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<p>Visita Técnica – Formação Técnica/Senar-AR/PE</p><p>Relatório – Aluno – 2024.1</p><p>Nome dos Alunos: André de Oliveira Dias Junior / Paulo Leite Xavier Neto</p><p>Polo: Recife - PE</p><p>Turma: Módulo Básico</p><p>Semestre/ Ano: 01/2024</p><p>Unidade Curricular (UC): Fundamentos do Agronegócio</p><p>Curso: Técnico em Agronegócio</p><p>Data: 25/05/2024</p><p>Local: UFRPE - Departamento de Zootecnia</p><p>No dia 25/05/2024, tivemos a oportunidade de visitar o Setor de Meliponicultura da área de</p><p>Zootecnia da UFRPE, promovida pelo Instituto Senar que a nossa turma foi monitorada</p><p>pela tutora Carina Vasconcelos e pela supervisora técnica Edy Cleide. As orientações e</p><p>explicações durante essa visita técnica foram ministradas pelo Professor Carlos Frederico</p><p>técnico dos setores de Apicultura e Meliponicultura de Zootecnia da UFRPE. Essa visita foi</p><p>extremamente enriquecedora, proporcionando um aprofundamento significativo em nosso</p><p>conhecimento sobre as abelhas nativas e seu papel fundamental na meliponicultura.</p><p>Durante nossa visita ao Setor de Meliponicultura da UFRPE, tivemos a oportunidade de</p><p>conhecer diversas culturas de abelhas nativas, cada uma com características únicas e</p><p>importantes para o ecossistema. A Iraí (Nannotrigona testaceicornis) é uma abelha mansa</p><p>e simpática, que nidifica em fendas de árvores ocas, buracos nas rochas e muros,</p><p>produzindo um mel apreciado, embora em quantidade pequena. A Tubi (Scaptotrigona</p><p>tubiba) é uma espécie pequena, com coloração escura e áreas pigmentadas em amarelo,</p><p>desempenhando um papel importante como polinizadora. A Uruçu Nordestina (Melipona</p><p>scutellaris) destaca-se na meliponicultura brasileira, produzindo um mel de alta qualidade</p><p>com valor comercial diferenciado e sabor único, proveniente de flores específicas. O</p><p>Mosquito (Plebeia Sp.) é uma abelha pequena e totalmente mansa, que também nidifica</p><p>em fendas de árvores ocas, buracos nas rochas ou muros, e produz um mel apreciado,</p><p>embora em quantidade limitada. A Moça Branca (Frieseomelitta doederleini) destaca-se</p><p>por sua coloração clara e contribui para a polinização e produção de mel. Por fim, a Boca</p><p>de Sapo (Partamona helleri) é fundamental para a biodiversidade local, sendo uma</p><p>coletadora de pólen que visita diversas espécies de plantas.Essas abelhas nativas</p><p>desempenham papéis cruciais na biodiversidade e economia local, e sua preservação é</p><p>fundamental para o nosso ecossistema e nosso futuro. Importante focar que na visita</p><p>técnica foram tratados outros fatores das abelhas como fator humano, ambiental e urbano</p><p>dando ampla variedade nas informações e nos fazendo entender muitas das mudanças</p><p>que vemos nas notícias a respeito das abelhas e também uma parte prática para manusear e</p><p>retirar a cera de maneira segura e prática.</p><p>Mas nesse relatório iremos focar no carro chefe do setor visitado a:</p><p>A Abelha Uruçu (Melipona scutellaris) é uma das espécies mais significativas na</p><p>meliponicultura brasileira, especialmente no Nordeste. Seu nome vulgar é Uruçu, originado</p><p>do Tupi-Guarani, onde “Uru” significa abelha e “çu” significa grande. Essa abelha é</p><p>endêmica do Nordeste do Brasil, embora existam variações em outras regiões, como a</p><p>Uruçu-amarela no Nordeste e a Uruçu-preta no Sul e Sudeste. A Uruçu é uma abelha</p><p>mansa, sem ferrão, que não pica, mas pode morder como forma de defesa.</p><p>Em termos de produção, a Uruçu é a espécie de abelha nativa que mais armazena mel,</p><p>com uma colmeia podendo produzir de 2 a 3 kg de mel por ano. Em comparação, a Apis</p><p>melífera, ou abelha europeia, pode produzir até 70 kg de mel por ano. No entanto, o mel</p><p>da Uruçu possui um valor comercial muito maior. Enquanto o mel de Apis é vendido a</p><p>aproximadamente R$ 20,00 por kg, o mel de Uruçu pode alcançar até R$ 250,00 por kg</p><p>devido à sua raridade e qualidade diferenciada. O sabor do mel da Uruçu é altamente</p><p>apreciado por seu gosto único, resultante das flores específicas das quais as abelhas</p><p>coletam o néctar.</p><p>A estrutura de criação das abelhas Uruçu pode ser adaptada em propriedades rurais com</p><p>materiais locais, como por exemplo, vimos e foi nos explicado que prateleiras da biblioteca</p><p>foram reaproveitadas para criar as estruturas delas. Cada espécie de abelha requer um</p><p>modelo específico de colmeia, adaptado à sua biologia, para protegê-las do sol e da</p><p>chuva. Além disso, algumas espécies de abelhas nativas, como a Abaiarana e a Plebeia,</p><p>são menores e mais adequadas para a criação em espaços urbanos, como apartamentos.</p><p>A criação de abelhas nativas requer autorização do IBAMA, sendo importante garantir que a</p><p>aquisição das colmeias seja feita de maneira legal e sustentável. Além do mel, as</p><p>abelhas Uruçu são importantes polinizadoras, contribuindo para a manutenção da</p><p>biodiversidade local. Disseminar conhecimentos sobre a meliponicultura e a importância</p><p>das abelhas nativas pode ajudar na preservação dessas espécies e na promoção de</p><p>práticas agrícolas sustentáveis.</p><p>Considerações Finais:</p><p>Essa visita ampliou nosso entendimento sobre a importância das abelhas nativas na</p><p>meliponicultura. A preservação dessas espécies e a disseminação de conhecimento são</p><p>essenciais para garantir que futuras gerações continuem a se beneficiar das contribuições</p><p>únicas dessas abelhas ao nosso ecossistema, uma observação relevante e que merece</p><p>destaque é o profundo amor que as pessoas envolvidas nas áreas de Apicultura e</p><p>Meliponicultura de Zootecnia da UFRPE têm pelo seu trabalho e pelas abelhas. Por</p><p>exemplo, o Professor Carlos Frederico possui tatuagens no braço representando várias</p><p>espécies de abelhas.</p><p>Fotos</p><p>Recife - PE, 25 de Maio de 2024</p><p>Assinaturas dos Alunos</p><p>Assinatura do Tutor(a) Presencial</p><p>Coordenação – Formação Técnica</p>

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