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<p>são somados,</p><p>conforme a expressão:</p><p>An = An,mesa superior + An,mesa inferior + An,alma</p><p>BARRAS DE AÇO TRACIONADAS</p><p>.1</p><p>Em um perfil qualquer, quando uma linha de ruptura tem todos os</p><p>seus segmentos na seção transversal, a área líquida pode ser obtida</p><p>subtraindo-se a área dos furos da área bruta Ag :</p><p>BARRAS DE AÇO TRACIONADAS</p><p>5.3.2.3. Elementos planos e perfis ligados por meio de solda</p><p>As barras tracionadas ligadas apenas por meio de solda, portanto, sem</p><p>furos, possuem área líquida igual à área bruta.</p><p>.1</p><p>5.3.3. Área líquida efetiva</p><p>5.3.3.1. Conceitos</p><p>Uma barra tracionada, ligada com parafusos ou soldas, por apenas alguns dos</p><p>elementos componentes da seção transversal, fica submetida a uma</p><p>distribuição de tensão não uniforme na região da ligação. Isso ocorre porque o</p><p>esforço tem de passar pelos elementos conectados, que ficam submetidos a</p><p>uma tensão média maior que a dos elementos não conectados (elementos</p><p>soltos).</p><p>BARRAS DE AÇO TRACIONADAS</p><p>.1</p><p>Comportamento da cantoneira:</p><p>As tensões se concentram mais no</p><p>elemento conectado e, ainda, que a</p><p>seção 1-1 da cantoneira é a mais</p><p>solicitada na região da ligação, pois:</p><p>• na ligação parafusada, sofre a perda</p><p>de área decorrente do furo e está</p><p>submetida à totalidade da força de</p><p>tração N</p><p>• na ligação soldada, situa-se em</p><p>posição tal que fica submetida à</p><p>totalidade da força de tração N, uma</p><p>vez que nenhuma parcela dessa força</p><p>ainda foi transmitida pela solda para a</p><p>chapa.</p><p>BARRAS DE AÇO TRACIONADAS</p><p>.1</p><p>A seção 1-1, portanto, fica submetida a uma tensão normal não</p><p>uniforme, como ilustrado em c. Essa distribuição não uniforme de</p><p>tensão, para efeitos práticos, é substituída por uma tensão uniforme, de</p><p>intensidade máxima, atuando em apenas uma parte da seção</p><p>transversal. Considera-se que uma parte da seção transversal trabalha</p><p>sob tensão uniforme, com a parte restante sendo desprezada, como se</p><p>vê em d. A área da parte da seção transversal que trabalha é a área</p><p>líquida efetiva, representada por Ae .</p><p>Ae = Ct An , onde Ct é um coef. de redução da área líquida An</p><p>BARRAS DE AÇO TRACIONADAS</p><p>.1</p><p>5.3.3.2. Coeficiente de redução Ct</p><p>Barras com seção transversal aberta</p><p>Nas barras com seção transversal aberta, excluindo os elementos planos</p><p>(chapas), quando a força de tração é transmitida somente por parafusos ou</p><p>por soldas longitudinais, ou, ainda, por uma combinação de soldas</p><p>longitudinais e transversais, para alguns elementos da seção transversal (pelo</p><p>menos um elemento da seção transversal fica solto), o coeficiente Ct é dado</p><p>pela seguinte expressão:</p><p>BARRAS DE AÇO TRACIONADAS</p><p>.1</p><p>ec é a excentricidade da ligação, igual à distância do centro geométrico da seção da barra, G,</p><p>ao plano de cisalhamento da ligação. Em perfis com um plano de simetria, exceto</p><p>cantoneiras, a ligação deve ser simétrica em relação a esse plano.</p><p>lc é o comprimento efetivo da ligação. Seu valor, nas ligações soldadas, é igual ao</p><p>comprimento da solda na direção da força axial e, nas ligações parafusadas, é igual à</p><p>distância do primeiro ao último parafuso da linha de furação com maior número de</p><p>parafusos, na direção da força axial.</p><p>BARRAS DE AÇO TRACIONADAS</p><p>.1</p><p>▪ Se Ct 0,90: por razões de segurança, deve ser usado nos cálculos esse valor</p><p>como limite superior</p><p>▪ O coeficiente Ct se eleva à medida que o comprimento da ligação (lc) aumenta,</p><p>e a distância do centro geométrico da barra ao plano de cisalhamento da</p><p>ligação (ec) diminui.</p><p>BARRAS DE AÇO TRACIONADAS</p><p>▪ Quanto maior o comprimento da</p><p>ligação, mais uniforme é a tensão</p><p>normal e, consequentemente, lw ≥ 1,5b</p><p>Ct = 0,75, para 1,5b > lw ≥ b</p><p>BARRAS DE AÇO TRACIONADAS</p><p>.1</p><p>▪ Se o comprimento de solda lw for pequeno em relação à largura b, a tensão</p><p>normal de tração na seção mais solicitada da chapa não será uniforme</p><p>(será maior junto às bordas longitudinais e menor, ou até nula, na região</p><p>central) e a área a ser desprezada poderá ser relativamente grande, ou seja,</p><p>Ct terá valor reduzido.</p><p>▪ Se lw for grande, a tensão normal na seção mais solicitada tenderá a se</p><p>tornar uniforme, e a área a ser desprezada será muito reduzida, podendo</p><p>até ser nula, ou seja, Ct terá valor próximo de 1,0.</p><p>▪ Se a chapa for ligada por solda transversal, Ct= 1,0</p><p>BARRAS DE AÇO TRACIONADAS</p><p>.1</p><p>5.4. IDENTIFICAÇÃO DOS ESTADOS-LIMITES ÚLTIMOS</p><p>BARRAS DE AÇO TRACIONADAS</p><p>Um modo de colapso de barras</p><p>tracionadas está relacionado à região</p><p>de ligação e se manifesta quando a</p><p>tensão atuante na área líquida efetiva</p><p>(Ae) atinge o valor da resistência à</p><p>ruptura do aço (fu). Nessa situação, a</p><p>barra se rompe, em um estado-limite</p><p>último que recebe a denominação de</p><p>ruptura da seção líquida. A figura</p><p>mostra a ocorrência desse estado-</p><p>limite em um perfil I ligado pelas mesas</p><p>por meio de parafusos.</p><p>.1</p><p>BARRAS DE AÇO TRACIONADAS</p><p>Outro modo de colapso se manifesta quando a tensão de tração atuante ao</p><p>longo do comprimento da barra, portanto, na sua seção bruta (Ag), atinge o</p><p>valor da resistência ao escoamento do aço (fy). Nessa circunstância, a</p><p>barra está em situação de escoamento generalizado e sofre alongamento</p><p>excessivo, o que pode provocar a ruína da estrutura. A esse estado-limite</p><p>último dá-se o nome de escoamento da seção bruta.</p><p>.1</p><p>BARRAS DE AÇO TRACIONADAS</p><p>É importante observar que o escoamento da seção líquida, ao contrário do</p><p>escoamento da seção bruta, não representa um estado-limite último.</p><p>No escoamento da seção bruta, praticamente toda a barra entra em estado</p><p>de escoamento, o que faz seu aumento de comprimento ser excessivo.</p><p>No escoamento da seção líquida, apenas a região de ligação escoa, e a</p><p>barra como um todo sofre um aumento de comprimento pouco</p><p>significativo. O colapso dessa seção, portanto, só fica caracterizado</p><p>quando ela se rompe.</p><p>.1</p><p>5.5. DIMENSIONAMENTO AOS ESTADOS-LIMITES ÚLTIMOS</p><p>No dimensionamento aos estados-limites últimos de uma barra</p><p>submetida a força axial de tração, é preciso satisfazer a seguinte</p><p>relação:</p><p>Nt,Sd ≤ Nt,Rd</p><p>Nt,Sd é a força axial de tração solicitante de cálculo, obtida com a</p><p>combinação de ações de cálculo apropriada</p><p>Nt,Rd, a força axial de tração resistente de cálculo, considerando os</p><p>estados-limites últimos de escoamento da seção bruta e ruptura da</p><p>seção líquida.</p><p>Para o escoamento da seção bruta, tem-se:</p><p>BARRAS DE AÇO TRACIONADAS</p><p>.1</p><p>o produto Agfy é a força axial resistente nominal</p><p>γa1, o coeficiente de ponderação da resistência para escoamento, igual</p><p>a 1,10.</p><p>Para a ruptura da seção líquida, tem-se:</p><p>o produto Ae fu é a força axial resistente nominal</p><p>γa2 , o coeficiente de ponderação da resistência para ruptura, igual a</p><p>1,35.</p><p>Os coeficientes de ponderação da resistência, (1,10 e 1,35) para os</p><p>estados-limites de escoamento da seção bruta e de ruptura da seção</p><p>líquida, expressam maior nível de incerteza quanto ao valor da</p><p>capacidade resistente nominal deste último.</p><p>BARRAS DE AÇO TRACIONADAS</p><p>.1</p><p>5.6. LIMITAÇÃO DO ÍNDICE DE ESBELTEZ</p><p>É recomendável</p><p>que o índice de esbeltez das barras tracionadas,</p><p>tomado como a maior relação entre o comprimento destravado Lt e o</p><p>raio de giração r correspondente, não supere 300, ou seja, que:</p><p>Essa recomendação tem o objetivo de evitar que as barras tracionadas</p><p>fiquem flexíveis demais e, como consequência, apresentem:</p><p>▪ deformação excessiva causada pelo peso próprio ou por choques</p><p>durante o transporte e a montagem;</p><p>▪ vibração de grande intensidade, que pode se transmitir para toda a</p><p>edificação, quando houver ações variáveis, como vento, ou quando</p><p>existirem solicitações de equipamentos vibratórios, como</p><p>compressores, causando sensação de desconforto aos usuários.</p><p>BARRAS DE AÇO TRACIONADAS</p><p>.1</p><p>Para obter (Lt/r)máx, é preciso determinar o valor de Lt/r no plano da</p><p>estrutura analisada, e também no plano perpendicular a esta, e, no</p><p>caso de barras que possuam raio de giração mínimo em relação a um</p><p>eixo que faça um ângulo diferente de 90º com o plano da estrutura,</p><p>deve-se também determinar Lt /r em relação a esse eixo.</p><p>Por exemplo, para cargas gravitacionais, o banzo inferior das treliças</p><p>da figura fica tracionado, e, sabendo-se que sua seção transversal tem</p><p>como eixos centrais de inércia x e y, então (Lt/r)máx é o maior valor</p><p>entre:</p><p>▪ (Lt/r)x = L/rx (no plano das treliças, o comprimento destravado é a</p><p>distância entre dois nós adjacentes)</p><p>▪ (Lt/r)y = 2L/ry (no plano perpendicular às treliças, o comprimento</p><p>destravado é a distância entre duas mãos-francesas adjacentes ou</p><p>entre apoio externo e mão-francesa).</p><p>BARRAS DE AÇO TRACIONADAS</p><p>.1</p><p>BARRAS DE AÇO TRACIONADAS</p><p>Para diagonais e montantes, como o comprimento destravado em</p><p>qualquer plano é o próprio comprimento da barra, evidentemente (Lt</p><p>/r)máx é esse comprimento dividido pelo raio de giração mínimo da</p><p>seção transversal.</p><p>.1</p><p>5.7. EMPREGO DE BARRAS COMPOSTAS</p><p>É usual projetar barras compostas, constituídas, por exemplo, por</p><p>duas cantoneiras ou dois perfis U, em que a ligação entre os perfis seja</p><p>feita por meio de chapas espaçadoras, soldadas ou parafusadas a</p><p>esses perfis. Nesse caso, para assegurar um comportamento conjunto</p><p>adequado dos perfis da barra composta, a distância máxima (l) entre</p><p>duas chapas espaçadoras adjacentes deve ser tal que:</p><p>onde rmín,1 é o raio de giração mínimo de apenas um perfil isolado que</p><p>forma a barra composta.</p><p>BARRAS DE AÇO TRACIONADAS</p><p>.1</p><p>BARRAS DE AÇO TRACIONADAS</p><p>.1</p><p>A figura mostra uma chapa espaçadora soldada posicionada ao longo</p><p>do comprimento de uma barra composta formada por duas</p><p>cantoneiras. Chama-se, ainda, a atenção para o fato de que, em</p><p>treliças e sistemas treliçados, nas extremidades, chapas de nó</p><p>funcionam também como chapas espaçadoras.</p><p>BARRAS DE AÇO TRACIONADAS</p><p>.1</p><p>5.8. BARRAS REDONDAS COM EXTREMIDADES ROSQUEADAS</p><p>O emprego de barras redondas com extremidades rosqueadas nas</p><p>estruturas de aço é comum, principalmente como tirantes e peças de</p><p>contraventamento, ligadas ao restante da estrutura por meio de porca</p><p>e arruela.</p><p>BARRAS DE AÇO TRACIONADAS</p><p>.1</p><p>A figura a) mostra uma cobertura de estacionamento cujas barras</p><p>redondas rosqueadas são utilizadas como tirantes com o intuito</p><p>principal de reduzir o deslocamento vertical na extremidade do</p><p>balanço e, a figura b), o contraventamento em forma de X de um</p><p>edifício.</p><p>BARRAS DE AÇO TRACIONADAS</p><p>.1</p><p>O dimensionamento das barras redondas é similar ao das demais</p><p>barras tracionadas. Deve-se verificar o estado-limite último de</p><p>escoamento da seção bruta, com a força axial de tração resistente de</p><p>cálculo, na qual a área bruta da seção transversal Ag é a área do fuste,</p><p>ou seja:</p><p>sendo db o diâmetro nominal do fuste.</p><p>O outro estado-limite último a se considerar é a ruptura da parte</p><p>rosqueada, para o qual a força axial de tração resistente de cálculo é ,</p><p>na qual a área líquida efetiva corresponde à área efetiva à tração da</p><p>rosca, igual, nas roscas usualmente utilizadas nas estruturas de aço, a</p><p>aproximadamente 75% da área bruta do fuste Ab , ou seja:</p><p>Ae= 0,75 Ab</p><p>BARRAS DE AÇO TRACIONADAS</p><p>.1</p><p>As barras redondas rosqueadas não precisam atender a quaisquer</p><p>limitações relacionadas à esbeltez. Isso ocorre pelo fato de serem</p><p>montadas com pré-tensão de tração, proporcionada por aperto</p><p>forçado da porca, esticando-as perfeitamente, de modo que fiquem</p><p>pouco suscetíveis a vibrações.</p><p>BARRAS DE AÇO TRACIONADAS</p><p>.1</p><p>5.9. EFEITOS ADICIONAIS</p><p>5.9.1. Efeito da excentricidade da ligação</p><p>Muitas vezes, a força de tração introduzida por uma ligação não tem a</p><p>resultante coincidente com o eixo da barra, o que causa flexão. A barra</p><p>estaria submetida, então, a uma solicitação de flexo-tração.</p><p>No entanto, em barras de baixa rigidez à flexão, como as cantoneiras e</p><p>os perfis U laminados, que possuem seção transversal de altura</p><p>reduzida, com ligações de pequena excentricidade, a flexão pode ser</p><p>desprezada.</p><p>BARRAS DE AÇO TRACIONADAS</p><p>.1</p><p>Situações como a da cantoneira soldada por apenas uma aresta na</p><p>direção da força ou um perfil I conectado por apenas uma das mesas,</p><p>não devem ser utilizadas, por causa da grande excentricidade</p><p>existente, que invalida os procedimentos de cálculo apresentados.</p><p>Chama-se, ainda, a atenção para o fato de que, em barras com</p><p>elevada rigidez à flexão, como o perfil I da figura b, a excentricidade</p><p>projetada deve ser praticamente nula.</p><p>BARRAS DE AÇO TRACIONADAS</p><p>.1</p><p>5.9.2. Efeito do peso próprio da barra</p><p>Todas as barras estão submetidas a uma flexão decorrente do peso</p><p>próprio quando não estão em posição vertical. Quando se situam</p><p>nessa posição, estão submetidas à variação da força axial ao longo do</p><p>comprimento, e, quando se situam em posição inclinada, ficam</p><p>submetidas simultaneamente à flexão e à variação da força axial.</p><p>BARRAS DE AÇO TRACIONADAS</p><p>.1</p><p>5.10. EXEMPLOS DE APLICAÇÃO</p><p>5.10.1. Largura líquida e área líquida de elemento plano</p><p>Será determinada a largura líquida e a área líquida do elemento</p><p>plano, sabendo-se que esse elemento possui espessura de 8 mm. Os</p><p>parafusos usados na ligação têm diâmetro de 19 mm (3/4").</p><p>BARRAS DE AÇO TRACIONADAS</p><p>.1</p><p>a) Determinação da largura líquida</p><p>O diâmetro dos furos é: dh = 19 + 3,5 = 22,5 mm = 2,25 cm</p><p>As possíveis linhas de ruptura, todas necessariamente passando</p><p>pelos furos B e C, são:</p><p>BARRAS DE AÇO TRACIONADAS</p><p>.1</p><p>a) Determinação da largura líquida</p><p>O diâmetro dos furos é:</p><p>dh = 19 + 3,5 = 22,5 mm = 2,25 cm</p><p>As possíveis linhas de ruptura, todas necessariamente</p><p>passando pelos furos B e C, são:</p><p>▪ linha de ruptura A-B-C-D:</p><p>bn= 26-2x(2,25) = 21,50 cm</p><p>▪ linhas de ruptura A-B-F-C-D e A-B-G-C-D</p><p>▪ linha de ruptura A-B-F-G-C-D:</p><p>BARRAS DE AÇO TRACIONADAS</p><p>F-C B-F</p><p>B-F e G-C</p><p>.1</p><p>• linha de ruptura A-B-F-K-G-C-D:</p><p>A menor largura líquida, e que deve ser adotada nos cálculos posteriores,</p><p>é igual a 21,50 cm, correspondente à linha de ruptura A-B-C-D</p><p>b) Cálculo da área líquida</p><p>Como a chapa tem espessura de 8 mm (0,8 cm), obtém-se:</p><p>An = 21,50 × 0,8 = 17,20 cm2</p><p>BARRAS DE AÇO TRACIONADAS</p><p>B-F e G-C F-K e K-G</p><p>.1</p><p>5.10.2. Alteração da linha de ruptura dominante do item anterior</p><p>No elemento plano do exemplo precedente, suponha que se queira</p><p>substituir a distância de 80 mm entre as linhas de furação ABCD e</p><p>EFGH para um valor tal que a linha de ruptura A-B-F-G-C-D prevaleça</p><p>sobre A-B-C-D. Como se pode obter esse valor?</p><p>BARRAS DE AÇO TRACIONADAS</p><p>.1</p><p>O valor que deve substituir a distância de 80 mm para que a linha de</p><p>ruptura A-B-F-G-C-D prevaleça sobre A-B-C-D, representado por s1 ,</p><p>pode ser obtido pela expressão:</p><p>Logo, para que a linha de ruptura A-B-F-G-C-D prevaleça:</p><p>s1</p><p>× 16 = 1.776 mm2</p><p>.1</p><p>Na alma, as linhas de ruptura possíveis passam pelos furos F e G e são</p><p>E-F-G-H e E-F-I-G-H, cujas larguras efetivas são:</p><p>e a área líquida, tomando o menor valor da largura líquida, no caso,</p><p>correspondente à linha de ruptura E-F-G-H, é:</p><p>(An)w = 229 × 8 = 1.832 mm2</p><p>A área líquida do perfil, é igual a:</p><p>An = 2(An)f + (An)w = 2 × 1.776 + 1.832 = 5.384 mm2</p><p>BARRAS DE AÇO TRACIONADAS</p><p>.1</p><p>5.10.4. Força axial resistente de cálculo em perfis</p><p>Obter o valor da força axial resistente de cálculo, Nt,Rd, para as barras</p><p>tracionadas mostradas a seguir. As ligações são parafusadas, feitas</p><p>com o uso de chapas (não mostradas), e os furos e as posições dos</p><p>planos de cisalhamento estão indicados (existem dois planos de</p><p>cisalhamento nos casos a e b e apenas um nos casos c e d).</p><p>Os parafusos têm diâmetro de 24 mm e estão 80 mm distanciados</p><p>entre si (distância eixo a eixo de furos), na direção da força de tração,</p><p>em cada linha de furação. O aço empregado possui resistência ao</p><p>escoamento de 345 MPa e à ruptura de 450 MPa.</p><p>BARRAS DE AÇO TRACIONADAS</p><p>.1</p><p>BARRAS DE AÇO TRACIONADAS</p><p>.1</p><p>a) Perfil W 310 x 97 ligado pelas faces externas das duas mesas</p><p>a1) Dimensões e área bruta da seção transversal</p><p>a2) Escoamento da seção bruta</p><p>BARRAS DE AÇO TRACIONADAS</p><p>.1</p><p>a3) Ruptura da seção líquida</p><p>dh = 24 + 3,5 = 27,5 mm = 2,75 cm</p><p>Furação com padrão uniforme⇒ An = 123,6 – 4(2,75 × 1,54) = 106,66 cm2</p><p>Ae = 0,84 × 106,66 = 89,59 cm2</p><p>Nt,Rd=(89,59 × 45)/1,35 = 2.986 kN</p><p>BARRAS DE AÇO TRACIONADAS</p><p>.1</p><p>a4) Conclusão</p><p>Prevalece o menor valor da força resistente de cálculo, considerando os dois</p><p>estados-limites últimos.</p><p>Portanto: Nt,Rd = 2.986 kN</p><p>b) Perfil W 310 x 97 ligado pelos dois lados da alma</p><p>b1) Escoamento da seção bruta</p><p>Nt,Rd = 3.877 kN (igual ao caso anterior)</p><p>BARRAS DE AÇO TRACIONADAS</p><p>.1</p><p>b2)Ruptura da seção líquida</p><p>Furação com padrão uniforme:</p><p>An = 123,6 – 2(2,75 × 0,99) = 118,16 cm2</p><p>BARRAS DE AÇO TRACIONADAS</p><p>Ae = 0,66 × 118,16 = 77,99 cm2</p><p>Nt,Rd=(77,99 × 45)/1,35 = 2.600 kN</p><p>.1</p><p>b3) Conclusão</p><p>Prevalece o menor valor da força resistente de cálculo, considerando os dois</p><p>estados-limites últimos.</p><p>Portanto: Nt,Rd = 2.600 kN</p><p>c) Perfil U 152,4 x 12,2 ligado pelo lado externo da alma</p><p>c1) Dimensões e área bruta da seção transversal</p><p>BARRAS DE AÇO TRACIONADAS</p><p>.1</p><p>c2) Escoamento da seção bruta</p><p>c3) Ruptura da seção líquida</p><p>Furação com padrão uniforme⇒ An = 15,5 – 2(2,75 × 0,508) = 12,71 cm2</p><p>ec = 13 mm</p><p>⇒Como esse valor é maior que 0,90, usa-se</p><p>Ct = 0,90</p><p>Ae = 0,90 × 12,71 = 11,44 cm2</p><p>BARRAS DE AÇO TRACIONADAS</p><p>.1</p><p>b3) Conclusão</p><p>Prevalece o menor valor da força resistente de cálculo, considerando os dois</p><p>estados-limites últimos.</p><p>Portanto: Nt,Rd =381,33 kN</p><p>d) Perfil L 127 x 7,94 ligado pela face externa de uma aba</p><p>d1) Dimensões e área bruta da seção transversal</p><p>BARRAS DE AÇO TRACIONADAS</p><p>.1</p><p>d2) Escoamento da seção bruta</p><p>d3) Ruptura da seção líquida</p><p>Como a furação não possui padrão uniforme, deve-se rebater a</p><p>cantoneira segundo a linha do esqueleto, transformando-a em um</p><p>elemento plano, para obtenção das linhas de ruptura, da largura líquida e</p><p>da área líquida:</p><p>BARRAS DE AÇO TRACIONADAS</p><p>.1</p><p>As possíveis linhas de ruptura passam pelo furo B, e, com as suas</p><p>larguras líquidas, são:</p><p>▪ A-B-C⇒ bn = 24,61 – 2,75 = 21,86 cm</p><p>▪ A-B-D-E⇒ bn = 24,61-2 (2,75)+ 4²/(4x 5,2) = 19,88 cm</p><p>BARRAS DE AÇO TRACIONADAS</p><p>.1</p><p>Logo, a largura líquida bn = 19,88 cm</p><p>An = 19,88 × 0,794 = 15,78 cm2</p><p>ec = 34,7 m</p><p>Ae = 0,78 × 15,78 = 12,31 cm2</p><p>d4) Conclusão</p><p>Prevalece o menor valor da força resistente de cálculo, considerando os</p><p>dois estados-limites últimos.</p><p>Portanto: Nt,Rd = 410,33 kN</p><p>BARRAS DE AÇO TRACIONADAS</p><p>.1</p><p>BARRAS DE AÇO TRACIONADAS</p><p>.1</p><p>5.10.5. Força axial resistente de cálculo em cantoneira</p><p>Uma cantoneira L 101,6 x 6,35, em aço ASTM A572 – Grau 50, está</p><p>ligada a outra peça por três linhas de dois parafusos de diâmetro de 16</p><p>mm, duas linhas situadas em uma aba e uma linha na outra aba (os</p><p>furos indicam as posições dos parafusos).</p><p>Será determinado:</p><p>(1) o valor da força axial de tração resistente de cálculo;</p><p>(2) o valor dessa força, supondo ligação soldada em apenas uma das</p><p>abas da cantoneira, com soldas longitudinais com comprimento de</p><p>150 mm.</p><p>BARRAS DE AÇO TRACIONADAS</p><p>.1</p><p>a) Ligação parafusada nas duas abas</p><p>a1) Aço estrutural</p><p>ASTM A572 – Grau 50⇒ fy = 345 MPa = 34,5 kN/cm2</p><p>fu = 450 MPa = 45,0 kN/cm2</p><p>BARRAS DE AÇO TRACIONADAS</p><p>.1</p><p>a2) Dimensões e área bruta da seção transversal</p><p>a3) Escoamento da seção bruta:</p><p>BARRAS DE AÇO TRACIONADAS</p><p>O diâmetro dos furos é: dh = 16 + 3,5 = 19,5 mm = 1,95 cm As possíveis linhas de ruptura,</p><p>todas passando pelo furo B, com as suas larguras líquidas, são.1</p><p>Para o cálculo da área líquida An, como a furação não tem padrão</p><p>uniforme, deve-se rebater a cantoneira segundo a linha do esqueleto:</p><p>O diâmetro dos furos é:</p><p>dh = 16 + 3,5 = 19,5 mm = 1,95 cm</p><p>As possíveis linhas de ruptura, todas passando pelo furo B, com as</p><p>suas larguras líquidas, são:</p><p>BARRAS DE AÇO TRACIONADAS</p><p>O diâmetro dos furos é: dh = 16 + 3,5 = 19,5 mm = 1,95 cm As possíveis linhas de ruptura,</p><p>todas passando pelo furo B, com as suas larguras líquidas, são.1</p><p>BARRAS DE AÇO TRACIONADAS</p><p>O diâmetro dos furos é: dh = 16 + 3,5 = 19,5 mm = 1,95 cm As possíveis linhas de ruptura,</p><p>todas passando pelo furo B, com as suas larguras líquidas, são.1</p><p>O menor valor deve ser usado como largura líquida, ou seja, bn = 15,88</p><p>cm.</p><p>An = bn t = 15,88 × 0,635 = 10,08 cm2</p><p>Como a ligação é feita pelas duas abas, Ct = 1,00, e:</p><p>Ae = 1,00 × 10,08 = 10,08 cm2</p><p>Finalmente:</p><p>Nt,Rd = (10,08 × 45)/1,35 = 336 kN</p><p>a4) Conclusão</p><p>Nt,Rd = 336 kN (o menor valor obtido com base nos dois estados-limites</p><p>últimos).</p><p>BARRAS DE AÇO TRACIONADAS</p><p>O diâmetro dos furos é: dh = 16 + 3,5 = 19,5 mm = 1,95 cm As possíveis linhas de ruptura,</p><p>todas passando pelo furo B, com as suas larguras líquidas, são.1</p><p>b) Ligação soldada por apenas uma aba</p><p>b1) Escoamento da seção bruta:</p><p>Nt,Rd = 392,36 kN (igual ao da ligação parafusada)</p><p>b2) Ruptura da seção líquida</p><p>Ae = Ct An</p><p>An = Ag = 12,51 cm2</p><p>Logo: Ae = 0,82 × 12,51 = 10,26 cm2</p><p>Nt,Rd = (10,26 × 45)/1,35 = 342 kN</p><p>BARRAS DE AÇO TRACIONADAS</p><p>b3) Conclusão</p><p>Nt,Rd = 342 kN (menor valor)</p><p>.1</p><p>5.10.6. Verificação de contraventamento em perfil H com recorte</p><p>na ligação</p><p>BARRAS DE AÇO TRACIONADAS</p><p>As barras do contraventamento em Δ</p><p>possuem comprimento de 5 m, e o perfil</p><p>usado foi W 200 x 46,1, em aço ASTM</p><p>A572 – Grau 50.</p><p>Agora, procede-se à verificação da barra</p><p>tracionada desse CT sabendo-se que a</p><p>força axial de tração solicitante de</p><p>cálculo é igual a 700 kN.</p><p>O perfil é parafusado à chapa de nó pela</p><p>alma, e, para tal, as partes das mesas</p><p>situadas de um dos lados da alma foram</p><p>eliminadas. Foram usadas duas linhas</p><p>de parafusos na direção da força axial,</p><p>cada uma com três parafusos de</p><p>diâmetro de 19 mm (3/4"), distanciados,</p><p>eixo a eixo, 60 mm entre si.</p><p>.1</p><p>a) Aço estrutural</p><p>ASTM A572 – Grau 50⇒ fy = 345 MPa = 34,5 kN/cm2</p><p>fu = 450 MPa = 45,0 kN/cm2</p><p>b) Dimensões e propriedades geométricas relevantes da seção</p><p>transversal do perfil W 200 x 46,1</p><p>BARRAS DE AÇO TRACIONADAS</p><p>.1</p><p>c) Escoamento da seção bruta</p><p>⇒ Atende!</p><p>d) Ruptura da seção líquida</p><p>Ae = Ct An</p><p>dh = 19 + 3,5 = 22,5 mm = 2,25 cm</p><p>No cálculo da área líquida, deve-se considerar a eliminação de uma</p><p>parte das mesas, que transforma a seção transversal em U:</p><p>Ag = 2 ×10,51 × 1,1 + (20,3 – 2 × 1,1) 0,72 = 36,15 cm2</p><p>An = 36,15 – 2 × 2,25 × 0,72 = 32,91 cm2</p><p>BARRAS DE AÇO TRACIONADAS</p><p>.1</p><p>lc = 2 × 6 = 12 cm</p><p>Ct = 1-(ec/el ) = 1- (3,49/12) = 0,71 (valor entre 0,60 e 0,90)</p><p>Ae = 0,71 × 32,91 = 23,37 cm2</p><p>Nt,Sd = 700 kN</p><p>23</p><p>Slide 24</p><p>Slide 25</p><p>Slide 26</p><p>Slide 27</p><p>Slide 28</p><p>Slide 29</p><p>Slide 30</p><p>Slide 31</p><p>Slide 32</p><p>Slide 33</p><p>Slide 34</p><p>Slide 35</p><p>Slide 36</p><p>Slide 37</p><p>Slide 38</p><p>Slide 39</p><p>Slide 40</p><p>Slide 41</p><p>Slide 42</p><p>Slide 43</p><p>Slide 44</p><p>Slide 45</p><p>Slide 46</p><p>Slide 47</p><p>Slide 48</p><p>Slide 49</p><p>Slide 50</p><p>Slide 51</p><p>Slide 52</p><p>Slide 53</p><p>Slide 54</p><p>Slide 55</p><p>Slide 56</p><p>Slide 57</p><p>Slide 58</p><p>Slide 59</p><p>Slide 60</p><p>Slide 61</p><p>Slide 62</p><p>Slide 63</p><p>Slide 64</p><p>Slide 65</p><p>Slide 66</p><p>Slide 67</p><p>Slide 68</p><p>Slide 69</p><p>Slide 70</p><p>Slide 71</p><p>Slide 72</p><p>Slide 73</p><p>Slide 74</p><p>Slide 75</p><p>Slide 76</p><p>Slide 77</p><p>Slide 78</p><p>Slide 79</p><p>Slide 80</p><p>Slide 81</p><p>Slide 82</p><p>Slide 83</p><p>Slide 84</p><p>Slide 85</p><p>Slide 86</p><p>Slide 87</p><p>Slide 88</p><p>Slide 89</p><p>Slide 90</p>23 Slide 24 Slide 25 Slide 26 Slide 27 Slide 28 Slide 29 Slide 30 Slide 31 Slide 32 Slide 33 Slide 34 Slide 35 Slide 36 Slide 37 Slide 38 Slide 39 Slide 40 Slide 41 Slide 42 Slide 43 Slide 44 Slide 45 Slide 46 Slide 47 Slide 48 Slide 49 Slide 50 Slide 51 Slide 52 Slide 53 Slide 54 Slide 55 Slide 56 Slide 57 Slide 58 Slide 59 Slide 60 Slide 61 Slide 62 Slide 63 Slide 64 Slide 65 Slide 66 Slide 67 Slide 68 Slide 69 Slide 70 Slide 71 Slide 72 Slide 73 Slide 74 Slide 75 Slide 76 Slide 77 Slide 78 Slide 79 Slide 80 Slide 81 Slide 82 Slide 83 Slide 84 Slide 85 Slide 86 Slide 87 Slide 88 Slide 89 Slide 90