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Ensinando-Natacao

Manual sobre metodologia de ensino da natação. Aborda maturação, métodos e níveis de aprendizagem; ensino dos nados (crawl, costas, peito, golfinho, medley); saídas, viradas e educativos; desenvolvimento de criatividade, músicas e considerações pedagógicas.

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<p>z ~ 'I.</p><p>N~tação</p><p>I~horte</p><p>EDITORA</p><p>Introdução •••••••....••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••.••••11</p><p>Capítulo 1</p><p>MATIJRAÇÃO .........•...........••..•........••................................... 15</p><p>Capítulo 3</p><p>MÉTODOS DE APRENDIZAGEM .•..•..•..••.••..•..•..•...•.........31</p><p>Piaget. . 33</p><p>Aprendizagem Através da Resposta Condicionada 43</p><p>Aprendizagem Através do Erro e Acerto .. . 44</p><p>Aprendizagem Através das Aproximações Sucessivas 45</p><p>AprendizagemAtravés da Gestalt 47</p><p>Capítulo 4</p><p>NÍVEIS DEAPRENDIZAGEM ...................................••....... 49</p><p>Capítulo 5</p><p>APRENDENDO AENSlNAR OS NADOS ..................•.•••.•.•61</p><p>NadoCrawl . .. 69</p><p>Nado Costas .. . 91</p><p>Nado Peito. .. 105</p><p>Nado Golftnho. .. 121</p><p>Nado Medley.. . 133</p><p>Capítulo 6</p><p>APRENDENDOA ENSlNAR SAÍDAS E VIRADAS .•........ 139</p><p>Quando ensinar? 139</p><p>Fases do mergulho elementar 139</p><p>Comentários sobre saídas e viradas. . 144</p><p>Qual técnica de saída é mais interessante? '" 145</p><p>Saída de agarre com os pés</p><p>afastados e as mãos entre os pés.. . 147</p><p>Impulso durante a saída .. . .. 149</p><p>Procedimento básico para saídas de costas 150</p><p>Virada, . . 152</p><p>Educativos para a virada docrawl 153</p><p>Educativos para a virada de costas.. .. 154</p><p>Educativos parà a virada do peito 157</p><p>Educativos pama virada de golfinho. . 158</p><p>Educativos para a virddado medley 159</p><p>Capítulo 7</p><p>DESENVOLVENDOCRIATIVIDADENAS AULAS 161</p><p>Mudar é sempre difícil 163</p><p>Como mudar? 164</p><p>Postura de professor explorador 164</p><p>Postura de professor artista.. .. 165</p><p>Postura de professor juiz.. . 165</p><p>Postura de professor guerreiro.. . 166</p><p>Ambiente adequado 166</p><p>Adaptação ao meio liquido.. . 167</p><p>Respiração geral. . 167</p><p>Rutuação... . 168</p><p>Propulsão das pernas.. . 168</p><p>Propulsão dos braços.. . 169</p><p>Coordenação de braços e pernas 169</p><p>Outras estratégias.. . 170</p><p>Capítulo 8</p><p>MÚSICAS E APRENDIZAGEM 173</p><p>Capítulo 9</p><p>CONSIDERAÇÕES FINAIS 177</p><p>Durante anos a aprendizagem da natação no Brasil foi reali-</p><p>zada dentro de um modelo mecanicista e detalhista, que</p><p>visava mais o plano técnico do que o pedagógico, devido</p><p>principalmente ao fato de a aprendizagem ter sido iniciada e</p><p>supervisionada pelos técnicos.</p><p>Durante a década de 60, quando foram implantados nos clu-</p><p>bes associativos, os cursos de aprendizagem com o objetivo</p><p>de formar novos nadadores eram coordenados e supervisio-</p><p>nados por técnicos, que transmitiam aos seus professores</p><p>noções da técnica dos estilos em cursos que duravam de 30</p><p>dias 00 08 aulas, e nos quals os professores tinham de fazer</p><p>com que os alunos caracterizassem a técnlca dos estilos.</p><p>Como normalmente os alunos demonstravam dificuldade</p><p>em assimilar as informações pela velocidade e</p><p>especificidade, muitos não assimllavam os exercicios e se</p><p>desinteressavam da natação. A causa principal da</p><p>especificação da aprendizagem da natação é sua origem,</p><p>pois primeiro os orientadores foram os técnicos e posteri-</p><p>ormente os professores, influenciados pelos pedagogos e</p><p>especialistas de outras áreas.</p><p>A própria Educação Física mudou com a introdução de</p><p>atividades lúdicas nos programas de aprendizagem das ati-</p><p>vidades físicas. Não deveria acontecer, mas encontramos,</p><p>nos dias atuais, professores que ainda mantêm modelos</p><p>mecarticistas na aprendizagem da natação e que, quando</p><p>LANALP</p><p>Realce</p><p>acadêmicos, receberam fOlte influência de uma visão técni-</p><p>ca e não pedagógica. Muitas instituições de ensino ainda</p><p>privilegiam nos seus conteúdos programáticos a técnica dos</p><p>estilos e regras. Não que esses temas não sejam interessan-</p><p>tes, mas não bastam para que os acadêmicos tenham no-</p><p>ções sobre nível maturacional, aspectos pedagógicos, ni-</p><p>veis e dificuldades na aprendizagem.</p><p>A Educação Física, no aspecto pedagógico, manteve du-</p><p>rante muito tempo o modelo mecanicista e detalhista, influ-</p><p>enciada pela idéia de a aprendizagem dos movimentos, prin-</p><p>cipalmente esportivo, ser copiada dos atletas. Esses mode-</p><p>los foram durante muito tempo aplicados à Educação Físi-</p><p>ca. Quando os professores de Educação Física começa-</p><p>ram a aproximar-se dos pedagogos, psicólogos e passa-</p><p>ram a estudar a origem dos movimentos, ou seja, os aspec-</p><p>tos intrínsecos e extónsecos da aprendizagem, os alunos</p><p>passaram a realizar os movimentos mais descontraídos e</p><p>relaxados, possibilitando um aprendizado que fugia dos mo-</p><p>delos até então praticados.</p><p>Com a natação aconteceu o mesmo. Nos anos 60 o Prof. David</p><p>Machado edita um dos primeiros livros de aprendizagem de</p><p>natação: "Metodologia da Natação", incluindo num dos seus</p><p>capítulos a fase de adaptação ao meio líquido até então ignora-</p><p>da pelos professores. Na época muitos professores de natação</p><p>não entravam na água e ministravam suas aulas com varas de</p><p>bambus, flutuadores de cortiças, em piscinas fundas etc.</p><p>Um dos objetivos desse livro é difundir a aprendizagem da</p><p>natação de uma maneira lúdica, distante da realidade de</p><p>LANALP</p><p>Realce</p><p>uma ótima técnica. mas a partir de exercícios simples. res-</p><p>peitando o nível maturacional dos alunos, enfatizando os</p><p>aspectos intrínsecos e extrínsecos da aprendizagem, o am-</p><p>biente e principalmente auxiliando os leitores a criarem no-</p><p>vas estratégias no ensino da natação.</p><p>Atualmente a natação é uma das atividades físicas mais reco-</p><p>mendadas não somente aos portadores de asma br6nquica,</p><p>por causa de seu ótimo poder de fortificar e tonificar os</p><p>músculos das vias respiratórias. mas também por sua con-</p><p>tribuição no aspecto neuromotor, sendo que cabe aos pro-</p><p>fessores alertarem os pais quanto a possíveis problemas neu-</p><p>rológicos, auxiliando na prevenção e tratamento.</p><p>Outro fator interessante da natação é a faixa etária, pois é</p><p>uma das atividades físicas que as pessoas podem praticar,</p><p>com mínimas restrições, desde O nascimento até o fim da</p><p>vida. Sabemos de nadadores centenários que ainda partici-</p><p>pam de eventos masters. No Brasil encontramos o exem-</p><p>plo da nadadora Maria Lenk que aos 85 anos, demonstrando</p><p>alegria, motivação e tenacidade, participa ativamente dos</p><p>campeonatos de masters e está sempre na borda da piscina</p><p>com seu material, pronta para dar umas braçadas, seja en-</p><p>tregando prêmios no Troféu Brasil ou em qualquer piscina</p><p>ao redor do mundo.</p><p>Muitos professores durante as aulas de aprendizagem de nata-</p><p>ção atuam como técnicos, aproximando-se "perigosamente"</p><p>da técnica, justificando: Quando o aluno "aprende errado" o</p><p>movimento fica mais difícil para "consertar" futuramente.</p><p>o importante é saber o que é "aprender errado": realizar o</p><p>movimento como os melhores nadadores do mundo preco-</p><p>cemente ou realizá-Io conhecendo e explorando o meio lí-</p><p>quido, demorando um pouco mais, mas de maneira lúdica?</p><p>Os relatos aqui apresentados preconizam a segunda opção.</p><p>Espero que a leiturd dessas páginas seja uma feliz viagem</p><p>através do Aprendizado do Ensino da Natação e que apro-</p><p>veitem bastante.</p><p>Quando o grego Arquimedes (287-212 a.C.) saiu correndo</p><p>pelas ruas de Atenas gritando "Eureka", após ter tomado um</p><p>banho de banheira e descoberto o princípio da f1utuabilidade:</p><p>"Todo corpo imerso 110 meio líquido recebe um empuxo</p><p>de baixo para cima igual ao volume da massa líquida</p><p>deslocada", não imaginava que a natação evoluísse tanto e</p><p>que atualmente para ensinar natação necessitássemos estu-</p><p>dar o nível maturacional dos nossos alunos, pois este é de</p><p>fundamental importância para a assimilação dos exercícios</p><p>pelos alunos.</p><p>Muitos professores. ao utilizarem determinados exercícios</p><p>como propulsão das pernas do estilo crawl para crianças</p><p>de 03 anos, não obtêm êxito, pois crianças nessa faixa etária</p><p>não estão maduras e suficientemente desenvolvidas para</p><p>realizar determinados exercícios que exigem coordenação</p><p>maior e movimentos mais refinados. Portanto, os primeiros</p><p>conhecimentos e estudos do ensino da natação versam so-</p><p>bre O nível ou estado maturacional do aluno. Uma das defi-</p><p>nições que me agrada é:</p><p>MATURAÇÃO É o ESTADO DE PRONTIDÃO</p><p>NEUROFlSIOLÓGICA DO ORGANISMO EM REA-</p><p>LIZAR DETERMINADAS TAREFAS, INDEPENDEN-</p><p>TES OU NÃO DOS FATORES AMBIENTA/S.</p><p>Quando ensinamos exercícios sem o conhecimento da</p><p>maturação dos alunos, podemos incorrer no erro de desen-</p><p>volverrnos determinadas tarefas precoces,</p><p>2. Nadar com a cabeça fora da água, queixo no nível da</p><p>água, propulsão forte das pernas (Fig.23).</p><p>2. Revezamento, levando uma bexiga cheia na boca e na-</p><p>dando com a cabeça fora da água.</p><p>3. Em duplas, o aluno da frente realiza o movimento de</p><p>braço e o de trás, de pernas (Fig. 24).</p><p>Figura 24</p><p>4. Em duplas, um segurando a mão do outro. Realizar a</p><p>braçada completa com respiração lateral (Fig. 25).</p><p>5.Revezamento, nadando de roupa. Somente de calça, ca-</p><p>miseta ou traje completo.</p><p>1. Praticamente o crawl é o nado mais utilizado nas provas</p><p>de nado livre, em que os nadadores podem nadar qualquer</p><p>estilo e trocar durante as provas.</p><p>2. Durante a saída e as viradas, os nadadores podem reali-</p><p>zar movimentos submersos (pernada de golfinho) até os 15</p><p>metros. A referência é a cabeça.</p><p>fiCHA DE AVALIAÇÃO DO NADO CRAWL</p><p>Utilizar somente no aperfeiçoamento</p><p>Conceito da técnica</p><p>POSIÇÃO DO CORPO</p><p>1. Posicão elevada do COrDa 1 2 3 4 5</p><p>2. A água passa por cima da nuca I 1 2 3 4 5</p><p>3. Flutuabilidade 1 2 3 4 5</p><p>MOVIMENTO DAS PERNAS</p><p>I. Tornozelos estendidos e relaxados I 2 3 4 5</p><p>2. Os pés saem da água I 2 3 4 5</p><p>3. Perna estendida no final da fase</p><p>descendente 1 2 3 4 5</p><p>4. Afastamento das pernas lateralment~ 1 2 3 4 5</p><p>MOVIMENTOS DE BRAÇOS E COORDENAÇÃO</p><p>I. O braco entn! ligeiramente flexionado I 2 3 4 5</p><p>2. A mào entra fora da linha do ombro I 2 3 4 5</p><p>3. Um braco esoera o outro 1 2 3 4 5</p><p>4. A mào realiza o movimento para fora I 2 3 4 5</p><p>5. O cotovelo alcança sua máxima flexào 1 2 3 4 5</p><p>6. Braço estendido no final da braçada 1 2 3 4 5</p><p>7. Movimento da mão submersa é como</p><p>c um "s" invertido 1 2 3 4 5</p><p>8. Recuperação da mão 1 2 3 4 5</p><p>9. A cabeça abaixa antes das mãos</p><p>entrarem na água I 2 3 4 5</p><p>1. Adaptação ao meio líquido</p><p>2. Respiração geral</p><p>3. Flutuabilidade dorsal</p><p>4. Propulsão das pernas</p><p>5. Rolamento dos ombros</p><p>6. Propulsão dos braços</p><p>7. Coordenação dos braços e das pernas</p><p>8. Respiração específica</p><p>9. Coordenação das pernas I braços e respiração.</p><p>A proteção do professor durante a aprendizagem da</p><p>f1utuabilidade dorsal é de suma impOltância. Uma boa es-</p><p>tratégia é apoiar a cabeça do aluno com uma das mãos e</p><p>apoiar a parte inferior da coluna com outra mão. À medida</p><p>que o aluno adquira confiança na posição, soltamos pri-</p><p>meiramente a mão que apoia a coluna e posteriormente a</p><p>mão da nuca. Lembre-se que nesta fase nenhum material</p><p>substitui a segurança do professor.</p><p>A pemada é a "chave" do sucesso do nado costas. O na-</p><p>dador deverá desenvolver uma pemada forte para um me-</p><p>lhor posicionamento horizontal corpóreo, evitando uma</p><p>maior resistência frontal. Melhorar a força abdontinal tam-</p><p>bém auxilia o nadador de costas a manter o seu quadril</p><p>elevado, mas exercícios visando a melhora da tonicidade e</p><p>resistência abdominal deverão ser:</p><p>Incrementados a partir do aperfeiçoamento ou condiciona-</p><p>mento. Quando o nadador desenvolve boa propulsão das per-</p><p>nas e força abdominal, observamos a elevação do quadril que</p><p>fica na linha da superfície da água. Durante os movimentos das</p><p>pernas, os pés devem permanecer soltos. Como no nado crawl,</p><p>os movimentos partem da articulação coxofemoral e não dos</p><p>joelhos, como acontece com a maioria dos nadadores loiciantes.</p><p>Iniciamos a recuperação da braçada com a palma da mão</p><p>próxima ao corpo, com ênfase na elevação do ombro e o</p><p>dedão vollado para cima. O importante nesse momento é</p><p>que o braço saia estendido da água, porém relaxado (esta</p><p>posição favorece ao iniciante não "jogar" água no rosto).</p><p>Na altura da cabeça, quando o braço permanece num ângulo</p><p>de 900 em relação ao tronco, a mão realiza um giro e</p><p>consequentemente o braço entra estendido na água no prolon-</p><p>gamento do ombro, com o dedo núnimo entrando primeiro</p><p>(esta posição favorece uma menor resistência frontal (ombro)</p><p>e diminui o atrito da mão com aágua (dedo mínimo).</p><p>A entrada da mão na água, no final da recuperação e início</p><p>da braçada, é realizada com o dedo mínimo para uma me-</p><p>lhor posição hidrodinâmica. Atletas que "batem" as costas</p><p>da mão na água geram atritos, perdendo velocidade e pro-</p><p>fundidade. Muitos atletas puxam a água imediatamente após</p><p>a entrada da mão na água, isto representa um erro, pois é</p><p>importante afundar a mão aproximadamente 20 centíme-</p><p>tros abaixo da superfície da água.</p><p>Um fator determinante·e que auxilia a mão á afundar é a</p><p>elevação do ombro contrário, do braço que neste momento</p><p>realiza a fase aérea. Caso o nadador não afunde a mão no</p><p>início da braçada, realizará o movimento na maior distância e</p><p>empurrando a mesma água, contrariando o princípio de</p><p>Bernoulli, que preconiza "uma maior quantidade de água</p><p>a uma curta distância e em pontos diferentes". Logo</p><p>após o nadador afundar a mão, muda a direção do movi-</p><p>mento, dedos para a lateral ou ligeiramente para cima, em-</p><p>purra a água para trás e para baixo e no final da braçada</p><p>empurra a água para baixo (força de sustentação), com obje-</p><p>tivos de auxiliar a elevação do quadril e diminuir a resistência</p><p>frontal. A braçada na fase submersa é finalizada com a pal-</p><p>ma da mão próxima da coxa com o dedão para cima.</p><p>A CABEÇA FIXA E OS MOVIMENTOS DOS OM-</p><p>BROS ACO;\IPANHANDO OS BRAÇOS SÃO DE-</p><p>TALHES IMPORTANTES.</p><p>1. Durante a saída e as viradas é permitido ao nadador</p><p>realizar movimentos de propulsão das pernas submerso até</p><p>os 15 metros. A referência utilizada é a cabeça.</p><p>2. No procedimento da virada é permitido ao nadador per-</p><p>der a posição horizontal, inclusive realizando a "cambalho-</p><p>ta", desde que não caracterize pemada de outro estilo (al-</p><p>guns nadadores, erroneamente, quando se viram longe da</p><p>borda realizam a propulsão das pernas de crawl , no plano</p><p>frontal. Durante o procedimento da virada de costas para</p><p>o peito nas provas de medley, aplica-se a regra da chegada</p><p>do estilo costas que deverá ser na posição dorsal e não</p><p>frontal. Sendo assim a regra da virada de costas não aplica-</p><p>se a virada de costas para peito no medley pois trata-se da</p><p>chegada de um estilo para o outro aplicando-se a regra da</p><p>chegada do costas - sem r,erder a posição dorsal.</p><p>EXERCíCIOS PARA O DESENVOLVIMENTO DO</p><p>NADO COSTAS</p><p>I. Sentado na borda da piscina, propulsão das pernas ten-</p><p>tando livrar os pés de um chinelo (Fig.26).</p><p>2. Propulsão das pernas com os braços ao lado do corpo</p><p>(Fig.27).</p><p>3. Propulsão das pernas, braços ao lado do corpo, enfatizar</p><p>a 6' pernada.</p><p>4. Propulsão das pernas, braços no prolongamento do cor-</p><p>po, uma mão sobre a outra (Fig.28).</p><p>5. Propulsão das pernas, segurando a prancha com as</p><p>mãos e braços estendidos, prancha sobre os joelhos (evi-</p><p>tando assim tirar os joelhos fora da água) (Fig.29).</p><p>1. Deitar na borda da piscina, realizando o movimento dos</p><p>braços. O corpo do nadador fica fora da água e somente o</p><p>braço realiza o movimento na água (Fig. 30).</p><p>2. Nadar movimentando somente o braço esquerdo, braço</p><p>direito ao lado do corpo (muitpoos professores, baseados</p><p>nos exercícios de crawl, orientam seus alunos à colocar o</p><p>braço que não movimenta no prolongamento do corpo, esta</p><p>posição não é interessante, pois prejudica o movimento do</p><p>ombro que auxilia o braço contrário a afundar) (Fig. 31).</p><p>3. Nadar movimentando somente o braço direito, braço</p><p>esquerdo ao lado do corpo.</p><p>4. Nadar 2 braçadas com O braço direito e 2 braçadas</p><p>com o braço esquerdo.</p><p>I. Propulsão das pernas, trazendo altemadamente os om-</p><p>bros no queixo (Fig. 32).</p><p>I. Nadar costas completo, enfatizando os ombros respirar</p><p>e soltar o ar na mesma braçada. Respira na saída da mão e</p><p>solta o ar do meio para o final da braçada.</p><p>I. Propulsão das pernas,braços no prolongamento do cor-</p><p>po, dedos entrelaçados, manter o quadril alto (Fíg.33).</p><p>2. Propulsão das pernas, braços no prolongamento do cor-</p><p>po, segurar uma prancha na posição horizontal (Fig.34).</p><p>3. Propulsão das pernas, braço esquerdo no prolongamen-</p><p>to do corpo e braço direito ao lado do corpo (Fig.35).</p><p>4. Propulsão das pernas, braço direito no prolongamento</p><p>do corpo e braço esquerdo ao lado do corpo.</p><p>5. Propulsão das pernas com nadadeiras, braços estendi-</p><p>dos no prolongamento do corpo (Fig.36).</p><p>Figura36</p><p>Braçada:</p><p>1. Nadar com braçada dupla (importante para</p><p>corrigir pos-</p><p>sível entrada de braço errado, além da linha do ombro.</p><p>aumentando a resistência frontal).</p><p>2. Movimentar o braço mais ou menos a 90' e relaxar.</p><p>(Fig.3?).</p><p>4. Nadar com O braço direito a cada 4 a 6 braçadas, trocar</p><p>para o braço esquerdo.</p><p>5. Nadar enfatizando o "rolamento" dos ombros, facilitan-</p><p>do a profundidade do braço contrário (Fig. 39).</p><p>1. Nadar uma detel111jnadametragem de costas com pernada</p><p>submersa de golfinho até os 15 metros.</p><p>2. Nadador preso a um tubo cirúrgico (202-204-206) reali-</p><p>zar estímulos de 8x30s. Na ida realizando força e na volta</p><p>nadando a favor do elástico.</p><p>Figura 40</p><p>4. Nadar 25 metros com movimento das pernas fone.</p><p>103</p><p>5. Nadar costas partindo da posição venical, com grande</p><p>resistência frontal, passando para a posição horizontal com</p><p>muita aceleração da braçada.</p><p>FICHA DE AVALIAÇÃO DO NADO COSTAS</p><p>(utilizar somente no aperfeiçoamento)</p><p>Conceito da técnica</p><p>POSIÇÃO DO CORPO</p><p>1. Posicão elevada dos auadris I I 2 3 4 5</p><p>2. Agua passa na altura da orelha I 2 3 4 5</p><p>3. Cabeça fixa I I 2 3 4 5</p><p>MO~ENTOSDASPERNAS</p><p>1. Pés estendidos e relaxados I I 2 3 4 5</p><p>2. Os Dês e .oelhos nào saem da á!ma I I 2 3 4 5</p><p>3. Perna estendida no final da fase I I 2 3 4 5</p><p>4. Afastamento das pernas entre 30° e 50° I I 2 3 4 5</p><p>MOViMENTO DOS BRAÇOS E COORDENAÇÃO</p><p>1. Entrada da mão na á{lli3 I 2 3 4 5</p><p>2. Profundidade da bracada 30" I 2 3 4 5</p><p>3. Recuoeração da bracada I 2 3 4 5</p><p>4. lnspiração o ar na recuperação de um</p><p>braco C solta o ar no outro I 2 3 4 5</p><p>5. Posição dos ombros I 2 3 4 5</p><p>6. Saida do braço na água I 2 3 4 5</p><p>7. Final da braçada 1 2 3 4 5</p><p>NADO PEITO</p><p>Seqüência pedagógica</p><p>1. Adaptação ao meio líquido</p><p>2. Respiração geral</p><p>3. Flutuação ventral - vertical</p><p>4. Propulsão das pernas</p><p>5. Propulsão dos braços</p><p>6. Coordenação das pernas e dos braços</p><p>7. Respiração específica frontal</p><p>8. Coordenação das pernas I braços e respiração</p><p>Apesar dos professores e técnicos erroneamente denominá-</p><p>Ia de nado clássico, modemamente é denominado PEITO.</p><p>Clássico é mais ortodoxo. Nado ou estilo peito origina-se</p><p>do inglês Breastroke. É o nado que mais sofreu moditica-</p><p>ções nos últimos anos. Na década de 60 muitos nadadores,</p><p>principalmente russos e americanos, que dominavam o esti-</p><p>lo, davam maior ênfase à propulsão das pernas, os braços</p><p>somente alisavam a água.</p><p>No final da década de 60, um atleta brasileiro destacou-se</p><p>mundialmente, José Silvio Fiolo, muito bem treinado pelo</p><p>Prof. Roberto de Carvalho Pável. Fiolo, ao superar o</p><p>recorde mundial nos 100 metros nado peito com a marca</p><p>de 1.06.67, causou surpresa aos técnicos de vários países,</p><p>pois dava maior ênfase à propulsão dos braços de que</p><p>outros nadadores. Até então os nadadores recuperavam com</p><p>a palma da mão para cima e no prolongamento dos braços</p><p>à frente (recuperação), colocava a palma da mão para bai-</p><p>xo. No inícios dos anos 70, o estilo ainda tinha como ca-</p><p>racterística um trabalho forte das pernas e um breve deslize</p><p>à frente, ou seja, os nadadores finalizavam a pemada unin-</p><p>do os calcanhares e deslizavam os braços à frente, David</p><p>Wilkie, nadador inglês que treinava na Universidade de</p><p>Miam.i com o técnico Bill Diaz , superou o recorde mundi-</p><p>al e olímpico nas Olimpíadas de Montreal em 1976 nos 200</p><p>peito, trazendo como novidade a eliminação da fase dos</p><p>deslize dos braços à frente. Quando seus calcanhares</p><p>uniam-se, seus braços já estavam na primeira fase da bra-</p><p>çada.</p><p>Na mesma época a nadadora americana Tracy Caulkins</p><p>apareceu nadando o estilo peito ondulado, bem diferente</p><p>do estilo até então praticado. Esta nova técnica consistia</p><p>em elevar mais os pés ao fmal da braçada, abaixando um</p><p>pouco a mão em relação à superfície da água e uma eleva-</p><p>ção dos quadris. Esta técnica de elevação e ondulação foi</p><p>muito confundida com "estilo golfinbada" no peito o que</p><p>evidentemente consistia em erro tenninológico. A introdu-</p><p>ção dessa modificação técnica deveu-se à necessidade de</p><p>diminuir a resistência frontal, pois o estilo peito é entre os</p><p>estilos, que tem mais resistência frontal. Em 1986, uma</p><p>nadadora americana, durante as eliminatórias dos america~</p><p>nos para o Campeonato Mundial de Madrid, apareceu rea-</p><p>lizando a recuperação dos braços com as mãos acima da</p><p>superfície da água, semelhante a recuperação dos braços</p><p>de golfinho. Analisando o movimento, é interessante sob O</p><p>ponto de vista propulsivo, tomando o nado mais ondula-</p><p>do, porém, o investimento energético é grande. Atualmen-</p><p>te observamos o nado peito com uma forte tendência indi-</p><p>vidual. Ao observarmos a final A de uma competição inter-</p><p>nacional, percebemos o nado peito sendo nadado em dife-</p><p>rentes técnicas. A técnica do nado peito, dependerá de fa-</p><p>tores como: Biótipo do nadador, composição corporal e</p><p>habilidades do nadador.</p><p>Os movimentos do estilo peito são iniciados realizando o início</p><p>da braçada e afastando lateralmente os braços estendidos com</p><p>as mão llgeiramente inclinadas (esse movimento também é</p><p>propulsi vo). Após os braços atingirem o afastamento além da</p><p>linha dos ombros, é realizada a tração dos braços pra trás e para</p><p>baixo dependendo do atleta. Se o nadador desejar realizar mais</p><p>a força de elevação ou sustentação, força mais para baixo. Este</p><p>movimento de tração é realizado até a linha dos ombros. Até</p><p>esse momento a cabeça permance na água. e as pernas paradas.</p><p>Ao final da tração dos braços (fase propulsiva e ativa), a</p><p>cabeça é elevada para o início da respiração frontal, recu-</p><p>peração dos braços e recuperação das pernas. Durante a</p><p>respiração, dependendo do tipo de força realizado pelos</p><p>braços dos nadadores, O queixo estará mais elevado ou</p><p>não da superfície da água.</p><p>Queixo mais elevado do que a superfície da água</p><p>predomina a força de sustentação.</p><p>Queixo mais próximo da superfície da água - predo-</p><p>mina a força de tração.</p><p>A recuperação dos braços inicia com um rápido movimento</p><p>dos cotovelos, que determina a velocidade do nadador. A</p><p>cabeça entra na água no mesmo instante em que é realizada a</p><p>pemada e alongamento dos braços à frente. A recuperação</p><p>dos braços poderá ser realizada com as mãos submersas ou</p><p>acima da superfície da água. O dedo mínimo deverá ficar</p><p>próximo da água. Quando o atleta eleva muito as mãos o</p><p>desgaste energético será maior ou caracterizar a braçada do</p><p>estilo golfinho, descaracterizando o estilo peito.</p><p>"A COORDENAÇÃO É O PONTO MAIS IMPOR-</p><p>TANTE DO NADO PEITO"</p><p>Regras do nado peito - modificações a partir de</p><p>março 1998</p><p>I. É permitido ao nadador, durollfe o procedimento de</p><p>virada e percurso, desnivelar os ombros, desde que toque</p><p>com as duas mãos a borda nas viradas e saída e nc70</p><p>caracterize a braçada de golfinho, tirando os cotovelos</p><p>fora da água.</p><p>EXERCícIOS PARA O DESENVOLVIMENTO DO</p><p>NADO PEITO</p><p>I. Professor na água, encostado na parede, segurando o</p><p>aluno nos pés, mantendo a ponta dos pés para fora</p><p>(Fig.s 41A e 4IB).</p><p>Figura41B</p><p>2. Professor na água, segurando o aluno nos pés. Aluno</p><p>realiza o movimento da pemada e o professor acompanha,</p><p>parando após várias pemadas. O aluno coloca os braços</p><p>no prolongamento do corpo a frente.</p><p>3. Professor na água, segurando o aluno nos pés. Aluno</p><p>realiza o movimento das pernas com uma prancha (Fig. 42).</p><p>4. Aluno na posição dorsaJ, braços ao Jado do corpo</p><p>(FigA3).</p><p>Os joelhos podem sair da água e devem permanecer no</p><p>afastamento do quadril.</p><p>5. Pemada utilizando a prancha com a cabeça dentro da</p><p>água. Respirar somente quando não agüentar (Fig.44).</p><p>6. Fora. da água o professor segura nos pés do aluno e</p><p>orienta quanto a empurrar a água com a sola do pé, repre-</p><p>sentada pela mão do professor (FigA5).</p><p>Figura 45</p><p>Braçada</p><p>I. Na posição vertical, apoiado no fundo da piscina, reali-</p><p>zar a braçada de peito, sem ou colocando as axilas sobre a</p><p>raia, determinando até onde os braços tracionam e iniciam</p><p>a recuperação (FigA6a e 46b).</p><p>2. Pernas paradas, vários movimentos de braços de peito,</p><p>quando não agüentar e desejar respirar, parar, colocar os</p><p>pés no fundo da piscina e descansar (Fig. 47).</p><p>3. Pemada de crawl e vários movimentos de braço de pei-</p><p>to, quando não agüentar parar e descansar (Fig. 48).</p><p>4. Segurar o aluno pelos pés na</p><p>posição horizontal, pernas</p><p>paradas, orientar o aluno e conduzir os movimentos da bra-</p><p>çada (Fig. 49).</p><p>I.Aluno na posição horizontal, o professor segura as mãos,</p><p>conduz os movimentos da braçada, orienta a respiração,</p><p>movimento de pernas e alongamento dos braços à frente.</p><p>Ordem: braço, respiração e perna. (exercício bom para</p><p>quando o aluno descansa no momento da respiração</p><p>procurando um apoio, isto deverá ocorrer na fase fInal da</p><p>pemada e conseqüente deslize à frente) (Fig. SOA e SOB).</p><p>1. Pernada na posição dorsaJ, mãos embaixo das nádegas,</p><p>tentando encostar os pés nas mãos.</p><p>2. Pernada com os braços estendidos à frente, uma mão</p><p>sobre a outra (Fig. 51).</p><p>FiguraS!</p><p>3. Pernada na posição vertical, variando a posição dos</p><p>braços - ao lado do corpo, mãos na nuca. Séries de 8x 30s</p><p>(Fig.52).</p><p>4. Pemada de peito, somente com a esquerda, depois direi-</p><p>ta e completa (Fig. 53).</p><p>Figura 53</p><p>5. Pemada na posição vertical, pés apoiados no fundo da</p><p>piscina. O nadador realiza várias impulsões, utilizando o</p><p>fundo da piscina (Fig. 54).</p><p>I. Posição dorsal, realizar a braçada ao lado do corpo,</p><p>procurando afundar bem as mãos (Fig. SSA e SSB).</p><p>2. Nadar com o braço direito estendido à hente, braçada</p><p>com o esquerdo, respiração e pemada, braçada com o di-</p><p>reito, respiração e pemada.</p><p>4. Nadar uma determinada metragem contando o número</p><p>de braçadas, tentando melhorar o tempo.</p><p>5. Braçada de peito com o flutuador, três braçadas e uma</p><p>respiração, acelerando o cotovelo.</p><p>I. A cada ciclo de braçada incrementar + 1 pemada. Braça-</p><p>da respiração pemada, braçada respiração 2 pemadas, bra-</p><p>çada respiração 2 pemadas.</p><p>FICHA DE AVALIAÇÃO DO NADO PEITO</p><p>Utilizar somente no aperfeiçoamento</p><p>Conceito da técnica</p><p>POSIÇÃO DO CORPO</p><p>I. Posicão de extensão máxima deslize I 2 3 4 5</p><p>2. Posição de máxima flexão, cabeça e ombros</p><p>fora da ámJa. bracos flcxionados abaixo do oeito I 2 3 4 5</p><p>3. Os ombros oermanecem na mesma altura I 2 3 4 5</p><p>MOVlMENTO DAS PERNAS</p><p>I. Máxima f1exào das pernas 1 2 3 4 5</p><p>2. Os pés se encontram em rotaçào externa I 2 3 45</p><p>3. Os pés de encontram mais afastados que os</p><p>joelhos 1 2 3 4 5</p><p>4. As pernas se unem no final da Dernada 1 2 3 4 5</p><p>5. Movimento da perna é circular I 2 3 4 5</p><p>MOVIMENTO DOS BRAÇOS E COORDENAÇÃO</p><p>I. As mãos estão mais baixas que os cotovelos I 2 3 4 5</p><p>2. Os braços separem-se estendidos à uma</p><p>profundidade de 20 ou 30em I 2 3 4 5</p><p>3. As màos não ultrapassama linha dos ombros I 2 3 4 5</p><p>4. Ao final da tmção, realiza a respiração 1 2 3 4 5</p><p>5. Os braços tracionarn e as pernas estão estendidas 1 2 3 4 5</p><p>6. As pernas realizam a propulsão e os braços</p><p>estendem I 2 3 4 5</p><p>NADO GOLFINHO</p><p>Seqüência pedagógica</p><p>1. Adaptação ao meio líquido</p><p>2. Respiração geral</p><p>3. Flutuação ventral</p><p>4. Propulsão das pernas</p><p>5. Propulsão dos braços</p><p>6. Coordenação das pernas e dos braços</p><p>7. Respiração específica - frontal</p><p>8. Coordenação das pernas / braços e respiração</p><p>ANÁLISE TÉCNICA</p><p>DO NADO GOLFINHO</p><p>o nado golfInho (é comum encontrmmos a denominação</p><p>borboleta, pois ainda denomina-se a prova de borboleta,</p><p>apesar do nado ser realizado através de golfinhada e não</p><p>"tesourada" como no peito) é um dos últimos à ser minis-</p><p>trado, pois requer do nadador muita habilidade e força.</p><p>Recuperar os braços simultaneamente da água exige deter-</p><p>minadas habilidades e força do nadador, lanto que obser-</p><p>vamos nos aprendizes a intenção de apoiar-se na água,</p><p>empurrando a água mais para baixo que para cima (susten-</p><p>tação).</p><p>Durante os anos 60, antes dos estudos hidrodinâmicos e</p><p>biomecânicos, acreditava-se que o nado golfinho utilizado</p><p>nas provas de borboleta, supera-se as marcas das provas de</p><p>nado livre, onde utilizava-se e atualmente também utiliza-se o</p><p>crawl, pois as marcas eram próximas a 53 segundos para os</p><p>100 metros livre e 55 segundos para os 100 borboleta.</p><p>Mas através de estudos hidrodinâmicos e segundo citação</p><p>de Coulsimann, no livro a Ciência da Natação, as pro-</p><p>vas de 100 borboleta jamais superaria as de 100 livre, pois</p><p>o nado crawl é mais contínuo que o golfinho. O fato do</p><p>nadador recuperar os braços simultaneamente e a coorde-</p><p>nação das pernas, faz com que o golfinho seja mais lento</p><p>que o crawl. Atualmente encontramos as provas de 100</p><p>livre nos 47.84 (Hoogenband) e as de 100 borboleta nos</p><p>50.76 (Ian Crocker).</p><p>"Portanto, uma importante 'dica' para melhorar a ve-</p><p>locidade do golfinho é evitar parar o braço na frente</p><p>esperando a pernada."</p><p>As mãos entram na água na linha dos ombros, ligeiramente</p><p>inclinada; o dedão entra primeiro, criando menor resistên-</p><p>cia.</p><p>Quando as mãos entram fora da linha dos ombros aumen-</p><p>tamos a resistência forntal . Após a entrada das mãos na</p><p>água realiza-se o afastamento lateral dos braços auxiliando</p><p>o apoio e a imersão das mãos. Logo após aproximarmos</p><p>as mãos na frente do corpo coincidindo com a elevação da</p><p>cabeça, respiração e pemada (movimento descendente).</p><p>o final da braçada ocorre com o afastamento das mãos</p><p>para a lateral e posteriormente a elevação dos cotovelos .</p><p>Durante a recuperação dos braços, primeiramente coloca-</p><p>mos a cabeça na água após a respiração e posteriormente</p><p>as mãos iniciando um DOVO ciclo.</p><p>É fundamental uma boa propulsão das pernas no estilo gol-</p><p>finho, além de melhorar a propulsão também contribui para</p><p>a sustentação do corpo no momento da respiração. Consi-</p><p>dero um erro colocar força e enfatizar a ondulação na inici-</p><p>ação da pemada. A ênfase deve ser dada nos pés e o movi-</p><p>mento das pernas parte da articulação coxo-femural. Du-</p><p>rante a aprendizagem do golfinho é importante que os alu-</p><p>nos relaxem o quadri I e concentrem a força no peito dos</p><p>pés,pois os pés empurram a água.</p><p>Logo após a iniciação da braçada, que poderá ser realizada</p><p>na vertical, orientamos a coordenação de braço e pemada ,</p><p>enfatizando os movimentos de perna e braço (3 ou 4 braça-</p><p>das) sem respiração. Neste momento não nos preocupa-</p><p>mos em dizer ao aluno que realize urna pemada com os</p><p>braços à frente e outra com as mãos próximas da altura do</p><p>abdome, importante que preocupamos que não pare os bra-</p><p>ços na frente. A coordenação das pernas e dos braços</p><p>acontece automaticamente. Após a realização de vários exer-</p><p>cícios de bloqueios de respiração, diminuímos o número</p><p>de braçadas e aumentamos a respiração, por exemplo:</p><p>- 4 braçadas e nma respiração, 3 braçadas e uma respira-</p><p>ção, 3 braçadas e uma respiração, 2 braçadas e uma respi-</p><p>ração até chegar a uma braçada e uma respiração. Depen-</p><p>dendo do aluno, isso poderá demorar algumas semanas,</p><p>mas o importante é não parar O braço à frente.</p><p>Iniciamos a braçada realizando uma pemada , os braços</p><p>afastam-se lateralmente e durante a aproximação das mãos</p><p>realizamos a segunda pemada e a elevação da cabeça para</p><p>executarmos a respiração. O momento da respiração ocor-</p><p>re quando as mãos estão próximas na altura do abdome e</p><p>executamos a pemada. Muitos nadadores e técnicos acre-</p><p>ditam que devemos realizar uma pemada forte e uma fraca</p><p>no estilo golfinho. Particularmente acredito que o ideal se-</p><p>ria duas pemadas fortes. Alguns nadadores que disputam</p><p>as provas de 50 metros têm realizado 3 a 4 pemadas por</p><p>ciclo de braçada. Para isso, é necessário muita habilidade e</p><p>que a amplitude da pemada diminua e aumente a velocidade.</p><p>Alterações das regras nas provas de borboleta - a par-</p><p>tir de março 1998</p><p>I. Não é mais exigido que os nadadores mantenham os</p><p>ombros nivelados durante as viradas e chegadas. Impor-</p><p>tante tocar a borda com as duas mãos.</p><p>2. Durante o procedimento das saídas e viradas, é permiti-</p><p>do que o nadador realize movimentos submersos até os 15</p><p>metros. A cabeça é o ponto de referência.</p><p>EXERCÍCIOS PARA O DESENVOLVIMENTO DO</p><p>NADO GOLFINHO</p><p>Aprendizagem</p><p>Pernada</p><p>1. Propulsão das pernas imitando os movimentos do "ho-</p><p>mem ao fundo do mar".</p><p>2. Propulsão das pernas com a prancha, cabeça na água,</p><p>respirar a cada 6 pemadas (Fig. 57).</p><p>3. Propulsão das pernas na posição dorsal, braços ao lado</p><p>do corpo (Fig. 58).</p><p>4. Propulsão das pernas na posição ventral, cabeça na água,</p><p>braços ao lado do corpo. Quando desejar respirar, parar,</p><p>colocar os pés no fundo e descansar (Fig. 59).</p><p>5. a posição</p><p>vertical, pés apoiados no fundo da piscina,</p><p>realizar movimentos de quadril, mantendo-os relaxados.</p><p>1. Posição vertical, pés apoiando no fundo da piscina, rea-</p><p>lizar a braçada, observando a entrada das mãos na água. 3</p><p>braçadas e 1 respiração (Fig. 60A e 60B).</p><p>2. Nadar realizando 4 braçadas, 8 pemadas, parar colocar</p><p>os pés no fundo da piscina e descansar. (as pemadas de-</p><p>vem estar coordenadas com a braçada).</p><p>3. Nadar realizando 4 braçadas, 8 pemadas, completar o</p><p>restante da metragem no nado crawl (as pemadas devem</p><p>estar coordenadas com a braçada).</p><p>4. Nadar realizando 3 braçadas, 6 pemadas uma respira-</p><p>ção, mantendo a seqüência até o final do percurso.</p><p>1. Nadar 2 braçadas 4 pemadas e uma respiração, contÍ-</p><p>nuo sem parar as mãos na frente.</p><p>1. Propulsão das pernas na posição dorsal, braços no pro-</p><p>longamento do corpo (Fig. 61).</p><p>2. Propulsão das pernas na posição lateral, um braço es-</p><p>tendido no prolongamento do corpo e outro ao lado do</p><p>corpo, com ou sem nadadeiras, trocar a cada 6, 8 ou 10</p><p>pernadas de cada lado (Fig.62).</p><p>Figura 62</p><p>3. Pemada de golfinho submersa com ou sem nadadeira,</p><p>braços no prolongamento do corpo (Fig.33).</p><p>4. Propulsão das pernas na posição vertical, variando o</p><p>posicionamento - mãos apoiando na água ou mãos na nuca</p><p>(Fig.64).</p><p>Figura 64</p><p>5. Propulsão das pernas com a prancha, cabeça fora da água</p><p>(Fig.65).</p><p>1. Nadar com um braço, outro estendido na frente, respi-</p><p>rar, trocar de braço, respirar, os dois braços respirar e</p><p>reiniciar o exercício.</p><p>2. Um dos braços estendidos à frente, realizar 2 braçadas com</p><p>um braço,respirar 2 braçadas com outro braço respimr, duas</p><p>braçada!;) com os dois braços. respirar e reiniciar o exercício.</p><p>3. Propulsão das pernas e dos braços sem respirar, percur-</p><p>so de curta metragem.</p><p>1. Realizar distância de 25 metros, com pernada submersa</p><p>até os 15 metros e completar a metragem nadando comple-</p><p>to. Contar o número de pemada submersa e o número de</p><p>braçadas.</p><p>2. Nadar 25 metros I braçada e 1 respiração, anotar o tem-</p><p>po. Nadar com 2 braçadas e I respiração, anotar o tempo</p><p>e avaliar qual técnica é a melhor.</p><p>3. Nadar completo dando ênfase na segunda pemada mais</p><p>forte, alternar para a primeira e tentar nadar completo com</p><p>as duas fortes.</p><p>ACHA DE AVALIAÇÃO 00 NADO GOLFINHO</p><p>(utili= somente para o aperfeiçoamento)</p><p>POSIÇÃO 00 CORPO</p><p>conceito técnico</p><p>1. Posição horizontal durante a fase ~s propulsiva I 2 3 4 5</p><p>2. Quadril alto na primeira pemada,. braços à frente. I 2 3 4 5</p><p>3. Quadril próximo à superficie na segunda pemada. I 2 3 4 5</p><p>MOVIMENTO DAS PERNAS</p><p>1. Pes estendidos e relaxados durante a nernada. I 2 3 4 5</p><p>2. Pemada unidas com movimentos simétricos. I 2 3 4 5</p><p>3. Extensão na fase descendente. I 2 3 4 5</p><p>4. Na fase ascendente f1exionam e o peito do pé está</p><p>próximo da superfície da água I 2 3 4 5</p><p>MOVIMENTOS OOSBRAÇOS E COORDENAÇÃO</p><p>1. O braço entra quase estendido e as mãos na I 2 3 4 5</p><p>direcào dos ombros.</p><p>2. As mãos entram na á-oua antes dos cotovelos. I 2 3 4 5</p><p>3. No início da braçada as màos se dirigem para I 2 3 4 5</p><p>fora e oara baixo.</p><p>4. As màos se aproximam na metade da puxada,. I 2 3 4 5</p><p>desenho em forma de ferradura.</p><p>5. Os cotovelos estão mais altos Que as mãos. I 2 3 4 5</p><p>6. No final da braçada as mãos se dirigem para I 2 3 4 5</p><p>trás e para fora</p><p>7. As mãos saem da água próxima do quadril I 2 3 4 5</p><p>8. A cabeça entra na água antes qua as mãos I 2 3 4 5</p><p>1. Aprendizagem nado crawl</p><p>2. Aprendizagem nado costas</p><p>3. Praticar o costas e o crawl</p><p>4. Demonstrar metros de costas e crawl</p><p>5. Aprendizagem nado peito</p><p>6. Praticar o costas, peito e crawl</p><p>7. Demonstrar metros de costas, peito e crawl</p><p>8. Aprendizagem nado golfinho</p><p>9. Praticar golfinho, costas, peito e crawl</p><p>!O. Demonstrar metros de golfinho, costas, peito e craw!</p><p>11. Praticar revezamento medley costas· peito· golfinho</p><p>e crawl</p><p>Apesar da tradição brasileira de possuir bons nadadores de</p><p>medley, Ricardo Prado, é nm dos exemplos. Campeão e</p><p>recordista Mundial dos 400 metros nado medley em Guaia-</p><p>quil - Equador, no Campeonato Mundial de Natação realiza-</p><p>do em 1982, seu tempo 4.19.72, muitos professores não pre-</p><p>conizam o ensinamento da variação dos nados.</p><p>As provas de nado medley são 200 e 400 metros individuais,</p><p>apesar de encontrarmos provas não oficiais de J 00 metros</p><p>(Copa do Mundo de Natação, não confundir com Campeo-</p><p>nato Mundial) e 4x I00 metros, nos revezarnentos medley a</p><p>variação é quanto a ordem dos nados, enquanto no medley</p><p>individual a ordem correta é golfinho, costas, peito e outro</p><p>estilo que não seja os nadados anteriormente e que normal-</p><p>mente é nadado o crawl e nos revezamentos a ordem é cos-</p><p>tas, peito, golfinho e outro nado não nadado (crawl).</p><p>o motivos pelos quais O medley não seja tão praticado</p><p>talvez seja o da ausência de um trabalho específico para o</p><p>medley, pois o que se preconiza na maioria das vezes são</p><p>os nados separados e os professores e técnicos acabam</p><p>improvisando quando juntam os estilos e a ausência de pro-</p><p>vas nas competições ou festivais específicas para o medley.</p><p>Uma prova de 50 metros nado livre masculino no Campeo-</p><p>nato Brasileiro de Junior li de 1997, contou com a partici-</p><p>pação de 32 nadadores, enquanto que na prova dos 400</p><p>medley participaram 10 nadadores.</p><p>Para prepararmos os alunos para nadar, é necessário que</p><p>iniciemos os exercícios logo após os alunos aprenderem</p><p>dois nados. Acompanhando o raciocínio que ensinamos o</p><p>crawl e costas paralelamente pela semelhança dos movi-</p><p>mentos, ao praticarem os nados costas e crawl, os alunos</p><p>já estão se preparando para o medley. As participações nos</p><p>festivais internos deverão ser realizadas coordenando os</p><p>nados crawl e costas aprendidos, por exemplo: 40 melros</p><p>- 20 de costas e 20 de crawl. Esta estratégia permite ao</p><p>alnno já adaptar-se com a troca de estilos e trabalhar</p><p>grupamento muscular diferente. Quando o aluno aprende o</p><p>nado peito, incorporamos esse estilo a outros ensinados. À</p><p>partir deste momento as participações nos festivais serão</p><p>nos nados costas, peito e crawl, para posteriormente incor-</p><p>por31mos o golfinho e completarmos o medley.</p><p>o medley deverá ser iniciado durante o período de aperfei-</p><p>çoamento dos alunos, tanto nas escolas particulares e clu-</p><p>bes. Não devemos deixar de ensinar o medley pelo motivo</p><p>do aluno nadar numa escola particular e a escola não ser</p><p>competitiva, pois não sabemos o futuro do nadador, sendo</p><p>assim devemos orientá-Io e motivá-lo à nadar os quatro na-</p><p>dos.</p><p>Geralmente o aluno que nada bem os nados crawl, costas e</p><p>golfinho, apresenta dificuldade no estilo peito, dificuldade</p><p>esta devido a variação da posição dos pés no nado peito,</p><p>enquanto nos nados crawl, costas e golfinho empurramos</p><p>a água com o peito do pé, no peito empurramos a água</p><p>com a sola do pé. Esta variação dificulta os movimentos</p><p>no nado peito ou vice-versa, muitos nadadores de peito</p><p>têm dificuldades em nadar o nado costas. Dois anos antes</p><p>do Ricardo Prado superar o recorde mundial e sagrar-se</p><p>campeão mundial, apresentava um nado peito deficiente e</p><p>sem dúvida necessitava melhorar. Prado dedicou-se muito</p><p>ao nado peito, melhorando o nado e o seu treinamento,</p><p>baixando seus tempos nas provas de 100 e 200 metros</p><p>peito, provas as quais não eram a sua especialidade. Quan-</p><p>do participou do mundial os movimentos estavam muito</p><p>harmônicos, não havia nado mais fraco ou forte. Segredo</p><p>do Ricardo: treinou a deficiência, que era o nado peito.</p><p>Diariamente observo nadadores que simplesmente "odeiam"</p><p>praticar o pior nado e a chave do sucesso do nadador de</p><p>medley é treinar O pior nado.</p><p>EXERCícIOS E ATIVIDADES DO MEDLEY</p><p>Variando o medley</p><p>3. variações -100 medJey / 25go1fi nho /100 medley / 25cos-</p><p>tas / IOOmedley / 25 peito / 100 medJey / 25 crawl.</p><p>4. pior nado - 50 golfinho / 100 costas / 50 peito / 50 crawl</p><p>ou 50 golfinho / 5Ocostas / 100 peito / 50 crawl.</p><p>5. séries variadas - 8 x 100 30s. ímpares: 50 golfinho / 50</p><p>costas pares: 50 peito / 50 crawl ou 8 x 100 30s. ímpares:</p><p>50 costas / 50 peito pares: 50 peito / 50 crawl;</p><p>6. mais variações - 25 goltinho / 50 crawl / 75 peito / 100</p><p>crawl / 50 golfinho / 75 costas / 100 peito / 25 crawl</p><p>/ 75</p><p>golfinho / 100 costas / 25 peito / 50 crawl /100 golfinho /</p><p>25 costas / 50 peito / 75 crawl.</p><p>Após o aluno ter assimi lado e aprendido o nado e O mergu-</p><p>lho elementar. Isso ocorre no início dos cursos de aperfei-</p><p>çoamento e condicionamento. Maturacionalmente, obser-</p><p>vamos crianças na faixa etária dos 08 aos 10 anos como</p><p>certa facilidade para assimilar os fundamentos das saídas e</p><p>viradas, pOIS os movimentos são mais complexos que os</p><p>ensinamentos dos nados. Podemos iniciar através de exer-</p><p>cícios educativos que levarão os alunos a assimilar melhor</p><p>os ensinamentos. Uma boa estratégia é realizar alguns exer-</p><p>cíeios educativos, unir os exercícios, colocando em prátl-</p><p>ea a saída e virada completa.</p><p>l. Saltos da borda, caindo na água, sentado, sem caracteri-</p><p>zar mergulho (Fig. 66).</p><p>2. Sentar na borda pernas afastadas colocando as mãos uma</p><p>sobre a outra protegendo a cabeça, braços estendidos na</p><p>frente do corpo, o professor protege a aluna (Fig. 67).</p><p>Figura 68</p><p>4. Em pé na borda, pernas afastadas e flexíonadas, colocando</p><p>uma mão sobre outra protegendo a cabeça, braços estendidos</p><p>na frente do corpo aproximar o máximo as mãos da superfície</p><p>da água, deixando o corpo cair. Preferencialmente entrar nesta</p><p>ordem: mãos, braços, cabeça, tronco, quadril, pernas e pés.</p><p>Manter os dedos flexionados para apoio na borda, evitando</p><p>escorregães. O professor segura as mãos da aluna (Fig. 69).</p><p>S. Em pé na borda, pernas próximas uma da outra e flexionadas,</p><p>colocando uma mão sobre a outra protegendo a cabeça, braços</p><p>estendidos na frente do corpo, aproximar o máximo as mão da</p><p>superfície da água , deixando o corpo cair. Manter os dedos</p><p>Ilexionados para apoio na bonda evitando escorregães (Fig.70).</p><p>Figura 70</p><p>6. Em pé na borda, pernas próximas uma da outra - treinar</p><p>o impulso realizando somente a elevação dos calcanhares.</p><p>Pés flexionados na borda (Fig.71).</p><p>7. Em pé na borda pés flexionados, pernas próximas uma</p><p>da outra, dar o impulso, saltar em pé ou sentado (Fig.72).</p><p>Figura 72</p><p>8. Em pé na borda pés ílexionados , pernas próximas uma</p><p>da outra. Dar o impulso e mergulhar (Fig.73).</p><p>É comu.m ouvirmos comentários dos país e assistentes da</p><p>natação sobre a eficiência das saídas e viradas dos alunos</p><p>e atletas. Constatamos O quanto os comentários estão cer-</p><p>tos e ao assistirem torneios regionais, campeonatos estadu-</p><p>ais, nacionais e ficam ainda mais surpresos quando compa-</p><p>ram nossos atletas com os de outros países.</p><p>Ao observarmos os nadadores nos campeonatos de alta</p><p>performance, verificamos a diferença de produtividade e</p><p>qualidade dos movimentos realizados nas saídas e viradas.</p><p>Acredito que a diferença da qualidade das saídas e viradas</p><p>nos nossos nadadores e os estrangeiros seja motivada pelos</p><p>seguintes fatores:</p><p>1. Pouca atividade de exercícios educativos e fundamentos</p><p>técnicos durante a fase de aperfeiçoamento dos nados. Não</p><p>basta ensinar a técnica, mas sim conscientizá-Ios da impor-</p><p>tância, para a obtenção de uma performance, da realização</p><p>das saídas e viradas.</p><p>2. Ausência de treinos ou aulas específicas de saídas e vira-</p><p>das, seja através da prática ou de recursos audio visuais.</p><p>3. Alunos e atletas que não são estimulados à treinar saídas</p><p>e viradas, também deixam de praticar.</p><p>4. Qualidade dos blocos de partida existentes no Brasil.</p><p>Saídas e viradas são importantes na natação competitiva.</p><p>Determinadas provas como 50, 100 e 200 metros solicitam</p><p>a mesma proporção de investimento nos treinos das saí-</p><p>das e viradas, já nas provas mais longas, acima dos 400</p><p>metros a saída não é fundamental, mas sim as viradas. É</p><p>comum observarmos nadadores nas provas de 1.500 metros</p><p>que durante o percurso aproxima-se do adversário e perde</p><p>um tempo precioso durante a virada.</p><p>A saída mais utilizada na natação competitiva é a denomi-</p><p>nada "grab start" ou normalmente chamada de saída de agar-</p><p>re. É uma saída que foi introduzida na natação competitiva</p><p>nos anos 70, substituíndo a saída convencional, atualmen-</p><p>te utilizada nas provas de revezamento. A saída convencio-</p><p>nal é mais lenta que a de agarre e obtemos mais impulso.</p><p>Recentes comparações entre as saídas mostraram que a de</p><p>agarre é a melhor. Para avaliarmos os nossos nadadores</p><p>quanto as saídas, adotamos os seguintes parâmetros inter-</p><p>nacionais:</p><p>- saídas de nado livre e borboleta, marcar o tempo do</p><p>estímulo até a cabeça do nadador atingir os 10 metros e</p><p>nas saídas do nado peito e costas, marcamos o tempo</p><p>do estímulo até os 15 metros.</p><p>Um dos motivos que tem prejudicado a prática de saídas</p><p>no Brasil é a qualidade dos blocos de partida. A maioria</p><p>dos construtores de piscinas competitivas prefere os blo-</p><p>145</p><p>cos de partida de concreto que impossibilita o agarre e</p><p>apoio do nadador. Ultimamente a variedade de blocos de</p><p>partida produzidos pelo mercado tem possibilitado aos na-</p><p>dadores a melhora significativa da performance das saídas,</p><p>principalmente os nadadores americanos, pois os Estados</p><p>Unidos é o país de melhor tecnologia relacionados a mate-</p><p>riais de natação. Recentemente, março 1998, dnas impor-</p><p>tantes modificações foram realizadas: os nadadores ao su-</p><p>birem nos blocos podem permanecer na posição que dese-</p><p>jarem, inclusive já se posicionando para a partida e não é</p><p>pe111litidanenhuma saída em falso, a não ser nos eventos</p><p>de pequeno porte, ficando a decisão a critério do árbitro</p><p>geraL Para alcançar uma ótima eficiência nas saídas é impor-</p><p>tante que o praticante salte do bloco alcançando altura e de-</p><p>pois distância, adotando uma técnica semelhante ao salto em</p><p>distâucia no atletismo.</p><p>o salto em distância no atletismo melhorou muito nos anos</p><p>50 quando foi introduzida a técnica de saltar para o alto e</p><p>depois para à frente. Nos anos 70, com a precursão da técni-</p><p>ca da saída de agarre, foi também adaptada a técnica do</p><p>salto em extensão do atletismo para a saída das provas de</p><p>nado livre, peito e borboleta na natação.</p><p>Um dos cuidados que devem(% ter em relação a esta técnica</p><p>de saída é a profundidade da piscina. Lembro que durante a</p><p>realização da Copa Latina em 1982 em Lisboa, Portugal, o</p><p>atleta da seleção brasileira Maviael Sampaio Neto (100 e</p><p>200 peito), realizando a técnica de saída de alcançar o pon-</p><p>to mais alto para posteriormente mergulhar, raspou o nariz</p><p>no fundo da piscina.</p><p>Saída de agarre com os pés afastados e as mãos</p><p>entre os pés</p><p>o nadador posiciona-se no bloco, colocando os pés afas-</p><p>tados e tlexionados, com as mãos entre os pés, agarrando</p><p>o bloco. Importante que levante o quadril para um melhor</p><p>impulso no bloco. Para que isso aconteça é importante de-</p><p>senvolver no aluno ou atleta exercícios de alongamento para</p><p>a parte posterior da coxa. Tentar desequilibrar um pouco o</p><p>corpo para a frente (Fig.74).</p><p>Saída de agarre com os pés próximos e as mãos segu-</p><p>rando o bloco na frente ou na lateral</p><p>o nadador posiciona-se no bloco colocando os pés próximos</p><p>um do outro e ílexionados, com as mãos agarrando o bloco na</p><p>frente ou na lateral, dependendo da adaptação do nadador. Ten-</p><p>tar desequilibrar um pouco O corpo para frente (Fig.75).</p><p>Figura 75</p><p>Saída de agarre com um pé na frente e outro atrás</p><p>(saída de atletismo):</p><p>o nadador posiciona-se no bloco colocando um dos pés</p><p>(impulsão) na frente do bloco e outro atrás (apoio), agarran-</p><p>do o bloco na frente ou lateral. Esta saída foi introduzida na</p><p>natação competitiva á partir dos anos 80 , quando ao obser-</p><p>var nadadores com deficiências de impulsão em uma das</p><p>pernas solicitavam aos nadadores que colocassem uma per-</p><p>na na frente e outra atrás (Fig.76).</p><p>Figura 76</p><p>PARA F.sCOLHER ENTRE AS SAÍDAS DE AGARRE,</p><p>BASTA RECORRERMOS A ESTRATÉGIA DE AFE·</p><p>RIRMOS OS TEMPOS OBTIDOS ENTRE ELAS.</p><p>Podemos realizar exercícios fora da água com objetivos de me-</p><p>Ihomr a impulsão da saída. F1exão das pemas, saltar para o alto e</p><p>depois para a frente. Realizar o mesmo movimento de impulsão,</p><p>posicionado no bloco de partida e caindo em pé ou sentado na</p><p>água. Objetivando a melhom do impulso, colocamos uma conla</p><p>a um melro de a1tum e aproximadamente 3Cbn. de espaço entre o</p><p>bloco e a corda, fazendo com que obrigatoriamente o nadador</p><p>realize movimentos para</p><p>cima (l melro) e para frente (3Ocm).</p><p>Após vários execuções iniroduzimos a saída completa.</p><p>Antigamente, acreditava-se que para realizar uma ótima saída</p><p>o atleta deveria "chapar" a água, posteriormente esta teoria</p><p>foi desprezada, pois o atrito do corpo com a água é grande e</p><p>com pouco deslize. A melhor entrada na água e que oferece</p><p>menor atrito do corpo e melhor deslize é a seguinte:</p><p>MÃOS - PUNHOS - ANTEBRAÇOS - BRAÇOS -</p><p>CABEÇA - OMBROS - TRONCO - QUADRIL -</p><p>PERNAS - PÉS,</p><p>No lugar onde entra as mãos entra praticamente todo os</p><p>segmentos corpóreos.</p><p>Blocos de partidas ineticientes são as justificativas de técnicos e</p><p>professores para saída de costas deficientes. Podemos impro-</p><p>visar um bloco através de um atleta em pé de costas pam a</p><p>piscina seguro por um companheiro. O atleta que realiza a saída</p><p>segum nas pernas do companheiro que esta em pé (Fig.??).</p><p>Partindo da premissa de que a saída de costas é um mergu-</p><p>lho, ensinamos os alunos com apoio, com os pés fora da</p><p>água (a regra não pennite este posicionamento, mas é im-</p><p>portante na aprendizagem), para posteriormente orientar-</p><p>mos a colocação abaixo da superfície da água, que é o que</p><p>diz a regra. Quando o nadador coloca um pé mais para</p><p>cima que outro auxilia no apoio. Muitos nadadores que não</p><p>adotam este procedimento, escorregam e praticamente em-</p><p>purram o corpo para baixo e não para trás. Outra posição</p><p>importante é a dos braços quando seguram o bloco. Não</p><p>segurar o bloco com os braços muito flexionados e sim</p><p>sómente uma semi-f1exão, para justamente não posicionar</p><p>os pés para baixo, ocasionando um deslize dos pés e</p><p>consequente impulsão para baixo e não para trás.</p><p>No momento da impulsão o nadador deverá elevar os qua-</p><p>dris projetando os ombros para cima e para frente. Tam-</p><p>bém podemos realizar a mesma estratégia de colocar uma</p><p>corda com objeti vos do nadador ir para cima e para frente.</p><p>Quando as mãos deixam o bloco, os braços realizam o</p><p>movimento para a lateral, auxiliando a elevação do quadril.</p><p>Como na saída de cima do bloco, a posição das mãos é impor-</p><p>tante no momento da entrada na água, devem estar uma sobre a</p><p>outra, voltada para cima, braços estendidos e protegendo a ca-</p><p>beça na entrada da água, diminuindo a resistência frontal.</p><p>Como na saída de cima do bloco, onde entra as mãos entra</p><p>também os braços," cabeça, tronco, quadril, pernas e os</p><p>pés,evitando assim uma maior resistêncla. Normalmente</p><p>observamos que os melhores nadadores mantém os pés</p><p>estendidos e relaxados durante o procedimento da saída e</p><p>é a última parte do corpo a entrar na água.</p><p>I. Aproximação</p><p>2. Toque das mãos: peito e golfinho e medley (costas para</p><p>peito) pés: costas e crawl</p><p>3. Rotação ou giro</p><p>4. Impulso</p><p>5" Deslize</p><p>6. Movimentos iniciais.</p><p>Temos que enfatizar o aumento da velocidade na entrada da</p><p>virada e não a diminuição, como normalmente ocorre com os</p><p>nadadores. Alguns atleta~de nível, cometem o erro de diminuir a</p><p>aceleração na entrada da, virada," As viradas devem ser apro-</p><p>veitadas como mais uma estratégia de nadar bem uma prova ou</p><p>realizar um bom teste de natação. As diferenças de tempos obti-</p><p>dos nas piscinas de 25 e 50 metros, reside no fato de maior</p><p>número de viradas. Um detalhe curioso desta diferença é de um</p><p>nadador sueco, vencedor do mundial de piscina de 25 metros</p><p>em Gotemburgo, abril de 1997, não aparecer entre os 16finalistas</p><p>das olimpíadas de Atlanta, seis meses antes"</p><p>Suas viradas são tão eficientes e produtivas que a diferença</p><p>entre a metragem das piscinas toma-se um fator relevante.</p><p>1. Cambalhota completa no colchão ou colchonete, fora da</p><p>piscina (Fig.78).</p><p>F1gura78</p><p>2. Cambalhota completa na água, fora da borda, com ou</p><p>sem auxílio do professor ou da raia, ou espaguete (Fig.79).</p><p>3. Cambalhota completa na borda, saindo na posição de cos-</p><p>tas, braços estendidos no prolongamento do corpo (Fig.80).</p><p>FiguraSO</p><p>4. Saída da borda frontal, mantendo os braços no prolonga-</p><p>mento do corpo, protegendo à cabeça, dar o impulso e deslizar</p><p>(após o impulso, o corpo enfrenta grande resistência frontal e</p><p>caso o aluno não estenda os braços e proteja a cabeça a tendên-</p><p>cia é tlexionar os braços e aumentar a resistência frontal).</p><p>5. Cambalhota na borda, no meio do giro, passar para a</p><p>posição frontal. Durante a realização da primeira braçada,</p><p>retomar o corpo para a posição frontal.</p><p>1. Aproximação da borda, contar o número de braçadas</p><p>antes da virada. Para o sucesso do exercício é impoltante a</p><p>manutenção diária das bandeirolas de orientação para o nado</p><p>costas. Não impona O tamanho da piscina, as bandeirolas</p><p>deverão ficar a 5 metros da borda.</p><p>2. Aplicando os educativos da virada de crawl 01, 02 e 03.</p><p>Introduzir ou não, dependendo da habilidade do nadador</p><p>pemadas submersas de golfinho. As pemadas submersas</p><p>deverão ser realizadas com uma angulação menor que a</p><p>pemada de golfinho e com mais velocidade. Após a apro-</p><p>ximação da borda, passar para a posição ventral e executar</p><p>a cambalhota de frente.</p><p>Durante o movimento da virada não é permitida a propul-</p><p>são das pernas na posição frontal, gesto este que caracteri-</p><p>za pemada de outro estilo e não o costas. Virada simples</p><p>de costas ou de costas para o peito no medJey:</p><p>1. Na posição de costas, executar o giro lateral no colchão</p><p>ou colchonete, fora da água (Fig.Sl ).</p><p>FiguraS1</p><p>2. O mesmo movimento dentro da água, realizando o giro late-</p><p>ral, fora da borda. Com as crianças, brincamos de nadar na</p><p>banheira.</p><p>Figura 82</p><p>4. Executar o giro lateral com apoio da mão, abaixo da</p><p>superfície da água.</p><p>5. Durante o giro lateral, elevar ou não as pernas. Na virada</p><p>de costas para costas sair da borda na posição dorsal e na</p><p>virada do medley de costas para o peito, sair na posição</p><p>frontal, realizar a Filipina, pemada e elevar a cabeça, acima</p><p>da superfície da água (Fig.83).</p><p>6. Saída da borda com o corpo e os braços estendidos,</p><p>mãos uma sobre a outra, protegendo a cabeça, realizando</p><p>ou não pemada de golfinho.</p><p>I. Aproximação da borda, acelerar a braçada e pemada com</p><p>muita eficiência, evitando diminuir a velocidade de entrada</p><p>na borda.</p><p>2. Apoio na borda com as duas mãos, aproximando a ca-</p><p>beça da borda e das mãos e evitando afastar a cabeça da</p><p>borda, para que o impulso seja forte e tenha apoio.</p><p>3. Giro na borda - um braço é estendido à frente dando a</p><p>direção do movimento (importante que o braço esteja</p><p>submerso e durante a trajetória o cotovelo direciona o mo-</p><p>vimento com velocidade) e outro braço fora da água será</p><p>colocado à frente da cabeça orientando à profundidade da</p><p>virada. Caso o nadador coloque o braço estendido, afastado</p><p>em relação a cabeça, não afundará muito o corpo sofrerá</p><p>uma maior resistência frontal e a virada será mais rasa, não</p><p>havendo tempo suficiente para uma filipina aproveitá velo</p><p>.i.l. Fora da água, com um tubo cirúrgico (ref. 2021204) rea-</p><p>lizar o movimento da braçada do golfinho que é semelhante à</p><p>da filipina. O ponto divergente é quanto ao final da braçada,</p><p>""quanto que na braçada do golfinho as mãos não vão até o</p><p>final, na filipina as mãos realizam o movimento até os dedos</p><p>passarem pela coxa na extensão máxima dos braços.</p><p>4.2. Na água, fora da borda, somente a braçada de golfinho</p><p>submersa, sem movimentos da fase aérea. Realizar quantos</p><p>movimentos conseguir sem respirar.</p><p>4.3. Realizar somente o movimento da filipina, anotando</p><p>quantos metros realizou e comparar com outras tentativas.</p><p>IMPORTANTE NA VIRADA DO PEITO É MAN-</p><p>TER A CONTINUIDADE DOS MOVIMENTOS,</p><p>QUANDO SENTIR QUE O CORPO ESTIVER</p><p>PARANDO APÓS O IMPULSO, REALIZAR A</p><p>FILIPINA E NA SEQÜÊNCIA A PERNA DA.</p><p>I. Praticar os exercícios da virada do peito 01, 02 e 03,</p><p>procurando no educativo 03 não afundar muito o corpo,</p><p>pois a virada do golfinho é mais rasa que à do peito.</p><p>2. Após o impulso, durante o deslize, realizar de 03 à 06</p><p>pemadas submersas, passando para 04 e finalmente 03</p><p>pemadas. Caso a opção seja virada explorando a pemada</p><p>submersa de golfinho. manter 6 pemadas ou o número su-</p><p>ficiente para a cabeça não ultrapassar os 15 metros.</p><p>3. Após 03 ou várias pemadas até atingir os 15 metros,</p><p>realizar o movimento braçada sem respirar, com objetivos</p><p>de</p><p>manter a velocidade adquirida e não aumentar a resIstên-</p><p>cia frontal respirando antes da braçada. Evidente que o na-</p><p>dador necessita pegar bem o ar antes do giro e treinar bem</p><p>esta técnica.</p><p>Aproximar da borda incrementando a propulsão das pernas,</p><p>tocar na borda com as duas mãos, um braço permanece</p><p>submerso e é estendido na linha do ombro, no prolonga-</p><p>mento do corpo com um movimento rápido do cotovelo para</p><p>frente, outro braço acima da superfície da água é colocado</p><p>na água, juntando com outro submerso, movimentos de</p><p>pemada de costas ou gOlfinho submerso.</p><p>A vimda mais importante do medley é a passagem do nado</p><p>costas para o peito. Como a regra diz que o atleta deverá</p><p>chegar de costas e sair de peito, aplica-se a regm de chegada</p><p>de um nado e não da viràda de um nado para o mesmo nado.</p><p>Sendo assim, não é permitido que durante a virada de costas</p><p>para o peito no medley os nadadores realizem a virada de</p><p>cambalhota frontal. Podemos realizar a virada de costas</p><p>para o peito de duas maneiras:</p><p>1. Colocar uma das mãos na borda da piscina abaixo do</p><p>nível da água, aproximadamente dois azulejos ou 30 em.,</p><p>realizar uma cambalhota completa de costas saindo na posi-</p><p>ção frontal, impulso filipina e movimento da pemada . Nesta</p><p>virada é importante a última inspiração antes da cambalhota</p><p>para o nadador ter uma ótima condição de virada (o tempo</p><p>de permanência submerso é maior que a de outra técnica).</p><p>Para a aplicação desta virada é necessário muito treinamento</p><p>e é mais interessante para as provas de 100 e 200 medley.</p><p>2. Colocar uma das mãos na borda da piscina na superfície</p><p>da água, elevar as pernas realizando um giro lateral, no meio</p><p>da trajetória, passar para a posição frontal, impulso, filipina</p><p>e pemada.</p><p>ACELERAR NA ENTRADA + TÉCNICA +</p><p>ACELERAR NA SAÍDA</p><p>Quer rOrtUlr-Je criarim? Fuja do t'Jperado. do curidümu, Ser (</p><p>1'0 siMII(fica rer a oll.mdia de [(mIar ~'elll receio de errtlJ:</p><p>William</p><p>Tenho observado nos últimos anos, seja através dos relatos</p><p>e perguntas nas palestras ministradas ou de informações com</p><p>os colegas profissionais uma sensível melhora no nível das</p><p>aulas e conteúdos ministrados pelos professores nas escolas</p><p>particulares e escolas de natação dos clubes associativos,</p><p>porém, muitos seguem modelos de aprendizagem basea-</p><p>dos em métodos calistênicos ou através de movimentos</p><p>robotizados e detalhados, modelos estes oriundos na mai-</p><p>oria das vezes da metologia de teóricos ou professores que</p><p>preconizam o ensino da natação especificamente através</p><p>de exercícios que mais se assemelham ou aproximam dos</p><p>estilos da natação, deixando de lado a metodologia onde se</p><p>relacionam: meio líquido. movimentos gerais e não especí-</p><p>ficos, motivação e a comunicação através de estratégias</p><p>como músicas e fantasias. Observo que a constante preo-</p><p>cupação dos coordenadores e professores das escolas de</p><p>natação é o rápido aprendizado dos nados, principalmente</p><p>para dar satisfação aos pais da eficiência dos métodos pe-</p><p>dagógicos aplicados pela escola.</p><p>Causou surpresa no meio aquático quando, na década de</p><p>70, o professor de natação Salvador Felizete introduziu um</p><p>novo conceito da aprendizagem da natação utilizando como</p><p>estratégia no processo pedagógico, alguns pedaços de ma-</p><p>deira envemizados e pintados, câmara de ar e tubos cilíndri-</p><p>cos, pois até então a prancha era o único material auxiliar ,</p><p>inclusive pranchas de madeira que no decorrer da aula</p><p>absorviam muita água e pesavam cada vez mais. Me recor-</p><p>do da primeira vez que entrei na Escola de Natação Golfi-</p><p>nho da propriedade do professor Salvador situada na Vila</p><p>Olímpia em São Paulo e observei a piscina toda enfeitada</p><p>com módulos, bandeiras e material diversos, com certeza</p><p>era uma piscina diferente com um professor diferente, pois</p><p>além de brincar e fantasiar com seus alunos, estudava Piaget.</p><p>Alguns dos meus atletas como Priscila Assuar, Paulo Seije</p><p>Tone, Liselotte Tone e Ruy Tone, saíram de suas fantasias</p><p>e da sua piscina que mais parecia um circo.</p><p>Muitos professores, ainda utilizam como estratégia das au-</p><p>las somente a prancha como material auxiliar e suas pisci-</p><p>nas são tristes e com pouco ares circenses, decorrente da</p><p>falta de criatividade nos seus métodos de trabalhos.</p><p>Costumo dizer que a aprendizagem da natação surgiu da</p><p>natação competitiva, pois os primeiros métodos e cursos de</p><p>aprendizagem foram preconizados por técnicos de natação</p><p>e posteriormente por professores. Muitos professores da</p><p>disciplina de natação da Faculdade de Educação Física,</p><p>célula mater da origem do professor de natação, infeliz-</p><p>mente, adotam como leitura básica da disciplina, somente</p><p>bibliografias de escritores, técnicos de natação, com defi-</p><p>ciência de escritores mais pedagogos ou que utilizam pro-</p><p>cessos mais próximos da realidade da aprendizagem e não</p><p>da competição da natação, formando professores com bom</p><p>nível de conhecimento sobre técnica dos nados e regras,</p><p>mas com pouco ou quase nenhum conhecimento sobre a</p><p>fundamentação pedagógica e psicológica da natação, difi-</p><p>cultando a criatividade nas aulas.</p><p>A natação é realizada num ambiente muito favorável e</p><p>prazeroso para o ser humano, afinal de contas nascemos no</p><p>meio líquido e porque não realizar aulas tão prazerosas quan-</p><p>to ao útero materno? Desde que tenhamos uma adequada</p><p>infra-estrutura como piscina ténnica, coberta e com um vi-</p><p>sual agradável; um professor com boas estratégias e criati-</p><p>vo, podemos obter excelentes resultados na aprendizagem</p><p>da natação. Muitos alunos desaparecem das escolas de na-</p><p>tação pela ausência de criati vidade nas estratégias desen-</p><p>volvidas. Se a água fornece prazer para o ser humano, qual</p><p>o motivo do afastamento? Com certeza preconizar resulta-</p><p>dos imediatos e ausência de criatividade são alguns moti-</p><p>vos que não podemos menosprezar.</p><p>Mudar é difícil, pois envolve uma séries de fatores dentre</p><p>eles, os modelos de aprendizagem imposto a nós através</p><p>da educação e principalmente dos estudos. Quando apren~</p><p>demos a ministrar aulas seguindo receitas, na maioria das</p><p>vezes repetitivas. perdemos alunos e não percebemos o</p><p>quanto não somos criativos e não ousamos tentar novos</p><p>exercícios.</p><p>Não ousamos, pois nos acostumamos a repetir receitas e</p><p>não a pensar em exercícios diferentes, é difíci I para O pro~</p><p>fessor perceber. É comum o professor atribuir O fato dos</p><p>alunos desistirem da natação devido a motivos fmanceiros,</p><p>de estrutura etc. menos da estratégia por ele adotada e é</p><p>mais difícil ainda ele mudar, pois mudar significa pensar</p><p>sobre seus métodos e tentar novos rumos e o pensar e</p><p>tentar fica difícil para os professores que realizam suas ati~</p><p>vidades anos após anos baseados em receitas.</p><p>Questionar dlariamente os exercícios, as brincadeiras, ro-</p><p>teiro das aulas, estratégias e principalmente perguntar a si</p><p>próprio: Que tal? Que tal eu mudar determinado exercício,</p><p>acrescentar algo na aula ou colocar uma musica para rela-</p><p>xar a aula dos adultos? Além do questionamento é impor~</p><p>!ante para o professor adotar algumas posturas que geral~</p><p>mente quebram alguns tabus adotados, através das ativida~</p><p>des do dia a dia ou acadêmicas.</p><p>que podemos enriquecer nossas estratégias através de exem-</p><p>plos oriundos de outras profissões ou áreas.</p><p>Muitas das idéias das aulas de natação que ministro são oriun-</p><p>das das apresentações dos palhaços, acompanhando mi-</p><p>nhas filhas nas festas de aniversário de crianças, dos tea-</p><p>tros infantis. É impressionante observarmos a comunica-</p><p>ção destes profissionais, principalmente com as crianças.</p><p>Ultimamente tenho aprendido novas estratégias com os pro-</p><p>fessores de recreação. Somente se ater às idéias da própria</p><p>área restringe a criatividade. Explorar outras áreas enriquece</p><p>a criatividade.</p><p>o artista quebra as regras, normas e tabus da sociedade. O</p><p>ato de criar requer a quebra de alguns sistemas impostos e</p><p>repetitivos. Um dos exemplos de criatividade é a pintura</p><p>surrealista, poucos entendem sua mensagem, pois se trata</p><p>de uma quebra das regras comuns e cotidiana das pinturas</p><p>como paisagens, natureza morta, etc. Muitas vezes nos aco-</p><p>modamos em determinados esquemas de aulas e aJi fica-</p><p>mos anos após anos</p><p>sem quebrar aquela situação de falsa</p><p>segurança e ausência de criatividade.</p><p>Ao criarmos novas idéias ou exercícios, devemos adotar a</p><p>postura de um juiz, julgando as idéias e os exercícios se</p><p>são importantes e se beneficiaram nossos alunos. Muitas</p><p>idéias se perdem pela falta de critérios e respeitabilidade. A</p><p>capacidade de julgar uma idéia depende de conhecimentos</p><p>das estratégias e do nível maturacionaI dos alunos.</p><p>Com certeza, quando apresentamos uma nova idéia, mui-</p><p>tos serão os contras e poucos prós, lembram-se dos gran-</p><p>des inventores? Copérnico, Newton, Santos Dumont,</p><p>Thomaz Edson, Marconi, demoraram muito para serem</p><p>compreendidos. O mesmo acontece conosco ao criarmos</p><p>novas idéias. Muitas pessoas não aceltam novas idéias, pois</p><p>elas mexem demais com o cotidiano e encontramos pesso-</p><p>as que não estão dispostas a investir ou aceitá-Ias. Geral-</p><p>mente essas pessoas são nossos chefes, coordenadores,</p><p>donos de escolas ou diretores.</p><p>Tenho obtido ótimos resultados nas aulas e na vida profissi-</p><p>onal adotando as posturas acima apresentadas.</p><p>Voltando à criatividade e estratégias do ensino da natação,</p><p>acredito que para fugirmos de certos padrões adotados na</p><p>aprendizagem, devemos observar alguns pontos importantes:</p><p>É importante a participação e colaboração do professor jun-</p><p>to à direção administrativa da escola de natação quanto ao</p><p>ambiente como piscina estruturada para as aulas de crianças,</p><p>jovens ou adultos. Criança, necessitam de piscina com de-</p><p>senhos, aparelhos de som, ambiente menor, mesmo que seja</p><p>piscina maior, dividir O espaço da aula com raias, dando a</p><p>idéia de um espaço menor. Par.a os jovens, aparelho de som,</p><p>quadros par.a anotações de tempos e séries e cronômetros.</p><p>Para os adultos é importante manter um ambiente tranqüilo e</p><p>acolhedor, com raias deter.minadas para cada aluno e clima</p><p>de confiança entre O professor e O aluno.</p><p>Introdução de novos exercícios, dependendo da fase</p><p>do aprendizado:</p><p>Explorar ao máximo as fantasia" principalmente através das</p><p>músicas. A música tem como objetivos: "quebrar o gelo" no</p><p>relacionamento entre o aluno e O professor, é o elo de comuni-</p><p>cação entre ambos e motivação. Podemos criar variações mes-</p><p>mo que não tenhamos veia artística para tal. A música, água e</p><p>comunicação do professor poderão desencadear O prazer do</p><p>aluno pela prática da natação. A movimentação do aluno na</p><p>água através de pequenos jogos, músicas ou livremente, desde</p><p>que não perca o contato com o fundo da piscina, tem como</p><p>objetivos a procura de novas for.mas de adaptação, equilJbrio e</p><p>noção do espaço que ocupa no meio líquido.</p><p>Utilização de músicas: material flutuante e exercícios como</p><p>assoprar a água são importantes, passando posterior.mente</p><p>para colocação do rosto e cabeça na água e procura de</p><p>objetos no fundo da piscina. Os movimentos de flexão das</p><p>pernas, braços para a lateral, realizados espontaneamente</p><p>são importantes para a globalização e o futuros movimen-</p><p>tos das pernas e braços.</p><p>Quando o aluno pratica a flutuação na realidade está perce-</p><p>bendo e conhecendo o espaço que O seu corpo ocupa no</p><p>meio líquido. Quanto mais variamos o poslcionamento do</p><p>corpo melbor, tanto para a percepção corpórea quanto para</p><p>o relaxamento. Podemos utilizar fantasias colocando nomes</p><p>como jacaré, foguetinho, lancha. É importante que O pro-</p><p>fessor progressivamente faça com que o aluno sinta O espa-</p><p>ço que ocupa e a movimentação das pernas e mãos para</p><p>auxiliar o equilíbrio e a sustentação do corpo. A presença</p><p>do ar nos pulmões, motivo pelo qual o corpo flutua, poderá</p><p>ser incentivado através de brincadeiras como pegar objetos</p><p>no fundo, passar entre arcos submersos, flutuação lateral</p><p>ou imitação de "cachorrinho" durante um determinado tempo</p><p>bloqueando a respiração.</p><p>Deslocamentos livres ou exercícios com música na posição</p><p>vertical são importantes para a iniciação da pemada. Exercícios</p><p>na vertical desenvolvem a percepção global do movimento das</p><p>pernas e a sensibilidade do aluno de sentir a perna toda movi-</p><p>mentando e a pressão dos pés, vencendo a resistência da água.</p><p>Dificilmente o aluno sente a pressão nos pés quando nos</p><p>primeiros movimentos preconizamos a posição horizontal.</p><p>Saltos na vertical com os pés no fundo da piscina, poderá</p><p>dar noções aos alunos da pemada de peito. O importante é</p><p>criarmos exercícios diferentes da posição horizontal, mais</p><p>difíceis de executar e perceber. É mais fácil o aluno execu-</p><p>tar o movimento de andar que na posição de tlutuação.</p><p>Deslocamentos de forma recreativa, com os alunos dividi-</p><p>dos em dois gmpos, um de frente para o outro, cada um</p><p>com um número determinado. Ao sinal do professor, ele</p><p>joga uma bola e anuncia um número, por exemplo o núme-</p><p>ro 02, sai o 02 de um grupo e do outro quem pegar a bola</p><p>marca um ponto para a equipe.</p><p>Um dos exercícios que gosto de ministrar durante a fase do</p><p>aprendizado da braçada é a movimentação das mãos para os</p><p>lados, através do afastamento lateral dos braços ou com vari-</p><p>ações como afundar as mãos e movimentando em todas as</p><p>direções, lateral, para baixo ou para trás. Quando solicita-</p><p>mos aos alunos realizar onda na piscina, objetivamos a varia-</p><p>ção das mãos nas diferentes posições. Saltos para a frente e</p><p>mergulho empurrando a água para baixo e para trás fazem</p><p>com que o aluno tenha noção da resistência da água.</p><p>Gosto de realizar variações como: Vamos brincar de movi-</p><p>mentar as pernas bem rápido e os braços bem lento? Agora</p><p>vamos brincar ao contrário, os braços rápidos e as pernas</p><p>lentas. Estes exercícios são realizados sem o movimento da</p><p>cabeça para respirar.</p><p>I. Observar os temas de interesse dos alunos, dependendo</p><p>da faixa etária. Observar o que as crianças mais falam como</p><p>músicas, games, estórias, ete.</p><p>Os jovens geralmente gostam de músicas,de desafios como</p><p>melhorar tempos,participação em duatlhon e atividades</p><p>grupais. Os adultos já gostam que os professores falem sobre</p><p>os programas das aulas, a melhora da metragem ou da massa</p><p>muscular ou de gordura e de aulas diferentes. Muitas receitas</p><p>de doces e bolos aprendi durante as aulas para os adultos,</p><p>além dos famosos almoços de natal realizados na escola.</p><p>2. Diversificar, iniciamos e finalizamos a aula com recreação, na</p><p>outra colocamos a recreação no meio. Numa determinada aula</p><p>prática da faculdade, percebi que os alunos que ficaram de fora</p><p>da aula observando somavam o mesmo número dos que esta-</p><p>vam realizando a aula na água Tinha que adotar uma estratégia</p><p>para chamar atenção deles, para não desviarem a atenção com</p><p>conversas paralelas. Sem planejar anteriormente, observei na</p><p>caixa dos materiais uma pequena bola verde e comecei a jogá-Ia</p><p>para os alunos de fora pegarem e devolverem. Realizei esse</p><p>exercício várias vezes sem avisar e consegul segumf a atenção</p><p>de todos. Para que isso acontecesse, foi necessário que eu esti-</p><p>vesse com o pensamento solto e disposto a criar.</p><p>3. Quanto sinto que a aula esta meio parada, sem motiva-</p><p>ção, procuro incansavelmente um pequeno detalhe solto no</p><p>ar, como uma frase de um aluno, ou uma determinada atitu-</p><p>de e em cima do fato crio uma situação motivante.</p><p>4. Criar um ambiente lúdico educativo: "O educador pode,</p><p>portanto, construir um ambiente que estimule a brincadeira</p><p>em função dos resultados desejados. Não se tem certeza de</p><p>que a criança vá agir, com esse material, como desejaría-</p><p>mos, mas aumentamos, assim, as chances de que ela o</p><p>faça" (Brougere, 1997).</p><p>5. Aulas temáticas: histórias contadas (contos de fadas e</p><p>fábulas) = faz-de-conta/imaginação. Atividades de aula re-</p><p>lacionadas com: personagens; ação dos personagens; os</p><p>lugares da história; o enredo da história.</p><p>A AULA É UM MOMENTO PLENO, NECESSITA</p><p>DE UM CLIMA ALEGRE .</p><p>Se de.çejm um ambiell1e alegre (' jestil'(J em suas aulas. lItili:e a</p><p>mlÍsica. e/a desperta a u"sibilidade e alegria "o.~alullos.</p><p>Williml1</p><p>Olha a dona aranha subindo pelas paredes</p><p>Veio a chuva fone e a derrubou!</p><p>A chuva parou e o sol já vem surgindo</p><p>E a dona aranha pela parede continuou a subir...</p><p>Comprei um peixinho, lindo e vermelhinho,</p><p>Comprei um aquário para ele morar,</p><p>O peixinho nada, nada depressinha,</p><p>Eu não sou peixinho,</p><p>mas eu sei nadar!!!</p><p>Fui nadar numa piscina, na, na,</p><p>Infestada de tubarão, rão, rão,</p><p>Saiu de lá, lá, lá,</p><p>Uma tartaruga, ga, ga,</p><p>Olhou para mim, olhou para mim,</p><p>E fez assim, Buuuuuuu!!!</p><p>Cavoca, cavoca,</p><p>Para achar uma</p><p>Minhoca, minhoca,</p><p>Minhoca estou</p><p>Ficando louco.</p><p>A gente gosta de brincar de circo</p><p>Dar cambalhotas, fazer palhaçadas</p><p>A gente adora imitar os bicbos,</p><p>Como é bom brincar.</p><p>A gente faz a mágica mais linda</p><p>Transforma a vida numa grande festa</p><p>A gente canta, dança, bate palma e não quer parar</p><p>Vem a foca com a bola no nariz</p><p>O elefante fazendo chafariz</p><p>Vem a macacada todo de uma vez</p><p>Tira, bota a gente pede bis</p><p>O palhaço deixa tão feliz</p><p>Quando o grito bate forte no seu coração.</p><p>Croc, croc, croc, croc</p><p>Sapo puJa, pula entrou lá na minha casa</p><p>Da porta da cozinha foi atrás da criançada</p><p>Vovó soltou um grito, pois estava bem na entrada</p><p>O sapo deu um salto bem em cima da almofada</p><p>Pula, pula, pula, pula e faz rtrula</p><p>O sapinho lá de casa pula, pula, pula (bis)</p><p>Pato Zico mais popular</p><p>Pato Zico pato cantor</p><p>Abre o bico e pões prá quebrar</p><p>A canção do quá-quá</p><p>A canção do quá-quá (bis)</p><p>Eu conheço uma galinha</p><p>Galinha da vizinha, avezinha magricela e depenada</p><p>Quem tem pena da galinha, avezinha depenada</p><p>A galinha magricela da vizinha</p><p>Bota ovos, bota ovos sem parar</p><p>A galinha magricela bota ovos sem parar</p><p>A galinha magricela bota 1,2,3 e sem parar</p><p>A galinha magricela vira cambalhota e bota 4 de uma vez</p><p>A galinha magricela bota 10, 100 e 1000</p><p>A galinha magricela bota ovo, bota a galinha do Brasil.</p><p>Ciranda, cirandinha vamos todos cirandar</p><p>Vamos dar a meia volta, volta e meia vamos dar</p><p>O anel que tu me destes era vidro e se quebrou</p><p>O amor que tu me tinhas era vidro e se quebrou</p><p>A canoa virou, foi deixar ela virar</p><p>Foi por causa do (nome do aluno) que uão soube remar</p><p>Se eu fosse um peixinho e soubesse nadar</p><p>Eu tirava (nome do aluno) do fundo do mar</p><p>Siriri pra cá, siriri pra lá o (nome do aluno) é velho mais não</p><p>quer casar</p><p>Respirações e bloqueios:</p><p>Caranguejo</p><p>Caranguejo, caranguejo, faz tchibun, faz tchibun</p><p>Caranguejo, caranguejo, faz tchibun, faz tchibun</p><p>A galinha do vizinho bota ovo amarelinho</p><p>Bota 1,2 ...9 e bota 10</p><p>(comentários do professor: a galinha ficou preguiçosa e</p><p>botará OS ovos, depois 2 e 1 ).</p><p>o sapo não lava o pé, não lava porque não quer</p><p>Ele mora lá na lagoa e não lava o pé porque não quer</p><p>Hummmmmmmnun mas que chulé!!!!!</p><p>obracinbo do crawlzinbo faz assim, faz assim ou (tcham, tcham)</p><p>O bracinbo do crawlzinbo faz assim, faz assim ou (teham, tcham)</p><p>Cotovelo levantado, o bracinho esticado</p><p>O bracinho do crawlzinho faz assim (tcham, tcham)</p><p>Todas as músicas deverão ser cantadas com muita partici-</p><p>pação e vibração por parte do professor, criando uma situ-</p><p>ação de fantasia e magia. É importante a expressão facial e</p><p>corporal, levando a criança a parricipar da fantasia. Não</p><p>desista se nas primeiras vezes a criança não cantar, poderá</p><p>estar cantando nas próximas aulas, basta ter paciência.</p><p>Iniciei a nobrc arte de dar aulas de natação aos 16 anos,</p><p>numa época em que o número de especialista da área e de</p><p>Faculdade de Educação Física era deficiente e a oferta de</p><p>espaço para ministrar aulas de natação era maior que os pro-</p><p>fessores.</p><p>Diferente dos dias atuais, encontramos opções de bons pro-</p><p>fessores fOffilados na ãrea de natação. Sempre me preocu-</p><p>pei com o fato de a natação ser levada a sério e de uma</p><p>maneira científica. Jamais aceitei idéias sem testá-Ias, vivenciá-</p><p>Ias ou questioná-Ias e isto me ajudou na busca de explica-</p><p>ções para várias situações e metodologias das aulas.</p><p>Ao finalizar este livro, sinto um grande prazer, o prazer de</p><p>levar até vocês os conhecimentos adquiridos nesses anos</p><p>como professor de natação. Praticamente deixei de ser pro-</p><p>fessor de natação dos 20 até os 33 anos para dedicar-me à</p><p>profissão de técnico de natação nos clubes Juventus e Pi-</p><p>nheiros de São Paulo. Ao sair do Pinheiros, continuei como</p><p>técnico de outras equipes e reiniciei minha participação</p><p>como professor. Quando menos eu esperava iniciei como</p><p>professor na Escola Polé de Natação, cantando, motivan-</p><p>do, segurando crianças de um lado para outro na piscina.</p><p>Fiquei muito emocionado ao redescobrir os encantos da</p><p>aprendizagem da natação para as crianças. A partir desse</p><p>momento, junho de 1984, iniciei meus estudos e experiên-</p><p>cias concluídas neste livro que vocês acabaram de ler, fo-</p><p>lhear ou analisar capítulos mais importantes. Meu maior</p><p>objetivo ao escrever essas experiências é o de levar até a</p><p>comunidade aquática uma proposta diferente das apresen-</p><p>tadas até o momento.</p><p>Descrever sobre maturação; incluir métodos jamais menci-</p><p>onados nas literaturas de natação; descrever os estilos e</p><p>alguns exercícios interessantes e atuais; dissecar a aprendi-</p><p>zagem do mergulho, sa.ídas e viradas, temas geralmente</p><p>abordados num enfoque mais técnico; a cri atividade das</p><p>aulas e músicas na aprendizagem. Seria muita pretensão da</p><p>minha parte acreditar que esgoto o assunto da Aprendiza-</p><p>gem da Natação, mas com certeza os temas descritos abri-</p><p>rão novos horizontes, principalmente para os apaixonados</p><p>pela natação, didática e o seu ensino. Termino esse livro</p><p>não cansado, exausto por escrever, mais satisfeito, alegre e</p><p>motivado a continuar a escrever mais sobre minhas experiên-</p><p>cias aquáticas.</p><p>ANDRIES IR., O; Pereird, M. D.; Wassal, R. Natação Animal. São Paulo:</p><p>Manole, 2001.</p><p>BALDW1N, A. Teorias do Desenvolvimell1o da Criança. São Paulo:</p><p>Pioneira, 1973.</p><p>ETfO, J. B. Nataçào - A Didática Moderna da Aprendizagem.</p><p>São Paulo: Sprint,I995.</p><p>BRESGF.5, L. Natação para O meu Neném. São Paulo: Ao livro técnico</p><p>V.V/A, 1980. led.</p><p>BROUGF.RE, G Brinquedo e Cultura. São Paulo: Cortez, 1997. 2.ed.</p><p>CRA1TY, B. J.A 11l1e/igéllciapelo Movimell1o. São Paulo: DJFEUDifusão</p><p>Editorial, 1975.</p><p>CORREL, W.; SCIIWARZE, H. Psicologia da Aprendizagem. São Paulo:</p><p>Pioneira, 1976.</p><p>COWIN. C. Nadando para o século XIX. São Paulo: Manole, 2CX>O.</p><p>DELucA, A. Brincadeiras e Jogos Aquáticos. São Paulo: Sprint. 1999.</p><p>GAROFF, G: CATTEAU, R. O Ensino da Natação. São Paulo: Editora</p><p>Manole, 1990. 3ed.</p><p>LIMA, W. U. TreinamenfO em Academia. São Paulo: Icone Editora, 1996.</p><p>MACHADO,D. Na/ação: Teoria e PrÚtica. São Paulo: Editora Sprint, 1995.</p><p>MAGI.lSCI-IO,E. Swimminf] Fasta. São Paulo: Mayfield Company, 1982.</p><p>MAul.ISCHO, E. Nadalldo ail/da mais rúpido. São Paulo: ManoJe, 1999.</p><p>MUSSEN, P. Desenvolvimento Psicológico da Criallça. São Paulo:</p><p>Editam Pioneira, 1976.</p><p>NASCIMENTO. R. A Natação nosso Esporte Arte. São Paulo: Grafilivros</p><p>Editares Ltda, 1987.</p><p>PAL\1ER. M. L. A Ciêncül do Ensino dtl Nataçiio. São Paulo: Editora</p><p>Manole. 1991.</p><p>RIBEIRO, L. O Sucesso 'Ido ocorre por acaso. São Paulo: Moderna. 1991.</p><p>PEREIRA, M. D. Aprendendo a fladar em Ludicidade. São Paulo: Phorte</p><p>Editora, 2005.</p><p>VEI.ASCO, C. Brincaro Despertar Psicol1lotor. São Paulo: Sprint Editora.</p><p>1976.</p><p>Professor de Educação Física graduado pela Faculdade de</p><p>Educação Física de Santos. CREF - 00023-SP-4-G</p><p>Psicólogo Clínico pela Universidade Metodista de São</p><p>Bernardo do Campo - CRP - 6775-SP</p><p>Coordenador do Centro de Preparação Psicológica do</p><p>Esporte Clube Pinbeiros - SP - 1981 - 1984</p><p>Supervisor Técnico do Projeto IGbon de Natação - SP -1987</p><p>- 1991</p><p>Diretor e Professor da Escola Dolphins de Natação e Fitness</p><p>- SP - Desde 1988</p><p>Especialização em Escolas de Natação do Japão - Toldo -</p><p>Japão -1977</p><p>Mérito Esportivo Brahma corno Melhor Técnico do Brasil _</p><p>1980</p><p>Técnico da Seleção Brasileira - Sulamericano- 1977n8n91</p><p>80/81182/83/84/87 - 1990/911921 - 1998 Copa Latina- 19791</p><p>80181/82189/1998 , Panamericano 1991199 e Mundial 19951</p><p>97/99.</p><p>Técnico da Seleção Brasileira Universitária - Universiade-</p><p>Edmonton - Canadá - 1983</p><p>Técnico da Seleção Brasileira Universitária - Universiade-</p><p>Messina - Sicilia - ltália- 1997</p><p>Técnico da Seleção Paulista - Campeonato Brasileiro de</p><p>Seleções. 1974175176177178179/80/81/82/83/87/88/89190/96</p><p>Colaborador do Jornal Aquático - Órgão da Federação</p><p>Paulista de Natação -1996 - 1998</p><p>Comentarista esportivo especializado em natação pela ESPN</p><p>Brasil - Desde 1996</p><p>Professor da disciplina de natação Faculdade de Educação</p><p>Física do UniF.M.U - SP. Desde 1990</p><p>Professor da disciplina de natação Faculdade de Educação</p><p>Física da UN1CID-SP - 1998 - 1999</p><p>Coordenador e Professor do Curso de Pós Graduação em</p><p>Natação da Facnldade de Educação Física do UniF.M.U. SP.</p><p>- Desde 1994</p><p>Coordenador e Professor do Curso de Pós Graduação em</p><p>Natação da Faculdade de Educação Física da Universidade</p><p>Gama Filho. RJ. - Desde 2003</p><p>Professor convidado do Curso de Pós Graduação das</p><p>Faculdades Claretiauas de Batatais - SP. Desde 1998</p><p>Professor convidado do Curso de Pós Graduação da Faculdade</p><p>de Educação Física de Catanduva - SP . 1998</p><p>Professor convidado do Curso de Pós Graduação na Faculdade</p><p>de Educação Física de Santo André - SP. 2001</p><p>Palestrante do 4° Simpósio Internacional de Medicina</p><p>Esportiva - Rosário -Argentina - RFA. 1995</p><p>Supervisor Técnico da Seleção Brasileira Feminina de</p><p>Natação. 1997 - 2001</p><p>Palestrante nas várias Clinícas e Palestras de Natação do</p><p>Brasil</p><p>CBDA - FITNESS BRASIL-ENAF -JüPEF-SESC-</p><p>Editor dos livros - Treinamento em Academias - Editora Íconc</p><p>- 1996 e Natação e Liberdade - Editora Referência - 2004</p><p>~, b ",r""" .,,",., 'h/i,"Ne<t4 O ra, OprOj or W"'UU"'Xr"""",~,</p><p>deJ,iWl1drtVe- tutalistV diftreJti:M tÚ70r~mr</p><p>pMajÓJiuu partVOmrUw dA, fUltaçàb de, uuu<-</p><p>foYlffA.,tÚejre-e-WClJnJ;r~ Trai:~,e-de,uuu<-</p><p>rejerêYI.CitVobrijai:órUvpartV MJue& 1~pre--</p><p>teIuieuv trtÚ7a!hArClJI11-fUltaçàb, atu/Ú#wtft</p><p>uuu<- dtu atiuidade< júiuu mal< re-ClJuteI1.tÚv</p><p>dtu, iJuiiauuW partV MfaiXM ei:áriM e-ClJUW</p><p>prifW'xÚC de, U<JAibu uwlé,t:itu mpirai:óritu,</p><p>E~e-por mo, O prof-or de, Ed&a.çM</p><p>Fúica-1~trtÚ7a1JuvClJI11-1ftláU;ãi>?ruMtV ter tU></p><p>'eJktÚuJ1L&~ diddiicas e-pedfijÓJicas</p><p>1~~ver,atiMmfW 'eJktrtÚ7at1w,</p><p>I~horte</p><p>EDITORA</p><p>levando os alu-</p><p>nos a possíveis frustrações e desistências.</p><p>Os rumos do desenvolvimento do ser humano podem ser:</p><p>próximo distal ou cefalocaudal, ou seja, primeiro desen-</p><p>volve-se o cérebro, tórax e posteriormente, no estágio da</p><p>puberdade, é que braços e pernas são desenvolvidos. Ao</p><p>atingir 06 anos de idade, o cérebro alcança 80% do seu de-</p><p>senvolvimento.</p><p>Podemos dizer que os indivíduos aprendem os nados com-</p><p>petitivos quando desenvolvem a coordenação mais fina,</p><p>pois os movimentos exigidos são semelhantes ao de escre-</p><p>ver e ler, que ocorrem dos 04 aos 06 anos, precocemente</p><p>aos 03 anos e tardiamente aos 06 anos.</p><p>Aprendizagem, maturação dos nados e faixa erária</p><p>NADO</p><p>CRAWL</p><p>COSTAS</p><p>PEITO</p><p>GOLFINHO</p><p>JFA.lIXA ]E</p><p>04 aos 06</p><p>04 aos 06</p><p>05 aos 07</p><p>07 aos 09</p><p>Quadro demonstrativo do desenvolvimento maturacional das crianças,</p><p>do nascimento até os 06 anos.</p><p>][j I Inicialmente letraielocom eslranhos I Im~alrabaJhocasejro I \ I Poe os sapatos I</p><p>I I</p><p>Rireativamenle II Brinca, Dança ou canta I Usacolher,derramapouoo 11 Abotoa</p><p>I Rlesponlaneamente I II Joga bola com o examinador I</p><p>I1</p><p>Lava e seca as mãos ,</p><p>I</p><p>I Come biscoitos I Indica desejo (nàochora) I Ajudaemcasa-Tarefassimples I Veste-se com</p><p>supervisão</p><p>Resiste a reliradade brinquedos</p><p>I Separa·sefacilmenledamàe</p><p>I I I</p><p>I Brinca de esconder I Bebe do copo I Brinca com jogos inleralivos</p><p>I Procurabrlnquedosforadoalcance I Veste·sesam</p><p>II Remove roupas supeMsão</p><p>I I I</p><p>ª Agarrachocalho I I Senta,olhaum!lo I</p><p>I I I I I I I I</p><p>Rabisca espontaneamente I Oopia+</p><p>linha média I</p><p>I II II I Torre de 2 cubos Co~a O I</p><p>Movimentos I Olha objeto I Senta· pega 2 cubos I Co~a O</p><p>~</p><p>II Procura II I Torre de 4 cubos Irnilapontel. lmitademostraçâo O</p><p>Seque após umobjelo</p><p>Bale 2 cubos seguros nas mãos</p><p>linha média</p><p>III</p><p>I Seque 1aoo I Ajunta bolinhas I I Imita linha vertical denlro de 30" I Desenha homem com 3 partes</p><p>I~I Mãos juntas I I IAgarraCOm polegar o dedos I</p><p>I Derrama bolinhas do recipiente· espontaneamente I~~~~s~on</p><p>I Passa um cubo I I I rrrde mão para mão Derrama bolinhas do recipiente· demonstração</p><p>I I I I I I I I I I I I</p><p>I I</p><p>I</p><p>II Papa ou mama não específico I 3 palavras além de mama, papa I Compreende'r. II</p><p>E~" I</p><p>Volta-seaochamaclo I Combirla2 palavras diferentes</p><p>~:;~~~3de4Cfl I</p><p>Reconhece cores 3de4</p><p>Nomeia uma figura</p><p>Grita Sequeordens2de3 I</p><p>Emparelhaanaklgia2de3</p><p>I lmila sons de palavras I</p><p>Usa pl~rais I I Definepalavras6de9</p><p>De l' e último nome</p><p>I I I I</p><p>Da composição objelos</p><p>~</p><p>Mantém algum peso nas pernas I Fica em pé momentaneamente Empurra a bola para dianle</p><p>I· I I I I ·1°'9·</p><p>i:'~r :';';40' I I Pu"do paras",lar I I Anda segurando oos móveis I I</p><p>Arremessa bola de cima para baixo</p><p>I Pulacomumpé I1</p><p>~ I Senta sem apoio I</p><p>Mantem-se bem de pé</p><p>Pega bola saltando</p><p>I '''9</p><p>~:o1~'~o~:;os Fica em pé seguro I Para e recomeça I I Pula no lugar I Marchacalcanhar-pé I</p><p>Puxa para licar de pé I Anda bem I Pedala Triciclo</p><p>Mantém cabeça estável Anda para Irás calcanhar-pé</p><p>I Allda para trás I Pulo amplo III Rola I Consegue sentar I I I I I</p><p>1-55eg ISDbedegraus</p><p>Teste do Desenvolvimento de Denver</p><p>l'eL Fl'unkenblll"g WK - Denver Developmental Screening Test. J Ped 71 : 181- 91,1967 .</p><p>Quadro demonstrativo do desenvolvimento pedagógico</p><p>na natação das crianças do nascimento até os 06 anos</p><p>(WiIliam, 1998).</p><p>Água no rosto - bloqueios respf'</p><p>ratórios - observa o ambiente, mo-</p><p>vimentando braços, pernas e o</p><p>olhar. Os movimentos aqui apre-</p><p>sentados são rústicos. Realiza mo-</p><p>vimentos na água com auxílio do</p><p>professor.</p><p>Bloqueios respiratórios - observa</p><p>o ambiente, movimento de braços</p><p>e pernas semelhantes ao engatinbar.</p><p>Salta da borda e movimenta-se na</p><p>água com auxílio do professor. As</p><p>músicas são utilizadas mais como</p><p>tranqüilizantes e para a obtenção do</p><p>elo de ligação professor - criança.</p><p>Sociabilização - Reconhece o</p><p>professor - Salta da borda e des-</p><p>loca-se na água sem auxílio - fica</p><p>em apnéia durante 10 a 20 segun-</p><p>dos. Entende soltar o ar "bolinhas"</p><p>dentro da água. Abre os olhos em-</p><p>baixo da água, facilitando sua ori-</p><p>entação. Brinquedos educativos</p><p>""" '<>\,'-\" '<. "","\\L'I>.<I,."" <:,""" ,,1,,)'<.\\-</p><p>vos pedagógicos. As músicas ser-</p><p>vem para a interação entre o pro-</p><p>fessor, exercício e aluno e manu-</p><p>tenção da motivação.</p><p>Aumenta o tempo de apnéia de 10 a</p><p>30 segundos. Maior o relacionamen-</p><p>to com meio líquido. Durante o des-</p><p>locamento submerso, abre os olhos</p><p>e melhora a curiosidade. exploran-</p><p>do o meio. Relacionamento com OS</p><p>brinquedos realiza-se através de fan-</p><p>tasias, nas quais as estórias fazem</p><p>parte das aulas. Nessa fase, as fan-</p><p>tasias e as música,; são as estratégi-</p><p>as mais importantes, coincidindo</p><p>com a prontidão neurofisiológica A</p><p>noção de profundidade e os primei-</p><p>ros sinais de defesa aparecem nes-</p><p>sa fase (medo de não colocar os</p><p>pés no fundo da piscina).</p><p>Primeiros movimentos caracterizan-</p><p>do os nados competitivos. Movimen-</p><p>tos da~ pemas conduzidos, semelhan-</p><p>tes aos estilos crawl e costas. Movi-</p><p>mentos dos braços rudimentares, s0-</p><p>mente utilizados como apoio para</p><p>respirar (elevar a cabeça, não respi-</p><p>ração específica dos estilos).</p><p>A sociabilização manifesta-se pe-</p><p>las fantasias e músicas, estratégi-</p><p>as adequadas à faixa etária. Acen-</p><p>tua-se o receio pela parte mais fun-</p><p>da da piscina, pois entende tudo</p><p>o que se passa no meio ambiente</p><p>como: atitudes do professor, pais;</p><p>local mais fundo. Primeiras no-</p><p>ções de segurança - como entrar</p><p>e sair da piscina - fundo - raso -</p><p>evitar conidas.</p><p>Surgem os primeiros movimen-</p><p>tos oriundos da coordenação</p><p>mais fina, com pernas de crawl e</p><p>costas mais caracterizados. Mo-</p><p>vimentos de braços não somente</p><p>como apoio, mas também como</p><p>deslocamento. Como braçada de</p><p>crdwI, somente a fase submersa</p><p>- mais fácil. Caracterização das</p><p>fantasias nos exercícios como: Ja-</p><p>caré - braços estendidos, uma</p><p>mão sobre a outra, deslizar pela</p><p>água. Comportamento de explo-</p><p>rar a piscina realizado através de</p><p>brincadeiras como "caça ao te-</p><p>souro". Atividades recreativas du-</p><p>rante e ao fmal das aulas; saltos</p><p>da borda com apoio de aros são</p><p>bem aceitos.</p><p>Acentua-se a coordenação mais fina, con-</p><p>seqüentemente os movimentos das pernas</p><p>de crawl e costas ficam mais elaborados</p><p>aproximando-se do movimento ideal. Nes-</p><p>se momento as pernas começam a auxiliar</p><p>a sustentação (apoio) do corpo. Quanto</p><p>aos movimentos de braços, ainda são rea-</p><p>lizados com dificuldade, principalmente o</p><p>movimento aéreo (recuperação) pela difi-</p><p>culdade em tirá-Ias da água.</p><p>É comum encontrarmos nessa fase mais</p><p>intensa da coordenação, crianças com</p><p>desenvolvimento mais tardio em rela-</p><p>ção a outras e' crianças que ficam du-</p><p>rante alguns meses sem apresentar evo-</p><p>lução nos movimentos. Alguns realizam</p><p>rapidamente o exercício, outros não.</p><p>Apresentamos aos alunos a coorden-a-</p><p>ção das pernas e braços e a respira-</p><p>ção específica do crawl - respiração</p><p>lateral. Os movimentos da braçada são</p><p>realizados com mais facilidade princi-</p><p>palmente a parte aérea. É importante</p><p>incrementar os movimento das mãos</p><p>nas diferentes direções com o objetivo</p><p>de desenvol ver a sensibilidade quanto</p><p>à sustentação e propulsão (desloca-</p><p>mento). Iniciamos a coordenação dos</p><p>movimentos das pernas, braços. respi-</p><p>ração especifica, até ãIcançarmos</p><p>o nado completo, complexidade</p><p>de movimentos que a criança de-</p><p>verá realizar.</p><p>Os movimentos coordenados dos</p><p>nados crawl e costas são mais ela-</p><p>borados, iniciando a fase do aper-</p><p>feiçoamento. É incrementado o</p><p>mergulho elementar, movimentos</p><p>mais elaborados do que os saltos</p><p>apresentados nas idades anteriores.</p><p>As crianças realizam alguns movi-</p><p>mentos de pernada de peito.</p><p>Maturaóonalmente é a idade em</p><p>que as crianças mais assimilam os</p><p>movimentos dos estilos crawl, cos-</p><p>tas e mergulho elementar, encerran-</p><p>do praticamente a primeira fase da</p><p>pedagogia da natação.</p><p>ela 11/1'il/spira dois semimellfos: Ternura pelo qlle</p><p>re~peilu pelo qlle pode ser.</p><p>Piaget</p><p>Analisando e estudando as inúmeras definiçães de aprendi-</p><p>zagem, elaborei uma que gosto muito de praticar:</p><p>"Aprendizagem é um processo de ação recíproca entre o</p><p>ser humano e o meio biológico ou cultural".</p><p>o processo da aprendizagem é desencadeado quando</p><p>acon-</p><p>tece um fato novo. Concluindo, podemos afirmar que:</p><p>"Aprendizagem é o indivíduo estar diante de um fato novo,</p><p>(exercício) ocorrendo uma interdependência entre os fato-</p><p>res intrínsecos (internos, representados pelo nível</p><p>maturacional e vivências anteriores dos indivíduos) e os fa-</p><p>tores extrínsecos (externos, representados pelo meio ambi-</p><p>ente e estratégias do professor), resultando na redução da</p><p>tensão do indivíduo em aprender determinado exercício,</p><p>tensão esta decorrente da exposição dele a um fato novo</p><p>não assimilado anteriormente.</p><p>APRENDIZAGEM</p><p>fator novo</p><p>fatores internos</p><p>(maturação - vivências anteriores )</p><p>x</p><p>fatores externos</p><p>(ambiente - escola - materiais - estratégias do professor)</p><p>Movimento aprendido</p><p>Redução da Tensão</p><p>Necessidade de Aprender</p><p>Movimento não aprendido</p><p>Aumento da Tensão</p><p>Necessidade de Aprender</p><p>É interessante, durante a aprendizagem da natação, apre-</p><p>sentar aos alunos exercícios e estratégias coerentes com os</p><p>níveis pedagógico e maturacional, de simples assimilação,</p><p>pois a tensão (gerada pela expectativa de acertar ou errar)</p><p>está presente durante a aprendizagem da natação.</p><p>Muitos nadadores que se aventuram a ministrar aulas de nata-</p><p>ção, sem uma formação pedagógica específica, preocupam-</p><p>se mais com que o aluno faça o que ele (professor) consegue</p><p>fazer, esquecendo que eles praticaram a natação muitos anos e</p><p>o aluno não, distanciando-se pedagogicamente do aluno.</p><p>Isso acontece também com técnicos que não se atualizam</p><p>quanto à pedagogia, propondo aulas de natação com mui-</p><p>tas explicações e pouco conteúdo pedagógico.</p><p>É comum observannos professores que explicam minucio-</p><p>samente os exercícios ou pennanecem a aula inteira cha-</p><p>mando a atenção de determinado aluno que não obtém êxi-</p><p>to na sua técnica. Isso não é interessante na aprendizagem</p><p>da atividade física, pois o movimento humano é muito com-</p><p>plexo, diferente da atividade do pensar. Quando movimen-</p><p>tamos o nosso corpo na água, não basta somente pensar;</p><p>mas pensar e movimentarmos 'nossos ossos, articulações,</p><p>músculos na direção certa.</p><p>Um aluno adulto, por exemplo, que passa por uma experi-</p><p>ência de aprendizagem em que o professor explica e exige</p><p>demais dos seus movimentos durante a fase da aprendiza-</p><p>gem da natação, aprenderá os movimentos de uma maneira</p><p>mais contraída e tensa. Basta observarmos as piscinas dos</p><p>clubes nos finais de semana para comprovannos que mui-</p><p>tos alunos nadam contraindo muito os músculos, quando</p><p>deveriam nadar mais naturalmente. o mesmo não aconte-</p><p>cendo com os' adultos que aprenderam de maneira mais</p><p>relaxada e com movimentos mais fáceis.</p><p>Há alguns anos atrás, quando não havia escolas de natação</p><p>e nem processos pedagógicos mais elaborados, crianças</p><p>que aprendiam a nadar nos rios e lagos realizavam movi-</p><p>mentos mais naturajs do que muitos alunos apresentam nas</p><p>escolas atualmente, pois eram movimentos livres, espontâ-</p><p>neos; evidentemente que no aspecto medo e receios do</p><p>meio líquido, as crianças que aprendiam a nadar nos rios</p><p>tinham bem mais medo que o apresentado atualmente no</p><p>caso de crianças que recebem orientação.</p><p>Quanto mais nos aprofundarmos nos processos da apren-</p><p>dizagem, nas diferenças entre o aprender, aperfeiçoar e trei-</p><p>nar, melhor será o nível das nossas aulas e conseqüente-</p><p>mente o ensino da natação.</p><p>Tomando como base que a realidade técnica são os estilos</p><p>dos melhores nadadores do mundo, Gustavo Borges,</p><p>Scherer, Popov, podemos adotar os seguintes parâmetros:</p><p>Aprender: noções simplificadas da realidade</p><p>Aperfeiçoar: noções mais próximas da realidade</p><p>Treinar: realizar e tentar ultrapassar a realidade.</p><p>Segundo pesquisas recentes sobre o cérebro humano e pre-</p><p>conizado pelos neurolingüístas, o cérebro divlde-se em dois</p><p>hemisférios o esquerdo e o direito:</p><p>criativo</p><p>amplo</p><p>artistico</p><p>corporal</p><p>racional</p><p>detalhista</p><p>mecanicista</p><p>lógico</p><p>Onde podemos situar a atividade física e natação no as-</p><p>pecto da aprendizagem? Exatamente no hemisfério direito,</p><p>devido ao fato de trabalharmos mais com O corpóreo e</p><p>com atividades lúdicas.</p><p>Sendo assim, é mais produtivo desenvolvermos aulas cria-</p><p>tivas, sem muitos detalhes da técnica. Atividades globais,</p><p>em que o mais importante é a realização dos movimentos,</p><p>mesmo que não sejam "tecnicamente" perfeitos, lembran-</p><p>do as crianças que aprendem a nadar sozinhos ou jogam</p><p>futebol nos campos de várzeas e que, na maioria das vezes,</p><p>aprendem de uma forma mais descontraída e sem muitas</p><p>cobranças e pressões. Isso não quer dizer que os alunos</p><p>não devam ser orientados, mas sim que as orientações es-</p><p>tejam ao alcance deles.</p><p>Quanto ao hemisfério esquerdo, utilizamos na atividade fí-</p><p>sica e natação, principalmente nos treinamentos. É comum</p><p>observarmos atletas que ficam horas e horas treinando de-</p><p>terminada técnica de nado, virada ou saída.</p><p>Durante uma sessão de treinamento dos Jogos Pao-america-</p><p>nos disputados em Havana - Cuba, lembro-me de que du-</p><p>rante uma hora ficamos treinando a equ.ipe feminina de</p><p>revezamento 4xlOü livre (Paula Marsiglia - Paula Aguiar</p><p>- Paoletti Filippini - Isabele Vieira) com o objetivo de</p><p>melhorar a saída e troca de posições entre as nadadoras.</p><p>Todos os detalhes foram observados: posicionamento dos</p><p>pés no bloco de partida, momento do giro dos braços, o</p><p>momento em que a companheira passava na direção das</p><p>mãos, técnica da saída (algumas não estavam adaptadas ao</p><p>giro dos braços) e o resultado foi uma medalha de bronze.</p><p>Normalmente os técnicos filmam os atletas durante as saí-</p><p>das a 11m de observarem todos os detalhes.</p><p>Ao se deparar CO/llnOl'os e emociollalltes exercícios. 11(/0 se COII-</p><p>lente somente com a emoção momelltânea que ele nos oferece,</p><p>desperte sI/a cllriosidade, procure os molivos e as causas de eles</p><p>Alguns autore~ ge natação evidenciam, nos seus livros, mé-</p><p>todos estudados pela pedagogia como concepções analíti-</p><p>cas, globais, proprioceptivas.</p><p>Catteau e Garotf no livro "O Ensino da Natação", colo-</p><p>cam no capítulo 02, 5 I a 109, com muita propriedade, os</p><p>métodos utilizados na aprendizagem da natação.</p><p>Quando freqüentei a Faculdade de Psicologia, ministrava</p><p>aulas e treinamento de natação e chamou-me a atenção os</p><p>estudos sobre os métodos de aprendizagem na disciplina</p><p>Psicologia do Desenvolvimento, em que pela primeira vez</p><p>ouvi falar de métodos de aprendizagem desenvolvidos a</p><p>partir de estudos da teoria de Pavlov, Thorndike e outros.</p><p>Procurei aliar a experiência adquirida nas aulas de nataç,ão</p><p>aos métodos estudados na psicologia do desenvolvimento</p><p>e ao ler os exercícios propostos nos livros de natação, fui</p><p>adaptando os métodos, ou seja, comecei a dar significado</p><p>aos inúmeros exercícios sugeridos durante a aprendizagem.</p><p>Fiquei feliz ao ler o livro "Metodologia da Natação" do</p><p>professor David Camargo Machado, no qual se mencio-</p><p>na a teoria e metodologia do "Erro e Acerto", proposta</p><p>por Thorndike, método que a Psicologia do Desenvolvi-</p><p>mento preconizava.</p><p>Lembro que ao ler o livro "Natação para o meu Neném",</p><p>de L. Borges, revisado pela professora Liselotte Diem, de-</p><p>parei-me com propostas de exercícios para as crianças re-</p><p>alizarem o salto da borda, o deslocamento na água e como</p><p>segurar as mãos do professor, tudo isso através das "Apro-</p><p>ximações Sucessivas", metodologia que o livro nada ex-</p><p>plicava. Mas foi gratificante constatar que poderia utilizar</p><p>os estudos da Psicologia do Desenvolvimento em benefí-</p><p>cio da aprendizagem da natação.</p><p>Constatar isso foi muito bom e poderá sê-Io também para</p><p>todos os professores que, ao depararem com exercícios,</p><p>despertem a própria curiosidade e procurem explicações</p><p>científicas e metodológicas para eles, pois além de toma-</p><p>rem a leitura mais agradável, também poderão adaptar no-</p><p>vos métodos à aprendizagem da natação.</p><p>Segundo Piaget. a criança está orientada para o triunfo. Os</p><p>atos que dão certo são preservados, os que fracassam, desa-</p><p>parecem.</p><p>Épor volta de dois ou três anos de idade que a criança come-</p><p>ça a buscar a verdade, compreender e não somente explorar.</p><p>Podemos aplicar os estudos desenvolvidos por Piaget na apren-</p><p>dizagem da natação, principalmente na natação para bebês, pois</p><p>Piaget estudou com muita propriedade o período do na'iCimen-</p><p>to aos 24 meses, cienominado período sensório-molor.</p><p>Quando analisamos os exercícios que realizamos nas aulas</p><p>para bebês e os relacionamos aos estudos sobre o período</p><p>sensório-motor, observamos que os exercícios, criados num</p><p>momento de "magia" por parte do professor. têm muito</p><p>dos estudos de Piaget.</p><p>Piaget propõe 04 fases ou estágios do desenvolvimento do</p><p>ser humano do nascimento até a fase adulta:</p><p>Estágio O I: Período Sensório-Motor</p><p>Estágio 02: Período Pré-Operacional</p><p>Estágio 03: Período das Operações Concretas</p><p>Estágio 04: Período das Operações Formais</p><p>Podemos relacionar os exercícios da aprendizagem com</p><p>os estágios propostos por Piaget.</p><p>Estágio O I: Período Senso-Motor - período compreen-</p><p>dido do nascimento até a criança completar 24 meses.</p><p>A criança durante esta fase adquire habilidades e adapta-</p><p>ções do tipo comportamental. Durante esta fase a criança</p><p>ainda não desenvolveu habilidades como raciocínio, coor-</p><p>denação motara mais fina. Os exercícios são realizados atra-</p><p>vés de adaptações de estímulos e respostas. Uma detenni-</p><p>nada música, por exemplo. "A galinha do vizinho", que a</p><p>princípio é um estímulo neutro, ou seja."nada tem a ver"</p><p>com a natação, passa a constituir um estímulo condiciona-</p><p>do, pois é agradável e motivante. Piaget, ao observar as</p><p>crianças durante o penodo senso-motor, chegou às con-</p><p>clusões:</p><p>A criança utiliza mais os reflexos no relacionamento com o</p><p>meio ambiente. Qualquer ruído ou uma luz mais forte cha-</p><p>mará a atenção da criança fazendo com que a atenção dela</p><p>volte-se para a origem do estímulo ou a afaste, como no</p><p>caso da luz. Os primeiros banhos são importantes para a</p><p>adaptação ao meio líquido. A maneira com que os pais</p><p>molham o rosto ou transferem o seu calor para a criança</p><p>orientarão futuros trabalhos de aprendizagem da natação.</p><p>Geralmente os banhos são realizados em ambiente agradá-</p><p>vel, sem muitas interferências, justamente para não voltar a</p><p>atenção da criança para outros estímulos.</p><p>Uma das perguntas freqüentes em natação é qual a idade</p><p>ideal para as crianças praticarem-na.</p><p>Desde o nascimento, se as condições forem favoráveis (pis-</p><p>cina com a temperatura próxima do banho, muito bem trata-</p><p>da) e os fatores culturais o pennitirem.</p><p>Sabemos que nos países europeus os pais colocam as crian-</p><p>ças desde o nascimento. Observamos nas matérias dos</p><p>telejomais imagens de professores colocando crianças de</p><p>poucos meses em lagos gelados. Imaginem realizarmos isso</p><p>com crianças latinas!</p><p>Durante este período de vida, a criança fortalece o seu rela-</p><p>cionamento com o mundo exterior; começa a perceber o</p><p>calor do seio da mãe, quando suga toma o leite; ao chorar,</p><p>é seguro no colo ou suga o seio para saciar a fome. Come-</p><p>ça a sentir O prazer pela água e as diferenças de temperatu-</p><p>ra. Praticamente o elo de ligação entre a criança e o meio</p><p>ambiente é o choro.</p><p>Durante este período a criança começa a manipular o meio</p><p>externo. Chora quando deseja sentir o calor da mãe ou sen-</p><p>te fome e quando não quer ficar no berço durante a noite,</p><p>mas na cama dos pais. É o período mais lnteressante para</p><p>colocá-I os na natação, pois sua imunidade já está mais de-</p><p>senvolvida, sendo a época ideal não para aprenderem os</p><p>estilos, mas sim para se adaptarem ao meio líquido.</p><p>Comportamento instrumental e busca do objeto desa-</p><p>parecido.</p><p>Período de ótimo desenvolvimento na natação, principalmen-</p><p>te quando relacionamos nas aulas os exercícios aos brinque-</p><p>dos. Até então, durante as aulas, o brinquedo exercia a</p><p>função de atrair a atenção da criança e agora os brinquedos</p><p>têm como objetivo o de integrar os exercícios.</p><p>Trabalhar escondendo os bri nquedo é bem ti pico desse</p><p>período e chama a atenção das crianças.</p><p>A partir desse período a criança inclui no seu universo a</p><p>figura das pessoas que estão com ela espomdicamente, como</p><p>professores de natação, maternal, avós, tias, amiguinhos,</p><p>aumentando o seu relacionamento.</p><p>Na natação realiza movimentos de perna semelhantes ao do</p><p>engatinhar e começa a perceber e a entender melhor o meio</p><p>ambiente.</p><p>o relacionamento com o meio ambiente é concretizado nesse</p><p>período, aparecendo os primeiros sinais de medo. Uma</p><p>interessante experiência vivenciada por mim ilustra muito</p><p>bem esses sinais.</p><p>Estava passando os meses de verão na casa dos meus pais</p><p>e tive a oportunidade de brincar com o meu primo de 18</p><p>meses numa piscina de 25 metros. O garoto realizava ativi-</p><p>dades de bloqueio de respiração, saltava, deslocava-se e</p><p>sentia-se muito confortável.</p><p>No próximo verão nos encontramos novamente e através</p><p>das informações da mãe, ele nunca mais havia entrado numa</p><p>piscina e qual não foi a minha surpresa ao perceber que ele</p><p>não queria mais saltar ou colocar a cabeça na água.</p><p>Os professores de natação devem acompanhar as modifica-</p><p>ções comporta mentais dos seus aJunos e nesse período</p><p>manifesta-se claramente o medo das crianças do lugar fun-</p><p>do, onde não dá pé. Caso seja alarmada quanto à profundi-</p><p>dade da piscina: "Não entre no lugar fundo"; "Cuidado que</p><p>você poderá afogar-se", poderá adquirir o medo da água.</p><p>Uma das estratégias trabalhadas com as crianças nessa fai-</p><p>xa etária são as fantasias. É comum os professores utiliza-</p><p>rem estratégias: "Estamos no aquário do tio" ou "olha, o</p><p>Pedrão engoliu um peixão".</p><p>É comum obtermos resultados através dos estímulos mu-</p><p>sicais, como uma música que cantamos para as crianças</p><p>colocarem a cabeça na água:</p><p>As crianças entram no "cllma" e acabam colocando a cabe-</p><p>ça na água.</p><p>COMPORTAMENTOS</p><p>ADAPTA T1VOSIINTELIGENTES</p><p>A utilização de brinquedos - imitação de bichos - animais</p><p>aquáticos - fantasias são as principais estratégias do perío-</p><p>do senso-motor. Tome-se o exemplo citado na página 38</p><p>do livro Natação para o meu Neném, de Lothar Borges,</p><p>no item Novos passos para o mergulho: "A criança nes-</p><p>sa idade já tem certa noção de tempo; acostumando-se à</p><p>duração do mergulho, ela começará a espernear, se o tem-</p><p>po ultrapassar".</p><p>Analisando o exercício acima, espemear significa que a cri-</p><p>ança relacionou o espernear com a atitude do professor de</p><p>tirá-Ia da água. Um comportamento que poderá ser adquirido</p><p>dos 04 aos 08 meses, período das adaptações intencionais.</p><p>Fim do período comportamental e início da compreensão,</p><p>do entendimento, agrupamento dos conceitos, aquisição e</p><p>desenvolvimento da coordenação mais tina e desenvolvimen-</p><p>to das habilidades do aprendizado dos estilos da natação.</p><p>Período de transição entre aquisição de novos agrupamen-</p><p>tos para o mais elevado, que é o operacional. Oferecem</p><p>uma maior dificuldade a compreensão e comportamento</p><p>mais sensato e lógico nas situações de brinquedo livre. Pa-</p><p>ralelamente ao ler, escrever e à capacidade de compreender</p><p>novos conceitos, a criança aprende também a nadar os</p><p>estilos. iniciando por movimentos mais rústicos até a reali-</p><p>zação de movimentos complexos do estilo golfinho, assi-</p><p>milados mais naturalmente aos 07 anos.</p><p>Podemos afmnar que é o período mais significativo para O</p><p>aprendizado dos estilos, mergulho elementar e melhora das</p><p>condições das vias respiratórias e, conseqüentemente, dos</p><p>músculos envolvidos no processo (estemoc!eidomastóideo</p><p>- peitoral- abdominal- diafragma - intercostais).</p><p>- Caracterização dos movimentos específicos da pemada</p><p>- Coordenação dos movimentos da propulsão das per-</p><p>nas e braços.</p><p>- Coordenação das pernas, braços e respiração específica.</p><p>~ Atlvidades recreativas.</p><p>Durante o período Pré-Operacional é comum encontrarmos</p><p>crianças que atingem em deteminadas fases da aprendizagem</p><p>"platôs", permanecendo por períodos prolongados na mes-</p><p>ma fase. Exemplo: uma criança de 04 anos permanece durante</p><p>04 meses na fase de coordenação das pernas, braços e respi-</p><p>ração específica. Até então seu desenvolvimento foi acelera-</p><p>do, mas nessa fase temos a impressão de que "parou", fato</p><p>comum, pois maturacionabnente ainda não atingiu os movi-</p><p>mentos mais ftnos e complexos exigidos para a tarefa.</p><p>SISTEMAS INTER-RELACIONADOS</p><p>e ORGANIZADOS</p><p>FIM DO EQUILÍBRIO ESTÁVEL</p><p>COMPORTAMENTAL</p><p>Período de agrupamento de novos conceitos, desenvolvimen-</p><p>to de noções de distãncia, comprimento e organização. Caso</p><p>as crianças tenham aprendido e desenvolvido as habilida-</p><p>des dos nados, iniciam a fase do aperfeiçoamento da técni-</p><p>ca, o aprendizado das saídas e viradas, a participação nos</p><p>festivais e iniciação competitiva.</p><p>Nesse período as crianças possuem uma concepção rudi-</p><p>mentar de tempo, espaço, número e lógica.</p><p>- Aperfeiçoamento da técnica dos nados crawl, costas,</p><p>peito e golfinho.</p><p>- Aprendizado das saídas, viradas.</p><p>- Desenvolvimento dos exercícios de nado combinado</p><p>(medley).</p><p>- Participação nos festivais.</p><p>- Iniciação competitiva.</p><p>- Desenvolvimento de habilidades como: saber o seu tempo</p><p>em determinados percursos; merragem dos treinos; ritmo e</p><p>espaço.</p><p>Período de desenvolvimento do pensamento causal, lógico e</p><p>experimentação científica. O indivíduo, ao alcançar a puber-</p><p>dade, adquire uma visão mais crítica do mundo que o rodeia,</p><p>procura a independência dos pais, gerando conflitos. Na nata-</p><p>ção desenvolvemos as habilidades como o aperfeiçoamento</p><p>dos nados, defInição das provas específIcas para nadadores</p><p>velocislaS, meio fundistas e fundistas e o condicionamento</p><p>para a natação ou para os diversos esportes.</p><p>No outono de 1998 fui procurado pelo atleta Alexandre</p><p>para desenvolvermos treinamento específico para veloci-</p><p>dade, haja vista seu desempenho numa clínica de natação</p><p>realizada nos USA.</p><p>Durante o inverno, quem me procurou foi seu irmão Bruno,</p><p>que adora futebol e procurou a natação para melhorar o seu</p><p>condicionamento. Muitos desses casos ocorrem nas esco-</p><p>las, academias ou clubes de natação.</p><p>- Condicionamento físico;</p><p>- Correções posturais;</p><p>- Fortalecimento dos músculos envolvidos no processo</p><p>respiratório ou específico de cada esporte;</p><p>- Treinamento de atletas velocistas, meio fundistas e</p><p>fundistas;</p><p>- Treinamento de médio nível;</p><p>- Participação em travessias de médio percurso (até 10.000</p><p>metros).</p><p>EXPERIMENTAÇÃO CIENTÍFICA</p><p>PENSAMENTO LÓGICO</p><p>APRENDIZAGEM ATRAVÉS</p><p>DA RESPOSTA CONDICIONADA</p><p>Tem como base e origem o condicionamento clássico de</p><p>Pavlov, que, ao trabalhar com animais em estado de priva-</p><p>ção alimentar, criava uma situação de aquisição de novos</p><p>comportamentos através da apresentação de estímulos con-</p><p>siderados prioritamente neutros e posteriormente condicio-</p><p>nados no organismo dos animais.</p><p>Pavlov, ao apresentar o som de uma campainha (estímulo</p><p>neutro )seguido do alimento ao cachorro, percebeu que este,</p><p>no intervalo de tempo da escuta do som e a apresentação</p><p>do alimento (estímulo condicionado), salivava, ou seja,</p><p>um estímulo (som) incialmente neutro incorporou-se ao</p><p>organismo do cachorro, tomando-se um estímulo condi-</p><p>cionado.</p><p>Esse método é muito utilizado pelos professores de nata-</p><p>ção na faixa etária O a 02 anos, no período senso-motor,</p><p>proposto por Piaget, por se tratar de um período</p><p>componamental e pouco cognitivo.</p><p>- Aula para a faixa etária 12 meses. Através do estímulo</p><p>musical (neutro), condicionamos a criança que, em deter-</p><p>minado momento, ela afundará a cabeça ou sua cabeça será</p><p>afundada, tomando o estímulo musical condicionado.</p><p>- Na p. 39 do livro "Natação para o meu Neném",</p><p>observamos o seguinte exercício: "Irrite um pouquinho a</p><p>criança e retire-a do fundo somente quando ela intensifica</p><p>sua atividade. Ela descobrirá a relação entre espemear e ser</p><p>retirada do fundo e logo tentará acelerar esta retirada, inici-</p><p>ando mais cedo os movimentos". Espernear tomou cará-</p><p>ter de sinal, isto é, a criança associa determinada con-</p><p>duta a determinada expectativa.</p><p>É um método proposto e desenvolvido por Thorndike,</p><p>em que a motivação é a condição fundamental.</p><p>Determinados comportamentos são elogiados ou recom-</p><p>pensados e outros não. Aprendizagem reforçando o êxito.</p><p>Presente em todas as atividades físicas, principalmente quan-</p><p>do o professor está diante de um grupo de alunos heterogê-</p><p>neos e propõe determinado exercício. Alguns alunos reali-</p><p>zam, outros não, dependendo do nível do exercício e</p><p>maturacional.</p><p>Na natação não poderia ser diferente, pois está presente na</p><p>maioria das aulas, principalmente no início quando ainda</p><p>desconhecemos a realidade e o nível do aluno.</p><p>Em uma situação de teste ou em aulas para deficientes men-</p><p>tais, praticamente utilizamos exercícios que poderão ou não</p><p>serem realizados pelos alunos.</p><p>- Flutuabilidade - Quando propomos um exercício de</p><p>flutuação, caso O aluno não obtenha êxito, propomos a</p><p>alternativa de realizar os movimentos de perna; não conse-</p><p>guindo, alternamos para mudar o posicionamento dos bra-</p><p>ços e assim sucessivamente até acertar.</p><p>- Há alguns anos atrás ministrei aulas para Viviane, porta-</p><p>dora da Síndrome de Het. A maioria das estratégias adotadas</p><p>nas aulas foram baseadas no erro e acerto.</p><p>A impressão que tinha era que estava "tateando no escuro",</p><p>pois além de desconhecer a aluna, também desconhecia a</p><p>síndrome. Sendo assim, procurei observar os estímulos</p><p>quc a atraíam para que pudesse criar um elo de comunica-</p><p>ção. Após várias tentativas e fracassos, optei pelo estímulo</p><p>musical e foi estabelecida a via de comunicação.</p><p>o SUCESSO DESTE MÉTODO É O MAIOR</p><p>NÚMERO DE ESTRATÉGIAS.</p><p>APRENDIZAGEM ATRAVÉS DAS</p><p>APROXIMAÇÕES SUCESSIVAS</p><p>O princípio básico deste método é, através de um objetivo</p><p>proposto, desenvolver uma cadeia de elos que se</p><p>interdependem e na qual a condição básica é a de realizar o</p><p>elo ou etapa anterior com sucesso.</p><p>Exemplo na natação:</p><p>Objetivos:</p><p>- Criança dos 06 aos 24 meses - Saltar, movimentar-se</p><p>por baixo da água, emergir e segurar nas nossas mãos.</p><p>Elos:</p><p>1. Adaptação ao meio líquido - molbar a nuca e o</p><p>rosto da criança.</p><p>2. Afundar a criança e passar para a mãe.</p><p>3. Ser afundada e ser retirada do fundo.</p><p>4. Ser afundada - espemear - perceber as nossas mãos</p><p>- agarrá-Ias, ser puxada e retirada do fundo.</p><p>5. Saltar sem afundar o corpo e sentir nossas mãos.</p><p>6. Saltar - mergulhar a cabeça e o corpo - movimentar-se</p><p>por baixo da água - emergir e segurar nossas mãos.</p><p>Objetivos:</p><p>- Aprendizagem dos nados crawl- costas - peito e golfinho.</p><p>Elos:</p><p>1. Adaptação ao meio líquido</p><p>2. Respiração Geral</p><p>3. Flutuação ventral, dorsal e vertical</p><p>4. Propulsão das pernas</p><p>5. Propulsão dos braços</p><p>6. Coordenação dos braços e das pernas</p><p>7. Respiração Específica</p><p>8. Coordenação de braços, pernas e respiração</p><p>(nado completo)</p><p>Retomando à introdução, enfatizamos a importãncia de nos</p><p>afastarmos dos modelos de aprendizagem mecanicista e</p><p>detalhista, pois são modelos utilizados pelos que priorizam</p><p>a técnica e não a pedagogia do movimento. Ao utilizarmos</p><p>a Gestalt, preconizamos a aprendizagem dos movimentos</p><p>através do todo ou do movimento global. Na realidade o</p><p>que a pedagogia nos mostra é a importância de desenvol-</p><p>vermos exercícios que não tragam dificuldades à sua reali-</p><p>zação. mas sim movimentos simples, de fácil execução e</p><p>entendimento por parte do aluno. Ao orientarmos o aluno,</p><p>quanto mais fácil o exercfcio ou menos explicações ou de-</p><p>talhes, melhor será sua compreensão.</p><p>- O aprendizado da braçada dos nados. Podemos ensi-</p><p>nar conduzindo os movimentos da braçada, sem a preo-</p><p>cupação dos detalhes, como sai e entra a mão na água, ou</p><p>como são os movimentos submersos. Simplesmente, po-</p><p>demos conduzir os movimentos ou solicitar ao aluno que</p><p>imite os movimentos realizados pelo professor, dizendo-</p><p>lhe "Um braço entra na água e outro sai "ou então "Um</p><p>braço sente calor (dentro da água) e outro sente frio (fora</p><p>da água).</p><p>- Através da música podemos orientar o movimento</p><p>dos braços dos nossos alunos: "O bracinho do crawlzinho</p><p>faz assim - tcham - tcliam - o bracinho do crawlzinho faz</p><p>assim - tcham - tcham - cotovelo levantado o bracinho</p><p>"esticado" o bracinho do crawlzinho faz assim - tcham -</p><p>teham".</p><p>Quando iniciamos os movimentos de uma maneira glo-</p><p>bal, utilizamos o hemisfério direito cerebral.</p><p>A estratégia do modelo ortodoxo da aprendizagem na nata-</p><p>ção é a realização das aulas sem a preocupação com a faixa</p><p>etária e principalmente com os níveis dos alunos. Algumas</p><p>escolas de natação, para baixar os custos e manter um nú-</p><p>mero baixo de professores. ainda adotam esse modelo.</p><p>Assim, alunos que estão aprendendo</p><p>a adaptação ao meio</p><p>líquido, realizam aulas com os que já nadam o crawI com~</p><p>pleto ou alunos de 08 anos realizam aulas com adultos.</p><p>Outro modelo ortodoxo realizado é o de aulas com um</p><p>número elevado de alunos para cada professor, falhando</p><p>inclusive no aspecto da segurança.</p><p>Quanto ao primeiro modelo, é interessante formarmos gru-</p><p>pos de alunos da mesma faixa etária e do mesmo nível</p><p>pedagógico e, no segundo modelo, termos o número ideal</p><p>de alunos por professor. Para que isso aconteça, precisa-</p><p>mos observar a profundidade da piscina e os níveis.</p><p>Por exemplo: Nas aulas de natação para adaptação ao meio</p><p>líquido, respiração geral e f1utuabilidade em piscinas com</p><p>profundidade maior que a dos alunos, o número máximo</p><p>de alunos (crianças) por professor seria de 03 alunos e, de</p><p>adultos, 06 alunos.</p><p>Já em piscinas onde "dá pé" para os alunos, esses números</p><p>aumentariam para 06 alunos (criança,) e 10 alunos (adultos).</p><p>Podemos dividir uma aula em diferentes níveis, dependen-</p><p>do das dimensões das piscinas, facilitando inclusive o des-</p><p>locamento dos pais e acompanbantes. Irmãos em diferen-</p><p>tes níveis da aprendizagem poderão realizar a aula no mes-</p><p>mo horário.</p><p>Fase posterior à aprendizagem. Quando o aluno aprende</p><p>os movimentos dos estilos, como coordenação dos movi-</p><p>mentos da perna, braços e respiração específica, inicia o</p><p>aprimoramento ou aperfeiçoamento da técnica e a melhora</p><p>do condicionamento físico.</p><p>Durante a fase do aprendizado, os alunos pouco melhoram</p><p>sua condição fisiológica, por exemplo aeróbica. A partir do</p><p>aperfeiçoamento é que acontece significativa melhora.</p><p>Podemos também qualificar o aperfeiçoamento de progra-</p><p>mas de condicionamento.</p><p>Divisão dos níveis pedagógicos na piscina de 20 x 08 - horário: 9:30</p><p>às 10:15 horas - 3/5 - 03 a 08 anos</p><p>IV</p><p>IV</p><p>I 11 III</p><p>Profundidade Profundidade</p><p>1.00 metro 1.50</p><p>Níveis Alunos (máximo) Professores</p><p>I 06 02</p><p>11 08 01</p><p>III 08 01</p><p>IV 16 01</p><p>NIVEIS DE APRENDIZAGEM 03 a ORANOS</p><p>NÍVEL] NIVEL 11 N VEL 111 NI ELIV</p><p>lambari cavalo-marinho cação dourado</p><p>adaptação ao adaptação ao meio aperfeiçoamento aperfeiçoamento crawl</p><p>meio lí uido ml li uidom I crawl e costas m 1 costas ~J?,?_it9._1)11 "respiração geral respiração geral !TI I propulSão das propulsão das ~ml crnas ml pºrrt~_~__lJl.!</p><p>flutuabilidade flutuabilidade propulsão dos propulsão dos "ml 111) braços ml bra os ml</p><p>propulsão das propulsão das coordenação br/pr coordenação br/p</p><p>emasml crnas ml ml ml</p><p>'" propulsão dos propulsão dos respiração respiração espccíti"ca c:'" bra os m2 braços m I es ecífica 1112 m2</p><p>coordenação coar enaçao r pr nado ,)Cito --- nado borboleta</p><p>br; r m2 111\ cOIll)lcto 1112 m2</p><p>nado crawl e resplraçao mergulho sa-idas c viradas !TI2 "-,</p><p>costas m2 es ecífica!TI2 elementar 1112</p><p>saltos nado craw! c costas iniciação "j-ti"iciação</p><p>m2 m2 com etitiva 1112 com etitiva 1112</p><p>sobrevivência m2 sobrevivência 1112 sobrevivência 1112 salvamento 1112</p><p>saltos m2 sobrev"ivênc(a'</p><p>dura ão das aulas: 45 minutos módulo 01: ml -16 aulas</p><p>fre üencia semanal: 2 aulas módu)o 02: m2 - 16 aula</p><p>NIVEIS DE AI'RENDIZAGEM 09 a 12 ANOS</p><p>NÍVEL I NíVEL 11 NIVEL III</p><p>!!olfinho boto cor-de-rosa tubarão</p><p>adaptação ao meio líquido 1111 aperfeiçoamento crawl- iniciação ao treinamento 111 I</p><p>costas ITI 1/2 peito-</p><p>"Jolfinho</p><p>resniracão 'cral !TI I saídas e viradas ITI 1/2 saídas e viradas ITI 1/2</p><p>flutuabilidadc 111 I iniciação competitiva iniciação competitiva 111 1/2</p><p>ITI 1/2</p><p>propulsão das pernas/braços salvamento tn 112 salvamento 111 1/2</p><p>1111 sobrevivência sobrevivência</p><p>coordenação pernas/braços desenvolvImento desenvolvimento acr6bio</p><p>ITII ael:6bio ITI 1/2 ITI 1/2</p><p>resoiracào esoecí fica ITI 112 teclllca 111I 2 tecl1Ica m 112</p><p>nado cmwl e costas ITI 1/2</p><p>saltos ITI 1/2</p><p>sobrevivência 11l 1/2</p><p>duração da aula: I/li 45 111 - 60 a 90 minutos módulo 01: 16 aulas</p><p>minutos</p><p>freqüência semanal: mOdulo 02: 16 aulas'</p><p>3 a 5 aulas</p><p>* ou contínuo</p><p>Divisão dos alunos dos 03 aos 08 anos e dos 09 aos 12</p><p>anos, com objetivos de diferenciar os alunos quanto ao</p><p>aspecto maturacional, pedagógico e psicológico. Evidente-</p><p>mente que os alunos de 03 aos 08 anos apresentarão um</p><p>tempo de aprendizagem maior que os alunos de 09 aos 12</p><p>anos, devido ao aspecto maturacional. Sendo assim, os</p><p>alunos de 03 aos 08 anos foram divididos em 04 níveis e os</p><p>alunos de 09 aos 12 anos em 03 níveis.</p><p>Podemos com objetivos motivacionais determinar nomes</p><p>de peixes para os níveis: larnbari, cavalo-marinho, cação,</p><p>dourado, golfinho, boto cot-de-rosa e tubarão, do menor</p><p>para o maior peixe. Muitas escolas utilizam distintivos dos</p><p>peixes quando as crianças passam de níveis ou adotam</p><p>toucas de diferentes cores, geralmente as cores da escola.</p><p>Aplicabilidade mais fácil nos clubes e escola de espones,</p><p>com períodos mais rígidos de início dos programas de</p><p>natação, como de janeiro a junho ou de agosto a dezembro</p><p>ou em escolas de natação com filas de esperas nos horári-</p><p>os (fato difícil de encontrarmos nos tempos alUais) e</p><p>aplicabilidade mais difícil nas escolas particulares de nata-</p><p>ção, onde o "tum-over", entrada e saída dos alunos, é gran-</p><p>de. Mesmo assim, deveria constar dos planejamentos das</p><p>escolas, pois é de grande valia para acompanharmos a evo-</p><p>lução pedagógica dos alunos.</p><p>Após os alunos aprenderem o nado, iniciam a fase do aper-</p><p>feiçoamento, em que introduzimos a iniciação competltiva:</p><p>l.a etapa: tomada de tempo individual, observando e com-</p><p>parando o tempo do aluno com o próprio aluno. Após a toma-</p><p>da de tempo individual durante 08 semanas, passamos para ...</p><p>2.a etapa: tomada de tempo coletiva, observando e com-</p><p>parando o tempo do aluno com o próprio aluno, mas não o</p><p>colocando sozinho na tomada, mas com outros compa-</p><p>nheiros. O professor não compara os tempos, deixando</p><p>esta tarefa para os alunos. Após a tomada de tempo com</p><p>outros alunos durante 04 semanas, passamos para..</p><p>3.a etapa: Participação em festivais internos, eventos</p><p>com objetivos lúdicos nos quais a premi ação é igual para</p><p>todos, com duração no máximo de 60 minutos.</p><p>Os tempos são cronometrados, não com objetivos de disputa</p><p>de lugares, mas com o de melhorar os tempos individuais.</p><p>Oportunidade para os alunos conhecerem os alunos de ou-</p><p>tras turmas e os pais iniciarem o aprendizado do ambiente</p><p>competitivo. Após a realização de 02 a 04 festivais inter-</p><p>nos, passamos para..</p><p>4.a elilpa: Participação em festivais externos, eventos com</p><p>objetivos lúdicos semeJhantes aos do festivais internos, com a</p><p>participação de duas ou mais escolas, com o objetivo de o</p><p>aluno e os pais conhecerem outros ambientes (escolas, clu-</p><p>bes, centro educacionais etc.). Após a participação em vários</p><p>festivais, o aluno estará pronto para iniciar nas competições,</p><p>desde que sejam adequadas ao seu nível, idade e objetivos.</p><p>SALTOS: Atividades básicas do mergulho elementar. ExercÍ-</p><p>cios de saltar da borda,sentado ou em pé, com objetivos de</p><p>aprender a saltar. Exigimos somente o salto sentado ou em pé,</p><p>não propriamente o mergulho. que será assimilado no mergu-</p><p>lho elementar.</p><p>SOBREVIVÊNCIA: Ensinar os alunos a flutuar num lu-</p><p>gar mais fundo do que a sua estatura durante um tempo</p><p>determinado. Flutuação nas diferentes posições, como ver-</p><p>tical, horizontal e dorsa!. Nadar e alterar as posições. Por</p><p>exemplo: JOmetros crawl, 05 metros costas, 10 crawl. Des-</p><p>locar-se na água com coletes salva-vidas, de roupa. Levar</p><p>os alunos a locais com maior profundidade ou nadar no</p><p>mar, rios, lagos ele. Sempre com critérios e sob a orienta-</p><p>ção dos professores.</p><p>SALVAMENTO: Ensinar regras básicas de salvamento,</p><p>como - noções sobre profundidade, correntezas dos rios</p><p>e praias, aprender a nadar com nadadeiras e flutuadores</p><p>(auxiliar no salvamento). Noções sobre transporte e técni-</p><p>cas respiratórias, desobstrução das vias respiratórias.</p><p>DESENVOLVIMENTO AERÓBIO: Atividade física em</p><p>que utilizamos prioritariamente o sistema de energia oriun-</p><p>do do oxigênio, proveniente do ar que respiramos através</p><p>da cadeia respiratória. Éo sistema primário de obtenção de</p><p>energia. Quando os alunos desenvolvem esse sistema, pra-</p><p>ticamente estão desenvolvendo sua base aeróbica, primor-</p><p>dial para seu futuro desempenho como atleta ou indivíduo</p><p>sadio, pois realizar atividades aeróbicas significa aumentar</p><p>o número de capilares funcionais e melhorar a capacidade</p><p>de trocar o C02 (dióxico de carbono) pelo oxigênio.</p><p>PLANOS DE AULAS</p><p>• TEMA: Aprendizagem</p><p>• OBJETIVOS: Propulsão das pernas.</p><p>• FAIXA ETÁRLA: 04 anos.</p><p>• NÍVEL MATURACTONAL: Alunos qne estão no período</p><p>pré-operacional proposto por Piaget. Espera-se que a coor-</p><p>denação mais fina já apresente os seus primeiros sinais.</p><p>• DURAÇÃO: 45 minutos.</p><p>• FREQUÊNCIA SEMANAL: 2 vezes.</p><p>• NÍVEL!: 5' Aula</p><p>1. Exercício fora da água: com uma prancha na mão, bater</p><p>numa bola e não deixá-Ia cair no chão.</p><p>2. Exercício de respiração geral, em forma recreativa.</p><p>PARTE PRINCIPAL - 30 minutos</p><p>57</p><p>1. Deslocar-se na água na vertical, cantando a música do</p><p>chapeuzinho vermelho.</p><p>2. Brincar de pega-pega, deslocamentos frontal e lateral.</p><p>3. Deslocamento lateral- caranguejo.</p><p>4. Foguetinho - deslocamento frontal com propulsão das per-</p><p>nas.</p><p>5. Deslocamento dorsal com a prancha nos joelhos.</p><p>6. Deslocamento frontal com a prancha.</p><p>7. Deslocamento na vertical, correndo, pegar objetos no</p><p>fundo da piscina.</p><p>8. Foguetinho de frente, altenar para costas a cada 2 metros.</p><p>9. Deslocamento frontal com a prancha, levando materiais</p><p>em cima da prancha.</p><p>10. Roda gigante - os alunos seguram no braço do profes-</p><p>sor e este gira algumas vezes.</p><p>1. Brincar de saltar, imitando o professor.</p><p>2. Brincar de tirar a tonca do professor.</p><p>3. Brincar de gira-gira - o professor segura uma das mãos</p><p>do aluno e gira algumas vezes.</p><p>OBJETOS: Adaptação ao meio líquido.</p><p>FAIXA ET ÁRIA: 06 anos.</p><p>NÍVEL MATURACIONAL: Alunos no período pré-</p><p>operacional proposto por Piaget.</p><p>DURAÇÃO: 45 minutos.</p><p>FREQÜÊNCIA SEMANAL: 2 vezes.</p><p>2' Aula do programa</p><p>l. Exercício fora da água - "morto - vivo".</p><p>2. Irnitarum "gigante" - imitar um "anãozinho".</p><p>3. Sentar nas pranchas quando a música parar de tocar.</p><p>4. Exercício na água, cantiga de roda, ciranda, cirandinha,</p><p>dramatizando e interpretando.</p><p>1. Deslocar-se na água na vertical, cantando a música do</p><p>chapeuzinho vermelho.</p><p>2. Imitar gestos - quando acordar, espreguiçar, escovar os</p><p>dentes e lavar o rosto.</p><p>3. Deslocamentos frontal com O aquatubo, em duplas ou trios.</p><p>4. Andar no cavalo marinho. Aquatubo entre as pernas.</p><p>5. Roda cantada, música do caranguejo.</p><p>6. Roda cantada, música da galinha do vizinho.</p><p>7. Brincadeira da centopéia.</p><p>8. Os alunos seguram uma prancha, explorando o planeta X.</p><p>9. Deslocamentos com a prancha na posição vertical. Lan-</p><p>cha supersônica.</p><p>10. Roda gigante.</p><p>I. Brincar de pegador.</p><p>2. Brincar de tirar a touca do professor.</p><p>3. Pêra ou maçã.</p><p>I. Adaptação ao meio líquido</p><p>2. Respiração geral</p><p>3. Flutuação ventral - dorsal - vertical - lateral</p><p>.t. Propulsão das pernas</p><p>5. Propulsão dos braços</p><p>6. Coordenação das pernas e dos braços</p><p>7. Respiração específica lateral - frontal</p><p>8. Coordenação das pernas/braços e respiração</p><p>SEQÜÊNCIA PEDAGÓGICA COMUM AOS 4</p><p>NADOS DE NATAÇÃO</p><p>1. Adaptação ao meio líquido: fase inicial do aprendizado</p><p>dos nados crawl, com objetivos de adaptar o aluno à escola,</p><p>estrutura da piscina (comprimento, largura, profundidade),</p><p>aos professores. funcionários. A paciência e o número de</p><p>estratégias específicas são marcantes neste período. Con-</p><p>vém ao professor diminuir a ansiedade e não acelerar dema-</p><p>siadamente os exercícios, podendo afastar precocemente os</p><p>alunos das aulas. O aluno, quando inicia o aprendizado da</p><p>natação, possui, através de suas vivências anteriores, experi-</p><p>ências positivas ou negativas quanto ao aprendizado não so-</p><p>mente da natação, mas de outras atividades. Caso tenha uma</p><p>vivência negativa - a "tia" do jardim ou maternal não se rela-</p><p>ciona bem com a aluna, esta pensará que o comportamento</p><p>da "tia" da piscina será semelhante. Sendo assim, estratégias</p><p>como: brincadeiras, músicas, o professor na água, transmi-</p><p>tindo segurança e energia, brinquedos são bem vindas neste</p><p>período. A natação ortodoxa pantia do princípio de que a</p><p>primeira etapa do aprendizado era a propulsão das pernas.</p><p>Simples para os professores que permaneciam durante o</p><p>transcorrer da aula do lado de fora da piscina, colocando</p><p>f1utuadores e prdIlchas nos alunos.</p><p>Posteriormente observaram o quanto estavam errados, dis-</p><p>pensando a fase da adaptação ao meio líquido. Muitas can-</p><p>tigas realizadas em terra podem ser adaptadas aos exercíci-</p><p>os na água. como por exemplo: ciranda, cirandinha; atirei</p><p>um pau no gato; a galinha do vlzlnho; chapéuzinho verme-</p><p>lho. etc.</p><p>'\Iuiros professores como Fontanelli utilizam interessantes</p><p>estratégias durante a adaptação ao meio líquido. Uma das</p><p>idéias é colocar bacias na borda da piscina com brinque-</p><p>dos e água na mesma temperatura que a da pisclna. A cri-</p><p>ança ficará brincando dentro da bacia durante o início da</p><p>aula, enquanto as outras crianças já adaptadas realizam a</p><p>aula dentro da piscina. Quando o professor perceber que a</p><p>criança está mais descontraída, segura a bacia, coJoca-a</p><p>dentro da piscina, gira, criando um clima de "fantasia", até</p><p>a água da bacia misturar-se com a água da pisclna; depois,</p><p>segura a criança pelas axilas - transmitindo mais segurança</p><p>- e termina o processo. O professor Fontane]]i tem tido</p><p>sucesso com essa estratégia, eu mesmo tentei algumas ve-</p><p>zes e os resultados foram favoráveis.</p><p>2. Respiração Geral: muitos estranham quando explico</p><p>sobre a respiração geral, o que a diferencia da respiração</p><p>específica e quais os motivos de incluí-Ia após a adaptação</p><p>ao meio líquido. Para os alunos flutuarem é importante que</p><p>aprendam a colocar o rosto na água, pois necessariamente</p><p>não o colocam na adaptação e para colocar o rosto na</p><p>água, também é importante que aprendam o controle da</p><p>respiração. Normalmente, quando estarnos fora da água,</p><p>inspiramos pelo nariz e expiramos pela boca.</p><p>Na água é conveniente trocarmos inspiramos peJa boca e</p><p>expiramos pelo nariz, pelo menos nos primeiros exercí-</p><p>cios, pois inspirar pela boca é mais prudente. Caso pegue-</p><p>mos água e não ar, facilmente a expelimos pela boca, o que</p><p>não seria tão fácil pelo nariz, causando irritações. Para a</p><p>realização de uma boa tlutuabilidade é necessário colocar a</p><p>cabeça na água, com objetivos de diminuir a resistência</p><p>frontal e melhorar a posição horizontal. Portanto, a respira-</p><p>ção geral auxilia a tlutuabilidade e ensina os alunos a respi-</p><p>rar no meio líquido. Alguns exercícios auxiliam a aprendi-</p><p>zagem da respiração geral: caranguejo (caranguejo, caran-</p><p>guejo, faz tchibum, faz tchibum).</p><p>3. Flutuabilidade: basicamente a diferença de tlutuabilidade</p><p>ocorre entre o estilo costas e os estilos crawl, peito e golfinho,</p><p>diferença em relação à posição do corpo na água; enquanto</p><p>no estilo costas a posição do corpo é dorsal, nos outros esti-</p><p>los, ventral. Sendo assim, podemos, durante a fase da</p><p>tlutuabilidade, ensinar aos alunos as variações de posição no</p><p>mesmo período. Esse é um dos motivos pelo qual ensinamos</p><p>os estilos costas e crawl ao mesmo tempo. Sem a utilização de</p><p>alguns recursos, o ser humano não deveria tlutuar, devido a</p><p>densidade do corpo humano ser maior que a densidade da</p><p>água. Ao estudarmos a tlutuabilidade dos corpos no meio lí-</p><p>quido, a água, observamos as seguintes situações:</p><p>a) composição corporal:</p><p>Aspectos endomórficos - % massa de gordura, ectomórficos</p><p>- % massa óssea - mesomárficos - % massa muscular. Para</p><p>uma ótima flutuabilidade sem deslocamento é importante que</p><p>o indivíduo tenha wna maior massa de gordura e músculos,</p><p>sem muita hipertrofia. Já durante o deslocamento é importante</p><p>que esta porcentagem de gordura seja controlada, por exem-</p><p>plo: nadadores fundistas geralmente apresentam uma porcen-</p><p>tagem maior de gordura que os nadadores velocistas; encon-</p><p>tramos valores de massa de gordura nos velocistas de: mascu-</p><p>lino - 10% ~ feminino - 12% e nos fundistas: masculino-</p><p>12% - feminino 14%. O motivo das variações entre velocistas</p><p>e fundistas é devido ao tempo de permanencia na água, ou</p><p>seja, a duração da prova.</p><p>b) Faixa etária:</p><p>Geralmente as crianças têm mals facilidade para flutuar do</p><p>que os adultos, devido ao fato de as crianças possuírem</p><p>pouca massa muscular e vlvências anteriores menos negati-</p><p>vas, possibilitando um melhor relaxamento muscular.</p><p>c) Sexo:</p><p>Devido a fatores biológicos de composição e estrutura cor~</p><p>poral, as mulheres (quadril mais largo) têm mais facilidade</p><p>para flutuar do que os homens.</p><p>Variações da densidade:</p><p>água potável 250 1.000</p><p>água do mar 250 1.025</p><p>corpo humano/homem 0.982 (ar nos pulmões)</p><p>corpo humano/mulher. .0.971 (ar nos pulmões)</p><p>gordura humana... . 0.938</p><p>músculos humanos. ..1.052</p><p>ossos humanos. . 1.800</p><p>Observando os vários aspectos da variação da densidade</p><p>do corpo humano, podemos afIrmar que o corpo humano</p><p>possui uma densidade maior do que a da água, sendo assim,</p><p>não poderia flutuar. O que faz o corpo humano flutuar é o ar</p><p>nos pulmões que funcionam como uma bóia e os músculos</p><p>relaxados. É importante, no início dos exercícios de</p><p>flutuabilidade, os professores utilizarem estratégias que dei-</p><p>xem os alunos relaxados e solicitando que eles encham os</p><p>pulmões de ar e inspirem profundamente antes da realização</p><p>da flutuação.</p><p>Podemos variar as posições de flutuabilidade dependendo</p><p>dos objetivos: no estilo costas, - dorsal; outros estilos ven-</p><p>tral; sustentação ou sobrevivência: vertical ou lateral; sen-</p><p>sibilidade: lateral.</p><p>Podemos variar os exercícios de flutuabilidade, utilizando</p><p>exercícios de flutuabilidade dorsal (Fig.3) e ventral (FigA),</p><p>dorsal e lateral ou ventral e lateral, melhorando a noção</p><p>espacial e o conhecimento corpóreo no meio líquido.</p><p>1. Adaptação ao meio líquido</p><p>2. Respiração geral</p><p>3. Flutuação ventral - lateral</p><p>4. Propulsão das pernas</p><p>5. Propulsão dos braços</p><p>6. Coordenação das pernas e dos braços</p><p>7. Respiração específica lateral</p><p>8. Coordenação das pernas/braços e respiração</p><p>o nado crawl varia de acordo com a individualidade dos</p><p>nadadores. Quanto à variação da propulsão das pernas e</p><p>ciclo da braçada, o atleta poderá realizar 2 pemadas para</p><p>cada ciclo (2 braçadas), 4 pemadas para cada ciclo e 6</p><p>perna das para cada ciclo.</p><p>No início dos anos 70, acreditava-se qu~os atletas fundistas,</p><p>com objetivos de obter uma ótima performance, deveriam rea-</p><p>lizar 2 pemadas para cada ciclo. Motivo: uma nadadora aus-</p><p>traliana, Shane Gould, venceu as provas dos 400 m e 800 m</p><p>nado livre nas Olimpíadas de Munique em 1972, nadando a</p><p>técnica de 2 pemadas para ciclo. Devido a esse fato, muitos</p><p>técnicos na época forçavam seus nadadores a nadar com a</p><p>mesma técnica, 2 pemadas para cada ciclo de braços.</p><p>Um nadador brasileiro, Djan Madruga, estreando nas Olim-</p><p>píadas de Montreal em 1976, adotou a técnica de 6 pemadas</p><p>para cada ciclo de braçada, provando que os fundistas po-</p><p>deriam nadar outra técnica além das 2 pemadas para cada</p><p>ciclo de braçadas.</p><p>Evidentemente que a maioria dos nadadores fundistas apre-</p><p>sentam 2 pemadas para cada ciclo. No mundial de piscina</p><p>de 25 metros realizado em Gotemburgo, Suécia, em abril de</p><p>97 a nadadora costa-riquenha Cláudia Pool nadou os 400</p><p>metros em 4.00.08, utilizando a técnica de 2 pemadas para</p><p>cada ciclo de braçadas. Geralmente os nadadores que apre-</p><p>sentam 2 pemadas para cada ciclo são nadadores que pos-</p><p>suem uma ótima flutuabilidade e não necessitam da perna</p><p>para sustentação, mas sim, para propuJsão e equilíbrio.</p><p>É importante, durante a aprendizagem, enfatizarmos a pro-</p><p>pulsão das pernas, pois a pemada representa não somente</p><p>a propulsão, mas equilíbrio e sustentação (flutuação). Mui-</p><p>tos nadadores incrementam o trabalho de perna ao final da</p><p>prova para melhorar a sustentação do corpo e diminuir a</p><p>resistência frontal do corpo em relação à água.</p><p>o afastamento entre as pernas no plano vertical deverá ser</p><p>mais ou menos a largura do corpo, a distância do quadril.</p><p>O movimento parte da articulação coxofernural. significan-</p><p>do que devem estar retas ou estendidas; desde que o movi-</p><p>mento seja realizado com toda a perna partindo da articula-</p><p>ção coxofemural, os movimentos das pernas são realiza-</p><p>dos com uma pequena flexão.</p><p>A pressão da resistência da água deve ser colocada no pei-</p><p>to dos pés.</p><p>Muitos alunos apresentam dificuldades na propulsão das per-</p><p>nas de crawI, devido a atividade das pernas ser muito específica</p><p>e que somente se treina na água. Sendo assim, encontramos</p><p>alunos com gnmde dificuldade. Muitos nem saem do lugar devi-</p><p>do à especificidade dos movimentos. Estratégias, como a utili-</p><p>zação de nadadeiras (pé de pato) nos adultos, são bem aceitas.</p><p>pois melhoram a flexibilidade articular do tornozelo.</p><p>Quanto ao movimento dos braços, a seqüência da entrada</p><p>na água é a mão entrando ligeiramente inclinada para fora,</p><p>entrando primeiramente o dedão e posteriormente toda a</p><p>mão, punho, antebraço e braço à frente do corpo e na linha</p><p>do ombro, evitando uma maior resistência frontal.</p><p>Ao entrar na água, a mão realiza um pequeno movimento</p><p>de afastamento lateral, depois em direção à linha mediana</p><p>do corpo com o cotovelo alto, com objetivos de EMPUR·</p><p>RAR GRANDE QUANTIDADE DE ÁGUA A CURo</p><p>TAS DISTÂNCIAS EM PONTOS DIFERENTES</p><p>(princípio de Bernonlli), depois em direção à coxa. A</p><p>variação da posição da mão durante a braçada submersa é</p><p>que detennina movimentos laterais, verticais, alcançando</p><p>uma melhor força propulsiva.</p><p>Adaptação do princípio de Bemoulli realizado por Coun-</p><p>s11man aos movimentos dos nadadores.</p><p>Para Counsilman (1971), existe uma lei natural na natação:</p><p>quanto maior a velocidade na água, menor a pressão que ela</p><p>exerce. Já Daniel Bemoulli (1700-1782), matemático holan-</p><p>dês radicado na Suiça, dizia que quanto maior a velocidade</p><p>de um fluido, menor a pressão exerci da.</p><p>Exercícios de variação da posição das mãos durante as</p><p>braçadas poderão ser realizados na fase da aprendizagem</p><p>da braçada, solicitando ao aluno flutuando ou em pé que</p><p>realize movimentos para a lateral e em diferentes posições</p><p>para desenvolver sensibilidade. Estes movimentos são cha-</p><p>mados de palmateios ou de "Sculling".</p><p>Os ombros exercem um importante papel na eficiência da</p><p>braçada, pois ao utilizarmos os ombros, conseguimos um</p><p>maior alongamento e distância da braçada; uma melhor res-</p><p>piração, quando realizamos o rolamento do ombro, auto-</p><p>maticamente a cabeça gira. facilitando a respiração.</p><p>2 braçadas e I respiração (unilateral)</p><p>3 braçadas e I respiração (bilateral)</p><p>.j braçadas e I respiração (unilateral)</p><p>5 braçadas e I respiração (bilateral)</p><p>Devemos tomar cuidado quanto ao excesso de bloqueios</p><p>respiratórios, pois quanto mais bloqueamos, mais aumenta</p><p>o nível de eo., na corrente sangüínea, ocasionando dores</p><p>de cabeça aos- nadadores.</p><p>Estratégias</p><p>Respiração bilateral:</p><p>- Avaliannos a recuperação da braçada contrária à respiração.</p><p>- Observação do adversário durante a prova.</p><p>- Nas travessias longas, alterna-se o lado da respiração</p><p>quando sentimos dores de "lado".</p><p>Melhorar a posição horizontal do corpo, evitando uma re-</p><p>sistência frontal e conseqüente diminuição da velocidade.</p><p>O cansaço faz com que o nadador perca a posição ideal .</p><p>Acentuar ou incrementar a aceleração da mão duran-</p><p>te a braçada:</p><p>Durante a realização das braçadas, os nadadores não utili-</p><p>zam sempre e com a mesma intensidade a força de resis~</p><p>tência e a de sustentação, gerando forças propulsivas. Sen-</p><p>do assim, no início da braçada, quando os nadadores afun-</p><p>dam a mão para pegar mais água e sentem o "apoio" da</p><p>água, realizam mais força de sustentação da que a de resis-</p><p>tência. Os nadadores utilizam na mesma proporção a força</p><p>de sustentação e a de resistência do meio para o final da</p><p>braçada e é neste momento que eles devem incrementar a</p><p>velocidade, pois estão atingindo O máximo de força</p><p>propulsiva e exigindo força muscular para enfrentar a resis-</p><p>tência da água.</p><p>Realiza-se a seguinte equação F x V = P oU FE, em que</p><p>temos F = a força muscular enfrentando a resistência da</p><p>água; V = a velocidade da aceleração da mão durante a bra-</p><p>çada; P é a potência da braçada oU FE., força explosiva da</p><p>braçada.</p><p>Counsilmann, em 1981, realizou um experimento com mais</p><p>de 60 ótimos nadadores. Realizou uma série de filmagens</p><p>subaquáticas utilizando um diagrama na frente da câmera,</p><p>observando as fases da braçada e a aceleração da mão.</p><p>Chegou à conclusão</p><p>que a maioria dos nadadores realiza-</p><p>vam a aceleração progressiva da mão durante a braçada.</p><p>Nadadores de crawJ iniciavam o movimento da braçada com</p><p>uma acelaração de 2 pés por segundo, chegavam ao meio</p><p>com 8 pés por segundo e finalizavam com 22 pés por se-</p><p>gundo. O que mais deixou Coulsimann incrédulo foi que a</p><p>orientação da aceleração da mão jamais havia sido orienta-</p><p>da pelos treinadores. Os nadadores faziam inconsciente-</p><p>mente.</p><p>Desenvolver a atenção do atleta quanto à eficiência mecâni-</p><p>ca da braçada.</p><p>Relação: porcentagem de esforço x tempo x gasto</p><p>energético.</p><p>Exemplo: Nadador realizou os 50 metros em 30 segundos</p><p>com 40 braçadas, logo após realizou o mesmo exercício em</p><p>29 segundos com o mesmo número de braçada. Isso signifi-</p><p>ca que melhorou a eficiência mecânica do movimento. Me-</p><p>lhorando a técnica, o gasto energético também diminui.</p><p>EXERCÍCIOS PARA O</p><p>DESENVOLVIMENTO DO NADO CRAWL</p><p>I. Na posição vertical, segurar a raia ou apoiar na borda,</p><p>realizar movlmentos com a perna direita e com a esquerda,</p><p>no início movimentos lentos e com grande amplitude entre</p><p>a'i pernas, progressivamente diminuir a amplitude e acelerar</p><p>os movimentos. Realizar variações utilizando ritmos diferentes.</p><p>FiguraS</p><p>Por exemplo: 8 movimentos com a esquerda, 8 com a direi-</p><p>ta, depois 6 com a direita, 6 com a esquerda, depois 4 com a</p><p>direita e 4 com a esquerda e finalmente 2 movimentos com a</p><p>direita e 2 com a esquerda. Com os adultos podemos utilizar</p><p>músicas com ritmos diferentes: para pemada lenta utilizar</p><p>bolems e valsas e nas pemada rápidas, axé music (Fig.S).</p><p>2.Aproveitando o exercício anterior, deslocar-se na água.</p><p>na vertical, utilizando materiais como flutuadores , pran-</p><p>chas ou espaguete, enfatizando o movimento partindo da</p><p>articulação coxofemoral (Fig.6).</p><p>Figura 6</p><p>3. Posição horizontal - cabeça na água, braços estendidos,</p><p>uma mão sobre a outra, braços estendidos, movimentos das</p><p>pernas, quando não agüentar a respiração, colocar os pés no</p><p>fundo da piscina e descansar. Continuar o exercício até com-</p><p>pletar a distância da piscina ou parar até onde der pé (Fig.7).</p><p>4. O mesmo exercício anterior com prancha ou espaguete,</p><p>trocar o parar e descansar por respiração frontal e contÍ-</p><p>nua, ou respiração lateral com o braço do lado da respira-</p><p>ção solto, ao lado do corpo com objeti vo de incrementar o</p><p>rolamento do ombro, facilitando a respiração lateral (Fig.S).</p><p>FiguraS</p><p>5. Movimentos de pemada com prancha 5 metros com as</p><p>pernas fora da água (Fig.9a) e 5 metros dentro da água (Fig.9b),</p><p>com objetivo de sentir a diferença de realizar o movimento</p><p>submerso e o movimento fora da água. No submerso, apesar</p><p>de mais difícil, a sensação é de que a água prende as pernas,</p><p>sendo o mais eficiente.</p><p>I. Na posição vertical - em duplas, segurando o espaguete</p><p>na frente - deslocar-se na água. Variar a posição do espa-</p><p>guete no alto (Fig.1 Oa e IOb). Mesmo exercícios em duplas</p><p>representando equipes e disputando entre si. Anota-se o</p><p>tempo de cada equipe. Exercícios interessantes de serem</p><p>ministrados em colônia de férias, acampamentos, hotéis.</p><p>2. Em duplas, segurando o espaguete, realizar o movimento</p><p>das pernas. Passar para trios e quádruplos (Fig.II).</p><p>3. Em duplas pemada de crawl- um de cada lado, segtrrando</p><p>uma prancha ou espaguete, realizar o movimento durante 15 a</p><p>30 segundos, tentando deslocar o companheiro do lugar</p><p>(Fig.12).</p><p>4. Duas colunas - o primeiro de frente e a 5 metros aproxi-</p><p>madamente dos companheiros, inicia realizando a propul-</p><p>são das pernas e quando chega aos companheiros, passa</p><p>por baixo das pernas. Quando chegar ao final da coluna,</p><p>avisa o próximo. Quando o primeiro da frente passar por</p><p>baixo da perna do primeiro da coluna, este, andando, irá</p><p>até a borda e aguardará o aviso do primeiro que passou</p><p>pela coluna e assim sucessivamente até o fmal.</p><p>5. Revezamentos perna de crawl - os alunos na posição</p><p>de "jacaré", decúbito ventraJ na água com os braços no</p><p>plOlongamento do corpo e cabeça entre os braços.</p><p>I. Com os braços submersos, sem elevação dos braços,</p><p>(fase aérea) flutuando na posição horizontal, realizar os mo-</p><p>vimento da braçada. Podemos utilizar a música: "Cavoca,</p><p>cavoca, para achar uma minhoca" (Fig.13).</p><p>Figura 13</p><p>2. Segurando a prancha com a mão esquerda, propulsão das</p><p>pemas, braçada somente com o braço direito. O movimento do</p><p>braço direito deverá ser contínuo. Caso o aluno tenha dificulda-</p><p>de na continuidade e parar o braço na frente, o professor deverá</p><p>auxiliá-Io. A cada 3 bmçadas, trocar o lado. Na realização da</p><p>bmçada, realizar a respimção específica do nado cmwl, a lateral</p><p>(Fig.14).</p><p>3. Realizar o movimento dos braços com auxilio do pro-</p><p>fessor, que segura as mãos e conduz os movimentos, uma</p><p>mão entra e outra sai da água. Em se tratando de crianças,</p><p>podemos utilizar a música: "O bracinho do crawlzinho faz</p><p>assim, faz assim (bis), cotovelo levantado, o bracinho esti-</p><p>cado, o bracinho do crawlzinho faz assim" (Fig.15).</p><p>Figura 15</p><p>4. Em deslocamento na água, na posição vertical com os</p><p>pés mo fundo da piscina, uma mão entra na água e outra</p><p>sai. Alternar 02 ciclos (4 braçadas) com a cabeça fora da</p><p>água e 02 ciclos com a cabeça submersa, sem respirar</p><p>(Fig.16).</p><p>1. Em pé, tronco inclinado, cabeça dentro da água, braços</p><p>atrás do corpo, realizar um giro lateral com a cabeça ten~</p><p>tando pegar água com a boca. A opção do lado cabe ao</p><p>aluno escolher, caso seja jovem ou adulto e cabe ao profes-</p><p>sor escolher, caso o aluno seja criança (Fig.17).</p><p>2. Em pé, segurando na borda, tronco inclinado, cabeça den-</p><p>tro da água, uma mão segurando a borda e outra realizando</p><p>o movimento do braço e giro lateral para pegar o ar (Fig.18).</p><p>I. Pemada submersa ventral, sem ou com a utilização de</p><p>nadadeiras; com os braços à frente ou com a prancha.</p><p>2. Pemada submersa lateral, sem ou com a utilização de</p><p>nadadeiras; um braço à frente e outro ao lado corpo.</p><p>3. Pernada lateral, sem ou com a utilização de nadadeiras;</p><p>braço esquerdo estendido à frente, braço direito ao lado</p><p>do corpo, alternando o lado a cada 6 pernadas.</p><p>4. Pernada vertical, variando a posição dos braços, assim</p><p>como das mãos; braços ao lado do corpo, movimentando</p><p>as mãos, mãos na nuca (Fig.20b), Segurar a prancha na</p><p>frente do corpo (Fig 20a),</p><p>1. Revezamento acumulando pranchas. Cada participante</p><p>com uma prancha, na troca, o 2' leva duas pranchas, o</p><p>terceiro 3 e assim sucessivamente.</p><p>2. Revezamento com pranchas. O primeiro aluno da turma com</p><p>uma prancha que, na troca, entregará para o companheiro.</p><p>3. Revezamento com prancha. Um dos companheiros ficará</p><p>na piscina do lado fora. O primeiro com uma peça de roupa,</p><p>por exemplo: \Una saia, leva até o companheiro de fora, veste e</p><p>retoma com a prancha; o segundo levará a blusa; outro, o</p><p>batoo; O próximo, a peruca etc. Termina o revesamento quan-</p><p>do a equipe conseguir vestir primeiro o companheiro do lado</p><p>de fora. Depois disso uma foto com todos os participantesil'</p><p>I. Braço esquerdo estendido, braço direito realiza a braça-</p><p>da, enfatizando bem a propulsão das pernas. Trocar o bra-</p><p>ço a cada 2 ou 3 braçadas (Fig. 21).</p><p>Figura 21</p><p>2. Posição lateral, um braco ao lado corpo e outro estendi-</p><p>do. Realizar 6 pemadas e 3 braçadas sem respirar e alternar</p><p>o lado. Respiração lateral.</p><p>3. Realizar uma distância curta de J 5/20/25 ou 50 metros,</p><p>contando o número de braçadas. Marcar o tempo e</p><p>compará-Ia com outro tempo, observando a melhora da</p><p>eficiência. Caso o aluno faça o mesmo tempo ou melhor</p><p>com o mesmo número de braçadas. significa que melhorou</p><p>a eficiência mecânica da braçada.</p><p>4. Realizar a braçada, durante a recuperação (fase aérea),</p><p>tocar os dedos nas axilas, enfatizando a elevação do coto-</p><p>velo na recuperação. Importante: não deixar o aluno preju-</p><p>dicar O final da braçada submersa (Fig. 22).</p><p>S. Respiração bilateral, variando no máximo 5 braçadas e I</p><p>respiração.</p><p>1. Nadar preso a um tubo cirúrgico (referências 202, 204</p><p>ou 206) e dependendo da faixa etma (202 é a mais fraca),</p><p>realizar estímulos 8x30s. Na ida realiza o movimento contra</p><p>o elástico (força e resistência muscular) e na volta a favor</p><p>do elástico (velocidade).</p>

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