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<p>UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMI-ÁRIDO</p><p>DEPARTAMENTO DE ENGENHARIAS - CARAÚBAS</p><p>SANEAMENTO</p><p>RESENHA – UNIDADE III</p><p>CARAÚBAS</p><p>2024</p><p>BRUNA GABRIELA SALES DE FREITAS</p><p>RESENHA – UNIDADE III</p><p>Trabalho apresentado ao Curso</p><p>de Engenharia Civil, do Departamento</p><p>de Engenharias da Universidade Federal</p><p>Rural do Semi-Árido, como requisito</p><p>parcial de avaliação da 3ª unidade da</p><p>disciplina de Saneamento, ministrada</p><p>pela professora Julia Pliscia da Silva</p><p>Melo.</p><p>CARAÚBAS</p><p>2024</p><p>RESENHA CRÍTICA DISCIPLINA DE SANEAMENTO</p><p>RESENHA CRÍTICA DISCIPLINA DE SANEAMEAMENTO</p><p>Bruna Gabriela Sales de Freitas</p><p>Afim de proporcionar uma imersão profunda nas complexas interações entre desastres</p><p>ambientais, impactos sociais e a necessidade de uma gestão sustentável para enfrentar tais crises. No</p><p>centro desta discussão está o desastre da barragem de Fundão, ocorrido em Mariana, Minas Gerais,</p><p>conforme detalhado ao decorrer deste artigo. Contudo, de inicio é trazido uma breve discussão a respeito</p><p>da gestão dos resíduos sólidos da construção civil e os aspectos legais e institucionais do saneamento no</p><p>Brasil. Tido como temas de grande relevância para o desenvolvimento sustentável e a qualidade de vida</p><p>da população. Será abordado brevemente cada um desses temas:</p><p>Resíduos Sólidos da Construção Civil (RSCC):</p><p>Os resíduos sólidos da construção civil, também conhecidos como entulhos, são um dos</p><p>principais tipos de resíduos gerados nas cidades. Eles incluem diversos materiais, como concreto, tijolos,</p><p>madeira, gesso, plásticos, metais, entre outros. O descarte inadequado desses resíduos pode causar</p><p>diversos impactos negativos ao meio ambiente e à saúde pública, como a poluição do solo, da água e do</p><p>ar, além de ocupação irregular de áreas.</p><p>No Brasil, a gestão dos RSCC é regulamentada pela Resolução CONAMA (Conselho Nacional</p><p>do Meio Ambiente) nº 307/2002, que estabelece diretrizes, critérios e procedimentos para a gestão dos</p><p>resíduos da construção civil. Essa resolução define responsabilidades dos geradores, transportadores e</p><p>destinos finais dos resíduos, bem como as formas adequadas de manejo, transporte, armazenamento,</p><p>tratamento e disposição final.</p><p>Além disso, diversas cidades brasileiras possuem legislações municipais específicas sobre o</p><p>tema, que podem complementar as diretrizes estabelecidas pela legislação federal.</p><p>Aspectos Legais e Institucionais do Saneamento no Brasil:</p><p>O saneamento básico engloba diversas ações e serviços, como abastecimento de água potável,</p><p>coleta e tratamento de esgoto, manejo de resíduos sólidos, drenagem urbana, entre outros. No Brasil, o</p><p>saneamento é um serviço essencial para garantir a saúde pública e a qualidade de vida da população.</p><p>Em termos legais, a Constituição Federal de 1988 estabelece que é dever do poder público</p><p>garantir o acesso universal ao saneamento básico. Além disso, a Lei nº 11.445/2007, conhecida como Lei</p><p>RESENHA CRÍTICA DISCIPLINA DE SANEAMENTO</p><p>do Saneamento Básico, estabelece diretrizes nacionais para o saneamento, definindo competências e</p><p>responsabilidades dos entes federativos (União, estados e municípios) e dos prestadores de serviços.</p><p>No entanto, apesar da existência de legislação específica, o Brasil ainda enfrenta desafios</p><p>significativos na universalização do acesso ao saneamento básico. Dentre os principais desafios estão a</p><p>falta de investimentos, a deficiência na prestação dos serviços em áreas periféricas e de baixa renda, a</p><p>poluição de recursos hídricos e a gestão inadequada dos resíduos sólidos.</p><p>Recentemente, o Marco Legal do Saneamento (Lei nº 14.026/2020) foi aprovado, com o objetivo</p><p>de modernizar o setor e atrair investimentos privados. Essa nova legislação busca ampliar a participação</p><p>da iniciativa privada na prestação dos serviços, estabelecendo metas de universalização e maior segurança</p><p>jurídica para os investidores. No entanto, a implementação efetiva dessa lei e a superação dos desafios</p><p>ainda são questões em curso no país.</p><p>O artigo de Sidney de Oliveira Barbosa sobre o desastre de Mariana lança luz sobre a natureza</p><p>intrincada dos desastres ambientais, rejeitando a concepção de eventos puramente naturais e destacando a</p><p>contribuição decisiva da ação humana. Ao enfatizar as falhas técnicas e a negligência na gestão da</p><p>barragem, a pesquisa revela uma cadeia de responsabilidades compartilhadas entre diversos atores</p><p>envolvidos na indústria mineradora. Este artigo serve como um lembrete contundente da urgência de uma</p><p>abordagem multidisciplinar e proativa na prevenção de futuros desastres, bem como da necessidade de</p><p>responsabilidade e transparência na gestão de recursos naturais.</p><p>O vídeo "Mercúrio: ribeirinhos em risco" analisa o impactante relato sobre a presença alarmante</p><p>de mercúrio no organismo de indígenas e ribeirinhos da Amazônia, suscitando a possível relação entre a</p><p>construção de lagos de hidrelétricas e o agravamento desse problema. A narrativa se baseia em uma nova</p><p>pesquisa realizada pela Universidade Federal do Pará, que examinou amostras de cabelo de ribeirinhos</p><p>próximos à Usina Hidrelétrica de Tucuruí, revelando níveis de mercúrio até sete vezes superiores ao</p><p>limite tolerado pela Organização Mundial da Saúde.</p><p>É destacado a gravidade dessa contaminação, ressaltando o potencial neurotóxico do</p><p>metilmercúrio, que pode causar a doença de Minamata, associada a um desastre ecológico ocorrido no</p><p>Japão na década de 1950. Apesar da ausência de casos semelhantes na Amazônia até o momento, os</p><p>especialistas alertam para a possível dispersão do mercúrio devido ao funcionamento das hidrelétricas,</p><p>mesmo em áreas não relacionadas ao garimpo de ouro.</p><p>A análise evidencia o processo complexo pelo qual o mercúrio se espalha na região, envolvendo</p><p>a formação de ecossistemas fechados após o represamento de água pelas barragens, resultando na</p><p>liberação e conversão da substância em metilmercúrio, que se acumula na cadeia alimentar, podendo</p><p>chegar ao consumo humano com níveis alarmantes de toxicidade.</p><p>RESENHA CRÍTICA DISCIPLINA DE SANEAMENTO</p><p>A importância de estabelecer um plano de monitoramento ambiental e de orientar as populações locais</p><p>sobre os riscos, enfatizando a necessidade de uma abordagem proativa para mitigar esse problema</p><p>crescente. A preocupação ética e ambiental em torno das hidrelétricas na Amazônia é evidente, pois,</p><p>embora sejam economicamente relevantes, seu custo ambiental pode ser significativo.</p><p>Da mesma forma, o vídeo "Rio Doce, Rio Morto" inicialmente, o vídeo evoca uma nostalgia</p><p>melancólica ao lembrar tempos passados, quando o Rio Doce era fonte de vida e subsistência para a</p><p>comunidade local. Contudo, essa idílica paisagem foi desfigurada pela catastrófica descarga de lama</p><p>contaminada, resultando na virtual morte do rio e no colapso das atividades econômicas que dele</p><p>dependiam.</p><p>Um dos pontos centrais abordados é a dramática escassez de água potável, que deixou a</p><p>população desamparada e vulnerável. Apesar dos esforços da empresa municipal de saneamento para</p><p>tratar a água do rio, a legitimidade dessa medida é questionada pelo Ministério Público, que alerta para os</p><p>perigos representados pelos resíduos industriais presentes na água.</p><p>A falta de acesso à água potável não apenas compromete a saúde física dos habitantes, mas</p><p>também desencadeia o surgimento de epidemias de doenças transmitidas por mosquitos, como dengue e</p><p>Zika vírus. O sistema de saúde local, sobrecarregado, luta para lidar com os casos suspeitos, enquanto a</p><p>população vive em constante apreensão. Além disso, a distribuição irregular de água mineral pela</p><p>Samarco agrava ainda mais a situação, resultando em longas filas e frustração entre os moradores. A</p><p>inação das autoridades e a incerteza em relação ao futuro da região</p><p>intensificam a sensação de desamparo</p><p>e desespero.</p><p>A conclusão do vídeo lança uma pergunta crucial: será que as autoridades serão capazes de agir a</p><p>tempo de evitar uma catástrofe na saúde pública? Esta indagação ressoa como um alerta urgente sobre a</p><p>necessidade de medidas efetivas para enfrentar não apenas as consequências imediatas do desastre, mas</p><p>também para prevenir danos futuros à saúde e ao bem-estar da população.</p><p>No entanto, apesar do crescente reconhecimento da importância da sustentabilidade, o texto</p><p>sobre a gestão dos resíduos sólidos da construção civil e os aspectos legais e institucionais do saneamento</p><p>no Brasil revela uma lacuna significativa entre legislação e prática. A falta de investimentos adequados e a</p><p>deficiência na prestação de serviços em áreas periféricas destacam os desafios enfrentados na</p><p>implementação efetiva de políticas sustentáveis, sublinhando a necessidade de um compromisso mais</p><p>robusto com a sustentabilidade por parte das instituições governamentais e da indústria.</p><p>A análise minuciosa dos textos proporciona uma compreensão abrangente e multifacetada dos</p><p>obstáculos enfrentados na redução de desastres ambientais e na promoção da sustentabilidade. Isso</p><p>ressalta a urgência de uma abordagem integrada e proativa, que reconheça e enfrente as interações entre as</p><p>atividades humanas, os impactos ambientais e as consequências sociais. O objetivo é garantir um futuro</p><p>mais resiliente e sustentável para as atuais e futuras gerações.</p>