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<p>O Modernismo no Brasil – 3ª fase</p><p>• Desenvolvimento Tecnológico e Industrial</p><p>• Transformações políticas</p><p>• Reflexos Culturais (TV, Cinema, Bossa Nova, etc)</p><p>• Pós Guerra</p><p>Também chamado de Neomodernismo, ou Geração de 45,</p><p>Ou de Geração pós-moderna.</p><p>Contexto Histórico:</p><p>O Modernismo no Brasil – 3ª fase</p><p>A partir da década de 1940, observa-se um processo de</p><p>renovação artística por dois motivos: aproveitou-se melhor a</p><p>liberdade conquistada pela 1ª. Geração (22 a 30) e houve um</p><p>aprofundamento das preocupações criticas e documentais da</p><p>2ª. Geração (30 a 45).</p><p>Poesia: surge um grupo de poetas que procurava a inspiração</p><p>poética sem compromisso com os pressupostos modernistas</p><p>anteriores: rejeitavam o verso livre, a irreverência, os poema-</p><p>piada e outros entusiasmos modernistas. Propunham um</p><p>acentuado rigor formal, o que lembra muito o Parnasianismo.</p><p>Adotam uma linguagem mais erudita e uma temática mais</p><p>universal.</p><p>Prosa: tanto no romance quanto nos contos existe a busca uma</p><p>literatura intimista, de sondagem psicológica, introspectiva e ao</p><p>mesmo tempo, o regionalismo adquire uma nova dimensão. A</p><p>recriação dos costumes e da fala sertaneja penetra fundo na</p><p>psicologia do jagunço do Brasil central.</p><p>O Modernismo no Brasil – 3ª fase</p><p>POESIA</p><p>Principais características:</p><p>• Desapego às ideias iniciais do Modernismo</p><p>• Rigor Formal</p><p>• Consciência do papel do poeta</p><p>• Linguagem experimental</p><p>• Surge a poesia concreta, e a poesia social</p><p>• Metalinguagem</p><p>O Modernismo no Brasil – 3ª fase</p><p> João Cabral de Melo Neto (1920-1999)</p><p> Mário Quintana (1906-1994)</p><p>Principais Autores</p><p>O Modernismo no Brasil – 3ª fase</p><p>Nasceu em Recife (PE) em 1920. Ingressou na carreira diplomática aos 25 anos,</p><p>exercendo sua profissão em diversos países, por mais de quarenta anos.</p><p>João Cabral de Melo Neto (1920-1999)</p><p>Características</p><p>* Linguagem objetiva e seca</p><p>* Simplicidade.</p><p>* Temas sociais do Nordeste em</p><p>algumas obras.</p><p>* Poesia sintética; objetiva; escreve</p><p>como um engenheiro.</p><p>O Modernismo no Brasil – 3ª fase</p><p>Principais Obras</p><p>João Cabral de Melo Neto (1920-1999)</p><p> Pedra do Sono (1942);</p><p> O Engenheiro (1945);</p><p> Morte e Vida Severina (1956</p><p>PRINCIPAL OBRA – MORTE E VIDA SEVERINA</p><p>(Auto de Natal Pernambucano)</p><p>Sua linha narrativa segue dois movimentos que aparecem no título: “morte” e</p><p>“vida”. No primeiro movimento, há o trajeto de Severino, personagem-</p><p>protagonista, que segue do sertão para Recife, em face da opressão econômico-</p><p>social. Severino tem a força coletiva de um personagem típico: representa o</p><p>retirante nordestino. No segundo movimento, o da “vida”, o autor chama a</p><p>atenção para a confiança no homem e em sua capacidade de resolver</p><p>problemas.</p><p>O Modernismo no Brasil – 3ª fase</p><p>O luto no Sertão</p><p>Pelo sertão não se tem como</p><p>não se viver sempre enlutado;</p><p>lá o luto não é de vestir,</p><p>é de nascer com, luto nato.</p><p>Sobe de dentro, tinge a pele</p><p>de um fosco fulo: é quase raça;</p><p>luto levado toda a vida</p><p>e que a vida empoeira e desgasta.</p><p>E mesmo o urubu que ali exerce,</p><p>negro tão puro noutras praças,</p><p>quando no sertão usa a batina</p><p>negra-fouveiro, pardavasca.</p><p>O Modernismo no Brasil – 3ª fase</p><p>Considerado o "poeta das coisas simples", com um estilo marcado pela</p><p>ironia, pela profundidade e pela perfeição técnica, ele trabalhou como jornalista</p><p>quase toda a sua vida. Traduziu mais de cento e trinta obras da literatura</p><p>universal.</p><p>Mário Quintana (1906-1994)</p><p>Características</p><p>- Ironia;</p><p>- Linguagem coloquial;</p><p>- Poema em prosa</p><p>O Modernismo no Brasil – 3ª fase</p><p>Mentira?</p><p>A mentira é uma verdade que se</p><p>Esqueceu de acontecer.</p><p>Poeminha do contra</p><p>Todos esses que aí estão</p><p>Atravancando meu caminho,</p><p>Eles passarão...</p><p>Eu passarinho!</p><p>O Modernismo no Brasil – 3ª fase</p><p>Teatro</p><p>• Renovação Estética</p><p>• Realista</p><p>• Engajado</p><p>• Humorístico</p><p>• Social</p><p>Principais características:</p><p>O Teatro - Merece destaque também a revolução que o teatro</p><p>brasileiro, que perdia terreno para o rádio e o cinema, sofreu a partir da</p><p>década de 40, principalmente com a estréia da peça Vestido de Noiva</p><p>em 1943, de Nelson Rodrigues, que promove uma verdadeira</p><p>renovação com relação à ação, personagens, espaço e tempo.</p><p>O Modernismo no Brasil – 3ª fase</p><p> Nelson Rodrigues (1912-1980)</p><p> Ariano Suassuna (1927)</p><p> Dias Gomes</p><p>Principais Autores</p><p>Teatrólogo nascido em Recife, considerado criador de uma obra</p><p>revolucionária, um divisor de águas para o teatro brasileiro. Sua vida</p><p>pessoal foi marcada por tragédias, como o assassinato do irmão e o</p><p>choque por saber que seu filho fora torturado pela ditadura militar, regime</p><p>que Nelson apoiou. É considerado pela crítica o fundador do moderno</p><p>teatro brasileiro.</p><p>Nelson Rodrigues (1912-1980)</p><p>Características</p><p>- Ironia;</p><p>- Linguagem revolucionária;</p><p>- non sense</p><p>- “Ética” cruel e realista</p><p>O Modernismo no Brasil – 3ª fase</p><p>Características da obra</p><p>O teatro entrou em sua vida quando se encontrava em dificuldades</p><p>financeiras, achando uma possibilidade de sair da situação difícil em</p><p>que estava. Assim, escreveu "Vestido de Noiva", sua primeira peça.</p><p>Segundo fontes, Nelson tinha o romance como gênero literário predileto,</p><p>e suas peças seguiram essa predileção, pois as mesmas são como</p><p>romances em forma de texto teatral.</p><p>Nelson é um originalíssimo realista. Não é à toa que foi considerado</p><p>um novo Eça. De fato a prosa de Nelson era realista e, tal como os</p><p>realistas do século XIX, criticou a sociedade e suas instituições,</p><p>sobretudo o casamento. Sendo esteticamente realista em pleno</p><p>Modernismo, Nelson não deixou de inovar tal como fizeram os</p><p>modernos. O autor transpôs a tragédia grega para o sociedade</p><p>carioca do início do século XX, e dessa transposição surgiu a</p><p>tragédia carioca, com as mesmas regras daquela, mas com um tom contemporâneo.</p><p>O erotismo está muito presente na obra de Nelson Rodrigues, o que lhe garante o título de</p><p>realista. Ele não hesitou em denunciar a sordidez da sociedade tal como o fez Eça de</p><p>Queirós em suas obras.</p><p>Em síntese, Nelson foi um grande escritor, dramaturgo e cronista, e está imortalizado na</p><p>literatura brasileira</p><p>O Modernismo no Brasil – 3ª fase</p><p>NELSON RODRIGUES - OBRA</p><p>Romances</p><p>• Meu destino é pecar (1944)</p><p>• Escravas do amor (1946)</p><p>• Minha vida (1946)</p><p>• Núpcias de fogo (1948)</p><p>• A mulher que amou demais (1949)</p><p>• O homem proibido (1981)</p><p>• A mentira (1953)</p><p>• Asfalto selvagem (1960)</p><p>• O casamento (1966)</p><p>• Núpcias de fogo (1948)</p><p>Peças</p><p>A mulher sem pecado (1941)</p><p>Vestido de noiva (1943)</p><p>Álbum de família (1946)</p><p>Anjo negro (19470</p><p>Senhora dos afogados (1947)</p><p>Dorotéia (1949)</p><p>Valsa nº.6 (1951)</p><p>A falecida (1953)</p><p>Perdoa-me por me traíres (1957)</p><p>Viúva, porém honesta (1957)</p><p>Os sete gatinhos (1958)</p><p>Boca de Ouro (1959)</p><p>Beijo no asfalto (1960)</p><p>Bonitinha, mas ordinária (1962)</p><p>Toda nudez será castigada (1965)</p><p>Anti-Nelson Rodrigues (1973)</p><p>A serpente (1978)</p><p>Ainda possui diversos:</p><p>Contos e Crônicas,</p><p>Telenovelas e Filmes baseados</p><p>em suas obras.</p><p>O Modernismo no Brasil – 3ª fase</p><p>Frases de Nelson Rodrigues</p><p> Invejo a burrice, porque é eterna.</p><p> Muitas vezes é a falta de caráter que decide uma</p><p>partida. Não se faz literatura, política e futebol com</p><p>bons sentimentos...</p><p> Não existe família sem adúltera.</p><p> Nem todas mulheres gostam de apanhar, só as</p><p>normais.</p><p> O amor entre marido e mulher é uma grossa</p><p>bandalheira. É abjeto que um homem deseje a mãe</p><p>de seus próprios filhos.</p><p> O brasileiro, quando não é canalha na véspera, é</p><p>canalha no dia seguinte.</p><p>O Modernismo no Brasil – 3ª fase</p><p>Frases de Nelson Rodrigues</p><p> O dinheiro compra até o amor verdadeiro.</p><p> Só o cinismo redime um casamento. É preciso</p><p>muito cinismo para que um casal chegue às bodas</p><p>de prata.</p><p> Só o inimigo não trai nunca.</p><p> A platéia só é respeitosa quando não está a</p><p>entender</p><p>nada.</p><p> Se todos conhecessem a intimidade sexual uns dos</p><p>outros, ninguém cumprimentaria ninguém.</p><p> O jovem tem todos os defeitos do adulto e mais um:</p><p>o da inexperiência.</p><p>O Modernismo no Brasil – 3ª fase</p><p>Ariano Suassuna nasceu em João Pessoa em 16 de junho de 1927,</p><p>formou-se em Direito e em Filosofia. É professor universitário, advogado,</p><p>dramaturgo, romancista e poeta brasileiro.</p><p>Ariano Suassuna (1927)</p><p>Características</p><p>- Humor;</p><p>- Linguagem oral;</p><p>- ritos religiosos</p><p>O Modernismo no Brasil – 3ª fase</p><p>O Modernismo no Brasil – 3ª fase</p><p>Uma mulher vestida de Sol (1947)</p><p>O desertor de princesa (1948)</p><p>Os homens de barro (1949)</p><p>Auto de João da Cruz (1950)</p><p>Torturas de um coração (1951)</p><p>O arco desolado (1952)</p><p>O castigo da soberba (1953)</p><p>O Auto da Compadecida (1955)</p><p>O casamento suspeitoso (1957)</p><p>O santo e a porca (1957)</p><p>A pena e a lei (1959)</p><p>Farsa da boa preguiça (1960)</p><p>As cochambranças de Quaderna (1988)</p><p>A história de amor de Romeu e Julieta (1996)</p><p>Principais Obras</p><p>Slide Number 1</p><p>Slide Number 2</p><p>Slide Number 3</p><p>Slide Number 4</p><p>Slide Number 5</p><p>Slide Number 6</p><p>Slide Number 7</p><p>Slide Number 8</p><p>Slide Number 9</p><p>Slide Number 10</p><p>Slide Number 11</p><p>Slide Number 12</p><p>Slide Number 13</p><p>Slide Number 14</p><p>Slide Number 15</p><p>Frases de Nelson Rodrigues</p><p>Frases de Nelson Rodrigues</p><p>Slide Number 18</p><p>Slide Number 19</p>

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