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Relatórios 
e Indicadores 
na Auditoria Hospitalar
 
 02 
 
 
 
1. Indicadores e Relatórios Gerenciais 4 
Distribuição dos Custos em Saúde 6 
Gestão de Custos dos Planos 
Privados de Saúde 6 
Auditoria de Qualidade 7 
Fidelização dos Clientes 9 
Acreditação Hospitalar 10 
 
2. Indicadores Gerenciais em Sistemas 
Públicos de Saúde 13 
 
3. Referências Bibliográficas 36 
 
 
 03 
 
 
 
 
 
 4 
RELATÓRIOS E INDICADORES NA AUDITORIA HOSPITALAR 
1. Indicadores e Relatórios Gerenciais 
 
 
Fonte: medical Way1 
 
s indicadores e relatórios ge-
renciais são de suma importân-
cia para o acompanhamento da si-
tuação da utilização do plano de saú-
de, como também se constituem 
uma informação valiosa para o audi-
tor intra-hospitalar. Por meio dos 
indicadores gerenciais é possível a 
tomada de decisões coerentes frente 
aos processos. 
Os principais indicadores ge-
renciais que o auditor em saúde deve 
manter e ter acesso em sua atuação, 
tanto no hospital como auditor in-
terno, como na operadora do plano 
de saúde, são: 
 Nº de consultas/usuário/ano; 
 Índice de exames complemen-
tares/usuário/ano; 
 Índice de exames/consulta; 
 Índice de exames/consulta/ 
especialidade; 
 
1 Retirado em https://blog.medicalway.com.br 
 Índice de procedimentos am-
bulatoriais (QT, fisioterapia, 
hemodiálise) /usuário/ano; 
 Índice de internações/usuá-
rio/ano; 
 Média de permanência/hos-
pital; 
 Custo médio/internação/hos-
pital (com tipo de acomoda-
ção, patologia, clínica/cirúr-
gica/obstétrica); 
 Custo médio/hospital – por-
centagem de diárias e taxas, 
mat/med, SADT. 
 
Os indicadores gerenciais de-
vem ser utilizados para comparação 
daquilo que é definido como sendo o 
ideal. Desta forma, pode-se citar al-
guns indicadores de utilização con-
siderados aceitáveis, como: 
Assistência Ambulatorial: 
 
O 
 
 
5 
RELATÓRIOS E INDICADORES NA AUDITORIA HOSPITALAR 
 Consultas/usuário/ano (2 a 
3/ano); 
 Exames/usuário/ano (3 a 
5/ano); 
 Exames/consulta 2/consulta); 
 Exames radiológicos/100 con-
sultas (9 a 12); 
 Exames laboratoriais/100 
consultas (37 a 42); 
 Ecografias/100 consultas (2,5) 
 Endoscopias/100 consultas 
(1,5); 
 OMS: para cada 100.000 
usuários, 23% consultas/mês. 
 
Consultas x Exames: 
 Gastroenterologia: EDA: 50% 
das consultas; 
 Retossigmoidoscopia: 5%; 
 Cardiologia ECG: 50 a 60% 
das consultas; 
 Ecocardiograma: 20%; 
 Ergometria :15 a 20%; 
 Neurologia: EEG 20 a 25% das 
consultas; 
 ORL: Audiometria: 10 a 15% 
das consultas; 
 Ginecologia: Criocauterização 
do colo do útero: 5 a 10%; 
 Colposcopia: 40 a 50%; 
 Útero: 5 a 10%; 
 Oftalmologia: Mapeamento 
retina - 5 a 10%; 
 Fundoscopia – 2 a 5 %; 
 
 Tonometria – 50%; 
Campimetria – 5%; 
 Adaptação Lentes Contato – 
7%; 
 Ortopedia: Radiografias 90 a 
95%; 
 Fisioterapia – 2 a 5%. 
 
Assistência hospitalar: 
 Índice de internações/ano 
(7%); 
 Expectativa de internação/ 
mês = 7% do total de usuários/ 
12. 
 
Taxas de Internação por Gran-
des Especialidades: 
 Clínicas - 19%; 
 Cirúrgicas - 36%; 
 Obstétricas - 28%; 
 Uti - 4%; 
 Pediátricas - 13%. 
 
Taxas de Internações Cirúr-
gicas, por porte: 
 Grande Porte - 26%; 
 Médio Porte - 55%; 
 Pequeno Porte - 19%. 
 
Tempo Médio de Permanência 
Hospitalar (em dias): 
 Obstetrícia - 2,1 a 3,5; 
 Clínica médica -3,6 a 4,8; 
 Cirurgia - 2,5 a 3,3; 
 Uti - 5,7 a 6,8; 
 Pediatria - 4,8 a 5,3; 
 Geral - 3, 0 a 3, 5. 
Índices hospitalares: 
 Custo médio de internação: 
custo total de saídas/número 
de saídas; 
 Custo médio de paciente/dia: 
custo total de saídas/pacien-
tes-dia; 
 Taxa de ocupação → ± 80 a 
 
 
 
6 
RELATÓRIOS E INDICADORES NA AUDITORIA HOSPITALAR 
90%; pacientes-dia/leitos-dia 
x 100; 
 Média de permanência: Quan-
tidade de diárias/Quantidade 
de Internações; 
 Mortalidade geral: óbitos/al-
tas x 100; 
 Mortalidade institucional: 
óbitos após 48 horas/altas x 
100. 
 
Distribuição dos Custos em 
Saúde 
 
Por grupos: 
 Consultas - 20% 
 Exames - 30% 
 Internações - 43% 
 PQA - 7% 
 Internações (43%) 
 Honorários - 25-30% 
 Despesas Hospitalares - 70-
75% 
 Diárias e Taxas: 35% 
 Mat/ med: 50% 
 SADT: 15% 
 
Análise do desempenho do 
Plano: 
 Indicadores de desempenho 
financeiro: Lucro = receita 
total – custo total; 
 Lucratividade = (receita total 
– custo total) x 100 receita 
total. 
 
Gestão de Custos dos Planos 
Privados de Saúde 
 
Análise da utilização: 
Grau: comparar os índices de 
utilização do Plano com parâmetros 
aceitáveis, determinados pelos cál-
culos atuariais. 
Tipo: 
 Pequeno risco = despesas am-
bulatoriais (50 a 60% dos 
custos); 
 Consultas (20%); 
 Exames de baixo custo (até 
300 CH) (12,7%); 
 Exames de alto custo (acima 
de 300 CH) (7,8%); 
 Terapias seriadas (fisiotera-
pia, radioterapia, quimiotera-
pia, hemodiálise) (16.32%). 
 
(2001): 
 Outros atendimentos ambula-
toriais (3, 18%). 
 
Tipo: 
 Grande risco = despesas com 
internações (40 a 50% dos 
custos); 
 Diárias e taxas (40%); 
 Materiais; 
 Medicamentos e gasoterapias 
(20%); 
 SADT (6, 7%); 
 Honorários médicos (31%). 
 
Sistemas de Informações e 
Indicadores Gerenciais baseados na 
literatura de Junqueira. 
 
Número de Consultas Usuá-
rio/Ano: 
 Índice Ideal: 3.6 a 5.6 
 Consulta Usuário/ano = 
 Total de consultas/mês x 12 
 Quantidade de usuários 
 
 
 
7 
RELATÓRIOS E INDICADORES NA AUDITORIA HOSPITALAR 
Índice de Exames Comple-
mentares: 
 Ideal: 3 a 5 exames por usuá-
rio/ano 
 Índice de Exames = 
 Quantidade de exames ao ano 
 Quantidade de usuários 
 
Exames Por Consulta: 
 Ideal: 2 exames por consulta 
 Exame por Consulta = 
 Quantidade de Exames 
 Quantidade de Consultas 
 
Valores Considerados Ideais: 
 Consultas = intervalo mínimo 
de 30 dias; 
 Teste Alérgico por paciente = 1 
por ano; 
 EDA para controle = 90 dias 
após a última; 
 EEG = 20 % do total de 
consultas; 
 Mapeamento Cerebral = 5% 
do total de consultas; 
 Fisioterapia = 30% dos proce-
dimentos totais realizados. 
 
Auditoria de Qualidade 
 
A auditoria de qualidade reali-
zada no âmbito da saúde tem como 
objetivo verificar se os processos de 
prestação da assistência à saúde da 
população possuem um índice de 
qualidade aceitável. Para realizar a 
avaliação da qualidade é preciso pri-
meiramente que o auditor em saúde 
saiba o que significa a qualidade nos 
diferentes âmbitos de saúde. 
Este conhecimento é específi-
co para diferentes profissões, desta 
forma, é importante que cada audi--
tor tenha em mente que seu conhe-
cimento deverá ser direcionado con-
forme a área de auditoria pela qual 
está se realizando a avaliação da 
qualidade. 
A busca por um serviço de 
qualidade é objetivo tanto das insti-
tuições de saúde como para as ope-
radoras de planos de saúde, uma vez 
que a qualidade é o grande diferen-
cial de sobrevivência das empresas. 
Avaliar a qualidade de uma institui-
ção é uma maneira de gerir a 
mesma. 
Adami & Maranhão (1995, p. 
47) relatam: [...] o processo avalia-
tivo deve ser entendido, não como 
um episódio, mas sim como um dos 
instrumentos da gestão desses ser-
viços, indispensável para mensurar 
os esforços da instituição, voltados 
para o alcance da qualidade, exce-
lência, utilidade e relevância social. 
A Joint Comission on Accre-
ditation of Health Care Organization 
(JCAHO, 1990) citada por Zanon 
(2000, p. 17) define a qualidade da 
assistência médico-hospitalar como 
“o grau segundo o qual os cuidados 
com a saúde do paciente aumentam 
a possibilidade da desejada recupe-
ração do mesmo e reduzem a proba-
bilidade do aparecimento de eventos 
 
 
8 
RELATÓRIOS E INDICADORES NA AUDITORIA HOSPITALAR 
indesejados, dado o atual estado de 
conhecimento”. 
Um quesito importante de ser 
mensuradoé a satisfação do cliente 
frente ao seu atendimento nos locais 
onde há a prestação da assistência à 
saúde. Entretanto, torna-se sozinho 
um dado insuficiente, pois permite 
avaliar a relação do paciente com o 
profissional de saúde, porém não 
avalia se o determinado tratamento 
é realmente de qualidade e livre de 
riscos, visto que o paciente não con-
segue realizar esta avaliação de ma-
neira adequada. 
Para a realização da avaliação 
da qualidade dos serviços médico-
hospitalares pode-se utilizar inú-
meros indicadores de qualidade que 
devem estar de acordo com os índi-
ces aceitáveis para então considerar 
um serviço de saúde como possuidor 
da qualidade. 
O monitoramento e levanta-
mento dos indicadores de qualidade 
médico-hospitalares segundo Zanon 
(2000, p. 17) podem ser os se-
guintes: 
a. Falta de informação médica no 
prontuário do paciente; 
b. Tempo médio de perma-
nência; 
c. Mortalidade institucional; 
d. Queixas sem diagnóstico; 
e. Complicações infecciosas hos-
pitalares; 
f. Complicações não infecciosas 
hospitalares; 
g. Consumo de antibióticos. 
 
Estes são alguns dos indicado-
res que podem ser mensurados, sen-
do que a lista poderá ser aumentada 
conforme a necessidade institucio-
nal; esta avaliação é realizada utili-
zando-se a análise minuciosa do 
prontuário do paciente e dos dados 
registrados no mesmo, a partir de 
um instrumento de avaliação espe-
cífico e preenchido por profissional 
capacitado. 
A qualidade da assistência de 
enfermagem prestada ao paciente 
igualmente é realizada por meio da 
mensuração de indicadores assis-
tências como, por exemplo: número 
de quedas de leito, número de úlcera 
de pressão adquiridos em ambiente 
hospitalar, número de iatrogenias. 
Além disso, existem outros 
itens que podem ser avaliados pelo 
auditor para mensurar a qualidade 
do serviço de enfermagem prestado 
ao paciente, como por exemplo, a 
checagem de medicação, além de 
estar relacionada a cobrança do me-
dicamento, também condiz com a 
execução da prescrição médica, des-
ta forma, se não há a checagem da 
medicação, considera-se que o pa-
ciente pode não ter recebido a me-
dicação. 
 
 
9 
RELATÓRIOS E INDICADORES NA AUDITORIA HOSPITALAR 
Kurcgant (1991, p. 218) fala 
sobre a auditoria de enfermagem re-
trospectiva, onde os principais itens 
que podem ser verificados abordan-
do a questão de qualidade são: 
 Condições do paciente no ato 
da internação; 
 Atendimento das prescrições 
médicas; plantões; 
 Método de admissão do pa-
ciente; 
 Sistema de elaboração do pla-
no de cuidados individuali-
zado; 
 Sistema de elaboração de 
plano de serviços para cada 
funcionário dos diversos; 
 Relatório de enfermagem – 
completo, incompleto, em que 
partes incompleto, e quais as 
suas causas; 
 Chamadas do médico de plan-
tão, verificando os porquês; 
 Sinais vitais checados de acor-
do com o diagnóstico e neces-
sidade do paciente; 
 Anotações quanto a pequenas 
alterações do paciente, siste-
ma de observação (frequente 
ou contínua), reação pós-
anestésica e pós-operatória; 
 Descrição da ferida operatória, 
anotação de acidentes, deci-
sões tomadas para evitar tais 
acidentes; 
 Anotações dos sinais e sin-
tomas; 
 Transferências e suas causas; 
 Condições de alta, orientação 
ao paciente no ato da alta e 
acompanhamento. 
Enfim, o principal objetivo da 
auditoria em saúde sempre é avaliar 
os processos visando uma melhor 
qualidade, as questões econômicas e 
financeiras não devem ser de maior 
relevância que a busca pela qualida-
de do serviço prestado. O auditor na 
execução de sua função deve ter em 
mente que o objetivo maior é pro-
porcionar ao paciente e/ou usuário 
de plano de saúde uma saúde de re-
solutividade com um custo adequa-
do. O tema qualidade é amplo, por 
isso exige do auditor um conheci-
mento específico. 
 
Fidelização dos Clientes 
 
Como já foi mencionado ante-
riormente, a satisfação do cliente 
frente ao atendimento é um item im-
portante para mensurar a qualidade 
dos serviços. Fidelizar um cliente 
significa torna-lo fiel a determinado 
serviço, e, além disso, multiplicar 
uma informação positiva do serviço 
de saúde. 
É o segredo de todo o negócio, 
fidelizar, para consequentemente 
sobreviver. Fato este leva as insti-
tuições de saúde e as operadoras de 
planos de saúde a verificar continua-
mente a satisfação de seus usuários. 
As operadoras de planos de saúde 
devem saber qual o índice de satis-
fação de seus usuários no atendi-
mento dos prestadores físicos e jurí-
 
 
10 
RELATÓRIOS E INDICADORES NA AUDITORIA HOSPITALAR 
dicos, pois isto é uma das estratégias 
de fidelização. 
O auditor em saúde deve man-
ter-se informado frente a estes ín-
dices atuando nos serviços hospita-
lares ou nas operadoras de planos de 
saúde. A ouvidoria propriamente di-
ta deve ser feita por intermédio de 
profissionais capacitados que geral-
mente compõem o chamado SAC - 
Serviço de Atendimento ao Cliente. 
Entretanto, somente os resul-
tados das pesquisas de satisfação de 
clientes não são suficientes, visto 
que é necessário buscar caminhos 
para fidelizar os clientes, na área da 
saúde principalmente no que tange a 
resolutividade de seus problemas, 
isto caracteriza muito a busca por 
determinado serviço. 
 
Acreditação Hospitalar 
 
Oliveira et al. (2003, p. 04) 
define acreditação hospitalar como: 
[...] um método de desenvolvimento 
da qualidade que fala a linguagem 
da área médica, diferentemente de 
outras metodologias que, apesar de 
respeitadas, se adaptam ao ambien-
te da indústria. A acreditação hospi-
talar foi criada para apreciar a quali-
dade da assistência médico-hospita-
lar, com base em standards iniciais e 
standards de excelência. Espera-se 
que, mediante a determinação de di-
rigentes governamentais e adminis-
tradores em geral, se consiga supe-
rar constantes desafios de aprimora-
mento da qualidade do atendimen-
to à saúde. 
O processo de Acreditação 
Hospitalar é realizado por meio da 
Organização Nacional de Acredita-
ção (ONA) que em conjunto com o 
Ministério da Saúde articula e des-
creve o Manual Brasileiro de Acredi-
tação Hospitalar, este manual com-
tém os padrões a serem atendidos 
pelas instituições hospitalares, pú-
blicas e privadas que buscam a acre-
ditação. 
A ONA é o órgão que regula-
menta todo o processo de acredita-
ção hospitalar no Brasil; por meio 
dele existem as chamadas entidades 
acreditadoras que são aquelas habi-
litadas a fornecer a acreditação a 
uma determinada instituição. Os 
acreditadores hospitalares (ou ava-
liadores) são os profissionais que 
realizam as avaliações nas institui-
ções para posteriormente verificar 
quais os padrões da mesma, estes 
profissionais devem possuir curso 
específico de avaliadores e passarem 
por teste de proficiência como tam-
bém estarem ligados as entidades 
acreditadoras e atender alguns re-
quisitos básicos propostos pela 
ONA. 
A Acreditação Hospitalar, se-
gundo Oliveira et al. (2003, p. 05): 
[...] é uma metodologia desenvolvi-
da para apreciar a qualidade da as-
 
 
11 
RELATÓRIOS E INDICADORES NA AUDITORIA HOSPITALAR 
sistência médico-hospitalar em to-
dos os serviços de um hospital, com 
base na avaliação dos padrões de re-
ferência desejáveis, construídos por 
peritos e previamente divulgados, e 
também baseada nos indicadores, 
isto é, os instrumentos que o avalia-
dor usará para constatar se os pa-
drões foram observados ou que es-
tão presentes na instituição. 
A metodologia da Acreditação 
Hospitalar é realizada por meio da 
utilização do Manual Brasileiro de 
Acreditação Hospitalar, esse é com-
posto por seções e subseções; nas 
subseções há os padrões que são de-
finidos em três níveis. Para cada ní-
vel existem itens de verificação espe-
cíficos. 
Sobre o padrão Oliveira et al. 
(2003, p. 06) descreve: Cada padrãoapresenta uma definição e uma lista 
de itens de verificação que permitem 
a identificação precisa do que se 
busca avaliar e a concordância com 
o padrão estabelecido. O método de 
coleta de dados é a observação no 
local e contatos com os profissionais 
dos diversos serviços. 
Os níveis que o hospital é ava-
liado são três e diante desses é que 
irá ou não receber a acreditação. O 
nível 1 é considerado o mais simples 
e o três o mais complexo, ou seja, do 
nível 1 ao 3 os itens de verificação e 
avaliação se tornam mais complexos 
e abrangentes. 
No resultado final do Processo 
de Acreditação Hospitalar podem 
ser obtidos quatro resultados di-
ferentes, conforme a avaliação são 
eles: 
 Não acreditado: não atendido 
aos padrões e níveis mínimos 
exigidos; 
 Acreditado: conformidade 
com os padrões definidos no 
nível 1; 
 Acreditado pleno: conformi-
dade com os padrões definidos 
no nível 2; 
 Acreditado com excelência: 
conformidade com os padrões 
definidos no nível 3. 
 
Por ser um assunto atual e que 
a maioria dos hospitais insere-se ou 
tem intenção de se inserir é impor-
tante que o auditor de saúde conhe-
ça este processo e, principalmente 
tenha em mente que todos os itens 
avaliados estão diretamente relacio-
nados à sua atuação enquanto 
auditor. 
A Norma Técnica 004 de 05 de 
abril de 2010 da ANS – Agência 
Nacional de Saúde estabelece que as 
operadoras de planos privados de 
assistência à saúde podem contratar 
Instituições Acreditadoras Creden-
ciadas pela ONA - Organização 
Nacional de Acreditação com o 
intuito de certificar seus programas 
de promoção da saúde e prevenção 
de riscos e doenças. 
 
 1
2
 
 
 
 
 13 
RELATÓRIOS E INDICADORES NA AUDITORIA HOSPITALAR 
2. Indicadores Gerenciais em Sistemas Públicos de 
Saúde 
 
 
Fonte: Globo2 
 
s indicadores gerenciais no 
Sistema Público de Saúde po-
dem ser divididos nos seguintes in-
dicadores ou informações que ser-
vem de subsídios para tomada de 
decisão em saúde, criação de políti-
cas de saúde pública e gestão da saú-
de nacional, regional e municipal, 
são eles: - Informações de Saúde: As 
informações de saúde podem ser 
pesquisadas em âmbito nacional pe-
la web na página do DATASUS do 
Ministério da Saúde e dizem respei-
to principalmente aos Indicadores 
de Saúde, Assistência à Saúde, In- 
 
2 Retirado em https://g1.globo.com 
formações Epidemiológicas e de 
Morbidade, Rede Assistencial, Esta-
tísticas Vitais, Informações Demo-
gráficas e Socioeconômicas, Inqué-
ritos e Pesquisas e Informações so-
bre a Saúde Suplementar. A seguir 
cada um será discutido separada-
mente: 
Indicadores de Saúde: dentro 
dos Indicadores de saúde é possível 
pesquisar o IDB (Indicadores e Da-
dos Básicos do Brasil) cuja última 
versão disponível é de 2009 que 
contém dados até o ano de 2008. É 
um conjunto de informações com- 
O 
 
 14 
RELATÓRIOS E INDICADORES NA AUDITORIA HOSPITALAR 
posto por mais de 100 indicadores, 
divididos em seis grupos: demográ-
ficos, socioeconômicos, mortalida-
de, morbidade e fatores de risco, 
recursos e cobertura. Podem ser 
pesquisados segundo a unidade da 
federação, capitais e regiões, por fai-
xa etária, sexo e outras característi-
cas dependendo do indicador. Nos 
Indicadores Demográficos é possível 
realizar a pesquisa dos seguintes 
itens: 
 População total; 
 Razão de sexos; 
 Taxa de crescimento da po-
pulação; 
 Grau de urbanização; 
 Proporção de menores de 5 
anos de idade na população; 
 
 
 Proporção de idosos na 
população; 
 Índice de envelhecimento; 
 Razão de dependência; 
 Razão entre nascidos vivos in-
formados e estimados;341 
 Taxa bruta de natalidade; 
 Taxa específica de fecun-
didade; 
 Taxa de fecundidade total; 
 Razão entre óbitos informados 
e estimados; 
 Mortalidade proporcional por 
idade; 
 Mortalidade proporcional por 
idade, em menores de 1 ano de 
idade; 
 Taxa bruta de mortalidade; 
 Esperança de vida ao nascer; 
 Esperança de vida aos 60 anos 
de idade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
É possível utilizando o progra-
ma RIPSA (Rede Interagencial de 
Informações para Saúde) pesquisar 
todos os indicadores acima, utilizan-
do os parâmetros de pesquisa, com-
forme a necessidade de conheci- 
mento do Auditor. O exemplo abaixo 
demonstra o resultado de uma pes-
quisa sobre o Índice de Envelheci-
mento por Região, em Mato Grosso 
do Sul. 
 
 
 15 
RELATÓRIOS E INDICADORES NA AUDITORIA HOSPITALAR 
No exemplo anterior, o auditor 
em saúde poderá avaliar qual o ín-
dice de envelhecimento no Mato 
Grosso do Sul que conforme descrito 
é de 34,4. Este dado pode evidenciar 
uma necessidade de aprimorar polí-
ticas de saúde voltadas para o enve-
lhecimento, como também ter uma 
estimativa específica destes valores 
para promover programas de pre-
venção em saúde, como promoção e 
prevenção primária. 
Os indicadores socioeconômi-
cos são possíveis para consulta, por 
meio dos seguintes itens: 
 Taxa de analfabetismo; 
 Níveis de escolaridade da po-
pulação de 15 anos e mais; 
 Níveis de escolaridade da po-
pulação de 18 a 24 anos; 
 
 
 Produto Interno Bruto (PIB) 
per capita; 
 Renda Média Domiciliar per 
capita; 
 Razão de Renda; 
 Proporção de pessoas de baixa 
renda; 
 Taxa de Desemprego; 
 Taxa de Trabalho infantil. 
Como na pesquisa anterior, 
estes dados também podem ser obti-
dos por intermédio dos parâmetros 
necessários para a pesquisa do 
Auditor em Saúde, desta forma utili-
zando para exemplo, pesquisa da 
Taxa de Analfabetismo, na Unidade 
de Federação Mato Grosso do Sul, 
região Centro-Oeste na população 
de 15 anos ou mais, período de 
2008, o seguinte resultado é obtido: 
 
 
 
Fonte: <http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/tabcgi.exe?idb2009/b01.def>. 
 
O índice de analfabetismo re-
presenta um dado importante para 
saúde pública, uma vez que não há 
como desmembrar a aplicabilidade 
das políticas de saúde sem compre-
ender o real perfil da população on-
de estão sendo desenvolvidas, desta 
forma, a questão analfabetismo po-
de estar igualmente relacionada a 
dificuldade da população em receber 
as orientações específicas no contin-
gente da saúde, principalmente com 
 
 16 
RELATÓRIOS E INDICADORES NA AUDITORIA HOSPITALAR 
foco em prevenção de doenças. O 
que leva a pensar que dependendo 
destes índices para ampliar a atua-
ção de ações de saúde são neces-
sários igualmente meios de educa-
ção que satisfaçam a aprendizagem 
da população. 
Os indicadores de mortalidade 
expressos pelo IDB, podem ser veri-
ficados por meio da pesquisa aos 
seguintes itens: 
 
 Sarampo; 
 Difteria; 
 Coqueluche; 
 Tétano Neonatal; 
 Tétano (exceto o neonatal); 
 Febre Amarela; 
 Raiva Humana; 
 Hepatite B; 
 Hepatite C; 
 Cólera; 
 Febre Hemorrágica do 
Dengue; 
 Sífilis Congênita; 
 Rubéola; 
 Síndrome da Rubéola Con-
gênita; 
 Doença Meningocócica. 
 
Taxa de Incidência de Doenças 
Transmissíveis: 
 AIDS; 
 Tuberculose; 
 Dengue; 
 Leishmaniose Tegumentar 
Americana; 
 Leishmaniose Visceral; 
 Hanseníase; 
 Índice Parasitário Anual da 
Malária; 
 Taxa de Incidência de Neopla-
sias Malignas; 
 Taxa de Incidência de Doenças 
 Relacionadas ao Trabalho em 
Segurados da Previdência So-
cial; 
 Taxa de Incidência de Aci-
dentes de Trabalho em se-
gurados da Previdência Social; 
 Taxa de Prevalência da Han-
seníase; 
 Proporção de Internações 
hospitalares (SUS) por grupo 
de causas; 
 Proporção de Internações 
Hospitalares (SUS) por causas 
externas; 
 Proporção de Internações 
Hospitalares (SUS) por 
afecções originadas no período 
perinatal; 
 Taxa de prevalência de pacien-
tes em diálise (SUS). 
 
Percebe-se neste tipo de 
indicador a amplitude das informa-
ções que podem ser obtidas por 
meio da pesquisa, é de suma impor-
tância queo Auditor em Saúde, 
tenha este conhecimento de dados 
e/ou busque estas informações para 
tomada de decisões em saúde. Uti-
lizando um exemplo da questão 
Indicadores de Morbidade, na Pro-
porção de Internações (SUS) origi-
nadas no período perinatal em Mato 
Grosso do Sul 2008, o resultado 
conforme: 
 
 17 
RELATÓRIOS E INDICADORES NA AUDITORIA HOSPITALAR 
 
Fonte: <http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/tabcgi.exe?idb2009/d23.def> 
 
Com a proporção apresentada 
é possível que o Auditor em Saúde 
tenha uma visão da ocorrência de 
internações hospitalares com ori-
gem de afecções durante o período 
perinatal, o acompanhamento desta 
questão proporciona uma visão 
sobre algumas possíveis questões 
que poderiam ser evitadas, se por 
exemplo, houvesse um atendimento 
de pré-natal adequado, hospitalar 
adequado e pós-parto adequado, ou 
mesmo se chegar a índices aceitáveis 
que representam que todo o proces-
so está adequado. 
 
 
Fonte:https://blog.iclinic.com.b
r/ 
No item Indicadores de Fato-
res de Risco e Proteção, é possível 
consultar sobre as seguintes taxas e 
percentuais: 
 Taxa de Prevalência de Dia-
bete Melito. 
 Taxa de Prevalência de Hiper-
tensão Arterial. 
 Taxa de Prevalência de ativi-
dade física suficiente no tempo 
livre. 
 Taxa de Prevalência de fuman-
tes atuais. 
 Taxa de Prevalência de Consu-
mo abusivo de bebidas alco-
ólicas. 
 Taxa de Prevalência de Preva-
lência de indivíduos dirigindo 
veículos motorizados após 
consumo abusivo de bebida 
alcoólica. 
 Taxa de Prevalência de excesso 
de peso em adultos. 
 Taxa de Prevalência de excesso 
de peso para idade segundo 
IMC em crianças menores de 
cinco anos. 
 
 
 18 
RELATÓRIOS E INDICADORES NA AUDITORIA HOSPITALAR 
 Taxa de Prevalência de déficit 
ponderal para idade em crian-
ças menores de cinco anos de 
idade. 
 Taxa de Prevalência de déficit 
estatural para idade em crian-
ças menores de cinco anos de 
idade. 
 Participação diária per capita 
das calorias de frutas, verdu-
ras e legumes no total de 
calorias da dieta. 
 Taxa de prevalência no 
aleitamento materno. 
 Taxa de prevalência no aleita-
mento materno exclusivo em 
 
menores de seis meses. 
 Proporção de nascidos vivos 
por idade materna. 
 Proporção de nascidos vivos 
de baixo peso ao nascer. 
 Índice CPO - D. 
 Percentual de crianças de 5-6 
anos de idade com índice 
CEO-d igual a zero. 
 
Utilizando como exemplo, a 
proporção de Nascidos Vivos com 
Baixo Peso ao nascer, na unidade de 
federação Mato Grosso do Sul no 
ano de 2007, verifica-se: 
 
 
Fonte: <http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/tabcgi.exe?idb2009/g16.def>. 
 
Na mesma expectativa da pro-
porção anterior é possível por meio 
deste resultado acompanhar alguns 
resultados de acompanhamento 
pré-natal e hospitalar, para averi-
guar quais são as medidas neces-
sárias para melhorar as estratégias e 
evitar com isso o baixo peso ao 
nascer. No acompanhamento dos 
resultados se existe uma proporção 
considerada adequada, consequen- 
temente pode-se pensar que as ações 
estão sendo realizadas de maneira 
adequada. 
Nos Indicadores de Recursos é 
possível verificar as seguintes infor-
mações: 
 Número de profissionais de 
saúde por habitante. 
 Número de concluintes em 
curso de graduação em saúde. 
 Distribuição de postos de tra-
balho de nível superior em es- 
 
 
 19 
RELATÓRIOS E INDICADORES NA AUDITORIA HOSPITALAR 
estabelecimento de Número 
de postos de trabalho de enfer-
magem por leito hospitalar. 
 Número de leitos hospitalares 
por habitantes. 
 Equipamentos de imagem 
utilizados em saúde. 
 Gasto com consumo de bens e 
serviços de saúde como 
percentual do PIB. 
 Gasto per capita com consumo 
de bens e serviços de saúde. 
 Gastos com ações e serviços 
públicos de saúde como 
proporção do PIB. 
 Gastos com ações e serviços 
públicos em saúde per capita. 
 Gasto federal com saúde como 
proporção do PIB. 
 Gasto federal com saúde como 
proporção do gasto federal 
total. 
 Despesa familiar autorreferida 
com saúde como proporção da 
renda familiar. 
 Despesa familiar estimada 
 
 
com saúde como proporção da 
renda familiar. 
 Participação das importações 
na oferta total por bens e 
serviços de saúde. 
 Valor médio pago por interna-
ção hospitalar no SUS (AIH). 
 Gasto do Ministério da Saúde 
com atenção à saúde como 
proporção do gasto total do 
Ministério da Saúde. 
 Gasto do Ministério da Saúde 
com atenção à saúde per 
capita. 
 Gasto público com saneamen-
to como proporção do PIB. 
 Gasto federal com saneamento 
como proporção do PIB. 
 Gasto federal com saneamento 
como proporção do gasto 
federal total. 
 
Utilizando como exemplo o 
número de profissionais de saúde 
por habitantes no Mato Grosso do 
Sul ano de 2008, verifica-se: 
 
 
Fonte: <http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/tabcgi.exe?idb2009/e01.def>. 
 
Aqui neste indicador citado 
acima é possível averiguar a necessi-
dade ou não de profissionais médi-
cos para uma determinada região 
e/ou área. Sabe-se que está propor-
ção relaciona-se diretamente com a 
qualidade prestada em saúde, e na 
efetividade das ações, desta forma é 
 
 20 
RELATÓRIOS E INDICADORES NA AUDITORIA HOSPITALAR 
muito importante este acompanha-
mento. Sobre os indicadores de co-
bertura é possível verificar as se-
guintes informações: 
Número de consultas médicas 
(SUS) por habitante: 
 Proporção da população que 
refere ter consultado médico 
nos últimos 12 
 Distribuição da população se-
gundo tempo de realização da 
última consulta odontológica. 
 Número de procedimentos 
diagnósticos por consulta mé-
dica (SUS). 
 Distribuição da população fe-
minina segundo tempo de rea-
lização do último exame pre-
ventivo para câncer do colo do 
útero. 
 Distribuição da população fe-
minina segundo tempo de 
realização da última mamo-
grafia. 
 Número de internações hospi-
talares (SUS) por habitante. 
 Proporção da população que 
refere internação hospitalar 
nos últimos 12 meses. 
 Proporção de internações hos-
pitalares (SUS) por especiali-
dade. 
 Cobertura de consultas de pré-
natal. 
 Proporção de partos hospi-
talares. 
 Proporção de partos cesáreos. 
 Cobertura vacinal. 
 Proporção da população femi-
nina em uso de métodos 
anticonceptivos. 
 Cobertura de planos de saúde. 
 Cobertura de planos privados 
de saúde. 
 Cobertura de redes de abas-
tecimento de água. 
 Cobertura de esgotamento 
sanitário. 
 Cobertura de coleta de lixo. 
 
Um exemplo a ser consultado 
a Proporção de Partos Cesáreos na 
Unidade de Federação de Mato 
Grosso do Sul, referente ao ano de 
2007, conforme segue: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: <http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/tabcgi.exe?idb2009/f08.def>. 
 
2 
 
 21 
RELATÓRIOS E INDICADORES NA AUDITORIA HOSPITALAR 
A proporção de partos cesá-
reos em determinado estado e/ou 
região é importante para conheci-
mento do auditor, uma vez que de-
termina a continuidade dos serviços 
e está igualmente incorporada as 
metas da contratualização dos hos-
pitais filantrópicos como foi visto no 
módulo anterior, visto que o parto 
natural é incentivado pelas políticas 
públicas de saúde. 
Ainda sobre os indicadores de 
saúde é possível visualizar consulta 
sobre outros aspectos, como os pai-
néis de monitoramento e atlas, al-
guns itens que podem ser verifica-
dos são os seguintes: 
 Painel de Monitoramento da 
Mortalidade Infantil e Fetal; 
 
 
 Atlas de Monitoramento da 
Mortalidade Infantil e Fetal; 
 Painel de Monitoramento da 
Mortalidade Materna; 
 Atlas de Monitoramento da 
Mortalidade Materna. 
 
Utilizando como exemplo o 
Painel de Monitoramento da Morta-
lidade Infantil e Fetal para a Região 
Sul do Brasil, na pesquisa os parâ 
-metros de estudo podem ser por 
regiões, estados ou municípios sem-
do que há outras especificidades que 
o auditor poderá utilizar na pesquisa 
para buscaras informações neces--
sárias. O exemplo a seguir demon-
stra a primeira parte do painel re-
presentada por dois gráficos: 
 
 
 
A seguir os demais gráficos que compõem o Painel: 
 
 22 
RELATÓRIOS E INDICADORES NA AUDITORIA HOSPITALAR 
 
 
Além destes gráficos o Painel 
também demonstra por intermédio 
dos parâmetros colocados para pes-
quisa, quais os locais da região sele-
cionada e seus respectivos números 
de óbitos infantil e fetal represen-
tados por uma tabela. 
 
O Atlas de Monitoramento da 
Mortalidade Infantil e Fetal trazem 
dados, diante do mapa com possi-
bilidade de inúmeras pesquisa, con-
forme demonstrado abaixo: 
 
 
 
 
A assistência à saúde também 
faz parte de um grupo de informa-
ções possíveis de pesquisa e que 
servem de subsídio para tomada de 
decisão. Alguns dos principais itens 
que são possíveis de serem pesqui-
sados são os seguintes. 
Referente a Internações Hosp-
italares: 
 Internações por especialidade 
e local de internação – a partir 
de 2008. 
 Procedimentos Hospitalares 
por local de internação – a 
partir de 2008. 
 Procedimentos hospitalares 
por gestos – a partir de 2008. 
 Procedimentos Hospitalares 
por local de residência – a 
partir de 2008. 
 
 
 
 23 
RELATÓRIOS E INDICADORES NA AUDITORIA HOSPITALAR 
 Internações por especialidade 
e local de internação – de 1981 
a 2007. 
 Procedimentos hospitalares 
por local de internação – de 
1992 a 2007. 
 Procedimentos hospitalares 
por local de residência – de 
1995 a 2007. 
 
Referente a Atendimentos 
Ambulatoriais: 
 Produção Ambulatorial por 
local de atendimento – a partir 
de 2008. 
 Produção Ambulatorial por 
local de residência – a partir 
de 2008. 
 Produção Ambulatorial por 
gestor – a partir de 2008. 
 Produção Ambulatorial – de 
1997 a 2007. 
 
Imunizações desde 1994: 
 Doses Aplicadas. 
 Cobertura. 
 
Atenção Básica – Saúde da 
Família desde 1998: 
 Situação de Saúde. 
 Produção e Marcadores. 
 Cadastramento Familiar. 
 Situação de Saneamento. 
 
Vigilância Alimentar e Nutri-
cional: 
 Estado Nutricional – Usuários 
da Atenção Básica. 
 Estado Nutricional dos Benefi-
ciários do Programa de Saúde 
da Família. 
Vigilância Alimentar e nutri-
cional: 
 Estado Nutricional dos Usuá-
rios da Atenção Básica. 
 
Nos dados Epidemiológicos e 
de Morbidade é possível a pesquisa 
aos seguintes itens: Morbidade Hos-
pitalar SUS: 
 Geral, por local de internação 
– a partir de 2008. 
 Geral, por local de residência – 
a partir de 2008. 
 Causas externas, por local de 
internação – a partir de 2008. 
 Causas externas, por local de 
residência – a partir de 2008. 
 Geral, por local de internação 
– de 1994 a 2007. 
 Geral, por local de residência – 
de 1995 a 2007. 
 Causas Externas, por local de 
internação – de 1998 a 2007. 
 Causas Externas, por local de 
residência – de 1998 a 2007. 
 
Doenças de Notificação: 
 AIDS – desde 1980. 
 Demais Doenças de Noti-
ficação – desde 2001. 
 
Estado Nutricional: 
 Usuários da Atenção Básica. 
 Beneficiários da Bolsa Fa-
mília. 
 
Outros Agravos: 
 Câncer do colo de útero e de 
mama desde 2000. 
 Hiperdia – desde 2002. 
 
 24 
RELATÓRIOS E INDICADORES NA AUDITORIA HOSPITALAR 
Sobre a Rede Assistencial é 
possível verificar as seguintes infor-
mações: 
 CNES – Estabelecimentos. 
 CNES – Recursos Físicos. 
 CNES – Recursos Humanos a 
partir de agosto de 2007 – 
Ocupações Classificadas pela 
CBO 2002. 
 CNES – Recursos Humanos a 
partir de agosto de 2007 – 
Ocupações Classificadas pela 
CBO 1994. 
 CNES – Equipes de Saúde. 
 Pesquisa Assistência Médico 
Sanitária AMS 2002. 
 Pesquisa Assistência Médico 
Sanitária AMS 1999. 
 Pesquisa Assistência Médico 
Sanitária AMS 1992. 
 Pesquisa Assistência Médico 
Sanitária AMS 1981 a 1990. 
 
Sobre as Estatísticas Vitais é 
possível realizar a pesquisa das se-
guintes informações: 
 Nascidos Vivos 1994 a 2009. 
 Mortalidade Geral. 
 Óbitos Infantis. 
 Óbito de mulher em idade fér-
til e óbitos maternos. 
 Óbitos por causas externas. 
 Óbitos fetais. 
 Atlas de mortalidade por 
câncer. 
 Causas mal definidas de mor-
talidade. 
 Completitude de campos rela-
cionados aos dados da mãe em 
óbitos fetais e menores de um 
ano. 
 Completitude dos principais 
campos. 
 
Sobre os dados referentes a 
questões demográficas e Socioeco-
nômicas as principais informações 
que podem ser geradas são as se-
guintes: 
 População residente: Censos e 
Estimativas. 
 Educação: Alfabetização e 
Escolaridade. 
 Saneamento: Abastecimento 
de água, instalações sanitárias 
e coleta de lixo. 
 
Além disso, é possível verificar 
alguns Inquéritos e Pesquisas com 
várias relações interessantes para 
conhecimento sobre a situação da 
saúde da população. A ANS traz por 
intermédio do ANS TABNET infor-
mações muito importantes sobre in-
dicadores, planos, beneficiários, res-
sarcimento ao SUS, entre outras, co-
mo a ANS é um órgão governamen-
tal, o auditor mesmo na função de 
auditor do SUS precisa ter conheci-
mento sobre a abrangência da saúde 
suplementar, uma vez que as polí-
ticas de saúde atingem a toda a po-
pulação brasileira. 
Informações Financeiras: No 
item Informações Financeiras é pos-
sível que o auditor tenha conheci-
mento frente a questões ligadas aos 
Recursos do SUS (Recursos Federais 
do SUS por município e valores a-
 
 25 
RELATÓRIOS E INDICADORES NA AUDITORIA HOSPITALAR 
provados da produção SUS por pres-
tador); SIPOS (Sistema de Informa-
ção sobre Orçamento Público em 
Saúde); BDAIH (Banco de Dados 
Armazenados de cada autorização 
de Internação Hospitalar); Transfe-
rência a Municípios (informações 
sobre transferência fundo a fundo 
para os municípios pelo Fundo Na-
cional de Saúde); Créditos a Presta-
dores (consulta a créditos); GAP 
(Guia de Autorização de Paga-
mento). 
Todos esses indicadores assim 
como outros já citados como de fun-
damental importância na saúde su-
plementar em módulos anteriores 
fazem parte de um conhecimento 
necessário ao auditor em saúde. É 
imprescindível salientar que um 
indicador sozinho não pode ser útil-
zado de parâmetro para condutas, é 
elementar que os indicadores, per-
centuais, proporções sejam utiliza-
dos em conjunto, visualizando igual-
mente a realidade local onde o audi-
tor atua. A Portaria 312 de 02 de 
maio de 2002 do Ministério da Saú-
de padroniza a nomenclatura no 
censo hospitalar e é de suma impor-
tância o conhecimento do auditor 
frente a estas definições, consta no 
Anexo I deste módulo. 
O fato é que não se avalia de-
sempenho algum com somente um 
indicador é preciso ter uma visão 
global no uso dos indicadores. Na 
atuação do auditor em saúde, é im-
portante que o mesmo tenha visão 
do que são indicadores, e onde eles 
podem ser utilizados. Os indicado-
res podem ser utilizados na gestão 
pública ou na gestão privada de 
atuação do auditor. 
Os indicadores são definidos, 
segundo o SIPAGEH (Sistema de In-
dicadores Padronizados para Gestão 
Hospitalar), como: indicadores são 
medidas usadas para ajudar a des-
crever a situação atual de um deter-
minado fenômeno ou problema, fa-
zer comparações, verificar mudan-
ças ou tendências e avaliar a execu-
ção das ações planejadas durante 
um período de tempo, em termos de 
qualidade e quantidade das ações de 
saúde executadas. (SIPAGEH, 
2006) 
O SIPAGEH é um sistema de 
padronização de informações hospi-
talares que visa medir o desempe-
nho de instituições hospitalares e 
utilizar a comparação entre os indi-
cadores iniciou em 1998 no Rio 
Grande do Sul, pela iniciativa de al-
guns hospitais que para avaliar a 
qualidade da gestão hospitalar e 
comparar os índices entre os 
hospitais. 
Os indicadores padronizados 
pelo SIPAGEH são distribuídos em 
quatro áreas, são elas: 
Indicadores relacionados ao 
cliente: 
 
 26 
RELATÓRIOS E INDICADORES NAAUDITORIA HOSPITALAR 
 Índice de satisfação dos clien-
tes particulares e de com-
vênios; 
 Índice de satisfação dos clien-
tes SUS; 
 Turnover. 
 
Indicadores com foco nos 
recursos humanos: 
 Absenteísmo; 
 Índice de Frequência de 
Acidentes de Trabalho; 
 Horas de Treinamento por 
Funcionário. 
 
Indicadores Relacionados à 
Assistência: 
 Tempo Médio de Permanência 
Geral. 
 Tempo Médio de Permanência 
na Obstetrícia. 
 Tempo Médio de Permanência 
na Pediatria. 
 Taxa de Mortalidade Geral. 
 Taxa de Mortalidade Obste-
trícia. 
 Taxa de Mortalidade Pediá-
trica. 
 Taxa de Cesáreas. 
 Índice de Infecção na Corrente 
Sanguínea relacionada a Cate-
ter Venoso Central. 
 Índice de Infecção Hospitalar 
em Cirurgias Limpas. 
Indicadores Relacionados ao 
Desempenho: 
 Taxa de Ocupação de Leitos. 
 Margem Líquida. 
 
É importante que o auditor em 
saúde saiba como implantar esses 
indicadores em sua atuação, visto 
que inúmeros deles serão utilizados 
para tomada de decisões. Dessa for-
ma, mesmo já existindo no mercado 
alguns programas que calculam au-
tomaticamente estes índices, é 
importante saber como criar um 
indicador. 
Primeiramente é importante 
ressaltar que o indicador é formado 
basicamente pelo denominador e o 
numerador, o percentual se avalia 
multiplicando por 100. Assim 
sendo: 
 O que se quer avaliar (nume-
rador) x 100 (percentual); 
 População Exposta. 
 
Outra questão importante a 
ser avaliada pelo auditor em saúde é 
o fato de ser ter possibilidade de 
adotar dois tipos de indicadores, ou 
seja, o de desfecho que demonstra o 
resultado final (os números totais do 
que se está procurando) ou o indi-
cador de processo, esse por sua vez 
indica índices relacionados ao pro-
cesso antes do resultado (desfecho). 
A seguir o exemplo: 
 Indicador de Desfecho: Taxa 
de Queda de Paciente em 
Ambiente Hospitalar 
 Indicador de Processo: Adesão 
da Enfermagem ao Protocolo 
de Prevenção de Queda 
 
No exemplo citado acima é 
possível identificar que apenas o 
 
 27 
RELATÓRIOS E INDICADORES NA AUDITORIA HOSPITALAR 
indicador de desfecho quando utili-
zado pressupõe a verificação e/ou 
avaliação do resultado final, mas 
não abrange o processo, se for plau-
sível realizar a verificação de ambos 
os indicadores é possível ter uma 
visão ampliada frente ao que se bus-
ca mensurar, uma vez que a partir de 
um resultado insatisfatório do indi-
cador de desfecho deve-se igual-
mente buscar o indicador de pro- 
 
cesso para verificar se um resultado 
está relacionado ao outro ou não. 
Sobre os indicadores citados 
pelo SIPAGEH e sua busca ou men-
suração, para chegar a tais resul-
tados, investiga-se por meio da 
utilização das seguintes fichas técni-
cas, adequando as necessidades da 
instituição e pela busca do in-
dicador: 
 
Nome do Indicador Índice de Satisfação dos clientes 
particulares e de convênios 
Descrição Medir o índice de satisfação dos clientes particulares e 
convênios dos pacientes atendidos em determinada 
instituição 
Finalidade Mensurar o índice de satisfação dos clientes particulares 
e convênios 
Definição do Numerador Número de conceitos ótimos 
Definição do Denominador Total de Respostas Efetivas 
Análise Mensal 
Fonte de Dados Questionários padronizados 
População Incluída Total de Pacientes Particulares e Conveniados 
atendidos em determinada instituição que 
responderam ao questionário 
População Excluída Pacientes SUS e pacientes que não 
responderam ao questionário padrão 
Resultado Percentual 
Fórmula Nº de conceitos ótimos x 100 
Total de Respostas Efetivas 
 
 
 
 28 
RELATÓRIOS E INDICADORES NA AUDITORIA HOSPITALAR 
Nome do Indicador: Índice de Satisfação dos clientes SUS 
Descrição: Medir o índice de satisfação dos clientes SUS 
atendidos em determinada instituição 
Finalidade: Mensurar o índice de satisfação 
dos clientes SUS 
Definição do Numerador: Número de conceitos ótimos SUS 
Definição do Denominador: Total de Respostas Efetivas 
Análise: Mensal 
Fonte de Dados: Questionários padronizados 
População Incluída: Total de Pacientes SUS atendidos em 
determinada instituição 
que responderam ao questionário 
População Excluída: Pacientes conveniados e particulares e pacientes 
que não 
responderam ao questionário padrão 
Resultado: Percentual 
Fórmula: Nº de conceitos ótimos SUS 
 x 100 Total de Respostas Efetivas 
 
Nome do Indicador Índice de Turnover 
Descrição Medir o índice de turnover dos colaboradores 
de determinada instituição 
Finalidade Mensurar o índice de satisfação dos funcionários 
por meio da análise da rotatividade 
de pessoal na empresa 
Definição do Numerador Admissões+Demissões / 2 
 
 29 
RELATÓRIOS E INDICADORES NA AUDITORIA HOSPITALAR 
Definição do Denominador Nº médio de funcionários (média entre o quadro 
de pessoal no início do período avaliado, 
considerando como quadro de pessoal o número 
de funcionários 
ativos mais os afastados) 
Análise Mensal 
Fonte de Dados Departamento de Pessoal 
População Incluída Todos os funcionários da instituição 
População Excluída - 
Resultado Percentual 
Fórmula Admissões+Demissões /2 
x 100 Nº médio de funcionários 
 
 
Nome do Indicador: Índice de Satisfação dos 
clientes particulares e de convênios 
Descrição: Medir o índice de satisfação dos clientes 
particulares e convênios dos pacientes atendidos 
em determinada instituição 
Finalidade: Mensurar o índice de satisfação dos clientes 
particulares e convênios 
Definição do Numerador: Número de conceitos ótimos 
Definição do Denominador: Total de Respostas Efetivas 
Análise: Mensal 
Fonte de Dados: Questionários padronizados 
 
 30 
RELATÓRIOS E INDICADORES NA AUDITORIA HOSPITALAR 
População Incluída: Total de Pacientes Particulares e Conveniados 
atendidos em determinada instituição que 
responderam 
ao questionário 
População Excluída: Pacientes SUS e pacientes que não responderam 
ao questionário padrão 
Resultado: Percentual 
Fórmula: Nº de conceitos ótimos x 100 Total de Respostas 
Efetivas 
 
Nome do Indicador: Horas de Treinamento por funcionário 
Descrição: Medir o índice de treinamento por funcionário em 
determinada instituição 
Finalidade: Mensurar o índice de treinamento por funcionário 
em determinada instituição 
Definição do Numerador: Total de Horas de Treinamento 
Definição do Denominador: Número médio de Funcionários 
Análise: Mensal 
Fonte de Dados: Departamento de Pessoal e/ou de Educação 
Continuada da Instituição 
População Incluída: Total de funcionários da instituição 
População Excluída: - 
Resultado: Percentual 
Fórmula: Total de horas de treinamento x 100 Número 
médio de funcionários 
 
 
 
 
 31 
RELATÓRIOS E INDICADORES NA AUDITORIA HOSPITALAR 
 
Nome do Indicador: Tempo Médio de Permanência Total 
Descrição: Medir o tempo médio que um paciente 
permanece no hospital 
Finalidade: Mensurar o tempo médio que um 
paciente permanece internado 
Definição do Numerador: Número de pacientes/dia 
Definição do Denominador: Número de saídas 
Análise: Mensal 
Fonte de Dados: Censo Hospitalar 
População Incluída: Total de Pacientes Internados 
População Excluída: - 
Resultado: Tempo médio de internação hospitalar 
em dias 
Fórmula: Número de Pacientes/dia Número de 
saídas 
 
 
 
 
Nome do Indicador: Tempo Médio de Permanência 
na Obstetrícia 
Descrição: Medir o tempo médio que a paciente permanece 
internado na Obstetrícia 
Finalidade: Mensurar o tempo médio que a paciente permanece 
internado em obstetrícia 
Definição do Numerador: Número de Pacientes Obstétricos/dia 
Definição do Denominador: Número de Saídas Obstétricas 
 
 
 32 
RELATÓRIOS E INDICADORES NA AUDITORIA HOSPITALAR 
Análise: Mensal 
Fonte de Dados: Censo Hospitalar 
População Incluída: Total de pacientes internadas 
em obstetrícia 
População Excluída: Pacientes Internados que não 
são da área da obstetrícia 
Resultado:Tempo médio de internação 
na obstetrícia em dias 
Fórmula: Número de pacientes obstétricos/dia 
 Número de saídas obstétricas 
 
Nome do Indicador: 
 
Tempo Médio de Permanência em Pediatria 
Descrição: Medir o tempo médio de permanência de um 
paciente em pediatria 
Finalidade: Mensurar o tempo médio que o paciente fica 
internado na pediatria 
Definição do Numerador: Números de pacientes pediátricos/dia 
Definição do Denominador: Número de saídas pediátricas 
Análise: Mensal 
Fonte de Dados: Censo Hospitalar 
População Incluída: Total de pacientes pediátricos internados em 
determinada instituição 
População Excluída: Pacientes internados fora da especialidade 
pediátrica 
Resultado: Tempo médio na internação em dias 
Fórmula: Número de pacientes pediátricos/dia Número de 
saídas pediátricas 
 
 
 
 33 
RELATÓRIOS E INDICADORES NA AUDITORIA HOSPITALAR 
 
Nome do Indicador: Taxa de Mortalidade Geral 
Descrição: Medir a taxa de óbitos ocorridos no hospital 
Finalidade: Mensurar a taxa de óbitos ocorridos em um 
hospital 
Definição do Numerador: Número de óbitos 
Definição do Denominador: Número de saídas 
Análise: Mensal 
Fonte de Dados: Censo Hospitalar 
População Incluída: Total de óbitos do mês e saídas de pacientes 
População Excluída: Pacientes internados 
Resultado: Percentual 
Fórmula: Número de Óbitos x 100 Número de saídas 
Nome do Indicador: Taxa de Mortalidade Obstétrica 
Descrição: Medir o índice de absenteísmo de uma 
determinada instituição 
Finalidade: Mensurar o índice de absenteísmo de uma 
determinada instituição, disponibilidade de força de 
trabalho e nível de satisfação dos funcionários por 
meio das faltas ao serviço. 
Definição do Numerador: Horas líquidas faltantes 
Definição do Denominador: Horas líquidas disponíveis 
Análise: Mensal 
Fonte de Dados: Departamento de Pessoal 
População Incluída: Total de funcionários da instituição 
População Excluída: - 
Resultado: Percentual 
Fórmula: Horas líquidas faltantes x 100 Horas líquidas 
disponíveis 
 
 34 
RELATÓRIOS E INDICADORES NA AUDITORIA HOSPITALAR 
Os indicadores servem como 
uma ferramenta em auditoria para 
análise da situação atual e para to-
mada de decisão. Entretanto, como 
já foi mencionado anteriormente, 
um indicador sozinho não deve ser-
vir de embasamento, visto que se de-
ve ter uma análise do conjunto, sen-
do o conjunto um número maior de 
indicadores e a situação real viven-
ciada. 
 
 
Fonte: Lukas 
 
Outra questão importante que 
norteia a utilização dos indicadores 
é o fato da utilização da comparação 
como forma de alcançar uma meta. 
A comparação de indicadores entre 
instituições deve ser feita seguindo-
se o princípio de que as instituições 
possuam o mesmo porte e o mesmo 
aparato de atendimento. 
Assim, de nada adianta com-
parar indicadores de instituições 
com portes e complexidades dife-
rentes. Para a criação de um indi- 
cador pode-se utilizar a tabela técni-
ca acima, incluindo uma meta a 
cumprir, e uma referência que será 
utilizada para comparação. 
 
35 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
36 
 
 
RELATÓRIOS E INDICADORES NA AUDITORIA HOSPITALAR 
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