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<p>Interbits – SuperPro ® Web</p><p>TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES:</p><p>Leia o soneto “Descreve o que era naquele tempo a cidade da Bahia”, do poeta Gregório de Matos (1636-1696)</p><p>A cada canto um grande conselheiro,</p><p>Que nos quer governar cabana e vinha;</p><p>Não sabem governar sua cozinha,</p><p>E podem governar o mundo inteiro.</p><p>Em cada porta um bem frequente olheiro,</p><p>Que a vida do vizinho e da vizinha</p><p>Pesquisa, escuta, espreita e esquadrinha,</p><p>Para o levar à praça e ao terreiro.</p><p>Muitos mulatos desavergonhados,</p><p>Trazidos sob os pés os homens nobres¹,</p><p>Posta nas palmas toda a picardia,</p><p>Estupendas usuras nos mercados,</p><p>Todos os que não furtam muito pobres:</p><p>E eis aqui a cidade da Bahia.</p><p>(Gregório de Matos. Poemas escolhidos, 2010.)</p><p>1 Trazidos sob os pés os homens nobres: na visão de Gregório de Matos, os mulatos em ascensão subjugam com esperteza os verdadeiros “homens nobres”.</p><p>1. (Unesp 2023) No soneto, o pronome “o” refere-se a</p><p>a) “mundo”.</p><p>b) “terreiro”.</p><p>c) “conselheiro”.</p><p>d) “olheiro”.</p><p>e) “vizinho”.</p><p>2. (Unesp 2023) No soneto, verifica-se rima entre palavras de classes gramaticais diferentes</p><p>a) em “vizinha”/“esquadrinha” (2ª estrofe) e em “nobres”/“pobres” (3ª /4ª estrofes).</p><p>b) em “vinha”/“cozinha” (1ª estrofe) e em “olheiro”/“terreiro” (2ª estrofe).</p><p>c) em “conselheiro”/“inteiro” (1ª estrofe) e em “olheiro”/“terreiro” (2ª estrofe).</p><p>d) em “conselheiro”/“inteiro” (1ª estrofe) e em “vizinha”/“esquadrinha” (2ª estrofe).</p><p>e) em “desavergonhados”/“mercados” (3ª /4ª estrofes) e em “nobres”/“pobres” (3ª /4ª estrofes).</p><p>TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:</p><p>Examine a tirinha da cartunista Laerte.</p><p>3. (Unesp 2023) Na fala do pai, os dois pronomes relativos “que” referem-se, respectivamente, a</p><p>a) “vida” e “Deus”.</p><p>b) “momento” e “caminho”.</p><p>c) “Deus” e “caminho”.</p><p>d) “momento” e “Deus”.</p><p>e) “vida” e “fortuna”.</p><p>TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:</p><p>Leia o trecho do ensaio “O filtro da leitura”, de Luís Augusto Fischer</p><p>Num exemplo esquemático: imaginemos que, quando menino, um filho tenha um momento de raiva contra o pai, uma daquelas raivas radicais que qualquer um tem, mas não confessa; e suponhamos que, bem na hora em que o menino esteja vivendo essa raiva, chegue a notícia de que o pai sofreu um acidente de carro, um terrível acidente, que o deixa estragado, que talvez até o mate. Na cabeça do menino, se estabelece uma relação de causa e consequência entre a raiva e o acidente, de forma que ele passe a viver, inconscientemente, como um culpado pelo problema todo. Será capaz de viver décadas carregando essa culpa, arrastando-a para onde for, sem sequer saber que ela existe, porque a relação de causa e efeito se estabeleceu num nível totalmente inconsciente, inacessível para a consciência racional, salvo, segundo Freud, pela análise. Análise que, nesse exemplo, trataria de trazer tal nexo causal para a consciência, para desfazê-lo, para mostrar que ele não tem cabimento, porque é uma falsa crença.</p><p>(Filosofia mínima: ler, escrever, ensinar, aprender, 2011.)</p><p>4. (Famema 2023) Os dois termos sublinhados no texto referem-se, respectivamente, a</p><p>a) “menino” e “pai”.</p><p>b) “hora” e “carro”.</p><p>c) “menino” e “acidente”.</p><p>d) “hora” e “pai”.</p><p>e) “hora” e “acidente”.</p><p>TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:</p><p>A taxação de livros tem um efeito cascata que acaba custando caro não apenas ao leitor, como também ao mercado editorial – que há anos não anda bem das pernas – e, em última instância, ao desenvolvimento econômico do país. A gente explica. Taxar um produto significa, quase sempre, um aumento no valor do produto final. Isso porque ao menos uma parte desse imposto será repassada ao consumidor, especialmente se considerarmos que as editoras e livrarias enfrentam há anos uma crise que agora está intensificada pela pandemia e não poderiam retirar o valor desse imposto de seu já apertado lucro. Livros mais caros também resultam em queda de vendas, que, por sua vez, enfraquece ainda mais editoras e as impede de investir em novas publicações – especialmente aquelas de menor apelo comercial, mas igualmente importantes para a pluralidade de ideias. Já deu para perceber a confusão, não é? Mas, além disso, qual seria o custo de uma sociedade com menos leitores e menos livros?</p><p>Taís Ilhéu. “Por que taxar os livros pode gerar retrocesso social e econômico no país”. Guia do Estudante. Setembro/2020. Adaptado.</p><p>5. (Fuvest 2022) No texto, os pronomes em negrito referem-se, respectivamente, a:</p><p>a) taxação de livros, mercado editorial, crise, queda de vendas.</p><p>b) taxação de livros, leitor, crise, queda de vendas.</p><p>c) efeito cascata, mercado editorial, crise, queda de vendas.</p><p>d) efeito cascata, mercado editorial, livrarias, livros.</p><p>e) efeito cascata, leitor, crise, livros.</p><p>TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:</p><p>Leia o texto de Eduardo Bueno.</p><p>No Brasil, como no restante do Novo Mundo, o que separa a história da pré-história é mais do que um mero prefixo. Existe, entre os dois períodos, um abismo de desconhecimento e incompreensão. Embora o trabalho dos arqueólogos literalmente se aprofunde cada vez mais, restam ainda imensas lacunas a respeito dos habitantes que, em tempos remotos, ocuparam o território que viria a ser o Brasil. O que já se sabe, porém, permite afirmar que a herança “pré-histórica” – ou seja, o legado dos povos que por no mínimo dez milênios aqui viveram – é bem mais sólida e está muito mais presente do que o senso comum em geral supõe.</p><p>É preciso não esquecer, afinal, que, por pelo menos cem séculos, esses povos ancestrais – cuja própria origem ainda não pôde ser inteiramente esclarecida – testaram um repertório de alternativas e um leque de possibilidades alimentares, ecológicas e logísticas que os conquistadores europeus, sob risco de colocarem em perigo a própria sobrevivência, não puderam descartar desde o instante em que desembarcaram no então “novo” e desconhecido território, oficialmente em abril de 1500.</p><p>Pode-se afirmar que as trilhas e os caminhos pelos quais o país se expandiu, os sítios onde se erguem suas grandes cidades, inúmeros produtos agrícolas que hoje saciam a fome da nação, bem como vários hábitos e costumes nacionais, são fruto direto de um conhecimento milenar – que, embora esteja dessa forma preservado, na essência se perdeu. É preciso ter em mente, portanto, que uma compreensão mais plena do Brasil impõe um mergulho no passado – e que esse passado é muito mais profundo do que apenas os últimos cinco séculos.</p><p>(Brasil: uma história: cinco séculos de um país em construção, 2012.)</p><p>6. (Famerp 2022) Considere o trecho:</p><p>Pode-se afirmar que as trilhas __________ o país percorreu são fruto de um conhecimento milenar.</p><p>A lacuna da frase é preenchida, com correção gramatical, por</p><p>a) onde.</p><p>b) das quais.</p><p>c) que.</p><p>d) às quais.</p><p>e) o qual.</p><p>7. (Enem 2021) Os linguistas têm notado a expansão do tratamento informal. “Tenho 78 anos e devia ser tratado por senhor, mas meus alunos mais jovens me tratam por você”, diz o professor Ataliba Castilho, aparentemente sem se incomodar com a informalidade, inconcebível em seus tempos de estudante. O você, porém, não reinará sozinho. O tu predomina em Porto Alegre e convive com o você no Rio de Janeiro e em Recife, enquanto você é o tratamento predominante em São Paulo, Curitiba, Belo Horizonte e Salvador. O tu já era mais próximo e menos formal que você nas quase 500 cartas do acervo on-line de uma instituição universitária, quase todas de poetas, políticos e outras personalidades do final do século XIX e início do XX.</p><p>Disponível em: http://revistapesquisa.fapesp.br. Acesso em: 21 abr. 2015 (adaptado).</p><p>No texto, constata-se que os usos de pronomes variaram ao longo do tempo e que atualmente têm empregos diversos pelas regiões do Brasil. Esse processo revela que</p><p>a) a escolha de “você” ou de “tu” está condicionada à idade da pessoa que usa o pronome.</p><p>b) a possibilidade de se usar tanto “tu” quanto “você” caracteriza a diversidade da língua.</p><p>c) o pronome “tu” tem sido empregado em situações informais</p><p>por todo o país.</p><p>d) a ocorrência simultânea de “tu” e de “você” evidencia a inexistência da distinção entre níveis de formalidade.</p><p>e) o emprego de “você” em documentos escritos demonstra que a língua tende a se manter inalterada.</p><p>TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:</p><p>Leia o trecho do conto-prefácio “Hipotrélico”, que integra o livro Tutameia, de João Guimarães Rosa.</p><p>Há o hipotrélico. O termo é novo, de impesquisada origem e ainda sem definição que lhe apanhe em todas as pétalas o significado. Sabe-se, só, que vem do bom português. Para a prática, tome-se hipotrélico querendo dizer: antipodático, sengraçante imprizido; ou, talvez, vice-dito: indivíduo pedante, importuno agudo, falto de respeito para com a opinião alheia. Sob mais que, tratando-se de palavra inventada, e, como adiante se verá, embirrando o hipotrélico em não tolerar neologismos, começa ele por se negar nominalmente a própria existência.</p><p>Somos todos, neste ponto, um tento ou cento hipotrélicos? Salvo o excepto, um neologismo contunde, confunde, quase ofende. Perspica-nos a inércia que soneja em cada canto do espírito, e que se refestela com os bons hábitos estadados. Se é que um não se assuste: saia todo-o-mundo a empinar vocábulos seus, e aonde é que se vai dar com a língua tida e herdada? Assenta-nos bem à modéstia achar que o novo não valerá o velho; ajusta-se à melhor prudência relegar o progresso no passado. [...]</p><p>Já outro, contudo, respeitável, é o caso – enfim – de “hipotrélico”, motivo e base desta fábula diversa, e que vem do bom português. O bom português, homem-de-bem e muitíssimo inteligente, mas que, quando ou quando, neologizava, segundo suas necessidades íntimas.</p><p>Ora, pois, numa roda, dizia ele, de algum sicrano, terceiro, ausente:</p><p>– E ele é muito hiputrélico...</p><p>Ao que, o indesejável maçante, não se contendo, emitiu o veto:</p><p>– Olhe, meu amigo, essa palavra não existe.</p><p>Parou o bom português, a olhá-lo, seu tanto perplexo:</p><p>– Como?!... Ora... Pois se eu a estou a dizer?</p><p>– É. Mas não existe.</p><p>Aí, o bom português, ainda meio enfigadado, mas no tom já feliz de descoberta, e apontando para o outro, peremptório:</p><p>– O senhor também é hiputrélico...</p><p>E ficou havendo.</p><p>(Tutameia, 1979.)</p><p>8. (Unesp 2021) Retoma um termo mencionado anteriormente no texto a palavra sublinhada em:</p><p>a) “Ao que, o indesejável maçante, não se contendo, emitiu o veto:” (6º parágrafo)</p><p>b) “– O senhor também é hiputrélico...” (12º parágrafo)</p><p>c) “Para a prática, tome-se hipotrélico querendo dizer:” (1º parágrafo)</p><p>d) “– Como?!... Ora... Pois se eu a estou a dizer?” (9º parágrafo)</p><p>e) “Parou o bom português, a olhá-lo, seu tanto perplexo:” (8º parágrafo)</p><p>TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:</p><p>Leia a letra da canção “Bom conselho”, de Chico Buarque, composta em 1972.</p><p>Ouça um bom conselho</p><p>Que eu lhe dou de graça</p><p>Inútil dormir que a dor não passa</p><p>Espere sentado</p><p>Ou você se cansa</p><p>Está provado:</p><p>Quem espera nunca alcança</p><p>Venha, meu amigo</p><p>Deixe esse regaço</p><p>Brinque com meu fogo</p><p>Venha se queimar</p><p>Faça como eu digo</p><p>Faça como eu faço</p><p>Aja duas vezes antes de pensar</p><p>Corro atrás do tempo</p><p>Vim de não sei onde</p><p>Devagar é que não se vai longe</p><p>Eu semeio vento na minha cidade</p><p>Vou pra rua e bebo a tempestade</p><p>(www.chicobuarque.com.br)</p><p>9. (Unesp 2021) Observa-se rima entre palavras de classes gramaticais diferentes em</p><p>a) “graça”/“passa” (1ª estrofe) e “regaço”/“faço” (2ª estrofe).</p><p>b) “regaço”/“faço” (2ª estrofe) e “onde”/“longe” (3ª estrofe).</p><p>c) “onde”/“longe” (3ª estrofe) e “cidade”/“tempestade” (3ª estrofe).</p><p>d) “sentado”/“provado” (1ª estrofe) e “cansa”/“alcança” (1ª estrofe).</p><p>e) “cansa”/“alcança” (1ª estrofe) e “graça”/“passa” (1ª estrofe).</p><p>TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:</p><p>Leia o trecho do livro O mundo assombrado pelos demônios, de Carl Sagan, publicado originalmente em 1995.</p><p>A ciência e a tecnologia não são apenas cornucópias1 despejando dádivas sobre o mundo. Os cientistas não só conceberam as armas nucleares; eles também pegaram os líderes políticos pela lapela, argumentando que a sua nação tinha que ser a primeira a fabricar uma dessas armas. E assim eles produziram mais de 60 mil armas nucleares. Durante a Guerra Fria, os cientistas nos Estados Unidos, na União Soviética, na China e em outras nações estavam dispostos a expor os seus conterrâneos à radiação – na maioria dos casos, sem o conhecimento deles – a fim de se preparar para a guerra nuclear. A nossa tecnologia produziu a talidomida, os CFCs, o agente laranja, os gases que atacam o sistema nervoso, a poluição do ar e da água, as extinções de espécies, e indústrias tão poderosas que podem arruinar o clima do planeta. Aproximadamente metade dos cientistas na Terra dedica parte de seu tempo de trabalho para fins militares. Embora alguns cientistas ainda sejam vistos como estranhos ao sistema, criticando corajosamente os males da sociedade e dando os primeiros avisos sobre catástrofes tecnológicas potenciais, muitos são considerados oportunistas submissos ou uma fonte complacente de lucros empresariais e de armas de destruição em massa - não importa quais sejam as consequências a longo prazo. Os perigos tecnológicos que a ciência apresenta, seu desafio implícito ao conhecimento recebido e sua visível dificuldade são razões para que as pessoas, desconfiadas, a evitem. Existe uma razão para as pessoas ficarem nervosas a respeito da ciência e da tecnologia.</p><p>(O mundo assombrado pelos demônios, 2006. Adaptado.)</p><p>1cornucópia: vaso em forma de chifre, com frutas e flores que dele extravasam profusamente, antigo símbolo da fertilidade, riqueza, abundância.</p><p>10. (Famerp 2021) Retoma um termo mencionado anteriormente no texto a palavra sublinhada em:</p><p>a) “Os perigos tecnológicos que a ciência apresenta, seu desafio implícito ao conhecimento recebido e sua visível dificuldade são razões para que as pessoas, desconfiadas, a evitem.”</p><p>b) “Os perigos tecnológicos que a ciência apresenta, seu desafio implícito ao conhecimento recebido e sua visível dificuldade são razões para que as pessoas, desconfiadas, a evitem.”</p><p>c) “Os cientistas não só conceberam as armas nucleares; eles também pegaram os líderes políticos pela lapela, argumentando que a sua nação tinha que ser a primeira a fabricar uma dessas armas.”</p><p>d) “Existe uma razão para as pessoas ficarem nervosas a respeito da ciência e da tecnologia.”</p><p>e) “Os cientistas não só conceberam as armas nucleares; eles também pegaram os líderes políticos pela lapela, argumentando que a sua nação tinha que ser a primeira a fabricar uma dessas armas.”</p><p>TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES:</p><p>Leia o poema “Ausência”, de Carlos Drummond de Andrade.</p><p>Por muito tempo achei que a ausência é falta.</p><p>E lastimava, ignorante, a falta.</p><p>Hoje não a lastimo.</p><p>Não há falta na ausência.</p><p>A ausência é um estar em mim.</p><p>E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,</p><p>que rio e danço e invento exclamações alegres,</p><p>porque a ausência, essa ausência assimilada,</p><p>ninguém a rouba mais de mim.</p><p>(Corpo, 2015.)</p><p>11. (Unesp 2021) As palavras podem mudar de classe gramatical sem sofrer modificação na forma. A este processo de enriquecimento vocabular pela mudança de classe das palavras dá-se o nome de “derivação imprópria”.</p><p>(Celso Cunha. Gramática do português contemporâneo, 2013. Adaptado.)</p><p>No contexto do poema “Ausência”, observa-se um exemplo de derivação imprópria no verso</p><p>a) “Hoje não a lastimo.”</p><p>b) “A ausência é um estar em mim.”</p><p>c) “que rio e danço e invento exclamações alegres,”</p><p>d) “ninguém a rouba mais de mim.”</p><p>e) “Por muito tempo achei que a ausência é falta.”</p><p>12. (Unesp 2021) Os três pronomes “a” do poema referem-se, respectivamente, a</p><p>a) ausência, falta, ausência.</p><p>b) ausência, ausência, falta.</p><p>c) falta, falta, ausência.</p><p>d) falta, ausência, ausência.</p><p>e) falta, ausência, falta.</p><p>13. (Famerp 2020) Considere a tirinha Garfield, de Jim Davis.</p><p>O pronome “este”, no terceiro quadrinho,</p><p>a) refere-se ao presente do personagem, em que não há diversão.</p><p>b) retoma o sentido das palavras “o mundo”.</p><p>c)</p><p>refere-se ao período em que o mundo diverte o personagem.</p><p>d) aponta para um momento em que o desejo do personagem se realizaria.</p><p>e) retoma o sentido da frase “o mundo existe para me divertir”.</p><p>14. (Uel 2020) Leia o texto sobre a origem da palavra “alvo” e responda aos itens a seguir.</p><p>ALVO - Adjetivo que significa “claro, branco”. Mas por que o adjetivo se tornou substantivo, com os significados de “ponto a que se dirige o tiro”, “ponto de convergência” ou “fim a que se dirigem desejos ou ações”? Nos estandes de tiros, usados para treinamento ou competição, usa-se um desenho de vários círculos concêntricos, com os maiores contendo os menores. De acordo com uma versão bastante difundida, o nome passou a ser usado porque o principal objetivo do atirador é acertar o círculo menor, o único que é inteiramente branco, ou alvo. Em português, alvo é sinônimo de branco, mas somente alvo tem o significado de “meta”. [...] Um dos</p><p>termos relacionados com alvo é “álbum” [album, em latim], que na Roma antiga designava um painel branco onde eram afixados avisos de juízes e pretores. Hoje, “álbum” designa livro onde são coladas, entre outras peças, assinaturas, fotografias, poemas, letras de músicas etc.</p><p>BUENO, M. A origem curiosa das palavras. Rio de Janeiro: José Olympio, 2003. p. 18.</p><p>a) Com base no texto, é correto afirmar que “alvo” deixou de ser adjetivo para ser substantivo? Explique.</p><p>b) Segundo o texto, o que aproxima e o que afasta “album” de “álbum”?</p><p>TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:</p><p>Leia o ensaio de Eduardo Giannetti a seguir.</p><p>A maçã da consciência de si. – O labrador dourado saltando com a criança na grama; o balé acrobático do sagui; a liberdade alada da arara-azul cortando o céu sem nuvens – quem nunca sentiu inveja dos animais que não sabem para que vivem nem sabem que não o sabem? Inveja dos seres que não sentem continuamente a falta do que não existe; que não se exaurem e gemem sobre a sua condição; que não se deitam insones e choram pelos seus desacertos; que não se perdem nos labirintos da culpa e do desejo; que não castigam seus corpos nem negam os seus desejos; que não matam os seus semelhantes movidos por miragens; que não se deixam enlouquecer pela mania de possuir coisas? O ônus da vida consciente de si desperta no animal humano a nostalgia do simples existir: o desejo intermitente de retornar a uma condição anterior à conquista da consciência. – A empresa, contudo, padece de uma contradição fatal. A intenção de se livrar da autoconsciência visando a completa imersão no fluxo espontâneo e irrefletido da vida pressupõe uma aguda consciência de si por parte de quem a alimenta. Ela é como o fruto tardio sonhando em retornar à semente da qual veio ao galho. [...] O desejo de saltar para aquém do cárcere do pensar se pode compreender – e até cultivar – em certa medida, mas o lado de fora não há. A consciência é irreparável; dela, como do tempo, ninguém torna atrás ou se desfaz. Desmorder a maçã não existe como opção.</p><p>(Trópicos utópicos, 2016.)</p><p>15. (Unesp 2020) a) No contexto do ensaio, o que significa “desmorder a maçã”?</p><p>b) Quais são os referentes dos três pronomes sublinhados no ensaio?</p><p>Gabarito:</p><p>Resposta da questão 1:</p><p>[E]</p><p>Na segunda estrofe, vemos o uso do pronome pessoal do caso oblíquo “o” no verso: “Para o levar à praça e ao terreiro.” Ao relermos a estrofe, é possível identificar que o pronome se refere ao vizinho, que seria espiado pelo olheiro e levado à praça e ao terreiro: Para levar o vizinho à praça e ao terreiro.</p><p>Resposta da questão 2:</p><p>[D]</p><p>Em [D], vemos as rimas entre um substantivo (conselheiro) e um adjetivo (inteiro), e entre um substantivo (vizinha) e um verbo (esquadrinha).</p><p>Resposta da questão 3:</p><p>[B]</p><p>Em “Filho, é chegado o momento em que tua vida exige a busca por novos horizontes, novos oportunidades de fortuna” e “que deus o proteja e ilumine nos caminho que hás de trilhar”, os pronomes relativos referem-se, respectivamente, aos seus antecedentes: “momento” e “caminho”, conforme transcrito na opção [B].</p><p>Resposta da questão 4:</p><p>[E]</p><p>Os dois termos sublinhados classificam-se como pronomes relativos e referem-se a termos que foram mencionados anteriormente. Em “bem na hora em que o menino esteja vivendo essa raiva”, o “que” relaciona-se ao vocábulo “hora”, já em “um terrível acidente, que o deixa estragado”, o termo “que” substitui o substantivo “acidente” e introduz uma oração subordinada adjetiva.</p><p>Resposta da questão 5:</p><p>[C]</p><p>Os pronomes relativos “que” têm como referentes as expressões anteriores, respectivamente e em sequência: efeito cascata, mercado editorial, crise, queda de vendas efeito cascata, mercado editorial, crise, queda de vendas, como transcrito em [C].</p><p>Resposta da questão 6:</p><p>[C]</p><p>O verbo “percorrer” não exige preposição e, assim, o pronome relativo não deve vir acompanhado de preposição. Além disso, o pronome refere-se a “trilhas”, substantivo feminino no plural, podendo adquirir a forma “as quais” ou o genérico “que”. Como nas alternativas só há a opção “que”, a resposta correta é a [C].</p><p>Resposta da questão 7:</p><p>[B]</p><p>O fato de o pronome reto “tu”, mais próximo e menos formal que o pronome de tratamento “você”, ter sido usado em outros momentos da História, a exemplo do que acontece hoje em várias cidades do Brasil, demonstra que a possibilidade de se usar tanto “tu” quanto “você” caracteriza a diversidade da língua, como mencionado em [B].</p><p>Resposta da questão 8:</p><p>[D]</p><p>Em [A], [B] e [C], o artigo definido sublinhado está relacionado ao substantivo imediatamente posterior e em [E], como preposição, faz parte da conjugação perifrástica “parou a olhá-lo”. Apenas na frase em [D], o pronome pessoal oblíquo “a” remete ao termo “palavra”, citado anteriormente.</p><p>Resposta da questão 9:</p><p>[A]</p><p>Os pares de palavras transcritos em [A] são exemplos de rimas ricas, ou seja, rima entre palavras de classes gramaticais diferentes: respectivamente, substantivo e verbo em “graça”/“passa” e substantivo e verbo em “regaço”/“faço”.</p><p>Resposta da questão 10:</p><p>[B]</p><p>Em [B], vemos o uso do pronome pessoal do caso oblíquo “a”, que retoma o termo “ciência”, mencionado anteriormente.</p><p>Resposta da questão 11:</p><p>[B]</p><p>Em [B], vemos que o verbo “estar” foi substantivado a partir do uso do artigo indefinido “um” que o antecede. Assim, vemos a derivação imprópria.</p><p>Resposta da questão 12:</p><p>[D]</p><p>Ao retomar os versos 2 e 3, identificamos o referente do primeiro pronome “a”: “E lastimava, ignorante, a falta./Hoje não a lastimo.”</p><p>Ao retomar os versos 5 e 6, identificamos o referente do segundo pronome “a”: A ausência é um estar em mim./ E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,”.</p><p>Ao retomar os dois últimos versos, identificamos o referente do último pronome “a”: “porque a ausência, essa ausência assimilada,/ninguém a rouba mais de mim.”</p><p>Resposta da questão 13:</p><p>[A]</p><p>O pronome “este” relaciona-se com o momento em que Garfield vê frustrada a sua crença de que o mundo é, para ele, uma constante diversão, ou seja, com o momento presente refletido na expressão de enfado do personagem que ilustra a frase “este deve ser o intervalo”, como se afirma em [A].</p><p>Resposta da questão 14:</p><p>a) Não. A palavra ALVO existe tanto como adjetivo (com o significado de “branco”) quanto como substantivo (com o significado de “meta”). Segundo o texto, o que antes era somente adjetivo passou a ser também substantivo: antigamente, em competições envolvendo mira, o ponto mais central de um desenho com círculos concêntricos era branco, ou “alvo”; logo, o que antes caracterizava a cor do círculo passou a designar o nome dele e, por extensão, de tudo aquilo que se quer mirar e atingir.</p><p>b) As palavras “album” e “álbum” se aproximam se considerarmos não só o fato de “álbum” ter-se originado de “album”, como também porque ambos são objetos onde se afixam/colam coisas: avisos, peças, assinaturas, fotografias, poemas, letras de músicas. Porém, essas palavras se afastam na medida em que hoje o objeto mudou e não há mais relação com a cor.</p><p>Resposta</p><p>da questão 15:</p><p>a) A expressão “desmorder a maçã” remete ao episódio bíblico do Génesis, momento simbólico em que o ser humano morde o fruto da árvore do conhecimento e, ao contrário dos outros animais irracionais, adquire autoconsciência. A partir desse momento, torna-se impossível retornar ao estado anterior em que as sensações captadas não sofriam influência da razão e a espontaneidade dominava a existência de todos os seres.</p><p>b) O pronome demonstrativo “o”, o reflexivo “se” e o oblíquo “a” remetem, anaforicamente, às expressões “para que vivem”, “seres” e “intenção”, respectivamente.</p><p>Resumo das questões selecionadas nesta atividade</p><p>Data de elaboração: 13/03/2023 às 21:06</p><p>Nome do arquivo: Lista Substantivo</p><p>Legenda:</p><p>Q/Prova = número da questão na prova</p><p>Q/DB = número da questão no banco de dados do SuperPro®</p><p>Q/prova Q/DB Grau/Dif. Matéria Fonte Tipo</p><p>1 217685 Elevada Português Unesp/2023 Múltipla escolha</p><p>2 217686 Média Português Unesp/2023 Múltipla escolha</p><p>3 221428 Média Português Unesp/2023 Múltipla escolha</p><p>4 222470 Elevada Português Famema/2023 Múltipla escolha</p><p>5 204610 Média Português Fuvest/2022 Múltipla escolha</p><p>6 206465 Média Português Famerp/2022 Múltipla escolha</p><p>7 204089 Média Português Enem/2021 Múltipla escolha</p><p>8 197339 Média Português Unesp/2021 Múltipla escolha</p><p>9 197432 Média Português Unesp/2021 Múltipla escolha</p><p>10 198500 Baixa Português Famerp/2021 Múltipla escolha</p><p>11 199885 Média Português Unesp/2021 Múltipla escolha</p><p>12 199884 Baixa Português Unesp/2021 Múltipla escolha</p><p>13 191023 Baixa Português Famerp/2020 Múltipla escolha</p><p>14 192523 Média Português Uel/2020 Analítica</p><p>15 190687 Média Português Unesp/2020 Analítica</p><p>Página 1 de 1</p><p>image1.wmf</p><p>image2.wmf</p>