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<p>Inserir Título Aqui</p><p>Inserir Título Aqui</p><p>Digestão e Absorção</p><p>de Nutrientes</p><p>Carboidratos</p><p>Responsável pelo Conteúdo:</p><p>Prof.ª Dr.ª Loreana Sanches Silveira</p><p>Revisão Textual:</p><p>Prof.ª Me. Sandra Regina Fonseca Moreira</p><p>Nesta unidade, trabalharemos os seguintes tópicos:</p><p>• Introdução;</p><p>• Estrutura e Classificação dos Carboidratos;</p><p>• Digestão dos Carboidratos;</p><p>• Absorção dos Carboidratos;</p><p>• Metabolização dos Carboidratos;</p><p>• Homeostase Glicêmica e Regulação da Saciedade;</p><p>• Índice Glicêmico;</p><p>• Suplementação com Carboidratos.</p><p>Fonte: Getty Im</p><p>ages</p><p>Objetivos</p><p>• Compreender como se dá a digestão e absorção dos carboidratos;</p><p>• Reconhecer o processo de metabolização dos carboidratos;</p><p>• Classificar os carboidratos;</p><p>• Entender a homeostase glicêmica e regulação da saciedade;</p><p>• Identificar o índice glicêmico dos alimentos.</p><p>Caro Aluno(a)!</p><p>Normalmente, com a correria do dia a dia, não nos organizamos e deixamos para o úl-</p><p>timo momento o acesso ao estudo, o que implicará o não aprofundamento no material</p><p>trabalhado ou, ainda, a perda dos prazos para o lançamento das atividades solicitadas.</p><p>Assim, organize seus estudos de maneira que entrem na sua rotina. Por exemplo, você</p><p>poderá escolher um dia ao longo da semana ou um determinado horário todos ou alguns</p><p>dias e determinar como o seu “momento do estudo”.</p><p>No material de cada Unidade, há videoaulas e leituras indicadas, assim como sugestões</p><p>de materiais complementares, elementos didáticos que ampliarão sua interpretação e</p><p>auxiliarão o pleno entendimento dos temas abordados.</p><p>Após o contato com o conteúdo proposto, participe dos debates mediados em fóruns de</p><p>discussão, pois estes ajudarão a verificar o quanto você absorveu do conteúdo, além de</p><p>propiciar o contato com seus colegas e tutores, o que se apresenta como rico espaço de</p><p>troca de ideias e aprendizagem.</p><p>Bons Estudos!</p><p>Carboidratos</p><p>UNIDADE</p><p>Carboidratos</p><p>Contextualização</p><p>Um dos tópicos mais importantes no contexto de nutrição esportiva é a compreensão</p><p>aprofundada de como se dá a absorção e o metabolismo dos carboidratos. Dentro desse</p><p>contexto que aparenta ser complexo vamos tentar abordar da forma simples, porém</p><p>sem deixar nenhum ponto de lado, como se dá o processo de digestão e absorção de</p><p>um macronutriente extremamente importante na obtenção de energia para nossas ati-</p><p>vidades diárias.</p><p>Especialmente quando se trata de exercício físico, o conhecimento sobre substratos</p><p>energéticos é crucial para o sucesso e bem estar do praticante. Quer no lazer, em busca</p><p>de saúde, desempenho no esporte, ou até mesmo deitado no sofá em um domingo a</p><p>noite, estamos constantemente utilizando carboidratos como fonte de energia. Entende-</p><p>-los um pouco mais a fundo será um diferencial.</p><p>6</p><p>7</p><p>Introdução</p><p>Primeiramente, é importante sabermos que nem sempre encontraremos a deno-</p><p>minação carboidratos, é comum também nos depararmos com o termo hidratos de</p><p>carbono. São compostos principalmente por carbono, hidrogênio e oxigênio e, em</p><p>alguns casos, enxofre, fósforo ou nitrogênio. Trata-se da biomolécula mais abundante</p><p>na natureza e que tem função não apenas energética, mas também estrutural.</p><p>Os carboidratos são fonte de energia para grande parte das células do organismo</p><p>humano, satisfazendo cerca de 60% da energia total em uma dieta saudável. Por falar</p><p>em dieta saudável, os carboidratos são a base da pirâmide alimentar (Figura 1), que nada</p><p>mais é do que uma representação gráfica dos tipos de alimentos na proporção em que</p><p>devem ser ingeridos. Os carboidratos se encontram na base, pois representam a maior</p><p>parte das calorias totais de uma dieta saudável, seguidos pelas frutas, legumes e verduras.</p><p>Figura 1 – Pirâmide alimentar</p><p>Além de serem utilizados como substratos energéticos, os carboidratos são cruciais</p><p>para o metabolismo celular, sendo também capazes de modular respostas agudas e</p><p>adaptações fisiológicas crônicas no contexto do exercício físico. Carboidratos são uma</p><p>das mais antigas opções de suplementação. Os objetivos mais frequentes dos usuários de</p><p>carboidratos como suplementos são: fonte de energia rápida e ganho de peso.</p><p>Para entender de que maneira a suplementação com o carboidrato pode contribuir</p><p>com esses objetivos, é preciso compreender com clareza como ocorre todo o processo</p><p>de digestão e absorção desse nutriente tão importante.</p><p>7</p><p>UNIDADE</p><p>Carboidratos</p><p>Estrutura e Classificação dos Carboidratos</p><p>A fórmula estrutural básica dos carboidratos é (CH2O)n, sendo n um número variável.</p><p>Dentre os carboidratos simples, o mais abundante encontrado na natureza é o açúcar,</p><p>que contém seis carbonos (hexose), também conhecido como dextrose ou D-glicose.</p><p>Há grandes possibilidades de variações no número de moléculas de um carboidrato e,</p><p>consequentemente, essa variação influenciará na via metabólica/função que cada uma</p><p>irá seguir. Ainda assim, existe uma classificação para esses macronutrientes, que podem</p><p>ser classificados de acordo com o número de moléculas, sendo chamados de monossa-</p><p>carídeos, dissacarídeos, oligossacarídeos e polissacarídeos.</p><p>Os monossacarídeos são constituídos por uma molécula que possui de três a sete</p><p>carbonos. Ex: glicose, frutose e galactose. Possuem características sólidas, cristalina,</p><p>incolor e solúvel em água. A grande maioria tem sabor adocicado. Os monossacaríde-</p><p>os de estrutura mais simples possuem três carbonos (trioses), e os mais comuns são as</p><p>hexoses, pois além de serem produtos da fotossíntese nos vegetais são também os subs-</p><p>tratos intermediários que participam de reações envolvidas na produção de energia. Um</p><p>exemplo de monossacarídeos que tem uma função não-energética são as aldopentoses,</p><p>componente dos ácidos nucleicos presentes no DNA.</p><p>Outro fato importante sobre os monossacarídeos é que quando eles possuem cinco</p><p>ou mais carbonos e se encontram em solução aquosa, eles adquirem a forma cíclica,</p><p>ou seja, em forma de aro ou anel, podendo ainda se associar na forma de dissacarídeos</p><p>ou polissacarídeos.</p><p>Os dissacarídeos são compostos por dois monossacarídeos que se unificam por</p><p>meio de ligações glicosídicas. Ex.: sacarose, lactose e maltose. O Quadro 1 mostra a</p><p>classificação de carboidratos juntamente com exemplos.</p><p>Quadro 1 – Tipos de carboidratos</p><p>Classificação Exemplos</p><p>Monossacarídeos</p><p>· Glicose</p><p>· Frutose</p><p>· Glactose</p><p>Dissacarídeos</p><p>· Sacarose = glicose + frutose</p><p>· Lactose = glicose + galactose</p><p>· Maltose = glicose + glicose</p><p>Polissacarídeos</p><p>· Amido</p><p>· Glicogênio</p><p>· Celulose</p><p>Fonte: o autor</p><p>Oligossacarídeos são açúcares formados pela união de três a dez monossacarídeos.</p><p>O prefixo oligo vem do grego e significa pouco. São facilmente hidrossolúveis e fre-</p><p>quentemente possuem sabor doce.</p><p>Os polissacarídeos (também conhecidos como glicanos), por sua vez, contam com</p><p>um número maior, acima de 10 monossacarídeos. Entre os polissacarídeos mais comuns</p><p>na natureza, destacam-se o amido, a celulose e o glicogênio.</p><p>8</p><p>9</p><p>O amido é a reserva de energia encontrada nas plantas, em geral na forma de grânu-</p><p>los. Pode ser encontrado em diferentes alimentos como milho, arroz, batata e mandioca;</p><p>já os animais, obtém o amido por meio da dieta.</p><p>A celulose tem função estrutural, fazendo parte da parede das células vegetais. Digerir</p><p>a celulose não é uma tarefa para todos os animais, e um exemplo nesse caso são os</p><p>microrganismos que habitam o tubo digestivo de insetos como os cupins. O glicogênio</p><p>por sua vez, de modo similar ao amido nas plantas, é a reserva de energia na forma de</p><p>carboidratos, porém no mundo animal.</p><p>Alguns polímeros de carboidratos não são digeríveis, pois não há enzimas capazes</p><p>de hidrolisá-las, dessa forma, passam pelo estômago e intestino delgado sem alterações</p><p>estruturais. Tratam-se das fibras alimentares, constituídas de poli ou oligossacarídeos</p><p>formados por moléculas de glicose, frutose e/ou galactose. As fibras são subdivididas em</p><p>solúveis e insolúveis. As fibras insolúveis podem aumentar o volume do bolo fecal devido</p><p>à retenção de água nas fezes, resultando numa maior rapidez do trânsito intestinal.</p><p>Por</p><p>outro lado, as fibras solúveis formam géis, deixando tanto a captação de nutrientes como</p><p>o trânsito intestinal ainda mais lentos.</p><p>Qual seria a vantagem da ingestão de fibras solúveis se elas parecem mais atrapalhar</p><p>do que ajudar na captação de nutrientes e digestão? Na realidade, uma das vantagens</p><p>desse tipo de fibra está no controle da glicemia, justamente pelo fato de o gel formado</p><p>por elas tornar mais lenta a velocidade na qual a glicose entra na corrente sanguínea,</p><p>evitando picos de glicemia, o que pode ser extremamente benéfico para diabéticos.</p><p>Com base na composição molecular, outra classificação encontrada quando se tra-</p><p>ta de carboidratos são os termos carboidratos simples ou complexos. Por sua vez, as</p><p>diferenças na composição molecular também vão levar a diferenças na sua absorção.</p><p>Os Carboidratos Simples são facilmente absorvidos pelo organismo e, consequen-</p><p>temente, liberam energia quase que imediatamente, pois têm sua estrutura molecular</p><p>mais simples (monossacarídeos e oligossacarídeos). Já os Carboidratos Complexos</p><p>são absorvidos mais lentamente pelo organismo e por isso liberam energia lentamente,</p><p>tendo sua estrutura molecular mais complexa (polissacarídeos). Após sua ingestão, há</p><p>um prolongado e leve aumento nos níveis de glicose na corrente sanguínea. Isso signi-</p><p>fica que possui mais fibras em sua composição. Veja exemplos no Quadro 2.</p><p>Quadro 2 – Carboidratos simples e complexos</p><p>Simples</p><p>Sacarose Cana-de-açúcar, açúcar mascavo, açúcar refinado</p><p>Glicose Xarope de milho</p><p>Frutose Frutas e mel</p><p>Lactose Leite e derivados</p><p>Maltose e dextrose Cereais e alimentos cozidos</p><p>Complexos</p><p>Amido Farinhas, arroz, pães, massas, aveia, milho</p><p>Fibras Insolúveis Pão de trigo integral, cereais, cenoura, grãos, casca</p><p>de maçã</p><p>Fibras solúveis Aveia, frutas cítricas, farelo de arroz</p><p>9</p><p>UNIDADE</p><p>Carboidratos</p><p>Digestão dos Carboidratos</p><p>Para facilitar o entendimento do processo de digestão dos carboidratos, daremos um</p><p>exemplo de um indivíduo que está ingerindo aproximadamente 100g de batata. Lem-</p><p>brando que a batata é rica em amido (polissacarídeo) e, para finalmente ser absorvido, o</p><p>carboidrato deve estar na forma de monossacarídeo.</p><p>Quadro 3 – Enzimas envolvidas na digestão dos carboidratos</p><p>Enzima digestória Local de produção Alvo Ação</p><p>Ptialina ou amilase salivar Glândulas salivares Amido Quebra amido</p><p>em dissacarídeos</p><p>Amilase pancreática Pâncreas Amido Quebra amido</p><p>em dissacarídeos</p><p>Sacarase Intestino delgado Sacarose Quebra da sacarose</p><p>em frutose e glicose</p><p>Lactase Intestino delgado Lactose Quebra da lactose</p><p>em galactose e glicose</p><p>Maltase Intestino delgado Maltose Quebra da matose</p><p>em glicoses livres</p><p>Primeiramente, nosso amigo precisa mastigar (bem mastigadas) as batatas, pois já</p><p>durante a mastigação, o alimento é umedecido em saliva e a digestão de carboidratos</p><p>é iniciada. Isso é possível pois na saliva está presente a enzima α-amilase (ou ptialina),</p><p>produzida pelas glândulas salivares submandibulares e sublinguais (Link a seguir).</p><p>Localização das glândulas salivares. Disponível em: https://goo.gl/11vQN8.</p><p>A saliva pode ser estimulada pelos fatores táteis, além dos gustativos. Um exemplo de</p><p>estímulo gustativo é o sabor. O azedo, por exemplo, provoca uma salivação até a 20 ve-</p><p>zes maior do que o normal. Se você já experimentou um limão, vai entender bem do que</p><p>estamos falando. Já o estímulo tátil está relacionado à superfície do alimento, sendo que</p><p>os alimentos lisos causam mais salivação do que ásperos. Talvez seja por isso que as balas</p><p>lisas são as melhores (e mais perigosas também). Além disso, quando uma pessoa sente o</p><p>cheiro ou come um alimento de que ela gosta, a salivação é maior do que quando ela come</p><p>um alimento de que ela não gosta. A náusea também pode levar ao aumento na secreção</p><p>da saliva. Um ótimo exemplo é aquele momento que antecede ao vômito.</p><p>Durante a mastigação, apenas 5% do amido pode ser hidrolisado até a deglutição do</p><p>alimento, pois a enzima α-amilase tem sua atividade ideal no pH neutro (entre 6,8 e 7,2)</p><p>da saliva, e, uma vez que o alimento atinge o estômago (pH 4,0), essa enzima é inativada</p><p>dentro de algum tempo, podendo ficar ativa até 1 hora após deglutição.</p><p>10</p><p>11</p><p>Boca</p><p>Esôfago</p><p>Glândulas Salivares</p><p>Fígado</p><p>Vesícula biliar</p><p>Intestino</p><p>delgado</p><p>Apêndice</p><p>Ânus</p><p>Intestino</p><p>grosso</p><p>Pâncreas</p><p>Reto</p><p>Estômago</p><p>Figura 2 – Sistema digestivo</p><p>Durante esse tempo, o bolo alimentar (batatas mastigadas) é então misturado às se-</p><p>creções gástricas, que contêm, inclusive, ácido clorídrico (HCl). Assim, os polissacaríde-</p><p>os são hidrolisados em dissacarídeos. Até essa etapa, cerca de 40-45% do amido já foi</p><p>digerido. Nesse ponto, os movimentos peristálticos (ondas de relaxamento e contração</p><p>involuntárias da musculatura lisa presente em determinados órgãos do sistema digestó-</p><p>rio) movimentam o bolo para que sigam o seu caminho pelo trato digestório.</p><p>No intestino delgado, com ajuda da secreção da amilase pancreática (produzida pelo</p><p>pâncreas e secretada pelo duodeno), seguem o processo da digestão dos carboidratos em</p><p>pequenos polímeros e dissacarídeos, principalmente maltose, oligossacarídeos (dextrose)</p><p>e isomaltose. O bolo segue seu destino, dessa vez até o intestino delgado (duodeno) onde</p><p>o pH está em torno de 7 (Link a seguir).</p><p>11</p><p>UNIDADE</p><p>Carboidratos</p><p>Esquema da célula da mucosa intestinal ou enterócito, identificando as duas regiões dis-</p><p>tintas: membrana borda em escova ou apical e membrana basal ou vasolateral. Disponível</p><p>em: https://goo.gl/dQVXQc.</p><p>Subsequentemente, as enzimas lactase, maltase, isomaltase e sacarase, presentes na</p><p>borda em escova das células intestinais que recobrem as vilosidades, (Link acima) fazem</p><p>a hidrólise final, clivando os dissacarídeos em monossacarídeos, para que finalmente</p><p>possam ser absorvidos.</p><p>Absorção dos Carboidratos</p><p>Após a digestão em monossacarídeos, ocorre a absorção desses pelos enterócitos,</p><p>podendo esse processo acontecer de maneiras diferentes. Existem dois tipos distintos</p><p>de transportadores que fazem a captação dos monossacarídeos para o interior da célula</p><p>do epitélio intestinal. Um deles é o transportador SGLT-1 (do inglês, sodium glucose</p><p>transporter 1- transportador sódio-glicose 1), que requer gasto de energia (ATP), porém</p><p>com capacidade de transporte baixa. O outro é o GLUT-5 (glucose transporter 5 -</p><p>transportador de glicose 5), que realiza o transporte por difusão facilitada.</p><p>Célular de epitélio</p><p>intestinal</p><p>Luz do intestino delgado</p><p>Enzimas</p><p>Dissacaridases</p><p>ligadas na</p><p>membranas</p><p>Enzima</p><p>Amilase pancreática</p><p>Amido Maltose</p><p>Dissacarídeos</p><p>ingeridos</p><p>Monossacarídeos</p><p>Membrana dos</p><p>enterócitos</p><p>(microvilosidades instestinais)</p><p>Membrana</p><p>basolateral</p><p>Frutose</p><p>Glicose</p><p>Galactose</p><p>Canal de potássio</p><p>Interstício</p><p>(�uido)</p><p>Glicose</p><p>Galactose</p><p>Frutose</p><p>Glicose</p><p>Galactose</p><p>Na+</p><p>Na+</p><p>K+</p><p>Na+</p><p>t</p><p>ADP</p><p>GLUT</p><p>GLUT</p><p>SGLT</p><p>ATP</p><p>K+</p><p>K+</p><p>Frutose</p><p>Bomba</p><p>de Na+/K+</p><p>Figura 3 – Transportadores de monossacarídeos pelos enterócitos</p><p>Os monossacarídeos glicose e galactose são absorvidos pelo transportador SGLT-1,</p><p>contudo, para que ocorra a entrada da glicose na célula, é necessário o influxo de sódio</p><p>(Na+), (Figura 3).</p><p>No que diz respeito ao gasto de sódio, para cada molécula de glicose transportada,</p><p>são necessários dois íons de sódio. O que mantém a diferença nas concentrações de</p><p>sódio necessárias para a ativação e atividade do transportador SGLT-1 é a atividade da</p><p>12</p><p>13</p><p>bomba Na+/K+ ATPase presente na membrana basolateral do intestino delgado. Sem ela</p><p>não haveria diferentes gradientes de concentração que explicam uma tendência para a</p><p>entrada do Na+ para dentro das células.</p><p>O SGLT1 também pode ser designado de simporter, pois só funciona se transportar</p><p>duas substâncias diferentes (Na+ e Glicose, no caso) ao mesmo tempo e na mesma dire-</p><p>ção. Esses transportadores utilizam um processo exergônico (o transporte de Na+ a favor</p><p>do gradiente) e outro endergônico (o transporte de glicose contra gradiente). O gradiente</p><p>de Na+ que tende a move-lo para o meio intracelular fornece a energia que permite</p><p>o</p><p>transporte de glicose contra gradiente, e por isso dizemos que este tipo de transporte</p><p>ativo é secundário.</p><p>Já falamos sobre a absorção de glicose e de galactose por meio do SGLT-1. Como</p><p>então a frutose é absorvida pelos enterócitos? Neste caso, o GLUT-5 é o único trans-</p><p>portador de frutose na membrana apical (Figura 3).</p><p>Em uma dieta saudável, o consumo de frutose se dá pelo consumo de frutas e mel, e</p><p>gira em torno de 16g/dia. Todavia, com o grande aumento no consumo de alimentos</p><p>processados, especialmente aqueles que fazem uso de xaropes de milho para adoça-los,</p><p>este consumo saltou para aproximadamente 80g/dia ou 380Kcal/dia em países como os</p><p>Estados Unidos. A frutose é metabolizada preferencialmente (50-70%) pelo fígado e pe-</p><p>los rins (20%) e não depende de insulina para ser captada pelas células hepáticas. Seu</p><p>consumo também está associado a um maior acúmulo de gordura hepática, índices de</p><p>obesidade e intolerância à glicose quando comparado com a glicose e dieta hiperlipídica.</p><p>Mas, a frutose das frutas também é considerada vilã? Nas frutas, a quantidade de fru-</p><p>tose é menor do que nos alimentos produzidos industrialmente. Por exemplo, segundo</p><p>a tabela de composição e alimentos (TBCA, 2017), uma das frutas que possuem maior</p><p>quantidade de frutose é a banana prata, com cerca de 4g em 1 unidade de 80g (5%).</p><p>Já em 200 ml dos néctares (“sucos industrializados”) há 23g de açúcares (11,5%). Dica:</p><p>prefira as frutas! TBCA: https://goo.gl/b1pFh5.</p><p>Uma vez no enterócito, a glicose é liberada para a corrente sanguínea por meio do</p><p>GLUT-2, localizado na membrana basal. Este transportador é um uniporter e o trans-</p><p>porte da glicose se dá a favor do seu gradiente de concentração (ou seja, dos enteróci-</p><p>tos para o sangue durante a absorção, e em sentido inverso quando há pouca glicose</p><p>nos enterócitos). O GLUT-2 também é responsável pelo transporte de galactose e</p><p>frutose (do enterócito para o sangue). Uma via alternativa para a glicose no enterócito</p><p>seria a sua fosforilação em glicose-6-fosfato (G6P), que pode tanto ser usada como</p><p>substrato metabólico, ou ser liberada em forma de vesículas previamente formadas no</p><p>retículo endoplasmático.</p><p>Após a entrada dos monossacarídeos para a circulação sanguínea, rapidamente são</p><p>convertidos à glicose através de enzimas presentes no fígado.</p><p>Outros órgãos também são capazes de captar glicose, e por isso também possuem os</p><p>transportadores. Um deles é o rim. Em condições normais, a urina não contém glicose,</p><p>no entanto, quando as concentrações plasmáticas excedem os valores recomendados</p><p>13</p><p>UNIDADE</p><p>Carboidratos</p><p>(~14mM), o rim passa a captar e secretar glicose juntamente com a urina. Uma vez que</p><p>as concentrações plasmáticas atinjam 20mM, a secreção é então proporcional. Existe</p><p>uma saturação de ~425g/dia.</p><p>A deficiência da enzima lactase resulta no acúmulo de lactose não absorvida no intes-</p><p>tino, gerando um influxo de fluido no lúmen intestinal, o que acarreta em diarreia os-</p><p>mótica. Sinais e sintomas de intolerância à lactose se manifestam 30 minutos a 2 horas</p><p>após a ingestão de leite ou produtos lácteos, dependendo da quantidade de lactose</p><p>consumida. Os sintomas comuns incluem: diarreia, inchaço e dor abdominal, náusea,</p><p>vômito e flatulência.</p><p>Metabolização dos Carboidratos</p><p>Estamos falando de moléculas de glicose, que são a principal fonte de energia para a</p><p>maioria das nossas células. Ou seja, logo após serem absorvidas, devem ser rapidamente</p><p>distribuídas e oxidadas. Contudo, moléculas hidrofílicas como a glicose necessitam de</p><p>transportadores para transpor as membranas celulares compostas por camadas lipídicas</p><p>impermeáveis. Nesse caso, o sistema de difusão facilitada promovida pelos GLUTs é o</p><p>mais frequente, com exceção de alguns tecidos, como o intestinal e o renal, nos quais o</p><p>co-transporte de sódio-glicose explicado anteriormente ocorre.</p><p>Em tecidos nos quais o estímulo para a captação de glicose é dependente de insulina,</p><p>tais como músculo esquelético e tecido adiposo, o GLUT-4 está presente e apenas 10%</p><p>fica localizado na membrana celular, os outros 90% encontra-se em vesículas no interior</p><p>das células. Para que haja a translocação dessas vesículas para a região da membrana é</p><p>necessário algum estímulo e, neste caso, duas formas são as mais bem descritas: a ação</p><p>do hormônio insulina e a atividade física, mais especificamente, a contração muscular.</p><p>Para que a insulina seja sintetizada, os hormônios polipeptídeo insulinotrópico depen-</p><p>dente de glicose (GIP) e o peptídeo semelhante ao Glucagon 1 (GLP-1, glucagon-like</p><p>peptide 1), produzidos no trato gastrointestinal, têm receptores nas células beta-pancreá-</p><p>ticas que estimulam a secreção insulínica. Ainda assim, apenas a presença da insulina não</p><p>é o suficiente para promover a captação da glicose pelo GLUT-4, é preciso que o hormô-</p><p>nio promova a fosforilação de receptores presentes na membrana e, como consequência,</p><p>a translocação das vesículas contendo o GLUT-4 para a membrana (Link a seguir).</p><p>Via de sinalização da insulina. O hormônio insulina se liga ao receptor que inicia uma cas-</p><p>cata de fosforilação iniciando-se pelo seu receptor IRS1 e 2 (do inglês, insulin receptor) até</p><p>que as vesículas contendo o transportador GLUT-4 cheguem a membrana para promover</p><p>a entrada de glicose na célula. Disponível em: https://goo.gl/z5EpWD.</p><p>14</p><p>15</p><p>Já o mecanismo dependente do exercício envolve a proteína quinase ativada por</p><p>AMP (AMPK), a partir do déficit de energia causado pelo exercício (maior AMP/ATP,</p><p>sendo AMP=adenosina monofosfato). Esse aumento da atividade da AMPK na tentativa</p><p>de gerar ATP durante o exercício físico também e capaz de promover a translocação</p><p>das vesículas contendo GLUTt-4, facilitando o transporte de glicose para o músculo de</p><p>maneira semelhante à da insulina</p><p>Artigo de revisão: Novos mecanismos pelos quais o exercício físico melhora a resistência à</p><p>insulina no músculo esquelético. Disponível em: https://goo.gl/r6VW2Y.</p><p>Após captação pelas células, as moléculas de glicose são rapidamente convertidas</p><p>em G6P (glicose seis fosfatos) com o objetivo de que não ocorra a saída dela no sentido</p><p>contra o gradiente de concentração (lembrado que o GLUT tem essa propriedade de</p><p>transporte). Sendo assim, os dois principais destinos da G6P são o armazenamento, ou</p><p>a oxidação imediata. Caso armazenada, é necessário que seja feito na forma de glico-</p><p>gênio, um composto formado por unidades de glicose organizadas de forma linear com</p><p>inúmeras ramificações, ocorrendo principalmente no fígado (aproximadamente 75g) e</p><p>no tecido muscular (em trono de 400g).</p><p>A utilização do glicogênio também varia de acordo com seu local de armazenamento.</p><p>No fígado, a conversão da G6P em glicose livre é facilitada pela ação da enzima glico-</p><p>se-6-fosfatase (somente existente nesse órgão), chegando com rapidez até a corrente</p><p>sanguínea em caso de hipoglicemia, por exemplo. Já no músculo esquelético, o glicogê-</p><p>nio é majoritariamente de uso do próprio tecido, pois não possui a enzima responsável</p><p>pela desfosforilação da glicose para o uso dela em outros tecidos.</p><p>Homeostase Glicêmica e</p><p>Regulação da Saciedade</p><p>O controle nos níveis de glicose na circulação é feito exclusivamente por hormônios.</p><p>São eles que vão regular a captação de glicose pelos tecidos, assim como a formação ou</p><p>não do glicogênio em tecidos como o fígado e músculo esquelético.</p><p>Após uma refeição (período pós-prandial), as concentrações de glicose em indivíduos</p><p>saudáveis podem chegar a 120-140 mg/dL, precisando então ser distribuída para os</p><p>tecidos. Nessa situação de pós-absorção de carboidratos, o hormônio responsável por</p><p>aumentar a captação glicêmica é a insulina.</p><p>Produzida pelo pâncreas e regulada principalmente pela própria glicose, a insulina</p><p>tem diversas funções além da síntese de glicogênio, dentre eles estão o aumento da</p><p>síntese e esterificação de ácidos graxos, redução da proteólise e da lipólise e controle</p><p>da saciedade.</p><p>15</p><p>UNIDADE</p><p>Carboidratos</p><p>Além disso, a insulina pode ser associada a um hormônio capaz de</p><p>atravessar</p><p>a barreira hematoencefálica, agindo no hipotálamo (centro regulador do apetite),</p><p>e sua administração central está relacionada com a redução da ingestão alimentar</p><p>em mamíferos.</p><p>Certamente, para contrarregular a ação da insulina, o seu hormônio antagônico é</p><p>o glucagon, que age, por exemplo, em períodos de jejum prolongado, estimulando a</p><p>quebra do glicogênio para a síntese de glicose e, por fim, o uso dela como substrato</p><p>energético para os tecidos.</p><p>Aqui segue um link de vídeo bem resumidinho sobre a ação desses dois hormônios tão</p><p>importantes para a homeostase glicêmica: https://youtu.be/30ppsejQYpM.</p><p>Se você quiser saber mais sobre a secreção de insulina, segue uma dica legal de artigo</p><p>com informações detalhadas: HABER, Esther P. et al. Secreção da insulina: efeito autó-</p><p>crino da insulina e modulação por ácidos graxos. Disponível em: https://goo.gl/nh74Fy.</p><p>Índice Glicêmico</p><p>Existem dois índices que podem ser utilizados para avaliar a resposta glicêmica. O ín-</p><p>dice glicêmico (IG), que se refere à quantidade de moléculas de glicose presentes em cada</p><p>alimento, o que representa também a quantidade de glicose que será absorvida até a cir-</p><p>culação sanguínea; este é, portanto, um índice qualitativo. O índice glicêmico é definido</p><p>como a área sob a curva de respostas glicêmicas de até duas horas após a sua ingestão.</p><p>E a carga glicêmica (CG), relaciona a qualidade do carboidrato presente no alimento e a</p><p>quantidade consumida desse alimento.</p><p>Alimentos ricos em fibra alimentar, como cereais integrais, feijão e outros grãos ami-</p><p>do resistentes, causam um aumento mais brando de glicose (baixos IG e CG) e da insuli-</p><p>na na corrente sanguínea. Por isso sua associação com a diminuição do apetite, e com</p><p>níveis mais adequados de glicose, insulina e lipídios no sangue. De maneira oposta, os</p><p>chamados carboidratos disponíveis, açúcares e amido, encontrados em doces, refrige-</p><p>rantes e em alguns tipos de pães brancos (altos IG e CG), representam aqueles em que</p><p>a velocidade de secreção de insulina é maior e, consequentemente, grande aumento da</p><p>concentração de glicose no sangue.</p><p>A representação do índice glicêmico é indicada em percentual, tomando-se como</p><p>100% o monossacarídeo glicose ou pão. Existem alguns pontos de corte para a classifi-</p><p>cação dos índices glicêmicos: Baixo = menor ou igual a 60; moderado entre 70 e 90 e</p><p>alto, maior que 100.</p><p>16</p><p>17</p><p>Ní</p><p>ve</p><p>is</p><p>de</p><p>aç</p><p>úc</p><p>ar</p><p>no</p><p>sa</p><p>ng</p><p>ue</p><p>1 2 Tempo (horas)</p><p>Baixo índice glicêmico</p><p>Alto índice glicêmico</p><p>Figura 4 – Representação gráfi ca dos níveis de açúcar no</p><p>sangue em alimentos com índice glicêmico alto e baixo</p><p>É comum encontrarmos gráficos ou tabelas de índice glicêmico que oferecem apenas</p><p>um valor por alimento, porém existem variações do índice glicêmico para o mesmo ali-</p><p>mento devido a alguns fatores, como por exemplo:</p><p>• Amadurecimento: quanto mais madura, mais açúcares as frutas contêm;</p><p>• Cozimento: quanto mais cozido, mais fácil a digestão e índice glicêmico mais elevado;</p><p>• Processamento: a farinha de trigo após refinamento possui um índice glicêmico</p><p>maior do que o grão de trigo inteiro.</p><p>Além dos fatores já mencionados, a resposta glicêmica também pode sofrer varia-</p><p>ções intra e interpessoal, pois depende dos níveis de glicose no sangue, resistência à</p><p>insulina e outros fatores. Sendo assim, o índice glicêmico tem a função básica de indicar</p><p>apenas o impacto nos níveis de glicose duas horas depois da ingestão do alimento.</p><p>É importante lembrar também que, pessoas com diabetes, têm dificuldades na sensi-</p><p>bilidade à insulina e, por isso, podem manter as concentrações de glicemia altas por um</p><p>período mais longo do que indivíduos saudáveis. Para elas, saber o índice glicêmico dos</p><p>alimentos é um aliado fortíssimo no controle da glicemia, pois ingerindo alimentos com</p><p>baixo índice glicêmico, a glicose é absorvida para a corrente sanguínea de forma mais</p><p>lenta e contínua, promovendo maior estabilidade da glicemia.</p><p>Não tenha dúvidas sobre os IG de cada alimento, eles estão disponíveis no site da Socie-</p><p>dade Brasileira de Diabetes de Índice Glicêmico (IG) e Carga Glicêmica (CG), revisada em</p><p>2002. Disponível em: https://goo.gl/oELrbk.</p><p>17</p><p>UNIDADE</p><p>Carboidratos</p><p>Suplementação com Carboidratos</p><p>A principal razão da suplementação de atletas com carboidratos está na manutenção</p><p>da disponibilidade de energia durante a atividade, para que não haja necessidade de ca-</p><p>tabolismo, especialmente o de proteínas, o que poderia levar à redução da massa magra,</p><p>queda no desempenho e até mesmo maior probabilidade de infecções devido a prejuízos</p><p>no sistema imune.</p><p>Os suplementos mais utilizados pelos atletas são à base de maltodextrina, glicose,</p><p>frutose e sacarose, em sua forma isolada ou em conjunto. O principal critério para a</p><p>sua escolha é baseado no índice glicêmico, uma vez que se pode controlar a produção</p><p>de insulina e os estoques de glicogênio por meio da escolha correta do carboidrato para</p><p>diferentes tipos de atividades.</p><p>Outro fator que deve ser considerado é a forma como esse carboidrato se apresenta.</p><p>Por exemplo, no caso de necessidade de disponibilização de energia rápida, é preferível</p><p>o uso de bebidas em uma concentração de 6 a 8%. No entanto, quando se trata de uma</p><p>absorção gradual, seria melhor o consumo na forma de géis ou barra.</p><p>Muitos atletas fazem uso da suplementação de carboidratos como enxágue bucal. Coloca-se</p><p>o suplemento líquido na boca, que depois é expelido sem deglutir, ou seja, não há a inges-</p><p>tão propriamente dita dos carboidratos. Muito utilizada durante exercícios de intensidade</p><p>moderada à alta e/ou longa duração, a técnica pode promover melhora no desempenho,</p><p>além de evitar desconfortos gástricos muito comuns durante provas de corrida, por exem-</p><p>plo. Pode ser utilizado na primeira hora com pequenas concentrações de carboidratos. Em</p><p>geral, utiliza-se uma diluição de 6 a 10%. Após a primeira hora, a recomendação é a inges-</p><p>tão de carboidratos. Outra vantagem desse método é que pode ser utilizado por atletas que</p><p>precisam aumentar seu gasto energético e não acrescentar calorias a serem consumidas.</p><p>Em próximas unidades será discutido com mais detalhes a suplementação com</p><p>carboidratos.</p><p>18</p><p>19</p><p>Material Complementar</p><p>Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade:</p><p>Leitura</p><p>Regulação da Absorção Intestinal de Glicose</p><p>https://goo.gl/vnFg5w</p><p>Fisiologia Gastrointestinal: Digestão e absorção</p><p>https://goo.gl/my9qv5</p><p>O uso do carboidrato antes da atividade física como recurso ergogênico: revisão sistemática</p><p>https://goo.gl/x59oEq</p><p>Novos mecanismos pelos quais o exercício físico melhora a resistência à insulina no mús-</p><p>culo esquelético</p><p>PAULI, José Rodrigo; CINTRA, Dennys Esper; SOUZA, Claudio Teodoro de; ROPELLE,</p><p>Eduardo Rochette. Artigo de revisão: Novos mecanismos pelos quais o exercício físico me-</p><p>lhora a resistência à insulina no músculo esquelético.</p><p>https://goo.gl/r6VW2Y</p><p>O uso do carboidrato antes da atividade física como recurso ergogênico: revisão sistemática</p><p>FONTAN, Jeniffer dos Santos; AMADIO, Marselle Bevilacqua. O uso do carboidrato</p><p>antes da atividade física como recurso ergogênico: revisão sistemática. Rev. Bras.</p><p>Med. Esporte, São Paulo, v. 21, n. 2, p. 153-157, abr. 2015.</p><p>https://goo.gl/t8YgCE</p><p>Secreção da insulina: efeito autócrino da insulina e modulação por ácidos graxos</p><p>HABER, Esther P. et al. Secreção da insulina: efeito autócrino da insulina e modulação por</p><p>ácidos graxos. Arq Bras Endocrinol Metab, São Paulo, v. 45, n. 3, p. 219-227, June 2001.</p><p>https://goo.gl/nh74Fy</p><p>19</p><p>UNIDADE</p><p>Carboidratos</p><p>Referências</p><p>ARAUJO, Marina Campos et al. Consumo de macronutrientes e ingestão inadequa-</p><p>da de micronutrientes em adultos. Rev. Saúde Pública. São Paulo, v. 47, supl. 1,</p><p>p. 177-189, fev. 2013.</p><p>LANCHA JUNIOR, A.H.; CAMPOS-FERRAZ, P.L.; ROGERI, P.S. Suplementação</p><p>nutricional no esporte. 2 ed. Rio de janeiro: Guanabara Kooggan, 2019.</p><p>LEHNINGER, A.L.; NELSON, D.L.; COX, M.M.L. Princípios de Bioquímica. 4. ed.</p><p>São Paulo: Sarvier, 2006.</p><p>MCARDLLE, W.D.; KATCH,</p><p>F.I.; KATCH, V.C. Fisiologia do Exercício – Nutrição,</p><p>Energia e Desempenho Humano, 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011.</p><p>MAHAM, L. K.; ESCOTT-STUMP, S. K. Alimentos, nutrição e dietoterapia. 13. ed.</p><p>Rio de Janeiro: Elsevier, 2012.</p><p>MAMUS, R.; SANTOS, M. G. Efeitos bioquímicos da suplementação de carboidratos</p><p>após uma competição simulada de Short Duathlon Terrestre. Rev. Port. Cien. Desp.</p><p>Porto, v. 6, n. 1, p. 29-37, 2006.</p><p>POWERS, S. K.; HOWLEY, E. T. Fisiologia do exercício: teoria e aplicação ao con-</p><p>dicionamento físico e ao desempenho: guia de estudo do estudante. 3. ed. São Paulo:</p><p>Manole, 2000.</p><p>VITOLO, M.R. Nutrição da Gestação ao Envelhecimento. 2. ed. Rio de Janeiro:</p><p>Rubio, 2015.</p><p>20</p>

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