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<p>A cidade é como uma obra de arte sem precisão, de</p><p>vários sentidos. Cada pessoa tem uma leitura, que vai</p><p>alterar de acordo com seus valores, padrão econômico e</p><p>social.</p><p>O estudo de cidades tem por finalidade:</p><p>* Promover a leitura e entendimento da cidade atual.</p><p>* Levar a uma compreensão do processo de</p><p>urbanização.</p><p>* Prover subsídios para o planejamento de novas</p><p>cidades, ou à renovação urbana.</p><p>* Apresentar informações sobre a evolução das</p><p>principais teorias urbanas.</p><p>Segundo Célson Ferrari, “a cidade é um fato histórico,</p><p>geográfico e, acima de tudo social” (1). Por isso, para</p><p>compreendermos o que se passa com a cidade dos dias</p><p>atuais necessitamos voltar ao passado para entender</p><p>como as cidades se organizavam.</p><p>Fonte:FERRARI, CÉLSON Curso de planejamento municipal integrado - URBANISMO. São</p><p>Paulo, Livraria Pioneira Editora, 2ª edição, 1979, 631 p.</p><p>CIDADES MEDIEVAIS</p><p>AS CIDADES</p><p>MEDIEVAIS</p><p>A formação do</p><p>ambiente medieval</p><p>SISTEMA FEUDAL</p><p>castelo</p><p>•economia senhorial</p><p>•agricultura de</p><p>subsistência</p><p>•Senhores feudais –</p><p>proteção</p><p>•sistema fraco</p><p>AS CIDADES MEDIEVAIS</p><p>Princípios culturais de</p><p>ordenamento da</p><p>cidade árabe:</p><p>•são muitos semelhantes</p><p>entre si</p><p>•são cidades-labirinto</p><p>•têm um carácter</p><p>profundamente religioso</p><p>CRISTIANISMO</p><p>mosteiros</p><p>. ofereciam abrigo aos</p><p>oprimidos, destruídos</p><p>e enfermos</p><p>. consolidação do poder</p><p>da igreja</p><p>PÚBLICO</p><p>.termas</p><p>•mercados</p><p>•mesquitas</p><p>PRIVADO</p><p>•blocos de casas</p><p>configurando</p><p>ruas irregulares</p><p>•pátios internos</p><p>para os quais</p><p>se abrem as</p><p>casas</p><p>FONTE : Prof. Lílian Donato</p><p>Aula 4</p><p>Figura: Cidade de Lisboa</p><p>AS CIDADES RENASCENTISTAS</p><p>Renascimento – aspectos gerais</p><p>Tomada de Constantinopla 1453</p><p>Humanismo e Antropocentrismo</p><p>➢ O HOMEM deve ser o centro</p><p>da reflexão</p><p>O homem total</p><p>➢ Cuida tanto do seu corpo</p><p>quanto da sua mente.</p><p>➢ Tem muita cultura geral:</p><p>aprende diferentes temas e</p><p>pratica artes diversas.</p><p>Razão acima da Fé</p><p>Reiventando a Antiquidade Clássica</p><p>O prazer da Estética</p><p>TRATADOS PARA A CIDADE IDEAL</p><p>“Em muitos deles, o perímetro da cidade</p><p>caracterizava-se pelo formato de estrela ortogonal,</p><p>em que havia uma distinção entre áreas</p><p>administrativas, como o palácio do príncipe e a</p><p>catedral, e as áreas funcionais, como armazéns, lojas</p><p>e similares. O traçado das ruas podia ser concêntrico</p><p>ou ortogonal, e especial atenção era conferida à</p><p>relação entre o arranjo interno e o muro fortificado.”</p><p>GUIMARÃES (2004)</p><p>Fonte: Prof. Lila Donato</p><p>Planta da Cidade de</p><p>Palmanova,única cidade de</p><p>planejamento renascentista</p><p>construída na Europa</p><p>BENEVOLO (1993), explica que as cidades e as</p><p>benfeitorias territoriais criadas durante a Idade Média,</p><p>na Europa, “bastam para as necessidades da sociedade</p><p>renascentista e são modificadas só em parte; no resto do</p><p>mundo, ao contrário, os conquistadores e os mercadores</p><p>europeus encontram um enorme espaço vazio onde</p><p>podem realizar novos grandes programas de colonização</p><p>e urbanização”.</p><p>Para GOITIA (1992), o grande número de “idéias</p><p>urbanísticas do Renascimento, que não passaram de</p><p>teoria, utopia ou exercício intelectual nos países da</p><p>Europa onde se origem, encontraram o seu campo de</p><p>realização concreta na América, na obra ingente da</p><p>colonização espanhola”.</p><p>AS CIDADES BARROCAS</p><p>BARROCO – aspectos gerais</p><p>➢ Aumento da Importância das cidades</p><p>➢ A criação da CAPITAL</p><p>➢ A cidade barroca é a herdeira dos estudos teóricos do</p><p>renascimento onde os esquemas se baseavam na pura</p><p>harmonia geométrica com independência da</p><p>percepção visual. Nesse período, desejava-se criar uma</p><p>cidade como obra de arte de imediata percepção</p><p>visual, usando como instrumento a Perspectiva. Os</p><p>principais fundamentos do urbanismo barroco são: a</p><p>linha reta, a perspectiva monumental, o programa e a</p><p>uniformidade. (IDOETA, 1979)</p><p>➢ O período barroco corresponde uma parte importante</p><p>na constituição da cidade moderna com todas as suas</p><p>exigências de vida e arte.</p><p>Consideramos período barroco o espaço</p><p>temporal compreendido entre os séculos</p><p>XVII e XVIII.</p><p>➢ Na concepção do espaço urbano barroco são</p><p>utilizados três princípios fundamentais:</p><p>a perspectiva, a linha recta e a uniformidade.</p><p>➢ A nível urbanístico, durante o período</p><p>barroco, dá-se uma aplicação dos princípios</p><p>do racionalismo * ao desenho das cidades. Os</p><p>racionalistas consideram que a produção</p><p>urbana do passado é fruto do acaso e que</p><p>as intervenções urbanísticas devem obedecer</p><p>a princípios geométricos e artísticos. Nasce a</p><p>cidade como arte.</p><p>Na concepção do espaço urbano barroco são utilizados três princípios fundamentais: a perspectiva, a linha</p><p>reta e a uniformidade.</p><p>Foto de capa: Terreiro do Paço, Lisboa 1815-1822. Reprodução imaginária da atribuída a Joaquim Carneiro da Silva, XVIII. Publicado na revista Monumentos, n.º 1, Setembro</p><p>de 1994</p><p>Baseados nestes princípios são</p><p>criados programas monumentais</p><p>para enquadrar palácios, igrejas</p><p>e outros edifícios importantes.</p><p>São ainda construídos</p><p>hospitais, estabelecimentos de</p><p>ensino, conjuntos habitacionais,</p><p>alamedas, passeios públicos e</p><p>jardins, entre outros.</p><p>O poderio económico da França e o</p><p>movimento cultural e ideológico</p><p>iluminista** colocam o urbanismo</p><p>francês numa posição de vanguarda.</p><p>No projeto do Palácio de</p><p>Versalhes podemos ver a</p><p>aplicação dos princípios</p><p>fundamentais do urbanismo</p><p>barroco.</p><p>AS CIDADES INDUSTRIAIS</p><p>– aspectos gerais</p><p>FATOS QUE INFLUENCIARAM O NASCIMENTO DA CIDADE INDUSTRIAL</p><p>➢ Aumento da População (pela diminuição do índice de mortalidade) de 35/100, no séc. XVIII para 20/100 no séc. XIX</p><p>[Aumento das rotas comerciais entre as metrópoles européias e as colônias nos novos continentes].</p><p>➢ Aumento dos Bens e Serviços</p><p>>> AGRICULTURA</p><p>* AUMENTO DE PRODUÇÃO (acúmulo de capital)</p><p>* AUMENTO DE PRODUTIVIDADE (excedente de mão de obra)</p><p>>> INDÚSTRIA E ATIVIDADES TERCIÁRIAS</p><p>* fim dos limites à produção humana</p><p>POPULAÇÃO CONSUMO PRODUÇÃO QUALIDADE DE VIDA MORTALIDADE</p><p>➢ Redistribuição dos habitantes sobre o território</p><p>>> ATÉ 1789: MUNDO ESSENCIALMENTE RURAL (80% a 90%)</p><p>* vivência campesina</p><p>>> DEPOIS: RADICAMENTE URBANO (80% A 90%)</p><p>* vivência urbana</p><p>➢ Desenvolvimento dos meios de comunicação</p><p>>> ATÉ O SÉCULO XVIII</p><p>* estradas</p><p>* marítimos (+ desenvolvidos)</p><p>“...o mundo em 1789 era, para a maioria de seus habitantes, incalculavelmente grande. A</p><p>maioria deles viviam e morriam no distrito ou mesmo na paróquia onde nasceram.”(E. Hobsbawn)</p><p>>> SÉCULO XIX</p><p>* abolição das guildas</p><p>* aumento dos mercados</p><p>* administração centralizada das estradas</p><p>* utilização da energia e da máquina à vapor</p><p>Origens da Cidade Moderna</p><p>➢ Revolução Industrial - 1760 a 1830</p><p>➢ Explosão urbana;</p><p>➢ Os problemas urbanos se agravam</p><p>(insalubridade, peste, poluição, pouca</p><p>permeabilidade do traçado urbano, etc.);</p><p>➢ Transformação dos meios de produção e</p><p>transporte; emergência de novas funções</p><p>urbanas – a substituição das estruturas das</p><p>velhas cidades da Europa (a cidade medieval,</p><p>a cidade barroca) - adaptação da cidade a</p><p>sociedade que habita nela.</p><p>Origens da Cidade Moderna</p><p>➢ A caótica cidade industrial do séc. XIX –</p><p>tornou-se não só um problema a ser</p><p>resolvido mas também um adequado objeto</p><p>de experimentação por meio do qual os</p><p>primeiros socialistas do século XIX</p><p>formularam suas profundas críticas ao</p><p>progresso industrial elaborando soluções</p><p>alternativas à cidade real</p><p>Origens da Cidade Moderna</p><p>➢ A CIDADE INDUSTRIAL LIBERAL DO SÉCULO</p><p>XIX PROVOCOU ALGUNS PENSADORES</p><p>(Fourier, Owen, Engels, Cabet, Marx, etc.) - A</p><p>crítica desses pensadores abordou aspectos</p><p>globais da sociedade industrial, a partir dos</p><p>quais são denunciadas as perversões urbanas</p><p>resultantes das corrupções sociais,</p><p>econômicas e políticas.</p><p>➢ DUAS LINHAS DE REFORMAS: as REFORMAS</p><p>LOCALIZADAS (realizadas pelo estado) e as</p><p>UTOPIAS URBANAS (planos para cidades</p><p>ideais realizados por intelectuais).</p><p>A CIDADE INDUSTRIAL é</p><p>construída pela iniciativa privada,</p><p>buscando o máximo lucro e</p><p>aproveitamento, sem nenhum</p><p>controle. Surge então a</p><p>necessidade de uma ação pública,</p><p>ordenando e propondo soluções que</p><p>até o momento eram implementadas</p><p>apenas pelo setor privado, com</p><p>objetivos individuais, de curto prazo</p><p>e em escala reduzida. É desta</p><p>época o urbanismo sanitarista, com</p><p>preocupação básica de melhorar as</p><p>condições de salubridade nas</p><p>cidades, coordenando a iniciativa</p><p>privada, com objetivos públicos e</p><p>gerais.</p><p>Origens da Cidade Moderna</p><p>➢As leis sanitárias evoluíram para uma legislação especificamente de</p><p>natureza urbanística, definindo as densidades, critérios para a implantação</p><p>de loteamentos, distância entre edificações, seus gabaritos de altura, e até</p><p>a característica de cada edificação, isto é, espaços, aberturas e materiais a</p><p>serem empregados. Os regulamentos urbanísticos atualmente existentes,</p><p>as leis de zoneamento, uso e ocupação do solo e os códigos de</p><p>edificações, tem como origem esta preocupação sanitarista de se criar um</p><p>ambiente salubre e adequado.</p><p>Origens da Cidade Moderna</p><p>➢ Nos Estados Unidos, observa-se no início do</p><p>século XIX um grande crescimento industrial,</p><p>que impulsiona o desenvolvimento urbano.</p><p>Nesta época, New York que conta com 100</p><p>000 habitantes, concentrados na ilha de</p><p>Manhattan, cresce de forma desordenada.</p><p>Para organizar este crescimento urbano, uma</p><p>Comissão estuda por 4 anos um projeto de</p><p>urbanização quem vem a ser proposto e</p><p>implementado em 1811.</p><p>VIDEO</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=XeapXgF2FuA</p><p>Este plano recorta a ilha de Manhattan com uma malha uniforme de vias ortogonais: 12 "avenues" no sentido</p><p>longitudinal, com quase 20 quilômetros de comprimento, e 155 "streets" perpendiculares a elas, com 5 quilômetros.</p><p>Um imenso parque, o Central Park, é construído em 1858. Até hoje este é o grande exemplo do urbanismo americano,</p><p>cartesiano e racional, rígido em sua concepção viária, mas que admite flexibilidade nas construções dos edifícios em</p><p>seus quarteirões.</p><p>Origens da Cidade Moderna</p><p>➢ Na França as preocupações urbanas foram de outra natureza. Ali se</p><p>implantou o que se pode conhecer como o urbanismo estético-viário. O</p><p>grande mentor desta tendência é o barão Haussman que foi prefeito do</p><p>Sena, em Paris, no período de 1853 a 1870. Neste período renovou o</p><p>aspecto de 41 Paris, com a abertura de grandes espaços urbanos e</p><p>avenidas, modificando os velhos quarteirões ainda medievais. Na</p><p>prática, sobrepõe à cidade existente, uma nova rede de avenidas, com</p><p>edificações de caráter monumental, sede dos poderes governamentais e</p><p>civis mais importantes. Na então periferia implanta as avenidas de</p><p>circunvalação e transforma os Bois de Bologne e de Vincennes em</p><p>espaços públicos urbanos.</p><p>Origens da Cidade Moderna</p><p>Os urbanistas utópicos dão</p><p>origem a uma posição antiurbana</p><p>e que se opõe à industrialização,</p><p>surgindo então as proposta de</p><p>cidades-jardim. O industrial inglês</p><p>Ebenezer Howard, estabelece de</p><p>forma definitiva a teoria da</p><p>Garden-City, através de duas</p><p>publicações: Tomorrow (1898) e</p><p>Gardencities for Tomorrow</p><p>(1902).</p><p>No Brasil - a City of São Paulo (1911) – em 1919</p><p>foi projetado o Jardim América, com 672 lotes</p><p>(Barry Parker).</p><p>Origens da Cidade Moderna</p><p>Pacaembu - SP</p><p>Em seu trabalho, Howard estabelece os</p><p>três princípios fundamentais de sua teoria:</p><p>eliminação da especulação dos terrenos</p><p>(deveriam pertencer à comunidade, que os</p><p>alugaria); controle do crescimento e</p><p>limitação da população (a cidade deveria</p><p>estar cercada por um cinturão agrícola e a</p><p>cifra ideal da população seria em torno de</p><p>30.000 habitantes) e deveria existir um</p><p>equilíbrio funcional entre cidade e campo,</p><p>residência, comércio e indústria etc. Uma</p><p>adaptação deste modelo, no que diz</p><p>respeito ao traçado viário, serviu de</p><p>referência à urbanização do Pacaembu e</p><p>dos Jardins Europa, América, Paulista, em</p><p>São Paulo, desenvolvido nos anos 20, tanto</p><p>pela Companhia City como por outras</p><p>loteadoras sob sua influência.</p><p>Origens da Cidade Moderna</p><p>Cidade Linear</p><p>➢ A noção de cidade linear foi utilizada no modernismo a</p><p>partir do final da década de 20 por alguns urbanistas como,</p><p>Le Corbusier e Lúcio costa.</p><p>➢ A Cidade Linear parte do problema do congestionamento</p><p>das grandes cidades tradicionais que se desenvolvem</p><p>concentricamente em torno de um núcleo.</p><p>Soria propõe uma alternativa radical: uma faixa de largura</p><p>limitada, percorrida por uma ou mais ferrovias ao longo de</p><p>seu eixo, que pode ter comprimento indefinido.</p><p>Propõe uma cidade extensível, feita de pequenas casas</p><p>isoladas, cada uma com sua horta e seu jardim.</p><p>Carta de ATENAS</p><p>Para a elaboração da Carta de Atenas, partiu-se da</p><p>premissa que as transformações das estruturas sociais</p><p>e da ordem econômica deveriam ter uma</p><p>correspondência com a transformação do fenômeno</p><p>arquitetônico. Nesse contexto, o urbanismo era uma</p><p>das chaves para uma mudança qualitativa da sociedade</p><p>e da vida humana.</p><p>De acordo com a Carta de Atenas, a cidade possui quatro</p><p>funções fundamentais, pelas quais o urbanismo deve velar</p><p>são: habitar; trabalhar; circular e cultivar o corpo e o espírito,</p><p>sendo seus objetivos: a ocupação do solo, a organização da</p><p>circulação e a legislação.</p><p>A Carta de Atenas sintetiza o</p><p>conteúdo do Urbanismo Racionalista,</p><p>também chamado de Urbanismo</p><p>Funcionalista, o qual supunha a</p><p>obrigatoriedade do planejamento</p><p>regional e intra urbano, a submissão</p><p>da propriedade privada do solo</p><p>urbano aos interesses coletivos, a</p><p>industrialização dos componentes e a</p><p>PADRONIZAÇÃO DAS CONSTRUÇÕES,</p><p>A EDIFICAÇÃO CONCENTRADA,</p><p>porém adequadamente relacionada</p><p>com amplas áreas de vegetação.</p><p>Admite ainda o uso intensivo da</p><p>técnica moderna na organização das</p><p>cidades, O ZONEAMENTO</p><p>FUNCIONAL, A SEPARAÇÃO DA</p><p>CIRCULAÇÃO DE VEÍCULOS E</p><p>PEDESTRES, a eliminação da rua</p><p>corredor e uma estética</p><p>geometrizante.</p><p>OBRIGADO!!!</p>

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