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<p>1</p><p>PROGRAMAÇÃO NEUROLINGUÍSTICA</p><p>1</p><p>SUMÁRIO</p><p>NOSSA HISTÓRIA ...................................................................................................... 2</p><p>INTRODUÇÃO ............................................................................................................ 3</p><p>1. HISTÓRIA DA PNL ........................................................................................... 4</p><p>2.1 O que são as Gerações da Programação Neurolinguística .............................. 8</p><p>2. EXEMPLOS DE TÉCNICAS DA NEUROLINGUÍSTICA ................................. 10</p><p>3.1 Os Quatro Pilares da Programação Neurolinguística ..................................... 13</p><p>3. PNL NA EDUCAÇÃO...................................................................................... 16</p><p>4.1 O Que a PNL Oferece aos Professores .......................................................... 17</p><p>4.2 O Sentido da Aprendizagem ........................................................................... 18</p><p>4.3 O Estado em que a Aprendizagem Ocorre Naturalmente............................... 20</p><p>4.4 Comunicando Seu Entusiasmo Pelo Aprendizado ......................................... 22</p><p>5. PNL EMPRESARIAL – PROGRAMAÇÃO NEUROLINGUÍSTICA NAS</p><p>EMPRESAS .............................................................................................................. 24</p><p>CONCLUSÃO ............................................................................................................ 29</p><p>REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA ............................................................................... 30</p><p>2</p><p>NOSSA HISTÓRIA</p><p>A nossa história inicia com a realização do sonho de um grupo de empresários,</p><p>em atender à crescente demanda de alunos para cursos de Graduação e Pós-</p><p>Graduação. Com isso foi criado a nossa instituição, como entidade oferecendo</p><p>serviços educacionais em nível superior.</p><p>A instituição tem por objetivo formar diplomados nas diferentes áreas de</p><p>conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais e para a participação</p><p>no desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua formação contínua.</p><p>Além de promover a divulgação de conhecimentos culturais, científicos e técnicos que</p><p>constituem patrimônio da humanidade e comunicar o saber através do ensino, de</p><p>publicação ou outras normas de comunicação.</p><p>A nossa missão é oferecer qualidade em conhecimento e cultura de forma</p><p>confiável e eficiente para que o aluno tenha oportunidade de construir uma base</p><p>profissional e ética. Dessa forma, conquistando o espaço de uma das instituições</p><p>modelo no país na oferta de cursos, primando sempre pela inovação tecnológica,</p><p>excelência no atendimento e valor do serviço oferecido.</p><p>3</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>A Programação Neurolinguística, conhecida como PNL, é uma técnica criada</p><p>para entender o processo da mente, provocar mudanças e alcançar resultados</p><p>positivos. O método é uma maneira de estudar os processos e organizações mentais</p><p>para entender os comportamentos, mindset e ações individuais.</p><p>Segundo a PNL, a mente recebe informações, filtra-as, depois as organiza e</p><p>faz com que a pessoa responda aos estímulos externos. Conhecendo a programação</p><p>de cada indivíduo, é possível ressignificar padrões prejudiciais e aprimorar os que são</p><p>benéficos.</p><p>Dessa forma, a PNL possibilita ampliar o autoconhecimento e reprogramar a</p><p>mente para melhorar a vida pessoal, profissional e familiar. Através da observação,</p><p>modelagem, jogos de excelência e ferramentas, ela favorece a criação de novos</p><p>hábitos e ações construtivas.</p><p>Através das técnicas de Programação Neurolinguística ensinadas pelo</p><p>practitioner, nome do profissional de PNL, o cliente vai criar novos padrões de</p><p>comportamento individual que o beneficiem ou que servem para alcançar um objetivo.</p><p>Cada pessoa terá sua meta e processo, mas o PNL pode servir para: Melhorar a</p><p>performance profissional, esportiva e pessoal, Aliviar dores e alergia, Resolver</p><p>conflitos, Tomar decisões, Minimizar trauma e fobia, Aumentar a autoestima, Melhorar</p><p>a comunicação, Obter inteligência emocional.</p><p>4</p><p>1. HISTÓRIA DA PNL</p><p>No início dos anos 70, Richard Bandler, um estudante de psicologia, e John</p><p>Grinder, um professor de linguística, iniciaram os estudos sobre PNL na Universidade</p><p>de Santa Cruz – Califórnia. Os primeiros trabalhos que realizaram foi modelar famosos</p><p>terapeutas da época, buscando identificar quais eram os padrões internos e externos</p><p>que eles utilizavam que tornavam o trabalho deles tão efetivo. Esses terapeutas eram</p><p>Milton Erickson, um médico hipnólogo, Virginia Satir, que atuava com terapia familiar</p><p>e Fritz Perls, que desenvolveu a terapia de gestalt.</p><p>Bandler e Grinder começaram a modelar esses terapeutas, tanto na linguagem</p><p>corporal (não verbal) quanto na linguagem falada (verbal), buscando desenvolver</p><p>técnicas que eles mesmos pudessem replicar, elevando desta forma os resultados</p><p>nos seus próprios atendimentos. Outros estudantes e pesquisadores se envolveram</p><p>com este trabalho de “modelagem”, ampliando-o para diferentes contextos (negócios,</p><p>artes, criação), focando em pessoas de sucesso, sempre buscando identificar quais</p><p>eram os padrões que faziam a diferença nos resultados que estas pessoas</p><p>alcançavam.</p><p>Observou-se alguns padrões externos, como comportamentos e linguagens</p><p>específicas que essas pessoas utilizavam, que as ajudavam a realizar suas atividades</p><p>com excelência e influenciavam seus resultados. Eles também observaram que</p><p>existiam padrões internos, como crenças e pressupostos, que eram poderosos</p><p>recursos para o alcance do sucesso.</p><p>5</p><p>Ou seja, por trás dos nossos comportamentos</p><p>existe uma estrutura interna de pensamentos e emoções</p><p>que impactam diretamente as nossas ações e</p><p>consequentemente os resultados que alcançamos em</p><p>nossas vidas.</p><p> Por Que Utilizar a PNL</p><p>Por trás de toda ação existe uma razão, um motivo para agirmos. Se buscamos</p><p>gerar uma mudança no comportamento de uma pessoa, ou seja, na sua atuação,</p><p>precisamos compreender primeiramente o motivo da pessoa agir da forma que age, o</p><p>modelo de mundo dessa pessoa, o que chamamos de modelos mentais.</p><p>Segundo Peter Senge, modelos mentais são “pressupostos profundamente</p><p>arraigados, generalizações, ilustrações, imagens ou histórias que influem na nossa</p><p>maneira de compreender o mundo e nele agir”. Em outras palavras, são os modelos</p><p>mentais de cada indivíduo que definem como o mesmo irá perceber o que está</p><p>acontecendo a sua volta, como irá se sentir com isso, como ele pensa e, finalmente,</p><p>como irá agir.</p><p>O problema que encontramos, referente aos nossos modelos mentais, é que a</p><p>maioria é inconsciente, ou seja, não sabemos que possuímos um determinado modelo</p><p>mental e isso faz com que muitas vezes ajamos de determinada maneira sem nem</p><p>saber exatamente o</p><p> O Que é PNL</p><p>A programação neurolinguística (PNL) é uma abordagem psicoterapêutica,</p><p>de comunicação e de desenvolvimento pessoal criada por John Grinder e Richard</p><p>Bandler nos Estados Unidos. Segundo eles há conexão entre a linguagem</p><p>(linguística), padrões comportamentais aprendidos (programação) e os processos</p><p>neurológicos (neuro) e todos eles podem ser alterados para alcançar metas na vida e</p><p>informações específicas. Ainda de acordo com os criadores da técnica é possível</p><p>modelar informações, permitindo que qualquer pessoa tenha acesso a habilidades</p><p>antes impossível e além disso a técnica ajuda a tratar distúrbios motores, doenças</p><p>psicossomáticas, depressão, fobias, alergias, distúrbios de aprendizado entre outros.</p><p>Parte das informações obtidas na programação neurolinguística são extraídas</p><p>de informações provenientes de estudos mais concisos como da neurolinguística. A</p><p>neurolinguística é a parte da ciência que estuda a elaboração cerebral da linguagem.</p><p>Estuda os mecanismos que suportam</p><p>a produção, o conhecimento da língua em suas</p><p>https://www.infoescola.com/wp-content/uploads/2008/07/programa%C3%A7%C3%A3o-neurolingu%C3%ADstica_668135425.jpg</p><p>6</p><p>formas e a compreensão, pelo cérebro humano. Trata também a elaboração da</p><p>linguagem e os distúrbios clínicos originados por conta de suas alterações. A</p><p>neurolinguística, portanto, é uma disciplina com contribuição de diversas outras, como</p><p>a linguística, neurobiologia e linguística computacional e a psicolinguística, portanto é</p><p>considerada de natureza interdisciplinar. A neurolinguística também é associada ao</p><p>estudo da afasia, cuja qual é a carência linguística gerada por lesões cerebrais</p><p>específicas, sendo a fisiologia considerada base histórica da neurolinguística.</p><p>A utilização de diferentes tecnologias estão cada vez mais trazendo novos</p><p>conhecimentos referentes à organização anatômica das funções da linguagem, e com</p><p>estas tecnologias é possível analisar a energia desprendida pelo cérebro durante a</p><p>realização de diferentes tarefas de processamento da linguagem e provar teorias</p><p>cognitivo-computacionais da arquitetura da linguagem. A neurolinguística utiliza os</p><p>modelos computacionais para expor a inconsistência de hipóteses acerca da</p><p>organização neuronal da linguagem. O ramo da neurolinguística cresceu de forma</p><p>considerável nos últimos anos graças ao avanços dessas tecnologias, e graças a esse</p><p>avanço a linguagem se tornou algo de interesse fundamental</p><p>na neurociência da cognição.</p><p>As técnicas de tomografia de emissão positrônica e o mapeamento funcional</p><p>por ressonância magnética permitiram obtenção de imagens com alta qualidade e de</p><p>alta resolução do uso de energia por diferentes vias cerebrais durante diversas</p><p>atividades que envolvem processamento neurolinguística, e até o momento, os</p><p>resultados obtidos não contradizem os resultados previamente obtidos com a</p><p>utilização de técnicas da fisiologia, corroborando cada vez mais os dados. Entretanto,</p><p>apesar de eficientes, essas técnicas não são suficientes para a compreensão da</p><p>produção de frases pois não geram imagens contínuas da atividade cerebral nessas</p><p>funções. A psicolinguística também pode ser utilizada para o entendimento da</p><p>neurolinguística, e é uma técnica bem utilizada. Muito ligado a neurolinguística está a</p><p>psicolinguística cuja qual estuda os fatores que influenciam as estruturas psicológicas</p><p>que nos capacitam a entender as palavras, orações e expressões, estuda também as</p><p>conexões entre a linguagem e a mente. A psicolinguística está relacionada com a</p><p>análise de processos que envolvem a comunicação mediante o uso da linguagem</p><p>tanto escrita, gestual, oral etc.</p><p>Alguns estudiosos consideram que a programação neurolinguística tenha</p><p>falhas que vão desde erros metodológicos na pesquisa, provada por outros estudos</p><p>7</p><p>de melhor qualidade que não conseguiram reproduzir a técnica, e erros factuais e</p><p>inconsistentes com a teoria neurológica. Entretanto, a programação neurolinguística</p><p>é utilizada por diversas empresas que investem muito nesse tipo de treinamento e</p><p>hipnoterapeutas no mundo inteiro.</p><p>A PNL permite compreender</p><p>melhor nosso funcionamento interno,</p><p>identificar nossos modelos mentais,</p><p>para que possamos questioná-los,</p><p>refletir sobre eles e se é preciso</p><p>ressignifica-las.</p><p>Esse aspecto é que influenciou o surgimento do nome “programação”, pois</p><p>esse conhecimento sugere que a partir das nossas histórias, experiências, valores,</p><p>somos programados a ter determinadas crenças e modelos mentais que impactam</p><p>diretamente o nosso comportamento. Da mesma forma, que a partir de técnicas de</p><p>PNL e ferramentas podemos “reprogramar” a nossa estrutura interna com foco nos</p><p>resultados que queremos alcançar.</p><p>Se pararmos para refletir, todos nós temos histórias de vida, interesses,</p><p>valores, crenças e motivações completamente diferentes, o que faz com que</p><p>tenhamos percepções de mundo diferentes. Isso faz com que pessoas vejam as</p><p>situações de formas distintas e, consequentemente, também reajam de outras</p><p>maneiras, o que pode interferir diretamente no relacionamento interpessoal.</p><p>A realidade externa de um evento é igual para todos, e recebemos as</p><p>informações através dos nossos canais sensoriais (NEURO), que passam por</p><p>filtros (PROGRAMAÇÃO) e formam uma representação interna para a pessoa. Essa</p><p>representação interna gera um estado na pessoa, ou seja, leva a diferentes emoções</p><p>que acabam interferindo na fisiologia e também nos comportamentos, nas ações</p><p>dessa pessoa, tanto aspecto verbal quanto não verbal (LINGUÍSTICA).</p><p>A grande questão está vinculada aos filtros utilizados, pois estes são diferentes</p><p>para cada pessoa. É comum uma pessoa, ao processar as informações, omitir alguma</p><p>parte ou logo já generalizar a informação, podendo até distorcê-la, baseado em seus</p><p>valores, crenças e histórico de vida. Então, ao observar a reação ou o comportamento</p><p>de uma pessoa frente à determinada situação, é importante termos claro que esta</p><p>pessoa tem um mapa de mundo diferente do nosso. E para ajudá-la no seu</p><p>desenvolvimento, devemos primeiramente compreender o “mapa” que ela utiliza.</p><p>8</p><p>2.1 O que são as Gerações da Programação Neurolinguística</p><p>O mundo está em</p><p>constante evolução,</p><p>naturalmente a PNL acompanha</p><p>esta evolução. Globalmente, a</p><p>PNL está em constante expansão</p><p>e atualização e tem</p><p>proporcionado resultados</p><p>importantes nas diversas áreas</p><p>do desenvolvimento humano</p><p>como na gestão empresarial, no desenvolvimento de líderes, nos esportes, na saúde</p><p>e qualidade de vida, na educação e nos negócios em geral.</p><p> Conheça as gerações da PNL:</p><p>1ª. Geração: É o início dos estudos da PNL e seu foco é a mente cognitiva e o</p><p>funcionamento do cérebro. A maioria das ferramentas e técnicas desta geração é</p><p>focada na resolução de problemas pessoais e atua nos níveis de comportamento e</p><p>capacidades.</p><p>2ª. Geração: Começou no final dos anos 80 e apesar de ainda continuar</p><p>trabalhando com a mente cognitiva, ela expandiu sua atuação para novas áreas como</p><p>gerenciamento, negociação, vendas, educação e saúde. As ferramentas e as técnicas</p><p>foram expandidas para trabalhar questões de níveis mais altos relacionados com</p><p>crenças, valores e meta programas.</p><p>3ª. Geração: Conhecida como PNL sistêmica, ela integra os conceitos</p><p>anteriores da mente cognitiva com os novos conceitos da mente somática, centrada</p><p>no corpo e da mente de campo, que vem da nossa conexão e relacionamento com</p><p>outros sistemas maiores ao nosso redor.</p><p>Com esta integração e alinhamento das três mentes, trabalhamos com a inteligência</p><p>multidimensional de nosso ser, aprofundando no nível da Identidade e do</p><p>Transpessoal.</p><p>9</p><p>10</p><p>2. EXEMPLOS DE TÉCNICAS DA NEUROLINGUÍSTICA</p><p>A seguir, veja uma relação de técnicas de neurolinguística e detalhes sobre as</p><p>suas aplicações na promoção de mudanças comportamentais.</p><p> Âncora</p><p>Como o próprio nome sugere, a ideia é que a pessoa se apoie em uma imagem</p><p>positiva para restabelecer seus sentimentos e emoções.</p><p>Toda vez que acontecer alguma situação que a desestabilize, então, a pessoa</p><p>deve recorrer a essa imagem.</p><p>De acordo com a PNL, isso a fará retomar seu eixo e ter um bom desempenho</p><p>em situações que exigem esforço.</p><p> Técnicas de Metáfora</p><p>É uma forma de comunicação indireta, considerada no nível inconsciente.</p><p>Ao se identificar, o ouvinte ou leitor irá replicar a história de forma implícita, sem</p><p>perceber, trabalhando sua mudança de crenças e comportamento.</p><p>É uma ferramenta para condicionar sua mente em relação a mudanças que</p><p>virão no futuro. Ou seja, liga o estado presente ao estado desejável.</p><p>Nessa técnica, a pessoa é conduzida a fazer uma visualização, vivenciando</p><p>suas emoções progressivamente, até chegar a um estado de empoderamento e</p><p>motivação que a coloque em direção ao seu objetivo.</p><p>11</p><p> Ressignificação</p><p>Quando uma situação der errado, ao invés ter a postura de vítima, a pessoa</p><p>deve procurar o lado bom da experiência e dar mais atenção a isso.</p><p>A ressignificação parte do pressuposto de que todas pessoas têm escolhas e</p><p>são capazes de mudar o significado de qualquer evento.</p><p>Para isso, basta encarar o ocorrido de forma mais positiva, se</p><p>autodesenvolvendo.</p><p> Swish</p><p>É um redirecionamento de pensamento.</p><p>Ao pensar sobre algo indesejado, esse pensamento ou a reação é</p><p>imediatamente substituída por outra.</p><p>A técnica é considerada uma ferramenta valiosa para controlar as reações das</p><p>pessoas em situações de estresse, principalmente.</p><p> Fogging</p><p>Fogging, em inglês, se refere à névoa, ao clima enevoado.</p><p>E essa técnica consiste em, literalmente, esfumaçar uma situação de potencial</p><p>conflito.</p><p>Se alguém, por exemplo, lhe disse: “Foi ridículo o que você falou na reunião,</p><p>onde você está com a cabeça?”. A resposta ideal seria: “Sim, foi uma maneira ridícula</p><p>mesmo”.</p><p>A ideia é que o “sim”</p><p>logo no início quebra a</p><p>sequência explosiva da pessoa</p><p>que esperava um conflito.</p><p>E isso reduz a tensão do</p><p>momento, permitindo que os</p><p>envolvidos contornem a</p><p>situação.</p><p> Rapport</p><p>Rapport é uma das técnicas de PNL muito utilizada por profissionais da área</p><p>de vendas.</p><p>O termo tem origem na língua francesa – rapporter significa trazer de volta.</p><p>Dentro da psicologia é uma ferramenta usada para criar empatia, uma ligação</p><p>com seu interlocutor.</p><p>12</p><p>Segundo Tony Robbins, é a “capacidade de entrar no mundo de alguém, fazê-</p><p>lo sentir que você o entende e que vocês têm um forte laço em comum. É a capacidade</p><p>de ir totalmente do seu mapa mundo para o mapa mundo dele. É a essência da</p><p>comunicação”.</p><p> Os principais elementos do rapport são:</p><p>o Saber ouvir pacientemente, pois as pessoas querem ser ouvidas</p><p>o Tratar os outros pelo nome</p><p>o Demonstrar otimismo</p><p>o Ter sempre um sorriso no rosto.</p><p>Parece até brincadeira de criança, mas a técnica em si consiste em espelhar o</p><p>comportamento do interlocutor, sempre com muita habilidade e sutileza.</p><p>Nesse sentido, valem os movimentos corporais, o tom de voz, a ênfase das</p><p>palavras e conjunto de palavras usadas, além das expressões faciais.</p><p>Tudo isso deve ser estudado ao longo da conversa e aplicado na sequência.</p><p>O rapport é também comparado com uma dança, na qual primeiro você começa</p><p>acompanhando o ritmo de seu par, para depois fazer a condução.</p><p>Dessa forma, ao usar essa técnica, a ideia é conseguir estabelecer confiança</p><p>de forma natural e quase que imediata.</p><p> Coaching e PNL</p><p>No coaching, o foco do processo é o futuro.</p><p>O trabalho do coach (profissional que conduz a sessão) é fazer com que o</p><p>coachee (seu cliente) acesse seus recursos internos e externos para poder alcançar</p><p>um determinado resultado ou uma meta.</p><p>A PNL, por sua vez, tem foco em promover mudanças comportamentais e, para</p><p>isso, suas técnicas são muitas vezes utilizadas em processos de coaching.</p><p>Existe inclusive uma gama de cursos de PNL voltado para coaches.</p><p>Ou seja, as técnicas de PNL acabam dando mais recursos para o coachee, seja</p><p>no auxílio a uma mudança de hábito ou comportamento, seja em um momento de</p><p>tensão para lidar com uma situação.</p><p>Por isso, muitos coaches se aprofundam em PNL para obter melhores</p><p>resultados em suas sessões.</p><p>13</p><p>3.1 Os Quatro Pilares da Programação Neurolinguística</p><p>A Programação Neurolinguística assenta em quatro pilares elementares:</p><p>rapport, percepção sensorial, resultados do pensamento e flexibilidade</p><p>comportamental.</p><p> Rapport</p><p>Rapport é um termo de origem francesa, que significa confiança, credibilidade,</p><p>empatia e sintonia.</p><p>o Para se obter rapport, é necessário utilizar a comunicação como instrumento,</p><p>já que é através deste meio que se constroem relacionamentos com os outros</p><p>e consigo mesmo, representando este um dos principais benefícios que se</p><p>podem retirar da prática da PNL.</p><p>o Se se considerar o ritmo de vida e de trabalho atual, uma grande lição a retirar</p><p>de rapport é a forma como se utiliza a palavra “não” às várias solicitações</p><p>diárias e mesmo assim se conservam amizades ou relações profissionais.</p><p>o A linguagem direciona os pensamentos para determinadas direções, e ajuda a</p><p>criar a realidade de cada um, potenciando ou limitando todas as possibilidades.</p><p>Deste modo, é muito importante analisar a utilização da palavra “não”. Esta</p><p>palavra existe apenas na linguagem e não na experiência. Ao pensar</p><p>unicamente naquela, a mente não lhe associa qualquer significado e o seu uso</p><p>frequente pode vir a dificultar a comunicação.</p><p>o No ato de comunicar as palavras representam apenas 7% do total da</p><p>comunicação, 38% dizem respeito à comunicação verbal (qualidades vocais,</p><p>https://okeiinstitute.com/os-quatro-pilares-da-programacao-neurolinguistica/</p><p>14</p><p>repetição de frases, estado emocional, ideias ou pensamentos) e os restantes</p><p>55% referem-se à comunicação não verbal (linguagem corporal: expressões</p><p>faciais, postura, movimentos corporais e gestos).</p><p>Percepção sensorial</p><p>o O ser humano é dotado de uma poderosa capacidade de comunicação capaz</p><p>de proporcionar contacto quer a nível interno e externo, e que, habitualmente,</p><p>não potência ao máximo, uma vez que uma ínfima percentagem de utilização</p><p>já supre as suas necessidades básicas e vitais.</p><p>o Quando o indivíduo se consciencializa das suas percepções sensoriais (visão,</p><p>audição, olfato, tacto e paladar), aumenta a probabilidade de comunicar com o</p><p>meio envolvente e consigo mesmo de forma muito mais eficiente e clara. A</p><p>experiência torna-se mais rica.</p><p>Resultados do pensamento</p><p>o Os pensamentos, ou representações internas (imagens, sons, palavras,</p><p>sensações, cheiros e paladares) determinam o estado emocional do indivíduo</p><p>e o seu comportamento. Este é um dos princípios base da PNL. Na prática, não</p><p>existe controlo sobre as representações internas e daí advir a necessidade de</p><p>recorrer à PNL para descodificar este processo e lidar melhor com a mente.</p><p>o A PNL observa a experiência subjetiva do ser humano, a forma como este</p><p>constrói o seu pensamento, as suas representações internas, e a sua</p><p>consciencialização relativamente a este processo. Só após esta tomada de</p><p>consciência é possível começar a lidar com o pensamento, o qual se processa</p><p>de forma automática.</p><p>o O que determina a vida do ser humano, os seus estados emocionais, os seus</p><p>pensamentos, o comportamento, a tomada de decisão, são processos dos</p><p>quais não há consciência, pois representam valores, preferências psicológicas,</p><p>emoções baseadas em acontecimentos passados, crenças e/ou significados</p><p>atribuídos à linguagem.</p><p>o Os princípios de uma abordagem positiva permitem uma tomada de decisões</p><p>mais consciente e centrada nas melhores escolhas, seja apenas na escolha de</p><p>um filme ou encontrar o propósito real para a vida.</p><p> Flexibilidade comportamental</p><p>15</p><p>o Este é um pilar fundamental em PNL. Quando o feedback recebido pela</p><p>perceção sensorial diz que não se está a conseguir o que se ambiciona, deve-</p><p>se mudar de comportamento. Tal parece fácil e óbvio, mas as pessoas</p><p>geralmente não modificam o seu comportamento, apenas continuam a repeti-</p><p>lo vezes sem conta, da mesma forma. Assim, alcançam objetivos variáveis e</p><p>não necessariamente aqueles que ambicionam.</p><p>o A PNL aconselha que se determinem os objetivos a alcançar e que se usem os</p><p>meios à disposição para se aproximar da sua concretização. É importante ter o</p><p>maior número de escolhas possível, e que se utilize a perceção sensorial como</p><p>um feedback para perceber o que afasta e o que aproxima dessa</p><p>concretização. Se as soluções encontradas já não funcionam, é urgente</p><p>encontrar outras mais adequadas.</p><p>o A flexibilidade advém das evidências que o indivíduo tem relativamente ao que</p><p>deseja e como alcançá-lo. A familiaridade e o hábito podem parecer tão</p><p>confortáveis que se despoleta uma recusa em fazer a mudança</p><p>que a situação</p><p>exige.</p><p>A base de qualquer construção é a peça fundamental que irá sustentar toda a</p><p>construção que nela assentar. Assim, pilares sólidos e bem construídos podem</p><p>sustentar uma vida cheia de conquistas, sucesso pessoal e experiências excecionais.</p><p>16</p><p>3. PNL NA EDUCAÇÃO</p><p>Entre os anos 50 e 80, a terapeuta Virginia Satir era uma das pessoas mais</p><p>influentes no desenvolvimento do novo campo de Relações Humanas.</p><p>Frequentemente chamada a avó da Terapia Familiar, Satir auxiliou milhares de casais</p><p>e famílias a resolver velhos conflitos, e criar uma vida em comum mais prazerosa. No</p><p>seu campo ela era uma especialista, mas Satir tinha um problema - ela não conseguia</p><p>ensinar o que ela fazia para os outros. Centenas de pessoas eram treinadas por ela,</p><p>mas quando eles deixavam seus seminários, normalmente não tinham habilidade de</p><p>copiar o que ela tinha feito.</p><p>Um dia Satir estava demonstrando frente a um grupo de estudantes de</p><p>psicoterapia. Ela parou de falar com o casal com o qual estava trabalhando, e</p><p>perguntou se algum dos estudantes poderia continuar usando seus métodos. Um por</p><p>um, os estudantes tentaram auxiliar o casal, mas nenhum deles parecia saber como</p><p>Virginia escolhia o que dizer. No fundo da sala, um jovem estava gravando a sessão</p><p>de treinamento. Ele era Richard Bandler, um programador de computador e estudante</p><p>de linguística na Universidade da Califórnia e não tinha treino algum em psicologia.</p><p>Finalmente, após os estudantes de Satir terem falhado, Bandler veio à frente da sala</p><p>e ofereceu-se para falar com o casal. Surpreendentemente ele parecia saber</p><p>exatamente como Virginia estava construindo suas questões e sugestões para o</p><p>casal. Ouvindo-o era como ouvi-la. Os psicoterapeutas estavam perplexos.</p><p>17</p><p>Em 1976 Richard Bandler e o professor de linguística John Grinder escreveram</p><p>o primeiro de vários livros explicando suas descobertas sobre comunicação,</p><p>mudanças em pessoas e ensino.</p><p>O primeiro livro deles, chamado A Estrutura da Magia (Bandler e Grinder, 1977)</p><p>explicava que, pelo entendimento das "linguagens" internas do cérebro</p><p>(neurolinguística) qualquer um poderia aprender a atingir os excelentes resultados dos</p><p>melhores comunicadores, professores e terapeutas. Antes da publicação Bandler e</p><p>Grinder mostraram cópias de seus livros aos especialistas, cujas habilidades eles</p><p>modelaram, pessoas como o médico hipnoterapeuta Milton Erickson, o antropólogo</p><p>Gregory Bateson e certamente Virginia Satir. Os comentários de Satir, que citarei</p><p>adiante, transmitem o arrebatamento que professores em todo mundo tem relatado</p><p>desde então, de como eles apreenderam, a "estrutura da magia" da Programação</p><p>Neurolinguística.</p><p>4.1 O Que a PNL Oferece aos Professores</p><p>Para os professores a PNL oferece três importantes benefícios:</p><p>1- Fornece um novo modelo de como as pessoas aprendem. O exato</p><p>entendimento da forma como o cérebro trabalha pode ser comparada a um "Manual</p><p>do Usuário" de um computador.</p><p>Sem o manual você sabe que o computador tem uma vasta memória e pode</p><p>fazer coisas admiráveis. Se você fica "tentando cegamente", você eventualmente</p><p>acaba "tropeçando" nestas coisas admiráveis. Mas com o manual você pode escolher</p><p>exatamente o que você pode fazer, e ter o computador operando perfeitamente todas</p><p>as vezes.</p><p>Em PNL, nós sabemos os programas (ou estratégias, para usar um termo da</p><p>PNL) nos quais excelentes estudantes tropeçaram acidentalmente: a estratégia que</p><p>soletradores exímios usam para memorizar palavras; a estratégia que leitores</p><p>entusiastas usam para ler rapidamente seus livros em uma fração do tempo e assim</p><p>por diante.</p><p>2- Todavia, o ser humano é mais do que um computador. Aprender e criar</p><p>funcionam melhor quando a mente do estudante está livre da distração, quando está</p><p>em estado de calma e alerta quase meditativos. Pesquisas mostram que conseguindo</p><p>Highlight</p><p>18</p><p>que os estudantes relaxem no inicio de cada sessão de estudo, o seu rendimento</p><p>aumentará 25%. A PNL nos fornece algumas maneiras notáveis de colocar os</p><p>estudantes rapidamente naquele estado.</p><p>3- Se a PNL apenas nos desse estas novas poderosas formas de aprendizado</p><p>para os estudantes, ela já teria merecido seu lugar no centro da revolução da</p><p>aprendizagem. Mas a PNL fornece também um modelo inteiramente novo do que é o</p><p>ensino, de como os professores mais eficazes são hábeis em criar o senso de</p><p>"rapport" com seus estudantes, de motivá-los e inspirá-los a alcançar o seu melhor.</p><p>Num mundo onde o professor compete com a TV, o videogame e a cultura popular</p><p>pela atenção do estudante, isto não é pouco. A PNL mostra como utilizar cada um de</p><p>seus movimentos e cada uma de suas palavras de maneira que ajudem você a</p><p>conseguir que seus estudantes acreditem e se tornem famintos de aprender.</p><p>A PNL não é uma técnica; é uma centena de técnicas no contexto adequado,</p><p>que faz com que elas tenham sentido. Este artigo dá apenas uma amostra das ideias</p><p>das quais você pode tirar vantagem.</p><p>4.2 O Sentido da Aprendizagem</p><p>Pense em um limão fresco. Imagine um agora em sua frente, e sinta como é</p><p>pegá-lo em sua mão. Pegue uma faca e corte uma fatia e ouça o leve som do suco</p><p>escorrendo. Cheire o limão, enquanto você leva a fatia até sua boca e dê uma</p><p>mordida. Sinta o gosto ácido da fruta. Se você na realidade se imaginou fazendo isso,</p><p>sua boca está agora salivando. Por que? Porque seu cérebro seguiu suas instruções</p><p>e pensou, viu, ouviu, sentiu, cheirou e provou o limão. Seu cérebro "tratou" o limão</p><p>imaginário como se ele fosse real, e preparou a saliva para digeri-lo. Ouvindo,</p><p>19</p><p>olhando, sentindo, cheirando e provando são as "linguagens" naturais da sua</p><p>neurologia. Quando você usa estas linguagens, sua neurologia considera o que você</p><p>está pensando como "real"</p><p>No passado alguns professores pensavam que aprender era apenas uma</p><p>questão de "pensar" sobre o assunto, de usar palavras. Mas quando estudantes</p><p>aprendem, eles estão usando os 5 sentidos básicos, assim como a 6a. linguagem do</p><p>cérebro - as palavras. Na PNL as seis linguagens do cérebro são chamadas de :</p><p> VISUAL (vendo as imagens)</p><p> CINESTÉSICA (K) (sentindo as emoções do corpo)</p><p> AUDITIVA (ouvindo os sons)</p><p> OLFATIVA (cheirando fragrâncias)</p><p> GUSTATIVA (provando os gostos)</p><p> AUDITIVA-DIGITAL (pensando em palavras ou conceitos)</p><p>Alguns estudantes usam muito pensar em palavras (auditivo-digitais). Eles</p><p>querem saber a "informação" que você está lhes dando. Mas para outros estudantes,</p><p>poderem "ver a imagem" do que você está lhes mostrando (visual) é mais importante.</p><p>Outros quererão "sintonizar com os temas principais" contidos nas suas palavras</p><p>(auditivos) ou "agarrar-se com a lição" e "trabalhar vivenciando os exemplos"</p><p>(cinestésico). Se você ouvir as palavras que os estudantes usam, na realidade elas</p><p>lhe dirão quais são os seus sistemas sensoriais favoritos para representar sua</p><p>aprendizagem (chamado em PNL de Sistema Representacional Preferido).</p><p>Professores eficazes aprendem "a falar em cada um dos sistemas representacionais"</p><p>(Bolstad et alia, 1992 p.72).</p><p>A PNL dá inúmeras formas para alcançar os estudantes que você tem em sala</p><p>de aula. Se há alguns de seus alunos que parecem não aprender, você pode não estar</p><p>ensinando no sentido em que eles pensam. Por exemplo, para atingir os visuais você</p><p>poderá escrever as palavras na parte superior do quadro e desenhar mais diagramas.</p><p>Para atingir os auditivos, você pode escolher mais discussões e usar música.</p><p>Cinestésicos gostam de se movimentar (você provavelmente já os notou) e eles</p><p>gostarão de serem aproveitados em atividades como dramatizações.</p><p>20</p><p>Você pode ajustar sua linguagem para combinar com cada um dos sentidos</p><p>principais (se você não percebe isso, você pode estar perdendo uma chance</p><p>importante de</p><p>sintonizar com alguns de seus alunos mais "desafiantes"). Quando você</p><p>usa todos os três sentidos mais importantes em sua sala de aula, os cérebros de seus</p><p>alunos serão mais profundamente ativados. Eles ficarão sedentos de seus</p><p>ensinamentos, tal qual sua boca salivou por aquele limão.</p><p>4.3 O Estado em que a Aprendizagem Ocorre Naturalmente</p><p>Pesquisas mantém a crença de especialistas de aprendizagem acelerada que</p><p>a habilidade dos estudantes para memorizar novas informações aumenta mais de</p><p>25% apenas levando-os ao estado de relaxamento (ex. Jensen, 1994 p.178).</p><p>Aprender novas informações não é tanto o resultado de um esforço concentrado pela</p><p>mente consciente, mas muito mais o resultado de uma atenção relaxada, quase</p><p>inconsciente. Crianças aprendem canções infantis e canções dos comerciais da TV</p><p>não estudando-as conscientemente, mas apenas porque elas estão relaxadas</p><p>enquanto elas as ouvem. Você anda de bicicleta, não pensando sobre o equilíbrio a</p><p>cada momento, mas confiando em suas respostas inconscientes.</p><p>O que a PNL oferece ao professor é a habilidade para, sem resistência e</p><p>rapidamente, levar os alunos a este estado de relaxamento. As habilidades da PNL</p><p>que alcançam isto foram modeladas do hipnoterapeuta Milton Erickson. Elas são</p><p>similares às técnicas desenvolvidas em Sugestologia do hipnoterapeuta Georgi</p><p>21</p><p>Lozanov. Um Practitioner de PNL aprende a falar de tal forma que os estudantes</p><p>relaxam sem ter que usar as técnicas formais de relaxamento ("você está ficando cada</p><p>vez mais relaxado, seus pés.....etc."). O resultado é como ligar a memória de seus</p><p>alunos na 1a. marcha nos primeiros minutos em sala de aula. (Veja Bolstad et alia,</p><p>1992 p.33, para um exemplo deste processo de relaxamento.)</p><p>Uma das formas básicas que a PNL usa para colocar os estudantes dentro</p><p>deste estado mental é a ancoragem. Aqui temos um exemplo do que eu considero</p><p>ancoragem. As vezes quando você está ouvindo rádio, você ouve uma canção que</p><p>não ouvia há anos, uma canção que foi sua favorita há muito tempo atrás. Ao ouvi-la,</p><p>todas as sensações daquele tempo podem voltar, até o som das velhas vozes e as</p><p>imagens daqueles lugares preferidos podem ressurgir. "A âncora" da canção levou</p><p>você de volta àquele "estado". Da mesma forma, quando você volta a visitar sua antiga</p><p>escola, a âncora traz de volta a sensação de ser de novo estudante (nem sempre tão</p><p>positiva, como no caso da canção!).</p><p>Uma vez entendido este processo, você poderá projetar âncoras poderosas</p><p>que farão com que instantaneamente seus estudantes sintam-se confiantes, curiosos</p><p>e ávidos por aprender. Até tocar a mesma música no início de cada uma de suas aulas</p><p>auxiliará seus alunos a atingirem rapidamente aquele estado mental adequado para o</p><p>assunto. (Bolstad et alia 1992, p.24).</p><p>22</p><p>4.4 Comunicando Seu Entusiasmo Pelo Aprendizado</p><p>No início deste século, vendedores bem sucedidos foram considerados como</p><p>se tivessem um carisma inexplicável, um magnetismo pessoal, que fazia com que os</p><p>outros comprassem deles. Nós agora sabemos que este carisma pode ser ensinado.</p><p>Que quando novos executivos aprendem a linguagem corporal e os padrões verbais</p><p>de vendedores de sucesso, suas próprias vendas começam a crescer.</p><p>No passado, este tipo de habilidade não estava disponível para os professores.</p><p>Minha crença como trainer de PNL é que os professores tem ainda mais direito de</p><p>serem habilitados para motivar pessoas do que o pessoal de vendas. Assim como</p><p>nenhuma organização moderna deixaria seu pessoal de vendas sem treinamento</p><p>nesta área, nenhuma escola pode dar-se ao luxo de não ensinar seus professores</p><p>como motivar os alunos. Em um certo sentido, nós vendemos o futuro. A vida que nós</p><p>e nossas crianças usufruiremos depende da nossa habilidade de inspirá-los e</p><p>entusiasmá-los com o prazer de aprender.</p><p>A PNL está continuamente desenvolvendo e expandindo novas técnicas de</p><p>ensino como metáforas, ancoragem corporal baseada em música e mapas mentais.</p><p>Mas a PNL é muito mais do que "a mais importante caixa de ferramentas da</p><p>comunicação da década" (Jensen, 1994). É toda uma nova forma de pensar sobre</p><p>23</p><p>ensino em particular e comunicação em geral. Nesta nova forma, ensino é um</p><p>processo de "construir rapport e então liderar" (Bolstad et alia, 1992 p.78).</p><p>Rapport é o sentimento de compreensão compartilhada que bons amigos e</p><p>colegas de trabalho constroem às vezes. Resulta numa legitima ânsia para cooperar</p><p>e seguir a liderança de outros. Se você se lembrar do tempo em que admirava de fato</p><p>um professor e divertia-se na aula dele, você conhece o sentimento de rapport. Você</p><p>provavelmente tornou-se interessado nas coisas em que seu professor estava</p><p>interessado, e era altamente motivado a seguir às sugestões dele.</p><p>O rapport é criado ao igualar o comportamento de seus estudantes. Isto</p><p>significa praticar atividades junto com eles, usando exemplos que já são interessantes</p><p>para eles, usando seu sistema sensorial preferido. Quando você os ensina, usando</p><p>gestos e posições corporais similares as deles, ajustando sua voz a uma velocidade</p><p>e tom semelhantes e até respirar no mesmo ritmo. Se estas coisas lhe parecem um</p><p>pouco estranhas no início, note que você faz isso naturalmente com seus amigos mais</p><p>íntimos. Sempre que as pessoas constroem o rapport, elas igualam cada uma o</p><p>comportamento da outra.</p><p>Liderança é o processo de levar os estudantes a seguirem suas sugestões. Se</p><p>O Professor está em rapport, os estudantes farão isto facilmente. Antes, os</p><p>professores diziam que os estudantes que não seguiam suas sugestões, eram</p><p>estudantes "resistentes" ou "desobedientes". Faz mais sentido dar-se conta que</p><p>quando os estudantes não seguem a liderança, significa apenas que eles ainda não</p><p>estão em rapport suficiente com o professor. Isto é algo que pode ser mudar, quando</p><p>o professor aprender as habilidades de rapport da PNL.</p><p>24</p><p>5. PNL EMPRESARIAL – PROGRAMAÇÃO NEUROLINGUÍSTICA NAS</p><p>EMPRESAS</p><p>A Programação Neurolinguística (PNL) estuda a forma como funciona o cérebro</p><p>e a mente, como são criados os pensamentos, os sentimentos, comportamentos e de</p><p>que forma podem ser direcionados para funcionar da melhor maneira possível. É uma</p><p>abordagem de comunicação criada por Richard Bandler e John Grinder, na década</p><p>de 1970 com o nome “Neuro Linguistic Programming”. Pode ser utilizada no campo</p><p>da aprendizagem, criatividade, gerenciamento, consultoria e em treinamentos</p><p>empresariais.</p><p> Sistemas Representacionais</p><p>Através dos cinco sentidos é possível identificar a personalidade de um</p><p>indivíduo, além de juntar e colher informações sobre as atitudes das pessoas:</p><p>25</p><p> Tipos de Aprendizagem</p><p>Cada indivíduo tem sua própria forma de aprender, portanto o aprendizado na</p><p>escola, na empresa ou em qualquer meio deve ser direcionado levando em</p><p>consideração o meio em que a pessoa tem mais facilidade para aprender, assim</p><p>conseguirá assimilar as informações com mais facilidade. As pessoas que possuem o</p><p>sistema visual mais desenvolvido costumam olhar para cima ao pensar. Já quem tem</p><p>o sistema auditivo mais desenvolvido costuma manter o olhar no horizonte enquanto</p><p>pensam. As pessoas que possuem o sistema sinestésico mais desenvolvido tendem</p><p>a falar mais devagar e olham para baixo e para o lado direito enquanto pensam.</p><p>Highlight</p><p>Highlight</p><p>Highlight</p><p>Highlight</p><p>Highlight</p><p>Highlight</p><p>Highlight</p><p>Highlight</p><p>Highlight</p><p>Highlight</p><p>Highlight</p><p>Highlight</p><p>26</p><p> Tipos de Inteligência</p><p>Há oito tipos de inteligência, todos possuem essas inteligências, algumas mais</p><p>outras menos desenvolvidas. É importante treinar várias delas para aumentar o campo</p><p>de aprendizado. Os tipos de inteligência são:</p><p> 1 Sinestésica: pessoas que possuem habilidades com as mãos e o corpo. As</p><p>pessoas que possuem esse tipo de inteligência</p><p>costumam escolher profissões</p><p>voltadas para o atletismo, dança, artesanato ou medicina especializada em cirurgias;</p><p> 2 Visual: possuem facilidade de desenhar e boa orientação espacial. As</p><p>profissões mais escolhidas por essas pessoas são na área de fotografia, desenhos e</p><p>arquitetura;</p><p> 3 Linguística: pessoas com facilidade de escrever e de se comunicar. As</p><p>profissões que geralmente essas pessoas escolhem são as de oradores, atores,</p><p>professores e escritores;</p><p> 4 Musical: indivíduos com alta capacidade de tocar instrumentos musicais e</p><p>cantar. Geralmente este tipo de inteligência é desenvolvida por músicos, cantores e</p><p>compositores;</p><p> 5 Lógica: pessoas com alta capacidade de raciocinar de forma lógica.</p><p>Normalmente é bem aproveitada por engenheiros, contadores e administradores;</p><p> 6 Interpessoal: capacidade de relacionamento entre pessoas. Normalmente</p><p>as profissões mais voltadas para este tipo de inteligência são as de professor,</p><p>vendedor e trabalhadores da área de recursos humanos;</p><p> 7 Intrapessoal: pessoas altamente perceptíveis, e equilibradas. Os</p><p>profissionais com este tipo de inteligência geralmente são psicólogos, terapeutas ou</p><p>filósofos;</p><p> 8 Naturalista: pessoas que gostam da natureza. Geralmente são agricultores,</p><p>jardineiros e fazendeiros.</p><p>Nosso cérebro cria imagens mentais a todo momento, e é dessa forma que nos</p><p>orientamos. Há duas formas de recebermos os dados pelos nossos sentidos: pelo que</p><p>vemos e pelo que ouvimos.</p><p>Nossas frases devem ser ditas de forma a estimular a mente a fazer aquilo que</p><p>queremos. Muitas vezes ouvimos as pessoas usarem a palavra não, mas essa palavra</p><p>costuma bloquear nossos pensamentos da seguinte forma: Na frase: “Não derrube a</p><p>27</p><p>comida no chão”, nosso cérebro entende “Derrube a comida no chão”, isso porque</p><p>nosso poder psíquico não visualiza o “não”, apenas o restante da frase.</p><p>Portanto a forma como nos expressamos, influencia diretamente nas nossas</p><p>atitudes e nas atitudes que quem nos ouve. Para que seja assimilado exatamente</p><p>aquilo que queremos, devemos retirar a expressão “não” das frases que falamos.</p><p>Nossa linguagem permite que os pensamentos sejam direcionados, portanto</p><p>tenha muito cuidado com a forma como se expressa. Algumas palavras devem ser</p><p>evitadas, são elas:</p><p>Não: nossa mente não visualiza a palavra não. Na frase “não pense em pizza”,</p><p>quando falamos esta frase, a primeira coisa em que pensamos é na pizza, é como se</p><p>o não, não existisse.</p><p>Tentar: o cérebro entende que a palavra “tentar” dá a entender que há a</p><p>possibilidade de falhar.</p><p>Mas: o psíquico acaba entendendo o “mas”, como uma negação da frase toda.</p><p> Como utilizar a Memória</p><p>Essas técnicas podem ser usadas individualmente ou em grupo, ajudam no</p><p>aprendizado escolar, no trabalho ou em atividades cotidianas.</p><p>O sistema PNL é procurado por professores, pedagogos e gestores. Muito</p><p>difundido nas áreas de recursos humanos, educação, para treinamentos, vendas e</p><p>28</p><p>comunicação. PNL traz resultados surpreendentes, pois nos ajuda a usar nosso</p><p>cérebro com o melhor aproveitamento possível.</p><p>29</p><p>CONCLUSÃO</p><p>Programação Neurolinguística. A Programação Neurolinguística, conhecida</p><p>como PNL, é uma técnica criada para entender o processo da mente, provocar</p><p>mudanças e alcançar resultados positivos. O método é uma maneira de estudar os</p><p>processos e organizações mentais para entender os comportamentos, mindset e</p><p>ações individuais.</p><p>Os campos da neurolinguística e do PNL acabam por se cruzar em algumas</p><p>situações, mas tem suas diferenças.</p><p>A neurolinguística atua para entender as relações da fala e cérebro e</p><p>mecanismos de interpretação.</p><p>Enfim, é uma ciência que tende a ser bastante disruptiva e colaborar</p><p>positivamente para descobertas envolvendo a saúde das pessoas.</p><p>O PNL por sua vez, é essencialmente voltado para autodesenvolvimento. Suas</p><p>técnicas são consideradas simples, de fácil memorização e aplicação.</p><p>Ao aplicar e mudar de hábitos ou comportamento, os benefícios ficam evidentes</p><p>não só para a pessoa, mas para os que a cercam. Por isso, a PNL se consolidou no</p><p>mercado, ampliando a cada dia seu leque de atuação.</p><p>30</p><p>REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA</p><p>ANDREAS, STEVE E FAULKNER, CHARLES. 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