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<p>UNIVERSIDADE PAULISTA</p><p>INSTITUTO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE</p><p>CURSO DE NUTRIÇÃO</p><p>AMANDA FERREIRA CORAZZA</p><p>ESTUDO DE CASO:</p><p>CAQUEXIA E CÂNCER COLORRETAL</p><p>SOROCABA</p><p>2024</p><p>AMANDA FERREIRA CORAZZA</p><p>F144HI0</p><p>ESTUDO DE CASO: CAQUEXIA E CÂNCER COLORRETAL</p><p>Relatório de Estágio Supervisionado em Nutrição em Saúde Pública – Policlínica de Votorantim, realizado como parte dos requisitos para obtenção de Título de Graduação em Nutrição entregue à Universidade Paulista - UNIP.</p><p>Nutricionista supervisora: Débora B. Garcia</p><p>Profª Orientadora: Sandra Regina B. da Silva</p><p>SOROCABA</p><p>2024</p><p>SUMÁRIO</p><p>1. IDENTIFICAÇÃO DO PACIENTE</p><p>· Siglas do Nome: V.B</p><p>· Sexo: Masculino</p><p>· Idade: 71 anos</p><p>· Grupo Racial: Branco</p><p>· Estado Civil: Casado</p><p>· Profissão: Aposentado</p><p>· Nacionalidade: Brasileiro</p><p>· Naturalidade: Votorantim / São Paulo</p><p>· Residência: Rua Flora Metidieri, 351 - Vila Dominguinho – Votorantim/SP</p><p>2. HISTÓRIA CLÍNICA</p><p>2.1. Queixa Principal</p><p>Paciente apresenta caquexia e câncer colorretal. Queixa-se de falta de apetite, cansaço com pequeno esforço, saciedade precoce, infecção urinária recorrente, dificuldade para mastigar e dor abdominal. Ingestão hídrica inadequada.</p><p>2.2. História da Doença Atual</p><p>Paciente apresenta caquexia, decorrente do câncer colorretal.</p><p>· Diagnóstico Clínico: Caquexia e câncer colorretal</p><p>· Época do Início da Doença: Começou a apresentar sintomas do câncer e foi diagnosticado há mais ou menos 2 anos, após isso começou a apresentar perda de peso.</p><p>· Modo de Evolução e Tratamentos Efetuados: Paciente em tratamento oncológico realizou quimioterapia e radioterapia após diagnóstico médico. Faz uso de bolsa de colostomia há 1 ano, após ressecção de câncer de intestino. Recebeu transfusão sanguínea 2 vezes para tratamento de anemia após procedimento cirúrgico. Faz tratamento com médica especialista em medicina de família e comunidade, na UBS Barra Funda de Votorantim com uso de Tramal, indicado para controle da dor. Esta médica encaminhou o paciente para Nutricionista com objetivo de suplementação para ganho de peso.</p><p>O Tramal 50mg é um analgésico indicado para o tratamento de dores agudas e crônicas, moderadas a intensas. Utilizado no alívio da dor no pós-operatório, tratamento oncológico, dores musculoesquelética, neuropática e dores menstruais. Os efeitos colaterais são: náusea, vômito, tontura, sonolência, constipação, boca seca e dor de cabeça. A dose deve ser ajustada individualmente de acordo com a necessidade do paciente (Drogasil, 2023).</p><p>· Intercorrências e Queixas Atuais: Paciente relata dificuldade em ganhar peso, decorrente da falta de apetite, saciedade precoce e dificuldade para mastigar.</p><p>· História Familiar de Alguma Patologia: Não soube responder.</p><p>2.3. História Social</p><p>· Número de Indivíduos Residentes no Domicílio: Reside no domicílio 2 pessoas, o paciente e sua esposa.</p><p>· Renda Familiar Mensal: Não informou sua renda.</p><p>· Condições de Habitação: Residência possui saneamento básico e energia elétrica.</p><p>· Tabagismo, Etilismo e Uso de Drogas: Paciente nega.</p><p>· Sono: 7/8 horas por dia. Não apresenta dificuldade e não tem hábito urinário noturno.</p><p>3. EPIDEMIOLOGIA E FISIOPATOLOGIA DE BASE</p><p>3.1. Caquexia</p><p>A caquexia é uma síndrome associada com o emagrecimento excessivo, involuntário e uma série de outros fatores, muitas vezes correlacionado com outras enfermidades. Entre esses fatores estão: baixa massa magra, anorexia, alterações bioquímicas, astenia, baixa força muscular, índice de massa corpórea <20 kg/m² e perda de 5% de peso em um ano (DUTRA, SAGRILLO, 2014).</p><p>Essa síndrome multifatorial, no seu estado patológico, causa perda de gordura corporal e proteínas, manifestando-se no emagrecimento e acometendo o sistema imunológico e o estado funcional, alta mortalidade, menor resposta ao tratamento quimioterápico e acarretando disfunções metabólicas (ROCHA, CAVAGNARI, 2016).</p><p>Pode se desenvolver nos indivíduos com ingestão de proteína e energia adequada, porém, má absorção intestinal. Também podem evoluir nos pacientes com doenças sistêmicas graves, como: sepse, câncer, AIDS, artrite reumatóide e até mesmo no pós-operatório de cirurgias grandes (DUTRA, SAGRILLO, 2014).</p><p>Entre 50% a 80% dos pacientes com câncer, apresentam caquexia, reduzindo a qualidade de vida e sendo responsável por mais de 20% das mortes vinculadas ao câncer (LOTICI, ANTUNES, et al, 2014).</p><p>3.2. Câncer Colorretal</p><p>O câncer colorretal (CCR) é uma neoplasia que ataca a região do intestino grosso (cólon) ou do reto. Origina-se de mutações genéticas em celular da mucosa do cólon que se desenvolvem em pólipos adenomatosos. A falta de exercícios, consumo excessivo de bebidas alcoólicas, tabagismo e ingestão de gordura animal, são os principais fatores de risco (SILVA, ERRANTE, 2016).</p><p>Destacam-se como um dos tipos de câncer mais frequente na população brasileira e global, sendo o segundo tipo de câncer mais frequente em mulheres e o terceiro em homens (MOURA, MELLO, et al, 2020).</p><p>De acordo com a Sociedade Brasileira de Coloproctologia, essa doença é mais prevalente em indivíduos acima de 50 anos, com maior risco para homens. Diversos fatores podem aumentar o risco de CCR, incluindo: dieta pobre em fibras, tabagismo, sedentarismo, obesidade, entre outros (Ministério da Saúde, 2022).</p><p>Os sintomas podem ser inespecíficos e variam de acordo com a localização e o estágio da doença. Os mais comuns são: anemia ferropriva, dor abdominal, sangramento retal, fadiga, perda de peso e mudança no hábito intestinal (Ministério da Saúde, 2022).</p><p>4. EXAMES LABORATORIAIS</p><p>Paciente não apresentou exames laboratoriais recentes.</p><p>Para completar a avaliação clínica, é interessante a solicitação dos seguintes exames:</p><p>· Hemograma completo: para avaliar a presença de anemia, causada pela perda de sangue.</p><p>· Ureia e creatinina: avaliar a função renal.</p><p>· Ferritina: avaliar os estoques de ferro.</p><p>· Vitamina B12: avaliar a presença de anemia megaloblástica.</p><p>· Vitamina D: avaliar a saúde óssea.</p><p>· Proteína C Reativa (PCR): avaliar o nível de inflamação no organismo (Dutra, Sagrillo, 2019).</p><p>5. EXAME FÍSICO GERAL</p><p>De acordo com a análise física do paciente, o mesmo apresenta pele, unhas e cabelos com aparências normais. Dentição própria com falta de dentes. Mastigação normal, mas apenas para alimentos amassados. Não tem apetite e apresenta dificuldade na digestão. Faz uso da bolsa de colostomia e realiza a limpeza de 2 a 3 vezes por dia. Apresenta bastante crise urinária e não tem o hábito de urinar a noite. Não pratica atividade física.</p><p>6. ANAMNESE ALIMENTAR</p><p>As compras e preparações das refeições são feitas pela esposa. Faz uso de sazón e também utiliza temperos naturais. Não adiciona sal na comida depois de pronta. Costuma ingerir refrigerante junto com as refeições. Disse não ter preferência alimentar e tem aversão a carne vermelha, carne branca e legumes, principalmente beterraba. Não possui alergias ou intolerâncias alimentares. Utiliza em média 1L de óleo no mês para preparo das refeições. Nega consumo de bebidas alcoólicas. Faz consumo de fast food raramente. Sua ingestão hídrica é de mais ou menos 1L por dia.</p><p>Tabela 1: Recordatório 24 horas – Dia: 21/02/2024</p><p>Horário que acorda: 9:30</p><p>REFEIÇÃO</p><p>MEDIDA CASEIRA</p><p>ALIMENTO</p><p>9:50</p><p>Café da manhã</p><p>1 unidade</p><p>1/2 xícara</p><p>1 colher de chá</p><p>Pão francês</p><p>Café</p><p>Açúcar refinado</p><p>Colação</p><p>Não realizou</p><p>12:30</p><p>Almoço</p><p>1 concha</p><p>1 concha</p><p>1 colher de sopa</p><p>1 colher de sopa</p><p>1 colher de sopa</p><p>1 copo</p><p>Arroz branco</p><p>Feijão carioca</p><p>Batata</p><p>Chuchu</p><p>Mandioca</p><p>Refrigerante</p><p>18:30</p><p>Lanche da tarde</p><p>1 copo</p><p>1 unidade</p><p>Leite integral</p><p>Pão francês</p><p>20:00</p><p>Jantar</p><p>1 concha</p><p>1 concha</p><p>1 colher de sopa</p><p>1 colher de sopa</p><p>1 colher de sopa</p><p>1 copo</p><p>Arroz branco</p><p>Feijão carioca</p><p>Batata</p><p>Chuchu</p><p>Mandioca</p><p>Refrigerante</p><p>Ceia</p><p>Não realizou</p><p>Horário que dorme: 22:00</p><p>Fonte: Autoria própria, 2024.</p><p>Tabela 2: Quantidade de Macronutrientes do Recordatório de 24 horas e Recomendações.</p><p>Macronutrientes</p><p>Recordatório</p><p>Recomendações</p><p>segundo cálculo das necessidades energéticas</p><p>Calorias (Kcal)</p><p>889</p><p>1785</p><p>Carboidratos (g)</p><p>190,48</p><p>223</p><p>Proteínas (g)</p><p>21,31</p><p>134</p><p>Lipídios (g)</p><p>4,52</p><p>40</p><p>Fonte: Autoria própria, 2024.</p><p>Tabela 3: Quantidade de Micronutrientes do Recordatório de 24 horas e Recomendações.</p><p>Micronutrientes</p><p>Recordatório</p><p>Recomendações segundo as DRIs</p><p>Fibras (g)</p><p>20,09</p><p>25</p><p>Vitamina A (mcg)</p><p>23,89</p><p>625</p><p>Vitamina C (mg)</p><p>8,31</p><p>75</p><p>Cálcio (mg)</p><p>207,51</p><p>1200</p><p>Ferro (mg)</p><p>3,34</p><p>8</p><p>Sódio (mg)</p><p>755,88</p><p>1200</p><p>Fonte: DRI, 2006.</p><p>Tabela 4: Distribuição de Macronutrientes do Recordatório de 24 horas.</p><p>Macronutrientes</p><p>Gramas</p><p>Calorias</p><p>Porcentagem</p><p>Carboidrato</p><p>190,48</p><p>761,92</p><p>85,8%</p><p>Proteína</p><p>21,31</p><p>85,24</p><p>9,6%</p><p>Lipídios</p><p>4,52</p><p>40,68</p><p>4,6%</p><p>TOTAL</p><p>887,84</p><p>100%</p><p>Fonte: Autoria própria, 2024.</p><p>7. AVALIAÇÃO ANTROPOMÉTRICA</p><p>Tabela 5: Avaliação da Primeira Consulta.</p><p>Antropometria</p><p>1ª consulta</p><p>Peso (kg)</p><p>51 kg</p><p>Estatura (m)</p><p>1,60 m</p><p>IMC (kg/m2)</p><p>19,9 kg/m2</p><p>Circunferência abdominal (cm)</p><p>67 cm</p><p>Fonte: Autoria própria, 2024.</p><p>Tabela 6: Classificação do Estado nutricional segundo o IMC.</p><p>Índice de massa corporal</p><p>< 22</p><p>Baixo peso</p><p>22 - 27</p><p>Eutrofia</p><p>> 27</p><p>Excesso de peso</p><p>Fonte: Lipzshitz, 1994.</p><p>Tabela 7: Classificação da Circunferência abdominal.</p><p>Circunferência abdominal</p><p>Homem</p><p>Mulher</p><p>Baixa</p><p>< 94 cm</p><p>< 80 cm</p><p>Alta</p><p>94 a 102 cm</p><p>80 a 88 cm</p><p>Muito alta</p><p>> 102 cm</p><p>> 88 cm</p><p>Fonte: OMS, 1998.</p><p>Realizada a avaliação antropométrica do paciente durante a primeira consulta, observou-se que o paciente encontra-se com IMC 19,9 kg/m2, enquadrando-se na avaliação de baixo peso. Quanto à circunferência abdominal, a medida foi de 67 cm, indicando baixa quantidade de gordura. Concluindo assim que este paciente precisa ganhar peso e medidas na circunferência abdominal. Para isso é necessário suplementação e dieta adequada e saudável.</p><p>8. DIAGNÓSTICO NUTRICIONAL</p><p>Através das análises dos resultados obtidos através da antropometria, o diagnóstico nutricional do paciente é baixo peso, com IMC 19,9 kg/m2. De acordo com sua circunferência abdominal constatou-se baixa quantidade de gordura. De acordo com a avaliação foi constatado desnutrição. O paciente apresenta um quadro de caquexia (perda de peso involuntária) com perda de peso superior a 5% nos últimos 6 meses, IMC < 20 kg/m2 com perda de peso contínua (< 2%) e depleção de massa muscular (sarcopenia).</p><p>9. CÁLCULO DAS NECESSIDADES NUTRICIONAIS</p><p>· Peso Ideal</p><p>Para encontrar o peso ideal foi utilizado o IMC de 25,1 kg/m2, para que o paciente saia de um baixo peso e passe para uma pessoa eutrófica. Foi realizado o seguinte cálculo:</p><p>Peso Ideal = IMC desejado x estatura2 (m)</p><p>Peso Ideal = 25,1 x 1,62</p><p>Peso Ideal = 64,25 kg</p><p>Para saber a porcentagem de perda de peso foi utilizada a seguinte fórmula:</p><p>%PP = (Peso Inicial – Peso Final) x 100 / Peso Inicial</p><p>%PP = (69 – 51) x 100 / 69</p><p>%PP = 26%</p><p>A equação utilizada para o cálculo de taxa de metabolismo basal (TMB), pelo peso atual foi à seguinte:</p><p>Equação FAO/OMS (2001) – Peso Atual</p><p>TMB = (11,711 x 51) + 587,7</p><p>TMB = 597,26 + 587,7</p><p>TMB = 1185 kcal</p><p>Para determinar o GET de acordo com o peso atual, a fórmula foi à seguinte:</p><p>GET = TMB x Fator Atividade x Fator Injúria x Fator Térmico</p><p>Fator Atividade (FA) = 1,2 - Sedentário</p><p>Fator Injúria (FI) = 1,1 - Câncer</p><p>Fator Térmico (FT) = 1,0 – Temperatura < 38ºC</p><p>GET = 1185 x 1,2 x 1,1 x 1,0</p><p>GET = 1564,2 Kcal</p><p>A equação utilizada para o cálculo de taxa de metabolismo basal (TMB), pelo peso ideal foi:</p><p>Equação FAO/OMS (2001) – Peso Ideal</p><p>TMB = (11,711 x 64,25) + 587,7</p><p>TMB = 752,4 + 587,7</p><p>TMB = 1340,1 Kcal</p><p>Para determinar o GET de acordo com o peso ideal, foi utilizada a seguinte fórmula:</p><p>GET = TMB x Fator Atividade x Fator Injúria x Fator Térmico</p><p>Fator Atividade (FA): 1,2 – Sedentário</p><p>Fator Injúria (FI): 1,1 – Câncer</p><p>Fator Térmico (FT): 1,0 – Temperatura <38ºC</p><p>GET = 1340,1 x 1,2 x 1,1 x 1,0</p><p>GET = 1768,9 Kcal</p><p>A fórmula FAO/OMS (2001) foi escolhida por ser a que mais se encaixou nos parâmetros necessários para cálculo de TMB e GET chegando a uma necessidade energética que atende o paciente em desnutrição. Esse paciente possui IMC = 19,9 kg/m2, diagnosticado com baixo peso e perda de peso de 26% em apenas 1 ano, tendo como consequência a caquexia. É necessário bastante cuidado ao ofertar uma dieta de forma rápida e muito rica em calorias, aumentando o potencial da síndrome de realimentação. O consumo foi adequado para aproximadamente 1785 kcal/dia, equivalendo a 35 kcal/kg peso/dia, para que o ganho de peso seja gradativo e eficaz, levando esse paciente de um baixo peso para uma eutrofia. O Fator Atividade (FA) foi escolhido de acordo com o perfil do paciente, que é sedentário e não pratica nenhuma atividade. O Fator Injúria (FI) foi selecionado por ser um paciente com câncer. O Fator Térmico foi escolhido por ser um paciente sem alteração de temperatura acima de 38ºC.</p><p>Dieta Hipercalórica e Hiperproteica de 1785 kcal = 35 kcal/kg peso/dia</p><p>Carboidratos = 4,4 g/kg de peso/dia</p><p>1785 x 50% = 892,5 kcal / 4 kcal = 223 g de CHO/dia = 4,4 g/kg peso/dia</p><p>Proteínas = 2,6 g/kg de peso/dia</p><p>1785 x 30% = 535,5 kcal / 4 kcal = 134 g de PTN/dia = 2,6 g/kg peso/dia</p><p>Lipídios = 0,8 g/kg de peso/dia</p><p>1785 x 20% = 357 kcal / 9 kcal = 40 g de LIP/dia = 0,8 g/kg peso/dia</p><p>A dieta recomendada a esse paciente é hipercalórica, hiperproteica e normolipídica, facilitando o ganho de peso e evitando desconfortos. Normossódica e normoglícidica, pois não possui hipertensão e nem diabetes. Será feita suplementação para ganho de peso mais eficaz.</p><p>A elaboração do cardápio a seguir foi feito com base na equação da FAO/OMS, seguindo o peso ideal, ajudando o paciente no ganho de peso gradativo e se enquadrando no IMC adequado, mantendo a saúde e com as calorias que necessita.</p><p>PLANO ALIMENTAR</p><p>Tabela 9: Comparativo de Macronutrientes</p><p>Macronutrientes</p><p>Recordatório 24 Horas</p><p>Plano Alimentar Proposto</p><p>Recomendações de acordo com o Cálculo das Necessidades</p><p>Calorias (Kcal)</p><p>889</p><p>1796</p><p>1785</p><p>Carboidratos (g)</p><p>190,48</p><p>225,07</p><p>223</p><p>Proteínas (g)</p><p>21,31</p><p>122,52</p><p>134</p><p>Lipídeos (g)</p><p>4,52</p><p>43,1</p><p>40</p><p>Fonte: Autoria Própria, 2024</p><p>Tabela 10: Comparativo de Micronutrientes</p><p>Micronutrientes</p><p>Recordatório 24 Horas</p><p>Plano Alimentar Proposto</p><p>Recomendações de acordo com as DRIs</p><p>Fibras (g)</p><p>20,09</p><p>22,51</p><p>25</p><p>Vitamina A (mcg)</p><p>23,89</p><p>611,58</p><p>625</p><p>Vitamina C (mg)</p><p>8,31</p><p>214,11</p><p>75</p><p>Cálcio (mg)</p><p>207,51</p><p>1140,6</p><p>1200</p><p>Ferro (mg)</p><p>3,34</p><p>13,08</p><p>8</p><p>Sódio (mg)</p><p>755,88</p><p>1353,8</p><p>1200</p><p>Fonte: DRI, 2006.</p><p>Verificando o recordatório de 24 horas do paciente, nota-se que os macronutrientes e micronutrientes não se aproximam das quantidades recomendadas de necessidades energéticas, ficando bem abaixo do proposto. No entanto, o recordatório mostra uma alimentação de má qualidade nutricional, com déficit de nutrientes e sem atingir as calorias necessárias.</p><p>A vitamina C, ferro e sódio ficaram acima do recomendado, no plano alimentar proposto, porém ainda dentro dos limites de tolerância (UL).</p><p>Esse plano alimentar proposto é para apenas um dia de dieta, sendo necessário o paciente incluir outros alimentos para que se aproxime das recomendações. No caso das fibras, consumir: leguminosas, vegetais verdes, grãos integrais e nozes e sementes. Para vitamina A, consumir: frutas e legumes amarelos e alaranjados e vegetais verde-escuros. Já para o cálcio, consumir: brócolis, agrião, espinafre, grão de bico, couve flor, quiabo e couve.</p><p>A escolha da dieta hipercalórica e hiperproteica foram baseadas no ganho de peso, visando um aporte maior de calorias e proteínas, mantendo uma dieta saudável, se tratando de um paciente idoso.</p><p>Para suplementação caseira, foram indicados alguns métodos, como:</p><p>· Azeite ou queijo ralado na comida já pronta;</p><p>· Creme de leite ou leite condensado na salada de frutas, gelatinas, sopas e purês;</p><p>· Gema de ovo cozida amassada no caldo de feijão, sopas e purês;</p><p>· Clara de ovo esfarelada sobre a salada ou legumes;</p><p>· Molho branco nos legumes;</p><p>· Leite em pó ou leite</p><p>condensado no copo de café com leite ou achocolatado;</p><p>· Sorvetes e suspiro nos lanches.</p><p>10. OBJETIVOS DO TRATAMENTO NUTRICIONAL</p><p>· Ganho de peso, massa muscular a aumento das reservas energéticas;</p><p>· Melhorar aceitação e deglutição;</p><p>· Melhorar a hidratação;</p><p>· Melhorar a alimentação e qualidade de vida.</p><p>11. CONDUTAS E ENCAMIHAMENTOS</p><p>O paciente foi orientado a:</p><p>· Aumentar a ingestão diária de alimentos de alto valor energético;</p><p>· Aumentar a ingestão diária de alimentos fonte de proteína;</p><p>· Melhorar a qualidade nutricional da alimentação;</p><p>· Alterar a consistência dos alimentos a forma que melhor se adapta;</p><p>· Aumentar a ingestão hídrica de água;</p><p>· Não pular refeições, assim não ficando muito tempo em jejum.</p><p>12. METAS</p><p>· Consumir 6 copos de água por dia (1200 ml), e aumentar gradativamente até chegar a pelo menos 2 L de água por dia (10 copos);</p><p>· Consumir pelo menos 1 porção de legumes nas refeições principais (almoço e jantar);</p><p>· Consumir mais vegetais folhosos, cozidos ou misturados com outros alimentos, nas refeições principais (almoço e jantar);</p><p>· Consumir proteína em pelo menos 2 refeições.</p><p>13. RECEITUÁRIO PADRÃO</p><p>14. CONCLUSÃO</p><p>Concluímos que, o paciente foi orientado a seguir o plano alimentar proposto, as metas e objetivos. Sendo necessário uma consulta de retorno para avaliar se o paciente está seguindo as recomendações e fazer os ajustes necessários.</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>Drogasil. (2023). Tramal Retard® bula, 2024. Disponível em: https://img.drogasil.com.br/raiadrogasil_bula/Tramal.pdf</p><p>Dutra, I. K. A.; Sagrillo, M. R.; Terapia nutricional para pacientes oncológicos com caquexia. Disciplinarum Scientia: Saúde, Meio Ambiente e Tecnologia, 20(1), 1074-1082. Disponível em: Vista do Terapia nutricional para pacientes oncológicos com caquexia (ufn.edu.br)</p><p>SCHIESSEL, D.; Prevalência de perda de peso, caquexia e desnutrição em pacientes oncológicos. Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Enfermagem, Florianópolis, SC, 2014. Disponível em: file:///C:/Users/glauc/Downloads/bruna-123,+A10.pdf</p><p>ALVES, L. C. G.; SILVA, E. L. da; NASCIMENTO, M. C. do. A formação de professores para o ensino de matemática: desafios e perspectivas. Revista Uniluz,v. 13, n. 33, p. 173-184, Florianópolis/SC, 2014. Disponível em:</p><p>SOARES, M. H. P.; CARVALHO, A. L. de; LIMA, M. C. de. Fatores associados à qualidade de vida em pacientes com câncer de mama em tratamento quimioterápico. Rev. Bras. Cancerol., Rio de Janeiro, v. 62, n. 2, p. 149-155, abr./jun. 2016.</p><p>BRASIL. Ministério da Saúde. Saiba como são prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer colorretal. Brasília: Ministério da Saúde, 2022. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2022/marco/saiba-como-sao-prevencao-diagnostico-e-tratamento-do-cancer-colorretal. Acesso em: 17/03/2024.</p><p>SAMPAIO, L.R.; Anexos. In: Avaliação nutricional. EDUFBA. Salvador, BA, 2012, pp. 133-158. ISBN: 978-85-232-1874-4. Disponível em: https://doi.org/10.7476/9788523218744</p><p>SANTOS, J. L. dos; SILVA, M. J. da; NASCIMENTO, A. C. do. A formação de professores para o ensino de matemática: desafios e perspectivas. Rev. Bras. Educ. Saúde, v. 53, n. 66, p. 66-78, 2019. Disponível em:</p>