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<p>MANUAL DE NUTRIÇÃO CLÍNICA EMTNTULL</p><p>2021- 3 ED.</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 2</p><p>Elaborado por: Cristiane Siviero Scorza – CRN 12022</p><p>MATERIAL DE USO EXCLUSIVO AOS COMPRADORES. É VEDADO SEU</p><p>COMPARTILHAMENTO E/OU COMERCIALIZAÇÃO</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 3</p><p>SUMÁRIO</p><p>1. RESIDÊNCIA ....................................................................................................................................... 05</p><p>2. INSTRUMENTOS DE TRIAGEM NUTRICIONAL .................................................................................... 09</p><p>2.1. NRS...........................................................................................................................................09</p><p>2.2. MUST........................................................................................................................................10</p><p>2.3. Nutric Score .......................................................................................................................... 10</p><p>2.4. MAN.........................................................................................................................................11</p><p>2.5. Strong Kids..............................................................................................................................12</p><p>3. ANTROPOMETRIA.............................................................................................................................. 13</p><p>3.1.. Adultos e Idosos.........................................................................................................................13</p><p>3.1.1. Peso............................................................................................................................................13</p><p>3.1.2. Estatura ....................................................................................................................................14</p><p>3.1.3. IMC ...........................................................................................................................................15</p><p>3.1.4. Velocidade de Perda de Peso..............................................................................................16</p><p>3.1.5. Avaliação Subjetiva Global........ ................................ ................................ ........................16</p><p>3.1.6. ASG-PPP..................................................................................... ...............................................18</p><p>3.2. Tabelas de Referência de Percentil.......................................... .............................................. 20</p><p>3.2.1. Circunferência de Braço................................................... .....................................................20</p><p>3.2.2. Circunferência da Panturrilha ...............................................................................................22</p><p>3.2.3. Prega cutânea tricipital...........................................................................................................23</p><p>3.2.4. Circunferência muscular do braço .......................................................................................25</p><p>3.2.5. Amputados ...................................................... .......................................................................27</p><p>3.2.6. Superfície Corporal Queimada .............................................................................................27</p><p>3.3. Pediatria ................................................................................................ ........... ........... .............28</p><p>3.4. Antropometria em Neurologia .................................................................................................48</p><p>3.5. Avaliação Nutricional em Gestantes ......................................................................................55</p><p>4. EXAME FÍSICO ................................................................................................................................... 56</p><p>4.1. Inspeção semiologia abdominal .......................................................................................57</p><p>5. EXAMES BIOQUÍMICOS .................................................................................................................... 60</p><p>6. VISITA MULTIPROFISSIONAL .............................................................................................................. 62</p><p>7. CONDUTAS NUTRICIONAIS .............................................................. ........... ................................. 65</p><p>7.1. Vias de Alimentação................................................................. ........... ..............................65</p><p>7.2. Dieta Via oral ............................................................................. ........... .............................66</p><p>7.1.2. .Disfagia (IDDSI) ......................................... ................... ........... .............................67</p><p>8. TERAPIA NUTRICIONAL ................................................................................... .....................................68</p><p>8.1. Metas Calóricas e Proteicas em adultos ..........................................................................68</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 4</p><p>8.1.1. Obeso Crítico .........................................................................................................69</p><p>8.1.2. Gestante Crítica .................................................................... ................................69</p><p>8.1.3. Pediatria e Neonatologia....................................................... ................................71</p><p>9. SUPLEMENTOS E FÓRMULAS ........... ................................................................ ........... ................... 73</p><p>9.1. Suplementos .............................. ......................................................................................74</p><p>9.2. Dieta Enteral .....................................................................................................................76</p><p>9.2.1 Fórmulas Disponíveis......................... ........................................... ......................78</p><p>9.3. Como prescrever dieta enteral .................................. ..................................................84</p><p>9.4. Nutrientes Específicos............................................... ........... ..........................................86</p><p>9.5. Nutrição Parenteral ......................... ........... ........... ........... ........... ........... ..................88</p><p>10. PROTOCOLOS NA DIETA ENTERAL ................................................. .......................................... ..90</p><p>10.1. Volume Residual Gástrico......................... ........................ ...........................................90</p><p>10.2. Causas e condutas em complicações metabólicas ....................... ........................90</p><p>10.3. Uso e cálculo de droga vasoativa ........................ .......................... ..........................91</p><p>o paciente, alguns pontos devem ser</p><p>levados em consideração:</p><p>1. Se o trato gastrointestinal está funcionante.</p><p>2. Nível de consciência</p><p>3. Se o paciente está intubado</p><p>4. Presença de disfagia</p><p>De acordo com os consensos, se o trato gastrointestinal está funcionante e não há nada</p><p>que impeça a alimentação por via oral, essa deve ser a primeira via de escolha para</p><p>alimentação.</p><p>O fluxograma abaixo irá auxiliá-lo a escolher a melhor via de alimentação:</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 58</p><p>7.2. Dietas Via Oral</p><p>É muito importante conhecermos o padrão de dieta via oral do nosso hospital, bem</p><p>como sua composição, para que possamos garantir a correta oferta nutricional para o nosso</p><p>paciente.</p><p>7.2.1. Consistências</p><p>CONSISTÊNCIA ALIMENTOS INDICAÇÃO</p><p>GERAL Alimentos crus e cozidos, consistência sólida e</p><p>líquida.</p><p>Não possui condição clínica que exija modificações</p><p>BRANDA Alimentos cozidos com fibras abrandadas Transição para a Geral (pós operatório), dificuldade</p><p>de mastigação, trato gastrointestinal (TGI) inflamado</p><p>LEVE Alimentos triturados e cozidos, de consistência</p><p>macia ou líquida</p><p>Problemas de mastigação, preparação para exame,</p><p>alterações no TGI, pós anestesia geral</p><p>PASTOSA Alimentos semi sólidos, triturados e picados,</p><p>cozidos e/ou crus e macios.</p><p>Dentição incompleta, insuficiência cardíaca ou</p><p>respiratória (cansaço, dispneia)</p><p>PASTOSA</p><p>HOMOGÊNEA</p><p>Alimentos de consistência macia, liquidificados,</p><p>líquidos ou espessados na consistência de</p><p>mingau, purê ou flans.</p><p>Problemas de mastigação, inapetência por sólidos,</p><p>preparo de exames, pré e pós operatório, disfagia</p><p>LÍQUIDA Chás, sucos, água de coco ou gelatina Preparo de exames, finalidade de hidratação</p><p>Além da consistência, precisamos adaptar a composição nutricional, uma dieta pode</p><p>ser pastosa para diabetes e sem resíduos ou ainda líquida com restrição de sódio. Abaixo uma</p><p>tabela das principais alterações de composição e quando utilizar.</p><p>ADAPTAÇÃO INDICAÇÃO</p><p>Com Resíduos (aumento de fibras na dieta) Constipação</p><p>Sem resíduos (redução de fibras, sacarose, lactose e alimentos</p><p>fermentativos)</p><p>diarreia, desconforto gastrointestinal, preparo de exames</p><p>Hipossódica hipertensão, retenção hídrica (edema), restrição de sódio</p><p>Pobre em vitamina K uso de anticoagulante</p><p>Restrição de açúcar Diabetes</p><p>Restrição hídrica anuria, edema</p><p>Hipocalêmica potássio elevado</p><p>Hipogordurosa (ausência de adição de qualquer gordura no preparo) Quilotórax, colicistite</p><p>Sem glúten Doença celíaca</p><p>Sem lactose Intolerância à lactose</p><p>Lactente Introdução alimentar, crianças menores de 1 ano, APLV</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 59</p><p>7.2.2.Padronização Internacional para Disfagia (IDDSI)</p><p>No intuito de padronizar as consistências em pacientes disfágicos, uma classificação</p><p>internacional denominada IDDSI, orienta este organograma acima e o teste de consistência em</p><p>seringa de forma padronizada e segura.</p><p>Por 10 segundos, deixar correr na seringa sem êmbolo e avaliar onde para de escorrer.</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 60</p><p>8. TERAPIA NUTRICIONAL</p><p>A nutrição pode ser aplicada tanto por via oral, por meio de suplementos nutricionais, por</p><p>Nutrição Enteral ou, quando o paciente não consegue ingerir pelo trato digestivo, o suporte</p><p>alimentar pode ser introduzido por meio de um cateter intravenoso.</p><p>8.1. Metas calóricas e proteicas adultos</p><p>PATOLOGIA CALORIA PROTEÍNA</p><p>Acamado não complicado 30 0,8 – 1.0</p><p>AVC 30 1,2</p><p>Câncer - outras partes 30 - 35 1,2 – 1,5</p><p>Câncer - Trato Digestório, Pulmão e</p><p>Hematológico</p><p>35 1,5</p><p>Desnutrido grave 35 - 45 1,5 – 2,0</p><p>Desnutrido grave COM SINDROME</p><p>REALIMENTAÇÃO</p><p>FASE 1 :10</p><p>FASE 2 : 15-20</p><p>0,6</p><p>1.0 – 1.2</p><p>Diálise 30 - 35 1.2 – 1,5</p><p>DPOC desnutrido 40 1.5</p><p>DPOC eutrófico 35 1.5</p><p>ICC 35 1.2</p><p>Idosos (>65anos) 30 1.0 – 1.2</p><p>Não Dialítica 25 - 30 0.55 – 0.6</p><p>Politrauma 25 - 30 1.2 – 1.5</p><p>Grandes Queimados - Curreri 25 (P) + 40 % x SCQ 2-3g/kg</p><p>SIDA 30 - 45 1.5</p><p>Traumatismo craniano 30 1.5</p><p>Paciente Crítico início terapia 10 - 15 0,6</p><p>paciente Crítico avanço terapia 20 1,2</p><p>Paciente crítico estável 25 - 30 1.5 – 2.0</p><p>Diten, 2011</p><p>Gestantes</p><p>1. Calcular o peso ideal da gestante (utilizar IMC de 22,5 kg/m2)</p><p>2. Multiplicar o peso ideal por 36 Kcal;</p><p>3. Adicionar 300 Kcal a partir do segundo trimestre;</p><p>4. Adolescentes : utilizar 40-50 Kcal/ kg do peso ideal;</p><p>5. Proteínas: 0,75 g – 1g/kg e adicionar 6 g ao dia;</p><p>6. Adolescentes : 1,5 – 1,7 g/ kg</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 61</p><p>Sugestão de evolução em doentes críticos</p><p>Recomendações calóricas e proteicas para pacientes críticos</p><p>(peso atual)</p><p>Primeiros 4 dias: 15-20 kcal/kg</p><p>A partir do 5 dia: 25-30 kcal/kg</p><p>Recomendações proteicas : 1,5 – 2,0 g/kg (peso atual)</p><p>Diten, 2018</p><p>8.1.1 Obeso crítico</p><p>Aspen Espen Braspen</p><p>Caloria 11-14 kcal/kg/dia do peso</p><p>real para pacientes com</p><p>IMC entre 30-50 kg/m2 e</p><p>22-25 kcal/kg/dia do peso</p><p>ideal para IMC eutrófico,</p><p>se IMC > 50 kg/m2.</p><p>Primeira semana: 20 Kcal/kg</p><p>(peso ajustado)</p><p>Segunda semana: 25 Kcal / kg</p><p>(peso ajustado)</p><p>11-14 kcal/kg/dia do peso real</p><p>para pacientes com IMC entre</p><p>30-50 kg/m2 e 22-25</p><p>kcal/kg/dia do peso ideal para</p><p>IMC eutrófico, se IMC > 50</p><p>kg/m2.</p><p>Proteína Fornecer 2 gramas de</p><p>proteína por kg de peso</p><p>ideal por dia, caso IMC</p><p>entre 30-40 kg/m2, e até</p><p>2,5 gramas por kg de peso</p><p>ideal por dia, se IMC> 40</p><p>kg/m2.</p><p>1,3 g/ kg peso ajustado ou BN Fornecer 2 gramas de proteína</p><p>por kg de peso ideal por dia,</p><p>caso IMC entre 30-40 kg/m2, e</p><p>até 2,5 gramas por kg de peso</p><p>ideal por dia, se IMC> 40</p><p>kg/m2.</p><p>8.1.2. Gestante Crítica</p><p>Uma paciente obstétrica gravemente doente tem maior probabilidade de rejeitar a</p><p>alimentação enteral e desenvolver constipação devido ao efeito de relaxamento da</p><p>progesterona na musculatura lisa do intestino. Para combater a motilidade reduzida, um</p><p>agente procinético deve ser adicionado com frequência. Recomenda-se utilizar a profilaxia</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 62</p><p>anti-aspiração rotineiramente em forma de H 2 bloqueadores ou inibidores da bomba de</p><p>prótons.</p><p>O objetivo não é apenas nutrir a mãe gravemente doente, mas também fornecer</p><p>calorias e nutrientes adequados para o feto em crescimento. Recomenda-se adicionar cerca</p><p>de 452 kcal / dia no terceiro trimestre e 340 kcal / dia no segundo trimestre. O teor de proteína</p><p>da alimentação com fórmula deve ser o dobro de uma paciente não obstétrica e esta</p><p>suplementação</p><p>deve ser mantida até que a lactação continue. Uma solução nutricional ideal</p><p>precisa adicionar maiores quantidades de zinco, folato e vitamina B12 no primeiro trimestre. O</p><p>conteúdo de ferro precisa ser quase o dobro da população não obstétrica, o que corresponde</p><p>a 4-6 mg / dia. Uma gravidez única consome cerca de 1 g de ferro elementar. Os nutrientes que</p><p>não precisam de reforço especial para preparar alimentos com fórmula em UTI obstétrica são</p><p>as vitaminas D, E e K, pois suas quantidades em soluções dietéticas usadas regularmente são</p><p>suficientes para sustentar as necessidades da gravidez. Não há dados disponíveis que sugiram</p><p>alterações nos percentuais de gorduras e carboidratos em pacientes obstétricas em estado</p><p>crítico. Assim, os lipídios devem ser usados para fornecer 30% das necessidades calóricas e o</p><p>restante (70%) deve vir de carboidratos, as proteínas na dieta não devem ser contabilizadas</p><p>como necessidade calórica, pois seu objetivo na UTI é compensar o balanço de nitrogênio</p><p>negativo. O uso de ácidos graxos ômega 3 na dieta da população obstétrica foi defendido</p><p>para diminuir a incidência de trabalho de parto prematuro e pré-eclâmpsia: embora os</p><p>resultados dos ensaios não mostrem benefícios adicionais a esse respeito.</p><p>Os objetivos nutricionais devem ser ajustados com base nas doenças associadas. A meta</p><p>de calorias totais deve ser definida tendo em mente que, como em outros pacientes</p><p>criticamente enfermos, o uso de inotrópicos pode aumentar a necessidade calórica em 2,5</p><p>vezes, com cada 1 grau de febre a necessidade calórica aumenta em 10% e sepse pode</p><p>aumentar a necessidade basal em 1,9 vezes. A avaliação nutricional também é desafiadora</p><p>nessas pacientes, pois os valores de ganho de peso (devido ao ganho associado à gravidez) e</p><p>de albumina (redução associada à gravidez) não podem ser usados como preditores</p><p>confiáveis. Indicadores como pré-albumina e transferrina sérica são preferidos para</p><p>acompanhamento e avaliação da resposta ao suporte nutricional</p><p>8.1.3. Metas calóricas, proteicas e de carboidratos em pediatria e</p><p>neonatologia</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 63</p><p>IDADE (ANOS) KCAL/KG PESO</p><p>Rn pré - termo 105 - 130</p><p>0 – 1 90-120</p><p>1-7 75-90</p><p>7-12 60-75</p><p>12-18 30-60</p><p>18-25 25-30</p><p>Gasto Energéticos para Crianças em UTI</p><p>GEB = [(17 x idade em meses) + (48 x peso em Kg) + (292 x temperatura em graus Celcius) - 9677] x 0,239</p><p>NECESSIDADES CALÓRICAS PARENTERAIS NEONATOLOGIA (KCAL/KG/DIA)</p><p>Dias vida Oferta calórica</p><p>1-4 50</p><p>5-7 60</p><p>8-10 85</p><p>>10 100</p><p>NECESSIDADES PROTEICAS EM PEDIATRIA</p><p>IDADE NECESSIDADES (G/KG/DIA)</p><p>Baixo peso ao nascer 3-4</p><p>Termo 2-3</p><p>1 a 10 anos 1-1,2</p><p>Adolescente masculino 0,9</p><p>Adolescente feminino 0,8</p><p>Criança / adolescente grave 1,5</p><p>A recomendação de carboidratos em pediatria é de 40 a 50% do VET. Em neonatos,</p><p>iniciar a terapia nutricional parenteral em aproximadamente 6-8mg/kg/minuto de glicose, com</p><p>tolerância máxima até 10-14 mg/ kg/ minuto, para minimizar a hiperglicemia.</p><p>FAIXA ACEITÁVEL DE DISTRIBUIÇÃO DE CARBOIDRATOS</p><p>Estágio da vida Carboidratos</p><p>0-6 meses 60 g (AI)</p><p>7-12 meses 95g (AI)</p><p>1-3 anos 85</p><p>4-18 anos 100</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 64</p><p>9. SUPLEMENTOS E FÓRMULAS</p><p>Diversos fatores podem interferir na aceitação alimentar e consequentemente prejudicar</p><p>a oferta adequada de macro e micronutriente, entre eles temos: restrições e intolerâncias</p><p>alimentares, a rotina e padrão alimentar do hospital, cirurgias ou doenças que acabam</p><p>alterando o comportamento alimentar (há redução da fome e da ingestão dos alimentos),</p><p>podendo levar ou agravar à desnutrição. Além disso, temos situações em que as demandas</p><p>nutricionais estarão aumentadas, como: lesão por pressão, cicatrização de feridas operatórias,</p><p>queimados, trauma.</p><p>Quando a dieta via oral não é capaz de suprir toda demanda nutricional do paciente,</p><p>temos como alternativa a inclusão de suplementos nutricionais.</p><p>Ela pode melhorar efetivamente a ingestão nutricional total nas doenças agudas,</p><p>crônicas, nas diversas fases da vida e nos pacientes pré e pós-cirúrgicos, auxiliando na</p><p>atenuação da perda de peso ou auxiliando no ganho de peso (Silva et al., 2003). Dessa forma,</p><p>podem ajudar a melhorar os resultados clínicos em pacientes hospitalizados (Watanabe et al.,</p><p>2002). O projeto ACERTO trata-se de programa multidisciplinar (envolvendo os serviços de</p><p>cirurgia geral, anestesia, nutrição, enfermagem e fisioterapia) fundamentado na prática</p><p>baseada em evidências estabelecendo um conjunto de cuidados pré e pós-operatórios</p><p>visando melhorar a recuperação do paciente cirúrgico (Nascimento et al., 2006). A redução do</p><p>tempo de jejum préoperatório com auxílio de suplementação oral de rápida absorção e</p><p>imunomoduladora tem-se mostrado capaz de acelerar a recuperação pós-operatória de</p><p>pacientes submetidos a operações eletivas em cirurgia geral, com diminuição de morbidade,</p><p>do tempo de internação e de reinternações hospitalares.</p><p>Quando iniciar a suplementação para o paciente, é importante explicar a necessidade</p><p>e os benefícios para o seu tratamento, bem como acompanhar a aceitação.</p><p>9.1. SUPLEMENTOS ADULTOS</p><p>Suplemento Caloria/ml Ptn/100 ml Indicação</p><p>Calogen 4,5 0 g Somente emulsão lipídica (cetogênica)</p><p>Cubitan 1,28 10 g Hipercalórico hiperproteico para cicatrização</p><p>Diamax 1.0 4,3 g Normocalórico, normoproteico, sem sacarose e com</p><p>fibras</p><p>Diasip 1,0 4,9 g Normocalórico, normoproteico, sem sacarose e com</p><p>fibras</p><p>Nutren Fortify pó 1.3 9,0 g Pó sem sabor, sem sacarose, sem fibras</p><p>Glucerna SR 0.93 9,7 g Hipocalórico e hiperproteico, sem sacarose</p><p>Glucerna 1.5 1.5 10 g Hipercalórico e hiperproteico, sem sacarose</p><p>Ensure plus 1.5 6,3 g Hipercalórico, hiperproteico, com sacarose</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 65</p><p>Ensure plus advance 1.5 9,1 g Hipercalórico, hiperproteico, com sacarose. Contém</p><p>HMB</p><p>Ensure protein 1,25 25,3% Hipercalórico hiperproteico</p><p>Nutren 2.0 2,0 8,6 g Hipercalórico, hiperlipídico, com sacarose</p><p>Nutren 1.5 1.5 5,6 g Hipercalórico, hiperproteico, com sacarose</p><p>Nutren Control 1,04 7,5 g Normocalórico, hiperproteico, sem sacarose e com</p><p>fibras</p><p>Nutren Fresh 1,28 5,0 g Whey Protein isolado cítrico, sem sacarose</p><p>Nutren Senior 0,98 8,0 g Hipocalórico e hiperproteico, sem sacarose</p><p>Energyzip 1,5 5,7g Hipercalórico hiperproteico, com sacarose</p><p>Forticare 1,6 8,8 g Hipercalórico, isolado proteico, com sacarose, com</p><p>fibras</p><p>Fresubin 2 cal fibre 2,0 10 g Hipercalórico hiperproteico, com sacarose, com</p><p>fibras</p><p>Fresubin 2 cal 2,0 10 g Hipercalórico hiperproteico, com sacarose.</p><p>Fresubin Protein Energy 1,5 10 g Hipercalórico, hiperproteico, com sacarose</p><p>Fresubin 3.2 cal 3,2 10g Hipercalórico, hiperproteico, com sacarose</p><p>Fresubin 5.0 cal 5.0 0g Hipercalórico com TCM, com sacarose</p><p>Fresubin creme 2.0 10g Hipercalórico, hiperproteico para disfagia ou</p><p>restrição hídrica</p><p>Fresubin Energy 1,5 5,5 g Hipercalórico Normoproteico, com sacarose e com</p><p>fibras</p><p>Fresubin Energy Fibre 1,5 5,5 g Hipercalórico Normoproteico, com sacarose</p><p>Fresubin Jucy 1,5 4,0 g Hipercalórico, hipoproteico sem gordura,</p><p>com</p><p>sacarose, sem resíduos</p><p>Fresubin Lipid (Supportan) 1,5 10g Hipercalórico, hipoproteico, ômega 3 e sacarose</p><p>Fresubin LP 2,0 3,0 g Hipercalórica e hipoproteica, paciente renal</p><p>conservador</p><p>Forticare 1,6 8,8 g Hipercalórico, isolado proteico, com sacarose, com</p><p>fibras</p><p>HD MAX 1,5 6,7 Hipercalórico hiperproteico</p><p>Paciente dialítico</p><p>Nutri Diabetic 1.0 3,9 g Normocalórico, Normoproteico, sem sacarose e com</p><p>fibras</p><p>Nutri Enteral 1.5 1.5 4,2 g Hipercalórico hiperproteico, sem sacarose</p><p>Nutridrink Compact 2,4 9,8 g Hipercalórico, Normoproteico, xarope de milho</p><p>Nutridrink Compact Protein 2,4 14 g Hipercalórico hiperproteico, com sacarose</p><p>Nutridrink Protein 1,5 9,2 g Hipercalórico hiperproteico, com sacarose</p><p>Nutrirenal 2.0 3,3 g Hipercalórico hipoproteico paciente renal</p><p>conservador</p><p>Novasource REN 2,0 7,4 g Hipercalórico hiperproteico</p><p>Paciente dialítico</p><p>Nutrirenal D 2.0 7,5 g Hipercalórico hiperproteico</p><p>Paciente dialítico</p><p>Survimed OPD 1,0 4,7 g Oligomérico com sacarose e lactose</p><p>Impact 1.0 6,5 g Normocalórico , hiperproteico. Preparo imunológico</p><p>Peptamen 1.5 1,5 6,8 g Hidrolisado proteico, TCM e maltodextrina</p><p>Proline 1,37 16g Hipercalórico hiperproteico para cicatrização</p><p>Souvenaid 1,0 2,6 g Rico em uridina, ômega 3 e colina</p><p>9.2.DIETA ENTERAL</p><p>A nutrição enteral pode ser fornecida por sistema aberto (a fórmula é envazada em</p><p>frascos descartáveis e enviadas no horário) ou sistema fechado (estéril, industrializada,</p><p>acondicionada em recipiente hermeticamente fechado). Além disso a infusão pode ser</p><p>contínua (infundir em 24 horas/22 horas/20 horas/18 horas) ou intermitente (8x/dia, 6x/dia,</p><p>4x/dia). Apesar dos estudos não serem conclusivos de qual o melhor método de infusão, o que</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 66</p><p>os consensos dizem é que apesar da infusão intermitente ser mais fisiológica e poder auxiliar no</p><p>controle da secreção de insulina, o método contínuo tem sido mais indicada nos pacientes</p><p>hospitalizados, pois a administração de pequenos volumes da dieta está associada à redução</p><p>de distensão gástrica, refluxo gastresofágico (DITEN, 2011).</p><p>A nutrição enteral (NE) é indicada quando o trato gastrointestinal é funcionante e a</p><p>alimentação via oral não é possível ou suficiente para a demanda do paciente.</p><p>A ANVISA (2000) define a Terapia de Nutrição Enteral (TNE) como um conjunto de</p><p>procedimentos terapêuticos para manutenção ou recuperação do estado nutricional do</p><p>paciente por meio de nutrição enteral.</p><p>Os principais consensos demonstram que o início precoce (primeiras 24 a 48 horas da</p><p>admissão) da NE tem sido associado a menores taxas de complicações infecciosas e menor</p><p>tempo de permanência na UTI.</p><p>• Vias de administração</p><p>- Nasogástrica ou orogástrica: sonda passada pelo nariz ou boca, direcionada até o</p><p>estomago.</p><p>- Nasoentérica ou oroentérica: sonda passada pelo nariz ou boca, direcionada até o</p><p>duodeno.</p><p>- Gastrostomia: sonda implantada via endoscopia e permanece em um orifício (estoma)</p><p>diretamente no estomago.</p><p>- Jejunostomia: sonda implantada via endoscopia e permanece em um orifício (estoma)</p><p>diretamente no intestino delgado.</p><p>Castro e Cardoso et al. (2018), fizeram um levantamento das fórmulas enterais disponíveis</p><p>no Brasil e classificaram da seguinte forma:</p><p>- Apresentação: pó para reconstituição (sistema aberto); líquidas semiprontas (sistema</p><p>aberto); líquidas prontas para uso (sistema fechado).</p><p>- Indicação: fórmula padrão (macro e micronutrientes estabelecidos de acordo com as</p><p>recomendações para população saudável); fórmulas modificadas (ausência, redução ou</p><p>aumento dos nutrientes, adição de substâncias não previstas ou de proteínas hidrolisadas);</p><p>módulos de nutrientes (Composta por um nutriente específico).</p><p>- Fornecimento de calorias: hipocalóricas (inferior a 0,9kcal/ml); normocalórica (maior ou</p><p>igual a 0,9kcal/mL e menor ou igual a 1,2kcal/mL.); hipercalórica (superior a 1,2kcal/mL)</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 67</p><p>- Quantidade de proteína: hipoproteica (inferior a 10% do valor energético total);</p><p>normoproteica (maior ou igual a 10% e menor que 20% do valor energético total); hiperproteica</p><p>(igual ou superior a 20% do valor energético total)</p><p>- Complexidade dos nutrientes: polimérica (nutrientes íntegros),</p><p>oligomérica/semielementar (nutrientes parcialmente hidrolisados); hidrolisada/elementar</p><p>(nutrientes totalmente hidrolisados).</p><p>- Presença ou ausência de elementos específicos: lactose, glúten, sacarose, fibras.</p><p>- Osmolalidade: hipotônica (280-300mOsm/kg de água); isotônica (280-300mOsm/kg de</p><p>água); levemente hipertônica (350-550mOsm/kg de água); hipertônica (550-750mOsm/kg de</p><p>água); acentuadamente hipertônica (>750mOsm/kg de água)</p><p>9.2.1. FÓRMULAS DISPONÍVEIS</p><p>Adultos e Idosos</p><p>FÓRMULAS ENTERAIS PADRÃO</p><p>Produto Densidade</p><p>calórica</p><p>(kcal/ml)</p><p>Proteínas</p><p>(g/100ml)</p><p>Carboidrato</p><p>(%)</p><p>Lipídeos</p><p>(%)</p><p>Fibras</p><p>(g/L)</p><p>Osmolaridade</p><p>(mOsm/L de água)</p><p>classificação</p><p>Jevity Plus 1,2 5,5 52,5 29 12 365 Normocalórica e</p><p>normoproteica</p><p>Jevity HICAL 1,5 6,4 53,6 29,4 22 396 Hipercalórica e</p><p>normoproteica</p><p>Jevity 1.0 1.0 4,0 52,5 29 22 250 Normocalórica e</p><p>normoproteica</p><p>Nutrison Protein</p><p>Plus Multi Fiber</p><p>1,25 6,3 45 35 15 280 Hipercalórica e</p><p>hiperproteica</p><p>Nutrison Energy</p><p>Multifiber</p><p>1,5 6,0 49 35 15 390 Hipercalórica e</p><p>normoproteica</p><p>Nutrison</p><p>Multifiber</p><p>1,0 4,0 49 35 15 250 Normocalórica e</p><p>normoproteica</p><p>Nutrison Soya</p><p>Multifiber</p><p>1,04 3,6 55 31 15 237 Normocalórica e</p><p>normoproteica</p><p>Fresubin HEPA 1,3 4,0 55 33 10 420 Hepatopatas em</p><p>encefalopatia</p><p>Fresubin 1.2 HP</p><p>Fibre</p><p>1,2 6 50 30 20 345 Normocalórica e</p><p>normoproteica</p><p>Fresubin</p><p>Original Fibre</p><p>1,0 3,8 55 30 15 285 Normocalórica e</p><p>normoproteica</p><p>Fresubin Energy</p><p>Fibre</p><p>1,5 5,6 50 35 15 325 Hipercalórica e</p><p>normoproteica</p><p>Fresubin</p><p>SoyaFibre</p><p>1,0 3,8 53 32 20 410 Normocalórica e</p><p>normoproteica</p><p>Isosource Mix 1,2 4,4 56 30 15 - Normocalórica e</p><p>normoproteica</p><p>Isosource</p><p>SoyaFiber</p><p>1,2 4,4 55 30 15 - Normocalórica e</p><p>normoproteica</p><p>Novasource</p><p>Senior</p><p>1,2 6,5 45 34 0 391 Normocalórica e</p><p>hiperproteica</p><p>Nutricomp</p><p>Standard Mix</p><p>1,0 3,8 55 30 15 261 Normocalórica e</p><p>normoproteica</p><p>Nutri Fiber 1,2 1,2 5,0 58 25 18 - Normocalórica e</p><p>normoproteica</p><p>Nutri Fiber 1,5 1,5 6,4 58 25 18 - Hipercalórica e</p><p>normoproteica</p><p>Nutri Enteral</p><p>SoyaFiber</p><p>1,2 4,8 56 28 18 - Normocalórica e</p><p>normoproteica</p><p>TrophicFiber 1,0 4,5 55 30 15 402 Normocalórica e</p><p>normoproteica</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 68</p><p>FÓRMULAS ENTERAIS HIPERCALÓRICAS E HIPERPROTEICAS</p><p>Produto Densidade</p><p>calórica</p><p>(kcal/ml)</p><p>Proteínas</p><p>(g/100ml)</p><p>Carboidrato</p><p>(%)</p><p>Lipídeos</p><p>(%)</p><p>Fibras</p><p>(g/L)</p><p>Osmolaridade</p><p>(mOsm/L de</p><p>água)</p><p>Trophic1.5 1,5 5,5 55 30 - 377</p><p>Trophic EP 1,5 6,7 52 30 - 531</p><p>Isosource 1.5 1,5 6,3 56 27 8 450</p><p>Nutrison Energy TP 1,5 6,0 49 35 - 360</p><p>Fresubin Energy 1.5 1,5 5,6 50 35 - 330</p><p>Fresubin HP 2.0 Fibre 2,0 10,0 35 45 15 450</p><p>Jevity Hical 1,5 6,4 53,6 29,4 22 396</p><p>Nutricomp Energy HN 1,5 7,5 50,6 30 - 344</p><p>Nutricomp Energy HN 1,5 7,5 50,6 30 20 344</p><p>Nutrii Enteral 1.5 1,5 6,4 58 25 - 424</p><p>Nutrison Protein Plus Energy 1,5 7,5</p><p>45 35 15 350</p><p>Supportan 1,5 10,0 33 40 12 435</p><p>Fonte: Adaptado de Castro e Cardoso MG et al., 20</p><p>FÓRMULAS ENTERAIS MODIFICADAS PARA DIABÉTICOS</p><p>Produto Densidade</p><p>calórica</p><p>(kcal/ml)</p><p>Proteínas</p><p>(g/100ml)</p><p>Carboidrato</p><p>(%)</p><p>Lipídeos</p><p>(%)</p><p>Fibras</p><p>(g/L)</p><p>Osmolaridade</p><p>(mOsm/L de</p><p>água)</p><p>classificação</p><p>Glucerna 1,0 4,2 33 50 14 300 normocalórica e</p><p>normoproteica</p><p>Glucerna 1.5 1,5 7,5 45 35 17 614 hipercalórica e</p><p>hiperproteica</p><p>Nutrison</p><p>Advanced</p><p>Diason</p><p>1,0 4,3 45 38 15 300 normocalórica e</p><p>normoproteica</p><p>Diasip 1,0 4,9 47 34 20 365 normocalórica e</p><p>normoproteica</p><p>Diben 1,0 4,5 40 41,4 15 345 normocalórica e</p><p>normoproteica</p><p>Diben 1,5 HP 1,5 7,5 38 42,0 15 450 Hipercalórica e</p><p>hiperproteica</p><p>Novasource GC 1,1 4,9 33 49 15 - normocalórica e</p><p>normoproteica</p><p>Novasource GC</p><p>1,5</p><p>1,5 7,5 36 44 15 410 hipercalórica e</p><p>hiperproteica</p><p>Isosource GC</p><p>HP</p><p>1,0 6,4 42 36 12 - normocalórica e</p><p>hiperproteica</p><p>Nutri Diabetic 1,0 3,9 39 46 6 - normocalórica e</p><p>normoproteica</p><p>Nutricomp D 1,03 4,1 48 32 21 - normocalórica e</p><p>normoproteica</p><p>Diamax 1,0 4,3 44 39 15 275 normocalórica e</p><p>normoproteica</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 69</p><p>FÓRMULAS ENTERAIS MODIFICADAS PARA NEFROPATAS</p><p>Produto Densidade</p><p>calórica</p><p>(kcal/ml)</p><p>Proteínas</p><p>(g/100ml)</p><p>Carboidrato</p><p>(%)</p><p>Lipídeos</p><p>(%)</p><p>Fibras</p><p>(g/L)</p><p>Osmolaridade</p><p>(mOsm/L de</p><p>água)</p><p>Classificação</p><p>Nutrison</p><p>Advanced</p><p>nefro</p><p>1,3 3,2 69 21 0 322 hipercalórica e</p><p>normoproteica</p><p>Fresubin HP</p><p>2kcal</p><p>2,0 10,0 35 45 0 395 hipercalórica e</p><p>hiperproteica</p><p>Fresubin LP 2,0 3,0 54 40 0 500 hipercalórica e</p><p>hipoproteica</p><p>Novasource</p><p>Ren</p><p>2,0 7,4 40 45 0 - hipercalórica e</p><p>normoproteica</p><p>Nutri Renal 2,0 3,3 63 30 0 591 hipercalórica e</p><p>hipoproteica</p><p>Nutri Renal D 2,0 7,5 55 30 0 440 hipercalórica e</p><p>normoproteica</p><p>HD Max 1,5 6,7 54 28 15 350 hipercalórica e</p><p>normoproteica</p><p>FÓRMULAS ENTERAIS MODIFICADAS COM ADIÇÃO DE IMUNOMODULADORES</p><p>Produto Densidade</p><p>calórica</p><p>(kcal/ml)</p><p>Proteínas</p><p>(g/100ml)</p><p>Carboidrato</p><p>(%)</p><p>Lipídeos</p><p>(%)</p><p>Ativos Osmolaridade</p><p>(mOsm/L de água)</p><p>classificação</p><p>Cubitan 1,28 10 45 25 Ômega-3,</p><p>L-arginina,</p><p>500 Normocalórica</p><p>hiperproteica</p><p>Reconvan 1,0 5,5 48 30 Ômega-3, L-</p><p>arginina,</p><p>glutamina</p><p>270 Normocalórica</p><p>hiperproteica</p><p>Impact 1,0 6,5 53 23 L-arginina 297 Normocalórica</p><p>hiperproteica</p><p>Impact</p><p>Peptide 1,5</p><p>1,5 9,4 37 38 L-carnitina,</p><p>taurina, L-</p><p>arginina</p><p>387 hipercalórica</p><p>hiperproteica</p><p>MÓDULOS</p><p>Produto Composição Quantidade Diluição</p><p>Carbo CH Maltodextrina 1 colher sopa 15 g 1 colher de sopa em 120 ml de água</p><p>Carbofor Maltodextrina 1 colher sopa 15 g 1 colher de sopa em 120 ml de água</p><p>Glutamax Glutamina 1 sachê de 5 g Diluível em 20 ml de água</p><p>Resource</p><p>Glutamina</p><p>Glutamina 1 sachê de 5 g Diluível em 20 ml de água</p><p>Nutridextrin Maltodextrina 1 colher sopa 15 g 1 colher de sopa em 120 ml de água</p><p>Nutri H Whey Proteína Hidrolisada 1 colher medida 4,5 g 30 g diluem em 100 ml de água</p><p>Nutren Just Protein Proteína hidrolisada 1 colher medida 5 g 30 g diluem em 100 ml de água</p><p>Fresubin Protein Proteína hidrolisada 1 colher medida 5 g 30 g diluem em 100 ml de água</p><p>MCT Triglicérides de cadeia</p><p>média</p><p>1 ml tem 9 kcal -</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 70</p><p>FÓRMULAS ENTERAIS HIDROLISADAS</p><p>Produto Densidade</p><p>calórica</p><p>(kcal/ml)</p><p>Proteínas</p><p>(g/100ml)</p><p>Carboidrato</p><p>(%)</p><p>Lipídeos</p><p>(%)</p><p>Fibras</p><p>(g/L)</p><p>Osmolaridade</p><p>(mOsm/L de</p><p>água)</p><p>classificação</p><p>Perative 1,3 6,6 54,5 25 0 304 hipercalorica e</p><p>hiperproteica</p><p>Nutrison</p><p>Advanced</p><p>Peptisorb</p><p>1,5 4,5 69 15 0 455 normocalorica e</p><p>normoproteica</p><p>Survimed OPD 1,0 4,5 57 25 0 300 normocalorica e</p><p>normoproteica</p><p>Survimed OPD</p><p>HN</p><p>1,33 6,7 55 25 0 Hipercalórica e</p><p>hiperproteica</p><p>Peptamen 1,5 1,5 6,8 49 33 0 424 hipercalorica e</p><p>normoproteica</p><p>Peptamen 1,0 4,1 49 35 0 260 normocalorica e</p><p>normoproteica</p><p>Peptamen</p><p>intense</p><p>1,0 9,3 29 34 5,4 289 normocalorica e</p><p>hiperproteica</p><p>Peptamen</p><p>Prebio</p><p>1,0 4,0 49 35 7 254 normocalorica e</p><p>normoproteica</p><p>Peptamen AF 1,2 7,6 35 40 7 313 normocalorica e</p><p>hiperproteica</p><p>Peptamen HN 1,3 6,6 47 33 0 375 Hipercalórica e</p><p>hiperproteica</p><p>Peptimax 1,0 4,3 62 23 0 326 normocalorica e</p><p>normoproteica</p><p>FÓRMULAS MODIFICADAS PARA CICATRIZAÇÃO</p><p>Produto Densidade</p><p>calórica</p><p>(kcal/ml)</p><p>Proteínas</p><p>(g/100ml)</p><p>Carboidrato</p><p>(%)</p><p>Lipídeos</p><p>(%)</p><p>Micronutrientes</p><p>relacionados à</p><p>cicatrização</p><p>Osmolaridade</p><p>(mOsm/L de</p><p>água)</p><p>classificação</p><p>Cubitan 1,25 10,0 45 25 Zinco, selênio,</p><p>vitamina A, C, E</p><p>500 Hipercalórica e</p><p>hiperproteica</p><p>Nutrison</p><p>Advanced</p><p>Cubison</p><p>1,0 5,5 49,6 30 Zinco, selênio,</p><p>vitamina A, C, E</p><p>315 Normocalórica e</p><p>hiperproteica</p><p>EnergyZip 1,5 5,7 55 30 Zinco, selênio,</p><p>vitamina A, C, E</p><p>567 Hipercalórica e</p><p>normoproteica</p><p>DIETAS EM PÓ ADULTOS – ORAL/ ENTERAL</p><p>PRODUTO SUGESTÃO DE DILUIÇÃO POR PORÇÃO</p><p>Diasip 58 g de pó e 100 ml de água</p><p>(3 colheres medida)</p><p>212 Kcal e 12 g de proteína</p><p>Sem sacarose / whey protein</p><p>IMMAX 30 g de pó em 85 ml de água (3,5</p><p>colheres)– VF 100 ml</p><p>100 Kcal e 6,2 g de proteína</p><p>Sem sacarose</p><p>Nutren Control Diet 42 g para 180 ml de água</p><p>( 5 colheres de sopa)</p><p>182 kcal e 15 g de proteína</p><p>Sem sacarose</p><p>Nutren Fortify sem sabor 30 g de pó e 100 ml de água</p><p>(3 colheres sopa)</p><p>132 Kcal e 9,0 g de proteína</p><p>Sem sacarose</p><p>Nutren Senior baunilha 31,5 g de pó e 100 ml de água</p><p>(3 colheres de sopa)</p><p>132 Kcal e 11 g de proteína</p><p>Sem sacarose</p><p>Nutren Senior sem sabor</p><p>27,5 g de pó e 100 ml de água</p><p>(3 colheres de sopa)</p><p>117 Kcal e 10 g de proteína</p><p>Sem sacarose</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 71</p><p>Nutren Protein baunilha com cafeína 31,5 g de pó e 100 ml de água</p><p>(2 colheres de sopa)</p><p>118 Kcal e 14 g de proteína</p><p>Contém leite em pó</p><p>Nutren 1.0 baunilha 58 g de pó e 210 ml de água</p><p>(5 colheres de sopa) – VF 250 ml</p><p>255 Kcal e 10,4 g de proteína</p><p>Sem sacarose / oral e enteral</p><p>Nutren Active baunilha 31,5 g de pó e 100 ml de água</p><p>(2 colheres de sopa)</p><p>110 Kcal e 7,5 g de proteína</p><p>Sem sacarose</p><p>Nutridrink Protein Advance baunilha 40,2 g de pó e 125 ml de água</p><p>(6 colheres – medida)</p><p>125 Kcal e 17,5 g de proteína isolada</p><p>Via oral e enteral</p><p>Nutrienteral Soya 45 g de pó e 100 ml de água</p><p>(9 colheres medida) – VF 170 ml</p><p>200 Kcal e 7,65 g de proteína de soja</p><p>isolada</p><p>Sem sacarose – oral e enteral</p><p>Peptamen em pó 55 g de pó e 210 ml de água</p><p>(7 colheres medida) – VF 250 ml</p><p>255 Kcal e 10,25 g de proteína</p><p>Hidrolisada, sem sacarose, oral e enteral</p><p>Soya Diet 35 g de pó e 85 ml de água - VF 100 ml</p><p>(Sugestão para fórmula 1,6 cal/ml)</p><p>160 Kcal e 5,6 g de proteína</p><p>Oral / enteral com fibras</p><p>Soya Diet Multi fiber 35 g de pó e 85 ml de água - VF 100 ml</p><p>(Sugestão para fórmula 1,6 cal/ml)</p><p>160 Kcal e 5,6 g de proteína</p><p>Oral / enteral com fibras</p><p>PEDIATRIA</p><p>FÓRMULAS INFANTIS DE PARTIDA (0 A 6 MESES) – 100ML</p><p>Fórmula Característica especial Diluição</p><p>(%)</p><p>Calorias</p><p>(kcal)</p><p>Proteínas</p><p>(g)</p><p>Osmolaridade</p><p>(mOsm/L de água)</p><p>Pré Nan Para recém-nascido pré-termo</p><p>Maltodextrina, TCM, DHA e ARA</p><p>16,1 80 2,3 237</p><p>Aptamil Pré</p><p>transition</p><p>Para recém-nascido pré-termo ou baixo peso,</p><p>prebióticos,</p><p>LCPUFAS, TCM e óleo vegetal</p><p>16,5 80 2,4 320</p><p>Aptamil</p><p>Premium 1</p><p>Prebióticos, DHA, ARA e nucleotídeos 13,8 66 1,3 290</p><p>Aptamil</p><p>Profutura 1</p><p>Prebióticos, LCPUFAS, DHA, ARA 13,8 66 1,3 290</p><p>Nan 1 Pro DHA, ARA, nucleotídeos e efeitos bifidogênico 12,9 67 1,3 248</p><p>Nan 1 Comfor prebióticos 13,3 67 1,2 251</p><p>Nan Supreme 1 Proteína parcialmente hidrolisada, com lactose 13,1 67 1,3 291</p><p>Nestogeno 1 Ferro e prebióticos 13,1 67 1,4 240</p><p>Milupa 1 Ferro e selênio 13,2 67 1,4 259</p><p>Enfamil</p><p>Premium 1</p><p>DHA, ARA 12,9 67 1,4 270</p><p>Similac 1 DHA, LCPUFAS, ômega 3 e 6 13,2 68 1,4 272</p><p>FÓRMULAS INFANTIS DE SEGUIMENTO (6 A 12 MESES) – 100ML</p><p>Fórmula Característica especial Diluição</p><p>(%)</p><p>Calorias</p><p>(kcal)</p><p>Proteínas (g) Osmolaridade</p><p>(mOsm/L de água)</p><p>Aptamil</p><p>Premium 2</p><p>Prebióticos, DHA, ARA e nucleotídeos 14,8 68 2,0 279</p><p>Aptamil</p><p>Profutura 2</p><p>Prebióticos, LCPUFAS 14,8 68 2,0 -</p><p>Nan 2 Pro DHA, prebióticos 13,8 67 1,5 250</p><p>Nan 2 Comfor DHA, probióticos 14,1 67 1,3 258</p><p>Nan Supreme 2 Proteína parcialmente hidrolisada,</p><p>contém lactose</p><p>13,6 67 1,5 258</p><p>Nestogeno 2 ferro 14,2 67 1,5 258</p><p>Milupa 2 Ferro e selênio 14 68 2,0 267</p><p>Enfamil</p><p>Premium 2</p><p>DHA, ARA 13,8 68 1,8 270</p><p>Aptamil</p><p>Premium 3</p><p>A partir do 10°mês, prebióticos, ferro,</p><p>vitamina C, DHA</p><p>14,7 68 2,1 -</p><p>Nan 3 Comfor A partir do 10°mês, prebióticos, DHA,</p><p>ARA e nucleotídeos</p><p>14,1 67 1,3 286</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 72</p><p>FÓRMULAS INFANTIS ESPECIAIS – 100ML</p><p>Fórmula Característica especial Diluição</p><p>(%)</p><p>Calorias</p><p>(kcal)</p><p>Proteínas (g) Osmolaridade</p><p>(mOsm/L de água)</p><p>Nan HA Proteína parcialmente hidrolisada,</p><p>DHA, ARA, efeito bifidogênico</p><p>13,1 67 1,3 284</p><p>Nan AR Espessado com amido pré</p><p>gelatinizado</p><p>13 67 1,2 224</p><p>Nan Sensitive Proteína parcialmente hidrolisada 13 67 1,3</p><p>Aptamil AR Goma jataí 14,1 67 1,7 260</p><p>Aptamil HA Proteína hidrolisada 14 65 1,5</p><p>Aptamil Pro</p><p>Active</p><p>Proteína hidrolisada com probióticos 14 65 1,5</p><p>Nan soy Proteína de soja 13,2 67 1,8 152</p><p>Aptamil 1</p><p>Prosoja</p><p>Proteína isolada de soja 12,7 66 1,8 144</p><p>Aptamil 2</p><p>Prosoja</p><p>Proteína isolada de soja 13,8 68 1,7</p><p>Nan sem</p><p>lactose</p><p>DHA, ARA, nucleotídeos 13,2 67 1,4 161</p><p>Aptamil SL Sem lactose 12,9 66 1,3 150</p><p>FÓRMULAS INFANTIS HIPOALERGÊNICAS – 100ML</p><p>Fórmula Característica especial Diluição</p><p>(%)</p><p>Calorias</p><p>(kcal)</p><p>Proteínas (g) Osmolaridade</p><p>(mOsm/L de água)</p><p>Aptamil</p><p>pepti</p><p>Extensamente hidrolisada com prebioticos 13 66 1,6</p><p>Pregomin</p><p>Pepti</p><p>Extensamente hidrolisada,</p><p>0 a 12 meses</p><p>12,9 66 1,8 190</p><p>Alergomed Extensamente hidrolisada,</p><p>0 a 12 meses</p><p>15 74 2,0 190</p><p>Pregestimil Extensamente hidrolisada,</p><p>0 a 12 meses</p><p>15 68 1,9 280</p><p>Alfaré Extensamente hidrolisada, hipoalergênica,</p><p>DHA, GLA, TCM</p><p>14,20 70 2,1 194</p><p>Puramino elementar 13,5 68 1,9</p><p>Aminomed 0 a 3 anos, aminoácidos livres 13 64 1,8 295</p><p>Alfamino Elementar, aminoácidos livres 13,9 70 1,9 320</p><p>Nan Althera Extensamente hidrolisada 0 e 36 meses 67 1,7</p><p>Neocate</p><p>LCP</p><p>Elementar, 0 a 12 meses 13,8 67 1,9 325</p><p>Neo</p><p>Advance</p><p>Elementar, a partir de 1 ano 25 100 2,5 520</p><p>Peptamen Jr Hidrolisada para crianças 1 – 10 anos 22 107 3,1 322</p><p>FÓRMULAS ESPECIAIS PARA LACTENTES E CRIANÇAS – POR ML</p><p>Fórmula Característica especial Diluição Calorias</p><p>(kcal)</p><p>Proteínas</p><p>(g)</p><p>Osmolaridade</p><p>(mOsm/L de</p><p>água)</p><p>Compleat</p><p>Pediatric</p><p>Formula para crianças entre4-</p><p>10 anos uso oral e enteral</p><p>- 1,0 0,038 410</p><p>Infatrini 0 a 12 meses, hipercalórico,</p><p>com fibras, ARA, DHA,</p><p>prebióticos</p><p>20% 1,0 0,026 305</p><p>Trophic Infant 4 a 10 anos, polimérica, isenta</p><p>de fibras, lactose e gúten</p><p>1,0 kcal/ml = 6 medidas + 170 ml água</p><p>1,2 kcal/ml = 7 medidas + 160 ml água</p><p>1,5 kcal/ml = 9 medidas + 150 ml água</p><p>0,031 320</p><p>Nutrini Energy</p><p>Multi fiber</p><p>1 a 6 anos 1,5 0,041 315</p><p>Nutren Junior 1 a 10 anos, sem lactose 22% 1,0 0,03 -</p><p>32% 1,5 0,045</p><p>Fortini 3 a 10 anos, isento de fibras e</p><p>glúten</p><p>20,3% 1,0 0,022 206</p><p>30,5% 1,5 0,034 343</p><p>Frebini Original 1 a 12 anos, polimérica,</p><p>normocalórica, sem de fibras</p><p>Sistema fechado 1,0 0,02 220</p><p>Nutrini Pepti 1 a 6 anos, semi elementar, sem</p><p>fibras</p><p>Sistema fechado 1,0 0,028 295</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 73</p><p>Monogen 0 a 10 anos, baixo teor lipídico,</p><p>para pacientes que necessitam</p><p>de uma dieta com baixa</p><p>ingestão de TCL e elevada</p><p>ingestão de TCM</p><p>17,5% 0,74 0,02 -</p><p>9.3. COMO PRESCREVER A DIETA ENTERAL?</p><p>1. Inicie calculando a meta calórica necessária para aquele dia;</p><p>2. Divida a caloria necessária pela densidade da fórmula escolhida e assim, você verá o</p><p>volume diário;</p><p>3. Divida esse volume pelo total de horas que a dieta será infundida ( de 8 a 24 horas) para</p><p>saber o volume / hora. Caso use o sistema aberto, divida esse volume pelo número de vezes</p><p>que será fornecida a dieta;</p><p>4. Calcule a necessidade proteica. Verifique se no volume ofertado, atingirá a meta de</p><p>proteínas necessárias.</p><p>5. Avalie após 12 horas a tolerância gastrintestinal para evoluir o volume se necessário. O ideal</p><p>é adicionar no máximo 30% / dia;</p><p>6. Caso a meta calórica seja atingida, mas a proteica não, poderá ser inserido módulos de</p><p>proteína de forma separada. A quantidade ideal de proteína pode ser calculada através do</p><p>balanço nitrogenado.</p><p>NI= proteína total da dieta (g) / 6,25</p><p>NE= [uréia urinária de 24h x volume urinário de 24h (L)] x 0,47 + (2 a 4 gramas de perdas não</p><p>mensuráveis)*</p><p>BN= nitrogênio ingerido (g) – nitrogênio excretado (g)</p><p>7. Acompanhar tolerância antes de evoluir;</p><p>8. Acompanhar após 15 dias por medidas antropométricas, alteração do estado nutricional</p><p>com a meta proposta.</p><p>Exemplo:</p><p>Paciente 70Kg com meta calórica de 20 Kcal e 1,5 g de proteína/ kg = 105 g de proteína</p><p>70 x 20 = 1400 Kcal</p><p>Fórmula com 1,2 cal/ ml e 65 g de proteína/ litro = 1400 / 1,2 = 1166 ml/ dia , que fornece 75 g</p><p>de proteína. Adicione um módulo com 30 g de proteína.</p><p>Gravitacional (dividir pelo número de vezes) = 194 ml em 6 horários + 30 g de módulo de</p><p>proteína diluído em 150 ml de água</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 74</p><p>Bomba de infusão (dividir pelas horas que irão correr) = 65 ml/h para correr em 18 horas. +</p><p>módulo de 30 g de proteína infundida após fisioterapia.</p><p>9.4. NUTRIENTES ESPECÍFICOS</p><p>Fórmula polimérica x oligomérica</p><p>De acordo com os principais consensos, as fórmulas poliméricas devem ser as fórmulas</p><p>de primeira escolha, mas caso de intolerâcia gastrointestinal (diarreia, distensão abdominal,</p><p>êmese), após investigação das causas e aplicação dos protocolos (ajuste de mediações, alterar</p><p>forma de infusão, redução do volume), as fórmulas oligoméricas podem ser uma opção.</p><p>Fibras, simbióticos e probióticos.</p><p>A ASPEN (2016), sugere considerar o uso de fórmulas contendo fibras misturadas se houver</p><p>evidência de diarreia persistente. Já para pacientes com alto risco de isquemia intestinal ou</p><p>dismotilidade grave, sugere evitar fibras solúveis e insolúveis. Pensando nos pacientes de</p><p>enfermaria, o uso de fibras pode ser útil para promover a regulação intestinal.</p><p>Já os probióticos, definidos pela OMS como microrganismos viáveis que, quando</p><p>ingeridos em quantidades adequadas, podem ser benéficos para a</p><p>saúde. Os consensos não</p><p>contraindicam a utilização, orientam considerar o uso de acordo com cada paciente. Não</p><p>existem muito estudos com imunossuprimidos, pós operatório recente de anastomose intestinal,</p><p>cirurgia de via biliar e pâncreas, isquemia intestinal, por isso seu uso não é indicado nesses casos.</p><p>Segundo a BRASPEN, o uso de probiótico em doentes críticos está baseado na</p><p>manutenção da microbiota intestinal, atuando como barreira microbiológica à translocação</p><p>bacteriana, prevenindo infecções por bactérias patogênicas, além do efeito da flora saudável</p><p>na sinalização gênica para produção de citocinas anti-inflamatórias e modulação da resposta</p><p>imune.</p><p>O uso da fibra em doentes críticos que estejam hemodinamicamente estáveis.</p><p>Glutamina, arginina, ômega 3 e 6</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 75</p><p>O uso rotineiro da glutamina não é indicado em pacientes críticos pelos principais</p><p>consensos, porém há evidência favorável para o uso em pacientes queimados ou trauma.</p><p>A ESPEN (2019) recomenda para pacientes com queimaduras >20% da área de superfície</p><p>corporal, doses de 0,3-0,5 g/kg/d de glutamina por 10-15 dias. Em trauma gravemente doente,</p><p>doses adicionais de 0,2-0,3 g/kg/d) nos primeiros 5 dias com NE. Em caso de cicatrização de</p><p>feridas complicadas, pode ser administrado por um período mais longo de 10 a 15 dias.</p><p>Segundo a ASPEN, O uso de EPA e DHA na população com lesão neurológica</p><p>recentemente ganhou atenção significativa na aceleração da recuperação após TCE, porém</p><p>os estudos ainda são escassos sobre o tema.</p><p>Fórmulas imunomoduladoras, contendo arginina com outros agentes, incluindo EPA,</p><p>DHA, glutamina e ácido nucleico, não são indicadas para pacientes com sepse grave.</p><p>Existe controversas sobre o uso da arginina na literatura. Em teoria o uso de arginina pode</p><p>representar uma ameaça para o paciente séptico em estado crítico que é</p><p>hemodinamicamente instável ao regular positivamente a atividade da enzima óxido nítrico</p><p>sintase induzível, aumentando a produção de óxido nítrico e causando maior instabilidade</p><p>hemodinâmica. Atualmente, vários ensaios clínicos demonstraram que a arginina pode fornecer</p><p>benefício na sepse, promovendo a perfusão dos tecidos e aumentando o débito cardíaco.</p><p>O uso de dieta imunomoduladora rica em arginina e/ou ômega 3, tanto no pré, no pós</p><p>ou no período perioperatório, pode reduzir complicações infecciosas pós-operatórias e</p><p>permanência hospitalar.</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 76</p><p>9.5. NUTRIÇÃO PARENTERAL</p><p>A nutrição parenteral (NP) é indicada, quando o trato gastrointestinal não está</p><p>funcionante ou quando não é possível atingir as demandas nutricionais a partir da nutrição via</p><p>oral/enteral.</p><p>Para adultos existem bolsas padronizadas de nutrição parenteral, caso haja necessidade</p><p>pode-se sugerir bolsas individualizadas. Já nas crianças a bolsas de NP serão sempre</p><p>personalizadas conforme a especificidade e necessidades nutricionais do paciente.</p><p>NUTRI: ME AJUDA COM A PARENTERAL?</p><p>1. Inicie calculando a meta calórica necessária;</p><p>2. Calcule a necessidade proteica em gramas;</p><p>3. Multiplicar o valor das gramas por 4 (1g de proteína tem 4kcal);</p><p>4. Dividir o valor das gramas por 6,25gN (6,25 g de proteína tem 1 g de nitrogênio);</p><p>5. Calcular as calorias não proteicas = valor total da caloria – calorias fornecidas pela proteína.</p><p>Depois dividir pelas gramas de nitrogênio do item 4</p><p>6. Calcule lipídeos iniciar em torno de 0,8 g/kg em caso de desnutrição (até 2 g/kg) e</p><p>multiplicar o valor em gramas por 10 kcal/g (emusão a 20%) ou 11 kcal/kg (emulsão a 10%)</p><p>7. Calcule os carboidratos : calorias totais – total dos lipídeos e proteína. Dividir o valor por 3,4</p><p>ou 4 kcal/g (a depender do laboratório)</p><p>8. Calcular a VIG ( máximo permitido deve ser no máximo 5) = valor das gramas de</p><p>carboidrato x1000 / total de horas infusão x peso x minutos</p><p>9. Relação caloria/ proteína: Kcal lipídeo + Kcal do carboidrato / 6,25 - 80 a 100:1 no</p><p>catabolismo grave e próximo a 150:1 nos pacientes estáveis</p><p>10.Cálculo de líquidos : 30ml/kg</p><p>11.Sódio e Potássio : 1mEq/kg , Cálcio : 10 mEq/dia, Magnésio: 8 mEq/dia, Fosfato: 20</p><p>mmol/dia. Calcular de acordo com o peso do paciente e % de diluição Cálcio e Fósforo</p><p>precipita e forma cristais : MEq cálcio + mMol de fosfato não pode passar de 30/ litro.</p><p>12.Polivitamínicos e oligoelementos : 1 a 2 ampolas / dia 13.Vitamina K : separada</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 77</p><p>VAMOS PRATICAR?</p><p>Exemplo: Paciente de 60 kg</p><p>Necessidades calóricas (25 kcal/ kg)= 1500 Kcal</p><p>Necessidades proteicas (1,3 g/kg) 78 g x 4 = 312 Kcal</p><p>78 : 6,25 = 12,48g de Nitrogênio</p><p>1500 – 312 = 1188 Kcal : 12,48 = 1:95 (dentro do adequado)</p><p>Necessidades lipídeos (1g/kg)= 60 g * 10 = 600 Kcal</p><p>Necessidades carboidratos: restante calórico = 1500 – 312 – 600= 588 Kcal /4 = 147g</p><p>Calcular a VIG = 1,7 g/kg/min</p><p>Volume das soluções :</p><p>Carboidrato a 50% : (147 x 2) = 348 ml</p><p>Aminoácidos a 10% : 780 ml</p><p>Emulsão lipídica a 10% : 600 ml ou 300 ml de emulsão a 20% .</p><p>Somar volume das soluções : 1728 ml volume final</p><p>Eletrólitos, vitaminas e minerais pode haver uma formulação padrão e adicionar o necessário</p><p>em bolus.</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 78</p><p>10. PROTOCOLOS NA DIETA ENTERAL</p><p>10.1. VOLUME RESIDUAL GÁSTRICO (VRG)</p><p>1.Verificar VRG na vigência de sintomas gastrintestinais de desconforto</p><p>2.< 200 ml , sem sinais de intolerância GI: descartar e progredir dieta</p><p>3. 200 – 500 ml, se sinais de intolerância GI: iniciar pró cinéticos e infundir dieta após 1</p><p>hora;</p><p>4. > 500 ml: Iniciar pró – cinéticos e suspender dieta por 6 h. Reavaliar após 6 hr</p><p>- < 200 ml e sem sinais de intolerância GI: descartar VRG e progredir dieta</p><p>- 200 – 500 ml: avaliar associação de procinéticos e infundir 50% do volume de</p><p>dieta;</p><p>- > 500 ml: sonda gástrica aberta por 6 horas.</p><p>Sinais a observar de intolerância: distensão abdominal, vômito, regurgitação e aspiração</p><p>ou diarreia.</p><p>10.2. CAUSAS E CONDUTAS RELACIONADAS À COMPLICAÇÕES</p><p>METABÓLICAS</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 79</p><p>10.3. USO DE DVA EM PACIENTES CRÍTICOS E DIETA ENTERAL</p><p>Dose de Vasopressor Marcadores associados Estratégia Nutricional</p><p>< 0,1 micrograma/Kg/min</p><p>Dose de DVA estável ou diminuindo Iniciar com 10 – 20 ml/h e evoluir</p><p>observando sintomas TGI.</p><p>0,1 – 0,3 micrograma/kg/min</p><p>Avaliar gasometria e lactato e discutir com</p><p>equipe</p><p>Considerar fórmula elementar ou semi -</p><p>elementar</p><p>> 0,3 – 0,5 micrograma/ kg/ min</p><p>Infusão de cristalóides Jejum</p><p>10.3.1. Transformando ml/h em mcg/Kg/min</p><p>1 . Inicie calculando o K (constante da diluição da droga) : verificar o número de ampolas</p><p>diluídas em soro.</p><p>Exemplo : Paciente de 70 Kg com nora a 20 ml/h, a enfermagem realiza a diluição da seguinte</p><p>maneira:</p><p>4 ampolas de 4ml , diluídas em 234 ml de soro – solução final de 250 ml de solução. = 16 ml de</p><p>droga.</p><p>2 . Calcule a constante da diluição da solução</p><p>K = ( volume do princípio ativo x 1000) / volume final da solução</p><p>60</p><p>K = (16x1000) / 250 = 1,06</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 80</p><p>60</p><p>Mcg/kg/min = (ml/h x K) / peso = (20x1,06) / 70 = 0,3 mcg/kg/min</p><p>10.4. CONTRA INDICAÇÕES DE DIETA ENTERAL</p><p>- Síndrome do intestino curto do tipo maciça (< de 60 cm de intestino delgado, sem válvula</p><p>íleo-cecal e ressecção de cólon);</p><p>• Íleo paralítico intestinal por peritonites, hemorragia intraperitonial e perfuração intestinal;</p><p>• Obstrução intestinal mecânica total ou localizada;</p><p>• Hemorragia grave do TGI com presença de náusea, vômito (hematêmese) e melena ou</p><p>enterorragia;</p><p>• Vômitos intratáveis;</p><p>• Varizes esofágicas (relativa);</p><p>• Fístulas jejunais e enterocutâneas de alto débito (>500 ml/dia);</p><p>• Inflamação do TGI como a doença de Crohn em atividade, enterite grave pós-irradiação ou</p><p>quimioterapia;</p><p>• Instabilidade hemodinâmica;</p><p>• Isquemia gastroinstestinal em doentes críticos, com sepse, disfunção de múltiplos órgãos,</p><p>instabilidade cardiopulmonar evidente, síndrome de compressão ou oclusivas crônicas;</p><p>• Choque severo (contraindicação absoluta);</p><p>• Pancreatite aguda grave sem motilidade gastrointestinal.</p><p>• Doença terminal quando as complicações potenciais superarem os benefícios;</p><p>• Diarreia grave (intratáveis)</p><p>10.5. SUGESTÃO DE PLANO TERAPÊUTICO</p><p>O fluxograma da atenção ao paciente admitido na unidade pela equipe da nutrição</p><p>deverá ser:</p><p>1 . Triagem de Risco nutricional: _____ com risco ____ sem risco (caso o paciente tenha risco,</p><p>passar para etapa 2 ou retriar em ____ dias) – Nível de assistência nutricional: __________</p><p>2. Avaliação Nutricional</p><p>Instrumento utilizado: ________________________________________________________</p><p>Diagnóstico Nutricional: ______________________________________________________</p><p>Peso: __________________________________________ (aferido, referido ou estimado)</p><p>Reavaliar em ____________________ dias .</p><p>3. Via de alimentação: __________________________________________________________</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 81</p><p>Consistência alimentar: _______________________ Suplemento: ______________________</p><p>TNE: ______ Sim _______ Não NPT: ______ Sim _______ Não</p><p>Meta calórica prescrita:__________________________________________________________</p><p>Meta calórica recebida no dia anterior: _____________________ % do prescrito_______</p><p>Meta proteica prescrita:_________________________________________________________</p><p>Meta proteica recebida no dia anterior: _____________________ % do prescrito_______</p><p>Módulos :________________________________________________________________________</p><p>A escolha da meta seguirá os protocolos da _______________________________.</p><p>10.5.2. Níveis de assistência nutricional</p><p>Pacientes classificados pela NRS-2002 como sem risco nutricional terão suas preferências</p><p>alimentares investigadas para a adequação alimentar hospitalar, a fim de garantir a melhor</p><p>adesão ao tratamento dietoterápico. A frequência da retriagem nutricional deverá ser semanal.</p><p>Durante as visitas será realizada a monitorização nutricional com a avaliação clínica e a</p><p>estimativa do consumo alimentar diário, com os cálculos necessários para a avaliação</p><p>alimentar, bem como os índices de aceitação (IAc) e adequação (IA).</p><p>Aos pacientes cujo resultado da NRS não seja condizente com seus sinais e sintomas, deve-</p><p>se aplicar a ASG, ASG-PPP e/ou MAN e realizar uma avaliação completa deles no primeiro dia</p><p>de atendimento.</p><p>O uso do exame físico e da antropometria, será uma maneira de realizar um diagnóstico</p><p>nutricional mais preciso e adequado, rastreando composição corporal e deficiências</p><p>nutricionais.</p><p>Pacientes com risco nutricional devem ser monitorados diariamente quanto ã ingesta</p><p>alimentar e reavaliação do estado nutricional semanal com a implementação do cuidado</p><p>nutricional.</p><p>Primário - Triagem nutricional em até 48 horas - Verificação da prescrição</p><p>médica - Planejamento dietético após análise da prescrição</p><p>médica - Registro do atendimento em prontuário - Retorno em</p><p>até 1 semana - Aferição de peso a cada 15 dias</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 82</p><p>Secundário - Triagem nutricional em até 48 horas - Avaliação do estado</p><p>nutricional e diagnóstico nutricional a cada 1 semana -</p><p>Verificação da prescrição médica - Planejamento dietético</p><p>após análise da prescrição médica - Evolução clínica e</p><p>nutricional - Orientação nutricional durante a internação -</p><p>Orientação nutricional na alta hospitalar - Registro do</p><p>atendimento em prontuário - Retorno em até 96 horas (4 dias)</p><p>Terciário - Triagem nutricional em até 48 horas - Visita diária - Avaliação</p><p>do estado nutricional e diagnóstico nutricional a cada 7 dias -</p><p>Verificação da prescrição médica - Planejamento dietético</p><p>após análise da prescrição médica - Evolução clínica e</p><p>nutricional - Orientação nutricional durante a internação -</p><p>Orientação nutricional na alta hospitalar - Registro do</p><p>atendimento em prontuário - Retorno em até 72 horas (3 dias)</p><p>10.6. MANEJO DA DIARRÉIA E DA CONSTIPAÇÃO</p><p>Diarréia</p><p>Identificar a etiologia da diarreia é o primeiro passo para seu tratamento. A diarreia é</p><p>definida como a eliminação de fezes amolecidas ou liquefeitas por mais de três vezes, em um</p><p>período de 24 horas. A etiologia da diarreia é multifatorial, podendo estar relacionada com a</p><p>colonização enteropatogênica, isquemia intestinal, hipoalbuminemia, hipoperfusão,</p><p>associação de drogas e dismotilidade intestinal.</p><p>A redução de diarreia pode ser obtida com a administração de fibras. O uso de pré e</p><p>probióticos deve ser enfatizado na prevenção da diarreia relacionada à administração de</p><p>antibióticos. Probióticos podem reduzir a taxa de infecção nosocomial e recorrente por</p><p>Clostridium difficile. Glutamina é outro componente que tem sido relatado como fator protetor</p><p>para o controle de diarreia.</p><p>O Guideline da AGA no uso de probióticos traz a seguinte recomendação: Em adultos</p><p>e crianças em tratamento com antibióticos, a AGA recomenda o uso de S boulardii; ou a</p><p>combinação de 2 cepas de L acidophilus CL1285 e Lactobacillus casei LBC80R; ou a</p><p>combinação de 3 cepas de L acidophilus, Lactobacillus delbrueckii subsp bulgaricus e</p><p>Bifidobacterium bifidum; ou a combinação de 4 cepas de L acidophilus, L delbrueckii subsp</p><p>bulgaricus, B bifidum e Streptococcus salivarius subsp thermophilus em vez de nenhum ou outros</p><p>probióticos para prevenção de infecção por C. difficile.</p><p>Dentre as causas identificáveis (ou contribuintes)</p><p>de diarréia na UTI se destacam:</p><p>medicações prescritas, nutrição artificial, infecções, impactação fecal, isquemia ou fístula</p><p>intestinal, septicemia, hipoalbuminemia, dentre outras.</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 83</p><p>Diversos fatores de risco aumentam a incidência de diarréia em pacientes internados em</p><p>UTI. BLEICHNER et al., em estudo prospectivo multicêntrico realizado em 11 UTIs, identificaram</p><p>através da análise multivariada, os seguintes fatores de risco de diarréia nestes setores: febre ou</p><p>hipotermia, desnutrição, hipoalbuminemia e presença de um local de infecção. Similarmente,</p><p>o uso indiscriminado dos antimicrobianos tem sido apontado como importante fator</p><p>predisponente de diarréia nosocomial, particularmente ao facilitar a colonização e infecção</p><p>intestinal pelo Clostridium difficile. Tal suposição se aplica principalmente às UTIs, onde é comum</p><p>a antibioticoterapia com múltiplos agentes e/ou por períodos prolongados.</p><p>Como a diarréia pode ser multifatorial, deve-se identificar a etiologia para iniciar seu</p><p>tratamento. A redução desta ocorrência pode ser obtida com a administração de fibras, pré e</p><p>probióticos e glutamina. A alteração de fórmulas menos osmolares pode ser uma primeira</p><p>alternativa no manejo. Reduzir o volume da fórmula ou manejar com uma mais hidrolisada,</p><p>pode ser uma alternativa quando outras opções já foram testadas.</p><p>Constipação</p><p>A incidência de constipação em pacientes internados em unidades de terapia intensiva</p><p>(UTI) tem grande variação na literatura, entre 5% e 83%%.(1-5) Isto pode ser atribuído à carência</p><p>de uma definição específica para o paciente grave. Em suas diretrizes, a American</p><p>Gastroenterological Association define constipação como freqüência de eliminação de fezes</p><p>menor que 3 vezes por semana, sensação de esvaziamento retal incompleto, fezes endurecidas,</p><p>esforço para eliminar fezes e necessidade de toque para esvaziamento retal. Estes critérios,</p><p>conhecidos como critérios de Roma, são pouco práticos e, por conseqüência, pouco aplicáveis</p><p>a pacientes graves.</p><p>A constipação intestinal pode levar a complicações como distensão abdominal,</p><p>vômitos, agitação, obstrução intestinal e perfuração intestinal, além de outras pouco</p><p>elucidadas atéo momento. Recentemente, estudos têm identificado a constipação intestinal</p><p>como um fator prognóstico independente na evolução de pacientes graves e demonstrado</p><p>que o seu tratamento pode resultar em melhor prognóstico. Além das implicações previamente</p><p>conhecidas da constipação intestinal, estudos publicados na última década têm demonstrado</p><p>que a constipação pode estar associada a um pior desfecho de pacientes internados em</p><p>unidades de terapia intensiva.</p><p>CONSTIPAÇÃO E FIBRAS</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 84</p><p>A fibra é um agente de volume que tem formas solúveis e insolúveis. A fibra solúvel,</p><p>incluindo as formas dietéticas (por exemplo, aveia, certas frutas e vegetais) e suplementares</p><p>(psyllium, policarbófilo de cálcio e metilcelulose), é mais eficaz para a constipação em</p><p>comparação com a fibra insolúvel. No entanto, como a fibra é um agente de volume que não</p><p>afeta a motilidade colônica.</p><p>HIDRATAÇÃO</p><p>Em idosos, baixa ingestão de líquidos, o que pode ser indicativo de hipoidratação, foi</p><p>uma causa de constipação e foi relatada uma relação significativa entre a privação de líquido</p><p>de 2500 a 500 ml por dia e constipação. A desidratação também é observada quando laxantes</p><p>salinos são usados para o tratamento da constipação, se a reposição de fluidos não for mantida</p><p>e puder afetar a eficácia do tratamento. Embora o sulfato na água potável não pareça ter um</p><p>efeito laxante significativo, a ingestão de líquidos e as águas minerais ricas em sulfato de</p><p>magnésio mostraram melhorar a constipação em bebês saudáveis.</p><p>Tipos de laxantes</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 85</p><p>11. EVOLUÇÃO EM PRONTUÁRIO</p><p>De acordo com a RESOLUÇÃO CFN Nº 594, DE 17 DE DEZEMBRO DE 2017, o registro de</p><p>informações clínicas e administrativas do paciente, necessárias à tomada de decisão quanto</p><p>ao diagnóstico à prescrição dietética e ao monitoramento da evolução nutricional, será feito</p><p>pelo nutricionista no prontuário do paciente, em meio físico (papel) ou eletrônico.</p><p>A resolução orienta sobre o que dever conter nas evoluções no prontuário:</p><p>No 1° atendimento:</p><p>I. identificação do paciente;</p><p>II. triagem nutricional</p><p>III. identificação do nível de assistência de nutrição para estabelecer conduta dietoterápica</p><p>adequada;</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 86</p><p>IV. anamnese alimentar e nutricional (intolerâncias, aversões, alergias e restrições alimentares,</p><p>alterações ponderais recentes, medicamentos em uso, queixas, sinais e sintomas, estes em</p><p>especial do sistema digestório, exames bioquímicos prévios e atuais);</p><p>V. avaliação do estado nutricional compreendendo: obrigatoriamente, avaliação</p><p>antropométrica (peso, estatura, Índice de Massa Corporal - IMC) e avaliação dos indicadores</p><p>clínicos e laboratoriais, quando houver; complementarmente, exame físico nutricional,</p><p>circunferências, pregas cutâneas e outros métodos para avaliação da composição corporal;</p><p>VI. hipótese diagnóstico de nutrição, e, se couber, diagnóstico nutricional, com identificação e</p><p>determinação do estado nutricional do paciente, com indicação do protocolo referencial</p><p>utilizado;</p><p>VII. determinação das necessidades nutricionais específicas, quando aplicável, com base na</p><p>avaliação do estado nutricional realizada;</p><p>VIII. prescrição dietética.</p><p>Nos atendimentos subsequentes:</p><p>I. data e horário;</p><p>II. alteração da conduta dietética, em função da avaliação da aceitação e tolerância</p><p>digestiva;</p><p>III. exame físico nutricional, antropometria e avaliação bioquímica;</p><p>IV. diagnóstico nutricional, efetuado a partir da reavaliação nutricional do paciente;</p><p>V. outros itens relevantes, conforme o caso.</p><p>Quando aplicável, o prontuário do paciente deverá conter o registro de encerramento</p><p>do acompanhamento nutricional ou orientação final por ocasião de alta, abandono do</p><p>tratamento ou óbito.</p><p>Modelo de Evolução</p><p>Nome: Registro do paciente:</p><p>Data do atendimento:</p><p>Peso: _________ ( ) Aferido ( ) Referido ( ) Estimado Estatura: ____________</p><p>Peso habitual: _________________________ Velocidade de perda de peso: ______________</p><p>IMC :___________________ Triagem: ( ) com risco ( ) sem risco</p><p>Data Peso CB % adeq DCT % adeq CMB % adeq CP AJ</p><p>Diagnóstico Nutricional:</p><p>Conduta Nutricional:</p><p>Exames bioquímicos para acompanhamento: ______________________________________________________________</p><p>LPP: ( ) Sim Grau : ___________________ Localização: ______________________________________________________</p><p>Terapia</p><p>Nutricional: ( ) VO ( ) SNE ( ) NPT ( ) Jejum ( ) Mista</p><p>Motivo do jejum: ( ) Exame ( ) Cirurgia ( ) Instabilidade ( ) Perda da sonda ( )SNG aberta ( ) diarréia</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 87</p><p>12.MEDICAMENTOS</p><p>12..1.DROGAS VASOATIVAS</p><p>As drogas vasoativas (DVAs) são utilizadas em pacientes que apresentam alterações</p><p>hemodinâmicas importantes, com distúrbios na perfusão tecidual. Visam corrigir as alterações</p><p>cardiovasculares, para melhor oferta de oxigênio e de nutrientes aos tecidos, reequilibrando as</p><p>demandas metabólicas.</p><p>Atualmente, não encontramos na literatura valores definidos de DVAs para o início ou</p><p>progressão da nutrição, que na maioria dos casos é via enteral. O que sabemos é que antes de</p><p>propor o início ou progressão da dieta, devemos nos atentar se as DVAs estão em ascensão,</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 88</p><p>estáveis ou recessão, pois estão diretamente relacionadas ao quadro clínico do paciente, e</p><p>influenciam na tolerância da terapia.</p><p>Vale lembrar que o intestino é um órgão extremamente vascularizado, com alta</p><p>demanda de oxigênio, se o paciente está em uso de drogas vasoativas é porque a oxigenação</p><p>corporal não está adequada, sendo assim, a oxigenação do intestino também está</p><p>prejudicada, e uma oferta elevada de nutrientes será difícil de ser digerida e absorvida.</p><p>Estudos demonstram que o intestino é um órgão de vital importância para o paciente</p><p>grave, atuando não só nos processos digestivos e absortivos, mas também na síntese de</p><p>substratos e como barreira protetora. A instabilidade hemodinâmica, relacionada a falta de</p><p>sangue rico em oxigênio e nutrientes, é responsável pela morte dos enterócitos com prejuízo na</p><p>quebra da barreira mucosa, permitindo a entrada de toxinas por meio do intestino, podendo</p><p>resultar em translocação bacteriana, que está relacionada intimamente com a sepse e a</p><p>falência de múltiplos órgãos (Fujino e Nogueira, 2007).</p><p>12.2. SEDATIVOS</p><p>Em relação aos sedativos, focaremos em específico no propofol. O propofol é um agente</p><p>anestésico geral, intravenoso, de ação curta, frequentemente utilizado em unidades de terapia</p><p>intensiva. É um fármaco pouco solúvel em água e, portanto, geralmente apresentado na forma</p><p>de emulsão lipídica. As formulações comerciais das emulsões de propofol são isotônicas e</p><p>geralmente compostas por: princípio ativo, óleo de soja, glicerol, lecitina de gema de ovo,</p><p>edetato dissódico (EDTA), água e hidróxido de sódio para ajuste de pH (Simoni et al., 2013).</p><p>A emulsão de propofol à 1% contém 1,1 kcal/ml, por isso, dependendo da dose utilizada,</p><p>é necessário ajustes na dieta enteral/parenteral dos pacientes, para controle da oferta calórica</p><p>total, evitando assim a hiper alimentação.</p><p>Como resultado do conteúdo lipídico, as infusões de propofol por um longo tempo (> 3</p><p>dias) têm sido associadas a um aumento sérico dos triglicerídeos (Marques, 2009). Devido a</p><p>grande probabilidade de desenvolver hipertrigliceridemia, é importante a monitorização dos</p><p>níveis séricos de triglicerídeos durante a terapia.</p><p>12.3. ANTIBIÓTICOS</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 89</p><p>No paciente hospitalizado é frequente o uso de antibióticos como parte do tratamento,</p><p>muitas vezes associando mais de um tipo. Os antibióticos irão agir para combater as bactérias</p><p>nocivas presentes no organismo, porém também irão afetar as bactérias “boas” existentes no</p><p>intestino, levando a quebra da barreira intestinal, esse processo de destruição e modificação</p><p>das bactérias no intestino leva a disbiose.</p><p>Portanto, a disbiose é um desequilíbrio na flora intestinal, podendo ser desenvolvida por</p><p>diversos motivos, entre eles está o uso indiscriminado de antibióticos, anti-inflamatórios e</p><p>laxantes; idade avançada (devido ao longo período exposto a fatores externos); estado</p><p>imunológico do e a má digestão (Pantoja, 2019), uma das consequências é a diarreia.</p><p>A Organização Mundial da Saúde define diarreia como três ou mais episódios de fezes</p><p>líquidas por dia. A terapia nutricional não dever ser considerada a principal causa da doença</p><p>diarreica em pacientes graves hospitalizados por períodos prolongados (Santos, 2014).</p><p>Sendo assim, antes de atribuir a responsabilidade do quadro de diarreia a terapia</p><p>nutricional e interromper o suporte, é importante verificar junto a equipe a possibilidade de</p><p>ajustes na terapia medicamentosa.</p><p>12.4. LAXATIVOS</p><p>Acabamos de falar sobre antibióticos e diarreia, agora outro item que devemos prestar</p><p>atenção na prescrição médica é a medicação laxativa. Ao mesmo tempo que temos</p><p>pacientes com quadro de diarreia, temos também pacientes constipados, devido alteração no</p><p>padrão alimentar, baixa ingestão hídrica e de fibras, diminuição na mobilidade, uso de opioides,</p><p>entre outros. Não há um consenso na literatura sobre quanto tempo sem evacuar é considerado</p><p>constipação intestinal, porém alguns estudos trazem que pode ser caracterizada como um</p><p>período maior que 3 dias sem evacuação</p><p>Em alguns casos, quando o ajuste na dieta não é suficiente, iniciam-se as medicações</p><p>laxativas, para auxiliar no retorno do funcionamento intestinal.</p><p>As medicações laxativas podem ser classificadas quanto ao seu mecanismo de ação,</p><p>Azevedo (2009) organizou da seguinte forma:</p><p>• Formadores de massa (psyllium, policarbofil, metilcelulose)</p><p>• Agentes lubrificantes (óleo mineral) – Estimulantes;</p><p>• Agentes de superfície (ducusato, ácidos biliares);</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 90</p><p>• Derivados de difenilmetano (fenolftaleína, bisacodil, picossulfato de sódio);</p><p>• Ácido ricinoléico (óleo de rícino);</p><p>• Antraquinonas (sena, cascara sagrada, aloe, ruibarbo);</p><p>• Agentes osmóticos (sais de magnésio e fosfato, lactulose, sorbitol, polietilenoglicol);</p><p>• Supositórios de glicerina;</p><p>• Enemas fosfonados e glicerinados.</p><p>É importante ficarmos atentos se o paciente conseguiu evacuar, e muitas vezes sinalizar para</p><p>retirada do medicamento da prescrição médica, pois além de causarem desconfortos como</p><p>distensão abdominal, cólicas e gases, eles podem desencadear a um quadro de diarreia.</p><p>12.5. PROCINÉTICOS</p><p>As medicações procinéticas são utilizadas para aumentar a velocidade do esvaziamento</p><p>gástrico e acelerar o trânsito intestinal. Por isso, os medicamentos procinéticos são empregados</p><p>em pacientes críticos em nutrição enteral devido à combinação de fatores que diminuem o</p><p>esvaziamento gástrico (Santos, 2014). Alguns dos procinéticos mais prescritos no ambiente</p><p>hospitalar são domperidona, bromoprida, metoclopramida.</p><p>É importante que sua prescrição seja feita quando realmente houver necessidade, como</p><p>nos casos de intolerância gástrica. No quadro de diarreia seu uso deve ser revisto.</p><p>12.6 ANTICOAGULANTES</p><p>As classes de</p><p>anticoagulantes orais disponíveis são: antagonistas da vitamina K, inibidores</p><p>do fator Xa e inibidores diretos da trombina. Focaremos no anticoagulante oral antagonista de</p><p>vitamina K (AVK), mais conhecido como Varfarina. A varfarina é o principal medicamento</p><p>utilizado para pacientes com fibrilação atrial, infarto do miocárdio e com risco de eventos</p><p>tromboembólicos. Sua ação se dá na inibição da enzima epóxi redutase que transforma a</p><p>vitamina k inativa em ativa para utilização da mesma pela enzima carboxilase, que participa</p><p>da formação dos fatores de coagulação sanguínea (Klack e Carvalho, 2006).</p><p>Sendo assim, precisamos ficar atentos quando esse medicamento constar na prescrição</p><p>médica, para verificar a necessidade de restringir/controlar a oferta de vitamina K na dieta,</p><p>muitos pacientes que já fazem uso de Varfarina em casa recebem orientação de não consumir</p><p>alimentos que são fontes de vitamina K, essa exclusão não é necessária.</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 91</p><p>O paciente anticoagulado com AVK deve ter uma ingestão equilibrada e constante da</p><p>vitamina K, tendo em vista que esta interage diretamente com a varfarina. Estudos demonstram</p><p>que o valor de 1µg/kg/dia de vitamina K é o suficiente para evitar a deficiência (Klack e</p><p>Carvalho, 2006).</p><p>12.7 CORTICÓIDES</p><p>Os glicocorticosteróides são agentes esteróides de ação antinflamatória e</p><p>imunossupressora, utilizados em inúmeras doenças. Podem ser de uso contínuo ou na forma de</p><p>pulsoterapia, mas que por sua ação possui efeito no metabolismo dos macronutrientes.</p><p>1. Metabolismo dos carboidratos: Os corticosteróides produzem tendência à hiperglicemia,</p><p>principalmente devido ao aumento da gliconeogênese hepática e do antagonismo</p><p>periférico à ação da insulina, resultando em diminuição da captação de glicose no</p><p>músculo e tecido gorduroso. Os glicocorticosteróides podem induzir o aparecimento de</p><p>diabetes, considerado moderado, estável, usualmente sem cerose, relacionado com a</p><p>dose e a duração da administração. O diabetes, na maioria das vezes, é reversível com</p><p>a parada da administração do corticosteróide, embora os indivíduos com predisposição</p><p>genética possam permanecer diabéticos.</p><p>2. Metabolismo protéico: O corticosteróide produz redução da massa muscular por inibição</p><p>da síntese protéica e aumento do catabolismo protéico com balanço nitrogenado</p><p>negativo.</p><p>3. Metabolismo lipídico: Terapêutica com altas doses de corticosteróides leva a resistência</p><p>periférica à insulina, hiperinsulinemia e aumentada síntese de VLDL. A redução da</p><p>liberação do ACTH provoca aumento no colesterol total, aumento no LDL-c e diminuição</p><p>do HDL·c. O ACTH pode agir aumentando a atividade do receptor do LDL·c.</p><p>12.8. CALORIAS NÃO NUTRICIONAIS</p><p>São medicamentos que possuem macronutrientes na sua composição e geralmente são</p><p>infundidos por via parenteral, sendo os mais comuns o propofol (sedativo), o citrato ( um</p><p>carboidrato muito utilizado em diálise contínua) e o soro glicosado.</p><p>Propofol – 1,1 Kcal/ ml</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 92</p><p>Soro glicosado a 5% - 17 Kcal/ 100 ml</p><p>Citrato – 3 Kcal/ g</p><p>13. RECOMENDAÇÕES NUTRICIONAIS BRASPEN</p><p>Patologia Caloria Proteína Nutrientes</p><p>adicionais</p><p>Nutrientes com</p><p>cautela</p><p>Câncer Na vigência de QT: 25 a 30 Kcal/ kg</p><p>Idosos com IMC < 18,5 kg/ m2 :</p><p>32 a 38 Kcal/kg</p><p>Tratamento paliativo: poderá ser a mais</p><p>confortável</p><p>Sobreviventes: 25 a 30 kcal (estrófico)</p><p>Obesos: 20 a 25 kcal/kg</p><p>Caquexia ou desnutridos: 30 a 35 Kcal</p><p>QT: > 1,0 g/kg</p><p>Desnutridos :</p><p>1,2 – 1,5 g/kg</p><p>Paliativos: conforto</p><p>Sobreviventes:</p><p>0,8 a 1,0 g/kg</p><p>Arginina</p><p>Nucleotídeo</p><p>Glutamina</p><p>5 dias antes</p><p>7 dias após</p><p>(cirurgia)</p><p>Glutamina na</p><p>mucosite</p><p>(baixa evidencia)</p><p>Probióticos</p><p>(cautela na</p><p>plaquetopenia)</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 93</p><p>Cirurgia Não abordado Não abordado Arginina</p><p>Nucleotídeo</p><p>Glutamina</p><p>5 dias antes</p><p>7 dias após</p><p>Arginina em</p><p>sépticos</p><p>Doença Renal</p><p>25 – 35 Kcal /kg nos metabolicamente estáveis</p><p>Gestantes DRC 1-5 : 35 Kcal/kg do peso pré</p><p>gestacional (+85 Kcal no primeiro trimestre; + 275</p><p>Kcal no segundo e 475 Kcal no terceiro)</p><p>Idosos 25 – 35 Kcal/kg</p><p>Transplante 25- 35 Kcal/kg</p><p>IRA 20 – 30 Kcal do peso seco</p><p>Estresse grave : 20 – 25 Kcal/ kg</p><p>DRC 3-5: 0,6 a 0,8g /kg</p><p>DRC G4-5 0,3 – 0,4 g/ kg</p><p>em uso de cetoácidos</p><p>HD: 1,2 g/kg</p><p>Gestantes 0,6 – 0,8 g/kg</p><p>+ 6-10 g dia</p><p>Gestantes 5D – 1,2 g</p><p>Gestantes HD – 1,4g</p><p>Idosos HD – 1,5 g/kg</p><p>Transplante POI – 1,3 – 1,5</p><p>g/kg</p><p>Transplante tardio –</p><p>0,8g/kg</p><p>Transplante rejeição</p><p>tardia – 0,6 g/kg</p><p>IRA</p><p>1. não catabólicos e sem</p><p>TRR – 0,8 a 1,0 g/kg</p><p>2. Catabólicos e sem TRR</p><p>– 1,3 a 1,5 g/kg</p><p>3. TRR intermitente –</p><p>1,5g/kg</p><p>4. TRR contínua - 1,7 a</p><p>2,5 g/kg</p><p>Proteínas de</p><p>origem vegetal</p><p>Potássio</p><p>Fósforo</p><p>Sódio</p><p>COVID Dia 1 a 3: 15 – 20 Kcal</p><p>25 – 30 Kcal pacientes em recuperação</p><p>IMC 30 – 50 kg/m2: 11 – 14 Kcal/ kg</p><p>IMC > 50 kg/m2 : 22-25 Kcal/kg/ dia do peso</p><p>ideal</p><p>1,5 a 2,0 g/kg</p><p>TRS contínua : 2,5 g/kg</p><p>Obesos: 2,0 a 2,5 g/kg</p><p>(peso ideal)</p><p>- Ômega 3, óleos de</p><p>borragem,</p><p>antioxidantes,</p><p>glutamina e fibras</p><p>Diabetes Mellitus Eutróficos: 25-35 kcal/kg</p><p>Com DRC não dialítica: 30 – 35 kcal/kg</p><p>1,0 a 1,5 g/kg</p><p>Com DRC não dialítica:</p><p>0,8 g/kg</p><p>CHO com alto</p><p>teor de</p><p>nutrientes</p><p>Ômega 3</p><p>Uso de</p><p>fórmulas</p><p>enterais</p><p>específicas</p><p>Vitamina D</p><p>Zinco</p><p>Cromo</p><p>Idoso 30 – 35 Kcal 1,0 a 1,5 g/kg Fibras</p><p>Hidratação</p><p>Probióticos</p><p>Suplementação de</p><p>micronutrientes só</p><p>na deficiência</p><p>Obeso crítico IMC 30 – 50 kg/m2: 11 – 14 Kcal/ kg</p><p>IMC > 50 kg/m2 : 22-25 Kcal/kg/ dia do peso</p><p>ideal</p><p>IMC 30 – 40 kg/m2: 2 g</p><p>(peso ideal)</p><p>IMC > 40 kg/m2 : 2,5 g/</p><p>(peso ideal)</p><p>Probióticos Ômega 3, óleos de</p><p>borragem,</p><p>antioxidantes,</p><p>glutamina e fibras</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 94</p><p>Paciente Crítico Dia 1 a 3: 15 – 20 Kcal</p><p>25 – 30 Kcal pacientes em recuperação</p><p>1,5 a 2,0 g/kg Probióticos Ômega 3, óleos de</p><p>borragem,</p><p>antioxidantes,</p><p>glutamina e fibras</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 95</p><p>14. FÁRMACO NUTRIENTE</p><p>DENOMINAÇÃO GENÉRICA INTERAÇÃO TEÓRICA MANEJO CLÍNICO (VIA</p><p>ORAL)</p><p>ADMINISTRAÇÃO VIA</p><p>SONDA</p><p>MANEJO CLÍNICO (VIA</p><p>SONDA)</p><p>OBS</p><p>Acetazolamida</p><p>comprimido simples</p><p>Ø Não interage</p><p>com alimentos8</p><p>Ø ↓ k17,18</p><p>Ø Pode ser</p><p>coadministrado</p><p>com alimentos para</p><p>↓ desconforto no</p><p>TGI8,17,18, mas</p><p>NÃO DEVE ser</p><p>misturados com</p><p>sucos de frutas e</p><p>bebidas</p><p>carbonadas8</p><p>Ø Pode ser necessário</p><p>suplementação de</p><p>10.4. Contraindicações do uso de dieta enteral............................ ........... ........................91</p><p>10.5. Sugestão de Plano Terapêutico................................................................... ..............92</p><p>10.6. Manejo da Diarréia e da Constipação .....................................................................94</p><p>11. EVOLUÇÃO EM PRONTUÁRIO .....................................................................................................98</p><p>12. MEDICAMENTOS........ ..................................................................................................................100</p><p>13. RECOMENDAÇÕES NUTRICIONAIS BRASPEN 2018-2021 ......................................................... 106</p><p>14. FARMACO NUTRIENTE ......................... ......................... ......................... ....................................108</p><p>15. LISTA DE ABREVIATURAS... ......................... ......................... ....................................................... .124</p><p>16. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .....................................................................................................128</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 5</p><p>1. SOBRE A RESIDÊNCIA</p><p>Segundo a Lei 11.129/2005, a Residência em Área Profissional de Saúde é definida como</p><p>modalidade de ensino de pós-graduação lato sensu, voltada para a educação em serviço e</p><p>destinada às categorias profissionais que integram a área de saúde</p><p>Ainda segundo a lei, a residência constitui-se em um programa de cooperação</p><p>intersetorial para favorecer a inserção qualificada dos jovens profissionais da saúde no mercado</p><p>de trabalho, particularmente em áreas prioritárias do Sistema Único de Saúde, assim é possível</p><p>adquirir na prática, a experiência profissional que tanto é cobrada quando está em busca de</p><p>colocação no mercado de trabalho. A Residência é desenvolvida em regime de dedicação</p><p>exclusiva e realizada sob supervisão docente-assistencial, com carga horária de 60 horas</p><p>semanais, durante 2 anos, totalizando 5760 horas (80% prática e 20% teórica) de</p><p>responsabilidade conjunta dos setores da educação e da saúde.</p><p>Todo programa de residência tem uma COREMU - Comissão de Residência</p><p>Multiprofissional em Saúde, que é o órgão subordinado à Comissão de Residência em Saúde –</p><p>CORESA e ao Conselho de Extensão (COEX). É de responsabilidade da COREMU o</p><p>planejamento, coordenação, supervisão e avaliação da Residência Multiprofissional em Saúde</p><p>ou em Área Profissional da Saúde, bem como deliberar sobre os programas de residência</p><p>oferecidos anualmente.</p><p>Cada programa de residência no Brasil tem sua própria COREMU, que define o regimento</p><p>interno, por isso as residências podem, e são, diferentes em cada local.</p><p>Na residência contamos com o auxílio e orientação dos profissionais do serviço para o</p><p>desenvolvimento das atividades, são eles: os tutores e os preceptores.</p><p>Na teoria, o tutor é o que detém o maior grau de experiência em uma determinada área</p><p>de conhecimento, tendo como função estabelecer, coordenar e desenvolver o conteúdo</p><p>teórico e/ou teórico/prático. Cabe a ele:</p><p>• Estimular a atualização constante dos preceptores que atuam na sua área</p><p>de especialidade identificando as necessidades de capacitação pedagógica;</p><p>• Estimular a aplicação da teoria na prática;</p><p>• Participar juntamente com o preceptor na avaliação do residente;</p><p>• Assessorar as atividades científicas dos preceptores e residentes;</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 6</p><p>• Realizar visita semanal integrada para discutir prática clínica entre</p><p>preceptores e residentes;</p><p>• Atuar na revisão da prática profissional;</p><p>• Elaborar, juntamente com o respectivo Representante da Área Profissional,</p><p>o planejamento anual das atividades teóricas do conteúdo específico;</p><p>• Avaliar sistematicamente o processo ensino-aprendizado durante o curso;</p><p>• Participar do processo de seleção do Programa de Residência</p><p>Multiprofissional em Saúde ou em Área Profissional da Saúde.</p><p>Já o preceptor é o profissional responsável por facilitar a inserção e a socialização do</p><p>residente no ambiente de trabalho, estreitando a distância entre a teoria e prática profissional.</p><p>Cabe a ele:</p><p>• Participar com o Tutor do planejamento anual das atividades teóricas e</p><p>práticas para os R1 e R2 referentes à sua área de atuação;</p><p>• Operacionalizar as atividades práticas para R1 e R2;</p><p>• Elaborar escala mensal de plantões e encaminhar ao Coordenador do</p><p>Programa até 1º (dez) dias antes do final do mês;</p><p>• Encaminhar ao Coordenador do Programa, mensalmente as fichas de</p><p>frequência e de avaliação dos residentes sob sua responsabilidade;</p><p>• Capacitar o residente por meio de instruções formais, com objetivos e</p><p>metas pré-determinados;</p><p>• Participar de visita semanal integrada para discutir prática clínica;</p><p>• Participar do processo de seleção do Programa de Residência</p><p>Multiprofissional em Saúde ou em Área Profissional da Saúde.</p><p>Os residentes geralmente possuem “rodas mensais”, ou seja, existem um cronograma de</p><p>setores que o residente irá atuar durante o ano, de acordo com a área escolhida. Ao fim de</p><p>cada mês o residente é avaliado, quanto postura ético-profissional, desenvolvimento prático,</p><p>assiduidade. A nota de aproveitamento para aprovação nas atividades teóricas e nas práticas</p><p>deve ser igual ou maior a 7,0 (sete).</p><p>Para aprovação final e obtenção do certificado, é necessário o cumprimento de no</p><p>mínimo 85% de presença nas atividades teóricas, 100% de presença nas atividades práticas,</p><p>além da apresentação do trabalho de conclusão igual ou maior a 7,0 (sete).</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 7</p><p>PRESCRIÇÃO DIETOTERÁPICA: QUAIS ATRIBUIÇÕES MÉDICAS E ATÉ ONDE</p><p>A NUTRIÇÃO TEM AUTONOMIA?</p><p>Existem equívocos comuns na prática clínica que podem gerar insegurança na atuação</p><p>hospitalar, sobre qual profissional deve realizar a prescrição da dieta do paciente. Segundo a</p><p>Lei N 8324 de 17 de setembro de 1991, que regulamenta a profissão de nutricionista e quais as</p><p>suas atividades privativas.</p><p>A prescrição da dieta é um processo essencialmente médico, pois através de avaliação</p><p>de condições clínicas do paciente e dentro de uma hipótese diagnóstica e proposta</p><p>terapêutica, irá definir via de alimentação, capacidade de mastigação e deglutição definindo</p><p>a consistência, especificidade do paciente (diabetes, hipertenso, diarreia, hipercolesterolemia,</p><p>etc) e capacidade digestória e absortiva do paciente.</p><p>A atribuição do nutricionista dentro da equipe é dar informativos sobre a relação do</p><p>paciente com o alimento (ingesta adequada e segura) para auxiliar a equipe nas condutas,</p><p>escolha dos melhores alimentos, fórmulas ou suplementos que o paciente necessite,</p><p>acompanhando o estado e risco nutricional, escolhendo utilização de módulos para atingir as</p><p>necessidades nutricionais, supervisionando e avaliando dietas para enfermos.</p><p>Vale lembrar que uma profissão completa o conhecimento da outra e abre espaço para</p><p>a multidisciplinariedade. Todas as profissões tem espaço garantido no mercado de trabalho e</p><p>aprender</p><p>K</p><p>Pode triturar</p><p>Não é necessário pausar a</p><p>dieta</p><p>Aciclovir</p><p>comprimido simples</p><p>Não interage com</p><p>alimentos8,10</p><p>Pode ser administrado</p><p>com as refeições para ↓</p><p>o desconforto no TGI10</p><p>e, assegurar uma</p><p>adequada ingestão</p><p>hídrica</p><p>Pode triturar</p><p>Não é necessário pausar a</p><p>dieta</p><p>Ácido acetilsalicílico</p><p>comprimido simples</p><p>Ø ↓ a absorção de Vit C,</p><p>Vit B1, Vit k e ácido</p><p>fólico9</p><p>Ø Dieta rica em</p><p>carboidratos reduz o</p><p>tempo de absorção,</p><p>mas não afeta a</p><p>extensão total do</p><p>medicamento8</p><p>Ø Administrar o</p><p>medicamento com</p><p>estômago vazio ou no</p><p>intervalo das</p><p>refeições e, ajustar a</p><p>NE conforme</p><p>necessidade 9 ou com</p><p>alimentos para ↓ o</p><p>desconforto no TGI</p><p>Pode triturar</p><p>Não é necessário pausar a</p><p>dieta</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 96</p><p>DENOMINAÇÃO GENÉRICA INTERAÇÃO TEÓRICA MANEJO CLÍNICO (VIA</p><p>ORAL)</p><p>ADMINISTRAÇÃO VIA</p><p>SONDA</p><p>MANEJO CLÍNICO (VIA</p><p>SONDA)</p><p>OBS</p><p>Ácido fólico</p><p>comprimido simples</p><p>Não interage com</p><p>alimentos8</p><p>Pode ser administrado</p><p>sem ou com alimentos8</p><p>Pode triturar Não é necessário pausar a</p><p>dieta</p><p>Ácido folínico</p><p>comprimido simples</p><p>Não interage com</p><p>alimentos8</p><p>Pode ser administrado</p><p>sem ou com alimentos8</p><p>Pode triturar</p><p>Não é necessário pausar a</p><p>dieta</p><p>Ácido valpróico</p><p>comprimido revestido/</p><p>xarope</p><p>O alimento pode retardar</p><p>a absorção, mas não é</p><p>clinicamente significante8</p><p>Pode ser administrado</p><p>com alimento para ↓ o</p><p>desconforto no TGI,</p><p>mas DEVE-SE evitar</p><p>administrar com leite e</p><p>derivados e bebidas</p><p>gaseificadas (risco de</p><p>irritação da</p><p>mucosa)8,17,18</p><p>Ø NÃO TRITURAR</p><p>Ø Usar preferencialmente a forma</p><p>liquida</p><p>Ø OBS.: algumas formas</p><p>farmacêuticas apresentam</p><p>revestimento entérico ou</p><p>liberação prolongada,</p><p>correndo- se o risco de perda de</p><p>eficácia</p><p>Ø Não é necessário pausar</p><p>a dieta</p><p>Ø OBS.: diluir a dose em</p><p>volume adequado de</p><p>água destilada para</p><p>diminuir a viscosidade</p><p>Alopurinol</p><p>comprimido simples</p><p>Não interage com</p><p>alimentos8</p><p>Administrar o</p><p>medicamento após</p><p>a refeição com</p><p>muito líquido para ↓</p><p>o desconforto no</p><p>TGII</p><p>Pode triturar</p><p>Não é necessário pausar a</p><p>dieta</p><p>Ambroxol</p><p>Xarope</p><p>Não interage com</p><p>alimentos8</p><p>Pode ser administrado</p><p>sem ou com alimentos8</p><p>Os xaropes são considerados</p><p>fisicamente incompatíveis com a</p><p>dieta enteral6</p><p>Se não houver alternativa,</p><p>diluir o xarope com 10 a</p><p>30mL de água2,6,8,</p><p>interromper a nutrição</p><p>enteral e, lavar o tubo com</p><p>30mL de água antes e</p><p>depois6</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 97</p><p>DENOMINAÇÃO GENÉRICA INTERAÇÃO TEÓRICA MANEJO CLÍNICO (VIA</p><p>ORAL)</p><p>ADMINISTRAÇÃO VIA</p><p>SONDA</p><p>MANEJO CLÍNICO (VIA</p><p>SONDA)</p><p>OBS</p><p>Amiodarona</p><p>comprimido simples</p><p>Ø Os alimentos</p><p>favorecem a</p><p>sua</p><p>absorção8,17,18</p><p>Ø Suco de torange ↑ em</p><p>50% sua</p><p>biodisponibilidade e</p><p>altera a conversão</p><p>em metabólito ativo8</p><p>Ø Administrar o</p><p>medicamento</p><p>durante ou após</p><p>a refeição8,17,18</p><p>Ø Evitar suco de</p><p>torange8</p><p>Pode triturar</p><p>Não é necessário pausar a</p><p>_dieta</p><p>Amitriptilina</p><p>comprimido simples</p><p>Não interage com</p><p>alimentos8, entretanto,</p><p>algumas literaturas relatam</p><p>que dieta rica em fibra</p><p>PODE diminuir seu efeito17,18</p><p>Pode ser administrado</p><p>sem ou com alimentos</p><p>para ↓ o desconforto</p><p>gastrintestinal8,17,18</p><p>Pode triturar</p><p>Não é necessário pausar a</p><p>dieta</p><p>Amoxicilina</p><p>cápsula</p><p>suspensão</p><p>Não interage com</p><p>alimentos8,9,17,18</p><p>Pode ser administrado</p><p>sem ou com alimentos</p><p>para ↓ o desconforto</p><p>gastrintestinal 8,9,17,18</p><p>Não triturar</p><p>Ø Abrir a cápsula e</p><p>dispersar em 10 ml de</p><p>água</p><p>Ø Não é necessário pausar</p><p>a dieta</p><p>Amoxicilina + sulbactam</p><p>comprimido revestido</p><p>Não interage com</p><p>alimentos8,9,17,18</p><p>Pode ser administrado</p><p>sem ou com alimentos</p><p>para ↓ o desconforto</p><p>gastrintestinal 8,17,18</p><p>NÃO deve ser partido ou</p><p>mastigado19</p><p>Preferir a suspensão oral8</p><p>Não</p><p>padronizado</p><p>Ampicilina</p><p>cápsula/suspensão</p><p>Alimento interfere em sua</p><p>absorção3,8,17,18</p><p>Administrar o</p><p>medicamento 1h</p><p>antes ou 2h após a</p><p>refeição8,17,18</p><p>Ø Não triturar nem abrir a</p><p>cápsula, pois não há estudos</p><p>sobre eficácia , segurança e</p><p>farmacocinética</p><p>Ø Substituir pela suspensão</p><p>Pausar a dieta 1 hora antes</p><p>da administração</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 98</p><p>DENOMINAÇÃO GENÉRICA INTERAÇÃO TEÓRICA MANEJO CLÍNICO (VIA</p><p>ORAL)</p><p>ADMINISTRAÇÃO VIA</p><p>SONDA</p><p>MANEJO CLÍNICO (VIA</p><p>SONDA)</p><p>OBS</p><p>Anlodipino</p><p>comprimido simples</p><p>Ø O alimento não afeta</p><p>a biodisponibilidade do</p><p>fármaco8,17,18</p><p>Ø Depleta K, Ca e Vit D9</p><p>Administrar o</p><p>medicamento sem ou</p><p>com para ↓ o</p><p>desconforto</p><p>gastrintestinal8,17,18 e,</p><p>ajustar a NE de acordo</p><p>com a necessidade8,9</p><p>Pode triturar</p><p>Não é necessário pausar a</p><p>dieta</p><p>Atenolol</p><p>comprimido simples</p><p>Ø O alimento PODE</p><p>interferir em sua</p><p>concentração</p><p>plasmática8</p><p>Ø Após 3 meses, pode</p><p>reduzir o nível sérico</p><p>do Zn5</p><p>Ø Sugere-se não</p><p>coadministrar com</p><p>alimentos8</p><p>Ø Quanto ao Zn, a</p><p>literatura não relata</p><p>recomendações</p><p>devido à falta de</p><p>estudos mais</p><p>robustos5</p><p>Pode triturar</p><p>Pausar a dieta 1 hora e</p><p>irrigar a sonda antes e após</p><p>a administração do</p><p>medicamento8</p><p>Azatioprina</p><p>comprimido simples</p><p>Hipoalbuminemia9</p><p>O medicamento DEVE</p><p>ser administrado após a</p><p>refeição para ↓ o</p><p>desconforto</p><p>gastrintestinal8,9,17,18 e,</p><p>fazer suplementação</p><p>proteica após</p><p>avaliação</p><p>laboratorial9</p><p>Ø Não triturar8</p><p>Ø Dissolver o comprimido em 15 ml</p><p>de agua e administrar</p><p>imediatamente8</p><p>Ø Pausar a dieta 1 hora e</p><p>irrigar a sonda antes e</p><p>após a administração</p><p>do medicamento</p><p>Azitromicina comprimido simples</p><p>suspensão</p><p>O alimento pode afetar</p><p>sua biodisponibilidade,</p><p>sendo que, a suspensão</p><p>oral tem sua absorção ↑</p><p>em até 56%, e os</p><p>comprimidos ↑ em 23%</p><p>As cápsulas têm uma ↓ de 50%</p><p>na sua biodisponibilidade</p><p>quando coadministrada com</p><p>alimentos8</p><p>Quando o</p><p>medicamento estiver na</p><p>apresentação de</p><p>cápsula, recomenda- se</p><p>que seja administrada</p><p>1h antes ou 2h após a</p><p>refeição8,17,18</p><p>Ø Pode triturar</p><p>Ø Recomenda-se o uso</p><p>da suspensão</p><p>Ø Redução significante da</p><p>biodisponibilidade e eficácia</p><p>quando administrado com NE</p><p>Ø Pausar a dieta 1 hora</p><p>antes da</p><p>administração8</p><p>Ø Diluir com 30 ml de água</p><p>para 10 ml de</p><p>suspensão8</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 99</p><p>DENOMINAÇÃO</p><p>GENÉRICA</p><p>Ø INTERAÇÃO TEÓRICA</p><p>MANEJO CLÍNICO (VIA</p><p>ORAL)</p><p>Ø ADMINISTRAÇÃO VIA SONDA Ø MANEJO CLÍNICO</p><p>(VIA SONDA)</p><p>OBS</p><p>Biperideno</p><p>comprimido simples</p><p>Não interage com alimentos8</p><p>O medicamento pode</p><p>ser administrado</p><p>com alimentos</p><p>para ↓ a irritação</p><p>no TGI8</p><p>Pode triturar</p><p>Não é necessário</p><p>pausar a dieta</p><p>Bisacodil</p><p>drágea</p><p>Ø Na presença de</p><p>derivados lácteos o</p><p>medicamento é</p><p>rapidamente</p><p>degradado e poderá</p><p>causar irritação no TGI8</p><p>Ø Suplementos de Mg e</p><p>Ca, polivitamínicos</p><p>contendo minerais</p><p>podem ↓ absorção</p><p>do</p><p>fármaco8,10,17,18</p><p>Ø Administrar o</p><p>medicamento com</p><p>estômago vazio, 1h</p><p>antes ou 2h depois</p><p>da</p><p>refeição8,10,17,18</p><p>Ø NÃO administrar a</p><p>forma de drágea</p><p>via sonda, dar</p><p>preferência a</p><p>solução oral8,17,18</p><p>Ø Não triturar8</p><p>Ø A perda do revestimento</p><p>entérico pela trituração</p><p>pode causar a inativação do</p><p>princípio ativo8</p><p>Considerar outra</p><p>estratégia farmacológica</p><p>Bromoprida comprimido solução</p><p>oral</p><p>Dado não disponível na</p><p>literatura consultada</p><p>Administrar o</p><p>medicamento 15 a 20</p><p>minutos antes das</p><p>refeições8</p><p>Ø Pode triturar</p><p>Administrar preferencialmente a</p><p>solução oral</p><p>Pausar a dieta e irrigar a</p><p>sonda antes e após a</p><p>administração do</p><p>medicamento</p><p>Cabergolina</p><p>comprimido simples</p><p>Dado não disponível na</p><p>literatura consultada</p><p>Administrar o</p><p>medicamento via oral,</p><p>preferencialmente com as</p><p>refeição11</p><p>Não triturar11</p><p>Considerar outra estratégia</p><p>farmacológica</p><p>Cambendazol</p><p>comprimido</p><p>simples/suspensão</p><p>Não interage com</p><p>alimentos8</p><p>Pode ser administrado</p><p>sem ou com alimentos8</p><p>Pode triturar</p><p>Não é necessário pausar a</p><p>dieta</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 100</p><p>DENOMINAÇÃO GENÉRICA INTERAÇÃO TEÓRICA MANEJO CLÍNICO (VIA</p><p>ORAL)</p><p>ADMINISTRAÇÃO VIA</p><p>SONDA</p><p>MANEJO CLÍNICO (VIA</p><p>SONDA)</p><p>OBS</p><p>Captopril</p><p>comprimido simples</p><p>Ø A presença do</p><p>alimento ↓ a absorção</p><p>em 10 a 54%8,17,18</p><p>Ø Hipercalemia1,10</p><p>Ø Após 6 meses pode ↑ a</p><p>excreção urinária de</p><p>Zn; ↓ plasmática de Zn e</p><p>↓ eritrocitária de Zn5</p><p>Ø Administrar o</p><p>medicamento 1h</p><p>antes da</p><p>refeição8,9,17,18, ou</p><p>2h depois da</p><p>refeição 8,10 ou com</p><p>alimentos pobres</p><p>em fibra ou com</p><p>estômago vazio10</p><p>Ø Precaução com</p><p>alimentos ricos em</p><p>K8,17,18</p><p>Ø Pode triturar</p><p>Ø Administração com NE reduz</p><p>sua absorção em 30 a 40%</p><p>Pausar a dieta 1 hora antes</p><p>da administração do</p><p>medicamento</p><p>Carbamazepina</p><p>comprimido simples</p><p>Ø Tem sua absorção</p><p>prejudicada quando</p><p>coadministrada com a</p><p>NE6, mas, outro estudo</p><p>demonstrou</p><p>compatibilidade14</p><p>Ø Suco de uva reduz sua</p><p>absorção1</p><p>Pode ser administrado</p><p>com alimentos para ↓ o</p><p>desconforto</p><p>gastrintestinal17,18</p><p>Ø Pode triturar</p><p>Ø Interfere com a NE reduzindo</p><p>sua absorção e aumentando</p><p>aderência à sonda.</p><p>Utilizar preferencialmente a</p><p>suspensão oral, diluindo em</p><p>volume adequado de água</p><p>e irrigar o tubo antes e após</p><p>a administração para evitar</p><p>perdas do fármaco</p><p>Carvedilol</p><p>comprimido simples</p><p>O alimento retarda sua</p><p>absorção, mas não é de forma</p><p>significativa8</p><p>Pode ser administrado com</p><p>a refeição para ↓ o</p><p>desconforto no TGI e</p><p>minimizar os efeitos de</p><p>hipotensão ortostática</p><p>Recomenda-se ↓ a</p><p>ingestão de alimentos ricos</p><p>em Ca e Na durante o uso</p><p>do medicamento</p><p>Pode triturar</p><p>Não é necessário pausar a</p><p>dieta</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 101</p><p>DENOMINAÇÃO</p><p>GENÉRICA</p><p>INTERAÇÃO TEÓRICA MANEJO CLÍNICO (VIA</p><p>ORAL)</p><p>ADMINISTRAÇÃO VIA</p><p>SONDA</p><p>MANEJO CLÍNICO (VIA</p><p>SONDA)</p><p>OBS</p><p>Cefalexi</p><p>na</p><p>cápsula</p><p>suspensã</p><p>o oral</p><p>O alimento retarda o</p><p>alcance da concentração</p><p>sérica máxima8</p><p>Ø Pode ser</p><p>administrado com o</p><p>alimento, mas prefere-</p><p>se que seja em jejum8</p><p>Ø Avaliar suplementação</p><p>de K para prevenir</p><p>hemorragia devido à</p><p>hipoprotrombinemia</p><p>(principalmente para</p><p>cefoperazona)17,18</p><p>Ø Pode triturar</p><p>Ø A cápsula pode ser aberta</p><p>e dispersa em 10 ml de</p><p>água</p><p>Ø O fármaco se liga às moléculas</p><p>de proteínas da NE reduzindo a</p><p>absorção e aumentando a</p><p>aderência à sonda</p><p>Utilizar preferencialmente a</p><p>suspensão oral diluindo em</p><p>volume adequado de água</p><p>e irrigar o tubo antes e após</p><p>a administração para evitar</p><p>perdas do fármaco</p><p>Cetoconazol</p><p>comprimido simples</p><p>Alimentos ácidos ↑ sua</p><p>absorção8,17,18</p><p>Ø Pode ser</p><p>administrado com</p><p>alimentos, pois ↑ sua</p><p>absorção8,17,18</p><p>Ø Administrar</p><p>suplementação de</p><p>Ca, Mg ou</p><p>antiácidos com</p><p>intervalo de 2h17,18</p><p>Pode triturar</p><p>Admi oral</p><p>está contra</p><p>indicada</p><p>Cilostazol</p><p>comprimido simples</p><p>Dieta hiperlipídica pode ↑</p><p>sua concentração plasmática</p><p>em até 90%, acarretando</p><p>toxicidade8,17,18</p><p>Administrar o</p><p>medicamento 30</p><p>minutos antes ou 2h</p><p>após as refeições8,17,18</p><p>Pode triturar</p><p>Pausar a dieta 1 hora antes</p><p>da administração</p><p>do medicamento</p><p>Ciprofloxacino</p><p>comprimido simples</p><p>Ø A biodisponibilidade</p><p>pode variar de 31-82%</p><p>quando coadministrada</p><p>com a NE contínua2,8</p><p>Ø Alimentos ricos em Ca</p><p>quelam o fármaco8</p><p>Ø Potencializa o efeito de</p><p>xantinas</p><p>Ø Administrar o</p><p>medicamento</p><p>preferencialmente 2h</p><p>após os alimentos;</p><p>Diminuir a ingestão de</p><p>xantinas</p><p>Ø Pode triturar</p><p>Sugere-se NÃO administrar via sonda,</p><p>risco de obstrução</p><p>Ø Pausar a NE 1-2h antes</p><p>administração do</p><p>medicamento8</p><p>Considerar a via parenteral2,6</p><p>Cilostazol</p><p>comprimido simples</p><p>Dieta hiperlipídica pode ↑</p><p>sua concentração plasmática</p><p>em até 90%, acarretando</p><p>toxicidade8,17,18</p><p>Administrar o</p><p>medicamento 30</p><p>minutos antes ou 2h</p><p>após as refeições8,17,18</p><p>Pode triturar</p><p>Pausar a dieta 1 hora antes</p><p>da administração</p><p>do medicamento</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 102</p><p>DENOMINAÇÃO GENÉRICA INTERAÇÃO TEÓRICA MANEJO CLÍNICO (VIA</p><p>ORAL)</p><p>ADMINISTRAÇÃO VIA</p><p>SONDA</p><p>MANEJO CLÍNICO (VIA</p><p>SONDA)</p><p>OBS</p><p>Ciprofloxacino</p><p>comprimido simples</p><p>Ø A biodisponibilidade</p><p>pode variar de 31-82%</p><p>quando</p><p>coadministrada com a</p><p>NE contínua2,8</p><p>Ø Alimentos ricos em Ca</p><p>quelam o fármaco8</p><p>Ø Potencializa o efeito de</p><p>xantinas9</p><p>Ø Administrar o</p><p>medicamento</p><p>preferencialmente 2h</p><p>após os alimentos;</p><p>Ø Diminuir a ingestão</p><p>de xantinas9</p><p>Ø Pode triturar</p><p>Ø Sugere-se NÃO administrar via</p><p>sonda, risco de obstrução2</p><p>Ø Pausar a NE 1-2h antes</p><p>da administração do</p><p>medicamento8</p><p>Ø Considerar a via</p><p>parenteral2,6</p><p>Citalopram</p><p>comprimido simples</p><p>Não interage com</p><p>alimentos8,17,18</p><p>Pode ser administrado</p><p>sem ou com</p><p>alimentos8,17,18</p><p>Ø Pode triturar</p><p>Ø Apresentam revestimento não</p><p>entérico</p><p>Não é necessário pausar a</p><p>dieta</p><p>Clofazimina</p><p>cápsula</p><p>Dado não disponível na</p><p>literatura consultada</p><p>Administrar o</p><p>medicamento com</p><p>refeições ou leite para ↓</p><p>a irritação no TGI17,18</p><p>Dado não disponível na literatura</p><p>consultada</p><p>Não é necessário pausar a</p><p>dieta</p><p>Clonazepam</p><p>comprimido simples</p><p>solução oral</p><p>Cafeína reduz seu</p><p>efeito8,17,18</p><p>Pode ser administrado</p><p>sem ou com alimentos</p><p>para ↓ o desconforto</p><p>gastrintestinal 8,17,18</p><p>Pode triturar</p><p>Ø Não é necessário pausar</p><p>a dieta</p><p>Ø Diluir a solução oral em</p><p>10 ml de água</p><p>Clonidina</p><p>comprimido simples</p><p>Não interage com</p><p>alimentos8</p><p>Pode ser administrado</p><p>sem ou com alimentos8</p><p>Pode triturar Não é necessário pausar a</p><p>dieta</p><p>Clopidogrel</p><p>comprimido simples</p><p>Não interage com</p><p>alimentos8,17,18</p><p>Pode ser administrado</p><p>sem ou com</p><p>alimentos8,17,18</p><p>Pode triturar</p><p>Ø Não é necessário pausar a</p><p>dieta</p><p>Ø O uso com NE minimiza os</p><p>efeitos GI</p><p>Clopidogrel Ø pode ser</p><p>administrado com</p><p>alimentos, sem</p><p>alterar sua</p><p>biodisponibilidade</p><p>Pode triturar8</p><p>Pausar a dieta enteral 1h</p><p>antes e 1h após a</p><p>administração8</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 103</p><p>DENOMINAÇÃO GENÉRICA INTERAÇÃO TEÓRICA MANEJO CLÍNICO (VIA</p><p>ORAL)</p><p>ADMINISTRAÇÃO VIA</p><p>SONDA</p><p>MANEJO CLÍNICO (VIA</p><p>SONDA)</p><p>OBS</p><p>Cloranfenicol</p><p>suspensão oral</p><p>PODE interferir na</p><p>absorção intestinal de</p><p>vitamins B12, B6 e ácido</p><p>fólico8,17,18</p><p>Administrar com água</p><p>preferencialmente 1h</p><p>antes ou 2h após a</p><p>refeição. Em caso de</p><p>desconforto</p><p>gastrintestinal, tomar</p><p>com alimentos17,18</p><p>Ø Retarda a resposta</p><p>hematológica ao</p><p>Fe, assim sendo, ter</p><p>precaução com</p><p>suplementação de</p><p>Fe.</p><p>Pode ser administrado8</p><p>Pausar a dieta enteral8</p><p>Cloreto de Potássio</p><p>drágea</p><p>Se coadministrado com</p><p>suplementação de K,</p><p>potencializa a irritação no</p><p>TGI9</p><p>Administrar o</p><p>medicamento com</p><p>alimentos para ↓ a</p><p>irritação no TGI8,9,17,18</p><p>Ø A drágea NÃO pode ser</p><p>triturada, pois perde a</p><p>característica de liberação</p><p>gradativa, e quando</p><p>macerado pode obstruir a</p><p>sonda</p><p>Ø Dar preferência ao xarope8,17,18</p><p>Ø Não é necessário pausar</p><p>a dieta</p><p>Ø Diluir a dose em volume</p><p>adequado de água</p><p>destilada para diminuir a</p><p>viscosidade</p><p>Cloroquina</p><p>comprimido simples</p><p>Não interage com</p><p>alimentos8</p><p>Pode ser administrado</p><p>sem ou com alimentos</p><p>para ↓ a irritação no</p><p>TGI8,17,18</p><p>Pode triturar8,20</p><p>Não é necessário pausar a</p><p>dieta enteral8,20</p><p>Não</p><p>padronizado</p><p>Clorpromazina</p><p>comprimido simples</p><p>solução oral</p><p>Ø Não interage</p><p>com alimentos8</p><p>Ø PODE ↓ a absorção de</p><p>Vit B12</p><p>Pode ser administrado</p><p>com alimentos para ↓ a</p><p>irritação no TGI8,17,18</p><p>Pode triturar</p><p>Ø A coadministração com a NE</p><p>causa precipitação devido á</p><p>incompatibilidade com íons Ca,</p><p>Zn, Mg, Al</p><p>Ø Utilizar preferencialmente a</p><p>solução injetável ou oral</p><p>Ø Pausar a dieta 1 hora</p><p>antes da</p><p>administração</p><p>Ø Administrar a solução</p><p>diretamente sem diluir</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 104</p><p>DENOMINAÇÃO GENÉRICA INTERAÇÃO TEÓRICA MANEJO CLÍNICO (VIA</p><p>ORAL)</p><p>ADMINISTRAÇÃO VIA</p><p>SONDA</p><p>MANEJO CLÍNICO (VIA</p><p>SONDA)</p><p>OBS</p><p>Clortalidona</p><p>comprimido simples</p><p>Ø Não interage</p><p>com alimentos8</p><p>Ø Depleta K e Mg17,18</p><p>Ø Tomar com</p><p>alimentos pela</p><p>manhã</p><p>Ø PODE necessitar de</p><p>suplementação de</p><p>k ou Mg;</p><p>precaução com</p><p>suplemento de Ca</p><p>e/ou Vit D, risco de</p><p>hipercalcemia17,18</p><p>Pode triturar8,20</p><p>Pausar a dieta enteral20</p><p>Não</p><p>padronizado</p><p>Dexclorfeniramina</p><p>comprimido simples</p><p>solução oral</p><p>O alimento retarda sua</p><p>absorção, mas não</p><p>afeta sua</p><p>biodisponibilidade8</p><p>Pode ser administrado</p><p>sem ou com alimentos8</p><p>Ø NÃO se recomenda triturar o</p><p>comprimido ou a drágea, pois</p><p>pode ocorrer variação na</p><p>biodisponibilidade do fármaco8</p><p>Ø Preferir a solução</p><p>Ø Não é necessário pausar</p><p>a dieta</p><p>Ø Diluir a dose em volume</p><p>adequado de água</p><p>destilada para diminuir a</p><p>viscosidade</p><p>Diazepam</p><p>comprimido simples</p><p>Ø O alimento PODE</p><p>retardar sua</p><p>absorção8, mas é</p><p>compatível14</p><p>Ø Dieta hiperlipídica ↑</p><p>sua concentração</p><p>sérica</p><p>Pode ser administrado</p><p>sem ou com alimentos</p><p>Pode triturar</p><p>Ø Não é necessário pausar</p><p>a dieta</p><p>Ø Irrigar o tubo antes e</p><p>após a administração</p><p>para evitar perdas do</p><p>fármaco</p><p>Diclofenaco</p><p>comprimido simples</p><p>O alimento pode retardar</p><p>sua absorção</p><p>Ø Pode ser tomado</p><p>junto com a refeição</p><p>para ↓ o desconforto</p><p>gastrintestinal8,10,17,18</p><p>Ø Evitar ou limitar uso de</p><p>produtos naturais</p><p>que afetam a</p><p>coagulação</p><p>Ø Não triturar</p><p>Avaliar o uso da solução</p><p>injetável ou outro AINE</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 105</p><p>DENOMINAÇÃO GENÉRICA INTERAÇÃO TEÓRICA MANEJO CLÍNICO (VIA</p><p>ORAL)</p><p>ADMINISTRAÇÃO VIA</p><p>SONDA</p><p>MANEJO CLÍNICO (VIA</p><p>SONDA)</p><p>OBS</p><p>Digoxina</p><p>comprimido simples</p><p>elixir</p><p>Ø As fibras ↓ sua</p><p>absorção8,10 e ↓ seu</p><p>pico de</p><p>concentração sérica8</p><p>Ø Suplementos de Mg,</p><p>Ca, Fe e Zn,</p><p>polivitamínicos</p><p>contendo minerais ou</p><p>antiácidos contendo Al</p><p>e Mg podem ↓ a</p><p>absorção do</p><p>fármaco10,17,18</p><p>Administrar o</p><p>medicamento com</p><p>estômago vazio, 1h</p><p>antes ou 2h após a</p><p>refeição, ou com</p><p>alimentos pobres em</p><p>fibras8,10</p><p>Ø Pode triturar</p><p>Ø Administrar preferencialmente o</p><p>elixir</p><p>Ø Pausar a dieta 1 hora</p><p>antes da</p><p>administração</p><p>Ø Diluir a dose em volume</p><p>adequado de água e,</p><p>irrigar a sonda antes e ao</p><p>término da</p><p>administração do</p><p>medicamento</p><p>Diltiazem</p><p>comprimido simples</p><p>O alimento favorece sua</p><p>absorção8,17,18</p><p>Pode ser administrado</p><p>sem ou com</p><p>alimentos8,17,18</p><p>Pode triturar</p><p>Não é necessário pausar a</p><p>dieta enteral</p><p>Dimeticona</p><p>comprimido simples</p><p>solução oral</p><p>Não interage com</p><p>alimentos8,17,18</p><p>Pode ser administrado</p><p>sem ou com</p><p>alimentos8,17,18</p><p>Ø Pode triturar</p><p>Ø Dar preferencia a solução oral</p><p>Não é necessário pausar a</p><p>dieta enteral</p><p>Ø Diluir em 20 ml de água</p><p>Dipirona</p><p>solução oral</p><p>Não interage com</p><p>alimentos8</p><p>Pode ser administrado</p><p>sem ou com alimentos8</p><p>Pode ser administrado8</p><p>Não é necessário pausar a</p><p>dieta enteral</p><p>Domperidona</p><p>comprimido simples</p><p>Não interage com</p><p>alimentos8</p><p>Administrar 15 a 30</p><p>minutos antes das refeições8</p><p>Ø Pode triturar</p><p>Pausar a dieta enteral por 15</p><p>minutos antes da administração</p><p>Enalapril</p><p>comprimido simples</p><p>Ø Hipercalemia1</p><p>Ø Após 6 meses, pode</p><p>causar leve excreção</p><p>urinária de Zn e uma</p><p>redução leve dos níveis</p><p>intracelular5</p><p>Ø Pode ser</p><p>administrado com</p><p>ou sem alimentos8</p><p>Ø</p><p>Pode triturar</p><p>Não é necessário pausar a</p><p>dieta</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 106</p><p>DENOMINAÇÃO GENÉRICA INTERAÇÃO TEÓRICA MANEJO CLÍNICO (VIA</p><p>ORAL)</p><p>ADMINISTRAÇÃO VIA</p><p>SONDA</p><p>MANEJO CLÍNICO (VIA</p><p>SONDA)</p><p>OBS</p><p>Eritromicina (estearato)</p><p>cápsula</p><p>suspensão oral</p><p>Ø Alimentos ↓ sua</p><p>absorção17,18</p><p>Ø Evitar leite e sucos</p><p>ácidos8</p><p>Por via oral, sugere</p><p>administrar 2h antes ou</p><p>2h após a refeição17,18</p><p>Ø Pode triturar</p><p>Ø Dar preferencia a sol oral</p><p>Ø Via sonda, pausar a NE</p><p>1h antes e reiniciá-la 2h</p><p>depois8</p><p>Ø Diluir com 30 ml de</p><p>água</p><p>Espironolactona</p><p>comprimido simples</p><p>Ø O alimento favorece</p><p>sua absorção8,17,18</p><p>Ø Depleta Na, Cl e Mg9</p><p>Ø ↑ a concentração sérica</p><p>de K9,10,17,18</p><p>Coadministrar com</p><p>alimento para ↓ a</p><p>irritação no TGI e,</p><p>ajustar a NE conforme</p><p>necessidade 8,9,10,17,18</p><p>Pode triturar</p><p>Não é necessário pausar a</p><p>dieta, pois a administração</p><p>conjunta ↑ sua absorção e</p><p>minimiza seus efeitos GI</p><p>Etambutol</p><p>comprimido combinado</p><p>Ø A presença de</p><p>alimentos não afeta sua</p><p>absorção8, entretanto,</p><p>outras fontes relatam</p><p>que uma dieta</p><p>hiperlipídica pode ↓ sua</p><p>absorção17,18</p><p>Ø O comprimido</p><p>combinado tem</p><p>sua absorção</p><p>reduzida dos</p><p>alimentos</p><p>Ø O medicamento</p><p>pode ser</p><p>administrado sem ou</p><p>com alimento para ↓</p><p>o desconforto</p><p>gastrintestinal8,17,18</p><p>OBS.: no caso do</p><p>comprimido</p><p>combinado (Coxi-p4®),</p><p>DEVE ser administrado</p><p>em</p><p>jejum8</p><p>Ø Pode triturar</p><p>Ø Pulverizar e dispersar em 20 ml de</p><p>água</p><p>Ø Não há dados de sua</p><p>administração via sonda na</p><p>literatura consultada8</p><p>Administrar junto com NE</p><p>para minimizar seus efeitos</p><p>GI</p><p>Fenitoína</p><p>comprimido simples</p><p>Não interage com</p><p>alimentos8</p><p>Ø Pode ser</p><p>administrada com ou</p><p>sem a presença de</p><p>alimentos para ↓</p><p>potenciais efeitos GI</p><p>Ø OBS.: administrar</p><p>sempre da mesma</p><p>forma.</p><p>Ø Pode triturar</p><p>Ø A nutrição enteral, sobretudo</p><p>hiperproteica, reduz sua</p><p>absorção1,6,</p><p>consequentemente, seu nível</p><p>sérico de 50 a 75%2,6,8</p><p>Ø Interromper a dieta por 1 a</p><p>2h antes e reiniciá-la 1 a</p><p>2h após a administração</p><p>do medicamento1,2,6,8 e,</p><p>lavar a sonda com 60mL</p><p>de água antes e depois2,6</p><p>Ø Considerar aumento de</p><p>dose ou a via parenteral6</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 107</p><p>DENOMINAÇÃO GENÉRICA INTERAÇÃO TEÓRICA MANEJO CLÍNICO (VIA</p><p>ORAL)</p><p>ADMINISTRAÇÃO VIA</p><p>SONDA</p><p>MANEJO CLÍNICO (VIA</p><p>SONDA)</p><p>OBS</p><p>Fenobarbital</p><p>comprimido simples/</p><p>solução oral</p><p>Ø O alimento favorece</p><p>sua absorção8</p><p>Ø ↑ o metabolismo de Vit</p><p>D e K</p><p>Ø Pode ser</p><p>administrado sem ou</p><p>com alimentos8</p><p>Ø O uso prolongado</p><p>pode necessitar de</p><p>suplementação de Vit</p><p>D, Vit B12 , folato e</p><p>Ca17,18</p><p>Ø Pode triturar</p><p>Ø Dar preferencia pela diluição em</p><p>água sem trituração, e</p><p>administrar imediatamente</p><p>Não é necessário pausar a</p><p>dieta</p><p>Fexofenadina</p><p>comprimido simples/</p><p>suspensão oral</p><p>Ø O alimento ↓ sua</p><p>absorção</p><p>Ø Sucos de laranja e</p><p>maçã pode ↓ sua</p><p>biodisponibilidade em</p><p>até 36%8,17,18</p><p>Administrar o</p><p>medicamento em jejum8</p><p>Ø Não triturar</p><p>Ø Não há estudos sobre eficácia</p><p>segurança e farmacocinética</p><p>Considerar outra estratégia</p><p>farmacológica</p><p>Fluconazol</p><p>cápsula</p><p>Ø O alimento retarda sua</p><p>absorção, mas não</p><p>afeta a extensão total8</p><p>Ø Compatível com a</p><p>NE</p><p>Pode ser administrado</p><p>sem ou com alimentos</p><p>para ↓ o desconforto no</p><p>TGI8,10,17,18</p><p>Ø Não triturar</p><p>Ø Abrir a cápsula e aguardar a</p><p>dissolução dos grânulo em 20 ml</p><p>de água, não macerar e,</p><p>administrar após dissolução</p><p>completa</p><p>Pausar a dieta e irrigar a</p><p>sonda antes e após a</p><p>administração do</p><p>medicamento</p><p>Fluoxetina</p><p>comprimido simples/cápsula</p><p>Não interage com</p><p>alimentos8</p><p>Pode ser administrado</p><p>com alimentos, pela</p><p>manhã, para ↓ a</p><p>irritação no TGI 8</p><p>Abrir a cápsula e dispersar em 20</p><p>ml de água</p><p>Ø Não é necessário pausar</p><p>a dieta</p><p>Ø Irrigar a sonda antes e ao</p><p>termino da</p><p>administração do</p><p>medicamento</p><p>Furosemida</p><p>comprimido simples</p><p>Ø O alimento pode ↓ sua</p><p>absorção (dado</p><p>controverso na</p><p>literatura)8</p><p>Ø Depleta Zn, Na, K, Ca,</p><p>Mg, Cl, Vit B1 e água9</p><p>Coadministrar com</p><p>alimento para ↓ a</p><p>irritação no TGI8,9,17,18 e,</p><p>ajustar a NE conforme</p><p>necessidade9</p><p>Pode triturar</p><p>Administar junto com com a</p><p>NE para evitar efeitos GI</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 108</p><p>DENOMINAÇÃO GENÉRICA INTERAÇÃO TEÓRICA MANEJO CLÍNICO (VIA</p><p>ORAL)</p><p>ADMINISTRAÇÃO VIA</p><p>SONDA</p><p>MANEJO CLÍNICO (VIA</p><p>SONDA)</p><p>OBS</p><p>Glibenclamida</p><p>comprimido simples</p><p>O alimento não interfere na</p><p>absorção do</p><p>medicamento.</p><p>Administrar o</p><p>medicamento 30</p><p>minutos antes da 1ª</p><p>refeição do dia 8,10</p><p>Ø Pode triturar</p><p>Ø A NE afeta a absorção do</p><p>fármaco, mas não interfere no</p><p>pico plasmático10</p><p>Ø Não é necessário pausar</p><p>a dieta</p><p>Ø Irrigar a sonda antes e ao</p><p>termino da</p><p>administração do</p><p>medicamento</p><p>Haloperidol</p><p>comprimido simples</p><p>Não interage com</p><p>alimentos8</p><p>Pode ser administrado</p><p>sem ou com alimentos</p><p>para ↓ o desconforto</p><p>gastrintestinal8,17,18</p><p>Ø Pode triturar</p><p>Ø Quando administrado junto com</p><p>a dieta há risco de precipitação,</p><p>devido ao pH ácido (pH ˂ 3,5)</p><p>Ø Diluir em 10 ml de água.</p><p>Pausar a dieta e irrigar a</p><p>sonda antes e após a</p><p>administração do</p><p>medicamento</p><p>Hidralazina</p><p>drágea</p><p>O alimento não afeta</p><p>significativamente sua</p><p>absorção8</p><p>Por via oral, administrar</p><p>com o alimento8</p><p>Ø Pode triturar, entretanto, poderá</p><p>apresentar perda do princípio</p><p>ativo durante este processo.</p><p>Ø A administração via sonda NE</p><p>ou sonda NG poderá reduzir a</p><p>concentração plasmática do</p><p>fármaco em 46% a 80%.</p><p>Ø Recomenda-se a utilização</p><p>do injetável</p><p>Por sonda, pausar a dieta</p><p>pelo maior tempo possível</p><p>(risco de ↓ a absorção do</p><p>fármaco)8</p><p>Hidroclorotiazida</p><p>comprimido simples</p><p>Os alimentos pode ↓ sua</p><p>biodisponibilidade. Pode</p><p>alterar excreção de Zn. Em</p><p>seis meses, pode ↓ o nível</p><p>sérico do Zn5</p><p>Depleta Na, Cl, K, Mg, Zn e</p><p>riboflavina9</p><p>Ø Administrar o</p><p>medicamento com</p><p>estômago vazio, 1h</p><p>antes ou 2h após a</p><p>refeição10</p><p>Pode triturar</p><p>Pausar a dieta e irrigar a sonda</p><p>antes e após a administração</p><p>do medicamento</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 109</p><p>DENOMINAÇÃO GENÉRICA INTERAÇÃO TEÓRICA MANEJO CLÍNICO (VIA</p><p>ORAL)</p><p>ADMINISTRAÇÃO VIA</p><p>SONDA</p><p>MANEJO CLÍNICO (VIA</p><p>SONDA)</p><p>OBS</p><p>Hidroxicloroquina</p><p>comprimido simples</p><p>O alimento ↑ sua</p><p>biodisponibilidade8</p><p>Administrar o</p><p>medicamento com</p><p>alimento ou leite8 OBS.:</p><p>sua administração via</p><p>sonda NÃO é</p><p>recomenda (risco de</p><p>obstrução)8</p><p>Ø Não triturar</p><p>Ø Devido ao revestimento do</p><p>comprimido, NÃO é</p><p>recomendado sua</p><p>administração via sondo devido</p><p>ao risco de obstrução. Caso</p><p>necessário, triturar e diluir bem</p><p>em água</p><p>Pausar a dieta e irrigar a</p><p>sonda antes e após a</p><p>administração do</p><p>medicamento</p><p>Hidróxido de Alumínio</p><p>suspensão oral</p><p>A presença de alguns</p><p>alimentos pode interferir</p><p>no seu efeito8</p><p>Ø Como antiácido,</p><p>DEVE ser</p><p>administrado de 1h</p><p>a 3h depois da</p><p>refeição8</p><p>Pode ser administrado8</p><p>Pausar a dieta e irrigar a</p><p>sonda antes e após a</p><p>administração do</p><p>medicamento</p><p>Hioscina ou escopolamina</p><p>solução oral</p><p>Não interage com</p><p>alimentos8</p><p>Pode ser administrado</p><p>Ø sem ou com</p><p>alimentos8</p><p>Pode ser administrado8 Não é necessário pausar a</p><p>dieta</p><p>Indometacina</p><p>cápsula</p><p>O alimento retarda sua</p><p>absorção, mas é clinicamente</p><p>insignificante8</p><p>Administrar o</p><p>medicamento com</p><p>Ø alimentos para ↓ a</p><p>irritação no TGI8,17,18</p><p>NÃO é recomendado, pois o fármaco</p><p>é pouco solúvel em água8</p><p>Considerar a apresentação de</p><p>supositório8,20</p><p>Ivermectina</p><p>comprimido simples</p><p>Ø O alimento ↑ sua</p><p>biodisponibilidade,</p><p>podendo chegar a</p><p>níveis tóxicos8. Já o</p><p>fabricante, relata que os</p><p>efeitos da alimentação</p><p>na disponibilidade</p><p>sistêmica não foram</p><p>estudados21</p><p>É preferível administrar o</p><p>comprimido em</p><p>jejum8,17,18</p><p>Ø Não triturar</p><p>Ø Não há estudos sobre eficácia,</p><p>segurança e farmacocinética</p><p>Considerar outra estratégia</p><p>farmacológica</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 110</p><p>DENOMINAÇÃO GENÉRICA INTERAÇÃO TEÓRICA MANEJO CLÍNICO (VIA</p><p>ORAL)</p><p>ADMINISTRAÇÃO VIA</p><p>SONDA</p><p>MANEJO CLÍNICO (VIA</p><p>SONDA)</p><p>OBS</p><p>Lactulose</p><p>xarope</p><p>↑ a absorção de Ca e Mg10</p><p>Pode ser administrado</p><p>sem ou com alimentos8</p><p>Os xaropes são considerados</p><p>fisicamente incompatíveis com a</p><p>dieta enteral6</p><p>Se não houver alternativa,</p><p>diluir o xarope com 10 a</p><p>30mL de água2,6,8,</p><p>interromper a nutrição</p><p>enteral e, lavar o tubo com</p><p>30mL de água antes e</p><p>depois6</p><p>Levodopa + carbidopa</p><p>comprimido simples</p><p>Dieta hiperproteica e/ou</p><p>alto teor de Vit B6 PODE</p><p>impedir sua absorção,</p><p>conduzindo à perda de</p><p>eficácia e flutuações de</p><p>sintomas de Parkison1,8</p><p>Considerar aumento</p><p>da dose de</p><p>levodopa1</p><p>Pode triturar</p><p>Pausar a dieta e administrar</p><p>1 h antes ou 2 horas após o</p><p>seu reinicio</p><p>Levofloxacino</p><p>comprimido simples</p><p>Ocorre ↓ do nível sérico</p><p>quando administrado junto</p><p>de alimentos1,2,6</p><p>Administrar 2 horas</p><p>antes da ingestão</p><p>de produtos lácteos</p><p>ou ricos em cálcio</p><p>Ø Pode triturar</p><p>Ø A administração junto com NE</p><p>reduz sua absorção em até 25%</p><p>devido á complexação com íons</p><p>Ca, Zn, Mg e Al</p><p>Ø Interromper a NE 1h</p><p>antes e reiniciá-la 1 a 2h</p><p>depois6,7</p><p>Ø Considerar a via</p><p>parenteral2,6</p><p>Levomepromazina</p><p>comprimido simples</p><p>solução oral</p><p>Não interage com</p><p>alimentos8</p><p>Pode ser administrado</p><p>sem ou com alimentos8</p><p>Pode triturar</p><p>Não é necessário pausar a</p><p>dieta</p><p>Losartana</p><p>comprimido simples</p><p>Ø O alimento não</p><p>afeta os níveis séricos</p><p>do fármaco8</p><p>Ø Em curto prazo, pode</p><p>induzir depleção</p><p>urinária de Zn, bem</p><p>como redução do</p><p>seu nível sérico5</p><p>Ø Pode ser</p><p>adminstrado sem ou</p><p>com alimentos8</p><p>Pode triturar</p><p>Não é necessário pausar a</p><p>dieta</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 111</p><p>DENOMINAÇÃO GENÉRICA INTERAÇÃO TEÓRICA MANEJO CLÍNICO (VIA</p><p>ORAL)</p><p>ADMINISTRAÇÃO VIA</p><p>SONDA</p><p>MANEJO CLÍNICO (VIA</p><p>SONDA)</p><p>OBS</p><p>Metformina</p><p>comprimido simples</p><p>Ø Os alimentos ↑ sua</p><p>absorção8,10</p><p>Ø ↓ a absorção de</p><p>glicose (em pequena</p><p>quantidade) e ↓ a</p><p>neoglicogênese10</p><p>Administrar o</p><p>medicamento com</p><p>alimentos para ↑ sua</p><p>absorção e minimizar</p><p>efeitos adversos8,10</p><p>Ø Pode triturar</p><p>Ø Pulverizar e dispersar em 20 ml</p><p>de água</p><p>Não é necessário pausar a</p><p>dieta</p><p>Mebendazol</p><p>comprimido simples</p><p>suspensão oral</p><p>O alimento ↑sua absorção8</p><p>Administrar o</p><p>medicamento</p><p>com alimentos8</p><p>Ø Pode triturar</p><p>Ø Administrar a solução</p><p>diretamente sem diluição</p><p>Não é necessário pausar a</p><p>dieta</p><p>Metildopa</p><p>comprimido revestido</p><p>Ø Os alimentos ↓ sua</p><p>concentração in vitro14</p><p>Ø Dieta hiperproteica</p><p>pode ↓ sua</p><p>absorção9</p><p>Ø ↓ absorção de</p><p>folacina e</p><p>cobalamina9</p><p>Administrar sem ou</p><p>com alimentos 8,9</p><p>Pode triturar</p><p>Por via sonda, parar a NE</p><p>por 1 a 2h antes e reiniciá-</p><p>la por 1 a 2h depois14</p><p>Metoclopramida</p><p>solução oral</p><p>Não interage com</p><p>alimentos8</p><p>Administrar o</p><p>medicamento 30</p><p>minutos antes das</p><p>refeições e ao deitar</p><p>Administrar preferencialmente a</p><p>solução oral</p><p>Pausar a NE 30 a 60</p><p>minutos antes8,17,18</p><p>Midazolam</p><p>solução oral</p><p>O alimento não afeta sua</p><p>farmacocinética8</p><p>Pode ser administrado</p><p>sem ou com alimentos.</p><p>Em caso de sedação</p><p>para procedimentos,</p><p>administrar em jejum8</p><p>Pode ser administrado8</p><p>Não é necessário pausar a</p><p>dieta</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 112</p><p>Metronidazol</p><p>comprimido</p><p>suspensão oral</p><p>Ø Nutrientes retarda sua</p><p>absorção, mas não</p><p>interfere na</p><p>concentração</p><p>plasmática8,10</p><p>Ø O fármaco ↓ a 10</p><p>absorção de Vit B12</p><p>Ø Administrar o</p><p>medicamento em</p><p>jejum,</p><p>preferencialmente</p><p>1h antes do</p><p>alimento8. Em caso</p><p>de desconforto,</p><p>pode ser</p><p>administrado com a</p><p>refeição para ↓ o</p><p>desconforto no</p><p>TGI8,10</p><p>Ø Beber</p><p>bastante água4</p><p>Ø Pode triturar</p><p>Ø Fazer uso preferencialmente da</p><p>suspensão oral</p><p>Pausar a dieta e administrar</p><p>1h antes ou 2h após o seu</p><p>reinicio</p><p>DENOMINAÇÃO</p><p>GENERICA</p><p>INTERAÇÃO TEÓRICA MANEJO CLÍNICO (VIA</p><p>ORAL)</p><p>ADMINISTRAÇÃO VIA</p><p>SONDA</p><p>MANEJO CLÍNICO (VIA</p><p>SONDA)</p><p>OBS</p><p>Morfina</p><p>comprimido simples</p><p>Ø Nutrientes retarda sua</p><p>absorção, mas não</p><p>interfere na</p><p>concentração</p><p>plasmática8,10</p><p>Ø Apresenta variação de</p><p>compatibilidade com</p><p>a</p><p>NE14</p><p>Pode ser administrado</p><p>sem ou com alimentos</p><p>8,10</p><p>Pode triturar</p><p>Não é necessário pausar a</p><p>dieta</p><p>Naproxeno</p><p>comprimido simples</p><p>O alimento pode retardar</p><p>sua absorção, mas não</p><p>de forma clinicamente</p><p>significativa8</p><p>Pode ser administrado</p><p>sem ou com alimentos,</p><p>mas prefere-se</p><p>administrar com</p><p>alimentos, a fim de</p><p>minimizar efeitos</p><p>adversos no TGI8,17,18</p><p>Pode triturar</p><p>Não é necessário pausar a</p><p>dieta</p><p>Medicamen</p><p>to não</p><p>padronizado</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 113</p><p>Nifedipino</p><p>Cápsula/</p><p>comprimido revestido</p><p>Ø Os alimentos ↑ o</p><p>tempo de ação do</p><p>comprimido simples e,</p><p>dieta hiperlipídica ↑ a</p><p>absorção e a</p><p>concentração do</p><p>comprimido de</p><p>liberação controlada,</p><p>podendo</p><p>desencadear efeitos</p><p>tóxicos 8</p><p>Ø Depleta Ca, Vit C e D9</p><p>Ø Comprimido de</p><p>liberação imediata</p><p>DEVE ser</p><p>administrado com</p><p>alimento e, o</p><p>comprimido de</p><p>liberação</p><p>prolongada, DEVE</p><p>ser administrado</p><p>em jejum e Evitar o</p><p>consumo de</p><p>gengibre, ginco,</p><p>ginseng e alcaçuz10</p><p>Ø O comprimido de liberação</p><p>imediata pode ser triturado</p><p>Ø Não é aconselhável a utilização</p><p>da cápsula, pois a extração do</p><p>conteúdo pode ser incompleta,</p><p>bem como aderir-se a parede</p><p>da sonda causando obstrução</p><p>Ø O comprimido de liberação</p><p>prolongada NÃO DEVE ser</p><p>triturado para ser administrado</p><p>via sonda8</p><p>Pausar a dieta e</p><p>administrar 1h antes ou 2h</p><p>após o seu reinicio</p><p>Norfloxacino</p><p>comprimido simples</p><p>Ø Pode ocorrer</p><p>diminuição do nível</p><p>sérico quando</p><p>administrado junto de</p><p>alimentos1,2,6,8</p><p>DEVE ser administrado</p><p>1h antes ou 2h após a</p><p>refeição8</p><p>Derivados do leite</p><p>reduzem absorção</p><p>Ø Pode triturar</p><p>Ø A administração com NE</p><p>reduz sua absorção em</p><p>até 25% devido a sua</p><p>afinidade por Ca, Zn e Mg</p><p>Interromper a NE 1h</p><p>antes e reiniciá-la 1h a</p><p>2h depois6,7,8</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>DENOMINAÇÃO GENÉRICA INTERAÇÃO TEÓRICA MANEJO CLÍNICO (VIA</p><p>ORAL)</p><p>ADMINISTRAÇÃO VIA</p><p>SONDA</p><p>MANEJO CLÍNICO (VIA</p><p>SONDA)</p><p>OBS</p><p>Óleo mineral</p><p>Ø A presença do</p><p>alimento não interfere</p><p>na ação do</p><p>medicamento8</p><p>Ø ↓ biodisponibilidade de</p><p>Ca, P, K e Vit</p><p>lipossolúveis (A, D, E e</p><p>K)10,17,18</p><p>Ø Administrar sem ou</p><p>com alimentos, mas</p><p>prefere-se em jejum,</p><p>2h antes ou 2h</p><p>depois das</p><p>refeições para</p><p>melhorar seu</p><p>efeito8,17,18</p><p>Ø Ou, ingerir</p><p>juntamente com</p><p>alimentos pobres</p><p>nos nutrientes</p><p>citados e, não</p><p>consumir próximo a</p><p>hora de dormir10</p><p>Pode ser administrado8</p><p>Ø Não recomendado,</p><p>risco de obstrução</p><p>da sonda</p><p>Ø Caso necessário diluir</p><p>em 100 ml de água</p><p>Omeprazol</p><p>cápsula</p><p>Ø ↓ absorção de Fe e Vit 10,17,18</p><p>B12</p><p>Ø Interação benéfica:</p><p>suco de laranja ou</p><p>maçã7,8</p><p>Administrar os</p><p>comprimidos em jejum,</p><p>30 a 60 minutos antes</p><p>do café. Caso haja</p><p>dificuldade de</p><p>deglutição, podem ser</p><p>dispersos em água ou</p><p>suco de fruta (laranja,</p><p>maçã, tomate), e as</p><p>cápsulas podem ser</p><p>abertas e seus grânulos</p><p>misturados</p><p>em papa</p><p>de maçã</p><p>Ø Evitar uso de erva- de-</p><p>são-joão e ginko10</p><p>Ø Não triturar8,17,18</p><p>Ø A forma farmacêutica cápsula</p><p>NÃO é recomendada por via</p><p>sonda. Neste caso, recomenda-</p><p>se administrar o Losec Mups® ou</p><p>Nexium® via SNG, diluído em</p><p>água ou suco em 30 minutos, e</p><p>pausar a NE pelo maior tempo</p><p>possível8</p><p>Ø Considerar via parenteral2,6</p><p>Pausar a NE pelo maior</p><p>tempo possível8</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 115</p><p>DENOMINAÇÃO GENÉRICA INTERAÇÃO TEÓRICA MANEJO CLÍNICO (VIA</p><p>ORAL)</p><p>ADMINISTRAÇÃO VIA</p><p>SONDA</p><p>MANEJO CLÍNICO (VIA</p><p>SONDA)</p><p>OBS</p><p>Paracetamol</p><p>comprimido simples</p><p>solução oral</p><p>Sem interação com</p><p>alimentos8</p><p>Ø Administrar sem ou</p><p>com o alimento8</p><p>Ø Ou, administrar</p><p>com estômago</p><p>vazio, 1h antes ou</p><p>2h depois das</p><p>refeições ou com</p><p>alimentos pobres</p><p>em carboidrato</p><p>e pectina9,10</p><p>Ø Pode triturar</p><p>Ø NE hiperglicídica e rica em</p><p>pectina PODEM retardar a</p><p>absorção do fármaco8,9,10</p><p>Ø Não é necessário pausar</p><p>a dieta</p><p>Ø Dar preferencia a</p><p>solução oral</p><p>Pirazinamida</p><p>comprimido combinado</p><p>suspensão oral</p><p>Alimentos e antiácidos</p><p>causam pouco impacto</p><p>em sua absorção8</p><p>Recomenda-se</p><p>administrar o</p><p>medicamento por via</p><p>oral em jejum8</p><p>Ø Pode triturar,</p><p>Ø Diluir em volume adequado de</p><p>água para evitar risco de</p><p>obstrução da sonda</p><p>Ø Dar preferencia a suspensão</p><p>oral</p><p>Pausar a NE pelo maior</p><p>tempo possível8</p><p>Pirimetamina</p><p>comprimido simples</p><p>Ainda não se sabe sobre</p><p>possível interferência</p><p>negativa de alimentos na</p><p>absorção da pirimetamina12</p><p>Pode ser administrado</p><p>com alimentos para ↓ o</p><p>desconforto</p><p>gastrintestinal12,17,18</p><p>Pode triturar</p><p>Recomenda-se administrar</p><p>o medicamento junto com</p><p>a NE</p><p>Poliestirenossulfonato de</p><p>cálcio</p><p>granulado</p><p>Dado não disponível na</p><p>literatura consultada</p><p>Não deve ser</p><p>administrado com suco</p><p>de frutas8</p><p>Pode ser administrado via SNG8</p><p>Risco de obstrução,</p><p>considerar a via retal7</p><p>Praziquantel</p><p>comprimido simples</p><p>Suco de grapefruit</p><p>(toranja) PODE ↑ sua</p><p>quantidade no</p><p>sangue13</p><p>Os comprimidos</p><p>DEVEM ser ingeridos</p><p>inteiros, durante as</p><p>refeições, com um</p><p>pouco de líquido8. SE</p><p>NECESSÁRIO, podem ser</p><p>dissolvidos e</p><p>administrados por SNG13</p><p>Ø SE NECESSÁRIO, podem</p><p>ser dissolvidos e administrados</p><p>por SNG13,20</p><p>Dado não disponível na</p><p>literatura consultada</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 116</p><p>DENOMINAÇÃO GENÉRICA INTERAÇÃO TEÓRICA MANEJO CLÍNICO (VIA</p><p>ORAL)</p><p>ADMINISTRAÇÃO VIA</p><p>SONDA</p><p>MANEJO CLÍNICO (VIA</p><p>SONDA)</p><p>OBS</p><p>Prednisolona</p><p>solução oral</p><p>Ø O alimento não afeta o</p><p>efeito do</p><p>medicamento</p><p>8</p><p>Ø Alterações no Na, K e</p><p>glicemia1</p><p>Ø Miopatia devido ao</p><p>catabolismo de</p><p>proteínas; perda de</p><p>Ca; deficiência de</p><p>folato e bloqueio renal</p><p>de Vit</p><p>D9</p><p>Pode ser administrado</p><p>sem ou com alimento</p><p>para ↓ a irritação no</p><p>TGI</p><p>Pode ser administrado8</p><p>Ø Pausar a dieta enteral</p><p>e irrigar a sonda antes e</p><p>depois8</p><p>Ø Ajustar a NE conforme</p><p>necessidade8,9,10,17,1</p><p>8</p><p>Prednisona</p><p>comprimido simples</p><p>Ø O alimento não afeta o</p><p>efeito do</p><p>medicamento</p><p>8</p><p>Ø Alterações no Na, K e</p><p>glicemia1</p><p>Ø Miopatia devido ao</p><p>catabolismo de</p><p>proteínas; perda de</p><p>Ca; deficiência de</p><p>folato e bloqueio renal</p><p>de Vit</p><p>D9</p><p>Pode ser administrado</p><p>sem ou com alimento</p><p>para ↓ a irritação no</p><p>TGI e, ajustar a NE</p><p>conforme</p><p>necessidade8,9,10</p><p>Pode triturar</p><p>Ø Pausar a dieta enteral</p><p>e irrigar a sonda antes e</p><p>depois8</p><p>Ø Ajustar a NE conforme</p><p>necessidade8,9,10,17,1</p><p>8</p><p>Progesterona</p><p>cápsula de gelatina</p><p>Ø Recomenda-se que</p><p>sua administração</p><p>via oral seja feita</p><p>com um copo</p><p>d’água, em jejum e</p><p>preferencialmente</p><p>à noite, antes de</p><p>dormir</p><p>Ø Não triturar</p><p>Ø Não foi possível encontrar</p><p>informações referentes à sua</p><p>administração por via sonda,</p><p>entretanto, como se trata de</p><p>uma cápsula mole, algumas</p><p>literaturas sugerem não</p><p>Considerar a via vaginal15</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 117</p><p>Propatilnitrato</p><p>comprimido simples</p><p>Dado não disponível na</p><p>literatura consultada</p><p>DEVE ser dissolvido sob</p><p>a língua ou na</p><p>cavidade bucal16</p><p>Dado não disponível na literatura</p><p>consultada</p><p>Dado não disponível na</p><p>literatura consultada</p><p>Prometazina</p><p>comprimido simples</p><p>Dado não disponível na</p><p>literatura consultada</p><p>Considerar sua</p><p>administração com</p><p>alimentos para ↓ a irritação</p><p>no TGI8,17,18</p><p>Ø Não triturar</p><p>Ø O medicamento pode ser</p><p>dissolvido em volume</p><p>adequado de água para</p><p>administração via sonda (uso</p><p>imediato)8</p><p>Pausar a dieta antes da</p><p>administração8</p><p>Propiltiouracil</p><p>comprimido simples</p><p>Dado não disponível na</p><p>literatura consultada</p><p>Administrar com</p><p>alimentos8,17,18</p><p>Ø Pode triturar</p><p>Ø Pode ser administrado via</p><p>sonda8</p><p>Pausar a dieta antes da</p><p>administração do</p><p>medicamento8</p><p>Propranolol</p><p>comprimido simples</p><p>Ø A presença do</p><p>alimento favorece sua</p><p>biodisponibilidade8,17,18</p><p>Ø Vit C em dose alta</p><p>(ex.: 2g) ↓ sua</p><p>absorção e</p><p>metabolismo17,18</p><p>Ø Por via oral, pode</p><p>ser administrado</p><p>sem ou com</p><p>alimento8</p><p>• Droga lipossolúvel,</p><p>ingerir com fonte</p><p>de gordura ou</p><p>proteína. NÃO</p><p>ingerir com fonte</p><p>de Ca9 e evitar o</p><p>consumo de</p><p>alcaçuz10</p><p>Pode triturar</p><p>Apesar de ser compatível</p><p>com a NE14, sugere-se</p><p>pausar a mesma pelo maior</p><p>tempo possível8</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 118</p><p>Ranitidina</p><p>comprimido simples</p><p>xarope</p><p>Ø O alimento não afeta a</p><p>absorção do</p><p>medicamento</p><p>Ø ↓ a absorção de Vit 10 17,18</p><p>B12 e Fe</p><p>Ø Suplementos de Mg,</p><p>Fe, Al e folato,</p><p>polivitamínicos</p><p>contendo minerais ou</p><p>antiácidos contendo Al</p><p>e Mg podem ↓ sua</p><p>absorção10,17,18</p><p>Ø Pode ser</p><p>administrado sem</p><p>ou com</p><p>alimentos8,17,18</p><p>Ø Limitar o consumo</p><p>de cafeína e</p><p>xantinas10</p><p>Não triturar, pois o comprimido</p><p>possui revestimento e excipientes</p><p>que podem obstruir a sonda8</p><p>Ø Dar preferencia a</p><p>apresentação</p><p>oral</p><p>Ø Diluir com 20 ml de</p><p>água para cada 10 ml</p><p>de xarope</p><p>Ø Pausar a dieta enteral</p><p>e reiniciar após a</p><p>administração do</p><p>medicamento8</p><p>Rifampicina</p><p>cápsula</p><p>comprimido combinado</p><p>suspensão oral</p><p>Ø A presença de</p><p>alimentos ↓ sua</p><p>absorção e</p><p>concentração</p><p>plasmática8,17,18</p><p>Ø Pode ↑ o metabolismo</p><p>de Vit D17,18</p><p>Ø Por via oral,</p><p>administrar o</p><p>medicamento 1h</p><p>antes ou 2h após as</p><p>refeições8,17,18</p><p>Ø Pode necessitar de</p><p>suplementação de</p><p>Vit D17,18</p><p>Não triturar, pois não há estudos</p><p>sobre a eficácia, segurança e</p><p>biodisponibilidade</p><p>Preferir a suspensão e,</p><p>pausar a NE 1h antes e</p><p>reiniciá-la após 2h8</p><p>Risperidona Ø pode ser</p><p>administrado com</p><p>ou sem a presença</p><p>de alimentos</p><p>a solução oral pode</p><p>ser administrada com</p><p>leite, sucos, agua,</p><p>café.</p><p>Os comprimidos não</p><p>devem ser partidos8</p><p>Pode triturar</p><p>Administrar</p><p>preferencialmente a</p><p>sol.oral.Risco</p><p>de Obstrução da</p><p>sonda.</p><p>Os comprimidos podem ser</p><p>triturados e misturados em</p><p>volume da água adequado.</p><p>Uso imediato.8,</p><p>Pausar a dieta enteral 1h</p><p>antes e 1h após a</p><p>administração8</p><p>Secnidazol</p><p>comprimido simples</p><p>Administrar com</p><p>alimentos para</p><p>evitar efeitos gastrintestinais,</p><p>preferencialmente à noite</p><p>Dar preferência a suspensão ORAL</p><p>Pausar a dieta enteral</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 119</p><p>DENOMINAÇÃO GENERICA INTERAÇÃO TEÓRICA MANEJO VIA ORAL ADMINISTRAÇÃO</p><p>VIA SONDA</p><p>MANEJO CLINICA VIA SONDA OBS</p><p>Sertralina Ø pode ser</p><p>administrado com</p><p>ou sem a presença</p><p>de alimentos, em</p><p>dose única pela</p><p>manha ou à noite</p><p>Triturar na falta de</p><p>alternativas de</p><p>administração.</p><p>Risco de obstrução da sonda.</p><p>Diluir em 10 ml de água e</p><p>administrar imediatamente.</p><p>Sildenafila (cloridrato)</p><p>comprimido simples</p><p>Dieta hiperlipídica interfere</p><p>em sua farmacocinética,</p><p>retardando a absorção e a</p><p>concentração máxima8,17,18</p><p>Pode ser administrado</p><p>sem ou com</p><p>alimentos8,17,18</p><p>Ø Pode triturar8</p><p>Ø Dissolve em água (uso</p><p>imediato)8</p><p>Pausar a dieta na hora da</p><p>administração.8</p><p>Sinvastatina</p><p>comprimido simples</p><p>Alimentos maximiza sua</p><p>absorção3,10</p><p>Ø Pode ser administra</p><p>com ou sem</p><p>alimentos, à noite8</p><p>Ø Evitar o uso de erva-</p><p>de-são-joão e,</p><p>torange ↓ sua</p><p>biodispoibilidade10</p><p>Pode triturar</p><p>Irrigar a sonda antes e</p><p>após a administração do</p><p>medicamento</p><p>Sulfametoxazol +</p><p>Trimetoprima</p><p>comprimido simples</p><p>suspensão oral</p><p>Ø O alimento não interfere</p><p>no seu efeito8</p><p>Ø Interfere no metabolismo</p><p>do folato9</p><p>Ø Administrar com ou</p><p>sem alimentos8,17,18</p><p>Ø Ajustar a NE</p><p>conforme</p><p>necessidade do</p><p>folato9,17,18</p><p>Ø Não triturar, pode causar a</p><p>obstrução da sonda,</p><p>recomenda-se o uso da</p><p>suspensão</p><p>Ø Pausar a dieta enteral na</p><p>hora da administração8</p><p>Ø Ajustar a NE conforme</p><p>necessidade do folato.</p><p>Sulfassalazina</p><p>comprimido revestido</p><p>Dado não disponível na</p><p>literatura consultada</p><p>Administrar durante as</p><p>refeições para ↓ os</p><p>efeitos de intolerância</p><p>gastrintestinal8,17,18</p><p>Ø Recomenda-se</p><p>fazer</p><p>suplementação de</p><p>folato17,18</p><p>Administrar Fe e folato</p><p>separadamente</p><p>Não triturar8</p><p>Caso seja necessário,</p><p>diluir e pausar a dieta</p><p>enteral8</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 120</p><p>DENOMINAÇÃO GENÉRICA INTERAÇÃO TEÓRICA MANEJO CLÍNICO (VIA</p><p>ORAL)</p><p>ADMINISTRAÇÃO VIA SONDA MANEJO CLÍNICO (VIA</p><p>SONDA)</p><p>OBSERVA-</p><p>-ÇÃO</p><p>Sulfato ferroso</p><p>Comprimido simples</p><p>Solução oral</p><p>Ø A presença de</p><p>alimentos ↓ sua</p><p>absorção, podendo</p><p>chegar a 50%8,17,18</p><p>Ø Vit C favorece sua</p><p>absorção8</p><p>Ø Em altas doses ↓ a</p><p>absorção de Zn17,18</p><p>Ø Pode ser</p><p>administrado entre</p><p>as refeições, 30</p><p>minutos antes, com</p><p>água ou suco de</p><p>laranja para ↓ a</p><p>irritação no TGI,</p><p>sobretudo, nos</p><p>pacientes com</p><p>úlcera, enterites e</p><p>outros problemas do</p><p>gênero8</p><p>Ø Evitar</p><p>coadministração de</p><p>derivados lácteos,</p><p>fibras, antiácidos e</p><p>suplementos de Ca,</p><p>Zn, Mg e Cu, pausar</p><p>a NE por 1h antes ou</p><p>2h depois8,17,18</p><p>Ø Avaliar</p><p>suplementação de</p><p>Zn17,18</p><p>Não triturar a drágea8</p><p>Ø Dar preferência à</p><p>apresentação líquida</p><p>Ø Caso necessário,</p><p>coadministrar com a</p><p>NE para reduzir os</p><p>efeitos no TGI8</p><p>Tenoxicam</p><p>comprimido simples</p><p>A presença de alimentos</p><p>não afeta</p><p>Administrar o</p><p>medicamento sem ou</p><p>com alimentos</p><p>Não triturar, risco de obstrução8</p><p>Sua administração via</p><p>sonda NÃO é</p><p>recomendado8, considerar</p><p>Ticlopidina</p><p>comprimido revestido</p><p>A presença de alimentos</p><p>favorece sua</p><p>biodisponibilidade em até</p><p>20%8</p><p>Administrar o</p><p>medicamento com</p><p>alimentos ou logo após8</p><p>Não triturar</p><p>Considerar outra estratégia</p><p>farmacológica</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 121</p><p>Tiroxina (Levotiroxina)</p><p>comprimido simples</p><p>Ø Dietas ricas em fibra</p><p>diminui sua</p><p>absorção1,17,18</p><p>Ø Suplemento de Fe, Ca ou</p><p>Mg podem ↓ a absorção</p><p>do fármaco9,17,18</p><p>Ø Administrar o</p><p>medicamento com</p><p>estômago vazio, 30 a</p><p>60 minutos antes do</p><p>café da</p><p>manhã8,9,17,18</p><p>Ø Em caso de</p><p>suplementação de</p><p>Fe, Ca ou Mg, dar</p><p>um intervalo de 4</p><p>horas para</p><p>administrar o</p><p>medicamento9,17,18</p><p>Ø Pode triturar</p><p>Ø Ocorre redução de sua absorção</p><p>por perda do fármaco junto à</p><p>parede da sonda e competição</p><p>pelo alimento administrado</p><p>através do tubo enteral1,8,17,18</p><p>Via sonda, pausar a NE por</p><p>1h antes e reiniciá-la 1h</p><p>depois8</p><p>Tiroxina (Levotiroxina)</p><p>comprimido simples</p><p>Ø Dietas ricas em fibra</p><p>diminui sua</p><p>absorção1,17,18</p><p>Ø Suplemento de Fe, Ca ou</p><p>Mg podem ↓ a absorção</p><p>do fármaco9,17,18</p><p>Ø Administrar o</p><p>medicamento com</p><p>estômago vazio, 30 a</p><p>60 minutos antes do</p><p>café da</p><p>manhã8,9,17,18</p><p>Ø Em caso de</p><p>suplementação de</p><p>Fe, Ca ou Mg, dar</p><p>um intervalo de 4</p><p>horas para</p><p>administrar o</p><p>medicamento</p><p>Ø Pode triturar</p><p>Ø Ocorre redução de sua absorção</p><p>por perda do fármaco junto à</p><p>parede da sonda e competição</p><p>pelo alimento administrado</p><p>através do tubo enteral1</p><p>Via sonda, pausar a NE por</p><p>1h antes e reiniciá-la 1h</p><p>depois8</p><p>Topiramato Ø pode ser</p><p>administrado sem ou com a</p><p>presença de alimentos.8</p><p>Ø os comprimidos</p><p>de liberação</p><p>imediata</p><p>podem ser</p><p>diluídos em</p><p>água embora o</p><p>gosto seja</p><p>muito amargo8</p><p>pode ser triturado e dissolvidos em 5 ou 10</p><p>ml de água. Uso imediato8</p><p>Pausar a dieta enteral</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 122</p><p>DENOMINAÇÃO GENÉRICA INTERAÇÃO TEÓRICA MANEJO CLÍNICO (VIA</p><p>ORAL)</p><p>ADMINISTRAÇÃO VIA SONDA MANEJO CLÍNICO (VIA</p><p>SONDA)</p><p>OBSERVA-</p><p>-ÇÃO</p><p>Tramadol</p><p>Cápsula</p><p>A presença de alimentos não</p><p>afeta significativamente a</p><p>farmacocinética do</p><p>medicamento8</p><p>Administrar sem ou com</p><p>alimentos8,17,18</p><p>Ø As cápsulas podem ser abertas e o</p><p>conteúdo dissolvido em água</p><p>Irrigar a sonda antes e ao</p><p>termino da administração do</p><p>medicamento</p><p>Ø cápsulas retard ou</p><p>comprimidos de liberação</p><p>prolongada NÃO DEVEM ser</p><p>administrados via sonda8</p><p>Verapamil</p><p>Comprimido simples</p><p>Ø A presença de</p><p>alimentos não afeta</p><p>significativamente a</p><p>farmacocinética do</p><p>medicamento8</p><p>Ø Depleta Ca, Vit C e D9</p><p>Administrar sem ou</p><p>com alimentos. Em</p><p>caso de desconforto</p><p>gastrintestinal,</p><p>considerar</p><p>coadministrar com</p><p>alimento8,9</p><p>Pode triturar</p><p>Não é necessário pausar a</p><p>dieta</p><p>DENOMINAÇÃO GENÉRICA INTERAÇÃO TEÓRICA MANEJO CLÍNICO (VIA</p><p>ORAL)</p><p>ADMINISTRAÇÃO VIA SONDA MANEJO CLÍNICO (VIA</p><p>SONDA)</p><p>OBSERVA-</p><p>-ÇÃO</p><p>Vitamina A + D</p><p>Solução oral</p><p>Dieta hiperlipídica favorece</p><p>a absorção de Vit A8,17,18</p><p>Administrar o</p><p>medicamento com</p><p>alimento8,17,18</p><p>Pode ser administrado8</p><p>Pausar a dieta enteral8</p><p>Vitamina B1 (Tiamina)</p><p>Comprimido simples</p><p>A presença de alimentos</p><p>não interfere na absorção</p><p>do medicamento8</p><p>Administrar o</p><p>medicamento com</p><p>alimentos8</p><p>Pode triturar8</p><p>Pausar a dieta enteral8</p><p>Vitamina C</p><p>Comprimido simples</p><p>Solução oral</p><p>Ø Não há dados na</p><p>literatura consultada</p><p>sobre a interferência de</p><p>alimentos na ação desse</p><p>fármaco8</p><p>Ø Pode ocorrer ↓ nos</p><p>níveis plasmáticos de 8</p><p>Vit B12</p><p>Administrar o</p><p>medicamento sem ou</p><p>com a presença de</p><p>alimentos8,17,18</p><p>Ø Pode triturar</p><p>Ø OBS.: o comprimido revestido NÃO</p><p>DEVE ser administrado via sonda,</p><p>risco de obstrução8</p><p>Ø Utilizar</p><p>preferencialmente a</p><p>solução oral8</p><p>Ø Não é necessário</p><p>pausar a dieta8</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 123</p><p>Vitaminas do complexo B</p><p>Comprimido revestido/</p><p>Solução oral</p><p>B1 - a presença do alimento</p><p>não interfere em sua</p><p>absorção8</p><p>B2 - a presença do alimento</p><p>não interfere em sua</p><p>absorção8</p><p>B1 - administrar com</p><p>alimentos8</p><p>B2 - administrar com</p><p>alimentos8</p><p>B3 - administrar com</p><p>alimentos não</p><p>gordurosos,</p><p>preferencialmente ao</p><p>deitar</p><p>Não triturar</p><p>Ø Utilizar</p><p>preferencialmente a</p><p>solução oral8</p><p>Ø Não é necessário</p><p>pausar a dieta8</p><p>Varfarina</p><p>comprimido simples</p><p>Ø Dieta rica em Vit K:</p><p>diminui a</p><p>anticoagulação. E os</p><p>constituintes da dieta</p><p>enteral reduzem a</p><p>absorção do</p><p>medicamento1,2</p><p>Ø Cebola crua, frita ou</p><p>cozida ↓ a agregação</p><p>plaquetária; Vit A e E</p><p>˃400UI/dia alteram o</p><p>tempo de protombina;</p><p>Vit C ˃5g/dia ↓ a</p><p>absorção do</p><p>fármaco9,17,18</p><p>Ø Adequar a ingestão</p><p>de Vit K de acordo</p><p>com as</p><p>recomendações e</p><p>manter a dieta com</p><p>conteúdo diário</p><p>constante9</p><p>Ø Considerar aumento de</p><p>dose ou usar um</p><p>anticoagulante</p><p>alternativo (exemplo:</p><p>heparina de baixo</p><p>peso molecular)2,6</p><p>Pode triturar</p><p>Pausar a dieta enteral 1h</p><p>antes e 1h após a</p><p>administração1,6,7</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>15. LISTA DE ABREVIATURAS</p><p>A/A = Ar Ambiente</p><p>A/C = Assisto/Controlada</p><p>A/E = A Esclarecer</p><p>ADEM = Encefalomielite Aguda Disseminada</p><p>AIT = Acidente Isquêmico Transitório</p><p>AMAN = Neuropatia Axonal Motora</p><p>AMSAN = Neuropatia Axonal Sensitivomotora Aguda</p><p>AO/RM/RV = Abertura Ocular/Resposta Motora/Resposta Verbal (Escala De Glasgow) AP =</p><p>Antecedentes Pessoais/Patológicos</p><p>AVE/AVC = Acidente Vascular Encefálico/Cerebral</p><p>AVEh/AVCh = Acidente Vascular Encefálico/Cerebral Hemorrágico</p><p>AVEi/AVCi = Acidente Vascular Encefálico/Cerebral Isquêmico</p><p>BEG = Bom Estado Geral</p><p>BIC = Bomba de Infusão Contínua</p><p>Bx = Biópsia</p><p>CA = Câncer</p><p>CATE = Cateterismo</p><p>CCC = Colecistectomia</p><p>COTE = Consciente, Orientado em Tempo e Espaço</p><p>CPRE = Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica</p><p>DC = Doença de Crohn</p><p>DLP = Dislipidemia</p><p>DM = Diabetes Mellitus</p><p>DPOC = Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica</p><p>DRGE = Doença do Refluxo Gastroesofágico</p><p>DVE = Derivação Ventricular Externa</p><p>DVP = Derivação Ventrículo-Peritonial</p><p>EAP = Edema Aguda de Pulmão</p><p>ECG = Eletrocardiograma</p><p>ECG/GCS = Escala de Coma de Glasgow</p><p>EDA = Endoscopia Digestiva Alta</p><p>EEG = Eletroencéfalograma</p><p>ELA = Esclerose Lateral Amiotrófica</p><p>EM = Esclerose Múltipla</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 125</p><p>ENMG = Eletroneuromiografia</p><p>ETE = Ecocardiograma Transesofágico</p><p>EV = Endovenoso</p><p>FA = Fibrilação Atrial</p><p>FAB = Ferimento por Arma Branca</p><p>FAF = Ferimento por Arma de Fogo</p><p>FC = Frequência Cardíaca</p><p>FR = Frequência Respiratória</p><p>Fx = Fratura</p><p>GDP = Gastroduodeno Pancreatectomia</p><p>GTM/GTT = Gastrostomia</p><p>HAS = Hipertensão Arterial Sistemica</p><p>HCC = Hepato Carcinoma Celular</p><p>HD = Hemodiálise</p><p>HD = Hipótese Diagnóstica</p><p>HDA = Hemorragia Digestiva Alta</p><p>HDB = Hemorragia Digestiva Baixa</p><p>HIC = Hipertensão Intracraniana</p><p>HIP = Hematoma Intraparenquimatoso</p><p>HIP = Hemorragia Intraparenquimatosa</p><p>HPMA = História Pregressa da Moléstia Atual</p><p>HSA = Hemorragia Subaracnóidea</p><p>HSD = Hemorragia Subdural</p><p>HT = Hemitórax</p><p>IAM = Infarto Agudo do Miocárdio</p><p>ICC = Insuficiência Cardíaca Congestiva</p><p>Ig = Imunoglobulina</p><p>INT = Intubação Nasotraqueal</p><p>IOT = Intubação Orotraqueal</p><p>IRA = Insuficiência Renal Aguda</p><p>IRC/DRC = Insuficiência/Doença Renal Crônica</p><p>IRpA = Insuficiência Respiratória Aguda (algumas unidades podem abrevia-lo de</p><p>IRA também)</p><p>ITU = Infecção do Trato Urinário</p><p>IV = Intravenoso</p><p>JJT = Jejunostomia</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 126</p><p>LE = Laparotomia Exploratória</p><p>LES = Lúpus Eritematoso Sistêmico</p><p>LNH = Linfoma Não-Hodgkin</p><p>LRA = Lesão Renal Aguda</p><p>MAV = Malformação Arteriovenosa</p><p>MID = Membro Inferior Direito</p><p>MIE = Membro Inferior Esquerdo</p><p>MMII = Membros Inferiores</p><p>MMSS = Membros Superiores</p><p>MSD = Membro Superior Direito</p><p>MSE = Membro Superior Esquerdo</p><p>Mx = Metástase</p><p>NBZ = Nebulização</p><p>NMO = Neuromielite Óptica</p><p>PA = Pressão Arterial</p><p>PAC = Pneumonia Adquirida na Comunidade</p><p>PAI = Pressão Arterial Invasiva</p><p>PAM = Pressão Arterial Média</p><p>PAV = Pneumonia Associada à Ventilação mecânica</p><p>PBE = Peritonite Bacteriana</p><p>PCR = Parada Cardiorrespiratória</p><p>PIA = Pressão Intra-Abdominal</p><p>PIC = Pressão Intracraniana</p><p>PIDC = Polirradiculoneuropatia Idiopática Desmielinizante Crônica</p><p>PNM = Pneumonia</p><p>PO = Pós-Operatório</p><p>POI = Pós-Operatório Imediato</p><p>POT = Pós-Operatório Tardio</p><p>PSV = Pressão Suporte Ventilatório</p><p>QP = Queixa Principal</p><p>RCP = Ressuscitação Cardiopulmonar</p><p>RCU = Retocolite Ulcerativa</p><p>RE = Respiração Espontânea</p><p>REG = Regular Estado Geral</p><p>RNC = Rebaixamento do Nível de Consciência</p><p>RNM = Ressonância Magnética</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 127</p><p>RNM = Ressonância Nuclear Magnética</p><p>RT = Radioterapia</p><p>SCA = Síndrome Coronariana Aguda</p><p>SGB = Síndrome de Guillain-Barré</p><p>SIC = Segundo Informações Colhidas</p><p>SIC = Síndrome do Intestino Curto</p><p>SIDA = Síndrome da Imunodeficiência Adquirida</p><p>SIRS = Síndrome da Resposta Inflamatória Aguda</p><p>SNE = Sonda Nasoenteral</p><p>SOE = Sonda Oroenteral</p><p>SVA = Sonda Vesical de Alívio</p><p>SVD = Sonda Vesical de Demora</p><p>TAB = Transtorno Afetivo Bipolar</p><p>TAG = Transtorno de Ansiedade Generalizado</p><p>TB = Tuberculose</p><p>TC = Tomografia computadorizada</p><p>TCE = Traumatismo cranioencefálico</p><p>TEP = Tromboembolismo Pulmonar</p><p>TQT = Traqueostomia</p><p>TRM = Trauma Raquimedular</p><p>TVP = Trombose de Veia Porta</p><p>TVP = Trombose Venosa Profunda</p><p>Tx = Transplante</p><p>UPP = Úlcera Por Pressão</p><p>USG = Ultrassonografia</p><p>VRG = Volume Residual Gástrico</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 128</p><p>16. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</p><p>Links para acesso:</p><p>1. COREMU UNIFESP: https://www.unifesp.br/reitoria/proec/regimento</p><p>2. http://www2.ebserh.gov.br/documents/220938/3187581/Manual+de+Dietas+Hospitalare</p><p>s+-FINAL+-+vers%C3%A3o+final.pdf/d2b72155-23ec-462a-aee4-19cb13db4e08</p><p>3. https://www.criticalcarenutrition.com/docs/qi_tools/NUTRIC%20Score%20portuguese%20</p><p>version.pdf</p><p>4. http://arquivos.braspen.org/journal/jan-fev-mar-2019/artigos/1-AO-Diga-nao-a-</p><p>desnutricao-kids.pdf</p><p>5. https://www.scielo.br/pdf/rpp/v31n2/05.pdf</p><p>6. https://www.pns.icict.fiocruz.br/arquivos/Novos/Procedimento%20Medidas%20Antropo</p><p>metricas.pdf</p><p>7. https://siteantigo.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/nutricao/composicao-</p><p>corporal/11632#</p><p>8. http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/alimentacao_nutricao_saude_familia.pdf</p><p>9. https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/pdfs/MANUAL-AVAL-NUTR2009.pdf</p><p>10. https://www.sbp.com.br/departamentos-cientificos/endocrinologia/graficos-de-</p><p>crescimento/</p><p>11. https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/recursos/valores-laboratoriais-</p><p>normais/exames-de-sangue-valores-normais</p><p>12. http://www2.ebserh.gov.br/documents/222842/1252791/Nutricao-</p><p>Protocolo_Adulto.pdf/a678c911-2e00-4cb5-9f80-25ce8668cc49</p><p>13. https://www.cfn.org.br/wp-content/uploads/resolucoes/Res_594_2017.htm</p><p>14. Heyland DK, Dhaliwal R, Jiang X, Day AG. Identifying critically ill patients who benefit the</p><p>most from nutrition therapy: the development and initial validation of a novel risk</p><p>assessment tool. Critical Care. 2011;15(6):R268</p><p>15. Manual de residência multiprofissional em nutrição – UNIFESP, 2018</p><p>16. Manual de Avaliação e Terapia Nutricional em Cardio-Pediatria – INCOR, 2019</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 129</p><p>17. Silva AFF, Campos DJ, Souza MH, Shieferdecker ME. Capacidade da terapia nutricional</p><p>enteral em fornecer as necessidades calórico-protéicas de pacientes hospitalizados.</p><p>Rev Bras Nutr Clín 2003;18(3):113-8</p><p>18. Watanabe S, Cukier C, Magnoni D, Guimaräes RN, Urenhiuki KL, Rauba A. Nutrição</p><p>enteral precoce reduz o tempo de internação hospitalar e melhora o reembolso diário</p><p>do Sistema Único de Saúde (SUS) ao hospital. Rev Bras Nutr Clin. 2002; 17:47-50</p><p>19. GUANABARA, C.; SOUZA, B.; SCORZA, C.S. Terapia Nutricional. In: Góis, A.F.T. (Coord).</p><p>Guia de Medicina Hospitalar. 1 ed. São Paulo: Atheneu, 2019, p. 25-31.</p><p>20. CASTRO E CARDOSO; PRATES; ANASTÁSIO. Fórmulas para nutrição enteral padrão e</p><p>modificada disponíveis no Brasil: Levantamento e classificação. BRASPEN J 2018; 33 (4):</p><p>402-17</p><p>21. Trikha A, Singh P. O paciente obstétrico crítico - conceitos recentes. Indian J</p><p>Anaesth . 2010; 54 (5): 421-427. doi: 10.4103 / 0019-5049.71041</p><p>22. CROCKETT, Seth; GREER, Katarina. American Gastroenterological Association Institute</p><p>Guideline on the Medical Management of Opioid-Induced Constipation.</p><p>Gastroenterology 2019; 156218-226</p><p>23. BORGES, Sérvulo Luiz; PINHEIRO, Bruno do Valle; PACE, Fabio Heleno de Lima an CHEBLI,</p><p>Julio Maria Fonseca. Diarréia nosocomial em unidade de terapia intensiva: incidência e</p><p>fatores de risco. Arq. Gastroenterol.2008,vol.45,n.2</p><p>24. AZEVEDO, Rodrigo Palácio de et al . Constipação intestinal em terapia intensiva.Rev.</p><p>bras. ter. intensiva, São Paulo , v. 21,n. 3,p. 324-331, Aug. 2009 . Available from . access</p><p>on 25 Oct. 2020.https://doi.org/10.1590/S0103-507X2009000300014.</p><p>25. DOSH, S.A. — Evaluation and treatment of constipation. J. Fam. Pract., 51: 555-9, 2002</p><p>26. LEMBO, A. & CAMILLERI, M. — Chronic constipation. N. Engl. J. Med., 349: 1360-8, 2003</p><p>Arnaud MJ. Mild dehydration: a risk factor of constipation. Eur J Clin Nutr. 2003 Dec;57</p><p>Suppl 2:S88-95. doi: 10.1038/sj.ejcn.1601907.</p><p>27. https://intergrowth21.tghn.org/standards-tools/</p><p>28. Oliveira GO, Ferreira CHT, Vieira SMG, et al. In: Picon PX, Marostica PJC, Barros E.</p><p>Pediatria consulta rápida. Porto Alegre: Artmed; 2010. p. 508-10.</p><p>29. 2. Bhutta ZA. Acute gastroenteritis in children. In: Kliegman RM, Stanton BF, Saint Geme III</p><p>JW, et al. Nelson textbook of pediatrics. Philadelphia: Elsevier; 2015. p. 1854-74. 3.</p><p>Sapienza AJ. Hospital Albert Einstein - Diretriz assistencial. Diarreia aguda em crianças e</p><p>adolescentes</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 130</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>com o outro, em prol do paciente, só melhora o desfecho clínico.</p><p>A Resolução RDC 503 de 27 de maio de 2021, reitera a função de cada membro da</p><p>Equipe da EMTN, da seguinte maneira:</p><p>4.9. Ao médico, de acordo com as atribuições do Anexo I, compete: indicar, prescrever e</p><p>acompanhar os pacientes submetidos à TNE.</p><p>4.10. Ao nutricionista, de acordo com as atribuições do Anexo I, compete: realizar todas a</p><p>operações inerentes à prescrição dietética, composição e preparação da NE, atendendo às</p><p>recomendações das BPPNE,</p><p>4.11. Ao farmacêutico, de acordo com as atribuições do Anexo I, compete: a)adquirir,</p><p>armazenar e distribuir, criteriosamente, a NE industrializada, quando estas atribuições, por razões</p><p>técnicas e ou operacionais, não forem de responsabilidade do nutricionista ; b)participar do</p><p>sistema de garantia da qualidade referido no item 4.6. do Anexo II, respeitadas suas atribuições</p><p>profissionais legais.</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 8</p><p>4.12. Ao enfermeiro, de acordo com as atribuições do Anexo I, compete: administrar NE,</p><p>observando as recomendações das Boas Práticas de Administração de NE BPANE, conforme</p><p>Anexo III.</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 9</p><p>2. INSTRUMENTOS DE TRIAGEM NUTRICIONAL</p><p>2.1. NRS – 2002 (Nutritional Risk Screening) – Adultos e idosos</p><p>hospitalizados.</p><p>Etapa 1</p><p>Sim Não</p><p>1) O paciente é IMC , 20,5 kg/m2</p><p>2) O paciente perdeu peso nos últimos meses?</p><p>3) O paciente teve sua ingesta reduzida na última semana?</p><p>4) O paciente é gravemente doente?</p><p>Caso uma das respostas for “sim”, passar para a etapa 2</p><p>Caso as respostas forem “não”a todas as perguntas, reavaliar o paciente semanalmente. Porém se o paciente tiver indicação de</p><p>cirurgia de grande porte, deve-se considerar o plano de cuidado nutricional preventivo.</p><p>Etapa 2</p><p>Estado Nutricional Prejudicado Gravidade da doença (aumento das necessidades)</p><p>Ausente: Escore 0 Estado Nutricional Normal Ausente: Escore 0 Necessidades nutricionais</p><p>normais</p><p>Leve: Escore 1 VPP > 5% em 3 meses ou</p><p>ingesta alimentar na última</p><p>semana 50-75% das</p><p>necessidades nutricionais</p><p>Leve: Escore 1 Fratura de quadril, pacientes</p><p>crônicos, complicações</p><p>agudas, cirrose, DPOC,</p><p>hemodiálise, diabetes,</p><p>oncologia, fragilidade</p><p>Moderado: Escore 2 VPP > 5% em 2 meses ou</p><p>ingesta alimentar na última</p><p>semana 25-60% das</p><p>necessidades nutricionais ou</p><p>IMC 18,5 – 20,5 com</p><p>condição geral</p><p>enfraquecida</p><p>Moderado: Escore 2 Cirurgia abdominal de</p><p>grande porte, fraturas, AVC,</p><p>pneumonia grave, doença</p><p>hematológica maligna e</p><p>paciente confinado no leito</p><p>Grave: Escore 3 VPP > 5% em 1 mês (>15%</p><p>em 3 meses) ou ingesta</p><p>alimentar na última semana</p><p>0 – 25%% das necessidades</p><p>nutricionais ou IMC < 18,5</p><p>com condição geral</p><p>enfraquecida</p><p>Grave: Escore 3 Traumatismo craniano,</p><p>transplante de medula</p><p>óssea, paciente em terapia</p><p>intensiva (APACHE > 10).</p><p>Escore do estado nutricional + Estado da gravida da doença:</p><p>Se o paciente tem 70 anos ou mais some 1 ponto no escore. Escore TOTAL: _______________</p><p>Escore total > 3 pontos : RISCO NUTRICIONAL</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 10</p><p>2.2. MUST (Malnutrition Universal Screening Tool) - Adultos e idosos</p><p>2.3. NUTRIC SCORE – Pacientes Críticos (adultos e idosos)</p><p>Parâmetros Intervalo Pontuação</p><p>Idade <50 0</p><p>50 <75 1</p><p>> 75 2</p><p>APACHE II <15 0</p><p>15-20 1</p><p>20 - 28 2</p><p>>28 3</p><p>SOFA</p><p><6 0</p><p>6-10 1</p><p>>10 2</p><p>N. COMORBIDADES 0-1 0</p><p>>2 1</p><p>Dias de internação antes da UTI 0-1 0</p><p>> 1 1</p><p>IL-6 0 - 400 0</p><p>> 400 1</p><p>Sistema de Pontuação com IL- 6 disponível</p><p>6- 10 : Pontuação Alta (piores desfechos clínicos e necessitam de terapia nutricional mais</p><p>agressiva)</p><p>0 -5 : Pontuação baixa (baixo risco nutricional)</p><p>Sistema de Pontuação sem IL- 6 disponível</p><p>IMC > 20,0 = 0</p><p>IMC 18,5 - 20,0 = 1</p><p>IMC < 18,5 = 2</p><p>SOMAR 2 PONTOS SE</p><p>JEJUM > 5 DIAS</p><p>PERDA DE PESO < 5% = 0</p><p>PERDA DE PESO 5 - 10% = 1</p><p>PERDA DE PESO > 10% = 2</p><p>SOMAR OS</p><p>VALORES</p><p>1</p><p>Médio Risco</p><p>- Observar</p><p>- Realizar registro</p><p>alimentar por 3 dias nos</p><p>pacientes hospitalizados</p><p>ou acamados</p><p>Hospitalizados:</p><p>semanalmente</p><p>Internação domiciliar:</p><p>mensalmente</p><p>Ambulatorial: 2 - 3 meses</p><p>0</p><p>Baixo Risco</p><p>- Repetir traigem</p><p>Hospitalizados:</p><p>semanalmente</p><p>Internação</p><p>domiciliar:</p><p>mensalmente</p><p>Ambulatorial:</p><p>anualmente</p><p>>2</p><p>Alto Risco</p><p>- Tratar</p><p>- Melhorar oferta de</p><p>nutrientes</p><p>- Monitorizar o plano de</p><p>cuidado nutricional</p><p>Hospitalizados:</p><p>semanalmente</p><p>Internação domiciliar:</p><p>mensalmente</p><p>Ambulatorial:</p><p>mensalmente</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 11</p><p>5-9 : Pontuação Alta (piores desfechos clínicos e necessitam de terapia nutricional mais</p><p>agressiva)</p><p>0-4: Pontuação baixa (baixo risco nutricional)</p><p>2.4. MAN (Mini Nutritional Assessment) – Idosos</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 12</p><p>2.5. STRONG KIDS - crianças de 1 mês a 18 anos de idade.</p><p>Diagnóstico: Data:</p><p>1. Avaliação nutricional subjetiva: a criança parece ter déficit nutricional ou desnutrição?</p><p>Sim (1 ponto) Não (0 ponto)</p><p>Exemplos: redução de gordura subcutânea e/ou massa muscular, face emagrecida, outro sinal.</p><p>2.Doença (com alto risco nutricional) ou cirurgia de grande porte</p><p>Sim (1 ponto) Não (0 ponto)</p><p>Exemplos: Anorexia nervosa, fibrose cística, AIDS, pancreatite, doença muscular, baixo peso para idade/prematuridade (idade</p><p>corrigida 6 meses), doença crônica (cardíaca, renal ou hepática), displasia broncopulmonar (ate 2 meses), queimaduras, doença</p><p>inflamatória intestinal, síndrome do intestino curto, doença metabólica, doença celíaca, câncer, trauma, deficiência</p><p>mental/paralisia cerebral, pré ou pós-operatorio de cirurgia de grande porte, outra(classificada pelo médico ou nutricionista)</p><p>Perguntar ao acompanhante ou checar em prontuário ou com a enfermagem</p><p>3. Ingestão nutricional e/ou perdas nos últimos dias</p><p>Sim (1 ponto) Não (0 ponto)</p><p>Exemplos: diarreia (> 5x/dia), dificuldade de se alimentar devido à dor, vômitos (>3x/dia), intervenção nutricional prévia, diminuição</p><p>da ingestão alimentar (não considerar jejum para procedimento ou cirurgia)</p><p>4. Refere perda de peso ou ganho insuficiente nas últimas semanas ou meses</p><p>Sim (1 ponto) Não (0 ponto)</p><p>Exemplos: perda de peso (crianças >1 ano), não ganho de peso (<1 ano)</p><p>Sugestão para intervenção de acordo com a pontuação obtida</p><p>Escore Risco Intervenção</p><p>4-5 Alto</p><p>1.Consultar médico e nutricionista para diagnostico nutricional completo</p><p>2.Orientação nutricional individualizada e seguimento</p><p>3. Iniciar suplementação oral ate conclusão do diagnóstico nutricional</p><p>1-3 Médio 1. Consultar médico para diagnóstico completo</p><p>2. Considerar intervenção nutricional</p><p>3. Checar peso 2x / semana</p><p>4. Reavaliar risco nutricional após 1 semana</p><p>0 Baixo 1. Checar peso regularmente</p><p>2. Reavaliar o risco em 1 semana</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 13</p><p>3. ANTROPOMETRIA</p><p>AVALIAÇÃO ANTROPOMÉTRICA</p><p>Antropometria é a medida do tamanho corporal e de suas proporções, além de ser um</p><p>dos indicadores diretos do estado nutricional que inclui medidas de peso, altura, pregas</p><p>cutâneas e circunferências de membros (Holman et al., 1988).</p><p>Abaixo são descritas as técnicas de aferição das medidas e em seguida estratégias para</p><p>obtenção das medidas para quando não é possível aferi-las.</p><p>3.1. ADULTOS E IDOSOS</p><p>3.1.1. Peso</p><p>Peso Atual Peso aferido na balança no dia ou em até</p><p>24 horas do atendimento.</p><p>Número de vezes a realizar a medida: duas. Colocar o</p><p>paciente no centro do equipamento, com o mínimo de</p><p>roupa possível, descalço, ereto, pés juntos e braços</p><p>estendidos ao longo do corpo. Mantê-lo parado nesta</p><p>posição; realizar a leitura quando o valor do peso estiver</p><p>fixado no visor;</p><p>Peso Usual/</p><p>Habitual</p><p>Peso referido pelo paciente como sendo o</p><p>seu peso “normal”.</p><p>Deve ser utilizado quando não houver, por parte do</p><p>paciente, relato de perda de peso.</p><p>Peso Ideal Peso ideal é definido segundo o IMC médio Homens: IMC 22 kg/m2</p><p>Mulheres: IMC 21kg/m2</p><p>Idosos: IMC 24.5 kg/m2</p><p>Peso Estimado Peso utilizado para os casos que são</p><p>impossíveis de realizar a medida do peso e</p><p>não há outras formas de determiná-lo.</p><p>Estimado pela fórmula de Chumlea, levando em conta</p><p>circunferência do braço, altura do joelho, idade e sexo.</p><p>Peso Ajustado Peso estimado a partir do peso atual e do</p><p>ideal</p><p>PAjust = (PA – PI) X 0,25 + PI (obesos)</p><p>PAjust = (PA – PI) X 0,25 + PA (desnutridos)</p><p>Peso Seco Peso corporal seco é o peso descontado de</p><p>edemas. O valor a ser descontado</p><p>dependerá do local e grau de edema</p><p>apresentado pelo indivíduo</p><p>Tornozelo – 1 kg</p><p>Joelho – 3 a 4 kg</p><p>Raiz de coxa – 5 a 6 kg</p><p>Anasarca – 10 a 12 kg</p><p>Peso Corrigido Peso corporal desconsiderando membro</p><p>amputado</p><p>Mão – 0,8%</p><p>Antebraço – 2,3 %</p><p>Braço até ombro – 6,6%</p><p>Pé – 1,7%</p><p>Perna abaixo do joelho – 7,0%</p><p>Perna acima do joelho – 11,0%</p><p>Perna inteira – 18,6%</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 14</p><p>Peso estimado</p><p>IDADE RAÇA EQUAÇÃO ERRO</p><p>SEXO FEMININO</p><p>6-18 Negra Peso=(AJ x 0,71) + (CB x 2,59) – 50,43 7,65 Kg</p><p>Branca Peso=(AJ x 0,77) + (CB x 2,47) – 50,16 7,2 Kg</p><p>19-59 Negra Peso=(AJx 1,24) + (CB x 2,97) – 82,48 11,98 Kg</p><p>Branca Peso=(AJ x 1,01) + (CB x 2,81) – 66,04 10,60 Kg</p><p>60-80 Negra Peso=(AJx 1,50) + (CB x 2,58) – 84,22 14,52 Kg</p><p>Branca Peso=(AJx 1,09) + (CB x 2,68) – 65,51 11,42 Kg</p><p>SEXO MASCULINO</p><p>6-18 Negra Peso=(AJ x 0,59) + (CB x 2,73) – 48,32 7,5 Kg</p><p>Branca Peso=(AJ x 0,68) + (CB x 2,64) – 50,08 7,82 Kg</p><p>19-59 Negra Peso=(AJx 1,09) + (CB x 3,14) – 83,72 11,3 Kg</p><p>Branca Peso=(AJ x 1,19) + (CB x 3,21) – 86,82 11,42 Kg</p><p>60-80 Negra Peso=(AJ x 0,44) + (CB x 2,86) – 39,21 7,04 Kg</p><p>Branca Peso=(AJx 1,10) + (CB x 3,07) – 75,81 11,46 Kg</p><p>Fonte: Chumlea, 1988</p><p>3.1.2. Estatura</p><p>Estatura aferida Estatura aferido na balança no dia ou em</p><p>até 24 horas do atendimento.</p><p>Colocar o paciente no centro do equipamento,</p><p>descalço, ereto, pés juntos e braços estendidos ao longo</p><p>do corpo. A cabeça deverá estar erguida, em ângulo</p><p>reto com o pescoço e olhando</p><p>para um ponto fixo na altura dos olhos. Mantê-lo parado</p><p>nesta posição; realizar a leitura quando o valor do peso</p><p>estiver fixado no visor;</p><p>Estatura referida Estatura referida pelo paciente como sendo</p><p>o seu peso “normal”.</p><p>Deve ser utilizado quando não houver, forma de aferir.</p><p>Estatura</p><p>estimada</p><p>Utilizada para os casos que são impossíveis</p><p>de realizar a medida e não há outras formas</p><p>de determiná-la.</p><p>Estimado pela fórmula de Chumlea, levando em conta</p><p>idade, altura do joelho e sexo.</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 15</p><p>Estatura Estimada</p><p>3.1.3. Índice de massa corpórea – IMC</p><p>IMC = Peso atual (kg)</p><p>Altura²(m)</p><p>Classificação Adultos</p><p>IMC DIAGNÓSTICO NUTRICIONAL</p><p>< 18,5 Desnutrição</p><p>18,5 – 24,9 Eutrofia</p><p>25,0 – 29,9 Sobrepeso</p><p>30 – 34,9 Obesidade Grau 1</p><p>35,0 – 39,9 Obesidade Grau 2</p><p>> 40 Obesidade Grau 3</p><p>Fonte: WHO, 2000.</p><p>IDADE RAÇA EQUAÇÃO</p><p>SEXO FEMININO</p><p>6-18 anos</p><p>(Chumlea, 1994)</p><p>Negra 46,59 + (2,02 x AJ)</p><p>Branca 43,21 + (2,15 x AJ)</p><p>19-60 anos</p><p>(Chumlea, 1994)</p><p>Negra 68,1 + (1,86 x AJ) – (0,06 x I)</p><p>Branca 70,25 + (1,87 x AJ) – (0,06 x I)</p><p>> 60 anos</p><p>(Chumlea, 1985)</p><p>Negra</p><p>Branca 54,28 + (2,06 x AJ)</p><p>> 60 anos (c/</p><p>idade)</p><p>(Chumlea, 1983)</p><p>Negra</p><p>Branca</p><p>84,88 + (1,83 x AJ) – (0,24 x I)</p><p>SEXO MASCULINO</p><p>6-18 anos</p><p>(Chumlea, 1994)</p><p>Negra 39,6 + (2,18 x AJ</p><p>Branca 40,54 + (2,22 x AJ)</p><p>19-60 anos</p><p>(Chumlea, 1994)</p><p>Negra 73,42 + (1,79 XAJ)</p><p>Branca 71,85 + (1,88 x AJ)</p><p>> 60 anos</p><p>(Chumlea, 1985)</p><p>Negra 60,65 + (2,04 x AJ)</p><p>Branca 60,65 + (2,04 x AJ)</p><p>> 60 anos (c/ idade)</p><p>(Chumlea, 1983)</p><p>Negra</p><p>Branca</p><p>64,19+ (2,03 x AJ) – (0,04 x I)</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 16</p><p>Idosos</p><p>IMC Classificação</p><p>< 22,0 Baixo peso</p><p>22,0 – 27,0 Eutrofia</p><p>> 27 Obesidade</p><p>Fonte: Lipschitz,1994</p><p>3.1.4. Velocidade de perda de peso:</p><p>VPP (%) = Peso habitual (kg) – Peso atual (kg) x 100</p><p>Peso habitual (kg)</p><p>PERÍODO SIGNIFICATIVA (%) SEVERA (%)</p><p>1 semana 1-2 > 2</p><p>1 mês 5 > 5</p><p>3 meses 5-7 > 7</p><p>6 meses 10 > 10</p><p>Blackburn, 1977</p><p>3.1.5. Avaliação subjetiva global (ASG )</p><p>A avaliação subjetiva global (ASG) é um método simples de avaliação nutricional, que</p><p>consta de questionário sobre a história clínica e exame físico do paciente. É utilizado tanto para</p><p>pacientes cirúrgicos quanto para não-cirúrgicos.</p><p>O objetivo do método é não somente facilitar o diagnóstico da desnutrição, mas também</p><p>possibilitar o prognóstico, identificando pacientes que apresentam maior risco de sofrer</p><p>complicações associadas ao seu estado nutricional durante a internação. A ASG pode ser</p><p>aplicada por profissional não-médico da equipe multidisciplinar de terapia nutricional (EMTN)</p><p>devidamente treinado.</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 17</p><p>Avaliação subjetiva global do estado nutricional (ASG):</p><p>(Selecione a categoria apropriada com um X ou entre com valor numérico onde indicado por #</p><p>1.Alteração do peso</p><p>Perda total nos últimos 6 meses: total = #______________ Kg; % perda = __________</p><p>Alteração nas últimas duas semanas:___________ aumento ______ sem alteração ______ diminuição.</p><p>2. Alteração na ingestão alimentar</p><p>______ sem alteração</p><p>______ alterada ________ duração = #__________ semanas.</p><p>_______ tipo:________ dieta sólida sub-ótima _______ dieta líquida completa ________ líquidos hipercalóricos _______ inanição.</p><p>3. Sintomas gastrintestinais (que persistam por > 2 semanas)</p><p>________ nenhum _________náuseas ________vômitos__________diarréia___________anorexia.</p><p>4. Capacidade funcional</p><p>_______ sem disfunção (capacidade completa)</p><p>________disfunção _________duração =#______semanas.</p><p>_________ tipo : ________trabalho sub-ótimo __________ambulatório ___________acamado.</p><p>5. Doença e sua relação com necessidades nutricionais.</p><p>Diagnóstico primário (especificar):_____________________________________________________________________________________</p><p>Demanda metabólica (stress)______ sem stress___________baixo stress_____________stress moderado_________stress elevado.</p><p>B. Exame físico (para cada categoria, especificar : 0 = normal, 1+= leve, 2+moderada, 3+ = grave)</p><p>#__________ perda de gordura subcutânea (tríceps, tórax)</p><p>#__________ perda muscular (quadríceps, deltoide)</p><p>#___________ edema tornolezo</p><p>#__________ edema sacral</p><p>#__________ ascite</p><p>C. Avaliação subjetiva global (selecione uma)</p><p>__________ A = bem nutrido ___________ B = moderadamente desnutrido_________ C = gravemente desnutrido</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 18</p><p>3.1.6. Avaliação Subjetiva Global produzida pelo paciente – ASG-PPP</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 19</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 20</p><p>3.2. TABELAS DE REFERÊNCIA DE PERCENTIL</p><p>3.2.1. Circunferência de Braço</p><p>CB MASCULINO CB FEMININO</p><p>IDADE VALOR 50 IDADE VALOR 50</p><p>1 16 1 15,7</p><p>2 16,3 2 16,1</p><p>3 16,8 3 16,6</p><p>4 17,1 4 17</p><p>5 17,5 5 17,5</p><p>6 18 6 17,8</p><p>7 18,7 7 18,6</p><p>8 19,2 8 19,5</p><p>9 20,1 9 20,6</p><p>10 21,1 10 21,2</p><p>11 22,1 11 22,2</p><p>12 23,1 12 23,7</p><p>13 24,5 13 24,3</p><p>14 25,7 14 25,1</p><p>15 27,2 15 25,2</p><p>16 28,3 16 26,1</p><p>17 28,6 17 26,6</p><p>18-24,9 30,7 18-24,9 26,8</p><p>25-29,9 31,8 25-29,9 27,6</p><p>30-34,9 32,5 30-34,9 28,6</p><p>35-39,9 32,9 35-39,9 29,4</p><p>40-44,9 32,8 40-44,9 29,7</p><p>45-49,9 32,6 45-49,9 30,1</p><p>50-54,9 32,2 50-54,9 30,6</p><p>55-59,9 32,3 55-59,9 30,9</p><p>60-64,9 32 60-64,9 30,8</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 21</p><p>Circunferência do braço Idosos – (Chumlea et al, 1987)</p><p>Idosos: Masculino</p><p>Idade Percentil</p><p>5 50 95</p><p>65 26,7 31,9 37,8</p><p>70 26,0 31,3 37,2</p><p>75 25,4 30,7 36,6</p><p>80 24,8 30,1 36,0</p><p>85 24,2 29,4 35,3</p><p>90 23,5 28,8 34,7</p><p>Chumlea et al, 1987</p><p>Idosos: Feminino</p><p>Idade Percentil</p><p>5 50 95</p><p>65 25,3 30,5 37,0</p><p>70 24,9 30,2 36,6</p><p>75 24,6 29,8 36,3</p><p>80 24,2 29,5 35,9</p><p>85 23,9 29,1 35,6</p><p>90 23,5 28,9 35,2</p><p>Chumlea et al, 1987</p><p>Cálculo de adequação da CB:</p><p>Adequação da CB = CB obtida (cm) x 100</p><p>CB percentil 50</p><p>Classificação do estado nutricional segundo adequação</p><p>da CB</p><p>Adequação da CB (%) Estado nutricional</p><p>< 70 Desnutrição grave</p><p>70 a 80 Desnutrição moderada</p><p>80 a 90 Desnutrição leve</p><p>90 a 110% Eutrofia</p><p>110 – 120% Sobrepeso</p><p>>120% Obesidade</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 22</p><p>3.2.2. Circunferência da Panturrilha</p><p>Valor referência – OMS</p><p>< 31cm - redução de massa muscular (sarcopenia) e associada a maior risco</p><p>de quedas, diminuição da força muscular e dependência funcional</p><p><34 cm podem significar uma tendência à sarcopenia</p><p>Escala SARC_ F + CC traduzida para o português</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 23</p><p>3.2.3. Prega cutânea tricipital : Masculino e Feminino (Frisancho, 1990)</p><p>Idade (anos) PERCENTIL</p><p>5 10 25 50 75 90 95</p><p>HOMENS</p><p>1 a 1,9 6 7 8 10 12 14 16</p><p>2 a 2,9 6 7 8 10 12 14 15</p><p>3 a 3,9 6 7 8 10 11 14 15</p><p>4 a 4,9 6 6 8 9 11 12 14</p><p>5 a 5,9 6 6 8 9 11 14 15</p><p>6 a 6,9 5 6 7 8 10 13 16</p><p>7 a 7,9 5 6 7 9 12 15 17</p><p>8 a 8,9 5 6 7 8 10 13 16</p><p>9 a 9,9 6 6 7 10 13 17 18</p><p>10 a 10,9 6 6 8 10 14 18 21</p><p>11 a 11,9 6 6 8 11 16 20 24</p><p>12 a 12,9 6 6 8 11 14 22 28</p><p>13 a 13,9 5 5 7 10 14 22 26</p><p>14 a 14,9 4 5 7 9 14 21 24</p><p>15 a 15,9 4 5 6 8 11 18 24</p><p>16 a 16,9 4 5 6 8 12 16 22</p><p>17 a 17,9 5 5 6 8 12 16 19</p><p>18 a 18,9 4 5 6 9 13 20 24</p><p>19 a 24,9 4 5 7 10 15 20 22</p><p>25 a 34,9 5 6 8 12 16 20 24</p><p>35 a 44,9 5 6 8 12 16 20 23</p><p>45 a 54,9 6 6 8 12 15 20 25</p><p>55 a 64,9 5 6 8 11 14 19 22</p><p>65 a 74,9 4 6 8 11 15 19 22</p><p>MULHERES</p><p>1 a 1,9 6 7 8 10 12 14 16</p><p>2 a 2,9 6 8 9 10 12 15 16</p><p>3 a 3,9 7 8 9 11 12 14 15</p><p>4 a 4,9 7 8 8 10 12 14 16</p><p>5 a 5,9 6 7 8 10 12 15 18</p><p>6 a 6,9 6 6 8 10 12 14 16</p><p>7 a 7,9 6 7 9 11 13 16 18</p><p>8 a 8,9 6 8 9 12 15 18 24</p><p>9 a 9,9 8 8 10 13 16 20 22</p><p>10 a 10,9 7 8 10 12 17 23 27</p><p>11 a 11,9 7 8 10 13 18 24 28</p><p>12 a 12,9 8 9 11 14 18 23 27</p><p>13 a 13,9 8 8 12 15 21 26 30</p><p>14 a 14,9 9 10 13 16 21 26 28</p><p>15 a 15,9 8 10 12 17 21 25 32</p><p>16 a 16,9 10 12 15 18 22 26 31</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 24</p><p>17 a 17,9 10 12 13 19 24 30 37</p><p>18 a 18,9 10 12 15 18 22 26 30</p><p>19 a 24,9 10 11 14 18 24 30 34</p><p>25 a 34,9 10 12 16 21 27 34 37</p><p>35 a 44,9 12 14 18 23 29 35 38</p><p>45 a 54,9 12 16 20 25 30 36 40</p><p>55 a 64,9 12 16 20 25 31 36 38</p><p>Prega cutânea tricipital idosos – (Chumlea et al, 1987)</p><p>IDOSOS HOMENS</p><p>Idade Percentil</p><p>5 50 95</p><p>65 8,6 13,8 27,0</p><p>70 7,7 12,9 26,1</p><p>75 6,8 12,0 25,2</p><p>80 6,0 11,2 24,3</p><p>85 5,1 10,3 23,4</p><p>90 4,2 9,4 22,6</p><p>Chumlea</p><p>et al, 1987</p><p>MULHERES</p><p>Idade Percentil</p><p>5 50 95</p><p>65 13,5 21,6 33,0</p><p>70 12,5 20,6 32,0</p><p>75 11,5 19,6 31,0</p><p>80 10,5 18,6 30,0</p><p>85 9,5 17,6 29,0</p><p>90 8,5 16,6 28,0</p><p>Adequação da PCT = PCT obtida (cm) x 100</p><p>PCT percentil 50</p><p>Classificação do estado nutricional segundo adequação da PCT</p><p>Adequação da PCT (%) Estado nutricional</p><p>< 70 Desnutrição grave</p><p>70 a 80 Desnutrição moderada</p><p>80 a 90 Desnutrição leve</p><p>90 a 110% Eutrofia</p><p>110 – 120% Sobrepeso</p><p>>120% Obesidade</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 25</p><p>3.2.4. Circunferência muscular do braço</p><p>Avalia o compartimento de reserva do tecido muscular, entretanto não há correção</p><p>da área óssea. É obtida a partir dos valores de PCT e CB.</p><p>Circunferência muscular do braço (CMB)</p><p>CMB(cm)=CB–(3,14xPCT÷10)</p><p>CB: circunferência do braço (cm)</p><p>PCT: prega cutânea tricipital(mm)</p><p>Adequação da CMB (%) = CMB obtida (cm) x 100</p><p>CMB percentil 50</p><p>Classificação do estado nutricional segundo adequação da CMB</p><p>Adequação da CMB (%) Estado nutricional</p><p>< 70 Desnutrição grave</p><p>70 a 80 Desnutrição moderada</p><p>80 a 90 Desnutrição leve</p><p>> 90 Eutrofia</p><p>Área Muscular do Braço (Idosos)</p><p>AMB= {CB(cm) - [0,314 X DCT(mm)]}2</p><p>12,56</p><p>Circunferência muscular do braço Adultos (Frisancho, 1990)</p><p>Idade (anos) PERCENTIL</p><p>5 10 25 50 75 90 95</p><p>HOMENS</p><p>1 a 1,9 11,0 11,3 11,9 12,7 13,5 14,4 14,7</p><p>2 a 2,9 11,1 11,4 12,2 13,0 14,0 14,6 15,0</p><p>3 a 3,9 11,7 12,3 13,1 13,7 14,3 14,8 15,3</p><p>4 a 4,9 12,3 12,6 13,3 14,1 14,8 15,6 15,9</p><p>5 a 5,9 12,8 13,3 14,0 14,6 15,4 16,2 16,9</p><p>6 a 6,9 13,1 13,5 14,2 15,1 16,1 17,0 17,7</p><p>7 a 7,9 13,7 13,9 15,1 16,0 16,8 17,7 19,0</p><p>8 a 8,9 14,0 14,5 15,4 16,2 17,0 18,2 18,7</p><p>9 a 9,9 15,1 15,4 16,1 17,0 18,3 19,6 20,2</p><p>10 a 10,9 15,6 16,0 16,6 18,0 19,1 20,9 22,1</p><p>11 a 11,9 15,9 16,5 17,3 18,3 19,5 20,5 23,0</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 26</p><p>12 a 12,9 16,7 17,1 18,2 19,5 21,0 22,3 24,1</p><p>13 a 13,9 17,2 17,9 19,6 21,1 22,6 23,8 24,5</p><p>14 a 14,9 18,9 19,9 21,2 22,3 24,0 26,0 26,4</p><p>15 a 15,9 19,9 20,4 21,8 23,7 25,4 26,6 27,2</p><p>16 a 16,9 21,3 22,5 23,4 24,9 26,9 28,7 29,6</p><p>17 a 17,9 22,4 23,1 24,5 25,8 27,3 29,4 31,2</p><p>18 a 18,9 22,6 23,7 25,2 26,4 28,3 29,8 32,4</p><p>19 a 24,9 23,8 24,5 25,7 27,3 28,9 30,9 32,1</p><p>25 a 34,9 24,3 25,0 26,4 27,9 29,8 31,4 32,6</p><p>35 a 44,9 24,7 25,5 26,9 28,6 30,2 31,8 32,7</p><p>45 a 54,9 23,9 24,9 26,5 28,1 30,0 31,5 32,6</p><p>55 a 64,9 23,6 24,5 26,0 27,8 29,5 31,0 32,0</p><p>65 a 74,9 22,3 23,5 25,1 26,8 28,4 29,8 30,6</p><p>MULHERES</p><p>1 a 1,9 10,5 11,1 11,7 12,4 13,2 13,9 14,3</p><p>2 a 2,9 11,1 11,4 11,9 12,6 13,3 14,2 14,7</p><p>3 a 3,9 11,3 11,9 12,4 13,2 14,0 14,6 15,2</p><p>4 a 4,9 11,5 12,1 12,8 13,6 14,4 15,2 15,7</p><p>5 a 5,9 12,5 12,8 13,4 14,2 15,1 15,9 16,5</p><p>6 a 6,9 13,0 13,3 13,8 14,5 15,4 16,6 17,1</p><p>7 a 7,9 12,9 13,5 14,2 15,1 16,0 17,1 17,6</p><p>8 a 8,9 13,8 14,0 15,1 16,0 17,1 18,3 19,4</p><p>9 a 9,9 14,7 15,0 15,8 16,7 18,0 19,4 19,8</p><p>10 a 10,9 14,8 15,0 15,9 17,0 18,0 19,0 19,7</p><p>11 a 11,9 15,0 15,8 17,1 18,1 19,6 21,7 22,3</p><p>12 a 12,9 16,2 16,6 18,0 19,1 20,1 21,4 22,0</p><p>13 a 13,9 16,9 17,5 18,3 19,8 21,1 22,6 24,0</p><p>14 a 14,9 17,4 17,9 19,0 20,1 21,6 23,2 24,7</p><p>15 a 15,9 17,5 17,8 18,9 20,2 21,5 22,8 24,4</p><p>16 a 16,9 17,0 18,0 19,0 20,2 21,6 23,4 24,9</p><p>17 a 17,9 17,5 18,3 19,4 20,5 22,1 23,9 25,7</p><p>18 a 18,9 17,4 17,9 19,1 20,2 21,5 23,7 24,5</p><p>19 a 24,9 17,9 18,5 19,5 20,7 22,1 23,6 24,9</p><p>25 a 34,9 18,3 18,8 19,9 21,2 22,8 24,6 26,4</p><p>35 a 44,9 18,6 19,2 20,5 21,8 23,6 24,7 27,2</p><p>45 a 54,9 18,7 19,3 20,6 22,0 23,8 26,0 27,4</p><p>55 a 64,9 18,7 19,6 20,9 22,5 24,4 26,6 28,0</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 27</p><p>3.2.5. Amputados - De Osterkamp, 1985</p><p>3.2.6. Superfície Corporal Queimada</p><p>3.3. AVALIAÇÃO ANTROPOMÉTRICA PEDIATRIA</p><p>A avaliação do estado nutricional tem se tornado aspecto cada vez mais importante no</p><p>estabelecimento de situações de risco, no diagnóstico nutricional e no planejamento de ações</p><p>de promoção à saúde e prevenção de doenças (SBP, 2009).</p><p>IMC (Kg/m²)= ___Peso atual (corrigido)____</p><p>E² x (1- % de amputação)</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 28</p><p>Classificação recém-nascido</p><p>• Quanto à idade gestacional</p><p>Classificação Idade Gestacional</p><p>Pós termo Maior ou igual a 42 semanas</p><p>Recém – nascido termo (RNT) 37 a 41 semanas e 6 dias</p><p>Recém – nascido pré termo tardio (RNPTT) 34 a 36 semanas e 6 dias</p><p>Recém – nascido pré termo (RNPT) 28 a 36 semanas e 6 dias</p><p>Recém – nascido prematuro extremo Abaixo de 28 semanas.</p><p>Fonte: SBP, 2009</p><p>Quanto ao peso ao nascer</p><p>Classificação Peso ao Nascer</p><p>Macrossômico Igual ou acima de 4000 g</p><p>Peso adequado ao nascer Entre 2500 – 3999 g</p><p>Baixo peso ao nascer (BPN) Peso inferior a 2500g (entre 1500 – 2499g)</p><p>Muito baixo peso ao nascer (MBPN) Peso inferior a 1500g (entre 1000 – 1499g)</p><p>Extremo baixo peso ao nascer (EBPN) Peso inferior a 1000g (entre 500 – 999g)</p><p>Fonte: SBP, 2009</p><p>Quanto ao peso para idade gestacional</p><p>Classificação Percentil</p><p>Grande para idade gestacional (GIG) Acima do P90</p><p>Adequado para a idade gestacional (AIG) Entre P10 e P90</p><p>Pequeno para a idade gestacional (PIG) Abaixo do P10</p><p>Fonte: Manual AIDPI Neonatal, 2012</p><p>As recomendações orientam que, em lactentes nascidos prematuramente (menor que</p><p>37 semanas gestacionais) deve ser realizada a correção idade para 40 semanas. Este ajuste</p><p>deve ser feito para peso, estatura e perímetro cefálico até 24 meses.</p><p>Exemplo: Lactente, 1 ano e 3 meses, nascido em 03/10/2019 de 36 semanas gestacionais</p><p>(pré-termo). Precisaremos corrigir a data de nascimento para 40 semanas. Portanto, para as</p><p>classificações dos dados antropométricos usaremos a data de nascimento corrigida 31/10/20.</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 29</p><p>A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda:</p><p>- Para lactentes (de 0 a 2 anos): peso diário, estatura e perímetro cefálico semanais.</p><p>- Em crianças acima de 2 anos: peso semanal e estatura mensal.</p><p>3.3.1. Peso por idade</p><p>O peso de lactentes de 0 a 23 meses deve ser aferido com balança do tipo pesa-bebê,</p><p>mecânica ou eletrônica, a criança deve estar despida ou com o mínimo de roupa possível.</p><p>Para crianças com idade superior a 24 meses utiliza-se balança do tipo plataforma para</p><p>adultos. A criança deve ser posicionada de costas para o medidor da balança</p><p>descalça, com</p><p>o mínimo possível de roupas, no centro do equipamento, ereta, com os pés juntos e os braços</p><p>estendidos ao longo do corpo. Deve ser mantida parada nessa posição até que se complete a</p><p>aferição.</p><p>Para Classificação utilizamos as curvas da OMS 2006 e 2007:</p><p>MENINOS 0 – 5 ANOS</p><p>•</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 30</p><p>MENINOS 5 – 10 ANOS</p><p>MENINAS 0 – 5 ANOS</p><p>•</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 31</p><p>MENINAS 5 – 10 ANOS</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 32</p><p>3.3.2. Comprimento/ Estatura</p><p>O comprimento de lactentes de 0 a 23 meses, deve ser realizado com a criança deitada</p><p>e com o auxílio de régua antropométrica sobre uma superfície plana.</p><p>O ministério da saúde orienta quanto a forma correta:</p><p>1. Deitar a criança no centro do antropômetro, descalça e com a cabeça</p><p>livre de adereços. Com a ajuda da mãe ou de outra pessoa, posicionar a cabeça</p><p>apoiada contra a parte fixa do equipamento, o pescoço reto, o queixo afastado do</p><p>peito e os ombros totalmente em contato com a superfície de apoio do antropômetro.</p><p>2. Os braços estendidos ao longo do corpo, as nádegas e os calcanhares da</p><p>criança em pleno contato com a superfície que apoia o antropômetro.</p><p>3. Pressionar os joelhos da criança para baixo com uma das mãos, de modo</p><p>que eles fiquem estendidos. Juntar os pés dela fazendo um ângulo reto com as pernas.</p><p>4. Levar a parte móvel do equipamento até a planta dos pés, cuidando para</p><p>que não se mexam.</p><p>5. Fazer a leitura do comprimento.</p><p>Para crianças com limitações físicas na faixa etária de 2 a 12 anos, pode-se realizar a</p><p>estimativa da altura, a partir das seguintes fórmulas:</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 33</p><p>ESTATURA POR IDADE MENINAS 0 – 5 ANOS</p><p>ESTATURA POR IDADE MENINAS 5 - 19 ANOS</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 34</p><p>ESTATURA POR IDADE MENINOS 0 – 5 ANOS</p><p>ESTATURA POR IDADE MENINOS 5-19 ANOS</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 35</p><p>ESTATURA PREMATUROS</p><p>PERIMETRO OCCIPITAL PREMATUROS</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 36</p><p>3.3.3. Índice de Massa Corporal (IMC)</p><p>IMC POR IDADE MENINAS 0 - 5 ANOS</p><p>IMC POR IDADE MENINAS 5- 19 ANOS</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 37</p><p>IMC POR IDADE MENINOS 0 – 5 ANOS</p><p>IMC POR IDADE MENINOS 0 – 5 ANOS</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 38</p><p>3.3.4. Classificação do Estado Nutricional</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 39</p><p>3.3.5. Circunferência do Braço</p><p>Como referência para classificação, podemos usar as curvas da OMS (para crianças de</p><p>3 meses à 5 anos) ou Frisancho (a partir de 1 ano).</p><p>MENINAS</p><p>MENINOS</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 40</p><p>Classificação do percentil de circunferência do braço (SBP,2009):</p><p>Percentil de CB por Frisancho, 1990 - para maiores de 1 ano</p><p><P5 risco de doenças e distúrbios associados à desnutrição</p><p>>P95 risco de doenças relacionadas ao excesso de peso</p><p>3.3.6. Perímetro Cefálico</p><p>Reflete de forma indireta o crescimento cerebral nos dois primeiros anos de vida, nessa</p><p>fase, o perímetro cefálico também sofre influência da condição nutricional. Para a obtenção</p><p>da medida, posicione a fita métrica na porção posterior mais proeminente do crânio (occipício)</p><p>e na parte frontal da cabeça (glabela).</p><p>MENINAS</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 41</p><p>MENINOS</p><p>PREMATUROS</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 42</p><p>3.4. ANTROPOMETRIA EM NEUROLOGIA</p><p>Para pacientes com doenças neurológicas, utilizam-se as curvas propostas por Brooks (2011)</p><p>que levam em consideração o nível de atividade motora presente na criança de acordo com</p><p>os critérios de GMFCS que é um sistema que avalia a função motora grossa. Sua interpretação</p><p>de peso e IMC para idade: p10 e ≤p50 eutrofia, >p50 e ≤p90 risco de sobrepeso, >p90 sobrepeso.</p><p>Pode-se utilizar as pregas cutâneas tricipital e subescapular e aplicar nas curvas de crianças</p><p>saudáveis sendo que, valores <p10 indicam subnutrição.</p><p>Etapa 1 – Identificar o Estágio GMFCS</p><p>Estágio do GMFCS</p><p>Habilidades motoras do indivíduo</p><p>I Anda sem limitações</p><p>II Anda com limitações</p><p>III Anda usando andador</p><p>IV Auto-mobilidade com limitações, pode utilizar a</p><p>mobilidade motorizada</p><p>V Transportado em cadeira de rodas manual</p><p>Etapa 2 – Utilizar a Curva de Acordo com o Gênero e o Estágio do GMFCS (se atentar que</p><p>classe V possui alimentação via oral e enteral)</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 43</p><p>PESO E ESTATURA PARA IDADE MENINAS 2 – 20 ANOS GMFCS 1</p><p>PESO E ESTATURA PARA IDADE MENINAS 2 – 20 ANOS GMFCS 2</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 44</p><p>PESO E ESTATURA PARA IDADE MENINAS 2 – 20 ANOS GMFCS 3</p><p>Peso e Estatura para Idade Meninas 2 – 20 anos GMFCS 4</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 45</p><p>Peso e Estatura para Idade Meninas 2 – 20 anos GMFCS 5</p><p>Peso e Estatura para Idade Meninas 2 – 20 anos GMFCS 5 – DIETA ENTERAL</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 46</p><p>Peso e Estatura para Idade Meninos 2 – 20 anos GMFCS 1</p><p>Peso e Estatura para Idade Meninos 2 – 20 anos GMFCS 2</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 47</p><p>Peso e Estatura para Idade Meninos 2 – 20 anos GMFCS 3</p><p>Peso e Estatura para Idade Meninos 2 – 20 anos GMFCS 4</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 48</p><p>Peso e Estatura para Idade Meninos 2 – 20 anos GMFCS 5</p><p>Peso e Estatura para Idade Meninos 2 – 20 anos GMFCS 5 – DIETA ENTERAL</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 49</p><p>3.5. AVALIAÇÃO NUTRICIONAL EM GESTANTES</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 50</p><p>4. EXAME FÍSICO</p><p>O exame físico, combinado com outros componentes da avaliação nutricional, pode</p><p>fornecer evidências de deficiências nutricionais ou piora de capacidade funcional. É</p><p>importante lembrar que algumas doenças podem apresentar essas manifestações, que não</p><p>necessariamente estarão relacionadas ao estado nutricional.</p><p>A seguir, as principais alterações clínicas em algumas deficiências nutricionais, descritas</p><p>pela EBSERH no formato de tabelas:</p><p>Região Manifestação Deficiência/ Interpretação</p><p>Cabelo Perda de brilho, seco, quebradiço, sinal</p><p>de bandeira</p><p>Proteína e Zinco</p><p>Face Seborreia nasolabial, edema de face B2, Fe e proteína</p><p>Têmporas Atrofia bitemporal Ingestão insuficiente,</p><p>imunoincompetência</p><p>Olhos Palidez, xerose, blefarite angular Fe, vit A, B2 e B6</p><p>Brilho reduzido Desidratação</p><p>Boca Baixa produção de saliva, baixa umidade</p><p>na parte inferior da língua</p><p>Desidratação</p><p>Lábios Estomatite angular, quelite B2</p><p>Língua Glossite, língua magenta, atrofia e</p><p>hipertrofia das papilas</p><p>B2, B3, B9 e B12</p><p>Gengiva Esponjas, sangramentos Vitamina C</p><p>Bochechas Bola gordurosa de Bichat depletada.</p><p>Associa-se com a atrofia temporal</p><p>formando o sinal de “asa quebrada”</p><p>Perda proteico calórica prolongada</p><p>Pele Turgor e elasticidade reduzida Desidratação</p><p>Xerose, hiperceratose folicular, petéquias,</p><p>esquimoses excessivas</p><p>Vitamina A,C e K</p><p>Pele e mucosa Amareladas Icterícia</p><p>Pescoço Perdas musculares Depleção crônica</p><p>Abdome Escavado Perda da reserva calórica</p><p>Umbigo em chapéu Privação calórica, sem perda ponderal</p><p>significativa</p><p>Musculatura paravertebral Atrofia. Redução da força de</p><p>sustentação corporal</p><p>Depleção crônica</p><p>Membros superiores Atrofia de musculatura bíceps, tríceps ou</p><p>de pinçamento</p><p>Depleção crônica e perda de força</p><p>muscular</p><p>Membros inferiores Atrofia de coxa e panturrilha Desnutrição proteico calórica e perda de</p><p>força muscular</p><p>Sistema músculo – esquelético Atrofia muscular, alargamento epifisário,</p><p>perna em “X, flacidez de panturrilhas,</p><p>fraturas.</p><p>Vitamina D, B1 e cálcio.</p><p>Unhas Coiloníquea, quebradiças Ferro</p><p>Fácies aguda Paciente cansado, não consegue ficar</p><p>com olhos abertos por muito tempo</p><p>Desnutrição aguda</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 51</p><p>Fácies crônica Aparência de tristeza, depressão Desnutrição aguda</p><p>Tecido subcutâneo Edema, pouca gordura Proteínas e calorias</p><p>Sistema geniturinário Dermatose vulvar e escrotal Riboflavina</p><p>Ardência durante a micção Infecção</p><p>Sistema nervoso Alterações psicomotoras e sensitivas,</p><p>depressão, franqueza motora,</p><p>formigamento (mãos/pés)</p><p>Kwashiokor, B1, B6, B12, ácido nicotínico</p><p>Sistema cardiovascular Cardiomegalia B1</p><p>Sistema gastrointestinal Hepato - esplenomegalia Kwashiokor</p><p>*Fonte: EBSERH, 2016; Duarte; Borges, 2007; Duarte; Castellani, 2002</p><p>4.1. Inspeção na semiologia abdominal</p><p>Deve ser realizada com o paciente em decúbito dorsal com pernas estendidas. São</p><p>observadas, forma, volume e alterações cutâneas do abdome.</p><p>• Forma: avaliar se há presença de assimetria, como pode ocorrer na</p><p>hepatoesplenomegalia, hérnias de parede abdominal, neoplasias e obstruções. Globoso</p><p>(panículo adiposo ou líquido ascítico), escavado (emagrecimento ou síndrome</p><p>consuptiva), pendular (gravidez).</p><p>• Abaulamentos: presença de massas abdominais, como neoplasias ou hérnia da parede</p><p>abdominal.</p><p>• Retrações (depressões): bridas pós-cirúrgicas, caquexia.</p><p>• Circulação colateral: pode ser visível em caso de obstrução do sistema venoso porta</p><p>(cabeça de medusa) ou veia cava.</p><p>• Ondas peristálticas: em geral não são observadas em indivíduos normais, mas pode estar</p><p>presente quadros obstrutivos.</p><p>• Lesões cutâneas: sinal de Cullen e sinal de Turner, presentes na pancreatite aguda.</p><p>Ausculta abdominal</p><p>Deve ser realizada nos quatro quadrantes – iniciar traçando uma linha imaginária sobre a cicatriz</p><p>umbilical, formando 4 quadrantes - de forma superficial para avaliar os ruídos hidroaéreos. Para</p><p>avaliar alterações do fluxo aórtico (sopros</p><p>ou aneurismas), aprofunda-se o estetoscópio ao</p><p>longo do trajeto da aorta. Utilizar a técnica:</p><p>1. Iniciar no quadrante inferior direito (válvula íleo cecal) com leve pressão do</p><p>diafragma do estetoscópico por ao menos 1 minuto.</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 52</p><p>2. Repetir em cada 1 dos quadrantes no sentido horário;</p><p>3. Realizar o toque e percussão somente após a ausculta para não interferir na</p><p>ausculta.</p><p>Principais alterações a serem pesquisadas na ausculta:</p><p>• Presença de ruídos hidroaéreos (descrever intensidade ++++/IV);</p><p>• Peristaltismo de luta: obstrução;</p><p>• Íleo paralítico: silêncio abdominal;</p><p>• Sopros: sugerem aneurismas e compressões arteriais.</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 53</p><p>5. EXAMES BIOQUÍMICOS</p><p>A análise dos exames bioquímicos auxilia a detecção de alterações metabólicas,</p><p>falências orgânicas e carências nutricionais. Lembrando que os exames bioquímicos não devem</p><p>ser considerados de forma isolada para determinar o diagnóstico nutricional, devemos associar</p><p>os dados da avaliação bioquímica, com a história clínica do paciente e os demais parâmetros</p><p>de avaliação nutricional adotados.</p><p>Abaixo, os valores referências dos principais exames laboratoriais, lembrando que o valor</p><p>referência pode variar de acordo com o laboratório.</p><p>EXAME VALOR REFERÊNCIA FINALIDADE</p><p>Creatinina 0,7 a 1,3 mg/dl Avaliar função renal</p><p>Ureia 8 a 20 mg/dl Avaliar função renal</p><p>Fósforo 3 a 4,5 mg/dl Avaliar função renal, óssea, PTH e</p><p>Tabsorção</p><p>Potássio 3,5 a 5 mEq/L Avaliar função renal e cardíaca</p><p>Sódio 136 a 145 mEq/L Avaliar hidratação, função renal e</p><p>cardíaca</p><p>Magnésio 1,5 a 2,4 mg/dl Avaliar função renal e TGI</p><p>Cloro 98 a 106 mEq/L hidratação</p><p>Cálcio 9 a 10,5 mg/dl Avaliar função renal e TGI</p><p>Zinco 66 a 110 mcg/dl Estado nutricional e depleção</p><p>Bilirrubina total 0,3 a 1,2 mg/dl/dia Função hepática</p><p>Bilirrubina direta 0 a 0,3 mg/dl Função hepática</p><p>Gama Glutamil Transferase 8 a 78 u/l Função hepática</p><p>Amilase 0 a 130 u/l Função pancreática</p><p>Lipase <95 u/l Função pancreática</p><p>Lactato desidrogenase 60 a 160 u/l Acidose (respiratória) / Perfusão tecidual</p><p>Proteínas Totais 6 a 7,8 g/dl Estado nutricional, função renal e</p><p>hepática</p><p>Albumina 3,5 a 5,4 g/dl Osmolaridade, inflamação, função renal</p><p>e hepática</p><p>Pré albumina 18 a 45 mg/dl Osmolaridade, inflamação, função renal</p><p>e hepática</p><p>Transferrina 212 a 360 mg/dl Anemia</p><p>Troponina T <0,03 ng/ml Injúria cardíaca</p><p>Ferro 60 a 160 mcg/dl Anemia</p><p>Ferritina Mulheres: 30 a 200 ng/ml</p><p>Homens: 30 a 300 ng/ml</p><p>Anemia</p><p>TGO (Aminotransferase, aspartato - AST) 0 a 35 u/l Função hepática</p><p>TGP (Aminotransferase, alanina - ALT) 0 a 35 u/l Função hepática</p><p>Hemoglobina Mulheres: 12 a 16 g/dl</p><p>Homens: 14 a 17 g/dl</p><p>Anemia</p><p>Hematócrito Mulheres: 36 a 47%</p><p>Homens: 41 a 51%</p><p>Hemácias</p><p>Leucócitos < 20 mg/dl Infecção bacteriana, viral ou parasita</p><p>Eosinófilos 0 a 0,55 x 10³ células/mcl Reações alérgicas ou parasitas</p><p>Linfócitos 0,77 a 4,5 x 10³ células/mcl Infeccões virais ou desnutrição</p><p>Bastões 0 a 1,2 x 10³ células/mcl Fase aguda da infecção</p><p>Monócitos 0,14 a 1,3 x 10³ células/mcl Infecção crônica, doença autoimune ou</p><p>câncer</p><p>Neutrófilos 2,6 a 8,5 x 10³ células/mcl Infecção por fungos ou leveduras</p><p>Proteína C reativa < 0,5 mg/dl Infecção</p><p>Plaquetas 150 a 350 x 10³/mcl coagulação</p><p>Colesterol total 150 a 199 mg/dl Produção hepática e alimentação</p><p>Colesterol LDL < 130 mg/dl Produção hepática e alimentação</p><p>Colesterol HDL >40 mg/dl Produção hepática e alimentação</p><p>Triglicérides <150 mg/dl Produção hepática e alimentação</p><p>Glicemia de jejum 70 a 105mg/dl Diabetes</p><p>Hemoglobina glicada 4,5 a 5,6% Diabetes</p><p>*Fonte: American Board of Internal Medicine: ABIM Laboratory Test Reference Ranges ̶ January 2018</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 54</p><p>6. VISITA MULTIPROFISSIONAL</p><p>É importante que haja uma boa integração entre a equipe multiprofissional da unidade,</p><p>isso garante que todos estejam alinhados nas condutas e assim garante o melhor suporte ao</p><p>paciente.</p><p>As visitas multiprofissionais são muito comuns no ambiente hospitalar, principalmente nas</p><p>UTIs, a partir dela os profissionais trocam informações acerca do estado atual e planejamento</p><p>do tratamento, para que todos da equipe caminhem na mesma direção. Por isso, é muito</p><p>importante conhecermos e acompanharmos frequentemente nosso paciente, para que</p><p>tenhamos propriedade na hora de falar dos aspectos nutricionais.</p><p>Cada hospital tem sua forma de visita multiprofissional, mas basicamente ela acontece</p><p>com o médico passando o quadro clínico atual, medicamentos em uso e os exames recentes,</p><p>depois cada profissional fala das questões específicas da sua área, definindo assim as próximas</p><p>condutas.</p><p>A utilização de uma ficha individual de acompanhamento nutricional, tende a facilitar</p><p>na hora da visita, pode conter informações como: dados pessoais, peso atual, perda de peso,</p><p>resultado da triagem e avaliação nutricional, via de alimentação, dieta ofertada, uso de drogas</p><p>vasoativas, sedação, laxativos, antibiótico, evacuação, resíduo gástrico, volume infundido e</p><p>volume prescrito da nutrição enteral, uso de suplementação, entre outros. A partir dela você</p><p>consegue ter um panorama geral da evolução do paciente com metas ao longo da</p><p>internação.</p><p>Dessa forma, o nutricionista estará mais preparado e confiante para sugerir novas</p><p>condutas e evoluções. Assim, na visita multiprofissional a equipe consegue alinhar o cuidado do</p><p>paciente, e esse é o aspecto mais importante, pois o paciente não se beneficia do trabalho</p><p>isolado de cada profissional, mas sim do trabalho em conjunto.</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 55</p><p>Sugestão de ficha para acompanhamento dos pacientes críticos:</p><p>Frente:</p><p>Verso:</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 56</p><p>Versão simplificada:</p><p>Paciente Diagnóstico Peso Estado</p><p>Nutricional</p><p>Meta</p><p>cal/ptn</p><p>Meta</p><p>proteica</p><p>Prescrito</p><p>x</p><p>Infundido</p><p>Glicemia DVA Sedação Evacuação Motivo</p><p>Internação</p><p>Motivo</p><p>Jejum</p><p>Licenciado para - A</p><p>na T</p><p>haís A</p><p>lves Lim</p><p>a - 06281392337 - P</p><p>rotegido por E</p><p>duzz.com</p><p>MANUAL NUTRIÇÃO CLINICA 3 ED - EMTN TULL</p><p>EMTNTULL 57</p><p>7. CONDUTAS NUTRICIONAIS</p><p>7.1.Vias de Alimentação</p><p>Para definir a via de alimentação que utilizará com</p>