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<p>Farmacologia Integrada II</p><p>Faculdade de Ciências Médicas de Três Rios - FCM/TR</p><p>@plrguedes</p><p>pedro.guedes@tr.suprema.edu.br</p><p>Prof. Dr. Pedro Guedes</p><p>Três Rios - RJ, setembro de 2024</p><p>Aula teórica</p><p>Caso 4: GBS</p><p>Farmacologia Integrada II</p><p>Faculdade de Ciências Médicas de Três Rios - FCM/TR</p><p>Prof. Dr. Pedro Guedes</p><p>Três Rios - RJ, setembro de 2024</p><p>Antifúngicos</p><p>Infecções fúngicas</p><p>Três Rios – RJ, setembro de 2024</p><p>Caso 4: GBS</p><p>As micoses humanas são causadas por fungos que penetram no organismo</p><p>principalmente por via inalatória ou por implantação transtegumentar</p><p>Doenças por fungos patogênicos primários podem ser classificadas em quatro</p><p>grupos naturais: micoses superficiais, cutâneas, subcutâneas e sistêmicas</p><p>Farmacoterapia com agentes antifúngicos é mais limitada, sendo inicialmente</p><p>baseada na anfotericina B, mas expandida para o uso de azois e equinocandinas</p><p>Antifúngicos</p><p>Três Rios – RJ, setembro de 2024 Katzung et al. Farmacologia Básica e Clínica. 13 ed, 2017</p><p>Caso 4: GBS</p><p>Anfotericina B</p><p>Três Rios – RJ, setembro de 2024</p><p>Caso 4: GBS</p><p>Anfotericinas B é um antibiótico antifúngico produzidos por Streptomyces</p><p>nodosus</p><p>Katzung et al. Farmacologia Básica e Clínica. 13 ed, 2017</p><p>Anfotericina B – mecanismo de ação</p><p>Três Rios – RJ, setembro de 2024</p><p>Caso 4: GBS</p><p>Liga-se ao esteroide de membrana e altera a permeabilidade da célula ao formar</p><p>poros na membrana celular*</p><p>Seletividade se dá pela característica específica da membrana dos fungos, com a</p><p>presença de ergosterol</p><p>Poros são estabilizados pela caracte-</p><p>rística anfipática da molécula</p><p>Katzung et al. Farmacologia Básica e Clínica. 13 ed, 2017</p><p>Anfotericina B – mecanismo de ação</p><p>Três Rios – RJ, setembro de 2024 Katzung et al. Farmacologia Básica e Clínica. 13 ed, 2017</p><p>Caso 4: GBS</p><p>Anfotericina B – mecanismo de ação</p><p>Três Rios – RJ, setembro de 2024</p><p>Caso 4: GBS</p><p>Permite extravasamento de íons intracelulares e de macromoléculas, levando à</p><p>morte celular (ação fungicida)</p><p>Toxicidade está relacionada com a semelhança do núcleo esteroidal</p><p>Resistência ocorre quando a ligação com o ergosterol é prejudicada por</p><p>redução em sua concentração na membrana ou por modificação estrutural do alvo</p><p>Nistatina tem o mesmo mecanismo de ação (candidíase)</p><p>Anfotericina B – aplicação clínica</p><p>Três Rios – RJ, setembro de 2024</p><p>Caso 4: GBS</p><p>Continua sendo o antifúngico com maior espectro de ação</p><p>Ativo contra leveduras clinicamente significativas, causadores de micoses</p><p>endêmicas e fungos patogênicos</p><p>Brunton et al. Goodman & Gilman. 12 ed, 2016</p><p>Anfotericina B – aplicação clínica</p><p>Três Rios – RJ, setembro de 2024</p><p>Caso 4: GBS</p><p>Continua sendo o antifúngico com maior espectro de ação</p><p>Ativo contra leveduras clinicamente significativas, causadores de micoses</p><p>endêmicas e fungos patogênicos</p><p>Toxicidade pode ser imediata (febre, calafrios, espasmos musculares, vômitos,</p><p>cefaleia e hipotensão) ou de evolução lenta (lesão renal é a mais significativa)</p><p>Brunton et al. Goodman & Gilman. 12 ed, 2016</p><p>Flucitosina</p><p>Três Rios – RJ, setembro de 2024</p><p>Caso 4: GBS</p><p>Análogo hidrossolúvel de pirimidina relacionado com o agente quimioterápico 5-</p><p>fluoruracila</p><p>Não é empregada como agente isolado em razão do efeito sinérgico</p><p>demonstrado com outros agentes e para evitar o desenvolvimento de resistência</p><p>secundária</p><p>Pode apresentar toxicidade para a medula óssea produzindo anemia, leucopenia</p><p>e trombocitopenia (efeito adverso mais comum)</p><p>Flucitosina – mecanismo de ação</p><p>Três Rios – RJ, setembro de 2024 Katzung et al. Farmacologia Básica e Clínica. 13 ed, 2017</p><p>Caso 4: GBS</p><p>Flucitosina – mecanismo de ação</p><p>Três Rios – RJ, setembro de 2024</p><p>Caso 4: GBS</p><p>Captada pelas células por meio da enzima citosina permease, onde é convertida a</p><p>5-fluoruacila, inibindo assim a síntese de DNA e de RNA (substrato anômalo)</p><p>Células humanas são incapazes de converter o fármaco original em seus</p><p>metabólitos ativos (toxicidade seletiva)</p><p>Uso restrito à terapia combinada, com a anfotericina B para a meningite</p><p>criptocócica, ou com o itraconazol para a cromoblastomicose</p><p>Azóis</p><p>Três Rios – RJ, setembro de 2024</p><p>Caso 4: GBS</p><p>Compostos sintéticos que podem ser classificados como imidazois ou triazois de</p><p>acordo com o número de átomos de nitrogênio no anel azólico</p><p>Imidazois: cetoconazol, miconazol e clotrimazol</p><p>Triazois: itraconazol, fluconazol, voriconazol e</p><p>posaconazol</p><p>Reduz a síntese do ergosterol por meio da</p><p>inibição de enzimas do CYP450 fúngicas</p><p>Azóis</p><p>Três Rios – RJ, setembro de 2024 Katzung et al. Farmacologia Básica e Clínica. 13 ed, 2017</p><p>Caso 4: GBS</p><p>Azóis</p><p>Três Rios – RJ, setembro de 2024</p><p>Caso 4: GBS</p><p>Imidazois tem grau menor de seletividade do que os triazois, contribuindo para a</p><p>maior incidência de interações medicamentosas e efeitos adversos</p><p>Azois provocam alterações nas enzimas hepáticas e, muito raramente, hepatite</p><p>clínica</p><p>Equinocandinas</p><p>Três Rios – RJ, setembro de 2024</p><p>Caso 4: GBS</p><p>Classe mais nova de agentes antifúngicos a ser desenvolvida</p><p>Caspofungina, micafungina e anidulafungina são ativos contra Candida spp e</p><p>Aspergillus spp (em casos de contraindicação ou falha da Anfotericina B)</p><p>Inibem a β-glicano sintetase, sendo este um açúcar fundamental na estrutura da</p><p>PC fúngica, o que resulta em ruptura da parede e morte celular</p><p>Muito bem tolerados, com efeitos gastrintestinais e poucos relatos de rubor</p><p>Equinocandinas – mecanismo de ação</p><p>Três Rios – RJ, setembro de 2024 Katzung et al. Farmacologia Básica e Clínica. 13 ed, 2017</p><p>Caso 4: GBS</p><p>Outros antifúngicos</p><p>Três Rios – RJ, setembro de 2024</p><p>Caso 4: GBS</p><p>Antifúngicos sistêmicos orais para infecções mucocutâneas, como griseofulvina e</p><p>terbinafina são queratofílicos (ligam-se à queratina da pele recém-formada,</p><p>protegendo contra novas infecções)</p><p>Griseofulvina é um agente fungistático utilizado somente no tratamento sistêmico da</p><p>dermatofitose (inibe a formação de microtúbulos)</p><p>Terbinafina é um agente fungicida utilizado no tratamento de dermatofitoses, em</p><p>especial onicomicose (inibe a esqualeno oxidase)</p><p>Antifúngicos</p><p>Três Rios – RJ, setembro de 2024</p><p>Caso 4: GBS</p><p>Katzung et al. Farmacologia Básica e Clínica. 13 ed, 2017</p><p>Brunton LL, Chabner BA, Knollmann BC. As bases farmacológicas da</p><p>terapêutica de Goodman & Gilman. 12. Ed. Porto Alegre: AMGH, 2012, p.</p><p>1337-1357.</p><p>Katzung BG, Trevor AJ. Farmacologia básica e clínica. 13. ed. Porto Alegre:</p><p>AMGH, 2017, p. 825-834.</p><p>Rang HP, Ritter JM, Flower RJ, Henderson G. Rang & Dale: Farmacologia. 8.</p><p>ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2016, p. 653-657.</p><p>Três Rios – RJ, setembro de 2024</p><p>Caso 4: GBS</p><p>Referências bibliográficas</p><p>OBRIGADO</p>