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OBSTETRÍCIA E-BOOK RevalidaRevalida APROVEI no aproveinorevalida revmedmentoria Discursiva REVALIDA Brilhando na Dra. Magda MorgeroDr. Anoar Jezini RevalidaRevalida APROVEI no aproveinorevalida revmedmentoria Olá Revalidando(a), Seja bem-vindo à mentoria Brilhando na Discursiva. Essa mentoria está associada ao projeto Aprovei&REVMED. O projeto surgiu devido a necessidade de melhores métodos e técnicas de ensino que garantissem qualidade na aprendizagem e que de fato fizesse a diferença na preparação do revalidando. Nosso principal objetivo é disponibilizar o melhor conteúdo para que você conquiste sua aprovação! Sendo assim, preparamos esse material exclusivo, com conteúdo relevante sobre os temas prevalentes para complementar seu estudo e deixa-lo(a) mais instruído(a) e preparado(a) para realização da prova discursiva. Estude de maneira correta e decole! Abraços, Equipe Aprovei&REVMED. 13 16 • Pré-Natal • DHG • DMG • Sangramentos da 1 metade • Sangramentos da 2 metade • Puerpério • Sífilis • Toxoplasmose 2 Obstetrícia 3 4 7 8 21 22 RevalidaRevalida APROVEI no aproveinorevalida revmedmentoria Mensal até semana 28 Quinzenal da semana 28 até a 36 Semanal até finalização do parto PRÉ - NATAL PRIMEIRA CONSULTA • Consulta → Acolhimento Orientação sobre número de consultas (6 consultas) Calcular DPP através da DUM Aferir peso, altura, IMC e plotar nos gráficos Aferir SV Nunca esquecer exame físico gineco-obstétrico (Manobras de Leopold, BCF, avaliação da genitália) Suplementar Acido Fólico idealmente 3 meses antes da gestação até semana 14 Suplementar Sulfato Ferroso a partir da semana 20 até 12 semanas do puerpério Vacinação → Influenza, COVID, Hepatite B, DTpa • Exames → Hemograma Tipagem Sanguíneo (mãe e pai) Urina 1 e Urocultura Glicemia de Jejum Sorologias: HIV, VDRL, HB-HC, IgG-IgM Toxoplasma Colpocitologia USG obstétrica CONSULTA DE SEGUIMENTO • Consulta → Perguntar pela movimentação fetal, saída de líquido, sangue, dor abdominal Aferir peso, altura, IMC e plotar nos gráficos Aferir SV Nunca esquecer exame físico gineco-obstétrico (Manobras de Leopold, BCF, avaliação da genitália) 3 4 Sem 30: Hemograma, Glicemia, Urina 1 + Urocultura, Sorologias: HIV, VDRL, HB-HC Sem 35 – 37: Swab anal e vaginal • Exames → Coombs Indireto Mensal para aquelas mães O (-) Sorologias para Toxoplasmose (pte sucetível) TTOG (24-28 sem) No terceiro trimestre → Colpocitologia DOENÇAS HIPERTENSIVAS DA GESTAÇÃO • Hipertensão Arterial Crônica • Hipertensão Gestacional • Pré – Eclâmpsia Leve • Pré – Eclampsia Crônica • Pré – Eclampsia Sobreposta à Hipertensão Crônica Pré – Eclâmpsia → PA ≥ 140 x 90 mm Hg + Proteinúria ≥ 1+ na fita ou proteína/creatinina > 0,3 após 20 semanas de gestação Padrão Ouro para Proteinúria é a urina de 24 horas FATORES DE RISCO • Nova paternidade • DMG / HAS Crônica / Doença Renal • Raça Negra • Gestação Gemelar / Gestação Molar • Idade Materna > 35 anos COMO CAI? • Gestante geralmente com IG > 20 sem que acude no pré-natal e ao exame físico apresenta elevação das cifras tensionais (ASSINTOMÁTICA) • Gestante com IG > 20 sem que acude a consulta por apresentar Cefaleia Escotomas Epigastralgia Edema de MMII ↑ Reflexos Exame Físico Avaliação Gineco – Obstétrica → Leopold, AU, Dinâmica Uterina, BCF, TV/Especuloscopia Avaliar Reflexos → Sinal de Gravidade QUE DEVO PEDIR? Hemograma → Anemia (gestante), trombocitopenia Esfregaço de Sangue Periférica → Esquizócitos Bilirrubinas Totais e Frações→ Normais ou elevadas AST - ALT → Normais ou elevadas Creatinina/Uréia→ Normais ou elevadas LDH → Normal ou Elevada Urina 1→ Proteinúria Proteinúria em Fita → 1+ ou negativa Proteinúria em urina de 24 h → > 300 mg 5 Cardiotocografia + Perfil Biofísico → Avaliar bem estar fetal 6 QUAL É A CONDUTA? Paciente Assintomática: • Iniciar MEV (Modificação de Estilo de Vida) Alimentação Saudável Atividade Física 150 min por semana • AAS 100 mg/d • MRPA • Controle em 1 semana para avaliar cifras e definir inicio de Alfametildopa • Encaminhar para gestação de alto risco • Vigilar crescimento fetal • Sinais de alarme (convulsão, cefaleia, escotomas, dor epigástrica, dimunuição dos movimentos fetais) Paciente Sintomática: • Internação na Enfermaria ou na UTI (assinar termo de consentimento) • Dx: Classificação (Explique em linguagem leigo as causas) • Dieta hiposódica • MOOVE-G • Decúbito lateral esquerdo • Hidralazina EV • Sulfato de Magnésio (não esqueça dizer qual esquema) • Carbonato de Cálcio 10% (ANTÍDOTO) na beira do leito (10 ml EV) • Avaliar sinais de intoxicação por Sulfato de Magnésio (reflexo patelar + FR < 16 irpm + Diurese ≤ 25 mL/h) • Maturação Pulmonar caso seja gestação < 34 semanas Betametasona 12 mg IM 24/24 hr 2 doses • Solicitar avaliação por Gineco – Obstétrica • Definir a vía do parto (dar preferência de parto vaginal) ou interrupção da gravidez por cesariana caso Dx Sx Hellp ou Eclâmpsia • Evitar violência obstétrica • Esclarecer dúvidas • Chamar familiar 7 DIABETES GESTACIONAL COMO CAI? • Paciente gestante com alteração da glicemia de jejum logo no inicio do pré-natal • Paciente gestante com alteração da TTOG Jejum < 95 mg/dl 1 hr após refeição < 140 mg/dl 2 hr após refeição < 120 mg/dl QUAL É A CONDUTA? • MEV Controle nutricional Atividade Física 150 min/semanais • Controle Glicêmico Glicemia Capilar (Jejum e 1 ou 2 hr após cada refeição principal [café da manhã, almoço e jantar]) Metas: 8 • Após o momento do diagnóstico controle em 15 dias para definir inicio de Insulinoterapia Insulina NPH 0,3 – 0,5 U/kg • Encaminhar para alto risco obstétrico • As consultas da paciente devem ser feitas de 15/15 dias até a semana 30º-34º e depois continuará sendo semanal • USG Morfológico e ecocardiograma fetal (24 – 28 semanas) → Over Diabetes • USG Obstétrica seriada para avaliação de ILA e peso da criança pelo risco de Polidrâmnio e Macrossomia Fetal • O parto será preferencialmente pela via vaginal exceto em caso de Macrossomia Fetal • Maturação Pulmonar caso a gestação precise ser interrompida e a gestação seja menor de 34 semanas Betametasona 12 mg IM 24/24 hr por 2 doses SANGRAMENTO DA PRIMEIRA METADE DA GESTAÇÃO • Abortamento • Gravidez Ectópica • Doença Trofoblástica Gestacional ABORTAMENTOS 9 • Abortamentos de Colo Fechado (CAR) Abortamento Completo Ameaça de Abortamento Abortamento Retido • Abortamentos de Colo Aberto (III) Abortamento Incompleto Abortamento Infectado Inevitável COMO CAI? • Gestante com dor pélvica associada a sangramento vaginal. Em abortamento séptico ela está com febre e tem AP de manipulação prévia. Exame Físico Avaliação Gineco – Obstétrica → Leopold, AU, Dinâmica Uterina, BCF, TV/Especuloscopia Sinais Vitais → Avaliar sinais de sepse ou choque QUE DEVO PEDIR? BHCG → (+) ou (-) USG Obstétrica → Dependendo do tipo de abortamento vamos ter BCF, útero vazio ou com embrião, restos ovulares Tipagem Sanguínea→ Importante pela necessidade de aplicação de Ig Anti-D Hemograma → Leucocitose com desvio a esquerda no abortamento séptico PCR/VHS→ Normais ou elevadas QUAL É A CONDUTA? • Internação na Enfermaria (assinar termo de consentimento) • Dx: Abortamento XXXX • MOOVE-G • Hidratação Vigorosa • Analgésia (Dipirona) • ATB → Clindamicina - Gentamicina • Solicitar avaliação por Gineco – Obstétrica • AMIU caso seja < 12 sem (assinar termo de consentimento) • Curetagem caso seja > 12 sem (assinar termo de consentimento) • Encaminhar para avaliação por Psicologia • Esclarecer dúvidas • Chamar familiar LEMBRE SEMPRE • Perguntar sobre quedas, manipulação, violência • Perguntar sobre apoio do pai da criança, gestação desejada ou planejada • Em ameaça deabortamento repouso relativo, evitar relações sexuais até o sangramento e a dor desaparecer 10 GESTAÇÃO ECTÓPICA Fatores de Risco • AP Gravidez Ectópica • AP Cirurgia Tubária • AP DIP • Endometriose • Tabagismo COMO CAI? • Paciente com dor pélvica associada a sangramento vaginal discreto + amenorreia • Em pacientes graves sinais de choque Exame Físico Avaliação Gineco – Obstétrica → Leopold, AU, Dinâmica Uterina, BCF, TV/Especuloscopia Sinais Vitais → Avaliar sinais de sepse ou choque QUE DEVO PEDIR? BHCG Quantitativa → Tende a ser menor que gestação intrauterina USG Obstétrica → • Saco gestacional extrauterino com embrião com ou sem BCF • Saco gestacional extrauterino com vesícula vitelínica, anel tubário (formação anecoide circundada por halo hiperecogênico) • Massa sólida ou complexa (hematossalpinge) • Líquido livre em cavidade Tipagem Sanguínea→ Importante pela necessidade de aplicação de Ig Anti-D Hemograma → ↓ Hb – HTO em caso de gestação ectópica rota QUAL É A CONDUTA? • Internação na Enfermaria ou UTI dependendo do estado (assinar termo de consentimento) • Dx: Gestação Ectópica Rota ou Gestação Ectópica Íntegra • MOOVE-G (casos graves) • Hidratação Vigorosa • Analgésia (Dipirona) • Solicitar avaliação por Gineco – Obstétrica • Gestação Ectópica Rota → Laparotomia deverá ser feita em pacientes instáveis (assinar termos de consentimento) Laparoscopia pacientes estáveis (assinar termos de consentimento) 11 Gestação Ectópica Íntegra de até 4 cm de maior diâmetro Estabilidade Hemodinâmica Desejo Reprodutivo Embrião sem atividade cardíaca BHCG < 5000 mUI/ml Líquido livre restrito a pelve Normalidade no Hemograma e Função Hepática/Renal • Gestação Ectópica Íntegra → Metotrexate 50 mg IM DU • Esclarecer dúvidas • Chamar familiar DOENÇA TROFOBLÁSTICA GESTACIONAL Fatores de Risco • Idade > 40 anos • Intervalo interpartal curto • SOP • Abortamentos prévios • Mola hidatiforme prévia • Tabagismo • FIV COMO CAI? • Paciente com queixa de atraso menstrual, crescimento abdominal, hiperemese e sangramento vaginal (com vesículas, suco de ameixa) Exame Físico Avaliação Gineco – Obstétrica → Leopold, AU, Dinâmica Uterina, BCF, TV/Especuloscopia Sinais Vitais → Avaliar sinais de sepse ou choque 12 QUE DEVO PEDIR? BHCG Quantitativa → Muito elevada USG Obstétrica → Imagens nodulares hipoecóicas → flocos de neve ou nevasca Tipagem Sanguínea→ Importante pela necessidade de aplicação de Ig Anti-D Em todas as pacientes se deve pedir • Uréia – Creatinina • Função Hepática • TSH/T4L • Rx Tórax • Hemograma QUAL É A CONDUTA? • Internação na Enfermaria (assinar termo de consentimento) • Dx: Doença Trofoblástica Gestacional com Mola Hidatiforme ou Invasora • MOOVE-G (casos graves) • Hidratação Vigorosa • Analgésia (Dipirona) • Antiemético (Metoclopramida) • Solicitar avaliação por Gineco – Obstétrica • AMIU + Histopatológico • Controle com BHCG semanal até 3 resultados negativos após disso mensal até 6 meses • Esclarecer dúvidas • Chamar familiar SUSPEITA DE MALIGNIDADE → QT/MTX • 3 valores normais e houve elevação • 4 valores em platô • 6 meses e ainda está positivo • Metástases 13 SANGRAMENTO DA SEGUNDA METADE DA GESTAÇÃO • Descolamento Prematuro de Placenta • Placenta Prévia • Rotura Uterina • Rotura de Vasa Prévia • Rotura de Seio Marginal DESCOLAMENTO PREMATURO DE PLACENTA COMO CAI? • Gestante com dor abdominal súbita (não são contrações) • Sangramento vaginal escuro de pouca quantidade • SFA (↓ movimentos fetais, taquicardia fetal) Fatores de Risco • DHG • Cocaína • Tabagismo • Antecedente de DPP • Trauma Exame Físico Avaliação Gineco – Obstétrica → Leopold, AU, Dinâmica Uterina, BCF, TV/Especuloscopia Sinais Vitais → Avaliar sinais de sepse ou choque QUE DEVO PEDIR? USG Obstétrica → Descolamento periférico da placenta e aumento da espessura placentária em 5-6 cm associado à alteração da ecogenicidade (NÃO PODE ATRASAR O TTO DA PACIENTE) Cardiotocografia → Bradicardia fetal sustentada + Padrão sinusoidal + DIP II (tardía) Em todas as pacientes se deve pedir • Hemograma • Coagulograma • Função Renal • Eletrólitos 14 QUAL É A CONDUTA? • Internação + Cesariana de Emergência (assinar termos de consentimento) • Dx: Descolamento Prematuro de Placenta • MOOVE-G • Hidratação Vigorosa • Analgésia (Dipirona) • Decúbito lateral esquerdo • Reservar leito de UTI • Reservar sangue • Hidralazina para controlar a PA elevada • Amniotomia para descompressão uterina • Solicitar avaliação por Gineco – Obstétrica • Esclarecer dúvidas • Chamar familiar Lembre → • Cesariana para feto viável • Parto Vaginal para feto inviável ou óbito fetal PLACENTA PRÉVIA COMO CAI? • Gestante com sangramento vaginal vermelho vivo de pouca quantidade repetitivos ao longo da gestação • Indolor • Bem estar fetal Fatores de Risco • Cesariana anterior • Gestação múltipla • Idade Materna Avançada • Antecedente de PP • Tabagismo Exame Físico Avaliação Gineco – Obstétrica → Leopold, AU, Dinâmica Uterina, BCF, TV/Especuloscopia Sinais Vitais → Avaliar sinais de sepse ou choque ROTURA UTERINA COMO CAI? • Gestante em trabalho de parto ou não com dor intensa súbita • SFA (Bradicardia Fetal) • Instabilidade Hemodinâmica • Cessação da contratilidade uterina • Sangramento vaginal intenso 15 QUE DEVO PEDIR? USG Obstétrica → Placenta prévia ou de Inserção Baixa QUAL É A CONDUTA? Feto Pré - Termo → • Pte Estável + Sangramento Controlável Controle de SV Reposição volêmica Avaliação de bem estar fetal Reservar sangue Reservar leito de UTI-N Maturação Pulmonar Betametasona 12 mg IM 24/24 hr 2 doses Feto a Termo → • Parto Cesariano 16 Exame Físico Avaliação Gineco – Obstétrica → Leopold, AU, Dinâmica Uterina, BCF, TV/Especuloscopia Sinais Vitais → Avaliar sinais de sepse ou choque QUAL É A CONDUTA? • Internação + Cesariana e correção uterina de Emergência (assinar termos de consentimento) • Dx: Rotura Uterina • MOOVE-G • Hidratação Vigorosa • Analgésia (Dipirona) • Solicitar avaliação por Gineco – Obstétrica • Esclarecer dúvidas • Chamar familiar PUERPÉRIO PUERPÉRIO NORMAL • Massagem uterina para evitar sangramento • Deambulação precoce para prevenção de TEP – TVP • Higiene com água corrente e sabonete na região perineal ou ferida operatória • Em cesariana sinais de alarme para infecção ou seroma • Cuidados com as mamas e otimização da técnica de aleitamento materno • Mulher Rh (-) Ig Anti – D 300 mcg IM nas primeiras 75 horas do parto • DIU Cobre ou Mirena nas primeiras 48 horas do parto ou após 4 semanas. Injetável trimestral a partir da 6 semana pós parto • Atividade sexual 40 dias pós parto PUERPÉRIO PATOLÓGICO • Hemorragia pós parto • Infecções Puerperais Endometrite pós parto • Alterações Mamarias Mastite • Trastornos psiquiátricos do pós parto Blues puerperal Depressão pós Parto Psicose pós Parto Atonia Uterina → (70%) Fatores de Risco: • Hipotensão Materna • AP Hemorragia pós parto • Gemelaridade • TP Prolongado • Multiparidade Diagnóstico: • Taquicardia • Hipotensão • Sangramento vaginal • Hipoinvolução uterina Conduta: • Internação + Procedimento operatório (assinar termos de consentimento) • MOOVE-G • Coleta de exames (Hemograma, Provas Cruzadas, Reserva de Hemoderivados) • Cateter Vesical • Massagem Uterina (Manobra de Hamilton) • Tratamento Farmacológico Ocitocina 20 – 40 UI em 500 ml de SF 0,9% a 250 ml/h Metilergonovina 0,2 mg IM (CI DHG) Misoprostol 800 mg intraretal Transamin 1 gr EV 17 HEMORRAGIA PÓS PARTO COMO CAI? • Paciente pós parto com sangramento • Pode ter sinais de instabilidade hemodinâmica 18 • Balão de Bakri • Sutura de B-Lynch • Ligadura das Árterias Uterinas • Histerectomia • Caso seja necessária a Histerectomia a paciente deverá ser encaminhada para psicologia • Esclarescer dúvidas • Chamar familiar INFECÇÕES PUERPERAIS COMO CAI? • Paciente pós parto (2 – 10 dias) que consulta por apresentar febre, mal estar, saída de lóquios fétidos• Pode ter sinais de instabilidade hemodinâmica Endometrite Pós Parto → (Principal) Fatores de Risco: • Cesariana (Principal) • RPM > 12 horas • Bacteriúria intraparto • Múltiplos toques vaginais • TP prolongado • Corioamnionite • Traumatismo intraparto Diagnóstico: • Útero subinvoluido, hipersensível, amolecido • Colo entreaberto • Lóquios purulentos e fétidos • Febre alta > 48 horas • Tríade de Brumm → Útero hipoinvoluído + Útero Doloroso + Loquiação Purulenta 19 Conduta: • Internação + Procedimento operatório (assinar termos de consentimento) • MOOVE-G • Coleta de exames (Hemograma, PCR – VHS, Provas Cruzadas, Reserva de Hemoderivados) • Tratamento Farmacológico Antitérmico/Analgésico (Dipirona) Antibioticoterapia (Clindamicina 900 mg EV 8/8 hr + Gentamicina 1,5 mg/kg EV 8/8 hr) • Tratamento Operatório Curetagem de restos uterinos Desbridamento perineal/abdominal Drenagem de abscessos Histerectomia • Caso seja necessária a Histerectomia a paciente deverá ser encaminhada para psicologia • Esclarescer dúvidas • Chamar familiar ALTERAÇÕES MAMÁRIAS Mastite → (S. aureus) COMO CAI? • Paciente pós parto com má técnica de aleitamento materno • Fissuras mamárias • Rubor, calor, dor • Ingurgitamento materno • Febre Conduta: • Tratamento ambulatorial Antitérmico/Analgésico (Dipirona) Antibioticoterapia (Cefalexina) • Cuidados Gerais Sutiã adequado para suspensão mamária adequada Esvaziamento completo das mamas para evitar estase Correção da técnica de aleitamento • Caso a paciente tenha evolução arrastada suspeite abscesso mamário o que deve ser tratado com exploração cirúrgica + interrupção da amamentação da mama afetada • Esclarescer dúvidas • Chamar familiar 20 ALTERAÇÕES PSIQUIÁTRICAS Blues Puerperal→ (80%) COMO CAI? • Paciente pós parto recente com alteração do humor transitória (tristeza, choro, a puérpera gosta do bebê, tem vontade de amamentar) • Desaparece espontaneamente por volta da 2º semana Conduta: • Acolhimento • Explicar que é um processo benigno que desaparece espontaneamente • Esclarescer dúvidas • Chamar familiar Depressão Puerperal→ (80%) COMO CAI? • Paciente pós parto geralmente com AP Depressão com gravidez complicada com alteração do humor transitória (tristeza, choro, a puerpera gosta do bebê, tem vontade de amamentar) > 14 dias Conduta: • Acolhimento • Encaminhar para Psiquiatria para inicio de Antidepressivo • Esclarescer dúvidas • Chamar familiar Psicose Puerperal→ COMO CAI? • Paciente pós parto de 2 ou 3 semanas • Confusão mental • Nervosismo • Choro excessivo • Delírio - Visões Conduta: • Acolhimento • Encaminhar para internação x Psiquiatria Antidepressivos Antipsicóticos Psicoterapia • Afastar temporariamente do bebê pelo fato da paciente estar fora da realidade e ficar em risco de infanticídio • Esclarescer dúvidas • Chamar familiar 21 SIFILIS NA GESTANTE DEFINIÇÃO DST curável exclusiva do ser humano causada pela bactéria Treponema pallidum FATORES DE RISCO • Inicio precoce da atividade sexual • Utilização inadequada dos métodos de proteção de barreira • Multiplos parceiros sexuais • Profissional do sexo SINTOMAS Pode ser assintomática. Inicia como uma pequena ferida nos órgãos sexuais (cancro duro) e com ínguas (caroços) nas virilhas, que surgem entre a 2ª ou 3ª semana após a relação sexual desprotegida com pessoa infectada. A ferida e as ínguas não doem, não coçam, não ardem e não apresentam pus. COMO CAI Paciente com lesão na região genital indolor. Ou paciente que vem com TR ou VDRL alterado (assintomática) DIAGNOSTICO DIFERENCIAL Donovanose Herpes Genital Linfogranuloma Venéreo Cancro Mole Liquen plano EXAME FÍSICO LEMBRE!!! Sempre que tiver cancro é Sífilis Primaria EXAMES COMPLEMENTARES • TR Sífilis • VDRL • FTA ABS • Sorologia para HBV, HCV, HIV, Clamidia, Neisseria Gonorrhoeae, HLTV 22 TRATAMENTO • Sifilis Primária Penicilina Benzatina 1.200.000 UI em cada nádega DU • Sífilis Tardia Penicilina Benzatina 1.200.000 UI em cada nádega dose semanal por 3 semanas • Tratar parceiro • Notificar Sífilis • Orientar utilização de preservativo • Buscar outras DST HBV, HCV, HIV, Clamidia, Neisseria Gonorrhoeae, HLTV • Controle mensal com VDRL (deve ficar em declínio) TOXOPLASMOSE NA GESTANTE DEFINIÇÃO Infecção gestacional por Toxoplasma gondii. O ser humano é portador e causa graves sequelas fetais FATORES DE RISCO Consumo de água não filtrada Consumo de frutas e verduras não higienizadas Consumo de carne contaminada mal passada Manipulação sem higienização adequada das mãos de caixas de areia de gatos (doentes) Jardinagem sem luvas SINTOMAS Geralmente são leves parecidos a uma gripe (pouca vezes diagnosticada) COMO CAI Sempre vai ser cobrada com resultado de Sorologia IgM – IgG Toxoplasmose IgG (+) IgM (-) Infecção crônica/imunidade IgG (+) IgM (+) Infecção recente IgG (-) IgM (+) Infecção aguda IgG (-) IgM (-) Susceptível EXAMES COMPLEMENTARES Solicitar no 1 pré-natal • Ig G Toxoplasmose • Ig M Toxoplasmose 23 TRATAMENTO Gestante < 16 sem IgG (-) IgM (+) Infecção aguda Espiramicina Repetir Sorologia em 2 sem IgG-/IgM+ → Suspender Espiramicina por ser um caso falso positivo IgG+/IgM+ → Infecção Aguda IgG (+) IgM (+) Recente Espiramicina + Teste de Avidez Avidez Baixa < 60 → Infecção Aguda Avidez Alta > 60 → Infecção Antiga Suspender Espiramicina Gestante > 16 sem Sorologias prévias → Infecção Aguda (Esquema Tríplice) Sem Sorologia prévia → Infecção Indeterminada → Sulfadiazina + Pirimetamina + Ácido Folínico até o parto TODOS OS CASOS COM INFECÇÃO AGUDA OU INDETERMINADA Investigação fetal com Amniocentese ≥ 18 sem PCR Toxoplasma (-) → Manter a espiramicina até o parto PCR Toxoplasma (+) → Sulfadiazina + Pirimetamina + Ácido Folínico até o parto