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<p>Quimioterapia</p><p>Enf. Esp. Elayne Ramos</p><p>Especialista em Oncologia (UPE/HCP)</p><p>Residente em Hematologia e Hemoterapia (UPE/HEMOPE)</p><p>Docente em Enfermagem.</p><p>Assuntos abordados</p><p>• História dos antineoplásicos</p><p>• Divisão celular e cinética tumoral;</p><p>• Classificação dos antiNeoplásicos clássicos</p><p>• Administração de antineoplásicos</p><p>• Efeitos colaterais das quimioterapias e cuidados de</p><p>enfermagem</p><p>CIRURGIA E RADIOTERAPIA</p><p>Outra modalidade</p><p>de tratamento</p><p>tumoral, sendo</p><p>que de</p><p>característica</p><p>local. São métodos</p><p>mais antigos que a</p><p>quimioterapia</p><p>Quimioterapia - qt</p><p>É uma modalidade</p><p>sistêmica de tratar</p><p>tumores malignos</p><p>além de permitir o</p><p>tratamento de</p><p>metástase não</p><p>detectadas.</p><p>HISTÓRICO DOS ANTINEOPLÁSICOS</p><p>Tudo começou na I</p><p>Guerra mundial.</p><p>(1914 – 1918)</p><p>Mostarda sulfurada – mostarda de enxofre – Iperita –</p><p>H 🡪 são nomes para o gás de mostarda;</p><p>** trata-se de um gás vesicante, incolor, que tem cheiro</p><p>azedo lembrando a mostarda (por isso o nome)</p><p>*** pouco solúvel em água, adere ao tecido adiposo</p><p>formando bolhas e queimaduras na pele.</p><p>**** reação de hidrólise com tecidos corporais</p><p>formando ácido clorídrico podendo levar a cegueira,</p><p>lesões pulmonares e morte por asfixia.</p><p>• 1860 – Guthrier - sintetizou a primeira</p><p>mostarda sulfurada</p><p>• **1887 – Meyer – descobriu seus efeitos</p><p>vesicantes;</p><p>• ***1917 – foi usada na I guerra mundial como</p><p>arma de guerra.</p><p>• 1918 – Lynch e Cols – descobriram seus efeitos neutropenicos e</p><p>aplásicos , destruição de tecido linfático e úlcera gastrointestinais .</p><p>• 1935 – Jany e Sellen – descobriram que a mostarda tem o poder de</p><p>inibir a glicólise em células malignas</p><p>• durante muitos anos na história vários pesquisadores foram</p><p>descobrindo as propriedades da mostarda sulfurada, porém deixaram</p><p>devido a dificuldade de manusear a substância.</p><p>• Os compostos da mostrada nitrogenada são</p><p>hidrossolúveis, mais estáveis e de menor poder</p><p>vesicante;</p><p>• ** 1943 – experiência clínica verificando acentuada</p><p>melhora em pacientes com linfoma de Hodking.</p><p>1956</p><p>Constatou-se a cura do primeiro tumor e foi</p><p>realizado o primeiro transplante de medula óssea.</p><p>Ciclo celular</p><p>As quimioterapias são fármacos</p><p>que atuam interferindo no</p><p>processo celular de crescimento e</p><p>divisão. A maioria desses agentes</p><p>não possuem especificidade</p><p>celular e são tóxicos a tecidos</p><p>com alta atividade mitótica e</p><p>ciclos celulares curtos.</p><p>Para compreender o mecanismo de</p><p>ação dos quimioterápicos é</p><p>importante entender sobre o ciclo</p><p>celular e cinética tumoral. Este ciclo</p><p>ocorre em uma sequencia de eventos e</p><p>a premissa dos quimioterápicos é que</p><p>eles interdiram nessa sequencia de</p><p>eventos de forma antiprolinferativa.</p><p>Fase g2</p><p>Amadurecimento</p><p>celular para</p><p>completa replicação</p><p>FASE M</p><p>Divisão celular com</p><p>todas as suas fases.</p><p>Fase G1</p><p>Cromatina não se</p><p>encontra distinguivel</p><p>como cromossomo.</p><p>Aumento de</p><p>citoplasma.</p><p>FASE s</p><p>Aumento do DNA e</p><p>RNA. Separação da</p><p>dupla hélice</p><p>Genes de supressão tumoral (check points)</p><p>Genes de supressão tumoral (check points)</p><p>Gene supressor de tumor Função</p><p>P 53 Parada do ciclo celular e apoptose</p><p>PTEN Bloqueia progressão celular a partir do G1</p><p>PI3K É uma via de sinalização intracelular importante</p><p>na regulação do ciclo celular. Portanto, está</p><p>diretamente relacionado à proliferação celular,</p><p>câncer e longevidade.</p><p>MAPK Respondem a estímulos extracelulares e regulam</p><p>várias atividades celulares, como expressão</p><p>gênica, mitose, diferenciação, sobrevivência</p><p>celular e apoptose.</p><p>cinética tumoral</p><p>CELULAS QUE</p><p>NASCEM</p><p>CELULAS QUE</p><p>MORREM</p><p>FEEDBACK 🡪 HOMEOSTASE</p><p>CONTROLE DE DIVISÃO CELULAR</p><p>CONTROLE DE DIVISÃO CELULAR Tumoral</p><p>Crescimento acelerado</p><p>desordenado</p><p>Inibição da Apoptose;</p><p>Angiogênese tumoral;</p><p>Quanto maior a massa menor</p><p>o O2 ( Infarto tumoral);</p><p>CONTROLE DE DIVISÃO CELULAR</p><p>Taxa de</p><p>divisão</p><p>celular.</p><p>Crescimento</p><p>tumoral</p><p>A redução do volume tumoral por meio dos recursos de cirurgia e</p><p>radioterapia tem a finalidade de acelerar a taxa de crescimento</p><p>tornando a massa residual mais sensível a ação dos quimioterápicos</p><p>Tabela tempo de duplicação celular e fração de crescimento tumoral</p><p>VOLUME</p><p>TUMORAL</p><p>TEMPO DE</p><p>DUPLICAÇÃO</p><p>FRAÇÃO DE</p><p>CRESCIMENTO</p><p>2 mg 12h 100%</p><p>25 mg 0,7h 61%</p><p>250 mg 1,2h 40%</p><p>750 mg 1,8h 25%</p><p>1,300 mg 2,7h 19%</p><p>Classificação da qt segundo a finalidade</p><p>adjuvante</p><p>Tratamento sistemico após</p><p>tratamento cirurgico associado</p><p>ou não a RTX</p><p>curativa</p><p>Tratamento sistemico</p><p>definitivo.</p><p>PALIATIVA</p><p>Objetiva o alívio dos sintomas e</p><p>melhor qualidade de vida, aumento</p><p>de sobrevida. Não visa a cura.</p><p>neoadjuvante</p><p>Tratamento cirurgico antes</p><p>de procedimento cirurgico</p><p>ou RTX</p><p>01 02</p><p>03 04</p><p>Classificação da qt segundo atuação no ciclo celular</p><p>CICLO ESPECÍFICO</p><p>FASE ESPECÍFICO</p><p>Quimioterápicos</p><p>clássicos</p><p>Quimioterapia</p><p>O que seriam quimioterápicos</p><p>• As quimioterapias são</p><p>substâncias tóxicas que</p><p>atuam de forma sistêmica no</p><p>ciclo celular.</p><p>Quimioterápicos</p><p>Clássicos em</p><p>Onco-hematologia</p><p>Características dos Quimioterápicos</p><p>• Não-vesicantes: Aqueles que não causam necrose</p><p>tissular (dano ao tecido) quando extravasados.</p><p>• Vesicantes: Causam necrose tissular quando</p><p>extravasados.</p><p>• Irritantes: Provocam ardor e inflamação temporária no</p><p>local de extravasamento.</p><p>*Alguns quimioterápicos podem ser tanto</p><p>irritantes quanto vesicantes.</p><p>Características dos Quimioterápicos</p><p>• Os quimioterápicos vesicantes são administrados</p><p>exclusivamente por via endovenosa e podem causar</p><p>intensa toxicidade dermatológica local em casos de</p><p>extravasamento.</p><p>Vincristina;</p><p>Vimblastina;</p><p>Idarrubicina;</p><p>Daunoblastina;</p><p>Doxorrubicina;</p><p>Dacarbazina;</p><p>Mitoxantrona em altas</p><p>concentrações.</p><p>Alquilantes</p><p>• Compostos capazes de substituir em outra molécula um</p><p>átomo de hidrogênio por um radical alquil.</p><p>• São agentes altamente eletrofílicos, que reagem com</p><p>nucleófilos formando ligações covalentes fortes</p><p>impedindo a replicação do DNA.</p><p>Ciclofosfamida</p><p>Melfalano</p><p>Tipo</p><p>Mostardas nitrogenadas</p><p>Agentes Quimioterápicos Alquilantes</p><p>Agentes Quimioterápicos</p><p>Alquilantes</p><p>• Indicações: LLC, LMC, LMA, LLA.</p><p>Estabilidade</p><p>24h TA</p><p>06 dias 2-8 °C</p><p>Vias de ADM</p><p>EV e VO</p><p>Tempo de Infusão</p><p>01-24 h</p><p>Instituir medidas de proteção vesical, para</p><p>prevenção da cistite hemorrágica em doses acima</p><p>de 100mg/m2 como: medicação uroprotetora.</p><p>Potencial vesicante/irritante: pode ser irritante.</p><p>CICLOFOSFAMIDA (CTX)</p><p>Agentes Quimioterápicos Alquilantes</p><p>CISTITE HEMORRÁGICA AGUDA GRAVE</p><p>Ciclofosfamida (CTX)</p><p>Agentes Quimioterápicos Alquilantes</p><p>MELFALANO</p><p>• Indicações: tratamento de mieloma múltiplo</p><p>Estabilidade</p><p>90 min</p><p>Vias de ADM</p><p>EV e VO</p><p>Tempo de Infusão</p><p>20 min</p><p>TMO</p><p>Potencial vesicante/irritante: pode ser irritante.</p><p>• Administrar com estômago vazio (1 hora antes ou 2 horas</p><p>após a refeição).</p><p>Agentes</p><p>Antimetabólicos</p><p>• Afetam as células inibindo a</p><p>biossíntese dos componentes</p><p>essenciais do DNA, impedindo a</p><p>multiplicação e a função normais da</p><p>célula.</p><p>• Atuam contra células que se</p><p>encontram na fase S do ciclo celular.</p><p>Agentes Antimetabolicos</p><p>Tipo</p><p>Análogos do ácido</p><p>fólico</p><p>Análogos da pirimidina</p><p>Análogos das purinas</p><p>METOTREXATO</p><p>CITARABINA</p><p>FLUDARABINA</p><p>CITARABINA</p><p>FLUDARABINA</p><p>Agentes Antimetabolicos</p><p>INDICAÇÃO:LLA, LMA pró-mielocítica.</p><p>Estabilidade</p><p>24h TA</p><p>Vias de ADM</p><p>EV, VO, SC,</p><p>IM; IT</p><p>Tempo de Infusão</p><p>Doses</p><p>(MTZ)</p><p>• INDICAÇÕES: LMA (M3)</p><p>Estabilidade</p><p>7 DIAS TA</p><p>Vias de ADM</p><p>EV</p><p>Tempo de Infusão</p><p>5-15 '</p><p>Potencial vesicante/irritante:</p><p>vesicante</p><p>Agentes Antimetabólicos</p><p>CITARABINA (ARA-C)</p><p>• Indicação: Leucemias e linfomas</p><p>• Posologia: protocolos individuais por doenças e paciente.</p><p>Estabilidade</p><p>08 dias TA</p><p>Vias de ADM</p><p>EV, SC; IT</p><p>Tempo de Infusão</p><p>01- 03 h ou IC</p><p>IT e SC BOLUS</p><p>Doses IV ≥ 1,5 g/m2</p><p>1-2 gts 6/6 h durante e 2-7</p><p>dias após o uso de ARA-CDexametasona a 0,1%</p><p>Agentes Antimetabólicos</p><p>• Indicação: Síndrome mielodisplásica.</p><p>Doses acima de 4 mL</p><p>devem ser divididas</p><p>igualmente em 2</p><p>seringas e injetadas</p><p>em locais separados.</p><p>presença de cristais não dissolvidos</p><p>nas injeções subcutâneas podem</p><p>provocar lesões no local.</p><p>AZACITIDINA (VIDAZA)</p><p>Agentes Antimetabólicos</p><p>• Indicação: leucemia linfocítica crônica das células B (LLC);</p><p>Linfoma não-Hodgkin (LNH).</p><p>Estabilidade</p><p>08 h</p><p>Vias de ADM</p><p>EV, VO</p><p>Tempo de Infusão</p><p>30 min</p><p>FLUDARABINA</p><p>Antibióticos Antitumorais</p><p>• Interage com o DNA mas não</p><p>atua especificamente sobre</p><p>determinada fase do ciclo</p><p>celular;</p><p>• Atuam nas células de forma</p><p>inespecífica;</p><p>• NADIR: 10 a 14 após a</p><p>aplicação e a recuperação</p><p>medular por volta do 21° dia.</p><p>Antibióticos Antitumorais</p><p>Tipo</p><p>Actinomicina D</p><p>Doxorrubicina*</p><p>Daunorrubicina*</p><p>Bleomicina *</p><p>Idarrubicina *</p><p>Mitramicina</p><p>Mitomicina</p><p>Antibióticos Antitumorais</p><p>DAUNORRUBICINA</p><p>• Indicações: Leucemia aguda (linfocítica, mielocítica e</p><p>eritrocitária).</p><p>Estabilidade</p><p>24 h</p><p>Vias de ADM</p><p>EV, VO</p><p>Tempo de Infusão</p><p>30 - 45 minutos</p><p>Potencial vesicante/irritante: pode ser vesicante.</p><p>Nunca administrar IM ou subcutâneo.</p><p>Antibióticos Antitumorais</p><p>Indicações: tratamento de leucemias, linfomas, mieloma</p><p>múltiplo</p><p>• Potencial vesicante/irritante: vesicante.</p><p>• Cardiovasculares: cardiotoxicidade aguda - alterações da onda</p><p>ST-T, anormalidades eletrocardiográficas.</p><p>Estabilidade</p><p>7 dias TA</p><p>15 dias 2 - 8ºC</p><p>Vias de ADM</p><p>EV</p><p>Tempo de Infusão</p><p>15 - 60 minutos.</p><p>DOXORRUBICINA</p><p>Antibióticos Antitumorais</p><p>IDARRUBICINA</p><p>Indicação: Leucemia Mieloide Aguda); LLA (Leucemia Linfocítica Aguda.</p><p>Estabilidade</p><p>24 h TA</p><p>48 h 2 – 8 °C</p><p>Via de ADM</p><p>EV</p><p>Tempo de Infusão</p><p>15’</p><p>Potencial vesicante/irritante: vesicante</p><p>Nadir: 10 - 15 dias e recuperação: 21 - 28 dias;</p><p>Alcaloides da vinca</p><p>Indicação: leucemia aguda, doenças de Hodgkin, linfoma não-</p><p>Hodgkin</p><p>Tempo de infusão: a administração</p><p>intratecal é fatal.</p><p>Potencial vesicante/irritante:</p><p>vesicante.</p><p>Estabilidade</p><p>14 dias 2 -</p><p>8ºC,</p><p>Vias de ADM</p><p>EV</p><p>Tempo de Infusão</p><p>15’</p><p>VINCRISTINA (ONCOVIN)</p><p>Catharanthus roseus</p><p>Produtos diversos</p><p>BORTEZOMIBE (VELCADE)</p><p>• Indicações: tratamento do mieloma múltiplo</p><p>Estabilidade</p><p>08 h TA</p><p>3 dias 2 – 8 °C</p><p>VIas de ADM</p><p>SC ou IV</p><p>Tempo de Infusão</p><p>3-5 seg</p><p>Potencial vesicante/irritante:</p><p>pode ser irritante</p><p>Gastrointestinais: diarreia, náusea</p><p>Dor local.</p><p>Produtos diversos</p><p>• Categoria Terapêutica: fator estimulador de colônias de</p><p>granulócitos humanos.</p><p>• Indicações: estimulante da produção de granulócitos na</p><p>neutropenia induzida por quimioterapia; neutropenia</p><p>crônica severa; mobilização das células progenitoras em</p><p>pacientes que farão coleta de células progenitoras do</p><p>sangue periférico</p><p>FILGRASTIM (Granulokine)</p><p>Cálculo de Superfície Corporal</p><p>Protocolos</p><p>Manutenção Consiste em administrar uma baixa dose de</p><p>determinada droga quimioterápica durante meses ou anos</p><p>após a consolidação.</p><p>Consolidação É a quimioterapia administrada após o paciente</p><p>se recuperar da indução, com o objetivo de destruir as células</p><p>de leucemia remanescentes.</p><p>Indução É a primeira fase do tratamento, que tem o objetivo</p><p>de eliminar do sangue as células de leucemia (blastos) e</p><p>reduzir seu número na medula óssea.</p><p>LEUCEMIA MIELOIDE AGUDA</p><p>LEUCEMIA LINFOCÍTICA</p><p>AGUDA</p><p>LEUCEMIA</p><p>LINFOCÍTICA</p><p>AGUDA</p><p>LEUCEMIA MIELOIDE AGUDA</p><p>(EXCETO PROMIELOCÍTICA)</p><p>LEUCEMIA MIELOIDE AGUDA</p><p>ADMINISTRAÇÃO DE QUIMIOTERÁPICOS</p><p>+ 100 Antineoplásicos em</p><p>uso clínico</p><p>Assunto importante :</p><p>Manuseio de</p><p>quimioterápicos</p><p>LEGISLAÇÃO que estabelece os requisitos mínimos para o</p><p>funcionamento de Serviço de Terapia Antineoplásica</p><p>EXIGE CONHECIMENTO EM :</p><p>• Fisiopatologia do câncer</p><p>• Farmacologia dos</p><p>quimioterápicos</p><p>• Cuidados de enfermagem na</p><p>administração</p><p>• Complicações decorrentes do</p><p>tratamento e da patologia</p><p>• Toxicidades ou efeitos</p><p>colaterais</p><p>RESOLUÇÃO COFEN Nº 569/2018</p><p>Conservação e transporte</p><p>Transporte do</p><p>medicamento citotóxico</p><p>– recipiente isotérmico</p><p>exclusivos, protegido da</p><p>incidência de luz solar.</p><p>Quem transporta deve ter</p><p>treinamento de biossegurança</p><p>para o caso de incidentes</p><p>KIT DE</p><p>DERRAMAMENTO • Avental impermeável;</p><p>• 02 luvas de procedimento;</p><p>• Máscara facial de carvão</p><p>ativado;</p><p>• Óculos com proteção lateral;</p><p>• 02 compressas absorventes;</p><p>• Sabão neutro;</p><p>• 01 saco identificado como</p><p>lixo tóxico;</p><p>• Formulário com registro de</p><p>acidente.</p><p>• Recipiente para recolher</p><p>resíduos de acordo com</p><p>RDC/Anvisa n° 306,</p><p>Acidentes pessoais e ambientais</p><p>• Protocolos de condutas – em caso de contato com</p><p>pele e olhos, acidentes com perfurocortante.</p><p>• Registrar todos os acidentes em formulários específicos</p><p>• Lavar as mãos rigorosamente antes e após</p><p>colocação das luvas</p><p>• Utilizar avental longo, com baixa liberação de</p><p>partículas, baixa permeabilidade , frente</p><p>fechada, com mangas longas e punho elástico.</p><p>• Utilizar equipos e conectores adequados.</p><p>• Manter uma gaze próxima das conexões para</p><p>eventuais vazamentos.</p><p>• Observar possíveis vazamentos no circuito do</p><p>equipo</p><p>Implicações para</p><p>enfermagem</p><p>Administração dos quimioterápicos</p><p>via oral</p><p>intratecal</p><p>arterial</p><p>subcutânea</p><p>intramuscular</p><p>intrapleural, intraperitoneal e</p><p>intravesical.</p><p>intravenosa</p><p>• Simples</p><p>• Econômica</p><p>• Não invasiva</p><p>• Menos tóxica</p><p>• Boa absorção em pacientes</p><p>com TGI sem anormalidades</p><p>• Indolor</p><p>VANTAGENS</p><p>VIA ORAL</p><p>• Paciente consciente, livre de vômitos</p><p>e dificuldade de deglutição</p><p>• Contraindicação:Disfagia, êmese e</p><p>deficit neurológico</p><p>• Absorção GI é + lenta e menos</p><p>precisa</p><p>- Limitando assim o uso desta via</p><p>DESVANTAGENS</p><p>VIA ORAL</p><p>Implicações para enfermagem</p><p>- Não encostar no comprimido, utilizar a tampa ou</p><p>luvas</p><p>- Diluição do medicamento, se necessário, em água,</p><p>administrar assim que diluir</p><p>- Se paciente vomitar, repetir administração.</p><p>- Informar paciente sobre efeitos colaterais</p><p>- Recomenda-se oferecer calendário para registro de</p><p>datas e horários e doses dos medicamentos, para</p><p>checar cada ingestão, profissional deve supervisionar.</p><p>• Bussulfano</p><p>• Capecitabina</p><p>• Ciclofosfamida</p><p>• Clorambucil</p><p>• Metotrexato</p><p>• Lomustina</p><p>• Imatinibe*</p><p>• Melfalana</p><p>VIA INTRAMUSCULAR E SUBCUTÂNEA</p><p>VANTAGENS</p><p>• Rápida administração</p><p>• Ação mais rápida da droga</p><p>• Intramuscular + volume</p><p>• Avanço dos agentes biológicos</p><p>• essa técnica se tornou rotina</p><p>DESVANTAGENS</p><p>• Toxicidade dermatológica local de</p><p>grande parte dos quimioterápicos</p><p>impede o uso dessa via</p><p>• Absorção é mais lenta e menos precisa</p><p>do que via intravenosa</p><p>• Necessário profissional de especializado</p><p>• Procedimento invasivo – provoca dor</p><p>VIA INTRAMUSCULAR E SUBCUTÂNEA</p><p>Implicações para enfermagem</p><p>• Imunodepresão, leucopenia,</p><p>trombocitopenia, fragilidade cutânea e</p><p>vascular</p><p>• Rigorosa assepsia, punção cuidadosa,</p><p>utilizar agulha de calibre adequado,</p><p>rodízio no local da aplicação, efetiva</p><p>compressão no local</p><p>• Evitar fricção excessiva e</p><p>calor no local puncionado</p><p>• Diluição em pequenos</p><p>volumes (SF ou AD)</p><p>VIA ENDOVENOSA</p><p>VANTAGENS</p><p>• Via mais comum para o</p><p>paciente oncológico</p><p>• Mais segura com relação</p><p>ao nível sérico do</p><p>fármaco e absorção</p><p>DESVANTAGENS</p><p>• Cuidados quanto aos fármacos vesicantes</p><p>(causar necrose e inflamação intensa)</p><p>• Desgaste progressivo da rede venosa</p><p>periférica</p><p>• Procedimento invasivo</p><p>• Complicações: flebite, dor, eritema,</p><p>urticária, vasoespamo, hiperpigmentação</p><p>venosa, necrose tecidual secundária ao</p><p>extravasamento</p><p>Implicações para</p><p>enfermagem</p><p>• Treinamento e habilidade técnica,</p><p>principalmente para fármacos</p><p>vesicantes</p><p>• Critérios de escolha para vaso</p><p>sanguíneo, técnica de punção,</p><p>fixação e medidas de prevenção do</p><p>extravasamento</p><p>• Reconhecer : Quimioterápicos</p><p>vesicantes e irritantes.</p><p>Quimioterápicos vesicantes</p><p>Quimioterápicos irritantes</p><p>• Daunorrubicina</p><p>• Doxorrubicina</p><p>• Idarrubicina</p><p>• Vimblastina</p><p>• Vincristina</p><p>• Oxaliplatina</p><p>• Carboplatina</p><p>• Carmustina</p><p>• Docetaxel</p><p>• Mitoxantrona</p><p>• Mecloretamina</p><p>• Cisplatina</p><p>VIA INTRATECAL</p><p>• Atravessa barreira</p><p>hematoliquórica</p><p>• Expõe liquor, meninges e SN</p><p>a concentração efetiva de</p><p>antineoplásico</p><p>VANTAGENS</p><p>Fármacos utilizados</p><p>• Citarabina</p><p>• Metotrexato</p><p>• Dexametasona</p><p>(corticoíde)</p><p>M A D I T</p><p>DESVANTAGENS</p><p>VIA INTRATECAL</p><p>• Punção da coluna lombar por</p><p>médico neurologista ou oncologista</p><p>clínico habilitado</p><p>• Auxiliar no posicionamento do</p><p>paciente (decúbito lateral)</p><p>• Enfermeiro orienta paciente quanto ao</p><p>repouso por 2 horas, pós</p><p>administração, prevenindo cefaleia</p><p>• Observar reações : rigidez na nuca,</p><p>vômitos, vertigem, sonolência,</p><p>convulsões, dor lombar, irritabilidade</p><p>• Comunicar ao paciente e familiar</p><p>sobre o tratamento a ser executado</p><p>Implicações para</p><p>enfermagem</p><p>CHECKLIST PARA ADMINISTRAÇÃO DE</p><p>QUIMIOTERAPIA</p><p>• Verificar estado físico, cognitivo e</p><p>emocional do paciente</p><p>• Verificar diagnóstico e plano de</p><p>tratamento</p><p>• Certificar que paciente tem noções</p><p>sobre cuidados com cateter,</p><p>autocuidado</p><p>• Conferir prescrição medica: nome da</p><p>droga, dosagem, via, velocidade,</p><p>sequência de infusão, data início D1,</p><p>drogas e soros pré-quimio, questionar</p><p>se necessário</p><p>• Analisar dose conforme o peso, altura e</p><p>superfície corporal, recalcular dose se</p><p>necessário.</p><p>• Certificar identidade do paciente</p><p>• Conferir etiquetas das drogas, reunir</p><p>material para aplicação</p><p>• Checar acesso, bom fluxo e refluxo</p><p>• Aplicar pré medicações 20 a 30 minutos</p><p>antes da quimio ( difenidramina,</p><p>metoclopramida ou ondasetrona e</p><p>omeprazol)</p><p>• Lavar a via com SF 0,9%, entre o uso de</p><p>drogas, antes e depois do quimioterápico</p><p>• Evitar aplicar drogas vesicantes em veias</p><p>puncionadas + de 24 h</p><p>• Descarte o material de uso, conforme</p><p>recomendações de segurança</p><p>• Registre, sem omitir detalhes: via de</p><p>acesso, hora.</p><p>COMUNICAÇÃO</p><p>ABERTA Ouça o paciente, considere</p><p>suas queixas e conselhos</p><p>quanto ao local de punção</p><p>Nunca desencoraje a</p><p>participação do paciente,</p><p>mesmo se sua preferência</p><p>não for a melhor opção</p><p>Enquanto administra</p><p>drogas aproveite para tirar</p><p>dúvidas, ensinar e</p><p>aconselhar familiares e</p><p>paciente</p><p>Administração em push</p><p>• Orienta paciente/familiar sobre o</p><p>procedimento</p><p>• Informar medicação utilizada</p><p>• Técnica rápida velocidade, sem</p><p>exceder 15 minutos</p><p>Administração sob bomba de infusão</p><p>Volume de diluente</p><p>Primeiro soro livre</p><p>Boas condições do acesso</p><p>Depois quimioterápico</p><p>Quimioterápicos vesicantes é ideal</p><p>utilizar cateter central sob infusão contínua</p><p>Não administrar quimioterápicos</p><p>simultaneamente</p><p>CATETERES</p><p>• Reconhecer erros</p><p>comuns</p><p>• Criar cultura de</p><p>segurança</p><p>• Prescrição médica sem</p><p>ambiguidades</p><p>• Educação permanente</p><p>de toda equipe, acesso</p><p>a atualizações</p><p>• Bom sistema de</p><p>identificação do</p><p>paciente</p><p>Estratégias</p><p>evitar erros na</p><p>administração</p><p>• Seguir padrões de prática</p><p>• Conhecer os pacientes:</p><p>protocolo, qual fase,</p><p>conhecer drogas do</p><p>protocolo</p><p>• Documentar suas ações</p><p>precisamente</p><p>• 1. Paciente certo</p><p>• 2. Medicação certa</p><p>• 3. Dosagem certa</p><p>• 4. Via certa</p><p>• 5. Horário certo</p><p>• 6. Registro certo</p><p>• 7. Abordagem certa</p><p>• 8. Forma farmacêutica certa</p><p>• 9. Monitoramento certo</p><p>Quimioterapia – Efeitos Colaterais e</p><p>Cuidados de Enfermagem</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>Reação adversa a medicamento (RAM) é definida pela Organização</p><p>Mundial de Saúde (OMS,2002) como sendo qualquer resposta prejudicial</p><p>ou indesejável, não intencional, a um medicamento, a qual se manifesta</p><p>após a administração de doses normalmente utilizadas no homem para</p><p>profilaxia, diagnóstico ou tratamento de doença, ou para modificação de</p><p>função fisiológica.</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>GRAU REAÇÃO ADVERSA</p><p>Grau 0 Nenhuma ocorrência de eventos adversos ou dentro dos limites normais.</p><p>Grau 1 Leve, sem intervenção médica, assintomático, somente detectado em achados laboratoriais ou</p><p>radiográficos.</p><p>Grau 2 Moderado, com mínima intervenção, intervenção local ou não invasiva.</p><p>Grau 3 Severo e indesejável, sintomas significantes que requerem hospitalização ou intervenção</p><p>invasiva transfusão, intervenção radiológica eletiva, cirurgia.</p><p>Grau 4 Ameaçador á vida ou incapacitante, com consequências fisiológicas que necessitam de</p><p>cuidados intensivos ou procedimentos invasivos emergenciais.</p><p>Grau 5 Morte.</p><p>(NCI, 2003)</p><p>Toxidade Hematológica</p><p>A primeira alteração perceptível é a</p><p>leucopenia, pois a vida média dos</p><p>granulócitos é de 7 a 8 horas, as plaquetas</p><p>com vida média de 7 a 10 dias, hemácias são</p><p>mais perceptíveis no tratamento mais</p><p>prolongado.</p><p>Drogas capazes de afetar a medula óssea</p><p>são chamados:</p><p>MIELOSSUPRESSORAS MIELOTÓXICAS</p><p>Toxidade Hematológica</p><p>A uma necessidade completa ou quase completa recuperação</p><p>medular antes de novas aplicações. Geralmente, pacientes</p><p>com contagem leucocitária > 4.000/mm³ ou com nível de</p><p>granulócitos > 1.500/mm³ podem receber 100% da próxima</p><p>dose de quimioterapia programada.</p><p>É a mais séria forma de mielossupressão,</p><p>leva a supressão da imunidade celular e</p><p>humoral, com aumento significativo da</p><p>suscetibilidade aos quadros infecciosos</p><p>graves.</p><p>Leucopenia</p><p>Toxidade Hematológica</p><p>• A neutropenia é o principal fator de risco</p><p>isolado para quadros infecciosos.</p><p>Tornaram-se mais frequentes infecções por</p><p>organismos gram-positivos, como o Staphylococcus</p><p>spp. e Streptococcus spp., associados ao uso de</p><p>cateter venosos de longa duração.</p><p>Neutrófilos > 1.500 mm³ Risco normal</p><p>Neutrófilos 100.000/mm³</p><p>permite a administração de 100% da</p><p>próxima dose de quimioterapia</p><p>programada.</p><p>Trombocitopenia</p><p>INTERVENÇÃO DE ENFERMAGEM</p><p>Avaliar rigorosamente o paciente a</p><p>procura de sinais e sintomas de</p><p>infecção</p><p>(S. respiratório, Geniturinário,</p><p>integumentário)</p><p>Salientar a importância de uma boa</p><p>alimentação e hidratação</p><p>Avaliar sinais de sangramento</p><p>Instruir o paciente e/ou seus familiares</p><p>Aciclovir, Sulfamentazol-</p><p>trimetoprima,Fluconazol (profilaxia)</p><p>Administração de quimioterápicos e</p><p>medicamentos</p><p>Manusear cateteres com rigorosa</p><p>técnica asséptica. *Lavagem das mãos</p><p>Avaliar SSVV</p><p>Toxidade Gastrintestinal</p><p>Náuseas e vômitos antecipatório</p><p>Fatores adicionais relacionados com</p><p>a droga que influem na incidência</p><p>das náuseas e vômitos são:</p><p>A dose</p><p>Via de administração</p><p>Velocidade de</p><p>aplicaçãoCombinação de drogas</p><p>A quimioterapia estimula a liberação de</p><p>substâncias como serotonina, dopamina,</p><p>histamina e neurocina-1 que ativam as estruturas</p><p>controladoras do vômito no sistema nervoso</p><p>As náuseas e os vômitos são</p><p>efeitos colaterais comuns</p><p>associados a quimioterapia</p><p>sistêmica. Quando intensos,</p><p>afetam condições nutricionais, o</p><p>equilíbrio hidroeletrolítico e a</p><p>qualidade de vida do paciente.</p><p>Toxidade Gastrintestinal</p><p>A mucosite consiste na</p><p>resposta inflamatória das</p><p>membranas à ação das</p><p>drogas antiblásticas.</p><p>Estima-se que a mucosite ocorra em</p><p>aproximadamente 70% dos pacientes que</p><p>recebem quimioterapia para neoplasias</p><p>hematológicas. Devido ao processo</p><p>constante de replicação celular</p><p>Mucosite</p><p>Toxidade Gastrintestinal</p><p>Os agente</p><p>antineoplásicos do</p><p>grupo dos alcaloides da</p><p>vinca, tais como a</p><p>vincristina são maiores</p><p>responsáveis pelos</p><p>quadros de constipação,</p><p>pois diminuem a</p><p>motalidade</p><p>gastrintestinal devido a</p><p>sua ação tóxica sobre o</p><p>sistema nervoso.</p><p>A proteção da</p><p>integridade da mucosa</p><p>retal dos pacientes em</p><p>quimioterapia é</p><p>fundamental devido a</p><p>mielodepressão</p><p>predispondo-os a</p><p>infecções e</p><p>sangramentos.</p><p>Constipação</p><p>íleo paralítico</p><p>INTERVENÇÃO DE ENFERMAGEM</p><p>Administrar as medicações</p><p>antieméticas antes da</p><p>aplicação da droga</p><p>Avaliar a cavidade oral do</p><p>paciente</p><p>Enfatizar a importância de uma</p><p>boa higiene oral</p><p>Oferecer soluções para</p><p>bochecho e gargarejos</p><p>Esta atento a sinais de</p><p>neutropenia</p><p>Orientar quanto a ingesta hídrica</p><p>Aumentar a quantidade de fibras</p><p>na dieta</p><p>Incrementar deambulação</p><p>Cardiotoxicidade</p><p>A toxicidade cardíaca relacionada aos</p><p>quimioterápicos pode ser aguda ou subaguda</p><p>que se desenvolve durante e até 14 dias do</p><p>término do tratamento com a droga cardiotóxica</p><p>ou crônica que é notada dentro de um ano e até</p><p>décadas após o tratamento.</p><p>Cardiotoxicidade</p><p>Dose cumulativa</p><p>Cardiotoxicidade</p><p>Anormalidade de pulso e pressão</p><p>arterial decorrentes de alterações</p><p>eletrocardiográficas transitórias e</p><p>quixas de mal-estar, palpitação e falta</p><p>de ar.</p><p>Os principais quimioterápicos cardiotoxicos são as antraciclinas (doxo, dauno),</p><p>mitoxantrona; ciclofosfamida em altas doses (90 a 270 mg/kg/dose não</p><p>fracionado).</p><p>Manifesta-se através de</p><p>alterações</p><p>eletrocardiográficas</p><p>transitórias, tais como</p><p>taquicardia sinusal,</p><p>prolongamento no intervalo</p><p>QT...</p><p>INTERVENÇÃO DE ENFERMAGEM</p><p>Observar sinais e sintomas de</p><p>alterações cardíacas</p><p>Administrar os medicamentos</p><p>conforme prescrição médica</p><p>Manter o paciente internado</p><p>preferencialmente em posição</p><p>de fowler para diminuir os</p><p>trabalhos cardíacos e</p><p>pulmonar.</p><p>Observar o nível de ansiedade</p><p>Administrar os quimioterápicos</p><p>cardiotóxicos com especial</p><p>cautela</p><p>Enfatizar a importância da</p><p>realização de exames para</p><p>avaliar função cardíaca.</p><p>Hepatotoxicidade</p><p>• São hepatotóxica as seguintes drogas:</p><p>Asparaginase</p><p>Metotrexato</p><p>Citarabina</p><p>Hidroxiurreia</p><p>Doxorrubicina</p><p>Vincristina</p><p>Obstrução do fluxo</p><p>sanguíneo hepático, que</p><p>leva a alteração do</p><p>metabolismo da gordura.</p><p>O MTX ocasiona uma rápida</p><p>elevação das enzimas hepáticas</p><p>especialmente o TGO.</p><p>Hepatomegalia, icterícia</p><p>e dor abdominal.</p><p>INTERVENÇÃO DE ENFERMAGEM</p><p>Observar sinais e sintomas de</p><p>hepatotoxicidade</p><p>Monitorar SSVV</p><p>Controlar circunferência</p><p>abdominal, peso balanço</p><p>hídrico e diurese.</p><p>Observar aceitação alimentar</p><p>Avaliar achados laboratoriais</p><p>Informar a respeito dos riscos</p><p>da associação das drogas</p><p>quimioterápicas hepatotóxica</p><p>com o álcool.</p><p>Toxicidade dermatológica</p><p>Toxidade dermatológica</p><p>• O tratamento quimioterápico pode</p><p>ocasionar toxicidade dermatológica local</p><p>e/ ou sistêmica.</p><p>A alopécia constitui a toxicidade mais comum, seguida</p><p>de fotossensibilidade, hiperpigmentação cutânea e das</p><p>unhas.</p><p>Touca hipotérmica</p><p>Atenção: a touca hipotérmica é contra indicado</p><p>em câncer hematológico com risco de</p><p>disseminação para SNC (Linfomas e</p><p>leucemias), acredita-se que a vasoconstricção</p><p>diminua a ação do antineoplásico com posterior</p><p>metástase.</p><p>HIPEREMIA</p><p>URTICÁRIA</p><p>FLEBITE QUIMICA</p><p>Extravasamento de quimioterápico</p><p>O extravasamento é o escape de droga</p><p>dos vasos para os tecidos vizinhos.</p><p>A morbidade depende:</p><p>✓Do tipo de droga extravasada;</p><p>✓Da quantidade da droga;</p><p>✓Da concentração do fármaco;</p><p>✓Localização do extravasamento;</p><p>✓Condições clínicas do paciente.</p><p>Drogas vesicantes x drogas</p><p>irritantes</p><p>Queimação</p><p>Eritema</p><p>Vesicula</p><p>Ulceração</p><p>Necrose</p><p>CONDUTA DE ENFERMAGEM NO EXTRAVASAMENTO</p><p>❖Parar imediatamente a infusão;</p><p>❖Conectar seringa ao dispositivo e</p><p>aspirar a medicação existente;</p><p>❖Remover o dispositivo agulhado e</p><p>elevar o membro acima do nível do</p><p>coração;</p><p>❖Aplicação de crioterapia ou</p><p>termoterapia de acordo com a droga</p><p>extravasasada</p><p>Alcaloides da Vinca</p><p>❖ Evitar pressão manual direta sobre a</p><p>área afetada;</p><p>❖Fotografar a área para documentação e</p><p>acompanhamento;</p><p>❖Realizar notificação médica;</p><p>❖Realizar notificação em prontuário de</p><p>evento adverso;</p><p>❖Documentar em prontuário horário,</p><p>região do extravasamento, extensão da</p><p>lesão, droga, sintomas e condutas</p><p>tomadas;</p><p>Hipersensibilidade alérgica e anafláxia</p><p>As reações alérgicas mais comuns são associadas a: asparaginase,</p><p>anticorpos monoclonais, cisplatina, bleomicina, ciclofosfamida,</p><p>ifosfamida, carboplatina, oxaliplatina, citarabina, dacarbazina,</p><p>melfalano, mitonxontrona, metotrexato.</p><p>Os anticorpos monoclonais humanizados como: Transtuzumabe</p><p>(Herceptin) e quiméricos como o Rituximabe (Mabthera) frequentemente</p><p>ocasionam reações na primeira infusão, sendo necessária uma</p><p>dessensibilização, suporte hemodinâmico e equipe treinada para</p><p>intercorrências.</p><p>Derivados da platina</p><p>As platinas merecem uma atenção especial</p><p>por manifestações muito específicas como:</p><p>rasg cutâneo, sensação de queimação, rubor</p><p>facial, prurido, tosse, dispneia, sudorese,</p><p>edema periorbital, broncoespasmo, eritema,</p><p>urticária e hipotensão.</p><p>Difenidramina + Dexa</p><p>Oxaliplatina Disestesia pseudolaringofaringea</p><p>Alterações sensoriais em garganta: coceira, tosse,</p><p>edema de glote.</p><p>Efeitos neurotóxicos periféricos: câimbras e parestesias em</p><p>mãos, pés e lábios além de cianose.</p><p>FRIO E PLATINA NÃO COMBINAM !</p><p>INTERVENÇÃO DE</p><p>ENFERMAGEM</p><p>✓Realizar a pré QT.</p><p>✓Orientar o paciente a evitar alimentos gelados</p><p>no dia da QT;</p><p>✓Dispor de cobertores para o paciente em</p><p>quimioterapia;</p><p>✓Evitar exposição ao frio durante a infusão;</p><p>✓Observar sinais e sintomas e suspender o</p><p>fármaco;</p><p>✓Comunicar ao Médico assistente;</p><p>OBRIGADO !</p><p>Slide 1: Quimioterapia</p><p>Slide 2</p><p>Slide 3</p><p>Slide 4: HISTÓRICO DOS ANTINEOPLÁSICOS</p><p>Slide 5</p><p>Slide 6</p><p>Slide 7</p><p>Slide 8: 1956</p><p>Slide 9: Ciclo celular</p><p>Slide 10</p><p>Slide 11</p><p>Slide 12</p><p>Slide 13: Genes de supressão tumoral (check points)</p><p>Slide 14: Genes de supressão tumoral (check points)</p><p>Slide 15: cinética tumoral</p><p>Slide 16: CONTROLE DE DIVISÃO CELULAR</p><p>Slide 17: CONTROLE DE DIVISÃO CELULAR Tumoral</p><p>Slide 18: CONTROLE DE DIVISÃO CELULAR</p><p>Slide 19: A redução do volume tumoral por meio dos recursos de cirurgia e radioterapia tem a finalidade de acelerar a taxa de crescimento tornando a massa residual mais sensível a ação dos quimioterápicos</p><p>Slide 20: Tabela tempo de duplicação celular e fração de crescimento tumoral</p><p>Slide 21: Classificação da qt segundo a finalidade</p><p>Slide 22: Classificação da qt segundo atuação no ciclo celular</p><p>Slide 23: Quimioterápicos clássicos</p><p>Slide 24: Quimioterapia</p><p>Slide 25</p><p>Slide 26: Características dos Quimioterápicos</p><p>Slide 27: Características dos Quimioterápicos</p><p>Slide 28: Alquilantes</p><p>Slide 29: Agentes Quimioterápicos Alquilantes</p><p>Slide 30: Agentes Quimioterápicos Alquilantes</p><p>Slide 31: Agentes Quimioterápicos Alquilantes</p><p>Slide 32: Agentes Quimioterápicos Alquilantes</p><p>Slide 33: Agentes Antimetabólicos</p><p>Slide 34: Agentes Antimetabolicos</p><p>Slide 35: Agentes Antimetabolicos</p><p>Slide 36</p><p>Slide 37: MTZ MTX</p><p>Slide 38: Agentes Antimetabólicos</p><p>Slide 39: Agentes Antimetabólicos</p><p>Slide 40: Agentes Antimetabólicos</p><p>Slide 41: Antibióticos Antitumorais</p><p>Slide 42: Antibióticos Antitumorais</p><p>Slide 43: Antibióticos Antitumorais</p><p>Slide 44: Antibióticos Antitumorais</p><p>Slide 45: Antibióticos Antitumorais</p><p>Slide 46: Alcaloides da vinca</p><p>Slide 47: Produtos diversos</p><p>Slide 48: Produtos diversos</p><p>Slide 49: Protocolos</p><p>Slide 50</p><p>Slide 51</p><p>Slide 52</p><p>Slide 53</p><p>Slide 54</p><p>Slide 55</p><p>Slide 56</p><p>Slide 57</p><p>Slide 58</p><p>Slide 59</p><p>Slide 60</p><p>Slide 61</p><p>Slide 62</p><p>Slide 63</p><p>Slide 64</p><p>Slide 65</p><p>Slide 66</p><p>Slide 67</p><p>Slide 68</p><p>Slide 69</p><p>Slide 70</p><p>Slide 71</p><p>Slide 72</p><p>Slide 73</p><p>Slide 74</p><p>Slide 75</p><p>Slide 76</p><p>Slide 77</p><p>Slide 78</p><p>Slide 79</p><p>Slide 80</p><p>Slide 81</p><p>Slide 82</p><p>Slide 83</p><p>Slide 84</p><p>Slide 85</p><p>Slide 86</p><p>Slide 87</p><p>Slide 88</p><p>Slide 89</p><p>Slide 90</p><p>Slide 91: INTRODUÇÃO</p><p>Slide 92: INTRODUÇÃO</p><p>Slide 93: Toxidade Hematológica</p><p>Slide 94:</p><p>Toxidade Hematológica</p><p>Slide 95: Toxidade Hematológica</p><p>Slide 96</p><p>Slide 97: Toxidade Hematológica</p><p>Slide 98: INTERVENÇÃO DE ENFERMAGEM</p><p>Slide 99: Toxidade Gastrintestinal</p><p>Slide 100</p><p>Slide 101</p><p>Slide 102</p><p>Slide 103: Cardiotoxicidade</p><p>Slide 104</p><p>Slide 105: Cardiotoxicidade</p><p>Slide 106: INTERVENÇÃO DE ENFERMAGEM</p><p>Slide 107: Hepatotoxicidade</p><p>Slide 108: INTERVENÇÃO DE ENFERMAGEM</p><p>Slide 109</p><p>Slide 110: Toxidade dermatológica</p><p>Slide 111</p><p>Slide 112</p><p>Slide 113: Extravasamento de quimioterápico</p><p>Slide 114</p><p>Slide 115</p><p>Slide 116</p><p>Slide 117: CONDUTA DE ENFERMAGEM NO EXTRAVASAMENTO</p><p>Slide 118</p><p>Slide 119: Derivados da platina</p><p>Slide 120: INTERVENÇÃO DE ENFERMAGEM</p><p>Slide 121</p>