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AO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL DA COMARCA DE BELFORD ROXO-RJ.
Heitor Moreira Snoeck dos Anjos ,Solteiro ,Microempreendedor , inscrito no CPF sob nº
116.688477-52 , RG nº 217720671 DIC RJ, residente e domiciliado na Rua;Pereira
Lemos,26,Bairro: Areia Branca, na Cidade de Belford Roxo, Cep; 26112-130 , vem à
presença de Vossa Excelência, por meio do seu Advogado, infra assinado, ajuizar
AÇÃO INDENIZATÓRIA POR DANOS MORAIS E
MATERIAIS DECORRENTES DE ACIDENTE DE
TRÂNSITO
________ , inscrito no CPF ________ , com endereço na ________
, nº ________ , na cidade de ________ , ________ e,
________ , inscrito no CNPJ nº ________ , com endereço na
________ , nº ________ , na cidade de ________ , CEP ________
pelas razões de fato e de direito que passa a expor:
DOS FATOS - NEXO DE CAUSALIDADE E ILICITUDE DO RÉU
Às 08:20 do dia 17/05/2023 o Autor sofreu um acidente de trânsito causado
por um engavetamento de dois carro, e um dos envolvidos na batida ao desembarcar do
veículo nao viu que o Requerente adentrou na faixa onde ocorreu a batida e acabou
colidindo,vindo a cair de sua moto e a machucar o tórax com algumas escoriações
precisando fazer atendimento médico,pois sofrerá graves lesões e prejuízos materiais e
físicos , conforme Boletim de Ocorrência que junta em anexo.
#4108552 Wed Jun 7 14:31:57 2023
Conforme narrado, o Réu Michel Sales do Bomfim e Pedro Andre de
Oliveira Laranja , ou seja:
a) Os Réus não exerceu seu dever de cautela na direção, expondo
deliberadamente os demais ao risco;
b) Por culpa exclusiva dos Réus o acidente ocorreu, gerando o dever
de indenizar;
c) Não houve caso fortuito ou força maior, nem tampouco se revela
a presença de responsabilidade exclusiva da vítima ou de terceiros.
Demonstrado, portanto, o dever de indenizar.
Após recuperação médica e levantado o prejuízo causado, o Autor tentou
reiteradas vezes obter o ressarcimento com o Réu, não obtendo êxito obrigando-o a buscar
apelo ao Judiciário.
DA RESPONSABILIDADE DOS RÉUS
O ato danoso do réu consistiu em ato ilícito e comissivo, verificado no
momento em que infringiu o Código de Trânsito Nacional, que estabelece que:
Art. 28. O condutor deverá, a todo momento, ter domínio de seu
veículo, dirigindo-o com atenção e cuidados indispensáveis à
segurança do trânsito.
Segundo narra o Boletim de Ocorrência, o acidente ocorreu quando os réus
assim envolvidos ,estavam em clara inobservância ao que estabelece a Lei de Trânsito.
No presente, tratando-se de colisão traseira, tem-se por presumida a culpa
daquele que bate na traseira do veículo, uma vez que deixou de observar distância mínima
segura prevista no CTB, in verbis:
#4108552 Wed Jun 7 14:31:57 2023
Art. 29 (...) II - o condutor deverá guardar distância de segurança
lateral e frontal entre o seu e os demais veículos, bem como em
relação ao bordo da pista, considerando-se, no momento, a
velocidade e as condições do local, da circulação, do veículo e as
condições climáticas;
Regra que se tivesse sido observada evitaria o acidente, evidenciando a culpa
dos Réus. Nesse sentido, confirma a jurisprudência sobre o tema:
Responsabilidade civil. Acidente de veículo. Colisão na traseira do
veículo que seguia à frente. Ação regressiva movida pela
seguradora. Presume-se a culpa do condutor que bate na traseira do
veículo que segue à sua frente. Presunção não ilidida. Recurso não
provido. (TJSP; Apelação Cível 1000511-57.2016.8.26.0248;
Relator (a): Cesar Lacerda; Órgão Julgador: 28ª Câmara de Direito
Privado; Foro de Indaiatuba - 3ª Vara Cível; Data do Julgamento:
27/02/2020; Data de Registro: 27/02/2020) #4108552
ACIDENTE DE TRÂNSITO - COLISÃO NA TRASEIRA -
PRESUNÇÃO DE CULPA NÃO ELIDIDA - Presume-e culpado
aquele que colide contra a traseira de outro veículo, pois a todo
motorista é dado o dever de manter atenção ao trânsito que se
desenvolve a sua frente e a devida distância dos veículos que estão
adiante - Presunção relativa que somente pode ser elidida através de
prova robusta em sentido contrário - Recorrente que admitiu haver
batido na traseira do veículo do autor, mas que, apesar disso, não se
desincumbiu do seu ônus de provar "quantum satis" a alegação de
que foi mesmo este último que provocou o acidente - DANOS
MATERIAIS - Ressarcimento necessário dos valores reclamados,
posto que não contrariados por elementos seguros de convicção em
sentido contrário - Ausência de prova no sentido de que o veículo
do Autor já se encontrava danificado em sua porção traseira -
ILEGITIMIDADE PASSIVA - Inocorrência - Corresponsabilidade
#4108552 Wed Jun 7 14:31:57 2023
do proprietário do veículo reconhecida - Culpa 'in eligendo'
admitida - Irrelevância do fato de o proprietário ter cedido a posse
de seu veículo em regime de comodato para outrem - Comodante
que responde solidariamente com o comodatário pelos danos
causados a terceiros - Sentença mantida - Recurso improvido.
(TJSP; Recurso Inominado Cível 1008499-80.2019.8.26.0004;
Relator (a): Julio Cesar Silva de Mendonça Franco; Órgão Julgador:
2ª Turma Recursal Cível; Foro Regional IV - Lapa - 1ª Vara do
Juizado Especial Cível; Data do Julgamento: 14/02/2020; Data de
Registro: 19/02/2020)
Trata-se, portanto, de fato consubstanciado exclusivamente pelo ato dos
Réus, independente de dolo ou intencionalidade delas, conforme esclarece Maria Helena
Diniz:
"não se reclama que o ato danoso tenha sido, realmente, querido
pelo agente, pois ele não deixará de ser responsável pelo fato de
não ter-se apercebido do seu ato nem medido as suas
conseqüências." (Maria Helena Diniz, Curso de Direito Civil
Brasileiro, v. 7, responsabilidade civil, 18º edição, São Paulo,
Saraiva, pg. 43)
Portanto, a responsabilização dos réus aos danos causados é medida que
se impõe.
DA RESPONSABILIDADE OBJETIVA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
Trata-se de responsabilidade objetiva da Administração Pública, pelos
danos causados por seus agentes e terceirizados, nos termos do art. 37, 6º da
Constituição Federal, in verbis:
Art. 37. (...) §6º. As pessoas jurídicas de direito público e as de
direito privado prestadoras de serviços públicos, responderão
#4108552 Wed Jun 7 14:31:57 2023
pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a
terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável, nos
casos de dolo ou culpa.
Assim, embora legítima a atividade estatal, quando lesiva ao particular
ensejará o dever de indenização. Para Maria Sylvia Di Pietro, ao tratar da responsabilidade
do Estado, assevera:
"É indiferente que o serviço público tenha funcionado bem ou
mal, de forma regular ou irregular. Constituem pressupostos da
responsabilidade objetiva do Estado: (a) que seja praticado um ato
lícito ou ilícito, por agente público; (b) que esse ato cause dano
específico (porque restringe apenas um ou alguns membros da
coletividade) e anormal (porque supera os inconvenientes normais
da vida em sociedade, decorrentes da atuação estatal); (c) que haja
um nexo de causalidade entre o ato do agente público e o dano."
(in Direito Administrativo, 24ª ed. pg. 646)
Assim, ausente qualquer circunstância que afaste a responsabilidade objetiva
da Administração Pública, a demonstração inequívoca do nexo causal entre a conduta
de um terceirizado da Administração pública e o dano gerado configura o dever de
indenizar.
DA RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA DA EMPRESA
Pelas provas em anexo, demonstra-se claramente a vinculação do
socorrista-médico da empresa da LAMSA, que devido a inobservância e o cuidado nos
primeiro atendimentos, já no local do acidente, causou lhe danos físicos maiores,como a
quebra de 4 costelas,pois o socorrista responsável obrigou o requerente a se levantar e ir
andando até ambulância mesmo com muitas dores e dificuldades em se locomover,a ré
relatou que o mesmo não havia sofrido nada a não ser luxações, mas após muita insistência
do Autor, a médica levou o para o hospital,sem qualquer cuidado e isolamento na
ambulância,mostrando descaso e falta de profissionalismo,ao chegar no hospital atraves de
#4108552 Wed Jun 7 14:31:57 2023
exames específico foi constatado que não era somente umas luxações e sim algo mais grave
como a quebra de algumas costelas e por isso as dores imensuráveis.Portanto sem qualquer
imperícia no atendimento e utilização de veículo de propriedade da mesma, conforme
posicionamento do STJ:
AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL.
RESPONSABILIDADE CIVIL. AÇÃO INDENIZATÓRIA POR
DANOS MORAIS E MATERIAIS.(...) 2.RESPONSABILIDADE
SOLIDÁRIA ENTRE O TOMADOR DO SERVIÇO E O
CONDUTOR DO VEÍCULO. (...) 2. Em relação à responsabilidade
da agravante pelos danos derivados do acidente de trânsito,
registre-se que a conclusão alcançada na origem coaduna-se com a
orientação perfilhada por esta Casa, que reconhece, em matéria
de acidente automobilístico, a responsabilidade objetiva e
solidária da empresa tomadora de serviços. 3. A alteração do
entendimento firmado no aresto impugnado, no sentido de que o
condutor do veículo, no momento do acidente, prestava serviço de
transporte para a agravante, só seria possível mediante o
revolvimento do acervo fático-probatório dos autos, providência
vedada nesta instância extraordinária em decorrência do disposto
nas Súmulas 5 e 7 do STJ. 4. Agravo interno a que se nega
provimento. (STJ, AgInt no AREsp 1182925/PR, Rel.
MinistroMARCO AURÉLIO BELLIZZE, TERCEIRA TURMA,
julgado em 20/02/2018, DJe 06/03/2018)
AGRAVO INTERNO NO AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM
RECURSO ESPECIAL. AÇÃO INDENIZATÓRIA.
RESPONSABILIDADE CIVIL. ACIDENTE DE TRÂNSITO
COM VÍTIMA FATAL. CERCEAMENTO DE DEFESA NÃO
CONFIGURADO. INÉPCIA DA INICIAL. INEXISTÊNCIA.
LEGITIMIDADE PASSIVA DA EMPRESA TOMADORA DO
SERVIÇO DE TRANSPORTE DE CARGA.
#4108552 Wed Jun 7 14:31:57 2023
RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. (...) Em relação à
responsabilidade da agravante pelos danos derivados do acidente de
trânsito, registre-se que a conclusão alcançada na origem
coaduna-se com a orientação perfilhada por esta Casa, que
reconhece, em matéria de acidente automobilístico, a
responsabilidade objetiva e solidária da empresa tomadora de
serviços.5. Relativamente à questão de fundo tendo a Corte de
origem, soberana na análise das provas, concluído estar
comprovado o dano moral na espécie, ponderando a concorrência
de culpas como causas do acidente automobilístico , não se mostra
possível modificar a referida conclusão por demandar o reexame do
conjunto fático-probatório dos autos, procedimento sabidamente
vedado na via do recurso especial (Súmula n. 7/STJ).6. Agravo
interno a que se nega provimento. (STJ, AgInt no AgInt no AREsp
921.345/SP, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE,
TERCEIRA TURMA, julgado em 21/03/2017, DJe 28/03/2017)
Nesse sentido é a jurisprudência atual nos tribunais sobre o tema:
APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DE RESPONSABILIDADE CIVIL.
ACIDENTE DE TRÂNSITO. RESPONSABILIDADE
SUBJETIVA. MANOBRA EFETUADA PELO SEGUNDO RÉU,
A SERVIÇO DA PRIMEIRA RÉ, SEM OBSERVAR OS
PROCEDIMENTOS E CAUTELAS PREVISTOS NO ARTIGO
37, DO CTB. AUTOR QUE FOI SUPREENDIDO PELO
VEÍCULO DO RÉU, TENDO SIDO ABALROADO NA PISTA E
SOFRIDO GRAVES FERIMENTOS. DANOS MORAIS
CONFIGURADOS. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA DO
EMPREGADO E EMPREGADOR.VERBA INDENIZATÓRIA
FIXADA EM R$ 10.000,00 (DEZ MIL REAIS), QUE SE
MOSTRA NECESSÁRIA E SUFICIENTE PARA A
REPROVAÇÃO E PREVENÇÃO DA CONDUTA OFENSIVA.
#4108552 Wed Jun 7 14:31:57 2023
DESPROVIMENTO DE AMBOS OS RECURSOS. Conclusões:
POR UNANIMIDADE, NEGOU-SE PROVIMENTO A AMBOS
OS RECURSOS, NOS TERMOS DO VOTO DO DES. RELATOR.
(TJ-RJ, APELAÇÃO 0010134-05.2017.8.19.0061, Relator(a): DES.
LUIZ FELIPE FRANCISCO , Publicado em: 22/10/2020)
Pelo horário do acidente, estava exercendo atividades em nome da empresa
LAMSA, razão pela qual não se pode excluir sua responsabilidade.
DOS DANOS PATRIMONIAIS
Conforme relatado, o Autor teve sérias lesões físicas e prejuízos materiais,
uma vez que:
a) Foi hospitalizado, sendo obrigado a providenciar mais de
R$500,00 em medicamentos e despesas médicas, conforme
comprovantes em anexo;
b) Teve despesas para tratamento médico contínuo no montante
de R$ 400,00, o que poderá perdurar por toda vida;
b) Teve que providenciar o conserto da MOTO, lhe causando o
prejuízo de R$ 1000,00 , conforme Notas Fiscais em anexo;
b) Ficou mais de 20 dias sem poder trabalhar, gerando prejuízo
estimado em R$ 2500,00 de não produtividade, conforme média
demonstrada em gráficos em anexo;
c) Limitações físicas permanentes, impactando no trabalho e na
vida cotidiana com dependência médica permanente;
d) Ficou mais de 25 dias sem moto , sendo que se trata de um
utilitário necessário às atividades profissionais que exerce, sendo
#4108552 Wed Jun 7 14:31:57 2023
obrigado a gastar mais de R $200,00 com uber e outros meios de
transporte, conforme comprovantes que junta em anexo.
Trata-se de dano inequívoco causado pelos Réus, gerando o dever de
indenizar, conforme precedentes sobre o tema:
AÇÃO CONDENATÓRIA AO PAGAMENTO DE
INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS.
ACIDENTE DE TRÂNSITO. CAPOTAMENTO
DECORRENTE DE LAMA NA PISTA DE ROLAMENTO.
SINALIZAÇÃO INSUFICIENTE. RESPONSABILIDADE
OBJETIVA. ART. 37, § 6º, DA CF/1988. EVENTO DANOSO E
NEXO DE CAUSALIDADE DEMONSTRADOS. CAUSAS
EXCLUDENTES NÃO VERIFICADAS. DEVER DE
INDENIZAR. DANO MORAL. AFASTAMENTO DO LABOR.
VÍTIMA SUBMETIDA À CIRURGIA. LESÕES QUE
ULTRAPASSAM O MERO DISSABOR. SENTENÇA
MANTIDA. RECURSO CONHECIDO E NÃO PROVIDO. (TJ-SC
- AC: 00056112020138240135 Navegantes
0005611-20.2013.8.24.0135, Relator: Jorge Luiz de Borba, Data de
Julgamento: 12/02/2019, Primeira Câmara de Direito Público,
#34108552)
APELAÇÃO. RESPONSABILIDADE CIVIL. DANOS
MATERIAIS E MORAIS. ACIDENTE DE TRÂNSITO. Aplicação
da responsabilidade civil objetiva. Inteligência do art. 1º do CTB.
CONDUTOR QUE COLIDE COM MONTE DE TERRA
COLOCADO NA PISTA DE ROLAMENTO. AUSÊNCIA DE
SINALIZAÇÃO. TESE CONFIRMADA TANTO PELO
BOLETIM DE OCORRÊNCIA, COMO PELA PROVA
TESTEMUNHAL. DEVER DE INDENIZAR CONFIGURADO.
INEXISTÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DOS DANOS
MATERIAIS. OCORRÊNCIA DE DANOS MORAIS. RECURSO
#4108552 Wed Jun 7 14:31:57 2023
PARCIALMENTE DESPROVIDO. Evidenciado que o acidente
ocorreu por culpa do Município, que foi negligente ao deixar de
sinalizar o monte de areia em via pública de sua
responsabilidade, resta configurado o nexo causal entre essa
atitude omissiva e o dano sofrido pelo condutor do veículo
sinistrado, importando no indeclinável dever de ressarcir os
danos causados. (TJ-SC - AC: 03018340720158240030 Imbituba
0301834-07.2015.8.24.0030, Relator: Pedro Manoel Abreu, Data de
Julgamento: 07/05/2019, Primeira Câmara de Direito Público,
#34108552)
AÇÃO DE RESSARCIMENTO DE DANOS MATERIAIS.
ACIDENTE DE TRÂNSITO. RODOVIA FEDERAL.
PREFERÊNCIA ABSOLUTA DE TRÂNSITO.
ABALROAMENTO TRANSVERSAL. CORTE DO FLUXO.
CULPA EXCLUSIVA. DEVER DE INDENIZAR. SENTENÇA
MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. ART. 46
DA LEI N. 9.099/95. RECURSO CONHECIDO E DESPROVIDO.
"É princípio de que o condutor deverá dirigir com atenção e
cuidados indispensáveis à segurança do trânsito e, quando
realizar manobra de ingresso em via preferencial, redobrará as
cautelas, sob pena de responder pelo dano causado à outrem,
especialmente quando adentrar em rodovia, pois quem transita por
esta tem absoluta primazia sobre aqueles que provêm de vias
secundárias". (...) (TJSC, Recurso Inominado n.
0300399-12.2016.8.24.0014, de Campos Novos, rel. Des. Sílvio
Dagoberto Orsatto, Sexta Turma de Recursos - Lages, j.
16-11-2017)
CÍVEL. RECURSO INOMINADO. PEDIDOS DE REPARAÇÃO
DE DANOS MATERIAIS. ACIDENTE DE TRÂNSITO.(...)
Configurada a responsabilidade do condutor do veículo dos autores
#4108552 Wed Jun 7 14:31:57 2023
pelo acidente de trânsito descrito. Devidamente comprovados os
danos materiais experimentados pela ré como reparo de seu
automóvel. Sentença reformada, para o fim de se reconhecer a
procedência do pedido contraposto formulado pela ré recorrente,
com a condenaçãodos autores ao pagamento do importe de R$
1.541,00, a título de danos materiais, acrescido de juros e correção
monetária. Mantida, no mais, a improcedência do pedido formulado
pelos autores. Recurso provido. (TJSP; Recurso Inominado
0014219-41.2016.8.26.0007; Relator (a): Anderson Antonucci;
Órgão Julgador: 1ª Turma Recursal Cível e Criminal; N/A - N/A;
Data do Julgamento: 11/08/2017; Data de Registro: 15/08/2017,
#34108552)
Afinal, todo transtorno e prejuízo causados originaram exclusivamente por
uma conduta ilícita do Réu.
DOS PEDIDOS
Ante o exposto, requer:
1. A concessão da Assistência Judiciária Gratuita, nos termos do art. 98 do Código de
Processo Civil;
2. A citação dos réus para, querendo responder a presente demanda.
3. Seja os requeridos condenado a pagar ao requerente a título de danos patrimoniais,
o valor de R$ valor dos ________ ;
4. Seja determinado o pagamento de uma indenização pelos danos morais e estéticos a
serem apurados através de perícia médica, não podendo ser inferior a R$ 1,302.00 ;
5. Seja o réu condenado ao pagamento das indenizações supramencionadas, acrescidas
das despesas advindas no decorrer do processo, devidamente atualizado por juros e
#4108552 Wed Jun 7 14:31:57 2023
correção monetária a contar da data do acidente;
6. A condenação do réu ao pagamento das custas processuais e honorários
advocatícios, que deverão ser fixados em 20% do total da condenação;
7. Protesta provar o alegado por todos os meios de prova em direito admitidas e
cabíveis à espécie, especialmente pelos documentos acostados.
8. Requer que as intimações ocorram EXCLUSIVAMENTE em nome do Advogado
________ , OAB ________ .
Por fim, manifesta o ________ na audiência conciliatória, nos termos do Art. 319, inc. VII
do CPC.
Dá-se à presente o valor de R$ ________ .
Termos em que, pede deferimento.
________ , ________ .
________
ANEXOS
1. Documentos de identidade do Autor
2. Comprovante de residência
3. Procuração
4. Cópia do Boletim de Ocorrência (BO)
#4108552 Wed Jun 7 14:31:57 2023
5. Recibos e provas das despesas médicas e materiais
6. Provas das tentativas de contato sem sucesso com o réu
#4108552 Wed Jun 7 14:31:57 2023

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