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<p>1</p><p>TEORIA E PRÁTICA DO ENSINO DA GEOGRAFIA</p><p>1</p><p>Sumário</p><p>Sumário ........................................................................................................... 1</p><p>1- O PERFIL DO PROFESSOR DE GEOGRAFIA .......................................... 3</p><p>2 - O ENSINO DE GEOGRAFIA E AS PRÁTICAS DISCIPLINARES,</p><p>INTERDISCIPLINARES E TRANSVERSAIS ............................................................. 5</p><p>3 - O ENSINO DE GEOGRAFIA E A INTERDISCIPLINARIDADE .................. 8</p><p>4 - AS REPRESENTAÇÕES GRÁFICAS E CARTOGRÁFICAS ..................... 9</p><p> As Representações Cartográficas e as Novas Tecnologias ................. 10</p><p> Os recursos didáticos no ensino de Geografia ..................................... 11</p><p>5 – CONTEÚDOS IMPORTANTES SOBRE A PRÁTICA PEDAGÓGICA DA</p><p>GEOGRAFIA ............................................................................................................ 14</p><p>6 – PRÁTICAS PEDAGÓGICAS E SUA IMPORTÂNCIA NA FORMAÇÃO DO</p><p>PROFESSOR DE GEOGRAFIA .............................................................................. 21</p><p>REFERÊNCIAS ............................................................................................. 23</p><p>2</p><p>NOSSA HISTÓRIA</p><p>A nossa história inicia com a realização do sonho de um grupo de empresários,</p><p>em atender à crescente demanda de alunos para cursos de Graduação e Pós-</p><p>Graduação. Com isso foi criado a nossa instituição, como entidade oferecendo</p><p>serviços educacionais em nível superior.</p><p>A instituição tem por objetivo formar diplomados nas diferentes áreas de</p><p>conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais e para a participação</p><p>no desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua formação contínua.</p><p>Além de promover a divulgação de conhecimentos culturais, científicos e técnicos que</p><p>constituem patrimônio da humanidade e comunicar o saber através do ensino, de</p><p>publicação ou outras normas de comunicação.</p><p>A nossa missão é oferecer qualidade em conhecimento e cultura de forma</p><p>confiável e eficiente para que o aluno tenha oportunidade de construir uma base</p><p>profissional e ética. Dessa forma, conquistando o espaço de uma das instituições</p><p>modelo no país na oferta de cursos, primando sempre pela inovação tecnológica,</p><p>excelência no atendimento e valor do serviço oferecido.</p><p>3</p><p>1- O PERFIL DO PROFESSOR DE GEOGRAFIA</p><p>Este profissional deverá ter a habilidade e a competência de manter diálogo</p><p>permanente com o espaço geográfico com o objetivo de conhecer seu papel na</p><p>sociedade tecnológica, econômica e cultural no mundo atual, conforme podemos</p><p>constatar nas orientações dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) de</p><p>Geografia para o ensino nas séries inicias do ensino fundamental.</p><p>Conforme colocam os PCN (1998), é preciso que o professor crie e planeje</p><p>situações em que o estudante conheça e utilize procedimentos que promovam</p><p>esse diálogo com o espaço geográfico, tais como: problematização, observação,</p><p>registro, descrição, documentação, representação e pesquisa dos fenômenos sociais,</p><p>culturais ou naturais que compõem a paisagem e o espaço geográfico, na</p><p>busca e formulação de hipóteses e explicações das relações, permanências e</p><p>transformações que se encontram em interação nessa situação.</p><p>Nesse sentido, refletir sobre o que ensinar, como ensinar e para que ensinar</p><p>Geografia e as relações que devemos estabelecer com outras disciplinas com</p><p>o mesmo grau de importância na formação dos estudantes são questões</p><p>permanentes que perpassam a prática do professor da disciplina e que precisam</p><p>de repostas urgentes.</p><p>As respostas são variadas, pois dependem do contexto histórico, social,</p><p>econômico e cultural, onde cada professor, estudante e escola estão inseridos</p><p>e, assim, orientar o estudante nas várias dimensões de sua vida.</p><p>O principal meio de atingir as repostas para essas questões é a incorporação</p><p>da pesquisa na formação do professor de Geografia. Para tanto, o professor precisa</p><p>se ver pesquisador, buscar teorias e metodologias em busca de respostas para</p><p>os desafios pedagógicos encontrados na relação pedagógica com os estudantes</p><p>e ao mesmo tempo, no diálogo com o espaço geográfico onde está inserido.</p><p>É necessário lembrar que o mundo passou por inúmeras mudanças e</p><p>transformações ao longo do tempo histórico e que o ritmo das mudanças na</p><p>sociedade alterou as relações entre toda a sociedade. As relações internacionais se</p><p>mundializaram e se globalizaram, o neoliberalismo se expandiu, interferindo no</p><p>4</p><p>cotidiano da vida das pessoas e na educação escolar. Logo, os conteúdos a</p><p>serem estudados na Geografia carecem responder a tais transformações e serem</p><p>vistos em novos prismas.</p><p>O trabalho pedagógico na disciplina de Geografia precisa fazer com que o</p><p>estudante assuma posições diante dos problemas enfrentados na família, no</p><p>trabalho, na comunidade escolar, nas instituições locais. É preciso que ele</p><p>tenha um nível de consciência sobre as responsabilidades, os direitos sociais,</p><p>para poder provocar mudanças na sociedade.</p><p>Conforme os autores citados, quando o professor realiza a leitura do espaço</p><p>geográfico, ele deve também fazer a leitura do espaço social da escola, das</p><p>representações sociais que dominam o trabalho pedagógico e das relações de</p><p>poder estabelecidas entre os atores sociais e entre a escola e os órgãos superiores.</p><p>Nesse sentido, refletir sobre o que ensinar, como ensinar e para que ensinar</p><p>Geografia e as relações que devemos estabelecer com outras disciplinas com</p><p>o mesmo grau de importância na formação dos estudantes são questões</p><p>permanentes que perpassam a prática do professor da disciplina e que precisam</p><p>de repostas urgentes. As respostas são variadas, pois dependem do contexto</p><p>histórico, social, econômico e cultural, onde cada professor, estudante e escola</p><p>estão inseridos e, assim, orientar o estudante nas várias dimensões de sua vida.</p><p>Não basta conhecer a ciência geográfica e sua trajetória, é preciso saber</p><p>ensiná-la. As informações não podem se mostrar isoladas e descontextualizadas,</p><p>pois assim, não criam sentido para os estudantes. A problematização de</p><p>questões da realidade geográfica e sua interação entre os elementos dessa</p><p>realidade e o cotidiano da vida dos estudantes são fatores imprescindíveis na</p><p>ação pedagógica do professor de Geografia. Para que haja aprendizagem é</p><p>preciso haver compreensão e, para isso, é necessária a construção de</p><p>significados.</p><p>A linguagem está impregnada de significados, saberes, emoções, afetos e,</p><p>também, preconceitos. É importante promover momentos de reflexão com os</p><p>estudantes, pois isso permite conhecer as representações sociais construídas por</p><p>eles. É necessário ensiná-los a questionar e buscar soluções.</p><p>5</p><p>Sendo assim, as propostas curriculares nas diferentes instâncias, municipais,</p><p>estaduais e federais, merecem ser analisadas criticamente em virtude do papel</p><p>que exercem na formação do professor de Geografia em todos os níveis de</p><p>ensino</p><p>2 - O ENSINO DE GEOGRAFIA E AS PRÁTICAS DISCIPLINARES,</p><p>INTERDISCIPLINARES E TRANSVERSAIS</p><p>O exercício dessas ocupações requer curso superior na área de educação,</p><p>Licenciatura Plena em Pedagogia. O desempenho pleno das atividades ocorre após</p><p>três ou quatro anos de exercício profissional.</p><p>Na história da educação e formação dos currículos escolares e das práticas</p><p>pedagógicas, há décadas que perpassa um tratamento disciplinar,</p><p>no qual o</p><p>rol de conteúdos específicos de uma área do conhecimento não tem relação</p><p>com as demais disciplinas escolares, onde cada uma funciona em forma de</p><p>compartimento. Essa perspectiva também é válida para a disciplina de Geografia.</p><p>Desse modo, o objetivo deste tópico é refletir sobre as concepções e práticas</p><p>baseadas nos princípios de disciplinaridade, transversalidade e interdisciplinaridade.</p><p>Partimos do questionamento de como a aprendizagem e o ensino da Geografia</p><p>se situam ante as possibilidades de superação da disciplinaridade e de sua</p><p>interação com as demais disciplinas.</p><p>O currículo disciplinar pode se restringir ao caráter cognitivo dos fatos e</p><p>conceitos. Se a perspectiva da escola básica é baseada na educação integral,</p><p>a Geografia deve pensar em outras dimensões do conteúdo, para aproximar as</p><p>relações entre as disciplinas. Assim, deve ampliar o conceito de conteúdo para</p><p>procedimentais e atitudinais que devem se fazer presentes nas intenções dos</p><p>professores de Geografia e da elaboração do seu plano de ensino da disciplina.</p><p>Os conteúdos procedimentais relacionam-se com o modo pelo qual os estudantes</p><p>assimilam certas práticas que fazem parte de sua vida, como: fazer leituras de</p><p>imagens, ler várias modalidades de textos e integrá-los aos conhecimentos</p><p>possuídos; ser capaz de utilizar os conhecimentos em situações externas à</p><p>6</p><p>escola; observar um fato isolado e contextualizá-lo no tempo e espaço; saber</p><p>pesquisar e trabalhar a argumentação para compreender questões complexas,</p><p>a observação informal e sistemática dos fatos e fenômenos do cotidiano, a</p><p>capacidade de registrá-los, usando diferentes recursos e linguagens.</p><p>Os conteúdos atitudinais destacam-se como: respeito às diferenças de sexo, à</p><p>etnia, às faixas etárias, à valorização do patrimônio sociocultural, da diversidade</p><p>ambiental, dos direitos e deveres do cidadão. Segundo os estudiosos sobre o tema,</p><p>a transversalidade e a interdisciplinaridade são propostas que vão ao encontro</p><p>da formação do educando para formação integral.</p><p>As pesquisas atuais sobre a transposição didática têm alertado sobre as</p><p>diferenças entre vários saberes; o acadêmico e o escolar, as mediações do saber do</p><p>professor e do saber construído pelos estudantes no ambiente escolar. Alguns</p><p>estudiosos, ao trabalhar o conceito de transposição didática, propõe a existência</p><p>de momentos diferentes, no qual ocorrem as transformações entre os saberes.</p><p>Os conteúdos sempre estiveram associados aos conhecimentos do tipo</p><p>conceitual (fatos, noções, conceitos e princípios), diferenciados das capacidades,</p><p>habilidades e atitudes. Algumas obras atuais ampliam a denominação de conteúdo</p><p>para procedimentos, valores, atitudes embasadas na proposição do Brasil Bernstein</p><p>(1971-1975), que compreende conteúdo como tudo que se ocupa no tempo escolar.</p><p>A partir da década de 90, documentos de órgãos oficiais de Educação no Brasil focam</p><p>na interdisciplinaridade e transversalidade. Para os PCN, a inclusão dos Temas</p><p>Transversais deveria perpassar por todas as disciplinas como forma de promover</p><p>a aproximação das mesmas.</p><p>O modelo adotado foi a partir do modelo da Espanha e para melhor entender o papel</p><p>da transversalidade na reforma do nosso país, precisamos compreender a</p><p>reforma curricular da Espanha.</p><p>A Geografia, por estudar o espaço geográfico, traz conhecimentos que podem</p><p>contribuir para os Temas Transversais, como: Pluralidade Cultural, Meio</p><p>Ambiente, Saúde, Temas Locais, dentre outros.</p><p>7</p><p>São conceitos básicos para trabalhar em sala de aula com os Temas Transversais</p><p>no ensino da Geografia:</p><p>PLURALIDADE CULTURAL: A sociedade brasileira foi formada com uma</p><p>diversidade étnica, marcada desde tempos anteriores, aliada à entrada de imigrantes</p><p>europeus, asiáticos e latino-americanos até os dias atuais. Isso favoreceu a</p><p>formação de uma cultura diversificada em nosso país, o que representou, por</p><p>muitas vezes, relações nem sempre tranquilas e, algumas vezes, conflituosas entre</p><p>grupos, marcada pelo preconceito e discriminação.</p><p>MEIO AMBIENTE: O conceito de meio ambiente envolve toda relação social, física,</p><p>biológica e cultural instaurada na produção de condições ambientais que perpassa</p><p>a vida dos homens e seres vivos. Mudanças e transformações no mundo</p><p>ocorreram tanto na produção cultural, como na tecnológica e que acabou mudando</p><p>as relações econômicas e as relações com a natureza. Não é novidade para</p><p>os estudiosos da Geografia que já havia preocupações sobre as condições</p><p>ambientais, mesmo antes dos movimentos ambientalistas que surgiram nas</p><p>décadas de 60 e 70. Isso ocorreu ao analisar o processo de dominação de</p><p>grupos e países hegemônicos em diversos momentos históricos, em tempos e</p><p>espaços diferentes e que teve como objeto de estudo os sistemas agrícolas e</p><p>sua relação de degradação do solo. A diversificação da produção causou danos no</p><p>meio ambiente, como a retirada da vegetação e a erosão acelerada do solo, o que</p><p>representou fonte de preocupação para a Geomorfologia.</p><p>SAÚDE: Dados do IBGE deflagram que o Brasil é marcado por uma história</p><p>de desigualdade social, pobreza, exclusão social e economicamente traduz a</p><p>concentração de renda nas mãos de poucos privilegiados. Os dados estatísticos</p><p>do IBGE reunidos pelos geógrafos brasileiros e os trabalhos de campo por</p><p>eles realizados explicam a incidência de doenças como tuberculose, leptospirose,</p><p>hanseníase, desvelando a precariedade da educação e saúde pública ao longo do</p><p>tempo. O estudo da Geografia neste foco ajuda a analisar a vida das grandes</p><p>cidades e auxiliará a compreensão dos problemas de saúde ligados ao meio</p><p>urbano</p><p>8</p><p>TRABALHO E CONSUMO: a ciência geográfica sempre teve preocupação pelas</p><p>atividades exercidas pelas sociedades humanas no sentido de garantir a</p><p>sobrevivência dos mesmos. Seus estudos foram oriundos desde o extrativismo e a</p><p>agricultura até a indústria moderna e a chamada Terceira Revolução Industrial;</p><p>desde o trabalho dos índios e posseiros, realizado a custa da energia humana</p><p>ou animal, passando pelo trabalho da agricultura familiar, pelo trabalho do boia</p><p>fria até a criação das novas tecnologias e de informatização, indústrias</p><p>automatizadas que necessitam do mínimo de mão de obra. Nesse sentido, a</p><p>preocupação da Geografia passa pela formação da sociedade de consumo e</p><p>do desaparecimento proporcional dos pequenos comerciantes. Logo, o trabalho</p><p>e o trabalhador estão há muito na programação dos estudos da disciplina de</p><p>Geografia.</p><p>TEMAS LOCAIS: Os PCN de Geografia propõem o lugar como um dos conceitos</p><p>fundamentais do currículo. Esse conceito tem variações entre as correntes</p><p>geográficas que integram a crítica e a dialética nas respectivas produções</p><p>teóricas: lugar confundindo-se com município, bairro, estado e até país; lugar como</p><p>vivência do estudante, onde desenvolvem relações pessoais e familiares na</p><p>dimensão subjetiva; lugar como universo cultural do estudante; lugar como</p><p>totalidade que supera as relações familiares e mantem relações intrínsecas com</p><p>outros lugares; lugar como local de reprodução de vida; lugar como divisão</p><p>regional do trabalho, como ponto nodal de uma rede de relações que nascem</p><p>do local para o global e deste para o local.</p><p>3 - O ENSINO DE GEOGRAFIA E A INTERDISCIPLINARIDADE</p><p>Com o processo complexo do mundo pós-industrial</p><p>e globalizado, estudiosos e</p><p>pesquisadores de vários níveis de ensino, estão cientes de que os saberes parcelares</p><p>não dão conta de resolver problemas que demandam conhecimentos específicos,</p><p>relacionados a um objetivo comum e central. Logo, a interdisciplinaridade se revela</p><p>como necessária no mundo atual.</p><p>Muitos pesquisadores, educadores, profissionais e especialistas de vários campos</p><p>de conhecimento e de ação investem na reflexão e na crítica sobre a concepção de</p><p>interdisciplinaridade por diferentes ângulos, baseadas em sua especificidade</p><p>9</p><p>científica. Dentre os diversos críticos, alguns estudos vem desconstruindo certos</p><p>pressupostos e resignificando outros, oferecendo novas reflexões, rejeitando à ideia</p><p>de interdisciplinaridade como método de investigação e técnica didática.</p><p>Esse modo de pensar pertence à filosofia do sujeito, em que a grande maioria dos</p><p>trabalhos analisados está fundamentada. A crítica a essa forma do sujeito</p><p>caracteriza-se por priorizar sua ação sobre o objeto, tornando o sujeito absoluto</p><p>na construção do conhecimento e do pensamento. Uma das consequências</p><p>dessa compreensão do processo de produção do conhecimento é avaliar de forma</p><p>moralizada e dicotômica o processo.</p><p>O surgimento do tema gerador tem como pressuposto teórico fundamental a</p><p>realização de uma pesquisa sobre as condições espaciais, sociais, físicas e</p><p>biológicas. A Geografia, ao trabalhar com o tema gerador e com as questões</p><p>geradoras, tem condições de fazer com que os estudantes superem o senso comum</p><p>mediante uma metodologia dialógica, provocando um conhecimento ao estudante</p><p>de forma mais elaborada e científica.</p><p>4 - AS REPRESENTAÇÕES GRÁFICAS E CARTOGRÁFICAS</p><p>Podemos produzir linguagem cartográfica a partir das representações gráficas, mais</p><p>especificamente, dos produtos cartográficos. As representações gráficas são textos</p><p>gráficos, plásticos e cartográficos que representam o espaço geográfico e trazem</p><p>informações dos fenômenos físicos, econômicos, sociais ou outros sobre esse</p><p>espaço. Diferenciam-se dos textos alfabéticos por se apresentarem como figura</p><p>espacial: linhas, formas, superfícies, distâncias, extensões, volumes e suas várias</p><p>dimensões – comprimento, largura e altura.</p><p>São vários os tipos de representações gráficas que são trabalhadas no ensino</p><p>e nas pesquisas da Geografia. Os tipos mais usados são: desenho, croquis,</p><p>planta, carta, mapa, bloco-diagrama, maquete, infográfico e anamorfose.</p><p>Considerando a classificação apresentada pelo IBGE, dentre as representações</p><p>gráficas, temos as cartográficas, que são agrupadas da seguinte forma: a) Por traço:</p><p>globo, mapa, carta e planta; b) Por imagem: mosaico, fotocarta, ortofotocarta,</p><p>ortofotomapa, fotoíndice, carta imagem. Mas, para as práticas escolares no</p><p>10</p><p>ensino de Geografia, as representações cartográficas mais utilizadas pertencem</p><p>ao grupo de representação por traço.</p><p>Neste campo de estudo existem duas modalidades de desenho: o desenho</p><p>espontâneo (quando nasce de algo natural) e o desenho imitativo (quando se busca</p><p>copiar uma imagem do “real”). Entre essas duas modalidades de desenho,</p><p>existem tipos que interessam ao estudo geográfico, como: os desenhos de trajeto, os</p><p>desenhos de edifício e os desenhos de paisagem.</p><p>Os desenhos espontâneos possibilitam a identificação do desenvolvimento gráfico-</p><p>espacial dos estudantes e uma representação do mundo bem próximo deles. Os</p><p>desenhos das crianças oferecem dados aos professores sobre suas situações</p><p>de vida, seus medos e pensamentos.</p><p>É também um elemento de análise sobre o desenvolvimento cognitivo de certa</p><p>realidade representada pelo estudante. Os desenhos de trajeto são capazes de</p><p>representar por meio da fala ou de uma escrita figurativa, o traçado de um</p><p>roteiro, de um trajeto, uma sequência espacial. As crianças constroem, por</p><p>intermédio da ação e da percepção, as relações espaciais de localização dos</p><p>objetos no espaço desde o período sensório-motor e no momento posterior, constrói</p><p>mentalmente, operando os três tipos de relações: relações topológicas, relações</p><p>projetivas e relações euclidianas.</p><p> As Representações Cartográficas e as Novas Tecnologias</p><p>As representações cartográficas e as novas tecnologias A primeira grande</p><p>transformação da Cartografia teve início na segunda metade do século XX e está</p><p>associada à revolução digital, quando ocorreu a passagem do modo analógico</p><p>para o modo digital, induzida pelo surgimento dos computadores e da informática.</p><p>Nesse contexto, surge a Cartografia Digital, que tem como suporte as tecnologias</p><p>computacionais. A Cartografia Digital é um conjunto de ferramentas cartográficas em</p><p>formato digital, que inclui equipamentos, softwares, hardware para edição,</p><p>manipulação e armazenamento e visualização de dados geoespaciais.</p><p>Além da Cartografia Digital, existe a Cartografia Multimídia que também utiliza</p><p>a tecnologia computacional na criação de novos mapas, impossíveis de serem</p><p>11</p><p>concebidos em papel, pois trazem recursos como animação, interatividade,</p><p>hipertextualidade e multimídia. Podemos encontrar esses recursos em sites de</p><p>projetos cartográficos gratuitos, como o Google Maps, Google Earth, IBGE, entre</p><p>outros, que permitem animação e interatividade entre o leitor e o mapa.</p><p> Os recursos didáticos no ensino de Geografia</p><p>Os recursos didáticos ou propostas didáticas atuam como mediadores dos processos</p><p>de ensino e aprendizagem nos diferentes níveis e obedecem a alguns critérios, como:</p><p>adequação aos objetivos propostos, aos conceitos e aos conteúdos que serão</p><p>trabalhados, ao direcionamento do trabalho desenvolvido pelo professor em sala</p><p>de aula e às características da turma. Isso provoca maior participação e</p><p>interação do estudante com o estudante e do professor com o estudante. A</p><p>denominação recursos didáticos insere vários tipos de materiais e linguagens, como:</p><p>livros didáticos, paradidáticos, mapas, gráficos, imagens de satélite, literatura,</p><p>música, poema, fotografia, filme, videoclipe, jogos.</p><p>Cada uma das linguagens possui seus códigos e seus artifícios de representação,</p><p>que necessitam reconhecimento por parte dos professores e estudantes para serem</p><p>trabalhadas nos conteúdos geográficos.</p><p>Em relação ao trabalho com os textos escritos, o professor percebe que o</p><p>estudante tem dificuldades de ler, analisar e redigir o texto. Por esse motivo,</p><p>é importante a orientação do professor. Ele deve orientar os estudantes para</p><p>descobrirem a melhor maneira de estudar o texto, ampliando sua compreensão</p><p>da realidade social. Dessa forma, o estudante poderá ampliar seu olhar crítico</p><p>sobre o texto e melhorar sua capacidade de expressão.</p><p>Existe um roteiro para realizar uma análise detalhada de um texto: A primeira</p><p>etapa de ação é tentar esclarecer o texto, buscando sua contextualização e o</p><p>fornecimento de informações sobre a vida, pensamento e obra do autor. Outra ação</p><p>importante é procurar entender o sentido das palavras, os termos e conceitos-</p><p>chave contidos no texto e pode ser realizada com auxílio do dicionário. Isso</p><p>facilitará a construção do esquema do texto lido.</p><p>12</p><p>Atualmente, existem inúmeras linguagens na realidade do mundo comunicacional</p><p>que expressa uma diversidade de informações em pouco tempo, caracterizando</p><p>uma sociedade da informação por conta da revolução tecnológica. Essa situação</p><p>não garante a inserção da crítica dos indivíduos na sociedade,</p><p>pelo fato de muitas</p><p>informações se apresentarem de forma descontextualizada e fragmentada. É</p><p>necessário processar e analisar os dados das informações que nos chega.</p><p>Nesse contexto, a escola cumpre um papel importante porque se utiliza de</p><p>várias modalidades de linguagem como instrumento de comunicação, promove</p><p>um processo de decodificação, análise e interpretação das informações e</p><p>desenvolve a capacidade do estudante de interagir com a tecnologia, que implica</p><p>novas formas de aprender.</p><p>A escola também é lugar de reflexão da realidade, seja ela local, regional,</p><p>nacional e/ou mundial, fornecendo ao estudante a capacidade de construir uma</p><p>visão organizada e articulada do mundo. O professor tem um papel fundamental</p><p>nesse processo, como mediador entre o estudante e as informações recebidas,</p><p>promovendo a capacidade do estudante de contextualizar, estabelecer relações</p><p>e conferir significados às informações. A Geografia contemporânea tem dado</p><p>importância ao saber sobre o espaço geográfico em suas diferentes escalas de</p><p>análise, propiciando ao estudante a leitura e a compreensão do espaço geográfico</p><p>como uma construção histórico-social, fruto das relações entre sociedade e natureza.</p><p>O desenvolvimento das tecnologias de informação possibilitou o registro de</p><p>informações geográficas em forma digital e aumentou a quantidade de análise</p><p>do espaço geográfico. Nesse sentido, o professor deve ter domínio das</p><p>diferentes linguagens utilizadas para análise geográfica e ter domínio das novas</p><p>tecnologias para posterior uso com os estudantes.</p><p>A informática se apresenta como uma das formas mais recentes de linguagem que</p><p>faz parte do cotidiano da sociedade. A linguagem do cinema vem sendo muito</p><p>utilizada nas aulas de geografia, mas existem professores que tem dificuldades em</p><p>utilizá-la como recurso didático. É uma produção cultural importante para formação</p><p>do intelecto das pessoas, porque aparecem questões cognitivas, artísticas e afetivas</p><p>de grande significado.</p><p>13</p><p>A análise geográfica e educacional de um filme requer um método de análise. Realizar</p><p>um retrospecto do filme e analisar aspectos e conceitos concernentes à</p><p>geografia, à pesquisa e à educação são algumas formas de análise. O professor</p><p>juntamente com os estudantes pode selecionar filmes compatíveis com a</p><p>programação da disciplina escolar.</p><p> O livro didático de Geografia</p><p>Os livros didáticos continuam a ser o grande referencial didático utilizado em</p><p>sala de aula, para os estudantes e professores das escolas públicas e privadas do</p><p>país. O livro didático tem sido trabalhado na disciplina de Geografia de forma</p><p>tradicional e pouco reflexiva. A forma de trabalhar o livro didático para o ensino</p><p>de Geografia depende de vários fatores: a formação geográfica e pedagógica</p><p>do professor, o tipo de escola, o público que frequenta a escola e as classes</p><p>sociais a que atende.</p><p>O importante é refletir o que vem a ser o livro didático. Esse recurso sendo</p><p>uma produção cultural também representa uma mercadoria que deve atender</p><p>ao mercado. Leva nome de um ou mais autores, mas que considera o mercado</p><p>antes mesmo de chegar as escolas e livrarias.</p><p>O professor não pode escolher o livro didático de forma aleatória, pois no ensino da</p><p>Geografia, há uma linguagem textual que exige dos autores uma especialidade no</p><p>assunto, exige que sejam conhecedores da ciência e do ensino em Geografia. Além</p><p>disso, o livro didático também deve trabalhar outras linguagens para representar</p><p>melhor o espaço geográfico.</p><p>Sua diagramação deve contribuir para compreensão daquilo que se quer ensinar.</p><p>Os livros didáticos de Geografia na atualidade incluem além dos textos, os</p><p>textos de jornais e revistas, permitindo ao estudante um contato de linguagens não</p><p>puramente didáticas. Existem livros que inserem textos literários, poemas,</p><p>músicas dentre outros.</p><p>Muitos professores se queixam da pouca leitura de seus estudantes e a rapidez de</p><p>informações através da mídia leva a fragmentação das informações e a seu</p><p>esquecimento. Ler bem é um valor na construção da cidadania. O livro didático</p><p>14</p><p>na atualidade deve ter uma linguagem atraente e ter proximidade com a realidade</p><p>do estudante.</p><p>As editoras e os autores dos livros didáticos sabem que o grande comprador</p><p>desses livros é o Governo Federal e as produções dos livros didáticos passam</p><p>por avaliações pelo Programa Nacional do Livro Didático (PNDL), sob a</p><p>responsabilidade da Secretaria do Ensino Fundamental do Ministério da Educação e</p><p>Cultura.</p><p>Essa avaliação passa por vários critérios que, se não forem atendidos, acabam</p><p>sendo excluídos da lista de compra do MEC. Existem dois critérios principais</p><p>de exclusão do livro: presença de erros conceituais ou de informação e presença</p><p>de preconceito ou de indução ao preconceito</p><p>5 – CONTEÚDOS IMPORTANTES SOBRE A PRÁTICA PEDAGÓGICA</p><p>DA GEOGRAFIA</p><p>Essa área do conhecimento enquanto ciência sistematizada, surge no final do</p><p>século XIX, em dois grandes cenários: 1) Na Alemanha, com Alexander von</p><p>Humboldt, Karl Ritter e Friederich Ratzel, compondo a escola alemã de</p><p>Geografia, tendo por base o determinismo, que considera que o meio natural</p><p>possui grande influência sobre o homem; 2) Na França, com Paul Vidal de La</p><p>Blache, em que a Geografa se volta para a observação e descrição da realidade</p><p>estudada e para o conhecimento empírico, o tempo e o espaço constituem-se</p><p>dimensões separadas, cabendo à História o estudo do tempo e à Geografia o estudo</p><p>das áreas e lugares.</p><p>No Brasil, as abordagens do conhecimento geográfico mais recentes resultam de</p><p>várias correntes de pensamento, desde a influência da Escola de Vidal de La</p><p>Blache até as contemporâneas.</p><p>É importante destacar que o professor da escola básica deve ter domínio e</p><p>habilidade de produzir pesquisa e que, no ensino de Geografa, é preciso que</p><p>o professor crie e planeje situações em que o estudante conheça e utilize</p><p>procedimentos que promovam diálogo com o espaço geográfico. A</p><p>15</p><p>interdisciplinaridade e a transversalidade foram introduzidas no ensino brasileiro</p><p>a partir da década de 90. A inclusão dos Temas Transversais deve perpassar por</p><p>todas as disciplinas escolares, incluindo a Geografia, como forma de promover</p><p>a aproximação das mesmas. Os Temas Transversais são: Ética, Meio Ambiente,</p><p>Pluralidade Cultural, Saúde, Trabalho e Consumo, Orientação Sexual e Temas</p><p>Locais.</p><p>A linguagem cartográfica é produzida a partir das representações gráficas, mais</p><p>especificamente, dos produtos cartográficos. Os tipos de representações gráficas</p><p>mais usadas no ensino de Geografia são: desenho, croquis, planta, carta, mapa,</p><p>bloco-diagrama, maquete, infográfico e anamorfose. A primeira grande transformação</p><p>da Cartografia teve início na segunda metade do século XX e está associada à</p><p>revolução digital, quando ocorreu a passagem do modo analógico para o modo</p><p>digital, induzida pelo surgimento dos computadores e da informática.</p><p>Daí, surge a Cartografia Digital, que tem como suporte as tecnologias</p><p>computacionais. Para auxiliar o ensino de Geografia podem ser utilizados os</p><p>seguintes recursos didáticos: livros didáticos, paradidáticos, mapas, gráficos,</p><p>imagens de satélite, literatura, música, poema, fotografia, filme, videoclipe, jogos.</p><p>A geografia se configura uma disciplina dinâmica, indo bem mais além do estudo do</p><p>quantitativo e da análise</p><p>antropológica da sociedade, pois também se preocupa com</p><p>a relação estabelecida entre o homem e o espaço, assim como em entender a</p><p>dinâmica das transformações físicas, sociais, culturais e econômicas que ocorrem no</p><p>mundo. Diante disso, entendemos que o ensino de geografia não deve se limitar às</p><p>páginas dos livros didáticos e que as tecnologias de informação e comunicação</p><p>podem ser usadas como ferramentas didáticas no processo de ensino/aprendizagem</p><p>dessa disciplina.</p><p>Paisagens, espaço e lugar, são conceitos básicos da geografia. Conhecê-los é de</p><p>fundamental importância para a compreensão do espaço em que vivemos. Trabalhá-</p><p>los usando imagens do cotidiano dos alunos, torna a aprendizagem mais significativa,</p><p>pois proporciona a eles aprenderem a partir da realidade em que vivem.</p><p>Fazer uso de alguns recursos tecnológicos para trabalharmos esses conceitos</p><p>oportunizou relacionar o conteúdo com situações do cotidiano dos educandos. Foi</p><p>uma experiência de grande valia, pois além de trabalhar os conteúdos de forma mais</p><p>16</p><p>dinâmica, proporcionou aos educandos uma aula mais atrativa, onde muitos</p><p>participaram ativamente, perguntando, expondo seus pontos de vistas e relacionando</p><p>o que estava sendo trabalhado na sala de aula como o que eles vivenciam</p><p>diariamente no percurso de casa para escola.</p><p>Para trabalhar os conceitos acima mencionados foi necessário fazer uso de</p><p>fotografias digitais que foram tiradas em diversos pontos da cidade de Catolé do</p><p>Rocha, na zona urbana e rural.</p><p>Com o uso do notebook e do projetor de imagens, as fotografias foram apresentadas</p><p>aos alunos e na medida em que as imagens eram passadas os conceitos iam sendo</p><p>trabalhados.</p><p>Os alunos interagiram durante o desenvolvimento da intervenção. Falaram sobre os</p><p>lugares apresentados nas imagens e construíram seus próprios conceitos sobre</p><p>paisagens, espaço e lugar. Diferenciaram e identificaram o tipo de paisagens</p><p>predominantes no lugar onde moram e afirmaram que aprenderam cada conceito</p><p>trabalhado.</p><p>A prática de ensino é fundamental ao currículo do professor, pois é na prática que ele</p><p>vai ter a oportunidade de vivenciar as experiências, realizar na prática o conhecimento</p><p>adquirido teoricamente poder passar a teoria e comprovar na prática. É escolher seu</p><p>método de trabalho sendo flexível, pois ele poderá ser mudado. Na prática de ensino</p><p>de geografia, podemos conhecer melhor quais os métodos eficientes e como</p><p>podemos trabalhar o conteúdo em sala de aula e trazer para a realidade em que</p><p>vivemos.</p><p>Antes de entrar em uma sala de aula o professor precisa saber qual será o conteúdo</p><p>a ser ministrado, qual será seu método a utilizar com a turma e se seus procedimentos</p><p>são os mais adequados para o nível da turma. Fazer uma reflexão sobra a sua prática</p><p>adotada se ela realmente está funcionando como ele planejou ou se está ficando a</p><p>deseja e o que precisa ser melhorado, pois o professor precisa sempre estar refletindo</p><p>sobre os seus método e procedimentos.</p><p>O ensino não é estático, ele sempre é inovado, repensado buscando trazer a</p><p>realidade. O ensino passa por um processo de atualização para que as coisas da</p><p>atualidade não passe despercebido pelas escolas. O professor precisa ficar sempre</p><p>17</p><p>atento aos conteúdos de geografia e sua práticas utilizada, pois a geografia forma</p><p>cidadãos para viver em sociedade. A Cartografia ensina a conhecer o mundo através</p><p>de mapas, figuras e por isso o educador deve atentar-se aos detalhes das imagens</p><p>para não passar conteúdo distorcido da realidade. O educador pode trabalhar a teoria</p><p>em sala de aula e levar os alunos a construírem maquetes, textos para verificar o</p><p>conhecimento adquirido, ver se o aluno assimilou o conteúdo mesmo.</p><p>O conhecimento obtido pelos educandos em sua vida cotidiana precisa ser valorizado,</p><p>o professor precisa valorizar e trabalhar esse conhecimento que os alunos adquiriram</p><p>no seu dia a dia. O conhecimento adquirido em sala de aula pode ser assimilado em</p><p>sua prática chamando o aluno a observarem tudo que está ao seu redor e relacionar</p><p>com o que foi estudado, assim ele observará seu espaço ocupado, seu território</p><p>delimitado, seu lugar, a paisagem presente ou aquele que não existe mais e foi</p><p>substituída por outra.</p><p>A geografia vem sofrendo mudanças procurando pensar qual é o seu papel na</p><p>sociedade, constituindo-se de novos conteúdos, reformulando outros já existentes de</p><p>grande importância, questionando os métodos utilizados para explicar os conteúdos</p><p>e utilizando novos métodos, fazendo com que os alunos participem mais das aulas</p><p>com questionamentos e vivencias do dia a dia. As discussões teóricas que são</p><p>propostas pouco têm sido feito na prática. Mas as alterações estão começando a</p><p>aparecer com as experiências e com o estudo das teorias críticas de geografia.</p><p>Para organizar um texto precisamos fazê-lo em duas partes onde é necessário fazer</p><p>uma síntese das principais contribuições da geografia relacionada aos conteúdos,</p><p>métodos e procedimentos a se utilizar. Na segunda parte e necessário fazer uma</p><p>reflexão a respeito das práticas adotadas pelos professores de geografia e quais</p><p>serão os desafios que eles apresentarão e enfrentarão e analisar se seu método de</p><p>ensino será cumprido.</p><p>As habilidades de orientação, de localização, de representação cartográfica e de</p><p>leitura de mapas desenvolvem-se ao longo de sua formação profissional, mas a</p><p>prática pode auxiliá-lo a se orientar, localizar e até mesmo nas leituras de mapas.</p><p>Desde seu período de estudo de cartografia deve estudá-la não vendo apenas a</p><p>teoria, mas conciliando prática e teoria dentro da sala de aula. Fazer maquetes para</p><p>18</p><p>representar o espaço urbano, ir ao pátio para se localizar e ter sempre o mapa em</p><p>sala de aula.</p><p>A vida urbana pode ser entendida dentro da prática de ensino sobre os limites que</p><p>existem, é vivendo a prática que conseguimos ter a noção de espaço urbano. O</p><p>professor deve explorar as concepções do dia a dia dos alunos para explicar melhor</p><p>a questão do espaço urbano e impulsionar que esses alunos passem a observar esse</p><p>espaço que eles utilizam e não observam.</p><p>Dentro da ensino da geografia há um tema polêmico que é a questão ambiental</p><p>preocupação de poucos. Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) os indicam</p><p>como temas a serem trabalhados, para conscientizarem os alunos que é necessário</p><p>sobreviver tendo uma interação entre o homem e o meio ambiente. Os PCNs</p><p>procuram trabalhar não somente com a consciência ambiental, mas também com as</p><p>questões culturais, econômicas e políticas.</p><p>O professor já não é tido como um único detentor de conhecimentos, mas sim como</p><p>um auxiliar no processo de formação dos alunos. Ele passa a teoria e estimula os</p><p>alunos a perceberem na prática o que foi ensinado na sala de aula, alem de utilizarem</p><p>trabalhos de campo para observarem e comprovarem o que foi estudado. Existem</p><p>pesquisas que tentam modificar as práticas de ensino de geografia existentes,</p><p>buscando compreender que a prática de ensino não é formalizada ela pode ser</p><p>mudada.</p><p>Pesquisas têm valorizado a prática escolar e o conhecimento adquirido pelos</p><p>professores no cotidiano. Esse conhecimento é importante para o professor observar</p><p>e analisar as possibilidades de mudanças em sua prática profissional. A questão da</p><p>memorização dos conteúdos é visto como uma prática a ser abolida, pois memorizar</p><p>não é aprender. As práticas que os professores colocam como difícil de ser</p><p>ministradas precisam ser repensadas para não adotar uma prática que torne a aula</p><p>desinteressante.</p><p>Em suas atividades diárias, alunos e professores constroem geografia, pois ao</p><p>circularem, brincarem, trabalharem pela cidade, pelos bairros, constroem lugares,</p><p>produzem espaço, delimitam seus territórios: vão formando, assim, espacialidades</p><p>cotidianas em seu mundo vivido e vão contribuindo para a produção de espaços</p><p>geográficos mais amplos. Ao construírem geografia,</p><p>eles também constroem</p><p>19</p><p>conhecimentos sobre o que produzem que são conhecimentos geográficos. Então,</p><p>ao lidar com as coisas, fatos, processos na prática social cotidiana, os indivíduos vão</p><p>construindo e reconstruindo uma geografia e um conhecimento dessa geografia.</p><p>A prática que os alunos vivem no cotidiano, são conhecimentos de espacialidade que</p><p>eles adquirem. Cabe ao professor trabalhar com essa prática buscando ampliar e</p><p>discutir essa espacialidade, fazendo com que os alunos melhorem a sua prática,</p><p>passando-se de uma prática ativa do espaço para uma prática reflexiva e critica desse</p><p>espaço que eles vivenciam.</p><p>O professor precisa trabalhar com o conhecimento que os alunos levam consigo sobre</p><p>os assuntos a serem trabalhados em sala de aula. A geografia é dividida em</p><p>conteúdos específicos, e dentre todos o que merece u destaque maior é a cartografia,</p><p>conforme afirma a autora:</p><p>Entre os conteúdos procedimentais da geografia escolar, cabe destacar a cartografia.</p><p>O trabalho com a cartografia é um assunto recorrente nas pesquisas, seja para</p><p>denunciar práticas inadequadas com a cartografia ou ausência de trabalho</p><p>cartográfico, seja para propor práticas consideradas mais adequadas a um ensino</p><p>critico de geografia.</p><p>A cartografia é importante porque ela permite a leitura dos acontecimentos, dos fatos,</p><p>a localização geográfica, além de explicar essa localização. Ela também é quem vai</p><p>ensinar os alunos a lerem e entenderem mapas, com isso a prática de ensino bem</p><p>pensada e elaborada e essencial para não passar conhecimento distorcido ao aluno.</p><p>O ensino de geografia é o que possibilita o desenvolvimento intelectual do aluno a</p><p>partir da interação do raciocínio do espaço considerando a necessidade do indivíduo</p><p>entender o conteúdo de ensino. Atualmente há uma problematização do espaço que</p><p>é produto da globalização do espaço vivenciado. Um espaço que está em constante</p><p>mudança, não oferece as mesmas oportunidades para todos, produz assim gritante</p><p>desigualdades sociais, e que o ensino de geografia deve oferecer um conhecimento</p><p>no cotidiano de cada indivíduo para que estes sejam mais bem valorizados no campo</p><p>em que irão atuar.</p><p>O método de ensino aprendizagem que não se baseia implicitamente em teorias, em</p><p>observações validas, parte-se da prática educativa e na sua apresentação ao longo</p><p>20</p><p>dos anos. O ensino tradicional tem como iniciativa principal conduzir o aluno a</p><p>racionar, elaborando um comportamento de métodos seguros no ensino, em todas</p><p>suas participações escolares e fora e na realidade social.</p><p>Na escola há vários tipos de cidadãos e para conhecer o desenvolvimento de cada</p><p>um deve-se passar por vários métodos de ensino, pois cada aluno adapta mais em</p><p>um método nem todos conseguem o mesmo método. O professor tem um papel</p><p>fundamental na questão ensino aprendizagem que é educar o aluno para viver em</p><p>sociedade e a disciplina de geografia vai auxiliar esse educando a viver em</p><p>sociedade, onde ele vai adquirir conhecimento coletivo, aprender a utilizar as novas</p><p>tecnologias no processo de educação. O professor pode ter dificuldade na hora da</p><p>transmissão do conteúdo, pois talvez ele não utilize o método de ensino que ele mais</p><p>adaptou.</p><p>A realidade do professor é que a escola é um ambiente aberto a novos métodos e</p><p>neste contexto, é importante tornar o ensino de Geografia mais significativo e próximo</p><p>do educando, torna-se possível quando o professor em sua prática educativa faz uso</p><p>de recursos que estimulam o seu interesse.</p><p>Neste contexto, é possível afirmar que fazer uso das tecnologias de informação e</p><p>comunicação no ensino de geografia contribui de forma significativa para o</p><p>desenvolvimento da capacidade crítico reflexiva do educando, pois permite que o</p><p>mesmo possa em sala de aula fazer uma relação entre a teoria estudada e a prática</p><p>desenvolvida na sociedade.</p><p>Diante desse pressuposto, a realização desse trabalho nos possibilitou perceber que</p><p>através do uso das tecnologias na sala de aula, podemos proporcionar aos alunos</p><p>aulas que vão além das páginas dos livros didáticos. Através do uso desses recursos</p><p>podemos trabalhar os conteúdos estudados a partir da própria realidade do educando.</p><p>Mostrando a relação entre o que está sendo estudado e sua importância.</p><p>21</p><p>6 – PRÁTICAS PEDAGÓGICAS E SUA IMPORTÂNCIA NA FORMAÇÃO</p><p>DO PROFESSOR DE GEOGRAFIA</p><p>No Brasil a busca pela superação de um modelo tradicional de ensino data de 1930,</p><p>no chamado movimento da escola nova, que buscava implantar uma renovação no</p><p>sistema educacional brasileiro, manifestando defesa em prol da escola pública,</p><p>universal e gratuita, que atendesse de forma igualitária todas as classes sociais.</p><p>Apesar de ser uma instituição que se apresentava como inovadora e moderna, um</p><p>verdadeiro campo experimental na formação de professores, essa não conseguiu</p><p>disseminar seus princípios para todas as instituições do país, ficando seus próprios</p><p>atos aquém do que se esperava dessa instituição.</p><p>Podemos apontar como principal entrave a essa “nova filosofia”, a política totalitarista</p><p>reinante no país, que renegava grande parcela da população a seus direitos</p><p>essenciais, dentre os quais podemos citar a educação. O certo é que na virada do</p><p>século XX, os intelectuais da educação começam a perceber a ineficácia da educação</p><p>nacional, passando os a buscar medidas urgentes para superar essa crise que é</p><p>secular e se faz perspicaz em todas as partes do país. Assim, vivemos um período</p><p>de dúvidas e incertezas quanto as formas.</p><p>Cabe ao professor de Geografia motivar o aluno e encarar os estudos como uma</p><p>tarefa significante e interessante, que seja capaz de mobilizar os saberes da</p><p>experiência para criar uma identidade profissional sólida e que lhe permita usufruir</p><p>com autonomia dos seus saberes, em estreita ligação com sua prática social.</p><p>Dessa forma, o professor identificado com essa práxis é como o artista que sai de seu</p><p>estúdio e vai ao encontro de sua verdadeira. Contudo, um ensino de Geografia que</p><p>se faça eficiente precisa constantemente da força do imaginário, que seja capaz de</p><p>situá-lo de um plano local ao global, identificando seu lugar de vivência, mas também</p><p>os dos outros.</p><p>Assim, as linguagens constituem recursos didáticos que necessitam ser utilizados o</p><p>mais rápido possível pelas e nas instituições escolares, pois por meio delas os</p><p>horizontes do conhecimento se abrem para todos os envolvidos com suas funções,</p><p>22</p><p>sendo um meio interessante para formulação crítica dos sujeitos, como para</p><p>renovação do ensino-aprendizagem.</p><p>Aos professores comprometidos com essas práticas, muitas são as opções de</p><p>trabalho, que poderão auxiliar na medição do conhecimento. Essas práticas também</p><p>podem contribuir para a construção de aulas interdisciplinares, que permeia várias</p><p>áreas do conhecimento sem perder o foco das características de sua área de estudo.</p><p>Ademais, podemos usar a linguagem cinematográfica (por meio de filmes variados e</p><p>documentários), representações gráficas (como desenhos, cartas mentais, maquetes,</p><p>plantas e mapas) para aproximarmos os alunos de uma realidade dada, e, a própria</p><p>música para se trabalhar paisagens variadas, quando sabemos que a mesma vai</p><p>além da nossa visão, sendo a nossa percepção uma das grandes formas de</p><p>apreensão do espaço, podendo ser feito colagem e produção de charges, dentre</p><p>outros mecanismos que podem ser utilizados.</p><p>Essas atividades são fundamentais para o crescimento do interesse dos alunos, por</p><p>permitir seu envolvimento com a construção do seu próprio conhecimento.</p><p>No ensino de Geografia, teoria e prática, é a base para o desenvolvimento do</p><p>conhecimento eficiente do professor. É por meio da influência teórica que o professor</p><p>obtém do meio social, determinados conhecimentos específicos, sejam eles</p><p>empíricos ou científicos, que os ajudam em sua prática.</p><p>Conferindo através de ações seguras, capacidades</p><p>de se recriar e aprender frente a</p><p>essa função multidisciplinar que a educação geográfica confere ao jogo social das</p><p>experiências humanas. Portanto, as instituições de ensino superior, espaços</p><p>específicos de formação de diversos profissionais, devem ser vistas em sua</p><p>complexidade como um jogo dialético que também constitui a comunidade escolar,</p><p>pois a mesma não se resume apenas na teoria, e sim na construção do conhecimento</p><p>teórico e prático.</p><p>Promovendo interação social e aprofundamento da dinâmica de suas relações, já que</p><p>a sociedade não é homogênea, sendo dever tanto da universidade quanto da escola,</p><p>obter-se dos interesses múltiplos adequados às particularidades e situações dos mais</p><p>variados pressupostos teórico-práticos.</p><p>23</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>CAMPOS, F. N. et al. Formação de Professores: identidade e saberes da docência.</p><p>In: PIMENTA, S. G. (org.). Saberes Pedagógicos e Atividade Docente. 7º ed. – São</p><p>Paulo: Cortez, 2009 p. 15-32.</p><p>FREIRE, P. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. São</p><p>Paulo: Paz e Terra. 1996 (Coleção Leitura).</p><p>GADOTTI, M. A Postura do Educador numa Sociedade em Conflito. In: ______ (org.).</p><p>Educação e Poder: introdução à pedagogia do conflito. 10º ed. – Santa Catarina:</p><p>Cortez, 1979. p. 25-33.</p><p>LIBÂNEO, J. C. Didática. São Paulo: Cortez, 1990. MACHADO, O. Novas práxis</p><p>educativas no ensino de ciências. In: CAPELLETI, I.; LIMA, L. (Org.). Formação de</p><p>Educadores-pesquisas e estudos qualitativo. São Paulo: Olho dágua, 1999.</p><p>NÓVOA, A. Os Professores e a sua formação. Lisboa. Publicações Dom Quixote.</p><p>1995.</p><p>OLIVEIRA, A. U. A Prática de Ensino de Geografia na UERJ: uma proposta alternativa</p><p>de formação de professores? In: ______; PONTUSCHKA, N. N. (Org.). Geografia em</p><p>perspectiva: ensino e pesquisa. 3ª Ed.; 3ª reimpressão – São Paulo: Contexto, 2010.</p><p>p. 275- 285.</p><p>PONTUSCHKA, N. N; PAGANELLI, T.I; CACETE, N. H. Representações e</p><p>Linguagens no Ensino de Geografia. In: ______ (Org.). Para Ensinar e Aprender</p><p>Geografia. 3º ed. – São Paulo: Cortez, 2009. p. 13-16.</p><p>______. Textos Escritos. In: ______ (Org.). Para Ensinar e Aprender Geografia. 3º</p><p>ed. – São Paulo: Cortez, 2009. p. 219-287.</p><p>REGO, N; CASTROGIOVANNI, A. C; KAERCHER, N. A. Práticas Geográficas para</p><p>Lerpensar o mundo, Converentendersar com o outro e Entenderscobrir a si mesmo.</p><p>In: KAERCHER, N. A. (Org.). Geografia. Porto Alegre: Artmed, 2007. p. 15-33.</p><p>______. Nossas Práticas, Nossos Desafios: um olhar por dentro de si. In: CHAIGAR,</p><p>V. A. M. (Org.). Geografia. Porto Alegre: Artmed, 2007. p. 77-85.</p><p>24</p><p>______. Atividades Práticas como Elementos de Motivação para a Aprendizagem em</p><p>Geografia ou Aprendendo na Prática. In: FARINA, B. C; GUADAGNIN, F. (Org.).</p><p>Geografia. Porto Alegre: Artmed, 2007. p. 111-119.</p>

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