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Prévia do material em texto

Material Educacional 
MAIS INFÂNCIA MT
CADERNO DO PROFESSOR CRIANÇAS PEQUENAS
1ª EDIÇÃO, 2024
Parceria Apoio
3
V
O
LU
M
E
EI_MT_CP_PF.indb 1EI_MT_CP_PF.indb 1 05/10/2023 14:00:3805/10/2023 14:00:38
 Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) 
 (BENITEZ Catalogação Ass. Editorial, MS, Brasil) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Índice para catálogo sistemático: 
 1. Educação infantil 372.21 
 Aline Graziele Benitez – Bibliotecária - CRB-1/3129 
M377 Material educacional Mais Infância Mato Grosso : 
 crianças pequenas : educação infantil : 
 livro do professor / organização Associação 
 Nova Escola. – 1.ed. – São Paulo : Associação 
 Nova Escola, 2023. 
 256 p.; 21 x 28 cm. 
 
 ISBN 978-65-5965-232-7 
 
1. Educação – Mato Grosso (MT). 2. Educação 
 infantil. I. Associação Nova escola. 
10-2023/16 CDD 372.21 
Este material foi viabilizado pela parceria entre Associação Nova Escola. 
Sua produção foi financiada pelos parceiros.
Apesar dos melhores esforços da equipe, é inevitável que surjam 
erros no texto. Assim, são bem-vindas as comunicações de usuários 
sobre correções ou sugestões referentes ao conteúdo que auxiliem o 
aprimoramento de edições futuras. Os comentários dos leitores podem ser 
encaminhados à Nova Escola pelo e-mail novaescola@novaescola.org.br. 
A Associação Nova Escola (“ANE”) elaborou os conteúdos deste material 
com a finalidade de difundi-los ao público em formato aberto, sem 
restrições de direitos autorais, seja por decisão própria de abrir conteúdo 
de propriedade da ANE, seja por utilizar conteúdo aberto conforme licença 
Creative Commons na modalidade Licença CC01.0.
GOVERNO DE MATO GROSSO
Governador: Mauro Mendes
Vice-Governador: Otaviano Pivetta
Secretário de Estado de Educação: Alan Resende Porto
Secretário Adjunto Executivo: Amauri Monge Fernandes
Secretária Adjunta de Gestão Educacional: Nadine Moreira
Secretária Adjunta de Gestão de Pessoas: 
Flávia Emanuelle de Souza Soares
Secretária Adjunta de Administração Sistêmica: 
Eliane Paula da Silva
Secretário Adjunto de Infraestrutura e Patrimônio: 
Saulo Andrade de Freitas Lobo 
Secretária Adjunta de Gestão Regional: 
Mozara Zasso Spencer
Chefe da Unidade Especial de Articulação Institucional: 
João Batista de Oliveira
Coordenação do Programa Educa MT: Daniel Monteiro 
Coordenação de Avaliação e Coordenação Estadual 
do Programa Alfabetiza MT: Isaltino Alves Barbosa
Assessoria de Desenvolvimento Econômico e Social: 
Rafaella Navas 
Assessoria de imprensa: Marco Tobias 
Revisão Técnica – MT: Brígida Couto Mendes, Claudia 
Valadares, Helen Ilse Deniz Pietrowski, Jeanne Redez 
e Lezi Silva
Ilustrações de capa: Matheus Carvalho
COPEM
Coordenadoria de Cooperação com os Municípios
UNIÃO NACIONAL DOS DIRIGENTES MUNICIPAIS 
DE EDUCAÇÃO – UNDIME
Presidente da UNDIME Nacional: Alessio Costa Lima
Vice-presidente da UNDIME Nacional e Presidente 
da UNDIME do Estado do Mato Grosso: 
Silvio Aparecido Fidelis
Vice-presidente da UNDIME do Estado do Mato Grosso: 
Eduardo Ferreira da Silva
Integrante do Conselho Nacional de Representantes 
da UNDIME e Dirigente Municipal de Educação 
de Primavera do Leste: Adriana Tomasoni
ASSOCIAÇÃO NOVA ESCOLA
Diretora Executiva: Ana Ligia Scachetti
Gerente de Conteúdo e Comunidades: Paolla Vieira
Coordenação de conteúdo: Pedro Annunciato
Equipe pedagógica: Carla Nascimento, Dayse Oliveira 
e Karoline Cussolim
Relacionamento com Secretaria de Estado de Educação 
de Mato Grosso: Fabiana Vezzali
Professores-autores do Mato Grosso: Carlise Pelissari 
Zacarias de Godoi, Cleusa dos Santos, Éder Gomes de 
Oliveira, Paulo Marcos Ferreira Andrade, Teina Nascimento 
Lopes e Valdineia Ferreira dos Santos Piasson.
Especialistas pedagógicas: Camila Mendes, Karina Rizek 
e Mariana Pinterich.
Leitores críticos: Camila Mendes, Karina Rizek 
e Mariana Pinterich.
Edição e preparação de texto: Alexandra Maria C. Misurini, 
Ana Paula Girardi e Anna Carolina G. de Souza
Revisão: Fluxo Editorial
Direção de arte: Débora Alberti e Leandro Faustino
Ilustrações de miolo: Duda Oliva
Diagramação: HiDesign Estúdio Editorial
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Caro professor e cara professora de Educação Infantil,
É com alegria que cumprimentamos a todos vocês que assumiram o compromisso com a educação das 
crianças de zero a cinco anos em Mato Grosso! Somos um time engajado em promover uma Educação 
Infantil de qualidade e equidade a todas as crianças desse pujante estado, que cotidianamente não 
tem evitado esforços para desenvolver um trabalho pedagógico, educativo, potente, sensível, engajado 
e promissor, e que tem corroborado para a garantia dos direitos da criança e das diferentes infâncias. 
No material aqui apresentado, buscamos aproximar as vivências da Educação Infantil aos aspectos dos 
diferentes cantos de Mato Grosso, materializando em cada conjunto de atividades um pouco da riqueza e 
da diversidade que este estado oferece para o desenvolvimento de práticas pedagógicas que valorizem a 
autoria dos sujeitos envolvidos, principalmente dos bebês, crianças bem pequenas e crianças pequenas.
Nossa travessia se inicia com o desafio de regionalizar contextos de aprendizagem e desenvolvimento 
para as crianças da Educação Infantil, a partir do Material Educacional Nova Escola. O conjunto da 
obra que segue contou com a colaboração de muitos, pois escutamos nossos pares para posterior-
mente propormos possibilidades pedagógicas engajadas, respeitosas e especialmente abrangentes, 
intencionais e reflexivas.
Aqui, deixamos um pouco de nós e de nossa inteireza e temos certeza que vocês farão o melhor nesse 
desafio cotidiano que nos impõe o trabalho com as crianças da Educação Infantil. As propostas aqui 
contidas precisam estar ancoradas em outras experiências advindas de práticas sociais diversas, de 
diferentes tempos, espaços e materiais. É nessa pluralidade de experiências e possibilidades que nos 
encontraremos, adultos e crianças, na promoção de espaços e tempos cada vez mais identitários que 
potencializam a autonomia e a garantia de vivências e arranjos inimagináveis, que permitam às crianças 
ampliarem seus saberes e explorarem diferentes possibilidades para aprenderem e se desenvolverem.
O Material Educacional Mais Infância MT apresenta um repertório de brincadeiras, práticas de leitura, 
escrita, narrativas, jogos, literatura, música, dança, artes, além de oferecer possibilidades para que o pro-
fessor possa, juntamente com as crianças, ressignificar contextos e promover experiências nas infâncias. 
As propostas devem se articular com toda a jornada vivenciada pela criança na escola, tendo em vista 
que a prática social é fecunda pela oportunidade de problematizar com os pares o cotidiano.
É com esse propósito de valorizar os saberes, vivências e as experiências das crianças que nos debruça-
mos sobre o material aqui apresentado. Os conjuntos de atividades propostas podem ser organizados em 
atividades permanentes e sequenciadas, respeitando o grupo etário e as diferenças de tempos, espaços 
e culturas. Devem compor o planejamento diário do professor, de modo a corroborar com a organização 
dos tempos pedagógicos nas escolas.
Desejamos que as propostas presentes neste material possam ampliar as possibilidades do trabalho 
com intencionalidade e especialmente com autoria das crianças mato-grossenses.
Time de professores-autores de Mato Grosso
APRESENTAÇÃO 
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ASSOCIAÇÃO NOVA ESCOLA
Querida professora e querido professor mato-grossense,
Este livro que você recebe em mãos neste momento carrega o esforço e dedicação de um grupo de edu-
cadores de Mato Grosso na tentativa de garantir que todas as crianças do estado possam vivenciar uma 
boa experiência na Educação Infantil. Eles dedicaram horas e mais horas para planejare escrever cada 
uma das atividades que, agora, vocês recebem organizadas em conjuntos e que podem ser realizadas em 
sequência ou de maneira independente.
Cada um desses seis educadores tem experiência e conhece as diversas realidades das instituições es-
colares de Mato Grosso. Conhecem as restrições desafiadoras desses espaços, mas conhecem também a 
potência e empenho de cada um de vocês para nutrir bebês e crianças com histórias, brincadeiras, canções 
e demais recursos que fazem parte do universo infantil.
Por isso, eles trazem em cada uma dessas propostas ainda mais um elemento relevante para o desenvol-
vimento e construção de identidade dos pequenos: a regionalização. Ao longo das próximas páginas você 
vai se deparar com músicas do território, autoras e autores mato-grossenses, referências a festas e locais 
que auxiliam que a criança se reconheça nessa proposta e construa, junto a você, professora e professor, 
uma referência local positiva.
Tanto a BNCC como o Documento de Referência Curricular para Mato Grosso para Educação Infantil pre-
conizam que o cuidar não se dissocia do educar e, portanto, é tarefa coletiva e que precisa da participação 
da escola e da família; também indicam a importância de incentivar a autonomia da criança, colocando-a 
sempre no centro de seu processo de aprendizagem. Nesse sentido é fundamental que a educadora e o 
educador desenvolvam uma escuta atenta e cuidadosa, uma observação sensível e estejam com plena 
atenção ao tempo de cada criança. É por meio da observação e do registro que será possível acompanhar 
as aprendizagens e (re) planejar cada proposta.
Desejamos profundamente que este material o acompanhe na jornada desafiadora e surpreendente que 
é a Educação Infantil. Que lhe seja uma boa companhia e uma inspiração constante de revisão e renovação 
de suas práticas pedagógicas. A Nova Escola acredita que quem melhor entende de sala de aula e espaço 
escolar é o professor e a professora e, por isso, este material foi integralmente pensado e construído de 
professor para professor.
Boa leitura e vamos juntos!
SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MATO GROSSO
Por uma nova forma de ensinar e de aprender
A Educação Infantil é um processo muito dinâmico e requer uma evolução constante do ensinar e do 
aprender. Quando o foco é a formação inicial, todos os horizontes se tornam múltiplos nesse cenário e 
podem derivar dos mais diversos meios. Compreendê-los e criar formas eficazes de lidar com eles é um 
desafio no cotidiano do ambiente escolar.
A Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), por meio do Programa Educa MT, em parceria com a 
Associação Nova Escola, consolida essa visão ao lançar o Material Educacional Mais Infância MT, direcio-
nado às redes municipais. Uma parceria que amplia o alcance de ações, garantindo que os 141 municípios 
de Mato Grosso tenham acesso a todos os recursos educacionais necessários.
Um desenvolvimento educacional que requer, cada vez mais, o fortalecimento do regime de colabora-
ção com a participação de todos os entes envolvidos. Por meio de uma articulação institucionalizada e de 
acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, evidenciamos a importância da Educação 
Infantil como etapa essencial para o desenvolvimento educacional.
Lançando um olhar sólido sobre o regime de colaboração, a Seduc-MT e a Associação Nova Escola se re-
forçam como agentes fomentadores da melhora dessa etapa da educação nos municípios. Uma cooperação 
vigorosa com foco na promoção de equidade, sem a qual os municípios mais hipossuficientes dificilmente 
conseguiriam diminuir a desigualdade que os separam daqueles mais autossuficientes.
Diante dos desafios, a responsabilidade é de todos, com total engajamento dos gestores públicos e 
educacionais, professores, pais, estudantes, além dos demais atores envolvidos no processo educacional 
para que possamos avançar, ainda mais, no processo de construção de uma Educação Infantil antenada 
com o presente e com os olhos voltados ao futuro!
Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso
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CADERNO INTRODUTÓRIO 
Olá, professora! Olá, professor!
Antes da leitura e da utilização deste material educacional, apresentamos brevemente algumas 
considerações sobre os atuais referenciais teóricos e conceituais em torno da Educação Infantil. 
Esses referenciais fundamentaram as atividades planejadas e elaboradas para auxiliá-lo e, por-
tanto, devem ser considerados no dia a dia do trabalho com bebês, crianças bem pequenas e 
crianças pequenas.
 � A etapa da Educação Infantil
A Educação Infantil, porta de entrada das crian-
ças no ciclo escolar, vem constituindo-se como uma 
Educação da primeira infância – período hoje com-
preendido como fundamental tanto para o desenvol-
vimento infantil quanto para toda a vida.
Ao falar de qualidade da Educação Infantil, diver-
sos elementos se constituem como determinantes: 
recursos que possam facilitar as interações; ambien-
te de aprendizado adequado, com infraestrutura e 
condições sanitárias e de segurança; características 
do grupo de crianças e dos educadores; frequência, 
tipo e qualidade das interações entre as crianças, 
e das crianças com os adultos; espaços e materiais 
disponíveis; e, finalmente, a relação entre educa-
dores e pais.
A consolidação de um currículo adequado à faixa 
etária, com propostas de atividades estruturadas e 
intencionalmente planejadas, é capaz de assegurar 
ambiente propício à participação ativa das crianças. 
A intencionalidade na organização do tempo, dos 
espaços e dos materiais proporciona vivências e 
experiências que promovem interações e diversas 
oportunidades de aprendizagem.
A Educação Infantil é lugar de brincar, correr, pu-
lar, comer, andar, dormir, alegrar-se e ficar triste. É 
lugar de desenhar, interagir e conhecer a natureza 
e o mundo social. É lugar de se arriscar a ler e a es-
crever as primeiras palavras e de interagir e usar os 
instrumentos culturais da nossa sociedade. Esses são 
aspectos fundamentais a qualquer prática pedagógica 
efetivamente preocupada em garantir às crianças um 
processo pleno de desenvolvimento e aprendizagem.
 � A criança
As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educa-
ção Infantil (DCNEI), em seu artigo 4º da Resolução 
nº 5, de 17 de dezembro de 2009, definem a criança 
como “sujeito histórico e de direitos, que interage, 
brinca, imagina, fantasia, deseja, aprende, observa, 
experimenta, narra, questiona e constrói sentidos 
sobre a natureza e a sociedade, produzindo cultu-
ra” (BRASIL, 2009, p. 1). Embora essa concepção de 
criança não seja novidade, é importante compreen-
der como ela afeta o trabalho pedagógico que deve 
ser realizado na Educação Infantil.
Em primeiro lugar, é necessário considerar que as 
crianças, em suas ações e interações, constroem e 
se apropriam de conhecimentos. Também é essencial 
reconhecê-las como cidadãs, com direitos e deveres; 
para que cresçam conscientes disso, precisam de um 
espaço rico e desafiante no qual possam desenvolver: 
autonomia, responsabilidade, solidariedade e respei-
to ao outro; criatividade, sensibilidade e ludicidade, 
por meio do contato com diversas manifestações 
artísticas e culturais; criticidade e postura cidadã. 
É preciso que elas tenham a oportunidade, desde 
muito pequenas, de construir, reconhecer e valorizar 
sua identidade pessoal e, dessa forma, desenvolver a 
autoestima, base fundamental para a aprendizagem 
e o desenvolvimento.
Para efetivamente considerar a criança na sua 
complexidade, as práticas pedagógicas na Educação 
Infantil devem contemplar a diversidade e a indivi-
dualidade de cada uma, nas suas competências e 
possibilidades, valorizando a heterogeneidade.
Recentemente, tem-se debatido o protagonismo 
das crianças na Educação Infantil. A Base Nacional 
Comum Curricular (BNCC) propõe uma mudança 
significativa na forma de organizar e implementar 
as aprendizagens no cotidiano:a perspectiva das 
propostas pedagógicas, desde seu planejamento, 
deixa de priorizar o conhecimento (conteúdo) e passa 
a priorizar a criança e o desenvolvimento de suas 
competências e habilidades, colocando-a no centro 
do processo. Essa proposição deve ser estudada, 
refletida e vivenciada todos os dias na escola, uma 
vez que os processos de transformação da realidade 
levam tempo e demandam esforços significativos.
Para começar, as escolas devem garantir que, no 
cotidiano, as crianças possam viver experiências da 
vida real, iniciadas ou planejadas por elas mesmas 
ou integradas a ações iniciadas pelos adultos. Des-
se modo, gradativamente, elas se tornam capazes 
de atribuir significados e construir conhecimentos 
que as ajudem a dar sentido ao mundo. Isso só é 
possível se houver valorização dos interesses das 
crianças e desenvolvimento de propostas que lhes 
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permitam tomar iniciativa, praticar sua curiosidade, 
buscar respostas para as questões colocadas, re-
solver problemas por meio de várias estratégias até 
encontrar aquela que mais a satisfaça, entre outras 
ações. São princípios importantes para garantir uma 
prática pedagógica que respeite a forma da criança 
ser e aprender sobre o mundo.
 � O processo de ensino-aprendizagem
A apropriação e a construção de conhecimentos 
pelas crianças acontecem por meio de sua partici-
pação em diferentes práticas sociais e culturais, in-
tencionalmente organizadas, nas quais interagem 
com adultos, outras crianças, ambientes, espaços 
e materiais.
É pela ação que bebês e crianças descobrem 
coisas sobre si próprias e sobre o meio, expressam 
aquilo que estão descobrindo e sentindo e intera-
gem com adultos atentos, sensíveis e respondentes, 
com materiais interessantes e desafiadores. Assim, 
constroem uma bagagem de conhecimentos básicos 
sobre o modo como as pessoas e as coisas são, o 
que fazem e como respondem a determinadas ações.
Se entendemos a criança como ser ativo, curioso 
e competente e que sua aprendizagem se dá pela 
ação, podemos especificar algumas condições fun-
damentais a serem consideradas na organização das 
práticas pedagógicas para garantir uma aprendiza-
gem significativa. Isso envolve:
 • valorizar as competências das crianças, des-
de bebês;
 • criar condições para explorações ativas com 
materiais e brinquedos;
 • compreender que elas descobrem e esta-
belecem relações, transformam e combinam 
materiais, utilizam ferramentas, equipamentos 
e seu corpo; 
 • incentivar e valorizar as competências das 
crianças no uso das diferentes linguagens;
 • apoiar as crianças em suas ações, construin-
do vínculos e se fazendo presente sensível e 
atentamente. 
Hoje sabemos o quanto as crianças precisam de 
vivências que colaborem para a construção de suas 
experiências. Afinal, a experiência de cada uma ga-
rantirá aprendizagens significativas e o desenvolvi-
mento individual e coletivo.
Nesse sentido, pensar sobre como as crianças 
aprendem – por experiência – significa pensar sobre 
como o professor ensina, e a BNCC da Educação In-
fantil foi organizada a partir dessa perspectiva sobre 
o aprender. Por isso, como mencionado anteriormen-
te, o documento substitui a ideia de um processo 
de ensino-aprendizagem pautado em conteúdos e 
conhecimentos por um novo paradigma, centrado 
na criança e na sua experiência.
Segundo o filósofo espanhol Jorge Larrosa Bondía 
(2002),
Informação não é experiência [...]; o sa-
ber de experiência não é o saber coisas 
[...]. A experiência é cada vez mais rara 
por excesso de opinião [...]. A experiência 
é cada vez mais rara por falta de tempo 
[...]. A experiência é cada vez mais rara por 
excesso de trabalho [...].
A partir da ideia de aprendizagem por experiên-
cia, a proposta da BNCC para a Educação Infantil 
também sugere que o compromisso dos educadores 
seja observar e interagir com as crianças e seus mo-
dos de expressar e construir conhecimentos. Desta 
forma, cabe aos educadores selecionar, organizar, 
refletir, mediar e avaliar o conjunto de práticas e ex-
periências proporcionadas às crianças em seu dia a 
dia, procurando entender como (e não mais “o quê”) 
cada uma aprende.
A forma de organizar espaços e materiais para as 
vivências das crianças revela o jeito de ensinar e 
como as crianças estão sendo convidadas a apren-
der sobre o mundo e sobre si mesmas. Para estruturar 
um ambiente de aprendizagem ativa, que apoie as 
crianças em suas necessidades de ação e experi-
mentação, devemos considerar:
 • o acesso das crianças ao que está disponível 
e organizado de forma consistente na sala e 
fora dela;
 • uma quantidade adequada de materiais (nem 
muito, nem pouco) que crie condições para as 
crianças brincarem e explorarem sozinhas, em 
grandes ou pequenos grupos, com a participa-
ção ou não dos adultos;
 • a utilização de espaços variados (não só a 
sala), organizados para propiciar opções de 
escolha para as crianças, de forma que sejam 
convidadas a colaborarem com a arrumação a 
partir do conhecimento que possuem e com a 
proposição de novas organizações;
 • a disposição de pertences pessoais e o aces-
so a espaços de cuidado que promovam a 
autonomia.
A relação entre aprender e ensinar é muito impor-
tante. Por isso, a BNCC coloca a criança no centro do 
processo educativo e propõe que tenha protagonis-
mo. Assim, a garantia de aprendizagem e desenvol-
vimento das crianças é tanto delas quanto do profes-
sor, sempre focando na construção de experiências. 
Os conjuntos de atividades que você encontrará nes-
te caderno partem desse importante pressuposto e 
consideram outros elementos trazidos por essa nova 
referência teórica, como veremos a seguir.
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O Documento de Referência Curricular para Mato 
Grosso para Educação Infantil
Além do que já foi explicitado sobre as concepções 
propostas pelo Documento de Referência Curricular 
para Mato Grosso em consonância com a BNCC para 
a Educação Infantil, é fundamental tanto para a utili-
zação dos conjuntos de atividades quanto para todas 
as demais ações realizadas na escola que todos os 
envolvidos conheçam a proposta, estudem e reflitam 
sobre ela. Há muito o que aprender, transformar e, 
com isso, colaborar para a qualidade da educação 
de bebês e crianças que frequentam as escolas de 
Educação Infantil.
Direitos de Aprendizagem e Desenvolvimento
O entendimento sobre a criança, seu protagonismo 
e a ação do professor passa, necessariamente, por 
uma educação pautada na garantia de direitos bási-
cos e fundamentais para a aprendizagem e o desen-
volvimento de crianças. A BNCC (BRASIL, 2018, p. 38) 
estabelece seis Direitos de Aprendizagem e Desenvol-
vimento para a etapa da Educação Infantil. São eles:
 • Conviver com outras crianças e adultos, em 
pequenos e grandes grupos, utilizando dife-
rentes linguagens, ampliando o conhecimento 
de si e do outro, o respeito em relação à cultu-
ra e às diferenças entre as pessoas.
 • Brincar cotidianamente de diversas formas, 
em diferentes espaços e tempos, com diferen-
tes parceiros (crianças e adultos), ampliando e 
diversificando seu acesso a produções cultu-
rais, seus conhecimentos, sua imaginação, sua 
criatividade, suas experiências emocionais, 
corporais, sensoriais, expressivas, cognitivas, 
sociais e relacionais.
 • Participar ativamente, com adultos e outras 
crianças, tanto do planejamento da gestão da 
escola e das atividades propostas pelo edu-
cador quanto da realização das atividades da 
vida cotidiana, tais como a escolha das brinca-
deiras, dos materiais e dos ambientes, desen-
volvendo diferentes linguagens e elaborando 
conhecimentos, decidindo e se posicionando.
 • Explorar movimentos, gestos, sons, formas, 
texturas, cores, palavras, emoções, transfor-
mações, relacionamentos, histórias, objetos, 
elementos da natureza, na escola e fora dela, 
ampliandoseus saberes sobre a cultura, em 
suas diversas modalidades: as artes, a escrita, 
a ciência e a tecnologia.
 • Expressar, como sujeito dialógico, criativo 
e sensível, suas necessidades, emoções, 
sentimentos, dúvidas, hipóteses, descobertas, 
opiniões, questionamentos, por meio de dife-
rentes linguagens.
 • Conhecer-se e construir sua identidade 
pessoal, social e cultural, constituindo uma 
imagem positiva de si e de seus grupos de 
pertencimento, nas diversas experiências de 
cuidados, interações, brincadeiras e lingua-
gens vivenciadas na instituição escolar e em 
seu contexto familiar e comunitário.
Mas o que isso quer dizer? Como garantir esses 
direitos no dia a dia? Embora eles não estejam ex-
plícitos nos conjuntos de atividades, cada uma das 
propostas que você vai encontrar neste caderno tam-
bém levou em conta a garantia desses direitos. Isso 
não quer dizer que cada atividade realizada com as 
crianças precisa-se pautar em todos os direitos; mas, 
sim, garantir que eles sejam respeitados e exercidos 
ao longo do dia e ao longo da semana de trabalho 
com as crianças.
Vale ressaltar ainda que todos os direitos estão 
escritos em forma de verbo, ou seja, representam 
ações. Eles guardam, portanto, íntima relação com a 
forma com que as crianças aprendem e se desenvol-
vem, uma vez que é necessário propiciar as ações, 
vivências e experiências dos pequenos.
 � As Interações e a Brincadeira
Outro aspecto importante reafirmado pela BNCC 
é que os eixos estruturantes dos currículos devem 
ser as interações e brincadeiras. Isso já estava posto 
nas Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação 
Infantil, revisadas em 2009, que, em seu artigo 9º, 
estabelece que “as práticas pedagógicas que com-
põem a proposta curricular da Educação Infantil de-
vem ter como eixos norteadores as interações e a 
brincadeira’’ (BRASIL, 2009, p. 27).
A ideia nos remete tanto às concepções de criança 
e de aprendizagem quanto aos Direitos de Aprendi-
zagem e Desenvolvimento – ou seja, ressalta que a 
criança aprende sobre si mesma e sobre o mundo 
brincando e interagindo com pessoas, objetos, ele-
mentos da natureza, conhecimentos, problemas, hi-
póteses etc. Toda criança aprende brincando e, quan-
do lhe asseguramos esse direito, estamos dando-lhe 
a liberdade para criar, construir, pensar e repensar 
suas ações. É por meio de brincadeiras e interações 
com outras crianças, adultos, além de contato com 
experiências diversificadas e instrumentos culturais 
(livros, brinquedos, objetos etc.), que a criança apren-
de, socializa e representa sua cultura, internalizando 
significados e adquirindo valores.
Nesse sentido, os conjuntos de atividades propõem 
ao professor formas de criar condições de brincadei-
ras e interações para que as crianças aprendam e 
se desenvolvam. Cabe aos adultos garantir espaços 
para que essas ações aconteçam cotidianamente, 
sejam valorizadas e respeitadas. É preciso também 
aproveitar a riqueza das ações que partem das crian-
ças para que se transformem em boas experiências e 
em formas de superar desafios e resolver problemas 
– ou seja, de aprender.
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 � Campos de Experiências e 
Objetivos de Aprendizagem e 
Desenvolvimento
Considerando a concepção de aprendizagem por 
experiência, o protagonismo das crianças, os eixos 
estruturantes e os Direitos de Aprendizagem e De-
senvolvimento listados anteriormente, a Base Na-
cional Comum Curricular (BRASIL, 2018, pp. 40-3) da 
Educação Infantil propõe uma abordagem estrutura-
da em cinco Campos de Experiências, a partir dos 
quais são propostos Objetivos de Aprendizagem e 
Desenvolvimento. São eles:
 • O eu, o outro e o nós.
 • Corpo, gestos e movimentos.
 • Traços, sons, cores e formas.
 • Escuta, fala, pensamento e imaginação.
 • Espaços, tempos, quantidades, relações e 
transformações.
Na Educação Infantil, o trabalho com as crianças 
deve compreender tanto o desenvolvimento de com-
portamentos, habilidades e conhecimentos quanto a 
promoção de vivências que possibilitem o alcance dos 
objetivos de aprendizagem e desenvolvimento nos 
diversos campos de experiências, sempre tomando as 
interações e as brincadeiras como eixos estruturantes.
Ao reconhecer as especificidades das diferentes fai-
xas etárias que constituem a etapa da Educação Infan-
til, os objetivos de aprendizagem e desenvolvimento 
estão sequencialmente organizados nos três grupos, 
correspondendo, aproximadamente, às possibilidades 
de aprendizagem e às características do desenvolvi-
mento das crianças. Todavia, como já foi explicitado, 
esses grupos não podem ser considerados homogê-
neos, já que há diferenças de ritmo na aprendizagem e 
no desenvolvimento das crianças, e esse fato precisa 
ser considerado na prática pedagógica.
Como os campos de experiências não são disci-
plinas ou áreas de conhecimento e considerando a 
forma integral da criança ser, estar no mundo e apren-
der, é esperado que cada vivência proposta envolva 
mais de um campo. Sabemos que em uma situação 
de conversa, por exemplo, as crianças não só apren-
dem mais sobre o assunto em questão, como também 
sobre si mesmas e sobre o outro. Por fim, sabemos 
que muitos municípios e escolas reestruturaram suas 
diretrizes ou currículos para a Educação Infantil após 
a homologação da BNCC, de acordo com a orienta-
ção nacional. Se for este o caso de sua localidade, 
é fundamental buscar correspondência entre os ob-
jetivos e campos propostos em cada atividade com 
aqueles reorganizados pelo sistema de ensino.
 � Cuidar e Educar
Inicialmente, a Educação Infantil tinha dois prin-
cipais objetivos: garantir espaço de cuidado para 
crianças de mães trabalhadoras (creche) e preparar 
a criança para o Ensino Fundamental (pré-escola). 
Ao longo do tempo, os objetivos se modificaram e 
esta etapa da Educação Básica ganhou espaço no 
cenário educacional – mas ainda absorvendo as pre-
missas do ensino tradicional, que tinha como foco o 
conhecimento. Para o ensino tradicional, a prioridade 
era o cumprimento de objetivos de aprendizagens 
previamente escolhidos pelo professor, pautados na 
garantia do estudo de conteúdos, sem possibilidade 
de adaptações, evoluções e interações. O professor 
detinha o papel principal, e a criança era uma mera 
coadjuvante no processo de ensino-aprendizagem, 
recebendo o conhecimento e sendo avaliada em re-
lação ao seu alcance.
Na Educação Infantil, as ações de cuidado se so-
brepunham, e não era comum o hábito de planejar 
atividades que instigassem e produzissem experiên-
cias, interações e aprendizagens. Com o tempo, o 
educar passou a estar presente, e o cuidar e o educar 
se tornaram elementos indissociáveis na Educação 
Infantil. Hoje, com a BNCC, entende-se que o foco do 
planejamento deve ser a experiência. É por meio dela 
que a criança vai se desenvolver, fazer descobertas, 
se relacionar, se comunicar, fortalecer sua identidade 
e sua autonomia. A criança hoje é vista como protago-
nista, tendo sua opinião considerada e espaço para 
se expressar, fazer escolhas etc. O professor também 
é protagonista, uma vez que sua atuação é funda-
mental para criar condições para que as crianças 
possam exercer seus direitos e traçar seus percursos 
individuais de aprendizagem. A partir das vivências, 
descobertas e curiosidades que a criança demons-
tra, o professor planeja suas ações, observa, avalia, 
registra, reformula e compartilha suas impressões.
Hoje, a criança deve encontrar espaço para se 
desenvolver e aprender em sua singularidade, para 
além do cuidado que sempre permanece e, portanto, 
faz parte das ações cotidianas. Há um novo olhar 
para as experiências que podem ser vivenciadas 
nesses momentos, as aprendizagens que podem ser 
construídas, as interações que são tão importantes, 
seja na troca na relação adulto x criança, criança x 
criança ou criança x entorno.
De acordo com a BNCC (BRASIL, 2018, p. 36):
Nas últimas décadas, vem se consoli-
dando, naEducação Infantil, a concepção 
que vincula educar e cuidar, entendendo 
o cuidado como algo indissociável do 
processo educativo. Nesse contexto, as 
creches e pré-escolas, ao acolher as vi-
vências e os conhecimentos construídos 
pelas crianças no ambiente da família e 
no contexto de sua comunidade, e articu-
lá-los em suas propostas pedagógicas, 
têm o objetivo de ampliar o universo de 
experiências, conhecimentos e habilida-
des dessas crianças, diversificando e con-
solidando novas aprendizagens, atuando 
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de maneira complementar à educação 
familiar – especialmente quando se trata 
da educação dos bebês e das crianças 
bem pequenas, que envolve aprendiza-
gens muito próximas aos dois contextos 
(familiar e escolar), como a socialização, 
a autonomia e a comunicação.
Nessa direção, e para potencializar as 
aprendizagens e o desenvolvimento das 
crianças, a prática do diálogo e o compar-
tilhamento de responsabilidades entre a 
instituição de Educação Infantil e a família 
são essenciais. Além disso, a instituição 
precisa conhecer e trabalhar com as cul-
turas plurais, dialogando com a riqueza/
diversidade cultural das famílias e da co-
munidade.
Deve-se sempre considerar que tudo que fazemos 
com bebês e crianças nas escolas de Educação In-
fantil envolvem ações de cuidar e de educar. Essa 
indissociabilidade também foi considerada na elabo-
ração de cada conjunto de atividades deste material 
educacional.
 � Utilizando o Material Educacional 
Mais Infância MT
Agrupamentos, Tempos, Espaços e Materiais
No novo papel desempenhado pelos professores, 
como coprotagonistas das crianças no processo de 
ensino-aprendizagem e no desenvolvimento das 
ações planejadas, ganham uma importância ainda 
maior, em especial no sentido de considerar as pró-
prias crianças, suas necessidades e a organização do 
espaço. É preciso também que estejam preparados 
para orientar e promover aprendizagens não plane-
jadas, mas que muitas vezes ocorrem em decorrência 
daquilo que foi planejado pelo adulto.
O professor conhece sua turma, cada criança, suas 
famílias, a escola e a proposta pedagógica da insti-
tuição. Por isso, por mais que sejam propostos con-
juntos de atividades, eles não precisam ser seguidos 
como uma “receita”. Cabe a cada educador, portan-
to, pensar a melhor forma de utilizar as propostas, 
realizando adaptações naquilo que está proposto – 
substituições, acréscimos ou modificações –, desde 
que sejam respeitadas as concepções e as intenções 
que embasam toda prática pedagógica com bebês 
e crianças pequenas.
Considerando tudo que já foi apresentado sobre 
a criança, o processo de aprendizagem e a própria 
BNCC, alguns elementos são fundamentais durante 
o planejamento e replanejamento da ação do pro-
fessor: os agrupamentos, os espaços, os materiais 
e os tempos.
Os agrupamentos
Considerando que as interações compõem um eixo 
estruturante da Educação Infantil, o planejamento de 
atividades com agrupamentos variados é essencial 
para que elas aconteçam. Definir os agrupamentos 
faz parte do trabalho do professor. É ele quem vai 
perceber se a atividade precisa de uma atenção in-
dividualizada ou se é possível a interação em peque-
nos ou grandes grupos, e quais propostas podem ser 
realizadas com toda a turma ao mesmo tempo, com 
as crianças de outras faixas etárias e até mesmo com 
adultos. Considerando o protagonismo infantil, as di-
ferentes propostas de agrupamentos lhes possibilitam 
escolher seus parceiros para as diversas explorações 
que realizam, trocando experiências e aprendizagens 
uns com os outros. Também é possível que o professor 
altere esses agrupamentos à medida que a atividade 
aconteça, pensando na versatilidade do planejamento 
e das ações tomadas, nos imprevistos e na própria ava-
liação da proposta, sempre a partir do que as crianças 
evidenciam sobre como estão aprendendo.
A importância dos espaços e de sua variedade
A variedade de espaços é o que garante a diversi-
dade de contextos e brincadeiras dentro da escola. A 
exploração de cada elemento do lugar onde a criança 
se encontra promove pertencimento e possibilita inte-
rações, explorações e descobertas. O professor deve 
planejar para que os espaços sejam aconchegantes e 
acolhedores, instiguem, desafiem, despertem a imagi-
nação e a criatividade e favoreçam as interações e a 
exploração. As crianças podem participar da organi-
zação do espaço, trazendo suas ideias, suas impres-
sões, sua cultura, e interagindo e criando com ele.
A escolha e o uso dos materiais
Indispensáveis para o desenvolvimento de ativida-
des interessantes, os materiais devem ser planejados 
e escolhidos pensando em sua versatilidade, uso, 
potenciais transformações e no cuidado com seus 
elementos em relação à faixa etária das crianças. 
As crianças podem participar da escolha dos mate-
riais, expondo suas ideias, usando sua imaginação 
e criatividade, exercendo sua autonomia para tomar 
decisões e recorrendo a seu conhecimento sobre as 
possibilidades de uso dentre as opções ao seu al-
cance. As crianças devem ter contato e conhecimen-
to sobre os materiais disponíveis, para que possam 
participar dos momentos de escolha e organização 
junto com o professor.
O planejamento do tempo
O tempo para realização das atividades deve levar 
em consideração a individualidade de cada criança. 
Apesar de o professor elencar um tempo previamente 
estipulado, pensando na organização da rotina, é na 
hora da prática que ele vai perceber quais crianças 
estão confortáveis com o tempo planejado e quais 
precisarão de mais ou menos tempo. Por essa razão, 
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é interessante que o professor pense em propostas 
simultâneas para as crianças que terminarem rapi-
damente não ficarem ociosas enquanto as outras 
ainda estão envolvidas com a proposta central. Outro 
caminho é continuar a atividade em outro momento 
com as crianças que precisam de mais tempo, caso 
este esteja impossibilitado no momento por conta da 
rotina institucional, por exemplo, que muitas vezes 
tem horário definido para determinadas atividades.
Em cada um dos conjuntos de atividades esses 
aspectos foram pensados e propostos, considerando 
os elementos tratados até aqui. Seguir ao máximo 
essas propostas pode garantir o sucesso da atividade 
e oportunizar maior qualidade para as aprendizagens 
e o desenvolvimento das crianças.
Atividades Permanentes e Sequências Didáticas
Os conjuntos de atividades estão organizados em 
cinco propostas, agrupadas em torno de um tema 
e reunidas em forma de um Conjunto ou uma Se-
quência Didática. O que determina se um conjunto 
de cinco atividades é um Conjunto ou uma Sequência 
são definições conceituais em torno das modalidades 
organizativas, utilizadas como forma de estruturação 
para se colocar um currículo em prática.
Os Conjuntos organizam um grupo de atividades 
chamadas de permanentes, porque guardam certa 
regularidade temporal em sua realização: todos os 
dias, uma vez por semana, quinzenalmente. Como 
não estão necessariamente ligadas a Projetos ou 
Sequências, apresentam certa autonomia em sua 
realização, podendo ter um fim em si mesmas sem 
uma necessária continuidade do tema ou da ação 
com o grupo de crianças. São práticas que ajudam a 
garantir os valores do próprio currículo, a apreensão 
de hábitos e a repetição de situações necessárias 
ao processo de aprendizagem. Alguns exemplos 
de atividades permanentes são as leituras diárias, 
os momentos de alimentação, os cantos de brin-
cadeiras etc. A mesma atividade permanente de 
um Conjunto pode e deve repetir-se ao longo do 
semestre ou do ano.
Já as atividades organizadas em forma de Sequên-
cia Didática se caracterizam por serem propostas em 
ordem crescente de dificuldade. Cada passo dado 
permite que o próximo seja realizado; ou seja, di-
zem respeito a uma aprendizagem específica que sequer alcançar, trilhando um certo caminho para isso. 
Muitas vezes precisamos realizar a mesma atividade 
mais de uma vez antes de passar para a próxima, e 
isso vai depender das próprias crianças e do olhar 
atento e sensível do professor. Algumas atividades 
podem passar a ser permanentes após a finalização 
do desenvolvimento da Sequência. Um exemplo dis-
so é a construção de álbum do grupo, que prevê uma 
série de atividades sequenciadas para sua concreti-
zação. Ao final, o álbum passa a ser um material da-
quele coletivo que pode ser explorado várias vezes 
em situações livres e/ou mais encaminhadas pelo 
professor – uma conversa, por exemplo. O tempo de 
duração do desenvolvimento da Sequência depende 
das crianças e da organização da rotina por parte 
de todos. Algumas podem demandar mais tempo 
(dias, semanas e até meses) do que outras e podem 
ter ou não um produto final.
Os Conjuntos (atividades permanentes) e as Se-
quências Didáticas de cada corte etário foram organi-
zadas em uma ordem que considerou alguns critérios 
importantes: iniciar o ano sempre com a adaptação e 
o acolhimento às crianças (incluindo outros conjuntos 
ou sequências que colaboram com esse processo); 
equilíbrio entre as temáticas de propostas; grau de 
desafio em relação à faixa etária e ao trabalho do 
professor; e ordenação das atividades (isto é, o que 
as crianças precisam ter contato antes de realizar a 
proposta). A ideia foi colaborar para o plano peda-
gógico anual dos professores.
No entanto, essa ordenação não deve ser rígida; 
muito pelo contrário. Como já explicitado aqui, o pro-
tagonismo do professor é fundamental para que ele 
seja também autor do próprio planejamento. Por isso, 
é preciso refletir sobre as propostas e tomar decisões 
considerando as crianças e os critérios explicitados. 
A ordenação das atividades deve tomar mais aten-
ção por parte do professor quando fazem parte de 
uma Sequência, pois deve-se considerar a graduação 
dos desafios de aprendizagem e o desenvolvimento 
em relação ao conhecimento/prática social com a 
qual se está trabalhando.
Ao adaptar ou reorganizar a realização das ativida-
des, há que se considerar a importância do equilíbrio 
em relação aos campos de experiências. Por isso, é 
fundamental olhar para o plano pedagógico anual 
e entender quais são os melhores momentos para 
a realização das propostas em relação ao grupo 
de crianças.
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NOVA ESCOLA. "Chega de 'aulinhas' para os 
pequenos". Disponível em: <https://novaescola.
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aprendizagem-propostos-pela-bncc>. Acesso em: 
ago. 2023.
NOVA ESCOLA. "O quebra-cabeça das moda-
lidades organizativas". Disponível em: <https://
novaescola.org.br/conteudo/1869/o-quebra-cabeca-
das-modalidades-organizativas>. Acesso em: ago. 
2023.
OLIVEIRA, Zilma Ramos de. O Trabalho do Professor 
na Educação Infantil. São Paulo: Editora Biruta, 2014. 
 � Para incluir todos 
A inclusão na Educação Infantil é um tema de ex-
trema importância e que requer a atenção de todos 
os profissionais envolvidos nesse processo. É essen-
cial que as escolas e os professores desenvolvam 
estratégias adequadas para que nenhuma criança 
fique de fora das atividades.
A inclusão tem como objetivo principal garantir que 
todas as crianças tenham acesso às mesmas opor-
tunidades de aprendizado e desenvolvimento. É um 
processo que visa quebrar barreiras físicas, sociais 
e culturais, promovendo a igualdade de direitos e a 
valorização da diversidade.
Promover a inclusão na Educação Infantil requer um 
esforço contínuo e um compromisso de toda a comuni-
dade escolar. É um processo que exige sensibilidade, 
flexibilidade e criatividade por parte dos profissionais 
envolvidos. Mas os benefícios são imensos e as crian-
ças têm a oportunidade de aprender desde cedo so-
bre a importância da diversidade e da inclusão.
O primeiro passo para a inclusão é o reconheci-
mento de que todas as crianças têm potencialidades 
e habilidades únicas, independentemente de etnia, 
religião, gênero ou quaisquer outras condições físicas, 
mentais ou sensoriais. É importante que vocês estejam 
preparados para lidar com essas diferentes caracte-
rísticas, buscando estratégias e recursos pedagógicos 
que atendam às necessidades de cada um.
Se necessário, adapte o currículo, as atividades 
escolares ou mesmo os contextos, de forma a tor-
ná-los mais acessíveis para todas as crianças. Isso 
pode incluir a utilização de recursos visuais, materiais 
adaptados, estratégias de comunicação alternativa 
e o estabelecimento de metas individualizadas de 
aprendizado.
Além disso, é fundamental que se promova um am-
biente inclusivo e acolhedor, onde todas as crianças se 
sintam seguras e respeitadas. Isso envolve desenvol-
ver a capacidade de empatia e o respeito à diversidade 
desde cedo, por meio de atividades que estimulem o 
diálogo, a colaboração e a valorização das diferenças.
Sim, é essencial que as crianças sejam estimuladas 
a conviverem com as diferenças em cada atividade 
realizada. Essa convivência ajuda a promover a em-
patia, o respeito e a solidariedade, valores essen-
ciais para a formação de indivíduos desde a mais 
tenra infância.
Não se esqueça de que seu papel no processo 
de desenvolvimento infantil vai além de preparar e 
aplicar uma atividade. Você é um agente da inclusão, 
com a missão de:
 • Promover a participação de todos: garanta 
que todas as crianças sejam incluídas em to-
das as atividades, não sendo excluídas devido 
às suas diferenças.
 • Realizar atividades cooperativas: incentive as 
criançasa trabalharem em grupos, nos quais 
cada um possa contribuir com suas habilida-
des e experiências únicas.
 • Estimular o diálogo e a empatia: crie momen-
tos de diálogo e reflexão, em que as crianças 
possam compartilhar suas experiências e 
sentimentos em relação às diferenças.
Também é importante ter um diálogo constante 
com os responsáveis para entender melhor as ne-
cessidades das crianças e garantir que elas estejam 
recebendo o suporte adequado tanto na escola como 
em casa. Além disso, utilize estratégias diferentes 
para engajar todas as crianças, como uso de recursos 
visuais, auditivos e táteis, adaptação de materiais e 
atividades para as necessidades individuais, realiza-
ção de atividades em grupo que estimulem a cola-
boração e a interação entre os alunos, entre outras.
Para isso, é fundamental que você esteja atento 
às necessidades individuais de cada um. Conheça 
seus interesses, habilidades, limitações e formas 
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http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?code=62879&opt=1
http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?code=62879&opt=1
https://www.researchgate.net/publication/31965363_A_didatica_dos_campos_de_experiencia
https://www.researchgate.net/publication/31965363_A_didatica_dos_campos_de_experiencia
https://www.researchgate.net/publication/31965363_A_didatica_dos_campos_de_experiencia
https://sites.google.com/view/bnccmt/educa%C3%A7%C3%A3o-infantil-e-ensino-fundamental/documento-de-refer%C3%AAncia-curricular-para-mato-grosso
https://sites.google.com/view/bnccmt/educa%C3%A7%C3%A3o-infantil-e-ensino-fundamental/documento-de-refer%C3%AAncia-curricular-para-mato-grosso
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https://novaescola.org.br/bncc/conteudo/58/o-que-sao-os-campos-de-experiencia-da-educacao-infantil
https://novaescola.org.br/bncc/conteudo/58/o-que-sao-os-campos-de-experiencia-da-educacao-infantil
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https://novaescola.org.br/conteudo/16074/edu cacao-infantil-como-planejar-e-promover-os-seis-direitos-de-aprendizagem-previstos-na-bncc
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https://novaescola.org.br/conteudo/1869/o-quebra-cabeca-das-modalidades-organizativas
https://novaescola.org.br/conteudo/1869/o-quebra-cabeca-das-modalidades-organizativas
https://novaescola.org.br/conteudo/1869/o-quebra-cabeca-das-modalidades-organizativas
preferenciais de aprendizado. Seja um exemplo de 
inclusão e valorização da diversidade. Transmita 
às crianças a importância de respeitar as diferen-
ças e de construir uma sociedade mais igualitária 
e acolhedora.
 � Adaptação e acolhimento 
Para iniciar esse diálogo, é importante ter o enten-
dimento de que, quando a criança chega à escola, 
ela tem o direito de encontrar um lugar acolhedor. 
Nós, professoras e professores, somos os maiores 
protagonistas para garantir esse direito, organizando 
espaços e tempos que possibilitem aos pequenos 
vivenciar experiências que os acolham de forma afe-
tiva e prazerosa.
Com isso, para impregnar de sentidos essas ex-
periências é preciso compreender a concepção de 
criança na Educação Infantil como
[...] sujeito histórico e de direitos, que nas 
interações, relações e práticas cotidianas 
que vivencia, constrói sua identidade pes-
soal e coletiva, brinca, imagina, fantasia, 
deseja, aprende, observa, experimenta, 
narra, questiona e constrói sentidos so-
bre a natureza e a sociedade, produzindo 
cultura” (BRASIL, 2013, p.97).
Ao acolher as crianças, compreendemos que pre-
cisamos cada vez mais construir uma escola com e 
para elas. Uma escola que respeite os direitos das 
crianças, suas famílias e profissionais que as aten-
dem. Esse é um desafio diário, que precisa ser previs-
to, planejado, organizado e, acima de tudo, partir de 
uma concepção individual do aprender para, juntos, 
construirmos narrativas coletivas.
Construir essa escola com espaços seguros, aco-
lhedores, afetivos, dando protagonismos para a 
criança parte do princípio de que acolher e adaptar 
compõem o planejamento do professor e da profes-
sora com flexibilidade e comprometimento em to-
das as etapas. Essa construção é feita no cotidiano, 
constituída progressivamente por meio das relações, 
interações e descobertas que compõem o currículo 
da Educação Infantil: “O currículo da Educação In-
fantil é concebido como um conjunto de práticas que 
buscam articular as experiências e os saberes das 
crianças com os conhecimentos que fazem parte do 
patrimônio cultural, artístico, científico e tecnológico" 
(Parecer CNE/CEB nº 20/2009, p. 6).
Nessa direção, não queremos cristalizar o que você 
precisa fazer em seu planejamento, e sim, compar-
tilhar estratégias possíveis e flexíveis que visam a 
potencializar o desenvolvimento das crianças e suas 
individualidades, considerando as especificidades de 
nosso estado tão diverso.
Você, professora e professor, é protagonista para 
que as experiências educacionais de nossas crianças 
se tornem representação dessa identidade infantil, 
que dialogue com os saberes individuais e coletivos 
em parceria com as famílias, em metodologias pau-
tadas nas experiências infantis.
No entanto, há diretrizes que são universais no con-
texto da Educação Infantil e fazem parte da jornada 
diária das crianças em suas faixas etárias, como:
 • Acolher com afetividade e gentileza desde o 
portão da escola;
 • Respeitar as especificidades das crianças e 
sua identidade no ambiente escolar; 
 • Incluir os saberes das crianças nas proposi-
ções das experiências;
 • Garantir o tempo pedagógico para o desenvol-
vimento e aprendizagens;
 • Observar, registrar e acompanhar o de-
senvolvimento das crianças a partir do seu 
planejamento;
 • Construir documentação pedagógica para 
garantir uma avaliação individualizada do 
desenvolvimento de cada criança. 
O Material Educacional Mais Infância MT prioriza a 
criança como protagonista que compartilha saberes 
e produz conhecimento, contemplando os Direitos de 
Aprendizagem e os Campos de Experiências para a 
Educação Infantil.
 � Engajando famílias 
Um dos grandes desafios da escola contemporâ-
nea é construir caminhos que visam a estabelecer 
vínculos entre a escola e a família. Particularmente 
no fim do século XX, a instituição escolar inaugura e 
se consolida como espaço de participação das famí-
lias, de modo a oportunizar relações mais afetivas, 
com engajamento e inclusão de todos aqueles que 
fazem parte dessas duas grandes instituições sociais, 
escola e família.
Na Educação Infantil, observa-se uma participa-
ção mais efetiva dos adultos, tendo em vista que 
as crianças adentram o espaço escolar pela mão 
dos responsáveis. Nesse sentido, esses agentes res-
ponsáveis diretamente pela educação das crianças 
são envolvidos pelas ações promovidas pela esco-
la, considerando que há um vínculo afetivo sendo 
construído cotidianamente por meio da ação das 
crianças e adultos da instituição. Dia a dia, as fa-
mílias são convidadas a fazer parte da instituição 
escolar, seja pela apreciação da decoração ou de 
um painel de atividades realizadas pelas crianças, 
seja em datas comemorativas, na prosa que ocorre 
entre responsáveis, funcionários e crianças no por-
tão, nas reuniões e na participação que as atividades 
propostas acabam chegando às famíliascomo um 
convite irrecusável.
Logo, a aproximação entre família e escola contribui 
sobremaneira para o desenvolvimento das crianças e 
consequentemente para sua educação e da família, 
considerando que a escola é uma extensão do lar 
infantil. Essa aproximação entre família e escola é 
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sempre um desafio, e abrir as portas da instituição 
aos responsáveis é o primeiro deles, de modo que 
estes sejam acolhidos, que tenham um sentimento de 
pertencimento, se sintam confortáveis para adentrar 
os portões e dialogar com professores e funcionários.
É sobre essa constância e necessidade mútua de 
participação das famílias na escola que o currículo 
é pensado, considerando os tempos, espaços e a 
idade das crianças, vieses que mobilizam esforços 
da família e da escola para o envolvimento de todos, 
a fim de que as propostas pedagógicas saiam do 
papel e passem a se materializar na vida cotidiana 
das crianças e famílias. Este é um dos compromissos 
sociais da escola, adentrar a casa das crianças e 
transformar contextos de vida, bem como promover 
diálogos potentes entre as famílias, a fim de que 
estas percebam-se no protagonismo vivido pelas 
crianças.
É com esse propósito de desenvolver um sentimen-
to de pertencimento, promover o engajamento das 
famílias e a integração entre escola, família e crian-
ças que esboçamos a seguir sugestões para que a 
família se sinta acolhida e principalmente envolvida 
com e na instituição escolar. 
A comunicação efetiva com as famílias é essen-
cial para estabelecer laços e abrir espaço para crí-
ticas, elogios e sugestões. É importante ter sempre 
uma comunicação constante e efetiva para que assim 
queiram estar mais presentes na escola. É por meio 
do diálogo que você, professora e professor, conse-
gue diversas parcerias e colaboração em atividades 
diárias como:
 • Ir até a escola para contar uma história;
 • Ler uma poesia;
 • Cantar uma música;
 • Tocar um instrumento musical;
 • Auxiliar na construção de um brinquedo ou 
espaço educativo;
 • Fazer uma receita;
 • Acompanhar em um passeio ou visita a outro 
espaço;
 • Participar de uma aula expositiva;
 • Auxiliar na execução de um projeto;
 • Visitar para apreciar apresentações e ou expo-
sições de trabalhos;
 • Encaminhar a letra de uma música, história, 
parlenda, poesia, brincadeira ou demais gêne-
ros textuais trabalhados em sala;
 • Ir até a escola para contar uma história, par-
lenda, poesia, brincadeira ou outros gêneros 
textuais;
 • Participar de momentos de descontração 
como um piquenique, roda do fogo, comemo-
rações especiais, jogos simbólicos e outras 
ações que favorecem a parceria;
 • Participar de eventos diversos, festas internas, 
palestras, workshops, mostras e exposições 
de trabalhos;
 • Colaborar com doações de materiais estrutu-
rados e não estruturados;
 • Comparecer a reuniões periódicas a fim de 
trocar ideias e sugerir novas possibilidades;
 • Participar de momentos de escutas individua-
lizadas ou de chá da tarde ou café da manhã 
para atender pequenos e grandes grupos;
 • Reconhecer-se no painel da família – aquele 
que deve ser organizado na entrada da escola 
ficando à disposição para que os pais expres-
sem sua opinião sobre um assunto de pauta 
coletiva que deve ser abordado pela escola;
 • Engajar-se no planejamento semanal. Os 
responsáveis devem ser lembrados das pro-
postas que a escola está desenvolvendo, por 
meio de exposição do planejamento na porta 
da sala, pulseiras informativas, que devem ser 
colocadas no braço das crianças com informa-
ções sobre as aprendizagens do dia, além é 
claro do corriqueiro bilhete informativo;
 • Interessar-se pela carta pedagógica, um bom 
recurso para trazer as famílias para fazerem 
parte da escola, ainda que tenha sido esqueci-
do pela sociedade tecnológica;
 • Engajar os responsáveis pelas redes sociais 
da escola, por meio de postagens com fotos e 
vídeos, com isso as famílias podem acompa-
nhar e estar mais próximo da escola, apre-
ciando e valorizando ainda mais o trabalho 
docente e o desenvolvimento de cada criança.
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CONHEÇA SEU LIVRO 
Professora, professor, este caderno é para você! Ele apoia e estrutura seu planejamento em 
diversos momentos, da adaptação às brincadeiras diárias, garantindo às crianças vivências e ex-
periências significativas. 
Objetivos de Aprendizagem 
e Desenvolvimento 
e Campos de Experiências
Os conjuntos apresentam atividades que contemplam os 
diferentes Objetivos de Aprendizagem e Desenvolvimento e 
os Campos de Experiências do DRC-MT. Para auxiliá-lo em 
seu planejamento, ao início de cada conjunto você encontrará 
essas informações listadas.
SEQUÊNCIA 6
CORPO, MOVIMENTO E DANÇA
Música e dança são expressões que promovem o desenvolvimento da cor-
poreidade e a ampliação do repertório cultural das crianças, assim como 
da autoconfiança, do autoconhecimento, da capacidade criadora e da 
convivência respeitosa com as múltiplas formas de expressão. A dança é 
uma rica linguagem do corpo que deve integrar as práticas com as crian-
ças pequenas. Como ferramenta, aliada à música, a dança é um convite à 
experimentação, à sensibilidade e ao desenvolvimento do senso estético, 
devendo sempre respeitar a expressividade original do indivíduo.
Esta sequência didática propõe atividades que devem ser desenvolvidas 
com a turma na ordem apresentada. 
DRC-MT
 � Campos de experiência explorados nesta sequência
O eu, o outro e o 
nós.
Corpo, gestos e 
movimentos.
Traços, sons, cores 
e formas.
Escuta, fala, 
pensamento 
e imaginação.
 � Objetivos de aprendizagem e desenvolvimento explorados nesta sequência
EI03EO02
Agir de maneira independente, com confiança em suas capacidades, reconhecendo suas conquistas e 
limitações.
EI03EO03 Ampliar as relações interpessoais, desenvolvendo atitudes de participação e cooperação.
EI03EO05
Demonstrar valorização das características de seu corpo e respeitar as características dos outros 
(crianças e adultos) com os quais convive.
EI03CG01
Criar com o corpo formas diversificadas de expressão de sentimentos, sensações e emoções, tanto nas 
situações do cotidiano quanto em brincadeiras, dança, teatro, música.
EI03CG02
Demonstrar controle e adequação do uso de seu corpo em brincadeiras e jogos, escuta e reconto de 
histórias, atividades artísticas, entre outras possibilidades.
EI03CG03
Criar movimentos, gestos, olhares e mímicas em brincadeiras, jogos e atividades artísticas como dança, 
teatro e música.
EI03TS01
Utilizar sons produzidos por materiais, objetos e instrumentos musicais durante brincadeiras de faz de 
conta, encenações, criações musicais, festas.
EI03TS03
Reconhecer as qualidades do som (intensidade, duração, altura e timbre), utilizando-as em suas 
produções sonoras e ao ouvir músicas e sons.
EI03EF01
Expressar ideias, desejos e sentimentos sobre suas vivências, por meio da linguagem oral e escrita 
(escrita espontânea), de fotos, desenhos e outras formas de expressão.
97
SD
Abertura do conjunto
Este material é composto por três volumes, um para cada grupo etário proposto pela Base Nacional 
Comum Curricular: bebês, crianças bem pequenas e crianças pequenas. Há dois tipos de conjuntos: 
Atividades Permanentes e Sequências Didáticas. A principal diferença entre elas é que as primeiras 
podem ser recorrentes, incluídas na rotina das crianças. Já as atividades das sequências didáticas 
guardam progressão entre si, ou seja, a segunda faz sentido após a primeira, e assim sucessivamente. 
Você saberá quando está diante de uma ou de outra pelo selo.
APCONJUNTO 1
As situações imaginárias são caminhos para a construção do pensamento abstrato e 
colocam os pequenos na condição de potencializar tudo o que sabem para representar 
diferentes papéis e resolver desafios inerentes a eles. Assim, as crianças desenvolvem a 
autonomia, ao mesmo tempoque vão tomando consciência e demonstrando suas com-
preensões sobre o mundo, sobre as relações sociais e sobre si mesmas. 
Este conjunto contém atividades que podem ser aplicadas isoladamente, ou seja, de 
forma que o professor desenvolva qualquer uma delas sem obrigatoriamente desenvol-
ver as outras. Porém, é recomendável que sejam aplicadas em conjunto, de modo que 
as crianças possam aprofundar as experiências e os objetivos de aprendizagem e de 
desenvolvimento propostos. O conjunto é caracterizado por atividades recorrentes, ou 
seja, que devem se repetir em outros períodos ao longo do ano.
DRC-MT
 � Campos de experiência explorados neste conjunto
O eu, o outro 
e o nós.
Corpo, gestos e 
movimentos.
Escuta, fala, 
pensamento 
e imaginação.
Traços, sons, 
cores 
e formas.
 � Objetivos de aprendizagem e desenvolvimento explorados neste conjunto
EI03EO02 Agir de maneira independente, com confiança em suas capacidades, reconhecendo suas conquistas e 
limitações.
EI03EO04 Comunicar suas ideias e sentimentos a pessoas e grupos diversos.
EI03CG01 Criar com o corpo formas diversificadas de expressão de sentimentos, sensações e emoções, tanto nas 
situações do cotidiano quanto em brincadeiras, dança, teatro, música.
EI03CG03 Criar movimentos, gestos, olhares e mímicas em brincadeiras, jogos e atividades artísticas como dança, 
teatro e música.
EI03TS01 Utilizar sons produzidos por materiais, objetos e instrumentos musicais durante brincadeiras de faz de 
conta, encenações, criações musicais, festas.
EI03EF01 Expressar ideias, desejos e sentimentos sobre suas vivências, por meio da linguagem oral e escrita 
(escrita espontânea), de fotos, desenhos e outras formas de expressão.
EI03EF06 Produzir suas próprias histórias orais e escritas (escrita espontânea), em situações com função social 
significativa.
EI03ET02 Observar e descrever mudanças em diferentes materiais, resultantes de ações sobre eles, em 
experimentos envolvendo fenômenos naturais e artificiais.
FAZ DE CONTA
AP
17
CONHECENDO O BAIRRO
SEQUÊNCIA 2
A construção da identidade das crianças passa pela apropriação progressiva do 
lugar delas no mundo. Isso se dá por meio das suas interações e descobertas re-
lativas a si mesmas, ao seu círculo familiar, ao seu lugar de pertencimento, além 
do conhecimento daquilo que não lhes é tão próximo. Dessa forma, no processo 
investigativo sobre o mundo social, a cultura local é um importante componente 
do currículo da Educação Infantil. Fomentar as descobertas, valorizando os saberes 
locais e problematizando questões sociais e naturais relativas ao bairro em que as 
crianças estão inseridas, colabora para a sensação de pertencimento e promove a 
inserção de pessoas da comunidade no processo de aprendizagem.
As atividades aqui apresentadas são uma sequência didática, ou seja, devem ser 
desenvolvidas com a turma na ordem apresentada. As atividades desta sequência 
propõem uma consequente ampliação de desafios por meio da inter-relação umas 
com as outras, no que tange às discussões e aos recursos utilizados para o aprofun-
damento dos objetivos de aprendizagem e desenvolvimento.
DRC-MT
 � Campos de experiência explorados nesta sequência 
 
O eu, o outro e o nós. Escuta, fala, pensamento 
e imaginação.
Espaços, tempos, 
quantidades, relações 
e transformações.
 � Objetivos de aprendizagem e desenvolvimento explorados nesta sequência
EI03EO01 Demonstrar empatia pelos outros, percebendo que as pessoas têm diferentes sentimentos, 
necessidades e maneiras de pensar e agir.
EI03EO03 Ampliar as relações interpessoais, desenvolvendo atitudes de participação e cooperação.
EI03EO04 Comunicar suas ideias e sentimentos a pessoas e grupos diversos.
EI03EO06 Manifestar interesse e respeito por diferentes culturas e modos de vida.
EI03EF01 Expressar ideias, desejos e sentimentos sobre suas vivências, por meio da linguagem oral e escrita 
(escrita espontânea), de fotos, desenhos e outras formas de expressão.
EI03EF07 Levantar hipóteses sobre gêneros textuais veiculados em portadores conhecidos, recorrendo a 
estratégias de observação gráfica e/ou de leitura.
EI03ET01 Estabelecer relações de comparação entre objetos, observando suas propriedades.
EI03ET02 Observar e descrever mudanças em diferentes materiais, resultantes de ações sobre eles, em 
experimentos envolvendo fenômenos naturais e artificiais.
EI03ET03 Identificar e selecionar fontes de informações, para responder a questões sobre a natureza, seus 
fenômenos, sua conservação.
EI03ET06 Relatar fatos importantes sobre seu nascimento e desenvolvimento, a história dos seus familiares e da 
sua comunidade.
33
SD
SD
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Seção “O que fazer antes”
As atividades se iniciam na seção O que fazer antes, que descreve: 
 • Tempo sugerido: tempo estimado para a execução da atividade. 
Lembre-se de que cada turma e cada criança são únicas, portanto, 
o tempo pode variar.
 • Contextos prévios: descrição das ações prévias necessárias à 
realização de cada atividade.
 • Materiais: lista com materiais necessários e sugeridos para a 
execução da atividade.
 • Espaço: sugestão da forma de organizar o espaço, o que ajuda 
você a entender o que deve considerar antes de propor a ativida-
de e a necessidade de organizar materiais e espaços da escola 
para seu desenvolvimento. Também auxilia na escolha do melhor 
horário do dia para sua realização, considerando sua rotina e a 
rotina institucional.
 • Perguntas para guiar suas observações: questionamentos 
importantes para você entender aquilo a que precisa se atentar 
durante o trabalho com os pequenos, de modo a verificar se os 
Objetivos de Aprendizagem e Desenvolvimento propostos estão 
sendo alcançados.
 ATIVIDADE 3 
PINTURA COM CARVÃO E CAFÉ
 Tempo sugerido: 1 hora e 20 minutos
Objetivos de aprendizagem: EI03EO01, EI03TS02, EI03EF01
O QUE FAZER ANTES
 � Contextos prévios
Pesquise sobre os artistas escolhidos por você. Algumas sugestões são Dado Oliveira, 
Giulia Bernardelli e Ghidaq Al-Nizar. O primeiro utiliza técnicas de pintura misturando carvão 
e pólvora, e os demais pintam utilizando café. 
 � Materiais
 F Algumas imagens de obras de artistas que usam carvão e café como matéria-prima 
para suas criações;
 F Aproximadamente meio litro de café misturado com água em dois recipientes 
plásticos; 
 F Pedaços de carvão comum ou tiras de carvão vegetal próprio para desenho (reserve 
uma média de 30 pedaços); 
 F Pincéis nº 12, se possível; 
 F Dois pedaços (aproximadamente 70 x 100 cm cada) de papéis grossos e firmes 
(papel paraná, papel-cartão, papelão, entre outros) para cada estação (ou o papel 
que tiver disponível em sua escola);
 F Um celular ou uma câmera fotográfica, o caderno de campo e uma caneta para 
registrar a atividade.
Sugestão de leitura
 • Arte Rupestre. Brasil escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/historiag/a-arte-
rupestre.htm. Acesso em: 22 jun. 2023.
 � Espaços
A atividade iniciará na sala, em roda, e depois, se possível, continuará em um espaço 
externo da escola. Para o espaço externo, escolha um local amplo, de fácil movimenta-
ção, em que as crianças possam se sentar à vontade no chão. Caso não seja possível, 
você pode utilizar a própria sala, refeitório ou quadra da escola, o importante é adaptar 
a prática à sua realidade. Disponha algumas mesas para organizar os materiais a serem 
utilizados para a pintura em formato de estações, para quatro pequenos grupos, de modo 
a garantir duas estações com pedaços de carvão e os suportes, bem como outras duas 
estações com um recipiente com café, pincéis e papéis.
88
Conjunto: Arte e natureza
Seção “O que fazer durante”
Nesta seção, você encontra a descrição completa da atividade 
a ser realizada.
 • Possíveis falas do professor: exemplos de falas que o professor 
pode usar no momento da atividade.
 • Possíveis ações das crianças: previsões de ações que as crian-
ças podemrealizar durante a atividade.
 • Para finalizar: indicações sobre como encerrar a proposta.
 � Perguntas para guiar suas observações
1. Que explorações as crianças fazem dos materiais e como conduzem as produções?
2. Como elas se expressam por meio dos desenhos e das experimentações com esses 
materiais orgânicos? Quais criações fizeram?
3. Quais desafios surgem por terem de trabalhar em grupo? Trocar de grupo e continuar a 
produção já iniciada pelo colega pode ser um desafio; como as crianças lidam com isso?
O QUE FAZER DURANTE
Faça uma roda na sala e mostre as imagens que você selecionou como inspi-
ração. Peça às crianças que observem e tentem descobrir quais elementos os 
artistas utilizaram naquelas pinturas. Ouça as hipóteses ou compartilhe com 
elas a informação de que algumas daquelas pinturas foram realizadas 
com carvão e outras com café. Conte a elas o nome dos autores das obras e fale 
um pouco sobre a inspiração deles e o que os levou a utilizar tais elementos. Con-
versem a respeito da possibilidade de se utilizar vários materiais encontrados na 
natureza para a realização de pinturas.
 — O que vocês acham que foi utilizado como tinta para fazer essas artes?
Possível fala 
do(a) professor(a)
Depois, coloque no centro o carvão e o café. Converse com as crianças sobre esses ele-
mentos, como são utilizados no cotidiano e sobre as experiências que já tiveram com eles 
anteriormente na atividade Experimentações com tintas e pigmentos naturais, deste con-
junto, se você a realizou. Passe o recipiente com café para uma das crianças e um peda-
ço de carvão para outra. Depois, peça que passem os elementos aos demais colegas da 
roda. Observe as diversas reações, expressões e comentários que surgirem. Registre os 
comentários e, se possível, fotografe o momento. Fique atento para que 
os elementos circulem entre todas as crianças.
Compartilhe com as crianças a ideia de fazer pinturas com esses dois elementos 
em uma área externa da escola. Ao chegar no ambiente preparado para a ativida-
de, faça alguns combinados com a turma para a realização da proposta. Combine 
que vão se organizar em quatro pequenos grupos e que cada grupo definirá o lo-
cal que vai iniciar a pintura.
Esclareça que o material disponível será utilizado coletivamente e que farão uma 
organização diferenciada. Explique às crianças que, inicialmente, dois grupos vão 
pintar com carvão e os outros dois utilizarão o café, revezando os pequenos grupos 
entre as estações. Definam um comando, por exemplo, “Pirlimpimpim chegou ao 
fim”. Combine que, quando ouvir o sinal, a turma deve parar a pintura na estação 
em que está para depois continuar a exploração com o outro elemento na outra 
estação. Reforce com os grupos que só iniciarão a atividade com o outro material 
quando estiverem no local indicado.
1
2
3
4
89
Atividade: Pintura com carvão e café
Seção “O que fazer depois”
Esta seção propõe caminhos para a finalização da atividade.O QUE FAZER DEPOIS
Se possível, repita a atividade disparando a brincadeira por meio do livro O lenço. As 
imagens contidas no livro são um grande recurso para potencializar as situações de faz 
de conta que podem ser utilizadas e adaptadas para as brincadeiras que as crianças vão 
criar com os tecidos. Em outras situações, repense com elas variações de espaços, grupos 
e quais objetos podem ser inseridos para brincar de forma que tragam novos desafios. 
Elas podem ainda convidar outras turmas da escola para que brinquem juntos. Observe as 
manifestações culturais de brincadeiras que por ventura surjam e proponha situações de 
parcerias e trocas entre os pares.
Se julgar oportuno, ao repetir a atividade com ou sem o livro, explore com as crianças 
possíveis categorizações dos tecidos, propondo que organizem os tecidos do mesmo tama-
nho juntos. Além do tamanho, é possível explorar a cor, a textura, a forma ou a estampa, por 
exemplo, na organização dos tecidos. Esse aprofundamento ao repetir a atividade oportuniza 
a construção de um saber geométrico e matemático com as crianças. 
Ao final, proporcione um momento de conversa sobre a atividade realizada, pergunte 
para as crianças o que mais gostaram e o que gostariam de repetir no próximo momento 
de criar e brincar com tecidos.
Sugestão de leitura
• O lenço. Autora: Patrícia Auerbach. Ilustrações: Patrícia Auerbach (Brinque-Book, 2014).
20
Conjunto: Faz de conta
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CONJUNTO 1
FAZ DE CONTA 17
Criando e brincando com tecidos 18
Criando e brincando com personagens 21
Criando e brincando com adereços 24
Criando e brincando com caixas de papelão 27
Criando e brincando com sombras 30
SEQUÊNCIA 2
CONHECENDO O BAIRRO 33
Espaços de brincar fora da escola 34
Explorando um espaço de brincar 37
Entrevista: espaços de brincar no passado 40
Melhorias para o espaço de brincar 43
Planejando ações para o espaço de brincar 46
CONJUNTO 3
JOGOS NA ÁREA EXTERNA 49
Jogos no quintal 50
Brincadeira da onça 53
Volençol 56
Queimada abelha-rainha 59
Pega-pega nunca três 62
SEQUÊNCIA 4
COLECIONANDO OBJETOS 65
Iniciando coleções 66
Classificando elementos das coleções 69
Acompanhando o crescimento das coleções 72
Estimativa de quantidades com coleções 75
Organização do acervo de coleções 78
CONJUNTO 5
ARTE E NATUREZA 81
Experimentações com tintas e pigmentos naturais 82
Apreciação e produção artística 85
Pintura com carvão e café 88
Esculturas de insetos 91
Desenho sob o efeito da luz 94
SEQUÊNCIA 6
CORPO, MOVIMENTO E DANÇA 97
Conhecendo diferentes ritmos musicais 98
Dança e pintura de tecidos 101
Dançando com a água 104
Brincadeira passe a dança 107
Planejando uma apresentação de dança 110
CONJUNTO 7
INVESTIGANDO PALAVRAS E SONORIDADES 113
Brincadeiras com palmas – Dom Frederico 114
Recitando trava-línguas 117
Brincando com a sonoridade das palavras 120
Identificando palavras que rimam 123
Brincando com palavras 126
SEQUÊNCIA 8
MÚSICAS REGIONAIS 129
Festa do Boi-à-Serra 130
Outras maneiras de brincar de boi 133
Instrumentos musicais do Bumba meu Boi 136
Construção do boi 139
Brincadeira de boi com outras turmas 142
CONJUNTO 9
JOGOS COM REGRAS 145
Aprendendo um jogo novo 146
Mudando as regras do jogo 149
Construção de um jogo de tabuleiro 152
Produção de manuais de jogos 155
Realizando um campeonato de jogos 158
CONJUNTO 10
ESCREVER COM SENTIDO 161
Escrever nomes para o jogo da memória 162
Escrita de um novo final para uma história conhecida 165
A escrita nas brincadeiras de faz de conta 168
Escrita de um roteiro de encenação 171
Escrita de um álbum de dicas 174
CONJUNTO 11
LER PARA APRENDER 177
Ler para brincar 178
Ler para se orientar 181
Ler sobre o tempo 184
Ler para fazer experiências 187
Lendo biografias 190
SEQUÊNCIA 12
APRECIAÇÃO DE FORMAS GEOMÉTRICAS 193
Formas geométricas no entorno 194
Máscaras geométricas 197
Arte geométrica nas máquinas 200
Investigando a tridimensionalidade 203
Arte com luz e formas 206
SEQUÊNCIA 13
DESENHO DE OBSERVAÇÃO 209
Desenho de observação da natureza 210
Desenhando em parceria 213
Aprimorando o desenho 216
Desenho de perspectiva 219
Organizando a exposição dos desenhos 222
SEQUÊNCIA 14
FOTOGRAFIA 225
Apreciação de fotografias 226
Retratos do cotidiano 229
História da fotografia 232
Enquadramento fotográfico 235
Identificando nossas fotografias 238
SEQUÊNCIA 15
RECONTO 241
Escrever uma indicação da nossa história favorita 242
Recontando uma notícia de jornal 245
Novos personagens para a história 248
Mudando o cenário da história 251
Criando um novo final para uma história 254
SUMÁRIO 
EI_MT_CP_PF.indb 16EI_MT_CP_PF.indb 16 05/10/2023 14:00:4105/10/2023 14:00:41
CONJUNTO 1
As situaçõesimaginárias são caminhos para a construção do pensamento abstrato e 
colocam os pequenos na condição de potencializar tudo o que sabem para representar 
diferentes papéis e resolver desafios inerentes a eles. Assim, as crianças desenvolvem a 
autonomia, ao mesmo tempo que vão tomando consciência e demonstrando suas com-
preensões sobre o mundo, sobre as relações sociais e sobre si mesmas. 
Este conjunto contém atividades que podem ser aplicadas isoladamente, ou seja, de 
forma que o professor desenvolva qualquer uma delas sem obrigatoriamente desenvol-
ver as outras. Porém, é recomendável que sejam aplicadas em conjunto, de modo que 
as crianças possam aprofundar as experiências e os objetivos de aprendizagem e de 
desenvolvimento propostos. O conjunto é caracterizado por atividades recorrentes, ou 
seja, que devem se repetir em outros períodos ao longo do ano.
DRC-MT
 � Campos de experiências explorados neste conjunto
O eu, o outro 
e o nós.
Corpo, gestos e 
movimentos.
Escuta, fala, 
pensamento 
e imaginação.
Traços, sons, 
cores 
e formas.
 � Objetivos de aprendizagem e desenvolvimento explorados neste conjunto
EI03EO02 Agir de maneira independente, com confiança em suas capacidades, reconhecendo suas conquistas e 
limitações.
EI03EO04 Comunicar suas ideias e sentimentos a pessoas e grupos diversos.
EI03CG01 Criar com o corpo formas diversificadas de expressão de sentimentos, sensações e emoções, tanto nas 
situações do cotidiano quanto em brincadeiras, dança, teatro, música.
EI03CG03 Criar movimentos, gestos, olhares e mímicas em brincadeiras, jogos e atividades artísticas como dança, 
teatro e música.
EI03TS01 Utilizar sons produzidos por materiais, objetos e instrumentos musicais durante brincadeiras de faz de 
conta, encenações, criações musicais, festas.
EI03EF01 Expressar ideias, desejos e sentimentos sobre suas vivências, por meio da linguagem oral e escrita 
(escrita espontânea), de fotos, desenhos e outras formas de expressão.
EI03EF06 Produzir suas próprias histórias orais e escritas (escrita espontânea), em situações com função social 
significativa.
EI03ET02 Observar e descrever mudanças em diferentes materiais, resultantes de ações sobre eles, em 
experimentos envolvendo fenômenos naturais e artificiais.
FAZ DE CONTA
AP
17
EI_MT_CP_PF.indb 17EI_MT_CP_PF.indb 17 05/10/2023 14:00:4105/10/2023 14:00:41
 ATIVIDADE 1 
CRIANDO E BRINCANDO COM 
TECIDOS
 Tempo sugerido: aproximadamente 60 minutos
Objetivos de aprendizagem: EI03EO02, EI03CG03, EI03ET02
O QUE FAZER ANTES
 � Contextos prévios
Para a atividade, é importante que os diferentes tipos e tamanhos de tecidos, bem como as 
caixas para armazená-los, sejam obtidos com antecedência. Para isso, conte com a ajuda dos 
responsáveis e da comunidade escolar para a arrecadação de retalhos. O espaço no qual a 
prática ocorrerá também precisa ser organizado previamente, com as cadeiras e as mesas 
dispostas na área externa e um cantinho para a brincadeira com os fantoches.
 � Materiais
 F Tecidos variados de diversas texturas (liso, rugoso, macio e áspero) e tamanhos (grande 
– 4 metros; médio – 2 metros; pequeno – entre 20 e 50 centímetros), como lençóis, 
toalhas, lenços, helanca, chita, feltro, camurça, tule, TNT e retalhos, entre outros;
 F Caixas para guardar os tecidos e reutilizá-los posteriormente;
 F Cadeiras e mesas de tamanho acessível às crianças;
 F Alguns fantoches;
 F Um celular ou uma câmera fotográfica, o caderno de campo e uma caneta para 
registrar a atividade.
 � Espaços
Comece a vivência na sala com a exploração inicial dos tecidos. Reserve um espaço 
amplo em área externa. Caso não seja possível, você pode utilizar a própria sala, refeitó-
rio ou quadra da escola, o importante é adaptar a prática à sua realidade. Nesse espaço, 
disponibilize algumas mesas e cadeiras de uso das crianças para servir de apoio para as 
brincadeiras. Providencie um cantinho com fantoches ou outras atividades para o acolhi-
mento daquelas que não têm interesse em brincar com tecidos. 
 � Perguntas para guiar suas observações
1. As crianças apresentam quais possibilidades de criação durante a exploração do 
tecido? Elas interagem entre si durante a exploração? De que forma?
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Conjunto: Faz de conta
EI_MT_CP_PF.indb 18EI_MT_CP_PF.indb 18 05/10/2023 14:00:4105/10/2023 14:00:41
2. Elas realizam comparações entre os tecidos? Quais? De que forma expressam isso?
3. Que brincadeiras criadas despertam maior interesse, sendo repetidas várias vezes 
pelas crianças?
O QUE FAZER DURANTE
Na sala, em uma roda, converse com todo o grupo sobre a proposta de atividade. 
Conte que existe um espaço preparado para que todos brinquem com tecidos e 
combine um tempo para que façam essa exploração.
Mostre os tecidos que você organizou para a brincadeira e incentive que manu-
seiem e expressem como percebem cada material. Pergunte se são diferentes, que 
cores possuem, se são ásperos ou macios, quais as diferenças de tamanho. Nesse 
momento, caso algumas crianças não apresentem interesse na exploração dos te-
cidos, organize-as em um pequeno grupo e incentive-as a se dirigir para o cantinho 
previamente organizado com fantoches ou a realizar outras propostas. Aproveite o 
momento para proporcionar a expressão dos interesses individuais com a escolha 
autônoma de atividades e brincadeiras.
Após a exploração de algumas possibilidades, convide os pequenos para que ajudem 
a transportar os tecidos para o espaço externo e organizá-los juntos no lugar onde 
brincarão. Considere que essa é uma importante ação das crianças na organização 
da brincadeira. Compartilhe a ideia da organização em pequenos grupos para brin-
car com os tecidos. Aproveite para observar as interações, os diálogos construídos 
entre elas e quais hipóteses levantam sobre o uso do tecido para brincar.
A partir das iniciativas apresentadas pelas crianças, em alguns momentos, você 
pode incentivar a brincadeira. Observe como elas interagem com os colegas, quais 
enredos elaboram e como manipulam o tecido. Repare se compartilham o tecido 
com os colegas e fazem uso do espaço com autonomia e quais novos significados 
atribuem ao material. Faça registros (que podem ser fotográficos, breves anotações 
ou vídeos) para planejar novas situações que ampliem o repertório das crianças e 
documentar suas descobertas. 
 — Vocês precisam de ajuda? O que pensaram em fazer? 
 — Como querem amarrar? Como podemos fazer para amarrar? 
 — O tecido é muito pequeno. Como podemos fazer para cobrir toda essa área?
Possíveis falas 
do(a) professor(a)
Para finalizar
Observe o ritmo da brincadeira e, quando faltar cerca de cinco minutos para o tér-
mino, diga às crianças que o tempo está acabando. Convide-as para iniciar a or-
ganização do ambiente e combine sobre como poderão dobrar os tecidos e como 
ficarão guardados. Escolha um local na sala para que as caixas com os tecidos 
fiquem dispostas de forma que possam ser utilizadas posteriormente, conforme os 
interesses dos pequenos.
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Atividade: Criando e brincando com tecidos
EI_MT_CP_PF.indb 19EI_MT_CP_PF.indb 19 05/10/2023 14:00:4205/10/2023 14:00:42
O QUE FAZER DEPOIS
Se possível, repita a atividade disparando a brincadeira por meio do livro O lenço. As 
imagens contidas no livro são um grande recurso para potencializar as situações de faz 
de conta que podem ser utilizadas e adaptadas para as brincadeiras que as crianças vão 
criar com os tecidos. Em outras situações, repense com elas variações de espaços, grupos 
e quais objetos podem ser inseridos para brincar de forma que tragam novos desafios. 
Elas podem ainda convidar outras turmas da escola para que brinquem juntos. Observe as 
manifestações culturais de brincadeiras que por ventura surjam e proponha situações de 
parcerias e trocas entre os pares.
Se julgar oportuno, ao repetir a atividade com ou sem o livro, explore com as crianças 
possíveis categorizações dos tecidos, propondo que organizem os tecidos do mesmotama-
nho juntos. Além do tamanho, é possível explorar a cor, a textura, a forma ou a estampa, por 
exemplo, na organização dos tecidos. Esse aprofundamento ao repetir a atividade oportuniza 
a construção de um saber geométrico e matemático com as crianças. 
Ao final, proporcione um momento de conversa sobre a atividade realizada, pergunte 
para as crianças o que mais gostaram e o que gostariam de repetir no próximo momento 
de criar e brincar com tecidos.
Sugestão de leitura
• O lenço. Autora: Patrícia Auerbach. Ilustrações: Patrícia Auerbach (Brinque-Book, 2014).
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Conjunto: Faz de conta
EI_MT_CP_PF.indb 20EI_MT_CP_PF.indb 20 05/10/2023 14:00:4205/10/2023 14:00:42
 ATIVIDADE 2 
CRIANDO E BRINCANDO COM 
PERSONAGENS
 Tempo sugerido: 60 minutos
Objetivos de aprendizagem: EI03EO02, EI03CG01, EI03EF06
O QUE FAZER ANTES
 � Contextos prévios
É importante preparar o ambiente para desenvolver a atividade, disponibilizando colcho-
netes, tapetes emborrachados e almofadas, bem como outros itens que julgar pertinentes 
para montagem dos cenários. Converse previamente com as crianças sobre seus livros e 
personagens preferidos, para que suas preferências guiem a escolha dos materiais utiliza-
dos na atividade.
 � Materiais
 F Livros de literatura infantil com os personagens favoritos das crianças;
 F Colchonetes ou tapetes emborrachados;
 F Almofadas;
 F Acessórios, roupas e, se possível, fantasias que remetam aos personagens dos 
livros escolhidos;
 F Objetos e materiais que possam compor cenários que remetam aos livros escolhidos. 
Considere usar elementos naturais como, por exemplo, folhas secas, de bananeira, 
palhas de coqueiro, entre outros;
 F Fantoches, brinquedos, jogos de encaixe e objetos diversos;
 F Um celular ou uma câmera fotográfica, o caderno de campo e uma caneta para 
registrar a atividade.
 � Espaços
Organize espaços convidativos e que favoreçam a brincadeira na área externa, com 
os materiais que você selecionou. Disponha os colchonetes, tapetes, almofadas e demais 
materiais de forma confortável para todos. Deixe os fantoches, brinquedos, jogos de en-
caixe e objetos diversos em um espaço de transição da atividade. Caso não seja possível 
organizar o espaço para a atividade em uma área externa, você pode utilizar a própria sala, 
o importante é adaptar a prática à sua realidade. 
Crie um espaço alternativo para a atividade considerando as crianças que concluírem a 
proposta antes do grupo. Nesse espaço, organize fantoches, jogos de encaixe, brinquedos 
e objetos diversos que constituem a cultura local dos diferentes grupos culturais.
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Atividade: Criando e brincando com personagens
EI_MT_CP_PF.indb 21EI_MT_CP_PF.indb 21 05/10/2023 14:00:4205/10/2023 14:00:42
 � Perguntas para guiar suas observações
1. Como as crianças acolhem a proposta da brincadeira e quais critérios usam para a 
escolha dos personagens para brincar?
2. De que forma criam e imitam sons e movimentos dos personagens? Elas criam diá-
logos ou reproduzem os dos personagens escolhidos? Que narrativas constroem?
3. O grupo cria em conjunto ou de forma individual algum novo personagem e novos 
enredos? De que forma é possível perceber isso?
O QUE FAZER DURANTE
Na sala, forme uma roda com todo o grupo. Compartilhe o propósito de brincar a 
partir da escolha de personagens preferidos dos livros. Diga que você preparou um 
espaço para a brincadeira e convide as crianças para ir até o ambiente externo. 
No espaço externo, sente-se com elas e converse sobre como podem escolher os 
personagens para brincar. Assegure-se de que elas se apropriaram da proposta; 
possibilite que manipulem os livros no intuito de se lembrar dos personagens favo-
ritos. Enquanto relembram as histórias dos livros, dialogue com elas questionando 
sobre suas preferências. Observe as escolhas e proponha o início da brincadeira. 
 — Por que gostou tanto desse? Como ele é? 
 — Que tal termos um tempo para brincar de ser esse personagem? 
 — Como vocês querem organizar a brincadeira?
Possíveis falas 
do(a) professor(a)
Ao perceber que as crianças já encontraram seu personagem favorito, sugira que 
formem pequenos grupos para brincar e compor novas histórias a partir dos per-
sonagens que escolheram. Observe como elas selecionam os pares e como com-
partilham e modificam o uso do espaço durante a brincadeira. Intervenha quando 
necessário e dialogue com elas para que entrem em consenso sobre alguma ques-
tão. Perceba se elas precisam de algum suporte para a brincadeira e coloque-se 
à disposição para brincar com elas. 
 • As crianças po dem sugerir, por exemplo, que você também seja um 
personagem.
Possível ação 
das crianças
Observe a dinâmica dos grupos: que narrativas emergem durante as brincadei-
ras, que materiais são usados, como é o processo criativo para imaginar espaços 
e objetos, por exemplo. Observe se reproduzem as falas dos personagens, imitam 
seus gestos, criam movimentos, inventam novas falas ou criam outros com carac-
terísticas parecidas. Esse é um momento para documentar por meio de registros 
escritos e fotográficos, ou por meio de filmagens. 
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Conjunto: Faz de conta
EI_MT_CP_PF.indb 22EI_MT_CP_PF.indb 22 05/10/2023 14:00:4205/10/2023 14:00:42
Se alguma criança encerrar a brincadeira antes do previsto, sugira que brinque 
com fantoches, brinquedos ou jogos de encaixe do espaço alternativo enquanto 
as outras terminam a prática. Observe o ritmo apresentado por elas e converse 
sobre o momento de finalizar.
Para finalizar
Peça a todos que ajudem a organizar o ambiente. Você pode combinar o espaço 
onde os objetos ficarão guardados para uso posterior. Encerre com uma roda e peça 
às crianças que contem sobre as brincadeiras e as histórias que criaram. Faça regis-
tros escritos sobre esse momento para planejar outras situações com os pequenos.
O QUE FAZER DEPOIS
Varie a utilização de espaços, livros e objetos. Converse com as crianças sobre quais 
materiais desejam acrescentar à brincadeira e compartilhe a proposta da criação de um 
cantinho para brincar de personagens na sala, caso ainda não exista. Você também pode 
propor representações em outros contextos de faz de conta, como em uma entrevista a um 
personagem.
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Atividade: Criando e brincando com personagens
EI_MT_CP_PF.indb 23EI_MT_CP_PF.indb 23 05/10/2023 14:00:4205/10/2023 14:00:42
 ATIVIDADE 3 
CRIANDO E BRINCANDO COM 
ADEREÇOS
 Tempo sugerido: 60 minutos
Objetivos de aprendizagem: EI03EO02, EI03EO04, EI03CG01
O QUE FAZER ANTES
 � Contextos prévios
É importante engajar as crianças na coleta de possíveis materiais para as estações. Dialo-
gue com elas sobre adereços que usam em casa durante as brincadeiras e elaborem juntos 
uma lista para compartilhar com os responsáveis, solicitando o auxílio deles para arrecadá-
-los, contribuindo significativamente com a brincadeira e incrementando o acervo da escola.
 � Materiais
 F Calçados, roupas, bolsa, malas, sacolas, estojos e mochilas, para compor a primeira 
estação;
 F Colares, pulseiras, chapéus, tiaras, palhas, folhas, penas, sisal, luvas, lenços, entre 
outros, para criar a segunda estação;
 F Fantasias, para compor a terceira estação;
 F Faixas, coletes de TNT e aventais, para criar a quarta estação;
 F Materiais diversos que possam sugerir o faz de conta, como telefone, secador de 
cabelo, computador, gravetos, cordas, folhas, tecidos, cuias, cesto etc., que serão 
disponibilizados na quinta estação;
 F Espelhos de vários tamanhos;
 F Um equipamento para reprodução de áudio;
 F Playlist, pen drive ou CD com uma música, ou cantiga local, escolhida para a 
atividade; 
 F Um celular ou uma câmera fotográfica, o caderno de campo e uma caneta para 
registrar a atividade.
 � Espaços
Reserve um espaço, interno ou externo, considerando a disposição das estações e o 
número de crianças, para favorecer a brincadeira e a livre movimentação. Organize os ob-
jetos em cinco cantos, de forma que cada ambiente seja umaestação diferente. Disponha o 
equipamento para reprodução de áudio com a música ambiente para que o local fique mais 
agradável. Se julgar oportuno, as crianças podem também brincar e cantar ao mesmo tempo.
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Conjunto: Faz de conta
EI_MT_CP_PF.indb 24EI_MT_CP_PF.indb 24 05/10/2023 14:00:4205/10/2023 14:00:42
 � Perguntas para guiar suas observações
1. Como as crianças acolhem a proposta da brincadeira? Que estratégias elaboram 
para compartilhar, emprestar e utilizar os adereços?
2. De que forma se movimentam no espaço? Quais estações foram mais utilizadas para 
brincar e por quê? Quais foram os diálogos criados durante a vivência?
3. As crianças reproduzem situações cotidianas vividas por elas? Como fazem isso?
O QUE FAZER DURANTE
Convide todo o grupo para formar uma roda. Compartilhe a proposta de brincar 
com adereços na sala. Diga às crianças que nas estações presentes existem diver-
sos adereços e outros objetos que elas podem utilizar para compor suas brincadei-
ras. Utilize esse momento para combinar em quanto tempo vão finalizar a vivência 
e que, depois de brincarem, todas irão colaborar na organização do espaço. 
As crianças decidirão como usar o espaço e quem serão seus parceiros. Observe 
como elas acolheram a proposta da brincadeira, quais iniciativas tiveram diante do 
material ofertado, que enredos elaboraram durante a vivência e se alguma delas 
não demonstrou interesse. Caso isso aconteça, converse para descobrir o que se 
passa; você pode pedir a ela que o ajude a colocar um adereço ou que fotografe 
os colegas. Observe, a partir dos enredos elaborados por elas, se há outros aces-
sórios que podem ser acrescentados na brincadeira e auxilie-as, caso necessitem. 
 • As crianças podem montar uma loja e querer anotar na caderneta os preços dos 
objetos, porém, sem saber como.
 • As crianças podem iniciar uma brincadeira de salão de beleza e o convidar para 
que brinquem juntos.
Possíveis ações 
das crianças
Observe o movimento das crianças e questione: 
 — Do que vocês estão precisando? Querem uma caneta para anotar os preços?
 — Vocês precisam de algo a mais para brincar, como uma escova de cabelos?
 — Vocês podem fazer de conta que a caneta, ou qualquer outro objeto da sala, é 
uma escova.
Possíveis falas 
do(a) professor(a)
Aproveite esse momento para observar e documentar, por meio de filmagens, fo-
tografias e registro escrito, as brincadeiras iniciadas pelas crianças. Observe como 
resolvem os conflitos apresentados, se demonstram sentimento de empatia e res-
peito, se compartilham objetos e ajudam umas às outras para que atinjam o obje-
tivo dentro da brincadeira. Atente-se às interações das crianças, quais narrativas 
emergem, como elas brincam, se escolhem sempre os mesmos parceiros, se pre-
ferem brincar individualmente ou em um pequeno grupo. Registre os personagens 
que elas representaram durante a brincadeira, o contexto, as narrativas, as falas 
e as ações delas. Esse é um ótimo recurso para planejar novas situações a partir 
do que elas trouxeram durante a brincadeira.
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Atividade: Criando e brincando com adereços
EI_MT_CP_PF.indb 25EI_MT_CP_PF.indb 25 05/10/2023 14:00:4205/10/2023 14:00:42
Para finalizar
Observe o ritmo das crianças, se elas já exploraram suficientemente os adereços, 
e combine com elas sobre quanto tempo falta para que iniciem a organização do 
espaço. Combinem um local para guardar os materiais de forma que possibilite 
o uso livre durante alguns momentos da rotina. Ao final da atividade, reúna-as 
novamente em grupo e convide-as para se organizar com o intuito de vivenciar a 
próxima atividade do dia.
O QUE FAZER DEPOIS
Com base em suas anotações, repita a atividade ampliando o repertório de objetos para 
que as crianças possam ter opções diversificadas para brincar. Você pode acrescentar ves-
timentas e acessórios que representam algumas profissões ao ter observado essa narrativa. 
Por exemplo: luvas e máscaras para que os pequenos brinquem de médico.
Essa atividade pode inspirar diversas práticas de vivências coletivas entre as crianças e 
os responsáveis. É interessante organizá-la para integrar a rotina semanal, possibilitando 
desdobramentos e criando um diálogo com os responsáveis para que a experiência rever-
bere no ambiente institucional e familiar.
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Conjunto: Faz de conta
EI_MT_CP_PF.indb 26EI_MT_CP_PF.indb 26 05/10/2023 14:00:4205/10/2023 14:00:42
 ATIVIDADE 4 
CRIANDO E BRINCANDO COM 
CAIXAS DE PAPELÃO
 Tempo sugerido: 60 minutos
Objetivos de aprendizagem: EI03EO04, EI03CG01, EI03CG03, EI03EF01
O QUE FAZER ANTES
 � Contextos prévios
Envie previamente um bilhete aos responsáveis pedindo a colaboração para que as 
crianças tragam caixas de papelão de tamanhos variados para uma brincadeira que reali-
zarão na escola. Engaje os pequenos na coleta que também pode ser realizada em super-
mercados, lojas ou armazéns.
 � Materiais 
 F Caixas de papelão de vários tamanhos, desde as de remédio até as grandes, nas 
quais as crianças possam entrar;
 F Acessórios diversos, como fantasias, colares, pulseiras, chapéus, máscaras, entre 
outros, que possam ser utilizados na brincadeira;
 F O livro O homem que amava caixas; 
 F Um celular ou uma câmera fotográfica, o caderno de campo e uma caneta para 
registrar a atividade.
Sugestão de leitura
• O homem que amava caixas. Autor: Stephen Michael King. Ilustrações: Stephen Michael King 
(Brinque-Book, 1997).
 � Espaços
Reserve no espaço interno um lugar para a leitura em roda do livro. Escolha um espaço 
externo e organize algumas caixas empilhadas e outras espalhadas para que as crianças 
possam brincar com autonomia. Deixe ao alcance os acessórios reservados. Caso não seja 
possível organizar o espaço para a atividade em uma área externa, você pode utilizar a 
própria sala, o importante é adaptar a vivência à sua realidade. 
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Atividade: Criando e brincando com caixas de papelão
EI_MT_CP_PF.indb 27EI_MT_CP_PF.indb 27 05/10/2023 14:00:4205/10/2023 14:00:42
 � Perguntas para guiar suas observações
1. De que forma as crianças utilizam o espaço? Escolhem seus pares para brincar e 
ressignificam o uso da caixa? Como fazem isso?
2. Que brincadeiras e enredos elas criam com o uso das caixas? Que personagens e 
contextos elaboram e que diálogos constroem?
3. Que sons, gestos e movimentos criam e imitam durante a brincadeira? Como expres-
sam seus sentimentos e emoções enquanto brincam?
4. As crianças demonstram maior preferência por brincar em pares, pequenos grupos, 
individualmente ou coletivamente? Em toda proposta ou em momentos específicos?
O QUE FAZER DURANTE
Reúna todo o grupo para a leitura do livro. Leia-o e converse com as crianças a 
respeito de como as caixas podem se transformar em outros objetos. Instigue-as 
para que pensem em como o personagem da história utilizava as caixas que encon-
trava. Nesse momento, explore as falas dos pequenos sobre a narrativa do livro. 
Caso não seja possível realizar a leitura, escolha uma caixa de papelão e converse 
com as crianças sobre ela, incentivando-as a usar a criatividade e perceber que a 
caixa pode ser transformada em outro objeto. Nesse momento, dê condições para 
que os pequenos manipulem a caixa para explorar as diversas possibilidades de 
transformação.
Diga que você organizou um espaço na área externa com caixas de papelão para 
que brinquem livremente. Explique para a turma que utilizarão as caixas conforme 
a imaginação, assim como acontece na história do livro, em que o personagem prin-
cipal usa a caixa para fazer castelos e aviões, por exemplo. Observe o que as crian-
ças dialogam entre si a respeito de como elas vão brincar. Combine o momento de 
finalizar a brincadeira e onde vão guardar as caixas e os materiais que sobrarem.
Convide as crianças para brincar no espaço externo. Garanta que façam explorações 
do material livremente e em pequenos grupos. À medida que exploram, observe 
quais brincadeiras iniciam, como interagem com ascaixas e seus pares e como 
fazem uso do espaço. Atente-se a como elas expressam o que estão sentindo, que 
investigações realizam, se escolhem parceiros variados para brincar, se resolvem 
os conflitos com autonomia e que caixas utilizam para brincar e descobrir. Cuide 
para que todos possam brincar com as caixas.
Observe as narrativas e os enredos criados e se coloque à disposição para brincar 
com as crianças sem interferir nas brincadeiras. Observe as situações simbólicas 
iniciadas por elas. Fique atento ao que necessitam para ampliar seus enredos e 
perceba se elas apontam a necessidade de incluir algum objeto ou ainda se preci-
sam de ajuda para dar continuidade ao que já estão brincando. Documente esse 
momento por meio de fotografias, registros das falas das crianças ou filmagens. 
Isso será importante para dar continuidade à proposta em outros momentos.
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Conjunto: Faz de conta
EI_MT_CP_PF.indb 28EI_MT_CP_PF.indb 28 05/10/2023 14:00:4205/10/2023 14:00:42
Para finalizar
Observe se as crianças exploraram e brincaram suficientemente com o material 
e avise-as de que o tempo para brincar está acabando. Convide-as a organizar o 
ambiente e combine onde poderão guardar o material na sala. Separe com elas 
as caixas que não podem ser reaproveitadas e peça ajuda para transportar as que 
serão reutilizadas ao local em que serão guardadas.
Aproveite a brincadeira com as caixas para conversar com as crianças sobre a re-
ciclagem e a reutilização de materiais, ressaltando sua importância para a preser-
vação do meio ambiente.
Se julgar pertinente, converse com os pequenos sobre os catadores de papel nas 
grandes cidades e a importância de sua função.
O QUE FAZER DEPOIS
A partir das necessidades e dos interesses apresentados pelas crianças durante a brin-
cadeira, você pode incluir outros materiais de largo alcance, como garrafas PET e latas, 
além de elementos da natureza, como folhas, pedrinhas e galhos, entre outros. À medida 
que seleciona esses materiais, convide as crianças para brincar novamente com as caixas 
e o que mais foi incluso, ampliando o repertório de brincadeiras. 
As caixas são excelentes suportes textuais e oportunizam a aprendizagem de uso do có-
digo escrito. Incentive e auxilie as crianças a, por exemplo, escrever seus nomes nas caixas 
que serão utilizadas nas próximas experiências.
Se julgar pertinente, retome suas observações sobre as preferências das crianças quanto 
a brincar em pares ou individualmente e converse com os pequenos sobre suas escolhas. 
A partir dessa conversa, proponha situações coletivas, de modo a envolver as crianças em 
diferentes escolhas de pares.
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Atividade: Criando e brincando com caixas de papelão
EI_MT_CP_PF.indb 29EI_MT_CP_PF.indb 29 05/10/2023 14:00:4205/10/2023 14:00:42
 ATIVIDADE 5 
CRIANDO E BRINCANDO COM 
SOMBRAS
 Tempo sugerido: 1 hora e 30 minutos
Objetivos de aprendizagem: EI03CG03, EI03TS01, EI03EF06
O QUE FAZER ANTES
 � Contextos prévios
Para desenvolver a atividade, faça com antecedência o teste para observar como ficam 
as sombras dos materiais. Isso o ajudará a identificar quais objetos serão interessantes 
para a brincadeira.
 � Materiais 
 F O livro Brincadeira de sombra; 
 F Fantasias, vestimentas e acessórios diversos;
 F Jogos de encaixe;
 F Objetos variados, como canudos, recicláveis e outros materiais de largo alcance, 
além de elementos da natureza, como folhas de árvores, entre outros; 
 F Um lençol branco;
 F Lanternas, retroprojetor ou datashow (se possível);
 F Um celular ou uma câmera fotográfica, o caderno de campo e uma caneta para 
registrar a atividade.
Sugestão de leitura
• Brincadeira de sombra. Autora: Ana Maria Machado. Ilustrações: Marilda Castanha 
(Global, 2001).
 � Espaços 
Reserve um espaço para a roda na sala. Escolha outro espaço para pendurar o lençol 
branco, acomodar as lanternas e o datashow ou retroprojetor refletindo a luz contra o lençol. 
Escureça o local para a experiência com sombras. Disponha os materiais de exploração 
das sombras em locais de fácil acesso, próximos ao lençol, e coloque as fantasias, as ves-
timentas, os acessórios e os jogos de encaixe em dois outros cantos da sala para que as 
crianças possam escolher o que querem utilizar em pequenos grupos.
Se for possível, considere estender a atividade para outros espaços além da sala, como 
um salão da escola, quadra, pátio externo, calçada, gramados, campos etc.
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Conjunto: Faz de conta
EI_MT_CP_PF.indb 30EI_MT_CP_PF.indb 30 05/10/2023 14:00:4205/10/2023 14:00:42
 � Perguntas para guiar suas observações
1. Que enredos e narrativas surgem com a brincadeira de produzir sombras?
2. Que estratégias as crianças utilizam para imitar e criar sombras em suas brincadeiras? 
Como utilizam o corpo durante a proposta? Quais movimentos e gestos elas produzem?
3. Como as crianças conduzem o momento de planejar as brincadeiras com sombras? 
De que forma inserem em suas brincadeiras as ideias dos colegas?
O QUE FAZER DURANTE
Convide as crianças para organizar uma roda com todo o grupo para a leitura do 
livro Brincadeira de sombra, de Ana Maria Machado. Essa história potencializa brin-
cadeiras de faz de conta e explorações livres. Converse com elas sobre os fatos 
narrados na história; questione-as se já brincaram com sombras, como brincaram 
e o que elas descobriram a partir das experiências. Se não for possível realizar a 
leitura, inicie a vivência perguntando se as crianças já brincaram com sombras e 
incentive-as a compartilhar como brincaram e o que acharam. Se julgar pertinen-
te, insira a dinâmica do “bastão de fala” nos momentos em que as crianças esti-
verem conversando sobre os fatos narrados na história ou em momentos em que 
compartilham suas experiências, por exemplo. Nessa dinâmica, utilize um bastão, 
ou outro objeto que julgar conveniente, e explique para os pequenos que só quem 
estiver segurando o bastão pode falar, enquanto os outros devem escutar o cole-
ga com atenção. Essa dinâmica auxilia a envolver todas as crianças nos diálogos 
propostos, estimulando a atenção e o respeito à fala dos companheiros.
Conte que ali há diversos materiais para testar como a sombra se forma. Questio-
ne-as como a sombra aparece para quem está na frente do lençol, que distância 
elas precisam tomar para que a sombra apareça do outro lado do pano etc. Aju-
de-as a construir hipóteses sobre o uso da sombra para brincar.
Converse com os pequenos que esse é o momento para que eles pensem juntos 
nas possibilidades de brincar com sombras e para dialogar sobre as ideias de 
como utilizá-las: podem contar histórias, fazer movimentos com o corpo (utili-
zando as mãos, os braços, as pernas), fazer mímicas para que adivinhem e brin-
quem de imitar animais, por exemplo. Observe como conduzem esse momento 
de exploração livre, o que descobriram com os testes realizados e de que forma 
se agrupam. Registre as ações das crianças por meio de fotos, filmagens ou ano-
tações. Apoie as proposições delas sem direcionar as escolhas sobre o que vão 
utilizar e como brincar.
Compartilhe com as crianças a proposta de que se organizem em pequenos grupos, 
compostos em média por cinco crianças, de acordo com suas preferências, para 
brincar com sombras e as outras propostas. Convide-as para fazer uso do espaço. 
Combine com a turma que cada grupo terá um momento para utilizar o espaço de 
luz e sombra. Enquanto uns brincam com as sombras, outros brincarão livremente 
com os objetos e brinquedos escolhidos, como os jogos de encaixe. Garanta que 
as crianças façam explorações e escolham materiais para brincar além de definir 
os pares a partir de seus próprios interesses.
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Atividade: Criando e brincando com sombras
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Quando perceber que um grupo já escolheu o que fazer, convide-o para ir até o 
espaço de criação das sombras para brincar. Observe as interações que ocorrem 
entre osparticipantes, quais hipóteses levantam sobre as sombras que criam du-
rante suas explorações e que diálogos e enredos elaboram enquanto brincam. 
 — Como será que se forma a sombra? 
 — O que essa sombra está parecendo? 
 — Por que ela aumenta quando estamos mais perto do lençol? 
 — Quando a sombra fica menor? Por quê?
Possíveis falas 
do(a) professor(a)
Observe quais brincadeiras emergem a partir dos materiais, que enredos e narra-
tivas são elaborados pelas crianças, como elas utilizam o corpo para fazer imita-
ções e que sons reproduzem durante suas brincadeiras. Cuide para que façam uso 
de itens variados e experimente a produção das sombras com elas sem interferir 
nas iniciativas durante as brincadeiras. Aproveite o momento para documentar as 
criações do grupo por meio de filmagens ou fotos. Observe também se, a partir 
dos enredos elaborados por elas, há outros objetos que podem ser acrescentados 
durante a brincadeira e auxilie-as caso precisem de algo mais para brincar. Acom-
panhe a dinâmica dos pequenos grupos e reveze-os na exploração das sombras.
Para finalizar
Observe se as crianças exploraram e brincaram o suficiente. Diga que faltam al-
guns minutos para iniciar a organização do espaço. Ao encerrar o tempo, combine 
com elas onde e como ficarão guardados os materiais que utilizaram.
O QUE FAZER DEPOIS
Retome a proposta outras vezes, no mesmo espaço ou em outros ambientes planejados 
com as crianças, de modo que tenham oportunidade de realizar novas explorações. Sele-
cione novos materiais para ampliar o repertório delas ou oportunize outros contextos, como 
utilizar a luz do sol, de modo a estender a brincadeira para o espaço externo, possibilitando 
a integração com grupos maiores.
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Conjunto: Faz de conta
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CONHECENDO O BAIRRO
SEQUÊNCIA 2
A construção da identidade das crianças passa pela apropriação progressiva do 
lugar delas no mundo. Isso se dá por meio das suas interações e descobertas re-
lativas a si mesmas, ao seu círculo familiar, ao seu lugar de pertencimento, além 
do conhecimento daquilo que não lhes é tão próximo. Dessa forma, no processo 
investigativo sobre o mundo social, a cultura local é um importante componente 
do currículo da Educação Infantil. Fomentar as descobertas, valorizando os saberes 
locais e problematizando questões sociais e naturais relativas ao bairro em que as 
crianças estão inseridas, colabora para a sensação de pertencimento e promove a 
inserção de pessoas da comunidade no processo de aprendizagem.
As atividades aqui apresentadas são uma sequência didática, ou seja, devem ser 
desenvolvidas com a turma na ordem apresentada. As atividades desta sequência 
propõem uma consequente ampliação de desafios por meio da inter-relação umas 
com as outras, no que tange às discussões e aos recursos utilizados para o aprofun-
damento dos objetivos de aprendizagem e desenvolvimento.
DRC-MT
 � Campos de experiências explorados nesta sequência 
 
O eu, o outro e o nós. Escuta, fala, pensamento 
e imaginação.
Espaços, tempos, 
quantidades, relações 
e transformações.
 � Objetivos de aprendizagem e desenvolvimento explorados nesta sequência
EI03EO01 Demonstrar empatia pelos outros, percebendo que as pessoas têm diferentes sentimentos, 
necessidades e maneiras de pensar e agir.
EI03EO03 Ampliar as relações interpessoais, desenvolvendo atitudes de participação e cooperação.
EI03EO04 Comunicar suas ideias e sentimentos a pessoas e grupos diversos.
EI03EO06 Manifestar interesse e respeito por diferentes culturas e modos de vida.
EI03EF01 Expressar ideias, desejos e sentimentos sobre suas vivências, por meio da linguagem oral e escrita 
(escrita espontânea), de fotos, desenhos e outras formas de expressão.
EI03EF07 Levantar hipóteses sobre gêneros textuais veiculados em portadores conhecidos, recorrendo a 
estratégias de observação gráfica e/ou de leitura.
EI03ET01 Estabelecer relações de comparação entre objetos, observando suas propriedades.
EI03ET02 Observar e descrever mudanças em diferentes materiais, resultantes de ações sobre eles, em 
experimentos envolvendo fenômenos naturais e artificiais.
EI03ET03 Identificar e selecionar fontes de informações, para responder a questões sobre a natureza, seus 
fenômenos, sua conservação.
EI03ET06 Relatar fatos importantes sobre seu nascimento e desenvolvimento, a história dos seus familiares e da 
sua comunidade.
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SD
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 ATIVIDADE 1
ESPAÇOS DE BRINCAR 
FORA DA ESCOLA 
 Tempo sugerido: 1 hora e 30 minutos
Objetivos de aprendizagem: EI03EO03, EI03EF01, EI03ET06
O QUE FAZER ANTES
 � Contextos prévios
Para desenvolver a proposta, faça uma pesquisa prévia de materiais que possam ser 
utilizados como referência para o grupo, como reportagens, imagens, guias turísticos 
da região, entre outros. Tenha-os em mãos no momento da atividade. Converse com os 
funcionários mais antigos da escola sobre os espaços de brincar mais próximos para 
entender a origem desses lugares.
 � Materiais
 F Quadro ou cartaz para registrar a lista de lugares que as crianças brincam fora da 
escola;
 F Giz ou caneta hidrocor;
 F Lápis e papéis para que as crianças façam registros espontâneos.
 � Espaços
Realize a atividade em sala, pois o espaço acolhe bem a dinâmica necessária. No 
entanto, também é possível realizá-la ao ar livre, como em um parque, um pátio ou uma 
quadra, desde que você assegure que os materiais necessários estejam disponíveis e 
garanta as condições para a participação de todos.
 � Perguntas para guiar suas observações
1. Como as crianças se envolveram ao serem indagadas sobre os espaços de brincar 
nas proximidades da escola? Sentiram-se convidadas a pensar sobre isso? Caso 
sua escola seja em um local mais isolado, possibilite às crianças refletirem sobre os 
lugares de brincar em suas comunidades.
2. Quando contaram sobre os lugares de brincar, como elas trouxeram experiências e 
vivências pessoais ou de seu círculo familiar? Fazem referências aos diferentes lu-
gares onde é possível brincar na região? Quais?
3. As crianças demonstram interesse pelas contribuições de todos? Como fazem isso? 
Ouvem, opinam e respeitam as diversas opiniões?
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Sequência: Conhecendo o bairro
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O QUE FAZER DURANTE
Convide as crianças a se sentarem em roda e proponha que pensem em locais em 
que brincam fora da escola, promovendo uma conversa sobre espaços de brincar 
próximos. Caso o grupo tenha dificuldades para identificar lugares, compartilhe os 
materiais de referência que separou em sua pesquisa prévia. 
A partir dos materiais, instigue as crianças a pensar sobre esses locais, pergun-
tando se já conhecem, se são adequados para brincadeiras ou se precisariam de 
alguma mudança para melhorar. À medida que elas forem se sentindo envolvidas 
com a questão e mobilizadas para realizar uma investigação mais profunda, pro-
ponha que façam uma lista dos lugares no quadro ou em um cartaz. 
 — Onde vocês costumam brincar quando não estão na escola? 
 — Alguém conhece lugares para brincar aqui por perto? Vocês já brincaram lá? 
 — Há algum lugar aqui perto em que podemos jogar bola ou que dê para 
desenhar um jogo de amarelinha no chão?
Possíveis falas 
do(a) professor(a)
Registre as contribuições do grupo no quadro ou no cartaz fixado na parede, para 
que o visualizem melhor. Aproveite a contribuição de todos, incentivando que re-
latem experiências de brincadeiras nesses locais. Algumas crianças podem iniciar 
conversas e trocas de experiências em pequenos grupos, com os colegas que es-
tão próximos. Evite limitar as interações, mas convide-as a compartilhar com todo 
o grupo o que estão discutindo. Caso citem lugares estruturados, como praças ou 
parques, incentive-as a pensar também a respeito de locais que podem se trans-
formarem espaços de brincar, como ruas, campos e terrenos. 
 — A rua da sua avó é aqui perto? De que vocês brincam lá? 
 — Alguém já brincou na rua da avó dele ou em outra rua aqui perto? Possíveis falas 
do(a) professor(a)
Convide todo o grupo a explorar os materiais de referência, buscando ampliar a 
lista em construção e auxiliando as crianças na leitura, se necessário. 
Leia a lista elaborada com o grupo. Ao ler as palavras, passe o dedo por elas para 
que as crianças acompanhem a dinâmica de leitura. Utilize a oportunidade para 
considerar mais relatos sobre os lugares listados ou inserir outros locais que elas 
sintam necessidade de registrar na lista. Suas intervenções devem acolher as ideias 
dos pequenos e ajudar a investigar gradativamente outros lugares de brincar pró-
ximos à escola. 
Se julgar conveniente, peça para as crianças elegerem, dentre os locais listados, um 
de que elas gostariam de cuidar. Faça a mediação dessa conversa de modo que os 
pequenos escolham o lugar de forma conjunta. Após a escolha, explore quais são 
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Atividade: Espaços de brincar fora da escola 
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as melhorias que as crianças consideram necessárias para o lugar escolhido. Se for 
possível, proponha às crianças que a escola adote esse lugar, aproveitando a opor-
tunidade para mobilizar seus pares e a comunidade escolar para colaborar com a 
conservação do local escolhido. 
Se sentir necessidade, consulte os responsáveis para saber onde as crianças cos-
tumam brincar e entender a dinâmica de brincadeiras possíveis em locais próximos 
à escola. 
Para finalizar
Diga às crianças que a lista ficará fixada em sala. Pontue que, se com o passar dos 
dias for encontrado outro lugar de brincar próximo à escola, poderão adicioná-lo 
à lista, e incentive-as a perguntar para os responsáveis e para os colegas em que 
locais eles costumam brincar e quais brincadeiras costumam acontecer. Caso te-
nham dúvidas, dê exemplos de parques que possuem pistas para patinação ou 
para andar de bicicleta e praças que permitem brincadeiras com corda e bolas, 
mas não têm espaço exclusivo para outros tipos de atividade. Isso os ajudará a 
entender melhor a proposta das atividades seguintes desta sequência. Convide 
todo o grupo para se organizar para a próxima vivência do dia. 
O QUE FAZER DEPOIS
Convide as crianças para pesquisarem sobre os diferentes locais de sua região, expondo 
suas descobertas no mural da escola. Vocês podem elaborar guias sobre os locais listados 
trabalhando em pequenos grupos. Realize uma votação com as crianças para escolher 
um dos locais listados para visitar e realizar uma investigação. Isso será necessário para 
desenvolver a atividade Explorando um espaço de brincar, desta sequência. Quando a 
votação estiver finalizada, se possível faça uma pesquisa sobre o lugar escolhido para 
levantar, de antemão, possíveis problemas com horário de visitação e checar a possibilida-
de de levar a turma ao local e garantir que a atividade possa acontecer de forma segura.
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Sequência: Conhecendo o bairro
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 ATIVIDADE 2
EXPLORANDO UM 
ESPAÇO DE BRINCAR
 Tempo sugerido: 2 horas e 30 minutos
Objetivos de aprendizagem: EI03ET01, EI03ET02
O QUE FAZER ANTES
 � Contextos prévios
Escolha previamente o local a ser visitado com as crianças, a partir da lista que vocês 
elaboraram na atividade Espaços de brincar fora da escola, desta sequência, com as 
opções existentes nas proximidades. É preciso haver autorização dos responsáveis para 
o deslocamento das turmas. Assegure-se de que todos os procedimentos de segurança 
estão sendo seguidos, tais como utilização dos crachás pelas crianças e presença de 
professores ou auxiliares para acompanhar o grupo, entre outros. Alguns responsáveis 
também podem fazer parte da equipe de apoio à segurança dos pequenos no desloca-
mento. Essa é uma forma interessante de envolver os adultos em situações cotidianas 
da escola.
 � Materiais
 F Lápis e pranchetas com papéis para que as crianças façam registros durante a 
investigação; 
 F Marcador gráfico (pincel e caneta hidrocor);
 F Um cartaz, criado pelo grupo, para registro das questões de investigação;
 F Um celular ou uma câmera fotográfica para registrar a atividade;
 F Materiais para uma brincadeira no local.
 � Espaços
A atividade propõe realizar uma investigação em um lugar de brincar selecionado 
previamente, portanto, será ao ar livre, nas proximidades da escola. 
 � Perguntas para guiar suas observações
1. Como as crianças demonstraram envolvimento com a proposta?
2. Como foram estabelecidas as interações das crianças entre si e com os espaços 
percorridos? Observaram as atividades humanas nos espaços investigados?
3. No processo de registro, como as crianças revelaram hipóteses e ideias, problema-
tizando e refletindo sobre as condições do espaço?
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Atividade: Explorando um espaço de brincar
EI_MT_CP_PF.indb 37EI_MT_CP_PF.indb 37 05/10/2023 14:00:4305/10/2023 14:00:43
O QUE FAZER DURANTE
Reúna todo o grupo em uma roda de conversa e diga que farão a visita ao local 
escolhido com o propósito de fazer uma investigação. Questione a turma sobre o 
que é uma investigação. Acolha as experiências trazidas, esclarecendo que uma 
investigação serve para buscar formas de resolver um problema, de responder a 
uma pergunta. Se necessário, exemplifique a ideia da investigação fazendo asso-
ciações com profissões como repórter, detetive, pesquisador ou explorador. 
 — Quem aqui já participou de uma investigação? 
 — O que vocês investigaram? Por que resolveram fazer essa investigação? 
Vamos brincar de detetives? 
 — Hoje, nós iremos investigar o lugar de brincar que existe aqui perto da 
escola. Lembram-se de que fizemos uma lista desses lugares e escolhemos 
um para investigar?
Possíveis falas 
do(a) professor(a)
Perceba o envolvimento do grupo com a proposta de investigação e estabeleça 
os combinados acerca das necessidades específicas para a realização da saída. 
Lembre as crianças de como devem se portar para que a visita ao espaço seja 
agradável, cuidadosa e cumpra o objetivo estipulado. É necessário atentar aos avi-
sos quanto à segurança de todos durante o percurso. Ainda na roda de conversa, 
instigue para que reflitam sobre como podem fazer essa investigação, delimitan-
do com as crianças se o local escolhido é um bom local para brincar. Liste o que 
querem observar a partir das ideias trazidas pelo grupo. Aproveite para sinalizar 
que a turma, em pequenos grupos, contará com a possibilidade de fazer registros 
audiovisuais ou escritos, para que sejam utilizados em outros momentos. 
Retome com as crianças e reafirme os combinados necessários para a saída da 
escola, como não correr, dar as mãos, não atravessar a rua sem o sinal e apoio do 
adulto e outros já estabelecidos ou que você julgue necessários diante do contex-
to. Após o levantamento do que será observado, convide todo o grupo a iniciar a 
investigação, percorrendo o trajeto até o local selecionado. Diga que você levará 
os materiais de registro e as questões anotadas. Leia essas questões sempre que 
os pequenos queiram relembrar algo.
Ao chegar ao local, reúna todo o grupo e retome as questões. Incentive a turma 
a percorrer livremente o espaço e a observar o ambiente e os objetos presentes. 
Lembre-se de realizar o registro da experiência, fotografando ou filmando, a pe-
dido das crianças ou por iniciativa própria. Possibilite que elas também usem os 
equipamentos de registro, se for o caso. Se algum responsável estiver presente, 
ele também poderá utilizar o celular para tirar fotos. Incentive as crianças a rea-
lizar registros individuais ou coletivos, como desenhos ou anotações com escrita 
espontânea utilizando as pranchetas. Se necessário, auxilie-as. 
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Sequência: Conhecendo o bairro
EI_MT_CP_PF.indb 38EI_MT_CP_PF.indb38 05/10/2023 14:00:4305/10/2023 14:00:43
Observe a dinâmica de exploração do grupo. Assegure-se de que as crianças estão 
interagindo de forma investigativa com o espaço. Se necessário, incentive o grupo 
a deslocar-se pelo local, experimentando diferentes pontos de vista. Considere 
que as crianças poderão se organizar em pequenos grupos ou mesmo de modo 
individual para realizar a atividade.
Quando perceber que as crianças realizaram as observações que respondem 
aos questionamentos levantados, convide-as a fazer uma brincadeira no espaço. 
Conte a elas que essa ainda é uma etapa da investigação. Combine com elas 
sobre a brincadeira e proponha o início, observando e registrando a experiência. 
Perceba se o grupo poderá encontrar dificuldades para experimentar a brincadeira 
escolhida. Nessa situação, incentive os pequenos a refletir sobre os obstáculos 
encontrados.
Para finalizar
Sinalize quando o tempo da experiência estiver se esgotando, para que todos se 
organizem e terminem a brincadeira. Reúna a turma e finalize a investigação, vol-
tando para a escola. Relembre os combinados que fizeram antes de sair, procu-
rando garantir que todos os respeitem no retorno. Ao chegar à escola, reúna todo 
o grupo em uma roda e conversem sobre as descobertas e observações. Traga 
os registros realizados pelas crianças durante a investigação para enriquecer o 
debate. Retome com a turma as questões levantadas e incentive-a para que faça 
uma avaliação da investigação realizada, contando quais respostas encontraram. 
Considere as questões que trazem boas problemáticas do espaço, dando continui-
dade ao processo investigativo sobre os espaços de brincar, e liste-as. A lista será 
usada na atividade Melhorias para o espaço de brincar, desta sequência. Convide 
o grupo para se organizar para a próxima atividade do dia.
O QUE FAZER DEPOIS
O grupo poderá continuar fazendo registros sobre a investigação realizada, como 
desenhos, relatos e documentação com as fotos tiradas (elaborando legendas). Aproveite 
os registros para a elaboração de uma revista, uma reportagem ou um filme. Uma vez 
escolhida qual dessas opções será trabalhada, ajude a turma a entender como podem 
enriquecer o material, seja por meio da criação de uma capa coletiva para a revista ou 
de uma abertura rápida para a reportagem, por exemplo. Sugira a escolha de outros 
espaços para repetir a atividade.
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Atividade: Explorando um espaço de brincar
EI_MT_CP_PF.indb 39EI_MT_CP_PF.indb 39 05/10/2023 14:00:4305/10/2023 14:00:43
 ATIVIDADE 3
ENTREVISTA: ESPAÇOS 
DE BRINCAR NO PASSADO 
 Tempo sugerido: 1 hora e 30 minutos
Objetivos de aprendizagem: EI03EO01, EI03EO04, EI03EO06, EI03EF07
O QUE FAZER ANTES
 � Contextos prévios
Para realizar a atividade, é importante que sejam selecionados dois moradores antigos 
do bairro (responsáveis, funcionários da escola, pessoas da comunidade). Se possível, 
solicite que os entrevistados apresentem fotos dos espaços de brincar do passado. É im-
portante também que o grupo já tenha tido contato com entrevistas em outras propostas. 
Separe vídeos de entrevistas para mostrar para as crianças e exemplificar o gênero. Caso 
não seja possível utilizar o vídeo, selecione exemplos em revistas ou jornais.
 � Materiais
 F Cadeiras para acomodar os convidados;
 F Papel para fazer um cartaz e marcador gráfico (pincel e caneta hidrocor) para registro 
das perguntas elaboradas para a entrevista e das informações coletadas; 
 F Pequena demonstração de agradecimento aos convidados, elaborada previamente 
pelas crianças, como um certificado, um cartão ou uma placa feita pelo grupo.
 � Espaços
A atividade está prevista para ocorrer com todo o grupo em roda; assim, você pode 
desenvolvê-la na sala, no pátio ou na biblioteca. No momento da entrevista com os con-
vidados, organize o ambiente com a turma de forma a proporcionar a participação de 
todos nos diferentes momentos.
 � Perguntas para guiar suas observações
1. Como as crianças interagiram com a proposta de buscar informações sobre os locais 
de brincar no passado?
2. Como o grupo se engajou para organizar a entrevista? As perguntas sugeridas se-
guiram o foco da proposta? As crianças encontraram formas de considerar os dife-
rentes pontos de vistas da turma?
3. O que elas demonstraram durante a realização da entrevista? Ficaram surpresas com 
as diferenças do passado e do presente? Fizeram conexões entre as falas dos entre-
vistados e as histórias que já vivenciaram? Quais?
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Sequência: Conhecendo o bairro
EI_MT_CP_PF.indb 40EI_MT_CP_PF.indb 40 05/10/2023 14:00:4305/10/2023 14:00:43
O QUE FAZER DURANTE
Inicie a atividade resgatando com o grupo a lista de lugares de brincar no bairro, 
produzida na atividade Espaços de brincar fora da escola, desta sequência. Con-
vide as crianças para refletir se esses lugares sempre existiram e como eles deve-
riam ser antigamente. Conte que você preparou a visita de antigos moradores do 
bairro para que elas descubram como eram esses locais no passado por meio de 
uma entrevista. Apresente para a turma o vídeo da entrevista, ou leia as entrevis-
tas previamente selecionadas de jornais e revistas, destacando as características 
do gênero que considerar pertinentes. Ainda na conversa, incentive o grupo a se 
preparar para a entrevista, pensando nas perguntas que serão feitas aos convida-
dos. Relembre os pequenos que o objetivo da entrevista é descobrir como eram 
os lugares de brincar nas proximidades da escola no passado e que as perguntas 
devem buscar coletar essas informações. Diga que você vai anotar as perguntas 
em um cartaz, para que ele sirva de apoio no momento da entrevista.
Após a elaboração das perguntas, convide as crianças para organizar o espaço e 
receber os convidados. Questione-as sobre como podem fazer isso, acolhendo as 
sugestões para a disposição das cadeiras. Chame a atenção quanto à importância 
de que todos estejam acomodados, de modo que possam conversar com os con-
vidados e que todos se sintam confortáveis. 
 — Como iremos receber nossos convidados? Onde eles vão se sentar? 
 — É importante que o modo de organização possibilite a todos ver e conversar 
com os entrevistados. Qual será a melhor forma?
Possíveis falas 
do(a) professor(a)
Tendo o espaço organizado, defina com o grupo como será a dinâmica da entrevis-
ta. Combine com as crianças como vão se organizar para fazer as perguntas, pedir 
a palavra, fazer o agradecimento e quem entregará a pequena demonstração de 
agradecimento (se houver). Diga que, ao final da entrevista, vocês vão se reunir 
para refletir e conversar sobre como foi realizar a atividade e o que descobriram 
ao entrevistar os moradores.
No momento da entrevista, peça à turma que se acomode e receba os convida-
dos. Apresente-os ao grupo e faça a abertura da entrevista. Em seguida, convide 
as crianças a iniciar as perguntas. Caso elas não estejam à vontade para iniciar, 
comente com os entrevistados sobre as experiências já realizadas pela turma a res-
peito dos lugares de brincar. Convide os pequenos para complementar seu relato e 
estabelecer um diálogo com os convidados, realizando as perguntas combinadas. 
Durante a entrevista, observe como o grupo se envolve na experiência. Se neces-
sário, faça pequenas intervenções para assegurar a continuidade da conversa e o 
foco nos lugares de brincar. 
 — Essa entrevista vai enriquecer nossa investigação. Quem quer começar 
a fazer as perguntas? Possível fala 
do(a) professor(a)
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Atividade: Entrevista: espaços de brincar no passado 
EI_MT_CP_PF.indb 41EI_MT_CP_PF.indb 41 05/10/2023 14:00:4305/10/2023 14:00:43
Observe o andamento da entrevista e administre o fechamento da conversa quan-
do perceber que o grupo está satisfeito com as perguntas que realizaram. Sinalize 
que a entrevista está chegando ao final e pergunte se ainda existe alguma questão. 
Caso seja necessário, recorra ao cartaz com as perguntas preparadas, lembrando 
ao grupo algumitem que não tenha sido abordado. Aproveite para perguntar se os 
entrevistados têm mais alguma consideração a fazer. Siga conforme foi combina-
do com as crianças em relação ao agradecimento e à despedida dos convidados.
Após as despedidas, reúna todo o grupo para fazer a partilha das descobertas. 
Pontue o que descobriram sobre os lugares de brincar no passado, percorrendo 
as perguntas preparadas para a entrevista e anotando as informações coletadas 
sobre cada uma delas. Reflitam sobre a importância de acolher o conhecimento 
e a história de pessoas que já vivenciaram experiências diversas na comunidade. 
Relembre as falas dos convidados e complemente com experiências semelhantes 
já compartilhadas pelas crianças. Acolha a fala dos pequenos e instigue-os para 
que ampliem suas percepções por meio de bons questionamentos, considerando, 
por exemplo, pontos que os colegas trouxeram. 
 — A entrevista tinha como objetivo descobrir como eram os lugares de brincar na 
região da escola no passado. Conseguimos descobrir? Como eram os lugares? 
 — O que vocês acharam mais interessante na fala dos convidados? 
Possíveis falas 
do(a) professor(a)
Para finalizar
Após as reflexões, as trocas e os registros sobre a entrevista, convide todo o grupo 
para a próxima atividade do dia.
O QUE FAZER DEPOIS
Proponha outras coletas de informações, como fazer um levantamento de quantas 
crianças na escola já brincaram em algum lugar da lista. Você pode ainda organizar, 
com o grupo, um painel que reúna os registros das descobertas realizadas na entrevista 
com os moradores. Apresente as fotos trazidas pelos entrevistados só no final, para não 
interferir na produção das crianças.
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Sequência: Conhecendo o bairro
EI_MT_CP_PF.indb 42EI_MT_CP_PF.indb 42 05/10/2023 14:00:4305/10/2023 14:00:43
 ATIVIDADE 4
MELHORIAS PARA O 
ESPAÇO DE BRINCAR 
 Tempo sugerido: 1 hora e 30 minutos
Objetivos de aprendizagem: EI03EO03, EI03EO04, EI03ET03
O QUE FAZER ANTES
 � Contextos prévios
Recupere previamente todos os registros realizados para que as crianças possam re-
fletir sobre as possíveis melhorias, tendo como base o direito de brincar. Organize a sala 
de modo que favoreça o diálogo em uma roda de conversa.
 � Materiais
 F Registros das experiências das crianças com os locais de brincar no bairro: lista 
dos lugares de brincar, fotos e desenhos de vivências nesses locais, registros de 
entrevistas e materiais coletados com os responsáveis nas atividades anteriores 
desta sequência; 
 F Materiais de referência de lugares de brincar variados, como fotos, fôlderes, jornais, 
revistas, livros com vastas opções de objetos e espaços de brincar; 
 F Um computador com acesso à internet (se possível) para ampliar os diálogos sobre 
as proposições para o espaço; 
 F Marcador gráfico (pincel e/ou caneta hidrocor);
 F Materiais para registros das crianças (papel e caneta hidrocor);
 F Mesas para disponibilizar os materiais e o computador;
 F Tabela com os problemas levantados na atividade Explorando um espaço de 
brincar, desta sequência. 
Sugestão de leitura
 • Modelo de tabela. Nova Escola. Disponível em: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.
com/JPEJhpZrcBEUZugzvudqzCcPmXQ5ZMraYedNhz8yq3wMmT3dX9hnKHsyxnj3/atividade-
para-impressao-modelo-de-tabela-edi3-29und05.pdf. Acesso em: 15 jun. 2023
 � Espaços
Organize mesas em diferentes ilhas nas quais os materiais coletados, os materiais de 
referência e o computador serão disponibilizados. O espaço deve favorecer a liberdade 
para explorações e interações nos pequenos grupos. Reserve um local para disponibilizar 
uma tabela com os problemas e a sugestão das melhorias.
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Atividade: Melhorias para o espaço de brincar 
EI_MT_CP_PF.indb 43EI_MT_CP_PF.indb 43 05/10/2023 14:00:4305/10/2023 14:00:43
https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/JPEJhpZrcBEUZugzvudqzCcPmXQ5ZMraYedNhz8yq3wMmT3dX9hnKHsyxnj3/atividade-para-impressao-modelo-de-tabela-edi3-29und05.pdf
https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/JPEJhpZrcBEUZugzvudqzCcPmXQ5ZMraYedNhz8yq3wMmT3dX9hnKHsyxnj3/atividade-para-impressao-modelo-de-tabela-edi3-29und05.pdf
https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/JPEJhpZrcBEUZugzvudqzCcPmXQ5ZMraYedNhz8yq3wMmT3dX9hnKHsyxnj3/atividade-para-impressao-modelo-de-tabela-edi3-29und05.pdf
 � Perguntas para guiar suas observações
1. Como foi o engajamento do grupo na proposta de refletir acerca de melhorias nos 
lugares de brincar?
2. Como as crianças refletiram sobre o brincar? Reconheceram suas experiências e as 
experiências de sua comunidade nos lugares de brincar e analisaram suas possibi-
lidades?
3. Como elas pensaram em melhorias de modo a ampliar as possibilidades de brincar? 
As melhorias trazidas pelo grupo refletem a problematização de questões sociais e 
naturais?
O QUE FAZER DURANTE
Convide todo o grupo para se acomodar em roda. Conte que hoje vocês continua-
rão a investigação sobre os lugares de brincar nas proximidades da escola. Nesse 
momento, relembre com o grupo qual é o papel do investigador, ilustrando-o com 
os passos realizados pelas crianças no processo investigativo. Para tal, resgate os 
registros, as fotografias, as falas dos pequenos e as problemáticas que levantaram. 
Diga que o próximo passo é analisar o material coletado e encontrar as possíveis 
ações que podem ser realizadas para a melhoria do local, resolvendo os proble-
mas que encontraram. 
 — Vocês se lembram de que começamos uma investigação sobre lugares de 
brincar? Fizemos uma lista dos que conhecemos, visitamos um dos lugares 
e entrevistamos moradores antigos. Toda investigação é assim: começa 
com uma pergunta, um problema, depois o investigador pesquisa e coleta 
informações. 
 — Agora que já descobrimos tantas coisas sobre os lugares, vamos refletir 
sobre como eles podem ser melhorados?
Possíveis falas 
do(a) professor(a)
Retome com os pequenos as impressões registradas após a visita realizada ao lo-
cal de brincar escolhido, mostrando a eles a tabela que criou. Sinalize que é hora 
de analisar os problemas que encontraram para que possam achar formas de re-
solvê-los. Nesse momento, instigue a turma a refletir acerca desses problemas. 
Acolha as falas das crianças e amplie as interpretações delas, incentivando-as 
para que expressem os sentimentos e as vivências relacionadas a essas questões. 
Essa etapa exige paciência e organização, dê o tempo necessário para as crianças 
expressarem suas percepções.
Após a conversa sobre os problemas encontrados, diga às crianças que trabalha-
rão em pequenos grupos. Cada grupo receberá um dos problemas e deverá pensar 
nas formas de resolvê-lo. Auxilie as crianças na organização dos grupos de acordo 
com suas preferências e convide-as para que iniciem a reflexão, solicitando que 
se recordem de que é hora de pensar sobre como podem resolver o problema que 
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Sequência: Conhecendo o bairro
EI_MT_CP_PF.indb 44EI_MT_CP_PF.indb 44 05/10/2023 14:00:4305/10/2023 14:00:43
receberam. Diga que, para ajudar no processo de criação, é possível contar com 
os materiais que coletaram e com outros materiais de referência que você trouxe. 
Descreva um desses itens para o grupo, apontando suas características e exem-
plificando como ele pode servir de inspiração. 
Convide os pequenos grupos para explorar os materiais coletados e os materiais 
de referência, com o objetivo de sugerir melhorias para o problema que receberam. 
Auxilie as crianças de cada grupo no registro das ideias e diga que podem fazê-lo 
por escrito ou por desenho. Observe as interações dos pequenos, potencializando 
o manuseio e a leitura dos materiais e auxiliando os que solicitam qualquer tipo 
de apoio. 
Realize intervenções que possam enriquecer o processo de criação dessas melho-
rias, fazendo uma pesquisa na internet, por exemplo. Se julgar pertinente, convide 
previamente os responsáveis e as pessoas da comunidade para contribuírem com 
sugestões de ações que podem ajudar a aprimorar os lugares de brincadeiras.As 
sugestões podem ser feitas, por exemplo, por meio da agenda ou de algum canal 
de comunicação entre a escola e os adultos. Em seguida, convide os pequenos 
grupos a voltar para a roda, de modo que façam uma complementação da tabela 
incluindo as melhorias que cada um pensou.
Reúna todo o grupo em roda para a partilha e o registro das melhorias sobre as 
quais as crianças refletiram. Sinalize que você vai escrevê-las ao lado do problema 
no espaço reservado na tabela. Incentive as crianças a apresentar as ideias e ouvir 
as sugestões das demais. Acolha todas as ideias trazidas pelos pequenos grupos.
Para finalizar
Após completar a tabela com a lista das melhorias pensadas pelas crianças, leia 
as ideias trazidas e conte para o grupo que deixará a tabela fixada na sala, em 
um local de fácil visualização. Em breve, vocês continuarão a conversar sobre as 
ações de melhoria para o local de brincar. Depois, convide todo o grupo para se 
organizar para a próxima atividade do dia.
O QUE FAZER DEPOIS 
Possibilite outros contatos com os materiais de referência, em outros momentos, para 
que as crianças continuem explorando-os, em cantos organizados no momento de entra-
da, por exemplo. A atividade pode ser repetida considerando outros espaços e propondo 
entrevistas com outras pessoas da comunidade. Você pode retomar as entrevistas, iden-
tificando, nas falas dos moradores, sugestões de melhorias para o espaço. 
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Atividade: Melhorias para o espaço de brincar 
EI_MT_CP_PF.indb 45EI_MT_CP_PF.indb 45 05/10/2023 14:00:4405/10/2023 14:00:44
 ATIVIDADE 5
PLANEJANDO AÇÕES PARA 
O ESPAÇO DE BRINCAR 
 Tempo sugerido: 1 hora e 30 minutos
Objetivos de aprendizagem: EI03EO03, EI03EO04, EI03EF07
O QUE FAZER ANTES
 � Contextos prévios
Resgate a tabela de melhorias sugeridas pelas crianças para os problemas encontrados 
no local de brincar e planeje como vai ampliá-la inserindo novas colunas, para transfor-
má-la em um plano de ação.
 � Materiais
 F Materiais de referência, como fôlderes de campanhas, reportagens sobre ações 
e intervenções locais, panfletos de convocações, convites para ações e eventos 
colaborativos, sites de campanhas; 
 F Um equipamento com acesso à internet (se possível) para ampliar o acesso a 
referências e a exemplos de intervenção no espaço;
 F Tabela com os problemas e as melhorias para o local de brincar, produzida na 
atividade Melhorias para o espaço de brincar, desta sequência, e ampliada para 
registrar o plano de ação.
 � Espaços
Organize a sala com os materiais disponíveis em ilhas e fixe a tabela em um espaço 
onde todo o grupo possa se reunir, favorecendo o trabalho colaborativo. 
 � Perguntas para guiar suas observações
1. Como as crianças exploraram os materiais? Como se deu a interação com os materiais 
disponibilizados e entre os pares?
2. Ao buscarem ações para a realização das melhorias, as crianças recorreram a que 
tipo de referência?
3. Como acolheram opiniões e sugestões? Tomaram decisões coletivamente?
4. Como as crianças exploraram as informações disponibilizadas pelas famílias?
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Sequência: Conhecendo o bairro
EI_MT_CP_PF.indb 46EI_MT_CP_PF.indb 46 05/10/2023 14:00:4405/10/2023 14:00:44
O QUE FAZER DURANTE
Reúna as crianças e relembre-as sobre a tabela de sugestão de melhorias que 
foi elaborada para o local de brincar. Conte à turma que o objetivo hoje é de-
talhar as soluções que os pequenos grupos listaram e registraram na tabela. 
Comente que, para fazer isso, elas vão, em pequenos grupos, imaginar ações 
que possam ser feitas para que a melhoria aconteça. Diga ainda que depois, na 
roda, com a sua ajuda, elas vão partilhar as ideias e registrá-las na tabela, que 
irá ganhar mais informações. Retome a tabela de melhorias exemplificando o 
que irão fazer hoje. 
 — Hoje, vamos complementar a tabela, indicando o que vocês acham que 
podemos fazer para que cada melhoria aconteça. Vocês disseram que era um 
problema não ter sombra no local de brincar e que, para resolver isso, 
era necessário plantar árvores. Escrevi isso aqui na segunda coluna da tabela!
 — Agora, nessas novas colunas, vamos colocar como faremos para plantar 
as árvores. 
 — Como podemos deixar esse canto acolhedor? Como podemos conseguir 
plantas? Quem pode nos ensinar a plantar?
 — O que podemos colocar aqui?
Possíveis falas 
do(a) professor(a)
Combine com as crianças a organização de pequenos grupos, a fim de que co-
mecem a refletir sobre quais ações podem ser propostas. Distribua as sugestões 
de melhorias para que possam pensar em como cada uma delas pode aconte-
cer. Peça a elas que descrevam ou desenhem como poderá ser realizada e de 
que forma ela vai deixar o local de brincar melhor para a comunidade. Diga às 
crianças que podem consultar o material disposto para apoiar as ideias delas 
e sinalize que você circulará pelos grupos para auxiliá-los no que for necessá-
rio, realizando a leitura de algum material, esclarecendo dúvidas ou mediando 
as discussões. 
Observe que as crianças poderão se organizar de formas variadas; incentive as 
interações com os diferentes materiais disponíveis, assim como entre os grupos. 
Atente-se ao tempo e, ao observar que estão finalizando as discussões, sinalize 
para a turma que em cinco minutos todos retornarão à roda para partilhar as ideias. 
 — Vocês perceberam que neste fôlder sobre essa praça há muitos bancos 
coloridos? Isso tem alguma relação com a melhoria que o grupo de vocês 
precisa pensar? 
 — Interessante essa discussão de vocês, o que acham de fazer uma busca na 
internet sobre esse assunto?
Possíveis falas 
do(a) professor(a)
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Atividade: Planejando ações para o espaço de brincar 
EI_MT_CP_PF.indb 47EI_MT_CP_PF.indb 47 05/10/2023 14:00:4405/10/2023 14:00:44
Ao fim das discussões, chame as crianças para partilhar as ideias na roda. Aco-
lha todas as sugestões trazidas, refletindo com elas as razões da escolha de cada 
ideia. Após todos os grupos terem exposto as ações, diga às crianças que agora 
é hora de complementar a tabela e que, para isso, você irá registrar as sugestões 
trazidas em uma coluna com o título “Como solucionar”, que será um espaço para 
colocar o detalhamento da melhoria.
Leia com as crianças enquanto escreve as soluções para a realização de cada uma 
das melhorias listadas e questione-as sobre os envolvidos em cada uma dessas 
ações, concluindo assim o preenchimento da tabela. 
Ao encerrar o preenchimento, faça a leitura de cada ação, seguida de seu detalha-
mento, e observe se o grupo aprova todas as indicações ou se há mais sugestões. 
Ao ler o plano de ação, destaque os verbos no futuro e pergunte para as crianças 
por que estão no futuro. Nessa conversa, trabalhe a ideia de passado, presente e 
futuro com a turma.
 — Vou ler nosso plano de ação. Vou começar pela primeira coluna, que 
destaca o problema que encontramos: a falta de suportes com saquinhos 
para coleta de dejetos de animais de estimação. 
 — Aqui, na segunda coluna, como resposta ao problema, vocês pensaram 
que podem convidar um pet shop para instalar os suportes; na terceira 
coluna, acham que podem escrever cartas e fazer visitas a alguns pet 
shops do bairro para convidá-los a agir. Todos concordam com essas ideias? 
Há alguma outra que queiram acrescentar?
Possíveis falas 
do(a) professor(a)
Para finalizar
Destaque a importância da participação das crianças na melhoria da região, insti-
gando-as a refletir sobre como cada um pode colaborar para melhorias do espaço. 
Dê continuidade à rotina diária do grupo.
O QUE FAZER DEPOIS 
Você pode combinar de implementar as ações do plano em outro momento, envolvendo 
os responsáveis pela ação. A partir do plano de ação elaborado pelo grupo, proponha 
a coleta e a preparação dos materiais necessários ou a realização das ações, contando 
com o envolvimento da comunidade escolar. Inclua na tabela o nome dos membros da 
comunidade escolar que ajudarão na recuperação do lugar para brincar.
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Sequência:Conhecendo o bairro
EI_MT_CP_PF.indb 48EI_MT_CP_PF.indb 48 05/10/2023 14:00:4405/10/2023 14:00:44
As brincadeiras envolvendo jogos potencializam as aprendizagens e o 
desenvolvimento das crianças porque possibilitam a elas, ao tomar cons-
ciência da própria potencialidade motora, expressar-se corporalmente; 
ampliar o repertório de brincadeiras; aprender a conviver, seguir regras, 
lidar com vitórias e frustrações, fazer escolhas, pensar estrategicamente. 
Este conjunto contém atividades que podem ser aplicadas de forma que 
o professor desenvolva qualquer uma delas sem obrigatoriamente desen-
volver as outras. Porém é recomendável que sejam aplicadas em conjunto 
para que as crianças possam aprofundar as experiências e os objetivos 
de aprendizagem e desenvolvimento propostos no decorrer do processo. 
DRC-MT
 � Campos de experiências explorados neste conjunto
O eu, o outro e 
o nós.
Corpo, gestos e 
movimentos.
Escuta, fala, 
pensamento 
e imaginação.
Espaços, tempos, 
quantidades, relações 
e transformações.
 � Objetivos de aprendizagem e desenvolvimento explorados neste conjunto
EI03EO03 Ampliar as relações interpessoais, desenvolvendo atitudes de participação e cooperação.
EI03EO05
Demonstrar valorização das características de seu corpo e respeitar as características dos outros 
(crianças e adultos) com os quais convive.
EI03EO06 Manifestar interesse e respeito por diferentes culturas e modos de vida.
EI03EO07 Usar estratégias pautadas no respeito mútuo para lidar com conflitos nas interações com crianças e adultos.
EI03CG02
Demonstrar controle e adequação do uso de seu corpo em brincadeiras e jogos, escuta e reconto de 
histórias, atividades artísticas, entre outras possibilidades.
EI03CG03
Criar movimentos, gestos, olhares e mímicas em brincadeiras, jogos e atividades artísticas como 
dança, teatro e música.
EI03CG04 Adotar hábitos de autocuidado relacionados a higiene, alimentação, conforto e aparência.
EI03EF01
Expressar ideias, desejos e sentimentos sobre suas vivências, por meio da linguagem oral e escrita 
(escrita espontânea), de fotos, desenhos e outras formas de expressão.
EI03EF03
Escolher e folhear livros, procurando orientar-se por temas e ilustrações e tentando identificar palavras 
conhecidas.
EI03ET07
Relacionar números às suas respectivas quantidades e identificar o antes, o depois e o entre em uma 
sequência.
EI03ET08 Expressar medidas (peso, altura etc.), construindo gráficos básicos.
AP
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CONJUNTO 3
JOGOS NA ÁREA EXTERNA
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 ATIVIDADE 1
JOGOS NO QUINTAL
 Tempo sugerido: 1 hora e 30 minutos
Objetivos de aprendizagem: EI03EO03, EI03EO05, EI03EF01
O QUE FAZER ANTES
 � Contextos prévios
Para desenvolver a proposta, é importante que o grupo já possua um repertório inicial 
de algumas brincadeiras e jogos de deslocamento.
 � Materiais
 F Papel para cartaz e marcador gráfico 
(pincel e caneta hidrocor);
 F Materiais de desenho, como canetas 
hidrocor, lápis grafite, lápis de cor, 
gizes de cera e papéis;
 F Um celular ou uma câmera fotográfica 
para registrar a atividade;
 F Alguns materiais serão separados de 
acordo com o jogo escolhido para o 
dia, conforme sugestões das crianças.
 � Espaços
Planeje para que a atividade ocorra em dois espaços: na sala e em uma área externa. 
Organize na sala os materiais que serão utilizados para o desenho. Envolva a turma e levante 
os materiais necessários, verificando a disponibilidade deles na escola e a melhor forma de 
coletá-los. Ao final da brincadeira na área externa, as crianças retornam à sala. Caso não 
seja possível organizar o espaço para a atividade em uma área externa, você pode utilizar 
a própria sala, o importante é adaptar a prática à sua realidade.
 � Perguntas para guiar suas observações
1. Como as crianças participam da proposta do jogo e do processo de escolha?
2. Como elas compartilham ideias e acolhem as sugestões umas das outras?
3. Ao realizar o jogo, como elas demonstram tranquilidade? Respeitam a forma de 
cada um se envolver na atividade corporal?
O QUE FAZER DURANTE
Na sala, com todo o grupo em roda, convide as crianças para conversar sobre o que 
é um quintal e se a escola tem um espaço parecido. Envolva-as na discussão, bus-
cando também referências de quintais conhecidos ou das casas delas. Se a escola 
tiver mais de um espaço parecido, a turma pode mencioná-los. Não há problema 
se isso ocorrer, apenas na hora de jogar será preciso combinar qual “quintal” é o 
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Conjunto: Jogos na área externa
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mais apropriado para a proposta. Dialoguem sobre jogos e brincadeiras que elas 
conhecem e pergunte quais jogos, dentre os que conhecem, gostariam de jogar no 
quintal da escola. Encaminhe a conversa de forma que as crianças reflitam sobre 
as possibilidades do espaço. Caso a escola não tenha uma área externa, as crian-
ças podem mencionar a rua da escola como espaço externo. Converse com a tur-
ma sobre os perigos e cuidados necessários ao brincar na rua, como o trânsito ou 
as questões de segurança pública, por exemplo. Nesse caso, faça as adaptações 
necessárias para que a atividade seja realizada em sala.
Após a conversa, proponha que façam uma lista com as sugestões de jogos em um 
cartaz. Como escriba, registre o nome do jogo e quem o sugeriu. Combine o melhor 
lugar para fixar a lista, de modo que possa ser consultada sempre, facilitando que 
você adote uma rotina frequente de brincadeiras no grupo.
 — Sua escolha é muito importante. Possível fala 
do(a) professor(a)
Em seguida, decida com as crianças sobre como vão eleger um jogo para ser vi-
venciado no quintal. Elas podem sugerir uma parlenda, um sorteio ou uma votação. 
É importante garantir que a turma interaja e chegue a uma escolha para que, en-
tão, vocês organizem juntos o que for necessário. Se a turma optou por fazer um 
sorteio, você pode sugerir que escrevam espontaneamente os nomes dos jogos 
em uma folha, para recortar e colocar cada nome em um saquinho. É importante 
a participação das crianças em todas as ações. 
 — Vamos brincar de um dos jogos dessa lista.
 — Como faremos para escolher qual vamos jogar hoje? Alguém tem alguma 
sugestão?
Possíveis falas 
do(a) professor(a)
Definido qual será o jogo, convide a criança que o sugeriu a explicar para a turma a 
forma de jogar. Se perceber que ela precisa de ajuda, contribua na interlocução, para 
que a explicação fique clara a todos. Organize o deslocamento da turma até o quintal 
da escola. Caso o jogo seja realizado em sala, peça a ajuda das crianças para orga-
nizar o espa ço. Se houver necessidade de material, envolva as crianças na coleta e 
no transporte.
Convide as crianças para jogar e perceba se todos compreenderam as regras e o 
objetivo do jogo. Se for necessário, faça intervenções individuais e busque escla-
recimentos junto à criança que ensinou o jogo. Sugira agrupamentos e apoio entre 
as crianças para que todos participem. Cada brincadeira ou jogo trará necessida-
des diferentes de organização e de planejamento, que podem ser discutidas com o 
grupo. Observe como resolvem os possíveis conflitos, seja por descumprimento às 
regras, seja por frustração por perder, entre outros. Atente-se ao deslocamento pelo 
ambiente, à transposição de obstáculos, à forma como realizam os diversos movi-
mentos (correr, saltar, girar, andar de costas, arrastar-se, abaixar, arremessar, chutar 
uma bola) e às conquistas individuais em relação às aprendizagens desenvolvidas.
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Atividade: Jogos no quintal
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EI_MT_CP_PF.indb 51EI_MT_CP_PF.indb 51 05/10/2023 14:00:4405/10/2023 14:00:44
 — As regras são importantes para nosso jogo, todos devem cuidar para que 
sejam respeitadas.
 — Temos que colaborar uns com os outros.
Possíveis falas 
do(a) professor(a)
Enquanto observa, procure documentar as vivências com fotos e vídeos, aprovei-tando esses registros para avaliar a adequação dos jogos, bem como a necessi-
dade de mudanças e de variações. Caso alguma criança não queira participar, 
proponha a ela que ajude a fotografar ou a filmar. Ofereça-se para jogar também 
e experimente as sugestões das crianças.
Esteja atento ao envolvimento do grupo e ao tempo para cada jogo. Há jogos que 
podem ter um tempo maior de execução e outros que podem incluir movimenta-
ções que cansam mais rápido. Favoreça o tempo necessário para que as crianças 
joguem tranquilamente até o final (se tiver pontuação ou tempo, por exemplo) ou 
até que manifestem o desejo de parar. Após a vivência, diga à turma que é neces-
sário organizar os espaços e os materiais.
Na sala, proponha às crianças que expressem, por meio de um desenho, como se 
sentiram jogando, do que mais gostaram e do que não gostaram de fazer no jogo. 
Converse com a turma sobre os materiais disponíveis para desenhar e promova a 
autonomia no uso e na organização dos recursos. Observe os diálogos e as trocas 
entre as crianças, demonstre interesse sobre as impressões de cada uma, circu-
lando pelo espaço e conversando com elas. Registre as expressões que chamam 
a atenção para nortear a prática nas próximas atividades de jogo.
Para finalizar
Cinco minutos antes do término da atividade, avise as crianças que terão mais esse 
tempo para encerrar os desenhos. Convide quem for terminando para expor a pro-
dução em um mural ou no corredor da escola. Peça que colaborem na organização 
dos materiais e incentive a observação dos desenhos dos colegas.
O QUE FAZER DEPOIS
Considere tornar a proposta uma atividade permanente, por meio da realização dos outros 
jogos listados pelo grupo. A cada jogo, você pode propor diferentes formas de expressão e 
de registro a partir das suas anotações. As crianças podem conversar em pequenos grupos 
sobre a vivência e também fazer escritas espontâneas, textos coletivos, pinturas e mímicas, 
entre outros. Quando todos os jogos listados forem experimentados, ampliem a lista por 
meio de pesquisa com outras turmas, com funcionários da escola, com responsáveis ou na 
internet. Incentive as crianças a construir um livro de jogos da turma, com regras, fotos e 
desenhos de cada jogo experimentado. Esse livro pode ser compartilhado com as demais 
turmas da escola. Outra possibilidade é fazer um gráfico com os jogos preferidos da turma.
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Conjunto: Jogos na área externa
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 ATIVIDADE 2
BRINCADEIRA DA ONÇA
 Tempo sugerido: 1 hora e 30 minutos
Objetivos de aprendizagem: EI03EO06, EI03CG02, EI03EF03
O QUE FAZER ANTES
 � Contextos prévios
É importante que você pesquise sobre os indígenas Panará. Aproprie-se de informações 
sobre cultura, tradições, língua, educação, região em que vivem e história de resistência.
 � Materiais
 F Material sobre a aldeia Nasêpotiti, 
comunidade indígena Panará, incluindo 
algumas imagens de crianças jogando 
a brincadeira da onça;
 F Cartaz com as regras da brincadeira 
da onça em letra imprensa maiúscula;
 F Livros com texto e imagens sobre di-
ferentes culturas indígenas, lendas, 
contos, bem como livros informativos; 
 F Enciclopédias e atlas sobre animais da 
fauna do Brasil e imagem de uma onça 
pintada. Caso não haja enciclopédia e 
atlas disponíveis, leve as imagens im-
pressas em folha A4 com um pequeno 
resumo. Outra opção é mostrar as ima-
gens em um computador ou celular;
 F Um celular ou uma câmera fotográfica 
para registrar a atividade.
Sugestões de leitura
• Panará, a volta por cima dos índios gigantes. Instituto Socioambiental (ISA). Disponível em: 
https://panara.socioambiental.org/. Acesso em: 16 jun. 2023.
• Dia do índio: vídeos revelam a infância e o brincar na comunidade indígena Panará. Território do 
brincar, abr. 2016. Disponível em: https://territoriodobrincar.com.br/territorio-do-brincar-na-midia/dia-do-
indio-videos-revelam-a-infancia-e-o-brincar-na-comunidade-indigena-panara/. Acesso em: 16 jun. 2023.
• Brincadeira da onça. Território do brincar, mar. 2014. Disponível em: https://territoriodobrincar.
com.br/brincadeiras/brincadeira-da-onca-2/. Acesso em: 16 jun. 2023.
• Por que a mudança do termo índio para indígena faz tanta diferença na “aldeia”? Campo Grande News, 
abr. 2023. Disponível em: https://www.campograndenews.com.br/brasil/cidades/por-que-a-mudanca-do-
termo-indio-para-indigena-faz-tanta-diferenca-na-aldeia#:~:text=O%20termo%20mais%20apropriado%20
%C3%A9,que%20%C3%A9%20origin%C3%A1rio%20daquele%20lugar. Acesso em: 16 jun. 2023.
• Indígena/etnia. Manual de Comunicação do Senado. Disponível em: https://www12.senado.leg.
br/manualdecomunicacao/estilos/indio. Acesso em: 16 jun. 2023.
 � Espaços
Planeje para que a atividade ocorra em dois espaços distintos, iniciando na sala, na 
qual estarão organizados, de forma acessível, as imagens e os outros materiais sugeridos, 
e passando, depois, à área externa, que pode ser um pátio, uma quadra ou um gramado, 
em que as crianças poderão se movimentar livremente na brincadeira.
Atividade: Brincadeira da onça
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EI_MT_CP_PF.indb 53EI_MT_CP_PF.indb 53 05/10/2023 14:00:4505/10/2023 14:00:45
https://panara.socioambiental.org/
https://territoriodobrincar.com.br/territorio-do-brincar-na-midia/dia-do-indio-videos-revelam-a-infancia-e-o-brincar-na-comunidade-indigena-panara/
https://territoriodobrincar.com.br/territorio-do-brincar-na-midia/dia-do-indio-videos-revelam-a-infancia-e-o-brincar-na-comunidade-indigena-panara/
https://territoriodobrincar.com.br/brincadeiras/brincadeira-da-onca-2
https://territoriodobrincar.com.br/brincadeiras/brincadeira-da-onca-2
https://www.campograndenews.com.br/brasil/cidades/por-que-a-mudanca-do-termo-indio-para-indigena-faz-tanta-diferenca-na-aldeia#:~:text=O%20termo%20mais%20apropriado%20%C3%A9,que%20%C3%A9%20origin%C3%A1rio%20daquele%20lugar
https://www.campograndenews.com.br/brasil/cidades/por-que-a-mudanca-do-termo-indio-para-indigena-faz-tanta-diferenca-na-aldeia#:~:text=O%20termo%20mais%20apropriado%20%C3%A9,que%20%C3%A9%20origin%C3%A1rio%20daquele%20lugar
https://www.campograndenews.com.br/brasil/cidades/por-que-a-mudanca-do-termo-indio-para-indigena-faz-tanta-diferenca-na-aldeia#:~:text=O%20termo%20mais%20apropriado%20%C3%A9,que%20%C3%A9%20origin%C3%A1rio%20daquele%20lugar
https://www12.senado.leg.br/manualdecomunicacao/estilos/indio
https://www12.senado.leg.br/manualdecomunicacao/estilos/indio
 � Perguntas para guiar suas observações
1. Quais imagens chamam a atenção das crianças? Elas se mostram curiosas para 
conhecer uma cultura diferente? Como demonstram isso?
2. Como se movimentam durante o jogo? Demonstram equilíbrio, agilidade e controle 
dos movimentos corporais? Que estratégias individuais e coletivas desenvolvem?
3. Que critérios utilizam para selecionar os livros? Compartilham as leituras ou leem 
individualmente? Realizam a leitura das imagens e extraem informações, criam 
hipóteses ou folheiam rapidamente?
O QUE FAZER DURANTE
Na sala, convide todo o grupo para se reunir com você próximo aos materiais. 
Diga que gostaria de saber a opinião da turma sobre o que observam. Enriqueça 
o diálogo e a troca com os pequenos: mencione falas e expressões observadas e 
envolva-os na conversa, perguntando de onde acham que são as imagens, onde 
fica aquela comunidade, o que chamou mais a atenção, como será a vida e a roti-
na daquelas pessoas. Garanta que explorem as imagens, que, nessa faixa etária, 
guiam a leitura e as hipóteses de escrita das crianças. 
 — Percebi que algumas crianças ficaram interessadas nas imagens. Gostaria que 
compartilhassem com a gente o que observaram.
 — Vi que você fez uma expressão de surpresa. O que a deixou assim?
Possíveis falas 
do(a) professor(a)
Mostre ao grupo as imagens das crianças da aldeia jogando a brincadeira da onça. 
Pergunte o que acham que elas estão fazendo, como acham que se joga e quais as 
regras. Provavelmente os pequenos perceberão quese trata de um jogo. Incentive 
a participação de todos e valorize as hipóteses deles. Posteriormente, diga que você 
vai ler as regras que trouxe. Leia-as e converse sobre as hipóteses levantadas. Per-
gunte como acham que as crianças da aldeia Nasêpotiti criaram um jogo envolvendo 
especificamente onça, porcos e pássaros. Certamente, os pequenos contarão o que 
sabem sobre a onça como predadora. Proponha que expressem corporalmente os 
movimentos de cada animal enquanto vão para o espaço em que realizarão o jogo.
Na área externa, convide todo o grupo a retornar para a roda. Pergunte o que pre-
cisam fazer para jogar a brincadeira da onça. Com o apoio das regras, envolva as 
crianças nas decisões que serão tomadas: onde ficará posicionada a fila de por-
cos, onde será o local do pássaro pekã, de onde a onça partirá, quem fará o papel 
da onça, do pássaro e dos porcos. Se houver disputa para representar os animais, 
inclua a turma na busca de uma solução.
 — Todos os animais são importantes nessa brincadeira Possível fala 
do(a) professor(a)
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Conjunto: Jogos na área externa
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EI_MT_CP_PF.indb 54EI_MT_CP_PF.indb 54 05/10/2023 14:00:4505/10/2023 14:00:45
Caso alguma criança não queira participar, ofereça opções, como conversar com 
aquelas que já foram pegas pela onça ou ajudar no registro fotográfico. É importante 
deixar claro que ela poderá entrar na brincadeira depois, se desejar. Observe o jogo 
e veja se todos compreenderam seus papéis e as regras. Caso seja necessário, dê 
orientação individual a quem estiver precisando. Os jogos de regras envolvem aspec-
tos físicos, emocionais, cognitivos e sociais. Atente-se às respostas das crianças aos 
desafios que o jogo proporciona. Essas observações devem guiar as intervenções 
delas, que podem ser individuais ou coletivas, dependendo da situação. Apoie as 
crianças na descoberta e na percepção dos próprios corpos e sentimentos durante 
a brincadeira. Participe também da brincadeira com elas. A repetição aprimora a vi-
vência, portanto, caso queiram, incentive a turma a jogar novamente. 
 — Por que você acha que foi pego pela onça?
 — Vamos observar como os colegas fazem para se movimentar sem serem pegos? Possíveis falas 
do(a) professor(a)
Observe o envolvimento e o interesse do grupo. Quando perceber que o tempo de 
jogo já foi suficiente, encaminhe para a finalização. Antecipe às crianças que, ao 
retornar à sala, terão um tempo de leitura e pesquisa em livros.
Já na sala, conte que você separou alguns livros para que possam pesquisar e 
conhecer mais a respeito dos assuntos sobre os quais conversaram. Diga que são 
livros que falam de culturas indígenas brasileiras e de animais da fauna brasilei-
ra, entre outros. Motive-as a escolher e folhear os livros em pequenos grupos, se 
preferirem. Observe os interesses e demonstre um comportamento leitor, escolhen-
do algum livro para ler também. Pode ser que algumas crianças se aproximem e 
perguntem o que você está lendo. Compartilhe a leitura com elas e circule pelos 
espaços e grupos, demonstrando interesse pelas descobertas e diálogos.
Para finalizar
Quando a turma estiver se dispersando da leitura, deixando os livros de lado para 
buscar outras atividades, comunique que o momento está se encerrando e que de-
vem colaborar na organização dos livros. Acomode-os em local acessível e diga 
às crianças que, havendo interesse, podem retomar a leitura.
O QUE FAZER DEPOIS
Proponha que joguem a brincadeira da onça outras vezes e que pesquisem outros jogos 
da comunidade indígena Panará, bem como de outras comunidades indígenas. 
Retome com os pequenos os animais do jogo e peça para que escolham um. Em seguida, 
converse com as crianças sobre o habitat do animal que escolheram, assim como do que 
se alimenta e qual é o seu predador natural. 
Pergunte também se há alguém que tem um animal de estimação em casa. Aproveite 
esse momento para conversar com as crianças sobre a importância dos cuidados em rela-
ção aos animais domésticos.
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Atividade: Brincadeira da onça
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 ATIVIDADE 3
VOLENÇOL
 Tempo sugerido: 1 hora e 30 minutos
Objetivos de aprendizagem: EI03EO03, EI03CG03, EI03ET07, EI03ET08
O QUE FAZER ANTES
 � Contextos prévios
Para que a atividade seja realizada, é importante que a turma já tenha explorado gráficos, 
seja organizando um, seja fazendo a leitura de informações.
 � Materiais
 F Bola leve, do tipo “dente de leite”;
 F Lençóis velhos, mas em bom estado, coletados previamente com os responsáveis;
 F Regras do jogo Volençol;
 F Blocos de montar;
 F Imagens de gráficos de barras comparativos entre duas informações;
 F Varal ou mural para pendurar as imagens dos gráficos;
 F Um celular ou uma câmera fotográfica e o caderno de campo para registrar a 
atividade.
Sugestão de leitura
• Regras do jogo Volençol. Nova Escola. Disponível em: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.
com/hzAvsbXWaC29QBfmFh9RYXsMXvqt3CZAA6ZB2VMd2cQsdm3ChBbjNcRN6dsa/eisem001box0006-
brincadeiras-volencol-material-didatico-conteudo2-regras-jogo.pdf. Acesso em: 16 jun. 2023.
 � Espaços
Planeje para que a atividade aconteça em dois espaços, iniciando na área externa e 
finalizando na sala. Caso não seja possível utilizar um espaço externo, você pode utilizar a 
própria sala, o importante é adaptar a prática à sua realidade. 
 � Perguntas para guiar suas observações
1. Quais estratégias as crianças utilizam para pontuar no jogo? Como coordenam os 
movimentos do lençol e resolvem os conflitos?
2. Como realizam a contagem dos pontos? Apoiam-se em que estratégias e conhe-
cimentos prévios?
3. De que maneira as crianças compreendem a relação entre número e quantidade 
na elaboração do gráfico? A que recursos recorrem? Como são as trocas entre as 
crianças com conhecimentos diferentes a esse respeito?
Conjunto: Jogos na área externa
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https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/hzAvsbXWaC29QBfmFh9RYXsMXvqt3CZAA6ZB2VMd2cQsdm3ChBbjNcRN6dsa/eisem001box0006-brincadeiras-volencol-material-didatico-conteudo2-regras-jogo.pdf
https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/hzAvsbXWaC29QBfmFh9RYXsMXvqt3CZAA6ZB2VMd2cQsdm3ChBbjNcRN6dsa/eisem001box0006-brincadeiras-volencol-material-didatico-conteudo2-regras-jogo.pdf
O QUE FAZER DURANTE
Convide as crianças para que se sentem em roda com você. Compartilhe que tem 
uma sugestão de um novo jogo e que para jogá-lo utilizarão uma bola e dois len-
çóis. Apresente os materiais e incentive as crianças para que levantem hipóteses 
sobre o jogo. Conte que o nome do jogo é Volençol e busque a participação do 
grupo perguntando se conhecem algum jogo que tenha um nome parecido. Pos-
sibilite que expressem as ideias que tiverem e valorize-as. Mostre e leia as regras 
para a turma e depois pergunte o que será necessário fazer para jogar. Envolva 
todo o grupo na organização prévia do jogo, momento em que haverá divisão de 
times, espaço, posição, sempre de acordo com as regras do jogo.
Convide as crianças para que vivenciem o jogo na área externa. Caso alguma de-
las não queira participar, convide-a para que ajude a pegar a bola quando ela cair 
do lençol ou, ainda, peça ajuda no registro fotográfico, mas busque incentivá-la a 
participar no decorrer da brincadeira. Enquanto elas jogam, observe as estratégias 
que desenvolvem: como movimentam o lençol, se fazem seu próprio movimento 
ou procuram observar os colegas e coordenar as ações, se existe uma liderança 
que organiza o grupo. Após algumas tentativas, as equipes podem começar a de-
senvolver estratégias para marcar ponto e ocorrer uma contagem espontânea dos 
pontos. Observe como essa contagem se dá.
Quando o tempo estimadopara o jogo estiver se esgotando, avise que será a úl-
tima disputa de ponto e que o jogo será encerrado. Combine a organização dos 
materiais e convide as crianças para se sentar em roda com você. Converse so-
bre como foi jogar Volençol, qual foi o placar final, como fizeram para contar os 
pontos. Enriqueça o diálogo com o que observou durante o jogo e pergunte como 
sabem quem está ganhando. Proponha às crianças que façam mais uma rodada 
de Volençol, mas agora controlando os pontos para que, a qualquer momento da 
partida, possam saber como está a disputa. Peça que sugiram formas de fazer 
esse controle e, a partir das sugestões, escolham uma maneira para utilizá-la. De-
pendendo da sugestão que for escolhida pelo grupo, talvez seja preciso coletar o 
material antes de iniciar a partida. 
 — De que forma podemos registrar os pontos para acompanhar quanto está o 
jogo durante a partida? 
 — Alguém precisa ficar responsável pela marcação, não é mesmo?
Possíveis falas 
do(a) professor(a)
Retome o jogo começando uma nova rodada com pontuação zerada e ofereça 
apoio, se necessário, durante o registro ou a marcação dos pontos. No decorrer da 
partida, sugira que confiram o placar.
Decorrido o tempo proposto para a partida, diga à turma que essa será a última 
disputa. Finalizado o jogo, proponha a todo o grupo que verifique o placar. Peça 
às crianças que realizaram a marcação para que falem sobre a experiência de 
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Atividade: Volençol
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registrar os pontos e que estratégias utilizaram. Informe que retornarão para a sala 
e lá continuarão conversando sobre o Volençol.
Na sala, em roda, convide uma criança para registrar a pontuação de cada equipe 
no quadro. Caso ela faça uso dos numerais correspondentes, pergunte a todo o 
grupo de que outra forma vocês podem representar as quantidades de pontos para 
comparação e visualização. Garanta que as ideias emerjam do grupo. Se nenhu-
ma criança citar o gráfico, diga que você trouxe gráficos de algumas competições 
para que possam observar como as informações estão representadas. Convide as 
crianças para que comparem as barras e identifiquem quem está ganhando. En-
quanto fazem a leitura, retome com elas os conhecimentos prévios sobre o assunto.
Proponha a cada time que faça sua barra de pontos marcados no jogo, utilizando 
os blocos de montar. Organize com as crianças a divisão do espaço da sala para 
cada time. Enquanto as crianças constroem a barra, observe que conhecimentos 
mobilizam, se recorrem ao numeral escrito no quadro, se há uma liderança, se to-
das se envolvem no processo, como são as trocas entre elas. Após a construção da 
barra de cada grupo, convide as equipes a se sentar em roda. Solicite que tragam 
as barras, posicionando-as uma ao lado da outra. Converse com as crianças sobre 
o gráfico finalizado, peça que façam a leitura das informações contidas nele. Con-
vide uma delas para registrar o gráfico produzido coletivamente, fotografando-o.
Para finalizar
Peça às equipes que organizem os blocos de montar na caixa. Convide algumas 
crianças para fixar no varal ou no mural as imagens dos gráficos. Diga que a foto 
do gráfico feito com os blocos de montar também será incluída.
O QUE FAZER DEPOIS
Repita a atividade propondo às crianças que convidem outra turma da escola para jo-
gar o Volençol. Você pode sugerir também que organizem um campeonato. Elas podem 
experimentar outras formas de registro de pontos e construir gráficos sobre o campeonato, 
testando agrupamentos, como duplas ou pequenos grupos. A partir do campeonato e dos 
registros, elas podem manter um painel informativo dos jogos para acompanhamento dos 
responsáveis em momentos de entrada e saída.
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Conjunto: Jogos na área externa
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EI_MT_CP_PF.indb 58EI_MT_CP_PF.indb 58 05/10/2023 14:00:4505/10/2023 14:00:45
 ATIVIDADE 4
QUEIMADA ABELHA-RAINHA
 Tempo sugerido: 1 hora e 20 minutos
Objetivos de aprendizagem: EI03EO03, EI03EO07, EI03CG02
O QUE FAZER ANTES
 � Contextos prévios
Esse jogo é uma adaptação da queimada tradicional, por isso é importante que as crian-
ças já conheçam a brincadeira no formato tradicional.
 � Materiais
 F Itens para contextualização: imagens impressas de abelhas e colmeias, que podem 
ser fotos, desenhos e livros informativos, bem como abelhas de brinquedo, de 
fantoches ou feitas de material reciclado;
 F Uma bola leve e de tamanho médio, para que as crianças consigam segurar e lançar 
a uma boa distância;
 F Varais, mesas e tapetes;
 F Giz de lousa, se necessário;
 F Um equipamento para reprodução do áudio de um zumbido de abelha em volume 
baixo, para que apenas quem se aproxima possa ouvi-lo;
 F Um equipamento para reprodução de vídeos sobre o tema (TV, tablet ou um 
notebook), conforme as possibilidades de sua escola;
 F Um celular ou uma câmera fotográfica, o caderno de campo e uma caneta para 
registrar a atividade;
 F Regras do jogo da Queimada abelha-rainha.
Sugestão de leitura
• Regras do jogo: Queimada abelha-rainha. Nova Escola. Disponível em: https://nova-escola-producao.
s3.amazonaws.com/q3zRJT5T2fEG7cydTVdh6neC9qUtQ7f8xjrA3acfEZjkQgtCmcMz7M3CzPCq/edi3-
07und04-regras-queimada-abelha-rainha.pdf. Acesso em: 
16 jun. 2023.
 � Espaços
Planeje para que a atividade aconteça em dois espaços, iniciando-se na sala e passando 
para a área externa. Organize a sala com materiais que remetam à temática do jogo. Dis-
Atividade: Queimada abelha-rainha
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https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/q3zRJT5T2fEG7cydTVdh6neC9qUtQ7f8xjrA3acfEZjkQgtCmcMz7M3CzPCq/edi3-07und04-regras-queimada-abelha-rainha.pdf
https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/q3zRJT5T2fEG7cydTVdh6neC9qUtQ7f8xjrA3acfEZjkQgtCmcMz7M3CzPCq/edi3-07und04-regras-queimada-abelha-rainha.pdf
https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/q3zRJT5T2fEG7cydTVdh6neC9qUtQ7f8xjrA3acfEZjkQgtCmcMz7M3CzPCq/edi3-07und04-regras-queimada-abelha-rainha.pdf
ponha os recursos em diferentes espaços da sala, como em varais, mesas e tapetes, assim 
as crianças circularão pelas diversas possibilidades. 
Para a brincadeira, o melhor lugar é uma quadra, porque já tem as divisões de campos e 
delimitações de áreas. Não sendo possível, escolha outro espaço e, previamente, divida-o em 
dois campos, separando uma área atrás de cada um deles, chamada de “morto”, para onde 
vão as crianças que são atingidas. Essas marcações podem ser feitas no chão com um giz.
 � Perguntas para guiar suas observações
1. Como as crianças expressam o interesse delas pelo tema das abelhas? Como se 
envolvem com os materiais disponibilizados?
2. Como realizam os diversos movimentos durante o jogo? Demonstram segurança, 
por exemplo, tentando pegar a bola para “queimar” o time adversário?
3. Quais estratégias individuais desenvolvem durante o jogo? Que linguagens utilizam 
para comunicação com os colegas da equipe? Que estratégias criam coletivamente?
O QUE FAZER DURANTE
Convide as crianças para que entrem na sala previamente organizada. Sugira que 
circulem livremente pelo espaço observando e explorando os materiais dispostos. 
Observe reações, expressões faciais e corporais. Faça intervenções a partir das 
manifestações delas. Deixe as crianças ouvirem o zumbido mais de uma vez. Aco-
lha todas as expressões e ofereça apoio, se necessário.
 — Que som é esse?
 — Você conhece? 
 — Atenção, o(a) professor(a) vai deixar vocês ouvirem novamente!
Possíveis falas 
do(a) professor(a)
Com todo o grupo em roda, pergunte sobre as observações que fizeram, o que 
acharam interessante e o que mais chamou a atenção. Quando alguém se referir 
a uma imagem, um livro ou um brinquedo específico, peça que mostre qual é ou 
que traga-o para a roda para mostrar a todos. Converse sobre o que sabem a res-
peito das abelhas, da colmeia e da abelha-rainha. Dê tempo para a troca de infor-
mações e garanta quetodos estejam envolvidos. No entanto, tenha atenção, pois 
o direcionamento é para a brincadeira. Novas discussões podem ser exploradas 
posteriormente.
 • Elas podem ficar empolgadas ou demonstrar medo de abelha e aflição 
ao ouvir o zumbido dela.
Possível ação 
das crianças
Convide as crianças para jogar Queimada abelha-rainha na área externa da es-
cola. Lembre-as de que já jogaram queimada e pergunte quem se lembra como 
se joga, quais são as regras e o que é preciso para jogá-la. Depois pergunte como 
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Conjunto: Jogos na área externa
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EI_MT_CP_PF.indb 60EI_MT_CP_PF.indb 60 05/10/2023 14:00:4505/10/2023 14:00:45
será que se joga Queimada abelha-rainha. Ouça as suposições dos pequenos, va-
lorizando as hipóteses deles. Socialize as regras para então conversar sobre o que 
é necessário para jogar. Sugira que se desloquem até o espaço externo imitando 
uma abelha. Entre na brincadeira e “voe” com as crianças também.
No espaço externo, organize a partir das ideias das crianças a divisão dos dois ti-
mes. Diga que é hora de se reunirem em equipes para decidir quem será a abelha-
-rainha. Dê um tempo para que tomem a decisão e conclua os combinados para o 
início da partida, sempre retomando as regras.
Convide a turma para jogar. Observe como as crianças atuam diante dos diversos 
desafios que a atividade propõe e faça registros fotográficos e escritos das ações 
para nortear as intervenções. Esse é um jogo em que as crianças precisarão de-
senvolver táticas individuais e coletivas. O jogo prossegue até que uma das abe-
lhas-rainhas seja “queimada”.
Após o término da partida, sugira que procurem um lugar agradável para que se 
sentem. Proponha uma conversa para que as crianças relatem a experiência do 
jogo. Pergunte também sobre os movimentos corporais que realizaram no jogo, 
como abaixar para escapar da bola, correr e arremessar a bola. Convide-as a de-
monstrar os movimentos enquanto contam como fizeram. 
 — Como vocês se comunicaram em equipe? Encontraram algum desafio 
durante o jogo? 
 — Quais estratégias utilizaram para proteger a abelha-rainha?
 — Como vocês descobriram quem era a abelha-rainha do time adversário?
Possíveis falas 
do(a) professor(a)
Para finalizar
Finalizada a socialização de experiências, convide todo o grupo para se sentar e 
respirar profundamente algumas vezes. As crianças podem fechar os olhos, sentir o 
ar entrando e saindo. Depois peça para que abram os olhos e se levantem devagar.
O QUE FAZER DEPOIS
Repita o jogo outras vezes para que as crianças tenham oportunidade de desenvolver ou-
tras estratégias e também diferentes formas de se comunicar em equipe, para então perceber 
o que deu certo e o que não deu. Proponha à turma que insira novos desafios no jogo ( jogar 
com duas bolas; quem estiver no “morto” pode “queimar”; ou quem for “queimado” passa 
para o outro time). Quando essas variações no jogo acontecerem, retome as regras com as 
crianças e proponha que as reescrevam coletivamente, fazendo as alterações necessárias. 
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Atividade: Queimada abelha-rainha
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 ATIVIDADE 5
PEGA-PEGA NUNCA TRÊS 
 Tempo sugerido: 60 minutos
Objetivos de aprendizagem: EI03EO03, EI03CG02, EI03CG03, EI03CG04
O QUE FAZER ANTES
 � Contextos prévios
Para desenvolver a proposta, é importante que as crianças possuam um repertório prévio 
de brincadeiras de pega-pega, pois na atividade vão aprender uma variação da brincadeira.
 � Materiais
 F Papel para cartaz;
 F Marcador gráfico (pincel, caneta hidrocor);
 F Giz de lousa, papel e lápis de cor para as crianças desenharem no chão, caso não 
queiram participar da proposta;
 F Regras do jogo Pega-pega nunca três;
 F Um celular ou uma câmera fotográfica e o caderno de campo para registrar a 
atividade.
Sugestão de leitura
• Regras Pega-pega nunca três. Nova Escola. Disponível em: https://nova-escola-producao.s3. 
amazonaws.com/Tns9nqD6cJdZeR5g5yX9PewayBMfHJVrKtNykrshYCjZgsQJ993RvHrNH8rz/
atividade-para-impressao-regras-pega-pega-nunca-tres-edi3-07und05.pdf. Acesso em: 16 jun. 2023.
 � Espaços
Recomenda-se que a atividade ocorra na área externa da escola, podendo ser em uma 
quadra, um pátio ou um gramado. Caso não seja possível organizar o espaço para a ati-
vidade em uma área externa, você pode utilizar a própria sala, o importante é adaptar a 
prática à sua realidade.
 � Perguntas para guiar suas observações
1. Como as crianças se movimentam no jogo? Demonstram agilidade, controle dos 
movimentos corporais? Deslocam-se com segurança? Que estratégias utilizam 
para fugir ou pegar?
2. Como ocorre a interação entre as crianças? Cooperam umas com as outras, por 
exemplo, avisando o colega que passou a ser fugitivo e que deve correr? Com-
preendem e desempenham os diferentes papéis propostos?
Conjunto: Jogos na área externa
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chrome-extension://efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj/https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/Tns9nqD6cJdZeR5g5yX9PewayBMfHJVrKtNykrshYCjZgsQJ993RvHrNH8rz/atividade-para-impressao-regras-pega-pega-nunca-tres-edi3-07und05.pdf
chrome-extension://efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj/https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/Tns9nqD6cJdZeR5g5yX9PewayBMfHJVrKtNykrshYCjZgsQJ993RvHrNH8rz/atividade-para-impressao-regras-pega-pega-nunca-tres-edi3-07und05.pdf
chrome-extension://efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj/https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/Tns9nqD6cJdZeR5g5yX9PewayBMfHJVrKtNykrshYCjZgsQJ993RvHrNH8rz/atividade-para-impressao-regras-pega-pega-nunca-tres-edi3-07und05.pdf
3. Quais alterações corporais foram observadas com o jogo? As crianças consideram 
aspectos do autocuidado? De que forma?
O QUE FAZER DURANTE
Convide as crianças para que se sentem em roda com você. Converse sobre como 
brincam de pega-pega e observem se há jeitos diferentes de jogar. Proponha o re-
gistro dessas formas. Como escriba, faça uma lista dos jogos indicados por elas 
no cartaz, decidindo em conjunto o nome das variações que surgirem. 
 — Que legal! Não conheço esse pega-pega. Será que tem outro nome?
 — Vamos registrar neste cartaz para jogarmos algum dia? Possíveis falas 
do(a) professor(a)
Compartilhe que conhece um jogo que se chama “Pega-pega nunca três” e que 
gostaria de jogar com elas. Pergunte como acham que é essa brincadeira, possibi-
litando que as crianças levantem hipóteses e expressem suposições. Leia as regras 
com a turma e levante o que compreenderam sobre a forma de jogar. 
 — Quem gostaria de explicar para a turma o que entendeu sobre a forma de 
jogar o Pega-pega nunca três? Possível fala 
do(a) professor(a)
Envolva as crianças na organização necessária, como divisão em duplas, distribui-
ção delas pelo espaço, quem será o pegador e o fugitivo. Após essa organização, 
inicie a vivência. Participe da brincadeira com as crianças e, enquanto jogam, ob-
serve se todas estão seguras, compreendendo o papel que estão desempenhan-
do e se estão envolvidas no jogo. Observe como são as interações, se avisam os 
colegas que precisam se soltar da dupla e fugir, se todas as duplas estão partici-
pando ou se sempre as mesmas são escolhidas. Se necessário, faça intervenções, 
conversando sobre a importância da participação de todos. Caso alguma criança 
não queira participar, dê a ela alguma opção de atividade que possa fazer próxi-
ma ao local em que a turma está, como desenhar com um giz de lousa no chão ou 
com lápis de cor em um papel.
 É muito importante que você participe também. Fique atento ao envolvimento e à 
disposição das crianças no jogo. Quando a turma começar a demonstrar cansaço, 
pare e convide as crianças para que se sentem em roda com você.
Em roda, com todo o grupo, peça às crianças que fechem os olhos por alguns se-
gundos e percebam o próprio corpo. Pergunte se notam alguma mudança em seus 
corpos após o início do jogo. Peça que abram os olhos e contem sobreo que acha-
ram que mudou no próprio corpo após o jogo. Envolva os pequenos na conversa 
e pergunte sobre que cuidados são necessários após a prática de uma atividade 
física como a que acabaram de realizar. Provavelmente as crianças compartilharão 
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Atividade: Pega-pega nunca três 
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EI_MT_CP_PF.indb 63EI_MT_CP_PF.indb 63 05/10/2023 14:00:4505/10/2023 14:00:45
conhecimentos e experiências a respeito da necessidade de beber água, respirar 
mais fundo ou lavar o rosto suado. É importante criar condições para que as ideias 
relacionadas ao autocuidado emerjam das crianças, a partir de suas próprias vivên-
cias e da interação com os outros. Escute e problematize algumas ideias e ações, 
se necessário.
Para finalizar
A partir da conversa realizada, diga às crianças que será o momento de colocar 
em prática os cuidados levantados.
O QUE FAZER DEPOIS
Repita a atividade aproveitando as indicações iniciais das crianças sobre as variações 
de pega-pega. Organize com elas uma pesquisa com outras turmas da escola sobre os 
jogos de pegar que conhecem. A partir dos jogos pesquisados, combine a vivência da-
queles que as crianças desejarem. É possível que muitas dessas brincadeiras possam 
estar listadas no cartaz produzido na atividade Jogos no quintal, deste conjunto. Consi-
dere oportunizar essas relações entre as brincadeiras com as crianças. Se sua cidade for 
composta por povos originários, mas não haja nenhuma criança indígena na sua turma, 
busque a secretaria da escola para saber se há crianças indígenas em outras turmas para 
que sejam convidadas a brincar com seu grupo. Outra opção é buscar a Secretaria da 
Educação de seu município para obter mais informações sobre comunidades indígenas 
na região e planejar uma visita.
Conjunto: Jogos na área externa
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EI_MT_CP_PF.indb 64EI_MT_CP_PF.indb 64 05/10/2023 14:00:4505/10/2023 14:00:45
Colecionar objetos é uma maneira lúdica de promover diversas apren-
dizagens relativas às relações interpessoais, ao conhecimento mate-
mático e às atitudes de cuidado e preservação. Enquanto colecionam, 
as crianças se deparam com situações problematizadoras contextua-
lizadas atinentes às noções de quantidade, identificação e sequência 
numérica, contagem, soma, divisão, entre outras. Elas também apren-
dem a ser cooperativas e a se responsabilizar por suas coleções. Essa 
é uma abordagem que potencializa as aprendizagens a partir do pro-
tagonismo da criança em interações diversas.
Esta é uma sequência didática cujas atividades devem ser desenvolvi-
das com a turma na ordem em que são apresentadas. Elas propõem uma 
consequente ampliação de desafios por meio da inter-relação umas com 
as outras, no que tange às discussões e aos recursos utilizados para o 
aprofundamento dos objetivos de aprendizagem e desenvolvimento.
DRC-MT
 � Campos de experiências explorados nesta sequência
O eu, o outro e 
o nós.
Escuta, fala, 
pensamento 
e imaginação.
Espaços, tempos, 
quantidades, 
relações 
e transformações.
 � Objetivos de aprendizagem e desenvolvimento explorados nesta sequência
EI03EO02
Agir de maneira independente, com confiança em suas capacidades, reconhecendo suas conquistas e 
limitações.
EI03EO04 Comunicar suas ideias e sentimentos a pessoas e grupos diversos.
EI03EO07 Usar estratégias pautadas no respeito mútuo para lidar com conflitos nas interações com crianças e adultos.
EI03EF01
Expressar ideias, desejos e sentimentos sobre suas vivências, por meio da linguagem oral e escrita 
(escrita espontânea), de fotos, desenhos e outras formas de expressão.
EI03ET01 Estabelecer relações de comparação entre objetos, observando suas propriedades.
EI03ET04
Registrar observações, manipulações e medidas, usando múltiplas linguagens (desenho, registro por 
números ou escrita espontânea), em diferentes suportes.
EI03ET05 Classificar objetos e figuras de acordo com suas semelhanças e diferenças.
EI03ET07
Relacionar números às suas respectivas quantidades e identificar o antes, o depois e o entre em uma 
sequência.
COLECIONANDO OBJETOS
SEQUÊNCIA 4
SD
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 ATIVIDADE 1 
INICIANDO COLEÇÕES 
 Tempo sugerido: 40 minutos
Objetivos de aprendizagem: EI03EO04, EI03EF01, EI03ET04
O QUE FAZER ANTES
 � Contextos prévios
Para realizar a atividade, é necessário que você pesquise sobre colecionadores e suas 
coleções, escolhendo alguns deles para compartilhar com as crianças no início da atividade. 
Organize previamente a turma em pequenos grupos de três a cinco integrantes. Atenha-se 
às competências matemáticas de contagem, correspondência numérica, reconhecimento 
e registro de numerais, de forma que crianças com conhecimentos matemáticos distintos 
fiquem em um mesmo grupo e apoiem o aprendizado umas das outras. Além disso, considere 
as relações de interação entre as crianças para que todas se sintam acolhidas nos grupos. 
 � Materiais
 F Imagens impressas de colecionadores e de suas coleções (se não for possível 
imprimir, as imagens poderão ser digitais e devem ser exibidas a partir de um 
dispositivo eletrônico; nesse caso, você precisará ajustar suas intervenções na 
primeira etapa da atividade). Alguns colecionadores de Mato Grosso: Ruben Fábio 
Matos Ferreira – colecionador de moedas e selos brasileiros –, Dário Tavares dos 
Santos – colecionador de carros antigos –, Marinho Akioshi Kaba (município de 
Poxoréu) – colecionador de fósseis, pedras, rochas e madeiras;
 F O caderno de campo para registro de intervenções e registro do processo de captura 
e construção das coleções;
 F Tabela em uma folha de cartolina, já contendo os nomes das crianças separados em 
pequenos grupos, para que elas registrem sugestões para as coleções, conforme 
o modelo a seguir.
GRUPO (NOME DAS CRIANÇAS) COLEÇÃO META DE QUANTIDADE
Grupo 01: nome da criança 1, nome da criança 2, nome da 
criança 3, nome da criança 4.
botões 100
Grupo 02: nome da criança 1, nome da criança 2, nome da 
criança 3, nome da criança 4.
tampinhas de garrafa 200
Grupo 03: nome da criança 1, nome da criança 2, nome da 
criança 3, nome da criança 4.
pedrinhas 100
Grupo 04: nome da criança 1, nome da criança 2, nome da 
criança 3, nome da criança 4.
bolinhas de gude 80
Grupo 05: nome da criança 1, nome da criança 2, nome da 
criança 3, nome da criança 4.
figurinhas 300
Sequência: Colecionando objetos
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 � Espaços
Preveja um espaço para a roda que será realizada no decorrer da proposta e deixe 
próximos todos os materiais, fixando a tabela em uma parede central e a uma altura que 
facilite que as crianças a preencham. Observe também a necessidade de um espaço para 
que elas se reúnam em pequenos grupos e planejem as coleções, conforme o modelo.
 � Perguntas para guiar suas observações
1. Quais são as hipóteses apresentadas pelas crianças sobre as coleções e os cole-
cionadores mostrados nas imagens? Que conhecimentos trazem sobre o ato de 
colecionar?
2. De que forma elas reagem à proposta de criação das coleções? Ficam animadas? 
Propõem objetos para colecionar?
3. Como as crianças interagem durante a escolha e o registro das coleções nos grupos? 
Ajudam umas às outras? Escrevem de forma espontânea? Solicitam ajuda?
O QUE FAZER DURANTE
Convide todo o grupo para se sentar com você em uma roda e compartilhe que você 
preparou algumas imagens para que conheçam uma atividade chamada “colecio-
nar”. Diga que mostrará as imagens para a turma e depois as passará de mão em 
mão, de modo que possam observar melhor os detalhes. Explore com as crianças 
as coleções, a história dos colecionadores e o porquê de se colecionar tais obje-
tos. Incentive-as a criar hipóteses sobre os motivos para alguém ser colecionador 
de algo e as razões pelas quais se escolhe determinado objeto. Sonde o que elas 
já conhecem sobre coleções.
Proponha a todo o grupo a criação de coleções. Conteque elas vão se organizar 
em pequenos grupos e sugerir objetos para colecionar. Avise-as também que vão 
combinar quantos objetos desejam obter, estipulando uma meta de quantidade. 
Diga ainda que, ao se escolher o objeto e a quantidade, elas devem ir até a tabela 
fixada na parede e registrar essas informações. Assegure-se de que compreendam 
quais tipos de materiais podem ser usados nas coleções. Deixe as imagens das 
coleções acessíveis às crianças. 
Circule entre os pequenos grupos e incentive-os para que digam quais objetos 
podem colecionar e em qual quantidade querem chegar. Acolha todas as sugestões 
e valide-as. Caso o objeto proposto seja algo inacessível para a coleção, instigue 
as crianças a repensar a sugestão e apresentar outra. Atente-se para que seu apoio 
nessa construção seja positivo, a fim de que as crianças se sintam encorajadas a 
trazer novas ideias. Assim que o pequeno grupo entrar em um consenso sobre qual 
objeto vão colecionar, incentive as crianças a refletir sobre uma meta de quantidade. 
Pergunte, por exemplo, quantos objetos desejam adquirir para considerar a coleção 
completa e finalizada. 
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Atividade: Iniciando coleções 
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De acordo com o combinado no início da atividade, assim que um pequeno grupo 
tiver escolhido o objeto e a meta de quantidade para a coleção, direcione-o para a 
tabela fixada na parede. Pergunte se alguma das crianças gostaria de escrever e 
acolha a escrita espontânea delas. O mesmo processo deve acontecer na coluna 
para a meta de quantidade. Considere que as crianças possam se apoiar em 
alguma reta numérica já disposta na sala. Ao fim dessa etapa, se necessário, diga 
às crianças que você também registrará para os grupos o nome dos objetos e a 
quantidade esperada ao lado da escrita delas.
Para finalizar
Quando a turma já tiver escolhido e registrado os objetos e a meta de coleção, peça 
às crianças que retornem à grande roda. Leia com elas os objetos escolhidos pelos 
grupos e as metas de quantidades. Combine com os pequenos os dias em que os 
objetos poderão ser adicionados às coleções (todos os dias ou em um dia específico 
da semana) e o horário (no começo ou no fim do dia). Após os combinados, organize 
a turma para a próxima vivência da rotina.
O QUE FAZER DEPOIS
Dê continuidade à proposta de colecionar objetos e realize com as crianças a coleta 
dos itens, planejando com elas como a atividade será realizada. É possível organizar 
coleções temáticas como: coleção de elementos da natureza (objetos/elementos da 
natureza recolhidos no quintal das casas, no entorno do bairro e nas dependências da 
escola), coleção de memórias (objetos que compõem a história desde o nascimento das 
crianças), coleção de objetos antigos (objetos antigos de seus familiares e responsáveis). 
Envolva os responsáveis e os funcionários por meio de uma caixa de coleta na entrada 
da escola. Faça com as crianças os comunicados, a lista de objetos, entre outras ações. 
Se possível, convide colecionadores locais para estarem na escola em um momento 
de conversa com as crianças, a fim de exporem seus interesses de colecionadores e 
apresentarem alguns dos objetos às crianças.
Retome com as crianças a quantidade de cada tipo de objeto colecionado e apresente 
para as crianças a função social dos números. Para isso, dialogue com os pequenos 
sobre a representação dos números a partir de suas vivências. Pode-se iniciar a partir 
da contextualização de algumas informações, como a idade e data de nascimento das 
crianças, organizando um mural para que elas visualizem o uso dos números nessa 
cronologia. No mesmo mural, relacione os membros da família (avô, avó, pai, mãe, irmãos 
etc.), identificando-os por recortes de revistas ou por desenhos realizados pelas crianças. 
É possível também relacionar o nome das crianças ao número de sua casa, apartamento, 
número do telefone da família, identidade da crianças como RG e CPF. 
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Sequência: Colecionando objetos
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 ATIVIDADE 2
CLASSIFICANDO 
ELEMENTOS DAS COLEÇÕES
 Tempo sugerido: 60 minutos
Objetivos de aprendizagem: EI03EO02, EI03ET01, EI03ET05
O QUE FAZER ANTES
 � Contextos prévios
É fundamental que as crianças já tenham iniciado as coleções de objetos de forma coletiva 
(em pequenos grupos de três a cinco crianças por coleção). Para realizar a classificação dos 
objetos, deve-se ter um mínimo de 40 objetos por grupo. Além disso, pesquise previamente 
alguns museus que acolham coleções para realizar um tour virtual. Se possível, organize 
visitas a museus, casa de cultura ou mostra cultural locais, que apresentem exposições 
relacionadas ao tema “coleções”.
 � Materiais
 F Um equipamento com acesso à internet para o tour virtual em museus que acolhem 
coleções. No caso da impossibilidade de realizar o tour virtual, você precisará ajustar 
suas intervenções na primeira etapa da atividade;
 F Coleções de objetos realizadas a partir da atividade Iniciando coleções, desta 
sequência;
 F Recipientes em quantidade suficiente ou com divisórias para que as crianças 
armazenem e organizem as coleções ao término da classificação;
 F Um celular ou uma câmera fotográfica, o caderno de campo e uma caneta para 
registrar a atividade.
Sugestões de leitura
 • Programa Acervos em Rede. Instituto Brasileiro de Museus. Disponível em: https://antigo.museus.
gov.br/acessoainformacao/acoes-e-programas/acervo-em-rede/. Acesso em: 23 jun. 2023.
 • Museu da Infância. Disponível em: https://www.unesc.net/portal/museu-da-infancia. Acesso em: 
23 jun. 2023.
 � Espaços
Organize um espaço para disponibilizar as coleções de objetos dos grupos e facilitar a or-
ganização. Preveja ainda a necessidade de um espaço em que as crianças possam se reunir 
e organize os recipientes ou divisórias que possam acolher as coleções classificadas pelas 
crianças. As coleções podem ser organizadas de diferentes formas: em estantes, malas, caixas 
e prateleiras. Dependendo dos materiais a serem expostos, é possível também organizar uma 
exposição em forma de varal ou móbiles (com linhas de anzol pendurando os objetos no teto).
Atividade: Classificando elementos das coleções
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EI_MT_CP_PF.indb 69EI_MT_CP_PF.indb 69 05/10/2023 14:00:4605/10/2023 14:00:46
 � Perguntas para guiar suas observações
1. De que forma as crianças reagem à proposta de classificação das coleções? Que 
comentários trazem sobre elas? Dão sugestões de classificação?
2. Quais critérios elas utilizam para classificar as coleções? Elas se inspiram nas orga-
nizações e classificações observadas na visita sobre coleções ou criam as próprias 
formas de organização?
3. Como as crianças interagem durante a classificação nos grupos? Ajudam umas às 
outras? Acolhem as diferentes opiniões?
O QUE FAZER DURANTE
Inicie a atividade convidando todo o grupo para se sentar com você em uma roda. 
Diga que você preparou um tour virtual por alguns museus. Conte que se trata de 
uma forma de conhecer as coleções que estão em museus distantes e que o intui-
to dessa visita virtual é que todos possam ver como as coleções são organizadas 
e quais objetos fazem parte delas. À medida que apresenta as imagens das cole-
ções, incentive as crianças a expressar oralmente o que estão observando. Caso 
não seja possível realizar o tour virtual, uma opção é visitar a biblioteca da escola 
e apresentar a forma como a coleção de livros está categorizada. É possível, ain-
da, evidenciar como a própria sala é composta por diversas coleções de objetos 
(mobiliário, material escolar) e que estes estão reunidos e organizados de acordo 
com algumas categorias. Se julgar pertinente, amplie o tour pela escola, levando 
as crianças para espaços administrativos também e aborde com elas as diferenças 
dos espaços e dos objetos, comentando como estão organizados.
 — Como os objetos estão organizados? Por tamanho,por cor ou por tipo? 
 — Essa organização é a mesma do museu anterior?
Possíveis falas 
do(a) professor(a)
Encerre a visita virtual dizendo às crianças que você gostaria de fazer uma proposta 
desafiadora em relação aos objetos que elas estão colecionando em grupo. 
Diga-lhes que você gostaria que cada pequeno grupo organizasse sua própria 
coleção inspirado nas exposições que acabaram de visitar. Peça a cada grupo 
que classifique a coleção em diferentes seções. Rememore com os pequenos as 
diferentes possibilidades de classificações de itens de coleções vistas durante a 
visita virtual. Combine que todos investiguem formas de classificar as coleções. 
Instigue as crianças a refletir sobre quais características dos objetos vão escolher 
para que eles fiquem juntos ou separados na organização que estabelecerão. 
Combine com as crianças um tempo para isso e diga que depois vão partilhar com 
os colegas a forma que organizaram as coleções.
Entregue as coleções respectivas de cada um e convide as crianças para que 
explorem e conversem sobre quais características os objetos possuem com relação 
a tamanhos, formatos e cores. Depois, peça que comecem a organizar a coleção 
e sigam a classificação escolhida. Por fim, oriente os pequenos a colocarem os 
objetos da coleção nos recipientes conforme a classificação.
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Sequência: Colecionando objetos
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Circule entre os pequenos grupos, apoie e problematize as interações das crianças e 
os critérios utilizados por elas para que realizem a classificação. Escute quais pistas 
elas estão trazendo, quais desafios estão vivenciando e que hipóteses constroem 
acerca do modo de se categorizar as coleções. Esse é um interessante processo 
de negociação e experimentação das possibilidades de classificação entre as 
crianças. Nesse momento, faça registros de algumas dessas relações, utilizando-
os como forma de reflexão para futuros planejamentos e documentações.
Continue investigando as relações que as crianças estão estabelecendo acerca 
das classificações. Note que alguns grupos podem se deparar com desafios. 
Esteja atento e apoie-os se for necessário. Compartilhe pensamentos e possibilite 
trocas entre os pares, instigando as crianças com perguntas que convidem para o 
aprofundamento e a sistematização da proposta. 
 — Como esses objetos são parecidos? E diferentes?
 — Vamos lembrar como as coleções são organizadas nos museus virtuais que 
visitamos hoje?
 — Como vocês acham que poderíamos organizar?
Possíveis falas 
do(a) professor(a)
Quando a turma finalizar as classificações dos elementos da coleção, peça que 
voltem para a roda. Em seguida, inicie o diálogo a fim de investigar as diferentes 
maneiras que encontraram para classificar os objetos. Nesse sentido, incentive os 
pequenos grupos para que apresentem as classificações e contem como chegaram 
a essa organização. Incentive-os para que revelem as características consideradas 
na classificação e como os objetos estão guardados no recipiente para que não 
se desorganizem facilmente.
Para finalizar
Ao terminar a partilha, convide as crianças a guardar os recipientes com as coleções 
no espaço que reservou para acolhê-las e convide-as para que vivenciem a próxima 
atividade do dia.
O QUE FAZER DEPOIS
Em outro momento, você poderá convidar as crianças para que construam gráficos sobre 
as características e as quantidades de cada coleção de objetos (por exemplo: quantos objetos 
de cada cor, tamanho ou outro atributo há em cada uma das coleções). Fixe-os próximos à 
roda de conversa para que as crianças possam preenchê-los durante os diálogos sobre as 
características dessas coleções.
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Atividade: Classificando elementos das coleções
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 ATIVIDADE 3
ACOMPANHANDO O 
CRESCIMENTO DAS COLEÇÕES 
 Tempo sugerido: 60 minutos
Objetivos de aprendizagem: EI03EO07, EI03ET04, EI03ET07
O QUE FAZER ANTES
 � Contextos prévios
Para a realização da atividade, é importante que os pequenos grupos já estejam colecio-
nando há algum tempo e tenham na coleção uma quantidade de objetos suficiente para tornar 
a contagem mais desafiadora. Considere uma quantidade mínima de 50 objetos por grupo.
 � Materiais
 F Recipientes com a classificação dos objetos da coleção usados na atividade 
Classificando elementos das coleções, desta sequência;
 F Coleções de objetos realizadas a partir da atividade Iniciando coleções, desta 
sequência;
 F Tabela de acompanhamento das coleções para cada um dos pequenos grupos;
 F Um celular ou uma câmera fotográfica, o caderno de campo e uma caneta para 
registrar a atividade.
Sugestão de leitura
 • Acompanhamento das coleções. Nova Escola. Disponível em: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.
com/Zfgd4KMDtzJa Wjy32qbguQAJzgKyRVZuBQCvPH4cMPvKt CpYzzZfyVJ5yGN4/apresentacao-sem-
titulo.pdf. Acesso em: 22 jun. 2023.
 � Espaços
Organize um espaço para a roda de conversa que será realizada no início da atividade. 
Observe ainda a necessidade de um ambiente em que as crianças possam se reunir em 
pequenos grupos para que façam a contagem das coleções.
 � Perguntas para guiar suas observações
1. De que forma as crianças realizam a contagem? Quais estratégias utilizam? Orga-
nizam ou agrupam os objetos para facilitar a contagem?
2. De que maneira elas registram a contagem? Utilizaram numerais, desenhos ou outras 
expressões gráficas? Como fizeram para compreender o registro do outro grupo?
3. As crianças interagem durante a contagem? Ajudam umas às outras? Contam juntas?
Sequência: Colecionando objetos
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https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/Zfgd4KMDtzJaWjy32qbguQAJzgKyRVZuBQCvPH4cMPvKtCpYzzZfyVJ5yGN4/apresentacao-sem-titulo.pdf
https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/Zfgd4KMDtzJaWjy32qbguQAJzgKyRVZuBQCvPH4cMPvKtCpYzzZfyVJ5yGN4/apresentacao-sem-titulo.pdf
https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/Zfgd4KMDtzJaWjy32qbguQAJzgKyRVZuBQCvPH4cMPvKtCpYzzZfyVJ5yGN4/apresentacao-sem-titulo.pdf
O QUE FAZER DURANTE
Convide todo o grupo para a roda. Conte que você está feliz com o crescimento 
das coleções e que vocês precisam contar os elementos para ver quantos 
objetos há em cada coleção. Peça que se organizem em pequenos grupos para 
realizar a contagem dos objetos e o registro escrito do resultado em uma tabela. 
Leia a tabela para as crianças. Esse é o momento para as crianças realizarem 
o reconhecimento dos objetos coletados e categorizados e para avaliarem o 
andamento da prática. Para tanto, possibilite a apreciação das crianças a todo 
o material já organizado até aqui. 
 — Vocês notaram como nossas coleções estão crescendo? 
 — Vocês têm ideia de quantos objetos temos em cada coleção? 
Como podemos descobrir?
 — Hoje, eu gostaria de propor uma contagem para saber quantos objetos temos 
em cada uma das coleções, assim vamos acompanhando o crescimento delas.
Possíveis falas 
do(a) professor(a)
Combine com a turma a duração da atividade, da contagem e do registro e peça 
que troquem de coleção com outro grupo para que realizem a contagem. Combine 
também que o grupo que terminar todo o processo pode organizar as coleções de 
volta ao local adequado e começar a se preparar para a próxima atividade da rotina.
Ajude as crianças para que se organizem nos pequenos grupos que planejaram 
e coletaram os objetos. Observe ainda a necessidade de organizá-los no espaço, 
no chão ou em mesas, para que as crianças possam realizar a contagem e 
o registro.
Circule entre os pequenos grupos e observe as estratégias de contagem. Tente 
perceber até que número conseguem contar, como se organizam para realizar a 
contagem, se realizam correspondência termo a termo e de que forma realizam 
os registros. Observe quando o barulho ou a intervenção de um colega faz uma 
criança perder a contagem.Ofereça apoio quando necessário. Registre, por meio 
de fotos, vídeos e anotações, suas observações para utilizá-las como forma de 
reflexão em planejamentos de outras atividades. Se você perceber que alguns 
grupos têm mais objetos do que são capazes de contar, aproxime-se das crianças, 
revise até quanto elas conseguiram contar e faça a contagem com elas. A partir 
disso, compartilhe com a turma o problema e pergunte se alguma das crianças 
tem sugestões para os colegas. 
 • Elas podem chegar a uma estratégia eficaz de contagem por meio de 
registro de grupos de objetos ao invés de uma contagem da coleção inteira, 
por exemplo.
Possível ação 
das crianças
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Atividade: Acompanhando o crescimento das coleções 
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Quando um grupo terminar a contagem e o registro dos elementos da coleção, 
convide as crianças para que troquem de coleção com outro grupo que também 
tenha terminado a contagem. Troque também as tabelas entre eles. Apoie-as 
para que compreendam o registro do grupo anterior e incentive-as na contagem 
da coleção para a checagem do registro. Caso algum grupo encontre resultados 
diferentes dos registrados, reúna os dois grupos para que realizem uma checagem 
em conjunto. Apoie a nova contagem e possibilite reflexões e estratégias de 
ajuda mútua entre as crianças. Inicie um diálogo para investigar a importância da 
checagem quando há muitos elementos para contar.
Para finalizar
Observe que as crianças podem terminar a atividade em tempos diferentes. Assim, 
convide aquelas que terminaram para guardar os elementos das coleções no espaço 
apropriado. Depois, diga que fixará cada tabela para que voltem a fazer contagens, 
a fim de acompanhar e perceber o crescimento das coleções. Em seguida, convide 
todo o grupo para vivenciar a próxima atividade do dia.
O QUE FAZER DEPOIS
Em outros momentos, continue os registros nas tabelas por meio da contagem dos 
objetos das coleções. Crie oportunidades de investigar com as crianças questões acerca 
do crescimento da coleção e estimule-as para que pensem em alternativas e estratégias 
para esse acompanhamento, como dar continuidade no gráfico que começaram a construir, 
por exemplo.
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Sequência: Colecionando objetos
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 ATIVIDADE 4
ESTIMATIVA DE QUANTIDADES 
COM COLEÇÕES 
 Tempo sugerido: 30 minutos
Objetivos de aprendizagem: EI03EO07, EI03ET04, EI03ET07
O QUE FAZER ANTES
 � Contextos prévios
Para a realização da atividade, é importante que os pequenos grupos já estejam colecio-
nando há algum tempo os itens que escolheram nas atividades anteriores desta sequência, 
e tenham uma quantidade de objetos suficientes na coleção para tornar a proposta mais 
desafiadora. Considere uma quantidade mínima de 50 objetos por grupo.
 � Materiais
 F Dois recipientes transparentes de mesmo tamanho, onde deverá ser armazenada, 
previamente, certa quantidade de objetos de duas coleções da turma. Por exemplo: 
em um recipiente você coloca 20 chaveiros e, em outro, 40 botões; 
 F Um cartaz com a lista dos nomes das crianças em forma de tabela para registrar 
as estimativas;
 F Marcador gráfico (pincel e caneta hidrocor).
 F Um celular ou uma câmera fotográfica, o caderno de campo e uma caneta para 
registrar a atividade.
 � Espaços
Organize um espaço na sala para a grande roda onde a atividade acontecerá. Nesse 
local, na parede, fixe o cartaz para registrar os palpites das crianças sobre as quantidades.
 � Perguntas para guiar suas observações
1. Como as crianças reagem à proposta? Tentam estimar a quantidade? Parecem sur-
presas ao descobrir a quantidade?
2. De que forma tentam estimar as quantidades? Quais estratégias utilizam? Tentam 
contar por meio do pote transparente ou utilizam as dicas?
3. Como interagem durante a atividade? Ajudam umas às outras a contar? Compartilham 
estratégias de estimativa?
Atividade: Estimativa de quantidades com coleções 
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O QUE FAZER DURANTE
Com todo o grupo em roda, diga que você preparou uma brincadeira em que eles, 
ao olhar, sugiram quantos elementos das coleções há nos recipientes preparados. 
Conte que você dará algumas dicas e que cada criança poderá dar palpites. Di-
ga-lhes também que você preparou um cartaz com os nomes delas e que anotará 
os palpites ao lado de cada nome para que, após a contagem, possam conferir se 
alguém conseguiu adivinhar a quantidade.
Peça às crianças que observem os recipientes e pensem sobre as quantidades de 
objetos que cada um deles pode ter. Possibilite um momento em que, sem sua in-
tervenção, elas conversem entre si e reflitam sobre as primeiras hipóteses de es-
timativas.
Após esse tempo, conte que preparou algumas dicas sobre as quantidades de cada 
recipiente para que apoiem as ideias que estão construindo. Então, comece a dar 
dicas sobre a quantidade em intervalos de número, por exemplo: “A quantidade de 
chaveiros está entre 30 e 50”. Observe como as crianças formulam estimativas e 
registre os palpites. Se o número de crianças e a dinâmica do grupo permitir, con-
vide-as para que registrem os próprios palpites e propicie uma observação dos re-
gistros numéricos. Nesse momento você pode sugerir que a criança consulte uma 
reta numérica ou que peça a algum colega que a ajude a se lembrar.
Depois que a turma avaliar a quantidade de objetos, proponha que contem coleti-
vamente a quantidade de objetos à medida que você for retirando cada um deles 
do recipiente. Ao final da contagem, verifique com as crianças se alguém estimou 
a quantidade correta ou quem ficou mais próximo. Convide essa criança para com-
partilhar como ela pensou para sugerir esse resultado. Paute-se em investigar o 
que ela observou e se as dicas a ajudaram, por exemplo.
Quando concluir as análises acerca de um recipiente, considere investigar com 
todo o grupo a quantidade do outro recipiente que selecionou. Utilize as mesmas 
estratégias da primeira estimativa.
Para finalizar
Conte à turma qual a próxima atividade do dia a ser realizada, trabalhando, assim, 
a noção de tempo e oferecendo previsibilidade. Depois, convide as crianças para 
iniciar a próxima vivência.
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Sequência: Colecionando objetos
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O QUE FAZER DEPOIS
Realize outros desafios como esse ao longo das semanas com as outras coleções da 
turma e considere ainda trazer recipientes de tamanhos diversos. Coloque objetos grandes 
em um recipiente pequeno, por exemplo, ou vá alternando o tamanho dos recipientes em re-
lação aos objetos. Possibilite ainda o contato com a logística da organização de um acervo, 
por meio de uma visita e de uma conversa com um bibliotecário, com um curador de museu, 
entre outras possibilidades. Reflita com as crianças sobre estratégias para catalogar os mais 
variados itens. Isso será necessário para a realização da atividade Organização do acervo 
de coleções, desta sequência.
Atividade: Estimativa de quantidades com coleções 
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 ATIVIDADE 5
ORGANIZAÇÃO DO ACERVO 
DE COLEÇÕES 
 Tempo sugerido: 1 hora e 30 minutos
Objetivos de aprendizagem: EI03EO07, EI03ET01, EI03ET05
O QUE FAZER ANTES
 � Contextos prévios
Para realizar a proposta, é fundamental que as crianças já tenham concluído o agrupamento 
dos objetos que colecionam a partir da meta estabelecida na atividade Classificando 
elementos das coleções, desta sequência. Considere, ainda, que é essencial ter possibilitado 
aos pequenos grupos o contato com a logística da organização de um acervo para que 
reflitam sobre estratégias para catalogar e organizar livros, obras, entre outros itens.
 � Materiais
 F Coleções de objetos realizadas a partir da atividade Iniciandocoleções, desta 
sequência; 
 F Imagens de organização de acervos diversos;
 F Recipientes com a função de acondicionar itens das coleções, tais como sacos 
plásticos com fechamento hermético, bandejas com divisórias, potes transparentes de 
tamanhos variados, caixas diversas, entre outros materiais (considere que o número 
e o estilo dos recipientes dependerão dos tipos, das quantidades de coleções e dos 
critérios que as crianças criaram para organizar o acervo, como os estabelecidos 
na atividade Classificando elementos das coleções, desta sequência);
 F Tabela de acompanhamento das coleções, sugerida e preenchida na atividade 
Acompanhando o crescimento das coleções, desta sequência;
 F Etiquetas para fixar nos recipientes que acomodarão as coleções;
 F Canetas ou marcadores permanentes para o registro nas etiquetas;
 F Materiais para atividades que as crianças realizam com autonomia ( jogos, massa 
de modelar etc.).
Sugestão de leitura
 • Acervo das coleções. Nova Escola. Disponível em: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.
com/6eaU926E CHYK53hxNxDRTDb2SbUU24ufRjBFWPfY FXG5Nn 
MDDzWDnTPUXdzK/para-imprimir-etiquetas-edi3-24und05.pdf. Acesso em: 22 jun. 2023. 
Sequência: Colecionando objetos
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https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/6eaU926ECHYK53hxNxDRTDb2SbUU24ufRjBFWPfYFXG5NnMDDzWDnTPUXdzK/para-imprimir-etiquetas-edi3-24und05.pdf
https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/6eaU926ECHYK53hxNxDRTDb2SbUU24ufRjBFWPfYFXG5NnMDDzWDnTPUXdzK/para-imprimir-etiquetas-edi3-24und05.pdf
https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/6eaU926ECHYK53hxNxDRTDb2SbUU24ufRjBFWPfYFXG5NnMDDzWDnTPUXdzK/para-imprimir-etiquetas-edi3-24und05.pdf
 � Espaços
Considere preparar um espaço amplo em que inicialmente as crianças serão acomodadas 
em roda, além de um local apropriado para que elas interajam em pequenos grupos no 
decorrer da atividade. Organize, ainda, os recipientes que selecionou para o acondicionamento 
das coleções, tendo em vista as características que os materiais apresentam e a coleção 
que cada um deles acomodará. Organize também os materiais que você selecionou para os 
grupos que vão realizar outras atividades com autonomia.
 � Perguntas para guiar suas observações
1. Como as crianças reagem à proposta de compartilhar coleções com outras crianças 
e professores? Animam-se com a ideia ou têm receio de dividir?
2. Quais critérios elas criam para organizar as coleções? Como realizam as classifica-
ções para o acervo? Quais estratégias e apoios consideram?
3. De que forma interagem durante a atividade? Ajudam umas às outras? Como acolhem 
as ideias dos pares e reagem diante dos desafios vivenciados?
O QUE FAZER DURANTE
Com todo o grupo em roda, diga que você fará uma proposta especial para orga-
nizar as coleções de modo que possam disponibilizá-las para a comunidade. Após 
esse momento, investigue com a turma quais ações um colecionador pode estabe-
lecer para partilhar sua coleção com mais pessoas. Considere questioná-las sobre 
o que podem fazer para que a comunidade aprecie as coleções. 
 — Vocês acham que as coleções poderiam ajudar outras crianças da escola 
a também aprender coisas novas?
 — O que os colecionadores fazem com as coleções? Por que algumas ficam 
em museus?
 — Que tal criarmos um acervo de coleções em nossa escola?
Possíveis falas 
do(a) professor(a)
Ainda em roda, desafie as crianças para que pensem no conceito de um acervo. 
Lance questionamentos e considere as relações que estabeleceram ao longo das 
atividades realizadas com as coleções. Mostre as fotos de acervos para contribuir 
com a conversa. 
Conte às crianças que você separou recipientes para guardar os objetos das coleções 
e que preparou etiquetas para que registrem as informações que identificam cada 
coleção. Leia uma etiqueta para todo o grupo e apresente os itens que a compõem.
Peça que se organizem em pequenos grupos. Comente que enquanto um estará 
com você fazendo o registro da etiqueta, os outros ficarão envolvidos em uma 
atividade que já realizam com autonomia. Esclareça que, em seguida, farão a 
troca de atividades entre os grupos. Combine que cada grupo fique em média 
dez minutos com você e que, depois do preenchimento da etiqueta, as crianças 
organizem a coleção nos recipientes devidos.
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Atividade: Organização do acervo de coleções 
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Acomode o primeiro pequeno grupo no espaço e convide as crianças a contar sobre 
as características da própria coleção. Instigue-as a falar sobre os materiais que a 
compõem, quais características elas levantaram para classificar a coleção e por 
que escolheram aquele material para colecionar. Converse também sobre o espaço 
que será ocupado pelo acervo, entre outras características. Após esse momento, 
conte que você apoiará o preenchimento da etiqueta e que, depois, escreverão 
com autonomia o nome dos colecionadores. Para isso, peça para que tracem as 
próprias estratégias e considerem se cada um escreverá o próprio nome, se um 
colega será o escriba ou se recorrerão à consulta das fichas dos nomes. Diga que 
depois você apoiará no preenchimento das demais informações da etiqueta.
Atue como escriba no preenchimento da etiqueta da coleção e investigue qual será 
o nome que o grupo dará para a coleção. Observe que sua mediação deve conside-
rar a lógica de que o nome revela o que caracteriza a coleção. Em seguida, regis-
tre a quantidade de objetos e utilize a tabela de acompanhamento das coleções. 
Para o registro dos atributos que classificam a coleção, examine o que as crianças 
consideraram para selecionar e classificar as coleções. Por fim, direcione-as para 
um espaço em que possam começar a organizar as coleções e escolher os mate-
riais para acomodá-las no acervo. 
Repita as mesmas estratégias dos passos anteriores com os outros grupos. Contudo, 
se as crianças estiverem cansadas, diga que você repetirá a mesma atividade no 
dia seguinte, para que organizem as coleções.
Depois de preencher e organizar as coleções, convide as crianças a ficarem em 
roda e entregue as etiquetas para que cada grupo escolha o melhor local para 
inseri-la no suporte que escolheu para acondicionar a coleção.
Para finalizar
Ainda em roda, conte a todo o grupo que vocês farão uma instalação do acervo 
no pátio ou em outro espaço da escola que a acomode, para que a comunidade 
aprecie as coleções. Diga que depois vocês podem pensar em um espaço especial 
da escola para deixar o acervo de forma permanente. Em seguida, organize a 
turma para a próxima proposta do dia: defina quem serão os curadores e os 
auxiliares para serem os responsáveis pela apresentação da exposição. Procure 
contemplar todas as crianças na apresentação da exposição à comunidade.
O QUE FAZER DEPOIS
Engaje o grupo na escolha de um local acessível para guardar as coleções, na construção 
de regras para sua utilização e nas estratégias para acompanhar empréstimos e devoluções. 
Você pode também propor que as crianças criem convites para as outras turmas e para os 
responsáveis, para que conheçam o acervo. Incentive ainda a produção de outras formas 
de divulgá-las, como cartazes, panfletos, placas, entre outros.
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Sequência: Colecionando objetos
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CONJUNTO 5
ARTE E NATUREZA
O senso estético e a sensibilidade são fundamentais para o desenvol-
vimento das crianças. É desse modo que elas apuram o olhar sobre o 
mundo, aprendendo sobre cores, formas, linhas, cheiros, texturas. Ao 
mesmo tempo, elas se sintonizam com as belezas naturais, aprenden-
do a valorizá-las, a compreender os ciclos de vida e a desenvolver uma 
atitude respeitosa e contemplativa da natureza.
Este conjunto contém atividades que podem ser aplicadas de for-
ma que o professor desenvolva qualquer uma delas sem obrigato-
riamentedesenvolver as outras. Porém, é recomendável que sejam 
aplicadas em conjunto para que as crianças possam aprofundar as 
experiências no decorrer do processo.
DRC-MT
 � Campos de experiências explorados neste conjunto
O eu, o outro 
e o nós.
Escuta, fala, 
pensamento 
e imaginação.
Traços, sons, cores 
e formas.
Espaços, tempos, 
quantidades, 
relações 
e transformações.
 � Objetivos de aprendizagem e desenvolvimento explorados neste conjunto
EI03EO01
Demonstrar empatia pelos outros, percebendo que as pessoas têm diferentes sentimentos, 
necessidades e maneiras de pensar e agir.
EI03EO03 Ampliar as relações interpessoais, desenvolvendo atitudes de participação e cooperação.
EI03CG04 Adotar hábitos de autocuidado relacionados a higiene, alimentação, conforto e aparência. 
EI03TS02
Expressar-se livremente por meio de desenho, pintura, colagem, dobradura e escultura, criando 
produções bidimensionais e tridimensionais.
EI03EF01
Expressar ideias, desejos e sentimentos sobre suas vivências, por meio da linguagem oral e escrita 
(escrita espontânea), de fotos, desenhos e outras formas de expressão.
EI03ET03
Identificar e selecionar fontes de informações, para responder a questões sobre a natureza, seus 
fenômenos, sua conservação.
EI03ET04
Registrar observações, manipulações e medidas, usando múltiplas linguagens (desenho, registro por 
números ou escrita espontânea), em diferentes suportes.
EI03ET05 Classificar objetos e figuras de acordo com suas semelhanças e diferenças.
AP
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 ATIVIDADE 1 
EXPERIMENTAÇÕES COM TINTAS E 
PIGMENTOS NATURAIS 
 Tempo sugerido: 60 minutos
Objetivos de aprendizagem: EI03EO03, EI03CG04, EI03TS02, EI03ET04
O QUE FAZER ANTES
 � Contextos prévios
É necessário que você teste a receita da tinta antes de prepará-la com as crianças. 
Certifique-se, também, de que nenhuma criança tenha alergia ao entrar em contato com 
algum pigmento ou ingrediente utilizado na receita.
 � Materiais
 F Ingredientes descritos na sugestão de receita de tinta natural que sejam suficientes 
para duas receitas;
 F Três recipientes transparentes, com cerca de 500 ml de capacidade, um para cada 
pequeno grupo;
 F Alguns pincéis e um pote com água;
 F Colheres ou palitos de sorvete para mexer a mistura;
 F Suportes para pintura, preferencialmente rígidos para que absorvam melhor a 
substância, como tampas de caixas de sapatos, papeis mais porosos ou papelões;
 F Potes com tampa para guardar as sobras de tinta;
 F Materiais para atividades que as crianças já realizam com autonomia, como jogos 
de montar e desenho;
 F Um celular ou uma câmera fotográfica, o caderno de campo e uma caneta para 
registrar a atividade.
Sugestão de leitura
 • A tinta que vem da natureza. Nova Escola, out. 2007. Disponível em: https://novaescola.org.br/
conteudo/1286/a-tinta-que-vem-da-natureza. Acesso em: 20 jun. 2023.
 � Espaços
A proposta pode ser realizada em um espaço interno. Disponha de, pelo menos, três 
mesas e separe uma delas para fazer a manipulação dos elementos. Organize alguns 
cantos com os materiais das atividades que as crianças já realizam com autonomia ou, se 
você já trabalha com cantos temáticos, garanta que elas brinquem de forma autônoma 
nesses espaços enquanto você acompanha um pequeno grupo.
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Conjunto: Arte e natureza
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https://novaescola.org.br/conteudo/1286/a-tinta-que-vem-da-natureza
https://novaescola.org.br/conteudo/1286/a-tinta-que-vem-da-natureza
 � Perguntas para guiar suas observações
1. O que as crianças sabem sobre pigmentos naturais? Quais elementos presentes no 
cotidiano escolar, ou no contexto familiar, são reconhecidos por elas?
2. Como as crianças percebem que alguns alimentos possuem uma coloração bastante 
perceptível e que é expelida facilmente no toque?
3. Que hipóteses levantam a respeito da mistura de elementos? Elas conseguem esta-
belecer estratégias para chegar ao objetivo proposto?
O QUE FAZER DURANTE
Faça uma roda com todo o grupo e pergunte se conhecem algum alimento ou ele-
mento da natureza que solta coloração ao ser tocado. Ouça as experiências e os 
conhecimentos que trazem e pergunte como descobriram esses pigmentos. 
Proponha a todo o grupo a elaboração de uma tinta para pintura utilizando ele-
mentos da natureza. Pergunte quais elementos as crianças acham que podem uti-
lizar e por que esses e não outros. Interaja com as crianças enquanto expõem as 
hipóteses, fazendo algumas perguntas que instiguem o grupo. 
Ouça o que as crianças têm a dizer e como vão buscar respostas para o problema 
apresentado. Muito possivelmente elas darão diversas sugestões de outros ingre-
dientes para juntar à mistura, podendo sugerir a água e a cola. Caso nenhuma 
delas sugira, esclareça que, além dos elementos da natureza, será utilizada uma 
quantidade de água e de cola para que seja obtida a tinta.
Diga às crianças que você escolheu três materiais extraídos da natureza e que são 
muito utilizados. Convide-as a explorá-los de maneira que toquem e sintam os chei-
ros, as formas e as texturas, sendo possível observar e experimentar diversas sensa-
ções. Como estarão em roda, mostre os recipientes e peça que, após cada um sentir 
o cheiro e tocar nos elementos, passem para o colega ao lado. Tenha o cuidado 
de observar se todos tiveram acesso aos três elementos. Aproveite o conhecimen-
to prévio das crianças para reforçar que existem outros elementos, que resultarão 
em outras cores e que poderão também ser conhecidos pelo grupo em outro dia.
Esteja atento às falas das crianças nesse momento de experimentação e aproveite 
para registrar ou fotografar. Se julgar necessário, peça ajuda de um(a) profissional 
da escola para auxiliar nas anotações das falas das crianças. Esse registro será 
utilizado no engajamento dos responsáveis. Pode ser que algumas crianças não se 
sintam à vontade ou não queiram participar. Nesse caso, incentive a participação 
pedindo a uma criança que convide o colega e conte como é. Instigue-as para que 
comentem as impressões delas sobre a vivência.
Após tocar e sentir os elementos, coloque um em cada mesa diferente. Convide as 
crianças para que se dirijam à mesa em que está disposto o elemento de que mais 
gostaram. Anote os grupos que se formaram e escolha um deles para começar. 
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Atividade: Experimentações com tintas e pigmentos naturais 
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Explique aos pequenos que cada elemento será manipulado por um pequeno gru-
po e que só será possível atender a um grupo de cada vez durante a experimenta-
ção. Diga com qual você vai começar e oriente o restante da turma a brincar nos 
cantos da sala já preparados para esse momento. Esclareça que depois (ou no dia 
seguinte) será a vez do outro grupo realizar a atividade de experimentação e que 
todos participarão.
Ofereça ao pequeno grupo um recipiente com 50 ml de água e outro com 100 ml 
de cola branca, colheres ou palitos de sorvete e, para realizar a mistura dos ingre-
dientes, o recipiente transparente. Diga às crianças que produzirão tintas fazendo 
a mistura dos ingredientes e convide-as a misturar os elementos livremente, obser-
vando as transformações. Oriente que coloquem os materiais aos poucos e mexam 
devagar. Possibilite que o grupo faça a experimentação até que fique satisfeito com 
o material produzido. Se possível, fotografe esse momento. Faça mediações, caso 
perceba que a mistura não virou tinta. 
 — Como você percebeu que colocou muita água? E agora, como podemos 
resolver?
 — Você acha que já está bom? O que acontece se colocarmos um pouco mais 
de cola?
 — Como podemos fazer para que a cor fique mais escura? E se quisermos que 
ela fique mais clara?
Possíveis falas 
do(a) professor(a)
Quando finalizar o preparo da tinta, ofereça pincéis e suportes para que ascrian-
ças façam testes. Fazendo uso das tintas elaboradas, oriente a turma a pintar 
livremente. Convide outro pequeno grupo para a produção da tinta e realize os 
mesmos encaminhamentos, revezando-os à medida que terminam as atividades. 
Caso necessário, combine, em outro dia, a produção das tintas dos outros grupos.
Para finalizar
Após finalizar as pinturas, proponha à turma a organização do espaço. Mostre onde 
é o lugar de cada material. Disponha um recipiente com água para a colocação 
dos pincéis. Indique onde poderão guardar as tintas já devidamente tampadas e 
outro espaço onde poderão colocar as produções para secar.
O QUE FAZER DEPOIS
Repita a atividade utilizando outros elementos, como amora, açafrão, terra de cores 
diversas, beterraba, couve, espinafre e erva-mate. Depois de prontas, a turma poderá usu-
fruir de vários tons. Amplie a vivência fazendo referências aos costumes e à cultura dos 
povos indígenas, os quais usam tintas naturais para pintar os próprios corpos em rituais e 
comemorações, ou aborde a temática da sustentabilidade e a importância do cuidado e da 
preservação da natureza. Aproveite esse momento com as crianças para produzir pinturas 
livres em formato de pequenos quadros, por exemplo.
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Conjunto: Arte e natureza
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 ATIVIDADE 2 
APRECIAÇÃO E PRODUÇÃO 
ARTÍSTICA 
 Tempo sugerido: aproximadamente 1 hora e 30 minutos
Objetivos de aprendizagem: EI03TS02, EI03EF01, EI03ET05
O QUE FAZER ANTES
 � Contextos prévios
Na atividade, serão abordadas as obras de dois artistas escolhidos por você para ins-
pirar a produção das crianças. Pesquise a respeito da biografia deles, a fim de ampliar 
conhecimentos e de contribuir com o grupo, contextualizando as produções deles. Dê 
preferência a artistas locais, do estado do MT ou até mesmo da cidade ou da comunidade 
da qual a escola faz parte. Isso aproxima as crianças da arte e da cultura local. Em outro 
momento, se o artista escolhido estiver próximo, veja a possibilidade de convidá-lo para 
um bate-papo com o grupo.
 � Materiais
 F Itens para pintura: tintas, colas coloridas, pincéis e pequenos rolos, cola branca;
 F Materiais riscantes: carvão, canetas hidrográficas, gizes de cera e gizes de quadro;
 F Materiais de modelagem: massa de modelar e argila;
 F Materiais de largo alcance: pedaços de madeira, cones de papelão, conduítes e 
pedaços de canos;
 F Elementos da natureza (gravetos, folhas, pedras, vasos de plantas e de flores etc.);
 F Retalhos de tecidos, retalhos de papéis coloridos, algodão, botões grandes, barban-
tes, lãs ou outros tipos de fios;
 F Tampas de garrafa, palitos de sorvete, rolhas diversas;
 F Papel kraft, papel paraná, ofício, papelão, telas de pintura, papel-cartão, folhas de 
sulfite tamanho A3
 F Potes, latas, caixas ou até bandejas;
 F Imagens de obras de dois artistas plásticos que têm a natureza como matéria-prima 
e fotos dos artistas escolhidos;
 F Etiquetas e marcador gráfico (pincel e caneta hidrocor); 
 F Um celular ou uma câmera fotográfica e o caderno de campo para registrar a 
atividade.
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Atividade: Apreciação e produção artística 
EI_MT_CP_PF.indb 85EI_MT_CP_PF.indb 85 05/10/2023 14:00:4805/10/2023 14:00:48
Sugestões de leitura
 • Conjunto de esculturas. Enciclopédia Itaú Cultural, ago. 2018. Disponível em: 
http://enciclopedia.itaucultural.org.br/obra43428/conjunto-de-esculturas. Acesso em: 20 jun. 2023 
 • Arte e arquitetura: um ninho de 80 toneladas. ArchDaily, abr. 2012. Disponível em: 
https://www.archdaily.com.br/br/01-44402/arte-e-arquitetura-um-ninho-de-80-toneladas. 
Acesso em: 20 jun. 2023.
 • Monumentos contam a História da Capital de Mato Grosso. G1 MT, abr. 2013. Disponível em: 
https://g1.globo.com/mato-grosso/noticia/2013/04/monumentos-contam-historia-de-cuiaba-ao-
longo-dos-294-anos.html. Acesso em 25 jun. 2023. 
 � Espaços
A atividade deve ser realizada em uma sala. Exponha pelo espaço as imagens das 
obras, reservando as fotos dos artistas. As obras devem estar à altura dos olhos das 
crianças. Reserve um espaço do ambiente para colocar uma caixa com alguns materiais 
de largo alcance. Para que os pequenos tenham fácil acesso aos materiais, organize o 
restante em potes, latas, caixas e bandejas de modo visível em uma mesa ou bancada. 
Reserve ainda espaço para que exponham as produções.
 � Perguntas para guiar suas observações
1. O que mais chama a atenção das crianças quando observam obras artísticas: cores, 
traçados ou tema?
2. Quais estratégias colocam em jogo quando precisam planejar o que vão fazer? Como 
se organizam? O que já sabem antes do início das produções?
3. Como se dá o processo de criação e quais sentimentos estão envolvidos neste 
momento? 
O QUE FAZER DURANTE
Convide todo o grupo para uma roda e chame a atenção das crianças para as ima-
gens das obras. Pergunte para a turma se conhecem as diversas formas de expres-
são artística, como a pintura, escultura, fotografia etc. Em seguida, pergunte para 
as crianças se elas já foram a um museu e, em caso positivo, o que acharam da 
experiência. Em seguida, pergunte se sabem o que são as imagens expostas e por 
que estão ali. Questione se conhecem o nome de algum artista plástico e ouça os 
comentários para descobrir o que elas já sabem sobre o tema. Depois de ouvi-las, 
diga que vão conhecer dois artistas que usavam as próprias obras para denunciar 
maus-tratos à natureza e, dessa forma, chamavam a atenção de todos para a im-
portância do cuidado e da preservação. Nesse momento, mostre fotos dos artistas 
e conte um pouco sobre eles. 
Ainda na roda, revele à turma que as imagens ao redor são representações das obras 
dos dois artistas mencionados. Diga que as crianças farão uma apreciação dessas 
obras. Pergunte se elas sabem o que significa apreciação. E, após escutá-las, utilize 
as ideias delas para esclarecer melhor o significado da palavra apreciação.
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Conjunto: Arte e natureza
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http://enciclopedia.itaucultural.org.br/obra43428/conjunto-de-esculturas
https://www.archdaily.com.br/br/01-44402/arte-e-arquitetura-um-ninho-de-80-toneladas
https://g1.globo.com/mato-grosso/noticia/2013/04/monumentos-contam-historia-de-cuiaba-ao-longo-dos-294-anos.html
https://g1.globo.com/mato-grosso/noticia/2013/04/monumentos-contam-historia-de-cuiaba-ao-longo-dos-294-anos.html
Oriente todo o grupo a transitar pelo espaço e contemplar as imagens. Interaja 
com as crianças nesse momento, circulando entre elas e observando reações, co-
mentários e expressões. Aproveite para dialogar sobre a apreciação e chame a 
atenção para as cores e os materiais apresentados.
Convide as crianças para voltar a observar a foto da obra de que mais gostaram 
e ficar próximas a ela. Pequenos grupos poderão ser formados nesse momento e, 
com base na escolha, diga que cada criança vai construir uma obra de arte a partir 
dos seus interesses. Esclareça que a obra escolhida servirá de inspiração e não de 
modelo. A ideia não é reproduzir as imagens, mas criar novas obras inspiradas nelas.
Direcione os pequenos grupos para que se organizem em um espaço da sala. 
Ofereça mesas e cadeiras, mas possibilite que produzam no chão, caso se sintam 
mais à vontade. Convide as crianças a ir até a bancada e observar os materiais 
disponíveis, percebendo o que há ali e escolhendo alguns deles para começar a 
produção. Combine com elas para que reflitam sobre o que querem fazer e sobre 
o material que querem utilizar para concretizar as produções. Esclareça que, no 
decorrer da criação das obras, elas poderão pegar outros materiais, caso achem 
que é necessário. Sugira que compartilhem ideias com os colegas e que também 
ouçam as ideias deles.
Enquanto a turma produz, transite entre os pequenos grupos observando o pro-
cesso. Caso encontre alguma criança que ainda não tenha iniciado, ajude-a, per-
guntando se jásabe o que pretende fazer ou se já considerou como vai utilizar o 
material escolhido. Identifique alguma criança insatisfeita com a própria produção 
e ajude na elaboração do que ela propôs anteriormente. 
Sugira às crianças que mostrem o que fizeram aos colegas do pequeno grupo e 
que contem para os demais o que fizeram. Aproveite esse momento de produção 
para observar as crianças, as estratégias e os desafios delas. Registre a atividade 
com fotos e vídeos. 
Para finalizar
Conforme as crianças terminam, incentive que guardem os materiais e oriente a 
higienização das mãos. Lembre-se de perguntar a cada uma qual é o título da obra 
que fez e anote-o em uma etiqueta. Cole a etiqueta na obra da criança para que 
seja possível identificá-la. Incentive quem já terminou a ir brincar em um canto da 
sala, enquanto esperam que os demais terminem os trabalhos. 
O QUE FAZER DEPOIS
Sugira, em outro momento, a apreciação das obras produzidas e instigue o olhar obser-
vador das crianças, chamando a atenção para as cores, as formas e os materiais utilizados 
nas produções de cada uma. Incentive-as a fazer perguntas sobre as produções e faça 
mediações, procurando saber as dificuldades que tiveram e como se sentiram durante a 
realização da proposta. Registre as falas das crianças para que você possa planejar novas 
estratégias e conduzir os desdobramentos. 
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Atividade: Apreciação e produção artística 
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 ATIVIDADE 3 
PINTURA COM CARVÃO E CAFÉ
 Tempo sugerido: 1 hora e 20 minutos
Objetivos de aprendizagem: EI03EO01, EI03TS02, EI03EF01
O QUE FAZER ANTES
 � Contextos prévios
Pesquise sobre os artistas escolhidos por você. Algumas sugestões são Dado Oliveira, 
Giulia Bernardelli e Ghidaq Al-Nizar. O primeiro utiliza técnicas de pintura misturando carvão 
e pólvora, e os demais pintam utilizando café. 
 � Materiais
 F Algumas imagens de obras de artistas que usam carvão e café como matéria-prima 
para suas criações;
 F Aproximadamente meio litro de café misturado com água em dois recipientes 
plásticos; 
 F Pedaços de carvão comum ou tiras de carvão vegetal próprio para desenho (reserve 
uma média de 30 pedaços); 
 F Pincéis nº 12, se possível; 
 F Dois pedaços (aproximadamente 70 x 100 cm cada) de papéis grossos e firmes 
(papel paraná, papel-cartão, papelão, entre outros) para cada estação (ou o papel 
que tiver disponível em sua escola);
 F Um celular ou uma câmera fotográfica, o caderno de campo e uma caneta para 
registrar a atividade.
Sugestão de leitura
 • Arte Rupestre. Brasil escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/historiag/a-arte-
rupestre.htm. Acesso em: 22 jun. 2023.
 � Espaços
A atividade iniciará na sala, em roda, e depois, se possível, continuará em um espaço 
externo da escola. Para o espaço externo, escolha um local amplo, de fácil movimenta-
ção, em que as crianças possam se sentar à vontade no chão. Caso não seja possível, 
você pode utilizar a própria sala, refeitório ou quadra da escola, o importante é adaptar 
a prática à sua realidade. Disponha algumas mesas para organizar os materiais a serem 
utilizados para a pintura em formato de estações, para quatro pequenos grupos, de modo 
a garantir duas estações com pedaços de carvão e os suportes, bem como outras duas 
estações com um recipiente com café, pincéis e papéis.
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Conjunto: Arte e natureza
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https://brasilescola.uol.com.br/historiag/a-arte-rupestre.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/a-arte-rupestre.htm
 � Perguntas para guiar suas observações
1. Que explorações as crianças fazem dos materiais e como conduzem as produções?
2. Como elas se expressam por meio dos desenhos e das experimentações com esses 
materiais orgânicos? Quais criações fizeram?
3. Quais desafios surgem por terem de trabalhar em grupo? Trocar de grupo e continuar a 
produção já iniciada pelo colega pode ser um desafio; como as crianças lidam com isso?
O QUE FAZER DURANTE
Faça uma roda na sala e mostre as imagens que você selecionou como inspi-
ração. Peça às crianças que observem e tentem descobrir quais elementos os 
artistas utilizaram naquelas pinturas. Ouça as hipóteses ou compartilhe com 
elas a informação de que algumas daquelas pinturas foram realizadas 
com carvão e outras com café. Conte a elas o nome dos autores das obras e fale 
um pouco sobre a inspiração deles e o que os levou a utilizar tais elementos. Con-
versem a respeito da possibilidade de se utilizar vários materiais encontrados na 
natureza para a realização de pinturas.
 — O que vocês acham que foi utilizado como tinta para fazer essas artes?
Possível fala 
do(a) professor(a)
Depois, coloque no centro o carvão e o café. Converse com as crianças sobre esses ele-
mentos, como são utilizados no cotidiano e sobre as experiências que já tiveram com eles 
anteriormente na atividade Experimentações com tintas e pigmentos naturais, deste con-
junto, se você a realizou. Passe o recipiente com café para uma das crianças e um peda-
ço de carvão para outra. Depois, peça que passem os elementos aos demais colegas da 
roda. Observe as diversas reações, expressões e comentários que surgirem. Registre os 
comentários e, se possível, fotografe o momento. Fique atento para que 
os elementos circulem entre todas as crianças.
Compartilhe com as crianças a ideia de fazer pinturas com esses dois elementos 
em uma área externa da escola. Ao chegar no ambiente preparado para a ativida-
de, faça alguns combinados com a turma para a realização da proposta. Combine 
que vão se organizar em quatro pequenos grupos e que cada grupo definirá o lo-
cal que vai iniciar a pintura.
Esclareça que o material disponível será utilizado coletivamente e que farão uma 
organização diferenciada. Explique às crianças que, inicialmente, dois grupos vão 
pintar com carvão e os outros dois utilizarão o café, revezando os pequenos grupos 
entre as estações. Definam um comando, por exemplo, “Pirlimpimpim chegou ao 
fim”. Combine que, quando ouvir o sinal, a turma deve parar a pintura na estação 
em que está para depois continuar a exploração com o outro elemento na outra 
estação. Reforce com os grupos que só iniciarão a atividade com o outro material 
quando estiverem no local indicado.
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Atividade: Pintura com carvão e café
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Ao encerrar os combinados, indique quantas crianças cada grupo deve ter (isso vai 
depender do número total da sua turma) e peça que formem os pequenos grupos ao 
redor das estações, escolhendo um dos locais oferecidos, de modo que se organizem 
para as explorações. Conduza o início da atividade quando a turma estiver acomodada.
Potencialize para que explorem os elementos descobrindo novas possibilidades de 
compor a pintura, apertando o pincel, assoprando ou fazendo marcações fortes e 
fracas, passando os dedos sobre ela. Sinta o envolvimento da turma com a atividade 
e observe o momento adequado para propor a troca de grupos. Assim que perceber 
que já exploraram bastante o material e que estão satisfeitos com a produção, dê o 
comando combinado no início da atividade e esclareça que agora é o momento de 
trocar de lugar. Lembre as crianças de que quem usou carvão agora utilizará o café 
para pintar, e vice-versa. Caso seja necessário, ajude-as para que se acomodem. 
Após a troca, inicia-se um novo momento de pintura e de exploração do material.
 — Vamos agora trocar de material? Eu vou fala a palavra mágica... 
se preparem! Possível fala 
do(a) professor(a)
Observe novamente como as crianças se envolvem com as pinturas e aproveite 
para registrar os momentos tirando fotografias, anotando os comentários ou fil-
mando a realização da atividade. Sinta a participação da turma e fique atento ao 
momento adequado para conduzir a finalização da vivência.
Parafinalizar
Deixe à disposição de todo o grupo os potes que você separou para guardar os materiais 
e, caso tenha sobrado carvão, oriente as crianças a recolhê-lo, indicando os locais para 
guardá-lo. Auxilie-as de modo que coloquem as pinturas para secar e depois oriente a or-
ganização do espaço. À medida que forem terminando, conduza-as à higienização.
O QUE FAZER DEPOIS
Em outro momento, converse com as crianças a respeito da produção coletiva que rea-
lizaram e potencialize para que falem sobre explorações, sensações, se gostaram da ati-
vidade, como fariam diferente. A proposta pode ser repetida da mesma forma ou variando 
os elementos para a exploração, utilizando outros pigmentos naturais e variando-os entre 
as estações.
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Conjunto: Arte e natureza
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 ATIVIDADE 4
ESCULTURAS DE INSETOS
 Tempo sugerido: 1 hora e 40 minutos
Objetivos de aprendizagem: EI03TS02, EI03ET03, EI03EO03
O QUE FAZER ANTES
 � Contextos prévios
Antes da realização da atividade, observe quais insetos estão presentes no ambiente 
escolar. Faça uma lista com os nomes e algumas curiosidades curtas e interessantes sobre 
hábitos e características deles. Pesquise e selecione imagens variadas dessas espécies.
 � Materiais
 F Papel kraft ou jornal para forrar as 
mesas;
 F Vídeos ou imagens de polinização;
 F Imagens de insetos variados, se possível, 
em folha de sulfite tamanho A4;
 F Lupas (uma para cada pequeno 
grupo);
 F Papel para cartaz;
 F Lista de curiosidades sobre os insetos 
presentes no ambiente escolar em 
folha de sulfite tamanho A4;
 F Massinha de modelar e argila (50 
gramas para cada criança, se possível);
 F Palitos de dente, de sorvete, de 
fósforos, entre outros conectivos para 
as esculturas;
 F Cola branca;
 F Sementes ou botões pequenos; 
 F Pedaços de papelão e bandejas de 
isopor; 
 F Etiquetas e marcadores gráficos;
 F Materiais para desenho: folhas de 
sulfite, caneta hidrocor e lápis de cor;
 F Um celular ou uma câmera fotográfica, 
o caderno de campo e uma caneta 
para registrar a atividade.
 � Espaços
A atividade deve ser realizada em espaços interno e externo. Organize no espaço 
mesas forradas e cadeiras para os pequenos grupos. Coloque para cada grupo um kit 
com os materiais para a produção em quantidade suficiente. Disponibilize outra mesa 
ou bancada para colocar as esculturas ao final do processo. Organize os materiais para 
desenho em um canto da sala para que, ao concluir as esculturas, as crianças desenhem 
enquanto aguardam os colegas.
 � Perguntas para guiar suas observações
1. Quais características dos insetos as crianças observam na procura por eles no espaço 
externo e, posteriormente, na análise das imagens? Como isso contribui para a ela-
boração da escultura?
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Atividade: Esculturas de insetos
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2. Quais estratégias utilizam quando precisam manter a escultura em pé? Como é esse 
processo de tentativa e erro? Como lidam com os desafios até obterem o resultado 
esperado?
3. Como a interação com os colegas e com o professor contribui para a representação 
tridimensional, a observação atenta, o planejamento estratégico e a seleção de 
materiais?
O QUE FAZER DURANTE
Faça uma roda e apresente as imagens dos insetos que você selecionou. Converse 
com as crianças a respeito, perguntando o que conhecem sobre eles, em que am-
bientes podem ser vistos, se estão presentes na nossa casa e/ou na escola e quais 
são as características que eles possuem. Em seguida, mostre o vídeo (ou as imagens) 
de polinização e converse com a turma sobre a importância de preservar a natureza. 
Registre as falas das crianças, os conhecimentos que trazem e as possíveis dúvidas 
ou curiosidades que possam surgir a partir do tema.
Sugira a todo o grupo uma expedição pelo espaço externo da escola para que 
observem os insetos presentes no ambiente escolar. Divida a turma em pequenos 
grupos de três a quatro crianças e entregue uma lupa por grupo, para que possam 
compartilhá-la durante a observação dos insetos encontrados. Acompanhe a ex-
pedição observando o envolvimento da turma na proposta. Se achar necessário, 
interaja com eles sugerindo alguns lugares para que possam investigar. Fotografe 
os insetos que encontrar e chame a atenção das crianças para características de-
les. Assim que perceber que todos já exploraram o suficiente, reúna todo o grupo 
e retorne para a sala.
De volta à sala, em roda, apresente novamente as imagens dos insetos, perguntan-
do quais deles foram vistos no espaço externo. Peça que selecionem as imagens 
que correspondem aos insetos encontrados no ambiente escolar e, se você as im-
primiu, cole-as no cartaz, montando um painel. Pergunte aos pequenos como foi a 
investigação dos insetos com a lupa: quais características dos corpos eles puderam 
perceber. Chame a atenção para as partes do corpo, como o número de patas, se 
possuem ou não antenas, como é o formato das partes que os compõem e se há 
alguma outra característica interessante. Aproveite o interesse e diga que você se-
lecionou algumas informações sobre alguns daqueles insetos e gostaria de compar-
tilhar com eles. Faça a leitura das curiosidades e interaja novamente com a turma 
ouvindo o que acharam das descobertas. 
Sugira a possibilidade de compartilhar as descobertas que fizeram com outras tur-
mas da escola e peça que deem sugestões de como podem fazer isso. Diga que 
podem organizar juntos uma exposição com imagens (representação bidimensio-
nal) e esculturas (reprodução tridimensional) dos insetos, convidando outras tur-
mas para que observem o que pesquisaram e produziram.
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Conjunto: Arte e natureza
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Antes de iniciar a produção das esculturas, reflita com as crianças a respeito do 
que é mais importante para que a representação dos insetos fique bem próxima 
da realidade. Fale sobre o que devem observar para essa construção, quais mate-
riais vão precisar, de que forma utilizarão esses materiais, como farão para colar as 
partes da escultura umas às outras, como podem fazer para que fique de pé, assim 
como é o corpo do inseto, entre outras perguntas que julgar pertinentes. Ouça as 
hipóteses formuladas pelas crianças e faça mediações durante esse diálogo, de 
forma a considerar as sugestões dadas por elas.
Convide-as para que se organizem em pequenos grupos e se acomodem nos espa-
ços em que os materiais estiverem dispostos. Combine que devem escolher um dos 
insetos do painel para produzir a escultura. Circule entre os grupos e acompanhe 
a produção. Interaja com eles, certificando-se de que estão atentos à representa-
ção do corpo do inseto e à observação das características, de modo que possam 
aperfeiçoar a representação. Caso não tenham conseguido representar da ma-
neira como gostariam, sugira que testem outros materiais e outras possibilidades. 
Ainda nesse momento de produção, incentive a interação entre as crianças. Sugi-
ra que olhem para a construção do colega e conversem entre si, buscando saber 
quais estratégias o colega utilizou. Reforce que a estratégia utilizada por um co-
lega pode servir de inspiração para o outro. Identifique se há alguma criança que 
ainda não começou a produção e a auxilie com questionamentos para verificar se 
já sabe o que vai fazer e qual material vai utilizar.
Observe as crianças que já finalizaram e ofereça a elas uma etiqueta para que 
escrevam seus nomes e identifiquem suas produções. Caso não tenham ainda do-
mínio da escrita, mostre apoios como crachás ou listas de nomes da sala. Depois, 
indique um local para colocar as esculturas e oriente as crianças a guardar os ma-
teriais utilizados, higienizar as mãos e aguardar os colegas enquanto desenham 
no espaço reservado para isso.
Para finalizar
Reúna novamente as crianças para observar as esculturasenquanto você as foto-
grafa. Após essa observação, convide-as para formar uma roda e conversem so-
bre os desafios encontrados na elaboração das esculturas e como solucionaram 
esses problemas. Planeje com a turma o local mais adequado para que montem 
uma exposição. Assim que definir o espaço, solicite às crianças que organizem as 
esculturas da maneira que acharem mais viável.
O QUE FAZER DEPOIS
Convide outras turmas para que visitem a exposição. Sugira que ampliem essa obser-
vação de insetos investigando outros espaços além do ambiente escolar, seja em casa 
ou em algum lugar em que passeiem com os adultos. Dessa forma, conhecerão melhor 
esses insetos e poderão fazer outras representações. 
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Atividade: Esculturas de insetos
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 ATIVIDADE 5 
DESENHO SOB O EFEITO DA LUZ
 Tempo sugerido: 1 hora e 20 minutos
Objetivos de aprendizagem: EI03EF01, EI03ET04, EI03ET05
O QUE FAZER ANTES
 � Contextos prévios
Encaminhe um bilhete ou converse com os responsáveis sugerindo que promovam um 
passeio em um local arborizado e escolham com a criança algumas folhas de que mais 
gostaram. Solicite que tragam as folhas à escola para a realização da atividade. Caso 
sua escola não possua área verde, colete algumas folhas previamente, para as crianças 
que porventura não tragam e pule a etapa 2. 
É indispensável prever uma fonte de luz, como uma mesa ou caixa de luz. A caixa de 
luz pode ser facilmente construída, caso sua escola não possua, com uma caixa organi-
zadora transparente (que comporte uma luz de emergência dentro dela).
 � Materiais
 F Folhas coletadas pelas crianças com seus responsáveis;
 F Duas ou três folhas secas de árvores, de tamanhos médios e formatos diferentes 
dos comuns, para mostrar à turma e complementar a coleta que será realizada;
 F Lápis grafite de diferentes espessuras e borracha;
 F Papel vegetal tamanho A4 em quantidade suficiente;
 F Mesa ou caixa de luz;
 F Brinquedos diversos;
 F Um celular ou uma câmera fotográfica, o caderno de campo e uma caneta para 
registrar a atividade.
Sugestão de vídeo
• Como fazer uma mesa de luz em 30 segundos. Elmira Pereira de Assis. 
Disponível em: https://youtu.be/2hgvbSqh4iQ. Acesso em: 22 jun. 2023.
 � Espaços
Preveja que a atividade ocorrerá em espaços externos e internos. O ambiente externo 
deve ser uma área com plantas e árvores. O ambiente interno deve ser uma sala que 
possa ser facilmente escurecida, com cortinas, por exemplo. Organize nesse espaço me-
sas e cadeiras para pequenos grupos de, no máximo, cinco crianças, com lápis grafite, 
borrachas e papel vegetal. Separe uma mesa para colocar a caixa de luz e atente-se para 
que ela esteja ao alcance das crianças, a fim de que possam visualizá-la autonomamente. 
Em outro espaço da sala, coloque brinquedos à disposição da turma.
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Conjunto: Arte e natureza
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 � Perguntas para guiar suas observações
1. De que forma as descobertas que as crianças fazem ao observar as folhas na caixa 
de luz contribuem para a realização do desenho? Quais relações estabelecem ao 
observar diferenças e semelhanças?
2. Que soluções as crianças encontram para expressar graficamente os detalhes ob-
servados nas folhas? Elas trocam ideias e soluções entre si?
3. Como as crianças expressam sentimentos ao realizar o desenho a partir da observa-
ção da folha e ao apreciar a própria produção final?
O QUE FAZER DURANTE
Em roda, converse com as crianças a respeito das observações da natureza. Inte-
raja com elas ouvindo os relatos e compartilhando experiências, inclusive do pas-
seio que realizaram com os responsáveis. Ressalte que, se alguma não trouxe as 
folhas, pode observar a do colega e recolher suas próprias em uma expedição à 
área externa (ou escolher entre as que você trouxe). 
 — O que vocês gostam de observar na natureza?
 — Vocês já observaram as flores, as folhas, a terra? O que acham mais 
interessante?
 — O que você acha dessa folha que eu trouxe? E dessa do colega? 
Que detalhes a folha tem?
Possíveis falas 
do(a) professor(a)
Sugira uma expedição na área externa da escola, para que todo o grupo vivencie 
a observação, toque e sinta a natureza e seus elementos. Previamente, identifique 
as espécies de árvores e suas característica e comente sobre elas com as crianças. 
Proponha que se atentem às folhas caídas e recolham outras (se quiserem ou se 
não tiverem trazido) que chamem a atenção pelo formato diferenciado. Observe 
como as crianças participam, como reagem quando descobrem algo inesperado 
e quais expressões fazem. Registre o momento com fotografias ou anotações no 
caderno de campo. 
Ao retornar à sala, reúna as crianças em roda e peça que comentem as impressões 
do momento vivenciado na área externa. Diga que você também fez uma coleta 
prévia e faça-a circular pela roda, para que possam tocar, sentir o cheiro, a textura, 
as nuances, as linhas, percebendo as semelhanças e diferenças que cada folha 
traz. Ressalte as diferenças de tamanho, cores, formatos de todas as folhas reco-
lhidas e peça que contribuam também falando a respeito do que sentem ao tocar 
as folhas. Solicite que indiquem duas ou três folhas de que mais gostaram para 
observá-las com a caixa de luz. Apoie as crianças nessa decisão coletiva. 
Apresente a caixa de luz às crianças e explique que dentro há uma lâmpada que as 
ajudará a enxergar melhor os detalhes. Diga que vai chamar pequenos grupos para 
observar as folhas na caixa de luz e que, enquanto um grupo investiga, os demais 
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Atividade: Desenho sob o efeito da luz
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vão brincar autonomamente em outros espaços na sala. Indique o grupo que vai 
iniciar a observação, escureça o ambiente e coloque as folhas sobre a caixa de luz.
Explore com cada pequeno grupo os detalhes que a caixa de luz possibilita inves-
tigar, potencializando as descobertas. Acompanhe o momento de contemplação 
das crianças e observe se estão atentas aos detalhes. Interaja com elas a respeito 
de cores, formas, texturas, traços, linhas, marcas e outras minúcias. Anote falas e 
comentários que surgirem e fotografe o momento.
Após todos os grupos terem feito a exploração, convide a turma para se sentar 
em roda com você. Pergunte o que a observação com a caixa de luz proporcionou. 
Após a conversa, esclareça que é chegada a hora da produção dos desenhos e que 
a caixa de luz ficará à disposição, caso necessitem retomar alguma observação. 
Oriente as crianças a se organizarem em pequenos grupos. Ofereça possibilidades 
de apoios diferentes para desenhar. Enquanto desenham, circule entre os grupos e 
valorize as produções, ressaltando as especificidades de cada desenho. Observe 
as crianças que já finalizaram e peça que identifiquem suas produções: ofereça 
apoio com crachás ou fichas do nome, se necessário.
Quando todos já tiverem finalizado, reúna todo o grupo. Escureça o ambiente e 
proponha às crianças uma partilha do que produziram. Coloque as produções, uma 
de cada vez, sobre a caixa e peça que observem proporções, tamanhos, linhas e 
detalhes que podem ser percebidos com mais clareza por causa da luminosida-
de. Interaja com o grupo, valorizando as produções e chamando a atenção para a 
diversidade de desenhos. Pergunte quais foram os desafios na realização da ati-
vidade e como conseguiram superá-los. Sugira expor as imagens em um mural e 
ampliar a proposta desenhando ainda mais elementos da natureza em outros dias.
Para finalizar
Ao encerrar a roda de conversa, convide a turma para guardar os materiais nos 
locais adequados.
O QUE FAZER DEPOIS
Proponha novamente a observação da folha na caixa de luz e do desenho já realizado. 
Conforme o envolvimento da turma, sugira sob a forma de desafio outro desenho no qual 
possam colocar detalhes que antes não tinham observado.Aproveite a caixa de luz mais 
vezes para fazer experiências com outros elementos da natureza (por exemplo: areia, 
flores e insetos). 
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Conjunto: Arte e natureza
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SEQUÊNCIA 6
CORPO, MOVIMENTO E DANÇA
Música e dança são expressões que promovem o desenvolvimento da cor-
poreidade e a ampliação do repertório cultural das crianças, assim como 
da autoconfiança, do autoconhecimento, da capacidade criadora e da 
convivência respeitosa com as múltiplas formas de expressão. A dança é 
uma rica linguagem do corpo que deve integrar as práticas com as crian-
ças pequenas. Como ferramenta, aliada à música, a dança é um convite à 
experimentação, à sensibilidade e ao desenvolvimento do senso estético, 
devendo sempre respeitar a expressividade original do indivíduo.
Esta sequência didática propõe atividades que devem ser desenvolvidas 
com a turma na ordem apresentada. 
DRC-MT
 � Campos de experiências explorados nesta sequência
O eu, o outro e o 
nós.
Corpo, gestos e 
movimentos.
Traços, sons, cores 
e formas.
Escuta, fala, 
pensamento 
e imaginação.
 � Objetivos de aprendizagem e desenvolvimento explorados nesta sequência
EI03EO02
Agir de maneira independente, com confiança em suas capacidades, reconhecendo suas conquistas e 
limitações.
EI03EO03 Ampliar as relações interpessoais, desenvolvendo atitudes de participação e cooperação.
EI03EO05
Demonstrar valorização das características de seu corpo e respeitar as características dos outros 
(crianças e adultos) com os quais convive.
EI03CG01
Criar com o corpo formas diversificadas de expressão de sentimentos, sensações e emoções, tanto nas 
situações do cotidiano quanto em brincadeiras, dança, teatro, música.
EI03CG02
Demonstrar controle e adequação do uso de seu corpo em brincadeiras e jogos, escuta e reconto de 
histórias, atividades artísticas, entre outras possibilidades.
EI03CG03
Criar movimentos, gestos, olhares e mímicas em brincadeiras, jogos e atividades artísticas como dança, 
teatro e música.
EI03TS01
Utilizar sons produzidos por materiais, objetos e instrumentos musicais durante brincadeiras de faz de 
conta, encenações, criações musicais, festas.
EI03TS03
Reconhecer as qualidades do som (intensidade, duração, altura e timbre), utilizando-as em suas 
produções sonoras e ao ouvir músicas e sons.
EI03EF01
Expressar ideias, desejos e sentimentos sobre suas vivências, por meio da linguagem oral e escrita 
(escrita espontânea), de fotos, desenhos e outras formas de expressão.
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SD
EI_MT_CP_PF.indb 97EI_MT_CP_PF.indb 97 05/10/2023 14:00:5005/10/2023 14:00:50
 ATIVIDADE 1 
CONHECENDO DIFERENTES 
RITMOS MUSICAIS 
 Tempo sugerido: 1 hora e 30 minutos
Objetivos de aprendizagem: EI03CG01, EI03CG03, EI03TS03
O QUE FAZER ANTES
 � Contextos prévios
É importante conhecer diferentes ritmos musicais antes de propor a atividade para as 
crianças. Dentre os estilos musicais mais populares para trabalhar ritmo com as crianças, 
estão o sertanejo, forró, samba, bossa nova, rap, rasqueado, siriri e cururu, entre outros.
 � Materiais
 F Um equipamento para reprodução de áudio;
 F Imagens de instrumentos musicais típicos da música mato-grossense: viola de cocho, 
ganzá e mocho;
 F Saias de chita para a dança Siriri;
 F Um celular ou uma câmera fotográfica e o caderno de campo para registrar a 
atividade;
 F Playlist, pen drive ou CD com músicas de diferentes ritmos e estilos. 
Sugestões de leitura
 • Playlist. Nova Escola. Disponível em: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/
sp52UzVbpk2NreWfkwxW9wKDSkbFBttJKqJRRPz87SegCnEKDgUSefvwMJmb/sugestao-de-
playlist-edi3-06und01.pdf. Acesso em: 22 jun. 2023.
 • Danças e músicas. SEDEC. Disponível em: 
https://www.sedec.mt.gov.br/-/3026917-dancas-e-musicas. Acesso em: 22 jun. 2023.
 � Espaços
Planeje para que a atividade ocorra em um espaço amplo, de preferência em ambiente 
externo. Caso não seja possível, você pode utilizar a própria sala, refeitório, salão comu-
nitário, um campo aberto ou a quadra da escola, o importante é adaptar a prática à sua 
realidade. Considere que o ambiente deve comportar pequenos grupos, que deverão se 
movimentar criando uma dança.
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Sequência: Corpo, movimento e dança
EI_MT_CP_PF.indb 98EI_MT_CP_PF.indb 98 05/10/2023 14:00:5005/10/2023 14:00:50
https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/sp52UzVbpk2NreWfkwxW9wKDSkbFBttJKqJRRPz87SegCnEKDgUSefvwMJmb/sugestao-de-playlist-edi3-06und01.pdf
https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/sp52UzVbpk2NreWfkwxW9wKDSkbFBttJKqJRRPz87SegCnEKDgUSefvwMJmb/sugestao-de-playlist-edi3-06und01.pdf
https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/sp52UzVbpk2NreWfkwxW9wKDSkbFBttJKqJRRPz87SegCnEKDgUSefvwMJmb/sugestao-de-playlist-edi3-06und01.pdf
 � Perguntas para guiar suas observações
1. Quais critérios as crianças utilizam para discriminar o estilo apresentado? Como elas 
percebem o ritmo e a melodia? Associam com outras músicas do mesmo estilo? O que 
alcança maior destaque em suas percepções?
2. Como elas criam seus gestos e movimentos em relação aos ritmos vivenciados? 
Buscam fazê-los junto aos pares? Repetem os mesmos movimentos em ritmos 
diferentes? Cuidam para que eles, mesmo iguais, se alinhem ao ritmo proposto?
3. Como as crianças interagem com a proposta? Evidenciam preferência por um ritmo? Como?
O QUE FAZER DURANTE
Convide as crianças para que se sentem em roda com você e diga que reservou um 
momento para que experimentem dançar diferentes ritmos musicais. Investigue que 
músicas gostam de dançar e instigue-as a dar informações livremente, explicando 
sobre os gestos ou demonstrando-os aos colegas. Descubra quais são os ritmos já 
conhecidos pela turma e apoie-se nas vivências das crianças em festas culturais, 
bem como nas possíveis diversidades regionais existentes. Apresente para as 
crianças os principais instrumentos que dão ritmo às músicas e danças mato- 
-grossenses: a viola de cocho, o ganzá e o mocho. Se não for possível mostrar 
áudios ou vídeos dos instrumentos, utilize imagens ou ilustrações selecionadas 
em uma pesquisa prévia na internet.
Convide então as crianças para apreciar a playlist que você preparou e peça a elas 
que se expressem por meio da dança. Conte que você selecionou algumas músicas 
para apresentar estilos musicais variados. Diga que as músicas são um convite para 
que ouçam, sintam e dancem com todo o corpo. Explique que esse primeiro convite 
é individual: peça às crianças que fiquem livres para encontrar a melhor maneira 
de sentir a música e de criar movimentos que o ritmo convida a fazer.
Sugira a elas que se organizem em pequenos grupos no espaço que você preparou 
e convide-as para entrar na dança. Faça alguns acordos com a turma para que, 
nesse primeiro momento, por exemplo, evitem conversas com os pares. Como a 
música faz o convite para todo o corpo, todos precisam estar atentos. Entretanto, 
diga que podem dançar em duplas ou em pequenos grupos. Conte que deverão 
se unir por meio de gestos, e não pela fala. Enquanto as crianças constroem 
percepções e movimentos, observe-as e verifique quais expressões aparecem, 
como os corpos delas respondem ao convite da música, que movimentos criam 
e ressignificam. Atente-se também ao que as expressões faciais revelam, como 
ocorrem as interações das crianças, como oferecem apoio umas às outras e 
como exploram o espaço. Esse é um momento importante para realizar o registro 
individual dos movimentos e interações das crianças.
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Atividade: Conhecendo diferentes ritmos musicais 
EI_MT_CP_PF.indb 99EI_MT_CP_PF.indb 99 05/10/2023 14:00:5005/10/2023 14:00:50
Continue a observar as relações que a turma estabelece, inclusive se optam por 
formar novos agrupamentos. Faça mediações apenas se encontrar necessidade. 
Caso observe que alguma criança não está envolvida com a proposta, antes de 
fazer qualquer inferência, busque observá-la por um tempo a fim de investigar qualrelação ela está construindo. O olhar, a expressão e o movimento dos olhos podem 
indicar que ela está apreciando o momento de vivência dos pares. Possibilite que 
ela experimente esse momento. Registre e busque envolvê-la na partilha de ações, 
contando o que sentiu ao apreciar a proposta. Durante a observação, faça registros 
fotográficos a fim de construir memórias de aprendizagens para o grupo e reflexões 
para você investigar ainda mais as pistas de aprendizagens das crianças. Observe 
o tempo que planejou para o momento, bem como a interação do grupo com a 
proposta, podendo ampliá-lo ou reduzi-lo. Um pouco antes de terminar, abaixe 
aos poucos o volume da música e indique a finalização do momento ao desligá-la.
Após a vivência, convide todo o grupo para se reunir novamente em roda. Nesse 
momento, instigue as crianças a expressar sensações e sentimentos acerca da ati-
vidade. Investigue as percepções delas quanto aos diversos ritmos apresentados 
e busque descobrir como se movimentaram em cada um deles. Possibilite que fa-
lem sobre quais foram as sensações que as músicas despertaram. Aja de forma 
responsiva: acolha e aprofunde as sistematizações das descobertas e curiosidades 
que emergem do grupo.
Para finalizar
Ainda em roda, conte às crianças que vivenciarão outras propostas como essa. Em 
seguida, engaje-as na organização do espaço. Coloque uma música divertida para 
o momento e proponha que dancem enquanto o organizam.
O QUE FAZER DEPOIS
Realize a atividade novamente utilizando tecidos leves para que as crianças componham 
suas danças. Se possível, utilize os tecidos do conjunto Faz de conta. A proposta é que, 
além de utilizarem o corpo para a expressão dos ritmos, possam explorar os tecidos, criando 
novas formas de dançar. Se julgar oportuno, organize as crianças para dançar e apresentar 
o Siriri, uma dança típica mato-grossense. Para isso, combine com os responsáveis e peça 
que providenciem para as crianças o traje típico dessa prática cultural, a saia de chita.
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Sequência: Corpo, movimento e dança
EI_MT_CP_PF.indb 100EI_MT_CP_PF.indb 100 05/10/2023 14:00:5005/10/2023 14:00:50
 ATIVIDADE 2 
DANÇA E PINTURA DE TECIDOS
 Tempo sugerido: 1 hora e 20 minutos
Objetivos de aprendizagem: EI03CG01, EI03CG02, EI03TS03
O QUE FAZER ANTES
 � Contextos prévios
Combine com os responsáveis que no dia da atividade as crianças tragam roupa de 
banho para que possam vivenciá-la com mais conforto. É importante que você apresente 
previamente para as crianças vídeos de artistas que, enquanto dançam, fazem marcas 
de seus passos com tintas.
 � Materiais
 F Dois tecidos de quatro metros cada um. Sugestões: algodão cru ou TNT. Caso 
prefira, você pode utilizar papéis em substituição ao tecido (nesse caso, observe a 
espessura para que não rasguem com facilidade); 
 F Fita adesiva;
 F Tinta guache;
 F Cerca de dez bacias ou bandejas plásticas que possibilitem às crianças molhar os pés; 
 F Um equipamento para reprodução de áudio e vídeo;
 F Uma playlist, pen drive ou um CD com o movimento Presto, de Verão (L'estate), de Vivaldi, 
com uma música clássica e uma música tradicional chinesa, com ritmos regionais, a 
partir dos instrumentos locais como bumbo, ganzá, viola caipira, cavaquinho, rabeca, 
sanfona e violão e com uma música clássica e uma música tradicional mato-grossense, 
como o Cururu, ou com músicas instrumentais tocadas em instrumentos musicais locais;
 F Um celular ou uma câmera fotográfica e o caderno de campo para registrar a 
atividade. 
Sugestões de vídeo
• Telas: Pollock, pinturas de ação. Produtora: Cia Nós da Dança. 
Disponível em: https://youtu.be/GkpkD4jTpqg. Acesso em: 22 jun. 2023.
• Michelangelo (pinturas renascentistas). Produtora: Kátia de Oliveira. 
Disponível em: https://youtu.be/6VS_CyhTttY. Acesso em: 22 jun. 2023.
Sugestões de música
• Concerto No. 2 in G minor, Op. 8, RV 315: L'estate: Presto – Tempo impetuoso d'estate. Storm 
The Four Seasons – The Storm At Sea – The Hunt [CD]. Artista: Vivaldi (EMI Records, 1997).
• Hallelujah. Various Positions [CD]. Artista: Leonard Cohen (Columbia Records, 1984).
• Dà yú (Big Fish – tradução do inglês). Álbum de estreia de Charlie [CD]. Artista: Zhou Shen 
(Taihe Music Group – Ocean Butterflies Music Co. Ltd., 2017).
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Atividade: Dança e pintura de tecidos
EI_MT_CP_PF.indb 101EI_MT_CP_PF.indb 101 05/10/2023 14:00:5005/10/2023 14:00:50
https://youtu.be/GkpkD4jTpqg
https://youtu.be/6VS_CyhTttY
 � Espaços
Organize a sala para a apreciação dos vídeos e para uma conversa inicial em roda com 
todo o grupo. Preveja que a atividade continue em um espaço externo. Reserve um local 
amplo, forre um dos tecidos no chão e prenda o outro na parede com fita adesiva. Disponha 
as bandejas com as tintas guaches nas laterais e abaixo dos tecidos. Se a escola tiver 
disponível na área externa uma ducha ou mangueira, aproveite para organizar a atividade 
nesse espaço. Dessa maneira, após a pintura, as crianças poderão vivenciar brincadeiras 
com água e se lavar ao mesmo tempo. Caso o espaço não seja amplo, considere realizar a 
proposta com a turma dividida em pequenos grupos. Nesse caso, prepare dois ambientes: 
o da proposta com a música e outro em que os pequenos consigam realizar atividades com 
autonomia ( jogos, por exemplo). Assim, enquanto um grupo vivencia a proposta, o outro 
estará engajado na outra vivência. Depois, basta fazer a troca de atividades entre os grupos.
 � Perguntas para guiar suas observações
1. Como as crianças se envolvem com a proposta de registrar traços ao dançar? Que 
sentimentos e sensações revelam?
2. Que estratégias usam para se movimentar de maneira adequada, respeitando o espaço e 
os pares? Percorrem um caminho, por exemplo, criando narrativas em suas danças?
3. Como as crianças percebem as variações da qualidade sonora? Como fazem suas 
marcas? As marcas mudam em espessura e volume conforme a variação sonora?
O QUE FAZER DURANTE
Reúna-se com todo o grupo no espaço que você preparou para que apreciem o 
vídeo e comente que você trouxe dois vídeos de artistas que, enquanto dançam, 
fazem marcas de seus passos com tintas. Em seguida, convide as crianças para 
apreciá-los. Depois, investigue as impressões delas acerca do que foi observado. 
Conte a proposta da atividade: diga que preparou na área externa um espaço para 
que dancem e registrem os passos da dança com tinta. 
Conte para as crianças que elas serão organizadas em pequenos grupos: um 
utilizará o tecido no chão e outro, o que está fixado na parede. Diga que o desafio 
é que, dançando a música, elas façam marcas gráficas da dança utilizando as 
tintas nas bandejas próximas aos tecidos. Instigue-as a refletir se as marcas serão 
as mesmas se uma música for agitada e outra lenta, por exemplo. Caso digam que 
serão diferentes, questione os motivos da diferenciação. Em seguida, faça alguns 
acordos com elas: defina o tempo da atividade e como farão para retirar o excesso 
de tinta do corpo. Observe que é um acordo a ser feito considerando a realidade 
e as possibilidades de sua escola e da turma. Depois de tudo combinado, leve as 
crianças para o espaço que você preparou.
Ao chegar ao ambiente, convide as crianças para que, antes de utilizar as tintas, 
dancem o terceiro movimento da música Verão (L'estate), de Vivaldi, percebendo 
os ritmos, as alterações, se há mudanças que sugerem movimentos. Em seguida, 
organize-as nos pequenos grupos e convide-as a dançar e deixar suas marcas, 
reproduzindo a música clássica escolhida. Observe que, quanto mais rica em ritmo 
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Sequência: Corpo, movimento e dança
EI_MT_CP_PF.indb 102EI_MT_CP_PF.indb 102 05/10/2023 14:00:5005/10/2023 14:00:50
a música for, maiores serão as possibilidades de construção de percepções acerca 
dos movimentos corporais e dos registros que as crianças farão. Como alternativa, 
em vez da música clássica, apresente uma música com ritmo típico de sua região.
Enquanto as crianças dançam e fazem os registrosde seus passos, observe quais 
relações estão estabelecendo. Atente-se a como elas fazem as marcas: se observam 
a alteração da música e a associam à mudança ou à adaptação do movimento 
corporal; se quando a música sugere um aumento no volume elas fazem marcas no 
alto do tecido. Considere fazer registros fotográficos e em vídeos das manifestações 
das crianças.
Após a primeira música, reproduza a música tradicional chinesa Dà yú. Se preferir, 
como alternativa, apresente um ritmo local para a apreciação dos alunos. Enquanto 
as crianças dançam, observe como a nova música as convida para criar passos 
e marcas novos. Investigue como estão acolhendo o ritmo e continue a fazer os 
registros das relações que as crianças estão estabelecendo na proposta. Observe 
o tempo acordado para a atividade conforme combinaram e abaixe a música 
lentamente até silenciar o volume totalmente. Em seguida, convide as crianças 
para que se distanciem um pouco dos tecidos e instigue-as a apreciar as marcas 
deixadas. Observe como elas se deparam e se surpreendem com as criações. 
Considere registrar esse momento. 
 • Elas podem utilizar passos e expressões explorados na atividade anterior. Possível ação 
das crianças
Após um período de apreciação, combine com elas que vão retirar o excesso de 
tinta do corpo enquanto as obras de arte secam. Diga que em outro momento vocês 
observarão os vídeos e as fotografias que você fez e que também conversarão 
sobre a vivência. Organize a forma como combinou com as crianças para esse 
momento e apoie-as durante o processo.
Para finalizar
Depois de limpar o excesso de tinta e organizar o espaço, convide as crianças para 
vivenciar a próxima atividade do dia.
O QUE FAZER DEPOIS
Proponha uma exposição do material produzido na atividade. Planeje com a turma qual 
espaço será utilizado e de que modo organizarão os tecidos. Discutam sobre a possibili-
dade de apresentar as pinturas e as fotografias da vivência. Criem possíveis títulos para 
a mostra e maneiras de convidar as demais turmas da escola para visitá-la. Também é 
possível repetir a proposta de dança e de produção gráfica utilizando materiais diferentes, 
como canetas hidrocor, giz de cera, giz de quadro e giz pastel.
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Atividade: Dança e pintura de tecidos
EI_MT_CP_PF.indb 103EI_MT_CP_PF.indb 103 05/10/2023 14:00:5005/10/2023 14:00:50
 ATIVIDADE 3 
DANÇANDO COM A ÁGUA 
 Tempo sugerido: 40 minutos
Objetivos de aprendizagem: EI03EO02, EI03TS01
O QUE FAZER ANTES
 � Contextos prévios
Previamente, separe os tecidos e as fitas e organize o ambiente externo para desenvolver 
a atividade. Também prepare materiais para as crianças do outro pequeno grupo que aguar-
dará o momento de participar da proposta.
 � Materiais
 F Tecidos leves, como voal, em tamanhos diversos e cores claras, como branco, creme 
ou azul-celeste, TNT, lençóis ou cortinas; 
 F Fitas de cetim de diferentes cores, tamanhos e espessuras; 
 F Projeção com o fundo do mar por meio de um projetor de imagem;
 F Um retroprojetor, se possível;
 F Uma playlist, pen drive ou um CD com uma música clássica e com ritmos regionais 
que exploram instrumentos locais, como bumbo, ganzá, viola caipira, cavaquinho, 
rabeca, sanfona e violão;
 F Um equipamento para reprodução de áudio e vídeo;
 F Materiais para atividades que as crianças já realizam com autonomia, como jogos 
e desenhos;
 F Um celular ou uma câmera fotográfica e o caderno de campo para registrar a 
atividade.
Sugestão de vídeo
• Projeção em tecido. Produtora: Anacã Corpo e Movimento. 
Disponível em: https://youtu.be/Sis29H_Bh_I. Acesso em: 22 jun. 2023. 
 � Espaços
Preveja um espaço externo amplo e livre de mobiliários, onde seja possível organizar 
a projeção do vídeo e colocar tecidos pendurados em varais. Caso não seja possível 
organizar um espaço externo, você pode utilizar a própria sala, refeitório ou quadra da 
escola, o importante é adaptar a prática à sua realidade. Posicione os tecidos de modo 
que a projeção atravesse a transparência deles, criando a percepção de movimento e 
profundidade. Os tecidos devem ficar intercalados para garantir a circulação das crianças. 
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Sequência: Corpo, movimento e dança
EI_MT_CP_PF.indb 104EI_MT_CP_PF.indb 104 05/10/2023 14:00:5005/10/2023 14:00:50
https://youtu.be/Sis29H_Bh_I
Organize outro espaço para que, enquanto metade do grupo vivencia a proposta, a 
outra realize uma atividade que execute com autonomia.
A estratégia de revezamento de espaço pode ser consultada na atividade Dança e 
pintura de tecidos, desta sequência.
 � Perguntas para guiar suas observações
1. Como as crianças envolvem os materiais oferecidos em suas criações corporais? De 
que forma elas os acolhem e potencializam a expressão de dançar com a água?
2. Como as crianças harmonizam seus movimentos diante do desafio da proposta? 
Buscam apoio no vídeo reproduzido? Adequam-se ao som da música? Como estão 
construindo a percepção dos movimentos leves, alongados e fluídos?
3. Como as crianças experimentam o espaço da atividade? Como acontece o jogo 
imaginativo de dançar com a água? Como interagem com os colegas?
O QUE FAZER DURANTE
Reúna-se com todo o grupo e conte às crianças que separou um espaço especial para 
inspirá-las a dançar no ritmo da água. Instigue-as a pensar quais são as características 
da água e como são os movimentos dessa dança (se são leves, pesados, longos, 
curtos, rápidos, circulares, relacionando os possíveis movimentos das águas aos 
movimentos corporais, como bater palmas ou pés, por exemplo.). Em seguida, diga 
a elas que preparou um espaço especial para a vivência e que para isso vão se 
dividir em pequenos grupos: enquanto um fica com você na vivência, o outro realiza 
atividades com autonomia; ao final, os grupos se revezarão. Você pode engajar 
as crianças em um jogo imaginário, no qual farão uma viagem pelas águas do Rio 
Cuiabá ou pelas águas do Pantanal e participarão de um baile dançante. Sendo 
assim, quando chegar ao rio, elas já podem começar a dançar observando quais 
movimentos criarão. 
 • Algumas crianças vão preferir contar as percepções delas por meios de gestos e 
expressões corporais. Acolha esses movimentos e envolva-as no diálogo.
Possível ação 
das crianças
Antes da saída para o espaço, faça alguns acordos com todo o grupo considerando 
o tempo para a atividade e que, no momento dançante do baile, por exemplo, 
evitem conversas com os pares. Como a música faz o convite para todo o corpo 
dançar, as crianças precisam estar atentas. As conversas podem fazer com que 
percam partes importantes desse convite. Diga que, se alguma música as convidar 
a dançar em duplas ou pequenos grupos, elas podem aceitar o convite unindo-se 
em gestos, mas não pela fala. Combine que, quando a vivência estiver terminando, 
elas perceberão a música abaixando lentamente. Diga que há alguns materiais 
dispostos no espaço para que elas usem livremente em suas danças.
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Atividade: Dançando com a água 
EI_MT_CP_PF.indb 105EI_MT_CP_PF.indb 105 05/10/2023 14:00:5005/10/2023 14:00:50
Ao chegar ao espaço organizado previamente, observe como as crianças intera-
gem com o ambiente. Dê tempo a elas para que percebam e acolham o local. Se 
necessário, engaje-as no envolvimento da criação corporal e convide-as a dançar. 
Entretanto, considere que farão isso com autonomia e em tempos distintos. Algu-
mas vão se engajar na dança mais rápido que outras.
Enquanto as crianças dançam, transite pelo espaço observando as manifestações 
corporais e a maneira como se envolvem com a projeção e os tecidos. Observe as 
relações que estão estabelecendo na vivência. Atente-se àquelas que aparente-
mente não estão envolvidas corporalmente e preferem observar o grupo. Registre 
por meio de vídeos e fotografias as relações que estão estabelecendo e as constru-
ções corporais que estão criando. Evite fazer mediações com falas; engaje a turma 
em uma construção e percepção com o corpo. Caso sinta necessidade,dance com 
as crianças. Observe o tempo que reservou para a proposta e comece a baixar a 
música lentamente até silenciá-la por completo. Organize as trocas entre os grupos.
Reúna-se em roda com todo o grupo e inicie uma conversa. Instigue as crianças e 
peça que tragam suas impressões acerca da vivência. Questione sobre os convites 
que a música fez e quais movimentos criaram para esse convite. Ajude-as para que 
expressem verbalmente os relatos e considere acolher as expressões corporais que 
algumas crianças podem trazer ao contexto. Recorra aos registros que fez a fim de 
ampliar e potencializar o diálogo da turma. Em seguida, conte às crianças que em 
outro momento elas poderão observar os vídeos e as fotografias que registrou.
Para finalizar
Depois da conversa, convide as crianças para a organização do material utilizado 
e oriente-as para a próxima vivência do dia.
O QUE FAZER DEPOIS
Repita a atividade utilizando outros fenômenos da natureza (o movimento do vento 
nas folhas, por exemplo), diversificando espaços, materiais e agrupamentos. As crianças 
podem dançar, por exemplo, com folha de bananeira, com palhas, com fitas, entre outros.
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Sequência: Corpo, movimento e dança
EI_MT_CP_PF.indb 106EI_MT_CP_PF.indb 106 05/10/2023 14:00:5005/10/2023 14:00:50
 ATIVIDADE 4 
BRINCADEIRA PASSE A DANÇA 
 Tempo sugerido: 60 minutos
Objetivos de aprendizagem: EI03EO03, EI03CG01
O QUE FAZER ANTES
 � Contextos prévios
Escolha o espaço previamente considerando a necessidade de ligar os equipamentos 
eletrônicos a uma fonte de energia. Além disso, o ambiente deve ser organizado ante-
cipadamente, para que esteja livre de mobiliários e brinquedos, de forma a atender às 
necessidades dos pequenos grupos (em média seis crianças) em suas criações corporais.
 � Materiais
 F Um equipamento para reprodução de áudio;
 F Playlist, pen drive ou CD com uma música eletrônica dançante, o rasqueado cuiabano, 
siriri e cururu e uma música clássica relaxante;
 F Um celular ou uma câmera fotográfica e o caderno de campo para registrar a 
atividade.
Sugestão de leitura
 • Danças e músicas. SEDEC. Disponível em: 
https://www.sedec.mt.gov.br/-/3026917-dancas-e-musicas. Acesso em: 7 jul. 2023.
 � Espaços
Reserve um espaço amplo (de preferência em ambiente externo), livre de mobiliários 
e de brinquedos, onde seja possível o uso do equipamento de áudio. O espaço deverá 
acolher todo o grupo, que deverá estar organizado em círculo.
 � Perguntas para guiar suas observações
1. Como as crianças se envolvem corporalmente com a proposta? Em quais momentos 
demonstram maior autonomia e liberdade nos movimentos? Em quais demonstram 
necessidade de apoio?
2. Como demonstram a percepção do ritmo e da intensidade em suas criações corporais? 
Percebem as mudanças trazidas pela música? Quais movimentos trazidos pelas 
crianças evidenciam essa percepção?
3. Quais desafios são encontrados nos momentos de aguardar a vez de dançar? E na 
hora de passar a dança? Como o capitão envolve o grupo em seus movimentos indicando 
o momento da transição? Como esses movimentos foram recebidos pelo outro grupo?
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Atividade: Brincadeira Passe a dança 
EI_MT_CP_PF.indb 107EI_MT_CP_PF.indb 107 05/10/2023 14:00:5105/10/2023 14:00:51
O QUE FAZER DURANTE
Convide as crianças para que se sentem em roda com você. Conte a elas que hoje 
você preparou um desafio dançante para a turma. Diga que a brincadeira se chama 
“Passe a dança”. Explore junto às crianças o que o nome desse desafio sugere. 
Engaje-as em um jogo divertido e imaginativo, ouça as hipóteses e aproveite para 
saber se alguém já experimentou essa brincadeira.
Aproveite os comentários trazidos pelas crianças para explicar a atividade e fazer 
alguns combinados. Esclareça que a atividade acontecerá em pequenos grupos (de 
até seis crianças) e que cada grupo escolherá um capitão responsável por passar a 
dança. Diga que todos os grupos formarão uma única roda no espaço escolhido para 
a proposta. No entanto, cada pequeno grupo dançará por um tempo no meio da roda, 
enquanto os outros ficam parados como estátuas até que o capitão do grupo que está 
no centro da roda dê um passo à frente e faça o movimento que passará a dança. 
Converse com as crianças sobre como podem pensar em movimentos que sugerem 
que a dança está sendo entregue para o outro grupo. Chame a atenção para que 
contem sobre suas vivências e se já viram movimentos e danças com essas sugestões. 
Reflita se as expressões faciais podem ajudar nessa função de passar a dança. Em 
seguida, combine com os pequenos a organização dos grupos no espaço. Sugira que 
escolham de que forma farão o agrupamento e apoie-os nessa ação. Levante com eles 
quem serão os capitães de cada grupo e inicie a proposta. Convide o primeiro pequeno 
grupo a dançar no meio da roda enquanto os demais representam estátuas. Se julgar 
pertinente, é possível modificar a proposta, utilizando um chapéu, uma vassoura ou 
pano de chita, por exemplo, para passar a dança. Essas são opções para variar os 
diferentes momentos da prática.
Reproduza a faixa dançante e incentive que o primeiro grupo se expresse 
movimentando-se de maneira livre e solta conforme a música. Acompanhe o grupo 
e, se perceber que a expressão corporal é um desafio, interaja e dance junto ou 
sugira alguns passos e movimentos. Procure não intervir com falas. Movimente-se 
de forma que as crianças possam se apoiar ou ser envolvidas em seus gestos e 
expressões. Observe o tempo que um grupo utiliza para passar a dança ao outro. 
Se esse tempo estiver sendo muito longo, sinalize para o grupo que passe a dança. 
Depois que todos os pequenos grupos tiverem recebido a dança, pause a atividade. 
Se necessário, faça acordos diante do que observou nesse primeiro momento ou 
pergunte se as crianças têm alguma ideia para que a brincadeira aconteça de forma 
diferente. Por exemplo: proponha que dancem até o final da música, passando a 
dança entre os grupos por diversas vezes e criando movimentos de passagem.
Inicie a brincadeira novamente e, enquanto acompanha a criação e o envolvimento 
das crianças, faça registros por meio de fotos e filmagens. Esteja atento às diversas 
expressões delas e valorize-as em seus registros. Procure capturar manifestações 
corporais, faciais, trocas de olhares, entre outras.
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Sequência: Corpo, movimento e dança
EI_MT_CP_PF.indb 108EI_MT_CP_PF.indb 108 05/10/2023 14:00:5105/10/2023 14:00:51
Ao terminar a música, investigue se a turma deseja repetir a brincadeira. Se quiser, 
considere trocar os líderes de cada grupo na nova vivência. Ao final da brincadeira, 
convide os pequenos grupos a apreciar outra música. Peça que façam isso deita-
dos no chão e em silêncio; convide-os a fechar os olhos, de modo que se acalmem 
após a dança.
Após o relaxamento, convide as crianças a se sentarem no chão em roda, para 
conversar a respeito da vivência. Peça que partilhem o que sentiram durante a 
proposta. Pergunte como foi o desafio de passar a dança com um movimento (ou 
objeto) e o que observaram enquanto aguardavam a sua vez de dançar. Aja de 
forma responsiva e acolha os comentários e as impressões trazidas pela turma. 
Considere trazer as observações que fez ao longo da vivência a fim de aprofundar 
e apoiar as percepções das crianças.
Para finalizar
Engaje a turma na organização do espaço utilizado e, em seguida, convide as crian-
ças para a próxima vivência do dia.
O QUE FAZER DEPOIS
Repita a atividade colocando outros estilos musicais, como o rasqueado cuiabano, siriri 
e cururu. Você pode também inserir elementos para que as crianças utilizem enquanto 
dançam, como bambolês, tecidos e fitas, como proposto na atividade Dança e pintura de 
tecidos, desta sequência. Também é possível realizar a atividade engajando as crianças 
em construções individuais, de modo que cada uma, do centro da roda, passe a dança 
para que outro colega continue.
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Atividade: Brincadeira Passe a dança 
EI_MT_CP_PF.indb109EI_MT_CP_PF.indb 109 05/10/2023 14:00:5105/10/2023 14:00:51
 ATIVIDADE 5
PLANEJANDO UMA 
APRESENTAÇÃO DE DANÇA
 Tempo sugerido: 60 minutos
Objetivos de aprendizagem: EI03EO05, EI03CG03, EI03EF01
O QUE FAZER ANTES
 � Contextos prévios
A proposta convida as crianças a criar passos e movimentos para uma apresentação 
de dança. Para isso, é necessário que o grupo, com o apoio do professor, já tenha sele-
cionado uma música para o momento.
Amplie ainda mais o repertório de músicas, ritmos e estilos do grupo antes da escolha. 
Tenha como referência a playlist indicada na atividade Conhecendo diferentes ritmos musi-
cais, desta sequência. Em Sugestão de leitura, há a indicação de um link com informações 
sobre danças e músicas mato-grossenses que também podem ser usadas como referência.
 � Materiais
 F Um equipamento para reprodução de áudio;
 F Uma playlist, pen drive ou um CD com a música escolhida previamente pelas 
crianças;
 F Papel, papelão e marcador gráfico (pincel, caneta hidrocor) para registro no cartaz;
 F Um celular ou uma câmera fotográfica e o caderno de campo para registrar a 
atividade.
Sugestão de leitura
 • Danças e músicas. SEDEC. Disponível em: 
https://www.sedec.mt.gov.br/-/3026917-dancas-e-musicas. Acesso em: 22 jun. 2023.
 � Espaços
A atividade deve ocorrer em um espaço amplo, livre de mobiliários e que acomode as 
criações corporais de todo o grupo. Considere ainda que o ambiente pode ser uma área 
externa, porém atente-se para que os equipamentos eletrônicos possam ser ligados a 
uma fonte de energia.
 � Perguntas para guiar suas observações
1. De que maneira as crianças expressam ideias e defendem opiniões durante o pro-
cesso de criação coletiva? Quais argumentos usam para que façam valer as ideias? 
Como acolhem as ideias dos pares?
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Sequência: Corpo, movimento e dança
EI_MT_CP_PF.indb 110EI_MT_CP_PF.indb 110 05/10/2023 14:00:5105/10/2023 14:00:51
2. Quais estratégias elas utilizam para as criações dos passos? Se apoiam umas nas 
outras? Observam a utilização do espaço, compondo em seus passos trajetórias 
espaciais?
3. Como a história da música apoia e inspira a criação dos passos? Quais explorações 
corporais são criadas e motivadas por ela?
O QUE FAZER DURANTE
Convide as crianças para que se sentem em roda e conte que criarão a dança 
para a música que escolheram. Combine que primeiro elas se concentrarão em 
ouvir a música a fim de buscar detalhes, entender o que ela conta e saber qual 
ritmo segue. Convide-as para que, de forma livre e silenciosa, apreciem a canção. 
Depois, investigue junto às crianças que história a canção conta. Conversem a 
respeito da mensagem e do ritmo da música. Acolha as iniciativas verbais e não 
verbais (movimentos e expressões faciais, por exemplo). Caso a música selecionada 
pelas crianças não traga de forma explícita possibilidades para a interpretação 
sugerida na atividade, instigue-as para que pensem em qual história elas podem 
narrar a partir do ritmo, dos tons, dos instrumentos mais potencializados e das 
mudanças sonoras. Desenvolva a ideia de que apresentar uma dança é contar uma 
história com o corpo. Caso seja escolhida uma música típica mato-grossense, o boxe 
Sugestão de leitura traz informações sobre danças e músicas típicas da região. 
Combine com as crianças que você colocará a música novamente e que agora 
poderão senti-la com o corpo, movimentando-se pelo espaço e dançando de 
forma livre. Reproduza a faixa musical e, enquanto as crianças constroem suas 
percepções e movimentos, observe-as. Perceba quais expressões estão emergindo 
e como estão respondendo ao convite da música. Atente-se às expressões faciais, 
às interações, como oferecem apoio umas às outras e como exploram o espaço. 
Observe se alguma criança não está envolvida na proposta de forma corporal, 
mas está observando a criação feita pelos pares. Respeite esse momento de 
apreciação e evite expressar-se oralmente. Aprecie a dança e, se sentir vontade, 
interaja dançando e convidando-a para dançar. Caso a escolha tenha sido uma 
das danças e músicas mato-grossenses, combine com as crianças que você irá 
contar a história do surgimento da dança proposta. Mostrar as regiões em que a 
dança escolhida está mais presente. A partir desses conhecimentos explorados 
na conversa, as crianças deverão ser convidadas a sentir a música e explorar as 
possibilidades, movimentando-se pelo espaço e dançando de forma livre. 
Reúna todo o grupo e combine quais serão os passos e movimentos de cada 
parte da música. Ouça o que as crianças têm a dizer e acolha ideias, sugestões 
e comentários.
 — Como poderiam dançar esta parte? Quais movimentos gostariam de fazer? 
 — De que forma dançarão o começo da música? 
 — Começará com todos juntos ou iniciará por um pequeno grupo? 
 — De que maneira os demais serão convidados a entrar na dança? Haverá um 
momento definido para isso?
Possíveis falas 
do(a) professor(a)
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Atividade: Planejando uma apresentação de dança
EI_MT_CP_PF.indb 111EI_MT_CP_PF.indb 111 05/10/2023 14:00:5105/10/2023 14:00:51
Peça às crianças que continuem sugerindo movimentos para compor cada parte da 
dança. Peça que demonstrem essas expressões dançando. Convide-as para que 
acolham as ideias repetindo os movimentos criados pelos colegas. Apoie o pro-
cesso partindo do que foi elaborado coletivamente por elas. Busque apoiá-las e 
incentivá-las fazendo mediações que ampliem ou complementem as percepções 
e os movimentos criados pelo grupo. Considere convidar algumas crianças para 
que assistam a um grupo dançar a composição criada. Peça que deem sugestões 
de como alterar, excluir ou acrescentar algo que não haviam percebido. Convide 
os pequenos para que pensem sobre o refrão da música. Acompanhe sugestões e 
ideias criativas, incentivando que expressem envolvimento com o refrão da músi-
ca. Caso a música não ofereça essa possibilidade, busque investigar com o grupo 
qual parte se repete, trazendo um mesmo som e uma mesma sequência em sua 
melodia e verificando se ela faz esse convite para um gesto diferenciado.
Continuem o processo de criação até que tenham definido os movimentos para a 
música inteira. Depois, toque a canção por partes para que as crianças façam os 
passos, verifiquem como está ficando a dança e se há a possibilidade de repetir ou 
alternar alguns movimentos conforme a melodia. Assim que forem definidos alguns 
passos, filme as crianças enquanto dançam cada parte para que depois possam 
relembrar o que foi combinado e ensaiar para a apresentação. Observe como se 
dá a interação entre elas e faça registros fotográficos.
Depois do acerto coletivo sobre os passos da dança, conversem a respeito do final 
da música e busquem levantar algo que marque o encerramento. Acolha sempre 
as ideias e as sugestões das crianças. Combinem coletivamente como será o final 
da dança. Caso as crianças desejem, repita a atividade.
Reúna todo o grupo para elaborar um cartaz coletivo sobre a apresentação que será 
feita. Façam acordos sobre o título da exibição e sobre data, horário e convidados. 
Combine com as crianças ensaios e possíveis figurinos. Registre todos os acordos 
firmados que nortearão as próximas ações necessárias à apresentação. Aja de 
forma responsiva e acolha os comentários, valorizando as ideias e interagindo com 
a turma. Este é um importante momento de práticas coletivas; convide as crianças 
a elaborar um convite a ser entregue aos responsáveis, para que participem do 
momento cultural promovido pela escola.
Para finalizar
Conte às crianças que depois vocês escolherão um local para fixar o convite e que você 
vai registrá-lo em uma fotografia para que criem convites menores posteriormente. 
Esclareça que, para os ensaios, você filmou os movimentos e os passos criados. 
Oriente as crianças a organizar o espaço e peça que guardem os materiais utilizados 
nos lugares adequados. Convide-as para a próxima atividade do dia.
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O QUE FAZER DEPOIS
Dê continuidadeà proposta por meio de ensaios, composição do cenário e do figurino 
para a apresentação da música. Se possível, utilize os materiais disponíveis na escola. 
Atente-se à possibilidade de reutilização e ressignificação de objetos diversos.
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Sequência: Corpo, movimento e dança
EI_MT_CP_PF.indb 112EI_MT_CP_PF.indb 112 05/10/2023 14:00:5105/10/2023 14:00:51
CONJUNTO 7
Investigar é um ato extremamente lúdico e natural para as crianças. 
Por meio de brincadeiras, os pequenos comparam sons, descobrem re-
gularidades na escrita, divertem-se com as rimas, compõem palavras, 
aproximando-se do sistema alfabético e tornam a linguagem escrita 
mais uma fonte de interesse e aprendizagem.
Este conjunto contém atividades que podem ser aplicadas isolada-
mente, ou seja, de forma que o professor desenvolva qualquer uma 
delas sem obrigatoriamente desenvolver as outras. Porém, é reco-
mendável que sejam aplicadas em conjunto, para que as crianças pos-
sam aprofundar as experiências no decorrer do processo. Este conjun-
to é caracterizado por atividades recorrentes, ou seja, que devem se 
repetir em outros períodos ao longo do ano.
DRC-MT
 � Campos de experiências explorados neste conjunto
O eu, o outro e o nós. Corpo, gestos e 
movimentos.
Escuta, fala, pensamento 
e imaginação.
 � Objetivos de aprendizagem e desenvolvimento explorados neste conjunto
EI03EO03 Ampliar as relações interpessoais, desenvolvendo atitudes de participação e cooperação.
EI03CG02
Demonstrar controle e adequação do uso de seu corpo em brincadeiras e jogos, escuta e reconto de 
histórias, atividades artísticas, entre outras possibilidades.
EI03CG03
Criar movimentos, gestos, olhares e mímicas em brincadeiras, jogos e atividades artísticas como 
dança, teatro e música.
EI03EF02 Inventar brincadeiras cantadas, poemas e canções, criando rimas, aliterações e ritmos.
EI03EF03
Escolher e folhear livros, procurando orientar-se por temas e ilustrações e tentando identificar 
palavras conhecidas.
EI03EF07
Levantar hipóteses sobre gêneros textuais veiculados em portadores conhecidos, recorrendo a 
estratégias de observação gráfica e/ou de leitura.
EI03EF08
Selecionar livros e textos de gêneros conhecidos para a leitura de um adulto e/ou para sua própria 
leitura (partindo de seu repertório sobre esses textos, como a recuperação pela memória, pela leitura 
das ilustrações etc.).
EI03EF09
Levantar hipóteses em relação à linguagem escrita, realizando registros de palavras e textos, por 
meio de escrita espontânea.
AP
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INVESTIGANDO PALAVRAS 
E SONORIDADES
EI_MT_CP_PF.indb 113EI_MT_CP_PF.indb 113 05/10/2023 14:00:5205/10/2023 14:00:52
 ATIVIDADE 1 
BRINCADEIRAS COM PALMAS – 
DOM FREDERICO
 Tempo sugerido: 40 minutos
Objetivos de aprendizagem: EI03CG02, EI03CG03, EI03EF02
O QUE FAZER ANTES
 � Contextos prévios
É necessário que você esteja bem familiarizado com a melodia, a letra e os gestos que 
são representados na brincadeira Dom Frederico, garantindo a fluidez que se pede no 
momento de brincar. 
É importante que as crianças já tenham vivenciado algumas atividades que as convi-
dem a traçar estratégias de participação e interação, de se relacionar com os colegas, 
buscando sincronia entre movimentos e canções para cumprir os desafios propostos.
 � Materiais
 F Um equipamento para reprodução de áudio; 
 F Pen drive ou CD com o áudio da brincadeira Dom Frederico ou outra brincadeira 
com as mesmas características e que as crianças não conheçam;
 F Cartaz com a letra da brincadeira Dom Frederico, escrita em letra imprensa maiúscula 
e em tamanho de fácil visualização para as crianças.
Sugestão de vídeo
• Brincadeiras regionais: Dom Frederico. Nova Escola. Disponível em: https://youtu.be/
DK7Gbu5ABuA. Acesso em: 29 jun. 2023.
Sugestão de leitura
• Dom Frederico. Mapa do brincar. Disponível em: http://mapadobrincar.folha.com.br/brincadeiras/
palmas/402-dom-frederico. Acesso em: 29 jun. 2023.
 � Espaços
Reserve um espaço aberto para a livre movimentação das crianças, que pode mudar 
conforme o envolvimento e o interesse delas ao longo da vivência. Organize ainda um 
local para a realização da roda de conversa.
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Conjunto: Investigando palavras e sonoridades
EI_MT_CP_PF.indb 114EI_MT_CP_PF.indb 114 05/10/2023 14:00:5205/10/2023 14:00:52
http://mapadobrincar.folha.com.br/brincadeiras/palmas/402-dom-frederico
http://mapadobrincar.folha.com.br/brincadeiras/palmas/402-dom-frederico
 � Perguntas para guiar suas observações
1. Como é a percepção das crianças no reconhecimento do próprio corpo como instru-
mento de expressão, comunicação e ação?
2. Qual é a reação das crianças ao perceber que a brincadeira exige movimentos sin-
cronizados e que o desempenho da dupla depende disso? Apoiam-se na execução 
dos gestos?
3. Quais indicações revelam que a marcação de palavras com gestos e movimentos 
colabora para que a turma realize as próprias investigações sonoras?
O QUE FAZER DURANTE
Convide todo o grupo para se reunir em roda com você. Conte às crianças que 
recentemente você assistiu a vídeos de brincadeiras que envolvem palmas e 
outros gestos e pergunte se elas também conhecem essas brincadeiras. Comente 
que, na infância, você brincava muito com os amigos e cite alguma brincadeira, 
exemplificando seu funcionamento, para contextualizar as crianças. A partir disso, 
organize as falas e as demonstrações delas sobre as ideias que trazem. Após elas 
demonstrarem oral e corporalmente as brincadeiras que conhecem, comente que 
você trouxe uma brincadeira nova.
Diga o nome da brincadeira e questione se alguém a conhece. Compartilhe com o 
grupo que é uma brincadeira cantada, na qual também se faz uso de gestos. Por isso, 
comente que primeiro terão de treinar os movimentos, bem como aprender a letra 
da canção. Caso alguém se recuse a brincar, aproveite o momento para estimular o 
envolvimento de outras formas, observando ou entrando na brincadeira posteriormente.
 — É engraçado o nome dessa brincadeira, não é mesmo? Como vocês acham 
que se brinca? 
 — É uma brincadeira cantada e, para representar o que estamos dizendo, 
fazemos gestos e movimentos. Faremos essa interação em duplas, mas, 
primeiro, vamos treinar sozinhos.
Possíveis falas 
do(a) professor(a)
Inicie a explicação da brincadeira. Primeiro, apresente a música que a embala. Depois, 
revele que escreveu a letra em um cartaz e cante-a pausadamente, indicando com 
o dedo o que está lendo. Em seguida, convide o grupo para cantar com você. Após 
esse momento, considere inserir os gestos. Faça a representação dos movimentos 
vagarosamente, verso a verso. Comente que a brincadeira se inicia batendo as palmas, 
fazendo os gestos devagar, e que a velocidade, tanto da canção como dos gestos, vai 
aumentando a cada repetição. Convide uma criança para demonstrar para a turma 
com você.
Atente-se para a apropriação da canção. Caso perceba a necessidade, considere 
um momento inicial em que elas brinquem algumas vezes apoiadas pela canção 
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Atividade: Brincadeiras com palmas – Dom Frederico
EI_MT_CP_PF.indb 115EI_MT_CP_PF.indb 115 05/10/2023 14:00:5205/10/2023 14:00:52
reproduzida em áudio. Dessa maneira, poderão aprender de acordo com ritmos e 
formas diversos que encontram para construir significados por meio dos contextos 
vivenciados.
Após a apropriação da brincadeira, proponha o desafio de repeti-la sem o apoio 
do áudio. Solicite que formem duplas e brinquem livremente. Desafie as crianças 
a encontrar a melhor maneira de fazer os gestos. Lembre-as de que algumas 
palavras indicam o que deverá ser feito. Combine com elas que, nesse momento 
da brincadeira, vocês ainda não aumentarão a velocidade da canção e dos 
movimentos. Engaje-as a partir da ideia de que farão alguns treinos para que então 
partam para o maior desafio, que é cantar e gesticular de maneira correta e em 
velocidades diferentes. Atente-se às ações dos pequenos; se houver necessidade, 
faça a mediação das situações e dos desafiosdurante a busca de sincronia das 
duplas. Interaja de modo a garantir que a vivência seja positiva para todos.
Depois, convide as crianças para vivenciar o maior desafio: os diferentes níveis de 
velocidade. Utilize números em ordem crescente (velocidade 2, 3 etc.) ou animais 
que se locomovem em níveis diferentes de velocidades (como uma lesma, uma 
tartaruga, um leopardo etc.). Então, convide as duplas a começarem juntas o 
desafio. Inicie pela velocidade zero, convidando as crianças a brincar lentamente. 
Depois, envolva-as em uma nova velocidade e vá aumentando-a de acordo com a 
estratégia de marcação escolhida por você. Após a chegada de todos na velocidade 
máxima da brincadeira, proponha a cada dupla que realize o próprio desafio, 
brincando e combinando as velocidades livremente. Nesse momento, observe como 
estão construindo estratégias para vivenciar esse desafio.
Para finalizar
Quando perceber que o interesse da turma pela brincadeira está diminuindo, 
convide todo o grupo para formar uma grande roda e conversar sobre a vivência. 
Inicialmente, convide os pequenos a contar sobre suas percepções, comentando 
livremente acerca da atividade. Depois, paute-se nas impressões reveladas por eles 
e nas observações feitas enquanto brincavam para lançar bons questionamentos e 
apoiar a construção desse momento de diálogo e partilha. Investigue quais foram 
os sentimentos, as impressões e os desafios vivenciados pela turma nesse contexto. 
Em seguida, convide-os para a próxima proposta do dia.
O QUE FAZER DEPOIS
Convide as crianças ou as pessoas da comunidade que conhecem outras brincadeiras 
parecidas como essa para compartilhar e ensinar novas formas de brincar. Traga também 
outras brincadeiras de palmas, como a sugerida na atividade Identificando palavras que 
rimam, deste conjunto, e ensine-as em pequenos grupos, com o intuito de que possam en-
siná-las aos colegas. A ideia é que brincadeiras assim façam parte do cotidiano da turma 
para que possam, ao brincar, fazer investigações sonoras por meio de diferentes linguagens.
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Conjunto: Investigando palavras e sonoridades
EI_MT_CP_PF.indb 116EI_MT_CP_PF.indb 116 05/10/2023 14:00:5205/10/2023 14:00:52
 ATIVIDADE 2 
RECITANDO TRAVA-LÍNGUAS 
 Tempo sugerido: 60 minutos
Objetivos de aprendizagem: EI03EF03, EI03EF07, EI03EF08
O QUE FAZER ANTES
 � Contextos prévios
Para vivenciar a proposta, é fundamental que a turma já tenha o conhecimento de al-
guns trava-línguas por meio de brincadeiras ou outras atividades ocorridas anteriormente. 
Também é recomendável que você leia o livro sugerido para conhecer os trava-línguas 
antes de apresentá-los.
 � Materiais 
 F Um livro de trava-línguas, como o Enrosca ou desenrosca: adivinhas, trava-línguas 
e outras enroscadas;
 F Três trava-línguas da obra para cada criança;
 F Outros livros com trava-línguas para utilizá-los ao final da proposta, ampliando as 
possibilidades de contato com o jogo verbal desses textos;
 F Um celular ou uma câmera fotográfica e o caderno de campo para registrar a 
atividade.
Sugestão de leitura
• Enrosca ou desenrosca: adivinhas, trava-línguas e outras enroscadas. Autoras: Maria José 
Nóbrega e Rosane Pamplona. Ilustrações: Marcelo Cipis (Moderna, 2005).
 � Espaços
Organize um espaço para a apresentação do livro de forma confortável e que possibi-
lite a visualização coletiva da obra. Atente-se para o fato de que depois as crianças vão 
formar trios. 
 � Perguntas para guiar suas observações
1. O que indica que as crianças se atentam aos aspectos dos trava-línguas: repetições 
de palavras, palavras muito parecidas na pronúncia e jogo verbal?
2. De que maneira a atividade proposta possibilita que estabeleçam novas relações 
com as palavras? Quais estratégias trazem para pronunciar os trava-línguas, evitando 
travas na dicção das palavras?
3. Quais estratégias utilizam para escolher os trava-línguas? Utilizam-se da memória? Revi-
sitam o livro? Utilizam o sumário? Procuraram pelas páginas ou por palavras conhecidas?
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Atividade: Recitando trava-línguas 
EI_MT_CP_PF.indb 117EI_MT_CP_PF.indb 117 05/10/2023 14:00:5205/10/2023 14:00:52
O QUE FAZER DURANTE
Com todo o grupo em roda, diga que você trouxe um livro no qual as autoras brincam 
com as palavras, por meio de trava-línguas. Investigue se as crianças sabem o que 
são trava-línguas e se conhecem algum. Em caso afirmativo, convide-as a partilhá-
-los; em caso negativo, explique o que são e dê exemplos. Após acolher as falas e 
entrar em contato com os trava-línguas conhecidos delas, apresente o livro. Conte 
que essa é uma obra cheia de trava-línguas. Diga que, dentre os trava-línguas 
trazidos por elas, algum pode fazer parte da obra. Assim, revele a página em que 
ele se encontra, leia o texto e mostre a ilustração que o acompanha.
Na sequência, inicie a exploração do conteúdo do livro. Para isso, informe o título, 
indique os nomes das autoras e do ilustrador. Considere apresentar a parte da 
obra destinada aos trava-línguas. Convide as crianças a observar as ilustrações e 
incentive-as a investigar se conhecem ou se lembram de algum trava-língua a partir 
da percepção das ilustrações. Proponha que recitem com você aqueles a partir 
dos quais conseguiram estabelecer relação com a imagem apresentada na obra. 
 — Aqui começam os trava-línguas. Aqui está escrito Trava-línguas e outras 
enroscadas, referindo-se à página que antecede os trava-línguas. 
 — Por que será que as autoras usaram o termo “enroscadas”? Ele combina 
com o termo “trava-línguas”? Por quê?
Possíveis falas 
do(a) professor(a)
Em seguida, selecione cerca de cinco trava-línguas com a ajuda das crianças e leia-os 
para todo o grupo, atentando-se à pronúncia e ao ritmo característicos do texto. Após 
cada leitura, faça uma pequena pausa para conversar sobre o que fala o trava-língua. 
Considere, por exemplo, se ele é sobre animais, objetos ou pessoas e o que aconteceu 
com os personagens que o compõem. Ao final da conversa, convide as crianças para 
recitar com você. Assim que terminar a leitura e elas estiverem brincando de recitar 
alguns trava-línguas, conte que você selecionou três. Mostre os três selecionados e 
leia-os para elas, dando espaço para que interajam com os textos.
Logo após, combine com a turma a formação de trios, organize-os no espaço e 
distribua os trava-língua para cada um deles. Oriente-os a olhar para o texto e 
observar as palavras e as ilustrações em cada um. Passado um tempo de exploração 
e brincadeira, proponha que escolham um trava-língua para recitar para a turma. 
As crianças vão ensaiar e depois recitá-los para os colegas. É possível que elas 
necessitem de ajuda para se lembrar de trechos e para garantir o ritmo que esse 
tipo de texto demanda ao ser recitado.
Procure circular por todos os trios para oferecer apoio às crianças. Observe suas 
estratégias para memorizar e harmonizar a recitação. Considere ler o trava-língua 
para o trio ou sugira que recitem-no de forma mais lenta, pronunciando cada palavra 
e aumentando a velocidade aos poucos. Entretanto, antes de qualquer intervenção, 
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Conjunto: Investigando palavras e sonoridades
EI_MT_CP_PF.indb 118EI_MT_CP_PF.indb 118 05/10/2023 14:00:5205/10/2023 14:00:52
busque primeiro entender quais estratégias consideram trazer para qualificar a 
memorização e a recitação do texto. Possibilite que testem as hipóteses e investiguem 
formas de aprendizados. Observe que os pequenos podem estabelecer gestos que 
os fazem lembrar do texto. Acolha e potencialize essa forma de expressão para que 
partilhem as estratégias em trios. É importante você intervir de maneira cautelosa 
para não prejudicar as estratégias individuais e coletivas.
 — O que vocês já testaram para harmonizar a recitação? 
 — Há alguma outra ideia de como podem recitar para que todos pronunciem as 
palavras corretamente? 
 — Posso ajudar com a ideia de vocês, sim! Então, vou ler uma frase do trava-
língua e vocês a repetem.Possíveis falas 
do(a) professor(a)
Ao observar que os trios começam a dominar os trava-línguas que escolheram 
recitando-os sem muitos equívocos, sinalize que em um minuto os grupos se 
reunirão para o recital. Passado esse tempo, organize as crianças em semicírculo 
e convide o trio que dará início ao recital para se posicionar e recitar o trava-
língua. Convide a turma para aplaudir o trio que se apresentou e depois chame o 
próximo trio para fazer o mesmo. Se julgar pertinente, proponha uma batalha de 
trava-línguas entre os trios.
Após o recital, possibilite às crianças que partilhem com todo o grupo as impressões 
acerca da construção de estratégias para a memorização do texto, revelando quais 
táticas utilizaram para facilitar a memorização e pronunciar as palavras sem enrolar 
ou travar a língua. Nesse momento, considere apoiar-se nas observações que fez 
para mediar o diálogo.
Para finalizar
Após a conversa, para valorizar ainda mais o envolvimento das crianças com a 
leitura de trava-línguas, disponha as outras obras que você selecionou para a 
proposta. Convide-as a manusear os livros, a fim de observar os trava-línguas 
presentes neles. Combine que elas poderão fazer isso em pequenos grupos, a 
partir do que observam na obra, apoiando-se umas às outras.
O QUE FAZER DEPOIS
Convide as crianças para conversar com os funcionários da escola, perguntando se eles 
conhecem algum trava-língua. Caso conheçam, peça que os recitem para elas e, depois, 
peça a elas que também os recitem. Proponha aos pequenos que convidem os colegas 
das outras salas para brincar com os trava-línguas que aprenderam. Considere também 
que, após a ampliação do repertório, a turma pode construir um livro de trava-línguas e 
ilustrações em formato digital ou físico.
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Atividade: Recitando trava-línguas 
EI_MT_CP_PF.indb 119EI_MT_CP_PF.indb 119 05/10/2023 14:00:5205/10/2023 14:00:52
 ATIVIDADE 3 
BRINCANDO COM A SONORIDADE 
DAS PALAVRAS
 Tempo sugerido: 40 minutos
Objetivos de aprendizagem: EI03CG02, EI03CG03, EI03EF02
O QUE FAZER ANTES
 � Contextos prévios
É importante que as crianças do grupo já tenham vivenciado algumas brincadeiras 
em que estratégias de participação e interação em duplas tenham sido experimentadas, 
como na atividade Brincadeiras com palmas – Dom Frederico, deste conjunto. Também 
é importante que você conheça a brincadeira Parara parati.
 � Materiais 
 F Um vídeo da brincadeira Parara parati e da brincadeira Chocolate;
 F Um equipamento para reprodução de áudio; 
 F Um equipamento para exibição de vídeo;
 F Um celular ou uma câmera fotográfica e o caderno de campo para registrar a 
atividade.
Sugestão de leitura
• Parara parati. Mapa do brincar. Disponível em: http://mapadobrincar.folha.com.br/brincadeiras/
palmas/424-parara-parati. Acesso em: 29 jun. 2023.
Sugestões de vídeos
• Brincadeiras de palmas nas diversas regiões do Brasil. Território do brincar. Série MiniDocs. 
Disponível em: https://youtu.be/u0THpCXhyjw. Acesso em: 29 jun. 2023.
• Parara parati. Jogo de mão. Brincadeira tradicional. Canal Parabolé. 
Disponível em: https://youtu.be/xLfCkvIuyto. Acesso em: 29 jun. 2023.
• Brincadeira com as mãos. Dalmo Mota. Disponível em: https://youtu.be/QKndD-bq-SM. 
Acesso em: 29 jun. 2023 
• Nandaia. Projeto Cultura Brasileira – Região Centro-Oeste. Alexandre Moraes. Disponível em: 
https://www.youtube.com/watch?v=CV4FUapWPyQ&t=3s&ab_channel=AlexandreMoraes. 
Acesso em: 29 jun. 2023. 
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Conjunto: Investigando palavras e sonoridades
EI_MT_CP_PF.indb 120EI_MT_CP_PF.indb 120 05/10/2023 14:00:5205/10/2023 14:00:52
http://mapadobrincar.folha.com.br/brincadeiras/palmas/424-parara-parati
http://mapadobrincar.folha.com.br/brincadeiras/palmas/424-parara-parati
https://youtu.be/u0THpCXhyjw
https://youtu.be/xLfCkvIuyto
 � Espaços
Observe a necessidade de um espaço confortável para a realização da roda de conversa, 
que acontecerá no início da proposta, bem como a visualização do vídeo. Depois do vídeo, 
as crianças formarão duplas. Considere a flexibilidade do espaço para beneficiar essa 
organização e a necessidade de movimentação dos pequenos ao longo da vivência.
 � Perguntas para guiar suas observações
1. Como as crianças se engajam na construção de aliterações para a brincadeira? 
Apoiam umas às outras? Acolhem as ideias do grupo? Trazem contrapontos 
considerando as vogais?
2. De que modo seguem os gestos sugeridos no vídeo ou criam novos, considerando o 
contexto e os pares envolvidos na brincadeira?
3. Quais estratégias estabelecem para adequar o corpo à brincadeira? Encontram 
maneiras que tornam os movimentos mais fáceis e harmoniosos, ficando mais próximas 
de sua dupla?
O QUE FAZER DURANTE
Convide todo o grupo para se reunir em roda com você. Comente que assistiu 
a um vídeo de brincadeiras com música e movimentos corporais, retomando as 
brincadeiras desse tipo que a turma conhece. Depois, convide-as para assistir ao 
vídeo sugerido Brincadeiras de palmas nas diversas regiões do Brasil e oriente-as 
a se acomodar, garantindo que todas as crianças consigam visualizar a projeção. 
Confira se todas estão confortáveis e então inicie a exibição do vídeo. Aprecie-o 
junto a elas e proponha uma conversa sobre as brincadeiras representadas na tela.
 — Quem já conhecia essa brincadeira?
 — O que vocês acharam dela?
 — Do que vocês mais gostaram? E do que não gostaram?
 — Alguém conhece uma brincadeira parecida? Qual? Como brinca?
Possíveis falas 
do(a) professor(a)
Após a conversa, diga que uma brincadeira chamou mais a atenção e que vai 
retornar o vídeo para que possam visualizá-la. Retorne ao tempo de 1m26s, 
momento em que a brincadeira Parara parati é representada. Convide as crianças 
para que observem com atenção e tentem perceber detalhes da brincadeira. 
Ao término, investigue com elas as mudanças presentes na brincadeira. Nesse 
momento, pergunte se saberiam dizer o que muda entre a primeira, a segunda e a 
terceira vez que a brincadeira é realizada. Escute atentamente as ideias que trazem 
e observe se alguma delas traz a percepção de que há mudança na sonoridade 
das palavras da canção. Caso nenhuma criança traga essa observação, indique-a. 
Chame a atenção para a letra da música e para a troca de vogais. Para evidenciar 
as mudanças, convide-as a assistir à brincadeira mais uma vez. 
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Atividade: Brincando com a sonoridade das palavras
EI_MT_CP_PF.indb 121EI_MT_CP_PF.indb 121 05/10/2023 14:00:5205/10/2023 14:00:52
 • Algumas crianças prestarão mais atenção nos gestos realizados, enquanto 
outras vão focar na canção que acompanha a brincadeira; outras ainda 
observarão detalhes como a alteração sonora.
Possível ação 
das crianças
Quando forem percebidas as mudanças de sonoridade na canção, converse com 
as crianças e convide-as para que pensem sobre de quais outras formas poderiam 
cantar e como ficaria a música. Organize as falas e possibilite que experimentem 
e testem as possibilidades. Traga para o momento um contexto lúdico em que os 
pequenos ampliam o repertório para a brincadeira de forma divertida. Acompanhe 
as investigações que eles farão para construir as novas versões e atente-se para as 
mais variadas formas de construção. Não interfira ou chame a atenção direta quanto 
à alteração das vogais para a mudança da sonoridade da brincadeira. Possibilite que 
eles testem e troquem entre si, potencializando a investigação. Acolha as percepções 
das crianças, inclusive se forem trazidas consoantes como uma nova possibilidade.
A partir disso, convide as crianças para que, em duplas, criem gestos e brinquem 
com a canção. Após certo tempo de brincadeira, proponha que cada dupla escolha 
uma variação da letra da música (ou seja, uma vogal) para que brinquem criando 
gestos novos. Diga que depois elas vão apresentar essa nova forma aos colegas. 
Combine que você vai gravar as apresentações para futuramente compartilharem 
o vídeo com outras turmas e com os responsáveis. Combine com as duplaso tempo 
que terão para treinar o jogo de mãos com a variação da vogal escolhida. Conforme 
for indicado que estão prontas, peça a todo o grupo que se acomode novamente 
em roda.
Para finalizar
Organize as apresentações, combinando qual dupla será a primeira e a sequência 
das demais. Ressalte que, assim que a dupla iniciar a apresentação, você dará 
início à gravação. Portanto, nesse momento, é necessário que as outras crianças 
cuidem para não interferir na apresentação, de modo a garantir a qualidade da 
gravação da voz e dos movimentos corporais dos colegas.
O QUE FAZER DEPOIS
Instigue as crianças a cantar ou falar sobre canções ou parlendas que conhecem. Em 
Sugestões de vídeos, você encontra sugestões de outras brincadeiras para explorar com as 
crianças. A partir disso, proponha que escolham uma canção ou parlenda de que gostam 
e se organizem em duplas ou trios para brincar fazendo alterações nas palavras a partir 
da inserção de vogais. Considere filmar essas novidades para compor uma coletânea de 
brincadeiras cantadas da turma.
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Conjunto: Investigando palavras e sonoridades
EI_MT_CP_PF.indb 122EI_MT_CP_PF.indb 122 05/10/2023 14:00:5205/10/2023 14:00:52
 ATIVIDADE 4 
IDENTIFICANDO PALAVRAS QUE 
RIMAM 
 Tempo sugerido: 60 minutos
Objetivos de aprendizagem: EI03EO03, EI03EF07, EI03EF09
O QUE FAZER ANTES
 � Contextos prévios
Para vivenciar a proposta, é necessário que você já tenha recitado a parlenda Hoje é 
domingo para as crianças em outras situações e que elas já conheçam o texto de memória. 
Também é interessante que já tenham contato diário com a leitura e a escrita desse e de 
outros gêneros. As crianças serão divididas em pequenos grupos, por isso organize-os 
previamente e considere agrupá-las por níveis de conhecimentos acerca da construção 
da escrita, para que você, ao lançar desafios, oportunize estratégias diferenciadas para 
cada grupo.
 � Materiais
 F Livro Quem canta seus males espanta; 
 F Uma parlenda do livro. Sugestão: Hoje é domingo;
 F Um cartaz com a letra da parlenda em letra imprensa maiúscula, respeitando a 
organização do texto em versos; 
 F Duas filipetas de cartolina e lápis para cada pequeno grupo;
 F Materiais para atividades de livre escolha, como jogos, massinha e faz de conta.
Sugestão de leitura
• Quem canta seus males espanta. Vol. 1. Autora: Theodora Maria Mendes Almeida. 
(Caramelo, 1998).
Sugestão de vídeo
• Parlenda Hoje é domingo. Palavra Cantada Oficial. Disponível em: 
https://www.youtube.com/watch?v=AUbY_Xuu2Rk&ab_channel=PalavraCantadaOficial. 
Acesso em: 29 jun. 2023
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Atividade: Identificando palavras que rimam 
EI_MT_CP_PF.indb 123EI_MT_CP_PF.indb 123 05/10/2023 14:00:5205/10/2023 14:00:52
 � Espaços
Organize um espaço de roda para apresentar o livro de forma confortável, onde seja 
possível o contato e a visualização por todos. Preveja que nesse mesmo espaço haverá 
apresentação do cartaz com o texto da parlenda. Organize os materiais da atividade de 
livre escolha para o revezamento dos pequenos grupos.
 � Perguntas para guiar suas observações
1. O que indica que as crianças observam palavras, sons e característica rítmica? Quais 
estratégias utilizam para encontrar as rimas?
2. De que forma a atividade proposta possibilita a investigação sobre como cada uma 
das partes do texto é registrada por escrito? Como verificam a disposição em linhas? 
O que indica que perceberam que o texto estabelece relações entre as palavras?
3. Como acontece a vivência em grupo? De que forma acolheram a indicação da conversa 
entre si para a discussão de hipóteses? Como trazem as justificativas para sustentar 
as escolhas diante dos demais colegas?
O QUE FAZER DURANTE
Solicite às crianças que se acomodem em roda e, enquanto vocês se organizam 
nos lugares, fale sobre a escolha do livro. Depois, mostre o exemplar e investigue o 
que sabem sobre ele. Pergunte se o conhecem, se sabem qual tipo de texto há nele 
e como poderemos encontrar o texto que vamos ler. Se for uma prática recorrente 
com a turma, é possível que alguns falem do índice (em geral, livros de parlendas 
e poesias possuem um índice). Caso as crianças não tragam essa alternativa, faça 
uma breve conversa sobre o livro: procure o título e mostre-o com o dedo durante a 
leitura e a página indicada. Converse sobre como, a partir do índice, encontrar 
a página na qual está a parlenda. Mostre o texto ainda no livro e inicie a leitura. 
Leia o primeiro verso e convide-as a dar continuidade.
Compartilhe com a turma que, como a ideia é brincar com as palavras, você registrou 
a letra da parlenda em um cartaz. Apresente o cartaz às crianças e coloque-o em um 
local visível a todas. Proponha uma recitação coletiva, mas, dessa vez, acompanhe 
com o dedo o ritmo da leitura. Depois, converse com elas sobre o texto. Instigue-as 
a buscar onde se inicia o primeiro verso; onde termina; o assunto da parlenda; entre 
outras questões presentes no texto. A ideia é ajudar os pequenos a identificar a se-
quência de palavras e ações apresentadas, bem como a estrutura do texto em ver-
sos. Busque encorajá-los em suas investigações e a arriscar palpites.
Ainda com todo o grupo, compartilhe a estrutura das parlendas: diga que são 
pequenos versos repetidos e rimados. Investigue o que as crianças conhecem 
sobre rimas e incentive-as a encontrar algumas; lance perguntas que as desafiem 
a relacionar e organizar as ideias a respeito do entendimento das rimas. Sugestão: 
engaje a turma em uma brincadeira de rimas com os nomes das crianças. Inicie 
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Conjunto: Investigando palavras e sonoridades
EI_MT_CP_PF.indb 124EI_MT_CP_PF.indb 124 05/10/2023 14:00:5205/10/2023 14:00:52
a brincadeira e depois peça que façam o mesmo. Acolha as estratégias que elas 
trazem. Observe que o importante nesse momento é encorajá-las a compartilhar 
suas hipóteses sobre rimas, mesmo que tenham equívocos, como dizer que “Pedro” 
combina com “peixe” (indicando que começam com o mesmo som).
Explique às crianças que, para que continuem o desafio de encontrar rimas, elas 
terão de se reunir em pequenos grupos. Conte que você vai acompanhar um grupo 
por vez e que preparou uma proposta de livre escolha para quem não estiver com 
você na atividade. Entregue duas fichas de cartolina para o grupo que ficou com você 
e oriente as crianças a escrever duas palavras da parlenda que o grupo considere 
que rimam. É importante indicar que elas podem se apoiar no texto escrito no cartaz. 
Solicite que dialoguem com os colegas para decidir as hipóteses que vão considerar, 
justificando entre si as escolhas. Observe como o grupo está construindo hipóteses de 
escrita e apoie-o, conforme a estratégia que traçou mediante o conhecimento acerca 
da escrita que as crianças têm. Faça questionamentos que as ajudem a reorganizar 
ou avançar nas hipóteses delas. Assim que o grupo considerar que finalizaram o 
desafio, propicie a troca de grupos.
Depois, reúna todo o grupo e peça aos pequenos que compartilhem as palavras 
encontradas com os colegas. Nesse momento, incentive-os a pensar sobre as 
palavras escolhidas, convidando-os para que digam, por exemplo, qual parte 
dessas palavras rimam e o que elas têm de parecido.
Para finalizar
Após a brincadeira reflexiva, retome o cartaz da parlenda para verificar com as 
crianças se todas as palavras que rimam no texto foram encontradas. Nesse 
momento, busque apoiá-las e observe suas estratégias. Incentive que uma ajude a 
outra. Considere que não há problema se alguma palavra ficou de fora. Convide-as 
para se organizar com o intuito de vivenciar a próxima atividade do dia.
O QUE FAZER DEPOIS
Realize a atividade com outras parlendas, poemas e poesias ou traga o desafio de 
encontrar as rimas de outra maneira. Por exemplo: escreva o texto da parlenda no cartaz 
sem as palavras que rimam (ou seja, com os versos incompletos) e deixe um espaço 
adequado para a inserção das palavras que faltam. Prepare fichas com essas palavras eleia os versos para que as crianças identifiquem qual par os completaria. Outra possibilidade 
é pedir para as crianças criarem novas rimas a partir das palavras da parlenda. Procure 
utilizar essa diversidade de gêneros textuais no dia a dia e lembre-se de, sempre que 
possível, mostrá-los em seu portador. 
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Atividade: Identificando palavras que rimam 
EI_MT_CP_PF.indb 125EI_MT_CP_PF.indb 125 05/10/2023 14:00:5305/10/2023 14:00:53
 ATIVIDADE 5 
BRINCANDO COM PALAVRAS 
 Tempo sugerido: 60 minutos
Objetivos de aprendizagem: EI03EO03, EI03EF02, EI03EF07, EI03EF09
O QUE FAZER ANTES
 � Contextos prévios
Para desenvolver a proposta, é recomendável conhecer o poema Rima ou combina?, 
referência para a atividade. É fundamental que as crianças já tenham explorado as dimensões 
sonoras das palavras, por meio de brincadeiras ou outros contextos de aprendizagens, como 
as atividades sugeridas neste conjunto. Divida a turma intencionalmente em pequenos 
grupos, de acordo com os diferentes saberes das crianças, de forma que possam colaborar 
entre si diante de algum desafio.
 � Materiais 
 F Livro Rima ou combina?;
 F Grupos de palavras escritas ou impres-
sas em pedaços de papel, que servi-
rão de base para as combinações;
 F Papel sulfite A4;
 F Riscantes como lápis, giz de cera, lápis 
de cor, canetas hidrográficas;
 F Cola;
 F Jogos que as crianças possam brincar 
com autonomia.
Sugestões de leitura
• Rima ou combina?. Autora: Marta Lagarta. Ilustrações: Suppa (Moderna, 2007).
• Você troca. Autora: Eva Furnari. Ilustrações: Eva Furnari (Moderna, 2011).
 � Espaços
Organize um espaço de roda de conversa confortável e de boa visualização do livro 
por todas as crianças. Disponibilize nas mesas um kit para cada pequeno grupo com 
cola, sulfite e riscantes. Prepare um ambiente com jogos em um canto da sala, para que 
aqueles que terminarem antes possam brincar enquanto aguardam os outros grupos 
finalizarem a atividade.
 � Perguntas para guiar suas observações
1. Na observação do livro, quais hipóteses as crianças levantam acerca da obra? Sugerem 
temas apoiados nas ilustrações? Constroem hipóteses acerca do gênero textual?
2. Como as crianças se engajam na construção de novas composições inspiradas no 
poema? Apoiam-se umas às outras? Apoiam-se no livro buscando inspiração em 
gravuras, por exemplo?
3. Quais estratégias trazem acerca da combinação das palavras? Observam a sonoridade? 
Fazem associações entre letras ou palavras conhecidas?
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Conjunto: Investigando palavras e sonoridades
EI_MT_CP_PF.indb 126EI_MT_CP_PF.indb 126 05/10/2023 14:00:5305/10/2023 14:00:53
O QUE FAZER DURANTE
Convide todo o grupo para se acomodar em roda com você. Diga que preparou 
a leitura de um poema do livro de Marta Lagarta. Conte que a autora escreve 
textos divertidos e que, nesse livro, somos convidados a pensar sobre os critérios 
utilizados para juntar as palavras em uma brincadeira e que isso pode inspirar 
suas combinações.
Apresente a obra começando pela capa. Leia o título, o nome da autora e o nome do 
ilustrador. Instigue as crianças para que sugiram que tipo de brincadeira pode haver 
naquele livro, apoiadas pela observação da capa e do título. Continue incentivando 
as impressões do grupo, folheando o livro e convidando as crianças para terem 
novas percepções, a partir do conteúdo interno da obra. Nesse movimento, observe 
se elas levantam hipóteses acerca do gênero textual presente na obra por meio 
da observação da disposição gráfica do texto. Em seguida, revele que o livro 
é composto por quatro poemas e leia o título de cada um deles, conforme for 
passando as páginas. Ao chegar ao final, engaje a turma na brincadeira presente 
no texto da contracapa da obra. 
 — Estou intrigada com uma parte deste pequeno texto! Vou reler e vocês 
me dizem o que pensam sobre o trecho: “Poesia rima e combina 
com fantasia?”. 
 — “Poesia” e “fantasia” rimam? Combinam? Como assim?
Possíveis falas 
do(a) professor(a)
Diga que, para a atividade, vocês lerão e brincarão com o poema Rima ou combina. 
Inicie a leitura, atentando-se ao fato de ser um poema brincante. Destaque o 
ritmo, a entonação, a dicção das palavras e as pontuações presentes no texto. 
Por exemplo: em algumas estrofes, há pontos-finais e, em outras, interrogações, 
que convidam o leitor e o ouvinte a pensar sobre a indagação presente no texto. Ao 
concluir a leitura, observe se as crianças percebem as rimas e os jogos de sentido 
das palavras.
Releia cada estrofe do texto, fazendo uma pausa para conversar com o grupo sobre 
a ideia da brincadeira do poema. Ou seja, investigue o porquê de a autora compor 
aquela estrofe, indicando se as palavras rimam ou combinam. Instigue as ideias das 
crianças, trazendo provocações, apoiando as relações e valorizando as descobertas. 
Diga que você trouxe um desafio. Conte que a ideia é que, inspirada no poema da 
autora, a turma se organize em pequenos grupos que combinarão novas “rimam ou 
combinam” com duplas de palavras. Instigue as crianças para que reflitam sobre 
como podem assumir o desafio mantendo a lógica da brincadeira do poema.
Disponha no centro da roda um dos grupos de palavras que preparou. Leia cada 
uma delas e instigue as crianças para que façam a junção de algumas duplas 
de palavras, indicando se rimam e combinam, se rimam e não combinam ou se 
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Atividade: Brincando com palavras 
EI_MT_CP_PF.indb 127EI_MT_CP_PF.indb 127 05/10/2023 14:00:5305/10/2023 14:00:53
combinam e não rimam, sem esgotar as possibilidades. Investigue com o grupo 
o motivo de algumas junções, trazendo para a reflexão o sentido da rima ou do 
campo semântico existente entre elas.
Diga que cada pequeno grupo receberá um grupo de palavras daquele que 
está no centro da roda para que produzam “rima e combina”. Depois, apresente 
a composição dos grupos pensada por você. Combine com as crianças que, no 
pequeno grupo, primeiro vão decidir se vão construir um “rima e combina”, um 
“rima e não combina” ou “um combina e não rima” e depois escolher a dupla de 
palavras. Incentive que façam isso respeitando as opiniões e, depois, indique que 
todo material necessário estará organizado nas mesas. 
Apoie a acomodação das crianças nas mesas e circule entre os grupos, a fim 
de observar como estão pensando na combinação e nas rimas. Instigue-as para 
que pensem sobre qual palavras vão rimar e não combinar ou não rimar mas 
combinar. Incentive as crianças a, além de reconhecer as palavras, pensar no 
sentido de cada uma. Observe que o campo semântico pode gerar alguns desafios 
entre elas. Possibilite, nesses conflitos, mediações que as convidem a ampliar e 
sistematizar os conhecimentos acerca das palavras. Depois, combine com elas 
que se organizem para registrar ou colar as duplas de palavras no papel sulfite, 
enquanto você passa para outro pequeno grupo, apoiando-o, se necessário.
 — Vocês querem rimar e não combinar ou combinar e não rimar? Que palavras 
podem usar? 
 — Vou deixar vocês pensando e vou para o outro grupo. Depois volto aqui!
Possíveis falas 
do(a) professor(a)
Para finalizar
À medida que os pequenos grupos vão terminando, convide-os para organizar o 
material e brincar com os jogos até que os outros finalizem. Depois, convide as 
crianças para organizar o espaço e se sentar em roda para compartilhar o “rima 
ou combina”. Em seguida, convide-as para a próxima proposta do dia.
O QUE FAZER DEPOIS
Considere, no cotidiano do grupo, a leitura de outros poemas brincantes que motivam 
a reflexão acerca do sentido das palavras. 
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Conjunto: Investigando palavras e sonoridades
EI_MT_CP_PF.indb 128EI_MT_CP_PF.indb 128 05/10/2023 14:00:5305/10/2023 14:00:53
SEQUÊNCIA 8
MÚSICAS REGIONAIS
As crianças aprendem sobre o mundo com base em suas vivências, 
por isso a diversidade e as especificidades culturais são importantes 
elementos do currículo da Educação Infantil: promovem aprendiza-
gens relativas ao mundo social,à valorização das culturas locais, às 
diversas funções da escrita e à construção das identidades dos pe-
quenos. Ao interagir e apreciar músicas regionais, as crianças terão 
assegurados os direitos de aprender a explorar, a se expressar, a se 
conhecer, a conviver, a participar e a brincar com diferentes sons, 
ritmos, timbres e gestos. 
DRC-MT
 � Campos de experiências explorados nesta sequência
O eu, o outro 
e o nós.
Corpo, gestos e 
movimentos.
Escuta, fala, 
pensamento 
e imaginação.
Traços, sons, 
cores 
e formas.
Espaços, tempos, 
quantidades, 
relações 
e transformações.
 � Objetivos de aprendizagem e desenvolvimento explorados nesta sequência
EI03EO04 Comunicar suas ideias e sentimentos a pessoas e grupos diversos.
EI03EO06 Manifestar interesse e respeito por diferentes culturas e modos de vida.
EI03CG01
Criar com o corpo formas diversificadas de expressão de sentimentos, sensações e emoções, tanto nas 
situações do cotidiano quanto em brincadeiras, dança, teatro, música.
EI03CG02
Demonstrar controle e adequação do uso de seu corpo em brincadeiras e jogos, escuta e reconto de 
histórias, atividades artísticas, entre outras possibilidades.
EI03CG03
Criar movimentos, gestos, olhares e mímicas em brincadeiras, jogos e atividades artísticas como 
dança, teatro e música.
EI03TS01
Utilizar sons produzidos por materiais, objetos e instrumentos musicais durante brincadeiras de faz 
de conta, encenações, criações musicais, festas.
EI03TS03
Reconhecer as qualidades do som (intensidade, duração, altura e timbre), utilizando-as em suas 
produções sonoras e ao ouvir músicas e sons.
EI03EF01
Expressar ideias, desejos e sentimentos sobre suas vivências, por meio da linguagem oral e escrita 
(escrita espontânea), de fotos, desenhos e outras formas de expressão.
EI03EF09
Levantar hipóteses em relação à linguagem escrita, realizando registros de palavras e textos, por 
meio de escrita espontânea.
EI03ET06
Relatar fatos importantes sobre seu nascimento e desenvolvimento, a história dos seus familiares e 
da sua comunidade.
SD
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EI_MT_CP_PF.indb 129EI_MT_CP_PF.indb 129 05/10/2023 14:00:5405/10/2023 14:00:54
 ATIVIDADE 1 
FESTA DO BOI-À-SERRA 
 Tempo sugerido: aproximadamente 60 minutos
Objetivos de aprendizagem: EI03EO04, EI03EO06, EI03CG02
O QUE FAZER ANTES
 � Contextos prévios
É fundamental que você pesquise sobre a festa do Boi-à-Serra para incentivar a inves-
tigação das crianças e o respeito pelas diferentes culturas. Se essa festa ocorre em sua 
região, você terá mais elementos para enriquecer a atividade e encaminhar as proposi-
ções. Aproveite a oportunidade para valorizar a cultura local.
Essa é uma manifestação folclórica sobre a vida e a morte de bois bravos e valentes 
vaqueiros. A dança Boi-à-Serra foi muito difundida na região de Santo Antônio do Lever-
ger, Varginha, Carrapicho, Engenho Velho, Bom Sucesso e Maravilha, onde a atividade 
econômica predominante eram os engenhos de açúcar. A música conta toda a trajetória 
de vida e morte de um boi capturado por destemidos vaqueiros, enquanto dançam. Na 
festa, o responsável pela confecção do boi é quem lhe dá nome – geralmente associa-
do às características que retratam sua marca. O personagem é sempre muito colorido e 
repleto de brilho.
O Boi-à-Serra é um festejo do Carnaval mato-grossense, porém pode ser dançado em 
qualquer festa. 
 � Materiais
 F Vídeo de curta duração sobre a festa do Boi-à-Serra;
 F Um equipamento para reprodução de áudio e imagem;
 F Livro que traga uma história sobre o Boi-à-Serra; 
 F Materiais que possibilitem a expressão artística.
Sugestões de vídeos
• Boi-à-serra estrela – Festival de Cultura de Santo Antônio do Leverger 2022. Damerson 
Do Car carmo. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=jyAO-7PbXuo&ab_
channel=DamersonDoCarcarmo. Acesso em: 7 jul. 2023.
• Web serie – Expressões Populares de Santo Antônio de Leverger – Ep. III Boi a Serra. AMISCIM. 
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=OFPJPL37dMk&ab_channel=AMISCIM. 
Acesso em: 7 jul. 2023
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Sequência: Músicas regionais
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Sugestões de leitura
• Bumba meu boi. Autores: Stela Barbieri e Fernando Vilela. Ilustrações: Fernando Vilela. 
(Girafinha, 2007).
• O boi e a menina. Autora: Bruna Lubambo. (Bamboozinho, 2021).
 � Espaços
A atividade deve ser desenvolvida na sala ou em outro ambiente que permita a 
reprodução de vídeo e possibilite a movimentação das crianças, reservando um canto 
para os materiais que permitam a expressão por meio da arte.
 � Perguntas para guiar suas observações
1. Como as crianças relacionam suas vivências pessoais com as novas experiências 
culturais que estão experimentando?
2. De que forma manifestam interesse em conhecer outras culturas?
3. Como comunicam descobertas, ideias e hipóteses? Como consideram os diferentes 
aspectos investigados?
O QUE FAZER DURANTE
Convide todo o grupo para se acomodar em uma roda. Inicie um diálogo perguntando 
a que tipo de festas as crianças já foram com seus responsáveis. Se na turma 
houver crianças de outras cidades, regiões do país ou de outros países, peça 
que contem como são as festas típicas de lá. Também é possível que conheçam 
outras comemorações com as quais entraram em contato a partir de viagens ou 
vivências de seus responsáveis ou amigos. Dê espaço para que falem sobre isso. 
Em seguida, pergunte se alguém já ouviu falar da festa do Boi-à-Serra. Se ninguém 
a conhecer, conversem, a partir do nome, sobre como imaginam ser esse evento. Os 
conhecimentos e as experiências a respeito do Boi-à-Serra variam de acordo com 
o local da escola, mas a possibilidade de investigação de uma cultura regional é 
instigante para todas as crianças. Se julgar pertinente, faça uma pesquisa prévia 
e apresente para as crianças outras manifestações culturais que têm o boi como 
personagem principal, a fim de promover a apreciação das diferentes culturas por 
parte das crianças.
Diga que vocês vão conhecer algumas canções da festa do Bumba meu Boi e do Boi-
-à-Serra e reproduza apenas o som do vídeo. Escute as hipóteses levantadas sobre 
a música, os instrumentos musicais e o enredo. Amplie as investigações sobre a 
festa perguntando sobre o que é a música, quais instrumentos são tocados, como as 
pessoas dançam e que roupas utilizam. Explore com as crianças quais instrumentos 
são mais tocados na Festa Boi-à-Serra. As crianças podem experimentar movimentos 
e iniciar uma dança do Boi-à-Serra à sua maneira.
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Atividade: Festa do Boi-à-Serra 
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Reproduza, então, o vídeo completo (som e imagem) e favoreça as novas descobertas 
sobre a festa. Envolva as crianças em observações quanto aos diferentes elementos 
(vestimentas, instrumentos, dança, história e local) apresentados no audiovisual. 
Faça pausas em momentos oportunos, assim elas podem observar um detalhe 
diferente, rever um trecho da dança ou aproveitar para expressar corporalmente 
as descobertas. Em uma dessas pausas, chame a atenção para o personagem 
principal. Pergunte a elas se acham que o boi está no centro da festa e qual será a 
história dele. Proporcione que novas hipóteses sejam compartilhadas. 
Proponha às crianças que conheçam mais sobre o boi na cultura com a leitura 
de um livro. Em Sugestões de leitura, você encontra duas indicações para esse 
trabalho com a turma. Peça a elas que se acomodem em roda no espaço que 
costumam usar para a leitura de histórias. Apresente o livro, mostre a capa ou 
outra imagem e possibilite que a relacionem com o vídeo a que assistiram. Leia a 
história e, ao terminar, incentive-as a falar sobre qual seria a relação da história 
com o vídeo. Nesse momento, elas podem comentar sobre o que gostaram de saber 
acerca da festa, qual personagem mais chamou a atenção delas e manifestar-se 
corporalmente, caso queiram.
Reproduza novamenteo vídeo para que as crianças tenham a oportunidade de 
explorar a sonoridade dançando livremente. Observe se escolhem representar 
um personagem ou apenas brincar com os movimentos do corpo. Caso algumas 
delas não estejam interessadas na atividade, sugira o espaço de desenho como 
uma possibilidade de representar a festa, os personagens ou os colegas dançando.
Para finalizar
Ao término da música, reúna todo o grupo e proponha que conversem com os 
responsáveis sobre a festa. Peça às crianças para contar um pouco da história e 
de suas características. Instigue-as a sondar se alguém de seu convívio conhece a 
festa, a história ou outros elementos relacionados ao Boi-à-Serra. Convide-as para 
a próxima atividade do dia.
O QUE FAZER DEPOIS
Inclua na rotina momentos de escuta de músicas relacionadas à festa do Boi-à-Serra 
e às brincadeiras ligadas a ela a partir das ideias que surgiram na atividade. Traga novas 
referências para ampliar o repertório das crianças e programe uma visita a uma biblioteca 
ou a uma casa de cultura local.
Apoie as crianças na construção de um cartaz para compartilhar com os responsáveis 
essa aprendizagem. Disponha-o em um local de movimento constante dos adultos e 
encaminhe uma pesquisa para saber se alguém conhece a festa e pode compartilhar o 
que sabe sobre ela. Essas informações serão indispensáveis à realização da atividade 
Outras maneiras de brincar de boi, desta sequência. 
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Sequência: Músicas regionais
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 ATIVIDADE 2
OUTRAS MANEIRAS DE BRINCAR 
DE BOI
 Tempo sugerido: aproximadamente 60 minutos
Objetivos de aprendizagem: EI03TS01, EI03EF01, EI03ET06
O QUE FAZER ANTES
 � Contextos prévios
Pesquise o contexto das brincadeiras do Boi de Mamão que ocorrem na região sul do 
país. Conheça os personagens da festa e a sequência em que aparecem, assim poderá 
ampliar as possibilidades de investigação das crianças. Para realizar a atividade, é ne-
cessário também combinar com os responsáveis sobre o envio das informações e dos 
registros da pesquisa solicitada na atividade Festa do Boi-à-Serra, desta sequência.
 � Materiais
 F Pesquisa realizada com os responsáveis, na atividade Festa do Boi-à-Serra, desta 
sequência;
 F Um equipamento para reprodução de áudio e imagem;
 F Vídeo com apresentação do Boi de Mamão;
 F Áudio das canções 1, 8 e 9 do CD Boi de mamão, que apresentam os personagens 
da festa; 
 F Cartazes com as letras das canções, em letra imprensa maiúscula;
 F Máscaras, microfones e instrumentos musicais disponíveis na escola (pandeiros, 
maracás e tambores, por exemplo);
 F Materiais de largo alcance, como caixas de papelão ou ovos, tecidos, embalagens 
de iogurte, tubos de papelão, lã, cabos de vassoura e outros materiais que possam 
ser interessantes para a proposta;
 F Um celular ou uma câmera fotográfica e o caderno de campo para registrar a 
atividade.
Sugestões de vídeos
• Brincadeiras regionais – Sul. Produtora: Nova Escola. 
Disponível em: https://youtu.be/-PqcLuQbokw. Acesso em: 12 jul. 2023. 
• Boi de Mamão. Produtor: Núcleo de Desenvolvimento Infantil da Universidade Federal de Santa 
Catarina. Disponível em: https://youtu.be/SkUazTZEYSI. Acesso em: 12 jul. 2023.
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Atividade: Outras maneiras de brincar de boi
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https://youtu.be/-PqcLuQbokw
https://youtu.be/SkUazTZEYSI
 � Espaços
A atividade pode ser desenvolvida na sala ou em outro ambiente que favoreça a re-
produção de áudio e vídeo.
 � Perguntas para guiar suas observações
1. Como ocorre o envolvimento das crianças ao compartilhar as experiências? Como 
elas demonstram interesse em compartilhar experiências e conhecer as informações 
apresentadas pelos colegas?
2. Quais elementos envolvidos nas apresentações mais chamam a atenção delas?
3. Como acontece a exploração de sons e movimentos corporais durante a encenação 
livre? Que critérios usam para formar seus pares durante a vivência?
O QUE FAZER DURANTE
Reúna as crianças em roda e peça que compartilhem o que descobriram com os 
responsáveis sobre a festa do Boi-à-Serra. Elas podem apresentar relatos, fotos e 
objetos que trouxeram. Aproveite para problematizar as informações, perguntando 
em que lugar ocorreu a festa registrada ou como acham que ela foi organizada. 
Objetos podem ajudar a construir um contexto. Por exemplo: se uma criança traz 
um pequeno boi de cerâmica, você pode perguntar por que acham que aquele boi 
pode representar o da festa e se existe semelhança entre ele e o que viram no vídeo 
da atividade anterior. Isso também poderá acontecer a partir de um instrumento 
musical. Fique atento se as crianças trazem informações de diferentes formas 
de dançar o boi. Mostre ao grupo algum objeto que possibilite a conversa, caso 
nenhuma delas tenha trazido algo. A partir desse diálogo, pergunte se já ouviram 
falar do Boi de Mamão. Convide-as a conhecer essa brincadeira típica da região 
sul do Brasil.
Proponha às crianças que assistam a um vídeo que mostra como se brinca de Boi de 
Mamão em Santa Catarina. Em seguida, poderão brincar com os colegas. Diga que 
podem escolher um personagem e observar como ele participa enquanto assistem 
ao vídeo da festa. Observe as reações delas enquanto assistem (falas e gestos, 
associações que fazem com Boi-à-Serra e se relacionam alguma característica do 
Boi de Mamão com relatos trazidos de casa). Depois do vídeo, converse sobre o que 
gostaram e como as crianças do vídeo brincavam com o boi. Chame a atenção delas 
aos demais personagens além do boi, de modo que comentem o que observaram 
sobre eles e a possível função deles nessa festa.
Convide as crianças para conhecer mais sobre esses personagens. Diga que 
vão ouvir três canções, uma para cada um deles. Peça que fiquem atentas para 
perceber quais são. Se desejarem, reproduza os áudios algumas vezes. Sugira 
que cantem ou acompanhem o ritmo batendo palmas ou realizando movimentos 
expressivos. Depois de ouvir as músicas, mostre que você trouxe cartazes com a 
letra das canções sobre os personagens. Apresente os cartazes e negocie com os 
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Sequência: Músicas regionais
EI_MT_CP_PF.indb 134EI_MT_CP_PF.indb 134 05/10/2023 14:00:5405/10/2023 14:00:54
pequenos um lugar de fácil acesso para disponibilizá-los, em que possam sempre 
visualizar. Outros materiais apresentados durante a conversa inicial também podem 
compor esse espaço.
Pergunte sobre o que precisarão para brincar de Boi de Mamão. Proponha que escolham 
um personagem da festa e convide as crianças para brincar. Diga que trouxe alguns 
objetos que elas poderão escolher para improvisar o personagem escolhido. Se notar 
que alguma delas ainda está indecisa, ajude-a para que possa construir o personagem 
ou, se preferir, auxiliar algum colega e brincar com ele. Garanta que fiquem livres para 
construir em pequenos grupos. Observe como interagem com os colegas e formam 
pares, auxiliando-as na dificuldade para se definir os materiais. 
 — Você já pensou com qual personagem quer brincar?
 — Temos caixas, tecidos, máscaras. O que podemos usar para fazer o boi, 
o cavalo, a cabra?
 — De qual deles você gostou mais?
Possíveis falas 
do(a) professor(a)
Reproduza novamente os áudios e incentive as crianças a dançar livremente, 
encenando os personagens da festa a partir das referências que construíram. 
Caso alguma delas não queira participar, ofereça os instrumentos musicais como 
alternativa para que acompanhe o ritmo da música. Combine o tempo que terão 
para a brincadeira e aproveite o momento para observar e registrar. Perceba os 
movimentos que realizam, se buscam reproduzir algumas cenas da história do boi 
ou se acompanham as canções. A partir das letras das músicas, indique algumas 
ações dos personagens no contexto das brincadeiras das crianças.
Para finalizar
Informe que terão a oportunidade de brincar mais quando estiver pertodo horário 
de saída. Assim, as crianças poderão mostrar para os responsáveis as descobertas 
delas e construções da festa do Boi de Mamão. Combine com elas um local 
adequado para guardar os materiais até a hora de retomar a brincadeira.
O QUE FAZER DEPOIS
Proponha às crianças que conheçam os outros personagens da festa do Boi de Mamão. 
Se possível, organize uma pesquisa usando as mídias digitais, assim elas poderão ampliar 
as possibilidades de brincar inserindo outros personagens dessa festa popular em suas 
vivências. Convide a turma para criar um mural cultural com curiosidades sobre as festas 
Boi-à-Serra e Boi de Mamão de modo a registrar as particularidades de cada manifestação 
cultural.
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Atividade: Outras maneiras de brincar de boi
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 ATIVIDADE 3
INSTRUMENTOS MUSICAIS DO 
BUMBA MEU BOI 
 Tempo sugerido: aproximadamente 60 minutos
Objetivos de aprendizagem: EI03TS01, EI03TS03, EI03EF09
O QUE FAZER ANTES
 � Contextos prévios
Recorra ao acervo da escola e da comunidade escolar para selecionar os instrumentos 
musicais. Caso a quantidade reunida não seja suficiente, uma boa estratégia é a confecção 
de matracas, um instrumento de baixo custo e fácil construção.
 � Materiais
 F Caixa ou cesto fechado;
 F Instrumentos musicais relacionados à festa do Bumba meu Boi (maracás, triângulos, 
tambores, matracas em variedade e quantidade suficientes);
 F Um equipamento para reprodução de áudio e vídeo;
 F Áudio das canções 1, 8 e 9 do CD indicado na atividade Outras maneiras de brincar 
de boi, desta sequência;
 F Materiais para desenho e escrita;
 F Um celular ou uma câmera fotográfica e o caderno de campo para registrar a 
atividade.
Sugestão de vídeo
• Uma conversa sobre Bumba meu boi no Maranhão. Território do Brincar. 
Disponível em: https://youtu.be/yLo-3yKaslA. Acesso em: 12 jul. 2023.
 � Espaços
A atividade pode ser desenvolvida na sala ou em outro ambiente que possibilite a 
reprodução de vídeo e a livre movimentação das crianças. Disponha os instrumentos 
musicais na caixa (ou cesto) e coloque os materiais de desenho e escrita em um canto da 
sala. Atente-se à quantidade de instrumentos, de modo a garantir que todas as crianças 
possam utilizá-los.
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Sequência: Músicas regionais
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 � Perguntas para guiar suas observações
1. De que forma as crianças exploram os instrumentos musicais e fazem suas escolhas? 
Como buscam referências na sonoridade e na estética do instrumento?
2. Que estratégias usam para ampliar as experiências com diferentes ritmos e sons? 
Como a interação com os colegas influencia nessa exploração?
3. Que linguagens são utilizadas durante a exploração dos instrumentos e para que 
expressem suas descobertas? Prevalece a oralidade ou surgem gestos, movimentos, 
dança, desenhos e escrita espontânea?
O QUE FAZER DURANTE
Convide todo o grupo para se acomodar em uma roda. Inicie um diálogo retomando 
o que as crianças viram sobre as festas Boi-à-Serra e Boi de Mamão desta sequência. 
Em seguida, pergunte se alguém já ouviu algo sobre o Bumba meu Boi. Se ninguém 
conhecer, conversem, a partir do nome, sobre como imaginam ser o evento. Então 
diga às crianças que conhecerão algumas canções da festa do Bumba meu Boi e 
reproduza apenas o som do vídeo. Nesse momento, as crianças podem experimentar 
movimentos e iniciar uma dança do Bumba meu Boi à sua maneira. Reproduza, 
então, o vídeo completo (som e imagem) e favoreça as novas descobertas sobre 
a festa. Envolva as crianças em observações quanto aos diferentes elementos 
(vestimentas, instrumentos, dança, história e local) apresentados no material 
audiovisual. Faça pausas em momentos que achar oportuno, assim elas podem 
observar com mais calma um detalhe diferente, rever um trecho da dança ou 
mesmo aproveitar para expressar corporalmente as descobertas. 
Diga às crianças que tem uma surpresa: mostre a caixa fechada (ou cesto). Mexa a 
caixa e aguarde a manifestação delas sobre os sons produzidos. Explore as hipóte-
ses que levantam sobre quais objetos podem produzir sons. Direcione a conversa 
para os instrumentos musicais e convide uma delas para abrir a caixa. Proponha 
que todas explorem o que há ali. Peça a elas que experimentem os sons e os re-
lacionem aos que já ouviram antes. Instigue-as a nomear instrumentos e relacio-
ná-los à festa.
 — Alguém conhece esse instrumento que o colega escolheu?
 — Sabe dizer seu nome ou como é tocado?
 — Em que festa vocês acham que esse instrumento é usado?
Possíveis falas 
do(a) professor(a)
Proponha que se organizem em pequenos grupos e escolham alguns dos 
instrumentos. Atente-se para que todos os grupos tenham uma quantidade razoável. 
Observe se buscam um instrumento específico, se mexem em vários prestando 
atenção à sua sonoridade e depois escolhem, se decidem pelo tamanho ou forma, 
e não pelo som. Combine que cada pequeno grupo carregue instrumentos para 
um canto da sala e escolha apenas um dos instrumentos. À medida que um grupo 
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Atividade: Instrumentos musicais do Bumba meu Boi 
EI_MT_CP_PF.indb 137EI_MT_CP_PF.indb 137 05/10/2023 14:00:5405/10/2023 14:00:54
toca, os demais precisam adivinhar o nome do instrumento e se têm um igual em 
seu grupo. Faça combinados para que todos toquem apenas quando solicitado: 
diga que isso facilitará a escuta dos sons produzidos por cada instrumento.
Depois, aproveite para instigar a percepção de ritmo. Peça às crianças que 
escolham um personagem da festa (que já conheceram nas atividades anteriores) 
e então crie um enredo que deverá ter o ritmo marcado pelos instrumentos. A partir 
desse enredo, elas exploram as mudanças graduais de ritmo. Podem, também, 
sugerir enredos e ritmos para experimentar. Se não houver instrumentos para todos, 
proponha um revezamento.
 — Há muitos cavalos passeando pela festa, eles andam bem devagar para 
laçar o boi (crianças tocam os instrumentos no ritmo do trotar dos cavalos).
 — Agora a festa acabou e querem voltar logo para casa (mudança no ritmo).
 — Eles estão cavalgando pela campina, há um morro para subir e vão bem 
devagar (o ritmo muda novamente).
 — Acabou a subida, avistam sua casa e voltam a andar rápido (inversão 
do ritmo).
 — Chegaram e agora é hora de descansar (silêncio como uma forma de produção 
sonora).
Possíveis falas 
do(a) professor(a)
Proponha que façam um ensaio para a festa. Diga que você vai colocar um vídeo 
e elas podem acompanhar o ritmo da música com os instrumentos, dançando ou 
assistindo. Respeite as escolhas de cada criança e aproveite para registrar como 
ocorrem as explorações dos sons, movimentos e interações. Incentive o desenho 
e a escrita no canto da sala, assim as crianças podem aproveitar esse momento 
em outra vivência. Favoreça, também, para que produzam escritas livres, como 
nomear os personagens e os instrumentos usados.
Para finalizar
Diga às crianças que poderão brincar de festa do Bumba meu Boi e tocar os 
instrumentos musicais em outros momentos. Peça que reúnam os instrumentos na 
caixa (ou cesto) e organizem o espaço. Convide-as para a próxima atividade do dia.
O QUE FAZER DEPOIS
Proponha a confecção de instrumentos musicais e do Bumba meu Boi. Com a colaboração 
das crianças e dos responsáveis, organize materiais de largo alcance e elementos da 
natureza, para a confecção dos instrumentos, como: potes, latas, pedrinhas, sementes, 
pedaços de madeira e outros que possibilitem a construção de maracás, matracas e 
tambores. Para a construção do boi, podem ser utilizados materiais como tecidos, jornais e 
sucatas. Depois de prontos, as crianças podem pintar e decorar livremente os intrumentos 
e o boi. Esses materiais podem ser usados em outras vivências com sons.
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Sequência: Músicas regionais
EI_MT_CP_PF.indb 138EI_MT_CP_PF.indb 138 05/10/2023 14:00:5405/10/2023 14:00:54
 ATIVIDADE4 
CONSTRUÇÃO DO BOI 
 Tempo sugerido: aproximadamente 60 minutos
Objetivos de aprendizagem: EI03CG03, EI03TS01, EI03EF01
O QUE FAZER ANTES
 � Contextos prévios
Para realizar a atividade, é preciso que os pequenos engajem os responsáveis na co-
leta de materiais para a confecção do boi. Solicite previamente os materiais aos adultos.
 � Materiais
 F Imagens variadas da festa do Boi-à-Serra, do Bumba meu Boi e do Boi de Mamão;
 F Caixa grande para acomodar os materiais de largo alcance;
 F Materiais de largo alcance em quantidade e diversidade que possibilitem criações 
variadas, como: caixas de papelão, de leite, de sapato, bambolês velhos, pedaços 
de conduítes, pedaços de tecido de diferentes estampas, papéis variados, caixas 
de ovos, tampas, entre outros;
 F Cola, tesoura, pincel, tinta e outros materiais de construção e decoração disponíveis 
na escola;
 F Um equipamento para reprodução de áudio;
 F Áudio das canções 1, 8 e 9 do CD indicado na atividade Outras maneiras de brincar 
de boi, desta sequência;
 F Instrumentos musicais típicos da festa do Bumba meu Boi (matraca, triângulo, tambor);
 F Caderno de campo, um celular ou uma câmera fotográfica para registrar a atividade.
 � Espaços
A atividade pode ser desenvolvida na sala, quadra, pátio, praça, campo, gramado etc. 
Organize os materiais previamente em um desses ambientes de modo a favorecer a autonomia 
e a livre escolha.
 � Perguntas para guiar suas observações
1. Enquanto brincam, como as crianças reproduzem descobertas relacionadas a sono-
ridade de cantigas e instrumentos musicais?
2. De que forma utilizam o corpo para comunicar impressões e sensações?
3. Como ocorre a interação entre o grupo? O planejamento das ações reflete as ideias 
e as preferências do grupo? Que estratégias usam para organizar e contemplar di-
ferentes opiniões?
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Atividade: Construção do boi 
EI_MT_CP_CJ08_PF.indd 139EI_MT_CP_CJ08_PF.indd 139 09/10/2023 13:09:4809/10/2023 13:09:48
O QUE FAZER DURANTE
Em roda, envolva as crianças com relatos coletivos sobre o que já conheceram em 
atividades anteriores em relação às festas culturais apresentadas. A partir dos relatos, 
convide-as a produzir o próprio boi da turma, assim poderão brincar e dançar com esse 
personagem. Lembre-se de que, nas festas, a fantasia de boi é vestida por alguém. 
Por isso, elas precisarão escolher materiais que possibilitem construir uma estrutura a 
ser vestida, de modo que todos possam brincar e dançar as cantigas da festa. Caso a 
turma seja muito grande, você pode sugerir a construção de dois bois, para que todos 
possam participar da construção.
Informe que há imagens das festas do Boi-à-Serra, do Boi de Mamão e do Bumba 
meu Boi que elas poderão usar como referência. Fixe-as na parede em uma 
altura em que todas as crianças possam ver. Entregue a caixa com os materiais 
e possibilite que elas os explorem livremente, criando possibilidades e hipóteses 
para a construção. Aproveite para observar e registrar no caderno de campo como 
os pequenos relacionam os materiais com o personagem que será construído.
Após a manipulação dos materiais, proponha às crianças que planejem como farão 
o boi. Peça que pensem na estrutura e, dependendo dos materiais escolhidos, 
problematize: chame a atenção para a firmeza e o tamanho do boi. Se alguma 
criança quiser utilizar papel, pergunte se uma estrutura de papel se sustenta ou 
o que poderia usar para dar mais firmeza. Com a base para a estrutura definida, 
observe se os pequenos estão atentos aos detalhes e pergunte o que falta para 
ter forma de boi. Caso necessário, peça que retornem às imagens. Conforme vão 
observando os detalhes, eles podem separar os materiais que usarão. Durante o 
planejamento, pode ocorrer que escolham materiais diferentes para construir o 
mesmo elemento do boi. Intervenha e proponha que negociem as escolhas. 
 — Será que se fizermos o boi com esse material conseguiremos vesti-lo?
 — Quais outros materiais podemos usar para dar firmeza?
 — Gostei muito da escolha dos dois materiais. Qual deles vocês acham que 
tem o tamanho mais adequado para esse detalhe?
Possíveis falas 
do(a) professor(a)
Convide as crianças para começar a construção. As escolhas são delas, mas, caso 
note que uma criança não está envolvida na criação, aponte algum elemento do boi 
que precisa ser montado e convide-a a escolher os materiais necessários para aquela 
ação específica. É possível sugerir que um colega trabalhe em conjunto com ela.
Quando a estrutura do boi estiver pronta, disponibilize outros materiais de decoração, 
como tecidos, tintas e papéis diversos. Observe como realizam suas escolhas e, 
enquanto escolhem os materiais para decoração, esteja pronto para interferir, caso 
haja conflitos. Ajude as crianças a tomar decisões coletivas. Pense no tempo que 
você organizou para a atividade e peça a elas para concluir suas construções. Se 
necessário, combine com elas que poderão finalizar a construção em outro dia.
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Sequência: Músicas regionais
EI_MT_CP_PF.indb 140EI_MT_CP_PF.indb 140 05/10/2023 14:00:5505/10/2023 14:00:55
Convide as crianças para apresentar o boi finalizado ou o que conseguiram pro-
duzir até o momento. Conversem sobre os materiais utilizados, como pensaram na 
estrutura e o que ainda querem fazer para finalizar. Caso tenham construído dois 
bois, oriente-as para que façam comparações entre eles e observem alternativas 
para a estrutura e a decoração. Após as apresentações, proponha que a turma 
escolha um nome para o boi e realize seu batizado. Reproduza as músicas e dis-
ponibilize os instrumentos musicais típicos que você separou, assim as crianças 
podem brincar com as próprias produções. Aproveite para registrar as ações delas.
Para finalizar
Peça às crianças que recolham os materiais que sobraram para que possam ser 
reutilizados pela escola para outras finalidades. Com o espaço organizado, elas 
podem iniciar a próxima atividade.
O QUE FAZER DEPOIS
Em outra oportunidade, escolha com as crianças diferentes personagens da festa que 
são significativos para elas e proponha a construção deles. Utilize recursos variados, como 
a confecção de máscaras de papel machê, fantoches, entre outros. 
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Atividade: Construção do boi 
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 ATIVIDADE 5 
BRINCADEIRA DE BOI COM 
OUTRAS TURMAS
 Tempo sugerido: 60 minutos
Objetivos de aprendizagem: EI03EO06, EI03CG01, EI03CG02, EI03EF01
O QUE FAZER ANTES
 � Contextos prévios
A proposta é promover interação com as demais turmas. Portanto, é importante fazer 
combinados prévios com professores e funcionários em relação ao horário e às interações 
que serão propostas. Elabore um cartaz com as crianças informando que todos estão 
convidados e quando será realizada a brincadeira do Bumba meu Boi na escola.
 � Materiais
 F Boi construído com materiais de largo alcance na atividade Construção do boi, 
desta sequência;
 F Instrumentos musicais típicos da festa do Bumba meu Boi (maracás, triângulos, 
tambores, matracas);
 F Objetos que possibilitem a caracterização dos personagens da festa, por exemplo: 
tecidos variados, máscaras, cocar indígena, fitas e chapéus;
 F Áudio das canções do CD Boi de Mamão, em especial Grande baile de despedida 
(aos 17 minutos e 51 segundos), sugerido na atividade Outras maneiras de brincar 
de boi, desta sequência;
 F Um equipamento para reprodução de áudio;
 F Um celular ou uma câmera fotográfica e o caderno de campo para registrar a 
atividade.
 � Espaços
A atividade inicia-se na sala, estende-se por toda a escola e é finalizada com o en-
contro de turmas no pátio ou em outro espaço externo que favoreça a brincadeira pelas 
diferentes turmas.
 � Perguntas para guiar suas observações
1. Que relações as crianças constroem entre os objetos apresentados e a festa? De 
que forma elas expressam essas relações e criam elementos novos para brincar?
2. Que estratégias usam paraorganizar as diferentes ações? Como é a escolha dos 
personagens, o trajeto e a partilha dos adereços com outras crianças da escola?
3. Como a turma interage entre si, com as outras turmas e com os adultos?
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Sequência: Músicas regionais
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O QUE FAZER DURANTE
Reúna as crianças em roda e, no centro, disponha o boi (ou os bois) construído na 
atividade Construção do boi, desta sequência. Peça a elas que comentem sobre 
o que mais gostaram no boi construído. Relembre com elas como o boi foi feito, 
como montaram sua estrutura e o decoraram. Dê indícios do que você mais gostou 
na forma como planejaram e construíram o personagem. Incentive o trabalho 
coletivo, o respeito às sugestões dos colegas e às formas diferentes de enfeitar 
o boi. Convide-as a compartilhar a brincadeira com as outras turmas da escola, 
propondo que o planejamento e a organização sejam realizados pelas crianças.
Pergunte o que acham necessário providenciar, além do boi, para que possam 
brincar com as outras turmas. Problematize o fato de haver apenas um boi (ou 
dois) para a brincadeira. A partir dos comentários delas, relembre os elementos 
vivenciados, como as canções, os instrumentos musicais usados na festa e os 
outros personagens que integram a brincadeira. Diga aos pequenos que você trouxe 
outros objetos e os instrumentos musicais. Possibilite que manipulem adereços, 
instrumentos e fantasias, a fim de relembrar cenas e movimentos típicos das festas. 
Incentive-os a criar alternativas para os elementos apresentados.
Enquanto as crianças manipulam os objetos, reproduza músicas típicas da festa. 
Aproveite para observar e registrar como manipulam e escolhem os objetos e como 
interagem entre si. Negocie com elas como podem se organizar para brincar com o boi: 
escute as hipóteses delas e ajude-as a considerar a preferência dos demais colegas. 
Faça pequenas intervenções, se necessário, para que todas participem. 
 — Temos quatro colegas que querem vestir o boi. Como vocês se organizarão 
para que todos participem?
 — Notei que você não quis escolher um adereço. Que tal experimentar os 
instrumentos musicais?
Possíveis falas 
do(a) professor(a)
Quando notar que as crianças já definiram suas preferências ao escolher os 
objetos que usarão durante a brincadeira, reproduza o vídeo e observe como elas 
relacionam os adereços e reproduzem tanto os movimentos de dança quanto o 
som dos instrumentos. Chame a atenção delas sobre a marcação do ritmo no vídeo 
e pergunte como poderão fazer a marcação enquanto passeiam com o boi pela 
escola. Proponha um ensaio com a turma e observe como as crianças manipulam 
os instrumentos enquanto andam e dançam. Se necessário, faça sugestões para 
facilitar a manipulação e pergunte a elas como podem organizar o trajeto por onde 
vão passar e dançar, a fim de que convidem os colegas para a brincadeira. A partir 
das sugestões dos pequenos, organize com eles o trajeto: considere o ponto de 
partida (a sala) e o ponto de chegada (pátio ou área externa). Se julgar pertinente, 
faça a sistematização do trajeto em um cartaz, na lousa, ou, se preferir, no chão. 
Caso já saibam a letra de alguma canção, podem ir cantando enquanto dançam e 
tocam os instrumentos. Caso contrário, use um equipamento portátil como apoio.
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Atividade: Brincadeira de boi com outras turmas
EI_MT_CP_PF.indb 143EI_MT_CP_PF.indb 143 05/10/2023 14:00:5505/10/2023 14:00:55
Após a organização da turma para a festa, as crianças caminham pela escola 
cantando, tocando e dançando atrás do boi. Conforme os combinados prévios 
com a equipe da escola, elas podem entrar nas salas dançando entre as crianças 
de outras turmas. À medida que circulam, as outras crianças podem ir seguindo 
a brincadeira com a ajuda dos professores. Garanta que os pequenos transitem 
por todos os espaços, inclusive pela secretaria, próximos à cozinha, ao refeitório, 
à sala dos professores, entre outros locais. Peça a eles que convidem também os 
profissionais da escola para acompanhar a festa. Termine o trajeto no pátio ou na 
área externa da escola.
Com todos reunidos, proponha às crianças que partilhem os adereços e os 
instrumentos com os colegas das outras turmas que acompanham a brincadeira. 
Diga que elas podem mostrar como tocar o instrumento, dançar junto e ajudar 
os colegas na caracterização. Aproveite para observar e registrar (em vídeo, se 
possível) como elas se expressam corporalmente e como interagem com os colegas 
e os adultos que acompanham a brincadeira. Depois de um tempo, peça que se 
acomodem livremente e proponha pequenas conversas sobre o que acabaram de 
viver, o que mais gostaram nessa grande festa e se gostariam de fazer novamente 
a atividade.
Para finalizar
Proponha uma despedida do boi e dos demais personagens: reproduza a música 
Grande baile de despedida e peça às crianças caracterizadas que se levantem 
devagar e dancem para se despedir dos colegas, que também podem voltar para 
as salas dançando. Oriente os pequenos a guardar os adereços e os instrumentos 
em um lugar específico, assim poderão brincar novamente em outra oportunidade.
O QUE FAZER DEPOIS
Com outros professores ou auxiliares, organize atividades coletivas que favoreçam a 
interação, como uma oficina de instrumentos musicais usados na festa. Se você registrou 
em vídeo a brincadeira, convide oportunamente as crianças para assistir, assim elas 
poderão relembrar a vivência e visualizar a própria participação.
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Sequência: Músicas regionais
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CONJUNTO 9
JOGOS COM REGRAS
Quando jogam, as crianças acionam aprendizagens já construídas 
e, por meio das situações problematizadoras, avançam em outras, 
de maneira lúdica e contextualizada. Com os jogos, desenvolvem 
a autonomia, ampliam a capacidade de comunicação e apuram os 
modos de se relacionar com desafios. Os jogos são potentes es-
tratégias de aprendizagem, oferecem desafios genuínos com re-
torno imediato e promovem intensidade e variedade de situações. 
Também proporcionam tomadas de decisão, adaptação às regras, 
interação e participação ativa dos pequenos, além de fazer parte 
do repertório brincante deles.
Este conjunto contém atividades que podem ser aplicadas de for-
ma autônoma. Porém, é recomendável que sejam aplicadas em 
conjunto, uma vez que, por meio da ampliação e diversificação dos 
materiais, temas e narrativas, as crianças podem aprofundar as 
experiências e os objetivos de aprendizagem e desenvolvimento 
propostos no decorrer do processo, de acordo com a organização 
curricular da faixa etária.
DRC-MT
 � Campos de experiências explorados neste conjunto
O eu, o outro e o nós. Escuta, fala, pensamento 
e imaginação.
Espaços, tempos, 
quantidades, relações 
e transformações.
 � Objetivos de aprendizagem e desenvolvimento explorados neste conjunto
EI03EO01 Demonstrar empatia pelos outros, percebendo que as pessoas têm diferentes sentimentos, 
necessidades e maneiras de pensar e agir.
EI03EO03 Ampliar as relações interpessoais, desenvolvendo atitudes de participação e cooperação.
EI03EO07 Usar estratégias pautadas no respeito mútuo para lidar com conflitos nas interações com 
crianças e adultos.
EI03EF07 Levantar hipóteses sobre gêneros textuais veiculados em portadores conhecidos, recorrendo 
a estratégias de observação gráfica e/ou de leitura.
EI03EF09 Levantar hipóteses em relação à linguagem escrita, realizando registros de palavras e 
textos, por meio de escrita espontânea.
EI03ET04 Registrar observações, manipulações e medidas, usando múltiplas linguagens (desenho, 
registro por números ou escrita espontânea), em diferentes suportes.
EI03ET07 Relacionar números às suas respectivas quantidades e identificar o antes, o depois e o entre 
em uma sequência.
AP
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EI_MT_CP_PF.indb 145EI_MT_CP_PF.indb 145 05/10/2023 14:00:5605/10/2023 14:00:56ATIVIDADE 1
APRENDENDO UM JOGO NOVO
 Tempo sugerido: 1 hora e 30 minutos
Objetivos de aprendizagem: EI03EO01, EI03EO03
O QUE FAZER ANTES
 � Contextos prévios
É importante ter uma conversa prévia com as crianças, levantando os jogos conhecidos 
por elas (tanto na escola como em casa). Assim, os jogos propostos na atividade serão, 
de fato, novidades para a turma. Considere a quantidade de jogos selecionados e acolha 
a participação de todos. Busque aqueles que envolvam quatro ou mais jogadores ou es-
tude adaptá-los, caso a quantidade indicada seja de dois participantes, para que duplas 
representem um jogador, por exemplo.
 � Materiais
 F Três jogos com regras (de preferência com embalagens, manuais originais e que 
você tenha explorado com antecedência) desconhecidos pela turma, sendo um 
para utilizar com todo o grupo e outros dois em pequenos grupos. Considere mais 
de um exemplar de cada jogo, dependendo da quantidade de crianças;
 F O caderno de campo e uma caneta para registrar a atividade.
 � Espaços
Organize a sala para garantir a participação de todo o grupo e a circulação dos pe-
quenos pelos espaços. Assegure uma boa visualização para todos, colocando os jogos 
no chão (no centro de uma roda) ou em cima da mesa (com a turma ao redor).
 � Perguntas para guiar suas observações
1. De que forma as crianças se envolvem com a proposta? Como reagem diante de algo 
novo? Demonstram curiosidade?
2. Como foi a escuta do grupo? Ouvem as regras e as dúvidas dos pares? Fazem ques-
tionamentos para entender melhor o jogo? Auxiliam os pares durante o jogo?
3. Como as crianças jogam? Esperam a vez de cada uma? Respeitam o momento dos 
pares? Interagem de forma respeitosa?
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Conjunto: Jogos com regras
EI_MT_CP_PF.indb 146EI_MT_CP_PF.indb 146 05/10/2023 14:00:5605/10/2023 14:00:56
O QUE FAZER DURANTE
Em roda, coloque os jogos no centro e relembre as conversas que já tiveram sobre 
jogos conhecidos. Acolha as colocações das crianças e faça perguntas para apoiar 
a memória delas. Depois, conte a elas que buscou jogos diferentes daqueles que 
costumam jogar. Convide-as para conhecer os jogos, passando-os pela roda, para 
que possam observar as informações que aparecem nas embalagens (imagens, 
títulos, informações).
Para que experimente os jogos, convide a turma a se organizar em pequenos gru-
pos e combine que, depois de um tempo jogando, voltem para a roda e conversem 
sobre a experiência. Instigue as crianças a refletir sobre como podem fazer para se 
organizar. Acolha as falas delas, buscando contribuições que indiquem a neces-
sidade de conhecer as regras para que depois possam jogar. Apresente os jogos 
disponíveis, lendo o nome deles e as informações contidas nas embalagens, como 
o objetivo e o número de jogadores. Selecione com elas um jogo para que conhe-
çam coletivamente e diga que, em seguida, cada pequeno grupo vai escolher um 
jogo para conhecer e jogar. 
 — Como vocês acham que podemos experimentar os jogos novos? Ela disse 
que podemos sortear os grupos e cada grupo escolhe um jogo. Vocês 
concordam?
 — O que faremos depois? Bem lembrado! Precisamos conhecer as regras.
Possíveis falas 
do(a) professor(a)
Convide uma das crianças para abrir o jogo escolhido e descrever o que encontrou. 
Estimule a turma a refletir sobre os itens encontrados e as possíveis funções deles 
no jogo. Preveja que as crianças poderão falar simultaneamente e que muitas po-
derão querer manusear as peças do jogo. Faça intervenções buscando destacar 
a necessidade de escuta. Após a exploração dos itens do jogo, lance o desafio de 
entender como se joga e conversem sobre a importância das regras.
Peça a outra criança que pegue o manual do jogo para que você leia as regras 
com a turma. Busque fazer uma leitura comentada e em voz alta. Aponte que todo 
jogo tem peças e reflita com as crianças sobre o que acontece se uma delas for 
perdida. Chame a atenção também para a quantidade de jogadores e traga situa-
ções reais que ilustrem a limitação de participantes em um jogo. Em seguida, leia 
os objetivos e interprete-os com o grupo. Detalhe as regras, destacando que elas 
revelam o passo a passo do jogo. Uma vez percorrido todo o manual, investigue 
se as informações foram suficientes para que entendam como se joga. Considere 
pedir que expliquem com as próprias palavras, a partir do conhecimento do manual 
do jogo. Para isso, elas podem usar os materiais do jogo como apoio.
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Atividade: Aprendendo um jogo novo
EI_MT_CP_PF.indb 147EI_MT_CP_PF.indb 147 05/10/2023 14:00:5605/10/2023 14:00:56
Ainda com todo o grupo reunido, escolha algumas crianças para jogar uma rodada 
do jogo apresentado. Proponha a elas que assistam ao jogo e sejam parceiras dos 
jogadores, contando para eles, apoiados nas regras, as dicas de como devem se 
movimentar no jogo.
Convide as crianças para que se organizem em pequenos grupos e selecionem 
outro jogo para explorar. Retome os outros jogos e faça uma apresentação de cada 
um deles. Aproveite para levantar as hipóteses das crianças quanto à dinâmica de 
cada um deles. Peça a cada grupo que escolha um jogo. Caso mais de um grupo 
tenha interesse em um mesmo jogo, reforce a existência dos outros e estabeleça 
com as crianças envolvidas um critério para a seleção. Combine, ainda, que os 
jogos ficarão na sala e que todos poderão experimentá-los em algum momento. 
Auxilie os grupos para que todos tenham espaço para visualizar e participar.
Circule pelos pequenos grupos, utilizando estratégia semelhante à realizada na 
roda. Observe as crianças jogando e faça anotações sobre os desafios encontrados 
em cada grupo. Quando solicitado, ofereça o suporte necessário, seja realizando a 
leitura do manual, seja esclarecendo uma dúvida ou mediando situações que possam 
emergir no contexto do jogo. Busque estimular o encontro de soluções de forma 
autônoma e solidária e sinalize quando o tempo da vivência estiver terminando. Ao 
finalizar, peça a cada grupo que guarde o jogo na embalagem e dirija-se à roda.
Na roda, pergunte às crianças se gostaram da proposta e convide-as para partilhar 
as experiências. Incentive-as a ouvir e a respeitar as falas dos colegas. Tendo em 
vista suas observações durante a atividade, convide-as a refletir sobre maneiras 
diversas de superar conflitos; entretanto, fale sobre as situações presenciadas sem 
expor em quais grupos elas aconteceram. Por fim, conclua a atividade resgatando o 
objetivo proposto e verificando se conseguiram atendê-lo. Aproveite para investigar 
com os pequenos o que aprenderam com a atividade. 
Para finalizar
Ao encerrar a partilha de experiências acerca da atividade, com todo o grupo, 
convide-o para encontrar um local em que os jogos sejam guardados para serem 
usados em outros momentos.
O QUE FAZER DEPOIS
Explore mais os jogos de maior interesse em outro momento, organize para que as 
crianças ensinem os jogos que aprenderam para os pequenos de outras turmas. Promo-
va um campeonato, como indicado na atividade Realizando um campeonato de jogos, 
deste conjunto.
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Conjunto: Jogos com regras
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 ATIVIDADE 2
MUDANDO AS REGRAS DO JOGO
 Tempo sugerido: 1 hora e 30 minutos
Objetivos de aprendizagem: EI03EO01, EI03EO03
O QUE FAZER ANTES
 � Contextos prévios
Selecione previamente jogos clássicos que as crianças saibam jogar, como jogo da 
memória, dominó, rouba-monte, mico, dama, jogo da velha, entre outros.
 � Materiais
 F Jogos clássicos conhecidos pelas crianças em quantidade suficiente para que 
joguem simultaneamente em pequenos grupos;
 F Cartazes escritos em letra de imprensa maiúscula com as regras de cada jogo;
 F Papel e lápis grafite;
 F O caderno de campo e uma caneta para registrar a atividade.
 � Espaços
Organize a sala com os jogos em mesas, bem como a ficha com as regras de cada 
jogo, e os materiais necessários para registro de novas regras em quantidade suficiente

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