Prévia do material em texto
<p>Roteiros</p><p>Fisioterapia Traumatológica Funcional</p><p>Manual de Estágio</p><p>REGRAS BÁSICAS DE SEGURANÇA NO LABORATÓRIO E ORIENTAÇÕES</p><p>1. Durante a aula prática, mantenha sempre a atenção ao roteiro, tendo-o sempre</p><p>próximo a você. Pode ser efetuada uma marcação com caneta sob cada item realizado de</p><p>forma a não se perder durante a execução.</p><p>2. Leia sempre o roteiro antes de iniciar a prática e mesmo antes das explicações do</p><p>professor.</p><p>3. Se tiver cabelos longos, mantenha-o preso ao realizar as aulas práticas laboratoriais.</p><p>4. Não trabalhe com sandálias, chinelos, sapatos abertos e com salto no laboratório.</p><p>5. Não se alimente e nem ingira líquidos nos laboratórios.</p><p>6. Observe a localização do material e dos equipamentos de emergência (chuveiro,</p><p>lava-olhos etc.).</p><p>7. Nunca inicie o manuseio de um equipamento sem a orientação e a liberação prévia</p><p>do professor responsável.</p><p>8. Utilize um avental branco, com mangas longas e abotoado.</p><p>9. Utilize vestimenta confortável para execução da prática.</p><p>Objetivo:</p><p>Este roteiro de aula prática tem como objetivo proporcionar aos alunos o conhecimento</p><p>e a capacidade de elaborar e questionar os tratamentos fisioterapêuticos referentes</p><p>aos traumatismos musculoesqueléticos, reunindo os seus conhecimentos de métodos</p><p>de avaliação, de recursos terapêuticos e das demais áreas já estudadas, promovendo o</p><p>direcionamento do raciocínio fisioterapêutico relativo ao diagnóstico funcional, objetivo</p><p>de tratamento e evolução.</p><p>Serviço Social</p><p>Para melhor aproveitamento das aulas práticas é importante que o aluno se prepare</p><p>previamente com o estudo do livro-texto, bem como das videoaulas correspondentes ao</p><p>tema proposto.</p><p>O presente roteiro se baseia na discussão de casos clínicos, desde a compreensão e</p><p>interpretação dos dados apresentados até a resolução completa do caso com objetivos e</p><p>condutas fisioterapêuticas nas diferentes fases da reabilitação até a alta do paciente.</p><p>Manual de Estágio</p><p>Instituto de Ciências da Saúde</p><p>Disciplina: Fisioterapia</p><p>Traumatológica Funcional</p><p>Título da Aula: Fraturas</p><p>AULA 1</p><p>ROTEIRO 1</p><p>A fratura é definida como uma condição em que há perda da continuidade óssea,</p><p>resultado de uma força superior à sua elasticidade aplicada sobre o osso. Geralmente ocorre</p><p>a separação de um osso em dois ou mais fragmentos após um traumatismo.</p><p>O quadro clínico de todas as lesões é fundamental para que fisioterapeutas tracem os</p><p>objetivos e as condutas específicas e adequadas para cada lesão e cada fase do processo de</p><p>reabilitação.</p><p>Normalmente o paciente se queixa de dor e perda funcional.</p><p>O tratamento ortopédico das fraturas é baseado em múltiplos fatores. O médico</p><p>determinará a gravidade da fratura de acordo com alguns aspectos, se a fratura é aberta</p><p>ou fechada, com desvio ou sem desvio e se é estável ou instável.</p><p>O fisioterapeuta precisa conhecer a abordagem de tratamento médico para a fratura,</p><p>uma vez que a sua intervenção dependerá diretamente desse tratamento. Lembre-se de</p><p>que muitos dos recursos que utilizamos na reabilitação possuem contraindicações.</p><p>Caso Clínico 1:</p><p>Um rapaz de 38 anos, arquiteto, relata que quando estava visitando uma obra se</p><p>descuidou ao pisar em um buraco, sentiu dor abrupta ao virar o pé e caiu. Foi direcionado</p><p>ao pronto-socorro.</p><p>Analise a imagem a seguir e descreva quais os sinais apresentados na região de tornozelo</p><p>e pé do paciente.</p><p>Serviço Social</p><p>Figura 1. Pé logo após o trauma. Fonte: autoria arópria</p><p>Ao passar com o ortopedista de plantão relatou que após a queda observou o pé com</p><p>coloração roxa, estava com muita dor e com impossibilidade de apoiar o pé no chão. Foi</p><p>solicitada a avaliação radiográfica.</p><p>Analise as imagens a seguir e descreva qual a incidência das radiografias realizadas e o</p><p>que é possível observar nas imagens, classifique a lesão de acordo com o livro-texto pelo</p><p>tipo de trauma, estado da pele e traço da lesão.</p><p>Figura 2. Imagem radiografia do tornozelo esquerdo. Fonte: autoria própria</p><p>Manual de Estágio</p><p>Ao observar as imagens, o ortopedista decide que o tratamento é cirúrgico. Logo após o</p><p>procedimento é realizado novo exame de radiografia.</p><p>Analise a imagem e descreva qual a incidência das radiografias e qual o tipo de fixação</p><p>utilizado.</p><p>Figura 3. Imagem radiográfica após o procedimento cirúrgico. Fonte: autoria própria</p><p>Após 15 dias do procedimento cirúrgico o paciente foi encaminhado ao fisioterapeuta</p><p>para início do processo de reabilitação.</p><p>Observe a imagem a seguir e descreva a inspeção do segmento afetado.</p><p>Figura 4. Tornozelo esquerdo com 15 dias de pós-cirúrgico. Fonte: autoria própria</p><p>Serviço Social</p><p>1. Com base no caso clínico apresentado, trace objetivo e conduta de tratamento para</p><p>esse paciente nessa fase inicial do tratamento (15 dias de pós-operatório até a 6ª semana),</p><p>o ortopedista não permitiu a descarga de peso no membro operado e não pode realizar</p><p>movimentos de inversão e eversão do pé. O paciente relata dor e limitação de movimentos</p><p>de flexão plantar e dorsiflexão.</p><p>Obs.: não esqueça os cuidados com a cicatriz e seja bem específico nos objetivos e</p><p>condutas, para ajudar nos estudos descreva por que cada conduta será realizada.</p><p>- Faça a goniometria para flexão plantar e dorsiflexão do tornozelo.</p><p>2. Vamos praticar as condutas apresentadas??</p><p>- Treino de marcha com dispositivo auxiliar</p><p>- Mobilização passiva e ativa de tornozelo (flexão plantar e dorsiflexão)</p><p>- Massagem cicatricial e para edema</p><p>- Foi indicado algum aparelho de eletrotermoterapia?? Se sim, vamos lembrar os</p><p>parâmetros e manusear?</p><p>- Vamos utilizar PRICE ou POLICE com esse paciente? Qual a diferença entre as duas</p><p>técnicas?</p><p>- Podemos fortalecer? Alguma restrição?? Se puder, como fazer? Quais as opções?</p><p>3. Após a 6ª semana o ortopedista observou que o calo ósseo mole está formado e</p><p>permitiu a descarga de peso parcial com imobilizador tipo “aircast” e a introdução de</p><p>movimentação de inversão e eversão do pé sem carga. O que muda na sua conduta nessa</p><p>fase?? Ela durará 6 semanas a partir desse momento. O paciente relata que ainda sente falta</p><p>de sensibilidade na região da cicatriz. Na palpação ainda existe uma pequena aderência do</p><p>tecido subcutâneo.</p><p>Manual de Estágio</p><p>Descreva objetivos e condutas específicos para essa fase da reabilitação.</p><p>Vamos praticar??</p><p>- Treino de marcha com dispositivo auxiliar com descarga parcial de peso.</p><p>- Mobilização ativa e passiva para inversão e eversão do pé.</p><p>- Dessensibilização da planta do pé e da região em volta da cicatriz.</p><p>- Descreveu a utilização de algum aparelho para o tratamento? Descreva os parâmetros</p><p>e como utilizar.</p><p>4. Após 3 meses do procedimento cirúrgico, o paciente passou por nova avaliação com</p><p>o ortopedista, que verificou na radiografia que o paciente apresentava o calo ósseo duro</p><p>formado e o processo de consolidação finalizado. Retornou para o fisioterapeuta com a</p><p>seguinte expectativa: “quero voltar a correr”. Com base na alta médica e na expectativa do</p><p>paciente, descreva objetivos e condutas para essa fase final da reabilitação. Quanto tempo</p><p>levará para esse paciente voltar a correr?</p><p>Vamos praticar??</p><p>- Treino de marcha com carga total.</p><p>- Exercícios proprioceptivos.</p><p>- Exercícios pliométricos.</p><p>- Ganho de alongamento e força muscular de todos os grupos envolvidos.</p><p>Serviço Social</p><p>Instituto de Ciências da Saúde</p><p>Disciplina: Fisioterapia</p><p>Traumatológica Funcional</p><p>Título da Aula: Coluna Vertebral</p><p>e Quadril</p><p>AULA 2</p><p>ROTEIRO 1</p><p>A coluna vertebral é uma estrutura complexa que requer muito cuidado dos fisioterapeutas</p><p>durante todo o processo de reabilitação. São muitos segmentos vertebrais que em conjunto</p><p>promovem a movimentação do tronco. As lesões nessa região devem ser tratadas com</p><p>atenção e especificidade, pois a medula se encontra protegida por esse segmento e qualquer</p><p>distração ou erro de procedimento pode levar a lesões neurológicas complexas.</p><p>Na articulação do quadril as lesões abrangem ampla variedade de distúrbios. O tipo</p><p>de</p><p>lesão que o indivíduo pode sofrer depende da sua idade fisiológica e estado físico geral, e da</p><p>quantidade de força aplicada. A articulação do quadril transmite as forças de sustentação</p><p>de peso do esqueleto apendicular para o esqueleto axial. Estudos demonstraram que</p><p>pode ocorrer a transmissão de até 6,4 vezes o peso corporal através do quadril durante a</p><p>deambulação. Essas forças podem ser muitas vezes maiores nas atividades de alto impacto,</p><p>por exemplo, corridas e esportes de contato.</p><p>As lesões traumáticas da coluna vertebral, pelve e quadril que são estruturas que fazem</p><p>parte do esqueleto axial devem ser reabilitadas de forma adequada para integridade da</p><p>funcionalidade corporal.</p><p>Caso Clínico 2:</p><p>Paciente do sexo feminino, 64 anos, do lar, com queixa de dor em coluna lombar e</p><p>irradiação para membro inferior esquerdo após queda. Relata dificuldade para fase de</p><p>impulsão da marcha. Não pratica atividade física e possui um neto de 3 anos do qual toma</p><p>conta.</p><p>Manual de Estágio</p><p>Observe as imagens a seguir e descreva a incidência das imagens e o provável diagnóstico.</p><p>Figura 5. Imagem de ressonância magnética da coluna lombar. Fonte: autoria própria</p><p>Figura 6. Imagem de radiografia da coluna lombar. Fonte: autoria própria</p><p>Serviço Social</p><p>Após consulta médica com ortopedista e realizar os exames acima foi diagnosticada</p><p>com espondilolistese e degeneração discal com protusão posterior. Por definição a</p><p>espondilolistese é translação ou deslizamento anterior de uma vértebra sobre a próxima</p><p>vértebra inferior. No exame foi notada a retração da musculatura isquiotibial e alteração</p><p>da marcha (sinal de Phalen-Dickson), que corresponde à marcha com flexão dos quadris e</p><p>joelhos.</p><p>Foi encaminhada para tratamento fisioterapêutico.</p><p>Descreva como seria a sua avaliação funcional dessa paciente.</p><p>Quais os testes específicos que seriam realizados?</p><p>Qual o motivo para a dificuldade da fase de impulsão da marcha?</p><p>Quais seus objetivos e condutas específicos para essa paciente?</p><p>Quais as orientações que seriam dadas a essa paciente para as AVDs?</p><p>Vamos praticar?</p><p>- Realize a goniometria dos movimentos da coluna.</p><p>- Realizar os testes específicos: Teste de Lasegue, Teste de Milgram, Manobra de Valsalva.</p><p>- Pompagem de músculos lombares e psoas.</p><p>- Alongamento de músculos abdominais e paravertebrais lombares.</p><p>- Exercícios de fortalecimento do CORE.</p><p>- Treino de marcha com dispositivo auxiliar (bengala).</p><p>- Treinar orientações para atividades de vida diária adaptadas: como pegar peso (o</p><p>neto), utilizar vassoura, lavar louça e roupas sem sobrecarregar a coluna vertebral.</p><p>Manual de Estágio</p><p>Caso Clínico 3:</p><p>Paciente de 19 anos, bailarina, com queixa de dor em quadril esquerdo há 3 meses, sem</p><p>histórico de trauma direto. Não melhora com medicamento analgésico. Ao exame clínico</p><p>apresenta rigidez articular, atrofia muscular, limitação de ADM (extensão/abdução/rotação</p><p>interna) e deformidade (flexão/adução/rotação externa).</p><p>Analise a evolução radiográfica do quadril dessa paciente e descreva o provável</p><p>diagnóstico.</p><p>Figura 7. Imagem radiográfica de evolução da lesão no quadril. Fonte: livro-texto</p><p>Qual a provável causa dessa lesão?</p><p>Após consulta médica com ortopedista, a paciente começou a deambular com muletas,</p><p>sem carga no membro inferior esquerdo e foi encaminhada para a fisioterapia.</p><p>Quais objetivos e condutas para essa paciente?</p><p>Vamos praticar??</p><p>- Realize a goniometria dos movimentos do quadril.</p><p>- Treino de marcha com muletas sem carga no membro inferior esquerdo.</p><p>- Mobilização ativa e passiva para os movimentos do quadril.</p><p>- Exercícios de decoaptação da cabeça femoral.</p><p>- Exercícios pendulares de quadril.</p><p>- Exercícios de fortalecimento muscular para grupos específicos do quadril.</p><p>- Exercícios de alongamento para grupos específicos do quadril.</p><p>Serviço Social</p><p>Instituto de Ciências da Saúde</p><p>Disciplina: Fisioterapia</p><p>Traumatológica Funcional</p><p>Título da Aula: Joelho,</p><p>tornozelo e pé</p><p>AULA 3</p><p>ROTEIRO 1</p><p>O joelho é a articulação mais complexa e a mais acometida do corpo humano pelo fato</p><p>de as pessoas usarem seus joelhos como pivô; independentemente da prática de esportes,</p><p>os joelhos são alvos de lesões. Assim, essas são as lesões que todos temem, atletas ou</p><p>não, elas são comuns em indivíduos ativos. Ocorrem lesões tanto agudas quanto por uso</p><p>excessivo (overuse).</p><p>Os traumas de joelho podem levar a muitas consequências, principalmente na marcha, e</p><p>podem requerer um tempo longo do processo de reabilitação. A experiência e a habilidade</p><p>do fisioterapeuta são fundamentais para o sucesso do tratamento.</p><p>Não menos importante, o complexo tornozelo e pé apresenta inúmeras lesões traumáticas</p><p>que devem ser estudadas para melhor reabilitação do paciente. Você com certeza sabe que</p><p>o pé suporta toda a carga do corpo quando se está em bipedestação, portanto o risco de</p><p>lesões é alto.</p><p>Caso Clínico 4:</p><p>Um adolescente de 16 anos, praticante de ginástica olímpica, relata dor em região</p><p>anterior do joelho direito, que piora quando sobe e desce escadas. A dor iniciou há 3</p><p>semanas e aumentou progressivamente. Atualmente não consegue voltar aos treinos.</p><p>Analise as imagens a seguir e descreva a inspeção desse paciente.</p><p>Manual de Estágio</p><p>Figura 8. Foto dos joelhos, vista anterior. Fonte: autoria própria</p><p>Após avaliação médica com ortopedista foi solicitado exame de radiografia do joelho.</p><p>Analise a imagem a seguir e responda:</p><p>- Qual a incidência da imagem?</p><p>- Qual o provável diagnóstico?</p><p>- Qual a provável causa?</p><p>Figura 9. Imagem radiográfica de joelho. Fonte: autoria própria</p><p>Serviço Social</p><p>1. Como deve ser feita a reabilitação desse adolescente? Cite objetivos e condutas.</p><p>2. Existe alguma contraindicação para o uso de termoterapia nesse paciente? Explique.</p><p>Vamos praticar?</p><p>- Realize a goniometria dos movimentos do joelho.</p><p>- Exercícios de alongamento para grupos musculares específicos.</p><p>- Exercícios de fortalecimento para grupos musculares específicos – exemplificar CCA</p><p>(cadeia cinética aberta) x CCF (cadeia cinética fechada).</p><p>- Exercícios pliométricos.</p><p>- Exercícios proprioceptivos.</p><p>Caso Clínico 5:</p><p>Paciente de 54 anos com queixa de dor em pé direito principalmente pela manhã</p><p>ao colocar o pé no chão. Possui marcha claudicante por algum tempo, até “esquentar”,</p><p>segundo seu relato. Foi encaminhada ao fisioterapeuta após consulta com ortopedista para</p><p>o tratamento conservador. Observe as imagens a seguir e descreva qual o exame, incidência</p><p>e alterações apresentadas.</p><p>Figura 10. Imagem do calcâneo para auxílio diagnóstico. Fonte: autoria própria</p><p>Manual de Estágio</p><p>Figura 11. Imagem do calcâneo para auxílio de diagnóstico. Fonte: autoria própria</p><p>1. Qual o provável diagnóstico?</p><p>2. Trace objetivos e condutas para o caso.</p><p>Vamos praticar!</p><p>- Manuseie os aparelhos que podem ser utilizados nesse caso.</p><p>- Exercícios de estiramento de fáscia plantar.</p><p>- Exercícios de alongamento de grupos musculares específicos.</p><p>- Exercícios de fortalecimento de grupos musculares específicos.</p><p>Serviço Social</p><p>Instituto de Ciências da Saúde</p><p>Disciplina: Fisioterapia</p><p>Traumatológica Funcional</p><p>Título da Aula: Ombro, cotovelo,</p><p>punho e mão</p><p>AULA 4</p><p>ROTEIRO 1</p><p>Existem muitas lesões traumáticas e fraturas que podem acontecer no complexo do</p><p>ombro, cotovelo, punho e mão.</p><p>O ombro é considerado um complexo articular que compreende 5 articulações, 3</p><p>verdadeiras e 2 falsas. A compreensão de todas elas e o papel de cada uma é importante</p><p>durante a reabilitação dessa região.</p><p>O cotovelo é uma articulação tipo gínglimo com apenas um grau de movimento, mas</p><p>nem por isso ela é uma articulação simples, pois associada a ela temos o movimento de</p><p>pronação e supinação do antebraço, que pode ser alvo de inúmeras lesões traumáticas que</p><p>requerem muita atenção durante o processo de reabilitação.</p><p>Já quando falamos do complexo de antebraço, punho e mão devemos pensar em quantos</p><p>pequenos movimentos ocorrem nos ossos do carpo e quantas atividades desempenhamos</p><p>no dia a dia com o punho e a mão. São muitas articulações e muitos movimentos finos e</p><p>específicos que requerem atenção durante a reabilitação de lesões.</p><p>É de fundamental importância que revise constantemente a anatomia e a biomecânica</p><p>das articulações, pois só assim será possível delinear objetivos e condutas específicos para</p><p>cada lesão.</p><p>Manual de Estágio</p><p>Caso Clínico 6:</p><p>Paciente do sexo feminino, 45 anos, empregada doméstica há 15 anos, procurou serviço</p><p>médico relatando dor no ombro direito durante a atividade laboral. Notou que o sintoma</p><p>álgico piora ao tentar realizar atividades como: estender roupa no varal ou pentear o cabelo,</p><p>além de dificuldade para vestir-se. Relata hábitos de vida saudáveis, nega emagrecimento</p><p>ou perda de peso.</p><p>Aspectos observados na avaliação: protusão e elevação do ombro direito, aumento da</p><p>cifose torácica, grau 3 de força muscular para o músculo supraespinhal, grau 4 de força</p><p>muscular para flexores de ombro, músculo subescapular e serrátil anterior.</p><p>Amplitude de movimento ativa: 30º para rotação lateral de ombro, 90º para abdução de</p><p>ombro.</p><p>Dor a palpação da bursa subacromial.</p><p>1- Quais perguntas seriam importantes na anamnese a fim de orientar o seu diagnóstico?</p><p>2- Quais os testes específicos que podem ser realizados nesse caso?</p><p>3- Qual o melhor exame para confirmar o diagnóstico?</p><p>4 – Qual o provável diagnóstico?</p><p>Figura 12. Imagem para auxílio diagnóstico. Fonte: autoria própria</p><p>Serviço Social</p><p>Descreva objetivos e condutas específicas para esse caso.</p><p>Vamos praticar?</p><p>- Realize goniometria dos movimentos do ombro.</p><p>- Realize os testes específicos para auxílio diagnóstico.</p><p>- Exercícios pendulares de ombro.</p><p>- Exercícios de fortalecimento com faixa elástica e halteres para os músculos do manguito</p><p>rotador.</p><p>- Exercícios de alongamento para os músculos específicos.</p><p>- Exercícios de AVDs e laborais adaptados para evitar a sobrecarga articular.</p><p>- Mobilização escapular.</p><p>- Exercícios proprioceptivos para ombro.</p><p>Caso clínico 7:</p><p>Paciente do sexo feminino, 51 anos de idade, com diagnóstico clínico de fratura de</p><p>punho devido à queda sobre a mão com o punho em extensão. Houve fratura, a qual foi</p><p>definida pelo exame clínico e por investigação de exame de imagem. A conduta médica</p><p>utilizada foi o tratamento conservador com imobilização do antebraço para a consolidação</p><p>óssea.</p><p>Analise a imagem a seguir. A foto foi realizada antes da imobilização. Descreva a inspeção</p><p>do segmento afetado.</p><p>Manual de Estágio</p><p>Figura 13. Punho com fratura. Fonte: autoria própria</p><p>Após 2 meses, a paciente foi liberada para o tratamento fisioterapêutico, a mesma</p><p>apresentava dor, diminuição da ADM nos movimentos de flexão, extensão, pronação,</p><p>supinação, desvio radial e ulnar no antebraço direito.</p><p>Inspeção: foi observada deformidade em garfo no punho comprometido.</p><p>Teste de Phalen negativo. Teste de Tinel: negativo.</p><p>Goniometria ativa: pronação 60º e supinação 45º</p><p>Analise as imagens a seguir. Informe qual o exame e a incidência da imagem. Localize</p><p>o foco de fratura. Quantas fraturas existem na imagem? Quais ossos foram acometidos?</p><p>Serviço Social</p><p>Figura 14. Imagem de punho direito para auxiliar no diagnóstico. Fonte: autoria própria</p><p>Após a retirada do gesso, quais as alterações esperadas no segmento imobilizado?</p><p>De acordo com o caso clínico apresentado, descreva com detalhes objetivo e conduta</p><p>para essa paciente.</p><p>Vamos praticar!</p><p>- Realize goniometria de punho para todos os movimentos.</p><p>- Realize os testes específicos: Phalen e Tinel.</p><p>- Mobilização ativa e passiva para punho.</p><p>- Exercícios de alongamento de grupos musculares específicos.</p><p>- Exercícios de fortalecimento de grupos musculares específicos.</p><p>- Exercícios funcionais: escrita, pinça, torcer roupas...</p><p>Quanto mais praticar, mais irá aprender!!</p><p>Bons estudos!!</p>