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<p>Miomatose Uterina</p><p>Internato de Ginecologia e Obstetrícia</p><p>James Gaston</p><p>Faculdade de Medicina de Formosa -</p><p>UniRV</p><p>1 | Miomatose Uterina</p><p>Definiçã o</p><p>De acordo com Stewart (2021) os</p><p>miomas uterinos são neoplasias</p><p>monoclonais não cancerosas que</p><p>surgem das células musculares</p><p>lisas do miométrio. A condição</p><p>representa uma importante causa</p><p>de sangramento uterino anormal</p><p>das etiologias estruturais.</p><p>Histologia</p><p>Tumores benignos monoclonais</p><p>(cada mioma tem origem em um</p><p>único miócito), com característica</p><p>arredondada, esbranquiçada e</p><p>fibroelástica. Sendo assim, em</p><p>miomas múltiplos, cada um possui</p><p>uma origem diferente.</p><p>Apresentam, em sua estrutura, uma</p><p>pseudocápsula (plano de clivagem),</p><p>com raras mitoses, permitindo a</p><p>diferenciação de um sarcoma que</p><p>apresenta alta taxa de mitoses.</p><p>Epidemiologia</p><p>-Incidência de 50 a 80% das</p><p>mulheres na menacme;</p><p>-Múltiplos em 2/3 dos casos</p><p>-Mais prevalentes ao redor dos 40</p><p>anos de idade</p><p>-Indicação mais frequente de</p><p>histerectomia (cerca de 2/3 dos</p><p>casos).</p><p>Fisiopãtologiã</p><p>Os miomas apresentam receptores .</p><p>de estrogênio e progesterona, de</p><p>forma que ambos os hormônios</p><p>podem estimular o crescimento dos</p><p>miomas. Os miomas geralmente</p><p>apresentam mais receptores de</p><p>estrógeno do que o miométrio, além</p><p>de apresentarem aromatase</p><p>(enzima conversora de andrógenos</p><p>em estrógenos). Os miomas</p><p>convertem mais estrona em</p><p>estradiol e menos estradiol em</p><p>estrona, o que contribui para a</p><p>sobrevivência do mioma.</p><p>“Comida pra mioma” é estrogênio.</p><p>Degeneração dos miomas</p><p>A degeneração dos miomas corre</p><p>quando o tecido miomatoso é</p><p>substituído por outro tipo de tecido.</p><p>-Hialina: tipo mais comum;</p><p>-Calcificada: mais comum após a</p><p>menopausa, quando o mioma deixa</p><p>de receber o estímulo estrogênio e</p><p>falta suprimento sanguíneo do</p><p>mioma;</p><p>-Cística: liquefação da degeneração</p><p>hialina;</p><p>-Mixoide ou mucoide: o mioma vira</p><p>cisto de material gelatinoso;</p><p>https://www.youtube.com/@saida.de.emergencia</p><p>https://www.passeidireto.com/perfil/12165-james-gaston/</p><p>https://www.linkedin.com/in/james-gaston-93068a27b/</p><p>Miomatose Uterina</p><p>Internato de Ginecologia e Obstetrícia</p><p>James Gaston</p><p>Faculdade de Medicina de Formosa -</p><p>UniRV</p><p>2 | Miomatose Uterina</p><p>-Rubra ou vermelha (necrobiose</p><p>asséptica): infarto hemorrágico do</p><p>mioma. A mais frequente do ciclo</p><p>gravídico-puerperal ou durante o</p><p>uso de pílula anticoncepcional ou de</p><p>GnRH;</p><p>-Gordurosa: substituição por tecido</p><p>gorduroso. Menos frequente;</p><p>-Sarcomatosa: é rara (0,1 a 0,6%).</p><p>Apresenta mal prognóstico.</p><p>Crescimento rápido, mais frequente</p><p>na pós menopausa. Ocorre</p><p>degeneração de mioma em</p><p>sarcoma.</p><p>Obs.: apesar das degenerações</p><p>sarcomatosa e calcificada serem</p><p>mais comuns após a menopausa, o</p><p>desenvolvimento de miomatose</p><p>após a menopausa é rara.</p><p>Clãssificãçã o dos</p><p>miomãs</p><p>FIGO</p><p>0- Intracavitário, pediculado</p><p>1- Submucoso, com menos de 50%</p><p>da sua porção intramural.</p><p>2- Submucoso, com mais de 50%</p><p>intramural</p><p>3- Intramural, tangenciando o</p><p>endométrio</p><p>4- Intramural</p><p>5- Subseroso, com 50% ou mais da</p><p>sua porção dentro do músculo</p><p>intramural</p><p>6- Subseroso, com 50% ou mais da</p><p>sua porção intramural</p><p>7- Subseroso, pediculado</p><p>8- Outros (cervical, parasita...)</p><p>Fãtores de risco</p><p>- Idade entre 35 e 40 anos</p><p>- Raça negra</p><p>-História familiar de mioma</p><p>-Menarca precoce</p><p>-Obesidade</p><p>-Nuliparidade</p><p>-Álcool e carnes vermelhas</p><p>-HAS</p><p>-Exposição intra-útero ao</p><p>dietilestilbestrol</p><p>-Exposição ao inseticida difenil-</p><p>dicloro-eteno</p><p>https://www.youtube.com/@saida.de.emergencia</p><p>https://www.passeidireto.com/perfil/12165-james-gaston/</p><p>https://www.linkedin.com/in/james-gaston-93068a27b/</p><p>Miomatose Uterina</p><p>Internato de Ginecologia e Obstetrícia</p><p>James Gaston</p><p>Faculdade de Medicina de Formosa -</p><p>UniRV</p><p>3 | Miomatose Uterina</p><p>Fãtores de</p><p>proteçã o</p><p>Tudo o que diminui a exposição ao</p><p>estrogênio, protege o útero contra</p><p>miomatose.</p><p>-Paridade: diminuição de 15% do</p><p>risco a cada gestação</p><p>- Anticoncepcional oral combinado:</p><p>redução de 15% do risco a cada 5</p><p>anos de uso, devido ao</p><p>progestágeno presente na</p><p>medicação</p><p>-Tabagismo: reduz 15% o risco com</p><p>o consumo de 10 cigarros por dia.</p><p>-Prática de atividade física e perda</p><p>de peso</p><p>-Prevenção da deficiência de</p><p>vitamina D e consumo de vitamina A</p><p>-Consumo de vegetais e frutas</p><p>cítricas</p><p>Quãdro clí nico</p><p>A maioria das pacientes é</p><p>assintomática.</p><p>Quando sintomático, o sintoma mais</p><p>comum é o Sangramento Uterino</p><p>Anormal (menorragia).</p><p>Outros sintomas incluem</p><p>dismenorreia, dor</p><p>pélvica/sintomas compressivos.</p><p>De modo geral, os sintomas variam</p><p>de acordo com a localização dos</p><p>miomas.</p><p>-Mioma subseroso: Dor pélvica /</p><p>sintomas compressivos;</p><p>-Mioma intramural:</p><p>Hipermenorragia</p><p>-Mioma submucoso: Metrorragia</p><p>(paciente pode sangrar durante o</p><p>mês inteiro)</p><p>Sintomas menos frequentes incluem</p><p>alterações intestinais e/ou urinárias,</p><p>infertilidade e abortamento.</p><p>Exame físico</p><p>Ao toque vaginal: Aumento do</p><p>volume uterino, colo com contorno</p><p>irregular (ou bocelado), de</p><p>consistência fibroelástica, podendo</p><p>chegar a produzir dor pélvica na</p><p>paciente.</p><p>O tumor pode ser mobilizado a partir</p><p>do toque vaginal;</p><p>Pode apresentar massa palpável no</p><p>hipogastro;</p><p>Diãgno stico</p><p>Ao ultrassom o mioma se apresenta</p><p>de forma hipoecogênica bem</p><p>delimitada. Apresenta</p><p>vascularização periférica no</p><p>Doppler. A presença de sombra</p><p>acústica posterior se relaciona com</p><p>a calcificação do mioma, ou seja, se</p><p>https://www.youtube.com/@saida.de.emergencia</p><p>https://www.passeidireto.com/perfil/12165-james-gaston/</p><p>https://www.linkedin.com/in/james-gaston-93068a27b/</p><p>Miomatose Uterina</p><p>Internato de Ginecologia e Obstetrícia</p><p>James Gaston</p><p>Faculdade de Medicina de Formosa -</p><p>UniRV</p><p>4 | Miomatose Uterina</p><p>ocorre degeneração calcificada a</p><p>sombra acústica pode aparecer na</p><p>USG.</p><p>À histerossonografia permite</p><p>visualizar os contornos e</p><p>profundidade do mioma. Dessa</p><p>forma, pode-se avaliar se o mioma é</p><p>passível de ressecção</p><p>histeroscópica.</p><p>A ressonância magnética (RM) é útil</p><p>no planejamento da miomectomia e</p><p>da embolização das artérias</p><p>uterinas.</p><p>A RM pode também diferenciar a</p><p>miomatose da endometriose e</p><p>adenomiose.</p><p>O exame permite avaliação dos</p><p>casos com volume uterino grande (></p><p>375 cm3) ou miomas múltiplos.</p><p>A RM pode também diferenciar</p><p>mioma de sarcoma.</p><p>A histerosocopia é um método</p><p>diagnóstico e terapêutico. Em casos</p><p>de miomas submucosos, a fibra</p><p>ótica permite a visualização do</p><p>nódulo e possibilita a ressecção.</p><p>Diãgno stico</p><p>diferenciãl</p><p>Doenças que provocam SUA</p><p>-Pólipos</p><p>-Adenomiose</p><p>https://www.youtube.com/@saida.de.emergencia</p><p>https://www.passeidireto.com/perfil/12165-james-gaston/</p><p>https://www.linkedin.com/in/james-gaston-93068a27b/</p><p>Miomatose Uterina</p><p>Internato de Ginecologia e Obstetrícia</p><p>James Gaston</p><p>Faculdade de Medicina de Formosa -</p><p>UniRV</p><p>5 | Miomatose Uterina</p><p>-Tumores malignos do útero</p><p>-Aborto/gravidez</p><p>Doenças que provocam dor</p><p>pélvica</p><p>-Tumores anexiais</p><p>-Endometriose</p><p>-Infecção urinária</p><p>-Doenças intestinais</p><p>Trãtãmento</p><p>O tratamento dos miomas devem</p><p>levar em consideração:</p><p>1) se a paciente está sintomática ou</p><p>não;</p><p>Se a paciente com mioma está</p><p>assintomática, a conduta é</p><p>expectante.</p><p>2) Idade da paciente;</p><p>3) Número, tamanho e localização</p><p>dos miomas;</p><p>4) Futuro reprodutivo da paciente;</p><p>5) Tratamentos prévios;</p><p>6) Comorbidades</p><p>Tratamento clínico</p><p>Não hormonais</p><p>-Anti-inflamatórios (Ácido</p><p>mefenâmico, naproxeno)</p><p>-Antifibrinolíticos (Ácido</p><p>tranexâmico)</p><p>Hormonais</p><p>-Anti-concepcionais hormonais</p><p>combinados (ACHO) – Diversos;</p><p>Os ACHO, combinados de</p><p>estrógeno e progesterona fazem</p><p>atrofia do endométrio, de forma a</p><p>diminuir o sangramento.</p><p>-</p><p>Progestágenos - orais e</p><p>injetáveis;</p><p>- SIU – levonogestrel (Mirena);</p><p>- Análogo parcial de progesterona</p><p>(SPRM) - Acetato de Ulipristal;</p><p>- Análogos de GnRH –</p><p>Goserrelina, Leuprolide; Os</p><p>agonistas e antagonistas de GnRH</p><p>atuam inibindo a produção de LH e</p><p>FSH pela hipófise, de forma que o</p><p>ovário pare de produzir estrogênio.</p><p>Sendo assim, a paciente entra em</p><p>menopausa medicamentosa. Os</p><p>miomas, assim, regridem de</p><p>tamanho. Porém, os análogos de</p><p>GnRH podem produzir sintomas da</p><p>menopausa, como fogacho e</p><p>apresentam aumento das chances</p><p>de desenvolver osteoporose. Dessa</p><p>forma, esses medicamentos não</p><p>devem ser usados por mais de 6</p><p>meses. Uma estratégia válida com o</p><p>uso de análogos de GnRH é o uso</p><p>para estimular a regressão dos</p><p>miomas e melhorar os níveis de</p><p>hemoglobina e, posteriormente,</p><p>realizar a excisão cirúrgica.</p><p>https://www.youtube.com/@saida.de.emergencia</p><p>https://www.passeidireto.com/perfil/12165-james-gaston/</p><p>https://www.linkedin.com/in/james-gaston-93068a27b/</p><p>Miomatose Uterina</p><p>Internato de Ginecologia e Obstetrícia</p><p>James Gaston</p><p>Faculdade de Medicina de Formosa -</p><p>UniRV</p><p>6 | Miomatose Uterina</p><p>Tratamento cirúrgico</p><p>Indicado em:</p><p>-Recorrências</p><p>-Falha de tratamento clínico</p><p>-Escolha da paciente</p><p>-Suspeita de malignidade (sarcoma)</p><p>-Tratamento da infertilidade /</p><p>Abortos recorrentes</p><p>O tratamento cirúrgico pode ser</p><p>conservador, indicado para</p><p>mulheres que não tem prole</p><p>constituída, ou definitivo.</p><p>Miomectomia (TTO Cirúrgico</p><p>conservador)</p><p>Ginecologia – Prof. Alexandre Melitto (EstratégiaMED)</p><p>Classificação dos miomas</p><p>submucosos (ESGE)</p><p>Essa classificação expõe a</p><p>possibilidade de ressecção do</p><p>mioma por hiteroscopia.</p><p>Miomas são divididos em G0, G1 e</p><p>G2.</p><p>G0 e G1 são possíveis de</p><p>ressecção histeroscópica, com</p><p>recomendação de tratamento pré-</p><p>operatório com análogo de GnRH</p><p>em alguns casos de G1.</p><p>G2 é preferível a ressecção</p><p>laparoscópica ou laparotômica.</p><p>Outras classificações</p><p>Embolização das Artérias</p><p>Uterinas</p><p>A técnica consiste na injeção de</p><p>microesferas na artéria uterina, de</p><p>forma a interromper o fluxo</p><p>sanguíneo do mioma.</p><p>Indicações</p><p>-Falha de tratamento prévio</p><p>-Impossibilidade de cirurgia</p><p>https://www.youtube.com/@saida.de.emergencia</p><p>https://www.passeidireto.com/perfil/12165-james-gaston/</p><p>https://www.linkedin.com/in/james-gaston-93068a27b/</p><p>Miomatose Uterina</p><p>Internato de Ginecologia e Obstetrícia</p><p>James Gaston</p><p>Faculdade de Medicina de Formosa -</p><p>UniRV</p><p>7 | Miomatose Uterina</p><p>-Escolha da paciente</p><p>-Preservação do futuro reprodutivo</p><p>(não recomendado se a paciente</p><p>tem desejo de engravidar)</p><p>-Casos complexos, com anatomia</p><p>comprometida e risco considerável</p><p>na histerectomia.</p><p>Contraindicações absolutas</p><p>-Paciente gestante</p><p>-Infecção ativa do útero ou dos</p><p>anexos</p><p>-Suspeita de CA do trato genital</p><p>Contraindicações relativas</p><p>Analisar risco-benefício do</p><p>procedimento</p><p>A principal contraindicação relativa</p><p>é se a paciente não possui prole</p><p>constituída.</p><p>Tratamento cirúrgico</p><p>definitivo</p><p>Histerectomia</p><p>Indicações:</p><p>-Paciente com prole constituída</p><p>(pacientes laqueadas devem ser</p><p>consideradas)</p><p>-Falha do tratamento clínico</p><p>-Escolha da paciente</p><p>-Suspeita de malignidade (Sarcoma)</p><p>Sempre ter preferência pela via</p><p>vaginal, porém se atentar às</p><p>contraindicações:</p><p>- Suspeita de CA de colo ou</p><p>endométrio</p><p>-Presença de lesões anexiais</p><p>-Endometriose pélvica ou historia</p><p>previa de DIP (risco de aderência)</p><p>-Útero maior que 300 cm3</p><p>https://www.youtube.com/@saida.de.emergencia</p><p>https://www.passeidireto.com/perfil/12165-james-gaston/</p><p>https://www.linkedin.com/in/james-gaston-93068a27b/</p><p>Miomatose Uterina</p><p>Internato de Ginecologia e Obstetrícia</p><p>James Gaston</p><p>Faculdade de Medicina de Formosa -</p><p>UniRV</p><p>8 | Miomatose Uterina</p><p>https://www.youtube.com/@saida.de.emergencia</p><p>https://www.passeidireto.com/perfil/12165-james-gaston/</p><p>https://www.linkedin.com/in/james-gaston-93068a27b/</p>