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<p>ATIVIDADE INDIVIDUAL AVALIATIVA</p><p>COORDENAÇÃO:</p><p>CURSO: DIREITO</p><p>DISCIPLINA: BENS E NEGÓCIOS JURÍDICOS</p><p>Instruções:</p><p>A cada questão objetiva foi atribuído o valor de 1 (um) ponto e para as discursivas o valor de 2 (dois) pontos.</p><p>1ª. Parte: questões objetivas (justifique a alternativa correta em no máximo 3 linhas)</p><p>1- Prescrição e decadência</p><p>a) extinguem o direito de ação.</p><p>b) extinguem, respectivamente, o direito potestativo e a pretensão.</p><p>c) extinguem, respectivamente a pretensão e o direito potestativo.</p><p>d) extinguem a pretensão.</p><p>e) extinguem o direito subjetivo.LETRA C – ARTG. 189 DO CC. A prescrição é extinção da pretensão, esta nasce com violação do direito e extingue-se pela prescrição. A decadência, esta é o prazo de exercício do direito potestativo, acabado este prazo, extingue-se o direito potestativo pois ocorre a decadência.</p><p>2- Quanto à validade dos negócios jurídicos, considere as seguintes afirmações e responda:</p><p>I - É nulo o negócio jurídico quando apresente objeto impossível ou indeterminável.</p><p>II - É nulo e ineficaz o ajuste contratual que tem por objeto bem vinculado de inalienabilidade, feito sem autorização judicial, em razão da ilicitude de seu objeto.</p><p>III - É nulo o negócio jurídico celebrado com vício resultante de dolo, coação, estado de perigo ou fraude.</p><p>IV - É nulo o negócio jurídico simulado, mas subsistirá o que se dissimulou, se válido for, na substância e na forma.</p><p>a) Apenas I e III estão corretas.</p><p>b) Apenas II e IV estão corretas.</p><p>c) Apenas a alternativa III está incorreta.</p><p>d) Apenas as alternativas I e IV estão incorretas.</p><p>e) Nenhuma alternativa está correta.LETRA C - ERRADA, ART. 171, II, DO CC. É nulo quando celebrado por pessoa absolutamente incapaz; for ilícito, impossível ou indeterminável; motivo determinando comum a ambas as partes for ilícito, não revestir de forma prescrita em lei, tiver como objetivo fraudar a lei.</p><p>3-Para o Código Civil, o abuso do direito</p><p>a) é previsto como ato ilícito e gera responsabilidade ao agente ofensor, por desvio da finalidade social e econômica do ato tido por abusivo.</p><p>b) é previsto como ato ilícito, mas não gera responsabilidade ao agente ofensor, por não se tratar de ato ilegal.</p><p>c) é previsto como ato lícito, não gerando responsabilidade ao ofensor.</p><p>d) não é previsto no Código Civil, mas apenas na doutrina e na jurisprudência.</p><p>e) é previsto como ato ilícito, gerando apenas a possibilidade de desfazimento do ato, sem outras cominações legais.</p><p>LETRA “A”. Em sede doutrinaria, é recorrente a tese de que o art. 186 do CC conteria uma cláusula geral de responsabilidade por culpa, enquanto o art. 187 do CC daria uma cláusula geral de ilicitude de natureza objetiva.</p><p>4- Segundo o Código Civil,</p><p>a) a deterioração ou a destruição da coisa alheia, ou a lesão a pessoa, a fim de remover perigo iminente, constitui ilícito.</p><p>b) o abuso do direito é um ato ilícito, cometido por quem, ao exercê-lo, excede manifestamente os limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons costumes.</p><p>c) o negócio jurídico nulo pode ser confirmado pelas partes, salvo direito de terceiro.</p><p>d) o negócio jurídico simulado, com subsistência do ato dissimulado, se for eficaz na substância e na forma, é anulável.</p><p>e) o vício resultante do estado de perigo gera a ineficácia do negócio jurídico.LETRA B - ART. 187 DO CC. Traz o chamado ilícito equiparado, que é o abuso de direito. Ele traduz no exercício irregular de um direito. Os parâmetros que a lei traz para a verificação se o abuso de direito está ou não configurado é: fim econômico ou social; boa-fé; bons costumes.</p><p>2ª. Parte: questões discursivas (responda em no máximo 6 linhas)</p><p>1- Júlia e Mateus, noivos e sem experiência acerca de imóveis, decidiram comprar um apartamento. André, corretor de imóveis que os atendeu, percebendo a inexperiência do casal, alterou o valor do contrato de venda e compra do imóvel para três vezes acima do preço de mercado. O contrato foi celebrado e, no ano seguinte, após terem pago a maior parte das parcelas, em uma conversa com um amigo corretor de imóveis, Júlia e Mateus descobriram o caráter abusivo do valor entabulado e decidiram ajuizar uma ação com o objetivo de permanecerem no imóvel e serem ressarcidos somente do valor excedente já pago.</p><p>Considerando a situação hipotética, em conformidade com o disposto no Código Civil, deve ser alegado algum vício de consentimento no respectivo negócio jurídico? Justifique.</p><p>Lesão: André se aproveitou da inexperiência de Julia e Mateus aumentando o valor para 3vezes acima do preço de mercado, ocorreu o vício de consentimento denominado lesão (art. 157 do CC) que se configura quando alguém obtém o lucro manifestamente desproporcional ao valor real do objeto do negócio, aproveitando-se da inexperiência ou da premente necessidade do outro contratante. Segundo o art. 171, II é possível anulação do negócio por vicio resultante de lesão. Portanto, ocorreu vicio de lesão, sendo possível tanto a anulação do negócio como a sua revisão judicial.</p><p>2- Paulo, assim que ficou viúvo, casou-se com a sua enteada, Amanda. Dez anos após a celebração do casamento o Ministério Público, com base no artigo 1.549 do Código Civil, requer a nulidade do mesmo, haja vista a expressa proibição quanto ao casamento das pessoas unidas pelo parentesco (parentesco por afinidade da linha reta, enteada e padrasto, proibido pelo art. 1521, inc. II do CC). O casal indaga que não seria possível, depois de tanto tempo. Pode ser alegada a prescrição ou a decadência após os 10 anos? Justifique com base na doutrina.: (2p)</p><p>O Art. 1521, II – a lei expressamente proíbe o casamento entre aparentados por afinidade em linha reta. 2. O Art. 166, VII, traz que o negócio jurídico será nulo quando a lei o proibir. 3. O Art. 169 traz a imprescritibilidade dos atos nulos. Assim, não tem como alegar prescrição ou decadência no caso, se tornou nulo no momento.</p><p>3- Maria compra uma bela casa e duas semanas após a compra, sentiu-se incomodada com uma janela da casa vizinha, aberta a 80 cm da linha divisória entre os dois terrenos. Maria se sente invadida em sua privacidade e decide tomar uma providência. Os vizinhos argumentam que aquela situação já existia em relação aos antigos proprietários, com quem conviveram ao longo de 8 anos. Maria pesquisou no Código Civil e verificou que os artigos 1.301 e 1.302 do Código dá ao prejudicado o prazo de um ano e um dia para reclamar. Pergunta-se: (2p)</p><p>a) – O direito previsto no art.1302 do Código Civil é subjetivo ou potestativo? Explique.</p><p>b) – O prazo em questão é de prescrição ou decadência? Justifique.</p><p>Direito Subjetivo, pois</p><p>image1.png</p>

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