Prévia do material em texto
<p>SEGURANÇA DO TRABALHO</p><p>Sistema de gestão da qualidade, meio ambiente,</p><p>responsabilidade social, saúde e segurança:</p><p>normalizações, conceitos, princípios e ferramentas</p><p>Sistema de gestão da saúde, segurança, meio ambiente e</p><p>qualidade</p><p>Uma norma é um documento de referência aprovado por uma entidade competente para tal, como</p><p>é o caso da International Organization for Standardization (ISO). As normas definem requisitos,</p><p>especificações, diretrizes ou características que podem ser usados de modo consistente para garantir</p><p>que materiais, produtos, processos e serviços sejam adequados para o seu propósito (APCER, 2016).</p><p>Este material abordará sistemas de gestão integrados com o intuito de apresentar requisitos</p><p>normativos, formas de elaboração de relatórios técnicos, possíveis não conformidades dos sistemas,</p><p>formas de abordagem e ações a serem realizadas para a implantação, a gestão e a manutenção das</p><p>normas. Serão apresentadas também formas de monitoramento dos processos dos sistemas de gestão e</p><p>análise de resultados.</p><p>As NBRs ISO 9001:2015 – Sistema de gestão da qualidade, ISO 14001: 2015 – Sistema de</p><p>gestão de meio ambiente e ISO 45001:2018 – Sistema de gestão de saúde e segurança do trabalho</p><p>foram elaboradas nos mesmos moldes. Em função disso, elas podem ser apresentadas como uma</p><p>norma só, apenas sendo necessário salientar as particularidades de cada uma. Essas normas estão</p><p>estruturadas conforme o chamado Anexo SL (estrutura de alto nível).</p><p>Grande parte das organizações tem mais de uma norma de sistema de gestão para manter e</p><p>certificar. Fazer a gestão de cada uma delas individualmente toma muito tempo e recursos, portanto é</p><p>muito comum (e preferível) encontrar um modo que permita integrá-las e combiná-las.</p><p>As normas de sistemas de gestão apresentavam, cada uma delas, diferentes estruturas,</p><p>terminologias e requisitos, e, em função disso, a integração sempre foi muito desafiadora. Visando a</p><p>otimizar estes pontos, a ISO criou o Anexo SL, uma estrutura de sistema de gestão genérica a ser</p><p>utilizada em todas as normas novas de gestão, ou nas que forem revisadas, para assegurar a coerência</p><p>e a compatibilidade entre os sistemas.</p><p>01/09/2024, 17:46 Versão para impressão</p><p>about:blank 1/27</p><p>Essa estrutura de alto nível é organizada a partir de requisitos que vão do número 1 ao 10. O que</p><p>poderá ser acrescentado às normas ISO são subcláusulas e textos específicos de cada disciplina ou</p><p>segmento, dependendo exclusivamente da norma e do escopo da cada uma.</p><p>Com o Anexo SL implementado, os executores do sistema de gestão podem esperar menos</p><p>conflitos, menos duplicação e menos confusão, bem como menos equívocos decorrentes de estruturas</p><p>de normas de sistema de gestão diferentes (GRUPO BSI, 2018).</p><p>Neste material, serão apresentados conceitos e princípios dos sistemas de gestão de qualidade,</p><p>meio ambiente, saúde e segurança do trabalho e ferramentas a serem utilizadas.</p><p>Na tabela 1, veja a estrutura do Anexo SL.</p><p>Cláusula Descrição</p><p>1 Escopo</p><p>2 Referências normativas</p><p>3 Termos e definições</p><p>4 Contexto da organização</p><p>5 Liderança</p><p>6 Planejamento</p><p>7 Suporte/apoio</p><p>8 Operação</p><p>9 Avaliação de desempenho</p><p>10 Melhoria</p><p>Tabela 1 – Anexo SL</p><p>Um pouco de cada item do Anexo SL será abordado, e serão detalhados os subitens da ISO 45001.</p><p>É preciso destacar que, de qualquer maneira, todos os sistemas de gestão funcionam de modo similar.</p><p>A ideia é que se consiga explicar cada item da norma com exemplos práticos para facilitar o</p><p>entendimento do assunto e para que você seja capaz de identificar o enquadramento de possíveis não</p><p>conformidades em organizações.</p><p>Os três primeiros itens do Anexo SL (escopo, referências normativas e termos e definições) são</p><p>comuns a todas as normas de sistema de gestão; e, em cada um deles, são apresentadas informações</p><p>introdutórias para o entendimento das normas. Recomenda-se a leitura desses itens em cada norma,</p><p>pois o conteúdo é extenso e específico para cada contexto de sistema de gestão a ser apresentado.</p><p>01/09/2024, 17:46 Versão para impressão</p><p>about:blank 2/27</p><p>Contexto da organização</p><p>O Anexo SL organiza, como mostra a figura 1, a estrutura do contexto da organização.</p><p>Figura 1 – Anexo SL – Contexto da organização</p><p>A figura 1 apresenta um organograma vinculado ao item 4 do Anexo SL, que é o contexto da</p><p>organização. A ele, estão vinculados quatro subitens: 4.1 Entendendo a organização e seu contexto; 4.2</p><p>Entendendo as necessidades e as expectativas das partes interessadas; 4.3 Determinando o escopo do</p><p>sistema de gestão; e, por fim, o item 4.4 Sistema de gestão.</p><p>4.1. Entendendo a organização e seu contexto</p><p>A organização deve considerar todas as questões externas e internas que possam afetá-la na sua</p><p>capacidade de alcançar os seus objetivos.</p><p>4.2. Entendendo as necessidades e as expectativas das partes</p><p>interessadas</p><p>Para ajudar, algumas perguntas podem ser realizadas, como:</p><p>- Quem afeta a nossa organização além dos trabalhadores?</p><p>- Quem são as partes interessadas? E quais são as suas necessidades e expectativas?</p><p>01/09/2024, 17:46 Versão para impressão</p><p>about:blank 3/27</p><p>É importante salientar também que trabalhadores são partes interessadas.</p><p>A organização deve verificar e estabelecer quais são as expectativas e as necessidades com</p><p>relação às partes interessadas, como, por exemplo, as exigências dos requisitos legais aplicáveis.</p><p>4.3. Determinando o escopo do sistema de gestão</p><p>O escopo do sistema de gestão deve estar documentado e disponível. Neste item, a organização</p><p>determina os limites e a aplicabilidade do seu sistema.</p><p>É fundamental que se verifique o nível de controle e de influência que a organização exerce sobre</p><p>as partes interessadas (atividades, produtos e serviços).</p><p>4.4. Sistema de gestão</p><p>A organização deve garantir que o sistema de gestão esteja implementado, seja mantido e</p><p>permaneça em constante evolução.</p><p>A figura 1 apresenta um organograma vinculado ao item 4 do Anexo SL, que é o contexto da</p><p>organização. A ele, estão vinculados quatro subitens: 4.1 Entendendo a organização e seu contexto; 4.2</p><p>Entendendo as necessidades e as expectativas das partes interessadas; 4.3 Determinando o escopo do</p><p>sistema de gestão; e, por fim, o item 4.4 Sistema de gestão.</p><p>4.1. Entendendo a organização e seu contexto</p><p>A organização deve considerar todas as questões externas e internas que possam afetá-la na sua</p><p>capacidade de alcançar os seus objetivos.</p><p>4.2. Entendendo as necessidades e as expectativas das partes</p><p>interessadas</p><p>Para ajudar, algumas perguntas podem ser realizadas, como:</p><p>- Quem afeta a nossa organização além dos trabalhadores?</p><p>- Quem são as partes interessadas? E quais são as suas necessidades e expectativas?</p><p>01/09/2024, 17:46 Versão para impressão</p><p>about:blank 4/27</p><p>É importante salientar também que trabalhadores são partes interessadas.</p><p>A organização deve verificar e estabelecer quais são as expectativas e as necessidades com</p><p>relação às partes interessadas, como, por exemplo, as exigências dos requisitos legais aplicáveis.</p><p>4.3. Determinando o escopo do sistema de gestão</p><p>O escopo do sistema de gestão deve estar documentado e disponível. Neste item, a organização</p><p>determina os limites e a aplicabilidade do seu sistema.</p><p>É fundamental que se verifique o nível de controle e de influência que a organização exerce sobre</p><p>as partes interessadas (atividades, produtos e serviços).</p><p>4.4. Sistema de gestão</p><p>A organização deve garantir que o sistema de gestão esteja implementado, seja mantido e</p><p>permaneça em constante evolução.</p><p>Liderança</p><p>A liderança é responsável pelo sistema de gestão, conforme citado em todos os subitens do item 5.</p><p>Neste novo modelo de norma, exige-se uma postura mais efetiva dela, pois o seu papel é fundamental</p><p>para o funcionamento do sistema.</p><p>Um ponto importante, quando se fala sobre segurança, envolve a proteção dos trabalhadores</p><p>contra represálias. A alta liderança deve garantir que eles se sintam seguros. É muito comum que sintam</p><p>medo de reportar algum acontecimento inseguro ou mesmo um acidente por receio de serem</p><p>prejudicados.</p><p>Veja a figura 2. Ela aborda o item “liderança” do Anexo SL.</p><p>01/09/2024, 17:46 Versão para impressão</p><p>about:blank 5/27</p><p>A figura 2 apresenta o organograma do item 5, que é o item “liderança”. Ele tem quatro subitens. O</p><p>primeiro deles é o 5.1 – Liderança e comprometimento. Ele conta, conforme a NBR 9001, com mais</p><p>itens: 5.1.1 Generalidades; e 5.1.2 Foco no cliente. Ao segundo subitem (5.2 Política), estão vinculados</p><p>mais dois itens da NBR 9001, quais sejam: 5.2.1 Desenvolvendo a política da qualidade; e 5.2.2</p><p>Comunicando a política da qualidade. O terceiro subitem é “papéis, responsabilidades e autoridades”.</p><p>Por fim, o quarto subitem, que só é aplicável para a ISO 45001, é: 5.4 Consulta e participação dos</p><p>trabalhadores.</p><p>Figura 2 – Anexo SL – Liderança</p><p>5.1. Liderança e comprometimento</p><p>Um dos itens mais relevantes e que vem com mais força na nova ISSO 45001 é este. A alta direção</p><p>deve mostrar total liderança e comprometimento com o sistema de gestão.</p><p>5.2. Política</p><p>01/09/2024, 17:46 Versão para impressão</p><p>about:blank 6/27</p><p>A alta direção é responsável por elaborar uma política que abranja todos os requisitos necessários</p><p>da norma.</p><p>5.3. Papéis, responsabilidades e autoridades na organização</p><p>Cada colaborador deve conhecer o seu papel e a sua responsabilidade dentro da organização,</p><p>incluindo diretores e gerentes. Essa responsabilidade deve constar como informação documentada,</p><p>podendo estar presente na descrição de cargo e em procedimentos operacionais. Essa informação deve</p><p>ser divulgada para todos os níveis da organização.</p><p>Quanto à alta liderança, ela deve estar ciente de sua responsabilidade em prestar contas aos</p><p>sistemas de gestão.</p><p>Na área de segurança, pode-se, por exemplo, citar a necessidade de orientação a respeito do relato</p><p>de incidentes ou situações de risco.</p><p>5.4. Consulta e participação dos trabalhadores</p><p>Para que se tenha um sistema de gestão eficaz, é fundamental que os colaboradores, incluindo</p><p>contratados, sejam consultados e que participem do planejamento, da implementação e da avaliação de</p><p>desempenho e de ações de melhorias do sistema.</p><p>É importante que se construa um canal aberto com os colaboradores, sem retaliações e com foco</p><p>nos processos (não nas pessoas).</p><p>A figura 2 apresenta o organograma do item 5, que é o item “liderança”. Ele tem quatro subitens. O</p><p>primeiro deles é o 5.1 – Liderança e comprometimento. Ele conta, conforme a NBR 9001, com mais</p><p>itens: 5.1.1 Generalidades; e 5.1.2 Foco no cliente. Ao segundo subitem (5.2 Política), estão vinculados</p><p>mais dois itens da NBR 9001, quais sejam: 5.2.1 Desenvolvendo a política da qualidade; e 5.2.2</p><p>Comunicando a política da qualidade. O terceiro subitem é “papéis, responsabilidades e autoridades”.</p><p>Por fim, o quarto subitem, que só é aplicável para a ISO 45001, é: 5.4 Consulta e participação dos</p><p>trabalhadores.</p><p>5.1. Liderança e comprometimento</p><p>Um dos itens mais relevantes e que vem com mais força na nova ISSO 45001 é este. A alta direção</p><p>deve mostrar total liderança e comprometimento com o sistema de gestão.</p><p>5.2. Política</p><p>01/09/2024, 17:46 Versão para impressão</p><p>about:blank 7/27</p><p>A alta direção é responsável por elaborar uma política que abranja todos os requisitos necessários</p><p>da norma.</p><p>5.3. Papéis, responsabilidades e autoridades na organização</p><p>Cada colaborador deve conhecer o seu papel e a sua responsabilidade dentro da organização,</p><p>incluindo diretores e gerentes. Essa responsabilidade deve constar como informação documentada,</p><p>podendo estar presente na descrição de cargo e em procedimentos operacionais. Essa informação deve</p><p>ser divulgada para todos os níveis da organização.</p><p>Quanto à alta liderança, ela deve estar ciente de sua responsabilidade em prestar contas aos</p><p>sistemas de gestão.</p><p>Na área de segurança, pode-se, por exemplo, citar a necessidade de orientação a respeito do relato</p><p>de incidentes ou situações de risco.</p><p>5.4. Consulta e participação dos trabalhadores</p><p>Para que se tenha um sistema de gestão eficaz, é fundamental que os colaboradores, incluindo</p><p>contratados, sejam consultados e que participem do planejamento, da implementação e da avaliação de</p><p>desempenho e de ações de melhorias do sistema.</p><p>É importante que se construa um canal aberto com os colaboradores, sem retaliações e com foco</p><p>nos processos (não nas pessoas).</p><p>01/09/2024, 17:46 Versão para impressão</p><p>about:blank 8/27</p><p>Planejamento</p><p>Veja a figura 3. Ela apresenta o item “planejamento” do Anexo SL.</p><p>01/09/2024, 17:46 Versão para impressão</p><p>about:blank 9/27</p><p>A figura 3 apresenta o item “planejamento” do Anexo SL. A ele, estão vinculados dois itens comuns</p><p>a todas normas, que são: 6.1 Ações para abordar riscos e oportunidades; e 6.2 Objetivos e planejamento</p><p>para atingi-los. Além deles, há mais um, somente aplicável à ISO 9001, que é: 6.3 Planejamento de</p><p>01/09/2024, 17:46 Versão para impressão</p><p>about:blank 10/27</p><p>mudanças.</p><p>O item 6.1 se desdobra em subitens para a norma de meio ambiente e segurança. Para meio</p><p>ambiente, temos: 6.1.1 Generalidades; 6.1.2 Aspectos ambientais; 6.1.3 Requisitos legais e outros</p><p>requisitos; e 6.1.4 Planejamento de ações. Para segurança e saúde, temos somente 6.1.2, que é</p><p>identificação de perigos e avaliação de riscos e oportunidades.</p><p>O item 6.2 abre-se para meio ambiente em: 6.2.1 Objetivos ambientais; e 6.2.2 Planejamento de</p><p>ações para alcançar os objetivos ambientais. Para saúde e segurança, os itens se desdobram em: 6.2.1</p><p>Objetivos de SST; e 6.2.2 Planejamento para alcançar os objetivos de SST.</p><p>Figura 3 – Anexo SL – Planejamento</p><p>A figura 3 apresenta o item “planejamento” do Anexo SL. A ele, estão vinculados dois itens comuns</p><p>a todas normas, que são: 6.1 Ações para abordar riscos e oportunidades; e 6.2 Objetivos e planejamento</p><p>para atingi-los. Além deles, há mais um, somente aplicável à ISO 9001, que é: 6.3 Planejamento de</p><p>mudanças.</p><p>O item 6.1 se desdobra em subitens para a norma de meio ambiente e segurança. Para meio</p><p>ambiente, temos: 6.1.1 Generalidades; 6.1.2 Aspectos ambientais; 6.1.3 Requisitos legais e outros</p><p>requisitos; e 6.1.4 Planejamento de ações. Para segurança e saúde, temos somente 6.1.2, que é</p><p>identificação de perigos e avaliação de riscos e oportunidades.</p><p>O item 6.2 abre-se para meio ambiente em: 6.2.1 Objetivos ambientais; e 6.2.2 Planejamento de</p><p>ações para alcançar os objetivos ambientais. Para saúde e segurança, os itens se desdobram em: 6.2.1</p><p>Objetivos de SST; e 6.2.2 Planejamento para alcançar os objetivos de SST.</p><p>Suporte/apoio</p><p>Veja a figura 4. Ela apresenta o item “suporte/apoio” do Anexo SL.</p><p>01/09/2024, 17:46 Versão para impressão</p><p>about:blank 11/27</p><p>01/09/2024, 17:46 Versão para impressão</p><p>about:blank 12/27</p><p>O item 7 se divide em cinco itens, aplicáveis a todas normas, quais sejam: 7.1 Recursos; 7.2</p><p>Competência; 7.3 Conscientização; 7.4 Comunicação; e 7.5 Informação documentada. O item 7.5 se</p><p>abre em: 7.5.1 Generalidades; 7.5.2 Criando e atualizando; e 7.5.3 Controle da informação</p><p>documentada.</p><p>Dentro do item 7.1, para a norma de qualidade, há mais subitens, quais sejam: 7.1.1</p><p>Generalidades; 7.1.2 Pessoas; 7.1.3 Infraestrutura; 7.1.4 Ambiente para operação de processos; 7.1.5</p><p>Recursos de monitoramento e medição; e 7.1.6 Conhecimento organizacional.</p><p>No item 7.4, também há duas aberturas. Para meio ambiente, temos: 7.4.1 Generalidades; 7.4.2</p><p>Comunicação interna; e 7.4.3 Comunicação externa. Para segurança e saúde, temos: 7.4.1</p><p>Generalidades; 7.4.2 Comunicação interna; e 7.4.3 Comunicação externa.</p><p>Figura 4 – Anexo SL – Apoio</p><p>O item 7 se divide em cinco itens, aplicáveis a todas normas, quais sejam: 7.1 Recursos; 7.2</p><p>Competência; 7.3 Conscientização; 7.4 Comunicação; e 7.5 Informação documentada. O item 7.5 se</p><p>abre em: 7.5.1 Generalidades; 7.5.2 Criando e atualizando; e 7.5.3 Controle da informação</p><p>documentada.</p><p>Dentro do item 7.1, para a norma de qualidade, há mais subitens, quais sejam: 7.1.1</p><p>Generalidades; 7.1.2 Pessoas; 7.1.3 Infraestrutura; 7.1.4 Ambiente para operação de processos; 7.1.5</p><p>Recursos de monitoramento</p><p>e medição; e 7.1.6 Conhecimento organizacional.</p><p>No item 7.4, também há duas aberturas. Para meio ambiente, temos: 7.4.1 Generalidades; 7.4.2</p><p>Comunicação interna; e 7.4.3 Comunicação externa. Para segurança e saúde, temos: 7.4.1</p><p>Generalidades; 7.4.2 Comunicação interna; e 7.4.3 Comunicação externa.</p><p>7.1. Recursos</p><p>A organização deve prover os recursos necessários para implementar, manter e garantir a melhoria</p><p>contínua do sistema de gestão.</p><p>7.2. Competência</p><p>01/09/2024, 17:46 Versão para impressão</p><p>about:blank 13/27</p><p>O colaborador deve ter competência para identificar os riscos a que ele e os seus colegas estão</p><p>submetidos. Ele deve receber treinamentos e capacitações para garantir uma percepção de risco</p><p>apurada que garanta a alimentação do sistema de gestão e a geração de um alto grau de cultura</p><p>prevencionista.</p><p>É fundamental que se mantenham registros de todas as capacitações realizadas. Em auditorias</p><p>futuras, eles podem servir como evidência.</p><p>7.3. Conscientização</p><p>Os colaboradores devem estar cientes da sua contribuição para a eficácia do sistema de gestão. A</p><p>ISO 45001 tem bastante foco neste ponto. Seu intuito é sensibilizar o colaborador para que realmente</p><p>entenda o seu papel. Ele precisa, por exemplo, conhecer o seu direito de recusa em caso de trabalho</p><p>que não seja considerado seguro.</p><p>7.4. Comunicação</p><p>A organização deve garantir que todas as mudanças e as informações referentes ao sistema de</p><p>gestão sejam comunicadas internamente quando necessário, o que também pode garantir que os</p><p>colaboradores contribuam para a melhoria contínua. Além disso, é fundamental que exista uma</p><p>comunicação clara e perene com subcontratados e visitantes nos locais de trabalho.</p><p>Outro ponto fundamental é a garantia de uma comunicação externa eficaz, como o recebimento de</p><p>comunicações pertinentes oriundas de partes interessadas externas, sua documentação e a resposta a</p><p>elas. Exemplo disso seriam notificações recebidas pelo Ministério do Trabalho.</p><p>7.5. Informação documentada</p><p>Para garantir que sejam utilizadas sempre as versões mais atuais dos documentos, a organização</p><p>deve controlá-los sistematicamente. Ela pode fazer isso por meio da chamada lista mestra.</p><p>A organização também deve garantir que todos seus registros sejam e permaneçam legíveis,</p><p>identificáveis e rastreáveis. Exemplos de registros são as listas de presenças de treinamentos.</p><p>Operação</p><p>Veja a figura 5. Ela apresenta o item “operação”, do Anexo SL.</p><p>01/09/2024, 17:46 Versão para impressão</p><p>about:blank 14/27</p><p>O item 8 chama-se “operação” e tem o único elemento em comum a todas normas: 8.1</p><p>Planejamento e controle operacionais. O resto do organograma se abre bastante.</p><p>Para segurança, temos a abertura dos itens: 8.1.1 Generalidades; 8.1.2 Eliminando perigos e</p><p>reduzindo riscos de SST; 8.1.3 Gestão de mudanças; e 8.1.4 Aquisição. O item 8.2 (“Preparação e</p><p>resposta à emergência”) se repete apenas para meio ambiente e segurança.</p><p>Todos os itens citados são referentes à norma de qualidade: 8.2.1 Comunicação com o cliente;</p><p>8.2.2 Determinação de requisitos relativos a produtos e serviços; 8.2.3 Análise crítica de requisitos</p><p>relativos a produtos e serviços; 8.2.4 Mudanças nos requisitos para produtos e serviços; 8.3 Projeto e</p><p>01/09/2024, 17:46 Versão para impressão</p><p>about:blank 15/27</p><p>desenvolvimento de produtos e serviços; 8.3.1 Generalidades; 8.3.2 Planejamento de projeto e</p><p>desenvolvimento; 8.3.3 Entradas de projeto e desenvolvimento; 8.3.4 Controle de projetos e</p><p>desenvolvimento; 8.3.5 Saídas de projeto e desenvolvimento; 8.3.6 Mudanças de projeto e</p><p>desenvolvimento.</p><p>8.4. Controle de processos, produtos e serviços providos externamente; 8.4.1 Generalidades; 8.4.2</p><p>Tipo e extensão de controle; 8.4.3 Informação para provedores externos.</p><p>8.5 Produção e provisão de serviço; 8.5.1 Controle de produção e provisão de serviço; 8.5.2</p><p>Identificação e rastreabilidade; 8.5.3 Propriedade pertencente a clientes ou provedores externos; 8.5.4</p><p>Preservação; 8.5.5 Atividade pós-entrega; e 8.5.6 Controle de mudanças.</p><p>8.6. Liberação de produtos e serviços</p><p>8.7. Controle de saídas não conformes</p><p>Figura 5 – Anexo SL – Operação</p><p>O item 8 chama-se “operação” e tem o único elemento em comum a todas normas: 8.1</p><p>Planejamento e controle operacionais. O resto do organograma se abre bastante.</p><p>Para segurança, temos a abertura dos itens: 8.1.1 Generalidades; 8.1.2 Eliminando perigos e</p><p>reduzindo riscos de SST; 8.1.3 Gestão de mudanças; e 8.1.4 Aquisição. O item 8.2 (“Preparação e</p><p>resposta à emergência”) se repete apenas para meio ambiente e segurança.</p><p>Todos os itens citados são referentes à norma de qualidade: 8.2.1 Comunicação com o cliente;</p><p>8.2.2 Determinação de requisitos relativos a produtos e serviços; 8.2.3 Análise crítica de requisitos</p><p>relativos a produtos e serviços; 8.2.4 Mudanças nos requisitos para produtos e serviços; 8.3 Projeto e</p><p>desenvolvimento de produtos e serviços; 8.3.1 Generalidades; 8.3.2 Planejamento de projeto e</p><p>desenvolvimento; 8.3.3 Entradas de projeto e desenvolvimento; 8.3.4 Controle de projetos e</p><p>desenvolvimento; 8.3.5 Saídas de projeto e desenvolvimento; 8.3.6 Mudanças de projeto e</p><p>desenvolvimento.</p><p>8.4. Controle de processos, produtos e serviços providos externamente; 8.4.1 Generalidades; 8.4.2</p><p>Tipo e extensão de controle; 8.4.3 Informação para provedores externos.</p><p>8.5 Produção e provisão de serviço; 8.5.1 Controle de produção e provisão de serviço; 8.5.2</p><p>Identificação e rastreabilidade; 8.5.3 Propriedade pertencente a clientes ou provedores externos; 8.5.4</p><p>Preservação; 8.5.5 Atividade pós-entrega; e 8.5.6 Controle de mudanças.</p><p>8.1. Planejamento e controle operacional</p><p>01/09/2024, 17:46 Versão para impressão</p><p>about:blank 16/27</p><p>Os procedimentos operacionais devem ser cumpridos na íntegra, inclusive pelos colaboradores</p><p>contratados. Neste caso, também é importante citar a gestão de mudanças.</p><p>8.2. Preparação e resposta a emergência</p><p>Deve-se estabelecer na organização um processo de resposta a possíveis emergências. Os</p><p>colaboradores devem ser treinados para lidar com essas situações.</p><p>Situações de emergência devem ser simuladas em intervalos planejados, e, quando não houver</p><p>uma resposta satisfatória, o processo deve ser revisado.</p><p>01/09/2024, 17:46 Versão para impressão</p><p>about:blank 17/27</p><p>Avaliação de desempenho</p><p>Veja a figura 6. Ela apresenta o item 9 do Anexo SL.</p><p>01/09/2024, 17:46 Versão para impressão</p><p>about:blank 18/27</p><p>O item 9, chamado “Avaliação de desempenho”, divide-se em três partes, que são comuns a todas</p><p>as normas: 9.1 Monitoramento, medição análise e avaliação; 9.2 Auditoria interna; e 9.3 Análise crítica. O</p><p>item 9.1 se desdobra em: 9.1.1 Generalidades; 9.1.2. Avaliação dos requisitos legais e outros requisitos;</p><p>9.1.2 Satisfação do cliente. Por fim, o item 9.1.3, chamado análise e avaliação aplicável somente à</p><p>qualidade.</p><p>No item 9.2, abrem-se: 9.2.1 Generalidades; e 9.2.2 Programa de auditoria interna.</p><p>O item 9.3 tem aberturas somente para a norma de qualidade: 9.3.1 Generalidades; 9.3.2 Entradas</p><p>de análise crítica pela direção; e 9.3.3 Saídas de análise crítica pela direção.</p><p>Figura 6 – Anexo SL – Avaliação de desempenho</p><p>O item 9, chamado “Avaliação de desempenho”, divide-se em três partes, que são comuns a todas</p><p>as normas: 9.1 Monitoramento, medição análise e avaliação; 9.2 Auditoria interna; e 9.3 Análise crítica. O</p><p>item 9.1 se desdobra em: 9.1.1 Generalidades aplicáveis a todas normas; 9.1.2. Avaliação dos requisitos</p><p>legais e outros requisitos; 9.1.2 Satisfação do cliente. Por fim, o item 9.1.3, chamado análise e avaliação</p><p>aplicável somente à qualidade.</p><p>No item 9.2, abrem-se: 9.2.1 Generalidades; e 9.2.2 Programa de auditoria interna.</p><p>O item 9.3 tem aberturas somente para a norma de qualidade: 9.3.1 Generalidades; 9.3.2 Entradas</p><p>de análise crítica pela direção; e 9.3.3 Saídas de análise crítica pela direção.</p><p>9.1. Monitoramento, medição, análise e avaliação de desempenho</p><p>Para garantir que os objetivos e as metas sejam alcançados, são fundamentais o monitoramento e</p><p>medições</p><p>periódicas. Em reuniões mensais, por exemplo, podem-se apresentar e discutir todos os</p><p>indicadores.</p><p>9.1.2. Avaliação do atendimento a requisitos legais e outros requisitos</p><p>As organizações podem utilizar inúmeros métodos para manter seu conhecimento no que se refere</p><p>ao atendimento dos requisitos legais aplicáveis, os quais devem ser avaliados periodicamente.</p><p>Sempre que se verificar uma falha no atendimento do requisito, um plano de ação deve ser</p><p>estabelecido visando, mesmo que a longo prazo (quando necessário), ao seu atendimento. O não</p><p>atendimento a um requisito legal pode não ser considerado não conformidade do sistema se já estiver</p><p>01/09/2024, 17:46 Versão para impressão</p><p>about:blank 19/27</p><p>identificado e se já houver algum tipo de estratégia ou plano de ação disponível para consulta a qualquer</p><p>momento.</p><p>9.2. Auditoria interna</p><p>A organização deve realizar auditorias internas em intervalos planejados para prover informações</p><p>sobre o sistema de gestão. O objetivo delas é verificar a conformidade com relação a objetivos, metas e</p><p>políticas, além dos requisitos estabelecidos pela própria organização. Com elas, também pode-se</p><p>verificar se o sistema está realmente implementado e se é mantido de modo eficaz.</p><p>9.3. Análise crítica pela direção</p><p>A alta direção deve analisar criticamente, em intervalos preestabelecidos e planejados, o seu</p><p>sistema de gestão. Em reuniões, devem-se analisar todos as solicitações deste item da norma.</p><p>Melhoria</p><p>Veja a figura 7. Ela apresenta o item 10 do Anexo SL.</p><p>O item 10, "Melhoria", se abre em três itens aplicáveis a todas normas, quais sejam: 10.1</p><p>Generalidades; 10.2 Não conformidades e ação corretiva; e 10.3 Melhoria contínua.</p><p>Figura 7 – Anexo SL – Melhoria</p><p>01/09/2024, 17:46 Versão para impressão</p><p>about:blank 20/27</p><p>O item 10, "Melhoria", se abre em três itens aplicáveis a todas normas, quais sejam: 10.1</p><p>Generalidades; 10.2 Não conformidades e ação corretiva; e 10.3 Melhoria contínua.</p><p>10.1. Generalidades</p><p>A organização deve ficar atenta às oportunidades de melhorias, determiná-las e implantar as ações</p><p>necessárias.</p><p>10.2. Incidente, não conformidade e ação corretiva</p><p>Este item trata sobre as sistemáticas exigidas pela norma sobre as tratativas de incidentes. Todo e</p><p>qualquer incidente deve ser registrado e tratado. Um sistema de gestão eficaz analisa todos os</p><p>acontecimentos e procura sempre a prevenção.</p><p>10.3. Melhoria contínua</p><p>Deve ser um objetivo permanente a melhoria do sistema de gestão por meio do reforço da cultura</p><p>com os colaboradores. Para isso, é preciso promover a participação deles na implementação de ações</p><p>de melhoria contínua, comunicar-lhes os resultados pertinentes com relação a isso, manter e reter</p><p>informação documentada como evidência.</p><p>Com base no que se pode observar do anexo SL nas figuras apresentadas e nos itens comentados,</p><p>percebe-se que a estrutura de todas as normas ISO de gestão é igual. Existem apenas algumas</p><p>peculiaridades.</p><p>Essa organização das normas visa justamente a facilitar o processo de gestão integrado, para que</p><p>seja considerado um único item.</p><p>Clique ou toque para visualizar o conteúdo.</p><p>fechar janela</p><p>Exemplo para fixação do conteúdo</p><p>Imagine que você é auditor líder da NBR 45001 e foi convidado para analisar os pontos a</p><p>serem ajustados na empresa Azul Alimentos. Esta deseja obter uma certificação no ano seguinte.</p><p>01/09/2024, 17:46 Versão para impressão</p><p>about:blank 21/27</p><p>O texto a seguir apresentará a situação da empresa, e, por fim, você refletirá sobre as não</p><p>conformidades que deveria apontar.</p><p>Situação da empresa</p><p>A Azul é uma empresa do ramo alimentício. Ela conta com o apoio de 1,5 mil funcionários e</p><p>está iniciando um processo de auditoria interna para verificar a possibilidade de obter uma</p><p>certificação ISO 45001.</p><p>O senhor Ronaldo Fraga é o engenheiro de segurança do estabelecimento e, em uma reunião</p><p>de diretoria, confessou que não conhecia as atualizações realizadas nos meses anteriores nas</p><p>legislações aplicáveis à empresa. Esta conta com uma série de maquinários que, muito</p><p>provavelmente, não estão adequados às exigências da NR-12. Segundo lhe informam, não há</p><p>nenhuma previsão ou plano de ação para que sejam adequadas.</p><p>A área de segurança da empresa Azul parece estar sem foco, somente “apagando incêndios”. A</p><p>alta liderança também não parece se preocupar com a segurança e não mostra ter objetivo ou meta</p><p>estabelecida para a organização. Ronaldo vive preocupado com a possibilidade de os colaboradores</p><p>se acidentarem, mas parece não ter uma visão sistemática e prevencionista.</p><p>Na semana anterior, um novo assistente de produção foi contratado. Ele acabou por se</p><p>acidentar, pois não havia recebido treinamento para a função. Na ocasião do acidente, houve um</p><p>princípio de incêndio, e todos os funcionários saíram correndo, cada um para um lado em desespero.</p><p>Dois meses antes, a empresa também teve um outro acidente, o qual foi causado porque o</p><p>supervisor de produção não sabia sobre a atualização de um processo operacional.</p><p>Conversando com a senhora Maria Helena, do setor de recursos humanos, você pede para</p><p>verificar alguns treinamentos de NR-12 realizados. Ela não consegue encontrar todos os que você</p><p>solicitou.</p><p>Vamos pensar nas não conformidades da situação? Com certeza percebemos que existem muitos</p><p>pontos a serem verificados e ajustados na empresa e que ela está longe de conseguir implementar</p><p>uma norma de segurança. Sendo assim, é fundamental elaborar planos de ação, que deverão</p><p>passar por constante monitoramento.</p><p>Não Conformidades</p><p>Clique ou toque nos trechos para verificar a resposta.</p><p>01/09/2024, 17:46 Versão para impressão</p><p>about:blank 22/27</p><p>Trecho 1: O senhor Ronaldo Fraga é o engenheiro de segurança do estabelecimento e, em</p><p>uma reunião de diretoria no mês anterior, confessou que não conhecia as atualizações realizadas</p><p>nos meses anteriores nas legislações aplicáveis à empresa.</p><p>Trecho 2: A empresa conta com uma série de maquinários que, muito provavelmente, não</p><p>estão adequados às exigências da NR-12. Segundo lhe informam, não há nenhuma previsão ou</p><p>plano de ação para que sejam adequadas.</p><p>Trecho 3: A área de segurança da empresa Azul parece estar sem foco, somente “apagando</p><p>incêndios”. A alta liderança também não parece se preocupar com a segurança e não mostra ter</p><p>objetivo ou meta estabelecida para organização. Ronaldo vive preocupado com a possibilidade de os</p><p>colaboradores se acidentarem, mas parece não ter uma visão sistemática e prevencionista.</p><p>Trecho 4: Na semana anterior, um novo assistente de produção foi contratado. Ele acabou</p><p>por se acidentar, pois não havia recebido treinamento para a função.</p><p>Trecho 5: Na ocasião do acidente, houve um princípio de incêndio, e todos os funcionários</p><p>saíram correndo, cada um para um lado em desespero.</p><p>Trecho 6: Dois meses antes, a empresa também teve um outro acidente, o qual foi causado</p><p>porque o supervisor de produção não sabia sobre a atualização de um processo operacional.</p><p>Trecho 7: Conversando com a senhora Maria Helena, do setor de recursos humanos, você</p><p>pede para verificar alguns treinamentos de NR-12 realizados. Ela não consegue encontrar todos os</p><p>que você solicitou.</p><p>Case CPFL Energia</p><p>O case a seguir é baseado no livro Sistemas de Gestão Integrados (edição de 2017), escrito por</p><p>João Batista Ribeiro.</p><p>A CPFL Energia é um dos maiores grupos privados do setor elétrico brasileiro. Ela iniciou suas</p><p>atividades em 1912, tem em seu histórico diversas certificações e desde 2001 tem seu reconhecimento</p><p>comprovado devido ao recebimento de diversos prêmios da FNQ (Fundação Nacional da Qualidade). O</p><p>SGI (sistema de gestão integrado) da CPFL Energia é composto da integração dos requisitos das</p><p>normas ISO 9001, ISO 14001, OHSAS 18001 e AS 8000.</p><p>A integração dos sistemas pode variar de acordo com os objetivos e os princípios da empresa. Há</p><p>uma maior implantação do SGI quando aplicadas as ISOs 9001, 14001 e 45001, mas isso não é uma</p><p>regra. Portanto, os SGIs podem englobar outros sistemas.</p><p>01/09/2024, 17:46 Versão</p><p>para impressão</p><p>about:blank 23/27</p><p>Veja alguns dos pontos principais da estrutura do SGI da CPFL Energia:</p><p>Manual de trabalho unificado com as normas (ISO 9001, ISO 14001 e ISO 45001)</p><p>Opção de ter um manual separado contendo o conteúdo de responsabilidade social</p><p>Documentos de níveis operacionais contemplando todos os requisitos das normas citadas</p><p>anteriormente</p><p>Coordenação unificada dos SGIs que responde diretamente à vice-presidência</p><p>Um exemplo prático vivenciado pela empresa, quanto ao nível operacional, é quando um novo</p><p>eletricista é contratado. Ao receber o manual do eletricista, o novo trabalhador terá suas rotinas</p><p>sistematizadas e padronizadas com base em todas as orientações relativas à segurança, ao meio</p><p>ambiente e ao processo de trabalho, unificadas em um único documento, de modo a assegurar a</p><p>qualidade da operação e, consequentemente, a satisfação do cliente.</p><p>Ainda dentro do mesmo exemplo, a empresa aponta mais alguns benefícios que a implantação do</p><p>SGI proporcionou:</p><p>Único documento para os requisitos de qualidade, meio ambiente e saúde e segurança</p><p>relativos às atividades</p><p>Incorporação na cultura organizacional do conceito de fazer certo na primeira vez, de</p><p>forma sustentável</p><p>Valorização da padronização normativa por parte do mercado internacional (implantação</p><p>do SGI), facilitando financiamentos e licitações e gerando um reflexo positivo sobre a</p><p>imagem</p><p>Valorização dos índices de mercado e bolsa de valores pela aderência a boas práticas</p><p>O SGI da CPFL Energia vem sendo expandido constantemente. Para cada nova aquisição de</p><p>empresas para o grupo, faz-se um plano de implantação do SGI, a fim de garantir a gestão padronizada</p><p>entre todas as empresas filiais.</p><p>Uma ação mais prática, contida no SGI e abordada pela empresa, é a gestão de fornecedores. A</p><p>empresa, ao contratar fornecedores, inicia uma avaliação para saber se eles representam a alta</p><p>criticidade operacional ou se podem oferecer riscos reputacionais para a companhia. Uma das atuações</p><p>que englobam tal ação refere-se às visitas anuais às instalações para averiguar aspectos de condições</p><p>de trabalho, respeito ao meio ambiente e responsabilidade social.</p><p>O mapeamento desses riscos é realizado com base em um relatório de autoavaliação preenchido</p><p>pelos novos contratados na fase de homologação, com todos os temas abordados e garantidos pelo SGI</p><p>da CPFL Energia.</p><p>01/09/2024, 17:46 Versão para impressão</p><p>about:blank 24/27</p><p>Responsabilidade social</p><p>A NBR 26000, que aborda responsabilidade social, segue uma estrutura completamente diferente</p><p>da apresentada anteriormente, das outras normas.</p><p>A norma internacional tem como proposta servir como norteador para as corporações, e não como</p><p>uma certificadora.</p><p>Os sete princípios da ISO 26000 são:</p><p>Responsabilidade</p><p>Transparência</p><p>Comportamento ético</p><p>Consideração pelas partes interessadas</p><p>Legalidade</p><p>Normas internacionais</p><p>Direitos humanos</p><p>Veja o esquema geral da norma segundo o site do Inmetro.</p><p>Clique ou toque para acessar o conteúdo.</p><p>Escopo</p><p>Define a abrangência da norma e os limites de sua aplicabilidade.</p><p>Termos e definições</p><p>Identifica termos-chave fundamentais para a compreensão da responsabilidade social e para o uso</p><p>da norma e fornece a definição deles.</p><p>01/09/2024, 17:46 Versão para impressão</p><p>about:blank 25/27</p><p>Compreensão da responsabilidade social</p><p>Descreve os contextos históricos e contemporâneos relacionados ao tema e os fatores e as</p><p>condições que afetam sua natureza e prática. Inclui orientações específicas para pequenas e médias</p><p>empresas.</p><p>Princípios de responsabilidade social relevantes para todas as organizações</p><p>Identifica e explica o conjunto de princípios da responsabilidade social.</p><p>Reconhecimento da responsabilidade social e engajamento das partes interessadas</p><p>Fornece orientações sobre: a relação entre uma organização, suas partes interessadas e a</p><p>sociedade; o reconhecimento dos temas e de questões centrais de responsabilidade social; e a</p><p>esfera de influência da organização.</p><p>Orientações sobre temas centrais da responsabilidade social</p><p>Explica os temas centrais, as questões e as expectativas a eles relacionadas.</p><p>Anexo A</p><p>Apresenta um cardápio de algumas iniciativas e ferramentas voluntárias relacionadas à</p><p>responsabilidade social, de caráter regional ou internacional, identificadas à época.</p><p>Anexo B</p><p>Contém abreviaturas usadas na norma.</p><p>01/09/2024, 17:46 Versão para impressão</p><p>about:blank 26/27</p><p>Bibliografia</p><p>Apresenta as referências a instrumentos internacionais de reconhecida autoridade e normas ISO</p><p>mencionadas como fonte no corpo da norma.</p><p>Hoje, a preocupação com aspectos sociais e ambientais já faz parte dos negócios. A</p><p>responsabilidade social é um tema permanente na agenda das organizações. São raras as empresas</p><p>que não tenham algum princípio ou valor relacionado a questões sociais (como a eliminação do trabalho</p><p>infantil) ou ambientais (como a redução da geração de resíduos sólidos).</p><p>No entanto, o que se nota é a pluralidade de princípios e a dificuldade de incorporá-los de modo</p><p>que os resultados sejam percebidos nas práticas cotidianas da organização. Isto é, vive-se um momento</p><p>em que o discurso está consolidado, há a vontade de gerenciar a responsabilidade social, e, portanto,</p><p>surgem os desafios naturais desse movimento (SMITH, 2013).</p><p>01/09/2024, 17:46 Versão para impressão</p><p>about:blank 27/27</p>