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<p>DEIVID SAMPAIO</p><p>JULIANA VENTURA</p><p>MICHELLE COSTA</p><p>ESTE MATERIAL FOI PRODUZIDO E ELABORADO POR</p><p>DEIVID SAMPAIO</p><p>1</p><p>MODELO DE PLANO TERAPÊUTICO INDIVIDUALIZADO</p><p>(Os dados e a história deste modelo são fictícios)</p><p>DADOS DE IDENTIFICAÇÃO DO PACIENTE</p><p>Nome: J. D. G. Início da intervenção: Março de 2020</p><p>Idade na avaliação: 3 anos e 8 meses Data de Nascimento: 02 de Julho de 2016</p><p>Escolaridade: Maternal III</p><p>Responsáveis: T. D. e T. G.</p><p>Terapeuta: Deivid Sampaio</p><p>1. DEMANDA</p><p>Avaliação solicitada pela família, encaminhada por Fonoaudióloga. Criança com diagnóstico de</p><p>Transtorno do Espectro Autista. Criança faz acompanhamento com Neurologia, Fonoaudiologia, Terapia</p><p>Ocupacional e frequenta escola particular no período vespertino. Atualmente, faz uso de Risperidona®.</p><p>Também apresenta otite serosa e adenoide, mas não está em tratamento. Apresenta intenção</p><p>comunicativa (busca os pais pelas mãos e leva até o objeto de desejo), mas ainda não faz uso da fala</p><p>para se comunicar. Pais têm dúvidas se compreende comandos. É totalmente dependente para</p><p>atividades de vida diária e leva muitos objetos à boca. As maiores queixas dos pais estão relacionadas</p><p>ao baixo interesse social, não utilização de vocalização para se comunicar, não se alimentar sem apoio</p><p>e não ter controle esfincteriano. J. é filho único e moram na casa apenas a família (pai, mãe e criança).</p><p>2. PROCEDIMENTO</p><p>Foram realizadas 11 sessões, sendo elas: duas com a família para coleta de informações,</p><p>levantamento de queixas e preenchimento de escala (ABAS-3), quatro sessões com a criança para</p><p>aplicação de escala de desenvolvimento, observação comportamental e avaliação dos reforçadores, uma</p><p>sessão de observação em ambiente domiciliar, uma sessão de observação no ambiente escolar, duas</p><p>sessões com as terapeutas que acompanham a criança (fonoaudióloga e terapeuta ocupacional) e uma</p><p>sessão de devolutiva com os pais para apresentação do PTI.</p><p> Aplicação de Escalas, Testes e instrumentos complementares</p><p>Anamnese infantil semiestruturada</p><p>Denver II – Developmental Screening Test</p><p>Adaptative Behavior Assessment System – ABAS-3 ( 0 – 5 anos) – Versão para Pais</p><p>Protocolo de observação da brincadeira</p><p>Protocolo de observação escolar</p><p>DEIVID SAMPAIO</p><p>JULIANA VENTURA</p><p>MICHELLE COSTA</p><p>ESTE MATERIAL FOI PRODUZIDO E ELABORADO POR</p><p>DEIVID SAMPAIO</p><p>2</p><p>3. INFORMAÇÕES PRELIMINARES</p><p> Rotina: Criança acorda por volta das 8 horas da manhã, toma café e, quando mãe fica em casa</p><p>(média de duas vezes na semana), brinca com a criança por volta de uma hora. Também passa</p><p>muito tempo em telas. À tarde frequenta a escola, mas dorme uma média de 40 minutos na</p><p>escola. Caso não durma, fica muito irritado. Pai busca na escola, na segunda, quarta e sexta faz</p><p>natação. Quando chegam em casa, brincam um pouco (quando não tem natação), assistem TV,</p><p>lancha e dorme por volta das 21h30, 22h. Atualmente está acordando por volta das 2 horas da</p><p>manhã, vai para o quarto dos pais, mas eles o conduzem novamente para o próprio quarto. J.</p><p>também faz sessões de fonoaudiologia e terapia ocupacional uma vez por semana, cada uma.</p><p> Gostos e preferências: J. gosta de quebra-cabeças, carrinhos, bonecos, livros e instrumentos</p><p>musicais. Os personagens preferidos são a Galinha Pintadinha e a Luna.</p><p>4. OBSERVAÇÕES DO COMPORTAMENTO</p><p> Observação em ambiente clínico: As observações ocorreram nas quatro sessões de avaliação</p><p>da criança e os comportamentos descritos foram aqueles que se apresentaram mais relevantes.</p><p>J. veio às sessões acompanhado pelo pai, notou a presença do terapeuta na recepção em todas</p><p>as sessões. Não teve resistência para entrar na sala com o terapeuta sem a presença do pai.</p><p>Apresentou comportamento mais passivo, o contato visual ocorre em baixa frequência e sem</p><p>intenção comunicativa. Não apresentou iniciativa de interação, mas respondeu, mesmo que de</p><p>forma pobre, às iniciativas partidas do terapeuta. Explorou poucos brinquedos disponíveis de</p><p>forma independente, mas aceitava alguns oferecidos pelo terapeuta, porém, o tempo de atenção</p><p>e exploração é curto. Quando percebeu objetos de interesse, fez alcance dirigido, mas não é</p><p>coordenado com contato visual, gestos ou intenções comunicativas e também não escolhe entre</p><p>dois objetos. Há tentativas de esquiva de interações (às vezes criança pega o brinquedo e se</p><p>afasta ou dá as costas para o terapeuta), mesmo que de forma branda. J. também reproduziu</p><p>umas ações simples com objetos (imitação) ao pedido do terapeuta. Também respondeu a</p><p>comandos simples de uma ação (senta, pega) com suporte gestual. J. não apresentou</p><p>comportamento nem mais, nem menos agitado que uma criança da mesma idade em situação</p><p>semelhante.</p><p> Observação em ambiente domiciliar: As observações ocorreram por um período de 40</p><p>minutos, no turno matutino no qual, segundo os pais, a criança está mais disposta. Família mora</p><p>em casa, há um pequeno jardim na entrada e área de lazer ao fundo. Estava na casa durante o</p><p>período de avaliação a empregada doméstica e o pai. Ao chegar, o pai estava na sala de jantar</p><p>DEIVID SAMPAIO</p><p>JULIANA VENTURA</p><p>MICHELLE COSTA</p><p>ESTE MATERIAL FOI PRODUZIDO E ELABORADO POR</p><p>DEIVID SAMPAIO</p><p>3</p><p>trabalhando no computador, a empregada doméstica na cozinha preparando o almoço e J.</p><p>estava em seu quarto manipulando um quebra-cabeça, colocando e tirando de dentro da caixa,</p><p>sem dar função ao brinquedo, com a televisão ligada em um desenho animado. Pai diz que o</p><p>quarto é o local onde a criança passa a maior parte do tempo. No quarto há uma televisão, uma</p><p>cama, guarda-roupas e caixas transparentes onde os brinquedos ficam guardados, mas sem</p><p>uma organização específica. J. não percebeu a aproximação do terapeuta e continuou realizando</p><p>o que estava fazendo. Não respondeu às tentativas de interação do terapeuta e por vezes virava</p><p>de costas quando o terapeuta tentava participar. Pai disse que não tem o costume de brincar</p><p>com a criança porque todas as vezes que ele tenta, a fuga acontece, então ele diz que a criança</p><p>não gosta de brincar com ninguém (pois isso também acontece com a mãe). Quando começou</p><p>uma música da Luna, J. voltou sua atenção para a televisão, interrompendo o que estava</p><p>fazendo e ficou pulando em frente a ela, com flapping de mãos e olhar fixo. Às vezes corria pelo</p><p>quarto, mexia em alguns brinquedos (que estavam espalhados pelo chão), pega algum</p><p>brinquedo aleatório, colocava na boca e voltava para a televisão. Mesmo com as iniciativas de</p><p>interação do Pai, a pedido do terapeuta, J. às vezes olhava, mas não respondia às solicitações.</p><p>Quando o terapeuta pegou o quebra-cabeça que estava brincando e realizou o mesmo</p><p>movimento que a criança estava fazendo anteriormente, chamou a atenção de J., que se</p><p>direcionou para a brincadeira e aceitou a participação, mas não houve contato visual ou troca de</p><p>sorrisos voltados para a interação, apenas para as propriedades da brincadeira. Raras vezes,</p><p>quando o terapeuta bloqueava o acesso da criança ao brinquedo, J. olhava e o terapeuta,</p><p>imediatamente entrega o brinquedo para a criança.</p><p> Observação escolar: J. frequente a escola desde o Maternal II, ou seja, é o segundo ano da</p><p>criança na escola. Segundo a pedagoga, J. tem facilidade em atividades de encaixe, faz as</p><p>refeições de modo independente, porém precisa que alguém coloque comida em sua colher, faz</p><p>uso de fraldas, não sinaliza quando está sujo, não segue os comandos da professora, não se</p><p>atenta para atividades em grupo, não responde às tentativas de interação das outras crianças.</p><p>Também não se incomoda com barulhos, não recusa tocar em diferentes texturas, mas a</p><p>massinha, por exemplo, não atrai sua atenção. A observação ocorreu no período vespertino,</p><p>logo na chegada das crianças à escola, por um período de 40 minutos. A sala de aula que J.</p><p>frequenta possui aproximadamente 20 alunos e a professora tem uma monitora, que auxilia J.</p><p>na realização</p><p>de algumas atividades e nos cuidados pessoais (troca de fraldas e alimentação).</p><p>Ao chegar à escola, J. estava no pátio, correndo aleatoriamente, haviam outras crianças, mas</p><p>não fazia contato ou observava o que estavam fazendo. Ao tocar o sinal para ir para a sala de</p><p>DEIVID SAMPAIO</p><p>JULIANA VENTURA</p><p>MICHELLE COSTA</p><p>ESTE MATERIAL FOI PRODUZIDO E ELABORADO POR</p><p>DEIVID SAMPAIO</p><p>4</p><p>aula, J. precisou do suporte da monitora para pegar seus pertences, se deslocar e manter na</p><p>fila. Nas atividades iniciais (guardar os materiais e cantar as músicas de boas-vindas), J.</p><p>permaneceu sentado no colo da monitora, mas não estava atento ao que estava acontecendo</p><p>no ambiente. Ficava manipulando as mãos e muitas vezes levava a gola da camisa à boca,</p><p>mesmo a monitora dizendo que não podia e tirando de sua boca. Após as boas-vindas, as</p><p>crianças foram para suas respectivas carteiras (as crianças sentam em grupos de 4 e cada</p><p>criança tem seu nome colado na cadeira). A monitora sinalizou para J. ir para sua carteira e foi</p><p>sem suporte. Enquanto a professora explicava a atividade (colorir o número 1) J. ficou com olhar</p><p>vago, sentado na carteira, enquanto as outras crianças prestavam atenção ou brincavam umas</p><p>com as outras. Ao receber a atividade, a maioria das crianças começou a colorir, mas J. precisou</p><p>do apoio da monitora. J. segura no lápis em garra e faz rabiscos aleatórios. As outras crianças</p><p>colorem, mas não exatamente dentro do contorno. O terapeuta observava pela janela, a uma</p><p>distância que não incomodava a professora, mas algumas crianças o viam e tentavam interagir,</p><p>quando uma criança olhava e acenava, outras também faziam o mesmo, mas J. não percebia o</p><p>que as outras crianças faziam. J. não tem nenhum tipo de adaptações curriculares, bem como</p><p>nunca foi realizado uma avaliação do desempenho ou construção de um PDI.</p><p>5. INFORMAÇÕES DE OUTROS PROFISSIONAIS</p><p> Fonoaudiologia</p><p>J. está em acompanhamento com a profissional atual há aproximadamente seis meses. Segundo</p><p>a profissional, quando iniciou as intervenções J. era muito agitado, não se interessava por nenhum tipo</p><p>de brinquedo, apenas pegava aleatoriamente e levava à boca. Não se observava comportamentos de</p><p>intenção comunicativa, não balbuciava, apenas emitia vocalizações estereotipadas. Quando queria algo</p><p>(ir embora, por exemplo), pegava na mão dos pais e conduzia até a porta, mas sem contato visual. Pais</p><p>eram muito permissivos e não estimulavam a comunicação da criança, dando tudo à mão sem exigir da</p><p>criança um gesto comunicativo. Com as orientações, passaram a restringir um pouco mais o acesso,</p><p>mas mesmo assim a participação nas intervenções se dá de modo intermitente. Com o passar do tempo,</p><p>J. começou a se interessar por alguns brinquedos (quebra-cabeça, blocos de montar, livros e anel de</p><p>argolas que giram), passou a sentar para realizar algumas atividades, mas necessitou de</p><p>aproximadamente 3 meses para adquirir essa habilidade. O tempo de permanência na brincadeira está</p><p>aumentando gradualmente, bem como os gestos comunicativos e o contato visual. Os objetivos atuais</p><p>estão no aumento do contato visual e nos gestos comunicativos (apontar para objetos e fazer pedidos).</p><p>DEIVID SAMPAIO</p><p>JULIANA VENTURA</p><p>MICHELLE COSTA</p><p>ESTE MATERIAL FOI PRODUZIDO E ELABORADO POR</p><p>DEIVID SAMPAIO</p><p>5</p><p> Terapia Ocupacional</p><p>Está em acompanhamento com a atual profissional por aproximadamente 3 meses. Família traz</p><p>queixas de dependência nas atividades de vida diária e uso de fraldas. Inicialmente foi realizado a</p><p>avaliação do perfil sensorial da criança, não havendo alterações significativas que prejudicasse a criança.</p><p>O repertório de interesse da criança é muito restrito. A criança apresenta algumas falhas no planejamento</p><p>motor, não conseguindo segurar o lápis com pega de transição (tripé), não faz imitação de movimentos</p><p>com o lápis, não segura tesoura e não consegue cortar, não faz encaixes simples e não arremessa bola.</p><p>Os objetivos atuais estão voltados para melhorar a coordenação olho-mão, conseguir fazer uma pegada</p><p>tripé no lápis, planejar movimentos motores intencionais, aumentar o repertório de interesses e</p><p>desenvolver uma brincadeira funcional.</p><p>6. ANÁLISE DOS RESULTADOS</p><p> Denver II – Developmental Screening Test</p><p>O instrumento DENVER II é uma triagem realizada considerando quatro áreas primordiais do</p><p>desenvolvimento: pessoal-social, motor fino-adaptativo, linguagem e motor grosso. O instrumento é</p><p>destinado para crianças desde o nascimento até os 6 anos de idade.</p><p>A testagem ocorreu em ambiente clínico com a presença do avaliador e da criança. Durante a</p><p>testagem, J. apresentou comportamento atípico, raramente coopera com as atividades, e é necessário</p><p>insistir para chamar sua atenção, é atento ao ambiente, pouca timidez e duração da atenção pouco</p><p>apropriada ao contexto e atividades.</p><p> Pessoal-Social: habilidades equivalentes às esperadas aos 6 meses – questionável.</p><p> Motor Fino-Adaptativo: habilidades equivalentes às esperadas aos 2 anos e 6 meses –</p><p>questionável.</p><p> Linguagem: habilidades equivalentes às esperadas aos 6 meses – questionável.</p><p> Motor Grosso: habilidades equivalentes às esperadas aos 3 anos – questionável.</p><p>100 100 100 100</p><p>38</p><p>95</p><p>26</p><p>88</p><p>Pessoal-Social Motor Fino-Adaptativo Linguagem Motor Grosso</p><p>Denver II</p><p>Desenvolvimento Típico Desenvolvimento de J.</p><p>DEIVID SAMPAIO</p><p>JULIANA VENTURA</p><p>MICHELLE COSTA</p><p>ESTE MATERIAL FOI PRODUZIDO E ELABORADO POR</p><p>DEIVID SAMPAIO</p><p>6</p><p>O resultado apresentado por J. no teste Denver II classifica seu desenvolvimento como</p><p>questionável em todas as áreas do desenvolvimento, mostrando que há atrasos consideráveis e que isso</p><p>está impactando consideravelmente em sua funcionalidade. O melhor desempenho de J. é no Motor</p><p>Fino-Adaptativo, onde se aproxima bastante do que é esperado para a idade. Já a Linguagem é o domínio</p><p>que tem um pior desempenho, seguido do Pessoal-Social. Na linguagem, já se esperava que a criança</p><p>utilizasse de palavras como meio comunicativo, identificasse figuras, por exemplo, mas ainda não utiliza</p><p>vocalizações intencionais como meio comunicativo, observadas apenas como estereotipias vocais. Já</p><p>no Pessoal-Social, espera-se que J. seja capaz de vestir roupas sozinho, escovar os dentes com ajuda,</p><p>imitar ações com objetos, responder ou iniciar saudações ou até mostrar a outras pessoas objetos de</p><p>desejo, mas as habilidades são equivalentes a uma criança de 6 meses, na qual consegue bater palmas</p><p>ou tentar alcançar um brinquedo. Há algumas habilidades nesse domínio que estão mais próximas do</p><p>que se espera, como beber em um copo e tirar a roupa sem ajuda.</p><p> ABAS-3 – Adaptative Behavior Assessment System – 0-5 anos – Versão para Pais</p><p>A ABAS-3 é uma escala que avalia três fatores amplos: habilidades Conceituais, Sociais e</p><p>Práticas, conforme a definição de funcionamento adaptativo (APA, 2013). Ela auxilia na identificação de</p><p>um perfil individual de habilidades preservadas e prejudicadas para planejamento de intervenções, e no</p><p>acompanhamento e monitoramento de avaliações de um mesmo indivíduo em diferentes momentos</p><p>(Harrison & Oakland, 2003). Esta escala, versão para Pais tem como objetivo avaliar três fatores amplos</p><p>do comportamento adaptativo e subjacentes a eles, divididos em dez habilidades específicas:</p><p>Comunicação, Uso comunitário, Conhecimento Pré-Acadêmico, Vida no ambiente doméstico, Saúde e</p><p>Segurança, Lazer, Autocuidado, Auto Direção, Socialização, Motricidade.</p><p>A tabela abaixo representa o resultado obtido por J. na escala, respondida pelos pais em março</p><p>de 2020, na época estava com 3 anos e 8 meses:</p><p>Pontuação Composta Adaptativa Geral – CAG e dos Domínios Adaptativos - PAIS</p><p>Pontuação Composta Percentil Intervalo de Confiança Classificação</p><p>CAG 51 0,1 46 - 56 Extremamente Baixo</p><p>Conceitual 50 <0,1 43 – 57 Extremamente Baixo</p><p>Social 51 0,1 41 – 61 Extremamente Baixo</p><p>Prático 51 0,1 44 – 58 Extremamente Baixo</p><p>DEIVID SAMPAIO</p><p>JULIANA VENTURA</p><p>MICHELLE COSTA</p><p>ESTE MATERIAL FOI PRODUZIDO E ELABORADO POR</p><p>DEIVID SAMPAIO</p><p>7</p><p>A tabela a seguir ilustra o desempenho de J. em cada uma das habilidades avaliadas:</p><p>Domínio Habilidade</p><p>Pontuação</p><p>Escalonada</p><p>Classificação</p><p>Idade</p><p>Equivalente</p><p>Conceitual</p><p>Comunicação 1 Extremamente baixo 9 meses</p><p>Acadêmico Funcional 1 Extremamente baixo 1,6 – 1,7 ano</p><p>Autodireção 1 Extremamente baixo 9 meses</p><p>Social</p><p>Lazer 1 Extremamente baixo 1 – 1,1 ano</p><p>Social 1 Extremamente baixo 1 – 1,1 ano</p><p>Prático</p><p>Uso da comunidade 1 Extremamente baixo 1,4 – 1,5 ano</p><p>Vida domiciliar 1 Extremamente baixo 1,4 – 1,5 ano</p><p>Saúde e segurança 1 Extremamente baixo 1,2 – 1,3 ano</p><p>Autocuidado 1 Extremamente baixo 1,4 – 1,5 ano</p><p>Motor Motricidade 6 Limítrofe 1,10 – 1,11 ano</p><p>Baseado nessas informações, são nítidos os atrasos de J. e o quanto isso está impactando de</p><p>modo negativo e significativo em sua funcionalidade. Sendo assim, é importante um plano de intervenção</p><p>baseado nesses déficits, sempre com foco na funcionalidade, mas para que tais intervenções tenham</p><p>resultado efetivo, é importante que seja intensiva, com um mínio de 20 horas de intervenções semanais.</p><p>A seguir, seguem os objetivos da intervenção com um currículo de competências que serão trabalhadas</p><p>nos próximos meses, e à medida que for adquirindo as habilidades, vamos avançando nas competências.</p><p>Para alcançar tal resultado, sugere-se intervenções com Psicologia, baseada na Análise do</p><p>Comportamento Aplicada, com frequência de duas sessões semanais, sendo uma vez com a criança e</p><p>a família, e um outro atendimento com a família para receber as orientações para condução do treino em</p><p>ambiente domiciliar.</p><p>DEIVID SAMPAIO</p><p>JULIANA VENTURA</p><p>MICHELLE COSTA</p><p>ESTE MATERIAL FOI PRODUZIDO E ELABORADO POR</p><p>DEIVID SAMPAIO</p><p>8</p><p>OBJETIVOS DA INTERVENÇÃO</p><p> DOMÍNIO CONCEITUAL</p><p>COMUNICAÇÃO: Seguir comando simples.</p><p>PRÉ-ACADÊMICO: Quando pedido, apontar para figuras de um livro.</p><p>AUTODIREÇÃO: Escolher a comida ou o lanche que ele deseja quando lhe for dada opções.</p><p> DOMÍNIO SOCIAL</p><p>LAZER: Brincar com jogos sociais sensoriais.</p><p>SOCIAL: Imitar ações simples com objetos.</p><p> PRÁTICO</p><p>USO DA COMUNIDADE: Andar na calçada e não na rua.</p><p>VIDA DOMICILIAR: Mostrar preocupação quando derrama alguma coisa.</p><p>SAÚDE E SEGURANÇA: Evitar colocar objetos não comestíveis na boca.</p><p>AUTOCUIDADO: Alimentar-se com garfo.</p><p> MOTOR: Arremessar uma bola em direção a uma pessoa.</p><p> OUTROS OBJETIVOS:</p><p> Organizar a rotina.</p><p> Reduzir o tempo de tela para no máximo 2 horas por dia.</p><p> Aumentar o engajamento social (contato visual, atenção compartilhada e troca de turnos).</p><p> Aumentar o repertório de interesses.</p><p> Estimular a brincadeira funcional independente.</p><p>Sete Lagoas, 16 de Março de 2020.</p><p>Deivid Sampaio</p><p>Psicólogo</p><p>DEIVID SAMPAIO</p><p>JULIANA VENTURA</p><p>MICHELLE COSTA</p><p>ESTE MATERIAL FOI PRODUZIDO E ELABORADO POR</p><p>DEIVID SAMPAIO</p><p>9</p><p>EXEMPLO DE COMO ELABORAR UM PLANO DE ENSINO</p><p>COMUNICAÇÃO: Seguir comando simples (Atingível – Relevante).</p><p>Descrição: Em situações rotineiras, peça à criança para executar uma ação (por exemplo, pegar um</p><p>copo, sentar à mesa, ligar a TV, fechar a porta). Para isso, garanta que a criança esteja prestando</p><p>atenção em você. Chame-a pelo nome e, após ela olhar, dê a instrução (Antecedente). Caso ela não</p><p>olhe, posicione-se frente a frente a ela, facilitando o contato visual (Suporte Posicional) e chame-a</p><p>novamente. Se necessário, bloqueie o centro de atenção dela (Bloqueio do centro de atenção). Após</p><p>dar a instrução, espere por 3 segundos. Caso a criança não realize o que pediu, repita a instrução e</p><p>mostre a ela como faz (Modelagem/Suporte Gestual). Aguarde a execução por mais 3 segundos. Caso</p><p>ela não faça, repita a instrução, pegue na mão dela e garanta que ela execute a ação (Suporte Físico</p><p>Total) (A escala de suporte utilizada foi do menor para o maior).</p><p>Escolha das instruções (Específico) e reforçadores:</p><p>1.Pegar o copo: receber suco. 2.Mostre o livro: escutar a história.</p><p>3.Abrir o chuveiro: tomar banho. 4.Ligar a TV: assistir o desenho.</p><p>A criança deve seguir pelo menos 4 comandos diferentes, 80% das oportunidades oferecidas, com mais</p><p>de três pessoas e em pelo menos 3 ambientes diferentes (Mensurável e Critério de generalização). É</p><p>esperado que a criança emita o comportamento em aproximadamente 2 meses de treinamento, caso</p><p>seja seguido o treino sistemática e intensivamente (Temporal).</p><p>COLETA DE DADOS</p><p>DATA INSTRUÇÃO OPORTUNIDADES</p><p>05</p><p>/0</p><p>5/</p><p>20</p><p>20</p><p>1.Pegue o copo. SFT SFT SFT SFT SFT SFT SFP SFP SG SG</p><p>2.Mostre o livro. SG SG SG</p><p>3.Abra o chuveiro. SFT SFT</p><p>4.Ligue a TV. SP SP BLQ BLQ SP SP</p><p> LEGENDA:</p><p>IND: Independente SP: Suporte Posicional BLQ: Bloqueio do centro de atenção</p><p>SG: Suporte Gestual SFT: Suporte Físico Total</p>