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18 CURSO: TECNICO DE ENFERMAGEM ANA DÉBORAH DO CARMO BATISTA CAROLANE FERREIRA DE SILVA FRANSIELLE SILVA DOS SANTOS SOUZA MARTA SOUZA MALAQUIAS MARIANA SOUZA ALVES GABRIELLE ALMEIDA SANTOS ITAILANE SANTOS RIBEIRO TIPOS DE PINÇA COMO UTILIZAR E COMO MONTAR OS KIT DE CURATIVO E SUTURAS! Inhambupe- BA 2024. ANA DÉBORAH DO CARMO BATISTA CAROLANE FERREIRA DE SILVA FRANSIELLE SILVA DOS SANTOS SOUZA MARTA SOUZA MALAQUIAS MARIANA SOUZA ALVES GABRIELLE ALMEIDA SANTOS ITAILANE SANTOS RIBEIRO TIPOS DE PINÇA COMO UTILIZAR E COMO MONTAR OS KIT DE CURATIVO E SUTURAS! Trabalho apresentado ao curso de Técnico de Enfermagem como parte das exigências do Curso de Ténico de Enfermagem e da diciplina de Higiene e Profilaxia. Orientadora: Professor: Emlly. Inhambupe - BA 2024. RESUMO A pinça cirúrgica é um dispositivo que faz a selagem de vasos por meio da fusão de tecidos. Utiliza ondas ultrassônicas para aquecer o dispositivo, que ao entrar em contato com o tecido, pode realizar as funções de corte ou sutura. Tal processo de selagem realiza a hemostasia (interrupção de sangramento e hemorragias), ao derreter o colágeno e a elastina da parede do vaso sanguíneo e consequentemente selando-os permanentemente (SARTORI et al, 2008). De acordo com Ramos et al (2015), estas pinças foram desenvolvidas com o intuito de permitir a ligadura e secção de vasos sanguíneos sem sangramentos durante o procedimento cirúrgico, por meio de seu efeito selante decorrente da coagulação e desnaturação proteica por vibrações ultrassônicas em alta frequência. Instrumentos ultrassônicos são utilizados tanto para cortar e coagular tecidos usando energia na forma de vibrações mecânicas, transmitidas em frequências ultrassônicas. Essas vibrações quando transmitidas ao tecido em níveis de energia adequado, podem ser usadas para cortar, dissecar ou cauterizar o tecido (MESSERLY, 2001). Com o envolvimento de energia, a água é evaporada dos tecidos durante a cirurgia através do controle adequado da intensidade, frequência e duração da mesma quando aplicada, o cirurgião pode coagular e cortar os tecidos (FEINBERG; SEITZINGER, 1995). Segundo Davison (1994), os benefícios desses instrumentos operados por ultrassom incluem velocidade de corte aprimorada, hemostasia e corte simultâneos, ausência de riscos elétricos e fumaça, além de menor acúmulo de escara e outros materiais na lâmina. Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (2019), devido à versatilidade e utilidade, a pinça cirúrgica ultrassônica tem sua aplicação em vários campos da cirurgia, em especial as de cabeça e pescoço. A pinça cirúrgica também é um equipamento importante em procedimentos cirúrgicos na região do abdômen MINTER (2009). Essa tecnologia traz potencial benefício clínico (SALOMONE et al, 2017), apesar de maior custo em relação à técnica tradicional (DA SILVA et al, 2012). Apesar disto, não há como negar que o uso das pinças para corte e coagulação representa fator revolucionário na técnica cirúrgica e tendem a economizar consideravelmente o material de sutura e reduzir o tempo do procedimento cirúrgico (ZILBERSTEIN et al, 2013). Palavras – chave:Pinças ; cirugia; energia. SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO 10 2. REVISÃO DE LITERATURA 13 3. METODOLOGIA 17 4. CONSIDERAÇÕES FINAIS 27 REFERÊNCIAS 28 1. INTRODUÇÃO Devido à evolução da medicina ao longo dos anos e à melhoria nos índices de desenvolvimento humano, a expectativa de vida da população mundial tem aumentado gradualmente. O resultado desse fenômeno é a existência de populações com idades médias cada vez maiores e, portanto, aumento da incidência de doenças características dessas faixas etárias. Consequentemente, a gestão eficiente dos hospitais torna-se cada vez mais importante para a sociedade à medida que a demanda por seus serviços aumenta. Segundo Burmester (2013), desde a antiga Grécia há exemplos de serviços de saúde com alto nível de atendimento. É provável que desde os primórdios da civilização a preocupação com serviços de saúde tenha sido relevante, contudo, a indústria da saúde foi lenta ao incorporar técnicas administrativas desenvolvidas ao longo do século XX. Embora o atendimento pessoal resulte em bons indicadores de percepção do serviço dos pacientes, a gestão hospitalar focalizar o atendimento ao cliente pode não direcionar a devida atenção e energia para a melhoria de outros processos importantes que atuam como suporte aos pacientes e por vezes consomem recursos demais, gerando desperdícios, aumentando períodos de espera ao paciente e custos da instituição. De acordo com Baker e Taylor (2009), embora o atendimento e tratamento médico oferecidos aos pacientes nos hospitais em geral seja bom, falhas ou desperdícios costumam ocorrer com frequência nos processos de apoio. A pinça é um dos instrumentos essenciais para a realização de intervenções cirúrgicas, destacando-se como uma ferramenta médica que auxilia na remoção de pontos, realização de exames e execução de curativos e procedimentos variados. Há diferentes tipos de pinças crúrgicas, cada qual indicada para diversos tipos de abordagens. O que determina qual o material instrumental a ser utilizado é o tipo de tecido em que será feita a intervenção, e cabe aos profissionais de saúde escolher o instrumento adequado para cada tipo de cirurgia. 2.REVISÃO DE LITERATURA 2.1 PINÇAS E SUAS FUNÇÕES: Pinça de Adson A pinça de Adson é indicada para manipulação de tecidos delicados, como a pele, e pode ter dois tipos de ponta: dentada ou lisa. Em sua utilização, ela retém parte do tecido enquanto o cirurgião manipula outros instrumentos, como a tesoura e o bisturi, facilitando a tarefa. Pinça de Allis A pinça de Allis, por sua vez, deve ser utilizada para a manipulação de tecidos mais robustos e músculos, além de auxiliar na remoção de tecidos do organismo. Pinça Kocher A característica principal da pinça Kocher é sua maior capacidade de reter tecidos, devido ao formato com um par de dentes em sua extremidade. Ela pode ser reta ou curva, mas só deve ser utilizada em casos em que as outras pinças realmente não funcionem, uma vez que o risco de causar traumas ao tecido é maior. Pinças hemostáticas traumáticas As pinças hemostáticas são utilizadas para a manipulação de vasos sanguíneos, e podem ser classificadas entre traumáticas e não traumáticas. A finalidade das pinças hemostáticas traumáticas é induzir a hemostasia temporária, um processo fisiológico que consiste no bloqueio de lesões vasculares para interromper sangramentos e hemorragias. Pinças hemostáticas não traumáticas As ferramentas não traumáticas são utilizadas para obstruir temporariamente o fluxo sanguíneo por meio do pinçamento. A finalidade é reduzir a possibilidade de trauma vascular ao longo do processo cirúrgico. Outras pinças cirúrgicas Há, ainda, diversos outros tipos de pinças cirúrgicas de uso mais específicos. É o caso da pinça Bruenngs — usada para tratamento do septo nasal —, a pinça Beyer Saca (para o tratamento de cavidades) e da pinça Babcock para intestino. 2.2 SUTURAS: ENTENDA OS TIPOS, INDICAÇÕES, TÉCNICAS Os conhecimentos em suturas, bem como a indicação do seu uso é indispensável a qualquer médico(a) generalista. Para isso, é necessário entender as técnicas e suas indicações, bem como os fios de escolha para a sua realização. Para que servem as suturas. As suturas são um conjunto de manobras realizadas para unir tecidos com a finalidade de restituir a anatomia funcional. Isso significa que o sucesso de uma sutura envolve não apenas o aspecto estético visual, mas a funcionalidade preservada ou devolvida ao tecido suturado. Com isso, a sutura auxilia no processo de cicatrização, sendo ela a síntese definitiva, um processo biológico. Assim sendo, para atingir esses objetivos, a aproximação das estruturas teciduais através da disposição ordenada nós cirúrgicos exige conhecimentos especiais. Eles se abrangem desde a técnica, fios à aplicações em cada tipo de tecido. Os 4 objetivosbásicos de uma sutura são: 1. Evitar infecção da ferida; 2. Promover a hemostasia; 3. Diminuir o tempo de cicatrização; 4. Favorecer um resultado estético. Quando as suturas estão indicadas quando não são? Um pensamento de senso comum, a melhor opção para restaurar a continuidade anatômica e funcional de um tecido é através da sutura. No entanto, existem situações específicas em que as suturas estão indicadas e contraindicadas. Assim, de maneira geral, as suturas estão indicadas para ferimentos limpos, sem sinais de infecção vigente ou de fatores que possam levar a uma evolução desfavorável. Esses fatores podem incluir sujidade, tecidos desvitalizados ou corpos estranhos. Além disso, sintetiza-se as feridas em um prazo máximo de 18 horas, desde que não havendo sinais de infecção. Apesar de essa ser uma recomendação geral, esse prazo pode variar, a depender do local. Em face, por exemplo, costuma-se tolerar um prazo de 24 horas. Ainda, em casos mais específicos, até mesmo de 48h-72h, respeitando a não infecção. Por outro lado, ferimentos contaminados, sangrantes ou muito superficiais não costumam indicar a realização de suturas. Ainda, quando e entende que o resultado estético não será positivo para o paciente, a escolha é não realizar o procedimento. Em casos de pacientes com comorbidades, as orientações também variam. Comorbidades como diabetes, doença arterial periférica e feridas crônicas prejudicam a formação de tecido de granulação. Por isso, esses pacientes não devem ser suturados com mais de 6 horas em extremidades (menor perfusão), ou mesmo não serem suturados a depender do local. A sutura ideal busca promover o melhor aspecto funcional e estético possível. Para isso, algumas recomendações básicas são necessárias: · Assepsia adequada: infecções podem fazer deiscência de sutura, por que enfraquecem e destroem os tecidos; · Bordas regulares: facilita a exposição das suturas e sua execução; · Boa captação das bordas: bordas bem alinhadas e coaptadas facilitam o processo de cicatrização, reduz formação de queloides e contribui para uma melhor estética; · Hemostasia: hematomas dificultam a cicatrização e favorece infecções (meio de cultura para os microrganismos). Cuidado! Excesso de hemostasia pode fazer isquemia e promover necrose tecidual; · Evitar espaço morto: pode haver acúmulo de líquidos e afastar os tecidos; · Realizar por planos: promove bom confrontamento das bordas e evita o espaço morto; · Realizar a técnica adequadamente: adequar a sutura ao tecido, com relação a tensão, tipo de fio e espaçamento correto entre os pontos; · Evitar isquemia e corpos estranhos; · Utilizar material apropriado. Além disso, em casos de pacientes que foram mordidos ou sofreram ferimentos com material metálico, deve-se orientá-lo para a profilaxia contra raiva e tétano. Instrumentais e material necessário para uma sutura: o que usar. Para uma sutura bem feita não é necessário apenas técnica, mas instrumentais de boa qualidade e coerentes com a finalidade do procedimento. Entre eles, temos as pinças de dissecção. Elas são instrumentos de apreensão dos tecidos, favorecendo sua manipulação. Dessa forma, podem ser atraumáticas (anatômica) ou traumáticas com “dente de rato”, que são usadas na confecção de pontos na pele. Em geral, após o paciente estar anestesiado, utiliza-se as pinças de dissecção traumática para atestar a anestesia. Para isso, pergunte ao paciente: “senhor(a), está sentindo alguma dor?”. É importante que a pergunta se refira à dor, uma vez que a anestesia não suprime a sensibilidade completa. Os porta agulhas são usados para a condução da agulha curva. Esse instrumental é um dos protagonistas do seu procedimento, funtamental para a manipulação adequada do fio agulhado. As agulhas podem ser curvas (mais usadas) ou retas. Ainda, podem ser traumáticas, quando o fio não vem montado e há um orifício para sua colocação ou as traumáticas, ou seja, já montadas com o fio. Sutura em cavidade. Na mão direita, porta-agulha com fio agulhado. Na mão esquerda, pinça de dissecção. Fios cirúrgicos: qual escolher para a sua sutura. Os fios cirúrgicos possuem uma variedade considerável. Essa variação se deve aos diferentes tipos de tecidos a serem suturados, bem como a permanência ou não desse material. Com isso, os fios podem ser de origem sintética ou orgânica e monofilamentares (levam à menor reação inflamatória) ou multifilamentares. Se fossemos pensar em fio ideal, ele deveria ter as seguintes características: ter a resistência tênsil igual a dos tecidos, ser fino, regular, flexível, ter pouca reação tecidual e baixo custo. Os fios ainda podem ser classificados em absorvíveis e não absorvíveis: · Fios Absorvíveis: · Origem animal: Catgut simples e cromado · Origem sintética: Vycril, Dexon, Monocryl, Vycril Rapid e PDS II · Fios Não absorvíveis: · Animal: seda · Vegetal: Linho e Algodão · Sintética: Mononylon (poliamida), Prolene (polipropileno), Mersilene, Polycot, Aciflex Os fios não absorvíveis, na maioria das vezes, não precisam ser retirados e levam à menor reação inflamatória. O calibre dos fios varia de nº 0 até nº 12.0. Quanto menor o número de zeros, maior é o calibre do fio, portanto, um fio 2.0 (dois zeros) é mais calibroso que o fio 4.0 (quatro zeros).Isso é importante por que cada calibre do fio exerce uma tensão na sutura, sendo necessária a escolha do calibre adequado. Além disso, cada calibre tem sua aplicação: oftalmologia e microcirurgia (7.0 – 12.0); face e vasos (6.0); face, pescoço e vasos (5.0); mucosa, tendão e pele- abdome e tronco (4.0); pele- extremidades e intestino (3.0); pele- extremidades-, fáscia e vísceras (2.0); parede abdominal, fáscia e ortopedia (0-3) Como escolher o tipo de sutura? Aa suturas pode ser contínua ou descontínua, possuindo diferenças significativas entre seus objetivos Na sutura descontínua os fios são fixados separadamente, podendo variar a tensão de acordo com a necessidade em cada ponto. É considerada mais segura, já que o rompimento de um ponto não inviabiliza a sutura toda. É menos isquemiante, confere maior permeabilidade à ferida e consegue força tensil maior e de modo mais rápido. Como desvantagens, possui uma elaboração mais lenta e trabalhosa. Na sutura contínua, o fio é passado do início ao fim sem interrupções. É uma sutura de execução mais rápida que a descontínua. É mais hemostática, tendo a mesma tensão em todo percurso da sutura. Como desvantagens, pode ser estenosante e impermeável e o rompimento de um ponto pode comprometer toda a sutura. Além disso, a sutura contínua tem uma tendência a reduzir a microcirculação das bordas da ferida, prolongando a fase destrutiva da cicatrização e aumentando formação de edema. Geralmente usa-se fios absorvíveis nas suturas contínuas. Quais são as suturas com pontos descontínuos? Como comentamos, os pontos descontínuos promovem menos tensão. Além disso, é uma técnica que permite a drenagem de fluidos da cavidade, podendo ser positiva a depender do prognóstico. Ponto simples A técnica de ponto simples é relativamente simples e envolve passar a agulha através de uma borda da pele, depois através da outra borda, formando uma espécie de laço que é puxado suavemente para aproximar as bordas da ferida. Em seguida, o fio é amarrado para manter as bordas unidas. Esse processo é repetido ao longo da ferida até que todas as áreas que precisam ser fechadas estejam devidamente suturadas. Ponto simples invertido Variação do ponto simples, onde o nó fica oculto dentro do tecido. É um ponto de sustentação permanente que tem a finalidade de reduzir a tensão na linha de sutura. Donatti ou U vertical É a associação de dois pontos simples. Cada lado da borda é perfurado duas vezes. Assim, a primeira transfixação ocorre há até 10mm da borda e inclui pele e camada superior do subcutâneo, já a segunda perfuração é trans-epidérmica, há cerca de 2mm da borda. Esse ponto é também conhecido como “longe-longe, perto-perto”, apenas para fins didáticos. É um ponto que promove boa hemostasia, sendo mais utilizado quando há hemorragiasubdérmica e dérmica. Reduz tensão e promove boa coaptação das bordas, evitando sua invaginação, entretanto, o resultado estético é inferior. Ponto em U horizontal ou Colchoeiro É semelhante ao Donatti, diferindo na posição horizontal das alças. Dessa forma, é utilizado para produzir hemostasia e em suturas com alguma tensão (como cirurgia de hérnias, suturas de aponeurose), que impede a coaptação perfeita das bordas. Ponto em X Executado para que fique duas alças cruzadas. Esse ponto aumenta a superfície de apoio de uma sutura para hemostasia ou aproximação. É usado em fechamento de paredes e suturas de aponeurose, músculos, e até em couro cabeludo. Suturas com pontos contínuos Por outro lado, os pontos contínuos fornecem uma tensão maior. Embora a hemostasia e junção das bordas seja maior, bem como a hemostasia, o rompimento de um dos pontos (deiscência), compromete toda a sutura. Chuleio simples Sutura rápida e de fácil execução, aplicada em qualquer tecido com bordas não muito espessas. Assim, é muito usada em suturas de vasos, por que faz boa hemostasia e pode ser usada também em peritônio, músculos aponeurose e tela subcutânea. Chuleio ancorado é uma variação do chuleio simples. Dessa forma, o fio passa externamente por dentro da alça anterior, fazendo uma âncora, antes de ser tracionado. É mais hemostática que a anterior e por isso mais isquemiante. Intradérmica É um tipo de sutura que tem um ótimo resultado estético. Nessa técnica a agulha passa horizontalmente através da derme superficial, paralelo à superfície da pele, aproximando as bordas. Por isso não deixa impressões de sutura no tecido externo. Utilizado em feridas com pouca tensão. Que tipo de sutura e qual fio escolher? A sutura de boa qualidade, que garante hemostasia e evita uma resposta tecidual exacerbada precisa de boa técnica. Parte dela é saber escolher o fio “ideal” para cada tipo de pele. Abaixo, temos alguns exemplos de tecidos orgânicos suturados mais costumeiramente, com a recomendação do tipo de fio a se usar, bem como a sutura. Profilaxia antitetânica: prevenindo uma má resposta à sutura. A profilaxia do tétano acidental é extremamente importante, por isso devemos ficar atentos à situação vacinal de cada paciente que chega com um ferimento e ao tipo de ferida. · Ferimentos com baixo risco: Ferimentos superficiais, limpos, sem corpos estranhos ou tecidos desvitalizados · Ferimentos com alto risco: Ferimentos profundos ou superficiais sujos; com corpos estranhos ou tecidos desvitalizados; queimaduras; feridas puntiformes ou por armas brancas e de fogo; mordeduras; politraumatismos e fraturas expostas. O Kit Sutura Estéril Descartável contém todo o material necessário para a sutura de regiões superficiais da pele, podendo servir para o atendimento de emergências ou procedimentos cirurgicos de pequeno porte em hospitais ou consultórios. Estéril e descartável: dupla segurança para o binômio médico / paciente.O kit tem que conter os principais equipamento e importantes também para realizar uma sutura de qualidade e esses principais componentes são: · Kit composto por: · 1 pinça dente de rato; · 1 tesoura Íris; · 1 porta agulhas Mayo Hegar; · 1 campo cirúrgico, pleno, em TNT dupla face; · 1 campo cirúrgico, fenestrado, em papel dupla face; · 5 compressas de gaze; · 1 fio cirúrgico mononylon 5-0, com 45 cm de comprimento, agulhado; · Agulha 3/8 circular, formato triangular 2,0 cm. Fio preto. 3. METODOLOGIA Este estudo consiste em uma análise integrativa, técnica que visa reunir e resumir os achados de diversas pesquisas sobre um tema específico de forma organizada, contribuindo para o aprofundamento do entendimento sobre o assunto em questão. Surge como uma abordagem que visa sintetizar o conhecimento e integrar a aplicação de resultados de estudos relevantes na prática (SOUZA; SILVA e CARVALHO. 2010). O método de elaboração da revisão integrativa é composto por seis etapas: identificação do tópico e questão de pesquisa; definição de critérios para seleção de estudos, amostragem e busca na literatura; extração e categorização das informações dos estudos selecionados; avaliação dos estudos incluídos; análise dos resultados; e divulgação e síntese do conhecimento obtido (SOUZA; SILVA CARVALHO,2010). 4. CONSIDERAÇÕES FINAIS Para elaborar o estudo, foi preciso reunir e apresentar os resultados de pesquisas sobre o tema. Dessa forma, buscou-se contextualizar os resultados dos estudos, com o objetivo de identificar os tipos de pinças que poderiam ser admnistradas, e ter o cuidado de evitar riscos durante a admissão de pacientes. As pesquisas mostram que a utilização de kit certo na utlização de suturas é importante e é decisivo para que tudo ocorra bem o processo. Ter um diagnóstico preciso é crucial para iniciar um procedimento correto e mais rápido possível , permitir uma intervenção eficaz. A condução deste estudo trouxe não apenas uma maior experiência profissional à autora, mas também um conhecimento mais aprofundado sobre o assunto, o que nos leva a questionamentos e preocupações. Sabe-se que a admissão hospitalar é o momento mais crítico de assistência ao paciente, onde se cria a linha de cuidados. Desenvolver métodos de acolhimento que permita atender o doente em todas suas necessidade ainda é um obstáculo a toda equipe de saúde. Conclui-se que, a temática soma importantes informações para o mundo acadêmico e a equipe multiprofissional, onde torna-se evidente a necessidade de mais estudos e aperfeiçoamento para uma melhor assistência ao paciente durante a admissão hospitalar. REFERÊNCIAS ALVES FILHO, Avelino. Elementos Finitos–A base da tecnologia CAE. Editora Saraiva, 2018. DA SILVA, Fabricia Bersi et al. Impacto do uso da pinça seladora ou do bisturi harmônico nos desfechos intra-hospitalares e no custo de procedimentos de tireoidectomia. Einstein (16794508), v. 10, n. 3, 2012. DAVISON, Thomas W. et al. Clamp coagulator/cutting system for ultrasonic surgical instruments. U.S. Patent n. 5,322,055, 21 jun. 1994. FEINBERG, Marc; SEITZINGER, Michael. Cutting and coagulating forceps. U.S. Patent No 5,458,598, 1995. GOFFI, F. S.; TOLOSA, E. M. D. C. Técnica cirúrgica: bases anatômicas, fisiopatológicas e técnicas da cirurgia. 4. Ed. São Paulo: Atheneu, v. único, 1997. MARQUES, R. G. Técnica Operatória e Cirurgia Experimental. 1 ed. São Paulo. Guanabara Koogan, v. único, 2005 MAGALHÃES, R. G. Técnica Cirúrgica e Cirurgia Experimental. São Paulo: Sarvier, 1996 Mélega JM. Cirurgia Plástica Fundamentos e Arte; Princípios Gerais. Rio de Janeiro: Médisi; 2002. image2.jpeg image3.jpeg image4.jpeg image5.jpeg image6.jpeg image7.jpeg image8.jpeg image1.png