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Exercicios sobre Pronomes Pessoais (Retos e Obliquos)-ead47e08f59468f5460a738f30c71cb9

Conjunto de exercícios sobre pronomes pessoais (retos e oblíquos). Inclui questões de múltipla escolha e reescrita provenientes de Fuvest, ITA, UFV, UFOP, FATEC e ENEM 1998, trecho de Luís Fernando Veríssimo e gabarito parcial com correções.

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Sarah

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<p>1</p><p>Português</p><p>Exercícios sobre Pronomes Pessoais (Retos e Oblíquos)</p><p>Exercícios</p><p>1. (Fuvest) Assinale a alternativa onde o pronome pessoal está empregado corretamente:</p><p>a) Este é um problema para mim resolver.</p><p>b) Entre eu e tu não há mais nada.</p><p>c) A questão deve ser resolvida por eu e você.</p><p>d) Para mim, viajar de avião é um suplício.</p><p>e) Quanto voltei a si, não sabia onde me encontrava.</p><p>2. As frases que seguem são variantes populares do português. Transcreva-as adequando-as à língua</p><p>escrita.</p><p>a) Deixa eu entrar?</p><p>b) Mandei ela voltar para a casa.</p><p>c) A conversa fez eu sair do sério.</p><p>3. (ITA) Assinale a incorreta:</p><p>a) Não vá sem eu.</p><p>b) Ele é contra eu estar aqui.</p><p>c) Ele é contra mim, estar aqui é crime.</p><p>d) Como eu estava doente, não houve palestra.</p><p>e) Não haveria entre mim e ti entendimento possível.</p><p>4. (UFV) Assinale a alternativa em que o LHE está empregado corretamente:</p><p>a) Espero que essa notícia vá encontra-lhe feliz.</p><p>b) O fato ocorreu há muito tempo. Esqueci-lhe completamente.</p><p>c) Mas que surpresa, João: há quanto tempo não lhe via!</p><p>d) Prezado Senhor, lembro-lhe a necessidade de renovar o seu título de eleitor.</p><p>5. (UFOP-MG) Aponte, em cada par de frases, aquela em que o pronome pessoal está sendo bem usado,</p><p>de acordo com as normas do uso culto da língua. Justifique a resposta.</p><p>a) Ele se preocupa só com ele mesmo.</p><p>Ele se preocupa só consigo mesmo.</p><p>b) Deixe o livro aí, para eu estudar.</p><p>Deixe o livro aí, para mim estudar.</p><p>2</p><p>Português</p><p>6. (FATEC) Assinale a alternativa em que a substituição do(s) termo(s) em maiúsculo(s), na frase I, pelo</p><p>pronome da frase II está correta.</p><p>a) I - Deixe A MOÇA decidir com calma. II - Deixe ela decidir com calma.</p><p>b) I - Entende que não há nada entre FULANO e os envolvidos no escândalo dos precatórios. II -</p><p>Entende que não há nada entre eu e os envolvidos no escândalo dos precatórios.</p><p>c) I - Espero, até que façam O CANDIDATO entrar na sala. II - Espero, até que façam ele entrar na sala.</p><p>d) I - O homem, igual A SI mesmo. II - Eu, igual a mim mesmo.</p><p>e) I - Poderá escolher outros dois técnicos para assessorar A DEPUTADA. II - Poderá escolher outros</p><p>dois técnicos para lhe assessorar.</p><p>7. (ENEM 1998) Para falar e escrever bem, é preciso, além de conhecer o padrão formal da Língua</p><p>Portuguesa, saber adequar o uso da linguagem ao contexto discursivo. Para exemplificar este fato, seu</p><p>professor de Língua Portuguesa convida-o a ler o texto Aí, Galera, de Luís Fernando Veríssimo. No texto,</p><p>o autor brinca com situações de discurso oral que fogem à expectativa do ouvinte.</p><p>Aí, Galera</p><p>Jogadores de futebol podem ser vítimas de estereotipação. Por exemplo, você pode imaginar um</p><p>jogador de futebol dizendo “estereotipação”? E, no entanto, por que não?</p><p>- Aí, campeão. Uma palavrinha pra galera.</p><p>- Minha saudação aos aficionados do clube e aos demais esportistas, aqui presentes ou no recesso</p><p>dos seus lares.</p><p>- Como é?</p><p>- Aí, galera.</p><p>- Quais são as instruções do técnico?</p><p>- Nosso treinador vaticinou que, com um trabalho de contenção coordenada, com energia otimizada,</p><p>na zona de preparação, aumentam as probabilidades de, recuperado o esférico, concatenarmos um</p><p>contragolpe agudo com parcimônia de meios e extrema objetividade, valendo-nos da desestruturação</p><p>momentânea do sistema oposto, surpreendido pela reversão inesperada do fluxo da ação.</p><p>- Ahn?</p><p>- É pra dividir no meio e ir pra cima pra pegá eles sem calça.</p><p>- Certo. Você quer dizer mais alguma coisa?</p><p>- Posso dirigir uma mensagem de caráter sentimental, algo banal, talvez mesmo previsível e piegas, a</p><p>uma pessoa à qual sou ligado por razões, inclusive, genéticas?</p><p>- Pode.</p><p>- Uma saudação para a minha progenitora.</p><p>- Como é?</p><p>- Alô, mamãe!</p><p>- Estou vendo que você é um, um...</p><p>- Um jogador que confunde o entrevistador, pois não corresponde à expectativa de que o atleta seja um</p><p>ser algo primitivo com dificuldade de expressão e assim sabota a estereotipação?</p><p>- Estereoquê?</p><p>- Um chato?</p><p>- Isso.</p><p>Correio Braziliense, 13/05/1998.</p><p>A expressão “pegá eles sem calça” poderia ser substituída, sem comprometimento de sentido, em</p><p>língua culta, formal, por:</p><p>a) pegá-los na mentira.</p><p>b) pegá-los desprevenidos.</p><p>c) pegá-los em flagrante.</p><p>d) pegá-los rapidamente.</p><p>e) pegá-los momentaneamente</p><p>3</p><p>Português</p><p>Gabarito</p><p>1. D</p><p>Na letra A, o certo seria “para eu resolver”; na B, o certo seria “entre mim e ti”; na C, o certo seria “por mim</p><p>e você”, na E, o certo seria “voltei a mim”.</p><p>2.</p><p>a) Deixe-me entrar? - Os pronomes pessoais retos atuam como sujeitos – agentes da ação. Enquanto</p><p>os oblíquos funcionam como objeto.</p><p>b) Mandei-a entrar. – Mesma explicação da letra A.</p><p>c) A conversa me fez sair do sério. – O pronome pessoal do caso reto não pode receber a ação: é</p><p>somente agente.</p><p>3. A</p><p>O certo deveria ser “não vá sem mim”, pois não devemos empregar os pronomes retos depois de</p><p>preposição sem que eles sejam agentes de uma oração (como acontece na letra B).</p><p>4. D</p><p>Na A, o lhe está sendo utilizado para fazer referência à 2ª pessoa; na B, o certo seria “esqueci-o</p><p>completamente”; na C, não devemos usar o lhe para fazer referência à 2ª pessoa.</p><p>5.</p><p>a) A primeira sentença está de acordo com a norma culta; a segunda também está correta.</p><p>b) A primeira está correta, pois o pronome reto “eu” é agente da ação verbal; a segunda está incorreta,</p><p>pois o oblíquo “mim” não deve ser empregado como agente da ação verbal.</p><p>6. D</p><p>a) Está incorreta, pois o pronome reto não deve funcionar como objeto. Deveria ser “deixe-a decidir com</p><p>calma”.</p><p>b) Está incorreta, pois “Fulano” é 3ª pessoa: “entende-se que não há nada entre ele e os envolvidos no</p><p>escândalo do precatório”.</p><p>c) Está incorreta pelo mesmo motivo da A.</p><p>e) Está incorreta, pois O LHE só deve atuar como objeto indireto. Deveria ser: assessorá-la.</p><p>7. B</p><p>Todas as opções fazem a colocação pronominal corretamente; no entanto, devemos olhar para a</p><p>expressão “pegar sem calças” que é o mesmo que dizem “pegar desprevenido”.</p>

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