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Filosofia Pré-Socráticos

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Questões resolvidas

O que se descreve no texto possui relação com o conceito de arqué, desenvolvido pelos primeiros pensadores pré-socrá�cos da Jônia. A arqué diz respeito

a) à retórica u�lizada pelos sofistas para convencimento dos cidadãos na polis.
b) a uma explicação da origem do cosmos fundamentada em pressupostos mitológicos.
c) à inves�gação sobre a cons�tuição do cosmos por meio de um princípio fundamental da natureza.
d) ao desenvolvimento da lógica formal como habilidade de raciocínio.
e) à jus�ficação é�ca das ações na busca pelo entendimento sobre o bem.

O que, de acordo com Nietzsche, caracteriza o surgimento da filosofia entre os gregos?

a) O impulso para transformar, mediante jus�fica�vas, os elementos sensíveis em verdades racionais.
b) O desejo de explicar, usando metáforas, a origem dos seres e das coisas.
c) A necessidade de buscar, de forma racional, a causa primeira das coisas existentes.
d) A ambição de expor, de maneira metódica, as diferenças entre as coisas.
e) A tenta�va de jus�ficar, a par�r de elementos empíricos, o que existe no real.

Filósofos dos diversos tempos históricos desenvolveram teses para explicar a origem do universo, a partir de uma explicação racional. As teses de Anaxímenes, filósofo grego antigo, e de Basílio, filósofo medieval, têm em comum na sua fundamentação teorias que

a) eram baseadas nas ciências da natureza.
b) refutavam as teorias de filósofos da religião.
c) tinham origem nos mitos das civilizações antigas.
d) postulavam um princípio originário para o mundo.
e) defendiam que Deus é o princípio de todas as coisas.

O texto anterior expressa o pensamento de qual filósofo?

a) Aristóteles, que estabelecia a distinção entre o mundo sensível e o inteligível.
b) Heráclito de Éfeso, que afirmava a unidade entre pensamento e realidade.
c) Tales de Mileto, que afirmava ser a água o princípio de todas as coisas.
d) Parmênides de Eleia, que afirmava a imutabilidade de todas as coisas e a unidade entre ser e pensar, ser e conhecimento.
e) Protágoras, que afirmava que o homem é a medida de todas as coisas, que o ser é e o não ser não é.

Conforme o exposto, “Deus”, no pensamento de Heráclito, significa:

a) A unidade dos contrários.
b) O fundamento da religião monoteísta do período arcaico.
c) Uma abstração para refutar o logos.
d) A impossibilidade da harmonia no mundo.

Com base no texto e no conhecimento sobre o pensamento de Heráclito de Éfeso e dos filósofos pré-socráticos, assinale a alternativa correta:
a) Heráclito tomou um caminho diferente dos demais filósofos pré-socráticos, ao buscar no Mito a explicação para as inconstâncias do mundo natural.
b) Parmênides e Heráclito defendiam que os sentidos nos mostram a realidade das coisas. Desse modo, a busca pelo princípio (arkhé) deveria ser fundamentada pelas nossas sensações advindas da physis.
c) Os filósofos do período Pré-socrático, ao observarem as constantes transformações na natureza, buscaram uma explicação racional para os fenômenos naturais.
d) Heráclito contestou a visão eleática de que a realidade é composta pela guerra entre os opostos. Assim, ao acreditarmos entrar no mesmo rio quando o adentramos pela segunda vez, estamos diante da harmonia do cosmos.
e) Ao negar o movimento, Heráclito se filiou ao imobilismo de seu mestre Parmênides.
a) Heráclito tomou um caminho diferente dos demais filósofos pré-socráticos, ao buscar no Mito a explicação para as inconstâncias do mundo natural.
b) Parmênides e Heráclito defendiam que os sentidos nos mostram a realidade das coisas. Desse modo, a busca pelo princípio (arkhé) deveria ser fundamentada pelas nossas sensações advindas da physis.
c) Os filósofos do período Pré-socrático, ao observarem as constantes transformações na natureza, buscaram uma explicação racional para os fenômenos naturais.
d) Heráclito contestou a visão eleática de que a realidade é composta pela guerra entre os opostos. Assim, ao acreditarmos entrar no mesmo rio quando o adentramos pela segunda vez, estamos diante da harmonia do cosmos.
e) Ao negar o movimento, Heráclito se filiou ao imobilismo de seu mestre Parmênides.

Considerando-se o que se sabe sobre esse filósofo, que viveu por volta do século VI a.C., assinale a afirmação correta.
a) Para compreender a realidade, é preciso confiar inteiramente no que os nossos sentidos percebem.
b) O movimento é uma característica aparente das coisas, a verdadeira realidade está além dele.
c) O verdadeiro sentido da realidade só pode ser revelado pelos deuses para aqueles que eles escolhem.
d) Tudo o que pensamos deve existir em algum lugar do universo.
a) Para compreender a realidade, é preciso confiar inteiramente no que os nossos sentidos percebem.
b) O movimento é uma característica aparente das coisas, a verdadeira realidade está além dele.
c) O verdadeiro sentido da realidade só pode ser revelado pelos deuses para aqueles que eles escolhem.
d) Tudo o que pensamos deve existir em algum lugar do universo.

Para Parmênides e seus discípulos:
a) A imobilidade é o princípio do não-ser, na medida em que o movimento está em tudo o que existe.
b) O movimento é princípio de mudança e a pressuposição de um não-ser.
c) Um Ser que jamais muda não existe e, portanto, é fruto de imaginação especulativa.
d) O Ser existe como gerador do mundo físico, por isso a realidade empírica é puro ser, ainda que em movimento.
a) A imobilidade é o princípio do não-ser, na medida em que o movimento está em tudo o que existe.
b) O movimento é princípio de mudança e a pressuposição de um não-ser.
c) Um Ser que jamais muda não existe e, portanto, é fruto de imaginação especulativa.
d) O Ser existe como gerador do mundo físico, por isso a realidade empírica é puro ser, ainda que em movimento.

Com base no problema filosófico da ilusão do movimento em Zenão de Eleia, é correto afirmar que seu argumento
a) baseia-se na observação da natureza e de suas transformações, resultando, por essa razão, numa explicação naturalista pautada pelos sentidos.
b) confunde a ordem das coisas materiais (sensível) e a ordem do ser (inteligível), pois avalia o sensível por condições que lhe são estranhas.
c) ilustra a problematização da crença numa verdadeira existência do mundo sensível, à qual se chegaria pelos sentidos.
d) mostra que o corredor mais rápido ultrapassará inevitavelmente o corredor mais lento, pois isso nos apontam as evidências dos sentidos.
a) baseia-se na observação da natureza e de suas transformações, resultando, por essa razão, numa explicação naturalista pautada pelos sentidos.
b) confunde a ordem das coisas materiais (sensível) e a ordem do ser (inteligível), pois avalia o sensível por condições que lhe são estranhas.
c) ilustra a problematização da crença numa verdadeira existência do mundo sensível, à qual se chegaria pelos sentidos.
d) mostra que o corredor mais rápido ultrapassará inevitavelmente o corredor mais lento, pois isso nos apontam as evidências dos sentidos.

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Questões resolvidas

O que se descreve no texto possui relação com o conceito de arqué, desenvolvido pelos primeiros pensadores pré-socrá�cos da Jônia. A arqué diz respeito

a) à retórica u�lizada pelos sofistas para convencimento dos cidadãos na polis.
b) a uma explicação da origem do cosmos fundamentada em pressupostos mitológicos.
c) à inves�gação sobre a cons�tuição do cosmos por meio de um princípio fundamental da natureza.
d) ao desenvolvimento da lógica formal como habilidade de raciocínio.
e) à jus�ficação é�ca das ações na busca pelo entendimento sobre o bem.

O que, de acordo com Nietzsche, caracteriza o surgimento da filosofia entre os gregos?

a) O impulso para transformar, mediante jus�fica�vas, os elementos sensíveis em verdades racionais.
b) O desejo de explicar, usando metáforas, a origem dos seres e das coisas.
c) A necessidade de buscar, de forma racional, a causa primeira das coisas existentes.
d) A ambição de expor, de maneira metódica, as diferenças entre as coisas.
e) A tenta�va de jus�ficar, a par�r de elementos empíricos, o que existe no real.

Filósofos dos diversos tempos históricos desenvolveram teses para explicar a origem do universo, a partir de uma explicação racional. As teses de Anaxímenes, filósofo grego antigo, e de Basílio, filósofo medieval, têm em comum na sua fundamentação teorias que

a) eram baseadas nas ciências da natureza.
b) refutavam as teorias de filósofos da religião.
c) tinham origem nos mitos das civilizações antigas.
d) postulavam um princípio originário para o mundo.
e) defendiam que Deus é o princípio de todas as coisas.

O texto anterior expressa o pensamento de qual filósofo?

a) Aristóteles, que estabelecia a distinção entre o mundo sensível e o inteligível.
b) Heráclito de Éfeso, que afirmava a unidade entre pensamento e realidade.
c) Tales de Mileto, que afirmava ser a água o princípio de todas as coisas.
d) Parmênides de Eleia, que afirmava a imutabilidade de todas as coisas e a unidade entre ser e pensar, ser e conhecimento.
e) Protágoras, que afirmava que o homem é a medida de todas as coisas, que o ser é e o não ser não é.

Conforme o exposto, “Deus”, no pensamento de Heráclito, significa:

a) A unidade dos contrários.
b) O fundamento da religião monoteísta do período arcaico.
c) Uma abstração para refutar o logos.
d) A impossibilidade da harmonia no mundo.

Com base no texto e no conhecimento sobre o pensamento de Heráclito de Éfeso e dos filósofos pré-socráticos, assinale a alternativa correta:
a) Heráclito tomou um caminho diferente dos demais filósofos pré-socráticos, ao buscar no Mito a explicação para as inconstâncias do mundo natural.
b) Parmênides e Heráclito defendiam que os sentidos nos mostram a realidade das coisas. Desse modo, a busca pelo princípio (arkhé) deveria ser fundamentada pelas nossas sensações advindas da physis.
c) Os filósofos do período Pré-socrático, ao observarem as constantes transformações na natureza, buscaram uma explicação racional para os fenômenos naturais.
d) Heráclito contestou a visão eleática de que a realidade é composta pela guerra entre os opostos. Assim, ao acreditarmos entrar no mesmo rio quando o adentramos pela segunda vez, estamos diante da harmonia do cosmos.
e) Ao negar o movimento, Heráclito se filiou ao imobilismo de seu mestre Parmênides.
a) Heráclito tomou um caminho diferente dos demais filósofos pré-socráticos, ao buscar no Mito a explicação para as inconstâncias do mundo natural.
b) Parmênides e Heráclito defendiam que os sentidos nos mostram a realidade das coisas. Desse modo, a busca pelo princípio (arkhé) deveria ser fundamentada pelas nossas sensações advindas da physis.
c) Os filósofos do período Pré-socrático, ao observarem as constantes transformações na natureza, buscaram uma explicação racional para os fenômenos naturais.
d) Heráclito contestou a visão eleática de que a realidade é composta pela guerra entre os opostos. Assim, ao acreditarmos entrar no mesmo rio quando o adentramos pela segunda vez, estamos diante da harmonia do cosmos.
e) Ao negar o movimento, Heráclito se filiou ao imobilismo de seu mestre Parmênides.

Considerando-se o que se sabe sobre esse filósofo, que viveu por volta do século VI a.C., assinale a afirmação correta.
a) Para compreender a realidade, é preciso confiar inteiramente no que os nossos sentidos percebem.
b) O movimento é uma característica aparente das coisas, a verdadeira realidade está além dele.
c) O verdadeiro sentido da realidade só pode ser revelado pelos deuses para aqueles que eles escolhem.
d) Tudo o que pensamos deve existir em algum lugar do universo.
a) Para compreender a realidade, é preciso confiar inteiramente no que os nossos sentidos percebem.
b) O movimento é uma característica aparente das coisas, a verdadeira realidade está além dele.
c) O verdadeiro sentido da realidade só pode ser revelado pelos deuses para aqueles que eles escolhem.
d) Tudo o que pensamos deve existir em algum lugar do universo.

Para Parmênides e seus discípulos:
a) A imobilidade é o princípio do não-ser, na medida em que o movimento está em tudo o que existe.
b) O movimento é princípio de mudança e a pressuposição de um não-ser.
c) Um Ser que jamais muda não existe e, portanto, é fruto de imaginação especulativa.
d) O Ser existe como gerador do mundo físico, por isso a realidade empírica é puro ser, ainda que em movimento.
a) A imobilidade é o princípio do não-ser, na medida em que o movimento está em tudo o que existe.
b) O movimento é princípio de mudança e a pressuposição de um não-ser.
c) Um Ser que jamais muda não existe e, portanto, é fruto de imaginação especulativa.
d) O Ser existe como gerador do mundo físico, por isso a realidade empírica é puro ser, ainda que em movimento.

Com base no problema filosófico da ilusão do movimento em Zenão de Eleia, é correto afirmar que seu argumento
a) baseia-se na observação da natureza e de suas transformações, resultando, por essa razão, numa explicação naturalista pautada pelos sentidos.
b) confunde a ordem das coisas materiais (sensível) e a ordem do ser (inteligível), pois avalia o sensível por condições que lhe são estranhas.
c) ilustra a problematização da crença numa verdadeira existência do mundo sensível, à qual se chegaria pelos sentidos.
d) mostra que o corredor mais rápido ultrapassará inevitavelmente o corredor mais lento, pois isso nos apontam as evidências dos sentidos.
a) baseia-se na observação da natureza e de suas transformações, resultando, por essa razão, numa explicação naturalista pautada pelos sentidos.
b) confunde a ordem das coisas materiais (sensível) e a ordem do ser (inteligível), pois avalia o sensível por condições que lhe são estranhas.
c) ilustra a problematização da crença numa verdadeira existência do mundo sensível, à qual se chegaria pelos sentidos.
d) mostra que o corredor mais rápido ultrapassará inevitavelmente o corredor mais lento, pois isso nos apontam as evidências dos sentidos.

Prévia do material em texto

<p>1@professorferretto @prof_ferretto</p><p>Filosofia Antiga</p><p>Pré-Socráticos</p><p>FIL0032 - (Enem)</p><p>Todas as coisas são diferenciações de uma mesma coisa e</p><p>são a mesma coisa. E isto é evidente. Porque se as coisas</p><p>que são agora neste mundo – terra, água ar e fogo e as</p><p>outras coisas que se manifestam neste mundo –, se</p><p>alguma destas coisas fosse diferente de qualquer outra,</p><p>diferente em sua natureza própria e se não</p><p>permanecesse a mesma coisa em suas muitas mudanças</p><p>e diferenciações, então não poderiam as coisas, de</p><p>nenhuma maneira, misturar-se umas às outras, nem fazer</p><p>bem ou mal umas às outras, nem a planta poderia brotar</p><p>da terra, nem um animal ou qualquer outra coisa vir à</p><p>existência, se todas as coisas não fossem compostas de</p><p>modo a serem as mesmas. Todas as coisas nascem,</p><p>através de diferenciações, de uma mesma coisa, ora em</p><p>uma forma, ora em outra, retomando sempre a mesma</p><p>coisa.</p><p>DIÓGENES, In: BORNHEIM, G. A. Os filósofos pré-</p><p>socrá�cos. São Paulo, Cultrix, 1967.</p><p>O texto descreve argumentos dos primeiros pensadores,</p><p>denominados pré-socrá�cos. Para eles, a principal</p><p>preocupação filosófica era de ordem</p><p>a) cosmológica, propondo uma explicação racional do</p><p>mundo fundamentada nos elementos da natureza.</p><p>b) polí�ca, discu�ndo as formas de organização da polis</p><p>ao estabelecer as regras de democracia.</p><p>c) é�ca, desenvolvendo uma filosofia dos valores</p><p>virtuosos que tem a felicidade como o bem maior.</p><p>d) esté�ca, procurando inves�gar a aparência dos entes</p><p>sensíveis.</p><p>e) hermenêu�ca, construindo uma explicação unívoca da</p><p>realidade.</p><p>FIL0024 - (Upe)</p><p>Observe o texto a seguir sobre a gênese do pensamento</p><p>filosófico:</p><p>Entre o fim do VII século e o começo do VI a.C., o</p><p>problema cosmológico é o primeiro a destacar-se</p><p>claramente como objeto de pesquisa sistemá�ca</p><p>diferente do impreciso complexo de problemas que já</p><p>ocupavam a mente dos gregos ainda antes do surgir de</p><p>uma reflexão filosófica verdadeira e própria.</p><p>(MONDOLFO, Rodolfo. O Pensamento An�go, São Paulo:</p><p>Mestre Jou, 1966, p. 31.)</p><p>O texto retrata, com clareza, o problema cosmológico,</p><p>objeto de estudo da filosofia</p><p>a) Socrá�ca.</p><p>b) Platônica.</p><p>c) Pré-socrá�ca.</p><p>d) Mí�ca.</p><p>e) Pós-socrá�ca.</p><p>FIL0026 - (Enem)</p><p>Demócrito julga que a natureza das coisas eternas são</p><p>pequenas substâncias infinitas, em grande número. E</p><p>julga que as substâncias são tão pequenas que fogem às</p><p>nossas percepções. E lhes são inerentes formas de toda</p><p>espécie, figuras de toda espécie e diferenças em</p><p>grandeza. Destas, então, engendram-se e combinam-se</p><p>todos os volumes visíveis e percep�veis.</p><p>SIMPLÍCIO. Do Céu (DK 68 a 37). In: Os pré-socrá�cos.</p><p>São Paulo: Nova Cultural, 1996 (adaptado).</p><p>A Demócrito atribui-se a origem do conceito de</p><p>a) porção mínima da matéria, o átomo.</p><p>b) princípio móvel do universo, a arché.</p><p>c) qualidade única dos seres, a essência.</p><p>d) quan�dade variante da massa, o corpus.</p><p>e) substrato cons�tu�vo dos elementos, a physis.</p><p>FIL0043 - (Uema)</p><p>A Filosofia nasceu na Jônia no final do século VII a.C. O</p><p>conteúdo que norteia a preocupação dos filósofos jônicos</p><p>é de natureza:</p><p>2@professorferretto @prof_ferretto</p><p>a) Mitológica.</p><p>b) Antropológica.</p><p>c) Religiosa.</p><p>d) Cosmológica.</p><p>e) Polí�ca.</p><p>FIL0038 - (Ufsj)</p><p>Sobre o princípio básico da filosofia pré-socrá�ca, é</p><p>CORRETO afirmar que</p><p>a) Tales de Mileto, ao buscar um princípio unificador de</p><p>todos os seres, concluiu que a água era a substância</p><p>primordial, a origem única de todas as coisas.</p><p>b) Anaximandro, após observar sistema�camente o</p><p>mundo natural, propôs que não apenas a água</p><p>poderia ser considerada arché desse mundo em si e,</p><p>por isso mesmo, incluiu mais um elemento: o fogo.</p><p>c) Anaxímenes fez a união entre os pensamentos que o</p><p>antecederam e concluiu que o princípio de todas as</p><p>coisas não pode ser afirmado, já que tal princípio não</p><p>está ao alcance dos sen�dos.</p><p>d) Heráclito de Éfeso afirmou o movimento e negou</p><p>terminantemente a luta dos contrários como gênese e</p><p>unidade do mundo, como o quis Catão, o an�go.</p><p>FIL0039 - (Uncisal)</p><p>O período pré-socrá�co é o ponto inicial das reflexões</p><p>filosóficas. Suas discussões se prendem a Cosmologia,</p><p>sendo a determinação da physis (princípio eterno e</p><p>imutável que se encontra na origem da natureza e de</p><p>suas transformações) ponto crucial de toda formulação</p><p>filosófica. Em tal contexto, Leucipo e Demócrito afirmam</p><p>ser a realidade percebida pelos sen�dos ilusória. Eles</p><p>defendem que os sen�dos apenas capturam uma</p><p>realidade superficial, mutável e transitória que</p><p>acreditamos ser verdadeira. Mesmo que os sen�dos</p><p>apreendam “as mutações das coisas, no fundo, os</p><p>elementos primordiais que cons�tuem essa realidade</p><p>jamais se alteram.” Assim, a realidade é uma coisa e o</p><p>real outra.</p><p>Para Leucipo e Demócrito a physis é composta</p><p>a) pelas quatro raízes: o úmido, o seco, o quente e o frio.</p><p>b) pela água.</p><p>c) pelo fogo.</p><p>d) pelo ilimitado.</p><p>e) pelos átomos.</p><p>FIL0028 - (Enem)</p><p>A representação de Demócrito é semelhante à de</p><p>Anaxágoras, na medida em que um infinitamente</p><p>múl�plo é a origem; mas nele a determinação dos</p><p>princípios fundamentais aparece de maneira tal que</p><p>contém aquilo que para o que foi formado não é,</p><p>absolutamente, o aspecto simples para si. Por exemplo,</p><p>par�culas de carne e de ouro seriam princípios que,</p><p>através de sua concentração, formam aquilo que aparece</p><p>como figura.</p><p>HEGEL. G. W. F. Crí�ca moderna. In: SOUZA, J. C. (Org.).</p><p>Os pré-socrá�ca: vida e obra. São Paulo: Nova Cultural.</p><p>2000 (adaptado).</p><p>O texto faz uma apresentação crí�ca acerca do</p><p>pensamento de Demócrito, segundo o qual o “princípio</p><p>cons�tu�vo das coisas” estava representado pelo(a)</p><p>a) número, que fundamenta a criação dos deuses.</p><p>b) devir, que simboliza o constante movimento dos</p><p>objetos.</p><p>c) água, que expressa a causa material da origem do</p><p>universo.</p><p>d) imobilidade, que sustenta a existência do ser</p><p>atemporal.</p><p>e) átomo, que explica o surgimento dos entes.</p><p>FIL0021 - (Unesp)</p><p>Em 4 de julho de 2012, foi detectada uma nova par�cula,</p><p>que pode ser o bóson de Higgs. Trata-se de uma par�cula</p><p>elementar proposta pelo �sico teórico Peter Higgs, e que</p><p>validaria a teoria do modelo padrão, segundo a qual o</p><p>bóson de Higgs seria a par�cula elementar responsável</p><p>pela origem da massa de todas as outras par�culas</p><p>elementares.</p><p>(Jean Júnio M. Pimenta et al. “O bóson de Higgs”. In:</p><p>Revista brasileira de ensino de �sica, vol. 35, no 2, 2013.</p><p>Adaptado.)</p><p>O que se descreve no texto possui relação com o</p><p>conceito de arqué, desenvolvido pelos primeiros</p><p>pensadores pré-socrá�cos da Jônia. A arqué diz respeito</p><p>a) à retórica u�lizada pelos sofistas para convencimento</p><p>dos cidadãos na polis.</p><p>b) a uma explicação da origem do cosmos fundamentada</p><p>em pressupostos mitológicos.</p><p>c) à inves�gação sobre a cons�tuição do cosmos por</p><p>meio de um princípio fundamental da natureza.</p><p>d) ao desenvolvimento da lógica formal como habilidade</p><p>de raciocínio.</p><p>e) à jus�ficação é�ca das ações na busca pelo</p><p>entendimento sobre o bem.</p><p>3@professorferretto @prof_ferretto</p><p>FIL0042 - (Uenp)</p><p>Mario Quintana, no poema “As coisas”, traduziu o</p><p>sen�mento comum dos primeiros filósofos da seguinte</p><p>maneira: “O encanto sobrenatural que há nas coisas da</p><p>Natureza! [...] se nelas algo te dá encanto ou medo, não</p><p>me digas que seja feia ou má, é, acaso, singular”. Os</p><p>primeiros filósofos da an�guidade clássica grega se</p><p>preocupavam com:</p><p>a) Cosmologia, estudando a origem do Cosmos,</p><p>contrapondo a tradição mitológica das narra�vas</p><p>cosmogônicas e teogônicas.</p><p>b) Polí�ca, discu�ndo as formas de organização da polis e</p><p>estabelecendo as regras da democracia.</p><p>c) É�ca, desenvolvendo uma filosofia dos valores e da</p><p>vida virtuosa.</p><p>d) Epistemologia, procurando estabelecer as origens e</p><p>limites do conhecimento verdadeiro.</p><p>e) Ontologia, construindo uma teoria do ser e do</p><p>substrato da realidade.</p><p>FIL0035 - (Enem)</p><p>A filosofia grega parece começar com uma ideia absurda,</p><p>com a proposição: a água é a origem e a matriz de todas</p><p>as coisas. Será mesmo necessário deter-nos nela e levá-la</p><p>a sério? Sim,</p><p>e por três razões: em primeiro lugar, porque</p><p>essa proposição enuncia algo sobre a origem das coisas;</p><p>em segundo lugar, porque o faz sem imagem e fabulação;</p><p>e enfim, em terceiro lugar, porque nela embora apenas</p><p>em estado de crisálida, está con�do o pensamento: Tudo</p><p>é um.</p><p>NIETZSCHE. F. Crí�ca moderna. In: Os pré-socrá�cos. São</p><p>Paulo: Nova Cultural. 1999</p><p>O que, de acordo com Nietzsche, caracteriza o</p><p>surgimento da filosofia entre os gregos?</p><p>a) O impulso para transformar, mediante jus�fica�vas, os</p><p>elementos sensíveis em verdades racionais.</p><p>b) O desejo de explicar, usando metáforas, a origem dos</p><p>seres e das coisas.</p><p>c) A necessidade de buscar, de forma racional, a causa</p><p>primeira das coisas existentes.</p><p>d) A ambição de expor, de maneira metódica, as</p><p>diferenças entre as coisas.</p><p>e) A tenta�va de jus�ficar, a par�r de elementos</p><p>empíricos, o que existe no real.</p><p>FIL0041 - (Ueg)</p><p>A influência de Sócrates na filosofia grega foi tão</p><p>marcante que dividiu a sua história em períodos: período</p><p>pré-socrá�co, período socrá�co e período pós-socrá�co.</p><p>O período pré-socrá�co é visto como uma época de</p><p>formação da filosofia grega, na qual predominavam os</p><p>problemas cosmológicos. Ele se desenvolveu em cidades</p><p>da Jônia e da Magna Grécia. Grandes escolas filosóficas</p><p>surgem nesse período e muitos pensadores se destacam.</p><p>Entre eles, um jônico, que ficou conhecido como pai da</p><p>filosofia. Seu nome é:</p><p>a) Tales de Mileto</p><p>b) Leucipo de Abdera</p><p>c) Sócrates de Atenas</p><p>d) Parmênides de Eléia</p><p>FIL0593 - (Fer)</p><p>Os filósofos pré-socrá�cos tentaram explicar a</p><p>diversidade e a transitoriedade das coisas do universo,</p><p>reduzindo tudo a um ou mais princípios elementares, os</p><p>quais seriam a verdadeira natureza ou ser de todas as</p><p>coisas.</p><p>Com base em seus conhecimentos sobre os filósofos pré-</p><p>socrá�cos, assinale a alterna�va INCORRETA:</p><p>a) Tales de Mileto, defensor da água como princípio</p><p>universal, foi o primeiro filósofo a buscar respostas</p><p>naturalistas e racionais para questões sobre o mundo.</p><p>b) Para Parmênides, o ser nunca muda. O ser</p><p>simplesmente é e o não ser não é.</p><p>c) A concepção de Heráclito valoriza o movimento na</p><p>descrição da realidade.</p><p>d) Demócrito de Abdera divergiu de seu mestre Leucipo</p><p>ao afirmar que a matéria pode ser dividida</p><p>infinitamente e, por isso, abandonou o atomismo.</p><p>e) Empédocles é considerado um filósofo pluralista, pois</p><p>propagou a teoria dos quatro elementos ou raízes</p><p>como princípios cons�tu�vos da natureza.</p><p>FIL0031 - (Upe)</p><p>Leia o texto a seguir:</p><p>4@professorferretto @prof_ferretto</p><p>A Grécia é considerada o berço da Filosofia. O</p><p>pensamento grego tem a singularidade do intelecto,</p><p>privilegiando, acima de tudo, a dimensão conceitual e</p><p>discursiva. De acordo com a tradição histórica, a fase</p><p>inaugural do pensar filosófico grego é conhecida como</p><p>período pré-socrá�co.</p><p>Sendo assim, é CORRETO afirmar que</p><p>a) a filosofia pré-socrá�ca enfa�za, principalmente, a</p><p>explicação da liberdade.</p><p>b) no período pré-socrá�co da filosofia, o pensar crí�co</p><p>retrata o valor da história dos deuses.</p><p>c) o período pré-socrá�co da filosofia é denominado</p><p>essencialmente de período naturalista.</p><p>d) no período pré-socrá�co, o enfoque da Filosofia é</p><p>denominado de período é�co.</p><p>e) o período pré-socrá�co da filosofia enaltece a</p><p>confiança na religiosidade das ideias e no problema da</p><p>vida.</p><p>FIL0040 - (Enem)</p><p>TEXTO I</p><p>Anaxímenes de Mileto disse que o ar é o elemento</p><p>originário de tudo o que existe, exis�u e exis�rá, e que</p><p>outras coisas provêm de sua descendência. Quando o ar</p><p>se dilata, transforma-se em fogo, ao passo que os ventos</p><p>são ar condensado. As nuvens formam-se a par�r do ar</p><p>por feltragem e, ainda mais condensadas, transformam-</p><p>se em água. A água, quando mais condensada,</p><p>transforma-se em terra, e quando condensada ao</p><p>máximo possível, transforma-se em pedras.</p><p>BURNET, J. A aurora da filosofia grega. Rio de Janeiro:</p><p>PUC-Rio, 2006 (adaptado).</p><p>TEXTO II</p><p>Basílio Magno, filósofo medieval, escreveu: “Deus, como</p><p>criador de todas as coisas, está no princípio do mundo e</p><p>dos tempos. Quão parcas de conteúdo se nos</p><p>apresentam, em face desta concepção, as especulações</p><p>contraditórias dos filósofos, para os quais o mundo se</p><p>origina, ou de algum dos quatro elementos, como</p><p>ensinam os Jônios, ou dos átomos, como julga</p><p>Demócrito. Na verdade, dão a impressão de quererem</p><p>ancorar o mundo numa teia de aranha”.</p><p>GILSON, E.; BOEHNER, P. História da Filosofia Cristã. São</p><p>Paulo: Vozes, 1991 (adaptado).</p><p>Filósofos dos diversos tempos históricos desenvolveram</p><p>teses para explicar a origem do universo, a par�r de uma</p><p>explicação racional. As teses de Anaxímenes, filósofo</p><p>grego an�go, e de Basílio, filósofo medieval, têm em</p><p>comum na sua fundamentação teorias que</p><p>a) eram baseadas nas ciências da natureza.</p><p>b) refutavam as teorias de filósofos da religião.</p><p>c) �nham origem nos mitos das civilizações an�gas.</p><p>d) postulavam um princípio originário para o mundo.</p><p>e) defendiam que Deus é o princípio de todas as coisas.</p><p>FIL0034 - (Uema)</p><p>Leia a letra da canção a seguir.</p><p>Nada do que foi será</p><p>De novo do jeito que já foi um dia</p><p>Tudo passa</p><p>Tudo sempre passará</p><p>A vida vem em ondas</p><p>Como um mar</p><p>Num indo e vindo infinito</p><p>Tudo que se vê não é</p><p>Igual ao que a gente</p><p>Viu há um segundo</p><p>Tudo muda o tempo todo</p><p>No mundo [...]</p><p>Fonte: SANTOS, Lulu; MOTTA, Nelson. Como uma onda.</p><p>In: Álbum MTV ao vivo. Rio de Janeiro: Sony-BMG, 2004.</p><p>Da mesma forma como canta o poeta contemporâneo,</p><p>que vê a realidade passando como uma onda, assim</p><p>também pensaram os primeiros filósofos conhecidos</p><p>como Pré-socrá�cos que denominavam a realidade de</p><p>physis. A caracterís�ca dessa realidade representada,</p><p>também, na música de Lulu Santos é o(a)</p><p>5@professorferretto @prof_ferretto</p><p>a) fluxo.</p><p>b) está�ca.</p><p>c) infinitude.</p><p>d) desordem.</p><p>e) mul�plicidade.</p><p>FIL0022 - (Ufpr)</p><p>De acordo com Tales de Mileto, a água é origem e matriz</p><p>de todas as coisas. Essa maneira de reduzir a</p><p>mul�plicidade das coisas a um único elemento foi</p><p>considerada uma das primeiras expressões da Filosofia,</p><p>porque:</p><p>a) é um ques�onamento sobre o fundamento das coisas.</p><p>b) enuncia a verdade sobre a origem das coisas.</p><p>c) é uma proposição que se pode comprovar.</p><p>d) é uma proposição cien�fica.</p><p>e) é um mito de origem.</p><p>FIL0030 - (Ueap)</p><p>...que é e que não é possível que não seja,/ é a vereda da</p><p>Persuasão (porque acompanha a Verdade); o outro diz</p><p>que não é e que é preciso que não seja,/ eu te digo que</p><p>esta é uma vereda em que nada se pode aprender. De</p><p>fato, não poderias conhecer o que não é, porque tal não</p><p>é fa�vel./ nem poderia expressá-lo.</p><p>(Nicola, Ubaldo.Antologia ilustrada de Filosofia. Editora</p><p>Globo, 2005.)</p><p>O texto anterior expressa o pensamento de qual</p><p>filósofo?</p><p>a) Aristóteles, que estabelecia a dis�nção entre o mundo</p><p>sensível e o inteligível.</p><p>b) Heráclito de Éfeso, que afirmava a unidade entre</p><p>pensamento e realidade.</p><p>c) Tales de Mileto, que afirmava ser a água o princípio de</p><p>todas as coisas.</p><p>d) Parmênides de Eleia, que afirmava a imutabilidade de</p><p>todas as coisas e a unidade entre ser e pensar, ser e</p><p>conhecimento.</p><p>e) Protágoras, que afirmava que o homem é a medida de</p><p>todas as coisas, que o ser é e o não ser não é.</p><p>FIL0029 - (Ufu)</p><p>Leia o fragmento de autoria de Heráclito.</p><p>Deus é dia e noite, inverno e verão, guerra e paz,</p><p>abundância e fome. Mas toma formas variadas assim</p><p>como o fogo, quando misturado com essências, toma o</p><p>nome segundo o perfume de cada uma delas.</p><p>BORNHEIM, G. (Org.). Os filósofos pré-socrá�cos. São</p><p>Paulo: Cultrix, 1998, p. 40.</p><p>Conforme o exposto, “Deus”, no pensamento de</p><p>Heráclito, significa:</p><p>a) A unidade dos contrários.</p><p>b) O fundamento da religião monoteísta do período</p><p>arcaico.</p><p>c) Uma abstração para refutar o logos.</p><p>d) A impossibilidade da harmonia no mundo.</p><p>FIL0033 - (Enem)</p><p>Texto I</p><p>Fragmento B91: Não se pode banhar duas vezes no</p><p>mesmo rio, nem substância mortal alcançar duas vezes a</p><p>mesma condição; mas pela intensidade e rapidez da</p><p>mudança, dispersa e de novo reúne.</p><p>HERÁCLITO. Fragmentos (Sobre a natureza). São</p><p>Paulo:</p><p>Abril Cultural, 1996 (adaptado).</p><p>Texto II</p><p>Fragmento B8: São muitos os sinais de que o ser é</p><p>ingênito e indestru�vel, pois é compacto, inabalável e</p><p>sem fim; não foi nem será, pois é agora um todo</p><p>homogêneo, uno, con�nuo. Como poderia o que é</p><p>perecer? Como poderia gerar-se?</p><p>PARMÊNIDES. Da natureza. São Paulo: Loyola, 2002</p><p>(adaptado).</p><p>Os fragmentos do pensamento pré-socrá�co expõem</p><p>uma oposição que se insere no campo das</p><p>a) inves�gações do pensamento sistemá�co.</p><p>b) preocupações do período mitológico.</p><p>c) discussões de base ontológica.</p><p>d) habilidades da retórica so�s�ca.</p><p>e) verdades do mundo sensível.</p><p>FIL0025 - (Ufu)</p><p>Considere o seguinte texto do filósofo Heráclito (século VI</p><p>a.C.).</p><p>"Para as almas, morrer é transformar-se em água; para a</p><p>água, morrer é transformar-se em terra. Da terra,</p><p>contudo, forma-se a água e da água, a alma”</p><p>Heráclito. Fragmentos, extraído de: MARCONDES, Danilo.</p><p>Textos Básicos de Filosofia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar</p><p>Editora, 2000. Tradução do autor.</p><p>6@professorferretto @prof_ferretto</p><p>Em relação ao excerto acima, podemos afirmar que ele</p><p>ilustra</p><p>a) a concepção heracli�ana que valoriza a importância do</p><p>movimento na descrição da realidade.</p><p>b) a concepção dialé�ca do pensamento heracli�ano,</p><p>segundo a qual o movimento é uma ilusão dos</p><p>sen�dos.</p><p>c) a concepção heracli�ana da realidade, segundo a qual</p><p>a mul�plicidade dos fenômenos subjaz uma realidade</p><p>única.</p><p>d) o pensamento religioso de Heráclito, segundo o qual a</p><p>morte é a libertação da alma.</p><p>FIL0592 - (Fer)</p><p>Considere o seguinte texto:</p><p>Não vos deixeis enganar! É vossa curta vista, não a</p><p>essência das coisas, que vos faz acreditar ver terra firme</p><p>onde quer que seja no mar do vir-a-ser e perecer. Usais</p><p>nomes das coisas, como se estas �vessem uma duração</p><p>fixa: mas mesmo o rio, em que entrais pela segunda vez,</p><p>não é o mesmo da primeira vez.</p><p>(HERÁCLITO DE ÉFESO. Coleção Os Pensadores. Vol. I. São</p><p>Paulo: Victor Civita, 1973, p. 109.)</p><p>Com base no texto e no conhecimento sobre o</p><p>pensamento de Heráclito de Éfeso e dos filósofos pré-</p><p>socrá�cos, assinale a alterna�va correta:</p><p>a) Heráclito tomou um caminho diferente dos demais</p><p>filósofos pré-socrá�cos, ao buscar no Mito a</p><p>explicação para as inconstâncias do mundo natural.</p><p>b) Parmênides e Heráclito defendiam que os sen�dos nos</p><p>mostram a realidade das coisas. Desse modo, a busca</p><p>pelo princípio (arkhé) deveria ser fundamentada pelas</p><p>nossas sensações advindas da physis.</p><p>c) Os filósofos do período Pré-socrá�co, ao observarem</p><p>as constantes transformações na natureza, buscaram</p><p>uma explicação racional para os fenômenos naturais.</p><p>d) Heráclito contestou a visão eleá�ca de que a realidade</p><p>é composta pela guerra entre os opostos. Assim, ao</p><p>acreditarmos entrar no mesmo rio quando o</p><p>adentramos pela segunda vez, estamos diante da</p><p>harmonia do cosmos.</p><p>e) Ao negar o movimento, Heráclito se filiou ao</p><p>imobilismo de seu mestre Parmênides.</p><p>FIL0023 - (Uel)</p><p>Leia o texto a seguir.</p><p>Os corcéis que me transportam, tanto quanto o ânimo</p><p>me impele, conduzem-me, depois de me terem dirigido</p><p>pelo caminho famoso da divindade [...] E a deusa</p><p>acolheu-me de bom grado, mão na mão direita tomando,</p><p>e com estas palavras se me dirigiu: [...] Vamos, vou dizer-</p><p>te – e tu escuta e fixa o relato que ouviste – quais os</p><p>únicos caminhos de inves�gação que há para pensar, um</p><p>que é, que não é para não ser, é caminho de confiança</p><p>(pois acompanha a realidade): o outro que não é, que</p><p>tem de não ser, esse te indico ser caminho em tudo</p><p>ignoto, pois não poderás conhecer o não-ser, não é</p><p>possível, nem indicá-lo [...] pois o mesmo é pensar e ser.</p><p>PARMÊNIDES. Da Natureza, frags. 1-3. Trad. José Trindade</p><p>Santos. 2. ed. São Paulo: Loyola, 2009. p. 13-15.</p><p>Com base no texto e nos conhecimentos sobre a filosofia</p><p>de Parmênides, assinale a alterna�va correta.</p><p>a) Pensar e ser se equivalem, por isso o pensamento só</p><p>pode tratar e expressar o que é, e não o que não é – o</p><p>não ser.</p><p>b) A percepção sensorial nos possibilita conhecer as</p><p>coisas como elas verdadeiramente são.</p><p>c) O ser é mutável, eterno, divisível, móvel e, por isso, a</p><p>razão consegue conhecê-lo e expressá-lo.</p><p>d) A linguagem pode expressar tanto o que é como o que</p><p>não é, pois ela obedece aos princípios de contradição</p><p>e de iden�dade.</p><p>e) O ser é e o não ser não é indica que a realidade</p><p>sensível é passível de ser conhecida pela razão.</p><p>FIL0585 - (Enem)</p><p>Empédocles estabelece quatro elementos corporais –</p><p>fogo, ar, água e terra –, que são eternos e que mudam</p><p>aumentando e diminuindo mediante mistura e</p><p>separação; mas os princípios propriamente ditos, pelos</p><p>quais são movidos, são o Amor e o Ódio. Pois é preciso</p><p>que os elementos permaneçam alternadamente em</p><p>movimento, sendo ora misturados pelo Amor, ora</p><p>separados pelo Ódio.</p><p>SIMPLÍCIO. Física, 25, 21. In: Os pré-socrá�cos. São Paulo:</p><p>Nova Cultural, 1996.</p><p>O texto propõe uma reflexão sobre o entendimento de</p><p>Empédocles acerca da arché, uma preocupação �pica do</p><p>pensamento pré-socrá�co, porque</p><p>a) exalta a inves�gação filosófica.</p><p>b) transcende ao mundo sensível.</p><p>c) evoca a discussão cosmogônica.</p><p>d) fundamenta as paixões humanas.</p><p>e) corresponde à explicação mitológica.</p><p>FIL0027 - (Ufu)</p><p>"Pois pensar e ser é o mesmo"</p><p>7@professorferretto @prof_ferretto</p><p>Parmênides, Poema, fragmento 3, extraído de: Os</p><p>filósofos pré-socrá�cos. Tradução de Gerd Bornheim. São</p><p>Paulo: Cultrix, 1993.</p><p>A proposição acima é parte do poema de Parmênides, o</p><p>fragmento 3. Considerando-se o que se sabe sobre esse</p><p>filósofo, que viveu por volta do século VI a.C., assinale a</p><p>afirma�va correta.</p><p>a) Para compreender a realidade, é preciso confiar</p><p>inteiramente no que os nossos sen�dos percebem.</p><p>b) O movimento é uma caracterís�ca aparente das</p><p>coisas, a verdadeira realidade está além dele.</p><p>c) O verdadeiro sen�do da realidade só pode ser</p><p>revelado pelos deuses para aqueles que eles</p><p>escolhem.</p><p>d) Tudo o que pensamos deve exis�r em algum lugar do</p><p>universo.</p><p>FIL0037 - (Ufu)</p><p>De um modo geral, o conceito de physis no mundo pré-</p><p>socrá�co expressa um princípio de movimento por meio</p><p>do qual tudo o que existe é gerado e se corrompe. A</p><p>doutrina de Parmênides, no entanto, tal como relatada</p><p>pela tradição, aboliu esse princípio e provocou,</p><p>consequentemente, um sério conflito no debate</p><p>filosófico posterior, em relação ao modo como conceber</p><p>o ser.</p><p>Para Parmênides e seus discípulos:</p><p>a) A imobilidade é o princípio do não-ser, na medida em</p><p>que o movimento está em tudo o que existe.</p><p>b) O movimento é princípio de mudança e a</p><p>pressuposição de um não-ser.</p><p>c) Um Ser que jamais muda não existe e, portanto, é</p><p>fruto de imaginação especula�va.</p><p>d) O Ser existe como gerador do mundo �sico, por isso a</p><p>realidade empírica é puro ser, ainda que em</p><p>movimento.</p><p>FIL0036 - (Uel)</p><p>No livro Através do espelho e o que Alice encontrou por</p><p>lá, a Rainha Vermelha diz uma frase enigmá�ca: “Pois</p><p>aqui, como vê, você tem de correr o mais que pode para</p><p>con�nuar no mesmo lugar.”</p><p>(CARROL, L. Através do espelho e o que Alice encontrou</p><p>por lá. Rio de Janeiro: Zahar, 2009. p.186.)</p><p>Já na Grécia an�ga, Zenão de Eleia enunciara uma tese</p><p>também enigmá�ca, segundo a qual o movimento é</p><p>ilusório, pois “numa corrida, o corredor mais rápido</p><p>jamais consegue ultrapassar o mais lento, visto o</p><p>perseguidor ter de primeiro a�ngir o ponto de onde</p><p>par�u o perseguido, de tal forma que o mais lento deve</p><p>manter sempre a dianteira.”</p><p>(ARISTÓTELES. Física. Z 9, 239 b 14. In: KIRK, G. S.; RAVEN,</p><p>J. E.; SCHOFIELD, M. Os Pré-socrá�cos. 4.ed. Lisboa:</p><p>Fundação Calouste Gulbenkian, 1994, p.284.)</p><p>Com base no problema filosófico da ilusão do movimento</p><p>em Zenão de Eleia, é correto afirmar que seu argumento</p><p>a) baseia-se na observação da natureza e de suas</p><p>transformações, resultando, por essa razão, numa</p><p>explicação naturalista pautada pelos sen�dos.</p><p>b) confunde a ordem das coisas materiais (sensível) e a</p><p>ordem do ser (inteligível), pois avalia o sensível por</p><p>condições que lhe são estranhas.</p><p>c) ilustra a problema�zação da crença numa verdadeira</p><p>existência do mundo sensível, à qual se chegaria pelos</p><p>sen�dos.</p><p>d) mostra que o corredor mais rápido ultrapassará</p><p>inevitavelmente o corredor mais lento, pois isso nos</p><p>apontam as evidências dos sen�dos.</p><p>e) pressupõe a noção de con�nuidade entre os instantes,</p><p>con�da no pressuposto da aceleração do movimento</p><p>entre os corredores.</p>

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