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<p>15/08/2024, 15:49 Imprimir GESTÃO NO CONTEXTO DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA 95 minutos > Aula 1 As funções da escola ao longo do tempo e os desafios para a gestão > Aula 2 A gestão da educação brasileira através dos tempos > Aula 3 - Sistema Educacional Brasileiro > Aula 4 - Gestão do currículo > Referências Aula 1 AS FUNÇÕES DA ESCOLA AO LONGO DO TEMPO E os DESAFIOS PARA A GESTÃO A gestão educacional é baseada na organização dos sistemas de ensino federal, estadual e e das incumbências desses sistemas; das várias formas de articulação entre as instâncias que determinam as normas, executam e deliberam no setor educacional; e da oferta da educação pelos setores público e privado. 23 minutos INTRODUÇÃO A educação é um direito do cidadão previsto na Constituição Federal, portanto, para que todos tenham acesso ao conhecimento escolar, é preciso que haja uma gestão educacional que favoreça o alcance desse direito. A gestão educacional nacional é baseada na organização dos sistemas de ensino federal, estadual e municipal e das incumbências desses sistemas; das várias formas de articulação entre as instâncias que determinam as normas, executam e deliberam no setor educacional; e da oferta da educação pelos setores público e privado. Envolvendo todos os processos de uma instituição escolar, desde o setor administrativo, até o pedagógico, cabe aos gestores otimizarem as atividades diárias a fim de que a eficiência do ensino, dentro da instituição, seja melhorada. Nesse sentido, para que uma escola alcance a excelência educacional do ensino que oferece,</p><p>15/08/2024, 15:49 wlldd_231_u1_ges_edu ela deve atentar-se, primeiramente, em instituir um modelo de gestão que coordene e potencialize a sua competência institucional. GESTÃO EDUCACIONAL: FORMAÇÃO TEÓRICA Gestão e função social da escola A gestão educacional é uma das instâncias da ação governamental, ou seja, é coordenada pelo Estado e regulamentada pela legislação. Compreende-se que a educação é um dos fatores determinantes para o desenvolvimento de uma nação e por isso deve ser uma preocupação das lideranças. Nesse contexto, surge a figura do gestor escolar, que, de acordo com a lei, responde, em última instância, pelo bom funcionamento da instituição, sendo que é nesse território e sob a sua governança que se materializa um dos direitos constitucionais mais importantes para a cidadania: o acesso ao conhecimento. Portanto, a gestão educacional tem um papel importantíssimo na construção da qualidade social e democrática da educação no âmbito da instituição escolar. O grau de abrangência da gestão educacional se manifesta em diferentes campos, do mais amplo ao mais específico, como a sociedade, os sistemas de ensino, as instituições escolares, a sala de aula e pessoa do educando, respectivamente. Em termos qualitativos, podemos afirmar que há um saber específico para a gestão educacional, qual seja a gestão democrática da escola, que articula a qualidade política com a qualidade formal. Nesse âmbito, entrecruzam-se princípios constitucionais (a educação como um direito de todos) e as exigências do mercado (gerencialismo). Assim, para além ambos, recorremos à gestão pautada na perspectiva dialética. De acordo a referida perspectiva, fazer a gestão significa fazer acontecer na direção desejada, sendo uma ação pautada nos princípios éticos, políticos, epistemológicos e pedagógicos, que busca o envolvimento e a mobilização do grupo para uma ação intencional, coletivamente pensada e conduzida, pois o que transforma a realidade é a prática. Como consequência, tem-se uma gestão baseada num princípio teórico-metodológico que articula a visão da realidade (análise do "onde estamos", o conhecimento do cotidiano mais a memória das experiências significativas do passado, positivas ou negativas, vividas pela própria instituição ou por outras), a visão de futuro (projeção de finalidades, "para onde queremos" ir) e o plano de ação ("o que faremos para chegar lá"). Essas três unidades temporais (passado, presente e futuro) deverão orientar a elaboração, a execução e o monitoramento coletivos do Projeto Político Pedagógico (PPP) da instituição escolar, sob a liderança do diretor. Nesse sentido, o papel básico da gestão educacional é ajudar a elaborar e concretizar o projeto político pedagógico da instituição nas dimensões pedagógica, pessoal e relacional, político-institucional e administrativo-financeira, coordenando a reflexão, a participação e os meios para a sua efetivação, de tal forma que a escola cumpra sua função social de propiciar a cada um e a todos os alunos a aprendizagem efetiva, o desenvolvimento humano pleno e a alegria crítica (docta gaudium), partindo do pressuposto de que todos direito de se</p><p>15/08/2024, 15:49 wlldd_231_u1_ges_edu Nessa direção, é fundamental que a equipe docente encontre sentido naquilo que faz, cuidando das condições objetivas do seu trabalho (planos de carreira, salários, acesso a programas de formação continuada, entre outros), pois é mister que esses profissionais tenham noção da relevância social de sua profissão. Esse conjunto de características inerentes à gestão educacional nos leva a considerar a importância da formação teórica do gestor escolar, pois para construir uma escola de qualidade social/democrática é preciso um conjunto de ações pautadas em um projeto humanizador e visceralmente comprometido com o direito à aprendizagem por meio da apropriação crítica, criativa, significativa e duradoura dos saberes significativos. A ESCOLA E o DESENVOLVIMENTO No Brasil, só para ilustrar, sabemos que os índices de reprovação na série do Ensino Fundamental ficavam na casa dos 50% (isto mesmo, cinquenta por cento) desde 1936, quando Teixeira de Freitas ajudou a criar no país o Serviço de Estatística Educacional da Secretaria Geral de Educação (PATTO, 1990): portanto, mesmo no chamado "período de ouro" da escola pública brasileira, esta era uma instituição extremamente elitista, excludente e, consequentemente, produtora do fracasso escolar. Ora, uma escola que não é capaz de garantir a aprendizagem de uma quantidade tão grande de alunos, certamente, não é uma escola de qualidade! Conquistar a qualidade na educação é concretizar uma escola que ajude efetivamente a construir a nova humanidade, uma nova sociedade. Trata-se de uma escola comprometida com o desenvolvimento humano integral e que tenha, portanto, como referência o ser humano em todas as suas dimensões existenciais (corporal, cognitiva, afetiva, sexual, lúdica, estética, ética, política, econômica, social, cultural, ecológica, espiritual). Uma escola onde os indivíduos se tornem pessoas, gente marcada pela alegria do encontro, da busca comum, do diálogo, da partilha de um projeto. Uma escola onde os sujeitos tenham respeitadas suas culturas e, ao mesmo tempo, tenham acesso aos bens culturais mais relevantes da humanidade, de acordo com o Projeto Político Pedagógico. Uma escola onde todos estão aprendendo, em constante processo de crescimento (histórica e ontológica vocação de ser mais). Onde haja pesquisa, experimentação, estudo, expressão. Onde as artes estejam presentes. Onde múltiplas sejam as linguagens: escrita, falada, dramatizada, desenhada, esculpida, pintada, dançada; informática, outras línguas (inclusive Libras). Uma escola que não exclua, que cada um e todos, de acordo com suas características, encontrem seu lugar de realização e crescimento. Que o crescimento, a mudança, a busca, a transformação sejam suas marcas. Que a tradição seja cultivada no que tem de melhor. Que partilhe um desejo de sociedade também inclusiva. Uma escola que se abra cada vez mais à comunidade, ou que a comunidade faça parte dela. Onde os alunos, sujeitos com e vez, se apropriem dos saberes necessários e sejam felizes (VASCONCELLOS, 2014)! CONSTRUÇÃO DA GESTÃO ADMINISTRATIVA ESCOLAR No que tange ao cenário educacional, vivemos em um constante duelo. De um lado, buscamos de renovação, de superação da visão restrita, meramente técnica, tecnocrática da Administração Escolar, resgatando as dimensões Políticas e Pedagógicas da prática educativa, no contexto do processo de Redemocratização do Brasil. A Constituição do Brasil, Carta Magna de 1988, institui a gestão democrática nas escolas. Gestão vem do latim gestione (gestio-onis), que quer dizer: ato de gerir; gerência, administração; derivação de gero, is,</p><p>15/08/2024, 15:49 231 géstum, gerère Gerir Ugerire, por gerere: 'encarregar-se voluntariamente', 'andar com', 'produzir', 'criar'; 'executar', 'nutrir'; 'administrar'; regular. Gestação gestatio-onis, de gestare, frequentativo de gerere. Gestar: gestare: conceber, produzir, gerar; inventar, criar. Gerar U generare, dar existência a; criar, procriar; causar, produzir, desenvolver; conceber. Este conceito abrange a Incorporação de atividades básicas: planejamento (elaborar planos), administração (execução) e avaliação (acompanhamento). Na gestão educacional, temos o Projeto Político Institucional e Administrativo-Financeira coordenando a reflexão, a participação e os meios para a sua efetivação, de tal forma que a escola cumpra sua função social de propiciar a cada um e a todos os alunos a aprendizagem efetiva, o desenvolvimento humano pleno e a alegria crítica (Docta Gaudium) partindo do pressuposto de que todos têm direito e são capazes de aprender, se forem dadas as condições. A parte administrativa é a que mais tempo ocupa o gestor pois vejam as tarefas atribuídas ao gestor: Acompanhar a frequência de todos os funcionários (professores, coordenadores, cozinheiros e demais funcionários). Tratar do ponto eletrônico. Inserção das licenças diversas (médica, luto, gala, prêmio). Gerir a equipe de profissionais que atua na unidade escolar, orientando e supervisionando os trabalhos, acompanhando e orientando a vida funcional de todos os funcionários. Gerir os funcionários terceirizados (equipe de serviços gerais limpeza) eGestão das professoras eventuais. Cuidar do patrimônio (estrutura física e manter atualizado o tombamento dos bens públicos, zelando pela sua conservação). Manter organizados e conservados os materiais e equipamentos da unidade escolar Utilizar dos recursos financeiros (coordenar o Conselho Deliberativo da Comunidade Escolar). Prestar contas dos recursos financeiros repassados à unidade escolar; divulgar à comunidade escolar a movimentação financeira da escola e utilização dos recursos financeiros aspectos estruturais do prédio, reparos e conservação, aquisição de bens que contribuam com o funcionamento da unidade escolar: planejar e organizar os serviços administrativos, dentre eles: a elaboração de currículo, calendário escolar, a admissão de alunos, a previsão de materiais e equipamentos. Coordenar a implementação do PPP da escola, assegurando o cumprimento do currículo e do calendário escolar. Acompanhar os documentos de matrícula dos estudantes. Validar históricos escolares. Acompanhar a frequência dos educandos. Realizar a busca ativa nos casos de infrequências (relatórios). Produzir relatórios e memorandos com as solicitações internas da escola como solicitações de transporte gratuito escolar (solicitação e acompanhamento da frequência dos educandos e pagamento dos condutores vinculados à unidade escolar). Coordenar o processo de avaliação das ações pedagógicas e técnico-administrativo-financeira desenvolvidas na escola! Escola de Qualidade Social/Democrática é aquela que, pautada num Projeto</p><p>15/08/2024, 15:49 wlldd_231_u1_ges_edu Humanizador, é visceralmente comprometida com o direito à aprendizagem VIDEOAULA Os desafios da gestão escolar aumentam ao mesmo tempo que as mudanças na educação invadem o mundo todo. Por isso, é natural que muitos gestores educacionais ainda encontrem dificuldades para atender às novas demandas. Não são apenas as transformações nas metodologias de ensino-aprendizagem que trouxeram desafios ao gestor escolar contemporâneo. Mudanças de comportamento da sociedade e os velhos desafios da rotina administrativa da instituição exigem novas posturas de gerenciamento. Nesse vídeo abordaremos alguns dos desafios contemporâneos inerentes ao trabalho do gestor educacional. Videoaula Para visualizar o objeto, acesse seu material digital. 6d Saiba mais https://www.infoescola.com/educacao/gestao-escolar/ EMaAjDsEALw Aula 2 A GESTÃO DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA ATRAVÉS DOS TEMPOS Por meio do processo educativo, configura-se a base para a construção de um país mais democrático, já que a adoção de mecanismos de gestão democrática da educação, em tese, a viabilidade de práticas e vivências democráticas no interior das escolas. 22 minutos INTRODUÇÃO</p><p>15/08/2024, 15:49 A educação, no decorrer da história, torna-se um dos meios transformadores da sociedade, pois é a partir dela que os valores sociais são transmitidos. A escola pública nasce na Idade Moderna, a partir dos ideais da Revolução Francesa (liberdade, igualdade e fraternidade), tornando-a um instrumento político-social para o combate das desigualdades. No Brasil, a Constituição Federal (1988) e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (1996) vêm ditar as normas para a organização do sistema educacional em todo o território brasileiro, direcionando a política pública de educação, obrigando gestores escolares à prática de uma educação democrática, emancipatória e transformadora. Em 1988, com a Constituição Federal, coube aos municípios os serviços educacionais da Educação Básica com a parceria financeira e pedagógica do Estado e do Governo Federal. Incluiu-se também a educação infantil como primeira etapa da educação básica e não mais da assistência social. Os temas desenvolvidos nesta aula apresentam um panorama histórico e legal da situação educacional do Brasil. Com a mudanças impulsionadas pela Constituição de 1988 e criação a Lei de Diretrizes e Bases da Educação promulgada em 1996, novos tempos motivaram a formação de gestores e docentes, a fim de dialogar e contribuir com as secretarias municipais na busca de uma política integrada para a educação. Professores, gestores e profissionais da educação devem conhecer a legislação que ampara o sistema educacional brasileiro para que coletivamente construam um projeto democrático e cidadão para as escolas públicas. LEGISLAÇÃO: BASES PARA A ESCOLA DEMOCRÁTICA A gestão da educação brasileira através dos tempos As mudanças socioeconômicas ocorridas no mundo ao longo do século XX impactaram os modelos de educação adotados pelo Brasil em diferentes épocas. Na década de 1930, o modelo de educação proposto estava alinhado com o desenvolvimento da indústria, que foi iniciado no país naquela época. Já na década de 1990, no apagar das luzes do século XX, a educação passou a assumir uma dimensão salvífica, pois se tornou estratégia fundamental para que o país ingressasse no mercado competitivo da economia global. Portanto, é notório que a educação nos variados contextos históricos pertence a um campo de disputa política e ideológica que a torna terreno fértil para a implementação de modelos socioeconômicos específicos. A Constituição Federal de 1988 e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB 9394/96) tornam legítimos o princípio da gestão democrática da educação, delegando aos sistemas e às escolas a adoção de mecanismos democráticos de gestão. Assim, por meio do processo educativo, configura-se a base para a construção de um país mais democrático, já que a adoção de mecanismos de gestão democrática da educação, em tese, possibilita a viabilidade de práticas e vivências democráticas no interior das escolas. Como consequência, à medida em que tais vivências se materializam no âmbito das escolas, da mesma forma, o potencial de democratização da sociedade vai se consolidando. Ainda no texto da Constituição Federal, uma vez que ela propõe a educação como um direito social, há uma sinalização para o princípio da responsabilidade de garantia para um ensino de qualidade para todos. O próprio documento pergunta e traz algumas respostas para a questão "quem vai pagar a conta", apesar de não deixar isso muito claro. A Carta Magna define que o município cuida da Educação Infantil e do Ensino Fundamental do governo estadual do Federal, mas eles também podem fazer a gestão do Ensino Fundamental II. A União, finalmente, fica com a</p><p>15/08/2024, 15:49 wlldd 231_u1_ges_edu função de coordenar financeira e tecnicamente toda essa estrutura, além de cuidar das universidades federais. De acordo com os artigos 23 e 211 do texto constitucional, a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios têm de se organizar em regime de colaboração para a oferta da educação. Essa ordem, entretanto, não está plenamente estabelecida, pois falta estabelecer os mecanismos de colaboração entre as diferentes esferas de poder. As definições das regras ficariam para uma lei complementar posterior, com a criação do Sistema Nacional de Educação (SNE), que atualmente tramita no Senado Federal. Estados e municípios devem aplicar, obrigatoriamente, no mínimo, 25% das receitas de impostos no ensino. PLANO NACIONAL DA EDUCAÇÃO Investigar a história, analisar as evidências de avanço ou inflexão e aprender com o passado para construir o futuro sempre foi um movimento essencial em qualquer área social e, assim, também, na educação. Contudo, o momento inédito vivido no planeta, sob o impacto de uma pandemia avassaladora, colocou um ponto de interrogação sobre a evolução do ensino brasileiro, pois não basta conhecer os números da educação para antever os desafios que virão. Universalizar o Ensino Fundamental de nove anos para toda a população de 6 a 14 anos e garantir que pelo menos 95% dos alunos concluam essa etapa na idade recomendada, até o último ano de vigência do PNE é desafiador. Ainda assim, algumas das suas metas já foram alcançadas. O Plano Nacional de Educação lei n° 13.005/2014 apresenta para a educação nacional as seguintes vinte metas para serem cumpridas dentro de um prazo de dez anos (vigência do PNE). Dentre essas metas, nenhuma delas foi totalmente cumprida até o presente momento (2022). Contudo, algumas delas estão no caminho, podemos dizer que estão parcialmente concluídas. Vejamos quais são as metas que têm potencial para que sejam atingidas: META 7: Fomentar a qualidade da educação básica em todas as etapas e modalidades, com melhoria do fluxo escolar e da aprendizagem de modo a atingir as seguintes médias nacionais para o Ideb. META 11:Triplicar as matrículas da educação profissional técnica de nível médio, assegurando a qualidade da oferta e pelo menos 50% (cinquenta por cento) da expansão no segmento público. META 13: Elevar a qualidade da Educação Superior pela ampliação da proporção de mestres e doutores do corpo docente em efetivo exercício no conjunto do sistema de Educação Superior para 75%, sendo, do total, no mínimo, 35% doutores. META 14: Elevar gradualmente o número de matrículas na pós-graduação stricto sensu, de modo a atingir a titulação anual de 60.000 mestres e 25.000 doutores. META 16: Formar, em nível de pós-graduação, 50% (cinquenta por cento) dos professores da educação básica, até o último ano de vigência deste PNE, e garantir a todos (as) os (as) profissionais da educação básica formação continuada em sua área de atuação, considerando as necessidades, demandas e contextualizações dos sistemas de ensino. - (BRASIL, 2014, s.p)</p><p>15/08/2024, 15:49 wlldd 231 _u1_ges_edu É importante salientar que estar em pé de ser cumprida, não significa que os objetivos e/ou estratégias do PNE tenham sido seguidos. Isso porque quando falamos em Educação Nacional existem inúmeros fatores que necessitamos considerar. SISTEMA EDUCACIONAL BRASILEIRO (SEB) Estudando o PNE de 2014, podemos observar o avanço com o compromisso educacional. Da Carta Magna de 1998 no artigo 227, com a Lei de Diretrizes e Bases da educação em 1996, das Diretrizes Curriculares da educação infantil em 2000, do Ensino Fundamental 2004, do Ensino Médio em 2018, Base Nacional Comum Curricular em 2017, documentos que todos os gestores devem conhecer e reconhecer as metas e propostas relacionadas a uma educação de qualidade para todos os cidadãos brasileiros. No Anuário Brasileiro da Educação Básica de 2021 encontramos estes dados importantes para uma reflexão: o sistema escolar brasileiro reproduz diversas desigualdades sociais. É importante evidenciá-las para que as políticas públicas sejam colocadas em prática de forma mais equitativa. Por isso, é essencial a análise de alguns recortes: por região, localidade, renda e raça/cor. 96,7% dos jovens de 16 anos pertencentes aos domicílios mais ricos concluíram o Ensino Fundamental, enquanto 78,2% dos jovens que estão nos domicílios mais pobres apresentam o mesmo resultado. 77,5% dos jovens pretos de 16 anos concluíram a etapa, mas essa proporção chega a 87,3% entre os jovens brancos. Ao conhecermos o PNE/2014 é possível verificar que para cada meta, há uma descrição de ações a serem realizadas para que ela seja alcançada. Esta descrição auxilia cada município, cada estado, cada escola a cumprir sua parte em busca de uma educação brasileira de qualidade, igualitária, equitativa e democrática. Garantir, em regime de colaboração entre a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios, no prazo de um ano de vigência do PNE, política nacional de formação dos profissionais da Educação de que tratam os incisos I, e III do caput do art. 61 da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, assegurando que todos os professores e as professoras da Educação Básica possuam formação específica de nível superior, obtida em curso de licenciatura na área de conhecimento em que atuam. A LDB /96 já apresentava a inclusão de formação permanente para todos os docentes, fator de extrema importância para a melhoria dos serviços educacionais.</p><p>15:49 wlldd Níveis e modalidades de ensino Educação Creches (de a 3 nos) e pré-escolas (de 4 e 5 anos). É gratuita, mas não obrigatória. É de competência dos Infantil 1a municípios. etapa Idade e Anos 6 7 8 9 10 11 12 13 14 Ensino Fundamental 1° 2° 9° etapa Educação de Jovens e Adultos Mínimo: 15 anos de idade Educação Especial É de responsabilidade dos Estados. Pode ser técnico profissionalizante, ou não. Educação profissional e tecnológica Ensino Médio Educação indígena etapa Educação do campo Educação de jovens e adultos EJA (min. 18 anos) É de competência da União, podendo ser oferecido por Estados e Municípios, desde que estes já tenham atendido os níveis pelos quais são responsáveis em sua Cabe à União autorizar e fiscalizar as instituições privadas de ensino superior. Cursos sequenciais Cursos e programas de extensão Educação profissional Educação a distância o cidadão pode optar por três tipos de graduação: Graduação bacharelado, licenciatura e formação tecnológica. Lato Sesnu (especializações e MBAs) Pós-graduação Strictu Sensu (mestrados, doutorados e pós-doutorados) VIDEOAULA Instituir um Sistema Nacional de Educação é um importante e concreto passo dado pelo Congresso nacional na demonstração de seu compromisso com a Educação Básica brasileira. Sua aprovação representa um dos principais marcos legais aprovados pelo Congresso no passado recente, e junto ao Novo Fundeb configura um dos principais avanços da atual legislatura. É a partir do Sistema que conseguiremos pactuar políticas educacionais entre as esferas de governo, garantindo que elas sejam mais eficientes, adequadas ao contexto local e que tenham um olhar direcionado aos estudantes que mais precisam. Videoaula Para visualizar o objeto, acesse seu material digital. 6d Saiba mais O Plano Nacional de Educação é um documento de direciona os rumos da Educação Brasileira a nível nacional, por esse motivo consideramos importante a leitura integral desse documento como fonte de ampliação de conhecimento. Acesse o link e confira! Aula 3</p><p>15/08/2024, 15:49 wlldd_231_u1_ges_edu SISTEMA EDUCACIONAL BRASILEIRO Todo profissional da educação deve conhecer sistema educacional brasileiro e reconhecer as etapas, modalidades de níveis em que todo estudante vivenciará experiências pedagógicas para construir conhecimentos, habilidades e atitudes, saberes necessários para a vida e profissionalidade. 23 minutos INTRODUÇÃO Olá, estudante! Todo profissional da educação deve conhecer o sistema educacional brasileiro e reconhecer as etapas, modalidades de níveis em que todo estudante vivenciará experiências pedagógicas para construir conhecimentos, habilidades e atitudes, saberes escolares necessários para a vida e profissionalidade. A LDB/1996 promulga que a Educação Infantil é a primeira etapa da educação básica. Assim, podemos entender Educação Infantil como dois ciclos: creches que atendem crianças de 0 a 3 anos e pré-escolas que atendem crianças de 4 a 5 anos, sendo este ciclo obrigatório. Pode parecer simples esta decisão, mas ela elimina programas preparatórios ou compensatórios que a educação infantil viveu durante a década de 1970 e 1980. Agora, todas as crianças têm o direito do mesmo começo da vida escolar e podem, assim, continuar sua jornada no Ensino Fundamental de 9 anos, seguido pelo Ensino Médio de 3 anos e escolher o próximo tempo de estudo: escola técnica ou universidade. Vamos conhecer um pouco mais sobre nosso sistema educacional. A ORGANIZAÇÃO DO SISTEMA BRASILEIRO DE EDUCAÇÃO O Sistema Educacional Brasileiro é a forma de organização da educação regular no país. Essa organização se dá em sistemas de ensino da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. Esse sistema é regido pela Constituição Federal de 1988, com a Emenda Constitucional 14, de 1996, e pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB 9394/96). A atual estrutura do sistema educacional regular compreende dois níveis: a educação básica formada pela Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio - e a educação superior. Em consonância com essa legislação vigente no Brasil, compete aos municípios atuarem prioritariamente no Ensino Fundamental e na Educação Infantil, e aos Estados e o Distrito Federal, no Ensino Fundamental e Médio. Ao Governo Federal compete a função redistributiva e a supletiva, ficando com a responsabilidade de prestar assistência técnica e financeira aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios. Além disso, ele ainda fica incumbido de organizar o sistema de educação superior. De acordo com a LDB 9394/96, a Educação Infantil, primeira etapa da educação básica, é oferecida em creches, para crianças de até 3 anos de idade e em pré-escolas, para crianças de 4 a 6 anos. O Ensino Fundamental, com duração mínima de oito anos, é obrigatório e gratuito na escola pública, cabendo ao poder público garantir sua oferta para todos, inclusive aos que a ele não tiveram acesso na idade própria. O Ensino Médio, etapa final da educação básica. tem duração mínima de três anos e atende à formação geral do educando. podendo incluir programas de preparação geral para o trabalho e, facultativamente, a habilitação profissional.</p><p>15/08/2024, 15:49 wlldd Além do ensino regular, integram a educação formal as diferentes modalidades de educação, quais sejam: a especial, para os estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades; de jovens e adultos (EJA), destinada que não tiveram acesso ou continuidade de estudos no Ensino Fundamental e Médio na idade apropriada, e a profissional, integrada às diferentes formas de educação, ao trabalho, às ciências e à tecnologia. A educação superior abrange os cursos de graduação nas diferentes áreas profissionais, destinada aos estudantes que tenham concluído o Ensino Médio ou equivalente e tenham sido classificados em processos seletivos. Também faz parte desse nível de ensino a pós-graduação, que compreende programas de mestrado e doutorado e cursos de especialização. Ainda no conjunto das ações governamentais no que tange à estruturação do sistema educacional brasileiro, há o Plano Nacional de Educação (PNE), que consiste em um conjunto de medidas a serem adotas de forma gradual ao logo dos seus dez anos de vigência (de 2014 a 2024). As referidas ações foram pensadas de forma colaborativa entre todas as entidades da federação (União, Estados, Municípios e Distrito Federal), com o propósito de equalizar e desenvolver o ensino, nos dois níveis da educação nacional, a básica e a superior. A proposta do PNE justifica-se como possibilidade de erradicação do analfabetismo, universalização e superação das desigualdades educacionais, com foco no respeito aos direitos humanos, à sustentabilidade e a diversidade socioambiental. Enfim, por ser um documento de abrangência nacional, a execução desse plano exigirá uma maior colaboração entre União, Estados, Municípios e Distrito Federal, pois estes entes federados deverão ajustar suas políticas locais a fim de viabilizar o alcance das metas contidas no PNE. DA CRECHE À UNIVERSIDADE É dever do Poder Público elaborar leis e políticas públicas que fomentem a educação, assim como proteger e fiscalizar esse direito. Os cidadãos, por sua vez, têm o papel de cobrar esse retorno das autoridades competentes. Afinal, em um país marcado por desigualdades, a educação atua como um instrumento fundamental na construção de uma sociedade mais igualitária. Atualmente, a educação brasileira está organizada em sistemas de ensino da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. A Educação Infantil (para crianças de 0 a 3 anos) e o Ensino Fundamental (de 6 a 14 anos) são responsabilidade dos municípios, enquanto os Estados e o Distrito Federal atuam sobre o Ensino Médio (de 15 a 17 anos) e parte do fundamental. Juntos, eles compõem a educação básica, que tem caráter obrigatório. Já o ensino superior (que compreende cursos de graduação e fica a cargo do governo federal, que também presta assistência técnica e financeira relativa à educação básica para os Estados, Distrito Federal e Municípios. Como os cursos de nível superior são opcionais, o Estado não precisa garantir que todos os cidadãos passem por eles, mas precisa garantir seu acesso público e gratuito. Também fazem parte da educação formal a EJA (Educação de Jovens e Adultos), a educação especial (destinada a portadores de necessidades especiais), a educação profissional e o ensino de nível técnico (que tem o ensino médio regular como pré-requisito). Além das Secretarias e dos Conselhos Municipais e Estaduais de Educação, o sistema educacional brasileiro também é regulado pelo Ministério da Educação (MEC) e Conselho Nacional de Educação (CNE). Os níveis de ensino são estabelecidos pela Lei de diretrizes e bases da Educação (LDB), sua organização pode ser conferida na tabela 1. Observe.</p><p>15/08/2024, 15:49 wlldd Tabela 1 Organização da Educação brasileira De quem é a MODALIDADE FAIXA ETÁRIA É facultativo? responsabilidade? Creche 0 aos 3 anos. Não obrigatório. Município Pré-escola 4 aos 5 anos. Obrigatório. Município. Ensino Fundamental 6 aos 14 anos. Obrigatório. Município. Ensino Médio 15 aos 17 anos. Obrigatório. Estado Educação Profissional Não obrigatório. Governo Federal. Disponível para aqueles Ensino superior que finalizaram o Ensino Não obrigatório. Governo Federal. médio. Fonte: elaborado pelo autor. Atualmente, os documentos que norteiam a educação básica são a Lei n° 9.394, que estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Básica e o Plano Nacional de Educação, aprovado pelo Congresso Nacional em 26 de junho de 2014. Outros documentos fundamentais são a Constituição da República Federativa do Brasil e o Estatuto da Criança e do Adolescente. ALFABETIZAÇÃO E CIDADANIA Um dos maiores desafios da Educação básica é alfabetização. Este déficit pode prejudicar a aprendizagem, causar a evasão escolar e impedir uma qualidade de vida. Programas de aceleração, programas para corrigir a defasagem idade-série já fazem parte de uma política educacional. A Política Nacional de Alfabetização resulta da relevância do tema aos olhos da sociedade brasileira, que exige cada vez mais dos governantes e gestores públicos maior cuidado e empenho em uma formação básica de qualidade a todos os cidadãos, mas também é consequência de uma realidade educacional que revela a urgência de mudança na concepção de políticas voltadas à alfabetização, à literacia e à numeracia. O INEP divulga, através do portal do Sistema Nacional de avaliação da Educação Básica (SAEB), os resultados de pesquisa e avaliação da Educação Básica no Brasil e com relação à alfabetização temos números que nos assustam: 54,73% dos alunos em níveis insuficientes de leitura 33,95% dos alunos em níveis insuficientes de escrita 54,46% dos alunos em níveis insuficientes de matemática, de acordo com o Inep. A realidade do processo de alfabetização no Brasil nos proporciona uma triste realidade, visto que se o estudante não aprende a ler e escrever até o 3° ano do ensino fundamental, mais da metade destes estudantes evade a escola ou tem sua trajetória escolar comprometida. (BRASIL, 2019)</p><p>15/08/2024, 15:49 231 _u1_ges_edu Segundo o Censo Escolar de 2018, no 3° ano a taxa de reprovação foi de 9,4%, e a de distorção idade-série foi de 12,6%, com aumento significativo nos anos seguintes. No 7° ano, mais de 810 mil alunos matriculados nas redes federal, estadual e municipal estavam com dois anos ou mais de atraso escolar. Em 2017, foi homologada a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), um normativo para os currículos das escolas públicas e privadas que propõe conteúdos mínimos para cada etapa da escolarização (BRASIL, 2017) Conforme a BNCC, espera-se que a criança seja alfabetizada no 1° e 2° ano do Ensino Fundamental, processo que será complementado por outro, a partir do 3° ano, denominado "ortografização". A palavra alfabetização é muitas vezes usada de modo impreciso, resultando confusão pedagógica e didática, dificuldade de diálogo entre as pessoas envolvidas na educação, além de desconhecimento para os pais, que muitas vezes acreditam que seus filhos foram alfabetizados, quando, na verdade, mal sabem ler palavras. De acordo com o Plano Nacional De Alfabetização (BRASIL, 2019, p. 22): A PNA, com base na ciência cognitiva da leitura, define alfabetização como o ensino das habilidades de leitura e de escrita em um sistema alfabético. Antes de se iniciar o processo formal de alfabetização, a criança pode e deve aprender certas habilidades que serão importantes na aprendizagem da leitura e da escrita e terão papel determinante em sua trajetória escolar. A isso se costuma chamar literacia emergente, que constitui o conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes relacionados à leitura e à escrita, desenvolvidos antes da alfabetização. Durante a primeira infância, seja na pré-escola, seja na família, a literacia já começa a despontar na vida da criança, ainda em um nível rudimentar, mas fundamental para a alfabetização (NATIONAL EARLY LITERACY PANEL, 2009). Nesse momento, a criança é introduzida em diferentes práticas de linguagem oral e escrita, ouve histórias lidas e contadas, canta quadrinhas, recita poemas e parlendas, familiariza-se com materiais impressos (livros, revistas e jornais), reconhece algumas das letras, seus nomes e sons, tenta representá-las por escrito, identifica sinais gráficos ao seu redor, entre outras atividades de maior ou menor complexidade. Nesse sentido, podemos destacar que o processo de alfabetização não se restringe ao ingresso na escola, muito pelo contrário e cotidiano, isso porque a criança está sendo inserida na cultura letrada desde o primeiro momento que possui contato com o mundo. VIDEOAULA Nessa videoaula vamos abordar os principais conteúdos relacionados a gestão educacional, mais especificamente a como esse conceito é aplicado dentro do Sistema Nacional de Educação (SNE). Falaremos das implicações políticas da aprovação do Projeto de Lei Complementar 235/2019, que "Institui o Sistema</p><p>15/08/2024, 15:49 wlldd 231 u1 _ges_edu Nacional de Educação, dispõe sobre o processo de avaliação dos sistemas de ensino, determina a elaboração de planos nacional, estaduais, municipais e distrital de educação e especifica as fontes de financiamento da educação" (BRASIL, 2019, s.p). Videoaula Para visualizar o objeto, acesse seu material digital. 6d Saiba mais Conheça o Todos pela Educação, através desse portal você poderá acompanhar as principais novidades no cenário educacional. Confira! Aula 4 GESTÃO DO CURRÍCULO No decorrer de décadas e décadas, as escolas públicas foram se estruturando e recebendo estudantes, mas nem sempre o currículo atendia às expectativas sociais e culturais. 24 minutos INTRODUÇÃO Olá, estudante! Você sabia que a educação pública no Brasil teve início no século XIX? Curioso, não é mesmo? A verdade é que somos um país jovem se nos comparamos com os países do continente europeu, por exemplo. Assim, a educação brasileira foi aos poucos se constituindo e incluindo toda a população. No decorrer de décadas e décadas, as escolas públicas foram se estruturando e recebendo estudantes, mas nem sempre o currículo atendia às expectativas sociais e culturais. Conhecimentos dogmáticos dominaram as disciplinas, uma reorganização pedagógica se torna necessária e a Lei de Diretrizes e Bases de 1996 altera uma educação tecnicista para uma educação voltada para o desenvolvimento pleno. Vamos reconhecer as principais legislações que amparam os estudos acerca do Currículo. Bons estudos! VISÃO HISTÓRICA</p><p>15/08/2024, 15:49 wlldd Em 1830, quando foi fundado o colégio Pedro II, a primeira escola básica nacional, D. Pedro aprovou, na época, o primeiro currículo do Brasil, que definia quais disciplinas deveriam ser ensinadas no nível elementar (de 4 anos de duração) e no nível "superior" que correspondia ao Ensino Fundamental e o Ensino Médio atualmente. Essa organização pedagógica foi praticamente mantida pela República durante as primeiras décadas do século XX, até as Leis Orgânicas do Ensino dos anos 1940, que fixaram as disciplinas obrigatórias para os currículos de todos os níveis e modalidades da educação básica. Tais marcos regulatórios fixados seguiram em vigência até a aprovação da primeira lei geral da educação brasileira a Lei de Diretrizes e Bases n. 4024/1961, reformulada dez anos depois, pelo n. 5692/71, sendo totalmente modificados nos anos 1990. No ano de 1995, o CNE recebeu a incumbência de fixar diretrizes curriculares para a Educação Básica, por meio da Lei 9131/1995; e, no ano seguinte, a LDB n. 9394/96 estabeleceu um modelo curricular centrado em competências, sendo que sua construção partiria de uma base nacional comum a ser elaborada em colaboração pelas esferas de governo e sob coordenação do MEC. Com a chegada do século XXI, novas demandas surgiram para a escola, deixando claro que ela deverá levar em conta em seus currículos, princípios como a vida, a criatividade, participação, produção e responsabilidade no contexto do novo cenário tecnológico, veloz e multifacetado, o qual vem exigindo do sujeito muito mais do que a tradicional acumulação de conhecimentos. Tais mudanças no cenário social levaram as autoridades educacionais do Brasil à proposta de parâmetros curriculares para as escolas do país, que pudessem dar conta da unificação de proposituras pedagógicas em nível nacional. Alinhado, portanto, com esse propósito, e com os princípios éticos, estéticos e políticos das Diretrizes Curriculares Nacionais e a LDB 9394/94, o MEC propôs o documento "Parâmetros Curriculares Nacionais" (PNCs). No conjunto da proposta dos PCNs estavam os temas transversais, que compreendiam seis áreas: Ética, Orientação Sexual, Meio Ambiente, Saúde, Pluralidade Cultural e Trabalho e Consumo. Nessa direção, depois da "era PCN", o Conselho Nacional de Educação promulgou a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), em 2017, para o Ensino Fundamental e em 2019 para o Ensino Médio. Esse documento de caráter normativo (agora obrigatório) surge constituindo-se como um conjunto organizado e progressivo das aprendizagens essenciais que todos os estudantes brasileiros, das 190 mil escolas do país (públicas e privadas) devem desenvolver em todas as etapas da Educação Básica. Em consonância com as diretrizes estabelecidas pelo Plano Nacional de Educação, a BNCC procura assegurar direitos de aprendizagem e desenvolvimento para todo o corpo discente do território nacional. Conforme define o parágrafo 1° do artigo 1° da LDB 9394/96, o referido documento normativo está orientado pelos princípios éticos, estéticos e políticos contido nas Diretrizes Curriculares Nacionais de 2009, visando à formação humana integral e à construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva; em consonância com os temas transversais da década de 1990 (PCNs), a BNCC propõe os temas contemporâneos transversais. Nesse sentido, passando a constituir-se como uma sólida referência para a elaboração ou reestruturação dos currículos das escolas do Brasil, a BNCC integra a política nacional da Educação Básica, tornando-se parâmetro para políticas e ações voltadas à formação de professores, avaliação e elaboração de conteúdos educacionais. DIRETRIZES NACIONAIS PARA EDUCAÇÃO BÁSICA</p><p>15/08/2024, 15:49 231 As Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental de 9 (nove) anos articulam-se com as Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Básica (Parecer CNE/CEB n° 7/2010 e Resolução CNE/CEB n° 4/2010) e reúnem princípios, fundamentos e procedimentos definidos pelo Conselho Nacional de Educação, As Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais apontam conceitos e concepções que estão presentes nas legislações especificas como educação infantil, ensinos fundamental e médio. A partir do trecho que veremos a seguir é possível dimensionar os princípios educacionais. A Educação Básica é direito universal e alicerce indispensável para a capacidade de exercer em plenitude o direto à cidadania. É o tempo, o espaço e o contexto em que o sujeito aprende a constituir e reconstituir a sua identidade, em meio a transformações corporais, afetivo emocionais, socioemocionais, cognitivas e socioculturais, respeitando e valorizando as diferenças. Liberdade e pluralidade tornam-se, portanto, exigências do projeto educacional. Da aquisição plena desse direito depende a possibilidade de exercitar todos os demais direitos, definidos na Constituição, no ECA, na legislação ordinária e nas inúmeras disposições legais que consagram as prerrogativas do cidadão brasileiro. Somente um ser educado terá condição efetiva de participação social, ciente e consciente de seus direitos e deveres civis, sociais, políticos, econômicos e éticos. Nessa perspectiva, é oportuno e necessário considerar as dimensões do educar e do cuidar, em sua inseparabilidade, buscando recuperar, para a função social da Educação Básica, a sua centralidade, que é o estudante. Cuidar e educar iniciam-se na Educação Infantil, ações destinadas a crianças a partir de zero ano, que devem ser estendidas ao Ensino Fundamental, Médio e posteriores. Cuidar e educar significa compreender que o direito à educação parte do princípio da formação da pessoa em sua essência humana. Trata-se de considerar o cuidado no sentido profundo do que seja acolhimento de todos crianças, adolescentes, jovens e adultos com respeito e, com atenção adequada, de estudantes com deficiência, jovens e adultos defasados na relação idade-escolaridade, indígenas, afrodescendentes quilombolas e povos do campo. (BRASIL, 2013, p. 17) Um aspecto dominante nas diretrizes é o cuidado: "a relação entre cuidar e educar se concebe mediante internalização consciente de eixos norteadores, que remetem à experiência fundamental do valor, que influencia significativamente a definição da conduta, no percurso cotidiano escolar" (BRASIL, 2013, p.18). Não de um valor pragmático e utilitário de educação, mas do valor intrínseco àquilo que deve caracterizar o comportamento de seres humanos, que respeitam a si mesmos, aos outros, à circunstância social e ao ecossistema. Valor este fundamentado na ética e na estética, que rege a convivência do indivíduo no coletivo, que pressupõe relações de cooperação e solidariedade, de respeito à alteridade e à liberdade. É essa concepção de educação integral que deve orientar a organização da escola, o conjunto de atividades nela como as que relacionam com as Em</p><p>15/08/2024, 15:49 adolescente, jovem ou adulto, há uma criatura humana em formação e, nesse sentido, cuidar e educar são, ao mesmo tempo, princípios e atos que orientam e dão sentido aos processos de ensino, de aprendizagem e de construção da pessoa humana em suas múltiplas dimensões. UMA ORIENTAÇÃO CURRICULAR Documentos foram publicados pelo Ministério da Educação do Brasil desde 1996 trazendo orientações curriculares as modalidades de ensino previstos na estrutura do sistema educacional do Brasil. A cada documento é feita uma concepção a ser reconhecida acerca da criança, do jovem, das linguagens, da natureza, das relações sociais. Cada documento legal trouxe um avanço e um desafio para os professores reverem suas práticas bem como as Universidades reviram seus cursos de formação. Com a identidade de cada modalidade destacada, o reconhecimento de como cada ser humano aprende, da importância dos espaços, tempos e recursos, cada instituição iniciava um programa de mudança com projetos inovadores. Indicadores de qualidade foram discutidos com gestores, professores e comunidades a fim de organizar, reorganizar as instituições e cada vez mais buscar a qualidade e ficar em sintonia com as diretrizes educacionais. Cada documento novo não negava outro, mas ampliava o espectro pedagógico e as orientações para a construção de um currículo. Em 2017, foi promulgado pelo MEC/Brasil o documento intitulado Base Nacional Comum Curricular. A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é um documento de caráter normativo que define o conjunto orgânico e progressivo de aprendizagens essenciais que todos os alunos devem desenvolver ao longo das etapas e modalidades da Educação Básica, de modo a que tenham assegurados seus direitos de aprendizagem e desenvolvimento, em conformidade com o que preceitua o Plano Nacional de Educação (PNE). Ao longo da Educação Básica, as aprendizagens essenciais definidas na BNCC devem concorrer para assegurar aos estudantes o desenvolvimento de dez competências gerais, que consubstanciam, no âmbito pedagógico, os direitos de aprendizagem e desenvolvimento. A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) define os direitos de aprendizagens de todo aluno e aluna do Brasil. É uma mudança relevante no nosso processo de ensino e aprendizagem porque, pela primeira vez, um documento orienta os conhecimentos e as habilidades essenciais que bebês, crianças e jovens de todo o país têm o direito de aprender ano a ano, durante toda a vida escolar Na BNCC, competência é definida como a mobilização de conhecimentos (conceitos e procedimentos), habilidades (práticas, cognitivas e socioemocionais), atitudes e valores para resolver demandas complexas da vida cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do mundo do trabalho. Com a homologação da BNCC, as redes de ensino e escolas particulares terão diante de si a tarefa de construir currículos, com base nas aprendizagens essenciais estabelecidas na BNCC, passando, assim, do plano normativo propositivo para o plano da ação e da gestão curricular que envolve todo o conjunto de decisões e ações definidoras do currículo e de sua dinâmica. A BNCC é parte do currículo, formado também pela parte diversificada. A parte diversificada enriquece e complementa a Base Nacional Comum, prevendo o estudo das características regionais e locais da sociedade, da cultura, da economia e da comunidade escolar, perpassando todos os tempos e espaços curriculares constituintes do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, independentemente do ciclo da vida no qual os sujeitos tenham acesso à escola.</p><p>15/08/2024, 15:49 wlldd_231_u1_ges_edu VIDEOAULA Estudante, nessa videoaula, focaremos no trabalho institucional que vai em direção à ampliação de conhecimentos e saberes, de modo a promover igualdade de oportunidades educacionais às crianças de diferentes classes sociais, no compromisso de que a sociabilidade cotidianamente proporcionada às crianças lhes possibilite se perceberem como sujeitos marcados pelas ideias de democracia e de justiça social, e se apropriarem de atitudes de respeito às demais pessoas, lutando contra qualquer forma de exclusão social. Videoaula Para visualizar o objeto, acesse seu material digital. 6d Saiba mais Acesse a Proposta Curricular do Estado de São Paulo: Ensino Fundamental (Ciclo II) para visualizar a composição curricular do ensino no Estado de São Paulo No artigo Gestão escolar e gestão pedagógica: diferentes e complementares, você encontrará uma síntese sobre a gestão escolar no campo pedagógico. REFERÊNCIAS 3 minutos Aula 1 PATTO, M. H. S. A produção do fracasso escolar: histórias de submissão e rebeldia. São Paulo: T.A. Queiroz, 1990. VASCONCELOS, C. Coordenação do trabalho pedagógico. São Paulo: Libertad, 2004. VIEIRA, I. Planejamento educacional: uma abordagem político-pedagógica em tempos de incertezas. Curitiba: CRV, 2020. O Desafio da Qualidade da Educação. Texto Preparatório para a CONAE. São Paulo: Liberdad, 2014. Aula 2 MEC/BRASIL. Plano Nacional de Educação. 2014. Disponível em: Acesso em: 19 set. 2022.</p><p>15/08/2024, 15:49 wlldd TODOS PELA EDUCAÇÃO. Anuário Brasileiro da Educação Básica Moderna. Disponível em: Acesso em: 19 set. 2022. Aula 3 Brasil. Ministério da Educação. Secretaria de Alfabetização. PNA Política Nacional de Alfabetização/Secretaria de Alfabetização. - Brasília : MEC, SEALF, 2019. Disponível em: Acesso em: 01/10/2022. Lei Complementar 235/2019. Institui o Sistema Nacional de Educação, dispõe sobre o processo de avaliação dos sistemas de ensino, determina a elaboração de planos nacional, estaduais, municipais e distrital de educação e especifica as fontes de financiamento da educação. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 2019. Disponível em: Acesso em: 09/10/2022. TODOS PELA EDUCAÇÃO. Brasília, 2022. Disponível em: final. Acesso em: 06/10/2022. Program for International Student Assessment (PISA). (2010). Highlights From PISA 2009 - Performance of U.S. 15-Year-Old Students in Reading, Mathematics, and Science Literacy in an International Context. U.S. Department of Education, 2009. Disponível em: https://nces.ed.gov/pubs2011/2011004.pdf. Acesso em: 01/10/2022. UNESCO. Relatório de Monitoramento de Educação para Todos. Universidade e Sociedade, n. 45.2008. Disponível em: https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000373721_por. Acesso em: 01/10/2022. Aula 4 CAVALCANTI, L. Os desafios da gestão escolar. Direcional Escolas. A Revista do Gestor Escolar. Disponível em: Acesso em: 2 dez. 2018. FILIPPIN, T. M. Gestão escolar democrática: dificuldades, especificidades e possibilidades a partir da revista Nova Escola. UFSM, 2013. Disponível em: https://repositorio.ufsm.br/bitstream/handle/1/512/Filippin Tagiane Acesso em: 15 nov. 2018. GELATTI e MARQUEZAN. Contribuições da gestão escolar para a qualidade da educação. Universidade Federal de Santa Maria, Brasil. Disponível em: https://repositorio.ufsm.br/handle/1/512. Acesso em: 25 out. 2018. H. Liderança em gestão escolar. Petrópolis: Vozes, 2014. PEREIRA, L. A.; VIEIRA, L. A. Os desafios da escola pública paranaense na perspectiva do professor PDE. O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), como norteador da qualidade educacional: analisando seus pressupostos teóricos.</p><p>15/08/2024, 15:49 wildd_231_u1_ges_edu Imagem de capa: Storyset e ShutterStock.</p><p>15/08/2024, 15:51 Imprimir GESTÃO DEMOCRÁTICA E ORGANIZAÇÃO DA ESCOLA 133 minutos > Aula 1 A organização no contexto escolar > Aula 2 - Plano a seguir > Aula 3 Agestão no contexto escolar > Aula 4 O gestor escolar e seus desafios > Referências Aula 1 A ORGANIZAÇÃO NO CONTEXTO ESCOLAR Reconhecer a gestão democrática e o papel do gestor e sua liderança é primeiro ponto para entender uma modalidade de administração que incentiva e apoia a participação em todas as etapas do contexto 32 minutos INTRODUÇÃO Reconhecer a gestão democrática e o papel do gestor e sua liderança é o primeiro ponto para entender uma modalidade de administração que incentiva e apoia a participação em todas as etapas do contexto escolar. Do comprometimento à missão, aos valores e princípios até o planejamento do conselho de classe, uma gestão escolar adequada visa ao sucesso em todos os seus momentos e com todas as pessoas que convivem na instituição. A escola tem uma função social não apenas como um ambiente de convivência, mas porque tudo o que aprendemos deve estar relacionado com o mundo contemporâneo e seus desafios constantes. A FUNÇÃO SOCIAL DA ESCOLA A escola tem uma importante função social, sendo que seu principal objetivo é a promoção da aprendizagem e o desenvolvimento integral dos seus alunos. Para que os professores alcancem os objetivos da aprendizagem, suas ações e esforços são fundamentais, porém os resultados dela não dependem apenas da</p><p>15/08/2024, 15:51 competência e boa vontade dos docentes, ou de excelentes recursos didáticos. Nesse contexto, direcionado para a finalidade da aprendizagem, estão envolvidos também a organização e a supervisão dos profissionais responsáveis pela administração e gestão da escola. Entre as habilidades inerentes à gestão escolar, destacam-se a organização, mobilização e grande capacidade de articulação de pessoas, recursos e instrumentos para que sejam criadas as condições necessárias para a realização do processo educacional. Nesse sentido, inerente à gestão, está a capacidade de liderança, que é implícita na atuação qualitativa do gestor. Há muitas maneiras de se definir a palavra "liderança", porém, de forma prática e objetiva, ela pode ser traduzida como uma habilidade especial que alguns indivíduos têm no manejo e na condução de pessoas que se filiam a algum grupo. Podemos conceituar liderança como uma espécie de "arte" apresentada por aqueles que se dispõem a inspirar pessoas nos mais diversos segmentos sociais. Ainda que chamada de "arte", trata- se de uma habilidade que pode ser desenvolvida, pois ela não é inata, uma vez que ninguém nasce líder Dessa maneira, a liderança é importante para a gestão escolar, pois possibilita ao diretor, ao coordenador e ao professor a implementação de iniciativas que conferem unidade e coerência à escola. À medida que deixa aflorar suas habilidades de líder, esses três atores educacionais, conseguem conscientizar, unir e organizar toda a comunidade escolar, incluindo os demais funcionários no alcance dos objetivos da escola. Vale ressaltar ainda que todo esse esforço da equipe escolar, uma vez orquestrado de forma coletiva, com cada profissional atuando com liderança em seu setor, trará melhorias significativas no aprendizado dos estudantes. Portanto, é importante destacar algumas características essenciais ao líder gestor educacional, como saber delegar tarefas (descentralizar), participar da elaboração e acompanhar a realização de projetos educacionais (monitorar o processo), promover a conscientização dos liderados, criar e manter bons relacionamentos, criar e manter vínculos socioemocionais com a equipe escolar, os alunos e seus familiares (ou responsáveis) e pesquisar constantemente assuntos relacionados à sua área de atuação e legislação vigente. Além desse conjunto de habilidades, o líder gestor deve orientar suas ações e tomada de decisões pelos princípios democráticos, priorizando o trabalho coletivo e o respeito à participação dos órgãos colegiados que o auxiliam na administração da instituição escolar. Ademais, por meio de uma liderança visionária, caberá ao gestor escolar proporcionar aos seus liderados uma reflexão aberta, flexível e constante sobre conceitos essenciais como cultura, diversidade cultural, etnocentrismo, estereótipo, preconceito, discriminação, respeito e valorização da diversidade. Ao compreender as várias correlações entre gênero, sexualidade, orientação sexual, etnia e relações raciais, perpassando sempre relações que se dão dentro da escola, o gestor escolar deve priorizar a inclusão desses temas na sala de aula, fornecendo subsídios para a construção de percursos pedagógicos promotores da igualdade social no ambiente escolar. Portanto, a união da escola e sua equipe técnica docente com os órgãos colegiados possibilita a concretização de uma gestão escolar responsável e democrática, que elabora e executa ações promotoras da garantia dos direitos humanos. GESTÃO DEMOCRÁTICA</p><p>15/08/2024, 15:51 wlldd 231 u2 A gestão democrática que ocorre na escola é um processo que inclui uma mudança de atitude do gestor escolar, bem como a clareza da concepção de escola. Silva (2017, [s. p]) explica que: "a escola para se reconstruir deve ter como uma das ferramentas mais eficientes a gestão democrática. Como próprio conceito de gestão afirma que gestão é ação e movimento, a escola precisa sair da posição confortável de de práticas pré-determinadas e passar a pensar, a refletir suas práticas". Outro estudioso do assunto, Barbosa Filho (2004, p. 3), afirma: "Gestão Democrática do Ensino Público é a ação e o efeito de gerir a educação através da participação de todos os atores sociais que integram o universo educacional, objetivando atender às aspirações da sociedade por intermédio dos anseios daqueles que trazem e usam as escolas públicas". Complementando essas ideias, Madeiro (2018, p. 13) expõe: "a gestão democrática exige do seu agente atitudes, compromisso de fazer, construir. E mais: como a gestão se constrói por meio de ações, ela sempre traz consequências ou efeitos. E o 'efeito de gerir' é o de dirigir, de dar condução e comando. Sendo assim, toda gestão implica em responsabilidades". Por sua vez, Markovicz (2015, p. 10, grifos alerta que: "o grande desafio da gestão democrática talvez seja fazer com que a comunidade escolar, através de suas representações, esteja envolvida neste processo, de ajudar a administrar a escola, de uma forma realmente participativa e responsável, buscando na qualidade de ensino a melhoria do aluno". Quando pensamos na evolução do aluno, devemos lembrar que isso envolve não apenas seu desempenho escolar ou a aquisição de conteúdos, mas também a sua formação para a cidadania. Assim, o contexto escolar precisa possibilitar a participação dos alunos nas instâncias presentes na escola. Isso deve acontecer com a transparência das decisões, o compartilhamento da situação escolar financeira, pedagógica e administrativa, o que pode ocorrer por meio das assembleias. Uma gestão educacional democrática integra várias instâncias que se apoiam e sustentam o processo de ensino-aprendizagem Mas quais são estas instâncias? Na área financeira temos a gestão do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica), que é da alçada da Secretaria Municipal de Educação. O Fundeb é um fundo que prevê um financiamento de toda a educação básica desde 2006, substituindo o Fundef (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério), destinado à valorização dos professores. Assim muitas escolas públicas vêm recebendo recursos financeiros repassados pelas respectivas Secretarias de Educação estaduais e municipais. O Fundeb pode ser aplicado a uma ação específica: alimentação escolar; transporte escolar; livro didático; biblioteca escolar; saúde escolar e manutenção da escola. Como podemos verificar, da Secretaria de Educação Municipal até a sala de aula, há um percurso integrado na área pedagógica e administrativa. Este é um processo integrado de gestão, que inclui a sala de aula, mas não finaliza nela. Na participação de todos os profissionais atuantes na escola para a construção do Projeto Político-Pedagógico, o grande benefício é o comprometimento e a responsabilidade para com o contexto escolar. Lembrando que, para aprender, o aluno deve chegar à escola, se alimentar, receber apoio com livros e materiais didáticos. Reconhecer o processo de integração entre todas as instâncias (da secretaria até a comunidade escolar) permite que o ensino promovido pela escola seja revisto como uma proposta de cidadania e uma nova concepção de escola. Neste ponto cabe mencionar que:</p><p>15/08/2024, 15:51 wlldd 231_u2_ges_edu A Constituição Federal estabelece no artigo 206 os princípios sobre os quais o ensino deve ser ministrado. Dentre eles, destaca-se a gestão democrática do ensino público, na forma da lei. Cabe, no entanto, aos sistemas de ensino, definirem as normas da gestão democrática do ensino público na educação básica, de acordo com as suas peculiaridades e conforme os seguintes princípios: a) participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto pedagógico da escola; b) participação das comunidades escolar e local em conselhos escolares ou equivalentes (LDB Art. 14). (GRACINDO, 2007, p. 32) "A gestão democrática é um objetivo e um percurso. É um objetivo porque trata-se de uma meta a ser sempre aprimorada e é um percurso, porque se revela como um processo que, a cada dia, se avalia e se reorganiza" (GRACINDO, 2007, p. 35). Para se colocar isso em prática é preciso lembrar que o princípio maior da gestão democrática é a participação. Entre alguns meios que possibilitam a gestão democrática podemos citar: os conselhos deliberativos e consultivos, os grêmios estudantis, as reuniões periódicas, as assembleias e as associações de pais e mestres. SISTEMA DE COLABORAÇÃO A universalização da educação constitui, portanto, um grande desafio do planejamento educacional no Brasil, e para enfrentar esta realidade um dos objetivos dos sistemas de ensino é elevar o nível de escolarização da população brasileira, o que significa garantir o direito que todo cidadão tem à educação. Esse direito é aqui compreendido numa perspectiva mais ampla, o que significa envolver não apenas as crianças e os adolescentes, mas também os jovens e adultos que não tiveram acesso à educação escolar na idade apropriada. Muitos profissionais da educação atuantes nas escolas públicas ficam envolvidos somente com o contexto escolar e não percebem o círculo virtuoso que engloba todo o sistema e impacta o aluno. A escola é o local da ação, onde o ensino e aprendizagem acontecem, mas no sistema integrado que inclui uma gestão democrática temos: a secretaria municipal e estadual de educação com supervisores, programas de formação permanente, documentos para apoiar os planejamentos e programas. Cabe à Secretaria Municipal de Educação gerir os recursos financeiros do Fundeb, bem como atuar em conjunto com a secretaria de planejamento ou fazenda a fim de utilizar adequadamente os recursos do Fundeb.</p><p>15/08/2024, 15:51 231 u2 Fundeb não é um único fundo, na verdade, é um conjunto de 27 fundos (26 estaduais e 1 do Distrito Federal) que serve como mecanismo de redistribuição de recursos destinados à Educação Básica. Isto é, trata-se de um grande cofre do qual sai dinheiro para valorizar os professores e desenvolver e manter funcionando todas as etapas da Educação Básica desde creches, Pré-escola, Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio até a Educação de Jovens e Adultos (EJA) não, a Educação Superior não entra nessa conta. O Fundeb entrou em vigor em janeiro de 2007 e se estendeu até 2020, conforme previa a Emenda Constitucional n° 53, que alterou o Art. 60 do Ato de Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT). Com a aprovação da Emenda Constitucional 108/2020, ele foi aperfeiçoado e se tornou permanente e, com o Projeto de Lei 4372/2020, ele foi regulamentado. (O QUE 2020, [s. p.]) A Secretaria Municipal de Educação também recebe os projetos político-pedagógicos das escolas e assim pode acompanhar, apoiar e subsidiar a escola no cumprimento dos objetivos. Na articulação entre os entes da federação, o MEC apoia as secretarias que por sua vez apoiam as escolas com, por exemplo: gestão democrática; apoio aos dirigentes municipais de educação; ensino médio; ensino fundamental; educação infantil; formação dos funcionários da escola; guias de livros didáticos; relatórios de gestão e planejamento; Periódicos da SEB; interação escola-família. Como podemos ver, as escolas não estão sozinhas para desempenhar suas tarefas, mas contam e devem contar com a articulação entre os sistemas pertencentes à educação brasileira. Entender a gestão educacional como um conjunto de várias gestões pode contribuir com o andamento e desenvolvimento das áreas de uma instituição. Isso porque, desta forma, é possível definir responsáveis por cada uma delas, fazendo com que as tarefas e os processos tenham a atenção e dedicação focadas em mais pessoas (ao invés de centralizada sempre no gestor). Em cada um destes segmentos teremos lideranças que, em um modelo participativo, compartilham as informações, agregam os colaboradores e buscam em conjunto a qualidade na educação. VIDEOAULA Organizar significa dispor de forma ordenada, dar uma estrutura, planejar uma ação e prover as condições necessárias para realizá-la. Assim, a organização escolar refere-se aos princípios e procedimentos relacionados a ação de planejar o trabalho da escola, racionalizar o uso de recursos (materiais, financeiros e intelectuais) e coordenar e avaliar o trabalho das pessoas, tendo em vista a consecução de objetivos. 2012, p. 436)</p><p>15/08/2024, 15:51 Videoaula Para visualizar o objeto, acesse seu material digital. 6d Saiba mais Para saber mais sobre gestão escolar e variáveis socioculturais, leia o artigo A organização da vida e da realidade escolar: olhares sob a das experiências socioculturais. Aula 2 PLANO A SEGUIR papel do gestor escolar tem sido alvo de estudos, orientações e publicações com o intuito de fornecer ferramentas práticas para construir uma prática democrática e funcionais nas escolas. 29 minutos INTRODUÇÃO O papel do gestor escolar tem sido alvo de estudos, orientações e publicações com o intuito de fornecer ferramentas práticas para construir uma prática democrática e funcionais nas escolas. Dos projetos pedagógicos aos planos de ação, cabe ao gestor conduzir a equipe, os recursos e o sucesso educacional. Para tanto deverá sempre estar atento às tendências sociais, políticas e pedagógicas a fim de oferecer oportunidades de sucesso em todos os processos escolares. Nesta aula, o foco será o estudo das teorias motivacionais para que gestor possa reconhecer as necessidades da equipe e liderar a construção do Projeto Político-Pedagógico. Tanto o professor como o gestor atuam com uma intencionalidade, termo utilizado na Base Nacional Comum Curricular BNCC (BRASIL, 2018). A intencionalidade educativa para o gestor configura-se em prever, organizar e avaliar todos os processos educativos à luz dos documentos oficiais, das produções científicas e das experiências da equipe escolar. Considerando a escola como um organismo vivo, é preciso garantir a eficácia das ações que nela ocorrem por meio de uma gestão eficiente. Considerando a escola como um organismo vivo, é preciso garantir a eficácia das ações que nela ocorrem por meio de uma gestão eficiente. Bons estudos! TENDÊNCIAS TEÓRICAS E HISTÓRICAS Assim como as concepções de educação, as teorias administrativas evoluem ao longo da história e há uma grande variedade delas. No que diz respeito à organização e gestão educacional no Brasil, pode-se afirmar que há três tendências históricas: a conservadora, a democrática e a gerencial.</p><p>15/08/2024, 15:51 wlldd 231 u2 A tendência conservadora é identificada, no país, no período entre 1930 e 1970 e tem suas raízes no modelo tradicional da organização escolar: burocrática, hierarquizada, rígida e formal. [...] A segunda tendência democrática manifesta-se no Brasil a partir da década de 1980, mediante o surgimento dos movimentos sociais. Em geral, ela se opõe às ideias técnico-funcionalistas (conservadoras) predominantes nas décadas anteriores. Essa tendência perceberá a escola como uma organização em constante construção; um espaço público no qual devem ser expressas as opiniões e interesses dos diversos grupos que formam a escola. [Já a tendência gerencial] é mais recente; tendo surgido nos anos 1990, substituindo o eixo da democratização pelo discurso administrativo-economicista Em linhas gerais, essa tendência busca não a qualidade do ensino, mas, sobretudo, a qualidade do gerenciamento da escola, enfatizando o controle dos processos escolares. (TEIXEIRA, 2003 apud SOUSA, 2006, p. 62) Na elaboração dos projetos curriculares e planos de gestão escolar, essas tendências dão o "tom" da administração institucional, pois há na prática pedagógica uma intencionalidade, afinal, a educação não é um ato neutro, constituindo-se, pois, como uma genuína ação política. No atual contexto educacional brasileiro, há a presença da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e ali encontramos o princípio de "intencionalidade educativa". Para a BNCC, a intencionalidade educativa ou pedagógica "consiste na organização e proposição, pelo educador, de experiências que permitam às crianças conhecer a si e ao outro e de conhecer e compreender as relações com a natureza, com a cultura e com a produção científica" (BRASIL, 2018, p. 39). Todas essas questões podem ser pensadas a partir da intencionalidade pedagógica e impactam diretamente a gestão escolar, levando-a a se reposicionar continuamente de forma estratégica, ou seja, voltada para as aprendizagens. Nesse sentido, "a gestão estratégica tem o desafio de articular o longo e médio prazo com o curto prazo, convertendo os objetivos estratégicos em ações cotidianas" na instituição escolar" (ENAP, 2014, p. 5). Assim, é importante nesse processo ter o planejamento institucional que contemple, além das atividades pedagógicas, as metas e os objetivos claramente definidos, pois o plano de ação da escola consiste em "um instrumento de trabalho dinâmico com o intuito de propiciar ações, ressaltando seus principais problemas e os objetivos dentro de metas a serem alcançadas, com critérios de acompanhamento e avaliação pelo trabalho desenvolvido" (NUNES, 2022, [s. p.]). Portanto, ter o plano gestor no centro das preocupações, com seus objetivos e suas diretrizes conhecidas e compartilhadas coletivamente, é fundamental para estruturar um sistema gestor democrático e estratégico para a instituição escolar. As diretrizes estratégicas de uma escola são definidas pela missão, visão e pelos valores institucionais, construídos coletivamente por todos os membros da comunidade escolar. A escola deve ter como parâmetros para tomada de decisão os seus valores e crenças, bem como as metas sociais e acadêmicas a serem conquistadas. As crenças, que embasarão a missão da escola, também determinarão a sua visão, ou seja, a concepção de escola, aluno, currículo e serviço educacional. Entretanto, mesmo missão sendo escolas sempre disso,</p><p>15/08/2024, 15:51 wlldd 231_u2_ges_edu ser construída de forma coletiva. Dessa forma, haverá comprometimento e as tarefas serão realizadas com clareza. Cabe mencionar, por fim, que Projeto Político-Pedagógico deve ser desenvolvido a partir do conhecimento prévio da comunidade, da situação educacional e principalmente dos interesses e necessidades do alunado. FUNDAMENTOS TEÓRICOS ORGANIZACIONAIS As teorias da hierarquia das necessidades de Maslow e a teoria dos dois fatores de Frederick Herzberg influenciam a tomada de decisões na construção de uma cultura organizacional. Ao reconhecer as necessidades das pessoas, do contexto e das instituições, podemos identificar critérios de avaliação para o projeto educacional. Trata-se de teorias clássicas e é possível se reconhecer dentro dos princípios de cada uma. Esta leitura contribui para um planejamento pedagógico mais eficaz. Vamos conhecer um pouco mais sobre as teorias: A teoria da hierarquia das necessidades, de Abraham Maslow A hierarquia das necessidades de Maslow (ou Pirâmide de Maslow) é constituída por cinco níveis de necessidades: fisiológicas, de segurança, sociais, de estima e de autorrealização. Para que as necessidades dos níveis mais alto possam ser satisfeitas, as de níveis mais baixos precisam ser atendidas primeiro. Chiavenato (2022) explica cada um desses conjuntos de necessidades: Necessidades fisiológicas: dizem respeito à sobrevivência e preservação da espécie. Necessidades de segurança: consistem na busca por proteção a ameaças. Necessidades sociais: compreendem afeto e amor, por exemplo. Necessidades de estima: referem-se ao modo como o indivíduo se percebe e se autoavalia. Necessidades de autorrealização: têm a ver com a realização do próprio potencial e autodesenvolvimento contínuo. Figura 1 Teoria da hierarquia das necessidades, de Abraham Maslow</p><p>15/08/2024, 15:51 wlldd_231_u2_ges_edu Necessidade Trabalho criativo e desafiante de Diversidade e autonomia autorrealização Participação nas decisões Necessidades Responsabilidade por resultados secundárias Estima Orgulho e reconhecimento Promoções Amizade dos colegas Sociais Interação com clientes Chefe amigável Condições seguras de trabalho Segurança Remuneração e benefícios Necessidades Estabilidade no emprego primárias Intervalo de descanso Fisiológicas Conforto Horário de trabalho razoável Hierarquia das segundo Autorrealização Estima Realização do próprio Sociais potencial Satisfação do ego Autodesenvolvimento Orgulho Segurança Relacionamento Excelência pessoal Amizade Status e Competência Fisiológicas Segurança Autorrespeito Aceitação Expertise Proteção contra: Reconhecimento Afeição Alimento Perigo Confiança Compreensão Repouso Doença Progresso Consideração Abrigo Incerteza Apreciação Sexo Desemprego Admiração dos colegas Hierarquia das necessidades humanas e os meios de Fonte: adaptada de Chiavenato (2022, p. 183). Teoria da motivação de Frederick Herzberg A teoria dos dois fatores foi desenvolvida pelo americano Frederick Herzberg e teve como objetivo identificar os fatores que causavam a satisfação e a insatisfação dos empregados no ambiente de trabalho. Enquanto Maslow se debruçou sobre a satisfação das necessidades das pessoas em vários âmbitos da vida, Herzberg estudou o comportamento e a motivação delas dentro das organizações. A partir disso, apresentou a sua teoria em dois fatores:</p><p>15/08/2024, 15:51 wlldd 231 u2 _ges_ed Fatores higiênicos, ou fatores extrínsecos: estão localizados no ambiente que rodeia as pessoas e abrangem as condições dentro das quais elas desempenham seu trabalho, como salário, benefícios sociais, tipo de chefia ou supervisão, condições físicas e ambientais de trabalho, políticas e diretrizes da empresa, regulamentos internos etc. São fatores de contexto e se situam no ambiente externo que circunda o indivíduo. Como essas condições são administradas e decididas pela empresa, estão fora do controle das pessoas. [...] As pesquisas de Herzberg revelaram que, quando os fatores higiênicos são ótimos, eles apenas evitam a insatisfação e, se elevam a satisfação, não conseguem sustentá-la por muito tempo. E quando são precários, provocam a insatisfação. Em razão dessa influência mais voltada para a insatisfação, são chamados de fatores higiênicos: são profiláticos e preventivos, apenas evitam a insatisfação, mas não provocam a satisfação. [...] Fatores motivacionais, ou fatores intrínsecos: estão relacionados com o conteúdo do cargo e com a natureza das tarefas que a pessoa executa. Estão sob o controle do indivíduo, pois estão relacionados com o que ele faz e desempenha. Envolvem sentimentos de crescimento individual, reconhecimento profissional e autorrealização e dependem das atividades que o indivíduo realiza no trabalho. [...] Quando são ótimos, provocam a satisfação nas pessoas. Porém, quando são precários, eles evitam a satisfação. [...] Os fatores higiênicos e os motivacionais são independentes e não se vinculam entre si. Os fatores responsáveis pela satisfação profissional das pessoas são totalmente desligados e distintos dos fatores responsáveis pela insatisfação profissional. oposto da satisfação profissional não é a insatisfação, mas ausência de satisfação profissional. Também o oposto da insatisfação profissional é ausência dela e não a satisfação. (CHIAVENATO, 2022, p. 185, grifos nossos) Quadro 1 Fatores higiênicos (insatisfacientes) e motivacionais (satisfacientes) Fatores higiênicos Fatores motivacionais (que levam à insatisfação) (que levam à satisfação) Administração da empresa Trabalho em si Condições do ambiente de trabalho Realização Relações com o supervisor Progresso profissional Benefícios e serviços sociais Reconhecimento</p><p>15/08/2024, 15:51 wlldd_231_u2_ges_edu Salário Responsabilidade Fonte: adaptado de Chiavenato (2022, p. 185). INTENCIONALIDADE EDUCATIVA A palavra intencionalidade educativa está presente em documentos oficiais relacionados à organização dos espaços, recursos, situações e experiências de aprendizagem bem como a vontade política. que é intencionalidade? A intencionalidade educacional está presente nos planejamentos e organiza da melhor forma as experiências de aprendizagem simples e complexas. Definir a intenção é o primeiro passo na construção de um PPP (Projeto Político-Pedagógico), desde a secretaria municipal e estadual de ensino até as escolas, os conselhos, as oportunidades de aprendizagem nas salas de aula. A teoria de Ausubel (1918-2008) assim como a de outros cognitivistas se baseia na premissa de que existe uma estrutura na qual a integração e organização de novos conhecimentos se processa. Para tanto, faz-se necessário organizar intencionalmente espaço/ambiente/tempo/recursos para contribuir para uma aprendizagem significativa e que atenda às necessidades e aos interesses dos estudantes. A contribuição de Ausubel foi apresentar o processo da aprendizagem significativa, ou seja, toda informação deverá se ancorar nos conceitos relevantes já existentes e apropriados pelo indivíduo. Quando isso não ocorre, a aprendizagem é apenas um armazenamento arbitrário de informações (aprendizagem mecânica), ou seja, voltamos à teoria comportamentalista que marca um perfil de gestor autocentrado e de currículos programados. Ausubel nos indica que a aprendizagem só se torna significativa se o conteúdo aprendido de uma forma ou de outra ligar-se a conceitos relevantes ancorados em informações obtidas anteriormente. Outro conceito importante na teoria da aprendizagem significativa de Ausubel é o dos organizadores prévios, que são materiais introdutórios apresentados antes do material a ser aprendido em si (conhecimentos específicos). Sua principal função é a de servir como "pontes cognitivas" entre o que o aprendiz já sabe e o que ele deve saber, de forma que o material possa ser aprendido de forma significativa. Se buscamos educação para todos, buscamos uma aprendizagem significativa para todos, o que demonstra a importância de um projeto de engajamento coletivo da escola na construção de intenções viabilizada por ações intencionalmente planejadas e organizadas. As situações planejadas atendem aos interesses e às necessidades dos estudantes? E da equipe? Há crescimento profissional da equipe? A escola tem se tornado eficaz? Quais aspectos educacionais podem ser aprimorados? O PPP corresponde às expectativas sociais e reais? Estas e tantas outras questões podem fazer parte de reuniões constantes da equipe. O gestor, retomando a missão da escola, os valores já discutidos pelo coletivo, o currículo dinâmico e cidadão, lidera o caminho para que a escola assuma seu papel determinante na comunidade e na vida de cada estudante.</p><p>15:51 VIDEOAULA " [Planejamento educacional] é todo ato intencional, político e técnico para direcionar as atividades do campo educacional, buscando racionalizar os fins e os meios para conseguir os objetivos propostos. É intencional, na medida em que não pode ser efetivado aleatoriamente. Ele implica conhecimentos da realidade, pressupõe escolhas e estabelecimento de meios para se atingir determinado fim. É político, visto que está comprometido com as finalidades sociais e políticas da sociedade. É técnico, pois exige a utilização de meios eficientes para se obter os resultados. - (CASTRO, [s. d., S. p.]). Videoaula Para visualizar o objeto, acesse seu material digital. 6d Saiba mais Acesse os conteúdos indicados para se aprofundar nos conceitos relacionados ao tema da aula: Planejamento educacional. Gestão em Educação: conceitos, práticas e metodologias. Aula 3 A GESTÃO NO CONTEXTO ESCOLAR Nesta aula, será feita uma explanação e revisão dos percursos de construção de modelos de gestão, dando ênfase às características da gestão democrática da educação. 31 minutos INTRODUÇÃO A gestão escolar democrática ainda se constitui como um campo pouco explorado pelos pesquisadores da educação. Nesta aula, será feita uma explanação e revisão dos percursos de construção de modelos de gestão educação necessidade de se desvendar as especificidades desse campo a fim de instrumentalizar o trabalho das futuras</p><p>15/08/2024, 15:51 wlldd gerações de gestores escolares para a superação do paradigma autoritário e centralizador que tem predominado neste contexto. Trata-se da busca de um novo sentido para essa função, tendo a atual prática social como referência nas relações humanas e na liderança. DIRETOR E SUPERVISOR VISANDO AO SUCESSO ESCOLAR No contexto educacional contemporâneo existem inúmeros desafios para aqueles que fazem a gestão escolar no cotidiano das instituições educacionais do país. Entre eles destacam-se a promoção de uma educação de qualidade voltada para o aprendizado efetivo dos alunos, a capacitação dos professores, o zelo pela saúde financeira da escola, a gestão democrática (com o envolvimento de toda comunidade escolar, incluindo os alunos e seus familiares, por meio dos colegiados). Para que tudo isso ocorra, o gestor precisa trabalhar de forma alinhada com o coordenador e o supervisor pedagógico, cuidando para que o clima institucional seja saudável, zelando pela qualidade das interações humanas ocorridas no interior da escola. Nesse sentido, é necessária uma definição clara de cada membro da equipe gestora, para que os limites de cada função sejam respeitados e a cultura escolar possa ser construída de maneira saudável e produtiva. Assim, caberá ao diretor a responsabilidade de estabelecer as metas da escola, assinar a documentação e responder judicialmente pelo que acontece naquele espaço, além de relacionar-se de maneira ética e flexível com a comunidade e as autoridades. Ainda que esse profissional conte com o coordenador pedagógico, ele também responderá legalmente pelos aspectos pedagógicos, exercendo de maneira responsável a sua liderança, sabendo articular de maneira profissional e estratégica o trabalho de todos os outros membros da comunidade escolar. Além do diretor e do coordenador pedagógico (função muitas vezes acumulada pelo diretor) a gestão escolar conta também com o supervisor, um especialista em legislação educacional que tem como função prestar apoio e dar orientações às escolas, bem como averiguar o cumprimento das normas. Podemos comparar um diretor (gestor escolar) como um gerente de uma empresa. O gerente sempre irá coordenar as tarefas dos membros de sua equipe organizados por áreas de atuação. Cada membro, incluso em um grupo de trabalho, tem a mesma visão da escola, do aluno, da comunidade, do currículo e do ambiente adequado para que a aprendizagem aconteça. Mas os grupos sempre se reúnem para verificar balanço do mês", as dificuldades, as necessidades, e principalmente acertar o rumo do projeto político- pedagógico. Caberá sempre ao gestor, como o gerente de uma empresa, estar presente e apoiar o desenvolvimento das tarefas a fim de evitar desvios do caminho traçado na trilha dos objetivos comuns. Dessa forma, a liderança democrática exercida pelo gestor terá sempre o desafio de trabalhar em equipe, atuar de forma intraempreendedora, planejar e gerenciar projetos que incluem a supervisão cotidiana. Esta supervisão evitará a apresentação de justificativas se algo prejudicar o alcance dos objetivos propostos. Interferir e apoiar o grupo na execução de projetos implica em negociar ideias e parcerias, exercendo uma competência: cidadania coorporativa. Ser cidadão é ter consciência de seus direitos e deveres. Na escola é saber sobre os deveres individuais que impactam a convivência coletiva e um trabalho de equipe. É aprender no trabalho, para o trabalho e com o trabalho. Para isso, o gestor deve considerar que todo individuo terá um crescimento pessoal e profissional por meio do desenvolvimento de habilidades, exercício das competências</p><p>15/08/2024, 15:51 wlldd 231 u2 ges individuais e coletivas e, por fim, adoção de uma atitude de compromisso e responsabilidade. Ou seja, você já ouviu a expressão: "vestir a camisa"? Pois é, na escola além de vestir a camisa, temos que buscar o troféu que todos merecem. LIDERANÇA É possível entender a escola como um sistema aberto, uma vez que seus membros interagem entre si e com pessoas de fora desse ambiente. sistema aberto é sistêmico e organiza o funcionamento da escola (GASPARIAN, 1997, p. 26). A escola tem uma importante função social, sendo que seu principal objetivo é a promoção da aprendizagem e o desenvolvimento integral dos seus alunos. Para que os professores alcancem os objetivos da aprendizagem, suas ações e esforços são fundamentais, porém os seus resultados não dependem apenas da competência e boa vontade dos docentes, ou de excelentes recursos didáticos. Nesse contexto, direcionados para a finalidade da aprendizagem, estão envolvidos também a organização e a supervisão dos profissionais responsáveis pela administração e gestão da escola. Entre as habilidades inerentes à gestão escolar, destacam-se a organização, mobilização e grande capacidade de articulação de pessoas, recursos e instrumentos para que sejam criadas as condições necessárias para a realização do processo educacional. Nesse sentido, inerente à gestão, está a capacidade de liderança, que é implícita na atuação qualitativa do gestor. Há muitas maneiras de se definir a palavra "liderança", porém de forma prática e objetiva, ela pode ser traduzida como uma habilidade especial que alguns indivíduos têm no manejo e na condução de pessoas que se filiam a algum grupo. Podemos conceituar liderança como uma espécie de "arte" apresentada por aqueles que se dispõem a inspirar pessoas nos mais diversos segmentos sociais. Ainda que chamada de "arte", trata- se de uma habilidade que pode ser desenvolvida, pois ela não é inata, já que ninguém nasce líder. À medida que deixam aflorar suas habilidades de líder, o diretor, o coordenador e o professor conseguem conscientizar, unir e organizar toda a comunidade escolar, incluindo os demais funcionários no alcance dos objetivos da escola. Vale ressaltar ainda que todo esse esforço da equipe escolar, uma vez orquestrada de forma coletiva, com cada profissional atuando com liderança em seu setor, trará melhorias significativas no aprendizado dos estudantes. Portanto, é importante destacar algumas características essenciais ao líder gestor educacional, como saber delegar tarefas (descentralizar), participar da elaboração e acompanhar a realização de projetos educacionais (monitorar o processo), promover a conscientização dos liderados, criar e manter bons relacionamentos, criar e manter vínculos socioemocionais com a equipe escolar, os alunos e seus familiares ou responsáveis e pesquisar constantemente assuntos relacionados à sua área de atuação e legislação vigente. Entretanto, se quiser atuar como líder de uma equipe dentro de um ambiente participativo eis aqui alguns lembretes: Seja educado. Repasse informações relevantes. Busque seus colegas para resolver problemas. Faça reuniões com propósito, para, por exemplo, tratar sobre pontos de melhoria.</p><p>15/08/2024, 15:51 wlldd_231_u2_ges_edu Reconheça o trabalho de todos. Dê autonomia para que a equipe tome decisões que não necessitam da participação da liderança. Pergunte, escute e permita a participação de todos. Estimule a comunicação entre os membros da escola. Em conjunto com a sua equipe, adote indicadores que permitam avaliar a escola e os seus projetos. Tenha iniciativa para solucionar problemas. O trabalho em equipe, com orientações e ações lideradas com excelência, favorece e beneficia toda a comunidade escolar. VISÃO SISTÊMICA E RESPONSABILIDADE SOCIAL À gestão escolar compete a promoção e a sustentação de um ambiente favorável à participação plena, no processo social escolar, dos seus profissionais, de alunos e da comunidade, como as famílias, uma vez que se entende que é por essa participação que eles desenvolvem consciência crítica e sentido de cidadania. Para a criação de um ambiente estimulador para uma gestão democrática e participativa, cabe ao gestor como líder, conforme Lück (2017): Criar uma visão de conjunto associada a uma ação de cooperativismo. Promover sempre um clima na organização de confiança Valorizar as capacidades e habilidades da equipe. Associar esforços, quebrar arestas, eliminar divisões e integrar esforços. Estabelecer demandas de trabalho centrada nas ideias e não nas pessoas. Desenvolver a prática de assumir responsabilidades em conjunto. Agora, conheça alguns exemplos de frases bloqueadoras da comunicação: "Deixa comigo que eu entendo do assunto!", "Essa ideia não vai funcionar!", "Deixe eu contar o que aconteceu 15 anos atrás...". Essas frases impedem uma gestão participativa. Provocam uma sensação de inferioridade e impossibilitam a inovação nos temas colocados em debate. Além de dificultar a participação da equipe, esta gestão autoritária aumenta a tensão e a distância entre professores e outros profissionais atuantes na escola. Nesta perspectiva, importante destacar que nas teorias administrativas de gestão sempre consideraremos dois enfoques: tradicional e o enfoque em processos. E por que devemos conhecer estes dois enfoques? A atuação do gestor deve sempre ser avaliada por ele mesmo antes de ser avaliado pela equipe. É a oportunidade única de rever atitudes e mudar. Não é fácil ser um gestor dentro desta proposta que estamos estudando, mas é possível. No enfoque tradicional, o problema sempre está nos empregados, pois os empregados são problemas organizacionais. O gestor neste enfoque sempre diz que entende do seu serviço e cuida deste motiva sempre as e as controla não confia em ninguém e procura a que cometeu o erro. No enfoque em processos se há um problema é do processo precisando rever o fluxo.</p><p>15/08/2024, 15:51 wlldd 231_u2_ges_edu Entende que as pessoas são as fontes do processo e ajudam a fazer com que as coisas aconteçam. O processo está em constante mudança para aperfeiçoá-lo e, para tanto, capacita as pessoas pois "estamos juntos nisto". Analisa o erro na perspectiva acerca do que houve para que isso ocorresse e, assim, remove os possíveis obstáculos. Estas atitudes de um gestor colaboram para tornar uma escola eficaz. Dessa forma, o decálogo da qualidade é conquistado por todos sob a liderança do gestor. Apresento o decálogo da qualidade no contexto escolar: Princípio 1: o que fazer antecede o como fazer. Princípio 2: mostre seu exemplo nas atitudes, na comunicação. Princípio 3: atender primeiro às necessidades básicas prescritas no Projeto Político-Pedagógico. Princípio 4: desafie a criatividade. Princípio 5: promova mudanças com sabedoria. Princípio 6: reconheça talentos e incentive a participação. Princípio 7: compartilhe informações, conquistas e desafios com a equipe. Princípio 8: demonstre comprometimento com a causa, com a equipe, com a educação promovida pela escola, com a família e com os alunos. Princípio 9: fomente a melhoria contínua na escola em todos os segmentos. Princípio 10: mobilize todos sem exceção na busca pela qualidade. VIDEOAULA Estudante, neste vídeo iremos aprofundar nossos conhecimentos no fundamental papel de líder e liderados na comunidade escolar. A escola, local de transformações de indivíduos, deve ser liderada de forma exemplar e positiva, alargando horizontes, levando melhorias no processo de ensino-aprendizagem. Venha conosco saber mais sobre a liderança educacional! Videoaula Para visualizar o objeto, acesse seu material digital. 6d Saiba mais Para aprofundar seus conhecimentos assista ao vídeo Qual a relação entre liderança e em que Lucas Retondo apresenta dicas e conceitos sobre Motivação e Liderança.</p><p>15/08/2024, 15:51 wlldd_231_u2_ges_edu Aula 4 o GESTOR ESCOLAR E SEUS DESAFIOS Um espaço de iniciativas, de convivência saudável e de cooperação, a escola é um local de vivência da cidadania. 33 minutos INTRODUÇÃO A escola é um lugar de cultura, de aprendizagens, de relações sociais e de viver a cidadania. A escola é tempo de desenvolver e aplicar capacidades cognitivas, afetivas, físicas, sociais, de comunicação. Um espaço de iniciativas, de convivência saudável e de cooperação, a escola é um local de vivência da cidadania. Nesta perspectiva, a equipe escolar se organiza em um contexto vivo, que sofre mudanças radicais ao longo dos tempos tanto nos espaços oferecidos como nos currículos, nas políticas administrativas e no papel do gestor que faz a escola ser reflexiva, participativa e inovadora. Como afirma Paulo Freire (1999, p. 35), "Não se muda a cara da escola por um ato do secretário". Aqui ele faz menção ao secretário municipal de educação. São as pessoas que transformam a escola, que fazem da escola um ambiente de aprendizagem e de desenvolvimento global do indivíduo oferecendo a oportunidade a todos de uma vida equalitária e solidária. Aprender a aprender, a fazer, a conviver e a ser são os pilares da educação que balizam as propostas educativas da escola para o século XXI. Vamos estudar e descobrir este tesouro. QUALIDADE NA EDUCAÇÃO conceito de qualidade tem sido debatido na educação básica, dando a oportunidade para o gestor escolar assumir a liderança nos estudos e incorporação dos termos "qualidade" e "quantidade" nas reuniões e encontros pedagógicos. Quantidade e qualidade são temas com os quais o gestor escolar convive no cotidiano de sua jornada profissional. Pedro Demo (2015) define quantidade como algo que pode ser visto, material. Por exemplo: quantidade de anos vividos, quantidade de tempo disponível, vida qualidade, por sua vez, aponta para a dimensão, profundidade e perfeição. Na educação básica o termo "quantidade" tem sido utilizado para garantir a escola e o ensino para todos. O conceito de educação de qualidade acentua o comprometimento da escola como um compromisso social. Se a educação é um conceito mais rico que o conhecimento (DEMO, 2015, p. 9), não há como conquistar a qualidade sem educação. Nos anos 1990, o termo "qualidade total" era muito utilizado nas empresas e foi introduzido nas escolas gerando muitas controvérsias. Estas reflexões alimentaram os debates acerca da função social da escola e que os alunos não eram clientes. Intensificaram-se, nesta mesma época, treinamentos à luz das teorias da que as mesmo de</p><p>15/08/2024, 15:51 visão da escola precisaram de muitos estudos, debates e reuniões para que as escolas pensassem neles. Mas a qualidade total é um processo de construção e participação coletiva, ou seja, necessita da participação de toda a equipe escolar. Processo de construção significa o exercício de o gestor em conduzir uma proposta educacional que vise à qualidade no ensino, atendendo às expectativas dos alunos, da comunidade e das políticas públicas, que por meio de exames nacionais e estaduais podem verificar como o Projeto Político- Pedagógico (PPP) está sendo implementado. processo participativo considera a liderança do gestor para a inovação: manter os objetivos claros para a equipe auxiliando na implementação de recursos metodológicos atuais, pois todo PPP tem em sua proposta a equidade, a democracia e a arte de aprender e conviver. Nesta perspectiva podemos entender que a qualidade e a quantidade (educação para todos) sustentam as ações educacionais. gestor escolar, em suas funções, deve agregar a equipe na tarefa de pensar acerca dos critérios de qualidade na educação e para o espaço de ensino - a escola. O gestor lidera a equipe para pensar cenário escolar à luz de critérios sugeridos em documentos oficiais e para, a partir deste estudo do cenário real, construir um caminho possível. A era da qualidade está diante de nós (MOSS; DAHLBERG, 2019, p. 119). os QUATRO PILARES DA EDUCAÇÃO A sociedade é um suprassistema no qual o sistema escolar está inserido e este sistema está organizado para cumprir uma função social como já estudamos nos textos anteriores. Para funcionar, a escola precisa da colaboração de pessoas com diferentes tipos e graus de qualificação como os gestores, professores, técnicos, auxiliares, entre outros. A equipe pode ser classificada como: Administração: diretor e assistente de direção. Corpo docente: professores, atelierista e auxiliares. Pessoal técnico: orientadores educacionais, pedagógicos, psicólogos, psicopedagogos, bibliotecário, técnicos de informática, secretaria. Pessoal auxiliar: serviços gerais, porteiro, segurança, merendeira. Corpo discente: alunos. gestor da escola irá sempre tomar providências para assegurar à escola máximo de eficiência. Mas antes de tudo ele é um educador e assim deve participar das atividades e da vida escolar como um todo. A atividade de gestão inclui a área pedagógica. O coordenador assessora as decisões nos aspectos pedagógicos, supervisiona e coordena as atividades desde o planejamento do Projeto Político-Pedagógico (PPP) até as reuniões pedagógicas, incluindo a formação da equipe. Relatório Delours tem contribuído para a organização do trabalho educacional realizado pelas equipes escolares. Conhecido como os "Quatro Pilares da Educação", com base nele, cada um pode direcionar o caminho a ser percorrido pela escola e sua gestão. Vamos conhecer um pouco sobre este relatório. Em 1999, foram publicados os quatro pilares da educação em um relatório da Comissão Internacional sobre Educação para o Seculo XXI para a unesco, um tesouro a representam os</p><p>15/08/2024, 15:51 wlldd 231_u2_ges_edu quatro tipos de aprendizagem imprescindíveis para o desenvolvimento cognitivo e social das crianças. São eles: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a conviver e aprender a ser. Por isso é de fundamental importância o reconhecimento e o respeito a valores plurais e da diversidade de pensamento. A escola ainda não está preparada (e nós, gestores, professores que formamos o corpo e a mente desta escola) para reconhecer e dialogar com as diferenças. Esta atividade ainda é frágil e pobre dentro da escola. E para desenvolvermos a educação para a formação de futuros cidadãos que irão lidar com sociedades cada vez mais complexas, diversidades religiosas, culturais, étnicas, de gêneros que se vislumbram bem maiores das do que lidamos hoje, é de fundamental importância que auxiliemos a comunidade escolar a desenvolver estas habilidades que de uma forma ou de outra já existem como embriões em todos os seres humanos. A seguir, saiba mais sobre os 4 pilares citados: Aprender a aprender: versa sobre a compreensão do mundo que habitamos e de nós mesmos, do objetivo de se viver dignamente, da necessidade de se desenvolver capacidades apropriadas a realidade atual, voltadas ao raciocínio lógico com autonomia. Assim, a educação oferecida desde tenra idade, é imprescindível se despertar o interesse por novas descobertas, instrumentalizando o conhecimento com paradigmas atualizados. [Aprender a conhecer] requisita a constante atualização em exercitar a memória e o pensamento. [...] Aprender a conhecer deve fazer parte do desenvolvimento humano, ao longo de sua existência, e se tornará aprendizado eficaz ao conseguir produzir nas pessoas, o impulso e as bases das suas atividades. [...] Aprender a fazer: adquire variadas conjunturas. [...] Não basta fazer, é preciso ser criativo e inovador, fazer por sua inteligência estudada e organizada com que as máquinas se tornem mais inteligentes, facilitando o trabalho e ganhando em produção. Isto resulta em exigências de educação que vá além do trabalho rotineiro, para a capacitação técnica e profissional, adaptação ao trabalho coletivo em equipe, que exercite a criatividade, a iniciativa, ser ousada e propensa a desafios. [...] Aprender a conviver: é o mecanismo da educação para pessoas em desenvolvimento [que se aplica na escola por que a escola é um espaço de Portanto, é imprescindível o aprender a viver com os outros, com respeito à dignidade, diversidade, competências de um e de outro e excluir "Bullying" do convívio social. [...] Aprender a ser: deve ser valorizado no mundo atual por preparar o indivíduo ao longo da vida para desenvolver o aprender a conhecer, o aprender a fazer, o aprender a conviver e o aprender a ser, no sentido literal da palavra SER como pessoa. A aprendizagem deve ser integral, sem negligenciar nenhuma potencialidade de cada indivíduo. (RODRIGUES, 2021, [s. p.])</p><p>15/08/2024, 15:51 wlldd 231 u2 Estes 4 pilares integram a missão de uma escola, em que a formação é contínua para o desenvolvimento global da pessoa. Devem pertencer ao PPP de forma que toda a equipe possa se comprometer com estes pilares que orientam para a educação no século XXI. São estes princípios presentes na cultura da organização que podem apoiar o caminho a seguir pela equipe e liderado pelo gestor. o PROFESSOR: PROTAGONISTA DO ENSINO-APRENDIZAGEM Estudando a gestão escolar, é tempo de destacar a docência. É na sala que tudo acontece... papel mais importante do professor é organizar as oportunidades para que os estudantes possam interagir, relacionarem-se, investigarem e criarem uma memória das informações e, depois, refletir com todos a sua aplicabilidade na vida real, considerando a sociedade contemporânea. O professor é comprometido com a sociedade e por meio de suas atitudes transmite o conhecimento e organiza situações intencionais para a vivência dos alunos. O professor promove situações para que o aluno, independentemente da idade, venha a investigar, analisar, realizar projetos e aprender. O docente acompanha todo o processo de construção do conhecimento do aluno e registra esta jornada, pois a aquisição do conhecimento relaciona-se com as emoções e os sentimentos neste processo de aprendizagem (GASPARIAN, 1997). Reconhecer o professor como protagonista da área pedagógica auxilia gestor e supervisor no acompanhamento da trilha ao alcance do sucesso. O trabalho diário da equipe docente reflete o clima e a cultura da escola. Caberá sempre ao gestor alinhar a docência ao projeto político-pedagógico. Se há uma gestão democrática, cordial e presente, o ambiente escolar permitirá, além do comprometimento de cada docente, um atitude de cordialidade, gerando sempre uma vontade de voltar no dia seguinte. Sabemos o quanto é árdua a docência e como um ambiente agradável, um sorriso, um "bom dia", um "boa tarde" e um "volte logo" podem fazer a diferença. Como o gestor poderá auxiliar o grupo docente na conquista de bons resultados? Primeiramente saber que não é adequado usar técnicas de motivação e ação com os professores iguais a que usamos com estudantes em salas de aula. O esperado pelos docentes é apoio no planejamento das aulas e projetos para que eles correspondam ao projeto coletivo da escola. O gestor antenado nas inovações metodológicas, bem como a recursos auxiliares no ensino, oferecerá à equipe docente novas opções pedagógicas e assim atenderá às expectativas da equipe. As expectativas diagnosticadas pela equipe escolar direcionam o gestor na tomada de decisões. A cada dia surgem novas opções para a escola: computadores mais modernos, programas, teorias educacionais, material didático, projetos, feiras educacionais, entre outras... Cabe ao gestor apoiar e orientar o professor na docência. Não é nada difícil se perder entre todas essas opções. Assim, é recomendado que o gestor estabeleça metas de ensino com a equipe docente. Há dinâmicas que auxiliam o professor e o gestor no acompanhamento da proposta, como, por exemplo: "Ao final do ano, quero que minha turma esteja apta a...", "Neste semestre, quero que meus alunos saibam...". Essa atividade de escrita pode ser a base para as demais ações. Se alguma estratégia não funcionar, o recomendado é buscar outras opções ou continuar com o que já se testou. O gestor também deve auxiliar a equipe docente na identificação dos princípios pedagógicos, técnicas, dinâmicas e recursos que proporcionam o aprendizado significativo. Caso a equipe escolar tenha decidido pela compra de um novo material didático, cabe ao gestor conhecer material juntamente com os professores e aproveitar ao máximo este recurso.</p><p>15/08/2024, 15:51 wlldd 231_u2_ges_edu Uma outra questão importante para o gestor educacional estar atento e apoiar nas escolhas docentes é o tempo para avaliar, o tempo para explorar conteúdos específicos e o tempo para documentar o progresso dos alunos. Para tanto, o calendário escolar deve ser uma tarefa coletiva: administrativa e pedagógica, a fim de evitar conflitos ou aceleramentos para chegar ao final do ano letivo de forma satisfatório para toda a comunidade escolar. Quando há planejamento de conteúdos, experiências, projetos e tempo necessário para aprendizagem, é importante que qualquer inovação pedagógica ou administrativa seja debatida, compreendida e implementada de forma assertiva. Por isso, cabe ao gestor, juntamente com a equipe docente, selecionar recursos que sejam compatíveis com os recursos disponíveis na escola. Exemplo: um novo programa ou software para os computadores da escola devem ser compatíveis com as máquinas, hardwares já existentes. VIDEOAULA O papel da organização da gestão é, precisamente, propiciar o ambiente social necessário e as condições institucionais, humanas e materiais para realização do processo de ensino- aprendizagem. Ou seja, diretores, coordenadores pedagógicos e professores têm a responsabilidade profissional e ética de fazerem funcionar na escola práticas de organização e gestão que sejam propulsoras de um determinado tipo de aprendizagem: aquela que promove e amplia o desenvolvimento intelectual e o desenvolvimento da personalidade integral dos alunos. Videoaula Para visualizar o objeto, acesse seu material digital. 6d Saiba mais Para aprofundar seus conhecimentos, consulte: Gestão Escolar: Regulamentações, Definições e Organização Também indicamos que você acesse o portal do prof. Celso Vasconcellos, no qual você encontrará conteúdos relacionados à área de educação. E leia ARROYO, M. Fracasso-sucesso: o peso da cultura escolar e do ordenamento da educação básica. Em Aberto, Brasília, ano 11, n. 53, jan./mar. 1992. PASCHOALINO, J. B. de Q. Gestão Escolar na Educação Básica: construções e estratégias frente aos desafios profissionais. Educação & Realidade, V. 43, n. 4, p. 1301-1320, 2018.</p><p>15/08/2024, 15:51 wlldd_231_u2_ges_edu REFERÊNCIAS 8 minutos Aula 1 GVDASA. Tudo que ninguém compartilha sobre gestão educacional. [S. S. n.], [2022]. E-book. Disponível em: https://materiais.gvdasa.com.br/gvdasa_ebook-gestao-educacional. Acesso em: 28 set. 2022. LIBÂNEO, J. C. Educação escolar: políticas, estrutura e organização. 10. ed. São Paulo: Cortez, 2012 MADEIRO, E. Repensando a gestão da escola na perspectiva da prática educativa. 1. ed. Rio de Janeiro: PoD, 2018. MARKOVICZ, A. Gestão democrática: possibilidades e desafios. 2015. PDE: Programa de Desenvolvimento Educacional (Trabalho Final) - Secretaria de Estado da Educação, Guarapuava - PR, 2015. Disponível em: unicentro Acesso em: 4 out. 2022. O QUE É e como funciona o Fundeb? Todos pela Educação, 28 set. 2020. Disponível em: em: 4 out. 2022. SILVA, A. E. Gestão Democrática Escolar: Desafios da Ação Democrática. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento, ano 2, V. 16, mar. 2017.Disponível em: Acesso em: 4 out. 2022. Aula 2 BRASIL. Base Nacional Comum Curricular. MEC, 2018. Disponível em: em: 4 out. 2022. CASTRO, A. M. D. A. Planejamento Educacional. Gestrado, [s. d.]. Disponível em: Acesso em: 4 out. 2022. CHIAVENATO, I. Introdução à teoria geral da administração: uma visão abrangente da moderna administração das organizações. 5. ed. [2. Reimpr.]. São Paulo: Atlas, 2022. ENAP. Gestão da Estratégia com uso do BSC - Módulo 5: Gestão do plano. Brasília: ENAP, 2014. Disponível Acesso 4 out. 2022.</p><p>15/08/2024, 15:51 wlldd LIBÂNEO, J. C. A organização e a gestão da escola: teoria e prática. Goiânia: Editora Alternativa, NUNES, T. que é Plano de Ação da escola? Ponto Didática, 19 jan. 2022. Disponível em: Acesso em: 4 out. 2022. SOUSA, J. V. Teorias administrativas. Brasília: Universidade de Brasília, 2006. (Profuncionário - Curso técnico de formação para os funcionários da educação). Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/profunc/10 trab esc teo ad.pdf. Acesso em: 4 out. 2022. VASCONCELLOS, C. Coordenação do trabalho pedagógico. São Paulo: Libertad, 2004. VERGARA, S. Gestão de pessoas. São Paulo: Atlas, 2016. Aula 3 BERGAMINI, C. Liderança: a administração do sentido. Revista de Administração de Empresas (RAE), São Paulo, 1994. CHIAVENATO, I. Gerenciando pessoas: o passo decisivo para a gestão participativa. São Paulo: Makron Brooks, 1997. GASPARIAN, M. C. Psicopedagogia institucional sistêmica. São Paulo: Lemos, 1997. H. Liderança em gestão escolar. Série: Cadernos de Gestão. Petrópolis: Vozes, 2017. SILVA, A. C. P. impacto da liderança na contribuição da gestão escolar: uma revisão da literatura. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento, ano 06, ed. 7, V. 10, jul. 2021. Disponível em: Acesso em: 4 out. 2022. Aula 4 I. Escola reflexiva e a nova racionalidade. Porto Alegre: Artmed, 2001. DEMO, P. Educação e qualidade. Campinas: Ed. Papirus, 2015. FREIRE, P. A educação na cidade. 3. ed. São Paulo: Cortez, 1999. GASPARIAN, M.C. Psicopedagogia institucional sistêmica. São Paulo: Lemos, MORIN, E. Educar na era planetária. São Paulo: Cortez, MOSS, P.; DAHLBERG, G. Qualidade na educação da primeira infância. Porto Alegre: Ed. Penso, 2019. NETO, B.; RONCATO, K. Administração escolar: um negócio chamado educação. Curitiba: Humana Editorial, 2005. OLIVEIRA, J. A pedagogia do sucesso. São Paulo: Saraiva, 2004. RELATÓRIO DELOURS um tesouro a UNESCO Brasília 1999</p><p>15/08/2024, 15:51 wlldd 231 u2_ges_edu RODRIGUES, Z.B. Educação: Um estudo com base no relatório da UNESCO sobre os quatro pilares do conhecimento. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento, ano 06, ed. 01, V. 04, jan. 2021. Disponível em: em: 5 out. 2022. Imagem de capa: Storyset e ShutterStock.</p><p>15/08/2024, 15:53 wlldd_231_u3_ges_edu Imprimir FOCO NA GESTÃO 140 minutos > Aula 1 - Gestão de pessoas > Aula 2 - Comunicação e gerenciamento de conflitos > Aula 3 Gestão de processos > Aula 4 Gestão da sala de aula > Referências Aula 1 GESTÃO DE PESSOAS A educação é uma das principais ferramentas para desenvolvimento pessoal e profissional dos cidadãos, além de ser importante estratégia para desenvolvimento econômico e social de um país. 31 minutos INTRODUÇÃO A educação é uma das principais ferramentas para o desenvolvimento pessoal e profissional dos cidadãos, além de ser importante estratégia para o desenvolvimento econômico e social de um país. Entender o funcionamento do sistema educacional brasileiro é fundamental para os gestores educacionais investirem em ações que possam contribuir para o desenvolvimento de uma educação de qualidade, a qual inclui toda a equipe que atua na escola bem como a comunicação com a comunidade. Gerir uma escola, é englobar a organização de forma geral, trazendo melhorias e ganhos no processo ensino-aprendizagem, articulando as quatro áreas fundamentais, que são, as pedagógicas, administrativas, financeiras e de recursos humanos. A gestão educacional enfatiza um aspecto extremamente importante a ser estudado e reconhecido: a gestão de pessoas. Este é o tema principal da nossa aula. A EQUIPE NA ESCOLA</p><p>15/08/2024, 15:53 wlldd 231_u3_ges_edu Podemos considerar o trabalho em equipe nas escolas. Entretanto, queremos que as equipes sejam eficazes, ou seja, que o grupo de profissionais atuantes nas escolas esteja comprometido com o projeto, confiando uns nos outros e tomando decisões à luz dos objetivos elaborados por este grupo. Trabalhar em equipe não é uma tarefa cotidiana, além de não ser simples, pois é preciso exercitar a escuta, o acolhimento de ideias, a empatia, entre outras competências. Mas há muitas vantagens de trabalhar em equipe, como: rodízio de liderança, a distribuição de tarefas e o compartilhamento de responsabilidades, visando à concretização de uma atividade/tarefa e, assim, obtendo uma realização pessoal e coletiva. Caberá ao gestor garantir a organização da equipe, bem como os passos da implementação de um trabalho em equipe. Algumas questões podem contribuir com essa tarefa do gestor: A equipe tem a clareza da tarefa a ser realizada? Há um clima de cordialidade no grupo? Todos os participantes participam ou estão sendo encorajados a participar? A escuta tem sido exercitada? Ouvem, apresentam ideias sem constrangimento? As decisões são tomadas pelo grupo após um diálogo construtivo? A comunicação entre os membros do grupo é amigável, respeitosa dentro e fora das tarefas da equipe? A equipe define as funções de cada membro de forma clara? Há liderança ocasional? Líderes assumem a tarefa dependendo da tarefa específica? A equipe respeita a diversidade de estilos, personalidade e profissionais? A equipe avalia continuamente a tarefa, realinhando os objetos em função da boa execução? A gestão educacional deve ter um propósito claro e bem definidos, com planos de ações aceitos e conhecidos por todos da equipe. Para tal, devemos considerar alguns pontos essenciais: Clima informal e favorável. Participação ativa da equipe com encorajamento constante. Escutas efetivas. Discordância civilizada e confortável. Decisões de consenso, com concordância ao objetivo substancial. Expressão e comunicação aberta sobre os sentimentos relativos a tarefas. Funções e atribuições estabelecidas de forma clara para cada membro da equipe. Comunicação clara e direta. Liderança dividida estabelecendo normas positivas de acordo com as necessidades e habilidades do grupo.</p><p>15/08/2024, 15:53 wlldd 231 u3 ges_edu Estabelecimento de relações externas: importante criar e mobilizar recursos, gerando credibilidade e contribuições de outras partes da organização. Diversificação de estilos, adequando-os aos objetivos da equipe e ao seu funcionamento. Autoavaliação periódica para análise do funcionamento da equipe e de sua eficácia. Como percebemos, as equipes são formadas por pessoas que atuam em pequenos grupos com um objetivo comum: um projeto, uma meta, uma missão. Cabe ao gestor educacional garantir a presença e o trabalho de uma equipe, permitindo um bom relacionamento e motivando sua equipe ao cumprimento dos objetivos propostos. Apresentar metas tangíveis e objetivos claros facilita o caminho em direção a bons resultados. Uma equipe engajada e motivada, liderada por um gestor atuante e positivo, apresentará bons resultados e qualidade no desempenho. VALORIZAÇÃO DO PESSOAL NA GESTÃO Ao estudarmos sobre a valorização profissional e pessoal da equipe atuante nas escolas, encontramos dois paradigmas. O primeiro é um paradigma antigo: as pessoas trabalham aqui porque precisam; têm cargos estreitos e carreira curta; primeiro eu, depois o grupo; se eu ganho, alguém perde; não se mexe em time que está ganhando; a intuição não vale muito. O bom é a lógica racional. Atualmente, porém, o paradigma a ser perseguido é outro: os participantes percebem que são responsáveis por suas atitudes e decisões; a criatividade é estimulada, muda o patamar; o trabalho em conjunto se transforma em equipe. A alta gerência tem de lidar com o surgimento de novas lideranças; os funcionários descobrem suas inclinações (negócio próprio). Para quebrarmos o paradigma antigo é preciso melhorar a comunicação e as relações com a equipe, descobrindo no coletivo as falhas de comunicação. A comunicação clara proporciona interface interna e possibilita encontrar soluções para essas falhas. paradigma da contemporaneidade destaca o profissionalismo, há uma mudança em cargos amplos e carreira longa, a motivação vem do atendimento às necessidades e há um equilíbrio da equipe: entre líderes e liderados todos podem ganhar e a lógica e a intuição valem muito. Figura 1 Processo de mudança</p><p>15/08/2024, 15:53 wlldd 231 ges PROCESSO DE MUDANÇA EMPRESA COMPORTAMENTO GRUPAL COMPORTAMENTO INDIVIDUAL ATITUDE CONHECIMENTO MUDANÇAS DAS PESSOAS MUDANÇAS DA ORGANIZAÇÃO PARAA ORGANIZAÇÃO PARAAS PESSOAS Fonte: elaborada pelos autores. Esta imagem demonstra que as organizações devem promover a mudança para que as pessoas possam exercer a profissão e viver em um clima satisfatório. Mudança organizacional é "qualquer transformação de natureza estrutural, estratégica, cultural, tecnológica, humana ou de qualquer outro componente, capaz de gerar impacto em partes ou no conjunto da organização" (WOOD Jr., 1995, p. 190). Mudanças são imperceptíveis tendências às divergências, que ao atingirem determinado ponto tornam-se visíveis, provocando transformações. Organizações como sistemas de aprendizagem Kanaane (2017) destaca a importância da organização aprendente, enfatizando que esta deve se renovar a fim de solucionar problemas, considerando as experiências dos profissionais atuantes frente às novas situações. O gestor deve passar de forma clara e transparente os valores e princípios organizacionais, garantindo a participação ativa e criativa da equipe. As mudanças não planejadas e repentinas podem afetar o ambiente e motivação da equipe respeitando o processo de adaptação ao novo processo. A busca pelas informações e recursos para melhoria e solução de problemas devem sempre respeitar a experiência da equipe e a do gestor. Dentro de uma organização, a visão compartilhada ressalta a clareza dos valores, seus propósitos e princípios, estimulando a criatividade e as ações positivas. Toda organização tem uma cultura a ser respeitada e, à medida que o mundo se atualiza, ela também sofre mutações importantes que devem ser planejadas e conduzidas com segurança. Muitos fracassos em projetos de mudanças organizacionais derivam de uma transição que subestima o planejamento, o tempo e os recursos necessários. Conhecer as causas, juntamente com seus respectivos efeitos, assim como ter habilidade para perceber como as regras, processos e sistemas,</p><p>15/08/2024, 15:53 regras, resultados e ambientes se interrelacionam, é essencial para o bom funcionamento e manutenção organizacional. Não podemos esquecer da importância da "pessoa", potencializando a busca do auto e do heteroconhecimento agregando valores individuais e em grupo. Organização de aprendizagem Trata-se de uma organização que propicia espaços para criar, adquirir e transferir conhecimentos, comportamentos e ações com o objetivo de modificar sua cultura, tecnologia e processos, de tal maneira que seja reconhecida pelas pessoas que atuam fora de seu ambiente. Como podemos observar, não haverá um trabalho em equipe e uma valorização do pessoal se não houver uma organização que viva uma cultura organizacional focada no respeito, na confiança e no trabalho cooperativo. A ESCOLA E A MOTIVAÇÃO Cabe ao gestor facilitar a comunicação com sua equipe. Por meio desta haverá motivação para o exercício profissional. O papel do gestor é fundamental para a motivação pessoal e da equipe, como podemos perceber na figura a seguir, que demonstra um caminho possível a ser seguido no processo da busca pela qualidade/excelência na gestão. Como primeiro passo é preciso reconhecer suas forças como liderança, comunicação assertiva, um projeto claro com objetivos definidos. A partir dessa primeira atitude, o gestor reconhece seu interesse e saberá como incluir a equipe em seu projeto. Todos devem compartilhar o mesmo interesse. E, assim, o caminho vai sendo percorrido de forma a despertar o interesse e motivar uma equipe. Figura 2 Percepção, motivação e papel do gestor PERCEPÇÃO, MOTIVAÇÃO E PAPEL DO GESTOR 1. Examine 10. Espere a suas forças Excelência 2. Interesse 9. Facilite a 3. Ouça Ativamente Ampliação MOTIVAÇÃO 4. Descubra as 8. Garanta forças dos outros Recompensa 7. Lidere pelo 5. Forneça reforço Exemplo 6. Obtenha Positivo Envolvimento Fonte: elaborada pelos autores.</p><p>15/08/2024, 15:53 wlldd 231 u3 _ges_ed Segundo a psicologia, a motivação pode ser considerada extrínseca ou intrínseca: Motivação extrínseca: é derivada de fatores externos ao indivíduo. Nesse caso, ele efetua determinada tarefa a fim de ser recompensado ou de não ser castigado, esperando um sinal de aprovação das suas atividades. Por muitas vezes, o indivíduo não gosta de realizar tal tarefa, mas se motiva em prol da recompensa. Motivação intrínseca: origina-se de fatores internos à pessoa, a qual realiza uma atividade de forma prazerosa, sem considerá-la uma obrigação, como, por exemplo, um projeto movido pelos interesses e ideias próprios. Essa motivação se relaciona com a forma de ser, com interesses, gostos e satisfação pessoal. Nesse tipo de motivação não é necessária a recompensa, pois é algo do querer, sem obrigatoriedade, mas pelo prazer próprio. É uma motivação que traz felicidade. Como afirma Chiavenato (2020, p. 414), "para compreender o comportamento humano é fundamental o conhecimento da motivação humana. Motivo é tudo aquilo que impulsiona a pessoa a agir de determinada forma, isto é, tudo aquilo que dá origem a alguma propensão a um comportamento específico". Na busca pela autorrealização, relembramos a hierarquia de necessidades de Maslow, ou pirâmide de Maslow (Figura 3). Como você já deve saber, a pirâmide mostra que as necessidades de nível mais baixo devem ser satisfeitas antes das necessidades de nível mais alto, até que a autorrealização seja alcançada. Nessa hierarquia, encontramos cinco grupos de necessidades a serem consideradas pelas organizações ou instituições ao buscarem a motivação de seus membros. São eles: Necessidades fisiológicas: quando atendidas, asseguram mínimo requerido para um trabalho sadio e positivo. Necessidades de segurança: por exemplo, um emprego estável, com plano de carreira, também nos motiva a conquistas. Necessidades sociais: envolvem o reconhecimento das outras pessoas. Necessidades de estima: referem-se à valorização da identidade, em que os cargos, por exemplo, permitem a realização, autonomia e responsabilidade. Necessidades de autorrealização: relacionam-se à busca do indivíduo a se tornar aquilo que almeja, impulsionando-o ao comprometimento, elevando o patamar do trabalho em sua vida. Figura 3 Pirâmide de Maslow</p>

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