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<p>1. Pergunta 1</p><p>0,1/0,1</p><p>Leia o trecho a seguir:</p><p>“Em termos gerais, a tutela da informação pode ser retirada do art. 6º, inc. III, da Lei</p><p>8.078/1990, que reconhece como direito básico do consumidor ‘a informação</p><p>adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, com especificação correta de</p><p>quantidade, características, composição, qualidade e preço, bem como sobre os riscos</p><p>que apresentem’. Ato contínuo, o inciso seguinte estabelece também como direito</p><p>fundamental dos vulneráveis negociais “a proteção contra a publicidade enganosa e</p><p>abusiva, métodos comerciais coercitivos ou desleais, bem como contra práticas e</p><p>cláusulas abusivas ou impostas no fornecimento de produtos e serviços (art. 6º, inc. IV,</p><p>do CDC).”</p><p>Fonte: TARTUCE, F.; NEVES, D. A. A. Manual de Direito do Consumidor: direito</p><p>material e processual. 5. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2018, p. 306.</p><p>Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre as práticas abusivas,</p><p>analise as afirmativas a seguir e assinale V para a(s) verdadeira(s) e F para a(s)</p><p>falsa(s).</p><p>I. ( ) A proibição das práticas abusivas revela uma interseção entre os interesses</p><p>individuais e os interesses coletivos de todos os consumidores.</p><p>II. ( ) O fornecedor pode suscitar o artigo 6º, inciso V, para solicitar a modificação ou</p><p>revisão do contrato, mesmo que cause danos ao consumidor.</p><p>III. ( ) As cláusulas contratuais abusivas comprometem o equilíbrio contratual em</p><p>desfavor do consumidor.</p><p>IV. ( ) A prática abusiva é a atuação do fornecedor no mercado de consumo que</p><p>desrespeite os padrões de conduta negociais.</p><p>V. ( ) O rol de práticas abusivas no CDC tem caráter taxativo, portanto, são</p><p>consideradas abusivas as práticas previstas no artigo 39 do CDC .</p><p>Agora, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:</p><p>Ocultar opções de resposta</p><p>F, V, V, F, V.</p><p>Correta:</p><p>V, F, V, V, F.</p><p>Resposta correta</p><p>V, F, V, F, F.</p><p>F, V, F, V, V.</p><p>F, F, V, V, F.</p><p>2. Pergunta 2</p><p>0,1/0,1</p><p>Leia o trecho a seguir:</p><p>“Art. 4º […]</p><p>III – Harmonização dos interesses dos participantes das relações de consumo e</p><p>compatibilização da proteção do consumidor com a necessidade de desenvolvimento</p><p>econômico e tecnológico, de modo a viabilizar os princípios nos quais se funda a ordem</p><p>econômica (art. 170, da Constituição Federal), sempre com base na boa-fé e equilíbrio</p><p>nas relações entre consumidores e fornecedores.”</p><p>Fonte: BRASIL. Código de Defesa do Consumidor. Brasília, DF, 1990.</p><p>Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre os princípios e direitos</p><p>básicos do consumidor, analise as funções disponíveis a seguir e associe-as com seus</p><p>respectivos conceitos.</p><p>1) Função teleológica ou interpretativa da boa-fé.</p><p>2) Função de controle ou limitadora de direitos da boa-fé.</p><p>3) Função integrativa ou criadora de deveres laterais da boa-fé.</p><p>( ) Visa evitar o abuso de direito subjetivo, limitando condutas e práticas comerciais</p><p>abusivas, reduzindo a autonomia dos contratantes.</p><p>( ) Mais utilizada na jurisprudência, serve de orientação para o juiz, devendo ele</p><p>prestigiar a teoria da confiança, segundo a qual as partes agem com lealdade na busca</p><p>do adimplemento contratual.</p><p>( ) Insere novos deveres anexos para as partes nas relações de consumo, pois além da</p><p>verificação da obrigação principal, surgem novas condutas a serem observadas.</p><p>( ) Inerentes ao princípio da boa-fé, a informação, a cooperação/renegociação e a</p><p>proteção da incolumidade psíquico-física e patrimonial do consumidor são obrigações</p><p>decorrentes da lei.</p><p>( ) Visa impedir estipulações contratuais abusivas, como negar cobertura ao segurado</p><p>em casos de prorrogação de internação fora de seu controle, por exemplo.</p><p>Agora, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:</p><p>Ocultar opções de resposta</p><p>1, 2, 3, 2, 3.</p><p>2, 1, 2, 3, 2.</p><p>Correta:</p><p>2, 1, 3, 3, 2.</p><p>Resposta correta</p><p>1, 2, 3, 3, 2.</p><p>3, 2, 1, 2, 1.</p><p>3. Pergunta 3</p><p>0,1/0,1</p><p>Leia o trecho a seguir:</p><p>“A Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que a interpretação</p><p>do artigo 3º do Código de Defesa do Consumidor (CDC) inclui como fornecedor</p><p>aparente a empresa que legitimamente se utiliza de marca de renome mundial para</p><p>comercializar seus produtos, mesmo não sendo a fabricante do bem.”</p><p>Fonte: BRASIL. Superior Tribunal de Justiça. Fornecedor aparente deve responder por</p><p>defeito em notebook fabricado pela Toshiba International. Brasília, DF: STJ, 2018.</p><p>Disponível em: . Acesso em: 20 set. 2020.</p><p>Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre a relação jurídica de</p><p>consumo, pode-se afirmar que o fornecedor de produtos ou serviços:</p><p>Ocultar opções de resposta</p><p>Correta:</p><p>pode ser ente despersonalizado.</p><p>Resposta correta</p><p>pode ser o município, quando prestar serviços de saúde.</p><p>pode ser pessoa física ou jurídica, desde que de direito privado.</p><p>é pessoa jurídica.</p><p>é pessoa física.</p><p>4. Pergunta 4</p><p>0,1/0,1</p><p>Onde existem condições de desigualdade material, a discussão da isonomia é</p><p>importante. A igualdade formal se revela em preocupação do Direito desde a</p><p>Revolução Francesa, mas a isonomia se tornou objeto de preocupação apenas no</p><p>período entre as Grandes Guerras. Nesse sentido, o reconhecimento da vulnerabilidade</p><p>é a primeira medida de isonomia garantida na Constituição de 1988.</p><p>Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre a relação jurídica de</p><p>consumo, pode-se afirmar que:</p><p>Ocultar opções de resposta</p><p>o reconhecimento da hipossuficiência do consumidor, a racionalização e a melhoria do</p><p>serviço público são princípios expressos do artigo 4º do CDC.</p><p>Correta:</p><p>a vulnerabilidade do consumidor, prevista no CDC, guarda relação com a aplicação do</p><p>princípio da igualdade expresso na Constituição Federal.</p><p>Resposta correta</p><p>o fornecedor de produto ou serviço pode ser considerado vulnerável em relação ao</p><p>consumidor no mercado de consumo.</p><p>o princípio da vulnerabilidade é uma construção doutrinária, utilizada pelo STJ, para</p><p>fundamentar decisões favoráveis a consumidores.</p><p>os princípios da vulnerabilidade e hipossuficiência são conceitos jurídicos, e, portanto,</p><p>pode-se afirmar que todo consumidor vulnerável é hipossuficiente.</p><p>5. Pergunta 5</p><p>0,1/0,1</p><p>Leia o trecho a seguir:</p><p>“O Código de Defesa do Consumidor inova consideravelmente o espírito do direito das</p><p>obrigações, e relativo à máxima pacta sunt servanda. A nova lei vai reduzir o espaço</p><p>antes reservado para a autonomia da vontade proibindo que se pactuem determinadas</p><p>cláusulas, vai impor normas imperativas, que visam proteger o consumidor,</p><p>reequilibrando o contrato, garantindo as legítimas expectativas que depositou no</p><p>vínculo contratual.”</p><p>Fonte: MARQUES, C. L.; BENJAMIN, A. H.; MIRAGEM, B. Comentários ao Código de</p><p>Defesa do Consumidor. 3. ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2010. p. 623.</p><p>Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre as práticas abusivas,</p><p>pode-se afirmar que:</p><p>Ocultar opções de resposta</p><p>Correta:</p><p>a nulidade de uma cláusula contratual abusiva invalida o contrato quando, apesar dos</p><p>esforços de integração, sua ausência acarreta ônus excessivos para qualquer das</p><p>partes.</p><p>Resposta correta</p><p>a revisão dos contratos de consumo pode se dar em face de alteração de</p><p>circunstâncias, com a finalidade de proteção ao consumidor, mas se exige que a</p><p>situação seja desconhecida pelas partes.</p><p>o reconhecimento, pelo magistrado, da desproporcionalidade das prestações depende</p><p>da composição das partes no sentido de modificar as cláusulas ou de rever de maneira</p><p>efetiva o contrato.</p><p>a nulidade de uma cláusula abusiva, dada a proteção aos consumidores em razão da</p><p>vulnerabilidade, acarreta, via de consequência, a nulidade de todo o contrato em que</p><p>está inserida.</p><p>a teoria da base objetiva ou da base do negócio jurídico é aplicável tanto às relações</p><p>jurídicas de consumo quanto é aplicável</p><p>às relações contratuais puramente civis.</p><p>6. Pergunta 6</p><p>0,1/0,1</p><p>Leia o trecho a seguir:</p><p>“O CDC, como é sabido, surge de expressa determinação constitucional (artigo 48 do</p><p>ADCT). E tanto na consagração do direito do consumidor como direito fundamental</p><p>(artigo 5º, XXXIl), no seu estabelecimento como princípio da ordem econômica (artigo</p><p>170, V), quanto na previsão expressa da competência legislativa da União para legislar</p><p>sobre responsabilidade por danos causados (artigo 24, VIII), resta identificado como</p><p>sujeito específico, titular de um direito subjetivo constitucional.”</p><p>Fonte: MIRAGEM, B. Curso de Direito do Consumidor. 6. ed. São Paulo: Editora</p><p>Revista dos Tribunais, 2016, p. 56.</p><p>Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre os pressupostos</p><p>fundamentais do Direito do Consumidor, analise as afirmativas a seguir:</p><p>I. A Constituição de 1988 apresenta a proteção ao consumidor, e não do consumo,</p><p>como um novo sujeito pós-moderno de direitos.</p><p>II. A rígida dicotomia entre Estado e homem burguês é superada, sobretudo, pela</p><p>elevação constitucional de matérias antes restritas às normas ordinárias.</p><p>III. A constitucionalização de todo o direito, nele incluído o direito do consumidor e as</p><p>todas as relações particulares, é desejável com vistas à igualdade.</p><p>IV. O direito do consumidor enquanto direito fundamental se justifica pelo</p><p>reconhecimento de uma situação de igualdade.</p><p>Está correto apenas o que se afirma em:</p><p>Ocultar opções de resposta</p><p>I e III.</p><p>Correta:</p><p>I e II.</p><p>Resposta correta</p><p>II e III.</p><p>II e IV.</p><p>III e IV.</p><p>7. Pergunta 7</p><p>0,1/0,1</p><p>O Direito do Consumidor é uma das mais desafiadoras disciplinas que a jurisprudência</p><p>do Superior Tribunal de Justiça debate em seus julgamentos. Um dos pontos</p><p>complexos da atuação do Superior Tribunal de Justiça está na definição do conceito de</p><p>consumidor.</p><p>Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre a relação jurídica de</p><p>consumo, pode-se afirmar que:</p><p>Ocultar opções de resposta</p><p>a jurisprudência do STJ tem mitigado a teoria finalista e deixa de autorizar a incidência</p><p>do CDC nas hipóteses em que a pessoa jurídica se apresenta em situação de</p><p>vulnerabilidade ou hipossuficiência.</p><p>Correta:</p><p>nos casos de vulnerabilidade técnica, jurídica, fática ou informacional, a pessoa jurídica</p><p>pode ser considerada consumidora, ainda que por equiparação, de serviços públicos.</p><p>Resposta correta</p><p>a jurisprudência do STJ superou a discussão acerca do alcance da expressão</p><p>“destinatário final” e consolidou a teoria maximalista como aquela que melhor</p><p>representa o conceito de consumidor.</p><p>a jurisprudência do STJ tem mitigado os rigores da teoria maximalista para autorizar a</p><p>incidência do CDC nas situações de vulnerabilidade, ainda que a parte não seja a</p><p>destinatária final.</p><p>a teoria finalista, em regra, é adotada pela jurisprudência do STJ independentemente</p><p>de restar evidenciada a vulnerabilidade do adquirente do produto ou do serviço.</p><p>8. Pergunta 8</p><p>0,1/0,1</p><p>Leia o trecho a seguir:</p><p>”O CDC incide em toda relação que puder ser caracterizada como de consumo. Insta,</p><p>portanto, que estabeleçamos em que hipóteses a relação jurídica pode ser assim</p><p>definida. […] haverá relação jurídica de consumo sempre que se puder identificar num</p><p>dos polos da relação o consumidor, no outro, o fornecedor, ambos transacionando</p><p>produtos e serviços.”</p><p>Fonte: NUNES, R. Curso de Direito do Consumidor. 12. ed. São Paulo: Saraiva</p><p>Educação, 2018, p. 83.</p><p>Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre a relação jurídica de</p><p>consumo, analise as afirmações a seguir.</p><p>I. Segundo a doutrina finalista, a interpretação da expressão destinatário final deve ser</p><p>restrita ao consumidor, parte mais vulnerável na relação jurídica e que merece</p><p>especial tutela jurídica.</p><p>II. A teoria do finalismo aprofundado se aplica aos casos difíceis envolvendo pessoas</p><p>física ou jurídicas e tem como base a vulnerabilidade demonstrada em concreto.</p><p>III. Segundo a teoria finalista, o estatuto consumerista deve ser aplicado a todas as</p><p>pessoas jurídicas, com ou sem objetivo de lucro quando adquirem um produto ou</p><p>serviço.</p><p>IV. Consoante ao que postula a teoria finalista, o destinatário final é o destinatário</p><p>intermediário, pouco importando a destinação econômica do bem ou a finalidade</p><p>lucrativa daquele que adquire o produto ou serviço.</p><p>V. Segundo a corrente maximalista ou objetiva, mais restritiva, consumidor é o não</p><p>profissional, ou seja, aquele que adquire ou utiliza um produto para uso próprio ou de</p><p>sua família.</p><p>Está correto apenas o que se afirma em:</p><p>Ocultar opções de resposta</p><p>II e III.</p><p>III e V.</p><p>Correta:</p><p>I e II.</p><p>Resposta correta</p><p>II e IV.</p><p>I e IIV.</p><p>9. Pergunta 9</p><p>0,1/0,1</p><p>Leia o trecho a seguir:</p><p>“O inciso II do art. 4º autoriza a intervenção direta do Estado para proteger</p><p>efetivamente o consumidor, não só visando assegurar-lhe acesso aos produtos e</p><p>serviços essenciais como para garantir qualidade e adequação dos produtos e serviços</p><p>(segurança, durabilidade, desempenho).”</p><p>Fonte: NUNES, R. Curso de Direito do Consumidor. 12. ed. São Paulo: Saraiva</p><p>Educação, 2018, p. 123.</p><p>Considerando essas informações e o conteúdo estudado os princípios e direitos</p><p>básicos do consumidor, pode-se afirmar que a execução da Política Nacional das</p><p>Relações de Consumo contará:</p><p>Ocultar opções de resposta</p><p>com o instrumento, entre outros, da racionalização e melhoria dos serviços públicos.</p><p>Correta:</p><p>com o instrumento, entre outros, da manutenção de assistência jurídica integral e</p><p>gratuita para o consumidor carente.</p><p>Resposta correta</p><p>com o instrumento, entre outros, do reconhecimento da vulnerabilidade do</p><p>consumidor no mercado de consumo.</p><p>com o instrumento, entre outros, da educação e informação de consumidores e</p><p>fornecedores quanto aos seus direitos e deveres.</p><p>com o incentivo à criação, pelos fornecedores, de meios eficientes de controle e</p><p>qualidade dos produtos e serviços.</p><p>10. Pergunta 10</p><p>0,1/0,1</p><p>Leia o trecho a seguir:</p><p>“Em primeiro lugar, a Lei n. 8.078/90 é Código por determinação constitucional</p><p>(conforme art. 48 do ADCT/CF), o que mostra, desde logo, o primeiro elemento de</p><p>ligação entre ele e a Carta Magna. […] Com efeito, o que a lei consumerista faz é tornar</p><p>explícitos, para as relações de consumo, os comandos constitucionais.”</p><p>Fonte: NUNES, R. Curso de Direito do Consumidor. 12. Ed. São Paulo: Saraiva</p><p>Educação, 2018, p. 78.</p><p>Considerando essas informações e o conteúdo estudado sobre os pressupostos</p><p>fundamentais do Direito do Consumidor, é possível afirmar que:</p><p>Ocultar opções de resposta</p><p>o CDC estabelece normas de proteção e defesa do consumidor de ordem privada,</p><p>porém de interesse social.</p><p>as normas de proteção ao consumidor são de natureza dispositiva e interesse</p><p>individual dos consumidores.</p><p>Correta:</p><p>a defesa do consumidor é um direito fundamental e, também, um dos princípios da</p><p>atividade econômica.</p><p>Resposta correta</p><p>os direitos previstos no CDC excluem outros decorrentes de tratados ou convenções</p><p>internacionais de que o Brasil seja signatário.</p><p>o princípio do protecionismo do consumidor poderá ser mitigado quando as cláusulas</p><p>contratuais forem convencionadas entre as partes.</p>