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Perguntas: 
1º) Descreva as características clínicas das lesões dos tipos: 
1. Leucoplasia: 
A leucoplasia é uma condição oral caracterizada por placas brancas planas, finas e 
uniformes com margens bem definidas, e uma superfície lisa. Essas lesões não podem 
ser removidas por raspagem e são frequentemente associadas a fissuras rasas. A 
leucoplasia é geralmente diagnosticada em pessoas de meia-idade e idosos, com 
maior incidência entre homens. O risco é significativamente aumentado em fumantes 
em comparação com não-fumantes. A prevalência da leucoplasia pode variar de 
acordo com a região geográfica devido a diferentes fatores de risco, como o uso de 
bétele no Sudoeste Asiático. as áreas mais comumente afetadas são o bordo lateral 
da língua e o pavimento da boca. Em contraste, em populações asiáticas que 
consomem bétele com frequência, as mucosas oral e labial são frequentemente 
afetadas. Clinicamente, a leucoplasia pode se manifestar de várias formas, com 
diferentes aparências (branca, vermelha, ou uma combinação de branco e vermelho), 
texturas (lisa, ondulada, granular, verrucosa, macia, firme ou dura), tamanhos e 
formas. A extensão da lesão pode variar amplamente, desde pequenas áreas bem 
definidas até grandes áreas que cobrem extensas regiões da mucosa oral. A 
leucoplasia oral pode ser subclassificada clinicamente em dois tipos principais: 
homogênea e não-homogênea. A forma homogênea é caracterizada por uma 
aparência uniforme e placas brancas, enquanto a não-homogênea apresenta 
características mais variadas, como áreas vermelhas e brancas misturadas e texturas 
irregulares. 
 
2. Eritroplasia: é um termo utilizado para descrever uma lesão bucal que aparece como 
uma mancha ou placa de coloração vermelha. Esse diagnóstico é aplicado quando a 
lesão não pode ser categorizada com um diagnóstico clínico específico baseado em 
suas características visuais, é uma lesão rara, mas com uma das taxas mais elevadas 
de transformação maligna entre todas as lesões cancerizáveis da mucosa bucal. Em 
mais de 90% dos casos, já se observa displasia, carcinoma in situ ou carcinoma 
invasivo. é caracterizada por uma mácula ou mancha vermelho-vivo com textura suave 
e aveludada. Tipicamente, a lesão é macia ao toque, com endurecimento detectado 
apenas em casos de malignidade. As lesões geralmente têm contornos irregulares, 
porém bem definidos, e a superfície pode apresentar uma aparência granular. Embora 
a eritroplasia seja geralmente assintomática, alguns pacientes podem relatar dor 
inespecífica, sensação de ardor ou um sabor metálico na área afetada. Os locais mais 
comuns de ocorrência incluem o pavimento da boca (mucosa sob a língua), o ventre 
da língua, o palato mole, os pilares amigdalinos e a mucosa oral. As lesões costumam 
ser pequenas (menos de 1,5 cm), mas também foram observadas lesões maiores, 
com mais de 4 cm. A eritroplasia raramente afeta múltiplas áreas simultaneamente. 
Em casos de transformação maligna, os pacientes podem apresentar sinais e 
sintomas compatíveis com carcinoma de células escamosas oral (CCEO). Atualmente, 
não há uma classificação universalmente aceita para a eritroplasia oral. 
 
3. Leucoeritroplasia: presenta áreas de coloração vermelha (eritroplasia) misturadas 
com áreas brancas (leucoplasia). A combinação dessas cores pode indicar a presença 
de áreas displásicas ou potencialmente malignas. A superfície pode variar de lisa a 
irregular, com possíveis áreas granuladas ou verrucosas. 
 
4. Queilite Actínica: Os lábios, especialmente o lábio inferior, podem ficar secos e 
desenvolver uma textura áspera ou escamosa. Isso ocorre devido ao espessamento e 
descamação da camada superior da pele. Pode haver áreas de vermelhidão ou 
manchas descoloridas nos lábios. As alterações na coloração podem ser irregulares e 
variar de rosa a vermelho intenso. O tecido dos lábios pode se tornar mais espesso, 
dando uma aparência endurecida ou rugosa. Esse espessamento pode ocorrer devido 
ao aumento de células na superfície da pele. Os lábios podem desenvolver rachaduras 
ou fissuras, que são áreas de pele quebrada. Essas fissuras podem ser dolorosas e 
propensas a infecções secundárias. As áreas afetadas podem ter bordas irregulares, 
com uma transição não bem definida entre a pele saudável e a pele afetada. Além da 
vermelhidão, pode haver alterações na pigmentação da pele dos lábios, como 
manchas mais escuras ou mais claras. A área afetada pode ser sensível ao toque, 
especialmente se houver fissuras ou inflamação. Em alguns casos, pode haver sinais 
de inflamação, como inchaço leve ou dor. 
 
2º) Sobre as Leucoplasias, Responda: 
1. Qual o principal tratamento? O objetivo principal no tratamento da leucoplasia oral 
é monitorar e prevenir o desenvolvimento de câncer oral. Para reduzir o risco de 
progressão para câncer, diversos tratamentos e protocolos de controle têm sido 
propostos. Pode ser feito tratamento tópico ou sistêmico: Inclui o uso de 
medicamentos aplicados diretamente na lesão ou administrados sistemicamente para 
tentar reduzir ou eliminar a leucoplasia. Observação Clínica: um acompanhamento 
rigoroso e contínuo, com monitoramento clínico e histológico regular para avaliar 
qualquer mudança na lesão. Intervenção Cirúrgica:Remoção da lesão e biópsia 
2. A lesão pode recidivar? Pode, principalmente se os fatores de risco, como tabagismo 
e etilismo, não forem eliminados. Lesões maiores ou com características não 
homogêneas têm maior risco de recidiva e transformação maligna. A eficácia do 
tratamento inicial e o monitoramento regular são cruciais para detectar e tratar 
recidivas precocemente. 
3. Qual a chance de malignização? Apresenta percentagens variáveis de progressão 
para malignização, com taxas entre os 0% a 36,4%. A taxa anual de transformação 
varia de 0,3% a 6,9% 
4. Sabendo que o diagnóstico da leucoplasia é por exclusão, quais demais lesões 
orais devemos considerar e descartar para obter esse diagnóstico clínico? É 
importante que qualquer lesão oral branca seja avaliada por um profissional de saúde, 
já que algumas formas de leucoplasia podem evoluir para câncer oral. O diagnóstico 
geralmente envolve uma combinação de exame clínico e, às vezes, biópsia para 
confirmar a natureza da lesão e descartar malignidade. Durante o exame clínico de 
uma lesão branca na cavidade oral, é crucial identificar possíveis causas traumáticas 
locais. 
Nevus Branco Esponjoso: Placas brancas esponjosas, benígnas e hereditárias. 
Linha Alba: Linha branca ao longo da mucosa bucal devido à fricção com os dentes. 
Leucoedema: Mucosa oral opaca que desaparece quando esticada. 
Grânulos de Fordyce: Pequenas glândulas sebáceas inofensivas. 
Morsicatio Buccarum: Lesões brancas de mordidas repetidas na mucosa bucal. 
Lesão Química: Lesões causadas por exposição a substâncias químicas. 
Estomatite Nicotínica: Lesões brancas no palato associadas ao uso de tabaco. 
Estomatite Urêmica: Lesões brancas relacionadas à insuficiência renal crônica. 
Queilite Actínica: Lesões brancas nos lábios devido à exposição ao sol. 
Líquen Plano Oral (LPO): Lesões brancas em rede, frequentemente associadas a 
sintomas. 
Lesão Liquenoide por Contato Direto: Lesões brancas devido a irritantes locais. 
Candidíase Pseudomembranosa Aguda: Placas brancas removíveis, geralmente com 
vermelhidão. 
Candidíase Hiperplásica Crônica: Placas brancas não removíveis, semelhante à 
leucoplasia. 
Cada caso deve ser avaliado individualmente para um diagnóstico preciso e 
tratamento adequado. 
3º) Sobre as Eritroplasias, Responda: 
1. Qual ou quais as regiões na cavidade oral nas quais podemos visualizar as 
eritroplasia? Os locais mais comuns de ocorrência incluem o pavimento da boca 
(mucosa sob a língua), o ventre da língua, o palato mole, os pilares amigdalinos e a 
mucosa oral. 
2. Qual o principal tratamento no caso positivo de um diagnóstico de eritroplasiaoral? Excisão cirúrgica da lesão, para eliminar o tecido potencialmente maligno e para 
obter uma amostra para análise histopatológica, que ajudará a confirmar a presença 
de carcinoma e a avaliar o grau de invasão. 
3. Quais os principais fatores de risco que podem estar associados no 
aparecimento das eritroplasias orais? O tabagismo é um dos principais fatores, uma 
vez que o uso de produtos de tabaco, como cigarros e charutos, causa irritação crônica 
na mucosa oral, promovendo mudanças celulares que podem levar a eritroplasias. O 
consumo excessivo de álcool também aumenta significativamente o risco, 
especialmente quando combinado com o tabagismo, devido ao potencial irritante e 
carcinogênico do álcool. Outro fator importante é a infecção pelo vírus HPV, 
especialmente os tipos 16 e 18, que estão associados a um risco elevado de câncer 
oral. A deficiência de nutrientes essenciais, como vitaminas A, C e ácido fólico, pode 
comprometer a saúde da mucosa oral, tornando-a mais suscetível a alterações 
precoces. Além disso, a exposição prolongada a irritantes, como produtos químicos 
industriais ou trauma constante, como próteses dentárias mal ajustadas, também 
contribui para o desenvolvimento de eritroplasias. Pessoas com sistema imunológico 
comprometido, como aquelas com doenças autoimunes ou em tratamento 
imunossupressor, têm um risco aumentado de alterações na mucosa oral. Histórico de 
lesões ou condições pré-existentes na mucosa, como leucoplasias ou queilite actínica, 
pode predispor ao aparecimento de eritroplasias. Outros fatores incluem a idade, com 
maior prevalência em pessoas acima dos 40 anos, e o sexo, sendo ligeiramente mais 
comum em homens. A história familiar de câncer oral ou doenças relacionadas 
também pode aumentar o risco individual. 
4º) Sobre a queilite actínica, Responda: 
1. Qual a chance de malignização dessa lesão? A taxa de malignização de lesões de 
queilite actínica pode variar, alguns estudos trazem de 5 a 10%, já em outros chegam 
a 20%. O risco é mais alto em lesões extensas ou em pacientes com múltiplas áreas 
afetadas. 
2. Qual a região mais comum no aparecimento dessas lesões? Lábio inferior 
3. Qual o principal fator de risco que pode estar associado ao aparecimento da 
queilite actínica? Exposição crônica à radiação ultravioleta (UV). A exposição 
prolongada ao sol, especialmente sem proteção adequada. 
5º) Qual a importância da identificação precoce dessas lesões? A detecção precoce das 
desordens potencialmente malignas é fundamental para prevenir o câncer a para o tratamento 
adequado. 
6º) Na sua rotina de atendimentos você já realizou o diagnóstico de alguma lesão 
estudada nessa aula? Se sim, explique como aconteceu. No ICEPi já chegou lesões 
compatíveis com queilite actinica, entretanto, os pacientes já estavam em acompanhamento 
médico-odontológico e foram descartadas malignidades. Mas durante os 7 anos de formadas, 
já encontrei bastante leucoplasias, eritroplasias e demais desordens potencialmente 
malignas, os pacientes foram encaminhados aos serviços especializados e a proservação foi 
feita comigo, sempre tentamos diminuir os hábitos que potencializam esses quadros.