostaram de sentir? E de fazer? Foi fácil ou difícil apresentar-se a 
outras pessoas?
Para finalizar, os alunos deverão fazer um registro sob a perspectiva da situação-problema da ficha 11. Para isso, co-
loque à disposição materiais gráficos variados.
 Atividade 28 – Meu sonho e eu 
Retome os passos já percorridos até aqui, recordando que a turma produziu arte a partir de alguma situação vivida na escola, 
com relação à cidade onde moram e que, agora, a proposta é registrar o futuro, sonhos, desejos individuais ou coletivos.
Neste momento, o aluno estará livre para escolher o suporte, a técnica e os materiais que mais favoreçam a sua criação.
Circule entre eles, estimulando-os, para fortalecer ou inovar o fazer artístico.
Ao finalizarem seus trabalhos, peça que formem um semicírculo para a apreciação dos produtos.
Apreciação das atividades
Pergunte aos alunos sobre como escolheram o tema e em que se inspiraram. Qual foi o sonho representado no papel? 
Que técnicas aplicaram? Xilografia foi utilizada? Usaram as formas vazadas para representar ideias? Se os efeitos 
foram satisfatórios? O que foi difícil aplicar? Fácil? etc.
Ao final, feche destacando as aprendizagens identificadas nas produções observadas. 
 Atividade 29 – Espaço da memória 
Como já sabemos, o espaço da memória tem como objetivo ampliar o universo culturaldas crianças.
Considerando que a arte sempre influenciou e registrou a formação cultural de um povo e o homem como produto e 
agente de sua cultura e tempo histórico, esta retrata a sociedade e cria novas formas de expressão, apropriando-se, 
inclusive, das nova tecnologias.
A escolha desses objetos de estudo (não há necessidade de serem vários, mas um único que poderá desencadear 
uma discussão) deverá ser coordenada por perguntas investigativas ou disparadoras, de forma que os alunos possam 
levantar hipóteses do contexto sob diferentes perspectivas.
O principal propósito é mostrar a cada criança que é possível fazer arte de diferentes maneiras, formas e suportes, 
conforme necessidades individuais e coletivas.
Nesta atividade, sugerimos contar às crianças que na época colonial do Brasil muitas novidades foram trazidas da Eu-
ropa, influenciando nossos costumes, arquitetura e artes em geral.
Converse com as crianças sobre as invenções, novidades, moda, tecnologia e linguagem artística, estabelecendo rela-
ção entre o passado e o presente: Será que nosso dinheiro é igual ao de antigamente? As mulheres se vestem como 
naquela época? E como as casas eram construídas e como são agora?
A partir das comparações entre a arte, realidade e fatos históricos, os alunos terão oportunidades para fazer inúmeras 
relações entre o passado e o seu cotidiano.
74 – 
 Atividade 30 – Ficha 12 – Desafi o fi nal 
Inicie a aula solicitando aos alunos que formem uma grande roda para uma conversa informal. Relembre tudo 
o que foi visto sobre o Brasil colônia e sobre como eram os registros do cotidiano do povo brasileiro feitos por 
Debret.
Pergunte: Será que as pessoas antigamente iam ao supermercado? E vocês? Vão? A vida antigamente era calma ou 
agitada? E hoje? Havia automóveis naquela época? E as crianças? Brincavam de quê? Será que até hoje brincamos 
como elas?
Ao analisarmos o cotidiano e os costumes da época colonial e os compararmos aos de hoje, estimulamos a curiosidade 
e a preservação da nossa cultura de forma tranquila e prazerosa.
Caso ache interessante, poderá anotar todas as informações ditas pelos alunos, como um registro histórico da classe, 
para serem relembradas posteriormente.
Feitos os levantamentos iniciais sobre o ontem e o hoje, você deverá distribuir a fi cha e promover a leitura do texto e 
da atividade apresentada.
Com os materiais dispostos pelas mesas, o aluno estará livre para resolver a situação-problema da fi cha. Durante a 
execução da proposta, você poderá circular pela sala para observar e instigar cada aluno quanto ao seu fazer artístico.
Apreciação das atividades
Com as crianças na grande roda, peça para que mostrem o que fi zeram aos colegas e falem sobre sua escolha. Deixe 
que conversem um pouco. Em seguida, proponha outro tipo de observação, também, entre eles: a fi gura humana, como 
cada um desenhou e pintou o colega ou ele mesmo, etc., em seguida, oriente o olhar das crianças para o contexto onde 
a fi gura humana foi inserida etc.
Por fi m, destaque tanto os principais momentos do trabalho realizado, como também, o que aprenderam a fazer.
 Atividade 31 – Ofi cina de criação 
Inicie a aula com os alunos na grande roda, abordando a intenção do artista ao registrar o cotidiano das pessoas na época 
colonial: Qual a importância desse registro para a história? Se Debret e outros pintores não tivessem pintado as pessoas 
e os lugares daquela época, será que fi caríamos sabendo como viviam ou se vestiam as pessoas antigamente?
A proposta fi nal para esta sequência é que, individualmente, documentem um pouco de sua história pessoal, ligada à 
família, ao lugar onde moram, com quem moram e o que ocorre em seu dia a dia que vale a pena registrar.
Com essas ideias, peça que se dirijam ao espaço artístico e escolham os materiais que mais lhes agradar para a sua 
criação. Eles serão os artistas e, com suas ideias e intenções, farão seus registros históricos.
Durante a execução da atividade, circule por entre as mesas, questione e estimule os alunos.
Apreciação das atividades
Quando terminarem, você poderá montar um mural com as produções artísticas deles, como um modo de valorizá-las. 
O grupo poderá, assim, observar cada uma delas e, sob sua supervisão, tecer opiniões e comentários.
 – 75
3.a sequência didática 
Atividades de 32 a 46
 O homem e a tecnologia
Intenção educativa
 Traços, sons, cores e formas
 – Ilustrar histórias, poemas e outros gêneros por meio do desenho ou outras linguagens.
 – Expressar-se manipulando materiais e diferentes suportes, criando esculturas da figura humana.
 – Criar movimentos com o corpo, buscando acompanhar o ritmo proposto pela música.
 Corpo, gestos e movimentos
 – Demonstrar progressiva independência no cuidado com o corpo ao participar de atividades que propõem danças 
 individuais, aos pares e com diferentes objetos 
 Atividade 32 – Ficha 13 – Atividade inicial 
Nome:______________________________________________________________ Data:_______/_________/___________
(A
)
O HOMEM E A TECNOLOGIAFicha
13
Na grande Roda
ATIVIDADE INICIAL
MONTEIRO LOBATO ESCREVIA HISTÓRIAS ENCANTADORAS, DIVERTIDAS, SURPREENDENTES E
DELICIOSAS PARA O PÚBLICO INFANTIL, ATÉ PORQUE ELE TINHA UM SONHO: QUE AS CRIANÇAS
MORASSEM EM SEUS LIVROS, COMO MOSTRA A ILUSTRAÇÃO ABAIXO, À ESQUERDA.
UM DE SEUS MELHORES LIVROS, LANÇADO EM 1931, LEVOU O TÍTULO DE “REINAÇÕES DE
NARIZINHO”.
FOI COM ELE QUE AS PORTAS E AS PERSONAGENS DO “SÍTIO DO PICA-PAU-AMARELO” SE
ABRIRAM PARA AS CRIANÇAS.
ESSE LIVRO FOI FARTAMENTE ILUSTRADO, RECEBENDO O COLORIDO SEM LIMITES DO MUNDO
DE FANTASIA QUE MONTEIRO LOBATO CRIOU.
Agora, observe as ilustrações desta ficha, comente-as com seus colegas e responda: por
que os livros, revistas, jornais são sempre tão ilustrados?
(Disponível em:
<http://i.pinimg.com/564x/ca/2c/88/ca2c8887f
cb86da17b9d4160c191e663.jpg> 
Acesso em: 1 nov. 2018.)
(Disponível em:
<http://2.bp.blogspot.com/_Bs8M6ycTj-
E/TJ_Lnri2S9I/AAAAAAAACoQ/vhoGu4ur0gs/
s1600/Reina%C3%A7%C3%B5es+capa).jpg> 
Acesso em: 1 nov. 2018.)
ARTE_Infantil III_Tiago_2019_Anual.qxp 11/12/2018 15:19 Página 25
Para a atividade que será desenvolvida na 4.a sequência, prevista para o mês de outubro, será necessário que você 
providencie uma quantidade suficiente de materiais recicláveis para que os alunos possam trabalhar. Assim, peça a 
eles que guardem copos descartáveis, garrafas de PET, embalagens, latas de legumes ou grãos, caixas de remédios, 
sapatos, pastas de dente e tudo o mais que possa ser utilizado na construção de esculturas.
76 – 
Entregue a fi cha aos alunos e inicie o trabalho na grande roda, propondo um desafi o: Ao olhar as imagens, quem ou o 
que está sendo representado? Instigue a turma a falar sobre isso. Ouça todos os alunos e tenha o cuidado de não lhes 
dar uma resposta.
A partir dos seus questionamentos, deixe-os levantar hipóteses sobre o que o artista imaginou para criar a menina do 
narizinho arrebitado. Lembre-se de que a imaginação deve permear nossos pensamentos quando desejamos criar uma 
obra de arte, uma ilustração ou um desenho.
Inicie os trabalhos fazendo a seguinte pergunta às crianças: quando vocês escolhem um livro para ler o que chama 
mais a sua atenção: as palavras ou as ilustrações? É possível saber do que se trata a história somente apreciando as 
ilustrações? 
Leia o texto abaixo e peça para que as crianças ilustrem o conteúdo que está sendo apresentando, realizando gestos 
faciais e corporais.
Joana, uma moça simples, mas cheia de graça, na varanda do seu apartamento, lia um livro. Às vezes sorria, mas em 
outras fi cava bem séria. A certa altura da leitura até chorou...
Que nome vocês dariam à história? "Joana"? "Joana na varanda"? "A menina que adorava ler"?, fazendo em seguida 
outras perguntas de compreensão de texto.
Observe se as crianças vão fazer relações entre a leitura e as imagens da fi cha.
Por fi m, pergunte às crianças: por que os livros, revistas, jornais, são tão ilustrados? Deixe-asresponderem livremente 
e não forneça as respostas.
Proponha ao fi nal que as crianças escolham um entre os personagens do Sítio do Picapau Amarelo, e a um sinal dado, 
todos juntos devem imitá-los: Emília, Narizinho, Tia Anastácia, Dona Benta, Visconde de Sabugosa, Pedrinho, O Saci, 
A Cuca, entre outros.
Feche o dia destacando o que as crianças já sabem fazer.
 Atividade 33 – Ficha 14 – Atividade inicial 
 – 77
Com as crianças na grande roda, proponha que, novamente, desempem o papel de uma das personagens do sítio, 
porém, eles devem representa-lás pela manhã, acordando. 
Deixe-os imaginar como cada um deles acorda. Para tanto, ofereça-lhes algumas opções: brincando, chamando, sério, 
brigando, emburrado, feliz, lendo etc.
Depois de alguns minutinhos, reorganize as crianças na grande roda e leia a proposta da ficha. 
Professor, a história apresentada na ficha que deve ser ilustrada apresenta características de um mini-conto. Nesse 
único parágrafo temos um início, um meio e um fim, inclusive um fechamento que pode dar margem a uma gama infinita 
de possibilidades, quer dizer: quem ainda estava lá?
Use a sua criatividade para instigá-las a se envolverem com a história. Então, coloque as fichas à disposição e peça 
para seus alunos ilustrarem a parte que mais despertou o interesse de cada um.
Organize-os em dupla e circule entre elas, porém, lembre-se: a atividade é de levantamento de conhecimentos prévios, 
portanto, observe e anote mais as suas dificuldades e seus saberes.
Apreciação das atividades
Na grande roda, proponha que cada dupla apresente o que foi escolhido, o que foi feito e como foi feito. Durante as 
apresentações, não corrija as crianças. Tente deixá-las à vontade. 
Feche o dia destacando o que eles já sabem fazer, isto é, que ilustra-se para facilitar a leitura, que a ilustração tem a 
ver com o texto escrito etc.
 Atividade 34 – Ficha 15 – Exploração e descoberta 
Nome:______________________________________________________________ Data:_______/_________/___________
(A
)
O HOMEM E A TECNOLOGIAFicha
15
AS ILUSTRAÇÕES TÊM COMO PRINCIPAL OBJETIVO RELACIONAR A IMAGEM AO TEXTO ESCRITO, DE FORMA QUE O LEITOR POSSA COMPREENDER
MELHOR AS INFORMAÇÕES CONTIDAS NELE.
AGORA, É COM VOCÊ! 
Leia o poema abaixo. Em seguida, faça algumas ilustrações de seus versos ou estrofes.
AS BORBOLETAS
Em duplas
BRANCAS
AZUIS
AMARELAS
E PRETAS
BORBOLETAS BRANCAS
SÃO ALEGRES E FRANCAS.
BORBOLETAS AZUIS
GOSTAM MUITO DE LUZ.
BRINCAM
NA LUZ
AS BELAS
BORBOLETAS.
AS AMARELINHAS
SÃO TÃO BONITINHAS!
E AS PRETAS, ENTÃO...
OH, QUE ESCURIDÃO!
Na grande Roda
ARTE_Infantil III_Tiago_2019_Anual.qxp 11/12/2018 15:19 Página 29
Corte pedaços de papéis coloridos: azul, amarelo, preto, branco etc., e disponibilize-os para que as crianças escolham 
a cor que mais as agrada. Além disso, selecione materiais gráficos para desenhar e pintar e distribua em cada uma das 
mesinhas.
78 – 
Inicie os trabalhos propondo que falem sobre borboletas, como são e como voam. Diga às crianças que elas vão imitar 
uma borboleta e, para isso, terão que escolher uma cor ou duas. 
Além disso, temos a luz, algo de que as borboletas gostam muito, como diz o poema, e que poderia ser representada 
por um amarelo mais claro que aquele que será usado pelas crianças.
A luz pode ser representada, ou por uma criança, ou pelo professor. Como as borboletas gostam da luz, passe então 
pela sala para que as crianças, como borboletas voando, possam te seguir.
Ao final, reorganize as crianças na grande roda, leia o poema uma ou duas vezes e oriente-as para que, quando ouvi-
rem a cor que foi representada por elas, levantem-se e alcem voo, para que, ao final do poema, todas estejam voando.
Leia, ao final, a proposta da ficha e peça para que as crianças ilustrem cada estrofe do jeito que quiserem. Para tanto, 
leia a primeira estrofe e somente depois que as crianças terminarem de ilustrá-la leia a segunda e assim por diante.
Apreciação das atividades
Faça a seguinte pergunta às crianças, organizadas na grande roda e com as produções ao centro: há coerência entre 
as estrofes e a ilustração?
Leia novamente a primeira estrofe e oriente para que as crianças observem como as ilustrações foram feitas para ela. 
Destaque os traçados comuns, os diferentes, as cores das borboletas etc. Faça o mesmo para as demais estrofes.
 Atividade 35 – O sonho dele no meu 
Na grande roda, conte a elas que, quando Monteiro Lobato começou a escrever, ele sonhava com a possibilidade de 
as crianças morarem em seus livros. Volte à ficha de número 13 para que elas observem a ilustração que representa 
seu sonho.
Apresente o cartaz abaixo e faça com que as crianças compreendam e interpretem o que está escrito. Como você 
acredita que Monteiro Lobato representaria o que está escrito abaixo em outro único cartaz? Dessa forma, as ideias 
devem vir casadas, juntas.
https://i.pinimg.com/564x/ed/69/94/ed699415993dbdc7f885d4b589a02e68.jpg
Organize as duplas e circule entre elas, ajudando seus alunos no que for possível. Tome cuidado para que a ideia esteja 
resumida numa única imagem. 
Apreciação das atividades
Novamente, na grande roda, as crianças vão compartilhar o que fizeram. Então pergunte: em todas as produções há 
um castelo? Em todas as produções há alguém lendo? Há alguém escrevendo? São pessoas diferentes ou são as 
mesmas pessoas? Onde está o leitor? Entre outras perguntas, tendo como base as observações feitas durante o de-
senvolvimento da proposta.
Feche o dia destacando se houve pouca, alguma ou muita coerência entre as ilustrações e a frase de Monteiro Lobato.
 – 79
 Atividades 36, 37 e 38 – Ficha 16 – Ateliê 
Nome:______________________________________________________________ Data:_______/_________/___________
(A
)
O HOMEM E A TECNOLOGIAFicha
16
ALGUMAS DAS TÉCNICAS UTILIZADAS PARA FAZER ILUSTRAÇÕES SÃO: A FOTOGRAFIA, O DESENHO E O CARIMBO. ELAS PODEM SER PRODUZIDAS EM
UMA SÓ COR OU EM DIVERSAS CORES.
Você explorou os materiais e produziu várias ilustrações coloridas. Escolha uma delas e cole-a aqui.
Em pequenos 
grupos
ARTE_Infantil III_Tiago_2019_Anual.qxp 11/12/2018 15:19 Página 31
Atividade 36
Casa de avó
Casa de avó
é navio pirata em alto-mar,
estrela cadente
para sempre no ar.
Avó tem um pouco
de fada, um pouco
de árvore encantada.
Quando a avó anda,
o mundo inteiro balança,
e uma onda de amor
varre quem está junto dela.
Dentro da casa da avó,
todos os caminhos vão dar
no país do luar.
Professor, o poema que servirá de base para a realização das estações é "Casa de Avó" ou outro que julgar mais indi-
cado para o momento.
Disponibilize materiais de desenho e pintura secos, aquosos e mistos.
Leia o poema para as crianças e converse com elas sobre as ideias que cada estrofe contém. Por fim, apresente a elas 
as propostas de cada estação.
1.a estação – Materiais aquosos e suportes para fazer os croquis de 18cm por 25cm.
As crianças vão desenhar na primeira estação a casa da vó, porém, escolherão entre ser uma estrela cadente ou um 
navio pirata em alto mar.
2.a estação – Materiais secos e suportes para fazer os croquis de 18cm por 25cm.
As crianças dessa estação vão escolher desenhar e pintar a avó fada ou a avó árvore encantada.
3.a estação – Materiais mistos e suportes para fazer os croquis de 18cm por 25cm.
As crianças vão desenhar o mundo balançado ou uma onda que varre que está perto.
4.a estação – Materiais diversos e aquosos e suportes para fazer os croquis de 18cm por 25cm.
As crianças vão desenhar e pintar o interior da casa da vó ou o país do luar.
Apreciação das atividades
As crianças deverão se organizar na grande roda e com os croquis no centro, conforme as estrofes.
Leia o poema novamente bem devagar para que as crianças identifiquem nos croquis o que foi representado e como 
isso ocorreu. Identifique com as crianças o nível de coerência entre a proposta e cada estrofe.
Atividade 37
As crianças aqui escolherão se gostariam de passar pela 1.a, 2.a, 3.a ou 4.a estação.
Aplique neste segundodia os mesmos procedimentos que foram indicados para a atividade 36.
80 – 
Atividade 38
Outra proposta: se vocês tivessem que escolher uma única ilustração para representar o poema da Casa de Avó qual 
seria ela?
Coloque o material no centro da sala para escolha com os suportes de 18cm por 25 coloridos, de forma que as crianças 
possam representar suas ideias com um único desenho que simbolize o poema Casa de Avó. Não precisam neces-
sariamente copiar o que fi zeram, mas simplesmente ilustrar o poema. Para tanto, leia para as crianças todas as suas 
estrofes.
Organize as crianças em duplas e circule entre elas.
Apreciação das atividades
Pergunte o que elas escolheram para representar o poema. Deixe as crianças responderem espontaneamente. Obser-
ve se os desenhos estão parecidos, diferentes do que fi zeram nos encontros anteriores, se progrediram em relação aos 
traçados, formas e cores por exemplo.
Feche o dia destacando o progresso que as crianças apresentaram quanto à arte de desenhar e pintar, principalmente 
em relação à fi gura humana e o contexto onde ela foi inserida.
 Atividade 39 – Eu e o meu sonho 
Na grande roda, apresente às crianças a imagem abaixo. Em seguida, apresente a proposta para que possam repre-
sentá-la dramatizando a situação envolvendo a Emília e o Visconde 
Proposta: se você fosse escritor e se deparasse com uma cena assim, entre a Emília e o Visconde, qual seria o texto 
que seria escrito para acompanhá-la? 
Coordene o grupo e aproveite suas ideias, escrevendo-as na lousa. Não será preciso 
estender-se muito, porque as crianças vão dramatizar o que foi produzido, juntas e ao 
mesmo tempo.
O importante é a representação conjunta onde as Emílias vão falar e os Viscondes vão 
ouvir.
Deixe que as crianças improvisem e se sintam à vontade para isso.
https://media5.picsearch.com/is?j7z5dxfpp9MnjafHEbRUoZupLy_KCtH1uLutr7dJAmk&height=85
Feche o dia destacando os seus melhores momentos.
 Atividades 40 e 41 – Ficha 17 – Dança 
 – 81
Atividade 40
Selecione previamente um vídeo com grupos folclóricos, apresentando a dança do coco.
Se a escola tiver cocos ou puder obtê-los facilmente, separe-os para servirem como instrumentos musicais. 
Inicie a aula contando às crianças que elas vão ouvir uma música que é típica da região do nordeste. Se tiver um mapa, 
mostre onde fica essa região e de onde surgiu a dança. 
Peça aos alunos que fiquem atentos ao ritmo da música e que tentem acompanhá-lo batendo os pés no chão, espon-
taneamente. 
Coloque a música novamente e proponha que dancem espontaneamente, primeiro sozinhos, depois aos pares e, por 
último, na grande roda. Se não tiverem o coco como instrumento musical, podem usar as mãos.
O mês junino é marcado por diversas danças folclóricas, como as quadrilhas juninas. A dança do coco é típica da 
Região Nordeste. Com músicas e letras simples, essas danças podem ter sua origem no estado de Pernambuco, na 
Paraíba e até em Alagoas.
A dança tem influências indígena e africana, como boa parte das festas folclóricas do Brasil. A maioria dos historiadores 
concordam, no entanto, que a dança do coco teve origem no canto das quebradeiras de coco, durante a procura pelo 
fruto na mata. 
A dança do coco é realizada em roda acompanhada de cantoria e executada em pares, fileiras ou círculos. Outra carac-
terística da dança é a cadência do som dos pés batendo no chão. A sonoridade é completada com as batidas do coco 
que os dançarinos carregam nas mãos. 
Convide as crianças para assistirem ao vídeo que foi selecionado para que vejam como os grupos folclóricos dançam 
essa música. 
De volta à sala de aula, peça para que as crianças comentem sobre o que assistiram. Do que mais gostaram, do que 
não gostaram, o que foi muito bonito ou feio etc.
Coloque a música novamente para que dancem na grande roda e feche o dia de trabalho
Atividade 41
Para facilitar que o corpo acompanhe a música com graça, leveza e balanço, proponha depois que dancem em duplas 
e de mãos dadas (pelo menos 1 delas não pode se soltar da mão do companheiro) para conquistar uma maior mobili-
dade e flexibilidade a dois. 
Receba as crianças com música. Logo em seguida, proponha que, de mãos dadas, dancem abaixando-se, agora pró-
ximos ao chão, subindo e descendo, em pé, saltando, esticados etc. 
Em seguida, forme uma grande roda e, ao som da música, peça para rodar à direita, à esquerda, ir de encontro ao 
centro, voltar ao lugar, sempre batendo os pés no chão. 
Feito isso, pergunte: Como seria se tivessem que abaixar e levantar ainda na grande roda sem soltarem as mãos? Peça 
que tentem. 
Explore todas as possibilidades de movimentos individuais, em pares ou coletivamente. 
Por fim, coloque a música para que dancem. As crianças vão apresentar um misto entre o que viram e o que consegui-
ram imitar, porém, desta vez sem os seus comandos.
Disponibilize a ficha de número 17. Leia o parágrafo inicial e por último a situação problema: afinal, a dança do coco 
ilustra ou lembra bem a região nordeste? Por quê? 
Forme as duplas e circule entre elas, orientando seus alunos ou chamando a atenção para alguns detalhes que fazem 
parte do mundo das pessoas que moram no nordeste. 
Reúna-os na grande roda para que falem sobre suas dificuldades e facilidades.
Apreciação das atividades
Reúna as crianças na grande roda para que comentem sobre o que vivenciaram, durante as duas últimas aulas em 
relação a dança do coco. O que vocês aprenderam sobre a dança? O que foi fácil? O que foi difícil fazer? O que gos-
taram ou não de fazer?
Com as produções no centro da roda, observe o que escolheram para responder que a dança do coco faz parte do 
folclore da região nordeste: os cocos? Dançar como as quadrilhas? Qual aspecto da dança é indígena? Bater o pé? O 
que é africano?
Feche o dia destacando os melhores momentos das duas aulas desenvolvidas.
82 – 
 Atividades 42, 43 e 44 – Ficha 18 – Teatro 
Nome:______________________________________________________________ Data:_______/_________/___________
(A
)
Ficha
18
O SITIO DO PICAPAU AMARELO FOI O CENÁRIO CRIADO POR MONTEIRO LOBATO QUE DEU A ELE A BASE PARA ESCREVER AS HISTÓRIAS FANTÁSTICAS
E INUSITADAS, AS QUAIS FORAM REPRESENTADAS EM UM DOS PROGRAMAS DE TV, MAIS ASSISTIDOS PELAS CRIANÇAS, PRINCIPALMENTE. NUM
DELES, OS ATORES SE APRESENTARAM, TENDO COMO BASE O TEXTO – A PÍLULA FALANTE.
AGORA, É COM VOCÊ!
Leia o texto, escolha qual parte você quer representar, ensaie e apresente-se aos colegas.
O HOMEM E A TECNOLOGIA
Em duplasNa grande Roda
RESPONDA ENTÃO:
Qual personagem você gostaria de representar, mas não teve
oportunidade para isso?
A PÍLULA FALANTE MONTEIRO LOBATO
Narizinho brincava com sua boneca de pano na cozinha, enquanto Tia
Anastácia preparava alguns bolinhos de chuva, quando de repente,
Narizinho disse baixinho, olhando para Emília:
– Eu queria tanto que você falasse! converse comigo...
Dona Benta que passava, por acaso, pela porta da cozinha também
ouviu e, resmungou, mas continuou caminhando:
– Essa menina tem cada ideia...
Narizinho, não contente com a situação foi procurar o Dr. Caramujo. Ao
encontrá-lo foi logo dizendo:
– Eu queria uma solução para a mudez da minha boneca.
– Tenho aqui comigo algumas pílulas falantes – respondeu ele.
– Rápido Dr. Dê uma dessas à Emília – falou aflita e apressada.
Emília engoliu a pílula dada pelo Dr. Caramujo, porém, ela de pronto,
não surtiu o efeito desejado, porque Emília não emitiu nenhum som
sequer.
Narizinho, então, bateu nas costas da boneca por três vezes. Ao final e
pela primeira vez, ouviu Emília resmungar.
– Estou com um gosto horrível de sapo na boca!
Depois disso Emília falou, falou e falou por mais de três horas e, nunca
mais parou...
Texto adaptado - Blog - Linguagem e Afim - Krika - krika.56@gmail.com
ARTE_Infantil III_Tiago_2019_Anual.qxp 11/12/2018 15:19 Página 35
Atividade 42
As aulas de teatro preveem o desenvolvimento da oralidade e da expressividade da criança por meio do corpo como 
um todo, pela expressão facial, pela entonação davoz, ou ainda por todos esses elementos de uma só vez.
Na grande roda, com as crianças sentadas no chão, promova exercícios faciais: abra bem a boca, finja um bocejo; dê 
uma risada bem alta, outra mais demorada, uma bem curtinha e outra bem baixinha; franza a boca, apertando os lábios 
um contra o outro; franza a testa; faça cara de espanto, usando apenas a expressão do rosto, utilizando também as 
mãos para isso.
Convide as crianças a fazer individualmente:
Cara de bravo, de muito bravo, de raivoso...
De triste, de alegre, de bravo.
De sono, fingindo que estão dormindo e, em seguida, que estão acordando, falando, sussurrando, gritando etc.
Faça um relaxamento com os alunos. 
Depois de realizar várias atividades voltadas para descontrair corpo e a mente, visando ao deslocamento no palco 
com mais naturalidade, coloque as crianças na grande roda e conte a elas o que você sabe sobre o Sítio do Picapau 
Amarelo, ou ainda que seria de grande valia assistir a um dos episódios do seriado para que conheçam suas principais 
características. 
Nesse sentido, depois da apresentação em vídeo de um dos capítulos do sítio, busque de forma compartilhada descre-
ver as personagens e levantar hipóteses sobre como eles são, o que fazem, como reagem etc.
Além dessa sugestão você poderá apresentar as personagens por imagens, de forma que as crianças possam desco-
brir suas principais características.
Em seguida, para finalizar, pergunte qual dos personagens que cada um escolheria para representar o enredo da his-
tória contada. Deixe-os responder espontaneamente. Por último, peça que imitem aquele que escolheram representar.
 – 83
Atividade 43
Distribua a ficha de número 18 e faça a leitura da história "A pílula falante", com inferência.
Por fim, leia novamente a história sem interrupções.
Em seguida, forme pequenos grupos (4 no máximo) e peça que contem a história entre eles, por um pequeno espaço 
de tempo. Logo depois, peça que escolham qual trecho da história eles vão representar e quem vai atuar como Dona 
Benta, Tia Anastácia, Narizinho e Emília na primeira parte, e na segunda, Dr. Caramujo, Emília e Narizinho.
Organize a sala então para viabilizar as apresentações de cada grupo. Como a proposta é improvisar, com certeza as 
crianças vão enxertar outras falas. Não os corrija, nessa situação didática é esperado e absolutamente produtivo. 
Por fim, reúna as crianças na grande roda e pergunte: como foi representar uma das histórias de Monteiro Lobato? 
Gostaram dos personagens? Sentiram como se estivessem no sítio? Entre outras que você, professor, julgar interes-
sante fazer.
Feche o dia destacando seus melhores momentos
Atividade 44
Inicie os trabalhos lendo novamente a história " A pílula falante". Para tanto, redistribua a ficha de número 18. Em 
seguida, proponha que formem os mesmos grupos do último encontro, discutam e escolham outro trecho para ser 
apresentado de forma improvisada.
Ao terminar de se apresentarem, valorize os resultados e destaque a progressão da aprendizagem, por exemplo, que a 
representação dos personagens assemelhou-se ao jeito de ser de cada um originalmente, que se movimentaram com 
criatividade, naturalmente, o som da voz foi adequado ao ambiente etc. 
Ao final, leia a proposta da ficha: qual personagem você gostaria de representar, mas não teve oportunidade? Forme 
as duplas e circule entre elas.
Apreciação das atividades
Com as crianças na roda e as produções no centro dessa formação, informe que eles, em pé, vão escutar a música do 
Sítio do Picapau Amarelo e, ao mesmo tempo, devem representar somente com o corpo um dos personagens criados 
por Monteiro Lobato.
Depois de se apresentarem, agora sentados, proponha que cada um deles escolha um colega para mostrar qual perso-
nagem foi desenhado na ficha. Durante a troca, circule entre as crianças para saber o que falam, como reagem e, até, 
se reconheceram com facilidade sua indentidade. 
Valorize a participação de todos para então colocar a música do Sítio do Picapau Amarelo – https://youtu.
be/18ANCGSwYKo
 Atividade 45 – Espaço da memória 
O espaço da memória tem como objetivo ampliar o universo cultural das crianças, tendo em vista os conteúdos da Arte.
Inicie a aula mostrando aos alunos o acervo bibliográfico da escola. Peça que escolham alguns livros e os folheiem 
para depois, na grande roda, contarem as histórias neles presentes. Vá instigando a turma com perguntas que a façam 
perceber que há diversas capas e ilustrações absolutamente diferentes entre si, e outros elementos muito semelhantes 
entre um livro e outro. Chame a atenção para os desenhos coloridos e para os que estão em preto e branco. Ressalte 
que a ilustração ajuda na compreensão do texto. No caso dos quadrinhos de Mauricio de Sousa, por exemplo, muitas 
vezes o desenho basta para contar a história.
Cada ilustrador tem seu estilo e conta algo de um jeito só seu. As ilustrações, quando estão na capa de um livro, 
chamam a nossa atenção para o que vamos encontrar lá dentro. Há aquelas que aparecem nas capas dos nossos 
cadernos, outras que enfeitam nossas canecas e existem as que adoramos em nossas camisetas! A arte está mesmo 
presente em nossas vidas!
Brinque com seus alunos de “arca do tesouro”: convide-os a dar uma volta pela escola para descobrir onde as ilustra-
ções estão. Eles devem tentar descobrir o que elas querem dizer, de qual cor e em que tipo de papel foram feitas ou 
que pintura receberam.
84 – 
 Atividade 46 – Ficha 19 – Desafio final 
Nome:______________________________________________________________ Data:_______/_________/___________
(A
)
O HOMEM E A TECNOLOGIAFicha
19
ESTE É O SEU ESPAÇO. LEIA, A SEGUIR, O INÍCIO DE UMA HISTÓRIA E CRIE UMA ILUSTRAÇÃO PARA REPRESENTAR A CONTINUAÇÃO DELA.
‘‘NA NOITE PASSADA, EU TIVE UM SONHO, DESSES QUE FAZEM A GENTE SORRIR. CHEGOU UMA GRANDE CAIXA EMBRULHADA EM PAPEL LAMINADO
VERMELHO INTENSO. LOGO COMECEI A ABRI-LA. ASSIM QUE LEVANTEI A ÚLTIMA ABA DA EMBALAGEM...’’
Individual
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Agora é a hora de o aluno mostrar tudo o que aprendeu.
Convide-os a ouvir o início de uma bela história, disponível na ficha. Em seguida, pergunte: Em que essa história faz 
vocês pensarem? Ela pode ser um conto de amor? De fada? Talvez de uma época bem distante, ou está falando dos 
dias de hoje? Poderia ser um conto de mistério ou está mais para uma história de super-heróis? Podem imaginar o que 
acontecerá na história posteriormente?
Dê-lhes todos os materiais presentes nas estações de arte para que possam se sentir à vontade e escolher os que 
melhor se adequarem ao que desejam criar.
Peça que levantem hipóteses de como ilustrar algo que acompanhe o texto lido, de tal forma que o desenho traga pistas 
do que vai acontecer em seguida. Então, entregue-lhes a ficha.
Ao término da atividade promova sua apreciação: convide os alunos a falar sobre como fizeram, o que pensaram antes 
e depois de ilustrar.
 Atividade 47 – Oficina de criação 
Inicie a aula com os alunos na grande roda e apresente-lhes vários temas para que optem por um para a criação de 
uma história coletiva. Você será o escriba.
Instigue os alunos, fazendo perguntas que possibilitem elaborar e enriquecer a história. Por exemplo: Qual vai ser o 
título da nossa história? Quantas personagens ela terá? Onde elas estarão? Aonde elas irão? O que acontecerá agora?
Concluída a história, leia-a na íntegra. Em seguida, os alunos formarão duplas para criar uma ilustração para a história. 
Cada grupo escolherá algo para ilustrar – a capa ou parte do texto – e se posicionará nos espaços de trabalho, preparados 
previamente com materiais diversos.
Percorra a sala e instigue-os a verificar se os desenhos complementam a ideia trazida pelo texto, cumprindo sua função.
Controle bem o tempo da aula para que, no final, possam ser feitos a apreciação das ilustrações e comentários. Se 
possível, monte um livro com a história e as ilustrações e organize uma espéciede agenda para que cada aluno tenha 
a sua vez de levá-lo para casa e mostrá-lo para a família.
 – 85
4.a sequência didática 
Atividades de 48 a 62
 O homem e a preservação do meio ambiente
Intenção educativa
 Traços, sons, cores e formas
 – Utilizar materiais variados para criar diferentes objetos com material reciclável, em favor da preservação do meio 
 ambiente.
 – Participar da criação de esculturas humanas no pequeno grupo.
 – Criar personagens e improvisar seu jeito de ser e de se comunicar com os demais durante o desenvolvimento de 
 apresentação de peças teatrais.
 Corpo, gestos e movimentos
– Criar com o corpo formas diversificadas de expressão de sentimentos, sensações e emoções, tanto nas situações do 
 cotidiano quanto em brincadeiras, dança, teatro, música.
 Atividades 48 e 49 – Ficha 20 – Atividade inicial 
Nome:______________________________________________________________ Data:_______/_________/___________
(A
)
A INTENÇÃO DO ARTISTA, AO COLOCAR AS GARRAFAS PET GIGANTES ÀS
MARGENS DO RIO TIETÊ, FOI PROVOCAR UMA REFLEXÃO SOBRE A
QUANTIDADE DE LIXO QUE, DIARIAMENTE, É JOGADA EM TODOS OS LUGARES
DA CIDADE.
AGORA, É COM VOCÊ! 
Em vez de garrafas pet, o que você usaria às margens do rio Tietê para
chamar a atenção das pessoas que passam por lá e conscientizá-las
sobre a importância de preservar a natureza? Represente suas ideias
abaixo.
O HOMEM E A PRESERVAÇÃO 
DO MEIO AMBIENTE
Ficha
20 ATIVIDADE INICIAL
Na grande Roda
Em duplas
INTERVENÇÃO URBANA NO RIO TIETÊ, EM SÃO PAULO.
EDUARDO SRUR
EDUARDO SRUR NASCEU EM SÃO PAULO E FICOU CONHECIDO
PELO SEU JEITO DIFERENTE DE CRIAR E PRODUZIR ARTE.
DIFERENTE PORQUE FAZ USO DE MATERIAL RECICLÁVEL PARA
DAR FORMA ÀS SUAS IDEIAS E POR APRESENTÁ-LAS ÀS
PESSOAS INDISTINTAMENTE, EM PRAÇAS, RUAS E
MONUMENTOS.
(Disponível em: <www.eduardosrur.com.br>. Acesso em: 15 ago. 2016.)
(Disponível em: <www.eduardosrur.com.br>. Acesso em: 15 ago. 2016.)
ARTE_Infantil III_Tiago_2019_Anual.qxp 11/12/2018 15:19 Página 39
86 – 
Atividade 48
Inicie os trabalhos falando de tecnologia. O que é? Onde ela está? No que ela contribui para facilitar a vida do homem? 
Para informar? Para alertar? Para conscientizar? 
Leve para a sala de aula diferentes imagens e exemplos: de um termômetro, celular, de uma geladeira, televisão, jornal, 
um livro, um vaso, entre outras possibilidades.
Organize as crianças em pequenos grupos e distribua uma dessas imagens para cada um deles. A proposta é a se-
guinte: como se faz? 
Cada grupo ao fi nal vai apresentar o caminho que eles criaram para construir aquele objeto.
O que cada grupo fez? Criou uma técnica. Se eles pudessem confi rmar assim como fazem os cientistas, eles che-
gariam à conclusão de que, talvez, fosse necessário adicionar mais alguma coisa e testariam novamente; caso não 
funcionasse eles concluiriam que ainda precisavam de outros elementos, e assim por diante.
Explique aos alunos então:
A tecnologia funciona assim. Uma vez criada a técnica ou o jeito certo de fazer, tendo o material e as condições neces-
sários, é possível reproduzir e fazer um objeto igualzinho. Assim, muitas, mas muitas pessoas começaram a produzir 
coisas e mais coisas e os outros foram comprando e comprando. Ao fi car mais ou menos velho ou obsoleto, o objeto 
era encostado e outro tomaria seu lugar.
O que aconteceu depois que todo mundo resolveu comprar, comprar e comprar e atirar ao lixo o que fi cou velho? Abri-
mos espaço para a poluição.
Feche o dia incentivando seus alunos a investigarem mais sobre como se fazem as coisas...
Atividade 49
Comece perguntando às crianças: como será que essas garrafas foram colocadas ali, de forma a não serem levadas 
pelo vento ou pela correnteza caso chovesse? Temos aqui mais um exemplo de tecnologia? Em que o artista estava 
pensando no momento de fazer esta obra? O que ele quis mostrar a nós com esta obra? Por que ele a colocou nas ruas 
da cidade? Ela é grande? É pequena? De que foi feita?
Leia em seguida os parágrafos que dizem respeito ao artista e posteriormente a situação-problema – o que você colo-
caria no lugar das garrafas?
Forme as duplas e circule entre elas, observando e anotando o que discutem, como discutem, decidem e registram.
Apreciação das atividades
Peça para que cada dupla apresente o que fez, defendendo que o efeito do objeto que substituiria as garrafas vai ser 
maior e mais importante do que as garrafas pets gigantes.
Feche o dia apresentando uma síntese do que seus alunos já sabem fazer quando a proposta é produzir formas.
 Atividades 50 e 51 – Ficha 21 – Exploração e descoberta 
Atividades 50 e 51
Prepare previamente a sala com materiais recicláveis. Na grande roda, apresente a proposta aos alunos: eles deverão, 
como artistas, elaborar uma escultura que chame a atenção para a necessidade de respeitar a natureza e tudo o que 
ela oferece. Nesta atividade, eles terão a oportunidade de experimentar os materiais, aproveitando-os para expressar 
suas ideias.
Faça a leitura do texto da fi cha 21, aguçando a curiosidade dos alunos sobre a intenção do artista com seu trabalho.
 – 87
Em seguida, retome as imagens da ficha 20 e convide a turma a fazer uma nova leitura das obras de Eduardo Srur. Per-
gunte: Que ideia o artista quis transmitir à população de São Paulo com estas garrafas gigantes? O que ele quis dizer 
com esta obra? Vocês acham que essa intervenção seja necessária? Por quê? Em casa, é possível fazermos alguma 
coisa para contribuir para uma São Paulo mais limpa? O quê? Se vocês fossem artistas, que tipo de trabalho fariam para 
chamar a atenção das pessoas para o excesso de lixo nas ruas?
Proponha aos alunos que escolham os materiais recicláveis com que preferirem trabalhar e construam uma escultura 
com o desafio de passar a mensagem “Lixo se joga no lixo”. Eles poderão colar, amarrar, encaixar ou sobrepor os ob-
jetos de forma a transmitir suas ideias.
Durante a produção artística, circule pela sala, observando as produções e questionando as representações e regis-
tros: Qual sua mensagem? Seu trabalho representa sua ideia de que maneira? O que você pensou em “falar” à popu-
lação? Por que está usando esses materiais?
Apreciação das atividades
Faça uma exposição com as produções de todas as crianças em duas etapas. Numa primeira, separe metade delas e 
organize-as na sala, de forma que os alunos que confeccionaram as esculturas apresentem aos demais colegas o que 
e por que fizeram. Aplique a mesma estratégia para as demais crianças que fizeram parte da segunda metade.
A proposta é que as crianças contem aos colegas quais técnicas utilizaram para fazer a escultura. Por onde começa-
ram? Qual foi o caminho percorrido para chegar àquele resultado?
Ao final, reorganize as crianças na grande roda e colha seus comentários sobre o que viram, se gostaram, se não 
gostaram, o que aprenderam etc.
Feche o dia fazendo relações entre as produções e os benefícios ao meio ambiente, se fossem apreciadas por muito 
mais pessoas.
 Atividade 52 – O sonho dele no meu 
Para esta atividade, a sala precisa ser organizada previamente, e os alunos deverão estar em pequenos grupos. Cada 
agrupamento decidirá onde irá intervir, frente as necessidades da cidade onde moram.
Para a elaboração desse trabalho, os alunos poderão escolher diversos materiais recicláveis, retalhos de papel ou 
tecido, tinta plástica e a técnica a ser aplicada sobre uma superfície, de modo a criar um grande painel tridimensional 
colorido.
Estimule-os a explorar a textura, as cores, as formas dos materiais e a empregar o que aprenderam nas aulas de 
Arte. Circule por entre os grupos dando dicas, provocando um novo fazer artístico.
Apreciação das atividades
Reúna os alunos na grande roda para que cada pequeno grupo apresente o que foi produzido, seguido de explicações 
sobre por que escolheram o problema. O professor poderá perguntar: esse problema afeta muitas pessoas? Quais 
consequências? Tem soluções? Por onde vocês começaram? O que fizeram por último? 
Feche o dia destacandoo quanto o fazer técnico pode contribuir para intervir nas questões sociais ainda não resolvidas. 
 Atividades 53 e 54 – Ficha 22 – Ateliê 
Ficha 
22 
O HOMEM E A PRESERVAÇÃO 
DO MEIO AMBIENTE 
ATELIÊ 
TODAS AS COISAS TÊM FORMA E TAMANHO, E OS ARTISTAS AS ESCOLHEM PARA REPRESENTAR SUAS IDEIAS E SEUS SONHOS, COMO FAZ EDUARDO 
SRUR. 
AGORA, É COM VOCÊ! 
r .lUTV:l.Q_ � Lumn ,,� _bj1_ ff � �·· J1. ..ou__Q_ .llfTTlO. � � � �. � � � �- �
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88 – 
Atividade 53
Organize os alunos em grupos e entregue a ficha. Faça uma leitura do texto junto com a turma para lançar a situação-
-problema proposta: cada agrupamento escolherá uma caixa e deverá colocar ou grudar objetos diferentes dentro e 
fora da embalagem, explorando seus planos e proporções.
Caso o número de alunos seja grande, você pode fazer várias estações com os mesmos materiais, tendo poucos alu-
nos em cada uma – no máximo cinco. Assim, os integrantes dos grupos podem trabalhar com tranquilidade.
Selecione diferentes materiais para dois dias, porque a proposta será a mesma no encontro seguinte. As trocas aconte-
cerão entre as crianças. Selecione caixas de diferentes tamanhos (somente uma por grupo), de preferência, conforme 
foram distribuídas abaixo. Além disso, separe revistas, jornais, cola, tesoura, materiais gráficos, papelaria, tecido etc.
Organize os alunos na grande roda e apresente a proposta a partir do seguinte tema – “Lixo se joga no lixo”. Cada 
estação receberá uma caixa da menor para a maior, onde deverão ser colocados diversos materiais dentro e fora, ex-
plorando seus planos e proporções.
Discuta com as crianças o tema da proposta "Por que se deve jogar lixo no lixo?" para intervir e obter resultado no 
processo de aprendizagem.
Siga as orientações para realizar as estações, ao final deste caderno. 
Apresente, em seguida, as seguintes propostas abaixo aos alunos, assim como também, o número de vagas para cada 
estação: 
1.a estação – caixas muito pequenas
2.a estação – caixas pequenas 
3.a estação – caixas médias 
4.a estação – caixas grandes
Feche o dia destacando os momentos que mais envolveram os alunos e elogie as produções que foram feitas.
Atividade 54
Aplique os mesmos procedimentos desenvolvidos no encontro anterior.
Lembre-se de que as crianças devem escolher tanto no primeiro encontro quanto no segundo.
Apreciação das atividades 
Faça uma exposição com as produções de todas as crianças em duas etapas. Numa primeira, separe metade delas e 
organize-as na sala, de forma que os alunos que confeccionaram as esculturas apresentem aos demais colegas o que 
e por que fizeram. Aplique a mesma estratégia para as demais crianças que fizeram parte da segunda metade.
A proposta é que as crianças contem aos colegas quais técnicas utilizaram para fazer a escultura. Por onde começa-
ram? Qual foi o caminho percorrido para chegar àquele resultado?
Ao final, reorganize as crianças na grande roda e colha seus comentários sobre o que viram, se gostaram, se não 
gostaram, o que aprenderam etc.
Entregue a ficha para que representem a proposta que mais gostaram de ver ou fazer.
Feche o dia fazendo relações entre as produções e os benefícios ao meio ambiente, se fossem apreciadas por muito 
mais pessoas.
 Atividades 55 e 56 – Eu e o meu sonho 
Atividade 55
Um lugar para melhorar
Selecione materiais secos, revistas, jornais, cola, tesoura, entre outros, para que as crianças produzam e representem 
suas ideias antes e depois da “reforma” de um lugar que elas não gostam de ir ou gostam, mas que precisa ser melhorado.
Selecione duas imagens apresentando o antes e o depois para que o grupo possa identificar as diferenças entre um e 
outro ou ainda, o que foi excluído, incluído, modificado totalmente, o que foi preservado etc. 
Apresente a proposta na roda para que as crianças possam começar a pensar o que vão escolher para fazer, isto é: 
pensar num lugar que eles gostariam que fosse diferente. Exemplos: pode ser um parque, uma rua, o centro da cidade etc.
Serão dois desenhos: um como esse lugar está e no outro (segundo encontro) como ele deverá ficar.
Etapa 1 – o lugar como ele está 
Organize as crianças em grupo e circule entre elas, ajudando no que for possível.
Feche o dia de hoje, elogiando o empenho dos alunos sobre o que fizeram e como fizeram.
Atividade 56
Etapa 2 – o lugar como vai ficar
Forme as mesmas duplas e circule entre elas, auxiliando-as no que for possível. 
Apreciação das atividades
A proposta para apreciação é que as crianças apresentem como está o lugar e por que deve ser reparado, reformado 
entre outras possibilidades. Em seguida, devem mostrar o que elas fariam e por quê.
Feche o dia apresentando os progressos de aprendizagem que os alunos tiveram.
 – 89
 Atividade 57 – Ficha 23 – Dança 
Nome:______________________________________________________________ Data:_______/_________/___________
(A
)
O HOMEM E A PRESERVAÇÃO 
DO MEIO AMBIENTE
Ficha
23
O SAMBA TEM ORIGEM AFRICANA E PODE SER DANÇADO DE DIFERENTES FORMAS: GAFIEIRA, PAGODE E SAMBA DE RODA.
O SAMBA DE RODA É MUITO ANIMADO, COM TODOS OS SEUS PARTICIPANTES BATENDO PALMAS. PARA ENTRAR NA RODA, É PRECISO RECEBER UM
CONVITE DE QUEM ESTIVER NO CENTRO, POR MEIO DE UMA UMBIGADA.
AGORA, RESPONDA:
Por que o “samba”é o ritmo que melhor representa o povo brasileiro?
Em duplas
(Disponível em: <http://3.bp.blogspot.com/_dcFcE_1EqMw/S-
CvsYePlJI/AAAAAAAAAI4/N0fNgzLqEGo/s400/samba2.jpg>. 
Acesso em: 16 ago. 2016.)
(Disponível em: <http://1.bp.blogspot.com/-UKWS3vvR5Uc/
Tg9EiuHSZcI/AAAAAAAAAE0/4ERbVI2LTk4/s1600/gafieira.jpg>. 
Acesso em: 16 ago. 2016.)
ARTE_Infantil III_Tiago_2019_Anual.qxp 11/12/2018 15:19 Página 45
Distribua a ficha, leia o seu texto de forma compartilhada, dando ênfase à dança como veículo de aproximação entre 
as pessoas, e conte um pouco sobre os diferentes estilos de samba para o grupo.
Nossa intenção, nesta proposta, é explorar as possibilidades do corpo por meio da movimentação e da dança. Coloque um 
samba de roda para a sensibilização dos alunos, sua familiarização com o ritmo. Em seguida, coloque a música no-
vamente e proponha que dancem para que explorem os movimentos do corpo, a voz, auxiliando-os a seguir o som da 
música.
Tanto a música quanto a dança poderão ser encontradas na internet. A título de sugestão indicamos: Praia de amarali-
na, Mulher na roda, Samba de roda e Samba de gafieira. Interrompa para o descanso do grupo e, com todos sentados 
no chão, faça perguntas sobre os gestos ou passos executados durante a dança: A música era lenta ou rápida? Há 
sons fortes e fracos? Qual o gesto que vocês fizeram para esses sons? Vocês acompanharam a música somente com 
os pés? Com os braços? Ou utilizaram partes do corpo como cintura, quadril, ponta dos pés, calcanhar, cabeça, ombro? 
Utilizaram os vários níveis do espaço (baixo, médio e alto)?
Por fim, os alunos vão registrar na ficha, da maneira como preferirem, os passos do samba de roda de que mais 
gostaram.
Apreciação das atividades 
A apreciação aqui não terá seu foco no registro, mas sim, na dança, para tanto, coloque a música novamente para que 
as crianças dancem sozinhas e em duplas.
Por fim, destaque os passos que seus alunos realizaram para dançar o samba.
90 – 
 Atividades 58 e 59 – Ficha 24 – Teatro 
Atividade 58
Prepare a sala previamente para recepcionar os alunos. A intenção, aqui, é trabalhar o conceito da performance teatral 
por meio de manifestações espontâneas, acompanhando o desenvolvimento da criança, integrando e promovendo o 
equilíbrio entre ela e o meio ambiente.
Utilizaremos jogos teatrais, que auxiliam no processo de ensino e aprendizagem e desenvolvem a linguagem não 
verbal, explorando o repertório de gestos que o aluno usa para se comunicar.
Organize os alunos na grande roda e entregue-lhes a fi cha. Pergunte: Ao observar as imagens, o que vocês imaginam? 
Quem são essas pessoas? O que elas estão fazendo? O ator se apresentasó no teatro? Por que eles estão se 
apresentando na rua? Essas representações podem ser faladas? Podem ser feitas com mímica? Contam uma história?
Em seguida, converse um pouco sobre o que é performance e como ela pode ser representada em diferentes lugares 
e de diferentes formas.
Posteriormente, leia o texto presente na fi cha, de forma compartilhada, e proponha que a turma resolva sua situação-
-problema da maneira como preferir. Em seguida, convide os alunos a contar sobre o que pensaram e faça a apreciação 
das atividades.
1.a etapa: feita a sensibilização quanto ao tema da aula, proponha jogos teatrais que desenvolvam a imaginação, a 
construção de personagens e a expressão gestual, com auxílio da música na interpretação teatral.
Ainda em roda, coloque uma música instrumental que represente o som da natureza e fale baixinho. Peça às crianças 
que se imaginem caminhando em um bosque lindo, onde há vários sons diferentes, colhendo uma fruta da árvore e 
mordendo-a, sentindo o seu sabor. Ainda nesse lugar paradisíaco, solicite que se imaginem deitando na grama limpa, 
apreciando o céu bem azul e o sol esquentando o seu corpo; perto, há um lago onde se pode nadar... Enfi m, oriente-os 
para que se vejam em situações felizes e calmas.
Durante essa sensibilização, os alunos poderão se deslocar pelo espaço, gesticulando e criando diferentes maneiras 
de andar e agir, estimulados pela música e orientações dadas por você.
 – 91
2.a etapa: jogo das três tarefas
Faça com os alunos uma lista de atividades simples de serem executadas que ajudem na preservação do meio am-
biente: plantar uma muda e regá-la; fechar uma torneira aberta; tomar um banho rápido; jogar lixo no lixo etc. Peça aos 
alunos que se espalhem sobre o espaço determinado para o jogo.
Em seguida, escolha três tarefas que deverão fazer seguindo uma sequência de início, meio e fim. Por exemplo: su-
ponha que você receba três das atividades citadas acima: “Hoje o dia está tão lindo, que resolvi plantar uma muda no 
jardim. Ao terminar, reguei-a para que cresça forte e bonita. Depois, estava tão suado que resolvi tomar um banho, 
rapidamente para não desperdiçar água.”
Vivenciada essa sequência de ações, os alunos criarão uma outra relativa à proteção à natureza e se apresentarão ao 
grupo.
Atividade 59
Na grande roda, relembre com os alunos a proposta da aula anterior e comente sobre as performances e suas 
representações.
Nesta aula, eles poderão utilizar fantasias para caracterizar personagens.
Previamente, deixe fantasias e acessórios disponíveis, de forma que fique fácil para cada um escolher o que for mais 
interessante para caracterizar sua personagem.
Durante as aulas de teatro, o aluno deve se expressar oral ou corporalmente de forma espontânea. Ele é quem vai criar, 
usando a imaginação, suas falas e gestos, dando, assim, vida à personagem.
O primeiro momento da atividade é livre: vão explorar as fantasias e os acessórios para criar personagens que ajudem 
a preservar o meio ambiente. Escolhidas as vestimentas e objetos, peça que criem movimentos e gestos de pessoas fa-
zendo alguma coisa para ajudar a natureza: recolhendo lixo nos parques, entregando sacolinhas de lixo nas praias etc.
Explorada a imaginação dos alunos, peça para sentarem em roda e contarem um pouco sobre suas personagens ao grupo.
Faça questionamentos para ajudá-los, como: Quem ele é? O que estava fazendo? Qual a importância de sua ação 
para a preservação da natureza?
Em seguida, crie uma história coletiva, com as ideias da turma, em que apareçam as personagens citadas em diferen-
tes situações falando sobre a preservação do meio ambiente.
Os alunos não são obrigados a fazer ou falar nada que não queiram e você deve aceitar as sugestões dadas por eles 
para que se exponham tranquilamente. O seu papel, neste momento, é o de contribuir para haver um ambiente calmo, 
propício à espontaneidade.
Por fim, a turma escolherá um local da escola para apresentar a história criada e dramatizada, vivenciando a perfor-
mance teatral.
Caso haja condições, será muito interessante fotografar ou filmar as apresentações e, posteriormente, apresentá-las 
aos alunos ou criar um mural artístico com esse registro.
Quando todos já tiverem se apresentado, peça que formem uma grande roda, onde serão levantadas questões rela-
cionadas à atividade: O que você mais gostou de fazer? Do que você não gostou? Você preferiu se apresentar na sala 
de aula ou pela escola? O que você sentiu ao fazer a performance? Foi fácil ou difícil se apresentar a outras pessoas?
Feita a apreciação, farão o registro das experiências vividas.
 Atividade 60 – Espaço da memória 
Se a arte sempre teve e terá um papel importante na constituição cultural de um povo, criando novas formas de ex-
pressar suas ideias e conceitos, para uma boa apreciação artística é necessária a contextualização da obra no tempo 
e no espaço. Portanto, ao observar imagens, uma série de relações se farão presentes, vinculando a obra com o seu 
tempo, acontecimentos de época, visões políticas e valores sociais. O homem, como produto e agente dessa cultura, 
interage com a arte e a manifesta.
Resgate com os alunos o que foi visto até agora: as novas linguagens artísticas, os materiais de reciclagem, as ilus-
trações, a xilogravura, a performance. Deixe-os falar sobre seus aprendizados. Pergunte-lhes sobre as invenções, as 
novidades, a tecnologia e a linguagem artística que fazem parte do nosso tempo, destacando a relação atual entre 
espaço e tempo e o cotidiano de cada um e da sociedade à qual pertencem.
Depois, indague se acham que os artistas que trabalham com materiais recicláveis também são agentes de mudanças 
em sua sociedade por se preocuparem com o meio ambiente. Pergunte o que cada um deles faz ou poderia fazer para 
ajudar a natureza e, por fim, coloque à disposição diferentes suportes de papel para que registrem o modo como aju-
dam o planeta.
Ao final, faça a apreciação das atividades. Organize as crianças na grande roda para que todos possam contar suas 
memórias e mostrar o seu papel como um agente ambiental.
Dê-lhes os materiais de papelaria para que realizem a tarefa.
92 – 
 Atividade 61 – Ficha 25 – Desafi o fi nal 
Inicie a aula na grande roda para uma conversa informal. Fale sobre o problema do lixo no meio ambiente e o papel 
do homem na preservação da natureza. Relembre a preocupação de Eduardo Srur ao abordar esse tema e utilizar 
materiais recicláveis em suas esculturas e intervenções urbanas. Nesse bate-papo, você pode provocar os alunos para 
que contem um pouco do que sabem sobre o assunto: Como cada um de vocês protege o meio ambiente? Sua casa/
apartamento tem recursos que ajudam a preservar a natureza (placas de captação de energia solar, cisternas, coleta 
seletiva de lixo etc.)? Atualmente, as pessoas estão preocupadas com o meio ambiente? Você conhece alguma novi-
dade para a preservação da natureza?
Em seguida, entregue a fi cha, lendo seu enunciado e a proposta de trabalho.
Com a sala previamente preparada, proponha a criação de uma obra de arte bidimensional com recorte e colagem, com-
posta por materiais artísticos e recicláveis. O tema será: “É melhor cuidar para não perder o que temos.”
Com os materiais dispostos pelas mesas, o aluno estará livre para criar. Durante a execução da proposta, circule pela 
sala observando e mediando a elaboração do trabalho.
Na sua conclusão, peça que formem uma grande roda e inicie a apreciação das produções, pedindo que cada um conte 
no que pensou fazer e como concretizou sua ideia.
Coloque à disposição materiais recicláveis e de papelaria para esta atividade.
 Atividade 62 – Ofi cina de arte 
Com a sala previamente preparada, proponha a formação de pequenos grupos para a criação de uma instalação no 
espaço da escola.
Aproveite para conversar com os alunos sobre a importância da conscientização quanto ao adequado descarte de 
brinquedos, móveis e outros materiais, de modo a minimizar o impacto no meio ambiente.
Para esta proposta, peça com antecedênciaque cada aluno traga de casa objetos e brinquedos que não são mais 
usados.
A intenção desta atividade é que cada grupo represente sua ideia sobre o homem e a preservação do meio ambiente, 
utilizando as noções apreendidas de planos (bidimensional e tridimensional), textura, volume e cores.
Estimule os alunos à exploração das possibilidades dos materiais e a “interferir” em cada um deles favorecendo o seu 
fazer artístico. Auxilie-os também para que haja consenso entre os componentes do grupo, para que as ideias de todos 
possam estar presentes na obra. Sugira que deem um nome para suas criações.
Concluída essa parte do trabalho, reúna-os na grande roda e peça que cada agrupamento fale sobre o que criou, fa-
zendo a apreciação das obras.
Em seguida, proponha que escolham um local da escola para colocar as obras de arte, formando uma instalação coleti-
va. Converse com antecedência com a diretoria para que as providências cabíveis sejam tomadas e toda a comunidade 
escolar saiba o que será feito e em que data.
Você, professor, poderá fotografar a produção do grupo e, caso seja possível, faça a impressão de fotografi as para cada 
aluno guardá-las em seu portfólio.
Reserve uma data para expor todos os trabalhos de arte do ano, em uma vernissage escolar. Convide pais e os outros 
alunos da escola para visitarem-na e mantenha a exposição à mostra por pelo menos dois ou três dias.
 – 93
Referências bibliográficas
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