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1 UNIVERSIDADE ANHANGUERA UNIDERP CLAUDINEIDE PEREIRA MARINHO RELATÓRIO DO ESTÁGIO OBRIGATÓRIO III: GESTÃO EDUCACIONAL E ESPAÇOS NÃO ESCOLARES BRASÍLIA 2022 2 SUMÁRIO INTRODUÇÃO.................................................................................................. 03 LEITURAS OBRIGATÓRIA ............................................................................03 ATUAÇÃO DA EQUIPE PEDAGÓGICA NO ACOMPANHAMENTO DO DESENVOLVIMENTO DA DISCIPLINA ..........................................................05 PLANO DE AÇÃO ............................................................................................06 CONSIDERAÇÕES FINAIS ............................................................................10 REFERÊNCIAS ................................................................................................11 3 INTRODUÇÃO Este relatório corresponde a mais um momento vivenciado durante o estágio. Agora, voltado às atividades de observação na gestão. De volta à escola Fundamental Paraíso, para realizar o estágio em gestão. Por intermédio de pesquisa de campo, verificando e acompanhando o desempenhar das inúmeras funções do supervisor de campo, foi viável perceber algumas atividades, a seguir: caracterização dos espaços de atuação do pedagogo e educativo, argumento de atuação do pedagogo diante do método do trabalho pedagógico no espaço educativo, verificação do PPP (Projeto Político Pedagógico) e em seguida foi elaborado um plano de ação e também foi apresentado esse plano na escola. O estágio foi realizado seguindo um cronograma do curso: leitura minuciosa do manual do estagiário fornecido pela Universidade, fundamentação teórica, conhecimento da escola campo e os projetos desenvolvidos pelo mesmo; observação dos trabalhos da gestão, entrevista e, por fim a elaboração final deste relatório. O estágio representa uma experiência riquíssima para o educando. Mais do que constituir uma atividade de pesquisa para fundamentar o estudo teórico, o estágio proporciona experiência, mesmo que primária entre o aluno e o campo de atuação. O trabalho do professor não se limita ao exercício de atividades isoladas, é um trabalho diversificado que exige competência e comprometimento para eficiência em sua execução. Durante o estágio orientado, cujo objetivo é contribuir para o aperfeiçoamento acadêmico no curso de Pedagogia, ficou evidente para esta aluna o quanto é importante o contato direto com situações diárias da rotina escolar, para a área em que pretendo atuar. 1 LEITURAS OBRIGATÓRIAS ARTIGO: PEDAGOGIA EM AÇÃO: O PAPEL DO PEDAGOGOE SUAS DIVERSAS ATUAÇÕES. Adrian Alvarez* e Mariana Rigo. Conforme a leitura feita, observa-se, que os autores, no artigo apresenta, em linhas gerais, a constituição da graduação em Pedagogia, da forma pela qual a educação chegou ao Brasil e o modo como foi se modificando até os dias atuais. Na sequência, será disposto o campo de trabalho no qual o pedagogo poderá dispor de seus conhecimentos e contribuir com os indivíduos envolvidos no processo. Nessa linha de pesquisa, percebe-se, que os autores, rememoram abordando a Pedagogia, que é a área educativa que tem por finalidade ensinar a teoria e a prática, estimular o aprimoramento do saber, ou seja, aplicar e disponibilizar para a sociedade o saber científico. O termo Pedagogia e o papel do educador surgiram na Grécia antiga e em Roma. Nesse período, seu papel 4 era o de transmitir conhecimento; então, ao longo dos anos, sua função foi se aprimorando, chegando aos dias de hoje como especialista em conduzir conhecimentos e práticas educativas em contextos e ambientes variados. Ressalva-se, entretanto, que após a reforma universitária de 1968 e o parecer CFE n. 252/69, as formações se unificaram e hoje em dia o curso tem a duração de quatro anos, as atividades práticas já estão dentro dos anos de formação. Por fim, o acadêmico egresso com o diploma de licenciado pode desempenhar suas atividades na escolarização dos anos iniciais e também nas disciplinas de Matemática, Geografia e Estudos Sociais no primeiro ciclo do ensino secundário. Com a crescente ampliação de escolas, a necessidade de professores capacitados para essa função aumenta significativamente. Uma reforma curricular nos cursos de graduação é exigida, pois, como a demanda aumenta, o profissional formado nessa área precisa desempenhar e se mostrar capacitado para atuar nas diversas áreas tanto administrativas, dentro do espaço escolar, como nas de formação do conhecimento científico. Nota-se, que após a Lei n. 5.540 de 1968, a faculdade de Pedagogia ganha novos espaços de atuação. Segundo o Parecer do Conselho Nacional de Educação, o objetivo central do curso de Pedagogia hoje é: [...] a formação de profissionais capazes em exercer a docência na Educação Infantil, nos anos iniciais do Ensino Fundamental, nas disciplinas pedagógicas para a formação de professores, assim como para a participação no planejamento, gestão e avaliação de estabelecimentos de ensino, de sistemas educativos escolares, bem como organização e desenvolvimento de programas não escolares (CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO, 2005, p.5). Ainda diante dos documentos sobre o curso de Pedagogia evidencia-se que deveria ter caráter de graduação e que seria ao mesmo tempo uma licenciatura e um bacharelado, como apresenta o trecho: O curso de Pedagogia, porque forma o profissional de educação para atuar no ensino, na organização e gestão de sistemas, unidades e projetos educacionais e na produção e difusão do conhecimento, em diversas áreas da educação, é, ao mesmo tempo, uma Licenciatura e um Bacharelado (BRASIL, 2002, p. 4). Vale salientar, que como último documento analisado está Diretrizes Curriculares para o Curso de Pedagogia. Presente no artigo segundo do Conselho Nacional de Educação – Parecer CNE/CP n. 5/2005, observa-se a finalidade do curso de Pedagogia nas universidades: As Diretrizes Curriculares para o curso de Pedagogia aplicam-se à formação inicial para o exercício da docência na Educação Infantil e nos anos iniciais do Ensino Fundamental, nos cursos de Ensino Médio, na modalidade Normal, e em cursos de Educação Profissional na área de serviços e apoio escolar, bem como em outras áreas nas quais sejam previstos conhecimentos pedagógicos (CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO, 2005, p.19). Nos dia de hoje, o curso de Pedagogia na Universidade Estadual do Oeste do Paraná, em Cascavel, tem uma visão voltada apenas para o trabalho docente escolar, porém, não se limita apenas a isso, o papel do pedagogo é disseminar o conhecimento e segundo Libâneo (2001), há intervenção pedagógica na televisão, no rádio, nos jornais, nas revistas, nos quadrinhos, na produção de material informativo, nos mapas, nos vídeos, na criação de jogos etc. A mídia também se integra a essa perspectiva de prática pedagógica, assim como nas empresas, nas práticas de serviço social, na medicina, nos espaços interativos (família, escola, igreja, 5 comunidade), portanto, em qualquer ambiente em que a apropriação do conhecimento se faça necessária. Evidencia-se, então, que Pedagogia não é um curso apenas, é um campo que compõe conhecimento científico. O profissional dessa área realiza tarefas educativas na formação e construção da humanidade, portanto, o pedagogo amplia seu campo de conhecimento em duas vertentes: a escolar e a não escolar. Pensa nas ações metodológicas, nos trabalhos realizados na escola. Esses documentos passam por revisões de tempo em tempo são atualizados conforme as características novas que são sugeridas metodologicamente por diferenciação da comunidade escolar. ATUAÇÃO DA EQUIPE PEDAGÓGICA NO ACOMPANHAMENTO DO DESENVOLVIMENTODA DISCIPLINA Principais atribuições do (a) diretor da escola. Existem vários aspectos do trabalho que o diretor deve fazer na escola e que chamamos de papéis ou atribuições, entre eles que o diretor é o representante legal da secretaria estadual de educação e de que ele representa os alunos, a sua equipe e a comunidade, sendo o responsável por criar um ambiente de trabalho onde haja respeito e confiança entre os membros da equipe escolar, assegurando condições para o alcance dos objetivos Ter iniciativa e firmeza de propósito para realização de ações, ser conhecedor dos assuntos técnicos, pedagógicos, administrativos, financeiros e legislativos, ter espírito ético e solidário, além de ser conhecedor da realidade da escola, precisando conhecer não apenas a escola internamente, mas a comunidade em volta da escola. Além disso, é necessário que o diretor tenha credibilidade na comunidade, pois as pessoas, na maioria das vezes, avaliam o comportamento do diretor da escola com o comportamento que ele apresenta na vida social. Ainda acho importante que seja um defensor da Educação, ter liderança democrática e capacidade de mediação, pois somente assim é que ele irá construir uma gestão democrática e participativa. Por isso, acho muito importante definir e distribuir tarefas dando total apoio às pessoas que trabalham comigo e lembrando-me sempre de que um bom relacionamento é a base para uma boa gestão. Trabalhando desta forma, acredito que a escola está sendo bem administrada, apresentando um ambiente de trabalho tranquilo e que propicia boas condições de aprendizagem. Assim, o foco do meu trabalho está voltado para a realização de um trabalho com determinação, a fim de tornar a escola um centro de qualidade de ensino e principalmente, de qualidade de vida. Atuação desse profissional quanto ao atendimento aos alunos e aos docentes. Atua dentro da escola nos processos ligados ao ensino e aprendizagem. É um trabalho de apoio educacional que fortalece a construção do conhecimento e está relacionado diretamente às atividades do professor. Existem vários aspectos do trabalho que o diretor deve fazer na escola e que chamamos de papéis ou atribuições, entre eles que o diretor é o representante legal da secretaria municipal de educação e de que ele representa os alunos, a sua equipe e a comunidade, sendo o responsável por criar um ambiente de trabalho onde haja respeito e confiança entre os membros da equipe escolar, assegurando condições para o alcance dos objetivos. Por isso, é muito importante definir e distribuir tarefas dando total apoio às 6 pessoas que trabalham juntamente com o diretor e lembrando-me sempre de que um bom relacionamento é a base para uma boa gestão. Trabalhando desta forma, acredita-se que a escola está sendo bem administrada, apresentando um ambiente de trabalho tranquilo e que propicia boas condições de aprendizagem. Da mesma forma que o diretor aprende diariamente no relacionamento com os alunos, também é necessário ir atrás de conhecimentos específicos, seja para auxiliar os alunos, professores ou funcionários da escola. O profissional da educação deve estar sempre atualizado e buscando novos conteúdos e maneiras de ensinar. Ser criativo também ajuda no relacionamento com as pessoas e possibilita que o conhecimento seja transmitido de forma inovadora e atrativa. Seu papel corresponde ao de um líder, podendo influenciar a todos de maneira positiva ou negativa. Desse modo, ele é de extrema importância para o dia a dia de uma instituição escolar. Isto é, ele deve desenvolver suas habilidades constantemente, com o objetivo de favorecer a qualidade da educação oferecida pela escola, assim como estimular as equipes que nela trabalham e a integração entre todos, inclusive pais e responsáveis. PLANO DE AÇÃO Descrição da situação-problema A motivação para a organização das atividades partiu da seguinte situação-problema: quais os comportamentos e características da comunidade escolar que levam à prática do bullying? Proposta de solução “Com o bullying não se brinca” Este projeto visa apresentar aos alunos do 5º ano o que é o "Bullying" e suas principais características, que são 1. Maus tratos entre alunos: agressão física, verbal, humilhação, ameaças, exclusão; 2. Existem os agressores, as vítimas e as testemunhas; 3. Problemas com autoestima, o rendimento escolar e o relacionamento; 4. Ansiedade e medo; 5. A pessoa que agride, provavelmente já foi agredida anteriormente ou por seus colegas ou pela sua família. 6. Existe também o cyberbullying (ameaças de difamação na Internet) 7 Percebemos que essa realidade está muito presente em nossos alunos, o que nos causa grande preocupação, portanto, escolhemos este projeto como meio de ensinar aos alunos estratégias “anti-bullying”, visando uma melhor convivência e harmonia entre eles. As atividades realizar-se-ão em 2022 com as seguintes etapas do projeto e discriminação de tarefas: - Trabalhar o estatuto contra o bullying. - Apresentação de seminários sobre os temas racismo, pluralidade cultural, orientação sexual, entre outros. Com reflexões e debates acalorados, até a criação e interação em comunidade virtual no site Orkut para trocas de experiências e depoimentos relacionados às práticas de bullying, e a montagem de um mural para expor as pesquisas e descobertas, sensibilizando todo o alunado e a comunidade escolar em relação aos temas estudados. - Sugerir a eles que criem uma história de alguém que tivesse sofrido Bullying, no formato que eles acharem melhor. Sugerir que criem uma apresentação em Power Point ou fotonovela a ser organizada também no programa mencionado. Os alunos podem usar suas habilidades tecnológicas, musicais ou teatrais numa história (Composições musicais, peças teatrais, fotonovelas, filmes, fotoblogs), entrevistas gravadas com depoimentos de pais, alunos e professores de outros colégios, com a supervisão da equipe multipedagógica. - Construção de cartilha Informativa. MÊS DE MARÇO – Apresentação do conceito de “bullying”, através de pesquisa na internet e enciclopédias e logo após debate para levantamento de propostas e conclusões. MÊS DE ABRIL – Apresentação em todas as salas do filme “A Corrente do Bem”. Intervenções dos professores. Obs. Todos os professores deverão assistir ao filme antes de ser exibido para os alunos. MÊS DE ABRIL – trabalhar o estatuto anti- bullying criado por alunos da Escola Municipal - Ensino Infantil e Ensino Fundamental. MÊS DE ABRIL – Criar o concurso para escolher um novo slogan sobre o bullying. MÊS DE MAIO – A montagem de mural para expor as pesquisas e descobertas, sensibilizando todo o alunado e a comunidade escolar em relação ao tema estudado. 8 MÊS DE JUNHO – Construção e distribuição de uma cartilha informativa, criação e interação em comunidade virtual no site oficial da Escola Municipal - Ensino Infantil e Ensino Fundamental para trocas de experiências e depoimentos relacionados a prática do bullying. MÊS DE AGOSTO – Os alunos podem usar suas habilidades tecnológicas e musicais (apresentar: Composições musicais, desenhos “artísticos ou em quadrinhos”, etc.) MÊS DE SETEMBRO – Os alunos darão continuidade as apresentações: Composições musicais, desenhos “artísticos ou em quadrinhos”, etc.) MÊS DE OUTUBRO – Entrevistas gravadas com depoimentos de pais, alunos e professores de outros colégios, com a supervisão de equipe psicopedagógica. MÊS DE NOVEMBRO – Culminância do projeto Objetivos do plano de ação O objetivo geral do Projeto será a realização de uma brigada antibullying, na qual todos os alunos discutirão estratégias de como evitar o problema na escola. - Proporcionar o contato maior do aluno com o assunto, bem como incentivá-los a terem atitudes corretas e não violentas no trato e contato com o outro, fazendo-osver que o Bullying, ocorre muitas vezes de forma tão sutil, que quase passa desapercebido. - Oportunizar aos alunos de uma escola carente um momento de conhecer o trabalho da escola Ensino Infantil e Ensino Fundamental com a apresentação da peça teatral e o desenvolvimento das atividades relativas ao tema, com o intuito de melhorar suas práticas de vivência individual e coletiva. Abordagem teórico-metodológica Segundo Fante (2015), os autores do Bullying são chamados de “bullies”. O Bullying nos apresenta ser tão antigo quanto a instituição escolar, mas só a partir dos anos 70 é que começou a ser estudado de forma sistemática e científica na Suécia, espalhando seu estudo por toda a Europa. Na Noruega grande era a preocupação geral sobre o tema, principalmente apresentada pelos meios de comunicação, contudo as autoridades da área educacional não tinham tanto interesse assim. Somente depois de 1982, quando uma criança e um adolescente de 10 e 14 anos respectivamente se mataram, talvez vítimas dos colegas na escola, ocorreu uma mobilização de ordem nacional em toda Noruega no combate ao Bullying: Esse fato originou grande tensão e divulgação nos meios de comunicação, atingindo a população de maneira geral, fazendo com que o 9 Ministério da Educação da Noruega, em 1983, fizesse uma campanha em escala nacional contra os problemas entre agressores e vítimas (FANTE, 2015, p. 45) Merece destaque segundo Arrieta (2010, p. 32), as pesquisas feitas na Noruega por Dan Olweus, que escreveu em 1993 o livro Bullying at Scholl. No ensinamento de Fante (2015), Dan Olweus foi o primeiro pesquisador que relacionou determinadas atitudes agressivas cometidas por estudantes com o termo Bullying, pois, procurou diferenciar determinadas brincadeiras típicas da infância de determinados atos cruéis que ocorriam nas escolas, e em nada tinha a ver com brincadeiras pueris, desenvolvendo critérios específicos para poder identificar as agressões que ocorriam entre alunos. (PEREIRA, 2012). O pesquisador Dan Olweus conseguiu tabular inúmero dados estatísticos: [...] tendo como base um questionário composto de 25 (vinte e cinco) questões entrevistou 84 mil (oitenta e quatro mil) estudantes em diversos níveis e períodos escolares, 400 (quatrocentos) professores e 1.000 (Um mil) pais. Com a realização das entrevistas, Dan Olweus pôde perceber a natureza do bullying, suas possíveis origens, ocorrências, formas de manifestação, extensão e características. (LEÃO, 2010, p. 121) No Brasil, desde o final da década de noventa, pesquisas tem sido feita buscando uma minimização da realidade encontrada em nossas escolas, que sofrem cotidianamente com o Bullying, e dentre vários trabalhos hoje existentes citamos o que foi pioneiro, de Fante e Pedra (2015, p. 49-50), os quais brilhantemente pesquisaram: [...] um universo de 2 mil alunos de escolas públicas e privadas da região de São José do Rio Preto. Os resultados foram surpreendentes: 49% dos participantes estavam envolvidos no fenômeno. Desses 22% eram vítimas, 15% agressores e 12% vítimas agressores. Com a evolução social o estudo do fenômeno Bullying tornou-se uma necessidade, pois, sua ocorrência se tornou uma constante no meio escolar causando enormes prejuízos de ordens diversas, e neste sentido o ensinamento de Melo, (2010, p. 24), dá conta que na atualidade muito se tem feito, mas o que “[...] há de novo no bullying é o estudo sistematizado numa metodologia científica, utilizando-se métodos e procedimentos adequados e atribuindo-se uma importância nova aos comportamentos antigos, sobretudo no âmbito escolar”. Recursos Internet para pesquisa de “bullying” no Brasil; material para a produção de um folheto sobre exemplos de bullying no país e de como termos atitudes antibullying em nossa escola: teatro, palestras, filmes, documentários, seminários, dança; música etc. 10 Considerações finais É relevante destacar, que com a intervenção proposta neste trabalho espera-se proporcionar uma reflexão profunda sobre toda forma de violência, agressão e bullying no espaço escolar, os alunos envolvidos no projeto após o conhecimento e discussão do tema, mudanças significativas de comportamento em relação a toda forma de “brincadeiras” preconceituosas, e até mesmo agressivas, deverão ocorrer e ainda se devem se mostrar motivados a dar continuidade ao trabalho dentro da escola, levando ao conhecimento de todos os alunos de uma escola pública municipal como o tema bullying a importância de intervir. Impressionante constatar que os alunos autores de bullying não se dão conta de que há algo errado acontecendo com eles, ao fazerem as ditas brincadeiras, acham que estão fazendo algo normal, sem restrições e que não precisa haver punição. CONSIDERAÇÕES FINAIS Escolhi para ser trabalhado com os alunos, entendendo que devíamos inserir o projeto Bullying, como mais uma forma de reforçar a cidadania e o respeito pelo outro. Com este projeto pretende-se atingir não só os nossos alunos, mas também ser levado para fora de nossa escola através de ações sociais que serão desenvolvidas numa escola pública, onde serão feitas as apresentações teatrais preparadas pelos nossos alunos. O objetivo desta visita é conduzir os alunos num trabalho de sensibilização e cidadania para compreender que podemos contribuir com a melhoria que queremos no mundo fazendo a nossa parte. Ao realizar o estágio supervisionado, pude observar que na pesquisa realizada, que é visível a participação e aplicação da direção, enquanto entidade gestora, neste plano. Foram observadas situações bastante democráticas durante o período de estágio, sendo comum perceber o livre acesso dos alunos à sala da Direção, bem como a naturalidade com que isso acontecia desde as abordagens à diretora e à coordenadora pedagógica, como a receptividade que estes alunos tinham por parte delas. Quanto ao atendimento aos pais, isto acontecia da mesma forma, mostrando-se as servidoras atenciosas e interessadas em resolver as situações. Existe na Escola a coerência entre a pesquisa feita na construção do seu PPP, na capacidade de diálogo, na participação, na autonomia e na realidade do cotidiano da escola. No seu PPP estão explícitas as dificuldades encontradas e ele não mascara as situações conflitantes que envolvem a sua realidade concreta. 11 É preciso refletir sobre a participação da comunidade dentro da escola, num processo em que tenha o poder de decidir e agir, composta por sujeitos formadores de sua própria história. É preciso romper com o modelo tradicional de educação, através do cultivo da participação, do trabalho coletivo, da ação colegiada e da realização pelo bem comum. É necessário possibilitar momentos de experimentação da democracia na escola, possibilitando que ela se torne uma prática efetiva, consolidada e possível de ser naturalmente vivenciada. A escola aos poucos está rompendo com a organização tradicional, repensando o trabalho docente, reavaliando significativas mudanças relativas à tradicional divisão do trabalho dos professores. Do trabalho isolado está passando para um trabalho participativo, dando liberdade e autonomia para seu corpo docente reelaborar velhas propostas à luz das novas mudanças pedagógicas e gestacionais. Nesta pesquisa foram evidenciadas muitas manifestações neste sentindo; portanto, a escola parceira está seguindo a legislação da melhor forma possível. O Estágio em Gestão Escolar foi um momento realmente marcante, enquanto acadêmico do Curso de Licenciatura em Pedagogia a Distância, e principalmente, como profissional na área docente, pois permitiu o entendimento de como ela é organizada e gerida. REFERÊNCIAS ARRIETA, Gricelda Azevedo. A violência na escola: a violência na contemporaneidade e seus reflexos na escola. Canoas: Ulbra, 2010. FANTE, Cleodelice AparecidaZonato. Fenômeno “bullying”: como prevenir a violência nas escolas e educar para a paz. Campinas: Verus, 2015. FANTE, Cleodelice Aparecida Zonato; PEDRA, José Augusto. Bullyng escolar: perguntas e respostas. Porto Alegre: Artmed, 2008. LEÃO, Letícia Gabriela Ramos. O fenômeno bullying no ambiente escolar. Revista FACEVV. n. 4, Jan./Jun. 2010, Vila Velha. p. 119-135. Disponível em: <http://www.facevv.edu.br/Revista/04/O%20FEN%C3%94MENO%20BULLYI NG%20NO%20AMBIENTE%20ESCOLAR%20%20leticia%20gabriela.pdf>. MELO, Josevaldo Araújo de: Bullying na escola: como identificá-lo, como preveni-lo, como combatê-lo. Recife: EDUPE, 2010. 12 PEREIRA, Bernardo Augusto da Costa. Bullying: implicações jurídicas e o papel do estado. [d.a. 2012]. CESUPA. Saber Jurídico. Disponível em:< http://www.fabsoft.cesupa.br/saber/artigos/edicao3/artigo_4_bernardo_pereira.p df>. 13