Logo Passei Direto
Buscar

Formação em Educação para a Carreira e Projetos de Vida

Formação para professores sobre Educação para a Carreira e Projetos de Vida, em cinco módulos: introdução à carreira; atores e seus papéis; boas práticas; definição e relevância dos Projetos de Vida; elementos centrais; inclui unidades, atividades avaliativas e referências.

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

<p>Formação em Educação para a Carreira e Projetos de Vida</p><p>APRESENTAÇÃO</p><p>Olá, Professor(a), seja bem-vindo(a) à Formação em Educação para a Carreira e Projetos de Vida nos Anos Finais!</p><p>O material está estruturado em cinco módulos. No primeiro, intitulado “Introdução à Educação para a Carreira”, justificamos a importância de se pensar a carreira; introduzimos alguns conceitos relevantes para o trabalho em Educação para a Carreira e apresentamos as semelhanças e diferenças entre as práticas relacionadas à carreira que podem ser conduzidas no contexto escolar.</p><p>No módulo 2, intitulado “Os principais atores da Educação para a Carreira e seu Papel”, abordamos os papéis dos estudantes, das famílias, dos professores e da escola, da comunidade escolar e externa à escola na construção e condução de programas de Educação para a Carreira.</p><p>No terceiro módulo, intitulado “Elementos Essenciais para as Boas Práticas em Educação para a Carreira”, abordamos conteúdos relevantes e contribuições práticas da Educação para a Carreira para a construção de trajetórias de carreira satisfatórias</p><p>Já o quarto e o quinto módulo, intitulados, respectivamente, "Definição e relevância dos Projetos de Vida" e "Elementos centrais dos Projetos de Vida", dizem respeito aos aspectos históricos relacionados ao conceito de Projetos de Vida, à definição de seu conceito, à apresentação da relevância e dos benefícios do trabalho com Projetos de Vida, além de abordar como os papéis, valores, interesses e habilidades devem ser trabalhados no Projeto de Vida, apresentando orientações sobre como elaborar esses Projetos de Vida, através da promoção do debate sobre a contribuição da referida disciplina no estímulo de Adaptabilidade de Carreira.</p><p>Todos os materiais foram elaborados buscando um equilíbrio entre as evidências de pesquisas científicas, as reflexões e as atividades práticas, a fim de que os professores participantes desta formação possam ampliar seu repertório de conhecimentos sobre educação e carreira e encontrar no material insumos que auxiliem no exercício dos conteúdos apresentados.</p><p>Esperamos que aproveitem da melhor maneira possível os assuntos contidos neste curso e bons estudos! Desejamos um excelente trabalho a todos(as)!</p><p>Para uma melhor visualização dos conteúdos desta Formação, veja o sumário a seguir:</p><p>Sumário</p><p>MÓDULO INTRODUTÓRIO - APRESENTAÇÃO</p><p>MÓDULO I - INTRODUÇÃO À EDUCAÇÃO PARA A CARREIRA</p><p>· Unidade 1 - Profissão, Trabalho, Emprego e Carreira: Semelhanças e Diferenças</p><p>· Unidade 2 - O que é carreira e por que pensar carreira é importante?</p><p>· Unidade 3 - Educação para a Carreira, Orientação Profissional e Teste Vocacional: o que você precisa saber sobre eles</p><p>· Unidade 4 - Educação para a carreira: definição e aspectos históricos</p><p>· Unidade 5 - Processos que devem ser contemplados por Programas de Educação para a Carreira</p><p>· Unidade 6 - Estratégias e Métodos para a Construção de Programas Baseados em Educação para a Carreira</p><p>· Atividade Avaliativa</p><p>· Referências</p><p>MÓDULO II - OS PRINCIPAIS ATORES DA EDUCAÇÃO PARA A CARREIRA E SEU PAPEL</p><p>· Unidade 1 - O papel da escola como facilitadora das tarefas de desenvolvimento de carreira</p><p>· Unidade 2 - Papel do estudante: exploração de si e do mundo</p><p>· Unidade 3 - Papel do estudante: relação com os colegas</p><p>· Unidade 4 - A Família e os Cuidadores</p><p>· Unidade 5 - O papel da família no processo de escolha profissional</p><p>· Unidade 6 - Os professores e a escolha de ser docente</p><p>· Unidade 7 - O papel dos professores na promoção de experiências positivas</p><p>· Unidade 8 - O Papel da Comunidade Escolar na Educação para a Carreira</p><p>· Unidade 9 - O Papel da Escola no Planejamento e Avaliação dos Programas de Educação para a Carreira</p><p>· Atividade Avaliativa</p><p>· Referências</p><p>MÓDULO III - ELEMENTOS ESSENCIAIS PARA AS BOAS PRÁTICAS EM EDUCAÇÃO PARA A CARREIRA</p><p>· Unidade 1 - Suporte à Gestão do Tempo e Hábitos de Estudo</p><p>· Unidade 2 - O que é a Educação Financeira e por que é Importante Pensar sobre Planejamento Financeiro?</p><p>· Unidade 3 - A Escolha de Empreender</p><p>· Unidade 4 - Elementos para uma Educação para a Carreira Transformadora</p><p>· Unidade 5 - Carreira como instrumento para a restauração dos sistemas ambientais e sociais</p><p>· Unidade 6 - Busca de Oportunidades</p><p>· Unidade 7 - Estudo de Caso Abelhas</p><p>· Atividade Avaliativa</p><p>· Referências</p><p>MÓDULO IV - DEFINIÇÃO E RELEVÂNCIA DOS PROJETOS DE VIDA</p><p>· Unidade 1 - Aspectos históricos</p><p>· Unidade 2 - Definição de Projeto de Vida</p><p>· Unidade 3 - Por que trabalhar com Projeto de Vida?</p><p>· Atividade Avaliativa</p><p>· Referências</p><p>MÓDULO V - ELEMENTOS CENTRAIS DOS PROJETOS DE VIDA</p><p>· Unidade 1 - Os papéis e a construção de Projetos de Vida</p><p>· Unidade 2 - Os valores e a construção de Projetos de Vida</p><p>· Unidade 3 - Interesses e Habilidades</p><p>· Unidade 4 - Como elaborar Projetos de Vida (planos de ação)</p><p>· Unidade 5 - Projetos de Vida e Promoção da Adaptabilidade de Carreira</p><p>· Atividade Avaliativa</p><p>· Referências</p><p>M1 - INTRODUÇÃO À EDUCAÇÃO PARA A CARREIRA</p><p>Neste módulo, composto por seis unidades, justificamos a importância de pensar a carreira, introduzimos alguns conceitos relevantes ao trabalho em Educação Para a Carreira e apresentamos as semelhanças e diferenças entre as  práticas relacionadas à carreira, que podem ser conduzidas no contexto escolar. Cada unidade corresponde a uma aula e são apresentados os materiais necessários para a sua produção, bem como, a ementa e o programa. Ao final, sugerimos exercícios de fixação do conteúdo e tarefa de casa.</p><p>Unidade 1: Profissão, Trabalho, Emprego e Carreira: Semelhanças e Diferenças</p><p>MATERIAIS PREPARATÓRIOS</p><p>Olá, professor(a), sugere-se que seja entregue a atividade a seguir aos alunos, antes da realização da aula “Profissão, Trabalho, Emprego e Carreira: Semelhanças e Diferenças”.</p><p>Atividade 1</p><p>Quais palavras vêm à sua cabeça ao escutar o termo “trabalho”?</p><p>Atividade 2</p><p>Quais as palavras, na sua opinião, remetem ao termo “emprego”?</p><p>Após responder as questões acima, recomendamos que você assista o vídeo intitulado</p><p>Atividade 3</p><p>Cite algum(ns) aprendizado(s) ou insights que você teve ao assistir o vídeo.</p><p>Clique no botão para baixar a atividade:</p><p>Baixar Atividade</p><p>MATERIAIS PARA PRODUÇÃO DA AULA</p><p>Perguntas norteadoras</p><p>O que é profissão?</p><p>O que é trabalho?</p><p>O que é emprego?</p><p>Como esses conceitos se relacionam e o que eles têm a ver com carreira?</p><p>Ementa da aula</p><p>Serão apresentadas as definições de profissão, emprego, trabalho e carreira. Ainda, o modo como os conceitos se relacionam e como é fundamental falar sobre carreira atualmente.</p><p>Programa da aula</p><p>Esse material auxiliará na preparação da aula “Diferença entre profissão, trabalho, emprego e carreira”.</p><p>O que é profissão?</p><p>Segundo a Wikipédia, profissão é um trabalho ou uma atividade especializada dentro da sociedade, que pode requerer conhecimentos teóricos ou práticos específicos para a sua execução. Ainda, diz que o conceito de profissão tem a ver com uma ocupação profissional, ou seja, uma atividade produtiva/profissional que a pessoa desempenha na sociedade em que está inserida. Já de acordo com o dicionário, diz respeito ao ato ou efeito de professar, ou seja, de exercer uma profissão.</p><p>Algumas profissões citadas como exemplo podem ser: psicólogo, engenheiro, jornalista, médico, advogado, pintor, motorista, entre outras. Podemos entender que a profissão tem a ver com um ofício para o qual a pessoa se especializou. Vamos pensar, ao longo desta aula, no exemplo da profissão de arquiteto(a), ou seja, uma pessoa que se formou em um curso de nível superior em arquitetura.</p><p>O que é trabalho?</p><p>Trabalho é um termo complexo e de muitas definições. Podemos entendê-lo como o indivíduo em ação. Historicamente, tem uma conotação de esforço para determinados fins, de um gasto de energia para uma determinada atividade, originando-se de uma necessidade imediata (sobrevivência) e complementar a natureza (colher frutos, pesca, caça etc.). A partir da Revolução Industrial e do Capitalismo, aconteceram grandes transformações nas relações do indivíduo com o seu trabalho, pois ele passa</p><p>educacional e profissional subsequente. Antes de começar a trabalhar com o processo de exploração da carreira, é extremamente importante discutir sobre alguns mitos relacionados à escolha de uma profissão, por exemplo:</p><p>· Existe uma “profissão ideal” para cada pessoa que pode ser descoberta: a ciência mostra que todas as pessoas podem ser igualmente felizes e bem-sucedidas em diversas profissões (e não apenas uma), por isso é importante explorar quais poderiam ser as melhores opções profissionais para cada um.</p><p>· É preciso pensar muito bem sobre a escolha, já que ela será para o “resto da vida”: como vimos em aulas anteriores, as transições de carreira têm sido cada vez mais frequentes e, muitas vezes, direcionadas pelos próprios trabalhadores.</p><p>· Ter múltiplos interesses é um problema, porque “quem faz de tudo um pouco não faz nada bem”: é provável que na medida em que têm novas experiências e aprimoram seu autoconhecimento, os estudantes reconheçam seu interesse por outras áreas e atividades, as quais, quando praticadas, podem se tornar habilidades capazes de contribuir para a realização de diferentes trabalhos.</p><p>Esclarecidos esses pontos, pode-se dar início às atividades de exploração da carreira. Seu objetivo é auxiliar os estudantes a reconhecerem e tomarem consciência sobre as próprias aptidões, interesses e atitudes e sobre como podem ser aplicadas a diferentes oportunidades de trabalho, ocupações e profissões. Esse processo pode ser facilitado, mas seu sucesso não é determinado pelo uso de instrumentos e testes psicológicos. Além deles, a autoavaliação apoiada por profissionais é igualmente importante, uma vez que o processo de exploração também tem por objetivo ampliar a compreensão dos indivíduos sobre si.</p><p>Na Unidade 2, do segundo Módulo, intitulada “Papel do estudante: exploração de si e do mundo”, abordaremos o papel dos estudantes no processo de exploração, por isso, não nos aprofundaremos nesse ponto aqui. Ao invés disso, sugerimos que a comunidade escolar avalie a pertinência e a possibilidade de criar e ofertar programas que viabilizem experiências de trabalho (ou análogas a elas), com o objetivo final de proporcionar experiências diferenciadas de trabalho durante um ano escolar. Trabalho voluntário dentro e fora da escola, participação na organização de atividades e eventos para a comunidade escolar, atuação no grêmio estudantil, ou clubes e associações de estudantes, podem ser algumas destas atividades, uma vez que, contribuem para que os estudantes ampliem os conhecimentos básicos para entrar no mundo do trabalho.</p><p>Outra possibilidade, especialmente para os estudantes do Ensino Médio, é atuar como estagiários ou aprendizes em diferentes instituições (para mais informações, consultar o portal do CIEE https://portal.ciee.org.br/). Nestes casos, é muito importante que os professores e a escola auxiliem os jovens a identificarem opções que vão ao encontro dos interesses dos estudantes e não que sirvam apenas para aumentar a produtividade dos empregadores. O envolvimento e a reflexão sobre as atividades realizadas no exercício das atividades de trabalho devem ser constantemente estimulados, a fim de que a experiência de trabalhar possa auxiliar o estudante na compreensão sobre como é ser um trabalhador na área em questão.</p><p>A importância do “aprender fazendo” proporcionada por programas e atividades baseados na experiência permite descobrir interesses, aptidões e valores e usá-los em um contexto de trabalho real. É importante que essas oportunidades não sejam realizadas de forma isolada, mas sirvam como continuidade das atividades de exploração da carreira, proporcionadas pela escola, dirigidas a  auxiliar os estudantes na busca e reflexão sobre as informações acerca das profissões, a fim de delimitar suas opções e diminuir sua indecisão.</p><p>UNIDADE 6: Estratégias e Métodos para a Construção de Programas Baseados em Educação para a Carreira</p><p>MATERIAIS PREPARATÓRIOS</p><p>Olá, professor(a), sugere-se que seja entregue a atividade a seguir aos alunos, antes da realização da aula “Estratégias e Métodos para a Construção de Programas Baseados em Educação para a Carreira”.</p><p>Atividade 1</p><p>Você ainda lembra de conceitos e conteúdos que aprendeu na escola (no ensino fundamental e no ensino médio)? Quais?</p><p>Atividade 2</p><p>Você ainda utiliza os conceitos e conteúdos que aprendeu na sua vida cotidiana?</p><p>Leia sobre as experiências realizadas na Escola Oswald de Andrade, no Rio de Janeiro, em um evento chamado “Rupturas de 2018 promove compartilhamento de saberes e mão na massa: aprender fazendo” em:</p><p>https://www.colegiooswald.com.br/2018/09/14/aprender-fazendo/.</p><p>Atividade 3</p><p>A sua escola tem iniciativas semelhantes? Qual das iniciativas mais chamou sua atenção? Por quê?</p><p>Atividade 4</p><p>Você tem oportunidades de promover o aprendizado através da prática nas matérias ou áreas em que ministra disciplinas? Como você tem feito isso?</p><p>Atividade 5</p><p>Você tem oportunidades de conectar o conteúdo que ensina a situações de vida real dos seus alunos (práticas ou não)? Quais estratégias você tem usado para fazer isso?</p><p>Clique no botão para baixar a atividade:</p><p>Baixar Atividade</p><p>MATERIAIS PARA PRODUÇÃO DA AULA</p><p>Perguntas norteadoras</p><p>Por que é importante integrar a Educação Para a Carreira ao currículo escolar?</p><p>Quais estratégias podem ser usadas para integrar a Educação Para a Carreira ao currículo escolar?</p><p>Por que integrar a Educação Para a Carreira ao currículo escolar?</p><p>Quais tipos de atividades podem ser feitas para promover a infusão na Educação Para a Carreira no currículo?</p><p>Ementa da aula</p><p>Breve retomada histórica sobre o contexto de surgimento da Educação Para a Carreira. Contribuições da Educação Para a Carreira ao currículo escolar. Estratégias para integração da Educação Para a Carreira ao currículo escolar. Estratégia de infusão, passo-a-passo para implementá-la, objetivos e atividades que podem favorecer o alcance dos objetivos.</p><p>Programa da aula</p><p>Professor(a), esse material te auxiliará na preparação da aula sobre Estratégias e Métodos para a Construção de Programas Baseados em Educação para a Carreira.</p><p>Até os anos 70, a orientação profissional era inserida no currículo escolar de forma passiva e reativa: quando os alunos chegavam ao final do Ensino Médio e precisavam decidir quanto ao seu futuro profissional, disponibilizavam-se atividades ou serviços que os apoiassem nesse sentido. A orientação era conduzida, na maioria dos países, por profissionais externos à escola e, nos casos em que era conduzida dentro dela, funcionava com grandes limitações. Muitas vezes consistia apenas em um trabalho de informação profissional que ocorria por meio do uso de livros, folhetos ou audiovisuais. Em outras, usavam-se sistemas sofisticados, mas a informação profissional era estática e passiva, o que fazia com que muitos alunos não tivessem motivação para analisar tal informação, não fossem capazes de entendê-la ou relacioná-la com as próprias necessidades. Como consequência, a escolha de uma profissão e assuntos relacionados a ela, eram abordados de forma superficial e periférica.</p><p>Mesmo com as limitações do trabalho de orientação, o currículo era capaz de trazer contribuições (mais limitadas do que na atualidade), porque tem o potencial de produzir efeitos orientadores. Ele possibilita a transmissão de aptidões ou de valores, aconselha e influencia. Baseia-se em princípios de justiça, de igualdade, de oportunidades e defende ser possível desenvolver conhecimentos, habilidades e atitudes valorizadas pela sociedade e pelo mundo do trabalho em qualquer classe social. Tem potencial para evitar que escolhas profissionais sejam feitas muito cedo, visto que permite atuar nos momentos decisivos para ajudar os alunos a compreenderem que terão que tomar importantes decisões ao longo da vida e que todas elas terão consequências, as quais devem ser consideradas. Isso porque, o percurso acadêmico dos estudantes exige que façam escolhas curriculares. Cada uma delas implica no desenvolvimento de qualificações necessárias para começar a ter êxito em</p><p>um trabalho concreto.</p><p>No final dos anos 70, como mencionamos no capítulo 4, “Educação Para a Carreira: definição, aspectos históricos e objetivos”, diversas situações favoreceram o amadurecimento e uma mudança de perspectiva quanto à orientação profissional no âmbito escolar, como o nascimento da Educação Para a Carreira. Isso foi possível porque:</p><p>· Os conteúdos curriculares produziram efeitos diretos e indiretos no mundo do trabalho. Em consequência disso, a orientação profissional passou a avaliar mais intensivamente o que era funcional, ou não, nos serviços prestados e a propor modificações necessárias.</p><p>· Os efeitos da orientação começaram a ser avaliados na perspectiva da tomada de decisões, tanto no campo acadêmico, como no campo profissional. Como consequência, os profissionais passaram a considerar o nível de maturidade dos jovens para tomar decisões e a garantir que suas consequências fossem menos restritivas.</p><p>· A orientação deixou de ser entendida como uma ação prescritiva (cuja função era auxiliar estudantes a escolherem profissões nas quais tinham mais chances de sucesso) e passou a ser considerada um processo evolutivo (cuja função é promover, nos estudantes, a aquisição de atitudes, conhecimentos e capacidades necessárias para a tomada das suas próprias decisões, em uma perspectiva desenvolvimentista). Em consequência disso, o foco da orientação profissional se aproximou de uma concepção de natureza educativa, o que permitiu que fosse integrada ao currículo escolar.</p><p>Atualmente, entendemos que a orientação, quando incorporada ao currículo escolar, pode ser agente de mudança social, na medida em que ajuda os alunos a considerarem as escolhas profissionais em termos sociopolíticos e a reconhecerem que são capazes, por meio delas, de provocar mudanças na estrutura do sistema social. Deve, portanto, otimizar as oportunidades vitais de cada indivíduo (o que pode, por exemplo, resultar na elevação das aspirações de todo um grupo social vulnerável). Adicionalmente, defendemos ser fundamental que atue de forma não-diretiva, a fim de ajudar os estudantes a examinarem o leque de oportunidades que se apresentam à luz do seu próprio sistema de valores. Esta mudança de perspectiva tende a resultar no desenvolvimento de programas de carreira mais educativos - de Educação Para a Carreira.</p><p>Escreva as reflexões das questões abaixo em seu Diário de Bordo</p><p>Registre</p><p>Após essa breve retomada histórica, queremos saber de vocês, professores: o que o currículo escolar e os programas de carreira (Orientação Profissional e Educação Para a Carreira) têm em comum na atualidade?</p><p>Por que faz sentido incorporar a reflexão e o debate sobre a carreira nos currículos escolares?</p><p>Acreditamos que tanto os currículos escolares, quanto os programas de carreira, objetivam identificar as necessidades dos estudantes, auxiliá-los a desenvolver competências e a capacidade de adaptar-se às exigências da vida pessoal e de trabalho. Para isso, contam com a participação e o envolvimento de pais, professores e comunidade escolar e lançam mão de recursos semelhantes. Utilizam metodologias e procedimentos didáticos facilitadores do desenvolvimento evolutivo normal, adotam ações preventivas, além de resolver problemas similares.</p><p>Como a Educação Para a Carreira pode enriquecer os currículos escolares?</p><p>Entendemos ainda que, para ajudar os estudantes a tomarem decisões, é preciso, antes, assegurar que eles conheçam bem as opções de que dispõem. Eles precisam ter um vocabulário conceitual, um conjunto de experiências e capacidades decisórias. Estes conceitos, habilidades e experiências – conteúdos, atitudes, valores e normas – podem ser desenvolvidos, até certo ponto, por meio de um processo normal de maturação social facilitado pelos currículos escolares. Contudo, a educação para a carreira, tendo essa intenção deliberada, pode contribuir para tal desenvolvimento, especialmente quando incorporada ao desenho curricular.  Para que isso seja possível, é preciso refletir sobre uma série de princípios ou normas que possibilitem desenhar uma estrutura ordenada e congruente, que incorpore os diferentes elementos que configuram um trabalho sistemático e eficaz. Dentre eles, podemos ajudar os estudantes a entenderem: “Para que devo aprender isto?”; “O que eu ganho com isso?”; “Por que fazer diferente?”; “Por que trabalhar em equipe?”; “Por que me empenhar?”; e “Por que dizem que meu trabalho é estudar?”.</p><p>· Para que devo aprender isto? A Educação Para a Carreira estimula os professores a procurarem estabelecer relações entre as disciplinas e as ocupações, como forma de esclarecer o como e por que as pessoas em ocupações diversas necessitam conhecer as diferentes matérias escolares. Mostrar aos alunos porque é importante aprender as competências acadêmicas básicas (ex. leitura, escrita, matemática, ciência e comunicação verbal) pode contribuir com a motivação dos alunos para aprender e a motivação dos professores para ensinar, aumente progressivamente.</p><p>· O que eu ganho com isso? A Educação Para a Carreira estimula os professores a reconhecerem e recompensarem os alunos quando procuram completar uma tarefa o melhor que podem. Por exemplo, os professores poderiam devolver os trabalhos aos alunos destacando o número de respostas corretas e não aquelas respostas que estão erradas. Assim como, poderiam enfatizar o quanto os alunos progrediram na realização de uma tarefa, ao invés de destacar aquilo que lhes falta para concluí-la.</p><p>· Por que fazer diferente? A Educação Para a Carreira estimula os professores a propor diversidade nas tarefas de trabalho. Para isso, recomenda que aprendam e utilizem uma variedade de enfoques para ajudar os seus alunos a aprender. Trata-se de promover uma aprendizagem didática e através da experiência. Promover atividades e desafios diversos, em sala de aula, pode contribuir com o aprendizado, a motivação e o desempenho dos estudantes ao contemplar a diversidade no processo de ensino-aprendizagem.</p><p>· Por que trabalhar em equipe? A Educação Para a Carreira estimula os professores a propor que os estudantes trabalhem em equipes para incrementar sua produtividade. Parece óbvio que os problemas complexos da sociedade contemporânea requerem soluções complexas, que só podem ser entregues como resultado do trabalho em equipe e interdisciplinar. Assim, ensinar os alunos essa competência deve ser uma prioridade do sistema educativo, bem como, ajudá-los a compreenderem que a contribuição de cada membro da equipe é importante para o êxito do projeto e que o êxito do projeto é maior quando seus integrantes trabalham juntos do que quando cada um trabalha por si.</p><p>· Por que me esforçar? A educação para a carreira propõe que os professores estimulem a iniciativa e criatividade dos futuros trabalhadores. Parte do princípio de que realizar um projeto, desde sua idealização até a conclusão, contribui para que os estudantes sintam que tanto o esforço dedicado, quanto o produto deste esforço, pertencem a eles.</p><p>· Por que dizem que meu trabalho é estudar? A Educação Para a Carreira estimula os professores a propor, enfatizar e recompensar a prática de hábitos produtivos de trabalho. Alguns comportamentos que podem ser trabalhados com os alunos desde cedo, são: 1) chegar aos compromissos de estudo ou trabalho pontualmente; 2) concluir as tarefas estabelecidas no horário previsto; 3) realizar cada tarefa de trabalho da melhor maneira possível; 4) reconhecer e praticar o trabalho cooperativo com outras pessoas; 5) seguir as instruções dadas pelos supervisores do trabalho ou professores; 6) seguir boas práticas de saúde física e mental; 7) ser responsável pelo modo como suas práticas de trabalho se alinham com as expectativas e práticas da organização. Trazer consciência e intencionalidade a tais comportamentos e torná-los hábitos que podem contribuir para incrementar as fases de consciência e de exploração da educação para a carreira.</p><p>Escreva as reflexões das questões abaixo em seu Diário de Bordo</p><p>Questões-chave</p><p>Após considerar os princípios e</p><p>normas que acabamos de apresentar (ilustrados por perguntas que, possivelmente, seus alunos fazem na sala de aula), traga alguns exemplos de práticas que você tem adotado ou poderia adotar, a fim de contribuir para que seus alunos se tornem futuros trabalhadores e cidadãos.</p><p>Quais competências você busca contemplar ou desenvolver quando realiza essas práticas?</p><p>Estratégias para Incorporar a Educação para a Carreira no Currículo Escolar</p><p>Como elaborar um currículo escolar que incorpore as reflexões e debates sobre a carreira e que possa, portanto, promover a Educação Para a Carreira? As estratégias podem ser as mais variadas e dependem da criatividade e dos recursos da comunidade escolar e da escola. Em função de suas características, podem ser divididas em três grandes categorias:</p><p>1) nas infusivas, os conceitos e conteúdos relativos à carreira são apresentados de forma intencional, ampla e alargada em todas as disciplinas e atividades curriculares;</p><p>2) nas aditivas, as atividades de educação para a carreira são integradas ao horário escolar, no formato de uma disciplina e, portanto, requerem um plano de disciplina (ementa, bibliografia, cronograma, etc. a exemplo de outras disciplinas curriculares) que possa orientar tanto o professor quanto o estudante; e</p><p>3) nas estratégias mistas, o conteúdo e os conceitos da educação para a carreira são integrados às disciplinas de ciências sociais e humanas. Dentre as três estratégias, a mais desafiadora, porém, mais eficaz, é a infusão da Educação Para a Carreira no currículo escolar. Por isso, a apresentaremos em maior detalhe a seguir.</p><p>A infusão existe quando os conceitos de Educação Para a Carreira são integrados ao currículo escolar convencional, ou quando uma experiência do mundo real é utilizada para exemplificar a relevância de um conteúdo curricular relativo ao mundo do trabalho, contribui para a reflexão, promoção de atitudes e comportamentos de cidadania. Para que uma estratégia seja infusiva, é fundamental que todas as áreas de conhecimento proponham atividades que tenham o objetivo de facilitar as relações entre a educação e o mundo do trabalho, desenvolvendo nos alunos um conjunto de competências técnicas e não técnicas. Além disso, é fundamental que as aprendizagens não sejam restritas a uma disciplina ou série de disciplinas. Elas devem ser planejadas e viabilizadas, em diferentes níveis de complexidade, ao longo de todo o currículo.</p><p>De forma mais prática, a estratégia infusiva requer que o sistema educativo possa ser redesenhado, a fim de ter como foco a preparação para o trabalho. Nesse sentido, os conhecimentos (o que os estudantes sabem, teoricamente), habilidades (o que os estudantes conseguem fazer, na prática, com esses conhecimentos) e atitudes (o desejo dos estudantes de colocarem os conhecimentos e habilidades a prova em diferentes situações e apesar de possíveis desafios) em Educação Para a Carreira, sejam transmitidos aos estudantes como parte integrante do currículo escolar.</p><p>Pesquisas demonstram que à medida que estratégias de infusão da Educação Para a Carreira são implementadas nas escolas, os processos de exploração de si, dos próprios interesses e do mundo do trabalho são facilitados. Isso porque os estudantes tornam-se mais capazes de estabelecer conexões entre os conteúdos que aprendem na escola, seus interesses e as diferentes profissões que conhecem. A infusão da educação para a carreira no currículo escolar contribui, desta forma, para que os alunos adquiram informações e tenham experiências importantes para tornarem-se cidadãos capazes de se inserir no mercado de trabalho e desenvolverem-se dentro de uma profissão, além de reconhecerem o valor da iniciativa pessoal na oferta e na procura de oportunidades de trabalho e emprego.</p><p>O passo a passo da implementação da estratégia infusiva</p><p>Para assegurar a infusão de conceitos e conteúdos relativos à carreira no currículo escolar, é preciso que o profissional da área de carreira, juntamente com os professores das diferentes matérias, ou áreas de um ciclo escolar, estudem o currículo escolar e procurem inserir alguns dos conteúdos considerados mais prioritários e apropriados para os diferentes grupos de estudantes. Essa ação visa à integração dos objetivos educativos com os da educação para a carreira e a promover a aproximação entre os jovens e o futuro mundo do trabalho. Em termos práticos, é possível promover a infusão a partir de oito etapas:</p><p>· Estudo e compreensão da proposta da Educação Para a Carreira;</p><p>· Estudo do currículo escolar e delimitação das matérias ou áreas nas quais é possível introduzir os conteúdos de Educação Para a Carreira;</p><p>· Definição dos conteúdos a serem introduzidos, dos objetivos de introduzi-los e das atividades por meio das quais serão introduzidos nas diferentes matérias ou áreas;</p><p>· Delineamento dos objetivos e âmbitos de Educação Para a Carreira que podem ser trabalhados na escola considerando o conjunto de disciplinas;</p><p>· Elaboração de um banco de atividades práticas que ajudem a alcançar os objetivos elencados, considerando os diferentes grupos e etapas de desenvolvimento dos estudantes;</p><p>· Elaboração, para cada disciplina ou área, de estratégias para o registro dos objetivos vocacionais e tópicos de aprendizagem, a fim de gerar os planos das disciplinas e das aulas;</p><p>· Desenvolvimento dos planos de disciplina e de aula e execução das lições em sala de aula;</p><p>· Avaliação e identificação de possibilidades para a criação de créditos específicos para a educação para a carreira.</p><p>Objetivos e atividades de Educação Para a Carreira</p><p>Os principais objetivos da educação para a carreira no currículo escolar são: incrementar o autoconhecimento (esclarecer quais são os valores, interesses, habilidades etc.), ampliar o conhecimento sobre as oportunidades educativas e laborais; contribuir para a aprendizagem de estratégias para a tomada de decisões; esclarecer sobre a transição escola/trabalho e discutir as especificidades dessa transição. Para alcançar cada um desses objetivos, é possível selecionar uma série de temas cuja aprendizagem pode ser assegurada por atividades adequadas às idades dos estudantes e tipos de ensino, propostas ao longo do currículo, como veremos a seguir:</p><p>Incrementar o autoconhecimento</p><p>· Conhecer as próprias capacidades, identificar matérias em que tem bom desempenho, atividades que realiza com facilidade e/ou com sucesso; identificar dificuldades e limitações;</p><p>· Identificar e conhecer, pelo menos, superficialmente, disciplinas e profissões pelas quais tem interesse e/ou curiosidade;</p><p>· Refletir sobre as próprias necessidades e prioridades; reconhecer seus valores pessoais com relação aos estudos e ao trabalho (o que espera como resultado das próprias ações nos diferentes espaços);</p><p>· Compreender que as características pessoais podem mudar ao longo do tempo e com desenvolvimento pessoal, o que torna possível desenvolver novas capacidades e interesses, e que as necessidades e prioridades podem se modificar.</p><p>Exemplos de atividades</p><p>Perguntar a pessoas próximas sobre suas maiores qualidades e defeitos (ajuda a identificar suas características pessoais); listar disciplinas em que o estudante avalia ter um bom desempenho (ajuda a identificar capacidades); identificar temas sobre os quais o estudante tem curiosidade (ajuda a identificar interesses); relembrar quem eram os heróis da infância e por que eles eram importantes ou admirados (ajuda a identificar os valores pessoais).</p><p>Conhecer oportunidades educativas e profissionais</p><p>· Compreender como as pessoas adultas organizam seu tempo entre os diferentes papéis que ocupam;</p><p>· Compreender como os adultos satisfazem as suas necessidades pessoais através do trabalho;</p><p>· Identificar profissões e cargos que estão ao seu alcance e porque alguns não estão;</p><p>· Identificar barreiras para alcançar algumas oportunidades e estratégias para lidar com elas;</p><p>· Compreender o que precisa fazer para arranjar um trabalho ou emprego (requisitos acadêmicos, formação profissional, entre outros);</p><p>· Descobrir como obter</p><p>informação confiável (sobre cursos, oportunidades de trabalho e emprego, etc.);</p><p>· Analisar até que ponto determinadas profissões satisfazem suas necessidades;</p><p>· Contrastar as informações sobre si com as características e exigências das diferentes profissões.</p><p>Exemplos de atividades</p><p>Debater em sala de aula sobre  “Porquê trabalhar” (ajuda a refletir sobre o papel do trabalho); Pedir aos estudantes que apresentem como seria o seu trabalho ideal e o que precisam fazer para consegui-lo (ajuda a buscar informações sobre diferentes trabalhos e como obter oportunidades para trabalhar); Debater sobre a disponibilidade, ou não, de determinados trabalhos na comunidade próxima da escola e na cidade em que a escola se localiza (ajuda a reconhecer possíveis barreiras para alcançar determinados trabalhos); perguntar a indivíduos adultos sobre quais são os pontos positivos e negativos de seu trabalho e como lidam com os pontos negativos (ajuda a compreender que todos os trabalhos podem ter aspectos positivos e negativos, mesmo que tenham sido escolhidos pelos estudantes).</p><p>Aprendizagem de estratégias para a tomada de decisões</p><p>· Compreender como analisar as alternativas que se apresentam: riscos, compromissos, possibilidades, entre outros;</p><p>· Compreender como tomar decisões frente a numerosas alternativas;</p><p>· Compreender que qualquer tomada de decisão terá consequências;</p><p>· Aprender sobre as diferentes estratégias de tomada de decisão que existem;</p><p>· Identificar e desenvolver a capacidade de avaliar suas aptidões, valores e interesses;</p><p>· Avaliar a veracidade das fontes de informação, suas vantagens e desvantagens;</p><p>· Compreender como reagir e reformular uma tomada de decisão insatisfatória.</p><p>Exemplos de atividades</p><p>Refletir em grupo sobre tomadas de decisão importantes que os estudantes já tiveram que fazer e quais estratégias usaram (ajuda a pensar sobre diferentes tipos de tomada de decisão e sobre suas consequências); Discutir em sala de aula sobre três trabalhos que os alunos desejariam conhecer mais profundamente (ajuda a identificar e discutir sobre as informações e fontes de informação); Perguntar aos pais e outros adultos próximos sobre como tomaram a decisão de seguir a profissão que têm atualmente (ajuda a compreender como tomar decisões frente a diversas alternativas).</p><p>Conhecimentos das características do mercado de trabalho e da transição escola-mercado de trabalho</p><p>· Compreender o que significa procurar emprego e trabalho e quais ações estão envolvidas;</p><p>· Compreender como aumentar as chances de conseguir um emprego ou trabalho;</p><p>· Identificar e ser capaz de narrar experiências acadêmicas e pessoais que possam ser valorizadas em diferentes locais e contextos de trabalho;</p><p>· Identificar os gastos diários e semanais e entender como calcular o orçamento pessoal e da casa;</p><p>· Desenvolver capacidades de comunicação e de apresentação pessoal (para elaborar currículo, participar de entrevistas, elaborar cartas de apresentação, entre outros);</p><p>· Compreender como ingressar no mercado de trabalho e quais condições pessoais, acadêmicas, profissionais, entre outros, são necessárias;</p><p>· Avaliar crenças e expectativas e distinguir aquelas que são realistas das utópicas;</p><p>· Desenvolver estratégias para estar bem-informado sobre o mundo de trabalho, bem como, para enfrentar as dificuldades do mundo adulto;</p><p>· Identificar fontes de informação, profissionais e instituições que podem prestar ajuda, financiamento, entre outros recursos necessários ao ingresso e à manutenção em posições de trabalho e emprego;</p><p>· Desenvolver e cultivar novas amizades e dedicar atenção às relações interpessoais na escola, no trabalho e em outros contextos;</p><p>· Compreender o desemprego pessoal e estrutural, compreender suas possíveis causas e identificar estratégias de enfrentamento capazes de trazer resultados positivos.</p><p>Exemplos de atividades</p><p>Estudo dos programas das carreiras universitárias e carreiras técnicas (ajuda a compreender diferenças entre estar na escola e ingressar no ensino superior ou técnico);  fazer um planejamento de seu horário atual e simular como seria seu horário na universidade, no curso técnico ou no trabalho (ajuda a compreender a rotina de trabalho ou estudo em outro nível e ajustes que podem ser necessários); pesquisar o seu custo de vida atual, incluindo gastos com escola, alimentação, moradia entre outros (ajuda a dimensionar o valor de remuneração necessário para manter o padrão de vida atual); discutir notícias sobre o mundo do trabalho (ajuda a compreender a dinâmica do trabalho); perguntar aos adultos como fazer e manter amizades em um novo trabalho (ajuda a compreender a importância das relações interpessoais); perguntar aos adultos se já ficaram desempregados e como buscaram um novo emprego (ajuda a identificar estratégias de preparação para o desemprego e de busca de trabalho eficazes).</p><p>Como você pode observar, as atividades apresentadas neste capítulo são exemplos simples de como contemplar os objetivos da Educação Para a Carreira em atividades que podem ser realizadas em diferentes disciplinas. Elas foram escolhidas por não requererem muitos recursos ou uma estrutura complexa. Esperamos que sirvam como inspiração para que você possa pensar e propor atividades de Educação Para a Carreira em sua prática cotidiana junto aos estudantes.</p><p>EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO DO CONTEÚDO</p><p>Use seu Diário de Bordo</p><p>Professor(a), ao final desta aula, aplique as seguintes questões aos alunos para estimular o aprendizado do conteúdo.</p><p>Atividade 1</p><p>Quais as diferenças entre as estratégias infusivas, aditivas e mistas para integrar a Educação Para a Carreira ao currículo escolar?</p><p>Atividade 2</p><p>Como incorporar a Educação Para a Carreira ao currículo escolar por meio da estratégia infusiva?</p><p>Atividade 3</p><p>Quais são os principais objetivos da Educação Para a Carreira quando ela é integrada ao currículo escolar?</p><p>Clique no botão para baixar a atividade:</p><p>Baixar Atividade</p><p>TAREFA DE CASA</p><p>Professor(a), entregue essa atividade para os alunos realizarem como tarefa de casa e refletirem sobre as estratégias e métodos para a construção de programas baseados em Educação Para a Carreira.</p><p>Atividade 1</p><p>Utilize a tabela abaixo para organizar seu plano de aula, ou o plano de sua disciplina. Você pode registrar, na primeira coluna, quais conteúdos abordar na disciplina ou na aula. Na segunda coluna, pode elencar temas de Educação Para a Carreira que podem ter relação com o conteúdo curricular que pretende abordar. Na terceira coluna, pode listar atividades simples, que possam ser realizadas em sala de aula ou como tarefa de casa por seus estudantes, a fim de que tenham oportunidade de desenvolver conhecimentos, habilidades ou competências com relação ao conteúdo abordado. Na última coluna, registre qual o objetivo você gostaria de alcançar por meio da atividade. Lembre-se que você pode transformar atividades cotidianas em atividades de educação para a carreira, desde que tenha clareza de quais os seus objetivos e planeje intencionalmente as atividades. Lembre-se, também, de que não é necessário que todas as suas aulas contemplem atividades de Educação Para a Carreira, mas, sim, que os estudantes compreendam o motivo pelo qual estão aprendendo os conteúdos e qual sua relação com a vida fora da escola. Observe o exemplo abaixo:</p><p>Clique no botão para baixar a atividade:</p><p>Baixar Atividade</p><p>Atividade Avaliativa</p><p>Parabéns! Você chegou ao final do Módulo 1 da Formação em Educação para Carreiras e Projetos de Vida nos Anos Finais!</p><p>Esperamos que você tenha aproveitado o conteúdo estudado. Se quiser aprofundar ainda mais seus estudos, veja a lista de referências no próximo slide.</p><p>Referências</p><p>Albornoz, S. (1986). O que é trabalho. São Paulo: Brasiliense.</p><p>Balbinotti, M. A. A., & Tétreau, B. (2006). Questionário de Educação à Carreira: Propriedades Psicométricas da Versão Brasileira e Comparação Transcultural. Revista Brasileira de Orientação Profissional, 7(2), 49-66.</p><p>Boucinha, D., Kurozawa, K., Weber, L., Tofoli, L., Lisboa, M. L., Brissac, R. (2019). Você sabe o que é Orientação Profissional?</p><p>Oriente-se! Recuperado em 12 de julho 2021 de https://abopbrasil.org.br/todos-livros/</p><p>de Paula Faleiros, N., & Lehman, Y. P. (2016). Desafios na implantação da educação para a carreira no contexto escolar brasileiro. Revista Brasileira de Orientação Profissional, 17(2), 233-243.</p><p>Duarte, M. E., Lassance, M. C. P., Savickas, M. L., Nota, L., Rossier, J., Dauwalder, J.-P., et al. (2010). A construção da vida: Um novo paradigma para entender a carreira no século XXI. Revista Interamericana de Psicologia, 44, 203-217.</p><p>Faleiros, N. D. P., & Lehman, Y. P. (2016). Desafios na implantação da educação para a carreira no contexto escolar brasileiro. Revista Brasileira de Orientação Profissional, 17(2), 233-243.</p><p>Kenny, M. E. (2013). The promise of work as a component of educational reform. In D. L. Blustein (Ed.), The Oxford handbook of the psychology of working (pp. 273–291). Oxford University Press.</p><p>Lassance, M. C., & Sparta, M. (2003). A orientação profissional e as transformações no mundo do trabalho. Revista Brasileira de Orientação Profissional, 4(1/2), 13-19.</p><p>Melo-Silva, L. L., da Silva Munhoz, I. M., & de Souza Leal, M. (2019). Orientação profissional na educação básica como política pública no Brasil. Revista Brasileira de Orientação Profissional, 20(1), 3-18.</p><p>Munhoz, I. M. S., & Melo-Silva, L. L. (2011). Educação para a Carreira: concepções, desenvolvimento e possibilidades no contexto brasileiro. Revista brasileira de orientação profissional, 12(1), 37-48.</p><p>Oliveira-Silva, L.C. (2021). Conceitos e definições em carreira. In: L.C. Oliveira-Silva & E. B. D. Campos (Orgs.). Psicologia da carreira: práticas em orientação, desenvolvimento e coaching de carreira (1 ed.). São Paulo: Vetor Editora.</p><p>Riberio, M.A. (2014). Carreiras: um novo olhar socioconstrucionista para um mundo flexibilizado. Curitiba: Juruá.</p><p>Rizzatti, D. B., Sacramento, A. M., Valmorbida, V. S., Mayer V. P., & Oliveira, M. Z. (2018). Transição de carreira em adultos brasileiros: um levantamento da literatura científica. Gerais, Revista Interinstitucional de Psicologia, 11(1), 153-173.</p><p>Rocha, K. B., Sarriera, J. C. & Pizzinato, A. (2004). Significado do trabalho e valores organizacionais. In: J. C. Sarriera, K. B. Rocha & A. Pizzinato (Orgs). Desafios do mundo do trabalho: orientação, inserção e mudanças.</p><p>Rodriguez Moreno, M. L. (2008). A educação para a carreira: aplicações à infância e à adolescência. In M. C. Taveira & J. C. Silva (Orgs.). Psicologia Vocacional Perspectivas para a Intervenção (p.29-58). Imprensa da Universidade de Coimbra.</p><p>Savickas, M. L. (2017). Manual de aconselhamento em projeto de vida: Life Design. Tradução e adaptação: Brocchi, M. P. 1ª ed. São Paulo: Vetor.</p><p>Savickas, M., Nota, L., Rossier, J., Dauwalder, J.-P., Duarte, M. E., Guichard, J., et al. (2009). Life designing: A paradigm for career construction in the 21st century. Journal of Vocational Behavior, 75(3), 239–250. https ://doi.org/10.1016/j.jvb.2009.04.004</p><p>Sparta, M. (2003). O desenvolvimento da orientação profissional no Brasil. Revista Brasileira de Orientação Profissional, 4(1-2), 1-11.</p><p>M2 - OS PRINCIPAIS ATORES DA EDUCAÇÃO PARA A CARREIRA E SEU PAPEL</p><p>Neste segundo módulo da Formação em Educação para Carreira e Projetos de Vida nos Anos Finais, composto por nove unidades, abordamos os papéis dos estudantes, das famílias, dos professores, da escola e da comunidade escolar e externa à escola na construção e condução de programas de educação para a carreira. Cada unidade corresponde a uma aula e são apresentados os materiais necessários para a sua produção, bem como a ementa e o programa. Ao final, sugerimos exercícios de fixação do conteúdo e tarefa de casa.</p><p>Unidade 1 - O papel da escola como facilitadora das tarefas de desenvolvimento de carreira</p><p>MATERIAIS PREPARATÓRIOS</p><p>Olá, professor(a)! Sugerimos que a atividade a seguir seja entregue aos alunos antes da realização da aula sobre “O papel da escola como facilitadora das tarefas de desenvolvimento de carreira”.</p><p>Atividade 1</p><p>Quais são os interesses das crianças de 11 a 14 anos? Quem são as pessoas ou personagens que admiram? Quais são as atividades que mais gostam de praticar?</p><p>Atividade 2</p><p>Do que crianças de 11 a 14 anos não gostam? Do que elas sentem vergonha? Do que elas têm medo?</p><p>Atividade 3</p><p>Quais são as curiosidades das crianças de 11 a 14 anos sobre o mundo do trabalho?</p><p>Atividade 4</p><p>Quais são os interesses dos adolescentes de 15 a 17 anos? Quem são as pessoas ou personagens que admiram? Quais são as atividades que mais gostam de praticar?</p><p>Atividade 5</p><p>Do que os adolescentes de 15 a 17 anos não gostam? Do que eles sentem vergonha? Do que eles têm medo?</p><p>Atividade 6</p><p>Quais são as curiosidades de adolescentes de 15 a 17 anos sobre o mundo do trabalho?</p><p>Depois de responder às questões acima, assista ao vídeo “Vida de Adolescente: O que pensam?”</p><p>Vídeo: https://youtu.be/ImdZT90M4ZI</p><p>Atividade 7</p><p>Você mudaria alguma das suas respostas?  Justifique.</p><p>Clique no botão para baixar a atividade:</p><p>Baixar Atividade</p><p>MATERIAIS PARA A PRODUÇÃO DA AULA</p><p>Perguntas norteadoras</p><p>· Qual é o papel da escola para o desenvolvimento de carreira?</p><p>· Quais são as orientações para intervenção em desenvolvimento de carreira em cada etapa da escolarização?</p><p>Ementa da aula</p><p>Iremos estudar o papel da escola para o desenvolvimento de carreira, além das orientações para intervenção em desenvolvimento de carreira no ensino fundamental, no ensino médio e no ensino técnico e superior.</p><p>Papel da escola para o desenvolvimento de carreira ao longo da trajetória escolar</p><p>A escola desempenha um papel importante ao preparar indivíduos para enfrentarem um cenário de constantes mudanças, que demandam a aquisição e o aprimoramento de novos conhecimentos, habilidades e atitudes para lidar com problemas cada vez mais complexos. Por facilitar o aprendizado, a convivência e a formação, a escola é um espaço privilegiado para estimular o desenvolvimento de hábitos, atitudes, valores, habilidades e pensamento crítico. Como consequência, tem um potencial incomparável de ajudar as crianças e adolescentes a tornarem-se cidadãos bem informados e preparados para ingressar em um mundo do trabalho em transição. A educação para a carreira enfatiza esse papel na preparação e inserção dos estudantes nesse cenário e na promoção da aprendizagem contínua e de competências transversais.</p><p>No que se refere ao desenvolvimento de carreira, a escola pode facilitar as experiências de exploração de si e do mundo, de forma estruturada e planejada ou espontânea, sistemática ou ocasional. Desta forma, contribui grandemente para a construção dos autoconceitos, da identidade e da identidade vocacional. Além disso, possibilita que os estudantes reconheçam a relevância de aprender e desejem fazê-lo, e viabiliza que o aprendizado aconteça por meio de várias experiências, que ocorrem em um contexto de diversidade de interações.</p><p>O ambiente escolar é, portanto, capaz de favorecer a apropriação de saberes que permitem que os estudantes se tornem cidadãos ativos e que satisfaçam suas necessidades sociais. Como um projeto social, a escola permite estruturar o desenvolvimento pessoal integral de seus estudantes.</p><p>Tendo em vista que o desenvolvimento de carreira é um processo que se inicia nos primeiros anos escolares e se estende ao longo da vida, em um contexto de aprendizagem contínua, fica evidente a relevância das experiências escolares.  Elas servem como base para o desenvolvimento de competências necessárias para que, na vida adulta, o indivíduo consiga exercer plenamente suas potencialidades e aspirações. Para que isso ocorra, é fundamental que as escolas proponham atividades sistematizadas e contínuas capazes de promover o desenvolvimento de competências-chave para a vida e a carreira. Mais especificamente, elas devem ajudar os jovens a se conhecerem, conhecerem a realidade do universo profissional, aprenderem a tomar decisões e se prepararem para a transição escola-trabalho.</p><p>Em termos legais, no Brasil, existe uma expectativa de que a escola atue como promotora de cidadania e</p><p>viabilize a preparação do jovem para a vida adulta e o mundo</p><p>do trabalho. As mudanças realizadas na LDB/96 pela Lei 13.415/2017 (Brasil, 2017), reafirmam que a escola deve estimular que os alunos participem de atividades que os auxiliem na construção de seus projetos de vida e, consonante com esse projeto, realizem escolhas entre percursos formativos ao longo do ensino médio e/ou deem continuidade aos estudos no ensino superior. Mais especificamente, de acordo com esta mesma lei, “as escolas deverão orientar os alunos no processo de escolha das áreas de conhecimento ou de atuação profissional” (Brasil, 2017, Art. 4º, § 12).</p><p>Papel dos professores para o desenvolvimento de carreira ao longo da trajetória escolar</p><p>Como veremos mais detalhadamente nos capítulos 12 (Os professores e a escolha de ser docente) e 13 (Papel dos professores na promoção de resultados positivos), os professores têm um papel central no desenvolvimento de carreira dos alunos. Isso porque, no exercício de sua profissão, podem contribuir com a descoberta e cristalização de interesses, na construção de significados acerca do trabalho e na instrumentalidade dos conteúdos curriculares (ao promover diálogos entre os conteúdos disciplinares e o dia a dia dos estudantes).</p><p>Contudo, sabe-se que, mesmo sem intenção, os professores influenciam o desenvolvimento de carreira dos alunos por meio das suas características pessoais, dos conteúdos que lecionam e das suas práticas pedagógicas. Isso ocorre porque sua relação de proximidade com os alunos permite e facilita que os alunos demonstrem interesse por seus valores de vida e domínios de atividade (que podem ter relação com as disciplinas lecionadas); pela construção de significados sobre o trabalho; pela utilidade percebida com relação aos conteúdos da disciplina e até mesmo na identificação de opções de carreira. Evidências a esse respeito sugerem, inclusive, que a influência dos professores no desenvolvimento de carreira dos alunos está relacionada à qualidade da interação professor-aluno e à forma como os estudantes percebem seus professores.</p><p>Tendo isso em vista, a literatura internacional aponta que os professores, independentemente da área que lecionam, têm influência sobre os projetos de vida dos seus alunos. Por isso, devem ser capazes de auxiliar os estudantes no ajuste entre o projeto social da educação e suas necessidades enquanto indivíduos únicos. Esse ajuste deve considerar que a relação do jovem com o mundo está intimamente relacionada com os seus contextos de vida e os grupos em que se insere. Cabe, portanto, à escola e aos professores atentarem-se para o fato de que as possibilidades de exploração e de escolha variam de acordo com as realidades sociais, culturais e econômicas em que cada aluno se insere, das características de sua família de origem, entre outros. Assim, o professor precisa estar preparado (e ser apoiado) para desenvolver vários tipos de intervenções em auxílio aos seus alunos, nos diferentes momentos da vida escolar. Em termos gerais, é provável que precise estar apto para estimular e apoiar seus estudantes:</p><p>· No desenvolvimento da consciência sobre carreiras, na educação infantil e ensino fundamental;</p><p>· Na realização da exploração de carreira nos anos finais do ensino fundamental;</p><p>· Na reflexão e debate sobre as opções de carreira e na tomada de decisão sobre a própria carreira durante o ensino médio;</p><p>· No desenvolvimento de habilidades para lidar com as transições que ocorrem durante a vida escolar (ex.: mudanças de ciclos ou modalidades de ensino, ou nos papéis a serem desempenhados em diferentes transições, como a da escola para o trabalho).</p><p>Orientações para intervenção em desenvolvimento de carreira nos diferentes níveis de ensino</p><p>O Ensino Fundamental deve estar voltado para o aumento do desempenho acadêmico nas habilidades básicas (leitura, escrita, compreensão oral e aritmética/matemática). Nesse sentido, é preciso haver um esforço da comunidade escolar para motivar os estudantes a quererem aprender as habilidades básicas e a compreenderem que elas são essenciais em várias profissões e diferentes aspectos da vida. Nesse sentido, os professores devem frequentemente se perguntar e responder aos seus alunos por que precisam aprender determinados conteúdos. É importante ainda que consigam estimulá-los a desenvolverem e praticarem bons hábitos de estudo (que é o seu trabalho, nesta etapa da vida). Além disso, é fundamental promover a aproximação e ampliar a compreensão sobre o mundo do trabalho. Assim, as competências a serem desenvolvidas são:</p><p>· Fortalecimento do autoconceito</p><p>Envolve trabalhar questões como: Do que eu gosto? Do que eu não gosto?</p><p>· Desenvolvimento de habilidades interpessoais</p><p>Envolve trabalhar questões como: No que eu sou bom? No que eu gostaria de ser bom? O que preciso fazer para melhorar em algo?</p><p>· Ampliação da consciência das crianças sobre crescimento e mudanças</p><p>Envolve trabalhar questões como: por que as pessoas se tornam adultas? O que fazem as crianças e o que fazem os adultos?</p><p>· Desenvolvimento de uma consciência da importância da educação</p><p>Envolve trabalhar questões como: por que as pessoas estudam? Como as coisas que existem no mundo são criadas ou aperfeiçoadas? Quais são as diferentes formas de aprender?</p><p>· Aceitação da responsabilidade pessoal</p><p>Envolve trabalhar questões como: O que são responsabilidades e atribuições? O que acontece quando não realizo minhas responsabilidades e atribuições? Como posso entender e negociar regras?</p><p>· Compreensão do processo de tomada de decisão</p><p>Envolve trabalhar questões como: o que significa escolher e renunciar? Em que situações é possível mudar de ideia? Como avaliar se o resultado de uma escolha foi positivo ou não?</p><p>No Ensino Médio, as ações em Educação para a carreira precisam ampliar e reforçar o desenvolvimento das cinco habilidades acadêmicas básicas. Além disso, devem oferecer oportunidades de exploração de carreira e fortalecimento das noções sobre o que é o trabalho e os valores a ele associados. De preferência, estas aquisições devem acontecer através de experiências de trabalho (remunerado ou não), na comunidade escolar ou ampliada (ex: participar do grêmio estudantil da escola; auxiliar os pais em tarefas domésticas; realizar trabalho voluntário ou ter experiências como estagiário ou jovem aprendiz). Adicionalmente, nesta etapa é importante auxiliar os estudantes na busca por informações relevantes sobre o mundo do trabalho e as profissões, tendo os pais e outros adultos significativos como fontes confiáveis. Assim, são competências a serem desenvolvidas:</p><p>· Conhecimento do autoconceito</p><p>Envolve trabalhar questões como: quem sou eu e o que me diferencia de outras pessoas? De que forma minha história contribuiu para que eu me tornasse a pessoa que sou hoje?</p><p>· Habilidades interpessoais</p><p>Envolve trabalhar questões como: o reconhecimento e o respeito à diferença; como se comunicar de forma não violenta; como negociar interesses divergentes.</p><p>· Compreensão da relação entre educação e trabalho</p><p>Envolve estabelecer relações diretas e aplicadas entre o conteúdo abordado em sala de aula e o cotidiano dos estudantes; perceber e compreender como os fenômenos estudados impactam eventos diversos fora da sala de aula e em diferentes contextos.</p><p>· Habilidades de tomada de decisão</p><p>Envolve praticar e refletir sobre diferentes situações em que os jovens precisam tomar decisões; discutir sobre as consequências das diferentes tomadas de decisão e sentimentos associados a elas; refletir sobre tomadas de decisão relevantes e o papel dos estudantes em cada uma delas.</p><p>· Necessidade de compreender as interrelações entre os vários papéis da vida</p><p>Envolve compreender a relevância dos diferentes papéis para cada indivíduo; as consequências relacionadas à priorização de alguns papéis em detrimento de outros; a reflexão sobre estratégias de conciliação de papéis; a influência dos diferentes papéis nas tomadas de decisão nos diversos domínios de vida.</p><p>Embora a educação para a carreira tenha sido inicialmente pensada</p><p>para a educação básica, ao longo de sua história diferentes iniciativas levaram-na a ampliar a sua atuação para o Ensino técnico e o Ensino superior. Compreende-se que os programas de apoio aos alunos nestes níveis devem envolver a adaptação em uma nova etapa da carreira; a aquisição de novos hábitos de estudo; o desenvolvimento de estratégias para lidar com as dificuldades econômicas, sociais e emocionais e o apoio aos estudantes na busca e inserção em campos de estágios e trabalho. Assim, são competências a serem desenvolvidas:</p><p>· Planejar e (re)planejar a inserção no mercado de trabalho</p><p>Envolve comportamentos como: identificar áreas de interesse; analisar as tendências dessas áreas; identificar posições de estágio e trabalho desejáveis e, por outro lado, preparar-se para as frequentes transições do mercado de trabalho e desenvolver recursos para enfrentá-las.</p><p>· Planejar a carreira</p><p>Envolve a definição de metas e objetivos e a elaboração de estratégias para alcançá-los; a consideração de possíveis barreiras e identificação de recursos necessários (presentes ou que precisam ser conquistados) para lidar com elas.</p><p>· Desenvolvimento de habilidades específicas para conseguir emprego</p><p>Envolve comportamentos como:  buscar e analisar posições de estágio e trabalho; identificar as habilidades requeridas em diferentes posições; aprimorar conhecimentos, habilidades e atitudes desejáveis, praticando-as em diferentes contextos; analisar currículos de profissionais como referências para a elaboração do próprio currículo; assistir e preparar-se para entrevistas; compreender, praticar e solicitar feedbacks sobre o próprio comportamento e atuação em diferentes contextos.</p><p>Ao final deste capítulo, entendemos que é fundamental destacar que, para que seja capaz de trazer os resultados esperados ao longo da trajetória escolar dos estudantes, a Educação para a carreira requer esforços de toda a comunidade acadêmica. Mais especificamente, deve-se:</p><p>· Implementar a educação para a carreira no ensino fundamental;</p><p>· Infundir a Educação para a carreira no ensino médio;</p><p>· Estabelecer parcerias com o ensino técnico e instituições universitárias (comunidade ampla);</p><p>· Envolver os pais em todos os níveis iniciais (comunidade escolar);</p><p>· Estabelecer parcerias com o mundo do trabalho (comunidade ampla);</p><p>· Formar orientadores profissionais e de carreira (comunidade ampla).</p><p>EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO DO CONTEÚDO</p><p>(Resolva em seu Diário de Bordo)</p><p>Abaixo você encontrará uma lista de competências que os estudantes devem desenvolver ao longo de sua trajetória escolar. Identifique em qual nível de ensino cada uma delas deve ser desenvolvida e escreva o nome da competência no quadro mais adequado:</p><p>· Aceitação da responsabilidade pessoal;</p><p>· Ampliação da consciência sobre crescimento e mudanças;</p><p>· Compreensão da relação entre educação e trabalho;</p><p>· Compreensão do processo de tomada de decisão;</p><p>· Conhecimento do autoconceito;</p><p>· Desenvolvimento da consciência da importância da educação;</p><p>· Desenvolvimento de habilidades específicas para conseguir emprego;</p><p>· Desenvolvimento de habilidades interpessoais;</p><p>· Fortalecimento do autoconceito;</p><p>· Habilidades de tomada de decisão;</p><p>· Habilidades interpessoais;</p><p>· Necessidade de compreender as interrelações entre os vários papéis da vida;</p><p>· Planejar a carreira;</p><p>· Planejar e (re)planejar a inserção no mercado de trabalho.</p><p>Ensino Fundamental</p><p>Ensino Médio</p><p>Ensino Superior ou Técnico</p><p>Identifique a competência que considera mais relevante em cada nível.</p><p>Atividade 1</p><p>Como você entende que o professor pode contribuir para o desenvolvimento dessas competências?</p><p>Atividade 2</p><p>Como você entende que a escola pode contribuir para o desenvolvimento dessas competências?</p><p>Clique no botão para baixar a atividade:</p><p>Baixar Atividade</p><p>TAREFA DE CASA</p><p>Professor(a), entregue essa atividade para os alunos realizarem como tarefa de casa e refletirem sobre conteúdos abordados.</p><p>O livro The Freedom Writers Diary: How a Teacher and 150 Teens Used Writing to Change Themselves and the World Around Them (O diário dos escritores da liberdade: como uma professora e 150 adolescentes usaram a escrita para mudar a si próprios e o mundo ao redor deles), foi escrito pelos Escritores da Liberdade, um grupo de alunos da Woodrow Wilson High School, em Long Beach, Califórnia, e sua professora, Erin Gruwell.  Ele foi elaborado a partir dos diários que Erin Gruwell sugeriu que seus alunos escrevessem sobre os problemas de seu passado, presente e futuro. O nome “Freedom Writers” (em português: Escritores da Liberdade) é uma homenagem ao nome do grupo de direitos civis dos anos 1960, Freedom Riders.</p><p>A história do livro teve início depois que Gruwell interceptou um desenho racista que um de seus alunos enviara para um colega e comparou o desenho às técnicas de propaganda nazistas. Os alunos, para sua surpresa, não compreenderam seu comentário crítico, pois apenas um deles tinha ouvido falar do Holocausto. Como resultado, ela determinou que uma das tarefas de seus alunos naquela disciplina seria ler e escrever sobre o livro “O Diário de Anne Frank”, publicado postumamente em 1947 (escrito entre 1942 e 1944) e o livro de Zlata Filipović, intitulado “o Diário de Zlata: A vida de uma Criança em Sarajevo”. As escritas, que combinavam reflexões sobre o livro e as vidas dos estudantes e da professora, deram origem à obra.</p><p>O livro serviu como base para o roteiro do filme Freedom Writers, de 2007, estrelado por Hilary Swank e disponível na Netflix. O filme mostra uma professora que acredita que, através da literatura, conseguirá contribuir para que seus alunos, desacreditados por outros professores e suas famílias, desejem e planejem um futuro mais promissor. A história se passa em uma região que é tomada pelas guerras inter-raciais, o que os torna os Escritores da Liberdade. Convidamos você a assistir o filme e responder à questão a seguir.</p><p>Atividade 1</p><p>Considerando os conteúdos abordados nesta unidade, quais foram as competências promovidas e desenvolvidas pela professora a partir das atividades realizadas com seus alunos? Escreva abaixo a competência desenvolvida e dê um exemplo de como ela aparece no filme. Você poderá utilizar como base a lista fornecida na atividade de fixação de conteúdos, conforme segue:</p><p>· Aceitação da responsabilidade pessoal;</p><p>· Ampliação da consciência sobre crescimento e mudanças;</p><p>· Compreensão da relação entre educação e trabalho;</p><p>· Compreensão do processo de tomada de decisão;</p><p>· Conhecimento do autoconceito;</p><p>· Desenvolvimento da consciência da importância da educação;</p><p>· Desenvolvimento de habilidades específicas para conseguir emprego;</p><p>· Desenvolvimento de habilidades interpessoais;</p><p>· Fortalecimento do autoconceito;</p><p>· Habilidades de tomada de decisão;</p><p>· Habilidades interpessoais;</p><p>· Necessidade de compreender as interrelações entre os vários papéis da vida;</p><p>· Planejar a carreira;</p><p>· Planejar e (re)planejar a inserção no mercado de trabalho.</p><p>Obs. 1: Fique à vontade para incluir outras competências que achar relevante.</p><p>Obs. 2: Para uma melhor experiência de reflexão, recomendamos assistir ao filme mesmo que já o tenha feito em outro momento.</p><p>Clique no botão para baixar a atividade:</p><p>Baixar Atividade</p><p>Unidade 2 - Papel do estudante: exploração de si e do mundo</p><p>MATERIAIS PREPARATÓRIOS</p><p>Olá, professor(a), sugere-se que seja entregue a atividade a seguir aos alunos antes da realização da aula “Papel do estudante: exploração de si e do mundo”.</p><p>Registre</p><p>Após, responder às questões, reflita sobre a seguinte pergunta: em sua opinião, por que o autoconhecimento e o comportamento de exploração do contexto são fundamentais no processo de escolha profissional dos estudantes? (Após concluir essa aula, volte para sua resposta e verifique se você mudaria algo nela).</p><p>MATERIAIS PARA PRODUÇÃO DA AULA</p><p>Perguntas norteadoras</p><p>· Quais são as exigências atuais do mundo do trabalho?</p><p>· O que é a adaptabilidade de carreira?</p><p>· Como investir no autoconhecimento?</p><p>· Qual a importância do pensamento crítico?</p><p>· Qual a importância do autoconhecimento e da exploração</p><p>de possibilidade para o planejamento de carreira dos indivíduos?</p><p>Ementa da aula</p><p>Abordará os aspectos que caracterizam o mercado de trabalho atual e o conceito de adaptabilidade de carreira. Discutirá a importância do autoconhecimento e da exploração de possibilidades de carreira na trajetória de vida dos estudantes. Serão apresentados modelos de atividades para auxiliar os alunos no processo de autoconhecimento e exploração do contexto.</p><p>O contexto de trabalho atual</p><p>A sociedade atual é marcada pela globalização, pelo rápido acesso às mais variadas informações e pelo desenvolvimento contínuo de novas tecnologias. Esses aspectos impactam também o mercado de trabalho, o que faz com que as trajetórias de carreiras dos indivíduos sejam cada vez mais indefinidas e menos previsíveis e as transições de carreira sejam complexas e frequentes.</p><p>As características do mercado de trabalho na atualidade exigem um comportamento mais flexível dos indivíduos enquanto trabalhadores. Assim, surge o conceito de adaptabilidade de carreira, que corresponde à capacidade dos indivíduos de se adaptarem às demandas e mudanças de sua carreira, sejam elas esperadas ou não (ex. demissão, troca de área de atuação). A adaptabilidade de carreira é composta por quatro dimensões, sendo elas:</p><p>Preocupação: diz respeito ao comportamento do indivíduo de se ocupar com suas demandas de carreira, refletindo e planejando sobre os seus objetivos.</p><p>Perguntas norteadoras: Você pensa sobre o seu futuro profissional? Você busca se preparar para alcançar seus objetivos de carreira?</p><p>Controle: envolve a capacidade do indivíduo se responsabilizar pelos aspectos de sua carreira que estão ao seu alcance, considerando que é possível exercer algum tipo de influência sobre o contexto.</p><p>Perguntas norteadoras: Você assume a responsabilidade pelas suas escolhas? Você toma decisões por conta própria?</p><p>Confiança: diz respeito à crença do indivíduo sobre a sua capacidade de lidar de forma satisfatória com as suas demandas, conseguindo alcançar seus objetivos.</p><p>Perguntas norteadoras: Você acredita na sua capacidade de resolver problemas? Você se considera capaz de dirigir a sua própria vida?</p><p>Curiosidade: envolve a postura curiosa do indivíduo que o leva a buscar entender mais sobre si e sobre aspectos relacionados ao contexto em que está inserido.</p><p>Perguntas norteadoras: Você busca aprender novas maneiras de fazer as suas atividades? Você pesquisa as diferentes opções antes de tomar uma decisão?</p><p>Assumido uma postura curiosa</p><p>Como citado no tópico anterior, manter uma postura curiosa é importante para que o indivíduo possa planejar e lidar com as demandas de sua carreira. No dicionário, a definição da palavra "curioso" é "aquele que tem desejo de ver, aprender, saber etc.". Quando pensamos no papel do estudante diante de sua carreira, um dos principais aspectos que ele deve apresentar é:</p><p>·  Ter desejo de ver, aprender, saber SOBRE SI.</p><p>·  Ter desejo de ver, aprender, saber sobre o MERCADO DE TRABALHO.</p><p>Autoconhecimento</p><p>A busca por saber mais sobre si diz respeito ao autoconhecimento. Autoconhecer-se é ter clareza sobre seus interesses, desejos, ambições, dificuldades e facilidades. Por mais que isso pareça simples, trata-se de uma tarefa que requer atenção, observação e reflexão sobre quem se é. A principal função do autoconhecimento, quando se considera a escolha profissional e o desenvolvimento de carreira, é possibilitar que o indivíduo tome decisões de forma mais clara e tranquila, o que eleva o nível de satisfação e engajamento com a escolha realizada.</p><p>Ainda, diante de um contexto de trabalho caracterizado pela instabilidade, saber o que faz sentido para si é uma importante ferramenta de enfrentamento em momentos de transição. Ou seja, mesmo que o contexto mude, quando o indivíduo conhece seus interesses, suas habilidades, seus valores e objetivos de vida, fica mais fácil buscar por oportunidades que dialoguem com esses aspectos.</p><p>Conhecer-se é fundamental em qualquer fase da vida, mas é ainda mais importante durante a adolescência. Para os estudantes que estão num momento do ciclo vital de construção de seus gostos, habilidades e identidade, o autoconhecimento é um grande desafio. Diante de uma tarefa que se apresenta como um obstáculo para os jovens, eles precisaram de auxílio para enfrentá-la, portanto, cabe a reflexão: Como a escola pode ajudar os estudantes a investirem no autoconhecimento?</p><p>Professor(a), pare, reflita e escreva em seu Diário de Bordo:</p><p>Atividade 1</p><p>Como você pode auxiliar os seus alunos a reconhecerem seus interesses e habilidades?</p><p>Atividade 2</p><p>Como você pode auxiliar os seus alunos a reconhecerem seus interesses e habilidades?</p><p>Atividade 3</p><p>Como você pode ajudá-los a reconhecerem o que é importante para eles na vida?</p><p>Clique no botão para baixar a atividade:</p><p>Baixar Atividade</p><p>A fim de auxiliar no processo de autoconhecimento dos estudantes, serão apresentadas a seguir duas sugestões de atividades que podem ser realizadas com os estudantes.</p><p>Atividade de autoconhecimento: Linha da Vida</p><p>Para estimular o autoconhecimento dos estudantes, é preciso que eles reconheçam a sua história de vida. Essa atividade consiste em solicitar que os alunos escolham cinco fotografias que representem momentos marcantes de sua vida. Podem ser fotos de paisagem, com a família, com amigos ou sozinhos. Depois, em uma folha, os alunos devem organizar as fotografias de acordo com sua sequência temporal, ou seja, organizando da foto mais antiga para a mais atual. Embaixo de cada foto o aluno deve escrever qual era a situação que estava vivenciando, quem estava com ele, como ele estava se sentindo e porque a fotografia marca um momento importante de sua vida. Na sequência, o professor deve levantar a seguinte reflexão: “O que há em comum entre as cinco situações escolhidas?”. O objetivo é ajudar os estudantes a reconhecerem se há alguém que é mais presente em sua vida, se há alguma atividade que ele gosta mais de fazer, entre outros elementos. Após trabalhar os aspectos da história de vida, solicite que os estudantes desenhem uma imagem, como se fosse uma fotografia, sobre algo que desejam viver no futuro. Termine a atividade com uma discussão no grande grupo sobre a experiência de montar a linha da vida.</p><p>Atividade de autoconhecimento: O que os outros pensam de mim?</p><p>Os estudantes podem apresentar dificuldade para reconhecerem as tarefas e comportamentos que possuem um bom desempenho e aqueles aspectos que precisam ser desenvolvidos, mesmo que diariamente recebam feedbacks indiretos, como os elogios de colegas, comentários de familiares, desempenho em atividades escolares, entre outros.</p><p>Para facilitar a percepção sobre si, sugere-se a atividade de Feedback.  Para realizá-la, o estudante escolherá quatro pessoas que irão fornecer um relato sobre os pontos fortes e de desenvolvimento que elas reconhecem nele. É importante que sejam escolhidas pessoas de ambientes diferentes (ex: uma pessoa do ambiente familiar, um colega de sala de aula, um professor e um amigo). Após fazer o convite, o estudante deve enviar as seguintes perguntas para os escolhidos:</p><p>· Em sua opinião, quais são meus pontos fortes? Exemplifique com situações do dia a dia.</p><p>· Quais são os meus pontos de desenvolvimento? Exemplifique com situações”.</p><p>Depois de receber os feedbacks, trabalhe com o estudante as questões:</p><p>· Você concorda com os feedbacks que recebeu?</p><p>· Você reconhece seus pontos fortes listados?</p><p>· Como você faz o uso deles no sua rotina?</p><p>· Quais são os seus pontos de desenvolvimento?</p><p>· Como você pode desenvolvê-los?</p><p>Exploração do contexto</p><p>A busca por saber mais sobre o mundo a sua volta corresponde à tarefa de exploração. Desde a infância, uma das grandes tarefas do indivíduo é explorar e aprender sobre o contexto em que está inserido - Você já deve ter reparado em como uma criança observa o ambiente em que está e depois busca vasculhar cada cantinho em busca de novidades. A tarefa de explorar também é importante na adolescência. Nessa fase, o estudante explora</p><p>novos contextos, atividades, conteúdos e relações. É também nesse momento que ele passa a se interessar pelos aspectos relacionados com a sua futura vida profissional.</p><p>Como os estudantes podem explorar o ambiente:</p><p>· Experimentando-se em diversas atividades. Por exemplo, fazendo voluntariado, participando de grupos de estudo;</p><p>· Entrando em contato com diferentes assuntos e conteúdos. Nesse aspecto, o acesso à internet é um grande aliado na ampliação dos conteúdos que os estudantes podem consultar;</p><p>· Conversando com pessoas que vivem realidades diferentes da sua ou que estão em outras fases da vida. Por exemplo: profissionais que atuam em áreas de interesse dos jovens;</p><p>· Engajando-se nas tarefas e assuntos propostos em sala de aula. Por exemplo, um aluno pode descobrir que tem um interesse muito grande na área de sustentabilidade após realizar um trabalho para a disciplina de biologia;</p><p>· Permitindo-se observar a realidade ao seu redor e assumir uma postura crítica, buscando questionar o que é apresentado e criando novas formas de lidar com as situações.</p><p>Nesse último aspecto, a escola e os professores possuem um papel estratégico, buscando estimular que o estudante não conceba a realidade como algo pronto e imutável. Para viver na sociedade atual, é fundamental que durante o processo educativo os indivíduos aprendam a ser questionadores e curiosos.</p><p>Segundo o Fórum Econômico Mundial, entre as habilidades dos profissionais do futuro encontra-se o pensamento crítico. Pensar criticamente envolve a capacidade de analisar uma informação ou situação e reconhecer os aspectos que em um primeiro momento passam despercebidos, mas que são muito relevantes. Essa atitude permite que a pessoa que possui essa habilidade consiga resolver problemas de forma rápida e eficiente e tome decisões mais assertivas.</p><p>A seguir, sugere-se uma atividade para estimular os alunos a explorarem o contexto e o analisarem de forma crítica.</p><p>O Júri: os estudantes devem selecionar em conjunto uma notícia ou uma situação atual que gere controvérsia e opiniões distintas na turma. Em seguida, eles devem se organizar em três grupos: grupo a favor, grupo contra e grupo de juízes. Os dois primeiros grupos devem apresentar (cada um em um tempo determinado) suas argumentações buscando convencer os juízes a votarem a seu favor. Estimule que antes do dia do júri os alunos pesquisem sobre a temática, busquem conversar com profissionais das áreas envolvidas no tema, tragam exemplos de situações semelhantes que ocorrem, entre outros. Após a exposição, os juízes precisam se reunir e fazer a escolha, detalhando quais os pontos que pesaram na tomada de decisão. Ao final, converse com a turma sobre as dificuldades e facilidades de explorar as diversas possibilidades diante de uma situação e qual o papel da exploração para tomar decisões.</p><p>Autoconhecimento, exploração e tomada de decisão</p><p>Júlia relata que sempre gostou de escutar histórias e conhecer pessoas. Seus amigos dizem que ela é uma boa ouvinte e que é empática. Chegando ao final do ensino médio, Júlia pensou em fazer psicologia. Porém, quando vai à sessão com a sua psicóloga, sempre acha o ambiente muito formal e solitário, não se imaginando nesse formato de trabalho. Ela tem uma prima que faz psicologia e, por incentivo dos pais, Júlia a chamou para conversar. A prima contou sobre a atuação do psicólogo em diferentes áreas, como a hospitalar e a escolar. Junto com outras amigas, Júlia visitou duas universidades e tirou dúvidas sobre o curso de psicologia. Depois do movimento de exploração, ela decidiu cursar psicologia em uma delas.</p><p>O exemplo da Júlia permite analisar que para fazer escolhas de carreiras assertivas é importante que os estudantes se conheçam e reconheçam as possibilidades à sua volta e, a partir desse movimento, tomem uma decisão. Cabe ressaltar que o indivíduo e o ambiente estão em permanente mudança, logo, as decisões podem deixar de fazer sentido com o tempo. Inicia-se, então, um novo processo de autoconhecimento, exploração e tomada de decisão.</p><p>EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO DO CONTEÚDO PARA FAZER EM SEU DIÁRIO DE BORDO</p><p>Atividade 1</p><p>O que é adaptabilidade de carreira e quais as suas dimensões?</p><p>Atividade 2</p><p>Qual a função do autoconhecimento na trajetória de carreira dos indivíduos?</p><p>Atividade 3</p><p>Como a sua escola auxilia na formação do pensamento crítico de seus alunos?</p><p>Clique no botão para baixar a atividade:</p><p>Baixar Atividade</p><p>TAREFA DE CASA</p><p>Professor(a), entregue essa atividade para os alunos realizarem como tarefa de casa.</p><p>Curiosidade</p><p>Para iniciar a atividade, assista ao vídeo "A curiosidade e o método científico", da palestrante Kawoana Vianna no TEDxLaçador. Ele está disponível em:</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=XePyCIjHwAg</p><p>Após assistir ao vídeo, responda:</p><p>Atividade 1</p><p>Avalie de 1 a 10 (sendo 10 a nota mais alta) o quanto você tem colocado em prática a sua criatividade. Em quais situações e aspectos da sua vida você faz uso de sua criatividade?</p><p>Atividade 2</p><p>Quais problemas da sociedade hoje você gostaria de resolver?</p><p>Clique no botão para baixar a atividade:</p><p>Baixar Atividade</p><p>Unidade 3 - Papel do estudante: relação com os colegas</p><p>MATERIAIS PREPARATÓRIOS</p><p>Olá, professor(a), sugere-se que seja entregue a atividade a seguir aos alunos antes da realização da aula “Papel do estudante: relação com os colegas”.</p><p>Para iniciar a aula sobre o papel dos colegas na trajetória de carreira dos estudantes, sugerimos que você assista ao vídeo “Todo mundo pode ensinar algo para alguém”, de  Débora Aladim no TED x São Paulo.</p><p>Vídeo: https://youtu.be/RrPx5nNeYHM</p><p>Após assistir ao vídeo, reflita e escreva em seu Diário de Bordo:</p><p>Atividade 1</p><p>Considerando o relato da palestrante e a sua vivência enquanto docente, como a experiência com colegas e amigos pode impactar na escolha e trajetória profissional dos estudantes?</p><p>Clique no botão para baixar a atividade:</p><p>Baixar Atividade</p><p>MATERIAIS PARA A PRODUÇÃO DA AULA</p><p>Perguntas norteadoras</p><p>· Qual o papel de colegas e amigos na infância?</p><p>· Qual o papel de colegas e amigos durante a adolescência?</p><p>· Como a escola pode auxiliar na construção de uma relação saudável entre os estudantes?</p><p>Ementa da aula</p><p>Abordará a importância da presença de colegas e amigos durante a infância e a adolescência dos estudantes. Discutirá o papel dos pares na escolha e trajetória de carreira dos jovens. Por fim, serão apresentadas sugestões de atividades para trabalhar a empatia e o respeito no ambiente escolar.</p><p>Bia e Ana se conheceram quando entraram na mesma escola no primeiro ano do ensino fundamental. Atualmente, estão cursando o último ano escolar e, assim como seus colegas, possuem dúvidas e receios sobre o que fazer depois da formatura. Ana é uma adolescente que gosta de praticar exercícios físicos. Sempre muito ativa, participa do time de futebol feminino da escola e tenta manter uma rotina de cuidado com a saúde para estar preparada fisicamente para os campeonatos. Bia diz que a amizade com Ana a influenciou a cuidar mais de sua saúde, acompanhando a amiga na prática de exercícios e aprendendo com ela a valorizar e cuidar de sua alimentação. Com o tempo, Bia começou a se interessar ainda mais sobre aspectos relacionados ao cuidado com o corpo e com a saúde, principalmente assuntos relacionados à alimentação, cogitando a possibilidade de prestar vestibular para o curso de nutrição.</p><p>O caso da amizade da Ana e da Bia permite exemplificar o papel que amigos e colegas possuem na construção da trajetória de carreira dos estudantes. Seja compartilhando valores e ideias, apresentando novas atividades ou servindo como exemplo e inspiração, os jovens podem ser vistos como aliados diante de dúvidas e angústias relacionadas com as diferentes demandas da vida na fase escolar.</p><p>Os amigos e colegas na infância</p><p>Para que a criança se desenvolva de forma saudável, é preciso que ela seja estimulada considerando os aspectos físico, psicológico, afetivo, cognitivo e social. A escola é um dos locais que permite o desenvolvimento desses fatores e, levando em consideração a relação</p><p>com outras crianças, é o ambiente ideal para o desenvolvimento do lado social dos indivíduos.</p><p>Quando a criança inicia seu período escolar, muitas vezes é a primeira vez que ela irá conviver com pessoas de sua idade. Algumas delas podem estranhar a presença de outras crianças com quem terão que compartilhar seus materiais, brinquedos e a atenção do adulto cuidador, que é o(a) professor(a). Seja demorando mais ou menos tempo no processo de adaptação à nova rotina, o importante é que a criança seja incentivada a investir na relação com seus colegas, já que é nesse relacionamento que ela poderá:</p><p>· Desenvolver o senso de coletividade e pertencimento;</p><p>· Praticar atitudes de empatia e colaboração;</p><p>· Aprender a compartilhar, negociar e ceder;</p><p>· Ampliar seu repertório intelectual e social na troca com as outras pessoas;</p><p>· Conviver com pessoas da mesma faixa etária, que passam pelos mesmos aprendizados e descobertas.</p><p>Cabe ressaltar que as crianças que apresentam dificuldades na socialização podem ter seu aproveitamento acadêmico prejudicado, já que o processo de aquisição de conhecimento também se dá no coletivo. Além disso, a dificuldade de se aproximar dos colegas pode desestimular a criança a querer frequentar o ambiente escolar. Nesse caso, a família e a escola possuem um importante papel na construção das relações entre as crianças, devendo:</p><p>· Estimular atividades em grupo, propondo brincadeiras e jogos interativos;</p><p>· Criar momentos de interação extraclasse entre as crianças;</p><p>· Escutar a criança, estimulando o diálogo e a comunicação;</p><p>· Incentivar que a criança explore os ambientes e se permita conhecer novas pessoas;</p><p>· Educar através do exemplo, conversando sobre o que é empatia e demonstrando respeito ao próximo.</p><p>Os colegas e amigos na adolescência</p><p>Por mais que as amizades sejam construídas desde os anos escolares iniciais, é no período da adolescência que os amigos ganham mais importância na vida dos indivíduos.  Nessa fase há um alargamento da vida social, mas muitos amigos presentes na vida dos adolescentes continuam sendo oriundos do ambiente escolar e da turma de sala de aula. Além disso, na adolescência, os grupos de amigos são mais definidos e mais estruturados em comparação com os dos arranjos grupais durante a infância.</p><p>A adolescência e toda a transformação que ela provoca, seja física, mental ou social, é mais fácil de ser vivida quando compartilhada com pessoas que também lidam com essas experiências, aumentando a necessidade dos adolescentes de passarem mais tempo juntos.  Pela maior convivência e pelo momento de vida, os amigos são fundamentais na construção dos gostos, interesses e na escolha de atividades de lazer. Pode-se categorizar a influência dos colegas e amigos nas experiências dos adolescentes de dois modos:</p><p>Influência informal: as relações com colegas e amigos são fontes de conhecimento e orientação sobre padrões de pensamento, valores e comportamentos esperados. A troca ocorre pela partilha de experiência, o que permite que o adolescente entre em contato com realidades diferentes da sua, sejam elas positivas ou negativas.</p><p>Influência formal: ocorre quando colegas e amigos acabam por exercer uma pressão social sobre o adolescente, exigindo que comportamentos sejam seguidos para que se possa pertencer ao grupo. Cabe ressaltar que a identidade grupal é importante nessa fase da vida, construindo relações com base em gostos semelhantes (ex: esporte específico, artistas que admiram, entre outros). Entretanto, alguns jovens, para que possam participar de certos grupos, sofrem pressão para adquirir determinados hábitos, levando ao distanciamento do que é importante para si.</p><p>Entre as escolhas que os colegas e amigos podem influenciar na trajetória de vida dos adolescentes, está a decisão sobre qual profissão seguir. Mesmo que nem todos os estudantes reconheçam o papel dos amigos nesse processo, é possível observar a influência por meio dos seguintes aspectos:</p><p>· Discutindo sobre a escolha profissional e sobre as expectativas com o papel de trabalhador e com o estilo de vida que a escolha poderá proporcionar;</p><p>· Compartilhando experiências pessoais positivas e negativas sobre o momento de vida que estão enfrentando;</p><p>· Apresentando conteúdos e atividades novas ao adolescente;</p><p>· Trocando informações práticas sobre possibilidades de estudo e trabalho. Exemplo: Como se inscrever para um vestibular? Quais são as universidades perto da cidade? Quais locais estão com oportunidade de trabalho para eles no momento?</p><p>· Dividindo dúvidas e angústias que surgem durante a escolha, o que permite que o adolescente não se sinta sozinho no processo de decisão.</p><p>· Família X Amigos</p><p>· Quando são fonte de proteção, apoio, compreensão e confiança, as amizades se tornam uma importante base de segurança extrafamiliar. Todavia, para algumas famílias o crescimento da importância que os amigos ganham na vida dos adolescentes é recebido de forma negativa, existindo uma competição entre família e grupo de amigos. Isso ocorre principalmente por ser uma fase em que o adolescente passa a questionar os valores e costumes familiares com base no que observam no estilo de vida de seus amigos.</p><p>É importante que o adolescente se sinta apoiado para viver as experiências da adolescência com pessoas de sua faixa etária, sabendo que a família estará disponível para auxiliá-lo com questões que requerem apoio de adultos responsáveis.  Por natureza, essas relações são distintas: enquanto a relação familiar possui uma hierarquia, no grupo de amigos as relações estabelecidas são horizontais.  Família e amigos devem funcionar como aliados, pois cada um no seu espaço tem potencial para contribuir para o desenvolvimento saudável dos indivíduos.</p><p>· Aspectos positivos e negativos da relação com os pares</p><p>· A relação estabelecida com colegas e amigos pode apresentar consequências positivas ou negativas para a vida dos jovens. Entre elas, podem-se destacar:</p><p>· 1) Aspectos positivos</p><p>· Impactos no futuro: A qualidade das relações entre colegas, principalmente na adolescência, é um dos precursores de um bom ajustamento social durante a vida adulta. As amizades de adolescência podem durar na adultez, sendo uma importante rede de apoio.</p><p>· Rede de apoio: Os amigos podem representar a principal rede de apoio extrafamiliar. Os amigos são relacionados com palavras como: lealdade, confiança, suporte e trocas.</p><p>· Tolerância às diferenças: A amizade, sendo uma relação de troca, permite que o indivíduo tenha acesso à informações e posicionamentos diferentes aos seus, o que permite que ele desenvolva tolerância ao diferente e torne-se mais respeitoso e empático em suas relações.</p><p>· 1) Aspectos negativos</p><p>· Busca por aprovação: os adolescentes são mais susceptíveis a sofrerem influências, por exemplo, mudar de visual e de estilo de vida. Porém, em alguns casos, a busca por aprovação pode levá-los a assumirem comportamentos de risco, como o uso e abuso de drogas.</p><p>· Rigidez: os grupos de adolescentes são caracterizados por serem fechados e estabelecem regras sobre o comportamento aceito dentro e fora do grupo, o que pode levar ao afastamento de outros que são vistos como diferentes. Em situações mais graves, são observados casos de exclusão e bullying.</p><p>· Comparação social:  o processo de se comparar física, intelectual e materialmente com os pares pode ter como consequência a percepção de que se é menos capaz e menos privilegiado que os outros, afetando a autoestima.</p><p>· Diante das possíveis consequências, cabe a pergunta:  Como a escola pode ajudar na construção de relações mais saudáveis entre os estudantes? A seguir são apresentadas duas atividades que podem ser conduzidas em sala de aula para fomentar a empatia e o respeito.</p><p>· Atividade 1 - EMPATIA</p><p>· Empatia diz respeito a se colocar no lugar do outro, buscando compreendê-lo e preocupar-se com suas necessidades e sentimentos.</p><p>· Conhecendo a história do outro:</p><p>· Os alunos são convidados a conversar/entrevistar pessoas que vivem realidades diferentes da sua (pode ser outro colega, alguém que</p><p>a assumir a forma de mercadoria.  Segundo o Taylorismo e Fordismo, de produção em massa, com o desenvolvimento da tecnologia e da necessidade de reorganização da produção, a organização do processo de trabalho torna-se cada vez mais formal, hierarquizada, racionalizada e sistematizada como forma de aumentar a produção. Assim, o trabalho restringia-se a uma necessidade de recompensa econômica pela tarefa desempenhada. A partir dos anos 80, há uma crise nas formas de trabalho, iniciando a revolução tecnológica na produção, chamada Toyotismo. Esse período é conhecido pela produção “just-in-time”, que propõe evitar o desperdício e acúmulo de estoque, produzindo sob demanda. Inicia-se o processo de automação, flexibilização da produção, em que ocorre uma redução acentuada na força de trabalho do trabalhador na produção, passando a atuar na vigilância das máquinas, fato que acarretou o aumento do desemprego, da precarização e desregulamentação do trabalho.</p><p>Atualmente, se fala em trabalho como uma ação transformadora, que modifica o próprio indivíduo e a sociedade, ou o mundo em que ele está inserido. Ou seja, trabalho é o esforço, mas também é o resultado dele. É algo que o indivíduo faz para mudar ou criar algo.</p><p>O trabalho é responsável também pela construção da nossa identidade, de quem somos, da nossa história. Também pela construção da forma como vemos o mundo. As pessoas trabalham não apenas pela busca de sustento, de remuneração, mas também por uma necessidade psicológica, pela busca de realização, de sentido. Está muito relacionado a felicidade e bem-estar das pessoas.</p><p>O trabalho pode ter diferentes formas de ser colocado em ação. Hoje, fala-se muito, inclusive, nos trabalhos que não são considerados “profissionais”, mas que são trabalhos não remunerados - fazer faxina na casa, estudar, cuidar dos filhos, atividades voluntárias, entre outros exemplos. Quando falamos do trabalho profissional, podemos citar aqueles que são realizados dentro da profissão (no caso citado anteriormente do arquiteto, seria o de trabalhar realizando projetos de novas casas, por exemplo) ou fora da profissão (esse mesmo arquiteto poderia trabalhar também pintando quadros, devido a um outro interesse e habilidade, por exemplo). Podemos também classificar diferentes relações de trabalho: o profissional liberal (ex: arquiteto que realiza de forma autônoma diferentes projetos para diferentes clientes), o empreendedor (ex: arquiteto que abre uma empresa que ensina a construir projetos arquitetônicos sustentáveis), ou ainda o empregado (o arquiteto que trabalha para uma empresa - como veremos melhor no tópico a seguir).</p><p>Então, podemos concluir que o trabalho pode ou não ter relação com a profissão definida a priori. Ele é muito maior e mais complexo do que simplesmente a atividade profissional que o indivíduo desempenha, pois podemos entendê-lo a partir de uma concepção objetiva, mas também subjetiva.</p><p>O que é emprego?</p><p>Emprego é uma relação formal de trabalho, geralmente associada a CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas). Ou seja, é uma relação contratual e regulamentada do trabalho exercido e de troca realizada entre o empregado (profissional que é contratado) e o empregador (instituição que contrata). É a troca do trabalho por um salário. O emprego pode ser realizado dentro ou fora da profissão. No exemplo do arquiteto, a pessoa poderia ser empregada em uma construtora (empresa), receber um salário fixo e benefícios que lhe são de direito para desempenhar uma série de atividades previamente acordadas e que são pré-requisitadas da profissão de arquitetura. Por outro lado, esse mesmo arquiteto poderá trabalhar de forma autônoma para diferentes clientes (ou seja, sendo um profissional liberal e atendendo pessoa física) e ter um emprego como vendedor em uma loja de roupas (ou seja, um empregado, porém fora da profissão de arquitetura).</p><p>Então, emprego é uma das formas de trabalho. Atualmente, dados apontam que a relação de emprego no mundo do trabalho vem diminuindo, abrindo mais espaço para outras formas de trabalho, devido às características de imprevisibilidade e impermanência. O desemprego no Brasil aumenta ano após ano e, por isso, é enfatizado que as pessoas possam refletir e explorar sobre suas habilidades e competências em diferentes formas de atuação, de maneira a não dependerem apenas do emprego formal.</p><p>Como esses conceitos se relacionam e o que eles têm a ver com carreira?</p><p>Desde cedo, as crianças escutam a seguinte pergunta: “o que você quer ser quando crescer?”.  Essa é uma frase que pode estar relacionada com a escolha de uma profissão, com a expectativa de realização de um trabalho, com o sonho de conquista de um emprego ou, mais ainda, com a construção de uma carreira. Quando se fala em carreira, esta refere-se a uma trajetória, um percurso, uma história, que tem a ver com o trabalho, mas também com os diferentes papéis que a pessoa tem ao longo da sua vida, nos diferentes momentos e contextos. A carreira diz respeito a um projeto de vida. Isso quer dizer que as pessoas devem pensar na construção de suas trajetórias de vida, o que inclui a vida no trabalho.</p><p>A partir dessa concepção, estimula-se que desde cedo as pessoas possam pensar sobre quem desejam ser, sobre a vida que querem ter e sobre como o trabalho e a profissão - ou não - se encaixam nela. Enfatizar que a construção acontece ao longo de toda a vida e que já não faz mais sentido expressões como a “escolha para vida toda” ou “a pessoa certa para o lugar certo”, mas que as pessoas fazem escolhas durante toda a sua trajetória, mudam de ideia, seja porque elas mesmas mudam, como também por mudanças do próprio contexto. Assim, esse tipo de questionamento possivelmente acompanhará os indivíduos em diferentes etapas da vida.</p><p>EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO DO CONTEÚDO</p><p>Responda as questões abaixo em seu Diário de Bordo</p><p>Professor(a), ao final desta aula, aplique as seguintes questões aos alunos para estimular o aprendizado do conteúdo.</p><p>Atividade 1</p><p>Qual o conceito de profissão? Cite diferentes exemplos.</p><p>Atividade 2</p><p>Qual a diferença entre trabalho e emprego?</p><p>Atividade 3</p><p>Qual a relação dos conceitos anteriores com a definição de carreira?</p><p>Clique no botão para baixar a atividade:</p><p>Baixar Atividade</p><p>TAREFA DE CASA</p><p>Professor(a), entregue estas perguntas, abaixo, para os alunos realizarem como tarefa de casa e refletirem sobre os conceitos de profissão, emprego e trabalho.</p><p>Atividade 1</p><p>Que imagem vem à sua cabeça quando você pensa na palavra “profissão”? Se tivesse que representar essa imagem com uma fotografia, um meme ou um vídeo curto, o que estaria presente nessa representação?</p><p>Atividade 2</p><p>Que imagem vem à sua cabeça quando você pensa na palavra “emprego”? Se tivesse que representar essa imagem com uma fotografia, um meme ou um vídeo curto, o que estaria presente nessa representação?</p><p>Atividade 3</p><p>Que imagem vem à sua cabeça quando você pensa na palavra “trabalho”? Se tivesse que representar essa imagem com uma fotografia, um meme ou um vídeo curto, o que estaria presente nessa representação?</p><p>Atividade 4</p><p>Agora, no buscador de internet que você mais usa, digite os termos acima, um de cada vez. Quais imagens apareceram? Em que elas se parecem e se diferenciam das imagens em que você pensou?</p><p>Clique no botão para baixar a atividade:</p><p>Baixar Atividade</p><p>UNIDADE 2: O que é carreira e por que pensar carreira é importante?</p><p>MATERIAIS PREPARATÓRIOS</p><p>Olá, professor(a), sugere-se que seja entregue a atividade a seguir aos alunos, antes da realização da aula “O que é carreira e por que pensar carreira é importante”.</p><p>Atividade 1</p><p>Qual imagem que vem à sua cabeça quando você pensa na palavra “carreira”?</p><p>Atividade 2</p><p>Descreva o que é carreira para você.</p><p>DICA DE LEITURA</p><p>Após responder as questões acima, recomendamos que você leia o texto:</p><p>Duarte, M. E., Lassance, M. C. P., Savickas, M. L., Nota, L., Rossier, J., Dauwalder, J.-P., et al. (2010). A construção da vida: Um novo paradigma para entender a carreira no século XXI. Revista Interamericana de Psicologia, 44, 203-217.</p><p>Atividade</p><p>trabalha na escola, um amigo da família etc). A ideia é que o estudante se coloque no papel de ouvinte enquanto o entrevistado conta a sua história de vida (Perguntas como: “Qual o maior aprendizado que você já teve na vida?”; “Qual o maior desafio que já enfrentou?”; “Compartilhe um momento muito marcante da sua vida”, podem ser entregues ao aluno para facilitar a conversa). Depois das entrevistas, os alunos são divididos em pequenos grupos e devem compartilhar com os colegas a experiência. O estudante é orientado a reconhecer aspectos semelhantes entre a vida do entrevistado e a sua, iniciando a frase  da seguinte maneira“Assim como ele(a), eu…” (por exemplo: “assim como ele, eu também sinto medo em momentos de mudança na minha vida). Esse tipo de frase busca conectar as histórias de vida e faz com que o indivíduo se coloque ao lado do outro.</p><p>· Atividade 2 - RESPEITO</p><p>· Respeito significa tratar as pessoas com bondade, consideração e tolerância, do mesmo modo como a pessoa gostaria de ser tratada.</p><p>· Como queremos ser tratados?</p><p>·  Inicialmente os alunos devem discutir sobre o modo como eles gostariam de ser tratados pelas pessoas. Depois, devem definir o que significa a palavra respeito, criando a sua própria definição. Na sequência, são orientados a exemplificar como o respeito se dá na prática, criando as normas da turma para se tratar com respeito. Divididos em 10 duplas ou trios, cada grupo deve criar uma norma de convivência prevendo atitudes de respeito entre os alunos. O material será escrito em cartolina e depois assinado por todos os estudantes, formando um contrato psicológico entre eles. O material ficará exposto na sala de aula e servirá de apoio para discussão em momentos de conflito na turma.</p><p>·</p><p>· EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO DO CONTEÚDO</p><p>· Professor(a), ao final desta aula, aplique as seguintes questões aos alunos para estimular o aprendizado do conteúdo.</p><p>· Atividade 1</p><p>· De que forma os colegas e amigos influenciam o desenvolvimento individual dos estudantes?</p><p>· Atividade 2</p><p>· Qual o papel dos colegas e amigos na escolha profissional do indivíduo?</p><p>· Atividade 3</p><p>· Exemplifique como a sua escola busca trabalhar a relação entre os estudantes, a fim de promover um ambiente mais saudável.</p><p>· Clique no botão para baixar a atividade:</p><p>·</p><p>· Baixar Atividade</p><p>·</p><p>· TAREFA DE CASA</p><p>· Professor(a), entregue essa atividade para os alunos realizarem como tarefa de casa.</p><p>· Atividade 1: Meu amigo de infância/adolescência.</p><p>· Vamos relembrar sua história de vida e suas amizades.</p><p>· Atividade 1</p><p>· Pense em um(a) amigo(a) que marcou a sua infância ou adolescência. Qual era o nome dele(a)?</p><p>· Atividade 2</p><p>· Relembre um evento importante da sua vida em que esta pessoa esteve ao seu lado. Qual foi o papel dele(a) naquele momento da sua vida?</p><p>· Atividade 3</p><p>· O que você aprendeu com essa amizade que busca colocar em prática até hoje?</p><p>· Atividade 2: Minha rede de amigos.</p><p>· Identificar a rede de amigos é uma importante ferramenta para lidar com as demandas da vida. Você consegue reconhecer quem são os amigos com quem pode contar? Preencha a tabela a seguir com o nome do(a) amigo(a) e com uma situação de sua vida em que ele(a) serviu como apoio.</p><p>·</p><p>· Clique no botão para baixar a atividade:</p><p>·</p><p>· Baixar Atividade</p><p>·</p><p>Unidade 4 - A Família e os Cuidadores</p><p>MATERIAIS PREPARATÓRIOS</p><p>Olá, professor(a), sugere-se que a atividade a seguir seja respondida pelos alunos e alunas antes da realização da aula “Família e cuidadores”.</p><p>Para começar a conversa sobre o papel da família, principalmente sobre a função dos cuidadores, assista ao vídeo “A evolução da família”, no qual o psiquiatra Joel Birman aborda a história da família ao longo do tempo.</p><p>Video: https://youtu.be/74uaghhoxns</p><p>Depois, responda:</p><p>Atividade 1</p><p>Quais aspectos se modificaram no entendimento da família ao longo da história?</p><p>Atividade 2</p><p>Em sua opinião, quais são os aspectos que caracterizam as famílias na atualidade?</p><p>Clique no botão para baixar a atividade:</p><p>Baixar Atividade</p><p>MATERIAIS PARA PRODUÇÃO DA AULA</p><p>Perguntas norteadoras</p><p>· O que é família?</p><p>· O que significa a parentalidade e a coparentalidade?</p><p>· Quais os impactos dos estilos e das práticas parentais no desenvolvimento das crianças e dos adolescentes?</p><p>· Quais os impactos das relações entre pais e filhos na dinâmica entre escola e família?</p><p>Ementa da aula</p><p>Abordará o tema "família" e os conceitos de parentalidade e coparentalidade. Serão discutidos os aspectos relacionados aos estilos e práticas dos pais e seus impactos no desenvolvimento dos filhos. Por fim, apresentará os impactos da relação entre pais e filhos no modo como a família se relaciona com a escola.</p><p>Família, parentalidade e coparentalidade</p><p>O entendimento sobre a família foi sendo alterado ao longo do tempo. Atualmente, uma variedade de configurações compõe o que é chamado de "família", por exemplo, avós que exercem a função de cuidadores de seus netos, famílias monoparentais, entre outros. É importante ter clareza sobre o que significa família para nós e para os demais.</p><p>Reflita: O que é família para você? Quem você considera como parte da sua família?</p><p>Entre as funções da família, está a educação das gerações mais novas, o compartilhamento de valores, regras e objetivos e o apoio diante de situações desafiadoras. Dentro do sistema familiar é possível encontrar as mais diversas funções, dependendo do papel que as pessoas ocupam. Os pais ou outros adultos responsáveis pela família são vistos como cuidadores que possuem a tarefa de orientar o desenvolvimento das crianças e dos adolescentes.</p><p>Os adultos, ocupando o papel de pais e mães, fazem parte de dois subsistemas presentes na família: o subsistema parental e o coparental. O subsistema parental envolve a relação direta entre cada cuidador e a criança/adolescente. Já o subsistema coparental envolve a relação entre os cuidadores com o objetivo de direcionar e educar as crianças e os adolescentes.</p><p>Cabe ressaltar que a relação parental pode se dar entre avós e netos, tios e sobrinhos, entre outros. A relação coparental pode ocorrer entre cuidadores que são genitores ou não, como uma mãe e uma avó que cuidam juntas de uma criança. O ponto central é que a(s) pessoa(s) sejam consideradas responsáveis e tomem decisões importantes na criação daquele que é cuidado.</p><p>Considerando o papel da família e dos cuidadores no desenvolvimento das crianças e adolescentes, três aspectos são importantes: o conceito de coparentalidade, os estilos parentais e as práticas parentais. A seguir, cada um desses aspectos serão apresentados.</p><p>Coparentalidade: envolve no mínimo dois adultos e diz respeito à liderança dividida e ao apoio que os cuidadores oferecem uns aos outros. Se destacam nessa relação aspectos de cooperação, antagonismo, concordâncias, conflitos, entre outros. O modelo do teórico Mark Feinberg propõe quatro componentes da coparentalidade, sendo eles:</p><p>· Apoio versus depreciação coparental: por um lado, diz respeito ao quanto os cuidadores se valorizam e se respeitam. Por outro, o quanto eles depreciam um ao outro, fazendo críticas e acusações.</p><p>· Acordo em relação à educação dos filhos: envolve os acordos relacionados aos valores, expectativas, disciplina e formas de orientar a criança/adolescente.</p><p>· Divisão do trabalho parental: envolve a divisão das tarefas e responsabilidades relacionadas à criança/adolescente, como questões de saúde e aspectos financeiros.</p><p>· Gerenciamento das interações familiares: abarca a forma como os cuidadores gerenciam as interações familiares, os seus comportamentos e atitudes e os padrões de relacionamento.</p><p>Estilos Parentais: entende-se como estilos parentais o conjunto de práticas e atitudes dos cuidadores na relação com aquele que é cuidado, ou seja, a criança e o adolescente. Os estilos parentais são compostos por dois elementos. O primeiro é a exigência, que é caracterizada por atitudes que abarcam o controle e o estabelecimento de regras. O segundo é a responsividade, que envolve os afetos e os incentivos à autonomia.  A literatura aponta para a existência de quatro</p><p>estilos parentais:</p><p>· Autoritativo (altos níveis de exigência e responsividade);</p><p>· Autoritário (alto nível de exigência e baixo de responsividade);</p><p>· Indulgente (alto nível de responsividade e baixo de exigência);</p><p>· Negligente (baixos níveis de exigência e responsividade).</p><p>O estilo parental considerado ideal é o autoritativo. Isto porque há o estabelecimento de regras e rotinas que ajudam a criança/adolescente a se organizar, mas também apresenta atitudes de afeto e carinho, validando sentimentos e investindo sempre no diálogo.</p><p>Atividade</p><p>Leia os dois casos a seguir e identifique qual estilo parental está presente:</p><p>Atividade 1</p><p>O pai de João trabalha muito e, apesar de todo amor que sente pelo filho, tem pouco tempo durante a semana para estar com ele. Para compensar a sua ausência, costuma dar muitos presentes a João e raramente lhe diz não. Na escola, João vem apresentando dificuldades para fazer as tarefas de casa. Ao ser chamado pela professora, o pai defende o comportamento do filho e diz que a escola está dando muitas tarefas extraclasse para os estudantes.</p><p>Estilo parental ___________</p><p>Atividade 2</p><p>Alice tem um bom desempenho escolar, é uma menina esperta e colaborativa. Recentemente, Alice teve uma nota baixa em uma avaliação e ficou muito triste com o ocorrido. Seu pai, percebendo a situação, conversou com ela sobre seus sentimentos e o que pode ser feito de diferente no próximo trabalho avaliativo. Seu pai é presente nas atividades da escola e busca acompanhar com as professoras o desenvolvimento da filha.</p><p>Estilo parental ___________</p><p>Clique no botão para baixar a atividade:</p><p>Baixar Atividade</p><p>Práticas Parentais: correspondem às estratégias utilizadas pelos cuidadores como formas de educar, socializar e orientar o comportamento das crianças e dos adolescentes. Elas envolvem técnicas utilizadas pelos pais em situações específicas de interação com os filhos e podem ser positivas ou negativas.</p><p>· As práticas parentais positivas geram confiança, transmitem amor e cuidado e permitem o desenvolvimento de comportamentos pró-sociais.</p><p>· As práticas negativas geram conflitos entre os cuidadores e a criança/adolescente, elevam os níveis de estresse, podendo levar a situações de violência.</p><p>Para que os cuidadores possam apresentar boas práticas na relação com as crianças e os adolescentes é importante que eles tenham desenvolvido habilidades como: saber expressar afeto, reconhecer quando a criança/adolescente precisa de mais atenção, ajudar a criança/adolescente a lidar com deveres e direitos e reduzir o uso de punições e estabelecer regras claras de convivência.</p><p>A relação que os cuidadores estabelecem com as crianças e adolescentes, além das consequências observadas no presente, também possuem a capacidade de impactar o futuro deles. Pode-se considerar que a forma como os pais lidam com as demandas e com as pessoas tendem a servir como modelo ou contra modelo para seus filhos nos mais diversos aspectos da vida. Por exemplo, uma pessoa que cresceu em um ambiente cujas relações se davam com base no diálogo e com incentivo à autonomia, poderá buscar estabelecer relações mais colaborativas nos ambientes nos quais circula. Entretanto, também há casos em que a pessoa, tendo vivido em um ambiente rígido e com falta de carinho, queira agir de maneira diferente em suas relações, buscando ser mais afetiva e disponível.</p><p>Para Refletir</p><p>Quais aspectos de sua criação e da relação com seus cuidadores você busca reproduzir em suas relações atuais? Quais aspectos você busca fazer diferente?</p><p>Família e escola</p><p>A qualidade da relação entre os cuidadores e as crianças/adolescentes irá afetar as questões educacionais, impactando a relação entre escola-estudante-família. Pais mais rígidos terão dificuldades para lidar com os erros dos estudantes, o que pode afetar a maneira como eles aprendem em sala de aula e lidam com as tarefas da escola. Cuidadores mais permissivos podem apresentar dificuldade para impor limites, o que pode afetar o relacionamento do estudante com os seus pares e com os professores.</p><p>Adultos negligentes não buscaram acompanhar o desenvolvimento acadêmico da criança e muito menos dos adolescentes, sendo difícil a comunicação entre família e escola. Por fim, cuidadores que buscam orientar e incentivar seus filhos com amor e limites claros podem estabelecer uma boa relação de parceria com a escola, mostrando-se presentes e participativos.</p><p>Atenção!</p><p>Todos são responsáveis pela proteção das crianças e dos adolescentes. Qualquer pessoa que tiver conhecimento de alguma situação de violência pode denunciar pelo DISQUE 100 de forma anônima e gratuita, bem como procurar pelo Conselho Tutelar, Ministério Público ou a Delegacia de Polícia da cidade.</p><p>EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO DO CONTEÚDO</p><p>Atividade 1</p><p>Quais são os principais componentes da coparentalidade?</p><p>Atividade 2</p><p>Quais são as principais consequências para o desenvolvimento das crianças/adolescentes atreladas aos 4 tipos de estilos parentais?</p><p>Atividade 3</p><p>Como os estilos parentais podem afetar a relação escola-estudante-família? Cite um exemplo que marcou a sua prática docente.</p><p>Clique no botão para baixar a atividade:</p><p>Baixar Atividade</p><p>TAREFA DE CASA</p><p>Professor(a), entregue essa atividade para os alunos realizarem como tarefa de casa e refletirem sobre a temática “Família e cuidadores”.</p><p>Para refletir sobre a temática “Famílias e cuidadores”, sugere-se que a turma assista ao filme “Os seus, os meus e os nossos”.</p><p>Sinopse: Após anos, os ex-namorados Frank (Dennis Quaid) e Helen (Rene Russo) se reencontram por acaso. Ele tem 8 filhos, e ela 10. Sem contar nada para os filhos, os dois se casam, mas as famílias não se entendem pelo tipo de criação que tiveram, ele é rigoroso e ela é mais liberal.</p><p>Após assistir ao filme, responda:</p><p>Atividade 1</p><p>Quais são as dinâmicas e padrões comportamentais de cada família? Como elas se assemelham e se diferenciam?</p><p>Atividade 2</p><p>Quais as tentativas de resolução de problemas empregadas ao longo do filme? Qual a estratégia de enfrentamento que teve mais sucesso? Por quê?</p><p>Clique no botão para baixar a atividade:</p><p>Baixar Atividade</p><p>Unidade 5 - O papel da família no processo de escolha profissional</p><p>MATERIAIS PREPARATÓRIOS</p><p>Olá, professor(a), sugere-se que seja entregue a atividade a seguir aos alunos antes da realização da aula “Família e escolha profissional”.</p><p>Para introduzir a temática sobre família e escolha profissional, sugere-se que você assista ao filme “A Família Bélier”.</p><p>Sinopse: Paula é uma estudante adolescente que lida com as questões comuns de sua idade, como o amor, a escola e a relação com a família. Todavia, sua família tem algo diferente: eles são surdos e é ela quem cuida da fazenda e traduz a língua de sinais durante as conversas com clientes e amigos. Um dia, ela descobre seu talento para o canto e recebe o convite para fazer parte de uma prestigiosa escola em Paris. Paula vai precisar escolher entre a proximidade com a família e o investimento no seu sonho.</p><p>Após assistir ao filme, reflita:</p><p>Registre</p><p>Em sua opinião, qual o impacto das expectativas da família na escolha profissional dos jovens?</p><p>MATERIAIS PARA PRODUÇÃO DA AULA</p><p>Perguntas norteadoras</p><p>· O que são as heranças familiares?</p><p>· Qual o papel da família na formação de interesses e habilidades?</p><p>· Como a família impacta na escolha de carreira dos jovens?</p><p>· Qual a atitude esperada dos cuidadores diante da escolha profissional dos adolescentes?</p><p>Ementa da aula</p><p>Abordará a temática das heranças familiares. Em seguida, discutirá o papel da família na formação dos interesses e habilidades dos jovens, bem como o impacto dos familiares na escolha profissional. Por fim, serão apresentadas as atitudes esperadas dos cuidadores diante da tarefa da escolha profissional que marca a trajetória de vida dos adolescentes.</p><p>As heranças familiares</p><p>Ao analisar a relação entre o indivíduo e a família de origem, pode-se observar os impactos das heranças familiares que são passadas de geração em geração durante a construção da vida das pessoas. A dinâmica das relações</p><p>dentro da família é marcada tanto pela busca da individuação, quanto pela manutenção do sentimento de pertencimento ao grupo familiar. Assim, o indivíduo constrói a sua trajetória de vida incorporando elementos que aprendeu convivendo com seus pais, tios, irmãos e avós.</p><p>Quais são os elementos que o indivíduo herda de sua família de origem?</p><p>No processo de socialização dentro da família, o indivíduo herda hábitos, costumes, valores e padrões de comportamento e de relacionamento. Esses elementos serão transmitidos ao indivíduo que terá também a função de questionar o material herdado. Isso ocorre principalmente quando o indivíduo passa a circular por outros ambientes e incorpora novas formas de pensar e agir, por exemplo, através do convívio com amigos e no ambiente escolar.</p><p>Alguns conceitos são importantes para compreender a relação entre os indivíduos e suas famílias:</p><p>Lealdades: marcam o pertencimento do indivíduo ao grupo familiar. Para pertencer é exigido o compromisso de seguir o que é importante para a família. Está relacionado com as expectativas dentro da família.</p><p>Valores: correspondem aos aspectos que formam a ideologia do sistema familiar. Representa o que para a família é importante, podendo ser um material explícito ou implícito.</p><p>Crenças: são pressupostos da família sobre o que é certo ou errado e tem a função de ajudar a formar a identidade familiar.</p><p>Vejamos o exemplo:</p><p>Miguel tem 17 anos e está terminando o ensino médio. Sua família paterna possui um comércio muito conhecido no bairro onde moram. A empresa existe há muito tempo e foi fundada pelo seu avô, de quem todos sentem muito orgulho e admiração, devido a sua história e suas conquistas. Quando o avô faleceu, o pai de Miguel sabia que era sua vez de assumir o negócio, garantindo que toda a família ficasse segura. A família é muito unida e quase todos possuem uma função dentro do local. Além de valorizarem muito o trabalho e se dedicarem ao legado do avô, eles também passam os momentos de lazer juntos, existindo uma forte crença de que são uma família muito unida. Miguel, apesar de se identificar com eles em diversos aspectos, têm demonstrado interesse e motivação para uma outra área de atuação. Depois de passar um tempo no hospital após um acidente, decidiu que gostaria de trabalhar na área da saúde. Ele tem lido e assistido vídeos sobre enfermagem, medicina e fisioterapia. Apesar de gostar do que está explorando, teme a reação da família, que tem grandes expectativas sobre seu papel no negócio.</p><p>No exemplo é possível reconhecer a presença dos valores, das crenças e das lealdades na história de vida e de carreira de Miguel. Os aspectos herdados da família impactam nos processos de tomada de decisão das pessoas, em alguns casos, tornando o processo mais claro e tranquilo. Em outras situações, as heranças familiares dificultam as escolhas, principalmente quando elas impedem que os indivíduos reconheçam o que é importante para si. Assim, alguns aspectos devem ser observados quando se está diante de jovens que estão vivenciando um momento de escolha profissional, sendo eles:</p><p>· Qual a visão de trabalho que os estudantes aprenderam dentro de casa? Essa visão faz sentido com as suas experiências e com o mercado de trabalho atual?</p><p>· Quais as noções de sucesso e de realização profissional que são compartilhadas dentro da família?</p><p>· Quais as expectativas da família com o desenvolvimento pessoal e profissional do adolescente?</p><p>· A família e a formação de interesses e habilidades</p><p>· Os interesses correspondem às atividades, conteúdos e assuntos que mais despertam a curiosidade e a motivação dos indivíduos. Possui relação com o que as pessoas gostam de fazer e com aquilo com que elas preferem gastar seu tempo e a sua energia. As habilidades representam as tarefas e comportamentos com as quais o indivíduo possui facilidade e desenvoltura para realizar - é o “saber fazer algo”.  Os interesses e as habilidades podem andar juntos. Desta forma, quanto maior o interesse em algo, mais motivação para aprender, praticar e ter um bom desempenho. O contrário também ocorre, quando se tem habilidade para algo - a facilidade para dar conta da demanda faz com que surja o interesse e curiosidade pela atividade.</p><p>· No convívio com o grupo familiar, as crianças e os adolescentes passam a ter contato com os mais diversos conteúdos e atividades, sendo um importante campo para o desenvolvimento de interesses e habilidades. Por exemplo, uma mãe cuja atividade de lazer seja jogar vôlei aos finais de semana pode levar seu filho para acompanhá-la, despertando nele o interesse pelo esporte. Um irmão que gosta de música e que sabe tocar violão pode perceber que o irmão mais novo tem certa facilidade com o instrumento e se oferece para ensiná-lo a tocar. O irmão passa a investir cada vez mais tempo na atividade se tornando habilidoso.</p><p>·</p><p>· Os interesses e habilidades despertados e desenvolvidos dentro da família serão reforçados ou suprimidos considerando as experiências que o indivíduo terá ao longo de sua vida em outros ambientes. Ou seja, considerando o exemplo anterior, mesmo gostando de aprender e tocar violão, se outras atividades passam a consumir muito o tempo do jovem, ele pode deixar de lado o violão, não tendo espaço para desenvolver o que antes era de seu interesse. Entretanto, mesmo com a influência de outras experiências na vida dos indivíduos, deve-se reconhecer o importante papel da família no processo de formação das habilidades e dos interesses profissionais, afinal, tudo que foi compartilhado e estimulado pelos cuidadores e despertam o interesse dos jovens poderá servir como base para as escolhas profissionais.</p><p>· Outra forma de colaborar com o desenvolvimento de interesses e habilidades profissionais é através das conversas que os adultos estabelecem com os jovens sobre sua trajetória de vida, escolha profissional, rotina de trabalho, experiência e valorização do papel de trabalhador e visão do mercado de trabalho. É observando os seus cuidadores que a criança começa a “brincar de trabalhar” - Quem nunca quis conhecer o trabalho dos pais e depois reproduziu o que viu em suas brincadeiras? - e é conversando com seus pais que o adolescente começa a entender mais sobre possibilidades de atuação e o funcionamento do mundo do trabalho.</p><p>Uma pausa importante:  Formação de interesses e habilidades</p><p>Observa-se uma participação desigual das mulheres no mercado de trabalho, principalmente em áreas e posições que são consideradas de maior prestígio social, como cargos de liderança. Por outro lado, há uma maior presença das mulheres em áreas relacionadas ao cuidado e à educação, que acabam sendo áreas com remuneração mais baixa, pois estão vinculadas aos trabalhos domésticos, privados e não pagos.</p><p>A família tem um papel fundamental quanto ao futuro profissional de seus filhos, seja por meio do exemplo, dos seus valores ou das suas vivências.</p><p>Algumas famílias estão possibilitando que seus filhos tenham contato com diferentes atividades e assuntos. Essa postura permite a construção de uma sociedade em que é possível cada vez mais encontrar engenheiras, professores, mecânicas, mulheres motoristas de caminhão e homens cuidadores de crianças e que compartilham as tarefas de manutenção da casa.</p><p>Resumindo, a família tem papel na formação de interesses e habilidades, ela impacta na escolha de carreira dos jovens de diversas maneiras, destacando-se:</p><p>· Valores compartilhados sobre o papel de trabalhador(a)</p><p>· Expectativas familiares sobre a escolha e futuro profissional das novas gerações;</p><p>· Exemplos de profissões e do estilo de vida que são vivenciados na família;</p><p>· Acesso a assuntos, informações e atividades que a família oferta aos jovens;</p><p>· Crenças familiares sobre o desempenho acadêmico e as possibilidades de crescimento dos jovens (muitas vezes influenciada pelo contexto cultural/social a que estão inseridos).</p><p>Atitudes esperada dos cuidadores</p><p>Diante do que foi exposto até aqui, cabe a questão: Qual a atitude esperada dos cuidadores diante da escolha</p><p>profissional dos adolescentes?</p><p>Trata-se de um momento delicado tanto para os jovens quanto para os adultos envolvidos, visto que convida os pais a refletirem sobre o seu próprio período de escolha e sobre a sua trajetória de carreira. Além disso, há os receios e preocupações com o bem-estar e futuro dos filhos e sobre quanto a família conseguirá apoiá-los emocional e financeiramente nesse processo. Os pais e demais cuidadores irão agir de acordo com a sua bagagem e com a sua experiência pessoal e profissional, utilizando as estratégias de apoio que conseguiram desenvolver.</p><p>Considerando os comportamentos familiares durante a escolha profissional dos filhos, identifica-se três posturas marcantes. Na primeira, os pais acreditam que seus filhos não podem e não têm a capacidade de tomar decisões, agindo diretamente sobre a escolha dos filhos. A família pode buscar escolher o curso universitário ou limitar a escolha e as possibilidades considerando o que a família já faz para gerar renda, como o filho de um comerciante que deverá seguir os passos dos pais. Nesse caso, o estudante pode relatar receio de desagradar a família, baixa autoconfiança, desinteresse pela área de atuação escolhida e falta de percepção sobre seus movimentos de carreira.</p><p>Na segunda, os cuidadores acreditam que a decisão profissional deve ser tomada somente pelo adolescente, afastando-se de qualquer processo decisório e delegando ao jovem a responsabilidade de lidar com as suas dúvidas e receios. Nesse caso, o jovem pode relatar sentimentos de falta de apoio, ansiedade frente à decisão, insegurança e preocupação sobre os próximos passos de sua carreira.</p><p>Na terceira postura, a escolha profissional não é tratada como algo a ser decidido pelo jovem ou como uma tarefa que ele deva conduzir sozinho. A postura ideal é quando a família consegue acolher suas preocupações, ajudar a refletir e incentivar que o estudante explore possibilidades e aja em busca do que é importante para si. Nesse último caso, o estudante percebe os pais como apoiadores e, por agir com mais autonomia, apresenta um maior engajamento com a escolha, maiores conquistas educacionais, mais altos níveis de bem-estar e maior satisfação com a carreira.</p><p>Tarefas dos jovens no processo de escolha profissional:</p><p>· Explorar possíveis áreas de atuação;</p><p>· Tomar decisões relevantes para a sua trajetória de carreira;</p><p>· Gerenciar transições (ex: escola para universidade);</p><p>· Estabelecer metas profissionais mais específicas.</p><p>Tarefa da família no processo de escolha profissional:</p><p>· Estimular os jovens a falarem sobre pensamentos e sentimentos relacionados à decisão de carreira;</p><p>· Compartilhar sobre as suas decisões e trajetórias de carreira;</p><p>· Demonstrar acolhimento para conversar sobre dúvidas e angústias;</p><p>· Incentivar a escolha considerando os interesses do jovem;</p><p>· Ajudar o jovem a entrar em contato com a área de interesse, servindo como ponte entre ele e o mercado de trabalho;</p><p>· Auxiliar a analisar as escolhas avaliando benefícios e prejuízos;</p><p>· Demonstrar confiança na escolha feita pelo jovem.</p><p>· EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO DO CONTEÚDO</p><p>· Professor(a), ao final desta aula, aplique as seguintes questões aos alunos para estimular o aprendizado do conteúdo:</p><p>· Atividade 1</p><p>· Como as lealdades, valores e crenças familiares influenciam a escolha de carreira dos jovens?</p><p>· Atividade 2</p><p>· De que modo os pais e cuidadores podem influenciar na formação de interesses e habilidades dos jovens?</p><p>· Atividade 3</p><p>· Quais são os comportamentos esperados dos cuidadores diante da escolha profissional de seus filhos?</p><p>· Clique no botão para baixar a atividade:</p><p>·</p><p>· Baixar Atividade</p><p>·</p><p>· TAREFA DE CASA</p><p>· Professor(a), entregue essa atividade para os alunos realizarem como tarefa de casa e refletirem sobre a temática “Família e escolha profissional”.</p><p>· Atividade do Genograma Profissional</p><p>· O genograma é um mapa que usa símbolos para descrever o funcionamento da família ao longo das gerações. O genograma profissional mostra as profissões dos membros da família. Para iniciar o seu genograma profissional, faça um desenho onde apareçam os membros da sua família até duas gerações acima de você (avôs, pais, tios, irmãos) e as relações entre eles. Coloque a sua família paterna e materna. Preencha os símbolos com a profissão exercida por cada um. Há vários símbolos para a elaboração do genograma. Para essa atividade você vai utilizar os básicos: círculo para mulheres, quadrados para homens, linhas horizontais para casamentos e linhas verticais para filhos, assim como no exemplo de genograma abaixo:</p><p>·</p><p>· Depois, responda em seu Diário de Bordo:</p><p>· Atividade 1</p><p>· Quais são as profissões que sua família tende a escolher? Há padrões?</p><p>· Atividade 2</p><p>· Quais são as diferenças entre a família paterna e materna?</p><p>· Atividade 3</p><p>· Há diferenças entre as gerações?</p><p>· Clique no botão para baixar a atividade:</p><p>·</p><p>· Baixar Atividade</p><p>·</p><p>Unidade 6 - Os professores e a escolha de ser docente</p><p>MATERIAIS PREPARATÓRIOS</p><p>Olá, professor(a)! Sugere-se que seja entregue a atividade a seguir aos alunos antes da realização da aula “Os professores e a escolha de ser docente”.</p><p>Para iniciar a aula sobre a escolha da profissão de professor, assista ao vídeo “Os sonhos que eu tenho não têm limite”, em que a  cozinheira Paola Carosella conta sobre a sua história de vida, relatando o passado, o presente e o futuro de sua carreira.</p><p>Vídeo: https://youtu.be/Cq_OBKFS-as</p><p>Após escutar e acompanhar a história de carreira da chefe de cozinha, reflita sobre a sua trajetória, avaliando:</p><p>Atividade 1</p><p>Quais foram/são suas inspirações na carreira docente?</p><p>Atividade 2</p><p>Quais os seus pontos fortes/facilidades que levaram você para a docência?</p><p>Atividade 3</p><p>Quais as dificuldades que você encontra na sua prática docente?</p><p>Atividade 4</p><p>Quem são os seus parceiros?</p><p>Atividade 5</p><p>O que você deseja conquistar sendo professor(a)?</p><p>Clique no botão para baixar a atividade:</p><p>Baixar Atividade</p><p>MATERIAIS PARA PRODUÇÃO DA AULA</p><p>Perguntas norteadoras</p><p>· O que é carreira?</p><p>· Como se dá a construção de carreira na docência?</p><p>· Como os aspectos do passado, as vivências do presente e os objetivos futuros dialogam para a construção da história de carreira dos professores?</p><p>Ementa da aula</p><p>Abordará a temática sobre a escolha da docência e o processo de tornar-se professor. Discutirá como aspectos do passado, vivências do presente e objetivos futuros dialogam na construção da história de carreira dos professores. Serão apresentadas atividades para auxiliar na reflexão sobre a carreira docente.</p><p>Tornar-se professor</p><p>Quando se considera a carreira na docência é fundamental compreender como os docentes vão se tornando professores ao longo do tempo. Ser um(a) professor(a) é um processo de aperfeiçoamento constante que envolve tanto o desenvolvimento profissional quanto o pessoal dos indivíduos, visto que quando se fala sobre carreira, não se leva em consideração somente os aspectos técnicos, mas também como a pessoa é, quais as suas crenças e valores, como foi/é a sua história de vida e como é o contexto no qual ela está inserida.</p><p>Desta forma, não existe uma única maneira de ser professor e nenhum professor será o mesmo ao longo de toda a sua carreira. Tornar-se professor é um processo marcado por diferentes sentimentos, crenças e atitudes no desempenho da prática docente. Assim, para refletir sobre como é ser um professor hoje, é necessário revisitar a escolha profissional, os temores, as expectativas, os desafios, as conquistas e as metas que se deseja alcançar.</p><p>Trajetória de carreira: passado, presente e futuro</p><p>A história de carreira dos indivíduos deve ser compreendida a partir de três momentos de sua vida: o passado, o presente e o futuro. O passado representa a bagagem repleta de histórias que a pessoa teve oportunidade de viver. Esse material, que foi acumulado no tempo, é um dos elementos que possibilita que ela avalie seu presente e faça uma escolha no aqui e agora que a levará a estabelecer metas e alcançar seus objetivos profissionais e pessoais no futuro.</p><p>Escolha de carreira:</p><p>o passado</p><p>O processo de escolha de uma profissão leva em consideração a história de vida, os assuntos e atividades que despertaram a atenção da pessoa, as habilidades que desenvolveu ao longo do tempo, os valores de vida e o que a pessoa valoriza enquanto trabalhadora, bem como os exemplos de profissões e estilos de vida que encontrou à sua volta.</p><p>INTERESSES: Durante seu desenvolvimento, o indivíduo entra em contato com diferentes conteúdos e atividades, seja no ambiente familiar, na escola ou no grupo de amigos. A partir do momento em que a pessoa experimenta e explora o contexto em que está inserida, ela pode ou não sentir o desejo de conhecer mais sobre o que está sendo apresentado, isso vai depender do interesse que o assunto ou atividade despertou. Diante da escolha profissional, os interesses funcionam como pistas que ajudam a pessoa a identificar com quais temáticas e tarefas ela gostaria de gastar seu tempo e sua energia.</p><p>Considerando a sua escolha de carreira voltada para a docência, responda em seu DIÁRIO DE BORDO:</p><p>Registre</p><p>1. Quais assuntos e atividades despertavam seu interesse durante a infância e adolescência?</p><p>2. Quais aspectos do trabalho docente despertaram seu interesse e o(a) levaram a escolher a profissão de professor(a)?</p><p>HABILIDADES: As habilidades de um indivíduo representam as atividades e comportamentos que ele possui facilidade para executar. Por maior que seja a aptidão para aprender certos assuntos, para se tornar habilidosa, a pessoa precisa de iniciativa e prática. Ou seja, quanto mais se entra em contato com a atividade, melhor pode ser seu desempenho ao longo do tempo. Muitas habilidades que os indivíduos apresentam hoje em suas rotinas de trabalho foram desenvolvidas durante a sua infância e adolescência. Assim como os interesses, as habilidades funcionam como pistas que orientam o processo de escolha de uma profissão. Quando o que a pessoa sabe fazer (suas habilidades) dialoga com o que ela gosta de fazer (seus interesses) se está diante de seus pontos de destaque na carreira.</p><p>Considerando a sua escolha profissional, reflita e escreva em seu Diário de Bordo:</p><p>Registre</p><p>1. Ao longo do seu desenvolvimento, quais tipos de atividades sempre foram mais fáceis de executar?</p><p>2. Quais as habilidades que  levaram você à carreira docente?</p><p>VALORES: Os valores representam aspectos da vida pessoal e profissional os quais o indivíduo valoriza. As pessoas podem dar importância aos mais variados elementos, por exemplo: família, amigos, dinheiro, prestígio, honestidade, entre outros. Os valores funcionam como guias diante de escolhas, ajudando a optar pelo caminho que mais dialoga com aquilo que é importante para si. Os valores que o indivíduo carrega consigo são aprendidos ao longo da vida, principalmente no ambiente familiar e na escola, e irão orientar a escolha profissional e a forma como será experienciado o papel de trabalhador.</p><p>Considerando sua atuação como docente, responda em seu Diário de Bordo:</p><p>Registre</p><p>1. Quais são os três principais valores que guiam suas ações enquanto docente?</p><p>2. Onde ou com quem você aprendeu a valorizá-los?</p><p>EXEMPLOS: Ao longo da vida o indivíduo tem a possibilidade de conviver com diferentes pessoas. Nesses encontros, ele pode observar diversas formas de  ser um trabalhador e de lidar com as demandas de carreiras. Essas pessoas têm o potencial de servir como modelo ou contra-modelo de trabalho, escolha profissional e estilo de vida, auxiliando o indivíduo a escolher qual profissão faz mais sentido para a sua trajetória.</p><p>Considerando a sua escolha de carreira, responda em seu Diário de Bordo:</p><p>Registre</p><p>1. Quais as pessoas que influenciaram a sua decisão pela docência?</p><p>2. Quem serve como modelo de trabalhador para você?</p><p>Demandas do Presente</p><p>A rotina dos professores é marcada pela alta carga horária de trabalho, o que os leva a trabalharem mais do que a média mundial. Além disso, é caracteriza pela menor remuneração em comparação com outros profissionais que também possuem formação superior e pela desvalorização social da profissão. Diante desse cenário social e histórico complexo, é importante refletir o que o profissional pode fazer pela sua carreira, considerando que, até certo ponto, os trabalhadores possuem a capacidade de interferir e alterar o contexto em que estão inseridos. A seguir são listadas as as principais tarefas de carreira dos indivíduos adultos:</p><p>· Procura e manutenção de trabalho: diz respeito ao quanto o indivíduo busca se conhecer enquanto trabalhador e explorar o mercado de trabalho à sua volta, identificando oportunidades de carreiras. Para isso, ele precisa saber responder perguntas como: Eu sei quais são meus pontos fortes e de desenvolvimento? Eu procuro estar informado sobre as novas tendências na minha área de atuação?</p><p>· Socialização com colegas: A sociedade atual ensina as pessoas a se comportarem com base na individualidade, na competitividade, sendo cada um responsável pelas suas perdas e conquistas. Porém, quando se considera a carreira de alguém, os parceiros, principalmente os colegas, são grandes aliados no desenvolvimento profissional. Na relação com os pares e com a escola é possível trocar aprendizados, compartilhar dificuldades, pedir ajuda diante de situações desafiadoras e evitar o sentimento de solidão que pode acompanhar a vida do professor que circula em diferentes salas de aula.</p><p>Para Refletir</p><p>Você consegue reconhecer 3 colegas que compõem a sua rede de apoio atualmente? Quem são eles? Em quais situações de trabalho você pode contar com eles?</p><p>· 3 - Lidar com conflito trabalho-família:</p><p>As preocupações que o indivíduo possui no papel de trabalhador são apenas uma parte dos dilemas que ele encontra em sua trajetória de vida. Além de professor, também se é pai/mãe, filho(a), cidadão, amigo(a). Todos esses papéis requerem gasto de tempo e energia. Quando as diferentes demandas da vida entram  em choque, se está diante do conflito entre vida pessoal e profissional.</p><p>Para lidar com situações de conflito entre as demandas e responsabilidades é preciso ter clareza sobre: Quais são os papéis que consomem mais seu tempo e energia hoje? Quais as estratégias que você utiliza para lidar ou evitar o conflito entre as demandas pessoais e profissionais? Você está satisfeito(a) com o modo como concilia os papéis? Se a sua resposta anterior for não, reflita: O que pode ser feito de diferente? Quem pode lhe auxiliar?</p><p>· Sobrecarga de trabalho:</p><p>Seja pela alta demanda, pela carga horária, pelas responsabilidades e tarefas em outros domínios da vida, a sobrecarga de trabalho está presente na rotina de muitos profissionais, o que tem potencial de afetar a sua saúde física e mental. Para evitar que isso ocorra, é fundamental que a pessoa identifique quais demandas provocam maior desgaste e quais estratégias podem amenizar o impacto negativo delas.</p><p>Para lhe auxiliar nessa tarefa, faça a atividade a seguir:</p><p>Atividade sobre demandas e recursos na carreira:</p><p>Comece identificando duas demandas do seu trabalho que estão gerando sobrecarga no último mês. Considere as demandas da tabela abaixo, mas você pode acrescentar elementos estressores que você identifica na sua rotina.</p><p>Após identificar as principais demandas do seu trabalho, reconheça quais são os recursos ambientais e pessoais que ao serem ativados podem lhe auxiliar a lidar com as situações de sobrecarga. Considere os recursos listados na tabela, mas você também pode acrescentar outros itens.</p><p>Clique no botão para baixar a atividade:</p><p>Baixar Atividade</p><p>· 5 - Desenvolvimento de novos interesses e habilidades:</p><p>O reconhecimento e o desenvolvimento de interesses e habilidades não é importante apenas quando o indivíduo está escolhendo a profissão a ser seguida. Buscar explorar novos assuntos e atividades é fundamental em qualquer fase da carreira. Por meio da postura curiosa o indivíduo encontra novas oportunidades, descobre novos prazeres e planeja a sua carreira, adicionando novos objetivos. Cabe ressaltar que, no desenvolvimento da carreira dos professores, a escola</p><p>tem um papel relevante, promovendo a educação continuada dos professores de acordo com seu momento de carreira.</p><p>MATERIAL EXTRA</p><p>Para refletir sobre o desenvolvimento de novos interesses e habilidade na prática docente, assista ao vídeo “Tendências na área da educação”. Você pode acessar o material pelo link: https://www.youtube.com/watch?v=xMtX5TztUaQ</p><p>Futuro: onde você quer chegar?</p><p>Depois de olhar para o passado e para o presente, identificando facilidades e dificuldades, pensa-se no futuro e na busca por novos aprendizados e conquistas. Assim, outra tarefa importante que deve ser realizada pelo indivíduo é o estabelecimento e revisão de metas profissionais. As metas servem como guias que ajudam o indivíduo a se organizar e alcançar aquilo que deseja.</p><p>Para Refletir</p><p>Identifique algo que você deseja para a sua carreira (pode ser um cargo, uma tarefa que gostaria de incorporar na rotina, um curso, um novo contato profissional, entre outros).</p><p>Estabeleça uma meta profissional:</p><p>________________________________________________________________</p><p>Após definir a meta, é importante avaliar se ela não pode ser desmembrada em metas menores. Trabalhar com mini metas permite que o indivíduo consiga tirar as ações do papel com maior facilidade, o que garante a motivação durante o processo. Sugere-se que você transforme sua meta em duas metas menores:</p><p>Meta 1: ________________________________________________________________</p><p>Meta 2: ________________________________________________________________</p><p>Depois disso, reflita sobre a suas metas de carreira:</p><p>1. O que você busca alcançar com essas metas?</p><p>2. Quem poderá lhe auxiliar nesse processo?</p><p>3. Como elas podem ser conquistadas?</p><p>4. Quando elas podem ser alcançadas?</p><p>Essas perguntas ajudam na criação de um plano de ação para a carreira. Um bom plano de ação precisa considerar 5 fatores:</p><p>· As metas estipuladas precisam ser específicas, já que para alcançar o que foi proposto é preciso ter clareza sobre o que se busca;</p><p>· As metas devem ser mensuráveis - Qual o resultado esperado?</p><p>· As metas precisam ser atingíveis - possíveis de serem realizadas;</p><p>· As metas devem ser relevantes, pois isso interfere na motivação;</p><p>· E, por fim, as metas devem ser temporais, ou seja, marcadas no tempo e com prazos a serem alcançadas.</p><p>· EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO DO CONTEÚDO</p><p>· Professor(a), ao final desta aula aplique as seguintes questões aos alunos para estimular o aprendizado do conteúdo:</p><p>· Atividade 1</p><p>· De que forma passado, presente e futuro se relacionam na construção de carreira dos indivíduos?</p><p>· Atividade 2</p><p>· Considerando as tarefas de carreira dos indivíduos adultos apresentadas na aula, qual é a mais desafiadora para você?</p><p>· Atividade 3</p><p>· Quais são os fatores que compõem um bom plano de ação?</p><p>· Clique no botão para baixar a atividade:</p><p>·</p><p>· Baixar Atividade</p><p>·</p><p>· TAREFA DE CASA</p><p>· Professor(a), entregue essa atividade para os alunos realizarem como tarefa de casa e montaram um plano de ação para a sua carreira.</p><p>· Atividade 1</p><p>· De acordo com o que foi visto em aula, estipule três “mini metas” de carreira.</p><p>· Preencha a planilha de plano de ação:</p><p>Clique no botão para baixar a atividade:</p><p>Baixar Atividade</p><p>Unidade 7 - O papel dos professores na promoção de experiências positivas</p><p>MATERIAIS PREPARATÓRIOS</p><p>Olá, professor(a), sugere-se que seja entregue a atividade a seguir aos alunos antes da realização da aula “O papel do professor na promoção de experiências positivas”.</p><p>Atividade 1</p><p>Quais você acredita que são as principais atribuições dos professores em seu trabalho?</p><p>Atividade 2</p><p>Quais são as suas principais atribuições na(s) escola(s) onde você trabalha?</p><p>Atividade 3</p><p>Quais são os principais desafios que você enfrenta realizando seu trabalho?</p><p>Atividade 4</p><p>Quais são as estratégias que você usa para enfrentar esses desafios?</p><p>Após responder as perguntas acima, assista ao TED intitulado “Como escapar do Vale da Morte da Educação”, de Sir Ken Robinson.</p><p>Após assistir ao vídeo, responda as questões abaixo.</p><p>Atividade 5</p><p>Quais semelhanças e diferenças você identificou entre as respostas para as perguntas acima e a realidade descrita por Sir Ken Robinson?</p><p>Atividade 6</p><p>Você consegue pensar em novas estratégias (individuais ou coletivas) para lidar com as dificuldades do seu dia a dia como docente?</p><p>Clique no botão para baixar a atividade:</p><p>Baixar Atividade</p><p>MATERIAIS PARA PRODUÇÃO DA AULA</p><p>Perguntas norteadoras</p><p>· Por que os professores são figuras-chave para a Educação para a Carreira?</p><p>· Quais desafios a Educação para a Carreira apresenta aos professores?</p><p>· De que forma os estudantes percebem que os professores podem ajudá-los a obterem experiências positivas?</p><p>· De que forma os professores percebem que podem contribuir para o desenvolvimento positivo de seus estudantes?</p><p>Ementa da aula</p><p>Nesta aula será discutida a relevância da participação dos professores para o sucesso de programas de Educação para a Carreira. Serão abordados também os desafios que esta proposta apresenta aos professores, bem como as diferentes formas pelas quais eles podem contribuir para o desenvolvimento de carreira de seus estudantes pelas perspectivas de ambos.</p><p>Os professores e a Educação para a Carreira</p><p>Como já vimos em outros capítulos, os estudantes vão construindo uma imagem sobre si e sobre o que é o trabalho por meio de referências trazidas pelas pessoas mais importantes em suas vidas, as quais estão presentes na família, na escola e em outros espaços da comunidade em que se inserem.</p><p>Em um contínuo processo de estruturação, as crianças e adolescentes aprendem a se verem com os olhos dos pais, dos professores e da comunidade, através de autopercepções e de comparações e avaliações que fazem ou recebem quando desempenham as mais diferentes funções. Ao longo do tempo essas experiências vão construindo os atributos e características que formarão seus autoconceitos vocacionais e suas concepções sobre os papéis de trabalho. Em outras palavras, assim como seu autoconceito, sua compreensão sobre o que é trabalhar e o que é ser um trabalhador ou trabalhadora evolui ao longo da vida, em função das experiências nos diversos contextos.</p><p>Tendo em vista que as crianças e adolescentes passam grande parte do seu tempo na escola, é esperado que alguns de seus principais modelos sejam os professores e as professoras com quem convivem diariamente. Por isso, é importante que os discursos destes adultos sobre trabalho, carreira e profissões sejam apoiados em conhecimentos sistematizados sobre tais temas.</p><p>Os conteúdos relacionados à Educação para a Carreira se tornam fundamentais para a formação destes profissionais, pois ajudam-nos a se prepararem para compartilhar com os estudantes as suas percepções e para propor reflexões sobre: as relações de trabalho; as relações sociais; as profissões; os valores presentes no mundo do trabalho; as contribuições dos diferentes  trabalhos para a sociedade, de maneira geral; a construção e manutenção de relações de respeito e reconhecimento da alteridade; entre outros.</p><p>A educação para a carreira pode contribuir com a formação integral dos estudantes, uma vez que colaboram para o desenvolvimento de ações concretas e alinhadas aos seus valores, tornando-se agentes fundamentais na construção da identidade profissional de seus alunos. Além disso, auxilia os jovens a compreenderem melhor como funciona a sociedade (incluindo o mundo do trabalho), contribuindo para que atuem de forma cidadã e alcancem a emancipação social.</p><p>Apesar de apontar a centralidade do papel dos professores na disseminação da educação para a carreira e na formação integral dos estudantes, a literatura também indica que há desafios importantes na formação dos professores para a realização deste trabalho. Isso porque, em muitos contextos, sobram demandas e faltam recursos para que estes profissionais consigam incorporar as propostas da educação à carreira as suas práticas diárias. Falaremos mais sobre isso a seguir.</p><p>Os desafios da Educação para a Carreira para os professores</p><p>Pesquisas sobre Educação para a Carreira com docentes de todo</p><p>o mundo indicam que os professores reconhecem a importância do trabalho com o tema, mas não se sentem capacitados para tal, além de relatarem a necessidade de aprofundar os conhecimentos sobre desenvolvimento vocacional e o mundo do trabalho. Muitos afirmam também não dispor de tempo para participar de mais atividades de formação ou de desenvolver novas atividades em sala de aula, considerando a sobrecarga já presente em seu cotidiano.</p><p>Essas dificuldades reforçam a necessidade de preparar os professores para a realização da Educação para a Carreira. Indicam também que, quando se espera que os professores forneçam educação para a carreira, é imperativo que eles próprios sejam educados sobre como implementá-la e recebam total apoio em termos de tempo, desenvolvimento profissional e oportunidades de prática e apropriação deste conteúdo. O fornecimento dos recursos adequados para o desenvolvimento profissional é essencial para a educação para a carreira, mas talvez seja um dos maiores desafios a serem superados pelas escolas – e não apenas pelos professores.</p><p>No que tange ao desenvolvimento de espaços ou programas de formação de professores, a literatura destaca que estes não devem ter como base a transmissão de conhecimentos e conteúdo de orientação vocacional por especialistas. Em vez disso, é importante promover espaços de partilha e reflexão acerca de seus conhecimentos, crenças, atitudes e concepções em diálogo com os princípios da educação para a carreira.</p><p>Além de espaços para a troca, é interessante que as escolas possam contar com a participação de psicólogos ou outros profissionais com expertise em Educação para a Carreira, como consultores para questões vocacionais. O objetivo destes profissionais deve ser ajudar os professores a compreenderem como o desenvolvimento vocacional ocorre e assim promover as adaptações necessárias e possíveis nas atividades educativas propostas aos alunos. Mais especificamente, será tarefa desta consultoria proporcionar oportunidades para que os professores explorem a abrangência e os limites da sua atuação em uma área e definam - de forma clara e intencional - qual será o seu compromisso com a promoção do desenvolvimento vocacional dos seus alunos no contexto das suas aulas.</p><p>Como os professores podem promover experiências positivas na educação?</p><p>Considerando o que apresentamos até aqui, fica evidente que os professores têm um papel fundamental na trajetória de seus alunos. Por meio do currículo, podem oferecer informações e proporcionar atividades que promovam o desenvolvimento de carreira dos seus alunos de uma forma intencional e sistemática. Segundo a literatura da área, na perspectiva dos próprios estudantes, os professores têm o potencial de influenciar o desenvolvimento de seus alunos de três modos:</p><p>1. Em termos pessoais, científicos e pedagógicos:</p><p>Os professores podem contribuir para o desenvolvimento de carreira dos seus alunos quando adotam uma abordagem mais pessoal do ensino, ou quando adotam práticas pedagógicas ajustadas às características de cada jovem e capazes de promover a sua valorização, por exemplo. Desta forma, podem focar tanto nos conhecimentos dos alunos, quanto em suas aptidões, interesses, valores e projetos, além de fortalecer sua autoestima.</p><p>2. Em relação à sua ação no âmbito das disciplinas que ministram</p><p>a. Conteúdos: os professores podem introduzir em suas aulas conteúdos e práticas que permitam explorar as relações dos conteúdos curriculares com o mundo do trabalho e com os interesses e motivações dos estudantes;</p><p>b. Objetivos: podem orientar seus alunos para alcançar determinados objetivos de aprendizagem no treino de competências de organização e de métodos de estudo, estimulá-los a atuarem com foco na inovação, além de motivá-los e responsabilizá-los a serem colaboradores ativos no próprio processo aprendizagem;</p><p>c. Resultados: podem ainda conhecer as características de cada aluno, incentivá-los a desenvolverem suas habilidades, adotar estratégias de avaliação formativas e apoiar os estudantes em eventuais dificuldades que enfrentam em sua trajetória escolar (especialmente na transição do ensino fundamental para o médio);</p><p>d. Projetos: os professores podem contribuir com todas as dimensões do desenvolvimento vocacional de seus estudantes, como o planejamento, a exploração, a tomada de decisão e a busca de congruência entre as características pessoais e o autoconceito percebido e as escolhas de carreira.</p><p>3. Por meio de sua cooperação com outros agentes educativos e da comunidade:</p><p>a. Problemas: os professores são capazes de identificar, encaminhar, apoiar e aconselhar seus alunos que revelem necessidades específicas, de diversas ordens, em sua vida escolar.</p><p>b. Participação em atividades: os professores podem promover e acompanhar seus estudantes em visitas de estudo que favoreçam o contato e a compreensão mais adequada da realidade fora da escola.</p><p>c. Da mesma forma que os estudantes, os professores percebem que podem contribuir com o desenvolvimento de carreira de seus alunos de diferentes formas. Em linhas gerais, avaliam que podem exercer influência positiva sobre seus alunos das seguintes formas:</p><p>d. 1. Influência pessoal: avaliam que, como pessoas, podem ser modelos para seus alunos ao apresentar a eles conceitos como atitudes, valores, experiências e imagem pessoal;</p><p>e. 2. Influência científica: consideram que representam uma área do saber, integrando conhecimentos teóricos, competências técnicas e valorizando atividades específicas de sua área de formação e atuação;</p><p>f. 3. Influência pedagógica: Entendem que, enquanto docentes podem integrar conceitos como perfil profissional, competências para o ensino, integração institucional, regulação grupal e relação pedagógica.</p><p>g. Como é possível observar, tanto na opinião de estudantes como na de professores, estes têm um papel relevante para ajudar os estudantes a buscarem experiências positivas em suas vivências escolares. Nesse contexto, eles atuam não somente como referências profissionais, mas também como fonte de apoio para as dúvidas e preocupações vocacionais dos alunos. Os professores que ensinam sobre qualquer componente curricular têm influência importante na formação e preparação de seus alunos para a construção de projetos de vida e de trabalho.</p><p>h. O papel dos professores na estratégia de Infusão Curricular da Educação para a Carreira</p><p>i.  Independentemente de qual seja a estratégia adotada pela escola para inserir as atividades de educação para a carreira (infusiva, aditiva ou mista), ela será possibilitada pelo envolvimento dos professores. Isso porque, apesar dos desafios cotidianos, eles assumem um papel relevante no desenvolvimento de seus alunos ao facilitar o processo através do qual o projeto social e pessoal da educação é refletido no projeto vocacional e de vida dos estudantes.</p><p>j. Diversos autores apontam formas específicas por meio das quais os professores podem contribuir para o desenvolvimento vocacional dos estudantes ao inserir de forma intencional, progressiva e articulada, nas matérias que leccionam nas suas aulas, tarefas relacionadas a objetivos vocacionais bem definidos. Este processo implica uma programação minuciosa, a definição e implementação de esquemas capazes de articular a aprendizagem escolar e a aprendizagem vocacional, bem como a avaliação das atividades programadas, envolvendo professores e equipe escolar – e quando possível um especialista em carreira, vinculado ou não à escola.</p><p>k. Assim, após o estudo dos conceitos vocacionais mais relevantes para cada tarefa de carreira ou etapa do desenvolvimento (você pode encontrar mais informações sobre esse tema no capítulo 7, intitulado “Papel da escola como facilitadora das tarefas de desenvolvimento de carreira”), procede-se a análise e adaptação do currículo escolar de forma a integrar esses conceitos, por meio da definição de objetivos de aprendizagem, conteúdo a ser abordado, atividades e recursos.</p><p>l. Nesta programação, a ação dos professores deve ser claramente explicitada. Ela requererá, invariavelmente,</p><p>conhecimentos em diversos domínios (inclusive e especialmente do desenvolvimento curricular da Educação para a Carreira e, portanto, da Psicologia Vocacional), bem como atitudes favoráveis à implementação da estratégia desenhada pela escola e competências próprias para a tornar eficaz.</p><p>m. Em termos gerais, esse esforço conjunto resultará na inclusão, nos planos curriculares de atividades e programas visando o desenvolvimento vocacional dos estudantes.  Além disso, deverá assumir um caráter de continuidade e de especificidade, diversos graus de estruturação e diferentes níveis de autonomia e envolvimento dos docentes. De forma mais específica, poderá resultar desde colaborações pontuais em intervenções vocacionais de outros agentes educativos mais diretamente relacionadas com as disciplinas escolares ministradas pelos professores (ex. visitas de estudo, informação sobre o mundo do trabalho), até a condução de programas de educação para a carreira (para os quais recebam formação adequada e suficiente). Pode, ainda, envolver o acompanhamento personalizado de estudantes (ex. experiências de tutoria), ou o apoio a casos de estudantes com dificuldades de diversas ordens (ex. estudo acompanhado, educação especial).</p><p>A importância de ampliar e reconhecer as possibilidades</p><p>Diversas pesquisas sugerem que as escolhas profissionais são influenciadas por aspectos como o gênero e o status social atribuído às profissões, além de quão comuns e familiares elas são para o indivíduo que escolhe. Nesse sentido, é importante destacar que os professores podem imbuir de dignidade todos os tipos de trabalho e todas as pessoas que os realizam. Mais especificamente, eles podem fazer com que os alunos se imaginem na perspectiva do futuro trabalhador, como alguém que trabalha em algo significativo e útil para a sociedade em que vive. Para isso, é essencial que os estudantes vejam as disciplinas escolares como importantes para a concretização de objetivos profissionais.</p><p>Nesse sentido, os professores precisam destacar as implicações dos conteúdos ministrados em suas disciplinas para a vida fora da escola como forma de motivar os seus alunos a aprenderem.  Uma vez que compartilham a sala de aula com seus alunos, os professores estão em uma posição ideal para oferecer educação para a carreira. Eles têm experiência em métodos de ensino, conhecem seus alunos e, muitas vezes, têm relacionamentos de confiança que podem ser usados para apoiar a educação para a carreira e os projetos de vida. Isso é fundamental, porque quando os jovens não têm um compromisso pessoal com algo pelo qual vale a pena lutar, seus níveis de motivação e engajamento geralmente diminuem – o que, em muitos casos, resulta na evasão escolar.</p><p>Nesse ponto, é fundamental destacar que um futuro de trabalho incerto muitas vezes compromete a busca dos jovens por uma vida com propósito – situação que pode ser agravada por contextos marcados por discriminação, pobreza e outras barreiras estruturais.</p><p>Por fim, uma tarefa da Educação para a Carreira que deve ser compartilhada por todos os integrantes da comunidade escolar - prioritariamente os professores e seus alunos - é de ajudá-los a identificar seu senso de propósito pessoal e agência social, além de abordar as barreiras sistêmicas e motivacionais que podem encontrar no caminho. Desta forma, aumentam-se as chances de os estudantes se vincularem à escola e engajarem em planejar projetos para o seu futuro.</p><p>EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO DO CONTEÚDO</p><p>(Faça em seu Diário de Bordo)</p><p>Atividade 1</p><p>Quais são os principais desafios que a Educação para a Carreira apresenta aos professores? Como você pensa que eles poderiam ser superados?</p><p>Atividade 2</p><p>Os estudantes, assim como seus professores, percebem que estes podem contribuir para o seu desenvolvimento de carreira. Cite exemplos de formas como os estudantes percebem que seus professores podem contribuir e exemplos de como os professores percebem que podem contribuir.</p><p>Atividade 3</p><p>Como você descreveria o papel dos professores na adoção de uma estratégia infusiva da Educação para a Carreira na escola?</p><p>Clique no botão para baixar a atividade:</p><p>Baixar Atividade</p><p>TAREFA DE CASA</p><p>Professor(a), entregue esta atividade para os alunos realizarem como tarefa de casa e refletirem sobre o papel dos professores na promoção de experiências positivas.</p><p>O livro “The Freedom Writers Diary: How a Teacher and 150 Teens Used Writing to Change Themselves and the World Around Them” (O diário dos escritores da liberdade: como uma professora e 150 adolescentes usaram a escrita para mudar a si próprios e o mundo ao redor deles), foi escrito pelos Escritores da Liberdade, um grupo de alunos da Woodrow Wilson High School, em Long Beach, Califórnia, e sua professora Erin Gruwell.  Ele foi elaborado a partir dos diários que Erin Gruwell sugeriu que seus alunos escrevessem sobre os problemas de seu passado, presente e futuro. O nome “Freedom Writers” (em português: Escritores da Liberdade) é uma homenagem ao nome do grupo de direitos civis dos anos 1960, Freedom Riders.</p><p>A história do livro teve início depois que Gruwell interceptou um desenho racista que um de seus alunos enviava para um colega e comparou o desenho às técnicas de propaganda nazistas. Os alunos, para sua surpresa, não compreenderam seu comentário crítico, pois apenas um deles tinha ouvido falar do Holocausto. Como resultado, ela determinou que uma das tarefas de seus alunos naquela disciplina seria ler e escrever sobre o livro “O Diário de Anne Frank” publicado postumamente, em 1947 (escrito entre 1942 e 1944) e o livro de Zlata Filipović, intitulado “o Diário de Zlata: A vida de uma Criança em Sarajevo”. As escritas, que combinavam reflexões sobre o livro e as vidas dos estudantes e da professora, deram origem à obra.</p><p>O livro serviu como base para o roteiro do filme Freedom Writers, de 2007, estrelado por Hilary Swank e disponível na Netflix. O filme mostra uma professora que acredita que, através da literatura, conseguirá contribuir para que seus alunos, desacreditados por outros professores e suas famílias, desejem e planejem um futuro mais promissor. A história se passa em uma região que é tomada pelas guerras inter-raciais, o que os torna os Escritores da Liberdade.</p><p>Atividade 1</p><p>Convidamos você a assistir ao filme e registrar de que formas a professora influenciou e auxiliou seus estudantes a terem experiências positivas na escola.</p><p>Atividade 2</p><p>Registre aqui alguns feedbacks que recebeu de alunos ou ex-alunos sobre como você contribuiu para seu desenvolvimento de carreira.</p><p>Atividade 3</p><p>Pense em algum professor ou professora que influenciou o desenvolvimento da sua carreira ou que ajudou a obter resultados positivos quando você pensava que não conseguiria. Agora escreva a ele ou ela uma carta reconhecendo de quais formas lhe ajudou no passado.</p><p>Observação</p><p>Para uma melhor experiência de reflexão, recomendamos assistir ao filme mesmo que já o tenha feito em outro momento.</p><p>Clique no botão para baixar a atividade:</p><p>Baixar Atividade</p><p>UNIDADE 8 - O Papel da Comunidade Escolar na Educação para a Carreira</p><p>MATERIAIS PREPARATÓRIOS</p><p>Olá, professor(a)! Sugere-se que a atividade a seguir seja respondida pelos alunos e alunas antes da realização da aula “O Papel da Comunidade Escolar”.</p><p>Atividade 1</p><p>Como você decidiu tornar-se professor ou professora?</p><p>Atividade 2</p><p>Quem foram as pessoas importantes para essa escolha? Como elas contribuíram para sua escolha?</p><p>Atividade 3</p><p>De que maneira (s) você acredita que sua escolha profissional contribui hoje para a comunidade escolar em que está inserido/a? E para a comunidade fora da escola?</p><p>Assista ao TED “Por que abrir uma escola? Para fechar uma prisão”.</p><p>Atividade 4</p><p>De que maneira (s) você acredita que a comunidade escolar e de fora da escola podem contribuir para a educação para a carreira e as escolhas profissionais dos estudantes?</p><p>Clique no botão para baixar a atividade:</p><p>Baixar Atividade</p><p>MATERIAIS PARA PRODUÇÃO DA AULA</p><p>Perguntas norteadoras</p><p>· Por que é importante que toda a comunidade escolar e a comunidade fora da</p><p>escola se envolvam com a educação para a carreira?</p><p>· De que forma a comunidade pode contribuir para a educação para a carreira?</p><p>· De que forma a educação para a carreira pode contribuir para a comunidade?</p><p>Ementa da aula</p><p>Esta aula irá abordar as transformações no mundo do trabalho e os impactos para os atuais e futuros trabalhadores; endereçar a relevância da educação para a carreira no contexto de transformações constantes e as estratégias por meio das quais a comunidade escolar - professores e profissionais que atuam na escola, alunos e seus pais ou responsáveis - e ampliada - indivíduos e instituições que não têm vínculo direto com a escola - pode contribuir para a educação para a carreira. Por fim, irá discutir de que forma a educação para a carreira pode contribuir com a comunidade escolar e para a comunidade ampliada.</p><p>Por que o envolvimento com a educação para a carreira é uma tarefa de todos?</p><p>O crescimento da tecnologia, da automatização e da globalização levaram à grandes mudanças no contexto laboral, incluindo a diminuição das oportunidades de se obter um trabalho decente (aquele que oferece remuneração adequada, condições de trabalho seguras e proteção contra o desemprego) e o aumento da oferta de trabalhos precários, os quais se caracterizam por serem, em geral, de curto prazo e temporários, além de não oferecerem benefícios ou oportunidades para o desenvolvimento de habilidades ou de uma trajetória profissional. É importante salientar que, apesar dessas características, a variedade e a flexibilidade proporcionadas pelo trabalho precário são atraentes para alguns trabalhadores (em geral aqueles com altos níveis educacionais e recursos financeiros adequados), enquanto a instabilidade que o caracteriza tem efeitos prejudiciais sobre o bem-estar físico, social e psicológico de muitos indivíduos, famílias e comunidades.</p><p>A convergência das rápidas transformações do mundo do trabalho com o aumento da concorrência por um número cada vez menor de trabalhos decentes resulta em uma intensificada exclusão das pessoas que têm menos poder ou acesso a recursos - a elas restam os trabalhos precários ou o desemprego. Este grupo é majoritariamente constituído por pessoas pobres, que carecem de recursos sociais e habilidades de trabalho avançadas. Além disso, com frequência precisam enfrentar preconceitos sociais e discriminação com base na raça, etnia, classe social, capacidades, orientação sexual, afiliação religiosa, origem cultural, entre outras barreiras que as afastam da escola e do mundo do trabalho.</p><p>Se para os adultos o cenário descrito é desafiador, para os jovens, que se deparam com um contexto de trabalho incerto e volátil, em um mundo caracterizado por conflitos e injustiças sociais e políticas significativas, as dificuldades podem ser ainda maiores. Para eles, esses elementos são fontes de estresse que podem resultar em evasão escolar, falta de direcionamento e propósito ou, por outro lado, intensa pressão para alcançar resultados em um mundo de oportunidades cada vez mais escassas.</p><p>Considerando tais desafios, fica evidente o quão complexo é educar os jovens para a carreira e que não há estratégias que funcionem de forma idêntica em diferentes contextos. A despeito disso, trata-se de uma tarefa de grande relevância, cujo impacto se dá não apenas nas ocupações ou na educação dos alunos, mas também no tipo de sociedade em que queremos viver e no bem-estar dos cidadãos que fazem parte dessa sociedade.</p><p>Viabilizar a educação para a carreira a todos os indivíduos e convidá-los a prepararem-se para o futuro gera benefícios imediatos e de longo prazo, inclusive para a sociedade na qual se inserem. Dito de outra forma, preparar os alunos para a vida além da escola deve ser o objetivo principal da educação, e todos os atores envolvidos na tarefa de educar devem ser conscientemente responsáveis por fornecer aos alunos as habilidades para gerenciar seu trabalho, aprendizagem e vida.</p><p>De que forma a comunidade pode contribuir para a educação para a carreira?</p><p>Vários autores defendem que os hábitos e atitudes em relação ao trabalho começam a se desenvolver na infância. Acrescentam que os contextos dos quais os jovens participam, como família e escola, têm influência marcante sobre o desenvolvimento de sua carreira. Por isso, a colaboração entre a escola e a comunidade ocupacional ou profissional externa a ela é considerada vital. Nesse ponto cabe destacar que, quando usamos o termo colaboração, estamos falando de uma parceria na qual a autoridade, a responsabilidade e a avaliação são efetivamente compartilhadas. Nesse sentido, o envolvimento da comunidade não deve apenas ser de “auxiliar” ou “dar suporte”. Espera-se que indivíduos e instituições parceiras da escola possam também assumir responsabilidades no planejamento, treinamento, execução e avaliação dos membros da comunidade escolar. Isso porque um Programa de Educação para a Carreira exitoso depende de parcerias bem estabelecidas.</p><p>A importância de se promover os tipos de parcerias a que estamos nos referindo neste capítulo fica evidente quando entendemos que o problema do desenvolvimento de carreira dos jovens é também um problema da comunidade onde estes estão inseridos e atuarão profissionalmente. Sendo assim, é importante compreender que, para serem efetivas, as parcerias a que nos referimos devem: ser esforços de longo e não de curto prazo; estar centradas nas relações entre educação e trabalho, levando à melhoria dos resultados de ambos, uma vez que os estudantes serão, em um futuro não tão distante, integrantes da força de trabalho.</p><p>Pesquisadores do tema no cenário internacional apresentam uma série de oportunidades para fomentar a colaboração entre as escolas e a comunidade. No que tange à comunidade escolar (professores e profissionais que atuam na escola, alunos e seus pais ou responsáveis), é possível pensar em ações como:</p><p>· Dialogar sobre as diferentes trajetórias profissionais, profissões e sobre o mercado de trabalho;</p><p>· Reforçar, ilustrar e enfatizar, junto aos alunos, a necessidade, no mundo do trabalho atual, de que os trabalhadores sejam competentes nas habilidades acadêmicas básicas;</p><p>· Ajudar a motivar os estudantes a aprenderem as habilidades acadêmicas básicas, mostrando profissões em que este conteúdo é claramente necessário;</p><p>· Dialogar sobre a importância de pensar sobre a construção de carreira;</p><p>· Participar de aulas e promover oficinas para o desenvolvimento de conhecimentos, habilidades e atitudes necessárias para o desenvolvimento de trabalhadores e cidadãos;</p><p>· Ajudar os professores da educação básica e seus alunos a verem e agirem na sala de aula como um ambiente de trabalho;</p><p>· Ajudar professores e alunos a executarem as atividades de sala de aula como uma experiência de trabalho real;</p><p>· Oferecer oportunidades para os alunos observarem trabalhadores empregados usando bons hábitos de trabalho;</p><p>· Oportunizar aos alunos da educação básica visitas para ouvirem alguns trabalhadores falarem sobre os valores de trabalho que eles julgam importantes para seus empregos;</p><p>· Atuar em conselhos consultivos para a educação profissional dos estudantes;</p><p>· Atuar como voluntários em atividades organizadas pela escola.</p><p>Muitas das ações desempenhadas pela comunidade escolar também poderiam ser realizadas por agentes que não fazem parte desta comunidade diretamente, mas que desejem envolver-se com ela (chamaremos esse grupo de comunidade ampliada). Além delas, no que tange a uma compreensão ampliada da comunidade, que pode compreender negócios de diferentes setores econômicos, pode-se pensar em ações como:</p><p>· Oferecer bolsas de estudo patrocinadas por empresas para estudantes ou graduados do ensino médio;</p><p>· Doar equipamentos e recursos necessários para as escolas;</p><p>· Oferecer atividades de exploração de carreiras para estudantes que estejam interessados em uma ou mais profissões que existam na comunidade ampliada (indivíduos e instituições que não têm vínculo direto com a escola);</p><p>· Desenvolver programas de estágio profissional e</p><p>de aprendizagem de trabalho como valiosa experiência de trabalho remunerado para jovens;</p><p>· Atuar como voluntários em atividades organizadas pela escola;</p><p>· Atuar como voluntários em conselhos consultivos para a educação profissional;</p><p>· Atuar como voluntários em programas de educação financeira e econômica;</p><p>· Atuar como voluntários em programas de aprendizagem em serviço.</p><p>De que forma a educação para a carreira pode contribuir para a comunidade?</p><p>A ação de trabalhar tem grande relevância para todos os indivíduos que trabalham e para aqueles que não o fazem. Segundo pesquisadores, trabalhar contribui para: a construção de identidade e do senso de coerência nas interações sociais; a segurança econômica e social; o bem-estar material; a criação de oportunidades para o desenvolvimento humano; a integração e a dignidade social; a promoção de saúde e bem-estar; a superação da pobreza, de desigualdades e da exclusão social. Embora seja evidente que atualmente nem todas as pessoas têm a oportunidade de trabalhar e que, para muitas, a ação de trabalhar não resulta em tudo o que potencialmente é capaz, esta é uma necessidade que deve ser atendida em nossa sociedade.</p><p>Para que isso seja possível, é fundamental que o sistema educacional seja capaz de educar trabalhadores e cidadãos para o trabalho, abrangendo um número expressivo de crianças e jovens desprovidos de intervenções que os ajudem a articular educação e trabalho, a fazerem escolhas mais conscientes e se prepararem para ter empregos e empregabilidade.</p><p>É também pertinente que a ação de trabalhar e tudo que ela implica seja um tema transversal ao currículo, desde as séries iniciais do ensino fundamental. Assim, devem constituir o currículo conteúdos como: Ética, Saúde, Meio Ambiente, Pluralidade Cultural e Orientação Sexual. Assim, será possível que se amplie sua compreensão e efetive sua importância no ensino médio, de forma que a ideia de trabalhar e ter uma carreira possa ultrapassar o tema das escolhas ocupacionais e profissionais em si.</p><p>É fundamental lembrar que no trabalho com educação para a carreira, esta não pode ser entendida como algo a ser descoberto, mas sim como uma construção do indivíduo em um diálogo contínuo com um contexto social específico - que envolve o ambiente físico, a cultura, o(s) grupo(s) racial(is) ou étnico(s), a família, os vizinhos e a escola. A escola é o lugar em que o conhecimento sobre o contexto poderá ser sistematizado, organizado e estruturado de acordo com o nível de desenvolvimento dos estudantes, a fim de que possam adquirir informações sobre o mundo do trabalho. Sendo assim, na interação com os alunos deve-se:</p><p>· Buscar conhecer quais as representações que os alunos têm sobre a carreira (carreira subjetiva) e trabalhar a partir delas e não de descrições objetivas do termo;</p><p>· Ter como foco uma concepção de desenvolvimento e decisão vocacional que pressupõe que é possível preparar os estudantes para os processos envolvidos nas escolhas de carreira;</p><p>· Prever formas de intervenção que visem o preparo dos estudantes para serem autores do seu próprio projeto vocacional (o qual será desenvolvido a partir da infância por toda sua vida);</p><p>· Assegurar oportunidades para que os estudantes possam desenvolver competências-chave para um positivo desenvolvimento da carreira, como o autoconhecimento, o desenvolvimento de estratégias de aprendizagem ao longo da vida, habilidades para tomar decisões e lidar com as transições.</p><p>Nesse sentido, é importante que, no contexto escolar, se desenvolva um programa de educação para a carreira que contemple os conceitos relativos ao desenvolvimento profissional e de carreira no currículo, sob a supervisão de um trabalhador especializado nestas temáticas e com a colaboração de um grupo de apoiadores, como professores, pais e outras pessoas da comunidade. Assim, é possível contribuir para a preparação dos jovens para um engajamento democrático, ativo e crítico nas diferentes dimensões da sua vida pessoal, social e profissional, de forma que se tornem cidadãos e trabalhadores capazes de promover a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva.</p><p>EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO DO CONTEÚDO</p><p>Fazer em seu Diário de Bordo</p><p>Atividade 1</p><p>Quais são os desafios do mercado de trabalho atual que tornam a educação para a carreira importante tanto para a comunidade escolar quanto para a comunidade ampliada?</p><p>Atividade 2</p><p>Identifique algumas estratégias que a sua escola já adota ou poderia adotar para promover maior colaboração com a comunidade escolar.</p><p>Atividade 3</p><p>Identifique algumas estratégias que a sua escola já adota ou poderia adotar para promover maior colaboração com a comunidade ampliada.</p><p>Clique no botão para baixar a atividade:</p><p>Baixar Atividade</p><p>TAREFA DE CASA</p><p>Professor(a), esta atividade deve ser realizada como tarefa de casa para que os professores possam refletir sobre “O Papel da Comunidade Escolar na Educação para a Carreira”.</p><p>Atividade 1</p><p>Professor, liste abaixo a(s) disciplina(s) que você ministra atualmente.</p><p>Atividade 2</p><p>Para cada disciplina listada, procure elencar pelo menos um conteúdo que você consegue integrar com algum conteúdo aplicado ao dia a dia dos seus alunos.</p><p>Atividade 3</p><p>Para cada conteúdo listado, procure identificar pelo menos um(a) parceiro(a) na comunidade escolar ou ampliada que poderia trazer informações complementares para sua aula.</p><p>Atividade 4</p><p>Dentre todas as opções mapeadas, eleja uma. Elabore um plano de aula que contemple a participação do membro da comunidade escolar ou ampliada. Lembre-se de definir um objetivo claro para a participação e estratégias para avaliar se ela foi ou não bem-sucedida e os pontos a melhorar.</p><p>Clique no botão para baixar a atividade:</p><p>Baixar Atividade</p><p>UNIDADE 9 - O Papel da Escola no Planejamento e Avaliação dos Programas de Educação para a Carreira</p><p>MATERIAIS PREPARATÓRIOS</p><p>Olá, professor(a), sugere-se que seja entregue a atividade a seguir aos alunos antes da realização da aula “O Papel da Escola no Planejamento e Avaliação dos Programas de Educação para a Carreira”.</p><p>Atividade 1</p><p>Nas escolas em que você já atuou e/ou participou, de que forma eram coordenados os projetos?</p><p>Atividade 2</p><p>Você já coordenou algum projeto em sua escola? Se sim, qual foi a interlocução com a escola? Que desafios enfrentou?</p><p>Clique no botão para baixar a atividade:</p><p>Baixar Atividade</p><p>Após responder às questões acima, recomendamos que você leia os textos:</p><p>DICA DE LEITURA</p><p>MUNHOZ, Izildinha Maria Silva; MELO-SILVA, Lucy Leal. Educação para a Carreira: concepções, desenvolvimento e possibilidades no contexto brasileiro. Revista brasileira de orientação profissional, 2011, 12.1: 37-48.</p><p>POCINHO, Margarida Dias. Avaliação de um programa de educação para a carreira no ensino fundamental. Revista Brasileira de Orientação Profissional, 2011, 12.2: 253-265.</p><p>MATERIAIS PARA PRODUÇÃO DA AULA</p><p>Perguntas norteadoras</p><p>· Por que a escola ocupa um papel central na Educação para a Carreira?</p><p>· Quais os desafios esperados ao elaborar e avaliar projetos em Educação para a Carreira?</p><p>Ementa da aula</p><p>Nesta aula iremos elaborar a importância da escola no planejamento e avaliação de projetos em Educação para a Carreira, e de que forma este papel distingue-se daquele dos demais atores. Uma breve explicação seguirá sobre os potenciais desafios a serem considerados.</p><p>Por que a escola ocupa um papel central na Educação para a Carreira?</p><p>Conforme ilustrado nas aulas precedentes, um programa de Educação para a Carreira bem-sucedido depende não somente dos esforços da tradicional dupla orientador e orientando, mas envolve professores, pais, colegas e demais membros da comunidade escolar. Neste cenário, emerge a escola, que funciona simultaneamente como plano de fundo, ponto de referência e coordenação de iniciativas. Dada esta sua posição privilegiada, não basta que a escola meramente ajude na elaboração de projetos, mas que engaje ativamente em sua proposição e avaliação. Somente desta forma é possível obter uma Educação para a Carreira verdadeiramente incluída ou atravessada no currículo escolar.</p><p>Durante</p><p>3</p><p>A partir da leitura do texto, você mudaria a forma como descreve o que é carreira? Justifique.</p><p>Clique no botão para baixar a atividade:</p><p>Baixar Atividade</p><p>MATERIAIS PARA PRODUÇÃO DA AULA</p><p>Perguntas norteadoras</p><p>O que é carreira?</p><p>Por que é importante pensar sobre carreira?</p><p>Por que e como planejar a carreira?</p><p>Ementa da aula</p><p>Serão apresentados a definição de carreira na atualidade, ressaltando o contexto atual do mundo do trabalho e a importância do protagonismo dos indivíduos na construção da carreira. Ainda, a importância de um planejamento de carreira e os principais passos e elementos para isso.</p><p>Programa da aula</p><p>Esse material auxiliará na preparação da aula “O que é carreira e por que pensar carreira é importante?”</p><p>O que é carreira?</p><p>Ao abordar o tema “carreira” é muito comum associar o termo a emprego, organizações, ascensão e outras palavras que representam uma ideia de meio corporativo. Não é à toa que muitas pessoas, ao definirem carreira a partir de uma imagem, ainda a associam a uma escada. Essa é uma visão tradicional sobre o conceito, advinda da administração, em que a carreira era entendida como ocupação, pensada como propriedade estrutural da organização e tinha como foco o crescimento do profissional.</p><p>Hoje, o conceito de carreira é muito mais amplo. A ideia de uma carreira linear e tradicional não dá conta das complexas características do mercado de trabalho contemporâneo. É preciso entender o termo a partir do contexto atual, em que a trajetória corporativa é apenas uma das possibilidades profissionais e que o mercado de trabalho é caracterizado por imprevisibilidade, incerteza, mudanças frequentes e aceleradas. A partir disso, exige-se dos indivíduos uma maior adaptação e protagonismo, de maneira que a carreira seja de sua própria responsabilidade.</p><p>A carreira, hoje em dia, é entendida como uma história composta por experiências passadas, atuais e expectativas futuras. Envolve a vida de trabalho do indivíduo e os eventos objetivos, tais como funções, empregos e tomadas de decisões, como também as interpretações subjetivas, tais como valores, aspirações, significados e sentimentos sobre as experiências vividas ao longo da vida. É preciso levar em conta que conceber a carreira como história, significa compreendê-la como uma construção contínua, que se dá ao longo da vida e que envolve os diferentes papéis de vida dos indivíduos. Isso significa dizer que são personagens da história da carreira o indivíduo como trabalhador, mas também como cônjuge, pai, mãe, filho, etc. Significa também que contar a história da carreira requer conectar o passado com o presente para poder construir um futuro, ou um projeto de vida, que é constituído pelo papel e experiências desempenhadas no trabalho, mas não apenas nele.</p><p>Por que é importante pensar sobre carreira?</p><p>Dada a importância que geralmente as experiências de trabalho têm na vida das pessoas, é importante possibilitar que os alunos reflitam sobre o que esperam em termos profissionais e como tais expectativas se relacionam ao seu projeto de vida individual. A carreira passa a ser entendida como gerenciada pelo próprio indivíduo e isso torna fundamental a capacidade de reflexão sobre si, como forma de ampliar a clareza sobre os próprios objetivos, metas profissionais e, de igual modo, sobre a vida que se deseja construir.</p><p>Torna-se, portanto, importante a autorreflexão crítica dos indivíduos sobre seus pensamentos, sentimentos e comportamentos, bem como, sobre os significados dos eventos em suas vidas. Esse movimento reflexivo e os insights (dar-se conta das ideias, pensamentos, sentimentos e seus significados, conexões e consequências), provenientes da autorreflexão, aprofundam o autoconhecimento, a exploração de si e o planejamento da carreira. Mas, na prática, como é possível promover essa autorreflexão? Use seu Diário de Bordo para refletir algumas perguntas, como as que apresentaremos a seguir:</p><p>Para Refletir</p><p>Por que e para que eu trabalho?</p><p>Quais são os principais valores (princípios) que influenciam minhas tomadas de decisões?</p><p>Quais foram os elogios mais recentes que recebi? Eu fico confortável com eles?</p><p>O que é sucesso para mim?</p><p>Qual o projeto de vida/carreira que quero construir?</p><p>As perguntas que fizemos acima promovem a autorreflexão (e podem gerar insights), porque estimulam o processo de “olhar para dentro”. A reflexão e o registro das respostas para essas perguntas podem tornar visíveis seus objetivos, interesses e talentos profissionais.</p><p>Refletir sobre a construção de carreira é também importante para promover maior empregabilidade dos profissionais. A empregabilidade é entendida como a capacidade de conquistar e manter empregos ou trabalhos (mesmo em cenários de crise). Pesquisas demonstram que, aqueles que investem mais tempo, atenção e energia ao processo de autoconhecimento e à exploração de si e do mercado de trabalho, tendem a ter uma maior percepção de empregabilidade, mais facilidade nas transições, além de serem mais predispostos e terem maior facilidade para lidar com as mudanças.</p><p>Por que e como planejar a carreira? Ou, por que o planejamento de carreira deve servir como uma bússola e não como uma âncora?</p><p>Visto que o mundo do trabalho atual enfatiza o protagonismo e responsabiliza o indivíduo pela construção de sua carreira - sempre em interação com os diferentes contextos de vida -, o planejamento de carreira se torna de extrema importância. Este está relacionado a um plano de metas que a pessoa elabora para o seu futuro profissional e que geralmente está associado a melhores escolhas, realização e sucesso. A partir de um planejamento, o indivíduo consegue visualizar uma direção para a sua carreira - motivo pelo qual ele deve servir como uma bússola. Isso não significa, contudo, que precise estar preso ao seu planejamento e que não possa mudar a rota - motivo pelo qual não deve servir como âncora.</p><p>Planejar a carreira significa, portanto, definir estratégias para os diferentes papéis de vida e para lidar com a imprevisibilidade e transições ao longo de sua trajetória. Sendo assim, um dos principais motivos para planejar a carreira é o de tornar os indivíduos mais conscientes sobre si mesmos, sobre as oportunidades e desafios do mundo do trabalho, de modo a ajudá-los a serem mais adaptáveis e capazes de lidar com as mudanças (internas e externas) da carreira de forma segura, saudável e menos estressante.</p><p>De forma geral, o planejamento de carreira envolve três principais etapas: autoconhecimento, exploração de cenários e possibilidades e definição de plano de ação. Nesse processo, considera-se a história passada, experiências atuais e expectativas e interesses futuros. A seguir, serão descritas cada uma dessas etapas:</p><p>· Autoconhecimento: é considerada a base do planejamento. Consiste em refletir sobre si, sua história de vida, escolhas, interesses, valores e habilidades. Um exemplo de exercício que pode auxiliar as pessoas a entrarem mais em contato com si mesmas é o de listar os cinco principais valores, em uma ordem de importância, que podem influenciar nesse planejamento de carreira. Valores são considerados princípios importantes para a construção de carreira que se deseja alcançar por meio do trabalho, por exemplo, autonomia, independência, estabilidade, criatividade, entre outros. A partir dessa lista, refletir sobre o que significa cada um desses valores e de que forma eles são, ou podem ser, mais satisfatórios no dia a dia de trabalho.</p><p>· Exploração de cenários e possibilidades: consiste em levantar informações e pesquisar sobre as profissões, ocupações, áreas e formas de trabalho. É uma etapa que incentiva a curiosidade dos indivíduos para compreenderem melhor o mercado e terem mais clareza nas escolhas. Um exercício para essa etapa é o de conversar com pessoas que já possuem experiência naquilo que se deseja trilhar. Perguntas como, “quais as competências necessárias para essa profissão?”, ou “quais os desafios e tendências para esse mercado?”, podem ser boas estratégias</p><p>boa parte da história das intervenções de aconselhamento de carreira, estas foram individuais, pontuais, e descoladas da grade curricular como atividades opcionais no turno inverso. Apesar deste modelo de intervenção ter suas virtudes, é movido por uma demanda percebida pelo estudante, muitas vezes já nos anos finais de sua escolarização, de escolher um curso ou profissão para seguir. Entretanto, como já discutido anteriormente, a utilidade da Educação para a Carreira surge muito antes de sua demanda imediata, pois trata da aquisição de um conjunto amplo de competências que permitem aos estudantes realizarem escolhas conscientes, baseados no conhecimento de si e do mundo. Desta forma, a implementação de programas sistemáticos de intervenção que surjam antes da pressão da escolha profissional, é essencial para o pleno desenvolvimento destas capacidades por parte dos estudantes ao longo de sua trajetória.</p><p>O bom desenvolvimento e funcionamento destes projetos depende, em considerável parcela, do suporte e envolvimento da escola. Diferentemente de intervenções individualizadas por professores, a escola possibilita a disposição de recursos e estabelece diretrizes, expandindo e conectando pontos para produzir um projeto sistêmico e coordenado. Para tal, deve realizar algumas ações nas etapas de planejamento e avaliação, como veremos a seguir.</p><p>Planejamento</p><p>Na fase inicial de planejamento, a escola opera de forma a subsidiar, coordenar e organizar projetos. Esta deve estabelecer, conjuntamente com os demais atores, os objetivos do programa de Educação para a Carreira, sua serialização nos anos escolares e os recursos a serem utilizados para alcançar tais objetivos. Desta forma, são coordenados os esforços dos demais atores ao longo dos anos, tornando as intervenções sequentes relevantes, organizadas e não repetitivas. Novamente, a Educação para a Carreira atravessada no currículo escolar requer uma mudança de paradigma de currículo. Essa intervenção deve ser compreendida como um processo de desenvolvimento de competências dos estudantes de forma transversal. A escola como entidade é o ator capaz de incorporar esta mudança em vias de fato.</p><p>Avaliação</p><p>Como entidade organizadora, a escola também ocupa posição privilegiada para a avaliação dos esforços do projeto. Ciente dos objetivos globais e serializados, é capaz de reunir as experiências dos demais atores para construir o grande cenário. Dentro do contexto do projeto de escola inteira, as dificuldades e sucessos podem servir para a reorganização e experimentação do projeto. A dificuldade em trabalhar com autoconhecimento em um ano deixa de ser um problema pontual, mas passa a ser analisado no contexto global, de forma a pensar que modificações podem ser realizadas em anos anteriores para que os estudantes obtenham maior base para este conteúdo.</p><p>Quais os desafios esperados?</p><p>A implementação, coordenação e avaliação de projetos pela escola representam o ideal da Educação para a Carreira, uma vez que permitem a verdadeira integração desta no currículo e permite uma maior colaboração entre os diversos atores envolvidos. Entretanto, nem sempre é um simples processo. A infusão da Educação para Carreira no currículo escolar, por mais central que seja, requer que as escolas se reestruturem e realizem uma autêntica revolução em sua forma de enxergar e alcançar objetivos.</p><p>Com um tradicional foco nos conteúdos acadêmicos, muitas vezes impulsionado por metas de índices de aprovação em exames de ingresso no ensino superior, a disposição de tempo para temas de carreira é vista em muitos cenários como prejudicial para os grandes objetivos da escola. Alia-se também a recorrente sobrecarga dos professores, que podem acabar rejeitando a incorporação desses temas por prescindir de maior carga de trabalho e planejamento. Não obstante, também é requerido um maior desprendimento de recursos da escola, tanto humanos quanto materiais. Deve haver alguém, em geral o orientador profissional, capaz de coordenar e planejar os esforços a nível de escola, assim como materiais para a realização destas atividades.</p><p>EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO DO CONTEÚDO</p><p>Atividade 1</p><p>Qual o papel da escola no planejamento de projetos em Educação para a Carreira? Como ele se difere do papel dos demais atores?</p><p>Atividade 2</p><p>Considerando a importância desta colaboração com a escola, quais as razões para ela não se dar de forma ideal? Tente buscar razões além das apresentadas no texto.</p><p>Clique no botão para baixar a atividade:</p><p>Baixar Atividade</p><p>TAREFA DE CASA</p><p>Professor(a), esta atividade deve ser realizada como tarefa de casa para que os professores possam refletir sobre o papel da escola no planejamento e avaliação em seus próprios contextos.</p><p>Atividade 1</p><p>Pensando no contexto das escolas em que você trabalha ou já trabalhou, imagine que atua como diretor ou coordenador e elabore um breve esboço de projeto para integração da Educação para a Carreira de forma infusiva. Os conteúdos, por mais importantes que sejam, podem ser colocados em termos gerais. Em especial, tente discernir quais seriam os esforços necessários para implementar e avaliar este projeto como escola, bem como as possíveis barreiras e como superá-las.</p><p>Clique no botão para baixar a atividade:</p><p>Baixar Atividade</p><p>Parabéns! Você chegou ao final do Módulo 2 da Formação em Educação para Carreiras e Projetos de Vida nos Anos Finais!</p><p>Esperamos que você tenha aproveitado o conteúdo estudado. Se quiser aprofundar ainda mais seus estudos, veja a lista de referências no próximo slide.</p><p>Referências</p><p>Ambiel, R. A. M. (2014). Adaptabilidade de carreira: uma abordagem histórica de conceitos, modelos e teorias. Revista Brasileira de Orientação Profissional, 15(1), 15-24.</p><p>Baptista, M. N., Norona, A. P. P., & Cardoso, H. F. (2016). Relações entre suporte familiar e interesses profissionais. Salud & Sociedad, 1(1), 28-40. https://doi.org/10.22199/S07187475.2010.0001.00004</p><p>BRASIL. Lei nº 13.415, de 16 de fevereiro de 2017. Diário Oficial da União: Brasília, DF, 17 fev. 2017.</p><p>Costa, F; Teixeira M; Gomes, W. Responsividade e Exigência: Duas Escalas para Avaliar Estilos Parentais.  Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Psicologia: Reflexão e Crítica, 2000, 13(3), pp.465-473.</p><p>Daolio, C. C, et al. (2017) Escola, escolha profissional e mercado de trabalho.  In: Neufeld, C. B. Terapia Cognitivo-Comportamental para Adolescentes: Uma Perspectiva Transdiagnóstica e Desenvolvimental. Porto Alegre: Artmed.</p><p>Duarte, M. E., Lassance, M. C. P., Savickas, M. L., Nota, L., Rossier, J., Dauwalder, J.-P., et al. (2010). A construção da vida: Um novo paradigma para entender a carreira no século XXI. Revista Interamericana de Psicologia, 44, 203-217.</p><p>Falcke, D., & Wagner, A (2005). A dinâmica familiar e o fenômeno da transgeracionalidade: definição de conceitos. In: Wagner, A. Como se Perpetua a Família? A transmissão dos modelos familiares. Porto Alegre: Edipucrs.</p><p>Feinberg, M. E. (2003). The internal structure and ecological context of coparenting: A framework for research and intervention. Parenting: Science and Practice, 3(2), 95-131 Frizzo G. B;</p><p>FERREIRA, Ana Filipa; NASCIMENTO, Inês; FONTAINE, Anne Marie. O papel do professor na transmissão de representações acerca de questões vocacionais. Rev. bras. orientac. prof,  São Paulo ,  v. 10, n. 2, p. 43-56, dez.  2009 .   Disponível em http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1679-33902009000200006&lng=pt&nrm=iso. acessos em  22  fev.  2022.</p><p>Hoyt, K.B., & Shylo, K. (1987). Career Education in Transition: Trends and Implications for the Future. Information Series No. 323.</p><p>Instituto Ayrton Senna (IAS). Ideias para o desenvolvimento de competências socioemocionais: Amabilidade. Disponível em: https://institutoayrtonsenna.org.br/content/dam/institutoayrtonsenna/documentos/instituto-ayrton-senna-macrocompetencia-amabilidade.pdf?utm_source=site&utm_medium=hub-2708. Acesso em  22  fev.  2022.</p><p>Katz, I., Cohen, R., Green-Cohen, M., & Morsiano-davidpur, S. (2018). Parental support for adolescents' autonomy while</p><p>making a first career decision. Learning and Individual Differences, 65, 12–19. https://doi.org/10.1016/j.lindif.2018.05.006</p><p>Kreutz C. M; Schmidt C; Piccinini C. A; Bosa C. O conceito de coparentalidade e suas implicações para a pesquisa e para a clínica. Rev Bras Cresc Desenv Hum, 2005; 15(3):84-94.</p><p>Locatelli, A. S.; Locatelli, C. (2017). Escolher ser professor e realizar-se na profissão: dilemas do trabalho docente. Práxis Educacional, 13 (25), 313-327. DOI: 10.22481/praxis.v13i25.966</p><p>MELO-SILVA, Lucy Leal; MUNHOZ, Izildinha Maria da Silva; LEAL, Mara de Souza. Orientação profissional na educação básica como política pública no Brasil. Rev. bras. orientac. prof,  Florianópolis ,  v. 20, n. 1, p. 3-18, jun.  2019 .   Disponível em http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1679-33902019000100002&lng=pt&nrm=iso Acesso em  22  fev.  2022.</p><p>MOUTA, Ana; NASCIMENTO, Inês. Os (novos) interlocutores no desenvolvimento vocacional de jovens: Uma experiência de consultoria a professores. Rev. bras. orientac. prof,  São Paulo ,  v. 9, n. 1, p. 87-101, jun.  2008 .   Disponível em http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1679-33902008000100008&lng=pt&nrm=iso.  Acesso em  22  fev.  2022.</p><p>Munhoz, I. M. S. (2010).  Educação para a carreira e representações sociais de professores: Limites e possibilidades na educação básica.  Tese de Doutorado não publicada, Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, SP.</p><p>MUNHOZ, I. M. S.  Educação para a carreira e representações sociais de professores: Limites e possibilidades na educação básica. Tese de Doutorado não publicada - Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, SP, p. 363, 2010.</p><p>Munhoz, I. M. S., & Melo-Silva, L. L. (2011). Educação para a Carreira: concepções, desenvolvimento e possibilidades no contexto brasileiro. Revista Brasileira de Orientação Profissional, 12(1), 37-48.</p><p>Munhoz, I. M. S., Melo-Silva, L. L., & Audibert, A. (2016). Educação para a carreira: pistas para intervenções na educação básica. In Orientação vocacional e de carreira em contextos clínicos e educativos. Porto Alegre: Artmed.</p><p>MUNHOZ, Izildinha Maria Silva; MELO-SILVA, Lucy Leal. Educação para a Carreira: concepções, desenvolvimento e possibilidades no contexto brasileiro. Rev. bras. orientac. prof,  São Paulo ,  v. 12, n. 1, p. 37-48, jun.  2011 .   Disponível em http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1679-33902011000100006&lng=pt&nrm=iso. Acesso em  22  fev.  2022.</p><p>NEUFELD, C.B. (Org). Terapia Cognitivo-comportamental para adolescentes: uma perspectiva transdiagnóstica e desenvolvimental. Porto Alegre: Artmed, 2017.</p><p>OLIVEIRA, I. M; TAVEIRA, M. C.; NEVES, L. F. Sensibilizar professores para o desenvolvimento de carreira dos alunos: relato de uma experiência. Psicologia: Ciência e Profissão, n. 34, vol. 2, p. 512-523, 2014.  Disponível em https://www.scielo.br/j/pcp/a/DwcctMPJCDSXhKSjBVJjYNF/?lang=pt.  Acesso em  22  fev.  2022.</p><p>PEREIRA, Fábio Nogueira; GARCIA, Agnaldo. Amizade e escolha profissional: influência ou cooperação? Rev. bras. orientac. prof,  São Paulo ,  v. 8, n. 1, p. 71-86, jun.  2007 .   Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1679-33902007000100007&lng=pt&nrm=iso.  Acesso em  22  fev.  2022.</p><p>Pilatti, S. C., & Poli, O. L. (2021).  Educação para a Carreira e a formação inicial de professores para a educação básica. Interfaces da Educação, 12 (35), 557-582.</p><p>Pimenta de Devotto, R., Oliveira, D. S de., Ziebell, M., Freitas, C.P.P., & Vazquez, A. C. S. (2020). Guia de Bem-estar no Trabalho em Tempos de Pandemia para Profissionais em Home Office. Porto Alegre: PUCRS/Rio de Janeiro: PUC-Rio/Porto Alegre. UFCSPA. Trabalho gráfico: Paula Oviedo Ferreira.</p><p>Pinto, H. R., Taveira, M. C. Fernandes, M. E. (2003).  Os professores e o desenvolvimento vocacional dos estudantes. Revista Portuguesa de Educação, 16 (001), 37-58</p><p>Pires, F. M., Ribeiro, M. A., & Andrade, A. L. (2020). Teoria da Psicologia do Trabalhar: uma perspectiva inclusiva para orientação de carreira. Revista Brasileira de Orientação Profissional, 21(2), 203-214. http://pepsic.bvsalud.org/pdf/rbop/v21n2/a08v21n2.pdf</p><p>Savickas, M. L. (2017). Manual de aconselhamento em projeto de vida: Life-design. (1a ed., Brocchi, M. P. trad.), São Paulo: Vetor Editora.</p><p>Sena, P. S. G. S., & Nunes, C. P. (2021). Condições de trabalho: sentidos de ser professor do ensino médio. Ensino Em Perspectivas, 2(2), 1–27.</p><p>Souza, F. M., Fiorini, M. C., Crepaldi, M. A. (2020). Relações entre Coparentalidade, Envolvimento Parental e Práticas Parentais de Pais e Mães de Famílias Binucleares. Estudos e Pesquisas em Psicologia, 2020, Vol. 02. doi:10.12957/epp.2020.52584 ISSN 1808-4281 (online version).</p><p>The Future of Jobs Report 2020 Published. World Economic Forum (WEF), 2020. Disponível em: https://www3.weforum.org/docs/WEF_Future_of_Jobs_2020.pdf</p><p>Yates, A., & Bruce, M. (2017). The future of career education in New Zealand secondary schools: A review of the literature. Australian Journal of Career Development, 26(2), 62–70. https://doi.org/10.1177/1038416217700421</p><p>Ciências da Natureza e suas tecnologias</p><p>SUMÁRIO</p><p>M3 - ELEMENTOS ESSENCIAIS PARA AS BOAS PRÁTICAS EM EDUCAÇÃO PARA A CARREIRA</p><p>Neste terceiro módulo da Formação em Educação para Carreira e Projetos de Vida nos Anos Finais serão abordados conteúdos que irão contribuir para as práticas dentro da Educação para a Carreira e para a construção de trajetórias de carreiras satisfatórias e eficazes.  Cada unidade corresponde a uma aula e são apresentados os materiais necessários para a sua produção, bem como a ementa e o programa. Ao final, sugerimos exercícios de fixação do conteúdo e tarefa de casa.</p><p>Unidade 1 - Suporte à Gestão do Tempo e Hábitos de Estudo</p><p>MATERIAIS PREPARATÓRIOS</p><p>Olá, professor(a), sugere-se que a atividade a seguir seja entregue aos alunos antes da realização da aula “Suporte à Gestão do Tempo e Hábitos de Estudo”.</p><p>Atividade 1</p><p>O que significa procrastinação para você</p><p>Atividade 2</p><p>Cite exemplos de situações recentes em que você percebeu que procrastinou. Como você se sentiu quando isso aconteceu?</p><p>Atividade 3</p><p>Quais estratégias você utiliza para gerir seu tempo hoje?</p><p>Atividade 4</p><p>Quais estratégias você já utilizou para gerir seu tempo no passado? Como e por que decidiu abandoná-las?</p><p>Clique no botão para baixar a atividade:</p><p>Baixar Atividade</p><p>MATERIAIS PARA PRODUÇÃO DA AULA</p><p>Perguntas norteadoras</p><p>· O que é a gestão do tempo?</p><p>· Por que é tão difícil manejar o tempo?</p><p>· O que são os ciclos da autorregulação e como utilizá-los?</p><p>Ementa da aula</p><p>Serão apresentados o conceito de gestão de tempo e as principais dificuldades para sua boa execução. A Teoria Social Cognitiva será apresentada e servirá de base para a compreensão dos ciclos virtuosos e viciosos nos processos de aprendizagem. Por fim, o modelo cíclico-interativo será apresentado como ferramenta para manejo de tempo e estabelecimento de hábitos de estudo.</p><p>O que é a gestão do tempo?</p><p>Gerir o tempo é o processo de divisão das unidades temporais de um determinado intervalo em partições, a fim de alcançar um ou mais objetivos. É parte dos processos de autorregulação, isto é, daqueles processos em que utilizamos a inibição de nossos impulsos para o alcance de recompensas maiores no futuro. Trata-se de uma prática cotidiana com a qual todos se deparam em algum grau e que se mostra positivamente relacionada ao sucesso acadêmico e profissional, à motivação intrínseca, à boa saúde mental e à satisfação com a vida.</p><p>Quando bem realizada, a gestão do tempo coloca-nos como agentes de nossa história, sendo uma prática essencial para que alcancemos nossos objetivos acadêmicos, profissionais e pessoais. Porém, é recorrente nos encontrarmos atrasados em nossos cronogramas, adiando tarefas e optando por atividades mais agradáveis e prazerosas, o que acaba resultando em uma série de emoções desagradáveis, como a culpa, a ansiedade e uma menor qualidade de produção. Para solucionarmos esse</p><p>problema, devemos primeiro compreender sua razão de ser.</p><p>Por que é tão difícil manejar o tempo?</p><p>Existem muitos fatores que contribuem para a procrastinação e a má gestão do tempo, incluindo traços de personalidade, nível de distração e agência, desorganização, controle de impulsos, qualidade do planejamento, motivação, definição de metas e fatores situacionais. Raramente encontra-se apenas um destes fatores isoladamente, pois tendem a causar ou estimular uns aos outros, gerando um efeito negativo exponencial.</p><p>Tome um momento para refletir sobre suas experiências com as questões abaixo:</p><p>Para Refletir</p><p>· Busque recordar a última tarefa que você procrastinou. Que emoção te desperta ao recordá-la? Quais emoções recorda sentir nos dias que antecederam a tarefa?</p><p>· Com a tarefa e suas emoções em mente, busque identificar quais razões - incluídas ou não na lista acima - o levaram a procrastinar.</p><p>Para compreendermos mais profundamente esses mecanismos, tomemos como ponto de partida a Teoria Social Cognitiva (TSC) de Albert Bandura. O primeiro desta teoria é o determinismo recíproco, o qual prevê a interlocução de fatores situacionais, comportamentais e cognitivos em uma tríade recíproca, isto é, onde as crenças dos indivíduos moldam seus comportamentos e o ambiente, assim como o oposto.</p><p>O segundo é o aprendizado vicário, isto é, aquele aprendizado que ocorre por meio da observação do comportamento e subsequentemente dos sucessos e fracassos dos outros. Os últimos dois pilares, profundamente entrelaçados, são a autoeficácia e a autorregulação, ou seja, a crença de um indivíduo sobre sua própria capacidade de realizar uma tarefa e sua capacidade de perceber suas forças e fraquezas e realizar planos e ações para atingir seus objetivos com base nessas informações.</p><p>Em outras palavras, para que os indivíduos sejam capazes de contornar ou compensar os fatores previamente descritos, devem primeiro aprender a regular seu processo de aprendizagem, para assim tornarem-se protagonistas de suas histórias e modificarem o ambiente a seu favor. Para tal, é importante conhecer e utilizar os ciclos da autorregulação.</p><p>O que são os ciclos da autorregulação e como utilizá-los?</p><p>Como já visto anteriormente, ao falarmos da tríade recíproca da TSC, os processos de aprendizagem para este modelo são compreendidos como uma grande teia de relações cujos nódulos são capazes de simultaneamente influenciar e ser influenciados pelos demais. Não é surpreendente, portanto, que pequenas modificações nessas tramas podem estimular, por reação em cadeia, diferentes ciclos de funcionamento. Distinguimos dois ciclos neste material: o ciclo vicioso da procrastinação e o ciclo virtuoso da autoeficácia, dois modos de operação essencialmente de um mesmo ciclo.</p><p>O ciclo vicioso da procrastinação: A falha em alcançar uma determinada tarefa (uma nota satisfatória, por exemplo) estimula uma redução na autoeficácia do indivíduo, o que leva a uma elevação da procrastinação para aquela tarefa no futuro, modificando suas estratégias comportamentais, resultando em mais falhas e recomeçando o ciclo até o eventual abandono da tarefa. Esses ciclos são bem ilustrados em estudantes que não se consideram feitos para alguma matéria, dado suas experiências negativas anteriores com elas. É importante notar que a falha em alcançar a tarefa não é necessariamente uma “falha” ou mesmo uma ação do estudante, assim como não precisa ser o início do ciclo. A aprendizagem vicária previamente mencionada faz com que a falha de outros - como um irmão ou veterano - vista pelos estudantes, ou mesmo a desvalorização do estudante - como comentários de que uma área ou profissão não se encaixam com ele - reduzem sua autoeficácia.</p><p>O ciclo virtuoso da autoeficácia: Em contraponto ao ciclo anterior, o acúmulo de sucessos, sejam eles próprios ou de outrem, estimulam uma percepção de capacidade do indivíduo e, por sequência, motivam-no a engajar-se novamente na tarefa para alcançar o sucesso. Acaba por gerar-se motivação intrínseca no indivíduo, que passa a buscar a sensação de satisfação ao conquistar seus objetivos. Claramente, buscamos mantermo-nos neste ciclo em oposição ao vicioso. Mas como podemos alcançar esse objetivo?</p><p>Modelo cíclico-interativo: Este modelo nos permite percorrer três fases de autorregulação que se influenciam sequencialmente com o objetivo de alcançarmos nossos demais objetivos pessoais, profissionais e acadêmicos. Tais fases são:  planejamento, performance e autorreflexão.</p><p>1. Planejamento:</p><p>É momento inicial de qualquer empreitada bem-sucedida, o planejamento é a fase na qual analisamos nossa tarefa, por meio de nossos objetivos e nossas estratégias para alcançá-los, assim como examinamos nossas crenças de automotivação, através de nossa motivação, expectativas e autoeficácia. O estabelecimento de objetivos deve ser realizado pela divisão de uma ou mais metas principais em objetivos menores e alcançáveis. Estes devem ser hierárquicos e ordenados, de modo que formem uma estrada de guia para o objetivo maior. Desta forma, os mecanismos de recompensa e o fortalecimento da autoeficácia operam de forma contínua e reforçadora.</p><p>O planejamento estratégico é a escolha dos meios pelos quais cada objetivo será alcançado. Essas estratégias variam de acordo com cada estudante e a natureza da tarefa, e são descobertas a partir de um processo de exploração. Alguns exemplos incluem a leitura ou escuta de um material e a esquematização ou enunciação de um conteúdo.</p><p>A avaliação da motivação também produz importantes considerações para a execução de uma tarefa e está intrinsecamente associada com a autoeficácia e as expectativas que temos.</p><p>A autoeficácia, como já discutido, refere-se a quanto sentimo-nos capazes de realizar uma tarefa, enquanto nossa expectativa refere-se a quais consequências esperamos que nosso sucesso acarrete. O balanço desses dois elementos nos fornece nossa medida de motivação.</p><p>2. Performance:</p><p>O estágio de performance envolve dois momentos distintos: o autocontrole, composto pela autoinstrução, imagem mental, foco atencional e estratégias; e a auto-observação, que contém a gravação e experimentação. A autoinstrução é o processo pelo qual o indivíduo revisa descritivamente os procedimentos para se seguir com uma tarefa, preferencialmente de forma verbal. A imagem mental consiste na imaginação ativa do cumprimento de cada etapa deste processo.</p><p>O foco atencional dá-se pela utilização de técnicas para manter a atenção na tarefa que se incorre. As técnicas podem variar entre estudantes e tarefas, mas incluem o uso de outros estímulos passivos, como a música, ou uso de atividades engajantes, como a tomada de notas essenciais.</p><p>As estratégias têm como objetivo quebrar os objetivos em suas partes mais essenciais e proporcionar maior efetividade. No caso do estudo, estas são as técnicas de estudo, como técnicas de compreensão e sumarização, que estão além do escopo desta aula.</p><p>A gravação envolve não somente a gravação em vídeo da realização de uma tarefa, mas também o uso de diários de campo. O objetivo é utilizar esses produtos para avaliação posterior, onde padrões de funcionamento podem ser reconhecidos e modificados em empreitadas futuras.</p><p>A experimentação, por fim, é utilizada quando não há possibilidade de identificar os gatilhos para comportamentos indesejados, sendo necessário o uso de experimentos para discernir estes. Um exemplo é um estudante que em certo ponto de seus estudos sente vontade de dormir por alguns minutos. Para descobrir o que causa esse desejo, pode experimentar estudar em diferentes graus de iluminação, com ou sem visão de sua cama, dentre outros.</p><p>3. Autorreflexão:</p><p>Assim como as demais fases, a autorreflexão apresenta dois momentos distintos: o autojulgamento, composto da autoavaliação e da atribuição causal; e a reação, composta de autossatisfação e adaptação-defesa. A autoavaliação trata-se simplesmente da comparação da performance do indivíduo com seu ideal ou objetivo. Para esta comparação, costumam ser utilizados quatro critérios,</p><p>a saber: maestria, performance prévia, padrão e colaboração (para empreitadas em grupo).</p><p>A atribuição causal é a atribuição da falha ou sucesso nesses autojulgamentos a questões situacionais, limites de habilidade ou esforço insuficiente. A autossatisfação trata-se do nível de satisfação com a performance obtida dada a atribuição causal. Por fim, a adaptação-defesa trata das consequências comportamentais do processo como um todo. Aqueles que optam por uma estratégia de adaptação são direcionados a novas formas de realizar a tarefa, possivelmente mais eficazes. Entretanto, as defensivas direcionam os indivíduos à evitação e procrastinação. É importante neste processo perceber quais são os fatores que levam cada indivíduo a tomar reações defensivas ao final da tarefa.</p><p>Tomando este modelo como base e aplicando-o às diferentes tarefas do cotidiano, é possível obter maior autoconhecimento e, por consequência, desenvolver melhores estratégias para seu funcionamento.</p><p>Planejamento: Estabelecer quando se irá estudar, o quanto se sabe sobre o conteúdo, o quanto se gosta do conteúdo e quantas secções dele serão abarcadas.</p><p>Performance: Descrever os passos da sessão de estudo e imaginar sua realização; minimizar distrações e deixar os materiais necessários próximos; prestar atenção nos gatilhos que surgem durante o estudo que levam à procrastinação e experimentar sua remoção.</p><p>Autorreflexão: Avaliar o quanto foi estudado com base nas expectativas e identificar quais as dificuldades no processo; avaliar a satisfação com este resultado e a estratégia para a próxima sessão.</p><p>Durante este processo, inúmeras questões podem causar uma disrupção no estudo, e o processo de autorregulação incentiva que os estudantes experimentem novas estratégias e dividam experiências entre si, assim como recebam relatos de seus mestres. As estratégias para remediar são, da mesma forma, inúmeras, mas darei um exemplo breve. A falta de motivação percebida na primeira etapa pode significar que a nota pareça inalcançável (baixa autoeficácia) ou desinteressante para este estudante. A introdução de uma recompensa externa, como um presente ou passeio, pode elevar a motivação do estudante. Da mesma forma, a falta de motivação pode se dar pelo estabelecimento do horário de estudo após o almoço, quando este estudante se sente cansado.</p><p>EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO DO CONTEÚDO  PARA FAZER EM SEU DIÁRIO DE BORDO</p><p>Atividade 1</p><p>Quais são as principais consequências de uma má gestão do tempo?</p><p>Atividade 2</p><p>Quais são os pilares da Teoria Social Cognitiva e como se relacionam com a procrastinação?</p><p>Atividade 3</p><p>Explique de que forma operam os ciclos da autoeficácia e como é possível alcançar a autorregulação do comportamento.</p><p>Clique no botão para baixar a atividade:</p><p>Baixar Atividade</p><p>TAREFA DE CASA</p><p>Professor(a), esta atividade deve ser realizada como tarefa de casa para que vocês possam refletir sobre seus próprios hábitos de manejo do tempo e estudo.</p><p>Para as questões a seguir, escolha uma tarefa que você necessita realizar durante a próxima semana. Preferencialmente, escolha uma que não tenha vontade de realizar ou que já se encontra na sua lista de afazeres há um tempo.</p><p>Atividade 1</p><p>Realize os procedimentos do modelo cíclico interativo no planejamento, realização e avaliação de sua tarefa. Descreva como foi este processo.</p><p>Atividade 2</p><p>Qual foi sua maior dificuldade neste processo? Quais estratégias novas poderiam experimentar neste processo?</p><p>Atividade 3</p><p>Converse com seus colegas ou demais pessoas sobre essas dificuldades e busque descobrir suas estratégias. Anote ao menos cinco aqui.</p><p>Clique no botão para baixar a atividade:</p><p>Baixar Atividade</p><p>Unidade 2 - O que é a Educação Financeira e por que é Importante Pensar sobre Planejamento Financeiro?</p><p>MATERIAIS PREPARATÓRIOS</p><p>Olá, professor(a), sugere-se que a tarefa a seguir seja entregue aos alunos antes da realização da aula “O que é a Educação Financeira e por que é importante pensar sobre planejamento financeiro?”.</p><p>A partir de uma escala de 0 a 10, marque o número que melhor quantifica o que é solicitado:</p><p>Atividade 1</p><p>Quão bem você organiza o dinheiro que recebe (presentes, mesadas etc.)?</p><p>Atividade 2</p><p>Quão bem você acha que sua família organiza o dinheiro que recebe?</p><p>Atividade 3</p><p>Quanto você acredita que organizando bem o dinheiro é possível atingir objetivos (comprar alguma coisa cara, viajar, fazer festas etc.)?</p><p>Atividade 4</p><p>Quanto você sabe sobre “Investimentos”?</p><p>Atividade 5</p><p>Qual seu nível de interesse em aprender sobre dinheiro?</p><p>Agora responda às perguntas abaixo a partir do que você conhece:</p><p>Atividade 6</p><p>O que você entende por “Educação Financeira”?</p><p>Atividade 7</p><p>O que significa “Planejamento Financeiro” para você?</p><p>Depois de responder às questões acima, recomendamos assistir à sequência de vídeos intitulada “Sicredi e Turma da Mônica: Educação Financeira” no Youtube.</p><p>Assista ao primeiro vídeo da sequência, logo abaixo, e para ver os outros quatro episódios, acesse diretamente no Youtube.</p><p>Vídeo: https://youtu.be/eLEhKXwv37Y</p><p>Atividade 8</p><p>A partir do conteúdo dos vídeos, quais novas informações você obteve sobre a Educação Financeira?</p><p>Clique no botão para baixar a atividade:</p><p>Baixar Atividade</p><p>MATERIAIS PARA PRODUÇÃO DA AULA</p><p>Perguntas norteadoras</p><p>· O que é a Educação Financeira?</p><p>· Por que é importante pensar sobre Educação Financeira?</p><p>· Por que e como fazer o seu planejamento financeiro?</p><p>Ementa da Aula</p><p>Serão compartilhados aqui o conhecimento básico e tarefas práticas sobre a Educação Financeira (EF). Iremos apresentar a importância desse conteúdo para o ambiente escolar, para o desenvolvimento de estudantes e ações para o exercício da cidadania a ser desempenhado pelos jovens.</p><p>O que é a Educação Financeira (EF)?</p><p>Atualmente, no Brasil, temos que 74% dos brasileiros estão endividados, o que denota a aparente dificuldade da população brasileira em gerir a própria vida financeira. Tomamos decisões financeiras a todo momento como, por exemplo, ao fazer a lista do supermercado - quando a fazemos; na relação com nosso cônjuge, quando nos convidam para ir a uma festa ou barzinho. A nossa relação com o dinheiro está implícita e explicitamente relacionada às decisões de vida.</p><p>A maneira pela qual lidamos efetivamente com o dinheiro é aprendida no decorrer da vida real, o que muitas vezes acontece de forma diferente para cada pessoa e em um momento particular do desenvolvimento de cada um. Investimentos, aposentadoria, parcelamento, dívidas, diferentes formas de pagamentos, cartões bancários e negociações são exemplos de assuntos que podem estar presentes no contexto de crianças e adolescentes, mas que podem não ser muito bem compreendidos por eles.</p><p>Parece haver uma preocupação muito grande em entender quando e como transmitir o conhecimento financeiro e sua real aplicabilidade para o universo de crianças e adolescentes. Com o intuito de compartilhar um bom entendimento sobre a formação financeira para a população brasileira, em 2010, foi instaurada a Estratégia Nacional de Educação Financeira (ENEF), que aborda a Educação Financeira (EF) dentro do ambiente escolar. A partir dessa ideia, o objetivo é transmitir, de forma simplificada e compreensível, o entendimento das atividades financeiras, a fim de promover a conscientização de uma sociedade financeiramente saudável.</p><p>Para entendermos o conceito de EF, podemos pensar que é o processo de aprendizagem relacionado às finanças pessoais. Compreender o funcionamento de diferentes meios de pagamentos, o funcionamento de instituições bancárias e seus produtos (cartões de crédito e outras funções), a função do Banco Central, sobre endividamento, negociações de dívidas, financiamento, dentre outros processos e atividades financeiras.</p><p>A iniciativa da criação da Estratégia Nacional de Educação Financeira (ENEF), em 2010, sob o Decreto 7397/2010, publicado no Diário Oficial da União de 22 de dezembro de 2010, foi o movimento mais consistente voltado à estruturação do suporte à população se tratando da EF, o qual ganhou repercussão no contexto escolar. Sobre o conceito oficial</p><p>parametrizado pela ENEF, temos que:</p><p>Educação Financeira é o processo mediante o qual os indivíduos e as sociedades melhoram a sua compreensão em relação aos conceitos e produtos financeiros, de maneira que, com informação, formação e orientação, possam desenvolver os valores e as competências necessárias para se tornarem mais conscientes das oportunidades e riscos neles envolvidos e, então, poderem fazer escolhas bem-informadas, saber onde procurar ajuda e adotar outras ações que melhorem o seu bem-estar. Assim, podem contribuir de modo mais consistente para a formação de indivíduos e sociedades responsáveis, comprometidos com o futuro. (OCDE, 2005)</p><p>A partir do conhecimento supracitado, espera-se que as pessoas saibam lidar com o dinheiro de uma forma saudável, ou seja, que consigam tomar decisões assertivas quanto ao uso do dinheiro, de forma a evitar o endividamento. Desta forma, a expectativa está também relacionada à aquisição e utilização de uma visão crítica sobre o uso do dinheiro.</p><p>Estratégia Para Inserir Conteúdo No Currículo Escolar | Disciplina de Matemática</p><p>Podemos pensar na inserção de conteúdo sobre Educação Financeira na disciplina de matemática em forma de uma tarefa com as seguintes etapas:</p><p>· A partir da premissa de que a turma já está consciente sobre o conceito de Educação Financeira, pede-se que, individualmente, peguem uma folha de papel e anotem um valor de entrada (recebimento de uma mesada de R$50,00, por exemplo).</p><p>Observação</p><p>Associar os valores propostos de acordo com a realidade socioeconômica da turma.</p><p>· Pedir para que cada aluno destine uma quantidade de dinheiro para cada área, sendo elas: educação, saúde e lazer, por exemplo. Dependendo do nível de conhecimento da turma em questão, pode ser solicitada a conversão para porcentagem dos valores destinados para cada área da vida.</p><p>· Solicitar que conversem em pequenos grupos sobre como foi escolher a quantidade de dinheiro destinada para cada parte da vida de cada um e compartilhar suas escolhas. Nesse momento, o(a) professor(a) pode destinar um tempo para escutar, observar e complementar as discussões nos pequenos grupos.</p><p>Estratégia Para Inserir Conteúdo no Currículo Escolar | Comum a Todas as Disciplinas</p><p>A seguir, será proposta uma tarefa que buscará conscientizar o aluno a saber quanto custa um dia de sua vida. Para tanto, as etapas da tarefa serão detalhadas abaixo:</p><p>· Pedir para que cada aluno faça uma lista de coisas das quais eles usufruem no dia que custam dinheiro. Podem ser divididas em áreas como saúde, educação e lazer, por exemplo.</p><p>Observação</p><p>Caso os alunos não tenham papel financeiro ativo, utilizar algum familiar de modelo para o exercício.</p><p>· Ao lado de cada ação (ou item), indicar o valor que foi gasto (pode ser o valor aproximado).</p><p>· Identificar quais custos são fixos (toda semana ou mês aquele valor é obrigatoriamente cobrado) e quais são variáveis (gastos que não são semanais ou mensais; que acontecem eventualmente).</p><p>· A partir dos itens e valores listados, somar os gastos diários.</p><p>· Depois, com os resultados, podem ser discutidos em pequenos grupos os números alcançados na atividade de cada aluno. A fim de fomentar uma breve reflexão, faça perguntas como: “Os gastos listados são realmente importantes (ou essenciais) para sua sobrevivência diária?”, “Qual área de sua vida está sendo financeiramente priorizada?”, “Quais são as consequências financeiras que terão se os gastos continuarem ou aumentarem para os itens que vocês listaram?”, dentre outras.</p><p>· Após o momento de reflexão, podem ser questionados se destinariam maior quantidade de dinheiro em um gasto diferente, se fariam alguma alteração em suas prioridades etc.</p><p>Ao final do exercício podem ser salientados a importância e o cuidado sobre nossa relação com o dinheiro, que nossas decisões financeiras no momento presente causam impacto em nosso futuro e, consequentemente, em nossos planos e objetivos de vida, caso não nos planejemos.</p><p>EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO DO CONTEÚDO</p><p>Professor(a), ao final desta aula, aplique as seguintes questões aos alunos para estimular o aprendizado do conteúdo.</p><p>Atividade 1</p><p>O que é Educação Financeira?</p><p>Atividade 2</p><p>Para que serve o Planejamento Financeiro? Cite pelo menos 2 exemplos.</p><p>Atividade 3</p><p>Qual seria o principal objetivo financeiro que faria você começar a guardar dinheiro hoje? Justifique.</p><p>Acesse o botão para baixar a atividade:</p><p>Acessar Atividade</p><p>TAREFA DE CASA</p><p>Essa atividade deve ser realizada como tarefa de casa para que vocês possam refletir sobre “O que é a Educação Financeira e por que é importante pensar sobre planejamento financeiro”.</p><p>Acesse a planilha de controle financeiro pessoal, disponibilizada pela Mobills, por meio do link:</p><p>https://www.mobills.com.br/blog/wp-content/uploads/2021/04/Planilha_BMeFBovespa_OrcamentoPessoalEdu.xls</p><p>Faça o download da planilha em formato de Excel e realize o preenchimento. A partir desse controle, você terá uma visão ampla de sua situação financeira atual. O propósito do exercício é persistir no preenchimento das suas informações para que este hábito faça parte da sua rotina e, desta forma, você tenha maior consciência do uso do dinheiro em sua vida.</p><p>Após concluir o preenchimento, responda às seguintes questões:</p><p>Atividade 1</p><p>Como você descreveria sua vida financeira?</p><p>Atividade 2</p><p>Quais aspectos da sua vida financeira você considera satisfatórios?</p><p>Atividade 3</p><p>Quais aspectos da sua vida financeira você percebe que precisam ser modificados? Como você pode fazer para modificá-los?</p><p>Acesse o botão para baixar a atividade:</p><p>Acessar Atividade</p><p>DICA</p><p>Você pode utilizar estratégias de planejamento apresentadas em outros capítulos para ajudar a traçar uma estratégia de mudança.</p><p>SAIBA MAIS</p><p>Para saber mais sobre Educação Financeira na Escola, inscreva-se na formação online disponibilizada pelo Ministério da Educação (MEC) em parceria com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM)</p><p>http://www.edufinanceiranaescola.gov.br/</p><p>Unidade 3 - A Escolha de Empreender</p><p>MATERIAIS PREPARATÓRIOS</p><p>Olá, professor(a), sugere-se que seja entregue a atividade a seguir aos alunos antes da realização da aula “Empreender como escolha”.</p><p>Atividade 1</p><p>Cite dois empreendedores que você admire e liste as principais características e comportamentos que você observa nessa pessoa.</p><p>Atividade 2</p><p>Quais as semelhanças e diferenças dessas pessoas?</p><p>Atividade 3</p><p>Você já pensou em empreender? Explique.</p><p>Clique no botão para baixar a atividade:</p><p>Baixar Atividade</p><p>MATERIAIS PARA PRODUÇÃO DA AULA</p><p>Perguntas norteadoras</p><p>· O que é empreendedorismo?</p><p>· Quais são as características, motivações e comportamentos do empreendedor?</p><p>· Como a educação para a carreira pode ajudar a refletir sobre o empreendedorismo como escolha?</p><p>Ementa da aula</p><p>O que é empreendedorismo; quem é o empreendedor; a importância da educação para a carreira relacionada ao empreendedorismo como escolha.</p><p>O empreendedorismo</p><p>A imprevisibilidade que caracteriza o mundo do trabalho contemporâneo faz com que os profissionais passem a adotar menos as trajetórias lineares de carreiras e experiências corporativas, abrindo espaço para novas possibilidades, como a de carreira empreendedora. O mercado de trabalho tem apresentado uma diminuição dos empregos estáveis e seguros, fator que tem estimulado os trabalhadores a pensar sobre suas carreiras a partir de alternativas em que a empresa não é mais a única referência, mas que possa considerar as oportunidades oferecidas pelo mercado, como base para seu posicionamento profissional e construção de futuro. Assim, o empreendedorismo surge como alternativa para a busca de novas direções e novas conquistas.</p><p>O termo empreendedor tem sua origem no século XIV, advindo de entrepreneur, que significava "aquele que assume riscos e está à frente de uma produção inédita''. Enquanto conceito, pode ser utilizado para descrever a atividade de profissionais que buscam gerar valor para a sociedade por meio da criação ou expansão de alguma atividade econômica, identificando e explorando novos produtos, processos e mercados.</p><p>Segundo a pesquisa do Global</p><p>Entrepreneurship Monitor [GEM] (2020/2021), um ponto em comum aos empreendedores é que todos tomam a decisão de iniciar um negócio ou de assumir um negócio de outra pessoa. Essa decisão geralmente é influenciada por uma série de fatores pessoais como a capacidade de detectar oportunidades; a atitude para com correr riscos; ambições individuais, objetivos e níveis de autoconfiança; bem como acesso a recursos, incluindo apoio social e familiar.</p><p>Para muitos autores, o ato de empreender se caracteriza pela capacidade de identificação de oportunidades e criação de ideias inovadoras, mesmo em condições de incerteza e com riscos envolvidos.  Os empreendedores veem na mudança uma regra, visto que a inovação sistemática é vista como característica essencial do espírito e perfil empreendedor.</p><p>O empreendedorismo é um fenômeno bastante complexo, influenciado por aspectos sociais, culturais, econômicos e tecnológicos, que pode ser entendido por diferentes correntes. Por uma perspectiva da economia, o empreendedor impulsiona o sistema econômico e visualiza novos negócios e oportunidades. Nessa visão, empreender refere-se à capacidade de inovar, podendo estar relacionado à novos bens, novos métodos de produção ou comercialização de bens, descoberta de novas fontes de suprimentos, matérias-primas e desenvolvimento de novas formas de organização.</p><p>Já a partir de uma perspectiva psicológica, pode-se identificar três linhas de pensamento para compreender o empreendedor:</p><p>· Foco na personalidade: dando ênfase aos atributos pessoais e individuais que predispõem a pessoa a empreender;</p><p>· Foco na motivação: dando ênfase nos fatores que levam os indivíduos a empreenderem; e</p><p>· Foco no comportamento: dando ênfase nas respostas observáveis e na compreensão das ações associadas ao sucesso do negócio.</p><p>Quem é o(a) empreendedor(a)?</p><p>Na perspectiva dos traços de personalidade, a literatura científica indica que características como extroversão, conscienciosidade e socialização seriam as de maior tendência para indivíduos que desejam empreender. No entanto, cabe apontar que não há consenso sobre os traços apontados e a ideia de características inatas já não faz mais sentido.</p><p>No que tange à motivação para se desenhar uma trajetória empreendedora, é possível perceber diferentes fatores. Por exemplo, pode-se entender o empreendedorismo a partir de dois tipos: empreendedorismo de oportunidade e de necessidade. O empreendedorismo de oportunidade diz respeito ao empreendedor que possui características visionárias, objetivos claros e desenvolve seu negócio com planejamento prévio, objetivando a geração de lucros, empregos e riquezas.  Pode-se pensar que esse tipo de empreendedorismo é centrado em questões oriundas do sistema capitalista em que estamos inseridos.</p><p>O segundo tipo de empreendedorismo é o de necessidade, em que o empreendedor toma a decisão de possuir seu próprio negócio motivado pela falta de opção e alternativas junto ao mercado de trabalho.  Vale ressaltar que, na atualidade, essa definição está diretamente ligada ao momento da economia do país, com altas taxas de desemprego crescente e falta de incentivos por parte do governo, fazendo com que muitas pessoas economicamente ativas busquem uma alternativa para o seu sustento pessoal.</p><p>É possível apontar diferentes motivos que levam o indivíduo a empreender:</p><p>· Modo de vida: pessoas que buscam independência e desejam ganhar a vida a partir de suas possibilidades e de seus valores pessoais;</p><p>· Crescimento: indivíduos que têm como objetivo a ascensão e status, por meio da criação e do crescimento agressivo de múltiplos novos negócios (até mesmo incorporações de outros);</p><p>· Inovação: pessoas que são guiadas pelo desejo de criar ou mudar algo, seja no setor privado, público ou terceiro setor. Aqui são incluídos os empreendedores tecnológicos e sociais.</p><p>Atualmente, a tendência para a compreensão de quem é o empreendedor encontra-se no foco dos comportamentos influenciados, principalmente, pela necessidade de realização. Salienta-se que o ato de empreender está atrelado a comportamentos, como:  tomar iniciativa, organizar e reorganizar mecanismos sociais e econômicos, a fim de transformar recursos e situações para proveito prático, assim como aceitar o risco e o fracasso. Ou, ainda:</p><p>· Buscar novas oportunidades e formas de se beneficiar a partir da mudança e ruptura;</p><p>· Perseguir oportunidades com disciplina e foco em número limitado de projetos, e não seguir diversas opções de forma oportunista;</p><p>· Voltar-se para ação e execução;</p><p>· Envolver e ativar a rede de relacionamentos.</p><p>Um importante autor nesse sentido foi o psicólogo David McClelland, que enfatizou que os empreendedores têm alta necessidade de realização, expressa por um conjunto de características psicológicas, como atitudes, valores e comportamentos. Nos anos 80, McClelland realizou uma pesquisa em 34 países para identificar uma série de características do comportamento empreendedor, classificadas em um conjunto de comportamentos específicos: conjunto de realização (busca de oportunidades e iniciativa, persistência, correr riscos calculados, exigência de qualidade e eficiência, e comprometimento); conjunto de poder (independência e autoconfiança, persuasão e rede de contatos) e conjunto de planejamento (busca de informações, estabelecimento de metas, planejamento e monitoramento sistemáticos).</p><p>A seguir, serão descritas cada uma das características comportamentais empreendedoras:</p><p>Tais comportamentos podem resultar de traços de personalidade, porém, treinamento, prática e experiência podem influenciá-los. Assim, o empreendedorismo não é um traço inerente, mas pode ser desenvolvido.</p><p>Também ganha força a ideia de que o contexto influencia o comportamento empreendedor, à medida que é preciso dar atenção para as condições sociais, históricas, políticas e econômicas. Um ponto importante a ser considerado é a crescente precarização do trabalho, devido à instabilidade do mercado, que acarreta reduções nos postos de trabalho. Exemplo dessa precarização são os trabalhadores terceirizados e informais. Assim, alguns indivíduos podem buscar o empreendedorismo por necessidade.</p><p>O empreendedorismo, a escolha e a educação para a carreira</p><p>O empreendedorismo, no contexto brasileiro, vem mostrando evolução e aperfeiçoamento. Muitos jovens estão preferindo dedicar-se à realização de um projeto pessoal, em detrimento de uma carreira mais tradicional. Por isso, a relação entre educação e empreendedorismo, mesmo sendo complexa, é muito necessária. Apesar de muitas escolas e universidades terem aulas ou cursos sobre empreendedorismo, o aprendizado do aluno ainda está bastante baseado nas necessidades de emprego e na aquisição de conhecimentos, e não de habilidades práticas. O tipo de educação e experiências profissionais prévias exercem influência nos comportamentos empreendedores dos indivíduos.</p><p>A sala de aula, nesse sentido, é um importante espaço para a reflexão e consciência sobre si e sobre as expectativas relacionadas ao seu futuro trabalho. Professores e comunidade escolar podem auxiliar o estudante a se conhecer melhor, a explorar seus valores pessoais, habilidades, a vida que desejam construir, bem como a saber buscar informações sobre o mercado de trabalho e compreender melhor as suas escolhas, motivações e contexto para a tomada de decisão. Assim, a carreira empreendedora pode ser uma das possibilidades a ser explorada e investigada pelo aluno.</p><p>Também se enfatiza a importância do desenvolvimento e estímulo de competências consideradas fundamentais para o mercado de trabalho e para o próprio empreendedorismo. Estimular estratégias de aprendizagem com o objetivo de aprimorar comportamentos como os mencionados pelo psicólogo David McClelland podem ser ações consideradas na grade curricular.</p><p>SAIBA MAIS</p><p>EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO DO CONTEÚDO</p><p>Professor(a), ao final desta aula, aplique as seguintes questões aos alunos para estimular o aprendizado do conteúdo.</p><p>Atividade 1</p><p>O que é empreendedorismo?</p><p>Atividade 2</p><p>Classifique a que conjunto</p><p>de comportamento pertence cada uma das características comportamentais dos empreendedores abaixo:</p><p>· Busca de oportunidades e iniciativa;</p><p>· Estabelecimento de metas;</p><p>· Persistência;</p><p>· Correr riscos calculados;</p><p>· Exigência de qualidade e eficiência;</p><p>· Comprometimento;</p><p>· Busca de informações;</p><p>· Independência e autoconfiança;</p><p>· Persuasão e rede de contatos;</p><p>· Planejamento e monitoramento sistemáticos.</p><p>A. Conjunto de realização</p><p>B. Conjunto de poder</p><p>C. Conjunto de planejamento</p><p>Acesse o botão para baixar a atividade:</p><p>Acessar Atividade</p><p>TAREFA DE CASA</p><p>Professor(a), entregue essa atividade para os alunos realizarem como tarefa de casa e refletirem sobre conteúdos que precisam ser considerados ao pensarem sobre uma carreira empreendedora.</p><p>Reflita sobre as diferentes experiências da sua vida até hoje. Podem ser experiências dos mais variados contextos: escola, família, lazer etc. Reflita, também, sobre aquelas que em sua opinião podem representar cada um dos comportamentos empreendedores abaixo. Para cada uma, questione-se e descreva porque você entende que essa experiência pode estar relacionada a essa característica e como você se sentiu em relação a ela.</p><p>Atividade 1</p><p>Busca de oportunidades e iniciativa</p><p>Atividade 2</p><p>Estabelecimento de metas</p><p>Atividade 3</p><p>Persistência</p><p>Atividade 4</p><p>Correr riscos calculados</p><p>Atividade 5</p><p>Exigência de qualidade e eficiência</p><p>Atividade 6</p><p>Comprometimento</p><p>Atividade 7</p><p>Busca de informações</p><p>Atividade 8</p><p>Independência e autoconfiança</p><p>Atividade 9</p><p>Persuasão e rede de contatos</p><p>Atividade 10</p><p>Planejamento e monitoramento sistemáticos</p><p>Clique no botão para baixar a atividade:</p><p>Baixar Atividade</p><p>Unidade 4 -  Elementos para uma Educação para a Carreira Transformadora</p><p>MATERIAIS PREPARATÓRIOS</p><p>Olá, professor(a), sugere-se que seja entregue a atividade a seguir aos alunos antes da realização da aula “Elementos para uma Educação para a Carreira Transformadora”.</p><p>Escute o episódio 20 do GEDCast: Descobrindo Carreiras, intitulado “Trabalho Decente e a Psicologia do Trabalhar”:</p><p>https://open.spotify.com/episode/5cU8eVS9spHGaLMLX9G6Ln?si=c81a306d6dd4417e.</p><p>Depois de escutar, responda às seguintes questões em seu Diário de Bordo:</p><p>Atividade 1</p><p>Como você descreveria a Psicologia do Trabalhar?</p><p>Atividade 2</p><p>O que você entende por trabalho decente?</p><p>Atividade 3</p><p>Como é possível durante a escola preparar os estudantes para buscarem um trabalho decente?</p><p>Clique no botão para baixar a atividade:</p><p>Baixar Atividade</p><p>MATERIAIS PARA PRODUÇÃO DA AULA</p><p>Perguntas norteadoras</p><p>· O que é a Teoria da Psicologia do Trabalhar?</p><p>· Quais são os pressupostos da Teoria da Psicologia do Trabalhar?</p><p>· O que é o senso de agência?</p><p>· Que características precisam estar presentes para que o senso de agência possa ser desenvolvido?</p><p>Ementa da aula</p><p>Trabalhar em um contexto de mudanças; a Teoria da Psicologia do Trabalhar; a Teoria da Psicologia do Trabalhar aplicada à educação para a carreira; consciência crítica e volição.</p><p>Ao longo das unidades anteriores buscamos demonstrar porque a educação para a carreira desempenha um papel único e relevante no desenvolvimento de competências essenciais para construir a carreira em um mundo do trabalho caracterizado por crescente desigualdade, mudanças massivas e um senso de cooperação diminuído em muitas comunidades.</p><p>Nesta unidade, apresentaremos as recomendações da Teoria da Psicologia do Trabalhar para a elaboração de programas de educação para a carreira realmente transformadores.</p><p>A Teoria da Psicologia do Trabalhar (TPT)</p><p>Já mencionamos em outros capítulos o quanto a imprevisibilidade e a mudança são marcas registradas do mercado de trabalho atual. Viver em um contexto como esse pode levar as pessoas a sentirem que não são capazes de tomar decisões e conduzir suas vidas de acordo com elas, especialmente no que tange ao trabalho. Embora muitos dos trabalhos disponíveis hoje possam, até certo ponto, suprir a necessidade humana de sobrevivência, tem sido difícil para muitas pessoas encontrar um trabalho que atenda às necessidades de relacionamento e autodeterminação.</p><p>A Teoria da Psicologia do Trabalhar propõe que tanto as características e recursos individuais quanto as características do contexto social, econômico, político e cultural em que eles estão inseridos são importantes para a satisfação de suas necessidades humanas básicas, mas principalmente para a construção de sua identidade, compreensão sobre o que é trabalhar e construção de suas carreiras.</p><p>Diferentemente do que propõem outras teorias, esta defende que para transformar a realidade é fundamental que os indivíduos desenvolvam um senso de agência individual e coletiva, que promova mudanças em suas próprias vidas e na sociedade. Além disso, a TPT tem os seguintes pressupostos:</p><p>· O trabalho é um aspecto essencial do funcionamento humano positivo: O acesso ao trabalho decente, digno e estável pode ser entendido como um direito humano básico e como elemento que possibilita a qualquer pessoa sobreviver, se conectar com outras pessoas e com o mundo social mais amplo, além de construir uma vida com significado e propósito</p><p>· O trabalho é inseparável do contexto do trabalhador: A formação cultural, o contexto familiar e as identidades sociais dos indivíduos (por exemplo: raça, gênero e classe social) influenciam sua experiência em seu ambiente de trabalho e vice-versa. Portanto, é fundamental compreender as disparidades no acesso ao trabalho decente em diferentes contextos.</p><p>· O termo trabalho não descreve apenas as atividades remuneradas: A definição de trabalho proposta pela teoria foi expandida para incluir o trabalho não remunerado (por exemplo, o trabalho de cuidado).</p><p>A Teoria da Psicologia do Trabalhar aplicada à educação para a carreira</p><p>De maneira geral, as intervenções em carreira realizadas no contexto escolar têm se mostrado eficazes em ajudar adolescentes nas tomadas de decisão relacionadas à carreira e em fornecer conhecimentos e experiências relevantes para a transição da escola para um trabalho decente. Contudo, para que sejam capazes de transformar a realidade, é importante que promovam características e competências que favoreçam o senso de agência dos indivíduos, que os capacitem a planejar e desenvolver suas vidas profissionais, que ofereçam recursos para resistir ao impacto negativo das barreiras sociais e que promovam a responsabilidade social entre todos os jovens.</p><p>A relevância de estruturar um programa de educação para a carreira desta forma reside no reconhecimento da crescente divisão social, desigualdade e injustiça em todo o mundo e na necessidade de que todos os jovens se tornem agentes capazes de construir ativamente os contextos sociais que impactam suas vidas e seus próprios percursos de trabalho.</p><p>Senso de Agência: diz respeito à capacidade de compreender o contexto e de, intencionalmente, realizar ações que auxiliam o indivíduo a alcançar seus objetivos. O senso de agência fica evidente, por exemplo, quando um adolescente percebe que não utiliza ou utiliza mal as técnicas de estudo e que isso pode representar um empecilho para a aprovação em uma prova. Por esse motivo, passa a dedicar tempo e energia para aprender novas técnicas de estudos capazes de assegurar um desempenho satisfatório na avaliação. Para que o senso de agência possa ser manifesto, outras características são necessárias:</p><p>· Consciência crítica e ação crítica;</p><p>· Volição no trabalho e adaptabilidade;</p><p>· Suporte relacional e contribuição social.</p><p>Cada uma delas será descrita detalhadamente, a seguir.</p><p>Consciência crítica e ação crítica</p><p>Diz respeito à capacidade de analisar criticamente e desafiar as condições sociais que contribuem para a desigualdade educacional, econômica e social. Tal capacidade permite que os indivíduos e grupos compreendam a origem das desigualdades, desenvolvam um senso de comunidade e solidariedade e encontrem a motivação e a prontidão para se engajar em ações capazes de mudar as condições sociais. Possibilita ainda que pessoas que foram marginalizadas rejeitem estereótipos e que não se considerem as únicas responsáveis pelos</p><p>desafios que enfrentam.</p><p>Pesquisas recentes indicam que a consciência crítica contribui para o progresso do desenvolvimento adaptativo, desenvolvimento acadêmico, vocacional (especialmente entre jovens carentes) e profissional. Sugerem também que quando compreendem as raízes das diferentes condições sociais, os jovens tendem a ser mais propensos a questionar os estereótipos e assumir responsabilidades na construção de uma sociedade justa e tolerante à diversidade.</p><p>Estudos têm demonstrado que a consciência crítica tem relação com o propósito em jovens. Além disso, evidenciam que os benefícios do propósito são significativos na promoção do bem-estar para aqueles que vivenciaram as adversidades do trauma e pobreza; para o desempenho acadêmico; saúde física e bem-estar psicológico de adolescentes em diversos ambientes. O propósito pode dar um sentido às atividades realizadas, além de promover o envolvimento cognitivo, emocional e comportamental na escola e no trabalho. Há evidências também de que para muitos jovens, ter um propósito também serve como amortecedor do estresse que sentem para competir, alcançar sucesso e se destacar nos ambientes acadêmicos, sociais e de trabalho competitivos.</p><p>Volição no Trabalho</p><p>O trabalho tem o potencial de atender às necessidades de sobrevivência, relacionamento e autodeterminação dos indivíduos, o que pode resultar em uma percepção mais elevada de sentido e satisfação com a função que desempenha. Para que isso ocorra, no entanto, é fundamental que o indivíduo possa escolher o trabalho que deseja realizar. Isso nem sempre acontece com pessoas que têm uma gama limitada de opções e, como possível consequência, assumem ocupações que não correspondem às suas preferências pessoais.</p><p>Em situações como essa, a adaptação da pessoa com o ambiente de trabalho tende a ser ruim e a levar à insatisfação com o trabalho, à falta de comprometimento organizacional e à intenção de deixar o trabalho. A volição no trabalho diz respeito ao poder de escolher ou determinar qual trabalho o indivíduo gostaria de ter, apesar das restrições e barreiras que se apresentem.</p><p>Adaptabilidade de Carreira</p><p>Demonstra a prontidão e os recursos que as pessoas têm para lidar com as diferentes tarefas de desenvolvimento vocacional. É composta por quatro elementos: a preocupação com o futuro profissional; o controle da própria vida e do ambiente; a curiosidade sobre si e em relação às oportunidades profissionais; a confiança em ser capaz de realizar tarefas vocacionais e superar obstáculos que possam surgir.</p><p>No mundo do trabalho em constante evolução, a adaptabilidade é uma característica importante, uma vez que está relacionada à autoeficácia de decisão de carreira em estudantes, em profissionais desempregados que buscam trabalho ou adultos empregados que buscam níveis mais elevados de realização no trabalho. Pesquisas demonstram ainda que ter preocupação, controle, curiosidade e confiança sobre a carreira pode promover atitudes positivas em relação à carreira atual e futura.</p><p>A volição no trabalho e a adaptabilidade de carreira facilitam a ação motivacional para resolver tarefas de desenvolvimento e contextuais, como preparar-se para o futuro, definir metas, explorar a si mesmo e os ambientes, bem como desenvolver autoeficácia em diferentes atividades. Desta forma, são capazes de promover a iniciativa e persistência necessárias para que os jovens consigam alcançar seus objetivos. Além disso, fornecem a eles o senso de propósito e iniciativa para agir contra instituições e políticas que restringem o acesso a um trabalho decente e digno.</p><p>Suporte Relacional e Contribuição Social</p><p>Dizem respeito ao apoio relacional e à contribuição social que se manifestam em ações de colaboração, organização da comunidade e apoio social por meio das quais os indivíduos sentem-se acompanhados e “nutridos”. Pesquisas demonstram que essas ações estão relacionadas ao progresso no desenvolvimento de carreira, à maior capacidade de gerenciar estressores - como o desemprego - e à maior capacidade de mobilizar mudanças sociais na comunidade em que os indivíduos estão inseridos, mas também em diferentes contextos de trabalho.</p><p>O suporte relacional e a contribuição social se fazem extremamente importantes, uma vez que as pessoas, especialmente os jovens, tendem a ter dificuldade em se envolver em esforços de mudança sistêmica sozinhos. Isso ressalta a importância dos relacionamentos como fonte de apoio emocional e instrumental. Além disso, o apoio mais amplo da comunidade é um ingrediente essencial na criação de mudanças sociais.</p><p>Alguns exemplos de atividades que podem ser realizadas com os estudantes:</p><p>· Análise de filmes, livros e música, além de exemplos de experiências dos estudantes na escola e em suas comunidades trazidos por eles mesmos. O diálogo aberto entre alunos e adultos sobre a natureza de seus problemas, suas raízes e possíveis soluções constrói uma base para a responsabilidade social, além da motivação para a elaboração de planos de ação para enfrentá-los (consciência crítica e ação crítica).</p><p>· Um senso de identidade coletiva que apoia a ação em grupo pode ser estimulado à medida que os alunos compartilham as próprias histórias, juntamente com artefatos pessoais ou culturais, fotografias ou trabalhos de arte que desafiam estereótipos negativos e destacam os pontos fortes individuais e da comunidade. Os alunos podem ser auxiliados na formação de uma identidade coletiva entre diversos grupos, reconhecendo o que eles têm em comum, enquanto também aprendem a apreciar o que é único em suas experiências e os fatores históricos e sociais que fundamentam desafios de cada um (consciência crítica).</p><p>· A pesquisa-ação participativa é um método sistemático e cíclico de levantamento de informações e planejamento, onde os pesquisadores (grupo e/ou comunidade) entram em campo, observam, avaliam e refletem antes de planejar os próximos passos de um projeto. Pode começar com os jovens identificando um problema ou questão que desejam abordar para então percorrer os processos de pesquisa e ação, com orientação dos educadores. Esta estratégia pode ser aplicada para estimular os alunos a transformarem as reflexões proporcionadas pelo exercício da consciência crítica em motivação para elaborar e implementar um plano de ação social (volição e adaptabilidade). Ela envolve a participação direta de todos os atores, num processo dinâmico e empoderador (suporte relacional e contribuição social). É necessariamente baseada na autorreflexão e criação coletiva, no diálogo, escuta ativa e potencialização, em um processo que ocorre em espirais de reflexão e ação, as quais requerem: 1) identificar uma situação prática ou um problema prático que se quer melhorar ou resolver; 2) formular estratégias de ação; 3) Implementar essas estratégias e avaliar sua eficiência; 4) Ampliar a compreensão da nova situação e 5) reiniciar o ciclo de pesquisa e ação.</p><p>Um estudo de caso prático</p><p>A experiência descrita a seguir foi conduzida com o objetivo de elaborar e avaliar um programa de aprendizagem baseado em um estágio de curta duração destinado a jovens de escolas públicas. Os estudantes em questão participaram de um estágio na comunidade em que a escola estava situada ao longo de seis semanas. Além das atividades do estágio, participavam de workshops semanais com três horas de duração, cujo foco era o desenvolvimento e incremento da percepção de propósito e da consciência crítica, além de habilidades necessárias para a inserção no mundo do trabalho no século XXI (ex.: comunicação, trabalho em equipe e pensamento crítico).</p><p>Os workshops tiveram início com atividades de grupo experienciais, reflexão individual e compartilhamento de grupo com o intuito de ajudar os alunos a identificarem seus valores centrais, pontos fortes e o impacto que desejavam causar em seu trabalho, sua comunidade e na própria vida. Algumas questões foram incorporadas aos conteúdos apresentados no formato de aulas e os estudantes foram convidados a refletir e debater sobre:</p><p>· Quais são os valores</p><p>mais importantes no meu ambiente de estágio?</p><p>· Como posso explorar os valores mais importantes para mim no meu estágio?</p><p>· Quais problemas vejo no mundo?</p><p>· Que impacto eu quero ter na minha comunidade?</p><p>· Como minha carreira me ajudará a ter um impacto significativo?</p><p>· Que impacto positivo posso ter no meu estágio?</p><p>A condução dos workshops e da experiência como um todo contou com o apoio de um mentor que, assim como a equipe de ministrantes dos workshops, era responsável por orientar os alunos no aprimoramento de suas habilidades de análise crítica e social para compreender e visualizar o impacto social desejado. As lições sobre pensamento crítico foram complementadas com dados sobre a formação escolar, as diferentes trajetórias de trabalho, taxas de desemprego, oportunidades e diferenças em termos de remuneração e suas relações com características como classe social ou raça/etnia.</p><p>Durante toda a experiência os alunos foram orientados a olhar além das explicações estereotipadas simples e superficiais para descobrir as causas das iniquidades sociais. Por meio de atividades de simulação, tiveram a oportunidade de vivenciar e analisar o impacto das restrições econômicas no alcance de seus objetivos, além da aplicação dos recursos disponíveis para remediar os problemas sociais identificados. O grupo também foi orientado em uma análise crítica do mundo do trabalho em mudança, por meio da apresentação de dados sobre os empregos com maior crescimento e aqueles que estão diminuindo mais rapidamente.</p><p>A possibilidade de identificar os fatores sistêmicos que resultam nessas mudanças, bem como seu impacto social, além da consideração sobre o que pode ser feito para navegar e remediar essas tendências expandiu a discussão dos alunos sobre trajetórias de carreira individuais e coletivas, sobre as escolhas e a responsabilidade social de cada um dos estudantes.</p><p>O relato apresentado pode se assemelhar em conteúdo, ao que é proposto por atividades tradicionais de educação para a carreira. Porém, o foco no impacto social, na análise crítica profunda e nas explicações e soluções estruturais é distinto ao demonstrar a intenção de desenvolver a agência individual e coletiva e a responsabilidade social dos estudantes, a fim de transformar as realidades em que estão inseridos.</p><p>EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO DO CONTEÚDO  PARA FAZER EM SEU DIÁRIO DE BORDO</p><p>Professor(a), ao final desta aula, você deve responder às seguintes questões para estimular o aprendizado do conteúdo.</p><p>Atividade 1</p><p>O que você entende por consciência crítica e ação crítica? Cite uma atividade que você fez ou pode fazer em sala de aula para ajudar seus alunos a desenvolverem essas capacidades.</p><p>Atividade 2</p><p>O que você entende por volição no trabalho e por adaptabilidade de carreira? Cite uma atividade que você fez ou pode fazer em sala de aula para ajudar seus alunos a desenvolverem essas capacidades.</p><p>Atividade 3</p><p>O que você entende por suporte relacional e contribuição social? Cite uma atividade que você fez ou pode fazer em sala de aula para ajudar seus alunos a desenvolverem essas capacidades.</p><p>Clique no botão para baixar a atividade:</p><p>Baixar Atividade</p><p>TAREFA DE CASA</p><p>Professor(a), essa atividade deve ser realizada como tarefa de casa para que vocês reflitam sobre os Elementos de uma Educação para a Carreira Transformadora.</p><p>Queremos convidá-lo a avaliar o seu nível de volição no trabalho. Para isso, você deve responder ao questionário abaixo. É importante saber que não há respostas certas ou erradas, mas é importante marcar com sinceridade como você se sente com relação a cada uma das afirmativas.</p><p>Atividade 1</p><p>Para cada frase, por favor, marque o número para indicar seu grau de concordância.</p><p>· A escala de volição no trabalho avalia três aspectos principais. Abaixo descreveremos cada um deles e como seu resultado deve ser calculado:</p><p>· A soma das respostas assinaladas nos itens 1, 2, 3 e 4 indica o nível de volição do respondente. Como explicamos neste capítulo, a volição diz respeito ao poder que um indivíduo tem de escolher um trabalho apesar das restrições que possam surgir.</p><p>· A soma das respostas assinaladas nos itens 5, 6, 7, 8, e 9 indica quanto o respondente percebe que enfrenta restrições/barreiras financeiras que impedem que escolha os trabalhos que gostaria de ter.</p><p>· A soma das respostas assinaladas nos itens 10, 11, 12, e 13 indica quanto o respondente percebe que enfrenta restrições/barreiras estruturais que o impedem de escolher os trabalhos que gostaria.</p><p>Acesse o botão para baixar a atividade:</p><p>Acessar Atividade</p><p>Unidade 5 - Carreira como instrumento para a restauração dos sistemas ambientais e sociais</p><p>MATERIAIS PREPARATÓRIOS</p><p>Olá, professor(a), sugere-se que seja entregue a atividade a seguir aos alunos antes da realização da aula “Carreira como instrumento para a restauração dos sistemas ambientais e sociais”</p><p>Abaixo você encontrará sugestões de vídeos e documentários relacionados ao tema desta aula. Convidamos você a assistir um ou mais de um deles e responder à questão abaixo antes de iniciar a aula.</p><p>Sugestão 1: documentário sobre a relação do homem com a natureza: “David Attenborough e nosso planeta” (disponível na plataforma Netflix).</p><p>Sugestão 2: documentário sobre o impacto das mudanças climáticas no Brasil: “O Amanhã é hoje - o drama de brasileiros impactados pelas mudanças climáticas”</p><p>Vídeo: https://youtu.be/azrnx55oawQ</p><p>Sugestão 3: documentário para inspirar ações sustentáveis na escola: “O Meio Ambiente – A Sustentabilidade nas Escolas”</p><p>https://youtu.be/SKy3lFa7nC0</p><p>Após assistir à uma ou mais sugestões, reflita sobre como você pode inspirar os alunos e a comunidade escolar sobre aprendizados e ações relacionadas ao cuidado com as questões socioambientais.</p><p>MATERIAIS PARA A PRODUÇÃO DA AULA</p><p>Perguntas norteadoras</p><p>1. O que é sustentabilidade regenerativa?</p><p>2. O que são os 5 Ps e por que eles são relevantes?</p><p>3. Como auxiliar no desenvolvimento humano e profissional dos alunos?</p><p>Ementa da aula</p><p>Instrumentalizar o professor para disseminar assuntos como desenvolvimento sustentável e regenerativo; trabalhar a conexão dos professores com dois eixos do desenvolvimento humano, o ser e o agir. Esses eixos são importantíssimos em vários papéis de vida e, especificamente nos papéis de trabalhador, compõem uma visão que dá importância ao desenvolvimento subjetivo das pessoas e coloca o trabalho como uma ferramenta para ações transformadoras de realidades - a individual e a coletiva. Além disso, abordar esses eixos no papel de cidadão é importantíssimo, não só para a restauração dos sistemas naturais e os sociais, mas para a garantia de um futuro justo e saudável para as pessoas e para o meio ambiente.</p><p>Sugerimos que você inicie utilizando os documentários “O Amanhã é hoje – o drama de brasileiros impactados pelas mudanças climáticas” ou “O Meio Ambiente – A Sustentabilidade nas Escolas” para apresentar aos alunos o tema da aula.</p><p>Por que educar sobre esses temas?</p><p>Estamos experimentando com maior frequência a escassez de recursos naturais como a água, que está gerando consequências para a fabricação de energia e a produção de alimentos no nosso país. Também estamos vivendo mais tempestades, alagamentos causados por grande volume de chuvas, ondas de frio e calor mais intensas. Estamos vivendo uma pandemia que trouxe consequências econômicas, sociais, ambientais e de saúde física e mental.</p><p>Todos esses acontecimentos estão relacionados à maneira como nos comportamos ao extrair e danificar os recursos naturais. Além disso, o acesso, extração e distribuição desses recursos não são feitos de maneira socialmente justa e isso também é uma escolha humana. Portanto, se quisermos construir um futuro melhor para o meio ambiente e para as pessoas, precisamos investir em desenvolvimento humano. Inspirar as pessoas a cuidarem do meio ambiente e dos sistemas sociais é fundamental para garantirmos um futuro justo para a humanidade e a natureza.</p><p>Sustentabilidade regenerativa - Os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e os cinco P’s do desenvolvimento sustentável</p><p>No ano</p><p>de 2015, 193 países membros da Organização das Nações Unidas adotaram a Agenda 2030, que consiste em atingir 169 metas distribuídas em 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Para alcançar essas metas serão necessárias ações conjuntas dos governos, organizações, empresas e da sociedade. Essa agenda foi embasada em cinco grandes áreas relevantes, que são chamadas de 5 P’s:</p><p>Pessoas</p><p>Tem como enfoque a pobreza e a fome, em todas as suas formas e dimensões e a garantia de que as pessoas consigam realizar o seu potencial em dignidade e igualdade, em um ambiente saudável.</p><p>Planeta</p><p>A proteção do planeta é crucial para a sobrevivência da humanidade das gerações atuais e futuras, principalmente por meio de medidas urgentes para mitigar as mudanças climáticas.</p><p>Prosperidade</p><p>Garantir que todos possam prosperar e atingir realização pessoal estando em harmonia com a natureza. Isso ocorrerá através de progresso social, tecnológico e econômico que respeita o meio ambiente.</p><p>Paz</p><p>Viver em sociedades justas, inclusivas e pacíficas.</p><p>Parceria</p><p>Conquistar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável por meio de solidariedade à nível global, dando prioridade às necessidades das pessoas mais vulneráveis.</p><p>Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)</p><p>Fonte: http://www.ods.cnm.org.br/agenda-2030</p><p>Você pode conferir na lista de materiais complementares o material que a Eco School, escola dinamarquesa, desenvolveu para trabalhar os ODS em contexto escolar.</p><p>Os 5 P’s e os ODS são muito importantes, porque norteiam ações locais e globais para o desenvolvimento sustentável, mas existe um conceito mais avançado e complementar ao da sustentabilidade. O conceito da sustentabilidade foi desenvolvido por Jhon Elkington, em 1997, e significa que questões ambientais, sociais e econômicas devem interagir de modo integrado para garantir o futuro do planeta. Esse conceito foi pensado para ser utilizado no contexto empresarial e, atualmente, foi substituído pelo termo ESG (em inglês Environmental, Social e Governance), que significa aspectos sociais, ambientais e de governança que devem ser considerados pelas empresas.</p><p>Porém, o próprio autor do conceito de sustentabilidade e a Organização das Nações Unidas já compreendem que ações sustentáveis são insuficientes para garantir um futuro para a humanidade. Nas palavras de Jhon Elkington, “sustentabilidade é manter as coisas como estão (...), regeneração significa muito mais. Significa que estamos reconstruindo coisas, reconstruindo a saúde de grandes sistemas.”. Por isso, estudiosos apontam que a sustentabilidade regenerativa é uma proposta mais avançada do que a sustentabilidade, já que considera que a ação humana é importante para reduzir impactos negativos e produzir impactos socioambientais positivos, principalmente para ajudar na restauração dos sistemas naturais e sociais.</p><p>Colaborando para a construção de um mundo guiado pela sustentabilidade regenerativa</p><p>Questões-chave</p><p>Se a ação humana é importante para a restauração dos sistemas, precisamos melhorar nossas ações e, para isso, precisamos investir em desenvolvimento humano. Mas qual é a relação entre desenvolvimento humano, carreira e sustentabilidade regenerativa?</p><p>A carreira envolve tudo o que vivemos e aprendemos ao longo da vida, portanto, se a escola colaborar com o desenvolvimento de pessoas que se preocupam com o meio ambiente e com a sociedade, estará formando profissionais que incluirão esse aprendizado em seus papéis de trabalhador e cidadão, por exemplo. No futuro, esses indivíduos poderão escolher trabalhar com carreiras verdes, as quais contribuem para o desenvolvimento da sustentabilidade regenerativa.</p><p>Além disso, a tendência do futuro do trabalho é que as profissões se tornem mais verdes, ou seja, a tendência do mercado de trabalho é valorizar profissionais que resolvam problemas ambientais e sociais em congruência com as questões econômicas.</p><p>Como auxiliar no desenvolvimento humano e profissional dos alunos?</p><p>Eixo: Eu sou</p><p>A escola possui um papel importantíssimo no desenvolvimento intelectual, social e afetivo das pessoas. A intenção de uma atividade que trabalhe as qualidades dos alunos é a de auxiliar que eles desenvolvam uma percepção positiva sobre si mesmos e como eles impactam a vida de familiares, de colegas e professores da escola, da comunidade onde eles vivem e da sociedade como um todo.</p><p>Como iremos entender o que temos em nós para colaborar com o mundo se não conseguirmos refletir e avaliar nossas potencialidades? No desenvolvimento profissional, refletir sobre características pessoais (especialmente as positivas) é de suma importância, pois elas servem como recursos internos para superar desafios, enfrentar dúvidas sobre as escolhas profissionais e desenvolver uma carreira satisfatória. Essas características podem ser utilizadas no papel de trabalhador e no papel de cidadão, umas vezes que nossas habilidades podem ser aplicadas em diferentes contextos. Auxiliar que os alunos percebam habilidades e características positivas em si auxilia o desenvolvimento da autoeficácia, que é a crença de ser capaz de executar com sucesso tarefas profissionais.</p><p>Portanto, ao incentivar que os alunos desenvolvam percepções positivas sobre si, você estará contribuindo para que eles entendam que suas características e habilidades podem desempenhar um papel importante nas suas relações pessoais, comunitárias, escolares e profissionais e que elas têm potencial para contribuir com o bem-estar social e com o cuidado do meio ambiente.</p><p>Eixo: Eu faço</p><p>A partir do que somos e do que aprendemos podemos agir em benefício do meio ambiente e das pessoas, seja no papel de trabalhador ou cidadão. Por isso, incentivar que os alunos pensem sobre suas habilidades, características e ações que eles executam a partir delas, ajudará na compreensão de como eles cuidam deles mesmos, dos outros ou do meio ambiente.</p><p>Desenvolver a consciência do que cada um faz ou pode fazer para auxiliar na restauração dos sistemas naturais e sociais auxilia no desenvolvimento de ações mais qualificadas e assertivas, visto que, ao saber quais ações executo, compreendo qual é o potencial de impacto que eu exerço sobre a melhoria da minha vida, da vida das pessoas próximas a mim e do meio ambiente que me cerca.</p><p>Para trabalhar esses eixos, há uma sugestão de tema nos slides seguintes.</p><p>Fluxo de recursos necessários à vida</p><p>O intuito de mapear os recursos necessários para a existência humana é ampliar a consciência sobre a dependência que temos dos sistemas naturais e a interdependência dos sistemas sociais e de geração de trabalho. A vida humana depende da água, do solo, do ar, da energia solar, do vento e da biodiversidade. Precisamos, na verdade, que esses sistemas estejam saudáveis para que nós tenhamos saúde, daí a importância da preservação ambiental.</p><p>Além de recursos naturais, precisamos de recursos humanos e comunitários, como afeto, saúde física e emocional, suporte social (familiar ou da comunidade na qual cada um vive). O trabalho também depende dos recursos naturais e dos recursos humanos e comunitários para existir e para gerar condições materiais para uma vida digna, por isso, não podemos ignorá-los.</p><p>Que tal convidar seus alunos a praticarem? Em sala de aula, convide seus alunos a refletirem sobre quais os recursos ambientais e sociais eles precisam para viver.</p><p>Atividade 1</p><p>Recursos naturais:</p><p>Atividade 2</p><p>Recursos Afetivos:</p><p>Atividade 3</p><p>Recursos Intelectuais:</p><p>Atividade 4</p><p>Recursos comunitários:</p><p>Atividade 5</p><p>Recursos Materiais:</p><p>Clique no botão para baixar a atividade:</p><p>Baixar Atividade</p><p>EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO DO CONTEÚDO</p><p>Professor, ao final da aula aplique esses exercícios de fixação do conteúdo:</p><p>Atividade 1</p><p>Por que as ações humanas são importantes para a garantia de um futuro próspero para a humanidade?</p><p>Atividade 2</p><p>Qual a diferença entre desenvolvimento sustentável e sustentabilidade regenerativa?</p><p>Clique no botão para baixar a atividade:</p><p>Baixar Atividade</p><p>Atividade Eixo “Eu sou”</p><p>Para facilitar essa tarefa você pode pedir ajuda para amigos e familiares, solicitando</p><p>de trocas com profissionais experientes para compreender mais sobre a atuação e mercado atual dessa determinada profissão.</p><p>· Definição de plano de ação: consiste na etapa em que se definem estratégias e objetivos, visto que os indivíduos já possuem conhecimento de si (através da etapa de autoconhecimento) e sobre o mercado (através da etapa de exploração). É importante, então, a estruturação de metas de curto, médio e longo prazo. Uma forma de estabelecer o plano de ação é elaborar metas que são consideradas SMART - specific (específicas); measurable (mensuráveis), achievable (atingíveis), realistic (realistas) e time-bound (temporáveis). Também é interessante avaliar para cada meta o seu porquê, ou seja, qual o fator motivador, os possíveis sabotadores e quem pode auxiliar nesse processo, uma vez que, contar com uma rede de apoio e construir network pode ser muito interessante.</p><p>O planejamento de carreira auxilia as pessoas no processo de tomada de decisão em relação à carreira nos diferentes momentos de vida. Vale lembrar que esse planejamento gera uma ideia de “norte” e direcionamento para a carreira, mas não deve ser rígido, pois deverá ser reajustado de tempos em tempos. Costuma-se dizer que as pessoas mudam e o contexto também muda. Sendo assim, muitas vezes o plano também deverá mudar ou, pelo menos, ser adaptado. Então, ele deverá considerar sempre os aspectos individuais e contextuais.</p><p>EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO DO CONTEÚDO</p><p>Faça em seu Diário de Bordo</p><p>Professor(a), ao final desta aula, aplique as seguintes questões aos alunos para estimular o aprendizado do conteúdo.</p><p>Atividade 1</p><p>Qual a diferença entre o conceito de carreira mais tradicional e o conceito mais atual?</p><p>Atividade 2</p><p>No mundo de trabalho atual, refletir e planejar a carreira é importante porque...</p><p>Atividade 3</p><p>Quais são as etapas de um planejamento de carreira?</p><p>Clique no botão para baixar a atividade:</p><p>Baixar Atividade</p><p>TAREFA DE CASA</p><p>Professor(a), esta atividade deve ser realizada como tarefa de casa para que os professores possam refletir sobre a sua Construção de Carreira.</p><p>Atividade 1</p><p>Ao refletir sobre a sua percepção de sucesso e projeto de vida/carreira, qual o melhor conselho você daria a você mesmo? Imagine um lema que representa um conselho para que você possa lidar com as suas preocupações de carreira. Escreva-o abaixo.</p><p>Atividade 2</p><p>O que esse lema quer dizer para você? Reflita sobre qual mensagem ele transmite, como ele fala mais sobre você e como ele lhe ajuda em sua carreira?</p><p>Atividade 3</p><p>Anote abaixo quais são as suas principais dúvidas e curiosidades em relação ao mercado de trabalho e às ocupações que você tem interesse. Em seguida, descreva possíveis estratégias para que você possa entrar mais em contato com elas (Onde você pode buscar mais informações? Quem pode lhe falar mais sobre elas?).</p><p>Clique no botão para baixar a atividade:</p><p>Baixar Atividade</p><p>UNIDADE 3:  Educação para a Carreira, Orientação Profissional e Teste Vocacional: o que você precisa saber sobre eles</p><p>MATERIAIS PREPARATÓRIOS</p><p>Olá, professor(a), sugere-se que seja entregue a atividade a seguir aos alunos, antes da realização da aula “Processos que devem ser contemplados em Programas de Educação para a Carreira.</p><p>Atividade 1</p><p>Quais as três palavras que lhe vêm à cabeça ao escutar o termo “teste vocacional”?</p><p>Atividade 2</p><p>Quais as três palavras que lhe vêm à cabeça ao escutar o termo “orientação profissional”?</p><p>Atividade 3</p><p>Você já ouviu falar do termo “Educação para a Carreira”? A que você acha que esse termo se refere e do que se trata?</p><p>Clique no botão para baixar a atividade:</p><p>Baixar Atividade</p><p>MATERIAIS PARA PRODUÇÃO DA AULA</p><p>Perguntas norteadoras</p><p>Por que os indivíduos precisam tomar múltiplas decisões de carreira ao longo da vida?</p><p>Quais as diferenças entre teste vocacional, orientação profissional e educação para a carreira?</p><p>Por que a educação para a carreira é importante?</p><p>Ementa da aula</p><p>As múltiplas transições e tomadas de decisões de carreira ao longo da vida. O que é teste vocacional. Orientação profissional como área e como processo. Educação para a carreira e sua importância na atualidade.</p><p>Programa da aula</p><p>Professor(a), esse material te auxiliará na preparação da aula sobre “Educação para a Carreira X Orientação Profissional X Teste Vocacional?”.</p><p>A carreira e as múltiplas transições ao longo da vida</p><p>Se antigamente, principalmente no século XX, a carreira era entendida como estável, em que os trabalhadores buscavam um emprego para a vida toda, cujo sucesso era sinônimo de bom emprego e bom salário, hoje, as trajetórias de carreira são vistas como muito mais imprevisíveis, não-lineares e de múltiplas transições.  Transições de carreira são entendidas como “pontos de virada” entre dois períodos de estabilidade, ou ainda, eventos ou não-eventos que os indivíduos precisam lidar e que são vistos como crise (no sentido de desacomodação e ruptura). Tais transições podem ser previsíveis, ou não, a partir de um desejo do próprio indivíduo, ou de fatores contextuais. Alguns exemplos de transições são: a saída da escola e ingresso em uma universidade; a saída da universidade para o mercado de trabalho; mudança de área de atuação profissional; mudança de emprego; desemprego; saída de um emprego formal para atuação empreendedora; preparação de aposentadoria; entre outras.</p><p>Sendo assim, o indivíduo se depara com uma série de tomadas de decisões relacionadas ao seu desenvolvimento profissional ao longo de toda a sua vida. Uma grande ênfase, geralmente, é dada na escolha profissional para jovens estudantes, ou seja, com o que a pessoa deseja trabalhar, ou que graduação deseja cursar. No entanto, os profissionais se deparam com diversas outras tomadas de decisão: onde desejam trabalhar, que relação de trabalho desejam ter, se desejam mudar de cidade ou país, se querem mudar de emprego, se desejam cursar uma nova faculdade, entre tantas outras. Por isso, se torna importante entender conceitos como educação para a carreira, orientação profissional e teste vocacional. Como eles podem auxiliar na construção da carreira e nas diferentes tomadas de decisões relacionadas ao desenvolvimento profissional? Vejamos a seguir cada um deles.</p><p>O teste vocacional</p><p>Diversas pessoas buscam orientadores profissionais para a aplicação do “famoso” teste vocacional, para que possam descobrir e identificar a sua vocação e realizar de forma assertiva a sua escolha profissional. No entanto, é importante compreender o porquê já não se fala mais em teste vocacional.</p><p>Historicamente, a área da Orientação Profissional e de Carreira originou-se em 1909, com a obra Choosing a Vocation, de Frank Parsons, primeiro autor que passou a se ocupar da orientação para a escolha profissional. Nessa época, a área era conhecida a partir de um primeiro paradigma denominado Modelo de Adequação Pessoa/Meio (ou Traço/Fator). Vale ressaltar que, aqui, predominava um cenário em que o trabalho era caracterizado a partir de uma visão de estabilidade no emprego e na carreira, ou seja, predominava o Zeitgeist - positivista e mecanicista - uma visão de que o ser humano é estável e, assim como a sociedade, sofre poucas alterações ao longo da vida. Assim, a orientação vocacional (nomenclatura utilizada na época) tinha como propósito a adequação do indivíduo ao trabalho, a partir de uma seleção no que diz respeito às suas aptidões cognitivas e motoras, comparando com os postos de trabalho que exigiam tais aptidões. Ou seja, um “match” ou “pareamento” das características da pessoa com as características do trabalho. Tinha-se como pressuposto que a escolha vocacional era definitiva e que o ajustamento entre as aptidões e profissões traria maior produtividade, sucesso e satisfação na carreira. Para isso, predominava uma abordagem tipológica, psicométrica e de avaliação psicológica, via testes psicológicos de aptidão, personalidade e interesses. Daí a ideia de “teste vocacional”.</p><p>Apesar da evolução da área e evolução dos paradigmas em relação à forma de se pensar carreira, como veremos a seguir, muitas pessoas ainda buscam</p><p>que eles digam quais são as qualidades que eles admiram em você.</p><p>Questões-chave</p><p>Eu sou: Quais qualidades eu possuo? Como essas qualidades contribuem para ajudar as pessoas e o meio ambiente?</p><p>Ao ser (escreva aqui uma qualidade sua) eu contribuo para (escreva aqui como essa qualidade contribui para o seu bem-estar, o da sua família, comunidade, escola, para sociedade e o meio ambiente).</p><p>EXEMPLOS</p><p>· Ao ser carinhoso eu contribuo para o bem-estar dos meus colegas e familiares;</p><p>· Ao ser comunicativa eu contribuo para disseminar conhecimento e ensinar meus colegas sobre as matérias escolares;</p><p>· Ao ser corajoso eu contribuo para falar ou agir em defesa do meio ambiente;</p><p>· Ao ser vegetariano eu contribuo para a preservação do meio ambiente.</p><p>Exemplos de características:</p><p>Atividade Eixo “Eu faço”</p><p>Pense em coisas que você faz que colaboram para a sua vida, para vida das pessoas com as quais você convive e para a natureza e a sociedade.</p><p>Ao fazer (inserir uma ação) eu cuido de (pessoas, comunidade, família, natureza, escola etc).</p><p>EXEMPLOS</p><p>· Ao ajudar a cuidar da horta da minha família eu cuido da alimentação de pessoas importantes para mim;</p><p>· Ao cuidar da escola eu cuido do ambiente que compartilhamos;</p><p>· Ao plantar árvores eu cuido da qualidade do ar, da água e do solo;</p><p>· Ao separar o lixo corretamente eu cuido do meio ambiente;</p><p>· Ao ajudar outras pessoas da minha comunidade eu cuido de pessoas que são importantes para mim.</p><p>Exemplos de ações:</p><p>· Economizar água.</p><p>· Ensinar pessoas sobre as mudanças climáticas.</p><p>· Ajudar nas tarefas de casa.</p><p>· Plantar árvores.</p><p>· Comprar em lojas do meu bairro.</p><p>· Comer comida saudável.</p><p>· Perguntar às pessoas se elas estão bem.</p><p>SUGESTÕES DE MATERIAIS COMPLEMENTARES</p><p>Professor, aqui você encontra uma lista de iniciativas e materiais complementares para trabalhar questões relacionadas à preservação do meio ambiente em sala de aula</p><p>· Movimento Escolas pelo Clima</p><p>https://www.reconectta.com/escolaspeloclima</p><p>· Materiais da Agência Nacional de Águas para trabalhar o tema de recursos hídricos nas escolas:</p><p>https://capacitacao.ana.gov.br/conhecerh/handle/ana/1715?offset=2</p><p>https://capacitacao.ana.gov.br/conhecerh/community-list</p><p>https://capacitacao.ana.gov.br/conhecerh/handle/ana/3672</p><p>· Materiais da formação para educadores da Planet for Planet sobre educação para as mudanças climáticas</p><p>Vídeos com apresentação da formação:</p><p>https://www.youtube.com/playlist?list=PLST4jAQXiIHU0qfVT8cCQHjQJvkBbgz39</p><p>· Materiais para baixar:</p><p>https://drive.google.com/drive/folders/1ElALXqijgZs-rh6KdPVPO5oDeYiFidv-</p><p>· Materiais para sala de aula elaborados pelo WWF (em inglês)</p><p>https://wwf.panda.org/projects/our_planet_netflix_wwf_nature_documentary/education/?</p><p>· Materiais para trabalhar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável elaborados pela Eco School Dinamarca (materiais em inglês)</p><p>https://www.ecoschools.global/lesson-plans-for-teachers</p><p>Unidade 6 - Busca de Oportunidades</p><p>MATERIAIS PREPARATÓRIOS</p><p>Abaixo você encontrará uma série de questões a respeito de suas habilidades desenvolvidas para o trabalho em sua área de formação. Responda o quanto você acredita em cada uma delas de acordo com a escala abaixo:</p><p>1. Não acredito</p><p>2. Acredito pouco</p><p>3. Acredito medianamente</p><p>4. Acredito</p><p>5. Acredito muito</p><p>6.</p><p>MATERIAIS PARA PRODUÇÃO DA AULA</p><p>Perguntas norteadoras</p><p>· O que é empregabilidade?</p><p>· Quais são os diferentes comportamentos e tipos de buscas de oportunidades?</p><p>· Quais são os elementos imprescindíveis para a busca de oportunidades ao longo da vida?</p><p>Ementa da aula</p><p>Compreender o conceito de empregabilidade e sua importância; os diferentes comportamentos e tipos de estratégias de busca de oportunidades; elementos essenciais para a busca de oportunidades ao longo da vida.</p><p>A demanda por empregabilidade</p><p>Sob a influência dos rápidos avanços tecnológicos e da globalização, novos arranjos de trabalho se definiram, caracterizados pela busca de empregos menos definidos e previsíveis e com transições mais frequentes e difíceis. Nesse sentido, um ponto crucial para a atenção dos trabalhadores é a sua empregabilidade.</p><p>A ideia de empregabilidade surgiu inicialmente nos anos 50, mas apenas nos anos 90 começou a ganhar força. A atenção voltada ao tema não se trata apenas de como os indivíduos irão adquirir empregos, mas também em como poderão usar seus conhecimentos, competências e habilidades para se manterem empregados.</p><p>A empregabilidade se refere à capacidade dos trabalhadores de vivenciarem as transições do mercado de trabalho, a partir de suas competências, conhecimentos e de sua adaptabilidade. É entendida como um constructo psicossocial, a capacidade dos indivíduos de conquistarem novas oportunidades e de se manterem empregados/trabalhando.</p><p>Assim, as ações e programas nas instituições de ensino são de suma importância para auxiliarem na promoção de níveis maiores de empregabilidade dos estudantes. Muitos jovens profissionais enfrentam diversas dificuldades em relação ao mercado de trabalho, o que reforça a importância do desenvolvimento da empregabilidade no início da carreira, de forma a auxiliar na conquista de empregos e a lidar com momentos de redução dos postos de trabalho.</p><p>O aprimoramento da empregabilidade por parte dos indivíduos requer autoavaliação, pesquisa e tomada de decisão, levando em consideração alguns fatores internos e externos. Dos fatores internos, é importante mencionar o autoconhecimento e experiências pessoais, autoavaliação das habilidades de trabalho, habilidades interpessoais e educacionais. Já dos fatores externos, destacam-se a avaliação da área geográfica, condições econômicas, salário, tipo de empresa, função almejada, a demanda de uma área particular, entre outros.</p><p>Devido à imprevisibilidade constante do mercado de trabalho atual, os indivíduos são levados a investir grande parte do tempo na preparação para atividades relacionadas à conquista de emprego. Manter e aumentar os níveis de empregabilidade são aspectos indispensáveis na carreira, estando os profissionais empregados ou não.</p><p>Os comportamentos e tipos de busca de oportunidades</p><p>Algumas características podem influenciar os comportamentos de busca de oportunidades pelos indivíduos, tais como personalidade, autoeficácia, otimismo, autoestima, necessidade financeira, apoio social e outras variáveis biográficas. A procura envolve questões como os motivos e objetivos da busca, aspectos emocionais, pessoais, sociais e condições contextuais.</p><p>Geralmente, quanto maior o envolvimento com comportamentos de busca de emprego mais propensos os indivíduos estarão a obterem emprego. Alguns estudos também demonstram que as pessoas com maiores níveis de autoestima e autoeficácia apresentam níveis mais elevados de comportamentos de busca.</p><p>Existem diferentes tipos de buscas relacionadas às informações de oportunidades de emprego e trabalho. Cada uma delas tem características específicas e podem ser mais ou menos assertivas. A busca acidental foca em uma abordagem de tentativa e erro por parte do indivíduo, que alterna táticas de busca sem estabelecer uma lógica, ou realiza a busca de informações de forma passiva. Já os indivíduos que realizam uma busca de informação exploratória se mostram abertos e se dedicam plenamente à busca, explorando, a partir de diferentes fontes, todas as possibilidades de emprego e trabalho que surgem.</p><p>Por fim, os indivíduos que realizam uma busca de informação focada, possuem suas preferências e objetivos claros. A partir disso, realizam buscas de um número pequeno e criteriosamente escolhido de empregadores, analisando apenas as oportunidades que satisfazem suas qualificações, interesses e necessidades.</p><p>Via de regra, as pessoas que utilizam essa tática possuem pouca clareza sobre seus objetivos e projetos profissionais, muitas vezes aceitando a primeira oportunidade que aparece, pois não importa muito qual seja o trabalho ou emprego. A busca exploratória pode ser uma estratégia interessante para as pessoas que ainda estão em fase de explorar diferentes áreas profissionais, projetos e possíveis interesses.</p><p>Mesmo não possuindo um objetivo claro em termos de projeto profissional, os indivíduos que utilizam dessa estratégia demonstram muito envolvimento e esforço na busca das informações, levando a um êxito maior na conquista da oportunidade. Já aqueles que apostam em uma busca focada, tendem a encontrar oportunidades mais relacionadas às suas escolhas profissionais e projetos de vida, de forma a gerar maior satisfação com a carreira e percepção de sucesso profissional.</p><p>Elementos imprescindíveis para a busca de oportunidades ao longo da vida</p><p>A fim de auxiliar na identificação de elementos considerados essenciais para as boas práticas relacionadas à busca de oportunidades e aprimoramento da empregabilidade, serão apresentados os principais aspectos que os indivíduos devem se atentar:</p><p>· Definir os objetivos de carreira frente à busca de oportunidades</p><p>A partir do momento que a pessoa tem clareza sobre as características de uma carreira ideal, setores e áreas em que esta poderá ser desenvolvida. Algumas dicas são pensar sobre as oportunidades mais vinculadas às características e interesses da pessoa, refletir sobre o que é sucesso e buscar informações sobre as diversas áreas de atuação. Para isso, pode ser importante conversar com alguns profissionais de áreas de interesse e investigar sobre o mercado pretendido, aquecimento em relação às oportunidades, se existe crescimento etc.</p><p>· Ter clareza sobre habilidades desenvolvidas e a serem aprimoradas</p><p>É importante que o indivíduo consiga identificar quais são os seus pontos fortes e quais são os fracos, de forma a focar naquilo que tem mais facilidade e que esteja mais ligado à sua essência. Identificar as forças e fraquezas pode auxiliar em escolhas profissionais mais seguras e na utilização dos pontos de destaque para a criação de diferencial competitivo frente ao mercado.</p><p>· Manter o currículo sempre atualizado</p><p>O currículo é entendido como a “porta de entrada” para um processo seletivo e é o que poderá levar o candidato a uma entrevista. Por isso, deve conter informações corretas e atuais de sua experiência profissional. É importante se atentar para a elaboração cuidadosa desse documento, no qual poderá constar informações relativas às experiências de trabalho, cursos e formações, atividades voluntárias, entre outras. No caso de estudantes, atividades extracurriculares podem ser destacadas e poderão ser bastante valorizadas pelo mercado (ex.: grêmio estudantil, líder de turma, representante de formatura, participação em esportes, aulas de idiomas, cursos variados etc). As informações devem ser expostas de maneira clara e objetiva, pois geralmente o documento é exposto em até duas páginas. O candidato deverá descrever as suas habilidades técnicas e não comportamentais, pois estas serão analisadas em um momento de entrevista. De maneira estratégica, ele pode ser direcionado para a oportunidade pretendida (dando ênfase na busca focada de informações). É importante também ter cuidado com o português, de forma a revisar o conteúdo. Não se recomenda inserir informações de características físicas, hobbies, documentos pessoais (como RG e CPF) e nem mesmo foto (a não ser que a vaga solicite).</p><p>· Apostar em networking</p><p>Investir na rede de relacionamentos desde o início da carreira pode acarretar chances maiores de facilitação nos movimentos e transições profissionais. Contar com professores, colegas, familiares, pessoas que conheceram em cursos ou nos mais variados contextos é uma fonte de suma importância para as oportunidades surgirem. Tais contatos devem ser aquecidos, em relações transparentes de conexões e confiança. Ao se tratar de networking, duas conhecidas expressões merecem atenção. A primeira é que “quem não é visto não é lembrado”, enfatizando o quanto se faz necessário que as relações sejam sempre cuidadas e alimentadas. A segunda é que “a pessoa deve ser interessante e não interesseira”, o que significa que se deve evitar acionar os contatos apenas em momentos de necessidade. Ou seja, o ideal é fomentar o relacionamento contínuo nos diferentes ambientes, mantendo a rede ativa, de maneira a chamar a atenção e realizar pontes de interesses de forma mais natural e espontânea. Um ponto importante a se destacar é que o networking pode acontecer de diferentes formas e cada pessoa pode encontrar a sua melhor estratégia, ou seja,  não é preciso ser extrovertido. Alguns exemplos são: frequentar cursos relacionados ao seu interesse de trabalho, usar as redes sociais de forma adequada e assertiva para a realização de contatos, sentar-se perto de pessoas que não conhece tão bem, pesquisar os contatos antes de conhecê-los, entre outros.</p><p>· Cuidar o marketing pessoal</p><p>“A primeira impressão é a que fica”. Apesar dos seres humanos serem seres evolutivos e se desenvolverem ao longo da vida, essa é uma expressão que pode representar bem a ideia de marketing pessoal. Refletir sobre quem se deseja ser e qual imagem se deseja transmitir, pode auxiliar muito na busca de oportunidades e na construção da marca pessoal. Algumas perguntas podem auxiliar nesse sentido: Qual a marca que você quer deixar? Como as pessoas percebem você? Seu conteúdo e sua “embalagem” são equivalentes?</p><p>· Levantar informações sobre as oportunidades</p><p>É fundamental a pesquisa a respeito da área em que se deseja atuar, vaga pretendida, requisitos necessários, características da empresa, entre outros aspectos.  Mais do que apenas se candidatar para as oportunidades, é preciso também investigar e se preparar para elas.</p><p>· Investir em redes sociais</p><p>Atualmente, sabe-se que as redes sociais se tornaram uma das principais estratégias para a busca de oportunidades. Se antes os anúncios de empregos tomavam o espaço em jornais, hoje as redes se tornam alvo de recrutadores e empresas. Dependendo da profissão ou área pretendida, algumas redes sociais podem ter maior resultado. De forma geral, o LinkedIn tem sido considerado a maior fonte global de anúncio de oportunidades e de recrutamento ativo por parte das empresas. Além disso, se mostra uma excelente forma de networking e de pesquisa quanto ao mercado de trabalho.</p><p>· EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO DO CONTEÚDO</p><p>· Professor(a), ao final desta aula, aplique as seguintes questões aos alunos para estimular o aprendizado do conteúdo.</p><p>· Atividade 1</p><p>· O que é empregabilidade?</p><p>· Atividade 2</p><p>· Descreva as características dos diferentes tipos de buscas relacionadas às oportunidades.</p><p>Busca acidental:</p><p>Busca exploratória:</p><p>Busca focada:</p><p>· Atividade 3</p><p>· Escolha um dos elementos considerados imprescindíveis para a busca de oportunidades e descreva a sua importância.</p><p>· Clique no botão para baixar a atividade:</p><p>·</p><p>· Baixar Atividade</p><p>·</p><p>· TAREFA DE CASA</p><p>· Professor(a), entregue esta atividade para os alunos realizarem como tarefa de casa e refletirem sobre conteúdos que precisam ser considerados para a busca de oportunidades.</p><p>· Atividade 1</p><p>· Descreva qual o seu objetivo e interesses profissionais e eleja quem poderia lhe falar melhor sobre essas oportunidades.</p><p>· Atividade 2</p><p>· Que imagem você gostaria de transmitir para a construção da sua carreira? Descreva-a.</p><p>· Atividade 3</p><p>· Faça uma lista de contatos (com nome, e-mail e telefone) que podem te auxiliar na construção de sua carreira e que você gostaria de mantê-los por perto.</p><p>Professores:</p><p>Colegas:</p><p>Amigos:</p><p>Familiares:</p><p>Pessoas que você admira:</p><p>Outros:</p><p>· Atividade 4</p><p>· Faça uma lista (estilo esboço) de quais informações são essenciais para você inserir atualmente no seu currículo.</p><p>· Clique no botão para baixar a atividade:</p><p>·</p><p>· Baixar Atividade</p><p>·</p><p>Unidade 7 - Estudo de caso Abelhas</p><p>MATERIAIS PREPARATÓRIOS</p><p>Olá, professor(a), sugere-se que seja entregue a atividade a seguir aos alunos antes da realização da aula “Estudo de Caso Abelhas”.</p><p>Atividade 1</p><p>Quando você acha que se deve começar a trabalhar a educação para a carreira na escola?</p><p>Atividade 2</p><p>Você já participou de algum programa de educação para a carreira? Se sim, como foi a experiência em termos de pontos positivos e pontos a melhorar? Se não, você gostaria de ter participado? Por quê?</p><p>Atividade</p><p>3</p><p>O que você considera que deve ser abordado nas intervenções em educação para a carreira?</p><p>Clique no botão para baixar a atividade:</p><p>Baixar Atividade</p><p>MATERIAIS PARA PRODUÇÃO DA AULA</p><p>Perguntas norteadoras</p><p>· Quando devem começar as intervenções em Educação à Carreira?</p><p>· Como se conduz um programa de Educação à Carreira na infância?</p><p>Ementa da aula</p><p>Educação à Carreira na Infância; exemplo de intervenção de educação para a carreira na infância.</p><p>Como você pode perceber até aqui, a Educação para a Carreira pretende preparar os cidadãos, ao longo da sua trajetória escolar, para ingressarem e participarem de forma ativa de um mundo do trabalho em constante e rápida transformação. Por isso, é de fundamental importância conhecer intervenções conduzidas nessa perspectiva. A seguir descreveremos uma intervenção em educação para a carreira na infância.</p><p>Educação para a Carreira na Infância</p><p>É consenso na literatura que o desenvolvimento vocacional começa durante a infância. Por esse motivo, as intervenções nessa área devem começar o quanto antes. É nessa fase que se inicia a formação das concepções de mundo, valores e opiniões. Assim, a infância deve ser vista como um período de engajamento ativo, precursor no mundo do trabalho para desenvolver preocupações iniciais sobre o futuro, controle sobre a vida, concepções sobre a tomada de decisões de carreira e segurança para fazer e implementar escolhas de carreira.</p><p>A proposta é estabelecer atividades específicas que contribuam para a aprendizagem e vivência de situações de escolha. Além disso, as atividades de educação para a carreira poderão contribuir para que as crianças tenham uma visão ampla do trabalho, que não seja associada naturalmente ao sofrimento e à obrigação, mas enquanto atividade vital humana e meio de transformação da realidade pelos homens.</p><p>Ainda que seja consenso que a infância é uma fase importante e sensível para o desenvolvimento de carreira como um todo, ainda existem poucos estudos e intervenções relacionados especificamente a essa temática, especialmente na literatura brasileira. A intervenção descrita a seguir destaca-se pela tentativa de integração das questões teóricas com a prática.</p><p>Exemplo de intervenção de Educação para carreira na infância.</p><p>A intervenção a seguir descrita recebeu o título de “O Trabalho das Abelhas e Outros Trabalhos...”. Ela foi conduzida em uma escola de educação infantil da rede privada de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Participaram 21 crianças na faixa etária de quatro e cinco anos.</p><p>Ao todo, foram realizados nove encontros semanais e todos foram registrados por fotos e anotações em estilo diário de campo. Uma vez que não existe literatura com a indicação de um roteiro e que aspectos são mais ou menos pertinentes, como já referido, o projeto de intervenção criado foi construído gradativamente e as atividades foram compostas a partir de algumas premissas, quais sejam:</p><p>(1) Uso do lúdico como forma de aproximação do universo infantil para se trabalhar as questões pretendidas;</p><p>(2) Uso do concreto, isto é, vivenciar as experiências, tocar nos materiais;</p><p>(3) Partir do simples e concreto para chegar ao mais complexo e mais abstrato;</p><p>(4) Participação dos pais nas atividades do projeto, prática bastante corrente no cotidiano daquela escola em particular.</p><p>Após a descrição das atividades desenvolvidas, alguns aspectos merecem reflexão e destaque. Um primeiro ponto a ser salientado é a necessidade de que as atividades de educação para a carreira estejam inseridas no planejamento das atividades da escola, bem como nas atividades do contexto familiar. Ou seja, é desejável que esses contextos reconheçam a relevância das atividades desenvolvidas.</p><p>Sobre os resultados observados durante a intervenção, é possível afirmar que as representações gráficas das atividades apresentaram conteúdos estreitamente relacionados ao tema trabalhado. Por conseguinte, chama atenção o fato de que a maioria das crianças falou dos instrumentos que precisavam ter para ser o que querem; ora, tem-se aí já uma noção construída sobre a necessidade dos objetos de trabalho no desempenho dos trabalhos e ocupações, que se constitui numa ideia importante no trabalho da educação para a carreira.</p><p>Durante o oitavo encontro, cabe destacar o desenho de uma das meninas e o seu comentário de que queria se casar; pode-se pensar aqui na importância de se trabalhar desde sempre os vários papéis que o indivíduo desempenha ao longo da vida, como o de profissional, cônjuge, filho, pai, e que, para cada um deles, há etapas a serem seguidas. Ainda durante esse encontro, foram marcantes as falas de muitas crianças, que afirmaram precisar aprender a fazer aquilo que querem fazer, seja estudando ou fazendo várias vezes o trabalho, o que parece sugerir que as crianças identificam a necessidade de uma preparação para desempenhar o trabalho que almejam, seja por meio do estudo ou da prática e repetição das atividades laborais.</p><p>A partir da intervenção, também foi possível observar alterações no repertório linguístico e representacional das crianças, uma vez que profissões, atividades profissionais e instrumentos de trabalho passaram a fazer parte das conversas cotidianas.</p><p>EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO DO CONTEÚDO</p><p>Professor(a), ao final desta aula aplique as seguintes questões aos alunos para estimular o aprendizado do conteúdo.</p><p>Atividade 1</p><p>Quais aspectos do Estudo de Caso das Abelhas mais chamaram sua atenção? De quais gostaram? De quais gostaram menos?</p><p>Atividade 2</p><p>O que fariam de diferente na intervenção descrita, considerando a mesma faixa etária?</p><p>Clique no botão para baixar a atividade:</p><p>Baixar Atividade</p><p>TAREFA DE CASA</p><p>Professor(a), entregue essa atividade para os alunos realizarem como tarefa de casa e refletirem sobre conteúdos que precisam ser considerados ao desenvolver uma intervenção em Educação para a Carreira na infância.</p><p>Atividade 1</p><p>Elabore uma intervenção em educação para carreira na infância, considerando as seguintes orientações:</p><p>a) Mínimo 6 e máximo de 10 encontros semanais;</p><p>b) Os encontros devem ter duração máxima de 1 hora cada;</p><p>c) Podem repetir no máximo duas atividades que foram utilizadas no Estudo de Caso das Abelhas;</p><p>d) Descreva os encontros um por um, com objetivo, recursos necessários e atividade a ser desenvolvida, considerando também atividades prévias ao encontro, se necessário;</p><p>e) Pode ser utilizado o template de tabela utilizado na descrição da intervenção.</p><p>Atividade 2</p><p>Assista ao vídeo de apresentação do Estudo de Caso das Abelhas:</p><p>Vídeo: https://youtu.be/ZbpXBDqwydw</p><p>Na sequência, comente suas impressões:</p><p>Clique no botão para baixar a atividade:</p><p>Baixar Atividade</p><p>AVALIAÇÃO DE IMPACTO DA FORMAÇÃO</p><p>Leia atentamente cada uma das afirmativas abaixo e utilize a escala de cinco pontos para preencher o campo em branco com a resposta que expressa melhor seu nível de concordância com cada afirmativa acerca da formação que você acaba de concluir.</p><p>Para responder às próximas questões, utilize a escala abaixo</p><p>Fonte: Abbad, G. (1999). Um modelo integrado de avaliação do impacto do treinamento no trabalho: IMPACT. (Doutorado em Psicologia, Instituto de Psicologia, Universidade de Brasília, Brasília, 1999).</p><p>Depois de concluir o preenchimento do questionário, identifique quais questões receberam as menores pontuações. Elas indicam possíveis barreiras para que você implemente os conhecimentos recém adquiridos.</p><p>Atividade 1</p><p>Você consegue fazer alguma coisa para superar essas barreiras?</p><p>Atividade 2</p><p>Quem poderia ajudar você a superar essas barreiras? De que forma?</p><p>Clique no botão para baixar a atividade:</p><p>Baixar Atividade</p><p>Referências</p><p>BZUNECK, José Aloyseo. As crenças de autoeficácia e o seu papel na motivação do aluno. A motivação do aluno: contribuições da psicologia contemporânea, v. 2, p. 116-133, 2001.</p><p>FREIRE, Luiz Gustavo Lima. Autorregulação da aprendizagem. Ciências & Cognição, v. 14, n. 2, p. 276-286, 2009.</p><p>GRUNSCHEL, Carola, et al. Effects of using motivational regulation strategies on students' academic procrastination, academic performance, and well-being.</p><p>Learning and individual differences, 2016, 49: 162-170.</p><p>LEI, Hao; CUI, Yunhuo; ZHOU, Wenye. Relationships between student engagement and academic achievement: A meta-analysis. Social Behavior and Personality: an international journal, 2018, 46.3: 517-528.</p><p>RABIN, Laura A.; FOGEL, Joshua; NUTTER-UPHAM, Katherine E. Academic procrastination in college students: The role of self-reported executive function. Journal of clinical and experimental neuropsychology, 2011, 33.3: 344-357.</p><p>STEEL, Piers. The procrastination equation: How to stop putting things off and start getting stuff done. Random House Canada, 2010.</p><p>WÄSCHLE, Kristin et al. Procrastination and self-efficacy: Tracing vicious and virtuous circles in self-regulated learning. Learning and instruction, v. 29, p. 103-114, 2014.</p><p>XU, Jianzhong, et al. Intrinsic motivation, favorability, time management, and achievement: A cross-lagged panel analysis. Learning and Motivation, 2020, 72: 101677.</p><p>ZIMMERMAN, Barry J. Attaining self-regulation: A social cognitive perspective. In: Handbook of self-regulation. Academic Press, 2000. p. 13-39.</p><p>Cardoso, N. O., Debiasi, A. F., Amorim, M. V., Bittarello, G. A., Broch, G., & Machado, W. L.  (2020). Planejamento financeiro em tempos de pandemia. Porto Alegre: PUCRS.</p><p>Cordeiro, N. J. N., Costa, M. G. V., Silva, M. N. da. Educação Financeira no Brasil: uma perspectiva panorâmica. Ensino da Matemática em Debate, [S. l.], v. 5, n. 1, p. 69–84, 2018. Recuperado em 17 de novembro de 2021 de https://revistas.pucsp.br/index.php/emd/article/view/36841.</p><p>Correio Brasiliense. (2021, maio 5). Três a cada quatro brasileiros estão endividados, mostra pesquisa. www.correiobraziliense.com.br. Recuperado em novembro 17, 2021, em (https://www.correiobraziliense.com.br/economia/2021/10/4953473-tres-a-cada-quatro-brasileiros-estao-endividados-mostra-pesquisa.html</p><p>Bessant, J., & Tidd, J. (2009). Inovação e empreendedorismo. Bookman Editora.</p><p>Dornelas, José Carlos Assis. (2005). Transformando ideias em negócios. 2.ed. Rio de Janeiro: Elsevier.</p><p>Campos, E.B.D, Veiga, H.M.S., & Corteza, P.A. (2021). Carreiras Empreendedoras. In: L.C. Oliveira-Silva & E.B.D. Campos (Orgs), Psicologia da Carreira: práticas em orientação, desenvolvimento e coaching de carreira. 1 ed. São Paulo: Vetor Editora.</p><p>Mcclelland, D. C. (1987). Characteristics of Successful Entrepreneurs. The Journal of Creative Behavior, 21 (3), 219-233.</p><p>Blustein, D. L., Kenny, M. E., Autin, K., & Duffy, R. (2019). The psychology of working in practice: A theory of change for a new era. The Career Development Quarterly, 67(3), 236–254. https://doi.org/10.1002/cdq.12193</p><p>Duffy, R. D., Blustein, D. L., Diemer, M. A., & Autin, K. L. (2016). The Psychology of Working Theory. Journal of Counseling Psychology, 63(2), 127–148. doi:10.1037/cou0000140</p><p>Duffy, R. D., Diemer, M. A., Perry, J. C., Laurenzi, C., & Torrey, C. L. (2012). The construction and initial validation of the Work Volition Scale. Journal of Vocational Behavior 80(2), 400–411. doi:10.1016/j.jvb.2011.04.002</p><p>Kenny, M. E., Blustein, D. L., Liang, B., Klein, T., & Etchie, Q. (2019). Applying the Psychology of Working Theory for Transformative Career Education. Journal of Career Development, 46(6), 623–636. https://doi.org/10.1177/0894845319827655</p><p>Pires, F. M., Ribeiro, M. A., & Andrade, A. L. (2020). Teoria da Psicologia do Trabalhar: uma perspectiva inclusiva para orientação de carreira. Revista Brasileira de Orientação Profissional, 21(2), 203-214. https://dx.doi.org/10.26707/1984-7270/2020v21n207</p><p>Elkington, J. (2021). Cisne Verde: O Boom Do Capitalismo Regenerativo? Comunicação apresentada no evento Expert ESG XP Investimentos. Recuperado a partir de: https://eventoexpert.xpi.com.br/event/expert-esg-2021/schedule</p><p>Elkington, J. (1997). Cannibals with forks: the triple bottom line of 21st century business. Oxford: Campstone.</p><p>Robinson, J. B. & Cole, R. J. (2015). Theoretical underpinnings of Regenerative Sustainability. Building Research and Information. DOI: http://dx.doi.org/10.1080/09613218.2014.979082</p><p>Silva, D. C. (2020). Carreiras verdes: estudo sobre profissionais que contribuem com o desenvolvimento sustentável. Dissertação de Mestrado, Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Psicologia, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, Brasil. Disponível em: http://www.bu.ufsc.br/teses/PPSI0900-D.pdf</p><p>Gysbers, N. C. (1996). Meeting the career needs of children and adolescents. Journal of Vocational Educational Research, 21, 87-98.</p><p>Hartung, P. J., Porfeli, E. J., & Vondracek, F. W. (2005). Child vocational development: A review and reconsideration. Journal of Vocational Behavior, v. 66, p. 385-419.</p><p>Jenschke, B. (2002). Educação profissional em escolas em uma perspectiva internacional. In: R. S. Levenfus & D. H. P. Soares (Eds.), Orientação vocacional ocupacional: Novos achados teóricos, técnicos e instrumentais para a clínica, a escola e a empresa (págs. 23-31). Porto Alegre: Artes Médicas.</p><p>Lassance, M. C. P. & Audibert, A. (2010). Educação para a carreira no jardim-de-Infância: uma proposta de intervenção. Em M. C. Taveira (Org.), Integração e Bem-estar – livro eletrônico, p. 80-93.</p><p>Magnuson, C. S. & Starr, M. F. (2000). How early is too early to begin life career planning? The importance of the elementary school years. Journal of Career Development, 27, 89-101.</p><p>Munhoz, I., & Melo-Silva, L. (2011). Educação para a carreira: Concepções, desenvolvimento e possibilidades no contexto brasileiro. Revista Brasileira de Orientação Profissional, 12(1), 37-48.</p><p>Munhoz, I. M. S.; Melo- Silva, L. L. (2012). Preparação para o trabalho na legislação educacional brasileira e educação para a carreira. Psicologia Escolar e Educacional (Impresso), 16, 291-298.</p><p>Pasqualini, J. C., Garbulho, N. F. & Schut, T. (2004). Orientação profissional com crianças: Uma contribuição à educação infantil. Revista Brasileira de Orientação Profissional, 5, 71-85.</p><p>Savickas, M. L. (2002a). Career construction: A developmental theory of vocational behavior. In D. Brown (Ed.), Career choice and development (4th ed., pp. 149-205. New York: Wiley.</p><p>Watson, M.; McMahon, M. (2005). Children’s career development: a research review from a learning perspective. Journal of Vocational Behavior. Orlando, v. 67, n. 2, p. 119-132.</p><p>M4 - DEFINIÇÃO E RELEVÂNCIA DOS PROJETOS DE VIDA</p><p>Neste módulo iremos resgatar os aspectos históricos relacionados ao conceito de Projetos de Vida; definimos seu conceito e apresentamos a relevância e os benefícios do trabalho com Projetos de Vida. Todos os materiais foram elaborados buscando um equilíbrio entre as evidências de pesquisas científicas e reflexões e atividades práticas, para que os professores que participam dessa formação possam ampliar seu repertório de conhecimentos sobre Projetos de Vida e que encontrem no material insumos que auxiliem no exercício dos conteúdos apresentados. Para que isso seja possível, recomendamos que os professores sejam estimulados a realizar as tarefas preparatórias como forma de sensibilizá-los para os conteúdos que serão apresentados em aula.</p><p>Antes de começarmos os estudos das Unidades, realize uma Avaliação de Motivação para Aprender.</p><p>AVALIAÇÃO DE MOTIVAÇÃO PARA APRENDER 1</p><p>Professor(a), por favor leia atentamente as frases abaixo e assinale a resposta que melhor indica o seu nível de concordância com cada uma delas utilizando a escala abaixo.</p><p>O que mais você precisa saber sobre a motivação para aprender?</p><p>Os indivíduos experimentam a motivação intrínseca quando suas necessidades básicas de autonomia (estar no controle de sua própria vida e agir em harmonia com seu eu interior), competência (capacidade de lidar de modo eficaz com o meio que o cerca) e relacionamento ou conexão (desejo de interagir, de conectar-se com as pessoas e de fazer algo em benefício dos outros) são satisfeitas. Essas três necessidades básicas são os nutrientes da proatividade, do funcionamento otimizado e da saúde psicológica. Por seu lado, os motivos extrínsecos dependem de necessidades</p><p>que têm de ser satisfeitas por reforços externos, como são o caso de recompensas, elogios e progressão na carreira.</p><p>A aprendizagem é mais duradoura quando é sustentada pela motivação intrínseca do que quando é provocada por um impulso transitório de reforços externos. Contudo, a motivação extrínseca pode ser importante para obrigar o aprendente a iniciar certas atividades ou para iniciar o processo de aprendizagem. Uma vez iniciado o processo de aprendizagem, este é melhorado e suportado por motivos intrínsecos. Por isso, neste curso, procuramos propor conteúdos e atividades que possam fazer com que diferentes pessoas se sintam motivadas a aprender sobre o EDUCAÇÃO PARA A CARREIRA.</p><p>Prossiga em frente para a primeira Unidade do nosso Módulo 4!</p><p>Para calcular sua pontuação, você deve:</p><p>1. Somar os valores de todas as suas respostas para os itens na cor branca (você terá no mínimo 14 e no máximo 56 pontos). Esse resultado indica o quanto sua motivação para aprender está relacionada a aspectos intrínsecos.</p><p>2. Recalcular os valores das suas respostas dos itens na cor cinza. As respostas 1 passam a valer 4 pontos; as respostas 2 passam a valer 3 pontos; as respostas 3 passam a valer 2 pontos e as respostas 4 passam a valer 1 ponto.</p><p>3. Somar as suas novas respostas para os itens em cinza (você terá no mínimo 12 pontos e no máximo 48 pontos). Esse resultado indica o quanto sua motivação de aprender depende de aspectos externos.</p><p>Unidade 1: Aspectos históricos</p><p>MATERIAIS PREPARATÓRIOS</p><p>Olá, professor(a). sugere-se que seja entregue a atividade a seguir aos alunos antes da realização da aula “Aspectos Históricos”.</p><p>Atividade 1</p><p>Quando é que se começou a falar de Projeto de Vida?</p><p>Atividade 2</p><p>O que a legislação diz sobre Projeto de Vida?</p><p>Acesse o botão para baixar a atividade:</p><p>Acessar Atividade</p><p>MATERIAIS PARA PRODUÇÃO DA AULA</p><p>Perguntas norteadoras</p><p>· Quando é que se começou a falar de Projeto de Vida?</p><p>· Quais são os aspectos históricos que culminaram na atual situação em relação ao Projeto de Vida?</p><p>· O que a legislação diz sobre Projeto de Vida?</p><p>Ementa da aula</p><p>Discussões iniciais sobre Projeto de Vida; Aspectos históricos; Legislação sobre Projeto de Vida.</p><p>Discussões iniciais sobre Projeto de Vida</p><p>Desde os anos 1990, a discussão sobre o projeto de vida já vem sendo pautada e endossada pelos documentos dos organismos internacionais e materializada pelos documentos produzidos pelas fundações. Porém, foi com a aprovação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para o ensino médio, em dezembro de 2018, que o debate - antes limitado à experiências isoladas nas redes estaduais - ganhou contornos nacionais.</p><p>Embora a ação de orientar e preparar para a vida em todas as suas dimensões seja uma função da escola, a realização desta ação de forma institucionalizada e sistemática no ensino público brasileiro ganhou discussão e foco apenas nos últimos anos e, sobretudo, por força de uma imposição legal. Percebe-se isso pois, a maioria dos estados se mobilizou para a sua implementação apenas após a promulgação da Medida Provisória nº 746/2016  e posterior Lei Federal nº 13.415/17. Outro aspecto que evidencia a inclusão desse tipo de trabalho no currículo apenas por imposição legal, por parte dos estados, é que estes, preponderantemente, circunscrevem as atividades de Projeto de Vida apenas na etapa do Ensino Médio, conforme previam os dispositivos legais supramencionados.</p><p>Na última década, os sistemas de ensino têm iniciado um processo de inclusão da componente curricular Projeto de Vida em seus currículos em todas as etapas formativas, a partir da promoção de atividades informativas e orientadoras que envolvem temas como: autoconhecimento, relações interpessoais, mundo do trabalho, profissões e ocupações, cidadania e vida em sociedade, planejamento, processos de escolha e aprendizagem, tomada de decisão e adaptabilidade.</p><p>Aspectos históricos</p><p>A palavra "projeto" etimologicamente se origina do latim projectus, designando algo relacionado à possibilidade de antecipação e planejamento do futuro. Em termos semânticos, há uma associação da palavra com o termo desenho ou design, que carrega a ideia de planos, concepção, criação, esboço.</p><p>Ao falarmos em projeto, é importante o entendimento a partir de uma lógica de narrativas biográficas que envolvem passado, presente e futuro. Assim, seu conceito se articula com a dimensão temporal, de forma que passado, presente e futuro encontram-se relacionados na construção do projeto.</p><p>No ano de 2016, a Presidência da República instituiu a Medida Provisória nº 746, convertida posteriormente na Lei Federal nº 13.415, de 16 de fevereiro de 2017, que trouxe alterações para as diretrizes e bases da educação nacional. Entre as alterações ocorridas, está a inclusão de trabalho voltado para a construção de Projeto de Vida dos estudantes nos currículos desta etapa da Educação Básica. Diante dessa demanda, as Secretarias Estaduais de Educação iniciaram um processo de reforma curricular, buscando incluir a temática Projeto de Vida nos processos de formação dos estudantes.</p><p>Dentre as alterações acrescidas, encontra-se a seguinte prescrição: “Os currículos do ensino médio deverão considerar a formação integral do aluno, de maneira a adotar um trabalho voltado para a construção de seu projeto de vida e para sua formação nos aspectos físicos, cognitivos e socioemocionais” (BRASIL, 2017). Embora na prescrição trazida pela Lei 13.415/17 não exista a obrigatoriedade de um formato específico para o trabalho com Projeto de Vida, observa-se que, predominantemente, os sistemas de ensino mantêm uma concepção curricular mais comum, estruturando o Projeto de Vida como uma disciplina segmentada.</p><p>Poucos sistemas de ensino exploram e adotam concepções mais flexíveis e inovadoras, como núcleos de discussão, módulos, atividades, práticas e projetos contextualizados e articuladores de saberes, oficinas, laboratórios, desenvolvimento transversal de temas ou outras formas de organização que rompam com o trabalho fragmentado.</p><p>Quase a totalidade dos estados se valeram de Parcerias Público-Privadas a fim de que as instituições privadas concebessem a forma de trabalhar com essa temática, optando por uma determinada metodologia, realizando a formação continuada dos atuantes e, em alguns casos, oferecendo planos de aulas minuciosamente detalhados para mera execução. Alguns estados parecem não ter uma concepção teórico-metodológica de trabalho com o “Projeto de Vida” solidamente fundamentada, apenas elencando temas a serem trabalhados e discutidos sem um embasamento procedimental mais concreto.</p><p>É contraditório afirmar que o Projeto de Vida não se resume a uma escolha profissional e circunscrevê-lo na etapa final da Educação Básica. Assim, o Projeto de Vida deve ser compreendido em uma perspectiva de Educação para a Carreira e executado em todas as etapas e modalidades de ensino, a fim de que os processos de ensino-aprendizagem sejam enriquecidos com o processo de desenvolvimento vocacional e profissional, possibilitando que os estudantes reflitam e se direcionem para a construção do que almejam para si e para o seu futuro em todas as dimensões de suas vidas.</p><p>Legislação sobre Projeto de Vida</p><p>Sob a ótica dos Direitos humanos, o século XX foi marcado por alguns feitos em direção à garantia de direitos das Crianças e Adolescentes (Código de Menores de 1927 e 1979 e Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA (1990) e outros serviços de assistência a menores. A mudança de perspectiva e a priorização total da infância como um dos pilares constitucionais da época trazem à tona a discussão dos direitos fundamentais e garantias que devem estar atrelados à infância, como prevenção, saúde, esporte, lazer, educação e profissionalização, inclusive por meio de ações cíveis públicas, medidas socioeducativas e determinação de privação de liberdade em instituição educacional, quando necessário. As determinações discutidas por esses documentos citados colocam as crianças e os adolescentes no centro do debate como protagonistas, sujeitos de direito</p><p>e, principalmente, atores sociais, ativos em suas histórias e na construção de suas próprias vidas.</p><p>Considerando as alterações ocorridas na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional pela Lei nº 13.415/2017, a Resolução nº 3, de 21 de novembro de 2018, atualizou as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio contendo princípios e fundamentos para a orientação das políticas públicas educacionais. Um dos elementos apontados é o Projeto de Vida, considerado como uma estratégia de reflexão sobre a trajetória escolar na construção das dimensões pessoal, cidadã e profissional do estudante.</p><p>Ainda de acordo com a referida Resolução, tanto as propostas curriculares dos sistemas de ensino quanto as propostas pedagógicas das unidades escolares ofertantes de ensino médio devem considerar e contemplar o Projeto de Vida e Carreira dos estudantes e a sua formação integral, expressa por valores e pelo desenvolvimento intencional dos aspectos físicos, cognitivos e socioemocionais, através de processos educativos significativos que promovam a autonomia, o comportamento cidadão e o protagonismo na construção de seu projeto de vida. Na atualização das Diretrizes Curriculares Nacionais, o Projeto de Vida e Carreira do estudante é visto como uma estratégia pedagógica cujo objetivo é promover o autoconhecimento do estudante e sua dimensão cidadã, de modo a orientar o planejamento da carreira profissional almejada, a partir de seus interesses, talentos, desejos e potencialidades.</p><p>Além da prescrição de inclusão de um trabalho voltado para a construção de Projeto de Vida nos currículos de ensino médio, presente na alteração da Lei de diretrizes e bases da educação nacional, no ano de 2017 foi instituída a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) da Educação Infantil e Ensino Fundamental e em 2018 a BNCC do Ensino Médio. Ambos os documentos que norteiam a educação básica brasileira expressam que uma das competências gerais a serem desenvolvidas pelos estudantes relaciona-se diretamente com Trabalho e Projeto de Vida, expressa da seguinte forma:</p><p>“Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem entender as relações próprias do mundo do trabalho e fazer escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade” (BRASIL, 2017b; 2018b).</p><p>A BNCC, como documento fundamental para nortear os novos modelos curriculares, reitera o foco no estudante no seu protagonismo e no seu projeto de vida em todas as etapas da Educação Básica. Em janeiro de 2019, a Coordenação-Geral de Ensino Médio do MEC encaminhou para as Secretarias Estaduais de Educação documentos referentes ao Novo Ensino Médio objetivando ampliar os subsídios para a elaboração de Propostas de Flexibilização Curricular.</p><p>Destacam-se dois documentos que enfatizam a questão do Projeto de Vida: as orientações para a Construção das Propostas de Flexibilização Curricular e a Orientação pedagógica para trabalho com Projeto de Vida enquanto componente curricular. Vejamos cada um deles em maiores detalhes.</p><p>As orientações para a Construção das Propostas de Flexibilização Curricular afirmam que em 2019 as escolas deveriam iniciar o desenvolvimento de atividades curriculares que apoiem o desenvolvimento do Projeto de Vida dos estudantes. Nessas ações, deve-se “ampliar o universo dos estudantes e o olhar destes sobre a vida, abordando sobre as diversas possibilidades de escolha presentes em seu percurso formativo e nas diversas dimensões da vida” (p. 5). O documento também ressalta o papel da escola como orientadora do processo que viabiliza ao estudante a construção do seu projeto de vida.</p><p>A Orientação Pedagógica para o trabalho com Projeto de Vida enquanto componente curricular é um documento pedagógico norteador para o trabalho com Projeto de Vida. Destacam-se os principais aspectos:</p><p>· O Projeto de Vida é conceituado como uma metodologia interdimensional que visa desenvolver habilidades cognitivas e não-cognitivas capazes de orientar o estudante no desenvolvimento de um projeto para si;</p><p>· O Projeto de Vida não é apenas escolha profissional, tampouco está dissociada do mundo produtivo, pois contribui para o autoconhecimento, para a capacidade de situar-se no mundo e reconhecer as possibilidades e para o desenvolvimento de valores e habilidades que contribuam para que o estudante faça boas escolhas ao longo da sua trajetória;</p><p>· O trabalho em torno do Projeto de Vida tem a capacidade de motivar e despertar o interesse dos estudantes a fim de direcioná-los para a construção do que esperam para si no futuro;</p><p>· O Projeto de Vida traz significado e preenche com valores a formação acadêmica dos componentes curriculares tradicionais;</p><p>· É necessário investimento na formação e aperfeiçoamento dos profissionais condutores dessas aulas. Recomenda-se que nas aulas use-se dinâmicas, recursos tecnológicos, os diversos espaços da escola e incentive-se o protagonismo e a autoria estudantil;</p><p>· Elenca-se quatro macrotemas ou eixos para a organização do componente curricular de Projeto de Vida: Autoconhecimento; Eu x Outro; Planejamento e; Preparação para o mundo fora da escola.</p><p>Há, ainda, um terceiro documento: Práticas Pedagógicas de Formação Integral no Ensino Médio de Tempo Integral: o que são e como podem ser realizadas nas escolas. Trata-se de um material orientador que aborda ações voltadas para a educação integral, conceituando-as e exemplificando a sua realização nas escolas. As ações são: Projeto de Vida, Protagonismo Juvenil e Mentoria/Tutoria.</p><p>Acerca do Projeto de Vida, os pontos centrais aludidos são:</p><p>· O Projeto de Vida como percurso, metodologia e possibilidade para que o jovem reflita sobre quem é e quem quer ser, de modo a construir o seu próprio itinerário; o Projeto de Vida como prática de orientação do estudante em torno da construção de valores e realização de seus objetivos; como espaço para organizar objetivos, metas e definir ações para alcançá-los; como mecanismo de reflexão, pactuação e estratégias para a realização do seu projeto de vida, inclusive entender o papel da escola nesse percurso;</p><p>· O projeto de vida traz sentido para a escola, uma vez que o jovem passa a ver o ambiente escolar como um impulsionador dos seus objetivos, podendo reduzir índices de abandono e evasão escolares;</p><p>· Conhecer a si mesmo e traçar metas para alcançar os seus objetivos faz parte do caminho para a realização do jovem ao final da Educação Básica, independente de qual caminho o jovem irá seguir;</p><p>· Algumas estratégias que podem ser utilizadas para o trabalho com Projeto de Vida é o uso de material estruturado, palestras, atividades diversificadas, atividades em grupo e levar em consideração a preferência dos jovens;</p><p>· O Projeto de Vida pode se fazer estar contido em outros componentes ou receber outro nome. O importante é que conecte o jovem aos seus objetivos;</p><p>· Destacam-se duas possibilidades para o trabalho com Projeto de Vida: enquanto componente curricular ou enquanto princípio/temática transversal:</p><p>· Projeto de Vida como componente curricular: garante tempo para o seu desenvolvimento e deve ser acompanhado de material específico para o trabalho em sala de aula, que pode ser adaptado a partir da realidade local, como autoconhecimento, construção do sujeito e discussão sobre sonhos. Essa opção assegura um momento específico para a discussão e aprofundamento no tema, além de possibilitar formação aos profissionais envolvidos. É importante que o Projeto de Vida, apesar de trabalhado em componente curricular, seja compartilhado com todos da escola de modo que seja possível alinhar o trabalho em torno dos temas desenvolvidos;</p><p>· Projeto de Vida como princípio/temática transversal: exige forte articulação de toda a equipe escolar, de modo que as temáticas que compõem o percurso formativo sejam trabalhadas por todos e façam parte do planejamento das práticas da escola. É preciso ter atenção para garantir o alinhamento da equipe. Esta</p><p>opção perpassa todas as ações da escola e não exige a formação docente específica em Projeto de Vida. Neste caso, a prática docente se organiza a partir de temas inerentes ao Projeto de Vida de forma que o estudante esteja desenvolvendo o seu projeto de vida a todo momento.</p><p>Abaixo, segue o quadro-resumo com os marcos legais relativos ao Projeto de Vida nas Escolas.</p><p>EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO DO CONTEÚDO</p><p>Questão 1</p><p>Relacione os elementos da coluna A (Marco Legal / Documento orientador) com os tópicos correspondentes na coluna B (Principais tópicos relativos ao Projeto de Vida):</p><p>Acesse o botão para baixar a atividade:</p><p>Acessar Atividade</p><p>TAREFA DE CASA</p><p>Professor(a), entregue essa atividade para os alunos realizarem como tarefa de casa e refletirem sobre conteúdos abordados.</p><p>Reflita sobre as práticas que já utiliza com seus estudantes e que têm relação com o Projeto de Vida. A seguir responda às seguintes questões:</p><p>Atividade 1</p><p>Quais são os pontos contemplados de acordo com as orientações das resoluções e leis vigentes?</p><p>Atividade 2</p><p>O que pode ser aperfeiçoado?</p><p>Atividade 3</p><p>Descreva uma prática aperfeiçoada de acordo com os aspectos da legislação vistos durante a aula.</p><p>Observação</p><p>Caso não utilize práticas relativas ao Projeto de Vida, crie uma atividade que contemple no mínimo dois aspectos das orientações previstas nas resoluções e na legislação sobre Projeto de Vida.</p><p>Acesse o botão para baixar a atividade:</p><p>Acessar Atividade</p><p>Unidade 2: Definição de Projeto de Vida</p><p>MATERIAIS PREPARATÓRIOS</p><p>Assista à videoaula a seguir, dividida em três partes, em que a Professora Valéria Arantes, da Universidade de São Paulo, reflete sobre aspectos que permeiam o conceito de projetos de vida:</p><p>O conceito de Projetos de Vida (Parte 1)</p><p>Vídeo: https://youtu.be/mtaomLjMQDU</p><p>O conceito de Projetos de Vida (Parte 2)</p><p>Vídeo: https://youtu.be/HmkeKFbcP_U</p><p>O conceito de Projetos de Vida (Parte 3)</p><p>Vídeo: https://youtu.be/XR8-XTg8fl4</p><p>Após assistir à videoaula, leia e responda à questão, em seu Diário de Bordo:e</p><p>“A escola deve ser um lugar onde se aprenda a resolver os problemas da vida, e os conhecimentos das matérias específicas devem ser os meios que proporcionam com que isso aconteça”. Você, professor, concorda com a frase acima? Justifique sua resposta de acordo com sua experiência.</p><p>MATERIAIS PARA A PRODUÇÃO DA AULA</p><p>Perguntas norteadoras</p><p>· O que é Projeto de Vida?</p><p>· Quais são os componentes do Projeto de Vida?</p><p>· Como se avalia Projeto de Vida?</p><p>Ementa da aula</p><p>Definição de Projeto de Vida; Componentes do Projeto de Vida; Avaliação do grau de estruturação do Projeto de Vida.</p><p>Definição de Projeto de Vida</p><p>A definição de Projeto de Vida tem sido considerada uma tarefa difícil. Uma pesquisa buscou investigar como se define projeto de vida na contemporaneidade. Os resultados apontaram que existe uma multiplicidade de definições sobre projeto de vida, geralmente relacionado a alguns conceitos como:</p><p>(a) Intenção de alcançar alguma coisa e de transformação da realidade</p><p>(b) Estrutura psicológica</p><p>(c) Ação de escolher</p><p>(d) Aspirações.</p><p>Além disso, podem-se citar alguns aspectos em comum nos estudos que buscaram definir Projeto de Vida: 1. Fases do Desenvolvimento, 2. Sentido da Vida, 3. Contexto Cultural e 4. Inclusão do Outro. Vejamos cada um deles.</p><p>· Fases do desenvolvimento: O primeiro aspecto comum a ser destacado refere-se à fase do desenvolvimento na qual inicia a construção do Projeto de Vida. A construção do projeto de vida acontece, de diferentes modos, ao longo de todas as fases do desenvolvimento humano:</p><p>(a) Inicia na infância, por meio da convivência familiar e social;</p><p>(b) Torna-se uma possibilidade concreta durante a adolescência, considerando-se os avanços cognitivos, afetivos e morais próprios deste período do desenvolvimento; e</p><p>(c) Por seu caráter de projeção futura, envolve toda a vida adulta.</p><p>O projeto de vida é especialmente importante durante a vida adulta, uma vez que ele pode funcionar como um guia para a vida do indivíduo. Assim, dependendo das ações do sujeito, o projeto de vida poderá ou não ser concretizado.</p><p>· Sentido da Vida: Nesse quesito, o Projeto de Vida representa um rumo para a vida do indivíduo e é considerado como um aspecto central e organizador. Dessa forma, o Projeto de Vida é a intenção de alcançar algo significativo para si e que gere um compromisso produtivo para além de si.</p><p>· Contexto Cultural: O terceiro aspecto comum diz respeito à importância do contexto cultural para a construção do Projeto de Vida, que, embora seja individual, é construído com base nos valores de uma determinada cultura e de um determinado momento histórico.</p><p>· Inclusão do Outro: O último aspecto comum refere-se à inclusão do outro no Projeto de Vida, isto é, o interesse pessoal de ir em busca de um projeto inclui o desejo de contribuir para questões que vão além de si próprio.</p><p>Uma das definições mais usadas, sobretudo no contexto internacional, é a seguinte: o Projeto de Vida é uma intenção estável e generalizada de alcançar algo que seja significativo para o indivíduo e que gere um compromisso para o mundo além do eu. Mais recentemente, o Projeto de Vida tem sido entendido como um processo em contínua evolução, constituído pela formação, execução e manutenção de estruturas e ações intencionais que, em conjunto, formam uma narrativa significativa e prospectiva de longo, capaz de incitar decisões e esforços na vida cotidiana.</p><p>Na atualização das Diretrizes Curriculares Nacionais, o Projeto de Vida e Carreira do estudante é visto como uma estratégia pedagógica cujo objetivo é promover o autoconhecimento do estudante e sua dimensão cidadã, de modo a orientar o planejamento da carreira profissional almejada a partir de seus interesses, talentos, desejos e potencialidades.</p><p>O Projeto de Vida não se trata, portanto, de uma mera preparação para a escolha profissional, mas um itinerário no qual os indivíduos realizam atividades de autoconhecimento, de conhecimento da sua realidade e oportunidades, de informação e orientação acerca do mundo do trabalho e de preparação para a tomada de decisões e para as transições. Nesse sentido, é uma formação longitudinal e que não precisa necessariamente estar restrita à etapa final da Educação Básica.</p><p>Componentes do Projeto de Vida</p><p>O documento “Orientação pedagógica para trabalho com Projeto de Vida enquanto componente curricular” sugere quatro macrotemas que devem ser trabalhados no Ensino Médio: Autoconhecimento; Eu x Outro; Planejamento e; Preparação para o mundo fora da escola.</p><p>O quadro a seguir detalha os macrotemas e as habilidades correspondentes a serem desenvolvidas:</p><p>O escopo de ações pode ser diverso: autoconhecimento, descoberta de aspirações, interesses, potenciais e desafios pessoais, autocuidado, avaliação de interesses, habilidades e capacidades por meio de atividades pedagógicas, tratamento da questão das escolhas e decisões e as suas implicações, reflexão sobre relações sociais e ampliação de horizontes e possibilidades, apontamento de diferentes itinerários que um sujeito pode seguir, informação sobre cursos técnicos e superiores, construção de carreira/caminhos para a vida pessoal, profissional e a ação cidadã, entre outros.</p><p>Para além do autoconhecimento, do conhecimento acerca das profissões e do mercado de trabalho, é importante o desenvolvimento de valores relativos ao trabalho e de competências-chave que serão utilizadas, no futuro, para o planejamento, o desenvolvimento e a progressão na carreira, sujeita a tantas transições no mundo contemporâneo. Entre essas habilidades, está a de “aprender a fazer escolhas”, que será extremamente necessária no contexto do Novo Ensino Médio, o qual exige a opção por um itinerário formativo, ocasião na qual deverão escolher disciplinas de seu interesse para aprofundamento, com consequências para a futura carreira.</p><p>Avaliação do grau de estruturação do Projeto de Vida</p><p>As pessoas, em geral, têm um Projeto de Vida, isto é, uma ideia do que gostariam no futuro, do que fazem no momento presente e do que já fizeram para alcançar seus objetivos.</p><p>O que difere um Projeto de Vida de outro é o seu grau de estruturação.</p><p>A estrutura do Projeto de Vida pode ser avaliada levando-se em consideração duas perspectivas: Identificação e Envolvimento. Vejamos:</p><p>Identificação: Refere-se ao quanto a pessoa é capaz de identificar a presença de estruturas intencionais (objetivos, planos e propósitos) que orientam a sua narrativa em relação ao futuro. Uma pessoa tem um grau de identificação alto quando tem clareza sobre o que intenciona para o futuro e sobre como pretende atingir tais objetivos a partir das suas ações.</p><p>Envolvimento: Refere-se ao quanto a pessoa mobiliza esforços no presente a fim de atingir os seus objetivos para o futuro. Uma pessoa tem um grau de envolvimento alto quando está engajada em atividades frequentes que têm por finalidade atingir aquilo que ela intenciona em relação ao seu futuro.</p><p>EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO DO CONTEÚDO</p><p>Professor(a), ao final desta aula, aplique as seguintes questões aos alunos para estimular o aprendizado do conteúdo.</p><p>Atividade</p><p>Leia as seguintes frases e marque (V) para as verdadeiras e (F) para as falsas.</p><p>(   ) 1. Existe apenas uma definição de Projeto de Vida.</p><p>(   ) 2. Os aspectos em comum nos estudos que buscaram definir Projeto de Vida são: 1. Fases do Desenvolvimento, 2. Sentido da Vida, 3. Contexto Cultural e 4. Inclusão do Outro.</p><p>(   ) 3. Os projetos de vida são individuais e não incluem o outro.</p><p>(  ) 4. Existe a orientação de que se trabalhem quatro macrotemas no Projeto de Vida enquanto componente curricular: Autoconhecimento; Eu x Outro; Planejamento e; Preparação para o mundo fora da escola.</p><p>(   ) 5. Uma definição recente de Projeto é a seguinte: o Projeto de Vida é um processo em contínua evolução, constituído pela formação, execução e manutenção de estruturas e ações intencionais que, em conjunto, formam uma narrativa significativa e prospectiva de longo prazo, capaz de incitar decisões e esforços na vida cotidiana.</p><p>Acesse o botão para baixar a atividade:</p><p>Acessar Atividade</p><p>TAREFA DE CASA</p><p>Professor(a), entregue essa atividade para os alunos realizarem como tarefa de casa e refletirem sobre conteúdos abordados.</p><p>Considere as seguintes situações de jovens adolescentes:</p><p>Situação 1</p><p>Pedro, 15 anos, está convencido de que será o Presidente da República. Ele fala com bastante entusiasmo sobre a sua intenção de tornar o Brasil um lugar mais justo. A professora desconfia que tal desejo deve se relacionar ao fato de seu pai ser vereador. O adolescente fala com bastante apreço sobre o pai, apesar de reclamar com bastante frequência que ele passa pouco tempo em casa. A forma eloquente com que Pedro fala sobre os seus projetos políticos com os seus colegas é bastante semelhante ao modo como o seu pai emite os seus discursos nos palanques da cidade. Apesar dos discursos de Pedro sobre política, o aluno envolve-se muito pouco com os projetos da escola. Ele foi convidado pela professora para participar do grêmio estudantil, mas só frequentou uma reunião. Como o rendimento acadêmico do estudante tem caído significativamente, seus pais foram chamados para uma reunião. Somente a mãe apareceu e se queixou que o filho passa o dia inteiro jogando vídeo game.</p><p>Situação 2</p><p>Mariana, 17 anos, é uma excelente estudante. Tem as melhores notas da sua turma e, além disso, é envolvida em diferentes projetos da escola. Ela escreve notícias para o jornal, ajuda nas campanhas para arrecadação de alimentos na comunidade, teve excelente desempenho na Olimpíada de Matemática etc. Todos veem Mariana com admiração, especialmente porque a adolescente tem uma história de vida muito difícil. Ela perdeu o pai com 9 anos e, desde então, tem ajudado a mãe a cuidar dos irmãos, que atualmente têm 9 e 12 anos. A mãe da Mariana envolve-se muito pouco com a escola e, nas poucas reuniões que compareceu, estava sempre de cabeça baixa. Mariana tem estudado bastante para o vestibular. A estudante afirma que fará Medicina, uma vez que todos reconhecem a possibilidade de ela passar num vestibular tão concorrido. A pedagoga da escola a chamou para uma reunião sobre o jornal e, após o fim da reunião, perguntou se ela estava animada para ser a médica do bairro. A adolescente começou a chorar ao ponto de soluçar e disse que, na verdade, não quer ser médica e que se sente perdida em relação ao futuro.</p><p>Situação 3</p><p>Eduardo, 16 anos, é um adolescente de poucas palavras que se senta sempre no fundo da sala e frequentemente dorme durante as aulas. Ele é tido no bairro como um adolescente perigoso, pois tem se envolvido com os traficantes da região. A família de Eduardo é bastante pobre. Seu pai era envolvido com o tráfico de drogas local e foi baleado e morto pela polícia quando Eduardo tinha 13 anos. A mãe de Eduardo passa a maior parte do dia trabalhando como diarista para poder sustentar os seus sete filhos. Preocupada com a situação, a pedagoga da escola convidou Eduardo para uma conversa e falou sobre a importância de se pensar sobre o futuro. O adolescente riu e disse que pensava frequentemente sobre o futuro. O detalhamento oferecido por Eduardo sobre como se tornar o “patrão” da boca de fumo chega a impressionar. O adolescente parece bastante ciente dos próximos passos a serem tomados para atingir os seus objetivos e assim o tem feito. A pedagoga tenta argumentar que a vida no tráfico de drogas pode gerar consequências graves, como a morte ou o encarceramento. O adolescente responde que o risco é válido, pois só ele sabe o quão difícil é passar fome.</p><p>Para cada uma das situações apresentadas, responda em seu Diário de Bordo:</p><p>Atividade 1</p><p>O que se pode dizer sobre o grau de identificação e envolvimento dos jovens em questão?</p><p>Atividade 2</p><p>Quais elementos da situação de vida de cada um parecem significativos para compreender seus projetos de vida?</p><p>Atividade 3</p><p>Que tipo de intervenção poderia ser dirigida para apoiá-los na construção de seus projetos de vida?</p><p>Atividade 4</p><p>Na sua realidade, o que você observa em relação ao grau de estruturação do Projeto de Vida de seus alunos?</p><p>Acesse o botão para baixar a atividade:</p><p>Acessar Atividade</p><p>Unidade 3: Por que Trabalhar com Projeto de Vida?</p><p>MATERIAIS PREPARATÓRIOS</p><p>Olá, professor(a), sugere-se que seja entregue a atividade a seguir aos alunos antes da realização da aula “Por que Trabalhar com Projeto de Vida?”</p><p>Professor, nós imaginamos que você tenha muitos questionamentos sobre Projeto de Vida depois dos conhecimentos até agora adquiridos. Talvez, algumas perguntas já tenham sido respondidas. Ainda assim, queremos convidar você a assistir à live do Instituto Iungo, com a participação da Profa. Valéria Arantes, da Universidade de São Paulo, em que ela responde perguntas relativas à definição de Projeto de Vida:</p><p>Vídeo: https://youtu.be/u3H7jTsGQDc ]</p><p>Após assistir à live, suas perguntas foram respondidas? Se ainda tem perguntas, escreva abaixo quais são:</p><p>MATERIAIS PARA PRODUÇÃO DA AULA</p><p>Perguntas norteadoras</p><p>· Por que é importante pensar em Projeto de Vida?</p><p>· É obrigatório fazer Projeto de Vida?</p><p>· Quais são os benefícios do Projeto de Vida?</p><p>Ementa da aula</p><p>Relevância de realização de Projeto de Vida; Obrigatoriedade do Projeto de Vida; Benefícios do Projeto de Vida.</p><p>Relevância de realização de Projeto de Vida</p><p>Considera-se que o Projeto de Vida é pertinente para a colaboração da construção dos Projetos de Vida dos estudantes, oferecendo-lhes o suporte necessário para realizar escolhas mais conscientes e que levem em consideração a sua história de vida e a conjuntura em que estão inseridos. Consiste, desta forma, em uma atividade que contribui para que o jovem atribua sentido à vida, aos estudos e ao trabalho.</p><p>O trabalho com Projeto de Vida tem a potencialidade de auxiliar o estudante a se preparar para as transições e as escolhas atreladas a elas. Algumas dessas transições são: dos Anos Iniciais para os Anos Finais do Ensino Fundamental, do Ensino Fundamental para o Ensino Médio regular ou técnico integrado, do Ensino Médio para o Ensino Superior, da transição escola para o mundo do trabalho e de possíveis retornos para as</p><p>instituições de ensino diante da necessidade de educação e aprendizagem ao longo da vida.</p><p>O Projeto de Vida desenvolve a capacidade de conectar experiências para aprender sobre a realidade, os novos desafios do mundo (sociais, econômicos e ambientais) e a tomada de decisão, bem como aborda questões éticas e fundamentadas, possibilitando a formação de sujeitos críticos, criativos, autônomos e responsáveis, mais capacitados para a vida cidadã. O contexto em que o Projeto de Vida está inserido envolve outras experiências que devem ser trabalhadas de forma integrada, de acordo com a Base Nacional Curricular Comum (BNCC), que são:</p><p>· Favorecer a atribuição de sentido às aprendizagens, por sua vinculação aos desafios da realidade e pela explicitação dos contextos de produção e circulação dos conhecimentos;</p><p>· Garantir o protagonismo dos estudantes em sua aprendizagem e o desenvolvimento de suas capacidades de abstração, reflexão, interpretação, proposição e ação, que são essenciais para sua autonomia pessoal, profissional, intelectual e política;</p><p>· Valorizar os papéis sociais desempenhados pelos jovens, para além de sua condição de estudante, e qualificar os processos de construção de sua identidade e de seu Projeto de Vida;</p><p>· Assegurar tempos e espaços para que os estudantes reflitam sobre suas experiências e aprendizagens individuais e interpessoais, de modo a valorizarem o conhecimento, confiarem em sua capacidade de aprender e identificarem e utilizarem estratégias mais eficientes para seu aprendizado;</p><p>· Promover a aprendizagem colaborativa, desenvolvendo nos estudantes a capacidade de trabalharem em equipe e aprenderem com seus pares;</p><p>· Estimular atitudes cooperativas e propositivas para o enfrentamento dos desafios da comunidade, do mercado de trabalho e da sociedade em geral.</p><p>Trabalhar o Projeto de Vida na escola possibilita o desenvolvimento teórico e prático sobre os temas, bem como aliar o conhecimento adquirido às vivências reais, o que aproxima os alunos da realidade e facilita seus processos de escolha. Sendo assim, é relevante estimular o estudante a refletir de forma mais profunda sobre sua identidade e seu papel na sociedade, bem como guiá-lo no desenvolvimento de um plano para alcançar seus objetivos, contribuindo para seu desenvolvimento pessoal e social.</p><p>Obrigatoriedade do Projeto de Vida</p><p>O Projeto de Vida é um componente curricular do Novo Ensino Médio, sendo, portanto, obrigatório a partir da Lei n° 13.415/2017, que cita no artigo 3° § 7°:</p><p>“Os currículos do ensino médio deverão considerar a formação integral do aluno, de maneira a adotar um trabalho voltado para a construção de seu Projeto de Vida e para sua formação nos aspectos físicos, cognitivos e socioemocionais”.</p><p>A Base Nacional Curricular Comum (BNCC) também abarca o Projeto de Vida entre as 10 competências gerais que devem ser contempladas em todas as etapas da educação.</p><p>A competência de número 6 cita:</p><p>“Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais, apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem entender as relações próprias do mundo do trabalho e fazer escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu Projeto de Vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade”.</p><p>Desta forma, é essencial que as escolas planejem e executem trabalhos pertinentes para o desenvolvimento dessa competência, que é considerada uma premissa básica para o desenvolvimento integral dos estudantes. De acordo com a BNCC, o ensino escolar deve contribuir para a formação geral dos estudantes que sejam congruentes com o exercício da cidadania e com a construção de saberes e aprendizagens necessários para a convivência na sociedade contemporânea.</p><p>As diretrizes para o Novo Ensino Médio tornam mandatório que o Projeto de Vida dos estudantes seja desenvolvido em todas as escolas, buscando o desenvolvimento integral de habilidades como: cooperação, compreensão, argumentação, domínio das tecnologias, bem como o respeito e análise das situações e problemas do mundo. O Projeto de Vida oferece essa possibilidade de experiências para os alunos dentro da escola, com a orientação dos professores, que apresentam caminhos e tiram dúvidas, respeitando a autonomia, as limitações e as necessidades de cada estudante. Dessa forma, os alunos constroem a partir desse apoio e orientação, seu próprio Projeto de Vida, de acordo com suas preferências, respeitando a responsabilidade social de cada um.</p><p>O objetivo, com as diretrizes para o Novo Ensino Médio é que os jovens sejam protagonistas de suas vidas e possam definir o seu próprio Projeto de Vida, que envolve os âmbitos acadêmico, profissional, social e pessoal. Espera-se, assim, que os jovens se tornem cidadãos responsáveis e éticos, aptos a fazerem escolhas saudáveis e sustentáveis tanto para si como para a comunidade ao seu redor.</p><p>Benefícios do Projeto de Vida</p><p>Ter um Projeto de Vida é importante para o desenvolvimento saudável da vida. Na adolescência, ter um Projeto de Vida é um fator de proteção, de forma que a sua ausência pode estar relacionada a comportamentos de risco. Isso ocorre porque os riscos frequentes à vida dos adolescentes, como uso de drogas e comportamento sexual de risco, estão vinculados a uma perspectiva pessoal de futuro frágil ou inexistente, como se a vida não valesse a pena. Desse modo, o foco na construção do Projeto de Vida pode evitar que os adolescentes se envolvam em comportamentos autodestrutivos.</p><p>Além de ser um fator de proteção, ter um Projeto de Vida é um fator que contribui para o desenvolvimento juvenil positivo. Essa é uma abordagem que coloca ênfase nas potencialidades dos jovens, de forma que sejam observadas, reconhecidas e aprimoradas. A grande vantagem da utilização dessa perspectiva é romper com a ideia de que a adolescência é uma fase turbulenta e problemática, ao mesmo tempo que oferece a possibilidade de ver esse período do desenvolvimento de forma mais positiva e saudável.</p><p>Portanto, ter um Projeto de Vida fornece suporte para enfrentar situações adversas que os indivíduos costumam vivenciar na adolescência. Sabe-se ainda que, para a maioria dos adolescentes, ter um Projeto de Vida faz com que eles se sintam bem, pois essa perspectiva de finalidade e planejamento traz para o jovem uma visão mais clara e conciliatória entre presente e futuro. Ainda, o trabalho com o Projeto de Vida aprofunda e amplia o sentido da escola, aproximando os estudantes das temáticas e dos desafios que eles estão enfrentando em suas vidas reais e criando condições para que eles desenvolvam as habilidades necessárias para construir o futuro que almejam para si e, em termos mais amplos, para a sociedade a qual pertencem.</p><p>EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO DO CONTEÚDO</p><p>Professor(a), ao final desta aula, aplique as seguintes questões aos alunos para estimular o aprendizado do conteúdo.</p><p>Questão 1</p><p>Complete as frases a seguir com as palavras disponíveis.</p><p>TAREFA DE CASA</p><p>Professor(a), entregue essa atividade para os alunos realizarem como tarefa de casa e refletirem sobre conteúdos abordados.</p><p>Atividade 1</p><p>O que você respondia quando, aos 10 anos, perguntavam “o que você quer ser quando crescer?”</p><p>Atividade 2</p><p>De que forma você avalia que pensar sobre um projeto do que você seria no futuro pode ter contribuído para que se tornasse o profissional que é hoje? E para que se tornasse a pessoa que é hoje?</p><p>Atividade 3</p><p>Quem você gostaria de ser no futuro?</p><p>Atividade 4</p><p>Você avalia que suas ações, no presente, estão alinhadas com o seu projeto de vida? Justifique.</p><p>Atividade 5</p><p>Analise o quadrinho abaixo:</p><p>De que forma você pensa que os projetos de vida de seus alunos podem contribuir para que eles se tornem cidadãos capazes de mudar as suas vidas e a sociedade no futuro?</p><p>Acesse o botão para baixar a atividade:</p><p>Atividade Avaliativa</p><p>Questão 1</p><p>As frases abaixo dizem respeito ao trabalho com Projeto de Vida nas escolas, EXCETO:</p><p>Acessar Atividade</p><p>Parabéns! Você chegou ao final do Módulo 4 da Formação em Educação para Carreiras e Projetos de Vida nos Anos Finais!</p><p>Esperamos que você tenha</p><p>aproveitado cada um dos conteúdos estudados aqui. Se quiser aprofundar ainda mais seus estudos, veja a lista de referências no próximo slide.</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>ALVES, M. F. (2020). POLÍTICA EDUCACIONAL, PROJETO DE VIDA E CURRÍCULO DO ENSINO MÉDIO: TEIAS E TRAMAS FORMATIVAS. Revista Humanidades e Inovação, 7(8), 20-35.</p><p>BAZILIO, L. C e KRAMER, S. Infância, Educação e Direitos Humanos. 4 ed. São Paulo: Cortez, 2011.</p><p>BRASIL. Medida Provisória nº 746, de 22 de setembro de 2016. Institui a Política de Fomento à Implementação de Escolas de EMTI, altera a Lei n º 9.394, de 20 de dezembro de 1996 [...]. Brasília, 2016. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Mpv/mpv746.htm.</p><p>BRASIL. Lei nº 13.415, de 16 de fevereiro de 2017. Altera as Leis n º 9.394, de 20 de dezembro de 1996 [...]. Brasília, 2017a. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm.</p><p>BRASIL. Resolução CNE/CP nº 2, de 22 de dezembro de 2017. Institui e orienta a implantação da Base Nacional Comum Curricular, a ser respeitada obrigatoriamente ao longo das etapas e respectivas modalidades no âmbito da Educação Básica.</p><p>Brasília, 2017b. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/docman/dezembro-2018-pdf/104101-rcp004-18/file.</p><p>BRASIL. Resolução CNE/CEB nº 3, de 21 de novembro de 2018. Atualiza as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio. Brasília, 2018a. Disponível em: http://www.in.gov.br/materia/-/asset_publisher/Kujrw0TZC2Mb/content/id/51281622.</p><p>BRASIL. Ministério da Educação. Resolução CNE/CP nº 4, de 17 de dezembro de 2018. Institui a Base Nacional Comum Curricular na Etapa do Ensino Médio [...]. Brasília, 2018b. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/docman/ dezembro-2018-pdf/104101-rcp004-18/file.</p><p>BRASIL. Ministério da Educação. Orientações para a Construção das Propostas de Flexibilização Curricular. Brasília, 2019a.</p><p>BRASIL. Ministério da Educação. Orientação pedagógica para trabalho com Projeto de Vida enquanto componente curricular: Diretrizes para elaboração de material pedagógico. Brasília, 2019b.</p><p>BRASIL. Ministério da Educação. Práticas pedagógicas de formação integral no Ensino Médio de Tempo Integral. Brasília, 2019c.</p><p>BRASIL. Ministério da Educação. Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. Edital de Convocação Nº 03/2019 – CGPLI. Edital de Convocação para Processo de Inscrição e Avaliação de Obras Didáticas, Literárias e Recursos Digitais para o Programa Nacional do Livro e do Material Didático PNLD 2021. Diário Oficial da União: seção 3, Brasília, DF, n. 241, p. 62, 13 dez. 2019. Brasília, 2019d. Disponível em: https://www.in.gov.br/web/dou/-/edital-deconvocacao-n-3/ 2019-cgpli-pnld-2021-233294129.</p><p>MACHADO, J. N. (2000). Educação: projetos e valores. (2a ed.). São Paulo: Escrituras.</p><p>SILVA, K. C. Educação para a Carreira e Projeto de Vida: confluência das representações sociais e do habitus estudantil. 2019. 112 f. il. Dissertação (Mestrado em Educação) - Universidade de Brasília, Brasília, 2019. Disponível em: http://repositorio.unb.br/handle/10482/35609.</p><p>SILVA, K. C.; CARVALHO, O. F. de. Trabalho e projeto de vida: Competência para a quarta Revolução Industrial. Revista Com Censo: Estudos Educacionais do Distrito Federal, [S.l.], 6(4), 10-17, nov. 2019. ISSN 2359-2494. Disponível em: http://www.periodicos.se.df.gov.br/index.php/comcenso/article/view/738.</p><p>BRASIL. Ministério da Educação. Orientação pedagógica para trabalho com Projeto de Vida enquanto componente curricular: Diretrizes para elaboração de material pedagógico. Brasília, 2019b.</p><p>Bronk, K. C. (2008). Humility among adolescent purpose exemplars. Journal of Research on Character Education, 6(1), 35-51.</p><p>Bronk, K. C., Finch, W. H., & Talib, T. (2010). The prevalence of a purpose in life among high ability adolescents. High Ability Studies, 21(2), 133-145.</p><p>Coscioni, V. (2021). A comprehensive theory of life projects [Unpublished doctoral dissertation]. Universidade de Coimbra.</p><p>Damon, W., Menon, J., & Bronk, K. C. (2003). The development of purpose during adolescence. Applied Developmental Science, 7(3), 119-128.</p><p>D’Aurea-Tardeli, D. (2010). Identidade e Adolescência: Expectativas e valores do projeto de vida. Revista Eletrônica Pesquiseduca, 2(3), 65-74.</p><p>Dellazzana-Zanon, L. L., & Freitas, L. B. d. L. (2015). Uma Revisão de Literatura sobre a Definição de Projeto de Vida na Adolescência. Interação em Psicologia, 19(2), 281-292. http://dx.doi.org/10.5380/psi.v19i2.35218</p><p>Hill, P. L., Burrow, A. L., O’Dell, A. C., & Thornton, M. A. (2010). Classifying adolescents' conceptions of purpose in life. The Journal of Positive Psychology, 5(6), 466-473.</p><p>Kiang, L. (2012). Deriving daily purpose through daily events and role fulfillment among Asian American youth. Journal of Research on Adolescence, 22(1), 185-198.</p><p>Leão, G., Dayrell, J. T., & Reis, J. B. (2011). Juventude, projetos de vida e ensino médio. Educação & Sociedade, 32(117), 1067-1084.</p><p>Marcelino, M. Q. S., Catão, M. F. F. M., & Lima, C. M. P. (2009). Representações sociais do projeto de vida entre adolescentes no ensino médio. Psicologia: Ciência e Profissão, 29(3), 544-557.</p><p>Mariano, J. M. & Savage, J. (2009). Exploring the language of youth purpose: References to positive states and coping styles by adolescents with different kinds of purpose. Journal of Research in Character Education, 7(1), 1-24.</p><p>Vieira, Gabriela Pagano, & Dellazzana-Zanon, Letícia Lovato. (2020). Projetos de Vida na Adolescência: uma Revisão Sistemática da Literatura. Gerais: Revista Interinstitucional de Psicologia, 13(3), 1-12. https://dx.doi.org/10.36298/gerais202013e15474</p><p>BRASIL. Lei nº 13.415, de 16 de fevereiro de 2017. Altera as Leis n º 9.394, de 20 de dezembro de 1996 [...]. Brasília, 2017a. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm.</p><p>BRASIL. Resolução CNE/CP nº 2, de 22 de dezembro de 2017. Institui e orienta a implantação da Base Nacional Comum Curricular, a ser respeitada obrigatoriamente ao longo das etapas e respectivas modalidades no âmbito da Educação Básica. Brasília, 2017b. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/docman/dezembro-2018-pdf/104101-rcp004-18/file.</p><p>Costa, C. R. B. S. F. da, & Assis, S. G. de. (2006). Fatores protetivos a adolescentes em conflito com a lei no contexto socioeducativo. Psicologia & Sociedade, 18(3), 74-81.</p><p>Damon, W., Menon, J., & Bronk, K. C. (2003). The Development of Purpose during Adolescence. Applied Developmental Science, 7(3), 119-128.</p><p>Dellazzana-Zanon, L. L., Bachert, C. M. D., & Gobbo, J. P. (2018). Projetos de vida do adolescente: implicações para a escolarização positiva. In T. C Nakano. (Org.). Psicologia positiva aplicada à Educação (pp. 41-62). São Paulo: Vetor Editora.</p><p>Tudo sobre o Projeto de Vida no Novo Ensino Médio. (s.d.). Retirado de https://sae.digital/projeto-de-vida-no-novo-ensino-medio/</p><p>Vieira, Gabriela Pagano, & Dellazzana-Zanon, Letícia Lovato. (2020). Projetos de Vida na Adolescência: uma Revisão Sistemática da Literatura. Gerais: Revista Interinstitucional de Psicologia, 13(3), 1-12. https://dx.doi.org/10.36298/gerais202013e15474</p><p>M5 - ELEMENTOS CENTRAIS DOS PROJETOS DE VIDA</p><p>Neste último módulo, abordaremos como os papéis, valores, interesses e habilidades devem ser trabalhados no Projeto de Vida, apresentando orientações sobre como elaborar Projetos de Vida, através da promoção do debate sobre a contribuição da referida disciplina no estímulo de Adaptabilidade de Carreira.</p><p>Unidade 1 - Os Papéis e a Construção de Projetos de Vida</p><p>MATERIAIS PREPARATÓRIOS</p><p>Olá professor(a), sugere-se que, antes da realização da aula “Os papéis e a construção de Projetos de Vida”, seja entregue a atividade a seguir aos alunos.</p><p>Atividade 1</p><p>Você já parou para pensar que em cada espaço onde você circula e interage com outras pessoas, você está ocupando um papel? Por exemplo, na interação com seus alunos, você é professor, já quando você está fazendo um curso, ocupa o papel de aluno… Por favor, liste em seu Diário de Bordo outros papéis que você costuma</p><p>a ideia de encontrarem respostas em testes que lhe apontem caminhos para a tomada de decisão e escolha profissional. Ainda buscam-se respostas prontas até mesmo em testes de internet, que não são confiáveis ou reconhecidos. Atualmente, já não se utiliza o termo “teste vocacional”, pelo próprio fato de o termo “vocacional” ter sido substituído por “profissional”. Existem, então, diversos instrumentos (ou testes psicológicos, conduzidos apenas pelos profissionais de psicologia), reconhecidos cientificamente, que auxiliam a identificar possíveis interesses e habilidades, porém que hoje são utilizados como suporte em um processo maior de orientação profissional, pois eles não são usados isoladamente ou de forma central no intuito de gerar uma resposta e tomada de decisão.</p><p>A orientação Profissional</p><p>A orientação profissional pode ser vista como área e como processo. Vamos aos dois conceitos. Como área, vimos que ela se originou com Frank Parsons e o paradigma Traço-Fator. Com a diversificação do mundo do trabalho, novas teorias e modelos foram desenvolvidos. Na segunda metade do Séc. XX, Donald Super propõe um segundo paradigma para a orientação profissional, que é o modelo desenvolvimentista de carreira. Nesse modelo, as escolhas profissionais se dão em um certo nível de maturidade, a partir de certa fase de desenvolvimento de carreira, coincidindo com faixas etárias e papéis desempenhados (como os de filho, estudante, trabalhador, pai/mãe de família, etc.). Trata-se de um modelo subjacente ao primeiro paradigma, porém acrescentando a ideia de desenvolvimento e progressão. A partir dos anos 80, passa a ocorrer uma transição de um modelo centrado nos resultados de testes e avaliações para um modelo mais centrado no processo, no qual o orientador mais do que prescrever profissões ajuda as pessoas nas suas próprias escolhas. Também é introduzida a noção do autoconceito, que é a percepção subjetiva que cada um tem de si. Tão importante de como o indivíduo é, é a maneira como ele interpreta a si mesmo, pois o autoconceito se forma e se modifica ao longo do tempo. Um terceiro paradigma da área propõe o estudo da construção da carreira e da vida em que, mais do que compreender como as pessoas escolhem as suas carreiras, a grande questão é como elas constroem as suas vidas, incluindo a vida de trabalho, nas sociedades e contextos em que vivem. Esse modelo entende que o indivíduo e sua identidade são produtos sociais e cognitivos que ocorrem nas suas interações contextuais.</p><p>A orientação profissional como processo é definida como um serviço que auxilia as pessoas quanto a tomadas de decisões sobre suas carreiras, nas diferentes demandas e momentos de vida. O processo é conduzido por profissionais com formação teórico-prática, predominantemente psicólogos(as) e pedagogos(as), que auxiliam os clientes na tomada de consciência sobre si mesmo, sobre as informações necessárias do mercado de trabalho que possibilitem uma possível tomada de decisão com mais clareza e segurança. Geralmente, são processos de início, meio e fim, que ocorrem com um número de encontros estabelecidos, de forma individual ou em grupo. As etapas principais envolvem aquelas vistas em um planejamento de carreira (ver aula 2 deste módulo): autoconhecimento (em que o cliente é instigado a entrar em contato com seus interesses, valores, habilidades), exploração do mundo do trabalho (em que o cliente deve levantar informações sobre as profissões/ocupações e conversar com profissionais) e plano de ação (em que se definem estratégias e planos para o seu projeto profissional).</p><p>A Educação para a Carreira e sua importância na atualidade</p><p>O contexto educacional tem o importante papel de auxiliar os indivíduos na preparação e enfrentamento do mundo do trabalho contemporâneo, bem como, na reflexão e desenho dos diferentes papéis que desempenham. Assim, a Educação para a Carreira é uma modalidade de orientação desenvolvida no contexto escolar, que busca relacionar a educação, o trabalho e a carreira. Como proposta de intervenção, a Educação para a Carreira deve fazer parte da estrutura curricular desde a educação básica, contribuindo para o desenvolvimento de competências fundamentais para o mercado de trabalho, para escolhas profissionais mais conscientes e para a empregabilidade dos jovens.</p><p>Visto que a construção de carreira acontece ao longo da vida, assim como, a construção do próprio self, é fundamental que o tema relativo ao trabalho, escolhas e transições estejam presentes desde as séries iniciais. Tais temáticas tornam-se de extrema relevância em um mundo no qual o mercado e os desafios profissionais enfrentados pelos trabalhadores são cada vez mais complexos, incertos e voláteis.</p><p>Atividade com a turma</p><p>(Professor(a), sugere-se realizar a atividade a seguir em seu Diário de Bordo.)</p><p>A partir do conteúdo trabalhado, retome as palavras que você atribui aos termos teste vocacional, orientação, profissional e educação para a carreira, na atividade de preparação para a aula.</p><p>Atividade 1</p><p>Compreendendo melhor os conceitos e suas diferenças, você mudaria as palavras que usou para descrever cada termo? Quais palavras você mudaria e por quê? Quais usaria no lugar delas?</p><p>Atividade 2</p><p>Quais palavras você ainda usaria por entender que ainda refletem os termos?</p><p>Clique no botão para baixar a atividade:</p><p>Baixar Atividade</p><p>EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO DO CONTEÚDO</p><p>Professor(a), ao final desta aula, aplique as seguintes questões aos alunos para estimular o aprendizado do conteúdo.</p><p>Atividade 1</p><p>Quais as principais diferenças e semelhanças entre o teste vocacional e a orientação profissional?</p><p>Atividade 2</p><p>A partir da definição de Educação para a Carreira, quais são os possíveis caminhos para trabalhar a construção de carreira dos jovens e sua preparação para o mercado de trabalho durante o período escolar?</p><p>Clique no botão para baixar a atividade:</p><p>Baixar Atividade</p><p>TAREFA DE CASA</p><p>Assista ao vídeo “Teste vocacional, orientação profissional, orientação de carreira ou educação para a carreira?”, produzido pela Sinopsys Editora, no link a seguir.</p><p>Atividade 1</p><p>Após assistir ao vídeo, faça um resumo sobre as principais diferenças entre os termos citados, conectando com o conteúdo apresentado em aula.</p><p>Clique no botão para baixar a atividade:</p><p>Vídeo: https://youtu.be/ky_VPksJh4g</p><p>Baixar Atividade</p><p>UNIDADE 4:  Educação para a carreira: definição e aspectos históricos</p><p>MATERIAIS PREPARATÓRIOS</p><p>Olá, professor(a), sugere-se que seja entregue a atividade a seguir aos alunos, antes da realização da aula “Educação para a carreira: definição e aspectos históricos”.</p><p>Responda o questionário abaixo para se preparar para a aula. Não se preocupe com respostas certas ou erradas, mas em escolher a alternativa que melhor expresse o que você pensa.</p><p>Sentido e Importância do Trabalho: que importância e que sentido você acorda ao trabalho? Para cada uma das frases que seguem, indique até que ponto você está em “acordo” ou em “desacordo”! (1) Completamente em desacordo; (2) Em desacordo; (3) De acordo; (4) Completamente de acordo.</p><p>1. ( ) Trabalhar é um objetivo importante na vida;</p><p>2. ( ) Trabalhar é ter a chance de realizar realmente alguma coisa;</p><p>3. ( ) Para mim, o trabalho será um bom meio de me realizar;</p><p>4. ( ) O trabalho influencia toda a vida de uma pessoa;</p><p>5. ( ) É importante procurar satisfação em um trabalho;</p><p>6. ( ) Eu devo escolher um emprego (ou uma profissão) que seja importante para mim;</p><p>7. ( ) Graças ao trabalho, eu posso utilizar meus talentos;</p><p>8. ( ) Eu sempre posso fazer uma ou outra coisa que eu goste não importando o trabalho que eu faça;</p><p>9. ( ) Um emprego (ou uma profissão) deverá me permitir ser útil aos outros;</p><p>10. ( ) É importante de compreender de que maneira cada emprego (ou profissão) é útil para a sociedade;</p><p>11. ( ) Todo o trabalho tem um papel importante na economia de uma região, de uma nação;</p><p>12. ( ) O trabalho é necessário para resolver os problemas de nossa sociedade;</p><p>13. ( ) Meu sucesso num emprego ou numa profissão dependerá, em boa parte, de minha maneira de ver o</p><p>desempenhar em sua rotina.</p><p>Atividade 2</p><p>Agora, pense nos três primeiros papéis que você listou. Escreva uma lista de aprendizados importantes que você teve ao ocupar cada um desses papéis.</p><p>Papel 1:</p><p>Papel 2:</p><p>Papel 3:</p><p>Atividade 3</p><p>Você acredita que os aprendizados gerados em um papel podem contribuir para que você tenha melhores resultados ou sinta-se mais confortável em outros papéis? Dê um exemplo de como isso acontece.</p><p>Acesse o botão para baixar a atividade:</p><p>Acessar Atividade</p><p>MATERIAIS PARA PRODUÇÃO DA AULA</p><p>Perguntas norteadoras</p><p>· O que são papéis?</p><p>· O que é saliência de papel?</p><p>· Por que é importante conhecer os diferentes papéis que uma pessoa ocupa?</p><p>Ementa da aula</p><p>Estágios de desenvolvimento de carreira. Breve histórico do estudo sobre papéis. Tipos de papéis. Estereótipos de Papel. Conflito de papéis. O papel do trabalhador.</p><p>Breve Histórico</p><p>Na década de 50, pesquisadores da área da Psicologia que buscavam entender o desenvolvimento humano propuseram que, assim como acontece em outros domínios da vida, o desenvolvimento de carreira (então chamado de desenvolvimento vocacional) se dava através de uma sucessão de estágios, que envolviam decisões sobre o trabalho. Para eles, esses estágios ocorriam sempre na mesma sequência, da adolescência até o início da vida adulta. Esses pesquisadores entendiam que antes da adolescência ainda não havia oportunidade e que na adultez madura e velhice já não havia mais oportunidades para que as pessoas fizessem escolhas de carreira.</p><p>Essa ideia de estágios de desenvolvimento sequenciais e previsíveis era amplamente aceita nessa época, pois o contexto social era também bastante previsível. No entanto, dos anos 50 até o presente, o mundo mudou tanto e tão rápido que a imprevisibilidade passou a ser uma das principais características que usamos para nos referir ao contexto social em que vivemos.</p><p>Nesse novo cenário, a organização e a compreensão do desenvolvimento de carreira a partir de eventos evolutivos ainda ajuda a compreender o curso de vida da maioria das pessoas. Apesar disso, para cada indivíduo há muitas possibilidades, principalmente, quando consideramos a necessidade de ajustes e adaptações constantes às transições de carreira que, assim como o contexto, tendem a ser mais imprevisíveis do que nunca.</p><p>Por isso, mais recentemente, pesquisadores passaram a compreender que o desenvolvimento de carreira de um indivíduo vai se dar ao longo de toda a sua vida (incluindo infância e velhice), através de estágios que são sequenciais e necessários às tomadas de decisão e às transições de carreira. São eles:</p><p>· Exploração: envolve uma exploração ativa dos próprios interesses e do mundo do trabalho com a finalidade de identificar e reforçar interesses, valores e preferências pessoais.</p><p>· Estabelecimento: ocorre quando um indivíduo identifica uma posição ou profissão que permite que expresse seus interesses, valores e preferências de forma integrada com a cultura de seu local de trabalho e, assim, desempenhe de forma satisfatória suas tarefas, podendo, com o tempo, se aprimorar cada vez mais.</p><p>· Manutenção: envolve manter a posição atingida durante o estágio de estabelecimento e questionar-se sobre o futuro para escolher entre continuar fazendo o que já faz, buscar aprimoramento e atualização ou inovar (fazer o trabalho de forma diferente) na posição.</p><p>· Desengajamento: ocorre quando há uma diminuição gradual do envolvimento com o trabalho até que o trabalhador se retire completamente.</p><p>Os pesquisadores defendem que a cada transição, os indivíduos passam por todos os estágios do desenvolvimento e que, estando socialmente contextualizados, desempenham diferentes papéis (como os de filho, estudante, trabalhador, cidadão, responsável pela casa e pela família ou de alguém que tem tempo para o lazer) de forma sequencial ou concomitante, o que torna as transições extremamente complexas. Assim, por estarem socialmente contextualizados, o trabalho não pode ser visto como ocorria nos anos 50, como uma esfera de vida isolada dos indivíduos. Passa a ser entendido como uma parte da vida que deve ser integrada a todas as demais.</p><p>Como consequência, passamos a compreender que as escolhas de vida (e, dentre elas, aquelas relativas ao trabalho) são sujeitas a características do contexto (cultural, social, familiar, às oportunidades de educação e de trabalho, etc.) e do indivíduo (interesses, valores pessoais e de trabalho, características de personalidade, etc.). Portanto, é a relação do indivíduo com  seu contexto que possibilita seu desenvolvimento de vida e no trabalho.</p><p>O que são e como se relacionam os papéis?</p><p>Papéis podem ser definidos como um padrão de comportamentos, direitos e deveres que se espera que um indivíduo desempenhe em uma situação social. Dizem respeito ainda a como o indivíduo entende que são concebidos e devem ser desempenhados. Por isso são, em alguma medida, a expressão da identidade de quem os ocupa. Sendo assim, podemos entender que os papéis estruturam a vida e lhe conferem significado. Mais especificamente, podemos dizer que diferentes estilos de vida são constituídos pelas relações que o indivíduo tem com cada um dos papéis que desempenha e com o conjunto destes em um dado momento de sua vida. Vejamos o exemplo:</p><p>Carlos tinha 40 anos e era professor há 17 anos em uma escola particular de ensino médio. No tempo livre, praticava natação e há seis meses havia integrado a equipe sênior do clube que frequentava. Quando seu desempenho no esporte era elogiado pelos colegas, ele comentava que gostava de nadar, mas via essa atividade como um passatempo, como qualquer outro. Sua esposa, Julia, também de 40 anos, era executiva de TI de uma empresa multinacional e a principal responsável pela renda da casa, quando recebeu uma oferta de trabalho irrecusável para trabalhar e morar em outro estado. A mudança teria que ocorrer dentro do período de um mês, caso concordasse. Embora gostasse muito de seu trabalho e da escola, Carlos era apaixonado por sua esposa e muito feliz no casamento, o que fez com que concordasse com a mudança assim que soube da possibilidade. Além disso, percebeu que essa seria uma oportunidade perfeita para fazer um mestrado, que já era um desejo antigo. Contudo, ele precisaria também buscar um novo trabalho para contribuir com as despesas da casa. Após avaliar os prós e contras, Carlos informou à diretora da escola sobre sua decisão de acompanhar a esposa na mudança.</p><p>Carlos é um profissional que já havia se estabelecido em uma escola. Frente à proposta recebida pela esposa, foi convidado a refletir sobre a pertinência de se manter em seu trabalho atual (manutenção). Ao avaliar que a mudança de estado poderia representar uma oportunidade de atualização, decidiu fazer a transição. Assim, no mês seguinte, precisou preparar seu substituto na escola e, aos poucos, passar suas atividades para ele (desengajamento). Além disso, teve que explorar as possibilidades para a realização de seu mestrado e identificar a instituição em que estudaria, bem como prospectar vagas de trabalho em escolas que possibilitassem conciliar as duas atividades (exploração). Depois de identificar os locais e ser aprovado nas seleções, Carlos daria início então a uma nova jornada que possibilitaria chegar novamente ao estágio de estabelecimento.</p><p>Além dos estágios de desenvolvimento de carreira, o exemplo de Carlos permite refletir sobre os papéis que foram determinantes para sua tomada de decisão. Ele é, ao mesmo tempo, trabalhador e cônjuge, além de ter o desejo de ser estudante. O conjunto de papéis que ocupa atualmente determina seu estilo de vida atual e uma mudança nesse conjunto determinará alterações em sua rotina, organização pessoal e familiar e, portanto, estilo de vida. Isso evidencia que uma pessoa pode, ao longo da vida, desempenhar diversos papéis simultaneamente.</p><p>É importante destacar, contudo, que nem todos os papéis ocupados por uma pessoa têm a mesma importância. Há papéis que são centrais para a sua identidade e essenciais para sua satisfação com a vida, chamados</p><p>trabalho;</p><p>14. ( ) Para obter sucesso num emprego ou numa profissão eu devo desenvolver bons hábitos de trabalho;</p><p>15. ( ) O sucesso no trabalho depende muito do interesse que a gente tem;</p><p>16. ( ) É importante de se ter o sentimento de bem fazer seu trabalho;</p><p>17. ( ) Para ser feliz em um trabalho, é necessário inicialmente se interessar por uma ou várias razões;</p><p>18. ( ) É necessário tentar ver o lado positivo do trabalho;</p><p>19. ( ) Eu desejo ser considerado como um bom trabalhador;</p><p>20. ( ) Deve-se tentar sempre melhorar seu trabalho;</p><p>21. ( ) É necessário dar o melhor rendimento possível em seu trabalho;</p><p>22. ( ) É necessário se esforçar para ser um trabalhador eficaz.</p><p>Passos efetuados: você já refletiu sobre seu plano de carreira? Você já pensou em meios para chegar lá? Indique o que você planeja fazer para efetuar as melhores escolhas escolares e profissionais: (1) Nunca; (2) Raramente; (3) Algumas vezes; (4) Frequentemente.</p><p>23. ( ) Me informar sobre o maior número de profissões possíveis;</p><p>24. ( ) Consultar diferentes fontes de informações para tomar decisões sobre minha carreira;</p><p>25. ( ) Informar-me sobre as tarefas a realizar no emprego (ou na profissão) que me interessa;</p><p>26. ( ) Discutir meus projetos de orientação profissional com uma pessoa que me conheça bem;</p><p>27. ( ) Tentar descobrir meus gostos, minhas capacidades, minhas forças e minhas fraquezas através dos meus cursos;</p><p>28. ( ) Relacionar resultados escolares e meus projetos futuros;</p><p>29. ( ) Participar de diferentes atividades para melhor me conhecer;</p><p>30. ( ) Considerar meus interesses e minhas atitudes em todas as minhas escolhas ligadas a minha carreira;</p><p>31. ( ) Pensar em algumas profissões que tem a ver com meus gostos, minhas atitudes e qualidades;</p><p>32. ( ) Analisar minhas capacidades, interesses, valores, etc., a fim de tomar boas decisões;</p><p>33. ( ) Identificar o que poderia me impedir de alcançar meus objetivos profissionais;</p><p>34. ( ) Ficar aberto a diversas possibilidades, planificando meus estudos e minha carreira;</p><p>35. ( ) Pensar em formas de ultrapassar os obstáculos encontrados relacionados a minha escolha profissional.</p><p>Aspectos Considerados: diversos aspectos devem ser colocados em consideração para se efetuar boas escolhas com vistas a carreira ou sua vida de trabalho. Indique em que medida tu pensas conhecer: (1) Pouquíssimo conhecimento; (2) Algum conhecimento; (3) Conheço bem; (4) Conheço muito bem.</p><p>36. ( ) Minha personalidade;</p><p>37. ( ) Minhas qualidades e defeitos;</p><p>38. ( ) O que é importante para mim no trabalho;</p><p>39. ( ) Meus gostos e interesses;</p><p>40. ( ) Minhas habilidades e talentos;</p><p>41. ( ) As possibilidades de estudo que são acessíveis para mim, depois do segundo grau;</p><p>42. ( ) A formação necessária para realizar meus projetos de orientação;</p><p>43. ( ) Um bom número de possibilidades de formação profissional depois do segundo grau;</p><p>44. ( ) As leis e os regulamentos do trabalho;</p><p>45. ( ) O funcionamento da economia em relação ao mercado de trabalho;</p><p>46. ( ) A influência das mudanças tecnológicas sobre minha carreira futura;</p><p>47. ( ) As tendências atuais e futuras do emprego nos diversos setores do mercado de trabalho;</p><p>48. ( ) Os meios de enfrentar uma situação de desemprego no curso de uma vida de trabalho;</p><p>49. ( ) A experiência necessária para diversos empregos;</p><p>50. ( ) As profissões e os empregos que me interessam,</p><p>51. ( ) As profissões e os empregos que melhor me convém;</p><p>52. ( ) As exigências de admissão nos programas ou escolas onde eu poderei ir no próximo ano.</p><p>Profissão preferida: até este momento você ainda não escolheu, definitivamente, sua profissão (ou curso superior). Pense, particularmente, em um grupo de profissões, ou de empregos, que mais te interessam e indique em que medida você conhece: (1) pouquíssimo conhecimento; (2) Algum conhecimento; (3) Conheço bem; (4) Conheço muito bem</p><p>53. ( ) As tarefas exercidas;</p><p>54. ( ) O nível de formação exigido;</p><p>55. ( ) As necessidades de mão de obra;</p><p>56. ( ) As habilidades requeridas;</p><p>57. ( ) Os interesses necessários;</p><p>58. ( ) As qualidades pessoais exigidas;</p><p>59. ( ) As condições de trabalho;</p><p>60. ( ) O salário de base oferecido;</p><p>61. ( ) As possibilidades de progresso;</p><p>Pesquisa e conservação de emprego: uma boa preparação à vida de trabalho exige certos conhecimentos, a fim de procurar, encontrar, obter e conservar um emprego. Em que medida você tem esses conhecimentos? (1) Pouquíssimo conhecimento; (2) Algum conhecimento; (3) Conheço bem; (4) Conheço muito bem.</p><p>62. ( ) Onde procurar um emprego;</p><p>63. ( ) Como preencher um formulário de pedido de emprego;</p><p>64. ( ) Como escrever uma carta de pedido de emprego;</p><p>65. ( ) Como preparar meu currículo;</p><p>66. ( ) Como me preparar para uma entrevista de emprego;</p><p>67. ( ) Como me apresentar à uma entrevista de emprego;</p><p>68. ( ) Como os empregadores fazem para contratar alguém;</p><p>69. ( ) O que os empregadores esperam do novo funcionário;</p><p>70. ( ) Quais são as qualidades pessoais que os empregadores consideram as mais importantes para contratar alguém;</p><p>71. ( ) O que pode influenciar o sucesso e o progresso de uma pessoa em um emprego;</p><p>72. ( ) O que deve fazer um funcionário para conservar seu emprego.</p><p>Pessoas e fontes consultadas: em que medida você obteve ajuda e/ou informação das seguintes pessoas e fontes? (1) Nenhuma ajuda e/ou informação; (2) Pouca ajuda e/ou informação; (3) Moderada ajuda e/ou informação; (4) Muita ajuda e/ou informação.</p><p>73. ( ) De meus pais;</p><p>74. ( ) De meus amigos;</p><p>75. ( ) De outros membros de minha família;</p><p>76. ( ) De um conselheiro de orientação profissional;</p><p>77. ( ) De um professor de educação à carreira;</p><p>78. ( ) De outros professores;</p><p>79. ( ) De responsáveis de outras escolas;</p><p>80. ( ) De livros, brochuras ou jornais;</p><p>81. ( ) De vídeos, de filmes ou emissões de televisão;</p><p>82. ( ) De banco de informações escolares e profissionais em computadores (internet);</p><p>83. ( ) De programas ou anuários escolares (ou universitários);</p><p>Atividades realizadas: em que medida você obteve ajuda e/ou informação das atividades de explorações seguintes? (1) Nenhuma ajuda e/ou informação; (2) Pouca ajuda e/ou informação; (3) Moderada ajuda e/ou informação; (4) Muita ajuda e/ou informação.</p><p>84. ( ) De conversas com trabalhadores exercendo diferentes empregos;</p><p>85. ( ) De encontros com empregadores;</p><p>86. ( ) De conferências de representantes do mundo do trabalho;</p><p>87. ( ) De meus cursos em diferentes matérias;</p><p>88. ( ) De cursos de educação à carreira;</p><p>89. ( ) De minhas atividades paralelas à escola;</p><p>90. ( ) De atividades como “um-dia-de-trabalho” ou de sessões de informações profissionais;</p><p>91. ( ) De visitas em escolas, colégios ou universidades;</p><p>92. ( ) De minhas experiências de trabalho em casa;</p><p>93. ( ) De minha experiência de trabalho fora;</p><p>94. ( ) De estágios em lugares de trabalho;</p><p>95. ( ) De visitas em empresas ou indústrias;</p><p>96. ( ) De minhas observações de pessoas no trabalho</p><p>Abaixo, estão descritas cada um dos aspectos relacionados à Educação de Carreira e como você deverá calcular a sua pontuação:</p><p>· Dimensão Sentido e Importância do Trabalho - visa identificar as crenças relativas ao sentido e a importância que o jovem atribui ao trabalho e aos trabalhadores. Para calcular sua pontuação, some suas respostas das questões 1 até a 22 e divida o resultado por 22. Esse será o seu escore de Sentido e Importância do Trabalho. Considere que um escore médio (nem alto, nem baixo) é 2 pontos.</p><p>· Dimensão Planificação de carreira - suas atitudes de planificação e de exploração relativas às tarefas de seu desenvolvimento de carreira. É dividida em “Passos Efetuados” (para fazer suas escolhas escolares e profissionais), “Aspectos Considerados” (para efetuar suas escolhas de carreira), “Profissão Preferida” (o tipo de profissão ou emprego que mais lhe interessa) e “Pesquisa e Conservação de Emprego” (métodos das técnicas para procurar, encontrar, conseguir e conservar um emprego). Para calcular o escore da dimensão “Planificação de Carreira”, some suas respostas das questões 23 até a 72 e</p><p>divida o resultado por 49. Esse será o seu escore de Planificação de carreira. Considere que um escore médio (nem alto, nem baixo) é 2 pontos.</p><p>· Dimensão Exploração de Carreira - informações que o jovem obteve junto às “Pessoas e Fontes Consultadas”, por meio de “Atividades Realizadas”. Para calcular o escore da dimensão “Exploração de Carreira”, some suas respostas das questões 73 até a 96 e divida o resultado por 23. Esse será o seu escore de Exploração de Carreira. Considere que um escore médio (nem alto, nem baixo) é 2 pontos.</p><p>Atividade 1</p><p>Além de calcular os escores, sugerimos que você olhe para os itens do questionário e observe aqueles aos quais você atribuiu menores pontuações. Quais reflexões você faz ao ler esses itens?</p><p>Atividade 2</p><p>Quais as maiores dificuldades e quais possíveis ações poderiam ser realizadas a partir dos insights gerados?</p><p>Clique no botão para baixar a atividade:</p><p>Baixar Atividade</p><p>MATERIAIS PARA PRODUÇÃO DA AULA</p><p>Perguntas norteadoras</p><p>O que é a Educação para a Carreira?</p><p>Qual a história da Educação para a Carreira, especialmente no Brasil?</p><p>Quais são os objetivos da Educação para a Carreira?</p><p>Ementa da aula</p><p>O que é Educação para a Carreira. Aspectos históricos. Evolução e desafios no Brasil.</p><p>Programa da aula</p><p>Professor(a), esse material te auxiliará na preparação da aula sobre “Educação para a carreira: definição e aspectos históricos”.</p><p>O que é Educação para a Carreira?</p><p>As mudanças ocorridas no mundo do trabalho, a partir dos impactos de novas tecnologias e da globalização, têm exigido teorias e práticas que auxiliem os indivíduos a lidarem com os desafios contemporâneos para a construção de suas carreiras. Assim, a Educação para a Carreira surge no intuito de articular três elementos fundamentais na vida das pessoas: a educação, o trabalho e a carreira. A Educação para a Carreira propõe integrar as concepções de carreira às demais dimensões da vida e que a inserção de temas relacionados ao trabalho em contextos educacionais deveria acontecer desde as séries iniciais. A intenção de intervenções na Educação para a Carreira é a de inserir no currículo regular dos alunos os conceitos relativos ao trabalho e à carreira.</p><p>Na educação básica, a Educação para a Carreira é proposta em quatro fases principais: (a) na educação infantil e ensino fundamental, trabalha-se principalmente a consciência sobre o trabalho e as carreiras; (b) nos anos finais do ensino fundamental, o foco passa ser na exploração de carreiras; (c) já no ensino médio, trabalha-se mais a tomada de decisão sobre a própria carreira e (d) o desenvolvimento das habilidades necessárias a um trabalhador para lidar com as transições que ocorrem ao longo da vida. As atividades voltadas à escolha envolvem o autoconhecimento, a informação sobre as possibilidades de estudos, trabalho e a tomada de decisão.</p><p>Aspectos históricos da Educação para a Carreira</p><p>O termo tem sua origem na década de 70, nos Estados Unidos, a partir de um projeto de reforma educacional para que a educação pública pudesse proporcionar o preparo dos alunos para o mercado de trabalho e o enfrentamento às mudanças da sociedade pós-industrial. A proposta do projeto, a partir de seus idealizadores, Sidney Marland e Kenneth Hoyt, tinha como foco principal o desenvolvimento de conhecimentos, habilidades e atitudes para que os alunos pudessem tomar decisões adequadas, mais claras e seguras sobre opções de estudos e/ou trabalho e, assim, construírem os seus projetos de vida e de carreira. Tal proposta se baseava em quatro grandes pilares: a escola sendo o ambiente para se pensar a preparação para o trabalho; o envolvimento e a parceria estabelecida entre a escola e a comunidade (família, empregadores, governo); o conceito de trabalho de forma mais ampla, relacionado à realização de atividades, remuneradas ou não, que sejam benéficas aos próprios indivíduos e aos demais; e o entendimento de que a Educação para a Carreira deva ser parte do currículo escolar. O projeto, tal como foi concebido, foi rejeitado, no entanto, suas concepções seguiram expandindo-se, inclusive, para outros países, em que gradualmente a Educação para a Carreira foi sendo implementada.</p><p>No Brasil, os estudos e pesquisas relacionados à Educação para a Carreira ainda são iniciais. Historicamente, a Orientação Profissional no Brasil, surgiu vinculada ao sistema de ensino, com o objetivo de orientar jovens para cursos profissionalizantes, com um enfoque psicométrico para ajustar as características do indivíduo com os postos de trabalho (ver aula 1 deste módulo). Com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, de 1961 - LDB 4024/61 -, introduziu-se, então, o “Aconselhamento Vocacional” nas escolas, coordenado por um orientador educacional, realizado no ensino médio. A partir do momento em que é regulamentada a profissão do psicólogo, em 1964, os testes passam a ser de uso exclusivo destes profissionais, fazendo com que pedagogos fiquem sem instrumentos para a Orientação Profissional nas escolas, passando a se dedicar mais para a adaptação e ajustamento dos alunos.</p><p>Com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, de 1971, – LDB 5692/71 -, torna-se obrigatória a Orientação Educacional nas escolas, para a realização do Aconselhamento Vocacional, auxiliando os alunos na escolha profissional. No entanto, a proposta de implementação compulsória da profissionalização do Ensino Médio foi alterada pela Lei no 7044/82 (Brasil, 1982), que a tornou facultativa. Somada às críticas do enfoque psicométrico e pouca atenção aos fatores socioeconômicos, a orientação profissional nas escolas gradativamente foi deixando de ser ofertada. Desde a década de 90, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação em vigor é a LDB 9.394/96 (Brasil, 1996).</p><p>Objetivos da Educação para a Carreira</p><p>Um dos principais objetivos da Educação para a Carreira é o de planejar as condições que sustentem o desenvolvimento integral do aluno, que permitam o florescimento de suas capacidades e atenuem as dificuldades que possam ser enfrentadas frente ao desenvolvimento profissional. Por ser evidente o papel do professor no desenvolvimento do aluno, também tem por objetivo fomentar a relação aluno-professor, apoiando na compreensão da aprendizagem, das escolhas e de como enfrentar os desafios do século XXI. Podemos, ainda, apontar o objetivo de ajudar os alunos a estabelecerem significados e objetivos de vida, de promover autoconhecimento e empoderamento para as capacidades de aprendizagem de decisão e mudança. E, por fim, tem por objetivo preparar os estudantes para as transições escolares e profissionais, oferecer conhecimento das alternativas educacionais, de formação e auxiliar nas informações e preparo para o mundo do trabalho.</p><p>Para estes objetivos, uma série de ações e estratégias podem ser implementadas com vistas à Educação para a Carreira: acréscimos realizados no currículo escolar de atividades que envolvam autoconhecimento, informação profissional e escolha de cursos e carreira (estratégias aditivas); integração dos temas “trabalho e carreira” ao currículo, de forma a torná-los transversais (estratégias infusivas); integração dos conteúdos como parte de uma disciplina, ou até mesmo a oferta de disciplinas específicas (estratégias mistas). Para a implementação de tais objetivos, é necessário integrar esforços de muitos atores do contexto relacional dos estudantes. Dessa forma, devem ser envolvidos pais, professores e comunidade mais ampla, conforme será abordado no Módulo 2.</p><p>EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO DO CONTEÚDO</p><p>Professor(a), ao final desta aula, aplique as seguintes questões aos alunos para estimular o aprendizado do conteúdo.</p><p>Atividade 1</p><p>O que é Educação para a Carreira?</p><p>Atividade 2</p><p>Quais eram os pilares da proposta de projeto que originou a Educação para a Carreira nos anos 70?</p><p>Atividade 3</p><p>Em suas palavras, quais são os principais objetivos da Educação para a Carreira?</p><p>Clique no botão para baixar a atividade:</p><p>Baixar Atividade</p><p>TAREFA DE CASA</p><p>Professor(a), entregue essa atividade para os alunos realizarem como tarefa de casa</p><p>e refletirem sobre a Educação para a Carreira.</p><p>Assista ao vídeo “Educação para a Carreira: como é e como se faz?”, apresentado no XV Congresso de Orientação Profissional e de Carreira, em 2021, disponível em:</p><p>Vídeo: https://youtu.be/hO01sUjXSBU</p><p>Atividade 1</p><p>Após assistir, responda: Qual a importância que você entende que a Educação para a Carreira tem no desenvolvimento da carreira dos estudantes?</p><p>Clique no botão para baixar a atividade:</p><p>Baixar Atividade</p><p>MATERIAIS PARA PRODUÇÃO DA AULA</p><p>Perguntas norteadoras</p><p>Como ajudar os estudantes a adquirirem consciência sobre o que é uma carreira e possíveis carreiras?</p><p>Como estimular os estudantes a explorarem possibilidades para sua carreira?</p><p>Como apoiar os estudantes nas tomadas de decisões sobre a carreira?</p><p>Como auxiliar os estudantes a compreenderem as transições de carreira?</p><p>Ementa da aula</p><p>Tomada de consciência sobre o que é e como se desenvolve a carreira. Exploração de carreira. Tomada de decisão de carreira. Transições de carreira.</p><p>Programa da aula</p><p>Professor(a), esse material te auxiliará na preparação da aula sobre “O que os Programas em Educação para a Carreira devem contemplar?”.</p><p>Como você pode perceber na aula anterior, a Educação para a Carreira pretende preparar os cidadãos, ao longo da sua trajetória escolar, para ingressarem e participarem de forma ativa de um mundo do trabalho em constante e rápida transformação. Por isso, é de fundamental importância que alguns conteúdos sejam abordados nos Programas de Educação para a Carreira, são eles: a tomada de consciência sobre a carreira; a exploração da carreira; a tomada de decisão sobre a própria carreira e as prováveis mudanças ao longo da carreira. Explicaremos cada um, com mais detalhe, a seguir.</p><p>Consciência sobre a construção da carreira</p><p>A maioria dos estudantes, já no ensino Fundamental I, desenvolve algum nível de compreensão sobre o que é ser um trabalhador e sobre o mundo do trabalho ao observar seus pais e outros adultos próximos. No entanto, é geralmente nos anos finais do Ensino Fundamental II que a preocupação com a escolha profissional e com preparação para o trabalho ganham força. Por isso, esse é o melhor momento para estimular a tomada de consciência sobre a carreira e sobre a construção de carreira. Para começar a reflexão neste sentido, é interessante ajudar os alunos a entenderem que estudar faz parte da construção de uma carreira, além de ser o trabalho de quem ainda está na escola. E, como qualquer outro trabalho, esse tem seus objetivos (como preparar-se para o mercado de trabalho) e suas exigências (como tirar notas boas o suficiente para obter a aprovação nas disciplinas). Uma vez que essas lições estão compreendidas, outras, mais complexas, podem ter início.</p><p>Diversas atividades podem auxiliar os estudantes no processo de tomada de consciência sobre como construir uma carreira, mas, de maneira geral, elas podem ser divididas em dois grandes grupos. O primeiro deles é constituído por aquelas que buscam ajudar os jovens a tomar consciência da ampla variedade de ocupações e profissões que existem e também da ampla diversidade de estratégias e trajetórias por meio das quais as pessoas se preparam para desempenhá-las. Tendo em vista que o objetivo deste conjunto de ações é sensibilizar os estudantes para a existência de múltiplas possibilidades para a construção da carreira, uma pequena quantidade de informação sobre diferentes ocupações e profissões pode ser eficiente para promover uma compreensão significativa, especialmente para os mais jovens. Nesse momento, ainda não é necessário e nem desejável estimular entre os alunos a escolha de uma profissão ou o planejamento para o ingresso no mundo do trabalho, mas, sim, despertar a curiosidade para as possibilidades.</p><p>O segundo conjunto é constituído de ações que buscam ajudar os jovens a descobrirem e a apreciarem a importância do trabalho em diversas ocupações. Para que isso seja possível é preciso conhecer as rotinas de trabalho em maior profundidade. Portanto, uma estratégia interessante é convidar pessoas da comunidade mais ampla (por exemplo, pais ou donos de negócios locais) para virem à escola contar sobre as suas ocupações e responder os questionamentos dos alunos sobre seu trabalho. Outra possibilidade, é dar aos estudantes a oportunidade de visitar essas pessoas nos seus locais de trabalho. Desta forma, além da informação adquirida por meio do relato dos profissionais, podem criar as próprias impressões sobre os locais e os ambientes de trabalho. Cabe destacar que as ações deste conjunto podem ser realizadas por estudantes do Ensino Fundamental II e Ensino Médio. Porém, é possível que as informações mais aprofundadas sejam mais bem aproveitadas pelos estudantes do Ensino Médio. Independentemente de qual estratégia utilizada, é importante que os diálogos com os profissionais permitam aos estudantes acessarem, pelo menos, as seguintes informações:</p><p>· Uma descrição breve de como se deu o processo de escolha pela área (por exemplo, quais eram as dúvidas, onde buscou informação, etc.);</p><p>· Uma descrição breve e não técnica do que a pessoa faz na sua profissão (por exemplo, como é um dia e uma semana de trabalho normal);</p><p>· Uma discussão sobre o trabalho da pessoa (por exemplo, como ela contribui com a sociedade?);</p><p>· Uma discussão sobre o que a deixa satisfeita e realizada no exercício de sua profissão;</p><p>· Uma discussão sobre a importância de desenvolver competências acadêmicas básicas (e quais são elas) para desempenhar, com sucesso, as atividades próprias da profissão.</p><p>· A Tomada de Decisão sobre a Própria Carreira</p><p>· É importante saber que a tomada de decisão sobre a carreira pode ocorrer com ou sem tomada de consciência, em diferentes momentos da trajetória escolar e de diferentes maneiras. Ao tomar decisões sobre a carreira, cada pessoa está limitada por uma série de características pessoais, experiências vividas e potencialidades. Por isso, é importante entender que a expressão “posso ser qualquer coisa que eu escolha” é falsa para quase todas as pessoas. A mesma coisa acontece com a expressão “terei sucesso em qualquer profissão ou atividade que amar fazer”. As possibilidades de escolha e as oportunidades de sucesso são igualmente dependentes do contexto social e histórico em que vivemos, motivo pelo qual é essencial conhecê-lo ao tomar decisões de carreira. Auxiliar os estudantes a compreenderem melhor o contexto em que se inserem é extremamente relevante e pode contribuir, grandemente, para que sua tomada de decisão seja consciente, adequada e suficientemente informada.</p><p>· Muitas pessoas consideram o termo “escolha profissional” equivalente ao termo “tomada de decisão para a carreira”. No entanto, embora ambos possam ser explicados, por exemplo, pela escolha de um curso de escrita criativa como uma forma de preparação para o ingresso em um curso superior em publicidade, o segundo termo é muito mais abrangente que o primeiro.  A palavra “carreira” pode ser entendida como as trajetórias por meio das quais as pessoas progressivamente projetam e constroem suas próprias vidas, incluindo suas carreiras profissionais, mas não se restringindo a elas. A partir dessa definição, pode-se compreender que cada pessoa tem uma só carreira que será construída ao longo de toda sua vida e constituída de diferentes trabalhos, empregos e ocupações, além das experiências em seus papéis como estudante, filho ou filha, cônjuge, cidadão ou cidadã, entre outros.</p><p>· É importante notar que a carreira de quase todas as pessoas começa nos primeiros anos de vida escolar (por exemplo, por meio das brincadeiras de faz de conta) e continua até depois da aposentadoria (por exemplo, por meio de novas formas de trabalhar, como consultorias ou cuidados com outros membros da família e da casa) incluindo, obviamente trabalhos remunerados e não-remunerados. Por isso, é fácil concluir que as tomadas de decisão de carreira dizem respeito a diversos aspectos que superam, mas podem influenciar o trabalho e o papel de trabalhador, por exemplo: o lugar que se</p><p>escolhe para viver, o que se espera obter como retorno do trabalho, as formas e o tempo dedicado à educação, o estilo de vida. Ao analisar cada um desses elementos também pode-se compreender que tais decisões são fortemente relacionadas à forma como a pessoa que as toma se percebe, ou seja, seu autoconceito. A literatura indica que tomadas de decisão que refletem o autoconceito dos indivíduos resultam em maiores níveis de satisfação, menores níveis de indecisão e melhores resultados no trabalho, entre outros resultados positivos. Estes são apenas alguns dos motivos pelos quais um dos objetivos dos programas de Educação Para a Carreira deve ser promover tomadas de decisões de carreiras conscientes.</p><p>· Muitos estudantes conseguem tomar suas decisões de carreira de forma autônoma e independente (assim como muitos adultos trabalhadores o fazem). Outras, contudo, precisam da ajuda dos pais, amigos, familiares e/ou pessoas significativas. Ambas as formas de decidir podem ser assertivas, apesar de serem complexas e poderem representar um desafio para os estudantes. Isso porque, envolvem diversas informações, opiniões, desejos, expectativas, fantasias e receios. Por isso, um programa compreensivo de Educação Para a Carreira pode se beneficiar grandemente da participação de profissionais de orientação profissional para facilitar nos processos de tomada de decisão de carreira e auxiliar os estudantes a reconhecerem e esclarecerem os motivos para suas decisões, além das potenciais barreiras e estratégias para concretizá-las.</p><p>· Transições ao longo da carreira</p><p>· A definição de carreira apresentada anteriormente deixa claro que cada pessoa tem uma só carreira. Sendo assim, a noção de “transição entre carreiras” é falsa e deve ser evitada. Em seu lugar, é coerente referir-se como “transições de carreira” ou “transições na carreira”. Tais transições podem ser entendidas como pontos de virada entre dois períodos de maior estabilidade, os quais provocam alterações na vida do indivíduo, requerendo novos comportamentos, estratégias e perspectivas. A partir da compreensão do conceito de transição, é possível assegurar, com relativa certeza, que para a maioria das pessoas, as “transições” no desenvolvimento da carreira começaram tão cedo quanto a passagem da casa para a pré-escola, embora, nem sempre se lembrem disso. Que tal exercitar um pouco?</p><p>· Registre</p><p>· Qual a primeira transição em sua carreira (da qual você se lembra)? O que você lembra sobre essa transição? Como ela contribui para a sua trajetória de carreira de forma mais ampla?</p><p>· Tendo em vista que a carreira se desenvolve ao longo da vida e o mundo é cada vez mais volátil, incerto, complexo e ambíguo, é natural pensar que todos os indivíduos passarão por diversas transições ao longo de suas vidas e que cada uma é muito importante para o desenvolvimento da carreira na totalidade. Toda transição envolve o enfrentamento de diversos problemas, como aprender a relacionar-se ou a ajustar-se a diferentes ambientes, tarefas de trabalho, companheiros, normas e regulamentos, horas de trabalho e até oportunidades de promoção.</p><p>· Uma vez que os programas de Educação para a Carreira buscam preparar os estudantes para a transição da escolaridade para o emprego, certamente durante seu curso, contemplarão diversas transições e, portanto, oportunidades para o exercício e desenvolvimento de competências capazes de contribuir para experiências de transição mais positivas. A compreensão de que as transições também ocorrerão para a maioria das pessoas, no seu trabalho, mais que uma vez, ao longo dos anos da vida adulta, justifica a necessidade de que os programas de exploração sobre a carreira abordem-nas a partir de uma perspectiva desenvolvimentista, como uma mudança importante que se repetirá. Ao mesmo tempo, justifica as mais diversas ações que permitam que o estudante aprenda como relacionar o conhecimento pessoal com o conhecimento do ambiente de trabalho e como transferir tal conhecimento para novos ambientes de trabalho. Essa noção de conhecimentos, habilidades, atitudes e valores transferíveis pode também contribuir para a compreensão de que a carreira de cada indivíduo é única, embora composta por diferentes e diversas experiências como trabalhador.</p><p>· Para concluir essa aula, é importante relembrar que quando nos referimos a programas de Educação para a Carreira, estamos falando em atividades sistemáticas que promovem o desenvolvimento de competências-chave para a carreira no contexto educacional, as quais contribuem para saber tomar decisões, traçar planos e conquistar o próprio desenvolvimento de forma crítica e responsável. Sendo assim, não é necessário que cada ação em Educação para a Carreira realizada na escola contemple todos os processos abordados neste capítulo. É importante, sim, que o conjunto de ações desenvolvidas ao longo da vida escolar dos estudantes, de forma sistemática e continuada (Programa de Educação para a Carreira pensado pela escola), permita o desenvolvimento e aperfeiçoamento de diferentes competências através dos processos aqui descritos.</p><p>EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO DO CONTEÚDO</p><p>Professor(a), ao final desta aula, aplique as seguintes questões aos alunos para estimular o aprendizado do conteúdo.</p><p>Atividade 1</p><p>Qual a diferença entre escolha profissional e decisão de carreira?</p><p>Atividade 2</p><p>Qual o objetivo de contemplar o processo de tomada de consciência para a carreira em um programa de Educação Para a Carreira?</p><p>Atividade 3</p><p>Qual o objetivo de contemplar o processo de exploração de carreira em um programa de Educação Para a Carreira?</p><p>Atividade 4</p><p>Qual o objetivo de contemplar o processo de tomada de decisão de carreira em um programa de Educação Para a Carreira?</p><p>Atividade 5</p><p>Qual o objetivo de contemplar o processo de transição de carreira em um programa de Educação Para a Carreira?</p><p>Clique no botão para baixar a atividade:</p><p>Baixar Atividade</p><p>TAREFA DE CASA</p><p>Professor(a), entregue essa atividade para os alunos realizarem como tarefa de casa e refletirem sobre conteúdos que precisam ser considerados ao desenvolver um Programa de Educação para a Carreira.</p><p>Esta atividade visa auxiliar na elaboração de uma ação de Educação para a Carreira que possa ser desenvolvida em sua turma ou em sua escola. Antes de começar, gostaríamos de fazer um convite: imagine que você (com sua idade e ocupação atual) pudesse conversar com você mesmo na idade em que escolheu sua profissão: quais perguntas ou conselhos a sua versão mais jovem teria feito a sua versão mais velha?</p><p>Atividade 1</p><p>Agora, pensando nessas perguntas ou nos conselhos solicitados, é hora de elaborar a ação. O quadro abaixo pode servir como apoio.</p><p>Clique no botão para baixar a atividade:</p><p>Baixar Atividade</p><p>UNIDADE 5:  Processos que devem ser contemplados por Programas de Educação para a Carreira</p><p>MATERIAIS PREPARATÓRIOS</p><p>Olá professor(a), sugere-se que seja entregue a atividade a seguir aos alunos, antes da realização da aula “Processos que devem ser contemplados em Programas de Educação para a Carreira”.</p><p>Atividade 1</p><p>Como você pensa que um programa de Educação para a Carreira pode auxiliar os estudantes a entenderem o que é e como se constrói uma carreira?</p><p>Atividade 2</p><p>Como você pensa que pode apoiar seus estudantes nas tomadas de decisões com relação às suas carreiras?</p><p>DICA</p><p>Após responder as questões acima, recomendamos que você escute o episódio do GEDCast Descobrindo Carreiras, intitulado “Exploração - Ponto de Partida para Descobertas”.</p><p>https://open.spotify.com/episode/04gcj9WUm0YiKrJ5jiGqjg?si=7iiMmJCLT3ej_KO9hDRaGw&dl_branch=1</p><p>Atividade 3</p><p>Quais novos aprendizados e insights você teve ao ouvir o episódio?</p><p>Clique no botão para baixar a atividade:</p><p>Baixar Atividade</p><p>A exploração da carreira</p><p>Uma das etapas mais relevantes do processo de desenvolvimento da carreira é a exploração de carreira. Esse processo tipicamente tem início no final do ensino fundamental e continua ao longo de todo o ensino médio ou, para muitos estudantes, depois disso, em suas experiências iniciais de emprego, na vida universitária ou formação</p>

Mais conteúdos dessa disciplina