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<p>Simulado</p><p>Criado em: 21/10/2024 às 08:53:12</p><p>Texto I</p><p>Projetos urbanísticos, patrimônios e conflitos</p><p>___ O Porto do Rio – Plano de Recuperação e Re-</p><p>vitalização da Região Portuária do Rio de Janeiro</p><p>foi divulgado pela Prefeitura em 2001 e concentrou</p><p>diferentes projetos, visando a incentivar o desenvol-</p><p>5 vimento habitacional, econômico e turístico dos bair-</p><p>ros portuários da Saúde, Gamboa e Santo Cristo. Em</p><p>meados de 2007, quando se iniciou esse estudo sobre</p><p>o Plano e seus efeitos sociais, a Zona Portuária</p><p>já passava por um rápido processo de ressignificação</p><p>10 perante a cidade: nos imaginários construídos pelas</p><p>diferentes mídias, não era mais associada apenas à</p><p>prostituição, ao tráfico de drogas e às habitações “fa-</p><p>velizadas”, despontando narrativas que positivavam</p><p>alguns de seus espaços, habitantes e “patrimônios</p><p>15 culturais”.</p><p>___ Dentro do amplo território portuário, os plane-</p><p>jadores urbanos que idealizaram o Plano Porto do</p><p>Rio haviam concentrado investimentos simbólicos e</p><p>materiais nos arredores da praça Mauá, situada na</p><p>20 convergência do bairro da Saúde com a avenida Rio</p><p>Branco, via do Centro da cidade ocupada por estabe-</p><p>lecimentos financeiros e comerciais.</p><p>GUIMARÃES, R. A Utopia da Pequena África. Rio de Janeiro:</p><p>FGV, 2014, p. 16-7. Adaptado.</p><p>1. [Q1168857]</p><p>Considere a seguinte passagem do Texto I: “a avenida Rio Branco, via do Centro da cidade</p><p>ocupada por estabelecimentos financeiros e comerciais.” (L. 20-22)</p><p>A palavra que tem mesmo sentido e classe gramatical de via no trecho original está destacada em:</p><p>a ) Esta estrada é a melhor via para chegar a São Paulo.</p><p>b ) Eu te aviso via e-mail.</p><p>c ) Antigamente você via muita TV em minha casa.</p><p>d ) A segunda via do documento é sua.</p><p>e ) O jogo será transmitido via satélite.</p><p>Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Classes de palavras (classes gramaticais), Morfologia.</p><p>Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2019 / Universidade Federal do Rio de Janeiro UNIRIO - RJ / Assistente em</p><p>Administração / Questão: 4</p><p>TEXTO I</p><p>1 O abolicionismo, que logrou pôr fim à escravi-</p><p>dão nas Antilhas Britânicas, teve peso ponderável na</p><p>política antinegreira dos governos britânicos durante</p><p>a primeira metade do século passado. Mas tiveram</p><p>5 peso também os interesses capitalistas, comerciais e</p><p>industriais, que desejavam expandir o mercado ultra-</p><p>marino, de produtos industriais e viam na inevitável</p><p>miséria do trabalhador escravo um obstáculo para</p><p>este desiderato.</p><p>Paul Singer, A formação da classe operária, São Paulo, Atual,1988, p. 44.</p><p>2. [Q1618285]</p><p>Assinale o item em que se comprovam os processos de formação das palavras “escravidão” e</p><p>“ponderável”, respectivamente.</p><p>a ) Sufixação – regressiva.</p><p>b ) Aglutinação – sufixação.</p><p>c ) Derivação imprópria – sufixação.</p><p>d ) Sufixação – justaposição.</p><p>e ) Sufixação – sufixação.</p><p>Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Derivação, Significado dos Morfemas (radicais, afixos, prefixos).</p><p>Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2021 / Banco do Brasil S.A. BB - BR / Escriturário / Questão: 1</p><p>Texto I</p><p>Obsolescência programada:</p><p>inimiga ou parceira do consumidor?</p><p>Obsolescência programada é exercida quando</p><p>um produto tem vida útil menor do que a tecnologia</p><p>permitiria, motivando a compra de um novo modelo</p><p>— eletrônicos, eletrodomésticos e automóveis são</p><p>5 exemplos evidentes dessa prática. Uma câmera com</p><p>uma resolução melhor pode motivar a compra de um</p><p>novo celular, ainda que o modelo anterior funcione</p><p>perfeitamente bem. Essa estratégia da indústria pode</p><p>ser vista como inimiga do consumidor, uma vez que</p><p>10 o incentiva a adquirir mais produtos sem realmente</p><p>necessitar deles. No entanto, traz benefícios, como o</p><p>acesso às novidades.</p><p>Planejar inovação é extremamente importante</p><p>para melhoria e aumento da capacidade técnica de</p><p>15 um produto num mercado altamente competitivo. Já</p><p>imaginou se um carro de hoje fosse igual a um carro</p><p>dos anos 1970? O desafio é buscar um equilíbrio</p><p>entre a inovação e a durabilidade. Do ponto de vista</p><p>técnico, quando as empresas planejam um produto,</p><p>20 já tem equipes trabalhando na sucessão dele, pois</p><p>se trata de uma necessidade de sobrevivência no</p><p>mercado.</p><p>Sintomas de obsolescência são facilmente per-</p><p>cebidos quando um novo produto oferece caracterís-</p><p>25 ticas que os anteriores não tinham, como o uso de</p><p>reconhecimento facial; ou a queda de desempenho</p><p>do produto com relação ao atual padrão de merca-</p><p>do, como um smartphone que não roda bem os apli-</p><p>cativos atualizados. Outro sinal é detectado quando</p><p>30 não é possível repor acessórios, como carregadores</p><p>compatíveis, ou mesmo novos padrões, como tipo de</p><p>bateria, conector de carregamento ou tipos de cartão</p><p>de um celular, por exemplo.</p><p>Isso não significa que o consumidor está refém de</p><p>35 trocas constantes de equipamento: é possível adiar a</p><p>substituição de um produto, por meio de upgrades de</p><p>hardware, como inclusão de mais memória, baterias</p><p>e acessórios de expansão, pelo menos até o momen-</p><p>to em que essa troca não compense financeiramente.</p><p>40 Quanto à legalidade, o que se deve garantir é que os</p><p>produtos mais modernos mantenham a compatibili-</p><p>dade com os anteriores, a fim de que o antigo usu-</p><p>ário não seja forçado constantemente à compra de</p><p>um produto mais novo se não quiser. É importante</p><p>45 diferenciá-la da obsolescência perceptiva, que ocor-</p><p>re quando atualizações cosméticas, como um novo</p><p>design, fazem o produto parecer sem condições de</p><p>uso, quando não está.</p><p>É preciso lembrar também que a obsolescência</p><p>50 programada se dá de forma diferente em cada tipo de</p><p>equipamento. Um controle eletrônico de portão tem</p><p>uma única função e pode ser usado por anos e anos</p><p>sem alterações ou troca. Já um celular tem maior</p><p>taxa de obsolescência e pode ter de ser substituído</p><p>55 em um ano ou dois, dependendo das necessidades</p><p>do usuário, que pode desejar fotos de maior resolu-</p><p>ção ou tela mais brilhante.</p><p>Essa estratégia traz desafios, como geração do</p><p>lixo eletrônico. Ao mesmo tempo, a obsolescência</p><p>60 deve ser combatida na restrição que possa causar ao</p><p>usuário, como, por exemplo, uma empresa não mais</p><p>disponibilizar determinada função que era disponível</p><p>pelo simples upgrade do sistema operacional, forçan-</p><p>do a compra de um aparelho novo. O saldo geral é</p><p>65 que as atualizações trazidas pela obsolescência pro-</p><p>gramada trazem benefícios à sociedade, como itens</p><p>de segurança mais eficientes em carros e conectabi-</p><p>lidade imediata e de alta qualidade entre pessoas. É</p><p>por conta disso que membros de uma mesma família</p><p>70 que moram em países diferentes podem conversar</p><p>diariamente, com um custo relativamente baixo, por</p><p>voz ou vídeo. Além disso, funcionários podem traba-</p><p>lhar remotamente, com mais qualidade de vida, com</p><p>ajuda de dispositivos móveis.</p><p>RAMALHO, N. Obsolescência programada: inimiga ou</p><p>parceira do consumidor? Disponível em: . Acesso em: 23 jul. 2019. Adaptado.</p><p>3. [Q1648504]</p><p>Considere a oração em destaque no seguinte trecho do Texto I: “Obsolescência programada é</p><p>exercida quando um produto tem vida útil menor do que a tecnologia permitiria, motivando a</p><p>compra de um novo modelo” (l. 1-3). A reescrita que mantém o mesmo valor semântico dessa</p><p>oração é:</p><p>a ) à medida que motive a compra de um novo modelo.</p><p>b ) a menos que motive a compra de um novo modelo.</p><p>c ) ainda que motive a compra de um novo modelo.</p><p>d ) para que motive a compra de um novo modelo.</p><p>e ) embora motive a compra de um novo modelo.</p><p>Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Análise Morfológica, Análise sintática, Análise das estruturas linguísticas</p><p>do texto, Equivalência, substituição, reorganização e transformação de palavras ou trechos do texto, Reescrita de frases e parágrafos do</p><p>texto.</p><p>Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2019 / Universidade Federal do Rio de Janeiro UNIRIO - RJ / Economista / Questão: 1</p><p>Resgatar a utopia</p><p>da universidade pública</p><p>1 No início do século 20, na Alemanha, ganhava</p><p>visibilidade e reconhecimento a sociologia compreensiva</p><p>de Max Weber, com a qual o autor de A ética protestante</p><p>e o espírito do capitalismo reservava lugar</p><p>5 de destaque às subjetividades e às teias de significados</p><p>nas quais os homens “se enroscavam”.</p><p>Compreender como compreendiam tornou-</p><p>-se uma ferramenta interpretativa fundamental para</p><p>analisar o lugar das ideias nos contextos em que</p><p>10 são afirmadas as diretrizes dos tempos que se projetam</p><p>como “novos” (o novo) e ganham sínteses pretensiosas</p><p>como “nova era”, “nova política” e assim</p><p>por diante.</p><p>Dessa rica e atual fortuna crítica recebemos tam-</p><p>15 bém as referências para compreender a configuração</p><p>do “prestígio” como categoria de análise. Em poucas</p><p>palavras, em determinadas configurações sociais, o</p><p>prestígio é afirmado não quando a pessoa ostenta</p><p>o que tem, mas quando ostenta que tem aquilo que</p><p>20 nem todos têm.</p><p>Em relação à universidade pública brasileira,</p><p>essa conceituação pode nos ajudar a perceber que o</p><p>prestígio da instituição muitas vezes esteve associado</p><p>à seletividade decorrente da escassez de vagas.</p><p>25 Embora em nenhum momento de sua história,</p><p>que é recente, a universidade pública brasileira contasse</p><p>apenas com as camadas ricas da população,</p><p>registrando-se sempre a presença de personagens</p><p>de todos os estratos sociais, a escassez de vagas</p><p>30 contribuía para que o acesso à vaga fosse assimilado</p><p>socialmente como expressão singular de mobilidade</p><p>social.</p><p>Em relação ao século 20, a novidade no início</p><p>do século 21 é que a universidade pública brasileira,</p><p>35 retomando uma frase de Darcy Ribeiro, “tingiu-se de</p><p>povo”. Os gastos para manter estruturas com densa</p><p>produção intelectual no âmbito do ensino, da pesquisa</p><p>e da extensão nunca foram de pequeno porte. Mas</p><p>passaram a ser considerados “inexequíveis”, “insus-</p><p>40 tentáveis” e até “irresponsáveis” no momento em que</p><p>não é mais possível associar a vaga ao “prestígio” de</p><p>se ter aquilo que somente alguns têm.</p><p>No fim da década de 1950 e início dos anos</p><p>1960, na cidade de São Paulo, foram escritos inú-</p><p>45 meros editoriais na grande imprensa expondo a preocupação</p><p>daqueles que “respondiam pela riqueza</p><p>nacional” a respeito das propostas de ampliação do</p><p>acesso ao ensino ginasial público, o equivalente ao</p><p>que hoje denominamos ensino médio. Sem meias</p><p>50 palavras, afirmava-se que a escola pública seria destruída</p><p>pelo povo se ao povo fosse concedido acesso</p><p>“sem custos”.</p><p>É bastante usual a referência a uma época de</p><p>ouro da escola pública, suspirando de saudades</p><p>55 por um momento em que a educação pública tinha</p><p>prestígio porque era de alguns. Era considerada</p><p>efetiva quando tinha na seletividade uma de suas</p><p>bases estruturais.</p><p>A ampliação do acesso à universidade pública</p><p>60 configurou-se como utopia inclusiva e conseguimos,</p><p>em poucos anos, uma expressiva elevação nos números</p><p>de matrícula. Esses números, se observados</p><p>com a lupa da análise social, revelam que entraram</p><p>em cena personagens altamente improváveis.</p><p>65 As universidades federais brasileiras têm escolas,</p><p>faculdades e institutos nos quais mais de 70%</p><p>dos matriculados têm renda familiar inferior a R$ 1,8</p><p>mil. A instituição ganhou qualidade, profundidade, diversificação,</p><p>e tornou-se mais acessível, ainda que</p><p>70 lute para concretizar-se como espaço verdadeiramente</p><p>mais inclusivo. Porém, perdeu prestígio quando</p><p>se pintou de povo.</p><p>Pintada de povo, passou a ser identificada com a</p><p>instabilidade orçamentária irresponsável e passou a</p><p>75 receber prognósticos sombrios: somente sobreviverá</p><p>se cobrar mensalidades. É fundamental enfrentar crises</p><p>políticas e econômicas preservando os mínimos</p><p>ganhos inclusivos que essa sociedade escandalosamente</p><p>desigual conseguiu.</p><p>80 Comparados às reais necessidades, são irrisórios</p><p>os números da expansão do acesso à universidade</p><p>pública no Brasil, mas teremos de defender</p><p>esse pouco como se fosse tudo, porque esse pouco</p><p>corre o risco de ser submetido a irreversível sucatea-</p><p>85 mento. A universidade pública como utopia inclusiva</p><p>é patrimônio de nossa juventude. É de todas as classes,</p><p>raças, etnias e gêneros.</p><p>O país ganhará se reconhecer que essa instituição</p><p>não precisa voltar a ter prestígio (que é diferente</p><p>90 de reconhecimento). O país precisa aprender com a</p><p>história e entender que prestígio é inútil quando a escola</p><p>se pinta de povo."</p><p>Gilberto Giusepone, Gazeta do Povo. 2019</p><p>4. [Q3117804]</p><p>Assinale a alternativa em que as palavras são formadas por derivação prefixal:</p><p>a ) interpretativa; instituição.</p><p>b ) inferior; inútil.</p><p>c ) início; intelectual.</p><p>d ) inexequíveis; inútil.</p><p>e ) instabilidade; intelectual.</p><p>Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Derivação prefixal.</p><p>Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2024 / Órgão não definido - / Cargo não definido / Questão: 3</p><p>TEXTO I</p><p>O menino</p><p>1 ____ Vou fazer um apelo. É o caso de um menino de-</p><p>saparecido.</p><p>Ele tem 11 anos, mas parece menos; pesa 30</p><p>quilos, mas parece menos; é brasileiro, mas parece</p><p>5 menos.</p><p>É um menino normal, ou seja: subnutrido, desses</p><p>milhares de meninos que não pediram pra nascer;</p><p>ao contrário: nasceram pra pedir.</p><p>Calado demais pra sua idade, sofrido demais pra</p><p>10 sua idade, com idade demais pra sua idade. É, como</p><p>a maioria, um desses meninos de 11 anos que ainda</p><p>não tiveram infância.</p><p>Parece ser menor carente, mas, se é, não sabe</p><p>disso. Nunca esteve na Febem, portanto, não teve</p><p>15 tempo de aprender a ser criança-problema. Anda</p><p>descalço por amor à bola.</p><p>Suas roupas são de segunda mão, seus livros</p><p>são de segunda mão e tem a desconfiança de que a</p><p>sua própria história alguém já viveu antes.</p><p>20 ____ Do amor não correspondido pela professora,</p><p>descobriu que viver dói. Viveu cada verso de “Romeu</p><p>e Julieta”, sem nunca ter lido a história.</p><p>Foi Dom Quixote sem precisar de Cervantes e</p><p>sabe, por intuição, que o mundo pode ser um inferno</p><p>25 ou uma badalação, dependendo se ele é visto pelo</p><p>Nelson Rodrigues ou pelo Gilberto Braga.</p><p>De seu, tinha uma árvore, um estilingue zero quilômetro</p><p>e um pássaro preto que cantava no dedo e</p><p>dormia em seu quarto.</p><p>30 ____ Tímido até a ousadia, seus silêncios grita nos</p><p>cantos da casa e seus prantos eram goteiras no telhado</p><p>de sua alma.</p><p>Trajava, na ocasião em que desapareceu, uns</p><p>olhos pretos muito assustados e eu não digo isso pra</p><p>35 ser original: é que a primeira coisa que chama a atenção</p><p>no menino são os grandes olhos, desproporcionais</p><p>ao tamanho do rosto.</p><p>Mas usava calças curtas de caroá, suspensórios</p><p>de elástico, camisa branca e um estranho boné que,</p><p>40 embora seguro pelas orelhas, teimava em tombar pro</p><p>nariz.</p><p>Foi visto pela última vez com uma pipa na mão,</p><p>mas é de todo improvável que a pipa o tenha empinado.</p><p>Se bem que, sonhador de jeito que ele é, não</p><p>45 duvido nada.</p><p>Sequestrado, não foi, porque é um menino que</p><p>nasceu sem resgate.</p><p>Como vocês veem, é um menino comum, desses</p><p>que desaparecem às dezenas todas os dias.</p><p>50 ____ Mas se alguém souber de alguma notícia, me</p><p>procure, por favor, porque… ou eu encontro de novo</p><p>esse menino que um dia eu fui, ou eu não sei o que</p><p>vai ser de mim.</p><p>https://oglobo.globo.com/cultura/um-autorretrato-inedito-de-chico-anysio-4428439</p><p>Para as questões seguintes, analise os textos.</p><p>5. [Q1636030]</p><p>Conforme a construção estrutural e linguística, o texto é escrito como se fosse um anúncio de</p><p>busca de pessoa desaparecida. Marque o trecho que confirma esta modalidade observada:</p><p>a ) “Como vocês veem, é um menino comum” (l. 48)</p><p>b ) “Vou fazer um apelo. É o caso de um menino desaparecido.” (l. 1-2)</p><p>c ) “seus silêncios grita nos cantos da casa e seus prantos eram goteiras no telhado de sua</p><p>alma.” (l. 30-32)</p><p>d ) “desaparecem às dezenas todas os dias” (l. 49)</p><p>e ) “que ainda não tiveram infância” (l. 11-12)</p><p>Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Análise Morfológica, Interpretação de Texto, Análise sintática, Análise das</p><p>estruturas linguísticas do texto.</p><p>Fonte: Fundação CESGRANRIO</p><p>- CESGRANRIO 2021 / Banco do Brasil S.A. BB - BR / Escriturário / Questão: 3</p><p>Diferença entre Pix e outros meios de transferência e de pagamento</p><p>1 O Pix foi criado para ser um meio de pagamento</p><p>bastante amplo. Qualquer pagamento ou transfe-</p><p>rência que hoje é feito usando diferentes meios</p><p>(TED, cartão, boleto etc.) poderá ser feito com o</p><p>5 Pix, simplesmente com o uso do aparelho celular.</p><p>As transferências tradicionais no Brasil são entre</p><p>contas da mesma instituição (transferência simples)</p><p>ou entre contas de instituições diferentes (TED e</p><p>DOC). O Pix é mais uma opção disponível a popula-</p><p>10 ção que convive com os tipos tradicionais. A dife-</p><p>rença é que, com o Pix, não é necessário saber</p><p>onde a outra pessoa tem conta. Você realiza a</p><p>transferência a partir, por exemplo, de um tele-</p><p>fone na sua lista de contatos, usando a Chave Pix.</p><p>15 Outra diferença é que o Pix não tem limite de horá-</p><p>rio,nem de dia da semana e os recursos são dis-</p><p>ponibilizados ao recebedor em poucos segun-</p><p>dos. O Pix funciona 24 horas, 7 dias por semana,</p><p>entre quaisquer bancos, de banco para fintech, de</p><p>20 fintech para instituição de pagamento, entre outros.</p><p>As transações de pagamento por meio de</p><p>boleto exigem a leitura de código de barras, en-</p><p>quanto o Pix pode fazer a leitura de um QR Code.</p><p>A diferença é que, no Pix, a liquidação é em tem-</p><p>25 po real, o pagador e o recebedor são notificados</p><p>a respeito da conclusão da transação e o paga-</p><p>mento pode ser feito em qualquer dia e horário.</p><p>As transações de pagamento utilizando car-</p><p>tão de débito exigem uso de maquininhas ou ins-</p><p>30 trumento similar. Com Pix, as transações podem</p><p>ser iniciadas por meio do telefone celular, sem</p><p>a necessidade de qualquer outro instrumento.</p><p>O Pix tende a ter um custo de aceitação me-</p><p>nor por sua estrutura ter menos intermediários.</p><p>35 Mais detalhes sobre a diferenciação entre o</p><p>Pix e os demais meios de transferência e de paga-</p><p>mento podem ser visualizadas na FAQ do Pix.</p><p>https://www.bcb.gov.br/estabilidadefinanceira/pix</p><p>(com adaptações)</p><p>6. [Q1411447]</p><p>Em “O Pix foi criado para ser um meio de pagamento bastante amplo” (l. 1-2), empregou-se</p><p>corretamente a palavra “bastante”. Assinale a alternativa em que esta palavra desempenhe</p><p>exatamente a mesma função morfológica.</p><p>a ) O sistema Pix conquistou bastantes novos clientes.</p><p>b ) A decisão impôs critérios bastante rígidos.</p><p>c ) Houve bastante incentivo para o novo modelo de pagamentos.</p><p>d ) Já existe bastante investimento no sistema Pix.</p><p>e ) Os brasileiros acreditam que já investimento bastante no novo sistema.</p><p>Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Morfologia.</p><p>Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2020 / Banco do Brasil S.A. BB - BR / Escriturário / Questão: 3</p><p>Escrita que cura: brasilienses encontraram nos textos uma forma de aliviar as tensões</p><p>Caroline Cintra</p><p>1____Para aliviar as tensões geradas com a pandemia</p><p>do novo coronavírus, a busca por novos hobbies e</p><p>a dedicação a atividades que já se exerciam se tor-</p><p>naram mais comuns. Mesmo em tempos de redes</p><p>5 sociais, a escrita ganhou espaço na vida de muitos</p><p>brasilienses neste período.</p><p>Expressar os sentimentos por meio das palavras</p><p>trouxe conforto, leveza e ajudou a enfrentar o distan-</p><p>ciamento social e o sentimento de solidão causados</p><p>10 por ele. Para alguns, esse exercício serviu como tera-</p><p>pia e passatempo. Para outros, renderá bons frutos,</p><p>como a publicação de um livro.</p><p>Apaixonada pela escrita desde os 5 anos, a jor-</p><p>nalista Taciana Collet, 47, lembra que o pai dela a</p><p>15 incentivava desde a infância. Ele escrevia a história</p><p>da filha e depois entregava para a família. Escrever</p><p>sempre fez parte do cotidiano. Com o passar dos</p><p>anos, foi deixando o hábito de lado. “Quando meu pai</p><p>morreu, há sete anos, retomei. Escrevi sobre minhas</p><p>20 dores, sobre o luto. Desde que ele morreu, isso ficou</p><p>mais latente. E pensei: por que não escrever mais?</p><p>Por que não começar um blog?”, conta.</p><p>Há dois anos, com as amigas Juliana Ribeiro e</p><p>Fabrícia Hamu, deu início ao Vida de Adulto, perfil</p><p>25 no Instagram, em que contam histórias do dia a dia.</p><p>Com o passar do tempo, seguidores começaram a se</p><p>identificar com as situações e o trio abriu espaço para</p><p>o público, até então leitor, tornar-se escritor.</p><p>“Descobrimos que, hoje, o projeto é um pro-</p><p>30 cesso curativo para qualquer pessoa, um processo</p><p>terapêutico para se conhecer”, diz Taciana. Com a</p><p>chegada da pandemia, elas receberam vários textos</p><p>sobre como as pessoas estavam se sentindo neste</p><p>período. “Criamos uma conexão com essas pessoas.</p><p>35 Virou uma rede de afeto legal. Reunimos muitas his-</p><p>tórias interessantes”, destaca.</p><p>Com o apoio de mais duas amigas, Mariana</p><p>Londres e Renata Varandas, o grupo começou um</p><p>podcast, que terá a terceira temporada lançada no</p><p>40 Spotify. Em agosto do ano passado, elas perceberam</p><p>que tinham um material bom e decidiram reunir tudo em</p><p>um e-book. Afetos em quarentena — escrita curativa</p><p>em tempos de pandemia reúne mais de 100 textos</p><p>escritos por 80 autores diferentes. A coletânea está</p><p>45 dividida em 12 capítulos com nomes de sentimentos</p><p>que representam os períodos da pandemia.</p><p>Medo e introspecção estão entre os primeiros,</p><p>enquanto empatia, fé, esperança e solidariedade ga-</p><p>nham espaço ao longo do livro. “Entendemos que</p><p>50 a escrita pode não ser a cura, mas é uma parte do</p><p>processo de autoconhecimento, que nos permite co-</p><p>nhecer e conectar com o outro. Quando a gente se</p><p>esvazia, o outro se encontra”, declara Taciana. A obra</p><p>será lançada até o fim de janeiro junto à terceira tem-</p><p>55 porada do podcast Vida de Adulto, no Spotify. “Que-</p><p>remos tentar fortalecer a Vida de Adulto como editora</p><p>de e-books, com essa pegada do leitor como autor,</p><p>como escritor da própria história”, conta.</p><p>Enquanto escritora, ela destaca alguns textos</p><p>60 que escreveu e marcaram durante a pandemia: O</p><p>que os olhos não veem, sobre a morte de uma amiga</p><p>em decorrência da Covid-19; descobri que meu ma-</p><p>rido está namorando essa senhora, em que relata o</p><p>aparecimento de cabelos brancos durante o período</p><p>65 de isolamento social.</p><p>Libertar emoções</p><p>Moradora de Taguatinga Norte, a publicitária La-</p><p>rissa Fernanda Araújo, 26, sempre teve o hábito de</p><p>escrever em diário. A prática começou quando estava</p><p>70 no ensino médio e a mantém até hoje. “Sempre me</p><p>fez bem, me faz sentir mais leve quando coloco al-</p><p>gum sentimento para fora. Às vezes, não quero contar</p><p>alguma coisa para alguém e escrever me dá essa</p><p>liberdade”, afirma.</p><p>75___Com o início da pandemia, o hábito se tornou</p><p>ainda mais frequente e resultou na criação de um</p><p>perfil no Instagram, em que ela e um amigo escrevem</p><p>textos sobre o dia a dia em meio ao isolamento. “Isso</p><p>me ajudou muito a aliviar o momento. Tentamos ser</p><p>80 poéticos nessa confusão e começamos a comparti-</p><p>lhar nossos sentimentos e outras pessoas foram se</p><p>identificando”, conta.</p><p>“Tivemos retorno de muitos seguidores dizendo</p><p>que estavam sentindo o mesmo que nós. Achei le-</p><p>85 gal, porque, por um tempo, vivemos em uma bolha e</p><p>achei que só eu estava confusa com tudo, mas, não.”</p><p>Para Larissa, o Cem dias em um foi um escape du-</p><p>rante a pandemia e acredita que o hábito pode ajudar</p><p>muitas pessoas a aliviar tensões da rotina.</p><p>90___“Mesmo que não seja um profissional da escrita,</p><p>escrever faz bem para você se abrir, libertar algo que</p><p>está guardado. Não precisa divulgar em nenhum lugar,</p><p>só de colocar para fora ajuda muito. A gente se conhe-</p><p>ce mais por meio da escrita”, completa a publicitária.</p><p>(Correio Braziliense, 25/01/2021. Adaptado.)</p><p>7. [Q1971540]</p><p>A alternativa que traz uma correta classificação morfológica da expressão destacada é:</p><p>a ) “Para aliviar as tensões geradas com a pandemia do novo coronavírus, a busca por novos</p><p>hobbies e a dedicação a atividades que já se exercia se tornaram mais comuns.” (l. 1-4) –</p><p>(advérbio de inclusão).</p><p>b ) “Mesmo em tempos de redes sociais, a escrita ganhou espaço na vida de muitos brasilienses</p><p>neste período.” (l. 4-6) – (conjunção concessiva).</p><p>c ) “Apaixonada pela escrita desde os 5 anos, a jornalista Taciana Collet, 47, lembra que o pai</p><p>dela a incentivava desde a infância.” (l. 13-15) – (advérbio de tempo).</p><p>d ) “Escrevi sobre minhas dores, sobre o luto.” (l. 19-20) – (advérbio de assunto).</p><p>e ) “Moradora de Taguatinga Norte, a publicitária Larissa Fernanda Araújo, 26, sempre teve</p><p>o hábito de escrever em diário.” (l. 67-69) – (aposto).</p><p>Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Morfologia, Análise Morfológica.</p><p>Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2021 / Caixa Econômica Federal CEF - BR / Técnico Bancário / Questão: 5</p><p>Texto para responder às questões de 1 a 10.</p><p>Conservação da Amazônia depende de maior comprometimento dos bancos</p><p>1 Dada a continuidade do desmatamento da Ama-</p><p>zônia, foram insistentemente pressionadas as grandes</p><p>empresas das cadeias de soja, milho e carne. Além</p><p>disso, houve compromissos e boicotes de varejistas</p><p>5 que distribuem produtos das marcas ligadas ao des-</p><p>matamento, que vêm também se comprometendo.</p><p>Entretanto, frequentemente se esquece de um ator</p><p>que paira acima de todos eles e é essencial para a</p><p>manutenção de cada um: o setor financeiro.</p><p>10 Segundo estudo da ONG Global Witness, oito</p><p>dos maiores conglomerados financeiros do país,</p><p>Banco do Brasil, Bradesco, BTG Pactual, BV (antigo</p><p>Banco Votorantim), Caixa, Itaú, Safra e Santander</p><p>direcionaram quase 7 bilhões de dólares para as</p><p>15 atividades das três grandes processadoras de carne</p><p>entre 2013 e 2019, por meio de empréstimos e inves-</p><p>timentos (operações de subscrição e participações</p><p>acionárias). Deste total, 21 milhões eram emprés-</p><p>timos, 6,6 bilhões eram subscrição de ações e 190</p><p>20 milhões eram valor de ações em abril/maio de 2019.</p><p>O BNDES, responsável por alavancar essas</p><p>empresas como grandes lideranças do mercado glo-</p><p>bal, investia sozinho mais de 3 bilhões de dólares</p><p>em ações da JBS e Marfrig em maio de 2019, quase</p><p>25 metade do valor investido pelos outros oito bancos</p><p>ao longo de 6 anos. Enquanto isso, o Fundo Amazô-</p><p>nia recebeu R$3,4 bilhões, o que representa cerca</p><p>de US$1,3 bilhões, em seus primeiros dez anos</p><p>(2008-2018). Ou seja, o recurso destinado ao manejo</p><p>30 sustentável da região representa só 13% do dinheiro</p><p>direcionado a empresas potencialmente danosas à</p><p>floresta. O Fundo é o principal mecanismo de finan-</p><p>ciamento de ações de prevenção, monitoramento e</p><p>combate ao desmatamento da Amazônia Legal.</p><p>35 Atualmente, boa parte das operações de JBS, Mar-</p><p>frig e Minerva se concentram nos estados da Amazô-</p><p>nia Legal, que já representam 40% de todos os abates</p><p>do país. Consequentemente, parte significativa desse</p><p>dinheiro é utilizado ali, financiando indiretamente</p><p>40 milhares de hectares de desmatamento. O volume</p><p>transacionado entre os grandes bancos e os grandes</p><p>frigoríficos mostra a interdependência que eles têm.</p><p>Portanto, é essencial que os bancos tomem atitude</p><p>para frear o desmatamento da floresta equatorial.</p><p>Trecho extraído de: https://guiadosbancosresponsaveis.org.br/ bancos/estudos/conservacao-da-</p><p>amazonia-depende-de-maior- -comprometimento-dos-bancos/, com adaptações.</p><p>8. [Q1275122]</p><p>No trecho “Além disso, houve compromissos e boicotes de varejistas que distribuem produtos das</p><p>marcas ligadas ao desmatamento, que vêm também se comprometendo.” (L.3-6), são palavras de</p><p>classes gramaticais diferentes</p><p>a ) compromissos e boicotes.</p><p>b ) varejista e produtos.</p><p>c ) produtos e marcas.</p><p>d ) que e se.</p><p>e ) ligadas e desmatamento.</p><p>Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Morfologia.</p><p>Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2020 / Banco do Brasil S.A. BB - BR / Escriturário / Questão: 5</p><p>Floresta amazônica vai virar savana</p><p>Pesquisadores afirmam que mudança no ecossistema</p><p>da Amazônia é iminente</p><p>1 Se a Amazônia perder mais de 20% de sua área</p><p>para o desmatamento, ela pode se descaracterizar</p><p>de tal forma que deixaria de ser uma floresta e se</p><p>transformaria em área de savana, alertam dois con-</p><p>ceituados pesquisadores da área, em um artigo publi-</p><p>cado recentemente. Hoje, o desmatamento acumula-</p><p>do está em 17%.</p><p>2 Os cientistas acreditam que as sinergias negati-</p><p>vas entre desmatamento, mudanças climáticas e uso</p><p>indiscriminado de incêndios florestais indicam um</p><p>tipping point (ponto crítico), um ponto sem volta, para</p><p>transformar as partes Sul, Leste e central da Amazô-</p><p>nia em um ecossistema não florestal se o desmata-</p><p>mento chegar a entre 20% e 25%.</p><p>3 Os pesquisadores partiram do conceito da “sava-</p><p>nização” da Amazônia, que surgiu após a descoberta</p><p>de que as florestas interferem no regime de chuvas.</p><p>Na Amazônia, por exemplo, estima-se que metade</p><p>das chuvas na região é resultado da umidade pro-</p><p>duzida pela evapotranspiração (a transpiração das</p><p>árvores), que “recicla” as correntes de ar úmido pro-</p><p>venientes do Oceano Atlântico.</p><p>4 Caso perca uma quantidade grande de árvores,</p><p>a floresta recicla menos chuva, ficando mais suscetí-</p><p>vel a incêndios. O fogo altera a vegetação, favorecen-</p><p>do o avanço de gramíneas onde antes havia espécies</p><p>florestais. O resultado desse processo ecológico é</p><p>que grandes fragmentos de florestas se transformam</p><p>em savanas ou cerrados, descaracterizando a Ama-</p><p>zônia como a conhecemos hoje.</p><p>5 A primeira estimativa de qual seria o tipping point</p><p>para a Amazônia virar savana foi feita em um estudo</p><p>em 2007, e chegou à conclusão de que esse valor era</p><p>de 40% de florestas derrubadas. Só que esse estudo</p><p>avaliou apenas uma variável, o desmatamento. Se-</p><p>gundo um dos autores, quando se consideram outros</p><p>fatores, como os incêndios florestais e o aquecimento</p><p>global, essa margem diminui consideravelmente. Os</p><p>focos de incêndio têm aumentado. O aquecimento</p><p>global já está acontecendo, com um aumento de 1</p><p>grau Celsius na temperatura média da Amazônia.</p><p>6 De acordo com uma especialista em ciência e</p><p>Amazônia, a hipótese de savanização precisa ser en-</p><p>carada com seriedade, porque a floresta amazônica</p><p>tem resiliência, ela consegue resistir a algum desma-</p><p>tamento. Mas essa possibilidade não é infinita, chega</p><p>a um ponto que não tem retorno. Além disso, é pre-</p><p>ciso considerar a população da região, investindo na</p><p>produção com sustentabilidade.</p><p>7 Uma das propostas para que se possa evitar o</p><p>tipping point é o reflorestamento. Com esse objetivo,</p><p>o Brasil se comprometeu, na Conferência da ONU so-</p><p>bre Clima em Paris, em 2015, a reflorestar 12 milhões</p><p>de hectares até 2030.</p><p>CALIXTO, B. O Globo. Sociedade. Rio de Janeiro, 22 fev. 2018.</p><p>Adaptado.</p><p>9. [Q2859927]</p><p>No trecho “metade das chuvas na região é resultado da umidade produzida pela evapotranspiração</p><p>(a transpiração das árvores)” (parágrafo 3), a palavra destacada é derivada do verbo transpirar,</p><p>com o acréscimo do sufixo “ção”.</p><p>O grupo em que todos os verbos também formam substantivos pelo acréscimo do sufixo “ção” é:</p><p>a ) ceder, conservar, repercutir</p><p>b ) conceder, transgredir, poluir</p><p>c ) evaporar, inserir, preservar</p><p>d ) renovar, devastar, admitir</p><p>e ) transmitir, permitir, introduzir</p><p>Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Derivação sufixal, Verbos.</p><p>Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2023 / Agência Estadual de Fomento do Rio de Janeiro AGERIO - RJ / Assistente Técnico</p><p>Administrativo / Questão: 8</p><p>10. [Q1019648] As palavras juiz, suor e várzea, ao serem passadas para o plural, apresentam a</p><p>seguinte grafia:</p><p>a ) juízes; suores; várzeas</p><p>b ) juizes; suores; varzeas</p><p>c ) juízes; suóres; várzeas</p><p>d ) juizes; suórs; varzeas</p><p>e ) juízeis; suóreis; várzeeis</p><p>Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Morfologia, Ortografia oficial e acentuação gráfica.</p><p>Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2018 / Liquigás Distribuidora SA Liquigas Distribuidora SA - BR / Conferente / Questão:</p><p>9</p><p>Leia o texto seguinte para responder às questões de 1 a 15.</p><p>1 O que os imperialistas realmente desejavam era</p><p>a expansão do poder político sem a criação de um</p><p>corpo político. A expansão imperialista havia sido de-</p><p>flagrada por um tipo curioso de crise econômica: a</p><p>5 superprodução de capital e o</p><p>surgimento do dinheiro</p><p>“supérfluo”, causado por um excesso de poupança,</p><p>que já não podia ser produtivamente investido dentro</p><p>das fronteiras nacionais. Pela primeira vez o investi-</p><p>mento de poderio não abria o caminho ao investimen-</p><p>10 to de dinheiro, mas a exportação do poder acompa-</p><p>nhava os caminhos do dinheiro exportado, seguindo-o</p><p>de perto, visto que investimentos incontrolados nos</p><p>países distantes ameaçavam transformar as vastas</p><p>camadas da sociedade em meros jogadores, mudar</p><p>15 toda a economia capitalista de sistema de produção</p><p>para um sistema de especulação financeira, e substi-</p><p>tuir os lucros da produção por lucros de comissão. Na</p><p>década imediatamente anterior à era imperialista, os</p><p>anos 70 do século XIX, aumentaram de fato — e sem</p><p>20 precedentes — as falcatruas, os escândalos financei-</p><p>ros e a jogatina no mercado de ações.</p><p>Os pioneiros desses eventos pré-imperialistas</p><p>foram aqueles financistas judeus que haviam conse-</p><p>guido fortunas fora do sistema capitalista, após serem</p><p>25 necessários para empréstimos internacionalmente</p><p>garantidos aos Estados-nações em desenvolvimento.</p><p>Durante séculos, eles ganharam dinheiro em co-</p><p>missões e foram naturalmente os primeiros a serem</p><p>tentados e convidados a investir no exterior o capital</p><p>30 que já não podia ser investido com lucros no mercado</p><p>doméstico, onde, ademais, o firme estabelecimento</p><p>do sistema fiscal, que proporcionava aos governos</p><p>uma situação financeira mais saudável, ameaçava</p><p>esse grupo com a completa extinção. Os financistas</p><p>35 judeus pareciam, de fato, especialmente adequados</p><p>a operações comerciais de natureza essencialmente</p><p>internacional. Além do mais, os próprios governos,</p><p>dos quais alguma forma de auxílio era necessária</p><p>para investimentos em países distantes, tenderam</p><p>40 de início a preferir os tradicionais financistas judeus,</p><p>muito mais conhecidos, do que os neófitos das finan-</p><p>ças internacionais, entre os quais ainda abundavam</p><p>os aventureiros.</p><p>Depois que os financistas haviam aberto os</p><p>45 canais da exportação de capital para a riqueza su-</p><p>pérflua, condenada à ociosidade dentro da estreita</p><p>estrutura da produção nacional, verificou-se que os</p><p>acionistas ausentes não queriam correr os tremen-</p><p>dos riscos relativos ao aumento dos seus lucros,</p><p>50 embora este fosse igualmente tremendo. Mesmo</p><p>dispondo da benevolente assistência do Estado, os</p><p>financistas não eram bastante fortes para proteger-</p><p>-se contra esses riscos: só a força material do Estado</p><p>poderia fazê-lo.</p><p>Fonte: ARENDT, Hannah. Origens do totalitarismo. Tradução</p><p>Roberto Raposo. — São Paulo: Companhia das Letras, 2012.</p><p>Texto adaptado.</p><p>11. [Q2710204]</p><p>Assinale a alternativa em que a classe morfológica do vocábulo é corretamente identificada.</p><p>a ) “O” (l.1) – artigo</p><p>b ) “após” (l.24) – advérbio</p><p>c ) “que” (l.47) – pronome</p><p>d ) “embora” (l.50) – advérbio</p><p>e ) “contra” (l.53) – conjunção</p><p>Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Análise Morfológica.</p><p>Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2023 / Banco do Estado do Rio Grande do Sul BANRISUL - RS / Escriturário / Questão:</p><p>10</p><p>Texto para as questões de 1 a 10.</p><p>Meu coração sangra</p><p>1____Penso nas mulheres do Afeganistão e meu coração</p><p>sangra.</p><p>Faz 20 anos da invasão americana. Tempo su-</p><p>ficiente para o nascimento e crescimento de cente-</p><p>5 nas, milhares de meninas. Que não viram suas mães</p><p>usando burca, nem precisando da escolta/presença</p><p>de um homem para sair de casa.</p><p>Estas meninas foram à escola, estudaram, fi-</p><p>zeram planos para o seu futuro. E agora, quando esta-</p><p>10 vam prontas para realizá-los, viram planos e espe-</p><p>rança irem água abaixo, ou melhor, entrarem num</p><p>verdadeiro esgoto comportamental.</p><p>No começo de 2021, 27% das cadeiras do Parla-</p><p>mento eram ocupadas por mulheres.</p><p>15____Agora, a primeira prefeita do Afeganistão, Zari-</p><p>fa Ghafari, de 27 anos, declarou semana passada a</p><p>um site britânico: “Estou aqui sentada esperando eles</p><p>chegarem. Não há ninguém que possa ajudar a mim</p><p>ou a minha família. Estou aqui sentada com minha</p><p>20 família e meu marido. E eles vão vir atrás de pessoas</p><p>como eu e me matarão. Não posso deixar a minha</p><p>família. Mas, para onde eu iria?” Não sei o que foi fei-</p><p>to de Zafira, se apenas perdeu o cargo, se foi morta</p><p>como esperava, ou se foi substituída como prefeita</p><p>25 por um homem da sua família.</p><p>Sim, porque isso também aconteceu. Durante</p><p>o ano passado, quando autoridades do governo de</p><p>Cabul tentavam negociar com o Talibã, combatentes</p><p>entraram no Banco Azizi da cidade de Kandahar, re-</p><p>30 tiraram as nove funcionárias que ali trabalhavam e</p><p>disseram a elas que seriam substituídas por seus pa-</p><p>rentes homens. Que os parentes soubessem ou não</p><p>desempenhar-se como bancários não tinha a menor</p><p>importância. Na mentalidade Talibã um homem é</p><p>35 sempre melhor e mais inteligente que uma mulher.</p><p>“Jornalistas poderão continuar a exercer sua</p><p>profissão” afirmou à CNN um combatente Talibã. E</p><p>acrescentou, “Desde que...”. O problema reside no</p><p>“desde que”. As regras não são claras. Duas âncoras</p><p>40 continuam trabalhando. Mas como “exercer a profis-</p><p>são” com corpo e rosto ocultos por burca, impedindo</p><p>a identificação e a confiança? Já em março, três jor-</p><p>nalistas foram assassinadas.</p><p>E o porta-voz Talibã, Zabihullah Mujahid, sem</p><p>45 responder ao repórter da Reuters que havia lhe per-</p><p>guntado se mulheres poderão trabalhar, afirmou:</p><p>“Após o estabelecimento do sistema islâmico, será</p><p>decidido de acordo com a lei e, se Deus quiser, não</p><p>haverá problemas”. O problema é justamente a inter-</p><p>50 pretação que o Talibã faz da lei islâmica.</p><p>Na universidade de Cabul, os professores já es-</p><p>tão despedindo-se das alunas, prevendo que elas</p><p>não voltarão a frequentar suas aulas.</p><p>E as vendas de burcas dispararam. Mas as com-</p><p>55 pradoras não são mulheres. São homens que com-</p><p>pram muitas de uma vez, para proteger todas as mu-</p><p>lheres da família, esposa, filhas, sobrinhas, e até avós.</p><p>Nesta última terça, na reunião do Conselho de</p><p>Direitos Humanos da ONU, solicitada pelo Paquistão</p><p>60 e pelo Afeganistão representado por um diplomata</p><p>nomeado pelo antigo regime, a alta comissária Mi-</p><p>chelle Bachelet afirmou: “A linha vermelha fundame-</p><p>ntal será a forma como o Talibã trata as mulheres e</p><p>as meninas e respeita seus direitos à liberdade de</p><p>60 movimentos, à educação, à expressão pessoal e ao</p><p>emprego”. A reunião tinha o apoio de 100 países.</p><p>Bachelet, porém, não disse o que acontecerá se o</p><p>Talibã ultrapassar a “linha vermelha” traçada pela ONU.</p><p>O que muito provavelmente acontecerá a partir</p><p>70 do dia 31 de agosto, quando os USA se retirarem de-</p><p>finitivamente. Ou antes.</p><p>Como diz o velho ditado, “o lobo perde o pelo,</p><p>mas não perde o vício”.</p><p>Marina Colasanti (adaptado):</p><p>12. [Q1908226]</p><p>Releia esta frase:</p><p>Não há ninguém que possa ajudar a mim ou a minha família.</p><p>Assinale a seguir a alternativa em que a palavra “que” destacada têm a mesma classificação</p><p>morfológica da sublinhada na frase acima.</p><p>a ) O problema é justamente a interpretação que o Talibã faz da lei islâmica.</p><p>b ) Não sei o que foi feito de Zafira.</p><p>c ) Disseram a elas que seriam substituídas por seus parentes homens.</p><p>d ) Sem responder ao repórter da Reuters que havia lhe perguntado se mulheres poderão</p><p>trabalhar.</p><p>e ) São homens que compram muitas de uma vez, para proteger todas as mulheres da família.</p><p>Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Morfologia, Análise Morfológica.</p><p>Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2021 / Banco do Brasil S.A. BB - BR / Escriturário / Questão: 10</p><p>TEXTO 2</p><p>1____À medida que os temas de reflexão são mais</p><p>abundantes e sólidos, são também mais dificultosos</p><p>e mais pesados. O vício, a morte, a pobreza, as do-</p><p>enças são assuntos graves que nos sobrecarregam.</p><p>5 Precisamos ter uma alma instruída nas maneiras de</p><p>suportar e combater os males, e instruída nas regras</p><p>de bem viver e de bem crer; e não raro precisamos</p><p>despertá-la e exercitá-la nesse belo estudo. Mas para</p><p>uma alma</p><p>do tipo comum, cumpre que isso seja feito</p><p>10 com pausas e moderação: ela se cansa de ser muito</p><p>continuamente solicitada. Na juventude, para manter-</p><p>-me no dever eu devia me precaver e aconselhar a</p><p>mim mesmo: a alegria e a saúde não convivem muito</p><p>bem, dizem, com esses pensamentos sérios e sen-</p><p>15 satos. Atualmente encontro-me em outro estado. As</p><p>condições da velhice advertem-me até demais, tor-</p><p>nam-me sensato e aconselham-me. Do excesso de</p><p>alegria caí no excesso de severidade: mais aborre-</p><p>cido. Por isso, a essa hora deixo-me levar um pouco</p><p>20 pela libertinagem, de propósito, e às vezes emprego</p><p>a alma em pensamentos de juventude, brincalhões,</p><p>em que ela descansa. Agora estou até sereno de-</p><p>mais, pesado demais e maduro demais. Diariamente</p><p>os anos me dão uma lição de frieza e temperança.</p><p>25 Este corpo foge do desregramento e o teme: cabe-</p><p>-lhe, por sua vez, guiar o espírito para o aperfeiçoa-</p><p>mento; é ele que, por sua vez, comanda, mais dura e</p><p>imperiosamente. Não me deixa uma só hora de folga,</p><p>nem dormindo nem velando, no ensino da morte, do</p><p>30 sofrimento e da penitência. Defendo-me da tempe-</p><p>rança como outrora me defendi da volúpia: ela me</p><p>puxa muito para trás, até me deixar entorpecido. Ora,</p><p>quero ser senhor de mim, em todos os sentidos. A sa-</p><p>bedoria tem seus excessos e tem tanta necessidade</p><p>35 de moderação como de loucura.</p><p>13. [Q1819834]</p><p>Com relação à sintaxe do trecho “A sabedoria tem seus excessos e tem tanta necessidade de</p><p>moderação como de loucura”, pode-se afirmar que:</p><p>a ) É composto de uma oração.</p><p>b ) Em “tem tanta necessidade”, o verbo “tem” está no sentido de “haver” e é impessoal.</p><p>c ) O par conjuntivo “tanto/como” tem valor comparativo.</p><p>d ) O complemento nominal “de moderação” resume a ideia de necessidade da sabedoria.</p><p>e ) O período é formado por coordenação de orações e de termos.</p><p>Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Análise das estruturas linguísticas do texto, Interpretação de Texto, Análise</p><p>Morfológica, Análise sintática.</p><p>Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2021 / Banco do Brasil S.A. BB - BR / Agente Comercial / Questão: 7</p><p>Texto 2 – Questões de 6 a 10.</p><p>Crônica</p><p>1 Abro esta crônica como uma janela – Bom dia</p><p>– e nela me debruço para conversar contigo, leitor</p><p>casual. E nela me debruçarei, se Deus quiser, todas</p><p>as quintas e domingos, quer chova, quer faça sol.</p><p>5 Essa disposição evidentemente não é minha, que</p><p>preferiria tomar o calor ou a chuva por desculpa para</p><p>adiar a conversa...</p><p>Mas a janela está aberta e o dia balança suas</p><p>folhas e suas toalhas nesta manhã de Ipanema.</p><p>10 Rubem Braga meteu na crônica as flores, as borbo-</p><p>letas e, mais recentemente, um pavão. Bandeira e</p><p>Drummond, uma ironia fina, alegre e triste, enquanto</p><p>Fernando Sabino a tornou veloz e estonteante, cheia</p><p>de casos, tudo com um delicioso ar de mentira. São</p><p>15 mestres, como outros, e os campeões da crase quan-</p><p>do erram ditam lei. Quer dizer, não erram. Tudo o que</p><p>o velho Braga escreve é crônica! Fico bobo de ver. E</p><p>os outros também: no barbeiro, na praia, na própria</p><p>Câmara Federal, descobrem assunto, coisas que a</p><p>20 gente lê como se comesse. O aprendiz se pergunta o</p><p>que diabo é a crônica e não sabe responder.</p><p>Dizem que agora a crônica é um gênero serís-</p><p>simo, e isso me amedronta. Mas tudo ficou, nesses</p><p>últimos anos, extremamente sério: o próprio humoris-</p><p>25 mo é olhado hoje com o maior respeito. Isto é bom?</p><p>É mau? Não sei. O que sei é que quanto mais sérios</p><p>somos, mais tristes ficamos, e é preciso, senhores,</p><p>deixar na praia uma faixa, pequena que seja, para</p><p>o frescobol. Sim, porque há também os profissionais</p><p>30 do verão que vão para a praia e ali se sentam, grave-</p><p>mente como se cumprissem uma obrigação. E cum-</p><p>prem mesmo.</p><p>A meu ver, o bom de Rubem, Bandeira, Sabino é</p><p>que eles preferem o frescobol. Borboleta, bigode, pia-</p><p>35 da, joelho, tudo serve para conversar. A crônica tem</p><p>a seriedade das coisas sem etiqueta. Um cronista de</p><p>verdade (não eu, aprendiz) devia pedir aos críticos</p><p>para deixarem a crônica em paz: nada de análises</p><p>estilísticas. A crônica é a literatura sem pretensão,</p><p>40 que não se bate com a morte: sai do casulo, voa no</p><p>sol da manhã (a crônica é matutina) e, antes que o</p><p>dia acabe, suas asas desfeitas rolam nas calçadas.</p><p>Há quem as recorte e as pregue carinhosamente em</p><p>álbuns. Mas isso já é entomologia, não é crônica.</p><p>GULLAR, Ferreira. Crônica. In: Melhores Crônicas.</p><p>São Paulo: Global, 2012.</p><p>14. [Q1962588]</p><p>Assinale a única alternativa em que a função sintática ou morfológica do segmento destacado está</p><p>corretamente indicada.</p><p>a ) “Abro esta crônica como uma janela” (l. 1) – oração subordinada adverbial conformativa.</p><p>b ) “Rubem Braga meteu na crônica as flores, as borboletas e, mais recentemente, um pavão” (l.</p><p>10-11) – verbo intransitivo.</p><p>c ) “Tudo o que o velho Braga escreve é crônica!” (l. 16-17) – pronome demonstrativo, pronome</p><p>indefinido (respectivamente).</p><p>d ) “o bom de Rubem, Bandeira, Sabino é que eles preferem o frescobol” (l. 33-34) – oração</p><p>subordinada substantiva predicativa.</p><p>e ) “Borboleta, bigode, piada, joelho, tudo serve para conversar” (l. 34-35) – aposto.</p><p>Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Análise sintática, Análise Morfológica, Análise das estruturas linguísticas</p><p>do texto.</p><p>Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2021 / Banco do Brasil S.A. BB - BR / Escriturário / Questão: 8</p><p>Texto II</p><p>Quando eu for bem velhinho — continuação 1</p><p>Era um menino quando meu coração gravou</p><p>essa música. Hoje, neste carnaval que acabou de</p><p>passar pela minha calçada, eu, velhinho, apenas vi</p><p>o bloco passar. Algo me diz que cada um de nós</p><p>5 pertence a muitos blocos. Uns nos são impostos;</p><p>outros, como os de carnaval, são escolhidos. Dir-</p><p>se-ia que os blocos impostos são opressivos e</p><p>obrigatórios — como a casa, os irmãos, a escola e</p><p>até mesmo o país, a etnia e o gênero; ao passo que</p><p>10 os escolhidos, como o bloco de carnaval figurado</p><p>nesta música, são marcados por liberdade. Há</p><p>uma verdade nisso, mas há também a ilusão que</p><p>o carnaval brasileiro representa muito bem. É que</p><p>o escolhido e o obrigatório também se confundem,</p><p>15 pois muito do que é “escolhido” é determinado por um</p><p>“obrigatório” vivido com mais ou menos intensidade.</p><p>Há quem transforme escolha em obrigação e quem</p><p>faça o justo oposto, diz o meu lado cinzento como</p><p>esta quarta-feira, outrora santificada — hoje parte</p><p>de um longo e fantasioso feriado.</p><p>DAMATTA, R. O Globo, Rio de Janeiro, 10 fev. 2016. Primeiro</p><p>Caderno, p. 13. Adaptado.</p><p>15. [Q1108151]</p><p>Considere-se a seguinte passagem do Texto II: “Dir-se-ia que os blocos impostos são opressivos e</p><p>obrigatórios” (l. 6-8).</p><p>A classe da palavra impostos no trecho acima é a mesma da palavra destacada em:</p><p>a ) O Congresso debateu muito, mas autorizou o aumento do imposto de renda.</p><p>b ) Muitas pessoas se impressionam com qualquer estilo imposto pela mídia.</p><p>c ) A enfermeira chegou logo a seguir de um grito esganiçado que foi imposto pelo futuro pai.</p><p>d ) A mudança da moda é o imposto que a indústria do pobre lança sobre a vaidade do rico.</p><p>e ) O padre tinha imposto uma pesada penitência àquele infeliz pecador.</p><p>Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Morfologia.</p><p>Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2016 / Universidade Federal do Rio de Janeiro UNIRIO - RJ / Instrumentador Cirúrgico /</p><p>Questão: 10</p>