Logo Passei Direto
Buscar

E-book Discursiva - OBSTETRÍCIA

E-book de Obstetrícia ligado à mentoria Revalida: orientações de pré‑natal (cronograma de consultas, exames, suplementação, vacinas, acompanhamento), doenças hipertensivas da gestação (definição, fatores de risco, exames) e condutas de manejo (internação, monitorização e medicação).

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

OBSTETRÍCIA
E-BOOK
RevalidaRevalida 
 
 APROVEI 
 no
aproveinorevalida revmedmentoria
Discursiva
 REVALIDA 
Brilhando na
Dra. Magda MorgeroDr. Anoar Jezini
RevalidaRevalida 
 
 APROVEI 
 no
aproveinorevalida revmedmentoria
Olá Revalidando(a),
Seja bem-vindo à mentoria Brilhando na Discursiva. 
Essa mentoria está associada ao projeto Aprovei&REVMED. 
O projeto surgiu devido a necessidade de melhores métodos e técnicas de
ensino que garantissem qualidade na aprendizagem e que de fato fizesse a
diferença na preparação do revalidando.
Nosso principal objetivo é disponibilizar o melhor conteúdo para que você
conquiste sua aprovação! Sendo assim, preparamos esse material exclusivo,
com conteúdo relevante sobre os temas prevalentes para complementar
seu estudo e deixa-lo(a) mais instruído(a) e preparado(a) para realização da
prova discursiva.
Estude de maneira correta e decole!
Abraços,
Equipe Aprovei&REVMED.
13
16
• Pré-Natal
• DHG
• DMG
• Sangramentos da 1 metade
• Sangramentos da 2 metade
• Puerpério
• Sífilis
• Toxoplasmose
2
Obstetrícia
3
4
7
8
21
22
RevalidaRevalida 
 
 APROVEI 
 no
aproveinorevalida revmedmentoria
 Mensal até semana 28
 Quinzenal da semana 28 até a 36
 Semanal até finalização do parto
PRÉ - NATAL
PRIMEIRA CONSULTA
• Consulta → 
 Acolhimento
 Orientação sobre número de consultas (6 consultas)
 Calcular DPP através da DUM
 Aferir peso, altura, IMC e plotar nos gráficos
 Aferir SV
 Nunca esquecer exame físico gineco-obstétrico (Manobras de Leopold,
BCF, avaliação da genitália)
 Suplementar Acido Fólico idealmente 3 meses antes da gestação até
semana 14
 Suplementar Sulfato Ferroso a partir da semana 20 até 12 semanas do
puerpério
 Vacinação → Influenza, COVID, Hepatite B, DTpa
• Exames →
 Hemograma
 Tipagem Sanguíneo (mãe e pai)
 Urina 1 e Urocultura
 Glicemia de Jejum
 Sorologias: HIV, VDRL, HB-HC, IgG-IgM Toxoplasma 
 Colpocitologia
 USG obstétrica
CONSULTA DE SEGUIMENTO
• Consulta → 
 Perguntar pela movimentação fetal, saída de líquido, sangue, dor
abdominal
 Aferir peso, altura, IMC e plotar nos gráficos
 Aferir SV
 Nunca esquecer exame físico gineco-obstétrico (Manobras de Leopold,
BCF, avaliação da genitália)
3
4
 Sem 30: Hemograma, Glicemia, Urina 1 + Urocultura, Sorologias: HIV,
VDRL, HB-HC
 Sem 35 – 37: Swab anal e vaginal
• Exames →
 Coombs Indireto Mensal para aquelas mães O (-)
 Sorologias para Toxoplasmose (pte sucetível)
 TTOG (24-28 sem)
 No terceiro trimestre → 
 Colpocitologia
DOENÇAS HIPERTENSIVAS DA GESTAÇÃO
• Hipertensão Arterial Crônica
• Hipertensão Gestacional
• Pré – Eclâmpsia Leve 
• Pré – Eclampsia Crônica
• Pré – Eclampsia Sobreposta à Hipertensão Crônica
Pré – Eclâmpsia → PA ≥ 140 x 90 mm Hg + Proteinúria ≥ 1+ na fita ou
proteína/creatinina > 0,3 após 20 semanas de gestação
Padrão Ouro para Proteinúria é a urina de 24 horas
FATORES DE RISCO 
• Nova paternidade
• DMG / HAS Crônica / Doença Renal
• Raça Negra
• Gestação Gemelar / Gestação Molar
• Idade Materna > 35 anos 
COMO CAI?
• Gestante geralmente com IG > 20 sem que acude no pré-natal e ao exame
físico apresenta elevação das cifras tensionais (ASSINTOMÁTICA)
• Gestante com IG > 20 sem que acude a consulta por apresentar
 Cefaleia
 Escotomas
 Epigastralgia
 Edema de MMII
 ↑ Reflexos
Exame Físico
Avaliação Gineco – Obstétrica → Leopold, AU, Dinâmica Uterina, BCF,
TV/Especuloscopia
Avaliar Reflexos → Sinal de Gravidade
QUE DEVO PEDIR?
Hemograma → Anemia (gestante), trombocitopenia
Esfregaço de Sangue Periférica → Esquizócitos 
Bilirrubinas Totais e Frações→ Normais ou elevadas
AST - ALT → Normais ou elevadas 
Creatinina/Uréia→ Normais ou elevadas
LDH → Normal ou Elevada
Urina 1→ Proteinúria
Proteinúria em Fita → 1+ ou negativa
Proteinúria em urina de 24 h → > 300 mg
5
Cardiotocografia + Perfil Biofísico → Avaliar bem estar fetal
6
QUAL É A CONDUTA?
Paciente Assintomática:
• Iniciar MEV (Modificação de Estilo de Vida)
 Alimentação Saudável 
 Atividade Física 150 min por semana
• AAS 100 mg/d
• MRPA
• Controle em 1 semana para avaliar cifras e definir inicio de Alfametildopa
• Encaminhar para gestação de alto risco
• Vigilar crescimento fetal
• Sinais de alarme (convulsão, cefaleia, escotomas, dor epigástrica,
dimunuição dos movimentos fetais)
Paciente Sintomática:
• Internação na Enfermaria ou na UTI (assinar termo de consentimento) 
• Dx: Classificação (Explique em linguagem leigo as causas) 
• Dieta hiposódica
• MOOVE-G 
• Decúbito lateral esquerdo
• Hidralazina EV
• Sulfato de Magnésio (não esqueça dizer qual esquema)
• Carbonato de Cálcio 10% (ANTÍDOTO) na beira do leito (10 ml EV)
• Avaliar sinais de intoxicação por Sulfato de Magnésio (reflexo patelar + FR <
16 irpm + Diurese ≤ 25 mL/h)
• Maturação Pulmonar caso seja gestação < 34 semanas 
 Betametasona 12 mg IM 24/24 hr 2 doses
• Solicitar avaliação por Gineco – Obstétrica
• Definir a vía do parto (dar preferência de parto vaginal) ou interrupção da
gravidez por cesariana caso Dx Sx Hellp ou Eclâmpsia
• Evitar violência obstétrica 
• Esclarecer dúvidas 
• Chamar familiar
7
DIABETES GESTACIONAL
COMO CAI?
• Paciente gestante com alteração da glicemia de jejum logo no inicio do
pré-natal
• Paciente gestante com alteração da TTOG
 Jejum < 95 mg/dl
 1 hr após refeição < 140 mg/dl
 2 hr após refeição < 120 mg/dl
QUAL É A CONDUTA?
• MEV
 Controle nutricional
 Atividade Física 150 min/semanais
• Controle Glicêmico
 Glicemia Capilar (Jejum e 1 ou 2 hr após cada refeição principal [café da
manhã, almoço e jantar])
 Metas:
8
• Após o momento do diagnóstico controle em 15 dias para definir inicio de
Insulinoterapia
 Insulina NPH 0,3 – 0,5 U/kg
• Encaminhar para alto risco obstétrico
• As consultas da paciente devem ser feitas de 15/15 dias até a semana
30º-34º e depois continuará sendo semanal
• USG Morfológico e ecocardiograma fetal (24 – 28 semanas) → Over
Diabetes
• USG Obstétrica seriada para avaliação de ILA e peso da criança pelo risco
de Polidrâmnio e Macrossomia Fetal
• O parto será preferencialmente pela via vaginal exceto em caso de
Macrossomia Fetal
• Maturação Pulmonar caso a gestação precise ser interrompida e a
gestação seja menor de 34 semanas
 Betametasona 12 mg IM 24/24 hr por 2 doses
SANGRAMENTO DA PRIMEIRA METADE DA GESTAÇÃO
• Abortamento
• Gravidez Ectópica
• Doença Trofoblástica Gestacional
ABORTAMENTOS
9
• Abortamentos de Colo Fechado (CAR)
 Abortamento Completo
 Ameaça de Abortamento
 Abortamento Retido
• Abortamentos de Colo Aberto (III)
 Abortamento Incompleto
 Abortamento Infectado
 Inevitável
COMO CAI?
• Gestante com dor pélvica associada a sangramento vaginal. Em
abortamento séptico ela está com febre e tem AP de manipulação prévia.
Exame Físico
Avaliação Gineco – Obstétrica → Leopold, AU, Dinâmica Uterina, BCF,
TV/Especuloscopia
Sinais Vitais → Avaliar sinais de sepse ou choque 
QUE DEVO PEDIR?
BHCG → (+) ou (-)
USG Obstétrica → Dependendo do tipo de abortamento vamos ter BCF, útero
vazio ou com embrião, restos ovulares 
Tipagem Sanguínea→ Importante pela necessidade de aplicação de Ig Anti-D
Hemograma → Leucocitose com desvio a esquerda no abortamento séptico 
PCR/VHS→ Normais ou elevadas
QUAL É A CONDUTA?
• Internação na Enfermaria (assinar termo de consentimento) 
• Dx: Abortamento XXXX 
• MOOVE-G 
• Hidratação Vigorosa
• Analgésia (Dipirona)
• ATB → Clindamicina - Gentamicina
• Solicitar avaliação por Gineco – Obstétrica
• AMIU caso seja < 12 sem (assinar termo de consentimento) 
• Curetagem caso seja > 12 sem (assinar termo de consentimento) 
• Encaminhar para avaliação por Psicologia
• Esclarecer dúvidas 
• Chamar familiar
LEMBRE SEMPRE
• Perguntar sobre quedas, manipulação, violência
• Perguntar sobre apoio do pai da criança, gestação desejada ou planejada
• Em ameaça deabortamento repouso relativo, evitar relações sexuais até o
sangramento e a dor desaparecer 
10
GESTAÇÃO ECTÓPICA
Fatores de Risco
• AP Gravidez Ectópica
• AP Cirurgia Tubária
• AP DIP
• Endometriose
• Tabagismo
COMO CAI?
• Paciente com dor pélvica associada a sangramento vaginal discreto +
amenorreia
• Em pacientes graves sinais de choque
Exame Físico
Avaliação Gineco – Obstétrica → Leopold, AU, Dinâmica Uterina, BCF,
TV/Especuloscopia
Sinais Vitais → Avaliar sinais de sepse ou choque 
QUE DEVO PEDIR?
BHCG Quantitativa → Tende a ser menor que gestação intrauterina
USG Obstétrica → 
• Saco gestacional extrauterino com embrião com ou sem BCF 
• Saco gestacional extrauterino com vesícula vitelínica, anel tubário
(formação anecoide circundada por halo hiperecogênico) 
• Massa sólida ou complexa (hematossalpinge) 
• Líquido livre em cavidade 
Tipagem Sanguínea→ Importante pela necessidade de aplicação de Ig Anti-D
Hemograma → ↓ Hb – HTO em caso de gestação ectópica rota
QUAL É A CONDUTA?
• Internação na Enfermaria ou UTI dependendo do estado (assinar termo de
consentimento) 
• Dx: Gestação Ectópica Rota ou Gestação Ectópica Íntegra 
• MOOVE-G (casos graves)
• Hidratação Vigorosa
• Analgésia (Dipirona)
• Solicitar avaliação por Gineco – Obstétrica
• Gestação Ectópica Rota →
 Laparotomia deverá ser feita em pacientes instáveis (assinar termos de
consentimento)
 Laparoscopia pacientes estáveis (assinar termos de consentimento)
11
 Gestação Ectópica Íntegra de até 4 cm de maior diâmetro
 Estabilidade Hemodinâmica
 Desejo Reprodutivo
 Embrião sem atividade cardíaca
 BHCG < 5000 mUI/ml
 Líquido livre restrito a pelve
 Normalidade no Hemograma e Função Hepática/Renal
• Gestação Ectópica Íntegra →
 Metotrexate 50 mg IM DU
• Esclarecer dúvidas 
• Chamar familiar
DOENÇA TROFOBLÁSTICA GESTACIONAL
 
Fatores de Risco
• Idade > 40 anos
• Intervalo interpartal curto
• SOP
• Abortamentos prévios
• Mola hidatiforme prévia
• Tabagismo
• FIV
COMO CAI?
• Paciente com queixa de atraso menstrual, crescimento abdominal,
hiperemese e sangramento vaginal (com vesículas, suco de ameixa)
Exame Físico
Avaliação Gineco – Obstétrica → Leopold, AU, Dinâmica Uterina, BCF,
TV/Especuloscopia
Sinais Vitais → Avaliar sinais de sepse ou choque 
12
QUE DEVO PEDIR?
BHCG Quantitativa → Muito elevada
USG Obstétrica → Imagens nodulares hipoecóicas → flocos de neve ou
nevasca
Tipagem Sanguínea→ Importante pela necessidade de aplicação de Ig Anti-D
Em todas as pacientes se deve pedir
• Uréia – Creatinina
• Função Hepática
• TSH/T4L
• Rx Tórax 
• Hemograma
QUAL É A CONDUTA?
• Internação na Enfermaria (assinar termo de consentimento) 
• Dx: Doença Trofoblástica Gestacional com Mola Hidatiforme ou Invasora 
• MOOVE-G (casos graves)
• Hidratação Vigorosa
• Analgésia (Dipirona)
• Antiemético (Metoclopramida)
• Solicitar avaliação por Gineco – Obstétrica
• AMIU + Histopatológico
• Controle com BHCG semanal até 3 resultados negativos após disso mensal
até 6 meses
• Esclarecer dúvidas 
• Chamar familiar
SUSPEITA DE MALIGNIDADE → QT/MTX
• 3 valores normais e houve elevação
• 4 valores em platô
• 6 meses e ainda está positivo
• Metástases
13
SANGRAMENTO DA SEGUNDA METADE DA GESTAÇÃO
• Descolamento Prematuro de Placenta
• Placenta Prévia
• Rotura Uterina
• Rotura de Vasa Prévia
• Rotura de Seio Marginal
DESCOLAMENTO PREMATURO DE PLACENTA
COMO CAI?
• Gestante com dor abdominal súbita (não são contrações)
• Sangramento vaginal escuro de pouca quantidade
• SFA (↓ movimentos fetais, taquicardia fetal) 
Fatores de Risco
• DHG
• Cocaína
• Tabagismo
• Antecedente de DPP
• Trauma
Exame Físico
Avaliação Gineco – Obstétrica → Leopold, AU, Dinâmica Uterina, BCF,
TV/Especuloscopia
Sinais Vitais → Avaliar sinais de sepse ou choque 
QUE DEVO PEDIR?
USG Obstétrica → Descolamento periférico da placenta e aumento da
espessura placentária em 5-6 cm associado à alteração da ecogenicidade
(NÃO PODE ATRASAR O TTO DA PACIENTE) 
Cardiotocografia → Bradicardia fetal sustentada + Padrão sinusoidal + DIP II
(tardía)
Em todas as pacientes se deve pedir
• Hemograma
• Coagulograma
• Função Renal
• Eletrólitos
14
QUAL É A CONDUTA?
• Internação + Cesariana de Emergência (assinar termos de consentimento) 
• Dx: Descolamento Prematuro de Placenta 
• MOOVE-G 
• Hidratação Vigorosa
• Analgésia (Dipirona)
• Decúbito lateral esquerdo
• Reservar leito de UTI
• Reservar sangue
• Hidralazina para controlar a PA elevada
• Amniotomia para descompressão uterina
• Solicitar avaliação por Gineco – Obstétrica
• Esclarecer dúvidas 
• Chamar familiar
Lembre → 
• Cesariana para feto viável
• Parto Vaginal para feto inviável ou óbito fetal
PLACENTA PRÉVIA
COMO CAI?
• Gestante com sangramento vaginal vermelho vivo de pouca quantidade
repetitivos ao longo da gestação
• Indolor
• Bem estar fetal
Fatores de Risco
• Cesariana anterior
• Gestação múltipla
• Idade Materna Avançada
• Antecedente de PP
• Tabagismo
Exame Físico
Avaliação Gineco – Obstétrica → Leopold, AU, Dinâmica Uterina, BCF,
TV/Especuloscopia
Sinais Vitais → Avaliar sinais de sepse ou choque 
ROTURA UTERINA
COMO CAI?
• Gestante em trabalho de parto ou não com dor intensa súbita 
• SFA (Bradicardia Fetal)
• Instabilidade Hemodinâmica
• Cessação da contratilidade uterina
• Sangramento vaginal intenso
15
QUE DEVO PEDIR?
USG Obstétrica → Placenta prévia ou de Inserção Baixa 
QUAL É A CONDUTA?
Feto Pré - Termo → 
• Pte Estável + Sangramento Controlável
 Controle de SV
 Reposição volêmica
 Avaliação de bem estar fetal
 Reservar sangue
 Reservar leito de UTI-N
 Maturação Pulmonar
 Betametasona 12 mg IM 24/24 hr 2 doses
Feto a Termo → 
• Parto Cesariano
16
Exame Físico
Avaliação Gineco – Obstétrica → Leopold, AU, Dinâmica Uterina, BCF,
TV/Especuloscopia
Sinais Vitais → Avaliar sinais de sepse ou choque 
QUAL É A CONDUTA?
• Internação + Cesariana e correção uterina de Emergência (assinar termos
de consentimento) 
• Dx: Rotura Uterina 
• MOOVE-G 
• Hidratação Vigorosa
• Analgésia (Dipirona)
• Solicitar avaliação por Gineco – Obstétrica
• Esclarecer dúvidas 
• Chamar familiar
PUERPÉRIO
PUERPÉRIO NORMAL
• Massagem uterina para evitar sangramento
• Deambulação precoce para prevenção de TEP – TVP
• Higiene com água corrente e sabonete na região perineal ou ferida
operatória
• Em cesariana sinais de alarme para infecção ou seroma
• Cuidados com as mamas e otimização da técnica de aleitamento materno
• Mulher Rh (-) Ig Anti – D 300 mcg IM nas primeiras 75 horas do parto
• DIU Cobre ou Mirena nas primeiras 48 horas do parto ou após 4 semanas. 
 Injetável trimestral a partir da 6 semana pós parto
• Atividade sexual 40 dias pós parto
PUERPÉRIO PATOLÓGICO
• Hemorragia pós parto
• Infecções Puerperais
 Endometrite pós parto
• Alterações Mamarias
 Mastite
• Trastornos psiquiátricos do pós parto
 Blues puerperal
 Depressão pós Parto
 Psicose pós Parto
Atonia Uterina → (70%)
Fatores de Risco:
• Hipotensão Materna
• AP Hemorragia pós parto
• Gemelaridade
• TP Prolongado
• Multiparidade
Diagnóstico: 
• Taquicardia
• Hipotensão
• Sangramento vaginal
• Hipoinvolução uterina
Conduta: 
• Internação + Procedimento operatório (assinar termos de consentimento)
• MOOVE-G
• Coleta de exames (Hemograma, Provas Cruzadas, Reserva de
Hemoderivados)
• Cateter Vesical
• Massagem Uterina (Manobra de Hamilton)
• Tratamento Farmacológico
 Ocitocina 20 – 40 UI em 500 ml de SF 0,9% a 250 ml/h
 Metilergonovina 0,2 mg IM (CI DHG)
 Misoprostol 800 mg intraretal
 Transamin 1 gr EV
17
HEMORRAGIA PÓS PARTO
COMO CAI?
• Paciente pós parto com sangramento
• Pode ter sinais de instabilidade hemodinâmica
18
• Balão de Bakri
• Sutura de B-Lynch
• Ligadura das Árterias Uterinas 
• Histerectomia 
• Caso seja necessária a Histerectomia a paciente deverá ser encaminhada
para psicologia
• Esclarescer dúvidas
• Chamar familiar
INFECÇÕES PUERPERAIS
COMO CAI?
• Paciente pós parto (2 – 10 dias) que consulta por apresentar febre, mal
estar, saída de lóquios fétidos• Pode ter sinais de instabilidade hemodinâmica
Endometrite Pós Parto → (Principal)
Fatores de Risco:
• Cesariana (Principal)
• RPM > 12 horas
• Bacteriúria intraparto
• Múltiplos toques vaginais
• TP prolongado
• Corioamnionite
• Traumatismo intraparto
Diagnóstico: 
• Útero subinvoluido, hipersensível, amolecido
• Colo entreaberto
• Lóquios purulentos e fétidos
• Febre alta > 48 horas
• Tríade de Brumm → Útero hipoinvoluído + Útero Doloroso + Loquiação
Purulenta
19
Conduta: 
• Internação + Procedimento operatório (assinar termos de consentimento)
• MOOVE-G
• Coleta de exames (Hemograma, PCR – VHS, Provas Cruzadas, Reserva de
Hemoderivados)
• Tratamento Farmacológico
 Antitérmico/Analgésico (Dipirona)
 Antibioticoterapia (Clindamicina 900 mg EV 8/8 hr + Gentamicina 1,5
mg/kg EV 8/8 hr)
• Tratamento Operatório
 Curetagem de restos uterinos
 Desbridamento perineal/abdominal 
 Drenagem de abscessos
 Histerectomia
• Caso seja necessária a Histerectomia a paciente deverá ser encaminhada
para psicologia
• Esclarescer dúvidas
• Chamar familiar
ALTERAÇÕES MAMÁRIAS
Mastite → (S. aureus)
COMO CAI?
• Paciente pós parto com má técnica de aleitamento materno 
• Fissuras mamárias
• Rubor, calor, dor
• Ingurgitamento materno
• Febre
Conduta: 
• Tratamento ambulatorial
 Antitérmico/Analgésico (Dipirona)
 Antibioticoterapia (Cefalexina)
• Cuidados Gerais
 Sutiã adequado para suspensão mamária adequada
 Esvaziamento completo das mamas para evitar estase
 Correção da técnica de aleitamento
• Caso a paciente tenha evolução arrastada suspeite abscesso mamário o
que deve ser tratado com exploração cirúrgica + interrupção da
amamentação da mama afetada
• Esclarescer dúvidas
• Chamar familiar
20
ALTERAÇÕES PSIQUIÁTRICAS
Blues Puerperal→ (80%)
COMO CAI?
• Paciente pós parto recente com alteração do humor transitória (tristeza,
choro, a puérpera gosta do bebê, tem vontade de amamentar)
• Desaparece espontaneamente por volta da 2º semana
Conduta: 
• Acolhimento
• Explicar que é um processo benigno que desaparece espontaneamente
• Esclarescer dúvidas
• Chamar familiar
Depressão Puerperal→ (80%)
COMO CAI?
• Paciente pós parto geralmente com AP Depressão com gravidez
complicada com alteração do humor transitória (tristeza, choro, a puerpera
gosta do bebê, tem vontade de amamentar) > 14 dias
Conduta: 
• Acolhimento
• Encaminhar para Psiquiatria para inicio de Antidepressivo
• Esclarescer dúvidas
• Chamar familiar
Psicose Puerperal→ 
COMO CAI?
• Paciente pós parto de 2 ou 3 semanas 
• Confusão mental
• Nervosismo
• Choro excessivo
• Delírio - Visões
Conduta: 
• Acolhimento
• Encaminhar para internação x Psiquiatria 
 Antidepressivos
 Antipsicóticos
 Psicoterapia
• Afastar temporariamente do bebê pelo fato da paciente estar fora da
realidade e ficar em risco de infanticídio 
• Esclarescer dúvidas
• Chamar familiar
21
SIFILIS NA GESTANTE
DEFINIÇÃO
DST curável exclusiva do ser humano causada pela bactéria Treponema
pallidum
FATORES DE RISCO
• Inicio precoce da atividade sexual
• Utilização inadequada dos métodos de proteção de barreira
• Multiplos parceiros sexuais
• Profissional do sexo
SINTOMAS
Pode ser assintomática. Inicia como uma pequena ferida nos órgãos sexuais
(cancro duro) e com ínguas (caroços) nas virilhas, que surgem entre a 2ª ou
3ª semana após a relação sexual desprotegida com pessoa infectada. A
ferida e as ínguas não doem, não coçam, não ardem e não apresentam pus.
COMO CAI
Paciente com lesão na região genital indolor. Ou paciente que vem com TR
ou VDRL alterado (assintomática)
DIAGNOSTICO DIFERENCIAL
Donovanose
Herpes Genital
Linfogranuloma Venéreo
Cancro Mole
Liquen plano 
EXAME FÍSICO
LEMBRE!!! Sempre que tiver cancro é Sífilis Primaria 
EXAMES COMPLEMENTARES
• TR Sífilis
• VDRL
• FTA ABS
• Sorologia para HBV, HCV, HIV, Clamidia, Neisseria Gonorrhoeae, HLTV
22
TRATAMENTO
• Sifilis Primária Penicilina Benzatina 1.200.000 UI em cada nádega DU
• Sífilis Tardia Penicilina Benzatina 1.200.000 UI em cada nádega dose
semanal por 3 semanas
• Tratar parceiro
• Notificar Sífilis
• Orientar utilização de preservativo
• Buscar outras DST HBV, HCV, HIV, Clamidia, Neisseria Gonorrhoeae, HLTV
• Controle mensal com VDRL (deve ficar em declínio)
TOXOPLASMOSE NA GESTANTE
DEFINIÇÃO
Infecção gestacional por Toxoplasma gondii. O ser humano é portador e
causa graves sequelas fetais
FATORES DE RISCO
Consumo de água não filtrada
Consumo de frutas e verduras não higienizadas
Consumo de carne contaminada mal passada
Manipulação sem higienização adequada das mãos de caixas de areia de
gatos (doentes)
Jardinagem sem luvas
SINTOMAS
Geralmente são leves parecidos a uma gripe (pouca vezes diagnosticada)
COMO CAI
Sempre vai ser cobrada com resultado de Sorologia IgM – IgG Toxoplasmose
IgG (+) IgM (-) Infecção crônica/imunidade
IgG (+) IgM (+) Infecção recente
IgG (-) IgM (+) Infecção aguda
IgG (-) IgM (-) Susceptível
EXAMES COMPLEMENTARES
Solicitar no 1 pré-natal
• Ig G Toxoplasmose
• Ig M Toxoplasmose
23
TRATAMENTO
Gestante < 16 sem
IgG (-) IgM (+) Infecção aguda
Espiramicina 
Repetir Sorologia em 2 sem
 IgG-/IgM+ → Suspender Espiramicina por ser um caso falso positivo
 IgG+/IgM+ → Infecção Aguda
 IgG (+) IgM (+) Recente
Espiramicina + Teste de Avidez
 Avidez Baixa < 60 → Infecção Aguda 
 Avidez Alta > 60 → Infecção Antiga Suspender Espiramicina
Gestante > 16 sem
 Sorologias prévias → Infecção Aguda (Esquema Tríplice)
 Sem Sorologia prévia → Infecção Indeterminada → Sulfadiazina +
Pirimetamina + Ácido Folínico até o parto
TODOS OS CASOS COM INFECÇÃO AGUDA OU INDETERMINADA
Investigação fetal com Amniocentese ≥ 18 sem
 PCR Toxoplasma (-) → Manter a espiramicina até o parto
 PCR Toxoplasma (+) → Sulfadiazina + Pirimetamina + Ácido Folínico até o
parto

Mais conteúdos dessa disciplina