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UNIVERSIDADE PAULISTA (UNIP) CURSO: PEDAGOGIA ALFABETIZAÇÃO: SILVIA COLLELO Relatório SILVA, Júlia G76DGB5 Polo: Unip Sorocaba Sorocaba- 2025 Relatório No vídeo apresentado em aula, a professora Sílvia Colello aborda a polêmica sobre qual é o melhor caminho para alfabetizar: o método fônico ou o construtivismo. Segundo ela, a diferença entre esses métodos está no que, porque e como se ensina a ler e escrever, refletindo diretamente na experiência das crianças e na prática docente. O método fônico enxerga a escrita como um código de letras e sons, focando na relação entre o que se fala e o que se escreve. Nesse modelo, a alfabetização ocorre por meio da repetição de sons e letras, com exercícios mecânicos e sequenciais que visam a decodificação de palavras e sílabas. Apesar de existirem tentativas de tornar as atividades lúdicas, o método muitas vezes não desperta interesse nas crianças e não contribui para o desenvolvimento do pensamento crítico. No contexto brasileiro, a prática fônica frequentemente resulta em uma alfabetização incompleta, na qual a criança aprende a ler, mas não se interessa pelo significado do texto nem pela escrita como forma de comunicação. Por outro lado, o construtivismo entende a escrita como uma forma de comunicação com sentido real. Nesse modelo, a criança participa de situações em que a linguagem é usada de maneira significativa, produz textos, compartilha ideias e reflete sobre o que escreve. A pesquisadora Emilia Ferreiro evidencia que o conhecimento é construído ativamente quando a criança participa do processo de leitura e escrita, tornando o aprendizado mais rico e contextualizado.Na prática docente, o método fônico costuma ser escolhido por muitos professores por ser mais estruturado e seguro, demandando menos reflexão sobre a experiência da criança. Já o construtivismo exige planejamento de atividades significativas, adaptadas ao perfil da turma, e promove uma aprendizagem autônoma, crítica e reflexiva. Enquanto um método tende à passividade, o outro valoriza a construção ativa do conhecimento. Em conclusão, a professora Sílvia Colello reforça que alfabetizar vai além da simples decodificação de letras: trata-se de formar sujeitos pensantes, críticos e autônomos. O construtivismo oferece contexto, reflexão e significado à aprendizagem, enquanto o método fônico se limita à repetição mecânica, correndo o risco de criar leitores desinteressados pelo conteúdo. A escolha do método deve, portanto, considerar não apenas a facilidade de aplicação, mas o desenvolvimento integral da criança como leitora e escritora.