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<p>SUMÁRIO</p><p>APRESENTAÇÃO ......................................................................................................................... pág 01</p><p>CICLO COMPLEMENTAR – 3º AN0 ........................................................................................... pág 02</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA – 3º AN0 .............................................................................................. pág 03</p><p>Planejamento 1: Minha escola, meu lugar ...................................................................... pág 03</p><p>Planejamento 2: Assembleia: O saber ouvir e o saber falar ............................................. pág 08</p><p>Planejamento 3: Quem sou eu? Falando de mim ............................................................ pág 14</p><p>Planejamento 4: A imagem antes da tela digital ............................................................. pág 19</p><p>Planejamento 5: Há muitos anos ................................................................................... pág 26</p><p>ARTE – 3º AN0 .............................................................................................................. pág 33</p><p>Planejamento 1: Como a arte se manifesta? ................................................................ pág 33</p><p>EDUCAÇÃO FÍSICA – 3º AN0 .................................................................................................... pág 39</p><p>Planejamento 1: Mamba - um pega-pega africano .......................................................... pág 39</p><p>Planejamento 2: Handebol - Qual é a História?............................................................... pág 43</p><p>MATEMÁTICA – 3º AN0 .........................................................................................................pág 48</p><p>Planejamento 1: Usamos os números em nosso dia a dia? .............................................. pág 48</p><p>CIÊNCIAS – 3º AN0 ...............................................................................................................pág 57</p><p>Planejamento 1: Saúde auditiva e visual ........................................................................ pág 57</p><p>GEOGRAFIA – 3º AN0 ............................................................................................................pág 68</p><p>Planejamento 1: Desvendando os modos de vida do campo e da cidade ......................... pág 68</p><p>Planejamento 2: Saberes e fazeres das comunidades tradicionais ................................... pág 76</p><p>HISTÓRIA – 3º AN0 ................................................................................................................... pág 82</p><p>Planejamento 1: Os primeiros grupos que formaram o Brasil .......................................... pág 82</p><p>ENSINO RELIGIOSO – 3º AN0 .......................................................................................................... pág 91</p><p>Planejamento 1: Lugares Sagrados ................................................................................ pág 91</p><p>3</p><p>CICLO COMPLEMENTAR – 4º AN0 ........................................................................................... pág 97</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA – 4º ANO.............................................................................................. pág 98</p><p>Planejamento 1: Minha escola na rede ........................................................................... pág 98</p><p>Planejamento 2: A força do coletivo ............................................................................... pág 105</p><p>Planejamento 3: Falando de gente como a gente ........................................................... pág 112</p><p>Planejamento 4: Tem livro por aí ................................................................................... pág 118</p><p>Planejamento 5: O encontro dos contos ......................................................................... pág 125</p><p>ARTE– 4º ANO ............................................................................................................... pág 132</p><p>Planejamento 1: A arte cria memórias .......................................................................... pág 135</p><p>EDUCAÇÃO FÍSICA – 4º ANO .................................................................................................... pág 139</p><p>Planejamento 1: Como brincar de Tucunaré? ................................................................. pág 139</p><p>Planejamento 2: Futebol Circulante ................................................................................ pág 143</p><p>MATEMÁTICA – 4º ANO .........................................................................................................pág 147</p><p>Planejamento 1: Matemática um procedimento processual ............................................. pág 147</p><p>CIÊNCIAS – 4º ANO ...............................................................................................................pág 157</p><p>Planejamento 1: A matéria e suas transformações ...................................................... pág 157</p><p>GEOGRAFIA – 4º ANO ...........................................................................................................pág 168</p><p>Planejamento 1: Brasil: um povo de muitas origens culturais .......................................... pág 168</p><p>Planejamento 2: Às Minas e os Gerais ............................................................................ pág 173</p><p>Planejamento 3: A territorialidade de um povo ............................................................... pág 180</p><p>HISTÓRIA– 4º ANO .................................................................................................................... pág 184</p><p>Planejamento 1: O estudo da história através das fontes históricas ............................... pág 184</p><p>ENSINO RELIGIOSO – 4º ANO ......................................................................................................... pág 192</p><p>Planejamento 1: Ritos pessoais e familiares. .................................................................. pág 192</p><p>4</p><p>CICLO COMPLEMENTAR – 5º AN0 ........................................................................................... pág 197</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA – 5º ANO.............................................................................................. pág 198</p><p>Planejamento 1: Uniforme escolar ................................................................................. pág 198</p><p>Planejamento 2: A escola enfrentando a instabilidade climática ...................................... pág 204</p><p>Planejamento 3: Conversa com especialista da saúde ..................................................... pág 210</p><p>Planejamento 4: Entender para ecrever ......................................................................... pág 215</p><p>Planejamento 5: Pais na escola...................................................................................... pág 220</p><p>ARTE– 5º ANO ............................................................................................................... pág 228</p><p>Planejamento 1: A arte vista de muitas maneiras ........................................................... pág 228</p><p>EDUCAÇÃO FÍSICA – 5º ANO .................................................................................................... pág 236</p><p>Planejamento 1: Brincadeira da terra das pirâmides ....................................................... pág 236</p><p>Planejamento 2: Gateball - direto do Japão .................................................................... pág 241</p><p>MATEMÁTICA – 5º ANO .........................................................................................................pág 247</p><p>Planejamento 1: A matemática em nosso cotidiano ........................................................ pág 247</p><p>CIÊNCIAS – 5º ANO ...............................................................................................................pág 259</p><p>Planejamento 1: Recursos naturais e o meio ambiente</p><p>mãos e rolou para dentro da fonte. Desatei a chorar e a lastimar-me, quando, de repente,</p><p>vi surgir esse sapo feio que se ofereceu para auxiliar-me. Exigiu, porém, minha promessa de</p><p>gostar dele, tomá-lo como amigo e companheiro de folguedo; eu, ansiosa por reaver a bola,</p><p>prometi tudo o que me pediu, certa de que ele jamais conseguisse viver fora da água. Ei-lo aí,</p><p>agora, querendo entrar e ficar ao meu lado! Entrementes, ouviu-se bater, novamente, à porta</p><p>e a voz insistir: - Filha do Rei, caçula, abre-me a porta. Não esqueças a promessa que me</p><p>fizeste tão depressa junto à fonte da floresta. Filha do Rei, caçula, abre-me a porta!... O Rei</p><p>disse, então, à filha: - Aquilo que prometeste deves cumprir. Vai, pois, abre a porta e deixa-o</p><p>entrar. A princesa não teve remédio senão obedecer. Quando abriu a porta, o sapo pulou</p><p>rapidamente para dentro da sala e, juntinho dela, foi saltitando até sua cadeira. Uma vez aí,</p><p>pediu: - Ergue-me, coloca-me à tua altura. A princesa relutava contrariada, mas o Rei ordenou</p><p>que obedecesse. Assim que se viu sobre a cadeira, o sapo pediu para subir na mesa, dizendo:</p><p>- Aproxima de mim teu pratinho de ouro para que possamos comer juntos. Muito a contragosto</p><p>a princesinha acedeu; mas, enquanto o sapo se deliciava com as finas iguarias, ela não</p><p>conseguia engolir os bocados que lhe ficavam atravessados na garganta. Por fim, ele disse: -</p><p>Comi muito bem, estou satisfeitíssimo. Sinto-me, porém, muito cansado, leva-me para teu</p><p>quarto, prepara tua caminha de seda e deitemo-nos, sim? Ante essa nova exigência, a princesa</p><p>não se conteve e desatou a chorar. Sentia horror em tocar aquela pele gélida e asquerosa do</p><p>sapo e, mais ainda, ter de dormir com ele em sua linda caminha alva, de lençóis de seda. O</p><p>Rei, porém, zangando-se, repreendeu-a: - Não podes desprezar quem te valeu no momento</p><p>de aflição. Não vendo outra alternativa, a princesinha armou-se de coragem, agarrou com a</p><p>ponta dos dedos o sapo repelente, carregou-o para o quarto, onde o atirou para um canto,</p><p>decidida a ignorá-lo definitivamente. Pouco depois, quando já deitada, dispunha-se a dormir,</p><p>viu-o aproximar-se saltitando: - Estou cansado, quero dormir confortavelmente como tu.</p><p>Ergue-me, deixa-me dormir junto de ti, se não chamarei teu pai. A princesinha, então, cheia</p><p>de cólera, agarrou-o e, com toda a força, atirou-o de encontro à parede. - Agora te calarás,</p><p>sapo imundo, e me deixarás finalmente em paz! Mas, oh! Que via? Ao estatelar-se no chão, o</p><p>sapo imundo, que, por vontade do pai era seu amigo e companheiro, transformou-se,</p><p>assumindo as formas de um belo príncipe de olhos meigos e carinhosos. Contou-lhe, então,</p><p>31</p><p>como havia sido encantado por uma bruxa má e que ninguém, senão ela, a princesinha, tinha</p><p>o poder de desencantá-lo. Combinaram, ainda, que, no dia seguinte, partiriam para seu reino.</p><p>Em seguida, adormeceram. Quando a aurora despontou e o sol os despertou, chegou uma</p><p>belíssima carruagem atrelada com oito esplêndidos corcéis alvos como a neve, de cabeças</p><p>empenachadas com plumas de avestruz e ajaezados de ouro. Vinha, atrás, o fiel Henrique,</p><p>escudeiro do jovem Rei. O fiel Henrique ficara tão aflito quando seu amo fora transformado</p><p>em sapo, que mandara colocar três aros de ouro em volta do próprio coração, para que este</p><p>não arrebentasse de dor. Agora, porém, a carruagem ia levar o jovem Rei de volta 68.ao reino.</p><p>O fiel Henrique fê-lo subir com a jovem esposa e sentou-se atrás, cheio de alegria por ver o</p><p>amo enfim liberto e feliz. Quando haviam percorrido bom trecho de caminho, o príncipe ouviu</p><p>um estalo, como se algo na carruagem se tivesse partido. Voltou-se e gritou: - Henrique, a</p><p>carruagem está quebrando! - Não, meu Senhor, a carruagem não; é apenas um aro do meu</p><p>coração. - Ele estava imerso na aflição, quando, em sapo transformado, estáveis na fonte,</p><p>abandonado. Duas vezes ainda, ouviu-se o estalo durante a viagem e, de cada vez, o príncipe</p><p>julgou que se quebrava a carruagem. Mas Henrique tranquilizou-o explicando que apenas os</p><p>aros se haviam quebrado, saltando-lhe do coração, pois que, agora, seu amo e Senhor estava</p><p>livre e feliz.</p><p>32</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>BANDEIRA, Pedro. Por enquanto sou pequeno. 21 poemas infantis curtos para encantar</p><p>crianças de todas as idades. Pensador, [s. l.], 2023. Disponível em:</p><p>https://www.pensador.com/poemas_famosos_para_ler_com_criancas/. Acesso em: 29 nov.</p><p>2023.</p><p>CIÊNCIA Hoje das Crianças. Os 5 ‘erres‘ do lixo: além de reduzir, reutilizar, reciclar... Rio</p><p>de Janeiro: Ciências Hoje, ano 28, nº 274, dez. 2015 versão online. Disponível em:</p><p>https://cienciahoje.periodicos.capes.gov.br/storage/acervo/chc/chc_274.pdf. Acesso em: 28</p><p>nov. 2023.</p><p>CONTOS DE GRIMM. Todos os contos dos irmãos Grimm. O rei sapo ou Henrique de Ferro.</p><p>Disponível em:</p><p>https://www.grimmstories.com/pt/grimm_contos/o_rei_sapo_ou_henrique_de_ferro. Acesso</p><p>em: 31 out.2023.</p><p>20 COISAS sobre a Liv/ Meu nome é Liv, [s. l.: s. n], 18 de fev. de 2018. 1 vídeo (3:46m).</p><p>Publicado pelo Canal Meu nome é Liv. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=Z-</p><p>KHItjQbBs&t=20s. Acesso em: 20 out. 2023.</p><p>FÁBULAS DE ESOPO. A Assembleia dos Ratos. Pensador. [s. l.], 2005-023. Disponível em:</p><p>https://www.pensador.com/frase/Njg1Nzg/. Acesso em: 15 dez.2023</p><p>FREEPIK. Ilustração O rei sapo. [s. l.], 2023. Disponível em: https://br.freepik.com/vetores-</p><p>gratis/ilustracao-de-sapo-plano-</p><p>organico_13763434.htm#query=O%20Rei%20Sapo%20ou%20Henrique%20de%20Ferro&posi</p><p>tion=0&from_view=search&track=ais&uuid=72f95fa5-270f-47ed-a29a-d0e2364c053f. Acesso</p><p>em: 20 dez. 2023.</p><p>FREEPIK. Um menino sentado no chão e lendo um livro. [s. l.], 2023. Disponível em:</p><p>https://br.freepik.com/vetores-gratis/um-menino-sentado-no-chao-e-lendo-um-</p><p>livro_24467390.htm#query=crian%C3%A7a%20com%20livros&position=22&from_view=searc</p><p>h&track=ais&uuid=728aead1-a93d-4fae-9e0e-9d7bde0ff00d. Acesso em: 20 dez. 2023.</p><p>MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação. Currículo Referência de Minas Gerais:</p><p>educação infantil e ensino fundamental. Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de</p><p>Educadores de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2022. Disponível em:</p><p>https://drive.google.com/file/d/1MWIv4JKcei5_OMhpMFF10ENdhgpsH0FW/view. Acesso em:</p><p>04 out. 2023.</p><p>MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação. Plano de Curso: ensino fundamental -</p><p>anos iniciais. Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores de Minas</p><p>Gerais, Belo Horizonte, 2023. Disponível em:</p><p>https://curriculoreferencia.educacao.mg.gov.br/index.php/plano-de-cursos-crmg. Acesso em: 29</p><p>nov. 2023.</p><p>PAZ Ariane Previde Assembleia. Nova Escola. [s.l.] 28 nov.2018. Disponível em:</p><p>https://novaescola.org.br/plano-de-aula/3115/assembleia. Acesso em:18 out. 2023.</p><p>https://www.pensador.com/poemas_famosos_para_ler_com_criancas/</p><p>https://cienciahoje.periodicos.capes.gov.br/storage/acervo/chc/chc_274.pdf</p><p>https://www.grimmstories.com/pt/grimm_contos/o_rei_sapo_ou_henrique_de_ferro</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=Z-KHItjQbBs&t=20s</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=Z-KHItjQbBs&t=20s</p><p>https://www.pensador.com/frase/Njg1Nzg/</p><p>https://br.freepik.com/vetores-gratis/ilustracao-de-sapo-plano-organico_13763434.htm#query=O%20Rei%20Sapo%20ou%20Henrique%20de%20Ferro&position=0&from_view=search&track=ais&uuid=72f95fa5-270f-47ed-a29a-d0e2364c053f</p><p>https://br.freepik.com/vetores-gratis/ilustracao-de-sapo-plano-organico_13763434.htm#query=O%20Rei%20Sapo%20ou%20Henrique%20de%20Ferro&position=0&from_view=search&track=ais&uuid=72f95fa5-270f-47ed-a29a-d0e2364c053f</p><p>https://br.freepik.com/vetores-gratis/ilustracao-de-sapo-plano-organico_13763434.htm#query=O%20Rei%20Sapo%20ou%20Henrique%20de%20Ferro&position=0&from_view=search&track=ais&uuid=72f95fa5-270f-47ed-a29a-d0e2364c053f</p><p>https://br.freepik.com/vetores-gratis/ilustracao-de-sapo-plano-organico_13763434.htm#query=O%20Rei%20Sapo%20ou%20Henrique%20de%20Ferro&position=0&from_view=search&track=ais&uuid=72f95fa5-270f-47ed-a29a-d0e2364c053f</p><p>https://br.freepik.com/vetores-gratis/um-menino-sentado-no-chao-e-lendo-um-livro_24467390.htm#query=crian%C3%A7a%20com%20livros&position=22&from_view=search&track=ais&uuid=728aead1-a93d-4fae-9e0e-9d7bde0ff00d</p><p>https://br.freepik.com/vetores-gratis/um-menino-sentado-no-chao-e-lendo-um-livro_24467390.htm#query=crian%C3%A7a%20com%20livros&position=22&from_view=search&track=ais&uuid=728aead1-a93d-4fae-9e0e-9d7bde0ff00d</p><p>https://br.freepik.com/vetores-gratis/um-menino-sentado-no-chao-e-lendo-um-livro_24467390.htm#query=crian%C3%A7a%20com%20livros&position=22&from_view=search&track=ais&uuid=728aead1-a93d-4fae-9e0e-9d7bde0ff00d</p><p>33</p><p>ANO LETIVO</p><p>2024</p><p>REFERÊNCIA</p><p>Ensino Fundamental</p><p>MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO PARA APRENDIZAGENS - MAPA</p><p>UNIDADE TEMÁTICA:</p><p>Artes visuais.</p><p>Artes integradas.</p><p>Músicas.</p><p>OBJETO(S) DE</p><p>CONHECIMENTO:</p><p>HABILIDADE(S):</p><p>Contextos e práticas.</p><p>Elementos da língua-</p><p>gem.</p><p>Matrizes e estéticas</p><p>culturais.</p><p>(EF15AR27MGP3) Conhecer a história da Arte e os diversos artistas</p><p>locais, se expressando através de linguagens artísticas (Artes Visuais,</p><p>Música, Dança e Teatro), resgatando as tradições culturais de cada</p><p>município.</p><p>(EF15AR01P3) Identificar e apreciar formas distintas das artes visuais</p><p>tradicionais contemporâneas e regionais, se expressando através de</p><p>desenho, colagem, pintura, dobradura, fotografias, gravuras, histórias</p><p>em quadrinhos etc., cultivando a percepção, o imaginário, a capacidade</p><p>de simbolizar e o repertório imagético.</p><p>(EF15AR02P3) Explorar e reconhecer as características dos elementos</p><p>constitutivos das artes visuais (ponto, linha, forma, cor), através de</p><p>expressão bidimensional (desenho e pintura).</p><p>(EF15AR03P3) Reconhecer e analisar a influência de distintas matrizes</p><p>estéticas e culturais das artes visuais nas manifestações artísticas das</p><p>culturas locais e regionais.</p><p>(EF15AR13P3) Identificar e apreciar criticamente diversas formas e</p><p>gêneros de expressão musical (Música Popular Brasileira etc.),</p><p>reconhecendo e analisando os usos e as funções da música em diversos</p><p>contextos de circulação presentes no cotidiano da cultura popular e</p><p>local.</p><p>(EF15AR14P3) Perceber e explorar os elementos constitutivos da</p><p>música (altura, intensidade, timbre, melodia, ritmo etc.), por meio de</p><p>jogos, brincadeiras, canções e práticas diversas de composição/criação,</p><p>execução e apreciação musical, através de fontes sonoras diversas na</p><p>exploração de elementos da música e do som no cotidiano.</p><p>(EF15AR24P3) Caracterizar e experimentar, brinquedos, brincadeiras,</p><p>jogos e danças no contexto da cultura local e mineira, de diferentes</p><p>matrizes estéticas e culturais.</p><p>COMPONENTE CURRICULAR</p><p>ANO DE ESCOLARIDADE</p><p>Ciclo Complementar</p><p>ÁREA DE CONHECIMENTO</p><p>Linguagens</p><p>34</p><p>PLANEJAMENTO 3º ANO</p><p>TEMA DE ESTUDO: Como a arte se manifesta?</p><p>A) APRESENTAÇÃO:</p><p>Prezado(a) professor(a)!</p><p>A Arte é componente curricular da área de Linguagens e suas Tecnologias, cujo foco dos estudos</p><p>artísticos no Ensino Fundamental está centrado nas linguagens: Música, Teatro, Dança, e Artes</p><p>Visuais. Dada a complexidade dos saberes e fazeres artísticos geralmente presentes em conexões</p><p>interlinguagens, um dos objetivos do componente curricular Arte é convidar os estudantes a</p><p>compreenderem a criação artística com base na integração entre as linguagens da arte.</p><p>Considerando que a arte é um conjunto de linguagens e, portanto, um sistema simbólico de</p><p>representação, nossa intenção é oferecer subsídios de apoio didático, que vão além do</p><p>conhecimento específico, contribuindo também com as demais áreas do conhecimento para o</p><p>desenvolvimento e a consolidação das competências gerais, propostas na Base Nacional Comum</p><p>Curricular e dos diferentes eixos do Plano Nacional de Alfabetização pelos estudantes, bem como</p><p>de seu potencial criativo, empático e comunicativo.</p><p>Para dialogar com as habilidades propostas, pretende-se proporcionar aos estudantes a</p><p>capacidade de conhecer, identificar, explorar, reconhecer, caracterizar e experimentar a</p><p>diversidade da arte em seus aspectos formais e culturais, nas mais distintas matrizes estéticas,</p><p>seja pelas expressões tradicionais, clássicas e/ou contemporâneas. Para tanto, abordaremos a</p><p>importância de desenvolver o alfabetismo visual por meio da leitura de imagens e a identificação</p><p>dos elementos que compõem as artes visuais, em seguida falaremos da cultura musical brasileira</p><p>e dos elementos constitutivos da música.</p><p>Este planejamento oferece possibilidades de organização de percursos formativos que podem ser</p><p>adaptados, repensados, reorganizados com base em sua experiência e realidade. O trabalho nos</p><p>anos iniciais requer um(a) professor(a) com competências polivalentes, que abranjam desde</p><p>cuidados básicos educacionais, como acolher e cuidar, a conhecimentos específicos das diferentes</p><p>linguagens da Arte.</p><p>Portanto, o presente planejamento pretende contribuir para o aperfeiçoamento dessas</p><p>competências, oferecendo propostas para o preparo dos momentos, o estabelecimento de rotinas</p><p>e a seleção de estratégias e atividades, considerando, sempre, sua participação em um projeto</p><p>educacional em construção.</p><p>B) DESENVOLVIMENTO:</p><p>1º MOMENTO</p><p>Organização da turma À escolha do professor.</p><p>Recursos e providências Projetor ou imagem impressa, livros, revistas, computadores.</p><p>Olá, professor(a)!</p><p>35</p><p>Fotografias, pinturas e desenhos são imagens que podem contar muitas histórias. Já observou</p><p>que podemos ler imagens como se ela fosse um texto? Para isso professor(a), inicie este</p><p>momento distribuindo os materiais listados como recurso (livros, jornais, revistas, dentre outros)</p><p>e peça aos estudantes que selecionem previamente imagens que considerem significativas e</p><p>impactantes. Essa busca pode ser feita também pela internet, caso a escola ofereça laboratório</p><p>de informática.</p><p>Não é preciso dar muito direcionamento sobre o tipo de imagens que devem procurar; o objetivo</p><p>é verificar o que eles entendem como imagem e a capacidade seletiva simbólica de cada um,</p><p>respeitando as singularidades nessa escolha. Em seguida, explore com eles esse conceito,</p><p>pedindo que apresentem os exemplos selecionados. Ajude-os a reconhecer se são desenhos,</p><p>fotografias, pinturas, gravuras ou ilustrações. Em seguida, peça que cada estudante eleja uma</p><p>imagem e apresente brevemente para a turma, falando das características presentes na imagem,</p><p>que chamaram sua atenção nessa escolha.</p><p>Proponha perguntas diante da leitura de imagens, que busquem estimular a curiosidade dos</p><p>estudantes, partindo da ideia de que toda obra em artes visuais pode ser lida. Ex.: Questione</p><p>sobre as formas, cores e texturas, a luz, o tema, o ambiente etc.</p><p>Exiba a imagem abaixo. Uma maneira interessante de fazer leitura de imagem é questionando a</p><p>turma.</p><p>− Observe a imagem!</p><p>− Agora, descreva o que você vê.</p><p>• O que está acontecendo na imagem?</p><p>• A imagem te faz lembrar de algo que viveu?</p><p>• Quais cores você vê na imagem?</p><p>• Você acha que é dia ou noite na cena?</p><p>• Qual é o nome da obra?</p><p>• O artista usou linhas e pontos para fazer essa obra?</p><p>• Você acha que o carnaval veio de qual origem cultural?</p><p>Imagem 1 - Carnaval nos arcos da Lapa</p><p>Fonte: (Prazeres, 2020)</p><p>36</p><p>Ao tratar da interpretação de leitura que cada um fez, destaque que a mesma imagem pode</p><p>suscitar interpretações diversas, e que um leitor pode ter impressões, sentimentos e sentidos</p><p>semelhantes ou diferentes de outro leitor. Ouvir esses diferentes pontos de vista é uma forma de</p><p>enriquecer a leitura de uma imagem e entender melhor um trabalho artístico, considerando que</p><p>não há certo nem errado para aquilo que é percebido à primeira vista. As perguntas adicionais</p><p>dos estudantes podem ser formalizadas com o registro escrito e individual no caderno,</p><p>contribuindo e fortalecendo o processo de alfabetização.</p><p>Após esse exercício, com a leitura da imagem de forma coletiva,</p><p>sugira que façam de forma</p><p>individual, com uma imagem que selecionaram no início deste momento, anotando as respostas</p><p>no caderno.</p><p>2º MOMENTO</p><p>Organização da turma Em grupos.</p><p>Recursos e providências Mídias audiovisuais.</p><p>Professor (a), faça a introdução deste momento perguntando à turma o que define a cultura</p><p>musical brasileira. Explique que a cultura musical brasileira é conhecida por ser extremamente</p><p>rica e que são vários os ritmos que a compõem. Diversidade é a palavra mais apropriada para</p><p>definir nossa cultura musical pelo fato do nosso país ter dimensões continentais e ter recebido</p><p>inúmeras influências de diversas culturas, que fizeram com que surgissem uma infinidade de</p><p>gêneros musicais. A música popular brasileira (MPB), a bossa nova, o samba, o chorinho, o funk</p><p>e o rap, são algumas vertentes musicais que caracterizam essa mescla de ritmos e sons, fazendo</p><p>com que nossa música seja uma riqueza à parte. Cada gênero musical tem sua relevância e</p><p>representatividade na sociedade e são fonte de expressão e fortalecimento cultural. Pergunte à</p><p>turma qual gênero musical eles mais gostam de ouvir e dançar.</p><p>Fale que existem diversos instrumentos musicais brasileiros responsáveis por criar tanta música,</p><p>mesmo sendo a maioria deles vindos de outros países, eles são extremamente importantes para</p><p>o nosso cenário musical. Conhecer o contexto sonoro dos instrumentos musicais é essencial para</p><p>potencializar o aprendizado sobre o mundo da música!</p><p>Converse com os estudantes sobre a existência de vários instrumentos musicais que nos leva a</p><p>muitas possibilidades sonoras. O som de um instrumento muda conforme o tamanho, o formato</p><p>e o material utilizado na sua construção.</p><p>Essa característica do som é chamada timbre. Os sons dos instrumentos foram classificados</p><p>conforme a forma pela qual o som é produzido e pelo material de que são constituídos. Quando</p><p>falamos de instrumentos musicais nos referimos àqueles mais conhecidos pelas pessoas.</p><p>Converse com os estudantes sobre os instrumentos musicais que eles já conhecem e faça o</p><p>registro na lousa, exemplo: FLAUTA, BATERIA, VIOLÃO, PIANO, GUITARRA, SANFONA,</p><p>BERIMBAU, entre outros. Aproveite a oportunidade de valorizar as vivências pessoais de cada</p><p>criança fora da escola, perguntando se tocam algum instrumento musical, se aprenderam de</p><p>forma espontânea ou frequentam alguma escola de música.</p><p>37</p><p>Comente que os sons são um fenômeno acústico, produzidos a partir de vibrações. Ao tocarmos</p><p>um instrumento musical, há um deslocamento vibracional que se propaga com o ar em ondas</p><p>sonoras, que captadas pelos nossos ouvidos, nos proporciona sensações e emoções. Essa</p><p>propagação do som se assemelha às ondas percebidas quando atiramos uma pedra em um lago.</p><p>Mas, para que um som seja considerado música, existem elementos básicos a serem levados em</p><p>conta, como o ritmo, a melodia e a harmonia, que determinam uma organização dos sons.</p><p>Explique que as músicas são produzidas por instrumentos musicais. "Cada instrumento possui</p><p>uma característica diferente, por isso são tocados de formas diferentes. Os instrumentos podem</p><p>ser dedilhados, percutidos, sacudidos, soprados ou produzidos por interferência eletrônica".</p><p>(Compreendendo, [S.d.]). Fale que a melodia e as rimas tornam as músicas fáceis de decorar.</p><p>Convide os estudantes a conhecer alguns instrumentos musicais exibindo o vídeo indicado no link</p><p>abaixo:</p><p> Família dos instrumentos musicais.</p><p>Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=RNdDBA1U0vQ.</p><p>Agora professor (a), faça um jogo de identificação dos instrumentos. Formem grupos com quatro</p><p>integrantes. Você vai executar algumas músicas (de preferência instrumentais) a sua escolha.</p><p>Peça para os estudantes ouvirem com atenção, tentando identificar os instrumentos musicais que</p><p>compõem as músicas. Depois, os estudantes irão registrar quais instrumentos musicais foram</p><p>percebidos. Peça que compartilhem as respostas dos grupos com a turma.</p><p>Ainda em grupos, pergunte aos estudantes se alguém sabe o que é Capoeira1. Anote as respostas</p><p>na lousa. Após ouvir as respostas, explique que capoeira é uma expressão da cultura popular</p><p>brasileira, originária dos povos africanos, hoje difundida, conhecida e praticada mundialmente.</p><p>Para melhor entendimento, exiba o vídeo:</p><p> Crianças na roda - Capoeira Filhos da roda BC.</p><p>Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=FWgqB84-_o0.</p><p>Após assistirem ao vídeo, peça que cada grupo registre um elemento fundamental que faz da</p><p>Capoeira uma importante tradição cultural afro-brasileira, a ponto de se tornar Patrimônio Cultural</p><p>Imaterial2 da Humanidade. A Capoeira é praticada por adultos e crianças, organizada em grupos,</p><p>que se apresentam através da musicalidade, da ginga, dos movimentos e do jogo.</p><p>Em seguida, proponha uma apresentação feita pelos estudantes, simulando uma roda de</p><p>capoeira. Será muito divertida essa brincadeira. Todos devem participar!</p><p>1 “Arte que apresenta registros iconográficos e documentais desde o século 18, a capoeira tem diversas vertentes, ensinadas por</p><p>mestres, contramestres, professores e instrutores. Além disso, cobre um amplo território geográfico que mapeia os cinco</p><p>continentes, uma vez que as rodas de capoeira estão difundidas em mais de 150 países”. RODA de Capoeira e ofício dos mestres</p><p>de capoeira / Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. – Brasília, DF : Iphan, 2014.Disponível em:</p><p>http://portal.iphan.gov.br//uploads/publicacao/DossieCapoeiraWeb.pdf. Acesso em: 22 nov. 2023</p><p>2 “Os bens culturais de natureza imaterial dizem respeito àquelas práticas e domínios da vida social que se manifestam em</p><p>saberes, ofícios e modos de fazer; celebrações; formas de expressão cênicas, plásticas, musicais ou lúdicas; e nos lugares (como</p><p>mercados, feiras e santuários que abrigam práticas culturais coletivas)”. [...] PATRIMÔNIO Imaterial. IPHAN. [Brasília - DF]</p><p>[2014]. Disponível em: http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/234 . Acesso em: 22 nov. 2023.</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=RNdDBA1U0vQ</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=FWgqB84-_o0</p><p>38</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Brasília:</p><p>SEB, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.</p><p>gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site. pdf. Acesso em: 05 out. 2023.</p><p>CAPOEIRA e Expressão Cultural Afro Brasileira. Nova Escola. [s. l.], 2023. Disponível</p><p>em:https://novaescola.org.br/planos-de-momento/fundamental/4ano/geografia/capoeira-</p><p>expressao-cultural-afro-brasileira/5815. Acesso em: 01 nov. 2023.</p><p>COMPREENDENDO a música. Dia a Dia Educação. [ Curitiba - PR] [S.d.]. Disponível em:</p><p>http://www.arte.seed.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=136 . Acesso em:</p><p>22 nov. 2023.</p><p>CRIANÇAS NA RODA. Capoeira Filhos da Roda BC. [S.l.: s. n.], 05 nov. 2013. 1 vídeo (6 min).</p><p>Publicado pelo canal Filhos da Roda BC. Disponível em:</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=FWgqB84-_o0. Acesso em: 01 nov. 2023.</p><p>GOIÂNIA. Secretaria Municipal de Educação de Goiânia. Arte: conhecendo os instrumentos</p><p>musicais. Conexão Escola, Goiânia, 2020. Disponível em:</p><p>https://sme.goiania.go.gov.br/conexaoescola/ensino_fundamental/conhecendo-os-</p><p>instrumentos-musicais/. Acesso em: 01 mai. 2023.</p><p>MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação. Currículo Referência de Minas Gerais:</p><p>educação infantil, o ensino fundamental. Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de</p><p>Educadores de Minas Gerais, [s. l.], 2022. Disponível em:</p><p>http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/implementacao/curriculos_estados/documento_c</p><p>urricular_mg.pdf. Acesso em: 05 out. 2023.</p><p>MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação. Plano de Curso: ensino fundamental -</p><p>anos iniciais. Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores de Minas</p><p>Gerais, Belo Horizonte, 2022. Disponível em:</p><p>https://curriculoreferencia.educacao.mg.gov.br/index.php/plano-de-cursos-crmg. Acesso em:</p><p>05</p><p>out. 2023.</p><p>PRAZERES, Heitor. In: Artistas Brasileiros que retratam o carnaval. Arte que Acontece. [s. l.],</p><p>21 de fevereiro de 2020. Disponível em:https://www.artequeacontece.com.br/10-artistas-</p><p>brasileiros-que-retrataram-o-carnaval/. Acesso em: 02 nov. 2023.</p><p>http://basenacionalcomum.mec/</p><p>https://novaescola.org.br/planos-de-aula/fundamental/4ano/geografia/capoeira-expressao-cultural-afro-brasileira/5815</p><p>https://novaescola.org.br/planos-de-aula/fundamental/4ano/geografia/capoeira-expressao-cultural-afro-brasileira/5815</p><p>http://www.arte.seed.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=136</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=FWgqB84-_o0</p><p>https://www.artequeacontece.com.br/10-artistas-brasileiros-que-retrataram-o-carnaval/</p><p>https://www.artequeacontece.com.br/10-artistas-brasileiros-que-retrataram-o-carnaval/</p><p>39</p><p>ANO LETIVO</p><p>2024</p><p>REFERÊNCIA</p><p>Ensino Fundamental</p><p>MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO PARA APRENDIZAGENS - MAPA</p><p>UNIDADE TEMÁTICA:</p><p>Brincadeiras e jogos.</p><p>OBJETO(S) DE</p><p>CONHECIMENTO:</p><p>HABILIDADE(S):</p><p>Brincadeiras e jogos</p><p>populares do Brasil e</p><p>do mundo.</p><p>Brincadeiras e jogos</p><p>de matriz indígena.</p><p>(EF35EF01P3) Experimentar e fruir brincadeiras e Jogos populares do</p><p>Brasil e do mundo, incluindo os afro-brasileiros e os de matriz indígena</p><p>e africana.</p><p>(EF35EF02P3) Experimentar estratégias para possibilitar a participação</p><p>de todos em Brincadeiras e Jogos populares do Brasil e do mundo,</p><p>incluindo os de matriz indígena, mobilizando vivências e conhecimentos</p><p>em prol da constituição de atividades lúdicas e solidárias.</p><p>PLANEJAMENTO 3º ANO</p><p>TEMA DE ESTUDO: Mamba - um pega-pega africano.</p><p>A) APRESENTAÇÃO:</p><p>Neste planejamento de Educação Física exploraremos os elementos das brincadeiras e jogos,</p><p>que estão presentes na prática, que é tema de estudo, sugerido para esta unidade temática. A</p><p>atividade: trenzinho desgovernado, além de abordar as habilidades que são objeto de</p><p>conhecimento deste bloco, é uma adaptação do pega-pega africano mamba, que possui esse</p><p>nome devido a uma espécie de cobra da África do Sul que possui este nome.</p><p>O presente planejamento busca desenvolver habilidades fundamentais do bloco de Brincadeiras</p><p>e Jogos (EF35EF01P3) Experimentar e fruir brincadeiras e Jogos populares do Brasil e do mundo,</p><p>incluindo os afro-brasileiros e os de matriz indígena e africana, e (EF35EF02P3) Experimentar</p><p>estratégias para possibilitar a participação de todos em Brincadeiras e Jogos populares do Brasil</p><p>e do mundo, incluindo os de matriz indígena, mobilizando vivências e conhecimentos em prol</p><p>da constituição de atividades lúdicas e solidárias.</p><p>Por este motivo, abordaremos uma atividade que engloba essas duas habilidades, levando os</p><p>estudantes a vivenciarem e experimentarem brincadeiras e jogos que fazem parte do repertório</p><p>africano e com raízes indígenas, na sua composição.</p><p>Prezado(a) professor(a), para esta unidade temática, proponha aos estudantes a prática da</p><p>atividade trenzinho desgovernado, que é uma adaptação da brincadeira/jogo pega-pega</p><p>africano mamba, que faz parte do acervo dos jogos populares do Brasil e do mundo.</p><p>COMPONENTE CURRICULAR</p><p>ANO DE ESCOLARIDADE</p><p>Ciclo Complementar</p><p>ÁREA DE CONHECIMENTO</p><p>Linguagens</p><p>40</p><p>B) DESENVOLVIMENTO:</p><p>1º MOMENTO</p><p>Organização da turma À critério do(a) professor(a).</p><p>Recursos e providências</p><p>Sala, sala de vídeo (se houver), dispositivos multimídias, ou</p><p>quadro e orientação verbal.</p><p>Professor(a), neste primeiro momento, introduza informações relevantes sobre a origem da</p><p>atividade que eles vivenciarão.</p><p>Apresente uma breve introdução sobre a brincadeira/jogo: pega-pega, conte que dependendo da</p><p>região do país, também é chamada de pique-pega, apanhada ou também apilhagem como ela é</p><p>conhecida em Portugal, mais precisamente, na Região Autónoma da ilha Madeira. Faça perguntas</p><p>como:</p><p>• Vocês já ouviram falar dessa brincadeira? Vocês já praticaram essa brincadeira?</p><p>• Se sim. Onde e como praticaram?</p><p>Explique que essa brincadeira/jogo, é uma prática que consiste em atribuir a um dos participantes</p><p>a função de pegador, e os demais estudantes serão os fugitivos. E que o objetivo da brincadeira</p><p>é que o participante que foi nomeado pegador, consiga capturar os fugitivos. Quando ele</p><p>consegue tocar um dos fugitivos, inverte-se os papéis. O fugitivo vira pegador e este, por sua</p><p>vez, vira fugitivo.</p><p>Pode-se adaptar as regras e definir mais de um pegador, a fim de que a atividade fique mais</p><p>dinâmica. Existem também outras variações desta prática, que podem ser exploradas.</p><p>Agora, apresente a versão africana do pega-pega que possui o nome de mamba. Nesta</p><p>brincadeira, um estudante é escolhido para perseguir os outros e deste modo, ele se torna o líder</p><p>de um trenzinho que se configura quando os oponentes são capturados por ele.</p><p>O jogo termina quando todos os participantes são capturados. O trenzinho formado ao final da</p><p>brincadeira, tem semelhança com o corpo de uma cobra e por este motivo o pega-pega africano</p><p>recebeu o nome da serpente africana mamba, que é encontrada na África do Sul.</p><p>Para conhecer melhor como o pega-pega africano mamba é praticado, assista a seguir, a um</p><p>vídeo que explica a composição da brincadeira/jogo.</p><p> Mamba I Brincadeiras e jogos.</p><p>Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=568codoDOSI.</p><p>2º MOMENTO</p><p>Organização da turma De acordo com a atividade.</p><p>Recursos e providências Quadra poliesportiva ou espaço amplo.</p><p>41</p><p>Professor(a), nesta etapa, informe aos estudantes que eles vão vivenciar a versão africana do</p><p>pega-pega, que possui o nome de mamba.</p><p>Um estudante será escolhido para ser o pegador, os outros estudantes devem fugir dele. Se</p><p>algum estudante for pego, deve se posicionar atrás do pegador, segurando nos ombros dele, e</p><p>os dois vão correr juntos para capturar os outros participantes. Os participantes que forem sendo</p><p>capturados vão formando uma espécie de trenzinho que vai em direção aos participantes que</p><p>ainda não foram pegos. Isso se repete até que todos os estudantes sejam pegos e formem a</p><p>mamba.</p><p>Em um primeiro momento permita que somente o primeiro pegador possa pegar. Em um segundo</p><p>momento permita que os outros participantes do trenzinho possam pegar também, desde que</p><p>não soltem as duas mãos do ombro do colega da frente.</p><p>Deixe que os estudantes desfrutem da atividade, sempre trocando o pegador.</p><p>Para proporcionar uma nova experiência na atividade, inicie a brincadeira com dois pegadores e</p><p>cada um vai formar o seu mamba, ao final verifica-se qual mamba ficou maior.</p><p>Fique à vontade para explorar mais possibilidades de variações.</p><p>Não deixe de enfatizar aos estudantes a importância da participação de todos, do trabalho em</p><p>equipe e da cooperação para que a brincadeira aconteça e todos se divirtam.</p><p>3º MOMENTO</p><p>Organização da turma Em grupos.</p><p>Recursos e providências Quadra poliesportiva ou espaço amplo.</p><p>Professor(a), nesta etapa, informe aos estudantes que eles vivenciarão, a atividade trenzinho</p><p>desgovernado que é uma adaptação da brincadeira/jogo africano pega-pega mamba.</p><p>Reúna os estudantes na quadra poliesportiva ou espaço amplo. Oriente-os a formar pequenos</p><p>grupos que formam uma fila. O participante que está atrás segura na cintura da criança à sua</p><p>frente, formando um trem, e os trens começam a se movimentar pelo espaço designado para a</p><p>prática do jogo. O estudante que lidera cada trem tenta se conectar à última criança dos demais</p><p>trens que, por sua vez, tenta não ser capturada.</p><p>Existem dois objetivos na prática do jogo: pegar os outros e não ser pego. Se um trem consegue</p><p>se juntar a outro, eles formam um novo trem, que então tentará se unir a outro trem.</p><p>No final, haverá um longo trem. Quando isso acontecer, o maquinista do trem (a primeira criança</p><p>da fila) deve se unir ao último vagão. É importante que todos os participantes sejam o maquinista</p><p>do trem pelo menos uma vez. O jogo do trenzinho</p><p>desgovernado, termina quando um círculo é</p><p>formado com todos os estudantes.</p><p>Para melhor embasamento na construção da atividade, sugiro assistir ao vídeo curto, a seguir,</p><p>que demonstrar como ocorre a dinâmica do jogo, na versão original.</p><p>42</p><p> MAMBA - Jogo africano.</p><p>Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=buZaqaOL0Qk.</p><p>Professor(a), sinta-se à vontade para realizar as adaptações que considerar pertinentes a este</p><p>planejamento, visando atender ao contexto social em que os estudantes estão inseridos.</p><p>4º MOMENTO</p><p>Organização da turma Em círculo.</p><p>Recursos e providências Quadra poliesportiva ou espaço amplo.</p><p>Ao término da brincadeira/jogo, reúna os estudantes em uma roda de conversa e questione-os</p><p>se gostaram de experimentar essa variação do pega-pega africano, se tiveram dificuldades ao</p><p>realizar as atividades, se todos conseguiram participar de maneira satisfatória, se houve</p><p>cooperação entre eles, se respeitaram as regras e os colegas, se houve algum tipo de conflito,</p><p>como foi resolvido no decorrer da atividade e outros. Pergunte-lhes, se sugerem outras formas</p><p>de realizar a brincadeira, se houver sugestões tente realizar com eles.</p><p>43</p><p>UNIDADE TEMÁTICA</p><p>Esportes.</p><p>OBJETO(S) DE</p><p>CONHECIMENTO:</p><p>HABILIDADE(S):</p><p>Esportes de campo e taco (tais</p><p>como tacobol, beise-bol,</p><p>críquete, golfe, entre outros).</p><p>Esportes de rede/parede (tais</p><p>como voleibol, tênis,</p><p>badminton, peteca, squash,</p><p>entre outros).</p><p>Esportes de invasão (tais</p><p>como basquetebol, futebol de</p><p>campo, futsal, handebol e</p><p>polo aquático, entre outros).</p><p>(EF35EF05P3) Experimentar e fruir os elementos básicos</p><p>constituintes dos diversos tipos de esportes de campo, taco,</p><p>rede/parede e invasão prezando pela inclusão, cooperação e</p><p>solidariedade.</p><p>PLANEJAMENTO 3º ANO</p><p>TEMA DE ESTUDO: Handebol - Qual é a História?</p><p>A) APRESENTAÇÃO:</p><p>Neste planejamento de Educação Física exploraremos a história do Handebol, abordando todo o</p><p>conceito histórico referente à origem deste esporte, na Alemanha, até sua chegada ao Brasil.</p><p>Abordaremos também as regras básicas desse esporte.</p><p>Além disso, daremos enfoque a realização de atividades lúdicas com a finalidade de trabalhar</p><p>habilidades motoras e capacidades físicas necessárias ao desenvolvimento dos aspectos técnicos</p><p>e táticos do handebol.</p><p>O presente planejamento busca desenvolver a habilidade fundamental dos Esportes</p><p>(EF35EF05P3) Experimentar e fruir os elementos básicos constituintes dos diversos tipos de</p><p>esportes de campo, taco, rede/parede e invasão prezando pela inclusão, cooperação e</p><p>solidariedade.</p><p>Prezado(a) professor(a), para esta unidade temática, proponha aos estudantes a vivência da</p><p>prática de atividades lúdicas, que possuem o intuito de trabalhar de maneira divertida, inclusiva</p><p>e cooperativa capacidades físicas e motoras inerentes ao Esporte Handebol.</p><p>B) DESENVOLVIMENTO:</p><p>1º MOMENTO</p><p>Organização da turma Á critério do (a) professor (a).</p><p>Recursos e providências Quadro, texto impresso e orientação verbal.</p><p>44</p><p>Professor (a), neste primeiro momento, introduza aos estudantes a história do Handebol, em</p><p>seus primórdios, até chegar ao Brasil.</p><p>Apresente a história do Handebol e como esse esporte se desenvolveu e se tornou uma das</p><p>modalidades esportivas mais praticadas do mundo.</p><p>Tudo começou na Grécia Antiga quando atletas começaram a disputar um jogo em que duas</p><p>equipes disputavam em um campo sem balizas, utilizando uma bola do tamanho de uma maçã,</p><p>que era passada de mão em mão, cujo objetivo era levar a bola para o campo do time</p><p>oponente. Esta forma inicial do jogo foi batizada de “Urânia”.</p><p>Outra versão do jogo de Handebol, também foi difundida na Roma Antiga com o nome de</p><p>Harpastum. Porém, na disputa dos romanos eles podiam utilizar os pés além das mãos para</p><p>manipular a bola. Inclusive essa maneira romana da prática do Harpastum teria influenciado a</p><p>criação do Handebol moderno, além do Futebol e do Rugby.</p><p>Em 1919, o professor alemão Karl Schelenz criou o handball a partir da junção de outros</p><p>esportes parecidos que eram praticados na época. Ele elaborou novas regras e uma nova forma</p><p>de prática do esporte. Segue abaixo, como era a composição do esporte Handebol.</p><p>▪ as disputas passaram a ser em um campo aberto de futebol;</p><p>▪ 11 jogadores para cada equipe;</p><p>▪ o objetivo era arremessar a bola aos arcos do time oponente;</p><p>▪ vencia a partida a equipe que tivesse realizado mais gol ao final da partida.</p><p>Desta forma, este método desenvolvido na Alemanha pelo professor Karl Schelenz foi difundido</p><p>para outras regiões da Europa, onde se tornou bastante popular.</p><p>Em 1920, o diretor da Escola Superior de Educação Física da Alemanha, Carl Diem, oficializou</p><p>a modalidade de Handebol como desporto. Em 1921, as novas regras foram publicadas e</p><p>divulgadas para toda a Europa.</p><p>Em 1925, finalmente, foi realizado o primeiro jogo oficial do Handebol entre as seleções da</p><p>Alemanha e Áustria. Tendo como vencedora a seleção Austríaca.</p><p>No Brasil, o handebol como modalidade de campo chegou na década de 30 na cidade de São</p><p>Paulo/SP, trazido por imigrantes europeus, principalmente oriundos da Alemanha. Em 1945 foi</p><p>fundada a primeira Federação de Handebol, a Federação Paulista de Handebol.</p><p>Em 1960, o esporte Handebol foi disseminado para outros estados do Brasil pelo professor</p><p>francês Augusto Listello, que realizou um curso internacional sobre o desporto na cidade de</p><p>Santos/SP. A</p><p>• Gostaram deste breve relato sobre a história inicial do Handebol?</p><p>Explique a eles que em outras etapas de ensino terão a oportunidade de conhecer mais sobre a</p><p>prática deste esporte aqui no Brasil, com abordagens mais direcionadas às regras, equipes, jogo</p><p>propriamente dito e entre outros. Mas que nesse momento, a abordagem será direcionada ao</p><p>contexto histórico da modalidade.</p><p>45</p><p>2º MOMENTO</p><p>Organização da turma Grupos.</p><p>Recursos e providências Quadra poliesportiva ou espaço amplo, bolas de handebol.</p><p>Professor (a), nesta etapa, reúna os estudantes na quadra poliesportiva ou espaço amplo e</p><p>explique para eles regras bem básicas do Handebol, somente para que compreendam o</p><p>funcionamento básico do jogo.</p><p>Explicação básica do handebol:</p><p>▪ O objetivo do jogo é fazer gols.</p><p>▪ É jogado com as mãos.</p><p>▪ Passar (jogar) a bola para os colegas até arremessar no gol.</p><p>▪ Para correr com a bola tem que quicar ela.</p><p>Após essa breve explicação proponha a atividade de passe para eles.</p><p>Divida os estudantes em dois grupos ou mais, e distribua uma bola para cada grupo. Disponha</p><p>os grupos em círculo.</p><p>Peça para que os estudantes joguem a bola um para o outro e contem em voz alta o número de</p><p>passes que conseguirem fazer sem deixar a bola cair. Se a bola cair, é necessário recomeçar a</p><p>contagem do zero. A cada rodada o grupo de conseguir trocar mais passes, marca ponto para a</p><p>sua equipe.</p><p>Uma variação que pode ser feita dessa atividade é a realização de um bobinho. Escolha</p><p>um</p><p>estudante de uma equipe e coloque no centro do círculo de outra equipe, para atrapalhar os</p><p>passes. Toda vez que o “bobinho” tocar na bola, a contagem tem que recomeçar do zero.</p><p>Se considerar necessário, faça mais adaptações e crie mais variações.</p><p>Não se esqueça de enfatizar com os estudantes a importância de incluir todos os colegas na</p><p>brincadeira e de que trabalhem em cooperação, para que a brincadeira aconteça de maneira</p><p>divertida para todos.</p><p>3º MOMENTO</p><p>Organização da turma Grupos.</p><p>Recursos e providências</p><p>Quadra poliesportiva ou espaço amplo, bolas de handebol,</p><p>bambolês.</p><p>Professor (a), proponha aos estudantes mais uma atividade divertida relacionada ao handebol.</p><p>Divida-os em dois ou mais grupos, de acordo com os recursos disponíveis e as necessidades da</p><p>turma.</p><p>46</p><p>Coloque duas equipes para jogar por vez. Escolha uma equipe para jogar no ataque e a outra vai</p><p>jogar na defesa. Escolha um jogador que não faça parte dessas equipes para segurar o bambolê.</p><p>A equipe de ataque vai estar de posse da bola, e vai passar a bola para os colegas até</p><p>conseguirem arremessar para o gol (bambolê).</p><p>A equipe de defesa vai tentar impedir que a equipe de ataque troque passes e faça o gol.</p><p>O estudante com o bambolê vai se movimentar pela quadra tentando evitar que a equipe de</p><p>ataque faça gol.</p><p>Marque um tempo para que joguem e depois troque as funções das equipes, e o jogador do</p><p>bambolê.</p><p>Você pode variar o jogo, permitindo que as duas equipes joguem nas duas funções ao mesmo</p><p>tempo. Também colocando o bambolê fixo em algum lugar da quadra.</p><p>Se considerar necessário, faça mais adaptações e crie mais variações.</p><p>Não se esqueça de enfatizar com os estudantes a importância de incluir todos os colegas na</p><p>brincadeira e de que trabalhem em cooperação, para que a brincadeira aconteça de maneira</p><p>divertida para todos.</p><p>4º MOMENTO</p><p>Organização da turma Em círculo.</p><p>Recursos e providências Orientação verbal.</p><p>Ao finalizar as atividades realize uma reflexão com os estudantes acerca da vivência dessas</p><p>brincadeiras, se gostaram de realizar, como se sentiram realizando, se gostaram de aprender</p><p>sobre o handebol, se tiveram alguma dificuldade em realizar as atividades, qual foi mais fácil e</p><p>mais difícil de realizar, se trabalharam em equipe, se passaram a bola para os colegas, se todos</p><p>conseguiram participar, se houve respeito entre os colegas, se gostariam de praticar essas</p><p>atividades novamente.</p><p>47</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>ATIVIDADES educação física 2° trimestre - Ciclo Inicial Tarde. EMEB Viriato Correa. São</p><p>Bernardo do Campo, 2015. Disponível em:</p><p>https://emebviriatocorreia.blogspot.com/2015/10/atividades-educacao-fisica-2-trimestre.html.</p><p>Acesso em: 06 nov. 2023.</p><p>DESCUBRA a origem das brincadeiras de criança que você participava. Recanto Inspiração.</p><p>São José dos Pinhais, 2023. Disponível em: https://recantoinspiracao.com.br/descubra-a-</p><p>origem-das-brincadeiras-de-crianca-que-voce-participava/ . Acesso em: 01 nov. 2023.</p><p>HANDEBOL. História. Comitê Olímpico Do Brasil. Rio de Janeiro, 2023. Disponível em:</p><p>https://www.cob.org.br/pt/cob/time-brasil/esportes/handebol/ . Acesso em 05 nov. 2023.</p><p>HISTÓRIA DO HANDEBOL NO BRASIL. Federação Paulista de Handebol. São Paulo, 24</p><p>nov. 2015. Disponível em: https://fphand.com.br/home/historia-do-handebol-no-brasil/ . Acesso</p><p>em: 07 nov. 2023.</p><p>MAMBA - JOGO AFRICANO. [S. l.: s. n.], 18 nov. 2018. 1 Vídeo (4min e 8seg). Publicado pelo</p><p>Canal Professor Gustavo Lessa. Disponível em:</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=buZaqaOL0Qk . Acesso em 04 nov. 2023.</p><p>MAMBA I BRINCADEIRAS E JOGOS. [S. l.: s. n.], 03 jul. 2018. 1 Vídeo (36seg). Publicado pelo</p><p>Canal Brincadeiras e Jogos. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=568codoDOSI .</p><p>Acesso em: 03 nov. 2023.</p><p>MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação. Currículo Referência de Minas Gerais:</p><p>educação infantil e ensino fundamental. Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de</p><p>Educadores de Minas Gerais, [s. l.], 2022. Disponível em:</p><p>http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/implementacao/curriculos_estados/documento_c</p><p>urricular mg. df. Acesso em: 11 de out. 2023.</p><p>MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação. Plano de Curso: ensino fundamental -</p><p>anos iniciais. Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores de Minas</p><p>Gerais, [s. l.], 2022. Disponível em:</p><p>https://curriculoreferencia.educacao.mg.gov.br/index.php/plano-de-cursos-crmg. Acesso em: 11</p><p>de out. 2023.</p><p>PEGA-PEGA. In: WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. Flórida: Wikimedia Foundation, 2023.</p><p>Disponível em: https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Pega-pega&oldid=65294925 . Acesso</p><p>em: 02 nov. 2023.</p><p>https://emebviriatocorreia.blogspot.com/2015/10/atividades-educacao-fisica-2-trimestre.html</p><p>https://recantoinspiracao.com.br/descubra-a-origem-das-brincadeiras-de-crianca-que-voce-participava/</p><p>https://recantoinspiracao.com.br/descubra-a-origem-das-brincadeiras-de-crianca-que-voce-participava/</p><p>https://www.cob.org.br/pt/cob/time-brasil/esportes/handebol/</p><p>https://fphand.com.br/home/historia-do-handebol-no-brasil/</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=buZaqaOL0Qk</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=568codoDOSI</p><p>https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Pega-pega&oldid=65294925</p><p>48</p><p>ANO LETIVO</p><p>2024</p><p>REFERÊNCIA</p><p>Ensino Fundamental</p><p>MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO PARA APRENDIZAGENS - MAPA</p><p>UNIDADE TEMÁTICA:</p><p>Números.</p><p>OBJETO(S) DE</p><p>CONHECIMENTO:</p><p>HABILIDADE(S):</p><p>Identificação e descrição de</p><p>regularidades em sequências</p><p>numéricas recursivas.</p><p>Relação de igualdade.</p><p>Leitura, escrita, comparação</p><p>e ordenação de números</p><p>naturais de quatro ordens.</p><p>Composição e decomposição</p><p>de números naturais.</p><p>Valor relativo e absoluto de</p><p>um algarismo em um</p><p>número.</p><p>Construção de fatos funda-</p><p>mentais da adição, subtração</p><p>e multiplicação.</p><p>Reta numérica.</p><p>Procedimentos de cálculo</p><p>(mental e escrito) com</p><p>números naturais: adição e</p><p>subtração.</p><p>Leitura, escrita, comparação</p><p>e ordenação de números</p><p>naturais de quatro ordens.</p><p>Sistema de numeração</p><p>Romano.</p><p>Significado de medida e de</p><p>unidade de medida.</p><p>Localização e movimentação:</p><p>representação de objetos e</p><p>pontos de referência.</p><p>(EF03MA10) Identificar regularidades em sequências ordenadas</p><p>de números naturais, resultantes da realização de adições ou</p><p>subtrações sucessivas, por um mesmo número, descrever uma</p><p>regra de formação da sequência e determinar elementos</p><p>faltantes ou seguintes.</p><p>(EF03MA11) Compreender a ideia de igualdade para escrever</p><p>diferentes sentenças de adições ou de subtrações de dois</p><p>números naturais que resultem na mesma soma ou diferença.</p><p>(EF03MA01) Ler, escrever e comparar números naturais de até</p><p>a ordem de unidade de milhar, estabelecendo relações entre os</p><p>registros numéricos e em língua materna.</p><p>(EF03MA02) Identificar características do sistema de numeração</p><p>decimal, utilizando a composição e a decomposição de número</p><p>natural de até quatro ordens.</p><p>(EF03MA04) Estabelecer a relação entre números naturais e</p><p>pontos da reta numérica para utilizá-la na ordenação dos</p><p>números naturais e também na construção de fatos da adição e</p><p>da subtração, relacionando-os com deslocamentos para a direita</p><p>ou para a esquerda.</p><p>(EF03MA30MG) Operar com os números naturais: adição e</p><p>subtração com e sem agrupamento e desagrupamento (até</p><p>quatro ordens).</p><p>(EF03MA29MG) Reconhecer os números romanos até mil (M).</p><p>(EF03MA17) Reconhecer que o resultado de uma medida</p><p>depende da unidade de medida utilizada.</p><p>(EF03MA12) Descrever e representar, por meio de esboços de</p><p>trajetos ou utilizando croquis e maquetes, a movimentação de</p><p>pessoas ou de objetos no espaço,</p><p>incluindo mudanças de direção</p><p>e sentido, com base em diferentes pontos de referência.</p><p>COMPONENTE CURRICULAR</p><p>Matemática</p><p>ANO DE ESCOLARIDADE</p><p>Ciclo Complementar</p><p>ÁREA DE CONHECIMENTO</p><p>Matemática</p><p>49</p><p>PLANEJAMENTO 3º ANO</p><p>TEMA DE ESTUDO: Usamos os números em nosso dia a dia?</p><p>A) APRESENTAÇÃO:</p><p>Olá, professor(a), no nosso planejamento iremos abordar os números até a ordem das Unidades</p><p>de Milhar e neste momento escolar os estudantes precisam compreender que o nosso Sistema</p><p>de Numeração Decimal (SND), ocorre pela base do 10, ou seja, a cada 10 elementos da unidade</p><p>formamos 1 dezena, a cada 10 elementos da dezena formamos 1 centena e assim</p><p>sucessivamente. Além do simbolismo que temos nos números, ao movimentarmos um algarismo</p><p>em casas diferentes, ele mudará de significado, em exemplo, o 2 na ordem das dezenas significa</p><p>20 e na ordem das centenas 200, ou seja, significa dizer que a posição ocupada por um algarismo</p><p>no número indica seu valor.</p><p>Neste bimestre, é fundamental que o estudante compreenda que dentro do nosso sistema de</p><p>numeração, existem sequências numéricas que podem ser criadas pela adição e subtração</p><p>sucessiva de números com o mesmo valor. Essa compreensão será crucial para desenvolver</p><p>habilidades de cálculo, reconhecimento de padrões numéricos e a capacidade de resolver</p><p>problemas que envolvam operações matemáticas, e que a reta numérica pode ser utilizada neste</p><p>processo de compreensão. Além disso, essa habilidade também irá preparar os estudantes para</p><p>o entendimento de conceitos matemáticos mais avançados no futuro.</p><p>Assimiladas essas habilidades os estudantes precisam reconhecer que o valor obtido em uma</p><p>medida está intrinsecamente ligado à unidade de medida adotada, descrever e representar a</p><p>movimentação de pessoas ou objetos no espaço, incluindo mudanças de direção e sentido, com</p><p>base em diversos pontos de referência, usando esboços de trajetos, croquis e maquetes. Por fim,</p><p>desenvolver o reconhecimento dos números romanos até o valor mil (M).</p><p>B) DESENVOLVIMENTO:</p><p>1º MOMENTO</p><p>Organização da turma Duplas.</p><p>Recursos e providências Cartelas de bingo, marcador para a cartela.</p><p>Professor(a), organize com os estudantes um bingo de números grandes e que possuam uma</p><p>sequência de adição e subtração nas cartelas. Organize-os em duplas, entregue as cartelas do</p><p>bingo em branco. Oriente cada dupla a colocar na cartela uma sequência de números como a</p><p>orientação abaixo:</p><p>▪ Números de 200 até 300, adicionando de 2 em 2.</p><p>▪ Números de 400 até 300, subtraindo de 2 em 2.</p><p>▪ Números de 400 até 500, adicionando de 3 em 3.</p><p>▪ Números de 600 até 500, subtraindo de 3 em 3.</p><p>▪ Números de 600 até 700, adicionando de 4 em 4.</p><p>▪ Números de 800 até 700, subtraindo de 4 em 4.</p><p>50</p><p>▪ Números de 800 até 900, adicionando de 5 em 5.</p><p>▪ Números de 1000 até 900, subtraindo de 5 em 5.</p><p>Modelo de cartela do Bingo</p><p>BINGO</p><p>202 310 411 530 634</p><p>204 308 414 527 638</p><p>206 306 417 524 642</p><p>208 304 420 521 646</p><p>Professor(a), oriente os estudantes a escolherem números distintos para suas cartelas, a fim de</p><p>evitar a ocorrência de empates. Registre em uma folha de papel os números selecionados pela</p><p>turma no quadro e peça que as crianças acompanhem e verifiquem se os números se repetem</p><p>(pode pedir que um de seus estudantes faça esse registro). Enquanto isso, coloque os números</p><p>em uma folha e em seguida, dentro de um saco para posteriormente realizar o sorteio dos</p><p>números durante a brincadeira.</p><p>No quadro, apresente também, as regras da atividade de forma clara para que os estudantes não</p><p>tenham dúvidas. Por exemplo, você pode estabelecer que o vencedor será aquele que preencher</p><p>toda a cartela. Além disso, ofereça orientações aos estudantes sobre como marcar os números</p><p>nas cartelas, seja por meio de lápis de cor, massinha ou grãos, de acordo com as preferências</p><p>de sua turma.</p><p>Dessa forma, garanta que a brincadeira ocorra de maneira organizada e que todos os</p><p>participantes compreendam as regras e procedimentos. Neste jogo é importante perceber se os</p><p>estudantes compreenderam a formação de números por algarismo, a formação de sequências</p><p>pela adição ou subtração, reconhecendo características do sistema de numeração decimal.</p><p>Quando o jogo terminar, recolha as cartelas para serem utilizadas no próximo momento.</p><p>2º MOMENTO</p><p>Organização da turma Grupos de até 5 estudantes.</p><p>Recursos e providências Material dourado, texto jornal Lupa, cards jogo da memória.</p><p>51</p><p>Professor(a), neste segundo momento, é importante revisar com a turma alguns números que</p><p>foram explorados no jogo do bingo anterior. Pergunte aos estudantes se encontraram desafios</p><p>ao construir a tabela, seguindo as orientações de adição e subtração para formar a sequência</p><p>numérica das cartelas.</p><p>Em seguida, divida a classe em grupos de até 5 estudantes e forneça a cada grupo um kit de</p><p>material dourado. Selecione uma cartela do jogo utilizado na atividade anterior e proponha que</p><p>os grupos representem os números dessa cartela com o material dourado. Após a conclusão das</p><p>representações, peça que anotem em seus cadernos como ficaram essas composições.</p><p>A seguir, distribua outra cartela para cada grupo e instrua-os a posicionar os números dessa</p><p>cartela em uma reta numérica criada em seus cadernos. É importante que neste momento eles</p><p>compreendam a sequência que é utilizada em uma reta numérica. Solicite que realizem a</p><p>decomposição desses números da reta em seus cadernos, após esta ação, peça-lhes que criem</p><p>adições e subtrações com os números das cartelas, troque de caderno com os colegas presentes</p><p>no grupo e solicite-os que resolva as operações criadas por cada membro.</p><p>Dessa forma, os estudantes terão a oportunidade de reforçar a compreensão dos números e suas</p><p>relações, tornando o aprendizado mais prático e significativo.</p><p>Agora, entregue-lhes o texto sobre os povos africanos e o sistema de numeração, e faça a leitura</p><p>em conjunto com a turma.</p><p> Jornal Lupa nº 5, página 3.</p><p>Disponível em:</p><p>https://drive.google.com/drive/folders/1Iev_1si9f99IPm70PJ90KMqL2Gt7PPoG.</p><p> JORNAL LUPA Nº 5 ( ícone clicável)</p><p>Inicie um debate com os grupos a respeito do texto, incentivando os estudantes a compartilharem</p><p>se tinham conhecimento das contribuições dos povos africanos para a matemática. Também</p><p>estimule a discussão sobre a familiaridade dos estudantes com outros sistemas de numeração.</p><p>Pergunte se eles conhecem o sistema de numeração romano. Se eles já viram estes algarismos</p><p>e em quais situações. Apresente a cartela contendo os números romanos e questione se os</p><p>estudantes sabem como esse sistema de numeração é organizado.</p><p>Professor (a), explique que o sistema de numeração romano se baseia no uso de cinco letras</p><p>para denotar quantidades. Estas letras são: I, X, L, C, D e M. A letra I tem o valor de 1, enquanto</p><p>a letra X corresponde a 10. A letra L simboliza 50, a letra C representa 100, e a letra D equivale</p><p>a 500. Por fim, a letra M é usada para denotar o valor de 1000. É importante notar que no sistema</p><p>de numeração romano, cada letra pode ser repetida no máximo três vezes. Quando colocada à</p><p>esquerda de uma letra de valor maior, ela indica uma subtração, enquanto, quando à direita,</p><p>acrescenta o valor da letra em questão. Isso é um dos aspectos distintivos e intrigantes desse</p><p>sistema numérico. Essa forma única de representação numérica desempenhou um papel</p><p>significativo na história da matemática e na cultura romana, sendo usada para identificar e</p><p>registrar números em várias aplicações na sociedade romana antiga.</p><p>Em seguida, proponha aos grupos a construção de um jogo da memória, que envolve a</p><p>correspondência entre os algarismos indo-arábicos e os números romanos.</p><p>52</p><p>Modelo cards jogo da memória números romanos</p><p>1 3 5</p><p>10 20 30 40 50</p><p>60 70 80 90 100</p><p>200 300 400 500 1.000</p><p>2 4</p><p>I III V</p><p>X XX XXX XL L</p><p>LX LXX LXXX XC C</p><p>CC CCC CD D M</p><p>II I</p><p>V</p><p>53</p><p>Para encerrar esta etapa, retome a discussão com os estudantes e incentive-os a refletirem sobre</p><p>os desafios que enfrentaram durante a construção e implementação deste jogo. Se eles acharam</p><p>mais fácil compreender o nosso sistema de numeração decimal ou sistema de numeração romano.</p><p>E qual a importância de se compreender os sistemas de numeração das sociedades para as ações</p><p>do nosso cotidiano.</p><p>3º MOMENTO</p><p>Organização da turma Duplas.</p><p>Recursos e providências Sementes, EVA colorido.</p><p>Professor(a), neste terceiro momento vamos descrever e representar a movimentação de objetos</p><p>no espaço, juntamente com suas mudanças de direção e sentido, utilizando esboços de trajetos.</p><p>Essas representações serão baseadas no jogo Mancala, tornando o processo de compreensão</p><p>espacial mais rico e abrangente.</p><p>A palavra Mancala tem origem na palavra árabe “NAGAAL” que significa 'mover'. Apresente o</p><p>vídeo:</p><p> O jogo africano mais famoso - Conheça as regras e faça seu jogo Mancala.</p><p>Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=Sog-iKBh6vs.</p><p>Após a apresentação do vídeo, organize a turma em duplas e entregue o material necessário para</p><p>a construção do jogo.</p><p>Mancala</p><p>Fonte: (VemKa Jogar, [2019])</p><p>Após a construção e realização de partidas entre as duplas, organize os estudantes em roda.</p><p>Instigue-os a falarem como foi a experiência com o jogo, se eles acharam fácil ou difícil realizarem</p><p>as movimentações no tabuleiro, e se perceberam que era necessário realizarem a contagem das</p><p>sementes para conseguirem ganhar o jogo.</p><p>Proponha agora que a turma vá para a quadra ou pátio da escola. Vamos conhecer uma</p><p>brincadeira da região Sul do Brasil “MAMÃE, POSSO IR?”.</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=Sog-iKBh6vs</p><p>54</p><p>Como se brinca: fazer duas linhas paralelas no chão com uma distância de 5 ou 6 metros</p><p>entre elas. Escolher um participante para ser a mãe ou o pai na brincadeira. Esse</p><p>participante ficará em frente a uma das linhas de costas para o resto do grupo, enquanto</p><p>os demais ficam alinhados lado a lado sobre a linha oposta. O objetivo da brincadeira é</p><p>tentar chegar ao outro lado, na linha atrás da mãe ou do pai. Disfarçando sua voz, um</p><p>participante de cada vez grita: “Mamãe/papai, posso ir?”. Então a mãe/pai responde:</p><p>“Pode”. E este participante pergunta: “Quantos passos?”. A mãe/pai deverá escolher o</p><p>número e o tipo de passo, para este participante, por exemplo: “dois passos de elefante‟</p><p>(que são dois passos bem grandes), três passos de passarinho (que são dois passos</p><p>pequenos), um passo de formiguinha (que é um passo ainda menor), etc. Apresente nesta</p><p>brincadeira orientações de lateralidade como direita, esquerda, em frente e atrás. Todos</p><p>os participantes devem perguntar, um por vez, até que um deles alcance a linha oposta</p><p>vencendo a brincadeira.</p><p>Após a realização da brincadeira, retorne à sala de aula e oriente os estudantes a registrarem</p><p>suas experiências durante a atividade. Peça-lhes que façam anotações sobre o sistema de medida</p><p>utilizado (os "passos"): se foi uniforme para todos da turma ou se houve variações. Instigue a</p><p>reflexão sobre como o resultado de uma medida pode depender da unidade de medida adotada.</p><p>Faça perguntas, se eles acreditam que o resultado teria sido o mesmo se tivessem usado uma</p><p>trena ou fita métrica, com medidas em centímetros ou metros, em vez de "passos". Isso</p><p>promoverá a compreensão da importância da escolha adequada da unidade de medida e da</p><p>precisão na medição.</p><p>55</p><p>ANEXO</p><p>JORNAL LUPA Nº 5</p><p>Fonte: (Jornal Lupa nº 5, [2022]).</p><p>56</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>O JOGO AFRICANO MAIS FAMOSO - conheça as regras e faça seu jogo mancala. [s. l.: s. n.], 4</p><p>fev. 2019. 1 vídeo (9 min). Publicado pelo canal VemKaJogar. Disponível em:</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=Sog-iKBh6vs . Acesso em: 23 out. 2023.</p><p>MAPAS de Foco BNCC. Instituto Reúna, [s. l.], 2023. Disponível em:</p><p>https://biblioteca.institutoreuna.org.br/MapasDeFocoBncc_Mat_18092020.pdf. Acesso em: 23</p><p>de ago. 2023.</p><p>MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação. Currículo Referência de Minas Gerais:</p><p>educação infantil e ensino fundamental. Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de</p><p>Educadores de Minas Gerais, [s. l.], 2022. Disponível em:</p><p>https://drive.google.com/file/d/1ac2_Bg9oDsYet5WhxzMIreNtzy719UMz/view. Acesso em: 05</p><p>fev. 2023.</p><p>MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação. Jornal Lupa: Periódico Pedagógico para</p><p>estudantes do Ensino Fundamental Anos Finais e Ensino Médio. Belo Horizonte - MG: Escola de</p><p>Formação da Secretaria de Educação de Minas Gerais, v. 05, jul. 2022. Disponível em:</p><p>https://drive.google.com/drive/folders/1Iev_1si9f99IPm70PJ90KMqL2Gt7PPoG . Acesso em: 23</p><p>out. 2023.</p><p>MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação. Plano de Curso: ensino fundamental -</p><p>anos iniciais. Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores de Minas</p><p>Gerais, [s. l.], 2022. Disponível em:</p><p>https://curriculoreferencia.educacao.mg.gov.br/index.php/plano-de-cursos-crmg. Acesso em: 05</p><p>fev. 2023</p><p>VEMKA Jogar. Mancala. S.l. 2019. Disponível em:</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=Sog-iKBh6vs. Acesso em: 11. Jan. 2023.</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=Sog-iKBh6vs</p><p>https://biblioteca.institutoreuna.org.br/MapasDeFocoBncc_Mat_18092020.pdf</p><p>https://drive.google.com/drive/folders/1Iev_1si9f99IPm70PJ90KMqL2Gt7PPoG</p><p>https://curriculoreferencia.educacao.mg.gov.br/index.php/plano-de-cursos-crmg</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=Sog-iKBh6vs</p><p>57</p><p>ANO LETIVO</p><p>2024</p><p>REFERÊNCIA</p><p>Ensino Fundamental</p><p>MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO PARA APRENDIZAGENS - MAPA</p><p>PLANEJAMENTO 3º ANO</p><p>TEMA DE ESTUDO: Saúde auditiva e visual.</p><p>A) APRESENTAÇÃO:</p><p>Olá, Professor(a)</p><p>Neste planejamento serão construídos instrumentos, permitindo aos estudantes perceberem</p><p>como se dá a produção de som a partir da vibração dos objetos. Além disso, serão exploradas a</p><p>saúde auditiva e visual, incentivando-os a desenvolverem o pensamento crítico acerca de</p><p>situações que envolvam riscos.</p><p>A discussão de hábitos necessários para a manutenção da saúde auditiva e visual, considerando</p><p>as condições do ambiente, também perpassa neste planejamento, cuja proposta levará o</p><p>estudante a investigar objetos relacionados ao contexto e à cultura da escola/rede por meio de</p><p>atividades que permitam identificar aqueles que possam produzir sons pela vibração e relacionar</p><p>o som produzido com a natureza do material de que são feitos e, ainda, à sua forma ou tamanho.</p><p>Professor(a), você pode-se complementar esta habilidade com investigações que possibilitem</p><p>comparar os materiais utilizados em instrumentos musicais com os encontrados no cotidiano.</p><p>Os estudantes terão a oportunidade de produzir e identificar diferentes sons a partir da vibração</p><p>de variados objetos, identificar variáveis que influenciam nesse fenômeno, experimentar e relatar</p><p>o que ocorre com a passagem da luz através de objetos transparentes, no contato com</p><p>UNIDADE TEMÁTICA:</p><p>Matéria e energia.</p><p>OBJETO(S) DE</p><p>CONHECIMENTO:</p><p>HABILIDADE(S):</p><p>Efeitos da luz nos</p><p>materiais.</p><p>Saúde auditiva e</p><p>visual.</p><p>(EF03CI03X) Discutir hábitos necessários para a manutenção da saúde</p><p>auditiva e visual considerando as condições do ambiente em termos de</p><p>som e luz no cotidiano das pessoas.</p><p>(EF03CI01X) Produzir e identificar diferentes sons a partir da vibração de</p><p>variados objetos e identificar variáveis que influem nesse fenômeno.</p><p>(EF03CI02) Experimentar e relatar o que ocorre com a passagem da luz</p><p>através de objetos transparentes (copos, janelas de vidro, lentes,</p><p>prismas, água etc.), no contato com superfícies polidas (espelhos) e na</p><p>intersecção com objetos opacos (paredes, pratos, pessoas e outros</p><p>objetos de uso cotidiano).</p><p>COMPONENTE CURRICULAR</p><p>ANO DE ESCOLARIDADE</p><p>Ciclo Complementar</p><p>ÁREA DE CONHECIMENTO</p><p>Ciências da Natureza</p><p>58</p><p>superfícies polidas e na intersecção com objetos opacos, descrevendo tais alterações,</p><p>considerando as propriedades dos materiais.</p><p>Abordaremos atitudes preventivas e manutenção da saúde por meio de cuidados com a exposição</p><p>ao som em níveis prejudiciais para a audição, à luminosidade excessiva ou incidência de fontes</p><p>de luz aos olhos, que podem causar danos à saúde. Discutiremos como a exposição em ambientes</p><p>com poluição sonora e exposição excessiva à radiação solar podem prejudicar a nossa saúde.</p><p>O objetivo do Caderno de Orientação Pedagógica do Componente Curricular de Ciências para o</p><p>Ciclo Complementar é trazer sugestões de atividades por meio do desenvolvimento de</p><p>competências e habilidades numa progressão e aprofundamento das aprendizagens à medida</p><p>que os estudantes avancem nos ciclos de escolaridade, pautadas no Currículo Referência Minas</p><p>Gerais (CRMG).</p><p>Vale ressaltar que os elementos integrantes deste planejamento (procedimentos metodológicos,</p><p>contextualização, desenvolvimento, recursos e avaliação) podem ser modificados e adaptados de</p><p>acordo com a realidade da escola e com os recursos pedagógicos e tecnológicos disponíveis para</p><p>você e seus estudantes.</p><p>A contribuição coletiva, a participação individual e o respeito aos diferentes tempos e modos de</p><p>produção de conhecimento por parte dos estudantes, nos experimentos a serem realizados,</p><p>devem ser incentivados e socializados. Cabe a você professor(a) organizar com atenção as</p><p>propostas, disponibilizar materiais de acordo com a realidade local e zelar para que todos</p><p>participem ativamente das práticas.</p><p>Por fim, o planejamento sugerido, desenvolvido para 04 momentos, pode ser desmembrado em</p><p>quantas aulas julgar necessárias, de acordo com as especificidades das turmas atendidas, a</p><p>flexibilidade de seu planejamento de ensino ou outras conveniências pedagógicas.</p><p>B) DESENVOLVIMENTO:</p><p>1º MOMENTO: SAÚDE AUDITIVA</p><p>Organização da turma À escolha do professor.</p><p>Recursos e providências</p><p>Papel filme, pedras pequenas, caderno, canetas hidrográficas</p><p>coloridas, cartolina, lápis de cor, giz de cera e embalagens de</p><p>diferentes formas, tamanhos e materiais.</p><p>Professor(a)</p><p>A capacidade de compreender e aplicar práticas saudáveis para a preservação da saúde auditiva</p><p>e visual é crucial em nossa sociedade contemporânea. Em um mundo cada vez mais orientado</p><p>pela tecnologia, os estudantes precisam estar cientes dos hábitos que contribuem para a</p><p>manutenção dessas habilidades sensoriais. Neste contexto, a análise das condições ambientais,</p><p>especialmente em relação ao som e à luz, torna-se fundamental.</p><p>A partir do que foi proposto na habilidade EF03CI03X, sugerimos que sejam discutidos com os</p><p>estudantes os temas:</p><p>59</p><p>Ambiente Sonoro:</p><p>• Conscientização do Volume: É vital que os estudantes compreendam a relação entre o</p><p>volume do som e sua influência na saúde auditiva. Discussões sobre o uso consciente de</p><p>fones de ouvido e a importância de evitar exposição prolongada a volumes elevados podem</p><p>ser abordadas.</p><p>• Ambientes Ruidosos: A exploração de ambientes ruidosos e estratégias para minimizar</p><p>impactos negativos na audição, como o uso de protetores auriculares, também é relevante.</p><p>Ambiente Luminoso:</p><p>• Iluminação Adequada: A análise da importância da iluminação adequada para a saúde</p><p>visual pode incluir a discussão sobre a diferença entre luz natural e artificial, bem como</p><p>estratégias para a prevenção da fadiga ocular.</p><p>• Uso Consciente de Dispositivos Eletrônicos: A conscientização sobre os impactos do uso</p><p>excessivo de dispositivos eletrônicos na visão, especialmente em ambientes com</p><p>iluminação inadequada, pode ser discutida.</p><p>Professor(a) para levar os estudantes a refletirem sobre o tema - Ambiente Sonoro -, sugerimos</p><p>algumas perguntas para conduzir a discussão.</p><p>1. Como o volume do som influencia nossa saúde auditiva, e quais são algumas práticas</p><p>conscientes que podemos adotar, principalmente ao usar fones de ouvido?</p><p>2. Em ambientes ruidosos, quais estratégias podem ser utilizadas para minimizar os impactos</p><p>negativos na audição? Como o uso de protetores auriculares pode ser benéfico nesses</p><p>casos?</p><p>3. Por que a iluminação adequada é essencial para a saúde visual? Além disso, como</p><p>podemos diferenciar entre luz natural e artificial, e quais estratégias podem ser adotadas</p><p>para prevenir a fadiga ocular?</p><p>Ao abordar a habilidade EF03CI03X, é imperativo que os estudantes não apenas compreendam</p><p>os hábitos essenciais para a manutenção da saúde auditiva e visual, mas também desenvolvam</p><p>a capacidade de aplicar esses conhecimentos em seu cotidiano. Ao discutir as condições do</p><p>ambiente em termos de som e luz, os estudantes estarão mais bem preparados para tomar</p><p>decisões conscientes que impactam positivamente sua saúde sensorial.</p><p>Adapte as perguntas conforme a dinâmica da turma e aprofunde os tópicos de acordo com o</p><p>interesse e compreensão dos estudantes.</p><p>Após a discussão sobre o tema, peça aos estudantes que, em duplas, façam um passeio pelos</p><p>arredores da escola identificando situações de risco para a saúde auditiva dos colegas, como uso</p><p>de fones em volume alto e por tempo prolongado, exposição a barulhos ininterruptos, entre</p><p>outros.</p><p>Ao retornarem do passeio;</p><p>Peça para cada dupla produzir um cartaz com informações de prevenção da saúde</p><p>auditiva e o exponha na escola para a conscientização de todos.</p><p>60</p><p>Para que os estudantes desenvolvam a atividade, retome às perguntas da roda de conversa, uma</p><p>vez que os questionamentos são importantes para que eles reflitam sobre suas hipóteses e as</p><p>justifiquem, contribuindo para a sistematização do conceito explorando a poluição sonora.</p><p>Espera-se que os grupos façam apontamentos sobre a interferência da poluição sonora na</p><p>realização das atividades cotidianas e os ambientes adequados em termos de som.</p><p>2º MOMENTO: PRODUÇÃO DO SOM</p><p>Organização da turma Grupos.</p><p>Recursos e providências</p><p>Caderno, chocalho (pode ser produzido com uma garrafa PET</p><p>pequena e uma porção de feijão), colher, molho de chaves,</p><p>lápis de cor e folha de papel sulfite.</p><p>Professor(a)</p><p>A Habilidade (EF03CI01X) oferece uma oportunidade empolgante para os estudantes</p><p>explorarem o fascinante mundo dos sons e compreenderem as relações entre vibrações e o</p><p>fenômeno sonoro. Ao integrar a prática experimental com o conhecimento teórico, podemos criar</p><p>uma experiência de aprendizado envolvente e significativa.</p><p>Seguem algumas sugestões.</p><p>Produção de Sons:</p><p>• Inicie a aula introduzindo o conceito de som como uma onda resultante de vibrações.</p><p>Demonstre como diferentes objetos podem vibrar e produzir sons distintos.</p><p>• Encoraje os estudantes a experimentarem por si mesmos, utilizando objetos como cordas</p><p>de diferentes materiais, copos com água, elásticos, entre outros, para gerar uma variedade</p><p>de sons.</p><p>Identificação de Sons:</p><p>• Após a exploração prática, promova atividades em que os estudantes possam identificar e</p><p>classificar os sons produzidos. Pode ser um jogo de adivinhação, onde cada estudante</p><p>produz um som e os colegas tentam identificar o objeto gerador.</p><p>• Integre elementos do cotidiano, como a sonoridade de instrumentos musicais ou sons</p><p>ambientais, para ampliar a compreensão dos diferentes tipos de sons.</p><p>Variáveis que Influenciam o Fenômeno:</p><p>• Conduza discussões sobre as variáveis que influenciam a produção e percepção de sons.</p><p>Isso pode incluir a intensidade, a frequência, o comprimento da onda, e o material do</p><p>objeto vibrante.</p><p>• Realize experimentos controlados, variando essas características para que os estudantes</p><p>possam observar como cada variável afeta o som resultante.</p><p>61</p><p>Atividade Prática: "Confecção de instrumentos de percussão"</p><p>Após a discussão sobre os conceitos, sugerimos que a turma seja dividida em grupos para a</p><p>confecção</p><p>de instrumentos de percussão, utilizando materiais como, pedra, grãos, caixa de</p><p>papelão, garrafas, dentre outros.</p><p>Esta atividade prática não apenas consolida o conhecimento adquirido, mas também promove a</p><p>criatividade, trabalho em equipe e a aplicação prática dos conceitos aprendidos.</p><p>Divisão em Grupos:</p><p>▪ Divida a turma em grupos, dando a cada grupo a responsabilidade de escolher e criar um</p><p>instrumento de percussão utilizando materiais como pedra, grãos, caixa de papelão,</p><p>garrafas, entre outros.</p><p>Planejamento:</p><p>▪ Incentive os grupos a planejarem seus instrumentos, discutindo como irão utilizar os</p><p>materiais disponíveis para gerar diferentes sons.</p><p>▪ Questione sobre a relação entre a escolha dos materiais e as propriedades de vibração</p><p>que eles possuem.</p><p>Construção:</p><p>▪ Permita que os grupos coloquem em prática suas ideias, construindo os instrumentos de</p><p>percussão.</p><p>▪ Durante esse processo, estimule a discussão sobre como estão aplicando os conceitos</p><p>aprendidos sobre vibração e som.</p><p>Apresentação e Discussão:</p><p>▪ Ao final da atividade, cada grupo terá a oportunidade de apresentar seus instrumentos</p><p>para a turma.</p><p>▪ Promova uma discussão sobre as escolhas feitas, os desafios enfrentados e as descobertas</p><p>relacionadas à produção de sons.</p><p>Integração com Outras Disciplinas:</p><p>▪ Explore a possibilidade de integrar a atividade com outras disciplinas, como artes ou</p><p>música, para uma abordagem interdisciplinar.</p><p>Atividade Prática: "Descobrindo os Sons do Cotidiano"</p><p>▪ DE ONDE VEM O SOM?</p><p>Conduza um experimento com a turma.</p><p>62</p><p>Os estudantes devem fechar os olhos e se movimentar pela sala falando palavras comuns,</p><p>como “bola” ou “coração”. Pergunte se, de olhos fechados, conseguem identificar qual foi a</p><p>palavra que o professor falou e em que lado da sala ele estava posicionado.</p><p>Continue o experimento sobre o som da seguinte forma: afaste as carteiras, posicione os</p><p>estudantes no fundo da sala, de costas, e fique no canto oposto; então, produza alguns sons,</p><p>como bater palmas, o de um chocalho (que pode ser preparado com feijões em uma garrafa</p><p>PET pequena), derrubar um molho de chaves, um lápis e uma colher no chão etc.</p><p>Os estudantes devem identificar qual é o som que ouviram e de que direção veio o som (direita</p><p>ou esquerda), o grau de proximidade entre o som e eles (próximo ou afastado), bem como</p><p>que tentem identificar de qual objeto se trata.</p><p>Solicite que copiem o quadro abaixo e o preencham com os resultados em seus cadernos:</p><p>Tipo de som Perto ou longe Direita ou esquerda Fácil ou difícil de entender</p><p>Professor(a)</p><p>Conduza uma discussão sobre a experiência. Pergunte aos estudantes sobre os desafios,</p><p>descobertas e como a atividade contribuiu para sua compreensão dos diferentes tipos de sons.</p><p>Utilize o resultado para explicar que o som não pode ser visto, mas ainda assim, podemos</p><p>identificar a posição de onde ele veio e reconhecer o quê ou quem o emitiu.</p><p>Esta atividade prática não apenas desenvolve a habilidade de identificação de sons, mas também</p><p>promove a comunicação, a cooperação e a apreciação da diversidade sonora ao redor deles.</p><p>Adapte conforme necessário para atender às características da turma.</p><p>3º MOMENTO: SAÚDE VISUAL</p><p>Organização da turma Os estudantes podem ser divididos em duplas.</p><p>Recursos e providências</p><p>Folha sulfite para cada estudante, canetas para colorir, lápis</p><p>grafite, borracha, lápis de cor e régua.</p><p>Professor(a), para trabalhar o tema sobre saúde visual, sugerimos uma abordagem pedagógica</p><p>que poderá enriquecer o aprendizado dos estudantes, focada na saúde e bem-estar. A proposta</p><p>visa desenvolver a habilidade de discutir hábitos necessários para a manutenção da saúde,</p><p>63</p><p>considerando as condições do ambiente em termos de luz, com ênfase na importância do uso de</p><p>óculos de sol.</p><p>A visão é um dos sentidos mais cruciais para o desenvolvimento e aprendizado das crianças.</p><p>Conscientizar os estudantes desde cedo sobre a importância dos cuidados com os olhos pode</p><p>contribuir significativamente para sua saúde ocular a longo prazo. Além disso, a relação entre a</p><p>exposição à luz solar e a necessidade de proteção ocular é um tema relevante e atual.</p><p>Nesta etapa, será trabalhada a importância do uso de óculos de sol para a proteção contra os</p><p>raios ultravioletas. A sugestão é iniciar focando em alguns pontos;</p><p>Conceitos Básicos sobre Luz:</p><p>▪ Explique de maneira acessível como a luz funciona, destacando a luz natural do sol e sua</p><p>importância para a saúde.</p><p>▪ Introduza o conceito de raios ultravioleta (UV) e como eles podem afetar os olhos.</p><p>Hábitos para a Saúde Ocular:</p><p>▪ Discuta hábitos diários que promovem a saúde dos olhos, como manter uma distância</p><p>adequada ao ler, não passar muito tempo em frente a telas, etc.</p><p>▪ Enfatize a importância de piscar regularmente para manter os olhos hidratados.</p><p>Proteção contra a Luz Solar:</p><p>▪ Aborde os perigos da exposição excessiva aos raios UV e como isso pode prejudicar os</p><p>olhos.</p><p>▪ Introduza a importância do uso de óculos de sol como uma medida preventiva.</p><p>ATIVIDADE PRÁTICA:</p><p>Professor(a), após a apresentação e discussão dos conceitos, se possível, leve os estudantes ao</p><p>laboratório de informática e divida-os em duplas.</p><p>Oriente-os a pesquisarem sobre:</p><p>▪ a necessidade de utilizar óculos de sol.</p><p>▪ por que esses acessórios devem ser de boa qualidade?</p><p>▪ peça-lhes que anotem suas conclusões no caderno.</p><p>▪ Disponibilize uma folha sulfite para cada estudante, bem como canetas para colorir, lápis</p><p>grafite, borracha, lápis de cor e régua. Oriente-os a montar uma história em quadrinhosque</p><p>aborda a importância do uso de óculos de sol e a saúde visual.</p><p>▪ Incentive os estudantes a apresentarem o que aprenderam sobre a saúde ocular,</p><p>destacando a importância dos óculos de sol, em pequenas apresentações para a turma.</p><p>Após a finalização dos trabalhos, realize uma exposição das histórias em quadrinhos na escola.</p><p>Professor(a) adapte a atividade, conforme necessário para atender às características da turma.</p><p>64</p><p>4º MOMENTO: A LUZ E OS CORPOS</p><p>Organização da turma Grupos.</p><p>Recursos e providências</p><p>Lanternas e objetos diversos: translúcidos, opacos e</p><p>transparentes.</p><p>Professor(a)</p><p>No terceiro ano do ensino fundamental, os estudantes são introduzidos a conceitos fundamentais</p><p>da ciência, proporcionando uma base sólida para o desenvolvimento de habilidades científicas.</p><p>Um dos tópicos cruciais nessa fase é a exploração da luz e sua interação com diferentes tipos de</p><p>objetos. A habilidade específica a ser desenvolvida é a capacidade de experimentar e relatar o</p><p>que ocorre com a passagem da luz através de objetos transparentes, no contato com superfícies</p><p>polidas e na interseção com objetos opacos.</p><p>Exploração de Objetos Transparentes:</p><p>Experimentação: Os estudantes podem começar experimentando com objetos transparentes,</p><p>como copos de vidro, lâminas de plástico transparente e garrafas de água. Eles devem observar</p><p>como a luz atravessa esses objetos e como a intensidade e a direção da luz podem mudar</p><p>dependendo do ângulo de incidência.</p><p>Relato: Os estudantes devem praticar a habilidade de relatar suas observações de maneira clara</p><p>e organizada. Perguntas guias podem incluir: "O que acontece com a luz quando ela passa através</p><p>desses objetos?" e "Como a transparência do objeto afeta a passagem da luz?".</p><p>Contato com Superfícies Polidas:</p><p>Experimentação: A próxima etapa envolve o contato da luz com superfícies polidas, como</p><p>espelhos ou materiais reflexivos. Os estudantes podem experimentar direcionando a luz de uma</p><p>lanterna para diferentes superfícies e observando como a luz é refletida.</p><p>Relato: Os estudantes devem ser incentivados a descrever como a luz se comporta ao entrar</p><p>em contato com superfícies polidas. Perguntas relevantes incluem: "Como a luz é refletida em</p><p>superfícies polidas?" e "Há alguma diferença</p><p>................................................ pág 259</p><p>GEOGRAFIA – 5º ANO ...........................................................................................................pág 281</p><p>Planejamento 1: Rumo ao desconhecido: deslocamentos populacionais .......................... pág 281</p><p>Planejamento 2: Contrastes sociais no Brasil .................................................................. pág 287</p><p>Planejamento 3: Entre Selva de Pedra e Verdejantes Paisagens: a relação</p><p>cidade e campo ............................................................................................................. pág 293</p><p>HISTÓRIA– 5º ANO .................................................................................................................... pág 300</p><p>Planejamento 1: Fixação dos grupos humanos e a criação da agricultura ....................... pág 300</p><p>ENSINO RELIGIOSO – 5º ANO ......................................................................................................... pág 316</p><p>Planejamento 1 Importância dos Idosos para comunidade .......................................... pág 316</p><p>5</p><p>Prezado(a) Professor(a),</p><p>No intuito de contribuir com o seu trabalho em sala de aula, preparamos este caderno com</p><p>muito carinho. Por meio dele, você terá a oportunidade de ampliar o trabalho já previsto</p><p>em seu planejamento. O presente caderno foi construído tendo por base os Planos de Curso</p><p>2024, que foram elaborados a partir das competências e habilidades estabelecidas na BNCC</p><p>e no CRMG a serem desenvolvidas e trabalhadas por todas as unidades escolares da rede</p><p>pública de Minas Gerais. Aborda os diversos componentes curriculares e para facilitar a</p><p>leitura e manuseio foi organizado de forma linear. Contudo ao implementá-lo em sala de</p><p>aula, você poderá recorrer aos planejamentos de forma não sequencial, atendendo às</p><p>necessidades pedagógicas dos estudantes. É preciso atentar-se, apenas, para os</p><p>conhecimentos que são pré-requisitos, ou seja, aqueles que foram trabalhados nos</p><p>planejamentos anteriores e que precisam ser retomados com os estudantes para a</p><p>construção do novo conhecimento em questão.</p><p>Como o principal objetivo deste material é o trabalho com o desenvolvimento de</p><p>habilidades, este caderno vem com o propósito de dialogar com sua prática e com o seu</p><p>planejamento dentro das habilidades básicas - aquelas que devemos assegurar que todos</p><p>os nossos estudantes aprendam.</p><p>Destacamos ainda, que o livro didático continua sendo um instrumento eficiente e</p><p>necessário, principalmente por não anular o papel do professor de mediador insubstituível</p><p>dentro dos processos de ensino e de aprendizagem. Coracini (1999) nos diz que “o livro</p><p>didático já se encontra internalizado no professor (...) o professor continua no controle do</p><p>conteúdo e da forma (...)”, reafirmando que, o que torna o livro didático e o que torna os</p><p>Cadernos MAPA eficientes, é justamente a maneira como o professor utiliza-os junto aos</p><p>estudantes.</p><p>Desejamos a você, professor(a), um bom trabalho!</p><p>Equipe da Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores</p><p>3</p><p>ANO LETIVO</p><p>2024</p><p>REFERÊNCIA</p><p>Ensino Fundamental</p><p>MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO PARA APRENDIZAGENS - MAPA</p><p>PRÁTICAS DE LINGUAGENS:</p><p>Oralidade. Leitura/escuta (compartilhada e autônoma).</p><p>Análise linguística/semiótica (ortografização).</p><p>Produção de textos (escrita compartilhada e autônoma).</p><p>OBJETO(S) DE</p><p>CONHECIMENTO:</p><p>HABILIDADE(S):</p><p>Escuta atenta.</p><p>Reconstrução das</p><p>con-dições de</p><p>produção e recepção</p><p>de textos.</p><p>Compreensão.</p><p>Construção do</p><p>sistema alfabético e</p><p>da ortografia.</p><p>Planejamento de</p><p>texto.</p><p>(EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores e colegas,</p><p>formulando perguntas pertinentes ao tema e solicitando</p><p>esclarecimentos sempre que necessário.</p><p>(EF15LP01X) Identificar a função social de textos que circulam em</p><p>campos da vida social dos quais participa cotidianamente (a casa, a</p><p>rua, a comunidade, a escola) e nas mídias impressa, de massa e</p><p>digital, reconhecendo para que foram produzidos, onde circulam,</p><p>quem os produziu e a quem se destinam e a sua importância no</p><p>meio/vida social.</p><p>(EF35LP03) Identificar a ideia central do texto, demonstrando</p><p>compreensão global.</p><p>(EF03LP02) Ler e escrever corretamente palavras com sílabas CV, V,</p><p>CVC, CCV, VC, VV, CVV, identificando que existem vogais em todas as</p><p>sílabas.</p><p>(EF15LP05B) Pesquisar em meios impressos ou digitais, sempre que</p><p>for preciso, informações necessárias à produção do texto, organizando</p><p>em tópicos os dados e as fontes pesquisadas.</p><p>PLANEJAMENTO 3º ANO</p><p>TEMA DE ESTUDO: Minha escola, meu lugar.</p><p>A) APRESENTAÇÃO:</p><p>Prezado(a) professor(a), retomando mais um ano letivo, recomendamos a inserção das turmas</p><p>do 3º ano no desenvolvimento das habilidades deste planejamento. Para isso, sugerimos tomar</p><p>como referência as condições reais de organização do ano letivo, que, geralmente, são</p><p>recorrentes nas primeiras semanas do início das aulas. A escola costuma retomar, rever e dispor,</p><p>para a comunidade escolar, os parâmetros legais que contribuem para manter a ordem, a</p><p>disciplina e a paz para o bom desempenho dos expedientes de convivência e, consequentemente,</p><p>para o êxito nos processos de ensino e de aprendizagem. Para que possam ser contempladas as</p><p>habilidades</p><p>COMPONENTE CURRICULAR</p><p>ANO DE ESCOLARIDADE</p><p>Ciclo Complementar</p><p>ÁREA DE CONHECIMENTO</p><p>Linguagens</p><p>4</p><p>propostas, iniciaremos tratando com o gênero textual que circula na comunidade escolar, dada a</p><p>sua função específica: as normas e regras para o funcionamento da escola.</p><p>O trabalho com esse gênero é muito relevante como suporte para a progressão nos estudos. E,</p><p>ao contrário do que muitos supõem, as regras podem e devem ser ensinadas. A escuta atenta</p><p>poderá ser desenvolvida em situações comunicativas que envolvam normas. Também é possível</p><p>articular as habilidades desse planejamento à organização de atividades para o ensino de textos</p><p>orais que envolvam procedimentos e comportamentos próprios desse tipo de situação</p><p>comunicativa, como tomar notas e escutar atentamente. As habilidades podem orientar um</p><p>conjunto de ações que envolvam o estudo e a análise: a) da situação comunicativa; b) do gênero</p><p>envolvido e suas marcas linguísticas; c) da audiência na escuta. A progressão no desenvolvimento</p><p>destas habilidades pode pautar-se pelo grau de complexidade do gênero em foco.</p><p>Salientamos que o processo de aprendizagem do componente da Língua Portuguesa se faz</p><p>através da compreensão do funcionamento da língua, a partir do reconhecimento dos gêneros</p><p>textuais, que são formas concretas das práticas sociocomunicativas nas relações humanas. Dessa</p><p>maneira, nós, professores, temos, como proposta e ponto de partida, um gênero textual que nos</p><p>ajudará a exercer nossa prática pedagógica, visando êxito no trabalho. Neste planejamento</p><p>trabalharemos textos com regras, para fins diretos ou indiretos na promoção da boa convivência</p><p>na rotina da escola.</p><p>B) DESENVOLVIMENTO:</p><p>1º MOMENTO</p><p>Organização da turma À escolha do professor.</p><p>Recursos e providências Texto impresso.</p><p>Professor(a), inicie a aula com uma conversa direcionada para as metas da relação positiva na</p><p>escola. Nesta conversa, estimule a interação dos estudantes provocando-os por meio de</p><p>perguntas: como vocês desejam que seja o ano de 2024? O que cada estudante pode ajudar</p><p>para termos um bom ano na escola? Em torno dessas questões, promova uma interação que</p><p>favoreça a apropriação da habilidade de escuta, certo de que a sua fala e a dos estudantes</p><p>possibilitem à formulação de perguntas que sejam pertinentes ao tema, como exemplo:</p><p>• Quais são as metas para a relação positiva na escola no ano letivo que se inicia?</p><p>Informe que a escola possui documentos com normas e regras para que todos que pertencem a</p><p>ela cumpram</p><p>na reflexão da luz em superfícies diferentes?".</p><p>Intersecção com Objetos Opacos:</p><p>Experimentação: Ao explorar a interseção da luz com objetos opacos, os estudantes podem</p><p>realizar experimentos usando cartolinas, folhas de papelão e outros materiais opacos. Eles devem</p><p>observar como a luz é bloqueada ou alterada ao encontrar esses objetos.</p><p>Relato: O relato deve enfatizar como a presença de objetos opacos afeta a passagem da luz.</p><p>Perguntas pertinentes podem incluir: "O que acontece com a luz quando ela atinge um objeto</p><p>opaco?" e "Como a sombra é formada quando a luz encontra um objeto opaco?".</p><p>Professor(a), explique para os estudantes que os corpos podem ser classificados em</p><p>transparentes, opacos e translúcidos, de acordo com a quantidade de luz que passa através deles.</p><p>65</p><p>Apresente a imagem abaixo, ou utilize material concreto em sala de aula para demonstrar a</p><p>passagem de luz e a classificação dos corpos.</p><p>Imagem 1 - Corpos</p><p>Fonte: (Encrypted, [s.d])</p><p>Utilize sempre a indagação para estimular os estudantes a relatarem sobre o tema discutido.</p><p>• Será que todos os objetos permitem a passagem da luz com facilidade?</p><p>• Como os corpos se comportam em relação à passagem da luz?</p><p>• Você sabe o que são corpos translúcidos, opacos e transparentes?</p><p>Diga aos estudantes que os corpos transparentes permitem a passagem da luz sem espalhá-</p><p>la. Por isso é possível observar com nitidez os objetos que estão atrás deles. Já os corpos opacos</p><p>não permitem a passagem da luz. Dessa forma, não é possível ver os objetos através deles. Como</p><p>a luz se movimenta em linha reta, ela não se desvia desses corpos nem ilumina o que está atrás</p><p>deles. Na área não iluminada, projeta-se uma sombra. Os corpos translúcidos deixam passar</p><p>parte da luz que recebem, mas ao atravessá-la ela se espalha. Por isso, os objetos que estão</p><p>atrás deles são vistos com pouca nitidez.</p><p>Atividade: Luz e Objetos transparentes, opacos e translúcidos!</p><p>Para essa atividade, as crianças devem ser organizadas em grupos.</p><p>Traga para a sala de aula, lanternas e objetos diversos para verificar o que acontece quando a</p><p>luz incide em diferentes corpos.</p><p>Verifique o que acontece quando iluminam diferentes corpos.</p><p>• O que vocês acham que acontece quando iluminamos o papel transparente?</p><p>• E se iluminarmos um papel opaco?</p><p>• E se iluminarmos um corpo translúcido?</p><p>Divida a turma em grupos e garanta que cada grupo receba uma lanterna e os três tipos de</p><p>papéis: transparente, opaco e translúcido. Peça para que se organizem, de modo que alguns</p><p>66</p><p>segurem os papéis e outros a lanterna. O estudante que estiver com os papéis deverá ficar</p><p>a uma distância de três passos do estudante que está com a lanterna. Peça para que os</p><p>colegas apontem a lanterna para os papéis e verifiquem como a luz atua frente ao obstáculo,</p><p>verifique como ela se comporta quando trocam os materiais.</p><p>• A luz atravessou os três materiais?</p><p>• Qual deles atravessa com mais facilidade?</p><p>• O que acontece com a luz que não atravessa os objetos opacos ou translúcidos?</p><p>Anote no seu caderno o que aconteceu nas situações vivenciadas e converse com seu colega</p><p>sobre o resultado esperado e o obtido.</p><p>Preencha o quadro abaixo:</p><p>Corpos opacos Corpos transparentes Corpos translúcidos</p><p>Professor(a) após as atividades, promova uma discussão em sala de aula para que os estudantes</p><p>possam compartilhar suas observações. Ressalte sobre o que ocorre com a passagem da luz</p><p>através de objetos transparentes como: copos, janelas de vidro, lentes, prismas, água e outros</p><p>objetos de uso cotidiano. Aponte pra eles que o caderno é um objeto opaco (não permite a</p><p>passagem de luz), o papel vegetal um objeto translúcido (permite a passagem parcial de luz).</p><p>Mostre para os estudantes que eles poderão identificar alguns objetos translúcidos no dia a</p><p>dia, como por exemplo, aquele copo plástico fosco que é usado para beber água. Nos corpos</p><p>translúcidos a luz passa, mas não é possível ver com nitidez. Podem, também, observar os objetos</p><p>transparentes, cuja passagem da luz atravessa com facilidade os corpos, como por exemplo:</p><p>copo de vidro, lente de óculos, vidro de janela. Já os corpos opacos, aqueles que a luz não</p><p>consegue atravessar ao incidir a luz, temos como exemplo, o lápis e carteiras, dentre outros.</p><p>Estimule-os a fazerem relatos escritos ou desenhos que representem as experiências vivenciadas.</p><p>Reforce a importância da luz em nossa compreensão do mundo e como ela interage com</p><p>diferentes tipos de materiais. Essa abordagem prática certamente envolverá os estudantes e os</p><p>incentivará a explorar o fascinante mundo da luz e sua interação com os corpos.</p><p>67</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>A LUZ: Características. Ensinar Hoje. [s.l.:s.d]. Disponível em: https://ensinarhoje.com/a-luz-</p><p>caracteristicas/. Acesso em: 29 out. 2023.</p><p>CORPOS. In: encrypted. [s.l.: s.n.], [s.d]. Disponível em: https://encrypted-</p><p>tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcTLXfSTkqxzb5hVpXv1wSFmuaeThIMHs6YAHg&usqp=C</p><p>AU. Acesso em: 29 out. 2023.</p><p>MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação. Currículo Referência de Minas Gerais:</p><p>educação infantil e ensino fundamental. Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de</p><p>Educadores de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2022. Disponível em:</p><p>https://drive.google.com/file/d/1MWIv4JKcei5_OMhpMFF10ENdhgpsH0FW/view. Acesso</p><p>em: 29 out. 2023.</p><p>MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação. Plano de Curso: ensino fundamental -</p><p>anos iniciais. Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores de Minas</p><p>Gerais, Belo Horizonte, 2023. Disponível em:</p><p>https://curriculoreferencia.educacao.mg.gov.br/index.php/plano-de-cursos-crmg. Acesso</p><p>em: 29 out. 2023.</p><p>PLANO de aula com habilidade EF03CI02 - Ciências 3ºano. Semear Educação. [s,l.:s.d].</p><p>Disponível em: https://www.semearedu.com.br/2020/11/plano-de-aula-com-habilidade-</p><p>ef03ci02.html. Acesso em: 29 out. 2023.</p><p>https://ensinarhoje.com/a-luz-caracteristicas/</p><p>https://ensinarhoje.com/a-luz-caracteristicas/</p><p>https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcTLXfSTkqxzb5hVpXv1wSFmuaeThIMHs6YAHg&usqp=CAU</p><p>https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcTLXfSTkqxzb5hVpXv1wSFmuaeThIMHs6YAHg&usqp=CAU</p><p>https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcTLXfSTkqxzb5hVpXv1wSFmuaeThIMHs6YAHg&usqp=CAU</p><p>https://curriculoreferencia.educacao.mg.gov.br/index.php/plano-de-cursos-crmg</p><p>https://www.semearedu.com.br/2020/11/plano-de-aula-com-habilidade-ef03ci02.html</p><p>https://www.semearedu.com.br/2020/11/plano-de-aula-com-habilidade-ef03ci02.html</p><p>68</p><p>ANO LETIVO</p><p>2024</p><p>REFERÊNCIA</p><p>Ensino Fundamental</p><p>MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO PARA APRENDIZAGENS - MAPA</p><p>PLANEJAMENTO 3º ANO</p><p>TEMA DE ESTUDO: Desvendando os modos de vida do campo e da cidade</p><p>A) APRESENTAÇÃO:</p><p>Olá, professor(a),</p><p>Seja muito bem-vindo(a) ao Caderno Mapa do componente curricular de Geografia destinado aos</p><p>estudantes do 3º ano do ensino fundamental de anos iniciais. No primeiro bimestre é o momento</p><p>de acolher as crianças que estão retornando de férias valorizando os saberes construídos no ano</p><p>anterior e nas experiências de vida. Ao trabalharmos com as habilidades previstas no Plano de</p><p>Curso para a Geografia, teremos a oportunidade de nos aproximarmos deles(as) a partir do</p><p>estudo de diferentes grupos sociais reconhecendo a importância de cada um deles para a</p><p>formação da identidade sociocultural do espaço de vivência dos estudantes, bem como do Brasil.</p><p>Neste planejamento trabalharemos as habilidades: (EF03GE01) Identificar e comparar aspectos</p><p>culturais dos grupos sociais de seus lugares de vivência, seja na cidade, seja no campo; e</p><p>(EF03GE02) Identificar e valorizar em seus lugares de vivência, marcas de contribuição cultural</p><p>UNIDADE TEMÁTICA:</p><p>O sujeito e seu lugar no mundo.</p><p>OBJETO(S) DE</p><p>CONHECIMENTO:</p><p>HABILIDADE(S):</p><p>A cidade e o campo: aproximações</p><p>e diferenças.</p><p>Grupos sociais (indígenas,</p><p>quilom-</p><p>bolas, ribeirinhos, extrativistas, ci-</p><p>ganos, entre outros): aspectos cul-</p><p>turais e hábitos de vida relaciona-</p><p>dos ao espaço de vivência (campo,</p><p>cidade, floresta, rios, assentamen-</p><p>tos, etc.).</p><p>Grupos étnicos do município e</p><p>estado.</p><p>Os traços culturais dos grupos</p><p>étnicos no espaço de vivência dos</p><p>estudantes e da comunidade.</p><p>(EF03GE01) Identificar e comparar aspectos culturais dos</p><p>grupos sociais de seus lugares de vivência, seja na cidade,</p><p>seja no campo.</p><p>(EF03GE02) Identificar e valorizar em seus lugares de</p><p>vivência, marcas de contribuição cultural e econômica de</p><p>grupos de diferentes origens.</p><p>COMPONENTE CURRICULAR</p><p>ANO DE ESCOLARIDADE</p><p>Ciclo Complementar</p><p>ÁREA DE CONHECIMENTO</p><p>Ciências Humanas</p><p>69</p><p>e econômica de grupos de diferentes origens. Por meio delas, os estudantes poderão reconhecer</p><p>suas origens e familiares e da comunidade da qual fazem parte identificando e valorizando seus</p><p>hábitos e tradições.</p><p>Nesta perspectiva, vamos então identificar, comparar e valorizar as contribuições culturais e</p><p>econômicas dos grupos sociais distintos que compõem o espaço onde vivemos (bairro e</p><p>município), bem como o nosso país.</p><p>Professor(a), lembre-se que o planejamento apresentado a seguir trata-se de uma sugestão que</p><p>pode e deve ser adaptada por você a partir da observação da realidade de sua turma e de seus</p><p>estudantes.</p><p>B) DESENVOLVIMENTO:</p><p>1º MOMENTO</p><p>Organização da turma À escolha do professor.</p><p>Recursos e providências Quadro; pincel; folhas com as atividades, lápis e borracha.</p><p>Professor(a), inicie o momento projetando ou escrevendo no quadro o tema da aula</p><p>“Desvendando os modos de vida do campo e da cidade”, e solicite que os estudantes realizem</p><p>uma leitura individual e silenciosa e, em seguida, de forma oral por todos simultaneamente.</p><p>Após a leitura oral, questione os estudantes sobre o que será tratado, permitindo que eles</p><p>levantem hipóteses do que será estudado. Chame a atenção deles para os termos: modos de</p><p>vida, campo e cidade. Provavelmente alguns deles conseguiram apresentar hipóteses que vão ao</p><p>encontro do que se espera, pois a habilidade trabalhada aqui retoma conceitos desenvolvidos no</p><p>2º ano do Ensino Fundamental de Anos Finais. Registre as contribuições de forma sistematizada</p><p>no quadro.</p><p>Na sequência apresente para a turma as imagens a seguir e solicite que a observem. Para</p><p>direcionar a observação faça os seguintes questionamentos: O que cada imagem mostra? Você</p><p>já viu imagens como essas? É algo comum onde mora? É possível identificar o que está</p><p>acontecendo? Quais elementos existem em cada imagem? Quais das imagens mais se assemelha</p><p>ao local onde você vive?</p><p>Permita que os estudantes se expressem livremente. Não há certo ou errado, apenas percepções.</p><p>Esses questionamentos ajudam a resgatar conhecimentos prévios e aguçar a curiosidade deles</p><p>com relação ao tema.</p><p>Para você saber mais (aqui compartilhamos uma definição de paisagem para que você possa</p><p>aprofundar sobre esse importante conceito da Geografia)</p><p>70</p><p>Segundo Milton Santos, existe uma diferença entre o conceito de espaço e paisagem. De um</p><p>modo geral, para ele ‘A paisagem é o conjunto de formas que, num dado momento, exprimem</p><p>as heranças que representam as sucessivas relações localizadas entre homem e natureza. O</p><p>espaço são essas formas mais a vida que as anima. (...) A rigor, a paisagem é apenas a porção</p><p>da configuração territorial que é possível abarcar com a visão. (...) E No espaço, as formas de</p><p>que se compõe a paisagem preenchem, no momento atual, uma função atual, como resposta</p><p>às necessidades atuais da sociedade. Tais formas nasceram sob diferentes necessidades,</p><p>emanaram de sociedades sucessivas, mas só as formas mais recentes correspondem a</p><p>determinações da sociedade atual.” Pág. 66 e 67.</p><p> ATIVIDADE 1 ( ícone clicável)</p><p>2º MOMENTO</p><p>Organização da turma Estudantes organizados em pequenos grupos.</p><p>Recursos e providências Quadro, pincel, projetor de imagem e atividade impressa.</p><p>Professor(a), neste momento retome com a turma as paisagens analisadas anteriormente e</p><p>chame a atenção deles sobre o papel que nos homens e mulheres temos na transformação das</p><p>paisagens, e por isso, as paisagens que são construídas e transformadas pelos seres humanos</p><p>são chamadas de paisagens culturais.</p><p>Neste momento vamos então identificar como a cultura de diferentes povos molda as paisagens.</p><p>Dessa forma, vamos considerar a cultura como uma manifestação que acontece a partir da</p><p>relação dos diferentes grupos sociais com a natureza. Ela não é concreta e pode ser percebida e</p><p>apreendida a partir de costumes, sistemas, leis, religião, em suas artes, crenças, mitos, valores</p><p>morais e em tudo aquilo que compromete o sentir, o pensar e o agir das pessoas. A transformação</p><p>do espaço também gera cultura. Classificamos como imaterial/intangível a produção invisível</p><p>como um ritual, uma história oral, uma dança… A cultura material/tangível faz parte os objetos</p><p>feitos ou transformados pelo homem como utensílios, ferramentas, adornos, meios de transporte,</p><p>moradias, armas, tecidos, etc.</p><p>Professor(a), faça a projeção da imagem para a turma, é recomendado entregar o material</p><p>impresso, caso seja possível. Deixe que por instantes os estudantes observem bem e colabore</p><p>para contextualizar o tema perguntando a eles: O que veem na imagem? Por que as pessoas</p><p>fotografadas possuem muitos adornos no corpo? De que são feitos esses adornos? Qual seria a</p><p>origem dessas pessoas? Já viram pessoas parecidas aqui na nossa comunidade? Permita que eles</p><p>contribuam e faça registros das contribuições no quadro.</p><p> ATIVIDADE 2 ( ícone clicável)</p><p>Ao final da atividade, reforce com a turma a ideia construída anteriormente de que nossos</p><p>hábitos e formas de viver são diretamente influenciados pelo local e pela cultura de que</p><p>fazemos parte. Explique que hábitos, costumes e palavras, entre outros aspectos, divergem</p><p>71</p><p>em virtude da história de cada local, dos povos que viveram naquele local antes dos habitantes</p><p>atuais e das trocas culturais que fizeram com outros povos.</p><p>3º MOMENTO</p><p>Organização da turma À escolha do professor.</p><p>Recursos e providências Texto impresso.</p><p>Professor(a), neste momento vamos trabalhar com a turma a importância de reconhecermos e</p><p>valorizarmos a diversidade cultural. Explique que hoje, vocês conversarão sobre a diversidade</p><p>cultural dos grupos sociais existentes. Estimule os estudantes com questões como:</p><p>● Vocês sabem o que é diversidade? O que você sabe sobre isso?</p><p>● Aqui na escola, nós somos todos iguais? Por que? (Nessa questão, você deve buscar</p><p>abordar diferenças que envolvam o modo de vida dos estudantes, de modo que fique claro</p><p>que o que eles e suas famílias fazem no cotidiano, é o que promove a diversidade social e</p><p>as contribuições culturais para a população em geral. Desse modo, evita-se que a</p><p>discussão não tenda às características físicas de cada um).</p><p>Apresente para a turma o trecho a seguir. Faça a leitura de forma coletiva. A partir dele, dialogue</p><p>com os estudantes sobre as diferenças que existem dentro da própria sala de aula, e como cada</p><p>pessoa possui elementos específicos que as diferenciam umas das outras. Tais elementos não</p><p>devem se ater às características pessoais físicas, mas sim de hábitos, costumes e tradições.</p><p>Em seguida, proponha aos estudantes a questão norteadora: Nossas roupas, hábitos, costumes</p><p>e estilos de vida são iguais? Por quê?</p><p>A partir das respostas deles, incentive-os a perceber que, na sala de aula, cada estudante possui</p><p>características diferentes, mas que isso não os torna desiguais enquanto seres humanos.</p><p>Esclareça para eles que essas diferenças se expressam, sobretudo, a partir da nossa identificação</p><p>com o nosso local de vivência, nossas experiências de vida e a relação que construímos com os</p><p>grupos sociais que nos rodeiam, como a família, os colegas de brincadeiras na rua, assim</p><p>como</p><p>com as tradições culturais que herdamos dos nossos antepassados.,</p><p> ATIVIDADE 3 ( ícone clicável)</p><p>72</p><p>ANEXO</p><p>ATIVIDADE 1</p><p>Você já sabe que percebemos as paisagens por meio de nossos sentidos (visão, olfato, tato,</p><p>audição e paladar).</p><p>As paisagens são formadas por diferentes elementos que podem ser naturais ou culturais.</p><p>As fotografias a seguir mostram paisagens de dois municípios de minas gerais.</p><p>Vamos observar e analisá-las?</p><p>Belo Horizonte - Parte do Conjunto Arquitetônico da Pampulha</p><p>F</p><p>o</p><p>n</p><p>te</p><p>:</p><p>(C</p><p>a</p><p>n</p><p>v</p><p>a</p><p>.c</p><p>o</p><p>m</p><p>)</p><p>73</p><p>Fazenda no Município de Unaí - Minas Gerais</p><p>A) QUAIS ELEMENTOS COMPÕEM CADA PAISAGEM?</p><p>B) QUAL DAS PAISAGENS MAIS SE ASSEMELHA AO LOCAL ONDE VOCÊ VIVE? POR QUE?</p><p>C) A PARTIR DA OBSERVAÇÃO DA IMAGEM 1 COMO VOCÊ A CLASSIFICA:</p><p>( ) CAMPO OU ESPAÇO RURAL. ( ) CIDADE OU ESPAÇO URBANO.</p><p>D) A PARTIR DA OBSERVAÇÃO DA IMAGEM 1 COMO VOCÊ A CLASSIFICA:</p><p>( ) CAMPO OU ESPAÇO RURAL. ( ) CIDADE OU ESPAÇO URBANO.</p><p>F</p><p>o</p><p>n</p><p>te</p><p>:</p><p>(C</p><p>a</p><p>n</p><p>v</p><p>a</p><p>.c</p><p>o</p><p>m</p><p>)</p><p>74</p><p>ATIVIDADE 2</p><p>OBSERVE AS IMAGENS E PRESTE ATENÇÃO NAS PESSOAS E EM SUAS VESTIMENTAS.</p><p>EM GRUPO, RESPONDA AS PERGUNTAS A SEGUIR:</p><p>A) COMO AS PESSOAS ESTÃO VESTIDAS?</p><p>B) QUAL A ORIGEM DESSAS PESSOAS?</p><p>C) NA NOSSA COMUNIDADE EXISTEM PESSOAS PARECIDAS COM ELAS?</p><p>Etnia Maxakali, foto de Rosângela de Tugny; Etnia Kuikuro, foto Coletivo Kuikuro e Etnia Karajá, foto de Chang</p><p>Ehan(2010)</p><p>F</p><p>o</p><p>n</p><p>te</p><p>:</p><p>B</p><p>R</p><p>A</p><p>S</p><p>IL</p><p>,</p><p>[2</p><p>0</p><p>2</p><p>4</p><p>])</p><p>75</p><p>ATIVIDADE 3</p><p>AS PESSOAS POSSUEM ESTILOS DE VIDA DIFERENTES, DE ACORDO COM A ÁREA QUE</p><p>HABITAM, SEUS COSTUMES, TRADIÇÕES E DIVERSIDADE CULTURAL. POR ISSO, NOSSAS</p><p>DIFERENÇAS ESTÃO RELACIONADAS COM OS LUGARES QUE TEMOS RELAÇÕES DE</p><p>IDENTIDADE A AFETIVIDADE.</p><p>Para refletir e discutir… Olhe ao seu redor, reflita e responda:</p><p>Nossas roupas, hábitos, costumes e estilos de vida são iguais? Por que?</p><p>No espaço a seguir, produza um desenho que retrate quais hábitos do seu dia a dia, são</p><p>heranças culturais dos seus familiares, tais como avós, bisavós, tios. Esses hábitos e</p><p>costumes podem estar relacionados ao modo como você se veste, como e o quê se alimenta,</p><p>quais músicas ouve, entre outros. Fique à vontade para produzir pequenas histórias dentro</p><p>do seu desenho.</p><p>76</p><p>PLANEJAMENTO 3º ANO</p><p>TEMA DE ESTUDO: Saberes e fazeres das comunidades tradicionais.</p><p>A) APRESENTAÇÃO:</p><p>Professor(a), neste planejamento vamos desenvolver com os estudantes a</p><p>habilidade:(EF03GE03X) Reconhecer e valorizar os diferentes modos de vida de povos e</p><p>comunidades tradicionais em distintos lugares, tomando como referência as comunidades</p><p>mineiras, tais como os indígenas, quilombolas, populações campesinas, geraizeiros, ribeirinhos,</p><p>entre outros; que integra a Unidade Temática - O Sujeito e seu lugar no mundo. A partir do</p><p>desenvolvimento da habilidade espera-se que os estudantes sejam capazes de reconhecer e</p><p>valorizar essas comunidades por meio da sua identificação, bem como da caracterização de seus</p><p>hábitos e costumes.</p><p>O reconhecimento das comunidades tradicionais no Brasil, incluindo indígenas, quilombolas,</p><p>populações campesinas, geraizeiros, ribeirinhos, entre outros, desempenha papel significativo na</p><p>sociedade brasileira, pois contribuem de várias maneiras para a diversidade cultural, a</p><p>preservação ambiental e o desenvolvimento sustentável.</p><p>Professor(a), lembre-se que o planejamento apresentado a seguir trata-se de uma sugestão que</p><p>pode e deve ser adaptada por você a partir da observação da realidade de sua turma e de seus</p><p>estudantes.</p><p>UNIDADE TEMÁTICA:</p><p>O sujeito e seu lugar no mundo.</p><p>OBJETO(S) DE</p><p>CONHECIMENTO:</p><p>HABILIDADE(S):</p><p>A cidade e o campo: aproxi-</p><p>mações e diferenças.</p><p>Os diferentes povos e comu-</p><p>nidades tradicionais que</p><p>vivem no Brasil.</p><p>Modos de vida dos diferentes</p><p>povos e comunidades tradici-</p><p>onais.</p><p>Respeito à diversidade cultu-</p><p>ral.</p><p>(EF03GE03X) Reconhecer e valorizar os diferentes modos de</p><p>vida de povos e comunidades tradicionais em distintos lugares,</p><p>tomando como referência as comunidades mineiras, tais como</p><p>os indígenas, quilombolas, populações campesinas, geraizeiros,</p><p>ribeirinhos, entre outros.</p><p>77</p><p>B) DESENVOLVIMENTO:</p><p>1º MOMENTO</p><p>Organização da turma À escolha do professor.</p><p>Recursos e providências</p><p>Quadro, pincel, equipamento para projeção de imagem;</p><p>computador com acesso à internet, material do estudante</p><p>impresso.</p><p>Professor(a), projete ou escreva no quadro o tema “Saberes e fazeres das comunidades</p><p>tradicionais”, que será trabalhado com os estudantes. Diga a eles que nesse momento será</p><p>investigado como os povos indígenas se relacionam e compreendem o território onde vivem.</p><p>Em seguida entregue a cada um deles o texto a seguir. Leia com os estudantes o texto. Pergunte</p><p>para a turma qual a importância do território de vivência para o povo indígena. Peça que reflitam</p><p>se os povos não indígenas têm a mesma visão e respeito pelo território. Deixe que as crianças</p><p>compartilhem suas ideias e os conhecimentos que já têm sobre o assunto.</p><p> ATIVIDADE 1 ( ícone clicável)</p><p>Professor(a), na sequência apresente para a turma o vídeo:</p><p> Panará, a volta por cima dos índios gigantes.</p><p>Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=Wwr_SA2ou3k</p><p>No vídeo os estudantes perceberão a partir da narrativa de membros da comunidade indígena</p><p>como o território faz parte de suas vidas e funciona como uma extensão dela.</p><p>2º MOMENTO</p><p>Organização da turma Estudantes organizados em duplas ou trios</p><p>Recursos e providências Material do estudante impresso.</p><p>Professor(a), neste momento vamos conhecer em parceria com nossos estudantes saberes e</p><p>fazeres das comunidades extrativistas.</p><p>O termo extrativismo, em geral, é utilizado para designar toda atividade de coleta de produtos</p><p>naturais, seja de origem mineral, animal, ou vegetal. Extrativismo significa resumidamente todas</p><p>as atividades de coleta de produtos naturais, sejam estes produtos de origem animal, vegetal ou</p><p>mineral. É a mais antiga atividade humana, antecedendo a agricultura, a pecuária e a indústria.</p><p>Neste momento, diga para a turma que vocês irão conhecer melhor as comunidades extrativistas,</p><p>incentive-os a tentar conceituar o que são essas comunidades e qual a sua forma de relacionar</p><p>com a natureza, bem como com os recursos naturais.</p><p>Professor(a), leia para a turma o texto - Geraizeiros no Sertão Norte Mineiro.</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=Wwr_SA2ou3k</p><p>78</p><p> TEXTO: GERAIZEIROS NO SERTÃO DO NORTE DE MINAS ( ícone clicável)</p><p>Ao longo da leitura faça pausas para explicar as palavras mais complexas e as formas de relevo</p><p>apresentadas, mas chame a atenção da turma para a forma sustentável como os Geraizeiros se</p><p>relacionam com a natureza. Ao final da leitura solicite que os estudantes representem com</p><p>imagens como se organizam os geraizeiros na paisagem.</p><p>79</p><p>ANEXO</p><p>ATIVIDADE 1</p><p>Leia o trecho que retrata como as comunidades indígenas percebem o território.</p><p>Trata-se de uma explicação dada por Daniel Munduruku escritor, professor, ator e</p><p>ativista indígena brasileiro originário do povo MUNDURUKU.</p><p>Os povos indígenas têm um profundo respeito pela terra. Eles a</p><p>consideram como uma “grande mãe” que os alimenta e dá vida, porque é</p><p>dela que tiram todas as coisas que precisam para a sua sobrevivência física</p><p>e cultural.</p><p>Para eles, a terra não é apenas vista como um bem a ser explorado e</p><p>depredado, mas algo vivo [...]</p><p>Daniel Munduruku</p><p>Coisas de Índio</p><p>São Paulo, Callis, 2000</p><p>Reflita e responda:</p><p>Qual a importância do território para os</p><p>povos indígenas?</p><p>E para nós qual a importância do território? Como temos tratado o território onde vivemos?</p><p>80</p><p>TEXTO: GERAIZEIROS NO SERTÃO DO NORTE DE MINAS</p><p>GERAIZEIROS NO SERTÃO DO NORTE DE MINAS</p><p>O nome geraizeiros está vinculado àquela formação do relevo a que se denomina gerais, ou</p><p>sejam, os planaltos, as encostas e os vales das regiões de cerrados, com suas vastidões que</p><p>dominam as paisagens do bioma cerrados. O aspecto que os diferencia é uma forma única de</p><p>apropriação da natureza regida por representações, códigos e mitos.</p><p>Com o plantio de lavouras diversificadas em espécies e variedades essa população tradicional</p><p>constrói seus sistemas de produção. Para que os mesmo garantam suas reproduções, os</p><p>cerrados com seus tabuleiros, espigões e chapadas fazem parte da estratégia produtiva</p><p>fornecendo, por meio do extrativismo, alimento para o gado, caça, madeira, frutos, folhas,</p><p>mel e medicamentos.</p><p>Na percepção dos geraizeiros, esse imenso gerais é recortado por pelo menos por quatro</p><p>grandes unidades ecológicas: a chapada, os tabuleiros e as vazantes.</p><p>A lógica da ocupação dos terrenos pelos geraizeiros segue uma estratégia de multi-usos das</p><p>diferentes unidades da paisagem, explorando suas potencialidades, mas respeitando,</p><p>também, os seus limites.</p><p>A apropriação é realizada aproveitando-se a fertilidade e a umidade das vazantes para as</p><p>culturas mais exigentes. Nos tabuleiros constroem suas moradas, plantam os quintais, criam</p><p>os pequenos animais e cultivam plantas adaptadas. Das chapadas provém o complemento</p><p>fornecido pela diversidade de frutíferas nativas, óleos, fibras, forragem para o gado, lenha,</p><p>madeira para diversos fins. A interação é complexa e a manutenção da vitalidade dos</p><p>ecossistemas é fundamental para a sobrevivência das famílias (dayrell e outros, 2005: 64).</p><p>Fonte: Centro de Agricultura Alternativa do Norte de Minas, [2024]. Disponível em:</p><p>https://www.caa.org.br/biblioteca/click-sertao/geraizeiros-no-sertao-norte-mineiro. (Adaptado)</p><p>Vamos soltar a imaginação? A partir da escuta do texto e das discussões feitas com seu(sua)</p><p>professor(a) represente no espaço abaixo como os utilizam o território de maneira sustentável.</p><p>https://www.caa.org.br/biblioteca/click-sertao/geraizeiros-no-sertao-norte-mineiro</p><p>81</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>BRASIL. Ministério dos Povos Indígenas. O Brasil Indígena. Brasília, 2022. Disponível</p><p>em:https://www.gov.br/funai/pt-br/atuacao/povos-indigenas/o-brasil-indigena-ibge-1 . Acesso</p><p>em: 16 de jan. 2024.</p><p>GERAIZEIROS no Sertão Norte Mineiro. In. Centro de Agricultura Alternativa do Norte de</p><p>Minas. Montes Claros, [2022]. Disponível em: https://www.caa.org.br/biblioteca/click-</p><p>sertao/geraizeiros-no-sertao-norte-mineiro. Acesso em 16 jan. 2024.</p><p>MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação. Currículo Referência de Minas Gerais:</p><p>educação infantil e ensino fundamental. Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de</p><p>Educadores de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2022. Disponível em:</p><p>https://drive.google.com/file/d/1MWIv4JKcei5_OMhpMFF10ENdhgpsH0FW/view. Acesso em:</p><p>04 out. 2023.</p><p>MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação. Plano de Curso: ensino fundamental -</p><p>anos iniciais. Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores de Minas</p><p>Gerais, Belo Horizonte, 2023. Disponível em:</p><p>https://curriculoreferencia.educacao.mg.gov.br/index.php/plano-de-cursos-crmg. Acesso em: 05</p><p>fev. 2023.</p><p>PANARÁ, a volta por cima dos índios gigantes. [S. l.: s. n.], 15 out. 2017. 1 vídeo (4:51).</p><p>Publicado pelo canal Instituto Sócio Ambiental. Disponível em:</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=Wwr_SA2ou3k . Acesso em 16 de jan. 2024.</p><p>https://www.gov.br/funai/pt-br/atuacao/povos-indigenas/o-brasil-indigena-ibge-1</p><p>https://www.caa.org.br/biblioteca/click-sertao/geraizeiros-no-sertao-norte-mineiro</p><p>https://www.caa.org.br/biblioteca/click-sertao/geraizeiros-no-sertao-norte-mineiro</p><p>https://curriculoreferencia.educacao.mg.gov.br/index.php/plano-de-cursos-crmg</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=Wwr_SA2ou3k</p><p>82</p><p>ANO LETIVO</p><p>2024</p><p>REFERÊNCIA</p><p>Ensino Fundamental</p><p>MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO PARA APRENDIZAGENS – MAPA</p><p>PLANEJAMENTO 3º ANO</p><p>TEMA DE ESTUDO: Os primeiros grupos que formaram o Brasil.</p><p>A) APRESENTAÇÃO:</p><p>Prezado professor (a)!</p><p>Neste planejamento abordaremos as habilidades (EF03HI01), (EF03HI02) e (EF03HI03X) do</p><p>CRMG. Para que os estudantes possam compreender o conteúdo, veremos noções básicas sobre</p><p>o processo histórico de formação do Brasil, com base nas diferentes interações econômicas,</p><p>políticas e culturais entre os portugueses, povos indígenas e africanos. Também serão</p><p>trabalhados os conceitos que estruturam essa parte da História, como metrópole, colônia,</p><p>exploração e as diversas trocas que existiram.</p><p>Ressalto que para a melhor compreensão dos estudantes sobre o assunto, é preciso</p><p>fundamentar sobre a premissa de que o Brasil foi estabelecido sobre as relações desiguais entre</p><p>os povos, mas que suas particularidades e seus conflitos constituíram de diversas formas o que</p><p>hoje se pode chamar de Brasil.</p><p>O objetivo deste planejamento é que os estudantes possam compreender a existência dos três</p><p>UNIDADE TEMÁTICA:</p><p>As pessoas e os grupos que compõem a cidade e o município.</p><p>OBJETO(S) DE</p><p>CONHECIMENTO:</p><p>HABILIDADE(S):</p><p>O "Eu", o "Outro" e os</p><p>diferentes grupos sociais</p><p>e étnicos que compõem a</p><p>cidade e os municípios:</p><p>os desafios sociais,</p><p>culturais e ambientais do</p><p>lugar onde vive.</p><p>(EF03HI01) Identificar os grupos populacionais que formam a</p><p>cidade, o município e a região, as relações estabelecidas entre eles</p><p>e os eventos que marcam a formação da cidade, como fenômenos</p><p>migratórios (vida rural/ vida urbana), desmatamentos,</p><p>estabelecimento de grandes empresas etc.</p><p>(EF03HI02) Selecionar, por meio da consulta de fontes de diferentes</p><p>naturezas, e registrar acontecimentos ocorridos ao longo do tempo</p><p>na cidade ou região em que vive.</p><p>(EF03HI03X) Identificar e comparar pontos de vista em relação a</p><p>eventos significativos do local em que vive, aspectos relacionados a</p><p>condições sociais e à presença de diferentes grupos sociais e</p><p>culturais, com especial destaque para as culturas africanas (afro-</p><p>brasileiras e quilombolas), indígenas, migrantes e refugiados.</p><p>COMPONENTE CURRICULAR</p><p>ANO DE ESCOLARIDADE</p><p>Ciclo Complementar</p><p>ÁREA DE CONHECIMENTO</p><p>Ciências Humanas</p><p>83</p><p>povos que participaram da formação do território brasileiro e sobretudo, nessa etapa, entender</p><p>as diferentes atividades econômicas empreendidas por portugueses e povos indígenas originários</p><p>e o choque cultural de seu encontro e como isso estabeleceu as primeiras vilas.</p><p>No sentido e pensando na faixa etária dos estudantes, é pertinente que a prática pedagógica</p><p>mostre com clareza esse período tão distinto para os estudantes. É pertinente trabalhar com</p><p>pinturas, imagens, filmes ou outros documentos que retratem o tema. Pode-se ainda trabalhar</p><p>com objetos indígenas, destacando a diferença de materiais e a diversidade de usos.</p><p>É necessário que os estudantes compreendam a existência dos diferentes povos para a formação</p><p>do Brasil, e, para tanto, você deverá orientá-los a identificar, interpretar, selecionar, analisar e</p><p>trocar impressões sobre as informações obtidas.</p><p>Neste planejamento abordaremos com mais ênfase os povos indígenas. Os outros grupos que</p><p>estiveram presentes na formação da população brasileira serão abordados nos planejamentos</p><p>posteriores. Por isso, ressalto que as habilidades trabalhadas no 1º bimestre deverão ser</p><p>desenvolvidas ao longo de todo o ano, pois elas ainda não foram contempladas em sua totalidade</p><p>neste planejamento.</p><p>B) DESENVOLVIMENTO:</p><p>1º MOMENTO: OS DIFERENTES GRUPOS CULTURAIS DO ESPAÇO BRASILEIRO</p><p>Organização da turma À escolha do professor.</p><p>Recursos e providências</p><p>Cópias</p><p>de texto impresso, projetor multimídia, computador,</p><p>internet, imagens, Lousa, entre outros.</p><p>Professor (a)!</p><p>Faça uma introdução da aula (sem citar os nomes dos grupos que compuseram a população do</p><p>território brasileiro), explicando para os estudantes que há mais de quinhentos anos, os europeus</p><p>encontraram, nas terras que depois seriam chamadas de Brasil, diferentes povos, cada qual com</p><p>costumes e línguas próprios.</p><p>Fale que a colonização foi a estratégia utilizada pelo governo português para explorar o território</p><p>brasileiro. Com o tempo, vieram outros povos, que povoaram grande parte do território e</p><p>estabeleceram relações sociais, culturais e econômicas que, juntamente com os povos originários</p><p>e os portugueses, constituíram a base da identidade brasileira.</p><p>Mostre aos estudantes que o nosso país foi formado pela ação colonizadora portuguesa e que as</p><p>interações estabelecidas foram muito conflituosas nos campos culturais, econômicos e sociais.</p><p>Depois da explanação verifique os conhecimentos prévios dos estudantes sobre os povos que</p><p>fizeram parte da formação do Brasil.</p><p>Pergunte à turma se eles têm ideia de quem eram os primeiros habitantes do nosso território.</p><p>É provável que alguns estudantes citem os povos indígenas, mas com certeza haverá alguns</p><p>estudantes que não saberão responder.</p><p>84</p><p>Comente, então, que os portugueses, ao chegarem às terras que seriam o Brasil, em 1500,</p><p>encontraram diferentes povos indígenas originários, com costumes e línguas próprios.</p><p>Explique a eles que os portugueses pretendiam colonizar as novas terras, ou seja, encontrar e</p><p>explorar suas riquezas naturais. Inicialmente desejavam o pau-brasil, árvore que permitia extrair</p><p>uma tinta para tecidos com muito valor, mas também queriam utilizar as terras férteis para plantio</p><p>e procurar minas de metais preciosos, como ouro e prata. Nessa relação, Portugal era considerado</p><p>a metrópole e o Brasil, a colônia.</p><p>No entanto, a terra já era habitada pelos indígenas. Eles tinham cultura e atividades econômicas</p><p>próprias, caçavam, pescavam e limpavam terrenos de florestas para que, sobretudo, as mulheres</p><p>pudessem plantar mandioca, batata-doce, milho, entre outros. As casas indígenas eram</p><p>chamadas malocas, e eles utilizavam diferentes ferramentas e armas, como a lança e o arco e</p><p>flecha.</p><p>Ao longo da aula, explore o choque de interesse entre os dois povos que levou à morte e</p><p>destruição de muitos povos e povoações indígenas.</p><p>Se for possível, traga textos sobre a cultura e os povos indígenas que são facilmente encontrados</p><p>na internet.</p><p>Ressalto que os livros didáticos também trazem textos muito bons e condizentes para a faixa</p><p>etária dos estudantes.</p><p>Avance um pouco mais na discussão e converse com os estudantes sobre outro grupo que se</p><p>estabeleceu no Brasil, anos mais tarde: os africanos escravizados trazidos ao país e forçados a</p><p>trabalhar nas atividades de exploração, principalmente do pau-brasil e nas lavouras de cana-de-</p><p>açúcar.</p><p>Para auxiliar na fixação do tema sobre as diferenças culturais entre os grupos que formaram a</p><p>base da identidade brasileira, divida a lousa em três partes: na primeira parte, escreva</p><p>portugueses, na outra parte, indígenas e, na terceira, africanos.</p><p>Em seguida, levante com a turma as principais características desses três grupos.</p><p>Características dos povos</p><p>portugueses</p><p>Características dos povos</p><p>Indígenas</p><p>Características dos povos</p><p>africanos</p><p>Verifique o que foi citado e, se possível, registre as informações acrescentando o que for citado</p><p>pela turma.</p><p>▪ Vamos pesquisar?</p><p>Peça aos estudantes que pesquisem sobre como viviam os três grupos que estudamos ao longo</p><p>das aulas anteriores nos primeiros anos do Brasil. Para esta faixa etária oriente-os a pedir ajuda</p><p>aos pais ou responsáveis na atividade de pesquisa.</p><p>85</p><p>Para orientar e direcionar a pesquisa, proponha as seguintes perguntas que poderão ser escritas</p><p>na lousa e copiadas no caderno pelos estudantes, ou você poderá entregar uma cópia das</p><p>perguntas para cada um.</p><p>Quais eram as principais características dos colonizadores portugueses?</p><p>Quais eram as principais características dos primeiros povos indígenas que habitavam as</p><p>terras brasileiras?</p><p>Quais eram as principais características dos povos africanos que foram trazidos para o Brasil?</p><p>2º MOMENTO: NOÇÕES BÁSICAS DE COLONIZAÇÃO</p><p>Organização da turma Roda de conversa.</p><p>Recursos e providências</p><p>Cópias de textos e atividades, sala de informática,</p><p>computadores, internet, projetor, Lousa, dicionários, livros</p><p>didáticos, vídeo, entre outros.</p><p>Professor (a), comece a aula retomando as discussões do momento anterior.</p><p>Faça uma roda de conversa com a turma para socializar as respostas da pesquisa. Peça aos</p><p>estudantes que apresentem a pesquisa feita em casa. Verifique o que apuraram e reforce alguns</p><p>conceitos apresentados, principalmente no que diz respeito aos primeiros anos de colonização e</p><p>à interação entre colonizadores e indígenas, como por exemplo.</p><p>Trabalhe com a turma os conceitos básicos de metrópole, colônia e exploração.</p><p>Metrópole: Portugal foi a metrópole que explorou os recursos naturais do Brasil, além de</p><p>ter imposto a sua cultura, sua religião e sua administração sobre os povos indígenas e</p><p>africanos que viviam ou foram trazidos para o Brasil.</p><p>Colônia: O Brasil tornou-se colônia de Portugal em 1500, ou seja, ficou subjugado ao</p><p>mandonismo português durante todo o período colonial.</p><p>Exploração: Portugal explorou os recursos naturais do território brasileiro durante todo</p><p>o período colonial, utilizando mão de obra dos indígenas e escravizados negros, na busca</p><p>de enriquecimento.</p><p>Portugal era a metrópole e eram os colonizadores e o Brasil era a colônia. A colonização foi a</p><p>estratégia utilizada pelo governo português para explorar o território brasileiro.</p><p>86</p><p>Os povos indígenas originários não consideravam a terra como uma propriedade particular,</p><p>enquanto o fruto do trabalho destinava-se ao sustento da comunidade, não ao comércio.</p><p>Aprofunde o tema, comentando que os portugueses, por sua vez, se consideravam senhores da</p><p>terra e achavam natural fazer dos habitantes seus escravos.</p><p>Explique que, nesse convívio, os portugueses adotaram diversos hábitos indígenas.</p><p>Ressalte que muitos dos costumes indígenas continuam presentes em muitas das formas de viver</p><p>do povo brasileiro, inclusive que a língua portuguesa falada no Brasil também recebeu grande</p><p>influência das línguas indígenas e que permanecem na atualidade.</p><p>Nesse momento, é possível propor uma atividade interdisciplinar com o Componente Língua</p><p>Portuguesa, sobre a influência das línguas indígenas na língua portuguesa.</p><p>Vamos fazer uma atividade divertida?</p><p>Traga cópias de um quadro com palavras de origem indígena, disponível na seção Anexo. Peça</p><p>aos estudantes que procurem no dicionário ou no computador as palavras a sua origem e</p><p>significado, como no exemplo abaixo.</p><p> QUADRO COM PALAVRAS DE ORIGEM INDÍGENA ( ícone clicável)</p><p>Para conhecer mais palavras de origem indígena e trabalhar a escrita, projete ou faça o ditado</p><p>oralmente com a turma de palavras de origem indígena. O vídeo com o ditado com as palavras</p><p>encontra-se disponível abaixo:</p><p> Ditado de palavras de origem indígena.</p><p>Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=5d1P4jbyXag.</p><p>Para verificar se os estudantes compreenderam os conceitos apresentados, você poderá</p><p>apresentar imagens e vídeos que ilustrem o período de colonização inicial do Brasil.</p><p>Sugestão de vídeo:</p><p> Aula de História: Colonização Portuguesa no Brasil.</p><p>Disponível em:https://www.youtube.com/watch?v=D38xy_Syfsg.</p><p>Desenvolva a discussão sobre os três maiores povos que fizeram parte da formação cultural do</p><p>país, com ênfase na diversidade cultural dos povos indígenas e africanos.</p><p>Incentive os estudantes a questionarem, a fazer perguntas, estimulando a curiosidade deles sobre</p><p>o tema que é muito amplo.</p><p>Para finalizar o momento peça para a turma produzir um cartaz coletivo com uma cena que</p><p>retrate a interação, seja ela amistosa ou não, entre os portugueses e os povos indígenas.</p><p>87</p><p>3º MOMENTO: AS PRIMEIRAS MORADIAS BRASILEIRAS</p><p>Organização da turma Roda de conversa.</p><p>Recursos e providências</p><p>Cópias de textos, sala de informática, computadores,</p><p>internet, projetor, Lousa, livros didáticos, imagens, entre</p><p>outros.</p><p>Professor(a),</p><p>Faça uma roda de conversa e inicie este momento retomando o conteúdo das aulas anteriores</p><p>explicando para a turma que os indígenas foram os primeiros habitantes da terra que hoje</p><p>chamamos de Brasil.</p><p>Fale também que os grupos indígenas tinham costumes e línguas próprias e que apesar da grande</p><p>diversidade dos povos nativos, eles possuíam muitas características comuns, como:</p><p>• A Terra não podia ser vendida e nem comprada, isto é, não era propriedade particular.</p><p>• O produto do trabalho se destinava ao sustento da comunidade e não ao comércio e ao</p><p>lucro.</p><p>Em seguida explique que as primeiras moradias dos indígenas eram as malocas. Geralmente elas</p><p>eram organizadas de modo circular em torno de um pátio central. Eram construídas com palhas</p><p>e troncos de árvores, cobertas com folhas de palmeira e não tinham divisão interna.</p><p>Pergunte aos estudantes, se eles sabem qual o motivo das malocas serem construídas em círculo</p><p>e não terem divisão interna.</p><p>Depois de ouvir as respostas dos estudantes, ressalte que essa forma de organização tem algo a</p><p>ver com a solidariedade que os moradores devem manter entre si. De cada maloca parte um</p><p>caminho na direção da praça, que fica no centro da aldeia, onde eles praticam os seus rituais</p><p>como danças, brincadeiras, contação de histórias, jogos, entre outros.</p><p>Em seguida, projete imagens de malocas para a turma.</p><p>Imagem 1: Maloca indígena</p><p>Fonte: Gov.br/FUNAI (2023)</p><p>88</p><p>Imagem 2: Pátio central de uma maloca</p><p>Fonte: Gov.br/FUNAI (2023)</p><p>PARA SABER MAIS:</p><p>Explique para os estudantes que entre os diferentes grupos indígenas há muitas formas de</p><p>conceberem e construírem as suas moradias. Os grupos possuem diferentes formas de</p><p>pensar e de se relacionar com o ambiente onde vivem. A casa é sempre parte da cultura</p><p>de um povo, a maneira como a moradia é usada. Ressalte que as construções variam muito</p><p>de acordo com o modo de vida, o clima, o tipo de ambiente e os materiais de que os grupos</p><p>dispõem para a construção.</p><p>Professor (a), se for possível mostre ou projete imagens dos mais variados tipos de</p><p>moradias dos indígenas para enriquecer o universo do saber dos estudantes. Você encontra</p><p>muitas imagens no endereço abaixo:</p><p>Site:</p><p> Casas.</p><p>Disponível em:. https://mirim.org/pt-br/como-vivem/casas.</p><p>Vídeo:</p><p> 2019: Ano Internacional das Línguas Indígenas.</p><p>Disponível em:<https://mirim.org/pt-br/linguas-indigenas/diversidade.</p><p>89</p><p>ANEXO</p><p>QUADRO COM PALAVRAS DE ORIGEM INDÍGENA</p><p>Palavra de</p><p>origem indígena</p><p>Origem Significado</p><p>Ariranha Tupi</p><p>Mustelídeo carnívoro que habita os grandes rios, de</p><p>pelo macio e cinzento e maior que a lontra, a que</p><p>se assemelha.</p><p>Araponga</p><p>Mandioca</p><p>Cupim</p><p>Urubu</p><p>Jabuti</p><p>Cutia</p><p>Chopim</p><p>Abacaxi</p><p>Maracujá</p><p>Caipira</p><p>90</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>2019: ANO INTERNACIONAL DAS LÍNGUAS INDÍGENAS. [S. n., s. l.], 2 jan. 2019. 1 vídeo (5</p><p>min). Publicado pelo canal Jornal Eco. Disponível em: https://mirim.org/pt-br/linguas-</p><p>indigenas/diversidade. Acesso em: 09 dez. 2023.</p><p>ASSESSORIA de comunicação FUNAI. Arquitetura indígena: conheça as habitações dos povos</p><p>originários. Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI). [S. l.], 9 jan. 2023.</p><p>Disponível em:https://www.gov.br/funai/pt-br/assuntos/noticias/2023/arquitetura-indigena-</p><p>conheca-as-habitacoes-dos-povos-originarios. Acesso em: 09 dez. 2023.</p><p>BRODBECK, M.S.L. Coleção Eu Gosto-História. 3º ano Ensino Fundamental. São Paulo:</p><p>Editora IBEP, 2017.</p><p>CASA. Para Saber Mais. Mirim Povos Indígenas Brasil. [S. l.], [2023]. Disponível em:</p><p>https://mirim.org/pt-br/como-vivem/casas. Acesso em: 09 dez. 2023.</p><p>DITADO de palavras de origem indígena. [S. n., s. l.], 19 out. 2021. 1 vídeo (3 min). Publicado</p><p>pelo canal professora blogueirinha. Disponível</p><p>em:https://www.youtube.com/watch?v=5d1P4jbyXag. Acesso em: 08 dez. 2023.</p><p>HIPÓLIDE, M.; GASPAR, M. Coleção Crescer. História. 3º ano Ensino Fundamental. São Paulo:</p><p>Editora do Brasil, 2017.</p><p>MINISTÉRIO da Educação Básica. Secretaria da Educação Básica. Pacto Nacional pela</p><p>Alfabetização na Idade Certa. Ciências Humanas no Ciclo de Alfabetização. Caderno 09.</p><p>Brasília. 2015. Disponível em: https://wp.ufpel.edu.br/obeducpacto/files/2019/08/Unidade-</p><p>9.pdf. Acesso em: 08 dez. de 2023.</p><p>NIGRO, R.G.; SIMIELLI, M. E.; CHARLIER, A. M. Ápis Interdisciplinar. Ciências, Geografia e</p><p>História. 3º ano Ensino Fundamental. São Paulo: Editora Ática,2017.</p><p>VASCONCELOS, L.R.S. Buriti Mais História. Obra coletiva- 3º ano Ensino Fundamental. São</p><p>Paulo: Editora Moderna, 2017.</p><p>https://mirim.org/pt-br/linguas-indigenas/diversidade</p><p>https://mirim.org/pt-br/linguas-indigenas/diversidade</p><p>https://www.gov.br/funai/pt-br/assuntos/noticias/2023/arquitetura-indigena-conheca-as-habitacoes-dos-povos-originarios</p><p>https://www.gov.br/funai/pt-br/assuntos/noticias/2023/arquitetura-indigena-conheca-as-habitacoes-dos-povos-originarios</p><p>https://mirim.org/pt-br/como-vivem/casas</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=5d1P4jbyXag</p><p>https://wp.ufpel.edu.br/obeducpacto/files/2019/08/Unidade-9.pdf</p><p>https://wp.ufpel.edu.br/obeducpacto/files/2019/08/Unidade-9.pdf</p><p>91</p><p>ANO LETIVO</p><p>2024</p><p>REFERÊNCIA</p><p>Ensino Fundamental</p><p>MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO PARA APRENDIZAGENS - MAPA</p><p>UNIDADE TEMÁTICA:</p><p>Identidades e alteridades.</p><p>OBJETO(S) DE</p><p>CONHECIMENTO:</p><p>HABILIDADE(S):</p><p>Espaços e territórios</p><p>religiosos.</p><p>(EF03ER07MG) Identificar os diferentes tipos de espaço e de</p><p>território, em sua localidade.</p><p>(EF03ER01) Identificar e respeitar os diferentes espaços e territórios</p><p>religiosos de diferentes tradições, movimentos religiosos e culturais.</p><p>PLANEJAMENTO 3º ANO</p><p>TEMA DE ESTUDO: Lugares Sagrados.</p><p>A) APRESENTAÇÃO:</p><p>A humanidade sempre buscou uma maneira de se conectar com o divino e desta forma, podemos</p><p>perceber que a maioria das pessoas que apresenta algum tipo de fé, busca construir e/ou</p><p>frequentar locais para alcançarem essa conexão.</p><p>Neste planejamento, buscaremos desenvolver a compreensão dos estudantes sobre os diferentes</p><p>tipos de espaço e território, em sua localidade, bem como promover o respeito ambientes</p><p>religiosos de várias tradições religiosas.</p><p>B) DESENVOLVIMENTO:</p><p>1º MOMENTO</p><p>Organização da turma À escolha do professor.</p><p>Recursos e providências</p><p>Projetor multimídia, várias fotos de templos, sinagogas,</p><p>mesquitas, terreiros e cidades consideradas sagradas.</p><p>Professor(a), para dar início a esta aula, é necessário que você levante algumas questões</p><p>problematizadoras, que instigue o estudante a analisar o universo que o cerca.</p><p>Como o intuito deste planejamento é desenvolver as habilidades que levem o estudante a identifi-</p><p>car e respeitar os diferentes espaços e territórios religiosos, podemos começar perguntando-lhe:</p><p>● Você conhece alguma construção religiosa? Qual?</p><p>COMPONENTE CURRICULAR</p><p>Ensino Religioso</p><p>ANO DE ESCOLARIDADE</p><p>Ciclo Complementar</p><p>ÁREA DE CONHECIMENTO</p><p>Ciências Humanas</p><p>92</p><p>● Você já frequentou alguma construção religiosa?</p><p>● Qual o nome do espaço que você frequenta para celebrar sua religião Além do espaço que</p><p>você frequenta para celebrar sua religião, você conhece algum outro espaço onde as</p><p>pessoas celebrem suas religiões?</p><p>Observe as respostas dos estudantes e continue o diálogo comentando com eles que o modo de</p><p>crer e de praticar a religiosidade é diverso e, desta forma, as construções de locais onde é</p><p>celebrada a fé, também variam, com características próprias</p><p>e elementos que lembram e</p><p>reforçam a crença.</p><p>Em seguida, mostre, através de algum recurso de multimídia, várias fotos de templos, sinagogas,</p><p>mesquitas, terreiros, cidades, consideradas sagradas, explique o motivo pelo qual esses espaços</p><p>são considerados sagrados e o objetivo desses espaços, que é proporcionar aos fiéis um local</p><p>adequado para praticar expressões de sua crença e celebrar sua fé.</p><p>Imagem 1 - Igreja</p><p>Fonte: (Freepik, 2023)</p><p>A palavra igreja vem do grego ekklesia,</p><p>«assembleia», pelo latim ecclesia-,</p><p>«assembléia do povo; igreja». Trata-se de</p><p>«edifício destinado ao culto de uma religião,</p><p>especialmente cristã; comunidade dos fiéis de</p><p>determinada religião; autoridade religiosa»</p><p>(cf. Dicionário da Língua Portuguesa 2003 da</p><p>Porto Editora).</p><p>Fonte: MARINHEIRO, Carlos. A origem da palavra</p><p>igreja. Ciberdúvidas da Língua Portuguesa.</p><p>Imagem 2 – Mesquita,/</p><p>Fonte: (Freepik, 2023)</p><p>Uma mesquita é um local de culto dos</p><p>seguidores da fé islâmica.</p><p>O objetivo principal da mesquita é de ser o</p><p>lugar onde os muçulmanos possam reunir-se</p><p>para orar. Contudo, atualmente, são</p><p>conhecidas em todo o mundo só pela sua</p><p>importância para a comunidade muçulmana,</p><p>mas também como mostras da arquitetura</p><p>islâmica.</p><p>Fonte: MESQUITA. In: WIKIPÉDIA, a enciclopédia</p><p>livre.</p><p>https://pt.wikipedia.org/wiki/Templo</p><p>https://pt.wikipedia.org/wiki/Isl%C3%A3o</p><p>https://pt.wikipedia.org/wiki/Arquitetura_isl%C3%A2mica</p><p>https://pt.wikipedia.org/wiki/Arquitetura_isl%C3%A2mica</p><p>93</p><p>Imagem 3 - Buda</p><p>Fonte: (Freepik, 2023)</p><p>Um templo budista é um local destinado à</p><p>prática religiosa budista, onde se reúnem as</p><p>chamadas Três Joias nas quais os budistas</p><p>procuram (a depender da escola) o Nirvana</p><p>ou Bodhi: Buda, Darma e Sanga. A sua</p><p>estrutura varia de região para região,</p><p>fazendo dela parte não apenas o edifício em</p><p>si, mas também o terreno envolvente.</p><p>Fonte: TEMPLO BUDISTA. In: WIKIPÉDIA, a</p><p>enciclopédia livre.</p><p>Após exibir as imagens e explicar sobre os diferentes espaços, solicite que os estudantes</p><p>desenhem o local em que eles celebram sua fé e, se por acaso, não frequentarem nenhum</p><p>espaço, peça-lhes que desenhem um local onde eles acreditam que possa ocorrer essa</p><p>celebração.</p><p>Finalize a aula realizando uma exposição dos desenhos.</p><p>2º MOMENTO</p><p>Organização da turma Divida a turma em 3 grupos.</p><p>Recursos e providências</p><p>Providencie materiais recicláveis, como caixas de leite, garrafas,</p><p>palitos de picolé e papelão.</p><p>Nesta aula, continuaremos a refletir sobre espaços sagrados e iremos propor a construção de</p><p>maquetes que ilustrem alguns desses locais.</p><p>Inicie a aula explicando, que no mundo inteiro, existem povos que construíram templos, igrejas,</p><p>mesquitas, terreiros, destinados a rituais e celebrações religiosas e que podemos ver em jornais,</p><p>revistas e publicações, vários desses lugares, que podem ser locais construídos ou simplesmente</p><p>destinados ao fim religioso.</p><p>No caso de construções podemos destacar: a Basílica de Nossa Senhora, em Aparecida, São Paulo</p><p>e Jerusalém, em Israel. (Mostre fotos desses locais).</p><p>Quando observamos espaços naturais considerados sagrados, podemos observar o Rio Ganges</p><p>na Índia, que é considerado sagrado pelos hinduístas e é um local onde as pessoas se banham e</p><p>buscam energias espirituais (mostre também foto do Rio).</p><p>https://pt.wikipedia.org/wiki/Budismo</p><p>https://pt.wikipedia.org/wiki/Nirvana</p><p>https://pt.wikipedia.org/wiki/Bodhi</p><p>https://pt.wikipedia.org/wiki/Buda</p><p>https://pt.wikipedia.org/wiki/Darma_(budismo)</p><p>94</p><p>Imagem 4 - Basílica Nossa Senhora Aparecida.</p><p>Fonte: CATEDRAL BASÍLICA DE NOSSA SENHORA APARECIDA. In: WIKIPÉDIA, a</p><p>enciclopédia livre.</p><p>Imagem 5 - Rio de Ganges</p><p>Fonte: MATIAS, Átila. Rio Ganges. Brasil Escola.</p><p>Imagem 6 - Jerusalém</p><p>Fonte: SOUSA, Rafaela. Jerusalém. Brasil Escola.</p><p>95</p><p>Após mostrar as imagens para turma, converse com os estudantes a fim de que tentem se lembrar</p><p>de alguns locais religiosos que eles conhecem.</p><p>Explique aos estudantes que assim como existem esses locais em outras cidades ou países,</p><p>existem alguns próximos a eles. Faça uma pesquisa anterior para citar alguns desses locais</p><p>próximos à escola.</p><p>Para dar continuidade, proponha a construção de maquetes para representar estes locais.</p><p>Separe a sala em 3 grupos, providencie alguns materiais recicláveis, como caixas de leite,</p><p>garrafas, palitos de picolé e papelão. Explique que cada grupo deverá representar os espaços</p><p>sagrados do bairro onde a escola está inserida. É necessário o auxílio constante aos estudantes,</p><p>para orientá-los e ajudá-los na confecção das maquetes.</p><p>Ao final da aula, recolha o que já foi produzido e guarde para dar continuidade na próxima aula.</p><p>3º MOMENTO</p><p>Organização da turma Em grupos.</p><p>Recursos e providências</p><p>Imagens, recursos multimídia, lousa, pincel, materiais</p><p>recicláveis (caixas, garrafas, papelão), lápis de cor, cola e</p><p>tesoura.</p><p>Inicie a aula, explicando que eles continuarão a confeccionar as maquetes dos espaços sagrados</p><p>da comunidade. Solicite que os estudantes se reúnam nos mesmos grupos da última aula e</p><p>entregue a eles o material, cuja produção já foi iniciada. Continue a auxiliá-los para que finalizem</p><p>a construção.</p><p>Ao finalizar a aula, explique para a turma que irá apresentar o resultado do trabalho.</p><p>4º MOMENTO</p><p>Organização da turma Em grupos.</p><p>Recursos e providências Texto impresso.</p><p>Nesta aula, os estudantes irão apresentar o trabalho realizado nas aulas anteriores, explicando</p><p>quais construções optaram por fazer e o porquê de terem escolhido aquela construção.</p><p>Cada grupo poderá escolher dois representantes para explicar sua maquete.</p><p>Ao final das apresentações o(a) professor(a) deve pontuar suas observações sobre as</p><p>apresentações e propor que o trabalho fique exposto em algum local da escola.</p><p>96</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>ATIVIDADE de ensino religioso sobre os espaços sagrados para o 3º ano e 4º ano. Tudo sala</p><p>de aula, [s. l.], 03 dez. 2023. Disponível em:</p><p>https://www.tudosaladeaula.com/2021/12/atividade-ensino-religioso-espacos-sagrados-3ano-</p><p>4ano.html. Acesso em: 28 ago. 2023.</p><p>BEZERRA, Juliana. Umbanda. Toda Matéria, [s. l.], 2023. Disponível em:</p><p>https://www.todamateria.com.br/umbanda/. Acesso em: 28 ago. 2023.</p><p>CATEDRAL BASÍLICA DE NOSSA SENHORA APARECIDA. In: WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre.</p><p>Flórida: Wikimedia Foundation, 2023. Disponível em:</p><p>https://pt.wikipedia.org/wiki/Catedral_Bas%C3%ADlica_de_Nossa_Senhora_Aparecida#Refer%</p><p>C3%AAncias. Acesso em: 30 ago. 2023.</p><p>FREEPIK. Buda. [s. l.], 2023. Disponível em :https://br.freepik.com/fotos-gratis/estatua-de-</p><p>buda-no-parque-historico-de-ayutthaya-</p><p>tailandia_13181443.htm#query=lugares%20sagrados&position=0&from_view=search&track=ai</p><p>s. Acesso em: 28 ago. 2023.</p><p>FREEPIK. Igreja. [s. l.], 2023. Disponível em:https://br.freepik.com/vetores-gratis/ilustracao-</p><p>de-edificio-de-igreja-</p><p>gradiente_27518076.htm#query=igreja&position=4&from_view=search&track=sph. Acesso</p><p>em: 28 ago. 2023.</p><p>FREEPIK. Mesquita. [s. l.], 2023. Disponível em: https://br.freepik.com/fotos-premium/a-</p><p>velha-mesquita-de-</p><p>jerusalem_48604434.htm#query=sinagoga&position=9&from_view=search&track=sph. Acesso</p><p>em: 28 ago. 2023.</p><p>MATIAS, Átila. Rio Ganges. Brasil Escola, [s. l.], 2023. Disponível em:</p><p>https://brasilescola.uol.com.br/geografia/rio-ganges.htm. Acesso em: 30 ago. 2023.</p><p>MARINHEIRO, Carlos. A origem da palavra igreja. Ciberdúvidas da Língua Portuguesa, [s.</p><p>l.], 28 set. 2007. Disponível em: https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/a-</p><p>origem-da-palavra-igreja/21638. Acesso em: 30 ago. 2023.</p><p>MESQUITA. In: WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. Flórida: Wikimedia Foundation, 2023.</p><p>Disponível em: https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Mesquita&oldid=65049435. Acesso</p><p>em: 30 ago. 2023.</p><p>OGUM, Carlos de. Entendendo o que é Firmamento na Umbanda. Luz de Umbanda, 30 set. de</p><p>2019.</p><p>Disponível em: https://umbandayorima.blogspot.com/2019/09/entendendo-o-que-e-</p><p>firmamento-na-umbanda.html. Acesso em: 30 ago. 2023.</p><p>ROLÂNDIA. Prefeitura de. Roteiro de atividades complementares de estudo – Covid 19:</p><p>20º roteiro - 3º ano. Escola Municipal Parigot de Souza, Rolândia, jul. 2021. Disponível em:</p><p>http://servicos.rolandia.pr.gov.br/educacao/wp-</p><p>content/uploads/aulas_online/escolas/PARIGOT%20DE%20SOUZA/3%C2%BA%20ANO/2021/2</p><p>0%C2%BAROT-3%C2%BAANO%287%29.pdf. Acesso em: 28 ago. 2023.</p><p>SOUSA, Rafaela. Jerusalém. Brasil Escola, [s. l.], 2023. Disponível em:</p><p>https://brasilescola.uol.com.br/geografia/jerusalem.htm. Acesso em 30 de agosto de 2023.</p><p>https://www.tudosaladeaula.com/2021/12/atividade-ensino-religioso-espacos-sagrados-3ano-4ano.html</p><p>https://www.tudosaladeaula.com/2021/12/atividade-ensino-religioso-espacos-sagrados-3ano-4ano.html</p><p>https://www.todamateria.com.br/umbanda/</p><p>https://pt.wikipedia.org/wiki/Catedral_Bas%C3%ADlica_de_Nossa_Senhora_Aparecida#Refer%C3%AAncias</p><p>https://pt.wikipedia.org/wiki/Catedral_Bas%C3%ADlica_de_Nossa_Senhora_Aparecida#Refer%C3%AAncias</p><p>https://br.freepik.com/fotos-gratis/estatua-de-buda-no-parque-historico-de-ayutthaya-tailandia_13181443.htm#query=lugares%20sagrados&position=0&from_view=search&track=ais</p><p>https://br.freepik.com/fotos-gratis/estatua-de-buda-no-parque-historico-de-ayutthaya-tailandia_13181443.htm#query=lugares%20sagrados&position=0&from_view=search&track=ais</p><p>https://br.freepik.com/fotos-gratis/estatua-de-buda-no-parque-historico-de-ayutthaya-tailandia_13181443.htm#query=lugares%20sagrados&position=0&from_view=search&track=ais</p><p>https://br.freepik.com/fotos-gratis/estatua-de-buda-no-parque-historico-de-ayutthaya-tailandia_13181443.htm#query=lugares%20sagrados&position=0&from_view=search&track=ais</p><p>https://br.freepik.com/vetores-gratis/ilustracao-de-edificio-de-igreja-gradiente_27518076.htm#query=igreja&position=4&from_view=search&track=sph</p><p>https://br.freepik.com/vetores-gratis/ilustracao-de-edificio-de-igreja-gradiente_27518076.htm#query=igreja&position=4&from_view=search&track=sph</p><p>https://br.freepik.com/vetores-gratis/ilustracao-de-edificio-de-igreja-gradiente_27518076.htm#query=igreja&position=4&from_view=search&track=sph</p><p>https://br.freepik.com/fotos-premium/a-velha-mesquita-de-jerusalem_48604434.htm#query=sinagoga&position=9&from_view=search&track=sph</p><p>https://br.freepik.com/fotos-premium/a-velha-mesquita-de-jerusalem_48604434.htm#query=sinagoga&position=9&from_view=search&track=sph</p><p>https://br.freepik.com/fotos-premium/a-velha-mesquita-de-jerusalem_48604434.htm#query=sinagoga&position=9&from_view=search&track=sph</p><p>https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/a-origem-da-palavra-igreja/21638</p><p>https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/a-origem-da-palavra-igreja/21638</p><p>https://umbandayorima.blogspot.com/2019/09/entendendo-o-que-e-firmamento-na-umbanda.html</p><p>https://umbandayorima.blogspot.com/2019/09/entendendo-o-que-e-firmamento-na-umbanda.html</p><p>http://servicos.rolandia.pr.gov.br/educacao/wp-content/uploads/aulas_online/escolas/PARIGOT%20DE%20SOUZA/3%C2%BA%20ANO/2021/20%C2%BAROT-3%C2%BAANO%287%29.pdf</p><p>http://servicos.rolandia.pr.gov.br/educacao/wp-content/uploads/aulas_online/escolas/PARIGOT%20DE%20SOUZA/3%C2%BA%20ANO/2021/20%C2%BAROT-3%C2%BAANO%287%29.pdf</p><p>http://servicos.rolandia.pr.gov.br/educacao/wp-content/uploads/aulas_online/escolas/PARIGOT%20DE%20SOUZA/3%C2%BA%20ANO/2021/20%C2%BAROT-3%C2%BAANO%287%29.pdf</p><p>98</p><p>ANO LETIVO</p><p>2024</p><p>REFERÊNCIA</p><p>Ensino Fundamental</p><p>MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO PARA APRENDIZAGENS – MAPA</p><p>PRÁTICAS DE LINGUAGENS:</p><p>Oralidade.</p><p>Leitura/escuta (compartilhada e autônoma).</p><p>Análise linguística/semiótica (ortografização).</p><p>Produção de textos (escrita compartilhada e autônoma).</p><p>OBJETO(S) DE</p><p>CONHECIMENTO:</p><p>HABILIDADE(S):</p><p>Escuta atenta.</p><p>Reconstrução das</p><p>condições de produção e</p><p>recepção de textos.</p><p>Compreensão.</p><p>Construção do sistema</p><p>alfabético e da ortografia.</p><p>Planejamento de texto</p><p>(EF15LP10) Escutar, com atenção, falas de professores e colegas,</p><p>formulando perguntas pertinentes ao tema e solicitando</p><p>esclarecimentos sempre que necessário.</p><p>(EF15LP01X) Identificar a função social de textos que circulam em</p><p>campos da vida social dos quais participa cotidianamente (a casa,</p><p>a rua, a comunidade, a escola) e nas mídias impressa, de massa e</p><p>digital, reconhecendo para que foram produzidos, onde circulam,</p><p>quem os produziu e a quem se destinam e a sua importância no</p><p>meio/vida social.</p><p>(EF35LP03) Identificar a ideia central do texto, demonstrando</p><p>compreensão global.</p><p>(EF04LP01) Grafar palavras utilizando regras de correspondência</p><p>fonema-grafema regulares diretas e contextuais.</p><p>(EF15LP05B) Pesquisar em meios impressos ou digitais, sempre que</p><p>for preciso, informações necessárias à produção do texto,</p><p>organizando em tópicos os dados e as fontes pesquisadas.</p><p>PLANEJAMENO 4º ANO</p><p>TEMA DE ESTUDO: Minha escola na rede.</p><p>A) APRESENTAÇÃO:</p><p>A aprendizagem da língua portuguesa por muitas vezes, tem como ponto de partida: gêneros</p><p>textuais. Dessa forma, baseado em um “comunicado” discutiremos sobre a segurança, boa</p><p>convivência e rotina escolar.</p><p>Também neste planejamento, abordaremos o reconhecimento do caráter polissêmico das palavras,</p><p>ou seja, um vocábulo pode ter vários significados, em função dos aspectos que podem estar</p><p>relacionados ao contexto empregado: gíria, tempo, registro linguístico — literário, usual,</p><p>acadêmico, científico etc. Sendo assim, é fundamental considerar essas variáveis, seja na leitura</p><p>COMPONENTE CURRICULAR</p><p>ANO DE ESCOLARIDADE</p><p>Ciclo Complementar</p><p>ÁREA DE CONHECIMENTO</p><p>Linguagens</p><p>99</p><p>de um texto (reconhecendo o sentido correspondente ao contexto), ou na sua elaboração (de</p><p>acordo com as intenções de significação).</p><p>Pretendemos pesquisar em meio impresso ou digital e organizar informações necessárias à</p><p>produção de texto (objetivo do texto final, o público leitor). Dessa maneira podemos envolver</p><p>dois tipos de planejamento (com e sem ajuda): à pesquisa do conteúdo do texto de acordo com</p><p>o gênero (textos nos gêneros: notícia, verbetes, artigos em geral etc.) organizar e planejar o</p><p>texto parte a parte.</p><p>B) DESENVOLVIMENTO:</p><p>1º MOMENTO</p><p>Organização da turma À escolha do(a) professor(a).</p><p>Recursos e providências Texto e tarefas impressas.</p><p>Inicie a aula com uma conversa direcionada para as metas da relação positiva na escola, com</p><p>estímulos para a interação dos estudantes por meio de perguntas. Por exemplo:</p><p>• Como vocês desejam que seja o nosso novo ano escolar?</p><p>• O que cada estudante pode ajudar para termos um bom ano na escola?</p><p>Em torno dessas questões, promova uma interação que favoreça a apropriação da habilidade de</p><p>escuta, certo de que as falas incidirão à formulação de perguntas que sejam pertinentes às</p><p>habilidades deste plano: metas para a relação positiva e acolhedora no ano letivo que se inicia.</p><p>Relembre aos estudantes acerca da onda de violência que assolou o país, quando dos episódios</p><p>de ataques no interior das escolas, entre uma delas o ataque à Creche Cantinho Bom Pastor, em</p><p>Blumenau, Santa Catarina, no dia 05 de abril de 2023.</p><p>Compartilhe com os estudantes o conhecimento de que as escolas têm assegurados para sua</p><p>proteção equipamentos para o controle de entrada e saída das pessoas que pertencem à</p><p>comunidade escolar, alarmes para casos de arrombamentos ou invasões. Informe que a escola</p><p>possui documentos com regras para que todos que pertencem a ela cumpram e assim cooperem</p><p>com a paz, alegria e tranquilidade de todos. Ao remeter-se sobre os documentos regimentais da</p><p>escola, induza a interação de modo que os estudantes possam exercitar a formulação de</p><p>perguntas concernentes e expressem curiosidade solicitando esclarecimentos. Aqui, sugerimos</p><p>para o seu trabalho o recorte de uma Circular de uma escola pública estadual de Minas Gerais. A</p><p>relação que se estabelece entre o texto</p><p>real e a função social definida, contribui para contemplar</p><p>o desenvolvimento da habilidade de reconhecer para quê o texto foi produzido, onde circula,</p><p>quem o produziu, a quem se destina e qual é a sua importância no cotidiano escolar.</p><p>100</p><p>Imagem 1: Comunicado</p><p>Fonte: (Santos Anjos/Facebook, [2023])</p><p>Leia o texto acima com a turma. Nesse planejamento, os estudantes terão a oportunidade de</p><p>reconhecer que determinados textos, são compartilhados com os pais, colaboradores e toda a</p><p>comunidade, com a finalidade de tratar de assuntos que visam o êxito na convivência escolar.</p><p>Assim, esta pode ser a oportunidade nos primeiros dias do ano letivo de proporcionar aos</p><p>estudantes a apropriação da habilidade de identificar a função comunicativa, através de redes</p><p>sociais digitais. Formule questões de compreensão textual com registros individuais e depois</p><p>socialize e discuta as respostas coletivamente. Nesta tarefa, oportunize aos estudantes identificar</p><p>a ideia central do texto e certifique-se de que houve a compreensão global do gênero</p><p>apresentado.</p><p>101</p><p> ATIVIDADE: COMPREENSÃO DO TEXTO ( ícone clicável)</p><p>Essa tarefa contribuirá na identificação da função social da mensagem em postagem de rede</p><p>social e no desenvolvimento da habilidade de reconhecer para quê foi produzida, quem a</p><p>produziu, a quem se destina e a sua importância no contexto escolar.</p><p>2º MOMENTO</p><p>Organização da turma Em grupos de 4 estudantes</p><p>Recursos e providências Texto impresso.</p><p>Neste momento, recomendamos que busque apoio na direção e coordenação para realizar um</p><p>trabalho de pesquisa que auxilie os estudantes a identificar textos compartilhados com a</p><p>comunidade escolar no início do ano letivo. Divida a turma em grupos e realize uma pesquisa em</p><p>arquivo digital, livros de registros e nas plataformas em que a escola tem sua conta on-line. Utilize</p><p>os recursos de anotações, fotografias de documentos e reprodução daqueles que sejam</p><p>autorizados. Este trabalho de pesquisa tem como objetivo identificar medidas que garantam a</p><p>segurança física e mental dos estudantes. Monitore a atividade para que os estudantes interajam</p><p>e incentive-os a fazer perguntas caso necessitem. Esta proposta didática oferece a oportunidade</p><p>de desenvolver habilidades de pesquisa em mídia impressa e digital e de organizar dados</p><p>pesquisados e referências dos temas.</p><p>3º MOMENTO</p><p>Organização da turma Em meio círculo.</p><p>Recursos e providências Cadernos para anotações.</p><p>Peça à turma que apresente as informações coletadas nos registros escolares. É importante</p><p>lembrar que esses registros têm por finalidade preservar e garantir a segurança do patrimônio e</p><p>da comunidade escolar em geral. Peça a cada grupo de pesquisa que exponha suas opiniões</p><p>sobre o trabalho aos demais colegas. Faça pontuações e mediações ao longo das apresentações</p><p>dos grupos de trabalho, chamando a atenção deles sobre o que significa organizar dados e fontes</p><p>pesquisadas, registrando-as juntamente com o resumo do trabalho no quadro. Ao registrar na</p><p>lousa, na medida do possível aproveite a oportunidade chamando atenção para os sons dos</p><p>fonemas que são parecidos (P/B, F/V, T/D) e utilize as palavras que registrou para trabalhar a</p><p>escrita das que contenham (R/RR, M/N, NH) enfatizando sobre a ortografia delas dependendo</p><p>do contexto.</p><p>Ao final, observe as informações e fontes que se repetem, na identificação e descarte de dados</p><p>supérfluos. Solicite aos grupos que copiem no caderno a síntese descrita na lousa. Depois que</p><p>todos se apresentarem observem o quadro abaixo (perfil do problema) e organizem para a</p><p>próxima aula um mapeamento dos tipos de desafios existentes na escola.</p><p>102</p><p>Perfis dos problemas:</p><p>Problemas resolvidos por meio de chamados aos pais</p><p>Problemas resolvidos por meio de chamadas aos Amigos da Escola</p><p>Problemas que não foram resolvidos, mesmo com chamados aos responsáveis</p><p>Problemas que permanecem sem chamados aos responsáveis.</p><p>Motive os estudantes para que se interessem em envolver-se com a tarefa orientada. Realize</p><p>mediações sobre possíveis conflitos que podem fazer parte das escolas:</p><p>▪ a tolerância para chegar atrasado à escola,</p><p>▪ o uso de bonés ou outros acessórios,</p><p>▪ o uso do aparelho celular,</p><p>▪ o acesso à rede de wi-fi da escola,</p><p>▪ o uso do uniforme;</p><p>▪ o uso dos computadores da sala de informática para jogos e redes sociais.</p><p>Os tópicos mencionados, podem estimular a aprendizagem dos estudantes, acerca de episódios</p><p>permanentes que envolvem esses conflitos de concordância ou não de determinadas situações</p><p>da escola. Mantendo os grupos de pesquisa, peça-os que descrevam os problemas que</p><p>consideram mais urgentes para serem discutidos.</p><p>4º MOMENTO</p><p>Organização da turma À escolha do professor(a).</p><p>Recursos e providências</p><p>Papel para confecção de cartaz (kraft ou cartolina), pincéis,</p><p>fitas adesivas ou percevejos.</p><p>Retome o tema da aula convidando a turma para realizar um levantamento dos problemas</p><p>pontuados. Eleja um estudante de cada grupo para explanar as anotações das suas respectivas</p><p>equipes, enquanto você as transcreve para a lousa. Notadamente desse modo, é possível eliminar</p><p>a repetição de informações que coincidirem com s. Conduza-os a refletir sobre as situações</p><p>prioritárias e estimule-os a propor mudanças de postura que sejam condizentes e que possam</p><p>reduzir os conflitos no ambiente escolar. Pode-se, ao final dessa etapa, discutir a razão de uma</p><p>situação dos outros grupos.</p><p>Plano para discussão do problema:</p><p>Escolha do modo para convocação para tratar do tema:</p><p>- Assembleia com os discentes.</p><p>- Assembleia da comunidade escolar.</p><p>- Reuniões de pais.</p><p>- Assembleia de Colegiado.</p><p>103</p><p>Os temas são relevantes e merecem debate. Convide a equipe gestora e pedagógica para</p><p>promoverem um momento de discussão sobre o meio de publicação para a convocação da</p><p>comunidade escolar: (Carta da direção escolar, bilhete para os pais, convocando reunião com</p><p>o(a) professor(a)de cada turma, mensagem de WhatsApp para os membros do Colegiado,</p><p>inclusão do problema na convocação da Assembleia Escolar). Como as decisões serão</p><p>comunicadas? (Exposição do problema e medidas propostas pelos próprios estudantes em</p><p>mensagem de rede social; postagem das medidas tomadas pela equipe pedagógica dentre</p><p>outros).</p><p>Essas possibilidades apontam para a turma qual o caminho que consideram mais justo e mais</p><p>democrático na busca de soluções. O consenso da turma, relativo ao tratamento do problema,</p><p>determinará o gênero do texto, conteúdo, direcionamento e sua etapa no enfrentamento da</p><p>questão apontada.</p><p>É importante que compreendam a finalidade do texto, tendo em vista qual público a que se</p><p>destina, nesse processo de produção, das questões de construção do sistema alfabético e da</p><p>ortografia. Partindo de dúvidas e erros individuais na grafia de palavras, solicite à turma total</p><p>atenção acerca da importância da compreensão de regras de correspondência fonema-grafema</p><p>regulares diretas e contextuais. A tarefa, que incide na produção de texto (coletivo, transcrito por</p><p>escriba definido, individual e eleito como o que representa o interesse da turma), pode e deve</p><p>ser incluída nas pautas de reuniões de organização da escola para o ano letivo que se inicia. O</p><p>texto deve ser constituído de anseios e a partir dos interesses dos estudantes, ele deve também</p><p>ter interlocutores e leitor (que interage com o texto e assume posições propondo ações</p><p>verdadeiras).</p><p>104</p><p>ANEXO</p><p>ATIVIDADE: COMPREENSÃO DO TEXTO</p><p>Compreensão do texto</p><p>O texto apresentado é uma postagem na página digital de uma escola em uma plataforma de</p><p>rede social.</p><p>A afirmação “Nunca imaginamos que um chão tão sagrado pudesse ser tão visado e</p><p>vulnerável.” representa qual sentimento da pessoa que postou a mensagem?</p><p>alegria desprezo surpresa tristeza</p><p>A que se refere a expressão</p><p>"O Chão tão sagrado” na postagem?</p><p>Às casas Às escolas Às igrejas Às salas de aula</p><p>Como é o sistema de segurança da escola, de acordo com a postagem?</p><p>__________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________</p><p>Qual medida de segurança a mensagem informa? Marque a resposta:</p><p>Mudança nos equipamentos da</p><p>escola.</p><p>Mudança no funcionamento da</p><p>escola.</p><p>Quais são ações descritas na mensagem que a escola deve adotar em relação a:</p><p>A saída dos estudantes:</p><p>__________________________________________________________________________</p><p>Ao atendimento dos pais na secretaria:</p><p>__________________________________________________________________________</p><p>Qual a medida que a escola adotará no caso de atraso na busca dos estudantes pelo seus</p><p>responsáveis?</p><p>__________________________________________________________________________</p><p>Qual a orientação, dada na mensagem, para os pais sobre os pertences dos estudantes da</p><p>escola?</p><p>__________________________________________________________________________</p><p>105</p><p>PRÁTICAS DE LINGUAGENS:</p><p>Oralidade.</p><p>Leitura/escuta (compartilhada e autônoma).</p><p>Análise linguística/semiótica (ortografização).</p><p>Produção de textos (escrita compartilhada e autônoma).</p><p>OBJETO(S) DE</p><p>CONHECIMENTO:</p><p>HABILIDADE(S):</p><p>Oralidade pública.</p><p>Intercâmbio conversacio-</p><p>nal em sala de aula.</p><p>Relato oral.</p><p>Registro formal e informal.</p><p>Construção do sistema</p><p>alfabético e da ortografia.</p><p>Construção do sistema</p><p>alfabético e da ortografia.</p><p>(EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com</p><p>clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor</p><p>e usando a palavra com tom de voz audível, boa articulação e</p><p>ritmo adequado.</p><p>(EF15LP13) Identificar finalidades da interação oral em</p><p>diferentes contextos comunicativos (solicitar informações,</p><p>apresentar opiniões, informar, relatar experiências etc.).</p><p>(EF35LP12) Recorrer ao dicionário para esclarecer dúvida sobre</p><p>a escrita de palavras, especialmente no caso de palavras com</p><p>relações irregulares fonema-grafema.</p><p>(EF04LP02) Ler e escrever, corretamente, palavras com sílabas</p><p>VV e CVV em casos nos quais a combinação VV (ditongo) é</p><p>reduzida na língua oral (ai, ei, ou).</p><p>PLANEJAMENO 4º ANO</p><p>TEMA DE ESTUDO: A força do coletivo.</p><p>A) APRESENTAÇÃO:</p><p>O processo de aquisição, apropriação e uso da linguagem oral e escrita nos mobiliza a desenvolver</p><p>as habilidades com base nos protocolos de funcionamento e organização da própria escola, lugar</p><p>onde a comunidade deve estar incluída. Os estudantes podem e devem decidir sobre questões e</p><p>problemas comuns no local que frequentam.</p><p>Para uma prática de caráter sociocomunicativo e funcional, propomos desenvolver a dinâmica de</p><p>“Assembleia”. Entendemos que nessa prática pedagógica proporcionaremos aos estudantes</p><p>identificá-la como espaço em que se valoriza o diálogo na resolução de problemas, exercitando a</p><p>capacidade de argumentar oralmente e aprendendo a explicitar seu ponto de vista com apoio de</p><p>evidências. Tal prática “fortalece a construção da cidadania e dos valores de democracia, respeito,</p><p>justiça e solidariedade” (PAZ, 2018). Nesse planejamento, possibilitaremos aos estudantes o</p><p>entendimento da função social da Assembleia bem como o seu funcionamento na prática efetiva</p><p>em sala de aula.</p><p>Esse planejamento, requer a indicação dos discursos que devem ser aprendidos, de modo que</p><p>as especificidades dos textos orais que circulam nessas situações tornem-se objeto de ensino.</p><p>Consideramos que expor oralmente o resultado de pesquisa realizada requer saberes</p><p>diferenciados daqueles em que a proposta é opinar para tomar decisão coletiva, ou mesmo</p><p>debater sobre aspectos controversos de um tema. Nesse sentido, é válido indicar a análise das</p><p>106</p><p>situações comunicativas e dos gêneros que nelas circulam, podendo organizar habilidades que</p><p>prevejam a articulação entre o planejamento e: a) a produção de textos orais: expor os resultados</p><p>de uma pesquisa para uma audiência, participar de debates sobre questões controversas,</p><p>apresentar indicações literárias em uma roda, realizar/participar de entrevistas, entre outras; b)</p><p>a oralização de textos escritos: apresentar poemas em saraus, ler textos produzidos para</p><p>programas de rádio; c) o desenvolvimento da proficiência em gêneros orais mais produtivos e</p><p>culturalmente relevantes na região. A progressão ao longo dos cinco anos iniciais pode apoiar-se</p><p>no grau de complexidade do gênero oral estudado, no foco em habilidade de planejamento ou</p><p>produção e no grau de autonomia a ser conquistado pelo estudante a cada etapa. Também é</p><p>fundamental para o desenvolvimento da proficiência oral, que este planejamento efetive-se em</p><p>situações como: solicitar informações em espaços públicos, seminários, mesas-redondas, rodas</p><p>de conversas etc. Pode-se organizar habilidades que envolvam as finalidades indicadas,</p><p>articuladas aos seus respectivos gêneros, além de expor ideias sobre temas estudados e</p><p>argumentar a respeito de aspectos controversos de temas em geral. A solicitação de informações</p><p>pode referir-se a espaços como: biblioteca ou secretaria da escola, sobre passeios previstos no</p><p>ca lendá r io esco la r , como v i s i tas a expos i ções de a r te e d i s t in tos museus .</p><p>B) DESENVOLVIMENTO:</p><p>1º MOMENTO</p><p>Organização da turma À escolha do(a) professor(a).</p><p>Recursos e providências Comunicados impressos ou digitais de arquivos da escola.</p><p>Em uma roda de conversa, inicie a aula dialogando com a turma sobre: De que forma grupos de</p><p>pessoas podem se reunir para divulgar assuntos que interessam a todos? Pergunte aos</p><p>estudantes o que sabem sobre “Assembleia”, se recordam sobre a ocorrência delas na escola ou</p><p>nos lugares que frequentam. Caso tenha em arquivos virtuais ou impressos comunicados e</p><p>convocações ocorridos na própria escola em anos anteriores, produza-os e apresente-os para a</p><p>turma com a finalidade de situá-los na discussão.</p><p>Explore a análise do texto, comunicado ou convocação, solicitando aos estudantes a identificarem</p><p>para quê e para quem foi escrito o gênero apresentado; localize a data, local da escrita do texto;</p><p>observe os dados indicados nele (objetivos, local e data da reunião comunicada ou convocada).</p><p>Conclua com a turma que esses textos são meios para promover a participação das pessoas em</p><p>decisões que interessam a todos. Em seguida, leia a fábula de Esopo, “A assembleia dos ratos” e</p><p>as questões relacionadas a ela. Sugerimos também a releitura da fábula com o vídeo: “Fugindo</p><p>das garras do gato”, cuja indicação se encontra nas referências deste caderno.</p><p> TEXTO: A ASSEMBLEIA DOS RATOS ( ícone clicável)</p><p> INTERPRETAÇÃO DO TEXTO ( ícone clicável)</p><p>107</p><p>2º MOMENTO</p><p>Organização da turma À escolha do(a) professor(a).</p><p>Recursos e providências Texto impresso.</p><p>Neste momento, diga aos estudantes que uma Assembleia pode ser realizada na própria sala de</p><p>aula. Conduza-os a relacioná-la com reuniões periódicas sendo prática da turma o levantamento</p><p>de questões acerca da boa convivência na escola, por exemplo. O exercício do projeto de</p><p>Assembleia pode começar por um problema ou questionamento das crianças. A sua mediação,</p><p>professor(a), é decisiva na condução das investigações das questões. Lance perguntas que</p><p>instiguem o fluxo da argumentação, pois elas serão a referência para o passo a passo da</p><p>instituição da Assembleia como prática social letrada (De Grande, 2023). Munido(a) do calendário</p><p>anual, combine com os estudantes os dias que as Assembleias podem ocorrer na turma. Lembre-</p><p>se de construir com eles uma legenda delimitando no calendário da sala de aula os dias</p><p>combinados para essas reuniões.</p><p>3º MOMENTO</p><p>Organização da turma À escolha do(a) professor(a).</p><p>Recursos e providências Perguntas impressas.</p><p>Professor(a), nesta etapa do planejamento a expectativa é a de</p><p>e assim cooperem para a paz, alegria e tranquilidade de todos. Ao remeter-se sobre</p><p>os documentos regimentais da escola, induza a interação de modo que os estudantes possam</p><p>exercitar a formulação de perguntas pertinentes e expressar curiosidade, solicitando</p><p>esclarecimentos.</p><p>Aqui, sugerimos para o seu trabalho o recorte de um documento real de uma escola pública</p><p>estadual de Minas Gerais. A relação que se estabelece com o texto real, com função social</p><p>definida, contribui para contemplar o desenvolvimento da habilidade de reconhecer para quê o</p><p>5</p><p>texto foi produzido, onde circula, quem o produziu, a quem se destina, e a sua importância no</p><p>cotidiano escolar.</p><p>REGRAS GERAIS DA ROTINA ESCOLAR PARA 2024</p><p>Horário de início e término de cada turno: manhã: 07:00 às 11:20 e tarde: 13:00 às 17:20.</p><p>Idas aos banheiros: individualmente com o crachá da sala que tem como objetivo controlar</p><p>o fluxo de saída dos estudantes.</p><p>Uso da garrafinha para água: uso não obrigatório, mas preferencial, sempre embaixo da</p><p>carteira.</p><p>Uso do boné: proibido dentro de sala, quando autorizado/solicitado nas aulas de educação</p><p>física.</p><p>Uso do Celular: expressamente proibido dentro de sala – De acordo com a Lei Estadual Nº</p><p>14486 de 09 dezembro de 2002.</p><p>Para Casa: obrigatório e de responsabilidade das famílias providenciarem para que os</p><p>estudantes compareçam com o Para Casa feito. Na falta do mesmo a família será notificada.</p><p>A correção é obrigatória e diária. A forma de correção é de inteira responsabilidade do(a)</p><p>professor(a).</p><p>Uso do uniforme: um resguardo do próprio estudante (segurança, identificação). Atenção no</p><p>comprimento dos shorts das meninas (optem por bermudas).</p><p>Atenção no tênis para as aulas de educação física.</p><p>Avaliação diagnóstica, escrita e mensal e seu resultado expresso em conceitos.</p><p>Comunicação com as famílias: Fazer uso do caderno de recados como meio de comunicação.</p><p>Atendimento aos familiares – deverá ser agendado com antecedência pela direção – via</p><p>telefone sempre para terça ou quinta-feira, Professores – agendamento com caderno de</p><p>recados, respeitando os horários de Educação Física e sempre na segunda aula prevista para</p><p>a semana.</p><p>Leia o texto: Regras Gerais com a turma. Ajude os estudantes a reconhecerem que o texto, um</p><p>recorte de um documento que rege sobre o funcionamento de uma escola, trata da organização</p><p>da rotina escolar. Com o objetivo de reconhecimento do assunto principal, (compreensão global</p><p>do texto) apresente a situação abaixo:</p><p>O assunto principal do texto é:</p><p>( ) o que os estudantes são proibidos de fazer no turno de aula.</p><p>( ) as responsabilidades dos estudantes e dos pais.</p><p>( ) as informações do funcionamento da escola.</p><p>( ) as normas de comportamento e os deveres dos estudantes da escola.</p><p>A partir dessas observações, é possível identificar que em outras instituições escolares, o</p><p>compartilhamento das regras de rotina dos estudantes faz parte do funcionamento das aulas.</p><p>Nessa discussão, os estudantes terão a oportunidade de reconhecer que determinados textos,</p><p>são compartilhados com os pais, colaboradores e toda a comunidade escolar, tendo em vista a</p><p>6</p><p>cooperação para o bom êxito no convívio de todos. Assim, esta deve ser a oportunidade de iniciar</p><p>o ano letivo proporcionando aos estudantes a apropriação da habilidade de identificar a função</p><p>social do texto que apresenta regras de rotina escolar.</p><p>2º MOMENTO</p><p>Organização da turma À escolha do professor.</p><p>Recursos e providências Texto impresso.</p><p>Neste momento, professor(a), recomendamos que realize um trabalho de pesquisa para conduzir</p><p>os estudantes a identificar na escola textos que são compartilhados na comunidade no início do</p><p>ano letivo. Busque apoio da Coordenação e Direção e realize com eles uma pesquisa em arquivo</p><p>digital ou livros de registros. Use recursos de anotações, fotografia de documentos e reprodução</p><p>caso seja possível.</p><p>Este trabalho de busca vem sempre justificado pela constatação de que para o bom</p><p>funcionamento escolar, deve-se produzir textos específicos para compartilhar com a comunidade</p><p>sobre suas regras e normas de convivência. Fique de olho, professor(a) nas interações dos</p><p>estudantes para formularem perguntas pertinentes e esclarecimentos necessários. Este</p><p>planejamento oportunizará o desenvolvimento da habilidade de pesquisa em meios impressos ou</p><p>digitais na organização dos dados e das fontes pesquisadas em tópicos. Para contemplar esta</p><p>habilidade, proponha aos estudantes: que se posicionem, favoráveis ou contrários a alguma regra</p><p>descrita no documento.</p><p>Nesta tarefa, que exigirá a produção de texto, incentive as crianças a consultarem os dados</p><p>coletados nos documentos que regem as normas da própria escola. Ao se posicionarem em torno</p><p>de uma ou mais regras do texto apresentado, oriente-os a descreverem por que as escolheram</p><p>e se deveriam ser descritas de outra forma, ou ainda, se deveriam ser excluídas. Tratando de</p><p>estudantes do 3º ano, ainda em processo inicial da construção do sistema alfabético, mantenha</p><p>a assistência das dúvidas quanto à escrita das palavras no processo da elaboração do texto e</p><p>lembre-se de informar as regras alfabéticas e ortográficas a todos os estudantes.</p><p>Leia novamente o texto REGRAS GERAIS DA ROTINA ESCOLAR PARA 2024.</p><p>Pense nas perguntas:</p><p>a) Você concorda com todas as regras que estão no texto?</p><p>b) Quais regras você acha mais importantes?</p><p>c) Quais regras você acha que não são importantes?</p><p>d) Você acha que deve ou não retirar alguma das regras?</p><p>Escreva uma regra que você colocaria no texto para a nossa escola.</p><p>7</p><p>3º MOMENTO</p><p>Organização da turma À escolha do professor.</p><p>Recursos e providências Texto impresso.</p><p>Professor(a), a tarefa de escrita de texto nunca é simples ou fácil. Por isso, passar por estas</p><p>etapas que propomos nesses dois primeiros momentos é fundamental para que os estudantes</p><p>mergulhem no propósito de expor seu potencial de escrita. Por isso, sugerimos que realize na</p><p>sala de aula a coleta dos registros da turma. Depois Faça a socialização destes registros, contando</p><p>com a interação de todos na esquematização dos dados da seguinte forma:</p><p>− reorganizar os sentidos dos textos, completando termos, observando os aspectos</p><p>gramaticais e linguísticos;</p><p>− comparar os textos com escolhas parecidas ou iguais;</p><p>− registrar na lousa o produto da turma, contendo seus próprios textos, revisados</p><p>coletivamente.</p><p>Combine a reprodução do texto final da lousa para a exposição no ambiente externo da sala de</p><p>aula, de modo que todos possam ter acesso às sugestões da turma para a boa convivência na</p><p>escola no ano letivo que se inicia.</p><p>Proposta de regras de convivência na nossa escola no ano de 2024</p><p>Turma do 3º ano.</p><p>8</p><p>PRÁTICAS DE LINGUAGENS:</p><p>Oralidade.</p><p>Leitura/escuta (compartilhada e autônoma).</p><p>Análise linguística/semiótica (ortografização).</p><p>Produção de textos (escrita compartilhada e autônoma).</p><p>OBJETO(S) DE</p><p>CONHECIMENTO:</p><p>HABILIDADE(S):</p><p>Oralidade pública.</p><p>Intercâmbio.</p><p>Conversacional em sala de</p><p>aula.</p><p>Relato oral.</p><p>Registro formal e informal.</p><p>Construção do sistema</p><p>alfabético e da ortografia.</p><p>Construção do sistema</p><p>alfabético e da ortografia.</p><p>(EF15LP09) Expressar-se em situações de intercâmbio oral com</p><p>clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor e</p><p>usando a palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo</p><p>adequado.</p><p>(EF15LP13) Identificar finalidades da interação oral em diferentes</p><p>contextos comunicativos (solicitar informações, apresentar</p><p>opiniões, informar, relatar experiências etc.).</p><p>(EF35LP12) Recorrer ao dicionário para esclarecer dúvida sobre a</p><p>escrita de palavras, especialmente no caso de palavras com</p><p>relações irregulares fonema-grafema.</p><p>(EF03LP03) Ler e escrever corretamente palavras com os dígrafos</p><p>lh, nh, ch.</p><p>PLANEJAMENO 3º ANO</p><p>TEMA DE ESTUDO: Assembleia: O saber ouvir e o saber</p><p>que os estudantes estejam</p><p>convencidos que as Assembleias na rotina da turma vão melhorar aspectos que resultam na boa</p><p>convivência em sala de aula. Ressaltamos aqui o seu comprometimento como mediador(a). As</p><p>práticas pedagógicas não podem ser a simulação de experiências, mas devem tornar-se de fato,</p><p>planejamentos que direcionem os estudantes a participarem efetivamente da sociedade.</p><p>Neste momento, recomendamos que as crianças sejam conduzidas a trazer à tona problemas</p><p>reais que enfrentam em sala de aula e/ou na escola. Dessa forma os estudantes devem manifestar</p><p>interesse em registrá-los, atentando-se para o ajustamento da escrita. Caso tenham dúvidas</p><p>devem perguntar ao professor(a): como “se escreve esta ou aquela palavra” ou se determinada</p><p>palavra é escrita com letra maiúscula ou minúscula por exemplo.</p><p>Certamente, ocorrerão perguntas próprias do aprendiz no processo da construção do sistema</p><p>alfabético e da ortografia. Sendo assim, aproveite para chamar a atenção de toda a turma a</p><p>respeito da convenção da escrita e, ao manifestarem dúvidas, relativas a casos de palavras com</p><p>relações irregulares do fonema-grafema, instigue-os a consultar a escrita no dicionário.</p><p> ATIVIDADES ( ícone clicável)</p><p>Registre na lousa os problemas levantados pelos estudantes e decida com eles a ordem de</p><p>prioridade deles. Organize a turma em equipes responsáveis pelas assembleias agendadas.</p><p>Realize o sorteio das equipes, para a ordem das datas das reuniões. Registre os nomes das</p><p>equipes e anexe ao calendário.</p><p>108</p><p>4º MOMENTO</p><p>Organização da turma À escolha do(a) professor(a).</p><p>Recursos e providências</p><p>Papel para confecção de cartaz (kraft ou cartolina), pincéis,</p><p>fitas adesivas ou percevejos.</p><p>Neste momento, retome o conceito de Assembleia. Diga que a equipe responsável pela mesma</p><p>deve reunir-se para prepará-la observando: definição de pauta, coordenadores de mesa,</p><p>apresentador, leitor e organizador das falas. Esclareça que o tema da Assembleia, decidido na</p><p>turma, é o que deverá compor a pauta. Determiná-lo é fundamental para que haja foco nas</p><p>contribuições dos participantes. Enfim, ajude, a cada semana, a equipe responsável pela</p><p>Assembleia desde a produção do convite até a organização.</p><p>CONVITE</p><p>A equipe A convida os estudantes da turma do 4º ano para participar da</p><p>1ª Assembleia.</p><p>Pauta:</p><p>Data:</p><p>Horário:</p><p>Local:</p><p>Equipe organizadora</p><p>Relembre-os do convite do evento reservando diariamente alguns minutos para falar sobre o ele,</p><p>nesse sentido, espera-se que os estudantes amadureçam as ideias e posicionamentos até o dia</p><p>marcado. Lembre-os que os problemas podem ser resolvidos se houver participação de todos</p><p>(apresentem ideias, verifiquem o que pode ser modificado ou minimizado). Desse modo, garanta</p><p>o trabalho com a habilidade de identificar a finalidade da interação oral neste contexto</p><p>comunicativo, possibilitando aos estudantes apresentarem opiniões. Lembre-os que numa</p><p>Assembleia se decide as escolhas pelo voto da maioria e que todos têm direito de falar e defender</p><p>o que consideram melhor para o bem comum. Em seguida, reúna-se com os integrantes da mesa</p><p>antecipadamente à data do evento para confeccionar com eles uma lista de presença com</p><p>cabeçalho de acordo com a pauta.</p><p>Na organização da Assembleia, lembre o apresentador de dar as “boas-vindas”, e informar as</p><p>regras da Assembleia: todos têm direito de falar o que considerarem mais importante para a</p><p>busca da solução. O apresentador também presidirá o final das discussões e a votação das ideias</p><p>apresentadas.</p><p>109</p><p>5º MOMENTO</p><p>Organização da turma Em meio círculo.</p><p>Recursos e providências Folhas para anotações, marcador de tempo.</p><p>Chegado o dia da Assembleia, junto com os integrantes da mesa, faça a mediação das</p><p>participações e auxilie na organização da turma. Ajude os estudantes no monitoramento dos</p><p>tempos de fala, faça intervenções necessárias nas ocorrências de interrupções para garantir a</p><p>exposição de todos que desejarem manifestar. Ao final das falas ajude os integrantes a</p><p>conduzirem a escolha das ideias propostas através da votação manifestada pelo levantamento de</p><p>mão dos participantes e anote os resultados. Antes do encerramento passe para a lousa o</p><p>resultado da votação. Com a sua mediação, auxilie o relator a registrar acordos regras e</p><p>combinados na Ata. É o estudante relator que fará a leitura e conduzirá a assinatura dos colegas,</p><p>como compromisso com todos os integrantes na Assembleia.</p><p>110</p><p>ANEXO</p><p>TEXTO: A ASSEMBLEIA DOS RATOS</p><p>A assembleia dos ratos</p><p>Fonte: (Freepik, 2023)</p><p>Era uma vez uma colônia de ratos, que viviam com medo de um gato. Resolveram</p><p>planejar uma assembleia para encontrar um jeito de acabar com aquele transtorno. Muitos</p><p>planos foram discutidos. No fim, um jovem e esperto rato levantou-se e deu uma excelente</p><p>ideia:</p><p>- Vamos pendurar uma sineta no pescoço do gato e assim, sempre que ele estiver</p><p>por perto ouviremos a sineta tocar e poderemos fugir correndo. Todos os ratos bateram</p><p>palmas; o problema estava resolvido.</p><p>Vendo aquilo, um velho rato que tinha permanecido calado, levantou-se de seu</p><p>canto e disse:</p><p>- O plano é inteligente e muito bom. Isto com certeza porá fim às nossas</p><p>preocupações. Só falta uma coisa: quem vai pendurar a sineta no pescoço do gato?</p><p>Moral da história: “falar é muito fácil, fazer é que é difícil.”</p><p>Fonte: A Assembleia dos Ratos. Esopo.</p><p>INTERPRETAÇÃO DO TEXTO</p><p>Interpretação do texto</p><p>1. De acordo com o texto, qual o problema que a colônia de ratos enfrentava?</p><p>2. Qual medida que os ratos adotaram para encontrarem solução para o problema?</p><p>3. Na assembleia muitos planos foram discutidos.</p><p>a) Qual foi o último plano apresentado?</p><p>b) A ideia foi aprovada pela assembleia?</p><p>4. Um rato mais velho aprovou o plano também, porém, o que ele disse sobre o plano?</p><p>5. Na sua opinião, a assembleia terminou com o problema resolvido? Sim ou não? Escreva</p><p>por quê.</p><p>111</p><p>ATIVIDADES</p><p>Estudante, estamos muito felizes com o início das nossas atividades. Esperamos que todos</p><p>tenham bastante sucesso na aprendizagem. Vamos refletir sobre o que precisamos para</p><p>que a nossa turma seja companheira, solidária e comprometida com o bom desempenho</p><p>de cada um? Responda às perguntas a seguir:</p><p>1. Na sala de aula acontecem situações que precisam ser discutidas?</p><p>2. Quais os problemas que já aconteceram nos anos anteriores e precisarão ser</p><p>evitados neste novo ano?</p><p>3. Quais situações atrapalham as aulas?</p><p>4. Quem ou quais pessoas devem se envolver com os problemas da sala de aula?</p><p>5. Há problemas que podem ser evitados?</p><p>6. Quais são os problemas que sempre se repetem?</p><p>112</p><p>PRÁTICAS DE LINGUAGENS:</p><p>Oralidade.</p><p>Leitura/escuta (compartilhada e autônoma).</p><p>Análise linguística/semiótica (ortografização).</p><p>Produção de textos (escrita compartilhada e autônoma).</p><p>OBJETO(S) DE</p><p>CONHECIMENTO:</p><p>HABILIDADE(S):</p><p>Aspectos não linguís-ticos</p><p>(paralinguísticos) no ato</p><p>da fala.</p><p>Características da con-</p><p>versação espontânea.</p><p>Polissemia.</p><p>(EF15LP12) Atribuir significado a aspectos não linguísticos</p><p>(paralinguísticos) observados na fala, como direção do olhar, riso,</p><p>gestos, movimentos da cabeça (de concordância ou discordância),</p><p>expressão corporal, tom de voz.</p><p>(EF15LP11X) Reconhecer características da conversação</p><p>espontânea presencial, respeitando os turnos de fala (momentos</p><p>da fala), selecionando e utilizando, durante a conversação, formas</p><p>de tratamento adequadas, de acordo com a situação e a posição</p><p>do interlocutor.</p><p>(EF04LP03) Localizar palavras no dicionário para esclarecer</p><p>significados, reconhecendo o significado mais plausível para o</p><p>contexto que deu origem à consulta.</p><p>PLANEJAMENTO 4º ANO</p><p>TEMA DE ESTUDO: Falando de gente como a gente.</p><p>A) APRESENTAÇÃO:</p><p>O discurso direto e interação</p><p>humorada entre os personagens, de uma crônica, favorece o</p><p>trabalho com as habilidades propostas nesse planejamento. Contemporaneamente, o referido</p><p>gênero trata-se de um texto que reflete com argúcia e oportunismos, a vida social/política, os</p><p>costumes, o cotidiano e o tempo. A crônica pode ser encontrada em livros, jornais e folhetins</p><p>(COSTA, 2012, p. 92).</p><p>O presente trabalho refere-se a saber organizar a sua fala a partir do gênero indicado,</p><p>considerando as características do contexto no qual está sendo produzida: a) que se organiza em</p><p>tantos turnos quantos forem os interlocutores; b) que a efetividade da compreensão mútua</p><p>depende da escuta efetiva do outro, como balizador da organização da próxima fala; c) que as</p><p>escolhas dos recursos textuais e paratextuais precisam ser adequadas às intenções de significação</p><p>e a que contexto da situação de comunicação. Pode-se prever estudar diferentes tipos de</p><p>conversação, em diferentes situações comunicativas. Gravações em áudio e/ou vídeo dessas</p><p>conversas permitem a análise dos mais variados fatores que podem interferir na fluidez e na</p><p>eficácia dos eventos registrados. Do ponto de vista da progressão, recomenda-se o trabalho em</p><p>colaboração realizado coletivamente, progredindo para o trabalho em grupos/duplas, até o</p><p>autônomo, a depender da complexidade do gênero, do tema e do texto.</p><p>Prezado(a) professor(a), neste planejamento atentaremos para dar a devida importância à</p><p>oralidade nas interações didáticas em sala de aula. Vale ressaltar que as interações orais não são</p><p>113</p><p>especificamente prerrogativas do componente curricular da Língua Portuguesa, mas são também</p><p>mobilizadoras na compreensão e apreensão dos componentes curriculares de todas as áreas de</p><p>conhecimento. Nas interações do componente Língua Portuguesa a abordagem da língua passa</p><p>pela metalinguagem da fala e da escrita. Reconhecer estes parâmetros é estratégico para</p><p>valorizar toda e qualquer situação de interação no ambiente de aprendizagem, seja na sala de</p><p>aula ou fora dela. Nessa perspectiva, a prática docente se requalifica no que se refere às</p><p>habilidades das práticas de oralidade e escuta. Leve em consideração que a língua no âmbito do</p><p>processo de ensino e aprendizagem deve ser estudada como ela se dá socialmente e como tal, é</p><p>“uma atividade social, uma forma de ação, o lugar/espaço de interação entre sujeitos em um</p><p>determinado contexto social de comunicação”, (COSTA VAL & VIEIRA, 2005). Nesse contexto de</p><p>comunicação, os sujeitos, professor(a) e estudante colocam em práticas situações discursivas de</p><p>modo que no ambiente de aprendizagem todos os falantes possam apreender a dimensão delas:</p><p>interpretar sentidos, relacionar expressões, representar a realidade de fato.</p><p>O objetivo é envolver o reconhecimento e a análise das expressões corporais associadas à fala,</p><p>tendo em vista determinar seu papel na construção dos sentidos dos textos orais. Pode-se prever</p><p>o estudo de diversas situações de comunicação oral no que se refere aos recursos</p><p>paralinguísticos, de modo a: a) analisar os efeitos de sentido produzidos por eles; b) reconhecer</p><p>a adequação (ou não) das escolhas do locutor; c) constituir um repertório de recursos possíveis</p><p>de serem utilizados; d) selecionar os recursos mais adequados às intenções de significação do</p><p>discurso a ser produzido. A habilidade poderá também ser prevista de modo articulado à análise</p><p>de textos orais, em uma determinada situação comunicativa, de modo a aproximar os estudantes</p><p>das características desses textos e da diversidade de recursos paralinguísticos que compõem a</p><p>sua multimodalidade. É interessante, do ponto de vista da progressão, prever uma trajetória que</p><p>vá do trabalho coletivo à colaboração até aproximar-se do autônomo.</p><p>B) DESENVOLVIMENTO:</p><p>1º MOMENTO</p><p>Organização da turma À escolha do professor(a).</p><p>Recursos e providências Texto impresso.</p><p>Inicie este momento projetando o texto escolhido e depois realize uma leitura em voz alta,</p><p>garantindo assim as entonações necessárias para a compreensão dos estudantes do significado</p><p>dos aspectos não linguísticos (paralinguísticos) observados na fala, como direção do olhar, riso,</p><p>gestos, movimentos da cabeça (de concordância ou discordância), expressão corporal, tom de</p><p>voz dentre outros. Finalizada a leitura, converse com a turma sobre o texto. Solicite a posição</p><p>dos estudantes sobre o texto lido. Observe se respeitam o tempo de fala de cada um.</p><p>Caso não tenha selecionado um texto, sugerimos a crônica “Hora de dormir”, pois ela possibilita</p><p>que se realize a leitura, fazendo a incorporação de aspectos específicos da fala por meio de</p><p>características da conversação espontânea presencial.</p><p>Espera-se que a turma se surpreenda com algumas informações trazidas no texto que não são</p><p>mais demandadas na atualidade. É importante reportar-se ao tempo cronológico do texto.</p><p>114</p><p>Publicado, pela primeira vez no ano de 1965, no livro “A companheira de viagem”, escrito por</p><p>Fernando Sabino, um dos maiores cronistas que o Brasil já teve. Prepare os textos impressos</p><p>para os estudantes.</p><p> TEXTO: HORA DE DORMIR ( ícone clicável)</p><p>2º MOMENTO</p><p>Organização da turma À escolha do professor(a).</p><p>Recursos e providências Texto impresso.</p><p>Explore a interpretação do texto utilizando estratégias de leitura:</p><p>▪ Por agrupamento de fileiras (fileira da fala do pai e fileira da fala do filho).</p><p>▪ Distribuição das falas entre meninos(pai) e meninas(filho) e o inverso.</p><p>▪ Distribuição das falas entre duplas (dupla pai e dupla filho).</p><p>▪ Leitura em dupla (pai e filho).</p><p>▪ Leitura individual.</p><p>A cada dinâmica avalie com a turma: o tom de voz, os ritmos, os movimentos das mãos, dos</p><p>braços, da cabeça…</p><p>Nestes momentos, professor(a), mobilize os estudantes a compreenderem que o texto em forma</p><p>de diálogo, no discurso direto, ganha mais sentido, quando interpretado com os nossos</p><p>movimentos corporais e com nossa expressão através da fala (e da língua de sinais).</p><p>Aproveite a situação para antecipar aos estudantes que estes movimentos, como direção do olhar,</p><p>riso, gestos, movimentos da cabeça de concordância ou discordância juntamente com a voz e a</p><p>língua de sinais, são o que fazem todas as pessoas participarem e entenderem as conversas, as</p><p>apresentações em show, TV, cinema, teatro, cursos, cultos religiosos etc.</p><p>3º MOMENTO</p><p>Organização da turma Agrupamentos de duplas.</p><p>Recursos e providências</p><p>Computador, projetor multimídia, tela. Textos impressos.</p><p>Acesso à internet. Câmeras, filmadoras, tablets, celulares ou</p><p>outros dispositivos que possam gravar um vídeo. Folha de</p><p>impressão.</p><p>Retome o texto com os estudantes e comente sobre a narrativa do diálogo:</p><p>• Quem são os personagens na crônica? (Espera-se que os estudantes reconheçam sendo</p><p>pai e filho).</p><p>• Quem é o narrador na crônica? (Espera-se que os estudantes reconheçam que não há</p><p>mediação de narrador no diálogo).</p><p>115</p><p>• Qual é o sinal que marca as falas dos personagens? (Espera-se que os estudantes</p><p>indiquem o travessão).</p><p>• Existem travessões sem falas? Por que em alguns travessões há sinais sem fala?</p><p>(Espera-se que os estudantes justifiquem como sinais para demonstrar reações de</p><p>silêncios, interrupções intuindo ao leitor as expressões faciais dos personagens).</p><p>Pergunte às crianças:</p><p>• Costuma acontecer entre vocês situações parecidas com a dos personagens da crônica,</p><p>com pai e filho? (Espera-se que os estudantes tenham episódios familiares similares aos</p><p>do texto, no contexto de impasse com responsáveis por eles).</p><p>Combine com a turma para que cada um conte para um colega sobre uma experiência parecida</p><p>com a do texto que leram. Ao término dessa atividade, avalie com a turma sobre o</p><p>comportamento nas exposições: risos, repetições, gestos, movimentos de concordância e</p><p>interrupções.</p><p>Proponha que cada dupla decida qual dos episódios contados entre eles poderia tornar uma</p><p>crônica, como a “Hora de dormir”.</p><p>Facilite todas as etapas das atividades. Auxilie-os a delimitar as falas com os travessões, ajude-</p><p>os na adequação da pontuação (ponto final, vírgulas, sinais de interrogação, reticências e</p><p>exclamações). Reforce na sua assistência que os sinais marcam as expressões características da</p><p>oralidade do texto. Auxilie-os na busca do dicionário de modo a localizar palavras que esclareçam</p><p>significados, reconhecendo aqueles mais plausíveis para o contexto. Combine com a turma que</p><p>cada dupla ficará incumbida da interpretação do texto, oralmente. Advirta-os para o treino da</p><p>leitura, a fim de que ela se aproxime ao máximo do diálogo falado. No caso de estudante surdo,</p><p>apoie o trabalho da intérprete de Libras nesta tarefa.</p><p>4º MOMENTO</p><p>Organização da turma À escolha do professor(a).</p><p>Recursos e providências</p><p>Computador, projetor multimídia, tela, smart TV. Acesso à</p><p>internet. Dispositivos que possam gravar vídeo.</p><p>Revise os textos com a colaboração de seus respectivos autores. Auxilie-os na edição desses</p><p>textos, fazendo a digitação e salvando-os em drive. Decida com a turma a preparação da</p><p>apresentação das duplas, com a projeção dos seus respectivos textos. Esta apresentação poderá</p><p>ser gravada. Assim, estes vídeos podem ser uma rica coletânea para apresentações em</p><p>comemorações que incluem a comunidade escolar.</p><p>116</p><p>ANEXO</p><p>TEXTO: HORA DE DORMIR</p><p>Hora de dormir</p><p>Fernando Sabino</p><p>Por que não posso ficar vendo televisão?</p><p>— Porque você tem de dormir.</p><p>— Por quê?</p><p>— Porque é assunto de gente grande, que você não entende.</p><p>— Estou entendendo tudo.</p><p>— Mas não serve para você. É impróprio.</p><p>— Vai ter mulher pelada?</p><p>— Que bobagem é essa? Ande, vá dormir que você</p><p>Tem colégio amanhã cedo.</p><p>— Todo dia eu tenho.</p><p>— Está bem, todo dia você tem. Agora desligue isso e vá dormir.</p><p>— Espera um pouquinho.</p><p>— Não espero não.</p><p>— Você vai ficar aí vendo e eu não vou.</p><p>— Fico vendo não, pode desligar. Tenho horror à televisão. Vamos, obedeça a seu pai.</p><p>— Os outros meninos todos dormem tarde, só eu que durmo cedo.</p><p>— Não tenho nada que ver com os outros meninos: tenho que ver com meu filho. Já para</p><p>a cama.</p><p>— Também eu vou para a cama e não durmo, pronto. Fico acordado a noite toda.</p><p>— Não comece com coisa não, que eu perco a paciência.</p><p>— Pode perder.</p><p>— Deixe de ser malcriado.</p><p>— Você mesmo que me criou.</p><p>— O quê? Isso é maneira de falar com seu pai?</p><p>— Falo como quiser, pronto.</p><p>— Não fique respondendo não: cale essa boca.</p><p>— Não calo. A boca é minha.</p><p>— Olha que eu ponho de castigo.</p><p>— Pode pôr.</p><p>— Venha cá! Se der mais um pio, vai levar umas palmadas.</p><p>— Quem é que anda lhe ensinando esses modos?</p><p>Você está ficando é muito insolente.</p><p>— Ficando o quê?</p><p>— Atrevido, malcriado. Eu com sua idade já sabia obedecer. Quando é que eu teria</p><p>coragem de responder a meu pai como você faz. Ele me descia o braço, não tinha</p><p>https://cronicabrasileira.org.br/</p><p>https://cronicabrasileira.org.br/</p><p>https://cronicabrasileira.org.br/</p><p>https://cronicabrasileira.org.br/cronicas</p><p>https://cronicabrasileira.org.br/cronicas</p><p>117</p><p>conversa. Eu porque sou muito mole, você fica abusando.... Quando ele falava está na</p><p>hora de dormir, estava na hora de dormir.</p><p>— Naquele tempo não tinha televisão. — Mas tinha outras coisas.</p><p>— Que outras coisas?</p><p>— Ora, deixe de conversa. Vamos desligar esse negócio. Pronto, acabou-se. Agora é tratar</p><p>de dormir.</p><p>— Chato.</p><p>— Como? Repete, para você ver o que acontece. — Chato.</p><p>— Tome, para você aprender. E amanhã fica de castigo, está ouvindo? Para aprender a</p><p>ter respeito a seu pai.</p><p>— E não adianta ficar aí chorando feito bobo.Venha cá.</p><p>— Amanhã eu não vou ao colégio.</p><p>— Vai sim senhor. E não adianta ficar fazendo essa carinha, não pense que me comove.</p><p>Anda, venha cá.</p><p>— Você me bateu...</p><p>— Bati porque você mereceu. Já acabou, pare de chorar. Foi de leve, não doeu nem nada.</p><p>Peça perdão a seu pai e vá dormir.</p><p>— ...</p><p>— Por que você é assim, meu filho? Só para me aborrecer. Sou tão bom para você e você</p><p>não reconhece. Faço tudo que você me pede, os maiores sacrifícios. Todo dia trago para</p><p>você uma coisa da rua. Trabalho o dia todo por sua causa</p><p>mesmo, e quando chego em casa para descansar</p><p>um pouco, você vem com essas coisas. Então é assim que se faz?</p><p>— ...</p><p>— Então você não tem pena de seu pai? Vamos!</p><p>Tome a bênção e vá dormir.</p><p>— Papai.</p><p>— Que é?</p><p>— Me desculpe.</p><p>— Está desculpado. Deus o abençoe. Agora vai.</p><p>— Por que não posso ficar vendo televisão?</p><p>Fonte: (Portal da Crônica Brasileira, 2018)</p><p>https://cronicabrasileira.org.br/</p><p>https://cronicabrasileira.org.br/</p><p>https://cronicabrasileira.org.br/cronicas</p><p>https://cronicabrasileira.org.br/</p><p>https://cronicabrasileira.org.br/cronicas</p><p>118</p><p>PRÁTICAS DE LINGUAGENS:</p><p>Oralidade.</p><p>Leitura/escuta (compartilhada e autônoma).</p><p>Análise linguística/semiótica (ortografização).</p><p>Produção de textos (escrita compartilhada e autônoma).</p><p>OBJETO(S) DE</p><p>CONHECIMENTO:</p><p>HABILIDADE(S):</p><p>Estratégia de leitura.</p><p>Estratégia de leitura.</p><p>Estratégia de leitura.</p><p>Conhecimento das diver-</p><p>sas grafias do alfabeto.</p><p>Acentuação.</p><p>Planejamento de texto.</p><p>(EF15LP02A) Estabelecer expectativas em relação ao texto que</p><p>vai ler (pressuposições antecipadoras dos sentidos, da forma e</p><p>da função social do texto), apoiando-se em seus conhecimentos</p><p>prévios sobre as condições de produção e recepção desse texto,</p><p>(o gênero, o suporte e o universo temático, bem como sobre</p><p>saliências textuais, recursos gráficos, imagens, dados da própria</p><p>obra (índice, prefácio etc.).</p><p>(EF15LP02B) Confirmar antecipações e inferências realizadas</p><p>antes e durante a leitura de textos, checando a adequação das</p><p>hipóteses realizadas.</p><p>(EF15LP03) Localizar informações explícitas em textos.</p><p>(EF04LP04) Usar acento gráfico (agudo ou circunflexo) em</p><p>paroxítonas terminadas em -i(s), -l, -r, -ão(s).</p><p>(EF15LP05A) Planejar, com a ajuda do professor, o texto que</p><p>será produzido, considerando a situação comunicativa, os</p><p>interlocutores (quem escreve/para quem escreve); a finalidade</p><p>ou o propósito (escrever para quê); a circulação (onde o texto</p><p>vai circular); o suporte (qual é o portador do texto); a linguagem,</p><p>organização e forma do texto e seu tema.</p><p>PLANEJAMENO 4º ANO</p><p>TEMA DE ESTUDO: Tem livro por aí.</p><p>A) APRESENTAÇÃO:</p><p>Professor(a), à revelia da tecnologia, a escola ainda continua sendo o repositório de portadores</p><p>de material físico impresso: do caderno pessoal do estudante, aos arquivos de histórico escolar</p><p>dos estudantes que por ela passaram, dos “cantinhos de leitura nas salas de aula, à biblioteca</p><p>com todo o acervo. Em meio a aparelhos de SmartTV, notebooks, tablets, celulares,</p><p>computadores, o recurso didático pedagógico mais acessível e disponível na escola,</p><p>especialmente a sala de aula, continua sendo o universo particular de portadores de textos físicos.</p><p>A profusão de gêneros textuais, concomitante com o acelerado avanço das tecnologias vêm</p><p>desfalcando dos usuários do sistema de escrita o conhecimento que já fora quase tácito de como</p><p>se organizam os portadores físicos de textos: livros, dicionários, enciclopédias, gibis, revistas,</p><p>jornais, encartes. Cabalmente, a escola é ainda a guardiã do atual número de exemplares físicos</p><p>de textos de variados gêneros. É a escola, a agência de apropriação de conhecimento</p><p>119</p><p>historicamente construído. Ela tem, no seu repertório de saberes, a função de assessorar os</p><p>estudantes no reconhecimento dos impressos físicos.</p><p>O objetivo desse planejamento é que o estudante realize antecipações, ao longo do processo de</p><p>leitura, a partir tanto da recuperação do contexto de produção e de recepção do texto a ser lido</p><p>quanto do universo temático em jogo. É possível articular essas informações com pistas</p><p>fornecidas pelo próprio texto, para realizar previsões sobre o conteúdo. Durante a leitura do texto,</p><p>essa articulação permite inferir dados implícitos</p><p>e verificar antecipações e inferências realizadas.</p><p>Os vetores desta habilidade são: a) a antecipação de informações sobre o conteúdo do texto</p><p>(posições, tratamento temático, visão do interlocutor, valores etc.); b) a realização de inferências,</p><p>seja a partir de dados do texto, das informações trazidas pelo professor sobre o contexto de</p><p>produção ou do conhecimento prévio do estudante; c) a verificação tanto das antecipações</p><p>realizadas quanto das inferências. O uso dessas informações é importante durante todo o</p><p>processo de leitura, pois permite uma melhor compreensão e maior fluência. A progressão pode</p><p>se dar com base nos gêneros abordados, no foco do trabalho didático (mobilização de</p><p>conhecimentos prévios; recuperação do contexto de produção; antecipações; produção de</p><p>inferências; verificação) e no grau de autonomia do estudante na etapa de ensino em jogo.</p><p>Nesse planejamento, observa-se que reconhecer e conhecer uma razoável soma de gêneros</p><p>textuais perpassa pela sua historicidade de edição. Nele, sugerimos atividades que propicia aos</p><p>estudantes o estabelecimento de expectativas em relação ao texto que será lido (pressuposições</p><p>antecipadoras dos sentidos, forma e função social do texto, gênero, suporte e o universo</p><p>temático, bem como saliências textuais, recursos gráficos, imagens, dados da própria obra</p><p>(índice, prefácio etc.).</p><p>B) DESENVOLVIMENTO:</p><p>1º MOMENTO</p><p>Organização da turma À escolha do professor(a).</p><p>Recursos e providências Texto impresso.</p><p>Tratando-se dos nossos primeiros planejamentos do ano letivo, iniciando o primeiro período</p><p>bimestral, sugerimos aqui a leitura de um fragmento de conto, cuja cena se passa numa sala de</p><p>aula. Aqui, fazemos a inversão das práticas de apresentação inicial do suporte físico, que</p><p>estimulam os estudantes a expressarem suas inferências sobre o que vão ler, a partir de seus</p><p>conhecimentos prévios sobre as condições de produção e recepção desse texto, (o gênero, o</p><p>suporte e o universo temático, bem como sobre saliências textuais, recursos gráficos, imagens,</p><p>dados da própria obra (índice, prefácio etc.). Será aqui, sugerida a projeção do texto nos recursos</p><p>de mídia, para estimular nos estudantes o interesse pelo portador impresso em que o texto está</p><p>inserido conforme exemplo a seguir:</p><p>120</p><p>Imagem 2: Miolo do livro</p><p>121</p><p>Fonte: (Bojunga, 2003)</p><p>Leia o texto. Ao finalizar a leitura, faça a interlocução do texto com a classe:</p><p>• Em que lugar acontece a cena no texto? (A resposta está explícita no título do texto e</p><p>referendada no corpo do texto).</p><p>• O que o texto apresenta no início? (Espera-se que os estudantes explicitem o anúncio</p><p>do narrador à pergunta do professor(a) de geografia).</p><p>• O que o professor(a) de geografia perguntou? (Espera-se que os estudantes</p><p>respondam que perguntou a um estudante como era o nome dele).</p><p>• O que nós leitores supomos sobre o estudante a quem o professor(a) fez a pergunta?</p><p>(Espera-se que os estudantes respondam que é novato na turma).</p><p>• O que podemos deduzir, quando o professor(a) perguntou “Como?”, depois do</p><p>estudante falar o seu nome? (Espera-se que os estudantes expliquem a surpresa do</p><p>professor(a), ao ouvir um nome incomum, justificando que à frente o personagem</p><p>sugere tratá-lo como os familiares, que o chamam de “Tuca”).</p><p>• Quando a turma riu, qual foi a reação de Tuca? (Espera-se que os estudantes</p><p>explicitem que o personagem entendeu que a turma riu do seu nome).</p><p>122</p><p>• E para vocês? Como entenderam a razão do riso da turma? (Espera-se que os</p><p>estudantes explicitem que o riso pode ser interpretado como a reação de receptividade</p><p>ao novo colega e abertura para aproximarem-se dele, diminuindo a primeira</p><p>impressão: calado e solitário).</p><p>• Quando finalizou a aula e a turma foi para o recreio, o personagem continuou com o</p><p>mesmo comportamento? Espera-se que os estudantes concordem que sim: “na hora</p><p>do recreio ficava sempre estudando” “Tuca nem se mexeu”.</p><p>• De acordo com o texto, qual acontecimento provocou reações ao Tuca? (Espera-se</p><p>que os estudantes mencionem as demonstrações do desejo pelo sanduíche que o</p><p>colega de turma trazia nas mãos, retornando à classe, para acabar um trabalho).</p><p>• Qual foi a reação do colega, ao perceber as reações do Tuca relacionadas ao sanduíche</p><p>que ele comia? (Espera-se que os estudantes mencionem os gestos generosos do</p><p>colega da classe: “fez um ar meio distraído e estendeu o sanduíche”, deixando para o</p><p>Tuca todo o restante, chegando até a comprar outros dois sanduíches: outro para ele</p><p>e mais um para o Tuca).</p><p>Acredita-se que apesar do interesse pelos desdobramentos do enredo, é recomendável explorar</p><p>os recursos gráficos na página:</p><p>▪ O que vemos no topo da página, antes do texto? (Espera-se que os estudantes</p><p>explicitem a observação do número 2 antes do título do texto e da ilustração</p><p>remetendo ícones de sala de aula: cadernos, relógio de parede).</p><p>▪ As ilustrações são adequadas para o texto? (Espera-se que as crianças expressem</p><p>a adequação: os cadernos, representando o objeto em que Tuca se apoiava na</p><p>solidão; o relógio como símbolo do tempo de isolamento do Tuca no meio da turma</p><p>alegre e do professor cordial).</p><p>▪ Qual a dedução de vocês sobre a ilustração do número 2? (Espera-se que os</p><p>estudantes deduzam que é para marcar parte de um conto, de uma história).</p><p>Ainda sem citar a obra a que pertence o texto, confirme com os estudantes essas inferências.</p><p>2º MOMENTO</p><p>Organização da turma À escolha do professor(a).</p><p>Recursos e providências Livro físico.</p><p>Pergunte à turma se costumam ocupar-se com leitura em materiais que não sejam em dispositivos</p><p>eletrônicos.</p><p>Questione-os sobre a frequência de leitura de livros. Faça um levantamento sobre o uso da</p><p>biblioteca pelos estudantes: não, sim, porque sim, porque não, muito uso, pouco uso, gosto, não</p><p>gosto.</p><p>123</p><p>Projete a capa do livro físico (se faz parte do acervo na biblioteca da escola, ou se tiver como</p><p>obtê-lo, fica dispensada a projeção). Fale daquilo que faz o texto tornar-se livro, como descreve</p><p>a professora Ana Maria Bernardes: “Paratexto ou perigrafia é tudo aquilo que transforma o texto</p><p>em um livro. Em outras palavras, é tudo que faz parte do livro (capa, título, ilustrações, prefácio</p><p>dentre outros, mas não é o texto propriamente dito” (Bernardes, 2016, p. 53).</p><p>Instigue os estudantes a observarem criteriosamente os detalhes da capa. A impressão do nome</p><p>da autora, os recursos da ilustração (a colagem de selo para a remissão de carta, o carimbo da</p><p>agência de correios, a relação do título da obra com a ilustração, o significado da logomarca no</p><p>fim da capa etc. Explore a capa do livro, pois ela é um meio de imergir os estudantes no</p><p>conhecimento da concepção de livro, concepção esta que vem se distanciando da realidade dos</p><p>leitores devido a intensa imersão virtual. Nessa prática há a possibilidade de estabelecer</p><p>expectativas em relação ao texto que será lido (pressuposições antecessoras dos sentidos, da</p><p>forma e da função social do texto).</p><p>Imagem 3: Capa de livro</p><p>Fonte: (Reis, 2023)</p><p>Passe para a apreciação da capa, a falsa folha de rosto (somente com o título) da sobrecapa, da</p><p>primeira capa com a delicadeza da identidade da ilustradora, em meio a informações</p><p>bibliográficas. Mostre e indique a importância da ficha catalográfica, folha da dedicatória, do</p><p>sumário. Mostre que o livro físico tem o que se define Lombada (o lado da costura, o dorso, o</p><p>lombo onde ficam presas ou coladas as folhas do livro.</p><p>3º MOMENTO</p><p>Organização da turma À escolha do professor(a).</p><p>Recursos e providências Livro físico.</p><p>124</p><p>Espera-se que esse percurso provoque nos estudantes interesse em manusear livros impressos.</p><p>É uma proposta didática que não pode ser esquecida. Os livros didáticos, apostilas editadas e</p><p>cadernos didáticos se organizam tecnicamente nos moldes apresentados. Os estudantes têm e</p><p>continuarão</p><p>tendo, necessidades de manuseio do impresso físico por um longo tempo. Vale</p><p>sempre passar por esse percurso, a cada oportunidade de um livro desconhecido que chegar à</p><p>classe ou que será reconhecido na classe em propostas de aprendizagem: o livro didático do novo</p><p>ano, por exemplo, o livro de história lido por você, os livros utilizados na biblioteca ou na sala de</p><p>aula.</p><p>Proponha, com a turma, a revisão desses conhecimentos na próxima aula de uso de biblioteca.</p><p>Dê-lhes a orientação de escolherem o volume que desejarem, sem restrição. Solicite que</p><p>retornem aos lugares e abra uma roda de apresentação do volume selecionado. Auxilie os</p><p>estudantes a apresentarem o conjunto paratextual, folheando a partir da mostra da lombada em</p><p>diante. Esta prática contribui para aguçar o interesse deles pelo conteúdo do volume.</p><p>Imagem 4: Livro</p><p>Fonte: (Adaptada de PNGWING, 2023)</p><p>Pode ser que neste momento haja volumes de coleção enciclopédica, manuais de instrução,</p><p>revistas pedagógicas, revistas de divulgação científica, livros religiosos, literatura brasileira e até</p><p>de volumes que não apresentem os critérios de edição. Após essa prática, os estudantes devem</p><p>ser orientados a deixar os volumes sobre as mesas, pois a organização deles obedece a critérios</p><p>que o leitor não é destinado a executar. Deixar cuidadosamente o volume consultado em mesas</p><p>da biblioteca é uma forma de não levá-lo para o lugar que não é o mesmo de onde foi retirado.</p><p>Observe como os estudantes reagem a partir dessa prática de procura do livro que o interesse.</p><p>Separe sempre um tempo, nas aulas de comentários do livro lido para a apresentação de uma</p><p>perigrafia do volume. Esta rotina influenciará muito nas escolhas dos estudantes que</p><p>demonstraram expectativas em relação ao texto que vão ler (pressuposições antecipadoras dos</p><p>sentidos, da forma e da função social do texto).</p><p>125</p><p>PRÁTICAS DE LINGUAGENS:</p><p>Oralidade.</p><p>Leitura/escuta (compartilhada e autônoma).</p><p>Análise linguística/semiótica (ortografização).</p><p>Produção de textos (escrita compartilhada e autônoma).</p><p>OBJETO(S) DE</p><p>CONHECIMENTO:</p><p>HABILIDADE(S):</p><p>Formação do leitor li-</p><p>terário.</p><p>Leitura multissemiótica.</p><p>Leitura colaborativa e</p><p>autônoma.</p><p>Conhecimento das di-</p><p>versas grafias do alfabeto.</p><p>Acentuação.</p><p>Morfologia.</p><p>Planejamento de Texto.</p><p>Progressão temática e</p><p>paragrafação.</p><p>(EF15LP15) Reconhecer que os textos literários fazem parte do</p><p>mundo imaginário e apresentam uma dimensão lúdica, de</p><p>encantamento, valorizando-os, em sua diversidade cultural, como</p><p>patrimônio artístico da humanidade.</p><p>(EF15LP18) Relacionar texto com ilustrações e outros recursos</p><p>gráficos.</p><p>(EF15LP16) Ler e compreender, em colaboração com os colegas e</p><p>com a ajuda do professor e, mais tarde, de maneira autônoma,</p><p>textos narrativos de maior porte como contos (populares, de fadas,</p><p>acumulativos, de assombração etc.) e crônicas.</p><p>(EF04LP04) Usar acento gráfico (agudo ou circunflexo) em</p><p>paroxítonas terminadas em -i(s), -l, -r, -ão(s).</p><p>(EF04LP08) Reconhecer e grafar, corretamente, palavras derivadas</p><p>com os sufixos -agem, -oso, -eza, -izar/-isar (regulares</p><p>morfológicas).</p><p>(EF35LP09) Organizar o texto em unidades de sentido, dividindo-o</p><p>em parágrafos segundo as normas gráficas e de acordo com as</p><p>características do gênero textual.</p><p>PLANEJAMENO 4º ANO</p><p>TEMA DE ESTUDO: O encontro de contos.</p><p>A) APRESENTAÇÃO:</p><p>O enfoque do componente curricular da Língua Portuguesa é o do ensino pautado nos gêneros</p><p>textuais. Uma vez que são inumeráveis, todos aqueles que são originários de um gênero</p><p>específico e contribuem para caracterizar vários deles, configuram-se em instâncias de um</p><p>“domínio discursivo” (MARCUSCHI, 2017). O poema, o romance, o conto, a fábula, a crônica, a</p><p>lenda, a peça teatral, a memória são gêneros textuais do domínio literário. Na leitura desse tipo</p><p>textual é especialmente importante supor a previsão curricular de estratégias didáticas que</p><p>progridem do trabalho em colaboração para a conquista da autonomia. É possível propor</p><p>atividades de leitura colaborativa coletiva, destinadas a modelizar procedimentos de articulação</p><p>entre texto verbal e visual, analisando, inclusive, o projeto gráfico-editorial como um todo.</p><p>Propostas de apreciações estéticas e afetivas colaboram para a percepção, pelo estudante, das</p><p>diferentes perspectivas pelas quais uma obra pode ser vista. A progressão pode basear-se em</p><p>critérios como a complexidade do gênero e dos textos previstos, o tipo de ilustração e/ou recurso</p><p>126</p><p>gráfico a ser abordado, a maior ou menor relevância da ilustração para a compreensão do texto</p><p>ou o grau de autonomia do estudante a cada etapa do ensino.</p><p>A instância discursiva desses gêneros caracteriza-se pela ficcionalidade. Portanto, conforme Beth</p><p>Marcuschi (2017, p. 336) cita Jaguaribe “embora se assente, em princípio, no real, dele se aparta,</p><p>criando um mundo paralelo cujas regras podem chegar a subverter a lógica natural.” (2007, p.</p><p>221-222, apud Marcuschi, 2017). Tratando-se do gênero literário conto, por exemplo, na sua</p><p>ficcionalidade, vale salientar que, assim como a novela e o romance, ele é do tipo narrativo.</p><p>Entretanto, em contraste com o romance, por exemplo, o conto é curto, “de configuração material</p><p>narrativa não extensa, historicamente verificável.” (COSTA, 2012, p. 86). Caracterizam ainda o</p><p>conto literário: “número reduzido de personagens e tipos, esquema temporal e ambiental</p><p>econômico, muitas vezes restrito; uma ou poucas ações, concentrando os eventos e não</p><p>permitindo intrigas secundárias como no romance (...)” (COSTA, 2012, p. 86,87). Estas</p><p>características do conto literário – extensão e síntese – advêm da sua origem sociocultural. Com</p><p>função lúdica e moralizante, os contos são os casos das comunidades, que seduzem os</p><p>contadores. “socioculturalmente”, portanto, o conto literário tem sua origem na cultura oral (...)”</p><p>(COSTA, 2012, p. 86,87).</p><p>Nesse planejamento trataremos do gênero conto popular. Os contos populares são heranças de</p><p>crenças e mitos primitivos que se adaptaram a novos contextos culturais. Também são breves e</p><p>curtos, com ação concentrada. Os personagens são poucos, geralmente anônimos, (rei, princesa,</p><p>dragão, padre, moleiro dentre outros).</p><p>Frequentemente são introduzidos com “Era uma vez…” marcando a indefinição temporal e</p><p>situando no mundo ficcional. O que diferencia o conto popular do conto literário é a sua origem.</p><p>Este vem das camadas não letradas da população o que o faz parte da literatura oral tradicional,</p><p>transmitida de geração em geração. Quanto à produção, o conto popular tem a comunidade que</p><p>o legitima na tradição de um povo, enquanto no conto literário tem um escritor ou autor.</p><p>B) DESENVOLVIMENTO:</p><p>1º MOMENTO</p><p>Organização da turma À escolha do professor(a).</p><p>Recursos e providências Texto impresso.</p><p>Professor(a), inicie a aula dizendo aos estudantes que irão ler um conto. A antecipação do</p><p>conceito de conto não é indispensável no caso desse gênero para evitar o risco de não ficar clara</p><p>a distinção do conceito entre os diversos gêneros literários do tipo narrativo que os estudantes</p><p>já reconhecem, como os contos de fadas, os casos, as lendas, as fábulas. Faça a leitura oral,</p><p>enquanto a turma deve acompanhar.</p><p> TEXTO: O PESACADOR ( ícone clicável)</p><p>Informe para as crianças que o conto é reconhecido como da cultura popular da região de</p><p>Pernambuco. Explique que os contos populares são heranças de crenças e mitos primitivos.</p><p>127</p><p>Demonstre que fazem parte da literatura oral tradicional, transmitida de geração em geração.</p><p>Chame a atenção sobre a brevidade do conto, que é a característica de ser curto, “sem delongas”,</p><p>como os contos de fadas, por exemplo. Enfatize que sendo de tradição oral, o conto popular tem</p><p>uma pretensão moralizante. Explique claramente sobre esse princípio da temática dos contos</p><p>populares.</p><p>Adote dinâmicas de leitura do conto, de modo que toda a classe participe</p><p>e incorpore o enredo</p><p>do conto: intercale a leitura com você e os estudantes, “passando o fio”, de um para outro, sem</p><p>perder o sentido do enredo.</p><p>2º MOMENTO</p><p>Organização da turma À escolha do professor(a).</p><p>Recursos e providências Texto impresso.</p><p>Neste momento, a reflexão do estudo do texto deve perpassar para além do reconhecimento da</p><p>estrutura do gênero conto popular (curto, tradição oral, ações dos personagens concentradas).</p><p>Conduza as reflexões interpretativas que explorem a compreensão do contexto social de</p><p>circulação do gênero, como o traço moralizante: a subserviência dos “súdito”, o protagonismo da</p><p>figura feminina que, com sabedoria, vence as duas figuras masculinas poderosas: o pai e o rei.</p><p>Interpretação do conto: O pescador</p><p>• Quais são os personagens do conto “O pescador?” (Espera-se que os estudantes</p><p>citem o pescador, sua filha e o rei).</p><p>• Como o narrador se refere à filha do pescador no percurso do conto? (Espera-se</p><p>que os estudantes citem a referência como moça).</p><p>• O pescador, achando uma pedra preciosa, voltou para casa muito alegre. Na sua</p><p>opinião, qual a razão da alegria do pescador? (Espera-se que os estudantes</p><p>expressem a expectativa do pescador em agradar o rei).</p><p>• Na sua opinião, por que a filha não concordou com a decisão do pai em entregar a</p><p>joia para o rei? (Espera-se que os estudantes reflitam coletivamente sobre esta</p><p>atitude da personagem e sejam capazes de expressar a demonstração de</p><p>independência e de direito à liberdade da filha).</p><p>• O pescador, não dando importância ao apelo da filha, foi ter com o rei para agradá-</p><p>lo oferecendo a joia. O que aconteceu depois que o rei recebeu a jóia? (Espera-se</p><p>que os estudantes relatem a ordem do rei ao pescador: a decepção do pescador, a</p><p>astúcia e a sabedoria da filha na resolução da trama).</p><p>128</p><p>3º MOMENTO</p><p>Organização da turma À escolha do professor(a).</p><p>Recursos e providências</p><p>Papéis sulfite, lápis pretos, borrachas, réguas, lápis de cores,</p><p>fitas adesivas, cordões para varais, pregadores de roupa de</p><p>madeira.</p><p>Professor(a), como em qualquer gênero textual, de quaisquer domínios discursivos, uma vez</p><p>anexadas ilustrações ou outros recursos gráficos, serão esses elementos significativos para a</p><p>compreensão global do texto verbal. Adote práticas didáticas que favoreçam a apropriação da</p><p>habilidade de relacionar texto com ilustrações e outros recursos gráficos. Nesta etapa sugerimos</p><p>que você provoque os estudantes a ilustrarem o conto que acompanharam na sua leitura. Vale</p><p>ressaltar a importância dessa leitura fluente, já que garante as entonações necessárias para o</p><p>pleno deleite e compreensão dos estudantes.</p><p>Planeje com a turma a representação do conto no gênero quadrinhos. Disponibilize para os</p><p>estudantes os recursos dos quadrinhos de modo que possam enquadrar as cenas do conto:</p><p>quadros ou vinhetas, retângulos para legendas, balões de fala, gritos, raiva, sussurro, sonhos;</p><p>metáforas visuais (estrelinhas, por exemplo) e figuras cinéticas (representação de trajetória de</p><p>movimento). A representação do conto nesta perspectiva, dando foco na relação entre linguagem</p><p>verbal e não verbal, contemplará também a competência de reconhecer o texto em unidades de</p><p>sentido. Assim, os estudantes, com sua mediação, estarão habilitando-se na capacidade de dividir</p><p>o texto em parágrafos segundo as normas gráficas e de acordo com as características do gênero</p><p>textual. Faça as produções, com os estudantes organizados em equipes. Depois façam vinhetas</p><p>contemplando “parte” do texto.</p><p>Na produção destes quadrinhos, incentive os estudantes a inclusão nos registros, enfatizando a</p><p>adjetivação dos personagens, dos cenários, dos episódios. Contextualize a grafia correta de</p><p>palavras derivadas com os sufixos -agem, -oso, -eza, -izar/-isar – rei maldoso, a princesa</p><p>com coragem, a princesa bondosa, a realeza, a riqueza do presente etc. Esta tarefa pode ficar</p><p>em exposição na sala ou pode fazer parte de um projeto literário com a participação de outras</p><p>turmas da escola.</p><p>129</p><p>ANEXO</p><p>TEXTO: O PESCADOR</p><p>O pescador</p><p>Sílvio Romero</p><p>Havia um homem que era pescador e tinha uma filha. Um dia, ele foi pescar e achou</p><p>uma jóia no mar, muito bonita. Ele voltou para casa muito alegre e disse à filha: “Minha filha,</p><p>eu vou dar esta jóia de presente ao rei.” A filha disse que ele não desse, e antes guardasse,</p><p>mas o velho não a ouviu e levou a jóia ao rei.</p><p>Este recebeu a jóia e disse ao velho que (sob pena de morte) queria que ele lhe levasse</p><p>sua filha ao palácio: nem de noite, nem de dia, nem a pé,́ nem a cavalo, nem nua, nem</p><p>vestida. O velho pescador voltou para casa muito triste, vendo a filha, perguntou-lhe o que</p><p>tinha.</p><p>Então, o pai respondeu que estava triste porque o rei tinha-lhe ordenado que ele a</p><p>levasse, nem de dia, nem de noite, nem a pé, nem a cavalo e nem nua, nem vestida. A moça</p><p>disse ao pai que descansasse, que ficava tudo por conta dela, e pediu que lhe desse uma</p><p>porção de algodão e saiu montada no carneirinho.</p><p>Quando chegaram no palácio, o rei ficou muito contente e satisfeito, porque o velho</p><p>tinha cumprido o que havia ordenado sob pena de morte. A moça ficou no palácio e o rei</p><p>disse-lhe que ela podia escolher e levar para casa a coisa de que mais lhe agradasse dali.</p><p>Na ocasião do jantar, a moça deitou um bocado de dormideira no copo de vinho do</p><p>rei e chamou os criados e mandou preparar uma carruagem. Quando o rei tomou o vinho,</p><p>deu-lhe logo muito sono e foi dormir. A carruagem já estava preparada e a moça mandou os</p><p>criados botarem o rei dentro e largou-se para casa.</p><p>Quando o rei acordou da dormideira, achou-se na casa do velho pescador, deitado em</p><p>uma cama e com a cabeça no colo da moça. O rei ficou muito espantado e perguntou o que</p><p>queria dizer aquilo. Ela então respondeu que ele tinha dito que podia trazer do palácio aquilo</p><p>que mais lhe agradasse e do que mais ela se agradou foi dele. O rei ficou muito contente de</p><p>ver a sabedoria da moça e casou-se com ela, havendo muita festa no reino.</p><p>Fonte: (Poeteiro, 2017)</p><p>F</p><p>o</p><p>n</p><p>te</p><p>:</p><p>(F</p><p>re</p><p>e</p><p>p</p><p>ik</p><p>,</p><p>[2</p><p>0</p><p>2</p><p>3</p><p>])</p><p>130</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>BERNARDES, Ana Maria. O paratexto. Anais da Semana de Estudos de Língua</p><p>Portuguesa, [S.l.], v. 1, n. 3, p. 53-56, mar. 2015. ISSN 2447-052X. Disponível em:</p><p>http://www.periodicos.letras.ufmg.br/index.php/anais_lingua_portuguesa/article/view/8030.</p><p>Acesso em: 18 out. 2023.</p><p>BOJUNGA, Lygia. Tchau. 17 ed. Rio de Jneiro: Csa Lygia Bojunga, 2003.</p><p>BEZERRA, Jéssica Tayrine Gomes de Melo. Plano de Aula: Rodas de leitura. Nova Escola, [s.</p><p>l.], 2023. Disponível em: https://novaescola.org.br/planos-de-aula/fundamental/4ano/lingua-</p><p>portuguesa/rodas-de-leitura/3126. Acesso em: 06 jun. 2023.</p><p>BOJUNGA, Lygia. Tchau. 15. ed. /5 impr. Rio de Janeiro: Agir. 2002, 80 p.</p><p>COSTA, Sérgio Roberto. Dicionário de Gêneros Textuais. 3 ed.rev. ampl. Belo Horizonte-</p><p>MG: Autêntica, 2012, p. 92.</p><p>DE GRANDE, Paula Baracat. Oficina: Letramento com temas da comunidade. Plataforma do</p><p>Letramento. CENPEC, [s. l.], 15/05/2023. Disponível em:</p><p>https://www.cenpec.org.br/oficinas/letramento-temas-da-comunidade. Acesso em: 14 out.</p><p>2023.</p><p>DESIGN de livros fratelli Friedland Paper, livro, ângulo, branco, texto. Pingwing, [s. l.], 2023.</p><p>( Disponível em: https://www.pngwing.com/pt/free-png-sgkbf. Acesso em: 18 out. 2023.</p><p>FÁBULAS de Esopo. A Assembleia dos Ratos. Pensador. [s. l.], 2005-023. Disponível em:</p><p>https://www.pensador.com/frase/Njg1Nzg/. Acesso em: 15 dez. 2023.</p><p>FREEPIK. Pessoas, desfrutando, seu, tempo livre. [s. l.], 2023. Disponível em:</p><p>https://br.freepik.com/vetores-gratis/pessoas-desfrutando-seu-tempo-</p><p>livre_4832920.htm#page=4&query=o%20pescador%20e%20a%20joia&position=40&from_vie</p><p>w=search&track=ais&uuid=996be3e4-93f3-462b-838c-08e36b504de9. Acesso em: 27 dez.</p><p>2023.</p><p>KURODA, Matheus Seiji Bazaglia. Plano de Aula: Leitura de mitos: reconhecer valores</p><p>socioculturais no texto. Ensino Fundamental, 6º ano, Língua Portuguesa. Nova Escola. [s.</p><p>l.], 2023. Disponível em: https://novaescola.org.br/plano-de-aula/3161/leitura-de-mitos-</p><p>reconhecer-valores-socioculturais-no-texto. Acesso em: 06 jun. 2023.</p><p>MENDES, Iba. O pescador (Conto), de Sílvio Romero. Prosa-Verso_Poeteiro, [s. l.], 16/12/2017.</p><p>Disponível em: http://www.poeteiro.com/2017/12/o-pescador-conto-de-silvio-romero.html.</p><p>Acesso em: 19 dez. 2023.</p><p>MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação. Currículo Referência de Minas Gerais:</p><p>educação infantil, o ensino fundamental. Escola de Formação e Desenvolvimento</p><p>Profissional de Educadores de Minas Gerais, [s. l.], 2022. Disponível em:</p><p>http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/implementacao/curriculos_estados/documento_c</p><p>urricular_mg.pdf. Acesso em: 05 fev. 2023.</p><p>MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação. Material de Apoio Pedagógico para</p><p>Aprendizagem. Ciclo Alfabetização. Ensino fundamental - anos iniciais. 1º bimestre. Escola de</p><p>Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2023.</p><p>Disponível em: https://drive.google.com/file/d/1EIACSjyKsEAC8IEiUhHSvgHsGGQII8sH/view.</p><p>Acesso em: 20 out. 2023.</p><p>MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação. Plano de Curso: ensino fundamental -</p><p>http://www.periodicos.letras.ufmg.br/index.php/anais_lingua_portuguesa/article/view/8030</p><p>https://novaescola.org.br/planos-de-aula/fundamental/4ano/lingua-portuguesa/rodas-de-leitura/3126</p><p>https://novaescola.org.br/planos-de-aula/fundamental/4ano/lingua-portuguesa/rodas-de-leitura/3126</p><p>https://www.cenpec.org.br/oficinas/letramento-temas-da-comunidade</p><p>https://www.pngwing.com/pt/free-png-sgkbf</p><p>https://www.pensador.com/frase/Njg1Nzg/</p><p>https://br.freepik.com/vetores-gratis/pessoas-desfrutando-seu-tempo-livre_4832920.htm#page=4&query=o%20pescador%20e%20a%20joia&position=40&from_view=search&track=ais&uuid=996be3e4-93f3-462b-838c-08e36b504de9</p><p>https://br.freepik.com/vetores-gratis/pessoas-desfrutando-seu-tempo-livre_4832920.htm#page=4&query=o%20pescador%20e%20a%20joia&position=40&from_view=search&track=ais&uuid=996be3e4-93f3-462b-838c-08e36b504de9</p><p>https://br.freepik.com/vetores-gratis/pessoas-desfrutando-seu-tempo-livre_4832920.htm#page=4&query=o%20pescador%20e%20a%20joia&position=40&from_view=search&track=ais&uuid=996be3e4-93f3-462b-838c-08e36b504de9</p><p>http://www.poeteiro.com/2017/12/o-pescador-conto-de-silvio-romero.html</p><p>https://drive.google.com/file/d/1EIACSjyKsEAC8IEiUhHSvgHsGGQII8sH/view</p><p>131</p><p>anos iniciais. Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores de Minas</p><p>Gerais, Belo Horizonte, 2023. Disponível em:</p><p>https://curriculoreferencia.educacao.mg.gov.br/index.php/plano-de-cursos-crmg. Acesso em: 05</p><p>fev. 2023.</p><p>NEVES, Manoel. Perigrafia: livros didáticos, técnicos e literários [s.l:s.n] 18 dez.2011. Publicado</p><p>em pt.slideshare.net. Disponível em https://pt.slideshare.net/ma.no.el.ne.ves/perigrafia. Acesso</p><p>em: 20 out. 2023.</p><p>PADRÃO sem emenda de rato bonitinho. Freepik, [s. l.], 2023. Disponível em:</p><p>https://br.freepik.com/vetores-gratis/padrao-sem-emenda-de-rato-</p><p>bonitinho_30163331.htm#query=Assembleia%20de%20ratos&position=0&from_view=search&</p><p>track=ais&uuid=fe79a967-ae78-46ca-9c0b-bd6ec754b7ec. Acesso em: 15 dez. 2023.</p><p>PAZ, Ariane Previde. Plano de Aula: Assembleia. Nova Escola, [s. l.], 2023. Disponível em:</p><p>https://novaescola.org.br/planos-de-aula/fundamental/3ano/lingua-</p><p>portuguesa/assembleia/3115. Acesso em: 18 out. 2023.</p><p>REIS, Rose. Capa de livro. Belo Horizonte, 2023.</p><p>REIS, Rose. Miolo do livro. Belo Horizonte, 2023.</p><p>REIS, Rose. Produção de textos narrativos. Direção: Se Liga na Educação/Secretaria De Estado</p><p>De Educação De Minas Gerais. Belo Horizonte - MG: Rede Minas, 12/12/22, BL09, EF4, Língua</p><p>Portuguesa. Disponível em:</p><p>https://drive.google.com/file/d/1pSfcvnx6jxuGawWd6SVz0iThlCy8dFRf/view. Acesso em: 18</p><p>out. 2023.</p><p>REIS, Rose. EF2_6ºano_Língua Portuguesa e falando sobre livros. Direção: Se Liga na</p><p>Educação/Secretaria De Estado De Educação De Minas Gerais. Belo Horizonte - MG: Rede</p><p>Minas, 2022. Disponível em: https://docs.google.com/presentation/d/1-</p><p>UU1HyjKqX3yF3d8Otw8wy5GKYo2K1b2/edit#slide=id.g11d6bbbc74d_0_421. Acesso em: 18</p><p>out. 2023.</p><p>SABINO, Fernando. Hora de dormir. Portal da Crônica Brasileira, [s. l: s. n], 2018. Disponível</p><p>em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/16333/hora-de-dormir. Acesso em: 18 dez. 2023.</p><p>SANTOS ANJOS. A identificação no crachá é da pessoa que vai entrar na escola para</p><p>buscar a criança. [s. l.]. 15 de abril, 2023. Disponível em</p><p>https://www.facebook.com/photo/?fbid=761601979011056&set=a.278266634011262&locale=p</p><p>t_BR. Acesso em: 18 out. 2023.</p><p>VAL, Maria da Graça Costa; VIEIRA, Martha Lourenço. Língua, texto e interação: caderno</p><p>do formador. Belo Horizonte: Ceale/Fae/UFMG, 2005.</p><p>VILALTA, Elisa Greenhalgh. Plano de aula: Criando um esquete. Ensino fundamental, 4º ano.</p><p>Língua Portuguesa. Nova Escola, [S. l.], 11 fev. 2019. Disponível em:</p><p>https://novaescola.org.br/plano-de-aula/4582/criando-uma-esquete. Acesso em: 13 nov. 2023.</p><p>YUN-JEONG, Choi e SUN-YEONG, Kim. Fugindo Das Garras Do Gato. AudioBook</p><p>Infantil/Livro Infantil/História Infantil. [s. l], 13 de mai. de 2020, 1 vídeo (12 min.). Publicado</p><p>pelo canal Bisnagas Kids. YouTube. Disponível em:</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=proCJFRc-3k. Acesso em: 18 out. 2023.</p><p>https://curriculoreferencia.educacao.mg.gov.br/index.php/plano-de-cursos-crmg</p><p>https://pt.slideshare.net/ma.no.el.ne.ves/perigrafia</p><p>https://br.freepik.com/vetores-gratis/padrao-sem-emenda-de-rato-bonitinho_30163331.htm#query=Assembleia%20de%20ratos&position=0&from_view=search&track=ais&uuid=fe79a967-ae78-46ca-9c0b-bd6ec754b7ec</p><p>https://br.freepik.com/vetores-gratis/padrao-sem-emenda-de-rato-bonitinho_30163331.htm#query=Assembleia%20de%20ratos&position=0&from_view=search&track=ais&uuid=fe79a967-ae78-46ca-9c0b-bd6ec754b7ec</p><p>https://br.freepik.com/vetores-gratis/padrao-sem-emenda-de-rato-bonitinho_30163331.htm#query=Assembleia%20de%20ratos&position=0&from_view=search&track=ais&uuid=fe79a967-ae78-46ca-9c0b-bd6ec754b7ec</p><p>https://novaescola.org.br/planos-de-aula/fundamental/3ano/lingua-portuguesa/assembleia/3115</p><p>https://novaescola.org.br/planos-de-aula/fundamental/3ano/lingua-portuguesa/assembleia/3115</p><p>https://drive.google.com/file/d/1pSfcvnx6jxuGawWd6SVz0iThlCy8dFRf/view</p><p>https://docs.google.com/presentation/d/1-UU1HyjKqX3yF3d8Otw8wy5GKYo2K1b2/edit#slide=id.g11d6bbbc74d_0_421</p><p>https://docs.google.com/presentation/d/1-UU1HyjKqX3yF3d8Otw8wy5GKYo2K1b2/edit#slide=id.g11d6bbbc74d_0_421</p><p>https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/16333/hora-de-dormir%20Acesso%20em%2018.out</p><p>https://www.facebook.com/photo/?fbid=761601979011056&set=a.278266634011262&locale=pt_BR</p><p>https://www.facebook.com/photo/?fbid=761601979011056&set=a.278266634011262&locale=pt_BR</p><p>https://www.facebook.com/photo/?fbid=761601979011056&set=a.278266634011262&locale=pt_BR</p><p>https://www.facebook.com/photo/?fbid=761601979011056&set=a.278266634011262&locale=pt_BR</p><p>https://www.facebook.com/photo/?fbid=761601979011056&set=a.278266634011262&locale=pt_BR</p><p>https://www.facebook.com/photo/?fbid=761601979011056&set=a.278266634011262&locale=pt_BR</p><p>about:blank</p><p>about:blank</p><p>about:blank</p><p>about:blank</p><p>about:blank</p><p>about:blank</p><p>about:blank</p><p>about:blank</p><p>about:blank</p><p>about:blank</p><p>about:blank</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=proCJFRc-3k</p><p>about:blank</p><p>132</p><p>ANO LETIVO</p><p>2024</p><p>REFERÊNCIA</p><p>Ensino Fundamental</p><p>MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO PARA APRENDIZAGENS - MAPA</p><p>UNIDADE TEMÁTICA:</p><p>Artes visuais.</p><p>Artes integradas.</p><p>Músicas.</p><p>OBJETO(S) DE</p><p>CONHECIMENTO:</p><p>HABILIDADE(S):</p><p>Contextos e práticas.</p><p>Elementos da língua-</p><p>gem.</p><p>Matrizes estéticas e</p><p>culturais.</p><p>(EF15AR27MGP4) Conhecer a história da Arte e os diversos artistas</p><p>locais, criando através das linguagens artísticas (Artes Visuais, Música,</p><p>Dança e Teatro), resgatando as tradições culturais de cada município.</p><p>(EF15AR01P4) Identificar e apreciar formas distintas das</p><p>artes visuais</p><p>tradicionais contemporâneas e regionais, se expressando através do</p><p>desenho colagem, pintura, dobradura, fotografias, gravuras, histórias</p><p>em quadrinhos, vídeos etc., cultivando a percepção, o imaginário, a</p><p>capacidade de simbolizar e o repertório imagético.</p><p>(EF15AR02P4) Explorar e reconhecer as características dos elementos</p><p>constitutivos das Artes Visuais (ponto, linha, forma, cor, espaço,</p><p>movimento etc.), a partir de criações artísticas (desenho, pintura,</p><p>escultura), apreciando-as.</p><p>(EF15AR03P4) Reconhecer e analisar a influência de distintas matrizes</p><p>estéticas e culturais das artes visuais nas manifestações artísticas das</p><p>culturas regionais e nacionais.</p><p>(EF15AR13P4) Identificar e apreciar diversas formas e gêneros de</p><p>expressão musical (música sertaneja etc.), reconhecendo e analisando</p><p>os usos e as funções da música em diversos contextos de circulação da</p><p>cultura regional, presentes no cotidiano.</p><p>(EF15AR14P4) Perceber explorar os elementos constitutivos da música</p><p>(altura, intensidade, timbre, melodia, ritmo etc.), por meio de jogos,</p><p>brincadeiras, canções e práticas diversas de composição/criação,</p><p>execução e apreciação musical, identificando sua preferência musical.</p><p>(EF15AR24P4) Caracterizar e experimentar, brinquedos, brincadeiras,</p><p>jogos, danças e canções, no contexto da cultura mineira e regional da</p><p>cultura, de diferentes matrizes estéticas e culturais.</p><p>COMPONENTE CURRICULAR</p><p>ANO DE ESCOLARIDADE</p><p>Ciclo Complementar</p><p>ÁREA DE CONHECIMENTO</p><p>Linguagens</p><p>133</p><p>PLANEJAMENTO 4º ANO</p><p>TEMA DE ESTUDO: A arte cria memórias</p><p>A) APRESENTAÇÃO:</p><p>Artes visuais, música, artes integradas são temáticas responsáveis por articular saberes e</p><p>práticas culturais. Dessa forma, devemos desenvolver, em nossos estudantes, habilidades de</p><p>criação, leitura, produção e reflexão nas mais diversas vertentes artísticas.</p><p>Nas artes visuais o estudante terá contato com diversas obras que propõem reflexão e ampliam</p><p>o repertório deles, ao experimentarem seus processos de criação. A liberdade da</p><p>experimentação e o aprendizado pela experiência são maneiras de aproximar a arte na vida do</p><p>estudante.</p><p>Sabemos que a música é uma linguagem muito importante da arte, pois suas origens nos</p><p>remetem aos primórdios da humanidade. As primeiras civilizações utilizavam a música em suas</p><p>celebrações, eventos religiosos e culturais. Ela é considerada uma sequência de sons e silêncios</p><p>durante um período. Hoje, a expressão artística por meio da música é tão presente na vida</p><p>humana que chega a ser impossível imaginar um mundo sem música. Está em todos os lugares</p><p>ao nosso redor e sempre em nosso cotidiano, seja pelos dispositivos móveis, pelo computador,</p><p>em canais de streamings (spotify, youtube, deezer etc.), nos comerciais de TV, no cinema, no</p><p>teatro, enfim, são inúmeros os meios de propagação de música na vida contemporânea.</p><p>A proposta deste planejamento é criar uma interlocução entre as habilidades selecionadas,</p><p>levando o estudante a refletir sobre a música, as artes visuais e artes integradas, como temas</p><p>que contribuem para o desenvolvimento da mente humana, promovendo o equilíbrio,</p><p>proporcionando bem-estar, ajudando na concentração, no desenvolvimento do raciocínio e em</p><p>especial em questões sensoriais e emotivas.</p><p>B) DESENVOLVIMENTO:</p><p>1º MOMENTO</p><p>Organização da turma Dividir a turma em grupos.</p><p>Recursos e providências Textos e imagens impressas - mídias audiovisuais.</p><p>Professor (a), neste momento exploraremos as artes visuais e as artes integradas. Inicie fazendo</p><p>o seguinte questionamento para a turma:</p><p>• Você já ouviu falar em artes visuais?</p><p>Contextualize o tema informando que elas estão presentes em nosso dia a dia em todos os</p><p>lugares, pois são um conjunto de manifestações artísticas como: pintura, escultura, desenho,</p><p>arquitetura, artesanato, fotografia, cinema, design, arte urbana, entre outros. O conceito de arte</p><p>visual está relacionado ao ato de visualizar - “ver” - por isso, integra as artes em que a fruição,</p><p>ou seja, a apreciação, acontece por meio da visão. A pintura é considerada por muitos como</p><p>uma das expressões artísticas tradicionais mais relevantes no universo das artes visuais.</p><p>134</p><p>Inicie o momento, propondo uma reflexão sobre o papel da arte no reconhecimento do outro e</p><p>no diálogo com a diversidade.</p><p>Oriente a leitura da imagem apresentada, incentivando os estudantes a explorarem os elementos</p><p>retratados e a estabelecer relações entre eles.</p><p> IMAGEM: LASCAUX II ( ícone clicável)</p><p>Explore a imagem dos animais pintados na caverna e incentive os estudantes a observarem os</p><p>detalhes e a levantarem hipóteses sobre as intenções de quem a produziu. Pergunte-lhes, por</p><p>exemplo:</p><p>• Que figuras vemos nessa imagem?</p><p>• Quais são as cores utilizadas?</p><p>• As linhas são retas ou fazem curvas?</p><p>• O que parece estar acontecendo?</p><p>• Na opinião de vocês, por que essa pintura foi feita?</p><p>• Será que seu autor pretendia dar um aviso ou transmitir uma informação aos membros</p><p>de seu grupo?</p><p>• Ou será que a intenção era registrar e contar um acontecimento? Por que vocês acham</p><p>isso?</p><p>Feita a leitura e interpretação, proponha aos estudantes, narrarem e registrarem por escrito a</p><p>história que a imagem reproduzida poderia contar. A atividade pode ser realizada por pequenos</p><p>grupos com três ou quatro integrantes. Depois, cada grupo deverá indicar um representante</p><p>para contar sua história em voz alta para a turma.</p><p>É preciso ressaltar que todos os povos produzem uma cultura própria e que todas elas têm o</p><p>mesmo valor e a mesma importância. Em outras palavras, é necessário promover uma ação</p><p>afirmativa em relação às culturas historicamente excluídas, e estudar sua arte configura-se em</p><p>excelente estratégia para esse fim, o que favorece a discussão sobre o preconceito e o respeito</p><p>pelas diferenças.</p><p>2º MOMENTO</p><p>Organização da turma Em roda.</p><p>Recursos e providências Espaço externo.</p><p>Professor(a), neste momento abordaremos a música e a dança por meio das cantigas de roda,</p><p>como elemento da nossa cultura afetiva e identitária. As brincadeiras são ferramentas de</p><p>experimentação e socialização, sendo fundamentais para a formação ética, social e cultural do</p><p>indivíduo. No brincar se constrói experiências que proporcionam a formação simbólica e</p><p>significativa, o desenvolvimento motor, as construções lógicas para a resolução de problemas,</p><p>ampliando a cognição, a imaginação e a criatividade. É brincando que os afetos se afloram. As</p><p>cantigas de roda na escola são brincadeiras facilitadoras dessas construções, tão necessárias</p><p>para o desenvolvimento humano em todos os aspectos, consolidando a efetivação dos saberes</p><p>135</p><p>por meio da linguagem universal da arte, tornando o estudante capaz de se apropriar de si e de</p><p>perceber e respeitar o outro, como também entender-se parte importante do coletivo.</p><p>Inicie fazendo o seguinte questionamento para a turma:</p><p>• Vocês sabem o que são cantigas de roda?</p><p>Contextualize o tema, informando que cantigas de roda, como o nome sugere, são músicas</p><p>cantadas em uma roda, conhecidas também como cirandas. Podem ser cantadas e dançadas,</p><p>representando os aspectos lúdicos das manifestações socioculturais populares.</p><p>De acordo com Ponso 2021, "As cantigas de roda fazem parte do nosso folclore e traduzem o</p><p>conhecimento popular, atravessando gerações. Com letras simples e cativantes, são pensadas</p><p>especialmente para crianças". Essas brincadeiras se dão com cantigas folclóricas e populares,</p><p>com os integrantes de mãos dadas, girando no ritmo de cada canção. Apesar da simplicidade, é</p><p>diversão garantida não só entre as crianças, mas a todos que carregam a alegria dentro de si,</p><p>sejam jovens, adultos ou idosos. Afinal, quem resiste a uma brincadeira de roda?</p><p>Alguns exemplos de cantigas são: Ciranda cirandinha, Atirei o pau no gato, Capelinha de Melão,</p><p>Escravo de Jó, Borboletinha, Peixe vivo, A barata diz que tem, Alecrim, Pirulito</p><p>que bate bate,</p><p>Cai cai balão, Pombinha branca, Indiozinhos, Se essa rua fosse minha, O cravo brigou com a</p><p>rosa, O sapo não lava o pé, Marcha soldado, Fui no Tororó, A canoa virou, Sapo Cururu,</p><p>Caranguejo, Loja do mestre André, entre outras.</p><p>Essas cantigas podem ser cantadas com diversos volumes de sons, ritmos, melodias, e até</p><p>mesmo produzindo sons com algum objeto/instrumento musical ou o próprio corpo. Aproveite o</p><p>momento e cante algumas cantigas de roda com os estudantes.</p><p>Professor (a), coloque em prática o conteúdo abordado.</p><p>Vamos brincar de batata quente?</p><p>Pergunte aos estudantes se todos conhecem a brincadeira da Batata Quente. Nessa</p><p>brincadeira, os estudantes permanecem sentados um do lado do outro em forma de roda.</p><p>Todos os integrantes cantam a canção e vão passando um objeto. Quando a música</p><p>terminar, quem ficar com o objeto, a “batata quente”, sai do jogo. Quem permanecer até</p><p>o final, vence a partida.</p><p>Batata que passa quente</p><p>batata que já passou</p><p>quem ficar com a batata</p><p>coitadinho se queimou!</p><p>Como a nossa cultura é bastante diversificada, dependendo da localidade, existe outra</p><p>versão dessa brincadeira de roda, em que a frase cantada é: “Batata quente, quente,</p><p>quente, quente, queimou!”</p><p>Nessa versão, uma pessoa é escolhida para ficar fora da roda e de costas. Ela canta a</p><p>música enquanto os participantes em roda passam a “batata quente”. Quando a pessoa que</p><p>está de pé parar de cantar, quem estiver segurando a “batata quente”, sai do jogo.</p><p>136</p><p>Realize com os estudantes as duas maneiras de brincar com a cantiga de roda. Faça a</p><p>observação com eles se os ritmos, timbre e volume das músicas são parecidos.</p><p>Obs.: Aproveite o momento para pedir aos estudantes que sugiram outras brincadeiras de</p><p>roda que eles curtam.</p><p>137</p><p>ANEXO</p><p>IMAGEM: LASCAUX II</p><p>Imagem 1 - Lascaux II</p><p>Fonte: (Wikipédia, pintura em Lascaux II, 2023)</p><p>138</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base.</p><p>Brasília: SEB, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.</p><p>gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site. pdf. Acesso em: 05 out. 2023.</p><p>DIANA, DANIELA. 10 Brincadeiras de roda para educação infantil. Toda Matéria. [s. l.],</p><p>2023. Disponível em: https://www.todamateria.com.br/brincadeiras-de-roda/. Acesso em: 10</p><p>nov. 2023.</p><p>MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação. Currículo Referência de Minas</p><p>Gerais: educação infantil e ensino fundamental. Escola de Formação e Desenvolvimento</p><p>Profissional de Educadores de Minas Gerais, [s. l.], 2022. Disponível em:</p><p>https://drive.google.com/file/d/1ac2_Bg9oDsYet5WhxzMIreNtzy719UMz/view. Acesso em: 10</p><p>out. 2023.</p><p>MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação. Plano de Curso: ensino fundamental -</p><p>anos iniciais. Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores de Minas</p><p>Gerais, [s. l.], 2022. Disponível em:</p><p>https://curriculoreferencia.educacao.mg.gov.br/index.php/plano-de-cursos-crmg. Acesso em:</p><p>10 out. 2023.</p><p>MOSCHKOVICH, Diogo. Pimentel, Luiz. Moschkovich, Bela. Oliveira, Lucas. Mundo de</p><p>explorações: ensino fundamental: 4o ano: arte. São Paulo. Editora Moderna, 2021.</p><p>PONSO, Leonardo .O QUE SÃO CANTIGAS DE RODA? CONHEÇA SUA ORIGEM E CONFIRA 11</p><p>DAS CANTIGAS POPULARES DO BRASIL. Quindim - Revista Infância e Maternidade.</p><p>[S.l.] 24 de maio de 2021. Disponível em: https://quindim.com.br/blog/o-que-sao-cantigas-</p><p>de-</p><p>roda/#:~:text=Qual%20%C3%A9%20a%20origem%20das,um%20elemento%20cultural%2</p><p>0muito%20importante. Acesso em: 11 dez. 2023.</p><p>POUGY, Eliana. Villela, André. Ápis: arte, 4º ano: ensino fundamental, anos iniciais. 2. ed.</p><p>São Paulo: Editora Ática, 2017.</p><p>SANTILLI, Daniela .Como resgatar memórias e boas lembranças com músicas e cantigas.</p><p>Madu Rede Bem Estar. [S.l.], 25 de março de 2020. Disponível em:</p><p>https://redebemestar.com.br/cuidadores-de-idosos/como-resgatar-memorias-e-boas-</p><p>lembrancas-com-musicas-e-cantigas/ Acesso em: 11 dez. 2023.</p><p>WIKIPEDIA. Lascaux, [s. l.]. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Lascaux. Acesso</p><p>em: 10 nov. 2023.</p><p>http://basenacionalcomum.mec/</p><p>https://www.todamateria.com.br/brincadeiras-de-roda/</p><p>https://pt.wikipedia.org/wiki/Lascaux</p><p>139</p><p>ANO LETIVO</p><p>2024</p><p>REFERÊNCIA</p><p>Ensino Fundamental</p><p>MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO PARA APRENDIZAGENS - MAPA</p><p>UNIDADE TEMÁTICA</p><p>Brincadeiras e jogos.</p><p>OBJETO(S) DE</p><p>CONHECIMENTO:</p><p>HABILIDADE(S):</p><p>Brincadeiras e jogos</p><p>populares do Brasil e do</p><p>mundo.</p><p>Brincadeiras e jogos de</p><p>matriz indígena e africana.</p><p>(EF35EF01P4) Experimentar e fruir brincadeiras e jogos populares</p><p>do Brasil e do mundo, incluindo aqueles de matriz africana, e recriá-</p><p>los, valorizando a importância desse patrimônio histórico-cultural.</p><p>(EF35EF02P4) Experimentar estratégias para possibilitar a</p><p>participação de todos em brincadeiras e jogos populares do Brasil e</p><p>do mundo, incluindo os de matriz africana, mobilizando vivências e</p><p>conhecimentos em prol da constituição de atividades lúdicas e</p><p>solidárias.</p><p>PLANEJAMENTO 4º ANO</p><p>TEMA DE ESTUDO: Como brincar de Tucunaré?</p><p>A) APRESENTAÇÃO:</p><p>Neste planejamento de Educação Física exploraremos a brincadeira Tucunaré, que foi inspirada</p><p>pela observação de um professor indígena chamado Perankô, que leciona na Escola indígena de</p><p>Matukre. Além de trabalhar questões socioculturais, a brincadeira proposta, contribui para o</p><p>desenvolvimento da coordenação motora, consciência corporal e espacial, atenção seletiva,</p><p>memória e aborda aspectos dos jogos populares, de maneira intrínseca.</p><p>O presente planejamento busca desenvolver as habilidade fundamentais das Brincadeiras e Jogos</p><p>(EF35EF01P4) Experimentar e fruir brincadeiras e jogos populares do Brasil e do mundo, incluindo</p><p>aqueles de matriz africana e indígena, e recriá-los, valorizando a importância desse patrimônio</p><p>histórico-cultural e (EF35EF02P4) Experimentar estratégias para possibilitar a participação de todos</p><p>em brincadeiras e jogos populares do Brasil e do mundo, incluindo os de matriz africana e indígena,</p><p>mobilizando vivências e conhecimentos em prol da constituição de atividades lúdicas e solidárias.</p><p>Prezado(a) professor(a), para esta unidade temática, proponha aos estudantes a vivência na</p><p>prática da brincadeira Tucunaré, que trabalha as habilidades que são inerentes a este bloco, além</p><p>de ser permeada de ludicidade e ações colaborativas e cooperativas.</p><p>COMPONENTE CURRICULAR</p><p>ANO DE ESCOLARIDADE</p><p>Ciclo Complementar</p><p>ÁREA DE CONHECIMENTO</p><p>Linguagens</p><p>140</p><p>B) DESENVOLVIMENTO:</p><p>1º MOMENTO</p><p>Organização da turma À escolha do professor.</p><p>Recursos e providências Quadro ou texto impresso e orientação verbal.</p><p>Neste primeiro momento, apresente aos estudantes todo o contexto histórico-cultural da</p><p>Brincadeira Tucunaré.</p><p>A brincadeira indígena chamada Tucunaré foi criada pelo professor Panará Perankô, que</p><p>atua na Escola indígena de Matukre. Ele inventou a brincadeira, a partir de observações</p><p>dos peixes que nadavam em um rio, enquanto ele pescava. Ficou intrigado ao constatar</p><p>que os peixes menores nadavam no raso e a espécie de peixe tucunaré, um peixe grande,</p><p>ficava sempre no fundo do rio.</p><p>Diante disso, o professor Perankô chegou à conclusão de que o tucunaré tentava alcançar</p><p>os peixes pequenos, porém como eles perambulavam por águas rasas, ele não conseguia</p><p>pegá-los pois ele percorria o rio até um limite e retornava para o fundo novamente. Daí</p><p>surgiu o nome da brincadeira indígena que explicarei a seguir para vocês.</p><p>A configuração da brincadeira tucunaré, elaborada por Perankô, inicia com paus de madeira</p><p>fincados no chão e amarrados por barbantes em forma de quadrados. Sendo um quadrado</p><p>maior e outro menor, um dentro do outro.</p><p>No quadrado de dentro (menor) são colocados 4 (quatro) tucunarés que ficam sedentos</p><p>por capturar os peixes pequenos. E no quadro de fora (grande),</p><p>deve-se deixar 6 portas</p><p>abertas e são colocados 8 a 10 peixes menores que podem sair pelos buracos quando</p><p>sentirem que serão atacados pelos tucunarés. Estes, por sua vez, não podem sair pelas</p><p>portas abertas do quadro externo pois a área é rasa, assim, são obrigados a retornar ao</p><p>quadrado pequeno, que representa o fundo do rio.</p><p>Curiosidade: Tucunaré é uma palavra de origem tupi e provém do termo tucunaré. O peixe</p><p>tucunaré tem como nome científico Cichla ocellaris, e no Brasil existem em torno de 12</p><p>espécies deste peixe que tem como habitat natural a Amazônia.</p><p>2º MOMENTO</p><p>Organização da turma Em círculo.</p><p>Recursos e providências Giz, fita crepe, tesoura, cones.</p><p>Professor (a), nesta etapa, reúna os estudantes na quadra poliesportiva ou espaço amplo e</p><p>explique para a turma que eles vivenciarão a prática da brincadeira Tucunaré. Aproveite e</p><p>questione-os se eles já haviam ouvido falar desta atividade, pergunte se gostaram de saber mais</p><p>141</p><p>sobre uma prática indígena e se estão empolgados para vivenciar a brincadeira Tucunaré de</p><p>maneira adaptada.</p><p>Após os questionamentos, peça auxílio aos estudantes para desenhar a área do jogo. Desenhe</p><p>um quadrado bem grande, deixando 06 espaços abertos nele. Posteriormente, desenhe o</p><p>quadrado menor que deverá ser todo fechado. Para melhor embasamento para montar a</p><p>atividade, assista ao vídeo, a seguir, que mostra como desenvolver a brincadeira.</p><p> Brincadeira indígena do tucunaré.</p><p>Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=qWh0ZXDEvvY.</p><p>Observação: O desenho pode ser feito com giz, ou fita adesiva, ou ainda pode ser delimitada a</p><p>área com cones pequenos e grandes.</p><p>3º MOMENTO</p><p>Organização da turma Em duas ou mais equipes.</p><p>Recursos e providências Orientação verbal e apito.</p><p>Finalizados os desenhos dos quadrados, comece a montar a dinâmica da atividade. Primeiro,</p><p>escolha os 04 estudantes que serão os tucunarés e que ficarão dentro do quadrado pequeno. O</p><p>restante dos participantes serão os peixinhos menores e que deverão ficar dentro do quadrado</p><p>grande.</p><p>Coloquem os estudantes nas posições, e explique a eles que os 04 tucunarés, que estão dentro</p><p>do quadrado pequeno, devem sair do quadro pequeno e perseguir os participantes do quadro</p><p>grande, que são os peixinhos menores. Porém eles não podem permanecer por muito tempo</p><p>naquela área do quadro grande e nem podem sair pelas portas abertas. Eles deverão perseguir</p><p>os peixinhos por um tempo e voltar ao quadrado pequeno.</p><p>Os peixes pequeninos fugirão dos tucunarés pelas portas abertas, dentro do quadro grande,</p><p>porém devem retornar ao quadrado grande assim que os tucunarés retornarem ao quadro</p><p>pequeno. Você professor(a) deverá dar os comandos e intervir a todo tempo para que a atividade</p><p>transcorra com segurança e dinamismo.</p><p>Sinalize para que os tucunarés saiam do quadro pequeno e sinalize para que voltem. Quando os</p><p>tucunarés conseguirem pegar um peixinho, eles ficarão no quadro pequeno sentado.</p><p>A brincadeira termina quando os tucunarés conseguirem capturar todos os peixinhos para o</p><p>quadro pequeno, que representa o fundo do rio.</p><p>Para criar mais dinamismo à brincadeira, você pode permitir que o peixinho que foi pego volte</p><p>ao quadro grande, se algum outro peixinho o tocar. Pode também colocar mais tucunarés para</p><p>pegar os peixinhos e diminuir o número de portas, e ainda determinar maneiras de correr para</p><p>os tucunarés e para os peixinhos, como por exemplo, correr de um pé só.</p><p>Faça as variações e adaptações que considerar necessárias e convenientes para que a</p><p>experiência dos estudantes seja interessante.</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=qWh0ZXDEvvY</p><p>142</p><p>Não se esqueça de enfatizar com os estudantes a importância de incluir todos os colegas na</p><p>brincadeira e de que trabalhem em cooperação, para que a brincadeira aconteça de maneira</p><p>divertida para todos.</p><p>4º MOMENTO</p><p>Organização da turma Em círculo.</p><p>Recursos e providências Orientação verbal.</p><p>Finalizando a atividade, peça aos estudantes para se sentarem em círculo na quadra poliesportiva</p><p>ou espaço amplo e realize uma roda de conversa com eles abordando as seguintes questões:</p><p>houve dificuldade para realizar a brincadeira? Que estratégias utilizaram para não serem</p><p>capturados pelos tucunarés? Quais habilidades usaram para tentar capturar os peixes pequenos?</p><p>Se trabalharam em equipe? Se houve colaboração entre os colegas? Se sugerem a prática desta</p><p>brincadeira de outra maneira, se considerar conveniente realize com os estudantes a maneira</p><p>que eles sugerirem.</p><p>143</p><p>UNIDADE TEMÁTICA</p><p>Esportes.</p><p>OBJETO(S) DE</p><p>CONHECIMENTO:</p><p>HABILIDADE(S):</p><p>Esportes de campo e taco</p><p>(tais como tacobol,</p><p>beisebol, críquete, golfe,</p><p>entre outros).</p><p>Esportes de rede/parede</p><p>(tais como voleibol, tênis,</p><p>badminton, peteca, squash,</p><p>entre outros).</p><p>Esportes de invasão (tais</p><p>como basquetebol, futebol</p><p>de campo, futsal, handebol</p><p>e polo aquático, entre</p><p>outros).</p><p>(EF35EF05P4) Experimentar e fruir os elementos básicos</p><p>constituintes dos diversos tipos de esportes de campo, taco,</p><p>rede/parede e invasão prezando pela inclusão, cooperação e</p><p>solidariedade.</p><p>PLANEJAMENTO 4º ANO</p><p>TEMA DE ESTUDO: Futebol Circulante.</p><p>A) APRESENTAÇÃO:</p><p>Neste planejamento de Educação Física exploraremos o Esporte Futebol Circulante, que é uma</p><p>versão adaptada do jogo de futebol tradicional que conhecemos.</p><p>O Futebol Circulante, também conhecido como futebol com as mãos, círculo gol e outros, é uma</p><p>atividade que trabalha os elementos do futebol tradicional de maneira lúdica, divertida e</p><p>cooperativa. Além disso, ela também desenvolve as habilidades relacionadas aos esportes de</p><p>marca e precisão, utilizando arremessos e estratégias para se defender e atacar.</p><p>Faz se relevante que os estudantes sejam inseridos em práticas inerentes aos jogos/esportes</p><p>que sejam permeadas de ludicidade, objetivando a introdução dos aspectos básicos das</p><p>modalidades esportivas que eles vivenciarão na próxima etapa do Ensino Fundamental II em</p><p>sua forma original e com regras mais rígidas.</p><p>O presente planejamento busca desenvolver a habilidade fundamental, (EF35EF05P4)</p><p>Experimentar e fruir os elementos básicos constituintes dos diversos tipos de esportes de campo,</p><p>taco, rede/parede e invasão prezando pela inclusão, cooperação e solidariedade.</p><p>Prezado(a) professor(a), para esta unidade temática, proponha aos estudantes a prática do</p><p>futebol circulante como forma de desenvolver a(s) habilidade(s) relacionada e este bloco.</p><p>144</p><p>B) DESENVOLVIMENTO:</p><p>1º MOMENTO</p><p>Organização da turma À escolha do professor.</p><p>Recursos e providências</p><p>Sala de vídeo (se houver), dispositivos de multimídias, ou</p><p>quadro e texto impresso.</p><p>Professor (a), neste primeiro momento introduza aos estudantes a história do Futebol e como</p><p>ele chegou ao Brasil.</p><p>O futebol é o esporte mais popular do mundo e a sua origem versa sobre as antigas civilizações.</p><p>Porém a versão original, em que ele é conhecido hoje, foi arquitetada pelos ingleses. Na</p><p>Inglaterra, o futebol ganhou as primeiras características e foram elaboradas as principais regras.</p><p>Com a fundação da Football Association, em 1863, foi realizada a unificação das regras do</p><p>futebol. Antes, cada escola tinha suas próprias regras. Assim, o esporte se desenvolveu e</p><p>moldou-se no formato atual.</p><p>No Brasil, quem introduziu o futebol foi o paulistano Charles Miller em 1984. Após morar na</p><p>Inglaterra por um tempo, e jogar em alguns times de lá, ele retornou ao Brasil e se consagrou</p><p>como artilheiro no futebol brasileiro e além disso, trouxe uniformes, um livro de regras e bolas.</p><p>Ele disseminou seus conhecimentos e habilidades aprendidas no Reino Unido para os amigos e</p><p>colegas, e mais tarde foi consagrado como o “pai do futebol brasileiro”.</p><p>Para que vocês possam conhecer, com mais detalhes, sobre a história do futebol</p><p>falar.</p><p>A) APRESENTAÇÃO:</p><p>Caro(a) professor(a), o planejamento proposto visa redirecionar a reflexão sobre as resistências</p><p>permanentes, pela força da cultura de currículo, relativas às “situações de oralidade”. Ler,</p><p>escrever, falar e escutar são os componentes da ação comunicativa nas situações da interação</p><p>humana e, por excelência, no âmbito da sala de aula. A sala de aula, por sua vez, é o lugar em</p><p>que se oportuniza o ler, o escrever, o falar e o ouvir para agir, de fato, no mundo social. A prática</p><p>real no processo de aquisição, apropriação e uso da linguagem oral e escrita nos mobiliza a</p><p>desenvolver as habilidades com base nos protocolos de funcionamento e organização da própria</p><p>escola, lugar onde a comunidade está incluída. Nessa comunidade estão, ao mesmo tempo, os</p><p>estudantes que podem e devem ser mobilizados para o interesse das questões e problemas</p><p>comuns no local em que vivem.</p><p>Esse planejamento, requer a indicação dos discursos que devem ser aprendidos, de modo que as</p><p>especificidades dos textos orais que circulam nessas situações tornem-se objeto de ensino.</p><p>Considerar que expor oralmente o resultado de pesquisa realizada requer saberes diferenciados</p><p>daqueles em que a proposta é opinar para tomar decisão coletiva, ou mesmo debater sobre</p><p>aspectos controversos de um tema. Pode-se indicar a análise das situações comunicativas e dos</p><p>gêneros que nelas circulam, podendo organizar habilidades que prevejam a articulação entre o</p><p>planejamento e: a) a produção de textos orais: expor os resultados de uma pesquisa para uma</p><p>audiência, participar de debates sobre questões controversas, apresentar indicações literárias em</p><p>9</p><p>uma roda, realizar/participar de entrevistas, entre outras; b) a oralização de textos escritos:</p><p>apresentar poemas em saraus, ler textos produzidos para programas de rádio; c) o</p><p>desenvolvimento da proficiência em gêneros orais mais produtivos e culturalmente relevantes na</p><p>região. A progressão ao longo dos cinco anos iniciais pode apoiar-se no grau de complexidade do</p><p>gênero oral estudado, no foco em habilidade de planejamento ou produção e no grau de</p><p>autonomia a ser conquistado pelo estudante a cada etapa.</p><p>Para uma prática de caráter sociocomunicativo e funcional propomos tratar aqui do tema</p><p>“Assembleia”. O momento é propício, considerando que, ao iniciar o ano letivo, a gestão escolar</p><p>ocupa-se com o acolhimento da comunidade escolar, na realização da Assembleia ordinária,</p><p>prevista como expediente obrigatório no calendário da escola. No Ciclo Complementar é</p><p>importante despertar a compreensão sobre eventos periódicos que regularizam as relações entre</p><p>as pessoas de uma comunidade; (neste caso, a partir do cotidiano escolar que os circundam no</p><p>interior e exterior da sala de aula). Nesse planejamento, você professor(a) tem como sugestão</p><p>promover aos estudantes o entendimento da função social da Assembleia, com prática simulada</p><p>na sala de aula.</p><p>B) DESENVOLVIMENTO:</p><p>1º MOMENTO</p><p>Organização da turma À escolha do professor.</p><p>Recursos e providências</p><p>Texto em cópia impressa ou projetado dos gêneros</p><p>Comunicado e Convocação.</p><p>Inicie a aula perguntando aos estudantes o que significa a palavra Assembleia. Defina com eles</p><p>o sinônimo dela, dizendo-lhes que é uma reunião que acontece regularmente por meio de diálogo</p><p>para opinar e discutir sobre determinado assunto.</p><p>Em seguida converse sobre como poderão se preparar para que o ano letivo seja proveitoso para</p><p>todos. Pergunte aos estudantes se recordam sobre a ocorrência de Assembleias no espaço escolar</p><p>ou nos lugares que moram ou frequentam. Caso tenha em arquivos virtuais ou impressos,</p><p>comunicados e convocações ocorridos na própria escola em anos anteriores, apresente-os para</p><p>a turma. Estes textos podem ser reproduzidos ou exibidos para situar as crianças na discussão.</p><p>Explore a análise do texto, comunicado ou convocação, solicitando aos estudantes a identificarem</p><p>para quê e para quem foi escrito, localize a data, local da escrita dentre outros; observe os dados</p><p>indicados no texto (objetivos, local e data da reunião comunicada ou convocada). Conclua com a</p><p>turma que estes textos são meios de trazer para a escola a participação em decisões sobre o</p><p>melhor funcionamento dela.</p><p> TEXTO: A ASSEMBLEIA DOS RATOS ( ícone clicável)</p><p>10</p><p>2º MOMENTO</p><p>Organização da turma Organização em círculo.</p><p>Recursos e providências Texto impresso.</p><p>Retome com as crianças o conceito de Assembleia dizendo que se trata de um grupo de pessoas</p><p>reunidas, ou de agrupamento, tais quais a sala de aula. Garanta aos estudantes que na própria</p><p>turma é possível realizar uma Assembleia. Leve-os a relacioná-la como reunião planejada,</p><p>periódica e na sequência, levantando questões que interferem na qualidade da boa convivência</p><p>em sala de aula.</p><p>O exercício do projeto de Assembleia pode começar, portanto, por um problema ou</p><p>questionamento que atinge a turma e como estamos iniciando o ano letivo, a sugestão é a de</p><p>que a exploração do tema seja a partir das expectativas da turma em relação à etapa que se</p><p>inicia. A sua mediação, professor(a) é fundamental na condução do levantamento das questões.</p><p>Elabore perguntas incentivando os estudantes a argumentarem. Elas serão a referência para o</p><p>passo a passo da instituição da Assembleia como prática social letrada (De Grande, 2023).</p><p>Incentive-os a pensarem e responderem as questões elaboradas disponíveis na seção Anexo.</p><p> QUESTÕES ( ícone clicável)</p><p>As respostas dos estudantes ajudam a deliberar se eles têm o hábito de dialogar sobre problemas</p><p>na rotina da turma. Se necessário, acrescente mais esclarecimentos sobre a relevância da</p><p>definição de adversidades.</p><p>Ressalte o quanto é indispensável a busca de uma convivência pacífica dentro e fora do ambiente</p><p>escolar. Dê exemplos de resolução de problemas, estabeleça intervalos para a realização de</p><p>Assembleias e determine as regras básicas.</p><p>3º MOMENTO</p><p>Organização da turma Grupos de até 4 estudantes.</p><p>Recursos e providências Cópia de roteiro de questões.</p><p>Nesta tarefa, esclareça as dúvidas dos estudantes por exemplo: como “se escreve esta ou aquela</p><p>palavra” se determinada palavra é escrita com letra maiúscula ou minúscula. É possível que façam</p><p>perguntas próprias de aprendiz no processo da construção do sistema alfabético e da ortografia.</p><p>Informe os casos de prováveis dúvidas comuns entre os grupos e disponibilize o dicionário para</p><p>auxiliar na escrita correta. Encerrando parcialmente esta tarefa, abra os grupos para que</p><p>socializem os registros. Seja o escriba das exposições, destacando as questões recorrentes</p><p>levantadas pelas equipes e incentive-os a compreender as questões mais relevantes que podem</p><p>acometer as crianças: escala das turmas para o recreio, critérios de entrada e saída no início e</p><p>final das aulas, regras para uso dos banheiros, ordem de lugares na sala de aula, rodízio de uso</p><p>de quadra, critérios de uso de brinquedos coletivos da escola e outras questões que possam</p><p>surgir.</p><p>11</p><p>Neste momento, professor(a) você é o mediador eficiente para levar os estudantes a distinguirem</p><p>quais questões são mais pertinentes para serem avaliadas em Assembleia. Incentive-os a</p><p>observarem que algumas questões podem não trazer soluções discutidas apenas na turma. Auxilie</p><p>os estudantes a reconhecerem quais problemas são exclusivos da turma e podem ser discutidos</p><p>e solucionados na sala de aula e quais dependem de discussão que envolve outras turmas, outros</p><p>turnos. Uma vez consolidada esta avaliação, ajude-os a decidirem qual questão no nível da turma</p><p>deve ser colocada em discussão na Assembleia. No percurso de todos os momentos, você,</p><p>professor(a) estará sempre voltado(a) na avaliação das competências do intercâmbio</p><p>conversacional. Sugerir uma liderança em cada grupo para ocupar o lugar de tradutor das</p><p>discussões na roda é uma estratégia que possibilitará orientar a expressão oral com clareza,</p><p>no Brasil, indico</p><p>assistirem ao vídeo, a seguir, que apresenta uma abordagem mais completa sobre Charles Miller,</p><p>o precursor do futebol brasileiro.</p><p> Como surgiu o futebol no Brasil – Charles Miller Futebol no Brasil.</p><p>Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=JG2l81H6F1w.</p><p>2º MOMENTO</p><p>Organização da turma Em círculo e em quantas equipes forem necessárias.</p><p>Recursos e providências Quadra poliesportiva ou espaço amplo e bolas macia.</p><p>Nesta etapa, explique para os estudantes que eles vivenciarão uma atividade que trabalha os</p><p>elementos do futebol, de maneira adaptada e lúdica, chamada de Futebol Circulante.</p><p>Disponha os estudantes em círculo, com as pernas afastadas e com seus pés tocando os pés dos</p><p>colegas que estão à sua direita e à sua esquerda. Nessa posição, eles se agacham, mantendo as</p><p>costas eretas e os braços à frente do corpo.</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=JG2l81H6F1w</p><p>145</p><p>Lança-se uma bola dentro do círculo, e os participantes utilizam as mãos para rebater a bola,</p><p>com o objetivo de passá-la através das pernas das demais crianças para marcar o gol.</p><p>A bola deve rolar no chão. Se sair do círculo, o jogo deve recomeçar. Quando um gol é marcado,</p><p>o jogo pode variar com o estudante podendo rebater a bola de diferentes maneiras. Por exemplo,</p><p>somente com a mão direita ou com a mão esquerda, com as duas mãos juntas, mantendo um</p><p>olho fechado, de costas para o centro do círculo, e assim por diante.</p><p>Sugiro, assistir ao vídeo abaixo que mostra a composição dos estudantes na prática do Futebol</p><p>Circulante.</p><p> Circulogol.</p><p>Disponível em:</p><p>https://www.facebook.com/educacaofisicadadepressaoo/videos/1048236368612554.</p><p>3º MOMENTO</p><p>Organização da turma Em círculo.</p><p>Recursos e providências Quadra poliesportiva ou espaço amplo.</p><p>Reúna os estudantes em círculo e pergunte-lhes: Vocês já conheciam esta atividade? Praticaram</p><p>em algum outro momento uma atividade similar a essa? Peça-lhes sugestões para realizarem a</p><p>prática da atividade em questão com outras variações, permitindo que eles vivenciem as</p><p>variações sugeridas.</p><p>Peça para que os estudantes tragam outras atividades diferentes relacionadas ao futebol para</p><p>realizarem.</p><p>Professor(a), sinta-se à vontade para realizar as adaptações que considerar pertinentes a este</p><p>planejamento, visando atender ao contexto social em que os estudantes estão inseridos</p><p>https://www.facebook.com/educacaofisicadadepressaoo/videos/1048236368612554</p><p>146</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>BRINCADEIRA INDÍGENA DO TUCUNARÉ. [S. l.: s. n.], 30 jun. 2020. 1 Vídeo (2 min e 34 seg).</p><p>Publicado pelo Canal Paula Machado Rodrigues. Disponível em:</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=qWh0ZXDEvvY. Acesso em: 09 nov. 2023.</p><p>CICHLA OCELLARIS. In: WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. Flórida: Wikimedia Foundation, 2023.</p><p>Disponível em: https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Cichla_ocellaris&oldid=65788993.</p><p>Acesso em: 08 nov. 2023.</p><p>MEIRELLES, Renata. Brincadeira do Tucunaré. Território do Brincar. Um encontro com a</p><p>criança brasileira. 20 mar. 2014. Disponível em:</p><p>https://territoriodobrincar.com.br/brincadeiras/brincadeira-do-tucunare-2/ . Acesso em: 08 nov.</p><p>2023.</p><p>MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação. Currículo Referência de Minas Gerais:</p><p>educação infantil e ensino fundamental. Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de</p><p>Educadores de Minas Gerais, [s. l.], 2022. Disponível em:</p><p>http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/implementacao/curriculos_estados/documento_</p><p>curricular mg. df. Acesso em: 11 de out. 2023.</p><p>MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação. Plano de Curso: ensino fundamental -</p><p>anos iniciais. Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores de Minas</p><p>Gerais, [s. l.], 2022. Disponível em:</p><p>https://curriculoreferencia.educacao.mg.gov.br/index.php/plano-de-cursos-crmg. Acesso em:</p><p>11 de out. 2023.</p><p>CIRCULOGOL. [S. l.: s. n.], 09 de junho de 2017. 1 Vídeo (21 seg). Publicado pelo canal</p><p>Educação Física da Depressão. Disponível em:</p><p>https://www.facebook.com/educacaofisicadadepressaoo/videos/1048236368612554 . Acesso</p><p>em: 25 out. 2023.</p><p>COMO SURGIU O FUTEBOL NO BRASIL - Charles Miller Futebol no Brasil. [S. l.: s. n.], 10 dez.</p><p>2020. 1 Vídeo (5 min e 1 seg). Publicado pelo canal Sand Llex. Disponível em:</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=JG2l81H6F1w . Acesso em: 24 out. 2023.</p><p>FUTEBOL. Comitê Olímpico Brasileiro. [s. l.], 2023. Disponível em:</p><p>https://www.cob.org.br/pt/cob/time-brasil/esportes/futebol/ . Acesso em: 20 out. 2023.</p><p>MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação. Currículo Referência de Minas Gerais:</p><p>educação infantil e ensino fundamental. Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de</p><p>Educadores de Minas Gerais, [s. l.], 2022. Disponível em:</p><p>http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/implementacao/curriculos_estados/documento_</p><p>curricular mg. df. Acesso em: 11 de out.2023.</p><p>MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação. Plano de Curso: ensino fundamental -</p><p>anos iniciais. Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores de Minas</p><p>Gerais, [s. l.], 2022. Disponível em:</p><p>https://curriculoreferencia.educacao.mg.gov.br/index.php/plano-de-cursos-crmg. Acesso em:</p><p>11 de out.2023.</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=qWh0ZXDEvvY</p><p>https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Cichla_ocellaris&oldid=65788993</p><p>https://territoriodobrincar.com.br/brincadeiras/brincadeira-do-tucunare-2/</p><p>https://www.facebook.com/educacaofisicadadepressaoo/videos/1048236368612554</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=JG2l81H6F1w</p><p>https://www.cob.org.br/pt/cob/time-brasil/esportes/futebol/</p><p>147</p><p>ANO LETIVO</p><p>2024</p><p>REFERÊNCIA</p><p>Ensino Fundamental</p><p>MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO PARA APRENDIZAGENS - MAPA</p><p>UNIDADE TEMÁTICA:</p><p>Números, Geometria, Álgebra.</p><p>Grandezas e Medidas.</p><p>OBJETO(S) DE</p><p>CONHECIMENTO:</p><p>HABILIDADE(S):</p><p>Sistema de numeração</p><p>decimal: leitura, escrita,</p><p>comparação e ordenação</p><p>de números naturais de</p><p>até seis ordens.</p><p>Composição e decom-</p><p>posição de um número</p><p>natural de até seis</p><p>ordens, por meio de</p><p>adições e multiplicações</p><p>por potências de 10.</p><p>Propriedades das opera-</p><p>ções para o desenvol-</p><p>vimento de diferentes</p><p>estratégias de cálculos</p><p>com números naturais.</p><p>Sistema de numeração</p><p>Romano.</p><p>Localização e movimen-</p><p>tação: pontos de refe-</p><p>rência, direção e sentido.</p><p>Paralelismo e perpen-</p><p>dicularismo.</p><p>Sequência numérica</p><p>recursiva formada por</p><p>múltiplos de um número</p><p>natural.</p><p>Sequência numérica</p><p>recursiva formada por</p><p>números que deixam</p><p>o mesmo resto ao ser</p><p>(EF04MA01X) Ler, escrever e ordenar números naturais até a ordem</p><p>de centena de milhar.</p><p>(EF04MA02) Mostrar, por decomposição e composição, que todo</p><p>número natural pode ser escrito por meio de adições e multiplicações</p><p>por potências de dez, para compreender o sistema de numeração</p><p>decimal e desenvolver estratégias de cálculo.</p><p>(EF04MA30MG) Operar com os números naturais: adição, subtração,</p><p>multiplicação e divisão (com e sem agrupamento e</p><p>desagrupamento).</p><p>(EF04MA04) Utilizar as relações entre adição e subtração, bem como</p><p>entre multiplicação e divisão, para ampliar as estratégias de cálculo.</p><p>(EF04MA05) Utilizar as propriedades das operações para desenvolver</p><p>estratégias de cálculo.</p><p>(EF04MA03A) Resolver problemas com números naturais envolvendo</p><p>adição e subtração, utilizando estratégias diversas, como cálculo,</p><p>cálculo mental e algoritmos, além de fazer estimativas do resultado.</p><p>(EF04MA03B) Elaborar problemas com números naturais envolvendo</p><p>adição e subtração, utilizando estratégias diversas, como cálculo,</p><p>cálculo mental e algoritmos, além de fazer estimativas do resultado.</p><p>(EF04MA29MG) Ler e Escrever números romanos até mil (M).</p><p>(EF04MA31MG) Identificar retas paralelas, retas concorrentes e retas</p><p>perpendiculares, utilizando construções com palitos, mapas, figuras</p><p>planas etc.</p><p>(EF04MA16) Descrever deslocamentos e localização de pessoas e de</p><p>objetos no espaço, por</p><p>meio de malhas quadriculadas e</p><p>representações como desenhos, mapas, planta baixa e croquis,</p><p>empregando termos como direita e esquerda, mudanças de direção</p><p>e sendo, intersecção, transversais, paralelas e perpendiculares.</p><p>(EF04MA11) Identificar e descrever regularidades em sequências</p><p>numéricas compostas por múltiplos de um número natural.</p><p>COMPONENTE CURRICULAR</p><p>Matemática</p><p>ANO DE ESCOLARIDADE</p><p>Ciclo Complementar</p><p>ÁREA DE CONHECIMENTO</p><p>Matemática</p><p>148</p><p>PLANEJAMENTO 4º ANO</p><p>TEMA DE ESTUDO: Matemática um procedimento processual</p><p>A) APRESENTAÇÃO:</p><p>Professor(a), neste bimestre, nossa proposta é que os estudantes desenvolvam a habilidade de</p><p>ler, compreender e ordenar números até as centenas de milhar. Eles também aprenderão a</p><p>representar esses números decompondo-os através de adições e multiplicações por potências de</p><p>base 10. É essencial que os estudantes compreendam as ideias implícitas à adição, subtração,</p><p>multiplicação e divisão, além de dominar as estruturas dos algoritmos convencionais para realizar</p><p>esses cálculos. Também incentive o uso de estratégias pessoais de cálculo.</p><p>Além disso, retomaremos o trabalho anterior relacionado aos números romanos e às medições de</p><p>comprimentos, permitindo que os estudantes calculem perímetros de figuras e espaços,</p><p>aprofundando sua compreensão e aplicação de conceitos matemáticos.</p><p>Neste bimestre, é fundamental que os estudantes internalizem a importância da autonomia ao</p><p>enfrentar desafios matemáticos, utilizando estratégias que eles próprios desenvolvem ou em</p><p>colaboração com os colegas. O trabalho em equipe para abordar situações cotidianas também se</p><p>destaca como uma habilidade de grande relevância nas atividades propostas.</p><p>B) DESENVOLVIMENTO:</p><p>1º MOMENTO</p><p>Organização da turma Grupos de até 5 estudantes.</p><p>Recursos e providências Texto impresso, cartolina.</p><p>Professor(a), organize a turma em grupos de até 5 estudantes. Na formação destes grupos é</p><p>importante colocar estudantes em seus mais variados níveis de aprendizagem. Entregue uma</p><p>cartolina e os cards com situações problemas para que os grupos resolvam os desafios propostos.</p><p>Oriente-os na organização das situações problemas seguindo a numeração, organize de uma forma</p><p>que cada membro seja capaz de auxiliar nos desafios apresentados.</p><p>divididos por um mesmo</p><p>número natural diferente de</p><p>zero.</p><p>Medidas de comprimento,</p><p>massa e capacidade: esti-</p><p>mativas, utilização de</p><p>instrumentos de medida e</p><p>de unidades de medida</p><p>convencionais mais usuais.</p><p>Perímetros e áreas de</p><p>figuras construídas em</p><p>malhas quadriculadas.</p><p>(EF04MA12) Reconhecer, por meio de investigações, que há</p><p>grupos de números naturais para os quais as divisões por um</p><p>determinado número resultam em restos iguais, identificando</p><p>regularidades.</p><p>(EF04MA20) Medir e estimar comprimentos (incluindo</p><p>perímetros), massas e capacidades, utilizando unidades de</p><p>medida padronizadas mais usuais, valorizando e respeitando a</p><p>cultura local.</p><p>(EF04MA21) Medir, comparar e estimar área de figuras planas</p><p>desenhadas em malha quadriculada, pela contagem dos</p><p>quadradinhos ou de metades de quadradinho, reconhecendo</p><p>que duas figuras com formatos diferentes podem ter a mesma</p><p>medida de área.</p><p>149</p><p>Cards com situações problemas</p><p>10- Qual o resultado dos fatos? A) CDXXVI + XCIV = ?? B) LXXV - XLVIII = ??</p><p>(responda em algarismos romanos e números naturais).</p><p>9- Continue a sequência de números naturais 7, 14, 21, 28, 35, ... até 70. Faça a</p><p>divisão por 7 nesta sequência numérica e encontre os resultados.</p><p>8- Observe a sequência numérica: 6, 12, 18, 24, 30, ... Qual é o padrão nessa</p><p>sequência?</p><p>7- Escreva o número 789 em algarismos romanos.</p><p>6- Você tem 30 chocolates e deseja dividi-los igualmente entre 7 amigos. Quantos</p><p>chocolates cada amigo receberá? Quantos chocolates sobrarão?</p><p>5- Você quer comprar 6 pacotes de lápis, e cada pacote tem 24 lápis. Quantos lápis</p><p>você terá no total?</p><p>4- Se você tem R$ 1.500,00 e gasta R$ 856,00 em um videogame, quanto sobrará</p><p>para você?</p><p>3- Em uma venda de garagem, você comprou uma bicicleta por R$ 425,00 e um</p><p>patinete por R$ 368,00. Quanto você gastou no total?</p><p>1- Uma cidade tem 385.746 pessoas. Escreva este número por extenso.</p><p>2- Decompor o número 72.810, usando adição e multiplicação pela base do 10.</p><p>150</p><p>Professor(a), estes cards são propostas de desafios que a turma deve resolver. Você tem a</p><p>flexibilidade de ajustar, expandir ou modificar os cards conforme necessário. Após a conclusão</p><p>dos desafios, solicite que cada grupo apresente suas soluções para cada card. Instigue os</p><p>estudantes a discutirem se as soluções foram uniformes em todos os grupos ou se houve</p><p>variações. Peça-lhes que expliquem os raciocínios adotados e analisem se isso afetou o resultado</p><p>da atividade ou operação. Após as apresentações, organize na sala a exposição dos cartazes</p><p>construídos pelos grupos com os cálculos e respostas das crianças.</p><p>2º MOMENTO</p><p>Organização da turma Grupos de até 5 estudantes.</p><p>Recursos e providências Placas impressas, cartolina, régua, lápis de cor.</p><p>Professor(a), neste segundo momento iremos abordar a identificação de linhas retas, paralelas</p><p>e perpendiculares. Para iniciar pregue as figuras que se encontram neste material na sala antes</p><p>de iniciar a aula. Quando os estudantes entrarem em sala de aula, deixe que eles observem o</p><p>ambiente. Se não houver nenhum questionamento, instigue os estudantes a perceberem se</p><p>existe algo diferente na sala. Após a percepção das figuras faça as seguintes perguntas:</p><p>• Sobre qual assunto vocês acham que vamos estudar hoje analisando essas figuras?</p><p>• Quais as semelhanças e diferenças que vocês percebem nestas placas?</p><p>• O que são retas paralelas?</p><p>• O que vocês entendem por retas perpendiculares?</p><p>• Nas placas que estão na sala é possível ver retas?</p><p>• Na faixa de pedestres as linhas se encontram? Vocês sabem como são denominadas?</p><p>• E na cruz as linhas se cruzam? Vocês sabem como são denominadas?</p><p>• E nas outras imagens que tipos de retas podemos encontrar? Quais as semelhanças e</p><p>diferenças que percebemos nestas imagens?</p><p>151</p><p>Figura 1: Faixa de pedestre</p><p>Fonte: (Freepik,[S. l.,s. n.])</p><p>Figura 2: Trilho de trem</p><p>Fonte: (Freepik,[S. l.,s. n.])</p><p>Figura 3: Prédios</p><p>Fonte: (Freepik, [S. l.,s. n.])</p><p>Figura 4: Cruz</p><p>Fonte: (Freepik,[S. l.,s. n.])</p><p>Agora, organize-os em grupos de no máximo 5 estudantes. Entregue uma cartolina, régua e</p><p>oriente-os a construírem um croqui das ruas do bairro da escola. Explique que um croqui é um</p><p>desenho feito à mão, contendo pontos de referência que facilitam a localização.</p><p>152</p><p>Passos para desenhar o croqui</p><p>Planejamento:</p><p>▪ Comece pensando na estrutura geral do bairro da escola. Decida o tamanho do bairro</p><p>e se possui ruas, casas, prédios, parques, lojas e outros elementos, além da escola.</p><p>▪ Desenhe a malha urbana:</p><p>▪ Use a régua e o lápis para desenhar as principais ruas do bairro. Pode ser útil começar</p><p>com um esboço simples das ruas.</p><p>▪ Adicione casas e edifícios:</p><p>▪ Desenhe casas, prédios e outras estruturas nas áreas designadas do bairro, não se</p><p>esqueçam da escola. Pense em como você quer que essas estruturas sejam</p><p>posicionadas em relação às ruas.</p><p>▪ Detalhes do paisagismo:</p><p>▪ Adicione elementos de paisagismo, como árvores, parques, jardins e áreas verdes.</p><p>▪ Nomes de ruas e locais:</p><p>▪ Dê nomes às ruas em volta da escola.</p><p>É importante reforçar o conceito de retas paralelas e retas perpendiculares com os estudantes</p><p>na construção do croqui. Após a construção do croqui do bairro da escola, proponha o desafio</p><p>de cada grupo conseguir se deslocar pelo croqui e chegar à escola.</p><p>Construa uma ficha com instruções fazendo com que eles tenham um ponto de referência inicial.</p><p>Andem pelas ruas do bairro com as</p><p>orientações (ande duas ruas à esquerda, siga em frente, vire</p><p>um quarteirão à direita) para que consigam chegar ao ponto final que é a escola. Junto com as</p><p>orientações coloque dicas para que os estudantes consigam atingir o objetivo.</p><p>▪ Siga as instruções com cuidado e verifique as placas com o nome das ruas para garantir</p><p>que está na direção certa.</p><p>▪ Use a esquina da rua da escola como ponto de referência final e acompanhe as indicações</p><p>de direção (direita, esquerda, em frente) conforme necessário.</p><p>▪ Marque cada interseção ou virada no mapa para manter o controle de onde está.</p><p>Peça que eles façam o trajeto usando lápis de cor, para que se possa verificar se os estudantes</p><p>conseguiram seguir as instruções. Ao final solicite que os grupos apresentem o cartaz com o</p><p>croqui e o caminho realizado por eles para chegarem na escola. Terminando as apresentações</p><p>pergunte se os croquis possuem semelhanças e diferenças, se os trajetos foram os mesmos, se</p><p>eles tiveram dificuldades em seguir as instruções da ficha. Após, exponha os cartazes em um</p><p>espaço da sala para que os estudantes possam usar esta atividade na realização de outras</p><p>atividades com as mesmas habilidades.</p><p>Esta atividade ajuda os estudantes a praticarem conceitos de orientação, bem como a</p><p>compreender melhor os conceitos de retas paralelas e retas perpendiculares no contexto do</p><p>bairro da escola.</p><p>153</p><p>3º MOMENTO</p><p>Organização da turma Duplas ou trios.</p><p>Recursos e providências</p><p>Figuras impressas, malha quadriculada, barbante, régua, copo</p><p>250ml, jarra 1 litro, garrafa 500 ml, garrafa 2 litros, balde com</p><p>água, balança, objetos variados.</p><p>Professor(a), nesta última etapa, exploraremos a malha como uma ferramenta para medir,</p><p>comparar e estimar a área de figuras planas. Utilizaremos o barbante para medir e estimar</p><p>comprimentos. Essas atividades visam proporcionar aos estudantes a compreensão de que duas</p><p>figuras distintas podem ter a mesma medida de área e destacar a importância de instrumentos</p><p>que nos auxiliem ao utilizar medidas padronizadas.</p><p>Inicie organizando a turma em duplas, entregue uma malha quadriculada, uma régua e um</p><p>pedaço de barbante para cada dupla. Solicite que leiam o texto disponível na seção Anexo e</p><p>realizem o que se pede na malha quadriculada.</p><p> INSTRUÇÕES ( ícone clicável)</p><p>Após os estudantes realizarem esta atividade de usar o comprimento como uma unidade de</p><p>medida, apresente uma jarra de 1 litro, um copo de 250ml, uma garrafa de 500ml, uma garrafa</p><p>de 2 litros e um balde com uma certa quantidade de água para ser usada no preenchimento dos</p><p>recipientes.</p><p>Questione os estudantes diante das seguintes questões:</p><p>• Quantos copos de 250 ml eu preciso para encher uma jarra de 1 litro?</p><p>• Quantas garrafas de 500ml eu preciso para encher uma garrafa de 2 litros?</p><p>• Eu posso usar 3 copos de 250 ml para encher uma garrafa de 500 ml?</p><p>• Coloquei 4 copos de 250 ml para encher a garrafa de 2 litros. Quantos copos eu preciso</p><p>colocar ainda para encher a garrafa?</p><p>Neste momento, professor(a), deixe que os estudantes solucionem as questões fazendo as</p><p>medidas de capacidade. Sorteie quais duplas irão realizar cada procedimento. Você tem a</p><p>flexibilidade de ajustar, expandir ou modificar os questionamentos conforme necessário. Ao final,</p><p>faça uma reflexão com os estudantes sobre os resultados que cada dupla conseguiu alcançar, se</p><p>houve dificuldades para perceberem a capacidade de cada objeto ou não.</p><p>Para encerrar este momento, introduza a balança e alguns objetos, desafiando os estudantes a</p><p>estimar se cada objeto pesa mais ou menos de 1 quilograma. Incentive todas as duplas da turma</p><p>a participarem dessa atividade. Ao término, faça perguntas reflexivas sobre a facilidade de</p><p>realizar essas comparações e se alcançaram resultados precisos.</p><p>Diante de todas as situações em que utilizamos os sistemas de medidas padronizados, proponha</p><p>que cada dupla elabore um problema em seus cadernos. Em seguida, promova a troca de</p><p>problemas entre as duplas e encoraje a verificação da resolução, garantindo que a situação</p><p>problema tenha sido elaborada e solucionada com êxito.</p><p>154</p><p>Professor(a), é importante que ao terminarem estas atividades os estudantes compreendam que</p><p>a matemática são procedimentos processuais porque ela fornece ferramentas e métodos</p><p>sistemáticos para resolver problemas, tomar decisões e compreender o mundo ao nosso redor.</p><p>Através da prática desses procedimentos, desenvolvemos o raciocínio lógico, a capacidade de</p><p>análise e a resolução de situações complexas, habilidades essenciais, não apenas na matemática,</p><p>mas em diversos aspectos da vida cotidiana.</p><p>155</p><p>ANEXO</p><p>INSTRUÇÕES</p><p>Instruções:</p><p>▪ Desenhe duas figuras planas diferentes na malha quadriculada. Podem ser</p><p>retângulos, quadrados, triângulos, ou qualquer figura de sua escolha.</p><p>▪ Utilize a régua para medir os lados de cada figura. Anote as medidas.</p><p>▪ Pegue o barbante e coloque-o ao longo dos contornos da figura, seguindo as curvas</p><p>se necessário.</p><p>▪ Após percorrer toda a figura com o barbante, meça o comprimento total do barbante</p><p>usando a régua. Anote essa medida.</p><p>▪ Conte o número de quadradinhos que estão completamente dentro da figura. Se um</p><p>quadradinho estiver na borda da figura, conte-o como metade. Anote essa</p><p>estimativa.</p><p>▪ Compare as medidas obtidas usando a régua, o barbante e a contagem dos</p><p>quadradinhos.</p><p>▪ Observe se as figuras têm a mesma medida usando instrumentos de medidas</p><p>diferentes.</p><p>156</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>Freepik. Cruz. [s. l.], 2023. Diponível em: https://www.freepik.com/free-vector/christian-</p><p>cross-sticker-design-element-</p><p>vector_28428535.htm#query=cruz%20desenho&position=17&from_view=search&track=ais .</p><p>Acesso: 07 nov. 2023.</p><p>Freepik. Faixa de pedestre. [s. l.], 2023. Disponível em: https://www.freepik.com/free-</p><p>vector/top-view-crosswalk-car-road-city-street-with-pedestrian-crossing-safety-walk-vector-</p><p>background-black-asphalt-surface-with-white-zebra-lines-road-</p><p>marking_23592777.htm#query=faixa%20de%20pedestre&position=15&from_view=search&tr</p><p>ack=ais. Acesso: 07 nov. 2023.</p><p>MAPAS de Foco BNCC. Instituto Reúna. [s. l.], 2023. Disponível em:</p><p>https://biblioteca.institutoreuna.org.br/MapasDeFocoBncc_Mat_18092020.pdf. Acesso em: 23</p><p>de ago. 2023.</p><p>MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação. Currículo Referência de Minas Gerais:</p><p>educação infantil e ensino fundamental. Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional</p><p>de Educadores de Minas Gerais, [s. l.], 2022. Disponível em:</p><p>https://drive.google.com/file/d/1ac2_Bg9oDsYet5WhxzMIreNtzy719UMz/view. Acesso em: 05</p><p>fev. 2023.</p><p>MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação. Plano de Curso: ensino fundamental -</p><p>anos iniciais. Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores de Minas</p><p>Gerais, [s. l.], 2022. Disponível em:</p><p>https://curriculoreferencia.educacao.mg.gov.br/index.php/plano-de-cursos-crmg. Acesso em:</p><p>05 fev. 2023.</p><p>PEREIRA, Adriane. Plano de aula: Conhecendo as retas paralelas e as retas perpendiculares.</p><p>Ponta Grossa- Paraná. Nova Escola. Disponível em: https://novaescola.org.br/planos-de-</p><p>aula/fundamental/4ano/matematica/conhecendo-as-retas-paralelas-e-as-retas-</p><p>perpendiculares/175 . Acesso: 07 nov. 2023.</p><p>FREEPIK. Prédios. [s. l.], 2023. Disponível em:</p><p>https://www.freepik.com/search?format=search&query=pr%C3%A9dio%20desenho. Acesso</p><p>em 07 nov. 2023.</p><p>FREEPIK. Trilho de trem. [s. l.], 2023 Disponível em: https://www.freepik.com/free-</p><p>vector/railway-tracks-rail-road-line-transparent-background-part-straight-rail-element-</p><p>illustration_13422972.htm#query=trilho%20de%20trem&position=11&from_view=search&tra</p><p>ck=ais . Acesso em 07 nov. 2023.</p><p>https://www.freepik.com/free-vector/christian-cross-sticker-design-element-vector_28428535.htm#query=cruz%20desenho&position=17&from_view=search&track=ais</p><p>https://www.freepik.com/free-vector/christian-cross-sticker-design-element-vector_28428535.htm#query=cruz%20desenho&position=17&from_view=search&track=ais</p><p>https://www.freepik.com/free-vector/christian-cross-sticker-design-element-vector_28428535.htm#query=cruz%20desenho&position=17&from_view=search&track=ais</p><p>https://www.freepik.com/free-vector/top-view-crosswalk-car-road-city-street-with-pedestrian-crossing-safety-walk-vector-background-black-asphalt-surface-with-white-zebra-lines-road-marking_23592777.htm#query=faixa%20de%20pedestre&position=15&from_view=search&track=ais</p><p>https://www.freepik.com/free-vector/top-view-crosswalk-car-road-city-street-with-pedestrian-crossing-safety-walk-vector-background-black-asphalt-surface-with-white-zebra-lines-road-marking_23592777.htm#query=faixa%20de%20pedestre&position=15&from_view=search&track=ais</p><p>https://www.freepik.com/free-vector/top-view-crosswalk-car-road-city-street-with-pedestrian-crossing-safety-walk-vector-background-black-asphalt-surface-with-white-zebra-lines-road-marking_23592777.htm#query=faixa%20de%20pedestre&position=15&from_view=search&track=ais</p><p>https://www.freepik.com/free-vector/top-view-crosswalk-car-road-city-street-with-pedestrian-crossing-safety-walk-vector-background-black-asphalt-surface-with-white-zebra-lines-road-marking_23592777.htm#query=faixa%20de%20pedestre&position=15&from_view=search&track=ais</p><p>https://www.freepik.com/free-vector/top-view-crosswalk-car-road-city-street-with-pedestrian-crossing-safety-walk-vector-background-black-asphalt-surface-with-white-zebra-lines-road-marking_23592777.htm#query=faixa%20de%20pedestre&position=15&from_view=search&track=ais</p><p>https://biblioteca.institutoreuna.org.br/MapasDeFocoBncc_Mat_18092020.pdf</p><p>https://curriculoreferencia.educacao.mg.gov.br/index.php/plano-de-cursos-crmg</p><p>https://novaescola.org.br/planos-de-aula/fundamental/4ano/matematica/conhecendo-as-retas-paralelas-e-as-retas-perpendiculares/175</p><p>https://novaescola.org.br/planos-de-aula/fundamental/4ano/matematica/conhecendo-as-retas-paralelas-e-as-retas-perpendiculares/175</p><p>https://novaescola.org.br/planos-de-aula/fundamental/4ano/matematica/conhecendo-as-retas-paralelas-e-as-retas-perpendiculares/175</p><p>https://www.freepik.com/search?format=search&query=pr%C3%A9dio%20desenho</p><p>https://www.freepik.com/free-vector/railway-tracks-rail-road-line-transparent-background-part-straight-rail-element-illustration_13422972.htm#query=trilho%20de%20trem&position=11&from_view=search&track=ais</p><p>https://www.freepik.com/free-vector/railway-tracks-rail-road-line-transparent-background-part-straight-rail-element-illustration_13422972.htm#query=trilho%20de%20trem&position=11&from_view=search&track=ais</p><p>https://www.freepik.com/free-vector/railway-tracks-rail-road-line-transparent-background-part-straight-rail-element-illustration_13422972.htm#query=trilho%20de%20trem&position=11&from_view=search&track=ais</p><p>https://www.freepik.com/free-vector/railway-tracks-rail-road-line-transparent-background-part-straight-rail-element-illustration_13422972.htm#query=trilho%20de%20trem&position=11&from_view=search&track=ais</p><p>157</p><p>ANO LETIVO</p><p>2024</p><p>REFERÊNCIA</p><p>Ensino Fundamental</p><p>MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO PARA APRENDIZAGENS - MAPA</p><p>PLANEJAMENTO 4º ANO</p><p>TEMA DE ESTUDO: A matéria e suas transformações.</p><p>A) APRESENTAÇÃO:</p><p>Olá Professor(a)</p><p>Neste planejamento sugerimos algumas práticas pedagógicas com o objetivo de possibilitar o</p><p>desenvolvimento de habilidades do Currículo Referência de Minas Gerais, conforme apresentadas</p><p>no Plano de Curso/2024 do 4º ano do Ensino Fundamental no 1º bimestre e visa apoiar professores</p><p>e estudantes no desenvolvimento dos processos de ensino e aprendizagem.</p><p>Buscaremos desenvolver práticas investigativas, práticas experimentais, oportunizando os</p><p>estudantes a identificar misturas na vida diária, com base em suas propriedades físicas</p><p>observáveis, reconhecendo sua composição. Entendemos que as práticas proporcionarão aos</p><p>estudantes uma experiência prática e participativa na identificação de misturas, consolidando o</p><p>entendimento do conceito por meio da observação direta. Além disso, estimulará o pensamento</p><p>crítico e a capacidade de comunicação ao compartilhar as conclusões com os colegas.</p><p>.</p><p>UNIDADE TEMÁTICA:</p><p>Matéria e energia.</p><p>OBJETO(S) DE</p><p>CONHECIMENTO:</p><p>HABILIDADE(S):</p><p>Misturas.</p><p>Transformações re-</p><p>versíveis e não</p><p>reversíveis.</p><p>(EF04CI01) Identificar misturas na vida diária, com base em suas</p><p>propriedades físicas observáveis, reconhecendo sua composição.</p><p>(EF04CI02A) Testar transformações nos materiais do dia a dia quando</p><p>expostos a diferentes condições (aquecimento, resfriamento, luz e</p><p>umidade).</p><p>(EF04CI02B) Relatar transformações nos materiais do dia a dia quando</p><p>expostos a diferentes condições (aquecimento, resfriamento, luz e</p><p>umidade).</p><p>(EF04CI03) Concluir que algumas mudanças causadas por aquecimento</p><p>ou resfriamento são reversíveis (como as mudanças de estado físico da</p><p>água) e outras não (como o cozimento do ovo, a queima do papel etc.).</p><p>COMPONENTE CURRICULAR</p><p>ANO DE ESCOLARIDADE</p><p>Ciclo Complementar</p><p>ÁREA DE CONHECIMENTO</p><p>Ciências da Natureza</p><p>158</p><p>Para desenvolver as habilidades testar e relatar transformações nos materiais do dia a dia quando</p><p>expostos a diferentes condições (aquecimento, resfriamento, luz e umidade), partiremos de</p><p>experimentos com materiais utilizados no cotidiano dos estudantes. Essas atividades</p><p>proporcionarão aos estudantes experiências práticas e oportunidades de observação,</p><p>promovendo o desenvolvimento das habilidades de teste e relato de transformações nos</p><p>materiais. Além disso, estimularão o pensamento crítico e a capacidade de comunicação dos</p><p>estudantes.</p><p>Vale ressaltar que os elementos integrantes deste planejamento (procedimentos metodológicos,</p><p>contextualização, desenvolvimento, recursos e avaliação) podem ser modificados e adaptados de</p><p>acordo com a realidade da escola e com os recursos pedagógicos e tecnológicos disponíveis para</p><p>você e seus estudantes.</p><p>Cabe às escolas e aos professores promoverem um clima de participação e interatividade entre</p><p>os estudantes, favorecer a construção e/ou ampliação do conhecimento de forma lúdica e</p><p>prazerosa, contextualizar as práticas pedagógicas aproximando os estudantes de sua realidade,</p><p>podendo transformá-la.</p><p>Por fim, o planejamento sugerido, pode ser desmembrado em quantas aulas julgar necessárias,</p><p>de acordo com as especificidades das turmas atendidas, a flexibilidade de seu planejamento de</p><p>ensino ou outras conveniências pedagógicas.</p><p>As atividades propostas neste planejamento têm o objetivo de desenvolver habilidades</p><p>fundamentais para a formação dos estudantes.</p><p>B) DESENVOLVIMENTO:</p><p>1º MOMENTO: MISTURAS NO COTIDIANO</p><p>Organização da turma Organização dos estudantes: individual e em duplas.</p><p>Recursos e providências</p><p>Lápis preto, lápis de cor, caderno, folha de papel sulfite, copos,</p><p>água, sal, óleo, colher de sobremesa, recipiente pequeno,</p><p>colorau, cola branca, pincel, impressão de rostos de indígenas</p><p>em preto e branco e de máscaras africanas, tintas guache nas</p><p>cores amarela, vermelha e azul.</p><p>Olá, Professor(a)</p><p>Sugerimos uma abordagem prática e envolvente para o desenvolvimento da habilidade EF04CI01,</p><p>que trata da capacidade dos estudantes em identificar misturas na vida diária com base em suas</p><p>propriedades físicas observáveis, reconhecendo sua composição. Uma estratégia eficaz seria a</p><p>realização de atividades experimentais que proporcionem aos estudantes a oportunidade de</p><p>explorar e compreender as características das misturas presentes em situações cotidianas.</p><p>Inicie a aula explicando o conceito de misturas e suas características, destacando a importância</p><p>de observar as propriedades físicas para identificar misturas. Nesse momento é pertinente que</p><p>você, professor(a), exemplifique misturas do cotidiano, como por exemplo; a água que</p><p>159</p><p>costumamos beber, apesar de parecer pura, é uma mistura,</p><p>sucos, refrigerantes, preparação de</p><p>comidas, café, dentre outros.</p><p>Faz-se necessário, também, abordar sobre os conceitos; misturas homogêneas e heterogêneas,</p><p>esclarecendo que na mistura homogênea, não conseguimos identificar as substâncias que a</p><p>compõem, como no caso do copo de água com sal. Na mistura heterogênea, é possível</p><p>identificar as substâncias envolvidas, como ocorre no copo de água com óleo e que a água é</p><p>capaz de dissolver substâncias, como o sal, mas não dissolve o óleo.(o que deverá ser observado</p><p>na atividade que será desenvolvida).</p><p>Atividades: Explorando Misturas do Cotidiano</p><p>Atividade 01</p><p>Passos para a atividade:</p><p>▪ Divida a turma em duplas.</p><p>▪ Distribua para cada dupla uma colher de sobremesa de sal, dois copos, óleo e água.</p><p>▪ Oriente aos estudantes que coloquem água nos dois copos.</p><p>▪ Em um dos copos deve-se adicionar sal e mexer e no outro, deve-se colocar uma colher</p><p>de óleo.</p><p>▪ Pergunte aos estudantes sobre o que ocorre com o sal e com o óleo em cada mistura.</p><p>▪ Em seguida, peça aos estudantes que adicionem sal aos poucos no primeiro copo e</p><p>observem o que acontece.</p><p>▪ Em determinado momento, o sal começará a se acumular no fundo do copo.</p><p>▪ Explique que a água é capaz de dissolver uma determinada quantidade de sal.</p><p>Oriente os estudantes a anotarem no caderno o procedimento envolvido na atividade e que</p><p>registrem suas observações por meio de desenhos.</p><p>Atividade 02</p><p>Peça aos estudantes que se organizem em duplas. Projete uma imagem de um indígena brasileiro</p><p>com pinturas na pele.</p><p>Imagem 1 - Grafismo Indígena</p><p>Fonte: Geographo.web</p><p>160</p><p>Os indígenas utilizam a pintura corporal como meio de expressão que representa as diversas</p><p>manifestações culturais de seus povos. Para cada evento há uma pintura específica: luta, caça,</p><p>casamento, morte. Todo ritual indígena é retratado nos corpos deles na forma de pintura, é uma</p><p>das expressões artísticas mais intensas destes povos.</p><p>Explique aos estudantes que a pintura de pele utilizada pelos grupos indígenas baseia-se na</p><p>utilização de corantes extraídos de plantas. O colorante é um corante extraído de sementes de</p><p>uma planta chamada urucum. Para produzir os corantes, os indígenas fazem misturas.</p><p>Passos para a atividade</p><p>▪ Distribua a cada dupla um recipiente, água, cola branca e colorau.</p><p>▪ Solicite aos estudantes que misturem os ingredientes para produzir uma tinta à base de</p><p>urucum.</p><p>▪ Distribua folhas de papel sulfite para que os estudantes possam reproduzir os grafismos</p><p>indígenas.</p><p>▪ Peça que utilizem a tinta para reproduzir os grafismos indígenas, seguindo os modelos</p><p>apresentados anteriormente. É importante que o tema seja introduzido e abordado de</p><p>forma consciente e com alteridade às especificidades culturais dos povos indígenas.</p><p>▪ Em seguida, entregue aos estudantes imagens de cocares indígenas e tinta guache de</p><p>cores variadas.</p><p>▪ Peça que pintem, tentando misturar as cores.</p><p>Imagem 2 - Cocar Indígena</p><p>Fonte: (Pinterest [2023])</p><p>Verifique se eles percebem que quando as cores são misturadas entre si, formam novas</p><p>cores.</p><p>Proponha aos estudantes que respondam em uma folha individual às seguintes questões:</p><p>A) Apresente uma mistura que seja muito usada no nosso cotidiano.</p><p>B) Quando fazemos qualquer receita culinária, estamos realizando misturas?</p><p>C) Pesquise em casa com sua família uma receita culinária, que usamos misturas.</p><p>D) Realize algumas misturas usadas em sua casa no dia a dia.</p><p>D) Registre as informações no caderno.</p><p>161</p><p>Esta atividade proporcionará aos estudantes uma experiência prática e participativa na</p><p>identificação de misturas, consolidando o entendimento do conceito por meio da observação</p><p>direta. Além disso, estimulará o pensamento crítico e a capacidade de comunicação ao</p><p>compartilhar as conclusões com os colegas.</p><p>2º MOMENTO: TRANSFORMAÇÕES DA MATÉRIA</p><p>Organização da turma Grupo entre 4 a 5 participantes.</p><p>Recursos e providências</p><p>Comprimido efervescente, cubos de gelo, vela, copo com</p><p>água, caixa de fósforo, folha e papel, projetor multimídia.</p><p>Professor(a), a ciência está sempre presente em nosso cotidiano, e compreender como os</p><p>materiais reagem a diferentes condições ambientais é uma experiência fascinante.</p><p>Sugerimos, nesse momento, atividades para desenvolver as habilidades científicas dos</p><p>estudantes, alinhadas aos objetivos do EF04CI02A e EF04CI02B. A proposta visa explorar as</p><p>transformações nos materiais do dia a dia quando expostos a diferentes condições, como</p><p>aquecimento, resfriamento, luz e umidade.</p><p>Uma estratégia eficaz é a realização de experimentos simples e observações práticas, permitindo</p><p>que os estudantes explorem as mudanças físicas e químicas que ocorrem em diversos materiais</p><p>sob diferentes condições ambientais.</p><p>Aqui estão algumas sugestões de atividades:</p><p>▪ Divida os estudantes em grupos de forma que cada grupo seja composto por 4 a</p><p>5 participantes.</p><p>▪ Separe a quantidade necessária do material listado a seguir, de acordo com o</p><p>número de estudantes da sala de aula, de forma que os materiais sejam divididos</p><p>e organizados nos grupos.</p><p>Por motivos de segurança, sugerimos chamar a atenção dos estudantes para não ingerir o</p><p>comprimido efervescente, não manipular fogo. Nesse caso, o professor pode demonstrar o</p><p>procedimento que envolve sua utilização.</p><p>Experimento com Velas:</p><p>▪ Peça aos estudantes para observarem o que acontece quando uma vela é acesa e exposta</p><p>ao calor.</p><p>▪ Faça variações, como aquecer a cera e resfriá-la, explorando as transformações do estado</p><p>físico.</p><p>Estudo de Objetos Metálicos:</p><p>▪ Introduza diferentes metais aos estudantes e observe as mudanças de temperatura ao</p><p>tocar neles.</p><p>162</p><p>▪ Realize experimentos de aquecimento e resfriamento, permitindo que os estudantes</p><p>identifiquem transformações nos metais.</p><p>Observação de Alimentos:</p><p>▪ Solicite que os estudantes observem o que acontece com diferentes alimentos quando</p><p>expostos à luz e à umidade. (gelo, sorvete, adicione um comprimido efervescente a um</p><p>copo com água e observe a formação de bolhas, alimentos com bolor).</p><p>▪ Podem ser realizados experimentos práticos, como armazenar alimentos em diferentes</p><p>condições e analisar as mudanças.</p><p>Exploração de Materiais Plásticos:</p><p>▪ Forneça uma variedade de objetos plásticos e investigue como eles respondem ao</p><p>aquecimento e resfriamento.</p><p>▪ Os estudantes podem explorar a maleabilidade e rigidez desses materiais sob diferentes</p><p>temperaturas.</p><p>Observação de Papéis e Tecidos:</p><p>▪ Proporcione diferentes tipos de papéis e tecidos e peça aos estudantes para observarem</p><p>suas reações à umidade. (Queime um papel. Acenda um fósforo e aproxime o papel, deixe</p><p>queimar.)</p><p>▪ Eles podem, também, investigar como esses materiais respondem quando expostos à luz</p><p>solar direta.</p><p>Facilite uma discussão em sala de aula, destacando as semelhanças e diferenças nas</p><p>transformações dos materiais. Explore conceitos como expansão, contração, mudanças de cor,</p><p>textura, entre outros. A partir, solicite aos estudantes que elaborarem um relatório detalhando</p><p>as transformações observadas, apresentando suas conclusões e discutindo possíveis aplicações</p><p>práticas.</p><p>Professor(a), durante a discussão esclareça para os estudantes sobre as transformações</p><p>reversíveis ocorrem com a mudança de forma, tamanho, aparência e estado físico. Já as</p><p>transformações não reversíveis são aquelas em que o material sofre mudança de cor, sabor,</p><p>cheiro etc., de maneira em que não é possível voltar ao seu aspecto anterior.</p><p>▪ Analisar o comportamento do gelo: transformação reversível, já que água e gelo são</p><p>apenas estados físicos diferentes. No caso do gelo derretendo houve apenas a mudança</p><p>de estado físico da água. O gelo (estado sólido) derreteu e percebemos a água (estado</p><p>líquido), a substância não alterou, permaneceu sendo água.</p><p>▪ Adicione um comprimido efervescente a um copo com água e observa-se a formação</p><p>de bolhas”. Aproveite</p><p>o momento para fazer essa verificação de conhecimentos prévios</p><p>e proponha uma discussão entre os estudantes sobre as observações que fizeram e as</p><p>hipóteses/explicações levantadas para explicar o que observaram. Após a discussão,</p><p>faça os esclarecimentos necessários.</p><p>163</p><p>▪ Acender uma vela: transformação não reversível da parafina, em face da liberação de</p><p>chama (luz e calor); transformação física na parafina, que se torna líquida e escorre</p><p>pela vela com o passar do tempo. Vale lembrar que, durante a transformação, são</p><p>formadas novas substâncias, como gás carbônico e vapor de água.</p><p>▪ Queimar o papel: transformação irreversível, liberação de chama (luz e calor), mudança</p><p>na coloração. Nessa transformação também há formação de gás carbônico, carvão</p><p>residual (resíduo de cor escura) e vapor de água. O gás e o vapor não podem ser</p><p>visualizados, mas também ocorre a formação de carvão (fuligem), que pode ser</p><p>evidenciado com a colocação de um pires de porcelana acima da chama.</p><p>Para encerrar esse momento, sugerimos levar os estudantes a assistirem ao vídeo a seguir.</p><p> Assista ao vídeo abaixo sobre as transformações dos materiais:</p><p>Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=C4o8e_8UnZk</p><p>As atividades propostas proporcionarão aos estudantes experiências práticas e oportunidades de</p><p>observação, promovendo o desenvolvimento das habilidades de teste e relato de transformações</p><p>nos materiais. Além disso, estimularão o pensamento crítico e a capacidade de comunicação dos</p><p>estudantes.</p><p>3º MOMENTO: MUDANÇAS DE ESTADO FÍSICO</p><p>Organização da turma À escolha do professor.</p><p>Recursos e providências Texto impresso.</p><p>Professor(a) para desenvolver a habilidade (EF04CI03), explorando as transformações causadas</p><p>por aquecimento e resfriamento, diferenciando entre mudanças reversíveis e irreversíveis,</p><p>sugerimos uma atividade envolvente, a proposta visa envolver os estudantes em experiências</p><p>práticas, despertando a curiosidade e o raciocínio científico sobre as mudanças de estado físico</p><p>da água e outros fenômenos relacionados.</p><p>Mãos na massa …</p><p>Atividade 01 - Transformação dos alimentos por umidade</p><p>Materiais Necessários:</p><p>Pães de forma, água, dois recipientes, lente de aumento, saco de plástico ou plástico filme.</p><p>Como fazer:</p><p>▪ Organize os estudantes em duplas para que realizem uma atividade prática.</p><p>▪ Coloque fatias de pão de forma (seca e úmida) dentro de sacos plásticos e guarde-o</p><p>longe do sol, de preferência dentro do armário ou num cantinho na sala.</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=C4o8e_8UnZk</p><p>164</p><p>▪ Coloque etiquetas para indicar a data em que as fatias de pão foram colocadas no</p><p>saquinho.</p><p>▪ Observe as transformações que ocorrem com o passar do tempo.</p><p>Faça o registro, por meio de desenhos, do que observam no momento inicial. A cada dois</p><p>dias, aproximadamente, reserve um tempo da aula para que as duplas observem os alimentos</p><p>que foram deixados dentro do saco plástico. Observe as mudanças, colocando os pães sobre</p><p>um pedaço de papel. O bolor deve, rapidamente, aparecer e possuir um cheiro forte.</p><p>Reflita sobre as observações feitas e as diferenças entre os saquinhos de pão.</p><p>Esse procedimento deve durar de uma a duas semanas.</p><p>As próximas etapas acontecerão no tempo determinado pelo professor.</p><p>Investigando...</p><p>• Qual alimento parece estar mais estragado?</p><p>• A umidade é um fator importante para a transformação dos pães?</p><p>• Discutam sobre a conclusão do experimento, explique as etapas da transformação do pão</p><p>pela umidade, registrando em uma tabela, para cada dia observado, as conclusões feitas.</p><p>Esse tipo de transformação com o pão ocorre de forma natural, porém, para fazer o</p><p>experimento acontecer de maneira mais rápida, estimulamos todo o processo utilizando água</p><p>para manter o pão sempre úmido, lembrando que a umidade é um processo que acelera a</p><p>transformação dos alimentos.</p><p>Com o experimento concluído, mostre o pão mofado aos estudantes e a tabela com as</p><p>observações. Promova uma comparação entre o pão preservado e o mofado e que a umidade é</p><p>um fator importante para a ação de fungos e bactérias decompositoras que promovem a</p><p>transformação do pão.</p><p>Atividade 02 - Transformação dos materiais pelo calor: evaporação</p><p>Nessa atividade, informe para os estudantes que serão apresentadas situações do cotidiano em</p><p>que percebemos a transformação dos materiais pelo calor. Nesse caso pode abordar a respeito</p><p>da roupa secando no varal, a água fervendo na chaleira entre outras situações vivenciadas do</p><p>dia a dia. Esse é um momento de discussão e observação.</p><p>Proponha uma roda de conversa com os estudantes e levante as questões.</p><p>A mãe de Lúcia colocou a roupa molhada no varal em um dia de sol.</p><p>• Será o que aconteceu com a roupa no varal no final do dia?</p><p>• Para onde foi a água que estava na roupa?</p><p>• A roupa seca mais rápido nos dias quentes ou nos dias frios?</p><p>165</p><p>Atividade 03 - Transformação dos materiais pela temperatura: aquecimento</p><p>Professor(a) uma experiência prática e intrigante que ilustra esse conceito é o processo de</p><p>aquecimento de um ovo em água. Ao submeter o ovo a temperaturas elevadas, suas substâncias</p><p>componentes passam por alterações, resultando em uma transformação notável em suas</p><p>características físicas e químicas.</p><p>Procedimento Experimental:</p><p>1. Colocação do ovo na panela: Inicie a experiência colocando um ovo em uma panela</p><p>com água. Certifique-se de que o ovo esteja totalmente submerso.</p><p>2. Aquecimento: Leve a panela ao fogo e aguarde até que a água alcance o ponto de</p><p>fervura. Mantenha o ovo cozinhando por um período determinado, permitindo que ele seja</p><p>submetido ao calor.</p><p>3. Observação das mudanças: À medida que o ovo é aquecido, os estudantes poderão</p><p>observar as transformações em sua estrutura. A casca, inicialmente delicada, se solidifica,</p><p>resultando em um ovo cozido.</p><p>Discussão:</p><p>Ao final da experiência, discuta com os estudantes os seguintes questionamentos:</p><p>1. O que aconteceu com o ovo durante o aquecimento?</p><p>Explique que o calor causou uma série de mudanças nas substâncias presentes no ovo. A</p><p>proteína presente na clara e na gema coagula, tornando-se sólida.</p><p>2. Como as mudanças afetaram as características do ovo?</p><p>Destaque que o ovo, que inicialmente possuía uma consistência líquida, agora adquiriu</p><p>uma textura firme e sólida devido às alterações em suas propriedades químicas e físicas.</p><p>3. Que tipo de transformação de materiais ocorreu durante esse processo?</p><p>Introduza a ideia de uma mudança de estado físico, explicando que o ovo passou de líquido</p><p>para sólido devido ao calor aplicado.</p><p>4. De que forma esse fenômeno está relacionado à transformação de materiais em</p><p>outros contextos?</p><p>Incentive os estudantes a pensarem em outros exemplos de transformação de materiais</p><p>pela aplicação de calor, destacando sua importância em diversas áreas, como culinária,</p><p>indústria e ciência.</p><p>Conclusão:</p><p>Ao explorar essa experiência, os estudantes terão a oportunidade de compreender como o</p><p>aquecimento pode desencadear mudanças substanciais nos materiais que nos cercam. A</p><p>discussão posterior permitirá uma reflexão mais profunda sobre o papel do calor na</p><p>transformação de substâncias e a aplicação prática desse conhecimento em diferentes campos.</p><p>166</p><p>Atividade 04 - Transformação dos materiais pela temperatura: resfriamento</p><p>Explique para a turma que o resfriamento de um material também pode causar transformações.</p><p>A água, por exemplo, muda de estado físico quando é colocada no congelador durante algum</p><p>tempo. Após certo tempo em ambiente de baixa temperatura, a água congela e passa para o</p><p>estado sólido.</p><p>Para melhor compreensão da turma, é pertinente exemplificar o processo acima;</p><p>Fernanda queria tomar um suco geladinho. Pediu para sua mãe que fizesse o sabor de sua</p><p>fruta preferida: manga. Só que ela acabou esquecendo e, quando foi buscar, o suco tinha</p><p>virado picolé! Fernanda ficou surpresa com o acontecido e decidiu</p><p>investigar para saber o</p><p>que fez o suco de manga empedrar.</p><p>Vamos ajudá-la?</p><p>• O que você imagina que aconteceu com o suco da Fernanda?</p><p>• Por que isso aconteceu? Quais as causas?</p><p>• Você já viu isso acontecer em sua casa?</p><p>• Anote as suas considerações no seu caderno.</p><p>Uma característica dos materiais é que eles podem sofrer transformações de acordo com as</p><p>condições do ambiente, como no caso em que há variação de temperatura.</p><p>Dialogando com a turma</p><p>Nas situações acima, a temperatura foi o fator determinante para que os materiais se</p><p>transformassem. Entretanto, existe uma diferença entre essas transformações: a água, depois</p><p>de congelada, podendo voltar ao estado anterior (líquido), ou mesmo se levar uma vasilha de</p><p>água (estado líquido) ao congelador ela mudará o seu estado físico, do estado líquido a água</p><p>passa para o sólido (gelo).</p><p>O suco da Fernanda que também alterou o seu estado físico (empedrou) por exemplo, é uma</p><p>transformação reversível.</p><p>Ao aquecer a água, ocorre a mudança do estado físico do líquido para o gasoso (vapor). Nesse</p><p>caso, as mudanças de estado físico da água são transformações reversíveis, porém, isso não</p><p>ocorre com o ovo que depois de passar pelo cozimento em alta temperatura, o ovo não voltará</p><p>mais ao estado inicial (transformação não reversível).</p><p>Os materiais passam por constantes transformações, podendo voltar às características anteriores</p><p>(reversível) ou podendo também transformar em um novo material, com características</p><p>diferentes. (não reversível), isto é, aquela em que há alteração das substâncias componentes do</p><p>material. Diversos materiais podem receber aumento (aquecimento) ou diminuição de</p><p>temperatura (resfriamento) podendo alterar ou não as características dos materiais.</p><p>Professor(a), ao final das atividades, reforce a importância de compreender as mudanças</p><p>causadas pelo aquecimento e resfriamento, destacando como esse conhecimento é fundamental</p><p>não apenas na sala de aula, mas também em situações práticas do dia a dia. Essa abordagem</p><p>lúdica e prática certamente contribuirá para o desenvolvimento da habilidade (EF04CI03) de</p><p>forma significativa.</p><p>167</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>CIÊNCIAS - Transformações dos materiais - 4° Ano Ensino Fundamental. [s.n.], 27 jul. 2020. 1</p><p>vídeo (2min). Publicado pelo canal Intera Online. Disponível em:</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=C4o8e_8UnZk. Acesso em: 21 dez. 2023.</p><p>Cocar Indígena. [S.l.:s.n], [s.d]. Disponível em:</p><p>https://www.pinterest.com.mx/pin/86905467801270758/. Acesso em: 26 dez. 2023.</p><p>Grafismo Indígena. [s.l], [s.d]. Disponível em:</p><p>https://geographo.webnode.com.br/products/os-elementos-culturais-e-a-identidade-dos-povos-</p><p>indigenas/. Acesso em: 06. dez. 2023.</p><p>MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação. Currículo Referência de Minas Gerais:</p><p>educação infantil, o ensino fundamental. Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de</p><p>Educadores de Minas Gerais, [s. l.], 2022. Disponível</p><p>em:http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/implementacao/curriculos_estados/docu</p><p>mento_curricular_mg.pdf. Acesso em: 29 out 2023.</p><p>MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação. Plano de Curso: ensino fundamental -</p><p>anos iniciais. Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores de Minas</p><p>Gerais,[s. l.], 2022. Disponível em:</p><p>https://curriculoreferencia.educacao.mg.gov.br/index.php/plano-de-cursos-crmg. Acesso em: 29</p><p>out 2023.</p><p>NUNES, Daviane. Estados da água- Condensação. [s.l], [s.d]. Disponível em:</p><p>https://escolakids.uol.com.br/ciencias/estados-fisicos-da-agua-ensino-fundamental-i.htm.Acesso</p><p>em: 30. out. 2023.</p><p>NUNES, Daviane. Estados da água- Fusão. [s.l], [s.d]. Disponível em:</p><p>https://escolakids.uol.com.br/ciencias/estados-fisicos-da-agua-ensino-fundamental-i.htm.Acesso</p><p>em: 30. out. 2023.</p><p>NUNES, Daviane. Estados da água- Solidificação. [s.l], [s.d]. Disponível em:</p><p>https://escolakids.uol.com.br/ciencias/estados-fisicos-da-agua-ensino-fundamental-i.htm.Acesso</p><p>em: 30. out. 2023.</p><p>NUNES, Daviane. Estados da água- Sublimação. [s.l], [s.d]. Disponível em:</p><p>https://escolakids.uol.com.br/ciencias/estados-fisicos-da-agua-ensino-fundamental-i.htm.Acesso</p><p>em: 30. out. 2023.</p><p>YAMAMOTO, Ana Carolina. Buriti Mais Ciências: 4º ano. 2. ed. rev. São Paulo: Moderna,</p><p>2017. p. 144.</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=C4o8e_8UnZk</p><p>https://www.pinterest.com.mx/pin/86905467801270758/</p><p>https://geographo.webnode.com.br/products/os-elementos-culturais-e-a-identidade-dos-povos-indigenas/</p><p>https://geographo.webnode.com.br/products/os-elementos-culturais-e-a-identidade-dos-povos-indigenas/</p><p>http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/implementacao/curriculos_estados/docu</p><p>https://curriculoreferencia.educacao.mg.gov.br/index.php/plano-</p><p>https://escolakids.uol.com.br/ciencias/estados-fisicos-da-agua-ensino-fundamental-i.htm</p><p>https://escolakids.uol.com.br/ciencias/estados-fisicos-da-agua-ensino-fundamental-i.htm</p><p>https://escolakids.uol.com.br/ciencias/estados-fisicos-da-agua-ensino-fundamental-i.htm</p><p>https://escolakids.uol.com.br/ciencias/estados-fisicos-da-agua-ensino-fundamental-i.htm</p><p>168</p><p>ANO LETIVO</p><p>2024</p><p>REFERÊNCIA</p><p>Ensino Fundamental</p><p>MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO PARA APRENDIZAGENS – MAPA</p><p>UNIDADE TEMÁTICA:</p><p>O sujeito e seu lugar no mundo.</p><p>OBJETO(S) DE</p><p>CONHECIMENTO:</p><p>HABILIDADE(S):</p><p>Território e diversidade cultural.</p><p>Elementos das culturas indíge-</p><p>nas, afro-brasileiras, de outras</p><p>regiões do país, latino-america-</p><p>nas, europeias, asiáticas etc.</p><p>As origens das famílias, de gru-</p><p>pos sociais presentes no bairro</p><p>do entorno da escola e os</p><p>principais grupos formadores da</p><p>cidade e de outras regiões.</p><p>(EF04GE01X) Identificar e selecionar, em seus lugares de</p><p>vivência e em suas histórias familiares e/ou da comunidade,</p><p>elementos de distintas culturas (indígenas, quilombolas, afro-</p><p>brasileiras, de outras regiões do país, latino-americanas,</p><p>europeias, asiáticas etc.), valorizando o que é próprio em cada</p><p>uma delas e sua contribuição para a formação da cultura local,</p><p>regional e brasileira.</p><p>PLANEJAMENTO 4º ANO</p><p>TEMA DE ESTUDO: Brasil: um povo de muitas origens culturais.</p><p>A) APRESENTAÇÃO:</p><p>Olá, professor(a),</p><p>Seja muito bem-vindo(a) ao Caderno Mapa do componente curricular de Geografia destinado aos</p><p>estudantes do 4º ano do ensino fundamental dos anos iniciais. O primeiro bimestre é o momento</p><p>de acolher as crianças que estão retornando das férias escolares, valorizando os saberes</p><p>construídos no ano anterior e suas experiências de vida. Ao trabalharmos com as habilidades</p><p>previstas no Plano de Curso para a Geografia, teremos a oportunidade de nos aproximarmos dos</p><p>estudantes a partir do estudo das diferentes culturas que formam o povo brasileiro e nossas</p><p>famílias.</p><p>Neste planejamento trabalharemos a habilidade: (EF04GE01X) Identificar e selecionar, em seus</p><p>lugares de vivência e em suas histórias familiares e/ou da comunidade, elementos de distintas</p><p>culturas (indígenas, quilombolas, afro-brasileiras, de outras regiões do país, latino-americanas,</p><p>europeias, asiáticas etc.), valorizando o que é próprio em cada uma delas e sua contribuição para</p><p>a formação da cultura local, regional e brasileira. Por meio dela, os estudantes poderão reconhecer</p><p>em suas origens familiares e da sua comunidade elementos das distintas culturas que formam a</p><p>diversidade sociocultural do povo brasileiro.</p><p>COMPONENTE CURRICULAR</p><p>Geografia</p><p>ANO DE ESCOLARIDADE</p><p>Ciclo Complementar</p><p>ÁREA DE CONHECIMENTO</p><p>Ciências Humanas</p><p>169</p><p>Nesta perspectiva, vamos então identificar e selecionar as contribuições culturais dos povos que</p><p>deram origem ao povo brasileiro a partir da realidade familiar e comunitária dos nossos</p><p>estudantes.</p><p>Professor(a), lembre-se que o planejamento apresentado a seguir trata-se de uma sugestão que</p><p>pode e deve ser adaptada por você a partir da observação da realidade da sua turma e de seus</p><p>estudantes.</p><p>B) DESENVOLVIMENTO:</p><p>1º MOMENTO</p><p>Organização da turma</p><p>Estudantes organizados em círculo.</p><p>Recursos e providências Projetor, computador com acesso à internet.</p><p>Professor(a), inicie o momento projetando ou escrevendo no quadro o tema que será estudado</p><p>“Brasil: um povo de muitas origens culturais”, e solicite que os estudantes realizem uma leitura</p><p>individual e silenciosa e, em seguida, de forma oral por todos simultaneamente. Diga que iremos</p><p>falar sobre a diversidade cultural da população brasileira. Comente que o tema trata sobre a</p><p>diversidade cultural brasileira expressa nos hábitos alimentares, nas festas, nas práticas</p><p>religiosas, no modo de falar, entre outros.</p><p>Após a breve explicação sobre o tema que será estudado, apresente para a turma o vídeo:</p><p> Cultura brasileira e identidade nacional</p><p>Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=0v583AWWlHw</p><p>Em seguida incentive os estudantes a fazerem colocações sobre as imagens, e que falem sobre</p><p>as danças, comidas e tradições vistas no vídeo. Nesse momento, os estudantes podem relacionar</p><p>algumas imagens com regiões brasileiras, no entanto chame a atenção da turma para o seu lugar</p><p>de vivência e para a sua realidade familiar. Valorize a diversidade cultural existente no país, de</p><p>maneira que os estudantes percebam que a sua cultura local é formadora da diversidade cultural</p><p>brasileira.</p><p>Professor(a), na impossibilidade de assistir ao vídeo, faça recortes de revistas que representem</p><p>diferentes aspectos culturais do Brasil, por exemplo, danças, religiões, comidas, e tradições típicas</p><p>de regiões variadas do Brasil. Cole os recortes em papel a ser afixado no quadro ou colocado no</p><p>chão com os estudantes em círculo.</p><p>Apresente para a turma alguns hábitos que nós brasileiros compartilhamos e peça para associá-</p><p>los a um dos povos que formaram a diversidade cultural brasileira. A atividade poderá ser</p><p>realizada em duplas ou trios.</p><p>Professor(a), reserve alguns minutos para que as duplas e os trios busquem identificar de quais</p><p>povos herdamos os hábitos, costumes e tradições. Em seguida, faça a correção chamando</p><p>atenção sobre o uso da língua portuguesa no Brasil e explique que não foi pacífico o que</p><p>ocasionou a extinção de diferentes línguas indígenas, bem como as construções barrocas que</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=0v583AWWlHw</p><p>170</p><p>foram construídas pelos povos africanos no processo de escravização, contando com a</p><p>participação de todos. Ao final, faça com a turma o levantamento de outros hábitos, costumes e</p><p>tradições e registre no quadro.</p><p>2º MOMENTO</p><p>Organização da turma À escolha do(a) professor(a).</p><p>Recursos e providências</p><p>Quadro, pincel, material do estudante impresso, lápis,</p><p>borracha.</p><p>Professor(a), neste momento retome com a turma os hábitos, costumes e tradições identificados</p><p>anteriormente e diga a eles que agora será o momento de conhecer alimentos de origem</p><p>indígena.</p><p>Após destacar o que será trabalhado, projete ou entregue para a turma a imagem disponível</p><p>abaixo. Permita que os estudantes busquem identificar os alimentos apresentados. Questione se</p><p>os alimentos fazem parte do cotidiano deles, se já comeram algum deles. Chame a atenção da</p><p>turma sobre a influência e a importância da cultura indígena na sociedade atual. Destaque que</p><p>os indígenas consumiam e ainda consomem alimentos que foram incorporados na nossa rotina</p><p>alimentar. Relembre com eles que muitos povos indígenas mantêm o costume de extrair seu</p><p>alimento da natureza, sempre garantindo sua conservação.</p><p>Em seguida, apresente a pergunta: “De que forma os alimentos consumidos pelos indígenas estão</p><p>presentes no seu dia a dia?” Como forma de aguçar a curiosidade sobre os alimentos consumidos</p><p>no seu cotidiano que tenham origem indígena. Converse com eles sobre quais alimentos gostam</p><p>de comer. Diga que esses alimentos são naturais, mas que podem passar por algum processo</p><p>de industrialização para chegar à nossa mesa.</p><p>É importante ressaltar que o modo como os indígenas conservam suas culturas e modo de</p><p>alimentar é crucial para a proteção ambiental, e que os territórios onde estes povos habitam são</p><p>as maiores áreas de conservação ambiental no Brasil e de imensurável valor para o combate às</p><p>mudanças climáticas.</p><p>Para finalizar o momento desafie os estudantes a encontrarem no caça palavras os alimentos de</p><p>origem indígena.</p><p> ATIVIDADE ( ícone clicável)</p><p>171</p><p>ANEXO</p><p>ATIVIDADE</p><p>Observe as imagens e discuta as questões com a turma.</p><p>A) Você conhece os alimentos que aparecem nas imagens?</p><p>B) As imagens representam influências culturais que herdamos de quais povos tradicionais?</p><p>C) No seu local de vivência, há influência de algum desses povos? Qual?</p><p>Agora encontre no caça palavras alimentos que consumimos no nosso cotidiano que são de</p><p>origem indígena:</p><p>172</p><p>MANDIOCA - PIRÃO - MILHO COZIDO - PEIXE ASSADO - TAPIOCA - PAMONHA -</p><p>PIPOCA - PEIXE ENSOPADO - CANJICA</p><p>173</p><p>UNIDADE TEMÁTICA:</p><p>O sujeito e seu lugar no mundo.</p><p>OBJETO(S) DE</p><p>CONHECIMENTO:</p><p>HABILIDADE(S):</p><p>Diversidade cultural e social</p><p>de Minas Gerais.</p><p>O regionalismo mineiro.</p><p>Grupos étnicos e étnicos-cul-</p><p>turais (quilombolas, indíge-</p><p>nas e populações tradicio-</p><p>nais) condições de vida</p><p>(saúde, educação, emprego,</p><p>moradia).</p><p>Grupos étnicos e étnicos-cul-</p><p>turais (quilombolas, indíge-</p><p>nas e populações tradicio-</p><p>nais): origem e ocupação.</p><p>(EF45GE12MG) Compreender e relacionar as diversidades</p><p>regionais existentes no Estado de Minas Gerais com a</p><p>diversidade sociocultural brasileira.</p><p>PLANEJAMENTO 4º ANO</p><p>TEMA DE ESTUDO: Às Minas e os Gerais</p><p>A) APRESENTAÇÃO:</p><p>Professor(a), neste planejamento vamos desenvolver com os estudantes a habilidade:</p><p>(EF45GE12MG) Compreender e relacionar as diversidades regionais existentes no Estado de</p><p>Minas Gerais com a diversidade sociocultural brasileira; que integra a Unidade Temática - O</p><p>Sujeito e seu lugar no mundo. A partir do desenvolvimento da habilidade espera-se que os</p><p>estudantes sejam capazes de reconhecer e valorizar as diversas manifestações culturais presentes</p><p>em Minas Gerais, como festas tradicionais, folclore, música, dança, artesanato, culinária, etc.</p><p>O reconhecimento das manifestações culturais mineiras favorece aos estudantes uma</p><p>compreensão mais ampla do estado e de como fatores principalmente históricos e econômicos</p><p>influenciaram na forma de ocupação e produção do espaço nos quatro cantos de Minas Gerais,</p><p>bem como do Brasil.</p><p>Professor(a), lembre-se que o planejamento apresentado a seguir trata-se de uma sugestão que</p><p>pode e deve ser adaptada por você a partir da observação da realidade de sua turma e de seus</p><p>estudantes.</p><p>B) DESENVOLVIMENTO:</p><p>1º MOMENTO</p><p>Organização da turma à escolha do professor</p><p>Recursos e providências Quadro, pincel, material do estudante impresso.</p><p>174</p><p>Professor(a), projete ou escreva no quadro o tema “As Minas e os Gerais”, que será trabalhado</p><p>com os estudantes. Diga a eles que nesse momento exploraremos um pouco sobre a diversidade</p><p>cultural do nosso estado - Minas Gerais. Questione se eles sabem o porquê do nome Minas Gerais.</p><p>Permite que levantem hipóteses, registre-as no quadro.</p><p>Em seguida apresente para a turma a breve história de formação do estado disponível no site do</p><p>IBGE - cidades. Faça a leitura colaborativa com a turma e em seguida solicite a eles que</p><p>respondam às questões - Quem foram os primeiros desbravadores da região que hoje é Minas</p><p>Gerais no século XVI? Como a mineração impactou a economia de Minas Gerais e inibiu outras</p><p>atividades? Por que a cafeicultura só foi introduzida em Minas Gerais no século XIX? Quais são</p><p>os estados e regiões que fazem limite com Minas Gerais?</p><p>Permita que os estudantes façam individualmente as atividades e posteriormente faça a</p><p>discussão de cada questão contando com a colaboração de todos os estudantes.</p><p> ATIVIDADE ( ícone clicável)</p><p>Organize a turma em círculo,</p><p>distribua cópias da reportagem, em seguida discuta alguns</p><p>aspectos da reportagem, de forma que todos participem. Comece a discussão com algumas</p><p>perguntas para orientar a conversa. Aqui estão algumas sugestões: Quem são os Arturos e por</p><p>que eles são importantes para a história de Minas Gerais? Como a Comunidade dos Arturos</p><p>mantém suas tradições e cultura? Quais são algumas das celebrações e tradições dos Arturos</p><p>mencionadas na reportagem? Como os Arturos sobrevivem? O que eles cultivam? O que você</p><p>aprendeu com a reportagem que não sabia antes? Encoraje todos os estudantes a participarem</p><p>da discussão. Eles podem compartilhar o que aprenderam com a reportagem, fazer perguntas</p><p>e expressar suas opiniões. Ao final da discussão, peça aos estudantes para refletirem sobre a</p><p>importância da preservação da cultura e das tradições dos povos originários.</p><p> REPORTAGEM ( ícone clicável)</p><p>175</p><p>ANEXO</p><p>ATIVIDADE</p><p>Vamos conhecer a história de criação do nosso estado - Minas Gerais?</p><p>A região que hoje é ocupada por Minas Gerais foi inicialmente desbravada lá pelo século XVI</p><p>pelos bandeirantes em busca de ouro e pedras preciosas. A capitania de São Paulo e Minas</p><p>de Ouro foi criada em 1709 e desmembrada onze anos depois, ficando uma capitania para</p><p>cada estado.</p><p>No século XVIII, a região foi povoada sendo um importante centro econômico para Portugal</p><p>que criou formas rígidas de arrecadação de impostos. Essa rigidez desencadeou o movimento</p><p>político conhecido como Inconfidência Mineira que teve como principal personagem Joaquim</p><p>José da Silva Xavier – Tiradentes.</p><p>A mineração na economia do estado inibiu outras atividades, fazendo com que a cafeicultura</p><p>só fosse introduzida no século XIX. O café logo tornou-se a principal atividade da província,</p><p>trazendo um surto de prosperidade.</p><p>A primeira vila do estado foi Mariana, hoje município mineiro, sendo habitada primeiramente</p><p>em 1696 e elevada à cidade somente em 1745 por ordem do rei Dom João V.</p><p>Minas Gerais é um estado da região Sudeste, com 853 municípios. Faz limite com São Paulo,</p><p>Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Goiás, Distrito Federal, Bahia e Espírito Santo. Possui</p><p>586.520,732 km² de área.</p><p>Fonte MINAS GERAIS. Governo. Disponível em: <http://mg.gov.br/conheca-minas/historia>.</p><p>A) Quem foram os primeiros desbravadores da região que hoje é Minas Gerais no século</p><p>XVI?</p><p>B) Como a mineração impactou a economia de Minas Gerais e inibiu outras atividades?</p><p>C) Por que a cafeicultura só foi introduzida em Minas Gerais no século XIX?</p><p>D) Quais são os estados e regiões que fazem limite com Minas Gerais?</p><p>176</p><p>REPORTAGEM</p><p>Agora vamos conhecer a Comunidade Centenária dos Arturos, símbolo de resistência dos</p><p>povos originários em Minas Gerais.</p><p>Leia a reportagem.</p><p>Patrimônio de Minas: conheça a comunidade centenária dos Arturos, símbolo de</p><p>resistência dos povos originários</p><p>Os Arturos vivem em Contagem, na Grande BH, e são parte viva da história dos negros e</p><p>negras escravizados no país. Nela, vivem hoje 597 pessoas, divididas entre 230 famílias.</p><p>Por Jô Andrade, g1 Minas — Belo Horizonte 21/10/2023</p><p>Comunidade quilombola dos Arturos é uma das mais antigas do país — Foto: Luci Sallum</p><p>Uma das mais antigas comunidades quilombolas do país, símbolo da cultura afrodescendente</p><p>mineira, está abrigada no bairro Vera Cruz, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo</p><p>Horizonte. A Comunidade dos Arturos é patrimônio cultural imaterial de Minas Gerais, e sua</p><p>história começou há mais de um século, no ano de 1885.</p><p>A comunidade é composta pela sexta geração de descendentes dos povos originários do Brasil,</p><p>um pedaço vivo da história dos negros e negras escravizados no país. Nela, vivem 597 pessoas,</p><p>divididas entre as 230 famílias.</p><p>Um dos compromissos dos Arturos é não permitir que o passado sombrio do período de</p><p>escravidão seja esquecido, além de manter intactas as tradições e memórias da ancestralidade</p><p>das famílias que chegaram ao país após os mais de 300 anos de sequestro cultural.</p><p>Entre as celebrações dos Arturos estão: o Batuque (reconhecido como forma de expressão</p><p>artística pelo Ministério da Cultura, que nomeou Dona Conceição Natalícia como mestre no</p><p>batuque), a festa da capina, chamada de "João do Mato" a Folia de Reis a Festa da Abolição</p><p>da Escravatura o Reinaldo de Nossa Senhora do Rosário, também conhecida como Congado.</p><p>Eles também formam o grupo artístico Arturos Filhos de Zambi (deus dos negros da nação</p><p>banto) que trabalha percussão, dança afro e teatro em torno da história do povo negros.</p><p>Além disso, os benzedeiros e benzedeiras dos Arturos também fazem rezadas para moradores</p><p>de fora da comunidade, como forma de repassar as dádivas recebidas em suas crenças.</p><p>177</p><p>E são os membros e anciãos da comunidade que ficam encarregados de transferirem</p><p>conhecimento, costumes e cultura afrodescendente aos mais jovens da geração. Mas para</p><p>saber para onde chegaram, é necessário, antes, saber de onde vieram.</p><p>História</p><p>Comunidade dos Arturos — Foto: Lúcio Dias/Acervo Iepha-MG</p><p>A comunidade negra descende de Camilo Silvério da Silva, um dos escravizados que chegou</p><p>ao Brasil em meados do século XIX, quando ainda existia o grande tráfico de africanos para</p><p>vários países.</p><p>Camilo foi trazido a Minas Gerais para trabalhar em um povoado na Mata do Macuco, onde</p><p>hoje é o município de Esmeraldas.</p><p>Ele se casou com Felismiba Rita Cândida, também escravizada. Do casamento, nasceram</p><p>seis filhos, entre eles, Artur Camilo Silvério, que seria homenageado pela comunidade que</p><p>passou a se chamar dos "Arturos".</p><p>No ano que Camilo foi alforriado, em 1888, ele fez doações em espécie para Irmandade de</p><p>Nossa Senhora do Rosário, na cidade Contagem, onde comprou um terreno na região.</p><p>A área seria, posteriormente, moradia das famílias descendentes de Camilo. Mas foi só na</p><p>década de 50 que as famílias migraram para lá.</p><p>O homenageado Artur Camilo nasceu em 1885, pouco antes da abolição da escravidão. E</p><p>o ano de criação da comunidade leva em conta o nascimento e nome de Artur, que foi</p><p>considerado pelos seus familiares como o filho de Camilo que mais prosperou.</p><p>Patrimônio</p><p>Comunidade dos Arturos — Foto: Luci Sallum</p><p>178</p><p>Em 2004, a comunidade foi reconhecida como comunidade quilombola no Dossiê de Registro</p><p>do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha-MG).</p><p>Em maio de 2014, a Festa de Nossa Senhora do Rosário da Comunidade dos Arturos foi</p><p>declarada patrimônio cultural imaterial de Minas Gerais. De acordo com o Iepha-MG esse foi o</p><p>primeiro registro de patrimônio cultural imaterial de uma comunidade tradicional dentro da</p><p>categoria de lugares.</p><p>Para o membro Jorge Antônio, diretor social da Nossa Senhora do Rosário, uma das</p><p>manifestações dos Arturos, esses reconhecimentos vieram como forma de garantia de direitos</p><p>e proteção aos costumes da comunidade.</p><p>"A comunidade já vinha resistindo a todas as opressões do racismo, discriminação e</p><p>enfrentando as dificuldades, até que surgiram leis de reparação aos danos causados ao povo</p><p>negro. Reconheceram nossa comunidade como quilombo e fomos reconhecidos como</p><p>patrimônio histórico", disse Jorge Antônio ao g1.</p><p>Patriarca da Comunidade Quilombola dos Arturos, em Contagem, morre de Covid-19</p><p>Jorge é casado com uma das netas de Artur, com quem teve três filhos e se tornou avô de</p><p>quatro netos. Capitão da Guarda de Moçambique dos Arturos, ele também coordena o grupo</p><p>artístico Arturos Filhos de Zambi, além de ser mestre em percussão.</p><p>Pela sua experiência na música, Jorge também deve receber o título de Notório Saber da</p><p>Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), um reconhecimento acadêmica em nível para</p><p>detentores de saberes de tradições indígenas, afro-brasileiras, quilombolas e outras oriundas</p><p>das culturas populares.</p><p>"Depois de tantos anos, a comunidade</p><p>conseguiu avanços, mas ainda está muito aquém do</p><p>que deveria ser. O país ainda tem uma dívida muito grande para com o povo negro. Hoje, tudo</p><p>o que temos é fruto da luta e resistência de um povo, mas esse povo ainda tem muito a</p><p>conquistar.", afirmou.</p><p>Comunidade dos Arturos — Foto: Luci Sallum</p><p>Patrimônio de Minas: conheça a comunidade centenária dos Arturos, símbolo de resistência dos povos originários</p><p>| Minas Gerais | G1 (globo.com).</p><p>179</p><p>1 – Quem são os Arturos e por que eles são importantes para a história de Minas Gerais?</p><p>2 – Como a Comunidade dos Arturos mantém suas tradições e cultura?</p><p>3 – Quais são algumas das celebrações e tradições dos Arturos mencionadas na reportagem?</p><p>4 – Como os Arturos sobrevivem? O que eles cultivam?</p><p>5 – O que você aprendeu com a reportagem que não sabia antes?</p><p>180</p><p>UNIDADE TEMÁTICA:</p><p>Conexões e escalas.</p><p>OBJETO(S) DE</p><p>CONHECIMENTO:</p><p>HABILIDADE(S):</p><p>Territórios étnico-culturais</p><p>Territórios étnico-culturais</p><p>(indígenas, remanescentes</p><p>de quilombos) existentes no</p><p>Brasil.</p><p>Demarcação das terras</p><p>indígenas.</p><p>(EF04GE06X) Identificar e descrever territórios étnico-culturais</p><p>existentes no Brasil, tais como terras indígenas e de comunidades</p><p>remanescentes de quilombos, reconhecendo a legitimidade da</p><p>demarcação desses territórios, com destaque para a realidade</p><p>mineira. É importante que se possa identificar, justificar e avaliar</p><p>a importância da preservação cultural desses territórios étnicos</p><p>como símbolo de resistência para poder reconhecer a legitimidade</p><p>da demarcação de terras.</p><p>PLANEJAMENTO 4º ANO</p><p>TEMA DE ESTUDO: A territorialidade de um povo</p><p>A) APRESENTAÇÃO:</p><p>Professor(a), neste planejamento vamos desenvolver com os estudantes a</p><p>habilidade:(EF04GE06X) Identificar e descrever territórios étnico-culturais existentes no Brasil,</p><p>tais como terras indígenas e de comunidades remanescentes de quilombos, reconhecendo a</p><p>legitimidade da demarcação desses territórios, com destaque para a realidade mineira. É</p><p>importante que se possa identificar, justificar e avaliar a importância da preservação cultural</p><p>desses territórios étnicos como símbolo de resistência para poder reconhecer a legitimidade da</p><p>demarcação de terras; que integra a Unidade Temática - Conexão e escalas. A partir do</p><p>desenvolvimento da habilidade espera-se que os estudantes sejam capazes identificar e</p><p>reconhecer a diversidade cultural do Brasil expressa no território, mas também se tornam</p><p>defensores da preservação desses territórios como parte essencial do patrimônio cultural</p><p>nacional.</p><p>A territorialidade de um povo refere-se à relação específica que uma comunidade tem com uma</p><p>área geográfica específica, muitas vezes vinculada a aspectos culturais, históricos, sociais e</p><p>econômicos. A territorialidade é fundamental para a identidade e a coesão de uma comunidade</p><p>e pode manifestar-se de várias maneiras.</p><p>A territorialidade, portanto, é uma dimensão complexa e multifacetada da vida de uma</p><p>comunidade. Ela influencia as práticas diárias, a identidade coletiva e as relações com o meio</p><p>ambiente, desempenhando um papel fundamental na preservação das tradições e na construção</p><p>da identidade cultural de um povo.</p><p>Professor(a), lembre-se que o planejamento apresentado a seguir trata-se de uma sugestão</p><p>que pode e deve ser adaptada por você a partir da observação da realidade de sua turma e</p><p>de seus estudantes.</p><p>181</p><p>B) DESENVOLVIMENTO:</p><p>1º MOMENTO</p><p>Organização da turma À escolha do professor.</p><p>Recursos e providências Texto impresso.</p><p>Professor(a), projete ou escreva no quadro o tema “A territorialidade de um povo”, que será</p><p>trabalhado com os estudantes. Diga a eles que nesse momento será trabalhará o território onde</p><p>as pessoas vivem e da importância que ele tem.</p><p>Em seguida, exiba para a turma os primeiros três minutos do documentário sobre as comunidades</p><p>de fundo de pasto do interior da Bahia.</p><p> Comunidades tradicionais de Fundos de Pasto.</p><p>Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=6q8cnP_FHo4.</p><p>Após a exibição estimule a participação de todos na discussão sobre o vídeo. Espera-se que os</p><p>estudantes percebam como o território onde as pessoas vivem é importante para a vida delas,</p><p>como o território que elas ocupam está intimamente relacionado às suas lembranças e histórias,</p><p>ao seu trabalho e sustento. Verifique se os estudantes conseguem perceber que o território onde</p><p>as pessoas retratadas no documentário vivem é muito importante para elas e que a maneira</p><p>como elas vivem ali não seria possível se elas vivessem em um lugar completamente diferente,</p><p>como uma cidade grande, por exemplo.</p><p>Apresente para turma as atividades a seguir para que eles discutam e reflitam sobre a</p><p>importância dos territórios para diferentes grupos sociais.</p><p> ATIVIDADE ( ícone clicável)</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=6q8cnP_FHo4</p><p>182</p><p>ANEXO</p><p>ATIVIDADE</p><p>Vamos refletir um pouco mais sobre a importância dos territórios para diferentes grupos</p><p>sociais?</p><p>1 – No vídeo Comunidades tradicionais de Fundos de Pasto você pode perceber como essa</p><p>comunidade se relaciona com o território. Qual a importância do território para ela?</p><p>___________________________________________________________________________</p><p>___________________________________________________________________________</p><p>___________________________________________________________________________</p><p>___________________________________________________________________________</p><p>Ainda sobre o vídeo - leia e explique as afirmativas:</p><p>A) O território onde vive essa comunidade está ligado ao seu sustento.</p><p>___________________________________________________________________________</p><p>___________________________________________________________________________</p><p>___________________________________________________________________________</p><p>B) O território está ligado à história e cultura de um povo. Manter essa comunidade em</p><p>seu território é preservar sua cultura.</p><p>___________________________________________________________________________</p><p>___________________________________________________________________________</p><p>___________________________________________________________________________</p><p>___________________________________________________________________________</p><p>C) Essa comunidade ama o território onde vive e, por isso, o preserva.</p><p>___________________________________________________________________________</p><p>___________________________________________________________________________</p><p>___________________________________________________________________________</p><p>___________________________________________________________________________</p><p>2 – Você também ocupa um território junto com sua família e comunidade. Qual a importância</p><p>desse território para vocês? Como vocês têm cuidado dele?</p><p>___________________________________________________________________________</p><p>___________________________________________________________________________</p><p>___________________________________________________________________________</p><p>___________________________________________________________________________</p><p>183</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>CANVA. Arquitetura barroca, [s. l.], 2022. Disponível em:</p><p>https://www.canva.com/design/DAF5-l3Gflk/Cht2ZcByiYcynrMvtJvN0Q/edit?ui=eyJHIjp7fX0.</p><p>Acesso em: 14 jan. 2024.</p><p>CANVA. Cesto de palha, [s. l.], 2022. Disponível em: https://www.canva.com/design/DAF5-</p><p>l3Gflk/Cht2ZcByiYcynrMvtJvN0Q/edit. Acesso em: 14 jan. 2024.</p><p>COMUNIDADES Nacionais de Fundo de Pasto. 1 vídeo (10:54) 08 abr. 2016. Publicado pelo</p><p>canal RTV Caatinga Univast. Disponível em:</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=0v583AWWlHw. Acesso em: 17 Jan.</p><p>Cultura brasileira e identidade nacional. 1 vídeo. 13 ago 2020. Publicado pelo canal Professor</p><p>Lucas Inácio. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=0v583AWWlHw.</p><p>suscitando ao estudante preocupar-se em ser compreendido pelos ouvintes, por meio do uso da</p><p>palavra com tom de voz audível, boa articulação e ritmo adequado.</p><p>4º MOMENTO</p><p>Organização da turma A escolha do professor.</p><p>Recursos e providências</p><p>Papel para confecção de cartaz (kraft ou cartolina), pincéis,</p><p>fitas adesivas ou percevejos.</p><p>Neste momento, espera-se que esteja consolidada a compreensão do que são questões do</p><p>cotidiano escolar que se inserem no exterior e no interior da sala de aula. A sugestão, neste</p><p>planejamento, é que sejam listadas necessidades próprias da sala de aula, para consolidar o</p><p>conceito de Assembleia. Auxilie os estudantes na produção da pauta e explique o significado dela,</p><p>como um texto que deve conter o roteiro para discussão em Assembleia. Confeccione, com os</p><p>estudantes, um cartaz contendo dados para a realização da Assembleia.</p><p>▪ Modelo do cartaz:</p><p>Assembleia para a escolha do tema de discussão na turma</p><p>Data:</p><p>Horário:</p><p>Local:</p><p>Temas (problemas e questões):</p><p>1- _________________________________________________________________</p><p>2- _________________________________________________________________</p><p>3- _________________________________________________________________</p><p>4- _________________________________________________________________</p><p>5- _________________________________________________________________</p><p>Coordenadores da mesa:</p><p>Apresentador:</p><p>Leitor da pauta:</p><p>Organizador das ordens de falas:</p><p>12</p><p>É importante que o cartaz se mantenha disposto na sala de aula até uma data previamente</p><p>combinada. Reserve, diariamente, minutos para falar sobre o evento para que os estudantes</p><p>amadureçam as ideias e posicionamentos até o dia marcado. Lembre-os, diariamente, que os</p><p>problemas podem ser resolvidos desde que todos possam falar, trazer ideias, verificar o que é</p><p>mais ou menos importante neste início do ano letivo, o que pode ser modificado ou o que exige</p><p>compreensão e respeito. Deste modo, você, professor(a) garantirá a apropriação da habilidade</p><p>de identificar a finalidade da interação oral neste contexto comunicativo, possibilitando aos</p><p>estudantes apresentarem opiniões.</p><p>Estas situações de falas ajudarão os estudantes a estabelecerem o que é mais ou menos</p><p>importante para ser discutido. Lembre-os que na Assembleia pode-se fazer escolhas por meio do</p><p>voto dos participantes e todos têm direito de falar e defender as suas opiniões. Reúna com os</p><p>integrantes da mesa antecipadamente à data da Assembleia. Confeccione com eles a lista de</p><p>presença com cabeçalho de acordo com o cartaz da pauta. Auxilie o apresentador para dar as</p><p>“boas-vindas”, e as regras da Assembleia: todos têm direito de fala e poderão defender o tema</p><p>que considerem mais importante para busca de solução. O apresentador também presidirá ao</p><p>final das discussões a votação dos temas. Oriente o leitor da pauta e o organizador das falas.</p><p>5º MOMENTO</p><p>Organização da turma Em meio círculo.</p><p>Recursos e providências Folhas para anotações, marcador de tempo.</p><p>Chegado o dia da Assembleia, junto com os integrantes da mesa, deve mediar as</p><p>participações. Auxilie na organização da turma. Ajude-os com o monitoramento dos tempos</p><p>de fala, faça intervenções necessárias nas ocorrências de interrupções para garantir a</p><p>exposição de todos que desejarem manifestar. Ao final das falas, ajude os integrantes a</p><p>conduzirem a escolha do tema (manifestando o voto pelo levantamento de mão dos</p><p>participantes). Anote os resultados e antes do encerramento passe-os para a lousa. Siga</p><p>com a deliberação para a marcação da próxima Assembleia tendo em vista discussão e busca</p><p>de solução para o problema definido em votação. Fale com os estudantes que você anotou</p><p>todos os acontecimentos na Assembleia (Ata). Ainda, neste momento, defina a data da</p><p>próxima Assembleia fazendo combinados com a turma! Diga que a pauta da Assembleia</p><p>dependerá da organização de grupos de discussão para determiná-la.</p><p>13</p><p>ANEXO</p><p>TEXTO: A ASSEMBLEIA DOS RATOS</p><p>A ASSEMBLEIA DOS RATOS</p><p>Fábulas de Esopo</p><p>ERA UMA VEZ UMA COLÔNIA DE RATOS, QUE VIVIAM COM MEDO DE UM GATO.</p><p>RESOLVERAM PLANEJAR UMA ASSEMBLEIA PARA ENCONTRAR UM JEITO DE ACABAR COM</p><p>AQUELE TRANSTORNO. MUITOS PLANOS FORAM DISCUTIDOS. NO FIM, UM JOVEM E</p><p>ESPERTO RATO LEVANTOU-SE E DEU UMA EXCELENTE IDEIA:</p><p>- VAMOS PENDURAR UMA SINETA NO PESCOÇO DO GATO E ASSIM, SEMPRE QUE ELE</p><p>ESTIVER POR PERTO OUVIREMOS A SINETA TOCAR E PODEREMOS FUGIR CORRENDO.</p><p>TODOS OS RATOS BATERAM PALMAS; O PROBLEMA ESTAVA RESOLVIDO.</p><p>VENDO AQUILO, UM VELHO RATO QUE TINHA</p><p>PERMANECIDO CALADO, LEVANTOU-SE DE SEU CANTO E</p><p>DISSE: - O PLANO É INTELIGENTE E MUITO BOM. ISTO</p><p>COM CERTEZA PORÁ FIM À NOSSAS PREOCUPAÇÕES. SÓ</p><p>FALTA UMA COISA: QUEM VAI PENDURAR A SINETA NO</p><p>PESCOÇO DO GATO?</p><p>MORAL DA HISTÓRIA: “FALAR É MUITO FÁCIL, FAZER É</p><p>QUE É DIFÍCIL.”</p><p>QUESTÕES</p><p>Estudante, estamos muito felizes com o início das nossas atividades. Esperamos que a nossa</p><p>turma tenha bastante sucesso na aprendizagem. Vamos refletir sobre o que precisamos para</p><p>que a nossa turma seja companheira, solidária e comprometida com o bom desempenho de</p><p>todos?</p><p>Em grupos de 4 membros, converse e registre suas respostas das seguintes perguntas:</p><p>1) Na sala de aula acontecem situações que precisam ser discutidas?</p><p>2) Quais os problemas que já aconteceram nos anos anteriores e precisaram ser evitados</p><p>neste novo ano e resolvidos?</p><p>3) Quais situações atrapalham as aulas?</p><p>4) Quem ou quais pessoas devem se envolver com os problemas na sala de aula?</p><p>5) Há problemas que acontecem na sala de aula que podem ser evitados neste novo ano</p><p>escolar?</p><p>6) Quais são os problemas que sempre se repetem?</p><p>F</p><p>o</p><p>n</p><p>te</p><p>:</p><p>(F</p><p>re</p><p>ep</p><p>ik</p><p>,</p><p>[2</p><p>0</p><p>2</p><p>3</p><p>])</p><p>14</p><p>PRÁTICAS DE LINGUAGENS:</p><p>Oralidade.</p><p>Leitura/escuta (compartilhada e autônoma).</p><p>Análise linguística/semiótica (ortografização).</p><p>Produção de textos (escrita compartilhada e autônoma).</p><p>OBJETO(S) DE</p><p>CONHECIMENTO:</p><p>HABILIDADE(S):</p><p>Aspectos não linguísticos</p><p>(paralinguísticos) no ato da</p><p>fala.</p><p>Características da con-</p><p>versação espontânea.</p><p>Construção do sistema</p><p>alfabético e da ortografia.</p><p>Segmentação de palavras.</p><p>Classificação de palavras</p><p>por número de sílabas.</p><p>(EF15LP12) Atribuir significado a aspectos não linguísticos</p><p>(paralinguísticos) observados na fala, como direção do olhar, riso,</p><p>gestos, movimentos da cabeça (de concordância ou discordância),</p><p>expressão corporal, tom de voz.</p><p>(EF15LP11X) Reconhecer características da conversação</p><p>espontânea presencial, respeitando os turnos de fala (momentos</p><p>da fala), selecionando e utilizando, durante a conversação, formas</p><p>de tratamento adequadas, de acordo com a situação e a posição</p><p>do interlocutor.</p><p>(EF03LP01) Ler e escrever palavras com correspondências</p><p>regulares contextuais entre grafemas e fonemas – c/qu; g/gu;</p><p>r/rr; s/ss; o (e não u) e e (e não i) em sílaba átona em final de</p><p>palavra – e com marcas de nasalidade (til, m, n).</p><p>(EF03LP05) Identificar o número de sílabas de palavras,</p><p>classificando-as em monossílabas, dissílabas, trissílabas e</p><p>polissílabas.</p><p>PLANEJAMENTO 3º ANO</p><p>TEMA DE ESTUDO: Quem sou eu? Falando de mim.</p><p>A) APRESENTAÇÃO:</p><p>Para reconhecer a excelência das situações orais no processamento do ensino e da aprendizagem,</p><p>é válido retomar alguns conhecimentos: as interações orais não são especificamente</p><p>prerrogativas do componente curricular da Língua Portuguesa, ao contrário, são mobilizadoras</p><p>na compreensão e apreensão dos componentes curriculares de todas as áreas. Nas interações</p><p>desse componente curricular, a abordagem da língua passa pela metalinguagem da fala e da</p><p>escrita. Reconhecer esses parâmetros é estratégico para valorizar toda e qualquer situação de</p><p>interação no ambiente de aprendizagem, na sala de aula e fora dela. Também, requalifica a</p><p>prática docente no que se refere às habilidades das práticas de oralidade e escuta. A dimensão</p><p>destas habilidades</p><p>Acesso</p><p>em: 17 Jan 2023.</p><p>GENERA. Acarajé, [s. l.], 2022. Disponível em: https://www.genera.com.br/blog/influencia-</p><p>africana/. Acesso em: 14 jan. 2024.</p><p>INSTITUTO Ipê. Plantas medicinais, [s. l.], 2022. Disponível em:</p><p>https://institutoiepe.org.br/2022/08/nosso-saber-plantas-medicinais-e-praticas-tradicionais-</p><p>povos-indigenas-de-oiapoque-no-combate-a-covid-19/. Acesso em: 14 jan. 2024.</p><p>MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação. Currículo Referência de Minas Gerais:</p><p>educação infantil e ensino fundamental. Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de</p><p>Educadores de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2022. Disponível em:</p><p>https://drive.google.com/file/d/1MWIv4JKcei5_OMhpMFF10ENdhgpsH0FW/view. Acesso em:</p><p>04 out. 2023.</p><p>MINAS GERAIS. Secretaria do Estado de Educação. Plano de Curso: ensino fundamental -</p><p>anos iniciais. Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores de Minas</p><p>Gerais, Belo Horizonte, 2023. Disponível em:</p><p>https://curriculoreferencia.educacao.mg.gov.br/index.php/plano-de-cursos-crmg. Acesso em: 05</p><p>fev. 2023.</p><p>MUSEU da Língua Portuguesa. A dança do Calundu, [s. l.], 2022. Disponível em:</p><p>https://www.museudalinguaportuguesa.org.br/lingua-africanas-na-experiencia-portugues-do-</p><p>brasil/. Acesso em: 14 jan. 2024.</p><p>PORTAL Maranhão. Língua Portuguesa, [s. l.], 2022. Disponível em:</p><p>https://www.portalimaranhao.com.br/dia-internacional-da-lingua-portuguesa-e-celebrado-</p><p>neste-domingo-5/. Acesso em: 14 jan. 2024.</p><p>https://www.canva.com/design/DAF5-l3Gflk/Cht2ZcByiYcynrMvtJvN0Q/edit?ui=eyJHIjp7fX0</p><p>https://www.canva.com/design/DAF5-l3Gflk/Cht2ZcByiYcynrMvtJvN0Q/edit</p><p>https://www.canva.com/design/DAF5-l3Gflk/Cht2ZcByiYcynrMvtJvN0Q/edit</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=0v583AWWlHw</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=0v583AWWlHw</p><p>https://www.genera.com.br/blog/influencia-africana/</p><p>https://www.genera.com.br/blog/influencia-africana/</p><p>https://institutoiepe.org.br/2022/08/nosso-saber-plantas-medicinais-e-praticas-tradicionais-povos-indigenas-de-oiapoque-no-combate-a-covid-19/</p><p>https://institutoiepe.org.br/2022/08/nosso-saber-plantas-medicinais-e-praticas-tradicionais-povos-indigenas-de-oiapoque-no-combate-a-covid-19/</p><p>https://curriculoreferencia.educacao.mg.gov.br/index.php/plano-de-cursos-crmg</p><p>https://www.museudalinguaportuguesa.org.br/lingua-africanas-na-experiencia-portugues-do-brasil/</p><p>https://www.museudalinguaportuguesa.org.br/lingua-africanas-na-experiencia-portugues-do-brasil/</p><p>https://www.portalimaranhao.com.br/dia-internacional-da-lingua-portuguesa-e-celebrado-neste-domingo-5/</p><p>https://www.portalimaranhao.com.br/dia-internacional-da-lingua-portuguesa-e-celebrado-neste-domingo-5/</p><p>184</p><p>ANO LETIVO</p><p>2024</p><p>REFERÊNCIA</p><p>Ensino Fundamental</p><p>MATERIAL DE APOIO PEDAGÓGICO PARA APRENDIZAGENS – MAPA</p><p>UNIDADE TEMÁTICA</p><p>Transformações e permanências nas trajetórias dos grupos humanos</p><p>OBJETO(S) DE</p><p>CONHECIMENTO</p><p>HABILIDADE(S)</p><p>A ação das pessoas,</p><p>grupos sociais e co-</p><p>munidades no tempo e</p><p>no espaço: nomadis-</p><p>mo, agricultura, escrita,</p><p>navegações, indústria,</p><p>entre outras.</p><p>O passado e o presente:</p><p>a noção de permanência</p><p>e as lentas</p><p>transformações sociais e</p><p>culturais.</p><p>(EF04HI01) Reconhecer a história como resultado da ação do ser</p><p>humano no tempo e no espaço, com base na identificação de</p><p>mudanças e permanências ao longo do tempo.</p><p>(EF04HI02X) Identificar e comparar mudanças e permanências ao</p><p>longo do tempo, discutindo os sentidos dos grandes marcos da</p><p>história da humanidade (nomadismo, desenvolvimento da</p><p>agricultura e do pastoreio, criação da indústria etc.).</p><p>(EF04HI03X) Identificar e conhecer as transformações ocorridas na</p><p>cidade ao longo do tempo e discutir suas interferências nos modos</p><p>de vida de seus habitantes, tomando como ponto de partida o</p><p>presente.</p><p>PLANEJAMENTO 4º ANO</p><p>TEMA DE ESTUDO: O estudo da história através das fontes históricas.</p><p>A) APRESENTAÇÃO:</p><p>Professor (a)!</p><p>Abordaremos neste planejamento as habilidades EF04HI01, EF04HI02X e EF04HI03X do CRMG,</p><p>referentes ao 4º ano do Ciclo Complementar. O planejamento tem como objetivo trazer aspectos</p><p>relacionados à construção do conhecimento histórico, tais como o conceito de história e os</p><p>diversos tipos das fontes históricas utilizadas pelo historiador. Por isso é importante que os</p><p>estudantes compreendam que o trabalho do historiador se faz a partir de materiais específicos,</p><p>ou seja, as fontes históricas e a partir da compreensão de temporalidade.</p><p>Para a compreensão do processo histórico é importante estudar os períodos históricos e seus</p><p>marcos, assim como entender a importância dos procedimentos utilizados na Arqueologia para</p><p>estudar as sociedades que não conheceram a escrita.</p><p>Ressalto que o ensino de História não tem como propósito insistir na memorização de fatos,</p><p>nomes, locais e datas, mas desenvolver nos estudantes habilidades e competências que lhes</p><p>possibilitem uma relação dinâmica e ao mesmo tempo crítica no que diz respeito ao legado de</p><p>COMPONENTE CURRICULAR</p><p>ANO DE ESCOLARIDADE</p><p>Ciclo Complementar</p><p>ÁREA DE CONHECIMENTO</p><p>Ciências Humanas</p><p>185</p><p>experiências do passado. Nesse sentido, é importante que os estudantes tenham consciência de</p><p>que a História é um saber que se constrói a partir de teorias e métodos próprios do componente</p><p>curricular, e para isso é importante que eles tenham o domínio de algumas noções básicas dos</p><p>processos que envolvem a historiografia, como temporalidade, fontes históricas e periodização.</p><p>O objetivo do planejamento não é formar pequenos historiadores, mas proporcionar aos</p><p>estudantes uma compreensão mínima do modo como se desenvolve a pesquisa historiográfica.</p><p>É interessante iniciar o trabalho em sala de aula a partir de objetos e situações que tenham</p><p>relação com o cotidiano dos estudantes, de modo que possam compreender os objetivos e a</p><p>atividade do historiador por meio de analogias. Assim como no cotidiano dependemos de objetos</p><p>e relatos orais para sabermos o que ocorreu no passado, também o historiador faz uso dos</p><p>variados tipos de fontes históricas. Assim como contamos o tempo em minutos, horas e dias no</p><p>cotidiano, os historiadores contam a passagem do tempo em anos, séculos ou milênios,</p><p>dependendo do nível de temporalidade trabalhado em sua abordagem. Além disso, se dividirmos</p><p>o tempo vivido em períodos, como infância, adolescência, vida adulta e velhice, os historiadores</p><p>também precisam classificar o passado em períodos. Sendo assim, é interessante partir de objetos</p><p>antigos que os estudantes têm em casa ou de informações sobre o passado obtidas com os</p><p>familiares, para então avançar na compreensão do modo como o historiador desenvolve sua</p><p>pesquisa a partir das fontes.</p><p>Ressalto que as habilidades aqui trabalhadas, deverão ser retomadas ao longo do ano, pois elas</p><p>não se esgotam neste planejamento, já que durante o processo de ensino e aprendizagem elas</p><p>são ampliadas e aprofundadas conforme a progressão das Unidades Temáticas e Objetos de</p><p>Conhecimento.</p><p>B) DESENVOLVIMENTO:</p><p>1º MOMENTO: FONTES HISTÓRICAS: ANÁLISE DE RUPTURAS E PERMANÊNCIAS</p><p>Organização da turma</p><p>Roda de conversa e outras organizações que o professor achar</p><p>pertinentes.</p><p>Recursos e providências</p><p>Computador com acesso à internet, projetor, impressora e</p><p>papel, imagens ou fotografias de escolas e sala de aula antigas.</p><p>Professor(a)!</p><p>Organize a turma numa roda de conversa.</p><p>Pergunte para os estudantes, se eles acham importante estudar sobre o passado dos seres</p><p>humanos e qual o sentido destes estudos.</p><p>Ouça as respostas dos estudantes e em seguida complemente explicando para a turma que</p><p>estudar o passado é importante, pois nos ajuda a entender como viviam as pessoas que existiram</p><p>antes de nós. Através desses estudos conheceremos quais costumes e práticas do modo de vida</p><p>desses grupos e os que mudaram e quais ainda permanecem. Isso nos permite refletir sobre a</p><p>História com base nas mudanças e permanências que identificamos na</p><p>no componente curricular de Língua Portuguesa remete levar em consideração</p><p>que a língua no âmbito do processo de ensino e de aprendizagem deve ser estudada como ela</p><p>se dá socialmente e como tal, é “uma atividade social, uma forma de ação, o lugar/espaço de</p><p>interação entre sujeitos em um determinado contexto de comunicação”, (COSTA VAL & VIEIRA,</p><p>2005). Nessa forma de comunicação, os sujeitos, professor(a) e estudante, colocam em práticas</p><p>situações discursivas de modo que no ambiente de aprendizagem todos os falantes possam</p><p>apreender: interpretar sentidos, relacionar expressões, representar a realidade de fato.</p><p>15</p><p>O objetivo nesse plano é envolver o reconhecimento e a análise das expressões corporais</p><p>associadas à fala, com o objetivo de determinar seu papel na construção dos sentidos dos textos</p><p>orais. Pode-se prever o estudo de diversas situações de comunicação oral no que se refere aos</p><p>recursos paralinguísticos, de modo a: a) analisar os efeitos de sentido produzidos por eles; b)</p><p>reconhecer a adequação (ou não) das escolhas do locutor; c) constituir um repertório de recursos</p><p>possíveis de serem utilizados; d) selecionar os recursos mais adequados às intenções de</p><p>significação do discurso a ser produzido. A habilidade poderá também ser prevista de modo</p><p>articulado à análise de textos orais, em uma determinada situação comunicativa, de modo a</p><p>aproximar os estudantes das características desses textos e da diversidade de recursos</p><p>paralinguísticos que compõem a sua multimodalidade. É interessante, do ponto de vista da</p><p>progressão, prever uma trajetória que vá do trabalho coletivo à colaboração até aproximar-se do</p><p>autônomo.</p><p>B) DESENVOLVIMENTO:</p><p>1º MOMENTO</p><p>Organização da turma A escolha do professor.</p><p>Recursos e providências Texto impresso.</p><p>Para iniciar, sugerimos o poema: “Por enquanto sou pequeno” de Pedro Bandeira. O texto do</p><p>gênero poema é um recurso interessante para o engajamento da turma na expressão oral. As</p><p>possibilidades de interpretação contribuem para o desempenho da habilidade de atribuir</p><p>significado a aspectos paralinguísticos observados na fala, como direção do olhar, riso, gestos,</p><p>movimentos da cabeça (de concordância ou discordância), expressão corporal, tom de voz.</p><p>Utilizando diversas estratégias (leitura silenciosa, compartilhada, em grupos), leia o poema abaixo</p><p>com as crianças.</p><p> TEXTO: POR ENQUANTO SOU PEQUENO ( ícone clicável)</p><p>Explore a interpretação do poema, utilizando dinâmicas diferentes:</p><p>▪ Jogral</p><p>▪ Declamação por agrupamento de fileiras</p><p>▪ Divisão das estrofes entre meninos e meninas</p><p>▪ Divisão das estrofes entre duplas</p><p>▪ Declamação individual</p><p>A cada dinâmica avalie com a turma sobre as representações: o tom de voz, os ritmos, os</p><p>movimentos das mãos, dos braços, da cabeça…</p><p>Nestes momentos, mobilize os estudantes a compreenderem que o gênero poema ganha mais</p><p>sentido, quando interpretado com os nossos movimentos corporais e com nossa expressão</p><p>através da fala (e da língua de sinais).</p><p>Aproveite a situação para antecipar que estes movimentos, como direção do olhar, riso, gestos,</p><p>movimentos da cabeça de concordância ou discordância, além da voz e da língua de sinais, são</p><p>16</p><p>o que fazem todas as pessoas participarem e entenderem as conversas, as apresentações em</p><p>show, TV, cinema, teatro, cursos, cultos religiosos, dentre outros.</p><p>2º MOMENTO</p><p>Organização da turma À escolha do professor.</p><p>Recursos e providências Texto impresso.</p><p>Retome o poema com os estudantes e comente sobre a narrativa dos versos: quem é o narrador</p><p>no poema (o eu lírico)? (espera-se que os estudantes reconheçam que é uma criança).</p><p>O que o narrador declara nos versos? (espera-se que os estudantes expressem a declaração do</p><p>eu lírico: “por enquanto” é ainda pequeno, que aprenderá a ler, além de reconhecer “palavra</p><p>inteira, brincando, pra cima, pra baixo, plantando bananeira e declara que continuará para</p><p>sempre a gostar da beleza da poesia”.</p><p>Conduza os estudantes para que falem de si mesmos: o que você gostaria de falar sobre você?</p><p>Como você gostaria de falar de você? Incentive os estudantes a falarem espontaneamente.</p><p>Para reconhecerem as características da conversação espontânea presencial, organize os</p><p>estudantes em duplas. As duplas falam entre si, sobre cada um deles, diante da turma que assiste</p><p>à exposição. Avalie com a turma sobre o comportamento nas exposições: risos, repetições,</p><p>gestos, movimentos de concordância, interrupções.</p><p>Nesta etapa sugerimos que você, professor organize o acesso ao vídeo:</p><p> 20 coisas sobre a Liv - Meu nome é Liv.</p><p>Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=Z-KHItjQbBs&t=20s.</p><p>O vídeo pode auxiliar os estudantes a planejarem o que falarão sobre si mesmos para os outros.</p><p>3º MOMENTO</p><p>Organização da turma Agrupamentos de duplas.</p><p>Recursos e providências</p><p>Computador, projetor multimídia, tela. Textos impressos.</p><p>Acesso à internet. Câmeras, tablets, celulares ou outros</p><p>dispositivos que possam gravar um vídeo. Folha de impressão.</p><p>Oriente os estudantes no registro de exposição das narrações sobre si mesmos. Organize-os em</p><p>grupos de 4 estudantes (que deverão interagir). Gravem a exposição e direcionando-os a</p><p>conversarem naturalmente e com clareza. Acentuar que a exposição é livre (espontânea) e por</p><p>isso, risos, gestos, movimentos da cabeça (de concordância ou discordância), repetições fazem</p><p>parte da natureza da “conversa”. Permita que os estudantes preparem as suas exposições,</p><p>escrevendo e treinando o que será falado. Auxilie-os nas demandas de escrita de palavras com</p><p>correspondências regulares contextuais entre grafemas e fonemas – c/qu; g/gu; r/rr; s/ss; o</p><p>(e não u) e e (e não i) em sílaba átona em final de palavra – e com marcas de nasalidade (til, m,</p><p>n). Dê o suporte necessário para as solicitações: ouvindo, aprovando, sugerindo, até que conclua</p><p>17</p><p>quando estão seguros para realizar a gravação. Esta tarefa pode precisar se estender por alguns</p><p>dias. Reserve um tempo para cada dia das gravações, podendo até fazer uma escala. Tudo deve</p><p>ser considerado: a disponibilidade de equipamentos e a mobilização de suporte humano para o</p><p>êxito nos resultados da tarefa.</p><p>4º MOMENTO</p><p>Organização da turma À escolha do professor.</p><p>Recursos e providências</p><p>Computador, projetor multimídia, tela, smart TV. Acesso à</p><p>internet. Dispositivos que possam gravar vídeo.</p><p>Professor, crie, juntamente com a turma, um arquivo das gravações, preferencialmente em um</p><p>dispositivo da escola. Prepare o dia da exibição dos vídeos. Havendo os recursos adequados, tais</p><p>como sala específica de informática ou sala de aula equipada com smart TV e wifi, utilize-os para</p><p>a realização da exibição. Faça com a turma uma roda de comentários sobre os vídeos, atentando-</p><p>se para a condução nas observações propostas na apropriação das habilidades. A edição dos</p><p>vídeos pode ser útil para outras posteriores ocasiões pedagógicas na escola, como encontro</p><p>literário, comemoração do dia do estudante, dia da criança etc. Em seguida, grave a declamação</p><p>coletiva do poema “Por enquanto sou pequeno" e adicione-a na abertura das gravações dos</p><p>vídeos feitos pela turma.</p><p>5º MOMENTO</p><p>Organização da turma À escolha do professor.</p><p>Recursos e providências Texto impresso.</p><p>Professor(a), a continuidade da aquisição das habilidades perpassa pela sequência didática.</p><p>Retome, com a turma, a experiência do tema Assembleia, através de perguntas como:</p><p>▪ Lembram que temos um problema para ser discutido na nossa turma?</p><p>▪ Como decidimos qual é o mais importante? (espera-se que a turma recorde da reunião em</p><p>grupos menores, onde definiram um problema e, na Assembleia, decidiram qual deveria</p><p>ser prioritariamente discutido).</p><p>▪ De que modo fizemos a escolha? (espera-se que a turma evoque a ideia de Assembleia e</p><p>o meio da chegada ao combinado do que seria o primeiro problema a ser discutido).</p><p>▪ O que vocês fizeram antes de votar no problema</p><p>mais importante? (espera-se que os</p><p>estudantes recordem que uma criança defendeu a importância da escolha de determinado</p><p>problema em seu grupo).</p><p>Diga aos estudantes que, na Assembleia, o jeito de falar, de olhar, o tom de voz, a direção dos</p><p>olhos, o jeito de tratar os nossos ouvintes e o respeito com o outro que fala é muito importante</p><p>para tudo dar certo. Confirme se organizarão para planejar e agendar a segunda Assembleia para</p><p>discussão e decisão sobre o problema escolhido. Feito esse recorte, reafirme a importância dos</p><p>comportamentos nos momentos de fala.</p><p>18</p><p>ANEXO</p><p>TEXTO: POR ENQUANTO SOU PEQUENO</p><p>Por enquanto sou pequeno</p><p>Pedro Bandeira</p><p>Por enquanto sou pequeno,</p><p>mas vou aprender a ler:</p><p>já sei ler palavra inteira,</p><p>leio pra cima, e pra baixo,</p><p>e plantando bananeira!</p><p>Por enquanto sou pequeno,</p><p>uma coisa vou dizer,</p><p>com certeza e alegria:</p><p>sei que nunca vou esquecer</p><p>da beleza da poesia!</p><p>Fonte: (Pensador, [2023])</p><p>F</p><p>o</p><p>n</p><p>te</p><p>:</p><p>(F</p><p>re</p><p>ep</p><p>ik</p><p>,</p><p>[2</p><p>0</p><p>2</p><p>3</p><p>])</p><p>19</p><p>PRÁTICAS DE LINGUAGENS:</p><p>Oralidade.</p><p>Leitura/escuta (compartilhada e autônoma).</p><p>Análise linguística/semiótica (ortografização).</p><p>Produção de textos (escrita compartilhada e autônoma).</p><p>OBJETO(S) DE</p><p>CONHECIMENTO:</p><p>HABILIDADE(S):</p><p>Estratégia de leitura.</p><p>Conhecimento das diversas</p><p>grafias do alfabeto.</p><p>Acentuação.</p><p>Construção do sistema</p><p>alfabético.</p><p>Planejamento de texto.</p><p>(EF15LP02A) Estabelecer expectativas em relação ao texto que</p><p>vai ler (pressuposições antecipadoras dos sentidos, da forma e da</p><p>função social do texto), apoiando-se em seus conhecimentos</p><p>prévios sobre as condições de produção e recepção desse texto,</p><p>(o gênero, o suporte e o universo temático, bem como sobre</p><p>saliências textuais, recursos gráficos, imagens, dados da própria</p><p>obra (índice, prefácio etc.).</p><p>(EF15LP02B) Confirmar antecipações e inferências realizadas</p><p>antes e durante a leitura de textos, checando a adequação das</p><p>hipóteses realizadas.</p><p>(EF15LP03) Localizar informações explícitas em textos.</p><p>(EF03LP04) Usar acento gráfico (agudo ou circunflexo) em</p><p>monossílabos tônicos terminados em a, e, o e em palavras</p><p>oxítonas terminadas em a, e, o, seguidas ou não de s.</p><p>(EF03LP06) Identificar a sílaba tônica em palavras, classificando-</p><p>as em oxítonas, paroxítonas e proparoxítonas.</p><p>(EF15LP05A) Planejar, com a ajuda do professor, o texto que será</p><p>produzido, considerando a situação comunicativa, os</p><p>interlocutores (quem escreve/para quem escreve); a finalidade ou</p><p>o propósito (escrever para quê); a circulação (onde o texto vai</p><p>circular); o suporte (qual é o portador do texto); a linguagem,</p><p>organização e forma do texto e seu tema.</p><p>PLANEJAMENTO 3º ANO</p><p>TEMA DE ESTUDO: A imagem antes da tela digital.</p><p>A) APRESENTAÇÃO:</p><p>Professor(a), à revelia da tecnologia, a escola continua sendo repositório de material físico</p><p>impresso: do caderno pessoal aos arquivos de histórico escolar dos estudantes que por ela</p><p>passaram; dos “cantinhos de leitura" nas salas de aula à biblioteca e todo o seu acervo. Em meio</p><p>a aparelhos de Smart TV, notebooks, tablets, celulares e computadores, o recurso didático</p><p>pedagógico mais acessível e disponível na escola, especialmente a sala de aula, continua sendo</p><p>o universo particular de portadores de textos físicos. A você, professor, cabe o ofício didático de</p><p>associar à prática, imersa nas novas tecnologias, porém sempre reportando aos impressos físicos.</p><p>A razão não se instala somente nos reduzidos recursos tecnológicos na escola, mas também na</p><p>importância de se valorizar outros tipos de recursos. Neste planejamento, você, professor, poderá</p><p>20</p><p>conferir que, reconhecer e conhecer uma razoável soma de gêneros textuais perpassa, pela sua</p><p>historicidade de edição, a imersão compulsória da sociedade no universo virtual, que provoca</p><p>o ambiente escolar a fazer o que define sua razão fundamental: promover a oportunidade da</p><p>apropriação dos conhecimentos historicamente construídos na sociedade.</p><p>O objetivo desse planejamento é que o estudante realize antecipações, ao longo do processo de</p><p>leitura, a partir tanto da recuperação do contexto de produção e de recepção do texto a ser lido</p><p>quanto do universo temático em jogo. É possível articular essas informações com pistas</p><p>fornecidas pelo próprio texto, para realizar previsões sobre o conteúdo. Durante a leitura do texto,</p><p>essa articulação permite inferir dados implícitos e verificar antecipações e inferências realizadas.</p><p>Os vetores desta habilidade são: a) a antecipação de informações sobre o conteúdo do texto</p><p>(posições, tratamento temático, visão do interlocutor, valores etc.); b) a realização de inferências,</p><p>seja a partir de dados do texto, das informações trazidas pelo professor sobre o contexto de</p><p>produção ou do conhecimento prévio do estudante; c) a verificação tanto das antecipações</p><p>realizadas quanto das inferências. O uso dessas informações é importante durante todo o</p><p>processo de leitura, pois permite uma melhor compreensão e maior fluência. A progressão pode</p><p>se dar com base nos gêneros abordados, no foco do trabalho didático (mobilização de</p><p>conhecimentos prévios; recuperação do contexto de produção; antecipações; produção de</p><p>inferências; verificação) e no grau de autonomia do estudante na etapa de ensino em jogo.</p><p>B) DESENVOLVIMENTO:</p><p>1º MOMENTO</p><p>Organização da turma À escolha do professor(a).</p><p>Recursos e providências</p><p>Projetor multimídia, tela, smart TV. Acesso à internet.</p><p>Revistas físicas.</p><p>Neste planejamento o tema a ser desenvolvido está direta ou indiretamente relacionado a</p><p>situações que impactam na vida em sociedade como, por exemplo, as questões ambientais. As</p><p>questões de conservação ambiental têm sido pautas de discussões nas salas de aula e na</p><p>comunidade escolar. O professor(a), como condutor de discussões, pode atuar na divulgação</p><p>dessas temáticas, transportando dados que apoiem a aprendizagem.</p><p>Neste início, você, professor(a), deve trazer para a turma e comunidade escolar os reais</p><p>problemas que implicam de alguma forma na qualidade de vida das pessoas: o descarte indevido</p><p>de lixo nas áreas internas e externas da escola, o desperdício de água nas torneiras de pias de</p><p>banheiros, quadras e pátio; o excesso de barulho nas aulas, os descuidos com o patrimônio ao</p><p>sujar paredes, danificar janelas, portas, mesas e cadeiras dentre outros.</p><p>Faça a impressão do infográfico, disponível na seção Anexo, para cada estudante e se possível,</p><p>prepare o mesmo para a projeção digital. Depois pergunte-os, ao explorar a imagem abaixo, que</p><p>assunto trataremos nesta aula.</p><p> INFOGRÁFICO ( ícone clicável)</p><p>21</p><p>Anote na lousa as inferências proferidas pelos estudantes em relação ao infográfico acima.</p><p>Espera-se que as crianças façam deduções relacionando os elementos verbais e não verbais</p><p>indicados na imagem: microplásticos, ralo, estação de tratamento. Depois diga-lhes que o texto</p><p>que estão lendo traz explicações e informações sobre um problema que tem afetado todo o</p><p>planeta.</p><p>Em seguida, escreva ou projete no quadro o título do texto (infográfico):</p><p>Por que os microplásticos soltos na natureza</p><p>fazem mal à saúde?</p><p>Retome as conclusões levantadas pelos estudantes; confirmando-as ou não e conduzindo-os à</p><p>reflexão do título. É importante fazer o recorte do tema a partir dos hábitos de todos, sendo</p><p>comunidade interna e externa da escola, com questionamentos como: por que tratar desse</p><p>assunto? De onde partem os microplásticos? Como nos comportamos com o uso do que vem do</p><p>material plástico? Quais materiais presentes na escola têm ou são feitos de plástico? Reporte aos</p><p>estudantes que a questão dos microplásticos pode ser também tema (objeto) de discussão na</p><p>escola, a depender do uso, do descarte, da reutilização e da reciclagem.</p><p>2º MOMENTO</p><p>Organização da turma À escolha do professor(a).</p><p>Recursos e providências Texto</p><p>impresso na íntegra.</p><p>Entregue para a turma o texto impresso, integral, acompanhado do infográfico. Neste momento,</p><p>realize do seu modo professor, a leitura do texto (individual, colaborativa, silenciosa, oral,)</p><p>garantindo a compreensão global dele.</p><p> TEXTO: POR QUE OS MICROPLÁSTICOS SOLTOS NA NATUREZA FAZEM MAL À</p><p>SAÚDE? ( ícone clicável)</p><p>Discuta o texto: Por que os microplásticos soltos na natureza fazem mal à saúde?</p><p>Em seguida informe aos estudantes que ele foi publicado numa revista física, que pode ser</p><p>encontrada em acervos de bibliotecas. Apresente para eles exemplares dessas revistas disponíveis</p><p>no acervo da biblioteca da escola ou da biblioteca pública do seu município e mostre-os</p><p>publicações que estabelecem esta relação imagem-texto. Ajude as crianças a estabelecerem a</p><p>relação do texto com a imagem como recurso gráfico que o completa. Aproveite e explore o</p><p>gênero, o suporte e o universo temático, recursos gráficos, imagens, dados do exemplar (índice,</p><p>prefácio etc.).</p><p>Para enriquecer essas informações, projete para os estudantes a imagem da capa da revista</p><p>Ciências Hoje onde o texto acima foi publicado. Explore-a.</p><p>22</p><p>Imagem 1: Capa de revista</p><p>Fonte: (Ciência Hoje, [2023])</p><p>23</p><p>Resuma para a turma, como os exemplares físicos são editados até chegar à comercialização e</p><p>às mãos dos leitores. Faça as observações necessárias sobre a redução da editoração de</p><p>exemplares físicos, devido ao avanço da publicação digital e a forma de comercialização para o</p><p>acesso do leitor.</p><p>3º MOMENTO</p><p>Organização da turma Grupos de 4 estudantes.</p><p>Recursos e providências Texto impresso na íntegra.</p><p>Terminada a exploração da capa da revista, retome o texto com a turma pontuando algumas</p><p>perguntas:</p><p>• Qual é o assunto do texto que lemos?</p><p>• Em quais itens os autores do texto citam a presença de plásticos?</p><p>• Por que os microplásticos fazem mal à saúde?</p><p>Estas perguntas têm a finalidade de contemplar a localização de informações explícitas no texto</p><p>favorecendo a recuperação da temática do que foi lido. Divida a turma em grupos de 4 estudantes</p><p>e converse com eles sobre a ideia de planejarem uma justificativa de convite à comunidade</p><p>escolar para discutir e propor ações em relação a reciclagem (redução, o reuso e a reutilização</p><p>dos materiais plásticos na escola e na própria comunidade). Ajude-os a argumentar a necessidade</p><p>dessa iniciativa, retextualizando informações do texto lido, o dano ambiental causado pelos</p><p>materiais plásticos acumulados, não reutilizados.</p><p>Caminhe entre os grupos e auxilie as crianças no surgimento das demandas de escrita conferindo</p><p>e justificando os casos de uso de acento agudo ou circunflexo nos monossílabos tônicos</p><p>terminados em a, e, o e nas palavras oxítonas terminadas em a, e, o, seguidas ou não de s.</p><p>Ofereça suporte necessário: ouvindo, aprovando, sugerindo, até que concluam o esboço do</p><p>gênero convocação.</p><p>Faça a leitura dos textos produzidos, submetendo-os às opiniões da turma. Marque e anote com</p><p>os estudantes os trechos dos textos que em consenso considerarem positivos. Construa-os na</p><p>lousa a partir dos trechos dos próprios estudantes aprovados colaborativamente e depois defina</p><p>com todos um texto final.</p><p>24</p><p>ANEXO</p><p>INFOGRÁFICO</p><p>Fonte: (Ciência Hoje, 2023)</p><p>25</p><p>TEXTO: POR QUE OS MICROPLÁSTICOS SOLTOS NA NATUREZA FAZEM MAL À SAÚDE?</p><p>Fonte: (Ciência Hoje, [2023])</p><p>26</p><p>PRÁTICAS DE LINGUAGENS:</p><p>Oralidade.</p><p>Leitura/escuta (compartilhada e autônoma).</p><p>Análise linguística/semiótica (ortografização).</p><p>Produção de textos (escrita compartilhada e autônoma).</p><p>OBJETO(S) DE</p><p>CONHECIMENTO:</p><p>HABILIDADE(S):</p><p>Formação do leitor</p><p>literário.</p><p>Leitura multissemiótica.</p><p>Leitura colaborativa e</p><p>autônoma.</p><p>Morfologia.</p><p>Planejamento de texto.</p><p>Progressão temática e</p><p>paragrafação.</p><p>(EF15LP15) Reconhecer que os textos literários fazem parte do</p><p>mundo imaginário e apresentam uma dimensão lúdica, de</p><p>encantamento, valorizando-os, em sua diversidade cultural, como</p><p>patrimônio artístico da humanidade.</p><p>(EF15LP18) Relacionar texto com ilustrações e outros recursos</p><p>gráficos.</p><p>(EF15LP16) Ler e compreender, em colaboração com os colegas e</p><p>com a ajuda do professor e, mais tarde, de maneira autônoma,</p><p>textos narrativos de maior porte como contos (populares, de fadas,</p><p>acumulativos, de assombração etc.) e crônicas.</p><p>(EF03LP10) Reconhecer prefixos e sufixos produtivos na formação</p><p>de palavras derivadas de substantivos, de adjetivos e de verbos,</p><p>utilizando-os para compreender palavras e para formar novas</p><p>palavras.</p><p>(EF35LP09) Organizar o texto em unidades de sentido, dividindo-o</p><p>em parágrafos segundo as normas gráficas e de acordo com as</p><p>características do gênero textual.</p><p>PLANEJAMENTO 3º ANO</p><p>TEMA DE ESTUDO: Há muitos anos…</p><p>A) APRESENTAÇÃO:</p><p>Os contos são gêneros que geralmente estão presentes na vida escolar de muitos estudantes.</p><p>Por meio dele, as crianças podem desenvolver o gosto pela leitura ativando a imaginação e</p><p>criatividade. Inúmeras são as possibilidades de trabalho com esses textos! Por exemplo: a</p><p>contação de histórias. Com ela é possível desenvolver habilidades de escuta, interpretação e</p><p>entendimento da história lida. Também é possível, explorar normas gráficas, para que as crianças</p><p>percebam a diferença entre os diferentes sinais utilizados e porque precisa ser considerado no</p><p>momento da leitura. O enfoque do componente curricular da Língua Portuguesa é pautado em</p><p>gêneros textuais. Dessa maneira, a Literatura mantém-se historicamente em lugar de destaque</p><p>nas práticas de ensino e de aprendizagem da leitura e da escrita. Uma vez que são inumeráveis</p><p>os gêneros textuais, todos aqueles que são originários de um gênero específico e contribuem</p><p>para caracterizar vários deles, configuram-se em instâncias de um “domínio discursivo”</p><p>(MARCUSCHI,2017). O poema, o romance, o conto, a fábula, a crônica, a lenda, a peça teatral,</p><p>a memória são os gêneros textuais do domínio literário. A instância discursiva desses gêneros</p><p>caracteriza-se pela ficcionalidade. Entretanto conforme Beth Marcuschi (2017, p.336) cita</p><p>27</p><p>Jaguaribe “embora se assente, em princípio, no real, dele se aparta, criando um mundo paralelo</p><p>cujas regras podem chegar a subverter a lógica natural.” (2007, p 221-222, apud Marcuschi,</p><p>2017). Os gêneros do domínio literário remontam há um extenso tempo na história.</p><p>Neste planejamento sugerimos o conto de fadas. Originariamente da cultura oral, os contos de</p><p>fadas tornaram-se mundialmente conhecidos. Os irmãos Jacob (1785-1863) e Wilhelm (1786-</p><p>1859) Grimm foram os dois escritores alemães que se dedicaram ao registro desses contos. Eles</p><p>nasceram na cidade de Hanau, mas moraram e trabalharam em várias outras regiões da</p><p>Alemanha. Em suas viagens, os irmãos perceberam que as pessoas contavam várias histórias</p><p>fantásticas sobre príncipes, fadas, bruxas e animais falantes. Em uma Alemanha ocupada pelas</p><p>tropas napoleônicas, eles passaram a recolher narrativas que circulavam entre as pessoas desde</p><p>a Idade Média.</p><p>As histórias, transformadas em contos, viraram uma das mais importantes coletâneas do</p><p>romantismo e de toda literatura alemã. Depois de publicados, os contos foram adaptados várias</p><p>vezes, por exemplo: as versões da Disney, voltadas para o público infantil. Nas publicações</p><p>originais dos Grimm, Chapeuzinho Vermelho, A Bela Adormecida, A Gata Borralheira, Rapunzel,</p><p>Branca de Neve e os Sete Anões não são tão infantis, como pareciam nas adaptações. Em</p><p>Cinderela, exemplificativamente, a versão da Gata Borralheira, pombos arrancam os olhos das</p><p>malvadas irmãs da princesa. Mesmo com todas as modificações, os irmãos Grimm ainda são</p><p>lembrados pelo esforço de compilar várias histórias que só existiam na tradição oral.</p><p>B) DESENVOLVIMENTO:</p><p>1º MOMENTO</p><p>Organização da turma À escolha</p><p>do professor.</p><p>Recursos e providências Texto impresso.</p><p>Professor(a), o conto apresentado foi acessado por meio eletrônico. Apresente aos estudantes o</p><p>link de acesso por meio dos recursos de multimídia. Originariamente na edição dos Irmãos Grimm,</p><p>O Rei Sapo ou Henrique de Ferro, foi também adaptado em várias versões com outros nomes,</p><p>como “O Sapo e a Princesa" e "A Princesa e o Sapo". Antes da leitura, recupere com a turma a</p><p>experiência com os contos de fadas por meio de um levantamento dos contos que a turma já</p><p>ouviu ao longo da primeira infância, da Educação Infantil até o final do Ciclo de Alfabetização.</p><p>Registre esses nomes na lousa.</p><p>É interessante que você, marque o número de citações de um mesmo conto e conduza uma</p><p>interação sobre os mais conhecidos pelos estudantes. Nessa didática você, professor(a) induzirá</p><p>as crianças ao reconhecimento de que os textos literários fazem parte do mundo imaginário.</p><p>Permita que elas comentem sobre os elementos mágicos que os caracterizam - flauta, vara de</p><p>condão, poço, botas, carruagem - e sobre os seres encantados - bruxas, fadas, ogros, duendes,</p><p>anões, pássaros, gatos, que os tornam lúdicos. Lembre-se: você é o leitor modelo deles. A sua</p><p>leitura fluente e com entonação revela múltiplas possibilidades oferecidas sobre a redação dos</p><p>textos, portanto sempre leia para os estudantes!</p><p> TEXTO: O REI SAPO OU HENRIQUE DE FERRO ( ícone clicável)</p><p>28</p><p>Após a leitura, ouça os estudantes, caso venham externar o reconhecimento do conto em outras</p><p>versões. Incentive a expressarem as diferenças e semelhanças. Neste momento, você,</p><p>professor(a) reafirmará a apropriação e conservação deste patrimônio cultural: contos de fadas.</p><p>É importante que se atentem acerca da composição gramatical do texto, referindo-se à</p><p>complexidade de vocabulário (palavras difíceis). Ler o texto tal como foi escrito permite aos</p><p>leitores inferirem que se trata de formas de um tempo antigo.</p><p>2º MOMENTO</p><p>Organização da turma À escolha do professor.</p><p>Recursos e providências Texto impresso e folhas em branco.</p><p>Professor(a), como em qualquer gênero de texto, de quaisquer domínios discursivos, as</p><p>ilustrações ou outros recursos gráficos, são elementos significativos para a compreensão global</p><p>do texto. Aos estudantes do 3º ano é de grande importância a adoção da prática didática que</p><p>favoreça a apropriação da habilidade de relacionar texto com ilustrações e outros recursos</p><p>gráficos. Nesta etapa do planejamento sugerimos que você provoque os estudantes a ilustrarem</p><p>o conto que acompanharam na sua leitura. Em seguida, divida o texto em sete partes e siga as</p><p>orientações abaixo:</p><p>▪ Reproduza em impressão cada parte do texto com fonte gráfica legível.</p><p>▪ Divida a turma em grupos de 3 a 4 estudantes e entregue uma parte do texto para cada</p><p>grupo.</p><p>▪ Peça que cada grupo leia discuta a parte recebida.</p><p>▪ Pergunte qual grupo recebeu a parte que inicia o conto e solicite, ao identificarem, que</p><p>um representante do grupo, leia em voz alta.</p><p>▪ Continue solicitando a identificação da 2ª, 3ª, 4ª, 5ª, 6ª e 7ª partes, devendo um</p><p>estudante de cada grupo realizar a leitura em voz alta.</p><p>Esta dinâmica contribui com o desenvolvimento da habilidade de organizar o texto em unidades</p><p>de sentido. A organização da turma em grupos com o conto “fatiado” tem também a finalidade</p><p>de refletir sobre o conto desprovido de ilustrações. Nesta dinâmica, distribua, nos grupos, papéis</p><p>sulfite e peça que façam uma ilustração representando a parte do conto que receberam.</p><p>▪ Modelo</p><p>Nomes (componentes do grupo)</p><p>___________________________________________________</p><p>Façam um desenho que mostre a parte do conto que vocês receberam</p><p>(Cole aqui a parte do texto que vocês representaram com o desenho)</p><p>29</p><p>ANEXO</p><p>TEXTO: O REI SAPO OU HENRIQUE DE FERRO</p><p>O Rei Sapo ou Henrique de Ferro</p><p>Um conto de fadas dos Irmãos Grimm</p><p>Em muitos tempos remotos, quando ainda os desejos podiam ser realizados, havia um Rei</p><p>cujas filhas eram muito bonitas. A caçula, sobretudo, era tão linda que até o sol, que já vira</p><p>tantas e tantas coisas, extasiava-se quando projetava os raios naquele semblante encantador.</p><p>Perto do castelo do Rei, havia uma floresta sombreada e, na floresta, uma frondosa tília, à</p><p>sombra da qual existia uma fonte de águas cristalinas. Nos dias em que o calor se fazia sentir</p><p>mais intenso, a princesinha refugiava-se neste recanto e, sentada à margem da fonte, distraía-</p><p>se brincando com uma bola de ouro, que atirava ao ar e apanhava agilmente entre as mãos;</p><p>era o seu jogo predileto. Certo dia, porém, quando assim se divertia, a bola fugiu-lhe das mãos,</p><p>rolando para dentro da água. A princesa, desapontada, seguiu-lhe a evolução, mas a bola</p><p>sumiu na água da fonte, que era tão profunda que não se via o fundo. Desatou, então, a chorar</p><p>inconsolavelmente. E, eis que, em meio aos lamentos, ouviu uma voz perguntar-lhe: - Que</p><p>tens, linda princesinha? Qual a razão desse pranto desolado, que comove até as pedras? Ela</p><p>olhou para todos os lados a fim de descobrir de onde provinha essa voz e deparou com um</p><p>sapo, que estendia para fora da água a disforme cabeça. - Ah! És tu, velho patinhador? - disse</p><p>a princesa. - Estou chorando porque perdi minha bola de ouro, que desapareceu dentro da</p><p>água. - Ora, não chores mais! - volveu o sapo. - Vou ajudar-te a recuperá-la. Mas que me</p><p>darás em troca, se eu trouxer tua bola? - Tudo o que quiseres, bondoso sapo. Eu te darei meus</p><p>vestidos, minhas pérolas e minhas joias preciosas: até mesmo a coroa de ouro que tenho na</p><p>cabeça, - respondeu alvoroçada a princesa. - Nada disso eu quero; nem teus vestidos, nem</p><p>tuas joias, nem tampouco tua coroa de ouro. Outra coisa quero de ti. Quero que me queiras</p><p>bem, que me permitas ser teu amigo e companheiro de folguedos. Quero que me deixes sentar</p><p>contigo à mesa e comer no teu pratinho de ouro e beber no teu copinho. À noite me deitarás</p><p>junto de ti, na tua caminha. Se me prometeres isto tudo, descerei ao fundo da fonte e trar-te-</p><p>ei a bola de ouro, - propôs o sapo. - Oh! sim, sim! - retorquia ela; - prometo tudo o que</p><p>quiseres, contando que me tragas a bola. Pensava, porém, de si para si: "O que e que está</p><p>pretendendo este sapo tolo, que vive na água coaxando com os seus iguais? Jamais poderá</p><p>ser o companheiro de uma criatura humana!" Confiando, pois, na promessa que lhe fora feita,</p><p>o sapo mergulhou, reaparecendo, daí a pouco, com a bola de ouro, que atirou delicadamente</p><p>F</p><p>o</p><p>n</p><p>te</p><p>:</p><p>(F</p><p>re</p><p>ep</p><p>ik</p><p>,</p><p>[2</p><p>0</p><p>2</p><p>3</p><p>])</p><p>30</p><p>ao gramado. A princesinha, radiante de alegria por ter recuperado o lindo brinquedo, agarrou-</p><p>o e deitou a correr para casa. - Espera! Espera! - gritava o pobre sapo; - leva-me contigo, pois</p><p>não posso correr como tu! De nada lhe valia, porém, gritar com todas as forças dos pulmões</p><p>o aflito "quac, quac, quac"; a filha do Rei não lhe deu a menor atenção, correu para o palácio,</p><p>onde não tardou a esquecer o pobre bichinho e a promessa que lhe fizera no momento de</p><p>apuro. No dia seguinte, quando se achava tranquilamente à mesa com o Rei e toda a corte,</p><p>justamente quando comia no seu pratinho do ouro, ouviu: - "plisch, plasch, plisch, plasch,"</p><p>algo subindo a vasta escadaria de mármore, avançando até chegar diante da porta. Ali bateu,</p><p>gritando: - Filha do Rei, caçula, abre a porta! Ela correu a ver quem assim a chamava. Mas, ao</p><p>abrir a porta, viu à sua frente o pobre sapo. Fechou-a, rapidamente, e voltou a sentar-se à</p><p>mesa, com o coração aos pulos. O Rei, que a observara, percebeu o palpitar de seu coração.</p><p>Perguntou: - Que tens, minha filhinha? Há, por acaso, algum gigante aí fora querendo levar-</p><p>te? Oh! não. Não é nenhum gigante, apenas um sapo horrível, - respondeu, ainda pálida, a</p><p>princesa. - E o que deseja de ti? Meio constrangida ela contou o que se passara: - Meu paizinho</p><p>querido, ontem, quando brincava com a bola de ouro junto à fonte, lá na floresta, ela caiu-me</p><p>das</p>

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