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ESÔFAGO ● Tubo muscular ● Condução alimentar ● Liga faringe ao estômago ● Mede 25cm a partir do músculo cricofaríngeo ● Na região esôfago-gástrica: ○ esfíncter esofágico inferior ○ crura diafragmática ○ ligamento frenoesofágico ● Divide-se em três partes ○ Superior (cervical) - arcada dentária superior ○ Médio (torácica) ○ Inferior (supradiafragmática / infradiafragmatica) ANOMALIAS CONGÊNITAS ● Raras (1:1000 RN) ● Os tipos mais frequentes são graves ● Apresentam sintomas precoces ● Passíveis de correção cirúrgica ● 50% associam-se a outras malformações ATRESIA Malformação congênita que leva à interrupção da luz esofágica ● 80% das malformações do esôfago ● Falta da septação do intestino anterior ● Atresia pura, sem fístula traqueo-esofágica (9%) - atresia dpo esôfago com FTE, anomalia vertebral, malformação anal, displasia do rádio, anomalias renal e vascular ● Atresia com fístula traqueo-esofágica (91%) - 50% associados a outras malformações congênitas DIVERTÍCULOS A doença diverticular é caracterizada por pequenas bolsas em formato de balão (divertículos) que se projetam através das camadas de estruturas específicas do trato gastrointestinal (digestivo). Uma bolsa, no singular, é denominada divertículo. Quando há mais de uma bolsa, elas são chamadas de divertículos. Dilatações circunscritas da parede esofágica Divertículo de Zenker ● Abaixo do esfíncter esofágico superior ● Mediano ● Posterior à hipofaringe ● Impulsão Localização: Ocorre na região cervical, especificamente na parte superior do esôfago, entre a faringe e o esôfago. Fisiopatologia: É um divertículo pulsional, resultante de um aumento da pressão intraluminal devido à dismotilidade esofágica. A hipertonia do esfíncter esofágico superior (EES) contribui para a formação do divertículo. Divertículo de Rokinski ● Porção média do esôfago ● Divertículo pequeno e verdadeiro ● Anterior e lateral ● Tração de origem inflamatória ● Doença dos linfonodos pulmonares → aderência inflamatória Localização: Localiza-se na parte média do esôfago, geralmente na junção esofagogástrica. Fisiopatologia: Este tipo de divertículo é considerado um divertículo verdadeiro, envolvendo todas as camadas da parede esofágica. Está associado a condições de alta pressão intraluminal e pode ser secundário a doenças como acalasia. Divertículo Epifrênico ● Geralmente do lado direito (raro) Localização: Ocorre na porção distal do esôfago, logo acima do diafragma. Fisiopatologia: Também é um divertículo pulsional, frequentemente associado à hipertonia do esfíncter esofágico inferior (EEI) e à presença de refluxo gastroesofágico. A pressão elevada no esôfago distal leva à formação do divertículo. HÉRNIA DE HIATO ● Parte do conteúdo abdominal para a cavidade torácica, pelo relaxamento do hiato esofágico Tipos ● Tipo I, ou esôfago curto - traciona o estômago para a cavidade torácica, migrando o estômago para o tórax ● Tipo II, ou por rolamento - estômago pelo mecanismo de peristalse começa rolar, tendo uma fragilidade do diafragmatica, tendo um estômago rolando para a cavidade ● Tipo III, ou por deslizamento - mesmas causas anteriores, mas o estômago não rola, desliza para a cavidade torácica ● Tipo IV (passagem de estômago e outros órgãos) - trauma de grandes proporções que movimenta os órgãos da cavidade abdominal para a cavidade torácica Patogênese (Tipo II e III) ● Enfraquecimento dos músculos ao redor do hiato diafragmático ● Comum depois dos 40 anos ● Condições que aumentam a PIA: obesidade, tosses e vômitos, gravidez, ascite, cifoescoliose Manifestações clínicas ● Regurgitação ● Pirose ● Dor Esofagite de refluxo ● Disfagia Complicações ● Úlcera péptica da porção herniada ● Hemorragia ● Doença pulmonar crônica ● Hernia de hiato + diverticulite de colon + calculose da vesícula biliar (obesidade, alimentação rica em gorduras e pobre em fibras → bolo fecal em estase → aumento da pressão dentro do cólon (diverticulite do cólon) → Tríade de Saint Varizes esofágicas ● Mais comuns nos terços distal e médio ● Dilatação dos plexos submucosos e periesofágicos ● Secundários à hipertensão porta ● Fibrose hepática - cirrose hepática, esquistossomose ● Hemorragia é a principal condição → aguda e maciça - HDA; crônica pode levar a anemia INFLAMAÇÕES ● Agentes físicos e químicos ● Agentes infecciosos ● Extensão de doenças sistêmicas ● Agudas ● Crônicas - insidiosas e pouco sintomáticas Esofagite por Candida ● Indivíduos imunocomprometidos ● Pseudomembranas esbranquiçadas Esofagite herpética ● Contato direto ● Indivíduos com neoplasias malignas e doenças crônicas Esofagite por CMV ● Pacientes imunossuprimidos Esofagite eosinofílica ● Infiltração massiva de eosinófilos na mucosa escamosa ● Mais comuns em adultos jovens com: ○ história de asma ○ impactação de alimentos e disfagia ● As lesões comprometem terços distal e proximal ● Endoscopia digestiva alta: ○ anéis ○ placas ○ estrias BRANCACENTAS Esofagite corrosiva ● Ingestão de álcalis fortes ou detergentes (mais comum) ● Ingestão acidental ou práticas suicidas ● Ingestão de ácidos (menos comuns) ● Esôfago resiste mais à ação de ácidos Ácido faz necrose coagulativa, coagulação de proteínas da mucosa superficial que vai acabar gerando uma capa protetora, restringindo a esofagite as camadas mais superficiais do esofago Álaclis gera uma necrose liquefativa, destruição total da parede do esofago Esofagites crônicas ● Doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) ● Refluxo anormal de ácido gástrico para o estômago ● Manifestações clínicas: ○ pirose ○ piora pós prandial e ao decúbito ○ extra digestivas ■ tosse crônica, asma ■ rouquidão e laringite crônica ● Incidência com a idade ● Causas ○ Hérnia de hiato ○ Gravidez ○ Alcoolismo ○ Tabagismo ○ Obesidade ● O DRGE pode apresentar-se apenas como entidade clínica ● Complicações: ○ esofagite por refluxo gástrico ○ Esôfago de Barret O esôfago de Barrett é uma doença pré-cancerosa que afeta o revestimento do esôfago. Ela surge quando os ácidos do estômago e as enzimas retornam ao esôfago. Com o tempo, a lesão crônica causada pelo refluxo faz com que as células do esôfago sofram alterações ● complicação crônica - DRGE → 10% dos pacientes sintomáticos ● metaplasia intestinal da mucosa escamosa → metaplasia intestinal incompleta ● homens 40-60 anos de idade → as chances aumentam com a displasia ● condição pré maligna → adenocarcinoma Achados clínicos ● Esôfago de Barrett- identificado pela EDA e biópsia ● Sintomas referentes à DRGE ● EDA periódicas com biópsias Complicações ● Úlceras pépticas semelhantes àquelas do estômago ● Estenose e fibrose ● Risco de malignização ○ Inflamação → hiperplasia → displasia → adenocarcinoma ○ Displasia → alterações epiteliais que precedem a malignização Aspectos morfológicos ● Endoscopia digestiva alta ○ projeção aveludada cor salmão ○ digitiformes ○ segmento longo (> 3,0 cm) ○ segmento curto (< 3,0 cm) ● Histologia ○ metaplasia intestinal incompleta ○ pode ter displasia ○ alterações inflamatórias intensas ○ alcian blue revela mucina ácida CLASSIFICAÇÃO HISTOPATOLÓGICA DE VIENNA 1. Negativo para displasia 2. Indefinido para displasia 3. Displasia de baixo grau 4. Displasia de alto grau 5. Positivo para Adenocarcinoma Displasia ● Baixo grau ○ rastreio com biópsias aleatórias ● Alto grau ○ Focal: idem displasia de baixo grau ○ Multifocal: tratamento similar ao adenocarcinoma intramucoso Adenocarcinoma ● Intramucoso ○ ressecação cirúrgica, terapia fotodinâmica, ablação à laser, mucosectomia ● Invasivo ○ tratamento oncológico específico OUTRAS DOENÇAS NÃO NEOPLÁSICAS DO ESÔFAGO Esclerose sistêmica ● Disfagia por hipomotilidade ● Esofagite por refluxo gástrico Síndrome de Plummer-Vinson ● Hipotrofia da faringe e inflamação esfoliativa ● Anemia ferropriva e disfagia alta Síndromede Boerhave ● Perfuração esofágica ● Alimentação copiosa ou ingestão de grandes quantidades de bebidas alcoólicas ● Tosses ou vômitos Síndrome de Mallory-Weiss ● Lacerações lineares longitudinais ● Junção esôfago-gástrica ● Mais frequentes em alcoólatras, após uso de AAS ● Pacientes com hérnia de hiato, após vômitos ● Hematêmese Membranas e anéis ● Projeções da mucosa escamosa em direção à luz ● Terço proximal ● Pacientes com síndrome de Plummer-Vinson NEOPLASIAS BENIGNAS Leiomiomas ● 80% no terço médio e inferior ● Origina-se na camada muscular interna ● Geralmente assintomático Papilomas escamosos ● Solitário e pequeno ● Comum no terço distal ● Lesão superficial, revestida por mucosa NEOPLASIA BENIGNA ● Mais comuns do que as benignas ● Diagnósticos são tardios ● Brasil - entre os 10 cânceres mais frequentes em homens Fatores de risco ● Refluxo gastroesofágico e Esôfago de Barrett ● Deficiência de vitaminas A, B e C ● Contaminação por Aspergillus e nitrosamidas ● Tabagismo e alcoolismo ● Ingestão de alimentos ou bebidas muito quentes ● Tilose ● Síndrome de Plummer-Vinson ● Estreitamentos, megaesôfago e divertículos CARCINOMA DE CÉLULAS ESCAMOSAS (CEC) ● Em muitos países ainda é o mais comum ● Nos EUA perde para o Adenocarcinoma ● 60%-70% - regiões média e distal ● Mais comum em homens (4-6/1), acima dos 55 anos ● CEC do terço superior – mais comum em mulheres (S. Plummer-Vinson) Aspectos morfológicos ● Início: leve elevação da mucosa (displasia?; carcinoma in situ?) ● Carcinoma avançado ○ lesões ulcerada → bordos elevados, escavação central ○ lesão anular → crescimento infiltrado em anel ○ lesão vegetante → cresce para a luz do órgão ○ lesão infiltrante difuso → infiltrativo na parede do órgão ADENOCARCINOMA ● Junção esôfago-gástrica e cárdia ● Maior aumento da incidência nas últimas décadas ● Aspectos demográficos semelhantes ao CEC ● Esôfago de Barrett e Esofagite por refluxo gástrico – fator importante ● Tabagismo e obesidade Aspectos morfológicos ● Predominantemente ulcerado ou infiltrativo ● Em geral avançado ● Três modos de crescimento: ○ Intra-esofágico ○ Intra-gástrico ○ Juncional Aspectos clínicos ● Evolução silenciosa ● Dor ● Disfagia progressiva ● Vômitos ● Hemorragia digestiva ● Perda de peso ● Propagação e formação de colônias secundárias ● Pode atingir traquéia e brônquios principais ● Pode formar fístula esôfago-traqueal ou esôfago-brônquica ● Metástases para linfonodos mediastinais ● Metástases para linfonodos cervicais ● Metástases viscerais (fígado, pulmões e suprarrenais)