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Material Educacional MAIS INFÂNCIA MT CADERNO DO PROFESSOR CRIANÇAS PEQUENAS 1ª EDIÇÃO, 2024 Parceria Apoio 3 V O LU M E EI_MT_CP_PF.indb 1EI_MT_CP_PF.indb 1 05/10/2023 14:00:3805/10/2023 14:00:38 Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (BENITEZ Catalogação Ass. Editorial, MS, Brasil) Índice para catálogo sistemático: 1. Educação infantil 372.21 Aline Graziele Benitez – Bibliotecária - CRB-1/3129 M377 Material educacional Mais Infância Mato Grosso : crianças pequenas : educação infantil : livro do professor / organização Associação Nova Escola. – 1.ed. – São Paulo : Associação Nova Escola, 2023. 256 p.; 21 x 28 cm. ISBN 978-65-5965-232-7 1. Educação – Mato Grosso (MT). 2. Educação infantil. I. Associação Nova escola. 10-2023/16 CDD 372.21 Este material foi viabilizado pela parceria entre Associação Nova Escola. Sua produção foi financiada pelos parceiros. Apesar dos melhores esforços da equipe, é inevitável que surjam erros no texto. Assim, são bem-vindas as comunicações de usuários sobre correções ou sugestões referentes ao conteúdo que auxiliem o aprimoramento de edições futuras. Os comentários dos leitores podem ser encaminhados à Nova Escola pelo e-mail novaescola@novaescola.org.br. A Associação Nova Escola (“ANE”) elaborou os conteúdos deste material com a finalidade de difundi-los ao público em formato aberto, sem restrições de direitos autorais, seja por decisão própria de abrir conteúdo de propriedade da ANE, seja por utilizar conteúdo aberto conforme licença Creative Commons na modalidade Licença CC01.0. GOVERNO DE MATO GROSSO Governador: Mauro Mendes Vice-Governador: Otaviano Pivetta Secretário de Estado de Educação: Alan Resende Porto Secretário Adjunto Executivo: Amauri Monge Fernandes Secretária Adjunta de Gestão Educacional: Nadine Moreira Secretária Adjunta de Gestão de Pessoas: Flávia Emanuelle de Souza Soares Secretária Adjunta de Administração Sistêmica: Eliane Paula da Silva Secretário Adjunto de Infraestrutura e Patrimônio: Saulo Andrade de Freitas Lobo Secretária Adjunta de Gestão Regional: Mozara Zasso Spencer Chefe da Unidade Especial de Articulação Institucional: João Batista de Oliveira Coordenação do Programa Educa MT: Daniel Monteiro Coordenação de Avaliação e Coordenação Estadual do Programa Alfabetiza MT: Isaltino Alves Barbosa Assessoria de Desenvolvimento Econômico e Social: Rafaella Navas Assessoria de imprensa: Marco Tobias Revisão Técnica – MT: Brígida Couto Mendes, Claudia Valadares, Helen Ilse Deniz Pietrowski, Jeanne Redez e Lezi Silva Ilustrações de capa: Matheus Carvalho COPEM Coordenadoria de Cooperação com os Municípios UNIÃO NACIONAL DOS DIRIGENTES MUNICIPAIS DE EDUCAÇÃO – UNDIME Presidente da UNDIME Nacional: Alessio Costa Lima Vice-presidente da UNDIME Nacional e Presidente da UNDIME do Estado do Mato Grosso: Silvio Aparecido Fidelis Vice-presidente da UNDIME do Estado do Mato Grosso: Eduardo Ferreira da Silva Integrante do Conselho Nacional de Representantes da UNDIME e Dirigente Municipal de Educação de Primavera do Leste: Adriana Tomasoni ASSOCIAÇÃO NOVA ESCOLA Diretora Executiva: Ana Ligia Scachetti Gerente de Conteúdo e Comunidades: Paolla Vieira Coordenação de conteúdo: Pedro Annunciato Equipe pedagógica: Carla Nascimento, Dayse Oliveira e Karoline Cussolim Relacionamento com Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso: Fabiana Vezzali Professores-autores do Mato Grosso: Carlise Pelissari Zacarias de Godoi, Cleusa dos Santos, Éder Gomes de Oliveira, Paulo Marcos Ferreira Andrade, Teina Nascimento Lopes e Valdineia Ferreira dos Santos Piasson. Especialistas pedagógicas: Camila Mendes, Karina Rizek e Mariana Pinterich. Leitores críticos: Camila Mendes, Karina Rizek e Mariana Pinterich. Edição e preparação de texto: Alexandra Maria C. Misurini, Ana Paula Girardi e Anna Carolina G. de Souza Revisão: Fluxo Editorial Direção de arte: Débora Alberti e Leandro Faustino Ilustrações de miolo: Duda Oliva Diagramação: HiDesign Estúdio Editorial EI_MT_Iniciais.indd 2EI_MT_Iniciais.indd 2 09/10/2023 14:14:5809/10/2023 14:14:58 Caro professor e cara professora de Educação Infantil, É com alegria que cumprimentamos a todos vocês que assumiram o compromisso com a educação das crianças de zero a cinco anos em Mato Grosso! Somos um time engajado em promover uma Educação Infantil de qualidade e equidade a todas as crianças desse pujante estado, que cotidianamente não tem evitado esforços para desenvolver um trabalho pedagógico, educativo, potente, sensível, engajado e promissor, e que tem corroborado para a garantia dos direitos da criança e das diferentes infâncias. No material aqui apresentado, buscamos aproximar as vivências da Educação Infantil aos aspectos dos diferentes cantos de Mato Grosso, materializando em cada conjunto de atividades um pouco da riqueza e da diversidade que este estado oferece para o desenvolvimento de práticas pedagógicas que valorizem a autoria dos sujeitos envolvidos, principalmente dos bebês, crianças bem pequenas e crianças pequenas. Nossa travessia se inicia com o desafio de regionalizar contextos de aprendizagem e desenvolvimento para as crianças da Educação Infantil, a partir do Material Educacional Nova Escola. O conjunto da obra que segue contou com a colaboração de muitos, pois escutamos nossos pares para posterior- mente propormos possibilidades pedagógicas engajadas, respeitosas e especialmente abrangentes, intencionais e reflexivas. Aqui, deixamos um pouco de nós e de nossa inteireza e temos certeza que vocês farão o melhor nesse desafio cotidiano que nos impõe o trabalho com as crianças da Educação Infantil. As propostas aqui contidas precisam estar ancoradas em outras experiências advindas de práticas sociais diversas, de diferentes tempos, espaços e materiais. É nessa pluralidade de experiências e possibilidades que nos encontraremos, adultos e crianças, na promoção de espaços e tempos cada vez mais identitários que potencializam a autonomia e a garantia de vivências e arranjos inimagináveis, que permitam às crianças ampliarem seus saberes e explorarem diferentes possibilidades para aprenderem e se desenvolverem. O Material Educacional Mais Infância MT apresenta um repertório de brincadeiras, práticas de leitura, escrita, narrativas, jogos, literatura, música, dança, artes, além de oferecer possibilidades para que o pro- fessor possa, juntamente com as crianças, ressignificar contextos e promover experiências nas infâncias. As propostas devem se articular com toda a jornada vivenciada pela criança na escola, tendo em vista que a prática social é fecunda pela oportunidade de problematizar com os pares o cotidiano. É com esse propósito de valorizar os saberes, vivências e as experiências das crianças que nos debruça- mos sobre o material aqui apresentado. Os conjuntos de atividades propostas podem ser organizados em atividades permanentes e sequenciadas, respeitando o grupo etário e as diferenças de tempos, espaços e culturas. Devem compor o planejamento diário do professor, de modo a corroborar com a organização dos tempos pedagógicos nas escolas. Desejamos que as propostas presentes neste material possam ampliar as possibilidades do trabalho com intencionalidade e especialmente com autoria das crianças mato-grossenses. Time de professores-autores de Mato Grosso APRESENTAÇÃO EI_MT_Iniciais.indd 3EI_MT_Iniciais.indd 3 09/10/2023 14:14:5809/10/2023 14:14:58 ASSOCIAÇÃO NOVA ESCOLA Querida professora e querido professor mato-grossense, Este livro que você recebe em mãos neste momento carrega o esforço e dedicação de um grupo de edu- cadores de Mato Grosso na tentativa de garantir que todas as crianças do estado possam vivenciar uma boa experiência na Educação Infantil. Eles dedicaram horas e mais horas para planejare escrever cada uma das atividades que, agora, vocês recebem organizadas em conjuntos e que podem ser realizadas em sequência ou de maneira independente. Cada um desses seis educadores tem experiência e conhece as diversas realidades das instituições es- colares de Mato Grosso. Conhecem as restrições desafiadoras desses espaços, mas conhecem também a potência e empenho de cada um de vocês para nutrir bebês e crianças com histórias, brincadeiras, canções e demais recursos que fazem parte do universo infantil. Por isso, eles trazem em cada uma dessas propostas ainda mais um elemento relevante para o desenvol- vimento e construção de identidade dos pequenos: a regionalização. Ao longo das próximas páginas você vai se deparar com músicas do território, autoras e autores mato-grossenses, referências a festas e locais que auxiliam que a criança se reconheça nessa proposta e construa, junto a você, professora e professor, uma referência local positiva. Tanto a BNCC como o Documento de Referência Curricular para Mato Grosso para Educação Infantil pre- conizam que o cuidar não se dissocia do educar e, portanto, é tarefa coletiva e que precisa da participação da escola e da família; também indicam a importância de incentivar a autonomia da criança, colocando-a sempre no centro de seu processo de aprendizagem. Nesse sentido é fundamental que a educadora e o educador desenvolvam uma escuta atenta e cuidadosa, uma observação sensível e estejam com plena atenção ao tempo de cada criança. É por meio da observação e do registro que será possível acompanhar as aprendizagens e (re) planejar cada proposta. Desejamos profundamente que este material o acompanhe na jornada desafiadora e surpreendente que é a Educação Infantil. Que lhe seja uma boa companhia e uma inspiração constante de revisão e renovação de suas práticas pedagógicas. A Nova Escola acredita que quem melhor entende de sala de aula e espaço escolar é o professor e a professora e, por isso, este material foi integralmente pensado e construído de professor para professor. Boa leitura e vamos juntos! SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MATO GROSSO Por uma nova forma de ensinar e de aprender A Educação Infantil é um processo muito dinâmico e requer uma evolução constante do ensinar e do aprender. Quando o foco é a formação inicial, todos os horizontes se tornam múltiplos nesse cenário e podem derivar dos mais diversos meios. Compreendê-los e criar formas eficazes de lidar com eles é um desafio no cotidiano do ambiente escolar. A Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), por meio do Programa Educa MT, em parceria com a Associação Nova Escola, consolida essa visão ao lançar o Material Educacional Mais Infância MT, direcio- nado às redes municipais. Uma parceria que amplia o alcance de ações, garantindo que os 141 municípios de Mato Grosso tenham acesso a todos os recursos educacionais necessários. Um desenvolvimento educacional que requer, cada vez mais, o fortalecimento do regime de colabora- ção com a participação de todos os entes envolvidos. Por meio de uma articulação institucionalizada e de acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, evidenciamos a importância da Educação Infantil como etapa essencial para o desenvolvimento educacional. Lançando um olhar sólido sobre o regime de colaboração, a Seduc-MT e a Associação Nova Escola se re- forçam como agentes fomentadores da melhora dessa etapa da educação nos municípios. Uma cooperação vigorosa com foco na promoção de equidade, sem a qual os municípios mais hipossuficientes dificilmente conseguiriam diminuir a desigualdade que os separam daqueles mais autossuficientes. Diante dos desafios, a responsabilidade é de todos, com total engajamento dos gestores públicos e educacionais, professores, pais, estudantes, além dos demais atores envolvidos no processo educacional para que possamos avançar, ainda mais, no processo de construção de uma Educação Infantil antenada com o presente e com os olhos voltados ao futuro! Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso EI_MT_Iniciais.indd 4EI_MT_Iniciais.indd 4 09/10/2023 14:14:5809/10/2023 14:14:58 CADERNO INTRODUTÓRIO Olá, professora! Olá, professor! Antes da leitura e da utilização deste material educacional, apresentamos brevemente algumas considerações sobre os atuais referenciais teóricos e conceituais em torno da Educação Infantil. Esses referenciais fundamentaram as atividades planejadas e elaboradas para auxiliá-lo e, por- tanto, devem ser considerados no dia a dia do trabalho com bebês, crianças bem pequenas e crianças pequenas. � A etapa da Educação Infantil A Educação Infantil, porta de entrada das crian- ças no ciclo escolar, vem constituindo-se como uma Educação da primeira infância – período hoje com- preendido como fundamental tanto para o desenvol- vimento infantil quanto para toda a vida. Ao falar de qualidade da Educação Infantil, diver- sos elementos se constituem como determinantes: recursos que possam facilitar as interações; ambien- te de aprendizado adequado, com infraestrutura e condições sanitárias e de segurança; características do grupo de crianças e dos educadores; frequência, tipo e qualidade das interações entre as crianças, e das crianças com os adultos; espaços e materiais disponíveis; e, finalmente, a relação entre educa- dores e pais. A consolidação de um currículo adequado à faixa etária, com propostas de atividades estruturadas e intencionalmente planejadas, é capaz de assegurar ambiente propício à participação ativa das crianças. A intencionalidade na organização do tempo, dos espaços e dos materiais proporciona vivências e experiências que promovem interações e diversas oportunidades de aprendizagem. A Educação Infantil é lugar de brincar, correr, pu- lar, comer, andar, dormir, alegrar-se e ficar triste. É lugar de desenhar, interagir e conhecer a natureza e o mundo social. É lugar de se arriscar a ler e a es- crever as primeiras palavras e de interagir e usar os instrumentos culturais da nossa sociedade. Esses são aspectos fundamentais a qualquer prática pedagógica efetivamente preocupada em garantir às crianças um processo pleno de desenvolvimento e aprendizagem. � A criança As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educa- ção Infantil (DCNEI), em seu artigo 4º da Resolução nº 5, de 17 de dezembro de 2009, definem a criança como “sujeito histórico e de direitos, que interage, brinca, imagina, fantasia, deseja, aprende, observa, experimenta, narra, questiona e constrói sentidos sobre a natureza e a sociedade, produzindo cultu- ra” (BRASIL, 2009, p. 1). Embora essa concepção de criança não seja novidade, é importante compreen- der como ela afeta o trabalho pedagógico que deve ser realizado na Educação Infantil. Em primeiro lugar, é necessário considerar que as crianças, em suas ações e interações, constroem e se apropriam de conhecimentos. Também é essencial reconhecê-las como cidadãs, com direitos e deveres; para que cresçam conscientes disso, precisam de um espaço rico e desafiante no qual possam desenvolver: autonomia, responsabilidade, solidariedade e respei- to ao outro; criatividade, sensibilidade e ludicidade, por meio do contato com diversas manifestações artísticas e culturais; criticidade e postura cidadã. É preciso que elas tenham a oportunidade, desde muito pequenas, de construir, reconhecer e valorizar sua identidade pessoal e, dessa forma, desenvolver a autoestima, base fundamental para a aprendizagem e o desenvolvimento. Para efetivamente considerar a criança na sua complexidade, as práticas pedagógicas na Educação Infantil devem contemplar a diversidade e a indivi- dualidade de cada uma, nas suas competências e possibilidades, valorizando a heterogeneidade. Recentemente, tem-se debatido o protagonismo das crianças na Educação Infantil. A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) propõe uma mudança significativa na forma de organizar e implementar as aprendizagens no cotidiano:a perspectiva das propostas pedagógicas, desde seu planejamento, deixa de priorizar o conhecimento (conteúdo) e passa a priorizar a criança e o desenvolvimento de suas competências e habilidades, colocando-a no centro do processo. Essa proposição deve ser estudada, refletida e vivenciada todos os dias na escola, uma vez que os processos de transformação da realidade levam tempo e demandam esforços significativos. Para começar, as escolas devem garantir que, no cotidiano, as crianças possam viver experiências da vida real, iniciadas ou planejadas por elas mesmas ou integradas a ações iniciadas pelos adultos. Des- se modo, gradativamente, elas se tornam capazes de atribuir significados e construir conhecimentos que as ajudem a dar sentido ao mundo. Isso só é possível se houver valorização dos interesses das crianças e desenvolvimento de propostas que lhes EI_MT_Iniciais.indd 5EI_MT_Iniciais.indd 5 09/10/2023 14:14:5809/10/2023 14:14:58 permitam tomar iniciativa, praticar sua curiosidade, buscar respostas para as questões colocadas, re- solver problemas por meio de várias estratégias até encontrar aquela que mais a satisfaça, entre outras ações. São princípios importantes para garantir uma prática pedagógica que respeite a forma da criança ser e aprender sobre o mundo. � O processo de ensino-aprendizagem A apropriação e a construção de conhecimentos pelas crianças acontecem por meio de sua partici- pação em diferentes práticas sociais e culturais, in- tencionalmente organizadas, nas quais interagem com adultos, outras crianças, ambientes, espaços e materiais. É pela ação que bebês e crianças descobrem coisas sobre si próprias e sobre o meio, expressam aquilo que estão descobrindo e sentindo e intera- gem com adultos atentos, sensíveis e respondentes, com materiais interessantes e desafiadores. Assim, constroem uma bagagem de conhecimentos básicos sobre o modo como as pessoas e as coisas são, o que fazem e como respondem a determinadas ações. Se entendemos a criança como ser ativo, curioso e competente e que sua aprendizagem se dá pela ação, podemos especificar algumas condições fun- damentais a serem consideradas na organização das práticas pedagógicas para garantir uma aprendiza- gem significativa. Isso envolve: • valorizar as competências das crianças, des- de bebês; • criar condições para explorações ativas com materiais e brinquedos; • compreender que elas descobrem e esta- belecem relações, transformam e combinam materiais, utilizam ferramentas, equipamentos e seu corpo; • incentivar e valorizar as competências das crianças no uso das diferentes linguagens; • apoiar as crianças em suas ações, construin- do vínculos e se fazendo presente sensível e atentamente. Hoje sabemos o quanto as crianças precisam de vivências que colaborem para a construção de suas experiências. Afinal, a experiência de cada uma ga- rantirá aprendizagens significativas e o desenvolvi- mento individual e coletivo. Nesse sentido, pensar sobre como as crianças aprendem – por experiência – significa pensar sobre como o professor ensina, e a BNCC da Educação In- fantil foi organizada a partir dessa perspectiva sobre o aprender. Por isso, como mencionado anteriormen- te, o documento substitui a ideia de um processo de ensino-aprendizagem pautado em conteúdos e conhecimentos por um novo paradigma, centrado na criança e na sua experiência. Segundo o filósofo espanhol Jorge Larrosa Bondía (2002), Informação não é experiência [...]; o sa- ber de experiência não é o saber coisas [...]. A experiência é cada vez mais rara por excesso de opinião [...]. A experiência é cada vez mais rara por falta de tempo [...]. A experiência é cada vez mais rara por excesso de trabalho [...]. A partir da ideia de aprendizagem por experiên- cia, a proposta da BNCC para a Educação Infantil também sugere que o compromisso dos educadores seja observar e interagir com as crianças e seus mo- dos de expressar e construir conhecimentos. Desta forma, cabe aos educadores selecionar, organizar, refletir, mediar e avaliar o conjunto de práticas e ex- periências proporcionadas às crianças em seu dia a dia, procurando entender como (e não mais “o quê”) cada uma aprende. A forma de organizar espaços e materiais para as vivências das crianças revela o jeito de ensinar e como as crianças estão sendo convidadas a apren- der sobre o mundo e sobre si mesmas. Para estruturar um ambiente de aprendizagem ativa, que apoie as crianças em suas necessidades de ação e experi- mentação, devemos considerar: • o acesso das crianças ao que está disponível e organizado de forma consistente na sala e fora dela; • uma quantidade adequada de materiais (nem muito, nem pouco) que crie condições para as crianças brincarem e explorarem sozinhas, em grandes ou pequenos grupos, com a participa- ção ou não dos adultos; • a utilização de espaços variados (não só a sala), organizados para propiciar opções de escolha para as crianças, de forma que sejam convidadas a colaborarem com a arrumação a partir do conhecimento que possuem e com a proposição de novas organizações; • a disposição de pertences pessoais e o aces- so a espaços de cuidado que promovam a autonomia. A relação entre aprender e ensinar é muito impor- tante. Por isso, a BNCC coloca a criança no centro do processo educativo e propõe que tenha protagonis- mo. Assim, a garantia de aprendizagem e desenvol- vimento das crianças é tanto delas quanto do profes- sor, sempre focando na construção de experiências. Os conjuntos de atividades que você encontrará nes- te caderno partem desse importante pressuposto e consideram outros elementos trazidos por essa nova referência teórica, como veremos a seguir. EI_MT_Iniciais.indd 6EI_MT_Iniciais.indd 6 09/10/2023 14:14:5809/10/2023 14:14:58 O Documento de Referência Curricular para Mato Grosso para Educação Infantil Além do que já foi explicitado sobre as concepções propostas pelo Documento de Referência Curricular para Mato Grosso em consonância com a BNCC para a Educação Infantil, é fundamental tanto para a utili- zação dos conjuntos de atividades quanto para todas as demais ações realizadas na escola que todos os envolvidos conheçam a proposta, estudem e reflitam sobre ela. Há muito o que aprender, transformar e, com isso, colaborar para a qualidade da educação de bebês e crianças que frequentam as escolas de Educação Infantil. Direitos de Aprendizagem e Desenvolvimento O entendimento sobre a criança, seu protagonismo e a ação do professor passa, necessariamente, por uma educação pautada na garantia de direitos bási- cos e fundamentais para a aprendizagem e o desen- volvimento de crianças. A BNCC (BRASIL, 2018, p. 38) estabelece seis Direitos de Aprendizagem e Desenvol- vimento para a etapa da Educação Infantil. São eles: • Conviver com outras crianças e adultos, em pequenos e grandes grupos, utilizando dife- rentes linguagens, ampliando o conhecimento de si e do outro, o respeito em relação à cultu- ra e às diferenças entre as pessoas. • Brincar cotidianamente de diversas formas, em diferentes espaços e tempos, com diferen- tes parceiros (crianças e adultos), ampliando e diversificando seu acesso a produções cultu- rais, seus conhecimentos, sua imaginação, sua criatividade, suas experiências emocionais, corporais, sensoriais, expressivas, cognitivas, sociais e relacionais. • Participar ativamente, com adultos e outras crianças, tanto do planejamento da gestão da escola e das atividades propostas pelo edu- cador quanto da realização das atividades da vida cotidiana, tais como a escolha das brinca- deiras, dos materiais e dos ambientes, desen- volvendo diferentes linguagens e elaborando conhecimentos, decidindo e se posicionando. • Explorar movimentos, gestos, sons, formas, texturas, cores, palavras, emoções, transfor- mações, relacionamentos, histórias, objetos, elementos da natureza, na escola e fora dela, ampliandoseus saberes sobre a cultura, em suas diversas modalidades: as artes, a escrita, a ciência e a tecnologia. • Expressar, como sujeito dialógico, criativo e sensível, suas necessidades, emoções, sentimentos, dúvidas, hipóteses, descobertas, opiniões, questionamentos, por meio de dife- rentes linguagens. • Conhecer-se e construir sua identidade pessoal, social e cultural, constituindo uma imagem positiva de si e de seus grupos de pertencimento, nas diversas experiências de cuidados, interações, brincadeiras e lingua- gens vivenciadas na instituição escolar e em seu contexto familiar e comunitário. Mas o que isso quer dizer? Como garantir esses direitos no dia a dia? Embora eles não estejam ex- plícitos nos conjuntos de atividades, cada uma das propostas que você vai encontrar neste caderno tam- bém levou em conta a garantia desses direitos. Isso não quer dizer que cada atividade realizada com as crianças precisa-se pautar em todos os direitos; mas, sim, garantir que eles sejam respeitados e exercidos ao longo do dia e ao longo da semana de trabalho com as crianças. Vale ressaltar ainda que todos os direitos estão escritos em forma de verbo, ou seja, representam ações. Eles guardam, portanto, íntima relação com a forma com que as crianças aprendem e se desenvol- vem, uma vez que é necessário propiciar as ações, vivências e experiências dos pequenos. � As Interações e a Brincadeira Outro aspecto importante reafirmado pela BNCC é que os eixos estruturantes dos currículos devem ser as interações e brincadeiras. Isso já estava posto nas Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação Infantil, revisadas em 2009, que, em seu artigo 9º, estabelece que “as práticas pedagógicas que com- põem a proposta curricular da Educação Infantil de- vem ter como eixos norteadores as interações e a brincadeira’’ (BRASIL, 2009, p. 27). A ideia nos remete tanto às concepções de criança e de aprendizagem quanto aos Direitos de Aprendi- zagem e Desenvolvimento – ou seja, ressalta que a criança aprende sobre si mesma e sobre o mundo brincando e interagindo com pessoas, objetos, ele- mentos da natureza, conhecimentos, problemas, hi- póteses etc. Toda criança aprende brincando e, quan- do lhe asseguramos esse direito, estamos dando-lhe a liberdade para criar, construir, pensar e repensar suas ações. É por meio de brincadeiras e interações com outras crianças, adultos, além de contato com experiências diversificadas e instrumentos culturais (livros, brinquedos, objetos etc.), que a criança apren- de, socializa e representa sua cultura, internalizando significados e adquirindo valores. Nesse sentido, os conjuntos de atividades propõem ao professor formas de criar condições de brincadei- ras e interações para que as crianças aprendam e se desenvolvam. Cabe aos adultos garantir espaços para que essas ações aconteçam cotidianamente, sejam valorizadas e respeitadas. É preciso também aproveitar a riqueza das ações que partem das crian- ças para que se transformem em boas experiências e em formas de superar desafios e resolver problemas – ou seja, de aprender. EI_MT_Iniciais.indd 7EI_MT_Iniciais.indd 7 09/10/2023 14:14:5809/10/2023 14:14:58 � Campos de Experiências e Objetivos de Aprendizagem e Desenvolvimento Considerando a concepção de aprendizagem por experiência, o protagonismo das crianças, os eixos estruturantes e os Direitos de Aprendizagem e De- senvolvimento listados anteriormente, a Base Na- cional Comum Curricular (BRASIL, 2018, pp. 40-3) da Educação Infantil propõe uma abordagem estrutura- da em cinco Campos de Experiências, a partir dos quais são propostos Objetivos de Aprendizagem e Desenvolvimento. São eles: • O eu, o outro e o nós. • Corpo, gestos e movimentos. • Traços, sons, cores e formas. • Escuta, fala, pensamento e imaginação. • Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações. Na Educação Infantil, o trabalho com as crianças deve compreender tanto o desenvolvimento de com- portamentos, habilidades e conhecimentos quanto a promoção de vivências que possibilitem o alcance dos objetivos de aprendizagem e desenvolvimento nos diversos campos de experiências, sempre tomando as interações e as brincadeiras como eixos estruturantes. Ao reconhecer as especificidades das diferentes fai- xas etárias que constituem a etapa da Educação Infan- til, os objetivos de aprendizagem e desenvolvimento estão sequencialmente organizados nos três grupos, correspondendo, aproximadamente, às possibilidades de aprendizagem e às características do desenvolvi- mento das crianças. Todavia, como já foi explicitado, esses grupos não podem ser considerados homogê- neos, já que há diferenças de ritmo na aprendizagem e no desenvolvimento das crianças, e esse fato precisa ser considerado na prática pedagógica. Como os campos de experiências não são disci- plinas ou áreas de conhecimento e considerando a forma integral da criança ser, estar no mundo e apren- der, é esperado que cada vivência proposta envolva mais de um campo. Sabemos que em uma situação de conversa, por exemplo, as crianças não só apren- dem mais sobre o assunto em questão, como também sobre si mesmas e sobre o outro. Por fim, sabemos que muitos municípios e escolas reestruturaram suas diretrizes ou currículos para a Educação Infantil após a homologação da BNCC, de acordo com a orienta- ção nacional. Se for este o caso de sua localidade, é fundamental buscar correspondência entre os ob- jetivos e campos propostos em cada atividade com aqueles reorganizados pelo sistema de ensino. � Cuidar e Educar Inicialmente, a Educação Infantil tinha dois prin- cipais objetivos: garantir espaço de cuidado para crianças de mães trabalhadoras (creche) e preparar a criança para o Ensino Fundamental (pré-escola). Ao longo do tempo, os objetivos se modificaram e esta etapa da Educação Básica ganhou espaço no cenário educacional – mas ainda absorvendo as pre- missas do ensino tradicional, que tinha como foco o conhecimento. Para o ensino tradicional, a prioridade era o cumprimento de objetivos de aprendizagens previamente escolhidos pelo professor, pautados na garantia do estudo de conteúdos, sem possibilidade de adaptações, evoluções e interações. O professor detinha o papel principal, e a criança era uma mera coadjuvante no processo de ensino-aprendizagem, recebendo o conhecimento e sendo avaliada em re- lação ao seu alcance. Na Educação Infantil, as ações de cuidado se so- brepunham, e não era comum o hábito de planejar atividades que instigassem e produzissem experiên- cias, interações e aprendizagens. Com o tempo, o educar passou a estar presente, e o cuidar e o educar se tornaram elementos indissociáveis na Educação Infantil. Hoje, com a BNCC, entende-se que o foco do planejamento deve ser a experiência. É por meio dela que a criança vai se desenvolver, fazer descobertas, se relacionar, se comunicar, fortalecer sua identidade e sua autonomia. A criança hoje é vista como protago- nista, tendo sua opinião considerada e espaço para se expressar, fazer escolhas etc. O professor também é protagonista, uma vez que sua atuação é funda- mental para criar condições para que as crianças possam exercer seus direitos e traçar seus percursos individuais de aprendizagem. A partir das vivências, descobertas e curiosidades que a criança demons- tra, o professor planeja suas ações, observa, avalia, registra, reformula e compartilha suas impressões. Hoje, a criança deve encontrar espaço para se desenvolver e aprender em sua singularidade, para além do cuidado que sempre permanece e, portanto, faz parte das ações cotidianas. Há um novo olhar para as experiências que podem ser vivenciadas nesses momentos, as aprendizagens que podem ser construídas, as interações que são tão importantes, seja na troca na relação adulto x criança, criança x criança ou criança x entorno. De acordo com a BNCC (BRASIL, 2018, p. 36): Nas últimas décadas, vem se consoli- dando, naEducação Infantil, a concepção que vincula educar e cuidar, entendendo o cuidado como algo indissociável do processo educativo. Nesse contexto, as creches e pré-escolas, ao acolher as vi- vências e os conhecimentos construídos pelas crianças no ambiente da família e no contexto de sua comunidade, e articu- lá-los em suas propostas pedagógicas, têm o objetivo de ampliar o universo de experiências, conhecimentos e habilida- des dessas crianças, diversificando e con- solidando novas aprendizagens, atuando EI_MT_Iniciais.indd 8EI_MT_Iniciais.indd 8 09/10/2023 14:14:5809/10/2023 14:14:58 de maneira complementar à educação familiar – especialmente quando se trata da educação dos bebês e das crianças bem pequenas, que envolve aprendiza- gens muito próximas aos dois contextos (familiar e escolar), como a socialização, a autonomia e a comunicação. Nessa direção, e para potencializar as aprendizagens e o desenvolvimento das crianças, a prática do diálogo e o compar- tilhamento de responsabilidades entre a instituição de Educação Infantil e a família são essenciais. Além disso, a instituição precisa conhecer e trabalhar com as cul- turas plurais, dialogando com a riqueza/ diversidade cultural das famílias e da co- munidade. Deve-se sempre considerar que tudo que fazemos com bebês e crianças nas escolas de Educação In- fantil envolvem ações de cuidar e de educar. Essa indissociabilidade também foi considerada na elabo- ração de cada conjunto de atividades deste material educacional. � Utilizando o Material Educacional Mais Infância MT Agrupamentos, Tempos, Espaços e Materiais No novo papel desempenhado pelos professores, como coprotagonistas das crianças no processo de ensino-aprendizagem e no desenvolvimento das ações planejadas, ganham uma importância ainda maior, em especial no sentido de considerar as pró- prias crianças, suas necessidades e a organização do espaço. É preciso também que estejam preparados para orientar e promover aprendizagens não plane- jadas, mas que muitas vezes ocorrem em decorrência daquilo que foi planejado pelo adulto. O professor conhece sua turma, cada criança, suas famílias, a escola e a proposta pedagógica da insti- tuição. Por isso, por mais que sejam propostos con- juntos de atividades, eles não precisam ser seguidos como uma “receita”. Cabe a cada educador, portan- to, pensar a melhor forma de utilizar as propostas, realizando adaptações naquilo que está proposto – substituições, acréscimos ou modificações –, desde que sejam respeitadas as concepções e as intenções que embasam toda prática pedagógica com bebês e crianças pequenas. Considerando tudo que já foi apresentado sobre a criança, o processo de aprendizagem e a própria BNCC, alguns elementos são fundamentais durante o planejamento e replanejamento da ação do pro- fessor: os agrupamentos, os espaços, os materiais e os tempos. Os agrupamentos Considerando que as interações compõem um eixo estruturante da Educação Infantil, o planejamento de atividades com agrupamentos variados é essencial para que elas aconteçam. Definir os agrupamentos faz parte do trabalho do professor. É ele quem vai perceber se a atividade precisa de uma atenção in- dividualizada ou se é possível a interação em peque- nos ou grandes grupos, e quais propostas podem ser realizadas com toda a turma ao mesmo tempo, com as crianças de outras faixas etárias e até mesmo com adultos. Considerando o protagonismo infantil, as di- ferentes propostas de agrupamentos lhes possibilitam escolher seus parceiros para as diversas explorações que realizam, trocando experiências e aprendizagens uns com os outros. Também é possível que o professor altere esses agrupamentos à medida que a atividade aconteça, pensando na versatilidade do planejamento e das ações tomadas, nos imprevistos e na própria ava- liação da proposta, sempre a partir do que as crianças evidenciam sobre como estão aprendendo. A importância dos espaços e de sua variedade A variedade de espaços é o que garante a diversi- dade de contextos e brincadeiras dentro da escola. A exploração de cada elemento do lugar onde a criança se encontra promove pertencimento e possibilita inte- rações, explorações e descobertas. O professor deve planejar para que os espaços sejam aconchegantes e acolhedores, instiguem, desafiem, despertem a imagi- nação e a criatividade e favoreçam as interações e a exploração. As crianças podem participar da organi- zação do espaço, trazendo suas ideias, suas impres- sões, sua cultura, e interagindo e criando com ele. A escolha e o uso dos materiais Indispensáveis para o desenvolvimento de ativida- des interessantes, os materiais devem ser planejados e escolhidos pensando em sua versatilidade, uso, potenciais transformações e no cuidado com seus elementos em relação à faixa etária das crianças. As crianças podem participar da escolha dos mate- riais, expondo suas ideias, usando sua imaginação e criatividade, exercendo sua autonomia para tomar decisões e recorrendo a seu conhecimento sobre as possibilidades de uso dentre as opções ao seu al- cance. As crianças devem ter contato e conhecimen- to sobre os materiais disponíveis, para que possam participar dos momentos de escolha e organização junto com o professor. O planejamento do tempo O tempo para realização das atividades deve levar em consideração a individualidade de cada criança. Apesar de o professor elencar um tempo previamente estipulado, pensando na organização da rotina, é na hora da prática que ele vai perceber quais crianças estão confortáveis com o tempo planejado e quais precisarão de mais ou menos tempo. Por essa razão, EI_MT_Iniciais.indd 9EI_MT_Iniciais.indd 9 09/10/2023 14:14:5809/10/2023 14:14:58 é interessante que o professor pense em propostas simultâneas para as crianças que terminarem rapi- damente não ficarem ociosas enquanto as outras ainda estão envolvidas com a proposta central. Outro caminho é continuar a atividade em outro momento com as crianças que precisam de mais tempo, caso este esteja impossibilitado no momento por conta da rotina institucional, por exemplo, que muitas vezes tem horário definido para determinadas atividades. Em cada um dos conjuntos de atividades esses aspectos foram pensados e propostos, considerando os elementos tratados até aqui. Seguir ao máximo essas propostas pode garantir o sucesso da atividade e oportunizar maior qualidade para as aprendizagens e o desenvolvimento das crianças. Atividades Permanentes e Sequências Didáticas Os conjuntos de atividades estão organizados em cinco propostas, agrupadas em torno de um tema e reunidas em forma de um Conjunto ou uma Se- quência Didática. O que determina se um conjunto de cinco atividades é um Conjunto ou uma Sequência são definições conceituais em torno das modalidades organizativas, utilizadas como forma de estruturação para se colocar um currículo em prática. Os Conjuntos organizam um grupo de atividades chamadas de permanentes, porque guardam certa regularidade temporal em sua realização: todos os dias, uma vez por semana, quinzenalmente. Como não estão necessariamente ligadas a Projetos ou Sequências, apresentam certa autonomia em sua realização, podendo ter um fim em si mesmas sem uma necessária continuidade do tema ou da ação com o grupo de crianças. São práticas que ajudam a garantir os valores do próprio currículo, a apreensão de hábitos e a repetição de situações necessárias ao processo de aprendizagem. Alguns exemplos de atividades permanentes são as leituras diárias, os momentos de alimentação, os cantos de brin- cadeiras etc. A mesma atividade permanente de um Conjunto pode e deve repetir-se ao longo do semestre ou do ano. Já as atividades organizadas em forma de Sequên- cia Didática se caracterizam por serem propostas em ordem crescente de dificuldade. Cada passo dado permite que o próximo seja realizado; ou seja, di- zem respeito a uma aprendizagem específica que sequer alcançar, trilhando um certo caminho para isso. Muitas vezes precisamos realizar a mesma atividade mais de uma vez antes de passar para a próxima, e isso vai depender das próprias crianças e do olhar atento e sensível do professor. Algumas atividades podem passar a ser permanentes após a finalização do desenvolvimento da Sequência. Um exemplo dis- so é a construção de álbum do grupo, que prevê uma série de atividades sequenciadas para sua concreti- zação. Ao final, o álbum passa a ser um material da- quele coletivo que pode ser explorado várias vezes em situações livres e/ou mais encaminhadas pelo professor – uma conversa, por exemplo. O tempo de duração do desenvolvimento da Sequência depende das crianças e da organização da rotina por parte de todos. Algumas podem demandar mais tempo (dias, semanas e até meses) do que outras e podem ter ou não um produto final. Os Conjuntos (atividades permanentes) e as Se- quências Didáticas de cada corte etário foram organi- zadas em uma ordem que considerou alguns critérios importantes: iniciar o ano sempre com a adaptação e o acolhimento às crianças (incluindo outros conjuntos ou sequências que colaboram com esse processo); equilíbrio entre as temáticas de propostas; grau de desafio em relação à faixa etária e ao trabalho do professor; e ordenação das atividades (isto é, o que as crianças precisam ter contato antes de realizar a proposta). A ideia foi colaborar para o plano peda- gógico anual dos professores. No entanto, essa ordenação não deve ser rígida; muito pelo contrário. Como já explicitado aqui, o pro- tagonismo do professor é fundamental para que ele seja também autor do próprio planejamento. Por isso, é preciso refletir sobre as propostas e tomar decisões considerando as crianças e os critérios explicitados. A ordenação das atividades deve tomar mais aten- ção por parte do professor quando fazem parte de uma Sequência, pois deve-se considerar a graduação dos desafios de aprendizagem e o desenvolvimento em relação ao conhecimento/prática social com a qual se está trabalhando. Ao adaptar ou reorganizar a realização das ativida- des, há que se considerar a importância do equilíbrio em relação aos campos de experiências. Por isso, é fundamental olhar para o plano pedagógico anual e entender quais são os melhores momentos para a realização das propostas em relação ao grupo de crianças. Referências bibliográficas BONDÍA, Jorge Larrosa. "Notas sobre a experiência e o saber de experiência". In: Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Departamento de Linguística. Revista Brasileira de Educação, Nº 19. Campinas, 2002. BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, 2018. Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase>. Acesso em: ago. 2023. BRASIL. Ministério da Educação. "Campos de experiências: efetivando direitos e aprendizagens na Educação infantil" (Texto final Zilma de Moraes Ramos de Oliveira). Fundação Santillana, São Paulo, 2018. Disponível em: <http://movimentopelabase. org.br/acontece/os-campos-de-experiencia-da- educacao-infantil/>. Acesso em: ago. 2023. BRASIL. Ministério da Educação. Revisão das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil – Parecer no 20/2009. Brasília: MEC, 2009. EI_MT_Iniciais.indd 10EI_MT_Iniciais.indd 10 09/10/2023 14:14:5909/10/2023 14:14:59 http://movimentopelabase.org.br/acontece/os-campos-de-experiencia-da-educacao-infantil/ http://movimentopelabase.org.br/acontece/os-campos-de-experiencia-da-educacao-infantil/ http://movimentopelabase.org.br/acontece/os-campos-de-experiencia-da-educacao-infantil/ FINCO, Daniela; BARBOSA, Maria Carmen S., FARIAS; Ana Lúcia Goulart de (orgs.) Campos de experiências na escola da infância. Disponível em: <http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/ document/?code=62879&opt=1>. Acesso em: jun. 2021. FOCHI, Paulo. A didática por campos de experiência. Disponível em: <https://www.researchgate.net/ publication/319653636_A_didatica_dos_campos_ de_experiencia>. Acesso em: ago. 2023. MATO GROSSO (Estado). Secretaria de Estado de Educação, Esporte e Lazer. "Documento de Referência Curricular para Mato Grosso"., SEDUC, Undime MT. Mato Grosso: SEDUC/MT, 2018. 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O Trabalho do Professor na Educação Infantil. São Paulo: Editora Biruta, 2014. � Para incluir todos A inclusão na Educação Infantil é um tema de ex- trema importância e que requer a atenção de todos os profissionais envolvidos nesse processo. É essen- cial que as escolas e os professores desenvolvam estratégias adequadas para que nenhuma criança fique de fora das atividades. A inclusão tem como objetivo principal garantir que todas as crianças tenham acesso às mesmas opor- tunidades de aprendizado e desenvolvimento. É um processo que visa quebrar barreiras físicas, sociais e culturais, promovendo a igualdade de direitos e a valorização da diversidade. Promover a inclusão na Educação Infantil requer um esforço contínuo e um compromisso de toda a comuni- dade escolar. É um processo que exige sensibilidade, flexibilidade e criatividade por parte dos profissionais envolvidos. Mas os benefícios são imensos e as crian- ças têm a oportunidade de aprender desde cedo so- bre a importância da diversidade e da inclusão. O primeiro passo para a inclusão é o reconheci- mento de que todas as crianças têm potencialidades e habilidades únicas, independentemente de etnia, religião, gênero ou quaisquer outras condições físicas, mentais ou sensoriais. É importante que vocês estejam preparados para lidar com essas diferentes caracte- rísticas, buscando estratégias e recursos pedagógicos que atendam às necessidades de cada um. Se necessário, adapte o currículo, as atividades escolares ou mesmo os contextos, de forma a tor- ná-los mais acessíveis para todas as crianças. Isso pode incluir a utilização de recursos visuais, materiais adaptados, estratégias de comunicação alternativa e o estabelecimento de metas individualizadas de aprendizado. Além disso, é fundamental que se promova um am- biente inclusivo e acolhedor, onde todas as crianças se sintam seguras e respeitadas. Isso envolve desenvol- ver a capacidade de empatia e o respeito à diversidade desde cedo, por meio de atividades que estimulem o diálogo, a colaboração e a valorização das diferenças. Sim, é essencial que as crianças sejam estimuladas a conviverem com as diferenças em cada atividade realizada. Essa convivência ajuda a promover a em- patia, o respeito e a solidariedade, valores essen- ciais para a formação de indivíduos desde a mais tenra infância. Não se esqueça de que seu papel no processo de desenvolvimento infantil vai além de preparar e aplicar uma atividade. Você é um agente da inclusão, com a missão de: • Promover a participação de todos: garanta que todas as crianças sejam incluídas em to- das as atividades, não sendo excluídas devido às suas diferenças. • Realizar atividades cooperativas: incentive as criançasa trabalharem em grupos, nos quais cada um possa contribuir com suas habilida- des e experiências únicas. • Estimular o diálogo e a empatia: crie momen- tos de diálogo e reflexão, em que as crianças possam compartilhar suas experiências e sentimentos em relação às diferenças. Também é importante ter um diálogo constante com os responsáveis para entender melhor as ne- cessidades das crianças e garantir que elas estejam recebendo o suporte adequado tanto na escola como em casa. Além disso, utilize estratégias diferentes para engajar todas as crianças, como uso de recursos visuais, auditivos e táteis, adaptação de materiais e atividades para as necessidades individuais, realiza- ção de atividades em grupo que estimulem a cola- boração e a interação entre os alunos, entre outras. Para isso, é fundamental que você esteja atento às necessidades individuais de cada um. Conheça seus interesses, habilidades, limitações e formas EI_MT_Iniciais.indd 11EI_MT_Iniciais.indd 11 09/10/2023 14:14:5909/10/2023 14:14:59 http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?code=62879&opt=1 http://www.bibliotecadigital.unicamp.br/document/?code=62879&opt=1 https://www.researchgate.net/publication/31965363_A_didatica_dos_campos_de_experiencia https://www.researchgate.net/publication/31965363_A_didatica_dos_campos_de_experiencia https://www.researchgate.net/publication/31965363_A_didatica_dos_campos_de_experiencia https://sites.google.com/view/bnccmt/educa%C3%A7%C3%A3o-infantil-e-ensino-fundamental/documento-de-refer%C3%AAncia-curricular-para-mato-grosso https://sites.google.com/view/bnccmt/educa%C3%A7%C3%A3o-infantil-e-ensino-fundamental/documento-de-refer%C3%AAncia-curricular-para-mato-grosso https://sites.google.com/view/bnccmt/educa%C3%A7%C3%A3o-infantil-e-ensino-fundamental/documento-de-refer%C3%AAncia-curricular-para-mato-grosso https://sites.google.com/view/bnccmt/educa%C3%A7%C3%A3o-infantil-e-ensino-fundamental/documento-de-refer%C3%AAncia-curricular-para-mato-grosso https://novaescola.org.br/bncc/conteudo/58/o-que-sao-os-campos-de-experiencia-da-educacao-infantil https://novaescola.org.br/bncc/conteudo/58/o-que-sao-os-campos-de-experiencia-da-educacao-infantil https://novaescola.org.br/bncc/conteudo/58/o-que-sao-os-campos-de-experiencia-da-educacao-infantil https://novaescola.org.br/conteudo/16074/edu cacao-infantil-como-planejar-e-promover-os-seis-direitos-de-aprendizagem-previstos-na-bncc https://novaescola.org.br/conteudo/16074/edu cacao-infantil-como-planejar-e-promover-os-seis-direitos-de-aprendizagem-previstos-na-bncc https://novaescola.org.br/conteudo/16074/edu cacao-infantil-como-planejar-e-promover-os-seis-direitos-de-aprendizagem-previstos-na-bncc https://novaescola.org.br/conteudo/16074/edu cacao-infantil-como-planejar-e-promover-os-seis-direitos-de-aprendizagem-previstos-na-bncc https://novaescola.org.br/conteudo/1869/o-quebra-cabeca-das-modalidades-organizativas https://novaescola.org.br/conteudo/1869/o-quebra-cabeca-das-modalidades-organizativas https://novaescola.org.br/conteudo/1869/o-quebra-cabeca-das-modalidades-organizativas preferenciais de aprendizado. Seja um exemplo de inclusão e valorização da diversidade. Transmita às crianças a importância de respeitar as diferen- ças e de construir uma sociedade mais igualitária e acolhedora. � Adaptação e acolhimento Para iniciar esse diálogo, é importante ter o enten- dimento de que, quando a criança chega à escola, ela tem o direito de encontrar um lugar acolhedor. Nós, professoras e professores, somos os maiores protagonistas para garantir esse direito, organizando espaços e tempos que possibilitem aos pequenos vivenciar experiências que os acolham de forma afe- tiva e prazerosa. Com isso, para impregnar de sentidos essas ex- periências é preciso compreender a concepção de criança na Educação Infantil como [...] sujeito histórico e de direitos, que nas interações, relações e práticas cotidianas que vivencia, constrói sua identidade pes- soal e coletiva, brinca, imagina, fantasia, deseja, aprende, observa, experimenta, narra, questiona e constrói sentidos so- bre a natureza e a sociedade, produzindo cultura” (BRASIL, 2013, p.97). Ao acolher as crianças, compreendemos que pre- cisamos cada vez mais construir uma escola com e para elas. Uma escola que respeite os direitos das crianças, suas famílias e profissionais que as aten- dem. Esse é um desafio diário, que precisa ser previs- to, planejado, organizado e, acima de tudo, partir de uma concepção individual do aprender para, juntos, construirmos narrativas coletivas. Construir essa escola com espaços seguros, aco- lhedores, afetivos, dando protagonismos para a criança parte do princípio de que acolher e adaptar compõem o planejamento do professor e da profes- sora com flexibilidade e comprometimento em to- das as etapas. Essa construção é feita no cotidiano, constituída progressivamente por meio das relações, interações e descobertas que compõem o currículo da Educação Infantil: “O currículo da Educação In- fantil é concebido como um conjunto de práticas que buscam articular as experiências e os saberes das crianças com os conhecimentos que fazem parte do patrimônio cultural, artístico, científico e tecnológico" (Parecer CNE/CEB nº 20/2009, p. 6). Nessa direção, não queremos cristalizar o que você precisa fazer em seu planejamento, e sim, compar- tilhar estratégias possíveis e flexíveis que visam a potencializar o desenvolvimento das crianças e suas individualidades, considerando as especificidades de nosso estado tão diverso. Você, professora e professor, é protagonista para que as experiências educacionais de nossas crianças se tornem representação dessa identidade infantil, que dialogue com os saberes individuais e coletivos em parceria com as famílias, em metodologias pau- tadas nas experiências infantis. No entanto, há diretrizes que são universais no con- texto da Educação Infantil e fazem parte da jornada diária das crianças em suas faixas etárias, como: • Acolher com afetividade e gentileza desde o portão da escola; • Respeitar as especificidades das crianças e sua identidade no ambiente escolar; • Incluir os saberes das crianças nas proposi- ções das experiências; • Garantir o tempo pedagógico para o desenvol- vimento e aprendizagens; • Observar, registrar e acompanhar o de- senvolvimento das crianças a partir do seu planejamento; • Construir documentação pedagógica para garantir uma avaliação individualizada do desenvolvimento de cada criança. O Material Educacional Mais Infância MT prioriza a criança como protagonista que compartilha saberes e produz conhecimento, contemplando os Direitos de Aprendizagem e os Campos de Experiências para a Educação Infantil. � Engajando famílias Um dos grandes desafios da escola contemporâ- nea é construir caminhos que visam a estabelecer vínculos entre a escola e a família. Particularmente no fim do século XX, a instituição escolar inaugura e se consolida como espaço de participação das famí- lias, de modo a oportunizar relações mais afetivas, com engajamento e inclusão de todos aqueles que fazem parte dessas duas grandes instituições sociais, escola e família. Na Educação Infantil, observa-se uma participa- ção mais efetiva dos adultos, tendo em vista que as crianças adentram o espaço escolar pela mão dos responsáveis. Nesse sentido, esses agentes res- ponsáveis diretamente pela educação das crianças são envolvidos pelas ações promovidas pela esco- la, considerando que há um vínculo afetivo sendo construído cotidianamente por meio da ação das crianças e adultos da instituição. Dia a dia, as fa- mílias são convidadas a fazer parte da instituição escolar, seja pela apreciação da decoração ou de um painel de atividades realizadas pelas crianças, seja em datas comemorativas, na prosa que ocorre entre responsáveis, funcionários e crianças no por- tão, nas reuniões e na participação que as atividades propostas acabam chegando às famíliascomo um convite irrecusável. Logo, a aproximação entre família e escola contribui sobremaneira para o desenvolvimento das crianças e consequentemente para sua educação e da família, considerando que a escola é uma extensão do lar infantil. Essa aproximação entre família e escola é EI_MT_Iniciais.indd 12EI_MT_Iniciais.indd 12 09/10/2023 14:14:5909/10/2023 14:14:59 sempre um desafio, e abrir as portas da instituição aos responsáveis é o primeiro deles, de modo que estes sejam acolhidos, que tenham um sentimento de pertencimento, se sintam confortáveis para adentrar os portões e dialogar com professores e funcionários. É sobre essa constância e necessidade mútua de participação das famílias na escola que o currículo é pensado, considerando os tempos, espaços e a idade das crianças, vieses que mobilizam esforços da família e da escola para o envolvimento de todos, a fim de que as propostas pedagógicas saiam do papel e passem a se materializar na vida cotidiana das crianças e famílias. Este é um dos compromissos sociais da escola, adentrar a casa das crianças e transformar contextos de vida, bem como promover diálogos potentes entre as famílias, a fim de que estas percebam-se no protagonismo vivido pelas crianças. É com esse propósito de desenvolver um sentimen- to de pertencimento, promover o engajamento das famílias e a integração entre escola, família e crian- ças que esboçamos a seguir sugestões para que a família se sinta acolhida e principalmente envolvida com e na instituição escolar. A comunicação efetiva com as famílias é essen- cial para estabelecer laços e abrir espaço para crí- ticas, elogios e sugestões. É importante ter sempre uma comunicação constante e efetiva para que assim queiram estar mais presentes na escola. É por meio do diálogo que você, professora e professor, conse- gue diversas parcerias e colaboração em atividades diárias como: • Ir até a escola para contar uma história; • Ler uma poesia; • Cantar uma música; • Tocar um instrumento musical; • Auxiliar na construção de um brinquedo ou espaço educativo; • Fazer uma receita; • Acompanhar em um passeio ou visita a outro espaço; • Participar de uma aula expositiva; • Auxiliar na execução de um projeto; • Visitar para apreciar apresentações e ou expo- sições de trabalhos; • Encaminhar a letra de uma música, história, parlenda, poesia, brincadeira ou demais gêne- ros textuais trabalhados em sala; • Ir até a escola para contar uma história, par- lenda, poesia, brincadeira ou outros gêneros textuais; • Participar de momentos de descontração como um piquenique, roda do fogo, comemo- rações especiais, jogos simbólicos e outras ações que favorecem a parceria; • Participar de eventos diversos, festas internas, palestras, workshops, mostras e exposições de trabalhos; • Colaborar com doações de materiais estrutu- rados e não estruturados; • Comparecer a reuniões periódicas a fim de trocar ideias e sugerir novas possibilidades; • Participar de momentos de escutas individua- lizadas ou de chá da tarde ou café da manhã para atender pequenos e grandes grupos; • Reconhecer-se no painel da família – aquele que deve ser organizado na entrada da escola ficando à disposição para que os pais expres- sem sua opinião sobre um assunto de pauta coletiva que deve ser abordado pela escola; • Engajar-se no planejamento semanal. Os responsáveis devem ser lembrados das pro- postas que a escola está desenvolvendo, por meio de exposição do planejamento na porta da sala, pulseiras informativas, que devem ser colocadas no braço das crianças com informa- ções sobre as aprendizagens do dia, além é claro do corriqueiro bilhete informativo; • Interessar-se pela carta pedagógica, um bom recurso para trazer as famílias para fazerem parte da escola, ainda que tenha sido esqueci- do pela sociedade tecnológica; • Engajar os responsáveis pelas redes sociais da escola, por meio de postagens com fotos e vídeos, com isso as famílias podem acompa- nhar e estar mais próximo da escola, apre- ciando e valorizando ainda mais o trabalho docente e o desenvolvimento de cada criança. EI_MT_Iniciais.indd 13EI_MT_Iniciais.indd 13 09/10/2023 14:14:5909/10/2023 14:14:59 CONHEÇA SEU LIVRO Professora, professor, este caderno é para você! Ele apoia e estrutura seu planejamento em diversos momentos, da adaptação às brincadeiras diárias, garantindo às crianças vivências e ex- periências significativas. Objetivos de Aprendizagem e Desenvolvimento e Campos de Experiências Os conjuntos apresentam atividades que contemplam os diferentes Objetivos de Aprendizagem e Desenvolvimento e os Campos de Experiências do DRC-MT. Para auxiliá-lo em seu planejamento, ao início de cada conjunto você encontrará essas informações listadas. SEQUÊNCIA 6 CORPO, MOVIMENTO E DANÇA Música e dança são expressões que promovem o desenvolvimento da cor- poreidade e a ampliação do repertório cultural das crianças, assim como da autoconfiança, do autoconhecimento, da capacidade criadora e da convivência respeitosa com as múltiplas formas de expressão. A dança é uma rica linguagem do corpo que deve integrar as práticas com as crian- ças pequenas. Como ferramenta, aliada à música, a dança é um convite à experimentação, à sensibilidade e ao desenvolvimento do senso estético, devendo sempre respeitar a expressividade original do indivíduo. Esta sequência didática propõe atividades que devem ser desenvolvidas com a turma na ordem apresentada. DRC-MT � Campos de experiência explorados nesta sequência O eu, o outro e o nós. Corpo, gestos e movimentos. Traços, sons, cores e formas. Escuta, fala, pensamento e imaginação. � Objetivos de aprendizagem e desenvolvimento explorados nesta sequência EI03EO02 Agir de maneira independente, com confiança em suas capacidades, reconhecendo suas conquistas e limitações. EI03EO03 Ampliar as relações interpessoais, desenvolvendo atitudes de participação e cooperação. EI03EO05 Demonstrar valorização das características de seu corpo e respeitar as características dos outros (crianças e adultos) com os quais convive. EI03CG01 Criar com o corpo formas diversificadas de expressão de sentimentos, sensações e emoções, tanto nas situações do cotidiano quanto em brincadeiras, dança, teatro, música. EI03CG02 Demonstrar controle e adequação do uso de seu corpo em brincadeiras e jogos, escuta e reconto de histórias, atividades artísticas, entre outras possibilidades. EI03CG03 Criar movimentos, gestos, olhares e mímicas em brincadeiras, jogos e atividades artísticas como dança, teatro e música. EI03TS01 Utilizar sons produzidos por materiais, objetos e instrumentos musicais durante brincadeiras de faz de conta, encenações, criações musicais, festas. EI03TS03 Reconhecer as qualidades do som (intensidade, duração, altura e timbre), utilizando-as em suas produções sonoras e ao ouvir músicas e sons. EI03EF01 Expressar ideias, desejos e sentimentos sobre suas vivências, por meio da linguagem oral e escrita (escrita espontânea), de fotos, desenhos e outras formas de expressão. 97 SD Abertura do conjunto Este material é composto por três volumes, um para cada grupo etário proposto pela Base Nacional Comum Curricular: bebês, crianças bem pequenas e crianças pequenas. Há dois tipos de conjuntos: Atividades Permanentes e Sequências Didáticas. A principal diferença entre elas é que as primeiras podem ser recorrentes, incluídas na rotina das crianças. Já as atividades das sequências didáticas guardam progressão entre si, ou seja, a segunda faz sentido após a primeira, e assim sucessivamente. Você saberá quando está diante de uma ou de outra pelo selo. APCONJUNTO 1 As situações imaginárias são caminhos para a construção do pensamento abstrato e colocam os pequenos na condição de potencializar tudo o que sabem para representar diferentes papéis e resolver desafios inerentes a eles. Assim, as crianças desenvolvem a autonomia, ao mesmo tempoque vão tomando consciência e demonstrando suas com- preensões sobre o mundo, sobre as relações sociais e sobre si mesmas. Este conjunto contém atividades que podem ser aplicadas isoladamente, ou seja, de forma que o professor desenvolva qualquer uma delas sem obrigatoriamente desenvol- ver as outras. Porém, é recomendável que sejam aplicadas em conjunto, de modo que as crianças possam aprofundar as experiências e os objetivos de aprendizagem e de desenvolvimento propostos. O conjunto é caracterizado por atividades recorrentes, ou seja, que devem se repetir em outros períodos ao longo do ano. DRC-MT � Campos de experiência explorados neste conjunto O eu, o outro e o nós. Corpo, gestos e movimentos. Escuta, fala, pensamento e imaginação. Traços, sons, cores e formas. � Objetivos de aprendizagem e desenvolvimento explorados neste conjunto EI03EO02 Agir de maneira independente, com confiança em suas capacidades, reconhecendo suas conquistas e limitações. EI03EO04 Comunicar suas ideias e sentimentos a pessoas e grupos diversos. EI03CG01 Criar com o corpo formas diversificadas de expressão de sentimentos, sensações e emoções, tanto nas situações do cotidiano quanto em brincadeiras, dança, teatro, música. EI03CG03 Criar movimentos, gestos, olhares e mímicas em brincadeiras, jogos e atividades artísticas como dança, teatro e música. EI03TS01 Utilizar sons produzidos por materiais, objetos e instrumentos musicais durante brincadeiras de faz de conta, encenações, criações musicais, festas. EI03EF01 Expressar ideias, desejos e sentimentos sobre suas vivências, por meio da linguagem oral e escrita (escrita espontânea), de fotos, desenhos e outras formas de expressão. EI03EF06 Produzir suas próprias histórias orais e escritas (escrita espontânea), em situações com função social significativa. EI03ET02 Observar e descrever mudanças em diferentes materiais, resultantes de ações sobre eles, em experimentos envolvendo fenômenos naturais e artificiais. FAZ DE CONTA AP 17 CONHECENDO O BAIRRO SEQUÊNCIA 2 A construção da identidade das crianças passa pela apropriação progressiva do lugar delas no mundo. Isso se dá por meio das suas interações e descobertas re- lativas a si mesmas, ao seu círculo familiar, ao seu lugar de pertencimento, além do conhecimento daquilo que não lhes é tão próximo. Dessa forma, no processo investigativo sobre o mundo social, a cultura local é um importante componente do currículo da Educação Infantil. Fomentar as descobertas, valorizando os saberes locais e problematizando questões sociais e naturais relativas ao bairro em que as crianças estão inseridas, colabora para a sensação de pertencimento e promove a inserção de pessoas da comunidade no processo de aprendizagem. As atividades aqui apresentadas são uma sequência didática, ou seja, devem ser desenvolvidas com a turma na ordem apresentada. As atividades desta sequência propõem uma consequente ampliação de desafios por meio da inter-relação umas com as outras, no que tange às discussões e aos recursos utilizados para o aprofun- damento dos objetivos de aprendizagem e desenvolvimento. DRC-MT � Campos de experiência explorados nesta sequência O eu, o outro e o nós. Escuta, fala, pensamento e imaginação. Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações. � Objetivos de aprendizagem e desenvolvimento explorados nesta sequência EI03EO01 Demonstrar empatia pelos outros, percebendo que as pessoas têm diferentes sentimentos, necessidades e maneiras de pensar e agir. EI03EO03 Ampliar as relações interpessoais, desenvolvendo atitudes de participação e cooperação. EI03EO04 Comunicar suas ideias e sentimentos a pessoas e grupos diversos. EI03EO06 Manifestar interesse e respeito por diferentes culturas e modos de vida. EI03EF01 Expressar ideias, desejos e sentimentos sobre suas vivências, por meio da linguagem oral e escrita (escrita espontânea), de fotos, desenhos e outras formas de expressão. EI03EF07 Levantar hipóteses sobre gêneros textuais veiculados em portadores conhecidos, recorrendo a estratégias de observação gráfica e/ou de leitura. EI03ET01 Estabelecer relações de comparação entre objetos, observando suas propriedades. EI03ET02 Observar e descrever mudanças em diferentes materiais, resultantes de ações sobre eles, em experimentos envolvendo fenômenos naturais e artificiais. EI03ET03 Identificar e selecionar fontes de informações, para responder a questões sobre a natureza, seus fenômenos, sua conservação. EI03ET06 Relatar fatos importantes sobre seu nascimento e desenvolvimento, a história dos seus familiares e da sua comunidade. 33 SD SD EI_MT_Iniciais.indd 14EI_MT_Iniciais.indd 14 09/10/2023 14:15:0109/10/2023 14:15:01 Seção “O que fazer antes” As atividades se iniciam na seção O que fazer antes, que descreve: • Tempo sugerido: tempo estimado para a execução da atividade. Lembre-se de que cada turma e cada criança são únicas, portanto, o tempo pode variar. • Contextos prévios: descrição das ações prévias necessárias à realização de cada atividade. • Materiais: lista com materiais necessários e sugeridos para a execução da atividade. • Espaço: sugestão da forma de organizar o espaço, o que ajuda você a entender o que deve considerar antes de propor a ativida- de e a necessidade de organizar materiais e espaços da escola para seu desenvolvimento. Também auxilia na escolha do melhor horário do dia para sua realização, considerando sua rotina e a rotina institucional. • Perguntas para guiar suas observações: questionamentos importantes para você entender aquilo a que precisa se atentar durante o trabalho com os pequenos, de modo a verificar se os Objetivos de Aprendizagem e Desenvolvimento propostos estão sendo alcançados. ATIVIDADE 3 PINTURA COM CARVÃO E CAFÉ Tempo sugerido: 1 hora e 20 minutos Objetivos de aprendizagem: EI03EO01, EI03TS02, EI03EF01 O QUE FAZER ANTES � Contextos prévios Pesquise sobre os artistas escolhidos por você. Algumas sugestões são Dado Oliveira, Giulia Bernardelli e Ghidaq Al-Nizar. O primeiro utiliza técnicas de pintura misturando carvão e pólvora, e os demais pintam utilizando café. � Materiais F Algumas imagens de obras de artistas que usam carvão e café como matéria-prima para suas criações; F Aproximadamente meio litro de café misturado com água em dois recipientes plásticos; F Pedaços de carvão comum ou tiras de carvão vegetal próprio para desenho (reserve uma média de 30 pedaços); F Pincéis nº 12, se possível; F Dois pedaços (aproximadamente 70 x 100 cm cada) de papéis grossos e firmes (papel paraná, papel-cartão, papelão, entre outros) para cada estação (ou o papel que tiver disponível em sua escola); F Um celular ou uma câmera fotográfica, o caderno de campo e uma caneta para registrar a atividade. Sugestão de leitura • Arte Rupestre. Brasil escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/historiag/a-arte- rupestre.htm. Acesso em: 22 jun. 2023. � Espaços A atividade iniciará na sala, em roda, e depois, se possível, continuará em um espaço externo da escola. Para o espaço externo, escolha um local amplo, de fácil movimenta- ção, em que as crianças possam se sentar à vontade no chão. Caso não seja possível, você pode utilizar a própria sala, refeitório ou quadra da escola, o importante é adaptar a prática à sua realidade. Disponha algumas mesas para organizar os materiais a serem utilizados para a pintura em formato de estações, para quatro pequenos grupos, de modo a garantir duas estações com pedaços de carvão e os suportes, bem como outras duas estações com um recipiente com café, pincéis e papéis. 88 Conjunto: Arte e natureza Seção “O que fazer durante” Nesta seção, você encontra a descrição completa da atividade a ser realizada. • Possíveis falas do professor: exemplos de falas que o professor pode usar no momento da atividade. • Possíveis ações das crianças: previsões de ações que as crian- ças podemrealizar durante a atividade. • Para finalizar: indicações sobre como encerrar a proposta. � Perguntas para guiar suas observações 1. Que explorações as crianças fazem dos materiais e como conduzem as produções? 2. Como elas se expressam por meio dos desenhos e das experimentações com esses materiais orgânicos? Quais criações fizeram? 3. Quais desafios surgem por terem de trabalhar em grupo? Trocar de grupo e continuar a produção já iniciada pelo colega pode ser um desafio; como as crianças lidam com isso? O QUE FAZER DURANTE Faça uma roda na sala e mostre as imagens que você selecionou como inspi- ração. Peça às crianças que observem e tentem descobrir quais elementos os artistas utilizaram naquelas pinturas. Ouça as hipóteses ou compartilhe com elas a informação de que algumas daquelas pinturas foram realizadas com carvão e outras com café. Conte a elas o nome dos autores das obras e fale um pouco sobre a inspiração deles e o que os levou a utilizar tais elementos. Con- versem a respeito da possibilidade de se utilizar vários materiais encontrados na natureza para a realização de pinturas. — O que vocês acham que foi utilizado como tinta para fazer essas artes? Possível fala do(a) professor(a) Depois, coloque no centro o carvão e o café. Converse com as crianças sobre esses ele- mentos, como são utilizados no cotidiano e sobre as experiências que já tiveram com eles anteriormente na atividade Experimentações com tintas e pigmentos naturais, deste con- junto, se você a realizou. Passe o recipiente com café para uma das crianças e um peda- ço de carvão para outra. Depois, peça que passem os elementos aos demais colegas da roda. Observe as diversas reações, expressões e comentários que surgirem. Registre os comentários e, se possível, fotografe o momento. Fique atento para que os elementos circulem entre todas as crianças. Compartilhe com as crianças a ideia de fazer pinturas com esses dois elementos em uma área externa da escola. Ao chegar no ambiente preparado para a ativida- de, faça alguns combinados com a turma para a realização da proposta. Combine que vão se organizar em quatro pequenos grupos e que cada grupo definirá o lo- cal que vai iniciar a pintura. Esclareça que o material disponível será utilizado coletivamente e que farão uma organização diferenciada. Explique às crianças que, inicialmente, dois grupos vão pintar com carvão e os outros dois utilizarão o café, revezando os pequenos grupos entre as estações. Definam um comando, por exemplo, “Pirlimpimpim chegou ao fim”. Combine que, quando ouvir o sinal, a turma deve parar a pintura na estação em que está para depois continuar a exploração com o outro elemento na outra estação. Reforce com os grupos que só iniciarão a atividade com o outro material quando estiverem no local indicado. 1 2 3 4 89 Atividade: Pintura com carvão e café Seção “O que fazer depois” Esta seção propõe caminhos para a finalização da atividade.O QUE FAZER DEPOIS Se possível, repita a atividade disparando a brincadeira por meio do livro O lenço. As imagens contidas no livro são um grande recurso para potencializar as situações de faz de conta que podem ser utilizadas e adaptadas para as brincadeiras que as crianças vão criar com os tecidos. Em outras situações, repense com elas variações de espaços, grupos e quais objetos podem ser inseridos para brincar de forma que tragam novos desafios. Elas podem ainda convidar outras turmas da escola para que brinquem juntos. Observe as manifestações culturais de brincadeiras que por ventura surjam e proponha situações de parcerias e trocas entre os pares. Se julgar oportuno, ao repetir a atividade com ou sem o livro, explore com as crianças possíveis categorizações dos tecidos, propondo que organizem os tecidos do mesmo tama- nho juntos. Além do tamanho, é possível explorar a cor, a textura, a forma ou a estampa, por exemplo, na organização dos tecidos. Esse aprofundamento ao repetir a atividade oportuniza a construção de um saber geométrico e matemático com as crianças. Ao final, proporcione um momento de conversa sobre a atividade realizada, pergunte para as crianças o que mais gostaram e o que gostariam de repetir no próximo momento de criar e brincar com tecidos. Sugestão de leitura • O lenço. Autora: Patrícia Auerbach. Ilustrações: Patrícia Auerbach (Brinque-Book, 2014). 20 Conjunto: Faz de conta EI_MT_Iniciais.indd 15EI_MT_Iniciais.indd 15 09/10/2023 14:15:0109/10/2023 14:15:01 CONJUNTO 1 FAZ DE CONTA 17 Criando e brincando com tecidos 18 Criando e brincando com personagens 21 Criando e brincando com adereços 24 Criando e brincando com caixas de papelão 27 Criando e brincando com sombras 30 SEQUÊNCIA 2 CONHECENDO O BAIRRO 33 Espaços de brincar fora da escola 34 Explorando um espaço de brincar 37 Entrevista: espaços de brincar no passado 40 Melhorias para o espaço de brincar 43 Planejando ações para o espaço de brincar 46 CONJUNTO 3 JOGOS NA ÁREA EXTERNA 49 Jogos no quintal 50 Brincadeira da onça 53 Volençol 56 Queimada abelha-rainha 59 Pega-pega nunca três 62 SEQUÊNCIA 4 COLECIONANDO OBJETOS 65 Iniciando coleções 66 Classificando elementos das coleções 69 Acompanhando o crescimento das coleções 72 Estimativa de quantidades com coleções 75 Organização do acervo de coleções 78 CONJUNTO 5 ARTE E NATUREZA 81 Experimentações com tintas e pigmentos naturais 82 Apreciação e produção artística 85 Pintura com carvão e café 88 Esculturas de insetos 91 Desenho sob o efeito da luz 94 SEQUÊNCIA 6 CORPO, MOVIMENTO E DANÇA 97 Conhecendo diferentes ritmos musicais 98 Dança e pintura de tecidos 101 Dançando com a água 104 Brincadeira passe a dança 107 Planejando uma apresentação de dança 110 CONJUNTO 7 INVESTIGANDO PALAVRAS E SONORIDADES 113 Brincadeiras com palmas – Dom Frederico 114 Recitando trava-línguas 117 Brincando com a sonoridade das palavras 120 Identificando palavras que rimam 123 Brincando com palavras 126 SEQUÊNCIA 8 MÚSICAS REGIONAIS 129 Festa do Boi-à-Serra 130 Outras maneiras de brincar de boi 133 Instrumentos musicais do Bumba meu Boi 136 Construção do boi 139 Brincadeira de boi com outras turmas 142 CONJUNTO 9 JOGOS COM REGRAS 145 Aprendendo um jogo novo 146 Mudando as regras do jogo 149 Construção de um jogo de tabuleiro 152 Produção de manuais de jogos 155 Realizando um campeonato de jogos 158 CONJUNTO 10 ESCREVER COM SENTIDO 161 Escrever nomes para o jogo da memória 162 Escrita de um novo final para uma história conhecida 165 A escrita nas brincadeiras de faz de conta 168 Escrita de um roteiro de encenação 171 Escrita de um álbum de dicas 174 CONJUNTO 11 LER PARA APRENDER 177 Ler para brincar 178 Ler para se orientar 181 Ler sobre o tempo 184 Ler para fazer experiências 187 Lendo biografias 190 SEQUÊNCIA 12 APRECIAÇÃO DE FORMAS GEOMÉTRICAS 193 Formas geométricas no entorno 194 Máscaras geométricas 197 Arte geométrica nas máquinas 200 Investigando a tridimensionalidade 203 Arte com luz e formas 206 SEQUÊNCIA 13 DESENHO DE OBSERVAÇÃO 209 Desenho de observação da natureza 210 Desenhando em parceria 213 Aprimorando o desenho 216 Desenho de perspectiva 219 Organizando a exposição dos desenhos 222 SEQUÊNCIA 14 FOTOGRAFIA 225 Apreciação de fotografias 226 Retratos do cotidiano 229 História da fotografia 232 Enquadramento fotográfico 235 Identificando nossas fotografias 238 SEQUÊNCIA 15 RECONTO 241 Escrever uma indicação da nossa história favorita 242 Recontando uma notícia de jornal 245 Novos personagens para a história 248 Mudando o cenário da história 251 Criando um novo final para uma história 254 SUMÁRIO EI_MT_CP_PF.indb 16EI_MT_CP_PF.indb 16 05/10/2023 14:00:4105/10/2023 14:00:41 CONJUNTO 1 As situaçõesimaginárias são caminhos para a construção do pensamento abstrato e colocam os pequenos na condição de potencializar tudo o que sabem para representar diferentes papéis e resolver desafios inerentes a eles. Assim, as crianças desenvolvem a autonomia, ao mesmo tempo que vão tomando consciência e demonstrando suas com- preensões sobre o mundo, sobre as relações sociais e sobre si mesmas. Este conjunto contém atividades que podem ser aplicadas isoladamente, ou seja, de forma que o professor desenvolva qualquer uma delas sem obrigatoriamente desenvol- ver as outras. Porém, é recomendável que sejam aplicadas em conjunto, de modo que as crianças possam aprofundar as experiências e os objetivos de aprendizagem e de desenvolvimento propostos. O conjunto é caracterizado por atividades recorrentes, ou seja, que devem se repetir em outros períodos ao longo do ano. DRC-MT � Campos de experiências explorados neste conjunto O eu, o outro e o nós. Corpo, gestos e movimentos. Escuta, fala, pensamento e imaginação. Traços, sons, cores e formas. � Objetivos de aprendizagem e desenvolvimento explorados neste conjunto EI03EO02 Agir de maneira independente, com confiança em suas capacidades, reconhecendo suas conquistas e limitações. EI03EO04 Comunicar suas ideias e sentimentos a pessoas e grupos diversos. EI03CG01 Criar com o corpo formas diversificadas de expressão de sentimentos, sensações e emoções, tanto nas situações do cotidiano quanto em brincadeiras, dança, teatro, música. EI03CG03 Criar movimentos, gestos, olhares e mímicas em brincadeiras, jogos e atividades artísticas como dança, teatro e música. EI03TS01 Utilizar sons produzidos por materiais, objetos e instrumentos musicais durante brincadeiras de faz de conta, encenações, criações musicais, festas. EI03EF01 Expressar ideias, desejos e sentimentos sobre suas vivências, por meio da linguagem oral e escrita (escrita espontânea), de fotos, desenhos e outras formas de expressão. EI03EF06 Produzir suas próprias histórias orais e escritas (escrita espontânea), em situações com função social significativa. EI03ET02 Observar e descrever mudanças em diferentes materiais, resultantes de ações sobre eles, em experimentos envolvendo fenômenos naturais e artificiais. FAZ DE CONTA AP 17 EI_MT_CP_PF.indb 17EI_MT_CP_PF.indb 17 05/10/2023 14:00:4105/10/2023 14:00:41 ATIVIDADE 1 CRIANDO E BRINCANDO COM TECIDOS Tempo sugerido: aproximadamente 60 minutos Objetivos de aprendizagem: EI03EO02, EI03CG03, EI03ET02 O QUE FAZER ANTES � Contextos prévios Para a atividade, é importante que os diferentes tipos e tamanhos de tecidos, bem como as caixas para armazená-los, sejam obtidos com antecedência. Para isso, conte com a ajuda dos responsáveis e da comunidade escolar para a arrecadação de retalhos. O espaço no qual a prática ocorrerá também precisa ser organizado previamente, com as cadeiras e as mesas dispostas na área externa e um cantinho para a brincadeira com os fantoches. � Materiais F Tecidos variados de diversas texturas (liso, rugoso, macio e áspero) e tamanhos (grande – 4 metros; médio – 2 metros; pequeno – entre 20 e 50 centímetros), como lençóis, toalhas, lenços, helanca, chita, feltro, camurça, tule, TNT e retalhos, entre outros; F Caixas para guardar os tecidos e reutilizá-los posteriormente; F Cadeiras e mesas de tamanho acessível às crianças; F Alguns fantoches; F Um celular ou uma câmera fotográfica, o caderno de campo e uma caneta para registrar a atividade. � Espaços Comece a vivência na sala com a exploração inicial dos tecidos. Reserve um espaço amplo em área externa. Caso não seja possível, você pode utilizar a própria sala, refeitó- rio ou quadra da escola, o importante é adaptar a prática à sua realidade. Nesse espaço, disponibilize algumas mesas e cadeiras de uso das crianças para servir de apoio para as brincadeiras. Providencie um cantinho com fantoches ou outras atividades para o acolhi- mento daquelas que não têm interesse em brincar com tecidos. � Perguntas para guiar suas observações 1. As crianças apresentam quais possibilidades de criação durante a exploração do tecido? Elas interagem entre si durante a exploração? De que forma? 18 Conjunto: Faz de conta EI_MT_CP_PF.indb 18EI_MT_CP_PF.indb 18 05/10/2023 14:00:4105/10/2023 14:00:41 2. Elas realizam comparações entre os tecidos? Quais? De que forma expressam isso? 3. Que brincadeiras criadas despertam maior interesse, sendo repetidas várias vezes pelas crianças? O QUE FAZER DURANTE Na sala, em uma roda, converse com todo o grupo sobre a proposta de atividade. Conte que existe um espaço preparado para que todos brinquem com tecidos e combine um tempo para que façam essa exploração. Mostre os tecidos que você organizou para a brincadeira e incentive que manu- seiem e expressem como percebem cada material. Pergunte se são diferentes, que cores possuem, se são ásperos ou macios, quais as diferenças de tamanho. Nesse momento, caso algumas crianças não apresentem interesse na exploração dos te- cidos, organize-as em um pequeno grupo e incentive-as a se dirigir para o cantinho previamente organizado com fantoches ou a realizar outras propostas. Aproveite o momento para proporcionar a expressão dos interesses individuais com a escolha autônoma de atividades e brincadeiras. Após a exploração de algumas possibilidades, convide os pequenos para que ajudem a transportar os tecidos para o espaço externo e organizá-los juntos no lugar onde brincarão. Considere que essa é uma importante ação das crianças na organização da brincadeira. Compartilhe a ideia da organização em pequenos grupos para brin- car com os tecidos. Aproveite para observar as interações, os diálogos construídos entre elas e quais hipóteses levantam sobre o uso do tecido para brincar. A partir das iniciativas apresentadas pelas crianças, em alguns momentos, você pode incentivar a brincadeira. Observe como elas interagem com os colegas, quais enredos elaboram e como manipulam o tecido. Repare se compartilham o tecido com os colegas e fazem uso do espaço com autonomia e quais novos significados atribuem ao material. Faça registros (que podem ser fotográficos, breves anotações ou vídeos) para planejar novas situações que ampliem o repertório das crianças e documentar suas descobertas. — Vocês precisam de ajuda? O que pensaram em fazer? — Como querem amarrar? Como podemos fazer para amarrar? — O tecido é muito pequeno. Como podemos fazer para cobrir toda essa área? Possíveis falas do(a) professor(a) Para finalizar Observe o ritmo da brincadeira e, quando faltar cerca de cinco minutos para o tér- mino, diga às crianças que o tempo está acabando. Convide-as para iniciar a or- ganização do ambiente e combine sobre como poderão dobrar os tecidos e como ficarão guardados. Escolha um local na sala para que as caixas com os tecidos fiquem dispostas de forma que possam ser utilizadas posteriormente, conforme os interesses dos pequenos. 1 2 3 4 19 Atividade: Criando e brincando com tecidos EI_MT_CP_PF.indb 19EI_MT_CP_PF.indb 19 05/10/2023 14:00:4205/10/2023 14:00:42 O QUE FAZER DEPOIS Se possível, repita a atividade disparando a brincadeira por meio do livro O lenço. As imagens contidas no livro são um grande recurso para potencializar as situações de faz de conta que podem ser utilizadas e adaptadas para as brincadeiras que as crianças vão criar com os tecidos. Em outras situações, repense com elas variações de espaços, grupos e quais objetos podem ser inseridos para brincar de forma que tragam novos desafios. Elas podem ainda convidar outras turmas da escola para que brinquem juntos. Observe as manifestações culturais de brincadeiras que por ventura surjam e proponha situações de parcerias e trocas entre os pares. Se julgar oportuno, ao repetir a atividade com ou sem o livro, explore com as crianças possíveis categorizações dos tecidos, propondo que organizem os tecidos do mesmotama- nho juntos. Além do tamanho, é possível explorar a cor, a textura, a forma ou a estampa, por exemplo, na organização dos tecidos. Esse aprofundamento ao repetir a atividade oportuniza a construção de um saber geométrico e matemático com as crianças. Ao final, proporcione um momento de conversa sobre a atividade realizada, pergunte para as crianças o que mais gostaram e o que gostariam de repetir no próximo momento de criar e brincar com tecidos. Sugestão de leitura • O lenço. Autora: Patrícia Auerbach. Ilustrações: Patrícia Auerbach (Brinque-Book, 2014). 20 Conjunto: Faz de conta EI_MT_CP_PF.indb 20EI_MT_CP_PF.indb 20 05/10/2023 14:00:4205/10/2023 14:00:42 ATIVIDADE 2 CRIANDO E BRINCANDO COM PERSONAGENS Tempo sugerido: 60 minutos Objetivos de aprendizagem: EI03EO02, EI03CG01, EI03EF06 O QUE FAZER ANTES � Contextos prévios É importante preparar o ambiente para desenvolver a atividade, disponibilizando colcho- netes, tapetes emborrachados e almofadas, bem como outros itens que julgar pertinentes para montagem dos cenários. Converse previamente com as crianças sobre seus livros e personagens preferidos, para que suas preferências guiem a escolha dos materiais utiliza- dos na atividade. � Materiais F Livros de literatura infantil com os personagens favoritos das crianças; F Colchonetes ou tapetes emborrachados; F Almofadas; F Acessórios, roupas e, se possível, fantasias que remetam aos personagens dos livros escolhidos; F Objetos e materiais que possam compor cenários que remetam aos livros escolhidos. Considere usar elementos naturais como, por exemplo, folhas secas, de bananeira, palhas de coqueiro, entre outros; F Fantoches, brinquedos, jogos de encaixe e objetos diversos; F Um celular ou uma câmera fotográfica, o caderno de campo e uma caneta para registrar a atividade. � Espaços Organize espaços convidativos e que favoreçam a brincadeira na área externa, com os materiais que você selecionou. Disponha os colchonetes, tapetes, almofadas e demais materiais de forma confortável para todos. Deixe os fantoches, brinquedos, jogos de en- caixe e objetos diversos em um espaço de transição da atividade. Caso não seja possível organizar o espaço para a atividade em uma área externa, você pode utilizar a própria sala, o importante é adaptar a prática à sua realidade. Crie um espaço alternativo para a atividade considerando as crianças que concluírem a proposta antes do grupo. Nesse espaço, organize fantoches, jogos de encaixe, brinquedos e objetos diversos que constituem a cultura local dos diferentes grupos culturais. 21 Atividade: Criando e brincando com personagens EI_MT_CP_PF.indb 21EI_MT_CP_PF.indb 21 05/10/2023 14:00:4205/10/2023 14:00:42 � Perguntas para guiar suas observações 1. Como as crianças acolhem a proposta da brincadeira e quais critérios usam para a escolha dos personagens para brincar? 2. De que forma criam e imitam sons e movimentos dos personagens? Elas criam diá- logos ou reproduzem os dos personagens escolhidos? Que narrativas constroem? 3. O grupo cria em conjunto ou de forma individual algum novo personagem e novos enredos? De que forma é possível perceber isso? O QUE FAZER DURANTE Na sala, forme uma roda com todo o grupo. Compartilhe o propósito de brincar a partir da escolha de personagens preferidos dos livros. Diga que você preparou um espaço para a brincadeira e convide as crianças para ir até o ambiente externo. No espaço externo, sente-se com elas e converse sobre como podem escolher os personagens para brincar. Assegure-se de que elas se apropriaram da proposta; possibilite que manipulem os livros no intuito de se lembrar dos personagens favo- ritos. Enquanto relembram as histórias dos livros, dialogue com elas questionando sobre suas preferências. Observe as escolhas e proponha o início da brincadeira. — Por que gostou tanto desse? Como ele é? — Que tal termos um tempo para brincar de ser esse personagem? — Como vocês querem organizar a brincadeira? Possíveis falas do(a) professor(a) Ao perceber que as crianças já encontraram seu personagem favorito, sugira que formem pequenos grupos para brincar e compor novas histórias a partir dos per- sonagens que escolheram. Observe como elas selecionam os pares e como com- partilham e modificam o uso do espaço durante a brincadeira. Intervenha quando necessário e dialogue com elas para que entrem em consenso sobre alguma ques- tão. Perceba se elas precisam de algum suporte para a brincadeira e coloque-se à disposição para brincar com elas. • As crianças po dem sugerir, por exemplo, que você também seja um personagem. Possível ação das crianças Observe a dinâmica dos grupos: que narrativas emergem durante as brincadei- ras, que materiais são usados, como é o processo criativo para imaginar espaços e objetos, por exemplo. Observe se reproduzem as falas dos personagens, imitam seus gestos, criam movimentos, inventam novas falas ou criam outros com carac- terísticas parecidas. Esse é um momento para documentar por meio de registros escritos e fotográficos, ou por meio de filmagens. 1 2 3 4 22 Conjunto: Faz de conta EI_MT_CP_PF.indb 22EI_MT_CP_PF.indb 22 05/10/2023 14:00:4205/10/2023 14:00:42 Se alguma criança encerrar a brincadeira antes do previsto, sugira que brinque com fantoches, brinquedos ou jogos de encaixe do espaço alternativo enquanto as outras terminam a prática. Observe o ritmo apresentado por elas e converse sobre o momento de finalizar. Para finalizar Peça a todos que ajudem a organizar o ambiente. Você pode combinar o espaço onde os objetos ficarão guardados para uso posterior. Encerre com uma roda e peça às crianças que contem sobre as brincadeiras e as histórias que criaram. Faça regis- tros escritos sobre esse momento para planejar outras situações com os pequenos. O QUE FAZER DEPOIS Varie a utilização de espaços, livros e objetos. Converse com as crianças sobre quais materiais desejam acrescentar à brincadeira e compartilhe a proposta da criação de um cantinho para brincar de personagens na sala, caso ainda não exista. Você também pode propor representações em outros contextos de faz de conta, como em uma entrevista a um personagem. 5 23 Atividade: Criando e brincando com personagens EI_MT_CP_PF.indb 23EI_MT_CP_PF.indb 23 05/10/2023 14:00:4205/10/2023 14:00:42 ATIVIDADE 3 CRIANDO E BRINCANDO COM ADEREÇOS Tempo sugerido: 60 minutos Objetivos de aprendizagem: EI03EO02, EI03EO04, EI03CG01 O QUE FAZER ANTES � Contextos prévios É importante engajar as crianças na coleta de possíveis materiais para as estações. Dialo- gue com elas sobre adereços que usam em casa durante as brincadeiras e elaborem juntos uma lista para compartilhar com os responsáveis, solicitando o auxílio deles para arrecadá- -los, contribuindo significativamente com a brincadeira e incrementando o acervo da escola. � Materiais F Calçados, roupas, bolsa, malas, sacolas, estojos e mochilas, para compor a primeira estação; F Colares, pulseiras, chapéus, tiaras, palhas, folhas, penas, sisal, luvas, lenços, entre outros, para criar a segunda estação; F Fantasias, para compor a terceira estação; F Faixas, coletes de TNT e aventais, para criar a quarta estação; F Materiais diversos que possam sugerir o faz de conta, como telefone, secador de cabelo, computador, gravetos, cordas, folhas, tecidos, cuias, cesto etc., que serão disponibilizados na quinta estação; F Espelhos de vários tamanhos; F Um equipamento para reprodução de áudio; F Playlist, pen drive ou CD com uma música, ou cantiga local, escolhida para a atividade; F Um celular ou uma câmera fotográfica, o caderno de campo e uma caneta para registrar a atividade. � Espaços Reserve um espaço, interno ou externo, considerando a disposição das estações e o número de crianças, para favorecer a brincadeira e a livre movimentação. Organize os ob- jetos em cinco cantos, de forma que cada ambiente seja umaestação diferente. Disponha o equipamento para reprodução de áudio com a música ambiente para que o local fique mais agradável. Se julgar oportuno, as crianças podem também brincar e cantar ao mesmo tempo. 24 Conjunto: Faz de conta EI_MT_CP_PF.indb 24EI_MT_CP_PF.indb 24 05/10/2023 14:00:4205/10/2023 14:00:42 � Perguntas para guiar suas observações 1. Como as crianças acolhem a proposta da brincadeira? Que estratégias elaboram para compartilhar, emprestar e utilizar os adereços? 2. De que forma se movimentam no espaço? Quais estações foram mais utilizadas para brincar e por quê? Quais foram os diálogos criados durante a vivência? 3. As crianças reproduzem situações cotidianas vividas por elas? Como fazem isso? O QUE FAZER DURANTE Convide todo o grupo para formar uma roda. Compartilhe a proposta de brincar com adereços na sala. Diga às crianças que nas estações presentes existem diver- sos adereços e outros objetos que elas podem utilizar para compor suas brincadei- ras. Utilize esse momento para combinar em quanto tempo vão finalizar a vivência e que, depois de brincarem, todas irão colaborar na organização do espaço. As crianças decidirão como usar o espaço e quem serão seus parceiros. Observe como elas acolheram a proposta da brincadeira, quais iniciativas tiveram diante do material ofertado, que enredos elaboraram durante a vivência e se alguma delas não demonstrou interesse. Caso isso aconteça, converse para descobrir o que se passa; você pode pedir a ela que o ajude a colocar um adereço ou que fotografe os colegas. Observe, a partir dos enredos elaborados por elas, se há outros aces- sórios que podem ser acrescentados na brincadeira e auxilie-as, caso necessitem. • As crianças podem montar uma loja e querer anotar na caderneta os preços dos objetos, porém, sem saber como. • As crianças podem iniciar uma brincadeira de salão de beleza e o convidar para que brinquem juntos. Possíveis ações das crianças Observe o movimento das crianças e questione: — Do que vocês estão precisando? Querem uma caneta para anotar os preços? — Vocês precisam de algo a mais para brincar, como uma escova de cabelos? — Vocês podem fazer de conta que a caneta, ou qualquer outro objeto da sala, é uma escova. Possíveis falas do(a) professor(a) Aproveite esse momento para observar e documentar, por meio de filmagens, fo- tografias e registro escrito, as brincadeiras iniciadas pelas crianças. Observe como resolvem os conflitos apresentados, se demonstram sentimento de empatia e res- peito, se compartilham objetos e ajudam umas às outras para que atinjam o obje- tivo dentro da brincadeira. Atente-se às interações das crianças, quais narrativas emergem, como elas brincam, se escolhem sempre os mesmos parceiros, se pre- ferem brincar individualmente ou em um pequeno grupo. Registre os personagens que elas representaram durante a brincadeira, o contexto, as narrativas, as falas e as ações delas. Esse é um ótimo recurso para planejar novas situações a partir do que elas trouxeram durante a brincadeira. 1 2 3 25 Atividade: Criando e brincando com adereços EI_MT_CP_PF.indb 25EI_MT_CP_PF.indb 25 05/10/2023 14:00:4205/10/2023 14:00:42 Para finalizar Observe o ritmo das crianças, se elas já exploraram suficientemente os adereços, e combine com elas sobre quanto tempo falta para que iniciem a organização do espaço. Combinem um local para guardar os materiais de forma que possibilite o uso livre durante alguns momentos da rotina. Ao final da atividade, reúna-as novamente em grupo e convide-as para se organizar com o intuito de vivenciar a próxima atividade do dia. O QUE FAZER DEPOIS Com base em suas anotações, repita a atividade ampliando o repertório de objetos para que as crianças possam ter opções diversificadas para brincar. Você pode acrescentar ves- timentas e acessórios que representam algumas profissões ao ter observado essa narrativa. Por exemplo: luvas e máscaras para que os pequenos brinquem de médico. Essa atividade pode inspirar diversas práticas de vivências coletivas entre as crianças e os responsáveis. É interessante organizá-la para integrar a rotina semanal, possibilitando desdobramentos e criando um diálogo com os responsáveis para que a experiência rever- bere no ambiente institucional e familiar. 26 Conjunto: Faz de conta EI_MT_CP_PF.indb 26EI_MT_CP_PF.indb 26 05/10/2023 14:00:4205/10/2023 14:00:42 ATIVIDADE 4 CRIANDO E BRINCANDO COM CAIXAS DE PAPELÃO Tempo sugerido: 60 minutos Objetivos de aprendizagem: EI03EO04, EI03CG01, EI03CG03, EI03EF01 O QUE FAZER ANTES � Contextos prévios Envie previamente um bilhete aos responsáveis pedindo a colaboração para que as crianças tragam caixas de papelão de tamanhos variados para uma brincadeira que reali- zarão na escola. Engaje os pequenos na coleta que também pode ser realizada em super- mercados, lojas ou armazéns. � Materiais F Caixas de papelão de vários tamanhos, desde as de remédio até as grandes, nas quais as crianças possam entrar; F Acessórios diversos, como fantasias, colares, pulseiras, chapéus, máscaras, entre outros, que possam ser utilizados na brincadeira; F O livro O homem que amava caixas; F Um celular ou uma câmera fotográfica, o caderno de campo e uma caneta para registrar a atividade. Sugestão de leitura • O homem que amava caixas. Autor: Stephen Michael King. Ilustrações: Stephen Michael King (Brinque-Book, 1997). � Espaços Reserve no espaço interno um lugar para a leitura em roda do livro. Escolha um espaço externo e organize algumas caixas empilhadas e outras espalhadas para que as crianças possam brincar com autonomia. Deixe ao alcance os acessórios reservados. Caso não seja possível organizar o espaço para a atividade em uma área externa, você pode utilizar a própria sala, o importante é adaptar a vivência à sua realidade. 27 Atividade: Criando e brincando com caixas de papelão EI_MT_CP_PF.indb 27EI_MT_CP_PF.indb 27 05/10/2023 14:00:4205/10/2023 14:00:42 � Perguntas para guiar suas observações 1. De que forma as crianças utilizam o espaço? Escolhem seus pares para brincar e ressignificam o uso da caixa? Como fazem isso? 2. Que brincadeiras e enredos elas criam com o uso das caixas? Que personagens e contextos elaboram e que diálogos constroem? 3. Que sons, gestos e movimentos criam e imitam durante a brincadeira? Como expres- sam seus sentimentos e emoções enquanto brincam? 4. As crianças demonstram maior preferência por brincar em pares, pequenos grupos, individualmente ou coletivamente? Em toda proposta ou em momentos específicos? O QUE FAZER DURANTE Reúna todo o grupo para a leitura do livro. Leia-o e converse com as crianças a respeito de como as caixas podem se transformar em outros objetos. Instigue-as para que pensem em como o personagem da história utilizava as caixas que encon- trava. Nesse momento, explore as falas dos pequenos sobre a narrativa do livro. Caso não seja possível realizar a leitura, escolha uma caixa de papelão e converse com as crianças sobre ela, incentivando-as a usar a criatividade e perceber que a caixa pode ser transformada em outro objeto. Nesse momento, dê condições para que os pequenos manipulem a caixa para explorar as diversas possibilidades de transformação. Diga que você organizou um espaço na área externa com caixas de papelão para que brinquem livremente. Explique para a turma que utilizarão as caixas conforme a imaginação, assim como acontece na história do livro, em que o personagem prin- cipal usa a caixa para fazer castelos e aviões, por exemplo. Observe o que as crian- ças dialogam entre si a respeito de como elas vão brincar. Combine o momento de finalizar a brincadeira e onde vão guardar as caixas e os materiais que sobrarem. Convide as crianças para brincar no espaço externo. Garanta que façam explorações do material livremente e em pequenos grupos. À medida que exploram, observe quais brincadeiras iniciam, como interagem com ascaixas e seus pares e como fazem uso do espaço. Atente-se a como elas expressam o que estão sentindo, que investigações realizam, se escolhem parceiros variados para brincar, se resolvem os conflitos com autonomia e que caixas utilizam para brincar e descobrir. Cuide para que todos possam brincar com as caixas. Observe as narrativas e os enredos criados e se coloque à disposição para brincar com as crianças sem interferir nas brincadeiras. Observe as situações simbólicas iniciadas por elas. Fique atento ao que necessitam para ampliar seus enredos e perceba se elas apontam a necessidade de incluir algum objeto ou ainda se preci- sam de ajuda para dar continuidade ao que já estão brincando. Documente esse momento por meio de fotografias, registros das falas das crianças ou filmagens. Isso será importante para dar continuidade à proposta em outros momentos. 1 2 3 4 28 Conjunto: Faz de conta EI_MT_CP_PF.indb 28EI_MT_CP_PF.indb 28 05/10/2023 14:00:4205/10/2023 14:00:42 Para finalizar Observe se as crianças exploraram e brincaram suficientemente com o material e avise-as de que o tempo para brincar está acabando. Convide-as a organizar o ambiente e combine onde poderão guardar o material na sala. Separe com elas as caixas que não podem ser reaproveitadas e peça ajuda para transportar as que serão reutilizadas ao local em que serão guardadas. Aproveite a brincadeira com as caixas para conversar com as crianças sobre a re- ciclagem e a reutilização de materiais, ressaltando sua importância para a preser- vação do meio ambiente. Se julgar pertinente, converse com os pequenos sobre os catadores de papel nas grandes cidades e a importância de sua função. O QUE FAZER DEPOIS A partir das necessidades e dos interesses apresentados pelas crianças durante a brin- cadeira, você pode incluir outros materiais de largo alcance, como garrafas PET e latas, além de elementos da natureza, como folhas, pedrinhas e galhos, entre outros. À medida que seleciona esses materiais, convide as crianças para brincar novamente com as caixas e o que mais foi incluso, ampliando o repertório de brincadeiras. As caixas são excelentes suportes textuais e oportunizam a aprendizagem de uso do có- digo escrito. Incentive e auxilie as crianças a, por exemplo, escrever seus nomes nas caixas que serão utilizadas nas próximas experiências. Se julgar pertinente, retome suas observações sobre as preferências das crianças quanto a brincar em pares ou individualmente e converse com os pequenos sobre suas escolhas. A partir dessa conversa, proponha situações coletivas, de modo a envolver as crianças em diferentes escolhas de pares. 29 Atividade: Criando e brincando com caixas de papelão EI_MT_CP_PF.indb 29EI_MT_CP_PF.indb 29 05/10/2023 14:00:4205/10/2023 14:00:42 ATIVIDADE 5 CRIANDO E BRINCANDO COM SOMBRAS Tempo sugerido: 1 hora e 30 minutos Objetivos de aprendizagem: EI03CG03, EI03TS01, EI03EF06 O QUE FAZER ANTES � Contextos prévios Para desenvolver a atividade, faça com antecedência o teste para observar como ficam as sombras dos materiais. Isso o ajudará a identificar quais objetos serão interessantes para a brincadeira. � Materiais F O livro Brincadeira de sombra; F Fantasias, vestimentas e acessórios diversos; F Jogos de encaixe; F Objetos variados, como canudos, recicláveis e outros materiais de largo alcance, além de elementos da natureza, como folhas de árvores, entre outros; F Um lençol branco; F Lanternas, retroprojetor ou datashow (se possível); F Um celular ou uma câmera fotográfica, o caderno de campo e uma caneta para registrar a atividade. Sugestão de leitura • Brincadeira de sombra. Autora: Ana Maria Machado. Ilustrações: Marilda Castanha (Global, 2001). � Espaços Reserve um espaço para a roda na sala. Escolha outro espaço para pendurar o lençol branco, acomodar as lanternas e o datashow ou retroprojetor refletindo a luz contra o lençol. Escureça o local para a experiência com sombras. Disponha os materiais de exploração das sombras em locais de fácil acesso, próximos ao lençol, e coloque as fantasias, as ves- timentas, os acessórios e os jogos de encaixe em dois outros cantos da sala para que as crianças possam escolher o que querem utilizar em pequenos grupos. Se for possível, considere estender a atividade para outros espaços além da sala, como um salão da escola, quadra, pátio externo, calçada, gramados, campos etc. 30 Conjunto: Faz de conta EI_MT_CP_PF.indb 30EI_MT_CP_PF.indb 30 05/10/2023 14:00:4205/10/2023 14:00:42 � Perguntas para guiar suas observações 1. Que enredos e narrativas surgem com a brincadeira de produzir sombras? 2. Que estratégias as crianças utilizam para imitar e criar sombras em suas brincadeiras? Como utilizam o corpo durante a proposta? Quais movimentos e gestos elas produzem? 3. Como as crianças conduzem o momento de planejar as brincadeiras com sombras? De que forma inserem em suas brincadeiras as ideias dos colegas? O QUE FAZER DURANTE Convide as crianças para organizar uma roda com todo o grupo para a leitura do livro Brincadeira de sombra, de Ana Maria Machado. Essa história potencializa brin- cadeiras de faz de conta e explorações livres. Converse com elas sobre os fatos narrados na história; questione-as se já brincaram com sombras, como brincaram e o que elas descobriram a partir das experiências. Se não for possível realizar a leitura, inicie a vivência perguntando se as crianças já brincaram com sombras e incentive-as a compartilhar como brincaram e o que acharam. Se julgar pertinen- te, insira a dinâmica do “bastão de fala” nos momentos em que as crianças esti- verem conversando sobre os fatos narrados na história ou em momentos em que compartilham suas experiências, por exemplo. Nessa dinâmica, utilize um bastão, ou outro objeto que julgar conveniente, e explique para os pequenos que só quem estiver segurando o bastão pode falar, enquanto os outros devem escutar o cole- ga com atenção. Essa dinâmica auxilia a envolver todas as crianças nos diálogos propostos, estimulando a atenção e o respeito à fala dos companheiros. Conte que ali há diversos materiais para testar como a sombra se forma. Questio- ne-as como a sombra aparece para quem está na frente do lençol, que distância elas precisam tomar para que a sombra apareça do outro lado do pano etc. Aju- de-as a construir hipóteses sobre o uso da sombra para brincar. Converse com os pequenos que esse é o momento para que eles pensem juntos nas possibilidades de brincar com sombras e para dialogar sobre as ideias de como utilizá-las: podem contar histórias, fazer movimentos com o corpo (utili- zando as mãos, os braços, as pernas), fazer mímicas para que adivinhem e brin- quem de imitar animais, por exemplo. Observe como conduzem esse momento de exploração livre, o que descobriram com os testes realizados e de que forma se agrupam. Registre as ações das crianças por meio de fotos, filmagens ou ano- tações. Apoie as proposições delas sem direcionar as escolhas sobre o que vão utilizar e como brincar. Compartilhe com as crianças a proposta de que se organizem em pequenos grupos, compostos em média por cinco crianças, de acordo com suas preferências, para brincar com sombras e as outras propostas. Convide-as para fazer uso do espaço. Combine com a turma que cada grupo terá um momento para utilizar o espaço de luz e sombra. Enquanto uns brincam com as sombras, outros brincarão livremente com os objetos e brinquedos escolhidos, como os jogos de encaixe. Garanta que as crianças façam explorações e escolham materiais para brincar além de definir os pares a partir de seus próprios interesses. 1 2 3 4 31 Atividade: Criando e brincando com sombras EI_MT_CP_PF.indb 31EI_MT_CP_PF.indb 31 05/10/2023 14:00:4205/10/2023 14:00:42 Quando perceber que um grupo já escolheu o que fazer, convide-o para ir até o espaço de criação das sombras para brincar. Observe as interações que ocorrem entre osparticipantes, quais hipóteses levantam sobre as sombras que criam du- rante suas explorações e que diálogos e enredos elaboram enquanto brincam. — Como será que se forma a sombra? — O que essa sombra está parecendo? — Por que ela aumenta quando estamos mais perto do lençol? — Quando a sombra fica menor? Por quê? Possíveis falas do(a) professor(a) Observe quais brincadeiras emergem a partir dos materiais, que enredos e narra- tivas são elaborados pelas crianças, como elas utilizam o corpo para fazer imita- ções e que sons reproduzem durante suas brincadeiras. Cuide para que façam uso de itens variados e experimente a produção das sombras com elas sem interferir nas iniciativas durante as brincadeiras. Aproveite o momento para documentar as criações do grupo por meio de filmagens ou fotos. Observe também se, a partir dos enredos elaborados por elas, há outros objetos que podem ser acrescentados durante a brincadeira e auxilie-as caso precisem de algo mais para brincar. Acom- panhe a dinâmica dos pequenos grupos e reveze-os na exploração das sombras. Para finalizar Observe se as crianças exploraram e brincaram o suficiente. Diga que faltam al- guns minutos para iniciar a organização do espaço. Ao encerrar o tempo, combine com elas onde e como ficarão guardados os materiais que utilizaram. O QUE FAZER DEPOIS Retome a proposta outras vezes, no mesmo espaço ou em outros ambientes planejados com as crianças, de modo que tenham oportunidade de realizar novas explorações. Sele- cione novos materiais para ampliar o repertório delas ou oportunize outros contextos, como utilizar a luz do sol, de modo a estender a brincadeira para o espaço externo, possibilitando a integração com grupos maiores. 5 6 32 Conjunto: Faz de conta EI_MT_CP_PF.indb 32EI_MT_CP_PF.indb 32 05/10/2023 14:00:4205/10/2023 14:00:42 CONHECENDO O BAIRRO SEQUÊNCIA 2 A construção da identidade das crianças passa pela apropriação progressiva do lugar delas no mundo. Isso se dá por meio das suas interações e descobertas re- lativas a si mesmas, ao seu círculo familiar, ao seu lugar de pertencimento, além do conhecimento daquilo que não lhes é tão próximo. Dessa forma, no processo investigativo sobre o mundo social, a cultura local é um importante componente do currículo da Educação Infantil. Fomentar as descobertas, valorizando os saberes locais e problematizando questões sociais e naturais relativas ao bairro em que as crianças estão inseridas, colabora para a sensação de pertencimento e promove a inserção de pessoas da comunidade no processo de aprendizagem. As atividades aqui apresentadas são uma sequência didática, ou seja, devem ser desenvolvidas com a turma na ordem apresentada. As atividades desta sequência propõem uma consequente ampliação de desafios por meio da inter-relação umas com as outras, no que tange às discussões e aos recursos utilizados para o aprofun- damento dos objetivos de aprendizagem e desenvolvimento. DRC-MT � Campos de experiências explorados nesta sequência O eu, o outro e o nós. Escuta, fala, pensamento e imaginação. Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações. � Objetivos de aprendizagem e desenvolvimento explorados nesta sequência EI03EO01 Demonstrar empatia pelos outros, percebendo que as pessoas têm diferentes sentimentos, necessidades e maneiras de pensar e agir. EI03EO03 Ampliar as relações interpessoais, desenvolvendo atitudes de participação e cooperação. EI03EO04 Comunicar suas ideias e sentimentos a pessoas e grupos diversos. EI03EO06 Manifestar interesse e respeito por diferentes culturas e modos de vida. EI03EF01 Expressar ideias, desejos e sentimentos sobre suas vivências, por meio da linguagem oral e escrita (escrita espontânea), de fotos, desenhos e outras formas de expressão. EI03EF07 Levantar hipóteses sobre gêneros textuais veiculados em portadores conhecidos, recorrendo a estratégias de observação gráfica e/ou de leitura. EI03ET01 Estabelecer relações de comparação entre objetos, observando suas propriedades. EI03ET02 Observar e descrever mudanças em diferentes materiais, resultantes de ações sobre eles, em experimentos envolvendo fenômenos naturais e artificiais. EI03ET03 Identificar e selecionar fontes de informações, para responder a questões sobre a natureza, seus fenômenos, sua conservação. EI03ET06 Relatar fatos importantes sobre seu nascimento e desenvolvimento, a história dos seus familiares e da sua comunidade. 33 SD EI_MT_CP_PF.indb 33EI_MT_CP_PF.indb 33 05/10/2023 14:00:4305/10/2023 14:00:43 ATIVIDADE 1 ESPAÇOS DE BRINCAR FORA DA ESCOLA Tempo sugerido: 1 hora e 30 minutos Objetivos de aprendizagem: EI03EO03, EI03EF01, EI03ET06 O QUE FAZER ANTES � Contextos prévios Para desenvolver a proposta, faça uma pesquisa prévia de materiais que possam ser utilizados como referência para o grupo, como reportagens, imagens, guias turísticos da região, entre outros. Tenha-os em mãos no momento da atividade. Converse com os funcionários mais antigos da escola sobre os espaços de brincar mais próximos para entender a origem desses lugares. � Materiais F Quadro ou cartaz para registrar a lista de lugares que as crianças brincam fora da escola; F Giz ou caneta hidrocor; F Lápis e papéis para que as crianças façam registros espontâneos. � Espaços Realize a atividade em sala, pois o espaço acolhe bem a dinâmica necessária. No entanto, também é possível realizá-la ao ar livre, como em um parque, um pátio ou uma quadra, desde que você assegure que os materiais necessários estejam disponíveis e garanta as condições para a participação de todos. � Perguntas para guiar suas observações 1. Como as crianças se envolveram ao serem indagadas sobre os espaços de brincar nas proximidades da escola? Sentiram-se convidadas a pensar sobre isso? Caso sua escola seja em um local mais isolado, possibilite às crianças refletirem sobre os lugares de brincar em suas comunidades. 2. Quando contaram sobre os lugares de brincar, como elas trouxeram experiências e vivências pessoais ou de seu círculo familiar? Fazem referências aos diferentes lu- gares onde é possível brincar na região? Quais? 3. As crianças demonstram interesse pelas contribuições de todos? Como fazem isso? Ouvem, opinam e respeitam as diversas opiniões? 34 Sequência: Conhecendo o bairro EI_MT_CP_PF.indb 34EI_MT_CP_PF.indb 34 05/10/2023 14:00:4305/10/2023 14:00:43 O QUE FAZER DURANTE Convide as crianças a se sentarem em roda e proponha que pensem em locais em que brincam fora da escola, promovendo uma conversa sobre espaços de brincar próximos. Caso o grupo tenha dificuldades para identificar lugares, compartilhe os materiais de referência que separou em sua pesquisa prévia. A partir dos materiais, instigue as crianças a pensar sobre esses locais, pergun- tando se já conhecem, se são adequados para brincadeiras ou se precisariam de alguma mudança para melhorar. À medida que elas forem se sentindo envolvidas com a questão e mobilizadas para realizar uma investigação mais profunda, pro- ponha que façam uma lista dos lugares no quadro ou em um cartaz. — Onde vocês costumam brincar quando não estão na escola? — Alguém conhece lugares para brincar aqui por perto? Vocês já brincaram lá? — Há algum lugar aqui perto em que podemos jogar bola ou que dê para desenhar um jogo de amarelinha no chão? Possíveis falas do(a) professor(a) Registre as contribuições do grupo no quadro ou no cartaz fixado na parede, para que o visualizem melhor. Aproveite a contribuição de todos, incentivando que re- latem experiências de brincadeiras nesses locais. Algumas crianças podem iniciar conversas e trocas de experiências em pequenos grupos, com os colegas que es- tão próximos. Evite limitar as interações, mas convide-as a compartilhar com todo o grupo o que estão discutindo. Caso citem lugares estruturados, como praças ou parques, incentive-as a pensar também a respeito de locais que podem se trans- formarem espaços de brincar, como ruas, campos e terrenos. — A rua da sua avó é aqui perto? De que vocês brincam lá? — Alguém já brincou na rua da avó dele ou em outra rua aqui perto? Possíveis falas do(a) professor(a) Convide todo o grupo a explorar os materiais de referência, buscando ampliar a lista em construção e auxiliando as crianças na leitura, se necessário. Leia a lista elaborada com o grupo. Ao ler as palavras, passe o dedo por elas para que as crianças acompanhem a dinâmica de leitura. Utilize a oportunidade para considerar mais relatos sobre os lugares listados ou inserir outros locais que elas sintam necessidade de registrar na lista. Suas intervenções devem acolher as ideias dos pequenos e ajudar a investigar gradativamente outros lugares de brincar pró- ximos à escola. Se julgar conveniente, peça para as crianças elegerem, dentre os locais listados, um de que elas gostariam de cuidar. Faça a mediação dessa conversa de modo que os pequenos escolham o lugar de forma conjunta. Após a escolha, explore quais são 1 2 3 4 5 6 35 Atividade: Espaços de brincar fora da escola EI_MT_CP_PF.indb 35EI_MT_CP_PF.indb 35 05/10/2023 14:00:4305/10/2023 14:00:43 as melhorias que as crianças consideram necessárias para o lugar escolhido. Se for possível, proponha às crianças que a escola adote esse lugar, aproveitando a opor- tunidade para mobilizar seus pares e a comunidade escolar para colaborar com a conservação do local escolhido. Se sentir necessidade, consulte os responsáveis para saber onde as crianças cos- tumam brincar e entender a dinâmica de brincadeiras possíveis em locais próximos à escola. Para finalizar Diga às crianças que a lista ficará fixada em sala. Pontue que, se com o passar dos dias for encontrado outro lugar de brincar próximo à escola, poderão adicioná-lo à lista, e incentive-as a perguntar para os responsáveis e para os colegas em que locais eles costumam brincar e quais brincadeiras costumam acontecer. Caso te- nham dúvidas, dê exemplos de parques que possuem pistas para patinação ou para andar de bicicleta e praças que permitem brincadeiras com corda e bolas, mas não têm espaço exclusivo para outros tipos de atividade. Isso os ajudará a entender melhor a proposta das atividades seguintes desta sequência. Convide todo o grupo para se organizar para a próxima vivência do dia. O QUE FAZER DEPOIS Convide as crianças para pesquisarem sobre os diferentes locais de sua região, expondo suas descobertas no mural da escola. Vocês podem elaborar guias sobre os locais listados trabalhando em pequenos grupos. Realize uma votação com as crianças para escolher um dos locais listados para visitar e realizar uma investigação. Isso será necessário para desenvolver a atividade Explorando um espaço de brincar, desta sequência. Quando a votação estiver finalizada, se possível faça uma pesquisa sobre o lugar escolhido para levantar, de antemão, possíveis problemas com horário de visitação e checar a possibilida- de de levar a turma ao local e garantir que a atividade possa acontecer de forma segura. 7 36 Sequência: Conhecendo o bairro EI_MT_CP_PF.indb 36EI_MT_CP_PF.indb 36 05/10/2023 14:00:4305/10/2023 14:00:43 ATIVIDADE 2 EXPLORANDO UM ESPAÇO DE BRINCAR Tempo sugerido: 2 horas e 30 minutos Objetivos de aprendizagem: EI03ET01, EI03ET02 O QUE FAZER ANTES � Contextos prévios Escolha previamente o local a ser visitado com as crianças, a partir da lista que vocês elaboraram na atividade Espaços de brincar fora da escola, desta sequência, com as opções existentes nas proximidades. É preciso haver autorização dos responsáveis para o deslocamento das turmas. Assegure-se de que todos os procedimentos de segurança estão sendo seguidos, tais como utilização dos crachás pelas crianças e presença de professores ou auxiliares para acompanhar o grupo, entre outros. Alguns responsáveis também podem fazer parte da equipe de apoio à segurança dos pequenos no desloca- mento. Essa é uma forma interessante de envolver os adultos em situações cotidianas da escola. � Materiais F Lápis e pranchetas com papéis para que as crianças façam registros durante a investigação; F Marcador gráfico (pincel e caneta hidrocor); F Um cartaz, criado pelo grupo, para registro das questões de investigação; F Um celular ou uma câmera fotográfica para registrar a atividade; F Materiais para uma brincadeira no local. � Espaços A atividade propõe realizar uma investigação em um lugar de brincar selecionado previamente, portanto, será ao ar livre, nas proximidades da escola. � Perguntas para guiar suas observações 1. Como as crianças demonstraram envolvimento com a proposta? 2. Como foram estabelecidas as interações das crianças entre si e com os espaços percorridos? Observaram as atividades humanas nos espaços investigados? 3. No processo de registro, como as crianças revelaram hipóteses e ideias, problema- tizando e refletindo sobre as condições do espaço? 37 Atividade: Explorando um espaço de brincar EI_MT_CP_PF.indb 37EI_MT_CP_PF.indb 37 05/10/2023 14:00:4305/10/2023 14:00:43 O QUE FAZER DURANTE Reúna todo o grupo em uma roda de conversa e diga que farão a visita ao local escolhido com o propósito de fazer uma investigação. Questione a turma sobre o que é uma investigação. Acolha as experiências trazidas, esclarecendo que uma investigação serve para buscar formas de resolver um problema, de responder a uma pergunta. Se necessário, exemplifique a ideia da investigação fazendo asso- ciações com profissões como repórter, detetive, pesquisador ou explorador. — Quem aqui já participou de uma investigação? — O que vocês investigaram? Por que resolveram fazer essa investigação? Vamos brincar de detetives? — Hoje, nós iremos investigar o lugar de brincar que existe aqui perto da escola. Lembram-se de que fizemos uma lista desses lugares e escolhemos um para investigar? Possíveis falas do(a) professor(a) Perceba o envolvimento do grupo com a proposta de investigação e estabeleça os combinados acerca das necessidades específicas para a realização da saída. Lembre as crianças de como devem se portar para que a visita ao espaço seja agradável, cuidadosa e cumpra o objetivo estipulado. É necessário atentar aos avi- sos quanto à segurança de todos durante o percurso. Ainda na roda de conversa, instigue para que reflitam sobre como podem fazer essa investigação, delimitan- do com as crianças se o local escolhido é um bom local para brincar. Liste o que querem observar a partir das ideias trazidas pelo grupo. Aproveite para sinalizar que a turma, em pequenos grupos, contará com a possibilidade de fazer registros audiovisuais ou escritos, para que sejam utilizados em outros momentos. Retome com as crianças e reafirme os combinados necessários para a saída da escola, como não correr, dar as mãos, não atravessar a rua sem o sinal e apoio do adulto e outros já estabelecidos ou que você julgue necessários diante do contex- to. Após o levantamento do que será observado, convide todo o grupo a iniciar a investigação, percorrendo o trajeto até o local selecionado. Diga que você levará os materiais de registro e as questões anotadas. Leia essas questões sempre que os pequenos queiram relembrar algo. Ao chegar ao local, reúna todo o grupo e retome as questões. Incentive a turma a percorrer livremente o espaço e a observar o ambiente e os objetos presentes. Lembre-se de realizar o registro da experiência, fotografando ou filmando, a pe- dido das crianças ou por iniciativa própria. Possibilite que elas também usem os equipamentos de registro, se for o caso. Se algum responsável estiver presente, ele também poderá utilizar o celular para tirar fotos. Incentive as crianças a rea- lizar registros individuais ou coletivos, como desenhos ou anotações com escrita espontânea utilizando as pranchetas. Se necessário, auxilie-as. 1 2 3 4 38 Sequência: Conhecendo o bairro EI_MT_CP_PF.indb 38EI_MT_CP_PF.indb38 05/10/2023 14:00:4305/10/2023 14:00:43 Observe a dinâmica de exploração do grupo. Assegure-se de que as crianças estão interagindo de forma investigativa com o espaço. Se necessário, incentive o grupo a deslocar-se pelo local, experimentando diferentes pontos de vista. Considere que as crianças poderão se organizar em pequenos grupos ou mesmo de modo individual para realizar a atividade. Quando perceber que as crianças realizaram as observações que respondem aos questionamentos levantados, convide-as a fazer uma brincadeira no espaço. Conte a elas que essa ainda é uma etapa da investigação. Combine com elas sobre a brincadeira e proponha o início, observando e registrando a experiência. Perceba se o grupo poderá encontrar dificuldades para experimentar a brincadeira escolhida. Nessa situação, incentive os pequenos a refletir sobre os obstáculos encontrados. Para finalizar Sinalize quando o tempo da experiência estiver se esgotando, para que todos se organizem e terminem a brincadeira. Reúna a turma e finalize a investigação, vol- tando para a escola. Relembre os combinados que fizeram antes de sair, procu- rando garantir que todos os respeitem no retorno. Ao chegar à escola, reúna todo o grupo em uma roda e conversem sobre as descobertas e observações. Traga os registros realizados pelas crianças durante a investigação para enriquecer o debate. Retome com a turma as questões levantadas e incentive-a para que faça uma avaliação da investigação realizada, contando quais respostas encontraram. Considere as questões que trazem boas problemáticas do espaço, dando continui- dade ao processo investigativo sobre os espaços de brincar, e liste-as. A lista será usada na atividade Melhorias para o espaço de brincar, desta sequência. Convide o grupo para se organizar para a próxima atividade do dia. O QUE FAZER DEPOIS O grupo poderá continuar fazendo registros sobre a investigação realizada, como desenhos, relatos e documentação com as fotos tiradas (elaborando legendas). Aproveite os registros para a elaboração de uma revista, uma reportagem ou um filme. Uma vez escolhida qual dessas opções será trabalhada, ajude a turma a entender como podem enriquecer o material, seja por meio da criação de uma capa coletiva para a revista ou de uma abertura rápida para a reportagem, por exemplo. Sugira a escolha de outros espaços para repetir a atividade. 5 6 39 Atividade: Explorando um espaço de brincar EI_MT_CP_PF.indb 39EI_MT_CP_PF.indb 39 05/10/2023 14:00:4305/10/2023 14:00:43 ATIVIDADE 3 ENTREVISTA: ESPAÇOS DE BRINCAR NO PASSADO Tempo sugerido: 1 hora e 30 minutos Objetivos de aprendizagem: EI03EO01, EI03EO04, EI03EO06, EI03EF07 O QUE FAZER ANTES � Contextos prévios Para realizar a atividade, é importante que sejam selecionados dois moradores antigos do bairro (responsáveis, funcionários da escola, pessoas da comunidade). Se possível, solicite que os entrevistados apresentem fotos dos espaços de brincar do passado. É im- portante também que o grupo já tenha tido contato com entrevistas em outras propostas. Separe vídeos de entrevistas para mostrar para as crianças e exemplificar o gênero. Caso não seja possível utilizar o vídeo, selecione exemplos em revistas ou jornais. � Materiais F Cadeiras para acomodar os convidados; F Papel para fazer um cartaz e marcador gráfico (pincel e caneta hidrocor) para registro das perguntas elaboradas para a entrevista e das informações coletadas; F Pequena demonstração de agradecimento aos convidados, elaborada previamente pelas crianças, como um certificado, um cartão ou uma placa feita pelo grupo. � Espaços A atividade está prevista para ocorrer com todo o grupo em roda; assim, você pode desenvolvê-la na sala, no pátio ou na biblioteca. No momento da entrevista com os con- vidados, organize o ambiente com a turma de forma a proporcionar a participação de todos nos diferentes momentos. � Perguntas para guiar suas observações 1. Como as crianças interagiram com a proposta de buscar informações sobre os locais de brincar no passado? 2. Como o grupo se engajou para organizar a entrevista? As perguntas sugeridas se- guiram o foco da proposta? As crianças encontraram formas de considerar os dife- rentes pontos de vistas da turma? 3. O que elas demonstraram durante a realização da entrevista? Ficaram surpresas com as diferenças do passado e do presente? Fizeram conexões entre as falas dos entre- vistados e as histórias que já vivenciaram? Quais? 40 Sequência: Conhecendo o bairro EI_MT_CP_PF.indb 40EI_MT_CP_PF.indb 40 05/10/2023 14:00:4305/10/2023 14:00:43 O QUE FAZER DURANTE Inicie a atividade resgatando com o grupo a lista de lugares de brincar no bairro, produzida na atividade Espaços de brincar fora da escola, desta sequência. Con- vide as crianças para refletir se esses lugares sempre existiram e como eles deve- riam ser antigamente. Conte que você preparou a visita de antigos moradores do bairro para que elas descubram como eram esses locais no passado por meio de uma entrevista. Apresente para a turma o vídeo da entrevista, ou leia as entrevis- tas previamente selecionadas de jornais e revistas, destacando as características do gênero que considerar pertinentes. Ainda na conversa, incentive o grupo a se preparar para a entrevista, pensando nas perguntas que serão feitas aos convida- dos. Relembre os pequenos que o objetivo da entrevista é descobrir como eram os lugares de brincar nas proximidades da escola no passado e que as perguntas devem buscar coletar essas informações. Diga que você vai anotar as perguntas em um cartaz, para que ele sirva de apoio no momento da entrevista. Após a elaboração das perguntas, convide as crianças para organizar o espaço e receber os convidados. Questione-as sobre como podem fazer isso, acolhendo as sugestões para a disposição das cadeiras. Chame a atenção quanto à importância de que todos estejam acomodados, de modo que possam conversar com os con- vidados e que todos se sintam confortáveis. — Como iremos receber nossos convidados? Onde eles vão se sentar? — É importante que o modo de organização possibilite a todos ver e conversar com os entrevistados. Qual será a melhor forma? Possíveis falas do(a) professor(a) Tendo o espaço organizado, defina com o grupo como será a dinâmica da entrevis- ta. Combine com as crianças como vão se organizar para fazer as perguntas, pedir a palavra, fazer o agradecimento e quem entregará a pequena demonstração de agradecimento (se houver). Diga que, ao final da entrevista, vocês vão se reunir para refletir e conversar sobre como foi realizar a atividade e o que descobriram ao entrevistar os moradores. No momento da entrevista, peça à turma que se acomode e receba os convida- dos. Apresente-os ao grupo e faça a abertura da entrevista. Em seguida, convide as crianças a iniciar as perguntas. Caso elas não estejam à vontade para iniciar, comente com os entrevistados sobre as experiências já realizadas pela turma a res- peito dos lugares de brincar. Convide os pequenos para complementar seu relato e estabelecer um diálogo com os convidados, realizando as perguntas combinadas. Durante a entrevista, observe como o grupo se envolve na experiência. Se neces- sário, faça pequenas intervenções para assegurar a continuidade da conversa e o foco nos lugares de brincar. — Essa entrevista vai enriquecer nossa investigação. Quem quer começar a fazer as perguntas? Possível fala do(a) professor(a) 1 2 3 4 41 Atividade: Entrevista: espaços de brincar no passado EI_MT_CP_PF.indb 41EI_MT_CP_PF.indb 41 05/10/2023 14:00:4305/10/2023 14:00:43 Observe o andamento da entrevista e administre o fechamento da conversa quan- do perceber que o grupo está satisfeito com as perguntas que realizaram. Sinalize que a entrevista está chegando ao final e pergunte se ainda existe alguma questão. Caso seja necessário, recorra ao cartaz com as perguntas preparadas, lembrando ao grupo algumitem que não tenha sido abordado. Aproveite para perguntar se os entrevistados têm mais alguma consideração a fazer. Siga conforme foi combina- do com as crianças em relação ao agradecimento e à despedida dos convidados. Após as despedidas, reúna todo o grupo para fazer a partilha das descobertas. Pontue o que descobriram sobre os lugares de brincar no passado, percorrendo as perguntas preparadas para a entrevista e anotando as informações coletadas sobre cada uma delas. Reflitam sobre a importância de acolher o conhecimento e a história de pessoas que já vivenciaram experiências diversas na comunidade. Relembre as falas dos convidados e complemente com experiências semelhantes já compartilhadas pelas crianças. Acolha a fala dos pequenos e instigue-os para que ampliem suas percepções por meio de bons questionamentos, considerando, por exemplo, pontos que os colegas trouxeram. — A entrevista tinha como objetivo descobrir como eram os lugares de brincar na região da escola no passado. Conseguimos descobrir? Como eram os lugares? — O que vocês acharam mais interessante na fala dos convidados? Possíveis falas do(a) professor(a) Para finalizar Após as reflexões, as trocas e os registros sobre a entrevista, convide todo o grupo para a próxima atividade do dia. O QUE FAZER DEPOIS Proponha outras coletas de informações, como fazer um levantamento de quantas crianças na escola já brincaram em algum lugar da lista. Você pode ainda organizar, com o grupo, um painel que reúna os registros das descobertas realizadas na entrevista com os moradores. Apresente as fotos trazidas pelos entrevistados só no final, para não interferir na produção das crianças. 5 6 42 Sequência: Conhecendo o bairro EI_MT_CP_PF.indb 42EI_MT_CP_PF.indb 42 05/10/2023 14:00:4305/10/2023 14:00:43 ATIVIDADE 4 MELHORIAS PARA O ESPAÇO DE BRINCAR Tempo sugerido: 1 hora e 30 minutos Objetivos de aprendizagem: EI03EO03, EI03EO04, EI03ET03 O QUE FAZER ANTES � Contextos prévios Recupere previamente todos os registros realizados para que as crianças possam re- fletir sobre as possíveis melhorias, tendo como base o direito de brincar. Organize a sala de modo que favoreça o diálogo em uma roda de conversa. � Materiais F Registros das experiências das crianças com os locais de brincar no bairro: lista dos lugares de brincar, fotos e desenhos de vivências nesses locais, registros de entrevistas e materiais coletados com os responsáveis nas atividades anteriores desta sequência; F Materiais de referência de lugares de brincar variados, como fotos, fôlderes, jornais, revistas, livros com vastas opções de objetos e espaços de brincar; F Um computador com acesso à internet (se possível) para ampliar os diálogos sobre as proposições para o espaço; F Marcador gráfico (pincel e/ou caneta hidrocor); F Materiais para registros das crianças (papel e caneta hidrocor); F Mesas para disponibilizar os materiais e o computador; F Tabela com os problemas levantados na atividade Explorando um espaço de brincar, desta sequência. Sugestão de leitura • Modelo de tabela. Nova Escola. Disponível em: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws. com/JPEJhpZrcBEUZugzvudqzCcPmXQ5ZMraYedNhz8yq3wMmT3dX9hnKHsyxnj3/atividade- para-impressao-modelo-de-tabela-edi3-29und05.pdf. Acesso em: 15 jun. 2023 � Espaços Organize mesas em diferentes ilhas nas quais os materiais coletados, os materiais de referência e o computador serão disponibilizados. O espaço deve favorecer a liberdade para explorações e interações nos pequenos grupos. Reserve um local para disponibilizar uma tabela com os problemas e a sugestão das melhorias. 43 Atividade: Melhorias para o espaço de brincar EI_MT_CP_PF.indb 43EI_MT_CP_PF.indb 43 05/10/2023 14:00:4305/10/2023 14:00:43 https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/JPEJhpZrcBEUZugzvudqzCcPmXQ5ZMraYedNhz8yq3wMmT3dX9hnKHsyxnj3/atividade-para-impressao-modelo-de-tabela-edi3-29und05.pdf https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/JPEJhpZrcBEUZugzvudqzCcPmXQ5ZMraYedNhz8yq3wMmT3dX9hnKHsyxnj3/atividade-para-impressao-modelo-de-tabela-edi3-29und05.pdf https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/JPEJhpZrcBEUZugzvudqzCcPmXQ5ZMraYedNhz8yq3wMmT3dX9hnKHsyxnj3/atividade-para-impressao-modelo-de-tabela-edi3-29und05.pdf � Perguntas para guiar suas observações 1. Como foi o engajamento do grupo na proposta de refletir acerca de melhorias nos lugares de brincar? 2. Como as crianças refletiram sobre o brincar? Reconheceram suas experiências e as experiências de sua comunidade nos lugares de brincar e analisaram suas possibi- lidades? 3. Como elas pensaram em melhorias de modo a ampliar as possibilidades de brincar? As melhorias trazidas pelo grupo refletem a problematização de questões sociais e naturais? O QUE FAZER DURANTE Convide todo o grupo para se acomodar em roda. Conte que hoje vocês continua- rão a investigação sobre os lugares de brincar nas proximidades da escola. Nesse momento, relembre com o grupo qual é o papel do investigador, ilustrando-o com os passos realizados pelas crianças no processo investigativo. Para tal, resgate os registros, as fotografias, as falas dos pequenos e as problemáticas que levantaram. Diga que o próximo passo é analisar o material coletado e encontrar as possíveis ações que podem ser realizadas para a melhoria do local, resolvendo os proble- mas que encontraram. — Vocês se lembram de que começamos uma investigação sobre lugares de brincar? Fizemos uma lista dos que conhecemos, visitamos um dos lugares e entrevistamos moradores antigos. Toda investigação é assim: começa com uma pergunta, um problema, depois o investigador pesquisa e coleta informações. — Agora que já descobrimos tantas coisas sobre os lugares, vamos refletir sobre como eles podem ser melhorados? Possíveis falas do(a) professor(a) Retome com os pequenos as impressões registradas após a visita realizada ao lo- cal de brincar escolhido, mostrando a eles a tabela que criou. Sinalize que é hora de analisar os problemas que encontraram para que possam achar formas de re- solvê-los. Nesse momento, instigue a turma a refletir acerca desses problemas. Acolha as falas das crianças e amplie as interpretações delas, incentivando-as para que expressem os sentimentos e as vivências relacionadas a essas questões. Essa etapa exige paciência e organização, dê o tempo necessário para as crianças expressarem suas percepções. Após a conversa sobre os problemas encontrados, diga às crianças que trabalha- rão em pequenos grupos. Cada grupo receberá um dos problemas e deverá pensar nas formas de resolvê-lo. Auxilie as crianças na organização dos grupos de acordo com suas preferências e convide-as para que iniciem a reflexão, solicitando que se recordem de que é hora de pensar sobre como podem resolver o problema que 1 2 3 44 Sequência: Conhecendo o bairro EI_MT_CP_PF.indb 44EI_MT_CP_PF.indb 44 05/10/2023 14:00:4305/10/2023 14:00:43 receberam. Diga que, para ajudar no processo de criação, é possível contar com os materiais que coletaram e com outros materiais de referência que você trouxe. Descreva um desses itens para o grupo, apontando suas características e exem- plificando como ele pode servir de inspiração. Convide os pequenos grupos para explorar os materiais coletados e os materiais de referência, com o objetivo de sugerir melhorias para o problema que receberam. Auxilie as crianças de cada grupo no registro das ideias e diga que podem fazê-lo por escrito ou por desenho. Observe as interações dos pequenos, potencializando o manuseio e a leitura dos materiais e auxiliando os que solicitam qualquer tipo de apoio. Realize intervenções que possam enriquecer o processo de criação dessas melho- rias, fazendo uma pesquisa na internet, por exemplo. Se julgar pertinente, convide previamente os responsáveis e as pessoas da comunidade para contribuírem com sugestões de ações que podem ajudar a aprimorar os lugares de brincadeiras.As sugestões podem ser feitas, por exemplo, por meio da agenda ou de algum canal de comunicação entre a escola e os adultos. Em seguida, convide os pequenos grupos a voltar para a roda, de modo que façam uma complementação da tabela incluindo as melhorias que cada um pensou. Reúna todo o grupo em roda para a partilha e o registro das melhorias sobre as quais as crianças refletiram. Sinalize que você vai escrevê-las ao lado do problema no espaço reservado na tabela. Incentive as crianças a apresentar as ideias e ouvir as sugestões das demais. Acolha todas as ideias trazidas pelos pequenos grupos. Para finalizar Após completar a tabela com a lista das melhorias pensadas pelas crianças, leia as ideias trazidas e conte para o grupo que deixará a tabela fixada na sala, em um local de fácil visualização. Em breve, vocês continuarão a conversar sobre as ações de melhoria para o local de brincar. Depois, convide todo o grupo para se organizar para a próxima atividade do dia. O QUE FAZER DEPOIS Possibilite outros contatos com os materiais de referência, em outros momentos, para que as crianças continuem explorando-os, em cantos organizados no momento de entra- da, por exemplo. A atividade pode ser repetida considerando outros espaços e propondo entrevistas com outras pessoas da comunidade. Você pode retomar as entrevistas, iden- tificando, nas falas dos moradores, sugestões de melhorias para o espaço. 4 5 6 45 Atividade: Melhorias para o espaço de brincar EI_MT_CP_PF.indb 45EI_MT_CP_PF.indb 45 05/10/2023 14:00:4405/10/2023 14:00:44 ATIVIDADE 5 PLANEJANDO AÇÕES PARA O ESPAÇO DE BRINCAR Tempo sugerido: 1 hora e 30 minutos Objetivos de aprendizagem: EI03EO03, EI03EO04, EI03EF07 O QUE FAZER ANTES � Contextos prévios Resgate a tabela de melhorias sugeridas pelas crianças para os problemas encontrados no local de brincar e planeje como vai ampliá-la inserindo novas colunas, para transfor- má-la em um plano de ação. � Materiais F Materiais de referência, como fôlderes de campanhas, reportagens sobre ações e intervenções locais, panfletos de convocações, convites para ações e eventos colaborativos, sites de campanhas; F Um equipamento com acesso à internet (se possível) para ampliar o acesso a referências e a exemplos de intervenção no espaço; F Tabela com os problemas e as melhorias para o local de brincar, produzida na atividade Melhorias para o espaço de brincar, desta sequência, e ampliada para registrar o plano de ação. � Espaços Organize a sala com os materiais disponíveis em ilhas e fixe a tabela em um espaço onde todo o grupo possa se reunir, favorecendo o trabalho colaborativo. � Perguntas para guiar suas observações 1. Como as crianças exploraram os materiais? Como se deu a interação com os materiais disponibilizados e entre os pares? 2. Ao buscarem ações para a realização das melhorias, as crianças recorreram a que tipo de referência? 3. Como acolheram opiniões e sugestões? Tomaram decisões coletivamente? 4. Como as crianças exploraram as informações disponibilizadas pelas famílias? 46 Sequência: Conhecendo o bairro EI_MT_CP_PF.indb 46EI_MT_CP_PF.indb 46 05/10/2023 14:00:4405/10/2023 14:00:44 O QUE FAZER DURANTE Reúna as crianças e relembre-as sobre a tabela de sugestão de melhorias que foi elaborada para o local de brincar. Conte à turma que o objetivo hoje é de- talhar as soluções que os pequenos grupos listaram e registraram na tabela. Comente que, para fazer isso, elas vão, em pequenos grupos, imaginar ações que possam ser feitas para que a melhoria aconteça. Diga ainda que depois, na roda, com a sua ajuda, elas vão partilhar as ideias e registrá-las na tabela, que irá ganhar mais informações. Retome a tabela de melhorias exemplificando o que irão fazer hoje. — Hoje, vamos complementar a tabela, indicando o que vocês acham que podemos fazer para que cada melhoria aconteça. Vocês disseram que era um problema não ter sombra no local de brincar e que, para resolver isso, era necessário plantar árvores. Escrevi isso aqui na segunda coluna da tabela! — Agora, nessas novas colunas, vamos colocar como faremos para plantar as árvores. — Como podemos deixar esse canto acolhedor? Como podemos conseguir plantas? Quem pode nos ensinar a plantar? — O que podemos colocar aqui? Possíveis falas do(a) professor(a) Combine com as crianças a organização de pequenos grupos, a fim de que co- mecem a refletir sobre quais ações podem ser propostas. Distribua as sugestões de melhorias para que possam pensar em como cada uma delas pode aconte- cer. Peça a elas que descrevam ou desenhem como poderá ser realizada e de que forma ela vai deixar o local de brincar melhor para a comunidade. Diga às crianças que podem consultar o material disposto para apoiar as ideias delas e sinalize que você circulará pelos grupos para auxiliá-los no que for necessá- rio, realizando a leitura de algum material, esclarecendo dúvidas ou mediando as discussões. Observe que as crianças poderão se organizar de formas variadas; incentive as interações com os diferentes materiais disponíveis, assim como entre os grupos. Atente-se ao tempo e, ao observar que estão finalizando as discussões, sinalize para a turma que em cinco minutos todos retornarão à roda para partilhar as ideias. — Vocês perceberam que neste fôlder sobre essa praça há muitos bancos coloridos? Isso tem alguma relação com a melhoria que o grupo de vocês precisa pensar? — Interessante essa discussão de vocês, o que acham de fazer uma busca na internet sobre esse assunto? Possíveis falas do(a) professor(a) 1 2 3 47 Atividade: Planejando ações para o espaço de brincar EI_MT_CP_PF.indb 47EI_MT_CP_PF.indb 47 05/10/2023 14:00:4405/10/2023 14:00:44 Ao fim das discussões, chame as crianças para partilhar as ideias na roda. Aco- lha todas as sugestões trazidas, refletindo com elas as razões da escolha de cada ideia. Após todos os grupos terem exposto as ações, diga às crianças que agora é hora de complementar a tabela e que, para isso, você irá registrar as sugestões trazidas em uma coluna com o título “Como solucionar”, que será um espaço para colocar o detalhamento da melhoria. Leia com as crianças enquanto escreve as soluções para a realização de cada uma das melhorias listadas e questione-as sobre os envolvidos em cada uma dessas ações, concluindo assim o preenchimento da tabela. Ao encerrar o preenchimento, faça a leitura de cada ação, seguida de seu detalha- mento, e observe se o grupo aprova todas as indicações ou se há mais sugestões. Ao ler o plano de ação, destaque os verbos no futuro e pergunte para as crianças por que estão no futuro. Nessa conversa, trabalhe a ideia de passado, presente e futuro com a turma. — Vou ler nosso plano de ação. Vou começar pela primeira coluna, que destaca o problema que encontramos: a falta de suportes com saquinhos para coleta de dejetos de animais de estimação. — Aqui, na segunda coluna, como resposta ao problema, vocês pensaram que podem convidar um pet shop para instalar os suportes; na terceira coluna, acham que podem escrever cartas e fazer visitas a alguns pet shops do bairro para convidá-los a agir. Todos concordam com essas ideias? Há alguma outra que queiram acrescentar? Possíveis falas do(a) professor(a) Para finalizar Destaque a importância da participação das crianças na melhoria da região, insti- gando-as a refletir sobre como cada um pode colaborar para melhorias do espaço. Dê continuidade à rotina diária do grupo. O QUE FAZER DEPOIS Você pode combinar de implementar as ações do plano em outro momento, envolvendo os responsáveis pela ação. A partir do plano de ação elaborado pelo grupo, proponha a coleta e a preparação dos materiais necessários ou a realização das ações, contando com o envolvimento da comunidade escolar. Inclua na tabela o nome dos membros da comunidade escolar que ajudarão na recuperação do lugar para brincar. 4 5 6 48 Sequência:Conhecendo o bairro EI_MT_CP_PF.indb 48EI_MT_CP_PF.indb 48 05/10/2023 14:00:4405/10/2023 14:00:44 As brincadeiras envolvendo jogos potencializam as aprendizagens e o desenvolvimento das crianças porque possibilitam a elas, ao tomar cons- ciência da própria potencialidade motora, expressar-se corporalmente; ampliar o repertório de brincadeiras; aprender a conviver, seguir regras, lidar com vitórias e frustrações, fazer escolhas, pensar estrategicamente. Este conjunto contém atividades que podem ser aplicadas de forma que o professor desenvolva qualquer uma delas sem obrigatoriamente desen- volver as outras. Porém é recomendável que sejam aplicadas em conjunto para que as crianças possam aprofundar as experiências e os objetivos de aprendizagem e desenvolvimento propostos no decorrer do processo. DRC-MT � Campos de experiências explorados neste conjunto O eu, o outro e o nós. Corpo, gestos e movimentos. Escuta, fala, pensamento e imaginação. Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações. � Objetivos de aprendizagem e desenvolvimento explorados neste conjunto EI03EO03 Ampliar as relações interpessoais, desenvolvendo atitudes de participação e cooperação. EI03EO05 Demonstrar valorização das características de seu corpo e respeitar as características dos outros (crianças e adultos) com os quais convive. EI03EO06 Manifestar interesse e respeito por diferentes culturas e modos de vida. EI03EO07 Usar estratégias pautadas no respeito mútuo para lidar com conflitos nas interações com crianças e adultos. EI03CG02 Demonstrar controle e adequação do uso de seu corpo em brincadeiras e jogos, escuta e reconto de histórias, atividades artísticas, entre outras possibilidades. EI03CG03 Criar movimentos, gestos, olhares e mímicas em brincadeiras, jogos e atividades artísticas como dança, teatro e música. EI03CG04 Adotar hábitos de autocuidado relacionados a higiene, alimentação, conforto e aparência. EI03EF01 Expressar ideias, desejos e sentimentos sobre suas vivências, por meio da linguagem oral e escrita (escrita espontânea), de fotos, desenhos e outras formas de expressão. EI03EF03 Escolher e folhear livros, procurando orientar-se por temas e ilustrações e tentando identificar palavras conhecidas. EI03ET07 Relacionar números às suas respectivas quantidades e identificar o antes, o depois e o entre em uma sequência. EI03ET08 Expressar medidas (peso, altura etc.), construindo gráficos básicos. AP 49 CONJUNTO 3 JOGOS NA ÁREA EXTERNA EI_MT_CP_CJ03_PF.indd 49EI_MT_CP_CJ03_PF.indd 49 09/10/2023 13:08:1809/10/2023 13:08:18 ATIVIDADE 1 JOGOS NO QUINTAL Tempo sugerido: 1 hora e 30 minutos Objetivos de aprendizagem: EI03EO03, EI03EO05, EI03EF01 O QUE FAZER ANTES � Contextos prévios Para desenvolver a proposta, é importante que o grupo já possua um repertório inicial de algumas brincadeiras e jogos de deslocamento. � Materiais F Papel para cartaz e marcador gráfico (pincel e caneta hidrocor); F Materiais de desenho, como canetas hidrocor, lápis grafite, lápis de cor, gizes de cera e papéis; F Um celular ou uma câmera fotográfica para registrar a atividade; F Alguns materiais serão separados de acordo com o jogo escolhido para o dia, conforme sugestões das crianças. � Espaços Planeje para que a atividade ocorra em dois espaços: na sala e em uma área externa. Organize na sala os materiais que serão utilizados para o desenho. Envolva a turma e levante os materiais necessários, verificando a disponibilidade deles na escola e a melhor forma de coletá-los. Ao final da brincadeira na área externa, as crianças retornam à sala. Caso não seja possível organizar o espaço para a atividade em uma área externa, você pode utilizar a própria sala, o importante é adaptar a prática à sua realidade. � Perguntas para guiar suas observações 1. Como as crianças participam da proposta do jogo e do processo de escolha? 2. Como elas compartilham ideias e acolhem as sugestões umas das outras? 3. Ao realizar o jogo, como elas demonstram tranquilidade? Respeitam a forma de cada um se envolver na atividade corporal? O QUE FAZER DURANTE Na sala, com todo o grupo em roda, convide as crianças para conversar sobre o que é um quintal e se a escola tem um espaço parecido. Envolva-as na discussão, bus- cando também referências de quintais conhecidos ou das casas delas. Se a escola tiver mais de um espaço parecido, a turma pode mencioná-los. Não há problema se isso ocorrer, apenas na hora de jogar será preciso combinar qual “quintal” é o 1 Conjunto: Jogos na área externa 50 EI_MT_CP_PF.indb 50EI_MT_CP_PF.indb 50 05/10/2023 14:00:4405/10/2023 14:00:44 mais apropriado para a proposta. Dialoguem sobre jogos e brincadeiras que elas conhecem e pergunte quais jogos, dentre os que conhecem, gostariam de jogar no quintal da escola. Encaminhe a conversa de forma que as crianças reflitam sobre as possibilidades do espaço. Caso a escola não tenha uma área externa, as crian- ças podem mencionar a rua da escola como espaço externo. Converse com a tur- ma sobre os perigos e cuidados necessários ao brincar na rua, como o trânsito ou as questões de segurança pública, por exemplo. Nesse caso, faça as adaptações necessárias para que a atividade seja realizada em sala. Após a conversa, proponha que façam uma lista com as sugestões de jogos em um cartaz. Como escriba, registre o nome do jogo e quem o sugeriu. Combine o melhor lugar para fixar a lista, de modo que possa ser consultada sempre, facilitando que você adote uma rotina frequente de brincadeiras no grupo. — Sua escolha é muito importante. Possível fala do(a) professor(a) Em seguida, decida com as crianças sobre como vão eleger um jogo para ser vi- venciado no quintal. Elas podem sugerir uma parlenda, um sorteio ou uma votação. É importante garantir que a turma interaja e chegue a uma escolha para que, en- tão, vocês organizem juntos o que for necessário. Se a turma optou por fazer um sorteio, você pode sugerir que escrevam espontaneamente os nomes dos jogos em uma folha, para recortar e colocar cada nome em um saquinho. É importante a participação das crianças em todas as ações. — Vamos brincar de um dos jogos dessa lista. — Como faremos para escolher qual vamos jogar hoje? Alguém tem alguma sugestão? Possíveis falas do(a) professor(a) Definido qual será o jogo, convide a criança que o sugeriu a explicar para a turma a forma de jogar. Se perceber que ela precisa de ajuda, contribua na interlocução, para que a explicação fique clara a todos. Organize o deslocamento da turma até o quintal da escola. Caso o jogo seja realizado em sala, peça a ajuda das crianças para orga- nizar o espa ço. Se houver necessidade de material, envolva as crianças na coleta e no transporte. Convide as crianças para jogar e perceba se todos compreenderam as regras e o objetivo do jogo. Se for necessário, faça intervenções individuais e busque escla- recimentos junto à criança que ensinou o jogo. Sugira agrupamentos e apoio entre as crianças para que todos participem. Cada brincadeira ou jogo trará necessida- des diferentes de organização e de planejamento, que podem ser discutidas com o grupo. Observe como resolvem os possíveis conflitos, seja por descumprimento às regras, seja por frustração por perder, entre outros. Atente-se ao deslocamento pelo ambiente, à transposição de obstáculos, à forma como realizam os diversos movi- mentos (correr, saltar, girar, andar de costas, arrastar-se, abaixar, arremessar, chutar uma bola) e às conquistas individuais em relação às aprendizagens desenvolvidas. 2 3 4 5 Atividade: Jogos no quintal 51 EI_MT_CP_PF.indb 51EI_MT_CP_PF.indb 51 05/10/2023 14:00:4405/10/2023 14:00:44 — As regras são importantes para nosso jogo, todos devem cuidar para que sejam respeitadas. — Temos que colaborar uns com os outros. Possíveis falas do(a) professor(a) Enquanto observa, procure documentar as vivências com fotos e vídeos, aprovei-tando esses registros para avaliar a adequação dos jogos, bem como a necessi- dade de mudanças e de variações. Caso alguma criança não queira participar, proponha a ela que ajude a fotografar ou a filmar. Ofereça-se para jogar também e experimente as sugestões das crianças. Esteja atento ao envolvimento do grupo e ao tempo para cada jogo. Há jogos que podem ter um tempo maior de execução e outros que podem incluir movimenta- ções que cansam mais rápido. Favoreça o tempo necessário para que as crianças joguem tranquilamente até o final (se tiver pontuação ou tempo, por exemplo) ou até que manifestem o desejo de parar. Após a vivência, diga à turma que é neces- sário organizar os espaços e os materiais. Na sala, proponha às crianças que expressem, por meio de um desenho, como se sentiram jogando, do que mais gostaram e do que não gostaram de fazer no jogo. Converse com a turma sobre os materiais disponíveis para desenhar e promova a autonomia no uso e na organização dos recursos. Observe os diálogos e as trocas entre as crianças, demonstre interesse sobre as impressões de cada uma, circu- lando pelo espaço e conversando com elas. Registre as expressões que chamam a atenção para nortear a prática nas próximas atividades de jogo. Para finalizar Cinco minutos antes do término da atividade, avise as crianças que terão mais esse tempo para encerrar os desenhos. Convide quem for terminando para expor a pro- dução em um mural ou no corredor da escola. Peça que colaborem na organização dos materiais e incentive a observação dos desenhos dos colegas. O QUE FAZER DEPOIS Considere tornar a proposta uma atividade permanente, por meio da realização dos outros jogos listados pelo grupo. A cada jogo, você pode propor diferentes formas de expressão e de registro a partir das suas anotações. As crianças podem conversar em pequenos grupos sobre a vivência e também fazer escritas espontâneas, textos coletivos, pinturas e mímicas, entre outros. Quando todos os jogos listados forem experimentados, ampliem a lista por meio de pesquisa com outras turmas, com funcionários da escola, com responsáveis ou na internet. Incentive as crianças a construir um livro de jogos da turma, com regras, fotos e desenhos de cada jogo experimentado. Esse livro pode ser compartilhado com as demais turmas da escola. Outra possibilidade é fazer um gráfico com os jogos preferidos da turma. 6 7 8 Conjunto: Jogos na área externa 52 EI_MT_CP_PF.indb 52EI_MT_CP_PF.indb 52 05/10/2023 14:00:4505/10/2023 14:00:45 ATIVIDADE 2 BRINCADEIRA DA ONÇA Tempo sugerido: 1 hora e 30 minutos Objetivos de aprendizagem: EI03EO06, EI03CG02, EI03EF03 O QUE FAZER ANTES � Contextos prévios É importante que você pesquise sobre os indígenas Panará. Aproprie-se de informações sobre cultura, tradições, língua, educação, região em que vivem e história de resistência. � Materiais F Material sobre a aldeia Nasêpotiti, comunidade indígena Panará, incluindo algumas imagens de crianças jogando a brincadeira da onça; F Cartaz com as regras da brincadeira da onça em letra imprensa maiúscula; F Livros com texto e imagens sobre di- ferentes culturas indígenas, lendas, contos, bem como livros informativos; F Enciclopédias e atlas sobre animais da fauna do Brasil e imagem de uma onça pintada. Caso não haja enciclopédia e atlas disponíveis, leve as imagens im- pressas em folha A4 com um pequeno resumo. Outra opção é mostrar as ima- gens em um computador ou celular; F Um celular ou uma câmera fotográfica para registrar a atividade. Sugestões de leitura • Panará, a volta por cima dos índios gigantes. Instituto Socioambiental (ISA). Disponível em: https://panara.socioambiental.org/. Acesso em: 16 jun. 2023. • Dia do índio: vídeos revelam a infância e o brincar na comunidade indígena Panará. Território do brincar, abr. 2016. Disponível em: https://territoriodobrincar.com.br/territorio-do-brincar-na-midia/dia-do- indio-videos-revelam-a-infancia-e-o-brincar-na-comunidade-indigena-panara/. Acesso em: 16 jun. 2023. • Brincadeira da onça. Território do brincar, mar. 2014. Disponível em: https://territoriodobrincar. com.br/brincadeiras/brincadeira-da-onca-2/. Acesso em: 16 jun. 2023. • Por que a mudança do termo índio para indígena faz tanta diferença na “aldeia”? Campo Grande News, abr. 2023. Disponível em: https://www.campograndenews.com.br/brasil/cidades/por-que-a-mudanca-do- termo-indio-para-indigena-faz-tanta-diferenca-na-aldeia#:~:text=O%20termo%20mais%20apropriado%20 %C3%A9,que%20%C3%A9%20origin%C3%A1rio%20daquele%20lugar. Acesso em: 16 jun. 2023. • Indígena/etnia. Manual de Comunicação do Senado. Disponível em: https://www12.senado.leg. br/manualdecomunicacao/estilos/indio. Acesso em: 16 jun. 2023. � Espaços Planeje para que a atividade ocorra em dois espaços distintos, iniciando na sala, na qual estarão organizados, de forma acessível, as imagens e os outros materiais sugeridos, e passando, depois, à área externa, que pode ser um pátio, uma quadra ou um gramado, em que as crianças poderão se movimentar livremente na brincadeira. Atividade: Brincadeira da onça 53 EI_MT_CP_PF.indb 53EI_MT_CP_PF.indb 53 05/10/2023 14:00:4505/10/2023 14:00:45 https://panara.socioambiental.org/ https://territoriodobrincar.com.br/territorio-do-brincar-na-midia/dia-do-indio-videos-revelam-a-infancia-e-o-brincar-na-comunidade-indigena-panara/ https://territoriodobrincar.com.br/territorio-do-brincar-na-midia/dia-do-indio-videos-revelam-a-infancia-e-o-brincar-na-comunidade-indigena-panara/ https://territoriodobrincar.com.br/brincadeiras/brincadeira-da-onca-2 https://territoriodobrincar.com.br/brincadeiras/brincadeira-da-onca-2 https://www.campograndenews.com.br/brasil/cidades/por-que-a-mudanca-do-termo-indio-para-indigena-faz-tanta-diferenca-na-aldeia#:~:text=O%20termo%20mais%20apropriado%20%C3%A9,que%20%C3%A9%20origin%C3%A1rio%20daquele%20lugar https://www.campograndenews.com.br/brasil/cidades/por-que-a-mudanca-do-termo-indio-para-indigena-faz-tanta-diferenca-na-aldeia#:~:text=O%20termo%20mais%20apropriado%20%C3%A9,que%20%C3%A9%20origin%C3%A1rio%20daquele%20lugar https://www.campograndenews.com.br/brasil/cidades/por-que-a-mudanca-do-termo-indio-para-indigena-faz-tanta-diferenca-na-aldeia#:~:text=O%20termo%20mais%20apropriado%20%C3%A9,que%20%C3%A9%20origin%C3%A1rio%20daquele%20lugar https://www12.senado.leg.br/manualdecomunicacao/estilos/indio https://www12.senado.leg.br/manualdecomunicacao/estilos/indio � Perguntas para guiar suas observações 1. Quais imagens chamam a atenção das crianças? Elas se mostram curiosas para conhecer uma cultura diferente? Como demonstram isso? 2. Como se movimentam durante o jogo? Demonstram equilíbrio, agilidade e controle dos movimentos corporais? Que estratégias individuais e coletivas desenvolvem? 3. Que critérios utilizam para selecionar os livros? Compartilham as leituras ou leem individualmente? Realizam a leitura das imagens e extraem informações, criam hipóteses ou folheiam rapidamente? O QUE FAZER DURANTE Na sala, convide todo o grupo para se reunir com você próximo aos materiais. Diga que gostaria de saber a opinião da turma sobre o que observam. Enriqueça o diálogo e a troca com os pequenos: mencione falas e expressões observadas e envolva-os na conversa, perguntando de onde acham que são as imagens, onde fica aquela comunidade, o que chamou mais a atenção, como será a vida e a roti- na daquelas pessoas. Garanta que explorem as imagens, que, nessa faixa etária, guiam a leitura e as hipóteses de escrita das crianças. — Percebi que algumas crianças ficaram interessadas nas imagens. Gostaria que compartilhassem com a gente o que observaram. — Vi que você fez uma expressão de surpresa. O que a deixou assim? Possíveis falas do(a) professor(a) Mostre ao grupo as imagens das crianças da aldeia jogando a brincadeira da onça. Pergunte o que acham que elas estão fazendo, como acham que se joga e quais as regras. Provavelmente os pequenos perceberão quese trata de um jogo. Incentive a participação de todos e valorize as hipóteses deles. Posteriormente, diga que você vai ler as regras que trouxe. Leia-as e converse sobre as hipóteses levantadas. Per- gunte como acham que as crianças da aldeia Nasêpotiti criaram um jogo envolvendo especificamente onça, porcos e pássaros. Certamente, os pequenos contarão o que sabem sobre a onça como predadora. Proponha que expressem corporalmente os movimentos de cada animal enquanto vão para o espaço em que realizarão o jogo. Na área externa, convide todo o grupo a retornar para a roda. Pergunte o que pre- cisam fazer para jogar a brincadeira da onça. Com o apoio das regras, envolva as crianças nas decisões que serão tomadas: onde ficará posicionada a fila de por- cos, onde será o local do pássaro pekã, de onde a onça partirá, quem fará o papel da onça, do pássaro e dos porcos. Se houver disputa para representar os animais, inclua a turma na busca de uma solução. — Todos os animais são importantes nessa brincadeira Possível fala do(a) professor(a) 1 2 3 Conjunto: Jogos na área externa 54 EI_MT_CP_PF.indb 54EI_MT_CP_PF.indb 54 05/10/2023 14:00:4505/10/2023 14:00:45 Caso alguma criança não queira participar, ofereça opções, como conversar com aquelas que já foram pegas pela onça ou ajudar no registro fotográfico. É importante deixar claro que ela poderá entrar na brincadeira depois, se desejar. Observe o jogo e veja se todos compreenderam seus papéis e as regras. Caso seja necessário, dê orientação individual a quem estiver precisando. Os jogos de regras envolvem aspec- tos físicos, emocionais, cognitivos e sociais. Atente-se às respostas das crianças aos desafios que o jogo proporciona. Essas observações devem guiar as intervenções delas, que podem ser individuais ou coletivas, dependendo da situação. Apoie as crianças na descoberta e na percepção dos próprios corpos e sentimentos durante a brincadeira. Participe também da brincadeira com elas. A repetição aprimora a vi- vência, portanto, caso queiram, incentive a turma a jogar novamente. — Por que você acha que foi pego pela onça? — Vamos observar como os colegas fazem para se movimentar sem serem pegos? Possíveis falas do(a) professor(a) Observe o envolvimento e o interesse do grupo. Quando perceber que o tempo de jogo já foi suficiente, encaminhe para a finalização. Antecipe às crianças que, ao retornar à sala, terão um tempo de leitura e pesquisa em livros. Já na sala, conte que você separou alguns livros para que possam pesquisar e conhecer mais a respeito dos assuntos sobre os quais conversaram. Diga que são livros que falam de culturas indígenas brasileiras e de animais da fauna brasilei- ra, entre outros. Motive-as a escolher e folhear os livros em pequenos grupos, se preferirem. Observe os interesses e demonstre um comportamento leitor, escolhen- do algum livro para ler também. Pode ser que algumas crianças se aproximem e perguntem o que você está lendo. Compartilhe a leitura com elas e circule pelos espaços e grupos, demonstrando interesse pelas descobertas e diálogos. Para finalizar Quando a turma estiver se dispersando da leitura, deixando os livros de lado para buscar outras atividades, comunique que o momento está se encerrando e que de- vem colaborar na organização dos livros. Acomode-os em local acessível e diga às crianças que, havendo interesse, podem retomar a leitura. O QUE FAZER DEPOIS Proponha que joguem a brincadeira da onça outras vezes e que pesquisem outros jogos da comunidade indígena Panará, bem como de outras comunidades indígenas. Retome com os pequenos os animais do jogo e peça para que escolham um. Em seguida, converse com as crianças sobre o habitat do animal que escolheram, assim como do que se alimenta e qual é o seu predador natural. Pergunte também se há alguém que tem um animal de estimação em casa. Aproveite esse momento para conversar com as crianças sobre a importância dos cuidados em rela- ção aos animais domésticos. 4 5 6 Atividade: Brincadeira da onça 55 EI_MT_CP_PF.indb 55EI_MT_CP_PF.indb 55 05/10/2023 14:00:4505/10/2023 14:00:45 ATIVIDADE 3 VOLENÇOL Tempo sugerido: 1 hora e 30 minutos Objetivos de aprendizagem: EI03EO03, EI03CG03, EI03ET07, EI03ET08 O QUE FAZER ANTES � Contextos prévios Para que a atividade seja realizada, é importante que a turma já tenha explorado gráficos, seja organizando um, seja fazendo a leitura de informações. � Materiais F Bola leve, do tipo “dente de leite”; F Lençóis velhos, mas em bom estado, coletados previamente com os responsáveis; F Regras do jogo Volençol; F Blocos de montar; F Imagens de gráficos de barras comparativos entre duas informações; F Varal ou mural para pendurar as imagens dos gráficos; F Um celular ou uma câmera fotográfica e o caderno de campo para registrar a atividade. Sugestão de leitura • Regras do jogo Volençol. Nova Escola. Disponível em: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws. com/hzAvsbXWaC29QBfmFh9RYXsMXvqt3CZAA6ZB2VMd2cQsdm3ChBbjNcRN6dsa/eisem001box0006- brincadeiras-volencol-material-didatico-conteudo2-regras-jogo.pdf. Acesso em: 16 jun. 2023. � Espaços Planeje para que a atividade aconteça em dois espaços, iniciando na área externa e finalizando na sala. Caso não seja possível utilizar um espaço externo, você pode utilizar a própria sala, o importante é adaptar a prática à sua realidade. � Perguntas para guiar suas observações 1. Quais estratégias as crianças utilizam para pontuar no jogo? Como coordenam os movimentos do lençol e resolvem os conflitos? 2. Como realizam a contagem dos pontos? Apoiam-se em que estratégias e conhe- cimentos prévios? 3. De que maneira as crianças compreendem a relação entre número e quantidade na elaboração do gráfico? A que recursos recorrem? Como são as trocas entre as crianças com conhecimentos diferentes a esse respeito? Conjunto: Jogos na área externa 56 EI_MT_CP_PF.indb 56EI_MT_CP_PF.indb 56 05/10/2023 14:00:4505/10/2023 14:00:45 https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/hzAvsbXWaC29QBfmFh9RYXsMXvqt3CZAA6ZB2VMd2cQsdm3ChBbjNcRN6dsa/eisem001box0006-brincadeiras-volencol-material-didatico-conteudo2-regras-jogo.pdf https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/hzAvsbXWaC29QBfmFh9RYXsMXvqt3CZAA6ZB2VMd2cQsdm3ChBbjNcRN6dsa/eisem001box0006-brincadeiras-volencol-material-didatico-conteudo2-regras-jogo.pdf https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/hzAvsbXWaC29QBfmFh9RYXsMXvqt3CZAA6ZB2VMd2cQsdm3ChBbjNcRN6dsa/eisem001box0006-brincadeiras-volencol-material-didatico-conteudo2-regras-jogo.pdf O QUE FAZER DURANTE Convide as crianças para que se sentem em roda com você. Compartilhe que tem uma sugestão de um novo jogo e que para jogá-lo utilizarão uma bola e dois len- çóis. Apresente os materiais e incentive as crianças para que levantem hipóteses sobre o jogo. Conte que o nome do jogo é Volençol e busque a participação do grupo perguntando se conhecem algum jogo que tenha um nome parecido. Pos- sibilite que expressem as ideias que tiverem e valorize-as. Mostre e leia as regras para a turma e depois pergunte o que será necessário fazer para jogar. Envolva todo o grupo na organização prévia do jogo, momento em que haverá divisão de times, espaço, posição, sempre de acordo com as regras do jogo. Convide as crianças para que vivenciem o jogo na área externa. Caso alguma de- las não queira participar, convide-a para que ajude a pegar a bola quando ela cair do lençol ou, ainda, peça ajuda no registro fotográfico, mas busque incentivá-la a participar no decorrer da brincadeira. Enquanto elas jogam, observe as estratégias que desenvolvem: como movimentam o lençol, se fazem seu próprio movimento ou procuram observar os colegas e coordenar as ações, se existe uma liderança que organiza o grupo. Após algumas tentativas, as equipes podem começar a de- senvolver estratégias para marcar ponto e ocorrer uma contagem espontânea dos pontos. Observe como essa contagem se dá. Quando o tempo estimadopara o jogo estiver se esgotando, avise que será a úl- tima disputa de ponto e que o jogo será encerrado. Combine a organização dos materiais e convide as crianças para se sentar em roda com você. Converse so- bre como foi jogar Volençol, qual foi o placar final, como fizeram para contar os pontos. Enriqueça o diálogo com o que observou durante o jogo e pergunte como sabem quem está ganhando. Proponha às crianças que façam mais uma rodada de Volençol, mas agora controlando os pontos para que, a qualquer momento da partida, possam saber como está a disputa. Peça que sugiram formas de fazer esse controle e, a partir das sugestões, escolham uma maneira para utilizá-la. De- pendendo da sugestão que for escolhida pelo grupo, talvez seja preciso coletar o material antes de iniciar a partida. — De que forma podemos registrar os pontos para acompanhar quanto está o jogo durante a partida? — Alguém precisa ficar responsável pela marcação, não é mesmo? Possíveis falas do(a) professor(a) Retome o jogo começando uma nova rodada com pontuação zerada e ofereça apoio, se necessário, durante o registro ou a marcação dos pontos. No decorrer da partida, sugira que confiram o placar. Decorrido o tempo proposto para a partida, diga à turma que essa será a última disputa. Finalizado o jogo, proponha a todo o grupo que verifique o placar. Peça às crianças que realizaram a marcação para que falem sobre a experiência de 1 2 3 4 5 Atividade: Volençol 57 EI_MT_CP_PF.indb 57EI_MT_CP_PF.indb 57 05/10/2023 14:00:4505/10/2023 14:00:45 registrar os pontos e que estratégias utilizaram. Informe que retornarão para a sala e lá continuarão conversando sobre o Volençol. Na sala, em roda, convide uma criança para registrar a pontuação de cada equipe no quadro. Caso ela faça uso dos numerais correspondentes, pergunte a todo o grupo de que outra forma vocês podem representar as quantidades de pontos para comparação e visualização. Garanta que as ideias emerjam do grupo. Se nenhu- ma criança citar o gráfico, diga que você trouxe gráficos de algumas competições para que possam observar como as informações estão representadas. Convide as crianças para que comparem as barras e identifiquem quem está ganhando. En- quanto fazem a leitura, retome com elas os conhecimentos prévios sobre o assunto. Proponha a cada time que faça sua barra de pontos marcados no jogo, utilizando os blocos de montar. Organize com as crianças a divisão do espaço da sala para cada time. Enquanto as crianças constroem a barra, observe que conhecimentos mobilizam, se recorrem ao numeral escrito no quadro, se há uma liderança, se to- das se envolvem no processo, como são as trocas entre elas. Após a construção da barra de cada grupo, convide as equipes a se sentar em roda. Solicite que tragam as barras, posicionando-as uma ao lado da outra. Converse com as crianças sobre o gráfico finalizado, peça que façam a leitura das informações contidas nele. Con- vide uma delas para registrar o gráfico produzido coletivamente, fotografando-o. Para finalizar Peça às equipes que organizem os blocos de montar na caixa. Convide algumas crianças para fixar no varal ou no mural as imagens dos gráficos. Diga que a foto do gráfico feito com os blocos de montar também será incluída. O QUE FAZER DEPOIS Repita a atividade propondo às crianças que convidem outra turma da escola para jo- gar o Volençol. Você pode sugerir também que organizem um campeonato. Elas podem experimentar outras formas de registro de pontos e construir gráficos sobre o campeonato, testando agrupamentos, como duplas ou pequenos grupos. A partir do campeonato e dos registros, elas podem manter um painel informativo dos jogos para acompanhamento dos responsáveis em momentos de entrada e saída. 6 7 Conjunto: Jogos na área externa 58 EI_MT_CP_PF.indb 58EI_MT_CP_PF.indb 58 05/10/2023 14:00:4505/10/2023 14:00:45 ATIVIDADE 4 QUEIMADA ABELHA-RAINHA Tempo sugerido: 1 hora e 20 minutos Objetivos de aprendizagem: EI03EO03, EI03EO07, EI03CG02 O QUE FAZER ANTES � Contextos prévios Esse jogo é uma adaptação da queimada tradicional, por isso é importante que as crian- ças já conheçam a brincadeira no formato tradicional. � Materiais F Itens para contextualização: imagens impressas de abelhas e colmeias, que podem ser fotos, desenhos e livros informativos, bem como abelhas de brinquedo, de fantoches ou feitas de material reciclado; F Uma bola leve e de tamanho médio, para que as crianças consigam segurar e lançar a uma boa distância; F Varais, mesas e tapetes; F Giz de lousa, se necessário; F Um equipamento para reprodução do áudio de um zumbido de abelha em volume baixo, para que apenas quem se aproxima possa ouvi-lo; F Um equipamento para reprodução de vídeos sobre o tema (TV, tablet ou um notebook), conforme as possibilidades de sua escola; F Um celular ou uma câmera fotográfica, o caderno de campo e uma caneta para registrar a atividade; F Regras do jogo da Queimada abelha-rainha. Sugestão de leitura • Regras do jogo: Queimada abelha-rainha. Nova Escola. Disponível em: https://nova-escola-producao. s3.amazonaws.com/q3zRJT5T2fEG7cydTVdh6neC9qUtQ7f8xjrA3acfEZjkQgtCmcMz7M3CzPCq/edi3- 07und04-regras-queimada-abelha-rainha.pdf. Acesso em: 16 jun. 2023. � Espaços Planeje para que a atividade aconteça em dois espaços, iniciando-se na sala e passando para a área externa. Organize a sala com materiais que remetam à temática do jogo. Dis- Atividade: Queimada abelha-rainha 59 EI_MT_CP_PF.indb 59EI_MT_CP_PF.indb 59 05/10/2023 14:00:4505/10/2023 14:00:45 https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/q3zRJT5T2fEG7cydTVdh6neC9qUtQ7f8xjrA3acfEZjkQgtCmcMz7M3CzPCq/edi3-07und04-regras-queimada-abelha-rainha.pdf https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/q3zRJT5T2fEG7cydTVdh6neC9qUtQ7f8xjrA3acfEZjkQgtCmcMz7M3CzPCq/edi3-07und04-regras-queimada-abelha-rainha.pdf https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/q3zRJT5T2fEG7cydTVdh6neC9qUtQ7f8xjrA3acfEZjkQgtCmcMz7M3CzPCq/edi3-07und04-regras-queimada-abelha-rainha.pdf ponha os recursos em diferentes espaços da sala, como em varais, mesas e tapetes, assim as crianças circularão pelas diversas possibilidades. Para a brincadeira, o melhor lugar é uma quadra, porque já tem as divisões de campos e delimitações de áreas. Não sendo possível, escolha outro espaço e, previamente, divida-o em dois campos, separando uma área atrás de cada um deles, chamada de “morto”, para onde vão as crianças que são atingidas. Essas marcações podem ser feitas no chão com um giz. � Perguntas para guiar suas observações 1. Como as crianças expressam o interesse delas pelo tema das abelhas? Como se envolvem com os materiais disponibilizados? 2. Como realizam os diversos movimentos durante o jogo? Demonstram segurança, por exemplo, tentando pegar a bola para “queimar” o time adversário? 3. Quais estratégias individuais desenvolvem durante o jogo? Que linguagens utilizam para comunicação com os colegas da equipe? Que estratégias criam coletivamente? O QUE FAZER DURANTE Convide as crianças para que entrem na sala previamente organizada. Sugira que circulem livremente pelo espaço observando e explorando os materiais dispostos. Observe reações, expressões faciais e corporais. Faça intervenções a partir das manifestações delas. Deixe as crianças ouvirem o zumbido mais de uma vez. Aco- lha todas as expressões e ofereça apoio, se necessário. — Que som é esse? — Você conhece? — Atenção, o(a) professor(a) vai deixar vocês ouvirem novamente! Possíveis falas do(a) professor(a) Com todo o grupo em roda, pergunte sobre as observações que fizeram, o que acharam interessante e o que mais chamou a atenção. Quando alguém se referir a uma imagem, um livro ou um brinquedo específico, peça que mostre qual é ou que traga-o para a roda para mostrar a todos. Converse sobre o que sabem a res- peito das abelhas, da colmeia e da abelha-rainha. Dê tempo para a troca de infor- mações e garanta quetodos estejam envolvidos. No entanto, tenha atenção, pois o direcionamento é para a brincadeira. Novas discussões podem ser exploradas posteriormente. • Elas podem ficar empolgadas ou demonstrar medo de abelha e aflição ao ouvir o zumbido dela. Possível ação das crianças Convide as crianças para jogar Queimada abelha-rainha na área externa da es- cola. Lembre-as de que já jogaram queimada e pergunte quem se lembra como se joga, quais são as regras e o que é preciso para jogá-la. Depois pergunte como 1 2 3 Conjunto: Jogos na área externa 60 EI_MT_CP_PF.indb 60EI_MT_CP_PF.indb 60 05/10/2023 14:00:4505/10/2023 14:00:45 será que se joga Queimada abelha-rainha. Ouça as suposições dos pequenos, va- lorizando as hipóteses deles. Socialize as regras para então conversar sobre o que é necessário para jogar. Sugira que se desloquem até o espaço externo imitando uma abelha. Entre na brincadeira e “voe” com as crianças também. No espaço externo, organize a partir das ideias das crianças a divisão dos dois ti- mes. Diga que é hora de se reunirem em equipes para decidir quem será a abelha- -rainha. Dê um tempo para que tomem a decisão e conclua os combinados para o início da partida, sempre retomando as regras. Convide a turma para jogar. Observe como as crianças atuam diante dos diversos desafios que a atividade propõe e faça registros fotográficos e escritos das ações para nortear as intervenções. Esse é um jogo em que as crianças precisarão de- senvolver táticas individuais e coletivas. O jogo prossegue até que uma das abe- lhas-rainhas seja “queimada”. Após o término da partida, sugira que procurem um lugar agradável para que se sentem. Proponha uma conversa para que as crianças relatem a experiência do jogo. Pergunte também sobre os movimentos corporais que realizaram no jogo, como abaixar para escapar da bola, correr e arremessar a bola. Convide-as a de- monstrar os movimentos enquanto contam como fizeram. — Como vocês se comunicaram em equipe? Encontraram algum desafio durante o jogo? — Quais estratégias utilizaram para proteger a abelha-rainha? — Como vocês descobriram quem era a abelha-rainha do time adversário? Possíveis falas do(a) professor(a) Para finalizar Finalizada a socialização de experiências, convide todo o grupo para se sentar e respirar profundamente algumas vezes. As crianças podem fechar os olhos, sentir o ar entrando e saindo. Depois peça para que abram os olhos e se levantem devagar. O QUE FAZER DEPOIS Repita o jogo outras vezes para que as crianças tenham oportunidade de desenvolver ou- tras estratégias e também diferentes formas de se comunicar em equipe, para então perceber o que deu certo e o que não deu. Proponha à turma que insira novos desafios no jogo ( jogar com duas bolas; quem estiver no “morto” pode “queimar”; ou quem for “queimado” passa para o outro time). Quando essas variações no jogo acontecerem, retome as regras com as crianças e proponha que as reescrevam coletivamente, fazendo as alterações necessárias. 4 5 6 Atividade: Queimada abelha-rainha 61 EI_MT_CP_PF.indb 61EI_MT_CP_PF.indb 61 05/10/2023 14:00:4505/10/2023 14:00:45 ATIVIDADE 5 PEGA-PEGA NUNCA TRÊS Tempo sugerido: 60 minutos Objetivos de aprendizagem: EI03EO03, EI03CG02, EI03CG03, EI03CG04 O QUE FAZER ANTES � Contextos prévios Para desenvolver a proposta, é importante que as crianças possuam um repertório prévio de brincadeiras de pega-pega, pois na atividade vão aprender uma variação da brincadeira. � Materiais F Papel para cartaz; F Marcador gráfico (pincel, caneta hidrocor); F Giz de lousa, papel e lápis de cor para as crianças desenharem no chão, caso não queiram participar da proposta; F Regras do jogo Pega-pega nunca três; F Um celular ou uma câmera fotográfica e o caderno de campo para registrar a atividade. Sugestão de leitura • Regras Pega-pega nunca três. Nova Escola. Disponível em: https://nova-escola-producao.s3. amazonaws.com/Tns9nqD6cJdZeR5g5yX9PewayBMfHJVrKtNykrshYCjZgsQJ993RvHrNH8rz/ atividade-para-impressao-regras-pega-pega-nunca-tres-edi3-07und05.pdf. Acesso em: 16 jun. 2023. � Espaços Recomenda-se que a atividade ocorra na área externa da escola, podendo ser em uma quadra, um pátio ou um gramado. Caso não seja possível organizar o espaço para a ati- vidade em uma área externa, você pode utilizar a própria sala, o importante é adaptar a prática à sua realidade. � Perguntas para guiar suas observações 1. Como as crianças se movimentam no jogo? Demonstram agilidade, controle dos movimentos corporais? Deslocam-se com segurança? Que estratégias utilizam para fugir ou pegar? 2. Como ocorre a interação entre as crianças? Cooperam umas com as outras, por exemplo, avisando o colega que passou a ser fugitivo e que deve correr? Com- preendem e desempenham os diferentes papéis propostos? Conjunto: Jogos na área externa 62 EI_MT_CP_PF.indb 62EI_MT_CP_PF.indb 62 05/10/2023 14:00:4505/10/2023 14:00:45 chrome-extension://efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj/https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/Tns9nqD6cJdZeR5g5yX9PewayBMfHJVrKtNykrshYCjZgsQJ993RvHrNH8rz/atividade-para-impressao-regras-pega-pega-nunca-tres-edi3-07und05.pdf chrome-extension://efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj/https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/Tns9nqD6cJdZeR5g5yX9PewayBMfHJVrKtNykrshYCjZgsQJ993RvHrNH8rz/atividade-para-impressao-regras-pega-pega-nunca-tres-edi3-07und05.pdf chrome-extension://efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj/https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/Tns9nqD6cJdZeR5g5yX9PewayBMfHJVrKtNykrshYCjZgsQJ993RvHrNH8rz/atividade-para-impressao-regras-pega-pega-nunca-tres-edi3-07und05.pdf 3. Quais alterações corporais foram observadas com o jogo? As crianças consideram aspectos do autocuidado? De que forma? O QUE FAZER DURANTE Convide as crianças para que se sentem em roda com você. Converse sobre como brincam de pega-pega e observem se há jeitos diferentes de jogar. Proponha o re- gistro dessas formas. Como escriba, faça uma lista dos jogos indicados por elas no cartaz, decidindo em conjunto o nome das variações que surgirem. — Que legal! Não conheço esse pega-pega. Será que tem outro nome? — Vamos registrar neste cartaz para jogarmos algum dia? Possíveis falas do(a) professor(a) Compartilhe que conhece um jogo que se chama “Pega-pega nunca três” e que gostaria de jogar com elas. Pergunte como acham que é essa brincadeira, possibi- litando que as crianças levantem hipóteses e expressem suposições. Leia as regras com a turma e levante o que compreenderam sobre a forma de jogar. — Quem gostaria de explicar para a turma o que entendeu sobre a forma de jogar o Pega-pega nunca três? Possível fala do(a) professor(a) Envolva as crianças na organização necessária, como divisão em duplas, distribui- ção delas pelo espaço, quem será o pegador e o fugitivo. Após essa organização, inicie a vivência. Participe da brincadeira com as crianças e, enquanto jogam, ob- serve se todas estão seguras, compreendendo o papel que estão desempenhan- do e se estão envolvidas no jogo. Observe como são as interações, se avisam os colegas que precisam se soltar da dupla e fugir, se todas as duplas estão partici- pando ou se sempre as mesmas são escolhidas. Se necessário, faça intervenções, conversando sobre a importância da participação de todos. Caso alguma criança não queira participar, dê a ela alguma opção de atividade que possa fazer próxi- ma ao local em que a turma está, como desenhar com um giz de lousa no chão ou com lápis de cor em um papel. É muito importante que você participe também. Fique atento ao envolvimento e à disposição das crianças no jogo. Quando a turma começar a demonstrar cansaço, pare e convide as crianças para que se sentem em roda com você. Em roda, com todo o grupo, peça às crianças que fechem os olhos por alguns se- gundos e percebam o próprio corpo. Pergunte se notam alguma mudança em seus corpos após o início do jogo. Peça que abram os olhos e contem sobreo que acha- ram que mudou no próprio corpo após o jogo. Envolva os pequenos na conversa e pergunte sobre que cuidados são necessários após a prática de uma atividade física como a que acabaram de realizar. Provavelmente as crianças compartilharão 1 2 3 4 5 Atividade: Pega-pega nunca três 63 EI_MT_CP_PF.indb 63EI_MT_CP_PF.indb 63 05/10/2023 14:00:4505/10/2023 14:00:45 conhecimentos e experiências a respeito da necessidade de beber água, respirar mais fundo ou lavar o rosto suado. É importante criar condições para que as ideias relacionadas ao autocuidado emerjam das crianças, a partir de suas próprias vivên- cias e da interação com os outros. Escute e problematize algumas ideias e ações, se necessário. Para finalizar A partir da conversa realizada, diga às crianças que será o momento de colocar em prática os cuidados levantados. O QUE FAZER DEPOIS Repita a atividade aproveitando as indicações iniciais das crianças sobre as variações de pega-pega. Organize com elas uma pesquisa com outras turmas da escola sobre os jogos de pegar que conhecem. A partir dos jogos pesquisados, combine a vivência da- queles que as crianças desejarem. É possível que muitas dessas brincadeiras possam estar listadas no cartaz produzido na atividade Jogos no quintal, deste conjunto. Consi- dere oportunizar essas relações entre as brincadeiras com as crianças. Se sua cidade for composta por povos originários, mas não haja nenhuma criança indígena na sua turma, busque a secretaria da escola para saber se há crianças indígenas em outras turmas para que sejam convidadas a brincar com seu grupo. Outra opção é buscar a Secretaria da Educação de seu município para obter mais informações sobre comunidades indígenas na região e planejar uma visita. Conjunto: Jogos na área externa 64 EI_MT_CP_PF.indb 64EI_MT_CP_PF.indb 64 05/10/2023 14:00:4505/10/2023 14:00:45 Colecionar objetos é uma maneira lúdica de promover diversas apren- dizagens relativas às relações interpessoais, ao conhecimento mate- mático e às atitudes de cuidado e preservação. Enquanto colecionam, as crianças se deparam com situações problematizadoras contextua- lizadas atinentes às noções de quantidade, identificação e sequência numérica, contagem, soma, divisão, entre outras. Elas também apren- dem a ser cooperativas e a se responsabilizar por suas coleções. Essa é uma abordagem que potencializa as aprendizagens a partir do pro- tagonismo da criança em interações diversas. Esta é uma sequência didática cujas atividades devem ser desenvolvi- das com a turma na ordem em que são apresentadas. Elas propõem uma consequente ampliação de desafios por meio da inter-relação umas com as outras, no que tange às discussões e aos recursos utilizados para o aprofundamento dos objetivos de aprendizagem e desenvolvimento. DRC-MT � Campos de experiências explorados nesta sequência O eu, o outro e o nós. Escuta, fala, pensamento e imaginação. Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações. � Objetivos de aprendizagem e desenvolvimento explorados nesta sequência EI03EO02 Agir de maneira independente, com confiança em suas capacidades, reconhecendo suas conquistas e limitações. EI03EO04 Comunicar suas ideias e sentimentos a pessoas e grupos diversos. EI03EO07 Usar estratégias pautadas no respeito mútuo para lidar com conflitos nas interações com crianças e adultos. EI03EF01 Expressar ideias, desejos e sentimentos sobre suas vivências, por meio da linguagem oral e escrita (escrita espontânea), de fotos, desenhos e outras formas de expressão. EI03ET01 Estabelecer relações de comparação entre objetos, observando suas propriedades. EI03ET04 Registrar observações, manipulações e medidas, usando múltiplas linguagens (desenho, registro por números ou escrita espontânea), em diferentes suportes. EI03ET05 Classificar objetos e figuras de acordo com suas semelhanças e diferenças. EI03ET07 Relacionar números às suas respectivas quantidades e identificar o antes, o depois e o entre em uma sequência. COLECIONANDO OBJETOS SEQUÊNCIA 4 SD 65 EI_MT_CP_PF.indb 65EI_MT_CP_PF.indb 65 05/10/2023 14:00:4605/10/2023 14:00:46 ATIVIDADE 1 INICIANDO COLEÇÕES Tempo sugerido: 40 minutos Objetivos de aprendizagem: EI03EO04, EI03EF01, EI03ET04 O QUE FAZER ANTES � Contextos prévios Para realizar a atividade, é necessário que você pesquise sobre colecionadores e suas coleções, escolhendo alguns deles para compartilhar com as crianças no início da atividade. Organize previamente a turma em pequenos grupos de três a cinco integrantes. Atenha-se às competências matemáticas de contagem, correspondência numérica, reconhecimento e registro de numerais, de forma que crianças com conhecimentos matemáticos distintos fiquem em um mesmo grupo e apoiem o aprendizado umas das outras. Além disso, considere as relações de interação entre as crianças para que todas se sintam acolhidas nos grupos. � Materiais F Imagens impressas de colecionadores e de suas coleções (se não for possível imprimir, as imagens poderão ser digitais e devem ser exibidas a partir de um dispositivo eletrônico; nesse caso, você precisará ajustar suas intervenções na primeira etapa da atividade). Alguns colecionadores de Mato Grosso: Ruben Fábio Matos Ferreira – colecionador de moedas e selos brasileiros –, Dário Tavares dos Santos – colecionador de carros antigos –, Marinho Akioshi Kaba (município de Poxoréu) – colecionador de fósseis, pedras, rochas e madeiras; F O caderno de campo para registro de intervenções e registro do processo de captura e construção das coleções; F Tabela em uma folha de cartolina, já contendo os nomes das crianças separados em pequenos grupos, para que elas registrem sugestões para as coleções, conforme o modelo a seguir. GRUPO (NOME DAS CRIANÇAS) COLEÇÃO META DE QUANTIDADE Grupo 01: nome da criança 1, nome da criança 2, nome da criança 3, nome da criança 4. botões 100 Grupo 02: nome da criança 1, nome da criança 2, nome da criança 3, nome da criança 4. tampinhas de garrafa 200 Grupo 03: nome da criança 1, nome da criança 2, nome da criança 3, nome da criança 4. pedrinhas 100 Grupo 04: nome da criança 1, nome da criança 2, nome da criança 3, nome da criança 4. bolinhas de gude 80 Grupo 05: nome da criança 1, nome da criança 2, nome da criança 3, nome da criança 4. figurinhas 300 Sequência: Colecionando objetos 66 EI_MT_CP_PF.indb 66EI_MT_CP_PF.indb 66 05/10/2023 14:00:4605/10/2023 14:00:46 � Espaços Preveja um espaço para a roda que será realizada no decorrer da proposta e deixe próximos todos os materiais, fixando a tabela em uma parede central e a uma altura que facilite que as crianças a preencham. Observe também a necessidade de um espaço para que elas se reúnam em pequenos grupos e planejem as coleções, conforme o modelo. � Perguntas para guiar suas observações 1. Quais são as hipóteses apresentadas pelas crianças sobre as coleções e os cole- cionadores mostrados nas imagens? Que conhecimentos trazem sobre o ato de colecionar? 2. De que forma elas reagem à proposta de criação das coleções? Ficam animadas? Propõem objetos para colecionar? 3. Como as crianças interagem durante a escolha e o registro das coleções nos grupos? Ajudam umas às outras? Escrevem de forma espontânea? Solicitam ajuda? O QUE FAZER DURANTE Convide todo o grupo para se sentar com você em uma roda e compartilhe que você preparou algumas imagens para que conheçam uma atividade chamada “colecio- nar”. Diga que mostrará as imagens para a turma e depois as passará de mão em mão, de modo que possam observar melhor os detalhes. Explore com as crianças as coleções, a história dos colecionadores e o porquê de se colecionar tais obje- tos. Incentive-as a criar hipóteses sobre os motivos para alguém ser colecionador de algo e as razões pelas quais se escolhe determinado objeto. Sonde o que elas já conhecem sobre coleções. Proponha a todo o grupo a criação de coleções. Conteque elas vão se organizar em pequenos grupos e sugerir objetos para colecionar. Avise-as também que vão combinar quantos objetos desejam obter, estipulando uma meta de quantidade. Diga ainda que, ao se escolher o objeto e a quantidade, elas devem ir até a tabela fixada na parede e registrar essas informações. Assegure-se de que compreendam quais tipos de materiais podem ser usados nas coleções. Deixe as imagens das coleções acessíveis às crianças. Circule entre os pequenos grupos e incentive-os para que digam quais objetos podem colecionar e em qual quantidade querem chegar. Acolha todas as sugestões e valide-as. Caso o objeto proposto seja algo inacessível para a coleção, instigue as crianças a repensar a sugestão e apresentar outra. Atente-se para que seu apoio nessa construção seja positivo, a fim de que as crianças se sintam encorajadas a trazer novas ideias. Assim que o pequeno grupo entrar em um consenso sobre qual objeto vão colecionar, incentive as crianças a refletir sobre uma meta de quantidade. Pergunte, por exemplo, quantos objetos desejam adquirir para considerar a coleção completa e finalizada. 1 2 3 Atividade: Iniciando coleções 67 EI_MT_CP_PF.indb 67EI_MT_CP_PF.indb 67 05/10/2023 14:00:4605/10/2023 14:00:46 De acordo com o combinado no início da atividade, assim que um pequeno grupo tiver escolhido o objeto e a meta de quantidade para a coleção, direcione-o para a tabela fixada na parede. Pergunte se alguma das crianças gostaria de escrever e acolha a escrita espontânea delas. O mesmo processo deve acontecer na coluna para a meta de quantidade. Considere que as crianças possam se apoiar em alguma reta numérica já disposta na sala. Ao fim dessa etapa, se necessário, diga às crianças que você também registrará para os grupos o nome dos objetos e a quantidade esperada ao lado da escrita delas. Para finalizar Quando a turma já tiver escolhido e registrado os objetos e a meta de coleção, peça às crianças que retornem à grande roda. Leia com elas os objetos escolhidos pelos grupos e as metas de quantidades. Combine com os pequenos os dias em que os objetos poderão ser adicionados às coleções (todos os dias ou em um dia específico da semana) e o horário (no começo ou no fim do dia). Após os combinados, organize a turma para a próxima vivência da rotina. O QUE FAZER DEPOIS Dê continuidade à proposta de colecionar objetos e realize com as crianças a coleta dos itens, planejando com elas como a atividade será realizada. É possível organizar coleções temáticas como: coleção de elementos da natureza (objetos/elementos da natureza recolhidos no quintal das casas, no entorno do bairro e nas dependências da escola), coleção de memórias (objetos que compõem a história desde o nascimento das crianças), coleção de objetos antigos (objetos antigos de seus familiares e responsáveis). Envolva os responsáveis e os funcionários por meio de uma caixa de coleta na entrada da escola. Faça com as crianças os comunicados, a lista de objetos, entre outras ações. Se possível, convide colecionadores locais para estarem na escola em um momento de conversa com as crianças, a fim de exporem seus interesses de colecionadores e apresentarem alguns dos objetos às crianças. Retome com as crianças a quantidade de cada tipo de objeto colecionado e apresente para as crianças a função social dos números. Para isso, dialogue com os pequenos sobre a representação dos números a partir de suas vivências. Pode-se iniciar a partir da contextualização de algumas informações, como a idade e data de nascimento das crianças, organizando um mural para que elas visualizem o uso dos números nessa cronologia. No mesmo mural, relacione os membros da família (avô, avó, pai, mãe, irmãos etc.), identificando-os por recortes de revistas ou por desenhos realizados pelas crianças. É possível também relacionar o nome das crianças ao número de sua casa, apartamento, número do telefone da família, identidade da crianças como RG e CPF. 4 Sequência: Colecionando objetos 68 EI_MT_CP_PF.indb 68EI_MT_CP_PF.indb 68 05/10/2023 14:00:4605/10/2023 14:00:46 ATIVIDADE 2 CLASSIFICANDO ELEMENTOS DAS COLEÇÕES Tempo sugerido: 60 minutos Objetivos de aprendizagem: EI03EO02, EI03ET01, EI03ET05 O QUE FAZER ANTES � Contextos prévios É fundamental que as crianças já tenham iniciado as coleções de objetos de forma coletiva (em pequenos grupos de três a cinco crianças por coleção). Para realizar a classificação dos objetos, deve-se ter um mínimo de 40 objetos por grupo. Além disso, pesquise previamente alguns museus que acolham coleções para realizar um tour virtual. Se possível, organize visitas a museus, casa de cultura ou mostra cultural locais, que apresentem exposições relacionadas ao tema “coleções”. � Materiais F Um equipamento com acesso à internet para o tour virtual em museus que acolhem coleções. No caso da impossibilidade de realizar o tour virtual, você precisará ajustar suas intervenções na primeira etapa da atividade; F Coleções de objetos realizadas a partir da atividade Iniciando coleções, desta sequência; F Recipientes em quantidade suficiente ou com divisórias para que as crianças armazenem e organizem as coleções ao término da classificação; F Um celular ou uma câmera fotográfica, o caderno de campo e uma caneta para registrar a atividade. Sugestões de leitura • Programa Acervos em Rede. Instituto Brasileiro de Museus. Disponível em: https://antigo.museus. gov.br/acessoainformacao/acoes-e-programas/acervo-em-rede/. Acesso em: 23 jun. 2023. • Museu da Infância. Disponível em: https://www.unesc.net/portal/museu-da-infancia. Acesso em: 23 jun. 2023. � Espaços Organize um espaço para disponibilizar as coleções de objetos dos grupos e facilitar a or- ganização. Preveja ainda a necessidade de um espaço em que as crianças possam se reunir e organize os recipientes ou divisórias que possam acolher as coleções classificadas pelas crianças. As coleções podem ser organizadas de diferentes formas: em estantes, malas, caixas e prateleiras. Dependendo dos materiais a serem expostos, é possível também organizar uma exposição em forma de varal ou móbiles (com linhas de anzol pendurando os objetos no teto). Atividade: Classificando elementos das coleções 69 EI_MT_CP_PF.indb 69EI_MT_CP_PF.indb 69 05/10/2023 14:00:4605/10/2023 14:00:46 � Perguntas para guiar suas observações 1. De que forma as crianças reagem à proposta de classificação das coleções? Que comentários trazem sobre elas? Dão sugestões de classificação? 2. Quais critérios elas utilizam para classificar as coleções? Elas se inspiram nas orga- nizações e classificações observadas na visita sobre coleções ou criam as próprias formas de organização? 3. Como as crianças interagem durante a classificação nos grupos? Ajudam umas às outras? Acolhem as diferentes opiniões? O QUE FAZER DURANTE Inicie a atividade convidando todo o grupo para se sentar com você em uma roda. Diga que você preparou um tour virtual por alguns museus. Conte que se trata de uma forma de conhecer as coleções que estão em museus distantes e que o intui- to dessa visita virtual é que todos possam ver como as coleções são organizadas e quais objetos fazem parte delas. À medida que apresenta as imagens das cole- ções, incentive as crianças a expressar oralmente o que estão observando. Caso não seja possível realizar o tour virtual, uma opção é visitar a biblioteca da escola e apresentar a forma como a coleção de livros está categorizada. É possível, ain- da, evidenciar como a própria sala é composta por diversas coleções de objetos (mobiliário, material escolar) e que estes estão reunidos e organizados de acordo com algumas categorias. Se julgar pertinente, amplie o tour pela escola, levando as crianças para espaços administrativos também e aborde com elas as diferenças dos espaços e dos objetos, comentando como estão organizados. — Como os objetos estão organizados? Por tamanho,por cor ou por tipo? — Essa organização é a mesma do museu anterior? Possíveis falas do(a) professor(a) Encerre a visita virtual dizendo às crianças que você gostaria de fazer uma proposta desafiadora em relação aos objetos que elas estão colecionando em grupo. Diga-lhes que você gostaria que cada pequeno grupo organizasse sua própria coleção inspirado nas exposições que acabaram de visitar. Peça a cada grupo que classifique a coleção em diferentes seções. Rememore com os pequenos as diferentes possibilidades de classificações de itens de coleções vistas durante a visita virtual. Combine que todos investiguem formas de classificar as coleções. Instigue as crianças a refletir sobre quais características dos objetos vão escolher para que eles fiquem juntos ou separados na organização que estabelecerão. Combine com as crianças um tempo para isso e diga que depois vão partilhar com os colegas a forma que organizaram as coleções. Entregue as coleções respectivas de cada um e convide as crianças para que explorem e conversem sobre quais características os objetos possuem com relação a tamanhos, formatos e cores. Depois, peça que comecem a organizar a coleção e sigam a classificação escolhida. Por fim, oriente os pequenos a colocarem os objetos da coleção nos recipientes conforme a classificação. 1 2 3 Sequência: Colecionando objetos 70 EI_MT_CP_PF.indb 70EI_MT_CP_PF.indb 70 05/10/2023 14:00:4705/10/2023 14:00:47 Circule entre os pequenos grupos, apoie e problematize as interações das crianças e os critérios utilizados por elas para que realizem a classificação. Escute quais pistas elas estão trazendo, quais desafios estão vivenciando e que hipóteses constroem acerca do modo de se categorizar as coleções. Esse é um interessante processo de negociação e experimentação das possibilidades de classificação entre as crianças. Nesse momento, faça registros de algumas dessas relações, utilizando- os como forma de reflexão para futuros planejamentos e documentações. Continue investigando as relações que as crianças estão estabelecendo acerca das classificações. Note que alguns grupos podem se deparar com desafios. Esteja atento e apoie-os se for necessário. Compartilhe pensamentos e possibilite trocas entre os pares, instigando as crianças com perguntas que convidem para o aprofundamento e a sistematização da proposta. — Como esses objetos são parecidos? E diferentes? — Vamos lembrar como as coleções são organizadas nos museus virtuais que visitamos hoje? — Como vocês acham que poderíamos organizar? Possíveis falas do(a) professor(a) Quando a turma finalizar as classificações dos elementos da coleção, peça que voltem para a roda. Em seguida, inicie o diálogo a fim de investigar as diferentes maneiras que encontraram para classificar os objetos. Nesse sentido, incentive os pequenos grupos para que apresentem as classificações e contem como chegaram a essa organização. Incentive-os para que revelem as características consideradas na classificação e como os objetos estão guardados no recipiente para que não se desorganizem facilmente. Para finalizar Ao terminar a partilha, convide as crianças a guardar os recipientes com as coleções no espaço que reservou para acolhê-las e convide-as para que vivenciem a próxima atividade do dia. O QUE FAZER DEPOIS Em outro momento, você poderá convidar as crianças para que construam gráficos sobre as características e as quantidades de cada coleção de objetos (por exemplo: quantos objetos de cada cor, tamanho ou outro atributo há em cada uma das coleções). Fixe-os próximos à roda de conversa para que as crianças possam preenchê-los durante os diálogos sobre as características dessas coleções. 4 5 6 Atividade: Classificando elementos das coleções 71 EI_MT_CP_PF.indb 71EI_MT_CP_PF.indb 71 05/10/2023 14:00:4705/10/2023 14:00:47 ATIVIDADE 3 ACOMPANHANDO O CRESCIMENTO DAS COLEÇÕES Tempo sugerido: 60 minutos Objetivos de aprendizagem: EI03EO07, EI03ET04, EI03ET07 O QUE FAZER ANTES � Contextos prévios Para a realização da atividade, é importante que os pequenos grupos já estejam colecio- nando há algum tempo e tenham na coleção uma quantidade de objetos suficiente para tornar a contagem mais desafiadora. Considere uma quantidade mínima de 50 objetos por grupo. � Materiais F Recipientes com a classificação dos objetos da coleção usados na atividade Classificando elementos das coleções, desta sequência; F Coleções de objetos realizadas a partir da atividade Iniciando coleções, desta sequência; F Tabela de acompanhamento das coleções para cada um dos pequenos grupos; F Um celular ou uma câmera fotográfica, o caderno de campo e uma caneta para registrar a atividade. Sugestão de leitura • Acompanhamento das coleções. Nova Escola. Disponível em: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws. com/Zfgd4KMDtzJa Wjy32qbguQAJzgKyRVZuBQCvPH4cMPvKt CpYzzZfyVJ5yGN4/apresentacao-sem- titulo.pdf. Acesso em: 22 jun. 2023. � Espaços Organize um espaço para a roda de conversa que será realizada no início da atividade. Observe ainda a necessidade de um ambiente em que as crianças possam se reunir em pequenos grupos para que façam a contagem das coleções. � Perguntas para guiar suas observações 1. De que forma as crianças realizam a contagem? Quais estratégias utilizam? Orga- nizam ou agrupam os objetos para facilitar a contagem? 2. De que maneira elas registram a contagem? Utilizaram numerais, desenhos ou outras expressões gráficas? Como fizeram para compreender o registro do outro grupo? 3. As crianças interagem durante a contagem? Ajudam umas às outras? Contam juntas? Sequência: Colecionando objetos 72 EI_MT_CP_PF.indb 72EI_MT_CP_PF.indb 72 05/10/2023 14:00:4705/10/2023 14:00:47 https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/Zfgd4KMDtzJaWjy32qbguQAJzgKyRVZuBQCvPH4cMPvKtCpYzzZfyVJ5yGN4/apresentacao-sem-titulo.pdf https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/Zfgd4KMDtzJaWjy32qbguQAJzgKyRVZuBQCvPH4cMPvKtCpYzzZfyVJ5yGN4/apresentacao-sem-titulo.pdf https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/Zfgd4KMDtzJaWjy32qbguQAJzgKyRVZuBQCvPH4cMPvKtCpYzzZfyVJ5yGN4/apresentacao-sem-titulo.pdf O QUE FAZER DURANTE Convide todo o grupo para a roda. Conte que você está feliz com o crescimento das coleções e que vocês precisam contar os elementos para ver quantos objetos há em cada coleção. Peça que se organizem em pequenos grupos para realizar a contagem dos objetos e o registro escrito do resultado em uma tabela. Leia a tabela para as crianças. Esse é o momento para as crianças realizarem o reconhecimento dos objetos coletados e categorizados e para avaliarem o andamento da prática. Para tanto, possibilite a apreciação das crianças a todo o material já organizado até aqui. — Vocês notaram como nossas coleções estão crescendo? — Vocês têm ideia de quantos objetos temos em cada coleção? Como podemos descobrir? — Hoje, eu gostaria de propor uma contagem para saber quantos objetos temos em cada uma das coleções, assim vamos acompanhando o crescimento delas. Possíveis falas do(a) professor(a) Combine com a turma a duração da atividade, da contagem e do registro e peça que troquem de coleção com outro grupo para que realizem a contagem. Combine também que o grupo que terminar todo o processo pode organizar as coleções de volta ao local adequado e começar a se preparar para a próxima atividade da rotina. Ajude as crianças para que se organizem nos pequenos grupos que planejaram e coletaram os objetos. Observe ainda a necessidade de organizá-los no espaço, no chão ou em mesas, para que as crianças possam realizar a contagem e o registro. Circule entre os pequenos grupos e observe as estratégias de contagem. Tente perceber até que número conseguem contar, como se organizam para realizar a contagem, se realizam correspondência termo a termo e de que forma realizam os registros. Observe quando o barulho ou a intervenção de um colega faz uma criança perder a contagem.Ofereça apoio quando necessário. Registre, por meio de fotos, vídeos e anotações, suas observações para utilizá-las como forma de reflexão em planejamentos de outras atividades. Se você perceber que alguns grupos têm mais objetos do que são capazes de contar, aproxime-se das crianças, revise até quanto elas conseguiram contar e faça a contagem com elas. A partir disso, compartilhe com a turma o problema e pergunte se alguma das crianças tem sugestões para os colegas. • Elas podem chegar a uma estratégia eficaz de contagem por meio de registro de grupos de objetos ao invés de uma contagem da coleção inteira, por exemplo. Possível ação das crianças 1 2 3 4 Atividade: Acompanhando o crescimento das coleções 73 EI_MT_CP_PF.indb 73EI_MT_CP_PF.indb 73 05/10/2023 14:00:4705/10/2023 14:00:47 Quando um grupo terminar a contagem e o registro dos elementos da coleção, convide as crianças para que troquem de coleção com outro grupo que também tenha terminado a contagem. Troque também as tabelas entre eles. Apoie-as para que compreendam o registro do grupo anterior e incentive-as na contagem da coleção para a checagem do registro. Caso algum grupo encontre resultados diferentes dos registrados, reúna os dois grupos para que realizem uma checagem em conjunto. Apoie a nova contagem e possibilite reflexões e estratégias de ajuda mútua entre as crianças. Inicie um diálogo para investigar a importância da checagem quando há muitos elementos para contar. Para finalizar Observe que as crianças podem terminar a atividade em tempos diferentes. Assim, convide aquelas que terminaram para guardar os elementos das coleções no espaço apropriado. Depois, diga que fixará cada tabela para que voltem a fazer contagens, a fim de acompanhar e perceber o crescimento das coleções. Em seguida, convide todo o grupo para vivenciar a próxima atividade do dia. O QUE FAZER DEPOIS Em outros momentos, continue os registros nas tabelas por meio da contagem dos objetos das coleções. Crie oportunidades de investigar com as crianças questões acerca do crescimento da coleção e estimule-as para que pensem em alternativas e estratégias para esse acompanhamento, como dar continuidade no gráfico que começaram a construir, por exemplo. 5 Sequência: Colecionando objetos 74 EI_MT_CP_PF.indb 74EI_MT_CP_PF.indb 74 05/10/2023 14:00:4705/10/2023 14:00:47 ATIVIDADE 4 ESTIMATIVA DE QUANTIDADES COM COLEÇÕES Tempo sugerido: 30 minutos Objetivos de aprendizagem: EI03EO07, EI03ET04, EI03ET07 O QUE FAZER ANTES � Contextos prévios Para a realização da atividade, é importante que os pequenos grupos já estejam colecio- nando há algum tempo os itens que escolheram nas atividades anteriores desta sequência, e tenham uma quantidade de objetos suficientes na coleção para tornar a proposta mais desafiadora. Considere uma quantidade mínima de 50 objetos por grupo. � Materiais F Dois recipientes transparentes de mesmo tamanho, onde deverá ser armazenada, previamente, certa quantidade de objetos de duas coleções da turma. Por exemplo: em um recipiente você coloca 20 chaveiros e, em outro, 40 botões; F Um cartaz com a lista dos nomes das crianças em forma de tabela para registrar as estimativas; F Marcador gráfico (pincel e caneta hidrocor). F Um celular ou uma câmera fotográfica, o caderno de campo e uma caneta para registrar a atividade. � Espaços Organize um espaço na sala para a grande roda onde a atividade acontecerá. Nesse local, na parede, fixe o cartaz para registrar os palpites das crianças sobre as quantidades. � Perguntas para guiar suas observações 1. Como as crianças reagem à proposta? Tentam estimar a quantidade? Parecem sur- presas ao descobrir a quantidade? 2. De que forma tentam estimar as quantidades? Quais estratégias utilizam? Tentam contar por meio do pote transparente ou utilizam as dicas? 3. Como interagem durante a atividade? Ajudam umas às outras a contar? Compartilham estratégias de estimativa? Atividade: Estimativa de quantidades com coleções 75 EI_MT_CP_PF.indb 75EI_MT_CP_PF.indb 75 05/10/2023 14:00:4705/10/2023 14:00:47 O QUE FAZER DURANTE Com todo o grupo em roda, diga que você preparou uma brincadeira em que eles, ao olhar, sugiram quantos elementos das coleções há nos recipientes preparados. Conte que você dará algumas dicas e que cada criança poderá dar palpites. Di- ga-lhes também que você preparou um cartaz com os nomes delas e que anotará os palpites ao lado de cada nome para que, após a contagem, possam conferir se alguém conseguiu adivinhar a quantidade. Peça às crianças que observem os recipientes e pensem sobre as quantidades de objetos que cada um deles pode ter. Possibilite um momento em que, sem sua in- tervenção, elas conversem entre si e reflitam sobre as primeiras hipóteses de es- timativas. Após esse tempo, conte que preparou algumas dicas sobre as quantidades de cada recipiente para que apoiem as ideias que estão construindo. Então, comece a dar dicas sobre a quantidade em intervalos de número, por exemplo: “A quantidade de chaveiros está entre 30 e 50”. Observe como as crianças formulam estimativas e registre os palpites. Se o número de crianças e a dinâmica do grupo permitir, con- vide-as para que registrem os próprios palpites e propicie uma observação dos re- gistros numéricos. Nesse momento você pode sugerir que a criança consulte uma reta numérica ou que peça a algum colega que a ajude a se lembrar. Depois que a turma avaliar a quantidade de objetos, proponha que contem coleti- vamente a quantidade de objetos à medida que você for retirando cada um deles do recipiente. Ao final da contagem, verifique com as crianças se alguém estimou a quantidade correta ou quem ficou mais próximo. Convide essa criança para com- partilhar como ela pensou para sugerir esse resultado. Paute-se em investigar o que ela observou e se as dicas a ajudaram, por exemplo. Quando concluir as análises acerca de um recipiente, considere investigar com todo o grupo a quantidade do outro recipiente que selecionou. Utilize as mesmas estratégias da primeira estimativa. Para finalizar Conte à turma qual a próxima atividade do dia a ser realizada, trabalhando, assim, a noção de tempo e oferecendo previsibilidade. Depois, convide as crianças para iniciar a próxima vivência. 1 2 3 4 5 Sequência: Colecionando objetos 76 EI_MT_CP_PF.indb 76EI_MT_CP_PF.indb 76 05/10/2023 14:00:4705/10/2023 14:00:47 O QUE FAZER DEPOIS Realize outros desafios como esse ao longo das semanas com as outras coleções da turma e considere ainda trazer recipientes de tamanhos diversos. Coloque objetos grandes em um recipiente pequeno, por exemplo, ou vá alternando o tamanho dos recipientes em re- lação aos objetos. Possibilite ainda o contato com a logística da organização de um acervo, por meio de uma visita e de uma conversa com um bibliotecário, com um curador de museu, entre outras possibilidades. Reflita com as crianças sobre estratégias para catalogar os mais variados itens. Isso será necessário para a realização da atividade Organização do acervo de coleções, desta sequência. Atividade: Estimativa de quantidades com coleções 77 EI_MT_CP_PF.indb 77EI_MT_CP_PF.indb 77 05/10/2023 14:00:4705/10/2023 14:00:47 ATIVIDADE 5 ORGANIZAÇÃO DO ACERVO DE COLEÇÕES Tempo sugerido: 1 hora e 30 minutos Objetivos de aprendizagem: EI03EO07, EI03ET01, EI03ET05 O QUE FAZER ANTES � Contextos prévios Para realizar a proposta, é fundamental que as crianças já tenham concluído o agrupamento dos objetos que colecionam a partir da meta estabelecida na atividade Classificando elementos das coleções, desta sequência. Considere, ainda, que é essencial ter possibilitado aos pequenos grupos o contato com a logística da organização de um acervo para que reflitam sobre estratégias para catalogar e organizar livros, obras, entre outros itens. � Materiais F Coleções de objetos realizadas a partir da atividade Iniciandocoleções, desta sequência; F Imagens de organização de acervos diversos; F Recipientes com a função de acondicionar itens das coleções, tais como sacos plásticos com fechamento hermético, bandejas com divisórias, potes transparentes de tamanhos variados, caixas diversas, entre outros materiais (considere que o número e o estilo dos recipientes dependerão dos tipos, das quantidades de coleções e dos critérios que as crianças criaram para organizar o acervo, como os estabelecidos na atividade Classificando elementos das coleções, desta sequência); F Tabela de acompanhamento das coleções, sugerida e preenchida na atividade Acompanhando o crescimento das coleções, desta sequência; F Etiquetas para fixar nos recipientes que acomodarão as coleções; F Canetas ou marcadores permanentes para o registro nas etiquetas; F Materiais para atividades que as crianças realizam com autonomia ( jogos, massa de modelar etc.). Sugestão de leitura • Acervo das coleções. Nova Escola. Disponível em: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws. com/6eaU926E CHYK53hxNxDRTDb2SbUU24ufRjBFWPfY FXG5Nn MDDzWDnTPUXdzK/para-imprimir-etiquetas-edi3-24und05.pdf. Acesso em: 22 jun. 2023. Sequência: Colecionando objetos 78 EI_MT_CP_PF.indb 78EI_MT_CP_PF.indb 78 05/10/2023 14:00:4705/10/2023 14:00:47 https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/6eaU926ECHYK53hxNxDRTDb2SbUU24ufRjBFWPfYFXG5NnMDDzWDnTPUXdzK/para-imprimir-etiquetas-edi3-24und05.pdf https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/6eaU926ECHYK53hxNxDRTDb2SbUU24ufRjBFWPfYFXG5NnMDDzWDnTPUXdzK/para-imprimir-etiquetas-edi3-24und05.pdf https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/6eaU926ECHYK53hxNxDRTDb2SbUU24ufRjBFWPfYFXG5NnMDDzWDnTPUXdzK/para-imprimir-etiquetas-edi3-24und05.pdf � Espaços Considere preparar um espaço amplo em que inicialmente as crianças serão acomodadas em roda, além de um local apropriado para que elas interajam em pequenos grupos no decorrer da atividade. Organize, ainda, os recipientes que selecionou para o acondicionamento das coleções, tendo em vista as características que os materiais apresentam e a coleção que cada um deles acomodará. Organize também os materiais que você selecionou para os grupos que vão realizar outras atividades com autonomia. � Perguntas para guiar suas observações 1. Como as crianças reagem à proposta de compartilhar coleções com outras crianças e professores? Animam-se com a ideia ou têm receio de dividir? 2. Quais critérios elas criam para organizar as coleções? Como realizam as classifica- ções para o acervo? Quais estratégias e apoios consideram? 3. De que forma interagem durante a atividade? Ajudam umas às outras? Como acolhem as ideias dos pares e reagem diante dos desafios vivenciados? O QUE FAZER DURANTE Com todo o grupo em roda, diga que você fará uma proposta especial para orga- nizar as coleções de modo que possam disponibilizá-las para a comunidade. Após esse momento, investigue com a turma quais ações um colecionador pode estabe- lecer para partilhar sua coleção com mais pessoas. Considere questioná-las sobre o que podem fazer para que a comunidade aprecie as coleções. — Vocês acham que as coleções poderiam ajudar outras crianças da escola a também aprender coisas novas? — O que os colecionadores fazem com as coleções? Por que algumas ficam em museus? — Que tal criarmos um acervo de coleções em nossa escola? Possíveis falas do(a) professor(a) Ainda em roda, desafie as crianças para que pensem no conceito de um acervo. Lance questionamentos e considere as relações que estabeleceram ao longo das atividades realizadas com as coleções. Mostre as fotos de acervos para contribuir com a conversa. Conte às crianças que você separou recipientes para guardar os objetos das coleções e que preparou etiquetas para que registrem as informações que identificam cada coleção. Leia uma etiqueta para todo o grupo e apresente os itens que a compõem. Peça que se organizem em pequenos grupos. Comente que enquanto um estará com você fazendo o registro da etiqueta, os outros ficarão envolvidos em uma atividade que já realizam com autonomia. Esclareça que, em seguida, farão a troca de atividades entre os grupos. Combine que cada grupo fique em média dez minutos com você e que, depois do preenchimento da etiqueta, as crianças organizem a coleção nos recipientes devidos. 1 2 3 4 Atividade: Organização do acervo de coleções 79 EI_MT_CP_PF.indb 79EI_MT_CP_PF.indb 79 05/10/2023 14:00:4705/10/2023 14:00:47 Acomode o primeiro pequeno grupo no espaço e convide as crianças a contar sobre as características da própria coleção. Instigue-as a falar sobre os materiais que a compõem, quais características elas levantaram para classificar a coleção e por que escolheram aquele material para colecionar. Converse também sobre o espaço que será ocupado pelo acervo, entre outras características. Após esse momento, conte que você apoiará o preenchimento da etiqueta e que, depois, escreverão com autonomia o nome dos colecionadores. Para isso, peça para que tracem as próprias estratégias e considerem se cada um escreverá o próprio nome, se um colega será o escriba ou se recorrerão à consulta das fichas dos nomes. Diga que depois você apoiará no preenchimento das demais informações da etiqueta. Atue como escriba no preenchimento da etiqueta da coleção e investigue qual será o nome que o grupo dará para a coleção. Observe que sua mediação deve conside- rar a lógica de que o nome revela o que caracteriza a coleção. Em seguida, regis- tre a quantidade de objetos e utilize a tabela de acompanhamento das coleções. Para o registro dos atributos que classificam a coleção, examine o que as crianças consideraram para selecionar e classificar as coleções. Por fim, direcione-as para um espaço em que possam começar a organizar as coleções e escolher os mate- riais para acomodá-las no acervo. Repita as mesmas estratégias dos passos anteriores com os outros grupos. Contudo, se as crianças estiverem cansadas, diga que você repetirá a mesma atividade no dia seguinte, para que organizem as coleções. Depois de preencher e organizar as coleções, convide as crianças a ficarem em roda e entregue as etiquetas para que cada grupo escolha o melhor local para inseri-la no suporte que escolheu para acondicionar a coleção. Para finalizar Ainda em roda, conte a todo o grupo que vocês farão uma instalação do acervo no pátio ou em outro espaço da escola que a acomode, para que a comunidade aprecie as coleções. Diga que depois vocês podem pensar em um espaço especial da escola para deixar o acervo de forma permanente. Em seguida, organize a turma para a próxima proposta do dia: defina quem serão os curadores e os auxiliares para serem os responsáveis pela apresentação da exposição. Procure contemplar todas as crianças na apresentação da exposição à comunidade. O QUE FAZER DEPOIS Engaje o grupo na escolha de um local acessível para guardar as coleções, na construção de regras para sua utilização e nas estratégias para acompanhar empréstimos e devoluções. Você pode também propor que as crianças criem convites para as outras turmas e para os responsáveis, para que conheçam o acervo. Incentive ainda a produção de outras formas de divulgá-las, como cartazes, panfletos, placas, entre outros. 5 6 7 8 Sequência: Colecionando objetos 80 EI_MT_CP_PF.indb 80EI_MT_CP_PF.indb 80 05/10/2023 14:00:4705/10/2023 14:00:47 CONJUNTO 5 ARTE E NATUREZA O senso estético e a sensibilidade são fundamentais para o desenvol- vimento das crianças. É desse modo que elas apuram o olhar sobre o mundo, aprendendo sobre cores, formas, linhas, cheiros, texturas. Ao mesmo tempo, elas se sintonizam com as belezas naturais, aprenden- do a valorizá-las, a compreender os ciclos de vida e a desenvolver uma atitude respeitosa e contemplativa da natureza. Este conjunto contém atividades que podem ser aplicadas de for- ma que o professor desenvolva qualquer uma delas sem obrigato- riamentedesenvolver as outras. Porém, é recomendável que sejam aplicadas em conjunto para que as crianças possam aprofundar as experiências no decorrer do processo. DRC-MT � Campos de experiências explorados neste conjunto O eu, o outro e o nós. Escuta, fala, pensamento e imaginação. Traços, sons, cores e formas. Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações. � Objetivos de aprendizagem e desenvolvimento explorados neste conjunto EI03EO01 Demonstrar empatia pelos outros, percebendo que as pessoas têm diferentes sentimentos, necessidades e maneiras de pensar e agir. EI03EO03 Ampliar as relações interpessoais, desenvolvendo atitudes de participação e cooperação. EI03CG04 Adotar hábitos de autocuidado relacionados a higiene, alimentação, conforto e aparência. EI03TS02 Expressar-se livremente por meio de desenho, pintura, colagem, dobradura e escultura, criando produções bidimensionais e tridimensionais. EI03EF01 Expressar ideias, desejos e sentimentos sobre suas vivências, por meio da linguagem oral e escrita (escrita espontânea), de fotos, desenhos e outras formas de expressão. EI03ET03 Identificar e selecionar fontes de informações, para responder a questões sobre a natureza, seus fenômenos, sua conservação. EI03ET04 Registrar observações, manipulações e medidas, usando múltiplas linguagens (desenho, registro por números ou escrita espontânea), em diferentes suportes. EI03ET05 Classificar objetos e figuras de acordo com suas semelhanças e diferenças. AP 81 EI_MT_CP_PF.indb 81EI_MT_CP_PF.indb 81 05/10/2023 14:00:4805/10/2023 14:00:48 ATIVIDADE 1 EXPERIMENTAÇÕES COM TINTAS E PIGMENTOS NATURAIS Tempo sugerido: 60 minutos Objetivos de aprendizagem: EI03EO03, EI03CG04, EI03TS02, EI03ET04 O QUE FAZER ANTES � Contextos prévios É necessário que você teste a receita da tinta antes de prepará-la com as crianças. Certifique-se, também, de que nenhuma criança tenha alergia ao entrar em contato com algum pigmento ou ingrediente utilizado na receita. � Materiais F Ingredientes descritos na sugestão de receita de tinta natural que sejam suficientes para duas receitas; F Três recipientes transparentes, com cerca de 500 ml de capacidade, um para cada pequeno grupo; F Alguns pincéis e um pote com água; F Colheres ou palitos de sorvete para mexer a mistura; F Suportes para pintura, preferencialmente rígidos para que absorvam melhor a substância, como tampas de caixas de sapatos, papeis mais porosos ou papelões; F Potes com tampa para guardar as sobras de tinta; F Materiais para atividades que as crianças já realizam com autonomia, como jogos de montar e desenho; F Um celular ou uma câmera fotográfica, o caderno de campo e uma caneta para registrar a atividade. Sugestão de leitura • A tinta que vem da natureza. Nova Escola, out. 2007. Disponível em: https://novaescola.org.br/ conteudo/1286/a-tinta-que-vem-da-natureza. Acesso em: 20 jun. 2023. � Espaços A proposta pode ser realizada em um espaço interno. Disponha de, pelo menos, três mesas e separe uma delas para fazer a manipulação dos elementos. Organize alguns cantos com os materiais das atividades que as crianças já realizam com autonomia ou, se você já trabalha com cantos temáticos, garanta que elas brinquem de forma autônoma nesses espaços enquanto você acompanha um pequeno grupo. 82 Conjunto: Arte e natureza EI_MT_CP_PF.indb 82EI_MT_CP_PF.indb 82 05/10/2023 14:00:4805/10/2023 14:00:48 https://novaescola.org.br/conteudo/1286/a-tinta-que-vem-da-natureza https://novaescola.org.br/conteudo/1286/a-tinta-que-vem-da-natureza � Perguntas para guiar suas observações 1. O que as crianças sabem sobre pigmentos naturais? Quais elementos presentes no cotidiano escolar, ou no contexto familiar, são reconhecidos por elas? 2. Como as crianças percebem que alguns alimentos possuem uma coloração bastante perceptível e que é expelida facilmente no toque? 3. Que hipóteses levantam a respeito da mistura de elementos? Elas conseguem esta- belecer estratégias para chegar ao objetivo proposto? O QUE FAZER DURANTE Faça uma roda com todo o grupo e pergunte se conhecem algum alimento ou ele- mento da natureza que solta coloração ao ser tocado. Ouça as experiências e os conhecimentos que trazem e pergunte como descobriram esses pigmentos. Proponha a todo o grupo a elaboração de uma tinta para pintura utilizando ele- mentos da natureza. Pergunte quais elementos as crianças acham que podem uti- lizar e por que esses e não outros. Interaja com as crianças enquanto expõem as hipóteses, fazendo algumas perguntas que instiguem o grupo. Ouça o que as crianças têm a dizer e como vão buscar respostas para o problema apresentado. Muito possivelmente elas darão diversas sugestões de outros ingre- dientes para juntar à mistura, podendo sugerir a água e a cola. Caso nenhuma delas sugira, esclareça que, além dos elementos da natureza, será utilizada uma quantidade de água e de cola para que seja obtida a tinta. Diga às crianças que você escolheu três materiais extraídos da natureza e que são muito utilizados. Convide-as a explorá-los de maneira que toquem e sintam os chei- ros, as formas e as texturas, sendo possível observar e experimentar diversas sensa- ções. Como estarão em roda, mostre os recipientes e peça que, após cada um sentir o cheiro e tocar nos elementos, passem para o colega ao lado. Tenha o cuidado de observar se todos tiveram acesso aos três elementos. Aproveite o conhecimen- to prévio das crianças para reforçar que existem outros elementos, que resultarão em outras cores e que poderão também ser conhecidos pelo grupo em outro dia. Esteja atento às falas das crianças nesse momento de experimentação e aproveite para registrar ou fotografar. Se julgar necessário, peça ajuda de um(a) profissional da escola para auxiliar nas anotações das falas das crianças. Esse registro será utilizado no engajamento dos responsáveis. Pode ser que algumas crianças não se sintam à vontade ou não queiram participar. Nesse caso, incentive a participação pedindo a uma criança que convide o colega e conte como é. Instigue-as para que comentem as impressões delas sobre a vivência. Após tocar e sentir os elementos, coloque um em cada mesa diferente. Convide as crianças para que se dirijam à mesa em que está disposto o elemento de que mais gostaram. Anote os grupos que se formaram e escolha um deles para começar. 1 2 3 4 5 6 83 Atividade: Experimentações com tintas e pigmentos naturais EI_MT_CP_PF.indb 83EI_MT_CP_PF.indb 83 05/10/2023 14:00:4805/10/2023 14:00:48 Explique aos pequenos que cada elemento será manipulado por um pequeno gru- po e que só será possível atender a um grupo de cada vez durante a experimenta- ção. Diga com qual você vai começar e oriente o restante da turma a brincar nos cantos da sala já preparados para esse momento. Esclareça que depois (ou no dia seguinte) será a vez do outro grupo realizar a atividade de experimentação e que todos participarão. Ofereça ao pequeno grupo um recipiente com 50 ml de água e outro com 100 ml de cola branca, colheres ou palitos de sorvete e, para realizar a mistura dos ingre- dientes, o recipiente transparente. Diga às crianças que produzirão tintas fazendo a mistura dos ingredientes e convide-as a misturar os elementos livremente, obser- vando as transformações. Oriente que coloquem os materiais aos poucos e mexam devagar. Possibilite que o grupo faça a experimentação até que fique satisfeito com o material produzido. Se possível, fotografe esse momento. Faça mediações, caso perceba que a mistura não virou tinta. — Como você percebeu que colocou muita água? E agora, como podemos resolver? — Você acha que já está bom? O que acontece se colocarmos um pouco mais de cola? — Como podemos fazer para que a cor fique mais escura? E se quisermos que ela fique mais clara? Possíveis falas do(a) professor(a) Quando finalizar o preparo da tinta, ofereça pincéis e suportes para que ascrian- ças façam testes. Fazendo uso das tintas elaboradas, oriente a turma a pintar livremente. Convide outro pequeno grupo para a produção da tinta e realize os mesmos encaminhamentos, revezando-os à medida que terminam as atividades. Caso necessário, combine, em outro dia, a produção das tintas dos outros grupos. Para finalizar Após finalizar as pinturas, proponha à turma a organização do espaço. Mostre onde é o lugar de cada material. Disponha um recipiente com água para a colocação dos pincéis. Indique onde poderão guardar as tintas já devidamente tampadas e outro espaço onde poderão colocar as produções para secar. O QUE FAZER DEPOIS Repita a atividade utilizando outros elementos, como amora, açafrão, terra de cores diversas, beterraba, couve, espinafre e erva-mate. Depois de prontas, a turma poderá usu- fruir de vários tons. Amplie a vivência fazendo referências aos costumes e à cultura dos povos indígenas, os quais usam tintas naturais para pintar os próprios corpos em rituais e comemorações, ou aborde a temática da sustentabilidade e a importância do cuidado e da preservação da natureza. Aproveite esse momento com as crianças para produzir pinturas livres em formato de pequenos quadros, por exemplo. 7 8 84 Conjunto: Arte e natureza EI_MT_CP_PF.indb 84EI_MT_CP_PF.indb 84 05/10/2023 14:00:4805/10/2023 14:00:48 ATIVIDADE 2 APRECIAÇÃO E PRODUÇÃO ARTÍSTICA Tempo sugerido: aproximadamente 1 hora e 30 minutos Objetivos de aprendizagem: EI03TS02, EI03EF01, EI03ET05 O QUE FAZER ANTES � Contextos prévios Na atividade, serão abordadas as obras de dois artistas escolhidos por você para ins- pirar a produção das crianças. Pesquise a respeito da biografia deles, a fim de ampliar conhecimentos e de contribuir com o grupo, contextualizando as produções deles. Dê preferência a artistas locais, do estado do MT ou até mesmo da cidade ou da comunidade da qual a escola faz parte. Isso aproxima as crianças da arte e da cultura local. Em outro momento, se o artista escolhido estiver próximo, veja a possibilidade de convidá-lo para um bate-papo com o grupo. � Materiais F Itens para pintura: tintas, colas coloridas, pincéis e pequenos rolos, cola branca; F Materiais riscantes: carvão, canetas hidrográficas, gizes de cera e gizes de quadro; F Materiais de modelagem: massa de modelar e argila; F Materiais de largo alcance: pedaços de madeira, cones de papelão, conduítes e pedaços de canos; F Elementos da natureza (gravetos, folhas, pedras, vasos de plantas e de flores etc.); F Retalhos de tecidos, retalhos de papéis coloridos, algodão, botões grandes, barban- tes, lãs ou outros tipos de fios; F Tampas de garrafa, palitos de sorvete, rolhas diversas; F Papel kraft, papel paraná, ofício, papelão, telas de pintura, papel-cartão, folhas de sulfite tamanho A3 F Potes, latas, caixas ou até bandejas; F Imagens de obras de dois artistas plásticos que têm a natureza como matéria-prima e fotos dos artistas escolhidos; F Etiquetas e marcador gráfico (pincel e caneta hidrocor); F Um celular ou uma câmera fotográfica e o caderno de campo para registrar a atividade. 85 Atividade: Apreciação e produção artística EI_MT_CP_PF.indb 85EI_MT_CP_PF.indb 85 05/10/2023 14:00:4805/10/2023 14:00:48 Sugestões de leitura • Conjunto de esculturas. Enciclopédia Itaú Cultural, ago. 2018. Disponível em: http://enciclopedia.itaucultural.org.br/obra43428/conjunto-de-esculturas. Acesso em: 20 jun. 2023 • Arte e arquitetura: um ninho de 80 toneladas. ArchDaily, abr. 2012. Disponível em: https://www.archdaily.com.br/br/01-44402/arte-e-arquitetura-um-ninho-de-80-toneladas. Acesso em: 20 jun. 2023. • Monumentos contam a História da Capital de Mato Grosso. G1 MT, abr. 2013. Disponível em: https://g1.globo.com/mato-grosso/noticia/2013/04/monumentos-contam-historia-de-cuiaba-ao- longo-dos-294-anos.html. Acesso em 25 jun. 2023. � Espaços A atividade deve ser realizada em uma sala. Exponha pelo espaço as imagens das obras, reservando as fotos dos artistas. As obras devem estar à altura dos olhos das crianças. Reserve um espaço do ambiente para colocar uma caixa com alguns materiais de largo alcance. Para que os pequenos tenham fácil acesso aos materiais, organize o restante em potes, latas, caixas e bandejas de modo visível em uma mesa ou bancada. Reserve ainda espaço para que exponham as produções. � Perguntas para guiar suas observações 1. O que mais chama a atenção das crianças quando observam obras artísticas: cores, traçados ou tema? 2. Quais estratégias colocam em jogo quando precisam planejar o que vão fazer? Como se organizam? O que já sabem antes do início das produções? 3. Como se dá o processo de criação e quais sentimentos estão envolvidos neste momento? O QUE FAZER DURANTE Convide todo o grupo para uma roda e chame a atenção das crianças para as ima- gens das obras. Pergunte para a turma se conhecem as diversas formas de expres- são artística, como a pintura, escultura, fotografia etc. Em seguida, pergunte para as crianças se elas já foram a um museu e, em caso positivo, o que acharam da experiência. Em seguida, pergunte se sabem o que são as imagens expostas e por que estão ali. Questione se conhecem o nome de algum artista plástico e ouça os comentários para descobrir o que elas já sabem sobre o tema. Depois de ouvi-las, diga que vão conhecer dois artistas que usavam as próprias obras para denunciar maus-tratos à natureza e, dessa forma, chamavam a atenção de todos para a im- portância do cuidado e da preservação. Nesse momento, mostre fotos dos artistas e conte um pouco sobre eles. Ainda na roda, revele à turma que as imagens ao redor são representações das obras dos dois artistas mencionados. Diga que as crianças farão uma apreciação dessas obras. Pergunte se elas sabem o que significa apreciação. E, após escutá-las, utilize as ideias delas para esclarecer melhor o significado da palavra apreciação. 1 2 86 Conjunto: Arte e natureza EI_MT_CP_PF.indb 86EI_MT_CP_PF.indb 86 05/10/2023 14:00:4805/10/2023 14:00:48 http://enciclopedia.itaucultural.org.br/obra43428/conjunto-de-esculturas https://www.archdaily.com.br/br/01-44402/arte-e-arquitetura-um-ninho-de-80-toneladas https://g1.globo.com/mato-grosso/noticia/2013/04/monumentos-contam-historia-de-cuiaba-ao-longo-dos-294-anos.html https://g1.globo.com/mato-grosso/noticia/2013/04/monumentos-contam-historia-de-cuiaba-ao-longo-dos-294-anos.html Oriente todo o grupo a transitar pelo espaço e contemplar as imagens. Interaja com as crianças nesse momento, circulando entre elas e observando reações, co- mentários e expressões. Aproveite para dialogar sobre a apreciação e chame a atenção para as cores e os materiais apresentados. Convide as crianças para voltar a observar a foto da obra de que mais gostaram e ficar próximas a ela. Pequenos grupos poderão ser formados nesse momento e, com base na escolha, diga que cada criança vai construir uma obra de arte a partir dos seus interesses. Esclareça que a obra escolhida servirá de inspiração e não de modelo. A ideia não é reproduzir as imagens, mas criar novas obras inspiradas nelas. Direcione os pequenos grupos para que se organizem em um espaço da sala. Ofereça mesas e cadeiras, mas possibilite que produzam no chão, caso se sintam mais à vontade. Convide as crianças a ir até a bancada e observar os materiais disponíveis, percebendo o que há ali e escolhendo alguns deles para começar a produção. Combine com elas para que reflitam sobre o que querem fazer e sobre o material que querem utilizar para concretizar as produções. Esclareça que, no decorrer da criação das obras, elas poderão pegar outros materiais, caso achem que é necessário. Sugira que compartilhem ideias com os colegas e que também ouçam as ideias deles. Enquanto a turma produz, transite entre os pequenos grupos observando o pro- cesso. Caso encontre alguma criança que ainda não tenha iniciado, ajude-a, per- guntando se jásabe o que pretende fazer ou se já considerou como vai utilizar o material escolhido. Identifique alguma criança insatisfeita com a própria produção e ajude na elaboração do que ela propôs anteriormente. Sugira às crianças que mostrem o que fizeram aos colegas do pequeno grupo e que contem para os demais o que fizeram. Aproveite esse momento de produção para observar as crianças, as estratégias e os desafios delas. Registre a atividade com fotos e vídeos. Para finalizar Conforme as crianças terminam, incentive que guardem os materiais e oriente a higienização das mãos. Lembre-se de perguntar a cada uma qual é o título da obra que fez e anote-o em uma etiqueta. Cole a etiqueta na obra da criança para que seja possível identificá-la. Incentive quem já terminou a ir brincar em um canto da sala, enquanto esperam que os demais terminem os trabalhos. O QUE FAZER DEPOIS Sugira, em outro momento, a apreciação das obras produzidas e instigue o olhar obser- vador das crianças, chamando a atenção para as cores, as formas e os materiais utilizados nas produções de cada uma. Incentive-as a fazer perguntas sobre as produções e faça mediações, procurando saber as dificuldades que tiveram e como se sentiram durante a realização da proposta. Registre as falas das crianças para que você possa planejar novas estratégias e conduzir os desdobramentos. 3 4 5 6 7 87 Atividade: Apreciação e produção artística EI_MT_CP_PF.indb 87EI_MT_CP_PF.indb 87 05/10/2023 14:00:4805/10/2023 14:00:48 ATIVIDADE 3 PINTURA COM CARVÃO E CAFÉ Tempo sugerido: 1 hora e 20 minutos Objetivos de aprendizagem: EI03EO01, EI03TS02, EI03EF01 O QUE FAZER ANTES � Contextos prévios Pesquise sobre os artistas escolhidos por você. Algumas sugestões são Dado Oliveira, Giulia Bernardelli e Ghidaq Al-Nizar. O primeiro utiliza técnicas de pintura misturando carvão e pólvora, e os demais pintam utilizando café. � Materiais F Algumas imagens de obras de artistas que usam carvão e café como matéria-prima para suas criações; F Aproximadamente meio litro de café misturado com água em dois recipientes plásticos; F Pedaços de carvão comum ou tiras de carvão vegetal próprio para desenho (reserve uma média de 30 pedaços); F Pincéis nº 12, se possível; F Dois pedaços (aproximadamente 70 x 100 cm cada) de papéis grossos e firmes (papel paraná, papel-cartão, papelão, entre outros) para cada estação (ou o papel que tiver disponível em sua escola); F Um celular ou uma câmera fotográfica, o caderno de campo e uma caneta para registrar a atividade. Sugestão de leitura • Arte Rupestre. Brasil escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/historiag/a-arte- rupestre.htm. Acesso em: 22 jun. 2023. � Espaços A atividade iniciará na sala, em roda, e depois, se possível, continuará em um espaço externo da escola. Para o espaço externo, escolha um local amplo, de fácil movimenta- ção, em que as crianças possam se sentar à vontade no chão. Caso não seja possível, você pode utilizar a própria sala, refeitório ou quadra da escola, o importante é adaptar a prática à sua realidade. Disponha algumas mesas para organizar os materiais a serem utilizados para a pintura em formato de estações, para quatro pequenos grupos, de modo a garantir duas estações com pedaços de carvão e os suportes, bem como outras duas estações com um recipiente com café, pincéis e papéis. 88 Conjunto: Arte e natureza EI_MT_CP_PF.indb 88EI_MT_CP_PF.indb 88 05/10/2023 14:00:4905/10/2023 14:00:49 https://brasilescola.uol.com.br/historiag/a-arte-rupestre.htm https://brasilescola.uol.com.br/historiag/a-arte-rupestre.htm � Perguntas para guiar suas observações 1. Que explorações as crianças fazem dos materiais e como conduzem as produções? 2. Como elas se expressam por meio dos desenhos e das experimentações com esses materiais orgânicos? Quais criações fizeram? 3. Quais desafios surgem por terem de trabalhar em grupo? Trocar de grupo e continuar a produção já iniciada pelo colega pode ser um desafio; como as crianças lidam com isso? O QUE FAZER DURANTE Faça uma roda na sala e mostre as imagens que você selecionou como inspi- ração. Peça às crianças que observem e tentem descobrir quais elementos os artistas utilizaram naquelas pinturas. Ouça as hipóteses ou compartilhe com elas a informação de que algumas daquelas pinturas foram realizadas com carvão e outras com café. Conte a elas o nome dos autores das obras e fale um pouco sobre a inspiração deles e o que os levou a utilizar tais elementos. Con- versem a respeito da possibilidade de se utilizar vários materiais encontrados na natureza para a realização de pinturas. — O que vocês acham que foi utilizado como tinta para fazer essas artes? Possível fala do(a) professor(a) Depois, coloque no centro o carvão e o café. Converse com as crianças sobre esses ele- mentos, como são utilizados no cotidiano e sobre as experiências que já tiveram com eles anteriormente na atividade Experimentações com tintas e pigmentos naturais, deste con- junto, se você a realizou. Passe o recipiente com café para uma das crianças e um peda- ço de carvão para outra. Depois, peça que passem os elementos aos demais colegas da roda. Observe as diversas reações, expressões e comentários que surgirem. Registre os comentários e, se possível, fotografe o momento. Fique atento para que os elementos circulem entre todas as crianças. Compartilhe com as crianças a ideia de fazer pinturas com esses dois elementos em uma área externa da escola. Ao chegar no ambiente preparado para a ativida- de, faça alguns combinados com a turma para a realização da proposta. Combine que vão se organizar em quatro pequenos grupos e que cada grupo definirá o lo- cal que vai iniciar a pintura. Esclareça que o material disponível será utilizado coletivamente e que farão uma organização diferenciada. Explique às crianças que, inicialmente, dois grupos vão pintar com carvão e os outros dois utilizarão o café, revezando os pequenos grupos entre as estações. Definam um comando, por exemplo, “Pirlimpimpim chegou ao fim”. Combine que, quando ouvir o sinal, a turma deve parar a pintura na estação em que está para depois continuar a exploração com o outro elemento na outra estação. Reforce com os grupos que só iniciarão a atividade com o outro material quando estiverem no local indicado. 1 2 3 4 89 Atividade: Pintura com carvão e café EI_MT_CP_PF.indb 89EI_MT_CP_PF.indb 89 05/10/2023 14:00:4905/10/2023 14:00:49 Ao encerrar os combinados, indique quantas crianças cada grupo deve ter (isso vai depender do número total da sua turma) e peça que formem os pequenos grupos ao redor das estações, escolhendo um dos locais oferecidos, de modo que se organizem para as explorações. Conduza o início da atividade quando a turma estiver acomodada. Potencialize para que explorem os elementos descobrindo novas possibilidades de compor a pintura, apertando o pincel, assoprando ou fazendo marcações fortes e fracas, passando os dedos sobre ela. Sinta o envolvimento da turma com a atividade e observe o momento adequado para propor a troca de grupos. Assim que perceber que já exploraram bastante o material e que estão satisfeitos com a produção, dê o comando combinado no início da atividade e esclareça que agora é o momento de trocar de lugar. Lembre as crianças de que quem usou carvão agora utilizará o café para pintar, e vice-versa. Caso seja necessário, ajude-as para que se acomodem. Após a troca, inicia-se um novo momento de pintura e de exploração do material. — Vamos agora trocar de material? Eu vou fala a palavra mágica... se preparem! Possível fala do(a) professor(a) Observe novamente como as crianças se envolvem com as pinturas e aproveite para registrar os momentos tirando fotografias, anotando os comentários ou fil- mando a realização da atividade. Sinta a participação da turma e fique atento ao momento adequado para conduzir a finalização da vivência. Parafinalizar Deixe à disposição de todo o grupo os potes que você separou para guardar os materiais e, caso tenha sobrado carvão, oriente as crianças a recolhê-lo, indicando os locais para guardá-lo. Auxilie-as de modo que coloquem as pinturas para secar e depois oriente a or- ganização do espaço. À medida que forem terminando, conduza-as à higienização. O QUE FAZER DEPOIS Em outro momento, converse com as crianças a respeito da produção coletiva que rea- lizaram e potencialize para que falem sobre explorações, sensações, se gostaram da ati- vidade, como fariam diferente. A proposta pode ser repetida da mesma forma ou variando os elementos para a exploração, utilizando outros pigmentos naturais e variando-os entre as estações. 5 6 7 90 Conjunto: Arte e natureza EI_MT_CP_PF.indb 90EI_MT_CP_PF.indb 90 05/10/2023 14:00:4905/10/2023 14:00:49 ATIVIDADE 4 ESCULTURAS DE INSETOS Tempo sugerido: 1 hora e 40 minutos Objetivos de aprendizagem: EI03TS02, EI03ET03, EI03EO03 O QUE FAZER ANTES � Contextos prévios Antes da realização da atividade, observe quais insetos estão presentes no ambiente escolar. Faça uma lista com os nomes e algumas curiosidades curtas e interessantes sobre hábitos e características deles. Pesquise e selecione imagens variadas dessas espécies. � Materiais F Papel kraft ou jornal para forrar as mesas; F Vídeos ou imagens de polinização; F Imagens de insetos variados, se possível, em folha de sulfite tamanho A4; F Lupas (uma para cada pequeno grupo); F Papel para cartaz; F Lista de curiosidades sobre os insetos presentes no ambiente escolar em folha de sulfite tamanho A4; F Massinha de modelar e argila (50 gramas para cada criança, se possível); F Palitos de dente, de sorvete, de fósforos, entre outros conectivos para as esculturas; F Cola branca; F Sementes ou botões pequenos; F Pedaços de papelão e bandejas de isopor; F Etiquetas e marcadores gráficos; F Materiais para desenho: folhas de sulfite, caneta hidrocor e lápis de cor; F Um celular ou uma câmera fotográfica, o caderno de campo e uma caneta para registrar a atividade. � Espaços A atividade deve ser realizada em espaços interno e externo. Organize no espaço mesas forradas e cadeiras para os pequenos grupos. Coloque para cada grupo um kit com os materiais para a produção em quantidade suficiente. Disponibilize outra mesa ou bancada para colocar as esculturas ao final do processo. Organize os materiais para desenho em um canto da sala para que, ao concluir as esculturas, as crianças desenhem enquanto aguardam os colegas. � Perguntas para guiar suas observações 1. Quais características dos insetos as crianças observam na procura por eles no espaço externo e, posteriormente, na análise das imagens? Como isso contribui para a ela- boração da escultura? 91 Atividade: Esculturas de insetos EI_MT_CP_PF.indb 91EI_MT_CP_PF.indb 91 05/10/2023 14:00:4905/10/2023 14:00:49 2. Quais estratégias utilizam quando precisam manter a escultura em pé? Como é esse processo de tentativa e erro? Como lidam com os desafios até obterem o resultado esperado? 3. Como a interação com os colegas e com o professor contribui para a representação tridimensional, a observação atenta, o planejamento estratégico e a seleção de materiais? O QUE FAZER DURANTE Faça uma roda e apresente as imagens dos insetos que você selecionou. Converse com as crianças a respeito, perguntando o que conhecem sobre eles, em que am- bientes podem ser vistos, se estão presentes na nossa casa e/ou na escola e quais são as características que eles possuem. Em seguida, mostre o vídeo (ou as imagens) de polinização e converse com a turma sobre a importância de preservar a natureza. Registre as falas das crianças, os conhecimentos que trazem e as possíveis dúvidas ou curiosidades que possam surgir a partir do tema. Sugira a todo o grupo uma expedição pelo espaço externo da escola para que observem os insetos presentes no ambiente escolar. Divida a turma em pequenos grupos de três a quatro crianças e entregue uma lupa por grupo, para que possam compartilhá-la durante a observação dos insetos encontrados. Acompanhe a ex- pedição observando o envolvimento da turma na proposta. Se achar necessário, interaja com eles sugerindo alguns lugares para que possam investigar. Fotografe os insetos que encontrar e chame a atenção das crianças para características de- les. Assim que perceber que todos já exploraram o suficiente, reúna todo o grupo e retorne para a sala. De volta à sala, em roda, apresente novamente as imagens dos insetos, perguntan- do quais deles foram vistos no espaço externo. Peça que selecionem as imagens que correspondem aos insetos encontrados no ambiente escolar e, se você as im- primiu, cole-as no cartaz, montando um painel. Pergunte aos pequenos como foi a investigação dos insetos com a lupa: quais características dos corpos eles puderam perceber. Chame a atenção para as partes do corpo, como o número de patas, se possuem ou não antenas, como é o formato das partes que os compõem e se há alguma outra característica interessante. Aproveite o interesse e diga que você se- lecionou algumas informações sobre alguns daqueles insetos e gostaria de compar- tilhar com eles. Faça a leitura das curiosidades e interaja novamente com a turma ouvindo o que acharam das descobertas. Sugira a possibilidade de compartilhar as descobertas que fizeram com outras tur- mas da escola e peça que deem sugestões de como podem fazer isso. Diga que podem organizar juntos uma exposição com imagens (representação bidimensio- nal) e esculturas (reprodução tridimensional) dos insetos, convidando outras tur- mas para que observem o que pesquisaram e produziram. 1 2 3 4 92 Conjunto: Arte e natureza EI_MT_CP_PF.indb 92EI_MT_CP_PF.indb 92 05/10/2023 14:00:4905/10/2023 14:00:49 Antes de iniciar a produção das esculturas, reflita com as crianças a respeito do que é mais importante para que a representação dos insetos fique bem próxima da realidade. Fale sobre o que devem observar para essa construção, quais mate- riais vão precisar, de que forma utilizarão esses materiais, como farão para colar as partes da escultura umas às outras, como podem fazer para que fique de pé, assim como é o corpo do inseto, entre outras perguntas que julgar pertinentes. Ouça as hipóteses formuladas pelas crianças e faça mediações durante esse diálogo, de forma a considerar as sugestões dadas por elas. Convide-as para que se organizem em pequenos grupos e se acomodem nos espa- ços em que os materiais estiverem dispostos. Combine que devem escolher um dos insetos do painel para produzir a escultura. Circule entre os grupos e acompanhe a produção. Interaja com eles, certificando-se de que estão atentos à representa- ção do corpo do inseto e à observação das características, de modo que possam aperfeiçoar a representação. Caso não tenham conseguido representar da ma- neira como gostariam, sugira que testem outros materiais e outras possibilidades. Ainda nesse momento de produção, incentive a interação entre as crianças. Sugi- ra que olhem para a construção do colega e conversem entre si, buscando saber quais estratégias o colega utilizou. Reforce que a estratégia utilizada por um co- lega pode servir de inspiração para o outro. Identifique se há alguma criança que ainda não começou a produção e a auxilie com questionamentos para verificar se já sabe o que vai fazer e qual material vai utilizar. Observe as crianças que já finalizaram e ofereça a elas uma etiqueta para que escrevam seus nomes e identifiquem suas produções. Caso não tenham ainda do- mínio da escrita, mostre apoios como crachás ou listas de nomes da sala. Depois, indique um local para colocar as esculturas e oriente as crianças a guardar os ma- teriais utilizados, higienizar as mãos e aguardar os colegas enquanto desenham no espaço reservado para isso. Para finalizar Reúna novamente as crianças para observar as esculturasenquanto você as foto- grafa. Após essa observação, convide-as para formar uma roda e conversem so- bre os desafios encontrados na elaboração das esculturas e como solucionaram esses problemas. Planeje com a turma o local mais adequado para que montem uma exposição. Assim que definir o espaço, solicite às crianças que organizem as esculturas da maneira que acharem mais viável. O QUE FAZER DEPOIS Convide outras turmas para que visitem a exposição. Sugira que ampliem essa obser- vação de insetos investigando outros espaços além do ambiente escolar, seja em casa ou em algum lugar em que passeiem com os adultos. Dessa forma, conhecerão melhor esses insetos e poderão fazer outras representações. 5 6 7 8 93 Atividade: Esculturas de insetos EI_MT_CP_PF.indb 93EI_MT_CP_PF.indb 93 05/10/2023 14:00:4905/10/2023 14:00:49 ATIVIDADE 5 DESENHO SOB O EFEITO DA LUZ Tempo sugerido: 1 hora e 20 minutos Objetivos de aprendizagem: EI03EF01, EI03ET04, EI03ET05 O QUE FAZER ANTES � Contextos prévios Encaminhe um bilhete ou converse com os responsáveis sugerindo que promovam um passeio em um local arborizado e escolham com a criança algumas folhas de que mais gostaram. Solicite que tragam as folhas à escola para a realização da atividade. Caso sua escola não possua área verde, colete algumas folhas previamente, para as crianças que porventura não tragam e pule a etapa 2. É indispensável prever uma fonte de luz, como uma mesa ou caixa de luz. A caixa de luz pode ser facilmente construída, caso sua escola não possua, com uma caixa organi- zadora transparente (que comporte uma luz de emergência dentro dela). � Materiais F Folhas coletadas pelas crianças com seus responsáveis; F Duas ou três folhas secas de árvores, de tamanhos médios e formatos diferentes dos comuns, para mostrar à turma e complementar a coleta que será realizada; F Lápis grafite de diferentes espessuras e borracha; F Papel vegetal tamanho A4 em quantidade suficiente; F Mesa ou caixa de luz; F Brinquedos diversos; F Um celular ou uma câmera fotográfica, o caderno de campo e uma caneta para registrar a atividade. Sugestão de vídeo • Como fazer uma mesa de luz em 30 segundos. Elmira Pereira de Assis. Disponível em: https://youtu.be/2hgvbSqh4iQ. Acesso em: 22 jun. 2023. � Espaços Preveja que a atividade ocorrerá em espaços externos e internos. O ambiente externo deve ser uma área com plantas e árvores. O ambiente interno deve ser uma sala que possa ser facilmente escurecida, com cortinas, por exemplo. Organize nesse espaço me- sas e cadeiras para pequenos grupos de, no máximo, cinco crianças, com lápis grafite, borrachas e papel vegetal. Separe uma mesa para colocar a caixa de luz e atente-se para que ela esteja ao alcance das crianças, a fim de que possam visualizá-la autonomamente. Em outro espaço da sala, coloque brinquedos à disposição da turma. 94 Conjunto: Arte e natureza EI_MT_CP_PF.indb 94EI_MT_CP_PF.indb 94 05/10/2023 14:00:4905/10/2023 14:00:49 � Perguntas para guiar suas observações 1. De que forma as descobertas que as crianças fazem ao observar as folhas na caixa de luz contribuem para a realização do desenho? Quais relações estabelecem ao observar diferenças e semelhanças? 2. Que soluções as crianças encontram para expressar graficamente os detalhes ob- servados nas folhas? Elas trocam ideias e soluções entre si? 3. Como as crianças expressam sentimentos ao realizar o desenho a partir da observa- ção da folha e ao apreciar a própria produção final? O QUE FAZER DURANTE Em roda, converse com as crianças a respeito das observações da natureza. Inte- raja com elas ouvindo os relatos e compartilhando experiências, inclusive do pas- seio que realizaram com os responsáveis. Ressalte que, se alguma não trouxe as folhas, pode observar a do colega e recolher suas próprias em uma expedição à área externa (ou escolher entre as que você trouxe). — O que vocês gostam de observar na natureza? — Vocês já observaram as flores, as folhas, a terra? O que acham mais interessante? — O que você acha dessa folha que eu trouxe? E dessa do colega? Que detalhes a folha tem? Possíveis falas do(a) professor(a) Sugira uma expedição na área externa da escola, para que todo o grupo vivencie a observação, toque e sinta a natureza e seus elementos. Previamente, identifique as espécies de árvores e suas característica e comente sobre elas com as crianças. Proponha que se atentem às folhas caídas e recolham outras (se quiserem ou se não tiverem trazido) que chamem a atenção pelo formato diferenciado. Observe como as crianças participam, como reagem quando descobrem algo inesperado e quais expressões fazem. Registre o momento com fotografias ou anotações no caderno de campo. Ao retornar à sala, reúna as crianças em roda e peça que comentem as impressões do momento vivenciado na área externa. Diga que você também fez uma coleta prévia e faça-a circular pela roda, para que possam tocar, sentir o cheiro, a textura, as nuances, as linhas, percebendo as semelhanças e diferenças que cada folha traz. Ressalte as diferenças de tamanho, cores, formatos de todas as folhas reco- lhidas e peça que contribuam também falando a respeito do que sentem ao tocar as folhas. Solicite que indiquem duas ou três folhas de que mais gostaram para observá-las com a caixa de luz. Apoie as crianças nessa decisão coletiva. Apresente a caixa de luz às crianças e explique que dentro há uma lâmpada que as ajudará a enxergar melhor os detalhes. Diga que vai chamar pequenos grupos para observar as folhas na caixa de luz e que, enquanto um grupo investiga, os demais 1 2 3 4 95 Atividade: Desenho sob o efeito da luz EI_MT_CP_PF.indb 95EI_MT_CP_PF.indb 95 05/10/2023 14:00:4905/10/2023 14:00:49 vão brincar autonomamente em outros espaços na sala. Indique o grupo que vai iniciar a observação, escureça o ambiente e coloque as folhas sobre a caixa de luz. Explore com cada pequeno grupo os detalhes que a caixa de luz possibilita inves- tigar, potencializando as descobertas. Acompanhe o momento de contemplação das crianças e observe se estão atentas aos detalhes. Interaja com elas a respeito de cores, formas, texturas, traços, linhas, marcas e outras minúcias. Anote falas e comentários que surgirem e fotografe o momento. Após todos os grupos terem feito a exploração, convide a turma para se sentar em roda com você. Pergunte o que a observação com a caixa de luz proporcionou. Após a conversa, esclareça que é chegada a hora da produção dos desenhos e que a caixa de luz ficará à disposição, caso necessitem retomar alguma observação. Oriente as crianças a se organizarem em pequenos grupos. Ofereça possibilidades de apoios diferentes para desenhar. Enquanto desenham, circule entre os grupos e valorize as produções, ressaltando as especificidades de cada desenho. Observe as crianças que já finalizaram e peça que identifiquem suas produções: ofereça apoio com crachás ou fichas do nome, se necessário. Quando todos já tiverem finalizado, reúna todo o grupo. Escureça o ambiente e proponha às crianças uma partilha do que produziram. Coloque as produções, uma de cada vez, sobre a caixa e peça que observem proporções, tamanhos, linhas e detalhes que podem ser percebidos com mais clareza por causa da luminosida- de. Interaja com o grupo, valorizando as produções e chamando a atenção para a diversidade de desenhos. Pergunte quais foram os desafios na realização da ati- vidade e como conseguiram superá-los. Sugira expor as imagens em um mural e ampliar a proposta desenhando ainda mais elementos da natureza em outros dias. Para finalizar Ao encerrar a roda de conversa, convide a turma para guardar os materiais nos locais adequados. O QUE FAZER DEPOIS Proponha novamente a observação da folha na caixa de luz e do desenho já realizado. Conforme o envolvimento da turma, sugira sob a forma de desafio outro desenho no qual possam colocar detalhes que antes não tinham observado.Aproveite a caixa de luz mais vezes para fazer experiências com outros elementos da natureza (por exemplo: areia, flores e insetos). 5 6 7 8 96 Conjunto: Arte e natureza EI_MT_CP_PF.indb 96EI_MT_CP_PF.indb 96 05/10/2023 14:00:4905/10/2023 14:00:49 SEQUÊNCIA 6 CORPO, MOVIMENTO E DANÇA Música e dança são expressões que promovem o desenvolvimento da cor- poreidade e a ampliação do repertório cultural das crianças, assim como da autoconfiança, do autoconhecimento, da capacidade criadora e da convivência respeitosa com as múltiplas formas de expressão. A dança é uma rica linguagem do corpo que deve integrar as práticas com as crian- ças pequenas. Como ferramenta, aliada à música, a dança é um convite à experimentação, à sensibilidade e ao desenvolvimento do senso estético, devendo sempre respeitar a expressividade original do indivíduo. Esta sequência didática propõe atividades que devem ser desenvolvidas com a turma na ordem apresentada. DRC-MT � Campos de experiências explorados nesta sequência O eu, o outro e o nós. Corpo, gestos e movimentos. Traços, sons, cores e formas. Escuta, fala, pensamento e imaginação. � Objetivos de aprendizagem e desenvolvimento explorados nesta sequência EI03EO02 Agir de maneira independente, com confiança em suas capacidades, reconhecendo suas conquistas e limitações. EI03EO03 Ampliar as relações interpessoais, desenvolvendo atitudes de participação e cooperação. EI03EO05 Demonstrar valorização das características de seu corpo e respeitar as características dos outros (crianças e adultos) com os quais convive. EI03CG01 Criar com o corpo formas diversificadas de expressão de sentimentos, sensações e emoções, tanto nas situações do cotidiano quanto em brincadeiras, dança, teatro, música. EI03CG02 Demonstrar controle e adequação do uso de seu corpo em brincadeiras e jogos, escuta e reconto de histórias, atividades artísticas, entre outras possibilidades. EI03CG03 Criar movimentos, gestos, olhares e mímicas em brincadeiras, jogos e atividades artísticas como dança, teatro e música. EI03TS01 Utilizar sons produzidos por materiais, objetos e instrumentos musicais durante brincadeiras de faz de conta, encenações, criações musicais, festas. EI03TS03 Reconhecer as qualidades do som (intensidade, duração, altura e timbre), utilizando-as em suas produções sonoras e ao ouvir músicas e sons. EI03EF01 Expressar ideias, desejos e sentimentos sobre suas vivências, por meio da linguagem oral e escrita (escrita espontânea), de fotos, desenhos e outras formas de expressão. 97 SD EI_MT_CP_PF.indb 97EI_MT_CP_PF.indb 97 05/10/2023 14:00:5005/10/2023 14:00:50 ATIVIDADE 1 CONHECENDO DIFERENTES RITMOS MUSICAIS Tempo sugerido: 1 hora e 30 minutos Objetivos de aprendizagem: EI03CG01, EI03CG03, EI03TS03 O QUE FAZER ANTES � Contextos prévios É importante conhecer diferentes ritmos musicais antes de propor a atividade para as crianças. Dentre os estilos musicais mais populares para trabalhar ritmo com as crianças, estão o sertanejo, forró, samba, bossa nova, rap, rasqueado, siriri e cururu, entre outros. � Materiais F Um equipamento para reprodução de áudio; F Imagens de instrumentos musicais típicos da música mato-grossense: viola de cocho, ganzá e mocho; F Saias de chita para a dança Siriri; F Um celular ou uma câmera fotográfica e o caderno de campo para registrar a atividade; F Playlist, pen drive ou CD com músicas de diferentes ritmos e estilos. Sugestões de leitura • Playlist. Nova Escola. Disponível em: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/ sp52UzVbpk2NreWfkwxW9wKDSkbFBttJKqJRRPz87SegCnEKDgUSefvwMJmb/sugestao-de- playlist-edi3-06und01.pdf. Acesso em: 22 jun. 2023. • Danças e músicas. SEDEC. Disponível em: https://www.sedec.mt.gov.br/-/3026917-dancas-e-musicas. Acesso em: 22 jun. 2023. � Espaços Planeje para que a atividade ocorra em um espaço amplo, de preferência em ambiente externo. Caso não seja possível, você pode utilizar a própria sala, refeitório, salão comu- nitário, um campo aberto ou a quadra da escola, o importante é adaptar a prática à sua realidade. Considere que o ambiente deve comportar pequenos grupos, que deverão se movimentar criando uma dança. 98 Sequência: Corpo, movimento e dança EI_MT_CP_PF.indb 98EI_MT_CP_PF.indb 98 05/10/2023 14:00:5005/10/2023 14:00:50 https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/sp52UzVbpk2NreWfkwxW9wKDSkbFBttJKqJRRPz87SegCnEKDgUSefvwMJmb/sugestao-de-playlist-edi3-06und01.pdf https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/sp52UzVbpk2NreWfkwxW9wKDSkbFBttJKqJRRPz87SegCnEKDgUSefvwMJmb/sugestao-de-playlist-edi3-06und01.pdf https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/sp52UzVbpk2NreWfkwxW9wKDSkbFBttJKqJRRPz87SegCnEKDgUSefvwMJmb/sugestao-de-playlist-edi3-06und01.pdf � Perguntas para guiar suas observações 1. Quais critérios as crianças utilizam para discriminar o estilo apresentado? Como elas percebem o ritmo e a melodia? Associam com outras músicas do mesmo estilo? O que alcança maior destaque em suas percepções? 2. Como elas criam seus gestos e movimentos em relação aos ritmos vivenciados? Buscam fazê-los junto aos pares? Repetem os mesmos movimentos em ritmos diferentes? Cuidam para que eles, mesmo iguais, se alinhem ao ritmo proposto? 3. Como as crianças interagem com a proposta? Evidenciam preferência por um ritmo? Como? O QUE FAZER DURANTE Convide as crianças para que se sentem em roda com você e diga que reservou um momento para que experimentem dançar diferentes ritmos musicais. Investigue que músicas gostam de dançar e instigue-as a dar informações livremente, explicando sobre os gestos ou demonstrando-os aos colegas. Descubra quais são os ritmos já conhecidos pela turma e apoie-se nas vivências das crianças em festas culturais, bem como nas possíveis diversidades regionais existentes. Apresente para as crianças os principais instrumentos que dão ritmo às músicas e danças mato- -grossenses: a viola de cocho, o ganzá e o mocho. Se não for possível mostrar áudios ou vídeos dos instrumentos, utilize imagens ou ilustrações selecionadas em uma pesquisa prévia na internet. Convide então as crianças para apreciar a playlist que você preparou e peça a elas que se expressem por meio da dança. Conte que você selecionou algumas músicas para apresentar estilos musicais variados. Diga que as músicas são um convite para que ouçam, sintam e dancem com todo o corpo. Explique que esse primeiro convite é individual: peça às crianças que fiquem livres para encontrar a melhor maneira de sentir a música e de criar movimentos que o ritmo convida a fazer. Sugira a elas que se organizem em pequenos grupos no espaço que você preparou e convide-as para entrar na dança. Faça alguns acordos com a turma para que, nesse primeiro momento, por exemplo, evitem conversas com os pares. Como a música faz o convite para todo o corpo, todos precisam estar atentos. Entretanto, diga que podem dançar em duplas ou em pequenos grupos. Conte que deverão se unir por meio de gestos, e não pela fala. Enquanto as crianças constroem percepções e movimentos, observe-as e verifique quais expressões aparecem, como os corpos delas respondem ao convite da música, que movimentos criam e ressignificam. Atente-se também ao que as expressões faciais revelam, como ocorrem as interações das crianças, como oferecem apoio umas às outras e como exploram o espaço. Esse é um momento importante para realizar o registro individual dos movimentos e interações das crianças. 1 2 3 99 Atividade: Conhecendo diferentes ritmos musicais EI_MT_CP_PF.indb 99EI_MT_CP_PF.indb 99 05/10/2023 14:00:5005/10/2023 14:00:50 Continue a observar as relações que a turma estabelece, inclusive se optam por formar novos agrupamentos. Faça mediações apenas se encontrar necessidade. Caso observe que alguma criança não está envolvida com a proposta, antes de fazer qualquer inferência, busque observá-la por um tempo a fim de investigar qualrelação ela está construindo. O olhar, a expressão e o movimento dos olhos podem indicar que ela está apreciando o momento de vivência dos pares. Possibilite que ela experimente esse momento. Registre e busque envolvê-la na partilha de ações, contando o que sentiu ao apreciar a proposta. Durante a observação, faça registros fotográficos a fim de construir memórias de aprendizagens para o grupo e reflexões para você investigar ainda mais as pistas de aprendizagens das crianças. Observe o tempo que planejou para o momento, bem como a interação do grupo com a proposta, podendo ampliá-lo ou reduzi-lo. Um pouco antes de terminar, abaixe aos poucos o volume da música e indique a finalização do momento ao desligá-la. Após a vivência, convide todo o grupo para se reunir novamente em roda. Nesse momento, instigue as crianças a expressar sensações e sentimentos acerca da ati- vidade. Investigue as percepções delas quanto aos diversos ritmos apresentados e busque descobrir como se movimentaram em cada um deles. Possibilite que fa- lem sobre quais foram as sensações que as músicas despertaram. Aja de forma responsiva: acolha e aprofunde as sistematizações das descobertas e curiosidades que emergem do grupo. Para finalizar Ainda em roda, conte às crianças que vivenciarão outras propostas como essa. Em seguida, engaje-as na organização do espaço. Coloque uma música divertida para o momento e proponha que dancem enquanto o organizam. O QUE FAZER DEPOIS Realize a atividade novamente utilizando tecidos leves para que as crianças componham suas danças. Se possível, utilize os tecidos do conjunto Faz de conta. A proposta é que, além de utilizarem o corpo para a expressão dos ritmos, possam explorar os tecidos, criando novas formas de dançar. Se julgar oportuno, organize as crianças para dançar e apresentar o Siriri, uma dança típica mato-grossense. Para isso, combine com os responsáveis e peça que providenciem para as crianças o traje típico dessa prática cultural, a saia de chita. 4 5 100 Sequência: Corpo, movimento e dança EI_MT_CP_PF.indb 100EI_MT_CP_PF.indb 100 05/10/2023 14:00:5005/10/2023 14:00:50 ATIVIDADE 2 DANÇA E PINTURA DE TECIDOS Tempo sugerido: 1 hora e 20 minutos Objetivos de aprendizagem: EI03CG01, EI03CG02, EI03TS03 O QUE FAZER ANTES � Contextos prévios Combine com os responsáveis que no dia da atividade as crianças tragam roupa de banho para que possam vivenciá-la com mais conforto. É importante que você apresente previamente para as crianças vídeos de artistas que, enquanto dançam, fazem marcas de seus passos com tintas. � Materiais F Dois tecidos de quatro metros cada um. Sugestões: algodão cru ou TNT. Caso prefira, você pode utilizar papéis em substituição ao tecido (nesse caso, observe a espessura para que não rasguem com facilidade); F Fita adesiva; F Tinta guache; F Cerca de dez bacias ou bandejas plásticas que possibilitem às crianças molhar os pés; F Um equipamento para reprodução de áudio e vídeo; F Uma playlist, pen drive ou um CD com o movimento Presto, de Verão (L'estate), de Vivaldi, com uma música clássica e uma música tradicional chinesa, com ritmos regionais, a partir dos instrumentos locais como bumbo, ganzá, viola caipira, cavaquinho, rabeca, sanfona e violão e com uma música clássica e uma música tradicional mato-grossense, como o Cururu, ou com músicas instrumentais tocadas em instrumentos musicais locais; F Um celular ou uma câmera fotográfica e o caderno de campo para registrar a atividade. Sugestões de vídeo • Telas: Pollock, pinturas de ação. Produtora: Cia Nós da Dança. Disponível em: https://youtu.be/GkpkD4jTpqg. Acesso em: 22 jun. 2023. • Michelangelo (pinturas renascentistas). Produtora: Kátia de Oliveira. Disponível em: https://youtu.be/6VS_CyhTttY. Acesso em: 22 jun. 2023. Sugestões de música • Concerto No. 2 in G minor, Op. 8, RV 315: L'estate: Presto – Tempo impetuoso d'estate. Storm The Four Seasons – The Storm At Sea – The Hunt [CD]. Artista: Vivaldi (EMI Records, 1997). • Hallelujah. Various Positions [CD]. Artista: Leonard Cohen (Columbia Records, 1984). • Dà yú (Big Fish – tradução do inglês). Álbum de estreia de Charlie [CD]. Artista: Zhou Shen (Taihe Music Group – Ocean Butterflies Music Co. Ltd., 2017). 101 Atividade: Dança e pintura de tecidos EI_MT_CP_PF.indb 101EI_MT_CP_PF.indb 101 05/10/2023 14:00:5005/10/2023 14:00:50 https://youtu.be/GkpkD4jTpqg https://youtu.be/6VS_CyhTttY � Espaços Organize a sala para a apreciação dos vídeos e para uma conversa inicial em roda com todo o grupo. Preveja que a atividade continue em um espaço externo. Reserve um local amplo, forre um dos tecidos no chão e prenda o outro na parede com fita adesiva. Disponha as bandejas com as tintas guaches nas laterais e abaixo dos tecidos. Se a escola tiver disponível na área externa uma ducha ou mangueira, aproveite para organizar a atividade nesse espaço. Dessa maneira, após a pintura, as crianças poderão vivenciar brincadeiras com água e se lavar ao mesmo tempo. Caso o espaço não seja amplo, considere realizar a proposta com a turma dividida em pequenos grupos. Nesse caso, prepare dois ambientes: o da proposta com a música e outro em que os pequenos consigam realizar atividades com autonomia ( jogos, por exemplo). Assim, enquanto um grupo vivencia a proposta, o outro estará engajado na outra vivência. Depois, basta fazer a troca de atividades entre os grupos. � Perguntas para guiar suas observações 1. Como as crianças se envolvem com a proposta de registrar traços ao dançar? Que sentimentos e sensações revelam? 2. Que estratégias usam para se movimentar de maneira adequada, respeitando o espaço e os pares? Percorrem um caminho, por exemplo, criando narrativas em suas danças? 3. Como as crianças percebem as variações da qualidade sonora? Como fazem suas marcas? As marcas mudam em espessura e volume conforme a variação sonora? O QUE FAZER DURANTE Reúna-se com todo o grupo no espaço que você preparou para que apreciem o vídeo e comente que você trouxe dois vídeos de artistas que, enquanto dançam, fazem marcas de seus passos com tintas. Em seguida, convide as crianças para apreciá-los. Depois, investigue as impressões delas acerca do que foi observado. Conte a proposta da atividade: diga que preparou na área externa um espaço para que dancem e registrem os passos da dança com tinta. Conte para as crianças que elas serão organizadas em pequenos grupos: um utilizará o tecido no chão e outro, o que está fixado na parede. Diga que o desafio é que, dançando a música, elas façam marcas gráficas da dança utilizando as tintas nas bandejas próximas aos tecidos. Instigue-as a refletir se as marcas serão as mesmas se uma música for agitada e outra lenta, por exemplo. Caso digam que serão diferentes, questione os motivos da diferenciação. Em seguida, faça alguns acordos com elas: defina o tempo da atividade e como farão para retirar o excesso de tinta do corpo. Observe que é um acordo a ser feito considerando a realidade e as possibilidades de sua escola e da turma. Depois de tudo combinado, leve as crianças para o espaço que você preparou. Ao chegar ao ambiente, convide as crianças para que, antes de utilizar as tintas, dancem o terceiro movimento da música Verão (L'estate), de Vivaldi, percebendo os ritmos, as alterações, se há mudanças que sugerem movimentos. Em seguida, organize-as nos pequenos grupos e convide-as a dançar e deixar suas marcas, reproduzindo a música clássica escolhida. Observe que, quanto mais rica em ritmo 1 2 3 102 Sequência: Corpo, movimento e dança EI_MT_CP_PF.indb 102EI_MT_CP_PF.indb 102 05/10/2023 14:00:5005/10/2023 14:00:50 a música for, maiores serão as possibilidades de construção de percepções acerca dos movimentos corporais e dos registros que as crianças farão. Como alternativa, em vez da música clássica, apresente uma música com ritmo típico de sua região. Enquanto as crianças dançam e fazem os registrosde seus passos, observe quais relações estão estabelecendo. Atente-se a como elas fazem as marcas: se observam a alteração da música e a associam à mudança ou à adaptação do movimento corporal; se quando a música sugere um aumento no volume elas fazem marcas no alto do tecido. Considere fazer registros fotográficos e em vídeos das manifestações das crianças. Após a primeira música, reproduza a música tradicional chinesa Dà yú. Se preferir, como alternativa, apresente um ritmo local para a apreciação dos alunos. Enquanto as crianças dançam, observe como a nova música as convida para criar passos e marcas novos. Investigue como estão acolhendo o ritmo e continue a fazer os registros das relações que as crianças estão estabelecendo na proposta. Observe o tempo acordado para a atividade conforme combinaram e abaixe a música lentamente até silenciar o volume totalmente. Em seguida, convide as crianças para que se distanciem um pouco dos tecidos e instigue-as a apreciar as marcas deixadas. Observe como elas se deparam e se surpreendem com as criações. Considere registrar esse momento. • Elas podem utilizar passos e expressões explorados na atividade anterior. Possível ação das crianças Após um período de apreciação, combine com elas que vão retirar o excesso de tinta do corpo enquanto as obras de arte secam. Diga que em outro momento vocês observarão os vídeos e as fotografias que você fez e que também conversarão sobre a vivência. Organize a forma como combinou com as crianças para esse momento e apoie-as durante o processo. Para finalizar Depois de limpar o excesso de tinta e organizar o espaço, convide as crianças para vivenciar a próxima atividade do dia. O QUE FAZER DEPOIS Proponha uma exposição do material produzido na atividade. Planeje com a turma qual espaço será utilizado e de que modo organizarão os tecidos. Discutam sobre a possibili- dade de apresentar as pinturas e as fotografias da vivência. Criem possíveis títulos para a mostra e maneiras de convidar as demais turmas da escola para visitá-la. Também é possível repetir a proposta de dança e de produção gráfica utilizando materiais diferentes, como canetas hidrocor, giz de cera, giz de quadro e giz pastel. 4 5 6 103 Atividade: Dança e pintura de tecidos EI_MT_CP_PF.indb 103EI_MT_CP_PF.indb 103 05/10/2023 14:00:5005/10/2023 14:00:50 ATIVIDADE 3 DANÇANDO COM A ÁGUA Tempo sugerido: 40 minutos Objetivos de aprendizagem: EI03EO02, EI03TS01 O QUE FAZER ANTES � Contextos prévios Previamente, separe os tecidos e as fitas e organize o ambiente externo para desenvolver a atividade. Também prepare materiais para as crianças do outro pequeno grupo que aguar- dará o momento de participar da proposta. � Materiais F Tecidos leves, como voal, em tamanhos diversos e cores claras, como branco, creme ou azul-celeste, TNT, lençóis ou cortinas; F Fitas de cetim de diferentes cores, tamanhos e espessuras; F Projeção com o fundo do mar por meio de um projetor de imagem; F Um retroprojetor, se possível; F Uma playlist, pen drive ou um CD com uma música clássica e com ritmos regionais que exploram instrumentos locais, como bumbo, ganzá, viola caipira, cavaquinho, rabeca, sanfona e violão; F Um equipamento para reprodução de áudio e vídeo; F Materiais para atividades que as crianças já realizam com autonomia, como jogos e desenhos; F Um celular ou uma câmera fotográfica e o caderno de campo para registrar a atividade. Sugestão de vídeo • Projeção em tecido. Produtora: Anacã Corpo e Movimento. Disponível em: https://youtu.be/Sis29H_Bh_I. Acesso em: 22 jun. 2023. � Espaços Preveja um espaço externo amplo e livre de mobiliários, onde seja possível organizar a projeção do vídeo e colocar tecidos pendurados em varais. Caso não seja possível organizar um espaço externo, você pode utilizar a própria sala, refeitório ou quadra da escola, o importante é adaptar a prática à sua realidade. Posicione os tecidos de modo que a projeção atravesse a transparência deles, criando a percepção de movimento e profundidade. Os tecidos devem ficar intercalados para garantir a circulação das crianças. 104 Sequência: Corpo, movimento e dança EI_MT_CP_PF.indb 104EI_MT_CP_PF.indb 104 05/10/2023 14:00:5005/10/2023 14:00:50 https://youtu.be/Sis29H_Bh_I Organize outro espaço para que, enquanto metade do grupo vivencia a proposta, a outra realize uma atividade que execute com autonomia. A estratégia de revezamento de espaço pode ser consultada na atividade Dança e pintura de tecidos, desta sequência. � Perguntas para guiar suas observações 1. Como as crianças envolvem os materiais oferecidos em suas criações corporais? De que forma elas os acolhem e potencializam a expressão de dançar com a água? 2. Como as crianças harmonizam seus movimentos diante do desafio da proposta? Buscam apoio no vídeo reproduzido? Adequam-se ao som da música? Como estão construindo a percepção dos movimentos leves, alongados e fluídos? 3. Como as crianças experimentam o espaço da atividade? Como acontece o jogo imaginativo de dançar com a água? Como interagem com os colegas? O QUE FAZER DURANTE Reúna-se com todo o grupo e conte às crianças que separou um espaço especial para inspirá-las a dançar no ritmo da água. Instigue-as a pensar quais são as características da água e como são os movimentos dessa dança (se são leves, pesados, longos, curtos, rápidos, circulares, relacionando os possíveis movimentos das águas aos movimentos corporais, como bater palmas ou pés, por exemplo.). Em seguida, diga a elas que preparou um espaço especial para a vivência e que para isso vão se dividir em pequenos grupos: enquanto um fica com você na vivência, o outro realiza atividades com autonomia; ao final, os grupos se revezarão. Você pode engajar as crianças em um jogo imaginário, no qual farão uma viagem pelas águas do Rio Cuiabá ou pelas águas do Pantanal e participarão de um baile dançante. Sendo assim, quando chegar ao rio, elas já podem começar a dançar observando quais movimentos criarão. • Algumas crianças vão preferir contar as percepções delas por meios de gestos e expressões corporais. Acolha esses movimentos e envolva-as no diálogo. Possível ação das crianças Antes da saída para o espaço, faça alguns acordos com todo o grupo considerando o tempo para a atividade e que, no momento dançante do baile, por exemplo, evitem conversas com os pares. Como a música faz o convite para todo o corpo dançar, as crianças precisam estar atentas. As conversas podem fazer com que percam partes importantes desse convite. Diga que, se alguma música as convidar a dançar em duplas ou pequenos grupos, elas podem aceitar o convite unindo-se em gestos, mas não pela fala. Combine que, quando a vivência estiver terminando, elas perceberão a música abaixando lentamente. Diga que há alguns materiais dispostos no espaço para que elas usem livremente em suas danças. 1 2 105 Atividade: Dançando com a água EI_MT_CP_PF.indb 105EI_MT_CP_PF.indb 105 05/10/2023 14:00:5005/10/2023 14:00:50 Ao chegar ao espaço organizado previamente, observe como as crianças intera- gem com o ambiente. Dê tempo a elas para que percebam e acolham o local. Se necessário, engaje-as no envolvimento da criação corporal e convide-as a dançar. Entretanto, considere que farão isso com autonomia e em tempos distintos. Algu- mas vão se engajar na dança mais rápido que outras. Enquanto as crianças dançam, transite pelo espaço observando as manifestações corporais e a maneira como se envolvem com a projeção e os tecidos. Observe as relações que estão estabelecendo na vivência. Atente-se àquelas que aparente- mente não estão envolvidas corporalmente e preferem observar o grupo. Registre por meio de vídeos e fotografias as relações que estão estabelecendo e as constru- ções corporais que estão criando. Evite fazer mediações com falas; engaje a turma em uma construção e percepção com o corpo. Caso sinta necessidade,dance com as crianças. Observe o tempo que reservou para a proposta e comece a baixar a música lentamente até silenciá-la por completo. Organize as trocas entre os grupos. Reúna-se em roda com todo o grupo e inicie uma conversa. Instigue as crianças e peça que tragam suas impressões acerca da vivência. Questione sobre os convites que a música fez e quais movimentos criaram para esse convite. Ajude-as para que expressem verbalmente os relatos e considere acolher as expressões corporais que algumas crianças podem trazer ao contexto. Recorra aos registros que fez a fim de ampliar e potencializar o diálogo da turma. Em seguida, conte às crianças que em outro momento elas poderão observar os vídeos e as fotografias que registrou. Para finalizar Depois da conversa, convide as crianças para a organização do material utilizado e oriente-as para a próxima vivência do dia. O QUE FAZER DEPOIS Repita a atividade utilizando outros fenômenos da natureza (o movimento do vento nas folhas, por exemplo), diversificando espaços, materiais e agrupamentos. As crianças podem dançar, por exemplo, com folha de bananeira, com palhas, com fitas, entre outros. 3 4 5 106 Sequência: Corpo, movimento e dança EI_MT_CP_PF.indb 106EI_MT_CP_PF.indb 106 05/10/2023 14:00:5005/10/2023 14:00:50 ATIVIDADE 4 BRINCADEIRA PASSE A DANÇA Tempo sugerido: 60 minutos Objetivos de aprendizagem: EI03EO03, EI03CG01 O QUE FAZER ANTES � Contextos prévios Escolha o espaço previamente considerando a necessidade de ligar os equipamentos eletrônicos a uma fonte de energia. Além disso, o ambiente deve ser organizado ante- cipadamente, para que esteja livre de mobiliários e brinquedos, de forma a atender às necessidades dos pequenos grupos (em média seis crianças) em suas criações corporais. � Materiais F Um equipamento para reprodução de áudio; F Playlist, pen drive ou CD com uma música eletrônica dançante, o rasqueado cuiabano, siriri e cururu e uma música clássica relaxante; F Um celular ou uma câmera fotográfica e o caderno de campo para registrar a atividade. Sugestão de leitura • Danças e músicas. SEDEC. Disponível em: https://www.sedec.mt.gov.br/-/3026917-dancas-e-musicas. Acesso em: 7 jul. 2023. � Espaços Reserve um espaço amplo (de preferência em ambiente externo), livre de mobiliários e de brinquedos, onde seja possível o uso do equipamento de áudio. O espaço deverá acolher todo o grupo, que deverá estar organizado em círculo. � Perguntas para guiar suas observações 1. Como as crianças se envolvem corporalmente com a proposta? Em quais momentos demonstram maior autonomia e liberdade nos movimentos? Em quais demonstram necessidade de apoio? 2. Como demonstram a percepção do ritmo e da intensidade em suas criações corporais? Percebem as mudanças trazidas pela música? Quais movimentos trazidos pelas crianças evidenciam essa percepção? 3. Quais desafios são encontrados nos momentos de aguardar a vez de dançar? E na hora de passar a dança? Como o capitão envolve o grupo em seus movimentos indicando o momento da transição? Como esses movimentos foram recebidos pelo outro grupo? 107 Atividade: Brincadeira Passe a dança EI_MT_CP_PF.indb 107EI_MT_CP_PF.indb 107 05/10/2023 14:00:5105/10/2023 14:00:51 O QUE FAZER DURANTE Convide as crianças para que se sentem em roda com você. Conte a elas que hoje você preparou um desafio dançante para a turma. Diga que a brincadeira se chama “Passe a dança”. Explore junto às crianças o que o nome desse desafio sugere. Engaje-as em um jogo divertido e imaginativo, ouça as hipóteses e aproveite para saber se alguém já experimentou essa brincadeira. Aproveite os comentários trazidos pelas crianças para explicar a atividade e fazer alguns combinados. Esclareça que a atividade acontecerá em pequenos grupos (de até seis crianças) e que cada grupo escolherá um capitão responsável por passar a dança. Diga que todos os grupos formarão uma única roda no espaço escolhido para a proposta. No entanto, cada pequeno grupo dançará por um tempo no meio da roda, enquanto os outros ficam parados como estátuas até que o capitão do grupo que está no centro da roda dê um passo à frente e faça o movimento que passará a dança. Converse com as crianças sobre como podem pensar em movimentos que sugerem que a dança está sendo entregue para o outro grupo. Chame a atenção para que contem sobre suas vivências e se já viram movimentos e danças com essas sugestões. Reflita se as expressões faciais podem ajudar nessa função de passar a dança. Em seguida, combine com os pequenos a organização dos grupos no espaço. Sugira que escolham de que forma farão o agrupamento e apoie-os nessa ação. Levante com eles quem serão os capitães de cada grupo e inicie a proposta. Convide o primeiro pequeno grupo a dançar no meio da roda enquanto os demais representam estátuas. Se julgar pertinente, é possível modificar a proposta, utilizando um chapéu, uma vassoura ou pano de chita, por exemplo, para passar a dança. Essas são opções para variar os diferentes momentos da prática. Reproduza a faixa dançante e incentive que o primeiro grupo se expresse movimentando-se de maneira livre e solta conforme a música. Acompanhe o grupo e, se perceber que a expressão corporal é um desafio, interaja e dance junto ou sugira alguns passos e movimentos. Procure não intervir com falas. Movimente-se de forma que as crianças possam se apoiar ou ser envolvidas em seus gestos e expressões. Observe o tempo que um grupo utiliza para passar a dança ao outro. Se esse tempo estiver sendo muito longo, sinalize para o grupo que passe a dança. Depois que todos os pequenos grupos tiverem recebido a dança, pause a atividade. Se necessário, faça acordos diante do que observou nesse primeiro momento ou pergunte se as crianças têm alguma ideia para que a brincadeira aconteça de forma diferente. Por exemplo: proponha que dancem até o final da música, passando a dança entre os grupos por diversas vezes e criando movimentos de passagem. Inicie a brincadeira novamente e, enquanto acompanha a criação e o envolvimento das crianças, faça registros por meio de fotos e filmagens. Esteja atento às diversas expressões delas e valorize-as em seus registros. Procure capturar manifestações corporais, faciais, trocas de olhares, entre outras. 1 2 3 4 108 Sequência: Corpo, movimento e dança EI_MT_CP_PF.indb 108EI_MT_CP_PF.indb 108 05/10/2023 14:00:5105/10/2023 14:00:51 Ao terminar a música, investigue se a turma deseja repetir a brincadeira. Se quiser, considere trocar os líderes de cada grupo na nova vivência. Ao final da brincadeira, convide os pequenos grupos a apreciar outra música. Peça que façam isso deita- dos no chão e em silêncio; convide-os a fechar os olhos, de modo que se acalmem após a dança. Após o relaxamento, convide as crianças a se sentarem no chão em roda, para conversar a respeito da vivência. Peça que partilhem o que sentiram durante a proposta. Pergunte como foi o desafio de passar a dança com um movimento (ou objeto) e o que observaram enquanto aguardavam a sua vez de dançar. Aja de forma responsiva e acolha os comentários e as impressões trazidas pela turma. Considere trazer as observações que fez ao longo da vivência a fim de aprofundar e apoiar as percepções das crianças. Para finalizar Engaje a turma na organização do espaço utilizado e, em seguida, convide as crian- ças para a próxima vivência do dia. O QUE FAZER DEPOIS Repita a atividade colocando outros estilos musicais, como o rasqueado cuiabano, siriri e cururu. Você pode também inserir elementos para que as crianças utilizem enquanto dançam, como bambolês, tecidos e fitas, como proposto na atividade Dança e pintura de tecidos, desta sequência. Também é possível realizar a atividade engajando as crianças em construções individuais, de modo que cada uma, do centro da roda, passe a dança para que outro colega continue. 5 6 109 Atividade: Brincadeira Passe a dança EI_MT_CP_PF.indb109EI_MT_CP_PF.indb 109 05/10/2023 14:00:5105/10/2023 14:00:51 ATIVIDADE 5 PLANEJANDO UMA APRESENTAÇÃO DE DANÇA Tempo sugerido: 60 minutos Objetivos de aprendizagem: EI03EO05, EI03CG03, EI03EF01 O QUE FAZER ANTES � Contextos prévios A proposta convida as crianças a criar passos e movimentos para uma apresentação de dança. Para isso, é necessário que o grupo, com o apoio do professor, já tenha sele- cionado uma música para o momento. Amplie ainda mais o repertório de músicas, ritmos e estilos do grupo antes da escolha. Tenha como referência a playlist indicada na atividade Conhecendo diferentes ritmos musi- cais, desta sequência. Em Sugestão de leitura, há a indicação de um link com informações sobre danças e músicas mato-grossenses que também podem ser usadas como referência. � Materiais F Um equipamento para reprodução de áudio; F Uma playlist, pen drive ou um CD com a música escolhida previamente pelas crianças; F Papel, papelão e marcador gráfico (pincel, caneta hidrocor) para registro no cartaz; F Um celular ou uma câmera fotográfica e o caderno de campo para registrar a atividade. Sugestão de leitura • Danças e músicas. SEDEC. Disponível em: https://www.sedec.mt.gov.br/-/3026917-dancas-e-musicas. Acesso em: 22 jun. 2023. � Espaços A atividade deve ocorrer em um espaço amplo, livre de mobiliários e que acomode as criações corporais de todo o grupo. Considere ainda que o ambiente pode ser uma área externa, porém atente-se para que os equipamentos eletrônicos possam ser ligados a uma fonte de energia. � Perguntas para guiar suas observações 1. De que maneira as crianças expressam ideias e defendem opiniões durante o pro- cesso de criação coletiva? Quais argumentos usam para que façam valer as ideias? Como acolhem as ideias dos pares? 110 Sequência: Corpo, movimento e dança EI_MT_CP_PF.indb 110EI_MT_CP_PF.indb 110 05/10/2023 14:00:5105/10/2023 14:00:51 2. Quais estratégias elas utilizam para as criações dos passos? Se apoiam umas nas outras? Observam a utilização do espaço, compondo em seus passos trajetórias espaciais? 3. Como a história da música apoia e inspira a criação dos passos? Quais explorações corporais são criadas e motivadas por ela? O QUE FAZER DURANTE Convide as crianças para que se sentem em roda e conte que criarão a dança para a música que escolheram. Combine que primeiro elas se concentrarão em ouvir a música a fim de buscar detalhes, entender o que ela conta e saber qual ritmo segue. Convide-as para que, de forma livre e silenciosa, apreciem a canção. Depois, investigue junto às crianças que história a canção conta. Conversem a respeito da mensagem e do ritmo da música. Acolha as iniciativas verbais e não verbais (movimentos e expressões faciais, por exemplo). Caso a música selecionada pelas crianças não traga de forma explícita possibilidades para a interpretação sugerida na atividade, instigue-as para que pensem em qual história elas podem narrar a partir do ritmo, dos tons, dos instrumentos mais potencializados e das mudanças sonoras. Desenvolva a ideia de que apresentar uma dança é contar uma história com o corpo. Caso seja escolhida uma música típica mato-grossense, o boxe Sugestão de leitura traz informações sobre danças e músicas típicas da região. Combine com as crianças que você colocará a música novamente e que agora poderão senti-la com o corpo, movimentando-se pelo espaço e dançando de forma livre. Reproduza a faixa musical e, enquanto as crianças constroem suas percepções e movimentos, observe-as. Perceba quais expressões estão emergindo e como estão respondendo ao convite da música. Atente-se às expressões faciais, às interações, como oferecem apoio umas às outras e como exploram o espaço. Observe se alguma criança não está envolvida na proposta de forma corporal, mas está observando a criação feita pelos pares. Respeite esse momento de apreciação e evite expressar-se oralmente. Aprecie a dança e, se sentir vontade, interaja dançando e convidando-a para dançar. Caso a escolha tenha sido uma das danças e músicas mato-grossenses, combine com as crianças que você irá contar a história do surgimento da dança proposta. Mostrar as regiões em que a dança escolhida está mais presente. A partir desses conhecimentos explorados na conversa, as crianças deverão ser convidadas a sentir a música e explorar as possibilidades, movimentando-se pelo espaço e dançando de forma livre. Reúna todo o grupo e combine quais serão os passos e movimentos de cada parte da música. Ouça o que as crianças têm a dizer e acolha ideias, sugestões e comentários. — Como poderiam dançar esta parte? Quais movimentos gostariam de fazer? — De que forma dançarão o começo da música? — Começará com todos juntos ou iniciará por um pequeno grupo? — De que maneira os demais serão convidados a entrar na dança? Haverá um momento definido para isso? Possíveis falas do(a) professor(a) 1 2 3 111 Atividade: Planejando uma apresentação de dança EI_MT_CP_PF.indb 111EI_MT_CP_PF.indb 111 05/10/2023 14:00:5105/10/2023 14:00:51 Peça às crianças que continuem sugerindo movimentos para compor cada parte da dança. Peça que demonstrem essas expressões dançando. Convide-as para que acolham as ideias repetindo os movimentos criados pelos colegas. Apoie o pro- cesso partindo do que foi elaborado coletivamente por elas. Busque apoiá-las e incentivá-las fazendo mediações que ampliem ou complementem as percepções e os movimentos criados pelo grupo. Considere convidar algumas crianças para que assistam a um grupo dançar a composição criada. Peça que deem sugestões de como alterar, excluir ou acrescentar algo que não haviam percebido. Convide os pequenos para que pensem sobre o refrão da música. Acompanhe sugestões e ideias criativas, incentivando que expressem envolvimento com o refrão da músi- ca. Caso a música não ofereça essa possibilidade, busque investigar com o grupo qual parte se repete, trazendo um mesmo som e uma mesma sequência em sua melodia e verificando se ela faz esse convite para um gesto diferenciado. Continuem o processo de criação até que tenham definido os movimentos para a música inteira. Depois, toque a canção por partes para que as crianças façam os passos, verifiquem como está ficando a dança e se há a possibilidade de repetir ou alternar alguns movimentos conforme a melodia. Assim que forem definidos alguns passos, filme as crianças enquanto dançam cada parte para que depois possam relembrar o que foi combinado e ensaiar para a apresentação. Observe como se dá a interação entre elas e faça registros fotográficos. Depois do acerto coletivo sobre os passos da dança, conversem a respeito do final da música e busquem levantar algo que marque o encerramento. Acolha sempre as ideias e as sugestões das crianças. Combinem coletivamente como será o final da dança. Caso as crianças desejem, repita a atividade. Reúna todo o grupo para elaborar um cartaz coletivo sobre a apresentação que será feita. Façam acordos sobre o título da exibição e sobre data, horário e convidados. Combine com as crianças ensaios e possíveis figurinos. Registre todos os acordos firmados que nortearão as próximas ações necessárias à apresentação. Aja de forma responsiva e acolha os comentários, valorizando as ideias e interagindo com a turma. Este é um importante momento de práticas coletivas; convide as crianças a elaborar um convite a ser entregue aos responsáveis, para que participem do momento cultural promovido pela escola. Para finalizar Conte às crianças que depois vocês escolherão um local para fixar o convite e que você vai registrá-lo em uma fotografia para que criem convites menores posteriormente. Esclareça que, para os ensaios, você filmou os movimentos e os passos criados. Oriente as crianças a organizar o espaço e peça que guardem os materiais utilizados nos lugares adequados. Convide-as para a próxima atividade do dia. 4 5 6 7 O QUE FAZER DEPOIS Dê continuidadeà proposta por meio de ensaios, composição do cenário e do figurino para a apresentação da música. Se possível, utilize os materiais disponíveis na escola. Atente-se à possibilidade de reutilização e ressignificação de objetos diversos. 112 Sequência: Corpo, movimento e dança EI_MT_CP_PF.indb 112EI_MT_CP_PF.indb 112 05/10/2023 14:00:5105/10/2023 14:00:51 CONJUNTO 7 Investigar é um ato extremamente lúdico e natural para as crianças. Por meio de brincadeiras, os pequenos comparam sons, descobrem re- gularidades na escrita, divertem-se com as rimas, compõem palavras, aproximando-se do sistema alfabético e tornam a linguagem escrita mais uma fonte de interesse e aprendizagem. Este conjunto contém atividades que podem ser aplicadas isolada- mente, ou seja, de forma que o professor desenvolva qualquer uma delas sem obrigatoriamente desenvolver as outras. Porém, é reco- mendável que sejam aplicadas em conjunto, para que as crianças pos- sam aprofundar as experiências no decorrer do processo. Este conjun- to é caracterizado por atividades recorrentes, ou seja, que devem se repetir em outros períodos ao longo do ano. DRC-MT � Campos de experiências explorados neste conjunto O eu, o outro e o nós. Corpo, gestos e movimentos. Escuta, fala, pensamento e imaginação. � Objetivos de aprendizagem e desenvolvimento explorados neste conjunto EI03EO03 Ampliar as relações interpessoais, desenvolvendo atitudes de participação e cooperação. EI03CG02 Demonstrar controle e adequação do uso de seu corpo em brincadeiras e jogos, escuta e reconto de histórias, atividades artísticas, entre outras possibilidades. EI03CG03 Criar movimentos, gestos, olhares e mímicas em brincadeiras, jogos e atividades artísticas como dança, teatro e música. EI03EF02 Inventar brincadeiras cantadas, poemas e canções, criando rimas, aliterações e ritmos. EI03EF03 Escolher e folhear livros, procurando orientar-se por temas e ilustrações e tentando identificar palavras conhecidas. EI03EF07 Levantar hipóteses sobre gêneros textuais veiculados em portadores conhecidos, recorrendo a estratégias de observação gráfica e/ou de leitura. EI03EF08 Selecionar livros e textos de gêneros conhecidos para a leitura de um adulto e/ou para sua própria leitura (partindo de seu repertório sobre esses textos, como a recuperação pela memória, pela leitura das ilustrações etc.). EI03EF09 Levantar hipóteses em relação à linguagem escrita, realizando registros de palavras e textos, por meio de escrita espontânea. AP 113 INVESTIGANDO PALAVRAS E SONORIDADES EI_MT_CP_PF.indb 113EI_MT_CP_PF.indb 113 05/10/2023 14:00:5205/10/2023 14:00:52 ATIVIDADE 1 BRINCADEIRAS COM PALMAS – DOM FREDERICO Tempo sugerido: 40 minutos Objetivos de aprendizagem: EI03CG02, EI03CG03, EI03EF02 O QUE FAZER ANTES � Contextos prévios É necessário que você esteja bem familiarizado com a melodia, a letra e os gestos que são representados na brincadeira Dom Frederico, garantindo a fluidez que se pede no momento de brincar. É importante que as crianças já tenham vivenciado algumas atividades que as convi- dem a traçar estratégias de participação e interação, de se relacionar com os colegas, buscando sincronia entre movimentos e canções para cumprir os desafios propostos. � Materiais F Um equipamento para reprodução de áudio; F Pen drive ou CD com o áudio da brincadeira Dom Frederico ou outra brincadeira com as mesmas características e que as crianças não conheçam; F Cartaz com a letra da brincadeira Dom Frederico, escrita em letra imprensa maiúscula e em tamanho de fácil visualização para as crianças. Sugestão de vídeo • Brincadeiras regionais: Dom Frederico. Nova Escola. Disponível em: https://youtu.be/ DK7Gbu5ABuA. Acesso em: 29 jun. 2023. Sugestão de leitura • Dom Frederico. Mapa do brincar. Disponível em: http://mapadobrincar.folha.com.br/brincadeiras/ palmas/402-dom-frederico. Acesso em: 29 jun. 2023. � Espaços Reserve um espaço aberto para a livre movimentação das crianças, que pode mudar conforme o envolvimento e o interesse delas ao longo da vivência. Organize ainda um local para a realização da roda de conversa. 114 Conjunto: Investigando palavras e sonoridades EI_MT_CP_PF.indb 114EI_MT_CP_PF.indb 114 05/10/2023 14:00:5205/10/2023 14:00:52 http://mapadobrincar.folha.com.br/brincadeiras/palmas/402-dom-frederico http://mapadobrincar.folha.com.br/brincadeiras/palmas/402-dom-frederico � Perguntas para guiar suas observações 1. Como é a percepção das crianças no reconhecimento do próprio corpo como instru- mento de expressão, comunicação e ação? 2. Qual é a reação das crianças ao perceber que a brincadeira exige movimentos sin- cronizados e que o desempenho da dupla depende disso? Apoiam-se na execução dos gestos? 3. Quais indicações revelam que a marcação de palavras com gestos e movimentos colabora para que a turma realize as próprias investigações sonoras? O QUE FAZER DURANTE Convide todo o grupo para se reunir em roda com você. Conte às crianças que recentemente você assistiu a vídeos de brincadeiras que envolvem palmas e outros gestos e pergunte se elas também conhecem essas brincadeiras. Comente que, na infância, você brincava muito com os amigos e cite alguma brincadeira, exemplificando seu funcionamento, para contextualizar as crianças. A partir disso, organize as falas e as demonstrações delas sobre as ideias que trazem. Após elas demonstrarem oral e corporalmente as brincadeiras que conhecem, comente que você trouxe uma brincadeira nova. Diga o nome da brincadeira e questione se alguém a conhece. Compartilhe com o grupo que é uma brincadeira cantada, na qual também se faz uso de gestos. Por isso, comente que primeiro terão de treinar os movimentos, bem como aprender a letra da canção. Caso alguém se recuse a brincar, aproveite o momento para estimular o envolvimento de outras formas, observando ou entrando na brincadeira posteriormente. — É engraçado o nome dessa brincadeira, não é mesmo? Como vocês acham que se brinca? — É uma brincadeira cantada e, para representar o que estamos dizendo, fazemos gestos e movimentos. Faremos essa interação em duplas, mas, primeiro, vamos treinar sozinhos. Possíveis falas do(a) professor(a) Inicie a explicação da brincadeira. Primeiro, apresente a música que a embala. Depois, revele que escreveu a letra em um cartaz e cante-a pausadamente, indicando com o dedo o que está lendo. Em seguida, convide o grupo para cantar com você. Após esse momento, considere inserir os gestos. Faça a representação dos movimentos vagarosamente, verso a verso. Comente que a brincadeira se inicia batendo as palmas, fazendo os gestos devagar, e que a velocidade, tanto da canção como dos gestos, vai aumentando a cada repetição. Convide uma criança para demonstrar para a turma com você. Atente-se para a apropriação da canção. Caso perceba a necessidade, considere um momento inicial em que elas brinquem algumas vezes apoiadas pela canção 1 2 3 4 115 Atividade: Brincadeiras com palmas – Dom Frederico EI_MT_CP_PF.indb 115EI_MT_CP_PF.indb 115 05/10/2023 14:00:5205/10/2023 14:00:52 reproduzida em áudio. Dessa maneira, poderão aprender de acordo com ritmos e formas diversos que encontram para construir significados por meio dos contextos vivenciados. Após a apropriação da brincadeira, proponha o desafio de repeti-la sem o apoio do áudio. Solicite que formem duplas e brinquem livremente. Desafie as crianças a encontrar a melhor maneira de fazer os gestos. Lembre-as de que algumas palavras indicam o que deverá ser feito. Combine com elas que, nesse momento da brincadeira, vocês ainda não aumentarão a velocidade da canção e dos movimentos. Engaje-as a partir da ideia de que farão alguns treinos para que então partam para o maior desafio, que é cantar e gesticular de maneira correta e em velocidades diferentes. Atente-se às ações dos pequenos; se houver necessidade, faça a mediação das situações e dos desafiosdurante a busca de sincronia das duplas. Interaja de modo a garantir que a vivência seja positiva para todos. Depois, convide as crianças para vivenciar o maior desafio: os diferentes níveis de velocidade. Utilize números em ordem crescente (velocidade 2, 3 etc.) ou animais que se locomovem em níveis diferentes de velocidades (como uma lesma, uma tartaruga, um leopardo etc.). Então, convide as duplas a começarem juntas o desafio. Inicie pela velocidade zero, convidando as crianças a brincar lentamente. Depois, envolva-as em uma nova velocidade e vá aumentando-a de acordo com a estratégia de marcação escolhida por você. Após a chegada de todos na velocidade máxima da brincadeira, proponha a cada dupla que realize o próprio desafio, brincando e combinando as velocidades livremente. Nesse momento, observe como estão construindo estratégias para vivenciar esse desafio. Para finalizar Quando perceber que o interesse da turma pela brincadeira está diminuindo, convide todo o grupo para formar uma grande roda e conversar sobre a vivência. Inicialmente, convide os pequenos a contar sobre suas percepções, comentando livremente acerca da atividade. Depois, paute-se nas impressões reveladas por eles e nas observações feitas enquanto brincavam para lançar bons questionamentos e apoiar a construção desse momento de diálogo e partilha. Investigue quais foram os sentimentos, as impressões e os desafios vivenciados pela turma nesse contexto. Em seguida, convide-os para a próxima proposta do dia. O QUE FAZER DEPOIS Convide as crianças ou as pessoas da comunidade que conhecem outras brincadeiras parecidas como essa para compartilhar e ensinar novas formas de brincar. Traga também outras brincadeiras de palmas, como a sugerida na atividade Identificando palavras que rimam, deste conjunto, e ensine-as em pequenos grupos, com o intuito de que possam en- siná-las aos colegas. A ideia é que brincadeiras assim façam parte do cotidiano da turma para que possam, ao brincar, fazer investigações sonoras por meio de diferentes linguagens. 5 6 116 Conjunto: Investigando palavras e sonoridades EI_MT_CP_PF.indb 116EI_MT_CP_PF.indb 116 05/10/2023 14:00:5205/10/2023 14:00:52 ATIVIDADE 2 RECITANDO TRAVA-LÍNGUAS Tempo sugerido: 60 minutos Objetivos de aprendizagem: EI03EF03, EI03EF07, EI03EF08 O QUE FAZER ANTES � Contextos prévios Para vivenciar a proposta, é fundamental que a turma já tenha o conhecimento de al- guns trava-línguas por meio de brincadeiras ou outras atividades ocorridas anteriormente. Também é recomendável que você leia o livro sugerido para conhecer os trava-línguas antes de apresentá-los. � Materiais F Um livro de trava-línguas, como o Enrosca ou desenrosca: adivinhas, trava-línguas e outras enroscadas; F Três trava-línguas da obra para cada criança; F Outros livros com trava-línguas para utilizá-los ao final da proposta, ampliando as possibilidades de contato com o jogo verbal desses textos; F Um celular ou uma câmera fotográfica e o caderno de campo para registrar a atividade. Sugestão de leitura • Enrosca ou desenrosca: adivinhas, trava-línguas e outras enroscadas. Autoras: Maria José Nóbrega e Rosane Pamplona. Ilustrações: Marcelo Cipis (Moderna, 2005). � Espaços Organize um espaço para a apresentação do livro de forma confortável e que possibi- lite a visualização coletiva da obra. Atente-se para o fato de que depois as crianças vão formar trios. � Perguntas para guiar suas observações 1. O que indica que as crianças se atentam aos aspectos dos trava-línguas: repetições de palavras, palavras muito parecidas na pronúncia e jogo verbal? 2. De que maneira a atividade proposta possibilita que estabeleçam novas relações com as palavras? Quais estratégias trazem para pronunciar os trava-línguas, evitando travas na dicção das palavras? 3. Quais estratégias utilizam para escolher os trava-línguas? Utilizam-se da memória? Revi- sitam o livro? Utilizam o sumário? Procuraram pelas páginas ou por palavras conhecidas? 117 Atividade: Recitando trava-línguas EI_MT_CP_PF.indb 117EI_MT_CP_PF.indb 117 05/10/2023 14:00:5205/10/2023 14:00:52 O QUE FAZER DURANTE Com todo o grupo em roda, diga que você trouxe um livro no qual as autoras brincam com as palavras, por meio de trava-línguas. Investigue se as crianças sabem o que são trava-línguas e se conhecem algum. Em caso afirmativo, convide-as a partilhá- -los; em caso negativo, explique o que são e dê exemplos. Após acolher as falas e entrar em contato com os trava-línguas conhecidos delas, apresente o livro. Conte que essa é uma obra cheia de trava-línguas. Diga que, dentre os trava-línguas trazidos por elas, algum pode fazer parte da obra. Assim, revele a página em que ele se encontra, leia o texto e mostre a ilustração que o acompanha. Na sequência, inicie a exploração do conteúdo do livro. Para isso, informe o título, indique os nomes das autoras e do ilustrador. Considere apresentar a parte da obra destinada aos trava-línguas. Convide as crianças a observar as ilustrações e incentive-as a investigar se conhecem ou se lembram de algum trava-língua a partir da percepção das ilustrações. Proponha que recitem com você aqueles a partir dos quais conseguiram estabelecer relação com a imagem apresentada na obra. — Aqui começam os trava-línguas. Aqui está escrito Trava-línguas e outras enroscadas, referindo-se à página que antecede os trava-línguas. — Por que será que as autoras usaram o termo “enroscadas”? Ele combina com o termo “trava-línguas”? Por quê? Possíveis falas do(a) professor(a) Em seguida, selecione cerca de cinco trava-línguas com a ajuda das crianças e leia-os para todo o grupo, atentando-se à pronúncia e ao ritmo característicos do texto. Após cada leitura, faça uma pequena pausa para conversar sobre o que fala o trava-língua. Considere, por exemplo, se ele é sobre animais, objetos ou pessoas e o que aconteceu com os personagens que o compõem. Ao final da conversa, convide as crianças para recitar com você. Assim que terminar a leitura e elas estiverem brincando de recitar alguns trava-línguas, conte que você selecionou três. Mostre os três selecionados e leia-os para elas, dando espaço para que interajam com os textos. Logo após, combine com a turma a formação de trios, organize-os no espaço e distribua os trava-língua para cada um deles. Oriente-os a olhar para o texto e observar as palavras e as ilustrações em cada um. Passado um tempo de exploração e brincadeira, proponha que escolham um trava-língua para recitar para a turma. As crianças vão ensaiar e depois recitá-los para os colegas. É possível que elas necessitem de ajuda para se lembrar de trechos e para garantir o ritmo que esse tipo de texto demanda ao ser recitado. Procure circular por todos os trios para oferecer apoio às crianças. Observe suas estratégias para memorizar e harmonizar a recitação. Considere ler o trava-língua para o trio ou sugira que recitem-no de forma mais lenta, pronunciando cada palavra e aumentando a velocidade aos poucos. Entretanto, antes de qualquer intervenção, 1 2 3 4 5 118 Conjunto: Investigando palavras e sonoridades EI_MT_CP_PF.indb 118EI_MT_CP_PF.indb 118 05/10/2023 14:00:5205/10/2023 14:00:52 busque primeiro entender quais estratégias consideram trazer para qualificar a memorização e a recitação do texto. Possibilite que testem as hipóteses e investiguem formas de aprendizados. Observe que os pequenos podem estabelecer gestos que os fazem lembrar do texto. Acolha e potencialize essa forma de expressão para que partilhem as estratégias em trios. É importante você intervir de maneira cautelosa para não prejudicar as estratégias individuais e coletivas. — O que vocês já testaram para harmonizar a recitação? — Há alguma outra ideia de como podem recitar para que todos pronunciem as palavras corretamente? — Posso ajudar com a ideia de vocês, sim! Então, vou ler uma frase do trava- língua e vocês a repetem.Possíveis falas do(a) professor(a) Ao observar que os trios começam a dominar os trava-línguas que escolheram recitando-os sem muitos equívocos, sinalize que em um minuto os grupos se reunirão para o recital. Passado esse tempo, organize as crianças em semicírculo e convide o trio que dará início ao recital para se posicionar e recitar o trava- língua. Convide a turma para aplaudir o trio que se apresentou e depois chame o próximo trio para fazer o mesmo. Se julgar pertinente, proponha uma batalha de trava-línguas entre os trios. Após o recital, possibilite às crianças que partilhem com todo o grupo as impressões acerca da construção de estratégias para a memorização do texto, revelando quais táticas utilizaram para facilitar a memorização e pronunciar as palavras sem enrolar ou travar a língua. Nesse momento, considere apoiar-se nas observações que fez para mediar o diálogo. Para finalizar Após a conversa, para valorizar ainda mais o envolvimento das crianças com a leitura de trava-línguas, disponha as outras obras que você selecionou para a proposta. Convide-as a manusear os livros, a fim de observar os trava-línguas presentes neles. Combine que elas poderão fazer isso em pequenos grupos, a partir do que observam na obra, apoiando-se umas às outras. O QUE FAZER DEPOIS Convide as crianças para conversar com os funcionários da escola, perguntando se eles conhecem algum trava-língua. Caso conheçam, peça que os recitem para elas e, depois, peça a elas que também os recitem. Proponha aos pequenos que convidem os colegas das outras salas para brincar com os trava-línguas que aprenderam. Considere também que, após a ampliação do repertório, a turma pode construir um livro de trava-línguas e ilustrações em formato digital ou físico. 6 7 119 Atividade: Recitando trava-línguas EI_MT_CP_PF.indb 119EI_MT_CP_PF.indb 119 05/10/2023 14:00:5205/10/2023 14:00:52 ATIVIDADE 3 BRINCANDO COM A SONORIDADE DAS PALAVRAS Tempo sugerido: 40 minutos Objetivos de aprendizagem: EI03CG02, EI03CG03, EI03EF02 O QUE FAZER ANTES � Contextos prévios É importante que as crianças do grupo já tenham vivenciado algumas brincadeiras em que estratégias de participação e interação em duplas tenham sido experimentadas, como na atividade Brincadeiras com palmas – Dom Frederico, deste conjunto. Também é importante que você conheça a brincadeira Parara parati. � Materiais F Um vídeo da brincadeira Parara parati e da brincadeira Chocolate; F Um equipamento para reprodução de áudio; F Um equipamento para exibição de vídeo; F Um celular ou uma câmera fotográfica e o caderno de campo para registrar a atividade. Sugestão de leitura • Parara parati. Mapa do brincar. Disponível em: http://mapadobrincar.folha.com.br/brincadeiras/ palmas/424-parara-parati. Acesso em: 29 jun. 2023. Sugestões de vídeos • Brincadeiras de palmas nas diversas regiões do Brasil. Território do brincar. Série MiniDocs. Disponível em: https://youtu.be/u0THpCXhyjw. Acesso em: 29 jun. 2023. • Parara parati. Jogo de mão. Brincadeira tradicional. Canal Parabolé. Disponível em: https://youtu.be/xLfCkvIuyto. Acesso em: 29 jun. 2023. • Brincadeira com as mãos. Dalmo Mota. Disponível em: https://youtu.be/QKndD-bq-SM. Acesso em: 29 jun. 2023 • Nandaia. Projeto Cultura Brasileira – Região Centro-Oeste. Alexandre Moraes. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=CV4FUapWPyQ&t=3s&ab_channel=AlexandreMoraes. Acesso em: 29 jun. 2023. 120 Conjunto: Investigando palavras e sonoridades EI_MT_CP_PF.indb 120EI_MT_CP_PF.indb 120 05/10/2023 14:00:5205/10/2023 14:00:52 http://mapadobrincar.folha.com.br/brincadeiras/palmas/424-parara-parati http://mapadobrincar.folha.com.br/brincadeiras/palmas/424-parara-parati https://youtu.be/u0THpCXhyjw https://youtu.be/xLfCkvIuyto � Espaços Observe a necessidade de um espaço confortável para a realização da roda de conversa, que acontecerá no início da proposta, bem como a visualização do vídeo. Depois do vídeo, as crianças formarão duplas. Considere a flexibilidade do espaço para beneficiar essa organização e a necessidade de movimentação dos pequenos ao longo da vivência. � Perguntas para guiar suas observações 1. Como as crianças se engajam na construção de aliterações para a brincadeira? Apoiam umas às outras? Acolhem as ideias do grupo? Trazem contrapontos considerando as vogais? 2. De que modo seguem os gestos sugeridos no vídeo ou criam novos, considerando o contexto e os pares envolvidos na brincadeira? 3. Quais estratégias estabelecem para adequar o corpo à brincadeira? Encontram maneiras que tornam os movimentos mais fáceis e harmoniosos, ficando mais próximas de sua dupla? O QUE FAZER DURANTE Convide todo o grupo para se reunir em roda com você. Comente que assistiu a um vídeo de brincadeiras com música e movimentos corporais, retomando as brincadeiras desse tipo que a turma conhece. Depois, convide-as para assistir ao vídeo sugerido Brincadeiras de palmas nas diversas regiões do Brasil e oriente-as a se acomodar, garantindo que todas as crianças consigam visualizar a projeção. Confira se todas estão confortáveis e então inicie a exibição do vídeo. Aprecie-o junto a elas e proponha uma conversa sobre as brincadeiras representadas na tela. — Quem já conhecia essa brincadeira? — O que vocês acharam dela? — Do que vocês mais gostaram? E do que não gostaram? — Alguém conhece uma brincadeira parecida? Qual? Como brinca? Possíveis falas do(a) professor(a) Após a conversa, diga que uma brincadeira chamou mais a atenção e que vai retornar o vídeo para que possam visualizá-la. Retorne ao tempo de 1m26s, momento em que a brincadeira Parara parati é representada. Convide as crianças para que observem com atenção e tentem perceber detalhes da brincadeira. Ao término, investigue com elas as mudanças presentes na brincadeira. Nesse momento, pergunte se saberiam dizer o que muda entre a primeira, a segunda e a terceira vez que a brincadeira é realizada. Escute atentamente as ideias que trazem e observe se alguma delas traz a percepção de que há mudança na sonoridade das palavras da canção. Caso nenhuma criança traga essa observação, indique-a. Chame a atenção para a letra da música e para a troca de vogais. Para evidenciar as mudanças, convide-as a assistir à brincadeira mais uma vez. 1 2 121 Atividade: Brincando com a sonoridade das palavras EI_MT_CP_PF.indb 121EI_MT_CP_PF.indb 121 05/10/2023 14:00:5205/10/2023 14:00:52 • Algumas crianças prestarão mais atenção nos gestos realizados, enquanto outras vão focar na canção que acompanha a brincadeira; outras ainda observarão detalhes como a alteração sonora. Possível ação das crianças Quando forem percebidas as mudanças de sonoridade na canção, converse com as crianças e convide-as para que pensem sobre de quais outras formas poderiam cantar e como ficaria a música. Organize as falas e possibilite que experimentem e testem as possibilidades. Traga para o momento um contexto lúdico em que os pequenos ampliam o repertório para a brincadeira de forma divertida. Acompanhe as investigações que eles farão para construir as novas versões e atente-se para as mais variadas formas de construção. Não interfira ou chame a atenção direta quanto à alteração das vogais para a mudança da sonoridade da brincadeira. Possibilite que eles testem e troquem entre si, potencializando a investigação. Acolha as percepções das crianças, inclusive se forem trazidas consoantes como uma nova possibilidade. A partir disso, convide as crianças para que, em duplas, criem gestos e brinquem com a canção. Após certo tempo de brincadeira, proponha que cada dupla escolha uma variação da letra da música (ou seja, uma vogal) para que brinquem criando gestos novos. Diga que depois elas vão apresentar essa nova forma aos colegas. Combine que você vai gravar as apresentações para futuramente compartilharem o vídeo com outras turmas e com os responsáveis. Combine com as duplaso tempo que terão para treinar o jogo de mãos com a variação da vogal escolhida. Conforme for indicado que estão prontas, peça a todo o grupo que se acomode novamente em roda. Para finalizar Organize as apresentações, combinando qual dupla será a primeira e a sequência das demais. Ressalte que, assim que a dupla iniciar a apresentação, você dará início à gravação. Portanto, nesse momento, é necessário que as outras crianças cuidem para não interferir na apresentação, de modo a garantir a qualidade da gravação da voz e dos movimentos corporais dos colegas. O QUE FAZER DEPOIS Instigue as crianças a cantar ou falar sobre canções ou parlendas que conhecem. Em Sugestões de vídeos, você encontra sugestões de outras brincadeiras para explorar com as crianças. A partir disso, proponha que escolham uma canção ou parlenda de que gostam e se organizem em duplas ou trios para brincar fazendo alterações nas palavras a partir da inserção de vogais. Considere filmar essas novidades para compor uma coletânea de brincadeiras cantadas da turma. 3 4 122 Conjunto: Investigando palavras e sonoridades EI_MT_CP_PF.indb 122EI_MT_CP_PF.indb 122 05/10/2023 14:00:5205/10/2023 14:00:52 ATIVIDADE 4 IDENTIFICANDO PALAVRAS QUE RIMAM Tempo sugerido: 60 minutos Objetivos de aprendizagem: EI03EO03, EI03EF07, EI03EF09 O QUE FAZER ANTES � Contextos prévios Para vivenciar a proposta, é necessário que você já tenha recitado a parlenda Hoje é domingo para as crianças em outras situações e que elas já conheçam o texto de memória. Também é interessante que já tenham contato diário com a leitura e a escrita desse e de outros gêneros. As crianças serão divididas em pequenos grupos, por isso organize-os previamente e considere agrupá-las por níveis de conhecimentos acerca da construção da escrita, para que você, ao lançar desafios, oportunize estratégias diferenciadas para cada grupo. � Materiais F Livro Quem canta seus males espanta; F Uma parlenda do livro. Sugestão: Hoje é domingo; F Um cartaz com a letra da parlenda em letra imprensa maiúscula, respeitando a organização do texto em versos; F Duas filipetas de cartolina e lápis para cada pequeno grupo; F Materiais para atividades de livre escolha, como jogos, massinha e faz de conta. Sugestão de leitura • Quem canta seus males espanta. Vol. 1. Autora: Theodora Maria Mendes Almeida. (Caramelo, 1998). Sugestão de vídeo • Parlenda Hoje é domingo. Palavra Cantada Oficial. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=AUbY_Xuu2Rk&ab_channel=PalavraCantadaOficial. Acesso em: 29 jun. 2023 123 Atividade: Identificando palavras que rimam EI_MT_CP_PF.indb 123EI_MT_CP_PF.indb 123 05/10/2023 14:00:5205/10/2023 14:00:52 � Espaços Organize um espaço de roda para apresentar o livro de forma confortável, onde seja possível o contato e a visualização por todos. Preveja que nesse mesmo espaço haverá apresentação do cartaz com o texto da parlenda. Organize os materiais da atividade de livre escolha para o revezamento dos pequenos grupos. � Perguntas para guiar suas observações 1. O que indica que as crianças observam palavras, sons e característica rítmica? Quais estratégias utilizam para encontrar as rimas? 2. De que forma a atividade proposta possibilita a investigação sobre como cada uma das partes do texto é registrada por escrito? Como verificam a disposição em linhas? O que indica que perceberam que o texto estabelece relações entre as palavras? 3. Como acontece a vivência em grupo? De que forma acolheram a indicação da conversa entre si para a discussão de hipóteses? Como trazem as justificativas para sustentar as escolhas diante dos demais colegas? O QUE FAZER DURANTE Solicite às crianças que se acomodem em roda e, enquanto vocês se organizam nos lugares, fale sobre a escolha do livro. Depois, mostre o exemplar e investigue o que sabem sobre ele. Pergunte se o conhecem, se sabem qual tipo de texto há nele e como poderemos encontrar o texto que vamos ler. Se for uma prática recorrente com a turma, é possível que alguns falem do índice (em geral, livros de parlendas e poesias possuem um índice). Caso as crianças não tragam essa alternativa, faça uma breve conversa sobre o livro: procure o título e mostre-o com o dedo durante a leitura e a página indicada. Converse sobre como, a partir do índice, encontrar a página na qual está a parlenda. Mostre o texto ainda no livro e inicie a leitura. Leia o primeiro verso e convide-as a dar continuidade. Compartilhe com a turma que, como a ideia é brincar com as palavras, você registrou a letra da parlenda em um cartaz. Apresente o cartaz às crianças e coloque-o em um local visível a todas. Proponha uma recitação coletiva, mas, dessa vez, acompanhe com o dedo o ritmo da leitura. Depois, converse com elas sobre o texto. Instigue-as a buscar onde se inicia o primeiro verso; onde termina; o assunto da parlenda; entre outras questões presentes no texto. A ideia é ajudar os pequenos a identificar a se- quência de palavras e ações apresentadas, bem como a estrutura do texto em ver- sos. Busque encorajá-los em suas investigações e a arriscar palpites. Ainda com todo o grupo, compartilhe a estrutura das parlendas: diga que são pequenos versos repetidos e rimados. Investigue o que as crianças conhecem sobre rimas e incentive-as a encontrar algumas; lance perguntas que as desafiem a relacionar e organizar as ideias a respeito do entendimento das rimas. Sugestão: engaje a turma em uma brincadeira de rimas com os nomes das crianças. Inicie 1 2 3 124 Conjunto: Investigando palavras e sonoridades EI_MT_CP_PF.indb 124EI_MT_CP_PF.indb 124 05/10/2023 14:00:5205/10/2023 14:00:52 a brincadeira e depois peça que façam o mesmo. Acolha as estratégias que elas trazem. Observe que o importante nesse momento é encorajá-las a compartilhar suas hipóteses sobre rimas, mesmo que tenham equívocos, como dizer que “Pedro” combina com “peixe” (indicando que começam com o mesmo som). Explique às crianças que, para que continuem o desafio de encontrar rimas, elas terão de se reunir em pequenos grupos. Conte que você vai acompanhar um grupo por vez e que preparou uma proposta de livre escolha para quem não estiver com você na atividade. Entregue duas fichas de cartolina para o grupo que ficou com você e oriente as crianças a escrever duas palavras da parlenda que o grupo considere que rimam. É importante indicar que elas podem se apoiar no texto escrito no cartaz. Solicite que dialoguem com os colegas para decidir as hipóteses que vão considerar, justificando entre si as escolhas. Observe como o grupo está construindo hipóteses de escrita e apoie-o, conforme a estratégia que traçou mediante o conhecimento acerca da escrita que as crianças têm. Faça questionamentos que as ajudem a reorganizar ou avançar nas hipóteses delas. Assim que o grupo considerar que finalizaram o desafio, propicie a troca de grupos. Depois, reúna todo o grupo e peça aos pequenos que compartilhem as palavras encontradas com os colegas. Nesse momento, incentive-os a pensar sobre as palavras escolhidas, convidando-os para que digam, por exemplo, qual parte dessas palavras rimam e o que elas têm de parecido. Para finalizar Após a brincadeira reflexiva, retome o cartaz da parlenda para verificar com as crianças se todas as palavras que rimam no texto foram encontradas. Nesse momento, busque apoiá-las e observe suas estratégias. Incentive que uma ajude a outra. Considere que não há problema se alguma palavra ficou de fora. Convide-as para se organizar com o intuito de vivenciar a próxima atividade do dia. O QUE FAZER DEPOIS Realize a atividade com outras parlendas, poemas e poesias ou traga o desafio de encontrar as rimas de outra maneira. Por exemplo: escreva o texto da parlenda no cartaz sem as palavras que rimam (ou seja, com os versos incompletos) e deixe um espaço adequado para a inserção das palavras que faltam. Prepare fichas com essas palavras eleia os versos para que as crianças identifiquem qual par os completaria. Outra possibilidade é pedir para as crianças criarem novas rimas a partir das palavras da parlenda. Procure utilizar essa diversidade de gêneros textuais no dia a dia e lembre-se de, sempre que possível, mostrá-los em seu portador. 4 5 125 Atividade: Identificando palavras que rimam EI_MT_CP_PF.indb 125EI_MT_CP_PF.indb 125 05/10/2023 14:00:5305/10/2023 14:00:53 ATIVIDADE 5 BRINCANDO COM PALAVRAS Tempo sugerido: 60 minutos Objetivos de aprendizagem: EI03EO03, EI03EF02, EI03EF07, EI03EF09 O QUE FAZER ANTES � Contextos prévios Para desenvolver a proposta, é recomendável conhecer o poema Rima ou combina?, referência para a atividade. É fundamental que as crianças já tenham explorado as dimensões sonoras das palavras, por meio de brincadeiras ou outros contextos de aprendizagens, como as atividades sugeridas neste conjunto. Divida a turma intencionalmente em pequenos grupos, de acordo com os diferentes saberes das crianças, de forma que possam colaborar entre si diante de algum desafio. � Materiais F Livro Rima ou combina?; F Grupos de palavras escritas ou impres- sas em pedaços de papel, que servi- rão de base para as combinações; F Papel sulfite A4; F Riscantes como lápis, giz de cera, lápis de cor, canetas hidrográficas; F Cola; F Jogos que as crianças possam brincar com autonomia. Sugestões de leitura • Rima ou combina?. Autora: Marta Lagarta. Ilustrações: Suppa (Moderna, 2007). • Você troca. Autora: Eva Furnari. Ilustrações: Eva Furnari (Moderna, 2011). � Espaços Organize um espaço de roda de conversa confortável e de boa visualização do livro por todas as crianças. Disponibilize nas mesas um kit para cada pequeno grupo com cola, sulfite e riscantes. Prepare um ambiente com jogos em um canto da sala, para que aqueles que terminarem antes possam brincar enquanto aguardam os outros grupos finalizarem a atividade. � Perguntas para guiar suas observações 1. Na observação do livro, quais hipóteses as crianças levantam acerca da obra? Sugerem temas apoiados nas ilustrações? Constroem hipóteses acerca do gênero textual? 2. Como as crianças se engajam na construção de novas composições inspiradas no poema? Apoiam-se umas às outras? Apoiam-se no livro buscando inspiração em gravuras, por exemplo? 3. Quais estratégias trazem acerca da combinação das palavras? Observam a sonoridade? Fazem associações entre letras ou palavras conhecidas? 126 Conjunto: Investigando palavras e sonoridades EI_MT_CP_PF.indb 126EI_MT_CP_PF.indb 126 05/10/2023 14:00:5305/10/2023 14:00:53 O QUE FAZER DURANTE Convide todo o grupo para se acomodar em roda com você. Diga que preparou a leitura de um poema do livro de Marta Lagarta. Conte que a autora escreve textos divertidos e que, nesse livro, somos convidados a pensar sobre os critérios utilizados para juntar as palavras em uma brincadeira e que isso pode inspirar suas combinações. Apresente a obra começando pela capa. Leia o título, o nome da autora e o nome do ilustrador. Instigue as crianças para que sugiram que tipo de brincadeira pode haver naquele livro, apoiadas pela observação da capa e do título. Continue incentivando as impressões do grupo, folheando o livro e convidando as crianças para terem novas percepções, a partir do conteúdo interno da obra. Nesse movimento, observe se elas levantam hipóteses acerca do gênero textual presente na obra por meio da observação da disposição gráfica do texto. Em seguida, revele que o livro é composto por quatro poemas e leia o título de cada um deles, conforme for passando as páginas. Ao chegar ao final, engaje a turma na brincadeira presente no texto da contracapa da obra. — Estou intrigada com uma parte deste pequeno texto! Vou reler e vocês me dizem o que pensam sobre o trecho: “Poesia rima e combina com fantasia?”. — “Poesia” e “fantasia” rimam? Combinam? Como assim? Possíveis falas do(a) professor(a) Diga que, para a atividade, vocês lerão e brincarão com o poema Rima ou combina. Inicie a leitura, atentando-se ao fato de ser um poema brincante. Destaque o ritmo, a entonação, a dicção das palavras e as pontuações presentes no texto. Por exemplo: em algumas estrofes, há pontos-finais e, em outras, interrogações, que convidam o leitor e o ouvinte a pensar sobre a indagação presente no texto. Ao concluir a leitura, observe se as crianças percebem as rimas e os jogos de sentido das palavras. Releia cada estrofe do texto, fazendo uma pausa para conversar com o grupo sobre a ideia da brincadeira do poema. Ou seja, investigue o porquê de a autora compor aquela estrofe, indicando se as palavras rimam ou combinam. Instigue as ideias das crianças, trazendo provocações, apoiando as relações e valorizando as descobertas. Diga que você trouxe um desafio. Conte que a ideia é que, inspirada no poema da autora, a turma se organize em pequenos grupos que combinarão novas “rimam ou combinam” com duplas de palavras. Instigue as crianças para que reflitam sobre como podem assumir o desafio mantendo a lógica da brincadeira do poema. Disponha no centro da roda um dos grupos de palavras que preparou. Leia cada uma delas e instigue as crianças para que façam a junção de algumas duplas de palavras, indicando se rimam e combinam, se rimam e não combinam ou se 1 2 3 4 5 6 127 Atividade: Brincando com palavras EI_MT_CP_PF.indb 127EI_MT_CP_PF.indb 127 05/10/2023 14:00:5305/10/2023 14:00:53 combinam e não rimam, sem esgotar as possibilidades. Investigue com o grupo o motivo de algumas junções, trazendo para a reflexão o sentido da rima ou do campo semântico existente entre elas. Diga que cada pequeno grupo receberá um grupo de palavras daquele que está no centro da roda para que produzam “rima e combina”. Depois, apresente a composição dos grupos pensada por você. Combine com as crianças que, no pequeno grupo, primeiro vão decidir se vão construir um “rima e combina”, um “rima e não combina” ou “um combina e não rima” e depois escolher a dupla de palavras. Incentive que façam isso respeitando as opiniões e, depois, indique que todo material necessário estará organizado nas mesas. Apoie a acomodação das crianças nas mesas e circule entre os grupos, a fim de observar como estão pensando na combinação e nas rimas. Instigue-as para que pensem sobre qual palavras vão rimar e não combinar ou não rimar mas combinar. Incentive as crianças a, além de reconhecer as palavras, pensar no sentido de cada uma. Observe que o campo semântico pode gerar alguns desafios entre elas. Possibilite, nesses conflitos, mediações que as convidem a ampliar e sistematizar os conhecimentos acerca das palavras. Depois, combine com elas que se organizem para registrar ou colar as duplas de palavras no papel sulfite, enquanto você passa para outro pequeno grupo, apoiando-o, se necessário. — Vocês querem rimar e não combinar ou combinar e não rimar? Que palavras podem usar? — Vou deixar vocês pensando e vou para o outro grupo. Depois volto aqui! Possíveis falas do(a) professor(a) Para finalizar À medida que os pequenos grupos vão terminando, convide-os para organizar o material e brincar com os jogos até que os outros finalizem. Depois, convide as crianças para organizar o espaço e se sentar em roda para compartilhar o “rima ou combina”. Em seguida, convide-as para a próxima proposta do dia. O QUE FAZER DEPOIS Considere, no cotidiano do grupo, a leitura de outros poemas brincantes que motivam a reflexão acerca do sentido das palavras. 7 8 128 Conjunto: Investigando palavras e sonoridades EI_MT_CP_PF.indb 128EI_MT_CP_PF.indb 128 05/10/2023 14:00:5305/10/2023 14:00:53 SEQUÊNCIA 8 MÚSICAS REGIONAIS As crianças aprendem sobre o mundo com base em suas vivências, por isso a diversidade e as especificidades culturais são importantes elementos do currículo da Educação Infantil: promovem aprendiza- gens relativas ao mundo social,à valorização das culturas locais, às diversas funções da escrita e à construção das identidades dos pe- quenos. Ao interagir e apreciar músicas regionais, as crianças terão assegurados os direitos de aprender a explorar, a se expressar, a se conhecer, a conviver, a participar e a brincar com diferentes sons, ritmos, timbres e gestos. DRC-MT � Campos de experiências explorados nesta sequência O eu, o outro e o nós. Corpo, gestos e movimentos. Escuta, fala, pensamento e imaginação. Traços, sons, cores e formas. Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações. � Objetivos de aprendizagem e desenvolvimento explorados nesta sequência EI03EO04 Comunicar suas ideias e sentimentos a pessoas e grupos diversos. EI03EO06 Manifestar interesse e respeito por diferentes culturas e modos de vida. EI03CG01 Criar com o corpo formas diversificadas de expressão de sentimentos, sensações e emoções, tanto nas situações do cotidiano quanto em brincadeiras, dança, teatro, música. EI03CG02 Demonstrar controle e adequação do uso de seu corpo em brincadeiras e jogos, escuta e reconto de histórias, atividades artísticas, entre outras possibilidades. EI03CG03 Criar movimentos, gestos, olhares e mímicas em brincadeiras, jogos e atividades artísticas como dança, teatro e música. EI03TS01 Utilizar sons produzidos por materiais, objetos e instrumentos musicais durante brincadeiras de faz de conta, encenações, criações musicais, festas. EI03TS03 Reconhecer as qualidades do som (intensidade, duração, altura e timbre), utilizando-as em suas produções sonoras e ao ouvir músicas e sons. EI03EF01 Expressar ideias, desejos e sentimentos sobre suas vivências, por meio da linguagem oral e escrita (escrita espontânea), de fotos, desenhos e outras formas de expressão. EI03EF09 Levantar hipóteses em relação à linguagem escrita, realizando registros de palavras e textos, por meio de escrita espontânea. EI03ET06 Relatar fatos importantes sobre seu nascimento e desenvolvimento, a história dos seus familiares e da sua comunidade. SD 129 EI_MT_CP_PF.indb 129EI_MT_CP_PF.indb 129 05/10/2023 14:00:5405/10/2023 14:00:54 ATIVIDADE 1 FESTA DO BOI-À-SERRA Tempo sugerido: aproximadamente 60 minutos Objetivos de aprendizagem: EI03EO04, EI03EO06, EI03CG02 O QUE FAZER ANTES � Contextos prévios É fundamental que você pesquise sobre a festa do Boi-à-Serra para incentivar a inves- tigação das crianças e o respeito pelas diferentes culturas. Se essa festa ocorre em sua região, você terá mais elementos para enriquecer a atividade e encaminhar as proposi- ções. Aproveite a oportunidade para valorizar a cultura local. Essa é uma manifestação folclórica sobre a vida e a morte de bois bravos e valentes vaqueiros. A dança Boi-à-Serra foi muito difundida na região de Santo Antônio do Lever- ger, Varginha, Carrapicho, Engenho Velho, Bom Sucesso e Maravilha, onde a atividade econômica predominante eram os engenhos de açúcar. A música conta toda a trajetória de vida e morte de um boi capturado por destemidos vaqueiros, enquanto dançam. Na festa, o responsável pela confecção do boi é quem lhe dá nome – geralmente associa- do às características que retratam sua marca. O personagem é sempre muito colorido e repleto de brilho. O Boi-à-Serra é um festejo do Carnaval mato-grossense, porém pode ser dançado em qualquer festa. � Materiais F Vídeo de curta duração sobre a festa do Boi-à-Serra; F Um equipamento para reprodução de áudio e imagem; F Livro que traga uma história sobre o Boi-à-Serra; F Materiais que possibilitem a expressão artística. Sugestões de vídeos • Boi-à-serra estrela – Festival de Cultura de Santo Antônio do Leverger 2022. Damerson Do Car carmo. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=jyAO-7PbXuo&ab_ channel=DamersonDoCarcarmo. Acesso em: 7 jul. 2023. • Web serie – Expressões Populares de Santo Antônio de Leverger – Ep. III Boi a Serra. AMISCIM. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=OFPJPL37dMk&ab_channel=AMISCIM. Acesso em: 7 jul. 2023 130 Sequência: Músicas regionais EI_MT_CP_PF.indb 130EI_MT_CP_PF.indb 130 05/10/2023 14:00:5405/10/2023 14:00:54 Sugestões de leitura • Bumba meu boi. Autores: Stela Barbieri e Fernando Vilela. Ilustrações: Fernando Vilela. (Girafinha, 2007). • O boi e a menina. Autora: Bruna Lubambo. (Bamboozinho, 2021). � Espaços A atividade deve ser desenvolvida na sala ou em outro ambiente que permita a reprodução de vídeo e possibilite a movimentação das crianças, reservando um canto para os materiais que permitam a expressão por meio da arte. � Perguntas para guiar suas observações 1. Como as crianças relacionam suas vivências pessoais com as novas experiências culturais que estão experimentando? 2. De que forma manifestam interesse em conhecer outras culturas? 3. Como comunicam descobertas, ideias e hipóteses? Como consideram os diferentes aspectos investigados? O QUE FAZER DURANTE Convide todo o grupo para se acomodar em uma roda. Inicie um diálogo perguntando a que tipo de festas as crianças já foram com seus responsáveis. Se na turma houver crianças de outras cidades, regiões do país ou de outros países, peça que contem como são as festas típicas de lá. Também é possível que conheçam outras comemorações com as quais entraram em contato a partir de viagens ou vivências de seus responsáveis ou amigos. Dê espaço para que falem sobre isso. Em seguida, pergunte se alguém já ouviu falar da festa do Boi-à-Serra. Se ninguém a conhecer, conversem, a partir do nome, sobre como imaginam ser esse evento. Os conhecimentos e as experiências a respeito do Boi-à-Serra variam de acordo com o local da escola, mas a possibilidade de investigação de uma cultura regional é instigante para todas as crianças. Se julgar pertinente, faça uma pesquisa prévia e apresente para as crianças outras manifestações culturais que têm o boi como personagem principal, a fim de promover a apreciação das diferentes culturas por parte das crianças. Diga que vocês vão conhecer algumas canções da festa do Bumba meu Boi e do Boi- -à-Serra e reproduza apenas o som do vídeo. Escute as hipóteses levantadas sobre a música, os instrumentos musicais e o enredo. Amplie as investigações sobre a festa perguntando sobre o que é a música, quais instrumentos são tocados, como as pessoas dançam e que roupas utilizam. Explore com as crianças quais instrumentos são mais tocados na Festa Boi-à-Serra. As crianças podem experimentar movimentos e iniciar uma dança do Boi-à-Serra à sua maneira. 1 2 131 Atividade: Festa do Boi-à-Serra EI_MT_CP_PF.indb 131EI_MT_CP_PF.indb 131 05/10/2023 14:00:5405/10/2023 14:00:54 Reproduza, então, o vídeo completo (som e imagem) e favoreça as novas descobertas sobre a festa. Envolva as crianças em observações quanto aos diferentes elementos (vestimentas, instrumentos, dança, história e local) apresentados no audiovisual. Faça pausas em momentos oportunos, assim elas podem observar um detalhe diferente, rever um trecho da dança ou aproveitar para expressar corporalmente as descobertas. Em uma dessas pausas, chame a atenção para o personagem principal. Pergunte a elas se acham que o boi está no centro da festa e qual será a história dele. Proporcione que novas hipóteses sejam compartilhadas. Proponha às crianças que conheçam mais sobre o boi na cultura com a leitura de um livro. Em Sugestões de leitura, você encontra duas indicações para esse trabalho com a turma. Peça a elas que se acomodem em roda no espaço que costumam usar para a leitura de histórias. Apresente o livro, mostre a capa ou outra imagem e possibilite que a relacionem com o vídeo a que assistiram. Leia a história e, ao terminar, incentive-as a falar sobre qual seria a relação da história com o vídeo. Nesse momento, elas podem comentar sobre o que gostaram de saber acerca da festa, qual personagem mais chamou a atenção delas e manifestar-se corporalmente, caso queiram. Reproduza novamenteo vídeo para que as crianças tenham a oportunidade de explorar a sonoridade dançando livremente. Observe se escolhem representar um personagem ou apenas brincar com os movimentos do corpo. Caso algumas delas não estejam interessadas na atividade, sugira o espaço de desenho como uma possibilidade de representar a festa, os personagens ou os colegas dançando. Para finalizar Ao término da música, reúna todo o grupo e proponha que conversem com os responsáveis sobre a festa. Peça às crianças para contar um pouco da história e de suas características. Instigue-as a sondar se alguém de seu convívio conhece a festa, a história ou outros elementos relacionados ao Boi-à-Serra. Convide-as para a próxima atividade do dia. O QUE FAZER DEPOIS Inclua na rotina momentos de escuta de músicas relacionadas à festa do Boi-à-Serra e às brincadeiras ligadas a ela a partir das ideias que surgiram na atividade. Traga novas referências para ampliar o repertório das crianças e programe uma visita a uma biblioteca ou a uma casa de cultura local. Apoie as crianças na construção de um cartaz para compartilhar com os responsáveis essa aprendizagem. Disponha-o em um local de movimento constante dos adultos e encaminhe uma pesquisa para saber se alguém conhece a festa e pode compartilhar o que sabe sobre ela. Essas informações serão indispensáveis à realização da atividade Outras maneiras de brincar de boi, desta sequência. 3 4 5 132 Sequência: Músicas regionais EI_MT_CP_PF.indb 132EI_MT_CP_PF.indb 132 05/10/2023 14:00:5405/10/2023 14:00:54 ATIVIDADE 2 OUTRAS MANEIRAS DE BRINCAR DE BOI Tempo sugerido: aproximadamente 60 minutos Objetivos de aprendizagem: EI03TS01, EI03EF01, EI03ET06 O QUE FAZER ANTES � Contextos prévios Pesquise o contexto das brincadeiras do Boi de Mamão que ocorrem na região sul do país. Conheça os personagens da festa e a sequência em que aparecem, assim poderá ampliar as possibilidades de investigação das crianças. Para realizar a atividade, é ne- cessário também combinar com os responsáveis sobre o envio das informações e dos registros da pesquisa solicitada na atividade Festa do Boi-à-Serra, desta sequência. � Materiais F Pesquisa realizada com os responsáveis, na atividade Festa do Boi-à-Serra, desta sequência; F Um equipamento para reprodução de áudio e imagem; F Vídeo com apresentação do Boi de Mamão; F Áudio das canções 1, 8 e 9 do CD Boi de mamão, que apresentam os personagens da festa; F Cartazes com as letras das canções, em letra imprensa maiúscula; F Máscaras, microfones e instrumentos musicais disponíveis na escola (pandeiros, maracás e tambores, por exemplo); F Materiais de largo alcance, como caixas de papelão ou ovos, tecidos, embalagens de iogurte, tubos de papelão, lã, cabos de vassoura e outros materiais que possam ser interessantes para a proposta; F Um celular ou uma câmera fotográfica e o caderno de campo para registrar a atividade. Sugestões de vídeos • Brincadeiras regionais – Sul. Produtora: Nova Escola. Disponível em: https://youtu.be/-PqcLuQbokw. Acesso em: 12 jul. 2023. • Boi de Mamão. Produtor: Núcleo de Desenvolvimento Infantil da Universidade Federal de Santa Catarina. Disponível em: https://youtu.be/SkUazTZEYSI. Acesso em: 12 jul. 2023. 133 Atividade: Outras maneiras de brincar de boi EI_MT_CP_PF.indb 133EI_MT_CP_PF.indb 133 05/10/2023 14:00:5405/10/2023 14:00:54 https://youtu.be/-PqcLuQbokw https://youtu.be/SkUazTZEYSI � Espaços A atividade pode ser desenvolvida na sala ou em outro ambiente que favoreça a re- produção de áudio e vídeo. � Perguntas para guiar suas observações 1. Como ocorre o envolvimento das crianças ao compartilhar as experiências? Como elas demonstram interesse em compartilhar experiências e conhecer as informações apresentadas pelos colegas? 2. Quais elementos envolvidos nas apresentações mais chamam a atenção delas? 3. Como acontece a exploração de sons e movimentos corporais durante a encenação livre? Que critérios usam para formar seus pares durante a vivência? O QUE FAZER DURANTE Reúna as crianças em roda e peça que compartilhem o que descobriram com os responsáveis sobre a festa do Boi-à-Serra. Elas podem apresentar relatos, fotos e objetos que trouxeram. Aproveite para problematizar as informações, perguntando em que lugar ocorreu a festa registrada ou como acham que ela foi organizada. Objetos podem ajudar a construir um contexto. Por exemplo: se uma criança traz um pequeno boi de cerâmica, você pode perguntar por que acham que aquele boi pode representar o da festa e se existe semelhança entre ele e o que viram no vídeo da atividade anterior. Isso também poderá acontecer a partir de um instrumento musical. Fique atento se as crianças trazem informações de diferentes formas de dançar o boi. Mostre ao grupo algum objeto que possibilite a conversa, caso nenhuma delas tenha trazido algo. A partir desse diálogo, pergunte se já ouviram falar do Boi de Mamão. Convide-as a conhecer essa brincadeira típica da região sul do Brasil. Proponha às crianças que assistam a um vídeo que mostra como se brinca de Boi de Mamão em Santa Catarina. Em seguida, poderão brincar com os colegas. Diga que podem escolher um personagem e observar como ele participa enquanto assistem ao vídeo da festa. Observe as reações delas enquanto assistem (falas e gestos, associações que fazem com Boi-à-Serra e se relacionam alguma característica do Boi de Mamão com relatos trazidos de casa). Depois do vídeo, converse sobre o que gostaram e como as crianças do vídeo brincavam com o boi. Chame a atenção delas aos demais personagens além do boi, de modo que comentem o que observaram sobre eles e a possível função deles nessa festa. Convide as crianças para conhecer mais sobre esses personagens. Diga que vão ouvir três canções, uma para cada um deles. Peça que fiquem atentas para perceber quais são. Se desejarem, reproduza os áudios algumas vezes. Sugira que cantem ou acompanhem o ritmo batendo palmas ou realizando movimentos expressivos. Depois de ouvir as músicas, mostre que você trouxe cartazes com a letra das canções sobre os personagens. Apresente os cartazes e negocie com os 1 2 3 134 Sequência: Músicas regionais EI_MT_CP_PF.indb 134EI_MT_CP_PF.indb 134 05/10/2023 14:00:5405/10/2023 14:00:54 pequenos um lugar de fácil acesso para disponibilizá-los, em que possam sempre visualizar. Outros materiais apresentados durante a conversa inicial também podem compor esse espaço. Pergunte sobre o que precisarão para brincar de Boi de Mamão. Proponha que escolham um personagem da festa e convide as crianças para brincar. Diga que trouxe alguns objetos que elas poderão escolher para improvisar o personagem escolhido. Se notar que alguma delas ainda está indecisa, ajude-a para que possa construir o personagem ou, se preferir, auxiliar algum colega e brincar com ele. Garanta que fiquem livres para construir em pequenos grupos. Observe como interagem com os colegas e formam pares, auxiliando-as na dificuldade para se definir os materiais. — Você já pensou com qual personagem quer brincar? — Temos caixas, tecidos, máscaras. O que podemos usar para fazer o boi, o cavalo, a cabra? — De qual deles você gostou mais? Possíveis falas do(a) professor(a) Reproduza novamente os áudios e incentive as crianças a dançar livremente, encenando os personagens da festa a partir das referências que construíram. Caso alguma delas não queira participar, ofereça os instrumentos musicais como alternativa para que acompanhe o ritmo da música. Combine o tempo que terão para a brincadeira e aproveite o momento para observar e registrar. Perceba os movimentos que realizam, se buscam reproduzir algumas cenas da história do boi ou se acompanham as canções. A partir das letras das músicas, indique algumas ações dos personagens no contexto das brincadeiras das crianças. Para finalizar Informe que terão a oportunidade de brincar mais quando estiver pertodo horário de saída. Assim, as crianças poderão mostrar para os responsáveis as descobertas delas e construções da festa do Boi de Mamão. Combine com elas um local adequado para guardar os materiais até a hora de retomar a brincadeira. O QUE FAZER DEPOIS Proponha às crianças que conheçam os outros personagens da festa do Boi de Mamão. Se possível, organize uma pesquisa usando as mídias digitais, assim elas poderão ampliar as possibilidades de brincar inserindo outros personagens dessa festa popular em suas vivências. Convide a turma para criar um mural cultural com curiosidades sobre as festas Boi-à-Serra e Boi de Mamão de modo a registrar as particularidades de cada manifestação cultural. 4 5 135 Atividade: Outras maneiras de brincar de boi EI_MT_CP_PF.indb 135EI_MT_CP_PF.indb 135 05/10/2023 14:00:5405/10/2023 14:00:54 ATIVIDADE 3 INSTRUMENTOS MUSICAIS DO BUMBA MEU BOI Tempo sugerido: aproximadamente 60 minutos Objetivos de aprendizagem: EI03TS01, EI03TS03, EI03EF09 O QUE FAZER ANTES � Contextos prévios Recorra ao acervo da escola e da comunidade escolar para selecionar os instrumentos musicais. Caso a quantidade reunida não seja suficiente, uma boa estratégia é a confecção de matracas, um instrumento de baixo custo e fácil construção. � Materiais F Caixa ou cesto fechado; F Instrumentos musicais relacionados à festa do Bumba meu Boi (maracás, triângulos, tambores, matracas em variedade e quantidade suficientes); F Um equipamento para reprodução de áudio e vídeo; F Áudio das canções 1, 8 e 9 do CD indicado na atividade Outras maneiras de brincar de boi, desta sequência; F Materiais para desenho e escrita; F Um celular ou uma câmera fotográfica e o caderno de campo para registrar a atividade. Sugestão de vídeo • Uma conversa sobre Bumba meu boi no Maranhão. Território do Brincar. Disponível em: https://youtu.be/yLo-3yKaslA. Acesso em: 12 jul. 2023. � Espaços A atividade pode ser desenvolvida na sala ou em outro ambiente que possibilite a reprodução de vídeo e a livre movimentação das crianças. Disponha os instrumentos musicais na caixa (ou cesto) e coloque os materiais de desenho e escrita em um canto da sala. Atente-se à quantidade de instrumentos, de modo a garantir que todas as crianças possam utilizá-los. 136 Sequência: Músicas regionais EI_MT_CP_PF.indb 136EI_MT_CP_PF.indb 136 05/10/2023 14:00:5405/10/2023 14:00:54 � Perguntas para guiar suas observações 1. De que forma as crianças exploram os instrumentos musicais e fazem suas escolhas? Como buscam referências na sonoridade e na estética do instrumento? 2. Que estratégias usam para ampliar as experiências com diferentes ritmos e sons? Como a interação com os colegas influencia nessa exploração? 3. Que linguagens são utilizadas durante a exploração dos instrumentos e para que expressem suas descobertas? Prevalece a oralidade ou surgem gestos, movimentos, dança, desenhos e escrita espontânea? O QUE FAZER DURANTE Convide todo o grupo para se acomodar em uma roda. Inicie um diálogo retomando o que as crianças viram sobre as festas Boi-à-Serra e Boi de Mamão desta sequência. Em seguida, pergunte se alguém já ouviu algo sobre o Bumba meu Boi. Se ninguém conhecer, conversem, a partir do nome, sobre como imaginam ser o evento. Então diga às crianças que conhecerão algumas canções da festa do Bumba meu Boi e reproduza apenas o som do vídeo. Nesse momento, as crianças podem experimentar movimentos e iniciar uma dança do Bumba meu Boi à sua maneira. Reproduza, então, o vídeo completo (som e imagem) e favoreça as novas descobertas sobre a festa. Envolva as crianças em observações quanto aos diferentes elementos (vestimentas, instrumentos, dança, história e local) apresentados no material audiovisual. Faça pausas em momentos que achar oportuno, assim elas podem observar com mais calma um detalhe diferente, rever um trecho da dança ou mesmo aproveitar para expressar corporalmente as descobertas. Diga às crianças que tem uma surpresa: mostre a caixa fechada (ou cesto). Mexa a caixa e aguarde a manifestação delas sobre os sons produzidos. Explore as hipóte- ses que levantam sobre quais objetos podem produzir sons. Direcione a conversa para os instrumentos musicais e convide uma delas para abrir a caixa. Proponha que todas explorem o que há ali. Peça a elas que experimentem os sons e os re- lacionem aos que já ouviram antes. Instigue-as a nomear instrumentos e relacio- ná-los à festa. — Alguém conhece esse instrumento que o colega escolheu? — Sabe dizer seu nome ou como é tocado? — Em que festa vocês acham que esse instrumento é usado? Possíveis falas do(a) professor(a) Proponha que se organizem em pequenos grupos e escolham alguns dos instrumentos. Atente-se para que todos os grupos tenham uma quantidade razoável. Observe se buscam um instrumento específico, se mexem em vários prestando atenção à sua sonoridade e depois escolhem, se decidem pelo tamanho ou forma, e não pelo som. Combine que cada pequeno grupo carregue instrumentos para um canto da sala e escolha apenas um dos instrumentos. À medida que um grupo 1 2 3 137 Atividade: Instrumentos musicais do Bumba meu Boi EI_MT_CP_PF.indb 137EI_MT_CP_PF.indb 137 05/10/2023 14:00:5405/10/2023 14:00:54 toca, os demais precisam adivinhar o nome do instrumento e se têm um igual em seu grupo. Faça combinados para que todos toquem apenas quando solicitado: diga que isso facilitará a escuta dos sons produzidos por cada instrumento. Depois, aproveite para instigar a percepção de ritmo. Peça às crianças que escolham um personagem da festa (que já conheceram nas atividades anteriores) e então crie um enredo que deverá ter o ritmo marcado pelos instrumentos. A partir desse enredo, elas exploram as mudanças graduais de ritmo. Podem, também, sugerir enredos e ritmos para experimentar. Se não houver instrumentos para todos, proponha um revezamento. — Há muitos cavalos passeando pela festa, eles andam bem devagar para laçar o boi (crianças tocam os instrumentos no ritmo do trotar dos cavalos). — Agora a festa acabou e querem voltar logo para casa (mudança no ritmo). — Eles estão cavalgando pela campina, há um morro para subir e vão bem devagar (o ritmo muda novamente). — Acabou a subida, avistam sua casa e voltam a andar rápido (inversão do ritmo). — Chegaram e agora é hora de descansar (silêncio como uma forma de produção sonora). Possíveis falas do(a) professor(a) Proponha que façam um ensaio para a festa. Diga que você vai colocar um vídeo e elas podem acompanhar o ritmo da música com os instrumentos, dançando ou assistindo. Respeite as escolhas de cada criança e aproveite para registrar como ocorrem as explorações dos sons, movimentos e interações. Incentive o desenho e a escrita no canto da sala, assim as crianças podem aproveitar esse momento em outra vivência. Favoreça, também, para que produzam escritas livres, como nomear os personagens e os instrumentos usados. Para finalizar Diga às crianças que poderão brincar de festa do Bumba meu Boi e tocar os instrumentos musicais em outros momentos. Peça que reúnam os instrumentos na caixa (ou cesto) e organizem o espaço. Convide-as para a próxima atividade do dia. O QUE FAZER DEPOIS Proponha a confecção de instrumentos musicais e do Bumba meu Boi. Com a colaboração das crianças e dos responsáveis, organize materiais de largo alcance e elementos da natureza, para a confecção dos instrumentos, como: potes, latas, pedrinhas, sementes, pedaços de madeira e outros que possibilitem a construção de maracás, matracas e tambores. Para a construção do boi, podem ser utilizados materiais como tecidos, jornais e sucatas. Depois de prontos, as crianças podem pintar e decorar livremente os intrumentos e o boi. Esses materiais podem ser usados em outras vivências com sons. 4 5 138 Sequência: Músicas regionais EI_MT_CP_PF.indb 138EI_MT_CP_PF.indb 138 05/10/2023 14:00:5405/10/2023 14:00:54 ATIVIDADE4 CONSTRUÇÃO DO BOI Tempo sugerido: aproximadamente 60 minutos Objetivos de aprendizagem: EI03CG03, EI03TS01, EI03EF01 O QUE FAZER ANTES � Contextos prévios Para realizar a atividade, é preciso que os pequenos engajem os responsáveis na co- leta de materiais para a confecção do boi. Solicite previamente os materiais aos adultos. � Materiais F Imagens variadas da festa do Boi-à-Serra, do Bumba meu Boi e do Boi de Mamão; F Caixa grande para acomodar os materiais de largo alcance; F Materiais de largo alcance em quantidade e diversidade que possibilitem criações variadas, como: caixas de papelão, de leite, de sapato, bambolês velhos, pedaços de conduítes, pedaços de tecido de diferentes estampas, papéis variados, caixas de ovos, tampas, entre outros; F Cola, tesoura, pincel, tinta e outros materiais de construção e decoração disponíveis na escola; F Um equipamento para reprodução de áudio; F Áudio das canções 1, 8 e 9 do CD indicado na atividade Outras maneiras de brincar de boi, desta sequência; F Instrumentos musicais típicos da festa do Bumba meu Boi (matraca, triângulo, tambor); F Caderno de campo, um celular ou uma câmera fotográfica para registrar a atividade. � Espaços A atividade pode ser desenvolvida na sala, quadra, pátio, praça, campo, gramado etc. Organize os materiais previamente em um desses ambientes de modo a favorecer a autonomia e a livre escolha. � Perguntas para guiar suas observações 1. Enquanto brincam, como as crianças reproduzem descobertas relacionadas a sono- ridade de cantigas e instrumentos musicais? 2. De que forma utilizam o corpo para comunicar impressões e sensações? 3. Como ocorre a interação entre o grupo? O planejamento das ações reflete as ideias e as preferências do grupo? Que estratégias usam para organizar e contemplar di- ferentes opiniões? 139 Atividade: Construção do boi EI_MT_CP_CJ08_PF.indd 139EI_MT_CP_CJ08_PF.indd 139 09/10/2023 13:09:4809/10/2023 13:09:48 O QUE FAZER DURANTE Em roda, envolva as crianças com relatos coletivos sobre o que já conheceram em atividades anteriores em relação às festas culturais apresentadas. A partir dos relatos, convide-as a produzir o próprio boi da turma, assim poderão brincar e dançar com esse personagem. Lembre-se de que, nas festas, a fantasia de boi é vestida por alguém. Por isso, elas precisarão escolher materiais que possibilitem construir uma estrutura a ser vestida, de modo que todos possam brincar e dançar as cantigas da festa. Caso a turma seja muito grande, você pode sugerir a construção de dois bois, para que todos possam participar da construção. Informe que há imagens das festas do Boi-à-Serra, do Boi de Mamão e do Bumba meu Boi que elas poderão usar como referência. Fixe-as na parede em uma altura em que todas as crianças possam ver. Entregue a caixa com os materiais e possibilite que elas os explorem livremente, criando possibilidades e hipóteses para a construção. Aproveite para observar e registrar no caderno de campo como os pequenos relacionam os materiais com o personagem que será construído. Após a manipulação dos materiais, proponha às crianças que planejem como farão o boi. Peça que pensem na estrutura e, dependendo dos materiais escolhidos, problematize: chame a atenção para a firmeza e o tamanho do boi. Se alguma criança quiser utilizar papel, pergunte se uma estrutura de papel se sustenta ou o que poderia usar para dar mais firmeza. Com a base para a estrutura definida, observe se os pequenos estão atentos aos detalhes e pergunte o que falta para ter forma de boi. Caso necessário, peça que retornem às imagens. Conforme vão observando os detalhes, eles podem separar os materiais que usarão. Durante o planejamento, pode ocorrer que escolham materiais diferentes para construir o mesmo elemento do boi. Intervenha e proponha que negociem as escolhas. — Será que se fizermos o boi com esse material conseguiremos vesti-lo? — Quais outros materiais podemos usar para dar firmeza? — Gostei muito da escolha dos dois materiais. Qual deles vocês acham que tem o tamanho mais adequado para esse detalhe? Possíveis falas do(a) professor(a) Convide as crianças para começar a construção. As escolhas são delas, mas, caso note que uma criança não está envolvida na criação, aponte algum elemento do boi que precisa ser montado e convide-a a escolher os materiais necessários para aquela ação específica. É possível sugerir que um colega trabalhe em conjunto com ela. Quando a estrutura do boi estiver pronta, disponibilize outros materiais de decoração, como tecidos, tintas e papéis diversos. Observe como realizam suas escolhas e, enquanto escolhem os materiais para decoração, esteja pronto para interferir, caso haja conflitos. Ajude as crianças a tomar decisões coletivas. Pense no tempo que você organizou para a atividade e peça a elas para concluir suas construções. Se necessário, combine com elas que poderão finalizar a construção em outro dia. 1 2 3 4 5 140 Sequência: Músicas regionais EI_MT_CP_PF.indb 140EI_MT_CP_PF.indb 140 05/10/2023 14:00:5505/10/2023 14:00:55 Convide as crianças para apresentar o boi finalizado ou o que conseguiram pro- duzir até o momento. Conversem sobre os materiais utilizados, como pensaram na estrutura e o que ainda querem fazer para finalizar. Caso tenham construído dois bois, oriente-as para que façam comparações entre eles e observem alternativas para a estrutura e a decoração. Após as apresentações, proponha que a turma escolha um nome para o boi e realize seu batizado. Reproduza as músicas e dis- ponibilize os instrumentos musicais típicos que você separou, assim as crianças podem brincar com as próprias produções. Aproveite para registrar as ações delas. Para finalizar Peça às crianças que recolham os materiais que sobraram para que possam ser reutilizados pela escola para outras finalidades. Com o espaço organizado, elas podem iniciar a próxima atividade. O QUE FAZER DEPOIS Em outra oportunidade, escolha com as crianças diferentes personagens da festa que são significativos para elas e proponha a construção deles. Utilize recursos variados, como a confecção de máscaras de papel machê, fantoches, entre outros. 6 141 Atividade: Construção do boi EI_MT_CP_PF.indb 141EI_MT_CP_PF.indb 141 05/10/2023 14:00:5505/10/2023 14:00:55 ATIVIDADE 5 BRINCADEIRA DE BOI COM OUTRAS TURMAS Tempo sugerido: 60 minutos Objetivos de aprendizagem: EI03EO06, EI03CG01, EI03CG02, EI03EF01 O QUE FAZER ANTES � Contextos prévios A proposta é promover interação com as demais turmas. Portanto, é importante fazer combinados prévios com professores e funcionários em relação ao horário e às interações que serão propostas. Elabore um cartaz com as crianças informando que todos estão convidados e quando será realizada a brincadeira do Bumba meu Boi na escola. � Materiais F Boi construído com materiais de largo alcance na atividade Construção do boi, desta sequência; F Instrumentos musicais típicos da festa do Bumba meu Boi (maracás, triângulos, tambores, matracas); F Objetos que possibilitem a caracterização dos personagens da festa, por exemplo: tecidos variados, máscaras, cocar indígena, fitas e chapéus; F Áudio das canções do CD Boi de Mamão, em especial Grande baile de despedida (aos 17 minutos e 51 segundos), sugerido na atividade Outras maneiras de brincar de boi, desta sequência; F Um equipamento para reprodução de áudio; F Um celular ou uma câmera fotográfica e o caderno de campo para registrar a atividade. � Espaços A atividade inicia-se na sala, estende-se por toda a escola e é finalizada com o en- contro de turmas no pátio ou em outro espaço externo que favoreça a brincadeira pelas diferentes turmas. � Perguntas para guiar suas observações 1. Que relações as crianças constroem entre os objetos apresentados e a festa? De que forma elas expressam essas relações e criam elementos novos para brincar? 2. Que estratégias usam paraorganizar as diferentes ações? Como é a escolha dos personagens, o trajeto e a partilha dos adereços com outras crianças da escola? 3. Como a turma interage entre si, com as outras turmas e com os adultos? 142 Sequência: Músicas regionais EI_MT_CP_PF.indb 142EI_MT_CP_PF.indb 142 05/10/2023 14:00:5505/10/2023 14:00:55 O QUE FAZER DURANTE Reúna as crianças em roda e, no centro, disponha o boi (ou os bois) construído na atividade Construção do boi, desta sequência. Peça a elas que comentem sobre o que mais gostaram no boi construído. Relembre com elas como o boi foi feito, como montaram sua estrutura e o decoraram. Dê indícios do que você mais gostou na forma como planejaram e construíram o personagem. Incentive o trabalho coletivo, o respeito às sugestões dos colegas e às formas diferentes de enfeitar o boi. Convide-as a compartilhar a brincadeira com as outras turmas da escola, propondo que o planejamento e a organização sejam realizados pelas crianças. Pergunte o que acham necessário providenciar, além do boi, para que possam brincar com as outras turmas. Problematize o fato de haver apenas um boi (ou dois) para a brincadeira. A partir dos comentários delas, relembre os elementos vivenciados, como as canções, os instrumentos musicais usados na festa e os outros personagens que integram a brincadeira. Diga aos pequenos que você trouxe outros objetos e os instrumentos musicais. Possibilite que manipulem adereços, instrumentos e fantasias, a fim de relembrar cenas e movimentos típicos das festas. Incentive-os a criar alternativas para os elementos apresentados. Enquanto as crianças manipulam os objetos, reproduza músicas típicas da festa. Aproveite para observar e registrar como manipulam e escolhem os objetos e como interagem entre si. Negocie com elas como podem se organizar para brincar com o boi: escute as hipóteses delas e ajude-as a considerar a preferência dos demais colegas. Faça pequenas intervenções, se necessário, para que todas participem. — Temos quatro colegas que querem vestir o boi. Como vocês se organizarão para que todos participem? — Notei que você não quis escolher um adereço. Que tal experimentar os instrumentos musicais? Possíveis falas do(a) professor(a) Quando notar que as crianças já definiram suas preferências ao escolher os objetos que usarão durante a brincadeira, reproduza o vídeo e observe como elas relacionam os adereços e reproduzem tanto os movimentos de dança quanto o som dos instrumentos. Chame a atenção delas sobre a marcação do ritmo no vídeo e pergunte como poderão fazer a marcação enquanto passeiam com o boi pela escola. Proponha um ensaio com a turma e observe como as crianças manipulam os instrumentos enquanto andam e dançam. Se necessário, faça sugestões para facilitar a manipulação e pergunte a elas como podem organizar o trajeto por onde vão passar e dançar, a fim de que convidem os colegas para a brincadeira. A partir das sugestões dos pequenos, organize com eles o trajeto: considere o ponto de partida (a sala) e o ponto de chegada (pátio ou área externa). Se julgar pertinente, faça a sistematização do trajeto em um cartaz, na lousa, ou, se preferir, no chão. Caso já saibam a letra de alguma canção, podem ir cantando enquanto dançam e tocam os instrumentos. Caso contrário, use um equipamento portátil como apoio. 1 2 3 4 143 Atividade: Brincadeira de boi com outras turmas EI_MT_CP_PF.indb 143EI_MT_CP_PF.indb 143 05/10/2023 14:00:5505/10/2023 14:00:55 Após a organização da turma para a festa, as crianças caminham pela escola cantando, tocando e dançando atrás do boi. Conforme os combinados prévios com a equipe da escola, elas podem entrar nas salas dançando entre as crianças de outras turmas. À medida que circulam, as outras crianças podem ir seguindo a brincadeira com a ajuda dos professores. Garanta que os pequenos transitem por todos os espaços, inclusive pela secretaria, próximos à cozinha, ao refeitório, à sala dos professores, entre outros locais. Peça a eles que convidem também os profissionais da escola para acompanhar a festa. Termine o trajeto no pátio ou na área externa da escola. Com todos reunidos, proponha às crianças que partilhem os adereços e os instrumentos com os colegas das outras turmas que acompanham a brincadeira. Diga que elas podem mostrar como tocar o instrumento, dançar junto e ajudar os colegas na caracterização. Aproveite para observar e registrar (em vídeo, se possível) como elas se expressam corporalmente e como interagem com os colegas e os adultos que acompanham a brincadeira. Depois de um tempo, peça que se acomodem livremente e proponha pequenas conversas sobre o que acabaram de viver, o que mais gostaram nessa grande festa e se gostariam de fazer novamente a atividade. Para finalizar Proponha uma despedida do boi e dos demais personagens: reproduza a música Grande baile de despedida e peça às crianças caracterizadas que se levantem devagar e dancem para se despedir dos colegas, que também podem voltar para as salas dançando. Oriente os pequenos a guardar os adereços e os instrumentos em um lugar específico, assim poderão brincar novamente em outra oportunidade. O QUE FAZER DEPOIS Com outros professores ou auxiliares, organize atividades coletivas que favoreçam a interação, como uma oficina de instrumentos musicais usados na festa. Se você registrou em vídeo a brincadeira, convide oportunamente as crianças para assistir, assim elas poderão relembrar a vivência e visualizar a própria participação. 5 6 144 Sequência: Músicas regionais EI_MT_CP_PF.indb 144EI_MT_CP_PF.indb 144 05/10/2023 14:00:5505/10/2023 14:00:55 CONJUNTO 9 JOGOS COM REGRAS Quando jogam, as crianças acionam aprendizagens já construídas e, por meio das situações problematizadoras, avançam em outras, de maneira lúdica e contextualizada. Com os jogos, desenvolvem a autonomia, ampliam a capacidade de comunicação e apuram os modos de se relacionar com desafios. Os jogos são potentes es- tratégias de aprendizagem, oferecem desafios genuínos com re- torno imediato e promovem intensidade e variedade de situações. Também proporcionam tomadas de decisão, adaptação às regras, interação e participação ativa dos pequenos, além de fazer parte do repertório brincante deles. Este conjunto contém atividades que podem ser aplicadas de for- ma autônoma. Porém, é recomendável que sejam aplicadas em conjunto, uma vez que, por meio da ampliação e diversificação dos materiais, temas e narrativas, as crianças podem aprofundar as experiências e os objetivos de aprendizagem e desenvolvimento propostos no decorrer do processo, de acordo com a organização curricular da faixa etária. DRC-MT � Campos de experiências explorados neste conjunto O eu, o outro e o nós. Escuta, fala, pensamento e imaginação. Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações. � Objetivos de aprendizagem e desenvolvimento explorados neste conjunto EI03EO01 Demonstrar empatia pelos outros, percebendo que as pessoas têm diferentes sentimentos, necessidades e maneiras de pensar e agir. EI03EO03 Ampliar as relações interpessoais, desenvolvendo atitudes de participação e cooperação. EI03EO07 Usar estratégias pautadas no respeito mútuo para lidar com conflitos nas interações com crianças e adultos. EI03EF07 Levantar hipóteses sobre gêneros textuais veiculados em portadores conhecidos, recorrendo a estratégias de observação gráfica e/ou de leitura. EI03EF09 Levantar hipóteses em relação à linguagem escrita, realizando registros de palavras e textos, por meio de escrita espontânea. EI03ET04 Registrar observações, manipulações e medidas, usando múltiplas linguagens (desenho, registro por números ou escrita espontânea), em diferentes suportes. EI03ET07 Relacionar números às suas respectivas quantidades e identificar o antes, o depois e o entre em uma sequência. AP 145 EI_MT_CP_PF.indb 145EI_MT_CP_PF.indb 145 05/10/2023 14:00:5605/10/2023 14:00:56ATIVIDADE 1 APRENDENDO UM JOGO NOVO Tempo sugerido: 1 hora e 30 minutos Objetivos de aprendizagem: EI03EO01, EI03EO03 O QUE FAZER ANTES � Contextos prévios É importante ter uma conversa prévia com as crianças, levantando os jogos conhecidos por elas (tanto na escola como em casa). Assim, os jogos propostos na atividade serão, de fato, novidades para a turma. Considere a quantidade de jogos selecionados e acolha a participação de todos. Busque aqueles que envolvam quatro ou mais jogadores ou es- tude adaptá-los, caso a quantidade indicada seja de dois participantes, para que duplas representem um jogador, por exemplo. � Materiais F Três jogos com regras (de preferência com embalagens, manuais originais e que você tenha explorado com antecedência) desconhecidos pela turma, sendo um para utilizar com todo o grupo e outros dois em pequenos grupos. Considere mais de um exemplar de cada jogo, dependendo da quantidade de crianças; F O caderno de campo e uma caneta para registrar a atividade. � Espaços Organize a sala para garantir a participação de todo o grupo e a circulação dos pe- quenos pelos espaços. Assegure uma boa visualização para todos, colocando os jogos no chão (no centro de uma roda) ou em cima da mesa (com a turma ao redor). � Perguntas para guiar suas observações 1. De que forma as crianças se envolvem com a proposta? Como reagem diante de algo novo? Demonstram curiosidade? 2. Como foi a escuta do grupo? Ouvem as regras e as dúvidas dos pares? Fazem ques- tionamentos para entender melhor o jogo? Auxiliam os pares durante o jogo? 3. Como as crianças jogam? Esperam a vez de cada uma? Respeitam o momento dos pares? Interagem de forma respeitosa? 146 Conjunto: Jogos com regras EI_MT_CP_PF.indb 146EI_MT_CP_PF.indb 146 05/10/2023 14:00:5605/10/2023 14:00:56 O QUE FAZER DURANTE Em roda, coloque os jogos no centro e relembre as conversas que já tiveram sobre jogos conhecidos. Acolha as colocações das crianças e faça perguntas para apoiar a memória delas. Depois, conte a elas que buscou jogos diferentes daqueles que costumam jogar. Convide-as para conhecer os jogos, passando-os pela roda, para que possam observar as informações que aparecem nas embalagens (imagens, títulos, informações). Para que experimente os jogos, convide a turma a se organizar em pequenos gru- pos e combine que, depois de um tempo jogando, voltem para a roda e conversem sobre a experiência. Instigue as crianças a refletir sobre como podem fazer para se organizar. Acolha as falas delas, buscando contribuições que indiquem a neces- sidade de conhecer as regras para que depois possam jogar. Apresente os jogos disponíveis, lendo o nome deles e as informações contidas nas embalagens, como o objetivo e o número de jogadores. Selecione com elas um jogo para que conhe- çam coletivamente e diga que, em seguida, cada pequeno grupo vai escolher um jogo para conhecer e jogar. — Como vocês acham que podemos experimentar os jogos novos? Ela disse que podemos sortear os grupos e cada grupo escolhe um jogo. Vocês concordam? — O que faremos depois? Bem lembrado! Precisamos conhecer as regras. Possíveis falas do(a) professor(a) Convide uma das crianças para abrir o jogo escolhido e descrever o que encontrou. Estimule a turma a refletir sobre os itens encontrados e as possíveis funções deles no jogo. Preveja que as crianças poderão falar simultaneamente e que muitas po- derão querer manusear as peças do jogo. Faça intervenções buscando destacar a necessidade de escuta. Após a exploração dos itens do jogo, lance o desafio de entender como se joga e conversem sobre a importância das regras. Peça a outra criança que pegue o manual do jogo para que você leia as regras com a turma. Busque fazer uma leitura comentada e em voz alta. Aponte que todo jogo tem peças e reflita com as crianças sobre o que acontece se uma delas for perdida. Chame a atenção também para a quantidade de jogadores e traga situa- ções reais que ilustrem a limitação de participantes em um jogo. Em seguida, leia os objetivos e interprete-os com o grupo. Detalhe as regras, destacando que elas revelam o passo a passo do jogo. Uma vez percorrido todo o manual, investigue se as informações foram suficientes para que entendam como se joga. Considere pedir que expliquem com as próprias palavras, a partir do conhecimento do manual do jogo. Para isso, elas podem usar os materiais do jogo como apoio. 1 2 3 4 147 Atividade: Aprendendo um jogo novo EI_MT_CP_PF.indb 147EI_MT_CP_PF.indb 147 05/10/2023 14:00:5605/10/2023 14:00:56 Ainda com todo o grupo reunido, escolha algumas crianças para jogar uma rodada do jogo apresentado. Proponha a elas que assistam ao jogo e sejam parceiras dos jogadores, contando para eles, apoiados nas regras, as dicas de como devem se movimentar no jogo. Convide as crianças para que se organizem em pequenos grupos e selecionem outro jogo para explorar. Retome os outros jogos e faça uma apresentação de cada um deles. Aproveite para levantar as hipóteses das crianças quanto à dinâmica de cada um deles. Peça a cada grupo que escolha um jogo. Caso mais de um grupo tenha interesse em um mesmo jogo, reforce a existência dos outros e estabeleça com as crianças envolvidas um critério para a seleção. Combine, ainda, que os jogos ficarão na sala e que todos poderão experimentá-los em algum momento. Auxilie os grupos para que todos tenham espaço para visualizar e participar. Circule pelos pequenos grupos, utilizando estratégia semelhante à realizada na roda. Observe as crianças jogando e faça anotações sobre os desafios encontrados em cada grupo. Quando solicitado, ofereça o suporte necessário, seja realizando a leitura do manual, seja esclarecendo uma dúvida ou mediando situações que possam emergir no contexto do jogo. Busque estimular o encontro de soluções de forma autônoma e solidária e sinalize quando o tempo da vivência estiver terminando. Ao finalizar, peça a cada grupo que guarde o jogo na embalagem e dirija-se à roda. Na roda, pergunte às crianças se gostaram da proposta e convide-as para partilhar as experiências. Incentive-as a ouvir e a respeitar as falas dos colegas. Tendo em vista suas observações durante a atividade, convide-as a refletir sobre maneiras diversas de superar conflitos; entretanto, fale sobre as situações presenciadas sem expor em quais grupos elas aconteceram. Por fim, conclua a atividade resgatando o objetivo proposto e verificando se conseguiram atendê-lo. Aproveite para investigar com os pequenos o que aprenderam com a atividade. Para finalizar Ao encerrar a partilha de experiências acerca da atividade, com todo o grupo, convide-o para encontrar um local em que os jogos sejam guardados para serem usados em outros momentos. O QUE FAZER DEPOIS Explore mais os jogos de maior interesse em outro momento, organize para que as crianças ensinem os jogos que aprenderam para os pequenos de outras turmas. Promo- va um campeonato, como indicado na atividade Realizando um campeonato de jogos, deste conjunto. 5 6 7 8 148 Conjunto: Jogos com regras EI_MT_CP_PF.indb 148EI_MT_CP_PF.indb 148 05/10/2023 14:00:5605/10/2023 14:00:56 ATIVIDADE 2 MUDANDO AS REGRAS DO JOGO Tempo sugerido: 1 hora e 30 minutos Objetivos de aprendizagem: EI03EO01, EI03EO03 O QUE FAZER ANTES � Contextos prévios Selecione previamente jogos clássicos que as crianças saibam jogar, como jogo da memória, dominó, rouba-monte, mico, dama, jogo da velha, entre outros. � Materiais F Jogos clássicos conhecidos pelas crianças em quantidade suficiente para que joguem simultaneamente em pequenos grupos; F Cartazes escritos em letra de imprensa maiúscula com as regras de cada jogo; F Papel e lápis grafite; F O caderno de campo e uma caneta para registrar a atividade. � Espaços Organize a sala com os jogos em mesas, bem como a ficha com as regras de cada jogo, e os materiais necessários para registro de novas regras em quantidade suficiente