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<p>1. Discutir os efeitos dos recursos termoterápicos no tratamento sobre a</p><p>inflamação aguda, crônica, espasmo muscular, dor e circulação sanguínea.</p><p>Termoterapia, portanto, é a utilização de agentes físicos capazes de variar a temperatura dos</p><p>tecidos. Sendo assim, quando um recurso terapêutico é utilizado com a intenção de aumentar a</p><p>temperatura tecidual, dizemos que ele é um recurso de aquecimento; já um recurso que diminui a</p><p>temperatura tecidual é um recurso de resfriamento.</p><p>A termoterapia é a aplicação terapêutica de calor, que pode ser obtida de diversas formas e tem</p><p>como finalidade elevar a temperatura do tecido corporal local. São procedimentos que usam a</p><p>mudança de temperatura dos tecidos do corpo para realizar um tratamento, que pode ser estético</p><p>ou terapêutico.</p><p>A termoterapia estimula a termorregulação corporal, o qual vem sendo utilizado no âmbito da</p><p>estética para potencialização de princípios ativos em procedimentos corporais, como na lipodistrofia</p><p>localizada e no Fibro Edema Gelóide (FEG) para promover um desequilíbrio na temperatura</p><p>corpórea, gerando gasto energético. Procedimentos considerados termoterápicos na estética são</p><p>a manta térmica e mailer (lençol de sauna e banho turco). As mantas térmicas são utilizadas como</p><p>potencializadoras na redução de medidas, facilitando a penetração de princípios ativos pela</p><p>vasodilatação e pela permeabilidade cutânea.</p><p>A termoterapia na área da saúde, define-se como terapia por meio da temperatura, isto é, dos</p><p>efeitos do calor (por adição) e do frio (por subtração) sobre os diferentes tecidos do corpo</p><p>humano.</p><p>1. superficial: são utilizados para diminuir a dor e provocar analgesia em lesões ou dores</p><p>subagudas.</p><p>2. profundo: muito utilizado para cicatrização tecidual e relaxamento estrutural.</p><p>Na termoterapia, basicamente os receptores envolvidos são os receptores de frio, calor e dor. Na</p><p>ocasião de ser um frio local muito intenso (0 - 5 °C), apenas as fibras de dor são estimuladas, ou</p><p>até mesmo essas não serão estimuladas. À medida que a temperatura aumenta (10 – 15 °C), os</p><p>↓ Frio ↓ Calor ↓ os dois Édois e dois</p><p>S</p><p>impulsos da dor cessam e os receptores de frio começam a ser estimulados. Acima de 30 °C, os</p><p>receptores de calor começam a ser estimulados, porém se continuarmos a elevar a temperatura,</p><p>quando chegar em torno de 45 °C, as fibras de dor começam a ser estimuladas pelo calor.</p><p>EFEITOS FISIOLÓGICOS:</p><p>• Aumento da temperatura local;</p><p>• Expansão dos tecidos;</p><p>• Redução da viscosidade dos fluídos;</p><p>• Promove a extensibilidade do colágeno;</p><p>• Aumento do metabolismo – Lei de Van’THoff;</p><p>• Diminuição da atividade do fuso muscular;</p><p>• Aumento da atividade das glândulas sudoríparas;</p><p>• Aumento do consumo de oxigênio;</p><p>• Aumento da permeabilidade celular.</p><p>EFEITOS TERAPÊUTICOS:</p><p>• Alívio do quadro de dor;</p><p>• Relaxamento muscular;</p><p>• Aumento do fluxo sanguíneo local;</p><p>• Vasodilatação local – hiperemia;</p><p>• Reparo dos tecidos;</p><p>• Redução da rigidez articular- flexibilizante;</p><p>• Melhora do retorno venoso e linfático;</p><p>• Diminuição do espasmo muscular;</p><p>• Favorece a defesa e imunidade.</p><p>A termoterapia (terapia com o calor), quando utilizada por meio do calor superficial, desencadeia</p><p>um aumento da temperatura da pele para 40 º a 45 º e pode atingir profundidade de até 2 cm, ou</p><p>seja, sua aplicação é mais direcionada para a epiderme.</p><p>A hipertermoterapia profunda também utiliza esse intervalo de temperatura, mas pode penetrar até</p><p>5 cm. Nessa aplicação, atinge a epiderme e a derme, que é mais vascularizada e inervada em</p><p>comparação à primeira camada da pele e, com isso, os efeitos são mais pronunciados. Devido a</p><p>esse alcance, verifica-se maior poder em diminuir os impulsos nervosos e diminuir a dor de origem</p><p>sensorial.</p><p>A elevação da temperatura provoca uma vasodilatação, aumentando a permeabilidade vascular e</p><p>possibilitando o recrutamento de leucócitos, que serão responsáveis por combater os antígenos</p><p>que estão acentuando a inflamação.</p><p>Vale lembrar que um processo inflamatório é algo benigno e faz parte da fisiologia do organismo.</p><p>O problema se instala quando a inflamação se torna exacerbada e as células imunológicas não</p><p>conseguem conter o agente causador do estado clínico do paciente. A utilização da termoterapia</p><p>aperfeiçoa o processo inflamatório, na medida em que estimula o sistema imune, promove a</p><p>“limpeza” da área inflamada pelo aumento do fluxo sanguíneo e contribui para a eficácia dos</p><p>medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios.</p><p>Além disso, facilita a drenagem venosa e linfática e remove as impurezas do sistema vascular,</p><p>garantindo a excreção dos resíduos metabólicos. Também tem efeito na melhoria da elasticidade</p><p>ligamentar, capsular e muscular, favorecendo a recuperação do músculo.</p><p>Os efeitos sistêmicos que podem ser observados são: aumento dos batimentos cardíacos, em</p><p>decorrência da normalização do volume sanguíneo, melhoria da frequência respiratória e redução</p><p>da pressão arterial em longo prazo.</p><p>Os efeitos da termoterapia incluem vasodilatação, melhora do metabolismo e circulação local,</p><p>relaxamento muscular, analgesia, redução da rigidez articular, aumento da extensibilidade do tecido</p><p>colágeno e alívio do espasmo muscular. O aquecimento aumenta a taxa metabólica local</p><p>conduzindo ao aumento da pressão hidrostática intravascular, vasodilatação arteriolar e de</p><p>aumento de fluxo sanguíneo dos capilares, o que aumenta o fornecimento de oxigênio, anticorpos,</p><p>leucócitos e outros nutrientes e enzimas quando necessários na resolução da inflamação. Tal</p><p>evento aumenta a velocidade da reação química e a cicatrização de tecidos distendidos ou</p><p>lacerados.</p><p>Terapia com frio</p><p>A termoterapia por subtração é o termo usado para descrever a terapia com frio. O frio pode ser</p><p>aplicado com compressas, bolsas com agentes frios e aerossóis refrigerantes. Bolsas refrigeradas</p><p>↓ Fase Aguda</p><p>contendo água ou material geliforme, gelo picado ou gelo “mole” (mistura congelada de três partes</p><p>de água com uma parte de álcool) são amplamente utilizados. Assim, a termoterapia por subtração</p><p>utiliza o frio na forma líquida (água), sólida (gelo) e gasosa (gases) com o propósito terapêutico de</p><p>retirar o calor do corpo induzindo a um estado de hipotermia para favorecer uma redução da taxa</p><p>metabólica local e promover a diminuição das necessidades de oxigênio pelas células. O</p><p>mecanismo termostático adota, no frio, três mecanismos opostos ao da hipertermoterapia. São</p><p>eles:</p><p>1. Vasoconstrição reflexa (ou por aumento da atividade neurovegetativa simpática ou por ação</p><p>direta do frio nos vasos sanguíneos);</p><p>2. Diminuição da sudorese e aumento do tônus muscular (calafrios);</p><p>3. Diminuição das trocas metabólicas.</p><p>O frio proporciona analgesia, às vezes mais eficaz e mais precoce e duradoura que o calor. Para a</p><p>utilização de qualquer um dos métodos de termoterapia, é necessária uma avaliação do</p><p>fisioterapeuta, que indicará se o frio ou o calor será aconselhado a cada caso.</p><p>A aplicação de compressas frias locais ou sistêmicas evita o extravasamento do exsudato</p><p>inflamatório, impedindo o estímulo para atração de leucócitos — processo que intensifica a</p><p>inflamação.</p><p>Outra propriedade da corrente fria é a analgesia, evidenciada pela redução da circulação de</p><p>agentes inflamatórios na corrente sanguínea e nos líquidos tissulares, promovendo uma retenção</p><p>local e facilitando a resolução do processo danoso.</p><p>Os efeitos fisiológicos do frio o tornam superior ao calor para a dor aguda de condições</p><p>inflamatórias, para o período imediatamente após o trauma do tecido e para tratar o espasmo</p><p>muscular e tônus anormal. A velocidade de condução do nervo periférico, tanto fibras mielinizadas</p><p>grandes quanto em fibras desmielinizadas pequenas, diminui 2,4m pôr o C de resfriamento. Como</p><p>resultado, a percepção da dor e a contratilidade do músculo diminuem. Receptores periféricos</p><p>tornam-se menos excitáveis. A resposta do fuso muscular ao alongamento diminui;</p><p>para desenvolver a quantidade de isolamento necessária.</p><p>♦ Cada mergulho deve ser um pouco mais fundo do que a imersão anterior. Permite-se que a cera</p><p>seque entre os mergulhos.</p><p>♦ O paciente então coloca a parte do corpo de volta na parafina e a deixa em imersão até́ o final do</p><p>tratamento.</p><p>♦ Instruir o paciente para evitar tocar nos lados e no fundo da unidade de aquecimento, pois podem</p><p>ocorrer queimaduras.</p><p>A parafina é um agente superficial usado para transmitir calor para áreas pequenas e de formato</p><p>irregular, como mãos, dedos, punho e pé. Embora seu uso na medicina esportiva seja limitado, é</p><p>um método eficaz de transmitir calor, e essa forma de termoterapia pode aumentar a temperatura</p><p>intra-articular em até 3,5 °C. A aplicação da parafina é benéfica em condições crônicas nas quais a</p><p>ADM não é uma parte essencial do protocolo de tratamento, como na artrite ou em condições</p><p>inflamatórias crônicas.</p><p>O banho de parafina contém uma mistura de cera e óleo mineral em uma proporção de sete partes</p><p>de cera para uma parte de óleo. A parafina derretida é mantida na temperatura constante de 47,8</p><p>a 52,2 °C para os tratamentos de membro superior. As temperaturas para tratamentos de membro</p><p>inferior são diminuídas para 45 a 49,4 °C porque a circulação é menos eficiente. Por causa de seu</p><p>calor específico baixo (0,5 a 0,65), a parafina pode prover cerca de seis vezes a quantidade de</p><p>calor dada pela água. Como consequência, a parafina parece ser mais fria e é mais tolerável do</p><p>que a água na mesma temperatura.</p><p>TÉCNICAS DE APLICAÇÃO:</p><p>1) Imersão contínua: Coloca-se a área a ser tratada diretamente na cuba de parafina. Este método</p><p>é pouco utilizado, pois o segmento permanece na parafina durante 30 minutos. É pouco tolerado</p><p>pela maioria dos pacientes, pois a temperatura está em torno de 51°C – 52°C.</p><p>2) Imersão repetida: Coloca-se o segmento a ser tratado na cuba de parafina, se for a mão</p><p>preferencialmente com os dedos estendidos e abduzidos e logo em seguida retire-o e aguarde de</p><p>3 a 5 segundos repetindo o processo durante 5 a 7 vezes até formar uma “luva de parafina”. Esta</p><p>técnica é a mais utilizada. O tratamento dura 30 minutos.</p><p>3) Pincelamento: Com a ajuda de um pincel, formar uma camada espessa de parafina na área a</p><p>ser tratada. Depois cobrir com um plástico e colocar uma toalha felpuda a fim de manter a</p><p>temperatura. Esta técnica também está caindo em desuso e o tratamento dura 30 minutos. Esta</p><p>técnica é a menos utilizada.</p><p>4) Enfaixamento: Passar a parafina com o auxílio de um pincel na área a ser tratada. Enfaixar uma</p><p>vez a região com atadura; colocar outra camada de parafina por cima da atadura e enfaixa</p><p>novamente, realizando o processo sucessivamente por 7 a 8 vezes/faixas.O paciente permanece</p><p>com a faixa durante 25 a 30 minutos.</p><p>Ultrassom</p><p>♦ Aplicar gel condutor na pele limpa.</p><p>♦ Aplique a placa lisa do transdutor diretamente ao meio de acoplamento.</p><p>Este método funciona melhor em superfícies lisas.</p><p>Para o acoplamento com água, a parte a ser tratada pode ser imersa em água morna. Água</p><p>desgazeificada é preferível.</p><p>♦ Use movimentos circulares, estabelecendo um padrão rítmico em uma taxa de aproximadamente</p><p>4 cm por segundo. Cada círculo deve cobrir aproximadamente metade da área do círculo anterior.</p><p>Cuide para não demorar sobre nenhuma área.</p><p>♦ Estabeleça a dosagem apropriada.</p><p>Ondas curtas e das micro-ondas:</p><p>♦ Solicite ao paciente que remova toda roupa e metal da área a ser tratada.</p><p>♦ Posicione o paciente sobre uma maca ou cadeira em uma posição apropriada, confortável e</p><p>segura e cubra-o.</p><p>♦ Explique ao paciente que ele não pode movimentar-se uma vez que o tratamento tenha</p><p>começado. O paciente deve sentir apenas uma sensação suave de calor.</p><p>♦ Selecione um método de tratamento e ajuste-o de acordo com as instruções seguintes. A seleção</p><p>depende das estruturas a serem aquecidas e da posição do paciente.</p><p>Ultrassom é o nome dado a ondas sonoras que são de frequência tão alta que não são detectáveis</p><p>pelo ouvido humano. A frequência de ultrassom fisioterapêutico é de 800.000 a 3.000.000 Hz (0,8</p><p>a 3 MHz). As ondas de ultrassom são produzidas através de um cristal piezoelétrico. Quando uma</p><p>corrente alternada é recrutada nesse cristal, ocorrem distorções de sua estrutura molecular e ele</p><p>vibra produzindo ondas mecânicas idênticas às ondas sonoras.</p><p>A frequência das ondas é determinada pelo tamanho do cristal e pela frequência da corrente</p><p>recrutada. Essas ondas requerem um meio elástico através do qual elas viajam. À medida que elas</p><p>viajam, comprimem (fase de condensação) e liberam (fase de rarefação) as moléculas do meio,</p><p>conferindo energia a elas.</p><p>Métodos de aplicação:</p><p>Continuo: efeito térmico, produz maior quantidade de calor decorrente da vibração de partículas</p><p>celulares, que através do atrito entre si ocorre um efeito térmico, alterando o metabolismo e</p><p>permeabilidade das células, auxiliando na cicatrização das feridas e diminuição do inchaço, mais</p><p>utilizado em lesões crônicas.</p><p>Pulsátil: não térmico, as ondas são produzidas em pequenas interrupções, o que não produz efeito</p><p>térmico, devido a essa pulsação, mas estimula a cicatrização e diminuir os sinais inflamatórios,</p><p>mais indicados em lesões agudas.</p><p>Frequência:</p><p>A frequência do transdutor pode ser de 3 MHz (megahers), sendo está mais superficial, com</p><p>profundidade de 1 a 2 cm, ou de 1 MHz que atinge tecidos mais profundos de 3 a 5 cm.</p><p>A intensidade pode variar entre 0,1 e 0,3 W/cm2 e, recentemente, alguns equipamentos foram</p><p>reprojetados para apresentar limites de intensidade mais compatíveis com a prática clínica, que</p><p>variam de 0,1 a 2,0 W/cm2, uma vez que raramente utilizam-se doses superiores a 2,0 W/cm.</p><p>Diatermia</p><p>É a aplicação de energia elétrica de alta frequência com finalidades terapêuticas a fim de aumentar</p><p>a temperatura nos tecidos corporais em até 40 a 45°C.</p><p>Ondas curtas</p><p>São as radiações eletromagnéticas cujo valor no espectro eletromagnético variam, quanto à</p><p>frequência, de 10 a 100 MHZ; conhecidas como ondas de radiofrequência, a faixa de ondas mais</p><p>curtas é utilizada na diatermia terapêutica.</p><p>Ondas curtas</p><p>A diatermia por ondas curtas oferece calor pela conversão de energia eletromagnética de alta</p><p>frequência em energia térmica nos tecidos do paciente. A frequência mais usada é 27,12 MHz com</p><p>um comprimento de onda de 11 metros. A diatermia por ondas curtas pode ser administrada como</p><p>corrente contínua ou como um campo eletromagnético pulsado. A diatermia por ondas curtas</p><p>pulsada é produzida interrompendo-se periodicamente o fluxo de corrente de alta frequência, de</p><p>modo que ela esteja ligada por um breve período e desligada por um período igual ou maior que o</p><p>período em que a corrente flui. O período desligado permite que o calor criado durante o período</p><p>ligado seja dissipado. Se essa técnica for usada em intensidades suficientes ou para tempos de</p><p>tratamento que sejam bastante longos para produzir calor, os efeitos são os mesmos que os efeitos</p><p>do calor da diatermia contínua.</p><p>Micro-ondas</p><p>A diatermia por micro-ondas é capaz de produzir aumento de temperatura tecidual, quando a</p><p>mesma passa pela resistência oferecida pelos tecidos, a isto denominamos conversão. O</p><p>aquecimento produzido pela diatermia por micro-ondas pode ser observado tanto na superfície da</p><p>pele, quanto nos tecidos mais profundos, embora a eficiência de profundidade conseguida seja</p><p>menor do que a eficiência obtida pela diatermia por ondas curtas. As micro-ondas são uma forma</p><p>de radiação eletromagnética, e assim como as ondas curtas, as micro-ondas também fazem parte</p><p>do espectro eletromagnético, cuja sua frequência está na faixa de 2450 MHz e comprimento de</p><p>onda de 12,25 cm. Ela situa-se entre as ondas curtas e as radiações geradas pelas lâmpadas</p><p>infravermelhas. As micro-ondas são melhor absorvidas em tecidos de alta condutividade elétrica,</p><p>ou seja, alto conteúdo de fluidos. As micro-ondas aquecem seletivamente os líquidos, logo sua</p><p>aplicação</p><p>sobre tecidos edemaciados resultará em maior aquecimento. Sua penetração varia</p><p>conforme sua frequência de onda (menor frequência, maior penetração).</p><p>O irradiador de campo redondo é recomendado para penetração em partes corporais delimitadas,</p><p>com maior densidade de raios em periferia do que no centro. Já o irradiador de campo longo é</p><p>recomendável para grandes áreas como musculatura paravertebral ou membros, proporcionando</p><p>raios com maior densidade no centro.</p><p>Laser</p><p>O Laser constitui-se em uma radiação eletromagnética específica obtida a partir de um mecanismo</p><p>especial de emissão, em que determinada substância é estimulada a emitir radiação, a partir</p><p>do fornecimento de energia aos seus átomos. Diferencia-</p><p>se da lâmpada comum pela monocromaticidade (possui uma cor somente – a luz comum é</p><p>um composto de sete cores), a coerência (todas as ondas de fóton que compõe o feixe estão em</p><p>fase) e a direcionalidade ou colimação (propaga -se em ondas praticamente paralelas). A</p><p>laserterapia tem sido utilizada no tratamento de doenças inflamatórias,</p><p>principalmente aquelas que acometem o sistema musculoesquelético, como a</p><p>lombalgia crônica. O laser é indicado no tratamento de artrite reumatóide com moderador da dor e</p><p>do edema, aceleração no reparo de fraturas ósseas e neoformação óssea, em lesões</p><p>dermatológicas como úlceras, queimaduras lesões abertas, acelerando a cicatrização, devido,</p><p>principalmente, a síntese de colágeno e tratamento de lesões nervosas centrais – medula – e em</p><p>nervos periféricos</p><p>3. Definir as indicações e contra indicações dos recursos termoterápicos.</p><p>É fundamental ter mais atenção com quem tem pressão alta e histórico de trombose, pois o calor</p><p>pode aumentar a atividade sanguínea. Já a radiofrequência deve ser evitada por quem apresenta</p><p>algumas doenças de pele nas áreas a serem tratadas, quem faz uso de marca-passo ou</p><p>desfibrilador, bem como qualquer implante eletrônico.</p><p>Quem utiliza medicamentos como anticoagulantes e corticoides ou tem coagulopatias também</p><p>merece uma atenção especial, assim como quem apresenta certos tipos de tumores malignos</p><p>ativos ou recentes, doenças de tireóide e outras patologias endócrinas descontroladas.</p><p>As aplicações de gelo não devem ser feitas em áreas afetadas por doença vascular periférica,</p><p>paniculite e feridas abertas, já que a vasoconstrição pode comprometer o suprimento sanguíneo</p><p>para uma área em que o sangue já não está circulando adequadamente.</p><p>Os efeitos positivos decorrentes da crioterapia podem não ocorrer em pacientes com disfunção</p><p>simpática.</p><p>Lesões decorrentes da aplicação de gelo são raras, mas podem ocorrer apoptose celular</p><p>(queimaduras na pele), caso não se respeite o tempo máximo de 20 minutos de aplicação, eritema</p><p>ou hipersensibilidade devido ao contato com o frio excessivo. Lesões graves são raras e podem</p><p>levar à necrose do tecido adiposo e ao aparecimento de bolhas.</p><p>Contra-indicações do calor</p><p>Inflamações agudas;</p><p>Doença cardíaca;</p><p>Utilização de anticoagulantes;</p><p>Alterações de tensão arterial (ex: hipotensão grave);</p><p>Doenças infecciosas;</p><p>Neoplasia;</p><p>Em anestesia ou alterações de sensibilidade (risco de queimadura);</p><p>Glaucoma;</p><p>Lesões músculo-esqueléticas agudas;</p><p>Miosite ossificante;</p><p>Hemorragia activa;</p><p>Insuficiência hepática;</p><p>Zonas de insuficiência vascular;</p><p>Inflamação aguda;</p><p>Locais de tumor;</p><p>Problemas renais;</p><p>Doenças de pele activas (ex: fungos);</p><p>Grávidas.</p><p>O uso do calor é indicado nos estágios subagudo e crônico de lesões.</p><p>Superficial</p><p>Indicações:</p><p>▪ Osteoartrite;</p><p>▪ Lesão muscular e tensão ou defesa musculares;</p><p>▪ Feridas limpas;</p><p>▪ Estimulação da transpiração para melhorar a condutividade elétrica da pele antes da estimulação</p><p>elétrica;</p><p>▪ Condições inflamatórias subagudas ou crônicas;</p><p>▪ Redução da dor subaguda ou crônica;</p><p>▪ Espasmo muscular subagudo ou crônico;</p><p>▪ Diminuição da amplitude de movimento;</p><p>▪ Resolução de hematomas e redução de contraturas articulares.</p><p>Contraindicações:</p><p>▪ Condições inflamatórias agudas (entorses e lesões por uso excessivo);</p><p>▪ Febre existente anteriormente pode ser mais elevada pelo aquecimento sistêmico do paciente;</p><p>▪ Neoplasias podem desenvolver metástases como um resultado do fluxo sanguíneo aumentado</p><p>produzido pelo aquecimento;</p><p>▪ Sangramento ativo;</p><p>▪ Pacientes com insuficiência cardíaca;</p><p>▪ Pacientes com doença vascular periférica;</p><p>Profundo</p><p>Indicações</p><p>▪ Condições inflamatórias subagudas e crônicas de articulações superficiais:</p><p>▪ Condições inflamatórias e traumáticas subagudas e crônicas no músculo.</p><p>▪ Encurtamento do tecido mole (contraturas articulares e cicatrização).</p><p>▪ Inflamação subaguda e crônica;</p><p>▪ Condições dolorosas, tais como espasmo muscular, neuroma ou áreas de gatilho;</p><p>▪ Verrugas;</p><p>▪ Cicatrização de feridas</p><p>Contraindicações:</p><p>▪ Condições inflamatórias agudas, como entorses e estiramentos musculares</p><p>▪ Febre já existente pode ser mais elevada pelo aquecimento sistêmico</p><p>▪ Neoplasias</p><p>▪ Sangramento ativo</p><p>▪ Os pacientes com insuficiência cardíaca</p><p>▪ Adultos mais velhos e crianças com menos de 4 anos de idade têm sistemas termorregulatórios</p><p>irregulares e podem desenvolver febre muito facilmente</p><p>▪ Pacientes com doença vascular periférica</p><p>▪ Qualquer metal no local do tratamento, que não possa ser removido</p><p>▪ Pacientes com marcapassos</p><p>▪ As infecções podem espalhar-se na presença de calor</p><p>▪ O câncer pode desenvolver metástases devido ao fluxo sanguíneo aumentado</p><p>CRIOTERAPIA (frio)</p><p>Indicações:</p><p>▪ Lesão ou inflamação aguda</p><p>▪ Dor aguda, crônica ou pós-cirúrgica</p><p>▪ Prevenção de formação de edema, antes ou durante os exercícios de reabilitação</p><p>▪ Espasticidade que acompanha distúrbios do sistema nervoso central</p><p>▪ Espasmo muscular agudo e crônico</p><p>▪ Neuralgia</p><p>Contraindicações:</p><p>▪ Insuficiência circulatória</p><p>▪ Trombose venosa profunda</p><p>▪ Hipersensibilidade ao frio/urticária pelo frio</p><p>▪ Falta de sensibilidade na pele</p><p>▪ Diabetes avançado</p><p>▪ Feridas crônicas</p><p>▪ Feridas abertas sem curativo</p><p>▪ Doença vascular periférica</p><p>4. Esclarecer a criocinética e os efeitos fisiológicos.</p><p>A criocinética envolve o uso de terapia fria em conjunto com movimento (cryo = “frio”; kinetic =</p><p>“movimento”).</p><p>A criocinética consiste em uma combinação sistemática de três a cinco aplicações de frio, cada</p><p>aplicação seguida por uma sessão de exercícios</p><p>Recomenda-se cerca de 20 minutos de duração para a aplicação inicial e cinco minutos para cada</p><p>uma das quatro aplicações subsequentes, com cada sessão de exercícios ativos durando cerca de</p><p>três minutos.</p><p>Todos os exercícios devem ser ativos, ou seja, realizados inteiramente pelo paciente, sem dor e</p><p>com suavidade.</p><p>Ela é usada para melhorar a Amplitude de Movimento (ADM) por meio da eliminação ou da redução</p><p>do elemento da dor.</p><p>Em condições agudas, o resfriamento, combinado à compressão e à elevação, ajuda na prevenção</p><p>do edema. Depois que o edema já ocorreu, a compressão e a elevação ajudam na sua redução.</p><p>A criocinética pode ser iniciada nos casos em que o tecido mole subjacente e o osso estão intactos</p><p>e a dor está limitando a quantidade de movimento funcional.</p><p>CRIOCINÉTICA: é uma modalidade de reabilitação em que se intercala a crioterapia com uma</p><p>sequência de exercícios. É utilizada num sistema de reabilitação precoce com o objetivo de se</p><p>iniciar um programa de exercícios o mais rápido possível. O frio atua na inibição da dor e na inibição</p><p>neuromuscular, possibilitando que a pessoa execute os exercícios.</p><p>De acordo com RODRIGUES (1995), o frio age sobre diversos segmentos que fazem o controle da</p><p>temperatura corporal, tais como: controle vasomotor e mecanismos neurológicos. Dessa forma os</p><p>efeitos fisiológicos do frio são complexos e interligados.</p><p>Os principais efeitos fisiológicos do frio são: analgesia, redução do metabolismo local e do espasmo</p><p>muscular, além de redução dos movimentos articulares.</p><p>Durante muitos anos acreditou-se</p><p>que o corpo respondia à aplicação do frio com uma</p><p>vasoconstrição seguida de vasodilatação.</p><p>*</p><p>Não havendo questionamento que a resposta era sempre vasoconstrição, que começava</p><p>imediatamente na aplicação, sendo seu propósito conservar a temperatura corporal. Contudo,</p><p>muita confusão existia em relação a vasodilatação induzida pelo frio.</p><p>Após uma retrospectiva sobre o tema o autor concordou com os resultados das pesquisas de</p><p>KNIGHT (1980) que verificaram que os dados que comprovavam a vasodilatação não eram</p><p>combinados nem estatisticamente analisados. Além disso, o CEFESPAR reproduziu uma pesquisa</p><p>(SHERWIN apud RODRIGUES, 1995) que fez um estudo do metabolismo ósseo, através de</p><p>cintilografi a, após a crioterapia. Dessa forma demonstrando que a aplicação do frio promove</p><p>somente vasoconstrição.</p><p>Quanto a aplicabilidade e objetivos da técnica constatou-se:</p><p>– Antes de dar início a qualquer tratamento é necessária uma avaliação minuciosa, onde devem</p><p>constar informações quanto ao tempo, 40 profundidades, local exato e sintomas da lesão. A partir</p><p>de tais dados deve-se estabelecer os objetivos e a conduta para alcançá-los.</p><p>– O tratamento através da terapia fria deve ser iniciado logo após a ocorrência da lesão, pois,</p><p>apesar do selamento do vaso ocorrer nos primeiros cinco minutos, a evolução fisiopatológica da</p><p>lesão continua. Sendo nessa fase o maior benefício da crioterapia, impedindo as lesões causadas</p><p>pela hipóxia secundária. A hipotermia induzida pela técnica reduz o metabolismo celular, permitindo</p><p>a sobrevivência da célula durante a hipóxia causada pelos danos vasculares no local da lesão,</p><p>possibilitando sua recuperação a partir da lesão inicial.</p><p>– As técnicas para obtenção desses resultados são várias e cada uma será indicada de acordo com</p><p>o caso e com os objetivos. Entre as mais usadas estão: o banho de contraste e de imersão, a bolsa</p><p>de borracha, o pacote de gelo, o spray e as técnicas combinadas (criocinética e crioflexibilidade).</p><p>– A associação da crioterapia à compressão e elevação do segmento afetado, na fase aguda da</p><p>lesão, controla a dor, reduz o espasmo muscular, além de prevenir o edema e a evolução de um</p><p>processo inflamatório.</p><p>– A terapia pelo frio leva a um aumento da viscosidade do líquido sinovial e redução da elasticidade</p><p>dos tecidos colagenosos.</p><p>Se comparada a terapia pelo calor, cujos efeitos são antagônicos, a crioterapia sairia em</p><p>desvantagem. Entretanto, pelo fato de aliviar a dor, ser indicada na fase aguda, permitir a realização</p><p>dos movimentos precocemente, evitar os danos vasculares que ocorreriam pelo aquecimento</p><p>causado pela mobilização e por isso proporcionar a restauração funcional mais rápido, é a terapia</p><p>mais recomendada.</p><p>A prescrição da crioterapia é muito ampla e, para que ela seja feita de forma correta, é necessário</p><p>que o terapeuta domine todas as variáveis envolvidas no processo fisiológico do resfriamento, além</p><p>41 de respeitar alguns parâmetros que determinam os resultados, entre os quais estão a técnica a</p><p>ser utilizada, que deve ser de acordo com os objetivos, o local da aplicação, o tempo de aplicação,</p><p>bem como as contra-indicações.</p><p>Fontes:</p><p>Fisioterapia-lisboa.com-fisioterapia relacionados termoterapia</p><p>TERMOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA CORPORAL - Anielle de Vargas</p><p>Eletroterapia e termoterapia no tratamento da dor. Uma análise - Emília Eduarda Duarte Neves</p><p>Recursos Fisioterapêuticos (Crioterapia e Termoterapia) na espasticidade: revisão de literatura -</p><p>Thais Duarte Felice, Lidianni Rosany Santana</p><p>LIVRO_UNICO.pdf (cm-kls-content.s3.amazonaws.com)</p><p>EFEITOS FISIOLÓGICOS DA CRIOTERAPIA EM ADEMIR RODRIGUES - Dagmar Tavares Viana de</p><p>Queiroz</p><p>LIVRO Recursos Terapêuticos Bioelétricos Térmicos Mecânicos</p><p>Recursos terapêuticos em fisioterapia STARKEY</p>que o corpo respondia à aplicação do frio com uma vasoconstrição seguida de vasodilatação. * Não havendo questionamento que a resposta era sempre vasoconstrição, que começava imediatamente na aplicação, sendo seu propósito conservar a temperatura corporal. Contudo, muita confusão existia em relação a vasodilatação induzida pelo frio. Após uma retrospectiva sobre o tema o autor concordou com os resultados das pesquisas de KNIGHT (1980) que verificaram que os dados que comprovavam a vasodilatação não eram combinados nem estatisticamente analisados. Além disso, o CEFESPAR reproduziu uma pesquisa (SHERWIN apud RODRIGUES, 1995) que fez um estudo do metabolismo ósseo, através de cintilografi a, após a crioterapia. Dessa forma demonstrando que a aplicação do frio promove somente vasoconstrição. Quanto a aplicabilidade e objetivos da técnica constatou-se: – Antes de dar início a qualquer tratamento é necessária uma avaliação minuciosa, onde devem constar informações quanto ao tempo, 40 profundidades, local exato e sintomas da lesão. A partir de tais dados deve-se estabelecer os objetivos e a conduta para alcançá-los. – O tratamento através da terapia fria deve ser iniciado logo após a ocorrência da lesão, pois, apesar do selamento do vaso ocorrer nos primeiros cinco minutos, a evolução fisiopatológica da lesão continua. Sendo nessa fase o maior benefício da crioterapia, impedindo as lesões causadas pela hipóxia secundária. A hipotermia induzida pela técnica reduz o metabolismo celular, permitindo a sobrevivência da célula durante a hipóxia causada pelos danos vasculares no local da lesão, possibilitando sua recuperação a partir da lesão inicial. – As técnicas para obtenção desses resultados são várias e cada uma será indicada de acordo com o caso e com os objetivos. Entre as mais usadas estão: o banho de contraste e de imersão, a bolsa de borracha, o pacote de gelo, o spray e as técnicas combinadas (criocinética e crioflexibilidade). – A associação da crioterapia à compressão e elevação do segmento afetado, na fase aguda da lesão, controla a dor, reduz o espasmo muscular, além de prevenir o edema e a evolução de um processo inflamatório. – A terapia pelo frio leva a um aumento da viscosidade do líquido sinovial e redução da elasticidade dos tecidos colagenosos. Se comparada a terapia pelo calor, cujos efeitos são antagônicos, a crioterapia sairia em desvantagem. Entretanto, pelo fato de aliviar a dor, ser indicada na fase aguda, permitir a realização dos movimentos precocemente, evitar os danos vasculares que ocorreriam pelo aquecimento causado pela mobilização e por isso proporcionar a restauração funcional mais rápido, é a terapia mais recomendada. A prescrição da crioterapia é muito ampla e, para que ela seja feita de forma correta, é necessário que o terapeuta domine todas as variáveis envolvidas no processo fisiológico do resfriamento, além 41 de respeitar alguns parâmetros que determinam os resultados, entre os quais estão a técnica a ser utilizada, que deve ser de acordo com os objetivos, o local da aplicação, o tempo de aplicação, bem como as contra-indicações. Fontes: Fisioterapia-lisboa.com-fisioterapia relacionados termoterapia TERMOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA CORPORAL - Anielle de Vargas Eletroterapia e termoterapia no tratamento da dor. Uma análise - Emília Eduarda Duarte Neves Recursos Fisioterapêuticos (Crioterapia e Termoterapia) na espasticidade: revisão de literatura - Thais Duarte Felice, Lidianni Rosany Santana LIVRO_UNICO.pdf (cm-kls-content.s3.amazonaws.com) EFEITOS FISIOLÓGICOS DA CRIOTERAPIA EM ADEMIR RODRIGUES - Dagmar Tavares Viana de Queiroz LIVRO Recursos Terapêuticos Bioelétricos Térmicos Mecânicos Recursos terapêuticos em fisioterapia STARKEY