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<p>Infecções Cutâneas</p><p>Impetigo</p><p>IMPETIGO</p><p>• Classificação:</p><p>• Impetigo crostoso (pioderma, contagioso, não bolhoso)- S.</p><p>pyonenes</p><p>• Impetigo bolhoso- S. aureus</p><p>Impetigo</p><p>• Infecção da epiderme Streptococcus beta hemolítico e/ou</p><p>Staphylococcus aureus</p><p>• Crianças - Pico de idade 2 a 5 anos</p><p>• Clima quente e úmido e baixo nível de higiene</p><p>Lopez & Lartchenko. IDCNA 2006: 759-772</p><p>Patogenia</p><p>• Coloniza a pele integra em média 10 dias antes do surgimento</p><p>das lesões cutâneas</p><p>• Classificado como:</p><p>• Primário – invasão direta da pele previamente normal.</p><p>• Secundário – infecções em sítios de pequenos traumas,</p><p>abrasões, picadas de inseto (impetiginização)</p><p>S. pyogenes</p><p>Manifestações clínicas</p><p>• Lesões pruriginosas em áreas expostas (face e extremidades)</p><p>•</p><p>Ulceração c/ pus ou serosanguinolento</p><p>Crosta espessa cor de mel</p><p>• Quando removida a crosta, esta refaz-se rapidamente.</p><p>Mácula/Pápula vesícula pústulas</p><p>Evolução rápida</p><p>Impetigo Crostoso</p><p>Impetigo Crostoso</p><p>Impetigo Crostoso</p><p>Impetigo Crostoso</p><p>Impetiginização (Impetigo Secundário)</p><p>Impetiginização de lesões cutâneas por dermatite factícia.</p><p>Diagnóstico diferencial</p><p>• Varicela</p><p>• Herpes Simplex</p><p>• Psoriase pustular</p><p>Tratamento</p><p>• Tratamento Tópico:</p><p>• Presença de menos de 5 lesões</p><p>• Ausência de complicações não supurativas</p><p>• Mupirocin 2% aplicar 3 x ao dia durante 7 dias</p><p>glomérulo nefrite difusa aguda pós estreptocócica</p><p>o tratamento não impede o aparecimento</p><p>Tratamento</p><p>• Tratamento Sistêmico:</p><p>• Penicilina G Benzatina não mais recomendada</p><p>• Cefalexina VO 7 dias</p><p>• Amoxicilina + Clavulanato VO 7d</p><p>Complicação</p><p>• Glomerulonefrite difusa aguda pós estreptocóccica</p><p>o tratamento do impetigo não impede surgimento</p><p>prevenção: diurético</p><p>Isolamento</p><p>• Precauções de contato</p><p>• Retornar à escola apenas após 24 horas de tratamento</p><p>Impetigo Bolhoso</p><p>• Staphylococcus aureus</p><p>• Produzem toxinas esfoliativas</p><p>• Apenas 10% dos impetigos</p><p>• Ocorre principalmente em neonatos e crianças pequenas.</p><p>• As lesões surgem na pele integra</p><p>único e exclusivamente</p><p>Impetigo Bolhoso</p><p>Impetigo Bolhoso</p><p>Impetigo Bolhoso</p><p>bolha tensa com</p><p>conteúdo seroso</p><p>Impetigo Bolhoso</p><p>Diagnóstico Diferencial</p><p>• Reação à picada de inseto</p><p>• Queimadura</p><p>• Varicela e Herpes simplex</p><p>• Buloses autoimunes (pênfigo bolhoso)</p><p>• Eritema multiforme</p><p>Diagnóstico</p><p>• Quando possível, bacterioscopia pelo método de Gram e</p><p>cultura do pus ou exsudato da lesão cutânea para identificar o</p><p>perfil de susceptibilidade antimicrobiana do Staphylococcus</p><p>aureus.</p><p>Tratamento</p><p>• Tratamento Tópico:</p><p>• Presença de menos de 5 lesões</p><p>• Mupirocin 2% aplicar 3 x ao dia durante 7 dias</p><p>Tratamento</p><p>• Tratamento Sistêmico: VO 7 dias</p><p>• Cefalexina</p><p>• Amoxicilina + Clavulanato</p><p>• Sulfametoxazol+Trimetoprim</p><p>bactrim</p><p>pyogenes e aureus</p><p>Ectima</p><p>• Ulceração mais profunda se estendendo até a derme</p><p>• Ocorre mais comumente nas pernas e nos pés.</p><p>• Pode haver adenomegalia satélite.</p><p>• Costuma deixar cicatriz.</p><p>Diagnóstico Diferencial</p><p>• Leishmaniose cutânea</p><p>• Ectima gangrenoso</p><p>• Picada de inseto</p><p>• Pioderma gangrenoso</p><p>• Esporotricose</p><p>Tratamento</p><p>• A conduta terapeutica é semelhante a do impetigo crostoso,</p><p>porém com uma tendência maior ao tratamento sistêmico.</p><p>Foliculite Superficial</p><p>• Pequenas pústulas (1 a 4 mm) sobre uma base eritematosa ao</p><p>redor do orifício do folículo piloso, podendo ser pruriginosas</p><p>ou dolorosas</p><p>• Surgem em levas</p><p>• Ocorrem em qualquer local que tenha folículo piloso,</p><p>principalmente em extremidades, cabeça e nádegas.</p><p>• As lesões frequentemente curam sem deixar cicatrizes.</p><p>pústula no foliculo piloso - por S. aureus</p><p>Microbiologia</p><p>• Staphylococcus aureus é o principal causador</p><p>Foliculite Superficial</p><p>Foliculite Superficial</p><p>Tratamento</p><p>Staphylococcus aureus</p><p>• Banho com clorexidine</p><p>• Mupirocin tópico</p><p>• Excepcionalmente cefalexina ou SMZ/TMP ou doxiciclina por</p><p>via oral</p><p>Furúnculo e Carbunculo</p><p>• Furúnculo: é uma infecção do folículo piloso em que o</p><p>material purulento se estende para a derme e tecido</p><p>subcutâneo , formando um pequeno abscesso.</p><p>• Locais de predileção são as áreas pilosas da face,</p><p>pescoço, axilas, nádegas e coxas.</p><p>• Outros furúnculos em sítios distantes, secundários à</p><p>auto-inoculação, são freqüentes.</p><p>• Carbunculo ou antraz: vários furúnculos contiguos com</p><p>vários orificios de drenagem purulenta.</p><p>• Locais de predileção são o pescoço e o dorso</p><p>Estafilococcias. Furúnculo</p><p>Furúnculo (Casanova, JM, dermatoweb)</p><p>Furúnculo CDC</p><p>Tratamento</p><p>• Calor úmido</p><p>• Drenagem</p><p>Principais indicações de antibioticoterapia</p><p>sistêmica</p><p>Indicações mais consensuais</p><p>Presença de febre ou outras manifestações sistêmicas</p><p>Localização em face</p><p>Celulite extensa (maior que 2 cm ou maior que 5 cm)</p><p>Indicações menos consensuais</p><p>Múltiplos furúnculos</p><p>Localização em genitália, mãos, conduto auditivo</p><p>Presença de comorbidades tais como imunodepressao e diabetes</p><p>Pacientes com prótese valvares ou ortopédicas</p><p>Conduta Terapêutica</p><p>• Furunculose – com indicação de tratamento com antibiótico</p><p>sistêmico</p><p>– Sulfametoxazol/ trimetoprim VO 7 dias (MSSA E MRSA).</p><p>Carbunculo</p><p>S. AUREUS</p><p>Tratamento</p><p>• Além da antibioticoterapia sistêmica utilizada</p><p>para o furúnculo é necessária a excisão</p><p>cirúrgica.</p><p>Celulite</p><p>Erisipela e celulites</p><p>Celulite: infecção envolvendo a derme e o tecido subcutâneo</p><p>Erisipela: tipo específico de celulite acometendo as estruturas dérmicas</p><p>mais superficiais</p><p>Erisipela</p><p>• Celulite superficial</p><p>• Limites precisos das lesões</p><p>• Placa mais elevada que os tecidos normais circundantes</p><p>• Dilatação dos poros e dos folículos. “Casca de laranja”</p><p>• Febre alta, súbita, manifestações gerais de moderada intensidade</p><p>habitualmente, dor no local afetado</p><p>• Porta de entrada: micoses, traumas, picada de insetos.</p><p>• Adenopatia satélite à lesão</p><p>• Leucocitose e desvio para a esquerda</p><p>INTERTRIGO</p><p>COMPROMETE O CANALICULO LINFATICO</p><p>Critérios de gravidade nas erisipelas e</p><p>principais indicações de internação</p><p>• Localização na face</p><p>• Placas extensas ou múltiplas.</p><p>• Lesões hemorrágicas. Necrose local. Bolhas. Hipoestesia</p><p>• Comorbidades: imunossupressão, neutropênicos, IRC, cirrose,</p><p>diabetes, obesidade, alcoolismo, insuf. cardíaca, asplenia…</p><p>ERISIPELAS BOLHOSAS</p><p>Erisipela. Aspecto em “casca de laranja”</p><p>Erisipela. Limites bem nítidos das lesões.</p><p>Insuficiência venosa associada (E).</p><p>Erisipela de face</p><p>Erisipela. Insuficiência venosa crônica.</p><p>Avaliação de gravidade. Limites nítidos da</p><p>lesão. Edema de MID</p><p>Erisipela. Avaliação de gravidade lesões locais intensas e</p><p>extensas. Lesões bolhosas</p><p>Conduta terapêutica</p><p>Casos leves - Tratamento por via oral</p><p>Amoxicilina (melhor opção) ou cefalexina oral - 10 dias</p><p>Casos moderados</p><p>Penicilina procaína IM ou amoxicilina VO 10 dias</p><p>Observação: a penicilina benzatina não dá nível confiável na lesão para</p><p>curar erisipela</p><p>Casos graves:</p><p>Penicilina G cristalina, IV</p><p>CEFTRAXIONE</p><p>Celulite</p><p>1. infecção cutânea que se desenvolve em</p><p>decorrência de brechas na barreira da pele</p><p>2. Manifesta-se como eritema, edema, e calor. Os</p><p>limites da lesão são mal definidos.</p><p>3. Fatores predisponentes perda da integridade da</p><p>pele como resultado de trauma, inflamação,</p><p>infecção cutânea prévia (ex: tinea pedis) e edema.</p><p>Definição</p><p>• Os patógenos mais comuns são o Streptococcus</p><p>pyogenes e o Staphylococcus aureus incluindo o</p><p>MRSA.</p><p>Microbiologia</p><p>• Diagnóstico é baseado nas manifestações clínicas.</p><p>Hemoculturas, aspirado ou biópsia não são uteis</p><p>nas formas brandas de infecção</p><p>• Culturas devem ser realizadas em pacientes com</p><p>toxicidade sistêmica, leões cutâneas extensas, em</p><p>pacientes com comorbidades (ex: diabetes) ou</p><p>celulite recorrente.</p><p>• Métodos de imagem podem ser úteis para avaliar a</p><p>presença de abscessos e osteomielite.</p><p>Diagnóstico</p><p>Celulite</p><p>Celulite</p><p>Celulite</p><p>Celulite</p><p>• A seleção do antibiótico para o tratamento depende</p><p>se a apresentação é consistente com celulite</p><p>purulenta ou não purulenta (2011 IDSA).</p><p>Tratamento</p><p>• Pacientes com celulite</p><p>purulenta (exsudato ou drenagem</p><p>purulenta, na ausência de abscesso drenável) deve ser</p><p>tratado empiricamente para infecção estafilocócica</p><p>incluindo o MRSA.</p><p>• Terapia oral empírica incluindo MRSA:</p><p>Sulfametoxazol+trimetoprim VO 5-10 dias.</p><p>Tratamento: Celulite Purulenta</p><p>• Para celulite não purulenta cobrir Streptococcus pyogenes</p><p>e MSSA.</p><p>• Cobertuta para MRSA é recomendada se a falha à</p><p>terapia inicial, sinais de doença sistêmica, infecções</p><p>recorrentes na presença de condições predisponentes</p><p>de base e episódio prévio de infecção por MRSA.</p><p>• Cobertuta empírica para MRSA deve ser utilizada em</p><p>pacientes com fatores de risco MRSA.</p><p>Tratamento: Celulite não purulenta</p><p>• Celulite não purulenta (excluindo MRSA)</p><p>1) Cefalexina VO</p><p>• Celulite não purulenta (incluindo MRSA)</p><p>Cefalexina + sulfametoxazol/trimetoprim VO</p><p>Dependendo da resposta clínica um curso de 5-10 dias é</p><p>geralmente suficiente.</p><p>Tratamento: Celulite Não Purulenta</p><p>Celulite não purulenta</p><p>Outras opções, com cobertura para MSSA, MRSA e Streptococcus</p><p>pyogenes:</p><p>• Sulfametoxazol/trimetoprim + Cefazolina IV 10 dias</p><p>Infecções graves, necessitando internação:</p><p>• Cobertura para MSSA, MRSA e Streptococcus pyogenes:</p><p>vancomicina IV 10 dias, ou até ajuste após resultados das culturas</p><p>• Em infecções com gravidade, coletar hemocultura e se possível,</p><p>material de bolhas e/ou abscessos</p><p>Slide 1: Infecções Cutâneas</p><p>Slide 2: Impetigo</p><p>Slide 3: IMPETIGO</p><p>Slide 4: Impetigo</p><p>Slide 5</p><p>Slide 6: Patogenia</p><p>Slide 7: Manifestações clínicas</p><p>Slide 8: Impetigo Crostoso</p><p>Slide 9: Impetigo Crostoso</p><p>Slide 10: Impetigo Crostoso</p><p>Slide 11: Impetigo Crostoso</p><p>Slide 12: Impetiginização (Impetigo Secundário)</p><p>Slide 13: Diagnóstico diferencial</p><p>Slide 14: Tratamento</p><p>Slide 15: Tratamento</p><p>Slide 16: Complicação</p><p>Slide 17: Isolamento</p><p>Slide 18: Impetigo Bolhoso</p><p>Slide 19: Impetigo Bolhoso</p><p>Slide 20: Impetigo Bolhoso</p><p>Slide 21: Impetigo Bolhoso</p><p>Slide 22: Impetigo Bolhoso</p><p>Slide 23: Diagnóstico Diferencial</p><p>Slide 24: Diagnóstico</p><p>Slide 25: Tratamento</p><p>Slide 26: Tratamento</p><p>Slide 27: Ectima</p><p>Slide 28</p><p>Slide 29</p><p>Slide 30: Diagnóstico Diferencial</p><p>Slide 31: Tratamento</p><p>Slide 32: Foliculite Superficial</p><p>Slide 33: Microbiologia</p><p>Slide 34: Foliculite Superficial</p><p>Slide 35: Foliculite Superficial</p><p>Slide 36: Tratamento</p><p>Slide 37: Furúnculo e Carbunculo</p><p>Slide 38</p><p>Slide 39: Estafilococcias. Furúnculo</p><p>Slide 40: Furúnculo (Casanova, JM, dermatoweb)</p><p>Slide 41: Furúnculo CDC</p><p>Slide 42: Tratamento</p><p>Slide 43: Principais indicações de antibioticoterapia sistêmica</p><p>Slide 44: Conduta Terapêutica</p><p>Slide 45: Carbunculo</p><p>Slide 46: Tratamento</p><p>Slide 47: Celulite</p><p>Slide 48: Erisipela e celulites</p><p>Slide 49: Erisipela</p><p>Slide 50: Critérios de gravidade nas erisipelas e principais indicações de internação</p><p>Slide 51: Erisipela. Aspecto em “casca de laranja”</p><p>Slide 52: Erisipela. Limites bem nítidos das lesões. Insuficiência venosa associada (E). Erisipela de face</p><p>Slide 53: Erisipela. Insuficiência venosa crônica. Avaliação de gravidade. Limites nítidos da lesão. Edema de MID</p><p>Slide 54: Erisipela. Avaliação de gravidade lesões locais intensas e extensas. Lesões bolhosas</p><p>Slide 55: Conduta terapêutica</p><p>Slide 56: Celulite</p><p>Slide 57: Definição</p><p>Slide 58: Microbiologia</p><p>Slide 59: Diagnóstico</p><p>Slide 60: Celulite</p><p>Slide 61: Celulite</p><p>Slide 62: Celulite</p><p>Slide 63: Celulite</p><p>Slide 64: Tratamento</p><p>Slide 65: Tratamento: Celulite Purulenta</p><p>Slide 66: Tratamento: Celulite não purulenta</p><p>Slide 67: Tratamento: Celulite Não Purulenta</p><p>Slide 68: Celulite não purulenta</p>