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<p>Saúde Baseada em Evidências</p><p>Gabriel Noleto Rocha do Nascimento</p><p>Mestre em Saúde Coletiva</p><p>Níveis de Evidências</p><p>Com base na PBE, quais seriam as melhores evidências possíveis considerando que existem diferentes tipos de estudos científicos?</p><p>Pesquisa de laboratório</p><p>Pesquisa feita de forma direta, utiliza dados coletados no laboratório. Nesse tipo de pesquisa o pesquisador tenta produzir ou reproduzir determinado fenômeno em condições controladas. O pesquisador utiliza instrumentos específicos em um ambiente completamente controlado.</p><p>Tendem a ser o primeiro passo na investigação de uma nova terapia, novos materiais ou novos procedimentos.</p><p>Fornece subsídios para o delineamento de futuros trabalhos.</p><p>Principal limitação é a dificuldade de extrapolar os resultados para uma realidade clínica.</p><p>Pesquisa em animais</p><p>Após obter bons resultados em laboratórios, pode-se evoluir os testes para seres vivos que apresentem uma resposta biológica.</p><p>Indicados em fases em que se busca um conhecimento básicos acerca de uma terapia.</p><p>Análise de biocompatibilidade de materiais, análise sistêmicas para a utilização de fármacos, avaliação do efeito de terapias.</p><p>A generalização dos dados é limitada devido às diferenças entre as espécies.</p><p>Sendo assim...</p><p>Nos dois tipos de estudos anteriores, são necessárias experimentações adicionais em humanos para que os resultados possam servir como fundamentação para futuros protocolos clínicos.</p><p>estudo de caso</p><p>Se constitui no tipo mais básico de estudo envolvendo seres humanos.</p><p>Trata-se de uma descrição clínica minuciosa das características de um único paciente.</p><p>Durante muito tempo foi a fonte de informação mais confiável e difundida.</p><p>Primeira abordagem clínica de uma situação ainda mal conhecida resultando no desenho de novas pesquisas para abordagens mais específicas.</p><p>Série de casos</p><p>Envolve um grupo de indivíduos que apresenta algum problema que ainda não foi abordado ou é pouco relatado pela literatura.</p><p>Significativa interface entre a prática clínica e a epidemiologia;</p><p>Programas de monitoramento epidemiológico utilizam relatos de casos para sugerir a ocorrência de novas doenças ou epidemias.</p><p>À partir do relato da literatura apresentando a ocorrência doenças novas ou até mesmo agravos já descritos, faz-se necessária a realização de estudos denominados OBSERVACIONAIS.</p><p>Estudos observacionais</p><p>Oferece ótimas bases para o entendimento de uma série de doenças ou outros eventos de interesse por meio da observação de sua ocorrência de uma doença em indivíduos previamente divididos em grupos baseados em uma experiência ou exposição.</p><p>Neste tipo de pesquisa, a locação dos grupos baseada na exposição não pode ser controlada pelo pesquisador.</p><p>Estudos transversais</p><p>São recomendados quando se deseja estimar a frequência com que um determinado evento de saúde se manifesta em uma população específica, além dos fatores associados.</p><p>Tem como característica fundamental que os grupos que participam do estudo são avaliados uma única vez.</p><p>São utilizados como objetivos descritivos ou analíticos/etiológicos.</p><p>Estudos transversais</p><p>Avaliar a prevalência</p><p>Evento (doença)</p><p>Exposição</p><p>Coberturas de serviços</p><p>Caso controle</p><p>Seleciona-se a partir de uma população:</p><p>Um grupo de pessoas que possuem uma determinada doença (grupo caso)</p><p>Um grupo de pessoas que não possuem a mesma doença (grupo controle)</p><p>Usualmente são estudos retrospectivos</p><p>Estudos de coorte</p><p>Estudo de coorte é um tipo de estudo em que o investigador limita-se a observar e analisar a relação existente entre a presença de fatores de riscos ou características e o desenvolvimento de enfermidades, em grupos da população.</p><p>Usualmente são estudos prospectivos</p><p>Melhores informações acerca da causa das doenças.</p><p>Estudo clínico randomizado</p><p>É um instrumento de pesquisa revolucionário, simples e o mais robusto de todos. Essencialmente é o estudo em que os participantes são alocados randomicamente (os participantes são randomizados) para receber uma ou mais intervenções.</p><p>Utilizado para testar novas intervenções em comparação a um tratamento usual.</p><p>Revisão sistemática</p><p>Potencial de fornecer as informações práticas mais importantes uma vez que seus resultados baseiam-se na coletânea de uma série de estudos com forte qualidade de evidências científicas.</p><p>Uma revisão sistemática busca reunir toda informação científica disponível acerca de um determinado assunto, para em seguida analisar seus resultados apresentando uma conclusão única sobre a pergunta inicialmente formulada.</p><p>Desse modo, é importante destacar que qualquer estudo científico, desde que bem delineado e executado, pode gerar uma significativa evidência científica, contudo, fazendo-se uma análise comparativa, nem todos possuem o mesmo poder para isso.</p><p>Pergunte! Mas para responder, pesquise!!!</p><p>Bonita, R. Epidemiologia básica / R. Bonita, R. Beaglehole, T. Kjellström; [tradução e revisão cien-tífica Juraci A. Cesar]. - 2.ed. - São Paulo, Santos. 2010</p><p>Sackett DL.How to read clinical journals: why to read trhem critically.Can Med Assoc J 124:555-558,1981</p><p>Sacket DL.Haynes RB,Tugwell P.Clinical epidemiology: a basic science for clinical medicine. 2ª ed.Boston,Litlle Brown& Co & Ltd.1991</p><p>Sacket DL. Richardson WS,Rosemberg W,Haynes RB. Evidence-based medicine. How to practice & teach EBM.New York, Edinburg , London, Madrid, Melbourne, Churchill Livingstone.1997</p><p>Drummond JP,Silva E. Medicina Baseada em Evidências- Novo Paradigma Assitencial e Pedagógico, Atheneu.1998</p><p>referências</p><p>OBRIGADO!</p><p>image1.png</p><p>image2.png</p><p>image3.png</p><p>image4.jpeg</p><p>image5.jpeg</p><p>image6.gif</p><p>image7.jpeg</p><p>image8.jpeg</p><p>image9.jpeg</p><p>image10.gif</p><p>image11.png</p>