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EXERCÍCIOS 
1) O artigo 73 da CLT possui a seguinte redação: “Art. 73. Salvo nos 
casos de revezamento semanal ou quinzenal, o trabalho noturno 
terá remuneração superior à do diurno e, para esse efeito, sua 
remuneração terá um acréscimo de 20 % (vinte por cento), pelo 
menos, sobre a hora diurna”. 
A partir do entendimento jurisprudencial sobre o assunto 
é correto afirmar que: 
 
a) Os trabalhos de turno ininterrupto de revezamento que estejam em 
escalas semanal ou quinzenal não fazem jus ao recebimento do 
adicional noturno. 
b) Os trabalhadores de turno ininterrupto de revezamento não fazem 
jus ao recebimento do adicional noturno. 
c) Os trabalhadores de turno ininterrupto de revezamento receberão 
o adicional noturno apenas se laborarem a integralidade do horário 
noturno. 
d) Os trabalhadores de turno ininterrupto de revezamento fazem jus 
ao recebimento do adicional noturno. 
 
2) Frida labora com jornada de trabalho fixada contratualmente em 4 
(quatro) horas por dia, de segunda à sexta-feira. Contudo, desde o 
início da relação contratual Frida labora duas horas 
extraordinárias por dia, em todos os dias da semana, o que, 
segundo o empregador, observa o artigo 59, da CLT. 
Nesse contexto e de acordo com a legislação e jurisprudência aplicáveis, 
é correto afirmar que: 
a) Frida tem direito ao intervalo de 15 minutos durante as quatro 
primeiras horas e de mais 15 minutos antes do horário 
extraordinário. 
b) Frida tem direito ao intervalo intrajornada de uma hora no mínimo 
e duas no máximo. 
c) Frida não tem direito a intervalo interjornada. 
d) Frida tem direito ao intervalo intrajornada de 15 minutos. 
 
Justificativa: De acordo com a Súmula 437, TST, a concessão dos 
intervalos deve obedecer a jornada efetivamente praticada pelo 
empregado. Neste caso, devido o intervalo intrajornada de quinze 
minutos. 
 
 
3) José foi admitido em uma empresa sob o regime de trabalho em 
tempo parcial. 
 Sobre esse regime é incorreto dizer que: 
a) Considera-se trabalho em regime de tempo parcial aquele que não 
exceda a trinta horas semanais, sem a possibilidade de horas 
suplementares semanais. 
b) Considera-se trabalho em regime de tempo parcial aquele cuja 
duração não exceda a vinte e seis horas semanais, com a 
possibilidade de acréscimo de até seis horas suplementares 
semanais. 
c) Os empregados sob o regime de tempo parcial não poderão prestar 
horas extras. 
 
d) A duração das férias dos trabalhadores em tempo parcial será o 
mesmo a ser garantido àqueles que laborarem em tempo integral, 
aplicando-se as mesmas regras. 
 
 
 
4) Marcela ajuizou ação trabalhista pleiteando o recebimento do 
adicional de insalubridade. Na inicial sustentou que exerceu suas 
atividades em ambiente laboral sujeito a ruído acima dos limites 
de tolerância. Sustentou também, que a norma coletiva da 
categoria estabelece que o adicional será pago com base no piso 
salarial da categoria. 
 
De acordo com a legislação e a jurisprudência do Tribunal Superior do 
Trabalho e do Supremo Tribunal Federal sobre o tema, é correto afirmar 
que: 
 
a) Marcela receberá o adicional de insalubridade calculado com base 
no piso salarial da categoria, tendo em vista que a norma coletiva 
assim estabelece e o percentual será de 10% (dez por cento), 20% 
(vinte por cento) ou 40% (quarenta por cento). 
b) Marcela receberá o adicional de insalubridade calculado com base 
no salário-mínimo, sendo este o critério fixado no artigo 192, da 
CLT e o percentual será de 10% (dez por cento), 30% (trinta por 
cento) ou 40% (quarenta por cento). 
c) Marcela receberá o adicional de insalubridade calculado com base 
no salário-mínimo, sendo este o critério fixado no artigo 192, da 
CLT e o percentual será de 10% (dez por cento), 20% (vinte por 
cento) ou 40% (quarenta por cento). 
d) Marcela receberá o adicional de insalubridade calculado com base 
no piso salarial da categoria, tendo em vista que a norma coletiva 
assim estabelece e o percentual será de 10% (dez por cento), 30% 
(trinta por cento) ou 40% (quarenta por cento). 
 
Justificativa: De acordo com o artigo 192, CLT, os percentuais do 
adicional de insalubridade são de 10%, 20% ou 40%, conforme a 
insalubridade for de grau mínimo, médio ou máximo. Havendo norma 
coletiva que estabeleça base de cálculo do adicional de insalubridade no 
piso da categoria, deve este prevalecer em detrimento do salário-mínimo, 
previsto no artigo 192, CLT. 
 
 
5) De acordo com a CLT, ocorrendo necessidade imperiosa poderá a 
duração normal do trabalho exceder o limite legal ou 
convencionado. Estabelece ainda que “nos casos de excesso de 
horário por motivo de força maior, a remuneração da hora 
excedente não será inferior à da hora normal. Nos demais casos de 
excesso previstos neste artigo, a remuneração será, pelo menos, 
25% (vinte e cinco por cento) superior à da hora normal (...) 
 
Sobre o tema é correto afirmar que: 
 
a) o dispositivo celetista em comento encontra-se integralmente não 
recepcionado pela CR/1988. 
b) em caso de necessidade imperiosa por motivo de força maior, a 
hora extra deverá ser remunerada com o adicional de pelo menos 
25% (vinte e cinco por cento). 
c) em caso de necessidade imperiosa as horas extras deverão ser 
ajustadas previamente com o sindicato da categoria profissional e 
poderá a jornada chegar a um total de 12 (doze) horas diárias. 
d) em caso de necessidade imperiosa para atender à realização ou 
conclusão de serviços inadiáveis, a hora extra deverá ser 
remunerada com o adicional de pelo menos 50% (cinquenta por 
cento). 
 Justificativa: De acordo com a CR/1988, art. 7o., XV, o pagamento das 
horas extras deve obedecer o adicional de no mínimo 50% (cinquenta por 
cento) do valor da hora normal, em toda e qualquer situação. O 
dispositivo celetista em referência, artigo 61, encontra-se não 
recepcionado na parte em que fixa adicional de horas extras inferior ao 
mínimo constitucional. Quanto aos demais itens e regras, prevalece 
vigente. 
 
 
6) Sobre o fenômeno do teletrabalho e a sua regulamentação jurídica 
à luz da CLT é correto afirmar: 
a) a CLT considera teletrabalho a prestação de serviços, 
necessariamente, no domicílio do empregado, figura denominada 
usualmente de home office. 
b) poderá ser realizada alteração contratual entre regime de trabalho 
presencial e regime de teletrabalho desde que haja mútuo acordo 
entre as partes e registro em aditivo contratual. 
c) os empregados em regime de teletrabalho, em todas as suas 
modalidades, estão inseridos no regime protetivo de duração do 
trabalho previsto na CLT. 
d) no teletrabalho a subordinação permanece anulada 
momentaneamente, tendo em vista que o empregado não está sob 
controle patronal direto e imediato. 
 
Justificativa: O artigo 75-C, da CLT, permite alterações do regime 
presencial para o de teletrabalho exigindo para tanto o consentimento 
das partes e o registro em aditivo contratual. 
 
7) A regulamentação do teletrabalho foi promovida pela Lei 
13.467/2017, que adicionou à CLT os artigos 75-A e seguintes. 
De acordo com o tratamento legal dado ao assunto, é incorreto afirmar: 
a) o regime de teletrabalho pode ser aplicado a aprendizes e 
estagiários. 
b) em nenhuma hipótese o empregado fará jus a horas extras quando 
estiver laborando no regime de teletrabalho. 
c) poderá haverá a modificação do regime de trabalho presencial para 
o de teletrabalho, e vice-versa. 
d) o teletrabalho poderá ser pactuado por jornada ou por produção 
ou tarefa. 
 
Justificativa: Nos termos do art. 62, III, da CLT, somente no teletrabalho 
por produção e tarefa haverá exclusão da aplicação das normas de 
duração do trabalho, consequentemente, do direito ao recebimento das 
horas extras.

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