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UNIVERSIDADE ANHANGUERA UNIDERP 
 
 
 
 
 
 
 
CLAUDINEIDE PEREIRA MARINHO 
 
 
 
 
 
 
 
 
RELATÓRIO DO ESTÁGIO OBRIGATÓRIO III: GESTÃO EDUCACIONAL E ESPAÇOS NÃO 
ESCOLARES 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
BRASÍLIA 2022 
 
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SUMÁRIO 
 
INTRODUÇÃO.................................................................................................. 03 
 
 LEITURAS OBRIGATÓRIA ............................................................................03 
 
ATUAÇÃO DA EQUIPE PEDAGÓGICA NO ACOMPANHAMENTO DO 
DESENVOLVIMENTO DA DISCIPLINA ..........................................................05 
 
PLANO DE AÇÃO ............................................................................................06 
 
CONSIDERAÇÕES FINAIS ............................................................................10 
 
REFERÊNCIAS ................................................................................................11 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 3 
INTRODUÇÃO 
Este relatório corresponde a mais um momento vivenciado durante o 
estágio. Agora, voltado às atividades de observação na gestão. De volta à escola 
Fundamental Paraíso, para realizar o estágio em gestão. Por intermédio de 
pesquisa de campo, verificando e acompanhando o desempenhar das inúmeras 
funções do supervisor de campo, foi viável perceber algumas atividades, a 
seguir: caracterização dos espaços de atuação do pedagogo e educativo, 
argumento de atuação do pedagogo diante do método do trabalho pedagógico 
no espaço educativo, verificação do PPP (Projeto Político Pedagógico) e em 
seguida foi elaborado um plano de ação e também foi apresentado esse plano 
na escola. 
O estágio foi realizado seguindo um cronograma do curso: leitura 
minuciosa do manual do estagiário fornecido pela Universidade, fundamentação 
teórica, conhecimento da escola campo e os projetos desenvolvidos pelo 
mesmo; observação dos trabalhos da gestão, entrevista e, por fim a elaboração 
final deste relatório. 
O estágio representa uma experiência riquíssima para o educando. Mais 
do que constituir uma atividade de pesquisa para fundamentar o estudo teórico, 
o estágio proporciona experiência, mesmo que primária entre o aluno e o campo 
de atuação. O trabalho do professor não se limita ao exercício de atividades 
isoladas, é um trabalho diversificado que exige competência e comprometimento 
para eficiência em sua execução. 
Durante o estágio orientado, cujo objetivo é contribuir para o 
aperfeiçoamento acadêmico no curso de Pedagogia, ficou evidente para esta 
aluna o quanto é importante o contato direto com situações diárias da rotina 
escolar, para a área em que pretendo atuar. 
1 LEITURAS OBRIGATÓRIAS 
ARTIGO: PEDAGOGIA EM AÇÃO: O PAPEL DO PEDAGOGOE SUAS 
DIVERSAS ATUAÇÕES. Adrian Alvarez* e Mariana Rigo. 
Conforme a leitura feita, observa-se, que os autores, no artigo apresenta, 
em linhas gerais, a constituição da graduação em Pedagogia, da forma pela qual 
a educação chegou ao Brasil e o modo como foi se modificando até os dias 
atuais. Na sequência, será disposto o campo de trabalho no qual o pedagogo 
poderá dispor de seus conhecimentos e contribuir com os indivíduos envolvidos 
no processo. 
Nessa linha de pesquisa, percebe-se, que os autores, rememoram 
abordando a Pedagogia, que é a área educativa que tem por finalidade ensinar 
a teoria e a prática, estimular o aprimoramento do saber, ou seja, aplicar e 
disponibilizar para a sociedade o saber científico. O termo Pedagogia e o papel 
do educador surgiram na Grécia antiga e em Roma. Nesse período, seu papel 
 4 
era o de transmitir conhecimento; então, ao longo dos anos, sua função foi se 
aprimorando, chegando aos dias de hoje como especialista em conduzir 
conhecimentos e práticas educativas em contextos e ambientes variados. 
Ressalva-se, entretanto, que após a reforma universitária de 1968 e o 
parecer CFE n. 252/69, as formações se unificaram e hoje em dia o curso tem a 
duração de quatro anos, as atividades práticas já estão dentro dos anos de 
formação. Por fim, o acadêmico egresso com o diploma de licenciado pode 
desempenhar suas atividades na escolarização dos anos iniciais e também nas 
disciplinas de Matemática, Geografia e Estudos Sociais no primeiro ciclo do 
ensino secundário. Com a crescente ampliação de escolas, a necessidade de professores 
capacitados para essa função aumenta significativamente. Uma reforma curricular nos cursos 
de graduação é exigida, pois, como a demanda aumenta, o profissional formado nessa área 
precisa desempenhar e se mostrar capacitado para atuar nas diversas áreas tanto 
administrativas, dentro do espaço escolar, como nas de formação do conhecimento científico. 
Nota-se, que após a Lei n. 5.540 de 1968, a faculdade de Pedagogia ganha novos espaços 
de atuação. Segundo o Parecer do Conselho Nacional de Educação, o objetivo central do curso 
de Pedagogia hoje é: [...] a formação de profissionais capazes em exercer a docência na 
Educação Infantil, nos anos iniciais do Ensino Fundamental, nas disciplinas pedagógicas para a 
formação de professores, assim como para a participação no planejamento, gestão e avaliação 
de estabelecimentos de ensino, de sistemas educativos escolares, bem como organização e 
desenvolvimento de programas não escolares (CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO, 2005, p.5). 
Ainda diante dos documentos sobre o curso de Pedagogia evidencia-se que deveria ter 
caráter de graduação e que seria ao mesmo tempo uma licenciatura e um bacharelado, como 
apresenta o trecho: O curso de Pedagogia, porque forma o profissional de educação para atuar 
no ensino, na organização e gestão de sistemas, unidades e projetos educacionais e na produção 
e difusão do conhecimento, em diversas áreas da educação, é, ao mesmo tempo, uma 
Licenciatura e um Bacharelado (BRASIL, 2002, p. 4). 
Vale salientar, que como último documento analisado está Diretrizes Curriculares para 
o Curso de Pedagogia. Presente no artigo segundo do Conselho Nacional de Educação – Parecer 
CNE/CP n. 5/2005, observa-se a finalidade do curso de Pedagogia nas universidades: As 
Diretrizes Curriculares para o curso de Pedagogia aplicam-se à formação inicial para o exercício 
da docência na Educação Infantil e nos anos iniciais do Ensino Fundamental, nos cursos de 
Ensino Médio, na modalidade Normal, e em cursos de Educação Profissional na área de serviços 
e apoio escolar, bem como em outras áreas nas quais sejam previstos conhecimentos 
pedagógicos (CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO, 2005, p.19). 
Nos dia de hoje, o curso de Pedagogia na Universidade Estadual do Oeste do Paraná, em 
Cascavel, tem uma visão voltada apenas para o trabalho docente escolar, porém, não se limita 
apenas a isso, o papel do pedagogo é disseminar o conhecimento e segundo Libâneo (2001), há 
intervenção pedagógica na televisão, no rádio, nos jornais, nas revistas, nos quadrinhos, na 
produção de material informativo, nos mapas, nos vídeos, na criação de jogos etc. A mídia 
também se integra a essa perspectiva de prática pedagógica, assim como nas empresas, nas 
práticas de serviço social, na medicina, nos espaços interativos (família, escola, igreja, 
 5 
comunidade), portanto, em qualquer ambiente em que a apropriação do conhecimento se faça 
necessária. Evidencia-se, então, que Pedagogia não é um curso apenas, é um campo que 
compõe conhecimento científico. O profissional dessa área realiza tarefas educativas na 
formação e construção da humanidade, portanto, o pedagogo amplia seu campo de 
conhecimento em duas vertentes: a escolar e a não escolar. Pensa nas ações metodológicas, nos 
trabalhos realizados na escola. Esses documentos passam por revisões de tempo em tempo são 
atualizados conforme as características novas que são sugeridas metodologicamente por 
diferenciação da comunidade escolar. 
 
ATUAÇÃO DA EQUIPE PEDAGÓGICA NO ACOMPANHAMENTO DO DESENVOLVIMENTODA DISCIPLINA 
 Principais atribuições do (a) diretor da escola. 
 Existem vários aspectos do trabalho que o diretor deve fazer na escola e que chamamos 
de papéis ou atribuições, entre eles que o diretor é o representante legal da secretaria estadual 
de educação e de que ele representa os alunos, a sua equipe e a comunidade, sendo o 
responsável por criar um ambiente de trabalho onde haja respeito e confiança entre os 
membros da equipe escolar, assegurando condições para o alcance dos objetivos Ter iniciativa 
e firmeza de propósito para realização de ações, ser conhecedor dos assuntos técnicos, 
pedagógicos, administrativos, financeiros e legislativos, ter espírito ético e solidário, além de ser 
conhecedor da realidade da escola, precisando conhecer não apenas a escola internamente, 
mas a comunidade em volta da escola. Além disso, é necessário que o diretor tenha credibilidade 
na comunidade, pois as pessoas, na maioria das vezes, avaliam o comportamento do diretor da 
escola com o comportamento que ele apresenta na vida social. Ainda acho importante que seja 
um defensor da Educação, ter liderança democrática e capacidade de mediação, pois somente 
assim é que ele irá construir uma gestão democrática e participativa. 
Por isso, acho muito importante definir e distribuir tarefas dando total apoio às pessoas 
que trabalham comigo e lembrando-me sempre de que um bom relacionamento é a base para 
uma boa gestão. Trabalhando desta forma, acredito que a escola está sendo bem administrada, 
apresentando um ambiente de trabalho tranquilo e que propicia boas condições de 
aprendizagem. Assim, o foco do meu trabalho está voltado para a realização de um trabalho 
com determinação, a fim de tornar a escola um centro de qualidade de ensino e principalmente, 
de qualidade de vida. 
Atuação desse profissional quanto ao atendimento aos alunos e aos docentes. 
Atua dentro da escola nos processos ligados ao ensino e aprendizagem. É um trabalho 
de apoio educacional que fortalece a construção do conhecimento e está relacionado 
diretamente às atividades do professor. Existem vários aspectos do trabalho que o diretor deve 
fazer na escola e que chamamos de papéis ou atribuições, entre eles que o diretor é o 
representante legal da secretaria municipal de educação e de que ele representa os alunos, a 
sua equipe e a comunidade, sendo o responsável por criar um ambiente de trabalho onde haja 
respeito e confiança entre os membros da equipe escolar, assegurando condições para o alcance 
dos objetivos. Por isso, é muito importante definir e distribuir tarefas dando total apoio às 
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pessoas que trabalham juntamente com o diretor e lembrando-me sempre de 
que um bom relacionamento é a base para uma boa gestão. 
Trabalhando desta forma, acredita-se que a escola está sendo bem 
administrada, apresentando um ambiente de trabalho tranquilo e que propicia 
boas condições de aprendizagem. Da mesma forma que o diretor aprende 
diariamente no relacionamento com os alunos, também é necessário ir atrás de 
conhecimentos específicos, seja para auxiliar os alunos, professores ou 
funcionários da escola. 
O profissional da educação deve estar sempre atualizado e buscando 
novos conteúdos e maneiras de ensinar. Ser criativo também ajuda no 
relacionamento com as pessoas e possibilita que o conhecimento seja 
transmitido de forma inovadora e atrativa. Seu papel corresponde ao de um líder, 
podendo influenciar a todos de maneira positiva ou negativa. Desse modo, ele é 
de extrema importância para o dia a dia de uma instituição escolar. Isto é, ele 
deve desenvolver suas habilidades constantemente, com o objetivo de favorecer 
a qualidade da educação oferecida pela escola, assim como estimular as 
equipes que nela trabalham e a integração entre todos, inclusive pais e 
responsáveis. 
 
PLANO DE AÇÃO 
 Descrição da situação-problema 
 A motivação para a organização das atividades partiu da seguinte 
situação-problema: quais os comportamentos e características da comunidade 
escolar que levam à prática do bullying? 
 Proposta de solução 
 “Com o bullying não se brinca” 
Este projeto visa apresentar aos alunos do 5º ano o que é o "Bullying" e 
suas principais características, que são 
1. Maus tratos entre alunos: agressão física, verbal, humilhação, 
ameaças, exclusão; 
2. Existem os agressores, as vítimas e as testemunhas; 
3. Problemas com autoestima, o rendimento escolar e o relacionamento; 
4. Ansiedade e medo; 
5. A pessoa que agride, provavelmente já foi agredida anteriormente ou 
por seus colegas ou pela sua família. 
6. Existe também o cyberbullying (ameaças de difamação na Internet) 
 7 
Percebemos que essa realidade está muito presente em nossos alunos, 
o que nos causa grande preocupação, portanto, escolhemos este projeto como 
meio de ensinar aos alunos estratégias “anti-bullying”, visando uma melhor 
convivência e harmonia entre eles. 
As atividades realizar-se-ão em 2022 com as seguintes etapas do projeto 
e discriminação de tarefas: 
- Trabalhar o estatuto contra o bullying. 
- Apresentação de seminários sobre os temas racismo, pluralidade 
cultural, orientação sexual, entre outros. 
 
Com reflexões e debates acalorados, até a criação e interação em 
comunidade virtual no site Orkut para trocas de experiências e depoimentos 
relacionados às práticas de bullying, e a montagem de um mural para expor as 
pesquisas e descobertas, sensibilizando todo o alunado e a comunidade escolar 
em relação aos temas estudados. 
- Sugerir a eles que criem uma história de alguém que tivesse sofrido 
Bullying, no formato que eles acharem melhor. Sugerir que criem uma 
apresentação em Power Point ou fotonovela a ser organizada também no 
programa mencionado. Os alunos podem usar suas habilidades tecnológicas, 
musicais ou teatrais numa história (Composições musicais, peças teatrais, 
fotonovelas, filmes, fotoblogs), entrevistas gravadas com depoimentos de pais, 
alunos e professores de outros colégios, com a supervisão da equipe 
multipedagógica. 
- Construção de cartilha Informativa. 
MÊS DE MARÇO – Apresentação do conceito de “bullying”, através de 
pesquisa na internet e enciclopédias e logo após debate para levantamento de 
propostas e conclusões. 
MÊS DE ABRIL – Apresentação em todas as salas do filme “A Corrente 
do Bem”. Intervenções dos professores. Obs. Todos os professores deverão 
assistir ao filme antes de ser exibido para os alunos. 
MÊS DE ABRIL – trabalhar o estatuto anti- bullying criado por alunos da 
Escola Municipal - Ensino Infantil e Ensino Fundamental. 
MÊS DE ABRIL – Criar o concurso para escolher um novo slogan sobre o 
bullying. 
MÊS DE MAIO – A montagem de mural para expor as pesquisas e 
descobertas, sensibilizando todo o alunado e a comunidade escolar em relação 
ao tema estudado. 
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MÊS DE JUNHO – Construção e distribuição de uma cartilha informativa, 
criação e interação em comunidade virtual no site oficial da Escola Municipal - 
Ensino Infantil e Ensino Fundamental para trocas de experiências e depoimentos 
relacionados a prática do bullying. 
MÊS DE AGOSTO – Os alunos podem usar suas habilidades tecnológicas 
e musicais (apresentar: Composições musicais, desenhos “artísticos ou em 
quadrinhos”, etc.) 
MÊS DE SETEMBRO – Os alunos darão continuidade as apresentações: 
Composições musicais, desenhos “artísticos ou em quadrinhos”, etc.) 
MÊS DE OUTUBRO – Entrevistas gravadas com depoimentos de pais, 
alunos e professores de outros colégios, com a supervisão de equipe 
psicopedagógica. 
MÊS DE NOVEMBRO – Culminância do projeto 
 Objetivos do plano de ação 
 O objetivo geral do Projeto será a realização de uma brigada 
antibullying, na qual todos os alunos discutirão estratégias de como evitar o 
problema na escola. 
- Proporcionar o contato maior do aluno com o assunto, bem como 
incentivá-los a terem atitudes corretas e não violentas no trato e contato com o 
outro, fazendo-osver que o Bullying, ocorre muitas vezes de forma tão sutil, que 
quase passa desapercebido. 
- Oportunizar aos alunos de uma escola carente um momento de conhecer 
o trabalho da escola Ensino Infantil e Ensino Fundamental com a apresentação 
da peça teatral e o desenvolvimento das atividades relativas ao tema, com o 
intuito de melhorar suas práticas de vivência individual e coletiva. 
 Abordagem teórico-metodológica 
 Segundo Fante (2015), os autores do Bullying são chamados de 
“bullies”. O Bullying nos apresenta ser tão antigo quanto a instituição escolar, 
mas só a partir dos anos 70 é que começou a ser estudado de forma sistemática 
e científica na Suécia, espalhando seu estudo por toda a Europa. Na Noruega 
grande era a preocupação geral sobre o tema, principalmente apresentada pelos 
meios de comunicação, contudo as autoridades da área educacional não tinham 
tanto interesse assim. Somente depois de 1982, quando uma criança e um 
adolescente de 10 e 14 anos respectivamente se mataram, talvez vítimas dos 
colegas na escola, ocorreu uma mobilização de ordem nacional em toda 
Noruega no combate ao Bullying: 
Esse fato originou grande tensão e divulgação nos meios de 
comunicação, atingindo a população de maneira geral, fazendo com que o 
 9 
Ministério da Educação da Noruega, em 1983, fizesse uma campanha em escala 
nacional contra os problemas entre agressores e vítimas (FANTE, 2015, p. 45) 
Merece destaque segundo Arrieta (2010, p. 32), as pesquisas feitas na 
Noruega por Dan Olweus, que escreveu em 1993 o livro Bullying at Scholl. No 
ensinamento de Fante (2015), Dan Olweus foi o primeiro pesquisador que 
relacionou determinadas atitudes agressivas cometidas por estudantes com o 
termo Bullying, pois, procurou diferenciar determinadas brincadeiras típicas da 
infância de determinados atos cruéis que ocorriam nas escolas, e em nada tinha 
a ver com brincadeiras pueris, desenvolvendo critérios específicos para poder 
identificar as agressões que ocorriam entre alunos. (PEREIRA, 2012). 
O pesquisador Dan Olweus conseguiu tabular inúmero dados estatísticos: 
[...] tendo como base um questionário composto de 25 (vinte e cinco) 
questões entrevistou 84 mil (oitenta e quatro mil) estudantes em diversos níveis 
e períodos escolares, 400 (quatrocentos) professores e 1.000 (Um mil) pais. Com 
a realização das entrevistas, Dan Olweus pôde perceber a natureza do bullying, 
suas possíveis origens, ocorrências, formas de manifestação, extensão e 
características. (LEÃO, 2010, p. 121) 
No Brasil, desde o final da década de noventa, pesquisas tem sido feita 
buscando uma minimização da realidade encontrada em nossas escolas, que 
sofrem cotidianamente com o Bullying, e dentre vários trabalhos hoje existentes 
citamos o que foi pioneiro, de Fante e Pedra (2015, p. 49-50), os quais 
brilhantemente pesquisaram: 
[...] um universo de 2 mil alunos de escolas públicas e privadas da região 
de São José do Rio Preto. Os resultados foram surpreendentes: 49% dos 
participantes estavam envolvidos no fenômeno. Desses 22% eram vítimas, 15% 
agressores e 12% vítimas agressores. 
Com a evolução social o estudo do fenômeno Bullying tornou-se uma 
necessidade, pois, sua ocorrência se tornou uma constante no meio escolar 
causando enormes prejuízos de ordens diversas, e neste sentido o ensinamento 
de Melo, (2010, p. 24), dá conta que na atualidade muito se tem feito, mas o que 
“[...] há de novo no bullying é o estudo sistematizado numa metodologia 
científica, utilizando-se métodos e procedimentos adequados e atribuindo-se 
uma importância nova aos comportamentos antigos, sobretudo no âmbito 
escolar”. 
 Recursos 
 Internet para pesquisa de “bullying” no Brasil; material para a 
produção de um folheto sobre exemplos de bullying no país e de como termos 
atitudes antibullying em nossa escola: teatro, palestras, filmes, documentários, 
seminários, dança; música etc. 
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 Considerações finais 
 É relevante destacar, que com a intervenção proposta neste 
trabalho espera-se proporcionar uma reflexão profunda sobre toda forma de 
violência, agressão e bullying no espaço escolar, os alunos envolvidos no projeto 
após o conhecimento e discussão do tema, mudanças significativas de 
comportamento em relação a toda forma de “brincadeiras” preconceituosas, e 
até mesmo agressivas, deverão ocorrer e ainda se devem se mostrar motivados 
a dar continuidade ao trabalho dentro da escola, levando ao conhecimento de 
todos os alunos de uma escola pública municipal como o tema bullying a 
importância de intervir. 
Impressionante constatar que os alunos autores de bullying não se dão 
conta de que há algo errado acontecendo com eles, ao fazerem as ditas 
brincadeiras, acham que estão fazendo algo normal, sem restrições e que não 
precisa haver punição. 
 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
Escolhi para ser trabalhado com os alunos, entendendo que devíamos 
inserir o projeto Bullying, como mais uma forma de reforçar a cidadania e o 
respeito pelo outro. Com este projeto pretende-se atingir não só os nossos 
alunos, mas também ser levado para fora de nossa escola através de ações 
sociais que serão desenvolvidas numa escola pública, onde serão feitas as 
apresentações teatrais preparadas pelos nossos alunos. O objetivo desta visita 
é conduzir os alunos num trabalho de sensibilização e cidadania para 
compreender que podemos contribuir com a melhoria que queremos no mundo 
fazendo a nossa parte. 
Ao realizar o estágio supervisionado, pude observar que na pesquisa 
realizada, que é visível a participação e aplicação da direção, enquanto entidade 
gestora, neste plano. Foram observadas situações bastante democráticas 
durante o período de estágio, sendo comum perceber o livre acesso dos alunos 
à sala da Direção, bem como a naturalidade com que isso acontecia desde as 
abordagens à diretora e à coordenadora pedagógica, como a receptividade que 
estes alunos tinham por parte delas. Quanto ao atendimento aos pais, isto 
acontecia da mesma forma, mostrando-se as servidoras atenciosas e 
interessadas em resolver as situações. 
Existe na Escola a coerência entre a pesquisa feita na construção do seu 
PPP, na capacidade de diálogo, na participação, na autonomia e na realidade do 
cotidiano da escola. No seu PPP estão explícitas as dificuldades encontradas e 
ele não mascara as situações conflitantes que envolvem a sua realidade 
concreta. 
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 É preciso refletir sobre a participação da comunidade dentro da escola, 
num processo em que tenha o poder de decidir e agir, composta por sujeitos 
formadores de sua própria história. É preciso romper com o modelo tradicional 
de educação, através do cultivo da participação, do trabalho coletivo, da ação 
colegiada e da realização pelo bem comum. É necessário possibilitar momentos 
de experimentação da democracia na escola, possibilitando que ela se torne uma 
prática efetiva, consolidada e possível de ser naturalmente vivenciada. 
A escola aos poucos está rompendo com a organização tradicional, 
repensando o trabalho docente, reavaliando significativas mudanças relativas à 
tradicional divisão do trabalho dos professores. Do trabalho isolado está 
passando para um trabalho participativo, dando liberdade e autonomia para seu 
corpo docente reelaborar velhas propostas à luz das novas mudanças 
pedagógicas e gestacionais. Nesta pesquisa foram evidenciadas muitas 
manifestações neste sentindo; portanto, a escola parceira está seguindo a 
legislação da melhor forma possível. 
O Estágio em Gestão Escolar foi um momento realmente marcante, 
enquanto acadêmico do Curso de Licenciatura em Pedagogia a Distância, e 
principalmente, como profissional na área docente, pois permitiu o entendimento 
de como ela é organizada e gerida. 
 
REFERÊNCIAS 
ARRIETA, Gricelda Azevedo. A violência na escola: a violência na 
contemporaneidade e seus reflexos na escola. Canoas: Ulbra, 2010. 
FANTE, Cleodelice AparecidaZonato. Fenômeno “bullying”: como 
prevenir a violência nas escolas e educar para a paz. Campinas: Verus, 2015. 
FANTE, Cleodelice Aparecida Zonato; PEDRA, José Augusto. Bullyng 
escolar: perguntas e respostas. Porto Alegre: Artmed, 2008. 
LEÃO, Letícia Gabriela Ramos. O fenômeno bullying no ambiente escolar. 
Revista FACEVV. n. 4, Jan./Jun. 2010, Vila Velha. p. 119-135. Disponível em: 
<http://www.facevv.edu.br/Revista/04/O%20FEN%C3%94MENO%20BULLYI
NG%20NO%20AMBIENTE%20ESCOLAR%20%20leticia%20gabriela.pdf&gt. 
MELO, Josevaldo Araújo de: Bullying na escola: como identificá-lo, como 
preveni-lo, como combatê-lo. Recife: EDUPE, 2010. 
 12 
PEREIRA, Bernardo Augusto da Costa. Bullying: implicações jurídicas e o papel 
do estado. [d.a. 2012]. CESUPA. Saber Jurídico. Disponível em:< 
http://www.fabsoft.cesupa.br/saber/artigos/edicao3/artigo_4_bernardo_pereira.p
df&gt. 
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