Logo Passei Direto
Buscar

A REVOLUÇÃO FRANCESA

Resumo sobre a Revolução Francesa (1789–1799) que descreve os três estados sociais, as causas econômicas, a convocação dos Estados Gerais, a proclamação da Assembleia Nacional, a tomada da Bastilha, a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, fases revolucionárias e a Constituição de 1791.

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

A REVOLUÇÃO FRANCESA
A FRANÇA NO ANTIGO REGIME
Às vésperas da revolução a sociedade estava dividida em estados:
1º estado: Clero 2º estado: Nobreza 3º estado: Povo 
1º ESTADO
Composto pelos membros da Igreja Católica;
Alto clero: cardeais, bispos e abades;
Baixo clero: padres, frades e monges;
Possuía muitas terras e cobrava dízimo e taxas sobre batismo, casamento e sepultamento.
2º ESTADO
Monarquia;
Nobreza cortesã: viviam na corte;
Nobreza provincial: viviam em propriedades rurais;
Nobreza de toga: burgueses que compravam títulos de nobres;
Possuíam terras, poder e privilégios; Vivia à custa do Estado ou da exploração do trabalho dos camponeses; Não pagavam impostos.
3º ESTADO
Composto por diferentes grupos: 	
Camponeses;
Trabalhadores urbanos (Sans-culottes);
Burguesia
Pagavam impostos exorbitantes; Camponeses e Sans-Culottes viviam em situação de miséria; Burgueses não tinham liberdade econômica, desejavam participação política e eliminação de taxas alfandegárias.
Em 1788 a França vivia: Fome ameaçava a população; Secas atingiam a agricultura; Aumento do preço dos alimentos; Gastos exorbitantes pelo 1° e 2º estados.
CONVOCAÇÃO DA ASSEMBLEIA DOS ESTADOS GERAI
Gastando mais do que arrecadava, o governo de Luís XVI precisava cada vez mais de dinheiro para equilibrar suas contas;
Diante dessa grave situação, o rei convocou a Assembleia dos Estados Gerais. Composta de representantes dos três estados; E essa assembleia não era consultada há 175 anos! 
Na Assembleia, cada estado tinha direito de um voto. A burguesia pretendia que a votação fosse feita por pessoa, e não por estado; Os estados privilegiados não aprovaram a mudança pretendida;
Em junho de 1789, os representantes do Terceiro Estado proclamaram-se como Assembleia Nacional.
O PROCESSO REVOLUCIONÁRIO
O Terceiro Estado juraram permanecer unidos até conseguirem dar a França uma Constituição - “estamos aqui pela vontade do povo” (H.R Mirabeau); Espalham-se notícias que o rei mandaria reprimir a Assembleia; No dia 14 de julho de 1789, em Paris, uma multidão avançou sobre a fortaleza da Bastilha (prisão onde eram levados os condenados políticos );
A TOMADA DA BASTILHA
Aos gritos, os revolucionários repetiam “Liberdade, Igualdade, Fraternidade” (lema iluminista); A Bastilha foi invadida, desde então, sua tomada é celebrada como o marco inicial da Revolução Francesa.
No interior, a violência espalhou-se rapidamente; Camponeses atacavam as propriedades da nobreza e do clero, destruindo muitos de seus bens;
DECLARAÇÃO DOS DIREITOS DO HOMEM E DO CIDADÃO
Forçados, 1º e 2º Estados aprovam as medidas do 3° Estado, pelo fim de seus privilégios - cobrança de dízimos e servidão, isenção de impostos, tribunais especiais, etc.;
Em 26 de agosto de 1789, a Assembleia aprovou a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão; Com a Declaração passa a ser reconhecido o direito de todos à liberdade, à segurança, à propriedade, à igualdade perante a lei, etc.
Alguns de seus pontos:
Todos os homens nascem iguais e livres e assim permanecem quanto aos seus direitos;
Ninguém deve ser perseguido por suas opiniões;
A liberdade civil e política consiste em poder fazer o que se quer, sem que prejudique os outros;
Cada cidadão pode falar, escrever e publicar livremente seus pensamentos e opiniões;
Até nossos dias atuais, essa Declaração consiste em um importante documento. 
A Revolução Francesa (1789-1799) pode ser dividida em três momentos (fases): 
Primeira fase (1789-1792): Monarquia Constitucional; 
Segunda fase (1792-1794): Convenção (1792/1793) Terror;
Terceira fase (1794-1799): Diretório.
MONARQUIA CONSTITUCIONAL
O rei Luís XVI era o monarca que governava a França no ano de 1789. Sua esposa, a jovem rainha Maria Antonieta era o símbolo de ostentação da sociedade francesa, era duramente criticada em vida pelo seu comportamento frívolo. 
Você sabia que uma constituição assegura a organização e o funcionamento de uma sociedade? É ela quem traça os parâmetros do sistema jurídico de um país e define os princípios que regem a organização e funcionamento de uma sociedade democrática.
Logo após a Tomada da Bastilha pelo 3° Estado, inicia-se a organização da desejada Constituição que traria mais dignidade ao povo e poria fim a monarquia absolutista na França. 
 Em 1791 a Assembleia Nacional Constituinte aprovou a Constituição Francesa:
Fim dos privilégios do clero e da nobreza; Limitou o poder do rei (fim do Absolutismo francês);
A alta burguesia passou a deter mais privilégios e leis que os beneficiava;
O Terceiro Estado não alcançou a igualdade social desejada - começam a surgir manifestações de protesto e revoltas populares;
Ocorre a tentativa de restauração monárquica, bem como dos privilégios do clero e nobreza;
TENTATIVA DE UMA CONTRARREVOLUÇÃO
O rei Luís XVI realiza alianças com monarquias estrangeiras (Áustria e Prússia) e a com a nobreza francesa desejando uma contrarrevolução;
Ocorre a organização de um exército contra revolucionário;
Luís XVI descumpre seu juramento pela Monarquia Constitucional; 
O Terceiro Estado descobre o plano do monarca e o captura em junho de 1791, quando disfarçados de criados, o rei e sua família tentaram fugir para o exterior;
Luís XVI e Maria Antonieta são apontados como traidores da constituição francesa;
JORNADA DE 10 DE AGOSTO DE 1792
Em 1792 Áustria e Prússia planejavam pôr fim a Revolução Francesa - essas temiam que os princípios revolucionários propagassem pelas outras monarquias europeias.
Em agosto de 1792 houve uma grande revolta popular e o rei Luís XVI foi destronado - era o fim da monarquia na França. 
A Convenção Nacional
Logo após essa vitória contra a monarquia, elegeu-se às pressas uma Convenção Nacional, isto é, uma assembleia encarregada de elaborar uma nova Constituição. Os membros da Convenção foram eleitos pelo voto universal masculino, e não mais pelo voto baseado na renda do cidadão. A primeira atitude da Convenção foi abolir a monarquia e proclamar a República.
Composta de cerca de 750 deputados, a Convenção abrigava quatro importantes grupos políticos:
GIRONDINOS
– Representavam sobretudo a alta e média burguesia (banqueiros, armadores, industriais e comerciantes). Defendiam o voto censitário, o direito à propriedade privada e eram contrários à participação popular na Revolução.
JACOBINOS
– Representavam sobretudo a pequena burguesia (profissionais liberais, como advogados e médicos), funcionários públicos e lojistas;
– Defendiam um governo central forte, o voto universal e a participação popular no processo revolucionário. Eram liderados por deputados eleitos por Paris, como Robespierre.
CORDELIERS
– Defendiam propostas radicais como o fim da propriedade privada e a reforma agrária; eram liderados por Marat e Danton. Cordeliers e jacobinos sentavam-
-se nos bancos mais altos do plenário; por isso, esses dois grupos políticos eram conhecidos como montanheses.
PLANÍCIE – Era composta de deputados que agiam conforme seus interesses imediatos: ora apoiando os girondinos, ora os jacobinos. Sentavam-se no centro da Convenção
O rei Luís XVI, acusado de traição à pátria, foi levado a julgamento. Os girondinos queriam absolvê-lo; os jacobinos desejavam sua condenação. Após um mês de intensos debates, mais de 90% dos deputados da Convenção, com base em provas, declararam Luís XVI culpado. No cofre do rei havia provas dos acordos que ele fizera com os monarcas estrangeiros combinando a invasão da França. Em janeiro de 1793, o rei foi executado em praça pública, sob uma chuva de aplausos dos populares.
Os jacobinos no poder
Após a execução do rei, aumentou a oposição aos jacobinos. Eles, por sua vez, procuraram manter o controle da situação criando órgãos especiais como Comitê de Salvação Pública, à frente do qual estava Robespierre, o verdadeiro chefe de governo.
Para conter a crise social e financeira em que a França estava mergulhada, Robespierre e seus auxiliares distribuíram as terras dos nobres entre milhares de camponeses, aboliram a escravidão nas colônias francesas, tornaramo ensino primário obrigatório e gratuito e tabelaram os preços dos gêneros de primeira necessidade, que vinham subindo diariamente. Essas medidas contentaram as camadas populares mas desagradaram aos girondinos.
A tensão entre esses grupos aumentou ainda mais com o assassinato do líder popular Jean Paul Marat por uma mulher ligada aos girondinos.
O assassinato de Marat contribuiu para que o governo jacobino intensificasse a repressão: as pessoas suspeitas de conspirar contra a revolução passaram a ser condenadas à morte, sem interrogatório ou direito de defesa, por um tribunal do governo. Assim, milhares de pessoas foram mortas na guilhotina. Nesse período, conhecido como o Período do Terror, o medo tomou conta dos franceses.
Os jacobinos chegaram a guilhotinar até mesmo líderes revolucionários como
Danton e Hebert, e com isso foram perdendo o apoio popular e o da maioria dos deputados franceses. Danton, por exemplo, foi decapitado por ser contrário ao aumento da violência. Os deputados girondinos e os da planície aproveitaram esse clima de radicalização política para desfechar um golpe: prenderam Robespierre e os demais líderes jacobinos e os guilhotinaram sem julgamento.
O Diretório
Com o golpe que derrubou os jacobinos, o poder passou às mãos dos políticos que representavam, sobretudo, os interesses da alta burguesia: grandes comerciantes, industriais e banqueiros. Como era de se esperar, os novos governantes deram total apoio à burguesia, que ampliou seus negócios e investiu na indústria e no comércio.
Uma nova Constituição, elaborada em 1795, manteve a república, restabeleceu o voto censitário e confiou o governo a um Diretório, composto de cinco deputados. O governo do Diretório também encontrou sérias resistências, tanto por parte dos jacobinos quanto dos monarquistas.
Os monarquistas, com dinheiro e armas recebidos da Inglaterra, lideravam revoltas para levar ao poder o conde de Artois, irmão de Luís XVI; os novos jacobinos atacavam o governo por meio de seus clubes e jornais. Nesse ambiente tenso, Graco Babeuf liderou um movimento popular propondo a abolição da propriedade privada e a igualdade social. Esse movimento, conhecido como Conspiração dos Iguais, foi sufocado, e Babeuf e seus aliados foram executados.
O governo endureceu: fechou os jornais de oposição e ameaçou expulsardo país todos os seus adversários. Mas o governo encontrava-se desmoralizado, pois vários de seus membros estavam envolvidos em escândalos e atos de corrupção.
Os jornais diziam que a França precisava de um homem enérgico, respeitado e admirado para “salvar” a pátria. Um jovem general, de nome Napoleão Bonaparte, reunia essas características. Um dos motivos de sua fama era o seu excelente desempenho militar contra os exércitos estrangeiros.
Em 10 de novembro de 1799 –
18 Brumário, segundo o calendário republicano –, Bonaparte, apoiado por políticos burgueses e por militares, tomou o poder. Esse episódio passou para a história como o Golpe de 18 Brumário. Completava-se assim a Revolução Burguesa, iniciada na França dez anos antes.

Mais conteúdos dessa disciplina