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Provas
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
PROVAS
PROVAS: ÔNUS E MEIOS
1. Objeto das Provas:
• fatos;
Ex.: se o Juiz souber que Ana fez horas extras, irá condenar o empregador a realizar o 
pagamento das horas extras.
• excepcionalmente, o direito (estrangeiro, municipal, distrital ou consuetudinário – art. 
376, NCPC).
Ex.: um indivíduo morava em Barcelona e arranjou um trabalho. Observa-se que direito 
material aplicável será o do país da prestação de serviços, ou seja, de Barcelona.
Ao voltar ao Brasil, o indivíduo ajuizou uma reclamação trabalhista no Brasil.
Obs.: Um empregado brasileiro que trabalhou no estrangeiro, poderá ajuizar uma reclamação 
trabalhista no Brasil, desde que não haja norma internacional dispondo em contrário.
Em razão disso, será necessário provar como era o direito estrangeiro, as férias e as 
horas extras. 
2. Princípio da Aquisição Processual ou da Comunhão das provas
Obs.: Nesse princípio, as provas pertencem ao processo, não importando quem produ-
ziu a prova.
Depois de produzida, a prova é adquirida pelo processo. Uma vez colacionada as provas 
aos autos, pertencem ao processo, cabendo ao juiz apreciá-las independentemente de quem 
as tenha produzido.
Art. 371, CPC. O juiz apreciará a prova constante dos autos, independentemente do 
sujeito que a tiver promovido, e indicará na decisão as razões da formação de seu con-
vencimento.
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
3. Regras de distribuição do ônus da prova
• As regras de distribuição do ônus da prova dirigem-se:
a)Para as partes: orientam-nas sobre o que precisam provas (ônus subjetivo);
As partes devem saber que possuem ônus da prova, sob pena de arcar com a decisão 
desfavorável.
b)Para o juiz (como regra de julgamento): orientam-no como decidir no caso de insufici-
ência de provas (ônus objetivo).
Obs.: conforme o que for comprovado, o Juiz irá julgar de acordo com os fatos demonstrados.
Ex.: supondo que os fatos não foram comprovados e o Juiz não sabe o que aconteceu.
Caso o Juiz não saiba o que ocorreu, deverá julgar valendo-se das regras de distribuição 
do ônus da prova.
As regras de distribuição do ônus da prova são dirigidas às partes, tendo em vista que 
arcam com a decisão desfavorável e são regras dirigidas ao Juiz. 
Ex1.: Nicolau trabalhava na mercearia Sandro e levava 3 horas para chegar ao local 
de trabalho.
Após um período, Nicolau alugou uma casa em frente a empresa e não queria mais rece-
ber o vale transporte.
Obs.: o empregador desconta até 6% do salário do empregado para pagar o vale transpor-
te do empregado.
Sandro procurou advogados para saber se podia simplesmente parar de pagar o vale 
transporte para Nicolau. 
Observa-se que Sandro foi orientado pela advogada Ana que poderia parar o pagamento 
do vale transporte, no entanto, iria precisar de documentos como a conta de luz do novo 
endereço e uma declaração de próprio punho para garantir que ele passou a morar à frente 
da empresa.
Nicolau parou de receber o vale transporte, após um período saiu da empresa e ajuizou 
uma reclamação trabalhista contra a empresa solicitando o vale transporte e dispondo que 
em um certo momento o empregador parou de pagar uma parte do vale transporte.
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Essa reclamação foi distribuída para uma das varas do trabalho. Ao chegar na vara do 
trabalho, automaticamente foi enviada uma notificação para as partes comparecerem em 
audiência.
No dia da audiência, o reclamado apresentou a contestação destacando as provas docu-
mentais que foram assinadas por Nicolau, ou seja, a conta de luz com o seu endereço e a 
declaração de próprio punho assinada por Nicolau.
No momento de proferir a sentença o Juiz considera as provas e os fatos apresentados 
que lhe fornecem direito, sendo que nesse processo ficou comprovado que Nicolau não pre-
cisava do vale transporte.
Por fim, o Juiz julgou improcedente o pedido de Nicolau.
Ex2.: Nicolau ajuizou uma reclamação trabalhista que foi distribuída para uma das Varas 
do Trabalho, sendo que, quando o processo chega na Vara do Trabalho, automaticamente o 
servidor irá encaminhar uma notificação para que as partes compareçam em audiência. 
No entanto, o empregador não solicitou a documentação exigida pelos advogados para 
suspender o pagamento do vale transporte a Nicolau.
No dia da audiência, o empregador apresentou uma contestação, negando que Nicolau 
precisava do vale transporte, considerando que ele havia se mudado para frente da empresa 
e não possuía documentos que comprovem a sua contestação.
No momento de proferir a sentença o Juiz irá considerar as provas e os fatos apresenta-
dos, no entanto, o empregador não provou os fatos.
Obs.: O Juiz irá proferir a sentença valendo-se das regras de distribuição do ônus da prova.
O ônus da prova de demonstrar que o empregado não precisava do vale transporte é do 
empregador.
Considerando que o empregador não se desenvolveu no seu ônus, o empregador arcará 
com a decisão desfavorável, logo, o Juiz irá proferir a sentença julgando procedente o pedido 
de Nicolau. 
Nesse caso, o ônus da prova é do empregador, conforme a súmula 460 do TST.
Obs.: Quando o empregado depende de vale transporte para ir e voltar do trabalho, será 
devido o vale transporte.
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Quando o local entre a residência do empregado e empresa é de 700 metros, o vale 
transporte não será devido.
Art. 818, CLT - ÔNUS DA PROVA
Observa-se que o art. 818, CLT, dispõe que cabe ao reclamante o ônus da prova dos 
fatos constitutivos do seu direito.
O ônus da prova será do reclamante quanto aos fatos constitutivos dos seus direitos.
Obs.: fatos constitutivos são os fatos que geram o que o reclamante pede.
Ex.: Nicolau alega que exercia a mesma função de Vinicius e quer receber o mesmo 
salário. 
Nesse caso, Nicolau deverá provar que exerce a mesma função de Vinicius.
O reclamado possui o ônus de demonstrar o fato modificativo, impeditivo e o instintivo do 
direito do autor.
Ex.: o reclamante ajuíza a reclamação trabalhista e solicita a equiparação salarial, sendo 
que o reclamante deverá demonstrar que exercia a mesma função que o outro empregado.
O reclamado, na contestação, admite que o reclamante e o outro empregado exerciam a 
mesma função.
No entanto, o reclamado apresentou outro fato dispondo que o paradigma era o empre-
gado readaptado, ou seja, conforme o art. 461, §4º, empregados e adaptados não servem 
como modelo.
Observa-se que o outro fato apresentado pelo reclamado serve para impedir a equipara-
ção dos salários. 
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��Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a aula 
preparada e ministrada pela professora Aryanna Linhares. 
A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo 
ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura exclu-
siva deste material.
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