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O que vem a ser Odontologia Hospitalar? Hospital das Clinicas de São Paulo Implantou, na rotina dos procedimentos de UTI’s, o trabalho do CD Doutores: Simon Hullihen e James Garrestson (XIX) Iniciou-se com a cirurgia bucomaxilofacial Reconhecimento: - Século XX – nas comunidades médicas e odontológicas - Criação do departamento Qual a missão da odontologia hospitalar? - Cuidar das alterações do aparelho estomatognático em ambiente hospitalar - Paciente internado ou em ambulatório Alterações: - Oriundas do próprio aparelho estomatognático - Problemas sistêmicos - Uso de medicamentos Melhorara a qualidade de vida do paciente Diminuir o tempo de recuperação Diminuir o tempo de permanência no leito Disponibilizar maior numero de leitos, em especial nas UTI’s Reduzir os custos hospitalares Permitir melhorar desempenho da equipe na assistência ao paciente, dividindo a responsabilidade e aliviando o estresse Definição de Odontologia Hospitalar “ Área da odontologia que tem a finalidade de proporcionar um atendimento integral aos pacientes no âmbito hospitalar, juntamente com uma equipe multiprofissional e interprofissional, interagindo com todas as profissões que dela participam, como medicina, enfermagem, fisioyerapia, psicologia, terapia ocupacional, fono “uma avaliação odontológica pode determinar a necessidade de intervenções que possibilitam a redução de riscos futuros” Breve histórico 1993 – iniciou-se na faculdade de Odontologia da USP – Curso de Odontologia Hospitalar – 2 alunos 2002 – Odontologia Hospitalar - foi aprovada como disciplina optativa 2012 – Fortaleza (Universidade de Fortaleza), Dr. Eliardo Silveira Santos – introduziu a Odontologia Hospitalar na grade curricular do curso de Odontologia 1950-1960-São Paulo- começaram os primeiros postos avançados de Odontologia dentro dos hospitais Dr. Mário Graziani (formado e Campinas – 1936), foi convidado a fazer parte do grupo de Otorrinolaringologia de São Paulo (1884) pelo Dr. Mário Ottoni, chefe do serviço, que estimulou a criar o serviço de Odontologia, naquela unidade de saúde. 1940 – Dr. Mário Graziani – fundou o primeiro serviço de Odontologia Hospitalar do Brasil Sergipe – Fundação de Beneficiência Hospital de Cirurgia (2 de maio de 1926), fez surgir, o serviço de odontologia do Hospital de Cirurgia (avaliação pré- operatória bucal) Dr. Leite Neto (eliminar focos de infecção) 1950 – Hospital de Cirurgia – trabalhavam 03 CD’s 1952 – Dr. João Garcez (discípulo do Dr. Mário Graziani), consolidou a odontologia naquela unidade hospitalar 2011- (Dr. Gilberto Santos) autorizou a contratação de uma CD para trabalhar exclusivamente na UTI 2013 – Residência Integrada Multidisciplinar em UTI Minas Gerais – teve inicio 1970 – 1980 (Dr. Mário Martins) médico e CD Rio Grande do Sul (2000) – Edela Pueicelli, na Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre Vários estados: odontologia hospitalar foram surgindo pacientes com necessidades especiais. 2010 – Ministério da Saúde – portaria nº 1032 de 05 de maio – prevê o atendimento odontológico a pacientes com alguma deficiência em ambiente hospitalar. SUS – código especifico para a internação desses pacientes. 2005 Barretos (SP) – na Santa Casa de Misericórdia: a odontologia foi incorporada na UTI (Dr. Tereza Márcia Nascimento de Morais) 2008 – a associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Definição: unidade hospitalar que se destina ao atendimento de pacientes graves ou de risco que tenham potencial de recuperação, mas que exigem atenção médica de recuperação, mas que exigem atenção médica ininterrupta, contando com o apoio de uma equipe multiprofissional de saúde, além de outros recursos humanos e equipamentos. Primeira UTI no Brasil – Hospital Sírio Libanês (1971) – São Paulo 1958 – City Hospital, atual Jonh Hopkins (Baltimore) – primeira UTI multidisciplinar dos EUA ANVISA – resolução n. 7/2010 - Dispõe sobre os requisitos mínimos para funcionamento de Unidades de Terapia Intensiva e de outras providências - Art. 18 - Devem ser garantidos, por meios próprios ou terceirizados, os seguintes serviços á beira do leito: [...] VI – assistência odontológica Importância do trabalho em equipe na UTI Reader et al. – propuseram um modelo para UTI’s Quatro domínios principais: - Liderança, comunicação, coordenação de tarefas e tomada de decisão Time de resposta rápida e interdisciplinaridade O TRR deve ser constituído pela equipe interprofissional de saúde TRR (04 fundamentos principais) 1. Identificação rápida da deteriorização clinica do paciente, focada na comunicação eficaz e eficiente no acionamento do TRR 2. Documentação organizada dos resultados 3. Melhoria continua do atendimento, avaliada a partir de indicadores que auxiliem na prevenção dos eventos adversos e contribuam para a formação de estratégias que impeçam a piora do quadro clínico 4. Coordenação da equipe, avaliação dos recursos materiais para o atendimento. Infecções da cavidade bucal em ambiente hospitalar Introdução As lesões que se manifestam na cavidade bucal podem ser próprias de mucosa bucal e do complexo maxilomandibular assim como podem representar manifestações de doenças Essas lesões são decorrentes Doenças de base Medicação utilizada Estado geral do paciente Equipamentos utilizados As alterações bucais mais observadas em pacientes de UTI são Cárie e doenças periodontais Outras manifestações Origem infecciosa Traumática Medicamentosa Complicações associadas ao tratamento oncologico Observação Todas as informações colhidas devem ser transcritas com detalhes para o prontuário do paciente, para fins de avaliações posteriores e documentação legal. Lesões Infecciosas A infecção é uma complicação frequente e de elevada mortalidade nos pacientes internados em UTI. Mais comuns Candidose Herpes recorrente Herpes – Zóster Fatores predisponentes da Candidose Bucal Fatores locais: Tabagismo Higiene de prótese inadequada Uso de prótese total Trauma na mucosa Idade: Extremos de idade: neonatos/crianças e idosos Medicamentos: Antibióticos de largo espectro Corticosteróides locais e sistêmicos Imunossupressores/quimioterápicos citotóxicos Hipossialia: Diminuição de saliva Medicações Síndrome de Sjogren Doenças sistêmicas: Anemias Leucemia Diabetes mellitus Infecção pelo HIV/AIDS Outros estados de imunodeficiências Principais lesões vesiculares As lesões vesiculares guardam em comum o fato de em algum estágio de seu desenvolvimento apresentarem formação de vesículas Dentro da cavidade bucal não se encontra vesícula porque ela se rompe e vira uma úlcera, a úlcera é uma lesão secundária . Vesícula é uma elevação superficial circunscrita na pele ou membrana mucosa, que representa uma coleção sub-epitelial ou intra-epitelial de soro, plasma ou sangue. A maioria das lesões vesiculosas tem origem virosa ou alérgica e, microscopicamente (biópsia), se assemelham umas com as outras. Diagnóstico do processo patológico Aspectos clínicos gerais e locais Testes de laboratórios (sensibilidade, fixação de complemento e inoculação em animal). São doenças causadas pelo herpes vírus hominis (herpes vírus simples), sendo a virose mais comum que atinge a boca. Classificação: Tipo I – atinge a boca, lábios e olhos Tipo II – atinge órgãos genitais Segundo Martins (1981), pertence ao grupo do vírus DNA, sendo envolto por envelope constituído por lipídios, poliaminas e 12 glicoproteínas Gengivo-estomatites herpéticas Primaria – primo-infecção aguda Recidivante labial – herpes labialisAspectos clínicos gerais da gengivo estomatite herpética aguda Período de incubação – 3 a 9 dias Período de doença – 7 a 20 dias Desaparecem as vesículas e úlceras sem deixar cicatriz Atingem crianças de ambos os sexos entre 1 a 3 anos Mal estar geral Crianças nervosas com irritabilidade Febre e cefaléia Anorexia e linfadenopatia Aspectos clínicos na mucosa bucal Boca dolorida Salivação abundante e fétida Gengiva marginal vermelha edemaciada e sangrante Vesículas claras com halo eritematoso Vesículas rompem, formam úlceras rasas de fundo amarelado e doloridas Dificuldade para alimentação Aspectos histológicos As vesículas são intra-epiteliais As células epiteliais podem apresentar inclusões infranucleares (corpúsculos de Lípschutz) Tecido conjuntivo infiltrado de células inflamatórias As vesículas se rompe e apresenta um exsudato constituído de fibrina, leucócitos polimorfonucleares e células degenerativas. Tratamento gerais Sintomático – Beserol, Aspirina, Doloxene-A, Dorflex Anti-térmico – AAS, Novalgina, Anador, Conmel Complexos vitamínicos – Teragram-M, Clusivol composto, Supradyn, Kalyamon B12. Tratamento para herpes simples Aciclovir (zovirax) – comprimidos 200mg Adultos – 4 comprimidos ao dia por 5 dias Crianças menos que 2 anos – metade da dose adulta Outros tratamentos gerais Gama globulina humana – 320 e 800 mg Leucogen 80 mg (lisado ácido de timo de vitelo), cápsula e xarope Herpes hominis é contagioso? A afta não dá febre Still Johnson Herpes Zoster Impaciente interna O vírus Foster é neurotropico, é o mesmo que cauda a varicela Herpes Simples Labial (recidivante) O herpes simples recidivante se manifesta mais entre os 15 e 25 anos de idade. Segundo Shafer et Colg, o vírus permanece latente no interior das células epiteliais, sendo que as recidivas representam uma ativação do vírus residual e não uma infecção. As recidivas têm sido relacionadas com o decréscimo da produção de gamaglobulinas, o que facilitaria um aumento da síntese viral. Os fatores que podem reativar o herpes são: Febre Exposição a raios solares Tensão emocional Distúrbios disgestivos Gripe e resfriado Traumatismo mecânicos Menstruação e gravidez Fadiga e cansaço Ansiedade e hostilidade reprimida Não tem aspectos clínicos gerais Aspectos clínicos locais: Recidiva quase sempre no mesmo local Antes do aparecimento das vesículas no local (12 a 24 horas), sensação de hiperestesia e ardor As vesículas são claras, sempre múltiplas e pequenas (cerca de 1 mm) As vesículas rompem liberando o liquido branco amarelado e formam crostas sero-sanguinolenta que coagula Formam crostas e ulcerações, saram sem deixar cicatriz em torno de 07 a 14 dias. Tratamento Aciclovir (Zovirax) – creme aplicar 5 vezes ao dia durante 5 dias Interferon (Inter-if) – pomada aplicar 5 vezes ao dia durante 5 dias Outros tratamentos Vermelho neutro em solução aquosa a 0,1% Azul de toluidina Proflavina 5 – iodo – 2 – deoxyuridina 1 mg – idu pomada O método é chamado de fotoinativação pela destruição do vírus, pelo rompimento da cadeia do DNA, pela afinidade na base guanina. Herpes Zoster O vírus zoster é neurotrópico, que é o mesmo que causa a varicela. A doença tem evolução aguda, caracterizada por inflamação dos gânglios das raízes dorsais ou dos gânglios extramedulares dos nervos cranianos, com erupção vesicular da pele e mucosa de distribuição dos nervos sensitivos. É uma doença característica de idade adulta, sendo quase sempre unilateral, no entanto, pode envolver o trigêmeo, produzindo les~es na face e mucosa bucal. Aspectos clínicos gerais Incidência é maior nos homens Período de incubação de 7 a 14 dias Febre e mal estar geral Linfoadenopatia Aspectos clínicos locais Dor e queimação no trajeto do nervo sensitivo Depois eritema Aparecem vesículas pequenas e claras Rompem e formam crostas, escaras e desaparecem sem deixar cicatriz em torno de 15 a 20 dias Tratamento locais Aciclovir – zovirax: creme 5 x ao dia Interferon – inter-if: pomada 3 x ao dia Permanganato de potássio: solução 1:20.000, banhos locais 3/4 vezes ao dia Neomicina ou bacitracina: pomadas Antibióticos se houver infecção secundária Tratamento gerais Aciclovir – zovirax – 400 mg 01 comprimido 5 x ao dia durante 5 dias Alguns pacientes podem mostrar como sequela da doença uma intensa neuralgia pós- zoster, que pode persistir meses e anos. Tratamento para evitar a neurite pós-zoster (Preventivo) Complexo-B, vitaminas B1 e B12 Citoneurin 5.000: drágeas – 02 drágeas ao dia durante 30 dias Ulceração Aftosa Recorrente As ulcerações aftosas recorrentes, comumente denominadas aftas, representam, talvez, a mais importante expressão dentre as doenças ulcerativas. A sua incidência é universal, constituindo matéria de conhecimento obrigatório, não só do estomatologista, mas também do cirurgião-dentista em geral. Conhecida desde a antiguidade, a afta ainda não está definitivamente esclarecida, tanto do ponto de vista de etiopatogenia quanto de ações terapêuticas especificas. Fatores de risco Predisposição genética Alergia Alterações hematológicas e hormonais Traumatismo Estresse Doenças sistêmicas Forma clinica Afta menor – minor Afta maior – major Aspectos clínicos gerais (Menor) Ocorre mais no sexo feminino A afta menor ocorre 90% dos casos Inicia na infância ou adolescência Pode haver uma linfadenopatia submandibular Aspectos clínicos na mucosa bucal Ocorre em toda mucosa não queratinizada da boca Inicia com ardência, depois uma vesícula e ulcera no local Ulcera de fundo amarelado, halo vermelho e dor queimante Pode ser única ou múltiplas Salivação abundante Desaparece de 7 a 14 dias sem deixar cicatriz e pode recidivar Aspectos clínicos da úlcera (Maior) Dor intensa e úlcera profunda Contorno irregular, com bordas elevadas Halo eritematoso com exsudato amarelado no interior da úlcera Atinge mucosas mais ceratinizadas Múltiplas, podendo atingir a orofaringe Desaparece em 2 a 6 semanas podendo deixar cicatriz por fibrose Diagnostico Anamnese + inventário de saúde Exame clínico Tratamento Não existe terapêutica medicamentosa específica, mas, usa-se para a dor e para facilitar a alimentação os medicamentos: Omcilion – orabase: aplicar 3 x ao dia Albicon (Pó): uma pitada no local 3 x ao dia Varia soluções anti-aftas, pastilhas e anti-inflamatórios Eritema Multiforme Esta denominação se utiliza para designar mais um complexo sintomatológico, que forma um grupo de síndromes mucocutâneas, e não uma doença especifica. É um processo agudo, na maioria dos casos limitado na pele e mucosas e em 25% dos casos em ambas. A maioria dos casos é de etiologia desconhecida, sendo considerada como uma reação de hipersensibilidade a um número bastante variado de fatores. Fatores de Risco Medicamentosos: antibióticos, sulfas, analgésicos, AINES, cimetidina, anticonvulsivantes, cetoconazol e tiabendazol. Vacinas: tétano/difteria, BCG e vacina oral da pólio Infecções: viróticas, bacterianas, micóticas e protozoárias Neoplásicas malignas 20 a 30% causas desconhecidas Aspectos clínicos gerais Mais comuns em adultos jovens do sexo masculino Inicia com máculas ou pápulas eritematosas ou vesículas e bolhas em todo o corpo Febre, dores articulares e mal estar geral Aspectos clínicos na mucosa da boca Máculas, pápulas, vesículas, bolhas e ulcerações com sangramento Nos lábios formam crostas As lesões são doloridas por infecção secundária Salivação abundantee fétida Diagnostico Anamnese + inventário de saúde Exame clinico Citologia esfoliativa e biopsia servem apenas para orientar o diagnostico Tratamento: feito pelo médico especialista Não existe tratamento específico Precisa saber fator(es) responsável(is) Usa corticóides, anti-histamínicos e antibióticos nas infecções secundárias Algumas síndromes acompanham o eritema multiforme como: Stevens – Johnson Behcet Pênfigos Emergências Médicas Para o Cirurgião-Dentista Intensivista Intodução: Como parte integrante das UTIs, o Cirurgião dentista deve ter uma noção geral das atividades dispensadas por cada profissional que compõe a equipe multidisciplinar, dos cuidados ao paciente crítico, da sua monitorização e das intervenções realizadas em situações de emergências. Avaliação Clínica Anamnese: A maioria dos pacientes internados em UTIs tem nível de consciência suficiente para que se possa realizar uma adequada anamnese. Verificar: Sistema nervoso central e periférico Sistema respiratório Sistema cardiovascular Sistema digestório Sistema urinário Sistema osteomuscular Avaliar ainda: Uso de medicamentos Alergias Cirurgias anteriores Transfusões Fatores psicossociais Sinais e sintomas mais frequente pesquisados: Dor Febre Siurese Dispnéia Hipotensão Alterações do nível de consciência Sinais vitais: Essas variáveis são monitoradas em todos os pacientes críticos Pressão arterial Pulso Frequência ventilatória (12 a 16 incursões por minuto) Oxigênio arterial acima de 92% a 94% Temperatura corporal (entre 36 a 37,4 graus Celsius) Monitoração Básica É muito importante dentro de uma UTI Tem por objetivo antecipar variações fisiológicas que possam se relacionar com estados de gravidade futuros Principais Cardiovascular e Respiratório São utilizados monitores com sensores que captam a variação de vários sinais vitais e os transformam em números ou ondas Sinais e sintomas de alerta Os sinais e sintomas que indicam risco iminente incluem todos os vínculos às vias respiratórias, ventilação, sensório e temperatura. Estão incluídas Dispnéia Taquipnéia Hipoxemia Hipertensão arterial Hipotensão arterial Taquicardia Bradicardia Sonolência Coma Estupor Crises convulsivas Hipotermia Hipertermia Insuficiência Respiratória Vem a ser a incapacidade de troca gasosa adequada, levando o paciente a ter uma concentração arterial de oxigênio, insuficiente para as necessidades celulares. Pode ser dividida Baixa quantidade de oxigênio no ar ambiente, como ocorre nas grandes altitudes. Incapacidade de levar volume de ar adequado para o pulmão, como ocorre nas obstruções da via respiratória superior. Perda de capacidade de ventilação. Circulação sanguinea pulmonar ineficaz, como em situações de choque. Incapacidade de ventilação pulmonar são decorrentes de: Ausência de estímulo do sistema nervoso central(Ex. intoxicações por substâncias depressoras do sistema nervoso central, como Benzodiazempínicos, Opióides e Barbitúricos) Incapacidade de transmissão de estímulo nervoso do cérebro para os músculos de ventilação (Ex. Traumatismo raquimedular com secção de medula) Incapacidade muscular (Ex. Síndromes degenerativas do sistema nervoso ou fadiga em pacientes com DPOC) Classificação da insuficiência respiratória Hipercápnica: quando o CO2 arterial está aci,a dps valores considerados normais: inferiores a 50mmHg Hipoxêmica: quando os valores de oxigênio arterial são inferiores ao necessário para mantes uma boa oxigenação tecidual Mista: quando os dois estão envolvidos Oxigênio arterial: acima de 60mmHg Características clínicas da insuficiência respiratória Dispinéia Taquipnéia Taquicardia Hipertensão Palidez cutânea Sudorese Aparência de angústia Depressão do nível de consciência Incapacidade de manter uma expansão torácica adequada Materiais de suporte ventilatório Ventiladores mecânicos – tubos orotraqueais, nasotraqueais, cânulas de traqueostomia, cândulas de cricotireostomia, máscara nasais, orais e faciais Em caso de parada cardiorrespiratória ou em setores de emergência, o conjunto de bolsa e mascara (sistema AMBU) pode ser adequado Oxigenoterapia O fornecimento de oxigênio pode ser feito por cateteres nasais, máscaras com sistema de Venturi e máscara com reservatório de oxigêncio Parada cardíaca Manobras de ressuscitação A massagem cardíaca externa eficaz é hoje considerada a peça mais importante da reanimação cardiorrespiratória. Drogas utilizadas na parada cardíaca Principal – adrenalina 1mg, pode ser repetida a cada 3 ou 5 minutos Outra droga – vasopressina – 40 unidades ev Amiodarona – 300mg (2 ampolas de 150mg) Casos de bradicardia – atropina (0.5mg) Outras drogas – gluconato de cálcio e bicarbonato de sódio em situações de hipercalemia Bicarbonato de sódio – em caso de acidose metabólica Cloreto de potássio – em caso de hipocalemia Cloreto de sódio - em caso de hipovalemia Vaso dilatadores – em pacientes com vasoespasmo, pelo uso de substâncias ilícitas (EX. cocaína). Choque É uma condição decorrente de má perfusão tecidual com consequente hipóxia celular, Morte celular e disfunção orgânica. Possui várias causas. Classificação Hipovolêmico Cardiogênico Distributivo Obstrutivo Choque Hipovolêmico Causas Principais Sangramento Perda hídrica Ingestão inadequada Choque Cardiogênico Infarto Agudo do Miocárdio Valvulopatias Choque Distributivo Sepse Trauma Raquimedular Falência Adrenal Choque Obstrutivo Tamponamento Cardíaco Pneumotórax Hipertensivo Tromboembolismo Pulmonar Características Clínicas Alteração no nível de consciência desde uma simples ansiedade até o coma passando por agitação, sonolência, confusão mental, torpor, hipotensão, taquicardia, taquipnéia, hiperpnéia, sudorese, palidez cutânea. No caso de Sepse: pele quente Condutas Gerais: Reposição de volumes Drogas vasoativas Procedimentos invasivos Drogas Vasoativas Dopamina Noradrenalina Adrenalina Vasopressina Dobutamina Nitroprussiato de Sódio Nitroglicerina Dopamina – é um vasopressor que atua nos receptores alfa e beta Noradrenalina – vasopressor de eleição nos pacientes em choque séptico. Tem ação predominante em receptores alfa. Aumenta a pressão arterial com menor ação sobre o débito cardíaco. É usada em infusão continua na dose de 5 a 20 microgramas por minuto. Seu uso tem sido associado a uma melhor perfusão renal e esplâncnica. Sua ação, inicia em 1 ou 2 minutos, e sua meia-vida é de 2 minutos. Adrenalina – aumenta o metabolismo e o consumo de oxigênio. Seu uso está relacionado ao aumento de lactato e da glicemia. É uma droga que deve ser usada como de segunda linha nos pacientes adultos, quando outras drogas não foram eficazes. É usada por infusão sanguínea contínua, na dose de 5 a 20 microgramas por minuto. Vasopressina (Hormônio antidiurético) – leva à intensa vasoconstrição, principalmente na pele, músculos e tecido gorduroso. Dobutamina Aumenta a frequência cardíaca (cronotropismo) Maior contratilidade cardíaca (inotropismo) Provoca casodilatação (ação sobre os receptores Beta 2) Nitroprussiato de Sódio Droga vasodilatadora que atua tanto na parte arterial como venosa Com a vasodilatação, ocorre a diminuição da pressão arterial, diminuição do trabalho cardíaco e do retorno venoso Importantes no controle da Hipertensão e no tratamento da Insuficiência Cardíaca descompensada. Nitroglicerina Vasodilatador predominantemente venoso Diminui a tensão da parede ventricular Diminuiçãodo retorno venoso Tem ação vasodilatadora coronária Droga de escolha na diminuição da pressão arterial de pacientes com cardiopatia isquêmica e portadores de insuficiência coronária. Possíveis interações e efeitos dos medicamentos antiarrítmicos em pacientes submetidos a tratamento odontológico. Disopiramida (Dicorantil) alta incidência de efeitos anticolinérgicos, com boca e garganta secas. Propafenona (Ritmonorm) Redução do fluxo salivar, distúrbios gustativos, com sensação de gosto metálico e amargo. Atenolol (Atenol), Metopropol (Seloken), Propanolol (Inderal) – Podem aumentar a resposta pressórica a vasoconstritores adrenérgicos (Adrenalina), resultando em Hipertensão arterial e bradicardia. Amiodarona (Ancoron) – distúrbios gustativos, apresentando sensação de gosto metálico ou amargo. Verapamil (Dilacoron), Diltrazen (Cardizen) – Podem causar hiperplasia gengival. Digitálicos (Digoxina) – o uso de vasoconstritores adrenégicos podem aumentar o risco de arritmias cardíacas. O refluxo do vômito pode estar induzido, determinando dificuldades em tomadas de moldagens e radiografias periapicais. Conclusões: nas UTIs necessita-se de um trabalho multiprofissional e a odontologia está inserida nesse contexto. Avaliação e Tratamento do Paciente com Doença Hematológica Doenças Malignas do Sangue Introdução Leucemias Linfomas Doenças dos Linfonodos Lesões reativas Lesões neoplásicas A Linfadenopatia reativa é a causa mais comum de aumento no tamanho dos linfonodos Tumores Metastáticos são uma causa comum de linfadenopatia. Neuoplasias Leucocitárias As neoplasias leucocitárias estão divididas em quatro grupos principais: 1- Linfomas Malignos – doenças dos linfócitos teciduais e linfonodais. 2- Leucemias e distúrbios mieloproliferativos – neoplasias malignas derivadas de céluas da medula óssea. 3- Plasmocitomas – neoplasias de linfócitos B, derivados da medula óssea. 4- Histiocitoses – neoplasias derivadas de células histiocitárias, particularmente células de Langerhans. Leucemias As leucemias são as neoplasias mais comuns Conceito – alterações neoplásicas dos elementos formadores do sangue. Proliferação maligna de leucócitos na medula ósses, resultando em quantidades elevadas de células brancas no sangue periférico, muitas delas imaturas. Incidência – 13 a 100.000 pessoas, 2,5% de todos os casos de câncer (EE.UU), 3,5% - mortes decorrentes de câncer. Formas – aguda (LINFOBLÁSTICAS) e crônica (NÃO LINFOBLÁSTICA). Etiologia – não definida – modificação genética/radiação/vírus/drogas/substâncias químicas. Cada forma de leucemia é tratada como doença individual. Características Gerais Leucemia Aguda – crianças e adultos jovens. Leucemia Crônica – adultos de meia idade e idosos. Leucemia Aguda Indisposição Palidez Erupções Cutâneas Purpúricas Epistaxes Hemorragia Pele Gengiva e Trato Gastrointestinal Febre/Cefaléia Linfoadenopatia Hepatomegalia Fadiga Dispnéia Leucemia Crônica Exame Hematopatológico de Rotina (Leucocitose Inexplicável) Palidez Anêmica Linfadenopatia Esplenomegalia Hepatomegalia Aumento das Glândulas Salivares e Amigdalas Xerostomia Petéquias e Equimoses Dados Laboratoriais Leucemia Aguda Anemia Trombocitopenia TC e TS Prolongados FC Positivo Leucocitose Leucemia Crônica Anemia Trombocitopenia Leucocitose Diagnóstico Exame clínico Exame laboratorial (Imunoistoquímica) Biópsia da medula óssea Tratamento A quimioterapia constitui a base do tratamento O regime das drogas depende do tipo de leucemia Dividida em fase de indução e fase de manutenção A poliquimioterapia é mais eficaz Transplante de células tronco Medicamentos utilizados Daunorrubicina Arabinosídeo Citosina Adriamicina Atra (forma de vitamina A) Cladribina Topotecano Metotrexato Tratamento de medula óssea – casos recorrentes Prognóstico Depende do tipo de leucemia Leucemia linfoblástica aguda (L.L.A) -70% de cura Leucemia mielóide aguda -40% de sobrevida de 5 anos Efeitos colaterais comuns da quimioterapia Queda de cabelo Inflamação na boca Perda de apetite Náuseas e vômitos Diarréia Constipação Infecções Hematomas Hemorragias Fadiga Imunoterapia Utilizam-se anticorpos monoclonais (são proteínas usadas pelo sistema imunológico para identificar e neutralizar corpos estranhos, que podem ser bactérias, vírus ou mesmo células tumorais). Medicamentos (imunoterapia) Denosumab Obinutuzumab Ustequinumabe Avaliação dentária do paciente com leucemia Leucemia não diagnosticada: 1- As alterações patológicas constituem um sinal frequente da doença, especialmente nas formas agudas. A- Manifestações bucais da leucemia: Neutropenia – infecção recorrente Trombocitopenia – sangramento gengival, formação de hematoma B- Pode haver infiltrado gengival e/ou linfadenopatia 2- A avaliação dentária deve incluir: A- História B- Exame C- Avaliação laboratorial D- Encaminhamento ao médico Leucemia diagnosticada: 1- Consulta ao médico, estado hematológico. 2- Categoria de risco (preocupação significativa com a infecção e o sangramento) A- Alto risco – pacientes com leucemia ativa B- Moderado risco – pacientes em remissão e recebendo quimioterapia C- Baixo risco – pacientes que completaram o tratamento com sucesso, sem evidência de malignidade ou mielossupressão. Tratamento dentário do paciente com leucemia Prevenção Eliminar fontes potenciais de infecção ou irritação, como bordas agudas de restaurações, dentes fraturados, próteses removíveis ou bandas ortodônticas Eliminar terceiros molares irrompidos parcialmente Eliminar doença pulpar Raspagem, polimento radicular, instruções de higiene oral, uso de fluoretos Pacientes de risco moderado Planejar o tratamento dentário de acordo com a quimioterapia ou quando a leucometria estiver >3.500 células/MM3 e as plaquetas >100.000 células/MM3 Profilaxia com antibióticos nos procedimentos tipo V e VI, hospitalização Consulta ao médico Plano de tratamento dentário segundo o prognóstico do paciente Pacientes de baixo risco Utilizar esquema terapêutico normal.