Prévia do material em texto
<p>1- Qual é a diferença entre direito autoral e patrimonial?</p><p>O que é o direito autoral: São direitos previstos em uma lei específica para o autor de uma obra, ou seja, aquele que cria possui uma lei própria que prevê garantias sob sua criação e o protege de pessoas mal-intencionadas.</p><p>O direito autoral é previsto na Lei de Direito Autoral 9.610/98, nesta lei os direitos do autor são abordados e quais os efeitos da lei no território brasileiro.</p><p>As obras protegidas por essa lei são: letras de músicas e composições, fotografias, software, livros e e-books, cursos também entra, textos, artigos, sermões.</p><p>Direito Patrimonial: Refere-se à utilização econômica da obra, é exclusivo ao autor a explorar de modo comercial. Mediante esse direito, o autor pode comercializar a sua criação, pode proibir a comercialização, por exemplo, um escritor de um livro pode proibir cópias não autorizadas de seu livro.</p><p>Outro ponto importante destacar é que deve ser solicitado ao autor autorização para traduzir a sua obra, uma adaptação para uma música, por exemplo, também se faz necessário valer-se de autorização.</p><p>2) Como você entende essa questão de uma empresa contratar um funcionário para um cargo de criação, e ele, depois de demitido, voltar-se contra a empresa exigindo seus direitos pela obra criada?</p><p>Tal questão envolve um conjunto de aspectos legais e contratuais que precisam ser analisados com cuidado. Em muitas jurisdições, a criação de obras por funcionários durante o período de emprego é regulamentada por contratos de trabalho e pelas leis de propriedade intelectual. Normalmente, o contrato de trabalho estabelece que toda obra ou invenção criada pelo funcionário, no exercício de suas funções, pertence à empresa.</p><p>Isso é especialmente comum em cargas de criação, como designers, programadores ou profissionais de marketing, onde se espera que eles desenvolvam materiais originais como parte de suas atribuições.</p><p>As leis de direitos autorais geralmente especificam que, no caso de obras criadas por funcionários em relação ao trabalho, a titularidade dos direitos autorais pode ser da empresa. Isso é conhecido como "trabalho”</p><p>Cabe esclarecer que não há na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) nenhum dispositivo que proíba a empresa de demitir um funcionário e posteriormente recontratá-lo.</p><p>Em todos os casos de recontratação, o empregador deve ficar atento sobre o que disciplina a legislação. Isso porque o artigo 453 da CLT disciplina que o tempo de serviço do empregado anterior à readmissão poderá ser computado juntamente com o novo contrato:</p><p>“Art. 453 – No tempo de serviço do empregado, quando readmitido, serão computados os períodos, ainda que não contínuos, em que tiver trabalhado anteriormente na empresa, salvo se houver sido despedido por falta grave, recebido indenização legal ou se aposentado espontaneamente.”</p><p>É importante lembrar que é proibida a recontratação de empregados com novo contrato de experiência para a mesma função. Temos que levar em consideração que as habilidades e o temperamento já foram testados, de modo que se a empresa insistir neste procedimento, o contrato de experiência será considerado nulo.</p><p>3) Como a empresa ou o funcionário pode argumentar ou mesmo se resguardar diante de casos assim?</p><p>Tanto a empresa quanto o funcionário podem resguardar e argumentar de forma eficaz diante de disputas sobre a propriedade de obras criadas durante o contrato de trabalho, tomando medidas preventivas e utilizando bases legais claras.</p><p>Uma boa resposta para lidar com casos de disputa sobre propriedade de obras criadas por funcionários precisa considerar tanto a perspectiva jurídica quanto a prática da gestão. É importante que as empresas se antecipem a essas situações e que os funcionários entendam seus direitos e deveres. Explicitar nos contratos de trabalho que, qualquer criação ou invenção feita durante o local de trabalho ou com os recursos da empresa pertence a ela. Isso evita ambiguidades sobre a propriedade intelectual. A empresa deve manter registros detalhados de como e quando uma obra foi desenvolvida, para provar que a criação foi parte do trabalho remunerado.</p>