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<p>Medicina UFCG | Tainah Guerra</p><p>1</p><p>URGÊNCIA E EMERGÊNCIA</p><p>Sepse e choque séptico na sala de emergência</p><p>Sepse é uma disfunção no funcionamento de órgãos e sistemas, secundária à resposta</p><p>desregulada de um hospedeiro a uma infecção.</p><p>• O foco de infecção pode estar localizado em apenas um órgão, no entanto, é a</p><p>resposta do organismo para combater o agente infeccioso que provoca uma</p><p>resposta inflamatória sistêmica, responsável por disfunções orgânicas e pela sepse.</p><p>É a principal causa de morte nas UTI em todo o mundo.</p><p>Medicina UFCG | Tainah Guerra</p><p>2</p><p>• Hoje não existe mais o conceito de sepse grave.</p><p>MANIFESTAÇÃO CLÍNICA</p><p>As manifestações clínicas são variadas e dependem do foco de infecção. Os pacientes</p><p>geralmente apresentam:</p><p>• Febre.</p><p>o 10 a 15% dos pacientes não apresentam febre.</p><p>• Taquicardia.</p><p>• Leucocitose.</p><p>• Hipotensão.</p><p>• Hiperventilação – sinal precoce. Pode ser ansiedade? Pode, mas também pode ser</p><p>sinal precoce de sepse.</p><p>• Desorientação e confusão – idosos.</p><p>• Sintomas específicos:</p><p>o Lesões cutâneas (petéquias ou púrpuras cutâneas).</p><p>o Tosse, dor no peito, dispneia.</p><p>o Dor abdominal, náuseas, vômitos, diarreia.</p><p>o Disúria, dor pélvica ou em flanco, urgência miccional.</p><p>Medicina UFCG | Tainah Guerra</p><p>3</p><p>Conforme o quadro se agrava, surgem sinais de choque circulatório e de outras disfunções</p><p>orgânicas, como, Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo (SDRA), lesão renal aguda</p><p>(LRA) e coagulação intravascular disseminada (CIVD).</p><p>COMO SUSPEITAR DE SEPSE?</p><p>Pacientes com sinais e sintomas locais ou sistêmicos de infecção: aplicar escores de</p><p>suspeição precoce de sepse.</p><p>qSOFA (mais utilizado no departamento de emergência – pontuação maior ou igual</p><p>dois), SIRS e NEWS.</p><p>• Síndrome da Resposta Inflamatória Sistêmica (SIRS): resposta inflamatória</p><p>generalizada em decorrência a uma variedade de insultos clínicos graves. É</p><p>reconhecida pela presença de dois ou mais sinais ou exames:</p><p>o Temperatura corporal > 38ºC ou < 36ºC.</p><p>o FC > 90 bpm.</p><p>o FR > 20 irpm ou PaCO2 < 32 mmHg.</p><p>o Leucócitos > 12.000 céls/mm³ ou < 4.000 céls/mm³ ou > 10% de formas</p><p>imaturas (bastões).</p><p>DIAGNÓSTICO</p><p>A sepse é diagnosticada em pacientes com infecção (suspeita ou confirmada) associada a</p><p>disfunção orgânica.</p><p>Diagnóstico de disfunção orgânica: aumento de 2 ou mais pontos no escore</p><p>SOFA. OBS: não permite identificar se a disfunção orgânica é prévia (ex: paciente com</p><p>doença renal crônica ou cirrose) ou resultado de processos infecciosos.</p><p>Medicina UFCG | Tainah Guerra</p><p>4</p><p>Epidemiologicamente, pneumonia é a causa mais comum da sepse (40% dos casos).</p><p>Quadro suspeito de sepse:</p><p>1. Pesquisa dos focos infeciosos.</p><p>2. Etiologia (exames de cultura, preferencialmente antes de iniciar ATB).</p><p>3. Disfunções orgânicas (escore SOFA).</p><p>4. Diagnóstico ou exclusão de choque séptico.</p><p>Medicina UFCG | Tainah Guerra</p><p>5</p><p>a. Hemograma completo .</p><p>b. Bilirrubina total.</p><p>c. Creatinina.</p><p>d. Gasometria arterial.</p><p>e. Lactato sérico.</p><p>f. Cultura de sangue, urina e outros focos, se pertinente.</p><p>CHOQUE SÉPTICO</p><p>Clinicamente, choque séptico é definido como hipotensão (PAS < 90 mmHg) durante pelo</p><p>menos uma hora de reposição hídrica ou necessidade de vasopressores para manter a</p><p>PAM maior ou igual a 65 mmHg associada a níveis de lactato sérico > 18 mg/dL na</p><p>ausência de hipovolemia.</p><p>Uma vez excluídas hipovolemia e SCA, tratar choque séptico empiricamente.</p><p>Pacientes adultos hipotensos ou com lactato sérico > 36 mg/dL: reposição volêmica</p><p>intravenosa com cristaloides (soro Ringer Lactato) em bolus na dose de 30 ml/kg de peso</p><p>na primeira hora.</p><p>Paciente com história de HAS crônica o alvo da PAM é 80-85 mmHg.</p><p>Pacientes idosos (> 65 anos): PAM > 60 mmHg permite o desmame um pouco mais</p><p>rápido dos vasopressores.</p><p>A droga vasopressora preferencial é a noradrenalina. Dose: 0,05 – 2,00</p><p>microgramas/kg/min.</p><p>Medicina UFCG | Tainah Guerra</p><p>6</p><p>TRATAMENTO</p><p>O indicado é entrar com ATB preferencialmente em até 1 hora (e após a obtenção de</p><p>culturas), sendo direcionado para o foco infeccioso.</p><p>As primeiras 6 horas da sepse é cuidado emergencial, se possível, na UTI.</p><p>• Sugere-se que o ATB cubra inicialmente gram-positivos e gram-negativos. Os</p><p>germes mais comumente causadores de sepse: Escherichia coli, Staphylococcus</p><p>aureus, Klebsiella pneumoniae, Streptococcus pneumoniae.</p><p>• Manter a PAM maior ou igual a 65 mmHg (maioria dos pacientes).</p><p>• Se o paciente tiver hipotenso, fazer reposição volêmica com soro Ringer Lactato.</p><p>Se o paciente não responder, fazer drogas vasoativas – paciente chocado usa</p><p>noradrenalina.</p><p>• Meta do débito urinário: pelo menos 0,5 a 1,0 ml/kg/hora.</p><p>• Sepse por COVID-19: corticoides se mostraram adequados. Dexametasona 6 mg</p><p>por 10 dias está indicada em pacientes que necessitaram de oxigenoterapia. Sepse</p><p>bacteriana não é recomendado o uso rotineiro, o corticoide pode ser usado em</p><p>paciente com choque séptico e em uso de vasopressores – diminui mortalidade</p><p>(hidrocortisona 200 mg IV/dia por 7 dias).</p><p>• Caso seja necessário fazer IOT: não usar drogas cardiodepressoras ou</p><p>hipotensoras como midazolam, fentanil e propofol, mas etomidato e quetamina.</p><p>• Manter glicemia sérica < 180 mg/dL, se necessário com insulina de ação rápida.</p><p>• Considerar profilaxia de TEV em pacientes com disfunção orgânica: enoxaparina</p><p>40 mg SC 1x/dia ou heparina 5.000 UI SC 3x/dia.</p><p>Medicina UFCG | Tainah Guerra</p><p>7</p>

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