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Cárie Dentária: Diagnóstico e Tratamento

Apostila sobre cariologia: introdução à cárie na infância; fatores de formação; diagnóstico clínico e etiológico; avaliação de risco individual; sistema ICDAS; inspeção visual, radiografia e avaliação de atividade das lesões. Contém referências.

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<p>Dra. Íris Fonseca</p><p>CARIOLOGIA</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>Cárie dentária é doença mais comum na</p><p>infância.</p><p>A doença ainda afeta mais da metade da</p><p>população infantil dos países da América</p><p>Latina e do Caribe no séc.XXI.</p><p>Ocorre um desequilíbrio no meio bucal pelo</p><p>acúmulo de bactérias sobre os dentes e da</p><p>ingestão frequente e exacerbada de açúcar</p><p>e carboidratos fermentáveis.</p><p>Formação ou não da lesão : pH (formação</p><p>de placa dental e conversão de</p><p>carboidratos em ácidos) + presença ou não</p><p>de flúor no meio + tempo que esse</p><p>desequilíbrio permanecer.</p><p>Quando há predominância da</p><p>desmineralização ao longo de um</p><p>período de tempo, haverá uma excessiva</p><p>perda de minerais que levará a</p><p>desorganização e dissolução dos tecidos</p><p>dentários duros.</p><p>DIAGNÓSTICO DA DOENÇA CÁRIE</p><p>Sinais clínicos (lesões de cárie)</p><p>Fatores etiológicos</p><p>Consumo de açúcar e carboidratos fermentáveis</p><p>Ausência de flúor no meio bucal</p><p>Higiene inadequada</p><p>Relação risco de desenvolvimento de cárie.</p><p>Diante o diagnóstico o profissional estabelece um</p><p>tratamento voltada aos sinais clínicos(lesões) e fatores</p><p>etiológico gerais.</p><p>DIAGNÓSTICO DA DOENÇA CÁRIE</p><p>Ao avaliarmos o risco de cárie,</p><p>estamos realizando uma estimativa</p><p>da probabilidade de um</p><p>determinado grupo ou criança de</p><p>ter a doença ou desenvolver a</p><p>novas lesões de cárie em um</p><p>período de tempo.</p><p>Essa avaliação é importante na</p><p>elaboração de um plano de</p><p>tratamento para necessidade de</p><p>cada paciente.</p><p>1.</p><p>2.</p><p>Baixo risco</p><p>1</p><p>Risco moderado</p><p>2</p><p>Alto risco</p><p>3</p><p>AVALIAÇÃO DO RISCO DE</p><p>CÁRIE EM NÍVEL INDIVIDUAL.</p><p>·É o processo que estabelece a probabilidade de um paciente</p><p>desenvolver novas lesões de esmalte ou dentina em um futuro</p><p>próximo.</p><p>BAIXO RISCO</p><p>Bebês e crianças com boas</p><p>condições de saúde</p><p>Mães realizam higiene</p><p>Baixo consumo de açúcar e</p><p>ausência de alimentação</p><p>noturna</p><p>Sem defeitos congênitos</p><p>Saúde familiar considerada</p><p>boa</p><p>Água de abastecimento</p><p>fluoretada</p><p>RISCO</p><p>MODERADO</p><p>ALTO RISCO</p><p>Limpam ou escovam os</p><p>dentes de vez em quando</p><p>Consomem muito açúcar</p><p>Mamam pra dormir</p><p>Dormem mamando e nunca</p><p>limpam os dentes</p><p>Alto consumo de açúcares e</p><p>carboidratos</p><p>Possuem todos os fatores</p><p>negativos</p><p>ICDAS</p><p>ICDAS (Internacional Caries Detection and Assessment</p><p>System)</p><p>Sistema de escore visual tátil</p><p>Finalidade de detectar e avaliar a severidade das lesões em</p><p>superfícies oclusais , proximais , radiculares e lesões ao redor</p><p>de restaurações.</p><p>Utilizado em pesquisas, educação e prática clinica</p><p>Exame ICDAS :</p><p>Dente limpo ,seco e boa iluminação</p><p>Sonda Ball point (OMS) como método auxiliar</p><p>Ver se o dente é hígido , selado , restaurado, com coroa ou</p><p>ausente.</p><p>Em seguida as superfícies são classificadas em relação a cárie</p><p>usando uma escala de 0 a 6 (superfície hígida à mais extensa)</p><p>ICDAS</p><p>Método de escolha na prática clínica para detecção de</p><p>lesões de cárie.</p><p>Evita a ocorrência de sobretratamentos (onde não há</p><p>cáries).</p><p>Exame visual</p><p>Presença de placa ou saliva dificultam visualização nas</p><p>fissuras</p><p>Evitar secagem prolongada</p><p>INSPEÇÃO VISUAL</p><p>Detecção mais sensível de lesões interproximais e</p><p>oclusais de cárie em dentina</p><p>Melhor estimativa de profundidade da lesão</p><p>Monitoramento das lesões de cárie mais acurada</p><p>e confiável</p><p>Risco de diagnóstico falso-positivo e falso-</p><p>negativo</p><p>(Imagens)</p><p>Exposição das radiações ionizantes .</p><p>Desconforto na criança</p><p>Métodos radiográficos convencional e digital –</p><p>ambos apresentam desempenho semelhante.</p><p>Radiografia interproximal – mais adequada para</p><p>detecção de lesão de cárie</p><p>Uso de posicionadores apropriados (infantil)</p><p>Confecção de aleta de mordida feita de fita</p><p>adesiva.</p><p>RADIOGRÁFICO</p><p>AVALIAÇÃO DA</p><p>ATIVIDADE DE CÁRIE</p><p>O profissional deve estar apto a distinguir se a</p><p>lesão se encontra em progressão ( atividade)</p><p>ou estabilizada ( inatividade).</p><p>Lesões ativas : opacas, rugosas e porosas</p><p>(esmalte)</p><p>dentina – tecido amolecido e amarelado</p><p>Lesões Inativas: aspecto liso ,brilhante e polido</p><p>(esmalte)</p><p>dentina – aspecto vítreo e consistência rígida.</p><p>As lesões continuas à margem gengival livre</p><p>são consideradas ativas, enquanto as lesões</p><p>distante desta são inativas ou em processo de</p><p>inatividade.</p><p>As lesões em dentes em erupção apresentam</p><p>maior chance de estarem ativas do que dentes</p><p>totalmente erupcionados.</p><p>Apesar da cor escurecida da lesão de cárie</p><p>poder ser considerada como um indicativo de</p><p>lesões inativas (cárie crônica), ela não deve</p><p>ser utilizada como único fator de avaliação.</p><p>Lesão ativa Lesão inativa</p><p>AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE DE CÁRIE</p><p>AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE DE CÁRIE</p><p>REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA</p><p>Duarte D., Feres M.,Fontana UF. Odontopediatria</p><p>Estado atual da Arte. Educação , Diagnóstico,e</p><p>Intervenção Estético-funcional. Cap 7 pg 126-137.</p><p>Bussadori SK.,Moriyama CM.,Motta LJ., Pinto MM.</p><p>Estética em Odontopediatria. Cap. 4 pg 52-61</p>

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