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<p>Exercícios de análise geral de</p><p>membros superiores</p><p>Apresentação</p><p>As pessoas realizam diariamente tarefas com os membros superiores. Com isso, com o passar dos</p><p>anos, começa o aparecimento de lesões por movimentos repetitivos e excesso de carga realizada</p><p>sobre essas estruturas.</p><p>A procura por um atendimento fisioterapêutico para algias e fraqueza muscular é frequente, pois a</p><p>população não é preparada para realizar as prevenções necessárias de tais lesões. O fisioterapeuta</p><p>deve ter o conhecimento das principais articulações dos membros superiores e seus movimentos, a</p><p>fim de elaborar e oferecer um bom atendimento ao paciente.</p><p>Nesta Unidade de Aprendizagem, você vai aprender as principais articulações dos membros</p><p>superiores e como elaborar os exercícios a partir dos movimentos fundamentais dos membros</p><p>superiores.</p><p>Bons estudos.</p><p>Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:</p><p>Identificar a ação de cada uma das articulações durante as fases do exercício.•</p><p>Avaliar exercícios que envolvam movimentos das articulações de membro superior.•</p><p>Elaborar exercícios de acordo com o objetivo muscular a ser trabalhado nas diferentes</p><p>articulações dos membros superiores.</p><p>•</p><p>Infográfico</p><p>A articulação do ombro também denominada articulação glenoide é constituída a partir do encaixe</p><p>da cabeça do úmero com a cavidade glenoide da escápula. Por ser uma articulação do tipo</p><p>esferoide, ela permite movimentos amplos em todos os planos nos seus três eixos.</p><p>No Infográfico a seguir, você vai aprender os movimentos realizados pela articulação do ombro.</p><p>Aponte a câmera para o</p><p>código e acesse o link do</p><p>conteúdo ou clique no</p><p>código para acessar.</p><p>Conteúdo do livro</p><p>Os membros superiores se fixam ao esqueleto axial para a sua estabilização e realização dos</p><p>movimentos. As articulações auxiliam a realização desses movimentos, tais como elevar o braço,</p><p>escrever, pegar objetos, praticar esportes, dentre outros. Movimentos de repetição excessiva</p><p>podem lesionar os membros superiores, limitando, desta forma, os movimentos por conta da dor.</p><p>No capítulo Exercícios de análise geral de membros superiores, da obra Cinesiologia e fisiologia do</p><p>exercício, você vai aprender sobre as articulações e seus movimentos e a elaboração de exercícios</p><p>para os membros superiores.</p><p>Boa leitura.</p><p>CINESIOLOGIA E</p><p>FISIOLOGIA DO</p><p>EXERCÍCIO</p><p>Noura Reda Mansour</p><p>Exercícios de análise geral</p><p>de membros superiores</p><p>Objetivos de aprendizagem</p><p>Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:</p><p>� Identificar a ação de cada uma das articulações durante as fases do</p><p>exercício.</p><p>� Avaliar exercícios que envolvam movimentos das articulações do</p><p>membro superior.</p><p>� Elaborar exercícios de acordo com o objetivo muscular a ser trabalhado</p><p>nas diferentes articulações dos membros superiores.</p><p>Introdução</p><p>Os membros superiores são constituídos por ombro, cotovelo, punho</p><p>e mão. Essas estruturas são fundamentais na realização de atividades</p><p>laborais. Essas estruturas podem sofrer lesões por movimentos repetitivos,</p><p>levando o paciente a ter quadros de algia.</p><p>Dentre as doenças ocupacionais, encontram-se as lesões por esforços</p><p>repetitivos (LER) e os distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho</p><p>(DORT), os quais compreendem um amplo conjunto de afecções muscu-</p><p>loesqueléticas referentes ao trabalho, que acometem tendões, sinoviais,</p><p>nervos, ligamentos, fáscias e músculos principalmente dos membros</p><p>superiores (NASRALA NETO, 2014).</p><p>As doenças dos membros superiores podem envolver o ombro, por</p><p>ser uma articulação de amplos movimentos. As patologias mais frequen-</p><p>tes são: síndrome do impacto, bursite e capsulite adesiva. Em outros</p><p>segmentos, como o cotovelo, são comuns patologias como a epicondilite</p><p>lateral e a epicondilite medial.</p><p>O antebraço e a mão também estão propensos a LER, tais como:</p><p>tendinite, síndrome do túnel do carpo, dedos em gatilho, dentre outras.</p><p>Para a elaboração da conduta fisioterapêutica, é preciso que o fisiotera-</p><p>peuta tenha conhecimento das articulações dos membros superiores,</p><p>das patologias e dos movimentos envolvidos.</p><p>Neste capítulo, você vai aprender sobre as articulações dos membros</p><p>superiores, os movimentos articulares e a elaboração dos exercícios para</p><p>o fortalecimento dessa região.</p><p>Ação de cada articulação durante</p><p>as fases do exercício</p><p>A função do ombro e das estruturas dos membros superiores é fazer com</p><p>que as mãos sejam capazes de realizar tarefas em várias posições (LIPPERT,</p><p>2016). Os membros superiores são constituídos por ombro, cotovelo, punho</p><p>e mão. Estes têm como base de fixação o cíngulo do membro superior que</p><p>lhes confere a estabilidade para a execução dos movimentos (FLOYD, 2016).</p><p>Para melhor entendimento do funcionamento dos membros superiores,</p><p>vamos descrever detalhadamente as articulações de cada membro.</p><p>Na síndrome do impacto ocorre compressão mecânica do tendão do músculo supra-</p><p>espinal, da bolsa subacromial e do tendão da cabeça longa do bíceps. Essa condição</p><p>causa irritação e inflamação, podendo evoluir para fibrose e, posteriormente, para</p><p>ruptura do manguito rotador (VOIGHT; HOOGENBOOM; PRENTICE, 2014).</p><p>O complexo do ombro é formado por escápula, clavícula, esterno, úmero</p><p>e caixa torácica e inclui três articulações sinoviais (glenoumeral, acromio-</p><p>clavicular e esternoclavicular) e duas articulações funcionais. Neste capítulo,</p><p>daremos ênfase às articulações glenoumeral e esternoclavicular.</p><p>A articulação glenoumeral, ou articulação do ombro, é formada pela união</p><p>do úmero com a escápula. É uma articulação multiaxial por realizar os mo-</p><p>vimentos em todos os planos com seus três eixos e tem o formato do tipo</p><p>bola-e-soquete, que lhe confere facilidade para o encaixe da cabeça esférica</p><p>do úmero na cavidade glenoide da escápula. Essa articulação permite amplos</p><p>Exercícios de análise geral de membros superiores2</p><p>movimentos de flexão, extensão, adução, abdução, rotação medial e lateral e</p><p>circundação (KISNER; COLBY, 2016). Veja a seguir a Figura 1.</p><p>Figura 1. Articulação do ombro.</p><p>Fonte: Adaptada de Hebert (2017).</p><p>Articulação</p><p>acromioclavicular</p><p>Articulação</p><p>glenoumeral</p><p>(cápsula)</p><p>Úmero</p><p>Clavícula</p><p>Articulação</p><p>esternoclavicular</p><p>Escápula</p><p>Esterno</p><p>Acrômio</p><p>A articulação esternoclavicular permite a conexão do ombro com o esque-</p><p>leto axial por meio da escápula e da clavícula (FLOYD, 2016). Os movimentos</p><p>da clavícula são resultantes dos movimentos da escápula, como depressão,</p><p>abdução ou prostração e retração ou adução.</p><p>O cotovelo é formado pelos ossos da ulna, do rádio e da extremidade distal</p><p>do úmero, sendo este constituído também pelas articulações umeroulnar</p><p>e umerorradial. É classificada como uma articulação do tipo gínglimo ou</p><p>dobradiça permitindo os movimentos de flexão e extensão.</p><p>3Exercícios de análise geral de membros superiores</p><p>O cotovelo pode ser acometido por esforço repetitivo, as doenças mais frequentes são</p><p>a epicondilite lateral e a epicondilite medial. A epicondilite lateral também é chamada</p><p>de cotovelo de tenista, cujos sintomas envolvem dor nos tendões extensores comuns</p><p>do punho ao longo do epicôndilo lateral e da articulação radioulnar. A epicondilite</p><p>medial também é chamada de cotovelo de golfista e envolve o tendão comum do</p><p>flexor/pronador na união entre o tendão e o periósteo próximo ao epicôndilo medial</p><p>(KISNER; COLBY, 2016).</p><p>O antebraço é constituído pela articulação radioulnar, sendo classificada</p><p>como articulação do tipo trocoidea ou em pivô, a qual permite os movimentos</p><p>de pronação e supinação (FLOYD, 2016; KISNER; COLBY, 2016). Veja a</p><p>Figura 2 a seguir.</p><p>O punho e as mãos são constituídos por 29 ossos, dos quais oito são carpais</p><p>distribuídos em duas fileiras para formar o punho, cinco são ossos metacarpos</p><p>que formam os ossos da palma da mão, 14 são falanges que formam os ossos</p><p>dos dedos, um é o rádio e o outro é a ulna.</p><p>A articulação do punho, a radiocarpal, é considerada como uma articulação</p><p>do tipo condilar e permite movimentos de flexão, extensão, desvio radial</p><p>e</p><p>desvio ulnar. Em relação às mãos, cada dedo tem três articulações (metacarpo-</p><p>falângicas, interfalângicas proximais e interfalângicas distais) denominadas de</p><p>metacarpofalângicas, que são classificadas como articulações do tipo gínglimo</p><p>e realizam movimentos de flexão e extensão (FLOYD, 2016).</p><p>As articulações interfalângicas distais e proximais ambas permitem os</p><p>movimentos de flexão e extensão. O polegar tem apenas duas articulações,</p><p>a metacarpofalângicas e a carpometacarpal. A última é considerada uma</p><p>articulação do tipo selar e executa movimentos de abdução, adução, flexão e</p><p>extensão do polegar (KISNER; COLBY, 2016; FLOYD, 2016).</p><p>Exercícios de análise geral de membros superiores4</p><p>Figura 2. Articulação do cotovelo e articulação do punho e da mão.</p><p>Fonte: Adaptada de Behnke (2014); Kisner e Colby (2016).</p><p>Úmero</p><p>Umerorradial</p><p>Rádio</p><p>Radiolnar</p><p>distal</p><p>Radiolnar</p><p>proximal</p><p>Ulna</p><p>Umeroulnar</p><p>Rádio</p><p>Radiocarpal</p><p>Mediocarpal</p><p>CMC</p><p>MCF</p><p>IFP</p><p>IFD</p><p>Falanges</p><p>Metacarpais</p><p>Disco articular</p><p>Ulna</p><p>Articulações</p><p>interfalângicas</p><p>Articulação</p><p>metacarpofalângica</p><p>Falanges:</p><p>Distal</p><p>Média</p><p>Proximal</p><p>Articulações</p><p>carpometacarpais</p><p>Hamato</p><p>Articulações</p><p>intercarpais</p><p>Pisiforme</p><p>Semilunar</p><p>Articulação</p><p>radiocarpal</p><p>Ulna</p><p>Articulações</p><p>mediocarpais</p><p>Rádio</p><p>Escafoide</p><p>Capitato</p><p>Trapézio</p><p>Trapezoide</p><p>Polegar</p><p>Metacarpais (5)</p><p>Piramidal</p><p>5Exercícios de análise geral de membros superiores</p><p>Exercícios com enfoque nas articulações</p><p>dos membros superiores</p><p>As articulações dos membros superiores realizam variados e amplos movi-</p><p>mentos e isso permite a realização de exercícios físicos. É fundamental o</p><p>conhecimento das ações de cada um dos membros superiores, pois isso facilita</p><p>a elaboração e o entendimento dos exercícios.</p><p>Agora você vai aprender a descrever os movimentos das articulações</p><p>para possibilitar a elaboração adequada para cada estrutura do membro</p><p>superior.</p><p>Movimentos da cintura escapular</p><p>Na cintura escapular é possível a realização dos movimentos de elevação,</p><p>depressão, prostração, retração, adução, abdução e inclinação.</p><p>Durante a elevação, a escápula desliza superiormente sobre o tórax. Nessa</p><p>ação, a clavícula se eleva na articulação esternoclavicular. Esse movimento é</p><p>possível ao encolher os ombros. A depressão é executada quando a escápula</p><p>desliza para baixo do tórax e quando ela realiza rotação superior e discreta</p><p>inclinação posterolateral da sua parte superior.</p><p>No movimento de protração, também conhecido como abdução da es-</p><p>cápula, a clavícula e a escápula se movem ao redor do tórax de modo que a</p><p>borda medial da escápula se afasta da linha média. A retração ou adução da</p><p>escápula ocorre quando a extremidade lateral da clavícula e da escápula se</p><p>deslocam posteriormente e a borda média da escápula se aproxima da linha</p><p>média (HOUGLUM; BERTOTI, 2014).</p><p>A rotação superior ocorre quando a cavidade glenoidal gira em sentido</p><p>superior e o ângulo inferior da escápula desliza lateral e anteriormente ao</p><p>tórax (FLOYD,2016; HOUGLUM; BERTOTI, 2014). Na rotação inferior, a</p><p>cavidade glenoide se move para baixo. Esse movimento se completa quando</p><p>uma das mãos é posicionada na região lombar ou quando o ombro se estende.</p><p>A inclinação da escápula é realizada quando a articulação do ombro executa</p><p>uma hiperextensão. Esse movimento é observado durante o lançamento da</p><p>bola de boliche (LIPPERT, 2016). Observe a Figura 3 a seguir.</p><p>Exercícios de análise geral de membros superiores6</p><p>Figura 3. (A) Flexão. (B) Extensão. (C) Abdução. (D) Adução. (E) Rotação medial. (F) Rotação</p><p>lateral. (G) Abdução diagonal. (H) Adução diagonal.</p><p>Fonte: Adaptada de Behnke (2014, p. 66–67).</p><p>Movimentos do ombro</p><p>A articulação do ombro realiza movimentos de flexão, extensão, adução,</p><p>abdução, rotação medial, rotação lateral e circundação.</p><p>O movimento de flexão do ombro ocorre quando o úmero se estende para</p><p>frente no plano sagital. Na extensão, o úmero se estende para trás no plano</p><p>sagital. A abdução e a adução são realizadas no plano frontal (LIPPERT,</p><p>2016; HOUGLUM; BERTOTI, 2014). À medida que o úmero se move em</p><p>7Exercícios de análise geral de membros superiores</p><p>abdução, a cabeça deste desliza em sentido inferior na cavidade glenoide</p><p>da escápula, já na adução, o movimento do úmero ocorre inferiormente ao</p><p>plano frontal, no qual o braço se aproxima medialmente do corpo a partir da</p><p>abdução (FLOYD, 2016).</p><p>As rotações medial e lateral ocorrem no plano horizontal, a rotação medial</p><p>do úmero com o antebraço flexionado traz a mão em direção à linha média</p><p>do corpo, e na rotação lateral o úmero move a mão para longe da linha média</p><p>do corpo (VANPUTTE; REGAN; RUSSO, 2016).</p><p>A circundação é um movimento realizado em forma de círculo e é executada</p><p>a partir de todos os movimentos da articulação do ombro (LIPPERT, 2016).</p><p>Floyd (2016) descreve dois outros movimentos realizados pelo ombro, a abdução</p><p>e a adução diagonal. Na abdução diagonal, o úmero realiza o movimento num</p><p>sentido diagonal se afastando da linha mediana do corpo. Na adução diagonal,</p><p>o ombro é movimentado no plano diagonal em direção à linha média do corpo.</p><p>Observe a seguir a Figura 4.</p><p>Figura 4. (A) Elevação. (B) Depressão. (C) Protração. (D) Retração. (E) Rotação superior. (F)</p><p>Rotação inferior.</p><p>Fonte: Adaptada de Vanputte (2016).</p><p>Abdução</p><p>Adução</p><p>Flexão Extensão</p><p>Plano coronal</p><p>Anterior ao</p><p>plano coronal</p><p>Posterior ao</p><p>plano coronal Circundação</p><p>Exercícios de análise geral de membros superiores8</p><p>Movimentos do cotovelo e do antebraço</p><p>A articulação do cotovelo realiza movimentos de flexão e extensão no plano</p><p>sagital. No movimento de flexão, o cotovelo é dobrado para aproximar o an-</p><p>tebraço do braço, já na extensão, o cotovelo se estende afastando o antebraço</p><p>do braço.</p><p>O antebraço é constituído pelas articulações umeroulnar e radioulnar. A</p><p>articulação umeroulnar realiza movimento de flexão e extensão do cotovelo</p><p>(KISNER; COLBY, 2016). A articulação radioulnar do antebraço realiza os</p><p>movimentos de pronação e supinação no plano transversal.</p><p>Durante a pronação, o rádio roda medialmente sobre a ulna, resultando</p><p>na mudança de posição da mão, em que inicialmente a palma é virada para</p><p>cima, voltando-se logo após para baixo. Na supinação, o rádio realiza uma</p><p>rotação lateral sobre a ulna, o que resulta na mudança de posição da mão,</p><p>cuja palma virada para baixo volta-se imediatamente para cima (FLOYD,</p><p>2016). Veja a Figura 5.</p><p>Figura 5. Movimentos do cotovelo e do antebraço.</p><p>Fonte: Adaptada de Vanputte (2016).</p><p>Flexão</p><p>Extensão</p><p>Pronação</p><p>Supinação</p><p>9Exercícios de análise geral de membros superiores</p><p>Movimentos do punho e da mão</p><p>Na mão, os dedos indicador e médio realizam a abdução quando eles se mo-</p><p>vimentam lateralmente em direção à parte radial do antebraço, já a adução</p><p>desses dedos ocorre quando eles são movimentados à parte ulnar do antebraço.</p><p>A abdução nos dedos anular e mínimo é realizada com o movimento medial</p><p>desses dedos em direção à parte ulnar da mão e sua adução ocorre quando eles</p><p>se movimentam lateralmente em direção à porção radial da mão.</p><p>O polegar realiza a abdução quando ele se afasta da palma da mão e é</p><p>aduzido quando se aproxima desta. Esse dedo realiza também os movimentos</p><p>de oposição e reposição. Na oposição, o polegar é posicionado transversalmente</p><p>sobre a palma da mão em oposição a qualquer uma das outras falanges, já na</p><p>reposição, o polegar retorna novamente a sua posição anatômica (FLOYD,</p><p>2016).</p><p>Durante a flexão palmar, a face palmar da mão é direcionada à região ventral</p><p>do antebraço, enquanto na extensão, a região dorsal da mão é direcionada à</p><p>face dorsal do antebraço. A flexão dos dedos ocorre quando eles são dobrados</p><p>e a extensão ocorre quando os dedos voltam à posição anatômica.</p><p>O movimento de desvio ulnar ocorre quando o dedo mínimo da mão é</p><p>direcionado à face medial do antebraço. No desvio radial, o movimento ocorre</p><p>do lado do polegar da mão em direção à parte lateral do antebraço. Veja a</p><p>seguir a Figura 6.</p><p>Figura 6. Movimentos do polegar.</p><p>Fonte: Adaptada de Vanputte (2016).</p><p>Abdução</p><p>Abdução</p><p>Adução Oposição Reposição</p><p>Exercícios de análise geral de membros superiores10</p><p>Exercícios planejados para as diferentes</p><p>articulações dos membros superiores</p><p>Segundo Floyd (2016), o bom funcionamento dos membros superiores é im-</p><p>portante para a realização das atividades de vida diária, assim como para as</p><p>atividades esportivas. Trabalhar força, resistência e até mesmo alongamentos</p><p>dos membros previne encurtamentos e mantêm a integridade dos membros</p><p>para atividades diárias.</p><p>Logo a seguir, serão descritos exercícios de acordo com os objetivos, as</p><p>ações musculares e os movimentos articulares.</p><p>� Fortalecimento muscular dos flexores do ombro:</p><p>■ existem múltiplos exercícios para fortalecer os músculos flexores do</p><p>ombro; um deles é segurar um halter e levantar o braço até 90 graus</p><p>e abaixá-lo totalmente;</p><p>■ os músculos a serem fortalecidos são: peitoral maior, bíceps braquial,</p><p>deltoide (fibras anteriores) e bíceps braquial.</p><p>� Fortalecimento dos extensores do ombro:</p><p>■ deitado em decúbito ventral (abdome para baixo), segurar um halter</p><p>flexionando e estendendo o braço;</p><p>■ os músculos envolvidos são: porção posterior do músculo deltoide,</p><p>infraespinhal, redondo menor, redondo maior e tríceps braquial.</p><p>� Fortalecimento do abdutores do ombro:</p><p>■ com o auxílio de uma faixa elástica, abduzir até a linha do ombro</p><p>e aduzir totalmente; esse exercício pode ser realizado segurando</p><p>um halter;</p><p>■ os músculos a serem fortalecidos são: subescapular e deltoide (porção</p><p>lateral).</p><p>� Fortalecimento dos adutores do ombro (veja a Figura 7):</p><p>■ os adutores do ombro podem ser fortalecidos puxando uma faixa</p><p>elástica a qual pode ser fixada numa superfície acima do ombro; a</p><p>força deve ser realizada ao puxar o braço de volta à região lateral</p><p>do corpo;</p><p>■ os músculos a serem fortalecidos são: latíssimo do dorso e redondo</p><p>maior.</p><p>11Exercícios de análise geral de membros superiores</p><p>Figura 7. Exercícios para fortalecimento do ombro.</p><p>Fonte: Adaptada de Floyd (2016).</p><p>Flexão</p><p>do ombro</p><p>Extensão</p><p>do ombro</p><p>Abdução</p><p>do ombro</p><p>Adução</p><p>do ombro</p><p>� Fortalecimento dos rotadores mediais do ombro (veja a Figura 8):</p><p>■ prender uma faixa elástica numa superfície na altura do cotovelo,</p><p>posicionar o paciente lateralmente à faixa e puxar a faixa em direção</p><p>à linha mediana com o cotovelo flexionado a 90 graus.</p><p>■ os músculos a serem fortalecidos são: subescapular, peitoral maior,</p><p>redondo maior e latíssimo do dorso.</p><p>� Fortalecimento dos rotadores laterais do ombro (veja a Figura 8):</p><p>■ prender uma faixa elástica numa superfície da altura do cotovelo,</p><p>posicionar o paciente na região contralateral da superfície e puxar a</p><p>faixa com o cotovelo flexionado a 90 graus realizando uma rotação</p><p>lateral, ou seja, puxar a faixa para fora da linha mediana do corpo.</p><p>� Fortalecimento dos flexores e extensores do braço, supinadores e pro-</p><p>nadores (veja a Figura 9):</p><p>■ este exercício é realizado com postura ereta; segurar um halter fle-</p><p>xionando e estendendo o cotovelo;</p><p>■ os músculos a serem fortalecidos são: bíceps braquial e braquiorradial;</p><p>■ para fortalecer os músculos extensores do braço, segurar um halter</p><p>acima da cabeça e realizar flexão e extensão do cotovelo estabili-</p><p>zando essa articulação. Para maior estabilidade da articulação, esse</p><p>exercício pode ser realizado de uma outra forma, prendendo uma</p><p>faixa elástica (com dois pegadores) acima da cabeça e puxando a faixa</p><p>elástica estendendo os cotovelos com o auxílio dos dois pegadores;</p><p>Exercícios de análise geral de membros superiores12</p><p>■ para o fortalecimento dos pronadores, segurar um objeto (halter</p><p>ou garrafa com areia) e realizar a pronação; esse mesmo exercício</p><p>pode ser realizado para fortalecer os supinadores, porém, durante o</p><p>movimento, deve ser realizada a supinação.</p><p>Figura 8. Exercícios de rotação medial e rotação lateral do ombro</p><p>Fonte: Adaptada de MSN (2019a; 2019b)</p><p>Figura 9. Exercícios de flexão e extensão do cotovelo, pronação e supinação radioulnar.</p><p>Fonte: Adaptada de Floyd (2016).</p><p>Flexão</p><p>do cotovelo</p><p>Extensão</p><p>do cotovelo</p><p>Pronação</p><p>radioulnar</p><p>Supinação</p><p>radioulnar</p><p>13Exercícios de análise geral de membros superiores</p><p>BEHNKE, R. S. Anatomia do Movimento. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2014.</p><p>FLOYD, R. T. Manual de cinesiologia estrutural. 19. ed. Barueri, SP: Manole, 2016.</p><p>HEBERT, S. K. et al. (org.). Ortopedia e traumatologia: princípios e práticas. 5. ed. Porto</p><p>Alegre: Artmed, 2017.</p><p>HOUGLUM, P. A.; BERTOTI, D. Cinesiologia clínica de Brunnstrom. 6. ed. Barueri, SP: Ma-</p><p>nole, 2014.</p><p>KISNER, C.; COLBY, L. A. Exercícios terapêuticos: fundamentos e técnicas. 6. ed. Barueri,</p><p>SP: Manole, 2016.</p><p>LIPPERT, L. S. Cinesiologia clínica e anatomia. 5. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,</p><p>2016.</p><p>MSN. Rotação interna com faixa. Brasil, 2019a. Disponível em: https://www.msn.com/</p><p>pt-br/saude/exercicio/exercicios/rota%C3%A7%C3%A3o-interna-com-faixa/ss-BBtT6hi.</p><p>Acesso em: 21 fev. 2019.</p><p>MSN. Rotação externa com faixa. Brasil, 2019b. Disponível em: https://www.msn.com/</p><p>pt-br/saude/exercicio/exercicios/rotação-externa-com-faixa/ss-BBtSUij. Acesso em:</p><p>21 fev. 2019.</p><p>NASRALA NETO, E. A influência do nexo técnico epidemiológico previdenciário sobre</p><p>notificações de LER/DORT no INSS. UNOPAR Científica: Ciências Biológicas e da Saúde,</p><p>v. 16, n. 3, p. 209–212, 2014. Disponível em: http://www.pgsskroton.com.br/seer/index.</p><p>php/JHealthSci/article/view/445/415. Acesso em: 21 fev. 2019.</p><p>VANPUTTE, C.; REGAN, J.; RUSSO, A. Anatomia e fisiologia de Seeley. Porto Alegre: Art-</p><p>med, 2016.</p><p>VOIGHT, M. L.; HOOGENBOOM, B. J.; PRENTICE, W. Técnicas de exercícios terapêuticos:</p><p>estratégias de intervenção musculoesquelética. Barurei, SP: Manole, 2014.</p><p>Exercícios de análise geral de membros superiores14</p><p>Dica do professor</p><p>O exercício terapêutico é elaborado pelo fisioterapeuta, que, após a sua avaliação, traça os</p><p>exercícios que serão aplicados no paciente. O exercício pode ser classificado em passivo, assistido e</p><p>ativo. Este último pode ser realizado com materiais como bolas, halteres, faixas, dentre outros.</p><p>Essas atividades são realizadas associadas aos movimentos articulares.</p><p>Confira na Dica do Professor mais sobre os exercícios terapêuticos para os membros superiores.</p><p>Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.</p><p>Na prática</p><p>O manguito rotador é constituído por um grupo muscular que visa a estabilizar a articulação do</p><p>ombro. Movimentos repetitivos, como os de elevação do ombro, podem causar a compressão e a</p><p>inflamação do manguito rotador, sendo necessária a realização de um procedimento cirúrgico para</p><p>reversão do quadro.</p><p>No pós-operatório, o paciente mantém o braço imobilizado por longo período, sendo necessário,</p><p>logo após, tratamento fisioterapêutico para melhorar a mobilidade dessa articulação.</p><p>Confira no anexo sugestões de tratamento no pós-operatório do manguito rotador.</p><p>Aponte a câmera para o</p><p>código e acesse o link do</p><p>conteúdo ou clique no</p><p>código para acessar.</p><p>Saiba +</p><p>Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:</p><p>Exercício de fortalecimento com faixa elástica</p><p>A faixa elástica é utilizada para exercícios de fortalecimento, podendo ter várias intensidades.</p><p>Neste vídeo, é demonstrada a realização de um exercício do braço associado à respiração.</p><p>Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.</p><p>Mobilização da articular no pós-operatório da articulação do</p><p>cotovelo</p><p>A fisioterapia deve ser realizada após as cirurgias de cotovelo, a fim de ganhar amplitude de</p><p>movimento, fortalecer a musculatura, prevenir contraturas e auxiliar no retorno do paciente a suas</p><p>atividades. Neste vídeo, é demonstrado um exercício de mobilização articular com auxilio da bola</p><p>suíça.</p><p>Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.</p><p>Análise de movimentos articulares - escápula e ombro</p><p>Acompanhe neste vídeo uma aula sobre o funcionamento dos movimentos articulares da escápula</p><p>e do ombro.</p><p>Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar.</p>

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