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Farmacotécnica II - ovulos e supositórios-1

Apostila de Farmacotécnica II sobre supositórios, óvulos e velas. Aborda formatos e aplicações (retal, vaginal, uretral), efeitos (local, sistêmico, osmótico), bases e mecanismos de liberação, vantagens e desvantagens, além do procedimento geral de preparo em manipulação.

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Farmacotécnica II
Profª Msc Sueli Y Yoshida
Supositórios, Óvulos e Velas
São formas farmacêuticas de consistência firme, vários formatos, destinado a aplicação retal, vaginal ou uretral, adulto e pediátrico.
São obtidas por solidificação ou compressão, em moldes, de massa adequada, para veicular ativos. 
Supositórios, Óvulos e Velas
1 – adulto torpedo ( projétil) 
2 – infantil cônico
3 – infantil cônico
4 – infantil cilíndrico 
5 – infantil torpedo ( projétil) 
6 – velas retais
7 – velas retais
8 – adulto perianal 
9 – vela uretral
10 – óvulos 
Supositórios e Óvulos
Um supositório ou óvulo pode liberar o fármaco com diversas finalidades, de acordo com o efeito desejado: 
 Efeito local: Quando o fármaco exerce seus efeitos no local de aplicação, como por exemplo os antimicrobianos, anestésicos ou adstringentes;
 Sistêmico: Quando o fármaco é aplicado na mucosa, mas que visa à absorção sistêmica. Essa via evita o metabolismo de primeira passagem, como por exemplo, para anti-inflamatórios, analgésicos, antieméticos e hormônios, entre outros;
 Osmótico: Quando se deseja um efeito laxativo no caso do supositório
Supositórios – formulação 
Ser atóxico e inerte: uma base para supositórios não deve conter quaisquer tipos de substâncias tóxicas ou irritantes em sua composição. Por si só não deve exercer qualquer efeito farmacológico e a interferência na liberação do fármaco deve ser mínima. 
 Ser compatível: uma base para supositórios não deve interagir ou apresentar incompatibilidade com o fármaco.
Ser de fácil preparação: uma base para supositórios dever ser de fácil preparação, permitindo uma perfeita solubilização ou suspensão do fármaco. Deve ser resistente ao aquecimento moderado e manter suas propriedades durante e após o preparo, particularmente em relação ao ponto de fusão. 
Supositórios – formulação 
O processo de liberação depende não só do fármaco, mas também da base na qual ele está veiculado. 
A liberação pode ocorrer por um dos seguintes processos:
Fusão: Ocorre quando se usa bases graxas puras, como a manteiga de cacau, ou com algumas bases emulsionadas;
 Dissolução: Ocorre para bases hidrofílicas (PEG e Gelatina) ou para bases emulsionadas (Novatta, Suppobase);
 Desintegração: Ocorre quando o óvulo ou supositório é obtido por compressão, no caso de industrializados. 
Supositórios – formulação 
A liberação pode ocorrer por um dos seguintes processos:
Supositórios 
Para aplicação no reto. Em geral possuem formato de projétil, cônico ou cilíndrico com extremidade arredondada. Em geral pesam entre 1 e 3 gramas para adulto e infantil. 
Supositórios perianal 
Para aplicação na porção inicial do reto e no ânus, principalmente para o tratamento de doenças perianais. Devido à sua extremidade cônica, ele fica posicionado sobre o ânus contato com hemorroidas externas. Possuem entre 3 e 6 gramas.
Supositórios
Administração retal 
Supositórios 
Evitam efeito de primeira passagem
Absorção irregular: depende de fatores fisiológicos, características físico química do fármaco e do excipientes 
Efeito tópico ou sistemico
Supositórios 
Vantagens	
Paciente inconsciente
 Pacientes com vômitos
Menor efeito de primeira passagem
Protegem fármacos que sofrem degradação no suco gástrico 
Substituem outras vias de administração sistêmica 
Desvantagens
Fármacos causam irritação
Difícil e desconfortável administração
Absorção irregular
Supositórios – formulação base 
Manteiga de Cacau: 
É uma base oleaginosa.
 É inerte e atóxica, mas apresenta ponto de fusão próximo da temperatura corporal. 
Requer uma técnica apurada. 
Indicada para supositórios infantis ou quando se deseja produtos pouco irritantes 
Supositórios – formulação base 
Bases Emulsionadas:
 É uma base oleaginosa que não apresenta as desvantagens da manteiga de cacau;
 É inerte, com ponto de fusão maior que a temperatura corporal;
Um pouco irritante devido à presença de emulsionantes.
Supositórios – formulação base 
Polietilenoglicóis:
 É uma base hidrofílica. Pode apresentar efeito laxativo;
Pode ser irritante local, motivo pelo qual é mais utilizada em óvulos;
Não possui viscosidade alta, necessitando uma técnica relativamente apurada para sua preparação.
Supositórios – formulação base 
Gelatina:
 É uma base hidrofílica. Pode apresentar efeito laxativo;
mais utilizada em óvulos;
Possui viscosidade alta;
Funde mais lentamente que a manteiga de cacau
Moldes de supositórios 
Moldes de supositórios 
Moldes para óvulos 
Técnica de preparação 
Técnica de preparação 
Procedimento Geral em farmácia de Manipulação
 Calibrar o molde 
 Fundir a base 
 Dica: Fique atento à temperatura de fusão!
 Incorporar o fármaco à base
 Colocar o suporte na base de apoio 
 Colocar os moldes abertos no suporte 
 Dica: você pode colocar os moldes vazios na geladeira por 10 minutos para facilitar a moldagem
 Preencher os moldes utilizando uma seringa 
 Levar à refrigeração por 30 min. 
 Tampar os supositórios
 Colocar em caixas para dispensação 
Técnica de preparação 
Calibração do molde: sugestão da idealfarma equipamentos: É uma etapa essencial para o preparo dos supositórios ou óvulos – deve ser realizada com extremo cuidado e precisão, para não comprometer o resultado final das preparações. 
Técnica de preparação 
Aditivação dos supositórios e óvulos:
Redução do tamanho de partículas ( definição do grau de tenuidade dos pós) 
Máximo 30% do peso do supositório;
Fator de deslocamento Universal: 0,7 
Para perdas ou preenchimento do molde em excesso adicionar 10% extra.
Técnica de preparação 
Técnica de preparação 
Técnica de preparação 
Exemplo:
Calcular a quantidade de base para supositório necessária para a manipulação de 6 supositórios de ibuprofeno 800mg. Calcule a quantidade ativo necessário levando em conta a perda durante o procedimento de preparo. O peso médio dos supositórios preparados somente com a base é de 6g.
Técnica de preparação 
Quantidade de base deslocada pelo ativo para o supositório: 0,800g ( ibuprofeno) x 0,7 ( fator de deslocamento) = 0,56g
Quantidade de base por supositório: 6g – 0,56g = 5,44g
Quantidade total de base necessária = 5,44g x 6 sup = 32,64 x 10% ( excesso) = 35,90g
Quantidade total de ativo necessário = 0,8g x 6 sup = 4,8g x 10% = 5,28g
Exercícios
Calcular a quantidade de base para supositório necessária para a manipulação de 10 supositórios de ibuprofeno 500mg. Calcule a quantidade ativo necessário levando em conta a perda durante o procedimento de preparo. O peso médio dos supositórios preparados somente com a base é de 5g.
Exercícios
Calcular a quantidade de base para óvulo necessária para a manipulação de 3 óvulos de nitrato de fenticonazol 600mg. Calcule a quantidade ativo necessário levando em conta a perda durante o procedimento de preparo. O peso médio dos supositórios preparados somente com a base é de 4,5g.
Exercícios
Calcular a quantidade de base para supositório necessária para a manipulação de 3 óvulos de nitrato de fenticonazol 600mg. Calcule a quantidade ativo necessário levando em conta a perda durante o procedimento de preparo. O peso médio dos supositórios preparados somente com a base é de 4,5g.
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